terça-feira, novembro 28, 2006

Combatentes da libertação homenageados em aniversário independência

Díli, 27 Nov (Lusa) - Os primeiros combatentes da libertação de Timor-Leste são homenageados terça-feira em Díli, por ocasião das celebrações do 31º aniversário da independência, anunciou hoje o gabinete do primeiro-ministro.

No total serão homenageados 220 combatentes, alguns dos quais já falecidos, como o segundo Presidente da República Democrática de Timor-Leste (RDTL), de Julho 1977 a 31 de Dezembro de 1978, Nicolau Lobato.

Na cerimónia, a realizar no Estádio Municipal de Díli, o Presidente Xanana Gusmão entregará o Título Honorífico da Ordem D. Boaventura a 61 antigos combatentes, cuja lista é encabeçada por Francisco Xavier do Amaral, proclamador da RDTL e primeiro Presidente da República.

Aos restantes 159 antigos combatentes, Xanana Gusmão entregará o Título Honorífico da Ordem Nicolau Lobato.

A cerimónia de terça-feira encerra o capítulo iniciado com o recenseamento dos combatentes da libertação nacional, em que foram registados 74.925 pessoas.

A crise político-militar desencadeada em Abril atrasou o processo de reconhecimento nacional da nação aos timorenses que participaram nas frentes armada e clandestina contra a ocupação indonésia, que se prolongou durante 24 anos.

Do total recenseado, um quarto já morreu, segundo os dados compilados pela Comissão de Consolidação de Dados da Resistência Timorense e dos Combatentes da Libertação Nacional (CCD), criada pelo presidente Xanana Gusmão a 31 de Janeiro deste ano.

Com o final do trabalho da CCD, abre-se agora finalmente caminho ao reconhecimento da nação em cerimónias que chegaram a ser marcadas para datas relacionadas com a história de Timor-Leste, mas que a evolução da crise obrigou a adiar.

A Ordem D. Boaventura homenageia os cidadãos timorenses que organizaram e lideraram a resistência contra a invasão indonésia, entre meados de Agosto de 1975 e fins de Maio de 1976.

O segundo título honorífico a atribuir terça-feira é a Ordem Nicolau Lobato e a ela têm direito os combatentes com oito ou mais anos de militância nas estruturas político-civis da resistência.

O Estado timorense criou mais três ordens, cujas datas de atribuição não foram ainda divulgadas.

Trata-se dos títulos honoríficos da Ordem da Guerrilha, Ordem Funu Nain e Ordem de Laran Luak.

A Ordem de Guerrilha será entregue aos combatentes com oito ou mais anos de participação na luta, quer como militares quer como tendo desempenhado funções como quadros militares da Base de Apoio.

A Ordem Funu Nain destina-se aos Mártires da Libertação Nacional, e a Ordem de Laran Luak aos cidadãos estrangeiros reconhecidos como Combatentes da Libertação Nacional.


EL-Lusa/Fim
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Direcção da FRETILIN hipotecou soberania nacional - PR Xanana

Díli, 27 Nov (Lusa) - A direcção da FRETILIN, partido no poder em Timor-Leste, hipotecou a soberania nacional, acusou hoje em Díli o Presidente da República timorense, Xanana Gusmão.

A acusação está contida na última de quatro partes do texto "As Teorias da Conspiração", em que Xanana Gusmão rebate o conteúdo de um documento recentemente divulgado pelo Comité Central daquele partido (CCF), denominado "Análise da Situação e Perspectivas".

Mantendo o tom irónico utilizado nos anteriores textos, publicados na imprensa escrita timorense nas duas línguas oficiais, português e tétum, Xanana insiste no ataque directo à FRETILIN e à direcção eleita no II Congresso, realizado em Maio passado, questionando novamente a sua legitimidade.

Mas, reportando-se à crise político-militar iniciada em Abril, objecto de interpretação no documento do CCF, Xanana acusa o secretário-geral, Mari Alkatiri, o presidente, Francisco Guterres "Lu- Olo", o vice-presidente, Rogério Lobato, e o militante histórico Roque Rodrigues "de terem hipotecado a soberania do país".

"Quem hipotecou a soberania? Só os ilustres doutores do CCF é que devem responder a esta pergunta! E eu posso ajudar. Foi o vosso camarada Presidente, senhor Lu-Olo, foi o vosso camarada secretário-geral do partido, Dr. Mari Alkatiri, foi o vosso camarada vice- presidente do partido, Sr. Rogério e o vosso camarada Dr. Roque Rodrigues. Eles hipotecaram a soberania do país"", destaca.

Roque Rodrigues e Rogério Lobato, ministros da Defesa e do Interior, respectivamente, pediram a demissão dos cargos a 01 de Junho na sequência de uma exigência feita nesse sentido por Xanana Gusmão.

Mari Alkatiri demitiu-se da chefia do governo a 26 de Junho, enquanto Francisco Guterres "Lu-Olo" é o presidente do Parlamento Nacional.

À semelhança dos anteriores três textos, publicados nos passados dias 06, 13 e 20, Xanana Gusmão utiliza uma argumentação que, embora fundada na ironia, revela um verdadeiro ajuste de contas com a FRETILIN e a direcção saída do II Congresso que, repete, continua a considerar "ilegítima", porquanto foi eleita de braço no ar, ao arrepio dos estatutos partidários.

Vincando a diferença entre os que fizeram a luta de resistência no mato e os que se mantiveram no exterior, Xanana reclama que "os senhores doutores do CCF" esquecem-se dos outros, dos que viveram em ainda vivem em Timor desde 1974.

"E os senhores doutores, uns já estavam fora a estudar ainda, outros foram uns dias antes do 7 de Dezembro de 1975 [data formalmente aceite como a da invasão indonésia]! E só voltaram em fins de 1999", numa referência aos que alegadamente regressaram somente depois dos indonésios saírem, o que sucedeu em Setembro de 1999.

"O povo timorense não é o povo deixastes em 1975", acusa.

E mesmo a alguns dos que ficaram, e resistiram no mato, Xanana Gusmão não poupa nas críticas.

Sem que nomeie expressamente a quem se refere, embora classifique como "desolador, Xanana lamenta que "muitos veteranos e históricos que andaram a resistir durante 24 anos, em Timor-Leste, tivessem pura e simplesmente esquecido os sofrimentos e os sacrifícios de todo o Povo".

"Ficaram encantados com o poder", explica.

A FRETILIN garantiu a cada um destes "a migalha do poder", prossegue, sublinhando que apesar de se terem mantido no interior do território têm a sua trajectória política acompanhada pelo povo.

"E é incrível: esses que sempre estiveram cá dentro, não têm ideia de que o povo acompanha os seus passos, o povo analisa a sua trajectória política (que faz saltos impressionantes), o povo percebe os seus sonhos e segure as suas ambições, tanto individuais como colectivas em termos do partido", salienta.

Mais à frente, e retomando sinais que tinha já dado nos anteriores textos, Xanana Gusmão reafirma que não concorrerá a um segundo mandato presidencial, mantendo, todavia o tom irónico sempre que se refere ao CCF.

"As lições que estou a aprender dos ilustres doutores do CCF não me valerão muito, na medida em que só tenho uns parcos sete meses de mandato! Mas o próximo Presidente da República terá que ser capaz de responder às exigências do 'partido no poder'", escreve.

Personalizando nalgumas partes as críticas, Xanana refere-se a Mari Alkatiri, considerando que o líder da FRETILIN e anterior primeiro-ministro "continua a deter os cordelinhos do processo".

"Liderança do governo... Oh! Sim, aqui está a chave do problema! Mas o secretário-geral do partido devia estar mais satisfeito, porque apesar de estar em descanso temporário até Maio de 2007, recebe todos os dias os seus ministros, que vão em consulta, pelo que continua a deter os cordelinhos do processo", destaca.

No documento que suscitou a resposta de Xanana Gusmão, a FRETILIN considera que a actual crise no país conduzirá a um "Plano B", que prevê o recurso a "actos terroristas mais selectivos", pensado por "actores internos e externos" com o objectivo de destruir a ordem constitucional.

Nesse documento, de seis páginas, a FRETILIN evidencia uma tomada de posição extremamente crítica, considerando que a crise assenta "essencialmente num conflito de natureza política onde o desrespeito pela ordem constitucional democrática e os meios e formas de agir reflectem o carácter profundamente antidemocrático e golpista".

Segundo esta tese, este plano conspirativo terá começado logo em 2002, com "a tentativa de forçar a criação de um Governo de Unidade Nacional", tendo assumido, ainda segundo a FRETILIN, diversas formas até à crise actual.

"Durante estes quatro anos, um plano bem traçado de contra- inteligência foi sendo implementado" e dele fizeram parte a exploração de alegadas rivalidades e de um "clima de suspeição mútua" entre as forças armadas e a polícia nacional, segundo o CCF.

Após a divulgação do primeiro texto do presidente timorense, a 06 de Novembro, Mari Alkatiri remeteu para mais tarde uma resposta da FRETILIN, mas numa entrevista posterior à Lusa, em Lisboa, considerou "chocante" que Xanana Gusmão tenha criticado aqueles que partiram de Timor-Leste, como foi o seu caso, poucos dias antes da invasão indonésia.

EL-Lusa/Fim

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31º aniversário da independência comemorado em tempo de crise

Eduardo Lobão, da Agência Lusa Díli, 27 Nov (Lusa) - Timor-Leste comemora terça-feira o 31º aniversário da declaração unilateral de independência, em pleno período marcado pelos efeitos da crise político-militar iniciada em Abril e que ameaça transformar 2006 no ano de todos os perigos.

O ano em curso evidencia as contradições por que Timor-Leste passou desde que em 1975, pressionados interna e externamente, os dirigentes da FRETILIN - partido que reclama a legitimidade histórica da luta pela soberania -, optaram pela declaração unilateral de independência.

Em 2006, são diversos os desafios que se colocam ao país, cuja independência foi restaurada em Maio de 2002, após 24 anos de ocupação indonésia a que se seguiram três de administração das Nações Unidas.

Se esses desafios não forem resolvidos com sucesso, o perigo dos timorenses hipotecarem o desenvolvimento e colocarem em risco os sonhos de há 31 anos é grande e, em última análise, dará razão aos que reclamam que Timor-Leste é um Estado falhado.

Os principais desafios que se colocam actualmente são a reabilitação da justiça, a organização da economia e a pacificação do tecido social.

Interligados entre si, o insucesso de qualquer um deles resultará irremediavelmente no falhanço de todos.

O mundo mudou nestes 31 anos e Timor-Leste já não é apenas uma das peças do quebra-cabeças jogado na década de 70, em plena guerra- fria entre Washington e Moscovo.

Comparativamente a 1975, o inimigo já não está do outro lado da fronteira, mas sim na cada vez mais difícil coabitação de dois conceitos, interpretados por actores internos, a FRETILIN e o Presidente Xanana Gusmão, que ao longo da história estiveram conjunturalmente do mesmo lado da barricada e que agora se revelam adversários, julgando que a vitória de um só será possível com a derrota do outro.

Na verdade, a derrota de um lado é também a derrota do outro, porque essa divisão representará, paradoxalmente, que têm razão os que recusam a Timor-Leste a capacidade e a prerrogativa de gerir os seus destinos e recursos.

Passados 31 anos e devido à crise desencadeada em Abril passado, que provocou mais de 60 mortos e levou 18 por cento do cerca de um milhão de habitantes a abandonar as respectivas áreas de residência, quase tudo está por fazer.

Ora são os desafios à justiça, protagonizados por foragidos que se fazem fotografar, em pose de desafio, de armas na mão, ora é a economia, que titubeia na paralisia em que o país se afundou, ou são as dezenas de milhar de deslocados, que receiam abandonar os campos provisórios de acolhimento por falta de segurança.

Embora sejam apenas três os principais desafios que os líderes políticos timorenses enfrentam, mas não são muitas as alternativas de que dispõem.

No caso da justiça foi a palavra mais ouvida desde o início do ano, quando centenas de militares expuseram na praça pública as contradições acumuladas durante a luta de resistência ao ocupante indonésio e oportunamente foram o motor para a contestação que se seguiu.

Todos reclamam mais justiça, mesmo os que tendo cometido crimes de sangue, como o cabecilha dos militares rebeldes, major Alfredo Reinado, fugiram da prisão e fizeram-se fotografar armados, recusando submeter-se à justiça enquanto essa mesma justiça não for aplicada a terceiros.

Reféns da marcha lenta imprimida à justiça, os timorenses debatem-se com a falta de perspectivas de futuro, sobretudos os cerca de 15 mil jovens que anualmente atingem a idade para entrar no mercado de trabalho.

Paralisado desde Abril, o país afundou-se ainda mais nas mãos da ajuda internacional e na dependência externa.

A assistirem a esta realidade estão os agora cerca de 90 mil deslocados, 20 mil dos quais espalhados por campos de acolhimento na capital.

Os restantes 70 mil vivem nos distritos do interior.

Todos eles são actores involuntários de um dia-a-dia que se arrasta e a que a aproximação da época das chuvas confere o toque dramático previsível, justificado pelo perigo da proliferação de doenças e a manifesta impossibilidade de manter a situação a que foram conduzidos.

Se os líderes políticos não resolverem a contento estes desafios, Timor-Leste terá sido apenas uma boa ideia. Todavia, mal executada.

Lusa/Fim
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Comentário: Parabéns por este artigo.

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Notícias - traduzidas pela Margarida

Notícias - em inglês
UNMIT – Revista dos Media Diários – Segunda-feira, 27 Novembro 2006

Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste

Se não há justiça, não entrego as armas - Alfredo

Houve uma entrevista exclusiva entre o Timor Post e o em fuga Major Alfredo Reinaldo antes do seminário de dois dias realizado em Suai, em 24-25 Novembro 2006. O Major Alfredo na entrevista disse que esta crise tinha começado na instituição militar o que causou a sua deserção.

Admitiu depois que ainda tinha armas na sua posse mas disse que não as entregaria a ninguém se não houver justiça para pessoas como ele. Disse, “se for acusado de qualquer envolvimento nesta crise, estou pronto a enfrentar o tribunal, mas como estas é uma crise do interior da instituição F-FDTL, gostaria de ver a mudança nesta instituição.” Também sublinhou que a instituição foi usada para propósitos políticos que resultaram no conflito em curso. Em resposta ao plano do governo e de alguns líderes de terem um diálogo com ele, disse que teria qualquer diálogo desde que fosse aberto ao público, de modo a todos terem acesso à informação.

Alfredo disse que devia haver uma revolução das nossas mentalidades, e uma reforma para resolver o problema, restaurar a justiça, paz, estrutura do governo, e constituição. Acrescentou que a ‘revolução’ não significava que devíamos usar armas para lutar uns contra outros mas que significa que as pessoas têm de mudar a sua mentalidade para resolver problemas.

Em adição, o Major Alfredo também criticou fortemente o governo corrente por ser similar ao primeiro governo constitucional, sob a liderança de Mari Alkatiri. Disse que este governo era mesmo pior que o anterior.

Para resolver a crise de Timor-Leste, disse que participaria no processo e que não fugiria à justiça. Por isso, disse aos participantes no seminário de dois dias que para encontrar a solução para a nossa crise, as pessoas devem deixar para trás qualquer interesse político e pessoal, mas que deve haver uma solução justa para cada Timorense incluindo ele próprio. Entre os participantes no seminário estiveram o Major Tara, o Major Marcos Tilman, Dr. Lucas da Costa, Padre Martinho Gusmão, Jaime Hamjah, representante do Ministério do Trabalho e da Reinserção Comunitária, jovens e estudantes de Ermera, Ainaro, e Covalima, e Gastão Salsinha e Railos que participaram na sessão do segundo dia.

Separadamente, em relação a alegações que houve cobradores de dinheiro ilegal a recolherem dinheiro de homens de negócios em Dili em nome do Major Alfredo Reinado, apelou a todos os homens de negócios particularmente em Dili para deixarem de dar dinheiro a qualquer pessoa em seu nome. Disse que não tinha pedido a ninguém para pedir dinheiro. (TP, DN, e STL)

O julgamento do caso de Rogério

O caso do antigo Ministro do Interior, Rogério Tiago Lobato está agendado para ser julgado na Terça-feira, 30 Novembro 2006 por três juizes, dois juizes internacionais incluindo Ivo Rosa de Portugal e Telma Angelica do Brasil, e António Gonçalves de Timor-Leste sobre acusações de distribuição ilegal de armas. Espera-se que o julgamento seja aberto ao público. (STL & TP)

O 28 de Novembro não é somente um dia da Fretilin: Lu’Olo

Em resposta à questão das preparações para comemorar o dia da Independência, 28 Novembro 2006, Francisco Guterres, Presidente do Parlamento Nacional disse que o 28 Novembro não é somente um dia da Fretilin mas um dia para todos os cidadãos celebrarem porque foi nessa mesta data em 1975 que a Fretilin proclamou unilateralmente a independência de Timor-Leste. Lu-Olo disse que esta data é em honra e memória dos dos que defenderam o 28 Novembro durante 24 anos. Em adição, o Secretário-Geral do Partido Democrático, Mariano Sabino foi citado como tendo dito que o 28 Novembro era uma data histórica para a nova geração enquanto que o 20 Maio 2002 foi uma data em que Timor-Leste foi considerado uma nação com regras de Estados democráticos. (STL & DN)

Não há comentários da Fretilin sobre a teoria da Conspiração

Depois da saída da teoria da conspiração escrita pelo Presidente da República, Xanana Gusmão, não houve qualquer reacção de qualquer membro do CCF ou de militantes. A posição de silêncio dos líderes da Fretilin não significa que receiem a verdade da teoria, mas antes que não querem perder tempo a instigar ameaças à paz e à estabilidade política do país. Contudo, Julião Mausiri, um dos líderes da Fretilin Segundo relatado justificou s teoria da conspiração, dizendo que tem factos na base. Disse que a teoria escrita pelo Sr. Xanana reflecte actos do governo liderado pela Fretilin e as políticas do CCF que não corresponderam às necessidades das pessoas. Acrescentou então que os líderes da Fretilin não tinham nenhum comentário a fazer porque não têm apoio suficiente. (STL)


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Weekend Australian - Novembro 25, 2006

Defesa – Relatório Especial

A força Anzac vê o seu papel em Timor como de cooperação
MARK DODD

A ONU queria que ficasse em Timor-Leste somente uma companhia de tropas Australianas para protegerem o seu quartel-general e apoiar um contingente de polícia internacional no início da recente luta. Mas a opinião das forças de defesa da Austrália foi que era necessária uma força maior dado o potencial para a violência continuar que já clamou mais de 120 vidas.

O grupo de combate Anzac do Brigadeiro Mal Rerden compreende agora 925 Australianos apoiados por uma unidade de tamanho de companhia de a 120 da Nova Zelândia operando sob comando nacional Australiano em vez de comando da ONU como uma “força de capacetes verdes”. A força, destacada sob o nome de código de Operação Astute, parece não ter pressa nenhuma de regressar a casa.

O desassossego no mês passado em Dili, resultante de confrontos entre grupos rivais de artes marciais, sublinhou a necessidade duma continuada e robusta presença de segurança em Timor.

A polícia da ONU e o grupo de combate Anzac precisarão de estar em alerta elevado em relação a fazedores de problemas políticos no caminho para as eleições nacionais potencialmente voláteis em Maio próximo.

A comissão especial de inquérito da ONU às causas do desassossego violento de Abril-Maio 2006 recomendou processos criminais contra o antigo ministro do interior Rogério Lobato pelo seu papel na armação ilegal de grupos de civis. E disse que a mesma acção deveria tomada contra o comandante da força de defesa o Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, o ministro da defesa Roque Rodrigues e o chefe da polícia nacional Paulo Martins por crimes de armas. Recomendou que o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, um aliado de Lobato, fosse mais investigado em conexão com a armação de civis.

A força de infantaria consiste correntemente de elementos do 1º, 2º e 6º batalhões, do Regimento Real Australiano. São apoiados por carros blindados de transporte de pessoal M113 do 3º/4º Regimento de Cavalaria, cinco Blackhawk e quatro helicópteros de observação Kiowa.

Outras unidades da ADF em Dili incluem, 7º Batalhão de Serviços de Apoio de Combate, 17º Esquadrão de Construção e um destacamento do 1º Batalhão de Polícia Militar. Uma companhia de espingardas do 2º/1º Regimento de Infantaria Real da Nova Zelândia está integrado no grupo de combate, fornecendo a designação à Anzac.

Canberra ganhou uma disputa prolongada com a ONU, que com o apoio do Governo de Horta, queria que a força servisse como capacetes azuis. Em vez disso, Rerden responde junto do Quartel-General em Sydney do Comando de Operações Conjuntas.

A força conjunta coordena correntemente as operações com o Governo de Timor-Leste, o comando da Polícia da ONU e através de encontros regulares com outras organizações não-governamentais. A cooperação na Defesa entre a ADF e as F-FDTL (força de defesa de Timor-Leste) também recomeçou depois do desassossego de Abril.

A ADF tem 17 pessoas destacadas em Timor-Leste a assistirem com uma série de actividades que incluem pessoal de treino e de construção de capacidade no ministério de defesa do país e no quartel-general das forças de defesa. O focus principal tem sido no treino da língua inglesa, engenharia, capacidades médicas, liderança de pessoal e comunicações.

Mas dado o envolvimento das F-FDTL no desassossego recente e o facto de ter perdido quase metade dos seus 1500 elementos originais devido a deserções ou a dissenções étnicas interna, pairam questões maiores sobre o seu futuro.

Uma área chave onde provavelmente a ADF vai prestar maior atenção é ao desenvolvimento da capacidade de vigilância marítima Timorense, correntemente assegurada por dois patrulhadores Albatross obsoletos doados pelos Portugueses.

''A Austrália apoia uma maior cooperação marítima com Timor-Leste e temos a intenção de trabalhar com o Governo Timorense para identificar modos pelos quais o DCP (programa de cooperação de defesa) possa dar esta assistência aumentada '', disse um porta-voz da defesa em resposta ao The Australian.

O Primeiro-Ministro José Ramos Horta tem avisado frequentemente da vulnerabilidade da linha de costa do seu país em relação a pescadores ilegais e traficantes de pessoas, preocupações partilhadas por Canberra.

Mark Dodd escreve sobre assuntos estrangeiros e defesa para The Australian.

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De uma leitora

Caros colegas e distintos membros do Forum Loriku,

Venho, através deste Fórum, informar todos os colegas que estão em Lisboa e arredores para, se puderem, marcar a presença na reunião dos Jovens e Estudantes Timorenses, que terá lugar na Residência Universitária Alfredo de Sousa da Universidade Nova de Lisboa, no Domingo, 03 de Dezembro de 2006 pelas 15h00.

Com os melhores cumprimentos
Fidélia MPC Soares


NB: Passe palavra a todos.

Lia Soares.
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De um leitor

António Veríssimo deixou um comentário sobre a sua postagem "Aqui não há auto-stops da UNPOL...":

HÁ QUE PÔR A BOCA NO "TROMBONE"!

Para quem assiste a isto a indignação é mais que muita e a RDTL está a parecer que é governada por meninos do côro!

Reinado faz o que lhe apetece e sobra-lhe tempo para muito mais, passando a mensagem da incompetência do poder timorense ou do seu conluío com as suas atitudes.

Mais que nunca é legitimo suspeitar que Slater não o capturou porque faz parte do plano Reinado ficar de "reserva" até ás eleições, pressionando psicológicamente o povo timorense através do terror que ele já personifica.

Após as eleições Reinado actuará em conformidade com os resultados eleitorais...

É desagradavel ser profeta da desgraça mas só isto explica que ainda não o tenham capturado ou, pelo menos, iniciado a "caça ao bandalho".

Slater nada fez, mas presentemente o actual governo, poder judicial, polícia e militares também nada fazem.

Quem está a proteger Reinado e interessado em que a situação assim se mantenha?

A resposta é por demais evidente.

Espero para ver, não sem antes recomendar a J.R. Horta que se recorde que é primeiro-ministro de um Estado de Direito e que tudo deve fazer para que o respeitem, pois o Estado é o povo!

Se perante isto não "bradarmos aos céus", ponhamos pelo menos a "boca no trombone"!

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segunda-feira, novembro 27, 2006

Dia 28 de Novembro, Dia da Independêncial Nacional

Amanhã comemora-se o Dia da Independência Nacional, proclamada há 31 anos, no dia 28 de Novembro de 1975.

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Notícias - em inglês

UNMIT Daily Media Review - Monday, 27 November 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

IF there is no justice, I will not hand over the weapons--Alfredo

There was an exclusive interview between Timor Post and Fugitive Major Alfredo Reinaldo prior to the two-day seminar held in Suai, 24-25 November 2006. Major Alfredo in the interview said that this crisis was begun at the military institution which caused his desertion.

He then admitted that he was still in possession of weapons but he said that he will not hand them over to anybody if there was not justice for people and himself. He said, “If I am accused for any involvement in this crisis, I am ready to face the court, but as this is a military crisis within the F-FDTL institution, I would like to see the change in this institution.” He also stressed that the institution was used for the political purpose which resulted in the ongoing conflict. In respond to the plan of the government and some leaders to hold a dialogue with him, he told that any dialogue might be held as long as it was opened for the public, so that everyone could get access to the information.

Alfredo said that there should be a revolution of our mentality, and a reformation to solve the problem, restore the justice, peace, government structure, and constitution. He added that the ‘revolution’ did not mean we should use weapons to fight each other but it means people have to change their mentality in sorting out problems.

In addition, Major Alfredo also strongly criticized the current government for being similar to the first constitutional government, under the leadership of Mari Alkatiri. He said that this government was even worse than the previous one.

In resolving the East Timor crisis, he said that he will take part in the process and will not escape from justice. Hence, he told the participants at the two-day seminar that in finding the solution to our crisis, people should leave behind any personal and political interests, but that there should be a just solution for every East Timorese including himself. Among the participants in the seminar were Major Tara, Major Marcos Tilman, Dr. Lucas da Costa, Father Martinho Gusmão, Jaime Hamjah, representative of the Ministry of Labor and Community Reinsertion, youths and students from Ermera, Ainaro, and Covalima, and Gastão Salsinha and Railos who took part on the second day session.

Separately, in relations to allegations that illegal money collectors collected money from businessmen in Dili in the name of Major Alfredo Reinado, he then called upon every businessman particularly in Dili to stop giving any money for anybody on his behalf. He said that he has not asked anybody to beg for money. (TP, DN, and STL)

The trial of Rogerio’s case

The case of the former Minister of Interior, Rogerio Tiago Lobato is scheduled to be prosecuted on Thursday, 30 November 2006 by three judges, two international judges including Ivo Rosa from Portugal and Telma Angelica from Brazil, and Antonio Gonçalves from Timor-Leste on charges of illegal weapons distribution. The trial is expectedto be opened to the public. (STL & TP)

28 November is not a day of Fretilin Party only: Lu’Olo

In response to the question on preparations to commemorate Independence day, 28 November 2006, Francisco Guterres, President of the National Parliament said that 28 November, is not only Fretilin’s day but a day for all citizens to celebrate because it was on this date in 1975 that Fretilin unilaterally proclaimed the independence of Timor-Leste. Lu-Olo said this date is in honor and memory of those that defended the 28 November for 24 years. In addition, Secretary General of Democratic Party, Mariano Sabino was quoted as saying that 28 November was a historical date for the new generation while 20 May 2002 was a date where East Timor was considered a nation with the democratic rule of states. (STL & DN)

No comments by Fretilin Party on the Conspiracy theory

After the release of the conspiracy theory written by the President of Republic, Xanana Gusmão, there was no reaction from any of the CCF members or militants. The silent position taken by the Fretilin leaders did not mean that they were afraid of the truth of the theory, but rather because they do not want to waste their time and energy to instigate any threat to the peace and political stability of this country. However, Juliao Mausiri, one of the Fretilin leaders reportedly justified the theory of conspiracy, saying it is based on facts. He said the theory written by Mr. Xanana reflected acts of the Fretilin-led government, and the politics of CCF that did not correspond to the needs of the people. He then added that the Fretilin leaders did not have any comments as they did not have sufficient support. (STL)


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Weekend Australian - November 25, 2006

Defence - Special Report

Anzac force sees its Timor role as co-operation
MARK DODD

THE United Nations wanted just one company of Australian troops to stay in East Timor to protect its headquarters and support an international police contingent in the wake of recent strife. But the view from Australia's defence force was that a larger force was necessary given the potential for continuing violence that has claimed more than 120 lives.

Brigadier Mal Rerden's Anzac battle group now comprises 925 diggers backed by a 120-strong company-size unit of Kiwis operating under national Australian rather than UN command as a ''green helmet force''. The taskforce, deployed under the code name Operation Astute, doesn't appear to be in any hurry to return home.

The unrest last month in Dili, resulting from clashes between rival martial arts gangs, underpinned the need for a continuing, robust security presence in Timor.

The UN police and Anzac battle group will need to be on high alert for political rabblerousers in the lead-up to potentially volatile national elections next May.

A UN special commission of inquiry into causes of the violent unrest in April-May 2006 has recommended criminal proceedings be instigated against former interior minister Rogerio Lobato for his role in the unlawful arming of civilian groups. It said action should be taken against the defence force commander Brigadier-General Taur Matan Ruak, defence minister Roque Rodrigues and national police chief Paulo Martins for weapons offences. It recommended former prime minister Mari Alkatiri, an ally of Lobato, be further investigated in connection with the arming of civilians.

The infantry force currently consists of elements from 1st, 2nd and 6th battalions, Royal Australian Regiment. They are supported by M113 armoured personnel carriers from 3rd/4th Cavalry Regiment, five Blackhawk and four Kiowa observation helicopters.

Other ADF units in Dili include, 7th Combat Services Support Battalion, 17th Construction Squadron and a detachment from the 1st Military Police Battalion. A rifle company from the 2nd/1st Royal New Zealand Infantry Regiment is integrated into the battle group, providing the Anzac designation.

Canberra won a protracted dispute with the UN, which, with Horta Government support, wanted the force to serve as blue helmets. Instead, Rerden reports to Joint Operations Command headquarters in Sydney.

The joint taskforce currently co-ordinates operations with the East Timor Government, UN Police command and through regular meetings with other non-government organisations. Defence co-operation between the ADF and F-FDTL (East Timor defence force) has also resumed following the April unrest.

ADF has 17 people deployed in East Timor assisting with a range of activities including staff training and capacity building in the country's defence ministry and defence force headquarters. The main focus has been English-language training, engineering, medical skilling, staff leadership and communications.

But given the F-FDTL's involvement in the recent unrest and the fact it has lost almost half its original 1500-strength due to desertions or internal ethnic dissent, major questions hang over its future.

One key area the ADF is likely to pay more interest to is development of a viable Timorese maritime surveillance capability, currently served by two obsolete Portuguese-donated Albatross patrol craft.

''Australia supports increased maritime co-operation with East Timor and we intend working with the East Timorese Government to identify ways in which the DCP (defence co-op program) can provide this enhanced assistance'', said a defence spokesman in reply to The Australian.

Prime Minister Jose Ramos Horta has frequently warned of the vulnerability of his country's coastline to illegal fishermen and people smugglers, concerns shared by Canberra.

Mark Dodd writes on foreign affairs and defence for The Australian.

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Separados à nascença?

Alfredo Reinado/"Chopper Read"
A diferença é que o outro já foi capturado pelos australianos e já cumpriu pena...
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Comunicado - PN

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR LESTE
PARLAMENTO NACIONAL
Gabinete de Relações Públicas


Agenda Plenária no. 472/I/5a.

Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006

O plenário do Parlamento de hoje foi presidido pelo seu Presidente, Sr. Francisco Guterres “Lu-Olo”, coadjuvado pelo Vice Presidente Sr. Jacob Fernandes, Secretário da Mesa, Sr. Francisco Carlos Soares e a Vice Secretária, Sra. Maria Terezinha Viegas.

No período de antes da ordem do dia da sessão plenária de hoje os Senhores Deputados foram informados sobre o relatório de operação da URP no Suco de Estado Distrito de Ermera.

No período da ordem do dia, deu-se continuidade da apresentação do Relatório e Parecer, discussão e votação na generalidade, especialidade dos Projectos de Lei no. 26/27/I/4a. e 28/I/4a. sobre “Lei Eleitoral para o Parlamento Nacional” e “Comissão Eleitoral Independente”.

Senhor Deputado Elizário, membro da Comissão A fez a leitura do relatório e parecer dos Projectos de Lei em epígrafe.

Depois da discussão os Deputados aprovaram o texto de substituição proveniente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direito, Liberdade e Garantia (Comissão A) :

· Para o Projecto de Lei sobre a Comissão Eleitoral Independente foi aprovado com votos a favor: 55, contra: 1, abstenção : 0.

· Para o Projecto de Lei sobre Lei Eleitoral para o Parlamento Nacional foi aprovado com votos a favor: 54, contra: 1, abstenção:0

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Resposta a um comentário de leitor

Comentário deixado por um anónimo no post: E entretanto a UNPOL "mostra serviço" em frente a bares de malais":

"Em primeiro lugar, não é verdade que a polícia australiana costume escolher primacialmente bares com clientela maioritariamente portuguesa. O Motions, por exemplo, tem um público bastante eclético, mas tendencialmente australiano, e também costuma ter polícia à porta.

Em segundo lugar, não invalidando a postura algo arrogante de muitos australianos, armados até aos dentes como se estivessemos em plena guerra, importa não esquecer que muitos portugueses costumam adoptar uma postura provocante, procurando esticar até ao limite essa fina linha que delimita a provocação do desrespeito. A maneira, por exemplo, como muitos portugueses conduzem nas estradas de Dili, sem atenção nenhuma à sua própria segurança e a de outros (as pedras que voam ocasionalmente não justificam muitos excessos), é rerepresentativa disso mesmo.

Há muitos portugueses em Dili que nunca tiveram quaisquer problemas com as autoridades australianas. E isto porque sempre souberam reconhecer o seu papel enquanto "autoridade" sem deixar que aquelas cometessem abusos.

Por último, a portuguesa em causa é conhecida pelo seu historial de agressões. Entenda-se, diversas pessoas já lhe tentaram "partir a cara" nos últimos anos. Muitas vezes com razão, dada a sua atitude mal-educada e arrogante."

Sobre o comentário do anónimo:

1. Nunca houve um auto-stop à porta do Motions, desde que abriu. Os polícias costumam estar lá dentro, não à porta.

2. A postura arrogante a que se refere dos portugueses deve ser a atitude de indignação face à incompetência de determinados elementos das forças de segurança australianas.

Os “arrogantes”, testemunharam vários episódios em que as forças australianas, impávidas e serenas, não evitaram as cenas de violência com que se depararam à sua chegada.

Testemunharam como a polícia australiana agrediu e usou meios desproporcionados contra os campos de deslocados que tinham sido atacados em vez de irem no encalço dos agressores…

E (deve ser arrogância), sentem-se indignados face à passividade da UNPOL, em relação ao seu dever de recapturar (pelo menos um!) os evadidos da prisão de Becora.

Quanto à alegada velocidade com que alguns portugueses conduzem à noite (que não é crime), parece-nos preferível a ser morto como o cidadão brasileiro, que seguiu as regras e não o faz. As pedras e setas “ocasionais” já provocaram mortes, pelo que menosprezá-las é ridículo e mostra uma falta de conhecimento da situação.

3. Não há nenhum historial de agressões em relação aos portugueses ou, à portuguesa, envolvidos no incidente de Sábado à noite. Nem nunca ninguém tentou lhes “partir a cara”, por muito que o autor deste comentário, provavelmente gostaria que isso acontecesse.

Se alguém tentou, deve ser muito incompetente, porque nunca deram por isso.

Esses portugueses nunca saíram de Timor-Leste durante a altura da maior violência e mesmo assim, nunca se viram ameaçados ou agredidos por ninguém.

Este tipo de comentário vindo de um português, em vez de se sentir indignado com alguém que foi sujeito a uma agressão, e que legitimamente apresentou queixa, mostra bem como são capazes certos portugueses de atitudes mesquinhas, motivados pela velha invejazinha à portuguesa.

Faz lembrar o episódio infeliz do envio por parte de portugueses, de um relatório da UNPOL para o jornal “Expresso”… sobre outro português.

Por último, temos a dizer que não compreendemos como se pode considerar algum dos portugueses envolvidos no incidente, como mal-educados. Pelo contrário, parecem-nos pessoas muito civilizadas, ao contrário do autor do comentário que não lhe ensinaram de pequenino, que nada justifica a violência e que acha normal alguém querer partir a cara a uma mulher, porque a considera arrogante ou mal-educada.

Mas como sempre, já cá faltava um intriguista do costume a dizer mal de outros portugueses…

Vigaristas.

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Aqui não há auto-stops da UNPOL...









(Fotografias recentes)

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De um leitor

António Veríssimo deixou um comentário no post "Depois do PM ter exigido a sua prisão...": E AGORA SENHOR HORTA?

Não sei se o primeiro-ministro Ramos Horta conhece os divertidos "Gato Fedorento", um grupo humoristico que diz... "eles falam, falam, fala, falam, mas não fazem nada...", se não conheçe recomendo-os.

Não há dúvida que o PM Horta fala, fala,fala, fala... mas não acontece nada.

Melhor ainda (ou pior) fala, mas é afrontado e desautorizado.

Está no governo a fazer figura de corpo presente.

É legítimo que perguntemos se Reinado ainda continua sob protecção presidencia, episcopal e austral.

Estando a tomar esta notícia por correspondente á realidade a indignação é enorme!

Aprendemos que já não há limites para a vergonha que representam o presidente, os governantes, a justiça e seus executores, igreja e outros (ir)responsáveis grados que fazem de Timor-Leste a República das Bananas ou dos Xananas!

Timor-Leste, um país?

E agora, senhor primeiro-ministro?
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Notícias - traduzidas pela Margarida

Alkatiri ataca a interferência Australiana em Timor
AIM (Moçambique) – Sexta-feira 24/11/2006

Maputo, 24 Nov (AIM) – O antigo primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, numa visita privada a Moçambique, acusou o governo Australiano de interferência nos assuntos internos Timorenses.

Apesar do facto de liderar a Fretilin, que permanece o maior e o mais popular partido político, Alkatiri foi forçado a resignar há algum tempo, este ano no que foi descrito como um “golpe de Estado constitucional ".

A causa imediata da violência que arruinou Timor-Leste no fim do Maio foi um motim por tropas Timorenses que tinham sido despedidas das forças armadas e que foi liderado por um homem que não teve qualquer papel na luta contra a ocupação Indonésia, mas que passou os anos da guerra em confortável exílio na Austrália.

A violência foi usada como uma desculpa para desestabilizar o governo Timorense e destituir Alkatiri, bastante detestado na elite governante Australiana por causa da dura (e com sucesso) postura negociadora sobre as reservas de petróleo sob o mar de Timor.

Alkatiri viveu muitos anos no exílio em Maputo e regressou para ver velhos amigos. Numa entrevista publicada na edição de Sexta-feira do seu semanário independente "Savana", Alkatiri sublinhou que houve uma mão Australiana no forçar da sua resignação.

Apontou que durante o ano e meio anterior, os media Australianos "lançaram uma campanha deliberada para denegrir a imagem do governo Timorense e da Fretilin em geral, e a minha imagem em particular ".

”No ponto mais alto da crise de Maio/Junho”, acrescentou Alkatiri, o primeiro-ministro de direita da Austrália, John Howard, "foi o único líder político que declarou que queria que eu resignasse, num acto claro de interferência nos assuntos internos de Timor".

Claramente que as negociações do petróleo foram um factos de peso por detrás disto. "As negociações foram duras ", disse Alkatiri, "e eu defendi com força os interesses Timorenses. Num bloco, obtivemos direitos de 90 por cento, quando inicialmente nos tinha sido atribuído somente 50 por cento, e noutro obtivemos 50 por cento em vez da oferta inicial de 18 por cento".

Perguntado sobre o papel da Igreja Católica, a religião seguida pela maioria dos Timorenses, Alkatiri respondeu "não gosto muito de falar da igreja como instituição, mas é um facto que parte da hierarquia estava militantemente oposta ao governo".

"Não tenho dúvidas em declarar que a Igreja Católica teve um papel duma oposição, organizando manifestações de duas ou três semanas ", acrescentou.

Um factor que complica é que o próprio Alkatiri não é cristão mas vem duma família muçulmana. "Admito que o facto de ser um muçulmano, num país maioritariamente católico, pode ser difícil de aceitar nalguns sectores católicos ", disse.

Quanto às inventadas acusações de que Alkatiri tinha distribuído armas a civis, a comissão de inquérito da ONU não encontrou qualquer prova, mas apesar de tudo recomendou que se continuasse a investigação.

Alkatiri não ficou surpreendido, e encara isto como uma maneira de salvar a face desses políticos Timorenses, nomeadamente do Presidente Xanana Gusmão, que tinham forçado a sua resignação. "O modo como o relatório da ONU foi apresentado mostra claramente que não quiseram afectar os que estavam no poder ", disse. Porque se a ONU tivesse claramente declarado que não havia base para as acusações contra ele, "então como é que havia de parecer a posição do Presidente, visto que ele pedira a minha resignação precisamente por causa dessas acusações ?"

Alkatiri descartou rumores de que tinha vindo a Moçambique para escapar à justiça Timorense. Avisara o Procurador-Geral previamente do seu plano de viagens, e deu-lhe os seus números de contacto.

Além do mais, Alkatiri permanece em contacto regular com o homem que o substituiu como Primeiro-Ministro, José Ramos-Horta. "Em Timor, encontramo-nos uma vez por semana ", disse. "Quando estou no estrangeiro, falamos regularmente ao telefone ".

A Fretilin deu apoio ao governo de Ramos-Horta. Ramos-Horta herdou os planos ambiciosos do governo de Alkatiri, mas Alkatiri pensa que ele tem sido "incapaz de definir claramente as dificuldades e de as atacar frontalmente".

Em particular, Ramos-Horta não restabeleceu a lei e a ordem e a autoridade do Estado, nem resolveu os problemas dos deslocados pelas lutas de Maio-Junho. "Essa devia ter sido a prioridade e não foi ", disse Alkatiri.

Foi severamente crítico de Gusmão. Apesar de não acreditar que o Presidente estivesse inicialmente envolvido nos planos para derrubar o governo de Alkatiri, envolveu-se mais tarde e mostrou "o ódio injustificado que tem contra a Fretilin".

Alkatiri admitiu o papel chave que Gusmão teve na resistência à ocupação Indonésia, a seguir à morte do primeiro líder da Fretilin, Nicolau Lobato. Gusmão introduziu um novo estilo de liderança, muitíssimo centrado na sua própria pessoa – e nos anos escuros dos 1980s, Alkatiri admitiu que isto resultou e que a resistência sobreviveu. Gusmão foi o líder de facto da Fretilin, mesmo quando formalmente se separou do partido.

Mas quando a independência chegou, a situação mudou radicalmente. A Fretilin reorganizou-se e Gusmão estava fora das estruturas do partido.

"O grande problema do Presidente Xanana é que perdeu a liderança da Fretilin", disse Alkatiri. "Não se pode liderar um partido estando fora dele. Somente os que estão preparados para se subordinarem eles próprios às estruturas da Fretilin podem liderar a Fretilin. O que o Presidente quer é, no mínimo, irracional. Foi aqui que começaram as nossas querelas ".

Alkatiri disse que não quer ser o candidato da Fretilin a primeiro-ministro nas próximas eleições. Em vez disso, ele preferiria trabalhar para desenvolver o partido.

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Líder amotinado de Timor quer conversas
Agence France-Presse - Novembro 26, 2006 08:05pm


De correspondentes em Dili

O comandante militar de Timor-Leste apelou ao diálogo com o líder amotinado Major Alfredo Reinado, que anda em fuga por assassínio e posse ilegal de armas.

Reinado também reiterou uma chamada ao diálogo quando interveio num seminário mas não foi detido por tropas internacionais que também estiveram presentes, disse uma testemunha.

O Primeiro-Ministro José Ramos-Horta disse hoje que Reinado não foi preso porque o comandante militar apelou a um diálogo. "Porque houve um desejo do Brigadeiro General Taur Matan Ruak para um diálogo com ele, de modo a que possa regressar à base e entregar-se, o Governo está a dar-lhe uma outra oportunidade," disse Ramos-Horta aos repórteres em Dili.

Disse que tal diálogo visava levar Reinado a entregar-se e a "contribuir para a justiça." "Mas ele não deve pensar que é a pessoa mais importante no presente, há muitas mais matérias que precisam de ser tratadas além de falar com ele," disse o Primeiro-Ministro.

Ramos-Horta, que n Sexta-feira urgira às tropas para prenderem Reinado, não elaborou.

Entretanto, o oficial amotinado apelou ontem ao diálogo na cidade de Suai quando interveio num seminário onde estiveram presentes soldados Australianos e Portugueses, disse hoje uma testemunha.

"Faço esta aparição porque houve o desejo do Governo por um diálogo, mas não veio nem um único líder (do governo)," disse Reinado em Suai, a cerca de 175 quilómetros a sul de Dili, segundo o jornalista Jeferino Bobo.

Apesar de vestido com roupas civis, Reinado foi escoltado por dois guardas pessoais armados, enquanto um soldado Português e dois soldados Australianos presentes não fizeram qualquer gesto para o prender.

Acredita-se que está escondido, com cerca de 10 seguidores numa base secreta perto de Suai.

Dili pediu a Reinado, a quem acusou de assassínio, para se entregar às forças Australianas.

Foi preso em Agosto com acusações de posse de armas apesar de promessas do seu grupo que tinham entregue todas as suas armas às tropas Australianas destacadas a seguir ao desassossego de que o major é acusado.

Pouco depois fugiu da prisão de Dili juntamente com mais de outros 50 presos.

Em Maio, Reinado liderou um grupo de tropas desertoras e foi acusado de desencadear um desassossego civil que matou 21 pessoas.

A violência levou ao destacamento de forças internacionais lideradas pelos Australianos.

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Líder amotinado de Timor, chefe militar apelam a conversações

AFP/ABC - Domingo, Novembro 26, 2006. 7:24pm (AEDT)

O Primeiro- Ministro de Timor-Leste diz que o comandante militar apelou ao diálogo com o líder amotinado Major Alfredo Reinado, que está em fuga por assassínio e posse ilegal de armas.

Reinado reiterou também o seu apelo ao diálogo quando interveio num seminário mas não foi preso por tropas internacionais que estiveram também presentes, disse uma testemunha.

O Primeiro-Ministro José Ramos Horta diz que Reinado não foi preso porque o comandante militar apelou a um diálogo.

"Porque houve um desejo do Brigadeiro General Taur Matan Ruak para um diálogo com ele, de modo a que possa regressar à base e entregar-se, o Governo está a dar-lhe uma outra oportunidade," disse aos jornalistas em Dili.

O Dr Ramos Horta disse que tal diálogo visava levar Reinado a entregar-se e a "contribuir para a justiça ". "Mas ele não deve pensar que é a pessoa mais importante no presente, há muitas matérias a que temos de responder além de falar com ele," disse.

O Dr Ramos Horta, que na Sexta-feira urgiu às tropas para prenderem Reinado, não elaborou.

Intervenção no Seminário

No Sábado, Reinado apelou ao diálogo quando interveio num seminário na cidade de Suai onde estiveram presentes soldados Australianos e Portugueses, disse uma testemunha.

"Fiz esta aparição porque havia um desejo do governo para um diálogo, mas não veio um único líder [do governo]," citou o jornalista Jeferino Bobo.

Quando lhe foi perguntado se temia a prisão, Reinado manteve-se desafiante.

"Estas pessoas que estão à frente dos vossos próprios olhos, vocês não prendem," disse. "Porque é que eu, que nem sequer fui considerado culpado por um tribunal, é um homem que está a ser perseguido e caçado?"

A ONU no mês passado pediu que o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri e outros membros de topo do seu governo sejam criminalmente investigados num relatório sobre a violência de Abril-Maio que deixou mortas 37 pessoas.

Não houve detenção

Apesar de vestido à civil, Reinado foi escoltado por dois guardas pessoais armados, ao mesmo tempo que um soldado Português e dois soldados Australianos não se mexeram para o prender.

Acredita-se que está escondido numa base secreta perto da cidade de Suai com cerca de 10 seguidores.

O Governo Timorense pediu a Reinado, a quem acusou de assassínio, para se render a tropas Australianas.

Ele foi preso em Agosto com acusações de posse de armas, apesar de promessas do seu grupo que tinham entregue as suas armas às tropas Australianas, que foram destacadas a seguir ao desassossego de que Reinado foi culpado.

Pouco depois, Reinado escapou-se duma prisão de Dili juntamente com mais de outros 50 presos.

Em Maio, Reinado liderou um grupo de tropas desertoras e foi acusado de desencadear desassossego civil que matou 21 pessoas. A violência levou ao destacamento duma força internacional liderada pelos Australianos.

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Esclarecimento de Paulo Castro Seixas

Sobre "Duas eleições fazem 2007 ano de todos os perigos, Paulo C. Seixas":

Caras senhoras e senhores,

Cabe-me esclarecer alguns aspectos da noticia que saiu, a qual não é da minha responsabilidade, e que tem erros:

1. Nunca disse que as eleições eram em Março. A informação que tenho - ainda que seja precária e sujeita e revisão - é que as eleções são em Maio.

2. A expressão 'odio indistinto aos australianos' não é minha e nem sei o que quer dizer! O que eu disse - em função de uma descrição que recebi por email de fontes que reputo como seguras - é que um grupo de jovens embriagados teria expresso palavras contra os australianos, pensando que os missionários eram dessa nacionalidade.

Quanto aos comentários, gostaria apenas de dizer o seguinte: Convém ler os textos na íntegra e não tresler a partir de uma frase ou outra. simplesmente não é correcto. De qualquer forma, diga-se:

1. Não tenho qualquer tipo de saudosismo colonial.

2. Não considero que um projecto antropológico de investigação que deu origem a diversos artigos e a dois livros seja considerado como um conjunto de 'passeatas'.

3. O trabalho da ONG Médicos do Mundo em Timor está muito bem avaliado. O projecto da Waiting-room foi elaborado por mim em colaboração com colegas da ONG e apoiei a sua implementação sem qualquer retribuição financeira. SOU VOLUNTÁRIO. Mais uma vez é incorrecto avaliar as pessoas dessa maneira. Talvez deva perguntar primeiro ao vice-primeiro ministro Rui Araújo, ex ministro da Saúde, sobre o nosso trabalho.

3. Analisei algumas instituições timorenses (a constituição) como qualquer outra pessoa pode analisar as instituições portuguesas, por exemplo. Não tenho poder para, a esse nível, propor o que quer que seja.

Timor-Leste é dos timorenses. Será que isso deve impedir de todos os de outras nacionaldiades de terem opiniões sobre o vosso país?

Creio que noticias mal dadas e textos lidos por bocados podem criar avaliações pelo menos apressadas.

cumprimentos

Paulo Castro Seixas
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De um leitor

H. Correia deixou um novo comentário sobre a sua postagem "De um leitor":

"Os assassinos não escolhem as suas vitimas, isso sim, seja ele brasileiro, australiano etc ou mesmo timorense."

Aqui está uma grande verdade. Infelizmente, a violência gratuita contenta-se com qualquer nacionalidade, raça ou etnia. A ONU devia ter ficado "alarmada" quando morreu o primeiro timorense, não quando morreu o primeiro estrangeiro.

Pela lógica da ONU, os portugueses residentes no Brasil teriam que abandonar o País, porque recentemente foram lá assassinados dois cidadãos portugueses.

Se os timorenses quisessem matar australianos, já teriam matado umas boas centenas. Essa ideia-feita lançada pela imprensa murdochiana e espalhada por certos jornais portugueses visa transformar o agressor em vítima, esquecendo as dezenas de timorenses que já pereceram sem que a "task force" do Sr. Howard tenha feito alguma coisa para evitar isso. Que o digam as famílias dos desbraçados que foram mortos recentemente em Maubisse.

Com isso, sim, é que que a ONU se devia preocupar, principalmente a camarilha OZ-UK-USA que inviabilizou uma força de paz das Nações Unidas.

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E entretanto a UNPOL "mostra serviço" em frente a bares de malais

Ontem à noite à porta do Exótica, carros de patrulha da UNPOL "mostravam serviço" como se os malais que saiem à noite em Díli representassem o perigo.

Em vez de estarem a patrulhar as zonas problemáticas, que não fazem à noite, uma série de veículos da UNPOL, estavam estacionados em frente do Exótica, sem razão aparente, pois não havia nenhum incidente a registar.

Curioso como o bar maioritariamente frequentado por portugueses, geralmente tem um controlo da UNPOL a partir de determinada hora, o que não se verifica perto dos bares frequentados e que pertencem a australianos.

Ontem, um polícia australiano da UNPOL agrediu, segundo várias testemunhas, por duas vezes uma pessoa portuguesa que falava com amigos à porta do Exótica.

Voltou a agredir outras pessoas, que entretando se mostraram indignados com a atitude do polícia australiano, que se recusava identificar, tendo um deles tido que ser assistido no Hospital Guido Valadares, por fractura numa mão.

Apenas com a intervenção do chefe da patrulha, a situação foi resolvida.

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Depois do PM ter exigido a sua prisão...

Alfredo Reinado chegou ao seminário no Suai com um grupo de homens armados que lhe fizeram a segurança do perímetro da zona.

“Tranquilo e muito calmo”. Dizem as testemunhas.

Why not?...

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De um leitor

Comentário no post "De um leitor":

Era importante que, com o aproximar do calendário eleitoral se começasse a ver fazer política a quem a deve fazer: os partidos políticos.

Na prática até agora quem se tem visto a chefiar a oposição é o Presidente Xanana (algo incompreensivelmente, pois o seu papel seria o de apoiar institucional ao Governo) e a Igreja Católica (que apesar de tudo tem andado mais calada e que se espera que atente nas palavras do papa Bento XVI: a fé é racional e agir irracionalmente é afastarmo-nos de Deus - que foi o que se passou com alguns padres que entraram em histeria em Abril e Maio...).

Era importante que os líderes largassem os discursos inflamados mas inócuos, emocionais e nada racionais e discutissem o que é de facto importante: as estratégias para o desenvolvimento de Timor-Leste.

O dinheiro está aí a começar a chegar (e isso até tem parecido um mal, pois a cobiça parece ter tomado conta de algumas cabeças que só falam e pensam nos balúrdios do pretróleo..) e é importante que se pense e diga e se assuma o compromisso com o povo do que é que se vai fazer com ele.

Na saúde: a estratégia do governo tem sido certa: a formação de timorenses médicos em Cuba, o ter trazido médicos Cubanos para Timor-Leste, a construção da maternidade, e de centros de saúde.

Ao nível da educação a estratégia também tem sido segura: formação de professores, de escolas, a criação da rede de refeições escolares...

Mais propostas: ao nível das infra-estruturas, e inevitavelmente da segurança e da defesa e do emprego...

Discutir ideias e estratégias e não pessoas isso é que era importante...

O maior desafio que se vai pôr ao próximo governo vai continuar a ser a da boa governação (para que os recursos que aí vêm não sejam desperdiçados...).

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Timor Leste: Só a indignação fará terminar a crise?

Ponto Final (Macau) - 26/11/06 - 17:35

A violência não pára em Timor-Leste. Esta semana registou-se a primeira vítima entre cidadãos estrangeiros, com a morte de um pastor evangélico brasileiro. Xanana Gusmão prossegue com a publicação de cartas de ajuste de contas com a cúpula da FRETILIN. O clima de medo instalou-se mesmo entre a Comissão que a presidência instituiu para tentar a reconciliação. Quando muitos se questionam sobre a viabilidade do país, o PONTO FINAL conta com a visão do representante timorense junto do Fórum China – Países de Língua Portuguesa para tentar perceber o que se passa.

Os tempos estão conturbados em Timor-Leste e não se percebe o que fará alterar a situação de violência que, desde Abril, não pára. Nem a substituição do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, por José Ramos-Horta, num processo ainda hoje de contornos pouco claros e passível de leituras multiplas travou os assassinatos e a destruição.

Ao longo das últimas semanas o presidente Xanana Gusmão tem publicado extensas cartas onde se declara claramente como adversário da liderança do partido maioritário no parlamento e suporte do governo, a FRETILIN.

Ramos-Horta surgiu esta semana a dizer que será a indignação dos timorenses que vai ajudar a acabar com a actual onda de violência. "Temos confiança que a indignação da nossa própria gente, a indignação dos timorenses, vai ajudar a pôr termo a esta onda de violência", afirmou José R amos-Horta.

Isto após a morte do pastor evangélico brasileiro Edgar Gonçalves Brito e do timorense José Barros - este membro da Comissão de Reconciliação Comunitária.

Ramos-Horta reconheceu que a morte do brasileiro, a primeira de um cidadão estrangeiro desde o início da crise em Timor-Leste, em Abril, "terá efeitos na mente das pessoas", embora sublinhe que não se tratou de uma "acção premeditada contra cidadãos estrangeiros".

Certo é que mais de 50 pessoas foram mortas em Timor-Leste desde o início da crise político-militar, em Abril, que provocou ainda cerca de 180 mil deslocados.

Autor: Rodolfo Ascenso

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domingo, novembro 26, 2006

Timor-Leste: Estado Viável

Ponto Final (Macau) - 26/11/06 - 17:34

Timor-Leste tem vindo a atravessar, nos últimos meses, o seu maior desafio enquanto país Soberano e Independente. A capacidade de afirmação - enquanto Estado, capaz de se projectar no futuro -, está no limite do teste internacional.

Para já, numa leitura simplista, ousaria dizer que Timor-Leste não passou no teste. Porquê? Pela razão de o Estado ter de recorrer à comunidade internacional para garantir segurança e funcionamento de instituições fundamentais, num estado de direito. A segurança interna está hoje nas mãos das Nações Unidas e de um país vizinho, a Austrália – que não se subjuga à ONU em Timor-Leste nesta matéria.

Há seis meses mostrou-se ao mundo aquilo que indiciava ser um golpe de Estado institucional.

Hoje, apesar de alguns sectores da sociedade timorense continuarem apostados na referida teoria – aliás, Teoria das Conspirações do presidente da República, publicada em vários capítulos em jornal de língua portuguesa -, vai havendo a percepção de cumplicidades e falhas graves no funcionamento de instituições da máquina do Estado.

A desarticulação entre sectores vitais, do Estado, degenerou naquilo a que hoje se assiste. Se antes se entendia que a construção da Nação Timorense estava alicerçada na história de um povo de luta pela libertação, conhecedor profundo dos seus direitos, deveres e regalias, hoje temos de admitir que afinal todos errámos na análise. Os timorenses estavam de facto convictos da necessidade e merecimento da consideração de Estado, não estavam, isso sim, conhecedores de como construir sólida e justamente esse mesmo Estado.

A falta de quadros nacionais, em número e por actividade, preparados para as inúmeras tarefas públicas foi notado ainda na gestão da UNTAET, chefiada pelo brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Desenhou-se o enquadramento para conduzir o país a uma efectiva assumpção das responsabilidades enquanto Estado de Direito, Soberano e Democrático. Assinou-se na Constituição da República o nome do país como “República Democrática de Timor-Leste”.

Parece-me hoje não ter sido uma mera anáfora em vão e sem sentido. “Democrática” para mostrar ao mundo que o país se rege pelos princípios fundamentais, terá sido a intenção dos líderes. No entanto, lá dentro, no Estado – onde todos se juntam e o constituem – falhou o ensinamento do que significa e responsabiliza aos cidadãos.

Muitos milhões foram gastos em “formação cívica”, porém, muito dessa mesma acção serviu para alimentar um vasta máquina de interesses internacionais onde pouco ou nada se ensinou mas antes se validou estimulando a ignorância das regras de uma sociedade de direito. Incutiu-se no povo um sentimento de desresponsabilização para com o próprio Estado. Democracia, seu significado, passou a ser para muitos nacionais o direito a receber, a exigir e em nada contribuir.

Exigir, em muitos dos casos, prepotentemente – desde a sociedade civil, à militar e de segurança pública.

Regresso à ideia da prematura, para mim, atribuição da condução do país aos seus nacionais. Gerir um país sem quadros não é tarefa fácil. Gerir um país com recurso a assessores internacionais de variadas nacionalidades, experiências e agendas, também não se mostrou solução definitiva. A ONU deveria ter ficado mais tempo mas corrigindo a acção, passando mais conhecimento e desenvolvendo coerentemente as capacidades nacionais internas.

Por outro lado, afirmo sem problemas, que Timor-Leste merecia a sua completa independência organizativa e de gestão própria nacional. Porém, a certeza de lacunas graves na capacidade nacional – em todos os sectores de actividade, sem excepções -, era evidência conhecida e assumida por todos os lideres. Os desafios eram enormes e a aprendizagem era total. O anterior primeiro-ministro, consciente das limitações, não se escusou a afirmar que o I Governo Constitucional era “uma escola de governação”. Para mim, pecou por defeito, pois o que se constata é que a escola era de âmbito nacional e atravessava todos os sectores da sociedade timorense. Pecar por excesso não lhe teria ficado mal.

Tenho evitado falar de partidos políticos nesta crónica. No entanto, sem aprofundar, terei de referir que num país com as características de Timor-Leste, a ausência de uma cultura democrática fortalecida leva a que se cometam erros graves de apreciação, de análise e de contribuição. O desejo e ambição de liderança política do país, demonstrado pelos partidos da oposição - representados ou não no Parlamento Nacional -, assumiu proporções que atropelam o sistema escolhido para a rotatividade por força do voto popular. Mas não estavam sozinhos no erro. O partido que constituiu directamente governo derivado da Assembleia Constituinte também se esqueceu das suas responsabilidades cívicas em determinados momentos. A responsabilidade de moralizar a sociedade para o aprofundamento das suas práticas e estimular as oposições.

Timor-Leste, formalizada a Restauração a 20 de Maio de 2002, assumiu-se como país com necessidade de construção total da máquina do Estado mas comportou-se como se tudo já estivesse feito à medida de um povo com conhecimento profundo das regras, deveres e garantias de um Estado democrático. Tudo estava por fazer e o que se foi fazendo – na melhor das intenções de protecção do sistema – tornou pesada a máquina institucional, burocrática e fissurada. Fissurada por práticas adquiridas, incutidas de forma natural, por vinte e quatro anos de ocupação indonésia – país onde as fissuras permitem o equilíbrio nacional nas franjas de nível intermédio da sociedade.

O anterior governo, na minha opinião, não errou pois sempre assumiu estar a aprender. Todos aprendemos. E todos aprendemos aquilo que a história não nos deixa fazer esquecer. Um país com recursos petrolíferos, em construção, será sempre um potencial de perigo social, político e económico. Será sempre alvo, como Timor-Leste o tem sido, da ambição de gigantes de um e outro lado da “guerra silenciosa” que hoje se trava entre super potências regionais e globais.

Timor-Leste tem sofrido pelos seus recursos naturais não renováveis e pelas suas opções de Identidade como seja a Língua Portuguesa. Olhando as páginas seculares da história deste pequeno grande país, concluímos que não é fácil ser-se República Democrática de Timor-Leste.

Opto por não entrar na designação de países que considero envolvidos na promoção de uma cultura de anarquia e de desrespeito pela Constituição da República de Timor-Leste.

Neste artigo, pressupostamente, pretendia ajudar a fazer entender o momento actual de Timor-Leste. O momento actual deriva do acima escrito e do muito que ainda fica por escrever. A violência gratuita em algumas ruas de Díli – o resto do país está em paz – resulta de agendas – já denunciadas pelo actual primeiro-ministro – políticas de agentes que não pretendem a pacificação nacional para que se realizem as eleições de Março e Maio de 2007. Para quem conhece e vive o momento em Díli sabe bem que os autores materiais da violência são meras dezenas de jovens coordenados por alguém. Hoje, ao contrário de ontem, os jovens detidos em actos de violência têm alguns dólares americanos (moeda corrente em Timor-Leste), nos bolsos o que indicia pagamento pelo “trabalho”.

A solução nacional está em vias de construção. A sociedade civil deseja a paz e entende a necessidade da mesma. As instituições desavindas, como a Polícia Nacional e as Forças de Defesa Militar já entraram no processo de reconciliação nacional. Já marcharam juntas e desfilaram perante o Chefe de Estado, o Presidente do Parlamento Nacional e o primeiro-ministro. No entanto, nos dias seguintes foram assassinadas mais quatro pessoas – um cidadão brasileiro e três cidadãos timorenses. Um dos assassinados, a quem a memória também honro, participava civicamente na Comissão de Diálogo criada pelo presidente da República. Morte que vem dificultar muito o processo de diálogo nacional.

Os dias que se seguem são de desafio maior. O governo decidiu acabar com os campos de refugiados nos actuais locais. A aplicação de quinze milhões de dólares na reconstrução de habitações e lojas inicia-se dentro de dias. Até que tudo esteja pronto os actuais refugiados são acolhidos em campos com características de aldeias temporárias. No entanto, acabar com os campos de refugiados é enfrentar as organizações mafiosas que tomaram conta do medo das pessoas que ali se juntaram. O governo sabe bem do que se está a falar e as forças internacionais também.

Não se sabe como terminará toda esta crise. Não se sabe se algum dia se conseguirá provar que foi um golpe de Estado Institucional ou outra coisa qualquer. Aquilo que se sabe é que Timor mergulhou na dor e no sofrimento, mas mais do isso, ofereceu aos seus opositores históricos argumentos que fortalecem as suas doutas teorias.

O desafio nacional passa agora por evitar a figura de “Estado Falhado” à beira de se transformar num protectorado anglo-saxónico. O desafio é também o de evitar que os jovens sejam manipulados pela força de um punhado de dólares por interesses que nada têm a ver com o futuro do povo timorense.

Hoje, mais do que ontem, os líderes nacionais estão conscientes dos perigos que o Estado enfrenta e estão em uníssono a começar a afirmar a Soberania Nacional. Vão conseguir, seguramente, mas não será fácil!

O sucesso de Timor-Leste depende muito da força e capacidades da ASEAN. Pois não basta medir o problema interno de Timor-Leste pela vertente nacional, importa olhar à região onde se integra.

O futuro de Timor-Leste passa em muito pela capacidade dos seus vizinhos em se constituírem em verdadeiro grupo económico regional. Não basta uma ASEAN, onde se integram o Brunei, Darussalam, Cambodja, Indonésia, Laos, Malásia, Birmânia, Filipinas, Singapura, Tailândia e o Vietname - para fazer vingar as necessidades globais dos países que hoje se questionam como sobreviver ao constante desenvolvimento do mundo por regiões.

A ASEAN é ambiciosa mas, se me permitem a veleidade, muito parecida com a pálida CPLP.

A Associação das Nações do Sudoeste Asiático, a ASEAN, está mais esclarecida e eficaz que a CPLP, talvez seja injusto minimizar a sua importância a partir do momento em que estamos a falar de uma organização com 40 anos de existência. Mas também a profética idade, para uma associação de países, regista incapacidades no seu exercício e princípios de carta magna. De tal forma, assim é, que se alargou até 2020 o período para se cumprir o viver em paz, estabilidade e prosperidade social e económica entre os seus membros. A tudo isto, procura a ASEAN aquilo que hoje aqui se discute: a harmonia económica num crescimento franco e simétrico.

A ASEAN, não tem capacidade para evitar os conflitos internos de cada país, mas sim regista, para já, alguma eficiência no apoio pós-conflito ou desastre natural.

Mas que factores laterais influenciam o dia-a-dia de Timor-Leste? Vejamos: com a titubeante economia indonésia quais o reflexos para a região? Para Timor-Leste, asseguro, são enormes.

Todo o comércio timorense assenta no do seu vizinho. As flutuações do lado são em grande parte sentidas ali na meia ilha. O amanhã será sempre medido pela capacidade de desenvolvimento e afirmação da Indonésia e seus parceiros regionais de maior expressão. Por muita capacidade que Timor-Leste tenha para produzir, nunca produzirá o necessário para as necessidades do país. E é através do proeminente vizinho que terá de seguir, a Indonésia. O “vizinho” de Timor-Leste é a ASEAN – grupo ao qual Timor entrará como membro de pleno direito em 2007 por força do eficiente trabalho de José Ramos-Horta junto dos países constituintes.

Timor-Leste será sempre influenciado pelo bloco incipiente onde se integra, porém, tem alternativas que outros não têm: a União Europeia, os países de Língua Portuguesa no continente africano, o Brasil nas Américas, que lhe garantem um “pé” em cada canto do mundo e a Região Administrativa Especial de Macau para a China.

É, pela força da Identidade, da Língua comum secular, que Timor-Leste surge como a mais que provável plataforma entre os países que se constituem na 4ª. Língua mais falada do globo, e os gigantes da Ásia/Pacífico.

Timor-Leste tem diferenças significativas, em relação a outros países da região, a nível cultural e religioso, a Identidade é diferente, mas só por isso não pode ir estrada fora “solitário e contente”.
Sozinho e contente é tarefa difícil para um país onde o combate à pobreza está por cumprir.

Tarefa difícil para quem tem os níveis de escolaridade abaixo da linha de água. Tarefa quase impossível para quem surge no nono lugar dos países mais corruptos da região, logo atrás da Indonésia (segundo a prestigiada revista “NewsWeek”).

Pelo acima descrito, afirmo que Timor-Leste tem de se estabilizar e normalizar o dia-a-dia.

Contudo, quanto mais débil for o equilíbrio regional, mais difícil se tornará a estabilidade de Timor-Leste. Não duvido que é possível alcançar níveis desejados de estabilidade, assim como tudo indica que Timor será capaz de ultrapassar a barreira do descontentamento e desconfiança nacionais nas bases políticas do país. Há dinheiro de dentro e ajuda de fora. Os erros do passado podem ser corrigidos. Difícil será sarar feridas abertas de conflitos passados agudizados com a história triste e dramática destes últimos seis meses.

Timor-Leste, é um Estado viável, acredito.

Autor: António Veladas

(Especialista em Assuntos Asiáticos, representante de Timor-Leste junto do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial China – Países de Língua Portuguesa. Exclusivo PONTO FINAL)

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E Timor rebel leader, military chief call for talks

AFP/ABC - Sunday, November 26, 2006. 7:24pm (AEDT)

East Timor's Prime Minister says the military commander has called for dialogue with rebel leader Major Alfredo Reinado, who is on the run for murder and illegal arms possession.

Reinado also reiterated his call for dialogue while addressing a seminar but was not arrested by international peacekeepers who were also present, a witness said.


Prime Minister Jose Ramos Horta says Reinado was not arrested because the military commander had called for a dialogue.

"Because there was a wish from Brigadier General Taur Matan Ruak for a dialogue with him, so that he can return to base and surrender, the Government is giving him another chance," he told journalists in Dili.

Dr Ramos Horta said such a dialogue was aimed at getting Reinado to surrender and "contribute to justice". "But he should not think he is the most important person at the present, there are many more matters which need to be addressed besides talking with him," he said.

Dr Ramos Horta, who on Friday urged peacekeepers to arrest Reinado, did not elaborate.

Seminar address

On Saturday, Reinado called for dialogue while addressing a seminar in the town of Suai at which Australian and Portuguese soldiers were present, a witness said.

"I make this appearance because there was a wish from the government for a dialogue, but there was not a single [government] leader who came," he was quoted by journalist Jeferino Bobo as saying.

When asked whether he feared arrest, Reinado remained defiant.

"Those people in front of your own eyes, you do not even arrest," he said. "Why is it that I, who has not yet been declared guilty by a court, is a wanted man and being hunted?"

The United Nations last month called for former premier Mari Alkatiri and other senior government members to be criminally investigated in a report into April-May violence which left 37 dead.

No arrest

Although dressed in civilian clothes, Reinado was escorted by two armed personal guards, while one Portuguese and two Australian soldiers present made no move to arrest him.

He is believed to be hiding at a secret base near Suai with some 10 other followers.

The East Timorese Government has called on Reinado, whom it has accused of murder, to surrender to Australian peacekeepers.

He was arrested in August on charges of weapons possession, despite promises from his group that they had surrendered all their arms to Australian peacekeepers, which were deployed following unrest blamed on Reinado.

Shortly afterwards, Reinado escaped from his Dili jail along with more than 50 other inmates.

In May, Reinado led a group of deserting troops and was accused of sparking civil unrest that killed 21 people. The violence prompted the deployment of an Australian-led international peacekeeping force.

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Timor rebel leader urges talks

Agence France-Presse - November 26, 2006 08:05pm


From correspondents in Dili

EAST Timor's military commander has called for dialogue with rebel leader Major Alfredo Reinado, who is on the run for murder and illegal arms possession.

Reinado also reiterated his call for dialogue while addressing a seminar but was not arrested by international peacekeepers who were also present, a witness said.

Prime Minister Jose Ramos-Horta said today Reinhado was not arrested because the military commander had called for a dialogue. "Because there was a wish from Brigadier General Taur Matan Ruak for a dialogue with him, so that he can return to base and surrender, the Government is giving him another chance," Ramos-Horta told reporters in Dili.

He said such a dialogue was aimed at getting Reinhado to surrender and "contribute to justice." "But he should not think he is the most important person at the present, there are many more matters which need to be addressed besides talking with him," the Prime Minister said.

Ramos-Horta, who on Friday urged peacekeepers to arrest Reinhado, did not elaborate.

Meanwhile, the renegade officer called for dialogue yesterday in the town of Suai while addressing a seminar at which Australian and Portuguese soldiers were present, a witness said today.

"I make this appearance because there was a wish from the Government for a dialogue, but there was not a single (government) leader who came," Reinhado was quoted by journalist Jeferino Bobo as saying in Suai, some 175 kilometres south of Dili.

Although dressed in civilian clothes, Reinhado was escorted by two armed personal guards while one Portuguese and two Australian soldiers present made no move to arrest him.

He is believed to be hiding at a secret base near Suai with some 10 other followers.

Dili has called on Reinhado, whom they have accused of murder, to surrender to Australian peacekeepers.

He was arrested in August on charges of weapons possession despite promises from his group that they had surrendered all their arms to Australian peacekeepers deployed following unrest blamed on the major.

Shortly afterwards he escaped from his Dili jail along with more than 50 other inmates.

In May, Reinado led a group of deserting troops and was accused of sparking civil unrest that killed 21 people.

The violence prompted the deployment of an Australian-led international peacekeeping force.

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Alkatiri Attacks Australian Interference In Timor

AIM (Moçambique) - Friday 24/11/2006

Maputo, 24 Nov (AIM) - The former prime minister of East Timor, Mari Alkatiri, on a private visit to Mozambique, has accused the Australian government of interference in Timorese internal affairs.

Despite the fact that he leads the Timorese liberation movement Fretilin (Revolutionary Front for an Independent East Timor), which remains the country's largest and most popular political party, Alkatiri was forced to resign earlier this year in what has been described as "a constitutional coup d'etat".

The immediate cause of the violence that wracked East Timor in late May was a mutiny by Timorese troops who had been sacked from the armed forces and were led by a man who had played no role in the struggle against Indonesian occupation, but spent the years of war in comfortable exile in Australia.

The violence was used as an excuse to destabilise the Timorese government and remove Alkatiri, bitterly disliked in the Australian establishment because of his tough (and successful) negotiating stance over the oil reserves under the Timor Sea.

Alkatiri lived in exile in Maputo for many years, and has returned to see old friends. In an interview published in Friday's issue of the independent weekly "Savana", Alkatiri stressed his belief that there had been an Australian hand in forcing his resignation.

Over the previous year and a half, he noted, the Australian media "launched a deliberate campaign to denigrate the image of the Timorese government and of Fretilin in general, and my image in particular".

At the height of the May/June crisis, Australia's right-wing prime minister John Howard, Alkatiri added, "was the only political leader who declared that he wanted me to resign, in a clear act of interference in the internal affairs of Timor".

Clearly the oil negotiations were a weighty factor behind this. "The negotiations were tough", said Alkatiri, "and I strongly defended Timorese interests. In one block, we got rights to 90 per cent, when initially we had only been allocated 50 per cent, and in another we got 50 per cent instead of the initial offer of 18 per cent".

Asked about the role of the Catholic Church, the religion followed by most Timorese, Alkatiri replied "I don't much like to talk about the church as an institution, but it's a fact that part of the hierarchy was militantly opposed to the government".

"I have no doubts in stating that the Catholic Church played the role of an opposition, organising demonstrations for two or three weeks", he added.

A complicating factor is that Alkatiri himself is not a christian, but comes from a moslem family. "I admit that the fact that I'm a moslem, in an overwhelmingly catholic country, may be difficult for some catholic sectors to accept", he said.

As for the trumped-up charges that Alkatiri had distributed guns to civilians, the UN's commission of inquiry had found no proof, but nonetheless recommended continued investigation.

Alkatiri was not surprised, and regarded this as a way to save the face of those Timorese politicians, notably President Xanana Gusmao, who had forced his resignation. "The way the UN report was presented shows clearly they don't want to affectthose in power", he said. For if the UN had clearly stated there was no basis for the accusations against him, "then what would the position of the President have looked like, since he asked for my resignation precisely because of those charges ?"

Alkatiri dismissed rumours that he had come to Mozambique to escape Timorese justice. He had told the Attorney-General in advance of his travel plans, and he had given him his contact numbers.

Furthermore, Alkatiri remains in regular contact with the man who replaced him as Prime Minister, Jose Ramos-Horta. "In Timor, we meet once a week", he said. "When I'm abroad, we speak regularly on the phone".

Fretilin had given Ramos-Horta's government its backing. Ramos-Horta had inherited the Alkatiri government's ambitious plans, but Alkatiri thought he had been "unable to define clearly the difficulties and tackle them frontally".

In particular, Ramos-Horta had not re-established law and order, and the authority of the state, or solved the problems of those displaced in the May-June fighting. "That should have been a priority, and it wasn't", said Alkatiri.

He was sharply critical of Gusmao. Although he did not believe the President was initially involved in the plans to topple the Alkatiri government, he came on board later, and showed "the unjustifiable hatred he has for Fretilin".

Alkatiri admitted the key role that Gusmao played in the resistance to Indonesian occupation, following the death of Fretilin's first leader, Nicolau Lobato. Gusmao introduced a new style of leadership, very much centred on his own person - and in the dark years of the 1980s, Alkatiri admitted, this worked and the resistance survived. Gusmao was the de facto leader of Fretilin, even when he formally separated himself from the party.

But when independence came, the situation was radically changed. Fretilin reorganised, and Gusmao was outside of the party structures.

"President Xanana's great problem is that he has lost the leadership of Fretilin", said Alkatiri. "You can't try to lead a party if you are outside of it. Only those who are prepared to subordinate themselves to Fretilin structures can lead Fretilin. What the President wants is, at the least, irrational. That was where our quarrels began".

Alkatiri said he did not want to be Fretilin's candidate for prime minister at the next elections. Instead, he would prefer to work to build up the party.
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De um leitor

Comentário no post "Ameaça de morte contra estrangeiros":

Sou timorense, vivo em Timor e falo todos os dias com gente do povo.

Sei quem sao os timorenses interessados em viver em ambiente de paz, mas nao consigo deslumbrar quem sao os grandes sehores que, silenciosamente, vao distribuindo dolares aos desordeiros, aos ladroes e aos assassinos, para urgirem a paz quando estao visiveis e praticarem os maldosos actos encomendados por quem lhes paga, quando a noite cai e a escuridao das ruas os protegem.

Portanto, nao sei nem vislumbro quem sao, mas desconfio. Conheco Dili e as suas gentes tao bem como as minhas maos, mas apenas desconfio. Penso, por isso, que os senhores da ONU, que mal conhecem Timor e os timorenses, no maximo, tambem apenas desconfiam que todos os estrangeiros correm perigo de vida porque o destino quiz que um homem bom do Brasil caisse nas maos assassinas desses bandidos pagos por gente de boa aparencia mas maldosa ate aos intestinos. Desconfiam, mas nao sabem. Eu tambem desconfio, mas nada mais que isso. La por desconfiar nao vou alarmar o mundo sobre o risco que correm todos quantos vieram dar a mao aos timorenses.

Nao vejo, sinceramente, como eh que eh possivel, uma instituicao com a experiencia e a credibilidade da ONU, pode, tao levianamente, tirar conclusoes dessa natureza. Tambem acho que eh elaborar num erro enorme quando se diz que os timorenses estao cada vez mais revoltados contra os australianos. Alguns deles tambem teem sido vitimas de ataques desses vandalos e assassinos a soldo de interesses politicos e economicos, mas isso nao quer dizer que se pode concluir, tambem levianamente, que os timorenses nao gostam dos australianos.

Sera que, quando a vitima dos assassinos eh um timorense, vamos poder concluir que eles estao revoltados contra os timorenses? Os assassinos nao escolhem as suas vitimas, isso sim, seja ele brasileiro, australiano etc ou mesmo timorense. Para bem de Timor, rogo-vos para nao transformem um mosquito num elefante.

Bem haja

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Ameaça de morte contra estrangeiros

Expresso.pt
26.11.2006

Na semana em que a GNR partiu para Díli, a ONU avisa que o caos está de volta.

A ONU emitiu esta semana um alerta para todos os estrangeiros em Timor-Leste, avisando-os que correm risco de vida. Esta nota foi feita na sequência da morte do missionário brasileiro, no passado domingo, em Díli, cujo relatório policial, a que o Expresso teve acesso, dá conta de um notório sentimento antiaustraliano que se está a registar naquele país.

Segundo este documento oficial, várias testemunhas do momento de agressão a Aurélio Brito, 25 anos, cujo carro foi atacado por jovens armados no centro da capital timorense, relataram ter ouvido a multidão gritar “Vamos matar os australianos! Matem os australianos”.

A polícia da ONU, onde estão integrados elementos da GNR e da PSP, entre forças de segurança de outras nacionalidades (incluindo australianas), considerou que, apesar do episódio evidenciar apenas uma ameaça sobre os cidadãos australianos, todos os estrangeiros “são alvos potenciais”, “porque os agressores não distinguem nacionalidades no meio dos ataques”. “Todos os estrangeiros devem tomar medidas preventivas para enfrentar ameaças e possível assassínio”, diz o relatório de segurança.

Fontes policiais acrescentaram que as avaliações de ameaça feitas pelas autoridades dão como muito previsível um grande aumento de violência entre gangues, na próxima semana.

É este cenário que vão encontrar os 120 militares da GNR, que, na quarta-feira, partiram para Timor, para substituir o 1º subagrupamento Bravo. No total, a GNR conta com 150 militares, estando a preparar o envio de mais 120 - um 2º subagrupamento solicitado por Díli.

Entretanto, subsiste algum mal-estar entre os elementos da PSP, que viajaram para Timor no mês passado. Conforme o Expresso noticiou, estes viajaram em voo civil pelo que não puderam levar as suas armas, que chegaram esta semana, mas sem munições. Entretanto, a PSP utiliza balas emprestadas.

Valentina Marcelino.
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O ‘povo em armas’

Expresso.pt 26.11.2006
Editorial

Os membros das Forças Armadas não podem manifestar-se. Quando o fazem, desafiando o Governo e as chefias militares, não pode ficar tudo na mesma

Devem os militares ter os mesmos direitos que os cidadãos vulgares? Toda a gente concordará que tal não é possível. A pertença às Forças Armadas implica uma disciplina e uma contenção próprias que não se compadecem com, por exemplo, manifestações e declarações contra o Governo ou as decisões das chefias. Ou seja, os membros das Forças Armadas têm obviamente menos direitos do que os comummente previstos na Lei.

Desde que o serviço militar passou a ser voluntário (coisa que para os oficiais e sargentos sempre aconteceu), as razões desta restrição de direitos aumentaram. Só é militar quem quer. E quem escolheu essa vida sabia de antemão o que o esperava.

Ao contrário do que era afirmado na cartilha revolucionária, a tropa não é o ‘povo em armas’. Ser militar é uma profissão com regras próprias e muito estritas. Os oficiais e sargentos sabem-no muito bem; por isso, quando ‘disfarçam’ uma manifestação, chamando-lhe ‘passeio’, dão de si uma imagem de trapaceiros, uma fraca figura para militares.

Por muita razão que tenham no seu descontentamento, de nada vale aos oficiais mostrá-lo em público. Sendo uma corporação, as Forças Armadas têm meios próprios para mostrar os seus ‘estados de alma’ às chefias.

Além disso, é impensável imaginar o Governo a ceder a um grupo de militares. O Executivo que o fizesse ficaria, para sempre, sob suspeita de não ter conseguido controlar a cadeia hierárquica. Ficaria ferido de morte.

Mas há uma coisa que o Governo, se age de acordo com as suas competências, pode e deve fazer: interrogar as chefias militares sobre o estado da disciplina nas Forças Armadas. Porque uma cadeia hierárquica que não consegue impedir um ‘passeio’ destes ou está desprestigiada ou tem um enorme problema por resolver.

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Comunicado - PM

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE

Dili, November 25 2006

Martial arts leaders pledge to end gang violence

Leaders of Timor-Leste’s major Martial Arts groups have held long discussions and told the media that they would end gang violence that has caused so much loss of innocent lives.
Prime Minister Dr José Ramos-Horta convened a meeting at the Library in the Ministry of Foreign Affairs and Cooperation between the Martial Arts groups. The Prime Minister spoke to the leaders for 30 minutes.

In a frank discussion the Nobel Peace Prize winner told them: “Now that you are all here and you have heard me, you may continue to talk to each other on your own and find a way to live peacefully with each other and contribute to peace and stability in this country, or you may leave and continue your stupid, irresponsible and criminal behavior.

“If you continue this violent behavior, let me assure you that none of you will go unpunished. If at the end of your meeting you decide to work towards peace and wish to come forward to me, we will request assistance for any constructive and meaningful purpose that you like, and the Government will find a way to assist you.

“The country belongs more to you than to me because you are young and there is a long future ahead of you. You can change now and work for peace today and peace tomorrow for your future, or you can continue to damage your country and your future.

“I have no interest in hearing your mutual accusations or any rational for the killings. I came here for you to listen to me and what I have to say. I am not accusing anyone in particular. I am holding all of you responsible for the behavior of your members.”

After making this statement the Prime Minister left the meeting, but the leaders of the Martial Arts groups continued to meet for two hours afterwards and pledged to work towards ending rival gang violence.

The Martial Arts groups are scheduled to meet again on Monday and Wednesday to work out ideas and mechanisms for dialog, exchange information and work towards the stabilization of the situation.
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Comunicado - PM

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE

Dili, November 25 2006

High-level Government meeting discusses support programs

A high-level meeting of senior Ministers convened by the Prime Minister Dr José Ramos-Horta has discussed how the Government could best respond to the recommendations of the Special Inquiry Commission concerning the victims of violence in the recent crisis.

The meeting also discussed special Government support programs for the occupants of internally displaced persons’ camps who are returning to their homes, including housing and food programs.

Dr Ramos-Horta discussed the issues with Deputy Prime Minister Estanislau da Silva, the Minister of State Administration Dr Ana Pessoa and the Vice-Minister of Planning and Finance Aicha Bassarewa.

The Prime Minister said recommendations from today’s meeting would be discussed in Wednesday’s Council of Ministers.
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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.