segunda-feira, dezembro 04, 2006

De um leitor

Estas imagens do chamado "seminário" não deixam margem de dúvida que o evento não passou de uma reunião de coordenação e confraternização de conspiradores, criminosos, desertores, cobaias, neo-imperiais, etc...

Provocam-me o sentimento de uma grande tristeza e desilusão com o que actualmente está a passar-se em Timor, e o pessimismo cada vez maior quanto ao seu futuro está começar a respirar em mim.


O PR Timorense, inegavelmente uma das mais merecidas personagens da resistência Timorense logrou devido à luta exemplar e heróica contra a ocupação indonésia um grande respeito de todos, mesmo dos seus inimigos, para um Estado jovem que ia ser construído.
Hoje em dia podemos à maneira das palavras suas recentemente proferidas dizer: "Xanana que deixastes na luta contra a ocupação indonésia já não é mesmo homem, não é o mesmo Xanana".

O Xanana passou para a história.
Sucedeu-lhe um político magoado com o próprio esforço de longos e amargurados anos passados no mato que lhe valeu apenas uma representação algo rematada para a sombra e que só veio a beneficiar os "srs. d`tores" que não sabem nem nunca hão da saber o que é uma vida quase, uma juventude perdida.
Sente-se magoado e não preparado talvez para uma sociedade civil que tinha necessariamente que emergir depois de terminada a luta de guerrilha.

O surgimento da sociedade civil é intrínseco à pluralidade, diversificação, massificação, renovação de recursos humanos e outros fenómenos sociais.

O Presidente parece ter a dificuldade de entender que os tempos mudam. E que cada período do tempo traz consigo novos actores sociais e políticos.
Esquece-se também que esses actores têm que ter aceitação da sociedade em geral para validar a sua acção. E que esta tem que ser positiva e ter em conta interesse geral.
Pensará o PR que aquilo que ele pensa ser melhor para Timor o realmente será?

Como fazer distinção entre o objectivo e os meios utilizados não fossem eles tão arrepiantes e tão desprestigiantes?
Como associar uma sociedade timorense hipoteticamente melhor aos meios com que se tenha alcançado?
Como desassociar o objectivo pretendido da injustiça generalizada na sua consecução?

Aqui é que reside a ruptura do PR com o passado e os valores.
Cortando com tudo isto ela está claramente a demonstrar ruptura de identidade do actual Presidente da República Alexandre Gusmão com o heróico Xanana.

Enganoso é ele crer que pessoas na generalidade ainda o vejam como Xanana. O que se vê é um Presidente da República que em tempos era um mito, uma lenda viva. Nem as lendas duram para sempre.
Espero que o povo de Timor-Leste saiba fazer esta distinção entre imagem e personagem.


É o povo Timorense que sofreu nas mãos de um ocupante durante 25 anos, é esse mesmo povo que teve uma enorme coragem para dizer "sim" no referendo em 1999 e que escolheu o seu Governo e seu Presidente.
É o povo que deve dizer em próximas eleições como quer que seja o seu futuro.

Ignorando-se a vontade popular através da imposição ditatorial e oligárquica de ideias abstractas esvaziadas de interesse colectivo e de princípios e valores supremos só trará futuramente mais problemas que soluções a Timor-Leste, abrindo novas e maiores feridas.

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Dos leitores - tradução da Margarida

Comentário sobre a sua postagem "Brothers in Arms - Palavras para quê?...":

O carro da Caritas. Sendo um Australiano Católico nunca mais quero dar dinheiro a uma organização que permite que os seus veículos e presumidamente os seus colaboradores participem em tais ajuntamentos de criminosos e de amotinados.

Quanto aos Australianos na fotografia, conheço um (o que está a berber água) é ajudante (ou tem um papel assistente similar) do Brigadeiro Rerden, o Comandante da Força da ADF.

Que espectáculo. Que espectáculo miserável.

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Comentário sobre a sua postagem "One dead, 17 hurt in East Timor violence":

Alfredo está por detrás desta violência recente. Não haja dúvidas sobre isto. A violência é praticada por 7-7, um grupo que o apoiou durante os seus ataques contra as F-FDTL em Fatoahi e cujos membros atacaram e queimaram as casas de membros da Fretilin do Parlamento e gente proeminente Lorosae.

Quando o Alfredo veio para Fatoahi em Maio de 2006, disse que era para proteger a sua gente, em e à volta de Culau que é onde opera este grupo. Culau fica por detrás de Taibessi e foi a mesma gente quem queimou o Mercado de Taibessi em 28 de Abril, imediatamente antes de ter irrompido a manifestação dos peticionários.

O grupo é liderado por João Becora ou João Choque, que está na equipa de reconciliação do Presidente e que esteve em Suai para o "seminário".

Alfredo está por detrás desta violência e toda a gente sabe isso.

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Comentário sobre a sua postagem "Fugitives gather at Church-sponsored seminar":

Que grupo bizarro. Os amotinados, os seus apaniguados e os seus mentores! Quem é quem nesta campanha de violência orquestrada que começou em 28 de Abril de 2006 estavam todos lá. Que triste estado de eventos. Em qualquer outro país democrático e soberano o pessoal que cumprisse serviço militar que tivesse participado em tais eventos teria sido repreendido. Em Timor-Leste é quase como se nada se tivesse passado.

O Brigadeiro Rerden continua a dizer "é com o governo". A minha pergunta é qual governo. É óbvio que eles se recusam a agir enquanto não houver uma ordem de Canberra. Que triste estado de eventos.

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Notícias - traduzidas pela Margarida


Confrontos de gangs em Timor-Leste fazem 1 morto

Star-Telegram.com
Domingo, Dec. 03, 2006
Associated Press

DILI, Timor-Leste - Um homem foi despedaçado até à morte e 17 outros ficaram feridos em lutas durante a noite na capital de Timor-Leste, disse na Segunda-feira um funcionário do hospital.

Dois homens estavam em situação crítica no hospital nacional depois de terem sido atacados por membros de um gang rival com catanas e facas, disse o paramédico Nelson da Silva Carmo.

Maria Gonçalves disse que o seu irmão de 27 anos, Eugino, tinha sido mutilado pelos homens que o atacaram fatalmente.

"Não aceito que o meu irmão tenha sido morto como um animal," disse Gonçalves à Associated Press. "Peço à polícia que prenda os responsáveis."

Timor-Leste, que rompeu violentamente com o ocupante Indonésio em 1999, foi mergulhada na crise em Abril e Maio quando o então Primeiro-Ministro Mari Alkatiri demitiu um terço das forças armadas.
Isso desencadeou tiroteios entre facções da polícia e das forças armadas que mais tarde transbordaram em guerras de gangs, pilhagens e fogos postos, que derrubaram o governo em Junho.

A calma regressou largamente com a chegada de mais de 2,500 tropas estrangeiras e a instalação de um novo governo, mas tem havido casos isolados de violência de rua nos meses recentes.

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Um morto, 17 feridos em violência em Timor-Leste
The Age

Dezembro 4, 2006 - 1:24PM

Um homem foi retalhado até à morte e outras 17 pessoas ficaram feridas em lutes de gangs durante a noite na capital de Timor-Leste, Dili, disse um funcionário do hospital.

Entretanto, dois dos principais gangs de artes marciais estão a lutar nas ruas da cidade, depois de confrontos menores durante o fim-de-semana terem escalado na Segunda-feira de manhã.

Gangs armadas com pedras, espadas, barras de metal e arcos e flechas estão em confrontos no centro de Dili.

A seguir à violência durante a noite, dois homens estão em situação crítica no hospital nacional depois de terem sido atacados por membros de um gang rival armados com catanas e facas, disse o paramédico Nelson da Silva Carmo.

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Fotografias da cerimónia de Sábado em Ainaro

Chegam-nos relatos de que na cerimónia em que esteve presente o PR, em Ainaro, no Sábado passado, em que armas da população foram depositadas numa casa Lulik, apareceu Alfredo Reinado que esteve sentado lado a lado com Xanana Gusmão.

Agradecemos que caso tenham fotografias da cerimónia as enviem para aqui.

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Situação complicada em Taibessi

Continuam os problemas em Taibessi, entre dois grupos. Hoje de manhã e de tarde ouviram-se tiros.

Evitar o local.

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Dos leitores

Comentário sobre a sua postagem "Brothers in Arms - Palavras para quê?...":

Caritas car. As an Australian Catholic I dont want to ever give money to an organization which allows its vehicle and preesumably collaborators to attend such a gathering of criminals and rebels.

As for the Australians in the picture, I know one (drinking water) is adjudant (or a similar assistant role) to Brig Rerden, ADF Task Force Commander.

What a show. What a creep show.

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Comentário sobre a sua postagem "One dead, 17 hurt in East Timor violence":

Alfredo is behind this recent violence. No doubt about it. The violence is carried out by 7-7, a group which supported him during his attack on the F-FDTL at fatoahi and whose members attacked and burned the houses of Fretilin members of parliament and prominent Lorosae people.

Whe Alfredo came down to fatoahi in May 2006, he said it was to portect his people, in and around Culau where this group operates. Culau is behind Taibessi and were the same people to have burnt the Taibessi markets in April 28, just before the petitioners demonstration errupted.

The groups are lead by Joao Becora or Joao Choque, who is on the President's reconciliation team and was in Suai for the "seminar".

Alfredo is behind this violence and everyone knows it.

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Resposta a um comentário de leitor

De um leitor:

"A propósito do adiamento do Julgamento do Rogério e a despropósito de outros oportunistas... meter nomes a monte numa lista de testemunhas, com muitas delas fora do local do tribunal...é muito fácil e muito útil para fazer adiar os julgamentos!

São truques velhos... e o Dr. Remédios é especialista em truques…"

NOTA:

O Julgamento foi adiado porque o PGR, Longuinhos Monteiro, reteve o co-arguido na Procuradoria-Geral da República durante a sessão do Julgamento e não porque faltou uma testemunha.

O único especialista em truques aqui foi o PGR nomeado pelo PR...

Hoje no Parlamento Nacional um deputado exigiu a demissão do PGR devido a este abuso.

Mais apostamos que é só mais um atentado ao Estado de Direito sem consequências. Ou não teria sido o PR a nomear Longuinhos Monteiro...
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Brothers in Arms - Palavras para quê?...


O militar em fuga de Timor-Leste Major Alfredo Reinado com dois soldados Australianos não identificados — presumidamente membros da força de estabilização internacional — Australianos e Neo-Zelandeses — fotografados juntos num seminário sobre a “justiça” em Suai a cerca de 175 quilómetros a sul de Dili no Domingo passado.


East Timor military fugitive Major Alfredo Reinardo with two unidentified Australian soldiers — presumably members of the international — Australian and New Zealand — stabilisation force — photographed together at a ‘justice’ seminar at Suai about 175 kilometres south of Dili last Saturday.

Os militares em fuga Major Alfredo Renardo e Vicente “Railos” da Conceição juntos no seminário.
Military fugitives Major Alfredo Reinardo and Vicente “Railos” da Conceicao together at the seminar.

Os guarda-costas armados do Major Alfredo Reinado no seminário patrocinado pela Igreja.

Major Alfredo Reinardo's armed bodyguard at the Church-sponsored seminar.

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Mari Alkatiri chegou hoje a Timor-Leste

Após a sua visita a Portugal por questões de saúde e familiares, Mari Alkatiri regressa a Timor-Leste, como previsto.

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ONU muito preocupada com dezenas de milhar de deslocados


Díli, 04 Dez (Lusa) - A manutenção de cerca de 25 mil deslocados em dez enas de campos de acolhimentos espalhados por Díli, face à iminência do início d a época das chuvas, está a preocupar as Nações Unidas, que receiam uma crise humanitária.

O alerta foi lançado hoje de manhã em Díli numa conferência de imprensa realizada pelo representante especial interino do secretário-geral da ONU, Finn Reske-Nielsen, em que aludiu à possibilidade de se registarem epidemias e casos mortais provocados pela inundação dos campos.

Reske-Nielsen chamou a atenção para quatro dos campos, que em conjunto têm cerca de dois terços dos 25 mil deslocados registados, e que se situam no Aeroporto Internacional, defronte do Porto de Díli, no Hospital Nacional e defronte da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT).

"Se não agirmos depressa corremos o perigo de haver proliferação de doenças e de mortes provocadas por choques eléctricos, resultantes da existência de cabos de transporte de energia", salientou.

Reske-Nielsen acrescentou que "já não se justifica a distribuição de ajuda alimentar, porquanto há comida suficiente e dinheiro suficiente em toda a cidade".

Nesse sentido, anunciou que as agências da ONU vão deixar de distribuir alimentos nos campos, salvo aos idosos, crianças e mulheres.

Este anúncio vem no sentido do que o primeiro-ministro José Ramos-Horta revelou sábado passado num encontro com representantes dos campos de acolhimento, que disse que a partir de 15 de Dezembro termina a ajuda que tem vindo a ser dada aos deslocados.

Há cerca de um mês, Ramos-Horta tinha já anunciado que a distribuição de ajuda alimentar, bem como a distribuição de água e electricidade nos campos terminaria na última semana de Novembro.

Os deslocados continuam renitentes em regressar às suas casas, alegando o clima de insegurança na capital e as notícias de confrontos entre grupos rivais em vários pontos da cidade.

José Gusmão, chefe do campo de deslocados situado no Aeroporto Internacional disse à Lusa que os deslocados daquela área "estão prontos para regressar aos seus distritos de origem", mas lamentou que o governo continue sem lhes gara ntir o necessário transporte para a viagem.

Os deslocados encontram-se nos campos desde Maio em consequência da crise político-militar desencadeada em Abril, e chegaram a totalizar 180 mil pessoas, cerca de 18 por cento da população timorense.

Fora de Díli, continuam registados cerca de 70 mil deslocados.

EL-Lusa/Fim


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NOTA: Que tal prenderem Alfredo Reinado e patrulharem 24 horas por dia os bairros para que os deslocados voltem a casa?!

De um leitor

Comentário sobre a sua postagem "Fugitives gather at Church-sponsored seminar":

What a bizzare bunch. The rebels, their minions and their mentors! Who has been who in this orchestrated violence campaign which began on 28 April 2006 were all there. What a sad sate of events. In any other democratic and sovereign country the serving military personnel who participated in such an event would be reprimanded. In East Timor its almost anyhting goes.

Brig Rerden keeps saying "its up to the government". My question is which government. Its obvious they refuse to move unless there is an order from Canberra. What a sad state of events.

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Um morto e dois feridos confirmados em novo ciclo de violência

Díli, 04 Dez (Lusa) - Pelo menos uma pessoa morreu e duas ficaram feridas nos confrontos registados domingo à noite e hoje de manhã no bairro de Taibessi, em Díli, disse à Lusa o director do Hospital Nacional Guido Valadares.

Segundo António Caleres, a vítima mortal, que não chegou a ser levada ao hospital, morreu domingo à noite em consequência de fogo posto numa loja do mercado de Taibessi, tendo o corpo carbonizado sido encontrado pelos bombeiros.

Os dois feridos, com ferimentos resultantes de catanadas nas costas e no pescoço, foram levados ao hospital por elementos da polícia da ONU (UNPOL), que, reforçada com efectivos militares neo- zelandeses, efectuou hoje de manhã uma operação de busca e perseguição na zona de Taibessi, Bécora e Bemori, em que estiveram envolvidos cerca de 100 elementos.

Os confrontos opuseram elementos de dois grupos de artes marciais rivais, o "Sete Sete" e o PSHT.

Informações não confirmadas apontam para a possível existência de pelo menos mais um morto e de mais de 20 feridos, disseram à Lusa residentes em Taibessi.

O registo destes confrontos foi feito no dia em que a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) fez em conferência de imprensa o ponto da situação de segurança, concluindo que "persistem incidentes esporádicos em Díli e no interior".

Ainda sem informação oficial sobre os incidentes de domingo à noite e hoje de manhã, o representante adjunto do secretário-geral da ONU, Eric Tan, salientou que "dia após dia, a situação está a ficar mais estável".

Na ocasião, o representante especial em funções, Finn Reske- Nielsen, manifestou a preocupação da ONU pela continuidade de cerca de 25 mil deslocados em dezenas de campos de acolhimentos espalhados pela cidade.

EL-Lusa/Fim

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One dead, 17 hurt in East Timor violence

The Age

December 4, 2006 - 1:24PM

A man has been hacked to death and another 17 people injured in overnight gang fighting in East Timor's capital, Dili, a hospital official has said.

Meanwhile, two of the country's main martial arts gangs are fighting in the city's streets, after minor clashes over the weekend escalated on Monday morning.

Gangs armed with rocks, swords, metal bars and bows and arrows are facing off in central Dili.

Following violence overnight, two men are in a critical condition at the national hospital after being attacked by rival gang members armed with machetes and knives, paramedic Nelson da Silva Carmo said.

It is the latest flare up in the tiny nation since unrest earlier this year, triggered by the firing of a third of the army, left 37 dead and drove 55,000 from their homes.
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Gang clashes in East Timor leave 1 dead

Star-Telegram.com
Sun, Dec. 03, 2006
Associated Press

DILI, East Timor - A man was hacked to death and 17 others were injured in overnight gang fighting in East Timor's capital, a hospital official said Monday.

Two men were in critical condition at the national hospital after being attacked by rival gang members with machetes and knives, said paramedic Nelson da Silva Carmo.

Maria Goncalves said her 27-year-old brother, Eugino, had been mutilated by the men who fatally attacked him.

"I do not accept my brother being slaughtered like an animal," Goncalves told The Associated Press. "I urge the police to arrest those responsible."

East Timor, which violently broke from occupier Indonesia in 1999, was plunged into crisis in April and May when then-Prime Minister Mari Alkatiri dismissed a third of the armed forces.
The move sparked gun battles between police and army factions that later spilled into gang warfare, looting and arson, toppling the government in June.

Calm largely returned with the arrival of more than 2,500 foreign peacekeepers and the installation of a new government, but there have been isolated cases of street violence in recent months.

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Comunicados - PM

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER


MEDIA RELEASE

Dili, December 3 2006

$US80 million power project joint venture agreement signed in Timor-Leste

An $US80 million biomass gasification power generation project will now proceed following today’s signing of a joint venture agreement between the Government of Timor-Leste and a Thai company, KYTBW Co. Ltd.

It is the largest foreign investment commitment to date in Timor-Leste – outside of the petroleum sector.

The first 10-megawatt power generation unit is planned to be operational within four or five months. A second 10-megawatt unit to be installed as a reserve generator is hoped to be commissioned within two months of the first being completed.

The Minister for Natural Resources, Minerals and Energy Policy José Teixeira said the next stage of the project, a Power Purchase Agreement, was expected to be signed within a couple of weeks.

“The term of this agreement is 20 years,” Minister Teixeira said, “with an option for extension.”

Mr Teixeira said the Government of Timor-Leste would contribute $US8 million and the Thai company $US72 million. He said it was the largest foreign investment in Timor-Leste to date: “even larger than the investment of Timor Telecom.”

“We are carrying out extensive repair work and upgrades to transmission lines, transformers and other equipment in an effort to ensure Dili has reliable power supplies,” Minister Teixeira said.

“These power units will have ample capacity to relieve generation pressures that Timor-Leste’s electricity supplies are currently experiencing, and together with the other critical work I have mentioned, I am looking forward to a more reliable power supply for the city.”

Mr Chainarong Leumsri, project manager for the biomass project, said his company would work with the Ministry to see whether there was anything that could be done immediately to ease the current pressures on Dili’s power supplies.

“Electricity supplies are a mix of complicated and interdependent technologies and we are honored to have been chosen to supply the generation units,” he said.

The agreement was signed at the offices of the Prime Minister in the Palacio do Governo.

“This project will generate cleaner and cheaper power for the people of Timor-Leste,” Prime Minister Dr José Ramos-Horta said.

“And as power supplies stabilize and are totally reliable it will result in more employment for Timorese. Investors need guaranteed and reliable power supplies before they will commit to projects.”

The power project will be run by EGET – Energy Generating Enterprise Timor-Leste – a joint venture comprising the Timor-Leste Government and Thai and UK investors.

It is expected power from the new plants will be generated at about half the current cost.
All types of waste – including plastic bottles, coffee waste, wood waste, straw, weeds, rice and corn husks and coconut husks – will be used together with coal in the generation of electricity, making it environmentally friendly.


At least 100,000 families will be serviced by the new power plant and between 100 and 150 people will be employed in the power plants.

Timor-Leste’s Minister of Natural Resources, Minerals and Energy Policy José Teixeira signed the JVA on behalf of the Government and the President and chief executive of KYTBW Prof Dr Yuwat Vuthimedhi, and Vice-President To Maneechoti represented the company.

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DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER


MEDIA RELEASE

Dili, December 4 2006

A remarkable woman plans to expand microcredit across Timor-Leste

A remarkable woman helping the poor of Timor-Leste through a successful microfinance program is working to attract financing to expand her activities to every District in the country, with the exception of Dili.

Helen Todd, who leads the Moris Rasik organisation, told Prime Minister Dr José Ramos-Horta who visited her in Aileu on the weekend that she wanted to expand her program. Currently Moris Rasik operates 13 offices in eight of Timor-Leste’s 13 Districts. It organizes solidarity groups among its clients, disburses credit to individuals with a group guarantee, and encourages voluntary savings.

“Helen Todd is an amazing woman,” Dr Ramos-Horta said today. “She has suffered so much and yet continues to devote her life to our people.”

In 1991 her 19-year-old son Kamal Bamadhai was among the 271 mourners killed by Indonesian troops at the Santa Cruz cemetery massacre.

“At a time when Helen Todd should be living a comfortable life with her husband, Helen Todd chooses to continue to work here with our poor,” Dr Ramos-Horta said.

“She is truly a most remarkable woman and is continuing the legacy of her son.

“The provision of microcredit services is an important contribution towards alleviating poverty and my Government wants more of our poor to have access to these programs.

“The Government is currently evaluating methods to properly support the extension of microcredit services across the country.”

Moris Rasik is based on the Grameen Bank methodology. In 2006 it had grown to 9000 clients and had more than doubled its portfolio. It has by far the largest outreach to poor, rural households in Timor-Leste.

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Confrontos ontem à noite

Por detrás do mercado de Taibessi, confrontos levaram à intervenção da UNPOL e da GNR. Foram encontrados menos dois mortos. Houve feridos com armas de fogo.

Mais cedo, em Vila Verde, um jovem que estava a ser perseguido por outros, entrou numa das casas dos professores de português, tendo um dos professores sido agredido pelos atacantes.

Quando a polícia chegou já tinham todos fugido, incluindo o jovem que estava a ser perseguido.

Os funerais das vítimas realizam-se hoje no cemitério de Santa Cruz pelas 16:00.

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Fugitives gather at Church-sponsored seminar

By John Loizou




Dili, 30 November: Brothers in Arms: East Timor military fugitive Major Alfredo Reinardo with two unidentified Australian soldiers — presumably members of the international — Australian and New Zealand — stabilisation force — photographed together at a ‘justice’ seminar at Suai about 175 kilometres south of Dili last Saturday.

Southeast Asian Times correspondents in East Timor say the two-day seminar that began Friday was organised by Catholic Church’s Peace and Justice Commission, based in Baucau and was funded with support by its agency for overseas aid and development or Caritas.
It’s supposed objective was to discuss ways to seek justice.


Government members, and members of the police and East Timor’s army were invited to attend but did not go.

Labour and Community Minister and Fretilin member Arsenio Bano sent a representative.
The speakers included Major Reinado.

Observers included Reinado’s men, who were armed, fellow fugitive Major Reinado and Vicente “Railos” da Conceicao and members of President Xanana Gusmao’s Commission of National Dialogue and Community Re-insertion.

The Opposition Democratic Party was also well represented.

The Australian commander in East Timor, Brigadier Mal Rerden, was quoted by the State-owned Australian Broadcasting Corporation as saying that Reinado — who has been charged with attempted murder and pocession of arms escaped from Dili jail last August — saying: "That's a matter for the Government.

They have decided that it's appropriate for him to participate in that event because they are looking for ways to develop the dialogue and to bring Reinado back into the justice system."

The commander did not say why the Australian soldiers attended the seminar.

And there has been no explanation from neither the Peace and Justice Commission nor Caritas as to their role in the seminar or what it was supposed to achieve.

Labour and Community Minister Arsenio Bano East Timor’s told Radio Australia that Reinado was being given the chance to surrender without bloodshed.

Asked how much more time the mutineer and deserter would be given he replied: “I’m not very sure, sooner or later, we all need to decide what we need to do with major Reinardo.”

The Southeast Asian Times

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A Not-So-Distant Horror: Mass Violence in East Timor

Annals of the Association of American Geographers - Volume 96, Issue 4, Cover-Dated December 2006
by Joseph Nevins. Ithaca, NY: Cornell University Press, 2005.

Reviewed by Jim Glassman, Department of Geography, University of British Columbia, Vancouver, British Columbia, Canada.

It is unlikely that there is anyone in the field of geography, or, for that matter, the social sciences more generally, who is better positioned to write this book than Joseph Nevins. Nor is there anyone who can more legitimately ask the difficult questions that the book raises specifically, questions regarding the moral responsibility of people in the West for the destruction of life in East Timor. Writing for years under the pseudonym of Matthew Jardine, Nevins traveled back and forth between East Timor and the United States, supporting the struggle for East Timorese independence by bringing information about the plight of Timorese to audiences in the country whose government so decisively backed and supplied the Indonesian occupation.

Building on both the information he gathered through this process and the broader scholarly and journalistic literature, Nevins pieces together an account of East Timor’s occupation, resistance struggle, and liberation, sparing the reader none of the terror that accompanied the final stages of the struggle for independence in 1999. Indeed, A Not-So-Distant Horror refuses to abstract from the human suffering that drew global attention to East Timor in that year, starting not with scholarly chronological sequencing of the events that led to Indonesian occupation but with the author’s trip to East Timor’s ground zero’’ (the razed capital city of Dili) two months after the post-September 1999 referendum violence.

Only after this does Nevins reconstruct an account of what happened and how, and even then the purpose of the narrative is not so much to recount events but to construct a geography of moral responsibility that is mobilized by the jolt one receives from the scenery at ground zero.

In all of this, Nevins clearly means to provoke. How, he asks, can Americans be so sensitized to the destruction of ground zero in New York, the devastating consequences of the attacks of 11 September 2001, yet so oblivious to a ground zero where an equal number of humans perished, only in this case from arms and training originally supplied by governments like the United States? With this question as backdrop, Nevins’s book aims to sensitize.

After taking us to ground zero, Nevins looks at how East Timor got to that point, examining the development of independence struggles under Indonesian occupation (chapter 2), the maneuverings of the major international actors that backed Indonesia (chapter 3), and the run-up to and staging of the referendum on independence, with its tragic aftermath (chapters 4 and 5). Having laid out historically the development of East Timor’s ground zero, Nevins then turns in the remaining chapters to questions regarding the role of the international community in East Timor (chapter 6) and the degree to which various actors responsible for Timorese suffering will (or won’t) be held accountable (chapters 7­9).

Nevins deals early in the book with theoretical issues that ground notions of international responsibility, including conceptions of state sovereignty and its erosion through various transnational processes. This links Nevins’s account to arguments like those of John Agnew, who has insisted on the ‘‘territorially trapped’’ character of social science research that takes the national context as a watertight container. As Nevins puts it, ‘‘territorially trapped’’ accounts ‘‘typically do not give adequate weight to the role of social actors and institutions outside the countries directly involved in an interstate conflict in facilitating, and aiding and abetting or allowing it to unfold or both’’ (p. 17).

But Nevins’s purpose in invoking this literature is not to unpack theoretical issues in critical geopolitics; rather, it is to lay the foundations for his claims about international moral responsibility and the importance of collective memories of violence (e.g., pp. 20­21). Toward this end, Nevins does an especially effective job of foregrounding the callousness and complicity of various U.S. power-brokers. Paul Wolfowitz (today known for his role as George W. Bush’s Undersecretary of Defense, in promoting the current U.S. war in Iraq) is shown to have played an instrumental role, as Reagan’s Ambassador to Indonesia in the 1980s, in selling the Indonesian occupation of East Timor to the U.S. Congress (pp. 45­47). Indeed, even as late as 1999, Wolfowitz was insistent that ‘‘independence for East Timor was simply not a realistic option’’ (p. 115). It is not merely Reagan-Bush officials who are culpable in their unstinting support for Indonesian occupation, however. As Nevins points out, the Clinton administration continued supplying Indonesia with military and economic assistance right through the 1990s, and Clinton comes off as snide and dismissive in his response to questions about this from journalist Alan Nairn (pp. 139­40). In fact, it was not until very late in the day that the Clinton administration began to challenge Indonesia’s referendum violence (pp. 124­125). Moreover, it is not only U.S. officials who have feigned innocence and/or denied culpability, as Nevins shows through his examination of the responses of Australian officials to claims about their own considerable culpability -- Australia having played a major role in backing Indonesia’s occupation from the 1970s up until the post-referendum period (pp. 147­48).

All of this, in many respects, makes for a very compelling case. Nevins is on target in assigning moral responsibility to those who backed Jakarta’s violence. Moreover, he is not simply constructing a high-minded moral accounting system but is concerned about the consequences of our understanding of the East Timor situation for concrete projects of justice specifically, the holding of parties who authored violence responsible and the payment of reparations to East Timor. It is only if our historical memory of the violence in East Timor allows us to see the differing forms of international complicity, he contends, that we can adequately make the case for agendas such as an international human rights tribunals or reparations from countries that backed the violence.

Here, however, it seems to me that if the moral case is compelling, Nevins’s analytical account becomes slightly less so. In fact, one of the rather vexing pieces of the East Timor justice puzzle has been that the current Timorese leadership shows no commitment to demands for either an international human rights tribunal or a serious program of reparations, much to the frustration of international backers of the Timorese independence struggle. Nevins notes this phenomenon in passing (pp. 153­54), and certainly it reflects to a great extent the harsh realities of global power politics. Timorese leaders have some reason to feel that they can realistically expect little from the international community (particularly the U.S. government), and what little they can get is likely to be conditioned on forms of ‘‘good behavior such as forgoing charges against Indonesian military officials or demanding reparations from the United States and Australia. Yet this suggests that such power relations are precisely in need of analysis if we are to understand not only how East Timor has gotten to where it is today but where it is likely to go in the near future.

The moral claims that Timorese can make against various groups directly or indirectly responsible for their suffering are compelling; the likelihood of those claims resulting in the international community redressing Timorese suffering to any great extent is at best questionable.

To no small extent, moreover, the unlikelihood of holding authors of violence responsible or of obtaining significant reparations may have to do not only with the raw power equation of international relations but with the evolving class interests of the new Timorese leadership itself. An analysis of such interests, which Nevins doesn’t undertake, might help us better understand how Clinton was able to shrug off his own responsibility for violence with the following claim, in response to Nairn: I think the right thing to do is to do what the leaders of East Timor said. They want to look forward, and you want to look backward. I’m going to stick with the leaders’’ (p. 140). This claim, however opportunistic, in fact dovetails with Timorese Foreign Minister Jose Ramos- Horta’s assertion that ‘‘We shouldn’t just look to the past.We need to look at the good relations we have with the U.S. in 2001, not our relationship in 1975’’ (p. 153). It also dovetails with Timorese President Xanana Gusmao’s characterization of the Indonesian occupation as the result of a historical mistake which now belongs to history and to the past’’ (p. 154). If the Timorese leadership is itself abandoning the project of social justice for which Nevins so convincingly speaks, perhaps it would be useful to know more about why this is the case.

That having been said, A Not-So-Distant Horror is a very worthwhile book. If it does not fully chart the geopolitical and economic terrain on which Timorese reconstruction is occurring, it nonetheless charts the terrain of a transnational moral geography that can inform struggles over social justice.

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domingo, dezembro 03, 2006


DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE
Dili, December 3 2006

Concentrating on their abilities is the way forward for our disabled

All people suffer some form of disability even though it might not be physical and visually obvious, Prime Minister Dr José Ramos-Horta told a gathering in Aileu today celebrating International Disability Day.

“If a Prime Minister was incompetent that might be a form of disability,” he said.

“Or if a Government Minister was lazy, that too could be a disability.

“It is for these reasons I have some difficulty with using the word disability to broadly describe people who suffer some visually obvious physical impairment. Too much emphasis is placed on the ‘dis’. It is more important to concentrate on the ‘ability’ portion of this word.”

The Prime Minister and Minister for State Ana Pesoa were presented with a list of seven requests by representatives of Timor-Leste’s disabled.

“I accept all these requests and I will work to ensure they are delivered,” Dr Ramos-Horta said.

“I have enlisted the assistance of Minister of State Pessoa to help me push these things through the Council of Ministers.”

The seven requests are:

1. The building in Aileu to be officially handed over to the Mary Knoll organisation and funds provided to repair and maintain it.
2. Secondary schools in Timor-Leste to integrate disabled students into campuses.
3. The boarding school in Taibessi for disabled people from the Districts to be repaired.
4. Assistance with credit for disabled people to help them start small businesses.
5. Scholarships for disabled people whose parents do not have the money to send them to school.
6. Access for the disabled in the workplace; on public transport and in communications.
7. Immediate support for the families of the disabled whose houses were destroyed in the recent crisis.

This year is the 25th anniversary of the International Year of Disabled Persons and the primary objectives of disabled people and organisations are to see equal opportunities provided; adequate rehabilitation; and action to prevent disabilities occurring.

Timor-Leste has a number of organisations (locally and internationally supported) working with a strong focus on people with disabilities. They include: Katilosa, Klibur Domin, the Blind Union, Mary Knoll in Aileu, the Special School for Disabled, Leprosy Mission International, the Alma Sisters and ASSERT.

There are also an increasing number of organisations including efforts for disabled people in their programs – for example UNICEF, Plan, ILO and CARE.

The Government of Timor-Leste, through the Ministry of Labor and Community Reinsertion, continues to develop programs for people with disabilities…..

· Eleven disabled Timorese sports men and women are currently participating in the 9th FESPIC Games in Kuala Lumpur. FESPIC is the annual Paralympics for Far East and South Pacific countries.
· The Ministry of Labor and Community Reinsertion has provided $US66,000 through its Annual Action Plan to support the local NGO ASSERT.
· 100 disabled persons are receiving school subsidies.
· People with disabilities are receiving training from the Ministry in establishing and running a small business.
· Community-based rehabilitation programs are starting in many areas and being supported by the Government.

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DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE

Dili, December 2 2006

Sunday to be a day to remember as nation marks 10th anniversary of Nobel Peace Prize

Next Sunday is the 10th anniversary of the awarding of the Nobel Peace Prize to Bishop Carlos Belo and Prime Minister Dr José Ramos-Horta and it promises to be one of the most memorable days of celebration in Timor-Leste’s short life as an independent nation.

Dr Ramos-Horta said today the celebrations were for the people of Timor-Leste and recognition that the Nobel Peace Prize belonged to the nation.

As contractors race to finish the renovation works to the front of the Palacio do Governo, a huge traditional Timorese Sacred House is taking shape at the main entrance. Built by master craftsmen using local materials, it is designed to be representative of the many different types of Sacred houses in use by ethnic groups throughout Timor-Leste. All 36 ethnic language groups in the country will be represented at the event on Sunday, called Soru Mutu Ba Dame.

It is here that the nation’s political, religious, security and civil society leaders will be gathered to commit themselves with a public pledge to work together to find a path to peace and national solidarity. Present will be the President of the Republic Xanana Gusmão, the President of the National Parliament Francisco Guterres “Lu Olo”, the Prime Minister Dr José Ramos-Horta, most other Government Ministers and Members of Parliament, the current security services’ leadership, UNMIT’s leadership, and the Diplomatic Corp. Also expected to play a leading role is Dr Mari Alkatiri, the former Prime Minister.

Soru Mutu Ba Dame will be followed by a special open-air mass, celebrated by Bishop Ricardo of Dili. Thousands of people are anticipated to attend from 07.30 to 13.00, and to witness the Church’s blessing for the peace process.

At 6 p.m. celebrations will continue at the Palacio grounds with the best of traditional and contemporary music, poetry and theatre from Timor-Leste’s 13 districts.

This Tuesday, Thursday and Saturday there will be theatre, traditional music and poetry in Independence Park (behind Motael Church) from 5 p.m. featuring such artists as Obituary; Lekirauk Kaben; Bibi Luton; Bibi Bulak; Loriko Nurak Dalan ba Dame and groups Estrela Do Mar; Mamora Qulau, Grupo Koremetan Same and Hohula. Poets represented include Abe Bareto, Eugenio Sarmento, Sandra Tilman, Armandina Gusmao and Cristovao Pereira.

On Wednesday and Friday from 4 p.m. to 10 p.m. in Independence Park some of the best contemporary music bands will be featured, among them 5 do Oriente, Gembel, Vialma-X, Canosa Band, and Galaxi Suai Band.

Finally, a photo and painting exhibition will also be held in Independence Park from Tuesday through to Sunday between 10 a.m. and 10 p.m. showing works by TILPA, Sangar Masin, Sangar Matan, and Sangar Weturu.

The program of activities, organized by the Hahi Ita Rain National Events Commission and by the President’s Office, has the dual purpose of trying to reclaim that spirit of collective joy, hope and strength that prevailed in 1996, and to be an important rallying call for the people to work together, once again, to build their culture, their nation, and a better life.

Two traditional Timorese (ADAT) ceremonies will be the highlight of the celebrations:

Hamulak on December 7 (Independence Park at 18.00). This prayer ceremony focuses on putting away the sacred arms – symbolic swords and weapons - which were withdrawn from Sacred Houses in the past during times of invasion from outside, but are now being used by Timorese against Timorese. The President will receive the weapons from the Elders and return them to their scabbards. All are welcome.

Soru Mutu Ba Dame on December 10 (Palacio do Governo from 07.30). With the participation of the country’s national and international leadership, the aim is to focus the nation’s attention on the need to find a path to unity and peace with a national pledge to forgiveness, mutual tolerance and national solidarity. Lia Na’in (Elders) & Liurai (Kings) representing all ethnic language groups in the country will officiate and it is to them that the leaders will make their Juramento (pledge) to do all in their power to ensure a peaceful and non-violent path to the elections, and beyond.

Both will be unique in the history of Timor-Leste in terms of their scale and the participation of representatives of each of the 36 ethnic language groups and 13 districts from across the country.

The full program of events will be published daily in Dili newspapers.

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sábado, dezembro 02, 2006

De um leitor

Comentário sobre a sua postagem "Xanana assume ruptura definitiva com "históricos" da Fretilin":

1. Quem tem financiado Alfredo Reinado? Quem lhe forneceu as armas? Quem o tem apoiado logísticamente? Quem lhe permitiu a fuga da prisão?

Ele tem armas e não são poucas, e não é de agora.

Alguns padres têm armas e organizaram manifestações dizendo no interior que o Governo queria proibir a missa ao Domingo (a mais pura mentira - mas parece que em Timor Leste uma mentira odiosa dita por um padre não é pecado...)

O embaixador americano chegou a estar numa das manifestações...

Havia em Abril/Maio peticionários armados que perseguiam membros da FRETILIN, casas de militnates do partido que foram queimadas...

As FDTL foram pressionadas e aliciadas para um golpe de Estado...

Os cooperatnes Australianos, sabe quem vive em Dili, manubraram o que puderam contra o Governo com mentiras, cinismo e fel...

Não senhor Presidente a afirmação de que houve conspiração bem urdida não é apenas uma fantasia, tem correspondência com a realidade.

Basta atentar nos factos...

2. Diz o senhor Presidente "o povo timorense não é o povo que deixaste em 1975". Pois não, morreram duzentas e tal mil pessoas entretanto motivadas pela ocupação Indonésia, como o Presidente bem sabe! A independência assenta em muito sangue derramado e deve portanto ser levada a sério.

Mas Xanana Gusmão também já não é homem de 1975/78, nem dos anos oitenta, nem mesmo dos anos 90. È hoje um homem acomodado, que quer dedicar-se aos filhos pequenos, à sua casa e à sua mulher. Não há mal nenhum nisso. Aliás Xanana Gusmão bem merece aquilo que a vida lhe tem dado desde que saiu da prisão de Jacarta. Uma vida burguesa e confortável! Mas os Timorenses ainda não têm uma vida confortável. E o povo, o povo também merece esse conforto que só virá no respeito pela dignidade timorense se os timorenses souberem resistir aos interesses estrangeiros, souberem manter a verticalidade e não se vergarem às pressões australianas/americanas. Que as houve, e se o presidente as nega, mente!

A independência efectiva só se manterá se os timorenses souberem defender aquilo que é deles. E disso ninguém pode acusar Mari Alkatiti de não ter feito.De defender intransigentemente os recursos do país. E essa obstinação está a sair-lhe caro...

Pobres dos países que não respeitam os patriotas!

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Xanana assume ruptura definitiva com "históricos" da Fretilin

Público, 2/12/06
Por: Adelino Gomes

"O povo timorense não é o povo que deixastes em 1975", escreve o Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, referindo-se aos elementos da liderança histórica da Fretilin que saíram do país antes da invasão indonésia, a quem avisa que a população não está disposta a "aguentar" os "excessos", "intolerâncias", "manobras" e "erros", na condução do país.

As acusações constam da quarta parte de um artigo intitulado "A teoria das conspirações" que o Presidente e antigo comandante supremo da guerrilha tem vindo a publicar, ao ritmo de um por semana, no jornal Diário Nacional, de Díli.

O texto desta semana, escrito, como os anteriores, numa linguagem sarcástica e nada diplomática, apesar de o autor a assinar enquanto Presidente da República, responde a críticas à sua actuação durante a crise de Abril/Maio, feitas pelo comité central da Fretilin (CCF), que em 29 de Outubro o ligou, sem o nomear, a uma "conspiração bem urdida" que visaria derrubar o Governo de Mari Alkatiri, dissolver o Parlamento e mudar a liderança da Fretilin, o partido no poder em Timor-Leste.

"Os ilustres doutores do CCF (...) necessitam de viver artificialmente essa conspiração, porque só assim eles se ilibam de qualquer pequeníssimo reparo!", observa, acusando a liderança da Fretilin de distribuir benesses em troca de informações sobre as actividades de outros partidos políticos, e de seguir "um conceito revolucionário" segundo o qual "o Governo é o partido, o Estado é o partido" e "o partido no poder só pode ser a Fretilin, porque é histórica!".

O Presidente repete ainda as acusações de importação e distribuição ilegal de armas pelo Governo de Alkatiri. O antigo primeiro-ministro e secretário-geral da Fretilin, diz, encontra-se "em descanso temporário até Maio de 2007 [data das eleições legislativas]", mas continua a receber "em consulta" os ministros do Governo de Ramos-Horta e "a deter os cordelinhos do processo".

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De um leitor

(Tradução da Margarida):

Comentário sobre a sua postagem "De um leitor":

Nós, Australianos estamos todos a questionar este tipo de comportamento. Tal casamento com um criminoso em fuga provocaria na Austrália uma condenação pública e uma censura oficial.

Esta atitude aberrante do governo Howard é do tipo faz o que eu digo não faças o que eu faço.

Dependente do contexto, pede também haver ofensas criminosas por ajudar e cooperar ou ser-se um acessório de factos (criminosos).

Se não é simples estupidez. Está fora do domínio da possibilidade sugerir que o lançador de rocket do Alfredo pode-lhe ter sido dado por este tipo de contactos ou que veio doutras fontes potenciais?

Acordem meus colegas Australianos. Está lá alguém no comando ou no controlo (vigilância civil) do que a ADF está a fazer em Timor-Leste?

Penso que não.

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De um leitor

Comentário sobre a sua postagem "De um leitor":

We Australians are all questioning this sort of behaviour. Such consort with a criminal fugitive in Australia would result in public condemnation and official rebuke. There seems to be more of a do as I say and not as I do attitude by this abhorant Howard government.

Depending on the context there may well also be criminal offences of aiding and abetting or being an accessory after the fact.

If not that it is just plain stupid. Is not out of realms of possibility to now suggest that the rocket launcher Alfredo may be suspected as being porvided from this sort of contactas well as suggesting suspicion of it coming from other potential sources?

Wake up my fellow Australians. Is there anyone in command or control (civillian oversight) of what the ADF are doing in East Timor? I think not.

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A ONU e o Governo Timorense formalizam arranjos policiais

(Tradução da Margarida)


Fonte: Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT)

Data: 01 Dec 2006

01 Dezembro 2006, Dili – Num primeiro arranjo alguma vez feito entre uma nação soberana e a ONU, o Governo Timorense e a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) concordaram hoje que a UNMIT terá a principal responsabilidade pelas operações policiais em totó o Timor-Leste.

O acordo, conhecido como o Arranjo Policial Suplementar, detalha os arranjos de comando e operacionais e os procedimentos de controlo por meio dos quais a UNPol assumirá a responsabilidade como órgão interino de aplicação da lei. A sua assinatura coincide com a cerimónia desta manhã na capital da nação Dili da inauguração do quartel-general conjunto da UNPOL-PNTL.

"A UNMIT está encantada com a assinatura deste documento, que fornece aos homens e mulheres da f UNPol a apropriada moldura legal para continuar a fazer o seu trabalho," disse Eric Tan Huck Gim o Vice-Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para a Reforma do Sector da Segurança e do domínio da lei em Timor-Leste. "Esse trabalho é para restaurar e manter a segurança pública ao povo de Timor-Leste e para assistir com a reforma, reestruturação e reconstrução da Polícia Nacional Timorense, e o reforço do Ministério do Interior."

O arranjo contribui para o comando unificado e arranjos de controlo e a reforma, reestruturação e reconstrução da PNTL, incluindo a sua certificação. A presença combinada de perto de 5000 oficiais da polícia espera-se que tenha um papel para aumentar a confiança pública antes das eleições do próximo ano.

"Este arranjo possibilitará a UNPol trabalhar de braço dado com a PNTL para garantir a segurança pública a todos os indivíduos e comunidades e ajudar a restaurar o domínio da lei em Timor-Leste." Disse Antero Lopes, o Comissário da Polícia da ONU em exercício. "O acordo garante que os Timorenses podem ter o apoio e a liderança da UNPol em operações de policiamento bem como a reforma a longo prazo da reestruturação e reconstrução da PNTL sob uma moldura comum integrada." Lopes disse que sob o acordo agora assinado haverá colaboração estreita entre o Ministro do Interior e o Comissário da UNPol para garantir que os oficiais da PNTL são certificados com padrões internacionais de integridade, competência e capacidade.

O acordo também estipula que a UNMIT e o Governo de Timor-Leste trabalharão juntos para estabelecer um efectivo e reforçado Ministério do Interior no que respeita ao desenvolvimento administrativo e da política. Providenciará a independência operacional da PNTL do Ministério ao adoptar as mudanças legislativas necessárias para mudar a autoridade operacional do policiamento, a gestão do pessoal da polícia e a disciplina interna para o Comandante da Polícia.

O quartel-general da PNTL desintegrou-se em Maio depois de lutas entre facções de segurança. A UNPol, trabalhando em colaboração estreita com as autoridades Timorenses, está correntemente engajada na reconstituição da PNTL através de esforços intensivos de escrutínio, workshop e programas de monitorização concebidos para reforçar rapidamente capacidades e habilitações do serviço de polícia.

A resolução 1704 do Conselho de Segurança da ONU, adoptada em 25 de Agosto deste ano, apela a uma presença robusta da polícia, quando completa, de 1,608 oficiais qualificados da UNPol que vêem de várias nações para ajudar Timor-Leste a trabalhar em todas as capacidades de operações policiais incluindo liderança, policiamento comunitário, investigações, tráfico, ordem pública e funções de administração.

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FORUM ONG TIMOR LESTE

(Tradução da Margarida)

A ONG FORUM de Timor-Leste
Caicoli Street, Dili -Timor Leste Phone 732 3777 media.fongtil@gmail.com

Olá a todos,

Na Terça-feira, 5 de Dezembro 2006 será celebrado o dia internacional do voluntariado. Em Timor-Leste celebraremos os muitos voluntários nacionais e internacionais activos no país, a trabalharem com ONGs nacionais e internacionais, com a ONU ou com o governo.

O Secretário de Estado para a Juventude e Desportos, a ONG Forum, os Voluntários da ONU (UNV), os Voluntários Australianos Internacionais (AVI), a Cruz Vermelha de Timor-Leste, a Universidade Nacional, O Conselho dos Estudantes de Timor-Leste (DSMTL) e o Belun Komunitariu gostariam de vos convidar para as muitas actividades organizadas para a ocasião.

O dia começará com uma campanha para dádivas de sangue para ajudar a aumentar o corrente stock de sangue no Banco Nacional de Sangue. Serão montados três locais para recolha do sangue em Dili: um na Universidade Nacional, um na clínica da ONU e um no Hospital Nacional. Os dadores serão calorosamente acolhidos entre as 9.00 am e as 12.00 am.

Na manhã ainda, das 8.00 am aié às 12.00pm, os voluntários e os estudantes da Universidade Nacional organizam uma feira de ciência no Departamento de Ciência e mostrarão o voluntariado e a ciência ao público.

Às 10.00am, Árvores para a paz! O Departamento de Desenvolvimento Comunitário da Universidade Nacional e a comunidade plantarão árvores em Tasi Tolu, perto do Terminal dos Autocarros.

À tarde voluntários participarão numa competição de volley-ballno Ginásio Nacional das 2.00 pm até às 6.00 pm. Cinco equipas da Universidade Nacional, ONGs, UNV, Cruz Vermelha e DSMTL participarão. Os campeões receberão um troféu.

Esperamos vê-los todos na Terça-feira para celebrar o trabalho importante dos voluntários.

Haburas espiritu voluntarismu hodi desemvolve nasaun.


Maria Angelina Lopes Sarmento
Directora ONG Forum

O ex-chefe das forças militares Indonésias (vai) enfrentar questões sobre Timor-Leste

(Tradução da Margarida)
ABC News Online

Sexta-feira, Dezembro 1, 2006. 7:48am (AEDT)

Uma comissão conjunta Indonésia-Timor-Leste está a planear questionar o antigo chefe das forças armadas Indonésias, General Wiranto, sobre a violência que rodeou o voto sobre a autonomia de Timor-Leste em 1999.

A Comissão da Verdade e Amizade, formada por cinco Indonésios e cinco Timorenses, diz que começará a convidar partes relacionadas, incluindo o General Wiranto e vários outros oficiais, a partir de Janeiro do próximo ano.

O órgão foi formado em Agosto do ano passado e organizado ao longo de linhas semelhantes à da Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul pós-apartheid, visando mais a reconciliação do que a recriminação.

A comissão não é um órgão judicial e submeterá as suas conclusões a ambos os governos.

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The UN and the Timorese Government formalise policing arrangements

Source: United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT)

Date: 01 Dec 2006

01 December 2006, Dili - In a first ever such arrangement between a sovereign nation and the UN, the Timorese Government and the United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) today agreed that UNMIT would have prime responsibility for police operations throughout Timor-Leste.

The agreement, known as the Police Supplemental Arrangement, details the operational arrangements and command and control procedures through which UNPol will take on responsibility as the interim law enforcement body. Its signing coincides with this morning's ceremony in the nation's capital Dili for the inauguration of the UNPOL-PNTL joint headquarters.

"UNMIT is delighted with the signing of this document, which provides the men and women of UNPol with an appropriate legal framework to continue doing their job," said Eric Tan Huck Gim the Deputy Special Representative of the UN Secretary-General for Security Sector Reform Rule of Law in Timor-Leste. "That job is to restore and maintain public security to the people of Timor-Leste and to assist with the reform, restructuring and rebuilding of the Timorese National Police, and the strengthening of the Ministry of the Interior."

The arrangement provides for unified command and control arrangements and the reform, restructuring and rebuilding of PNTL, including its certification. The combined presence of nearly 5000 police officers is expected to play a role in boosting public confidence ahead of next year's elections.

"This arrangement will allow UNPol to work hand in hand with the PNTL to ensure public security for all individuals and communities and help to restore the rule of law in Timor-Leste." Antero Lopes, the UN's Acting Police Commissioner said. "The agreement guarantees the Timorese can secure the support and leadership of UNPol in policing operations as well as the long term reform of restructuring and rebuilding the PNTL under a common integrated framework." Lopes said that under the newly signed agreement there will be close collaboration between the Minister of the Interior and the UNPol Commissioner to ensure that PNTL officers are certified to international standards of integrity, competence and skill.

The agreement also stipulates that UNMIT and the Government of Timor-Leste will work together to establish an effective and strengthened Ministry of Interior with respect to policy and administrative development. It provides for operational independence of the PNTL from the Ministry by adopting necessary legislative changes to shift authority for operational policing, police personnel management and internal discipline to the Police Commander.

The PNTL HQ disintegrated in May after fighting between security factions. UNPol, working in close collaboration with the Timorese authorities, is currently engaged in the reconstitution of PNTL through intensive efforts of screening and workshop/mentoring programmes designed to rapidly strengthen capacity and skills of the police service.

UN Security Council resolution 1704, adopted on August 25th this year, calls for a robust police presence of, at full force, of up to 1,608 qualified UNPol officers coming from various nations to help Timor-Leste working in all capacities of policing operations including leadership, community-policing, investigations, traffic, public order and administration functions.

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Assinado acordo que dá à ONU comando operacional Polícia Nacional

Díli, 01 Dez (Lusa) - O governo timorense e as Nações Unidas assinaram hoje em Díli um acordo que confere à ONU o comando operacional das funções de policiamento em todo o país.

O acordo foi assinado pelo primeiro-ministro, José Ramos-Horta, e pelo representante especial do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, numa cerimónia a que assistiu o Presidente Xanana Gusmão.

No final da cerimónia, em declarações à Lusa, Ramos-Horta salientou ser a "primeira vez que uma força policial das Nações Unidas tem poderes executivos num país soberano".

"Dadas as relações especiais que Timor-Leste tem com as Nações Unidas, a pedido do Estado timorense e dadas as dificuldades dentro da instituição PNTL, achámos que seria da maior prudência que numa primeira fase - que durará alguns meses apenas -, a UNPOL tenha poder executivo em relação à questão da lei e da ordem públicas", acrescentou.

"Daqui a uns meses, à medida que (os agentes da) PNTL seja reintegrada, haverá um comando da PNTL e haverá transferência total das responsabilidades, de volta para a PNTL", explicou.

O comissário Antero Lopes, comandante da UNPOL, disse, por seu lado, à Lusa que o acordo contém dois pontos "extremamente importantes".

"Na parte operacional, a cadeia de comando é integrada entre a UNPOL e a PNTL, sendo que, durante a fase de reconstituição da PNTL, a UNPOL assume o comando das funções de policiamento em todo o território de Timor-Leste", frisou.

Segundo o comissário, "outro ponto importante é a reforma, reestruturação e reconstituição, a longo prazo, da PNTL e do Ministério do Interior, de acordo com padrões internacionais".

"É a primeira vez num Estado soberano que a assinatura de tal acordo, com tantos poderes a uma polícia internacional, é conferido às Nações Unidas", destacou ainda.

Relativamente ao processo em curso de reconstituição da PNTL, em que as Nações Unidas estão há já algum tempo a supervisionar a triagem dos anteriores agentes da instituição, Ramos-Horta salientou à Lusa que o importante "é não repetir os erros do passado".

"Eu próprio enquanto primeiro-ministro - assinalou - tenho aconselhado a máxima prudência. Não quero repetir os erros do passado, em que recrutámos centenas de elementos para a PNTL, demasiado rapidamente, sem que fosse efectuado na altura um processo rigoroso de apuramento, e criamos especialidades várias".

A crise político-militar iniciada em Abril provocou a desintegração da PNTL e agora, com a supervisão da UNPOL, os anteriores agentes tiveram de se registar e estão a ser submetidos a um processo de triagem para avaliar se não estiveram envolvidos em actos de violência, e outros crimes, relacionados com a crise.

"Todos concordamos - eu, os meus colegas do governo, o Presidente da República -, que entreguemos à UNPOL a responsabilidade, claro que em sintonia com o governo, sob a liderança do governo, do processo de reorganização da PNTL", disse. Segundo Antero Lopes, existem actualmente cerca de dois mil agentes da PNTL em funções nos distritos, ainda nem todos sujeitos ao processo de triagem.

Relativamente ao distrito de Díli, dos 1010 que se registaram, 689 já estão dentro das várias fases do processo de triagem e, destes, 183 já estão actualmente envolvidos em operações policiais, integrados em patrulhas mistas com a UNPOL.

EL-Lusa/Fim.
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FORUM ONG TIMOR LESTE

THE EAST TIMOR NGO FORUM
Caicoli Street, Dili -Timor Leste Phone 732 3777 media.fongtil@gmail.com

Dear all,

On Tuesday the 5th December 2006 international volunteers' day will be celebrated. In Timor-Leste we will be celebrating the many national and international volunteers active in the country, working with national and international NGOs, with the UN or with the government.

The Secretary of State for Youth and Sport, the NGO Forum, United Nations Volunteers (UNV), Australian Volunteers International (AVI), Red Cross of Timor-Leste, the National University, the East Timor Student Solidarity Council (DSMTL) and Belun Komunitariu would like to invite you to the many activities organized for the occasion.

The day will start with a blood donation campaign to help increase the current stock of blood of the National Blood Bank. Three blood donation points will be set up in Dili: one at the National University, one at the UN Clinic and one at the National Hospital. Donors are warmly expected from 9.00 am to 12.00 am.

In the morning also, from 8.00 am to 12.00pm, the volunteers and students of the National University will hold a science fair at the Department of Science and demonstrate volunteerism and science to the public.

At 10.00am, Trees for peace! The Community Development Department of the National University and the community will plant trees in Tasi Tolu, near the Bus Terminal.

In the afternoon volunteers will take part in volley-ball competition at the National Gymnasium from 2.00 pm to 6.00 pm. Five teams from the National University, NGOs, UNV, Red Cross and DSMTL will participate. Champions will be awarded a trophy.

We hope to see you all on Tuesday to celebrate the important work of the volunteers.

Haburas espiritu voluntarismu hodi desemvolve nasaun.


Maria Angelina Lopes Sarmento
Director NGO Forum

Indonesian ex-military chief to face questions over E Timor

ABC News Online

Friday, December 1, 2006. 7:48am (AEDT)

A joint Indonesia-East Timor commission is planning to question the former Indonesian military chief, General Wiranto, over the violence surrounding East Timor's autonomy vote in 1999.

The Commission of Truth and Friendship, comprised of five Indonesians and five East Timorese, says it will begin to invite concerned parties, including General Wiranto and several other officers, from January next year.

The body was set up in August last year and modelled along lines similar to South Africa's post-apartheid Truth and Reconciliation Commission, aiming at reconciliation rather than recrimination.

The commission is not a judicial body and will submit its findings to both governments.

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sexta-feira, dezembro 01, 2006

O co-arguido Marcos "Labadae" Piedade faltou ao Julgamento por ordens do Procurador-Geral da República? (3)

O que dirá Longuinhos Monteiro sobre as declarações do co-arguido Marcos "Labadae" Piedade?




Ficamos a aguardar.

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UNMIT –Revista dos Media Diários – Quinta-feira, 30 Novembro 2006

(Tradução da Margarida)

Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste

Deputado Menezes: estatuto de Alfredo precisa de ser clarificado

O deputado Rui Menzes que é também o porta-voz do PD disse que o governo deve identificar questões pertinentes sobre o Alfredo e clarificar se está ainda nas forças armadas e explicar as armas na sua posse e como é que ele as arranjou. Menezes disse que o governo é responsável pelas armas correntemente nas mãos de Alfredo. Disse que o processo de compra de armas não tem sido transparente (no tempo) do antigo e presente Primeiros-Ministros.

Disse que pessoas e instituições Timorenses com conexões próximas com a defesa e segurança estão espantadas com o tipo de armas que Alfredo tem em seu poder. Em relação à declaração do Primeiro-Ministro Ramos-Horta que chamava criminoso a Alfredo, Menezes disse que uma pessoa não deve ser condenada como criminoso até um tribunal o provar. Entretanto, Alfredo declarou que há interesses políticos por detrás do uso dele como bode expiatório. Disse que sabe quem são os autores da crise e que não quer ser vítima dos erros de outros. (DN, STL, TP)

Julgamento de Lobato começa hoje

O Timor Post e o STL relataram hoje sobre o julgamento do antigo ministro do Interior de Timor-Leste Lobato, agendada para começar hoje em Dili. De acordo com estes diários, o julgamento passou do Tribunal do Distrito de Dili para o Tribunal de Recurso devido à sua situação e condições. Uma equipa de advogados nacionais e internacionais está a representar Lobato. (STL, TP)

A taxa de violência doméstica é alta em Viqueque

O Sub-Inspector da PNTL Gaspar da Costa disse que de acordo com casos que a polícia atendeu na área de Viqueque, a violência doméstica está a crescer. Da Costa disse que a polícia está a ter dificuldades para atender alguns dos casos devido à falta de veículos consignados à PNTL nessa área. Disse ainda que apesar da crise, um total de 47 oficiais da polícia continua a trabalhar e que alguns estão agora em Dili a passar o programa de “escrutínio” para garantir se estiveram ou não envolvidos na crise.

Noutro artigo, o STL relatou o discurso do Vice-Primeiro-Ministro Rui de Araújo durante o seminário do dia 16 sobre actividades contra a violência. Disse que os líderes locais jogam um papel importante para ajudar a diminuir a violência contra as mulheres. Por isso lembrou aos participantes que o seminário de três dias é importante para aprender como responder quando ocorre a violência doméstica, e sublinhou a importância de usar o conhecimento nas suas actividades diárias. (DN, STL)

Planos do Governo para ajudar os media

O Primeiro-Ministro Ramos-Horta disse ao Jornal Diario que o governo já tem planos para ajudar os jornais privados locais e estações de rádio porque providenciam os mesmos serviços de informação que os serviços de difusão nacionais. Ramos-Horta disse que o papel dos jornalistas Timorenses é importante, mas que os recursos são limitados devido a económicos factores, acrescentando que, apesar das dificuldades, os jornalistas tentam apanhar as notícias para as partilharem com o público. Disse ainda que vezes a informação é distorcida mas que isso é normal e que como os jornalistas o governo e os deputados também cometem erros mas que o importante é continuar a defender a liberdade de expressão e os media. O Primeiro-Ministro disse que este tipo de assistência depende das propostas dos jornais e do tipo de serviços que providenciarem que pode ser usado pelo governo tal como pagar uma página inteira para informação do governo como se faz nalguns outros países. (DN)

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O co-arguido Marcos "Labadae" Piedade faltou ao Julgamento por ordens do Procurador-Geral da República? (2)

Além das declarações ao jornal STL, o co-arguido Marcos "Labadae" Piedade fez ontem declarações na televisão, a dizer que ficou à espera na Procuradoria-Geral da República que o conduzissem ao Tribunal.

E que depois lhe comunicaram que podia ir para casa porque o julgamento tinha sido adiado.

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Comunicado - PM

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE
Dili, December 1 2006

Martial arts groups propose a joint quick-response assistance unit

The major martial arts groups of Timor-Leste met for the third time yesterday (Thursday November 30) and agreed to approach the Government with a proposal to form a special quick-response assistance unit made up of representatives of each club.

The proposed unit would be mobilized quickly whenever it was determined that members of martial arts clubs were involved in violent behavior. It would go to trouble spots and would attempt to defuse or contain any confrontations.

“Martial arts club members are not always the provocateurs of the violence that is occurring,” a spokesman said. “But we acknowledge that some of the more violent youths could belong to one of our clubs and we will do everything we can to try and stop such behavior.”

Many violent confrontations – particularly in Dili – have involved members of martial arts clubs. Last Friday Prime Minister Dr José Ramos-Horta convened the first meeting of the major clubs at the Library in the Ministry of Foreign Affairs and Cooperation and told them that they must act together to stop the gang violence plaguing Timor-Leste.
The Prime Minister spoke to the leaders for 30 minutes. Today the meeting was jointly chaired by the Secretary-General of the Ministry of Foreign Affairs João Camara and the Prime Minister’s Youth Liaison Officer José Sousa-Santos.
In a frank discussion on Friday Dr Ramos-Horta, a Nobel Peace Prize winner, told them: “Now that you are all here and you have heard me, you may continue to talk to each other on your own and find a way to live peacefully with each other and contribute to peace and stability in this country, or you may leave and continue your stupid, irresponsible and criminal behavior.
“If you continue this violent behavior, let me assure you that none of you will go unpunished. If at the end of your meeting you decide to work towards peace and wish to come forward to me, we will request assistance for any constructive and meaningful purpose that you like, and the Government will find a way to assist you.”
In their third meeting at the Ministry Library yesterday, 12 representatives of four clubs met and agreed to approach the problem from two sides:
· From a humanitarian point of view.
· From a security assistance point of view.

The leaders agreed that the security assistance aspect was the most urgent need and each of the clubs has proposed having three representatives available to travel at short notice to a trouble spot.

The spokesman for the martial arts groups said the assistance unit proposal was a genuine initiative of the clubs.

“We will work with the Government and the authorities to overcome this problem,” he said. “Our clubs are determined to be important and respected members of the Timor-Leste community.

“We will continue to meet as required.”

O co-arguido Marcos "Labadae" Piedade faltou ao Julgamento por ordens do Procurador-Geral da República?

O Julgamento foi adiado para 9 de Janeiro porque faltou o co-arguido Marcos "Labadae" Piedade.

E onde estava o co-arguido Marcos "Labadae" Piedade, em vez de estar no Tribunal? Na Procuradoria-Geral da República, por ordem de Longuinhos Monteiro.

Estava à espera na Procuradoria Geral da República, (assim como o Railos), porque receberam ordens do Longuinhos Monteiro, Procurador Geral da República para esperarem lá, por razões de segurança.

Hoje, no jornal "Suara Timor Lorosae":

Ordem do Longuinhos para esperar na PGR.

"Estas ordens do Longuinhos eram por uma questão de segurança. Por isso é que vim parar no sítio do Longuinhos Monteiro para às 10 horas ir ao Tribunal mas até às 11 horas não me levaram ao Tribunal. E depois ouvi dizer que o meu testemunho ficou adiado para dia 9 de Janeiro" disse Railos.

"Às oito horas apresentei-me aqui (Na Procuradoria-Geral da República)." - disse Marcos "Labadae" Piedade.

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O tribunal adia para 2007 o julgamento do antigo ministro do interior de Timor-Leste (acusado) de traição

The Associated Press
Publicado: Novembro 29, 2006

DILI, East Timor: Um juiz de Timor-Leste adiou por mais de um mês o julgamento do antigo ministro do interior com acusações de distribuição de armas e traição quando um co-arguido não compareceu no tribunal na Quinta-feira.

Rogério Lobato e três outros suspeitos enfrentam acusações de armação de um esquadrão de ataque político com armas do Estado quando a pequena nação caiu na violência anteriormente este ano.

O juiz que presidia Ivo Rosa adiou o início do julgamento até 9 de Janeiro, depois do co-arguido Marcos "Labadae" Piedade não ter aparecido.

Cerca de 150 apoiantes de Lobato juntaram-se no exterior do tribunal durante a audiência de menos de 30 minutos, acenando com bandeiras de Timor-Leste e empunhando faixas.

A defesa chamará cerca de 35 testemunhas de Timor-Leste, Austrália, USA, Portugal e Macau, disse.

Lobato tem afirmado que agiu sob ordens do então Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, que resignou em Junho depois de batalhas de rua na capital que mataram 37 pessoas e puseram mais de 155,000 outras a fugirem das suas casas.

Cada um deles pode enfrentar um máximo de 47 anos de prisão se forem condenados por traição e distribuição de armas a civis.

Timor-Leste foi mergulhado na crise depois de Alkatiri ter demitido um terço das forças armadas, desencadeando confrontos entre facções de forças de segurança rivais na capital Dili em Abril e Maio que mais tarde se espalharam em guerras de gangs, pilhagens e ataques incendiários.

A calma regressou largamente com a chegada de mais de 2,500 tropas estrangeiras e a instalação de um novo governo, mas tem havido casos isolados de violência de ruas nos meses recentes.

Alkatiri tem sido questionado várias vezes sobre as alegações do esquadrão de ataque — acusações que ele nega veementemente.

Não é claro se ele concorre às eleições gerais agendadas para 7 de Maio.
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Prisão em caso de assassínio mostra a confiança crescente na polícia
UNMIT - 29 Novembro 2006


Dili—Depois de investigações num homicídio que ocorreu em 19 de Novembro em Maubisse Distrito de Ainaro, a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) com a assistência da UNPol prendeu três suspeitos alegadamente envolvidos no assassínio.

Os três suspeitos foram acusados com o assassínio de um homem de 31 anos de Maubisse e o ferimento de dois oficiais da PNTL. Foram levados ao Tribunal do Distrito de Dili e permanecem em custódia enquanto aguardam o julgamento.

O Vice-Representante Especial do Secretário-Geral para a Reforma da Segurança e o domínio da Lei Eric Tan saudou este último desenvolvimento. “Estou satisfeito por ver o resultado tangível do compromisso da PNTL, sob a supervisão da UNPol durante o período de reactivação, em assistir à restauração e manutenção da segurança pública e o domínio da lei,” disse. “A captura oportuna destes suspeitos é também evidência do compromisso da UNMIT de pôr fim à percepção de impunidade em Timor-Leste e para restaurar a confiança pública no policiamento e no domínio da lei.”

“Estamos a implementar a vontade da liderança Timorense; pediram à ONU para ajudar a ultrapassar a crise e restaurar a lei e a ordem no país. O Conselho de Segurança respondeu dando a tarefa do domínio da segurança pública à UNPol durante a reconstituição da PNTL,” disse ontem o comissário da polícia em exercício Antero Lopes.

Lopes disse que a UNPol mantém o compromisso de observar que a lei e a ordem sejam seguidas em Timor-Leste com a UNPol e a PNTL a trabalharem juntas num modo integrado.

“Ao mesmo tempo que esperamos o destacamento de oficiais da UNPol para alguns distritos, apoiamos a PNTL com conselhos, planeamento e liderança com contactos regulares e visitas de campo,” disse Lopes. “Estamos agora juntamente a adopter novas abordagens para resolver casos em curso.”

A UNPol já começou um destacamento gradual de oficiais para os distritos de fronteira de Oecussi, Bobonaro e Cova Lima e espera-se que se expanda para além destes mais para o fim do ano.

A UNPol tem correntemente pouco menos de 1,000 oficiais no terreno de 22 nacionalidades diferentes, estando os números a aumentar. Na sua força máxima a UNPol está mandatada para ter 1,608 oficiais de polícia a trabalhar em todos os aspectos das operações policiais.
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Julgamento de ex-ministro de Timor adiado
The Age
Novembro 30, 2006 - 1:14PM

O julgamento do antigo ministro do interior de Timor-Leste por alegadamente ter armado um esquadrão de ataque politico foi adiado depois de um dos co-arguidos não ter aparecido num tribunal de Dili.

Os procuradores acusaram Rogério Lobato numa série de acusações incluindo conspiração e crimes de armas. Os seus co-acusados - Eusebio Salsinha, Francisco Xavier e Marcos Piedade – também enfrentam acusações de crimes por armas e de conspiração.

Piedade não compareceu na Quinta-feira no tribunal, forçando o juiz presidente do caso a adiar o julgamento até 9 de Janeiro.

Se Piedade não se apresentar na polícia com uma boa desculpa dentro de cinco dias, será emitido um mandado para a sua captura.

A segurança era apertada quando o julgamento começou, com a polícia da ONU a estabelecer um cordão à volta do tribunal.

Quando a audiência foi adiada, o cordão foi levantado e mais de 120 apoiantes de Lobato espalharam-se à volta do tribunal gritando "Viva Rogério Lobato!" quando ele emergiu.

Os procuradores disseram antes que estavam confiantes de provarem as acusações contra Lobato por alegadamente ter armado um esquadrão de ataque político quando a pequena nação caiu na violência anteriormente este ano.

Lobato tinha previamente afirmado que actuara sob ordens do então primeiro-ministro Mari Alkatiri, que resignou em Junho depois de batalhas de rua em Dili que mataram dúzuas de pessoas.

Alkatiri foi interrogado várias vezes sobre alegações de que autorizara a armação de um esquadrão de ataque para eliminas opositores políticos. Negou veementemente o seu envolvimento.

Entre os apoiantes de Lobato presentes na Quinta-feita estava Ali Alkatiri, irmão do antigo primeiro-ministro.

Mas Mari Alkatiri não estava lá. Está em Moçambique, depois do procurador-geral Longuinhos Monteiro lhe ter dado autorização para sair do país para tratamento médico há um mês atrás.

Assinou um compromisso em como regressaria em 2 de Dezembro, apesar de haver especulação que pode não o fazer. Está listado como testemunha secundária da acusação no caso de Lobato.

Lobato foi demitido do cargo de ministro do interior em Maio.

Mais tarde foi apresentada evidência num documentário duma televisão Australiana que tinha distribuído armas a civis para matarem os opositores do governo da Fretilin, com o apoio de Mari Alkatiri.

Desde que rebentou a violência em Abril, cerca de 50 pessoas morreram e milhares foram deslocadas e vivem em campos de deslocados. Tem também havido ataques incendiaries sistemáticos.

Lobato tem estado sob prisão domiciliária desde meados de Junho.

Fontes próximas do caso dizem que as testemunhas principais incluem o antigo ministro da defesa Roque Rodrigues, que foi demitido juntamente com Lobato, o chefe das forças armadas Brigadeiro-General Taur Matan Ruak e o comissário de polícia Paulo Martins.

As acusações que Lobato enfrenta têm penas que vão dos 18 aos 24 anos..
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Notícias - traduzidas pela Margarida

O tribunal adia para 2007 o julgamento do antigo ministro do interior de Timor-Leste (acusado) de traição
The Associated Press
Publicado: Novembro 29, 2006

DILI, East Timor: Um juiz de Timor-Leste adiou por mais de um mês o julgamento do antigo ministro do interior com acusações de distribuição de armas e traição quando um co-arguido não compareceu no tribunal na Quinta-feira.


Rogério Lobato e três outros suspeitos enfrentam acusações de armação de um esquadrão de ataque político com armas do Estado quando a pequena nação caiu na violência anteriormente este ano.

O juiz que presidia Ivo Rosa adiou o início do julgamento até 9 de Janeiro, depois do co-arguido Marcos "Labadae" Piedade não ter aparecido.

Cerca de 150 apoiantes de Lobato juntaram-se no exterior do tribunal durante a audiência de menos de 30 minutos, acenando com bandeiras de Timor-Leste e empunhando faixas.

A defesa chamará cerca de 35 testemunhas de Timor-Leste, Austrália, USA, Portugal e Macau, disse.

Lobato tem afirmado que agiu sob ordens do então Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, que resignou em Junho depois de batalhas de rua na capital que mataram 37 pessoas e puseram mais de 155,000 outras a fugirem das suas casas.

Cada um deles pode enfrentar um máximo de 47 anos de prisão se forem condenados por traição e distribuição de armas a civis.

Timor-Leste foi mergulhado na crise depois de Alkatiri ter demitido um terço das forças armadas, desencadeando confrontos entre facções de forças de segurança rivais na capital Dili em Abril e Maio que mais tarde se espalharam em guerras de gangs, pilhagens e ataques incendiários.

A calma regressou largamente com a chegada de mais de 2,500 tropas estrangeiras e a instalação de um novo governo, mas tem havido casos isolados de violência de ruas nos meses recentes.

Alkatiri tem sido questionado várias vezes sobre as alegações do esquadrão de ataque — acusações que ele nega veementemente.

Não é claro se ele concorre às eleições gerais agendadas para 7 de Maio.
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Prisão em caso de assassínio mostra a confiança crescente na polícia
UNMIT - 29 Novembro 2006


Dili—Depois de investigações num homicídio que ocorreu em 19 de Novembro em Maubisse Distrito de Ainaro, a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) com a assistência da UNPol prendeu três suspeitos alegadamente envolvidos no assassínio.

Os três suspeitos foram acusados com o assassínio de um homem de 31 anos de Maubisse e o ferimento de dois oficiais da PNTL. Foram levados ao Tribunal do Distrito de Dili e permanecem em custódia enquanto aguardam o julgamento.

O Vice-Representante Especial do Secretário-Geral para a Reforma da Segurança e o domínio da Lei Eric Tan saudou este último desenvolvimento. “Estou satisfeito por ver o resultado tangível do compromisso da PNTL, sob a supervisão da UNPol durante o período de reactivação, em assistir à restauração e manutenção da segurança pública e o domínio da lei,” disse. “A captura oportuna destes suspeitos é também evidência do compromisso da UNMIT de pôr fim à percepção de impunidade em Timor-Leste e para restaurar a confiança pública no policiamento e no domínio da lei.”

“Estamos a implementar a vontade da liderança Timorense; pediram à ONU para ajudar a ultrapassar a crise e restaurar a lei e a ordem no país. O Conselho de Segurança respondeu dando a tarefa do domínio da segurança pública à UNPol durante a reconstituição da PNTL,” disse ontem o comissário da polícia em exercício Antero Lopes.

Lopes disse que a UNPol mantém o compromisso de observar que a lei e a ordem sejam seguidas em Timor-Leste com a UNPol e a PNTL a trabalharem juntas num modo integrado.

“Ao mesmo tempo que esperamos o destacamento de oficiais da UNPol para alguns distritos, apoiamos a PNTL com conselhos, planeamento e liderança com contactos regulares e visitas de campo,” disse Lopes. “Estamos agora juntamente a adopter novas abordagens para resolver casos em curso.”

A UNPol já começou um destacamento gradual de oficiais para os distritos de fronteira de Oecussi, Bobonaro e Cova Lima e espera-se que se expanda para além destes mais para o fim do ano.

A UNPol tem correntemente pouco menos de 1,000 oficiais no terreno de 22 nacionalidades diferentes, estando os números a aumentar. Na sua força máxima a UNPol está mandatada para ter 1,608 oficiais de polícia a trabalhar em todos os aspectos das operações policiais.
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Julgamento de ex-ministro de Timor adiado
The Age
Novembro 30, 2006 - 1:14PM

O julgamento do antigo ministro do interior de Timor-Leste por alegadamente ter armado um esquadrão de ataque politico foi adiado depois de um dos co-arguidos não ter aparecido num tribunal de Dili.

Os procuradores acusaram Rogério Lobato numa série de acusações incluindo conspiração e crimes de armas. Os seus co-acusados - Eusebio Salsinha, Francisco Xavier e Marcos Piedade – também enfrentam acusações de crimes por armas e de conspiração.

Piedade não compareceu na Quinta-feira no tribunal, forçando o juiz presidente do caso a adiar o julgamento até 9 de Janeiro.

Se Piedade não se apresentar na polícia com uma boa desculpa dentro de cinco dias, será emitido um mandado para a sua captura.

A segurança era apertada quando o julgamento começou, com a polícia da ONU a estabelecer um cordão à volta do tribunal.

Quando a audiência foi adiada, o cordão foi levantado e mais de 120 apoiantes de Lobato espalharam-se à volta do tribunal gritando "Viva Rogério Lobato!" quando ele emergiu.

Os procuradores disseram antes que estavam confiantes de provarem as acusações contra Lobato por alegadamente ter armado um esquadrão de ataque político quando a pequena nação caiu na violência anteriormente este ano.

Lobato tinha previamente afirmado que actuara sob ordens do então primeiro-ministro Mari Alkatiri, que resignou em Junho depois de batalhas de rua em Dili que mataram dúzuas de pessoas.

Alkatiri foi interrogado várias vezes sobre alegações de que autorizara a armação de um esquadrão de ataque para eliminas opositores políticos. Negou veementemente o seu envolvimento.

Entre os apoiantes de Lobato presentes na Quinta-feita estava Ali Alkatiri, irmão do antigo primeiro-ministro.

Mas Mari Alkatiri não estava lá. Está em Moçambique, depois do procurador-geral Longuinhos Monteiro lhe ter dado autorização para sair do país para tratamento médico há um mês atrás.

Assinou um compromisso em como regressaria em 2 de Dezembro, apesar de haver especulação que pode não o fazer. Está listado como testemunha secundária da acusação no caso de Lobato.

Lobato foi demitido do cargo de ministro do interior em Maio.

Mais tarde foi apresentada evidência num documentário duma televisão Australiana que tinha distribuído armas a civis para matarem os opositores do governo da Fretilin, com o apoio de Mari Alkatiri.

Desde que rebentou a violência em Abril, cerca de 50 pessoas morreram e milhares foram deslocadas e vivem em campos de deslocados. Tem também havido ataques incendiaries sistemáticos.

Lobato tem estado sob prisão domiciliária desde meados de Junho.

Fontes próximas do caso dizem que as testemunhas principais incluem o antigo ministro da defesa Roque Rodrigues, que foi demitido juntamente com Lobato, o chefe das forças armadas Brigadeiro-General Taur Matan Ruak e o comissário de polícia Paulo Martins.

As acusações que Lobato enfrenta têm penas que vão dos 18 aos 24 anos.
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quinta-feira, novembro 30, 2006

UNMIT Daily Media Review - Thursday, 30 November 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

Alfredo Status Needs To Be Cleared: MP Menezes

MP Rui Menzes who is also the spokesperson for PD reportedly said that the government must identify issues pertaining to Alfredo and clarify whether he is still in the army, and explain the guns under his possession and how he acquired them. Menezes said the government is responsible for the guns currently in the hands of Alfredo. He said the process of purchasing weapons has not been transparent under the former and present Prime Ministers.

He said the Timorese people and institutions with close connections to defence and security are amazed with the type of guns Alfredo has in his possession. In relation to Prime Minister Ramos-Horta’s statement calling Alfredo a criminal, Menezes said that a person should not be condemned as a criminal until proven so by a court. Meanwhile, Alfredo has stated that there are political interests in using him as the accused. He said that he is aware of the authors of the crisis and does not want to be the victim of other people’s wrongdoing. (DN, STL, TP)

Lobato’s Trial Starts Today

Timor Post and STL today reported on Timor Leste’s former Interior Minister Robato’s trial, scheduled to start in Dili today. According to these dailies, the trial has been moved from Dili District Court to the Court of Appeal due to the situation and the conditions. A team of national and international lawyers are representing Lobato. (STL, TP)

Domestic Violence Rate High in Viqueque

PNTL Sub-Inspector Gaspar da Costa has said that according to cases attended by the police in Viqueque area, domestic violence is on a high. Da Costa said police are having difficulties attending to some cases due to the lack of vehicles assigned to PNTL in that area. He further said that despite the crisis, a total of 47 PNTL officers continue to work and some are now in Dili undergoing the ‘screening’ program to ascertain whether they were involved in the crisis.

In a separate article, STL reported on Deputy Prime Minister Rui de Araújo’s speech during the seminar on the 16-day activities against violence. He said that the local leaders play an important role in helping to decrease violence against women. Therefore he reminded the participants that the three-day seminar is important for them to learn how to respond when domestic violence occurs, and stressed the importance of using the knowledge in their daily activities. (DN, STL)

Government Plans To Help The Media

Prime Minister Ramos-Horta has reportedly told Jornal Diario that the government already has plans to help local private newspapers and radio stations because they provide the same information services as the national broadcast services. Ramos-Horta said the role of Timorese journalists is important, but the resources are limited due to economic factors, adding, despite the difficulties, the journalists try and get the news to share with the public. He further said at times the information is distorted but that’s normal and like the journalists, the government and the MPs also make mistakes but the important thing is to keep on defending the freedom of expression and the media. The Prime Minister said this type of assistance depends on the proposals from the newspapers and the type of services provided that can be used by the government such as paying for a full page of coverage in the newspapers for government information as is done in some other countries. (DN)
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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.