domingo, setembro 17, 2006

E Railos continua à solta...

Apesar de ser do conhecimento das forças australianas por onde anda, incluindo nas reuniões dos ditos "renovadores" da FRETILIN, Railos sob o qual pende um mandado de captura, também continua à solta.

A aterrorizar, a ameaçar a exercer violência e, nada.


Lei... da Selva.

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Lembramos que já lá vão mais de 16 dias...

E nada. Reinado e 56 reclusos evadidos continuam à solta.


Lei... da Selva.

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Jornal australiano noticia alegado envolvimento Xanana na crise

Díli, 16 Set (Lusa) - O alegado envolvimento do Presidente Xanana Gusmão no derrube do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri foi hoje noticiado pelo jornal australiano The Age, que cita declarações de um responsável da polícia timorense, actualmente detido numa prisão timorense.

Sob o título "Alegação de que Gusmão ordenou os dias de raiva em Díli", The Age cita declarações de Abílio Mesquita "Mausoko", antigo vice-comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no distrito de Díli, segundo o qual Xanana Gusmão lhe terá ordenado que atacasse a casa do brigadeiro-general Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas timorenses.

Reportando o que alega serem "novas revelações", o jornal acusa Xanana Gusmão de ter instigado a violência que em Maio contribuiu para a resignação, cerca de um mês depois, de Mari Alkatiri, como parte de um plano que incluiu pelo menos uma reunião na residência do Presidente, em Balibar, nas montanhas a sul da capital, em Março.

Mas a alegação do jornal assenta nas declarações que Abílio Mesquita "Mausoko" alegadamente fez já em Bécora, na sequência da sua detenção, em 19 de Junho passado, por militares australianos, na posse de várias armas automáticas.

Nessas declarações, que 'The Age' reporta terem sido escritas na prisão de Bécora, em Díli, e entregues na embaixada norte-americana em Díli, "como um meio para Mesquita garantir a sua libertação", o antigo quadro da PNTL em Díli refere que "durante o confronto entre a PNTL e as F-FDTL [forças armadas] e o tiroteio contra a casa do Brigadeiro, o Comandante Supremo, o Senhor Xanana deu o comando e as ordens para o tiroteio".

Antes da operação, Abílio Mesquita "Mausoko" terá informado Taur Matan Ruak e quatro comandantes das forças armadas das ordens que o Presidente lhe deu", acrescentou o jornal.

Abílio Mesquita "Mausoko" "refere na declaração que contou a história ao responsável da missão da ONU em Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, que o visitou na cadeia depois da sua prisão", a quem denunciou repetidamente o alegado envolvimento de Xanana Gusmão na crise em Timor-Leste.

As acusações foram também feitas ao actual primeiro-ministro José Ramos-Horta, quando este "alegadamente o visitou na prisão, a 13 de Agosto", prossegue o jornal.

O ataque contra a casa de Taur Matan Ruak ocorreu a 25 de Maio, e segundo The Age existem registos filmados que comprovam a participação de Abílio Mesquita "Mausoko" no ataque.

"Se for verdade, a declaração implica o Presidente no que foi efectivamente um golpe armado para criar as condições para a resignação do legalmente eleito Primeiro-Ministro (Mari Alkatiri)", continua o jornal.

Continuando a citar Abílio Mesquita "Mausoko", 'The Age' reporta a realização de uma reunião no gabinete de Xanana Gusmão, antes do eclodir da crise, onde na presença, designadamente, do comandante-geral da PNTL, Paulo Martins, do então chefe da diplomacia e actual primeiro-ministro, Ramos-Horta, e do Bispo de Baucau, D.

Basílio do Nascimento, o Presidente da República "debateu a necessidade de se livrar do governo do Senhor (Mari) Alkatiri devido às suas consideradas simpatias 'comunistas'".

The Age cita também fontes no seio dos veteranos da luta contra a ocupação indonésia, mas sem as identificar, como tendo confirmado a realização, em Março, de um encontro em Balibar em que terá sido debatido o plano para afastar Mari Alkatiri da chefia do governo.

A Agência Lusa tentou obter um comentário a estas alegações junto do gabinete de Xanana Gusmão, mas o seu porta-voz não devolveu as várias chamadas telefónicas efectuadas.

EL-Lusa/Fim

Dos leitores

É muito grave esta notícia.

O Presidente da República ordena ataques às Forças Armadas do Estado Timorense?! As FDTL/Falintil?!!!

É uma irresponsabilidade.

É uma loucura!

O próprio Presidente da República apela à desobediência civil, ao caos, à desordem!?
Os resultados estão à vista...

É triste demais!É grave de mais! É trágico demais!
XANANA É O GRANDE RESPONSÁVEL PELOS REFUGIADOS EM DILI E ARREDORES!
Pelo sofrimento do povo!!
Triste fim vai ter Xanana.
Deus queira que com o seu colapso não fique também comprometida a independência de Timor Leste!

Dos leitores

Pois é, Xanana. Xanana mais Xanana. Ramos Horta e o Bispo Basilio do Nascimento. Paulo Fátima Martins e os seus. Todos de Xanana!

Olhando para trás podemos ver nos arquivos deste blog, como também poderemos observar em órgãos de informação portugueses e dos quatro cantos do mundo, a forma como Xanana, Horta e a Igreja Católica foram intervindo na questão.

Passo a passo, Xanana ia ficando à mostra. Até as declarações da sua mulher foram e são incriminatórias de Xanana.

Há muitos nomes sonantes da história recente de Timor-Leste que terão de pagar os seus altos crimes contra o Estado que por jure se comprometeram em defender e não lesar.

Se a comissão da ONU que investiga e pretende identificar os autores da crise jamais poderão passar ao lado dos nomes que o polícia Abílio refere. Abílio não refere, acusa prontamente.

Esta é a verdade que não interessa que seja tornada pública. Xanana e Horta serão alvo de protecção de bom nme pelos amigos americanos e australianos.

Mas para quem conhece o povo de Timor como nós conhecemos sabemos que a verdade será sempre a vitória sobre a mentira.

Taur Matan Ruak já havia confirmado em circuito fechado junto dos poucos em quem confia que tinha sido avisado por Abilio do ataque a sua casa.

Agora resta esperar, esperar pela verdade que vai vindo ao de cima, devagar mas segura.

O golpe nunca foi apenas teoria nas reuniões e encontros secretos do Xanana, rapidamente se materializou.

A prisão de Bécora vai ter de se engalanar para receber tão ilustres hóspedes...

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Declaração que Gusmão ordenou os dias de raiva em Dili

Tradução da Margarida.

John Martinkus
The Age
Setembro 16, 2006

A violência que durante quatro dias percorreu Timot-Leste em Maio e levou à resignação do Primeiro-Ministro Mari Alkatiri foi parte de um plano instigado pelo Presidente Xanana Gusmão, de acordo com novas revelações em Dili.

Uma declaração do antigo vice-comandante da polícia do distrito de Dili, Abilio "Mausoko" Mesquita, alega que o Sr Gusmão lhe deu ordens para atacar a casa do Brigadeiro Taur Matan Ruak.

Mesquita foi detido pela Polícia Federal Australiana em 19 de Junho com várias espingardas automáticas. Foi filmado na cena do ataque à casa do Brigadeiro em 25 de Maio, que foi alegado ter liderado.

Na sua declaração a partir da Prisão Becora em Dili, Mesquita diz: "Durante o confronto entre a PNTL (a polícia) e as F-FDTL (as forças armadas) e o tiroteio contra a casa do Brigadeiro, o Comandante Supremo, o Sr Xanana, deu o comando e ordenou o tiroteio."

Mesquita diz na declaração que contou a história ao responsável da missão da ONU em Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, que o visitou na cadeia depois da sua prisão.

Diz que antes de desencadear o ataque, tinha notificado Taur Matan Ruak e quatro comandantes de topo das forças armadas das ordens que o Presidente lhe deu.

Contou repetidamente a Mr Hasegawa que Xanana foi o autor da crise.

Mesquita diz que repetiu estas revelações ao Primeiro-Ministro José Ramos Horta quando alegadamente visitou Mesquita na prisão em 13 de Agosto.

Se for verdade, a declaração implica o Presidente no que foi um golpe armado para criar as condições para a resignação do legalmente eleito Primeiro-Ministro.

O Sr Gusmão não pôde ser contactado ontem à noite para comentar.

A declaração também detalha a visita de dois majores das forças armadas Australianas que interrogaram Mesquita sobre o seu papel na violência e sobre as suas fidelidades políticas.

Mesquita ainda está na prisão de Becora, da qual o líder amotinado Major Alfredo Reinado e 56 outros saíram em 30 de Agosto.

Foi dito que a declaração foi escrita na prisão e entregue na Embaixada dos USA em Dili como um meio para Mesquita garantir a sua libertação.

A declaração refere-se a uma reunião no gabinete do Presidente antes da crise, onde, na presença de líderes locais, incluindo o chefe da polícia Paulo Martins, o Sr Ramos Horta e o Bispo de Baucau, foi alegado que o Presidente discutiu a necessidade de se livrar do governo do Sr Alkatiri por causa das suas entendidas simpatias "comunistas".

Outras fontes da organização dos veteranos confirmaram, independentemente, que foram convidados para uma reunião com o Presidente na sua residência nas montanhas por cima de Dili em Março, onde foi discutido um plano para remover o Sr Alkatiri.

As Investigações a individuos envolvidos nos três ataques principais em Maio contra as Forças de Defesa de Timor-Leste mostram que cada um deles foi dirigido por líderes que desde então reconheceram a sua fidelidade ao Presidente.

Os que lideraram os outros dois ataques principais às forças armadas, nomeadamente o Major Reinado e Vicente de Conceição, declararam repetidamente o seu apoio ao Sr Gusmão.

http://www.theage.com.au/articles/2006/09/15/1157827163239.html

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Xanana acusado de envolvimento

O alegado envolvimento do Presidente Xanana Gusmão no derrube do antigo Primeiro-ministro Mari Alkatiri foi noticiado pelo jornal "The Age".

16/09/2006

(17:06) A fonte australiana cita declarações de um responsável da polícia timorense, actualmente detido numa prisão timorense.

Sob o título "Alegação de que Gusmão ordenou os dias de raiva em Díli", "The Age" cita declarações de Abílio Mesquita "Mausoko", antigo vice-comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no distrito de Díli, segundo o qual Xanana Gusmão lhe terá ordenado que atacasse a casa do brigadeiro-general Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas timorenses.

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Dos leitores

You don’t need John Martinkus to report it really because everyone Dili already knows about Abilio's statement, now Australian will know what Timorese already know.

Why did you think Abilio didn’t run away from Prison...when he could of easily done so...Abilio like everyone in Dili has had enough, its time for the truth to come out.

Another thing. Alfredo mentioned that Horta was scared the truth might come out. Well if Horta was at that alleged mutinous meeting what other truths lie ahead.

"crimes do Mari, do Rogerio e do Domingos Sarmento"

What laws do we have against people who organise a coup against the state, a crime of the highest order?

Anyway its all unravelling isn’t it…yes the truth is hard to swallow and truth hurts.

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Xanana Gusmão acusado de ordenar violência

Notícias Lusófonas
16.09.2006

O alegado envolvimento do Presidente Xanana Gusmão no derrube do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri foi hoje noticiado pelo jornal australiano The Age, que cita declarações de um responsável da polícia timorense, actualmente detido numa prisão timorense, noticia a Lusa.

Sob o título «Alegação de que Gusmão ordenou os dias de raiva em Díli», The Age cita declarações de Abílio Mesquita «Mausoko», antigo vice-comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no distrito de Díli, segundo o qual Xanana Gusmão lhe terá ordenado que atacasse a casa do brigadeiro-general Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas timorenses.

Reportando o que alega serem «novas revelações», o jornal acusa Xanana Gusmão de ter instigado a violência que em Maio contribuiu para a resignação, cerca de um mês depois, de Mari Alkatiri, como parte de um plano que incluiu pelo menos uma reunião na residência do Presidente, em Balibar, nas montanhas a sul da capital, em Março.

Mas a alegação do jornal assenta nas declarações que Abílio Mesquita «Mausoko» alegadamente fez já em Bécora, na sequência da sua detenção, em 19 de Junho passado, por militares australianos, na posse de várias armas automáticas.

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Claim That Gusmao Ordered Dili's Days of Rage

The Age (Melbourne)
Saturday, September 16, 2006

by John Martinkus


VIOLENCE that ran over four days in May in East Timor and led to the resignation of Prime Minister Mari Alkatiri was part of a plan instigated by the President Xanana Gusmao, according to new claims in Dili.


A statement by the former vice-commander of Dili district police, Abilio "Mausoko" Mesquita, alleges that Mr Gusmao ordered him to carry out an attack on the house belonging to army Brigadier Taur Matan Ruak.


Mesquita was arrested by the Australian Federal Police on June 19 with several automatic rifles. He was filmed at the scene of the attack on the brigadier's house on May 25, which he was alleged to have led.


In his statement taken from Dili's Becora prison, Mesquita says: "During the confrontations between PNTL (the police) and FDTL (the army) and the shooting at the brigadier's house, the Supreme Commander, Mr Xanana, gave the command and ordered the shooting."


Mesquita says in the statement that he told his story to the UN head of mission in East Timor, Sukehiro Hasegawa, who visited him in the prison after his arrest.


He says that before carrying out the attack, he had notified Taur Matan Ruak and four senior commanders in the army of his orders from the President.


He repeatedly told Mr Hasegawa that Xanana was the author of the crisis.


Mesquita says he repeated these claims to Prime Minister Jose Ramos Horta when he allegedly visited Mesquita in jail on August 13.


If true, the statement implicates the President in what was effectively an armed coup to create the conditions for the resignation of the legally elected Prime Minister.


Mr Gusmao could not be contacted last night for comment.


The statement also details the visit of two Australian army majors who questioned Mesquita on his role in the violence and about his political allegiances.


Mesquita is still in the Becora jail, from which rebel leader Major Alfredo Reinado and 56 others walked out on August 30.


The statement was said to have been written in the prison and delivered to the US embassy in Dili as a means for Mesquita to secure his release.


The statement refers to a meeting at the President's office before the crisis, where, in the presence of local leaders, including chief of police Paulo Martins, Mr Ramos Horta and the Bishop of Baucau, it is alleged that the President discussed the need to get rid of the government of Mr Alkatiri because of its perceived "communist" sympathies.


Other sources within the veterans' organisation independently confirm that they were invited to a meeting with the President at his residence in the hills above Dili in March, where a plan to remove Mr Alkatiri was discussed.


Investigation of the individuals involved in the three main attacks on the East Timor Defence Force in May shows that every one of them was led by leaders who have since publicly acknowledged their allegiance to the President.


Those who led the other two major attacks on the army, namely Major Reinado and Vicente de Conceicao, have repeatedly declared their support for Mr Gusmao.

Jornal australiano noticia alegado envolvimento Xanana na crise

Díli, 16 Set (Lusa) - O alegado envolvimento do Presidente Xanana Gusmão no derrube do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri foi hoje noticiado pelo jornal australiano The Age, que cita declarações de um responsável da polícia timorense, actualmente detido numa prisão timorense.
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Declaration from Abilio Mausoko

Sent through XXX.

On the 28 June 2006 Abilio Mausoko’s wife went to meet President Xanana, at Dare with the objective of freeing her husband in Becora Jail. Abilio’s wife who is 6 months pregnant reached Halilaran at Taibessi (maluk in the sense that from the same district) from Loromono attacked and beat her and told her that her husband is an assassin who has made them suffer during this crisis. After this incident Mausoko’s wife went to met President Xanana at Dare and asked Xanana: Mr President can you release your young brother that is now in Becora Prison?

The President responded that: Mausoko is now loyal to FRETILIN and Mari Alkatiri and that he has no confidence now to release him from prison. Mausoko’s wife passed on the message immediately after to her husband at Becora Prison.

The 11 th June two majors form Australia went to see Abilio Mausoko at Becora Prison investigating him and asked” Abilio are you loyal to President Xanana or to Mari A. “Malai” (the foreigner) asked him three times and Mausoko responded: I am loyal to all of them Xanana because he is the Head of State and Mari because he is the Sec Gen of FRETILIN, but personally I am loyal to Mari because he is the Sec Gen of F, my dad died for F. and I am a person of F. – They major continued because they knew Mausoko was a person of the Party F. They left for Dare.

16 June (Date not clear) Mr Hasegawa went to visit the Prison and meet Mausoko.

He asked Abilio Mausoko:

Is it true? Did you receive US$5000 from Mari to take the rebels to start this crisis?

Abilio replied that: I never received money from Dr Mari but I recognise that, during the confrontations between PNTL and FDTL and the shooting at the Brigadier’s house; the Supreme Commander Mr Xanana gave the command and ordered the shooting, but before we exchanged fire against the FFDTL I telephoned first to Brigen Taur, Cmdr Falur, Cmdt Lere, Comdt Koliaty, Cmdt Ular. Mausoko continued to say that the author of the crisis in Timor is President X.

The 13 August 2006 the PM Horta visited Becora Prison and asked Mausoko:

Where are you from and why are you here?

Mausoko replied: I am Abilio Audian, I am Operational commander for PNTL in Dili district, at this moment the PNTL institution gave me the gun for me to keep security to the city of Dili bu after the Supreme Commander XG ordered my group of seven at Marabia my residence to shoot at the Brigadiers house.

I was able to shoot but I warned the FFDTL that the orders were from the Supreme Commander. But at the end the Government through the International forces disarmed me and said I was a criminal in this crisis. They said the guns that I had was illegal, said Mausoko.

Before the crisis the President organised a meeting at his residence at Dare (note: Balibar is also know to Timorese as Dare) at this moment there was present the Bishop of Dili and Baucau, Mr Paulo Martins, Mr Ramos Horta and opposition leaders were there too. At that time the President recommended to remove/overthrow the Government led by Mari and FRETILIN because they were applying Communism to Timor L, to FFDTL through Cuba. This attitude was against our Culture and Timorese tradition. This is why the Churches presence at that time was important in order to contribute to development to Timor Future.

Abilio M, asked X. the question if removing MA will cause blood shed?

The President turned around and tapped Mausoko in the shoulder and said a boy can remove the man easily don’t be scared.

At that time the Xan. Gus guaranteed that Horta will serve as the new PM. Mausoko did not reveal the date of the meeting. And said that Xan. Dreamed of destroying everything and later build it up again so then he could be seen internationally more over as the charismatic figure.

Jornal australiano envolve Xanana na crise

O alegado envolvimento do Presidente Xanana Gusmão no derrube do antigo
primeiro-ministro Mari Alkatiri foi hoje noticiado pelo jornal australiano
The Age, que cita declarações de um responsável da polícia timorense,
actualmente detido numa prisão timorense.

Sob o título «Alegação de que Gusmão ordenou os dias de raiva em Díli», The Age cita declarações de Abílio Mesquita «Mausoko», antigo vice-comandante da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) no distrito de Díli, segundo o qual Xanana Gusmão lhe terá ordenado que atacasse a casa do brigadeiro-general Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas timorenses.

Reportando o que alega serem «novas revelações», o jornal acusa Xanana Gusmão de ter instigado a violência que em Maio contribuiu para a resignação, cerca de um mês depois, de Mari Alkatiri, como parte de um plano que incluiu pelo menos uma reunião na residência do Presidente, em Balibar, nas montanhas a sul da capital, em Março.

Mas a alegação do jornal assenta nas declarações que Abílio Mesquita «Mausoko» alegadamente fez já em Bécora, na sequência da sua detenção, em 19 de Junho passado, por militares australianos, na posse de várias armas automáticas.

Nessas declarações, que o The Age reporta terem sido escritas na prisão de Bécora, em Díli, e entregues na embaixada norte-americana em Díli, «como um meio para Mesquita garantir a sua libertação», o antigo quadro da PNTL em Díli refere que «durante o confronto entre a PNTL e as F-FDTL [forças armadas] e o tiroteio contra a casa do Brigadeiro, o Comandante Supremo, o
Senhor Xanana deu o comando e as ordens para o tiroteio
».

Antes da operação, Abílio Mesquita terá informado Taur Matan Ruak e quatro comandantes das forças armadas das ordens que o Presidente lhe deu, acrescentou o jornal.

Abílio Mesquita «refere na declaração que contou a história ao responsável da missão da ONU em Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, que o visitou na cadeia depois da sua prisão», a quem denunciou repetidamente o alegado envolvimento de Xanana Gusmão na crise em Timor-Leste.

As acusações foram também feitas ao actual primeiro-ministro José Ramos-Horta, quando este «alegadamente o visitou na prisão, a 13 de Agosto», prossegue o jornal.

O ataque contra a casa de Taur Matan Ruak ocorreu a 25 de Maio, e segundo The Age existem registos filmados que comprovam a participação de Abílio Mesquita «Mausoko» no ataque.

«Se for verdade, a declaração implica o Presidente no que foi efectivamente um golpe armado para criar as condições para a resignação do legalmente eleito Primeiro-Ministro (Mari Alkatiri)», continua o jornal.

O jornal descreve ainda a realização de uma reunião no gabinete de Xanana Gusmão, antes do eclodir da crise, onde na presença, designadamente, do comandante-geral da PNTL, Paulo Martins, do então chefe da diplomacia e actual primeiro-ministro, Ramos-Horta, e do Bispo de Baucau, D. Basílio do Nascimento, o Presidente da República «debateu a necessidade de se livrar do governo de Mari Alkatiri devido às suas consideradas simpatias comunistas».

Diário Digital/Lusa

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sábado, setembro 16, 2006

Dos leitores

Tradução da Margarida.

Um artigo muito bem argumentado e pensado. Sim, são essas regras básicas que são o caminho para a salvação de Timor-Leste. As regras da democracia, debate aberto e o livre exercício da vontade popular pela caixa dos votos. Reinado is not the only one though speaking counter to these building blocks for a democratic and free East Timor.

Um número de partidos da oposição apelam à dissolução do parlamento e ao adiamento das eleição e o governo por decreto Presidencial até "existirem condições para eleições " (código para quando sentirem que podem ganhar e não a Fretilin) como Mr Manuel Tilman e outros não estão nesta disposição democrática. Infelizmente o discurso livre não só está ameaçado mas em perigo agora mesmo e estará durante algum tempo. Não há ldiscurso livre hoje em Timor-Leste.

Há somente a opinião do Gusmão de como deve ser Timor-Leste e a opinião da Fretilin não tem direito a existir. Qualquer coisa em contrário resulta em perseguição política e ameaças físicas. Apesar de prevalecer este clima de medo e de demagogia, a Fretilin continuará a promover a liberdade de expressão e a democracia como sempre fez. Foi a vanguarda desses princípios antes de Maio de 2002, quando outros tentaram criar um regime sem partidos políticos e uma democracia do tipo sob o chapéu do CNRT. Esta tradição de ser a vanguarda da democracia e da liberdade de expressão vem desde o dia primeiro da invasão Indonésia em 1975.

Estes princípios não puderam ser destruídos em Timor-Leste então e continuarão fortes até às próximas eleições, que o mundo quer ver, em que o povo quer participar e nas quais a Fretilin participará, e estou esperançoso que toda a gente respeitará os resultados que sem dúvida não serão justos nem livres porque a Fretilin será intimidada, mas como muitos predizem ainda vencerá.
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Falta segurança no único hospital nacional do país - Director

Eduardo Lobão, da Agência Lusa Díli, 15 Set (Lusa) - O único hospital nacional em Timor- Leste, situado em Díli, tem problemas de segurança e os constantes confrontos no exterior e interior daquela unidade levaram já à fuga de dezenas de doentes, disse hoje à Lusa o respectivo director.

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sexta-feira, setembro 15, 2006

Dos leitores

Tradução da Margarida.


O Banco Mundial na sua declaração disse “As realizações de Timor-Leste são notáveis. O ramo executivo do Estado tem tido sucesso no estabelecimento de funções de planeamento central e gestão de recursos que são efectivas, transparentes e ancoradas no PDN, e que se comparam muito favoravelmente com (as) de outros países de baixos rendimentos” (2006)

Na altura da restauração da sua independência em 2002 o orçamento anual era de USD 77.7 milhões, dos quais mais de metade vinham dos dadores. Para o Ano Fiscal de 2006/2007 o governo pode agora propor USD 315 milhões.

Timor-Leste também completou um conjunto de molduras reguladoras para garantir uma gestão adequada e transparente dos seus recursos não renováveis. O Fundo do Petréleo, A Lei de Taxação do Petróleo, O Código de Exploração do Petróleo foram todos aprovados e estão em efeito.

O crescimento económico positivo de 2005/06 de 2.3% depois do mero número de 0.4% em 2004, mas no mesmo período a população cresceu numa taxa de cerca de 3.2%, isto pode ajudar a explicar o número negativo geral do crescimento do PIB como é relatado por algumas fontes.

Na área da Educação o Governo recuperou, construiu e opera 649 Escolas públicas Primárias, 90 Escolas Pré-Secundárias, 31 Escolas Secundárias. Em Junho de 2006 estava previsto completar umas outras novas 50 Escolas e ter 26 Escolas reabilitadas, mas por causa da crise recente não é claro se (tudo) foi completado. Há pelo menos 6000 professores contratados. Mesmo apesar de estar a trabalhar sob dificuldades o governo introduziu recentemente o programa de alimentação escolar nas Escolas Primárias e libertou os estudantes das propinas. Este programa de alimentação escolar beneficiará pelo menos 75,000 estudantes. Pelo fim de 2005 a proporção da combinação das matrículas brutas era de 66% e a proporção de atendimento escolar nas escolas primárias era de 86%.

Está estimado que 82% dos Timorenses têm agora acesso a serviços de cuidados médicos, em 2002 era cerca de 62%. O país tem agora em média um médico para cada 3400 Timorenses, uma cama hospitalar para cada 2400 cidadãos. A taxa da mortalidade neonatal caíu de 88 em 2002 para 66 por cada 1000 nascimentos e a taxa da mortalidade infantil foi também reduzida de 125 para 83 por 1000 crianças. Durante os último quatro anos o país tem 26 novos centros de saúde e 10 postos de saúde a acrescentar aos 22 centros de saúde e aos 81 postos de saúde reabilitados no mesmo período.

Cerca de 157 sistemas de irrigação foram reabilitados e construídos, o que combinado com a acessibilidade a depósitos agrícolas e a assistência técnica aumentou em 19% a produção do arroz e a 22% a do milho no último ano. O sector da agricultura contribuiu com cerca de USD 105 milhões para o PIB, era de USD 81.5 milhões em 2002.

Timor não tem dívida estrangeira.

Extractos…..tirado de “Timor Leste an Overview.” (3. O que foi conseguido) Por: Hernani F Coelho da Silva (2006) corrente Embaixador de Timor Leste na Austrália (O documento original é demasiado grande para caber no Blog).

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Ramos Horta ridiculariza Reinado

Tradução da Margarida.

AP/The Australian - Setembro 14, 2006
Correspondentes em Dili

O Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos Horta descartou o criticismo do oficial das forças armadas treinado pelos Australianos Alfredo Reinado, ridicularizando a afirmação do amotinado de que as pessoas estão contra o líder recentemente nomeado.

O Major Reinado disse ao The Australian no fim-de-semana que o Sr Ramos Horta não agarra com firmeza o poder e que passa demasiado tempo fora do país.

O Sr Ramos Horta ontem ridicularizou a afirmação do Major Reinado de que poderia mobilizar o poder popular para expulsar o laureado do Prémio Nobel.

O Primeiro-Ministro disse que resignaria com satisfação se as pessoas da sua nação inquieta o pedissem, e desafiou os seus críticos a tomarem o leme se pensavam que podiam fazer um trabalho melhor.

"Resignarei num segundo," disse. "Nem preciso de esperar por uma manifestação."

A mais jovem nação da Ásia caiu no caos em Maio quando as lutas entre facções das forças de segurança transbordaram em guerra de gangs, pilhagens e ataques incendiários, deixando pelo menos 30 pessoas mortas e mandando mais de 150,000 outras a fugir para salvarem as suas vidas.

A calma regressou em grande parte depois do sr Ramos Horta ter formado um novo governo, substituindo Mari Alkatiri, e da chegada de tropas lideradas pelos Australianos sob o comando do Brigadeiro Mick Slater.

As tensões montaram depois do Major Reinado ter fugido da prisão há duas semanas com perto doutros 60. Mantém-se ao largo e tem repetidamente criticado o novo Governo.

"Não estou satisfeito com todas as políticas que jogam à minha volta," disse o Sr Ramos Horta. "Se você (Reinado) pensa que pode fazer um trabalho melhor do que eu como primeiro-ministro, o emprego é seu. Não estou interessado. Só o aceitei porque me pediram para o fazer."

O Major Reinado disse ao The Australian que estava disponível para negociar com o Governo a sua entrega, mas não se isso significasse regressar à prisão. Acusou que a sua luta é sobre um sistema legal corrupto que serve os políticos mas disse que não tinha a intenção de desencadear uma guerra de guerrilha ou de pegar em armas contra o seu país.

O antigo responsável pela polícia militar de Timor-Leste enfrenta acusações de tentativa de assassínio e posse ilegal de armas em conexão com a recente violência política. A ONU em 3 de Setembro prometeu um julgamento justo ao Major Reinado se ele se entregasse.

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Queixa contra comportamento forças militares e policiais australianas

Tradução da Margarida.

De uma leitora:

Para:

Joint Task Force - Brig. Mick Slater
Caicoli
Dili

UNPOL – Comissário Antero Lopes
Obrigado Baracks
Dili

Australian Federal Police – Coronel Steve Lancaster
Timor Lodge
Dili

Assunto: Queixa contra acção militar e policial Australiana


Ontem, 11 de Setembro de 2006, à volta da uma da manhã guiava sozinha num Mitsubishi Pajero verde com o número de matrícula 16-874. Depois da Ponte de Bidau na direcção para a Areia Branca e longe de Dili, foi-me dito para parar num auto-stop por uma patrulha militar Australiana.

Guiava mais depressa que a velocidade autorizada de 45 k/ph dados os frequentes ataques contra veículos à noite.

Parei e os soldados pediram a minha autorização para revistar o carro que imediatamente lhes dei.

Estava a falar ao telefone quando um dos soldados que revistavam o carro se moveu para mim e usou a palavra "f…. ", para comentar sobre qualquer coisa relacionada com a velocidade com que guiava.

Perguntei se tinha usado a palavra "f....." ou se eu não o tinha percebido. O soldado respondeu sim e disse "f.....," e depois começou a repeti-la ostensivamente e dum modo agressivo e arrogante usando palavras ofensivas em cada frase.

Disse-lhe que não deveria usar esse tipo de linguagem, ao que respondeu que podia falar de qualquer "f….. " modo que lhe agradasse.

Pedi-lhe a sua identificação e disse-lhe que esperava um pedido de desculpas. Respondeu-me que não me daria nenhuma "f..... " identificação e que não iria pedir desculpa "f…..".

Contactei com a polícia Australiana que enviou uma patrulha com dois oficiais de polícia Australianos e dois Malaios.

Tomaram nota do incidente e disseram que iriam identificar os soldados Australianos. O oficial da polícia Australiano Dean Messenger deu-me o seu número de serviço, era 18530.

Disse-me que no dia a seguir eu podia ligar ao mesmo número do comando da polícia da Austrália e que me informariam do modo correcto para apresentar uma queixa formal.

Todos os membros da patrulha da polícia tiveram uma atitude correcta e profissional, que foi também testemunhada por alguns dos meus amigos que entretanto chegaram.

Esta manhã liguei ao comando da polícia e passei o meu nome e o número do serviço e disseram-me que seria contactada mais tarde.

Ligaram-me e perguntaram o que queria. Contei-lhes outra vez o que tinha acontecido e decidiram ligar-me mais tarde.

Como ninguém pelas 3 da tarde me ligou, liguei-lhes eu e dei-lhes outra vez o meu número do serviço. Contei-lhes outra vez o que tinha acontecido e que queria saber onde podia deixar a minha queixa, etc.

Disseram-me que me ligariam ao seu superior. O Sargento Better veio ao telefone e pediu-me outra vez o meu nome e o que tinha acontecido.

Expliquei-lhes que já tinha contado muitas vezes aos seus colegas hoje, que lhes tinha dado o número do serviço, que já lhes tinha explicado o que tinha acontecido e se me podiam dar a identificação dos soldados da patrulha e informar-me onde podia deixar uma queixa.

Ele disse que não conhecia a situação, que tinha de repetir tudo outra vez. Pedi-lhe para me dar o seu número de serviço. Ele desligou o telefone.

Telefonei-lhe outra vez e perguntei-lhe se a chamada tinha caído. Disse que tinha de fazer e que fora ele quem desligara.

Disse que o militar Australiano de ligação me podia ligar conforme o seu tempo e conveniência, o que arrogantemente repetiu, uma vez e outras.

Nunca tinha testemunhado tal arrogância e falta de profissionalismo da parte de membros de forças de segurança tal como a destes Australianos e do sargento Better da polícia Australiana.

Timor-Leste é uma nação soberana e as forças de segurança estrangeiras estão neste país para ajudar a restabelecer a ordem, e não para fazerem o que lhes apetece sem prestarem contas a ninguém.

Num local onde a violência ocorre diariamente nas ruas à volta da capital, no meio da presença de milhares de soldados Australianos, estes mesmos ordenam a uma mulher para parar no meio da noite. São vulgares e arrogantes.

O sargento da polícia Australiana que atendeu o telefone pondo-se ele próprio ao serviço das pessoas revelou-se tão arrogante e falho de profissionalismo, não procedeu correctamente, não deu a informação que lhe foi pedida, e levou-me a pensar que estava mais preocupado em proteger os seus próprios nacionais Australianos do que a tentar resolver a situação.

Gostaria de saber se estes soldados e polícias teriam a mesma atitude se eu fosse Australiana ou se estivéssemos na Austrália e não em Timor-Leste.

Os militares Australianos, em vez de darem um exemplo profissional actuam exactamente de forma oposta do que era esperado.

Os militares Australianos foram acusados hoje no Parlamento Nacional de terem feito várias intervenções inadmissíveis no interior de campos de deslocados no aeroporto.

Os militares Australianos protegem um desertor, um homem procurado e que somente detiveram depois doutras forças de segurança terem denunciado a situação.

A força militar Australiana foi acusada pelo Primeiro-Ministro de Timor-Leste de ter permitido a fuga de 57 presos da Prisão de Becora incluindo Alfredo Reinado.

As forças militares Australianas, cujo comando confirmou que sabia das andanças dos presos, mas depois de 12 dias ainda não fez nenhuma detenção.

É agora mais fácil entender as declarações feitas pelo Ministro dos Assuntos Estrangeiros Australiano, Downer quando disse que é mais fácil para a força militar Australiana receber ordens de Canberra do que de New York, como um argumento para se opor à integração dos militares Australianos numa força sob as Nações Unidas.

São sete da noite e pelas mostras, não foi conveniente ao oficial de ligação Australiano entrar em contacto comigo.

Por isso apelo a todas as autoridades a quem endereço esta carta para procederem de acordo com as regras e protocolos a que esta questão está sujeita e para fazerem o possível para que este tipo de situação não se repita.


Os melhores cumprimentos,

(nome identificado e assinatura)

Díli, 12 de Setembro 2006

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Reunião de ministros lusófonos da Defesa discute cooperação

Cidade da Praia, 14 Set (Lusa) - Ministros da Defesa dos países de língua portuguesa, entre eles o brasileiro Waldir Pires (na foto, à esquerda), estão reunidos na Cidade da Praia, capital de Cabo Verde, para discutir a cooperação militar entre os membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

A discussão e aprovação da primeira versão do Protocolo de Cooperação da comunidade no domínio da Defesa é um itens na agenda da 9ª Reunião dos Ministros da Defesa da CPLP.

Outro tema do encontro são os exercícios militares "Felino 2006", que vão ocorrer este ano no Brasil, com a presença de unidades militares de todos os Estados membros. Durante o encontro, será assinado um memorando de entendimento sobre a ação.

O ministro português da Defesa, Nuno Severiano Teixeira (na foto, à direita), disse ainda que Portugal vai propor a criação do Programa de Apoio às Missões de Paz na África, que terá, como principal atribuição, oferecer treinamentos para militares para ações de paz.

Abertura

Na abertura da reunião, nesta quinta-feira, o primeiro-ministro de Cabo Verde, José Maria Neves, disse que as questões da Defesa "pesam cada vez mais" sobre as decisões políticas, devido à "nova arquitetura de segurança internacional" imposta pelo terrorismo.

O premiê disse ainda ser importante a integração das ações dos países que falam português pela "relevância geo-estratégica cada vez mais crescente dos nossos países".

José Maria Neves fez várias referências ao que entende serem as prioridades em matéria de Defesa no âmbito da CPLP, tendo-se demorado nas questões ligadas ao terrorismo, ao tráfico e criminalidade transnacional e ainda às questões da imigração clandestina.

Para enfrentar esses fenômenos internacionais, Neves preconizou a construção de "pontes de diálogo", principalmente entre a Europa e África, de modo a favorecer o desenvolvimento dos países pobres da África, mas pediu também que as "elites políticas e governamentais do continente africano assumam plenamente as suas responsabilidades".

Ainda no entender do primeiro ministro cabo-verdiano, é igualmente fundamental criar uma "área de Desenvolvimento e de Segurança da bacia do Atlântico" para combater os crescentes fluxos migratórios, os diferentes tráficos o terrorismo.

A criação desta área de segurança atlântica, da qual fazem parte a maioria dos países africanos de língua portuguesa, foi lançada como idéia para reflexão no decurso dos trabalhos da 9ª Reunião de Ministros da Defesa da CPLP.

Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste são os integrantes da CPLP.

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UNOTIL Daily Media Review

Thursday, 14 September 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

One Youth Death and Three Injured Following Attack

One youth died following attacks by an unknown group in the area of Kintal Bo’ot on Wednesday evening around 19:00hrs. The victim identified as Abento was hit on the forehead by the dart-Like weapon known as rama ambon. According to Timor Post, three youths were injured following shootings by the UN police. The population in the areas of Kaikoli, Mascarenhas, Balide, Matadouro and Mercado Lama claim to be in shock and are traumatized by the actions of the UN police for arbitrary shooting at the population. One of the injured, Mateus Droga who was treated at the Canossian Sisters Residence in Balide said before the problem started he and some youths were sitting in a kiosk, opposite the President’s Palace, and upon hearing information of the conflict they went to the vicinity of the incident and saw Ambeno on the floor. As they tried to help him, Mateus said the international police arrived and rather than chase after the attackers they started shooting at him and his friends. He further said they fled from the scene and started yelling that the international police were supposed to provide security for the people and not to harm them. Mateus Droga said the police composed of GNR chased him and his friends all the way into the President’s Palace, where one of them had already been injured in the head from a bullet wound, and then as they approached the vicinity, Mateus claims that the police shot him in the in the neck. The three injured received medical treatment at the Canossian Sisters Residence in Balide. According to Timor Post, the UN police commander has not confirmed the actions of the police and it is reported police used rubber bullets. (TP)

700 PNTL Registered

About 700 PNTL have registered with the Commission of Evaluation in a first phase of screening process for PNTL officers, Minister of Interior, Alcino Barris said on Wednesday. Barris further said PNTL Commander General Paulo Martins, Operational Commander Ismael Babo and Deputy Administration Commander Lino Saldanha will also take part in the screening test. The Minister of Interior further said some members of PNTL have not yet handed in their weapons and pistols because they are scared. He said the police have the original list and know who still have guns. In the meantime, Paulo Martins has reportedly said the International Forces have not considered him as Commander of PNTL and searched his house in Bairro Pité without notifying him. (TP, DN)

Commission of Inquiry Collects 3000 Documents

The UN Independent, Special Commission of Inquiry headed by Paulo Sergio Pinheiro held a press conference on Wednesday to update the public on the progress of their work. According to Pinheiro, the Commissioners have visited the country for the second time and in the last 10 days have worked intensively with members of the commission’s team and the information gathered from interviews and follow-up interviews. The Commissioners are scheduled to leave the country at the end of the week and resume their work towards the end of September in order to finalize the report which would be handed in to the UN Secretary General, and the Timor-Leste National Parliament. (DN, TP, STL)

Ramos-Horta Blames Media Partly For The Crisis

Prime Minister Ramos-Horta reportedly said if he steps down as the head of the government the journalists would receive the burden and the consequences for their acts, reported STL Thursday. Ramos-Horta also blames the journalists partly for contributing to the crisis, noting some of the reports have not been accurate and appealed to them to verify their reports as it can have an impact on the destabilization of the country. He further said ‘it is not only the politicians misinforming but also some journalists sometimes provides wrong information. The Minister added, some of the journalist reports instigate the leaders and destabilize the situation.

RTTL Headlines, 13 September 2006

Bilateral Police to UNPOL

The International Police from Australia, Malaysia and Portugal, who have been on the ground in Timor-Leste on bilateral arrangements, have been transferred to the UN Police on Wednesday. Speaking at the ceremony, SRSG Sukehiro Hasegawa said that the International Community would continue to support Timor-Leste. Meanwhile, PM Ramos Horta stated that the presence of the UN police was important for peace and stability in this country as well as the re-establishment of the national police, PNTL.

Humanitarian Assistance continue

The Minister for Labour and Community Reinsertion, Arsenio Paixao Bano, has reportedly stated that the government would continue to provide humanitarian assistance to the IDPs in the camps throughout Dili. Speaking to journalists at the airport IDP camp, after accompanying the Prime Minister on a visit to the camps, Minister Bano said that the assistance will continue until there is adequate conditions for the return home of the IDPs.

A Mass for victims of the Crisis

The spokesperson of Dili Diocese, Fr. Dominggos Soares Maubere, held a mass in Gleno, Ermera on Tuesday, reportedly to pray for all those who had fallen victims during the recent crisis in Timor-Leste. Speaking to journalists after the mass, Fr. Maubere said that there is no peace without justice and he called on the leaders of this country to create peace to enable the people to accept each other.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.