terça-feira, maio 08, 2007

Credibilidade exige máximo esforço, afirma o presidente CNE

Notícias Lusófonas
8.05.07

O presidente da Comissão Nacional de Eleições timorense defendeu hoje que é preciso o "máximo esforço" para assegurar a "credibilidade" nas presidenciais e atribuiu as deficiências da primeira volta à falta de preparação dos eleitores e oficiais eleitorais.

"Não podemos generalizar alguns problemas e duvidar do processo. Temos é de fazer o máximo esforço para assegurar a credibilidade deste processo no seu todo", afirmou Faustino Cardoso, em entrevista à Agência Lusa.

O responsável afirmou, contudo, que as presidenciais timorenses estão a decorrer de forma "transparente" e a reflectir a "vontade popular". Faustino Cardoso admitiu terem existido "certas deficiências" na primeira volta das presidenciais, a 09 de Abril, que atribuiu à "falta de preparação dos eleitores e dos oficiais eleitorais".

Faustino Cardoso explicou que alguns oficiais eleitorais "não estavam esclarecidos sobre as suas funções, competências e responsabilidades", razão pela qual a comissão enviou ao Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), que gere todo o processo, "notificações para melhorar a formação dos oficiais eleitorais e para distribuir toda a informação necessária aos fiscais dos candidatos".

"Todos, incluindo os partidos e os seus representantes, devem estar esclarecidos do mecanismo do processo de eleição para assim evitar desconfianças que possam surgir entre os fiscais e os oficiais eleitorais", afirmou.

Faustino Cardoso defendeu ainda que, no futuro, os técnicos envolvidos nos processos eleitorais terão de "elevar os seus conhecimentos e capacidades", ao mesmo tempo que as entidades envolvidas "terão de aprender com os erros para que não sejam cometidos a seguir".

à primeira volta das eleições presidenciais em Timor-Leste concorreram oito candidatos e de um universo de 522.933 eleitores, votaram 427.198, ou seja, 81,69 por cento do total.

Francisco Guterres "Lu Olo", candidato da Fretilin, venceu a primeira volta com 112.666 votos contra 88.102 votos conquistados por José Ramos-Horta, o candidato independente e o segundo mais votado entre os oito concorrentes.

A segunda volta está marcada para 09 de Maio e a tomada de posse do novo presidente, que substituirá no cargo Xanana Gusmão, agendada para 20 de Maio.

«Não somos políticos, somos técnicos», diz o director do STAE

Notícias Lusófonas
8.05.07

O responsável pela organização das eleições presidenciais timorenses reconheceu hoje em entrevista à Lusa a "fragilidade técnica" das equipas nas estações de voto mas rejeitou as acusações de fraude ou manipulação feitas por vários candidatos.


"Não somos políticos, somos técnicos. Não temos capacidade política", afirmou Tomás Cabral, director do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE), entrevistado pela Lusa na antevéspera da segunda volta das presidenciais timorenses, agendada para 09 de Maio.

O escrutínio de 09 de Abril, que apurou os candidatos Francisco Guterres "Lu Olo" e José Ramos-Horta para a segunda volta, ficou marcado por erros, contradições, atrasos e acusações em torno dos resultados provisórios distritais e nacionais.

"Pela minha parte aceito a validação dos resultados pelo Tribunal de Recurso, que diz que não existe manipulação ou fraude", declarou Tomás Cabral.

"Existiram erros no preenchimento das actas e na aceitação de códigos pela base informática de apuramento distrital. Mas haver manipulação e fraude, onde? Não queriam perder no processo eleitoral", concluiu Tomás Cabral, sobre queixas de candidatos derrotados na primeira volta.

"Existem coisas que podemos corrigir, como por exemplo o preenchimento das actas" em cada estação de voto, explicou o director do STAE à Lusa.

"Em alguns sítios, o total de votantes ou a soma do total de votos por candidato foi preenchido como o código da estação de voto", recordou Tomás Cabral, aludindo ao erro numérico mais grave do escrutínio, com uma circunscrição de apenas 350 eleitores a produzir um registo informático de mais de 300 mil votantes.

"Também no apuramento distrital, a lei diz que a assembleia distrital é composta por representante da Comissão Nacional de Eleições, do STAE e por brigadas e pelo presidente da mesa, mas a competência de trabalho não está clara. Tivemos problemas sérios com isto", admitiu Tomás Cabral.

"Na Austrália, as pessoas nos centros de votação são professores. É mais fácil fazer formação. Mas aqui as pessoas na mesa de voto são rurais, a usar computadores.

Ficam atrapalhadas. É difícil, também por limitação de formação", acrescentou.

O director do STAE adiantou que o escrutínio de 09 de Maio terá duas equipas de apoio aos apuramentos distrital e nacional, criadas no seguimento da avaliação aos problemas da primeira volta das presidenciais.

Três equipas foram constituídas para dar formação aos agentes eleitorais ao nível dos 65 subdistritos em todo o país, afirmou Tomás Cabral.

Questionado sobre o mau relacionamento institucional do STAE com a CNE, Tomás Cabral respondeu que "podemos separar os problemas pessoais dos problemas estruturais".

"Só queria explicar que a CNE e o STAE são órgãos do Estado. Os comissários da CNE e o director do STAE são pessoas individuais. No dia das eleições, o STAE e a CNE trabalham para o Estado. Não é para o governo de Timor- Leste. A haver questões privadas, são privadas", acrescentou Tomás Cabral.

"Conheço bem os meus quinze colegas e tenho uma boa relação com todos eles", membros da CNE, afirmou ainda o director do STAE. "Alguns que falam de má relação têm sentimentos privados mas os problemas privados não podem ser do Estado".

Tomás Cabral frisou que os funcionários do Estado, como são os do STAE e da CNE, deviam compreender que desempenham funções temporárias.

"Se estamos a pensar que ficamos sempre no Estado, tratamos a equipa como nossa propriedade. A organização não é propriedade do avô ou do tio, mas do Estado".

"Somos todos timorenses e temos que trabalhar para o povo timorense", insistiu Tomás Cabral. "Não vamos pedir apoio todos os dias, não vamos pedir esmola todos os dias. A proclamação da independência foi feita pelos timorenses com o apoio internacional, agora os timorenses também têm que trabalhar para si próprios. Não vão tratar assuntos internos em público".

"A roupa tem que se lavar em casa, não na rua", declarou também o director do STAE.

Tomás Cabral declarou-se favorável à transformação da CNE em órgão permanente, entre actos eleitorais, mas remeteu essa discussão para o Parlamento, "órgão de soberania".

O director do STAE respondeu da mesma forma às questões sobre o processo de elaboração, aprovação e eventual alteração das leis eleitorais timorenses, incluindo os artigos da Constituição da República.

Os problemas do escrutínio de 09 de Abril levaram o primeiro-ministro e candidato José Ramos-Horta a defender que as eleições timorenses deviam ser organizadas pela comunidade internacional, uma opinião secundada por algumas das missões de observação eleitoral.

"O STAE está dentro do governo", respondeu Tomás Cabral questionado pela Lusa sobre a capacidade de Timor- Leste organizar eleições credíveis.

"Quem organiza as eleições é o Governo: a ministra Ana Pessoa, ministra da Administração Estatal, e o primeiro-ministro, que está a trabalhar connosco", acrescentou Tomás Cabral.

"Se for verdade que os timorenses não têm capacidade, o governo tem que decidir sobre isso claramente, porque não podemos ficar entre a espada e a parede. Eles podem organizar isto, através da ministra Ana Pessoa", declarou o director do STAE.

"Eu estou a dar orientação à base legal que foi promulgada pelo Presidente da República, depois de discutida em Conselho de Ministros e no Parlamento. O STAE tem que respeitar as leis desta República. Se não, como é?", perguntou ainda Tomás Cabral a propósito do sistema eleitoral timorense.

segunda-feira, maio 07, 2007

Plano de Comunicação do STAE para o Período Eleitoral

8 de Maio, 2007 – Comunicado de Imprensa com informação sobre Logística e Número de Observadores e Imprensa credenciados pelo STAE


DIA DAS ELEIÇÕES 9 DE MAIO


11.00 – Comunicado de Imprensa sobre abertura de Estações de Voto

14.00 - Comunicado de Imprensa sobre progresso da votação

19.00 - Comunicado e Conferência de Imprensa com Director do STAE

Os documentos acima mencionados serão enviados por e-mail e estarão disponíveis na Sede do STAE, em Caicoli Dili. (ao lado de Obrigado Barrack, UN Compound)

UN urges calm for ETimor vote

Agence France-Presse - Mon May 7, 1:33 AM ET

Dili - The
United Nations on Monday called for calm in East Timor in the run-up to this week's presidential election, the first in the troubled nation since it gained independence in 2002.

The UN mission in the tiny state urged voters to accept the result of Wednesday's run-off, amid concerns of fresh outbreaks of violence by supporters of the losing candidate.

Nobel laureate and current prime minister Jose Ramos-Horta will face ruling Fretilin party candidate Francisco "Lu-Olo" Guterres in Wednesday's vote, after neither won a majority in the first-round polls last month.

The East Timorese are hopeful the new president will help stabilise the impoverished nation beset by violence and regional rivalry.

Campaigning has been peaceful for the election, amid tight security provided by thousands of UN and local police, backed by international peacekeeping troops, deployed in the wake of unrest last year.

"There have been no major incidents of violence or intimidation reported to the United Nations mission here during the election process," said UN police spokeswoman Allison Cooper.
"We are confident that the election will proceed smoothly."

Asked if the mission was concerned violence would erupt once the result was declared, Cooper said: "We would urge all people in East Timor to remain calm and peaceful - so far this has been a free and fair process."

Ramos-Horta is favoured to win after most of the six losing candidates in the April 9 election urged their supporters to back him, observers say.

Observers have warned that supporters of Guterres, whose party was founded as a resistance movement that fought for independence from Portugal and later Indonesia, could resort to violence should he lose.
Fretilin retains a strong support base in this nation of one million people.

Guterres, the party president and speaker of the parliament, on Sunday urged his supporters to peacefully accept the result.

Troops were dispatched after unrest in May last year that killed at least 37 people and forced more than 150,000 to flee their homes. About 37,000 people are still displaced in the capital Dili.

East Timor, formally known as Timor-Leste, gained independence after a period of UN stewardship that followed 24 years of occupation by Indonesia.

Timor-Leste: candidatos ingoram fim oficial de campanha e falam com imprensa

EFE – 06/05/07 - 23:49

Díli - Os candidatos do segundo turno nas eleições Presidenciais do Timor-Leste, o primeiro-ministro José Ramos Horta e Francisco Guterres, do governamental Fretilin, conversaram hoje com a imprensa para explicar seus programas, apesar de a campanha ter sido oficialmente fechada no domingo.

Sem fazer nenhuma referência a esse fato, Ramos Horta, que se apresenta como independente, afirmou que, ser for eleito, destituirá os ministros do Gabinete suspeitos de entregar arroz e dinheiro para conseguir votos a favor do Fretilin no primeiro turno, realizado em abril.

No entanto, o que mais conversou com a imprensa foi Guterres, que aproveitou para criticar as declarações de Ramos Horta, nas quais defendeu que a exploração de gás e petróleo do Timor-Leste deve ser em consenso com o Banco Mundial.

Guterres acrescentou que o Banco Mundial deveria se limitar a prestar assistência técnica às instalações do poço de Greater Sunrise, que será explorado conjuntamente por Austrália e Timor-Leste, após um acordo assinado em 2006.

O mesmo estabelece que a Austrália vai explorar 10% da Área de Gestão Conjunta do Greater Sunrise, enquanto o Timor possuirá os 90% restantes e terá um lucro de cerca de US$ 10 bilhões. Guterres afirmou que este lucro será destinado diretamente aos timorenses e a formar uma companhia de gás nacional para sua exploração e gestão.

A campanha do segundo turno foi marcada por acusações e desqualificações entre os dois candidatos. O Fretilin acusou Ramos Horta de ser o candidato favorito da Austrália, enquanto o primeiro-ministro insiste em que esse partido se valeu de intimidação e ameaças para arrecadar votos no primeiro turno.

As eleições Presidenciais acontecem um ano depois dos graves eventos que colocaram o Timor-Leste à beira da guerra civil, quando o protesto de um grupo de militares expulsos do Exército provocou uma onda de violência que abalou a convivência democrática da jovem nação.

Australian troops accused of compromising political neutrality in Timor-Leste

Xinhua - May 07, 2007 - 09:54

Francisco Guteres Lu-Olo, one of Timor-Leste's two presidential candidates, has said the actions of Australian soldiers during the presidential campaign have compromised the Australian military's claims of political neutrality.

Lu-Olo, the Fretilin party president, has accused Australian forces of political interference and intimidating his supporters, Australian Broadcasting Corporation radio reported Monday.
He will compete in a run-off election with Prime Minister Jose Ramos Horta, who is favored to win the presidency in Wednesday's second round of voting.

Lu Olo accused Australian forces of deliberately disrupting his campaign events to intimidate his supporters.

At one rally, he claimed an army helicopter landed close by and armed soldiers in full combat rig moved among the crowd.

But Australian commander Mal Rerden has denied any troops entered the rally and said troop movements are not scheduled around political events.

The Beginning of the End for Fretilin

Website Dr José Ramos-Horta - May 5, 2007 (colocado online a 7 de Maio de 2007 – disponível apenas em inglês)

Dili - As the final days of the second round presidential election campaign in East Timor draw to a close, The Fretilin government faces the beginning of the end to an era of instability and corruption.

The half-decade rule of a despot regime is disintegrating, with the party resorting to last-ditch efforts to disrepute the Prime Minister and Nobel Peace Prize Laureate José Ramos-Horta.
Preposterous claims announced yesterday by the Fretilin candidate, Francisco Guterres, who has increasingly been declared as ‘Alkatiri’s obedient mouthpiece’, were received by the national and international media as a laughable and desperate attempt to divert attention from ongoing investigations of the Fretilin party’s fraudulent and illegal election tactics, distributing rice and cash in return for the voting cards of the poverty stricken citizens of East Timor. With further, well documented, claims of intimidation campaigns against the poor and elderly, forcing some citizens to retain Fretilin party membership cards.

In 2006, amidst scandal and violent civil outbreak, initiated by the negligence and the incompetence of the Fretilin government regime, the unilateral endorsement for the second constitutional Prime Minister was for Jose Ramos-Horta, for his innate ability to activate swift and immediate stability.

His history, record and ongoing exemplary reputation as a man of diplomacy, vision, determination and sacrifice to his country is well documented throughout the global community and received with blessings from the people of the young nation.

In fact in less than one year in the office of Prime Minister, Ramos-Horta was able to re-ignite dialogue with the Church, The Army, The Police and the people, while standing firm against a hostile Fretilin government. A Government whose most well documented accomplishment in concert with the Fretilin led Parliament, was securing lavish life pension plans for the Members of Parliament and Ministers of Asia’s poorest country, while blatantly ignoring their duty of care to the elderly, infirm, veterans, women and weak of the country.

Through sheer resolve against a hostile government, Ramos-Horta managed to re-initiate dialogue with world leaders, international peacekeepers, and regional neighbors, by galvanizing the international community to invest in the stability and future of East Timor.

One United Nations official was quoted, off the record, as saying “José Ramos-Horta could work anywhere is the world he chooses. He is a much loved and revered diplomat and a man of great honor and thoughtfulness. He was considered for the highest position in the global community, The United Nations Secretary General, and yet his choice is to stand side by side with his people in their ongoing quest for democracy, this is a man of integrity, this is José Ramos-Horta”

Acabou a campanha eleitoral

Rádio Renascença - 06-05-2007 16:05

Francisco Guterres Lu-olo e José Ramos Horta escolheram Díli para os seus últimos comícios eleitorais. Ambos acreditam na vitória.

Lu-olo promoveu apenas uma conferência de imprensa, onde deixou a sua derradeira mensagem ao povo.

“Farei tudo para ser um Presidente com que as pessoas possam conversar. Prometo que irei encontrar-me regularmente com os membros da comunidade. Estarei atento aos vossos pontos de vista e necessidades. Eu serei o vosso defensor perante os outros órgãos de soberania. Eu serei um presidente de todos e para todos. Viva Timor-Leste”, afirmou.

Nesta conferência, o candidato da Fretilin criticou fortemente as forças militares australianas por alegadamente terem interrompido dois comícios do partido durante a campanha.

Por seu lado, Ramos Horta realizou um último comício com a participação de Xanana Gusmão e de vários candidatos derrotados na primeira volta e ao qual assistiram milhares de pessoas. O Primeiro-ministro com funções suspensas acredita na vitória, mas diz que, “se o outro candidato vencer, é a democracia que vence”. “Eu darei todo o apoio para que haja paz e estabilidade no país”, garantiu.

Seguem-se dois dias de reflexão e no próximo dia 9 os timorenses escolhem o próximo Presidente da República do país.

Reportagem na íntegra em:
http://www.rr.pt/PopUpMedia.Aspx?&FileTypeId=1&FileId=317801&contentid=206177

«Lu Olo» critica actuação do Nobel da Paz - Ramos-Horta fala em “vitória garantida”

Primeiro de Janeiro – Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

José Ramos-Horta afirmou ontem que “a vitória está garantida” nas eleições presidenciais de quarta-feira com a amplitude de apoios demonstrada no comício final da sua candidatura. Por seu lado, «Lu Olo» acusou o Nobel da Paz de não fazer nada pelos pobres e vulneráveis.

“Eu julgo que a vitória está garantida, mas não estou super-preocupado com isso”, afirmou ontem José Ramos-Horta no comício final, em Díli.

O Presidente da República, Xanana Gusmão, três candidatos derrotados na primeira volta e representantes de outros dois, além de líderes de quase toda a oposição ao partido maioritário Fretilin estiveram presentes no comício do candidato independente à segunda volta das presidenciais timorenses que se realizam na próxima quarta-feira.

Ramos-Horta defronta o candidato da Fretilin e presidente do Parlamento, Francisco Guterres «Lu Olo», o mais votado na primeira volta das presidenciais timorenses de 9 de Abril passado.
“Se o outro candidato vencer é a democracia que vence e o que é preciso é que haja paz e estabilidade no país”, declarou Ramos-Horta.

“Em termos de capacidade, de possibilidade de unir este povo, nas mais variadas tendências, creio que eu tenho alguma vantagem, porque não estou ligado a um partido já há muitos anos”, disse quando questionado sobre o que dividia a sua candidatura da de «Lu Olo».

“Mesmo com a Fretilin – não a Fretilin Mudança, mas a Fretilin ligada a Mari Alkatiri e «Lu Olo» – tenho muito apoio dentro do partido”, declarou.

No discurso de fim de campanha, Ramos-Horta declarou que “a Fretilin é um grande partido, um partido histórico, fundado por Nicolau Lobato, sobre quem nos temos que curvar e respeitar”.

“Muitas pessoas da Fretilin deram a vida à Nação e hoje, mesmo que não concorde com a Fretilin, tenho que respeitar Nicolau Lobato e quem deu a vida para servir o povo”, afirmou o candidato, que foi um dos fundadores da Fretilin em 1975 e abandonou o partido em 1989.
Numa intervenção de meia hora, Ramos-Horta acusou de novo o partido maioritário de intimidar e agredir pessoas durante a campanha eleitoral.

Por seu lado, o candidato da Fretilin às presidenciais timorenses apelou ao povo para “não trocar um trabalho de cinco anos” do seu partido pelas “promessas vazias de pessoas que não deram provas”, referindo-se a Ramos-Horta.

Sem mencionar uma única vez na sua declaração o nome do seu adversário, «Lu Olo» quis sublinhar diferenças para o Nobel da Paz e criticou o facto de Ramos-Horta se apresentar “como defensor dos pobres” e atacar a “Fretilin por não ter feito nada pelos pobres e vulneráveis”.
ISF - Mais críticas

A Fretilin emitiu um comunicado do representante do candidato, José Fernandes, onde são acusadas as Forças de Estabilização Internacionais (ISF) estacionadas em Timor-Leste de terem “interrompido dois comícios da Fretilin” de apoio ao candidato presidencial. “Os militares australianos agiram de forma brutal e de maneira intimidatória contra os nossos apoiantes”, disse ao salientar que durante os dois comícios, nos passados dias 3 em Ainaro e a 5 em Díli, foram utilizados helicópteros, tanques de guerra e forças armadas. As ISF refutaram no último sábado estar a dar qualquer apoio à campanha de Ramos-Horta em detrimento do candidato da Fretilin como acusa aquele partido político.

Ramos-Horta colocado para suceder a Xanana

Jornal de Notícias - Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

A campanha eleitoral da segunda volta das presidenciais timorenses ficou marcada pela subida de tom das acusações entre os adversários, com o candidato da Fretilin a tomar a iniciativa de muitas das denúncias e com José Ramos- -Horta a responder.

Francisco Guterres "Lu Olo", que recolheu 112 666 votos ou 27,89%, começou a campanha eleitoral fazendo uma declaração pública sobre os seus rendimentos e desafiando José Ramos-Horta a seguir o seu exemplo, a bem da transparência, embora a lei não obrigasse ninguém a fazê-lo. Apesar de Ramos-Horta, que teve 88 102 votos ou 21,81%, ter alguns dias depois declarado verbalmente à imprensa os seus bens e rendimentos, o candidato da Fretilin não ficou satisfeito e, a três dias do final da campanha, voltou a insistir na necessidade do seu opositor fazer uma declaração escrita.

A troca de palavras, algumas vezes num tom mais duro, não se ficou apenas pelas questões do património e dos rendimentos, tendo "Lu Olo" sublinhando por diversas vezes que José Ramos-Horta controlava as tropas australianas e exercia pressões sobre a Procuradoria-Geral da República para recolher os benefícios políticos de uma "paragem" das buscas e tentativa de captura do major Alfredo Reinado.

É que, disse "Lu Olo", ao pressionar o Ministério Público para uma suspensão da tentativa de captura de Alfredo Reinado, José Ramos-Horta estava a cumprir uma exigência do Partido Democrático, de Fernando "Lassama" de Araújo, que deu o seu apoio ao Nobel da Paz com a "garantia" de que Alfredo Reinado não seria capturado.

A todas as acusações de "Lu Olo", Ramos-Horta acabaria por responder e só por uma vez, quando o candidato da Fretilin o comparou a Suharto. O Nobel da Paz não respondeu de forma directa à acusação, mas disse que, ao contrário do seu opositor, preferia resolver os problemas, como o de Alfredo Reinado, com soluções pacíficas em detrimento da violência.

A comparação de "Lu Olo" foi feita tendo em conta que Suharto escolhia quem devia ser alvo de investigação, uma prática que Ramos-Horta estaria a realizar no caso do major Alfredo Reinado quando defendia que se devia prosseguir a via do diálogo aberta pela Igreja.

Com os votos a ser depositados nas urnas depois de amanhã e com Ramos-Horta a deter vantagem matemática sobre o seu adversário, já que recolheu o apoio de cinco dos seis derrotados na primeira volta, o actual primeiro-ministro está bem colocado para suceder a Xanana Gusmão.

Timor-Leste: Sucessor de Xanana Gusmão será escolhido quinta-feira

Público – 7 de Maio de 2007

Para Mari Alkatiri a vitória de José Ramos-Horta significará um país adiado
Jorge Heitor

Cinco dos seis candidatos que não conseguiram passar à segunda volta encontram-se agora ao lado de Ramos-Horta, que também é apoiado por Xanana Gusmão

A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais em Timor-Leste terminou ontem: no último acto da campanha de Francisco Guterres, "Lu Olo", na capital, Díli, o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, afirmou que se José Ramos-Horta triunfar nas presidenciais e Xanana Gusmão vier mais tarde a ocupar o lugar de primeiro-ministro o resultado será "um país adiado por cinco ou 10 anos".

No entender de Alkatiri, obrigado a demitir-se em 2006 da chefia do Governo, Ramos-Horta "é uma pessoa que não tem ideias próprias, sistematizadas; hoje diz uma coisa, amanhã outra". É já depois de amanhã que os timorenses vão escolher entre o primeiro-ministro, Ramos-Horta, e o presidente do Parlamento, "Lu Olo", figura histórica da Fretilin, o partido maioritário.

Na primeira volta, a 9 de Abril, "Lu Olo" foi o mais votado, com 27,89 por cento dos votos, e Ramos-Horta ficou em segundo lugar, com 21,81 por cento, mas entretanto conseguiu o apoio de cinco dos outros seis candidatos: Fernando "Lassama" de Araújo (Partido Democrático), Francisco Xavier do Amaral (Associação Social Democrática Timorense), Lúcia Lobato (Partido Social Democrata), Avelino Coelho (Partido Socialista) e João Carrascalão (União Democrática Timorense).

O único que decidiu colocar-se agora ao lado de "Lu-Olo" é o advogado Manuel Tilman, que obteve 4,09 por cento.

Ramos-Horta apresenta como uma das suas credenciais o facto de em 1996 ter conseguido partilhar o Nobel da Paz com o então bispo católico de Díli, Ximenes Belo.

Ciente da grande influência que a Igreja Católica tem no jovem país, o Presidente cessante, Xanana Gusmão, inteiramente ao lado da candidatura de Ramos-Horta, convidou na semana passada o Papa Bento XVI a visitar oportunamente Timor-Leste, para "restabelecer a paz nos corações".

A última semana de campanha desta segunda volta foi marcada por acusações por parte da Fretilin de que Ramos-Horta teria ordenado às forças internacionais no país (ISF) para deixarem de perseguir o rebelde Alfredo Reinado e assim evitar eventuais perdas de votos em zonas onde este major em fuga tem popularidade. A Fretilin afirmou mesmo que as ISF seriam favoráveis ao actual primeiro-ministro, muito mais relacionado no estrangeiro do que o adversário.

Em reposta a uma questão da agência Lusa, o porta-voz Ivan Benitez-Aguirre disse que as ISF "respeitam o processo democrático" em Timor e "mantém uma posição neutral e imparcial e não fizeram nenhum comentário de apoio a qualquer candidato ou partido".

E depois de uma primeira volta marcada por queixas de irregularidades generalizadas, a missão da ONU garante que foi desenvolvida uma campanha de educação para o voto e assim assegurar uma maior participação e diminuir o número de votos inválidos.

Caixa: Wiranto nega responsabilidade

O general Wiranto, que de 1998 a 1999 comandou as Forças Armadas indonésias, declarou à Comissão de Verdade que está a investigar os crimes cometidos em Timor-Leste que "não faz sentido" culpar Jacarta por tais delitos. Segundo ele, "não houve qualquer política de atacar civis, não houve planos sistemáticos, nem genocídio ou crimes contra a humanidade". E se a Indonésia estivesse contra o povo timorense nem sequer teria havido o referendo pelo qual o mesmo se pronunciou a favor da independência.

CNE diz que a Fretilin não apresentou queixa contra Ramos-Horta

O presidente da Comissão Nacional de Eleições de Timor-Leste disse hoje que a Fretlin "não apresentou" qualquer queixa ou prova de que José Ramos-Horta tenha comprado votos na primeira volta das presidenciais.

"Até agora, a Comissão Nacional de Eleições não recebeu qualquer carta protesto apresentada pela Fretilin, incluindo também o vídeo" que disseram ter como prova, afirmou Faustino Cardoso Gomes.

Em conferência de imprensa na passada sexta-feira, 04 de Maio, o secretário-geral adjunto da Fretilin, José Reis, afirmou que o partido tinha provas em depoimentos vídeo de que Ramos-Horta tinha comprado votos na primeira volta das presidenciais e prometeu divulgar as imagens com testemunhos a afirmarem terem sido pagos para votar no prémio Nobel da Paz.

José Reis afirmou também que o vídeo tinha "o depoimento de cinco testemunhas na área de Venilale, distrito de Baucau, que testemunham ter recebido dinheiro para votarem por Ramos-Horta e convencer outros a votarem também nele".

Dois dos testemunhos, acrescentou, afirmam que foi Ramos-Horta a entregar "pessoalmente dinheiro em troca dos seus votos".

A primeira volta das eleições presidenciais em Timor-Leste realizou-se em 09 de Abril último, tendo passado à segunda volta, que será disputada quarta-feira, Francisco Guterres "Lu Olo", da Fretilin, e o independente José Ramos-Horta.

Reis acrescentou que o partido tinha recebido várias alegações de compra de votos por Ramos-Horta mas que ainda não tinha tornado público os casos porque aguardava "provas concretas".

"Agora já temos essas provas e queremos isto investigado", disse José Reis, sublinhando que o envio de uma cópia do vídeo para a Comissão Nacional de Eleições tem como objectivo que o caso seja investigado e que aquele órgão "tome as medidas que pensem ser justas e apropriadas".

No mesmo dia a agência Lusa contactou Dionísio Babo, da campanha de Ramos-Horta, que rejeitou as acusações da Fretilin e garantiu que estas não tinham fundamento.

"Rejeito por completo", afirmou, quando se encontrava numa acção de campanha com José Ramos-Horta fora da capital timorense.

Lu-Olo apela ao voto contra Ramos-Horta

Correio da Manhã, 2007-05-07 - 00:00:00
Timor-Leste

O candidato da Fretilin às eleições presidenciais timorenses, Francisco Guterres ‘Lu-Olo’, apelou ao povo para “não trocar um trabalho de cinco anos” do seu partido pelas “promessas vazias de pessoas que não deram provas”, referindo-se a José Ramos-Horta.

“Peço aos eleitores para verificarem as evidências”, afirmou ‘Lu Olo’ para depois acrescentar que o actual chefe do governo em exercício, Estanislau da Silva (Ramos-Horta regressa hoje ao lugar de primeiro-ministro), aprovou um pacote de assistência financeira para cada aldeia no valor de dez mil dólares.

O candidato disse também que o país não teria fundo do petróleo sem o seu partido e prometeu “ouvir” o povo e trabalhar em favor dos mais desfavorecidos se for eleito Chefe de Estado.

Sem mencionar uma única vez na sua declaração o nome do seu adversário nesta segunda volta que é disputada depois de amanhã, Francisco Guterres ‘Lu Olo’ quis sublinhar diferenças para o Nobel da Paz e criticou o facto de Horta se apresentar “como defensor dos pobres” e atacar a “Fretilin por não ter feito nada pelos pobres e vulneráveis”.

A campanha das presidenciais terminou ontem estando agendada a votação para depois de amanhã, quarta-feira, e a tomada de posse do novo Chefe de Estado, que irá suceder a Xanana Gusmão, para dia 20 deste mês

Ramos-Horta colocado para suceder a Xanana

Jornal de Notícias, 07/?5/’7

A campanha eleitoral da segunda volta das presidenciais timorenses ficou marcada pela subida de tom das acusações entre os adversários, com o candidato da Fretilin a tomar a iniciativa de muitas das denúncias e com José Ramos- -Horta a responder.

Francisco Guterres "Lu Olo", que recolheu 112 666 votos ou 27,89%, começou a campanha eleitoral fazendo uma declaração pública sobre os seus rendimentos e desafiando José Ramos-Horta a seguir o seu exemplo, a bem da transparência, embora a lei não obrigasse ninguém a fazê-lo.

Apesar de Ramos-Horta, que teve 88 102 votos ou 21,81%, ter alguns dias depois declarado verbalmente à imprensa os seus bens e rendimentos, o candidato da Fretilin não ficou satisfeito e, a três dias do final da campanha, voltou a insistir na necessidade do seu opositor fazer uma declaração escrita.

A troca de palavras, algumas vezes num tom mais duro, não se ficou apenas pelas questões do património e dos rendimentos, tendo "Lu Olo" sublinhando por diversas vezes que José Ramos-Horta controlava as tropas australianas e exercia pressões sobre a Procuradoria-Geral da República para recolher os benefícios políticos de uma "paragem" das buscas e tentativa de captura do major Alfredo Reinado.

É que, disse "Lu Olo", ao pressionar o Ministério Público para uma suspensão da tentativa de captura de Alfredo Reinado, José Ramos-Horta estava a cumprir uma exigência do Partido Democrático, de Fernando "Lassama" de Araújo, que deu o seu apoio ao Nobel da Paz com a "garantia" de que Alfredo Reinado não seria capturado.

A todas as acusações de "Lu Olo", Ramos-Horta acabaria por responder e só por uma vez, quando o candidato da Fretilin o comparou a Suharto. O Nobel da Paz não respondeu de forma directa à acusação, mas disse que, ao contrário do seu opositor, preferia resolver os problemas, como o de Alfredo Reinado, com soluções pacíficas em detrimento da violência.

A comparação de "Lu Olo" foi feita tendo em conta que Suharto escolhia quem devia ser alvo de investigação, uma prática que Ramos-Horta estaria a realizar no caso do major Alfredo Reinado quando defendia que se devia prosseguir a via do diálogo aberta pela Igreja.

Com os votos a ser depositados nas urnas depois de amanhã e com Ramos-Horta a deter vantagem matemática sobre o seu adversário, já que recolheu o apoio de cinco dos seis derrotados na primeira volta, o actual primeiro-ministro está bem colocado para suceder a Xanana Gusmão.

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Horta:«Vitória garantida» com Xanana e oposição à ...":

Cerca de «três mil adultos e duzentas crianças» compareceram no comício de encerramento de RH.

Lembro-me que no comício de abertura não eram mais de 500.

O que mudou então? O que causou esse milagre da multiplicação dos apoiantes?

Claro que neste último comício os apoiantes foram arregimentados por meio de "«27 camiões, 40 camionetas, 25 mini-autocarros, 50 motorizadas» e outras vinte viaturas ligeiras." Para quem não tinha meios, financiamento, etc., é surpreendente. O que terá RH empenhado para conseguir tanto transporte?

Mas não me estou a referir a isto. A explicação para este milagre reside no facto de que na 1ª volta RH (e concomitantemente, Xanana) só teve os apoiantes que queriam mesmo votar nele. Porém, na 2ª volta, aquilo que parece ser um súbito aumento da sua popularidade é apenas o resultado da junção daqueles que não querem que Lu Olo ganhe.

Mas o que é importante lembrar neste caso, e RH certamente que o saberá, é que para esses apoiantes de ocasião tanto faz que o candidato anti-Lu Olo se chame José como João. Até poderia ser o Benny Hill. Qualquer pessoa serve, desde que seja contra o Lu Olo.

Resumindo e concluindo: mesmo que venha a ser o próximo Presidente de Timor-Leste, RH será sempre um Presidente de 2ª escolha, não representando na realidade mais do que os 22% que votaram nele na 1ª volta.

ONU finge que não vê os bordéis de Timor-Leste

Tradução da Margarida:

Lindsay Murdoch, Dili
Maio 7, 2007

A polícia da ONU e os seus funcionários civis estão a violar às claras o que a ONU prometeu ser uma política de tolerância zero relacionada com abusos sexuais e más condutas no profundamente religioso Timor-Leste.

Expatriados em Dili dizem que recentemente abriram uma dúzia de bordéis na cidade, com veículos da ONU estacionados no exterior a maioria das noites. Prostitutas Timorense adolescentes juntam-se mesmo antes do anoitecer no lado oposto a um hotel na frente do mar de Dili, onde se podem ver veículos da ONU a apanhá-las.

"É lamentável … essa gente que supostamente veio para cá para ajudar os Timorenses estão a abusar destas pobres raparigas," diz um mecânico Australiano a beber no bar do segundo andar do hotel, onde observa a cena todas as noites.

Um dos bordéis emprega uma dúzia de prostitutas de etnia Chinesa, dizem expatriados.

Uma funcionária da ONU disse a The Age que o órgão mundial fingia que não via a prostituição pelos seus funcionários.

"A chamada política de tolerância zero inclui a prostituição, mas nada está a ser feito para pará-la," disse.

Funcionários da ONU, vindos de 40 países, trouxeram também para Timor-Leste hábitos de condução perigosos quando luta para recuperar da violenta revolta do ano passado. Viaturas da ONU estiveram envolvidas em 80 acidentes isolados desde Março, alguns deles aparentemente por condução sob efeito do álcool.

Atul Khare, um diplomata Indiano que lidera a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste disse aos funcionários da ONU na semana passada que estava "chocado e perturbado " pelo comportamento dos condutores da ONU. "Somos convidados neste país, e estamos cá para ajudar as pessoas a recuperarem do trauma do conflito e não para o perpetuar," disse.

Quando o Conselho de Segurança da ONU decidiu a missão em Agosto do ano passado, Sukehiro Hasegawa, então o funcionário de topo da ONU em Dili, prometeu uma tomada de posição sobre o comportamento do pessoal da ONU.

Em Nova Iorque, a ONU tinha acabado de receber um relatório interno expondo uma cultura que tinha encoberto comportamentos perversos e indignos dos funcionários da ONU em Timor-Leste durante anos.

O relatório revelou que os capacetes azuis deixaram para trás pelo menos 20 bébés que tinham feito a mulheres Timorenses atingidas pela pobreza. Estas mulheres são agora estigmatizadas e nalguns casos ostracizadas pelas suas comunidades.

Revelou ainda abuso sexual de crianças e bestialidade. Desde 1999, quando os funcionários da ONU chegaram a Timor-Leste, nem um único funcionário foi acusado de uma ofensa séria.

Allison Cooper, a porta-voz da ONU em Dili, disse a The Age que a missão estava a reforçar duramente a política de tolerância zero em relação a qualquer má conduta e que tinha montado uma unidade especial interna de investigação.

A unidade tinha recebido dois relatórios de abuso sexual por funcionários da ONU mas que tinha encerrado as investigações por falta de evidências, disse a Srª Cooper. A polícia da ONU começou a montar checkpoints para fazer testes de detenção de álcool à volta de Dili.

De 26 membros da ONU testados num checkpoint na semana passada perto de um nightclub, quatro testaram positivo. Três veículos e duas armas foram apreendidos.

A Srª Cooper disse que esses que testaram positivo tinham ficado suspensos de guiarem viaturas da ONU até terminarem as investigações.

Mais de 1600 polícias da ONU e cerca de 500 funcionários civis da ONU estão a servir na missão.

Cerca de 1000 soldados Australianos e da Nova Zelândia da Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos não estão autorizados a beber álcool e a socializar fora dos seus quartéis.

Tropas Australianas 'intimidam' eleitores em Timor-Leste

Tradução da Margarida:

AFP/ABC - Domingo, Maio 6, 2007. 11:09pm (AEST)

O partido no poder em Timor-Leste acusou tropas estrangeiras de campanha deliberada para prejudicar as suas possibilidades de ganhar as eleições presidenciais desta semana.

A Fretilin – cujo candidato na segunda volta é Francisco Guterres, também conhecido por Lu Olo – afirmou que vários milhares de tropas lideradas pelos Australianos intimidaram os seus apoiantes e tentaram perturbar comícios na campanha antes das eleições esta Quarta-feira.

"Timor-Leste é um país soberano, não está mais sob ocupação militar estrangeira," disse José Teixeira dirigente do partido.

"A ISF (Força Internacional de Estabilização) não devia ter aterrorizado e intimidado um comício eleitoral totalmente pacífico."

A Fretilin sugeriu que a alegada intimidação pelas tropas estava ligada com o aparente apoio do Governo Australiano ao corrente Primeiro-Ministro José Ramos Horta.

"Não estamos convencidos que não há nenhuma ligação entre o comportamento das tropas e o aparente apoio do Governo Australiano a José Ramos Horta," disse o Sr Teixeira.

Disse que dois comícios da Fretilin foram perturbados, incluindo um na cidade do sudoeste, Ainaro, em 3 de Maio, quando um helicóptero aterrou muito perto e soldados armados com equipamento de combate se movimentaram através da multidão.

Disse que o partido enviou uma carta de protesto ao responsável das tropas, o Brigadeiro Mal Rerden da Austrália.

Não houve de momento qualquer comentário do Brigadeiro Rerden, mas ele tem dito no passado que as tropas estavam em Timor-Leste a convite do Governo com o único propósito de manter a segurança depois do banho de sangue em Maio do ano passado.

Tropas e polícias estrangeiros foram destacados para Timor-Leste depois da violência étnica do ano passado ter matado 37 pessoas e forçado 150,0000 outras a fugirem das suas casas.

As tropas estão a proteger contra mais desassossego antes da segunda volta de Quarta-feira, as primeiras da nação desde que ganhou a independência em 2002 depois de 24 anos de ocupação Indonésia.

Campanha desenrola-se

Entretanto, a campanha das eleições presidenciais desenrola-se, com os dois candidatos sobrantes a fazerem comícios pelo país.

A campanha eleitoral acabará amanhã, seguindo-se dois dias de reflexão antes das eleições na Quarta-feira.

Ambos os candidatos, Dr Ramos Horta e o Sr Guterres, fizeram comícios em Dili e nas regiões exteriores este fim de semana.

O Dr Ramos Horta teve cerca de 3,000 contra cerca de 600 para o Sr Guterres.

O Sr Guterres ganhou a maior fatia dos votos na primeira volta no mês passado, mas muitos encaram o Dr Ramos Horta como o favorito, porque tem o apoio da maioria dos seis candidatos perdedores.

UN turns blind eye to use of Timor brothels

Lindsay Murdoch, Dili
May 7, 2007

UNITED Nations police and civilian staff are openly violating what the UN promised would be a zero-tolerance policy towards sexual abuse and misconduct in deeply religious East Timor.

Expatriates in Dili say a dozen brothels have recently opened in the city, with UN vehicles parked outside most nights. Teenage Timorese prostitutes gather just before dusk opposite a hotel on Dili's waterfront, where UN vehicles can be seen picking them up.

"It's disgusting … these people who have supposedly come here to help the Timorese are abusing these poor girls," says an Australian mechanic drinking in the hotel's second-floor bar, where he observes the scene every night.

One of the brothels is employing a dozen ethnic-Chinese prostitutes, expatriates say.

A UN employee told The Age that the world body was turning a blind eye to prostitution by its employees.

"The so-called zero tolerance policy includes prostitution, but nothing is being done stop it," she said.

UN employees, who come from 40 countries, have also brought dangerous driving to East Timor as it struggles to recover from last year's violent upheaval. UN vehicles have been involved in 80 single-vehicle accidents since March, some of them apparently involving drink-driving.

Atul Khare, an Indian diplomat heading the United Nations Integrated Mission in Timor-Leste told UN staff last week that he was "shocked and distressed" by UN drivers' behaviour. "We are guests in this country, and we are present here to help the people recover from the trauma of conflict and not to perpetuate it," he said.

When the UN Security Council established the mission in August last year, Sukehiro Hasegawa, then the top UN official in Dili, promised a crackdown on behaviour of UN personnel.

In New York, the UN had just received an internal report exposing a culture that had covered up perverted and outrageous behaviour by UN staff in East Timor over years.

The report revealed peacekeepers left behind at least 20 babies they had fathered to poverty-stricken Timorese women. Those women are now stigmatised and in some cases ostracised by their communities.

It also revealed sexual abuse of children and bestiality. Since 1999, when UN personnel first arrived in East Timor, not one employee has been charged with a serious offence.

Allison Cooper, the UN spokeswoman in Dili, told The Age that the mission was strictly enforcing the zero-tolerance policy towards any misconduct and had set up a special internal investigation unit.

The unit had received two reports of sexual abuse by UN employees but had closed investigations because of a lack of evidence, Ms Cooper said. UN police have begun setting up alcohol breath-testing checkpoints around Dili.

Of 26 UN members breath-tested at a checkpoint last week near a nightclub, four tested positive. Three vehicles and two weapons were impounded.

Ms Cooper said those who tested positive had been suspended from driving UN vehicles pending final investigations.

More than 1600 UN police and about 500 civilian UN employees serve in the mission.

About 1000 Australian and New Zealand soldiers in an Australian-commanded International Security Force are not permitted to drink alcohol or to socialise outside their barracks.

Aust peacekeepers 'intimidating' E Timor voters

AFP/ABC - Sunday, May 6, 2007. 11:09pm (AEST)


East Timor's ruling party has accused foreign peacekeeping troops of a deliberate campaign to upset its chances of winning this week's presidential election.

The Fretilin party - whose candidate in the run-off election is Francisco Guterres, also known as Lu Olo - claimed several thousand Australian-led troops were intimidating its supporters and trying to disrupt its rallies during canvassing ahead of this Wednesday's poll.

"Timor Leste (East Timor) is a sovereign country, no longer under foreign military occupation," party executive Jose Teixeira said.

"The ISF (International Stabilisation Force) should not be frightening and intimidating an entirely peaceful election gathering."

Fretilin suggested that the alleged intimidation by the troops was connected to the Australian Government's apparent support for current Prime Minister Jose Ramos Horta.

"We are not convinced that there is no connection between the troops' behaviour and the Australian Government's apparent support for Jose Ramos Horta," Mr Teixeira said.

He said two Fretilin rallies had been disrupted, including one in the south-west city of Ainaro on May 3, when a helicopter landed very close and armed soldiers in full combat gear moved through the crowd.

He said the party had sent a protest letter to the head of the troops, Australia's Brigadier Mal Rerden.

There was no immediate comment from Brigadier Rerden, but he has said in the past that troops were in East Timor at the invitation of the Government with the sole purpose of maintaining security after the bloodshed in May last year.

Foreign troops and police were deployed to East Timor after ethnic violence last year killed 37 people and forced 150,0000 others to flee their homes.

The peacekeepers are guarding against further unrest ahead of Wednesday's run-off vote, the nation's first since it gained independence in 2002 after 24 years of Indonesian occupation.

Campaign winding down

Meanwhile, campaigning in the presidential election is winding down, with the two remaining candidates staging rallies around the country.

Election campaigning will cease tomorrow, ahead of a two-day campaign blackout before Wednesday's poll.

Both candidates, Dr Ramos Horta and Mr Guterres, have held rallies in Dili and outer regions this weekend.

Dr Ramos Horta drew about 3,000 against about 600 for Mr Guterres.

Mr Guterres won the highest share of votes in the first round of voting last month, but many regard Dr Ramos Horta as the favourite, because he has the support of most of the six losing candidates.

Horta:«Vitória garantida» com Xanana e oposição à Fretilin

Diário Digital/Lusa
06-05-2007 14:04:07

José Ramos-Horta afirmou hoje que «a vitória está garantida» nas eleições presidenciais de 09 de Maio com a amplitude de apoios demonstrada no comício final da sua candidatura.

O Presidente da República, Xanana Gusmão, três candidatos derrotados na primeira volta e representantes de outros dois, além de líderes de quase toda a oposição ao partido maioritário Fretilin estiveram hoje no comício final de José Ramos-Horta em Díli.

José Ramos-Horta defronta o candidato da Fretilin e presidente do Parlamento, Francisco Guterres «Lu Olo», o mais votado na primeira volta das presidenciais timorenses, realizada a 09 de Abril.

«Eu julgo que a vitória está garantida, mas não estou super-preocupado com isso», afirmou o primeiro-ministro no final do comício, vestido em trajes tradicionais timorenses.

«Se o outro candidato vencer é a democracia que vence e o que é preciso é que haja paz e estabilidade no país», declarou José Ramos-Horta.

«Em termos de convicções, de paz, de ajudar os pobres, creio que não há diferença», respondeu José Ramos-Horta quando questionado sobre o que dividia a sua candidatura da de «Lu Olo».
«Em termos de capacidade, de possibilidade de unir este povo, nas mais variadas tendências, creio que eu tenho alguma vantagem, porque não estou ligado a um partido já há muitos anos», acrescentou o primeiro-ministro.

«Mesmo com a Fretilin - não a Fretilin Mudança, mas a Fretilin ligada a Alkatiri e ´Lu Olo` - tenho muito apoio dentro do partido», declarou José Ramos-Horta.

Desde o início da tarde, os donos do microfone no comício de José Ramos-Horta foram diferentes figuras da sua plataforma eleitoral, desde o chefe da diplomacia timorense e figura do Grupo Mudança da Fretilin, José Luís Guterres, ao presidente do grupo de artes marciais Colimau 2000, Gabriel Fernandes, e aos candidatos presidenciais na primeira volta Francisco Xavier do Amaral, Avelino Coelho e João Carrascalão.

Representantes de mais dois candidatos derrotados na primeira volta, Fernando «Lassama» de Araújo (o terceiro mais votado) e Lúcia Lobato, participaram do comício, bem como Mário Carrascalão, presidente do Partido Social-Democrata (o partido de Lúcia Lobato) e ex-governador de Timor-Leste durante a ocupação indonésia.

Xanana Gusmão, actual chefe de Estado e presidente do recém-formado Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), chegou a meio do comício, cerca das 16:20 (08:20 em Lisboa), meia hora antes de José Ramos-Horta, mas não discursou.

O primeiro-ministro chegou ao Campo da Democracia envergando trajes tradicionais timorenses e rodeado por um grupo de «lia nain», ou «donos da palavra», porta-vozes das comunidades de Díli.
«Os lia nain iniciaram-me em rituais para ter a legitimidade secular que vem dos verdadeiros donos desta terra», explicou José Ramos-Horta.

«Antes de vir aqui estive numa cerimónia ritual em que recebi a bênção, o apoio de uma grande comitiva, dos verdadeiros donos ancestrais da cidade de Díli», disse.

No discurso de fim de campanha, José Ramos-Horta declarou que «a Fretilin é um grande partido, um partido histórico, fundado por Nicolau Lobato, sobre quem nos temos que curvar e respeitar».

«Muitas pessoas da Fretilin deram a vida à Nação e hoje, mesmo que não concorde com a Fretilin, tenho que respeitar Nicolau Lobato e quem deu a vida para servir o povo», afirmou José Ramos-Horta, que foi um dos fundadores da Fretilin em 1975 e abandonou o partido em 1989.
Numa intervenção de meia hora, José Ramos-Horta acusou de novo o partido maioritário de intimidar e agredir pessoas durante a campanha eleitoral.

«Eles dizem que a Fretilin é do povo e o povo é da Fretilin mas eles bateram no povo», comentou José Ramos-Horta. «Esses senhores é que estragaram o nome da Fretilin porque para ter apoio, votos e a confiança do povo, não o podemos ameaçar», afirmou.

José Ramos-Horta pediu aos jovens «para guardar as armas, o ódio e a vingança. Se usarem a violência, também podem perder a vida».

«Mesmo que andem armados um ou cinco anos, não podem vencer. Só a justiça e a razão podem vencer», afirmou.

Justiça, educação, agricultura e Igreja foram outros tópicos da intervenção de José Ramos-Horta, num comício onde ficaram para o representante de Fernando «Lassama» de Araújo e outros líderes da oposição as referências aos peticionários das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e ao major fugitivo Alfredo Reinado.

O ausente Reinado, fugido à justiça timorense e às tropas internacionais, e o «avô» Xavier do Amaral, primeiro chefe de Estado timorense em 1975, foram os nomes que mais facilmente catalizaram o entusiasmo da multidão.

Cerca de «três mil adultos e duzentas crianças» estiveram no Campo da Democracia, segundo observadores eleitorais da União Europeia, que contaram também «27 camiões, 40 camionetas, 25 mini-autocarros, 50 motorizadas» e outras vinte viaturas ligeiras.

Fretilin Acusa Ramos Horta de Compra de Votos

Tradução da Margarida:

SBS - Special Broadcasting Service (Australia) - Maio 5, 2007 -transcrição-

A Fretilin, o partido no poder em Timor-Leste acusou o favorito nas eleições presidenciais da próxima semana, José Ramos Horta, de compra de votos. A campanha para a segunda volta na próxima semana tornou-se cada vez mais azeda. E como relata o correspondente da SBS Brian Thomson, a Força Internacional de Segurança liderada pelos Australianos está sob olho da Fretilin. A campanha para a segunda volta das eleições presidenciais na Quarta-feira está a chegar ao fim e a temperatura política está a subir.

A Fretilin, durante tanto tempo a partido dominante aqui, foi acusada de irregularidades sem conta. Agora está ao ataque. Diz que tem evidência de que José Ramos Horta tem estado a comprar votos.

JOSÉ TEIXEIRA, MINISTRO DA ENERGIA: Dinheiro foi distribuído e essa gente recebeu dinheiro para votar e outros para mobilizarem na primeira volta das eleições em 9 de Abril. A gravação mostra dois eleitores a testemunharem que o candidato Ramos Horta entregou pessoalmente dinheiro em troca de votos.

O Sr Ramos Horta negou a acusação. Mas não é o único que está sob ataque. A liderança da Fretilin acusou a Força Internacional de Segurança liderada pelos Australianos de ser parcial nesta campanha. Diz que mentiu quando afirmou que encontraram armas numa caravana da Fretilin. Agora acusa a ISF de tentativa de inflamar tensões ao deixar armamento e munições deitados nas ruas.

MARI ALKATIRI, ANTIGO PM DA FRETILIN: (TRANDUTOR) Porque é estava esta arma deitada no chão? Era uma armadilha? Não sabemos.

As Forças Armadas Australianas recusaram-se a responder directamente às alegações mas emitiram uma declaração. Admitem que deixaram cair uma espingarda de um veículo mas dizem que foi imediatamente recuperada com a assistência de membros da população. Quanto às alegações de parcialidade, dizem que estão aqui a convite do Governo de Timor-Leste, e que não é parcial. Mas não é essa a opinião do Dr Mari Alkatiri. Entusiasmando a multidão em Dili hoje, disparou contra a ISF.

Disse que a multidão era pequena porque a segurança opressiva tinha prevenido as pessoas de virem.

Diz que isso se tornou um filme da campanha. Os soldados estrangeiros têm apoio alargado aqui, mas é claro que a Fretilin está cada Vaz mais hostil à presença deles.

Em Timor-Leste, Brian Thomson, World News Australia.

Timor-Leste/eleições: Lu Olo apela ao povo para não acreditar em promessas vazias

Expresso, Domingo, 06 MAI 07, 10:39

Díli, 06 Mai (Lusa) - O candidato da Fretilin às presidenciais timorenses apelou hoje ao povo para "não trocar um trabalho de cinco anos" do seu partido pelas "promessas vazias de pessoas que não deram provas", referindo-se a José Ramos-Horta.

Sem mencionar uma única vez na sua declaração o nome do seu adversário na segunda volta das eleições presidenciais que são disputadas a 09 de Maio, Francisco Guterres "Lu Olo" quis sublinhar diferenças para o Nobel da Paz e criticou o facto de Ramos-Horta se apresentar "como defensor dos pobres" e atacar a "Fretilin por não ter feito nada pelos pobres e vulneráveis".

"Peço aos eleitores para verificarem as evidências", afirmou "Lu Olo" para depois acrescentar que o actual chefe do Governo em exercício, Estanislau da Silva [Ramos-Horta regressa ao lugar de primeiro-ministro na segunda-feira], aprovou um pacote de assistência financeira para cada aldeia no valor de 10.000 dólares americanos.

"Este dinheiro vai para as pessoas, para desenvolver projectos de agricultura sustentados", disse "Lu Olo" ao salientar que "só foi possível disponibilizar este dinheiro no Orçamento deste ano por causa do fundo do Petróleo que tem actualmente 1.200 milhões de dólares norte-americanos segundo elementos da Fretilin.

Francisco Guterres "Lu Olo" acrescentou também que o "desenvolvimento é um direito do povo" e disse que a distribuição do dinheiro pelas aldeias (sucos) "não é caridade como, por exemplo, distribuir cobertores oferecidos por países estrangeiros", mas sim "transferir fundos legal e constitucionalmente de acordo com os direitos que o povo tem".

O candidato disse também que Timor-Leste não teria fundo do petróleo sem o seu partido e prometeu "ouvir" o povo e trabalhar em favor dos mais desfavorecidos se for eleito chefe de Estado.

"Fizemos leis para dar assistência aos veteranos das Falintil e da Frente Clandestina, mas temos também que melhorar ajuda às viúvas, aos filhos e às filhas daqueles que morreram", afirmou o candidato.

Instado a explicar a razão do fundo de petróleo existir e continuarem a verificar-se problemas na sociedade timorense como o desemprego, ausência de infra-estruturas e desenvolvimento, o candidato considerou que tem sido desenvolvido algum trabalho, mas admitiu haver ainda muito por fazer.

Após a saída de "Lu Olo" da conferência de imprensa, a Fretilin emitiu ainda um comunicado do representante do candidato, José Fernandes, onde são acusadas as forças internacionais de estabilização estacionadas em Timor-Leste de terem "interrompido dois comícios da Fretilin" de apoio ao candidato presidencial.

"Os militares australianos agiram de forma brutal e de maneira intimidatória contra os nossos apoiantes", disse José Fernandes ao salientar que durante os dois comícios, a 03 de Maio em Ainaro e a 05 de Maio em Díli, foram utilizados helicópteros, tanques de guerra e forças armadas.

A campanha da segunda volta das presidenciais termina hoje estando agendada a votação para quarta-feira 09 de Maio e a tomada de posse do novo chefe de Estado, que irá suceder da Xanana Gusmão, para 20 de Maio JCS.
Lusa/fim

domingo, maio 06, 2007

Comunicado de Imprensa

Francisco Guterres Lu Olo for President
"Serei Presidente de todos e para todos"

6 de Maio de 2007

Convocámos a presente conferência de Imprensa para falar uma última
vez sobre a escolha que o Povo Timorense tem que fazer na próxima
quarta-feira quando votar.

O meu adversario apresenta-se como o defensor dos pobres, e ataca a
FRETILIN por não ter feito nada pelos pobres e vulneráveis. A minha
resposta é simples: Peço aos eleitores para verificarem as evidências.

Na semana passada, o Ministro da Agricultura, Florestas e Pescas,
Estanislau da Silva, um líder da FRETILIN, autorizou o primeiro
pagamento aos sucos do Fundo de Desenvolvimento Comunitário.

Cada suco de Timor-Leste vai receber uma assistência financeira de 10
000.00 USD.

Este programa foi iniciado pelo Governo do Dr. Mari Alkatiri para
implementar a política da FRETILIN. Foi aprovado por unanimidade pelo
Parlamento Nacional, do qual eu sou Presidente.

Este dinheiro vai para as pessoas, para desenvolver projectos
deAgricultura sustentados.

Só foi possivel disponibilizar este dinheiro no Orçamento deste ano
por causa do fundo do petróleo. Este dinheiro está a ser distribuído
pelos próprios canais institucionais e não atirado aleatoriamente como
se se tratasse de um presente dos ricos para os pobres. O
desenvolvimento é um direito do povo. Isto não é caridade, como por
exemplo, distribuir cobertores oferecidos por países estrangeiros.
Isto é transferir fundos legal e constitucionalmente, de acordo com os
direitos que o nosso povo tem, de acordo com a Constituição aprovada
pela Assembleia Constituinte. Isto são recursos do povo a voltarem
outra vez para o povo. Isto é " ukun rasik an" - foi por isso que
lutámos nas montanhas, na frente clandestina e na frente diplomática.
Isto é realmente verdadeiro nacionalismo, verdadeira independência.

Que outras evidências gostaria que os eleitores considerassem quando
fizerem a sua escolha na próxima quarta-feira?

Mencionei o Fundo do Petróleo. Sem a FRETILIN, Timor-Leste não teria
fundo do petróleo. Peço aos eleitores para não trocarem o trabalho de
cinco anos para assegurar a soberania Maubere, o nosso futuro Maubere,
por promessas vazias, de pessoas que ainda não deram provas.

Estes são tempos de insegurança. Eu peço aos eleitores para confiarem
em mim, tendo em conta o meu passado desde 1975.

Eu quero que os eleitores considerem os direitos e necessidades dos
mais vulneráveis. Quem, como Presidente, fará o melhor trabalho para
os veteranos, mulheres e jovens?

O programa da FRETILIN é bom. Fizémos leis e estabelecemos políticas
para trazer recursos para esses grupos.

Mas tomaremos novas iniciativas.

Ontem, no parque Borja da Costa, eu estabeleci um compromisso. Eu
disse que, como Presidente da República, dedicarei o meu tempo a
trabalhar em favor das classes mais desfavorecidas que perderam
membros da sua família, as viúvas, os filhos e filhas dos homens e
mulheres que morreram pela nossa independência. Eu estou a falar dos
mais desfavorecidos que ainda não foram reconhecidos.
Fizémos de facto leis para dar assistência aos veteranos das FALINTIL
e da Frente Clandestina. Mas temos também que melhorar a ajuda às
viúvas, aos filhos e às filhas daqueles que morreram.

Eu devotarei o meu tempo a estabelecer mecanismos para ajudar essas pessoas.
Em particular o Gabinete para as Mulheres e Juventude irá trabalhar
nestes assuntos.

Eu farei tudo para que tenham um Presidente com quem as pessoas possam
conversar. Eu prometo que irei encontrar-me regularmente com os
membros da comuidade. Eu estarei atento aos vossos pontos de vista e
necessidades. Eu irei efectuar visitas regulares aos locais para
verificar se o Plano de Desenvolvimento Nacional e o Orçamento do
Estado estão a ser aplicados de forma correcta. Eu serei o vosso
defensor perante os outros órgãos de soberania, o Parlamento e o
Governo.

Eu serei um Presidente de todos e para todos.

Muito Obrigado. Desejo a todos um democrático, seguro e pacífico acto eleitoral.

Viva Timor-Leste.

For more information contact:
Harold Moucho (Lu Olo's political adviser) (+670) 723 0048 (Dili)
Jose Manuel Fernandes (Lu Olo's official election representative)
(+670) 734 2174 (Dili)

Fretilin Accuses Ramos Horta of Vote-Buying

SBS - Special Broadcasting Service (Australia) - May 5, 2007 -transcript-

East Timor's ruling party Fretilin has accused the favourite in next week's presidential elections, Jose Ramos Horta, of buying votes. Campaigning for the second round of the poll is becoming increasingly acrimonious. And as SBS correspondent Brian Thomson reports, the Australian-led International Security Force is in Fretilin's sights. The campaign for the second round of the presidential elections on Wednesday is drawing to a close and the political temperature is rising.

Fretilin, for so long the dominant party here, has been accused of countless irregularities. Now it's turning the tables. It says it has evidence that Jose Ramos Horta has been buying votes.

JOSE TEIXEIRA, ENERGY MINISTER: Money was distributed and that people received money to vote for and others to mobilise in the first round of the ballot on April 9. The visual recording shows two voters testifying that the candidate Ramos Horta personally handed out money in return for votes.

Mr Ramos Horta has denied the claim. But he is not the only one under attack. The Fretilin leadership has accused the Australian-led International Security Force of taking sides in this campaign. It says it lied when it claimed that weapons were found recently in a Fretilin convoy. Now it's accusing the ISF of attempting to inflame tensions by leaving weaponry and ammunition lying in the streets.

MARI ALKATIRI, FORMER FRETILIN PM: (TRANSLATOR) Why was this weapon lying on the ground? Was it a trap? We don't know.

The Australian Army has refused to respond directly to the allegations but it has released a statement. It concedes that a rifle did fall from a vehicle but it says it was recovered immediately with the assistance of members of the public. As for the allegations of bias, it says it is here at the invitation of the Government of East Timor, and it does not take sides. But that's not how Dr Mari Alkatiri sees it. Whipping up the crowds in Dili today, he railed against the ISF.

He said the crowd was so small because oppressive security had prevented people from coming.

He says it's become a feature of the campaign. The foreign soldiers do have widespread support here, but it's clear that Fretilin is becoming increasingly hostile to their presence.

In East Timor, Brian Thomson, World News Australia.

Termina a campanha eleitoral para o segundo turno no Timor-Leste

EFE – 6 Maio 2007 - 05:51

Díli - A campanha para o segundo turno das eleições presidenciais terminou hoje no Timor-Leste, país que em 9 de maio deverá escolher entre José Ramos Horta, atual primeiro-ministro, e Francisco Guterres, candidato da governamental Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin).

O fim da campanha foi protagonizado por Ramos Horta, que reuniu milhares de simpatizantes em Díli, a capital, enquanto Guterres realizou no sábado seu último ato eleitoral.

Ambos se transformaram nos dois únicos candidatos em disputa por serem os mais votados no primeiro turno, realizado em abril, mas sem que nenhum alcançasse mais de 50% dos votos, o necessário para ser declarado vencedor.

A campanha do segundo turno foi marcada por fortes acusações entre os dois candidatos, no passado unidos na luta contra o invasor indonésio.

Guterres pediu nesta semana a Ramos Horta que declarasse seu patrimônio, enquanto o primeiro-ministro acusou o candidato do Fretilin de comprar muitos de seus votos no primeiro turno. Além disso, Ramos Horta assegurou que Guterres e o Fretilin, partido que liderou a luta pela independência e que domina o arco parlamentar, recorreram às ameaças e às intimidações para conseguir votos.

Apesar de Guterres ter obtido a vitória no primeiro turno com uma pequena vantagem sobre Ramos Horta, os analistas prevêem agora um triunfo do primeiro-ministro graças ao apoio de cinco dos candidatos eliminados então.

No entanto, Guterres se agarra à forte presença do Fretilin nas áreas rurais do país.
As presidenciais precedem as eleições legislativas de 30 de junho, quando será escolhido o novo primeiro-ministro, e os dois processos são considerados fundamentais para a consolidação democrática do Timor-Leste.

Aritmética Pode Virar A Favor De Lu-Olo

Blog Timor Loro Sa’e Nação – 5 de Maio 2007
por: Malae Belu

Num universo de quase 523 mil eleitores recenseados votaram somente 395.127 cidadãos timorenses, nas eleições para a presidência da república, segundo informação do Secretariado Técnico da Administração Eleitoral de Timor-Leste. Também, segundo este organismo, a abstenção rondou 24.5%, correspondendo a cerca de 127 mil eleitores que optaram por não participar no acto eleitoral – significando que quase um quarto dos eleitores timorenses não votaram.

A possibilidade de Ramos Horta cativar os abstencionistas não tem parecido visível nesta segunda volta das eleições e se algum dos candidatos o tem feito não restam dúvidas de que o trabalho e as intenções vão direitinhos para Lu-Olo e para a organização da Fretilin. Ramos Horta parece estar a contar com o ovo no cu da galinha, que é como quem diz: isto já está ganho e o resto é cantigas… Mas poderá não ser tão fácil quanto possa parecer.

Lu-Olo tem possibilidades aritméticas provavelmente superiores às do seu antagonista, se quisermos tomar em consideração umas dezenas de milhares de abstencionistas nestas eleições, que anteriormente votaram – sendo que a maior parte das abstenções provêm de eleitores da Fretilin, assim como certamente irá recuperar votos, entregues a Lasama e outros, de eleitores que não vêem com bons olhos José Ramos Horta.

Conseguir vencer Horta nesta recta final, não será tão impossível quanto querem fazer crer os “matemáticos” que desesperam por entregar o país de bandeja ao governo australiano e aos insaciáveis sugadores do petróleo do Mar de Timor e do Suai. Horta sabe perfeitamente que a aritmética não lhe é tão favorável quanto querem fazer crer. Horta, refugiando-se em atitudes picuinhas e queixinhas procura encontrar sempre razões para denunciar as “ilegalidades” cometidas pelos elementos da campanha de Olo, contando para isso com a ajuda dos militares australianos – que não estão cá para outra coisa – assim como de toda a “nata” da UN, começando por Athul Khare e acabando nos funcionários anglófonos que descaradamente fazem campanha a seu favor.

Aussies “Fabricam Acontecimentos” Contra A Fretilin

Correm neste momento "rumores" em Dili sobre um acontecimento passado no distrito de Ermera relacionado com uma deslocação do ministro da justiça e do vice-ministro do interior em que tropas australianas os abordaram e concluíram que nas suas viaturas existia armamento e cerca de três mil dólares em dinheiro. A ocorrência disso não passou e os militares nada mais fizeram, nada mais puderam fazer – por ser perfeitamente legal, membros do governo deslocarem-se acompanhados de seguranças devidamente armados e terem dinheiro.

No entanto, houve o "cuidado", por parte dos militares australianos, de divulgarem o facto, empolando-o, na tentativa de, mais uma vez, “fabricarem acontecimentos” que possam denegrir a Fretilin, o seu candidato presidencial e oferecer vantagens a Ramos Horta.

Na verdade, para quem está esclarecido e tem possibilidades para o fazer, estas atoardas acabam por ter efeitos contrários aos pretendidos e contribuírem ainda mais – se isso fosse preciso – para nos certificarmos de que Ramos Horta não é um candidato timorense à Presidência da República, mas sim um candidato australiano à Presidência Timorense e controle do país.

Nem é o caso de… no melhor pano cair a nódoa, porque só não sabe quem Horta é se não quiser!

A verdade é que Ramos Horta e seus apoiantes estão a ver a “boa vidinha” andar para trás e mal será – para todos nós – que entrem em desespero, pois nessa altura os “casos e rumores" vão-se multiplicar, a agitação e violência também.
Não se esqueçam dos Reinados!

Premiê do Timor não tem idéias próprias, acusa antecessor

Lusa Brasil – 05-05-2007 10:50:08

Díli, 05 Mai (Lusa) - O primeiro-ministro do Timor Leste, José Ramos Horta, que também concorre à Presidência do país em segundo turno marcado para o próximo dia 9, foi neste sábado criticado por adversários da Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), no último grande ato de campanha desse partido para as presidenciais.

Na capital Díli, cerca de 300 pessoas estiveram no Parque da Independência para uma confraternização com o candidato Francisco Guterres "Lu Olo", também presidente do Parlamento.

O ex-premiê Mari Alkatiri (esquerda) foi o primeiro a discursar no evento da Fretilin, e previu um cenário político nebuloso para o Timor em caso de vitória da Ramos Horta para presidente. "Não acredito que o Timor Leste entre num beco sem saída, porque há sempre uma saída. O que pode ser é um país adiado por cinco ou dez anos. Ramos Horta é uma pessoa que não tem idéias próprias, não tem idéias sistematizadas", e que "hoje diz uma coisa, amanhã fala outra", afirmou Alkatiri. "Se o presidente for Ramos Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão (atual presidente), o país vai, sem dúvida, enveredar por um caminho de desenvolvimento que será insustentável, o que significa que daqui a 20 anos teremos uma nação completamente em ruínas", completou.

Oposição forte

Alkatiri, que deixou o Executivo timorense durante a crise político-militar de abril e maio do ano passado, disse também que o caminho de um governo de unidade nacional não é a melhor solução para o Timor, porque "não há democracia que sobreviva sem oposição".
Entre as críticas, Alkatiri disse também que o atual premiê timorense "já demonstrou não ter capacidade de gerenciar os interesses do Estado". "Quem, como primeiro-ministro, e com os poderes todos que tem, não conseguiu resolver os problemas não é como presidente que vai conseguir", destacou.

Sobre denúncias de compra de votos por parte de Ramos Horta, Alkatiri reafirmou ter provas e revelou novos dados e mensagens de celular que reforçariam sua tese. "Há uma mensagem onde se prometia uma moto a um coordenador da Fretilin que conseguisse mobilizar pessoas para votar em Ramos Horta".

"Falsas promessas"

"Lu Olo" explicou, por sua vez, que Ramos Horta "tem enganado as pessoas e feito promessas que não são cumpridas".

Francisco Guterres "Lu Olo", que conquistou 112.666 votos no primeiro turno das presidenciais timorenses (27,89% do total), aproveitou também para criticar seu adversário pelas "falsas declarações e acusações que faz contra a Fretilin" e contra sua candidatura. "Votar em mim é sinônimo de votar para a estabilidade e para a paz e para a consolidação do Estado democrático", acrescentou.

Lu Olo apela ao povo para não acreditar em promessas vazias



Díli, 06 Mai (Lusa) - O candidato da Fretilin às presidenciais timorenses apelou hoje ao povo para "não trocar um trabalho de cinco anos" do seu partido pelas "promessas vazias de pessoas que não deram provas", referindo-se a José Ramos-Horta.

Sem mencionar uma única vez na sua declaração o nome do seu adversário na segunda volta das eleições presidenciais que são disputadas a 09 de Maio, Francisco Guterres "Lu Olo" quis sublinhar diferenças para o Nobel da Paz e criticou o facto de Ramos-Horta se apresentar "como defensor dos pobres" e atacar a "Fretilin por não ter feito nada pelos pobres e vulneráveis".

"Peço aos eleitores para verificarem as evidências", afirmou "Lu Olo" para depois acrescentar que o actual chefe do Governo em exercício, Estanislau da Silva [Ramos-Horta regressa ao lugar de primeiro-ministro na segunda-feira], aprovou um pacote de assistência financeira para cada aldeia no valor de 10.000 dólares americanos.

"Este dinheiro vai para as pessoas, para desenvolver projectos de agricultura sustentados", disse "Lu Olo" ao salientar que "só foi possível disponibilizar este dinheiro no Orçamento deste ano por causa do fundo do Petróleo que tem actualmente 1.200 milhões de dólares norte-americanos segundo elementos da Fretilin.

Francisco Guterres "Lu Olo" acrescentou também que o "desenvolvimento é um direito do povo" e disse que a distribuição do dinheiro pelas aldeias (sucos) "não é caridade como, por exemplo, distribuir cobertores oferecidos por países estrangeiros", mas sim "transferir fundos legal e constitucionalmente de acordo com os direitos que o povo tem".

O candidato disse também que Timor-Leste não teria fundo do petróleo sem o seu partido e prometeu "ouvir" o povo e trabalhar em favor dos mais desfavorecidos se for eleito chefe de Estado. "Fizemos leis para dar assistência aos veteranos das Falintil e da Frente Clandestina, mas temos também que melhorar ajuda às viúvas, aos filhos e às filhas daqueles que morreram", afirmou o candidato.

Instado a explicar a razão do fundo de petróleo existir e continuarem a verificar-se problemas na sociedade timorense como o desemprego, ausência de infra-estruturas e desenvolvimento, o candidato considerou que tem sido desenvolvido algum trabalho, mas admitiu haver ainda muito por fazer.

Após a saída de "Lu Olo" da conferência de imprensa, a Fretilin emitiu ainda um comunicado do representante do candidato, José Fernandes, onde são acusadas as forças internacionais de estabilização estacionadas em Timor-Leste de terem "interrompido dois comícios da Fretilin" de apoio ao candidato presidencial.

"Os militares australianos agiram de forma brutal e de maneira intimidatória contra os nossos apoiantes", disse José Fernandes ao salientar que durante os dois comícios, a 03 de Maio em Ainaro e a 05 de Maio em Díli, foram utilizados helicópteros, tanques de guerra e forças armadas.

A campanha da segunda volta das presidenciais termina hoje estando agendada a votação para quarta-feira 09 de Maio e a tomada de posse do novo chefe de Estado, que irá suceder da Xanana Gusmão, para 20 de Maio
JCS-Lusa/fim

Perfis dos candidatos presidenciais, "Lu Olo" e Ramos-Horta

Díli, 06 Mai (Lusa) - O presidente do Parlamento, candidato da Fretilin, e o primeiro-ministro, candidato independente apoiado por cinco dos seis "derrotados" na primeira volta, são os dois adversários na segunda volta das eleições presidenciais timorenses que se realizam a 09 de Maio.
O sucessor do Presidente Xanana Gusmão será empossado a 20 de Maio, seis semanas antes das eleições legislativas marcadas para 30 de Junho. Os perfis dos dois candidatos, pela ordem em que aparecem no boletim de voto.

Francisco Guterres "Lu Olo" - 53 anos, natural de Ossú, Viqueque, na costa sul. Presidente do Parlamento Nacional.

Quando a Indonésia invadiu Timor-Leste em 1975, Francisco Guterres "decidiu fugir para o mato, onde viria a juntar-se ao pelotão comandado por Lino Olokassa, no Monte Perdido - Ossú", segundo a nota biográfica oficial do candidato presidencial.

Em Julho de 1976, Francisco Guterres foi nomeado vice-secretário da zona costeira Leste, em Matebian.

Nas duas décadas seguintes, ocupou diferentes cargos na resistência armada timorense, passando "mais de vinte anos sem entrar numa cidade ou vila", conforme refere o documentário "Nascimento de uma Nação" da cadeia ABC.

Em 1997, "Lu Olo" assumiu o cargo de secretário da Comissão Directiva da Fretilin, após a morte de Konis Santana.
No mesmo ano, foi criado o Conselho Nacional da Resistência Timorense, onde "Lu Olo" ocupou vários cargos.

Francisco Guterres foi eleito presidente da Fretilin no primeiro congresso do partido, em Julho de 2001, e reeleito em Maio de 2006. Foi presidente da Assembleia Constituinte em 2001 e 2002.

"Como candidato da Fretilin, regresso às origens e revejo o passado de sofrimento por que passámos", declarou "Lu Olo" no seu manifesto de candidatura. Buscarei sempre inspiração nos nossos heróis, desde Nicolau Lobato a Nino Konis Santana", dois líderes da Resistência que "Lu Olo" homenageou no seu comício de encerramento em Díli.

"Lu Olo" apresentou-se na campanha como "filho de gente humilde" e "católico praticante".
Na primeira volta, "Lu Olo" obteve 112.666 votos, ou 27,89 por cento.

O candidato do partido maioritário conta com o apoio de um dos outros sete candidatos presidenciais na primeira volta, Manuel Tilman, líder do Partido Kota (União dos Filhos Heróicos das Montanhas de Timor).

Manuel Tilman obteve 16.534 votos, ou 4,09 por cento, em sexto lugar no cômputo final da primeira volta.

José Ramos-Horta - 58 anos, nasceu em Díli.

Formado em Direito Internacional e membro fundador da ASDT e da Fretilin, partido que abandonou em 1989. Ramos-Horta é filho de um sargento português, natural da Figueira da Foz, deportado para Timor na sequência da Revolta dos Marinheiros em Lisboa contra o Estado Novo e a Guerra Civil Espanhola em 1936.

Ministro dos Negócios Estrangeiros da Fretilin, após a declaração unilateral de independência de 1975, viveu no exílio em Portugal, na Austrália e nos Estados Unidos da América. Distinguido com o Prémio Nobel da Paz, com o bispo D. Xímenes Belo, em 1996, regressou a Timor após a consulta popular de 1999.

Chefe da diplomacia da RDTL desde 2002, assumiu o cargo de primeiro-ministro na sequência da demissão de Mari Alkatiri, em Junho de 2006. "Não faço oposição à Fretilin, nunca o fiz e não vou fazer", garante o primeiro-ministro", garante.

Candidata-se à Presidência sem o apoio da Fretilin. "Felizmente, não devo grandes favores a nenhum partido político. Não estou comprometido com ninguém. Apenas com este povo".
José Ramos-Horta é o candidato mais conhecido internacionalmente. Já disse várias vezes que a crise política e militar de 2006 o desviou de um processo adiantado de angariação de apoios para ser secretário-geral das Nações Unidas.

Foi no estrangeiro, diz, que terá reunido apoios e "pressões" para se apresentar a estas presidenciais, sobretudo na deslocação a Nova Iorque para o Conselho de Segurança de 12 de Fevereiro.

"Quer o I Governo Constitucional, quer o II, beneficiaram de apoios através de mim", sublinha ao falar das suas amizades "em Washington, em Nova Iorque, em Berlim, em Camberra, em Jacarta".

Internamente, o candidato sem partido apareceu ao lado de um veterano da luta, Cornélio Gama, aliás "L7", e do seu partido UNDERTIM (União Nacional Democrática da Resistência Timorense) e do movimento religioso Sagrada Família.
Outros partidos e cisões apoiaram José Ramos- Horta na primeira volta das presidenciais, como o grupo Mudança da Fretilin e o Partido Milénio Democrático.

Do programa de José Ramos-Horta constam várias medidas directamente dirigidas à Igreja católica, supostamente um dos seus apoios eleitorais: desde a inclusão de referências mais explícitas a Deus na Constituição, ou a atribuição de um subsídio anual de dez milhões de dólares a instituições religiosas, ou, a nível dos símbolos, o lançamento da campanha vestido com uma camisa estampada com Jesus Cristo.

Na segunda volta, cinco dos candidatos presidenciais das eleições de 09 de Abril apoiam expressamente José Ramos-Horta: Fernando "Lassama" de Araújo, do Partido Democrático, Francisco Xavier do Amaral, da Associação Social Democrática Timorense, Lúcia Lobato, do Partido Social Democrata, Avelino Coelho, do Partido Socialista de Timor, e João Carrascalão, da União Democrática Timorense.

Em conjunto, estes cinco candidatos representaram 186.639 votos, ou 68,02 por cento.
PRM/PSP-Lusa/fim

Nervosismo nos últimos dias da campanha eleitoral em Timor

Diário de Notícias, 06/05/07

LUÍS NAVES

A campanha eleitoral das presidenciais em Timor-Leste entrou na recta final. O candidato apoiado pela Fretilin, Francisco Guterres "Lu-Olo", realizou ontem o último comício em Díli e acusou o seu rival na segunda volta, José Ramos-Horta, de contar com apoio das forças internacionais estacionadas no país e de não defender os recursos energéticos.

Na véspera, "Lu-Olo", que ficou à frente na primeira ronda, com quase 28%, acusara o primeiro-ministro Ramos Horta de compra de votos. A votação realiza-se na quarta-feira.

No comício de ontem, que reuniu 300 pessoas no Parque da Independência (segundo a Lusa), o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, lançou duras críticas a Ramos-Horta e ao presidente Xanana Gusmão, que poderá tentar chefiar um futuro governo: "Não tenho dúvida de que se o presidente for Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão, este país vai enveredar por um caminho de desenvolvimento insustentável, o que significa que daqui a 20 anos, teremos um país completamente em ruínas", disse o ex-governante.

Alkatiri foi vítima da grave crise política do ano passado, que motivou a intervenção de forças internacionais lideradas pelos australianos e provocou a queda do seu executivo. Segundo a Fretilin, o candidato rival tem apoio da força internacional (que não consegue deter o major Alfredo Reinado, o homem que esteve na origem da crise de 2006). Outra acusação é dirigida aos rendimentos de Ramos-Horta, que o primeiro-ministro recusa divulgar, alegando não ser exigência constitucional.

Foi o Governo de Alkatiri que negociou com a Austrália a partilha do petróleo no offshore ao largo de Timor. Isso valeu algumas centenas de milhões de dólares para a antiga colónia portuguesa, mas garantiu também pouca simpatia de Camberra pelos dirigentes da Fretilin. Os media australianos, aliás, têm centrado a cobertura da segunda volta sobretudo em José Ramos-Horta.

É difícil avaliar até que ponto será importante, nesta campanha, a discussão em torno da soberania timorense dos recursos petrolíferos, nomeadamente a decisão sobre o local onde será processado o gás natural do offshore conhecido por Greater Sunrise, com duas opções: Austrália ou Timor-Leste. Lu-Olo defende uma companhia nacional para explorar o gás natural do país e processamento do offshore em Timor. O primeiro-ministro quer deixar a decisão para o Banco Mundial.

A Fretilin acusou igualmente Ramos-Horta de estar a comprar votos, mas ainda não forneceu as provas que diz possuir, nomeadamente testemunhos de pessoas aliciadas. Os apoiantes de Ramos-Horta negam todas as acusações. O primeiro-ministro tem o mandato suspenso e está em acções de campanha fora da capital.

A alegação de apoio a um dos candidatos foi entretanto rejeitada pelo porta-voz das Forças de Estabilização Internacionais. A fonte garantiu que o contingente mantém uma "posição neutra e imparcial no processo" eleitoral. - Com Lusa

Diga-nos o que possui, Senhor Ramos Horta

Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente

FRETILIN

Comunicado de imprensa
6 Maio 2007


José Ramos Horta deve deixar de se esquivar de responder acerca dos beus bens pecuniários, disse hoje, José Manuel Fernandes, representante oficial do candidato presidencial da FRETILIN, Sr. Francisco Guterres Lu Olo.

"José Ramos Horta continua a não responder a importantes perguntas a ele dirigidas pelos representantes da sociedade civil e eleitores durante esta campanha eleitoral para que revele francamente todo o seu património", afirmou Fernandes.

"Lu Olo divulgou uma declaração detalhando todos os seus bens, mas Ramos Horta recusa-se a providenciar uma declaração por escrito justificando-se qua não o faz devido a ausência de legislação.

"É fácil fazer uma declaração por escrito e ele deve fazê-lo, tal como Lu Olo o fez".

"Lu Olo declarou há 12 dias atrás todo o seu património. Será que os bens pecuniários de Ramos Horta são tão extensivos e complicados que ele precisa de 12 dias para os descrever?

"Parece que Ramos Horta necessita de ser forçado por lei para ser transparente e honesto para com o seu povo".

Fernandes disse que, durante a luta pela independência, era crucial para as operações clandestinas da FRETILIN obter a confiança do povo.

"Nós conseguimos conquistar a confiança do nosso povo de tal forma que nunca fomos denunciados ao inimigo, inimigo esse com maiores poderes financeiros e bélicos. Lu Olo sobreviveu 24 anos na luta armada contando sempre com a confiança total do nosso povo."

"Um ambiente de total confiança foi construída entre pessoas – não porque o estado o exigia por lei".

"Apelo a Ramos Horta para que se comporte de uma maneira clara e transparente criando assim um precedente para os futuros candidatos na nossa jovem democracia.''

"Todas as vezes que é questionado acerca dos seus bens pecuniários, Ramos Horta distancia-se e fala de outros assuntos. Agora ele diz que só fará a declaração sobre os seus bens pecuniários se fôr regulamentada por lei , e se a auditoria fôr feita por uma autoridade reguladora".

"Esta é a prova evidente de total desconhecimento da função e natureza da declaração de bens pecuniários. Já vi declarações de bens pecuniários de outros países. Para dizer que é necessária auditoria é o mesmo que deitar fumo para os olhos".

Fernandes apontou como exemplo uma declaração de bens pecuniários do Governo Estatal de Vitória-Australia, de oficiais seniores do governo (cópia em anexo) que não exige auditoria.

Fernandes disse que Ramos Horta voltou a deitar fumo para os olhos ao insistir na mentira de que Lu Olo possuía uma "vila"em Ossu no valor de US$700,000.

"Qualquer pessoa que conheça a humilde casa da família de Lu Olo, concordará que é uma idiotice descrevê-la como sendo uma "vila".

"Não está pintada, não tem comodidades no interior , os quartos não tem portas e quanto às dimensões, é inferior a metade da luxuosa vila de Ramos Horta em Dili", afirmou Fernandes.


Para mas informações, contactar:
José Manuel Fernandes, Representante do candidato Lu Olo para as
eleições presidenciais, tel, (+670) 734 2174 (Dili)

Timorensemente correcto

Do Blog Bichos Carpinteiros:

Ontem a TSF, no seu noticiário das 12h, anunciou que um porta-voz da Fretilin acusava Ramos Horta de «comprar votos» na última campanha eleitoral e que teria videos comprovativos.

Tanto bastou para que aquela estação apresentasse uma entrevista com um responsável da campanha de Ramos Horta que explicou, com alguma candura, as pequenas ofertas que se podem fazer em situações dessas para mimar o eleitorado.

No fim a entrevistadora não resistiu e perguntou:«Mas o video pode ser manipulado?».

E lá veio a resposta óbvia...

posted by josé medeiros ferreira http://bichos-carpinteiros.blogspot.com/

Lu Olo anuncia medidas para proteger a soberania do petróleo

Frente Revolucionária de Timor-Leste Independente

FRETILIN

Comunicado de imprensa
5 Maio 2007

O candidato presidencial da FRETILIN Francisco Guterres Lu Olo promoverá duas medidas para garantir que o povo de Timor-Leste obtenha o máximo de benefícios das reservas de gás e petróleo do país.

Lu Olo disse hoje que pretende que a exploração e o desenvolvimento do petróleo e do gás "onshore" sejam feitos por uma companhia nacional, e o gás proveniente do Greater Sunrise ("offshore") seja processado em Timor-Leste.

"Como presidente farei tudo que estiver ao meu alcance e de acordo com a constituição para assegurar que os recursos naturais de Timor-Leste sejam permanentemente explorados em benefício de Timor-Leste e do nosso povo", disse Lu Olo.

Lu Olo não concorda com o seu adversário Ramos Horta por ter afirmado que o gás do "Greater Sunrise" será ou não canalizado para Timor-Leste ou para a Austrália dependendo esta decisão do estudo por ele proposto ao Banco Mundial. Ramos Horta fez esta declaração numa conferência em que estiveram presentes os membros do governo, o presidente, os deputados e Timorenses da sociedade civil em Dili realizada no dia 13 de Abril de 2007(sexta-feira).

Lu Olo afirmou : Não concordo com este ponto de vista. Quem governa este país? Nós. A quem pertence a soberania deste país? Ao nosso povo. Que interesses deveremos salvaguardar? Os do noso povo.

"O Banco Mundial poderá providenciar ajuda técnica e financiamento, mas Timor-Leste como estado soberano decidirá o que fazer com a parte que nos pertence do Greater Sunrise. Eu porei sempre os interesses da nossa nação em primeiro lugar – foi para isso que lutámos árduamente, durante longos anos, pela independência".

Lu Olo disse que manifestou claramente a sua opinião ao governo de que a exploração e o desenvolvimento do petróleo e do gás "onshore" (em terra) deverão ser feitos por uma companhia petrolífera nacional.

"O governo tem vindo a informar-me sobre o projecto de lei para o estabelecimento de uma companhia petrolífera nacional, projecto este que já foi posto à consideração do público em geral. A criação desta companhia é também uma maneira de envolver investidores privados nacionais como accionistas..

"Criar uma companhia petrolífera nacional é uma maneira de garantir que exerçamos controle sobre os nossos recursos para o nosso povo. A outra maneira é controlarmos o processamento e uso dos recursos de modo a criar outras industrias e mais postos de trabalho. É também por isso que, como presidente, darei apoio total aos esforços do governo para trazer o gás do campo "Greater Sunrise" para o solo Timorense".

Lu Olo disse também que, como Presidente, iria sensibilizar o Parlamento para enquadrar as garantias e as medidas de transparência das leis do petróleo na Constitução da República, para salvaguardar a riqueza de Timor-Leste para as gerações futuras.

Lu Olo disse que a maioria parlamentar da FRETILIN e o Governo da FRETILIN fizeram todos os possíveis para assegurar que os recursos naturais, especialmente o petróleo, continuem sob o controlo do povo de Timor-Leste.

"A nossa Lei de Exploração do Petróleo foi aprovada sem nenhum voto contra e a Lei do Fundo de Petróleo foi aprovada unanimemente no Parlamento Nacional depois de terem sido sujeitas à consultas públicas" Isto indica que há consenso entre todos os partidos com assento no Parlamento e o povo em relação a estas leis. Prometo proteger o consenso alcançado nestas leis", afirmou.

„A Lei de Exploração de Petróleo de Timor-Leste foi amplamente aclamada por ser a mais moderna, mais transparente e progressiva lei no mundo, sendo coniderada "uma das melhores práticas a nível mundial"

"As leis salvarguardam direitos nacionais de propriedade e interesses nacionais providenciando garantias transparentes e apropriadas para o estabelecimento de uma Companhia Nacional de Petróleo (propriedade estatal ou mista) que participe em todas as operações de exploração

"Acompanhei de perto a elaboração das leis e o nosso concurso inaugural. O Governo manteve-me a mim e o parlamento sempre bem informados. Sei que o governo adjudicou contratos para exploração do petróleo no mar de Timor-Leste a companhias internacionais de grande reputação que participaram em concursos internacionais competitivos e transparentes''.

Timor:Forças Internacionais negam estar promover Ramos-Horta

Diário Digital/Lusa
05-05-2007 13:41:23

As Forças de Estabilização Internacionais (ISF) estacionadas em Timor-Leste refutaram hoje estar a dar qualquer apoio à campanha de José Ramos-Horta em detrimento do candidato da Fretilin como acusa aquele partido político.

Em resposta a uma questão apresentada pela agência Lusa que deriva das acusações da Fretilin de que as forças internacionais, nomeadamente australianas, estariam na região leste do país a promover a candidatura de José Ramos-Horta em detrimento da de «Lu Olo», o porta-voz Ivan Benitez-Aguirre disse que as ISF «respeitam o processo democrático» de Timor e considera «inapropriado» qualquer comentário político.

«Respeitando a atenção que é dada ao processo eleitoral em Timor-Leste, as ISF não irão conceder qualquer entrevista durante a campanha eleitoral», refere, a resposta escrita, ao salientar também que os elementos daquela força «estão espalhados pelos vários distritos para apoiar o programa de segurança das eleições».

«As ISF mantêm uma posição neutral e imparcial neste processo e não fizeram nenhum comentário de apoio a qualquer candidato ou partido político», acrescenta a nota.

Relativamente a um caso em que a 28 de Abril em Ermera foi fiscalizada uma carrinha com 60 apoiantes da Fretilin onde foi encontrada uma arma artesanal e vários maços de dinheiro no valor global de cerca de cinco mil dólares e divididos com nomes de várias aldeias, as ISF recusaram qualquer comentário salientando que o caso está a ser investigado pela polícia das Nações Unidas pelo que «qualquer questão deverá ser dirigida àquela força».

Na sexta-feira, Mari Alkatiri negou numa conferência de imprensa que as forças internacionais tenham encontrado qualquer arma mas escusou-se a falar sobre o dinheiro.

A resposta de Ivan Benitez-Aguirre sustenta ainda que as ISF estão em Timor-Leste em resposta ao pedido de ajuda do Governo para apoio ao restabelecimento da paz e estabilidade no país e que é sua missão ajudar o Governo local e as Nações Unidas a «manter a estabilidade e assegurar um ambiente de segurança que permita aos timorenses resolver as suas diferenças de forma pacífica».

A segunda volta das eleições presidenciais timorenses disputam-se quarta-feira, 09 de Maio, entre os candidatos José Ramos-Horta e Francisco Guterres «Lu Olo».

Dos Leitores

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Fretilin acusa Ramos-Horta de comprar votos":

Acabei de ver no noticiário das 13 na RTP1 uma interessante peça com partes dos depoimentos que entregaram à CNE e fiquei a saber que às velhas o Horta dava arroz, aos velhos um ou dois dólares e que a um coordenador de distrito (salvo erro) prometeu uma mota!

A peça já está disponível também na Antena 1 mas só por Audio e não sei fazer a linkagem mas sugiro que a façam.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.