terça-feira, dezembro 05, 2006

Bairro de Taibessi palco de confrontos

TVI - 2006-12-04 14:02

Uma pessoa morreu e pelo menos outras duas ficaram feridas durante confrontos em Díli.

Em Timor-Leste, uma pessoa morreu e pelo menos outras duas ficaram feridas durante confrontos registados, esta noite, em Díli.


Os desacatos tiveram lugar no bairro de Taibessi. De acordo com uma fonte hospitalar, a vítima mortal foi encontrada carbonizada no interior de um estabelecimento comercial. Os bombeiros acreditam tratar-se de fogo posto.

Os dois feridos, vítimas de golpes de catana no pescoço e nas costas foram transportadas para o Hospital. Os confrontos opuseram dois grupos rivais, os «sete-sete» e os «psht».

No bairro de Taibessi foi reforçado o patrulhamento por parte das forças das Nações Unidas. Vários relatos de testemunhas indicam que existam mais feridos resultantes dos confrontos.

.

Cadáver encontrado em Díli, 2 feridos graves em novos confrontos

Díli, 05 Dez (Lusa) - O cadáver de um timorense foi encontrado hoje num a ribeira de Díli, onde novos confrontos registados nas últimas horas provocaram dois feridos graves, disseram à Lusa fontes policiais e hospitalares na capital de Timor-Leste.

Segundo a porta-voz da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) em Timor-Leste , comissária Mónica Rodrigues, a vítima mortal foi encontrada hoje de manhã (hor a local), junto à ribeira que separa os bairros de Taibessi e Bécora.

Desde domingo à noite, quando se iniciaram confrontos entre elementos d os grupos de artes marciais "Sete Sete" e PSHT no bairro de Taibessi, que se prolongaram por segunda-feira, foram mortas duas pessoas, disse a mesma fonte.

Segundo o director do Hospital Nacional Guido Valadares, António Calere s Júnior, a primeira vítima destes confrontos morreu carbonizada domingo à noite , em consequência de fogo posto numa loja do mercado de Taibessi, tendo o corpo sido encontrado pelos bombeiros.

Segunda-feira, António Caleres anunciou uma segunda vítima mortal destes confrontos, mas a UNPOL não confirmou a ocorrência, mas sim a descoberta de um segundo cadáver hoje de manhã, junto à ribeira que separa os bairros de Taibessi e Bécora.

Os dois cadáveres apresentam sinais de múltiplas feridas provocadas por catanadas e outro tipo de lâminas, tendo os agressores cortado as orelhas das d uas vítimas e, num caso, as mãos, disse à Lusa António Caleres Júnior.

A ferocidade demonstrada está a impressionar as autoridades policiais, tendo fonte policial, que pediu para não ser identificada, referido à Lusa que f oram referenciadas armas de fogo, além das tradicionais armas tradicionais, como catanas, "rama-ambom" (pequenas setas, com a ponta revirada) e dardos, em poder dos elementos dos dois grupos.

Novos confrontos registados hoje nos bairros de Bebonuk e Fatuhada, em Díli, provocaram dois feridos graves, segundo disse à Lusa o director do Hospital Nacional Guido Valadares.

António Caleres precisou que os dois feridos deram entrada no hospital com ferimentos graves na zona do pescoço e do abdómen, respectivamente.

Desconhece-se se os confrontos de hoje em Bebonuk envolveram também ele mentos dos dois grupos de artes marciais referenciados em Taibessi, embora fonte s policiais contactadas pela Lusa admitam essa possibilidade.

Com os dois feridos graves hoje registados - um deles com escassas possibilidades de sobreviver devido aos ferimentos provocados por catanadas na zona do pescoço -, o total de vítimas oficialmente considerado nos confrontos ocorridos em Díli desde o passado domingo passou a ser de dois mortos e seis feridos.

A violência em Taibessi levou a que centenas de pessoas tenham optado por fugir do local, refugiando-se nas montanhas, disseram à Lusa residentes do ba irro.

Os confrontos de Bebonuk provocaram também o êxodo de parte da população residente na área afectada pelos incidentes.

Timor-Leste vive um clima de instabilidade desde Abril, quando se iniciou uma crise político-militar que levou a confrontos entre elementos da polícia e das forças de defesa, que se estenderam depois a grupos rivais de civis.

Desde então, mais de 60 pessoas foram mortas no país, a maioria em Díli .

A violência levou ainda a que 180 mil pessoas abandonassem as suas áreas de residência, refugiando-se em campos de acolhimento na capital e nos distritos do interior.

Segundo as Nações Unidas, 95 mil timorenses continuam com o estatuto de deslocados internos, dos quais 25 mil em Díli e os restantes 70 mil no interior .

EL-Lusa/Fim
.

Realização de eleições pode ajudar ultrapassar actual fase, Arnaut

Díli, 05 Dez (Lusa) - A actual situação em Timor-Leste poderá ser ultrapassada com as próximas eleições, a realizar em 2007, defendeu hoje em Díli o presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros da Assembleia da República de Portugal, José Luís Arnaut.

O deputado português, que intervinha na cerimónia de boas vindas realizada numa sessão plenária do Parlamento Nacional de Timor- Leste, destacou que os timorenses vivem actualmente uma fase de "crescimento e de consolidação democrática".

"Timor, que iniciou a sua vida como nação livre, democrática e soberana em 2002, está naturalmente num percurso de crescimento e de consolidação democrática. E todo o crescimento tem a sua própria dor e as suas próprias fases", disse.

Todavia, formulou votos para que a actual fase "seja ultrapassada rapidamente e que, com as próximas eleições, que em democracia representam sempre um impulso, Timor entre numa nova fase", acrescentou.

José Luís Arnaut lidera uma delegação da Assembleia da República, que iniciou hoje uma visita de trabalho de três dias a Timor-Leste na sequência de uma deslocação à Austrália, seguindo na próxima quinta-feira para a Indonésia.

Neste primeiro dia da estada em Díli, a delegação parlamentar portuguesa já teve um encontro com o Presidente Xanana Gusmão, e foi homenageada com a cerimónia de boas vindas no Parlamento timorense.

Depois de um encontro com o presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres "Lu-Olo", em que José Luís Arnaut entregou um convite do presidente da AR, Jaime Gama, para que "Lu-Olo" e uma delegação parlamentar timorense efectuem uma visita oficial a Portugal, realizou-se a cerimónia de boas vindas.

Na ocasião, Francisco Guterres "Lu-Olo" destacou que o Parlamento Nacional está perante um ciclo político "em que a grandeza dos desafios depara com instrumentos e meios ainda insuficientes para materializar as soluções que se impõem".

"O trabalho legislativo tem vindo a intensificar-se, nomeadamente com a discussão dos projectos de leis eleitorais para o Parlamento Nacional e Presidência da República, tendo em conta a realização de eleições em 2007", adiantou.

"Num tempo de sérias dificuldades, como é aquele em que vivemos, são enormes as responsabilidades que impendem sobre os titulares de cargos políticos", disse Francisco Guterres "Lu-Olo", que disse ser altura de se pensar no futuro, deixando de lado "as recriminações" resultantes da análise do passado.

Integram a delegação parlamentar portuguesa os deputados Renato Leal (PS), Abílio Fernandes (PCP), Hélder Fernandes (CDS-PP) e João Semedo (BE), à qual se juntou também o deputado José Cesário (PSD), eleito pelo Círculo Eleitoral Fora da Europa, e que chegou segunda-feira a Díli.

Os parlamentos de Portugal e de Timor-Leste mantêm relações de cooperação desde Novembro de 2000.

Em Fevereiro de 2004 - por ocasião da visita oficial que o então presidente da AR, João Bosco Mota Amaral, efectuou a Timor-Leste -, foi assinado um protocolo que regulamenta o apoio da Assembleia da República ao Parlamento Nacional, que vai da assessoria jurídica ao reforço da capacitação técnica e científica dos deputados e funcionários parlamentares timorenses.

EL-Lusa/Fim
.

Deputados portugueses em Díli para manifestar solidariedade

Díli, 05 Dez (Lusa) - Uma delegação de deputados portugueses, com representantes de todos os partidos com assento parlamentar, chegou hoje a Timor-Leste com o objectivo de reafirmar a solidariedade da Assembleia da República (AR) ao Parlamento Nacional timorense (PNTL).

Liderada por José Luís Arnaut, presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros da AR, a delegação integra os deputados Renato Leal (PS), Abílio Fernandes (PCP), Hélder Fernandes (CDS-PP) e João Semedo (BE), à qual se juntou também o deputado José Cesário (PSD), eleito pelo Círculo Eleitoral Fora da Europa, e que chegou segunda- feira a Díli.

O programa desta visita de trabalho de três dias iniciou-se com um encontro no Palácio das Cinzas, sede da Presidência da República, com Xanana Gusmão.

No final deste encontro, José Luís Arnaut salientou ter transmitido ao chefe de Estado timorense a solidariedade do parlamento português para com Timor-Leste, que disse estar a atravessar "uma fase de crescimento, uma fase de afirmação".

"Todo o crescimento tem uma dor, todo o crescimento tem as suas fases. Acreditamos que estamos numa fase que é necessário rapidamente superar", acrescentou.

O objectivo, sustentou, é garantir que Timor-Leste ultrapasse as actuais dificuldades e possa continuar a crescer.

"Estamos aqui para prestar a nossa solidariedade ao povo timorense, dizer quer o povo português não esqueceu e não esquece a causa do povo timorense, e que estamos aqui empenhados em continuar a lutar para que sejam superadas as dificuldades e sejam criados novos momentos e se possa continuar a crescer a democracia, a afirmar um Estado soberano, um Estado democrático, um Estado livre, onde haja bem- estar para toda a população", enfatizou.

"É isso que desejamos. Temos uma pátria comum que é a língua portuguesa. Queremos contribuir para o desenvolvimento dessa pátria comum, que é a língua portuguesa", frisou.

José Luís Arnaut recordou ainda os acontecimento por que passou há cerca de quatro anos, então na qualidade de ministro Adjunto do primeiro-ministro, durante a visita oficial que então efectuou a Timor-Leste.

"Há quatro anos estava aqui, como ministro, quando houve uma tentativa de golpe de estado, em que por razões excepcionais teve que se assumir o comando das tropas portuguesas fora das Nações Unidas para repor a ordem pública e evitarem-se mais mortos que aqueles que houve", salientou.

"Foram momentos muito difíceis. Foram, talvez, em toda a minha vida, os momentos mais intensos que vivi, aquelas 48 horas difíceis, de violência, de muitos confrontos e onde também era necessário muito sangue frio", recordou.

No dia 04 de Dezembro de 2002, diversos actos de violência em vários pontos da capital, provocaram pelo menos dois mortos e avultados estragos materiais, entre os quais a residência particular do então primeiro-ministro Mari Alkatiri, tendo os "capacetes azuis" portugueses intervido na reposição da ordem pública.

Antes de partir quinta-feira para a Indonésia, para prosseguir a viagem de trabalho que iniciou na Austrália, a delegação parlamentar portuguesa tem previstos encontros com diversas entidades, designadamente o primeiro-ministro José Ramos Horta, os bispos de Díli e Baucau, e uma visita ao quartel da GNR e à Escola Portuguesa.

EL-Lusa/Fim
.

Problemas em Lahane e Audian

Registaram-se confrontos entre Lahane e Audian. Evitar as zonas.

.

Fijian military chief declares coup

ABC News Online
Tuesday, December 5, 2006. 5:24pm (AEDT)

Fiji's military chief says the army has taken over the country, plunging the South Pacific island nation into its fourth coup in 20 years.

Commander Frank Bainimarama made the announcement a short time ago during a news conference in the capital Suva.


The military leader had repeatedly threatened to topple Prime Minister Laisenia Qarase's Government, claiming it is corrupt and soft on those who were behind Fiji's last coup in 2000.

Earlier, heavily armed troops put up roadblocks around Suva and surrounded the Prime Minister's residence.

Mr Qarase, whose Government won a second five-year term in May, has told Fiji Radio he is under house arrest.

Commodore Bainimarama says the ongoing stalemate between the military and the Government forced him to act.

"As of 6:00 this evening [5:00pm AEDT], the military has taken over the Government, has executive authority in the running of this country," he said.

"I urge all citizens to remain calm and maintain the peace that currently prevails.

"As of now, the military and the police are working together to ensure that the situation remains calm."

Mr Qarase remains in his home with around 100 armed troops on the street outside his house.

Troops earlier confiscated his car.

Soldiers have also surrounded the main government buildings in Suva and have set up roadblocks throughout the city.

Consequences

Australia's Foreign Affairs Minister, Alexander Downer, has said the international response to a coup would be swift, with Fiji facing possible suspension from the Commonwealth.

The Australian Government has strongly condemned the actions of Commodore Bainimarama.

Mr Downer has said a coup would have severe ramifications for Fiji's international standing.

"The secretary-general of the United Nations has warned of implications for Fiji military personnel in international peacekeeping," he said.

"The Commonwealth Ministerial Action Group will meet to discuss Fiji's suspension from the Commonwealth during the course of next week."

The office of Fijian President Ratu Josefa Iloilo has issued a statement saying reports he has dissolved Parliament, making way for an interim government, are wrong.

His statement says he neither condones nor supports the military's actions.

.

José Luís Arnaut defende maior cooperação com Austrália para ajudar Timor

Lisboa, 04 Dez (lusa) - O presidente da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros, o deputado do PSD José Luís Arnaut, defendeu hoje uma maior cooperação com a Austrália, reconhecendo o "papel político relevante" deste país em Timor-Leste.

"O nosso papel tem de ser cada vez mais de uma maior cooperação", disse José Luís Arnaut, que se encontra na Austrália, no âmbito de uma visita que uma delegação da comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros está a efectuar à Austrália, Timor-Leste e Indonésia.

Contactado telefonicamente pela Lusa, José Luís Arnaut explicou que a delegação portuguesa foi já recebida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros australiano e deslocou-se ao Parlamento daquele país, onde assistiu a uma sessão.

"Portugal e a Austrália, nas questões fundamentais estão do mesmo lado, como na luta contra o terrorismo, na defesa pelos direitos humanos, entre outras", recordou José Luís Arnanut, salientando a necessidade de os dois países aprofundarem as suas relações, apesar da distância geográfica.

"A Austrália e Portugal estão em Timor e nós reconhecemos o papel político relevante da Austrália em Timor-Leste. Por isso, queremos ajudar, queremos estreitar os laços, colaborar e trabalhar em conjunto para ajudar Timor a ultrapassar as vicissitudes", acrescentou.

Da Austrália, a delegação parlamentar portuguesa seguirá para Timor-Leste, onde tem agendados encontros com o Presidente timorense, Xanana Gusmão, e o primeiro-ministro.

No final da semana, a delegação visitará ainda a Indonésia.

Além de José Luís Arnaut, seguem na delegação portuguesa os deputados Renato Leal (PS), Abílio Fernandes (PCP), Hélder Amaral (CDS- PP) e João Semedo (BE).

VAM-Lusa/Fim
.

Fiji's military chief says he has taken over control of the South Pacificisland nation.

In CNN - Breaki

.ng News.

Padres jesuítas portugueses lançaram livro de memórias em Díli

Díli, 04 Dez (Lusa) - Os padres jesuítas portugueses João Felgueiras e José Martins, que totalizam 67 anos de vida missionária em Timor-Leste, lançaram hoje em Díli a primeira parte das suas memórias em solo timorense.

Intitulado "Nossas Memórias de Vida em Timor", o livro, de 296 páginas, representa, segundo os autores, "uma experiência existencial de vida, pela luta com os timorenses", numa descrição em que os timorenses são os heróis "da memór ia colectiva da marcha de três décadas em direcção à libertação".

Dividido em sete períodos (1974/75, Invasão, Reabertura do Seminário, 1 982/85, 1985/90, 1990/95, 1995/99), a obra anexa parte da correspondência trocad a entre Díli e Portugal durante a ocupação de Timor-Leste pela Indonésia, entre 1975 e 1999.

No lançamento - efectuado no Centro Juvenil Padre António Vieira, Díli, que hoje completa cinco anos -, o padre José Martins, que chegou ao território em 1974, referiu-se à actual crise no país, manifestando-se "magoado" e consider ado que a Igreja e a liderança política "não se devem opor".

"O caos não iliba ninguém de culpas. Nem o governo nem a hierarquia católica", sustentou.

O padre João Felgueiras, que chegou ao território em 1971, defendeu, por seu turno, que "Timor tem que demonstrar que merece o que a comunidade internacional lhe deu".

Os dois padres jesuítas anunciaram que pretendem completar o ciclo de desfiar das memórias com a publicação de mais dois livros.

Assistiram à cerimónia de lançamento do livro o presidente timorense, X anana Gusmão, o primeiro-ministro José Ramos-Horta, os bispos de Díli, D. Albert o Ricardo da Silva, e de Baucau, D. Basílio do Nascimento, o comandante das forças armadas, general Taur Matan Ruak, e o embaixador de Portugal em Díli, João Ramos Pinto, entre dezenas de convidados.

O livro "Nossas Memórias de Vida em Timor" foi lançado em Lisboa em 20 de Novembro, numa sessão que decorreu na Universidade Católica.

EL-Lusa/Fim
.

UNMIT Daily Media Review

UNMIT Daily Media Review - Friday, 01 December 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste


Protesters Ask For Release Of Former Minister

Supporters of former Minister of Interior, Rogério Lobato ask those responsible for the justice system to process the people involved in the crisis and release Rogério Lobato. Supporters from the districts of Ermera, Liquiça and other districts including relatives, carried Fretilin flag and banners which read “ reconciliation with the militias and why trial for Founder of Falintil, Viva Rogério Lobato, Viva Falintil”. Gregorio dos Santos, coordinator of the event said only the court would decide whether the former Minister is guilty for distributing guns to civilians. Dos Santos said their presence was to provide moral support and demand justice for Lobato. A total of 100 people attended the trial. Egidio de Jesus of Grupo Mudansa Fretilin (GMF) said that on behalf of the population who have put their trust on GMF, disapproves with supporters of Lobato for carrying Fretilin flag saying the flag represents the suffering of many people therefore it is a shame it is being used inappropriately. Rogério Lobato trial was adjourned to January 9 due to the absentee of one of the co-accusers at the court. (DN, TP, STL)

Seminar To Commemorate HIV/AIDS Day

To commemorate the international HIV/AIDS World Day, the Ministry of Health held a seminar at the national level on Thursday, 30/11 with the theme “Fulfil the obligation, assume responsibility and distance the new generation from HIV/AIDS.” Representatives from the government, different religious orders, civil societies, F-FDTL, PNTL, local and international NGO, and donor partner’s embassies totalling about 270 participated in the event. Speaker Daniel Marçal, Director of CWS said his organization had identified that one of the problems faced by the people of Timor-Leste infected with HIV/AIDS is discrimination and isolation from their friends and relatives. Marçal said children whose parents are HIV/AIDS infected also face discrimination at school and from the community. He said people with this infection have requested the respect for the confidentiality of their medical state and due to moral support requirements, they would like the community leaders to have correct information on how HIV/AIDS can be spread. The Director of CWS said people with HIV/AIDS have also requested the Parliament to draft legislation to protect them to have the same rights as any other citizen. (TP)

Free Toll Emergency Number

Timor Telecom has established a national emergency number starting 30/11. The launch of the new number, 112 took place at UNPOL –PNTL Operation Room in Dili. A communiqué issued by Timor Telecom said the number can be reached free of charge through a mobile or land line telephone. There are currently four lines in UNPOL-PNTL Operational Room to attend to calls 24hrs. They appealed to the people that the number be used only in case of emergency. The number is accessible in the districts as well. (TP)

RTTL Headlines, 1 December 2006

Xanana Gusmao’s statement at the Provedor (Ombudsman) for Human Right and Justice

President of the Republic, Xanana-Gusmão gave his declaration on the crisis in the country, particularly the incidents on 28 and 29 April to the Provedor (Ombudsman) for Human Right and Justice. In his declaration, he said that as both President and a common citizen, he had to do so to contribute to the establishment of justice and peace in Timor-Leste. His presence at the Provedor’s Office also aimed at assessing the activities of the organisation.

Xanana vetoes the approved Decree Law No. 24/I/4th

President Gusmão has reportedly vetoed the Decree Law No. 24/I/4th on the lifetime monthly pension for members of the National Parliament that was sent to the President of the Republic for promulgation on 21 August. However the PR disagreed with some paragraphs particularly the paragraphs of article 4 and 6. The NP was scheduled to hold another discussion on the amendments of those paragraphs and confirmation vote.

***

UNMIT Daily Media Review - Saturday 02, Monday 04 December 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

PNTL-UNPOL Joint Ceremony

The joint ceremony of PNTL-UNPOL was reported by the media on Saturday and Monday. On Saturday, Timor Post reported that following his participation in the ceremony, F-FDTL Brigadier General Taur Matan Ruak said the national defence force and the police would work together to take the IDPs back to their home and that both institutions already have coordination plans. President Xanana Gusmão said PNTL must guarantee institutional unity and avoid the formation of small groups within the institution such as PNTL Nationalists and PNTL Autonomists or PNTL PSHT. Gusmão reiterated that there should only be one PNTL, to serve the population.

Following the signing of the agreement between the UN and the Government of Timor-Leste, Prime Minister Ramos-Horta told the media that he had asked the United Nations to thoroughly investigate members of PNTL who were involved in the crisis. And those not involved in crisis should be acknowledged and encouraged to resume their duties, noting that one must not forget the positive work of the national police during the crisis in the districts and those still working in Kosovo. In a separate article on STL Saturday, Ramos-Horta said that on behalf of the government, he appeals to the security forces and everybody, especially PNTL to be humble, to put aside the wrong doings and learn and reflect on the mistakes of the past now that the international community and the UN Security Council have given the Timorese people another opportunity to assist them. He said the signing of the accord between the UN and the Government of Timor-Leste took many weeks of negotiations, adding that it is a regulation of the role of the UN police in Timor-Leste and it is important to inform the people of the working plans of PNTL-UNPOL. He said a total of 200 PNTL officers are now fully active following the screening test.

On Monday’s edition, Prime Minister reportedly said that as Prime Minister he doesn’t want to re-establish PNTL in a hurry to achieve the targeted number as in the past and then have to face various problems. He said he had requested the UN to process PNTL slowly and effectively so it can become a strong institution. The Prime Minister further said that now that the numbers of UNPOL are increasing, soon they would be deployed in the districts and work together with PNTL to further strengthen their work.

Also in Monday’s edition, Diario Nacional reported President Gusmão as saying that he is happy that PNTL has recognized its mistakes and is willing to work with F-FDTL and face new challenges. PNTL and F-FDTL held a friendly game of football and volleyball Saturday in Tasi-Tolu which was welcome by members and relatives of both institutions. The game is part of the many activities involving the two national security institutions and as Deputy Minister of Interior, Xamocho has said, the friendly game is an approximation for the institutions to work together. (TP, STL, DN)

F-FDTL To Hold Dialogue With Deserters

Despite the contact between Brigadier Taur and Alfredo Reinado, it does not mean Alfredo will return without facing the justice process, Prime Minister Ramos-Horta said noting that Alfredo would have to face the accusations against him in relation to his actions in Fatuahí. He said Alfredo’s case is the responsibility of the Ministry of Justice.

Horta said he would rather resolve Alfredo’s case through pacifist means even if it takes a few months, but would not interfere with the Prosecutor’s Office and asking UNPOL for his arrest.

The Prime Minister stressed that rather than taking military measures, F-FDTL has shown maturity in establishing a mechanism to dialogue with Majors Alfredo, Tara, Marcus Tilman for their return. On the issue of weapons in Alfredo’s hands, Ramos-Horta said he is not worried about it. He said that the international forces did not capture Alfredo during a seminar in Suai to avoid people from becoming victims of one person’s detention. Ramos-Horta also said he is certain the bazooka in Alfredo’s possession is not from Australia and would further investigate where it came from. President of the National Parliament, Francisco Guterres, Lu-Olo said it is with great urgency to investigate Alfredo’s access to the type of weapons in his possession. (TP, STL)

Processing OF Trial Not Manipulation: Claudio

Claudio Ximenes, President of the Court of Appeal said the first trial of former Minister of Interior, Rogerio Lobato on allegations of guns distribution, was adjourned due to the absentee of Railos and Labadai, adding it was not a manipulation by the judges. Ximenes said the two eyewitnesses had already received a notification about the trial and rather than appear at the court they went to the Prosecutor General’s Office. Therefore, he said the fault is of Railos and Labadai. In the meantime, MP Manuel Tilman (KOTA) said the mistake is due to the Public Ministry’s failing to inform the court about the presence of the two eyewitnesses in the Prosecutor’s Office. He said there has been poor coordination between the court the Public Ministry. (TP, STL)

Church Disapproves The Use of Condom

The Bishop of Dili Diocese, Dom Alberto Ricardo said the use of condoms is not one hundred per cent safe, therefore the Catholic Church in Timor-Leste disapproves of the campaign about the use of condom to stop the spread of HIV/AIDS. The Church is of the opinion that proper education is the best solution. Bishop Ricardo said that the Church has put a few suggestions and proposed actions forth for the government and NGOs working in the area of HIV/AIDS to start a national plan on the promotion of integral health based on the principles of responsibility, solidarity, justice and equality. Acting SRSG Finn Reske-Nielsen told participants commemorating the International HIV/AIDS World Day on Friday (1/12) that Timor-Leste has the opportunity to avoid the spread of HIV/AIDS in the country with an immediate action plan. (TP, STL)

Opposition “Walks Out” On Electoral Bill

Opposition parties MPs have walked out during the debate at the National Parliament on electoral bill, protesting that article 27 and 28 which received many opinions from the civil society through public hearings were not included in the debate. The proposed bill 27 was put together by the President of the Republic following various consultations and seminars. According to STL the bill has not been taking into consideration by the majority party in the Parliament. (STL).
.

Notícias - traduzidas pela Margarida

Fugitivos juntam-se em seminário patrocinado pela igreja
Por John Loizou

Dili, 30 Novembro: Irmãos de armas: o militar fugitivo de Timor-Leste Major Alfredo Reinado com dois soldados Australianos não identificados — presumidamente da força de estabilização internacional — Australianos e Neo-zelandeses — fotografados juntos num seminário sobre a ‘justiça’ em Suai a cerca de 175 quilómetros a sul de Dili no último Sábado.

Os correspondentes do Southeast Asian Times em Timor-Leste dizem que o seminário de dois dias que começou na Sexta-feira foi organizado pela Comissão da Paz e Justiça da Igreja Católica, com base em Baucau e que foi financiado pela sua agência de auxílio e desenvolvimento do ultramar ou Caritas.

O seu suposto objectivo era discutir modos de encontrar justiça.

Membros do Governo, e membros da polícia e das forças armadas de Timor-Leste foram convidados mas não foram.

O Ministro do Trabalho e da Reinserção Comunitária e membro da Fretilin Arsénio Bano enviou um representante.

Entre os oradores esteve o Major Reinado.

Entre os observadores estiveram homens do Reinado, que estavam armados, colegas fugitivos Major Reinado e Vicente “Railos” da Conceição e membros da Comissão do Diálogo Nacional e da Re-inserção Comunitária do Presidente Xanana Gusmão.


O Partido Democrático da oposição esteve também bem representado.

O comandante Australiano em Timor-Leste, o Brigadeiro Mal Rerden, foi citado como tendo dito à Estatal Australian Broadcasting Corporation, sobre Reinado — que foi acusado com tentativa de assassínio e posse de armas e que fugiu da prisão em Agosto último — que: "Isso é uma matéria do Governo.

Decidiram que é adequado para ele participar nesse evento porque procuram maneiras de desenvolver o diálogo e de levar Reinado de regresso ao sistema de justiça."

O comandante não explicou porque é que soldados Australianos participaram no seminário.

E também não houve qualquer explicação nem da Comissão da Paz e Justiça nem da Caritas sobre o seu papel no seminário e o que é que era suposto alcançar.

O Ministro do Trabalho e da Reinserção Comunitária de Timor-Leste Arsenio Bano disse à Radio Austrália que estava a ser dada uma oportunidade a Reinado para se entregar sem derramamento de sangue.

E quando lhe perguntaram quanto mais tempo é que seria dado ao amotinado e desertor, respondeu: “Não sei bem, mais cedo ou mais tarde, todos nós precisamos de decidir o que precisamos de fazer com o major Reinardo.”

The Southeast Asian Times

***

Gangs de rua fazem distúrbios em Timor-Leste
The Australian

Fonte: AAP

De correspondentes em Dili
Dezembro 04, 2006

Gangs rivais de artes marciais fizeram batalhas por toda a capital de Timor-Leste hoje, depois da violência do fim-de-semana que segundo relatos levou a que um homem fosse retalhado até à morte e que outros tivessem ficado seriamente feridos.

No último desassossego que atingiu Dili grupos de jovens armados com pistolas, barras de metal e flechas enfrentaram-se hoje em vários subúrbios da cidade.

Os confrontos seguiram-se a violência similar durante a noite que deixou dois homens em situação crítica no hospital, disse o paramédico Nelson da Silva Carmo.

Maria Gonçalves, de 42 anos, disse que o seu irmão de 27 anos, Eugino, morreu depois de lhe terem tirado as orelhas e de lhe terem cortado a língua.

"Não aceito que tenham dilacerado o meu irmão como um animal," disse a Senhora Gonçalves.

"Peço à polícia que prenda os responsáveis."

A pior violência aconteceu durante a noite no distrito de Taibesse em Dili quando membros do gang Perguruan Silat Setia Hati, conhecido como Setia hatia, se confrontou com a facção 77.

Os grupos, que têm milhares de membros e um arsenal de armas convencionais e tradicionais, lutam regularmente.

As suas batalhas de fim-de-semana espalharam-se para hoje, afectando vários subúrbios no centro de Dili.

Pelo fim da tarde de hoje, membros não identificados do Setia Hati, armados com catanas, estavam a parar mini-autocarros e a procurar por membros da facção 77.

Um jovem no hospital de Dili com feridas feitas por facas disse que foi ferido depois de ter sido arrastado para fora de um desses autocarros na estrada principal para o aeroporto de Dili.

O antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri regressou a Timor-Leste e à desordem na capital esta tarde depois de procurar tratamento médico no estrangeiro.

Mr Alkatiri foi autorizado a procurar tratamento no estrangeiro depois de prometer que regressaria para enfrentar mais investigações sobre afirmações de ter autorizado a armação de um esquadrão de ataque com a tarefa de eliminar os seus rivais políticos quando Timor-Leste caiu na violência anteriormente, este ano.

O Sr Alkatiri nega veementemente o envolvimento.

Está listado como uma testemunha secundária no julgamento do antigo ministro do interior de Timor-Leste Rogério Lobato por ter alegadamente armado o esquadrão de ataque político.

O Sr Lobato previamente tinha afirmado que actuara sob ordens do então primeiro-ministro Sr Alkatiri, que resignou em Junho depois de lutas de rua em Dili terem matado dúzias de pessoas.

O julgamento do Sr Lobato recomeçará em 9 de Janeiro.

Tropas estrangeiras, incluindo um grande destacamento de Australianos, continuam a trabalhar para restaurar a ordem em Timor-Leste.

***

Refugiados de Timor-Leste pedem compensação

TempoInteractive

Segunda-feira, 04 Dezembro, 2006 16:07 WIB

TEMPO Interactive, Kupang: Refugiados de Timor-Leste que estão a viver na região de East Nusa Tenggara manifestaram-se na Casa Regional de Representantes para pedir compensação como o governo prometera.

AS propriedades incluem casas e terrenos em Timor-Leste, depois do referendo de 1999. As pessoas pediram também ao governo para ser transparente na gestão de fundos de Rp72 biliões para albergar 5,000 famílias refugiadas.

Esses refugiados consideram-se eles próprios vítimas da política Indonésia, que foi condenada na evacuação de refugiados de Timor-Leste.

“Até agora, estamos ainda a viver nas cabanas de emergência. Dormimos no chão e comemos qualquer comida que encontramos. Negligenciaram-nos. Toda a ajuda de auxílio parou,” disse Sartino da Silva, um dos refugiados que se fixou na Aldeia Noelbaki, na regência de Kupang.

Jems De Fortuna

***

Um horror não tão distante: violência de massa em Timor-Leste

Anais da Associação dos Geógrafos Americanos - Volume 96, Assunto 4, Capa Datada de Dezembro 2006
Por Joseph Nevins. Ithaca, NY: Cornell University Press, 2005.

Revisto por Jim Glassman, Departamento de Geografia, University of British Columbia, Vancouver, British Columbia, Canada.

Não é provável que haja alguém do campo da geografia, ou, nessa questão, mais geralmente das ciências sociais, que esteja melhor posicionado para escrever este livro do que Joseph Nevins. Nem há quem possa com mais legitimidade levantar as questões difíceis que o livro levanta especificamente, questões relacionadas com a responsabilidade moral das pessoas no Ocidente pela destruição de vidas em Timor-Leste. Escrevendo durante anos sob o pseudónimo de Matthew Jardine, Nevins viajou entre Timor-Leste e os USA, apoiando a luta pela independência dos Timorenses levando informação sobre a luta dos Timorenses para audiências em países cujos governos apoiaram e tão decisivamente municiaram a ocupação Indonésia.

Construído com informação que ele reuniu através desse processo e uma mais larga pesquisa de literatura académica e jornalística, Nevins junta um relato da ocupação de Timor-Leste, da luta da resistência e da libertação, que não poupa ao leitor nada do terror que acompanhou o estádio final da luta pela independência em 1999. Na verdade, Um Horror Não Tão Distante recusa abstrair do sofrimento humano que atraiu a atenção global para Timor-Leste nesse ano, começando não numa sequência cronológica académica dos eventos que levaram à ocupação Indonésia mas com a viagem do autor ao “ground zero’’ de Timor-Leste (a cidade capital de Dili arrasada) dois meses depois da violência pós referendo de Setembro de 1999.

Só depois disto é que Nevins reconstrói um relato do que aconteceu e como, e mesmo depois o propósito da narrativa não é tanto relatar eventos mas construir uma geografia de responsabilidade moral que é mobilizada pelo choque que se recebe do cenário de ground zero.

Em tudo isto, Nevins quer claramente provocar. Como, pergunta, podem ser os Americanos tão sensíveis à destruição do ground zero em Nova Iorque, as consequências devastadoras dos ataques do 11 de Setembro de 2001, contudo tão semelhantes a um ground zero onde um igual número de serem humanos faleceram, somente neste caso de armas e treino originalmente fornecido por governos como o dos USA? Com esta questão como pano de fundo, o livro de Nevins visa sensibilizar.

Depois de nos levar ao ground zero, Nevins observa como Timor-Leste chegou a esse ponto, examinando o desenvolvimento das lutas pela independência sob a ocupação Indonésia (capítulo 2), as manobras dos maiores actores internacionais que apoiaram a Indonésia (capítulo 3), e a montagem e organização do referendo sobre a independência, com os acontecimentos trágicos que se seguiram (capítulos 4 e 5). Tendo espraiado historicamente o desenvolvimento do ground zero de Timor-Leste, Nevins vira-se nos restantes capítulos para questões relativas ao papel da comunidade internacional em Timor-Leste (capítulo 6) e o grau com que os vários actores responsáveis pelo sofrimento Timorense serão (ou não serão) responsabilizados (capítulos 7-9).

Nevins lida cedo no livro com questões teóricas que levantam noções de responsabilidade internacional, incluindo concepções de soberania do Estado e a sua erosão através de vários processos transnacionais. Isto liga o relato de Nevins a argumentos como os de John Agnew, que tem insistido no carácter ‘‘territorialmente armadilhado’’ da pesquisa da ciência social que analisa o contexto nacional como um contentor que não deixa a água escapar. Como Nevins descreve, relatos ‘‘territorialmente armadilhados’’ ‘‘tipicamente não dão peso adequado ao papel dos actores sociais e das instituições fora dos países envolvidos directamente num conflito inter-estatal para facilitar, e ajudar e cooperar ou permitir que isso se desenvolva ou ambos’’ (p. 17).

Mas o propósito de Nevins ao invocar esta literatura não é esvaziar questões teóricas em geopolíticas críticas, mas antes, é construir para as bases para as suas afirmações sobre a responsabilidade moral e a importância de memórias colectivas de violência (e.g., pp. 2021). Perto do fim, Nevins faz um trabalho especialmente efectivo de fundamentar a crueldade e a cumplicidade de vários detentores de poder dos USA. Paul Wolfowitz (hoje conhecido pelo seu papel de Sub-Secretário da Defesa de George W. Bush, na promoção da correnta Guerra dos USA no Iraque) é mostrado como tendo jogado um papel instrumental, como Embaixador de Reagan na Indonésia nos anos 1980s, em vender a ocupação Indonésia de Timor-Leste ao Congresso dos USA (pp. 4547). Na verdade, mesmo tão tarde quanto 1999, Wolfowitz foi insistente (na ideia) que ‘‘a independência de Timor-Leste não era simplesmente uma opção realista’’ (p. 115). Não foram meramente governantes (da era) Reagan-Bush os culpados do apoio continuado à ocupação Indonésia, contudo. Como Nevins aponta, a administração Clinton continuou a municiar a Indonésia com assistência militar e económica mesmo através dos anos 1990s, e Clinton sai danificado e sem honra nas suas respostas a questões sobre isso pelo jornalista Alan Nairn (pp. 13940). De facto, não foi até muito tarde que a administração Clinton começou a desafiar a violência da Indonésia no referendo (pp. 124125). Mais ainda, não foram só governantes dos USA que fingiram inocência e/ou negaram a sua culpa, como Nevins mostra através da sua análise às respostas dos governantes Australianos a afirmações acerca da sua próprias culpas consideráveis – tendo a Austrália jogado um papel maior no apoio à ocupação Indonésia desde os anos 1970s até ao período do pós -referendo (pp. 14748).

Tudo isto, de muitos modos, faz um caso bastante convincente. Nevins tem por alvo designar a responsabilidade moral dos que apoiaram a violência de Jakarta. Mais ainda, ele não está a construir simplesmente um sistema de alto-nível de responsabilização moral mas está preocupado com as e consequências da nossa compreensão da situação de Timor-Leste para projectos concretos de justiça específicamente, a determinação da responsabilidade a partes autoras da violência e o pagamento de reparações a Timor-Leste. Somente se a nossa memória histórica da violência em Timor-Leste nos permitir ver as diferentes formas de cumplicidade internacional, defende ele, então podemos trazer o caso para agendas tais como de tribunais internacionais de direitos humanos ou de reparações de países que apoiaram a violência.

Aqui, contudo, penso que se o caso moral é convincente, o relato analítico de Nevins torna-se menos (convincente). De facto, uma das peças irritantes do puzzle da justice de Timor-Leste tem sido que a corrente liderança Timorense não mostra comprometimento para exigir seja um tribunal internacional de direitos humanos ou um programa sério de reparações, muito para a frustração dos apoiantes internacionais da luta pela independência dos Timorenses. Nevins anota este fenómeno de passagem (pp. 15354), e obviamente isso reflecte em grande extensão as duras realidades das políticas de poder global. Os líderes Timorenses têm alguma razão para sentir que realisticamente pouco podem esperar da comunidade internacional (particularmente do governo dos USA), e que o pouco que possam obter provavelmente é condicionado em termos de ‘‘bom comportamento” tal como abrir mão de acusações contra oficiais militares Indonésios ou de pedir reparações dos USA e Austrália. Contudo isso sugere que tais relações de poder estão precisamente a precisar de análise se quisermos compreender não somente como Timor-Leste chegou aonde está hoje mas para onde provavelmente irá no futuro próximo.

As reclamações morais que os Timorenses podem fazer contra os vários grupos directa ou indirectamente responsáveis pelo seu sofrimento são convincentes; a probabilidade dessas reclamações resultarem no atendimento pela comunidade internacional do sofrimento Timorense numa grande extensão é no melhor questionável.

Para nenhuma pequena extensão, contudo, a improbabilidade de ter autores da violência responsabilizados ou de obter reparações significativas pode não ter a ver somente com a equação crua do poder das relações internacionais envolvendo os interesses de classe da própria nova liderança Timorense. Uma análise de tais interesses, que Nevins não analisa, pode-nos ajudar a melhor compreender como Clinton foi capaz de afastar as suas próprias responsibilidades da violência com a seguinte afirmação em resposta a Nairn: “penso que a coisa acertada a fazer é fazer o que dizem os líderes de Timor-Leste, disse. Eles querem olhar para a frente e você quer olhar para o passado. Eu vou ficar com os líderes’’ (p. 140). Esta afirmação, conquanto oportunista, de facto encaixa com a asserção do Ministro dos Negócios Estrangeiros Timorense José Ramos-Horta que ‘‘Não devemos somente olhar para o passado. Precisamos de olhar para as boas relações que temos com os USA em 2001, com a nossa relação em 1975’’ (p. 153). Também encaixa com a caracterização do Presidente Timorense Xanana Gusmão da ocupação Indonésia como o resultado de um erro histórico que agora pertence à história do passado’’ (p. 154). Se é a própria liderança Timorense que abandona o projecto da justiça social sobre a qual Nevins fala com tanta convicção, talvez seja mais útil saber mais das razões deste caso.

Dito isto, Um Não Tão Distante Horror é um livro muito valioso. Se não caracteriza na totalidade o terreno geopolítico e económico no qual ia reconstrução Timorense está a ocorrer, contudo caracteriza o terreno duma geografia moral transnacional que podem informar lutas sobre a justiça social.

segunda-feira, dezembro 04, 2006

Ex-PM Mari Alkatiri regressou a casa pronto para a luta política

Díli, 04 Dez (Lusa) - O antigo primeiro-ministro timorense Mari Alkatiri regressou hoje a Díli, após uma ausência de cerca de um mês em Portugal e Moçambique, para exames médicos e contactos políticos, respectivamente.

Recebido em festa no aeroporto por dirigentes e simpatizantes da FRETILIN, Mari Alkatiri seguiu depois para a sede do partido, de que é secretário-geral, onde deu uma conferência de imprensa e festejou com os presentes o seu 57º aniversário natalício, que se assinala a 26 de Novembro.

Embora ausente do país, Mari Alkatiri manifestou-se informado sobre a situação em Timor-Leste e criticou a metodologia utilizada numa iniciativa de diálogo patrocinada pelo Presidente da República, Xanana Gusmão, para a qual, aliás , disse não ter sido convidado.

"Sei que na minha ausência houve esforços para um Diálogo Nacional, mas quando vi a lista dos participantes fiquei preocupado com a participação de tantas pessoas", afirmou.

A iniciativa, dirigida aos mais altos dirigentes políticos e titulares de órgãos de soberania, forças armadas e polícia, teve, segundo Alkatiri, "um leque demasiado alargado de pessoas".

"Só faltou fazerem um comício do campo da bola", comentou, desvalorizan do a iniciativa.

Mari Alkatiri lamentou, por outro lado, que persistam os campos de deslocados espalhados pela capital e, sem nomear quem quer que fosse, manifestou-se preocupado com a impunidade que grassa em Timor-Leste.

"Parece que neste país só quem cumpre com a lei é que é perseguido, por que quem não cumpre, a lei não o persegue", sublinhou.

Quanto ao seu futuro político, Mari Alkatiri disse que vai reunir-se com os seus camaradas de partido, mas escusou-se a comentar os textos publicados na imprensa ao longo de um mês por Xanana Gusmão, em que ele e a FRETILIN são duramente criticados.

"Se reagíssemos, deixaríamos de ser um partido revolucionário e passaríamos a ser reaccionários", limitou-se a dizer.

"Fundamentalmente vamos discutir a nossa estratégia eleitoral, o nosso compromisso com este povo, e escolher o nosso candidato para as presidenciais e o candidato a primeiro-ministro", acrescentou.

Relativamente à violência que continua a registar-se no país, Alkatiri considerou que já não há motivação política na sua génese.

"É falta de autoridade", frisou.

Primeiro chefe de governo timorense, depois da restauração da independência, a 20 de Maio de 2002, Alkatiri demitiu-se do cargo a 26 de Junho, em plena crise político-militar.

A demissão de Mari Alkatiri ocorreu 24 horas depois de ter sido ouvido pela segunda vez no Ministério Público sobre o seu alegado envolvimento na distribuição de armas a civis.

Mari Alkatiri, que prestou declarações pela primeira vez no Ministério Público a 20 de Julho, foi constituído arguido no mesmo processo em que figura o seu então ministro do Interior Rogério Tiago Lobato, que já começou a ser julgado.

Em causa está a alegada distribuição de armas a civis denunciada por Vicente da Conceição "Railos", antigo comandante da guerrilha contra a ocupação indonésia, que figura no processo ora como arguido ora como testemunha.

Mari Alkatiri foi acusado por "Railos" de ter ordenado a Rogério Lobato que procedesse à distribuição de armas para a eliminação de adversários políticos, dentro e fora da FRETILIN, partido maioritário em Timor-Leste.

Alkatiri tem repetidamente negado as acusações, insistindo ao mesmo tempo na rápida resolução da investigação em curso.

O seu nome foi referenciado no recente relatório elaborado por uma comissão das Nações Unidas sobre os factos e as circunstâncias da violência registada em Timor-Leste em Abril e Maio.

Nesse relatório, divulgado a 17 de Outubro, a comissão, liderada pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, recomenda uma investigação adicional para determinar se o ex-primeiro-ministro deve ou não ser responsabilizado criminalmente pela distribuição de armas.

No relatório, a comissão da ONU adianta que não foram encontradas provas que sustentassem uma recomendação para que Alkatiri seja acusado de "envolvimento pessoal" na distribuição, posse ou utilização ilegal de armas.

Contudo, a comissão da ONU adianta ter recebido informações que "levam à suspeita" de que Alkatiri sabia da distribuição ilegal de armas da polícia pelo seu ex-ministro do Interior.

EL-Lusa/Fim
.

Deputados portugueses efectuam visita de trabalho

Díli, 04 Dez (Lusa) - Uma delegação de seis deputados portugueses inicia terça-feira uma visita de trabalho de três dias a Timor-Leste, anunciou hoje a Embaixada de Portugal em Díli.

A delegação da Assembleia da República (AR) é presidida por José Luís Arnaut (PSD) e integra os deputados Renato Leal (PS), Abílio Fernandes (PCP), Hélder Fernandes (CDS-PP) e João Semedo (BE).

Do programa da visita constam encontros com o Presidente da República, Xanana Gusmão, com o presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres "Lu-Olo", e com o primeiro-ministro, José Ramos-Horta.

O primeiro dia da visita contempla ainda uma cerimónia de boas-vindas em sessão plenária do Parlamento Nacional e um encontro com o bispo de Díli, D. Alberto Ricardo da Silva.

Quarta-feira, após um encontro com os líderes das 11 bancadas parlamentares timorenses, os deputados portugueses visitam a Escola Portuguesa de Díli, serão recebidos pelo bispo de Baucau, D. Basílio do Nascimento, e visitarão o quartel da GNR.

Da parte da tarde, têm previsto um encontro com o representante especial do secretário-geral da ONU em exercício, Finn Reske-Nielsen, e um encontro na Universidade Nacional de Timor LoroSae.

A partida de Timor-Leste está marcada para quinta-feira.

Os parlamentos de Portugal e de Timor-Leste mantêm relações de cooperação desde Novembro de 2000.

Em Fevereiro de 2004 - por ocasião da visita oficial que o então presidente da AR, João Bosco Mota Amaral, efectuou a Timor-Leste -, foi assinado um protocolo que regulamenta o apoio da Assembleia da República ao Parlamento Naciona l, que vai da assessoria jurídica ao reforço da capacitação técnica e científica dos deputados e funcionários parlamentares timorenses.

EL-Lusa/Fim
.

Segunda vítima mortal em confrontos num bairro de Díli

Díli, 04 Dez (Lusa) - Os confrontos que desde domingo opõem dois grupos de artes marciais rivais no bairro de Taibessi, em Díli, provocaram hoje um segundo morto e mais dois feridos, disse à Lusa o director do Hospital Guido Valadares.

Segundo António Caleres, durante a tarde de hoje (hora local), deu entrada no hospital uma vítima mortal, com ferimentos resultantes de catanadas, e mais dois feridos.

Nos confrontos iniciados domingo à noite entre membros dos grupos de artes marciais "Sete Sete" e PSHT, uma pessoa morreu e outras duas ficaram feridas , mas residentes no local admitiram à Lusa a possibilidade de haver mais de 20 f eridos.

Por serem "loromonu" (naturais dos distritos ocidentais do país), muitos feridos recusam receber tratamento no Hospital Nacional Guido Valadares por recearem represálias dos cerca de 4 mil deslocados, maioritariamente "lorosae" (provenientes da parte oriental de Timor-Leste), que se encontram deslocados no interior daquela unidade de saúde.

EL-Lusa/Fim
.

Refugees of East Timor Demand Compensation

TempoInteractive

Monday, 04 December, 2006 16:07 WIB

TEMPO Interactive, Kupang: Refugees of East Timor who are living in the East Nusa Tenggara region have demonstrated at the Regional House of Representatives to demand compensation as the government promised.

The assets include homes and plots in East Timor, now Timor Leste—after the1999 referendum. People have also urged that the government be transparent in managing funds of Rp72 billion for the housing of 5,000 refugees' families.

These refugees have considered themselves as victims of Indonesia's political policy, which was disavowed in evacuating refugees of East Timor.

“Up to now, we are still inhabiting the emergency huts. We sleep on the ground and we eat whatever food we found. We are neglected. All relief aid is stopped,” said Sartino da Silva, one of the refugees that settled in the Noelbaki Village, Kupang Regency.

Jems De Fortuna
.

Austrália: Trabalhistas elegem novo líder

Camberra, 04 Dez (Lusa) - Os trabalhistas australianos, na oposição, têm a partir de hoje um novo líder, Kevin Rudd, em quem depositam a esperança de conseguir em 2007 pôr fim a mais de dez anos de governação conservadora.

Ruud, 49 anos, ganhou a disputa pela liderança a Kim Beazley, actual chefe dos trabalhistas, com 49 por cento dos votos contra 39 por cento do seu rival, numa eleição efectuada hoje, no final do congresso do principal partido da oposição.

No discurso da vitória, Kevin Rudd apelou à unidade e ao empenho dos militantes do partido para conseguir derrotar os conservadores nas eleições legislativas do próximo ano.

Rudd, do estado de Queensland, era até agora porta-voz da oposição para os Negócios Estrangeiros.

Membro do parlamento australiano há apenas oito anos, Kevin Rudd formou-se em História e Língua Estrangeira pela Universidade Nacional Australiana/ANU e é ex-diplomata, tendo desempenhado funções diplomáticas na Suécia e na China.

Demonstra grande interesse pela China, fala mandarim e esteve recentemente em Pequim em conversações com altos funcionários do governo chinês.

Esta é a quinta vez que o Partido Trabalhista troca de liderança, desde que perdeu o poder para a coligação conservadora de John Howard em 1996.

As sondagens referem que os trabalhistas formariam governo se as eleições se realizassem agora.

BW/JPA-Lusa/Fim
.

Street gangs running riot in E Timor

The Australian

Source: AAP

From correspondents in Dili
December 04, 2006

RIVAL martial arts gangs staged rolling battles across East Timor's capital today after weekend violence that reportedly saw a man hacked to death, and others critically injured.

In the latest unrest to hit Dili scores of young men armed with pistols, metal bars and arrows faced off today in various suburbs of the city.

The clashes follow similar violence overnight which left two men in a critical condition in hospital, paramedic Nelson da Silva Carmo said.

Maria Goncalves, 42, said her 27-year-old brother, Eugino, died after having his ears slashed off and tongue cut out.

"I do not accept my brother being slaughtered like an animal," Mr Goncalves said.

"I urge the police to arrest those responsible."

The worst violence happened overnight in Dili's Taibesse district when members of the gang Perguruan Silat Setia Hati, known as Setia hatia, clashed with the rival 77 faction.

The groups, which have thousands of members and an arsenal of conventional and traditional weapons, regularly fight.

Their weekend battles spilled over into today, affecting several suburbs in the centre of Dili.

By late this afternoon, unidentified members of Setia Hati, armed with machetes, were stopping and searching minibuses for members of the 77 faction.

A youth in Dili hospital with knife slashes said he was injured after being dragged off such a bus on the main road to Dili's airport.

Former Prime Minister Mari Alkatiri returned to East Timor and the mayhem in the capital this afternoon after seeking medical treatment abroad.

Mr Alkatiri was permitted to seek treatment overseas after promising he would return to face further investigation over claims he authorised the arming of a hit squad tasked with eliminating his political rivals as East Timor descended into violence earlier this year.

Mr Alkatiri vehemently denies involvement.

He is listed as a secondary prosecution witness in the trial of East Timor's former interior minister Rogerio Lobato for allegedly arming the political hit squad.

Mr Lobato has previously claimed he was acting on the orders of then-prime minister Mr Alkatiri, who resigned in June after street battles in Dili killed dozens of people.

Mr Lobato's trial will resume on January 9.

Foreign peacekeepers, including a large deployment of Australians, are continuing to work to restore order in East Timor.
.

De um leitor

Estas imagens do chamado "seminário" não deixam margem de dúvida que o evento não passou de uma reunião de coordenação e confraternização de conspiradores, criminosos, desertores, cobaias, neo-imperiais, etc...

Provocam-me o sentimento de uma grande tristeza e desilusão com o que actualmente está a passar-se em Timor, e o pessimismo cada vez maior quanto ao seu futuro está começar a respirar em mim.


O PR Timorense, inegavelmente uma das mais merecidas personagens da resistência Timorense logrou devido à luta exemplar e heróica contra a ocupação indonésia um grande respeito de todos, mesmo dos seus inimigos, para um Estado jovem que ia ser construído.
Hoje em dia podemos à maneira das palavras suas recentemente proferidas dizer: "Xanana que deixastes na luta contra a ocupação indonésia já não é mesmo homem, não é o mesmo Xanana".

O Xanana passou para a história.
Sucedeu-lhe um político magoado com o próprio esforço de longos e amargurados anos passados no mato que lhe valeu apenas uma representação algo rematada para a sombra e que só veio a beneficiar os "srs. d`tores" que não sabem nem nunca hão da saber o que é uma vida quase, uma juventude perdida.
Sente-se magoado e não preparado talvez para uma sociedade civil que tinha necessariamente que emergir depois de terminada a luta de guerrilha.

O surgimento da sociedade civil é intrínseco à pluralidade, diversificação, massificação, renovação de recursos humanos e outros fenómenos sociais.

O Presidente parece ter a dificuldade de entender que os tempos mudam. E que cada período do tempo traz consigo novos actores sociais e políticos.
Esquece-se também que esses actores têm que ter aceitação da sociedade em geral para validar a sua acção. E que esta tem que ser positiva e ter em conta interesse geral.
Pensará o PR que aquilo que ele pensa ser melhor para Timor o realmente será?

Como fazer distinção entre o objectivo e os meios utilizados não fossem eles tão arrepiantes e tão desprestigiantes?
Como associar uma sociedade timorense hipoteticamente melhor aos meios com que se tenha alcançado?
Como desassociar o objectivo pretendido da injustiça generalizada na sua consecução?

Aqui é que reside a ruptura do PR com o passado e os valores.
Cortando com tudo isto ela está claramente a demonstrar ruptura de identidade do actual Presidente da República Alexandre Gusmão com o heróico Xanana.

Enganoso é ele crer que pessoas na generalidade ainda o vejam como Xanana. O que se vê é um Presidente da República que em tempos era um mito, uma lenda viva. Nem as lendas duram para sempre.
Espero que o povo de Timor-Leste saiba fazer esta distinção entre imagem e personagem.


É o povo Timorense que sofreu nas mãos de um ocupante durante 25 anos, é esse mesmo povo que teve uma enorme coragem para dizer "sim" no referendo em 1999 e que escolheu o seu Governo e seu Presidente.
É o povo que deve dizer em próximas eleições como quer que seja o seu futuro.

Ignorando-se a vontade popular através da imposição ditatorial e oligárquica de ideias abstractas esvaziadas de interesse colectivo e de princípios e valores supremos só trará futuramente mais problemas que soluções a Timor-Leste, abrindo novas e maiores feridas.

.

Dos leitores - tradução da Margarida

Comentário sobre a sua postagem "Brothers in Arms - Palavras para quê?...":

O carro da Caritas. Sendo um Australiano Católico nunca mais quero dar dinheiro a uma organização que permite que os seus veículos e presumidamente os seus colaboradores participem em tais ajuntamentos de criminosos e de amotinados.

Quanto aos Australianos na fotografia, conheço um (o que está a berber água) é ajudante (ou tem um papel assistente similar) do Brigadeiro Rerden, o Comandante da Força da ADF.

Que espectáculo. Que espectáculo miserável.

***

Comentário sobre a sua postagem "One dead, 17 hurt in East Timor violence":

Alfredo está por detrás desta violência recente. Não haja dúvidas sobre isto. A violência é praticada por 7-7, um grupo que o apoiou durante os seus ataques contra as F-FDTL em Fatoahi e cujos membros atacaram e queimaram as casas de membros da Fretilin do Parlamento e gente proeminente Lorosae.

Quando o Alfredo veio para Fatoahi em Maio de 2006, disse que era para proteger a sua gente, em e à volta de Culau que é onde opera este grupo. Culau fica por detrás de Taibessi e foi a mesma gente quem queimou o Mercado de Taibessi em 28 de Abril, imediatamente antes de ter irrompido a manifestação dos peticionários.

O grupo é liderado por João Becora ou João Choque, que está na equipa de reconciliação do Presidente e que esteve em Suai para o "seminário".

Alfredo está por detrás desta violência e toda a gente sabe isso.

***

Comentário sobre a sua postagem "Fugitives gather at Church-sponsored seminar":

Que grupo bizarro. Os amotinados, os seus apaniguados e os seus mentores! Quem é quem nesta campanha de violência orquestrada que começou em 28 de Abril de 2006 estavam todos lá. Que triste estado de eventos. Em qualquer outro país democrático e soberano o pessoal que cumprisse serviço militar que tivesse participado em tais eventos teria sido repreendido. Em Timor-Leste é quase como se nada se tivesse passado.

O Brigadeiro Rerden continua a dizer "é com o governo". A minha pergunta é qual governo. É óbvio que eles se recusam a agir enquanto não houver uma ordem de Canberra. Que triste estado de eventos.

.

Notícias - traduzidas pela Margarida


Confrontos de gangs em Timor-Leste fazem 1 morto

Star-Telegram.com
Domingo, Dec. 03, 2006
Associated Press

DILI, Timor-Leste - Um homem foi despedaçado até à morte e 17 outros ficaram feridos em lutas durante a noite na capital de Timor-Leste, disse na Segunda-feira um funcionário do hospital.

Dois homens estavam em situação crítica no hospital nacional depois de terem sido atacados por membros de um gang rival com catanas e facas, disse o paramédico Nelson da Silva Carmo.

Maria Gonçalves disse que o seu irmão de 27 anos, Eugino, tinha sido mutilado pelos homens que o atacaram fatalmente.

"Não aceito que o meu irmão tenha sido morto como um animal," disse Gonçalves à Associated Press. "Peço à polícia que prenda os responsáveis."

Timor-Leste, que rompeu violentamente com o ocupante Indonésio em 1999, foi mergulhada na crise em Abril e Maio quando o então Primeiro-Ministro Mari Alkatiri demitiu um terço das forças armadas.
Isso desencadeou tiroteios entre facções da polícia e das forças armadas que mais tarde transbordaram em guerras de gangs, pilhagens e fogos postos, que derrubaram o governo em Junho.

A calma regressou largamente com a chegada de mais de 2,500 tropas estrangeiras e a instalação de um novo governo, mas tem havido casos isolados de violência de rua nos meses recentes.

***

Um morto, 17 feridos em violência em Timor-Leste
The Age

Dezembro 4, 2006 - 1:24PM

Um homem foi retalhado até à morte e outras 17 pessoas ficaram feridas em lutes de gangs durante a noite na capital de Timor-Leste, Dili, disse um funcionário do hospital.

Entretanto, dois dos principais gangs de artes marciais estão a lutar nas ruas da cidade, depois de confrontos menores durante o fim-de-semana terem escalado na Segunda-feira de manhã.

Gangs armadas com pedras, espadas, barras de metal e arcos e flechas estão em confrontos no centro de Dili.

A seguir à violência durante a noite, dois homens estão em situação crítica no hospital nacional depois de terem sido atacados por membros de um gang rival armados com catanas e facas, disse o paramédico Nelson da Silva Carmo.

.

Fotografias da cerimónia de Sábado em Ainaro

Chegam-nos relatos de que na cerimónia em que esteve presente o PR, em Ainaro, no Sábado passado, em que armas da população foram depositadas numa casa Lulik, apareceu Alfredo Reinado que esteve sentado lado a lado com Xanana Gusmão.

Agradecemos que caso tenham fotografias da cerimónia as enviem para aqui.

.

Situação complicada em Taibessi

Continuam os problemas em Taibessi, entre dois grupos. Hoje de manhã e de tarde ouviram-se tiros.

Evitar o local.

.

Dos leitores

Comentário sobre a sua postagem "Brothers in Arms - Palavras para quê?...":

Caritas car. As an Australian Catholic I dont want to ever give money to an organization which allows its vehicle and preesumably collaborators to attend such a gathering of criminals and rebels.

As for the Australians in the picture, I know one (drinking water) is adjudant (or a similar assistant role) to Brig Rerden, ADF Task Force Commander.

What a show. What a creep show.



Comentário sobre a sua postagem "One dead, 17 hurt in East Timor violence":

Alfredo is behind this recent violence. No doubt about it. The violence is carried out by 7-7, a group which supported him during his attack on the F-FDTL at fatoahi and whose members attacked and burned the houses of Fretilin members of parliament and prominent Lorosae people.

Whe Alfredo came down to fatoahi in May 2006, he said it was to portect his people, in and around Culau where this group operates. Culau is behind Taibessi and were the same people to have burnt the Taibessi markets in April 28, just before the petitioners demonstration errupted.

The groups are lead by Joao Becora or Joao Choque, who is on the President's reconciliation team and was in Suai for the "seminar".

Alfredo is behind this violence and everyone knows it.

.

Resposta a um comentário de leitor

De um leitor:

"A propósito do adiamento do Julgamento do Rogério e a despropósito de outros oportunistas... meter nomes a monte numa lista de testemunhas, com muitas delas fora do local do tribunal...é muito fácil e muito útil para fazer adiar os julgamentos!

São truques velhos... e o Dr. Remédios é especialista em truques…"

NOTA:

O Julgamento foi adiado porque o PGR, Longuinhos Monteiro, reteve o co-arguido na Procuradoria-Geral da República durante a sessão do Julgamento e não porque faltou uma testemunha.

O único especialista em truques aqui foi o PGR nomeado pelo PR...

Hoje no Parlamento Nacional um deputado exigiu a demissão do PGR devido a este abuso.

Mais apostamos que é só mais um atentado ao Estado de Direito sem consequências. Ou não teria sido o PR a nomear Longuinhos Monteiro...
.

Brothers in Arms - Palavras para quê?...


O militar em fuga de Timor-Leste Major Alfredo Reinado com dois soldados Australianos não identificados — presumidamente membros da força de estabilização internacional — Australianos e Neo-Zelandeses — fotografados juntos num seminário sobre a “justiça” em Suai a cerca de 175 quilómetros a sul de Dili no Domingo passado.


East Timor military fugitive Major Alfredo Reinardo with two unidentified Australian soldiers — presumably members of the international — Australian and New Zealand — stabilisation force — photographed together at a ‘justice’ seminar at Suai about 175 kilometres south of Dili last Saturday.

Os militares em fuga Major Alfredo Renardo e Vicente “Railos” da Conceição juntos no seminário.
Military fugitives Major Alfredo Reinardo and Vicente “Railos” da Conceicao together at the seminar.

Os guarda-costas armados do Major Alfredo Reinado no seminário patrocinado pela Igreja.

Major Alfredo Reinardo's armed bodyguard at the Church-sponsored seminar.

.

Mari Alkatiri chegou hoje a Timor-Leste

Após a sua visita a Portugal por questões de saúde e familiares, Mari Alkatiri regressa a Timor-Leste, como previsto.

.

ONU muito preocupada com dezenas de milhar de deslocados


Díli, 04 Dez (Lusa) - A manutenção de cerca de 25 mil deslocados em dez enas de campos de acolhimentos espalhados por Díli, face à iminência do início d a época das chuvas, está a preocupar as Nações Unidas, que receiam uma crise humanitária.

O alerta foi lançado hoje de manhã em Díli numa conferência de imprensa realizada pelo representante especial interino do secretário-geral da ONU, Finn Reske-Nielsen, em que aludiu à possibilidade de se registarem epidemias e casos mortais provocados pela inundação dos campos.

Reske-Nielsen chamou a atenção para quatro dos campos, que em conjunto têm cerca de dois terços dos 25 mil deslocados registados, e que se situam no Aeroporto Internacional, defronte do Porto de Díli, no Hospital Nacional e defronte da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT).

"Se não agirmos depressa corremos o perigo de haver proliferação de doenças e de mortes provocadas por choques eléctricos, resultantes da existência de cabos de transporte de energia", salientou.

Reske-Nielsen acrescentou que "já não se justifica a distribuição de ajuda alimentar, porquanto há comida suficiente e dinheiro suficiente em toda a cidade".

Nesse sentido, anunciou que as agências da ONU vão deixar de distribuir alimentos nos campos, salvo aos idosos, crianças e mulheres.

Este anúncio vem no sentido do que o primeiro-ministro José Ramos-Horta revelou sábado passado num encontro com representantes dos campos de acolhimento, que disse que a partir de 15 de Dezembro termina a ajuda que tem vindo a ser dada aos deslocados.

Há cerca de um mês, Ramos-Horta tinha já anunciado que a distribuição de ajuda alimentar, bem como a distribuição de água e electricidade nos campos terminaria na última semana de Novembro.

Os deslocados continuam renitentes em regressar às suas casas, alegando o clima de insegurança na capital e as notícias de confrontos entre grupos rivais em vários pontos da cidade.

José Gusmão, chefe do campo de deslocados situado no Aeroporto Internacional disse à Lusa que os deslocados daquela área "estão prontos para regressar aos seus distritos de origem", mas lamentou que o governo continue sem lhes gara ntir o necessário transporte para a viagem.

Os deslocados encontram-se nos campos desde Maio em consequência da crise político-militar desencadeada em Abril, e chegaram a totalizar 180 mil pessoas, cerca de 18 por cento da população timorense.

Fora de Díli, continuam registados cerca de 70 mil deslocados.

EL-Lusa/Fim


.


NOTA: Que tal prenderem Alfredo Reinado e patrulharem 24 horas por dia os bairros para que os deslocados voltem a casa?!

De um leitor

Comentário sobre a sua postagem "Fugitives gather at Church-sponsored seminar":

What a bizzare bunch. The rebels, their minions and their mentors! Who has been who in this orchestrated violence campaign which began on 28 April 2006 were all there. What a sad sate of events. In any other democratic and sovereign country the serving military personnel who participated in such an event would be reprimanded. In East Timor its almost anyhting goes.

Brig Rerden keeps saying "its up to the government". My question is which government. Its obvious they refuse to move unless there is an order from Canberra. What a sad state of events.

.

Um morto e dois feridos confirmados em novo ciclo de violência

Díli, 04 Dez (Lusa) - Pelo menos uma pessoa morreu e duas ficaram feridas nos confrontos registados domingo à noite e hoje de manhã no bairro de Taibessi, em Díli, disse à Lusa o director do Hospital Nacional Guido Valadares.

Segundo António Caleres, a vítima mortal, que não chegou a ser levada ao hospital, morreu domingo à noite em consequência de fogo posto numa loja do mercado de Taibessi, tendo o corpo carbonizado sido encontrado pelos bombeiros.

Os dois feridos, com ferimentos resultantes de catanadas nas costas e no pescoço, foram levados ao hospital por elementos da polícia da ONU (UNPOL), que, reforçada com efectivos militares neo- zelandeses, efectuou hoje de manhã uma operação de busca e perseguição na zona de Taibessi, Bécora e Bemori, em que estiveram envolvidos cerca de 100 elementos.

Os confrontos opuseram elementos de dois grupos de artes marciais rivais, o "Sete Sete" e o PSHT.

Informações não confirmadas apontam para a possível existência de pelo menos mais um morto e de mais de 20 feridos, disseram à Lusa residentes em Taibessi.

O registo destes confrontos foi feito no dia em que a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) fez em conferência de imprensa o ponto da situação de segurança, concluindo que "persistem incidentes esporádicos em Díli e no interior".

Ainda sem informação oficial sobre os incidentes de domingo à noite e hoje de manhã, o representante adjunto do secretário-geral da ONU, Eric Tan, salientou que "dia após dia, a situação está a ficar mais estável".

Na ocasião, o representante especial em funções, Finn Reske- Nielsen, manifestou a preocupação da ONU pela continuidade de cerca de 25 mil deslocados em dezenas de campos de acolhimentos espalhados pela cidade.

EL-Lusa/Fim

.

One dead, 17 hurt in East Timor violence

The Age

December 4, 2006 - 1:24PM

A man has been hacked to death and another 17 people injured in overnight gang fighting in East Timor's capital, Dili, a hospital official has said.

Meanwhile, two of the country's main martial arts gangs are fighting in the city's streets, after minor clashes over the weekend escalated on Monday morning.

Gangs armed with rocks, swords, metal bars and bows and arrows are facing off in central Dili.

Following violence overnight, two men are in a critical condition at the national hospital after being attacked by rival gang members armed with machetes and knives, paramedic Nelson da Silva Carmo said.

It is the latest flare up in the tiny nation since unrest earlier this year, triggered by the firing of a third of the army, left 37 dead and drove 55,000 from their homes.
.

Gang clashes in East Timor leave 1 dead

Star-Telegram.com
Sun, Dec. 03, 2006
Associated Press

DILI, East Timor - A man was hacked to death and 17 others were injured in overnight gang fighting in East Timor's capital, a hospital official said Monday.

Two men were in critical condition at the national hospital after being attacked by rival gang members with machetes and knives, said paramedic Nelson da Silva Carmo.

Maria Goncalves said her 27-year-old brother, Eugino, had been mutilated by the men who fatally attacked him.

"I do not accept my brother being slaughtered like an animal," Goncalves told The Associated Press. "I urge the police to arrest those responsible."

East Timor, which violently broke from occupier Indonesia in 1999, was plunged into crisis in April and May when then-Prime Minister Mari Alkatiri dismissed a third of the armed forces.
The move sparked gun battles between police and army factions that later spilled into gang warfare, looting and arson, toppling the government in June.

Calm largely returned with the arrival of more than 2,500 foreign peacekeepers and the installation of a new government, but there have been isolated cases of street violence in recent months.

.

Comunicados - PM

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER


MEDIA RELEASE

Dili, December 3 2006

$US80 million power project joint venture agreement signed in Timor-Leste

An $US80 million biomass gasification power generation project will now proceed following today’s signing of a joint venture agreement between the Government of Timor-Leste and a Thai company, KYTBW Co. Ltd.

It is the largest foreign investment commitment to date in Timor-Leste – outside of the petroleum sector.

The first 10-megawatt power generation unit is planned to be operational within four or five months. A second 10-megawatt unit to be installed as a reserve generator is hoped to be commissioned within two months of the first being completed.

The Minister for Natural Resources, Minerals and Energy Policy José Teixeira said the next stage of the project, a Power Purchase Agreement, was expected to be signed within a couple of weeks.

“The term of this agreement is 20 years,” Minister Teixeira said, “with an option for extension.”

Mr Teixeira said the Government of Timor-Leste would contribute $US8 million and the Thai company $US72 million. He said it was the largest foreign investment in Timor-Leste to date: “even larger than the investment of Timor Telecom.”

“We are carrying out extensive repair work and upgrades to transmission lines, transformers and other equipment in an effort to ensure Dili has reliable power supplies,” Minister Teixeira said.

“These power units will have ample capacity to relieve generation pressures that Timor-Leste’s electricity supplies are currently experiencing, and together with the other critical work I have mentioned, I am looking forward to a more reliable power supply for the city.”

Mr Chainarong Leumsri, project manager for the biomass project, said his company would work with the Ministry to see whether there was anything that could be done immediately to ease the current pressures on Dili’s power supplies.

“Electricity supplies are a mix of complicated and interdependent technologies and we are honored to have been chosen to supply the generation units,” he said.

The agreement was signed at the offices of the Prime Minister in the Palacio do Governo.

“This project will generate cleaner and cheaper power for the people of Timor-Leste,” Prime Minister Dr José Ramos-Horta said.

“And as power supplies stabilize and are totally reliable it will result in more employment for Timorese. Investors need guaranteed and reliable power supplies before they will commit to projects.”

The power project will be run by EGET – Energy Generating Enterprise Timor-Leste – a joint venture comprising the Timor-Leste Government and Thai and UK investors.

It is expected power from the new plants will be generated at about half the current cost.
All types of waste – including plastic bottles, coffee waste, wood waste, straw, weeds, rice and corn husks and coconut husks – will be used together with coal in the generation of electricity, making it environmentally friendly.


At least 100,000 families will be serviced by the new power plant and between 100 and 150 people will be employed in the power plants.

Timor-Leste’s Minister of Natural Resources, Minerals and Energy Policy José Teixeira signed the JVA on behalf of the Government and the President and chief executive of KYTBW Prof Dr Yuwat Vuthimedhi, and Vice-President To Maneechoti represented the company.

-----------------------------------------------------------------------------------------------

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER


MEDIA RELEASE

Dili, December 4 2006

A remarkable woman plans to expand microcredit across Timor-Leste

A remarkable woman helping the poor of Timor-Leste through a successful microfinance program is working to attract financing to expand her activities to every District in the country, with the exception of Dili.

Helen Todd, who leads the Moris Rasik organisation, told Prime Minister Dr José Ramos-Horta who visited her in Aileu on the weekend that she wanted to expand her program. Currently Moris Rasik operates 13 offices in eight of Timor-Leste’s 13 Districts. It organizes solidarity groups among its clients, disburses credit to individuals with a group guarantee, and encourages voluntary savings.

“Helen Todd is an amazing woman,” Dr Ramos-Horta said today. “She has suffered so much and yet continues to devote her life to our people.”

In 1991 her 19-year-old son Kamal Bamadhai was among the 271 mourners killed by Indonesian troops at the Santa Cruz cemetery massacre.

“At a time when Helen Todd should be living a comfortable life with her husband, Helen Todd chooses to continue to work here with our poor,” Dr Ramos-Horta said.

“She is truly a most remarkable woman and is continuing the legacy of her son.

“The provision of microcredit services is an important contribution towards alleviating poverty and my Government wants more of our poor to have access to these programs.

“The Government is currently evaluating methods to properly support the extension of microcredit services across the country.”

Moris Rasik is based on the Grameen Bank methodology. In 2006 it had grown to 9000 clients and had more than doubled its portfolio. It has by far the largest outreach to poor, rural households in Timor-Leste.

.

Confrontos ontem à noite

Por detrás do mercado de Taibessi, confrontos levaram à intervenção da UNPOL e da GNR. Foram encontrados menos dois mortos. Houve feridos com armas de fogo.

Mais cedo, em Vila Verde, um jovem que estava a ser perseguido por outros, entrou numa das casas dos professores de português, tendo um dos professores sido agredido pelos atacantes.

Quando a polícia chegou já tinham todos fugido, incluindo o jovem que estava a ser perseguido.

Os funerais das vítimas realizam-se hoje no cemitério de Santa Cruz pelas 16:00.

.

Fugitives gather at Church-sponsored seminar

By John Loizou




Dili, 30 November: Brothers in Arms: East Timor military fugitive Major Alfredo Reinardo with two unidentified Australian soldiers — presumably members of the international — Australian and New Zealand — stabilisation force — photographed together at a ‘justice’ seminar at Suai about 175 kilometres south of Dili last Saturday.

Southeast Asian Times correspondents in East Timor say the two-day seminar that began Friday was organised by Catholic Church’s Peace and Justice Commission, based in Baucau and was funded with support by its agency for overseas aid and development or Caritas.
It’s supposed objective was to discuss ways to seek justice.


Government members, and members of the police and East Timor’s army were invited to attend but did not go.

Labour and Community Minister and Fretilin member Arsenio Bano sent a representative.
The speakers included Major Reinado.

Observers included Reinado’s men, who were armed, fellow fugitive Major Reinado and Vicente “Railos” da Conceicao and members of President Xanana Gusmao’s Commission of National Dialogue and Community Re-insertion.

The Opposition Democratic Party was also well represented.

The Australian commander in East Timor, Brigadier Mal Rerden, was quoted by the State-owned Australian Broadcasting Corporation as saying that Reinado — who has been charged with attempted murder and pocession of arms escaped from Dili jail last August — saying: "That's a matter for the Government.

They have decided that it's appropriate for him to participate in that event because they are looking for ways to develop the dialogue and to bring Reinado back into the justice system."

The commander did not say why the Australian soldiers attended the seminar.

And there has been no explanation from neither the Peace and Justice Commission nor Caritas as to their role in the seminar or what it was supposed to achieve.

Labour and Community Minister Arsenio Bano East Timor’s told Radio Australia that Reinado was being given the chance to surrender without bloodshed.

Asked how much more time the mutineer and deserter would be given he replied: “I’m not very sure, sooner or later, we all need to decide what we need to do with major Reinardo.”

The Southeast Asian Times

.

A Not-So-Distant Horror: Mass Violence in East Timor

Annals of the Association of American Geographers - Volume 96, Issue 4, Cover-Dated December 2006
by Joseph Nevins. Ithaca, NY: Cornell University Press, 2005.

Reviewed by Jim Glassman, Department of Geography, University of British Columbia, Vancouver, British Columbia, Canada.

It is unlikely that there is anyone in the field of geography, or, for that matter, the social sciences more generally, who is better positioned to write this book than Joseph Nevins. Nor is there anyone who can more legitimately ask the difficult questions that the book raises specifically, questions regarding the moral responsibility of people in the West for the destruction of life in East Timor. Writing for years under the pseudonym of Matthew Jardine, Nevins traveled back and forth between East Timor and the United States, supporting the struggle for East Timorese independence by bringing information about the plight of Timorese to audiences in the country whose government so decisively backed and supplied the Indonesian occupation.

Building on both the information he gathered through this process and the broader scholarly and journalistic literature, Nevins pieces together an account of East Timor’s occupation, resistance struggle, and liberation, sparing the reader none of the terror that accompanied the final stages of the struggle for independence in 1999. Indeed, A Not-So-Distant Horror refuses to abstract from the human suffering that drew global attention to East Timor in that year, starting not with scholarly chronological sequencing of the events that led to Indonesian occupation but with the author’s trip to East Timor’s ground zero’’ (the razed capital city of Dili) two months after the post-September 1999 referendum violence.

Only after this does Nevins reconstruct an account of what happened and how, and even then the purpose of the narrative is not so much to recount events but to construct a geography of moral responsibility that is mobilized by the jolt one receives from the scenery at ground zero.

In all of this, Nevins clearly means to provoke. How, he asks, can Americans be so sensitized to the destruction of ground zero in New York, the devastating consequences of the attacks of 11 September 2001, yet so oblivious to a ground zero where an equal number of humans perished, only in this case from arms and training originally supplied by governments like the United States? With this question as backdrop, Nevins’s book aims to sensitize.

After taking us to ground zero, Nevins looks at how East Timor got to that point, examining the development of independence struggles under Indonesian occupation (chapter 2), the maneuverings of the major international actors that backed Indonesia (chapter 3), and the run-up to and staging of the referendum on independence, with its tragic aftermath (chapters 4 and 5). Having laid out historically the development of East Timor’s ground zero, Nevins then turns in the remaining chapters to questions regarding the role of the international community in East Timor (chapter 6) and the degree to which various actors responsible for Timorese suffering will (or won’t) be held accountable (chapters 7­9).

Nevins deals early in the book with theoretical issues that ground notions of international responsibility, including conceptions of state sovereignty and its erosion through various transnational processes. This links Nevins’s account to arguments like those of John Agnew, who has insisted on the ‘‘territorially trapped’’ character of social science research that takes the national context as a watertight container. As Nevins puts it, ‘‘territorially trapped’’ accounts ‘‘typically do not give adequate weight to the role of social actors and institutions outside the countries directly involved in an interstate conflict in facilitating, and aiding and abetting or allowing it to unfold or both’’ (p. 17).

But Nevins’s purpose in invoking this literature is not to unpack theoretical issues in critical geopolitics; rather, it is to lay the foundations for his claims about international moral responsibility and the importance of collective memories of violence (e.g., pp. 20­21). Toward this end, Nevins does an especially effective job of foregrounding the callousness and complicity of various U.S. power-brokers. Paul Wolfowitz (today known for his role as George W. Bush’s Undersecretary of Defense, in promoting the current U.S. war in Iraq) is shown to have played an instrumental role, as Reagan’s Ambassador to Indonesia in the 1980s, in selling the Indonesian occupation of East Timor to the U.S. Congress (pp. 45­47). Indeed, even as late as 1999, Wolfowitz was insistent that ‘‘independence for East Timor was simply not a realistic option’’ (p. 115). It is not merely Reagan-Bush officials who are culpable in their unstinting support for Indonesian occupation, however. As Nevins points out, the Clinton administration continued supplying Indonesia with military and economic assistance right through the 1990s, and Clinton comes off as snide and dismissive in his response to questions about this from journalist Alan Nairn (pp. 139­40). In fact, it was not until very late in the day that the Clinton administration began to challenge Indonesia’s referendum violence (pp. 124­125). Moreover, it is not only U.S. officials who have feigned innocence and/or denied culpability, as Nevins shows through his examination of the responses of Australian officials to claims about their own considerable culpability -- Australia having played a major role in backing Indonesia’s occupation from the 1970s up until the post-referendum period (pp. 147­48).

All of this, in many respects, makes for a very compelling case. Nevins is on target in assigning moral responsibility to those who backed Jakarta’s violence. Moreover, he is not simply constructing a high-minded moral accounting system but is concerned about the consequences of our understanding of the East Timor situation for concrete projects of justice specifically, the holding of parties who authored violence responsible and the payment of reparations to East Timor. It is only if our historical memory of the violence in East Timor allows us to see the differing forms of international complicity, he contends, that we can adequately make the case for agendas such as an international human rights tribunals or reparations from countries that backed the violence.

Here, however, it seems to me that if the moral case is compelling, Nevins’s analytical account becomes slightly less so. In fact, one of the rather vexing pieces of the East Timor justice puzzle has been that the current Timorese leadership shows no commitment to demands for either an international human rights tribunal or a serious program of reparations, much to the frustration of international backers of the Timorese independence struggle. Nevins notes this phenomenon in passing (pp. 153­54), and certainly it reflects to a great extent the harsh realities of global power politics. Timorese leaders have some reason to feel that they can realistically expect little from the international community (particularly the U.S. government), and what little they can get is likely to be conditioned on forms of ‘‘good behavior such as forgoing charges against Indonesian military officials or demanding reparations from the United States and Australia. Yet this suggests that such power relations are precisely in need of analysis if we are to understand not only how East Timor has gotten to where it is today but where it is likely to go in the near future.

The moral claims that Timorese can make against various groups directly or indirectly responsible for their suffering are compelling; the likelihood of those claims resulting in the international community redressing Timorese suffering to any great extent is at best questionable.

To no small extent, moreover, the unlikelihood of holding authors of violence responsible or of obtaining significant reparations may have to do not only with the raw power equation of international relations but with the evolving class interests of the new Timorese leadership itself. An analysis of such interests, which Nevins doesn’t undertake, might help us better understand how Clinton was able to shrug off his own responsibility for violence with the following claim, in response to Nairn: I think the right thing to do is to do what the leaders of East Timor said. They want to look forward, and you want to look backward. I’m going to stick with the leaders’’ (p. 140). This claim, however opportunistic, in fact dovetails with Timorese Foreign Minister Jose Ramos- Horta’s assertion that ‘‘We shouldn’t just look to the past.We need to look at the good relations we have with the U.S. in 2001, not our relationship in 1975’’ (p. 153). It also dovetails with Timorese President Xanana Gusmao’s characterization of the Indonesian occupation as the result of a historical mistake which now belongs to history and to the past’’ (p. 154). If the Timorese leadership is itself abandoning the project of social justice for which Nevins so convincingly speaks, perhaps it would be useful to know more about why this is the case.

That having been said, A Not-So-Distant Horror is a very worthwhile book. If it does not fully chart the geopolitical and economic terrain on which Timorese reconstruction is occurring, it nonetheless charts the terrain of a transnational moral geography that can inform struggles over social justice.

.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.