quinta-feira, setembro 28, 2006

Portugal vai continuar a ajudar Timor na área da Segurança

TSF

O ministro da Administração Interna garantiu que Portugal vai continuar a prestar ajuda a Timor-Leste na área da Segurança. À chagada a Díli, António Costa disse ainda que o trabalho dos agentes da GNR e PSP em Timor-Leste era um «motivo de orgulho para todos os portugueses».

( 10:12 / 27 de Setembro 06 )

O ministro da Administração Interna assegurou, esta quarta-feira, à chegada a Díli, que Portugal vai continuar a apoiar Timor-Leste na área da segurança e que irá trabalhar com as autoridades timorenses «na melhor forma de ajudar».

«Timor sabe que pode contar com Portugal. Nós temos um ditado que diz que os 'amigos são para as ocasiões'. E Portugal é um país amigo», afirmou António Costa no início da sua visita a Timor-Leste que irá durar três dias.

Estas declarações de António Costa surgem dias depois de o primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, ter admitido, em declarações à Rádio Renascença, poder pedir a duplicação dos elementos da GNR no país, caso a ONU optem por não enviar soldados para Timor-Leste.

O Conselho de Segurança da ONU vai discutir no final de Outubro a situação timorense
Durante a sua estada em Díli, o titular da pasta da Administração vai encontrar-se com os militares da GNR e com os agentes da PSP que se encontram estacionados no território.

«Trago-lhes um abraço em nome dos portugueses, porque o trabalho que desenvolveram é motivo de orgulho para todos os portugueses e isso tem de ser reconhecido perante eles», acrescentou.

Com António Costa, viajam o general Mourato Nunes, comandante-geral da GNR, e Orlando Romano, director nacional da PSP, que foram recebidos pelo ministro timorense do Interior Alcino Barris e pelo embaixador de Portugal em Timor-Leste, João Ramos-Pinto.

No primeiro dia da sua visita, o ministro português estará no quartel da GNR, reunindo-se depois com os agentes do Grupo de Operações Especiais da PSP e com o representante especial do secretário-geral da ONU em funções, Finn Reske-Nielsen.

Durante a sua estada em Timor-Leste, António Costa vai ainda encontrar-se com o presidente Xanana Gusmão, com o presidente do parlamento Francisco Guterres "Lu-Olo", com o primeiro-ministro Ramos-Horta e com o ministro do Interior, Alcino Barris.

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Portugal vai continuar a ajudar Timor na área da Segurança

TSF

O ministro da Administração Interna garantiu que Portugal vai continuar a prestar ajuda a Timor-Leste na área da Segurança. À chagada a Díli, António Costa disse ainda que o trabalho dos agentes da GNR e PSP em Timor-Leste era um «motivo de orgulho para todos os portugueses».

( 10:12 / 27 de Setembro 06 )

O ministro da Administração Interna assegurou, esta quarta-feira, à chegada a Díli, que Portugal vai continuar a apoiar Timor-Leste na área da segurança e que irá trabalhar com as autoridades timorenses «na melhor forma de ajudar».

«Timor sabe que pode contar com Portugal. Nós temos um ditado que diz que os 'amigos são para as ocasiões'. E Portugal é um país amigo», afirmou António Costa no início da sua visita a Timor-Leste que irá durar três dias.

Estas declarações de António Costa surgem dias depois de o primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, ter admitido, em declarações à Rádio Renascença, poder pedir a duplicação dos elementos da GNR no país, caso a ONU optem por não enviar soldados para Timor-Leste.

O Conselho de Segurança da ONU vai discutir no final de Outubro a situação timorense e nessa altura deverá decidir se envia ou não uma missão militar para o país.

Durante a sua estada em Díli, o titular da pasta da Administração vai encontrar-se com os militares da GNR e com os agentes da PSP que se encontram estacionados no território.

«Trago-lhes um abraço em nome dos portugueses, porque o trabalho que desenvolveram é motivo de orgulho para todos os portugueses e isso tem de ser reconhecido perante eles», acrescentou.

Com António Costa, viajam o general Mourato Nunes, comandante-geral da GNR, e Orlando Romano, director nacional da PSP, que foram recebidos pelo ministro timorense do Interior Alcino Barris e pelo embaixador de Portugal em Timor-Leste, João Ramos-Pinto.

No primeiro dia da sua visita, o ministro português estará no quartel da GNR, reunindo-se depois com os agentes do Grupo de Operações Especiais da PSP e com o representante especial do secretário-geral da ONU em funções, Finn Reske-Nielsen.

Durante a sua estada em Timor-Leste, António Costa vai ainda encontrar-se com o presidente Xanana Gusmão, com o presidente do parlamento Francisco Guterres "Lu-Olo", com o primeiro-ministro Ramos-Horta e com o ministro do Interior, Alcino Barris.

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Portugal vai continuar a ajudar Timor na área da Segurança

O ministro da Administração Interna garantiu que Portugal vai continuar a prestar ajuda a Timor-Leste na área da Segurança. À chagada a Díli, António Costa disse ainda que o trabalho dos agentes da GNR e PSP em Timor-Leste era um «motivo de orgulho para todos os portugueses».

( 10:12 / 27 de Setembro 06 )

O ministro da Administração Interna assegurou, esta quarta-feira, à chegada a Díli, que Portugal vai continuar a apoiar Timor-Leste na área da segurança e que irá trabalhar com as autoridades timorenses «na melhor forma de ajudar».

«Timor sabe que pode contar com Portugal. Nós temos um ditado que diz que os 'amigos são para as ocasiões'. E Portugal é um país amigo», afirmou António Costa no início da sua visita a Timor-Leste que irá durar três dias.

Estas declarações de António Costa surgem dias depois de o primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, ter admitido, em declarações à Rádio Renascença, poder pedir a duplicação dos elementos da GNR no país, caso a ONU optem por não enviar soldados para Timor-Leste.

O Conselho de Segurança da ONU vai discutir no final de Outubro a situação timorense e nessa altura deverá decidir se envia ou não uma missão militar para o país.

Durante a sua estada em Díli, o titular da pasta da Administração vai encontrar-se com os militares da GNR e com os agentes da PSP que se encontram estacionados no território.

«Trago-lhes um abraço em nome dos portugueses, porque o trabalho que desenvolveram é motivo de orgulho para todos os portugueses e isso tem de ser reconhecido perante eles», acrescentou.

Com António Costa, viajam o general Mourato Nunes, comandante-geral da GNR, e Orlando Romano, director nacional da PSP, que foram recebidos pelo ministro timorense do Interior Alcino Barris e pelo embaixador de Portugal em Timor-Leste, João Ramos-Pinto.

No primeiro dia da sua visita, o ministro português estará no quartel da GNR, reunindo-se depois com os agentes do Grupo de Operações Especiais da PSP e com o representante especial do secretário-geral da ONU em funções, Finn Reske-Nielsen.

Durante a sua estada em Timor-Leste, António Costa vai ainda encontrar-se com o presidente Xanana Gusmão, com o presidente do parlamento Francisco Guterres "Lu-Olo", com o primeiro-ministro Ramos-Horta e com o ministro do Interior, Alcino Barris.

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Polícia regressa ao serviço após meses inactividade devido à crise

Notícias Lusófonas
27.09.2006


A Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) retomou esta semana o trabalho após meses de inactividade provocada pela crise político-militar desencadeada em Abril passado, refere um comunicado enviado hoje à Agência Lusa pela Missão da ONU (UNMIT).


O primeiro grupo é composto por 25 agentes, do total de 900 que a UNMIT calcula poderem retomar as funções após uma formação intensiva de seis semanas, que frequentam apenas depois de se confirmar que não são acusados de envolvimento nos actos de violência espoletados em Abril.

Dezoito dos agentes que esta semana regressaram ao trabalho foram colocados a fazer patrulhas, enquanto outros cinco estão a trabalhar no centro de detenção criado para receber os detidos pelas forças internacionais, devido à participação em actos de violência relacionados com a crise, e os restantes dois estão a trabalhar no centro de comunicações da UNPOL (polícia da ONU).

"O regresso destes agentes é crucial para restaurar a autoridade pública e garantir o respeito da lei", salientou Antero Lopes, comissário da UNPOL.

A desintegração da PNTL e a divisão das forças armadas foram o resultado imediato da crise político-militar, que teve ainda como efeitos a substituição de Mari Alkatiri, à frente do governo, por José Ramos-Horta.

Cerca de 30 mortos e mais de 160 mil timorenses a viver em campos de acolhimentos distribuídos pela cidade de Díli e distritos do interior, foram outros efeitos da crise, em que bens públicos e privados foram destruídos e que levaram as autoridades timorenses a solicitar apoio à Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal para garantir a ordem pública.

Aqueles quatro países enviaram milhares de militares e polícias, mantendo-se no país actualmente cerca de 2.500 efectivos, entre os quais 127 militares da GNR.

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Governo aprovou Decreto-Lei sobre Regulamento de Disciplina Militar

Díli, 12 Set (Lusa) - O governo timorense aprovou hoje um Regulamento de Disciplina Militar (RDM), diploma que preenche um vazio de cinco anos, o período que medeia entre a transformação da guerrilha em forças armadas regulares e a aprovação de um RDM.

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GNR e PSP vão passar a ter 252 efectivos na missão da ONU

Notícias Lusófonas
27.09.2006

A GNR e a PSP vão passar a ter um total de 252 efectivos na actual Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT), disse hoje à Agência Lusa fonte das Nações Unidas.

Este total compreende os actuais 127 militares do sub- agrupamento Bravo da GNR, que passarão a partir de meados de Outubro para 140, e a que se juntarão outros 48, que terão responsabilidades em acções de formação da polícia timorense e para participarem no Estado-Maior da força policial ao serviço das Nações Unidas.

Integrarão ainda aquele total de 252 efectivos, os actuais cinco agentes da PSP, mais o actual comissário da UNPOL (Polícia das Nações Unidas), Antero Lopes, e mais 58 elementos da corporação, que deverão igualmente começar a chegar em Outubro.

O director nacional da PSP, Orlando Romano, que chegou hoje a Díli, integrado na comitiva que acompanha o ministro de Estado e da Administração Interna, António Costa, disse à Lusa que além dos efectivos que a corporação que dirige terá em breve em Timor-Leste, integrados na UNMIT (Missão da ONU em Timor-Leste), possivelmente mais agentes do Grupo de Operações Especiais chegarão também em breve.

Actualmente encontram-se em Díli oito agentes dos GOE, e no pico da crise político-militar no país esse número chegou a 18.

Os GOE encontram-se em Díli para garantir a protecção da comunidade portuguesa residente no país.

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Australia's Meddling in East Timor

The Washington Post
Washingtonpost.com
By September 27, 2006; 8:16 AM ET

During Indonesia's brutal, 24-year occupation of East Timor, the Western world remained complicit in the oppression. Current President Xanana Gusmao handed the UN a report in January that detailed gross human rights abuses over those years. It alleged that Jakarta's deliberate policy of starvation and murder cost the lives of between 84,000 and 183,000 people between 1975 and 1999. Furthermore, the Indonesian military used Western-supplied napalm bombs during their reign of terror.

None of the leading Western nations involved -- Australia, the US and Britain -- have accepted responsibility for their actions nor offered compensation. A further insult has been the lack of international pressure to bring former Western-backed dictator General Suharto to trial for war crimes in Timor and elsewhere in Indonesia.

Although Australian assistance helped end Timor's occupation in1999, the world's newest nation has suffered great instability in the last seven years.

Within Australia, a mythology has developed: Australia is seen as the white knight that arrived to save Timor's soul. In reality -- as pointed out by Australian historian Clinton Fernandes in his incendiary 2004 book, Reluctant Saviour -- "Australian diplomacy functioned in support of the Indonesian strategy [of holding onto Timor]. It functioned as an obstacle to East Timor's independence. When the [John] Howard government was eventually forced to send in a peacekeeping force, it did so under the pressure of a tidal wave of public outrage."

The relationship between Canberra and Dili has always been complex but the ongoing struggle over the Timor Gap - vast oil and gas reserves in the seabed off East Timor (http://www.antiwar.com/orig/pilger.php?articleid=9184) -- has caused Australia to be accused of exploiting Timor's future economic prosperity.

The country's former Prime Minster, Mari Alkatiri (http://news.bbc.co.uk/2/hi/asia-pacific/1989267.stm), was a strong defender of these natural resources, but his popularity within Timor had waned, eventually forcing him to resign(http://crikey.com.au/Politics/20060912-The-theory-that-Gusmao-supports-Reinado-doesnt-wash.html).

The recent unrest in Timor resulted in violent clashes between disgruntled soldiers and the ruling Fretelin party. Tens of thousands of Timorese were forced to flee their homes into refugee camps. And Australia, once again, sent troops to quell the troubles (http://www.alertnet.org/thenews/newsdesk/N25220184.htm), though the exact details of the unrest remain unclear.

The country's new Prime Minister, Jose Ramos Horta, has thanked Australia for its assistance and already criticised its role in the struggling nation. Australia's Foreign Minister, Alexander Downer, recently told the East Timorese that, "they have to learn to find solutions to their own problems, not just expect the international community indefinitely to solve all those problems for them". It was a typically arrogant statement from a government that enjoys maintaining control over a number of nations in the region.

There are many unsubstantiated allegations that the Australian government instigated the latest unrest in East Timor and wanted regime change. What is clear, however, is that East Timor should be allowed to prosper into a truly independent nation, and heal from years of Western-backed misery.

Antony Loewenstein is an Australian-based journalist, author and blogger who writes on international relations and the Middle East and publishes in numerous media outlets in Australia and overseas. His website is: http://antonyloewenstein.com/

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Respostas a Mark Aarons

Tradução da Margarida.


As seguintes cartas para o The Australian em resposta ao artigo de Mark Aarons ('O drama de Timor-Leste não teve agenda escondida' 26.9.06) não foram publicadas:

Caro Editor,

Mark Aarons ('O drama de Timor-Leste não teve agenda escondida' 26/9) rotula o jornalista John Martinkus de 'propagandista' a empurrar para 'teoria da conspiração' em que Mari Alkatiri foi removido por um golpe envolvendo o Presidente Gusmão. Estranhamente, Aarons não menciona a evidência descoberta por Mark Dodd do próprio The Australian e relatada na página da frente do seu jornal em 12 de Setembro, de que Gusmão pagou as despesas de hotel dos amotinados das forças armadas liderados pelo fugitivo da prisão Major Reinado, um actor chave na luta anti-Alkatiri que enfrenta uma acusação de tentativa de homicídio.

Martinkus e Dodd conseguiram pôr alguma luz num negócio muito escuro. Porque é Aarons responde com gritaria partidária a evidências que contradizem as suas opiniões preconcebidas dos factos?

Chris Ray
Sydney

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Caro Editor

Mais uma vez, Mark Aarons posa como especialista sobre Timor-Leste na coluna de opiniões do seu jornal, do conforto de Sydney. Ignorando os escritos de académicos do país com reputação, e atacando as credenciais de jornalistas que se atrevem a serem diferentes, produz a seu própria corrente de propaganda, um conto de fadas simplista a preto e branco onde Alkatiri e a FRETILIN são os maus e Xanana e Horta são os bons. A tragédia é que bem-intencionados oficiais Australianos e trabalhadores humanitários internacionais alimentados por uma dieta consistente de tais disparates vêem para Dili a pensar que tudo está clarificado.

Repetem a análise, sem conhecerem o poder que têm, e marginalizando mais todos os Timorenses que compreendem que as coisas não são tão simples, depois de anos de guerra e de traumatismos. Esta é uma sociedade fracturada, e nenhuma força política no país foi capaz de a unir. Políticas democráticas podem fazê-lo, mas estão extremamente subdesenvolvidas. As ameaças à paz e à democracia não vêm da corrente liderança da FRETILIN, mas antes dos que procuram enfraquecer a FRETILIN, do exterior e do interior.

Porquê? Talvez porque foi eleita democraticamente (80% dos votos nas eleições locais em Setembro de 2005), está bem organizada, tem um programa político progressista em vez de um neoliberal, e é orgulhosamente protectora do interesse nacional Timorense, incluindo os seus direitos aos seus recursos de petróleo. Ninguém diz que a FRETILIN é perfeita. Mas um partido que ajudou a derrotar um dos maiores e mais brutais poder colonial do mundo, e depois, em poucos anos, se transformou a si própria num governo eleito democraticamente, merece algum respeito.

O que é que Aarons conhece das dificuldades de transformar um povo brutalmente oprimido cuja unidade se baseava numa guerra pela independência clandestina numa sociedade aberta democrática? Apesar de reclamar que é jornalista, parece que ele não entrevistou um único dos líderes que ataca. Como um que falou extensivamente com Ministros de topo da FRETILIN e líderes do partido nos anos recentes, incluindo nas duas últimas semanas, sobre as suas políticas e programas no meu campo de especialidade (educação de adultos), posso garantir aos seus leitores que eles não são como Aarons os pintou.

Eles estão a lutar, como qualquer um na sua situação estaria, para reconstruir o seu país, destruído por vinte e quatro anos de guerra. Eles e o povo do seu país merecem todo o apoio que lhes podermos dar. Nem é acertado nem ajuda, tomar publicamente lados simplistas nas disputas políticas internas de outros países, especialmente numa sociedade póst-conflito.

Dr. Bob Boughton
Dili

O escritor é um Leitor Senior em Educação para Adultos na Universidade de New England, Armidale NSW, envolvido correntemente numa investigação a longo prazo e num projecto de construção de capacidade em literacia e literacia de adultos e educação básica em Timor-Leste.

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UNMIT Revista dos Media Diários

Tradução da Margarida.

Quarta-feira, 27 Setembro 2006

Reportagens dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

Solução para os peticionários depende da Comissão

O encontro entre o Primeiro-Ministro Ramos-Horta e o grupo de peticionários em Gleno, Distrito de Ermera na Terça-feira é relatados nos três diários principais hoje (27/09). Ramos-Horta disse aos jornalistas depois do encontro que está satisfeito com a maturidade que os peticionários mostraram, o seu desejo para cooperar na resolução do problema e a sua recusa em envolverem-se em políticas. Disse que o governo está à espera dos resultados da Comissão de Notáveis antes de tomar qualquer decisão, acrescentando que não interfirá no trabalho da Comissão. (TP, STL, DN)

O STAE deve estar sob a CEI

O deputado Vicente Guterres (UDC) disse que o partido da oposição propôs que o Secretariado Técnico da Administração Estatal (STAE) fique sob a Comissão Eleitoral Independente (CEI) para prevenir a burocracia no caso de se levantar algum problema. Guterres disse que houve muitos problemas durante as eleições para os sucos em 2005, e que o STAE não era independente e não mostrou profissionalismo. Por outro lado, a deputada Cipriana Pereira (Fretilin) disse que a questão da independência depende do pessoal do STAE. (TP, STL)

A Fretilin não expulsará Lobato

O Comité Central da Fretilin não expulsará o seu Vice-Presidente até estar completo o processo judicial, disse o deputado Francisco Branco, acrescentando que o Procurador-Geral só decidiu processar o caso de Lobato. Disse que o seu partido tem seguido o caso de perto e não tomará uma decisão até o processo do caso estar concluído. (STL)

Algumas pessoas usam a segurança por interesses políticos

O Ministro do Interior, Alcino Barris disse que algumas pessoas internacionais estão a tentar impedir a activação da PNTL por interesses políticos próprios, e que usam as questões de segurança como anedotas, relatou o DN.

Barris disse que é importante para a PNTL recomeçar o seu trabalho de modo a ajudar a restaurar a lei e a ordem e a serem colocados em postos permanentes conforme planeado. Disse que a população se tem queixado sobre a falta de segurança e que o regresso da PNTL é importante, porque, há somente um pequeno número de Polícias da ONU (UNpol) no país.

Entretanto o Comissário de Polícia da UNpol em exercício, Antero Lopes não quis comentar as observações do Ministro do Interior.

Disse, contudo, que a UNpol está a trabalhar para implementar a Resolução do Concelho de Ministros para a PNTL recomeçar o seu trabalho que tem o apoio do Primeiro-Ministro e do Ministro do Interior. (DN)

Relatório de Monitorização de Notícias da RTTL
27 Setembro 2006

O PM encontra-se com peticionários

O Primeiro-Ministro José Ramos-Horta encontrou-se hoje com um grupo de peticionários em Railako, Distrito de Ermera. falando aos media depois do encontro, o Dr. Horta afirmou que o propósito desta visita ara avaliar directamente as condições de vida dos peticionários e ouvir as suas queixas e discutir alternativas para resolver o problema. Falando de um plano para reactivar os peticionários nas F-FDTL, Salsinha Gastão, o porta-voz dos peticionários disse que este plano não é importante porque a prioridade agora é pôr um fim a crise corrente de acordo com o sistema judicial de Timor-Leste. Disse que o grupo tem lutado por justiça desde o princípio deste ano.

Em relação ao plano do antigo governo sob a liderança de Alkatiri para continuar a pagar o salário dos peticionários por três meses, Pedro da Costa, o porta-voz interino da Comissão declarou que este fundo tem que vir de fontes externas outsourced visto que o Orçamento Geral do Ano Fiscal de 2005/2006 está fechado mas prometeu que a Comissão de Notáveis assistirá aos peticionários em relação a esta matéria.

O Grupo do CPD-RDTL fez um encontro para encontrar a solução para a crise de Timor-Leste

O Coordenador do CPD-RDTL, Teki Liras, queixou-se que o governo não está a envolver os membros do CPD-RDTL e os ex-Falintil para se sair da corrente crise, particularmente a luta contra os amotinados de Timor-Leste. Sublinhou que é tempo agora de parar com as actividades dos amotinados.

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Indonesia, Aust security treaty inches forward

ABC News Online
September 27, 2006. 7:40pm (AEST)

Indonesia says a comprehensive security treaty with Australia should be signed by the end of the year.

An adviser to Indonesia's President says good progress is being made to conclude a treaty covering law enforcement, maritime issues, counter-terrorism, intelligence and natural disasters.

Dr Dino Patti Djalal says the treaty will link the security of Australia and Indonesia, but will not rank as an alliance.

"It will be an important development in the relations between Indonesia and Australia," Dr Djalal said.

"It will also highlight the shift in the geopolitical relationship between our countries.

"The treaty does not make Indonesia and Australia allies, because Indonesia cannot enter into any military alliance with any country."

Dr Djalal told the Australian Strategic Policy Institute that the treaty will show how far Indonesia and Australia have moved since the troubles in East Timor in 1999.

He says the relationship has been changed by terrorism, people smuggling and natural disasters in Indonesia.

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Resposta de John Martinkus a Mark Aaron

Tradução da Margarida.

The Australian
Quarta-feira, Setembro 27, 2006

O extraordinário ataque de Mark Aarons à minha reportagem de Timor-Leste ("O drama de Timor-Leste não tinha agenda escondida ", 26/9) ignora a questão básica de quem começou a violência em Maio que trouxe a crise presente a um responsável. Ao contrário de Aarons, Eu sou um jornalista e faz parte do meu trabalho relatar a informação que recebo, mesmo se é desagradável.

O meu trabalho não é ser um promotor de um lado particular. Tenho conduzido investigações profundas em Timor-Leste e tenho posto a descoberto alguns factos desconfortáveis. Sei que a equipa de investigação da ONU já conhece alguns desses factos e está a chegar às mesmas conclusões a que cheguei.

Se Aarons está tão perturbado com as minhas reportagens, então talvez ele devesse ir a Timor-Leste e fazer algumas reportagens ele próprio, em vez de atacar jornalistas que estiveram lá.

John Martinkus
Flemington, Vic

Editorial: Tocando a linha em Timor

Tradução da Margarida.

Por: New Matilda
Quarta-feira 27 Setembro 2006

Esta semana The Australian publicou um artigo de opinião de Mark Aarons atacando o jornalista John Martinkus, e o New Matilda, por causa de artigos que publicámos sobre a violência recente em Timor-Leste.

Aarons argumenta que estamos a desencadear uma ‘campanha extraordinária’ contra o Presidente Timorense Xanana Gusmão para o implicar na queda do antigo Primeiro-Ministro Timorense Marí Alkatiri.

Aarons faz alguns ataques pessoais a Martinkus, que não vamos dignificar com uma resposta, mas o que podemos interpelar directamente é o seu questionamento a duas peças da evidência aprsentada por Martinkus em New Matilda.

Aarons argumenta com razão que uma nota escrita por Gusmão ao soldado amotinado Alfredo Reinado (disponível na totalidade no nosso website) não é evidência suficiente para afirmar que os dois ‘estavam juntos para remover violentamente Alkatiri.’ Concordamos. Mas isso não o torna não ser digno de ser relatado.

De facto, Martinkus e a New Matilda, apresentaram a carta pelo que é: a prova duma relação estreita entre Gusmão e Reinado no cume da crise Timorense — o que é extraordinário se se considerar os factos num contexto Australiano. Se John Howard enviasse uma nota amigável a um soldado desertor Australiano que tivesse disparado contra as Forças de Defesa Australiana ou contra a Polícia Federal Australiana usando armas roubadas, Aarons sugeriria aos jornalistas para ignorarem isso?

Gusmão não refutou a sua relação estreita com Reinado.

Num artigo que se seguiu no New Matilda, a semana passada, Martinkus citou uma declaração do antigo comandante da polícia Abilio ‘Mausoko’ Mesquita, que está na cadeia pelo seu papel na violência. No documento — que passou (para o exterior) sem autorização ou conhecimento de Mesquita — Mesquita afirma que foi o próprio Gusmão quem lhe deu as ordens para atacar a casa do comandante das forças militares de Timor-Leste, o Brigadeiro Taur Matan Ruak, em 24 e 25 de Maio .

Martinkus sublinha que se é legítima, a declaração de Mesquita passada para o exterior implica Gusmão na violência armada em Timor-Leste.

Aarons descarta o documento como ‘absurdo’ mas não explica como é que chegou a essa conclusão. Cita as afirmações da jornalista Australiana e correspondente de Timor-Leste Jill Jolliffe, no nosso website, de que o documento é ‘demonstradamente falso.’ Mas a Jolliffe não demonstrou a falsidade do documento ou do seu conteúdo.

Aarons sugere também que por causa de outros jornalistas terem ignorado a história, Martinkus — e o New Matilda — também a deviam ignorar. Soa-nos a jornalismo de encomenda.

O que Aarons ignora convenientemente no seu artigo — e não explica — são os factos postos a nú pelo próprio Mark Dodd do The Australian: que Gusmão pagou pelo menos uma parte da conta de hotel de Reinado durante a crise.

John Martinkus e o New Matilda relataram algumas histórias inconvenientes sobre a situação em Timor-Leste, sem medo ou favor. Quando for apropriado, tornaremos disponíveis os documentos que fundamentam estas histórias.

Como Aarons, esperamos avidamente o relatório da Comissão Especial Internacional de Inquérito sobre as causas da violência recente em Timor-Leste.

Continuaremos a apresentar os factos à medida que os descobrirmos. Convidamos os nossos críticos a fazerem o mesmo.

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Ribeiro e Castro vem a Timor-Leste

Ribeiro e Castro, líder do CDS-PP e euro-deputado, prepara visita a Timor-Leste. Ribeiro e Castro deslocar-se-à também à Austrália.

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Missão do Parlamento Europeu

A euro-deputado Ana Gomes, e outros euro-deputados, chegam no final do mês a Timor-Leste na sequência da resolução do Parlamento Europeu sobre Timor-Leste.

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quarta-feira, setembro 27, 2006

De um leitor


Estamos a tentar trocar opiniões e este vem cá com disparates. é certo que saber não ocupa lugar, mas há uma coisa que nós não devemos esquecer é o facto de todo o loby para mostrar que eramos diferentes dos Indonesios foram precisamente a nossa ligaç˜åo com a lingua e culturas portuguesas. O Portugues é das linguas que está a crescer no mundo. Creio que é a sexta lingua mais falada no mundo, só no Brasil são mais de 170 milhões de habitantes. E falar o português é me io caminho andado para se falar o espanhol e o italiano. Só aí chega para entendermos outros tantas centenas de milhares de pessoas. Tomara eu que falasse todas as linguas do mundo porque o saber não ocupa lugar, quando serve para sabermos se estão a falar de nós ou não.

Embora tenha esse desejo de ser poliglota não devo esquecer que as minhas raizes cultlurais e linguisticas estão ligadas ao Tetum e ao Português, facto de que me orgulho.

Se não tem orgulho das suas raizes, desculpa mas não é bom cidadão do mundo.

Quem e que lhe disse que os da lingua Inglesa percebem tudo. Va ouvir o Australiano das regioes rurais e va ouvir os americanos la dos interiores e depois diga-me se os Alentejanos percebem o portugues. E todos os timorenses percebem o Tetum- É só subir uma bocadinho os montes e chapéu o Tetum já não existe....

Eu vejo os programas da RTP para poder melhorar o meu portugues. Se eu quiser ver um filme pois compro um DVD e pronto está o assunto arrumado.

Eu falo o Portugues e procuro melhora-lo o mais que posso assim como também falo o Tetum, embora não concorde muito com a actual ortografia ....

Maracuja ( orgulhoso da lingua de Camoes e da Lingua do Sol Nascente , o Tetum).

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E Timor police back on the beat

ABC News Online
Wednesday, September 27, 2006. 6:59pm (AEST)

East Timor's police force has begun returning to work in the capital Dili.

It is the first time this has happened since the city descended into violence earlier this year.

Twenty-five officers resumed duties this week under the command of United Nations (UN) police.

Up to 900 officers are expected to return to work after completing a six-week training and mentoring program run by the UN.

"The return to duty of these police in the capital is a crucial step in restoring Timorese public authority and ensuring law and order on the streets of Dili and the whole country," acting UN police commissioner Antero Lopes said in a statement.

East Timorese police were taken off-duty after the violence in April and May, which involved fighting between rival police and military factions.

The officers are participants in an ongoing screening process that began in early September and has seen some 900 Dili-based police register as a prerequisite for returning to work, the UN says.

The program is to be implemented outside the capital later.

Officers found to have had complaints lodged against them may be subject to investigation by the UN police and the prosecutor's office.

Cleared officers are eligible to begin a six-week training and mentoring program, comprised of a five-day intensive refresher course at the police academy followed by five weeks of on-the-job mentoring, the UN says.

Officers are not permitted to carry firearms during mentoring.

The East Timorese capital descended into chaos in May, when rival factions from the military and police waged bloody battles on the streets alongside youth gangs, leaving at least 21 people dead.

Some 3,200 international peacekeepers were deployed to the tiny half-island nation to restore calm, while the United Nations has extended its mission.

- ABC/AFP

Observatório da Língua Portuguesa

Prezadas(os) amigas(os)

Quero felicitar-vos pelo vosso
trabalho.

No objectivo de podermos contribuir para o bom êxito de todos os que trabalham com a Língua Portuguesa, criámos o Observatório da Língua Portuguesa: http://www.observatoriolp.com/ , o qual fornece informação substancial sobre a projecção e uso do Português como língua pluricêntrica, língua veicular de escolarização, de ciência, culturas e saberes.

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Iniciativa da Comissão Europeia para o Diálogo Nacional

A pedido do Presidente da República Xanana Gusmão, do então Primeiro-Ministro Alkatiri e do Primeiro-Ministro Ramos-Horta, a Comissão Europeia patrocina ao mais alto nível, o Diálogo Nacional em Timor-Leste.

Esta iniciativa será liderada pelo Clube de Madrid, terá como chefe da primeira missão o ex-PM da Letónia e como coordenador das missões o português Bernardo Ivo Cruz, ex sub-secretário adjunto do MNE Freitas do Amaral.

A delegação do Clube de Madrid chega na próxima sexta-feira, dia 29 de Setembro.

Na próxima segunda-feira, dia 2 de Outubro, chega o Bispo Gunnar, nomeado como Enviado Especial do Governo Norueguês, a convite das autoridades timorenses, para participar no Diálogo Nacional.

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De um leitor


Nao se esquecam Portugal sempre lutou desinterassadamente pela nossa libertacao e independencia. Os outros tem sido grandes saltinbancos para obter o que e nosso. Acordem meninos nao se deixem enganar e tempo de denunciar essas NGO que la estao a coberto e a fazerem o que nao devem.

Viva Portugal Viva Timor Loro Sae

Malequias

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Um boato a menos...

De um leitor:

"pois... parece que o senhor da GNR é que se esticou nos comentários...
desta
vez o homem da lusa só pecou por não ter achado o comentário disparatado
demais para ser publicado sem confirmação... oiçam na têsêfê que vale a
pena... "


Fomos ouvir, faça o mesmo. Na Tsf, aqui.


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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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