Ponto Final (Macau) - 26/11/06 - 17:34
Timor-Leste tem vindo a atravessar, nos últimos meses, o seu maior desafio enquanto país Soberano e Independente. A capacidade de afirmação - enquanto Estado, capaz de se projectar no futuro -, está no limite do teste internacional.
Para já, numa leitura simplista, ousaria dizer que Timor-Leste não passou no teste. Porquê? Pela razão de o Estado ter de recorrer à comunidade internacional para garantir segurança e funcionamento de instituições fundamentais, num estado de direito. A segurança interna está hoje nas mãos das Nações Unidas e de um país vizinho, a Austrália – que não se subjuga à ONU em Timor-Leste nesta matéria.
Há seis meses mostrou-se ao mundo aquilo que indiciava ser um golpe de Estado institucional.
Hoje, apesar de alguns sectores da sociedade timorense continuarem apostados na referida teoria – aliás, Teoria das Conspirações do presidente da República, publicada em vários capítulos em jornal de língua portuguesa -, vai havendo a percepção de cumplicidades e falhas graves no funcionamento de instituições da máquina do Estado.
A desarticulação entre sectores vitais, do Estado, degenerou naquilo a que hoje se assiste. Se antes se entendia que a construção da Nação Timorense estava alicerçada na história de um povo de luta pela libertação, conhecedor profundo dos seus direitos, deveres e regalias, hoje temos de admitir que afinal todos errámos na análise. Os timorenses estavam de facto convictos da necessidade e merecimento da consideração de Estado, não estavam, isso sim, conhecedores de como construir sólida e justamente esse mesmo Estado.
A falta de quadros nacionais, em número e por actividade, preparados para as inúmeras tarefas públicas foi notado ainda na gestão da UNTAET, chefiada pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Desenhou-se o enquadramento para conduzir o país a uma efectiva assumpção das responsabilidades enquanto Estado de Direito, Soberano e Democrático. Assinou-se na Constituição da República o nome do país como “República Democrática de Timor-Leste”.
Parece-me hoje não ter sido uma mera anáfora em vão e sem sentido. “Democrática” para mostrar ao mundo que o país se rege pelos princípios fundamentais, terá sido a intenção dos líderes. No entanto, lá dentro, no Estado – onde todos se juntam e o constituem – falhou o ensinamento do que significa e responsabiliza aos cidadãos.
Muitos milhões foram gastos em “formação cívica”, porém, muito dessa mesma acção serviu para alimentar um vasta máquina de interesses internacionais onde pouco ou nada se ensinou mas antes se validou estimulando a ignorância das regras de uma sociedade de direito. Incutiu-se no povo um sentimento de desresponsabilização para com o próprio Estado. Democracia, seu significado, passou a ser para muitos nacionais o direito a receber, a exigir e em nada contribuir.
Exigir, em muitos dos casos, prepotentemente – desde a sociedade civil, à militar e de segurança pública.
Regresso à ideia da prematura, para mim, atribuição da condução do país aos seus nacionais. Gerir um país sem quadros não é tarefa fácil. Gerir um país com recurso a assessores internacionais de variadas nacionalidades, experiências e agendas, também não se mostrou solução definitiva. A ONU deveria ter ficado mais tempo mas corrigindo a acção, passando mais conhecimento e desenvolvendo coerentemente as capacidades nacionais internas.
Por outro lado, afirmo sem problemas, que Timor-Leste merecia a sua completa independência organizativa e de gestão própria nacional. Porém, a certeza de lacunas graves na capacidade nacional – em todos os sectores de actividade, sem excepções -, era evidência conhecida e assumida por todos os lideres. Os desafios eram enormes e a aprendizagem era total. O anterior primeiro-ministro, consciente das limitações, não se escusou a afirmar que o I Governo Constitucional era “uma escola de governação”. Para mim, pecou por defeito, pois o que se constata é que a escola era de âmbito nacional e atravessava todos os sectores da sociedade timorense. Pecar por excesso não lhe teria ficado mal.
Tenho evitado falar de partidos políticos nesta crónica. No entanto, sem aprofundar, terei de referir que num país com as características de Timor-Leste, a ausência de uma cultura democrática fortalecida leva a que se cometam erros graves de apreciação, de análise e de contribuição. O desejo e ambição de liderança política do país, demonstrado pelos partidos da oposição - representados ou não no Parlamento Nacional -, assumiu proporções que atropelam o sistema escolhido para a rotatividade por força do voto popular. Mas não estavam sozinhos no erro. O partido que constituiu directamente governo derivado da Assembleia Constituinte também se esqueceu das suas responsabilidades cívicas em determinados momentos. A responsabilidade de moralizar a sociedade para o aprofundamento das suas práticas e estimular as oposições.
Timor-Leste, formalizada a Restauração a 20 de Maio de 2002, assumiu-se como país com necessidade de construção total da máquina do Estado mas comportou-se como se tudo já estivesse feito à medida de um povo com conhecimento profundo das regras, deveres e garantias de um Estado democrático. Tudo estava por fazer e o que se foi fazendo – na melhor das intenções de protecção do sistema – tornou pesada a máquina institucional, burocrática e fissurada. Fissurada por práticas adquiridas, incutidas de forma natural, por vinte e quatro anos de ocupação indonésia – país onde as fissuras permitem o equilíbrio nacional nas franjas de nível intermédio da sociedade.
O anterior governo, na minha opinião, não errou pois sempre assumiu estar a aprender. Todos aprendemos. E todos aprendemos aquilo que a história não nos deixa fazer esquecer. Um país com recursos petrolíferos, em construção, será sempre um potencial de perigo social, político e económico. Será sempre alvo, como Timor-Leste o tem sido, da ambição de gigantes de um e outro lado da “guerra silenciosa” que hoje se trava entre super potências regionais e globais.
Timor-Leste tem sofrido pelos seus recursos naturais não renováveis e pelas suas opções de Identidade como seja a Língua Portuguesa. Olhando as páginas seculares da história deste pequeno grande país, concluímos que não é fácil ser-se República Democrática de Timor-Leste.
Opto por não entrar na designação de países que considero envolvidos na promoção de uma cultura de anarquia e de desrespeito pela Constituição da República de Timor-Leste.
Neste artigo, pressupostamente, pretendia ajudar a fazer entender o momento actual de Timor-Leste. O momento actual deriva do acima escrito e do muito que ainda fica por escrever. A violência gratuita em algumas ruas de Díli – o resto do país está em paz – resulta de agendas – já denunciadas pelo actual primeiro-ministro – políticas de agentes que não pretendem a pacificação nacional para que se realizem as eleições de Março e Maio de 2007. Para quem conhece e vive o momento em Díli sabe bem que os autores materiais da violência são meras dezenas de jovens coordenados por alguém. Hoje, ao contrário de ontem, os jovens detidos em actos de violência têm alguns dólares americanos (moeda corrente em Timor-Leste), nos bolsos o que indicia pagamento pelo “trabalho”.
A solução nacional está em vias de construção. A sociedade civil deseja a paz e entende a necessidade da mesma. As instituições desavindas, como a Polícia Nacional e as Forças de Defesa Militar já entraram no processo de reconciliação nacional. Já marcharam juntas e desfilaram perante o Chefe de Estado, o Presidente do Parlamento Nacional e o primeiro-ministro. No entanto, nos dias seguintes foram assassinadas mais quatro pessoas – um cidadão brasileiro e três cidadãos timorenses. Um dos assassinados, a quem a memória também honro, participava civicamente na Comissão de Diálogo criada pelo presidente da República. Morte que vem dificultar muito o processo de diálogo nacional.
Os dias que se seguem são de desafio maior. O governo decidiu acabar com os campos de refugiados nos actuais locais. A aplicação de quinze milhões de dólares na reconstrução de habitações e lojas inicia-se dentro de dias. Até que tudo esteja pronto os actuais refugiados são acolhidos em campos com características de aldeias temporárias. No entanto, acabar com os campos de refugiados é enfrentar as organizações mafiosas que tomaram conta do medo das pessoas que ali se juntaram. O governo sabe bem do que se está a falar e as forças internacionais também.
Não se sabe como terminará toda esta crise. Não se sabe se algum dia se conseguirá provar que foi um golpe de Estado Institucional ou outra coisa qualquer. Aquilo que se sabe é que Timor mergulhou na dor e no sofrimento, mas mais do isso, ofereceu aos seus opositores históricos argumentos que fortalecem as suas doutas teorias.
O desafio nacional passa agora por evitar a figura de “Estado Falhado” à beira de se transformar num protectorado anglo-saxónico. O desafio é também o de evitar que os jovens sejam manipulados pela força de um punhado de dólares por interesses que nada têm a ver com o futuro do povo timorense.
Hoje, mais do que ontem, os líderes nacionais estão conscientes dos perigos que o Estado enfrenta e estão em uníssono a começar a afirmar a Soberania Nacional. Vão conseguir, seguramente, mas não será fácil!
O sucesso de Timor-Leste depende muito da força e capacidades da ASEAN. Pois não basta medir o problema interno de Timor-Leste pela vertente nacional, importa olhar à região onde se integra.
O futuro de Timor-Leste passa em muito pela capacidade dos seus vizinhos em se constituírem em verdadeiro grupo económico regional. Não basta uma ASEAN, onde se integram o Brunei, Darussalam, Cambodja, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Filipinas, Singapura, Tailândia e o Vietname - para fazer vingar as necessidades globais dos países que hoje se questionam como sobreviver ao constante desenvolvimento do mundo por regiões.
A ASEAN é ambiciosa mas, se me permitem a veleidade, muito parecida com a pálida CPLP.
A Associação das Nações do Sudoeste Asiático, a ASEAN, está mais esclarecida e eficaz que a CPLP, talvez seja injusto minimizar a sua importância a partir do momento em que estamos a falar de uma organização com 40 anos de existência. Mas também a profética idade, para uma associação de países, regista incapacidades no seu exercício e princípios de carta magna. De tal forma, assim é, que se alargou até 2020 o período para se cumprir o viver em paz, estabilidade e prosperidade social e económica entre os seus membros. A tudo isto, procura a ASEAN aquilo que hoje aqui se discute: a harmonia económica num crescimento franco e simétrico.
A ASEAN, não tem capacidade para evitar os conflitos internos de cada país, mas sim regista, para já, alguma eficiência no apoio pós-conflito ou desastre natural.
Mas que factores laterais influenciam o dia-a-dia de Timor-Leste? Vejamos: com a titubeante economia indonésia quais o reflexos para a região? Para Timor-Leste, asseguro, são enormes.
Todo o comércio timorense assenta no do seu vizinho. As flutuações do lado são em grande parte sentidas ali na meia ilha. O amanhã será sempre medido pela capacidade de desenvolvimento e afirmação da Indonésia e seus parceiros regionais de maior expressão. Por muita capacidade que Timor-Leste tenha para produzir, nunca produzirá o necessário para as necessidades do país. E é através do proeminente vizinho que terá de seguir, a Indonésia. O “vizinho” de Timor-Leste é a ASEAN – grupo ao qual Timor entrará como membro de pleno direito em 2007 por força do eficiente trabalho de José Ramos-Horta junto dos países constituintes.
Timor-Leste será sempre influenciado pelo bloco incipiente onde se integra, porém, tem alternativas que outros não têm: a União Europeia, os países de Língua Portuguesa no continente africano, o Brasil nas Américas, que lhe garantem um “pé” em cada canto do mundo e a Região Administrativa Especial de Macau para a China.
É, pela força da Identidade, da Língua comum secular, que Timor-Leste surge como a mais que provável plataforma entre os países que se constituem na 4ª. Língua mais falada do globo, e os gigantes da Ásia/Pacífico.
Timor-Leste tem diferenças significativas, em relação a outros países da região, a nível cultural e religioso, a Identidade é diferente, mas só por isso não pode ir estrada fora “solitário e contente”.
Sozinho e contente é tarefa difícil para um país onde o combate à pobreza está por cumprir.
Tarefa difícil para quem tem os níveis de escolaridade abaixo da linha de água. Tarefa quase impossível para quem surge no nono lugar dos países mais corruptos da região, logo atrás da Indonésia (segundo a prestigiada revista “NewsWeek”).
Pelo acima descrito, afirmo que Timor-Leste tem de se estabilizar e normalizar o dia-a-dia.
Contudo, quanto mais débil for o equilíbrio regional, mais difícil se tornará a estabilidade de Timor-Leste. Não duvido que é possível alcançar níveis desejados de estabilidade, assim como tudo indica que Timor será capaz de ultrapassar a barreira do descontentamento e desconfiança nacionais nas bases políticas do país. Há dinheiro de dentro e ajuda de fora. Os erros do passado podem ser corrigidos. Difícil será sarar feridas abertas de conflitos passados agudizados com a história triste e dramática destes últimos seis meses.
Timor-Leste, é um Estado viável, acredito.
Autor: António Veladas
(Especialista em Assuntos Asiáticos, representante de Timor-Leste junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial China – Países de Língua Portuguesa. Exclusivo PONTO FINAL)
.
domingo, novembro 26, 2006
Timor-Leste: Estado Viável
Por
Malai Azul 2
à(s)
23:52
0
comentários
E Timor rebel leader, military chief call for talks
AFP/ABC - Sunday, November 26, 2006. 7:24pm (AEDT)
East Timor's Prime Minister says the military commander has called for dialogue with rebel leader Major Alfredo Reinado, who is on the run for murder and illegal arms possession.
Reinado also reiterated his call for dialogue while addressing a seminar but was not arrested by international peacekeepers who were also present, a witness said.
Prime Minister Jose Ramos Horta says Reinado was not arrested because the military commander had called for a dialogue.
"Because there was a wish from Brigadier General Taur Matan Ruak for a dialogue with him, so that he can return to base and surrender, the Government is giving him another chance," he told journalists in Dili.
Dr Ramos Horta said such a dialogue was aimed at getting Reinado to surrender and "contribute to justice". "But he should not think he is the most important person at the present, there are many more matters which need to be addressed besides talking with him," he said.
Dr Ramos Horta, who on Friday urged peacekeepers to arrest Reinado, did not elaborate.
Seminar address
On Saturday, Reinado called for dialogue while addressing a seminar in the town of Suai at which Australian and Portuguese soldiers were present, a witness said.
"I make this appearance because there was a wish from the government for a dialogue, but there was not a single [government] leader who came," he was quoted by journalist Jeferino Bobo as saying.
When asked whether he feared arrest, Reinado remained defiant.
"Those people in front of your own eyes, you do not even arrest," he said. "Why is it that I, who has not yet been declared guilty by a court, is a wanted man and being hunted?"
The United Nations last month called for former premier Mari Alkatiri and other senior government members to be criminally investigated in a report into April-May violence which left 37 dead.
No arrest
Although dressed in civilian clothes, Reinado was escorted by two armed personal guards, while one Portuguese and two Australian soldiers present made no move to arrest him.
He is believed to be hiding at a secret base near Suai with some 10 other followers.
The East Timorese Government has called on Reinado, whom it has accused of murder, to surrender to Australian peacekeepers.
He was arrested in August on charges of weapons possession, despite promises from his group that they had surrendered all their arms to Australian peacekeepers, which were deployed following unrest blamed on Reinado.
Shortly afterwards, Reinado escaped from his Dili jail along with more than 50 other inmates.
In May, Reinado led a group of deserting troops and was accused of sparking civil unrest that killed 21 people. The violence prompted the deployment of an Australian-led international peacekeeping force.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
23:41
1 comentários
Timor rebel leader urges talks
Agence France-Presse - November 26, 2006 08:05pm
From correspondents in Dili
EAST Timor's military commander has called for dialogue with rebel leader Major Alfredo Reinado, who is on the run for murder and illegal arms possession.
Reinado also reiterated his call for dialogue while addressing a seminar but was not arrested by international peacekeepers who were also present, a witness said.
Prime Minister Jose Ramos-Horta said today Reinhado was not arrested because the military commander had called for a dialogue. "Because there was a wish from Brigadier General Taur Matan Ruak for a dialogue with him, so that he can return to base and surrender, the Government is giving him another chance," Ramos-Horta told reporters in Dili.
He said such a dialogue was aimed at getting Reinhado to surrender and "contribute to justice." "But he should not think he is the most important person at the present, there are many more matters which need to be addressed besides talking with him," the Prime Minister said.
Ramos-Horta, who on Friday urged peacekeepers to arrest Reinhado, did not elaborate.
Meanwhile, the renegade officer called for dialogue yesterday in the town of Suai while addressing a seminar at which Australian and Portuguese soldiers were present, a witness said today.
"I make this appearance because there was a wish from the Government for a dialogue, but there was not a single (government) leader who came," Reinhado was quoted by journalist Jeferino Bobo as saying in Suai, some 175 kilometres south of Dili.
Although dressed in civilian clothes, Reinhado was escorted by two armed personal guards while one Portuguese and two Australian soldiers present made no move to arrest him.
He is believed to be hiding at a secret base near Suai with some 10 other followers.
Dili has called on Reinhado, whom they have accused of murder, to surrender to Australian peacekeepers.
He was arrested in August on charges of weapons possession despite promises from his group that they had surrendered all their arms to Australian peacekeepers deployed following unrest blamed on the major.
Shortly afterwards he escaped from his Dili jail along with more than 50 other inmates.
In May, Reinado led a group of deserting troops and was accused of sparking civil unrest that killed 21 people.
The violence prompted the deployment of an Australian-led international peacekeeping force.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
23:39
2
comentários
Alkatiri Attacks Australian Interference In Timor
AIM (Moçambique) - Friday 24/11/2006
Maputo, 24 Nov (AIM) - The former prime minister of East Timor, Mari Alkatiri, on a private visit to Mozambique, has accused the Australian government of interference in Timorese internal affairs.
Despite the fact that he leads the Timorese liberation movement Fretilin (Revolutionary Front for an Independent East Timor), which remains the country's largest and most popular political party, Alkatiri was forced to resign earlier this year in what has been described as "a constitutional coup d'etat".
The immediate cause of the violence that wracked East Timor in late May was a mutiny by Timorese troops who had been sacked from the armed forces and were led by a man who had played no role in the struggle against Indonesian occupation, but spent the years of war in comfortable exile in Australia.
The violence was used as an excuse to destabilise the Timorese government and remove Alkatiri, bitterly disliked in the Australian establishment because of his tough (and successful) negotiating stance over the oil reserves under the Timor Sea.
Alkatiri lived in exile in Maputo for many years, and has returned to see old friends. In an interview published in Friday's issue of the independent weekly "Savana", Alkatiri stressed his belief that there had been an Australian hand in forcing his resignation.
Over the previous year and a half, he noted, the Australian media "launched a deliberate campaign to denigrate the image of the Timorese government and of Fretilin in general, and my image in particular".
At the height of the May/June crisis, Australia's right-wing prime minister John Howard, Alkatiri added, "was the only political leader who declared that he wanted me to resign, in a clear act of interference in the internal affairs of Timor".
Clearly the oil negotiations were a weighty factor behind this. "The negotiations were tough", said Alkatiri, "and I strongly defended Timorese interests. In one block, we got rights to 90 per cent, when initially we had only been allocated 50 per cent, and in another we got 50 per cent instead of the initial offer of 18 per cent".
Asked about the role of the Catholic Church, the religion followed by most Timorese, Alkatiri replied "I don't much like to talk about the church as an institution, but it's a fact that part of the hierarchy was militantly opposed to the government".
"I have no doubts in stating that the Catholic Church played the role of an opposition, organising demonstrations for two or three weeks", he added.
A complicating factor is that Alkatiri himself is not a christian, but comes from a moslem family. "I admit that the fact that I'm a moslem, in an overwhelmingly catholic country, may be difficult for some catholic sectors to accept", he said.
As for the trumped-up charges that Alkatiri had distributed guns to civilians, the UN's commission of inquiry had found no proof, but nonetheless recommended continued investigation.
Alkatiri was not surprised, and regarded this as a way to save the face of those Timorese politicians, notably President Xanana Gusmao, who had forced his resignation. "The way the UN report was presented shows clearly they don't want to affectthose in power", he said. For if the UN had clearly stated there was no basis for the accusations against him, "then what would the position of the President have looked like, since he asked for my resignation precisely because of those charges ?"
Alkatiri dismissed rumours that he had come to Mozambique to escape Timorese justice. He had told the Attorney-General in advance of his travel plans, and he had given him his contact numbers.
Furthermore, Alkatiri remains in regular contact with the man who replaced him as Prime Minister, Jose Ramos-Horta. "In Timor, we meet once a week", he said. "When I'm abroad, we speak regularly on the phone".
Fretilin had given Ramos-Horta's government its backing. Ramos-Horta had inherited the Alkatiri government's ambitious plans, but Alkatiri thought he had been "unable to define clearly the difficulties and tackle them frontally".
In particular, Ramos-Horta had not re-established law and order, and the authority of the state, or solved the problems of those displaced in the May-June fighting. "That should have been a priority, and it wasn't", said Alkatiri.
He was sharply critical of Gusmao. Although he did not believe the President was initially involved in the plans to topple the Alkatiri government, he came on board later, and showed "the unjustifiable hatred he has for Fretilin".
Alkatiri admitted the key role that Gusmao played in the resistance to Indonesian occupation, following the death of Fretilin's first leader, Nicolau Lobato. Gusmao introduced a new style of leadership, very much centred on his own person - and in the dark years of the 1980s, Alkatiri admitted, this worked and the resistance survived. Gusmao was the de facto leader of Fretilin, even when he formally separated himself from the party.
But when independence came, the situation was radically changed. Fretilin reorganised, and Gusmao was outside of the party structures.
"President Xanana's great problem is that he has lost the leadership of Fretilin", said Alkatiri. "You can't try to lead a party if you are outside of it. Only those who are prepared to subordinate themselves to Fretilin structures can lead Fretilin. What the President wants is, at the least, irrational. That was where our quarrels began".
Alkatiri said he did not want to be Fretilin's candidate for prime minister at the next elections. Instead, he would prefer to work to build up the party.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:41
1 comentários
De um leitor
Comentário no post "Ameaça de morte contra estrangeiros":
Sou timorense, vivo em Timor e falo todos os dias com gente do povo.
Sei quem sao os timorenses interessados em viver em ambiente de paz, mas nao consigo deslumbrar quem sao os grandes sehores que, silenciosamente, vao distribuindo dolares aos desordeiros, aos ladroes e aos assassinos, para urgirem a paz quando estao visiveis e praticarem os maldosos actos encomendados por quem lhes paga, quando a noite cai e a escuridao das ruas os protegem.
Portanto, nao sei nem vislumbro quem sao, mas desconfio. Conheco Dili e as suas gentes tao bem como as minhas maos, mas apenas desconfio. Penso, por isso, que os senhores da ONU, que mal conhecem Timor e os timorenses, no maximo, tambem apenas desconfiam que todos os estrangeiros correm perigo de vida porque o destino quiz que um homem bom do Brasil caisse nas maos assassinas desses bandidos pagos por gente de boa aparencia mas maldosa ate aos intestinos. Desconfiam, mas nao sabem. Eu tambem desconfio, mas nada mais que isso. La por desconfiar nao vou alarmar o mundo sobre o risco que correm todos quantos vieram dar a mao aos timorenses.
Nao vejo, sinceramente, como eh que eh possivel, uma instituicao com a experiencia e a credibilidade da ONU, pode, tao levianamente, tirar conclusoes dessa natureza. Tambem acho que eh elaborar num erro enorme quando se diz que os timorenses estao cada vez mais revoltados contra os australianos. Alguns deles tambem teem sido vitimas de ataques desses vandalos e assassinos a soldo de interesses politicos e economicos, mas isso nao quer dizer que se pode concluir, tambem levianamente, que os timorenses nao gostam dos australianos.
Sera que, quando a vitima dos assassinos eh um timorense, vamos poder concluir que eles estao revoltados contra os timorenses? Os assassinos nao escolhem as suas vitimas, isso sim, seja ele brasileiro, australiano etc ou mesmo timorense. Para bem de Timor, rogo-vos para nao transformem um mosquito num elefante.
Bem haja
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:41
4
comentários
Ameaça de morte contra estrangeiros
Expresso.pt
26.11.2006
Na semana em que a GNR partiu para Díli, a ONU avisa que o caos está de volta.
A ONU emitiu esta semana um alerta para todos os estrangeiros em Timor-Leste, avisando-os que correm risco de vida. Esta nota foi feita na sequência da morte do missionário brasileiro, no passado domingo, em Díli, cujo relatório policial, a que o Expresso teve acesso, dá conta de um notório sentimento antiaustraliano que se está a registar naquele país.
Segundo este documento oficial, várias testemunhas do momento de agressão a Aurélio Brito, 25 anos, cujo carro foi atacado por jovens armados no centro da capital timorense, relataram ter ouvido a multidão gritar “Vamos matar os australianos! Matem os australianos”.
A polícia da ONU, onde estão integrados elementos da GNR e da PSP, entre forças de segurança de outras nacionalidades (incluindo australianas), considerou que, apesar do episódio evidenciar apenas uma ameaça sobre os cidadãos australianos, todos os estrangeiros “são alvos potenciais”, “porque os agressores não distinguem nacionalidades no meio dos ataques”. “Todos os estrangeiros devem tomar medidas preventivas para enfrentar ameaças e possível assassínio”, diz o relatório de segurança.
Fontes policiais acrescentaram que as avaliações de ameaça feitas pelas autoridades dão como muito previsível um grande aumento de violência entre gangues, na próxima semana.
É este cenário que vão encontrar os 120 militares da GNR, que, na quarta-feira, partiram para Timor, para substituir o 1º subagrupamento Bravo. No total, a GNR conta com 150 militares, estando a preparar o envio de mais 120 - um 2º subagrupamento solicitado por Díli.
Entretanto, subsiste algum mal-estar entre os elementos da PSP, que viajaram para Timor no mês passado. Conforme o Expresso noticiou, estes viajaram em voo civil pelo que não puderam levar as suas armas, que chegaram esta semana, mas sem munições. Entretanto, a PSP utiliza balas emprestadas.
Valentina Marcelino.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:38
1 comentários
O ‘povo em armas’
Expresso.pt 26.11.2006
Editorial
Os membros das Forças Armadas não podem manifestar-se. Quando o fazem, desafiando o Governo e as chefias militares, não pode ficar tudo na mesma
Devem os militares ter os mesmos direitos que os cidadãos vulgares? Toda a gente concordará que tal não é possível. A pertença às Forças Armadas implica uma disciplina e uma contenção próprias que não se compadecem com, por exemplo, manifestações e declarações contra o Governo ou as decisões das chefias. Ou seja, os membros das Forças Armadas têm obviamente menos direitos do que os comummente previstos na Lei.
Desde que o serviço militar passou a ser voluntário (coisa que para os oficiais e sargentos sempre aconteceu), as razões desta restrição de direitos aumentaram. Só é militar quem quer. E quem escolheu essa vida sabia de antemão o que o esperava.
Ao contrário do que era afirmado na cartilha revolucionária, a tropa não é o ‘povo em armas’. Ser militar é uma profissão com regras próprias e muito estritas. Os oficiais e sargentos sabem-no muito bem; por isso, quando ‘disfarçam’ uma manifestação, chamando-lhe ‘passeio’, dão de si uma imagem de trapaceiros, uma fraca figura para militares.
Por muita razão que tenham no seu descontentamento, de nada vale aos oficiais mostrá-lo em público. Sendo uma corporação, as Forças Armadas têm meios próprios para mostrar os seus ‘estados de alma’ às chefias.
Além disso, é impensável imaginar o Governo a ceder a um grupo de militares. O Executivo que o fizesse ficaria, para sempre, sob suspeita de não ter conseguido controlar a cadeia hierárquica. Ficaria ferido de morte.
Mas há uma coisa que o Governo, se age de acordo com as suas competências, pode e deve fazer: interrogar as chefias militares sobre o estado da disciplina nas Forças Armadas. Porque uma cadeia hierárquica que não consegue impedir um ‘passeio’ destes ou está desprestigiada ou tem um enorme problema por resolver.
....
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:07
2
comentários
Comunicado - PM
OFFICE OF THE PRIME MINISTER
MEDIA RELEASE
Dili, November 25 2006
Martial arts leaders pledge to end gang violence
Leaders of Timor-Leste’s major Martial Arts groups have held long discussions and told the media that they would end gang violence that has caused so much loss of innocent lives.
Prime Minister Dr José Ramos-Horta convened a meeting at the Library in the Ministry of Foreign Affairs and Cooperation between the Martial Arts groups. The Prime Minister spoke to the leaders for 30 minutes.
In a frank discussion the Nobel Peace Prize winner told them: “Now that you are all here and you have heard me, you may continue to talk to each other on your own and find a way to live peacefully with each other and contribute to peace and stability in this country, or you may leave and continue your stupid, irresponsible and criminal behavior.
“If you continue this violent behavior, let me assure you that none of you will go unpunished. If at the end of your meeting you decide to work towards peace and wish to come forward to me, we will request assistance for any constructive and meaningful purpose that you like, and the Government will find a way to assist you.
“The country belongs more to you than to me because you are young and there is a long future ahead of you. You can change now and work for peace today and peace tomorrow for your future, or you can continue to damage your country and your future.
“I have no interest in hearing your mutual accusations or any rational for the killings. I came here for you to listen to me and what I have to say. I am not accusing anyone in particular. I am holding all of you responsible for the behavior of your members.”
After making this statement the Prime Minister left the meeting, but the leaders of the Martial Arts groups continued to meet for two hours afterwards and pledged to work towards ending rival gang violence.
The Martial Arts groups are scheduled to meet again on Monday and Wednesday to work out ideas and mechanisms for dialog, exchange information and work towards the stabilization of the situation.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:05
0
comentários
Comunicado - PM
OFFICE OF THE PRIME MINISTER
MEDIA RELEASE
Dili, November 25 2006
High-level Government meeting discusses support programs
A high-level meeting of senior Ministers convened by the Prime Minister Dr José Ramos-Horta has discussed how the Government could best respond to the recommendations of the Special Inquiry Commission concerning the victims of violence in the recent crisis.
The meeting also discussed special Government support programs for the occupants of internally displaced persons’ camps who are returning to their homes, including housing and food programs.
Dr Ramos-Horta discussed the issues with Deputy Prime Minister Estanislau da Silva, the Minister of State Administration Dr Ana Pessoa and the Vice-Minister of Planning and Finance Aicha Bassarewa.
The Prime Minister said recommendations from today’s meeting would be discussed in Wednesday’s Council of Ministers.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:02
0
comentários
Comunicado - PM
OFFICE OF THE PRIME MINISTER
MEDIA RELEASE
Dili, November 25 2006
31ST Independence Day Events to honor our heroic veterans – and find a path to peace
Finding a path to Peace And Unity is the theme for a program of visual Arts, Music, Dance And Theatre which will continue throughout next week in Dili as the two weeks of Soru-Mutu Ba Dame gets into full swing.
November 28 (Tuesday) is Independence Day and the President of the Republic Xanana Gusmão will be presenting the first Medals of Honor to 250 veterans of the Independence movement at a formal State ceremony to be held in Palco Estadio Municipal (the Stadium) in Dili on Tuesday morning.
The event will run from 7.30 to noon, and will include an official parade observed by the President, the President of the National Parliament Francisco Guterres “Lu Olo”, the Prime Minister Dr José Ramos-Horta, the Council of Ministers, and other members of the National Parliament, the Chief Prosecutor, the Diplomatic Corps and international & national civil society leaders.
This is sure to be one of the most moving ceremonies ever witnessed in Timor-Leste.
Independence Day afternoon and evening will feature Timor-Leste’s top bands, poets and ‘Korematan’ groups (haunting traditional Timorese songs) in Independence Park (behind Motael Church) from 2 p.m. to 8 p.m.
Families are urged to bring their children to Independence Park where there will be free face painting and loads of surprises.
“All the events organised by Hahi Ita Rain (the National Events Office) are free to the public,” said Ego Lemos, the Arts Program Manager, “and we want to ensure that as many people as possible can enjoy their Independence Day in the company of family, friends and neighbours”.
They can also spend time admiring the graffiti artworks scattered throughout the park, all produced by groups from some of Dili’s IDP camps working with Timorese artists.
Traditional arts and crafts from each of the 13 districts will be displayed for sale at the Gymnasium behind the Palacio do Governo from tomorrow (Sunday November 26) through until Tuesday evening. Organised each year by the culture division of the Ministry of Education & Culture, it is a great opportunity to explore and compare the diverse styles of Timorese crafts, as well as being the perfect place for those wanting to buy Christmas gifts for family and friends.
Another highlight of the week will be the screening in Independence Park on Tuesday night of a 30-minute film concerning the issue of veterans of the struggle for Independence.
Sponsored by the World Bank and made by Max Stahl with Jose Belo, it deals with the issues of identifying and defining who was in fact a veteran of the conflict.
The World Bank contributed half a million dollars to establish more than 70,000 names in a series of categories identifying the complex and many times changing institution which was the Timorese Resistance.
The film AFTER THE VICTORY opens a window into the Resistance which won Timor Leste’s Independence. The film combines dramatic archive of the period from the Max Stahl Audiovisual Centre for Timor-Leste, (some never publicly screened until now), with specially shot sequences with the veterans, to show the impact of the past in the present.
The film screening starts at 8 p.m. on Tuesday and all are welcome.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:00
0
comentários
Notícias - traduzidas pela Margarida
Marinha à espera para evacuar Australianos
AAP - Novembro 24, 2006
O Ministro da Defesa Brendan Nelson diz que três navios Australianos estão no Sudoeste do Pacífico prontos para receber a bordo evacuados no evento de um golpe violento nas Fiji.
Ontem, o Ministro dos Estrangeiros Alexander Downer disse que havia evidência clara que o líder militar das Fiji o Comodoro Voreqe (Frank) Bainimarama estava a planear um golpe nas próximas duas semanas.
O Dr Nelson disse hoje que os navios estavam prontos para evacuar Australianos que podem ser apanhados num golpe nas Fiji.
O HMAS Kanimbla tinha alguns soldados, uma equipa de evacuação, uma equipa de cuidados primários de saúde e helicópteros a bordo.
É apoiado pelas fragates, HMAS Newcastle e HMAS Success.
"Estas estão disponíveis para o caso de haver um golpe e os Australianos precisarem de ser evacuados talvez num ambiente hostil,'' disse Dr Nelson depois de um almoço de negócios em Melbourne.
"Sob circunstância alguma apoiamos ou encorajamos um golpe, mas queremos tornar absolutamente claro que estamos prontos para apoiar os Australianos se precisarem em Fiji, para saírem de Fiji, no caso de o golpe não ser pacífico.''
Disse que a embaixada Australiana nas Fiji estava em contacto regular com o comando militar das Fiji para acompanhar o desenvolvimento da situação.
***
Amotinado de Timor: as minhas armas protegem as pessoas
The Australian
Fonte: AFP
De correspondentes em Dili
Novembro 25, 2006
O líder militar amotinado de Timor-Leste Major Alfredo Reinado, em fuga por assassínio e posse ilegal de armas, afirma que conserva as armas para proteger as pessoas, disse hoje um relato.
Reinado, que foi acusado de assassínio pelo governo, não negou que conserva armas que era suposto ter entregue às tropas Australianas, segundo cita o jornal Timor Post.
"Tenho revólveres, não nego isso. O centro do problema, contudo, não é a propriedade dos revólveres mas a razão do seu uso," disse Reinado ao jornal numa entrevista dum local não divulgado.
"Se estes revólveres são usados para servir e dar segurança às pessoas, penso que tenho mais direitos para os ter," acrescentou.
Reinado foi preso em Agosto com acusações de posse de armas apesar de garantias do seu grupo de que tinham devolvido todas as suas armas às tropas Australianas.
O Primeiro-Ministro José Ramos-Horta urgiu as tropas na Sexta-feira pra prenderem o Reinado, dizendo que as autoridades já tinham emitido uma ordem de prisão.
Reinado, cuja fuga duma prisão de Dili em Agosto desencadeou uma caça ao homem por polícias da ONU e tropas internacionais, fez várias aparições públicas desde então sem ser detido.
Em Maio, Reinado liderou um grupo de tropas desertoras e foi acusado de ter desencadeado desassossego civil, incluindo confrontos com forças de segurança rivais e guerras de gangs nas ruas que mataram 21 pessoas.
A violência levou ao destacamento duma força internacional liderada pelos Australianos.
Num artigo na primeira página no Sábado, que o mostrou a segurar uma arma similar a uma granada propulsionada por um rocket, Reinado reiterou que estava pronto para falar com o governo.
"Estou pronto para dialogar com o governo e as forças de defesa de Timor-Leste e quero que este diálogo forneça uma espécie de garantia e traga paz às pessoas," disse.
O novo comissário da polícia da ONU de Timor-Leste, Antero Lopes, disse que acreditava que podia ter conversações com Reinado que levem eventualmente à entrega incondicional do amotinado.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:00
0
comentários
De um leitor
H. Correia deixou um comentário no post "Major Reinado é um foragido à Justiça e deve entregar-se - PM":
Ramos Horta está cada vez mais adaptado às funções de 1º Ministro. Assume o papel de guardião da Lei e da Ordem com firmeza, chamando as coisas pelos nomes e pondo os pontos nos is.É este Ramos Horta que gosto de ver. Diplomata, comunicador, mas também homem de princípios e de compromissos. Ele que não tenha medo, pois é isso mesmo que se espera dele. O exemplo tem que vir de cima e nada como saber dar os passos com firmeza e convicção para transmitir alguma esperança aos que sofrem neste momento.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
13:58
2
comentários
De um leitor
António Veríssimo deixou um comentário no post "Mari Alkatiri em exclusivo para o SAVANA: “Por minha vontade não serei candidato nas próximas eleições”":
ONDE ESTÁ A NÓDOA?
Ao lermos a entrevista de Mari Alkatiri percebemos que estamos perante um homem disciplinado, honesto, patriótico, inteligente, coerente e com um perfil de grande estadista.
Esse foi o problema dos governantes australianos e das companhias exploradoras de petróleo e gás natural: depararam com um homem fisícamente pequeno mas com uma estatura moral, mental e comportamental gigantesca.
Quer parecer que o mesmo constactou o Senhor Presidente Gusmão, obstinando-se então em macular a integridade de Alkatiri para voltar a ser a figura central e adulada que há tempos deixou de ser.
Provavelmente Gusmão achou que manobrando assim daria razão ao ditado "no melhor pano cai a nódoa", mas a integridade de Alkatiri gorou as suas intenções e a nódoa fez o percurso do boomerang - talvez por australianas influências - voltando ás origens e caindo sobre o lançador.
Afinal, onde está a nódoa?
Da igreja de TL nem vale a pena falar.
Infelizmente comporta-se tão antidemocrática, tão feudal, tão espiritualmente putrefacta que nem é nódoa mas sim uma sebenta e enorme mancha da actualidade religiosa de TL.
Lamenta-se que Alkatiri não esteja disposto a chefiar um outro governo após as eleições, pois tudo indica que a Fretilin vai novamente obter maioria, mas se a sua saúde está a condiciona-lo será sensato e aconselhável que se poupe e se dedique a modernizar e reorganizar a Fretilin.
Será com homens como ele, respeitando a diversidade, que Timor-Leste ainda será uma Boa Nação, uma Pátria Boa Mãe para o seu povo, não uma Pátria Madrasta como a querem fazer.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
13:55
2
comentários
My weapons protect the people: Timor rebel
The Australian
Source: AFP
From correspondents in Dili
November 25, 2006
EAST Timor's rebel military leader Major Alfredo Reinado, on the run for murder and illegal arms possession, claims he kept the weapons to protect the people, a report said today.
Reinado, who has been accused of murder by the government, did not deny withholding firearms he was supposed to have surrendered to Australian peacekeepers, the Timor Post newspaper quoted him as saying.
"I have guns, I don't deny that. The crux of the matter, however, is not about the ownership of the guns but what they are used for," Reinado told the newspaper in an interview from an undisclosed location.
"If those guns are used to serve and provide security for the people, I think I have more rights to hold on to them," he added.
Reinado was arrested in August on charges of weapons possession despite assurances from his group that they had surrendered all their arms to Australian peacekeepers.
Prime Minister Jose Ramos-Horta urged peacekeepers on Friday to arrest Reinado, saying authorities had already issued a warrant.
Reinado, whose escape from a Dili jail in August sparked an ongoing manhunt by UN police and international peacekeepers, has since made several public appearances without being detained.
In May, Reinado led a group of deserting troops and was accused of sparking civil unrest, including clashes among rival security forces and gang wars on the streets that killed 21 people.
The violence prompted the deployment of an Australian-led international peacekeeping force.
In Saturday's front page article, which showed him holding a weapon similar to a rocket-propelled grenade, Reinado reiterated that he was ready to talk with the government.
"I'm ready for dialogue with the government and the East Timor defence force and I want this dialogue to provide a sort of guarantee and bring peace for the people," he said.
East Timor's new UN police commissioner, Antero Lopes, has said he believed he could hold talks with Reinado eventually leading to the rebel's unconditional surrender.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
05:34
1 comentários
Navy on standby to evacuate Aussies
AAP - November 24, 2006
DEFENCE Minister Brendan Nelson says three Australian naval vessels are in the south-west Pacific ready to take on board evacuees in the event of a violent coup in Fiji.
Yesterday, Foreign Minister Alexander Downer said there was clear evidence that Fijian military leader Commodore Voreqe (Frank) Bainimarama was planning a coup in the next two weeks.
Dr Nelson said today that naval vessels were ready to evacuate Australians who might become caught up in a coup in Fiji.
HMAS Kanimbla had a number of soldiers, an evacuation team, a primary health care medical team and helicopters on board.
It is supported by frigates, HMAS Newcastle and HMAS Success.
"Those ships are available in case there is a coup and Australians need to be evacuated in perhaps a hostile environment,'' Dr Nelson said after a Melbourne business lunch.
"Under no circumstances do we encourage or support a coup, but we want to make darn sure that we are ready to support Aussies if they need it in Fiji, to get out of Fiji, just in case the coup is anything other than peaceful.''
He said the Australian embassy in Fiji was in regular contact with Fijian military command to keep track of developments.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
05:30
1 comentários
sábado, novembro 25, 2006
Bravos aterram no aeroporto de Lisboa
O primeiro contigente da GNR, acaba de aterrar no aeroporto de Lisboa.
Missão cumprida, Bravos!
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
20:19
0
comentários
Mari Alkatiri em exclusivo para o SAVANA: “Por minha vontade não serei candidato nas próximas eleições”
SAVANA (Moçambique) - 24 Novembro 2006
Por João Vaz de Almada
De passagem por Maputo para rever velhos amigos, Mari Alkatiri, ex-Primeiro-Ministro de Timor, fala, entre outras coisas, do Governo de Ramos-Horta, da recente crise política-militar, dos desentendimentos com Xanana e da mão australiana no “golpe de estado constitucional”.
Em relação a uma possível candidatura à chefia do Governo nas próximas eleições Alkatiri é peremptório: “Se depender de mim não serei candidato.”
Que balanço faz dos 100 dias de Governo Ramos-Horta?
É a governação possível no momento de crise em que vivemos. Tem faltado capacidade para definir claramente as dificuldades e atacá-las de frente. Ramos-Horta herdou um programa anual, reflectido no orçamento de Estado, bastante ambicioso, contudo tem-se preocupado mais com a execução do plano e não tanto com o restabelecimento da lei e da ordem, com a autoridade do Estado e com o problema dos deslocados. Isso deveria ter sido prioritário e não foi.
Mas o senhor disse que este Governo era tutelado pela FRETILIN.
É um Governo ao qual a FRETILIN deu o seu aval. Ramos-Horta está a tentar executar esse programa extremamente ambicioso. Se não tivesse havido a crise era intenção nossa fazer o grande arranque para o desenvolvimento do país, investindo nas zonas rurais, nas comunidades e também nas infra-estruturas, uma vez que nestes primeiros quatro anos a nossa prioridade foi construir e consolidar as instituições do Estado.
Fala regularmente com Ramos-Horta?
Em Timor encontramo-nos uma vez por semana. Quando estou no estrangeiro falamos regularmente ao telefone.
Atendendo que está em regime de termo de identidade e residência informou o Procurador-Geral da República da sua saída do país?
A minha obrigação é colaborar com a Justiça. Não quero alimentar especulações como aquelas que já ouvi que dizem que estou a fugir do país. Informei o Procurador e dei-lhe os meus contactos.
Correu essa versão de fuga.
Boatos há sempre e Timor é multimilionário em boatos.
O senhor afirmou recentemente que o golpe de estado constitucional ficou por concluir, acrescentado depois que havia um plano B que ficou por executar. A que é que se referia concretamente?
Penso que esse plano B já está em marcha. Veja-se o esforço enorme que está a ser feito para manchar a imagem da FRETILIN e da sua liderança, tentando desacreditá-la, até por parte do Presidente Xanana Gusmão. As pessoas que executaram o golpe não previam que houvesse um reforço de unidade na FRETILIN. Saiu-lhes o tiro pela culatra.
Quem são essas pessoas?
As conspirações são sempre bem encapotadas, quem as executa não dá a cara. Prefiro não avançar com nomes. Há conspirações que ao fim de 20 anos ainda estão a ser investigadas. Para mim está claro que o Presidente Xanana não estava envolvido nela desde o início, mas posteriormente viu-se envolvido.
Voluntária ou involuntariamente?
Penso que entrou de forma inconsciente. Mas agora tem negado sistematicamente o seu envolvimento, talvez por dignidade e orgulho. Isso só mostra o ódio injustificável que tem pela FRETILIN.
Quais são as raízes desse ódio?
Xanana foi a pessoa que, depois das grandes crises da resistência, em 1979/80, subsequentes à morte do líder Nicolau Lobato, agarrou a liderança e por conseguinte a própria FRETILIN, isto é um facto inegável. O mérito dele ficará registado na História. Por força das circunstâncias, introduziu um novo tipo de liderança, muito unipessoal, muito individualista, e a verdade é que deu resultado. Ele para fora sempre deu uma imagem de abertura e tolerância mas internamente concentrou sempre tudo nas suas mãos. E, de certa forma, quando se retirou formalmente da FRETILIN, continuou a chefiá-la. A grande dor do Presidente Xanana neste momento é que perdeu de facto a liderança da FRETILIN. Estando fora das estruturas de um partido não se pode ter a pretensão de querer liderá-lo. Só pode liderar a FRETILIN quem está disposto a subordinar-se aos órgãos da FRETILIN. O que ele quer é, no mínimo, irracional. Esta é a sua grande contradição. Foi aí que começaram as nossas desavenças.
Acha que houve uma mão externa?
Vou reportar-me novamente a factos. Neste último ano e meio, a comunicação social australiana iniciou uma campanha deliberada para denegrir a imagem do Governo e da FRETILIN em geral, e a minha em particular. No auge da crise o Primeiro-Ministro australiano foi o único dirigente político que se pronunciou a favor da minha demissão, num acto claro de ingerência nos assuntos internos de Timor.
Pensa que “dossier petróleo” poderá estar na base desse desejo australiano, uma vez que o senhor entrou em colisão com os interesses australianos durante todo o processo negocial?
É evidente que isso tem peso. As negociações foram duras e eu defendi fortemente, como é óbvio, os interesses timorenses. Ficámos com 90% da exploração numa área, onde inicialmente só nos estava destinado 50%, e 50% noutra, quando a oferta inicial era de 18%.
Sabe-se também que a Igreja Católica, sendo o senhor muçulmano, não via com bons olhos o facto de ter um “não crente” na chefia do Governo?
Não gosto muito de falar da Igreja como instituição, mas é um facto que uma parte da hierarquia da Igreja Católica era militantemente contra o Governo. De tal forma que não tenho dúvidas em afirmar que a Igreja Católica fez o papel da oposição, promovendo manifestações que duraram duas e três semanas. Admito que o facto de ser muçulmano, num país esmagadoramente católico, seja difícil de digerir para alguns sectores católicos.
No passado dia 17 de Outubro, a comissão de investigação da ONU concluiu não haver provas do seu envolvimento na distribuição de armas a civis. Todavia recomendou uma investigação adicional para determinar se o senhor deve ser responsabilizado criminalmente sobre a questão.
Quer comentar?
Acho que isso foi uma solução de equilíbrio para não deixar mal outras pessoas. A forma como o relatório foi apresentado mostra bem que não querem atingir aqueles que estão no poder. Se dissesse claramente que não havia qualquer fundamento como é que ficaria a posição do Presidente da República que exigiu a minha demissão justamente por causa disso? Houve a tentativa de deixar pairar no ar alguma coisa, deixando que os órgãos de soberania timorense resolvam o assunto. Não quiseram arrumar o caso.
Há quem diga que o conflito é, fundamentalmente, étnico entre loromonos e lorosaes.
Recuso totalmente essa tese.
Mas uma das causas do conflito foi a discriminação de que eram alvo os loromonos no seio das Forças Armadas.
É preciso esclarecer bem esta questão. A partir de 1980 e até 1984, o último reduto da resistência estava localizado na zona leste, integrando maioritariamente guerrilheiros lorosae.
Por isso hoje a maior parte dos comandantes são da zona leste. Isto é uma herança! Não se pode negar. Ignorar essa realidade para dizer que há discriminação não é admissível. Houve até um esforço do Chefe de Estado-Maior, Brigadeiro Taur Matan Ruak, para equilibrar isso. Como é que Alfredo Reinado, um loromono, chegou a major? Não esteve na guerra, viveu na Indonésia e depois na Austrália! O próprio Nicolau Lobato não era lorosae. Nos últimos anos houve um esforço no sentido de recrutar mais loromonos. Alguém andou a tentar explorar essa divisão.
Até no seio da própria FRETILIN tentaram fazer isso, mas não conseguiram. Nas FA é mais fácil conseguir promover essas divisões.
Vai ser o candidato oficial da FRETILIN nas próximas eleições legislativas?
Vou bater-me até ao limite das minhas forças para não ser. Não me restam muitos anos pela frente, embora as pessoas digam que ainda sou jovem, por isso acho que devo dedicar-me ao partido. Quero trabalhar para o partido. A FRETILIN suportou grandes sacrifícios com a política de Unidade Nacional de tal forma que as estruturas do partido foram emprestadas às chamadas estruturas de Unidade Nacional, ao CNRM (Conselho Nacional de Resistência Maubere), mais tarde transformado em CNRT (Conselho Nacional de Resistência Timorense). Depois disto tudo a FRETILIN ainda foi chamada a governar. Há por isso um grande trabalho de reorganização a fazer.
“Admiro a capacidade de esperar dos moçambicanos”
Falando de Moçambique, onde viveu 24 anos, a sua ausência no congresso de Quelimane pode ser interpretada como um afastamento em relação à Frelimo?
Não, de forma alguma. Fiz tudo para estar presente, mas na semana antes de embarcar tive um problema de saúde e, como os médicos não sabiam se era grave, recomendaram-me que fosse primeiro efectuar exames a Portugal, onde já tinha sido operado em Janeiro. Tive de seguir o conselho dos médicos. Felizmente não me foi diagnosticado nada. Por um lado fiquei contente por não ter nada, mas por outro fiquei zangado porque afinal poderia ter vindo ao congresso.
A FRETILIN ainda se sente próxima da Frelimo?
Isso é indubitável. Não é só porque nos acusam de sermos a máfia de Maputo (risos), como também pelos laços históricos que sempre nos uniram.
O que é que admira na Frelimo?
A sua invejável capacidade organizativa e também a facilidade de se adaptar às novas conjunturas. A Frelimo nasceu da luta contra o colonialismo, ganhou sozinha a independência e depois conseguiu acompanhar a evolução mundial dos últimos anos, introduzindo no país o multipartidarismo e a democracia.
No mês passado, por ocasião da passagem do 20º aniversário da morte de Samora Machel, não se esqueceu de o elogiar publicamente. Que recordações guarda do primeiro Presidente de Moçambique?
Samora era um homem profundamente ligado ao povo, muito generoso para com os mais desfavorecidos. Foi um grande defensor da luta de libertação dos povos. Para um país jovem e pobre como Moçambique, não era fácil assumir abertamente as causas do Zimbabwe e da África do Sul como ele assumiu, muitas vezes com consequências extremamente negativas para Moçambique. Se tivesse vivido mais tempo estou certo que teria capacidade para se adaptar às novas realidades.
Actualmente muitas das suas políticas seriam de impossível implementação.
Sim, estariam absolutamente fora do contexto.
Como é que vê hoje Moçambique?
Moçambique é hoje um país em franco desenvolvimento e isso é reconhecido por toda a comunidade internacional. O que admiro no povo moçambicano é a sua capacidade de esperar, de ter paciência e de acreditar nos seus líderes.
Relatórios de organizações internacionais referem que se está a assistir neste momento a uma “partidarização” do Estado como nunca antes tinha acontecido em Moçambique. A promiscuidade entre o Estado e a Frelimo é cada vez maior. Quer comentar?
Nos nossos países, quando um partido vence uma série de eleições consecutivas, há logo uma tendência para se dizer que o regime está de novo a caminhar para o monopartidarismo. Nós, em Timor, também somos acusados do mesmo e só estamos há 4 anos no poder! Penso que hoje há aqui uma imprensa livre, uma oposição agressiva, as pessoas dizem o que pensam sem serem molestadas. Provavelmente, no dia em que a oposição estiver no Governo, irá comportar-se da mesma forma.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:47
5
comentários
Notícias - traduzidas pela Margarida
UNMIT – Revista dos Media Diários – Sexta-feira, 24 Novembro 2006
Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste
Lu-Olo: 28 Novembro não é da Fretilin
Francisco Guterres, Presidente do Parlamento Nacional diz que o 28 de Novembro, como está na Constituição, não é somente um dia da Fretilin mas um dia de todos os cidadãos para celebrar porque foi nesta data em 1975 que a Fretilin proclamou unilateralmente a independência de Timor-Leste. Lu-Olo acrescentou que esta data é em honra e memória dos que defenderam o 28 de Novembro durante 24 anos. (STL)
Grupos de artes marciais apelam à paz
Até 7 grupos de artes marciais fizeram uma declaração na Quinta-feira apelando aos membros do PSHT para pararem a violência. Representantes de vários grupos disseram que não aceitam nem toleram mais o comportamento dos membros do PSHT em atacar, roubar e estragar casas em Dili.
Pediram ao governo para estabelecer regulamentos para os grupos de artes marciais pararem as acções do PSHT, porque têm sido responsáveis pela desestabilização do país.
Contudo o Secretário Geral do grupo Colimau 2000, Osorio Maulequi acusou membros do PSHT pelo seu envolvimento em crimes como uma conspiração com o PD para tentar ganhar as eleições de 2007.
Mas Fernando “Lasama”, Presidente do PD, rejeitou a acusação como (sendo) falsa e pediu aos grupos de artes marciais ‘77’ Korka e Kolimau 2000 para não se deixarem eles próprios usar por outra gente como partidos políticos. Grupos de jovens de Santa Cruz e de Kintol Boot tomaram a iniciativa de se reconciliarem através do programa da juventude “Dame Malu”. Os dois grupos comprometeram-se a não se envolverem mais em conflitos, disse Manuel Freitas, representante do grupo de jovens de Santa Cruz. (STL, DN)
Fuga de presos não foi culpa dos guardas
O Ministro da Justiça, Domingos Sarmento disse que o relatório apresentado pela Comissão responsável pela investigação à fuga dos presos em Agosto incluindo o Major Alfredo concluiu que os guardas prisionais não estiveram envolvidos no incidente. O relatório diz que os guardas tiveram falta de disciplina e recomenda ao ministro da justiça para tomar medidas para aumentar a disciplina e cumprirem com as tarefas. (TP)
ONU apoia eleições
O Assistente Especial da Equipa de Certificação Eleitoral, disse ontem aos media que a Equipa de Certificação Independente trabalhará em Timor-Leste para garantir que padrões eleitorais internacionais são implementados, e que estarão no país em breve. De acordo com o Diario Nacional, a equipa apresentará o relatório na próxima visita, que indica claramente o seu mandato e a importância para as eleições que se realizarão em 2007. A ONU dará apoio logístico e outros tipos de assistência. (STL, DN)
***
É TEMPO DO MAJOR TRAIDOR REGRESSAR AO QUARTEL, DIZ HORTA
Adnkronosinternational - Novembro 24, 2006
Dili - O primeiro-ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta pediu ao Major Alfredo traidor Reinado Alves e ao seu grupo para regressarem ao quartel das forças armadas, mais de sete meses depois de desertarem e se juntarem aos soldados amotinados nas montanhas, levando com eles dois camiões cheios de armas e de munições.
O apelo do primeiro-ministro segue-se a uma decisão do Chefe das forças armadas de Timor-Leste, Brigadeiro General Taur Matan Ruak, para formar um grupo interno no seio das forças armadas, com a tarefa de mediar com os desertores.
“Peço ao Major Alfredo Reinado e ao seu grupo para regressarem, por favor, aos quartéis,” disse Horta ao repórter na capital Dili, na Quinta-feira. “Acredito que agora é uma boa altura para começar a falar,” acrescentou o Nobel da Paz.
O Major Alfredo Reinado é o desertor mais graduado. Abandonou as forças armadas em 4 de Maio de 2006 para se juntar a cerca de 600 antigos soldados que tinham sido despedidos em Março de 2006 depois de se queixarem de discriminação nas promoções. O despedimento despoletou uma crise nacional que deixou 37 pessoas mortas, forçaram 155,000 a fugir das suas casas, derrubou o governo do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri e levou ao destacamento de tropas estrangeiras em Timor-Leste.
Horta, que ocupa também a posição de Ministro da Defesa, disse que a sua principal tarefa agora é encontrar um modo de normalizar as relações nas forças armadas, na polícia e nos jovens do país. “Agora, estou a tentar curar as feridas entre as forças armadas e a polícia. Depois disso, o Presidente Xanana Gusmão e eu, juntamente com representantes da polícia e das forças armadas, planeamos visitar cada um dos campos de deslocados e a área suburbana e dizer às pessoas que já não precisam de ter medo das forças de segurança,” disse Horta.
A divisão entre as forças armadas e a polícia, que irrompeu durante a crise, tem raiz na estrutura diferente da composição dos dois corpos. A polícia incluiu um grande número de homens que tinham trabalhado para a administração Indonésia durante os longos 24 anos da ocupação. As forças armadas, por outro lado, são constituídas na maioria por antigos lutadores pela liberdade.
O pior incidente aconteceu em 25 de Maio, quando dez polícias desarmados, a quem tinha sido garantida passagem segura pela ONU, foram mortos e mais 30 foram feridos quando elementos párias dos militares abriram fogo. Os oficiais de polícia foram acusados de terem atacado o quartel-general das forças militares um dia antes.
Entretanto, quando contactado pelo Adnkronos International (Aki), o Brigadeiro Taur confirmou que receberia de volta o Major Alfredo Reinado. Contudo, sublinhou também que o processo judicial do seu caso deve continuar. “Estou pronto em qualquer altura a encontrar-me com o Major Alfredo para resolver o problema. Mas isso não significa esquecer a justiça," disse o Brigadeiro Taur ao AKI.
***
PM de Timor urge a prisão do líder amotinado
AFP/The Australian(ABC/Channel News Asia - Novembro 24, 2006
De correspondentes em Dili
O Primeiro-Ministro José Ramos Horta urgiu hoje as tropas internacionais para prenderem o líder militar amotinado Major Alfredo Reinado que fez várias aparições públicas desde que fugiu da prisão em Agosto.
O pedido de Ramos Horta ceio no meio de relatos não confirmados que o Major Reinado, que é também suspeito de assassínio, estava previsto falar hoje num seminário no distrito do sudoeste de Suai, perto da fronteira Indonésia.
O Major Reinado, cuja fuga duma prisão de Dili em Agosto desencadeou uma perseguição em curso pela polícia da ONU e por tropas internacionais, tem desde então feito aparições públicas na televisão e em várias cidades sem ser detido.
Foi preso em Agosto com acusações de posse de armas apesar de promessas do seu grupo que entregariam todas as suas armas às tropas Australianas, destacadas a seguir ao desassossego pelo que o major amotinado é acusado.
O major não é “um cidadão livre que pode realizar conferências em qualquer lado” que queira, disse o Sr Ramos Horta. “Já há uma ordem para a prisão do Sr Major Alfredo porque matou uma pessoa em Fatuahi e fugiu da prisão,” disse.
O Major Reinado está ainda oficialmente no serviço activo porque as Forças Armadas de Timor-Leste (F-FDTL) ainda não o licenciaram, disse o Sr Ramos Horta.
“Sim, é ainda um (membro) dos militares, apesar de noutros países já ter sido despedido por ter morto um camarada ... estamos ainda á espera duma decisão da liderança das F-FDTL,” disse.
Em Maio, o Major Reinado liderou um grupo de 600 tropas que desertaram e foi acusado de desencadear desassossego civil, incluindo confrontos entre forças de segurança rivais e guerra de gangs nas ruas que mataram 21 pessoas.
A violência levou ao destacamento de tropas internacionais lideradas pelos Australianos.
O novo comissário da polícia da ONU Antero Lopes dosse que acreditava que podia realizar conversações com o Major Reinado que levassem eventualmente à rendição incondicional.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:35
0
comentários
Grandes nomes da cultura lusófona vão estar na UA durante a “Semana CPLP”
Ciencia.pt - 24 Novembro 2006, 08:58
Cremilde Santos
Entre 27 de Novembro e 18 de Dezembro a Associação Académica da Universidade de Aveiro (AAUAv) organiza uma mostra de cultura lusófona, com vista a assinalar o 10º aniversário da constituição da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Mário Soares, Jorge Sampaio, Gilberto Gil, Malangatana, Inocência da Mata, Pépétela, Florentino Gomes, Mayra Andrade são apenas algumas das personalidades que vão passar pela Universidade de Aveiro.
A mostra, intitulada “ Semana da CPLP” visa criar um espaço de confraternização entre as diferentes comunidades portuguesas, facultando o conhecimento e a partilha de diferentes culturas. Exposições, gastronomia, contos, projecção de filmes e concertos completam um programa que dará a conhecer tradições, usos e costumes e contribuirá para a promoção da língua portuguesa, utilizada por cerca de 200 milhões de falantes em todo o mundo.
Eventos
As palestras, sobre o tema da Lusofonia, estarão a cargo de Florentino Gomes, a 28 de Novembro, Pépétela, 5 de Dezembro, José Luís Peixoto, dia 7 de Dezembro, Inocência da Mata, a 12 e Luis Fernando Veríssimo, a 14 de Dezembro.
No 4 de Dezembro decorre o debate “Atlântico Sul – Oportunidades e desafios para a CPLP”, que trará à UA o antigo Presidente da República, Dr. Mário Soares. Cabe ao Dr. Jorge Sampaio e ao Embaixador Henriques Barros o encerramento da “Semana da CPLP” com a palestra voltada para o tema da “Sida e Tuberculose”, agendada para o dia 18 de Dezembro às 22h. Do programa constam também a entrega de sete títulos Sócio Honorários a personalidades de destaque de cada um dos representantes dos PALOP, Brasil e Portugal.
Objectivo da “Semana da CPLP” – um evento organizado pela primeira vez numa Universidade portuguesa – é o de promover a Lusofonia, o intercâmbio cultural entre os oito países que compõem a CPLP e o fomento do convívio entre as várias comunidades existentes na UA.
Campanha de Solidariedade “Uma palavra só - Solidariedade”
A “Semana da CPLP” será ainda o mote para o lançamento da campanha de solidariedade “Uma palavra só – Solidariedade” cujo objectivo é a recolha de material escolar, didáctico e informático para os Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP) e Timor-Leste.
A campanha irá desenrolar-se em três fases distintas: a primeira, de contacto com as empresas, a segunda de angariação de fundos e material e a terceira de entrega do material recolhido, aos destinatários finais.
A AAUAv conta com a colaboração de entidades do domínio público e privado, nomeadamente Embaixadas, Centro Universitário de Fé e Cultura, a Câmara Municipal de Aveiro e a comunidade em geral.
Para mais informações contactar Negesse Pina – responsável pela organização e coordenador do Sector de Acção Social da AAUAv, telefone: 234 372 370, fax: 234 372 379 ou e-mail: mailto:aauav@aauav.pt ou contactar o Serviço de Relações Externas, Ana Vaz Martins, Universidade de Aveiro, Tel.: 234370211, Ext.: 52050, Fax: 234370985, e-mail: mailto:avaz@adm.ua.pt.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:30
0
comentários
Dos leitores
Comentário no post "Sr. Primeiro-Ministro, Bravo!":
1. Hoje 24 de Novembro de 2006 escreve-se no Jornal Público de Lisboa:"Um soldado, seja ele de que posto ou categoria for, não goza dos mesmos direitos de um cidadão vulgar. Prescindiu deles, voluntariamente, para que o Estado lhe confie o monopólio da força e, com ele, a segurança interna e externa do país. Se um soldado se envolver nos conflitos da sociedade, acaba inevitavelmente por tomar partido, e por anular as razões da sua própria existência."
Quem escreve isto, a propósito de manifestações de militares em Portugal, é Vasco Pulido Valente que não é propriamente um perigoso comunista, nem apoiante da Fretilin.
Mas o que diz aplica-se também ao que se passou em Timor Leste e às manifestações dos peticionários dos passados meses de Abril e Maio. O que diz, era a posição do Governo e das FDTL, e da Fretilin. Porque esta é a posição do bom senso, e de quem conhece um pouco de história e de teoria do Estado.
As razões para tal entendimento são as de evitar o que se veio a passar a seguir em Timor Leste: a quase guerra civil!
2. O Estado não se pode limitar a convidar os criminosos a entregarem-se, tem de investigar, capturar e julgar os criminosos. E puni-los. Sem castigo a seguir ao crime, sem punição para o banditismo, a violência não parará em Timor Leste!
3. O Senhor Presidente Xanana ironizava sobre o facto de a tutela do STAE caber à Minstra Ana Pessoa.
É bom que clarifique a coisa. Tem suspeitas de quê?É bom que diga ao primeiro ministro para que trate de trazer muitos observadores para as eleições para evitar que haja suspeitas de fraude. Porque as suspeições que o presidente lança, vão ser sempre aproveitadas por quem perder as eleições para dizer que não reconhece os resultados e não aceitar a derrota. O que pode, como se vê por esse mundo fora, ter consequências trágicas para Timor Leste.
É bom que as eleições sejam livres e justas. E ao presidente cabe actuar para que o venham efectivamente a ser, e não lançar suspeitas que podem conduzir ao desastre.
Tanta irresponsabilidade Meu Deus!
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:18
4
comentários
UNMIT Daily Media Review - Friday, 24 November 2006
National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste
28 November Is Not Fretilin’s: Lu-Olo
Francisco Guterres, President of the National Parliament says that 28 November, as forecast in the Constitution, is not only Fretilin’s day but a day for all citizens to celebrate because it was on this date in 1975 that Fretilin unilaterally proclaimed the independence of Timor-Leste. In addition Lu-Olo said this date is in honour and memory of those that defended 28 November for 24 years. (STL)
Martial Arts Groups Calls For Peace
Up to 7 martial arts groups made a statement on Thursday calling for members of PSHT to stop violence. Representatives of the various group said they no longer accept and tolerate the behaviour of PSHT members in attacking, robbing, burning and damaging homes in the Dili.
They appealed for the government to establish regulations for martial arts groups to stop PSHT actions, as they have been responsible for the destabilization of the country.
However the Secretary General of Colimau 2000 group, Osorio Maulequi has blamed members of PSHT for their involvement in crimes as a conspiracy with PD to try and win the 2007 elections.
But Fernando “Lasama”, President of PD, has rejected the accusation as false and appealed to the martial arts groups ‘77’ Korka and Kolimau 2000 to not let themselves be used by other people like political parties. The youth groups of Santa Cruz and Kintol Boot have taken the initiative to reconcile through the youth program “Dame Malu”. The two groups are committed to having no involvement in further conflict, said Manuel Freitas, representative of Santa Cruz youth group. (STL, DN)
Escape Of Prisoners Not Guards Fault
Minister of Justice, Domingos Sarmento said the report presented by the Commission in charge of the investigation into the escape of prisoners in August including Major Alfredo found that the prisoners’ guards were not involved in the incident. The report says the guards lacked discipline and recommended to the justice ministry to take measures to increase their discipline and obey the tasks appointed to them. (TP)
UN Supports Elections
The Special Assistant to the Electoral Certification Team, told the media yesterday that the Independent Certification Team would work in Timor-Leste to ensure that electoral international standards are implemented, and that they would be in the country soon. According to Diario Nacional, the team would present the report on the next visit, which clearly indicates their mandate and the importance for the elections to take place in 2007. The UN will provide logistical and other modes of assistance. (STL, DN)
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:15
1 comentários
Continua o movimento anti-Fretilin nos media Australianos
The Southeast Asian Times
Por: John Loizou
Darwin, Novembro 23: A cumplicidade das corporações dos media Australianos na desinformação mal intencionada contra o partido no poder em Timor-Leste, a Fretilin continua e ou é parte duma campanha deliberada dos diplomatas e oficiais militares Australianos ou o resultado de incompetência dos repórteres.
O último exemplo é a repórter de defesa do The Sydney Morning Herald, Cynthia Banham, que cita o comandante Australiano em Timor-Leste, Brigadeiro Mal Rerden, a admitir que alguma da violência de gangs em Dili parece ser orquestrada ou controlada e que visava ter um efeito político.
Alguma da violência, em particular, tem sido dirigida contra a presença Australiana, apesar de muitos dos cidadãos da cidade apoiarem as Forças de Defesa Australianas.
Banham, que estava numa visita rápida na capital com o Ministro da Defesa da Austrália, Dr Brendan Nelson, citou então sem qualquer qualificação um anónimo oficial de topo – talvez Rerden? – como tendo dito que "havia um grande sentimento anti-Australiano no partido do poder, a Fretilin, que é ainda liderada pelo primeiro-ministro deposto, Mari Alkatiri, que continua a exercer influência significativa no país."
Mas quem é que diz que a Fretilin é anti-Australiana?
Esse conhecimento não podia ter sido disponibilizado por Mari Alkatiri – ele está fora do país e não se espera que regresse até meados de Dezembro.
E é altamente improvável ter sido o comandante das forças armadas de Timor-Leste, Taur Matan Ruak, que na semana passada enfatizou ao The Southeast Asian Times que não era anti-Australiano.
"Lutei contra a Indonésia durante 24 anos sem ser anti-Indonésio," disse.
"Porque é que seria agora anti-Australiano?
Então quem foi a fonte da repórter preguiçosa?
Talvez o adido de defesa da Embaixada Australiana. Talvez expatriados Australianos. Talvez isso lhe tenha sido murmurado pelo gabinete do Primeiro-Ministro José Ramos Horta. Disparatado? Bem, uma fonte anónima disse ao The Southeast Asian Times que os conselheiros de media do primeiro-ministro em exercício foram responsáveis por terem sugerido que drogas de alta potência estavam a ser usadas para alimentar a violência.
O disparate foi devidamente relatado na primeira página do navio de bandeira intelectual de Rupert Murdoch, The Australian.
Fosse quem fosse, disto podemos estar certos: é muito mais fácil culpar a Fretilin do que identificar os responsáveis por qualquer violência contra os Australianos e dos que procuram manter o programa de desestabilização.
Contudo a Fretilin tem um interesse garantido na paz porque quer que se realizem as eleições do próximo ano.
Acreditamos realmente que os que promovem a violência querem que as eleições se realizem?
Talvez possamos também perguntar porque é que uma dedicada "repórter de defesa " como a Banham não arranjou maneira de perguntar ao ministro de defesa e ao ministro dos estrangeiros da Austrália porque é que a Austrália, com a sua extraordinária capacidade de informações electrónicas no Norte da Austrália, pode continuar a afirmar que não sabe quem está por detrás da violência?
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:14
0
comentários
De um leitor
António Verissimo deixou um comentário no post "Sr. Primeiro-Ministro, Bravo!":
CASO REINADO CARECE DE ACÇÃO
O primeiro-ministro de Timor-Leste está a ser categorico e a dizer o que deve; Reinado é um criminoso que anda a "monte"!
Mas tenho a opinião de que RH, apesar de dizer o que deve e defender o estado de direito, não está a agir em consonância com o que diz.
Reinado tem de ser capturado e devem de lhe dar caça!
Mike Slater, que sabia onde ele estava, não o fez porque não quis e agora certamente que também sabem onde ele está mas não o capturam, porquê?
Com atitudes destas é o estado de direito que fica a perder.
O "presidencial estado de graça" de Reinado acabou ou não?
Como é possivel acreditar na justiça do estado se é permitido que um criminoso evadido ande há meses a brincar com essa mesma justiça?
Refiro Reinado por ser o mais notório, contudo existem outros eventuais criminosos a beneficiar de uma incompreensivel benevolência das autoridades timorenses.
São exemplos destes que desacreditam a autoridade do estado, dos ministros e dos executores judiciários.
Será legitimo acreditar que a situação de Reinado é patrocinada por eventuais "eminências pardas"?
Se sim, porquê e até quando irá estar em "reserva"?
Se não, para quando a acção das autoridades e a consequente credibilização da Presidência e Governo de Timor-Leste?
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:14
1 comentários
Timor PM urges rebel leader arrest
AFP/The Australian(ABC/Channel News Asia - November 24, 2006
From correspondents in Dili
EAST Timor Prime Minister Jose Ramos Horta today urged international peacekeepers to arrest rebel military leader Major Alfredo Reinado who has made several public appearances since escaping from jail in August.
Ramos Horta's call came amid unconfirmed reports that Major Reinado, who is also a murder suspect, was due to speak today at a seminar in the southwestern district of Suai, near the Indonesian border.
Major Reinado, whose escape from a Dili jail in August sparked an ongoing manhunt by UN police and international peacekeepers, has since been making public appearances on television and in various towns without being detained.
He was arrested in August on charges of weapons possession despite promises from his group that they had surrendered all their arms to Australian peacekeepers, deployed following unrest blamed on the rebel major.
The major was not a “free civilian who can hold conferences anywhere” he wanted, Mr Ramos Horta said. “There is already a warrant for the arrest of Mr Major Alfredo because he has killed a person in Fatuahi and escaped from prison,” he said.
Major Reinado is still officially on active service because the East Timor Armed Forces (FDTL) has not yet discharged him, Mr Ramos Horta said.
“Yes, he is still a (member) of the military, although in (other) countries he would have been fired for killing a fellow soldier ... we're still waiting for a decision from the FDTL leadership,” he said.
In May, Major Reinado led a group of 600 deserting troops and was accused of sparking civil unrest, including clashes among rival security forces and gang wars on the streets that killed 21 people.
The violence prompted the deployment of an Australian-led international peacekeeping force.
East Timor's new UN police commissioner Antero Lopes has said he believed he could hold talks with Major Reinado eventually leading to the rebel's unconditional surrender.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:11
1 comentários
Major Reinado é um foragido à Justiça e deve entregar-se - PM
Díli, 24 Nov (Lusa) - O major Alfredo Reinado, cabecilha da rebelião no seio das forças armadas de Timor-Leste e que se encontra a monte, "deveria entregar-se à Justiça e responder pelos seus crimes", disse hoje à Lusa o primeiro-m inistro timorense José Ramos-Horta.
"Ele cometeu um crime por iniciativa própria e há um mandado de captura. Esteve preso, fugiu e, a forma, a atitude mais correcta de um militar é entregar-se à Justiça. Ele não pode esquecer-se que deliberadamente assassinou camaradas seus do exército", salientou.
"Em qualquer outro país isto é um crime imperdoável", frisou o primeiro-ministro e também ministro da Defesa de Timor-Leste.
Ramos-Horta referia-se à comprovada participação do major Reinado, e dos seus homens, na troca de tiros com militares em Fatuhai, arredores de Díli, a 23 de Maio, na sequência da crise político-militar iniciada em Abril.
Detido em Julho, na posse ilegal de armas de guerra, o major Alfredo Reinado viria a fugir da prisão cerca de um mês depois, mantendo-se desde então a monte no interior de Timor-Leste.
"Ele deve ter coragem e deslocar-se ao quartel das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), conversar com os seus colegas e aguardar pela Justiça. Esta é a atitude mais correcta", vincou.
Ramos-Horta abordou ainda a eventual participação de Alfredo Reinado num seminário previsto para este fim-de-semana em Same, sul do país, questionando se a anunciada intervenção do major rebelde "contribuirá ou não para algum debate de substância".
"Ele é um militar foragido da Justiça que deve, com coragem e humildade, entregar-se à Justiça", salientou o primeiro-ministro à Lusa.
Alfredo Reinado, que goza de grande popularidade entre largos sectores da população timorense, foi um dos principais intervenientes na crise político-m ilitar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, de que resultou a demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.
Alfredo Reinado fugiu da prisão de Becora, em Díli, no passado dia 30 d e Agosto, acompanhado de mais 56 reclusos, incluindo 16 ex-membros das forças armadas timorenses e cinco condenados por homicídio.
Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos desde 25 de Julho, por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da GNR em três casas em Díli, uma delas, segundo o major, atribuída pelo presidente Xanana Gusmão.
A sua detenção, por militares australianos, foi feita ao abrigo do protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergê ncia que na altura estavam em vigor no país desde 30 de Maio, decretadas por Xan ana Gusmão.
EL/MF Lusa/Fim
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:09
1 comentários
IT'S TIME FOR RENEGADE MAJOR TO RETURN TO BARRACKS, HORTA SAYS
Adnkronosinternational - November 24, 2006
Dili - East Timor's prime minister Jose Ramos-Horta has asked renegade Major Alfredo Reinado Alves and his group to return to the army barracks, more than seven months after they deserted and joined the rebel soldiers in the hills, taking with them two trucks full of weapons and ammunition.
The premier's appeal follows a decision by East Timor Army Chief, Brigadier General Taur Matan Ruak, to form an internal group within the army, tasked to mediate with the deserters.
“I ask Major Alfredo Reinado and his group to please return to the barracks,” Horta told reporter in the capital Dili, on Thursday. “I believe that now is a good time to start talking,” the Nobel Prize laureate added.
Major Alfredo Reinado is the highest ranking deserter. He abandoned the military on 4 May 2006 to join approximately 600 former soldiers who had been sacked in March 2006 after complaining of regional discrimination in promotions. The sacking sparked a national crisis that left 37 people dead, forced 155,000 to flee their homes, brought down the government of former prime minister Mari Alkatiri and led to the deployment of foreign troops in East Timor.
Horta, who also holds the position of Minister of Defense, said that his main task now is to find a way to normalise the relationship among the armed forces, the police and the country’s youth. “Now, I am trying to heal the wounds between the army and the police. After that, President Xanana Gusmao and I, together with representatives of the police and the army, plan to visit every refugee camp and suburb area and tell people that they no longer need to be afraid of the security forces,” Horta said.
The split between the police force and the army, which erupted during the crisis, is rooted in the different composition structure of the two corps. The police include a large number of men who had worked for the Indonesian administration during the 24-year long occupation. The army, on the other hand, is made up mostly of former freedom fighters.
The worst incident happened on 25 May, when ten unarmed policemen, who had been assured safe-passage by the United Nations, were killed and 30 more were injured when rogue elements of the military opened fire. The police officers were accused of having attacked the military headquarters a day earlier.
Meanwhile, when contacted by Adnkronos International (Aki), Brigadier Taur confirmed that he would welcome back Major Alfredo Reinado. However, he also stressed that the judicial process for his case should continue. “I am ready any time to meet Major Alfredo to solve the problem. But that does not mean forgeting justice," Brigadier Taur told AKI.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
02:57
1 comentários
sexta-feira, novembro 24, 2006
Sr. Primeiro-Ministro, Bravo!
Major Reinado é um foragido à Justiça e deve entregar-se - PM
Díli, 24 Nov (Lusa) - O major Alfredo Reinado, cabecilha da rebelião no seio das forças armadas de Timor-Leste e que se encontra a monte, "deveria entregar-se à Justiça e responder pelos seus crimes", disse hoje à Lusa o primeiro-m inistro timorense José Ramos-Horta.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:39
3
comentários
Votos de boa viagem e promessa de reencontro dentro de meses
Díli, 24 Nov (Lusa) - O primeiro-ministro timorense e o embaixador de Portugal despediram-se hoje no aeroporto de Díli dos militares do 1º contingente da GNR, que regressam após 151 dias de missão em Timor-Leste, 90 dos quais ao serviço da ONU.
"Obrigado a todos. Façam boa viagem e até daqui a uns meses", foram as palavras do primeiro-ministro José Ramos Horta aos militares portugueses, que receberam também cumprimentos de despedida do embaixador de Portugal em Díli, João Ramos Pinto, e do comissário Antero Lopes, comandante da polícia da ONU (UNPOL).
Em declarações à Lusa, Ramos Horta salientou ter feito questão de se despedir dos militares portugueses, recordando que já em Junho tinha estado em Baucau, leste do país, aquando da chegada daqueles efectivos a Timor-Leste.
"Vim aqui para dizer um último adeus. Estive em Baucau a recebê-los quando chegaram e faço questão de vir ao aeroporto despedir-me deles e entregá-los todos inteirinhos às suas famílias. Chegaram em boa saúde e partem sãos e salvos, depois de uma missão difícil, mas uma missão cumprida", salientou.
Relativamente ao 2º contingente, que chegou hoje a Dìli, Ramos Horta manifestou-se convicto que efectuará igualmente um trabalho ao nível dos camaradas do 1º contingente.
"Ainda estamos numa situação (de segurança) frágil, com altos e baixos. A situação melhorou muito, comparando com o que se passava há meses atrás, mas mesmo assim ainda difícil", destacou.
Ramos Horta revelou que na segunda-feira o seu governo enviará cartas ao secretário-geral da ONU, Conselho de Segurança e governo português para o envio de uma companhia adicional da GNR.
"Alguns desafios se avizinham, como por exemplo as eleições em 2007. Daí que há meses falei com ONU e com o ministro (da Administração Interna português) António Costa, após consultas com o Presidente Xanana, sobre a importância de prevenirmos e termos aqui mais uma força de dissuasão, da GNR", revelou.
"Essa companhia adicional poderia ser colocada, por exemplo, na zona leste do país, que é uma zona, na altura das eleições, sempre um pouco volátil", acrescentou.
O 1º contingente, comandado pelo capitão Gonçalo Carvalho, efectuou cerca de 1000 patrulhas, trabalhando mais de 3.800 horas, percorrendo mais de 170 mil quilómetros e acorrendo a mais de 350 incidentes.
Os militares da GNR apresentaram em Tribunal mais de 100 detidos e identificaram mais de 300 outros, como responsáveis pelos distúrbios em Díli.
Nos últimos meses, a GNR assegurou a segurança pessoal do primeiro-ministro Ramos Horta e do ministro do Interior, Alcino Barris.
O 2º contingente, comandado pelo capitão Jorge Barradas, integra militares com experiências de missão em vários teatros de operações, nomeadamente Timor-Leste e Iraque.
EL/MF Lusa/Fim
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:36
0
comentários
Pedido vinda companhia adicional GNR é formalizado 2ª feira - PM
Díli, 24 Nov (Lusa) - O governo timorense formaliza segunda- feira, em carta endereçada às Nações Unidas e a Portugal, o pedido para que seja enviada uma companhia adicional de militares da GNR, disse hoje à Lusa o primeiro-ministro José Ramos Horta.
"O mais tardar segunda-feira segue a carta para o secretário-geral das Nações Unidas, Conselho de Segurança e também para Portugal, formalizando o nosso desejo, a nossa preocupação, de termos aqui mais uma companhia adicional da GNR, para alem dos 1.608 efectivos previstos na UNPOL", afirmou.
Ramos Horta falava à Lusa no aeroporto de Díli, onde se deslocou para se despedir dos militares do 1º contingente do subagrupamento Bravo da GNR, que hoje terminaram a sua missão em Timor- Leste, iniciada com a chegada a 04 de Junho e que desde o final de Agosto passaram a integrar a Missão Integrada ONU (UNMIT).
A vinda de uma companhia adicional da GNR "permitirá libertar as forças internacionais, da Austrália e Nova Zelândia, de poderem reduzir a sua presença para o mínimo necessário, um batalhão, com cerca de 600 efectivos", acrescentou.
Os militares do 1º contingente deixaram hoje Díli a bordo de um Boeing 737, das Linhas Aéreas da Jordânia, o mesmo aparelho que aterrou ao princípio da manhã (hora local) em Díli, trazendo a bordo 108 efectivos, que formam o 2º contingente, que é comandado pelo capitão Jorge Barradas, e que terá no total 143 efectivos, mais três que o anterior.
Os militares da GNR continuam ainda a manter consigo uma equipa de três elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
EL/MF Lusa/Fim
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
14:27
1 comentários
Militares da GNR que vão substituir outros já chegaram a Díli
Díli, 24 Nov (Lusa) - Os 108 militares da GNR que faltavam para completar o segundo contingente do Sub-Agrupamento Bravo, estacionado em Díli, chegaram hoje, a Timor-Leste, sendo recebidos, no aeroporto, pelo embaixador de Portugal, João Ramos Pinto.
Estes militares, que partiram quarta-feira à noite de Portugal, desembarcaram de um Boeing-737 das Linhas Aéreas da Jordânia, na sequência da escala que fizeram em Amã.
Com a chegada destes efectivos, o Sub-Agrupamento Bravo passa a ser comandado pelo capitão Jorge Barradas e terá um total de 143 efectivos.
Os militares do primeiro contingente, comandados pelo capitão Gonçalo Carvalho, partem de Díli no mesmo avião, com destino a Lisboa, cerca das 11:30 (02:3 0 em Lisboa).
EL/MF Lusa/Fim
.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
13:47
0
comentários
The anti-Fretilin drive in the Australia media continues
The Southeast Asian Times
By John Loizou
Darwin, November 23: The Australian corporate media's complicity in the malicious disinformation about East Timor's ruling Fretilin Party that is either part of a deliberate campaign by Australian diplomats and military officers or the result of reporter incompetence continues.
The latest example is The Sydney Morning Herald's defence reporter, Cynthia Banham, who quotes the Australian commander in East Timor, Brigadier Mal Rerden, as conceding that some of the gang violence in Dili appeared to be orchestrated or controlled and was aimed at having a political effect.
Some of the violence, in particular, had been directed against the Australian presence, although many of the city's citizens supported the Australian Defence Force.
Banham, who was making a fleeting visit to the capital with Australia's Defence Minister, Dr Brendan Nelson, then quotes without any qualification an anonymous senior officer - Rerden perhaps? - as saying "there was a lot of anti-Australian feeling in the ruling party Fretilin, which is still headed by the deposed prime minister, Mari Alkatiri, who continues to exercise significant influence in the country."
But who says Fretilin is anti-Australian?
It could not have been knowledge made available by Mari Alkatiri - he is out of the country and is not expected to return until mid-December.
And it was highly unlikely to have been the commander of East Timor's army, Taur Matan Ruak, who last week emphasised to The Southeast Asian Times that he was not anti-Australian.
"I fought Indonesia for 24 years without being anti-Indonesian," he said.
"So why would I now be anti-Australian?
So who was the lazy reporter's source?
Perhaps the defence attache at the Australian embassy. Perhaps Australian expatriates. Perhaps it was whispered out of Prime Minister Jose Ramos Horta's office. Silly? Well an anonymous source has told The Southeast Asian Times that the caretaker prime minister's senior Australian media advisors were responsible for suggesting that high-powered designer drugs were being used to fuel the violence.
The nonsense was duly reported on the front page of Rupert Murdoch's intellectual flagship, The Australian.
Whoever it was, of this we can be sure: It is much easier to blame Fretilin than identify those responsible for any violence against Australians and than those who seek to maintain the programme of destablisation.
Yet Fretilin has a vested interest in peace because it wants next year's election to proceed.
Are we really to believe that those promoting the violence also want the elections to be held?
Perhaps we can also ask why a dedicated "defence reporter" such as Banham cannot bring herself to ask Australia's defence and foreign ministers why Australia, with its extraordinary electronic intelligence capability in northern Australia, can continue to claim they do not know who is behind the violence?
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
13:45
3
comentários
Comunicado - PM
OFFICE OF THE PRIME MINISTER
MEDIA RELEASE
Dili, November 23 2006
Song and art to herald peace and unity and to remember a good man
The people of Dili are invited to Independence Park on Sunday and Monday to celebrate peace and unity through the arts and to remember Brazilian missionary Edgar Goncalves Brito who was brutally murdered on Tuesday.
A program of music, theatre, painting, poetry and dancing will mark the beginning of a period of celebration which will include the 31st Independence Day on Tuesday (November 28), and on December 10 the 10th anniversary of the awarding of the Nobel Peace Prize to the Prime Minister Dr José Ramos-Horta and Bishop Carlos Belo.
As part of the Soru Mutu Ba Dame program of events, free films will also be shown in the park, which is behind Motael Church. The park is beautifully shaded and perfect for families and there will be free face painting for children. Soru Mutu Ba Dame relates to a peaceful future with a pledge to forgiveness, mutual tolerance and national solidarity.
“This should be a time of looking forward to peace and unity for our country,” Dr Ramos-Horta said.
“But I would also like all the people of Timor-Leste to remember Mr Brito who was murdered earlier this week. Mr Brito was a missionary who lived his life for the Timorese people. He was a kind, caring and gentle man and I hope he is never forgotten by Timor-Leste.
“We should all stop for a time and think about this young man’s love for our people and his work.
Dr Ramos-Horta said he hoped the 10th anniversary of the awarding of the Nobel Peace Prize heralded an era of forgiveness and friendship for all Timorese people.
“The Nobel Peace Prize was awarded to the people of Timor-Leste. It belongs to them and December 10 is for the people to celebrate,” he said.
This Sunday and Monday’s events begin at 2 p.m. and finish at 6 p.m. From 7 p.m. free films will be shown in the park.
The visual arts groups Sangar Masin and Gembel from Dili, and Sangar Matak from Manatuto have worked with the Colmera, Airport and Motael Church IDP camps to produce colorful banners to decorate Independence Park.
Mobile “graffiti walls” will be available for aspiring artists and music groups will be able to demonstrate their talent in a kind of karaoke.
The coordinator of the events is well-known musician Ego Lemos, singer with the band 5 do Oriente.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
06:33
1 comentários
Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "

