The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
October 9, 2006
ARMY rebel and jail escapee Alfredo Reinado has accused Australian and other international troops and police in East Timor of failing to confiscate illegal weapons in the hands of militants.
Major Reinado said he agreed with a finding of a United Nations inquiry that many weapons had not been recovered after East Timor's 3200-strong police force disintegrated amid violence in April and May.
"There are still many weapons out there," Major Reinado said by telephone from a hidden location.
"People are hiding out. Some people have been killed by them but the international forces have done nothing to stop them," he said.
A report of the UN inquiry into the violence lists many weapons that are unaccounted for throughout East Timor.
The report names up to 100 people, including senior political and security force figures, in scathing findings that recommend some should face criminal charges.
Major Reinado said the international forces failed to confiscate the weapons and stood by as criminals committed offences and gangs went on the rampage in Dili.
"The international forces should concentrate on these things and not be concerned with me," he said. "The question is: did they honestly come here to help the country or did they just come here to spend their time spending international money?"
Australian-trained Major Reinado became the most wanted man in East Timor after leading a mass escape from Dili's main jail on August 30.
Appearing to taunt those hunting him, he said he was still celebrating the West Coast Eagle's AFL premiership. "Say hello to West Coast for me," he said.
Major Reinado said he was willing to abide by the findings of the UN inquiry that investigated a gun battle he was involved in on Dili's outskirts in May.
"Everybody must comply … I'm ready for that," he said. "(But) I don't think any blame will be put on me."
Security forces in Dili are on alert before the release of the UN report. Observers describe the political situation in Dili as highly volatile.
The ruling Fretilin party yesterday issued a statement accusing Vicente da Conceicao of terrorising people in a village near Dili late last month.
Claims by Mr da Conceicao, a former guerilla fighter, in early June that he was asked to set up a so-called hit squad to eliminate opponents of former prime minister Mari Alkatiri, forced Dr Alkatiri's resignation.
Quoting a signed statement by Felix da Costa, the administrator of Maubara district 30 kilometres west of Dili, Fretilin said Mr da Conceicao forced his way into Mr da Costa's house and accused him and local officials of distributing weapons.
Fretilin said Mr da Conceicao allegedly hit Mr da Costa's wife on the head with his pistol before saying he would return to rape her and burn the house.
It said Mr da Conceicao warned that a new violence would last at least 10 months unless Dr Alkatiri was punished.
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Tradução da Margarida:
As tropas falham em Timor, diz amotinado
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Outubro 9, 2006
O amotinado das forças armadas e fugitivo da prisão Alfredo Reinado acusou os Australianos e outras tropas e polícias internacionais em Timor-Leste de terem falhado na confiscação das armas ilegais nas mãos dos militantes.
O Major Reinado disse que concorda com a afirmação do inquérito da ONU que muitas armas não foram recuperadas depois da força de 3200 elementos da polícia de Timor-Leste se ter desintegrado no meio da violência de Abril e Maio.
"Há ainda muitas armas por aÍ," disse o Major Reinado por telefone do seu esconderijo.
"As pessoas estão escondidas. Algumas pessoas foram mortas por eles mas as forças internacionais nada fizeram para as parar," disse.
um relatório do inquérito da ONU sobre a violência lista muitas armas que não foram encontradas por todo o país.
O relatório aponta o nome de cerca de 100 pessoas, incluindo políticos de topo e figuras das forças de segurança, em lastimáveis descobertas que recomendam que alguns devem enfrentar acusações criminais.
O Major Reinado disse que as forças internacionais falharam em confiscar as armas e ficaram paradas quando os criminosos cometiam crimes e os gangs andavam em fúria por Dili.
"As forças internacionais deviam concentrar-se nisso em vez de se preocuparem comigo," disse. "A questão é: vieram honestamente para aqui para ajudar o país ou vieram para cá para passar tempo e gastarem o dinheiro internacional?"
O Major Reinado, treinado na Austrália tornou-se o homem mais procurado em Timor-Leste depois de liderar uma fuga em massa da prisão principal de Dili em 30 de Agosto.
Parecendo provocar os que o procuram, disse que estava ainda a celebrar a vitória do West Coast Eagle' da AFL. "Digam olá ao West Coast por mim," disse.
O Major Reinado disse que está disponível para respeitar as descobertas do inquérito da ONU que investigou um tiroteio onde esteve envolvido nos subúrbios de Dili em Maio.
"Toda a gente deve obedecer … estou pronto para isso," disse. "(Mas) não penso que ponham culpas em cima de mim."
As forças de segurança em Dili estão em alerta antes da saída do relatório da ONU. Os observadores descrevem a situação política em Dili como altamente volátil.
Ontem, o partido no poder, a Fretilin emitiu um comunicado acusando Vicente da Conceição de aterrorizar gente numa aldeia perto de Dili no final do mês passado.
Afirmações pelo Sr da Conceição, um antigo guerrilheiro, no princípio de Junho de que lhe foi pedido para montar um esquadrão de ataque para eliminar opositores do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, forçaram a resignação do Dr Alkatiri.
Citando uma declaração assinada por Félix da Costa, o administrador de Maubara distrito a 30 kilómetros a oeste de Dili, a Fretilin disse que o Sr da Conceição forçou a sua entrada em casa do Sr da Costa e acusou-o e a outros funcionários locais de distribuir armas.
A Fretilin disse que o Sr da Conceição alegadamente atingiu a mulher do Sr da Costa na cabeça com a sua pistola antes de dizer que regressaria para a violar e queimar a sua casa.
Disse que o Sr da Conceição avisou que a nova violência duraria pelo menos 10 meses a não ser que o Dr Alkatiri fosse punido.
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segunda-feira, outubro 09, 2006
Troops fail in Timor, says rebel - Inglês e Tradução da Margarida
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Malai Azul 2
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De um leitor
Goste-se ou não da figura, o que em termos institucionais é irrelevante, o Sr. Alkatiri está certo: é necessário reforçar a autoridade do Estado. É necessário que a polícia detenha os criminosos. É necessário que os tribuanais condenem. É necessários que os presos cumpram as penas e não se evadam das prisões.
Sem isto não há Estado. E sem Estado não há segurança. E sem esta não há liberdade. E sem esta não é possivel o desenvolvimento económico. E sem este os cidadãos timorenses vão continuar a sofrer.
Se quem quis impor alguma autoridade às instituições do Estado é agora acusado de ter sido ditador, de ter querido fazer uma revolução, algo vai mal em Timor Leste e vai continuar a correr muito mal.
O que é preciso é ordem, disciplina, sentido de dever e respeito pela autoridade. Sem isto não se avança.
Não é com demagogia, ou na emoção do berreiro em que Timor-Leste tem caído que se vai constuir alguma coisa!
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Malai Azul 2
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domingo, outubro 08, 2006
Declarações à chegada a Díli
Ribeiro de Castro afirma não estar obcecado com vida interna do CDS-PP
Díli, 08 Out (Lusa) - O presidente do CDS-PP, José Ribeiro e Castro, escus ou-se hoje a comentar a disponibilidade de Luís Nobre Guedes em disputar a liderança, considerando que "não está obcecado com a vida interna" do partido.
...
Ribeiro e Castro chegou a Díli proveniente da Austrália, onde participou n os trabalhos do Comité Executivo da União Democrática Internacional (UDI), organ ização que agrupa 80 partidos do centro-direita de todo o Mundo, e que marcou o regresso do CDS-PP àquela "família política". O CDS-PP foi um dos partidos fundadores da UDI, em 1983. "Há cerca de 13 anos o partido foi excluído da organização, mas agora, com a minha liderança, fomos readmitidos como membros de pleno direito", afirmou.
A UDI é actualmente presidida pelo líder do Partido Liberal australiano, John Howard, que chefia o governo, e entre os partidos que fazem parte da organização figuram o Partido Republicano (Estados Unidos), Partido Popular (Espanha) e o Partido Conservador (Reino Unido).
Além do CDS-PP, a RENAMO, da oposição em Moçambique, é outra formação partidária dos países lusófonos que faz parte da UDI.
"Vindo à Austrália não poderia deixar de vir a Timor-Leste. Seguimos com muita preocupação, e também com muito carinho, a situação em Timor-Leste", salientou.
Ribeiro a Castro destacou o "grande passado (do CDS-PP) no apoio à causa da independência e, agora, da democracia e da construção do Estado de Direito".
"Queremos que a experiência de Timor-Leste corra bem. A causa de Timor uni u Portugal. Quero recolher informação, mais extensa e mais vasta, actuando com sentido de estado, como é próprio de um partido de governo, do arco da governabilidade, como o CDS, hoje na oposição", acrescentou Ribeiro e Castro.
O programa da estada de Ribeiro e Castro inclui visitas ao quartel da GNR e à Escola Portuguesa de Díli, e um encontro com os efectivos do Grupo de Operações Especiais da PSP estacionados em Díli.
Quanto à agenda política prevista, José Ribeiro e Castro tem encontros marcados com o antigo primeiro-ministro, e líder da FRETILIN, Mari Alkatiri, com líderes dos partidos com representação parlamentar, e ainda com o Presidente Xanana Gusmão, com o primeiro-ministro José Ramos-Horta e com o comandante das forças armadas timorenses, brigadeiro-general Taur Matan Ruak.
Estão igualmente agendadas reuniões de trabalho com o representante em funções de Kofi Annan em Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, com o representante da Comissão Europeia, Giuglielmo Colombo, e com o reitor da Universidade Nacional de Timor LoroSae, Benjamim Corte-Real.
EL-Lusa/Fim
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Malai Azul 2
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Comunicado - FRETILIN - Português, Tetum e Inglês
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN
Rua dos Mártires da Pátria, Comoro, Dili, Timor-Leste, e: mail: staccfretilin@yahoo.com. Tel/fax 3317219
Comunicado de Imprensa
Outubro 8, 2006
12.45 am
RENEGADO RAI’LÓS ATERRORIZA PESSOAS, A 30 KMS A OESTE DE DILI
O renegado Rai'lós lançou o pânico em Maubara - distrito de Liquiçá, precisamente a uma semana da data prevista para a divulgação do relatório elaborado pela Comissão Internacional de Inquérito sobre os actos violentos ocorridos em Abril e Maio deste ano e que causaram a deslocação de milhares de timorenses.
De acordo com o relatório assinado pelo Sr. Félix da Costa, Administrador do Sub-Distrito de Maubara, localizado a 30 kms a oeste de Dili, na madrugada do dia 29 de Setembro, Rai’Lós, armado e acompanhado de polícias locais, proferiu ameaças de violação sexual à esposa do Sr. Mariano caso não colaborassem com os seus intentos.
Sob pressão do Rai’Lós, o Sr. Mariano foi forçado a acordar o Sr. Félix da Costa com o pretexto de que havia pessoas que precisavam da sua ajuda. Rai’Lós acusou o Sr. Félix e outras autoridades locais de terem distribuído armas para assassiná-lo assim como aos soldados peticionários. A esposa do Sr. Félix negou categóricamente esta acusação e o Rai’Lós espancou-a na cabeça com a pistola que empunhava.
Ainda de acordo com o relatório do Sr. Félix, Rai’Lós para alem de proferir palavras obscenas ameaçou ainda aniquilar o Administrador do distrito de Liquiçá e o Sr. Felix se os resultados do relatório da Comissão Internacional de Inquérito não resultassem na prisão de Mari Alkatiri.
Rai’Lós ameaçou ainda a esposa do Sr. Félix dizendo que voltaria ao local para a violar e incendiar a sua residência.
Segundo o relatório do Sr. Félix, Rai’Lós disse em tom provocador: “Podes queixar-te aos teus ministros. Não tenho medo porque tenho as “costas quentes”, o número um apoia-me e tenho a polícia de Liquiçá nas minhas mãos.” Rai’Lós continuou a ameaçar dizendo que uma nova onda de violência começaria novamente, com duração de dez meses se o Alkatiri não fosse punido.
O Administrador do sub-distrito de Maubara quer que o Rai’Lós e o seu grupo sejam desarmados. Quer também saber se o Rai’Lós está a seguir instruções de algum líder timorense e pede a intervenção e protecção da policia das Nações Unidas no sentido de proteger o seu distrito e, que esta protecção seja implementada antes da divulgação dos resultados de investigação feita pela Comissão Internacional de Inquérito.
A divulgação do relatório elaborado pela Comissão Internacional de Inquérito poderá ocorrer dentro do mês de Outubro. A entrega do relatório ao Presidente do Parlamento e ao Secretário Geral das Nações Unidas estava originalmente prevista para ontem, dia 7 de Outubro.
De referir que o Dr. Mari Alkatiri foi forçado a resignar-se em Junho na sequência de alegações feitas pelo Rai’Lós ao programa “Four Corners” da estação australiana, ABC.
O relatório do Administrador do Sub-Distrito de Maubara, datado 2 de Outubro , foi entregue às autoridades timorenses no dia 6 de Outubro de 2006.
Para mais informação:
Dili: Mr Filomeno Aleixo +670 729 1644
Melbourne: Mr Alex Tilman +61 419 281 175
Sydney: Mr Sahe da Silva +61 414 807 824
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Komuikadu bá Media
Outubru 8, 2006
12.45 am
Renegadu Railós hatauk ema , besik hela Díli Km 30 deit
Vicente Railós hatauk ema iha Timor-Leste, bainhira falta deit ona semana ida ba Komisaun Iketritu hosi Nasoens Unidas atu fosai ninia rezultadu investigasaun konabá krise nebé mosu iha fulan Abril no Maiu tinan ida né, nebé halo mós ema rihun ba rihun mak sai hosi sira nia hela fatin baibain.
Tuir surat ida ható husi Felix da Costa, Administrador sub-distritu Maubara nian, dok kilpmetru 30 hosi Díli, iha loron 29 Setembru dader nakukun, Railós kaer kilat iha liman no lao hamutuk hó polisia iha nebá, ameasa atu viola ema rainain ida, se nia hó nia kaben Mariano la kopera hó nia.
Mariano hó tauk tuir deit Railós hó nia grupu nia liafuan, sira ba baku oadamatan Felix da Costa nia uma, hodi hakfolik dehan ba sira katak ema balu presiza sira nia ajuda. Railós kaer ninia pistola hodi tama deit hó forsa iha senhor da Costa nia uma, no akusa nia no autoridade local sira seluk katak sira fahe kilat ba ema atu oho nia no mos soldadu petisionáriu sira. Bainhira senhor da Costa nia fen nega akuzasaun sira hosi Railós, nia lori nia pistola hodi baku senhora né nia ulun.
Tuir da Costa nia liafuan, Railós hakilar ba sira katak mak Mari Alkatiri la tama kadeia bainhira relatoriu ONU nain hasai, nia sei fila fali para oho tia Administrador Liquiçá nian no mos Administrador sub-distritu, senhor da Costa. Nia fihir lós ba senhor da Costa nia fén nia oin hodi dehan, nia sei fila bá atu abuza nia no sei sunu tiha sira nia uma.
Tuir senhor da Costa nia relatóriu, Railós mós dehan ba sira molok fila kotuk, “Imi bele ható keixa bá imi nia ministru sira. Hau la tauk tamba númeru um iha hau nia kotuk no mós polísia Liquiçá iha hau nia liman”. Nuné nia mós ameasa katak violénsia foun sei mosu no sei kontinua tó fulan sanulu, mak Alkatiri la tama kadeia karik.
Administrador Liquiçá, Felix da Costa husu atu dezarma tia Railós hó nia grupu. Nia hakarak hatene karik lider ruma nasaun né nian mak fó autorizasaun bá Railós atu halobuat sira né, nomos nia hakrak Polísia ONU nian atu proteje ninia Distritu no nia hakarak protesaun né metin duni molok hasai relatóriu internasional bá ema hotu hatene.
Relatóriu ONU nian konabá violénsia nebé mosu iha Timor-Leste, fulan Abril no Maiu liubá, sei hasai iha fulan Outubru nia laran. Fofoun né, relatóriu atu sai iha loron 7 fulan Outubru. Dr. Alkatiri obrigadu husik nia kargu Primeiru-Ministru iha fulan Juñu tamba Rai’lós nia alegasaun hasai iha televizaun Austrália nian, programa ABC, hanaran 4 korners. Señor da Costa hakerek ninia liafuan sira né iha loron 2 fulan Outubru no autoridade sira simu relatoriu né iha loron 6 Outubru.
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Media Release
October 8, 2006
12.45 am
Renegade Rai'los terrorises people, only 30 kms west of Dili
Vicente Rai'los terrorised people in Timor-Leste, just a week before the expected release of the report of the United Nations investigation into who was behind the violent events of April and May this year, which displaced thousands of Timorese.
According to a signed statement by Felix da Costa, the Administrator of sub-district Maubara, 30 kms west of Dili, at dawn on September 29, an armed Rai'los, accompanied by local police, threatened to rape a local citizen, unless she and her husband Mariano cooperated.
A fearful Mariano was forced by Railos and his group to knock at the door of Felix da Costa, under the pretext that there were people needing his help. Using his pistol Railos then violently entered Mr da Costa’s house, and accused him and other local authorities of distributing weapons with the intention of killing him and the petitioning soldiers. When Mr da Costa's wife denied Railos' accusation, he hit her in the head with his pistol.
According to da Costa's statement, Railos screamed that if Mari Alkatiri doesn’t go to prison when the UN report is released, he would return to kill both the district administrator of Liquiçá and the sub-district administrator, Mr da Costa. Looking at Mr da Costa’s wife, he told her he would also return to rape her and burn her house.
According to Mr da Costa’s report, a defiant Rai'los said, “You can complain to your ministers. I am not afraid because I have the number one behind me and I have the local Liquica police in my hands”. He then threatened that a new wave of violent conflict would begin and would continue for at least ten months, if Alkatiri isn’t punished.
Administrator Felix da Costa has called for Rai'los and his group to be disarmed. He wants to know if any of the nation's leaders have authorized Rai'los' actions, and he wants UN police to protect his district and for this protection to be effective before the publication of the international findings.”
The report by the UN investigators regarding the violent events of April and May is now expected by the end of October. The report was originally expected to be made on October 7. Dr Alkatiri was forced to resign in June following allegations by Rai'los on ABC TV program 4 Corners. Mr da Costa wrote his statement on October 2 and Timorese authorities had it by October 6.
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Acusações sobre a violência em Timor
Tradução da Margarida.
The Age
Tom Hyland
Outubro 8, 2006
Um inquérito das Nações Unidas sobre a violência em Timor-Leste este ano vai servir para anunciar cerca de 100 pessoas, incluindo políticos de topo e figuras das forças de segurança, em descobertas danificadoras que recomenda que alguns deve enfrentar acusações criminais.
A saída iminente do relatório tem levantado receios de mais violência na capital, Dili, levando a um apelo à calma pelo Presidente Xanana Gusmão, que prevê que as suas descobertas serão "fardo pesado " para toda a nação.
Um painel de três membros de peritos da ONU completou o relatório ontem. Espera-se que seja entregue ao Parlamento de Timor-Leste tão cedo quanto esta semana.
O Sunday Age acredita que o inquérito acusa políticos de topo e figuras das forças de segurança pela violência que irrompeu em Abril, levando ao destacamento de Australianos e outras tropas. Num desafio aos líderes de Timor-Leste e à fortaleza do seu sistema judicial, acredita-se que o relatório anuncie 100 figuras chave, e recomenda que muitas sejam responsabilizadas.
Os nomes são de todos os lados da política Timorense, minando teorias de que a violência foi orquestrada por uma mão escondida — seja o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, que resignou sob pressão em Junho, ou pelo Presidente Gusmão como parte do golpe apoiado pelos Australianos contra o Sr Alkatiri.
"Vai desapontar seriamente os teóricos da conspiração," disse uma fonte bem -informada. "Qualquer noção de que de algum modo havia um manipulador de marionetas sentado no palácio Presidencial ou no Gabinete do Primeiro-Ministro a puxar as cordas não existe." O relatório diz-se, vai iluminar falhanços de instituições importantes e de pessoas chave nessas instituições, particularmente na polícia e nas forças armadas.
A violência, que reclamou 40 vidas, expõe profundas divisões no seio das forças armadas e entre as forças armadas e a polícia. Irrompeu em Abril quando tropas "leais" dispararam contra uma manifestação em apoio de 600 soldados que tinham desertado em Março, alegando discriminação. Em Maio, a força da polícia em Dili desintegrou-se quando as tropas dispararam e mataram nove polícias desarmados.
Entre alegações que facções políticas rivais estavam a formas esquadrões de ataque, distúrbios e fogos postos irromperam em Dili, forçando 150,000 pessoas das suas casas.
O inquérito, ordenado pelo Secretário-Geral da ONU Kofi Annan em Junho a pedido do governo de Timor-Leste, acredita-se que vai expor o colapso total do controlo do governo, sem ninguém responsável por instituições chave na altura em que o tiroteio começou.
O seu mandato era estabelecer os factos à volta da violência, clarificar os responsáveis e recomendar medidas para garantir que os responsáveis por crimes sejam responsabilizados.
As suas recomendações criarão o maior desafio aos líderes de Timor-Leste e ao seu inexperiente sistema judicial.
O apelo à calma do Sr Gusmão foi feito juntamente com o Sr Ramos Horta e o Presidente do Parlamento.
Enfatizando receios de um retrocesso violento ao inquérito, pediram às pessoas para aceitarem o relatório com "dignidade, força e coragem ". "O relatório da comissão e as suas recomendações podem vir a ser um fardo pesado para muita gente," disseram.
2006: Um ano em crise
Março: O Governo de Timor-Leste despede 600 soldados quando desertaram, alegando discriminação.
Abril 28: Tropas abrem fogo e matam cinco quando uma manifestação dos soldados despedidos se transforma num motim.
Maio 11: A Austrália põe barcos com tropas em estado de alerta.
Maio 25: As primeiras tropas Australianas chegam depois de Timor-Leste requerer assistência estrangeira.
Maio 26: A ONU confirma nove polícias desarmados mortos baleados por tropas Timorenses.
Maio 31: O Presidente Gusmão toma o controlo das forças armadas, declara o estado de emergência.
Junho 21: O antigo ministro do interior Rogério Lobato é colocado sob prisão domiciliária sobre alegações de que armou um grupo de milícia.
Junho 8: O Ministro dos Estrangeiros pede à ONU para abrir um inquérito à violência.
Junho 26: O Primeiro-Ministro Mari Alkatiri resigna.
Junho 29: Kofi Annan forma uma comissão independente de inquérito.
Julho 8: José Ramos Horta nomeado como o novo Primeiro-Ministro.
Out 7: Relatório completo do inquérito.
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A paz sem vencedor e sem vencidos
Dai-nos senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Que o tempo que nos deste seja novo
Recomeço de esperança e de justiça
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos.
Erguei o nosso ser à transparência
Para podermos ler melhor a vida
Para entendermos vosso mandamento
Para que venha a nós o vosso reino
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos
Fazei senhor que a paz seja de todos
Dai-nos a paz que nasce da verdade
Dai-nos a paz que nasce da justiça
Dai-nos a paz chamada liberdade
Dai-nos Senhor a paz que vos pedimos
A paz sem vencedor e sem vencidos.
Sophia de Mello Breyner Andreson
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Charges over Timor violence
The Age
Tom Hyland
October 8, 2006
A UNITED NATIONS inquiry into the violence in East Timor this year is set to name up to 100 people, including senior political and security force figures, in scathing findings that recommend some should face criminal charges.
The imminent release of the report has raised fears of more violence in the capital, Dili, prompting an appeal for calm by President Xanana Gusmao, who predicted its findings would be a "heavy burden" for the entire nation.
A three-member panel of UN experts completed the report yesterday. It is expected to be tabled in East Timor's Parliament as early as this week.
The Sunday Age believes the inquiry blames senior political and security force figures for the violence that erupted in April, leading to the dispatch of Australian and other peacekeepers. In a challenge to East Timor's leaders and the strength of its judicial system, the report is believed to name 100 key figures, and recommend many be held accountable.
Those named are from all sides of East Timorese politics, undermining theories that the violence was orchestrated by a hidden hand — either former prime minister Mari Alkatiri, who resigned under pressure in June, or by President Gusmao as part of an Australian-backed coup against Mr Alkatiri.
"It's going to seriously disappoint the conspiracy theorists," a well-informed source said. "Any notion that somehow there was a puppeteer sitting in the President's palace or the Prime Minister's office pulling all the strings is sort of out to lunch." The report is said to highlight failures by major institutions and key people in those institutions, particularly in the police and military.
The violence, which claimed up to 40 lives, exposed deep divisions within the army and between the army and the police. It erupted in April when "loyal" troops fired on a protest staged in support of 600 soldiers who had deserted in March, alleging discrimination. In May, the police force in Dili disintegrated when troops shot and killed nine unarmed police.
Amid allegations that rival political factions were forming hit squads, rioting and arson erupted in Dili, forcing 150,000 people from their homes.
The inquiry, set up by UN Secretary-General Kofi Annan in June at the request of East Timor's Government, is believed to expose a total collapse of government control, with no one in charge of key institutions by the time the shooting started.
Its mandate was to establish the facts surrounding the violence, clarify who was responsible and recommend measures to ensure those responsible for crimes are held accountable.
Its recommendations will create the biggest challenge for East Timor's leaders and its inexperienced judiciary.
Mr Gusmao's call for calm was made in a joint appeal with Mr Ramos Horta and the president of the Parliament.
Underlining fears of a violent backlash to the inquiry, they called on the public to accept the report with "dignity, strength and courage". "The commission's report and its recommendations may turn out to be a heavy burden for many people," they said.
2006: A year in crisis
March: East Timor Government sacks 600 soldiers when they desert, alleging discrimination.
April 28: Troops open fire and kill five when a rally for the sacked soldiers turns into a riot.
May 11: Australia puts troop ships on stand-by.
May 25: First Australian troops arrive after East Timor requests foreign assistance.
May 26: UN confirms nine unarmed police shot dead by East Timorese troops.
May 31: President Gusmao takes control of armed forces, declares state of emergency.
June 21: Former interior minister Rogerio Lobato placed under house arrest over allegations that he armed a militia group.
June 8: Foreign Minister asks the UN to set up an inquiry into the violence.
June 26: Prime Minister Mari Alkatiri resigns.
June 29: Kofi Annan forms independent commission of inquiry.
July 8: Jose Ramos Horta named as new Prime Minister.
Oct 7: Inquiry completes report.
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Ex-primeiro-ministro alerta para ‘estratégia de tensão’
Expresso - 7 de Outubro de 2006
Nicole Guardiola
As causas do incêndio que deflagrou na madrugada de segunda-feira na sede da Fretilin em Díli estão a ser investigadas pela polícia timorense. Mas para o secretário-geral do partido do Governo, Mari Alkatiri, não há dúvidas de que foi fogo posto: ‘Recebemos ameaças anónimas e instalámos um piquete. O fogo começou ao amanhecer, quando o piquete foi descansar’, explicou ao Expresso.
A pronta intervenção dos bombeiros - ‘uma das poucas corporações que funciona bem aqui’ ironiza o ex-primeiro-ministro - limitou os estragos: só a cafeteria foi destruída.
Não é o primeiro incidente deste tipo contra edifícios ou membros do Governo, mas o ataque à sede principal da Fretilin tem uma carga simbólica reforçada. ‘Estão a provocar a Fretilin para desencadear reacções e uma espiral de violência’, opina Alkatiri, que se recusa a precisar quem são os supostos autores materiais e/ou morais desta ‘estratégia da tensão’. O ex-PM refere que a única solução é reforçar a autoridade do Estado e acabar com a impunidade, para o que a nova missão da ONU e a presença de uma polícia internacional capaz de ajudar a reorganizar e treinar as forças de segurança timorenses serão preciosas.
‘Infelizmente, nem todos os responsáveis políticos o entendem assim’, diz Alkatiri. Estas divisões terão estado na origem da renúncia do ex-Presidente de Cabo Verde, Mascarenhas Monteiro, ao cargo de representante do secretário-geral da ONU em Timor-Leste: ‘Compreendo a sua decisão, mas lamento-a. Perdemos um amigo dedicado e empenhado’.
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sábado, outubro 07, 2006
Timor-Leste, gangs de rua violentos
Tradução da Margarida:
Strategypage.com
Outubro 6, 2006: Em Timor-Leste, gangs de rua violentos, muitos deles filiados em grupos políticos, continuam a vagabundear pela capital, e a evitar que milhares de deslocados regressem a casa. Os políticos rivais recusam-se a desmantelar os seus gangs, ou mesmo a admitir que os influenciam.
Assim a ONU enfrenta a perspectiva de manter 3,000 boinas azuis e oficiais em Timor-Leste indefinidamente. É um outro Estado falhado, mas dá aos bureocratas da ONU (a oportunidade) de fazerem algo de útil.
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Voleibol - O desporto em resposta à crise timorense
Macau, China, 07 Out (Lusa) - Apesar de "faltar tudo", as atletas de voleibol feminino de Timor-Leste encararam hoje a participação nos Jogos da Lusofonia como uma ilha de normalidade na vida pessoal e familiar no meio da instabilidade política que afecta o país desde Abril.
Terolinda Varela Amaral faz parte da equipa de 10 jogadoras e dois treinadores que hoje perdeu contra a equipa portuguesa por 3-0, mas para Terolinda o resultado é o menos importante.
O que de facto importa é, com a participação em eventos desportivos internacionais, "mostrar à família e aos filhos que Timor- Leste está a voltar à normalidade".
Timor-Leste vive desde o passado mês de Maio uma situação de instabilidade política e social que causou a morte de pelo menos duas dezenas de pessoas e provocou a fuga de dezenas de milhares de pessoas para campos de refugiados e para as montanhas em redor da capital, Díli.
"Eu só quero participar, ganhar experiência, o objectivo não é ganhar", afirmou Terolinda, de 32 anos, que faz parte de uma equipa onde mais de metade das atletas vive em campos de refugiados e é obrigada a equilibrar a vida profissional, familiar e os treinos com as condições precárias da vida nos campos.
"Falta-nos tudo no voleibol feminino em Timor-Leste", afirmou Cândido da Silva, o treinador da equipa do país.
Muitas das atletas fugiram para as montanhas com medo dos conflitos étnicos, disse Cândido da Silva. Das atletas que sobraram "cerca de 50 por cento vivem nos campos de refugiados. Vêm treinar, mas voltam aos campos".
"Faltam-nos equipamentos, uniformes, bolas, redes. Os sapatos são as próprias atletas que compraram. Treinar é um sacrifício, mas vale a pena", afirmou Cândido da Silva, que deixou um pedido de auxílio à Federação Portuguesa de Voleibol.
Segundo o treinador, todas as famílias das jogadoras concordam com a participação das mães e mulheres nas provas de Macau e nos treinos regulares em Timor, em grande parte porque encaram o desporto como uma resposta às convulsões sociais que afectam Timor-Leste.
"Todos os familiares nos apoiam porque é a primeira vez que Timor-Leste participa em jogos internacionais, ainda mais no meio de uma crise como a actual", afirmou Terolinda.
"As jogadoras são todas casadas e têm filhos. É difícil relacionar famílias, trabalho e treinos", considerou o treinador timorense e adiantou: "a federação fala sempre com os maridos. Nós pedimos licença e eles dão sempre".
Em partida disputada no pavilhão polidesportivo do Instituto Politécnico de Macau, a equipa portuguesa de voleibol feminino venceu a equipa de Timor-Leste por 3-0, com os parciais de 25-5, 25-4 e 25- 14.
RBV-Lusa/fim
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Sinais de ternura
The Australian
ÚLTIMO OLHAR
Jane Fraser
Outubro 07, 2006
Parece que ficaram tão poucas regras de manifestações públicas de afecto e de protecção. Os homens, por exemplo, já não abrem as portas dos carros para as mulheres e já não lhes dão os seus lugares nos autocarros e comboios, e isto não é nem aqui, nem lá; temos de aguentar nos nossos dois pés quando as vacas e os pássaros vêm a casa dormir, e seja o que for que as vacas façam em casa.
Um hábito enraizado particularmente irritante, contudo, esconde-se na psique dos machos e é o hábito primitivo de andarem no lado da estrada duma mulher. Em todo o lado no mundo, mesmo quando falamos, centenas de milhares de homens estão a fazer pequenos movimentos do tipo de coser à máquina à volta das mulheres para que possam galantemente salvá-las de serem atropeladas pelo proverbial cavalo em fuga ou da lama espalhada nas suas saias por uma charrete descontrolada.
Mas ainda refilamos contra gestos físicos abertos que consideramos desagradáveis. Espirrar na plataforma da estação de comboios, por exemplo.
Em geral, beijar é um caso de contenção. Aparentemente Xanana Gusmão insiste que as repórteres mulheres o beijem na boca depois das entrevistas. Yuck; não que tenha nada contra o homem como tal; é um ícone dos saudosistas da revolução. É o princípio da questão. Um beijo na cara está bem, e é tudo.
Recentemente, a política do mais anódino dar as mãos tornou-se a conjuntura do dia depois de Margaret Whitlam ter sido citada por se admirar do hábito de John e Janette Howard de publicamente andarem de mãos dadas. "Por amor de Deus, estão casados há mais de 30 anos!" censurou.
Este tipo casual de comentário era um vagão da banda que só esperava que alguém lá entrasse, e uma árvore de ressentimento prestes a ser montada. O locutor Neil Mitchell entrou na briga acusando o ministro do Tesouro Peter Costello de entrelaçar os dedos com a mulher, Tanya. "Reparei em você com a sua mulher no outro dia. Receio que desgraçadamente andavam de mão dada," ralhou amistosamente. A resposta de Costello é que estavam casados há só 25 anos, assim talvez seja suposto parar depois dos 26.
Cherie e Tony Blair foram fotografados a sair da conferência da despedida da função do Primeiro-Ministro britânico de mãos dadas e Bill e Hillary Clinton foram muitas vezes apanhados de mãos dadas, mesmo depois da sua breve excursão pela infidelidade ter sido tornada pública; É que, como ela uma vez disse, ele é um cão difícil de guardar na varanda.
A piada, apesar de começar a irritar-me, é que não tenho nada contra as mãos dadas; alguns dos meus melhores amigos fazem-no, mas sou, mais baixa do que a maioria dos homens, o que significa que tenho de levantar os braços que levantaria para dar murro na cabeça de alguém.
Isto significa que não controlo a situação e sinto que estou a ser guiada como uma decaída orangutang pelo guarda do zoo.
Acontece que (isso) não sou eu, simplesmente.
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De um leitor - Tradução da Margarida
Caro Dr Gustaf
Timor-Leste mostrou ao seu país como lutar contra o regime de Suharto e nós também aprendemos muito com a sua gente. Podemos ainda mostrar a cada um de nós como as nossas duas nações podem viver em paz e livres da pobreza. Precisamos de continuar a apoiar-nos uns aos outros e trabalhar uns com os outros para libertar os nossos respectivos povos de pobreza e da ignorância e da e da tentativa de alguns poderes para dominar as nossas nações e os nossos recursos, especialmente os nossos recursos naturais.
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De um leitor
"o PM Horta disse que o Tétum é uma das línguas oficiais de Timor-Leste e por isso os Timorenses devem desenvolver a sua própria língua. Entretanto o Director do Gabinete de Linguística, Adérito José Correia disse que o objectivo do Dicionário de Tétum é para assistir os Timorenses em como usar e falar bem o Tétum."
Ainda bem que Ramos Horta está sensibilizado para a importância do desenvolvimento do Tétum. Com efeito, este dicionário é fundamental como ferramenta de trabalho para qualquer timorense, principalmente os estudantes. O INL e todos os que participaram na realização de mais uma difícil etapa na longa caminhada da afirmação do Tétum como língua adulta estão de parabéns.
H. Correia
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Xanana Gusmão elogia acção da GNR
Díli, 06 Out (Lusa) - O Presidente timorense, Xanana Gusmão, destacou o papel dos militares da GNR na manutenção da ordem pública no país ao visitar, na quinta-feira, o quartel do subagrupamento Bravo, em Caicoli, disse hoje à Lusa fonte militar.
Xanana Gusmão agradeceu a resposta de Portugal ao pedido de envio de forças de segurança para Timor-Leste, acrescentando que está "muito satisfeito" com o trabalho realizado pelos militares da GNR, precisou a fonte.
O chefe de Estado timorense, o primeiro-ministro Ramos-Horta e o representante em funções do secretário-geral da ONU no país, o dinamarquês Finn Reske-Nielsen, almoçaram quinta-feira com os 127 militares da GNR e os três elementos do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Reuniram-se depois com o comando do subagrupamento Bravo, que lhes fez um resumo das operações já levadas a cabo.
Nesta sua primeira deslocação ao quartel da GNR, Xanana Gusmão sublinhou que continua a contar com as forças internacionais, designadamente a GNR, para a manutenção da ordem pública, mas que cabe aos dirigentes políticos timorenses adoptar as medidas necessárias para assegurar a reconciliação entre os timorenses e, nomeadamente, convencer as populações deslocadas a regressar às suas áreas de residência, disse ainda a fonte.
A GNR chegou a Timor-Leste no passado dia 04 de Junho, no âmbito de um pedido das autoridades timorenses a Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia, para que enviassem militares e polícias para ajudar na restauração da ordem pública, perturbada pela crise político-militar desencadeada no país no passado mês de Abril.
EL-Lusa/fim
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Signs of endearment
The Australian
LAST LOOK
Jane Fraser
October 07, 2006
THERE seem to be so few rules left about public displays of affection and protection. Men, for example, no longer open car doors for women or give up their seats on buses and trains, and this is neither here nor there; we all have to stand on our own two feet when the cows and birds come home to roost, and whatever it is that cows do at home.
One particularly irksome ingrained habit, however, lurks in the male psyche and that is the primitive urge to walk on the roadside of a woman. Everywhere in the world, even as we speak, hundreds and thousands of men are doing little sewing machine-like movements around women so that they are gallantly saving them from being run over by the proverbial escaped horse or having mud splashed on their hooped skirts by a runaway landau.
But we still snort at overt physical gestures that we consider untoward. Snogging on the train station platform, for example.
In general, kissing is a bone of contention. Apparently Xanana Gusmao insists female reporters kiss him on the lips after an interview. Yuck; not that I have anything per se against the man; he's a revolution junkie's pin-up. It's the principle of the matter. Cheek-pecking is OK, and that's that.
Recently, the politics of the more anodyne hand-holding became the conjecture du jour after Margaret Whitlam was quoted as marvelling at John and Janette Howard's habit of holding hands in public. "For god's sake, they've been married for over 30 years!" she expostulated.
This casual sort of commentary was a bandwagon just waiting to be climbed upon, and an umbrage tree ready to be climbed. Broadcaster Neil Mitchell bought into the brouhaha, accusing Treasurer Peter Costello of lacing fingers with his wife, Tanya. "I did notice you with your wife the other day. I am afraid, disgracefully, you were holding hands," he thundered amiably. Costello's riposte was that he had been married only 25 years, so perhaps you are supposed to stop after the 26th.
Cherie and Tony Blair were photographed leaving the British Prime Minister's Labour conference farewell function holding hands and Bill and Hillary Clinton were often caught with hands linked, even after his brief excursions into infidelity were made public; after all, as she once memorably and forgivingly said, he's a hard dog to keep on the porch.
Funnily enough, grumpier though I become by the minute, I have nothing against hand-holding; some of my best friends do it, but I am, as a rule of thumb, a lot shorter than most men, which means I have to raise my arm to about the same position as I would were I executing an overhead smash. This means I am not in control of the situation and feel as though I am being led along like a wizened orang-utang by the zookeeper.
At the end of the day, it's just not me.
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Dos leitores
Cuba tem o regime que tem, mas não são cubanos os soldados que andam a humilhar polícias timorenses, a deixar fugir prisioneiros, e hastear a sua bandeira em edifícios do Estado ou a fazer "testes" de impermeabilização de tanques em cima dos corais...
Pelo contrário, cubanos só os médicos, quase 300, que foram alvo de um assalto das forças australianas. E as bolsas de estudo. Timor-Leste não se pode dar ao luxo de recusar toda a ajuda disponível, ainda para mais desinteressada.
H. Correia.
***
Eu gosto de Caetano Veloso, de Maria Betânia, de Gal Costa, Chico Buarque e Marisa Monte. Eu escuto Adriana Calcanhoto, Gilberto Gil e Djavan.
Eu vejo as novelas brasileiras.
Eu ouço Cesária Évora, Tito Paris e Lura.
Eu gosto de amália Rodrigues, Mariza e Carlos do Carmo.
Danço ao som de Camilo Domingos, dos irmãos Verdade, e de Bonga.
Eu leio e emociono-me com Fernando Pessoa, Mia Couto, Craveirinha e Pepetela, Jorge Amado ou José Saramago.
Eu aplaudo Cristiano Ronaldo, Ronaldinho Gaucho, Figo e Deco.
Eu vibro com o Benfica.
Eu admiro Malangatana, Paula Rejo e Júlio Pomar.
E há Timor.
Venham connosco, juntem-se a nós. Vamos juntos construir um futuro melhor com paz e alegria.
***
É ano remoto de 2006.
O país chamado Timor-Leste, o país que se situa nascente do Oriente
e este de leste encontra se no ano remoto de 2006 nenhures de algures e sendo ninguém de alguém.
Este país levante, país de muita gente jovem, está a viver num estado de anestesia, entorpecimento e anarquia total devido a uma recente epidemia causada por um vírus pouco conhecido, designado por cientistas de redop ou, poder mais comumente. Do vírus conhecem-se apenas seus sintomas, mas pouco se sabe do modo de transmissão. Advinha-se contudo que a transmissão do vírus dá se por via escrita ou oral, em forma de um relatório independente.
Muitas vidas ceifou este vírus no jovem país nascente do Oriente. As perdas mais pesadas representem porém sua classe política.
Uma ínfima parte desta classe aparenta sintomas de personalidades instáveis, neuróticas, pouco lúcidas e com graves perturbações de memória, sintomas esses que se assemelham à doença de Alzheimer.
A propagação de sintomas entre a parte de governantes é muito preocupante, deixando o país em anarquia e com ameaça de o poder cair na rua.
Com a preocupação da propagação dos sintomas de Alzheimer, um grupo de médicos Cubanos partiu voluntariamente para oferecer generosamente sua ajuda e tentar procurar a cura desta doença.
O rei do pequeno país, rei Chá, um daqueles que mais falhas de memória tem evidenciado, na sua gratidão do sofrimento aliviado expressou desejo para fomentar a amizade, cooperação e laços de solidariedade entre os dois povos.
Os médicos trazem consigo vacinas e medicamentos para o pequeno país nascente do Oriente conseguir renascer da sua doença.
Zé Satírico
***
Meus amigos, às vezes tenho aqui lido que " a verdade vem sempre ao de cima"... pura ilusão, às vezes quando vem já passou tanto tempo, a mentira já alcançou os seus objectivos que já não adianta nada o confronto com a verdade...
em Portugal quem se lembra odo tempo em que se denunciava os conluios de Mário Soares com Carlucci e a CIA? e agora juntaram-se e jantaram para comemorar e confessar que conspiraram... já o podem dizer, já alcançaram os objectivos... já pouco importa e a maioria já esqueceu ou quiz esquecer...
temo que o mesmo aconteça em Timor...
continuam a fomentar a instabilidade, os bispos pedem que se adie as eleições, interessa a muitos que sejam adiadas porque será complicado eleições e a Fretilin ganhar, o povo vai-se cansando e depois aparece um salvador ou um novo "partido" salvador e daqui a 2ou 3 anos limpam tudo...
e nessa altura, como até agora, até dá jeito uns médicos à borla, etc. etc... o que lhes interessa não é a saúde e o bem estar do povo, o que interessa é o petróleo, o mar para os porta-aviões e tudo o mais que ainda está por identificar.
um abraço, boa sorte e desculpem isto não é pessimismo, é um experimentado optimista...
***
Só quero fazer um reparo e pertinente ao seguinte texto emitido pelo Gabinete de Informação do Primeiro Ministro.
Diz assim:
"Attached is a Portuguese translation of the Media Release from the Prime Minister of Timor-Leste Dr Jose Ramos-Horta regarding Foreign Investment."
Ora Senhor Primeiro-ministro, se as línguas Oficiais do nosso pais são o português e o Tetum, porque é que documentos oficiais para a imprensa não são originalmente nessas duas línguas e depois traduzidas para o inglês outra qualquer estrangeira,
Estamos a fazer o jogo dos aussies? E porque é que o seu assessor de imprensa não é um falante da nossa língua?
Eu creio que devemos ter brio naquilo que é nosso!
Kuta Talin (Rebo Rebo)
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Dear Dr Gustaf
Timor-Leste showed your people how to struggle against the Suharto regime and we too learnt alot from your people. We can still show each other how both our nations can live in Peace and free of poverty. We need to keep supporting each other and working with each other to liberate our respective people from poverty and ignorance and the attempt by some powers to dominate our nations and our resources, especially our natural resources.
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East Timor, violent street gangs
Strategypage.com
October 6, 2006: In East Timor, violent street gangs, many of them affiliated with political groups, continue to roam the capital, and prevent thousands of refugees from returning home. The rival politicians refuse to disband their gangs, or even admit that they influence them.
So the UN is faced with the prospect of maintaining 3,000 peacekeepers and officials in East Timor indefinitely. It's another failed state, but it gives UN bureaucrats something useful to do.
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De um leitor
The President of Timor-Leste was right in stating the things he has about the Cuban medical assistant. He is expressing, a rare thing nowadays, the strong sentiments of his people.
The cries of marxist/Communists rang loudest from Australia and the USA over the Cuban Doctors' presence in Timor-Leste ignores the great contribution the Cuban Aid Effort is doing to improving health conditions in Timor-Leste. Deputy PM and Health minister was interviewed by an ABC journalist on 19 may 2006 and asked if the Cuban Doctors were "spies". His response was clear...they are doing medical work in the districts and sub-districts where we have never had doctors before.
Why don't these journalists and their ideologically driven persecution just leave the Timorese alone? Let them build a unversal and free health care system which is only the envy of a dream of what once was for both the Australian and US societies, where today people die waiting for surgery simply because they do not have health insurance and not because their nation is poor and cannot provide them with health care.
They simply refuse to make it a priority for their people and so their poor are the ones who suffer most. Here is a challenge to both the US and Australia.
If you truly believe that these cuban doctors are bad for Timor-Leste then send to Timor-Leste the same number of doctors and teachers of medicine which helped to establish a medical school years before was even dreamed possible, and I am certain the Timorese will hold you in the same respect and in the same light as they hold the Cubans today.
But neither of these countries will be able to do that because their profit driven medical professions means a doctor costs far too much to "waste" on a developing nation like Timor-Leste. Medicine is for people and to make them healthy, but it seems that it is ideological all of a sudden when you try to porvide it to poor people. Many Timorese I know feel the same way.
Timorese just want to make friends and not enemies...and saving the lives of their people is a number one priority for them and their leaders, especially Doctor Alakatiri who worked tirelessly in this regard, wherever it comes from. No cold war hangups of disputes should stop them in this noble pursuit. Yet Australian surgeons struggle with Ausaid or other branches of the Australian governement for very minor financial support for the voluntary efforts of Australian surgeons in Timor.
As for the US, there is almost no funding in this vital sector of primary health care. Further, of all the scholarships they offer none are for medical degrees....far too expensive for that to be given away too easily. Freedom and democracy, as many Americans are fond of sprouting, does not it seems extend to freedom from poverty or the democratic right to live with the same opportunities others have in developed nations like the US. God Bless Timor-Leste and its leaders as they seek to free their people from poverty.
An American Health Care Professional.
Tradução da Margarida:
O Presidente de Timor-Leste teve razão nas coisas que disse sobre a assistência médica Cubana. Expressou, uma coisa rara nos dias de hoje, os fortes sentimentos do seu povo.
Os clamores de marxistas/comunistas ouvem-se mais alto na Austrália e nos USA - sobre a presença em Timor-Leste dos Doutores Cubanos – e ignora a grande contribuição que o Esforço de Ajuda Cubana está a dar para melhorar as condições de saúde em Timor-Leste.
O Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Saúde foi entrevistado por um jornalista da ABC em 19 de Maio de 2006 que lhe perguntou se os Doutores Cubanos eram “espiões”. A sua resposta foi clara...eles estão a fazer trabalho médico em distritos e sub-distritos onde nunca tivemos doutores antes.
Porque é que estes jornalistas e a sua perseguição politicamente motivada não deixam simplesmente os Timorenses em paz? Deixem-nos construir um sistema de saúde universal e gratuito que é tão só a inveja do que antes foi um sonho nas sociedades Australiana e dos USA, onde hoje morre gente à espera duma cirurgia simplesmente porque não têm seguro de saúde e não por a sua nação ser pobre e não lhes poder dar cuidados de saúde.
Eles simplesmente recusam-se a fazer do seu povo uma prioridade e por isso os seus pobres são quem mais sofre. Aqui está um desafio tanto para os USA como para a Austrália. Se acreditam de verdade que estes doutores cubanos são maus para Timor-Leste então enviem para Timor-Leste o mesmo número de doutores e de professores de medicina que estão a ajudar a estabelecer uma escola médica anos antes de até se poder sonhar com isso, e eu tenho a certeza que os Timorenses teriam por vocês o mesmo respeito e os veriam sob a mesma luz com que hoje têm pelos Cubanos.
Mas nenhum destes países será capaz de fazer isso porque as suas profissões médicas são guiadas pelo lucro o que significa que um doutor custa demasiado para se “estragar” numa nação em desenvolvimento como Timor-Leste. A medicina é para o povo e para o tornar saudável, mas parece que de repente vira ideologia quando se tenta dá-la aos pobres.
Muitos Timorenses que conheço sentem o mesmo. Os Timorenses só querem fazer amigos e não inimigos...e salvar a vida do seu povo é a prioridade número um para eles e para os seus líderes, especialmente para o Doutor Alakatiri que trabalhou sem descanso em relação a isto, viessem eles (os doutores) de onde viessem. Nenhum bloqueio mental de disputas da Guerra Fria deve pará-los nesta nobre busca.
Todavia, cirurgiões Australianos lutam com a Ausaid e outros ramos do governo Australiano para pequenas ajudas financeiras para os esforços voluntários de cirurgiões Australianos em Timor.
Quanto aos USA, não há quase nenhum financiamento neste sector vital de cuidados de saúde primários. Mais ainda, de todas as bolsas de estudo que oferecem nenhuma é para cursos de medicina....demasiado caros para serem dados com demasiada facilidade. A liberdade e a democracia, que muitos Americanos gostam de desenvolver, parece que não se alarga à liberdade da pobreza e ao direito democrático de viver com as mesmas oportunidades que outros têm nas nação desenvolvidas como os USA. Deus abençoe Timor-Leste e os seus líderes quando procuram libertar o seu povo da pobreza.
Um Profissional Americano de Cuidados de Saúde
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Durão Barroso assegura continuação do apoio europeu
Bruxelas, 06 Out (Lusa) - O presidente da Comissão Europeia reafirmou hoje o apoio europeu ao processo de estabilização de Timor-Leste, numa altura que a União Europeia inicia uma nova fase da ajuda voltada para a reconstrução das instituições democráticas do país.
"Timor-Leste pode contar com a União Europeia. Continuamos plenamente empenhados em contribuir para assegurar ao país um futuro estável", declarou José Manuel Durão Barroso.
Num comunicado de imprensa distribuído em Bruxelas, o executivo comunitário sublinha que, na sequência da recente visita de um enviado especial de Durão Barroso, a Comissão Europeia "intensificará" a cooperação e "está a apreciar" a possibilidade de abrir uma delegação em Dili.
Bruxelas adoptou em 31 de Agosto último um programa de estabilização de curto prazo para apoiar o diálogo e criação de oportunidades de emprego para os jovens.
A primeira medida deste programa, o último de vários apoios concedidos, consistiu numa missão, que terminou esta semana, assegurada pelo antigo primeiro-ministro da Letónia, destinada a lançar o processo de diálogo nacional em Timor-Leste.
FPB-Lusa/Fim
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IP/06/1330
Bruxelas, 6 de Outubro de 2006
A Comissão apoia o processo de estabilização de Timor-Leste
A Comissão Europeia está a lançar uma série de medidas de estabilização urgentes para Timor-Leste. Na sequência da recente visita do Enviado Especial do Presidente José Manuel Durão Barroso, a Comissão Europeia intensificará a cooperação com Timor-Leste e está a apreciar a possibilidade de abrir uma Delegação em Díli. A Comissão adoptou, em 31 de Agosto, um programa de estabilização de curto prazo no montante de 4 milhões de euros ao abrigo do Mecanismo de Reacção Rápida, para apoiar o diálogo em Timor-Leste e para criar a curto prazo oportunidades de emprego para os jovens. A primeira medida consiste numa missão de mediação externa de alto nível assegurada por Valdis Birkavs, antigo Primeiro-Ministro da Letónia e membro do Clube de Madrid, destinada a lançar o processo de diálogo nacional em Timor-Leste; esta primeira missão em Díli termina esta semana.
“Timor-Leste pode contar com a União Europeia. Continuamos plenamente empenhados em contribuir para assegurar ao país um futuro estável, em apoio ao povo timorense.
Prosseguiremos nesta via”, declarou o Presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, lembrando o importante papel desempenhado pela Comissão desde 1999, ano em que começou o processo de independência.
A Comissão respondeu à crise que abalou a jovem democracia timorense no início deste ano com uma mensagem política firme de apoio e mediante a rápida mobilização de um certo número de instrumento da Comissão.
Em Junho, a Comissão adoptou um pacote de assistência humanitária imediata de 3 milhões de euros para ajudar a população timorense deslocada e aprovou um pacote de assistência ao desenvolvimento no valor de 18 milhões de euros para 2006-2007 no âmbito do 9.º Fundo Europeu de Desenvolvimento. Um montante suplementar de 63 milhões de euros no âmbito do 10.º Fundo Europeu de Desenvolvimento está actualmente a ser programado para o período 2008-2013. Desde a independência, a assistência financeira da Comunidade Europeia a Timor-Leste ascendeu a mais de 200 milhões de euros, incluindo ajuda de emergência e humanitária, segurança alimentar, ambiente e desenvolvimento rural, saúde e governação e sociedade civil.
Em 3 de Julho de 2006, o Presidente Durão Barroso, em estreito contacto com os Comissários das Relações Externas, Benita Ferrero Waldner, e do Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, nomeou Miguel Amado, um funcionário superior da Comissão, como seu Enviado Especial para Timor-Leste. De regresso, em 30 de Julho, da sua missão de três semanas em Timor-Leste, Miguel Amado recomendou a adopção de medidas de estabilização urgentes ao abrigo do Mecanismo comunitário de Reacção Rápida, a passagem a delegação do gabinete em Díli e um programa reforçado de assistência ao abrigo do Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED).
A Comissão activou assim o seu apoio a Timor-Leste ao abrigo do Mecanismo de Reacção Rápida (MRR). O programa de 4 milhões de euros abrange certas actividades destinadas a apoiar a realização de um debate nacional aberto e abrangente e a reduzir potenciais factores de instabilidade, dois elementos essenciais para criar um clima político positivo na preparação das eleições de 2007.
O programa prevê o apoio ao diálogo de duas formas.
Em primeiro lugar, uma facilitação independente de alto nível do diálogo assegurada por membros do Clube de Madrid (http://www.clubmadrid.org/cmadrid/index.php?id=1), uma organização independente dedicada ao reforço da democracia a nível mundial, aproveitando a experiência única dos seus membros, antigos chefes de Estado e de governo democráticos. A Comissão apoia esta missão de facilitação.
Em segundo lugar, será concedida assistência técnica ao processo de diálogo nacional, incluindo apoio temático e uma série de consultas públicas, actividades de informação e educação cívica.
O programa MRR procura igualmente ajudar a criar a curto prazo oportunidades de emprego para jovens desempregados. Através de um aumento do rendimento das famílias, este apoio contribuirá também para fazer reviver a economia local e facilitar o regresso das pessoas deslocadas.
Timor-Leste acedeu formalmente à independência em 2002. A presença internacional e das Nações Unidas diminuiu gradualmente, mas a ajuda internacional intensiva prosseguiu, incluindo mais de 500 milhões de euros da UE e dos seus Estados-Membros. Apesar de uma série de realizações e de perspectivas de curto prazo de um aumento considerável dos rendimentos do petróleo, o país continua confrontado com enormes desafios em termos de reforço da capacidade institucional, boa governação, desenvolvimento sustentável e redução da pobreza.
A crise mais recente foi desencadeada pelo despedimento, em Março de 2006, de um terço das Forças Armadas que tinham participado em manifestações contra alegadas discriminações. A segurança em Díli só pôde ser restabelecida graças à chegada, em Maio de 2006, de uma força de cerca de 2 500 homens provenientes da Austrália, Portugal, Nova Zelândia e Malásia. Em 25 de Agosto, o Conselho de Segurança das Nações Unidas estabeleceu uma nova Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste, a UNMIT, que inclui polícia internacional e uma presença militar.
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De uma leitora
O Carreta Estrada diz que “quase todo o povo” solicitou a resignação do Mari Alkatiri. Dei-me pois ao trabalho de ir “catar” na “Cronologia dos Eventos – Janeiro a fim de Agosto” e lá descobri o “povo” de que falou e que é o seguinte:
26 de Abril – os manifestantes peticionários frente ao Palácio do Governo;
26 de Maio – Kirsty Sword à TV Estatal Australiana, ABC;
26 de Maio – John Howard aos media Australianos incluindo a TV Estatal ABC
28 de Maio – Líderes militares contestatários, em Ermera;
28 de Maio – Bispos Timorenses;
2 de Junho – Major Reinado, de Maubisse;
6 de Junho – Manifestantes frente ao Palácio Presidencial;
11 de Junho – Líderes rebeldes e alguns deputados reunidos em Maubisse;
20 de Junho – PR Gusmão em carta acomoanhada da cassete da Four Corners;
23 de Junho – Manifestação onde estiveram PR, Railós, Major Tara;
23 de Junho – Bispo de Dili;
24 de Junho – Manifestantes (grande parte crianças) frente ao Palácio do Governo;
25 de Junho – Ramos Horta e Ovídio do Amaral (pelos media e mensagens de texto)
26 de Junho – Armindo Maia, César da Cruz; Egídio de Jesus; Virgílio Smith, Luís Lobato (por carta);
Como vê nem são muito, nem são desinteressados. Aliás, são os suspeitos do costume. E entretanto, no dia 27 de Junho juntaram-se em Metinaro 18.000 a incentivar Mari Alkatiri para continuar, vieram a Dili e vaiaram o Xanana… qualquer pessoa mínimamente isente constata que foram muito mais os que mostraram acordo com a continuação de Mari Alkatiri à frente do governo da Fretilin.
Margarida.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "