sexta-feira, novembro 17, 2006

Instituído o Dia Nacional da Língua Portuguesa

Mundo Lusíada - 15/NOV/2006


O senador do PSDB (Amapá) Papaléo Paes apresentou um projeto em Plenário, em vigor desde junho, definindo o dia 05 de novembro como o Dia Nacional da Língua Portuguesa. A data foi escolhida por ser aniversário de nascimento de Rui Barbosa, "grande defensor do idioma, que o empregou com maestria na abolição da escravatura e na proclamação da República".

Este ano de 2006 é a primeira vez que houve uma comemoração da data. “Nossa língua é o elemento central do patrimônio cultural brasileiro. A melhor forma de protegê-la consiste em uma atitude afirmativa, que promova e divulgue as suas incontáveis riquezas” afirmou o senador.

De acordo com o senador o projeto é uma idéia do professor Raimundo Pantoja Lobo, do Amapá. Segundo ele, diversos projetos no Congresso visam defender o idioma que é constantemente ameaçado principalmente pela forte influência do inglês. Papaléo Paes disse que a iniciativa acontece em outros países também, tentando contrabalançar a presença do inglês.

O idioma português é falado por cerca de 200 milhões de pessoas no mundo, em oito países: Brasil, Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde e Timor Leste.

Mas para o senador, o Brasil tem uma responsabilidade maior sobre o futuro do português pelo tamanho de sua população e por sua importância político-econômica e geoestratégica. Relembrou ainda a citação do professor Carlos Reis, pesquisador da Universidade de Coimbra, em que afirmou que “o futuro da Língua Portuguesa é aquele que o Brasil quiser”.

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Comunicado - PM - traduzido pela Margarida


REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

COMUNICADO DE IMPRENSA

Dili, Novembro 15, 2006
Estudantes de medicina de Timor-Leste em Cuba ‘os melhores e os mais disciplinados’

Os 498 estudantes de Timor-Leste em Cuba são considerados os melhores entre milhares de estrangeiros que estudam lá medicina – em termos de resultados e de disciplina, de acordo com o Vice-Ministro da Saúde Luis Lobato.

“Os nossos jovens são um crédito para todos em Timor-Leste porque trabalham no duro e mostram muita disciplina,” disse o Sr Lobato. “Foi-me dito pelas autoridades Cubanas que são os melhores.

“A bondade, sinceridade e generosidade dos Cubanos e do seu Governo são impressionantes. Apesar de tudo o que correntemente está a fazer por Timor-Leste, Cuba vai receber mais outros 200 dos nossos estudantes nos próximos meses.”

Vinte e um outros países têm gente a estudar medicina em Cuba, que é uma nação pobre e em desenvolvimento mas que tem um dos melhores sistemas de saúde no mundo – nalguns casos muito melhor que nos USA, onde os hospitais públicos nalguns casos não são melhores do que os hospitais em países em desenvolvimento.

Cuba tem também 302 doutores a trabalharem em Timor-Leste. Mais de 120 desses doutores são especialistas e estão a trabalhar em hospitais em Dili, Maliana, Baucau, Suai, Oecussi e Maubissi. Apesar do Governo de Timor-Leste ter inicialmente contribuído com uma quantia modesta para os custos associados ao programa, agora, o Governo Cubano paga os salários de todos os doutores e não cobra nada pelos estudos dos nossos estudantes de medicina.

O Primeiro-Ministro Dr José Ramos-Horta hoje louvou o compromisso e a coragem dos doutores Cubanos que estão a ajudar Timor-Leste.

“Durante o pior (período) da crise em Maio, Junho e Julho os nossos doutores Cubanos permaneceram nas aldeias e hospitais sem (porem) condições, com os doentes e o povo, dando um muito necessário apoio moral, médico e psicológico,” disse o Dr Ramos-Horta.

“Isto é um contraste com os voluntários Americanos do Peace Corp, que, mesmo apesar de não haver a mínima ameaça à sua segurança e bem-estar nas áreas rurais, receberam ordens da administração dos USA para deixarem o país.

“A coragem e compromisso dos Cubanos contrasta também com a dos Japoneses. JICA, a Agência Japonesa Internacional de Cooperação, interrompeu abruptamente a sua cooperação em Timor-Leste, mesmo apesar de nunca ter havido qualquer ameaça a nacionais Japoneses, particularmente em áreas rurais.”

O original programa de bolsas de estudo entre Cuba e Timor-Leste foi discutido à margem de um encontro na Cimeira do Movimento dos Não Alinhados em Kuala Lumpur em 2003 quando o Presidente Xanana Gusmão se encontrou com o Presidente Cubano Fidel de Castro e foram oferecidas nessa altura 50 bolsas de estudo para medicina. O Dr Ramos-Horta estava lá na sua qualidade de Ministro dos Estrangeiros.

Subsequentemente, o Governo Cubano elevou o número de bolsas de estudo para um máximo de 1000.

“Graças à generosidade de outra nação relativamente pobre, quando tivermos pelo menos 500 dos nossos estudantes com o curso acabado e de regresso – juntamente com os que estão a estudar em Timor-Leste e noutros países – teremos um ratio de doutores por número de habitantes tão alto como o de qualquer país desenvolvido,” disse o Dr Ramos-Horta.

“Timor-Leste tem sido abençoado por ter tantas nações como verdadeiros amigos, mas tenho de perguntar: que melhor prenda podemos receber do que um sistema de saúde garantido para o nosso povo? Esta é a prenda do ovo de Cuba.”

O Primeiro-Ministro sublinhou que Timor-Leste não interferiu nos assuntos internos doutros países e nas suas escolhas de sistema político.

“Os USA e Cuba podem não ter relações diplomáticas e têm estado num estado “nem guerra, nem paz” nos últimos 40 anos ou à volta disso,” disse o Dr Ramos-Horta, “mas Timor-Leste tem relações boas e sólidas com ambos.

“Os Cubanos tratam os nossos jovens maravilhosamente. É-lhes permitido praticar a sua religião sem interferências e eu pedi à nossa igreja se podiam enviar um capelão a Cuba para cuidar das necessidades espirituais dos nossos estudantes.

“Pedi também ao Bispo Carlos Belo para visitar os nossos estudantes e ele fá-lo-á em breve.”

Na última Segunda-feira o Primeiro-Ministro e o Vice-Ministro da Saúde dirigiram-se a um encontro de várias centenas de pais e outros familiares dos estudantes em Dili. Dr Ramos-Horta disse no encontro que todos em Timor-Leste estavam muito orgulhosos do compromisso que os estudantes estão a fazer para a nação.

Timor-Leste tem outros estudantes de medicina na Indonésia, Portugal, Filipinas, Fiji, Malásia e Austrália.

“Quando os nossos doutores regressarem em 2012 espero que tenhamos um doutor em cada aldeia,” disse o Dr Ramos-Horta.

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Notícias - traduzidas pela Margarida

Reconciliação nas ruas de Timor-Leste
AFP/Sydney Morning Herald - Novembro 16, 2006 - 12:00AM

Perto de 1,000 soldados e policies desfilaram nas ruas da capital de Timor-Leste, Dili num aparente gesto de reconciliação depois das suas diferenças terem contribuído para o desassossego anterior.

Cerca de 600 membros das F-FDTL chegaram ao edifício do governo, no centro de Dili em veículos enquanto cerca de 300 membro da polícia nacional (PNTL) marcharam desde o seu quartel-general.

Centenas de observadores juntaram-se na área par ver a parada e para os saudar.

Ambos os contingentes e a área à volta do edifício do governo foram guardados de perto por membros armadas da polícia da ONU. Enquanto que muitos dos soldados carregavam espingardas a polícia veio desarmada.

“As feridas dos recentes eventos estão a curar e as nossas forças estão a mostrar-nos o caminho para um paz durável” disse o Presidente Xanana Gusmão de acordo com uma declaração do Gabinete do primeiro-ministro.

"Estou comovido com a unidade e a amizade mostrada pelos nossos soldados e policies e particularmente pelos seus líderes. Enfrentaram uma prova muito severa e emergiram ainda mais fortes," acrescentou Gusmão.

A concentração seguiu-se a uma série de encontros entre os líderes do país, os responsáveis da polícia e dos militares, a igreja e políticos de topo.

Soldados e policies estiveram envolvidos em violência que percorreu Dili e as cidades à volta em Abril e Maio, a seguir ao despedimento de quase um terço das forças armadas pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Alguns 600 soldados desertaram, citando discriminação nas fileiras. O seu protesto degenerou rapidamente em violência de rua, incluindo entre gangs de jovens e entre grupos étnicos, que deixou 37 pessoas mortas.

Os seus números foram reduzidos desde então para 1,100, mas fortalecidos pela presença de 1000 polícias da ONU cujas forças eventualmente aumentarão para 1600.

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Radio Australia - 15/11/2006, 22:35:06

Soldados e polícias de Timor-Leste juntam-se em parade de reconciliação

Perto de 1,000 soldados e policies desfilaram nas ruas da capital de Timor-Leste, Dili num aparente gesto de reconciliação depois do desassossego anterior.

Cerca de 600 membros das F-FDTL chegaram ao edifício do governo em veículos enquanto 300 membro da polícia nacional marcharam desde o seu quartel-general.

Ambos os contingentes foram guardados de perto por membros armadas da polícia da ONU.

O Presidente Xanana Gusmão diz que as feridas dos recentes eventos estão a curar e que as forças de Timor-Leste estão a mostrar o caminho para um paz durável.

A concentração fez-se no seguimento de uma série de encontros entre os líderes do país, os responsáveis da polícia e dos militares, a igreja e políticos de topo.

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Notícias - em inglês

The Jakarta Post - Thursday, November 16, 2006

Security agreement will boost mutual aid, trust

Australia and Indonesia on Monday signed a historic bilateral agreement on a framework for security cooperation. Foreign Minister Hassan Wirayuda gave an interview to The Jakarta Post' s Abdul Khalik about the document's benefits and implications for Indonesia. The following are excerpts of the interview:

Question: Indonesian and Australian officials described the agreement as a historic step in bilateral relations between the two countries. How will the agreement benefit Indonesia?

Answer: We have experienced many difficult moments in our long historical relations with Australia. The problems range from refugees or illegal migrants from other countries who passed through Indonesia on their way to Australia and accusations that Indonesia is a training ground for terrorists, to the recent Papuan asylum seekers. Politicians in Australia exploited the issues during the election period to attack Indonesia. So, it is easy for such situational problems to ruin our relations with Australia.

Most of the difficulties also arise from public misperceptions in both countries. Our public has accused Australia of meddling in our domestic affairs, becoming a threat to our country or helping separatist movements. On the other hand, Australians also have a perception that Indonesia is a threat. The misperceptions can only be eliminated through cooperation, dialog and transparency between us.

Can you provide examples of more tangible benefits?

The agreement covers a wide range of cooperation. It includes 10 areas covering defense, counter-terrorism, intelligence, maritime, aviation safety and security, proliferation of weapons of mass destruction, emergency cooperation and community understanding and people-to-people cooperation.

The agreement will open doors for Australia to help us with its expertise, capital and equipment, which we are lacking in many cases, in all these areas.

I think we have a good synergy with Australia, and they are eager to help us. While they have expertise and funds, we have a long and good reach in the region. We can say to Australia that if they really want to help then they can, for instance, assist with funding or build facilities or send equipment for concrete purposes, including fighting terrorism or bird flu, rather than just make political statements.

For instance, right after the 9/11 attacks, I extended an offer to Prime Minister John Howard to sign an agreement on anti-terror cooperation. Although at first he was hesitant, several days later we signed the agreement. And it turned out that the agreement was very helpful when the Bali bombings occurred. So, we could turn a potential bilateral conflict -- because of the issue of terrorism and the bombings -- into useful cooperation.

The Australian media has criticized the agreement, saying it is only to appease Indonesia, with no benefit for Australia. What's your opinion?

No, that is not true. Take, for instance, the illegal migrants problem. Without our cooperation, if we let them pass to Australia then they will have to deal with thousands more illegal migrants every period. Another is terrorism. With our capability -- of course with their help -- of cracking down on terrorists here, they can sleep soundly there. To raise more understanding and eliminate suspicions, we put in provisions to enhance community understanding and people-to-people cooperation.

Can the agreement be sidelined by objections from the Australian people?

If the agreement has been ratified then it will become part of Australian law that can't be sidelined just like that.

The commitment to solving disputes or conflicts in peaceful ways means Indonesia and Australia are moving toward a security community.

Will this agreement be used as an example for building a regional security community?

This agreement is the first of its kind. There are thoughts of using the agreement as a model for more countries in East Asia. South Korea has already proposed establishing a forum for security dialog in East Asia. So, many countries have seen the need for more security discussions in the region.

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UNMIT Daily Media Review - Thursday, 16 November 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste


Parade of Unity

F-FDTL and PNTL held a joint parade yesterday afternoon in front of the Government Palace to kick-start the resumption of their services today, reported the media. Speaking during the event, Diario Nacional reported President Gusmão as saying that the crisis was the fault of the sovereign state, noting the parade was a compromise bestowed upon the two institutions by the constitution to defend and provide security to the population. Gusmao added that wrong decisions taken by the sovereign bodies led to the conflict between the two institutions, noting the sovereign bodies have also tried to amend their mistakes in order for F-FDTL and PNTL to reconcile and overcome the crisis. The President said both institutions will work with the government and the dialogue and community re-insertion commission to take IDPs back to their homes and appealed to the youth to maintain their commitment to re-establish peace and strengthen national unity. STL reported the President of the Republic calling on F-FDTL and PNTL to re-establish peace saying ‘if we the Timorese create the problem, then we are the ones to resolve it’. Xanana Gusmão said everything is possible from starting a war to stopping it and he appealed to the youth to collaborate with PNTL and F-FDTL.

Prime Minister Ramos-Horta appealed for both institutions to work together again despite the deep wounds, noting that the crisis that occurred in Timor-Leste also occurs in other countries and in some on a much greater scale. Therefore, he appealed to the people and the leaders not to lose faith in both institutions.

President of the National Parliament said the joint parade could re-establish peace for the nation, especially the people, adding that the action made him brought him pride, reminding him of the words of many expatriates - that peace can be restored.

Speaking to Timor Post following the parade, Acting SRSG, Finn Reske-Nielsen said he was truly happy to see F-FDTL and PNTL together again because it brings hope that reconciliation, stability and peace will prevail in Timor-Leste soon. (STL, TP, DN)

Taur Is Trying To Dialogue With Alfredo

Prime Minister Ramos-Horta has reportedly said that F-FDTL Brigadier General, Taur Matan Ruak is organizing a team to hold a dialogue with Major Alfredo Reinado and his group. The efforts of F-FDTL follow unsuccessful meetings held previously with Reinado including a meeting with Bishop Belo. Ramos-Horta said the problems between Major Tara, Marcos, the petitioners and Major Reinado are all different problems. He said Major Tara and Marcos are not a big problem and the petitioners problems have been handed to the notable’s commission. He said Major Reinado should not forget that he might have erred by killing and injuring some members of F-FDTL, adding that Reinado was the one who went looking for the conflict in Fatu Ahi. (TP)

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Agence France-Presse - November 16, 2006 07:55pm

Four believed dead in more Timor violence

FOUR people are believed to have died in the latest East Timor violence which also saw 10 homes torched, Prime Minister Jose Ramos Horta said today.

"There is as yet no confirmation on the number killed, but initial information said four (were killed) and 10 houses were set on fire," Mr Ramos Horta said.

Mr Ramos Horta, who travelled by helicopter to the scene of the latest unrest, said the incident happened "a couple of days ago" and involved two groups of youths who clashed in Estado village, near Ermera.

He said a group of youths belonging to Colimau 2000 - an organisation set up by former underground youth activists during Indonesia's occupation - from Ermera and several other outlying areas attacked a local chapter of a martial arts club.

"This incident has spread fear among the people and I have talked with the home minister so that a permanent security post can be set up there," Mr Ramos Horta said.

Members of the police rapid reaction unit and another special police unit would be sent to the area, he said.

As recently as Monday, hundreds of East Timorese youths, including members of rival gangs who fought each other in the streets of the capital earlier this year, held a rally to promote unity and peace.

Carlito de Jesus, 29, who was being treated at Dili's Guido Valadares general hospital for injuries sustained in the latest attack, said the violence occurred early yesterday.

He said some 600 youths from Colimau 2000 armed with samurais, machetes, spears, small arrows and rifles attacked the Ermera chapter of the Perguruan Setia Hati Terate (PSHT) martial arts club.

"This (attack) appears to be revenge, after a PSHT member beat up a member of Colimau 2000 on November 2," de Jesus, a PSHT member, said.

Members of Colimau 2000 were accused of involvement in attacks in Atsabe in 2003, which left seven dead. Mass arrests followed but the courts later freed those detained.

The incident came just after Mr Ramos Horta praised Monday's peace rally.

The tiny nation was rocked in April and May by violence in between security force factions, as well as street gangs, which left 37 people dead.

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Quatro mortos e casas queimadas em incidentes no distrito Ermera

Díli, 16 Nov (Lusa) - Pelo menos quatro pessoas foram mortas quarta-fei ra a sul de Díli em confrontos entre grupos rivais, de que resultaram ainda vári os feridos e dez casas incendiadas, disseram hoje à Lusa fontes da ONU e do gove rno timorense.

Os incidentes ocorreram na aldeia de Haturema, distrito de Ermera, situ ada a cerca de 60 quilómetros a sul de Díli, e envolveram elementos do Colimau 2 000, organização que rejeita a autoridade do Estado, e do grupo de artes marciai s Perguruan Silat Setia Hati (PSHT), também conhecido como "Formigas Negras".

Segundo testemunhos de residentes em Haturema, os incidentes foram prov ocados por membros do Colimau 2000, que atacaram os elementos do PSHT.

Fonte do gabinete do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, dis se à Lusa que o chefe do governo visitou hoje a área, acompanhado do ministro do Interior, Alcino Barris.

Na sequência da visita do primeiro-ministro, efectivos da polícia malai a, que integra o contingente policial da ONU (UNPOL), da Polícia Nacional de Tim or-Leste (PNTL) e militares australianos estão no terreno a investigar os incide ntes, não havendo confirmação de terem sido feitas detenções.

Este é o incidente mais grave desde que segunda-feira passada, jovens d e grupos rivais, incluindo escolas de artes marciais, puseram de lado as divergê ncias e encetaram manifestações pela paz na capital.

Esta iniciativa culminou, quarta-feira, com a realização de uma parada, defronte do Palácio do Governo, em Díli, com a participação de 300 efectivos da s forças armadas e outros tantos da PNTL, numa manifestação pública de reconcili ação entre as forças de segurança, que se envolveram em confrontos armados duran te a crise político-militar iniciada em Abril.

O Colimau 2000 integra antigos elementos da resistência contra a ocupaç ão indonésia (1975-1999), mas na sequência da restauração da independência (20 d e Maio de 2002), e porque não lhes foram atribuídos cargos de responsabilidade n a nova administração, passaram a rejeitar a autoridade do Estado, protagonizando actos de violência, sobretudo nos distritos do interior do país.

O PSHT é considerado um dos maiores grupos de artes marciais de Timor-L este.

EL-Lusa/Fim

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Empresa indiana assina contrato produção petrolídera no Mar Timor

Díli, 16 Nov (Lusa) - O governo timorense e a empresa indiana Reliance Industries assinaram hoje um contrato de exploração de petróleo e gás numa área sob jurisdição de Timor-Leste, disse à Lusa o ministro dos Recursos Naturais, Minerais e Política Energética, José Teixeira.

A assinatura do contrato completa a primeira ronda de licitações nas águas sob soberania timorense e vem na sequência do contrato assinado no passado dia 07 com a empresa italiana ENI, relativo a cinco áreas.

O leilão das seis áreas, de um pacote inicial de 11, terminou no passado dia 19 de Abril, e nesse concurso participou a empresa portuguesa GALP Energia, num consórcio que reunia ainda a brasileira Petrobras e a malaia Petronas.

"A Reliances Industries, bem como a ENI, vão agora iniciar a exploração das respectivas áreas, um processo que poderá levar entre três a sete anos para ficar completo", salientou José Teixeira.

à semelhança do que aconteceu com a ENI, o contrato com a Reliances Industries devia ter sido assinado no passado dia 20 de Junho, mas a crise político-militar desencadeada em finais de Abril obrigou a adiar a cerimónia.

O Estado timorense já arrecadou, somente neste concurso internacional, entre taxas de inscrição e levantamento de cadernos de encargos, o total de 2,4 milhões de dólares.

EL-Lusa/Fim
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AGREEMENT- BETWEEN THE REPUBLIC OF INDONESIA AND AUSTRALIA ON THE FRAMEWORK FOR

The Governments of Australia and Indonesia - November 14, 2006

The Government of the Republic of Indonesia and the Government of
Australia (hereinafter referred to as the 'Parties')

Reaffirming the sovereign equality of the Parties, their faith in the
purposes and principles of the Charter of the United Nations and
their desire to live in peace with all peoples and all governments;

Reaffirming the commitment to the sovereignty, unity, independence
and territorial integrity of both Parties, and the importance of the
principles of good neighbourliness and non-interference in the
internal affairs of one another, consistent with the Charter of the
United Nations;

Recognising that both Parties are democratic, dynamic and
outward-looking members of the region and the international community;

Recognising also the new global challenges, notably from
international terrorism, traditional and non-traditional security threats;

Recognising further the importance of continued and enhanced
cooperation in meeting the challenges posed by international
terrorism and transnational crime;

Determined to work together to respond to these new challenges and threats;

Determined also to maintain and strengthen bilateral cooperation and
regular dialogue including established regular discussions on
strategic, defence, intelligence, law enforcement and other matters;

Determined further to maintain and strengthen the long-standing
political, economic, social and security cooperation which exist
between the two Parties, and their common regional interests and
ties, including the stability, progress and prosperity of the
Asia-Pacific region;

Recognising the value of bilateral agreements and arrangements
between the two countries since 1959 including the major bilateral
instruments on security that have provided a strong legal framework
for both countries in dealing with various security threats and
issues as well as the importance of existing dialogues and
cooperation through the Indonesia Australia Ministerial Forum (IAMF);

Emphasizing also the importance of working together through regional
and international fora on security matters to contribute to the
maintenance of international peace and security;

Determined to comply in good faith with their obligations under
generally recognized principles and rules of international law;
Adhering to their respective laws and regulations; Have agreed as follows:

ARTICLE 1 PURPOSES

The main objectives of this Agreement are:

1. to provide a framework for deepening and expanding bilateral
cooperation and exchanges as well as to intensify cooperation and
consultation between the Parties in areas of mutual interest and
concern on matters affecting their common security as well as their
respective national security.

2. to establish a bilateral consultative mechanism with a view to
encouraging intensive dialogue, exchanges and implementation of
co-operative activities as well as strengthening institutional
relationships pursuant to this Agreement.

ARTICLE 2 PRINCIPLES

In their relations with one another, the Parties shall be guided by
the following fundamental principles, consistent with the Charter of
the United Nations,

1. Equality, mutual benefit and recognition of enduring interests
each Party has in the stability, security and prosperity of the other;

2. Mutual respect and support for the sovereignty, territorial
integrity, national unity and political independence of each other,
and also non-interference in the internal affairs of one another

3. The Parties, consistent with their respective domestic laws
and international obligations, shall not in any manner support or
participate in activities by any person or entity which constitutes a
threat to the stability, sovereignty or territorial integrity of the
other Party, including by those who seek to use its territory for
encouraging or committing such activities, including separatism, in
the territory of the other Party;

4. The Parties undertake, consistent with the Charter of the
United Nations, to settle any disputes that might arise between them
by peaceful means in such a manner that international peace, security
and justice are not endangered;

5. The Parties shall refrain from the threat or use of force
against the territorial integrity or political independence of the
other, in accordance with the UN Charter;

6. Nothing in this Agreement shall affect in any way the existing
rights and obligations of either Party under international law.

ARTICLE 3 AREAS AND FORMS OF COOPERATION

The scope of cooperation of this Agreement shall include:

Defence Cooperation

In recognition of the long-term mutual benefit of the closest
professional cooperation between their Defence Forces,

1. Regular consultation on defence and security issues of common
concern; and on their respective defence policies;

2. Promotion of development and capacity building of defence
institutions and armed forces of both Parties including through
military education and training, exercises, study visits and
exchanges, application of scientific methods to support capacity
building and management and other related mutually beneficial activities;

3. Facilitating cooperation in the field of mutually beneficial
defence technologies and capabilities, including joint design,
development, production, marketing and transfer of technology as well
as developing mutually agreed joint projects.

Law Enforcement Cooperation

In recognition of the importance of effective cooperation to combat
transnational crime that impacts upon the security of both Parties,

4. Regular consultation and dialogue aimed at strengthening the
links between institutions and officials at all levels;

5. Cooperation to build capacity of law enforcement officials to
prevent, respond to and investigate transnational crime;

6. Strengthening and intensifying police to police cooperation
including through joint and coordinated operations;

7. Cooperation between relevant institutions and agencies, including
prosecuting authorities, in preventing and combating transnational
crimes, in particular crimes related to:

a. People smuggling and trafficking in persons;

b. Money laundering;

c. Financing of terrorism;

d. Corruption;

e. Illegal fishing;

f. Cyber-crimes;

g. Illicit trafficking in narcotics drugs and psychotropic
substances and its precursors; h. Illicit trafficking in arms,
ammunition, explosives and other dangerous materials and the illegal
production thereof; and i. Other types of crime if deemed necessary
by both Parties.

Counter-terrorism Cooperation

In recognition of the importance of close and continuing cooperation
to combat and eliminate international terrorism through
communication, cooperation and action at ail levels,

8. Doing everything possible individually and jointly to eradicate
international terrorism and extremism and its roots and causes and to
bring those who support or engage in violent criminal acts to justice
in accordance with international law and their respective national laws;

9. Further strengthening cooperation to combat international
terrorism including through rapid, practical and effective responses
to terrorist threats and attacks; intelligence and information
sharing; assistance to transport security, immigration and border
control; and effective counter-terrorism policies and regulatory frameworks;

10. Strengthening cooperation In capacity building in law
enforcement, defence, intelligence and national security in order to
respond to terrorist threats;

11. Cooperation, when requested and where possible, in facilitating
effective and rapid responses in the event of a terrorist attack. In
this regard, the requesting Party shall have primary responsibility
for the overall direction, organization and coordination for such situation.

Intelligence Cooperation

12. Cooperation and exchange of information and intelligence on
security issues between relevant institutions and agencies, in
compliance with their respective national legislation and within the
limits of their responsibility.

Maritime Security

13. Strengthening bilateral cooperation to enhance maritime safety
and to implement maritime security measures, consistent with international law;

14. Enhancing existing Defence and other cooperation activities and
capacity building in the area of aerial and naval maritime security
in accordance with international law.

Aviation Safety and Security

15. Strengthening bilateral cooperation in the field of capacity
building to enhance civil aviation safety and security.

Proliferation of Weapons of Mass Destruction In recognition of the
Parties' shared commitment not to develop, produce, otherwise
acquire, stockpile, retain or use nuclear weapons or other weapons of
mass destruction,

16. Co-operate to enhance measures for preventing the proliferation
of weapons of mass destruction and their means of delivery including
through strengthened national export controls in accordance with
their respective national laws as well as international law;

17. Strengthening bilateral nuclear cooperation for peaceful
purposes, including to further the objective of non-proliferation of
weapons of mass destruction and strengthen international nuclear
safety and security through enhanced standards, in accordance with
international law.

Emergency Cooperation

18. Cooperation, as appropriate and as requested, in facilitating
effective and rapid coordination of responses and relief measures in
the event of a natural disaster or other such emergency. The Party
requesting the assistance shall have primary responsibility for
determining the overall direction for emergency response and relief operation;

19. Cooperation in capacity building for disaster preparedness and response.

Cooperation in international Organizations on Security-Related Issues

20. Consultation and cooperation on matters of shared interest on
security related issues in the United Nations, other international
and regional bodies.

Community Understanding and People-to-People Cooperation

21. Endeavoring to foster contacts and interaction between their
respective institutions and communities with a view to improving
mutual understanding of security challenges and responses to them.

ARTICLE 4 CONFIDENTIALITY

1. The Parties shall protect confidential and classified
information received pursuant to the framework of this Agreement in
accordance with their respective national laws, regulations and policies.

2. Notwithstanding Article 10, should this Agreement terminate,
each Party shall continue to comply with the obligation set out in
paragraph 1 to information to which it had access under the Agreement,

ARTICLE 5 INTELLECTUAL PROPERTY

The Parties agree that any intellectual property arising under the
implementation of this Agreement shall be regulated under separate arrangement.

ARTICLE 6 IMPLEMENTING MECHANISM

1. The Parties shall take any necessary steps to ensure effective
implementation of this Agreement, including through conclusion of
separate arrangements on specific areas of cooperation.

2. For the purpose of this Article, the Parties shall meet on a
regular basis under the existing mechanism of the Indonesia-Australia
Ministerial Forum (IAMF) to review and give direction to the
activities under this Agreement.

ARTICLE 7 FINANCIAL ARRANGEMENT

Any expenses Incurred in the implementation of this Agreement will be
met by the Party incurring the expense, unless otherwise mutually decided.

ARTICLE 8 SETTLEMENT OF DISPUTES

Disputes arising in relation to the interpretation on implementation
of this Agreement shall be settled amicably by mutual consultation or
negotiation between the Parties.

ARTICLE 9 AMENDMENT

This Agreement may be amended in writing by mutual consent by both
Parties, Any amendment to this Agreement shall come into force on the
date of later notification by either Party of the completion of its
ratification procedure for the amendment.

ARTICLE 10 ENTRY INTO FORCE, DURATION AND TERMINATION

1. The Agreement shall enter into force on the date of receipt of
the last notification by which the Parties notify each other that
their internal requirements for the entry into force of this
Agreement have been fulfilled.

2. This Agreement shall remain in force until one Party gives
written notice of its intention to terminate it, in which case this
Agreement shall terminate six months after receipt of the notice of
termination.

3. Termination of this Agreement shall not affect the validity or
the duration of any arrangement made under the present Agreement
until the completion of such arrangement, unless otherwise decided by
mutual consent.

IN WITNESS WHEREOF, the undersigned being duly authorized thereto by
their respective Governments, have signed this Agreement.

Done at ... on this ... day of ... in the year of ... in 2 (two)
original copies in both Indonesian and English languages, all texts
being equally authentic. In case of divergence in the interpretation,
the English text shall prevail.

For the Government of For the Government of The
Australia Republic of Indonesia

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Parte dos bens doados para Timor foram parar à Caritas

Ponto Final - 16/11/06 - 16:34

Rodolfo Ascenso

Uma das entidades que tinha bens recolhidos pela Campanha de Ajuda a Timor 2006 cansou-se de esperar pelo envio do que tinha à sua guarda e anunciou ter entregue cerca de trinta sacos de arroz à Caritas Macau. Paulo Remédios, o responsável pela campanha em Macau, diz que o dinheiro necessário para o transporte, que agora admite ser por via marítima, está para chegar, mas a ministra que recebeu a verba da Fundação Macau diz que esse dinheiro nunca se destinou a transportes.

A Agência Comercial Pico, que tinha disponibilizado aos organizadores da recolha de bens alimentares para Timor-Leste um armazém para guardarem os produtos recolhidos, cansou-se de esperar e entregou à Caritas Macau os cerca de trinta sacos de arroz que tinha à sua guarda.

Em anúncio pago colocado ontem na imprensa, a Agência Pico informa que “não conseguindo contactar a pessoa responsável” pelos bens, “transportámos tudo para a Caritas, havendo um recibo para o comprovar”.

Termina assim parte da saga dos bens recolhidos em Maio e que depressa se percebeu que dificilmente chegariam ao destinatário.

A campanha de recolha de bens, onde se envolveram cidadãos de Macau com a melhor das boas vontades mas que, dadas algumas personalidades envolvidas, manteve afastadas outras que habitualmente não se furtam a estas acções, começou envolta em dúvidas, desde logo sobre quem a conduzia.

Depois, o Embaixador timorense em Pequim, Olímpio Branco, assumiu a responsabilidade pela Campanha de Ajuda a Timor 2006 (CAT2006), delegando publicamente em Paulo Remédios, um advogado timorense, a condução da acção em Macau. Numa primeira fase Remédios, efectivamente, tratou do processo, mas rapidamente desapareceu. Logo em Junho a agência Lusa noticiava as dificuldades em contactar o timorense, quando procurava saber a data do transporte. Embora inicialmente tivesse sido dada como garantida, a verdade é que ele nunca apareceu.

Uma das questões que fontes conhecedoras do processo, que pediram anonimato, disseram ao PONTO FINAL estranhar, foi a necessidade, aventada desde a primeira hora, de o transporte ser feito de avião. Sabendo-se que o transporte por via aérea é consideravelmente mais caro que o por via marítima, essas fontes questionam por que razão não se carregaram os contentores com as anunciadas 40 toneladas de bens num barco com destino a Timor.

Estranham ainda que Paulo Remédios e os restantes membros da comissão, a partir do momento em que a situação acalmou, tenham deixado de fazer diligências para enviar os bens.

Como o PONTO FINAL noticiou a 13 de Junho, “Paulo Remédios afirmou que foi contactado por um ministro de Díli no sentido de coordenar a entrega dessa ajuda, uma oferta que a CAT2006 rejeitou”, por considerar que o Governo timorense não tinha capacidade para o fazer.

Houve ainda um pedido de ajuda financeira, supostamente feito pelo embaixador de Timor-Leste em Pequim ao Executivo de Macau, para desbloquear a situação. Ao que se soube, a Fundação Macau veio a disponibilizar 100 mil dólares. Essa verba, segundo Olímpio Branco, não era suficiente para fretar os dois aviões necessários. Na altura em que a questão estava acesa, o diplomata lançou acusações ao ministério das Finanças de Timor-Leste, a quem responsabilizava pelo facto de a verba ainda estar em Macau. Na ocasião (22 de Julho), a titular da pasta, Madalena Boavida, dizia ao PONTO FINAL que o número da conta bancária do governo timorense, onde a verba deveria ser depositada, já tinha sido enviada.

Contactado ontem pelo PONTO FINAL, Paulo Remédios disse desconhecer em pormenor a situação dos bens à guarda da Agência Pico, desvalorizando, contudo, a importância do facto por se tratarem de “poucos artigos”, no conjunto das “66 toneladas angariadas”. Remédios, disse ainda ter recebido recentemente a garantia, por parte de “dois membros do Governo de Timor”, a garantia de que a verba necessária para o “transporte marítimo” dos bens seja disponibilizada muito em breve. Paulo Remédios considera que toda a situação começa a ser “uma vergonha”.

Ontem ainda, em contacto telefónico feito com Díli, Madalena Boavida informou o PONTO FINAL ter efectivamente recebido os 100 mil dólares provenientes de Macau, mas que estes foram uma “ajuda financeira” e nunca estiveram destinados a nenhum frete de aviões ou outro tipo de transporte.
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Verdade, Papua Oeste e Indonésia: 2 + 2 podem ser = 5

Tradução da Margarida.

OnlineOpinion.com
Por Adam Henry - postado Quinta-feira, 16 de Novembro 2006

O enigmático Lobby de Jakarta é “… um grupo informal de gente com ideias semelhantes que pensam que a Indonésia é um caso especial”. Não é uma conspiração clandestina, mas uma aliança de elites apesar de algumas negarem a própria existência do grupo.

O Lobby de Jakarta opera numa posição de privilégio dentro da elite Australiana. Defensores pró-Jakarta já há muito reconheceram o potencial perigoso das violações dos direitos humanos na Papua Oeste poder tornar-se uma questão diplomática maior. Receosos de serem colocados em recuos éticos, como foram com Timor-Leste, tais defensores têm emergido em intervalos regulares no seio da instituição diplomática a emitir a sua mensagem.



O passado recente - um apelo às armas

Em o de Março de 2006 o Embaixador Richardson que é um antigo director–geral da ASIO, fez um discurso dirigido à US-Indonesia Society: um grupo fundado em 1994 para contrariar percepções negativas depois de repetidas violações de direitos humanos pelas TNI (Forças de Defesa Nacional Indonésias) em Timor-Leste.

Os poderosamente conectados lobbyistas da US-Indonesia Society têm sido descritos como “… a segunda Embaixada da Indonésia em Washington”. O antigo director-geral da ASIO ridicularizava a existência de qualquer lobby de Jakarta Australiano. Disse que somente “alguns comentadores Australianos” mantinham a existência de um Lobby de Jakarta “… que conspira junto para perverter os interesses nacionais da Austrália (isto inclui) todos os funcionários do governo que ou serviram na Indonésia, ou que trabalharam para a Indonésia em Canberra.”



Na audiência estava o Embaixador da Indonésia nos USA, Sudjadnan Parnohadin-Ingrat, que antes fora o Embaixador na Austrália. Sudjadnan foi o secretário da Indonesian Task Force durante a votação para a independência em Timor-Leste em 1999 (organizada) pela ONU.

Os apelos de Richardson para apoio sem interrogações à Indonésia são essenciais dado o modo como as elites Indonésias, como Sudjadnan fazem uso do silêncio (de) críticas da Austrália.

Questionado pelo The Washington Diplomat sobre os direitos humanos da Indonésia, Sudjadnan respondeu que numa estimativa os TNI “… podem ter morto cerca de 200,000 Timorenses durante a governação Indonésia”. Sudjadun não fez qualquer esforço para contrariar esse número vendo-os como simples baixas duma luta de separação. Como disse “… Se (somente) cerca de 200,000 em 220 milhões de pessoas (quiseram separar-se) não penso que isto é muito sério”.

Acredito que Timor-Leste sob governação Indonésia (1975-1999) é comparável aos Campos de Morte do Cambdja. Não pode haver dúvida que homens inteligentes como Richardson desconhecem as estatísticas. Depois da independência em 1999 um relatório da ONU concluíu “… as violações dos direitos humanos foram massivas, sistemáticas e alargadas … a fome, as execuções arbitrárias, as torturas horrorosas infligidas rotineiramente, e a escravidão sexual organizada e as torturas sexuais das mulheres Timorenses foram os sinais de marca das autoridades Indonésias e 183,000 Timorenses morreram à fome ou por doença como consequência das acções das TNI-Kopassus durante a governação Indonésia.”

Quando um homem poderoso como Richardson defende que nada deve impedir o sonho Indonésio, os da estirpe de Sudjadnan, conhecem suficientemente bem a língua Inglesa para compreender o significado que está por debaixo i.e. questões como corrupção e direitos humanos são meras distracções.

O estilo de compromisso de Richardson com a Indonésia ignora a validade das preocupações dos direitos humanos com as acções das TNI. Em vez de usar o seu discurso para se distanciar ele próprio do problema Timor-Leste 2 + 2 = 5 de Sudjadnan, acredito que, talvez inconscientemente, Richardson apela sem se questionar e apoia sem princípios as políticas do Lobby de Jakarta. Fazem-se agora muitos esforços para desenvolver esta sua direcção.

O presente - os ataques do lobby de Jakarta

Paul Kelly escreveu uma peça de opinião caracteristicamente de perito no The Australian (ver “Uma nova diplomacia sobre a Papua”, Outubro 7, 2006). Kelly apoiou entusiasticamente o Relatório do Lowy Institute, As Armadilhas de Papua, como a última palavra virtual na devastação da Papua Oeste.



Kelly com razão aponta que há diferenças entre Timor-Leste e a Papua Oeste que merecem análise, mas mais uma vez falha em analisar correctamente as suas conclusões.

Devido à presença da Freeport Mine e dos interesses dos negócios no sector florestal a escala da corrupção das TNI é muito maior do que em Timor-Leste. Os dois movimentos nacionalistas também diferem na estrutura, unidade e coesão. A diversidade étnica e linguística dos Papuanos é um factor. Em comum têm a realidade das violações dos direitos humanos. Esta associação não é devida aos críticos que falam alto e que não antipáticos, mas na minha opinião devem-se à incapacidade das TNI a não matarem em largo número cidadãos Indonésios relutantes.

Reescrevendo o passado - a necessidade de esquecer

O Lobby de Jakarta argumentou durante 25 anos sobre os benefícios sem fim de um Timor-Leste Indonésio.

As preocupações de direitos humanos eram descartadas como exageros ou simplesmente ignoradas. Quando Paul Keating visitou Jakarta em 1991 louvou a subida (ao poder) do governo da “Nova Ordem” de Suharto como o evento mais benéfico para a segurança Australiana desde a II Guerra Mundial. Os massacres de 1965 que estabeleceram a Nova Ordem foram então presumidamente benéficos do mesmo modo como em Kokoda.

Em 1965 funcionários da Embaixada Americana, com a ajuda da CIA, compilaram listas de suspeitos comunistas de alto-nível no interior da Indonésia que foram entregues às forças militares Indonésias. De acordo com a CIA, 1965 foi um dos maiores massacres e um dos eventos mais significativos da segunda metade do século 20, comparável às purgas de Estaline, os assassínios de massas praticados pelos Nazis durante a II Guerra Mundial e pelos Maoistas nos princípios dos anos 1950’s.

Foi tal a carnificina que a Embaixada dos USA avisou Washington que “… não sabia se o número real era mais perto dos 100,000 ou de 1 milhão (de mortos) mas que acreditava ser mais sensato errar pelo lado das estimativas mais baixas, especialmente quando questionados pela imprensa”.

A atitude dos USA em relação aos assassínios em massa foi indiferente. Howard Federspiel anteriormente do Bureau of Intelligence & Research (Departamento de Estado dos USA) lembrou que: “Ninguém se importava, desde que fossem comunistas … Ninguém ligou muito a isso”.



No fim do banho de sangue, o Primeiro-Ministro Australiano Harold Holt declarou “Com 500,000 a um milhão de simpatizantes Comunistas despachados … penso que é seguro assumir que houve uma re-orientação.” Pelo menos isto expressou com verdade a escala de mortes requerida para criar o clima de estabilidade política preferido pelo ocidente na Indonésia.

O discurso de Keating não fez qualquer referência às realidades históricas de 1965, mas pode-se especular que Suharto compreendeu perfeitamente. O jornalista Glen Milne (The Australian, Abril 25, 1992) viu que “… Keating passou o primeiro teste da sua liderança, levando com sucesso as relações Australianas-Indonésias para além da política de colete de forças de Timor-Leste”.

Jornalistas Australianos continuaram a apoiar o regime mas um ano depois Suharto foi derrubado por um movimento alargado de cidadãos (pela) reforma.

A linguagem política – é lógico Jim, mas não como sabemos

Os críticos do Lobby de Jakarta foram rotulados anti-Indonésios, ignorantes ou simplesmente racistas. Tal é a mentalidade do grupo do Lobby que ONG’s, activistas de direitos humanos, a Igreja Católica, reportagens críticas dos media e mesmo Portugal foram violentamente condenados pelo grupo pela violência perpetrada pelos militares Indonésios nos anos 80’s e 90’s em Timor.

Dois massacres em Dili ocorridos em Novembro de 1991 e os comentários dos defensores Pró-Jakarta só demonstram a sua linguagem e mentalidade política extrema.

O número de mortes foi activamente minimizado ao mesmo tempo que o segundo massacre foi ignorado. Greg Sheridan e Richard Woolcott, um antigo Embaixador na Indonésia, de facto acusou Portugal de ter provocado a atrocidade.

O antigo Professor de Economia da ANU Heinz Arndt lamentou no The Australian, “… que o massacre foi uma tragédia, não por causa da perda de vidas mas porque inflamou campanhas de ódio anti-Indonésias na Austrália”.

Tais comentários aparentemente implicam que os mortos desarmados foram um último truque anti-Indonésio dos Timorenses, que egoisticamente se colocaram eles próprios no caminho do fogo das inocentes armas automáticas Indonésias. E o evento inteiro obviamente foi encenado somente para benefícios doméstico desses intrometidos fazedores de bem Australianos que simpatizavam com a luta dos Timorenses.

Em relação a 1965, em Aceh, Timor-Leste e agora a Papua Oeste, o Lobby de Jakarta não tem coragem moral nas suas posições éticas para reconhecer que deve aceitar assassinatos e atrocidades desde que isso traga um clima potencial de relações diplomáticas vantajosas com Jakarta.

Não se questionar o mérito da abordagem do Lobby de Jakarta à Indonésia é suspender a crença na lógica e obscurecer o sofrimento humano. Ser-se crítico dos militares Indonésios pela sua história documentada e aterradora de (violações) dos direitos humanos não é ser-se anti-Indonésio. Requer-se a sua reforma urgente tanto para os cidadãos comuns Indonésios, e a sua jovem democracia, como para o futuro dos direitos humanos nas ilhas do leste da Indonésia.

Quando George Orwell anotou que “a linguagem política … destina-se a fazer das mentiras verdades e de um assassino uma pessoa respeitável, e a dar uma aparência de solidez a simples vento” ilustrou o buraco negro ético da chamada necessidade de mentiras nobres para alcançar ganhos políticos de curto prazo.

As pessoas que apoiam tais tácticas demonstram a sabedoria em curso da visão filosófica de Orwell.

Ver o artigo completo aqui.
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News Release: WFP welcomes food assistance from USA for Timor vulnerable families

WFP - 16 November 2006

Dili, TIMOR-LESTE- In a boost for international efforts to resolve Timor Leste’s ongoing humanitarian crisis, the United Nations World Food Programme today welcomed a donation from the United States of America of food that will be used to provide meals for school children in communities across Timor as well as for malnourished children and pregnant and lactating women, who are vulnerable to the long-term impacts of poverty and food insecurity.

An initial 670 metric tons of Corn Soya Blend (CSB) of a total shipment of 1,350 metric tons of CSB and 100 metric tons of Vegetable Oil contributed by the US will be unloaded in the Dili port and distributed by WFP across the island.

“The arrival of the USA contribution is critical for the people of Timor Leste” said WFP Asia Regional Director Tony Banbury. “Food assistance addresses an immediate need for families who are struggling against poverty in villages and will also help resolve Timor’s humanitarian crisis by helping those families who seek a peaceful return to their homes and communities in Dili.”

The US contribution will ensure the continuation of the Safety Net program assisting women and children under five and run by the Government of Timor-Leste and WFP. This vital program reaches over 140,000 primary school students and malnourished children and pregnant and lactating women, who are vulnerable to the long-term impacts of poverty and food insecurity.

The needed food commodities are part of an overall US$ 2 million contribution to date from the United States Agency for International Development (USAID) to assist WFP’s food operations in Timor-Leste, designed both to lift the people of Timor Leste out of poverty and to assist the thousands of Timorese displaced from their homes by the recent conflict.

Total received contributions to date will allow WFP to deliver food assistance only through the end of December 2006. In this regard, “WFP appreciates this invaluable contribution from the USA,” said Tarek Elguindi, WFP Representative in Timor-Leste. “WFP would like donors to support the continuation of food assistance operations to alleviate the humanitarian crisis over the short and medium term in the country.”
WFP is the world's largest humanitarian agency: each year, we give food to an average of 90 million poor people to meet their nutritional needs, including 56 million hungry children, in at least 80 of the world's poorest countries.

WFP Global School Feeding Campaign – For just 19 US cents a day, you can help WFP give children in poor countries a healthy meal at school – a gift of hope for a brighter future.

Visit our website: www.wfp.org
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quinta-feira, novembro 16, 2006

Deputados portugueses em Timor-Leste

Grupo de deputados da Assembleia da República, incluindo José Luís Arnaut, do grupo parlamentar do PSD e Presidente da Comissão de Negócios Estrangeiros, vem em visita oficial a Timor-Leste, de 1 a 7 de Dezembro.

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Sobre a Parada F-FDTL/PNTL

As duas forças de segurança nacionais, lado a lado numa parada perante todos os orgãos de soberania, é um excelente exemplo para mostrar como é necessária a união de todos.

Foi exactamente o que Presidente da República se esqueceu em Maio deste ano.

Lamentamos o facto de Paulo Fátima Martins, que se apresentou a sua demissão e se encontra suspenso, ter sido "renomeado" comandante da PNTL.

O próprio quando chegou à parada colocou-se atrás da fila onde se encontravam os representantes dos orgãos de soberania e Matan Ruak, tendo sido chamado para a linha da frente por alguém da organização.

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Comunicado - PM em inglês

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE


Dili, November 16 2006

Soldiers and police embrace friendship as peace is given a chance

With tears in their eyes, soldiers and police embraced each other as they gathered for an historic ceremony at the Palacio do Governo yesterday in Dili.

As hundreds of spectators packed the Palacio grounds and the national anthem was played, the President of the Republic Xanana Gusmão called on the youth of the country to collaborate with the army and police in the process of peace.

Army and police paraded before President Xanana, the President of Parliament Francisco Guterres "Lu-Olo" and Prime Minister Dr José Ramos-Horta and members of his Government.

Spectators including most members of the diplomatic corps and public servants, watched as members of the F-FDTL and PNTL lined up alongside each other in a display of solidarity and trust.

Traffic along the main ocean-front boulevard was brought to a stop. Bunches of flowers were handed out to the country’s army and police forces and as they raised them above their heads the crowd cheered.

“This is a time to work together and to accept each other,” President Xanana said.

“Youth must promise their mothers and fathers that they will no longer be involved in violence.”

Dr Ramos-Horta said today that it was time for Timor-Leste’s youth to embrace peace “just as our army and police have done”.

“We cannot allow ourselves to be drawn into violence,” he said. “There is no future for our country in that. We must use our energy for peace.”

The President of the Court of Appeal, Claudio Ximenes told the rally Timor-Leste’s courts would be independent and impartial.

“The tribunal will make decisions independently and impartially,” he said.

Yesterday’s historic rally followed a series of extraordinary meetings held recently between the President, the Prime Minister and leaders of Timor-Leste’s army and police.

The head of the armed forces, Brigadier Taur Mata Ruak shook hands and embraced many of the police at the rally as the Commander of the Police Paulo Fatima Martins walked among soldiers shaking hands and greeting friends.

The demonstration of comradeship and trust between the F-FDTL and PNTL has given encouragement to many people in the Internally Displaced People’s camps to return to their homes.

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Reconciliation on East Timor streets

AFP/Sydney Morning Herald - November 16, 2006 - 12:00AM

Nearly 1000 soldiers and police paraded on the streets of East Timor's capital Dili yesterday in an apparent gesture of reconciliation after their differences contributed to unrest earlier this year.

Some 600 members of the Fretilin National Armed Forces (F-DTL) arrived at the government office in downtown Dili in scores of vehicles while about 300 members of the national police (PNTL) marched from their headquarters.

Hundreds of onlookers crowded the area to watch the parade and cheer them.

Both contingents and the area around the government office were tightly guarded by armed members of the UN police. While many of the soldiers were carrying rifles, the police came unarmed.

"The wounds of recent events are healing and our forces are showing us the way towards a lasting peace," President Xanana Gusmao said according to a statement from the prime minister's office.

"I am moved by the unity and friendship shown by our soldiers and police, and particularly by their leaders. They have faced a most severe ordeal and emerged even stronger," Gusmao added.

The rally followed a series of meetings between the country's leaders, the heads of the police and military, the church and top politicians.

Soldiers and police were involved in violence that rocked Dili and surrounding towns in April and May, following the dismissal of almost a third of the armed forces by then prime minister Mari Alkatiri.

Some 600 soldiers deserted the forces, citing discrimination within the ranks. Their protest quickly degenerated into street violence, including between youth gangs and between ethnic groups, that left 37 people dead.

Their numbers have since been reduced to 1,100, but bolstered by the presence of 1000 UN police whose forces will eventually be increased to 1600.

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ETimor soldiers, police join reconciliation parade

Radio Australia - 15/11/2006, 22:35:06

Nearly 1,000 soldiers and police have paraded on the streets of East Timor's capital Dili in an apparent gesture of reconciliation after unrest earlier this year.

About 600 members of the Fretilin National Armed Forces arrived at the government office on board vehicles while about 300 members of the national police marched from their headquarters.

Both contingents were tightly guarded by armed members of the UN police.

President Xanana Gusmao says the wounds of recent events are healing and East Timor's forces are showing the way towards a lasting peace.

The rally followed a series of meetings between the country's leaders, the heads of the police and military, the church and top politicians.

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Truth, West Papua and Indonesia: 2 + 2 really can = 5

OnlineOpinion.com
By Adam Henry - posted Thursday, 16 November 2006

The enigmatic Jakarta Lobby is “… an informal group of like-minded people who regard Indonesia as a special case”. It is not a clandestine conspiracy, but an alliance of elites although some would deny the group’s very existence.

The Jakarta Lobby operates from a position of privilege within the Australian establishment. Pro-Jakarta advocates have long recognised the dangerous potential for human rights violations in West Papua to become a major diplomatic issue. Fearful of being placed on the ethical back foot, as they had been with East Timor, such advocates have been emerging at regular intervals from within the diplomatic establishment to deliver their message.



The recent past - a call to arms

On March 8, 2006 the Ambassador Richardson who is a former director–general of ASIO, addressed The US-Indonesia Society: a group founded in 1994 to counter negative perceptions after repeated TNI (Indonesian National Defence Forces) human rights violations in East Timor.

The powerfully connected lobbyists of the US-Indonesia Society have been described as Indonesia’s “… second Embassy in Washington”. The former director general of ASIO ridiculed the existence of any Australian Jakarta lobby. He said only “some Australian commentators” maintain the existence of a Jakarta Lobby “… who conspire together to pervert Australia’s national interests (this includes) all government officials who have either served in Indonesia, or who have worked on Indonesia in Canberra.”



In the audience was the Indonesian Ambassador to the US, Sudjadnan Parnohadin-Ingrat, who was previously the Ambassador to Australia. Sudjadnan was the secretary to the Indonesian Task Force during the 1999 United Nations independence ballot in East Timor.

Richardson’s pleas for unquestioning support for Indonesia are essential given the manner in which Indonesian elites such as Sudjadnan make use of the critical silence from Australia.

Questioned by The Washington Diplomat on Indonesian human rights Sudjadnan responded to an estimate that the TNI “… may have killed up to 200,000 Timorese during Indonesian rule”. Sudjadun made no effort to dispute the figure seeing them as mere casualties of a secessionist war. As he said “… If (only) about 200,000 out of 220 million people (wanted to secede) I don’t think this is very serious”.

I believe East Timor under Indonesian rule (1975-1999) is comparable to the Killing Fields of Cambodia. There can be no doubt that intelligent men like Richardson are not ignorant of statistics. After independence in 1999 a UN report concluded “… human rights violations were massive, systematic and widespread … starvation, arbitrary executions, routinely inflicted horrific torture, and the organized sexual enslavement and sexual torture of Timorese women were the hallmarks of the Indonesian authority and 183,000 est. Timorese starved or died of illness as a consequence of TNI-Kopassus actions during Indonesian rule.”

When a powerful man like Richardson holds that nothing should hinder the Indonesian dream, we like Sudjadnan, possess enough understanding of the English language to comprehend the underlining significance i.e. issues like corruption and human rights are mere sideshows.

Richardson’s style of commitment to Indonesia ignores the validity of human rights concerns over the actions of the TNI. Instead of using his speech to separate himself from Sudjadnan’s East Timor 2 + 2 = 5 proposition I believe that, maybe unwittingly, Richardson urges unquestioning and principled support of Jakarta Lobby policies. Many efforts are now being made to build on his lead.

The present - the Jakarta lobby attacks

Paul Kelly wrote a characteristically expert opinion piece in The Australian (See “A new diplomacy over Papua”, October 7, 2006). Kelly enthusiastically endorsed the Lowy Institute Report, The Pitfalls of Papua, as the virtual final word on the West Papua debate.



Kelly rightly points out there are differences between East Timor and West Papua that deserve analysis, but again fails to analyse his conclusions correctly.

Due to the presence of the Freeport Mine the scale of TNI corruption and business interests in the forestry sector is much greater than in East Timor. The two nationalist movements also differ in structure, unity and cohesiveness. The ethnic and linguistic diversity of Papuans is a factor. In common though is the reality of human rights violations. This commonality is not due to the loud and unsympathetic critics, but in my view to the inability of the TNI to not kill reluctant Indonesian citizens in large numbers.

Rewriting the past - the need to forget

The Jakarta Lobby argued for 25 years of the unending benefits of an Indonesian East Timor.

Human rights concerns were dismissed as exaggerations or just ignored. When Paul Keating visited Jakarta in 1991 he praised the rise of Suharto’s “New Order” government as the most beneficial event to Australian security since World War II.The 1965 massacres that established the New Order were then presumably beneficial in much the same way as Kokoda.

In 1965 American embassy officials, with the help of the CIA, compiled lists of suspected high-ranking communists within Indonesia that were handed to the Indonesian army. According to the CIA, 1965 was one of greatest massacres and significant events of the second half of the 20th century to be compared with Stalin’s purges, the mass murder of the Nazis during World War II and the Maoists in the early 1950’s.

Such was the carnage that the US Embassy advised Washington that it did “… not know whether the real figure is closer to 100,000 or 1 million (dead) but believed it wiser to err on the side of lower estimates, especially when questioned by the press”.

The US attitude toward the mass killings was indifferent. Howard Federspiel formerly of the Bureau of Intelligence & Research (US State Department) remembered that: “No one cared, as long as they were communists … No one was getting very worked up about it”.



At the end of the bloodletting the Australian Prime Minister Harold Holt stated, “With 500,000 to a million Communist sympathisers knocked off … I think it is safe to assume a reorientation has taken place.” At least this truthfully expressed the scale of death required to create the preferred western political climate of stability in Indonesia.

Keating’s speech made no reference to the historical realities of 1965, but it may be speculated that Suharto understood clearly. Journalist Glen Milne (The Australian, April 25, 1992) saw that “… Keating had passed the first test of his leadership, successfully driving Australian-Indonesian relations beyond the policy straight jacket of East Timor”.

Australian journalists continued to be supportive of the regime but a year later Suharto was overthrown by a widespread citizen reform movement.

Political language - it’s logic Jim, but not as we know it

Critics of the Jakarta Lobby were labelled anti-Indonesian, ignorant or just garden-variety racists. Such is the Lobby group’s mentality that NGO’s, human rights activists, the Catholic Church, critical media reportage and even Portugal were roundly condemned by the group for the violence perpetrated by the Indonesian military throughout the 80’s and 90’s in Timor.

Two Dili massacres occurred in November 1991 and the commentaries of Pro-Jakarta advocates just demonstrated their extreme political language and mentality.

The death toll was actively minimised while the second massacre was ignored. Greg Sheridan and Richard Woolcott, a former Ambassador to Indonesia, actually blamed Portugal for provoking the atrocity.

Former ANU Economics Professor Heinz Arndt lamented in The Australian, “… that the massacre was a tragedy, not because of the loss of life but because it inflamed anti-Indonesian hate campaigns in Australia”.

Such commentaries seemingly implied that the unarmed dead were an extreme anti-Indonesian stunt by Timorese, who selfishly placed themselves in the path of innocent Indonesian automatic gunfire. The entire event of course staged solely for the domestic benefit of those meddlesome Australian do gooders who sympathised with the plight of the East Timorese.

In regard to 1965, Aceh, East Timor and now West Papua, the Jakarta Lobby lack the moral courage in their ethical position to acknowledge that one must accept murder and atrocity so long as it brings about a potential climate of advantageous diplomatic relations with Jakarta.

To be unquestioning of the merits of the Jakarta Lobby approach to Indonesia is to suspend belief in logic and to obscure human suffering. To be critical of the Indonesian military for its documented and appalling human rights record is not anti-Indonesian. Its urgent reform is required as much for ordinary Indonesians, and their fledgling democracy, as is for the future of human rights in the eastern Indonesian islands.

When George Orwell noted “Political language … is designed to make lies sound truthful and murder respectable, and to give an appearance of solidity to pure wind” he highlighted the ethical blackhole of the so-called necessary or noble lies used to pursue short-term political gain.

People who support such tactics demonstrate the ongoing wisdom of Orwell’s philosophical insights.

Ver o artigo completo aqui.
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PM alerta "interferências" normalização relações forças segurança

Díli, 15 Nov (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, alertou hoje para "possíveis interferências" no processo em curso de normalizaçã o de relações entre as forças de defesa e de segurança de Timor-Leste.

Em declarações à Lusa no final de uma parada em Díli em que participara m 600 efectivos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Políc ia Nacional de Timor-Leste (PNTL), Ramos-Horta disse que a iniciativa "já é uma garantia muito importante para que as duas instituições não voltem a digladiar-s e".

"Independente de possíveis interferências, de pessoas estranhas às inst ituições", alertou, sem entrar em detalhes.

Ramos-Horta referiu que a parada realizada hoje em frente ao Palácio do Governo, presidida pelo chefe de Estado, Xanana Gusmão, e na presença dos titul ares dos restantes órgãos de soberania, constituiu "um dos muitos passos" que tê m sido dados "ao longo de semanas de diálogo muito paciente" e com "muita abertu ra e muita franqueza".

"Mas são precisos mais passos para sarar completamente as feridas, esta bilizar o país e preparar para as eleições [presidenciais e legislativas de 2007 ], para que de futuro os acontecimentos trágicos de Abril, Maio, Junho e Julho n ão voltem mais a acontecer", frisou.

Ramos-Horta salientou que participou em "inúmeras reuniões" com militar es e polícias e destacou que os comandos das duas forças "deram passos enormes e m frente na sua aceitação mútua".

Notório no início da cerimónia foi o forte abraço trocado entre o coman dante das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, e o comissário Paulo Marti ns, comandante da PNTL.

Ramos-Horta recordou idêntico abraço trocado pelos dois homens, há cerc a de duas semanas, em casa do Presidente Xanana Gusmão, em Balibar, arredores de Díli, durante um encontro de confraternização patrocinado pelo chefe de Estado e pelo primeiro-ministro.

"Participei nos encontros privados que tivemos com eles, o Presidente e eu, e já na altura, o comandante Paulo Martins, com lágrimas nos olhos e a soluçar, a pedir desculpa ao brigadeiro-general Taur Matan Ruak pelo ataque à sua casa, em Maio passado", recordou.

"Paulo Martins negou rotundamente que tivesse dado ordens para esse ataque, cuja responsabilidade disse pertencer a um oficial da polícia, sem qualquer aval do comando da PNTL. Na altura, Taur Matan Ruak abraçou-o e aceitou a explicação", adiantou.

O primeiro-ministro timorense referia-se ao ataque levado a cabo a 25 d e Maio, contra a residência de Taur Matan Ruak por elementos liderado pelo antigo 2º comandante da PNTL no distrito de Díli, Abílio Mesquita "Mausoko".

Aquele quadro da PNTL encontra-se actualmente detido, a aguardar a conclusão da instrução do processo-crime que foi aberto por esse ataque.

Referindo-se novamente aos encontros que têm reunido militares e polícias, José Ramos-Horta disse que vão "continuar nos próximos dias e semanas".

Quanto ao regresso da PNTL e das F-FDTL às suas actividades normais, Ramos-Horta disse que no caso da polícia "importa ter muita cautela".

"Vamos continuar primeiro com todo o esforço de verificação dos polícia s. Não vamos acelerar demais o processo, porque é preciso muita cautela. Nada de falsos entusiasmos e fazermos corta-mato para a normalização da PNTL", acrescentou.

O processo de verificação referido pelo primeiro-ministro diz respeito ao controlo que está a ser feito a cada agente, confirmando que não existem acusações quanto à participação nos actos de violência registados desde Abril passado.

"Do lado das forças de defesa, temos estado em reunião com eles, com membros do governo, com as forças internacionais e as Nações Unidas", afirmou.

"Devo dizer, muito claramente, que eu enquanto primeiro-ministro e ministro da Defesa [pasta que acumula no II Governo Constitucional], não vejo razão para que não seja feita a normalização das actividades das F-FDTL", frisou.

Na sequência da crise, as F-FDTL remeteram-se no final de Maio às suas unidades.

"Obviamente que não serão actividades ligadas ao que é o trabalho normal de polícia. Mas sim a livre circulação dos elementos das F-FDTL em todo o território, para que possam fazer os seus trabalhos de treino e exercícios de formação", explicou.

O processo está ainda a decorrer, mas Ramos-Horta está convicto que dentro de uma semana, já haverá um documento a esse respeito.

"Ainda estamos neste processo de consultas, com o próprio comando das F -FDTL, e talvez na semana que vem já teremos um documento para falar com os australianos e as Nações Unidas para a normalização da vida" das forças armadas, garantiu.

No final da cerimónia, a Lusa tentou obter comentários do Presidente Xanana Gusmão, mas o chefe de Estado recusou repetidamente falar à imprensa.

A parada realizada hoje visou demonstrar a normalização das relações entre as duas instituições, mas persistem ainda receios sobre eventuais aproveitam entos para deteriorar a crise.

Nesse sentido, a Lusa teve acesso a SMS enviados pela cooperação australiana aos cidadãos australianos, aconselhando-os a que regressassem a casa a par tir das 16:30 locais (07:30 em Lisboa), devido à realização da parada, por receio de eventuais incidentes.

Também o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) distr ibuiu um SMS informando os seus funcionários que evitassem as zonas da cidade po r onde iria passar a "marcha de paz das F-FDTL e da PNTL".

A parada foi acompanhada por cerca de 1.500 pessoas e não se registaram quaisquer incidentes.

EL-Lusa/Fim

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Comunicado - PM em inglês

DEMOCRATIC REPUBLIC OF TIMOR-LESTE
OFFICE OF THE PRIME MINISTER

MEDIA RELEASE

Dili, November 15 2006
Timor-Leste medical students in Cuba ‘the best and most disciplined’

Timor-Leste’s 498 students in Cuba are considered to be the best among thousands of overseas people studying medicine there – in terms of results and discipline, according to Vice-Minister of Health Luis Lobato.

“Our young people are a credit to all of Timor-Leste as they work hard and show great discipline,” Mr Lobato said. “I am told by Cuban authorities that they are the best.

“The kindness, sincerity and generosity of the Cuban people and Government is overwhelming. Despite all it is currently doing for Timor-Leste, Cuba is taking another 200 of our students in the coming months.”

Twenty one other countries have people studying medicine in Cuba, which is a poor and developing nation but with one of the best health systems in the world – in some cases far better than in the United States, where public hospitals in some instances are no better than hospitals in developing countries.

Cuba also has 302 doctors working throughout Timor-Leste. More than 120 of these doctors are specialists working in hospitals in Dili, Maliana, Baucau, Suai, Oecussi and Maubissi. Although the Timor-Leste Government initially contributed a modest amount to the costs associated with the program, the Cuban Government now pays the wages of all its doctors and charges our medical students nothing for studies.

Prime Minister Dr José Ramos-Horta today praised the commitment and courage of the Cuban doctors helping Timor-Leste.

“During the worst of the crisis in May, June and July our Cuban doctors stayed unconditionally in the villages and hospitals with the patients and the people, providing the much-needed moral, medical and psychological support,” Dr Ramos-Horta said.

“This is in contrast with American Peace Corp volunteers, who, even though there was not the slightest threat to their safety and well-being in rural areas, were given orders by the US administration to leave our country.

“The Cuban courage and commitment is also in contrast with the Japanese. JICA, the Japanese International Co-operation Agency, abruptly interrupted its co-operation in Timor-Leste, even though there was never any threat to Japanese nationals, particularly in the rural areas.”

The original scholarship program between Cuba and Timor-Leste was discussed on the sidelines at a summit meeting of the Non-Aligned Movement in Kuala Lumpur in 2003 when President Xanana Gusmão met Cuban President Fidel Castro and 50 medical scholarships were offered at that time. Dr Ramos-Horta was there in his capacity as Foreign Minister.

Subsequently, the Cuban Government raised the number of scholarships to a maximum of 1000.

“Thanks to the generosity of another relatively poor nation, when we have at least 500 of our students complete the course and return – together with the ones studying in Timor-Leste and other countries – we will have a ratio of doctors-to-population as high as that of any developed country,” Dr Ramos-Horta said.

“Timor-Leste has been blessed by having many nations as real friends, but I must ask: what greater gift can we receive than a guaranteed health system for our people? This is the gift from the people of Cuba.”

The Prime Minister stressed that Timor-Leste did not interfere in the internal affairs of other countries and their choice of political system.

“The US and Cuba might not have diplomatic relations and have been in a state of “no war, no peace” for the past 40 years or so,” Dr Ramos-Horta said, “but Timor-Leste has good solid relations with both.

“The Cubans treat our young people wonderfully. They are allowed to practise their religion without interference and I have asked our church whether they could send a chaplain to Cuba to minister to our students’ spiritual needs.

“I have also asked Bishop Carlos Belo to visit our students and he will do this soon.”

Last Monday the Prime Minister and Vice-Minister for Health addressed a gathering of several hundred parents and other relatives of the students in Dili. Dr Ramos-Horta told the gathering that all of Timor-Leste was very proud of the commitment the students were making to the nation.

Timor-Leste has other medical students in Indonesia, Portugal, the Philippines, Fiji, Malaysia and Australia.

“When our doctors return in 2012 I hope we will have one doctor for every village,” Dr Ramos-Horta said.

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Notícias - traduzidas pela Margarida


PM diz que oficial das forças armadas e líder de milícia devem entregar as armas

Dili, 15 Nov. (AKI) – O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta acusou o soldado desertor, Major Alfredo Reinado Alves e o líder do grupo de milícia civil, Vicente "Railos" da Conceição, de terem ainda armas em seu poder e pediu-lhes que as entreguem. "Tenho informação credível que o Major Reinado e o grupo do Railos ainda têm armas automáticas e não sei para quê. Para parar com o derramamento de sangue em Timor-Leste, peço-çhes que entreguem o resto das armas às tropas internacionais ou à UNPOL (polícia da ONU)," disse Ramos-Horta a Adnkronos International (AKI).

O treinado pelos Australianos Major Reinado desertou em 4 de Maio 2006 para se juntar a cerca de 600 antigos soldados que tinham sido despedidos depois de se queixarem de discriminação em promoções. O seu despedimento começou a crise em Timor-Leste. Preso pelo seu papel na violência, o Major Reinado está ainda ao largo depois de ter fugido da prisão em 30 de Agosto.

Vicente “Railos” da Conceição é o líder duma milícia civil alegadamente formada pelo antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri para se livrar dos seus opositores políticos.

Tanto o Major Reinado como o Vicente “Railos” da Conceição tinham alegadamente entregue as suas armas há alguns meses.

Horta sublinhou que o não cumprimento com este ultimato levará a consequências horríveis.

“É dever das tropas internacionais perseguir os que não têm o direito de ter armas como o Major Alfredo e o grupo do Railos. Não haverá misericórdia para os que ainda têm armas,” disse Ramos-Horta a AKI acrescentando que os dois amotinados estão escondidos no mato.

As palavras do primeiro-ministro enraiveceram o líder da milícia “Railos” da Conceição, que o Adnkronos International encontrou na sua casa na cidade de Liquica.

Railos, que disse nunca ter saído da sua cidade, definiu Ramos-Horta como “um homem não muito inteligente,” e disse que o primeiro-ministro não tem nenhuma evidência e que na realidade não quer resolver o problema.

“Nunca saí da cidade de Liquica nem fugi para o mato como o Horta disse. O meu grupo e eu entregámos as nossas armas às tropas internacional à frente do próprio Horta e de outras personalidades em Julho. Como é que ele me pode ainda acusar de ter armas? Esta é uma acusação séria,” disse ad AKI.

“O Horta não é muito esparto e falta-lhe vontade política para resolver o problema,” acrescentou Railos.

As armas da milícia de Railos foram distribuídas do arsenal dum ramo das forças de segurança. Entretanto, o administrador em exercício da UNMIT, Finn Reske-Nielsen confirmou em Dili que 96 por cento das armas já foram reunidas e estão recolhidas.

“Mais de 3,000 armas já estão reunidas, incluindo a grande maioria das armas de canos longos,” disse Reske-Nielsen a AKI.

Contudo, o comissário da UNPOL em Timor-Leste, Antero Lopes, disse que há cerca de 200 armas que pertencem à polícia nacional que ainda estão por recolher.

“Cerca de 200 armas da PNTL [polícia de Timor-Leste] que foram distribuídas ainda não foram recuperadas e estamos na pista delas,” acrescentou Lopes

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A UNMIT anuncia a nomeação do Vice-Representante Especial do Secretário-Geral para Timor-Leste

UNMIT - 15 Novembro 2006

DILI - Eric Tan Huck Gim foi nomeado Vice- Representante Especial do Secretário-Geral (DSRSG) para o Sector da Segurança e Domínio da Lei da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT). Mr. Tan é um Brigadeiro-General reformado das Forças Armadas de Singapura.

Como membro da equipa de gestão de topo da, Mr. Tan é responsável pelo apoio ao sector da segurança, direitos humanos e justiça de transição, apoio à administração da justiça, polícia da ONU e a componente militar da ONU. Mr. Tan agirá como chefe da missão na ausência do Representante Especial.

Mr. Finn Reske-Nielsen, correntemente o SRSG em exercício, saudou a nomeação de Mr. Tan. “Conforme avançamos no trabalho do mandato da missão, saúdo a chegada de Mr. Tan à UNMIT e estou satisfeito por ter alguém do seu calibre no cargo,” disse. “O Mr. Tan administrará o apoio do sector de segurança da Missão que dará aconselhamento sobre a governação em geral do sector de segurança incluindo o da reforma da polícia e da força da defesa. É um trabalho exigente mas tenho confiança que Mr. Tan, com as suas qualidades de liderança e as suas excelentes qualificações profissionais fará um trabalho esplêndido.”

Antes de se juntar à UNMIT, Mr. Tan ocupou o posto de Director de Administração na Lee Kuan Yew School of Public Policy, na Universidade Nacional de Singapura. Mr. Tan serviu nas Forças Armadas de Singapura (SAF) durante 32 anos antes de se reformar em Outubro de 2005. A sua última colocação militar foi de Comandante do Instituto de Educação e Treino de Oficiais das SAF’s Tri-Service. Esta nomeação começou em Novembro de 2003. Antes, de 2002 até 2003, Mr. Tan serviu como Comandante da Força da componente militar da UNMISET liderando uma força multinacional de mais de 3,000 elementos.

Como oficial de Artilharia, Mr. Tan teve vários postos de comando incluindo o de Comandante da 9ª Divisão de Singapura de 2000 a 2002 e Oficial Chefe de Artilharia de 1997 a 2000.

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UNMIT - Revista dos Media Diários
Quarta-feira, 15 Novembro 2006


Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste


Os deslocados estão agora a regressar a casa

No seguimento de um encontro comunitário com jovens representantes de Becora e Kulau, João da Silva “Choque” e Jacinto da Silva “Hadia Kulau”, alguns deslocados começaram a regressar a casa. O STL relata que o encontro, num ambiente familiar/amigável e moderado por Fr. Guilhermino da Paróquia de Becora, discutiu muitas questões de preocupação como garantir a segurança. Jacinto da Silva ‘Kulau’ disse que Kulau foi uma das áreas mais afectadas durante a crise e que os jovens devem ter um papel maior no estabelecimento de um ambiente de paz para garantir segurança aos deslocados que querem regressar às suas casas, acrescentando que muita gente do leste já voltaram às suas casas. Disse ainda que os jovens de Kulau saudaram a noção e que estão a dar segurança aos que decidiram regressar a casa. Jacinto da Silva ‘Kulau’ disse que está feliz com as acções de paz realizadas pelos jovens em relação com as comemorações do massacre de 12 de Novembro. Apontou que se tinha dado um passo que abriu o caminho para o diálogo e re-integração comunitária, acrescentando que a próxima fase será limpar os campos frente ao porto do mar, o aeroporto e outras áreas. João da Silva “Choque” disse que os dois dias de marcha pela paz foram um sucesso apesar de alguns acidentes com pedras atiradas, o que de acordo com ele, não é importante, pois que há sempre provocadores, e apelou aos organizadores para continuarem a manter as suas posições e a trabalharem para a paz e estabilidade da nação. O Coordenador do campo do aeroporto em Comoro, José da Silva Gusmão sublinhou que o campo de deslocados expressou a vontade de regresso às suas casas se os jovens lhes garantirem segurança. (STL)

O Major Tara encontrou-se com o Brigadeiro-General

O Major Augusto de Araújo “Tara” encontrou-se com o Brigadeiro-General das F-FDTL Taur Matan Ruak pela segunda vez em relação a planos para os veteranos viajarem para Dili e estabilizarem a situação. O deputado Riak Leman organizou o encontro. Disse que muita gente, incluindo o governo, inicialmente concordou com o plano mas que o governo depois decidiu não o apoiar por causa da falta de fundos. Além do plano, tanto Tara como Ruak discutiram os subsídios para os peticionários visto que alguns deles do Distrito de Ainaro estão correntemente a enfrentar dificuldades extremas. Também discutiram a construção de casas para os veteranos e para as pessoas que perderam as suas casas em resultado da crise. (STL)

Acesso dos media restringido

Jornalistas do Timor Post (TP) e do Diario Nacional relataram que os media estão a enfrentar dificuldades em acederem a informação sobre as actividades correntes do Primeiro-Ministro o que contrasta com o do antigo Primeiro-Ministro. De acordo com o TP, no tempo do Primeiro-Ministro Alkatiri, a sua equipa de relações públicas permitia que os media tivessem acesso às suas actividades diárias. Os jornalistas estão descontentes com o sistema adoptado pelo escritório de relações públicas do PM Ramos-Horta (TP)

Delegação da Grã-Bretanha encontra-se com Barris

Uma delegação da Grã-Bretanha incluindo o Embaixador com base em Jakarta visitou Timor-Leste na Terça-feira e encontrou-se com o Ministro do Interior Alcino Barris para discutir assistência à segurança e à justiça. De acordo com Barris, foi também uma oportunidade para explicar à delegação as funções da polícia antes e depois da crise e a visão de desenvolvimento do ministério.

O Presidente determinado a retirar o projecto

Francisco Guterres “Lu-Olo” está determinado a retirar o projecto de lei eleitoral da Comissão A do Parlamento Nacional se continuar a atrasar a apresentação do documento ao plenário. Guterres disse que o documento foi apresentado à Comissão em 25 de Outubro e que pessoalmente não sabe a razão para estar parado. Mas insiste que o relatório e as sugestões devem ser apresentados à sessão plenária e aprovadas dentro desta semana acrescentando para permitirem que o STAE e a Comissão Nacional Eleitoral prossigam com os preparativos para as eleições de 2007. (TP)

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SEAPA/Pacific Media Watch - Quarta-feira, 15 Novembro 2006, 10:59 am

Quando cresce a violência política, jornalista apedrejado por multidão, recebe ameaças de morte

BANGKOK - Um repórter local a trabalhar para a Agence France-Presse (AFP), Nelson da Cruz, foi atingido na cara com uma pedra atirada por um jovem não identificado quando se dirigia para fazer a reportagem de um distúrbio em Dili em 9 de Novembro de 2006.

Da Cruz, que trabalha também como jornalista para a Televisão de Timor-Leste (TVTL), ia levar três amigos a casa em Kampung Baru, Komoro, um subúrbio de Dili, quando recebeu a informação sobre um distúrbio no distrito próximo de Kolmera.

No caminho, no cruzamento de Kolmera e Bebora, um grupo de jovens armados com paus e facas estavam a apedrejar carros que passavam e a tentar abrir as portas dos veículos. Conseguiram fazer com que Da Cruz parasse o carro e perguntaram-lhe se ele era de "Lorosae ou de Loromonu" (as parles leste e oeste de Timor-Leste).

Da Cruz respondeu identificando-se a si próprio como um jornalista. Descontentes, os jovens repetiram a pergunta. Quando Da Cruz lhes ia responder outra vez, um deles atirou uma pedra que o atingiu na cara; um outro bateu no vidro do carro. Quando Da Cruz começou a sangrar abundantemente, o grupo deixou-o ir.

Da Cruz procurou tratamento num hospital, onde recebeu quatro pontos na ferida. Relatou depois o incidente para o escritório do "Timor Post" em Bebora, para o jornal "Suara Timor Lorosae" e para o editor da AFP em Jakarta, Indonésia.

Desde Abril que a violência crescente por diferenças entre as regiões leste e oeste de Timor-Leste matou pelo menos 37 pessoas e tirou 15 por cento da população das suas casas. A força de polícia da ONU está a ajudar a restaurar a ordem nesta jovem nação com um passado traumático e que ganhou a independência da Indonésia somente em 2002.

Da Cruz e os seus colegas têm ficado nos seus escritórios desde que as suas casas foram queimadas. Receiam também pelas suas vidas, tendo recebido ameaças de morte.

Respondendo ao ataque contra Da Cruz, o Co-Vice-Editor-em-chefe do "Suara Timor Lorosae" Domingos Saldanha, apelou à comunidade para verem os jornalistas como amigos, dizendo que os jornalistas não se engajariam em actividades que prejudicasse as pessoas.

"O trabalho de um jornalista é cobrir as histórias novas da comunidade e transmiti-las para o público. Como jornalistas, não fazemos distinções [entre raças ou gente de origens étnicas diferentes] e religiões . . . olhamos sempre as pessoas de Timor-Leste como uma comunidade," disse.

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The Age - Novembro 15, 2006

Abraços, lágrimas em Dili levantam esperanças para a paz
Lindsay Murdoch, Darwin

Depois de meses de violência, centenas de jovens de gangs rivais juntaram-se nas ruas de Dili para se abraçarem uns aos outros, partilharem lágrimas e celebrar uma paz frágil.

"Parece que a paz, não a guerra, está a irromper em Timor-Leste," disse ontem o Primeiro-Ministro do país, José Ramos Horta.

Apesar de haver ainda mais de 60,000 pessoas a viverem em campos miseráveis de deslocados demasiadamente receosas de voltarem para as suas casas, e de amotinados armados se manterem ao largo nas montanhas de Timor-Leste, o Sr Ramos Horta disse que encontros recentes que envolveram ele próprio, o Presidente Xanana Gusmão e líderes das forças armadas e da polícia do país podem marcar o fim de violência de meses que deixou mortas mais de 30 pessoas e 2000 casas e edifícios destruídos.

O Primeiro-Ministro disse que ouviu "palavras honestas e humildes " dos líderes das forças armadas e da polícia e que eles tinham prometido trabalharem juntos para a reconciliação, a estabilidade e a paz.

"Para consolidar a paz, é preciso fazer muito mais nas próximas semanas, mas sejam quais forem os obstáculos colocados à nossa frente não desistiremos de procurar a paz, a harmonia e a democracia," disse numa declaração emitida em Dili.

O Sr Ramos Horta disse que nos últimos dias mais de 1000 jovens tinham partilhado lágrimas e tinham-se abraçado uns aos outros em manifestações pela paz na estrada principal entre Dili e o aeroporto, a cena de alguma da pior violência recente. Em 21 de Novembro, em Dili realizar-se-á um encontro formal com todos os actores políticos de Timor-Leste.

O Sr Ramos Horta, que foi nomeado em Junho no ponto mais alto do levantamento político, disse que como Ministro da Defesa era da sua responsabilidade garantir que as forças armadas de Timor-Leste com 800 elementos estivessem armadas, mas disse que não compraria mais armas para a polícia ou para as forças armadas.

"Já há demasiadas armas no nosso país," disse. "Todos nós já vimos demasiadas mortes, demasiada violência e demasiado chorar pelos mortos. "Vejo o meu papel como de cuidar das mentes e das almas dos nossos polícias e militares. Chega de pistolas!"
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Parada conjunta F-FDTL / PNTL - Fotografias (5)







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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.