quinta-feira, agosto 31, 2006

O país do referendo de 30 de Agosto de 1999

Timor um blog do publico.pt

Fazia tenção de escrever hoje sobre o acontecimento mais importante da História recente de Timor: o Referendo de 30 de Agosto de 1999 que ditou o futuro do país. Mas, deveria ter pensado que nos dias de hoje de Timor-Leste não vale a pena fazer nem pequenos nem grandes propósitos.

Ia recordar a beleza daquele dia em que éramos todos timorenses esperançados, unidos em torno de um sonho. Nesse dia, ninguém queria saber se eram puros, mestiços, se eram filhos, pais ou cônjuges de timorenses. Nesse dia ninguém ousaria sequer imaginar que poderia não ser no devir dos tempos considerado timorense. Não. Era bem o tempo dos sonhos e, por isso, éramos todos timorenses, sabíamo-lo!

Naquele dia, o Jardim Constantino em Lisboa encheu-se de uns dois ou três milhares de pessoas - muitas das quais não se viam há dezenas de anos, desde os bancos de escola - ligados pelo sonho de Timor independente. Sabíamos que todos os votos contavam para conseguir torná-lo realidade! Sentíamo-nos vencedores e estávamos impantes de orgulho da nossa condição timorense!

Passaram sete anos. O Timor de hoje traz muita dor. Dores provocadas por nós próprios, timorenses, cidadãos deste país que deixámos cair por terra todos os sonhos acumulados por longos anos de sofrimento e tornados autênticos, verdadeiros, naquele dia radioso de 30 de Agosto de 1999!

Sete anos depois, são cidadãos de Timor-Leste aqueles que têm a sorte de conseguir o passaporte de Timor-Leste à primeira sem os habituais problemas que surgem do nada, por nada e para nada que não seja complicar a vida de quem é e se sente timorense; Cidadãos timorenses são os que vencem pela persistência a luta da multiplicação ad eternum de requisitos exigidos de acordo com a simpatia ou a antipatia do funcionário pelo requerente da cidadania que, para conseguir o que lhe cabe por direito próprio, quase tem de pôr-se de joelhos para a “obter”, à cidadania avaramente concedida quando não sobra mais nenhuma desculpa para adiar a dádiva, presente do zeloso manga de alpaca vestido de deus de coisa nenhuma…

Sete anos que são passados, estamos assim na vida, sem orgulho, tristes, abatidos, displicentemente esperando que a calma se mantenha por mais uma hora. Entregues ao gozo do momento que se vive porque no segundo seguinte pode acontecer tudo.

Hoje, era dia de festa, relativa, discreta, mas mesmo assim, festa. O jardim do Palácio do Governo engalanou-se com faixas apelando à unidade, reiterando a certeza de um só Timor, um só povo…

Dia feriado, música ao vivo em perspectiva, sol radioso em céu azul sem nuvens, calma pelo menos aparente, mar azul sulcado por alguns barcos de bandeira desfraldada ao vento, o branco barco-hospital norte-americano ao largo, pássaros voando, crianças correndo na praia, os ramos dos gondoeiros gingando ao ritmo da brisa leve, enfim, um dia a convidar à contemplação, ao descanso, à distracção.

Deve ter sido tanta a distracção, a contemplação e o deleite da natureza timorense que os elementos da força neo-zelandesa que montavam guarda à prisão de Bécora deixaram os portões abertos, as celas libertas de olhares indiscretos e um mudo e cúmplice convite endereçado a 57 presos que se levantassem, se espreguiçassem e desentorpecessem as pernas vindo até ao ar livre para gozar merecidamente as delícias do feriado de 30 de Agosto!

Faz algum sentido, pois claro! É humano, pois claro! Revela sensibilidade, naturalmente!

E se não fosse dramático, daria até para rir. Se envolvesse apenas guardas timorenses não haveria de faltar quem concluísse num jeito superior de quem de nós tudo sabe que nós “timorenses, não fazemos nada de jeito”. E que, como também já ouvi, somos muito básicos! Mas não, há outros seres básicos que não fazem nada de jeito:para além da ausência dos guardas locais, os estrangeiros também não estavam presentes!

Numa mensagem curta fiquei a saber: Major Reinado fugiu há meia hora.

Refere uma notícia que o advogado de Reinado é o Dr. Paulo Remédios. Parei para pensar um bocado mas não há confusão. Paulo Remédios, o advogado timorense vindo de Macau, é também o advogado de Rogério Lobato. Outra pausa - talvez também eu estivesse a deixar-me levar pelo ambiente envolvente… – e concluo que as acusações que sobre ambos impendem são opostas. Ou não?

E antes que pense e conclua que este país não existe, ou que está tudo virado do avesso, que estamos todos loucos, que andamos todos enganados e a enganar-nos mutuamente, que nada faz sentido, que há quem queira o pior para este país, antes de tudo isso, vou terminar recordando o sonho feito realidade a 30 de Agosto de 1999.

Não consigo descartar alguma vergonha mesmo que com coisa nenhuma tenha, em consciência, contribuído para a situação actual; nem sequer me apetece disfarçar que adormeci por muito tempo o orgulho de ser cidadã deste país. Mas resta-me, apesar de tudo, um bom pedaço do sonho de que resultou o 30 de Agosto de 1999, o dia do Referendo, o dia da independência de Timor. É que acredito, quero e vou continuar a acreditar que a independência de Timor valerá sempre a pena. Apesar de tudo…


Angela Carrascalão Quarta-feira, Agosto 30, 2006

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Sobre a fuga do Reinado – Dos leitores

Sr. Presidente, o que diz? O Reinado escapou para dar protecção ao povo? Que ele continua a obdecer o Sr. Presidente como comandante supremo das forças armadas?



Sétimo aniversario do referendum marcado com uma nódoa. Alfredo Reinaldo evade-se da prisão em pleno dia. Como isso e possível?



No sábado humilharam policias timorenses e hoje, na prisão de Becora, alguém deixou fugir 54 prisioneiros, entre os quais o "herói" dos autores do golpe de estado. O famoso Reinaldo, desertor das F-FDTL, criminoso ( foi filmado a atirar para matar em Fatu Ahi, apanhado em flagrante em posse ilegal de armas, e agora um homem livre? Quem lhe abriu as portas? Vivera feliz algures noutro país ou será eliminado pelos grandes chefes? Ai, o meu pais... e o meu povo. Quem te pode acudir neste momento?



I find it interesting that former militia bosses are supporting Xanana in opposition to FRETILIN! That a lot of those involved had previously been Suharto supporters and later pro autonomy leaders. Leandro switched to pro independence after the fall of Suharto in 1998.

It's strange that someone like Rui Lopes was actually leading the pro Xanana demo in Dili!

Could Xanana be so desperate to get rid of FRETILIN that he didn't even mind if he had to court criminals like Nemesio de Carvalho and Rui Lopes?

By the way, Alfredo Reinado escaped the prison today with a number of former pro autonomy militias who committed serious crimes.



Xanana Gusmão não é o responsável máximo timorense pela segurança e defesa?
Não tinham decidido levantar as medidas de segurança excepcionais porque a situação estava mais calma?

E o Presidente continua a não ter nada para nos dizer?

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A fuga de Reinado e outros era previsivel, afinal o homem é um heroi r desceu da montanha para a cidade a convite de Sua Excelência o Senhor Presidente Xanana, Era inconcebivel que um convidado presidencial e amigo dos amigos australianos se mantivesse preso. A força da GNR estava com imaginação fértil quando viu armas, granadas e coisas que tais na posse de Mr. Reinado. Nada disso.

Melhor será que Timor passe a estado federado australiano de forma clara... Assim encapotado é que não é nada.

Será que é o que alguns timorenses querem? Porque não um referendo, caros políticos e vendilhôes do "templo"?
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Sobre o Programa Dateline da SBS – Dos Leitores

http://news.sbs.com.au/dateline/

http://news.sbs.com.au/dateline/index.php?page=archive&daysum=2006-08-30#


Interesting to note that Nemesio de Carvalho and Rui Lopes took very active part in the anti governmet demonstration. Rui Lopes came with his mob to Dili and I quickly recognised some of them as former militia members while serving with UNAMET. And the group of men holding guns in military camo, two of them I recognised and I can positively identify them as belonging to Halilintar militia (Maliana) group in 1999.

It is no wonder that some friends in Dili called me and warned me that many of the demonstrators had been former militia members in the past. Many of them did exactly the same thing they did in 1999.

Also interesting to see Leandro Isaac with a police issue steyr asault riffle. He looked like a rebel leader, almost like Taur Matan Ruak when he was in the jungles fighting the Indonesian while Isaac was a member of Indonesian government.



The documentary did not answer everything, but it does show that Alkatiri is not completely to blame for the crisis. I think it incriminates Leandro Isaacs and Reinaldo a fair bit and shows that the attack by Reinaldo on the troops at Fath ahi was a calculated attack in which there was some co-ordination between Isaacs and Reinaldo (and others). There was certainly some degree of co-ordination to bring down government. Its a coup, no doubt about it. Whether you support PD, PDS, FRETILIN, UDT or any other party, there are people out there who will use violence to achieve there aims (and Alkatiri is certainly not a violent person. He is certainly a tough politician, but not violent. In fact, the ex PM has not been charged at all and still has nothing to prove)

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Tentar compreender Timor

Publico

Cinquenta e sete presos da cadeia de Becora, em Díli, incluindo o major Alfredo Reinado, antigo comandante da polícia militar detido em Julho pelas forças australianas por posse ilegal de armas, evadiram-se ontem à tarde (cerca das 07h15 em Lisboa) e encontram-se a monte, provavelmente nas regiões montanhosas de Aileu, Maubisse e Ermera.

Os 57, que representavam 28,5 por cento dos detidos naquele local, segundo a Lusa, saíram pela porta principal, aparentemente sem qualquer oposição do contingente de 21 neo-zelandeses que guarda a zona. Alguns elementos das milícias que se tinham oposto a que Timor-Leste se separasse da Indonésia estavam entre os fugitivos, que derrubaram alguns muros da ala oriental, contou à Associated Press australiana o carcereiro Carlos Sarmento.

Este incidente ocorreu num feriado, o Dia da Consulta Popular, que assinala o referendo de 1999 em que a maioria da população timorense se pronunciou a favor da independência, e Sarmento atribui-o à escassez de guardas, dado que muitos não regressaram ao serviço depois da crise desencadeada no fim de Abril. Reinado chefiou um grupo que nessa altura se rebelou contra o então primeiro-ministro Mari Alkatiri, episódio ontem evocado durante uma hora pela televisão pública australiana, SBS, na qual Alkatiri se defendeu das acusações de que teria armado um esquadrão para eliminar os seus adversários políticos.

Contactados pelo PÚBLICO o presidente do Parlamento, Francisco Guterres, e os gabinetes do Presidente Xanana Gusmão e do primeiro-ministro José Ramos-Horta, ninguém soube esclarecer o que é que na verdade se verificara quanto à fuga de um tão grande número de presos.

Não foram tomadas quaisquer medidas de emergência na sequência deste episódio nem decretado o recolher obrigatório, apenas tendo havido nos meios oficiais quem associasse os acontecimentos de ontem ao recente abandono pelo tenente-coronel Pedro Donaciano Gomes do lugar de assessor militar de Xanana Gusmão.

Tanto Reinado como o major Marcos Tilman, o major Augusto de Araújo, "Tara", e o tenente Salsinha (conjurados do fim de Abril) são naturais da parte mais ocidental do país, Loro Monu, tal como Donanciano Gomes, "Klamar Fuik", enquanto muitos dos amigos de Alkatiri são da zona oriental, Loro Sae.

Estas divergências entre as duas comunidades também se nota nos bandos de jovens que desde há 15 dias se digladiam nas ruas de Díli, incendiando casas e apedrejando automóveis. Só nas instalações das Madres Canossianas, nove religiosas estão agora a dar guarida a 17.000 pessoas vítimas da violência que não deixa de assolar a cidade, enquanto se aguarda para daqui a semanas a chegada da maior parte dos 1.608 polícias na semana passada aprovados pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Nesse contingente da ONU se irão integrar os 127 homens da GNR actualmente presentes em Timor-Leste, aos quais se deverão juntar mais 50, segundo ontem disse ao PÚBLICO um oficial do subagrupamento Bravo destacado em Díli, o tenente Cabrita.

Jorge Heitor
31 de Agosto de 2006

Esclarecimento sobre a detenção e fuga de Reinado

In Lusa, segundo o advogado de Reinado:

"Reinado tinha sido transferido há poucas semanas para o Centro de Detenção de Caicoli, mas a requerimento do advogado regressou à Cadeia de Becora porque a sua transferência foi considerada ilegal."


1. Reinado foi transferido da prisão de Becora para o Centro de Detenção australiano por decisão do Ministério da Justiça, porque os serviços prisionais consideraram que haviam movimentações suspeitas de guardas prisionais e os australianos tinham informações de movimentos no exterior.

2. O Tribunal não deu sequência ao pedido do advogado de Reinado, para que a transferência de Reinado para o Centro de Detenção australiano fosse considerada ilegal, por se tratar de uma competência do Ministério da Justiça.

3. A pedido dos responsáveis do Centro de Detenção australiano, que evocaram que o centro estava cheio, e com a promessa de que as forças australianas e neo-zelandesas assegurarariam a segurança da prisão de Becora 24 horas por dia, o Ministério da Justiça concordou com a transferência de Reinado de novo para a prisão de Becora.

4. Quando Reinado voltou para a prisão de Becora, vários guardas prisionais receberam-no fazendo uma fileira para o receber com abraços e apertos de mão, como um herói. Este facto foi testemunhado pelos militares responsáveis do Centro de Detenção australiano.

5. Os militares australianos (os militares neo-zelandeses estão sob o seu comando) decidiram retirar a segurança à prisão de Becora 24 horas por dia sem qualquer aviso ao Ministério da Justiça (por coincidência após a partida de assessor do Ministro da Justiça para as prisões).

6. Segundo declarações de hoje do Ministro da Justiça, quando este pediu para que a segurança fosse reposta, as forças australianas responderam não ser possível, apesar de se terem comprometido com tal, porque "os militares eram necessários noutros locais da cidade".

7. Hoje, após a hora da visita, Reinado, com mais 56 reclusos chegaram à porta da prisão (para chegarem até à porta de saída, o portão intermédio tem que ter sido aberto, portanto alguém os ajudou), ameaçaram os guardas, e sairam sem que ninguém lhes fizesse frente pela porta principal. Segundo o regulamento dos serviços prisionais os guardas podem ter armas, mas como nunca tiveram treino para tal, nunca as usaram.

8. Existem fortes suspeitas de que Reinado teve vários encontros em Díli, fora da prisão, desde que foi detido pelas forças australianas.

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Forças ONU e internacionais trabalham em conjunto para deter fugitivos

Díli, 30 Ago (Lusa) - As Nações Unidas e as forças internacionais em Ti mor-Leste "acordaram hoje trabalhar de forma estreita e em coordenação de esforç os" para recapturar os prisioneiros que fugiram da prisão de Becora, em Díli.

Em comunicado, a missão da ONU anunciou que o representante do secretár io-geral das Nações Unidas no país, o japonês Sukehiro Hasegawa, sublinhou a nec essidade de todas as forças trabalharem em conjunto e "em coordenação de esforço s" para recapturar os 57 detidos, entre os quais o major Alfredo Reinado.

Segundo o mesmo comunicado, o comissário português Antero Lopes, que co manda as forças policiais da ONU em Timor-Leste, tem como preocupação deter os f ugitivos, tendo sido reforçadas as operações tanto em Díli, como nos arredores d a capital timorense.

Antero Lopes apelou também à população para contactar a polícia das Naç ões Unidas ou as forças internacionais, caso tenha informações sobre os fugitivo s, lê-se no comunicado.

Segundo a ONU, a segurança no exterior da cadeia de Becora tem estado a ser garantida pelas forças internacionais que estão em Timor-Leste ao abrigo de acordos bilaterais.

Desde Maio, encontram-se em Timor-Leste, a pedido das autoridades timor enses, forças policiais e militares de Portugal, Austrália, Nova Zelândia e Malá sia.

No âmbito de uma resolução do Conselho de Segurança da ONU aprovada sex ta-feira passada, os efectivos policiais de Portugal e da Malásia passaram a int egrar a Polícia das Nações Unidas (UNPOL) em Timor-Leste, sob comando do comissá rio Antero Lopes.

As forças da Austrália e da Nova Zelândia permanecem em Timor-Leste ao abrigo dos acordos bilaterais que os dois países assinaram com as autoridades ti morenses.

Em declarações anteriores à agência Lusa, Antero Lopes indicara já que as forças policiais da ONU não tinham qualquer responsabilidade pela segurança n a zona da cadeia de Díli.

"A nossa preocupação neste momento reside na segurança da população e n a recuperação, em segurança, dos evadidos", afirmou, salientando que "jamais a p olícia da ONU esteve envolvida ou foi requisitada para efectuar segurança ao edi fício da cadeia" de Becora.

O ministro da Justiça timorense, Domingos Sarmento, e o director nacion al das prisões, Manuel Exposto, criticaram as forças australianas e neozelandesa s por não terem garantido a segurança no exterior da cadeia de Becora, factor qu e consideraram determinante para a fuga de Alfredo Reinado e dos outros 56 reclu sos.

"Havia um acordo em que as forças da Nova Zelândia estavam encarregues de fazer a segurança no exterior da cadeia, mas há cerca de uma semana deixaram o local e não nos informaram", afirmou Domingos Sarmento à Lusa.

O ministro timorense referiu que contactou com as forças australianas p ara que "fosse reposta" a segurança no exterior da cadeia de Becora, mas recebeu como resposta que a saída das forças do local se devia a "necessidades de coloc ação de homens noutros pontos da cidade".

"Contactei as forças australianas e disseram-me que a Nova Zelândia tin ha retirado, porque precisavam de gente para pôr noutras zonas da cidade", disse Domingos Sarmento.

Manuel Exposto afirmou, por sua vez, que na altura da fuga, cerca das 1 5:00 de hoje (07:00 em Lisboa), "não havia guardas internacionais no exterior", razão que apontou para que os reclusos tivessem abandonado a cadeia de Becora "p elo portão principal".

O gabinete do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, escusou-se até agora a comentar a fuga de Reinado, remetendo qualquer esclarecimento para as forças da ONU.

O major Alfredo Reinado, que abandonou o comando das forças de defesa t imorenses no início de Maio, tornando-se a figura mais mediática dos militares q ue se revoltaram contra o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, encontrava-se deti do desde 25 de Julho, por posse ilegal de armas.

O grupo que se evadiu hoje da cadeia de Becora inclui ainda 16 ex-milit ares das forças de defesa e pelo menos cinco condenados por homicídio.

As forças internacionais têm em curso uma operação para tentar deter os evadidos.
JCS.

Nearly 60 Inmates Escape East Timor Jail

Forbes
Associated Press

By GUIDO GOULART , 08.30.2006, 07:41 AM

Nearly 60 inmates escaped from an East Timor jail on Wednesday, including scores of people arrested in recent violence that wracked the tiny nation and militiamen who opposed the country's break from Indonesian rule.

Carlos Sarmento said at least 57 inmates fled the Becora Penitentiary in the capital Dili after breaking down several walls in the east wing.

Sarmento blamed the jail break on a shortage of guards, saying many never returned to their posts after violence broke out in Dili three months ago, leaving at least 30 people dead and sending 150,000 others fleeing.

"We don't have enough staff," he said.

Among those who escaped was Maj. Alfredo Reinado, a former military police chief accused of leading a group of rebel soldiers in the May violence and dozens of people arrested by international peacekeepers for illegal weapons possession.

Several pro-Indonesia militiamen sentenced in connection with 1999 riots that left nearly 1,500 people dead also escaped.

Prime Minister Jose Ramos-Horta convened a meeting to discuss the escape. Justice Minister Domingos Sarmento refused to comment on the breakout.

Thanks to the installation of a new government and the arrival of foreign peacekeepers, calm has been largely restored to East Timor since May, when street battles erupted between rival security forces, later spilling into gang warfare, looting and arson.

The violence was the worst to hit the country of less than 1 million people since it voted for independence from Indonesia after 24 years of often brutal rule.

Ramos-Horta said earlier this week he expected political stability to return to the country before elections scheduled for next year.

Indonesia invaded East Timor 1975 and ruled the former Portuguese colony until 1999, when the territory overwhelmingly voted for independence in a U.N.-organized referendum.

Withdrawing Indonesian troops and their militia allies destroyed much of the country's infrastructure and killed at least 1,500 people.

The United Nations voted recently to send 1,600 international police and 34 military liaison officers ahead of presidential and parliamentary elections scheduled for 2007.

Comunicado - PM

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

INFORMAÇÃO À IMPRENSA


Primeiro-ministro reúne-se com administradores de distrito e sub-distrito

O primeiro-ministro, José Ramos-Horta, participa esta quinta-feira, 31 de Agosto, num encontro consultivo com administradores de distrito e sub-distrito, em Maubara, distrito de Liquiçá.

O encontro com todos os administradores de distrito e sub-distrito é organizado pelo Ministério da Administração Estatal e decorrerá durante dois dias. O primeiro-ministro fará uma intervenção pelas 11h00 sob o tema “Desafios à Nação – O Papel dos Administradores dos Distritos na Promoção da Unidade Nacional, Paz e Desenvolvimento”.

Para o chefe de Executivo, que promoveu a realização deste encontro, “esta reunião destina-se a mobilizar e a encorajar os administradores locais e explicar o Orçamento para o ano fiscal de 2006/07”. Por outro lado, o primeiro-ministro tenciona desenvolver o tema da “não partidarização do trabalho dos administradores, promovendo a credibilização do Estado”.

A abertura do encontro será feita pela ministra da Administração Estatal, Ana Pessoa, pelas 8h30, numa intervenção em que abordará as questões relacionadas com os deslocados.

Além da intervenção do primeiro-ministro, os participantes discutirão outros temas, tais como a execução do Orçamento do Estado; política de descentralização; regime de carreiras; actualização de dados das aldeias, preparação das eleições e emissão de novos cartões de eleitor; e formação para as eleições.

Este encontro vem na sequência de outros organizados regularmente pelo Ministério da Administração Estatal nos distritos, para consultas aos vários administradores de distrito. Este reúne pela primeira vez todos os administradores de distrito e sub-distrito do país.


Díli, 30 de Agosto de 2006

Dos leitores

Gostei muito desta piada de ser a polícia australiana a investigar um dos seus e chegar à conclusão de que não aconteceu nada de anormal. Eles até quiseram ajudar os policiais timorenses a vestirem-se de novo...!

Podiam até ter arranjado outras explicações igualmente convincentes: estava muito calor e os oficiais timorenses resolveram pôr-se mais à vontade.

Ou então foi um mal-entendido... o Tétum do australiano não era lá muito bom...

Mas gostei mesmo foi da atitude de Alcino Báris. Quem não se sente, não é filho de boa gente. Disse-lhes umas verdades que eles até ficaram com as orelhas a arder.

"The statement said Dr Barris told MPs there was no instruction by the Timorese Government that directed Timorese police not to wear their uniforms in public."

Qualquer dia são os australianos obrigados a despir a farda para evitarem os "mixed community feelings". Andam a arranjar lenha para se queimarem. Depois chamem a GNR. Só que estes não são bombeiros...

Já repararam que os OZ conseguiram o que ninguém mais conseguiu até agora? a unanimidade entre os partidos timorenses representados no Parlamento, incitando o Governo a dar guia de marcha aos OZ...!

E agora, Sr. 1º Ministro?

h correia.

As tropas da Malásia retiram de Timor-Leste

Tradução:

EasyBourse

Terça-feira Agosto 29, 2006 / 14h54

DILI, Timor-Leste (AP)— As tropas Malaias retiram-se oficialmente na Quinta-feira de Timor-Leste depois de terem ajudado a restaurar a lei e a ordem na nação inquieta durante cerca de três meses.

Mais de 400 tropas das Reais Forças Armadas Malaias chegaram a Timor-Leste em 25 de Maio para reforçar a força liderada pelos Australianos requisitados pelo governo de Timor-Leste depois de ter rebentado a violência na capital Dili.

A violência, a pior no país desde o seu voto em 1999 pela independência depois de 24 anos de domínio Indonésio, irrompeu depois do então primeiro-ministro Mari Alkatiri ter despedido cerca de 600 soldados.

Confrontos entre forças de segurança rivais na capital mais tarde derramaram em lutas de gangs, pilhagens e fogos postos que mataram 30 pessoas e levaram perto de 150,000 a fugir das suas casas.

Têm persistido lutas de gangs esporádicas e dezenas de milhares de pessoas continuam a ter medo de regressar a casa ou não podem porque as suas casas foram destruídas.

O Conselho de Segurança da ONU na semana passada autorizou uma missão de cerca de 1,600 polícias internacionais e 34 oficiais de ligação militar antes das eleições presidenciais e parlamentares calendarizadas para 2007.

Oficial australiano em Timor ilibado por inquérito

Tradução da Margarida.

SMH.com.au

Lindsay Murdoch em Dili
Agosto 30, 2006

A Polícia Federal Australiana defendeu um oficial acusado de ordenar a um polícia Timorense de topo para despir o seu uniforme em público, dizendo que dois inquéritos tinham revelado que o oficial tinha actuado dentro das regras.

Mas numa declaração emitida pelo Parlamento de Timor-Leste, o poderoso Ministro do Interior do país, Alcino Barris, contestou a interpretação dos regulamentos da polícia Timorense pela agência e disse que entregará um protesto formal sobre o incidente à Embaixada Australiana em Dili.

"A polícia Australiana não respeitou nem a dignidade da instituição da polícia Timorense nem a dignidade de Timor-Leste como um país soberano," disse o Dr Barris A declaração disse que o Dr Barris contou aos deputados que não houve instruções do Governo Timorense que ordenassem aos polícias Timorenses para não usarem os seus uniformes em público.

"O ministro definiu o evento como inaceitável," diz.

O confronto entre um não identificado oficial da Polícia Federal Australiana e o chefe da Academia de Polícia de Timor-Leste, Júlio Hornai, numa estrada principal em Dili no Sábado levou a uma resposta zangada dos deputados Timorenses, vários dos quais argumentaram que o Governo devia retaliar pedindo à polícia Australiana para deixar o país.

O comandante do contingente Australiano de 200 polícias em Dili, Steve Lancaster, disse aos repórteres ontem ao fim do dia que o Inspector Hornai ficou "agitado" e despiu a camisa do seu uniforme e deu-a ao oficial Australiano, que lhe tinha explicado que havia um acordo em efeito pelo qual a polícia Timorense não devia usar os seus uniformes em público.

O Comandante Lancaster disse que o Australiano tinha pedido ao Inspector Hornai para vestir o uniforme.

Mas o Inspector Hornai deu uma versão diferente do incidente, dizendo que o Australiano pediu repetidamente para que despisse o uniforme.

Disse que foi "humilhado" por o fazer à frente de cerca de 40 espectadores.

O Inspector Hornai disse que ele e os seus homens foram ordenados para usar os uniformes numa reunião oficial na sede da polícia que foi atendida por personalidades incluindo o responsável da missão da ONU em Dili, Sukehiro Hasegawa, e o Dr Barris.

O Comandante Lancaster disse que um inquérito conduzido pela polícia da ONU tinha apoiado as suas próprias conclusões que vez alguma tinha algum oficial da polícia Australiana indicado à polícia Timorense para despirem os seus uniformes em público.

O Comandante Lancaster disse que a polícia Australiana tinha actuado com boa fé no incidente.

Foi para a segurança e bem-estar da polícia Timorense que tinham sido orientados a não vestir os uniformes em público por causa de “sentimentos comunitários mistos” em relação a eles, disse.

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Fúria em Timor depois de dizerem a polícias para se despirem

Tradução da Margarida.


The Age
Lindsay Murdoch, Dili
Agosto 29, 2006


Um polícia federal Australiano pediu a um oficial da polícia de topo Timorense para despir o seu uniforme em público, num incidente que enfureceu políticos Timorenses e pode levar a um protesto diplomático.

O Presidente do Parlamento de Timor-Leste Francisco Guterres, descreveu ontem o alegado comportamento do não identificado oficial Australiano como um abuso dos direitos de Timor-Leste como um país independente.

Num gesto improcedente, o Sr Guterres chamou o Ministro do Interior Timorense Alcino Barris ao Parlamento hoje para explicar o que aconteceu.

"Todos os membros do Parlamento se querem queixar sobre isto," disse o Sr Guterres.

O Chefe da Academia de Polícia de Timor-Leste Júlio Hornai disse ontem ao The Age que foi "humilhado" pelo incidente, que "violou a dignidade de Timor-Leste".

"Não tenho um problema com a polícia Australiana que vieram ajudar a resolver os nossos problemas," disse o Inspector Hornai. "Mas isso não significa que podem vir cá e não nos respeitarem."

O Inspector Hornai disse que no fim da tarde, no Sábado, guiava ao longo duma das estradas principais de Dili quando foi parado por um LandCruiser da Polícia Federal Australiana com dois oficiais Australianos e dois soldados Malaios.

Um dos Australianos confrontou-o, dizendo que ele e outros sete polícias Timorenses no veículo não deviam estar a usar uniformes da polícia.

O Sr Hornai disse que tentou explicar ao Australiano que ele e os seus homens estavam de regresso à Academia depois de terem estado numa reunião no Quartel da polícia.

Também presente na reunião estava o enviado especial da ONU Sukehiro Hasegawa.

O Sr Hornai disse que o Sr Barris, que também estava presente, lhe tinha ordenado para ele e os seus homens irem à reunião com uniformes.

Mas o Sr Hornai disse que o Australiano lhe disse para despir o uniforme, ao mesmo tempo que uma multidão de cerca de 40 observadores se juntavam perto.

O Sr Hornai disse que despiu a parte de cima do seu uniforme e tentou entregá-la ao Australiano.

"Senti-me humilhado … as pessoas estavam a ver," disse. "O Australiano então disse para pôr o uniforme no veículo que nos acompanhariam à Academia."

o Sr Hornai disse que quando um dos seus oficiais saiu perto da sua casa, o Australiano mandou-o despir o seu uniforme.

"O agente despu-o no meio da estrada … à vista do público," disse.

Antero Lopes, responsável da polícia internacional em Timor-Leste, descreveu ontem à noite o incidente como uma "situação muito sensível ".

O Sr Lopes disse que o comandante da AFP em Dili "assegurou-me que nenhum oficial da AFP sob o seu comando tinha despido um oficial da PNTL (polícia Timorense) do seu uniforme".

Contudo, directivas sob os arranjos bilaterais com as forças internacionais em Dili estipulam que a polícia Timorense deve “refrear-se” no uso dos seus uniformes, disse.

A ONU apoia estas precauções porque há "animosidades entre certas secções da população contra alguns oficiais da PNTL ".

A Academia da Polícia foi o único corpo da polícia que não se desintegraram quando a violência irrompeu em Dili no fim de Abril.

Sob comando do Inspector Hornai, os 80 instrutores da Academia e os 283 cadetes da polícia não se juntaram à violência.

O Sr Hornai tem servido como polícia há 16 anos, 10 deles sob governo da Indonésia.

A Academia será o ponto central dos esforços da ONU para reconstruir a força de 3000.

O contingente da Austrália de 200 polícias em Timor-Leste luta para conter a violência de gangs na rua, que deixou sete Australianos feridos na semana passada.

No Domingo, os gangs queimaram 10 casas no distrito de Comoro.

Sobre os comentários apagados

Todos os comentários com insultos serão apagados.

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LUSA - Sobre a fuga de reclusos da prisão de Becora

Director prisões critica forças internacionais por falta segurança em Becora

Díli, 30 Ago (Lusa) - O director nacional das prisões de Timor-Leste cr iticou hoje as forças internacionais por não terem garantido a segurança no exte rior da cadeia de Becora, de onde se evadiram o major Alfredo Reinado e outros 5 6 reclusos.

"Há cerca de uma semana que nós e o senhor ministro da Justiça temos vi ndo a pedir às forças australianas para colocarem segurança em volta da cadeia, mas até hoje o nosso pedido não tinha sido atendido", disse Manuel Exposto agênc ia Lusa.

Manuel Exposto, empossado no cargo há três meses, garantiu que na altur a da fuga, cerca das 15:00 de hoje (07:00 em Lisboa), "não havia guardas interna cionais no exterior", razão que apontou para que os reclusos tivessem abandonado a cadeia de Becora "pelo portão principal".

A segurança da cadeia de Becora estava a ser assegurada pelas forças ne ozelandesas, mas "deixou de ser feita há uma semana", segundo Manuel Exposto.

"Estavam cerca de 60 guardas prisionais na cadeia, mas estão desarmados e não possuem comunicações e outros meios de defesa pessoal e do recinto", diss e Manuel Exposto, referindo que os "cinco guardas que estavam à porta da cadeia não puderam fazer nada para impedir a evasão".

"Os guardas não estavam preparados, porque ninguém contava que isto aco ntecesse. Temos falta de equipamento adequado, como rádios e armas, e são precis os mais guardas prisionais", explicou.

O quadro de pessoal do serviço nacional de prisões conta com 150 guarda s prisionais, segundo Manuel Exposto.

O director nacional das prisões de Timor-Leste confirmou que o major Al fredo Reinado se encontra entre os fugitivos e admitiu que várias pessoas que pu dessem estar a cumprir pena pelos confrontos de 1999 também estejam a monte.

"Mas ainda é cedo para identificar quem fugiu", acrescentou.

O major Alfredo Reinado, que abandonou a cadeia de comando das forças d e defesa de Timor-Leste no início de Maio, tornando-se uma das figuras mais medi áticas na revolta contra o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, estava detido des de 25 de Julho, por posse ilegal de armas.

JCS.


Forças policiais internacionais reforçaram patrulhamento em Díli

Díli, 30 Ago (Lusa) - As forças policiais internacionais estacionadas e m Timor-Leste reforçaram hoje o patrulhamento em Díli e montaram postos de contr olo na tentativa de capturar os 57 detidos que fugiram da cadeia de Becora, um d os quais o major Alfredo Reinado. Fonte policial contactada pela agência Lusa r eferiu que foram "instalados alguns postos de controlo em vários pontos da cidad e" mantendo-se o patrulhamento nos diversos bairros de Díli, que tem desde hoje um primeiro posto fixo de polícia no subdistrito Dom Aleixo, na capital.

Como é habitual no período da noite, o movimento na cidade é reduzido, mas hoje é ainda menor nas zonas principais da cidade, exceptuando a circulação de carros das patrulhas internacionais integradas nas forças da ONU, como é o ca so da GNR e da polícia da Malásia.

O esquema de segurança montado pelas forças da ONU e pelos militares e polícias australianos e da Nova Zelândia restringe-se a Díli, tendo as fontes co ntactadas pela Lusa explicado que a polícia nacional timorense "continua a traba lhar" noutras cidades e distritos.

Cerca das 15:00 locais (07:00 em Lisboa), 57 reclusos, entre os quais o major Alfredo Reinado e 16 ex-militares do exército timorense, evadiram-se da c adeia de Becora saindo pela porta principal, aparentemente sem qualquer resistên cia por parte de elementos da segurança.

JCS.

ONU não tem responsabilidade de segurança de cadeia - Antero Lopes

Díli, 30 Ago (Lusa) - As forças policiais da ONU não têm qualquer respo nsabilidade na segurança na zona da cadeia de Díli, de onde se evadiu hoje o maj or Alfredo Reinado e outros 56 reclusos, garantiu à Lusa o comissário Antero Lop es.

"A nossa preocupação neste momento reside na segurança da população e n a recuperação, em segurança, dos evadidos", afirmou Antero Lopes, que comanda as forças policiais das Nações Unidas em Timor-Leste.

Antero Lopes salientou que "jamais a polícia da ONU esteve envolvida ou foi requisitada para efectuar segurança ao edifício da cadeia" de Becora.

O comandante da polícia da ONU acrescentou ter conhecimento de que a se gurança na cadeia de Becora "tem vindo a ser feita por forças internacionais ao abrigo de acordos bilaterais entre Timor-Leste e esses países".

Contactado pela Lusa, o gabinete do primeiro-ministro timorense, José R amos-Horta, escusou-se anteriormente a fazer qualquer declaração sobre a fuga do s 57 reclusos da cadeia de Becora, remetendo qualquer esclarecimento para as for ças internacionais da ONU.

Fontes policiais disseram à Lusa que a fuga ocorreu cerca das 15:00 loc ais (07:00 em Lisboa), aparentemente sem qualquer resistência por parte dos guar das prisionais.

O grupo de fugitivos inclui 16 ex-militares das forças de defesa timore nses e pelo menos cinco condenados por homicídio, além de Alfredo Reinado, que a bandonou a cadeia de comando das forças de defesa timorenses no início de Maio, tornando-se na figura mais mediática da revolta contra o ex-primeiro-ministro Ma ri Alkatiri. Fontes contactadas pela agência Lusa referiram - à semelhança do que tinha feito o advogado Paulo Remédios, defensor de Alfredo Reinado - que a z ona envolvente da cadeia de Becora estava sem polícias e que os guardas da prisã o actuam desarmados.

JCS.

57 reclusos em fuga, 16 ex-militares no grupo

Díli, 30 Ago (Lusa) - O major Alfredo Reinado fugiu hoje da cadeia de Becora, em Díli, juntamente com outro 56 reclusos, incluindo 16 ex-membros das forças armadas timorenses e cinco condenados por homicídio, disse à Agência Lusa fonte oficial.

Os 57 fugitivos, que representavam 28,5 por cento dos 200 detidos em Becora, saíram pela porta principal do estabelecimento cerca das 15:00 locais (07:00 em Lisboa), sem, aparentemente, qualquer oposição por parte dos membros da segurança, de acordo com fontes contactadas pela Lusa.

O gabinete do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, escusou-se a comentar a fuga, remetendo qualquer esclarecimento para as forças da ONU.

A segurança nas imediações da cadeia de Becora é da responsabilidade da polícia da Nova Zelândia.

A fuga de Alfredo Reinado - a figura mais mediática dos elementos das forças de defesa que contestaram o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri - ocorreu num dia feriado nacional, quando os timorenses estão a comemorar o sétimo aniversário do referendo que conduziu à independência do país.

A cadeia, localizada no bairro de Becora, tinha 200 detidos, dos quais três são antigos agentes da Polícia Nacional de Timor-Leste, 18 pertenceram às forças armadas e os restantes civis.

De acordo com o advogado Paulo Remédios, que representa Alfredo Reinado - que regressou à cadeia na quinta-feira, depois de duas semanas no Centro de Detenção de Caicoli -, o major temia pela sua segurança e chegou mesmo a alertar para a possibilidade de ser perpetrado um ataque à cadeia para retirar detidos, um elemento que segundo o causídico consta do processo.

O advogado disse ter alertado, em cartas endereçadas ao tribunal, ao Procurador-Geral da República timorense, ao ministro da Justiça e ao próprio Presidente da República, Xanana Gusmão, para o receio de um ataque à cadeia.

Segundo Paulo Remédios, uma sobrinha do major Alfredo Reinado esteve com ele hoje, já que era dia de visitas.

As polícias internacionais estacionadas em Timor-Leste sob o comando da ONU estão a lançar operações no terreno com vista à captura dos fugitivos.

Entre os evadidos de hoje não se encontra nenhum dos três ex-membros da Polícia Nacional de Timor-Leste detidos no estabelecimento.

Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos desde 25 de Julho, por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da GNR em três casas, uma delas, segundo o major, atribuída por Xanana Gusmão.

As restantes casas, situadas a cerca de 10 metros do Quartel-General das forças militares australianas em Díli, tinham sido ocupadas por Alfredo Reinado.

A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência que estavam em vigor no país desde 30 de Maio, decretadas por Xanana Gusmão.

Entre o arsenal apreendido a Reinado constavam nove pistolas, quatro de calibre '45 Auto e cinco de calibre 9, mais de 4 mil munições para espingarda automática e pistola, granadas, cinco rádios de transmissões, dois bastões extensíveis, cinco punhais, três catanas e equipamento militar diverso, entre o qual coletes à prova de bala e cinturões.

O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.

JCS.

Reinado fugiu da prisão de Becora com mais de 50 reclusos - polícia

Díli, 30 Ago (Lusa) - O major Alfredo Reinado, detido em Julho em Díli pelas forças australianas por posse ilegal de armas, evadiu- se hoje da cadeia da capital timorense integrado num grupo de mais de 50 detidos, disseram à Lusa várias fontes policiais.

Apesar de não ter sido ainda apurado o número oficial de foragidos, várias fontes policiais contactadas pela Lusa apontam para pelo menos meia centena de reclusos em fuga.

A cadeia, localizada no bairro de Becora, tinha 200 detidos, dos quais três são antigos polícias da Polícia Militar de Timor-Leste, 18 pertenceram ao exército e os restantes civis.

Também contactado pela agência Lusa, o advogado do major Alfredo Reinado, Paulo Remédios, revelou que o militar temia pela sua segurança na cadeia.

"Não temos pormenores [sobre a fuga], nem hora nem o tipo de situação. Estive com ele ontem [terça-feira] e ele voltou a manifestar a preocupação das últimas semanas no capítulo da segurança", disse o advogado.

O causídico referiu que já tinha pedido o reforço do dispositivo policial no perímetro da prisão porque no processo do Reinado é referida a possibilidade de um ataque à cadeia para retirar reclusos do estabelecimento.

O próprio Reinado, disse Paulo Remédios, já tinha referido essa possibilidade e temia pela própria vida.

O advogado disse ter alertado, em cartas endereçadas ao tribunal, ao Procurador Geral da República timorense, ao ministro da justiça e ao próprio presidente Xanana Gusmão, sobre o possível ataque à cadeia.

As circunstâncias da fuga estão a ser investigadas por polícias australianos na cadeia.

O major Reinado está na cadeia de Becora desde a passada quinta- feira, proveniente do Centro de Detenção de Caicoli.

Reinado tinha sido transferido há poucas semanas para o Centro de Detenção de Caicoli, mas a requerimento do advogado regressou à Cadeia de Becora porque a sua transferência foi considerada ilegal.

Segundo o advogado, uma sobrinha do major Alfredo Reinado esteve com ele hoje, já que era dia de visitas.

As polícias internacionais estacionadas em Timor-Leste sob o comando da ONU estão a lançar operações no terreno com vista à captura dos fugitivos.

JCS.

quarta-feira, agosto 30, 2006

Dos leitores

O passarinho reinado voou, voou. Quem abriu a gaiola?

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Como e possivel isto com tanta forca internacional ca em Timor-Leste? Quem sao os cumplices desta fuga? Hoje precisamente quando dentro de algumas horas um canal televisivo australiano mostrara alguns dos factos relacionados com o bem planeado golpe de estado em TL? Sera que o PGR nao ira amanha ao Parlamento? O que acontecera ao Alfredo? Sera recambiado para o pais que ele tanto ama i.e.algures, num dos desertos do pais dos cangurus ou sera que .....(?????). Hum! Sera que a verdade nunca sera conhecida? Mas a esperanca e a ultima coisa que morre. Enquanto viver, lutarei pela verdade e justica. Pouco a pouco, vou juntando as pecas do puzzle que paece ser complexo. Os criminosos que destruiram o pequeno paraiso serao identificados cedo ou tarde.

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Explicações exigem-se

Há umas semanas atrás, por suspeitas de movimentações na prisão de Becora, por decisão do Ministério da Justiça, Reinado voltou a ser transferido para o Centro de Detenção australiano.

O comando australiano considerou posteriormente, e assumiu a responsabilidade juntamente com as forças militares neozelandesas, que a prisão de Becora tinha as condições de segurança necessárias e que não havia motivo para que Reinado não voltasse para lá.

Hoje, ou durante a noite, Reinado e 56 reclusos fugiram da prisão que estava a ser guardada pelas forças neozelandesas.

Desde 2003 que não haviam fugas da prisão de Becora, guardada pelos guardas prisionais timorenses.

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Reinado evade-se da prisão de Bécora

Evadiram-se 56 reclusos da prisão de Bécora esta manhã.

Major Alfredo Reinado fugiu da cadeia de Díli

Díli, 30 Ago (Lusa) - O major Alfredo Reinado, detido a 25 de Julho pelas forças australianas por posse ilegal de armas confiscadas horas antes pela GNR, evadiu-se hoje da cadeia de Díli juntamente com um número ainda indeterminado de reclusos.

De acordo com fontes policiais contactadas pela Lusa, o major Alfredo Reinado é um dos fugitivos mas ainda "não foi possível determinar quantos detidos terão concretizado a fuga".

Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da GNR em três casas, uma delas atribuída, segundo Alfredo Reinado, pelo presidente Xanana Gusmão e as restantes duas ocupadas pelo major a cerca de 10 metros do Quartel-General das forças militares australianas.

A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência aplicadas no país a 30 de Maio por Xanana Gusmão.

Entre o arsenal apreendido ao major Reinado constavam nove pistolas, quatro de calibre '45 Auto e cinco de calibre 9, mais de 4 mil munições para espingarda automática e pistola, granadas, cinco rádios de transmissões, dois bastões extensíveis, cinco punhais, três catanas e equipamento militar diverso, entre o qual coletes à prova de bala e cinturões.

O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.

O major Alfredo Reinado foi o primeiro a devolver armas no processo de desarmamento entre as partes em confronto e foi também o primeiro a ser surpreendido com armamento depois de ter expirado o prazo para a sua entrega.

JCS.

Malaysia Peacekeeping Troops Withdraw From East Timor

EasyBourse


Tuesday August 29th, 2006 / 14h54


DILI, East Timor (AP)--Malaysian troops officially withdrew Tuesday from East Timor after helping restore law and order in the troubled nation for about three months.

More than 400 troops of the Royal Malaysian Army Forces arrived in East Timor on May 25 to bolster the Australian-led peacekeeping force requested by the East Timor government after violence broke out in the capital Dili.

The violence, the worst in the country since its 1999 vote for independence after 24 years of Indonesian rule, erupted after then-prime minister Mari Alkatiri fired about 600 soldiers.

Clashes between rival security forces in the capital later spilled into gang warfare, looting and arson that killed 30 people and prompted nearly 150,000 to flee their homes.

Sporadic gang fighting has persisted and tens of thousands of people continue to be afraid to return home or are unable to because their houses were destroyed.

The U.N. Security Council last week authorized a mission of 1,600 international police and 34 military liaison officers ahead of presidential and parliamentary elections scheduled for 2007.

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Timor officer cleared by inquiries

SMH.com.au

Lindsay Murdoch in Dili
August 30, 2006

THE Australian Federal Police has defended an officer accused of ordering a senior East Timorese policeman to take off his uniform in public, saying two inquiries had found the officer had acted appropriately.

But in a statement released by East Timor's parliament, the country's powerful Interior Minister, Alcino Barris, disputed the agency's interpretation of regulations governing Timorese police and said he would lodge a formal protest about the incident with the Australian embassy in Dili.

"The Australian police did not respect either the dignity of the Timorese police institution or the dignity of Timor-Leste [East Timor] as a sovereign country," Dr Barris said. The statement said Dr Barris told MPs there was no instruction by the Timorese Government that directed Timorese police not to wear their uniforms in public.

"The minister defined the event unacceptable," it said.

The confrontation between an unidentified Australian Federal Police officer and the chief of East Timor's police academy, Julio Hornai, on a main road in Dili on Saturday prompted an angry response from East Timorese MPs, several of whom argued that the Government should retaliate by asking the Australian police to leave the country.

The commander of the 200-strong Australian police contingent in Dili, Steve Lancaster, told reporters late yesterday that Inspector Hornai became "agitated" and took off his uniform shirt and handed it to the Australian officer, who had explained to him that there was an agreement in place that Timorese police should not wear their uniforms in public.

Commander Lancaster said the Australian asked Inspector Hornai to put the uniform back on.

But Inspector Hornai has given a different version of the incident, saying that the Australian repeatedly demanded that he take off the uniform.

He said he was "humiliated" by doing so in front of about 40 onlookers.

Inspector Hornai said he and his men were ordered to wear their uniforms to an official briefing at police headquarters that was attended by dignitaries including the head of the UN's Dili mission, Sukehiro Hasegawa, and Dr Barris.

Commander Lancaster said an inquiry conducted by UN police had supported his own findings that at no time did any Australian police officer direct East Timorese police to take off their uniforms in public.

Commander Lancaster said the Australian police had acted in good faith in the incident.

It was for the safety and wellbeing of the East Timorese police that they had been directed not to wear their uniforms in public because of "mixed community feelings" towards them, he said.

Inspector Hornai is one of the most senior officers still serving in the Timorese police after the 3200-strong force disintegrated when violence erupted in Dili in late April.

The academy he runs will be at the centre of UN efforts to rebuild the force.

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Timor troops get ready to come home

Scoop

Tuesday, 29 August 2006, 12:35 pm

Press Release: New Zealand Defence Force

New Zealand Defence Force Te Ope Kaatua O Aotearoa
Media Release 29 August 2006

Dili is alive with the sound of high pressure hoses as 44 New Zealand Defence Force personnel prepare to return to New Zealand on Thursday 31 August.
The troops are returning after the New Zealand Government’s announcement that the force in Timor Leste is to reduce as the country finds some stability after months of turmoil.
In preparing the troops for home, the New Zealand Army has deployed a small force extraction team to Timor Leste.
The team assists with returning stores and equipment, conducting robust medical checks and psychological debriefs to ensure a smooth transition back to New Zealand.
Each soldier is responsible for cleaning their own equipment to strict MAF standards, and with months of dirt picked up patrolling the streets, it is no small task.
An area of the Dili Port has been sectioned off with buckets of soapy water and high pressure hoses to allow the troops to get their equipment clean, with the hot Timor sun shining overhead to make sure everything gets dry.
Everyone returning gets a medical review to make sure they have no injuries and that they haven’t been exposed to malaria, dengue fever or any other tropical illnesses prevalent in the region. The Doctor ensures they complete their course of anti-malarial medication and issues any further meds required to ensure a healthy return to New Zealand.
Two New Zealand Army Psychologists have also deployed to Dili. They will conduct group and individual debriefs allowing returning personnel the opportunity to talk through their time Timor Leste.
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Dos leitores

Muitos dos comentários aqui apresentados parecem-me despropositados, desatinados e inoportunos. Se se está a falar de leis e de jurisprudência, vêm logo alguns virar a conversa para algo que foi ou não dito; se se falar de soberania e defesa da legalidade do país, estão cá para acusar de comunismo, ditadura, marxismo, etc...; se se falar de assuntos variados aproveitam para acusar a Fretilin.

Eu cá por mim, que nem sou Timorense nem tenho interesse em lutas e disputas partidárias, pois, cabe ao povo escolher o que é melhor para ele, acho tais comentários completamente desfazados da realidade que não podem trazer bem algum, mas que podem prejudicar o reestabelecimento de ordem e segurança públicas, a normalização da situação, a sanação a gravidade da situação humanitária, incitar mais violência, causar mais distúrbios e prejuízos humanos e materiais.

Porquê as coisas não são feitas de acordo com leis e legalidade?Porquê, em vez de exigir a demissão de Mari Alcatiri através de ultimato na praça pública, não se tinha realizado a investigação necessária para apurar factos, e se houvesse fundamentos para formular a sua acusação, julgá-lo de acordo com as leis? Porquê assim não se faz com todos os intervenientes da crise, quer que se tratase de rei ou de frei?

De modo com o que foi feito, pisando-se toda a qualquer legalidade democrática, dá para concluir que tinha que se "despachar" a situação, a acelerar acontecimentos antes que ocorram ambas as eleições parlamentares e presidenciais.

Porquê cada partido não apresente um programa, definindo bem claramente o que pretende fazer e como? Porquê não criar um ambiente saudável conducente à campanha eleitoral agora que feridas ainda sangram e que pôr mais sal nelas e mais achegas na fogueira poderia acelerar o processo de autodestruição de TL e do próprio povo? Porquê continuar a dividi-lo se já é tão difícil uní-lo em torno de uma nação e uma pátria?

Lafaek.
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Timor fury after police told to strip

The Age
Lindsay Murdoch, Dili
August 29, 2006


AN AUSTRALIAN federal policeman demanded that a senior East Timorese police officer take off his uniform in public, in an incident that has angered Timorese politicians and could lead to a diplomatic protest.

East Timor parliamentary president Francisco Guterres, yesterday described the alleged behaviour of the unidentified Australian officer as an abuse of East Timor's rights as an independent country.

In an unprecedented move, Mr Guterres has summoned Timorese Interior Minister Alcino Barris to the Parliament today to explain what happened.

"All members of parliament want to complain about this," Mr Guterres said.

East Timor police academy chief Julio Hornai told The Age yesterday that he was "humiliated" by the incident, which "violated the dignity of East Timor".

"I don't have a problem with the Australian police who came to help solve our problems," Inspector Hornai said. "But it doesn't mean that they can come here and not respect us."

Inspector Hornai said that late on Saturday afternoon, he was driving a police vehicle along one of Dili's main streets when it was stopped by an Australian Federal Police LandCruiser carrying two Australian officers and two Malaysian soldiers.

One of the Australians confronted him, saying that he and seven other Timorese police in the vehicle should not be wearing police uniforms.

Mr Hornai said he tried to explain to the Australian that he and his men were returning to the academy after attending briefings at police headquarters.

Also present at the briefings was UN special representative Sukehiro Hasegawa.

Mr Hornai said that Mr Barris, who was also present, had ordered him and his men to attend the briefing in uniform.

But Mr Hornai said the Australian demanded that he take off his uniform, as a crowd of about 40 onlookers gathered nearby.

Mr Hornai said he removed the top part of his uniform and tried to hand it to the Australian.

"I felt humiliated … people were watching," he said. "The Australian then said put the uniform in the vehicle and they would escort us to the academy."

Mr Hornai said that when one of his officers got out near his home, the Australian demanded that he take off his uniform.

"The agent took it off in the middle of the road … in full view of the public," he said.

Antero Lopes, head of the international police in East Timor, last night described the incident as a "very sensitive situation".

Mr Lopes said the commander of the AFP in Dili "assured me that no AFP officer under his command has stripped a PNTL (Timorese police) officer of their uniform".

However, directives under bilateral arrangements with the international forces in Dili stipulate that Timorese police should be "restrained" in their use of their uniforms, he said.

The UN supports these precautions because there are "animosities among certain sections of the population against certain PNTL officers".

The police academy was the only police body that did not disintegrate when violence erupted in Dili in late April.

Under Inspector Hornai's command, the academy's 80 instructors and 283 police cadets did not join in the violence.

Mr Hornai has served as a policeman for 16 years, 10 of them under Indonesia's rule.

The academy will be the centre-point of efforts by the UN to rebuild the force of 3000.

Australia's 200-strong police contingent in East Timor is struggling to curb street gang violence, which left seven Australians injured last week.

On Sunday, gangs burnt 10 houses in the Comoro district.

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The East Timor Question

Dos leitores:

This week on Dateline John Martinkus and David O’Shea conduct an investigation in to who exactly was behind the violence in East Timor that led to the downfall of that country’s first democratically elected Prime Minister.


In what looked like a well orchestrated plan to pit the tiny country’s armed forces and police against each other it appears the architects of the conflict manipulated the crisis to achieve one end – the resignation of Mari Alkatiri. Was it a coup? Were foreign powers involved? And what role, if any, did Australia play?

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terça-feira, agosto 29, 2006

Dos leitores

Quem gosta de apontar as asneiras grossas deveria começar por apontar as suas.

O comportamento dos "peticionários" configuraria em Portugal os crimes de deserção qualificada (pena de 1 a 4 anos de prisão, agravada de um terço), o de insubordinação por desobediência (pena de 1 a 4 anos de prisão, agravada de um quarto do seu limite máximo) e o de insubordinação colectiva (pena de 2 a 8 anos para os instigadores e pena de 1 mês a 2 anos para os outros, estando armados, e com redução a metade se desarmados). E isto para nos ficarmos por aqui. Do Reinado então, é melhor nem falar...

Porém, estes crimes, pelo facto de o serem, não têm nada que ver com o RDM.

E se é certo que em Portugal a competência para julgar crimes de índole militar passou para os tribunais civis, salvo em casos excepcionais, não nos podemos esquecer de que Timor-Leste há muito deixou de ser uma Província ultramarina portuguesa e que neste país vigora o Direito timorense. A Constituição da RDTL estatui os Tribunais Militares (artº 123, nº 1- c)), conferindo-lhes competência exclusiva para "julgar em primeira instância os crimes de natureza militar" (artº 130, nº 1). Enquanto os TM não forem criados por lei específica, vigoram as normas legais subsidiárias, etc, etc, etc.

h correia.

Comunicado - PM

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

INFORMAÇÃO À IMPRENSA


Seis postos permanentes de polícia criados em Díli

O primeiro-ministro, José Ramos-Horta, promoveu esta segunda-feira, 28 de Agosto, uma reunião alargada sobre segurança na qual participaram o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Sukehiro Hasegawa, o novo comissário da Polícia das Nações Unidas (UNPol), o português Antero Lopes, representantes dos vários comandos militar e policiais das forças internacionais presentes em Timor-Leste, além do vice-primeiro-ministro Rui Araújo, o ministro do Interior, Alcino Baris, o vice-ministro do Interior, José Agostinho Sequeira “Somotxo”, e o Procurador-Geral da República, Longuinhos Monteiro.

No encontro, o primeiro-ministro chamou à atenção para a necessidade de as condições de segurança melhorarem substancialmente, após mais um fim-de-semana em que bandos de jovens tornaram a atacar alguns bairros da capital timorense, incendiando casas e promovendo desacatos. José Ramos-Horta reafirmou o papel de coordenação do Governo nas áreas da defesa e da segurança, em sintonia com o Presidente da República, mas sublinhou também que, face à resolução 1704 aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sexta-feira, “há uma maior necessidade de coordenação do Governo com as forças internacionais”. Nesse sentido, o primeiro-ministro insistiu na “urgência da criação de postos permanentes de polícia, 24 sobre 24 horas, nos bairros mais problemáticos da cidade de Díli”.

O comissário que acaba de assumir a liderança da polícia internacional, Antero Lopes, assumiu esta questão como prioritária, tendo garantido que em breve vão ser criados seis postos de polícia na capital timorense. Em coordenação com o ministro do Interior, o comissário Antero Lopes revelou que os postos policiais vão ficar localizados no subdistrito Dom Aleixo (orfanato), em Comoro (na antiga esquadra de polícia), em Bebonuk, em Bidau/Akadiru Hun, no Mercado Central e no bairro do Matadouro (em Manu Metan Rai Hun). Enquanto não forem criados os postos, o comissário asseverou que vão ser intensificadas as patrulhas móveis nestes bairros, “sem descurar o patrulhamento ostensivo da restante capital”. Por fim, revelou ainda que assim que a polícia internacional dispuser de mais recursos em Timor-Leste, o número de postos fixos será aumentado.

O primeiro-ministro referiu ainda a importância de as forças internacionais manterem operações de recuperação de armas, nomeadamente das que se sabe que ainda estão na posse de elementos que integravam a Polícia Nacional de Timor-Leste, que não as devolveram voluntariamente nem se apresentaram no Quartel-General.

Comando da PNTL suspende funções

O primeiro-ministro anunciou, entretanto, que o comando da PNTL se autosuspendeu de funções. O superintendente Paulo Martins e os adjuntos Ismael Babo e Lino Saldanha apresentaram ao primeiro-ministro a sua autosuspensão de funções, enquanto decorrerem os trabalhos da Comissão de Avaliação da PNTL. A comissão foi criada pelo Conselho de Ministros na semana passada e destina-se a verificar quem, dos 800 elementos da polícia timorense que actuavam em Díli, está apto a regressar em breve às suas funções e quem terá de ser alvo de processo disciplinar ou criminal.

José Ramos-Horta elogiou a atitude dos comandantes da PNTL.


Díli, 28 de Agosto de 2006

Dos leitores

A moldura

Não quero ser a linda moldura,
Que faz a fronteira entre esta tela e o nada.

Não quero ser a linda moldura,
Que rouba da tela seu real sentido.

Quero simplesmente ser a tela, simples e pura.
Onde o meu povo livremente se expressa em borrões de liberdade, de raiva, de angústia, de tudo!

Quero ser a pintura abstracta que é o que o povo espera dos governantes, quero mostrar as cores do que o meu povo quer, num degradê de sentimentos opostos, de paralelos e contradições.

Quero ser a pintura abstracta, que toca cada um de vocês de maneira diferente, mas que ao menos vos toca.

Governar não é nada mais, nada menos do que interpretar esta tela, que é a aspiração de um povo, cada um interpreta como a vê! Mas por de trás de cada interpretação estão as fundações do que são os que hoje nos governam.

Pela pátria ou pelo prestígio? Horta, como interpretas as cores que vez? Serás tu a tela ou a moldura, que se troca de uma tela para outra?

Mau Seran

East Timor's Last Hero Faces a Daunting Task

Latimes.com


After years of efforts to win freedom for his people, a Nobel laureate now finds himself trying to keep his new nation from unraveling.
By Joel Rubin, Times Staff Writer
August 28, 2006


DILI, East Timor — At times, it seems Jose Ramos-Horta thinks he can solve East Timor's problems one person at a time.

Winding his way through the inhospitable mountains of his troubled nation recently, the new prime minister ordered his driver to stop. A frail, elderly man approached, bowing deeply. He asked for nothing, but Ramos-Horta pressed $10 into his bony hand. He turned to a group of women, and bought three heavy sacks of beans from them — $60 worth.

An hour farther down the washed-out road, Ramos-Horta gave the beans to a mother sitting in a thatched hut with her children and blind father.

"It's incredible," the 56-year-old said in a deep baritone shot through with a strong Portuguese accent. "Look at these people, they are so poor and yet they ask so little. And even that little, we are not giving them."

But the man is also tired. He wishes East Timor didn't need him again.

Twenty-four years in exile spent roaming the world's corridors of power trying to win freedom for his tiny nation have left him weary. What he wants now, he says, is to sleep late and pass lazy days at the beach.

"I am scared by their trust. I know my weaknesses," said Ramos-Horta, who has never been accused of having a small ego. "They think I am a genius, they think I am a prophet, when I am really a sinful character. But somehow, because of the way I am, they trust me…. I feel the weight of the country on my shoulders, and how can I now say no to the common people?"

Ramos-Horta, who shared the 1996 Nobel Peace Prize with Bishop Carlos Ximenes Belo for their efforts to bring freedom to their homeland, has been drawn back into the role of savior as East Timor threatens to unravel four years after it became the world's newest nation.

After centuries as a Portuguese colony, East Timor was invaded by Indonesia in 1975. Days before, a young, ambitious Ramos-Horta fled to Australia, sent by East Timor's political elite to serve as the country's link to the outside world. Four of Ramos-Horta's nine brothers and sisters were among the 200,000 people who Amnesty International estimates were killed or died prematurely during the occupation.

Indonesian rule came to a jarring end in 1999 when the government allowed East Timorese to vote on independence. The referendum sparked a horrific spasm of violence as militias aided by the Indonesian military killed more than 1,000 people and laid waste to villages and towns. With East Timor in shambles, the United Nations took control for 2 1/2 years, maintaining order and struggling to build a foundation for self-rule.

This summer, political chaos and rioting returned to this capital city. As the unrest toppled the government and threatened to send the country into free fall, the parliament selected Ramos-Horta to take over as prime minister.

Though his adversaries grumble about the political jockeying that led to Ramos-Horta's appointment, critics and allies agree that he was the only choice to assume control at this volatile crossroads. The country's beloved president, Jose Alexandre "Xanana" Gusmao, who led an armed resistance against Indonesia, is tiring of his public role.

Ramos-Horta is East Timor's last hero.

"There are only two people on this island who the people know and trust," said Gelasio da Silva, a parish priest in the devoutly Roman Catholic nation. "He is one of them."

In many ways, Ramos-Horta is an anomaly in his country. His hand-tailored shirts and sport coats are a rarity among the ragged clothes most East Timorese wear. On an island where few have ever stepped off its shores, Ramos-Horta's impressive thatched villa is filled with gifts from world leaders: a large box of cigars from Fidel Castro, a bust of his hero, Robert F. Kennedy, given to him by the family.

His shelves are lined with books in five languages, in a country where about 45% of adults are illiterate. And despite a strict Catholic education, Ramos-Horta is no longer particularly religious.

His skin is lighter than that of most East Timorese, a reflection of his mixed background: His father was a lieutenant in Portugal's navy until he was banished to East Timor for taking part in an ill-fated mutiny.

Since its emergence as a nation, East Timor has struggled under the heavy expectations of an international community eager for proof that nation-building can work.

"There is a good argument to be made that they've got one more chance to get it right," U.S. Ambassador Grover Joseph Rees said. "And that's the problem, because a lot of us have been hoping and expecting that East Timor would be the example for the developing world — that it would be the case that proves that freedom, independence and a free economy are not just the playthings for rich countries."

Ramos-Horta is familiar with rich countries. After fleeing East Timor, he served as its champion. Bouncing from Washington to New York to Geneva, he lobbied world leaders to apply pressure on Indonesia.

Now, far away from the glass offices of the United Nations and comfortable couches of senators' offices, he insists that if he is going to be involved in the rebuilding of East Timor, he is content to leave the traveling behind.

"Being here surrounded by these wonderful people — majestic, natural … I would have to be an incredible hypocrite, cynical, to be insensitive and miss the glamour of life as a diplomat, a foreign minister, elsewhere," he said. "In the last years I have been everywhere around the world, in palaces with kings, with queens and with millionaires…. Here I am dealing with real people who test my own humanity."

Still, at times Ramos-Horta seems to go a bit stir-crazy within the small, unrefined confines of the island that his nation shares with the Indonesian province of West Timor. He talks excitedly about an upcoming gathering in the U.S. with several other Nobel laureates. He waxes nostalgic about sipping cappuccinos in Rome and Paris.

And he is fond of telling stories from the old days: how he stumbled and slipped as he walked in snow for the first time on his way to address the U.N. General Assembly in New York; the day in 1993 when he sneaked into the bathrooms at the World Congress on Human Rights in Vienna to plaster the stalls with stickers reading, "Free Xanana, Boycott Bali"; and how he refused to buy more than one fork and plate when he rented an apartment in New York.

"I wanted the illusion that I was in transit," he recalled. "I wanted to think that I would return home soon."

Today, Ramos-Horta is under pressure to restore a sense of calm and stability to Dili. The rioting by gangs and renegade troops, touched off by his predecessor's controversial firing of 600 disgruntled soldiers, has largely subsided, but not before at least 30 people were killed, scores of homes torched and government offices ransacked.

Amid the chaos, Ramos-Horta ventured into neighborhoods and hospitals in the middle of the night in an attempt to ease tensions. Later, when he announced an amnesty for people who handed in their weapons, he gave his cellphone number, offering to collect the arms himself.

He has demanded that the U.N. return in force to help secure the country. In recent weeks he has criticized the world body sharply, saying it has abandoned East Timor too quickly. Last week, the U.N. Security Council approved plans to send about 1,600 police officers to the island for at least six months but refused to approve Secretary-General Kofi Annan's request to bolster the new force with hundreds of peacekeeping soldiers.

But many East Timorese are looking to Ramos-Horta to do more than bring peace to the country. They want a better life.

In East Timor's few years as a sovereign nation, the government has made little headway on that front. Although millions of dollars in revenue from oil fields have begun to flow in, the country still has a severe shortage of capable people. Most ministries are woefully lacking in staff and training needed to undertake the basics of governing.

For example, welfare and pension systems have not been established, while unemployment among young men in Dili hovers at 40%. No formal penal code has been adopted, and the country's few operating courts — staffed almost entirely by foreign judges and lawyers because there are too few qualified East Timorese — are helplessly backlogged. Roads are in disrepair, and electricity outside Dili is usually cut at night.

Ramos-Horta promises improvements. In speeches and in interviews, he says often that he wants to help the poor. When villagers at a meeting in a remote mountain town complained about feeling isolated, for example, he said he would look into providing televisions for each of the country's roughly 400 villages. He says money already has been set aside to build new offices for hundreds of villages.

But some who know Ramos-Horta fear he doesn't understand how hard it is to turn words into action in such an undeveloped land. That, mixed with his high hopes for the country and his image as savior, could be setting the country up for another fall.

Ramos-Horta readily acknowledges that he has only a fleeting interest in and a weak grasp of the intricacies of running a government. He relied heavily on two vice prime ministers to guide him through parliament's recent budget debates.

"He talks about his dreams for this country, and I just hope his dreams do not become nightmares," said Ana Pessoa, a respected minister in the government who was briefly married to Ramos-Horta and is the mother of his only child. "We have asked him to refrain from dreaming without first pondering … because when you speak in a way that people believe you are promising to do something tomorrow, it can be tricky when tomorrow comes."

"If he fails, we have no else to turn to. We have no one else."

Dos leitores

A verdade tem que ser apurada, e a dignidade das F-FDTL restaurada!

Se assim o PR primeiramente como o Comandante Supremo das Forças Armadas e o PM o quisessem, já o tinham feito. Como não têm mostrado interesse nem dado passo algum nesse sentido, só resta a concluir que o seu objectivo é fazer as populações, actualmente talvez apenas uma fasquia de população, a crer que as F-FDTL foram principalmente culpadas para toda a tragédia que actualmente se vive no país, mantendo assim as Falintil-FDTL acantonadas e de maõs atadas para poderem intervir na estabilização da situação. Só assim fica o espaça aberto para as forças australianas. Só acantonando as F-FDTL podia garantir-se que estas não intervinham na defesa da SOBERANIA, da LEGALIDADE e LEGITIMIDADE DEMOCRÀTICAS enquanto se desenrolava o golpe de destituição do Primeiro-Ministro e do derrube do Governo.

É urgente fazer um inquérito a todos os envolvidos e garantir que as autoridades políticas garantam um julgamento, com maior celeridade possível, em tribunais competentes de desertores e criminosos, como sejam Reinado, Salsa, Railos e outros.

Os apedrejadores das Falinti-FDTL, em tentativas de tanto agradar a correntes políticas actuais, fazem realmente tudo para enxovalhar, injuriar e difamar as Falintil-FDTL. Só fossem minimamente imparciais e realistas haviam de julgar o acto premeditado do Reinado em ter atirado de sangue frio para um dos camaradas das F-FDTL, avisando antes de iria contar até dez antes de disparar, através de um crime de sangue frio premeditado, além de cumulação de muitos outros, sem agora alargar a exposição.

Se realmente há alguma culpabilidade por parte de alguns elementos das Falintil-FDTL, estes têm que ser responsabilizados e culpabilizados em vez de satanizar toda a força de defesa da SOBERANIA do país.

Assim é que devia ser feito num ESTADO DE DIREITO.

Afinal, quem recorre à praça pública, à arbitrariedade sem legalidade e calúnias, são vocês que bem sabem que a lei não está do vosso lado, nem verdade, nem justiça, nem humanidade, nem dignidade. Assim, a única maneira é atirar com aquilo que defenda a SOBERANIA para o lamaçal.


Lafaek.

Começou a competição para a liderança da ONU

Tradução da Margarida.


Por Emrah Ulker, New York
Domingo, Agosto 27, 2006
zaman.com


[NEWS ANALYSIS] –Apesar de não ter capturado o interesse do público, já começou a competição para ver quem substituirá o Secretário-Geral da ONU Kofi Annan, cujo mandato expira no final de 2006.

Há almas disponíveis que querem liderar a ONU, que foi criticada depois da guerra do Iraque e perdeu o seu prestígio devido à crise Libanesa, bem como os que têm esperança de serem destacados para a posição.


O candidato primeiro tem de ter o apoio de quatro membros temporários e cinco permanentes do Conselho de Segurança da ONU, depois tem de ser aprovado por todos os países na Assembleia Geral. O novo chefe da ONU liderará a organização com 192 membros e um orçamento de multi-biliões de dolares.

As eleições do Secretário-Geral do Conselho será observado diferentemente desta vez, o oposto de anteriores eleições sem ocorrências especiais. A guerra do Iraque e os eventos no Líbano trouxeram outra vez o estado a ONU para a ribalta. Quando rebentaram os eventos no Líbano, esperava-se que a ONU atirasse o seu peso para a paz e o cessar-fogo, ou pelo menos que apoiasse alguma tentativa.

Contudo, a ONU nem sequer emitiu uma condenação pelos seus observadores assassinados na região. Em contraste, trabalhadores da organização não só em New York, mas também à volta do mundo, revoltaram-se quando a organização se fechou enquanto os seus amigos estavam a ser mortos em serviço.

A primeira ronda de contactos já começou para eventualmente determinar o novo secretário-geral, que ocupará o cargo em Janeiro de 2007. Toda a ONU espera alguém que possa melhorar a imagem manchada da ONU.

O Conselho de Segurança da ONU prefere um Candidato de Países Pequenos

Os debates sobre o novo secretário-geral da ONU nunca começaram tão cedo antes das eleições. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança no passado discutiam os nomes trazidos à agenda imediatamente antes da eleição oficiai. Apesar de algumas objecções pequenas, o nome escolhido no Conselho era geralmente aprovado.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança têm o cuidado de não seleccionar um candidato dos seus próprios países. Como a balança muda quando esses países que adquirem direito de veto introduzem um secretário-geral, o Conselho de Segurança geralmente prefere seleccionar um secretário-geral de um país pequeno.

O Egípcio Boutros-Ghali, o Peruviano Perez De Cuellar, o Austríaco Kurt Waldheim e Bermant U Thant, previamente escolhidos secretários-gerais, são exemplos claros.

O Ganense Kofi Annan recebeu bastante apoio por vir de um pequeno país que era um membro da ONU. Foi especialmente apoiado pelos USA na sua nomeação.

OS USA observam de perto a selecção do novo líder da ONU

A postura que o Secreário-Geral da ONU Kofi Annan manteve antes da guerra do Iraque enfureceu a administração da ONU. Annan não favorecia uma resposta militar porque pensava que todas as alternativas pacíficas para a guerra não tinham sido consideradas. Em resposta, os USA fizeram o seu melhor para travar a eficência da ONU.

Washington encarregou John Bolton, o corrente enviado dos USA na ONU, de fazer declarações controversas contra a ONU antes da sua nomeação, particularmente a que se o edifício de 38 andares da ONU “perder 10 andares hoje, não faria nenhuma diferença.” Também bloqueou movimentos de reforma que a organização tinha começado.

‘‘Notáveis capacidades administrativas’’ é a primeira das qualificações que os USA procuram no novo Secretário-Geral. A administração dos USA providencia quase um quarto do orçamento da ONU e presta muita atenção à directoria do secretário-geral.

Favorecendo qualquer candidato da Ásia, que é o próximo continente na fila para receber a posição rotativa de secretário-geral da ONU, os USA qualificaram a sua posição anunciando que se os candidatos forem correctamente qualificados, ‘‘apoiaremos um candidato, mesmo da Europa do Leste.’’ Alguns observadores acreditam que os USA apoiam secretamente a candidatura do antigo Presidente Polaco Aleksander Kwasniveski.

José Ramos Horta está no topo da lista dos USA dos candidatos da Ásia. A Grã-Bretanha tem a mesma visão da dos USA.

A França, contudo, requer que o novo secretário-geral seja capaz de falar Francês, o que lança uma luz favorável no Vice Primeiro-Ministro Tailandês Surakiart Sathirathai, que se encontrou na boa graça da França depois duma apresentação que fez em Paris em Francês.

A Rússia apoia qualquer um dos países Asiáticos rotativos para o posto de secretário-geral, enfatizando que vetará qualquer candidato nomeado da Europa do Leste.

Em adição aos cinco países membros permanentes, Argentina, Congo, Dinamarca, Gana, Grécia, Peru, Qatar, Eslováquia e Tanzânia provavelmente apoiarão qualquer candidato da Ásia.

O Japão, membro temporário, contudo, não avançou com um candidato apesar de ser um país Asiático, porque trouxe para a agenda do Conselho a sua proposta de ser aceite como membro permanente.
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Polícia da ONU vai criar postos fixos em 6 bairros problemáticos

Díli, 28 Ago (Lusa) - O comandante das forças policiais da ONU estacion adas em Timor-Leste, Antero Lopes, anunciou hoje a criação de seis postos polici ais fixos nos bairros mais problemáticos de Díli, segundo um comunicado do gabin ete do primeiro-ministro timorense.

Numa reunião com José Ramos-Horta, Antero Lopes não deu um prazo para a instalação dos postos policiais, mas disse que iriam ser criados nos bairros Do m Aleixo, Comoro, Bebonuk, Bidau/Akadiru Hun, Mercado Central e Matadouro, lê-se no comunicado.

De acordo com o gabinete de Ramos-Horta, enquanto não forem criados os postos policiais será intensificado o patrulhamento naquelas zonas, consideradas as mais problemáticas de Díli, embora Antero Lopes tenha garantido que essa int ensificação iria ser feita "sem descurar o patrulhamento ostensivo" do resto da cidade.

Antero Lopes indicou também que à medida que o contingente policial int ernacional for sendo reforçado, o número de postos policiais fixos serão aumenta dos.

Ramos-Horta, segundo o comunicado, "chamou à atenção para a necessidade de as condições de segurança melhorarem substancialmente, após mais um fim-de-s emana em que bandos de jovens tornaram a atacar alguns bairros da capital timore nse, incendiando casas e promovendo desacatos".

O líder do Governo timorense "reafirmou" o papel de coordenação do Gove rno nas áreas da defesa e da segurança, em sintonia com o Presidente da Repúblic a, embora, depois da aprovação da resolução 1704 das Nações Unidas, haja "uma ma ior necessidade de coordenação do Governo com as forças internacionais".

Ramos-Horta considerou ainda importante que as forças internacionais co ntinuem as operações de "recuperação de armas", nomeadamente das que "se sabe qu e ainda estão na posse de elementos que integravam a Polícia Nacional de Timor-L este, que não as devolveram voluntariamente nem se apresentaram no Quartel-Gener al".

Na reunião participaram ainda o representante especial do secretário-ge ral da ONU para Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, representantes dos vários comand os militares e policiais das forças internacionais, o vice-primeiro-ministro Rui Araújo, o ministro do Interior, Alcino Baris, o vice-ministro do Interior, José Agostinho Sequeira "Somotxo", e o Procurador-Geral da República, Longuinhos Mon teiro.

JCS.

Comando da polícia autosuspendeu-se de funções - primeiro-ministro

Díli, 28 Ago (Lusa) - O comando da Polícia Nacional de Timor- Leste (PNTL) autosuspendeu-se de funções, anunciou hoje o primeiro- ministro José Ramos-Horta durante um encontro com os responsáveis da ONU.

De acordo com um comunicado do gabinete do Chefe do Governo, o superintendente Paulo Martins e os Adjuntos Ismael Babo e Lino Saldanha, que integravam o comando da PNTL, "apresentaram ao primeiro- ministro a autosuspensão de funções enquanto decorrem os trabalhos da Comissão de Avaliação da polícia".

A Comissão de Avaliação foi criada pelo Governo e aprovada em Conselho de Ministros e visa apurar quais os elementos que devem ou não regressar às fileiras da força policial.

Antero Lopes, que comanda, ao serviço da ONU, as forças policiais internacionais previstas na resolução aprovada sexta-feira pelo Conselho de Segurança, disse, em entrevista à Lusa, que o processo de avaliação da PNTL vai permitir aferir a integridade e a competência e aptidão de cada agente.

"Será uma triagem com base em critérios de integridade mas também de competência e aptidões tendo como produto final a certificação dos agentes com base em critérios internacionais ajustados à realidade timorense", disse Antero Lopes.

O mesmo responsável garante que "não há loromonos ou lorosais na polícia e que este vai ser um corpo de polícia uno e íntegro em defesa dos Direitos e Liberdades Fundamentais dos cidadãos timorenses".

Durante os conflitos de Abril e Maio em Timor-Leste, a PNTL deixou de actuar com os seus membros, inclusivamente o comando, a deixarem de aparecer nas esquadras.

Agora, a triagem que será feita com o apoio da ONU vai permitir saber quem - dos 800 elementos da polícia timorense que actuavam em Díli - "está apto a regressar em breve às suas funções e quem terá de ser alvo de processo disciplinar ou criminal", refere o comunicado do gabinete de Ramos-Horta.

O primeiro-ministro timorense elogiou ainda a atitude dos comandantes da polícia timorense ao abandonarem por si a cadeia de comando que ficará numa primeira fase sob a responsabilidade da ONU que vai acompanhar todo o processo de reactivação da força.

JCS.

segunda-feira, agosto 28, 2006

Competition for UN Leadership Starts

By Emrah Ulker, New York
Sunday, August 27, 2006
zaman.com


[NEWS ANALYSIS] --Though it has not captured the public’s interest, competition has already begun to see who will replace U.N. Secretary-General Kofi Annan, whose term expires late 2006.

There are willing souls want to head the U.N., which was criticized after the Iraq war and lost its prestige due to the Lebanon crisis, as well as those who hope to be drafted for the position.


The candidate first must have the support of four temporary and five permanent U.N. members, then will have to be approved by all the countries in the General Assembly. The new U.N. chief the lead the 192-member, multi-billion dollar-budget organization.


The Secretariat General of the Council elections will be watched differently this time around, as opposed to previous elections which were uneventful. The Iraq war and the events in Lebanon have once again brought the state of the U.N. to the fore. When the events in Lebanon broke, the U.N. was expected to throw its weight behind peace and the cease-fire, or at least to support any attempts.


However, the U.N. did not even issue a condemnation for its observers murdered in the region. In contrast, organization workers not only in New York, but also around the globe, revolted when the organization clammed up while their friends were being killed on duty.


The first round of feelers has already commenced to eventually determine the new secretary-general, to take office in January 2007. The entire U.N. is hoping for someone who can improve the U.N.’s tarnished image.


U.N. Security Council Prefers A Candidate from Small Countries


Debates on the new U.N. secretary-general have never started this early prior to the elections. The Security Council’s five permanent members in the past discussed the names that had been brought to the agenda immediately before the official elections. Despite some petty objections, the name chosen in the Council was usually approved.


The Security Council’s five permanent members go out of their way not to select a candidate from their own countries. As the balances shift when those countries acquiring veto rights introduce a secretary-general, the Security Council usually prefers to select a secretary-general from a small country.


Egyptian Boutros-Ghali, Peruvian Perez De Cuellar, Austrian Kurt Waldheim and Bermant U Thant, previously selected as secretary-generals, are clear examples.


Ghanaian Kofi Annan received a great deal of support since he came from a small country and was a U.N. member. He was especially supported by the U.S. upon his nomination.

US Closely Watches New UN Leader Selection

The stance that U.N. Secretary-General Kofi Annan maintained before the Iraqi War infuriated the U.S. administration. Annan did not favor a military response because he thought that all peaceful alternatives to war had not been considered. In response, the U.S. did their best to grind the U.N.’s efficiency to a halt.

Washington charged John Bolton, the U.S.’s current U.N. envoy, of making controversial statements against the U.N. prior to his appointment, particularly that if the 38-storey U.N. building “lost 10 storeys today, it wouldn’t make a bit of difference.” He has also blocked reform movements the organization had started.

‘‘Outstanding administrative skills’’ stands first among the qualifications the U.S. is looking for in the new U.N. secretary-general. The U.S. administration provides nearly one-fourth of the U.N.’s budget and pays close attention to the directorship of the secretary-general.

Favoring any candidate from Asia, which is the next continent in line to receive the U.N.’s rotating secretary-general position, the U.S. qualified its position by announcing that if the candidate were properly qualified, ‘‘we would support a candidate, even from Eastern Europe.’’ Some observers believe the U.S. secretly supports the candidacy of former Polish President Aleksander Kwasniveski.

Jose Ramos Horta tops the U.S.’s list of Asian candidates. Britain has the same views as the U.S.

France, however, requests that the new secretary-general be able to speak French, which cast a favorable light on Thai Deputy Prime Minister Surakiart Sathirathai, who found favor with France following a French-spoken presentation he gave in Paris.

Russia supports any of the rotating Asian countries for the post of secretary-general, emphasizing it would veto any candidate nominated from Eastern Europe.

In addition to the five permanent member countries, Argentina, Congo, Denmark, Ghana, Greece, Peru, Qatar, Slovakia and Tanzania are likely to support any candidate from Asia.

Temporary member Japan, however, did not put forward a candidate despite being an Asian country, because it had brought its proposal to be accepted as a permanent member to the Council’s agenda.
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Jovens desordeiros queimaram hoje oito casas em Díli

Díli, 27 Ago (Lusa) - Pelo menos uma casa foi queimada ao início da noite em Díli por grupos de jovens desordeiros, elevando para oito o número de habitações hoje destruídas pelo fogo, disse à agência Lusa fonte do comando policial das Nações Unidas.

Além das sete casas que durante o dia foram queimadas no bairro de Bebonuk, ao início da noite foi queimada uma oitava casa, disse a fonte contactada pela agência Lusa.

Entre as acções praticadas por grupos de jovens que continuam a provocar desacatos nas ruas da cidade, o final do dia de hoje na capital timorense ficou ainda marcado por mais distúrbios com pedras junto ao campo de deslocados do Porto da cidade.

Patrulhas de policias australianas foram também apedrejadas em dois pontos da cidade até ao início da tarde tendo solicitado o apoio da GNR, agora integrada no contingente das Nações Unidas, para dispersar os jovens.

JCS.

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Timor-Leste espera a missão da ONU dentro de um mês

Tradução da Margarida.


Domingo, 27 Agosto 2006


DILI (Reuters) – O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse no Domingo que espera que uma nova missão da ONU chegue num mês, um passo que visa escorar a segurança na jovem nação dividida pela violência há três meses.

As Nações Unidas estabeleceram a missão, que compreende 1,608 polícias, na Sexta-feira apesar duma disputa sobre se as tropas internacionais que já lá estão lideradas pelos Australianos deviam lá continuar independentes ou como parte duma força da ONU.

"Penso que dentro de um mês a força internacional chegará a Timor Leste ... Todos os países aceitaram esta próxima força internacional porque a ONU decidiu. Portanto nem um único país rejeitou a decisão," disse Ramos Horta aos repórteres. Timor-Leste é o nome oficial para o leste de Timor.

A nova Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) estará no local pelo menos seis meses e incluirá cerca de 35 oficiais militares de ligação depois da ONU ter aprovado por unanimidade uma resolução proposta pelo Japão.

As tropas Internacionais foram enviadas para Timor-Leste para restaurar a ordem depois duma vaga de violência há três meses.

A violência começou depois do então primeiro-ministro Mari Alkatiri ter despedido 600 soldados dumas forças armadas de 1,400 quando protestaram sobre alegada discriminação contra soldados do oeste do país.

A Austrália tem cerca de 1,500 tropas e 200 polícias nas força actual de cerca de 2,300, que inclui contingentes da Malásia, Nova Zelândia e Portugal.

O estabelecimento da nova força não resolveu a disputa sobre quais dessas tropas deveriam fazer parte da operação da ONU.

O Secretário-Geral da ONU Kofi Annan deve rever o arranjo por volta de 25 de Outubro, deixando portanto a força multinacional em lugar até lá, diz a resolução de Sexta-feira.

Uma antiga colónia Portuguesa, Timor-Leste foi ocupada pela Indonésia em 1975. Tornou-se independente em 2002 depois de ter sido administrada pelas Nações Unidas durante dois anos e meio a seguir a um referendo em Agosto de 1999 marcado por violência alargada.

A calma regressou largamente ao país depois duma vaga de violência, fogos postos e pilhagens de Abril a Junho que mataram pelo menos 20 pessoas e levaram o governo a convidar forças internacionais para restaurar a ordem. A maioria do caos ocorreu em Dili e à sua volta.

Mas a violência esporádica continua a envolver gangs que lutam uns com os outros com pedras e armas caseiras.
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A Austrália atrasa a missão da ONU

Tradução da Margarida.

Vannessa Hearman

Organizações de solidariedade nos USA e em Timor-Leste têm acusado o governo Australiano de atrasar a extensão e expansão da missão da ONU em Timor-Leste, em particular o destacamento de tropas de manutenção da paz sob o comando da ONU. Em 18 de Agosto o Conselho de Segurança da ONU, dividido sobre a questão, estendeu a missão somente até 25 de Agosto.

De acordo com a ONG Timorense La’o Hamutuk numa carta para “amigos Australianos” a pedir-lhes para pressionarem o governo de Howard sobre a questão: “A Austrália é o obstáculo principal recusando o “capacete azul” aos vossos soldados.”

A Austrália recusou pôr-se sob o comando duma estrutura unificada da ONU, preferindo em vez disso apoiar-se num acordo bilateral com o governo Timorense. Correntemente, existem acordos bilaterais entre todos os países envolvidos na Combined Task Force e o governo Timorense. A Combined Task Force consiste nas tropas Neo-zelandezas, Portuguesas, Malaias e Australianas, destacadas especificamente para lidar com a explosão de violência em Maio.

Numa carta de 22 de Agosto para os funcionários da ONU, mais tarde publicada no website da La’o Hamutuk, o antigo conselheiro da ONU em Timor-Leste James Dunn escreveu que não há “razão boa” para as tropas Australianas não ficarem sob comando da ONU. Argumentou: “É importante que a presença internacional não seja configurada de modo a diminuir o estatuto de Timor-Leste como um Estado independente. A proposta Australiana já levantou sugestões que a nova nação se torne um Estado cliente, um Estado cujo futuro depende do apoio de Canberra.”

Em 25 de Agosto, o Conselho de Segurança da ONU concordou em criar a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT), compreendendo cerca de 1600 oficiais de polícia e cerca de 35 pessoal militar de ligação. As tropas lideradas pelos Australianos manter-se-ao no local e a situação será avaliada pelo Secretário-Geral da ONU Kofi Annan em 25 de Outubro.

A postura da Austrália é apoiada pela Grã-Bretanha e USA, enquanto que Portugal e o Brasil apoiam fortemente um comando da ONU. A posição dos USA está em linha com o intento de Washington de assinar acordos de imunidade bilaterais com vários países, incluindo Timor-Leste, para isentar as forças dos USA de processos no Tribunal Criminal Internacional. Em 23 de Agosto de 2002, o Ministro dos Estrangeiros de Timor-Leste José Ramos Horta (agora primeiro-ministro interino) assinou um acordo bilateral com os USA isentando “funcionários governamentais e nacionais” dos USA das condições do Tribunal Criminal Internacional.

Entretanto, o descontentamento com o comportamento das Forças de Defesa Australiana cresce em Dili. La’o Hamutuk argumenta que “a actuação dos soldados Australianos em Timor-Leste tem sido errática no melhor. Muitas vezes relacionam-se pobremente com os locais, não compreendem o contexto social e político, e são ineficazes em deter ou prevenir a violência.” Entre a ADF, “deficiências no treino, nas atitudes e no comando são evidentes quase todos os dias” e a boa vontade para com a ADF “é cada vez menor”.

Houve dois ataques contra a polícia Australiana em Dili em 21 e 22 de Agosto, incluindo a destruição dos seus veículos de patrulhamento. Um trabalhador humanitário Australiano em Dili disse ao Green Left Weekly que “estes ataques representam uma mudança. Pela primeira vez, a polícia Australiana está a ser visada. Há uma opinião que alguns dos polícias estão a apoiar lados particulares, o que provavelmente levou a esta mudança.”

Trabalhadores de ONG’s expatriados relatam tácticas de mão pesada das tropas Australianas contra todos os locais, estejam armados ou não. Gangs de homens armados continuam a aterrorizar os que se abrigam em campos de deslocados. Continuam os fogos postos e os ataques violentos.

O orçamento de 14 de Agosto aprovado pelo parlamento de Timor-Leste prevê o dobro dos gastos na defesa. Os gastos com a polícia aumentarão por 250, com polícia extra a ser destacada em reservas de contra-insurgência e em unidades anti-motim. No geral aumentam as despesas dirigidas às eleições gerais de 2007.

De Green Left Weekly, Agosto 30, 2006.
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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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