Díli, 28 Nov (Lusa) - Os timorenses estão a perder a noção de respeito pela vida e os actos de violência que levam a cabo contribuem para enxovalhar internacionalmente o nome de Timor-Leste, denunciou hoje em Díli o Presidente Xanana Gusmão.
"O nosso país não pode continuar a ser enxovalhado desta maneira, por causa do comportamento de alguns", frisou Xanana, que interveio na cerimónia que assinalou hoje na capital timorense a passagem do 31º aniversário da declaração de independência.
Perante as poucas dezenas de pessoas que acorreram ao Estádio Municipal de Díli, e apesar da cerimónia ter sido transmitida em directo pela rádio e televisão públicas, Xanana Gusmão não escondeu a sua preocupação pela situação que se está a viver actualmente nos distritos do interior.
"No início da crise, também nós apreciámos o facto de no interior não ter havido violência mas, ultimamente, enquanto Díli regressa à paz, no interior assiste-se a incêndios e matanças, como se estivéssemos a matar moscas ou mosquitos . Parece que perdemos a noção de respeito pela vida uns dos outros", frisou.
Na sua mensagem à nação, Xanana Gusmão salientou que a passagem do 31º ani versário da declaração de independência "devia ser um dia de celebrações mas em vez disso é um dia em que todos nós nos sentimos preocupados".
Para ajudar a combater os efeitos violentos da crise, Xanana Gusmão salientou ter já solicitado ao governo para acelerar o processo de triagem da Polícia Nacional de Timor-Leste e para ponderar a eventual utilização das forças armadas no "processo de erradicação dos apedrejamentos, da provocação e das mortes".
"Têm que parar! E parar o mais rapidamente possível! Parar já", exigiu.
"Tem que se prender aqueles que estão envolvidos na incitação dos jovens, tem que se prender aqueles grupos que fazem uso da violência para resolver os seus problemas, criando mais problemas para toda a Nação", insistiu.
O Presidente aproveitou a mensagem à nação para divulgar o que o Estado está a fazer para reconhecer a dedicação e a militância dos que participaram na resistência contra a ocupação indonésia.
Nesse sentido, anunciou que na cerimónia iria ser feito, simbolicamente, o reconhecimento dessa dedicação e militância, com a entrega dos títulos honoríficos de duas ordens recém criadas: a Ordem D. Boaventura, para os combatentes fundadores do Movimento de Libertação Nacional, e a Ordem Nicolau Lobato, para os combatentes que participaram na resistência enquanto civis.
Foi perante membros do governo, deputados e corpo diplomático, que foram entregues os primeiros títulos, a timorenses constantes de uma lista de 220 nomes, entre os quais os dois primeiros Presidentes da República: Francisco Xavier do Amaral e Nicolau Lobato, este já falecido. Outras cerimónias, a realizar a 07 de Dezembro deste ano, 03 de Março e 05 de Maio de 2007, servirão para homenagear militares, mártires, cidadãos estrangeiros e jovens que de uma maneira ou de outra participaram na luta de libertação nacional.
EL-Lusa/Fim
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terça-feira, novembro 28, 2006
Xanana diz que se está a perder a noção de respeito pela vida
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Malai Azul 2
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Comentário sobre a sua postagem "Direcção da FRETILIN hipotecou soberania nacional - PR Xanana":
"E é incrível: esses que sempre estiveram cá dentro, não têm ideia de que o povo acompanha os seus passos, o povo analisa a sua trajectória política (que faz saltos impressionantes), o povo percebe os seus sonhos e segure as suas ambições, tanto individuais como colectivas em termos do partido", salienta."
E mesmo incrível, Xanana, que voce proprio esqueceu os que sacrificam no lado de Povo. Os como o nosso verdadeiro patriotas Camarada Nicolau Lobato, Camarada Sahe, Camarada Mahudo, Camarada Konis Santana, e ouros membros do CCF homens e mulheres que sacrificam tudo para o Timor. Conheces bem o CCF Xanana? quantos de 1975 que hoje estao vivo para ver a sua brincadeira sujas?
Para nos de FRETILIN tu es ja, NADA, nao representa ninguem, so os que invejam. O nos de FRETILIN temos, o que perdemos e mais de um Xanana. Temos historia, temos sacrificios, temos martires do nossa patria.
Nao sozinho Xanana que ficava lado do nosso povo em tempos mais dificies, ja esquece os nossos camaradas no mato em 1975 ate 1999.
FRETILIN e um so, sommos um grande familia dentro ou fora do nosso terra.
Nao e mais um symbolo de unidade Xanana mas um symbolo de odio e de disunidade. Ontem foi o lorosae loromonu hoje falas de os que ficavam e os que sairam mas continuem trabalhar e lutar para o nosso pais.
Eu acho que tu Xanana mereces nem um resposta, ja perdeu o respeito.
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Malai Azul 2
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Comentário sobre a sua postagem "Aqui não há auto-stops da UNPOL...":
This last photograph is of an anti tank rocket launcher. It is not the equipment of the F-FDTL or the PNTL. Either this was obtained from one of the international contingents in Timor-Leste, most likely the Australian or New Zealand contingent to do have such a weapon or it was brought into the country by the "Kopassus man" Rui Lopes who goes across the border often and consorts with TNI generals and such. Either way its bad news for Timor-Leste, because these would not be the only weapons coming in anad across the border. The hand of Indoensia has been identified. The International Crisis Group has identified that armaments recently manufactured by the Indoensian Military Arms manufacturer were found and identified as such in locations where there had been firefights during the recent crisis.
Alfredo by the way is staying at Suai, at Rui Lopes' cattle stud.
Convenient to be so close to the border.
Alfredo will never surrender. he will never surrender his arms. He has always intended starting a revolt and tried to effect a coup but it did not work for various reasons.
Alfredo and others have the measure of not only the Australians but the other international forces here. The only ones who can take and should take him are the F-FDTL. He has no chance. All the paint ball bush warfare skills he learnt in the Perth hills and Western Australian outback with ultra right wing paramilitary groups such as the Croatian Ustasha and National Action and the League of Rights etc will bne of no match to the Falintil veterans who defeated a numerically and technologically superior TNI. Let them moose Mr Horta and save your country and its people. But you can't can you? Xanana will not let anyone loose on Alfredo. he knows too much and can tell too much can't he? What a mess, but I hope Falintil can stand up and defend the nation.
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Comentário sobre a sua postagem "Notícias - em inglês": "
''Australia supports increased maritime co-operation with East Timor and we intend working with the East Timorese Government to identify ways in which the DCP (defence co-op program) can provide this enhanced assistance'', said a defence spokesman in reply to The Australian.
Prime Minister Jose Ramos Horta has frequently warned of the vulnerability of his country's coastline to illegal fishermen and people smugglers, concerns shared by Canberra."
Here we go! Everybody knows Dodd has always been the mouthpiece of the Australian Government. If he is writing this, then watch out. The next battle ground for the Timorese will be the Timor Sea again. The Australian government has been unable to impose its will over the Timorese with respect to the Timnor Sea, and has found it especially difficult to impose its will that it become an Australian Zone of military surveillance. remember when tey tried to place surveiallance equipment on abandoned oil rigs.
The truth is the Timorese actually have a claim over the vast area of the Timor Sea up to the midway point with Australia, In fact, under the terms of the treaty signed in january this year, the Timorese will have exclusive rights to fishing and exploitation of the water collum, which would mean no Australian military operations such as surveillance without timor-Leste's accord.
They should be very careful where they push on this. timorese already have resentment for the Australian stance on the petroleum resources, perceived as theives in fact. Public controversy over the Timor Sea again will undoubtedly rearouse ill feelings from the other negotiations and questions of sovereignty will again come to the fore.
We all know someone in canberra briefed Dodd to start floating this issue, but it will not fly.
A final point. PM Horta has never had an issue or expresse concerns about people smuggling, "illegal fishermen" yes, even Australian fishermen.
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Malai Azul 2
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Senhor Presidente
De um leitor:
Senhor Presidente,
Eu sou timorense
Nasci em Timor-Leste em plena invasão
Indonésia
Cresci no mato
ao lado do saudoso Nicolau
capturado pelos Indos
após a morte do Nicolau
vivi em Dili no seio dos bapas
nos inícios dos anos 80
Senhor Presidente,
Parti para países estrangeiros
escapando das garras dos ABRI
pus me na escola
no fim era graduado na engenharia
ao mesmo tempo passei
a vida gritando na rua
pela paz, pela justiça
para o povo Maubere
enquanto na pátria
homens e mulheres
tombavam de dia a dia
mas hoje gozo o nascer do sol
o brilho da lua cheia
no país amado Timor-Leste.
Senhor Presidente,
Hoje não há heróis no solo Timorense
Os heróis são todos mortos
ao fim de nós gozarmos esta nação independente
Senhor Presidente,
Ninguém lutou mais do quê alguém
Ninguém ama o povo mais do quê alguém
Por os que lutaram mais, e lutaram muito
não estão hoje a gozar desta nação Maubere
Os que mais amam o povo, e amaram-no muito
não estão hoje a gozar da vida como um povo independente
Nem guerreiros, nem doutores,
nem intelectuais, nem homens sábios
nem presidentes, nem ministros
nem josés, nem marias,
enquanto vivos podem clamar
a medida de quem lutou mais
de quem amou mais a nação e o povo
Porque eu sei, e cada um de nós sabe
Ninguém lutou mais e ninguém amou mais
do Povo e da nação Maubere
como os que deram a vida
pela nossa libertação!!!
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Malai Azul 2
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Timor-Leste: UK Launch of Timor Justice Report
Joint Press Release by the Parliamentary Human Rights Group, TAPOL the Indonesia Human Rights Campaign, Amnesty International, Progressio, and Human Rights Watch - 27 Nov 2006
British parliamentarians who campaigned for human rights in Timor-Leste (then East Timor) are urged to press the UK government for action on key recommendations of a landmark report on violations committed in Timor-Leste.
The All-Party Parliamentary Human Rights Group (PHRG), TAPOL the Indonesia Human Rights Campaign, Human Rights Watch, Amnesty International and Progressio is hosting the UK launch of the report at the Houses of Parliament on November 28, 2006.
The report includes a number of specific findings and recommendations on the UK's role in the Timor-Leste conflict. In particular, it calls for a UK contribution to reparation payments to victims of the conflict and greater control over the arms trade To date there has been no formal response from the British government about the report or its recommendations.
'It is astonishing that the British government, as a major funder of the CAVR, has yet to respond to the report's comprehensive findings and recommendations, since it was presented to them in February this year' said Paul Barber, advocacy officer for TAPOL.
The 2,500-page report by Timor-Leste's Commission for Reception, Truth, and Reconciliation (known by its Portuguese acronym, CAVR), entitled Chega! (Enough!), was presented to the national parliament exactly a year ago on November 28, 2005. It documents widespread and systematic violations of human rights perpetrated by all parties in Timor-Leste between 1974 and 1999, immediately before and during Indonesia's occupation of the territory.
'The critical lessons of the report must be learnt and acted upon so that the suffering of the East Timorese people during the occupation is not repeated,' said Dr Steve Kibble, Progressio's Timor-Leste Advocacy Coordinator.
The CAVR report states that at least 102,800 Timorese people died from conflict-related causes in this period, and that Indonesian authorities committed crimes against humanity and war crimes in the country.
'Despite the fact that crimes of the gravest kind were committed in Timor-Leste no Indonesian officer has been held responsible,' said Charmain Mohamed, Indonesia and Timor-Leste researcher for Human Rights Watch. 'This lack of accountability makes it hard to build a society based on respect for human rights and justice.'
The groups said that a lack of justice for past crimes in Timor-Leste was a contributing factor to the serious unrest that destabilised the country earlier this year. The culture of impunity for past crimes has eroded current initiatives on the rule of law. The failure to address impunity is likely to undermine efforts to stabilize the country.
Chega! recommends that its findings are widely distributed and discussed, especially by the Timorese government, foreign governments, including the UK, and the UN. It calls for the development of a culture of respect for human rights and the rule of law, and the establishment of effective and accountable governance, judicial and civil society institutions in Timor-Leste.
'The people of Timor-Leste are still waiting for justice. Timely and serious consideration of this report by relevant governments and international institutions is an important step towards that goal,' said Dr. Purna Sen, Asia-Pacific Programme Director at Amnesty International.
Speakers at the launch included CAVR national commissioner, Father Jovito de Araujo, Timor-Leste's Ambassador to the EU, José Amorim Dias, and a representative of REDE Feto, Timor-Leste's women's national network, Ivete de Oliveira. Ann Clwyd MP, Chair of the PHRG chaired the event. A specially-recorded message by Timor-Leste's Prime Minister José Ramos-Horta was also screened.
Note to editors:
For further information, please contact:
Paul Barber at TAPOL, 01420 80153 or 07747 301739
Charmain Mohamed at Human Rights Watch on 07769 893 856
For interviews with Progressio workers in East Timor - Advocacy Coordinator Dr Steve Kibble or Asia Advocacy Officer Alison Ryan - or with people from Timor Leste, please contact clarej@progressio.org.uk or call 020 7354 0883.
The full report and an executive summary is available at: http://etan.org/news/2006/cavr.htm
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TIMOR: NGO's say rebel leader Reinardo should be brought to justice
Radio Australia, Asia Pacific - 27/11/2006, 8:49:35 PM
East Timor's rebel leader and murder suspect Major Alfredo Reinardo has emerged from hiding, he addressed a public seminar in the town of Suai on Friday. Before the seminar, Prime Minister Jose Ramos Horta was urging the international military forces to arrest him.
But now he says Major Reinardo is getting another chance.
Presenter/Interviewer: Joanna McCarthy
Speakers: John Miller, spokesman for the East Timor and Indonesia Action Network; Arsenio Bano East Timor's Minister for Labor and Solidarity
McCARTHY: It's three months since East Timor's renegade soldier Major Alfredo Reinardo escaped from Dili's main jail and last week the government was given a prime opportunity for his arrest. When unconfirmed reports on Friday said Major Reinardo would speak at a public seminar, Prime Minister Jose Ramos Horta urged international military forces to arrest him.
But when Major Reinardo appeared at the seminar, Australian and Portuguese forces took no action. The Prime Minister now says the government is giving Major Reinardo another chance. Arsenio Bano is East Timor's Minister for Labor and Solidarity:
BANO: I think Major Reinardo has been given the possibility of coming back to Dili and hand over guns proceed with judicial process. There is confusion as to his interpretation as to what he should be followng. And I think the state, the judicial court, the police has given him a lot of possibility that he should come to Dili and the government itself wants to solve the problem peacefully.
McCARTHY: Prime Minister Ramos Horta says Major Reinardo's reprieve comes at the wishes of army chief Brigadier General Taur Ruak.
It's nearly 8 months since Major Reinardo abandoned the military to join rebel soldiers during the unrest that bought down then Prime Minister Mari Alkatiri. While Reinardo remains at large, Ramos Horta faces an enormous challenge as his government tries to restore stability among the armed forces, the police and the disaffected youth for whom Major Reinardo remains a hero.
BANO: It's not an embarrassment. I think the approach the prime minister is taking is dialogue and also not to have people killed in solving the problem. I hope Reinardo understand that because a lot of people have tried to convince him to Dili including Bishop Bello. The government still has that line. But as I said he's running out of time.
MCCARTHY: How much longer are you going to give Major Reinardo to surrender?
BANO: I'm not sure. His problem is complicated. Because he has escaped from prison. he is also under investigation. He says he should be criminally prosecuted. So he has those allegations. I think I'm not very sure, sooner or later, we all need to decide what we need to do with major Reinardo.
McCARTHY: But not everyone agrees with the government's conciliatory line. John Miller is the National Co-ordinator of the US-based East Timor and Indonesia Action Network.
MILLER: I think this continuing encouragement of dialogue rather than prosecution has led to impunity. We feel in this instance that a judicial approach is best. It needs to decide and needs to be clear that there's civilian supremacy over the military. And whatever civilian commanders wants the military have to know they have to take the orders from and take second place to whatever the civilian leadership decides.
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Combatentes da libertação homenageados em aniversário independência
Díli, 27 Nov (Lusa) - Os primeiros combatentes da libertação de Timor-Leste são homenageados terça-feira em Díli, por ocasião das celebrações do 31º aniversário da independência, anunciou hoje o gabinete do primeiro-ministro.
No total serão homenageados 220 combatentes, alguns dos quais já falecidos, como o segundo Presidente da República Democrática de Timor-Leste (RDTL), de Julho 1977 a 31 de Dezembro de 1978, Nicolau Lobato.
Na cerimónia, a realizar no Estádio Municipal de Díli, o Presidente Xanana Gusmão entregará o Título Honorífico da Ordem D. Boaventura a 61 antigos combatentes, cuja lista é encabeçada por Francisco Xavier do Amaral, proclamador da RDTL e primeiro Presidente da República.
Aos restantes 159 antigos combatentes, Xanana Gusmão entregará o Título Honorífico da Ordem Nicolau Lobato.
A cerimónia de terça-feira encerra o capítulo iniciado com o recenseamento dos combatentes da libertação nacional, em que foram registados 74.925 pessoas.
A crise político-militar desencadeada em Abril atrasou o processo de reconhecimento nacional da nação aos timorenses que participaram nas frentes armada e clandestina contra a ocupação indonésia, que se prolongou durante 24 anos.
Do total recenseado, um quarto já morreu, segundo os dados compilados pela Comissão de Consolidação de Dados da Resistência Timorense e dos Combatentes da Libertação Nacional (CCD), criada pelo presidente Xanana Gusmão a 31 de Janeiro deste ano.
Com o final do trabalho da CCD, abre-se agora finalmente caminho ao reconhecimento da nação em cerimónias que chegaram a ser marcadas para datas relacionadas com a história de Timor-Leste, mas que a evolução da crise obrigou a adiar.
A Ordem D. Boaventura homenageia os cidadãos timorenses que organizaram e lideraram a resistência contra a invasão indonésia, entre meados de Agosto de 1975 e fins de Maio de 1976.
O segundo título honorífico a atribuir terça-feira é a Ordem Nicolau Lobato e a ela têm direito os combatentes com oito ou mais anos de militância nas estruturas político-civis da resistência.
O Estado timorense criou mais três ordens, cujas datas de atribuição não foram ainda divulgadas.
Trata-se dos títulos honoríficos da Ordem da Guerrilha, Ordem Funu Nain e Ordem de Laran Luak.
A Ordem de Guerrilha será entregue aos combatentes com oito ou mais anos de participação na luta, quer como militares quer como tendo desempenhado funções como quadros militares da Base de Apoio.
A Ordem Funu Nain destina-se aos Mártires da Libertação Nacional, e a Ordem de Laran Luak aos cidadãos estrangeiros reconhecidos como Combatentes da Libertação Nacional.
EL-Lusa/Fim
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Malai Azul 2
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Direcção da FRETILIN hipotecou soberania nacional - PR Xanana
Díli, 27 Nov (Lusa) - A direcção da FRETILIN, partido no poder em Timor-Leste, hipotecou a soberania nacional, acusou hoje em Díli o Presidente da República timorense, Xanana Gusmão.
A acusação está contida na última de quatro partes do texto "As Teorias da Conspiração", em que Xanana Gusmão rebate o conteúdo de um documento recentemente divulgado pelo Comité Central daquele partido (CCF), denominado "Análise da Situação e Perspectivas".
Mantendo o tom irónico utilizado nos anteriores textos, publicados na imprensa escrita timorense nas duas línguas oficiais, português e tétum, Xanana insiste no ataque directo à FRETILIN e à direcção eleita no II Congresso, realizado em Maio passado, questionando novamente a sua legitimidade.
Mas, reportando-se à crise político-militar iniciada em Abril, objecto de interpretação no documento do CCF, Xanana acusa o secretário-geral, Mari Alkatiri, o presidente, Francisco Guterres "Lu- Olo", o vice-presidente, Rogério Lobato, e o militante histórico Roque Rodrigues "de terem hipotecado a soberania do país".
"Quem hipotecou a soberania? Só os ilustres doutores do CCF é que devem responder a esta pergunta! E eu posso ajudar. Foi o vosso camarada Presidente, senhor Lu-Olo, foi o vosso camarada secretário-geral do partido, Dr. Mari Alkatiri, foi o vosso camarada vice- presidente do partido, Sr. Rogério e o vosso camarada Dr. Roque Rodrigues. Eles hipotecaram a soberania do país"", destaca.
Roque Rodrigues e Rogério Lobato, ministros da Defesa e do Interior, respectivamente, pediram a demissão dos cargos a 01 de Junho na sequência de uma exigência feita nesse sentido por Xanana Gusmão.
Mari Alkatiri demitiu-se da chefia do governo a 26 de Junho, enquanto Francisco Guterres "Lu-Olo" é o presidente do Parlamento Nacional.
À semelhança dos anteriores três textos, publicados nos passados dias 06, 13 e 20, Xanana Gusmão utiliza uma argumentação que, embora fundada na ironia, revela um verdadeiro ajuste de contas com a FRETILIN e a direcção saída do II Congresso que, repete, continua a considerar "ilegítima", porquanto foi eleita de braço no ar, ao arrepio dos estatutos partidários.
Vincando a diferença entre os que fizeram a luta de resistência no mato e os que se mantiveram no exterior, Xanana reclama que "os senhores doutores do CCF" esquecem-se dos outros, dos que viveram em ainda vivem em Timor desde 1974.
"E os senhores doutores, uns já estavam fora a estudar ainda, outros foram uns dias antes do 7 de Dezembro de 1975 [data formalmente aceite como a da invasão indonésia]! E só voltaram em fins de 1999", numa referência aos que alegadamente regressaram somente depois dos indonésios saírem, o que sucedeu em Setembro de 1999.
"O povo timorense não é o povo deixastes em 1975", acusa.
E mesmo a alguns dos que ficaram, e resistiram no mato, Xanana Gusmão não poupa nas críticas.
Sem que nomeie expressamente a quem se refere, embora classifique como "desolador, Xanana lamenta que "muitos veteranos e históricos que andaram a resistir durante 24 anos, em Timor-Leste, tivessem pura e simplesmente esquecido os sofrimentos e os sacrifícios de todo o Povo".
"Ficaram encantados com o poder", explica.
A FRETILIN garantiu a cada um destes "a migalha do poder", prossegue, sublinhando que apesar de se terem mantido no interior do território têm a sua trajectória política acompanhada pelo povo.
"E é incrível: esses que sempre estiveram cá dentro, não têm ideia de que o povo acompanha os seus passos, o povo analisa a sua trajectória política (que faz saltos impressionantes), o povo percebe os seus sonhos e segure as suas ambições, tanto individuais como colectivas em termos do partido", salienta.
Mais à frente, e retomando sinais que tinha já dado nos anteriores textos, Xanana Gusmão reafirma que não concorrerá a um segundo mandato presidencial, mantendo, todavia o tom irónico sempre que se refere ao CCF.
"As lições que estou a aprender dos ilustres doutores do CCF não me valerão muito, na medida em que só tenho uns parcos sete meses de mandato! Mas o próximo Presidente da República terá que ser capaz de responder às exigências do 'partido no poder'", escreve.
Personalizando nalgumas partes as críticas, Xanana refere-se a Mari Alkatiri, considerando que o líder da FRETILIN e anterior primeiro-ministro "continua a deter os cordelinhos do processo".
"Liderança do governo... Oh! Sim, aqui está a chave do problema! Mas o secretário-geral do partido devia estar mais satisfeito, porque apesar de estar em descanso temporário até Maio de 2007, recebe todos os dias os seus ministros, que vão em consulta, pelo que continua a deter os cordelinhos do processo", destaca.
No documento que suscitou a resposta de Xanana Gusmão, a FRETILIN considera que a actual crise no país conduzirá a um "Plano B", que prevê o recurso a "actos terroristas mais selectivos", pensado por "actores internos e externos" com o objectivo de destruir a ordem constitucional.
Nesse documento, de seis páginas, a FRETILIN evidencia uma tomada de posição extremamente crítica, considerando que a crise assenta "essencialmente num conflito de natureza política onde o desrespeito pela ordem constitucional democrática e os meios e formas de agir reflectem o carácter profundamente antidemocrático e golpista".
Segundo esta tese, este plano conspirativo terá começado logo em 2002, com "a tentativa de forçar a criação de um Governo de Unidade Nacional", tendo assumido, ainda segundo a FRETILIN, diversas formas até à crise actual.
"Durante estes quatro anos, um plano bem traçado de contra- inteligência foi sendo implementado" e dele fizeram parte a exploração de alegadas rivalidades e de um "clima de suspeição mútua" entre as forças armadas e a polícia nacional, segundo o CCF.
Após a divulgação do primeiro texto do presidente timorense, a 06 de Novembro, Mari Alkatiri remeteu para mais tarde uma resposta da FRETILIN, mas numa entrevista posterior à Lusa, em Lisboa, considerou "chocante" que Xanana Gusmão tenha criticado aqueles que partiram de Timor-Leste, como foi o seu caso, poucos dias antes da invasão indonésia.
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Malai Azul 2
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31º aniversário da independência comemorado em tempo de crise
Eduardo Lobão, da Agência Lusa Díli, 27 Nov (Lusa) - Timor-Leste comemora terça-feira o 31º aniversário da declaração unilateral de independência, em pleno período marcado pelos efeitos da crise político-militar iniciada em Abril e que ameaça transformar 2006 no ano de todos os perigos.
O ano em curso evidencia as contradições por que Timor-Leste passou desde que em 1975, pressionados interna e externamente, os dirigentes da FRETILIN - partido que reclama a legitimidade histórica da luta pela soberania -, optaram pela declaração unilateral de independência.
Em 2006, são diversos os desafios que se colocam ao país, cuja independência foi restaurada em Maio de 2002, após 24 anos de ocupação indonésia a que se seguiram três de administração das Nações Unidas.
Se esses desafios não forem resolvidos com sucesso, o perigo dos timorenses hipotecarem o desenvolvimento e colocarem em risco os sonhos de há 31 anos é grande e, em última análise, dará razão aos que reclamam que Timor-Leste é um Estado falhado.
Os principais desafios que se colocam actualmente são a reabilitação da justiça, a organização da economia e a pacificação do tecido social.
Interligados entre si, o insucesso de qualquer um deles resultará irremediavelmente no falhanço de todos.
O mundo mudou nestes 31 anos e Timor-Leste já não é apenas uma das peças do quebra-cabeças jogado na década de 70, em plena guerra- fria entre Washington e Moscovo.
Comparativamente a 1975, o inimigo já não está do outro lado da fronteira, mas sim na cada vez mais difícil coabitação de dois conceitos, interpretados por actores internos, a FRETILIN e o Presidente Xanana Gusmão, que ao longo da história estiveram conjunturalmente do mesmo lado da barricada e que agora se revelam adversários, julgando que a vitória de um só será possível com a derrota do outro.
Na verdade, a derrota de um lado é também a derrota do outro, porque essa divisão representará, paradoxalmente, que têm razão os que recusam a Timor-Leste a capacidade e a prerrogativa de gerir os seus destinos e recursos.
Passados 31 anos e devido à crise desencadeada em Abril passado, que provocou mais de 60 mortos e levou 18 por cento do cerca de um milhão de habitantes a abandonar as respectivas áreas de residência, quase tudo está por fazer.
Ora são os desafios à justiça, protagonizados por foragidos que se fazem fotografar, em pose de desafio, de armas na mão, ora é a economia, que titubeia na paralisia em que o país se afundou, ou são as dezenas de milhar de deslocados, que receiam abandonar os campos provisórios de acolhimento por falta de segurança.
Embora sejam apenas três os principais desafios que os líderes políticos timorenses enfrentam, mas não são muitas as alternativas de que dispõem.
No caso da justiça foi a palavra mais ouvida desde o início do ano, quando centenas de militares expuseram na praça pública as contradições acumuladas durante a luta de resistência ao ocupante indonésio e oportunamente foram o motor para a contestação que se seguiu.
Todos reclamam mais justiça, mesmo os que tendo cometido crimes de sangue, como o cabecilha dos militares rebeldes, major Alfredo Reinado, fugiram da prisão e fizeram-se fotografar armados, recusando submeter-se à justiça enquanto essa mesma justiça não for aplicada a terceiros.
Reféns da marcha lenta imprimida à justiça, os timorenses debatem-se com a falta de perspectivas de futuro, sobretudos os cerca de 15 mil jovens que anualmente atingem a idade para entrar no mercado de trabalho.
Paralisado desde Abril, o país afundou-se ainda mais nas mãos da ajuda internacional e na dependência externa.
A assistirem a esta realidade estão os agora cerca de 90 mil deslocados, 20 mil dos quais espalhados por campos de acolhimento na capital.
Os restantes 70 mil vivem nos distritos do interior.
Todos eles são actores involuntários de um dia-a-dia que se arrasta e a que a aproximação da época das chuvas confere o toque dramático previsível, justificado pelo perigo da proliferação de doenças e a manifesta impossibilidade de manter a situação a que foram conduzidos.
Se os líderes políticos não resolverem a contento estes desafios, Timor-Leste terá sido apenas uma boa ideia. Todavia, mal executada.
Lusa/Fim
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Comentário: Parabéns por este artigo.
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Malai Azul 2
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Notícias - traduzidas pela Margarida
Notícias - em inglês
UNMIT – Revista dos Media Diários – Segunda-feira, 27 Novembro 2006
Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste
Se não há justiça, não entrego as armas - Alfredo
Houve uma entrevista exclusiva entre o Timor Post e o em fuga Major Alfredo Reinaldo antes do seminário de dois dias realizado em Suai, em 24-25 Novembro 2006. O Major Alfredo na entrevista disse que esta crise tinha começado na instituição militar o que causou a sua deserção.
Admitiu depois que ainda tinha armas na sua posse mas disse que não as entregaria a ninguém se não houver justiça para pessoas como ele. Disse, “se for acusado de qualquer envolvimento nesta crise, estou pronto a enfrentar o tribunal, mas como estas é uma crise do interior da instituição F-FDTL, gostaria de ver a mudança nesta instituição.” Também sublinhou que a instituição foi usada para propósitos políticos que resultaram no conflito em curso. Em resposta ao plano do governo e de alguns líderes de terem um diálogo com ele, disse que teria qualquer diálogo desde que fosse aberto ao público, de modo a todos terem acesso à informação.
Alfredo disse que devia haver uma revolução das nossas mentalidades, e uma reforma para resolver o problema, restaurar a justiça, paz, estrutura do governo, e constituição. Acrescentou que a ‘revolução’ não significava que devíamos usar armas para lutar uns contra outros mas que significa que as pessoas têm de mudar a sua mentalidade para resolver problemas.
Em adição, o Major Alfredo também criticou fortemente o governo corrente por ser similar ao primeiro governo constitucional, sob a liderança de Mari Alkatiri. Disse que este governo era mesmo pior que o anterior.
Para resolver a crise de Timor-Leste, disse que participaria no processo e que não fugiria à justiça. Por isso, disse aos participantes no seminário de dois dias que para encontrar a solução para a nossa crise, as pessoas devem deixar para trás qualquer interesse político e pessoal, mas que deve haver uma solução justa para cada Timorense incluindo ele próprio. Entre os participantes no seminário estiveram o Major Tara, o Major Marcos Tilman, Dr. Lucas da Costa, Padre Martinho Gusmão, Jaime Hamjah, representante do Ministério do Trabalho e da Reinserção Comunitária, jovens e estudantes de Ermera, Ainaro, e Covalima, e Gastão Salsinha e Railos que participaram na sessão do segundo dia.
Separadamente, em relação a alegações que houve cobradores de dinheiro ilegal a recolherem dinheiro de homens de negócios em Dili em nome do Major Alfredo Reinado, apelou a todos os homens de negócios particularmente em Dili para deixarem de dar dinheiro a qualquer pessoa em seu nome. Disse que não tinha pedido a ninguém para pedir dinheiro. (TP, DN, e STL)
O julgamento do caso de Rogério
O caso do antigo Ministro do Interior, Rogério Tiago Lobato está agendado para ser julgado na Terça-feira, 30 Novembro 2006 por três juizes, dois juizes internacionais incluindo Ivo Rosa de Portugal e Telma Angelica do Brasil, e António Gonçalves de Timor-Leste sobre acusações de distribuição ilegal de armas. Espera-se que o julgamento seja aberto ao público. (STL & TP)
O 28 de Novembro não é somente um dia da Fretilin: Lu’Olo
Em resposta à questão das preparações para comemorar o dia da Independência, 28 Novembro 2006, Francisco Guterres, Presidente do Parlamento Nacional disse que o 28 Novembro não é somente um dia da Fretilin mas um dia para todos os cidadãos celebrarem porque foi nessa mesta data em 1975 que a Fretilin proclamou unilateralmente a independência de Timor-Leste. Lu-Olo disse que esta data é em honra e memória dos dos que defenderam o 28 Novembro durante 24 anos. Em adição, o Secretário-Geral do Partido Democrático, Mariano Sabino foi citado como tendo dito que o 28 Novembro era uma data histórica para a nova geração enquanto que o 20 Maio 2002 foi uma data em que Timor-Leste foi considerado uma nação com regras de Estados democráticos. (STL & DN)
Não há comentários da Fretilin sobre a teoria da Conspiração
Depois da saída da teoria da conspiração escrita pelo Presidente da República, Xanana Gusmão, não houve qualquer reacção de qualquer membro do CCF ou de militantes. A posição de silêncio dos líderes da Fretilin não significa que receiem a verdade da teoria, mas antes que não querem perder tempo a instigar ameaças à paz e à estabilidade política do país. Contudo, Julião Mausiri, um dos líderes da Fretilin Segundo relatado justificou s teoria da conspiração, dizendo que tem factos na base. Disse que a teoria escrita pelo Sr. Xanana reflecte actos do governo liderado pela Fretilin e as políticas do CCF que não corresponderam às necessidades das pessoas. Acrescentou então que os líderes da Fretilin não tinham nenhum comentário a fazer porque não têm apoio suficiente. (STL)
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Weekend Australian - Novembro 25, 2006
Defesa – Relatório Especial
A força Anzac vê o seu papel em Timor como de cooperação
MARK DODD
A ONU queria que ficasse em Timor-Leste somente uma companhia de tropas Australianas para protegerem o seu quartel-general e apoiar um contingente de polícia internacional no início da recente luta. Mas a opinião das forças de defesa da Austrália foi que era necessária uma força maior dado o potencial para a violência continuar que já clamou mais de 120 vidas.
O grupo de combate Anzac do Brigadeiro Mal Rerden compreende agora 925 Australianos apoiados por uma unidade de tamanho de companhia de a 120 da Nova Zelândia operando sob comando nacional Australiano em vez de comando da ONU como uma “força de capacetes verdes”. A força, destacada sob o nome de código de Operação Astute, parece não ter pressa nenhuma de regressar a casa.
O desassossego no mês passado em Dili, resultante de confrontos entre grupos rivais de artes marciais, sublinhou a necessidade duma continuada e robusta presença de segurança em Timor.
A polícia da ONU e o grupo de combate Anzac precisarão de estar em alerta elevado em relação a fazedores de problemas políticos no caminho para as eleições nacionais potencialmente voláteis em Maio próximo.
A comissão especial de inquérito da ONU às causas do desassossego violento de Abril-Maio 2006 recomendou processos criminais contra o antigo ministro do interior Rogério Lobato pelo seu papel na armação ilegal de grupos de civis. E disse que a mesma acção deveria tomada contra o comandante da força de defesa o Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, o ministro da defesa Roque Rodrigues e o chefe da polícia nacional Paulo Martins por crimes de armas. Recomendou que o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, um aliado de Lobato, fosse mais investigado em conexão com a armação de civis.
A força de infantaria consiste correntemente de elementos do 1º, 2º e 6º batalhões, do Regimento Real Australiano. São apoiados por carros blindados de transporte de pessoal M113 do 3º/4º Regimento de Cavalaria, cinco Blackhawk e quatro helicópteros de observação Kiowa.
Outras unidades da ADF em Dili incluem, 7º Batalhão de Serviços de Apoio de Combate, 17º Esquadrão de Construção e um destacamento do 1º Batalhão de Polícia Militar. Uma companhia de espingardas do 2º/1º Regimento de Infantaria Real da Nova Zelândia está integrado no grupo de combate, fornecendo a designação à Anzac.
Canberra ganhou uma disputa prolongada com a ONU, que com o apoio do Governo de Horta, queria que a força servisse como capacetes azuis. Em vez disso, Rerden responde junto do Quartel-General em Sydney do Comando de Operações Conjuntas.
A força conjunta coordena correntemente as operações com o Governo de Timor-Leste, o comando da Polícia da ONU e através de encontros regulares com outras organizações não-governamentais. A cooperação na Defesa entre a ADF e as F-FDTL (força de defesa de Timor-Leste) também recomeçou depois do desassossego de Abril.
A ADF tem 17 pessoas destacadas em Timor-Leste a assistirem com uma série de actividades que incluem pessoal de treino e de construção de capacidade no ministério de defesa do país e no quartel-general das forças de defesa. O focus principal tem sido no treino da língua inglesa, engenharia, capacidades médicas, liderança de pessoal e comunicações.
Mas dado o envolvimento das F-FDTL no desassossego recente e o facto de ter perdido quase metade dos seus 1500 elementos originais devido a deserções ou a dissenções étnicas interna, pairam questões maiores sobre o seu futuro.
Uma área chave onde provavelmente a ADF vai prestar maior atenção é ao desenvolvimento da capacidade de vigilância marítima Timorense, correntemente assegurada por dois patrulhadores Albatross obsoletos doados pelos Portugueses.
''A Austrália apoia uma maior cooperação marítima com Timor-Leste e temos a intenção de trabalhar com o Governo Timorense para identificar modos pelos quais o DCP (programa de cooperação de defesa) possa dar esta assistência aumentada '', disse um porta-voz da defesa em resposta ao The Australian.
O Primeiro-Ministro José Ramos Horta tem avisado frequentemente da vulnerabilidade da linha de costa do seu país em relação a pescadores ilegais e traficantes de pessoas, preocupações partilhadas por Canberra.
Mark Dodd escreve sobre assuntos estrangeiros e defesa para The Australian.
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De uma leitora
Caros colegas e distintos membros do Forum Loriku,
Venho, através deste Fórum, informar todos os colegas que estão em Lisboa e arredores para, se puderem, marcar a presença na reunião dos Jovens e Estudantes Timorenses, que terá lugar na Residência Universitária Alfredo de Sousa da Universidade Nova de Lisboa, no Domingo, 03 de Dezembro de 2006 pelas 15h00.
Com os melhores cumprimentos
Fidélia MPC Soares
NB: Passe palavra a todos.
Lia Soares.
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De um leitor
António Veríssimo deixou um comentário sobre a sua postagem "Aqui não há auto-stops da UNPOL...":
HÁ QUE PÔR A BOCA NO "TROMBONE"!
Para quem assiste a isto a indignação é mais que muita e a RDTL está a parecer que é governada por meninos do côro!
Reinado faz o que lhe apetece e sobra-lhe tempo para muito mais, passando a mensagem da incompetência do poder timorense ou do seu conluío com as suas atitudes.
Mais que nunca é legitimo suspeitar que Slater não o capturou porque faz parte do plano Reinado ficar de "reserva" até ás eleições, pressionando psicológicamente o povo timorense através do terror que ele já personifica.
Após as eleições Reinado actuará em conformidade com os resultados eleitorais...
É desagradavel ser profeta da desgraça mas só isto explica que ainda não o tenham capturado ou, pelo menos, iniciado a "caça ao bandalho".
Slater nada fez, mas presentemente o actual governo, poder judicial, polícia e militares também nada fazem.
Quem está a proteger Reinado e interessado em que a situação assim se mantenha?
A resposta é por demais evidente.
Espero para ver, não sem antes recomendar a J.R. Horta que se recorde que é primeiro-ministro de um Estado de Direito e que tudo deve fazer para que o respeitem, pois o Estado é o povo!
Se perante isto não "bradarmos aos céus", ponhamos pelo menos a "boca no trombone"!
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segunda-feira, novembro 27, 2006
Dia 28 de Novembro, Dia da Independêncial Nacional
Amanhã comemora-se o Dia da Independência Nacional, proclamada há 31 anos, no dia 28 de Novembro de 1975.
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Notícias - em inglês
UNMIT Daily Media Review - Monday, 27 November 2006
National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste
IF there is no justice, I will not hand over the weapons--Alfredo
There was an exclusive interview between Timor Post and Fugitive Major Alfredo Reinaldo prior to the two-day seminar held in Suai, 24-25 November 2006. Major Alfredo in the interview said that this crisis was begun at the military institution which caused his desertion.
He then admitted that he was still in possession of weapons but he said that he will not hand them over to anybody if there was not justice for people and himself. He said, “If I am accused for any involvement in this crisis, I am ready to face the court, but as this is a military crisis within the F-FDTL institution, I would like to see the change in this institution.” He also stressed that the institution was used for the political purpose which resulted in the ongoing conflict. In respond to the plan of the government and some leaders to hold a dialogue with him, he told that any dialogue might be held as long as it was opened for the public, so that everyone could get access to the information.
Alfredo said that there should be a revolution of our mentality, and a reformation to solve the problem, restore the justice, peace, government structure, and constitution. He added that the ‘revolution’ did not mean we should use weapons to fight each other but it means people have to change their mentality in sorting out problems.
In addition, Major Alfredo also strongly criticized the current government for being similar to the first constitutional government, under the leadership of Mari Alkatiri. He said that this government was even worse than the previous one.
In resolving the East Timor crisis, he said that he will take part in the process and will not escape from justice. Hence, he told the participants at the two-day seminar that in finding the solution to our crisis, people should leave behind any personal and political interests, but that there should be a just solution for every East Timorese including himself. Among the participants in the seminar were Major Tara, Major Marcos Tilman, Dr. Lucas da Costa, Father Martinho Gusmão, Jaime Hamjah, representative of the Ministry of Labor and Community Reinsertion, youths and students from Ermera, Ainaro, and Covalima, and Gastão Salsinha and Railos who took part on the second day session.
Separately, in relations to allegations that illegal money collectors collected money from businessmen in Dili in the name of Major Alfredo Reinado, he then called upon every businessman particularly in Dili to stop giving any money for anybody on his behalf. He said that he has not asked anybody to beg for money. (TP, DN, and STL)
The trial of Rogerio’s case
The case of the former Minister of Interior, Rogerio Tiago Lobato is scheduled to be prosecuted on Thursday, 30 November 2006 by three judges, two international judges including Ivo Rosa from Portugal and Telma Angelica from Brazil, and Antonio Gonçalves from Timor-Leste on charges of illegal weapons distribution. The trial is expectedto be opened to the public. (STL & TP)
28 November is not a day of Fretilin Party only: Lu’Olo
In response to the question on preparations to commemorate Independence day, 28 November 2006, Francisco Guterres, President of the National Parliament said that 28 November, is not only Fretilin’s day but a day for all citizens to celebrate because it was on this date in 1975 that Fretilin unilaterally proclaimed the independence of Timor-Leste. Lu-Olo said this date is in honor and memory of those that defended the 28 November for 24 years. In addition, Secretary General of Democratic Party, Mariano Sabino was quoted as saying that 28 November was a historical date for the new generation while 20 May 2002 was a date where East Timor was considered a nation with the democratic rule of states. (STL & DN)
No comments by Fretilin Party on the Conspiracy theory
After the release of the conspiracy theory written by the President of Republic, Xanana Gusmão, there was no reaction from any of the CCF members or militants. The silent position taken by the Fretilin leaders did not mean that they were afraid of the truth of the theory, but rather because they do not want to waste their time and energy to instigate any threat to the peace and political stability of this country. However, Juliao Mausiri, one of the Fretilin leaders reportedly justified the theory of conspiracy, saying it is based on facts. He said the theory written by Mr. Xanana reflected acts of the Fretilin-led government, and the politics of CCF that did not correspond to the needs of the people. He then added that the Fretilin leaders did not have any comments as they did not have sufficient support. (STL)
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Weekend Australian - November 25, 2006
Defence - Special Report
Anzac force sees its Timor role as co-operation
MARK DODD
THE United Nations wanted just one company of Australian troops to stay in East Timor to protect its headquarters and support an international police contingent in the wake of recent strife. But the view from Australia's defence force was that a larger force was necessary given the potential for continuing violence that has claimed more than 120 lives.
Brigadier Mal Rerden's Anzac battle group now comprises 925 diggers backed by a 120-strong company-size unit of Kiwis operating under national Australian rather than UN command as a ''green helmet force''. The taskforce, deployed under the code name Operation Astute, doesn't appear to be in any hurry to return home.
The unrest last month in Dili, resulting from clashes between rival martial arts gangs, underpinned the need for a continuing, robust security presence in Timor.
The UN police and Anzac battle group will need to be on high alert for political rabblerousers in the lead-up to potentially volatile national elections next May.
A UN special commission of inquiry into causes of the violent unrest in April-May 2006 has recommended criminal proceedings be instigated against former interior minister Rogerio Lobato for his role in the unlawful arming of civilian groups. It said action should be taken against the defence force commander Brigadier-General Taur Matan Ruak, defence minister Roque Rodrigues and national police chief Paulo Martins for weapons offences. It recommended former prime minister Mari Alkatiri, an ally of Lobato, be further investigated in connection with the arming of civilians.
The infantry force currently consists of elements from 1st, 2nd and 6th battalions, Royal Australian Regiment. They are supported by M113 armoured personnel carriers from 3rd/4th Cavalry Regiment, five Blackhawk and four Kiowa observation helicopters.
Other ADF units in Dili include, 7th Combat Services Support Battalion, 17th Construction Squadron and a detachment from the 1st Military Police Battalion. A rifle company from the 2nd/1st Royal New Zealand Infantry Regiment is integrated into the battle group, providing the Anzac designation.
Canberra won a protracted dispute with the UN, which, with Horta Government support, wanted the force to serve as blue helmets. Instead, Rerden reports to Joint Operations Command headquarters in Sydney.
The joint taskforce currently co-ordinates operations with the East Timor Government, UN Police command and through regular meetings with other non-government organisations. Defence co-operation between the ADF and F-FDTL (East Timor defence force) has also resumed following the April unrest.
ADF has 17 people deployed in East Timor assisting with a range of activities including staff training and capacity building in the country's defence ministry and defence force headquarters. The main focus has been English-language training, engineering, medical skilling, staff leadership and communications.
But given the F-FDTL's involvement in the recent unrest and the fact it has lost almost half its original 1500-strength due to desertions or internal ethnic dissent, major questions hang over its future.
One key area the ADF is likely to pay more interest to is development of a viable Timorese maritime surveillance capability, currently served by two obsolete Portuguese-donated Albatross patrol craft.
''Australia supports increased maritime co-operation with East Timor and we intend working with the East Timorese Government to identify ways in which the DCP (defence co-op program) can provide this enhanced assistance'', said a defence spokesman in reply to The Australian.
Prime Minister Jose Ramos Horta has frequently warned of the vulnerability of his country's coastline to illegal fishermen and people smugglers, concerns shared by Canberra.
Mark Dodd writes on foreign affairs and defence for The Australian.
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Separados à nascença?
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Comunicado - PN
PARLAMENTO NACIONAL
Gabinete de Relações Públicas
Agenda Plenária no. 472/I/5a.
Segunda-feira, 27 de Novembro de 2006
O plenário do Parlamento de hoje foi presidido pelo seu Presidente, Sr. Francisco Guterres “Lu-Olo”, coadjuvado pelo Vice Presidente Sr. Jacob Fernandes, Secretário da Mesa, Sr. Francisco Carlos Soares e a Vice Secretária, Sra. Maria Terezinha Viegas.
No período de antes da ordem do dia da sessão plenária de hoje os Senhores Deputados foram informados sobre o relatório de operação da URP no Suco de Estado Distrito de Ermera.
No período da ordem do dia, deu-se continuidade da apresentação do Relatório e Parecer, discussão e votação na generalidade, especialidade dos Projectos de Lei no. 26/27/I/4a. e 28/I/4a. sobre “Lei Eleitoral para o Parlamento Nacional” e “Comissão Eleitoral Independente”.
Senhor Deputado Elizário, membro da Comissão A fez a leitura do relatório e parecer dos Projectos de Lei em epígrafe.
Depois da discussão os Deputados aprovaram o texto de substituição proveniente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direito, Liberdade e Garantia (Comissão A) :
· Para o Projecto de Lei sobre a Comissão Eleitoral Independente foi aprovado com votos a favor: 55, contra: 1, abstenção : 0.
· Para o Projecto de Lei sobre Lei Eleitoral para o Parlamento Nacional foi aprovado com votos a favor: 54, contra: 1, abstenção:0
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Resposta a um comentário de leitor
Comentário deixado por um anónimo no post: E entretanto a UNPOL "mostra serviço" em frente a bares de malais":
"Em primeiro lugar, não é verdade que a polícia australiana costume escolher primacialmente bares com clientela maioritariamente portuguesa. O Motions, por exemplo, tem um público bastante eclético, mas tendencialmente australiano, e também costuma ter polícia à porta.
Em segundo lugar, não invalidando a postura algo arrogante de muitos australianos, armados até aos dentes como se estivessemos em plena guerra, importa não esquecer que muitos portugueses costumam adoptar uma postura provocante, procurando esticar até ao limite essa fina linha que delimita a provocação do desrespeito. A maneira, por exemplo, como muitos portugueses conduzem nas estradas de Dili, sem atenção nenhuma à sua própria segurança e a de outros (as pedras que voam ocasionalmente não justificam muitos excessos), é rerepresentativa disso mesmo.
Há muitos portugueses em Dili que nunca tiveram quaisquer problemas com as autoridades australianas. E isto porque sempre souberam reconhecer o seu papel enquanto "autoridade" sem deixar que aquelas cometessem abusos.
Por último, a portuguesa em causa é conhecida pelo seu historial de agressões. Entenda-se, diversas pessoas já lhe tentaram "partir a cara" nos últimos anos. Muitas vezes com razão, dada a sua atitude mal-educada e arrogante."
Sobre o comentário do anónimo:
1. Nunca houve um auto-stop à porta do Motions, desde que abriu. Os polícias costumam estar lá dentro, não à porta.
2. A postura arrogante a que se refere dos portugueses deve ser a atitude de indignação face à incompetência de determinados elementos das forças de segurança australianas.
Os “arrogantes”, testemunharam vários episódios em que as forças australianas, impávidas e serenas, não evitaram as cenas de violência com que se depararam à sua chegada.
Testemunharam como a polícia australiana agrediu e usou meios desproporcionados contra os campos de deslocados que tinham sido atacados em vez de irem no encalço dos agressores…
E (deve ser arrogância), sentem-se indignados face à passividade da UNPOL, em relação ao seu dever de recapturar (pelo menos um!) os evadidos da prisão de Becora.
Quanto à alegada velocidade com que alguns portugueses conduzem à noite (que não é crime), parece-nos preferível a ser morto como o cidadão brasileiro, que seguiu as regras e não o faz. As pedras e setas “ocasionais” já provocaram mortes, pelo que menosprezá-las é ridículo e mostra uma falta de conhecimento da situação.
3. Não há nenhum historial de agressões em relação aos portugueses ou, à portuguesa, envolvidos no incidente de Sábado à noite. Nem nunca ninguém tentou lhes “partir a cara”, por muito que o autor deste comentário, provavelmente gostaria que isso acontecesse.
Se alguém tentou, deve ser muito incompetente, porque nunca deram por isso.
Esses portugueses nunca saíram de Timor-Leste durante a altura da maior violência e mesmo assim, nunca se viram ameaçados ou agredidos por ninguém.
Este tipo de comentário vindo de um português, em vez de se sentir indignado com alguém que foi sujeito a uma agressão, e que legitimamente apresentou queixa, mostra bem como são capazes certos portugueses de atitudes mesquinhas, motivados pela velha invejazinha à portuguesa.
Faz lembrar o episódio infeliz do envio por parte de portugueses, de um relatório da UNPOL para o jornal “Expresso”… sobre outro português.
Por último, temos a dizer que não compreendemos como se pode considerar algum dos portugueses envolvidos no incidente, como mal-educados. Pelo contrário, parecem-nos pessoas muito civilizadas, ao contrário do autor do comentário que não lhe ensinaram de pequenino, que nada justifica a violência e que acha normal alguém querer partir a cara a uma mulher, porque a considera arrogante ou mal-educada.
Mas como sempre, já cá faltava um intriguista do costume a dizer mal de outros portugueses…
Vigaristas.
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De um leitor
António Veríssimo deixou um comentário no post "Depois do PM ter exigido a sua prisão...": E AGORA SENHOR HORTA?
Não sei se o primeiro-ministro Ramos Horta conhece os divertidos "Gato Fedorento", um grupo humoristico que diz... "eles falam, falam, fala, falam, mas não fazem nada...", se não conheçe recomendo-os.
Não há dúvida que o PM Horta fala, fala,fala, fala... mas não acontece nada.
Melhor ainda (ou pior) fala, mas é afrontado e desautorizado.
Está no governo a fazer figura de corpo presente.
É legítimo que perguntemos se Reinado ainda continua sob protecção presidencia, episcopal e austral.
Estando a tomar esta notícia por correspondente á realidade a indignação é enorme!
Aprendemos que já não há limites para a vergonha que representam o presidente, os governantes, a justiça e seus executores, igreja e outros (ir)responsáveis grados que fazem de Timor-Leste a República das Bananas ou dos Xananas!
Timor-Leste, um país?
E agora, senhor primeiro-ministro?
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Malai Azul 2
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "






