PartidoDemocrátika Republika de Timor (PDRT)
H AMRIK IHA I MPARSIALIDADE , I NDEPENDENSIA NO T RANSPARANSIA NIA L
ETEN Dili, 21 de Maio de 2007
Lista tuir mai ne'e, nebe konsisti husi kandidatus nain 65 no mos pelu menus suplentes nain 25, pertense ba partidu, Partido Democrátika Republika de Timor (PDRT) admitidu tiha ona, tuir Lei no. 06/2006, atu konkore iha eleisaun ba Parlamentu Nasional iha loron 30 Juñu 2007.
Candidato Kartaun Eleitoral
1 GABRIEL FERNANDES 236427
2 FERNANDO DO REGO 487332
3 OZORIO MAU-LEQUI 197886
4 MARIA BORROMEO 591218
5 FAUSTINO AMARAL 591718
6 DOMINGOS CAIRES BENDITO BEREMALI GOMES 13034
7 CLEMENTINO AMALI 602613
8 PALMIRA DA CONCEICAO GUTERRES 527152
9 FAUSTINO MARTINS 602693
10 JOAO DASIMANU DOS REIS 575843
11 DOMINGOS DOS REIS 115071
12 FRANCISCA MENEZES LOPES 473133
13 EURICO DE ARAUJO 571660
14 TITO MAU PELU BENJAMIN 467098
15 RAUL DE OLIVEIRA 545296
16 FLAVIA GUSMAO DE ARAUJO 527150
17 FILINTO MAIA GAMA 239150
18 DOMINGOS GONCALVES 530438
19 VERISSIMO NAI SIA 570832
20 ROSARIA FATIMA MARIA PEREIRA 794091
21 MANUEL DA SILVA 535203
22 FRANCISCO MOREIRA 231959
23 FRANCISCO DE FATIMA 608085
24 AMELIA CARDOSO 575451
25 LOURENCO DE DEUS MAU LULU 576960
26 XISTO GONCALVES 212676
27 FELICIANO GOMES 574216
28 IMACULADA DOS SANTOS 602736
29 FRANCISCO PEREIRA 454025
30 JOSE BERE 579028
31 VALENTE SOARES 579029
32 BENDITA GUSMAO DE ARAUJO 527567
33 DOMINGOS DOS SANTOS 535192
34 MATEUS SOARES 487159
35 VALENTE LELO BAU 602060
36 VERONICA ABU 574838
37 MANUEL AMARAL 572768
38 LEONEL LEKI-BAU 572595
39 MARTINHO DA COSTA BARROS 779743
40 CLARA DOMINGAS 238205
41 JOAQUIM SOARES 552896
42 MOISES DOS SANTOS 510103
43 SABINO BARROS 105258
44 DOMINGAS DA SILVA PINHEIRO 569887
45 CELESTINO MALI TALO 237662
46 ERNESTO L.B. SOARES 561106
47 HENRIQUE DE FATIMA 579714
48 MARINA SOARES DO ROSARIO 779505
49 ISAC SANTOS ROSARIO 529712
50 LEONARDO DA SILVA 487165
51 ALFREDO MALI BERE 192386
52 ANGELINA DELFINA 725788
53 RAIMIRO DOS SANTOS MAIA 571152
54 JULIO DE JESUS 527088
55 ALMEIDA CARDOSO 575415
56 OLINDA AGUIDA 237748
57 FILOMENO MARIA BADA 494359
58 CARLITO AKINU XIMENES 571280
59 JULIO DE SA BENEVIDES 59441
60 ANA FLORA AMARAL 601046
61 JOAO GUSMAO 538195
62 AGUIDO LETO 661797
63 EMILIO MALI SIRI 238204
64 DOMINGAS PEREIRA 79559
65 FLORINDO DOS SANTOS 194118
Suplente Kartaun Eleitoral
1 HIPOLITO BAO 242917
2 SALUSTIANO SOARES 576578
3 NASCIMENTO CELESTINO 572912
4 PASQUELA SOUZA TAVARES 569872
5 CELESTINO CARDOSO 5679770
6 SIDONIO MONIZ 69145
7 BASILIO DA SILVA 242002
8 MERITA LEU-SORO 705490
9 MATIAS BORROMEU 539754
10 JOAO DE DEUS 611544
11 CRISTIANO NICOLAO DA COSTA 661961
12 RITA BORGES 236359
13 MANUEL ORNAI 50920
14 CRISTO DE ARAUJO 238296
15 CARLITO DA CUNHA 192669
16 RITA DE OLIVEIRA 562790
17 JULIO FONTES LEITE 751679
18 MANUEL DO REGO 575758
19 CASIMIRO BARBOSA V. DOS SANTOS 744978
20 VERONICA DOS SANTOS 575826
21 DUARTE AMARAL 237756
22 DUARTE LOE SINA 237764
23 LUDUVINA FONTES LEITE 724686
24 SAMUEL SOARES CASIMIRO 109561
25 MARIO TATO ATI NORONHA 578443
terça-feira, maio 29, 2007
Lista de candidatos Parlamento Nacional - PDRT
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Lista de candidatos Parlamento Nacional - PR
Partido Republicano (PR)
HAMRIK IHA I MPARSIALIDADE , I NDEPENDENSIA NO T RANSPARANSIA NIA L
ETEN Dili, 21 de Maio de 2007
Lista tuir mai ne'e, nebe konsisti husi kandidatus nain 65 no mos pelu menus suplentes nain 25, pertense ba partidu, Partido Republicano (PR) admitidu tiha ona, tuir Lei no. 06/2006, atu konkore iha eleisaun ba Parlamentu Nasional iha loron 30 Ju€ ¦ñu 2007.
Candidato Kartaun Eleitoral
1 JOAO MARIANO DE SOUSA SALDANHA 521526
2 JOAO MESTRE MADEIRA 117131
3 MIGUEL MARQUES 465701
4 TEREZINHA DA SILVA PIRES 159338
5 JOAO MUNI 744018
6 MOISES DA SILVA 519947
7 JOSE MANUEL DE REGO XIMENES 456575
8 MARTA SIQUEIRA 578388
9 CESAR AMARAL 192105
10 EDMUNDO DA SILVA SOARES VIEGAS 663466
11 ABILIO A.FREITAS BELO 538980
12 DIRCE NEVES FERNANDES 569169
13 GUIDO XIMENES SEQUEIRA 590017
14 CLAUDIO JERONIMO 320254
15 LUCIO MENEZES LOPES 38893
16 ELSA DA COSTA GUTERRES 451549
17 CARLOS MENDONCA 643067
18 LEOPOLDINO DA COSTA FERNANDES 431663
19 FLORINDO COLUNA 465877
20 CELESTE R.M. GONCALVES 519711
21 EDGAR MARTINS 348174
22 TITUS ALMEIDA 138010
23 ELIZITO SOARES CORTE-REAL 34367
24 MARIA M.O.DA C.TILMAN 507967
25 MARIO TRINDADE 601481
26 THOMAS MARTINS 88286
27 JUVITO AMARAL 608978
28 ETELIA DA COSTA 320262
29 JOSE F.DA C.ALVES 634421
30 MANUEL F.DA CANOSSA VONG 566179
31 ARMANDO MAUNO 7606
32 MARIA DOS SANTOS 545391
33 MARIO DA SILVA 537534
34 ALIPIO DE J. DOS SANTOS 218699
35 LEONARDO DE ARAUJO 567828
36 BERTA MONTEIRO 481947
37 HERMAN D.G. DE CARVALHO 279998
38 CANDIDO SOARES DA CRUZ 34412
39 VICENTE DA COSTA 608447
40 NATALIA DA COSTA 267074
41 RUI PINTO 453684
42 ANTONIO DE J.BORGES 565528
43 SILVINO ALVES 612511
44 LEONOR DOS REIS DA COSTA 431059
45 JUVINAL R. DA CRUZ 681030
46 FRANCISCO VARUDO 567337
47 LEONEL DA C.XAVIER 52281
48 CESALTINA M.A.LAY 282275
49 JAIME DA C. BELO 426326
50 JOAO DA COSTA 3207
51 TOMAS PINTO 709481
52 FRANCISCA D. DO REGO 178158
53 FLORINDO DA C. MAGALHAES 297145
54 JUDITO X. DE FATIMA 641460
55 BERNABE DE ARAUJO 510145
56 CESARIA DA C.FERNANDES 539207
57 MARCELINO DA CONCEICAO 6755
58 ANDRE XIMENES 664845
59 MOISES ASIS BELO 459399
60 MARINA XIMENES DE JESUS 378414
61 FLORENCIO DE OLIVEIRA 607353
62 FRANCISCO DOS REIS ARAUJO 566831
63 JAIME C. DE M.SMITH 552172
64 FAUSTINA CASIMIRO 539689
65 ESTANISLAO DE SOUSA SALDANHA 566814
Suplente Kartaun Eleitoral
1 BERNARDO A. DO ROSARIO 607839
2 VENANCIO SARMENTO 611503
3 FRANCISCO DE SOUSA 550173
4 EDUARDA DE ORLEANS 107383
5 PEDRO ALMEIDA SOARES 385471
6 ESTEVAO DE CARVALHO 509497
7 ADELINO DOS SANTOS 591152
8 FELISMINA MASCARENHAS 608059
9 SANTUARIO DA COSTA 608163
10 CERILO SOARES GOMES 399738
11 TITO QUINTAS 329226
12 EVANGELINA DA CRUZ 465814
13 ANACLETO SANTOS 575189
14 MARCOS AMARAL 540913
15 NEMEZIO L. A. FATIMA 578923
16 ADRIANA FERNANDES 279597
17 GERALDO DE ALMEIDA 51840
18 FRANCISCO M.A. DA C. GUTERRES 457648
19 FERNANDA DA S. FREITAS 451946
20 NICOLAU DA SILVA SOARES 354271
21 DUARTE DOS SANTOS 81751
22 RUFINA DOS SANTOS 608868
23 JOAO MAU MARTINS 38471
24 NATALICIO DA SILVA NUNES 592535
25 PEDRO DA COSTA DE ARAUJO 514557
26 ANITA JERONIMO 324253
27 JOAO GUI NOBEL BERNARDO 488832
28 GOUDINHO DE ARAUJO 24407
29 IVO INOCENCIO J. ALECRIM 507909
30 ELISABETH DA SILVA PINTO 562521
31 FRANCISCO DA CRUZ 246779
32 GUILHERMINO MENDONCA 425350
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Lista de candidatos Parlamento Nacional - CNRT
Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT)
H AMRIK IHA I MPARSIALIDADE , I NDEPENDENSIA NO T RANSPARANSIA NIA L
ETEN Dili, 21 de Maio de 2007
Lista tuir mai ne'e, nebe konsisti husi kandidatus nain 65 no mos pelu menus suplentes nain 25, pertense ba partidu, Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) admitidu tiha ona, tuir Lei no. 06/2006, atu konkore iha eleisaun ba Parlamentu Nasional iha loron 30 Juñu 2007.
Candidato Kartaun Eleitoral
1 KAY RALLA XANANA GUSMAO 1023
2 VICENTE DA SILVA GUTERRES 759728
3 EDUARDO DE DEUS BARRETO 66466
4 CARMELITA CAETANO MONIZ 1119
5 VIRGILIO MARIA DIAS MARCAL 473845
6 MARIA TEREZINHA DIAS DA SILVA VIEGAS 1233
7 BRIGIDA ANTONIA CORREIA 634260
8 DUARTE NUNES 600254
9 PEDRO DOS MARTIRES DA COSTA 602440
10 CECILIO CAMINHA FREITAS 608873
11 NATALINO DOS SANTOS 600371
12 IDELTA MARIA RODRIGUES 569002
13 BENVINDA CATARINA RODRIGUES 141227
14 ADERITO HUGO DA COSTA 515526
15 ARAO NOE DE JESUS DA COSTA AMARAL 432528
16 PAULO DE FATIMA MARTINS 453570
17 ROMEU MOISES 577064
18 MARIA ROSA DA CAMARA 591207
19 MARIA FERNANDA LAY 510432
20 MATEUS XIMENES BELO 590625
21 VIRGINIA ANA BELO 590443
22 GASPAR SOARES 94096
23 ARMANDO JOSE DOURADO DA SILVA 755701
24 AGAPITO CARDOSO 612764
25 MATEUS B. XIMENES 542289
26 ANA DELIA MARTINS 568926
27 ANGELA M.CORVELO DE A.SARMENTO 512115
28 DOMINGAS ALVES DA SILVA 38426
29 FRANCISCA ALVES TAOLIN 457017
30 ALBINO DA SILVA 558495
31 FERNANDO MARALI SOUSA 527340
32 TADEU MATEUS SARMENTO 533025
33 IZILDA M.DA LUZ PEREIRA SOARES 573410
34 MARCOS XAVIER 573033
35 JOSE FRANCISCO SILVA 529211
36 LUIS DA SILVA R.P.DE ANDRADE 504324
37 MARIA JULIETA R.MOTA 571265
38 FRANCISCO DO NASIMENTO 515440
39 CANDIDO MARIA ALVES 7649
40 CAMILO AGUSTINHO EXPOSTO 80718
41 MARCELINO DE JESUS DA CUNHA 607304
42 ANA SEIXAS 527990
43 LIGIA HERMENEGILDO DA COSTA 545821
44 AUGUSTO L.L. DA CONCEICAO SOARES 480326
45 LIGIA TOMAS CORREIA 576103
46 ANTONIO DA COSTA 126208
47 JOSE MENDONCA DA SILVA 46699
48 PAULINO DIAS XIMENES
49 FELIX MARIA MANUEL DA COSTA GUSMAO 456007
50 JACINTO RIGOBERTO GOMES DE DEUS 602529
51 JESUINO DOS REIS MATOS CARVALHO 552235
52 OCTAVIA CRISTINA G.DE A.CARMO 457652
53 JOSE COSTA DE CARVALHO SOARES 562480
54 RAIMUNDO GUSMAO DA CRUZ 487342
55 JOSE ESTEVAO SOARES 1325
56 LAURA MENEZES LOPES 566143
57 LUCAS SOARES 569681
58 CAETANO GONZAGA DOS SANTOS 486044
59 RUI LOURENCO DA COSTA 567564
60 NORBERTA BELO 564784
61 JOSE SABINO GONZAGA XAVIER 607819
62 ALBERTINO DE ARAUJO LAY 33247
63 MARIA ISABEL DE JESUS XIMENES 513490
64 MARIA DA COSTA NUNES 259738
65 CARLITO DE ARAUJO ALVES 488206
Suplente Kartaun Eleitoral
1 FRANCISCO DOS SANTOS RIBEIRO 513300
2 ROSA BAPTISTA CABRAL 468870
3 ACACIO BRANCO DE OLIVEIRA 513519
4 MANUEL TAVARES CRUZ DE JESUS 726192
5 MANUEL G. DA COSTA GUTERRES 401465
6 FRANCISCA A. OLIVEIRA CAMARA 473868
7 ADOSINDO DOS SANTOS 78070
8 AMANDIO DE ARAUJO SARMENTO 602674
9 ZACARIAS DE FATIMA 10069
10 FRANCISCA DA SILVA 519889
11 SEBASTIAO COSTA RANGEL SOUSA SIMOES 536938
12 CRISTOVAO BARROS 267700
13 RIQUE NELSON ALVES DOSREIS AMARAL 634354
14 GABRIEL DA COSTA 506573
15 EDUARDO ANICETO SERRAO 591160
16 GENOVEVA V. XIMENES ALVES 7650
17 FERNANDO NORONHA MARTINS 504488
18 FRANCISCO DA COSTA 581220
19 FERNANDO DA CRUZ TILMAN 465169
20 MARIA SANTINHA DA COSTA TILMAN ALVES 89354
21 ABEL MARTINS GERMANO 453157
22 JOAO ALEGRIA DE JESUS 364545
23 DOMINGOS DA CONCEICAO DOS SANTOS 364834
24 MARIA FATIMA IMACULADA CORREIA COSTA BELO 141341
25 CLEMENTINO DOS REIS AMARAL 574450
26 EGAS CARVALHO 458778
27 BENDITA MONIZ MAGNO 591657
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Lista de candidatos Parlamento Nacional - UNDERTIM
Partido Unidade Nacional Democrática da Resistência Timorense (UNDERTIM)
HAMRIK IHA I MPARSIALIDADE , I NDEPENDENSIA NO TRANSPARANSIA NIA LETEN Dili, 21 de Maio de 2007
Partido Unidade Nacional Democrática da Resistência Timorense (UNDERTIM) admitidu tiha ona, tuir Lei no. 06/2006, atu konkore iha eleisaun ba Parlamentu Nasional iha loron 30 Juñu 2007.
Candidato Kartaun Eleitoral
1 CORNELIO DA CONCEICAO GAMA 652099
2 FAUSTINO DOS SANTOS 558091
3 FRANCISCO RAMOS SALSINHA 611612
4 JOANITA DE JESUS VIEGAS 600766
5 ALARICO DA COSTA DOS REIS 59457
6 CRISTIANO DA COSTA 139999
7 LUIS SOARES MONIZ 608801
8 SABINA DA SILVA 130097
9 ARMANDO CAMPOS DOS SANTOS 354313
10 BELARMINO SOARES LOPES 282346
11 JOSE FILOMENO VILA VERDE DE ASSUNCAO 558652
12 JUDITH RANGEL 627116
13 VICTOR MANUEL ALVES 512035
14 ALBERTO SOARES NUNES 559756
15 DOMINGOS NARO 441065
16 CATARINA DA SILVA 93298
17 MARCELINO DA SILVA 259482
18 MARCELINO MARTINS 2111
19 ALMERINDO DE OLIVEIRA 440411
20 ADELIA SOARES MARTINS SARMENTO 542632
21 FELISMINO DE JESUS 52618
22 AFONSO DA COSTA RANGEL 453227
23 BASILIO DE SA MONIZ 456569
24 MERITA ALVES 465826
25 VICTOR MANUEL DE OLIVEIRA XIMENES 612142
26 JACOB CORREIA DA SILVA 110427
27 SALUSTIANO SIMOES 537151
28 JENOVEVA D.S. GODINHO 550361
29 SALVADOR DA CRUZ SANTOS 131840
30 JOSE CORREIA 366849
31 CALISTO DOS SANTOS ALEGRIA 558950
32 DOMINGAS SOARES 291869
33 FULGENCIO PINTO 508375
34 JOSE SOARES 529272
35 ANDRE DA COSTA CALAU 487014
36 ANA MARIA GUTERRES 537679
37 DOMINGOS XIMENES 111273
38 ALFREDO DE ARAUJO 268665
39 MANUEL SOUSA 10766
40 ADRIANA DA COSTA HORNAI 569465
41 VASCO DOUTEL SARMENTO 56590
42 CLAUDINO RANGEL 488424
43 AGOSTINHO BELO 535078
44 JULIANA DE JESUS 611742
45 ANDRE DA COSTA BELO 516710
46 LEOPOLDO PINTO 709572
47 DIONISIA FILOMENA DA COSTA 167854
48 TERESA FREITAS BELO XIMENES 451050
49 ALBINO DA SILVA XAVIER 138669
50 EURICO DO ROSARIO 316662
51 LUIS ALVES 465739
52 AGOSTINHA DOS SANTOS 348813
53 SILVINO PINTO 374601
54 TOMAS OLIVEIRA SOARES 608733
55 VICTOR ANTONIO FREITAS 608736
56 ANA GUDINA DA SILVA 268168
57 EDUARDO GOMES 450223
58 OSCAR MONIZ 559355
59 ROBERTO DO CARMO 289334
60 NATALINA PEREIRA 576329
61 HERMENEGILDO SOARES 84715
62 ADOLFO CANIZIO 453295
63 SALOMAO CABRAL 478737
64 CARLA MARIA DO NASCIMENTO 507946
65 ATANASIO DA COSTA PEREIRA 152192
Suplente Kartaun Eleitoral
1 JANUARIO GUSMAO 411616
2 BASILIO BORGES 265890
3 JOAO GODINHO 198565
4 SIMOA ANDRE DOS SANTOS 553007
5 LOURENCO GUTERRES 137897
6 ALCINO FREITAS LOPES DA CRUZ 372290
7 LUCIANO DE JESUS 231380
8 EUGENIA MONIZ INACIO 507730
9 CRISTOVAO HORNAI 757166
10 SALUSTIANO QUINTAO DE CARVALHO 488968
11 LUIS CALDEIRA DE JESUS 231576
12 ISABEL FATIMA GUTERRES 607640
13 REMIGIO GOMES DE JESUS DA SILVA 782195
14 JOSE DA CRUZ 112513
15 ANITO DA COSTA CARDOSO 268483
16 AUGUSTA DA SILVA 523651
17 MARCELINO DA CUNHA 18586
18 ORLANDO DE JESUS DO CARMO 572770
19 MATEUS DA COSTA 54590
20 ANA FLORIBAL DE ARAUJO 577731
21 MARTINHO MENDES PEREIRA 148989
22 DOMINGOS DE DEUS SABIO 590104
23 LIBANIO PAULO DA CRUZ DE JESUS 527801
24 BERNARDINA JOSE GUTERRES 678857
25 DEOLINDO PEREIRA 356473
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Dos Leitores
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Ramos Horta e Xanana Gusmão defendem união naciona...":
Esta notícia tem um sabor a piada. Para quem está a par da História de Portugal, é hilariante ouvir RH e XG agitarem a bandeira da "união nacional" como argumento de marketing político.
Para aqueles que estão por fora, eu explico: "União Nacional" era a única organização política autorizada por Salazar, onde o regime do Estado Novo planeava estratégias, definia linhas de actuação e escolhia nomes. Anti-democrata assumido e avesso a partidos, Salazar entendia que tal organização reflectia as ideias colectivas do povo português, daí o seu nome.
Conceitos ingénuos como este ainda se podem contextualizar nos anos 1930, quando Salazar chegou ao poder, época em que estavam na moda os regimes ditatoriais e paternalistas. Mas ver isso ser repescado como manifesto eleitoral dos dois primeiros Presidentes de um país que se intitula "República Democrática" em pleno Séc. XXI, só dá vontade de rir (ou de chorar, conforme o ponto de vista).
Coincidências?
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Notícias - 27 de Maio 2007
Público – 27 de Maio de 2007
Em Timor "os maiores desafios virão a seguir às legislativas"
Paulo Moura
Portugal vai aumentar a cooperação nos domínios da segurança e da justiça. A ONU vai participar no diálogo entre as partes que entraram em conflito no ano passado.
Atul Khare veio a Lisboa pedir mais cooperação com Timor Encontrou-se com o Presidente da República e o primeiro-ministro, com o antigo Presidente Jorge Sampaio e com os ministros dos Negócios Estrangeiros, Defesa, Justiça e Administração Interna.
PÚBLICO - Acaba de falar com o Presidente e membros do Governo. O que combinou com eles?
ATUL KHARE - Em todos os encontros verifiquei que temos impressões comuns: estamos muito contentes com a forma como a situação tem evoluído nos últimos cinco meses.
PÚBLICO - Fizeram uma avaliação do processo eleitoral em Timor?
ATUL KHARE - Sim, e achamos encorajadora a forma como decorreu a eleição de 9 de Maio e como José Ramos Horta foi eleito.
PÚBLICO - E por causa dessa avaliação positiva foram dados novos passos no âmbito da cooperação entre Portugal e Timor?
ATUL KHARE - Portugal tem sido um verdadeiro amigo de Timor-Leste. Antes da independência, durante o período de transição, e, claro, agora. No futuro, a ajuda portuguesa continuará a ser decisiva.
PÚBLICO - Em que áreas será mais importante?
ATUL KHARE - Temos de nos concentrar em quatro áreas fundamentais: o sector da segurança, o sistema judicial, a educação e uma área que eu designaria, genericamente, como de desenvolvimento.
PÚBLICO - Na segurança haverá alterações em relação ao que Portugal já faz?
ATUL KHARE - Eu pedi para continuar a presença da GNR e PSP, que estão a fazer um trabalho inestimável, mas expliquei também ao Governo quais são as necessidades imediatas de Timor, designadamente a formação e treino das forças policiais. Portugal concordou em redobrar o seu esforço nesse campo específico, enviando pessoal especializado para treinar a polícia timorense. Perguntei concretamente ao ministro da Administração Interna se a actual cooperação poderia ser expandida, se ele poderia enviar pessoal especializado na luta contra o narcotráfico e em distúrbios urbanos. Ele prometeu ajudar.
PÚBLICO - Na área judicial, a cooperação será também alargada?
ATUL KHARE - Sim, aí o papel de Portugal é fundamental e insubstituível, uma vez que Timor escolheu adoptar um sistema judicial praticamente igual ao português. Será necessário enviar mais juízes, delegados do Ministério Público e investigadores, mas também pessoal de apoio. Terá de ser o pacote inteiro.
PÚBLICO - Uma das tarefas a realizar pelas novas autoridades será a de prosseguir os julgamentos dos responsáveis pela crise de 2006. Portugal terá um papel directo?
ATUL KHARE - A ONU, a pedido do Governo, fez uma estimativa de quanto custará levar até ao fim as recomendações da comissão de inquérito independente, nomeadamente os processos contra os implicados. Custará nove milhões de dólares.
PÚBLICO - É isso que Portugal terá de pagar?
ATUL KHARE - É o que a comunidade internacional terá de fornecer, em dinheiro e géneros, para que possa ser resolvido judicialmente o problema da crise dos "peticionários".
PÚBLICO - A ajuda de Portugal é crucial para a resolução dessa crise?
ATUL KHARE - Sim, a ajuda de Portugal é crucial. E este aspecto é dos mais importantes. Não é possível haver uma vida política normal, se se mantiver o clima de impunidade.
PÚBLICO - Mas não se trata apenas de fazer julgamentos. Alfredo Reinado continua em liberdade, proferindo ameaças. Railos, que durante a crise recebeu armas para matar opositores do Governo, participou na campanha de Ramos-Horta.
ATUL KHARE - Sim, mas eu espero que muito em breve o problema do major Reinado seja resolvido. Acredito que ele acabará por se entregar, o que seria melhor, para todos, do que ser capturado pelas Forças Internacionais de Estabilização (ISF). Na última operação para o apanhar morreram cinco pessoas.
PÚBLICO - O que se diz em Timor é que as ISF decidiram não o perseguir mais, porque alguém está a negociar a sua rendição, para o momento oportuno...
ATUL KHARE - Não me parece. Se as forças internacionais o pudessem capturar, já o teriam feito. Em Timor, quem quiser fugir e esconder-se nas montanhas poderá fazê-lo muito tempo. Que o digam os guerrilheiros que resistiram à ocupação indonésia, como Xanana.
PÚBLICO - Mas para além dos processos, a comissão recomendou o diálogo para resolver a crise dos "peticionários". A ONU vai estar envolvida?
ATUL KHARE - Sim. Todos têm de estar envolvidos. Em Timor, é preciso haver sempre cooperação entre todos.
O diálogo será um dos desafios dos novos Presidente e Governo, mas a ONU terá um papel importante, designadamente na educação dos agentes locais, que precisam de aprender a resolver os problemas de maneira pacífica e democrática.
PÚBLICO - E sente que tem sido bem sucedida nesse papel educativo?
ATUL KHARE - Sim. Eu próprio tenho feito reuniões com os líderes dos vários partidos, falando-lhes, por exemplo, da importância de ser oposição, num regime democrático.
PÚBLICO - É fácil distinguir "oposição" e "resistência"?
ATUL KHARE - Estão a aprender. E isso é ainda mais pertinente nas próximas legislativas do que foi nas presidenciais. Nas legislativas, o partido que perde tem a responsabilidade de constituir a oposição, uma espécie de "Governo-sombra", que tem de apresentar alternativas às políticas.
PÚBLICO - Houve muitas irregularidades nas presidenciais. Teriam sido válidas com os padrões normais, digamos, de um país europeu?
ATUL KHARE - Sim. Nós considerámos que as irregularidades não foram suficientemente graves para...
PÚBLICO - "Nós", quem? A ONU? Não terá sido juiz em causa própria, uma vez que, de certa forma, o país é uma "criação" vossa?
ATUL KHARE - Não. Mas uma coisa é a validação técnica e outra, mais importante, é a do povo. Se os timorenses aceitaram os resultados, elas estão validadas. Poderiam ter sido tecnicamente perfeitas e não aceites.
PÚBLICO - Todo o processo de campanha, votação e contagem vai ser mais complicado nas legislativas.
ATUL KHARE - Sim, vai ser mais difícil, mas estou certo de que vai correr bem. Pelo menos até à votação.
Depois é que podem ocorrer problemas e é preciso estar muito atento. É mais um desafio. Mas o maior de todos será o das novas autoridades eleitas. Serão capazes de resolver os problemas do país?
PÚBLICO - Está em Timor desde 2002...
ATUL KHARE - Mas saí em 2005...
PÚBLICO - E voltou em 2006, por causa da crise. Acha que foi uma irresponsabilidade da ONU ter abandonado o país?
ATUL KHARE - Não foi abandono, foi diminuição.
PÚBLICO - Uma diminuição irresponsável?
ATUL KHARE - Estávamos demasiado optimistas.
PÚBLICO - Estão agora mais realistas? O mandato vai ser prolongado?
ATUL KHARE - Em Fevereiro de 2008 terei de fazer uma avaliação e apresentar as minhas recomendações. Ainda é cedo para prever.
Público – 27 de Maio de 2007
Elogios a Portugal, na despedida
Há sinais "encorajadores" da emergência de uma democracia multipartidária em Timor-Leste, disse o chefe da missão das Nações Unidas neste país, Atul Khare. Trata-se, porém, de um processo "longo" e que necessita de "apoio continuado" da comunidade internacional, nomeadamente nas áreas da justiça, segurança, educação, saúde e formação de quadros, acrescentou, numa conferência sexta-feira, ao fim da tarde, na Fundação Mário Soares, em Lisboa.
A conferência encerrou três dias de visita do representante especial do secretário-geral da ONU (Ban Ki-moon) a Portugal, durante os quais este se avistou com o Presidente da República, Cavaco Silva, e com os seus antecessores, Jorge Sampaio e Mário Soares, com o primeiro-ministro, José Sócrates, e vários membros do seu Governo, e com os deputados que integram as comissões dos Negócios Estrangeiros e da Defesa da Assembleia da República.
Em declarações no final da visita, Atul Khare salientou a "relação única" que Portugal e Timor-Leste mantêm e o "importante papel" que Portugal desempenhou naquele país, particularmente na assistência que para ali tem canalizado através das Nações Unidas. Serão necessários ainda "três a cinco anos" para que uma força de polícia "profissional e embebida de um espírito de serviço à comunidade" seja criada em Timor-Leste, previu, agradecendo as contribuições "muito significativas" dadas pela GNR e PSP na "área crítica" da segurança.
Atul Khare foi acompanhado nesta visita pela portuguesa Sónia Neto, que tem vindo a exercer o cargo de sua conselheira durante o processo eleitoral em curso. Sónia Neto integra, desde Junho passado, o gabinete de assessores políticos do presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, que autorizou o pedido do chefe da missão da ONU para que a funcionária internacional portuguesa permanecesse em Timor-Leste ao longo daquele período. Sónia Neto foi chefe de gabinete, entre 2001 e 2006, do então ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Ramos-Horta, depois de ter passado por vários PALOP ao serviço das Nações Unidas.
Lusa – 26-05-2007 17:37:04
Timorenses violadas na 2ª Guerra contam suas histórias
Rui Boavida, da Agência Lusa
Tóquio – A professora japonesa Kiyoko Furusawa conta histórias de terror que ainda hoje assombram as mulheres do Timor Leste, como a de Marta Abu Bere que, durante a ocupação japonesa do Timor, durante a 2ª Guerra Mundial, chegou a ser violada por dez militares diferentes por noite, todas as noites.
Centenas de mulheres timorenses, pelo menos 270, muitas delas crianças que ainda não tinham tido a primeira menstruação, foram levadas pelo exército imperial japonês durante a ocupação da então colônia portuguesa, que durou de 1942 a 1945. O destino era sempre o mesmo: a escravidão sexual nos bordéis que serviam os oficiais e os soldados japoneses.
"A avó Marta Abu Bere contou que, depois de ter tido dez homens numa noite, sentia que tinha um grande buraco na parte inferior do corpo, e não conseguia parar de pé por causa da dor. Mas quando tentava resistir, estrangulavam-na e ameaçavam-na de morte", diz Kiyoko Furusawa, professora da Universidade Cristã das Mulheres de Tóquio e organizadora de uma exposição na capital japonesa sobre o sistema de escravatura sexual do Japão sobre as mulheres timorenses.
"Muitas delas eram muito jovens, nem sabiam o que era o sexo e por isso tinham muito medo. Além de terem relações com os soldados durante a noite, eram forçadas durante o dia a construir estradas, a trabalhar na agricultura e a fazer comida", conta Kiyoko Furusawa.
"A avó Marta disse que nessa altura até tinha inveja dos animais domésticos. Eles pelo menos podiam dormir durante a noite", acrescenta. "Diversas mulheres que recusaram a escravidão e as torturas sexuais foram executadas".
Por horrível que seja, a experiência da avó Marta foi infelizmente comum no Timor Leste durante a ocupação japonesa, como mostra a exposição no museu de Tóquio. Finalmente, as mulheres do Timor Leste começam a falar dos seus sofrimentos e traumas, calados há mais de cinqüenta anos. Relatos
A exposição da capital japonesa baseia-se na coleta, por parte de organizações de direitos humanos japoneses e timorenses, de testemunhos orais das mulheres, fotografias e relatos orais e escritos de sobreviventes e testemunhas oculares, incluindo três veteranos de guerra japoneses que descrevem como funcionavam os "Ianjo", os bordéis militares geridos pelo exército japonês.
"Já localizamos 20 postos militares onde o exército japonês estabeleceu as chamadas estações de conforto. É altamente provável que existisse uma estação por cada um dos 27 postos que existiam no Timor em 1944, embora por vezes existisse mais de uma estação. Cada posto tinha pelo menos dez garotas, portanto o total de vítimas é de 270, no mínimo", diz Furusawa, que coordenou também o projeto de coleta dos testemunhos através da organização Coligação Japonesa por Timor Leste.
As forcas japonesas entraram no Timor em fevereiro de 1942 para expulsar as forças australianas que tinham ocupado o território em dezembro de 1941, violando a neutralidade da então colônia portuguesa. Os japoneses ordenaram então aos "liurai", os reis tradicionais, que fornecessem mulheres para servir de escravas sexuais às tropas, e de pouco valia resistir às ordens.
Em Suai, atual capital da distrito ocidental de Covalima, "o rei Marcelo recusou e foi executado em frente de toda a população no posto militar japonês de Bobonaro, outro distrito ocidental do Timor", conta Kiyoko Furusawa.
Reforçando a impotência das mulheres timorenses, Inês de Jesus, outra das vítimas das atrocidades japonesas, cujo testemunho está exposto em Tóquio, conta sentir "que não valia a pena escapar, porque todos conheciam a minha casa e os meus familiares, que iriam depois sofrer as conseqüências".
A ilha era uma verdadeira prisão a céu aberto, uma vez que o território era ocupado por cerca de 12 mil japoneses, que estavam em todo o lado, para uma população de 463 mil pessoas.
Incompreensão e desprezo
Mesmo depois do final da guerra, da capitulação japonesa e da saída do Japão do Timor em 1945, as feridas das jovens escravas sexuais não se fecharam. Aos traumas físicos e psicológicos das violações em massa juntaram-se na época a incompreensão e o desprezo dos timorenses.
De acordo com Kiyoko Furusawa "as mulheres foram vítimas de discriminação pela comunidade, que não conhecia a verdade sobre os crimes. As pessoas pensavam que elas tinham recebido privilégios durante a ocupação".
Os crimes de exploração sexual das mulheres de conforto, que aconteceram em muito maior número na China, na Coréia do Norte e na Coréia do Sul, entre outros países asiáticos, são ainda crimes anônimos, sem penas, sem culpados e sem sentenças.
Em 2000, grupos não-governamentais preocupados com a falta de responsabilização pelas atrocidades sexuais no tempo da guerra criaram em Tóquio um tribunal popular, em que participou Gabrielle Kirk McDonald, a juíza que presidiu ao primeiro Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia, que condenou o imperador Hirohito (já falecido) e altas patentes militares japonesas por crimes contra a humanidade.
A Coligação Japonesa por Timor Leste exige agora que o governo japonês reconheça as vítimas da escravidão sexual e exige o pagamento de indenizações. O Japão recusa, afirmando não ter recebido qualquer pedido do governo timorense.
Primeiro de Janeiro - 27 de Maio de 2007
Timor-Leste: 14 nomes da FRETILIN-Mudança na lista CNRT
O Grupo Mudança da FRETILIN tem 14 nomes na lista do Congresso Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) para as eleições legislativas. “Candidatámos os nossos deputados através da lista do CNRT” às legislativas de 30 de Junho, afirmou Vítor da Costa, coordenador nacional do movimento, no final da convenção que elegeu ontem, em Díli, a direcção formal do Grupo Mudança.
“Estão cinco nomes no cimo da lista, outros cinco entre os lugares 15 e 30 e outros quatro mais cá em baixo”, adiantou o coordenador da FRETILIN-Mudança. Vítor da Costa, que abriu a convenção com um discurso duro contra a actual direcção da FRETILIN, afirmou que o Grupo Mudança recusa sair do partido maioritário e pretende a demissão do secretário-geral Mari Alkatiri e do seu presidente, Francisco Guterres «Lu Olo». “As pessoas, especialmente o Grupo Maputo, têm vindo a dizer que nós saímos da FRETILIN. Nós não saímos”, sublinhou Vítor da Costa, repetindo o ponto principal da declaração política saída da convenção de ontem, muito crítica dos dirigentes associados à diáspora timorense em Moçambique durante a ocupação indonésia. Os 525 delegados à convenção elegeram a primeira direcção formal do Grupo Mudança e decidiram pela manutenção do movimento dentro da FRETILIN e a formalização da aliança eleitoral com o CNRT do ex-Presidente Xanana Gusmão. A eleição para o Conselho Executivo Nacional do Grupo Mudança foi ganha pela lista A, com 207 votos contra 134 da lista alternativa, em 394 votos válidos. O Conselho Executivo Nacional da FRETILIN-Mudança tem Vítor da Costa como coordenador e dois vice-coordenadores, Egídio de Jesus e Vicente Xímenes «Maubocy», além de Jorge Teme como secretário.
A convenção elegeu também um Conselho Directivo, com 51 representantes dos 13 distritos do país e 30 representantes nacionais.
O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, José Luís Guterres, o antigo comandante das FALINTIL e actual vice-presidente do CNRT, Ma’Huno, e Abel Xímenes, ex-ministro do Desenvolvimento,
passam a constituir o Conselho Consultivo da FRETILIN-Mudança, por proposta da mesa da convenção. “A minha disponibilidade em Maio de 2006 no congresso da FRETILIN foi para a liderança do partido. Continuo disponível para ser o candidato da FRETILIN-Mudança para a liderança da FRETILIN. Por isso não concorro à liderança do Grupo nesta convenção”, explicou José Luís Guterres. “A convenção foi um momento histórico para nós. O Grupo Mudança cresceu imenso e temos que formalizar a estrutura”, acrescentou José Luís Guterres. “O Grupo Mudança reclama-se de vertente democrática e queremos ser ouvidos pela direcção nacional da FRETILIN”, insistiu o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, que não foi convidado para o III Governo Constitucional, que tomou posse a 19 de Maio.
As intervenções durante o dia e a declaração política lida no final da convenção reclamaram o Grupo Mudança como parte da FRETILIN mas aconselharam o voto no CNRT nas eleições de 30 de Junho. Onze dos dirigentes eleitos ontem na convenção do Grupo Mudança pertenciam ao Comité Central da FRETILIN antes de entrarem em colisão com a direcção actual do partido. “Nós fomos os obreiros e construtores da grandeza e da história da FRETILIN e por isso continuamos a amar a FRETLIN e a querer o bem do partido”, declarou Vítor da Costa no final da convenção. “Não saímos da FRETILIN porque é o nosso próprio ser”, acrescentou Vítor da Costa traduzindo para português a declaração que leu em tétum diante dos delegados. “É o sangue que corre nas nossas veias e que nos dá vitalidade”. Não saímos mas a partir de agora separamo-nos do Grupo Maputo. Ninguém nos pode impedir de usar a bandeira da FRETILIN nas campanhas. Também vamos usar o símbolo da FRETILIN nas legislativas”, garantiu o coordenador dos dissidentes do partido maioritário.
Vítor da Costa resumiu o apelo da direcção do Grupo Mudança: “Votar no CNRT significa votar pela FRETILIN-Mudança, a FRETILIN que se desenvolveu aqui no interior do país. Votar no Grupo Maputo significa votar na FRETILIN importada, votar em Mari Alkatiri, o que significa também votar pela desgraça e destruição de Timor-Leste”. Mari Alkatiri, em declarações ao final da noite, desvalorizou a convenção do Grupo Mudança. “Nem me preocupo com isso”, resumiu o secretário-geral da FRETILIN.
AFP - Sunday, May 27, 2007. 6:05pm (AEST)
Police 'ambushed' in E Timor
An East Timorese police officer has reportedly been shot and wounded in an ambush south-east of the capital, Dili.
The officer was attacked in Alas, an area where police believe fugitive rebel leader Major Alfredo Reinado and his men are hiding.
He was airlifted to a hospital in the capital, where a nurse says he is in a stable condition.
The nurse says several men with guns attacked the officer and his colleague on Saturday. "Several men with rifles and hand guns fired at them. He has three bullets in him," she said.
Reinado has been on the run since he fled jail in a mass break-out in Dili in September.
Australian-led troops hunting him down attacked his mountain hide-out in March, killing five of his armed supporters in the failed offensive.
The fugitive has previously been blamed in part for last year's unrest after he and others led 600 soldiers to desert the Army over claims of discrimination. The soldiers were sacked, sparking fire fights between factions of the military and police that degenerated into gang violence. At least 37 people were killed, another 150,000 displaced and Australian-led foreign peacekeepers were dispatched to restore security.
Nobel Peace Prize winner Jose Ramos-Horta, elected President earlier this month, has pledged to restore security and unite the troubled nation.
Antara - 05/27/07 13:49
East Timor police officer shot in ambush
Dili - An East Timor police officer was shot and wounded in an ambush southeast of the capital Dili, a nurse at the hospital where he was treated said Sunday.
The officer was attacked in Alas, an area where police believe fugitive soldier Major Alfredo Reinado and his men are hiding.
Reinado, criticised for his role in deadly unrest in East Timor last year, has been on the run since he fled jail in a mass breakout in Dili in September.
The officer and his colleague were attacked on Saturday by several men with guns, the nurse at the Guido Valadares general hospital said.
The wounded officer was airlifted to the hospital in the capital where he was in a stable condition, the nurse said. The other officer escaped uninjured.
"He was attacked while in the Alas area with another policeman," the nurse, who did not want to the identified, told AFP. "Several men with rifles and hand guns fired at them. He has three bullets in him," the nurse added.
Police Commander Alfonso de Jesus declined to speak with waiting media when he arrived at the hospital. It is unclear whether Reinado, who has indicated he wants to surrender, or his supporters were behind the shooting. Australian-led troops, hunting him down, attacked his mountain hideout in March, killing five of his armed supporters in the failed offensive.
The fugitive has previously been blamed in part for last year's unrest, after he and others led 600 soldiers to desert the army over claims of discrimination.
The soldiers were sacked, sparking firefights between factions of the military and police that degenerated into gang violence. At least 37 people were killed, another 150,000 displaced and Australian-led foreign peacekeepers were dispatched to restore security.
Nobel Peace Prize winner Jose Ramos-Horta, elected president earlier this month, has pledged to restore security and unite the troubled nation.
AFP – May 27, 2007 11:16pm
Reinado makes televised demands
From correspondents in Jakarta
A fugitive East Timor rebel leader appeared on Indonesian television to declare that he would not surrender until he had held talks with the troubled nation's leaders.
Major Alfredo Reinado, who has evaded a months-long manhunt by international troops, also said he wanted criminal charges laid against him over involvement in deadly unrest last year to be dropped.
“Drop the charges against me, let us hold a dialogue, with dialogue we will be able to settle the existing problems,” he said in a lengthy interview.
Despite the call, Major Reinado branded former president Xanana Gusmao and his replacement Jose Ramos-Horta as liars and said he distrusted all politicians.
Major Reinado, who commands support from frustrated groups from East Timor's west, had earlier indicated he was ready to lay down his weapons and give himself up.
His interview on Indonesia's private Metro TV station raises questions about his location in East Timor. Looking well groomed and wearing his military uniform, Major Reinado was interviewed seated apparently in a makeshift studio.
He has been on the run since Australian-led troops attacked his mountain hideout in March, killing five of his armed supporters in a failed offensive.
Major Reinado hit out at the Australian troops, who were deployed to the troubled nation in the wake of the unrest in May 2006 that left 37 people dead.
“I ask that the operation by foreign troops, the Australian military, be halted, because it is against the constitution ... it looks like our leaders have handed over our sovereignty to foreigners,” he told his interviewer.
The tiny nation descended into turmoil in May last year after Major Reinado and others led 600 soldiers to desert the army over claims of discrimination because they were from the west.
The soldiers were sacked by the then prime minister, sparking firefights between factions of the military that degenerated into gang violence. More than 150,000 people fled their homes in fear.
Major Reinado rejected suggestions that he had helped to trigger the unrest and denied that he had deserted the army in the first place.
Bloomberg – May 26, 2007 22:59 EDT
Timor Sea Authority Seeks Bids for ConocoPhillips Oil Field
By Angela Macdonald-Smith
The Timor Sea Designated Authority, which oversees oil and gas in an area between Australia and East Timor, invited bids to continue output at an ageing oil field after ConocoPhillips sought to halt production.
The Elang-Kakatua-Kakatua North field, which has produced about 96 percent of the originally estimated reserves of 32.67 million barrels, “may have redevelopment and enhanced recovery potential,'' the authority, known as the TSDA, said in a statement on its Web site.
Production started in 1998 at the field, which was the first to produce oil in the Joint Petroleum Development Area. Output has fallen from 32,500 barrels a day to about 2,000 barrels a day as it matured. The field, which has four producing wells, is owned by a ConocoPhillips-operated venture that includes Santos Ltd. and Inpex Holdings Inc.
“Following a request from ConocoPhillips to cease production from the EKKN field, TSDA has approved for all wells to be suspended for a limited time whilst it seeks interested parties who may wish to study the field,'' the authority said in the statement. Initial bids are due by June 1.
Robin Antrobus, a spokesman for ConocoPhillips in Australia, couldn't be reached for comment.
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Malai Azul 2
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00:26
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H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor-Leste: Grupo Mudança recusa sair da FRETILIN...":
"Os princípios e os métodos de democracia utilizados pela FRETILIN desde 1975 não são usados hoje dentro da FRETILIN"
Os princípios e os métodos usados pela Fretilin são os que a maioria dos seus membros escolheu. Tão simples quanto isto. É muito feio demonstrar assim tão mau perder.
É curiosa a contradição do discurso desta minoria: por um lado diz que não vai sair da Fretilin, mas por outro já anda de braço dado com Xanana e com o seu "CNRT".
Esta atitude, ridícula à primeira vista, até se compreende: se eles não arranjam tacho na Fretilin, é lógico que procurem emprego no partido que está agora na moda, cujo líder diz que vai ganhar as eleições.
Aliás, nos últimos dias tem-se registrado semelhante afluência à nova agência de emprego (perdão: ao "CNRT"), por parte de gente de muitos outros partidos.
Utilizando uma linguagem empresarial, convém estar atento às "tendências do mercado". JLG e seus confrades só mostram grande espírito empreendedor...
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Malai Azul 2
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00:19
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domingo, maio 27, 2007
Amotinado: Líderes de Timor-Leste querem montar uma junta militar comunista
Tradução da Margarida:
Christine T. Tjandraningsih
Jacarta, Maio 25 (Kyodo News) – O desertor das Forças Armadas Maj. Alfredo Reinado, correntemente a ser procurado por tropas internacionais lideradas pela Austrália, acusou líderes de Timor-Leste de tentarem abusar dos militares para montar uma junta militar e impor a ideologia comunista no pequeno país.
Reinado, um líder dos 600 soldados que saíram da principal força armada Timorense em Março de 2006, queixando-se de discriminação, fez as acusações num programa de entrevista da rede te televisão privada com base em Jacarta Metro TV na última Quinta-feira.
'Tenho sido visto como um empecilho para mudarem o sistema no governo para uma junta militar e imporem a ideologia do comunismo. Tenho sido visto como o pesadelo deles,'' disse na televisão.
De acordo com ele, o recém-eleito Presidente José Ramos-Horta, o seu predecessor Xanana Gusmão e o antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri montaram uma conspiração para atingir o objectivo.
''Eles são comunistas. Eles são criminosos,'' disse.
Ramos-Horta, que recebeu um Nobel da Paz em 1996, partilhando-o com o seu co-cidadão Bispo Belo, fundou a Frente Revolucionária para um Timor-Leste Independente em 1974 como sendo um grupo pró-independência mas deixou-o em 1988 para se tornar um político independente.
Mas as relações entre Ramos-Horta e a Fretilin não têm sido boas em tempos recentes, particularmente desde que substituiu Alkatiri, Secretário-Geral da Fretilin, como primeiro-ministro em Junho do ano passado.
Alkatiri foi forçado a resignar após a violência que irrompeu quando a sua administração despediu 600 soldados amotinados e o caos que se seguiu deixou pelo menos 37 pessoas mortas.
A ordem foi restaurada apenas depois de as tropas e as polícias internacionais serem despachadas para o país da meia ilha que partilha uma fronteira terrestre com o Oeste de Timor da Indonésia.
Reinado disse, contudo, que a relação entre Ramos-Horta e Alkatiri não é como as pessoas a vêem à superfície.
''Mesmo depois de Alkatiri ter resignado, quase todas as noites, depois da meia-noite, Ramos-Horta tinha encontros com Alkatiri,'' disse Reinado, acrescentando que tinha provas para apoiar as acusações.
Disse que tinha enviado várias cartas de resignação das forças armadas tanto para o presidente como para o parlamento, mas que a sua resignação tinha sido rejeitada.
''Quis despedir-me porque sabia o que vai acontecer em Timor-Leste, que os militares serão usados como um veículo político da Fretilin. Sei isso porque estive em encontros (deles) várias vezes,'' disse Reinado. Reinado escapou de uma prisão de Dili em Setembro passado depois de ter estado preso no mês anterior com acusações de posse de armas.
Foi acusado de ter um papel no desencadear da violência entre forças de segurança rivais e gangs de rua com base étnica em Dili e à sua volta em Abril e Maio do ano passado.
Em Fevereiro deste ano, o então Presidente Gusmão autorizou as forças internacionais a perseguirem Reinado e o seu grupo de amotinados.
Na entrevista na televisão, onde não foram mencionados nem o local nem a data, Reinado disse que se quer render.
'Não é problema, mas deve ser feito sob a lei actual,'' disse, apelando à paragem permanente da operação militar contra ele e os seus apoiantes e a haver um diálogo.
''E depois, estou pronto para enfrentar a justiça,'' acrescentou.
A Indonésia invadiu Timor-Leste em 1974 e anexou-o no ano a seguir depois de ter estado sob domínio colonial Português durante quase 400 anos. Ganhou oficialmente a independência em 2002 depois de dois anos e meio de administração da ONU após ter votado pela independência em 1999.
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Malai Azul 2
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Timor-Leste: Reinado lança acusações em canal TV indonésio
Diário Digital / Lusa
24-05-2007 19:00:00
O major fugitivo Alfredo Reinado declarou esta quinta-feira num canal de televisão indonésio que Xanana Gusmão e José Ramos-Horta se «afastaram do sonho de um Timor independente» e que «o Xanana de ontem não é o Xanana de hoje».
Alfredo Reinado, que se evadiu de uma prisão em Díli a 30 de Agosto, foi entrevistado para o programa «Kick Andy» da estação indonésia MetroTV, ocupando quase uma hora de emissão entre as 23:05 e as 00:00 em Jacarta (16:05 e 17:00 em Lisboa).
Em nenhum momento do programa foi dito em que local foi gravada a entrevista, mas Alfredo Reinado usou algumas vezes a expressão «denegara ini», que quer dizer «neste país» em bahasa indonésia - língua que o major «fala mesmo muito bem», segundo jovens timorenses que assistiram à emissão em Díli via satélite.
Desde 3 de Março que as Forças de Estabilização Internacionais têm em curso uma operação de captura de Alfredo Reinado no sudoeste do país, depois de um ataque falhado ao grupo do major timorense na vila de Same.
A longa entrevista decorreu num cenário montado num espaço fechado, com o fundo, a mesa e os bancos do entrevistador e do entrevistado em pano negro, sem qualquer outro adereço para além de dois copos.
Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, com o cabelo cortado e tingido de ruivo, envergou nesta entrevista o seu uniforme das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste, embora sem nenhum distintivo ou patente.
Na entrevista, que a MetroTV promoveu com o título de «Confissão do Major Reinado», o militar timorense repetiu a sua versão dos acontecimentos de Abril e Maio de 2006, de que foi um dos principais protagonistas, e lançou acusações directas a Xanana Gusmão, José Ramos-Horta e Mari Alkatiri.
«A crise que causou 21 mortos e 130 mil deslocados começou como uma luta entre soldados e polícias que tentaram impedir a entrada deles na cidade», explicou o apresentador do programa.
«Seiscentos soldados furiosos revoltaram-se por se sentirem discriminados por serem do lado ocidental de Timor», acrescentou a MetroTV na introdução à entrevista.
«Alfredo tentou ultrapassar o problema mas veio mais tarde a ser acusado de ser o cérebro da rebelião».
«Eu nasci por causa deste problema», declarou Alfredo Reinado na entrevista à MetroTV.
«Eu tentei impedir que o problema militar interno se tornasse mais tarde numa guerra étnica».
O major fugitivo justificou a fuga da prisão de Becorá porque «todos os meios legais que tentei não resultaram em nada. E eu ouvi que eu e os meus homens seríamos mortos».
«Nós tornámo-nos no pesadelo de Xanana e de Ramos-Horta e dos outros políticos medrosos», acrescentou Alfredo Reinado, acusando o antigo e o actual chefes de Estado de «tentarem reintroduzir o comunismo».
«Por que me chamam um fugitivo, quais são os meus erros?», perguntou na entrevista à MetroTV.
«Até hoje, não houve nenhuma carta que me exonerasse. Continuo a ser um soldado e continuo a ser o comandante da Polícia Militar. Os meus homens continuam a ser-me leais», declarou Alfredo Reinado.
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Dos Leitores
Bom Dia
Sou policial brasileiro e gostaria de concorrer a uma vaga na ONU no Timor Leste
Gostaria de me corresponder com Timorenses para sanar algumas dúvidas
Um abraço e obrigado
Max Dourado
maxdourado@uol.com.br
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E. Timor leaders want to set up communist military junta: rebel
Christine T. Tjandraningsih
Jakarta, May 25 (Kyodo News) - Renegade Army Maj. Alfredo Reinado, currently being hunted by Australia-led international troops, has accused East Timor's leaders of trying to misuse the military to set up a military junta and impose the communism ideology in the tiny country.
Reinado, a leader of 600 soldiers who broke away from the main East Timorese army in March 2006, claiming discrimination, made the accusations during an interview program of the Jakarta-based private television network Metro TV late Thursday.
''I have been seen as a stumbling block for them to change the system in the government to be a military junta and to impose the ideology of communism. I have been seen as their nightmare,'' he told the television.
According to him, newly-elected President Jose Ramos-Horta, his predecessor Xanana Gusmao and former Prime Minister Mari Alkatiri have set up a conspiracy to reach the goal.
''They are communists. They are criminals,'' he said.
Ramos-Horta, who received a Nobel Peace Prize in 1996, sharing it with fellow countryman Bishop Belo, founded the Revolutionary Front for an Independent East Timor or Fretilin in 1974 as a pro-independence group but left it in 1988 to become an independent politician.
But the relationship between Ramos-Horta and Fretilin has not been good in recent times, particularly since he replaced Alkatiri, Fretilin secretary general, as prime minister in June last year.
Alkatiri was forced to resign following violence that erupted when his administration sacked 600 rebellious soldiers and the ensuing chaos left at least 37 people dead.
Order was restored only after international troops and police were redeployed to the half-island country that shares a land border with Indonesia's West Timor.
Reinado said, however, the relationship between Ramos-Horta and Alkatiri is not like what the public has seen on the surface.
''Even after Alkatiri resigned, almost every night, after midnight, Ramos-Horta had meetings with Alkatiri,'' Reinado said, adding he had evidence to support his accusations.
He said he had delivered several letters of resignation from the army either to the president or the parliament, but his resignation was rejected.
''I wanted to quit because I had known what would happen in East Timor that the military would be used as a political vehicle of Fretilin. I know that because I had attended (their) meetings several times,'' Reinado said. Reinado escaped from a Dili prison last September after having been jailed the previous month on charges of possessing weapons.
He was accused of having a role in sparking the violence among rival security forces and ethnic-based street gangs in and around Dili in April and May last year.
In February this year, then President Gusmao authorized the international forces to hunt down Reinado and his group of rebels.
In the television interview, where the location and date were not mentioned, Reinado said he is willing to surrender.
''It's not a problem, but it must be done under the existing law,'' he said, calling for the permanent halt of the military operation against him and his supporters and the holding of a dialogue.
''And then, I'm ready to face justice,'' he added.
Indonesia invaded East Timor in 1974 and annexed it the following year after it had been under Portuguese colonial rule for about 400 years. It officially gained independence in 2002 after two-and-a-half years under U.N. administration following a vote for independence in 1999.
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Ramos Horta e Xanana Gusmão defendem união nacional timorense
EFE - 25 Maio 2007 - 03:33
Díli - O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, e seu antecessor no cargo, o candidato a primeiro-ministro Xanana Gusmão, pediram hoje ao povo timorense que restabeleça a união nacional, um ano depois da morte de 11 policiais num combate com tropas do Exército, um momento crítico da crise que ainda afeta o país.
"A união nacional se rompeu no ano passado e agora nós, timorenses, temos a obrigação de curar as feridas e de nos unir a nossos irmãos e irmãs para voltarmos a ser o povo que éramos antes da crise", disse Ramos Horta.
"Não devemos culpar uns aos outros. Devemos reconhecer o erro de todos nós e aprender a lição desta crise, para que ela não se repita no futuro", acrescentou o prêmio Nobel da Paz de 1996.
Uma cerimônia oficial em Díli recordou o confronto entre membros do Exército e da Polícia.
Daqui a quatro dias começa a campanha para as eleições parlamentares de 30 de junho.
Autoridades e observadores internacionais temem que a violência possa se agravar devido à disputa eleitoral.
"A situação é de estabilidade na maior parte do país, mas temos que dizer de maneira honesta que há algumas áreas do território onde temos problemas", admitiu ontem o primeiro-ministro interino, Estanislau da Silva.
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Mari Alkatiri recebe a mais alta condecoração de Timor-Leste
FRETILIN - Comunicado de Imprensa - 23 de Maio de 2007
Dr Mari Alkatiri, Secretário-geral da FRETILIN, recebeu a mais alta condecoração, Medalha Dom Boaventura, como reconhecimento da sua contribuição à luta para a independência da nação.
A medalha é um tributo ao papel de Dr Alkatiri como fundador de um movimento de libertação, o actual partido político FRETILIN, e o seu trabalho na frente diplomática timorense, de 1975 a 1979.
A medalha Dom Boaventura é a mais elevada condecoração de Timor-Leste. Foi concedida pelo Presidente cessante, Kay Rala Xanana Gusmão, numa cerimónia no Palácio Presidencial, em Dili, no dia 19 de Maio passado.
A cerimónia contou com a presença de membros do governo, deputados parlamentares, representantes dos partidos políticos e das confissões religiosas.
"Lutei e trabalhei sempre por Timor-Leste, meu país, e continuarei a fazê-lo." disse Dr Alkatiri aos jornalistas, após a cerimónia de condecoração.
Na mesma cerimónia, foram também condecorados com a medalha Dom Boaventura, o falecido Presidente Nicolau Lobato, legendário líder da FRETILIN que foi morto em combate a 31 de Dezembro de 1978, e o novo Presidente eleito, José Ramos-Horta.
Outros militantes da FRETILIN, que contribuíram para a luta pela independência, de 1975 a 1979, haviam já sido condecorados com a medalha Dom Boaventura em cerimónia anteriores.
No dia 20 de Maio de 1974, Dr Mari Alkatiri foi um dos fundadores da Associação Social-democrata Timorense (ASDT), que mais tarde tornou-se na FRETILIN. Dr Alkatiri fez parte da declaração da Independência, no dia 28 de Novembro de 1975, foi também Ministro de Estado para os Assuntos Políticos no primeiro governo de Timor-Leste, estabelecido em 1975.
Sabendo que a invasão indonésia iria realizar-se, o Comité Central da FRETILIN decidiu enviar Mari Alkatiri, Ramos-Horta e Rogério Lobato, para fora do país, para estabelecerem a frente diplomática. Mari Alkatiri, como Chefe da Frente Diplomática, deixou Timor-Leste a 4 de Dezembro de 1975.
"Eu não queria deixar Timor-Leste dias antes da invasão, mas tinha que cumprir a decisão do Comité Central da FRETILIN, e na altura o Vice Presidente Nicolau pediu-me especificamente para fazê-lo," disse Dr Alkatiri.
Dr Alkatiri foi eleito como Vice-Presidente da FRETILIN, na Conferência da FRETILIN realizada em Sydney, em 1998.
Mari Alkatiri regressou a Timor-Leste, depois do referendo, em Setembro de 1999, e trabalhou desde então para reestruturar a FRETILIN, para permitir que os militantes do partido pudessem trabalhar em conjunto pelo país recentemente libertado.
Em 2001, Mari Alkatiri foi eleito como Secretário-geral da FRETILIN, no primeiro Congresso Nacional, e re-eleito em 2006, no Segundo Congresso Nacional.
Alkatiri fez parte do primeiro Governo de Transição das Nações Unidas, como Ministro para os Assuntos Económicos, e dos Segundo Governo de Transição das Nações Unidas como Ministro Chefe. Em Maio de 2002, a FRETILIN, como partido político com maioria absoluta no Parlamento Nacional, nomeou Mari Alkatiri para ser o Primeiro-Ministro de Primeiro Governo Constitucional de Timor-Leste. Dr Alkatiri tomou posse como Primeiro-Ministro a 20 de Maio de 2002, o dia da Restauração da Independência da República Democrática de Timor-Leste.
Durante os quatro anos de liderança do governo, Alkatiri foi elogiado, local e internacionalmente, pelo desenvolvimento de grandes políticas, incluindo as negociações com a Austrália sobre o petróleo do Mar de Timor, a criação do Fundo do Petróleo e o estabelecimento de acesso grátis à educação e à saúde.
No dia 26 de Junho e 206, Mari Alkatiri foi forçado a resignar da sua posição de Primeiro-Ministro, após forças anti-governo e anti-FRETILIN terem desestabilizado o governo democraticamente eleito, como forma de mudarem o regime governamental.
Para mais informações, contacte: José Teixeira (+670) 728 7080 (Dili, Timor-Leste)
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Timor-Leste: Inaugurado memorial a polícias mortos em 2006
LUSA - 25/05/2007 07:14
Díli - Um memorial aos oito polícias timorenses mortos há um ano junto ao complexo da Polícia Nacional (PNTL) foi hoje inaugurado em Díli pelo Presidente da República, José Ramos Horta.
Na cerimónia de homenagem, que participaram as famílias das vítimas de um dos incidentes mais graves da crise de 2006, a filha de um dos polícias mortos entregou uma carta "exigindo justiça e paz" ao representante do procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro.
Os oito elementos da PNTL foram mortos a 25 de Maio de 2006 por militares das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) quando se encontravam desarmados e sob escolta das Nações Unidas. O memorial e a lápide que recordam os oito polícias mortos situa-se no cruzamento onde ocorreu o tiroteio com as F-FDTL, diante do Ministério da Justiça, num troço de avenida que, até há poucas semanas, estava vedado ao trânsito com velas e ramos de flores colocados no sítio onde os membros da PNTl caíram.
O incidente marcou um dos momentos mais críticos da crise política e militar de Abril e Maio de 2006, que viria a causar a queda do I Governo Constitucional chefiado por Mari Alkatiri. À cerimónia de homenagem aos elementos da PNTL assistiu um oficial das F-FDTL, em representação do brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior das forças armadas. PRM-Lusa
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EFE – 26 Maio 2007
Díli - O ex-presidente do Timor-Leste Xanana Gusmão declarou hoje à Efe que espera vencer as eleições legislativas com 40% dos votos, o suficiente para que seu partido, o recém-criado Congresso Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), governe o país.
"Nosso objetivo é obter 40% dos votos dos mais de 500 mil eleitores timorenses", disse Gusmão no escritório do CNRT em Díli, a capital do país.
Na sua opinião, "será ruim para a democracia do Timor se o partido receber uma votação maior".
Gusmão, que fundou o partido no mês passado, insistiu que não quer uma vitória "por goleada".
"Mas estamos preparados para 40%, que nos permitiriam fazer uma mudança no país", previu.
Gusmão explicou que criou o CNRT porque o Timor pede uma mudança após cinco anos de Governo do Fretilin, ao qual pertenceu durante os anos da luta armada contra a ocupação indonésia.
O governamental Fretilin, de orientação marxista, controla atualmente o Parlamento e disputará com Gusmão e outros 12 partidos as eleições legislativas.
Nas eleições presidenciais, o independente José Ramos Horta venceu o candidato do Fretilin, Francisco Guterres.
Ramos Horta também se desvinculou do Fretilin, que responsabiliza pela onda de violência que há um ano mergulhou o país numa crise.
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Timor-Leste: Organizações pedem fim de comissão da verdade
Lusa - 25-05-2007 17:00
Um grupo alargado de organizações de direitos humanos pediu aos chefes de Estado de Timor-Leste e da Indonésia que encerrem a Comissão de Verdade e Amizade (KKP), que acusam de não ter nem credibilidade nem legitimidade.
“É óbvio pelo seu mandato e pelo seu desempenho que a KKP não é um mecanismo credível para a procura de justiça nem sequer da verdade sobre os acontecimentos em Timor-Leste em 1999, muito menos entre 1975 e 1999”, acusa um grupo de organizações timorenses, indonésias e internacionais.
“Desde a sua criação, a KKP tem muitos problemas, incluindo falta de legitimidade, ausência de qualquer método claro para análise de provas existentes sobre a violência de 1999, sérias deficiências nas audiências públicas, falta de transparência e clareza”, refere a carta aberta agora divulgada.
Yasinta Lujina, da organização timorense La'o Hamutuk, uma das signatárias da carta, explicou hoje à Lusa que “até agora a KKP não produziu nenhum resultado”.
“Os timorenses não foram envolvidos no processo de constituição da comissão e nenhuma proposta da sociedade civil foi considerada na sua formação”, declarou Yasinta Lujina. “A KKP não responde às necessidades das vítimas, das famílias das vítimas e toda a população de Timor-Leste por justiça e compensação”, acrescentou. “Sem justiça, as feridas do passado não podem sarar e a falta de respeito pelo primado da lei vai continuar a desestabilizar Timor-Leste”, defendeu Yasinta Lujina.
A KKP foi criada pela Indonésia e por Timor-Leste para investigar a violência que rodeou o referendo pela independência em Setembro de 1999.
A Comissão, que tem membros dos dois países, realiza desde quinta-feira, em Jacarta, a terceira ronda de audiências públicas, onde já participaram figuras conhecidas como o general Wiranto, o ex-Presidente indonésio Habibie, o bispo timorense D. Ximenes Belo e o ex-líder das milícias integracionistas timorenses Eurico Guterres.
“A criação da KPP foi um expediente político que estava condenado desde o início”, considerou Mark Byrne, da Coligação Australiana para a Justiça Transitória em Timor-Leste, recordando que “a comissão pode propor amnistias para os culpados das violações mais brutais de direitos humanos”.
Na carta aberta ao Presidente Yudhoyono e ao Presidente José Ramos-Horta, a coligação internacional de trinta organizações de direitos humanos oferece em alternativa à extinção da KPP a criação de um tribunal penal internacional.
Os signatários recomendam o apoio à reconstituição no Tribunal Distrital de Díli dos Painéis Especiais para Crimes Graves, “com poderes efectivos para prender e julgar responsáveis por crimes cometidos em Timor-Leste durante a ocupação indonésia, independentemente de onde residam hoje”.
A carta aberta exige também que os parlamentos dos dois países discutam formas de aplicar as recomendações do relatório final da Comissão de Recepção, Verdade e Reconciliação timorense, “Chega!”. “A KKP começou em 2005 como uma tentativa de neutralizar um relatório das Nações Unidas que concedia à Indonésia seis meses para acusar os responsáveis, que estavam sob sua jurisdição, pela violência em Timor-Leste em 1999”, acusam os signatários da carta aberta.
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Timor-Leste: Grupo Mudança recusa sair da FRETILIN e alia-se a CNRT
Lusa - 26-05-2007 13:36
Díli - O Grupo Mudança da FRETILIN, que escolhe hoje em Díli os órgãos formais do movimento, recusou a saída do partido maioritário e escolheu aliar-se ao Congresso Nacional de Reconstrução de Timor (CNRT) nas próximas eleições legislativas.
"A resolução e o sentimento desta convenção é que não vamos sair da FRETILIN e continuamos a pedir à liderança actual do partido para que, juntos, realizemos um congresso extraordinário onde todas as sensibilidades da FRETILIN possam estar representadas, para debater todas as questões políticas que dividem a família da FRETILIN", afirmou à Lusa o ex-ministro dos Negócios Estrangeiros José Luís Guterres.
O Grupo Mudança realiza desde manhã a sua convenção para a escolha formal da direcção do movimento e, às 21:00 locais (13:00 em Lisboa), os trabalhos decorriam ainda no ginásio da Universidade Nacional, em Díli.
"O grupo cresceu imenso e temos que formalizar a estrutura", explicou José Luís Guterres, acrescentando: "Foi um momento histórico para nós".
"O Grupo Mudança reclama-se de vertente democrática e queremos ser ouvidos pela direcção nacional da FRETILIN", acrescentou José Luís Guterres, um dos dirigentes do partido maioritário que entraram em confronto com a actual direcção da FRETILIN no congresso de 2006. Os princípios e os métodos de democracia utilizados pela FRETILIN desde 1975 não são usados hoje dentro da FRETILIN", acusou Vítor da Costa, coordenador do Grupo Mudança, no discurso de abertura da convenção.
"Fizeram da FRETILIN uma empresa privada que só lhes pertence, onde a direcção é individual e pessoal ou de grupo que manda e decide unilateralmente sem consultar ninguém, nem mesmo os órgãos competentes do partido", acrescentou Vítor da Costa.
O discurso do coordenador do Grupo Mudança fez um elenco de acusações contra o actual secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, o presidente do partido, Francisco Guterres "Lu Olo" e outros elementos do chamado Grupo Maputo. "São autoritários, arrogantes, megalómanos e abusam excessivamente do poder", declarou Vítor da Costa.
A convenção do Grupo Mudança decidiu avançar para uma aliança formal com o CNRT do ex-Presidente da República Xanana Gusmão.
"Não rejeitamos o 'status quo', rejeitamos a instabilidade política e por isso defendemos uma aliança com alguém que já foi servidor desse país e o liderou por muitos anos, que é Xanana Gusmão", afirmou José Luís Guterres. "Se a FRETILIN nos tivesse ouvido no congresso nacional, a situação não teria estado como hoje e não teria havido necessidade de uma organização política como o CNRT, que abraçasse todos os sectores da sociedade timorense", acrescentou José Luís Guterres.
A Lusa procurou, em vão, ouvir o comentário de Mari Alkatiri e de membros do Comité Central e do III Governo Constitucional às posições do Grupo Mudança da FRETILIN.
PRM-Lusa/fim
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Timor-Leste: Rogério Lobato pediu demissão da vice-presidência da FRETILIN – Alkatiri
Lusa - 26-05-2007 17:55
Díli - O ex-ministro do Interior de Timor-Leste Rogério Lobato pediu por carta a demissão da vice-presidência da FRETILIN, confirmou hoje à Lusa o secretário-geral do partido e ex-primeiro-ministro, Mari Alkatiri.
"A demissão foi apresentada por carta e apreciada no domingo passado" pelas estruturas dirigentes da FRETILIN, acrescentou Mari Alkatiri em declarações à Lusa, sábado à noite (início da tarde em Lisboa).
Sobre as razões da demissão do antigo ministro, Mari Alkatiri adiantou apenas que é uma consequência natural de Rogério Lobato estar na prisão, onde cumpre uma pena de sete anos e meio.
O Tribunal de Recurso confirmou a 10 de Maio - um dia após a segunda volta das eleições presidenciais - o acórdão de 7 de Março de um colectivo de juízes que condenou Rogério Lobato à prisão, num processo aberto por recomendação da Comissão Especial Independente de Inquérito aos eventos de Abril e Maio de 2006.
A justiça timorense condenou Rogério Lobato, fundador das FALINTIL em 1975, pela distribuição de armas a civis durante a crise de há um ano, que culminou na queda do I Governo Constitucional, dirigido por Mari Alkatiri.
No mesmo dia 10 de Maio, Rogério Lobato foi conduzido à prisão de Becora, em Díli.
Mari Alkatiri, que falou à Lusa já depois de terminar a convenção do Grupo Mudança da FRETILIN às 23:00 (15:00 em Lisboa), onde ele foi o principal alvo das críticas e da declaração política aprovada, afirmou que não acompanhou o encontro dos seus contestatários.
"Nem me preocupo com isso", declarou.
O ex-primeiro ministro confirmou que teve hoje uma "reunião de estratégia" com dirigentes da FRETILIN, no bairro central de Vila Verde, para definir as linhas da campanha para as legislativas de 30 de Junho.
A reunião estava marcada para a sede do Comité Central da FRETILIN mas "não pôde realizar-se lá porque já estava marcada uma reunião da OJETIL", a organização de juventude do partido.
Eládio Faculto, presidente da OJETIL, afirmou à Lusa que "a prioridade da reunião de hoje foi discutir como ganhar as legislativas e analisar qual é a desvantagem e a fraqueza da FRETILIN".
"O que debatemos foi como é que a FRETILIN teve uma derrota na primeira campanha das presidenciais", acrescentou o líder da OJETIL quando questionado sobre se a organização tem divergências políticas com a actual direcção da FRETILIN.
PRM-Lusa/Fim
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Homenagem às vítimas
Diário de Notícias - Sábado, 26 de Maio de 2007
Elementos das forças de segurança e civis vítimas da crise registada em Abril e Maio do ano passado foram ontem recordados em Timor-Leste em duas cerimónias evocativas da morte de oito polícias, tendo o Presidente Ramos-Horta apelado a "um exame de consciência".
O dia 25 de Maio "é um dia triste" porque assinala "a fraqueza da Nação devido à falta de liderança que agravou a situação", frisou Ramos-Horta ao inaugurar o memorial que recorda os polícias mortos há um ano, junto ao Ministério da Justiça.
O Presidente timorense, que na altura era ministro dos Negócios Estrangeiros, pediu aos timorenses que se interrogassem sobre as suas próprias acções, sublinhando que as vítimas de há um ano não foram apenas militares ou polícias, "mas também civis, incluindo crianças".
Esta é uma história que Maria Ximenes de Jesus conhece: o seu marido, Adelino Soares, morreu em Outubro, atingido por um dardo de fabrico tradicional, no bairro de Mascarenhas, na periferia sul de Díli. "Não sei quem atacou e a polícia nunca prendeu ninguém. Perder uma pessoa não é como perder dinheiro. Se perdermos dinheiro em casa, ele vai aparecer nem que seja em três ou quatro meses. Se perdermos uma pessoa, ela não vai aparecer. Fica-se sozinha."
No caso de Maria Ximenes de Jesus, "estar sozinha" significa ter "seis filhos para sustentar, porque as viúvas civis não recebem a pensão de viúvas de PNTL [polícia] ou das F-FDTL [forças armadas]".
Muito perto do local onde o marido de Maria Ximenes de Jesus foi morto, outras viúvas participavam ontem numa cerimónia, organizada, desta vez, pela Fundação Alola.
Dirigida por Kirsty Sword, a mulher do ex-presidente Xanana Gusmão, a Fundação Alola assinalou a data com o lançamento de um Livro Memória, que reúne os testemunhos de 24 viúvas de elementos da PNTL, das F-FDTL e civis.
Elaborado pelo Fórum de Comunicação das Mulheres Timorenses, o Livro Memória contempla o relato de quem se reúne há um ano se reúne em conjunto, como forma de terapia para os rancores do passado.
Com Lusa
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Anunciou o representante especial do secretário-geral da ONU: Timor: UE atribui 63 milhões de euros para projectos de desenvolvimento
Jornal Digital - 2007-05-25 18:43
Lisboa - O representante especial do secretário-geral da ONU para Timor-Leste, anunciou hoje em Lisboa que a União Europeia (UE), vai atribuir 63 milhões de euros para apoiar programas de desenvolvimento naquele país asiático.
No final de uma audiência com José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia, Atul Khare, representante especial do secretário-geral da ONU para Timor-Leste, anunciou a contribuição de 63 milhões de euros da EU a Timor-Leste, salientando a importância que Timor-Leste tem para 27 Estados-membros.
“Fiquei muito pelo grande empenho da Comissão Europeia em relação ao Timor. Estou muito optimista quanto ao futuro do país”, destacou o representante das Nações Unidas.
Reafirmando a sua confiança na democracia timorense, o diplomata da ONU revelou que o presidente da Comissão Europeia afirmou que Timor Leste “está no bom caminho”, admitindo, porém, que o país ainda tem muitos desafios pela frente, “o desafio das eleições legislativas (30 de Junho), e o desafio de promover um governo inclusivo e um governo participativo, num clima que permita reconhecer o papel importante não só do Executivo, mas também da própria oposição e da sociedade civil” concluiu.
Em nome de José Ramos Horta, presidente de Timor-Leste, Atul Khare, convidou o presidente da CE a visitar Timor-Leste, tal como já tinha feito com o primeiro-ministro português José Sócrates.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "