Hospital e ONU têm planos contingência devido receio mais violência
Díli, 10 Out (Lusa) - O Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), em Díli, e as Nações Unidas elaboraram planos de contingência para enfrentar a eventual deterioração do clima de segurança na capital de Timor-Leste, disseram hoje à Lusa diversas fontes.
A divulgação dentro de dias do relatório da Comissão de Inquérito Independente da ONU, em que serão identificados os culpados pela violência registada em Abril e Maio, está a ser antecedida de medidas para contrariar uma eventual escalada da violência.
Segundo António Caleres Júnior, director do HNGV, "foram reservadas 60 camas de emergência", avaliados os medicamentos em armazém e redefinidas escalas de serviço de médicos e enfermeiros.
"Avaliámos também a capacidade do bloco operatório e estamos a consertar os aparelhos de ar condicionado que estavam avariados, bem como a inventariar os meios de transporte disponíveis", disse António Caleres Júnior.
As medidas de contingência foram adoptadas pelo HNGV durante uma reunião da Comissão de Emergência daquela unidade, que tentou antecipar a resposta para os próximos dias, precisou.
Para António Caleres Júnior, o problema mais complicado de resolver é o da falta de sangue.
"Há problemas no banco de sangue. A situação é mesmo alarmante para que se possa actuar em qualquer situação", acrescentou.
A nível das forças de segurança, as funções e operações previstos nos planos de contingência já estão distribuídas e visam lidar com situações que vão desde a escalada da violência até ataques seleccionados, disse o comissário Antero Lopes, comandante dos actuais menos de 500 efectivos da UNPOL (Polícia das Nações Unidas).
"Estamos preparados para qualquer situação de contingência, nomeadamente a divulgação do relatório. Fizemos vários cenários de contingência. Pode haver um oportunismo (no aproveitamento de actos de violência), mas estou confiante com os recursos que temos, entre efectivos da UNPOL, da Polícia Nacional de Timor-Leste e das forças internacionais, que totalizam cerca de 3.500 efectivos", precisou.
"Estou confiante que com os mecanismos de coordenação e a colaboração da liderança timorense podemos conter eventuais actos de violência", acrescentou Antero Lopes.
A Comissão de Inquérito foi criada pela ONU a 12 de Junho, na sequência de um pedido nesse sentido enviado quatro dias antes pelo então ministro dos Negócios Estrangeiros, hoje primeiro-ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta.
Presidida pelo brasileiro Paulo Sérgio Pinheiro, a Comissão integra ainda a sul-africana Zelda Holtzman e o britânico Ralph Zacklin.
O relatório, que fonte das Nações Unidas disse à Lusa ter sido já entregue ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, vai identificar os responsáveis pela violência registada em Abril e Maio, no âmbito do mandato para estabelecer os factos e circunstâncias relevantes da crise político-militar timorense.
A divulgação pública do texto não tem ainda data marcada, em virtude de estarem ainda a ser feitas as traduções para tétum, português e bahasa indonésio.
Ao longo dos três meses de mandato conferido pelo secretário-geral da ONU, a Comissão ouviu cerca de 200 pessoas e consultou mais de 3 mil documentos.
O relatório incluirá os depoimentos daquelas fontes, e, sobretudo, recomendações que reforcem a responsabilidade, tendo em conta os mecanismos jurídico-legais existentes em Timor-Leste, pelos crimes e violações de direitos humanos alegadamente cometidos particularmente nos dias 28 e 29 de Abril e entre 23 e 25 de Maio.
Nestas datas, a crise político-militar timorense foi marcada por confrontos armados entre facções da polícia e das forças armadas, a que se associaram grupos de civis, armados pelas duas partes beligerantes.
No passado dia 27 de Setembro, ao discursar perante a Assembleia Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Luís Guterres, afirmou que desde o início da crise, morreram cerca de 100 pessoas em Timor-Leste.
A violência então registada provocou ainda cerca de 180 mil deslocados internos e tem vindo a ser alimentada por confrontos entre bandos rivais, sobretudo na capital, Díli, com efeitos na destruição de propriedade privada e do Estado.
Em resultado da crise, o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri pediu a demissão do cargo, tendo sido substituído por José Ramos-Horta.
Nos dias 28 e 29 de Abril, no final de uma manifestação patrocinada por ex-militares, efectivos das forças armadas enviados pelo então governo liderado por Mari Alkatiri substituíram a Polícia Nacional na contenção dos manifestantes, e nos dias 23, 24 e 25 de Maio registaram-se combates entre efectivos das forças armadas e militares sublevados, em vários pontos de Díli.
EL-Lusa/Fim
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Mais de 2 mil casas destruídas entre Abril e Setembro - Governo
Mais de 2 mil casas destruídas entre Abril e Setembro - Governo
Díli, 10 Out (Lusa) - Mais de 2 mil casas foram destruídas em Timor-Leste entre Abril e Setembro, tendo o governo preparado uma política de reabilitação habitacional que inclui a construção de seis novos bairros, disse hoje o ministro Arsénio Bano.
Em declarações à Lusa, o ministro do Trabalho e Reinserção Comunitária timorense referiu que o governo pretende, em primeiro lugar, "concentrar essa política nos timorenses que continuam nos campos de desalojados e que não possuem meios financeiros para reabilitar ou reconstruir as suas casas".
"A iniciativa política do governo tem três níveis: reabilitação de casas em terrenos privados, reabilitação de casas em terrenos do Estado e reabilitação de casas, pertencentes ao Estado, e que estavam ilegalmente ocupadas", explicou.
Para executar este programa, as autoridades timorenses vão canalizar 10 milhões de dólares (7,9 milhões de euros), previstos no Orçamento de Estado em vigor, e mais 2 milhões de dólares (1,5 milhões de euros) prometidos pela Noruega.
"O objectivo é conseguir que os deslocados que ainda se encontram nos campos regressem às suas áreas de residência", salientou.
Quatro dos seis novos bairros serão edificados em Díli, nomeadamente nas traseiras do mercado de Taibessi, em Quintal Boot, no ex-quartel militar indonésio em Bécora e em Caicoli.
Serão ainda construídos novos bairros em Metinaro, a leste de Díli, e em Liquiçá, a oeste da capital.
A destruição das casas ocorreu durante os dias de violência entre grupos rivais, na sequência da crise iniciada em Abril.
A violência que atingiu Timor-Leste provocou ainda uma centena de mortos, segundo anunciou o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Luís Guterres, ao discursar, a 27 de Setembro, perante a Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque.
Devido ao clima de violência e instabilidade, cerca de 180 mil pessoas (18 por cento dos cerca de um milhão de habitantes do país) vivem actualmente em campos de deslocados internos, espalhados por Díli e nos distritos do interior do país.
O número de cerca de 180 mil deslocados é fornecido pelas agências das Nações Unidas e é calculado a partir do total de timorenses que são abrangidos naqueles campos pela distribuição de assistência alimentar.
"A situação de segurança tem dado sinais de melhoria, pelo que a manter-se vamos até ao final deste mês avaliar o verdadeiro número de deslocados e rever as políticas de distribuição de assistência alimentar", anunciou Arsénio Bano .
Muitos dos deslocados deslocam-se durante o dia para as suas casas, ou para o trabalho, e à noite regressam aos campos de acolhimento.
"Queremos saber se o regresso aos campos se deve à distribuição de alimentos ou se continuam a sentir-se inseguros nas suas áreas de residência", acrescentou o ministro.
Para potenciar o diálogo inter-comunitário, o governo, através do Ministério do Trabalho e da Reinserção Comunitária, lançou o Programa "Simu Malu" (expressão em tétum que em português significa "Acolhimento Recíproco"), para o que
envolveu as autoridades locais, designadamente os chefes de "suco" (aldeia) e os líderes dos grupos juvenis existentes em cada das áreas mais afectadas pela violência em Díli.
"Os incidentes que há cerca de duas a três semanas ocorriam com regularidade, por exemplo, na zona do aeroporto, em Comoro, deixaram de se verificar. O mesmo se passa na zona do Hospital Nacional, em Bidau, e na parte de cima do bairro
de Bebonuk, na Rainha da Paz. Agora estamos a trabalhar, envolvendo sempre as autoridades locais, no mercado de Comoro, e em seguida passamos à parte de baixo de Bebonuk, Caicoli e Colmera", destacou.
"Os timorenses têm que começar a respeitar-se uns aos outros. Se existe um problema entre dois timorenses, os outros não se devem intrometer.
Mas vamos precisar de tempo para falar disto com as comunidades", vincou.
EL-Lusa/Fim
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Polícia da ONU só contará com total de efectivos em Janeiro
Díli, 10 Out (Lusa) - A Polícia das Nações Unidas (UNPOL) em Timor-Lest e só contará com a totalidade do seu contingente, de mais de 1.600 efectivos, em Janeiro de 2007, disse hoje à Lusa o comissário português Antero Lopes, comanda nte daquela força.
Aquele contingente deveria estar em Timor-Leste até ao final do ano, ma s atrasos imputáveis às Nações Unidas, na aprovação dos processos de candidatura apresentados pelos países que se disponibilizaram em enviar efectivos, levam a que agora, os 1.608 elementos da UNPOL apenas estejam no país em meados de Janei ro.
Comandante da UNPOL e, interinamente, da Polícia Nacional de Timor-Lest e (PNTL), Antero Lopes conta actualmente com menos de 500 efectivos na força da polícia das Nações Unidas, distribuídos por 11 nacionalidades, mas manifestou-se confiante no continuação do reforço daquele número.
"No final da próxima semana já seremos 600 e na outra semana totalizare mos 800", disse.
Além de Antero Lopes, da PSP, Portugal mantém na UNPOL 127 militares da GNR e cinco da PSP.
Nos próximos dias, referiu Antero Lopes, cerca de 40 efectivos da GNR e da PSP chegarão a Timor-Leste para reforçar a UNPOL.
"O objectivo é termos os 1.608 efectivos previstos na resolução [1704, de 25 Agosto] do Conselho de Segurança da ONU até meados de Janeiro de 2007, mas em Dezembro já devemos ter dois terços daquele total", acrescentou.
Relativamente à PNTL, na sequência da desagregação daquela força de seg urança, relacionada com a crise político-militar desencadeada em Abril passado, em que vários agentes foram mortos em confrontos com militares timorenses, Anter o Lopes recordou o reinício do trabalho dos primeiros efectivos, na última semana de Setembro.
"Os primeiros 50 agentes, do total de cerca de mil registados somente e m Díli que calculamos poderem retomar as suas funções, estão já a prestar serviç o, integrados em equipas com outros elementos da UNPOL", salientou.
Os efectivos da PNTL estão a ser escrutinados para avaliar se não participaram nos actos de violência de Abril e Maio, e se sobre cada um deles não existe nenhuma queixa por violações aos direitos humanos e prática de crimes.
O processo de selecção está a ser feito em conjunto pela Missão Integra da da ONU em Timor-Leste (UNMIT), Procuradoria-Geral da República, Provedoria de Direitos Humanos e organizações não-governamentais, após o que são submetidos a uma formação intensiva de seis semanas.
Neste momento, a manutenção da ordem pública em Timor-Leste é assegurad a por 3.500 efectivos, provenientes da UNPOL, PNTL e forças internacionais.
Segundo Antero Lopes, desde Junho passado, foram já detidas cerca de 500 pessoas envolvidas na prática de crimes violentos e em confrontos opondo grupos rivais.
Estes actos de violência provocaram, nos últimos três meses, pelo menos 10 mortos, disse à Lusa o director do Hospital Nacional Guido Valadares, António Caleres Júnior.
Desde o início da crise, em Abril, foram mortas cerca de 100 pessoas, s egundo afirmou recentemente o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Luís Guterres, ao discursar perante a Assembleia Geral da ONU.
No mesmo período, o hospital recebeu 246 casos, entre mortos e feridos, em que a maioria, 87, apresentou sinais de facadas, mas também acorreram, ou fo ram transportados pessoas com ferimentos resultantes de balas (11), flechas (40) ou catanas (23), entre outros.
EL-Lusa/Fim
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terça-feira, outubro 10, 2006
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"António Caleres referiu que "nos últimos três meses, terão morrido pelo menos 10 pessoas, em resultado de confrontos entre grupos rivais"."
3 meses depois da demissão de Alkatiri, os refugiados continuam, a violência continua, os mortos continuam.
Alguém devia fazer um exame de consciência, assumir as responsabilidades de uma "guerra" que "ganhámos" mas que o povo continua a perder diariamente.
H. Correia.
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Jogos Lusofonia: "Interesses estranhos" querem excluir Timor, diz dirigente
Macau, China, 09 Out (Lusa) - A presença de Timor-Leste nos Jogos da Lusofonia tem como objectivo afirmar a pertença do país no espaço lusófono apesar dos "interesses contrários" a tal participação, afirmou hoje em Macau o presidente do Comité Olímpico de Timor-Leste.
"Estamos numa situação de crise no país, em que se nota cada vez mais a tentativa de retirar Timor-Leste do espaço lusófono", afirmou João Viegas Carrascalão, em declarações à Agência Lusa.
"Interesses estranhos ao país são os que mais jogam para que Timor-Leste não faça parte da família lusófona", adiantou o responsável, sem especificar.
Estas declarações foram proferidas à margem da cerimónia de atribuição do Colar de Honra ao Mérito Desportivo ao presidente da Comissão Organizadora dos Jogos da Lusofonia (COJOL), Manuel Silvério, por parte do secretário de Estado do desporto de Portugal, Laurentino Dias.
João Viegas Carrascalão, que realçou o esforço económico a que obrigou a participação de Timor-Leste nos Jogos da Lusofonia, deixou claro: "Enquanto estiver nas minhas mãos, o desporto de Timor fala português".
O presidente do Comité Olímpico de Timor-Leste afirmou que o segundo objectivo da participação do país no evento desportivo a decorrer em Macau é o de devolver a normalidade à sociedade timorense.
"A nossa participação é uma lufada de ar fresco em todo o ambiente tenso que se vive em Timor. É através do desporto que se vai deitando água na fervura nos problemas", referiu.
Timor-Leste enfrenta desde o passado mês de Maio uma situação de instabilidade política e social, iniciada por alegados conflitos étnicos, que causaram a morte a pelo menos duas dezenas de pessoas e provocaram a fuga de dezenas de milhares de pessoas para campos de refugiados e para as montanhas em redor da capital, Díli.
"No desporto, não há grupos étnicos, nem partidos políticos.
Há apenas o interesse de colaborar nesta festa desportiva, cujo objectivo final é estreitar os laços de amizade entre os países lusófonos", disse João Viegas Carrascalão.
Os Jogos da Lusofonia são o maior evento alguma vez realizado a reunir os 11 países e regiões onde se fala português, e contam nesta primeira edição com uma participação de cerca de 760 atletas oriundos de Macau, Portugal, Angola, Brasil, Cabo-Verde, Guiné-Bissau, São Tome e Príncipe, Moçambique, Timor-Leste, Brasil, Índia (Goa) e Sri Lanka.
Os Jogos incluem as modalidades de futsal, futebol, basquetebol, ténis de mesa, taekwondo, atletismo, voleibol e voleibol de praia.
Decorrendo entre 04 e 15 de Outubro, os Jogos da Lusofonia são a primeira grande manifestação desportiva da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa, criada em Lisboa em meados de 2004.
RBV-Lusa/Fim
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Jogos da Lusofonia: Língua Portuguesa em debate
Site Jogos da Lusofonia ( http://www.macau2006.org/) - 2006-10-09
O Desporto pode e deve ser uma forma de promover a utilização da língua portuguesa no mundo. Esta foi uma das ideias sustentadas hoje à tarde num debate promovido pela Comissão Organizadora dos 1.os Jogos da Lusofonia, que decorreu no Centro Internacional de Transmissão Televisiva. A iniciativa contou com a presença de Laurentino Dias, Secretário de Estado do Desporto e da Juventude de Portugal, José Manuel Fernandes, Secretário de Estado do Desporto e da Juventude de Timor-Leste, Vicente Moura, presidente da Associação dos Comités Olímpicos de Língua Oficial Portuguesa, Manuel Silvério, presidente da Comissão Organizadora dos 1.os Jogos da Lusofonia, e Jorge Neto Valente, presidente da Associação dos Advogados de Macau.
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ONU: Sul-coreano Ban Ki-moon designado próximo secretário-geral
Nações Unidas, Nova Iorque, 09 Out (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros da Coreia do Sul, Ban Ki-moon, foi hoje designado próximo secretário-geral das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Segurança, anunciou o presidente de turno deste órgão, o embaixador japonês Kenzo Oshima.
O Conselho de Segurança da ONU, reunido à porta fechada, também analisou a resposta a dar ao teste nuclear feito hoje pela Coreia do Norte, à revelia da recomendação feita por este órgão na sexta-feira passada.
Ban Ki-moon, 62 anos, sucederá a 01 de Janeiro de 2007 ao ganês Kofi Annan, 68 anos, que deixa o posto em Dezembro depois de dois mandatos de cinco anos cada.
"O Conselho de Segurança decidiu recomendar a eleição de Ban Ki-moon para um mandato de cinco anos, a começar a 01 de Janeiro de 2007 e a terminar a 31 de Dezembro de 2011", declarou aos jornalistas o embaixador Oshima.
De acordo com a Carta das Nações Unidas, o Conselho de Segurança recomenda a eleição do secretário-geral à Assembleia-Geral, onde têm assento os representantes dos 192 países-membros, que votarão nos próximos dias o nome de Ban Ki-moon.
O chefe da diplomacia de Seul será o oitcavo secretário-geral da ONU, depois de Kofi Annan, do egípcio Boutros Boutros Ghali, do peruano Javier Pérez de Cuellar, do austríaco Kurt Waldheim, do birmanês U Thant, do sueco Dag Hammarskjold e do norueguês Trygve Lie.
Relativamente ao teste nuclear norte-coreano, face à posição de desafio de Pyongyang a maioria dos 15 países com assento no Conselho de Segurança foram favoráveis à aplicação de sanções ao regime do Presidente Kim Jong-il.
JHM-Lusa/Fim
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Tradução da Margarida.
As lutas em Dili continuam. No Domingo só uma casa foi queimada em Loro Mata, mas os gangs estavam à espera no topo de Loro Mata e Fatahada para atacar quem quer que entrasse ou saísse. Continuam os ataques aos campos de deslocados.
Esta manhã houve gente que, outra vez, saíu de Dili para os distritos, muita gente de Los Palos que ainda cá trabalha, mandou a mobília de volta. Dizem que se vierem queimar as suas casas, okay sejam benvindos, dormirão no chão e se depois vier alguém queimar as suas casas, eles fugirão.
Esta manhã houve lutas em Colmaro e no campo de deslocados mais em baixo, 'o jardim'. Um homem foi esfaqueado em Colmaro, não tenho a certeza se foi fatal, a polícia e a ADF tinham a área cortada. Disseram-me que estavam à espera de mais ataques. Olhei para a rua e vi um gang no topo, parecem prontos para irem para baixo para o campo de deslocados outra vez.
O campo de deslocados no terreno da Oxfam foi apedrejado desde as 2.00 até às 4.00 p.m. A própria Oxfam foi apedrejada. Perguntaram-me quando entrei, 'estão ainda a apedrejar lá fora'. Um amigo que trabalha na sede da ONU do outro lado da Oxfam, foi avisado para não usar a entrada principal quando regressasse do almoço porque havia gangs a lutarem na área.
O auto-imposto recolher continua, as pessoas estão mesmo agora já a caminho de casa - contudo os ataques ocorrem regularmente durante as horas do dia, não tenho a certeza se aumentam à noite.
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Um timorense morto em Díli em confrontos entre grupos rivais
Díli, 09 Out (Lusa) - Um timorense foi morto hoje em Díli durante confrontos entre grupos rivais, disse à Lusa o director do Hospital Nacional Guido Valadares, referindo que se trata da décima vítima mortal em incidentes do género desde Julho.
Segundo António Caleres, a vítima foi esfaqueada várias vezes e morreu em consequência de duas das facadas desferidas pelas costas, uma das quais atingiu o coração.
O incidente ocorreu ao princípio da tarde, junto ao campo de deslocados situado entre o porto de Díli e o Hotel Timor, palco de regulares ajustes de contas entre bandos rivais, uns da parte leste do país, outros da região ocidental .
António Caleres referiu que "nos últimos três meses, terão morrido pelo menos 10 pessoas, em resultado de confrontos entre grupos rivais".
Desconhece-se, contudo, o número exacto de vítimas mortais resultantes destes confrontos, que têm por palco zonas referenciadas da capital timorense, em virtude de alguns dos mortos não serem transportados para o Hospital Nacional ou de serem escondidos e posteriormente enterrados pelas famílias.
"O número de pelo 10 mortos desde Julho resulta de serem corpos transportados pela polícia, conforme os procedimentos legais", acrescentou António Cale res.
A vítima mortal de hoje terá sido alegadamente morta por um residente do campo de deslocados, o que levou dezenas de militares e polícias internacionais e das Nações Unidas a cercarem o local, mas sem conseguiram deter o presumível autor do homicídio, disse à Lusa fonte militar.
Efectivos da GNR participaram nas medidas de contenção de novos focos de violência, estabelecendo um cordão de segurança entre o campo de deslocados e a zona da cidade, no bairro de Caicoli, onde alegadamente a vítima vivia.
Ao longo da tarde (hora local), efectivos da GNR e militares australianos continuavam no local para prevenir eventuais retaliações contra o campo de de slocados.
Entretanto, o primeiro-ministro José Ramos-Horta partiu hoje à tarde para Camberra, para "contactos políticos", disse à Lusa fonte do seu gabinete.
"O primeiro-ministro regressa sexta-feira a Díli e na Austrália terá encontros, há muito agendados, com o seu homólogo australiano John Howard, com o ministro dos Negócios Estrangeiros Alexander Downer, e dirigentes políticos", precisou Julian Swinstead, assessor de imprensa de Ramos-Horta.
A deslocação de Ramos-Horta à Austrália ocorre a poucos dias de se conh ecer o teor do relatório elaborado pela Comissão de Inquérito Independente da ONU sobre a violência registada em Abril e Maio em Timor-Leste.
A 27 de Setembro, ao discursar perante a Assembleia Geral da ONU, o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Luís Guterres, afirmou que desde o início da crise, morreram cerca de 100 pessoas em Timor-Leste.
A divulgação do relatório da comissão da ONU esteve inicialmente previs ta para o passado sábado, mas foi adiada para data ainda por definir devido a atrasos provocados pela tradução para tétum, português e bahasa indonésio, segundo Finn Reske-Nielsen, representante em funções de Kofi Annan em Timor-Leste.
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segunda-feira, outubro 09, 2006
UNMIT Revista dos Media Diários
Tradução da Margarida.
Sábado 07 Out + Segunda-feira 09 Out 2006
Reportagens dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste
Alegada conspiração contra Alfredo, Salsinha, Tara e Railos
O Major Tara disse aos media durante uma conferência de imprensa na Sexta-feira que recebeu informações que em 1 de Outubro, o Presidente do Parlamento Nacional que é também o Presidente da Fretilin, o antigo Primeiro-Ministro e uma outra pessoa do oeste se reuniram para organizar uma conspiração contra ele, Railos, Salsinha e Major Alfredo.
Tara disse que a reunião dos líderes da Fretilin também discutiu esconder armas em Saré, Distrito de Ermera com o objectivo de matar as pessoas acima mencionadas. Disse que queria partilhar esta informação com o público para que saibam que são os líderes que andam a instigar problemas em Dili.
Disse que também está a dar esta informação para propósitos da sua segurança. O coordenador da FNJP questiona se o recente incêndio dum pequeno negócio em Ermera por um grupo desconhecido podia ter sido organizado por alguns dos líderes, dado o seu apoio aos peticionários.
Entretanto o Presidente do Parlamento, Francisco Guterres recusou-se a comentar o acima referido excepto para dizer que está à espera do relatório da Comissão de Inquérito.
A seguir ao seu encontro com o grupo dos peticionários, o Primeiro-Ministro Ramos-Horta disse com base na informação que recebeu dos peticionários que há armas espalhadas nas mãos de civis, (que) as tropas Australianas estão agora em Ermera não somente para darem protecção à população mas também aos peticionários. O Primeiro-Ministro disse que as forças Australianas continuam a tentar localizar armas ilegais, mas disse que tem sido difícil dada a distância geográfica e a densidade do mato no país. Um membro dos peticionários que recusou dar o nome disse que o governo deve trabalhar com as forças internacionais para desarmar os que têm em sua posse armas ilegais porque se ouvem ainda tiros. Disse que alguns grupos continuam ainda a ignorar o pedido do governo para se desarmarem. (STL)
Relatório da COI
O Bispo da Diocese de Dili, Dom Ricardo da Silva apelou aos Timorenses para esperarem pelo relatório da Comissão de Inquérito com calma e tranquilidade porque é um passo positivo para as pessoas encontrarem a verdade e a justiça. Dom Ricardo disse que uma vez o relatório emitido, as pessoas não devem continuar com a violência porque o que toda a gente quer é verdade e justiça. Disse que esta é a única maneira de Timor-Leste avançar.
O Secretário-Geral da FNJP Vital dos Santos disse que as quarto instituições de soberania do Estado não devem depender da Comissão de Inquérito para matar o processo da justiça.
Benevides Correira Barros, Presidente da Associação de Advogados de Timor-Leste (AATL) argumenta que o resultado do relatório da Comissão não devia ser submetido à aprovação do Parlamento Nacional porque provém de um órgão independente.
A Fretilin dará as boas vindas aos resultados e recomendações da Comissão, e está preparada para seguir as recomendações a bem do povo, disse Francisco Lu’Olo Guterres, Presidente da Fretilin e do Parlamento Nacional.
O director da LABEH, uma ONG nacional disse que a sociedade civil recebeu bem o apelo do Presidente da República, Presidente do Parlamento e Primeiro-Ministro e continuará a dar informação ao público logo que receber o relatório da Comissão.
O deputado Manuel Tilman (KOTA) disse que as pessoas devem receber o relatório da COI e se não, é dever do Presidente do Parlamento, como representante do povo, explicar o documento, acrescentando que os três devem dar as boas-vindas ao relatório. (STL, TP, DN)
A Fretilin Prepara-se para Eleições
A Fretilin convocou o seu primeiro encontro regional em Lospalos de preparação para as eleições gerais de 2007. Foi mostrado o filme documentário da SBS acerca da crise em Timor-Leste depois de cada sessão do encontro. De acordo com José Reis, Vice-Secretário-Geral da Fretilin, o encontro continuará noutras partes do país, como no centro, norte (Dili, Liquiça, Ermera e Bobonaro) sul (Aileu, Ainaro, Manufahi, e Covalima) e no enclave de Oecussi dentro de duas semanas. (STL, TP, DN)
TL não esquecerá a contribuição de Kofi Annan
O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, José Luís Guterres disse que o povo de Timor-Leste não esquecerá a grande contribuição que o Secretário-Geral da ONU Kofi Annan deu para a independência e liberdade do país, relatou o Timor Post, citando a informação a que teve acesso da 61ª sessão da Assembleia Geral da ONU. De acordo com este diário, o Ministro dos Estrangeiros pronunciou algumas palavras em Tetum, agradecendo ao responsável da ONU e a outros líderes o seu apoio durante o período de crise, acabando o seu discurso com “Rezo a Deus para continuar a protegê-los, ao vosso governo e aos vossos povos”. (TP)
Os juízes devem ser presos se Rogério não for julgado: Tilman
Os tribunais de Timor-Leste devem ser corajosos e levar a julgamento o Vice-Presidente da Fretilin e antigo Ministro do Interior, Rogério Lobato, ou deter os juízes, disse o deputado Manuel Tilman (KOTA). Tilman disse que a prisão de Becora não deve ser só para algumas pessoas mas que deve ser para todos, incluindo os juízes. Disse que os juízes não devem dissolver os casos com base em ameaças, mas acredita que os juízes Timorenses são corajosos para levarem o processo avante. Disse que os juízes internacionais que representam os Timorenses, no caso do Rogério, devem obedecer ao código penal de Timor-Leste. (TP)
Títulos da RTTL
9 Outubro 2006
Um jovem atingido com uma seta por um grupo desconhecido em Hera na Sexta-feira, 7 Outubro
Falando aos jornalistas, o director do Hospital Nacional de Dili, Antonio Caleres Junior confirmou que um jovem de Hera foi trazido para o hospital depois de ter sido atingido com uma seta. O Dr. Junior explicou que a vítima foi atingida a caminho de ir buscar água numa das áreas de Hera. Acrescentou que o homem teve alta do hospital três dias depois.
Mais de 190 pistolas não foram entregues às Forças Internacionais ainda: Barris.
Falando aos jornalistas depois do encontro com todos os comandantes de distrito da PNTL, o Ministro do Interior, Alcino Barris confirmou que de mais de 270 pistolas que foram perdidas durante a crise, cerca de 190 delas ainda não foram entregues. Contudo, há ainda uma oportunidade para quem as tiver as entregar numa fase especial que é determinada pela PNTL. Depois desta fase-determinada se concluir, qualquer entrega de pistolas será classificada como acto criminoso e será investigado, sublinhou o Sr. Barris.
Estamos muito pessimistas com os Tribunais de Timor-Leste processarem alguns dos actores da crise de Timor-Leste no seguimento do anúncio do resultado da investigação da Comissão de
Inquérito da ONU para Timor-Leste: Barros
Depois de ter estado no encontro da FNJP, Benevides Correia Barros disse que ‘Não acredito que os tribunais de Timor-Leste ponham os perpetradores da crise na cadeia visto que quase todos os actores do sistema judicial são de nações da CPLC. Deu um exemplo do caso do antigo PM, Mari Alkatiri. É muito difícil processar Mari visto que a maioria dos juízes e procuradores são de Portugal e de países da CPLC. Isto não pode acontecer porque, de acordo com o Sr. Barros, eles, os juízes e procuradores, foram recomendados e garantidos pelo primeiro governo constitucional para trabalhar em Timor-Leste apesar de serem pagos pela ONU. Em resumo, é impossível que os tribunais de Timor-Leste possam processar os actores da crise de Timor-Leste. Por fim, como alternativa, propõe entregar o poder judicial a pessoas nacionais, incluindo juízes e procuradores.
Na mesma ocasião, Vital dos Santos, coordenados da PNJP afirmou que o estabelecimento de um Tribunal Internacional Adhoc será a melhor alternativa para implementar o sistema de justiça em Timor-Leste, incluindo o processamento dos actores da crise. Argumentou que este Tribunal Internacional Adhoc Tribunal não servirá nenhum interesse político e ficaria longe dos interesses culturais de qualquer país da CPLC.
Como sugestão para o público, Major Tara, Victor do Santos e um representante dos jovens de Surik-Mas apelaram a todos os Timorenses para estarem prontos e abriram o coração e a mente para receber e compreender o relatório da Comissão de Inquérito Especial Independente da ONU para Timor-Leste que será anunciado este mês.
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Luta na rua em Dili faz uma morte
Tradução da Margarida.
Herald Sun
De correspondentes em Dili
Outubro 09, 2006 06:30pm
Artigo de: Agence France-Presse
Um jovem foi esfaqueado até à morte hoje na última luta entre gangs de jovens nas ruas da capital Timorense capital, disse fonte hospitalar.
A violência colocou frente a frente dois grupos de jovens de regiões diferentes de Timor-Leste em Colmera, no distrito comercial de Dili.
"Um jovem, com cerca de 20 anos, morreu hoje. Já estava morto quando a ambulância o levou," disse Américo dos Santos, responsável da unidade de emergência do hospital Guido Valadares em Dili.
A Polícia não fez comentários e dos Santos disse que o corpo permanecia sem identificação.
...
Um relatório independente da ONU com o objectivo de encontrar quem foi responsável por ter falhado conter o derramamento de sangue devia ter saído à volta de 7 de Outubro, mas tem sido atrasado por estar a ser traduzido em várias línguas, disse a ONU.
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Cesar 17 anos. Morto em Colmera à hora de almoço.
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Apesar de termos recebido várias imagens dos episódios violentos dos últimos meses, sempre evitámos colocá-las aqui por respeito às vitímas e aos seus familiares.
Aceitámos colocar esta fotografia, para que não comecemos a achar normal que isto aconteça (a LUSA nem sequer ainda deu a notícia) e para dizer:
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CDS apoia eventual reforço do contingente da GNR - Ribeiro e Castro
Díli, 09 Out (Lusa) - O CDS-PP apoia o eventual reforço do actual conti ngente da GNR estacionado em Timor-Leste, desde que isso seja solicitado pelas a utoridades timorenses, disse hoje em Díli o presidente do partido, José Ribeiro e Castro.
"O CDS está disposto a aceitar o reforço se isso for solicitado e sabe- se que isso é falado. Mas se isso for solicitado, o CDS não terá dificuldade em apoiar essa decisão", disse.
Ribeiro e Castro falava à Lusa e RTP no final da visita que efectuou ho je ao quartel da GNR, no âmbito da deslocação de quatro dias a Timor-Leste, inic iada domingo, tendo destacado a "excelência" do desempenho dos militares portugu eses.
"Portugal pode estar orgulhoso do desempenho destes homens, que à semel hança de outras missões em que estão elementos das forças armadas, da GNR e da P SP, prestigiam o nome de Portugal", adiantou.
"Apoiamos, como partido da oposição, a decisão do governo em enviar a GNR. Conhecíamos as dificuldades e as incertezas, mas felizmente tudo correu bem.
Sabíamos que era necessário, indispensável, vir apoiar Timor numa situação de g rande instabilidade e incerteza, e o facto das coisas terem corrido bem deve-se a qualidade, à experiência, ao excelente desempenho destes homens e do seu coman do", afirmou o líder do CDS-PP.
"Para nós, a operação em Timor-Leste é uma prioridade que deve ser entendida pelos portugueses e órgãos de soberania", vincou.
Para Ribeiro e Castro, as missões com a participação de militares e polícias portugueses, como a de Timor-Leste, constituem "factor de apoio à estabilização da democracia, do estado de Direito e consolidação institucional".
Referindo-se expressamente a Timor-Leste, o presidente da CDS salientou que está confiante no futuro, para "o que possa resultar das eleições de 2007 e para uma maior maturidade politica, para o desenvolvimento positivo do diálogo nacional".
Contudo, reconheceu, persistem "factores de incerteza no horizonte, até às eleições", previstas para o primeiro semestre de 2007.
"É indispensável garantir a ordem e a segurança depois do colapso das forças de Timor-Leste para assegurar a possibilidade da estabilização política. M as há também factores de incerteza que resultam do [relatório da Comissão de] In quérito Independente [da ONU], e a sua divulgação e a situação dos deslocados", frisou.
Além da continuação do apoio da comunidade internacional e da Comissão Europeia, Ribeiro e Castro defendeu ainda a necessidade das autoridades timorenses serem mais céleres na resolução dos problemas que estão ao seu alcance.
"Também é necessária maior celeridade das autoridades de Timor. Mas tal vez uma pressão da comunidade internacional, a partir da ONU, da Comissão Europeia, das organizações não-governamentais e da Igreja Católica, possa acelerar as respostas", acrescentou.
"São precisas respostas práticas, porque - ouvi vários testemunhos e is so é praticamente unânime - a situação das populações deslocadas pode deteriorar -se aceleradamente com o início da época das chuvas. É fundamental ter outro tip o de alojamento e o tempo para agir já é muito curto. Creio que a falta não é pr opriamente de fundos, mas da capacidade de realização e de execução e aí é preci so maior celeridade", disse.
O presidente do CDS já se encontrou com o primeiro-ministro José Ramos- Horta, o antigo chefe do governo e líder do partido maioritário, a FRETILIN, Mari Alkatiri, e o presidente do Partido Social Democrata (PSD, oposição), Mário Carrascalão, e vai prosseguir os contactos com outros dirigentes políticos, bem como com dirigentes religiosos e militares "para ter uma prestação mais completa d a sua visão da situação actual e evolução".
EL-Lusa/Fim
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The fighting in Dili continues. On Sunday only one house was burned in Loro Mata, but gangs were waiting at the top of Loro Mata and Fatahada to attack anyone going in or out. Attacks on the IDP camps continue.
This morning people again left Dili for the districts, many people from Los Palos still working here, sent furniture back. They say if people come to burn their houses, okay welcome, they will just sleep on the floor and then run if someone comes to burn their house.
This morning there was fighting in Colmaro and at the IDP camp lower down, 'The Garden'. One man was stabbed in Colmaro, not sure if it was fatal, police and ADF had the area cordoned off. They told me they were expecting further attacks. Looked up the street and saw a gang at the top, they looked ready to move down towards the IDP camp again.
IDP camp in Oxfam grounds was stoned from about 2.00 o'clock till 4.00 p.m. Oxfam itself was also stoned. I was asked when I came in , 'are they still stoning outside'. A friend who works at UN headquarters across from Oxfam, was radioed not to use the main entrance when he returned from lunch because gangs were fighting in the area.
The self imposed curfew continues, people start making their way home about now - however attacks occur on a regular basis during daylight hours, not sure if they increase at night.
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Essa questão de uma "proposta" de Constituição que existe, apesar de nunca ninguém a ter visto, mas há alguém que ouviu dizer a alguém que estará na Assembleia da República mas é segredo, é óptima para desviar as atenções do problema gravíssimo que é tratado neste tópico...
Até parece que este Rai Los não é o mesmo que é procurado pela Justiça e que foi apadrinhado por Xanana, frequentando a sua casa, aparecendo ao seu lado no célebre comício de 22 de Junho ("ganhámos esta guerra!") e convidado para a tomada de posse de Ramos Horta, onde apareceu armado.
Repito o que já disse aqui: não concordo com demissões por suspeitas. Mas já que Xanana fez questão em obrigar Alkatiri a demitir-se meramente por causa de um programa de TV, então devia seguir-lhe o exemplo por uma questão de coerência.
No entanto, Xanana prefere aplicar a sábia máxima "faz o que eu digo, não faças o que eu faço" e, apesar do avolumar constante das suspeitas, reivindica um julgamento em tribunal para ele próprio, "SE" houver acusações, e depois veremos. Ora isto é precisamente o que ele negou a Alkatiri.
H. Correia.
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UNMIT Daily Media Review
Saturday 07 Oct + Monday 09 October 2006
National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste
Alleged Plot Against Alfredo, Salsinha, Tara and Railos
Major Tara told the media during a press conference on Friday that he received information that on October 1, the President of the National Parliament who is also Fretilin’s President, former Prime Minister and another person from the west met to organize a plot against him, Railos, Salsinha and Major Alfredo. Tara said the meeting between the Fretilin leaders also discussed the hiding of weapons in Saré, Ermera District with the aim to kill the above-mentioned people. He said he wanted to share this information with the public to let them know that the leaders are the ones instigating the problems in Dili. He said he is also sharing the information for their security and safety purposes. The coordinator of FNJP questions whether the recent burning of a small business in Ermera by an unknown group could have been organized by some of the leaders, due to its support to the petitioners. In the meantime the President of the Parliament, Francisco Guterres refused to comment on the above except to say to wait for the Commission of Inquiry report.
Following his meeting with the petitioners’ group, Prime Minister Ramos-Horta said based on the information he received from the petitioners on the scattered weapons still in the hands of civilians, the Australian troops are now in Ermera not only to provide protection to the population but to the petitioners as well. The Prime Minister said the Australian forces are continuing to try and locate the illegal guns, but said it has been difficult due to the geographic distance and the bush density of the country. A member of the petitioners who refused to give the name said the government must work with the international forces to disarm those in possession of illegal guns because gunshots are still being heard. He said some groups are still ignoring the pledge of the government for disarmament. (STL)
COI Report
The Bishop of Dili Diocese, Dom Ricardo da Silva appealed to the Timorese to await the report of the Commission of Inquiry with calm and tranquillity as it is the positive step for the people to find the truth and justice. Dom Ricardo said once the report is released, the people should not continue with the violence because what everybody wants is truth and justice. He said this is the only way for Timor-Leste to move forward.
The Secretary General of FNJP Vital dos Santos said the four sovereign state institutions should not depend on the Commission of Inquiry report to kill the process of justice.
Benevides Correira Barros, President of Timor-Leste Lawyers Association (AATL) argues that the result of the report of the Commission should not be submitted to the National Parliament for approval as it comes from an independent body.
Fretilin will welcome the result and recommendations of the Commission, and is prepared to follow up with the recommendations for the sake of the people, said Francisco Lu’Olo Guterres, President of Fretilin and the National Parliament.
Director of LABEH, a national NGO said the civil society has welcomed the appeal of the President of the Republic, President of the Parliament and Prime Minister and will continue to provide information to the public to receive the report of the Commission.
MP Manuel Tilman (KOTA) said the people must receive the report of the COI and if not, it is the duty of the President of the Parliament, as representative of the people, to explain the document, adding, the three must welcome the report. (STL, TP, DN)
Fretilin Prepares For Elections
Fretilin convened its first regional meeting in Lospalos in preparation for the 2007 general elections. The documentary film of SBS about the crisis in Timor-Leste was shown following each meeting session. According to José Reis, Fretilin’s Deputy Secretary General, the meetings will continue in other parts of the country like in central, north (Dili, Liquiça, Ermera and Bobonaro) south (Aileu, Ainaro, Manufahi, and Covalima) and Oecussi enclave in two weeks time. (STL, TP, DN)
TL Will Not Forget Kofi Annan Contribution
Minister of Foreign Affairs and Cooperation, José Luís Guterres said the people of Timor-Leste will not forget the great contribution of the UN Secretary General Kofi Annan gave for the independence and freedom of the country, Timor Post reported, citing the information accessed from the 61st session of the UN General Assembly. According to this daily, the Foreign Minister delivered a few words in Tetum, thanking the head of the UN and other leaders for their support during the crisis period, ending his speech with “I pray to God to continue to protect you, your government and your people”. (TP)
Judges Should Be Jailed If Rogério Is Not Tried: Tilman
The courts of Timor-Leste must be brave to bring to trial Fretilin’s Vice-President and former Minister of Interior, Rogério Lobato, or detain the judges, said MP Manuel Tilman (KOTA). Tilman said the jail of Becora should not be for only a few people but should be for everybody, including the judges. He said the judges should not dissolve the cases based on threats, but he believes the Timorese judges are brave to carry the process forward. He said international judges representing the Timorese, in the case of Rogerio, must obey Timor-Leste penal code. (TP)
RTTL Headlines
9 October 2006
One youth was shot with an arrow-slingshot by an unknown group in Hera on Friday, 7 October
Speaking to the journalists, the director of the Dili National Hospital, Antonio Caleres Junior reportedly confirmed that a young man from Hera was brought to the hospital after he was shot with an arrow-slingshot. Mr. Junior explained that the victim was shot on his way to collect water in one of the areas in Hera. He added that the man could be discharged from hospital in three days time.
More than 190 pistols are not handed over to the International Forces yet: Mr. Barris.
Speaking to the journalists after attending the meeting with all district PNTL commanders, the Minister of Interior, Alcino Barris reportedly confirmed that out of more than 270 pistols that were lost during the crisis, about 190 of them have not been handed over yet. However, there is still a chance for the users to hand them in within a special phase that is determined by the PNTL. After this determined-phase is over, any submission of pistols will be classified as a criminal act and will be investigated, stressed Mr. Barris.
We are very pessimistic with the Timor-Leste Court to prosecute any of the actors of the East Timor crisis following the announcement of the result of the investigation from the UN Special Independent Commission of Inquiry for East Timor: Barros
After attending the meeting hosted by the FNJP, Benevides Correia Barros said that ‘I do not believe that the Timor-Leste court will put the perpetrators of the crisis in jail as almost all judiciary actors are from CPLC nations. He gave an example of the case of former PM, Mari Alkatiri. It is very hard to prosecute Mari as most of the judges and prosecutors are from Portugal and CPLC countries. This cannot happen because according to Mr. Barros, they, the judges and prosecutors, were recommended and guaranteed by the first constitutional government to work in East Timor although they were paid by the UN. In short, it is impossible that the East Timor court can prosecute the actors of the East Timor crisis. Lastly as an alternative, he proposed to hand over the judicial power to the national people, including judges and prosecutors.
On the same occasion, Vital dos Santos, coordinator of the PNJP stated that an establishment of an International Adhoc Tribunal will be the best alternative to implement the justice system well in East Timor, including prosecuting the actors of the crisis. He argued that this International Adhoc Tribunal will not serve any political interest and stay away from any cultural interest of any CPLC countries.
As a suggestion for the public, Maj. Tara, Victor do Santos and a representative of youth from Surik-Mas called for all East Timorese to be ready and open-hearted, and open-minded to receive and perceive the report of the UN Special Independent Commission of Inquiry for East Timor that will be announced this month.
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Dili street fighting claims one life
Herald Sun
From correspondents in Dili
October 09, 2006 06:30pm
Article from: Agence France-Presse
A YOUNG man was stabbed to death today in the latest fighting between youth gangs on the streets of the East Timorese capital, a hospital official said.
The violence pitted two groups of youths from different regions of East Timor in the Colmera commercial district of Dili.
"One youth, about 20 years old, died today. He was already dead when he was picked up by the ambulance in Colmera," said Americos dos Santos, head of the emergency unit of the Guido Valadares hospital in Dili.
Police declined to comment and dos Santos said the body remained unidentified.
The incident was the latest in a series involving youth gangs to have hit the city since then-prime minister Mari Alkatiri dismissed 600 soldiers - more than a third of the tiny armed forces -- when they deserted complaining of discrimination.
Protests turned violent and degenerated into conflict pitting East Timorese from the west and east of the nation, prompted the deployment of 3200 international peacekeepers, spearheaded by Australian troops, in May to restore security. At least 21 people died.
An independent UN report aimed at finding out who was responsible for failing to curb the bloodshed was due to be released around October 7, but has been delayed while it is translated into several languages, the UN has said.
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Vários confrontos hoje
Um homem foi esfaqueado em Colmera e o campo de refugiados em frente às Nações Unidas foi apedrejado.
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O líder amotinado de Timor critica a força da paz
Tradução da Margarida.
FairfaxDigital
Lindsay Murdoch em Darwin
Outubro 9, 2006
ALFREDO REINADO, o líder amotinado Timorense que fugiu duma prisão de Dili em Agosto, atacou os Australianos e outros militares e polícias internacionais, acusando-os de terem falhado em confiscar montes de armas ilegais nas mãos de militantes.
O Herald soube que um relatório do inquérito da ONU à violência em Timor-Leste em Abril estava pronto no Sábado e que inclui páginas e páginas de listas de armas que continuam desaparecidas.
O relatório por um painel de três membros de peritos da ONU, também dá os nomes de cerca de 100 pessoas, incluindo políticos de topo e figuras das forças de segurança, em lamentáveis descobertas que recomendam que alguns devem enfrentar acusações criminais.
Falando de telefone de um local secreto, Reinado disse que concorda com as descobertas do relatório que muitas armas não foram recuperadas depois da força de polícia do país de 3200 elementos se ter desintegrado no meio da violência.
"É verdade. Ainda ainda muitas armas por aí," disse Reinado. "As pessoas escondem-se [com armas]; algumas pessoas foram mortas por elas mas as forças internacionais não fizeram nada para as travar"
Quebrando semanas de silêncio, Reinado acusou as forças internacionais de ter falhado em confiscar as armas, e de ficar parada enquanto os criminosos cometiam crimes e os gangs percorriam em fúria a capital, Dili.
"As forças internacionais deviam concentrar-se nessas coisas e não se preocuparem comigo," disse. "A questão é, vieram eles honestamente para ajudar o país ou só para passar tempo e gastar dinheiro internacional?"
Reinado - um major nas forças armadas – treinado na Austrália. Tornou-se o homem mais procurado em Timor-Leste depois de liderar uma fuga em massa da prisão em 30 de Agosto.
Parecendo provocar os que o procuram, Reinado disse que ainda estava a celebrar a vitória do West Coast Eagles AFL, apesar de ter declinado dizer onde se escondia. "Digam olá ao West Coast por mim," disse.
Reinado disse que quer respeitar as descobertas do inquérito da ONU que investigou um tiroteio onde ele esteve envolvido nos subúrbios de Dili em Maio.
"Toda a gente deve obedecer. Estou pronto para isso," disse Reinado. [Mas] não penso que me ponham alguma culpa em cima."
As forças de segurança em Dili estão el alto alerta na eminência da saída do relatório da ONU, que alguns receiam que possa desencadear nova violência.
Os observadores em Dili descrevem a situação política na capital como altamente volátil.
Mais de 70,000 pessoas vivem ainda em campos de deslocados na cidade, com demasiado medo para regressar às suas casas.
A partido no poder, a Fretilin emitiu um comunicado acusando um antigo guerrilheiro, Vicente Railos da Conceição, de aterrorizar pessoas numa aldeia perto de Dili em 29 de Setembro.
Afirmações do Sr da Conceição no princípio de Junho de que lhe foi pedido para montar um chamado esquadrão de ataque para eliminar opositores do então primeiro-ministro, Mari Alkatiri, força a resignação do Sr Alkatiri.
Citando uma declaração de Félix da Costa, o administrador do distrito de Maubara a 30 kilometros a oeste de Dili, a Fretilin disse que o Sr da Conceição forçou a sua entrada na casa do Sr da Costa e acusou o Sr da Costa e outros funcionários de distribuírem armas com o fim de o matar e a matar soldados amotinados.
A Fretilin disse que o Sr da Conceição alegadamente atingiu a mulher do Sr da Costa na cabeça com a sua pistola antes de dizer que regressaria para a violar e queimar a casa.
A Fretilin disse no seu comunicado que o Sr da Conceição ameaçou que deverá começar uma nova onda de violência e durar pelo menos 10 meses a não ser que o Sr Alkatiri seja punido.
De acordo com a declaração assinada, o Sr da Conceição disse: "Podes-te queixar aos teus ministros. Eu não tenho medo porque eu tenho o No. 1 por detrás de mim e tenho os polícias locais nas minhas mãos."
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BLOG oficial da FRETILIN - Lian Maubere
Encontra-se aqui todos os comunicados oficiais da FRETILIN em têtum, português e inglês.
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Timor rebel leader criticises peace force
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Lindsay Murdoch in Darwin
October 9, 2006
ALFREDO REINADO, the East Timorese army rebel who escaped from a Dili jail in August, has lashed out at Australian and other international troops and police, accusing them of failing to confiscate scores of illegal weapons in the hands of militants.
The Herald has learnt that a report by the United Nations inquiry into the violence in East Timor in April was completed on Saturday and lists pages and pages of weapons that remain unaccounted for.
The report, by a three-member panel of UN experts, also names up to 100 people, including senior political and security force figures, in scathing findings that recommend some should face criminal charges.
Speaking by telephone from a secret location, Reinado said he agreed with the report's finding that many weapons have not been recovered after the country's 3200-strong police force disintegrated amid violence.
"It's true. There are still many weapons out there," Reinado said. "People are hiding out [with weapons]; some people have been killed by them but the international forces have done nothing to stop them."
Breaking weeks of silence, Reinado accused the international forces of failing to confiscate the weapons, and of standing by as criminals committed offences and gangs rampaged in the capital, Dili.
"The international forces should concentrate on these things and not be concerned with me," he said. "The question is did they honestly come here to help the country or did they just come here to spend their time spending international money?"
Reinado - a major in the armed forces - trained in Australia. He became the most wanted man in East Timor after leading a mass escape from jail on August 30.
Appearing to taunt those hunting him, Reinado said he was still celebrating the West Coast Eagles AFL premiership, although he declined to say where he was hiding. "Say hello to West Coast for me," he said.
Reinado said he was willing to abide by the findings of the UN inquiry that investigated a gun battle he was involved in on Dili's outskirts in May.
"Everybody must comply. I'm ready for that," Reinado said. [But] I don't think any blame will be put on me."
Security forces in Dili are on high alert in the lead-up to the imminent release of the UN report, which some people fear could spark new violence.
Observers in Dili describe the political situation in the capital as highly volatile.
More than 70,000 people are still living in refugee camps in the city, too afraid to return to their homes.
The ruling Fretilin party has issued a statement accusing a former guerilla fighter, Vicente Railos da Conceicao, of terrorising people in a village near Dili on September 29.
Claims by Mr da Conceicao in early June that he was asked to set up a so-called hit squad to eliminate opponents of the then prime minister, Mari Alkatiri, forced Mr Alkatiri's resignation.
Quoting a statement by Felix da Costa, the administrator of Maubara district 30 kilometres west of Dili, Fretilin said Mr da Conceicao forced his way into Mr da Costa's house and accused Mr da Costa and other officials of distributing weapons with the aim of killing him and rebel soldiers.
Fretilin said Mr da Conceicao allegedly hit Mr da Costa's wife on the head with his pistol before saying he would return to rape her and burn the house.
Fretilin said in its statement that Mr da Conceicao threatened that a new wave of violence would begin and continue for at least 10 months unless Mr Alkatiri is punished.
According to the signed statement, Mr da Conceicao had said: "You can complain to your ministers. I am not afraid because I have the No. 1 behind me and I have the local police in my hands."
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Troops fail in Timor, says rebel - Inglês e Tradução da Margarida
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
October 9, 2006
ARMY rebel and jail escapee Alfredo Reinado has accused Australian and other international troops and police in East Timor of failing to confiscate illegal weapons in the hands of militants.
Major Reinado said he agreed with a finding of a United Nations inquiry that many weapons had not been recovered after East Timor's 3200-strong police force disintegrated amid violence in April and May.
"There are still many weapons out there," Major Reinado said by telephone from a hidden location.
"People are hiding out. Some people have been killed by them but the international forces have done nothing to stop them," he said.
A report of the UN inquiry into the violence lists many weapons that are unaccounted for throughout East Timor.
The report names up to 100 people, including senior political and security force figures, in scathing findings that recommend some should face criminal charges.
Major Reinado said the international forces failed to confiscate the weapons and stood by as criminals committed offences and gangs went on the rampage in Dili.
"The international forces should concentrate on these things and not be concerned with me," he said. "The question is: did they honestly come here to help the country or did they just come here to spend their time spending international money?"
Australian-trained Major Reinado became the most wanted man in East Timor after leading a mass escape from Dili's main jail on August 30.
Appearing to taunt those hunting him, he said he was still celebrating the West Coast Eagle's AFL premiership. "Say hello to West Coast for me," he said.
Major Reinado said he was willing to abide by the findings of the UN inquiry that investigated a gun battle he was involved in on Dili's outskirts in May.
"Everybody must comply … I'm ready for that," he said. "(But) I don't think any blame will be put on me."
Security forces in Dili are on alert before the release of the UN report. Observers describe the political situation in Dili as highly volatile.
The ruling Fretilin party yesterday issued a statement accusing Vicente da Conceicao of terrorising people in a village near Dili late last month.
Claims by Mr da Conceicao, a former guerilla fighter, in early June that he was asked to set up a so-called hit squad to eliminate opponents of former prime minister Mari Alkatiri, forced Dr Alkatiri's resignation.
Quoting a signed statement by Felix da Costa, the administrator of Maubara district 30 kilometres west of Dili, Fretilin said Mr da Conceicao forced his way into Mr da Costa's house and accused him and local officials of distributing weapons.
Fretilin said Mr da Conceicao allegedly hit Mr da Costa's wife on the head with his pistol before saying he would return to rape her and burn the house.
It said Mr da Conceicao warned that a new violence would last at least 10 months unless Dr Alkatiri was punished.
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Tradução da Margarida:
As tropas falham em Timor, diz amotinado
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Outubro 9, 2006
O amotinado das forças armadas e fugitivo da prisão Alfredo Reinado acusou os Australianos e outras tropas e polícias internacionais em Timor-Leste de terem falhado na confiscação das armas ilegais nas mãos dos militantes.
O Major Reinado disse que concorda com a afirmação do inquérito da ONU que muitas armas não foram recuperadas depois da força de 3200 elementos da polícia de Timor-Leste se ter desintegrado no meio da violência de Abril e Maio.
"Há ainda muitas armas por aÍ," disse o Major Reinado por telefone do seu esconderijo.
"As pessoas estão escondidas. Algumas pessoas foram mortas por eles mas as forças internacionais nada fizeram para as parar," disse.
um relatório do inquérito da ONU sobre a violência lista muitas armas que não foram encontradas por todo o país.
O relatório aponta o nome de cerca de 100 pessoas, incluindo políticos de topo e figuras das forças de segurança, em lastimáveis descobertas que recomendam que alguns devem enfrentar acusações criminais.
O Major Reinado disse que as forças internacionais falharam em confiscar as armas e ficaram paradas quando os criminosos cometiam crimes e os gangs andavam em fúria por Dili.
"As forças internacionais deviam concentrar-se nisso em vez de se preocuparem comigo," disse. "A questão é: vieram honestamente para aqui para ajudar o país ou vieram para cá para passar tempo e gastarem o dinheiro internacional?"
O Major Reinado, treinado na Austrália tornou-se o homem mais procurado em Timor-Leste depois de liderar uma fuga em massa da prisão principal de Dili em 30 de Agosto.
Parecendo provocar os que o procuram, disse que estava ainda a celebrar a vitória do West Coast Eagle' da AFL. "Digam olá ao West Coast por mim," disse.
O Major Reinado disse que está disponível para respeitar as descobertas do inquérito da ONU que investigou um tiroteio onde esteve envolvido nos subúrbios de Dili em Maio.
"Toda a gente deve obedecer … estou pronto para isso," disse. "(Mas) não penso que ponham culpas em cima de mim."
As forças de segurança em Dili estão em alerta antes da saída do relatório da ONU. Os observadores descrevem a situação política em Dili como altamente volátil.
Ontem, o partido no poder, a Fretilin emitiu um comunicado acusando Vicente da Conceição de aterrorizar gente numa aldeia perto de Dili no final do mês passado.
Afirmações pelo Sr da Conceição, um antigo guerrilheiro, no princípio de Junho de que lhe foi pedido para montar um esquadrão de ataque para eliminar opositores do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, forçaram a resignação do Dr Alkatiri.
Citando uma declaração assinada por Félix da Costa, o administrador de Maubara distrito a 30 kilómetros a oeste de Dili, a Fretilin disse que o Sr da Conceição forçou a sua entrada em casa do Sr da Costa e acusou-o e a outros funcionários locais de distribuir armas.
A Fretilin disse que o Sr da Conceição alegadamente atingiu a mulher do Sr da Costa na cabeça com a sua pistola antes de dizer que regressaria para a violar e queimar a sua casa.
Disse que o Sr da Conceição avisou que a nova violência duraria pelo menos 10 meses a não ser que o Dr Alkatiri fosse punido.
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Goste-se ou não da figura, o que em termos institucionais é irrelevante, o Sr. Alkatiri está certo: é necessário reforçar a autoridade do Estado. É necessário que a polícia detenha os criminosos. É necessário que os tribuanais condenem. É necessários que os presos cumpram as penas e não se evadam das prisões.
Sem isto não há Estado. E sem Estado não há segurança. E sem esta não há liberdade. E sem esta não é possivel o desenvolvimento económico. E sem este os cidadãos timorenses vão continuar a sofrer.
Se quem quis impor alguma autoridade às instituições do Estado é agora acusado de ter sido ditador, de ter querido fazer uma revolução, algo vai mal em Timor Leste e vai continuar a correr muito mal.
O que é preciso é ordem, disciplina, sentido de dever e respeito pela autoridade. Sem isto não se avança.
Não é com demagogia, ou na emoção do berreiro em que Timor-Leste tem caído que se vai constuir alguma coisa!
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domingo, outubro 08, 2006
Declarações à chegada a Díli
Ribeiro de Castro afirma não estar obcecado com vida interna do CDS-PP
Díli, 08 Out (Lusa) - O presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, escus ou-se hoje a comentar a disponibilidade de Luís Nobre Guedes em disputar a liderança, considerando que "não está obcecado com a vida interna" do partido.
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Ribeiro e Castro chegou a Díli proveniente da Austrália, onde participou n os trabalhos do Comité Executivo da União Democrática Internacional (UDI), organ ização que agrupa 80 partidos do centro-direita de todo o Mundo, e que marcou o regresso do CDS-PP àquela "família política". O CDS-PP foi um dos partidos fundadores da UDI, em 1983. "Há cerca de 13 anos o partido foi excluído da organização, mas agora, com a minha liderança, fomos readmitidos como membros de pleno direito", afirmou.
A UDI é actualmente presidida pelo líder do Partido Liberal australiano, John Howard, que chefia o governo, e entre os partidos que fazem parte da organização figuram o Partido Republicano (Estados Unidos), Partido Popular (Espanha) e o Partido Conservador (Reino Unido).
Além do CDS-PP, a RENAMO, da oposição em Moçambique, é outra formação partidária dos países lusófonos que faz parte da UDI.
"Vindo à Austrália não poderia deixar de vir a Timor-Leste. Seguimos com muita preocupação, e também com muito carinho, a situação em Timor-Leste", salientou.
Ribeiro a Castro destacou o "grande passado (do CDS-PP) no apoio à causa da independência e, agora, da democracia e da construção do Estado de Direito".
"Queremos que a experiência de Timor-Leste corra bem. A causa de Timor uni u Portugal. Quero recolher informação, mais extensa e mais vasta, actuando com sentido de estado, como é próprio de um partido de governo, do arco da governabilidade, como o CDS, hoje na oposição", acrescentou Ribeiro e Castro.
O programa da estada de Ribeiro e Castro inclui visitas ao quartel da GNR e à Escola Portuguesa de Díli, e um encontro com os efectivos do Grupo de Operações Especiais da PSP estacionados em Díli.
Quanto à agenda política prevista, José Ribeiro e Castro tem encontros marcados com o antigo primeiro-ministro, e líder da FRETILIN, Mari Alkatiri, com líderes dos partidos com representação parlamentar, e ainda com o Presidente Xanana Gusmão, com o primeiro-ministro José Ramos-Horta e com o comandante das forças armadas timorenses, brigadeiro-general Taur Matan Ruak.
Estão igualmente agendadas reuniões de trabalho com o representante em funções de Kofi Annan em Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, com o representante da Comissão Europeia, Giuglielmo Colombo, e com o reitor da Universidade Nacional de Timor LoroSae, Benjamim Corte-Real.
EL-Lusa/Fim
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Comunicado - FRETILIN - Português, Tetum e Inglês
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN
Rua dos Mártires da Pátria, Comoro, Dili, Timor-Leste, e: mail: staccfretilin@yahoo.com. Tel/fax 3317219
Comunicado de Imprensa
Outubro 8, 2006
12.45 am
RENEGADO RAI’LÓS ATERRORIZA PESSOAS, A 30 KMS A OESTE DE DILI
O renegado Rai'lós lançou o pânico em Maubara - distrito de Liquiçá, precisamente a uma semana da data prevista para a divulgação do relatório elaborado pela Comissão Internacional de Inquérito sobre os actos violentos ocorridos em Abril e Maio deste ano e que causaram a deslocação de milhares de timorenses.
De acordo com o relatório assinado pelo Sr. Félix da Costa, Administrador do Sub-Distrito de Maubara, localizado a 30 kms a oeste de Dili, na madrugada do dia 29 de Setembro, Rai’Lós, armado e acompanhado de polícias locais, proferiu ameaças de violação sexual à esposa do Sr. Mariano caso não colaborassem com os seus intentos.
Sob pressão do Rai’Lós, o Sr. Mariano foi forçado a acordar o Sr. Félix da Costa com o pretexto de que havia pessoas que precisavam da sua ajuda. Rai’Lós acusou o Sr. Félix e outras autoridades locais de terem distribuído armas para assassiná-lo assim como aos soldados peticionários. A esposa do Sr. Félix negou categóricamente esta acusação e o Rai’Lós espancou-a na cabeça com a pistola que empunhava.
Ainda de acordo com o relatório do Sr. Félix, Rai’Lós para alem de proferir palavras obscenas ameaçou ainda aniquilar o Administrador do distrito de Liquiçá e o Sr. Felix se os resultados do relatório da Comissão Internacional de Inquérito não resultassem na prisão de Mari Alkatiri.
Rai’Lós ameaçou ainda a esposa do Sr. Félix dizendo que voltaria ao local para a violar e incendiar a sua residência.
Segundo o relatório do Sr. Félix, Rai’Lós disse em tom provocador: “Podes queixar-te aos teus ministros. Não tenho medo porque tenho as “costas quentes”, o número um apoia-me e tenho a polícia de Liquiçá nas minhas mãos.” Rai’Lós continuou a ameaçar dizendo que uma nova onda de violência começaria novamente, com duração de dez meses se o Alkatiri não fosse punido.
O Administrador do sub-distrito de Maubara quer que o Rai’Lós e o seu grupo sejam desarmados. Quer também saber se o Rai’Lós está a seguir instruções de algum líder timorense e pede a intervenção e protecção da policia das Nações Unidas no sentido de proteger o seu distrito e, que esta protecção seja implementada antes da divulgação dos resultados de investigação feita pela Comissão Internacional de Inquérito.
A divulgação do relatório elaborado pela Comissão Internacional de Inquérito poderá ocorrer dentro do mês de Outubro. A entrega do relatório ao Presidente do Parlamento e ao Secretário Geral das Nações Unidas estava originalmente prevista para ontem, dia 7 de Outubro.
De referir que o Dr. Mari Alkatiri foi forçado a resignar-se em Junho na sequência de alegações feitas pelo Rai’Lós ao programa “Four Corners” da estação australiana, ABC.
O relatório do Administrador do Sub-Distrito de Maubara, datado 2 de Outubro , foi entregue às autoridades timorenses no dia 6 de Outubro de 2006.
Para mais informação:
Dili: Mr Filomeno Aleixo +670 729 1644
Melbourne: Mr Alex Tilman +61 419 281 175
Sydney: Mr Sahe da Silva +61 414 807 824
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Komuikadu bá Media
Outubru 8, 2006
12.45 am
Renegadu Railós hatauk ema , besik hela Díli Km 30 deit
Vicente Railós hatauk ema iha Timor-Leste, bainhira falta deit ona semana ida ba Komisaun Iketritu hosi Nasoens Unidas atu fosai ninia rezultadu investigasaun konabá krise nebé mosu iha fulan Abril no Maiu tinan ida né, nebé halo mós ema rihun ba rihun mak sai hosi sira nia hela fatin baibain.
Tuir surat ida ható husi Felix da Costa, Administrador sub-distritu Maubara nian, dok kilpmetru 30 hosi Díli, iha loron 29 Setembru dader nakukun, Railós kaer kilat iha liman no lao hamutuk hó polisia iha nebá, ameasa atu viola ema rainain ida, se nia hó nia kaben Mariano la kopera hó nia.
Mariano hó tauk tuir deit Railós hó nia grupu nia liafuan, sira ba baku oadamatan Felix da Costa nia uma, hodi hakfolik dehan ba sira katak ema balu presiza sira nia ajuda. Railós kaer ninia pistola hodi tama deit hó forsa iha senhor da Costa nia uma, no akusa nia no autoridade local sira seluk katak sira fahe kilat ba ema atu oho nia no mos soldadu petisionáriu sira. Bainhira senhor da Costa nia fen nega akuzasaun sira hosi Railós, nia lori nia pistola hodi baku senhora né nia ulun.
Tuir da Costa nia liafuan, Railós hakilar ba sira katak mak Mari Alkatiri la tama kadeia bainhira relatoriu ONU nain hasai, nia sei fila fali para oho tia Administrador Liquiçá nian no mos Administrador sub-distritu, senhor da Costa. Nia fihir lós ba senhor da Costa nia fén nia oin hodi dehan, nia sei fila bá atu abuza nia no sei sunu tiha sira nia uma.
Tuir senhor da Costa nia relatóriu, Railós mós dehan ba sira molok fila kotuk, “Imi bele ható keixa bá imi nia ministru sira. Hau la tauk tamba númeru um iha hau nia kotuk no mós polísia Liquiçá iha hau nia liman”. Nuné nia mós ameasa katak violénsia foun sei mosu no sei kontinua tó fulan sanulu, mak Alkatiri la tama kadeia karik.
Administrador Liquiçá, Felix da Costa husu atu dezarma tia Railós hó nia grupu. Nia hakarak hatene karik lider ruma nasaun né nian mak fó autorizasaun bá Railós atu halobuat sira né, nomos nia hakrak Polísia ONU nian atu proteje ninia Distritu no nia hakarak protesaun né metin duni molok hasai relatóriu internasional bá ema hotu hatene.
Relatóriu ONU nian konabá violénsia nebé mosu iha Timor-Leste, fulan Abril no Maiu liubá, sei hasai iha fulan Outubru nia laran. Fofoun né, relatóriu atu sai iha loron 7 fulan Outubru. Dr. Alkatiri obrigadu husik nia kargu Primeiru-Ministru iha fulan Juñu tamba Rai’lós nia alegasaun hasai iha televizaun Austrália nian, programa ABC, hanaran 4 korners. Señor da Costa hakerek ninia liafuan sira né iha loron 2 fulan Outubru no autoridade sira simu relatoriu né iha loron 6 Outubru.
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Media Release
October 8, 2006
12.45 am
Renegade Rai'los terrorises people, only 30 kms west of Dili
Vicente Rai'los terrorised people in Timor-Leste, just a week before the expected release of the report of the United Nations investigation into who was behind the violent events of April and May this year, which displaced thousands of Timorese.
According to a signed statement by Felix da Costa, the Administrator of sub-district Maubara, 30 kms west of Dili, at dawn on September 29, an armed Rai'los, accompanied by local police, threatened to rape a local citizen, unless she and her husband Mariano cooperated.
A fearful Mariano was forced by Railos and his group to knock at the door of Felix da Costa, under the pretext that there were people needing his help. Using his pistol Railos then violently entered Mr da Costa’s house, and accused him and other local authorities of distributing weapons with the intention of killing him and the petitioning soldiers. When Mr da Costa's wife denied Railos' accusation, he hit her in the head with his pistol.
According to da Costa's statement, Railos screamed that if Mari Alkatiri doesn’t go to prison when the UN report is released, he would return to kill both the district administrator of Liquiçá and the sub-district administrator, Mr da Costa. Looking at Mr da Costa’s wife, he told her he would also return to rape her and burn her house.
According to Mr da Costa’s report, a defiant Rai'los said, “You can complain to your ministers. I am not afraid because I have the number one behind me and I have the local Liquica police in my hands”. He then threatened that a new wave of violent conflict would begin and would continue for at least ten months, if Alkatiri isn’t punished.
Administrator Felix da Costa has called for Rai'los and his group to be disarmed. He wants to know if any of the nation's leaders have authorized Rai'los' actions, and he wants UN police to protect his district and for this protection to be effective before the publication of the international findings.”
The report by the UN investigators regarding the violent events of April and May is now expected by the end of October. The report was originally expected to be made on October 7. Dr Alkatiri was forced to resign in June following allegations by Rai'los on ABC TV program 4 Corners. Mr da Costa wrote his statement on October 2 and Timorese authorities had it by October 6.
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Acusações sobre a violência em Timor
Tradução da Margarida.
The Age
Tom Hyland
Outubro 8, 2006
Um inquérito das Nações Unidas sobre a violência em Timor-Leste este ano vai servir para anunciar cerca de 100 pessoas, incluindo políticos de topo e figuras das forças de segurança, em descobertas danificadoras que recomenda que alguns deve enfrentar acusações criminais.
A saída iminente do relatório tem levantado receios de mais violência na capital, Dili, levando a um apelo à calma pelo Presidente Xanana Gusmão, que prevê que as suas descobertas serão "fardo pesado " para toda a nação.
Um painel de três membros de peritos da ONU completou o relatório ontem. Espera-se que seja entregue ao Parlamento de Timor-Leste tão cedo quanto esta semana.
O Sunday Age acredita que o inquérito acusa políticos de topo e figuras das forças de segurança pela violência que irrompeu em Abril, levando ao destacamento de Australianos e outras tropas. Num desafio aos líderes de Timor-Leste e à fortaleza do seu sistema judicial, acredita-se que o relatório anuncie 100 figuras chave, e recomenda que muitas sejam responsabilizadas.
Os nomes são de todos os lados da política Timorense, minando teorias de que a violência foi orquestrada por uma mão escondida — seja o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, que resignou sob pressão em Junho, ou pelo Presidente Gusmão como parte do golpe apoiado pelos Australianos contra o Sr Alkatiri.
"Vai desapontar seriamente os teóricos da conspiração," disse uma fonte bem -informada. "Qualquer noção de que de algum modo havia um manipulador de marionetas sentado no palácio Presidencial ou no Gabinete do Primeiro-Ministro a puxar as cordas não existe." O relatório diz-se, vai iluminar falhanços de instituições importantes e de pessoas chave nessas instituições, particularmente na polícia e nas forças armadas.
A violência, que reclamou 40 vidas, expõe profundas divisões no seio das forças armadas e entre as forças armadas e a polícia. Irrompeu em Abril quando tropas "leais" dispararam contra uma manifestação em apoio de 600 soldados que tinham desertado em Março, alegando discriminação. Em Maio, a força da polícia em Dili desintegrou-se quando as tropas dispararam e mataram nove polícias desarmados.
Entre alegações que facções políticas rivais estavam a formas esquadrões de ataque, distúrbios e fogos postos irromperam em Dili, forçando 150,000 pessoas das suas casas.
O inquérito, ordenado pelo Secretário-Geral da ONU Kofi Annan em Junho a pedido do governo de Timor-Leste, acredita-se que vai expor o colapso total do controlo do governo, sem ninguém responsável por instituições chave na altura em que o tiroteio começou.
O seu mandato era estabelecer os factos à volta da violência, clarificar os responsáveis e recomendar medidas para garantir que os responsáveis por crimes sejam responsabilizados.
As suas recomendações criarão o maior desafio aos líderes de Timor-Leste e ao seu inexperiente sistema judicial.
O apelo à calma do Sr Gusmão foi feito juntamente com o Sr Ramos Horta e o Presidente do Parlamento.
Enfatizando receios de um retrocesso violento ao inquérito, pediram às pessoas para aceitarem o relatório com "dignidade, força e coragem ". "O relatório da comissão e as suas recomendações podem vir a ser um fardo pesado para muita gente," disseram.
2006: Um ano em crise
Março: O Governo de Timor-Leste despede 600 soldados quando desertaram, alegando discriminação.
Abril 28: Tropas abrem fogo e matam cinco quando uma manifestação dos soldados despedidos se transforma num motim.
Maio 11: A Austrália põe barcos com tropas em estado de alerta.
Maio 25: As primeiras tropas Australianas chegam depois de Timor-Leste requerer assistência estrangeira.
Maio 26: A ONU confirma nove polícias desarmados mortos baleados por tropas Timorenses.
Maio 31: O Presidente Gusmão toma o controlo das forças armadas, declara o estado de emergência.
Junho 21: O antigo ministro do interior Rogério Lobato é colocado sob prisão domiciliária sobre alegações de que armou um grupo de milícia.
Junho 8: O Ministro dos Estrangeiros pede à ONU para abrir um inquérito à violência.
Junho 26: O Primeiro-Ministro Mari Alkatiri resigna.
Junho 29: Kofi Annan forma uma comissão independente de inquérito.
Julho 8: José Ramos Horta nomeado como o novo Primeiro-Ministro.
Out 7: Relatório completo do inquérito.
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A paz sem vencedor e sem vencidos
Dai-nos senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos.
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos.
Sophia de Mello Breyner Andreson
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Charges over Timor violence
The Age
Tom Hyland
October 8, 2006
A UNITED NATIONS inquiry into the violence in East Timor this year is set to name up to 100 people, including senior political and security force figures, in scathing findings that recommend some should face criminal charges.
The imminent release of the report has raised fears of more violence in the capital, Dili, prompting an appeal for calm by President Xanana Gusmao, who predicted its findings would be a "heavy burden" for the entire nation.
A three-member panel of UN experts completed the report yesterday. It is expected to be tabled in East Timor's Parliament as early as this week.
The Sunday Age believes the inquiry blames senior political and security force figures for the violence that erupted in April, leading to the dispatch of Australian and other peacekeepers. In a challenge to East Timor's leaders and the strength of its judicial system, the report is believed to name 100 key figures, and recommend many be held accountable.
Those named are from all sides of East Timorese politics, undermining theories that the violence was orchestrated by a hidden hand — either former prime minister Mari Alkatiri, who resigned under pressure in June, or by President Gusmao as part of an Australian-backed coup against Mr Alkatiri.
"It's going to seriously disappoint the conspiracy theorists," a well-informed source said. "Any notion that somehow there was a puppeteer sitting in the President's palace or the Prime Minister's office pulling all the strings is sort of out to lunch." The report is said to highlight failures by major institutions and key people in those institutions, particularly in the police and military.
The violence, which claimed up to 40 lives, exposed deep divisions within the army and between the army and the police. It erupted in April when "loyal" troops fired on a protest staged in support of 600 soldiers who had deserted in March, alleging discrimination. In May, the police force in Dili disintegrated when troops shot and killed nine unarmed police.
Amid allegations that rival political factions were forming hit squads, rioting and arson erupted in Dili, forcing 150,000 people from their homes.
The inquiry, set up by UN Secretary-General Kofi Annan in June at the request of East Timor's Government, is believed to expose a total collapse of government control, with no one in charge of key institutions by the time the shooting started.
Its mandate was to establish the facts surrounding the violence, clarify who was responsible and recommend measures to ensure those responsible for crimes are held accountable.
Its recommendations will create the biggest challenge for East Timor's leaders and its inexperienced judiciary.
Mr Gusmao's call for calm was made in a joint appeal with Mr Ramos Horta and the president of the Parliament.
Underlining fears of a violent backlash to the inquiry, they called on the public to accept the report with "dignity, strength and courage". "The commission's report and its recommendations may turn out to be a heavy burden for many people," they said.
2006: A year in crisis
March: East Timor Government sacks 600 soldiers when they desert, alleging discrimination.
April 28: Troops open fire and kill five when a rally for the sacked soldiers turns into a riot.
May 11: Australia puts troop ships on stand-by.
May 25: First Australian troops arrive after East Timor requests foreign assistance.
May 26: UN confirms nine unarmed police shot dead by East Timorese troops.
May 31: President Gusmao takes control of armed forces, declares state of emergency.
June 21: Former interior minister Rogerio Lobato placed under house arrest over allegations that he armed a militia group.
June 8: Foreign Minister asks the UN to set up an inquiry into the violence.
June 26: Prime Minister Mari Alkatiri resigns.
June 29: Kofi Annan forms independent commission of inquiry.
July 8: Jose Ramos Horta named as new Prime Minister.
Oct 7: Inquiry completes report.
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Ex-primeiro-ministro alerta para ‘estratégia de tensão’
Expresso - 7 de Outubro de 2006
Nicole Guardiola
As causas do incêndio que deflagrou na madrugada de segunda-feira na sede da Fretilin em Díli estão a ser investigadas pela polícia timorense. Mas para o secretário-geral do partido do Governo, Mari Alkatiri, não há dúvidas de que foi fogo posto: ‘Recebemos ameaças anónimas e instalámos um piquete. O fogo começou ao amanhecer, quando o piquete foi descansar’, explicou ao Expresso.
A pronta intervenção dos bombeiros - ‘uma das poucas corporações que funciona bem aqui’ ironiza o ex-primeiro-ministro - limitou os estragos: só a cafeteria foi destruída.
Não é o primeiro incidente deste tipo contra edifícios ou membros do Governo, mas o ataque à sede principal da Fretilin tem uma carga simbólica reforçada. ‘Estão a provocar a Fretilin para desencadear reacções e uma espiral de violência’, opina Alkatiri, que se recusa a precisar quem são os supostos autores materiais e/ou morais desta ‘estratégia da tensão’. O ex-PM refere que a única solução é reforçar a autoridade do Estado e acabar com a impunidade, para o que a nova missão da ONU e a presença de uma polícia internacional capaz de ajudar a reorganizar e treinar as forças de segurança timorenses serão preciosas.
‘Infelizmente, nem todos os responsáveis políticos o entendem assim’, diz Alkatiri. Estas divisões terão estado na origem da renúncia do ex-Presidente de Cabo Verde, Mascarenhas Monteiro, ao cargo de representante do secretário-geral da ONU em Timor-Leste: ‘Compreendo a sua decisão, mas lamento-a. Perdemos um amigo dedicado e empenhado’.
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sábado, outubro 07, 2006
Timor-Leste, gangs de rua violentos
Tradução da Margarida:
Strategypage.com
Outubro 6, 2006: Em Timor-Leste, gangs de rua violentos, muitos deles filiados em grupos políticos, continuam a vagabundear pela capital, e a evitar que milhares de deslocados regressem a casa. Os políticos rivais recusam-se a desmantelar os seus gangs, ou mesmo a admitir que os influenciam.
Assim a ONU enfrenta a perspectiva de manter 3,000 boinas azuis e oficiais em Timor-Leste indefinidamente. É um outro Estado falhado, mas dá aos bureocratas da ONU (a oportunidade) de fazerem algo de útil.
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Voleibol - O desporto em resposta à crise timorense
Macau, China, 07 Out (Lusa) - Apesar de "faltar tudo", as atletas de voleibol feminino de Timor-Leste encararam hoje a participação nos Jogos da Lusofonia como uma ilha de normalidade na vida pessoal e familiar no meio da instabilidade política que afecta o país desde Abril.
Terolinda Varela Amaral faz parte da equipa de 10 jogadoras e dois treinadores que hoje perdeu contra a equipa portuguesa por 3-0, mas para Terolinda o resultado é o menos importante.
O que de facto importa é, com a participação em eventos desportivos internacionais, "mostrar à família e aos filhos que Timor- Leste está a voltar à normalidade".
Timor-Leste vive desde o passado mês de Maio uma situação de instabilidade política e social que causou a morte de pelo menos duas dezenas de pessoas e provocou a fuga de dezenas de milhares de pessoas para campos de refugiados e para as montanhas em redor da capital, Díli.
"Eu só quero participar, ganhar experiência, o objectivo não é ganhar", afirmou Terolinda, de 32 anos, que faz parte de uma equipa onde mais de metade das atletas vive em campos de refugiados e é obrigada a equilibrar a vida profissional, familiar e os treinos com as condições precárias da vida nos campos.
"Falta-nos tudo no voleibol feminino em Timor-Leste", afirmou Cândido da Silva, o treinador da equipa do país.
Muitas das atletas fugiram para as montanhas com medo dos conflitos étnicos, disse Cândido da Silva. Das atletas que sobraram "cerca de 50 por cento vivem nos campos de refugiados. Vêm treinar, mas voltam aos campos".
"Faltam-nos equipamentos, uniformes, bolas, redes. Os sapatos são as próprias atletas que compraram. Treinar é um sacrifício, mas vale a pena", afirmou Cândido da Silva, que deixou um pedido de auxílio à Federação Portuguesa de Voleibol.
Segundo o treinador, todas as famílias das jogadoras concordam com a participação das mães e mulheres nas provas de Macau e nos treinos regulares em Timor, em grande parte porque encaram o desporto como uma resposta às convulsões sociais que afectam Timor-Leste.
"Todos os familiares nos apoiam porque é a primeira vez que Timor-Leste participa em jogos internacionais, ainda mais no meio de uma crise como a actual", afirmou Terolinda.
"As jogadoras são todas casadas e têm filhos. É difícil relacionar famílias, trabalho e treinos", considerou o treinador timorense e adiantou: "a federação fala sempre com os maridos. Nós pedimos licença e eles dão sempre".
Em partida disputada no pavilhão polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau, a equipa portuguesa de voleibol feminino venceu a equipa de Timor-Leste por 3-0, com os parciais de 25-5, 25-4 e 25- 14.
RBV-Lusa/fim
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Sinais de ternura
The Australian
ÚLTIMO OLHAR
Jane Fraser
Outubro 07, 2006
Parece que ficaram tão poucas regras de manifestações públicas de afecto e de protecção. Os homens, por exemplo, já não abrem as portas dos carros para as mulheres e já não lhes dão os seus lugares nos autocarros e comboios, e isto não é nem aqui, nem lá; temos de aguentar nos nossos dois pés quando as vacas e os pássaros vêm a casa dormir, e seja o que for que as vacas façam em casa.
Um hábito enraizado particularmente irritante, contudo, esconde-se na psique dos machos e é o hábito primitivo de andarem no lado da estrada duma mulher. Em todo o lado no mundo, mesmo quando falamos, centenas de milhares de homens estão a fazer pequenos movimentos do tipo de coser à máquina à volta das mulheres para que possam galantemente salvá-las de serem atropeladas pelo proverbial cavalo em fuga ou da lama espalhada nas suas saias por uma charrete descontrolada.
Mas ainda refilamos contra gestos físicos abertos que consideramos desagradáveis. Espirrar na plataforma da estação de comboios, por exemplo.
Em geral, beijar é um caso de contenção. Aparentemente Xanana Gusmão insiste que as repórteres mulheres o beijem na boca depois das entrevistas. Yuck; não que tenha nada contra o homem como tal; é um ícone dos saudosistas da revolução. É o princípio da questão. Um beijo na cara está bem, e é tudo.
Recentemente, a política do mais anódino dar as mãos tornou-se a conjuntura do dia depois de Margaret Whitlam ter sido citada por se admirar do hábito de John e Janette Howard de publicamente andarem de mãos dadas. "Por amor de Deus, estão casados há mais de 30 anos!" censurou.
Este tipo casual de comentário era um vagão da banda que só esperava que alguém lá entrasse, e uma árvore de ressentimento prestes a ser montada. O locutor Neil Mitchell entrou na briga acusando o ministro do Tesouro Peter Costello de entrelaçar os dedos com a mulher, Tanya. "Reparei em você com a sua mulher no outro dia. Receio que desgraçadamente andavam de mão dada," ralhou amistosamente. A resposta de Costello é que estavam casados há só 25 anos, assim talvez seja suposto parar depois dos 26.
Cherie e Tony Blair foram fotografados a sair da conferência da despedida da função do Primeiro-Ministro britânico de mãos dadas e Bill e Hillary Clinton foram muitas vezes apanhados de mãos dadas, mesmo depois da sua breve excursão pela infidelidade ter sido tornada pública; É que, como ela uma vez disse, ele é um cão difícil de guardar na varanda.
A piada, apesar de começar a irritar-me, é que não tenho nada contra as mãos dadas; alguns dos meus melhores amigos fazem-no, mas sou, mais baixa do que a maioria dos homens, o que significa que tenho de levantar os braços que levantaria para dar murro na cabeça de alguém.
Isto significa que não controlo a situação e sinto que estou a ser guiada como uma decaída orangutang pelo guarda do zoo.
Acontece que (isso) não sou eu, simplesmente.
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De um leitor - Tradução da Margarida
Caro Dr Gustaf
Timor-Leste mostrou ao seu país como lutar contra o regime de Suharto e nós também aprendemos muito com a sua gente. Podemos ainda mostrar a cada um de nós como as nossas duas nações podem viver em paz e livres da pobreza. Precisamos de continuar a apoiar-nos uns aos outros e trabalhar uns com os outros para libertar os nossos respectivos povos de pobreza e da ignorância e da e da tentativa de alguns poderes para dominar as nossas nações e os nossos recursos, especialmente os nossos recursos naturais.
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De um leitor
"o PM Horta disse que o Tétum é uma das línguas oficiais de Timor-Leste e por isso os Timorenses devem desenvolver a sua própria língua. Entretanto o Director do Gabinete de Linguística, Adérito José Correia disse que o objectivo do Dicionário de Tétum é para assistir os Timorenses em como usar e falar bem o Tétum."
Ainda bem que Ramos Horta está sensibilizado para a importância do desenvolvimento do Tétum. Com efeito, este dicionário é fundamental como ferramenta de trabalho para qualquer timorense, principalmente os estudantes. O INL e todos os que participaram na realização de mais uma difícil etapa na longa caminhada da afirmação do Tétum como língua adulta estão de parabéns.
H. Correia
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Xanana Gusmão elogia acção da GNR
Díli, 06 Out (Lusa) - O Presidente timorense, Xanana Gusmão, destacou o papel dos militares da GNR na manutenção da ordem pública no país ao visitar, na quinta-feira, o quartel do subagrupamento Bravo, em Caicoli, disse hoje à Lusa fonte militar.
Xanana Gusmão agradeceu a resposta de Portugal ao pedido de envio de forças de segurança para Timor-Leste, acrescentando que está "muito satisfeito" com o trabalho realizado pelos militares da GNR, precisou a fonte.
O chefe de Estado timorense, o primeiro-ministro Ramos-Horta e o representante em funções do secretário-geral da ONU no país, o dinamarquês Finn Reske-Nielsen, almoçaram quinta-feira com os 127 militares da GNR e os três elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Reuniram-se depois com o comando do subagrupamento Bravo, que lhes fez um resumo das operações já levadas a cabo.
Nesta sua primeira deslocação ao quartel da GNR, Xanana Gusmão sublinhou que continua a contar com as forças internacionais, designadamente a GNR, para a manutenção da ordem pública, mas que cabe aos dirigentes políticos timorenses adoptar as medidas necessárias para assegurar a reconciliação entre os timorenses e, nomeadamente, convencer as populações deslocadas a regressar às suas áreas de residência, disse ainda a fonte.
A GNR chegou a Timor-Leste no passado dia 04 de Junho, no âmbito de um pedido das autoridades timorenses a Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia, para que enviassem militares e polícias para ajudar na restauração da ordem pública, perturbada pela crise político-militar desencadeada no país no passado mês de Abril.
EL-Lusa/fim
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Malai Azul 2
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Signs of endearment
The Australian
LAST LOOK
Jane Fraser
October 07, 2006
THERE seem to be so few rules left about public displays of affection and protection. Men, for example, no longer open car doors for women or give up their seats on buses and trains, and this is neither here nor there; we all have to stand on our own two feet when the cows and birds come home to roost, and whatever it is that cows do at home.
One particularly irksome ingrained habit, however, lurks in the male psyche and that is the primitive urge to walk on the roadside of a woman. Everywhere in the world, even as we speak, hundreds and thousands of men are doing little sewing machine-like movements around women so that they are gallantly saving them from being run over by the proverbial escaped horse or having mud splashed on their hooped skirts by a runaway landau.
But we still snort at overt physical gestures that we consider untoward. Snogging on the train station platform, for example.
In general, kissing is a bone of contention. Apparently Xanana Gusmao insists female reporters kiss him on the lips after an interview. Yuck; not that I have anything per se against the man; he's a revolution junkie's pin-up. It's the principle of the matter. Cheek-pecking is OK, and that's that.
Recently, the politics of the more anodyne hand-holding became the conjecture du jour after Margaret Whitlam was quoted as marvelling at John and Janette Howard's habit of holding hands in public. "For god's sake, they've been married for over 30 years!" she expostulated.
This casual sort of commentary was a bandwagon just waiting to be climbed upon, and an umbrage tree ready to be climbed. Broadcaster Neil Mitchell bought into the brouhaha, accusing Treasurer Peter Costello of lacing fingers with his wife, Tanya. "I did notice you with your wife the other day. I am afraid, disgracefully, you were holding hands," he thundered amiably. Costello's riposte was that he had been married only 25 years, so perhaps you are supposed to stop after the 26th.
Cherie and Tony Blair were photographed leaving the British Prime Minister's Labour conference farewell function holding hands and Bill and Hillary Clinton were often caught with hands linked, even after his brief excursions into infidelity were made public; after all, as she once memorably and forgivingly said, he's a hard dog to keep on the porch.
Funnily enough, grumpier though I become by the minute, I have nothing against hand-holding; some of my best friends do it, but I am, as a rule of thumb, a lot shorter than most men, which means I have to raise my arm to about the same position as I would were I executing an overhead smash. This means I am not in control of the situation and feel as though I am being led along like a wizened orang-utang by the zookeeper.
At the end of the day, it's just not me.
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Malai Azul 2
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
