domingo, maio 28, 2006

Presidente da República e Primeiro-Ministro estão reunidos em Balibar

Presidente da República e Primeiro-Ministro estão reunidos em Balibar, na residência de Xanana Gusmão.

Aguardam-se desenvolvimentos (com esperança).

30 comentários:

Anónimo disse...

Será que a Kristy está na cozinha a lavar a loiça!? Ou anda a espreitar por detrás das portas?!!!!

Anónimo disse...

A unica maneira de ultrapassar neste impasse e' : or Sr. PR dizer ao sr.PM Alkatiri para fazer um "tour" aos bairros de Dili a avaliar a situacao desde que o sr PM expressou que ele continua a manter as suas competencias. Ser um PM exemplar e' visitar as populacoes afectadas, em vez de ficar so em Farol rodeado por clique de Maputo. Pode ser?

Anónimo disse...

Finalmente.... depois de quantas mortes???

Anónimo disse...

O Chefe de Estado ressuscitou ao terceiro dia!

Anónimo disse...

O anónimo das 8.50 não grama mesmo que os timorenses tivessem votado na Fretilim e receia que a Fretilim volte a ser a mais votada. E deve ainda preferir os que como o Reigada se "exilaram" na Austrália. E além da má vontade revela bastante nervoseira...está com medo de quê anónimo?

Anónimo disse...

Margarida, tambem eu pergunto porque o medo. mas como voce nao conhece a fundo os vicios deste governo pode fazer essa pergunta.
um timorense meu conhecido apos ter descoberto algumas irregularidades financeiras de um certo ministro viu se seguido de policias durante varios dias e noites. ficou com tanto medo que teve de sair do pais. que tal esta. e e pura verdade

Anónimo disse...

Primeiro incendiaram a casa duma familiar do ministro e deixaram que uma mãe e os seus cinco filhos morressem queimados. Agora ouvi que incendiaram as casas doutros dois ministros e de dois deputados da Fretilim…

“Primeiro eles vieram buscar os comunistas. Não falei nada, porque era comunista.
Então, eles vieram buscar os judeus. Nada falei, porque não era judeu.
Depois, vieram buscar os operários, membros dos Sindicatos. Nada falei, porque não era operário sindicalizado.
Então eles vieram buscar os católicos e não falei nada, porque sou protestante.
Finalmente, eles vieram me buscar - quando isto aconteceu, não havia restado ninguém para falar”.
Matin Niemoeller, pastor alemão, sacrificado pelos nazistas

PS: o anónimo confirmou o que antes lhe apontei e agora vou mais longe e acuso-o de cumplicidade com as barbaridades que aí fazem, cobardemente, sob protecção dos australianos. Mas reflicta no que o pastor alemão escreveu.

Anónimo disse...

Vamos torçer para que o srs. PR e o PM chguem a um consenso.
Se houver golpe, resistam, denunciem.
Alfredo
Brasil

Anónimo disse...

O PM ir visitar a cidade? Acho muito bem, desde que vão os dois, PM e PR.
E que o PR se lembre que, até ele desembarcar em Timor ido de Portugal e da Suiça e dizer que os "peticionários" tinham muita razão com a tal história da "discriminação étnica, nunca ninguém tinha morrido em Timor Leste e desde há muitas décadas pelo facto de uns serem do "oriente" e outros do "ocidente".
Era assunto enterrado (quase há séculos, passe o exagero) e se alguém o desenterrou foi o Xanana. Imperdoável! Um PR não pode ser um impulsivo desbocado como ele!

Anónimo disse...

O tempo é de união face à barbarie que grassa em Dili. Muitos de nós pudemos ver as imagens que os telejornais passaram à hora de almoço. Não me meto nos meandros da política porque não pertence a esse mundo, mas os inúmeros pedidos feitos por timorenses, pelos meus Amigos timorenses, para que a GNR chegue com a maior brevidade, "rapidamente e em força", não me deixam indiferente. (In)felizmente, não pertenço "às elites" e, por isso, a minha incapacidade é total. Resta-me apelar, através deste blog, que "almas mais iluminadas e bem parecidas" possam desencadear os contactos adequados.
ai-manas
P.S. Todos afirmam que a passividade australiana é ofensiva.

Anónimo disse...

PORTUGAL! Para quando essa manifestação de t-shirt branca? Porque não se organizam e fazem um cordão humano? Pode ser que os Srs. Ministros acordem e se mexam mais depressa!
Começa um e vão logo todos atrás!
Organizem-se e façam pressão para que a actuação seja rápida. Por Timor!

Anónimo disse...

Um "treinador de bancada", já agora mais um (por sinal ex-bancada de uma outra maioria de um país chamado Portugal - que de maiorias em maiorias tem legitimidade democrática ao longo de 32 anos, com sentido de Estado e que se saiba desde 74 não houve outro 25 de Abril..) vem hoje na pág. 9 do jornal Público (passo publicidade), com artigo intitulado "Ai, Timor!", com uma abordagem ao tema... não sei se o mesmo artigo estará disponível através da net, li-o como gosto, em papel... convém lerem! E só um reparo às palmas dadas ao sr. Freitas do Amaral neste blog pelas suas declarações: atenção que o referido sr, disse também que deve haver diálogo entre os intervenientes pelo que... às tantas dá uma no cravo e outra na ferradura, ou será que vai ter que ser mesmo assim? Isto obviamente sem aliviar as responsabilidades de quem quer que seja. Não me digam que agora vão culpar Xanana pelo passado, presente e futuro!? Vejam lá isso bem pois em 75 ao que parece não fizeram a coisa bem, ao ponto de terem estado em guerrilha com os indos tanto tempo... já não pode ser assim hoje em dia. O Governo timorense perdeu (deixou que o perdesse) o controle sobre as suas próprias forças de última linha: o exército! Se Xanana disse que a decisão do Governo em relação ao destino de 1/3 dos efectivos do exército era legal mas que a achava injusta é bem capaz de ser verdade, aliás, lamentavelmente assim parece. Mudar o bico ao prego não dá, quando muito e deve ser feito é endireitarem o bico - TODOS! Como António Barreto escreve: "... em pouco tempo, tão pouco, abriram-se as feridas todas. Entre religiões. Entre etnias. Entre tribos. Entre clãs. Entre regiões. Entre dirigentes locais e os formados no estrangeiro. Entre ambições políticas e económicas. Entre facções ridículas de ridículos partidos...", sintomático... e entretanto vemos uma vez mais os civis a serem feridos, mortos, delocados, fome e o que já não deveria ser necessário: uma vez mais missões de milhões a correrem sem nunca afinal se aprender nada ...

Mau Seran disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Mau Seran disse...

Caro anónimo das 8:50

O Senhor(a) que escreveu autêntica ‘bobeira’ tolice e bujardice,veja lá se pensa um pouco, vai ver que não lhe faz mal nenhum!!!

O que é que quer dizer com ‘clique’ de Maputo? Hum, desconfio que tenha sido um dos conterrâneo/a s que esteve em Portugal ou talvez na Austrália…Talvez um dos ‘nossos’ que esta desde 75 até agora para acabar o curso? Justificando-se ‘Como é dificil escrever em Português’ Bahassa diak liu karik?

Clique ou claque cloque ou cluque, Se por acaso tenha conseguido acabar o curso, talvez tenha sido daquele(a)s que quando foram convidados para integrar o governo rejeitaram por falta de condições ($) ou talvez esteve por cá a trabalhar como ‘freelance’ para UN, tomar uns Black Labels ou Chivas no Hotel e criticar a tudo e a todos… e assim que acabaram-se os freelances se pirou como meda se pira após comer os figos mais maduros.

Quem sabe, sabe! Quem soube esqueceu, quem esqueceu deveria fazer um esforço para se lembrar que o mais neste momento é ajudar o país

Anónimo disse...

Mas que críticas tão descabidas ao Presidente Xanana.
Devemos ser isentos e objectivos nas análises que fazemos. Conclusões simplistas e de natureza “partidaristas” não vao ajudar a solucionar esta crise!
Dizer que o Maj. Alfredo Reinaldo é a causa desta violencia é a forma de negar os factos que culminaram na sua deserção e da maior parte dos membros da PNTL (maioritariamente “loromonu”).
Sejamos objectivos. A violência foi iniciada por um erro táctico gravissimo por parte do governo. Refiro-me a ordenada intervenção das Forças Armadas no controlo dos manifestantes que culminou no derramamento de sangue civil nas mãos das F-FDTL no dia 28 de Abril em Taci-tolu. Erro gravissimo porque:
Primeiro, as F-FDTL nunca deviam ter sido mobilizadas para controlar questões de segurança interna envolvendo civis (não nos esqueçamos que os peticionários foram publica e oficialmente classificados pelo governo como sendo civis após o seu despedimento) e ainda porque foi feita sem a “coordenação” de que tanto se fala agora, com o Comandante Supremo das Forças Armadas, Presidente Xanana Gusmão, estatuto constitucionalmente à ele atribuido. Quanto mais quando na altura a PNTL ainda estava plenamente operacional.
Segundo, ficou gravado nas mentes da população Timorense a imagem dos restantes efectivos das F-FDTL maioritariamente se não totalmente oriundos do ocidente do país (lorosae) a ceifar as vidas de cidadãos civis oriundos do ocidente do país (loromonu).
A versão oficial é de 5 vitimas mortais mas o relatório apresentado ao Parlamento nacional quanto a elevada quantidade de material belico utilizado e munições despendidas levantam sérias dúvidas ao número total de mortos. So uma investigação credível e independente poderá fazer calar as duvidas.
Como Timorense rejeito totalmente a noção de “lorosae-loromonu” “firacu-caladi” como também foi correctamente rejeitada pelo governo e líderes Timorenses. Mas que a verdade seja dita, “as acções falam mais alto que as palavras”. Efectivamente o governo deu corpo e vida a essa rejeitada noção quando deu a ordem que resultou no incidente de 28 Abril em Taci-tolu. Do que vale agora falarmos de democracia e fazer referencias a constituição quando as armas dos militares soaram e ceifaram os filhos da nação!
Vejo este gravissimo erro táctico como a principal razão (ainda que possam haver outras) que levou o Maj. Alfredo Reinaldo a desertar visto ser natural do ocidente de TL o que explica também a deserção das PNTL maioritariamente do ocidente de TL. Explica também que após o alastramento das hostilidades às populações civis, os confrontos estão a ser caracterizados como sendo de natureza “lorosae-loromonu”.
Condeno fortemente toda a violência, quer seja por parte do Maj. Alfredo e dos seus renegados quer seja por parte das F-FDTL e forças leais ao governo, assim como também por parte dos ‘gangs’ de jovens que hoje aterrorizam os inocentes. Mas argumento que tudo isso é resultado de decisões muito mal feitas e com pouca ponderadas por parte do governo como acima argumentado. Se existe uma verdadeira tentativa de golpe de estado, o gravissimo incidente de 28 Abril em Taci-tolu foi a justificação anseada pelos ‘golpistas’.
Acredito firmemente que “a prevenção é melhor que a cura”. Talvez toda esta desgraça pudesse ter sido evitada se tivesse havido alguma proposta por parte do governo para a convocação do Conselho de Estado e de Defesa e Segurança para considerar o despedimento de quase um terço das F-FDTL devido a seriedade da questão e a potencial instabilidade que dai proveria.
Embora não seja perfeito e ninguem é, o Presidente Xanana foi, é e espero que continue a a ser um dos melhores filhos que Timor viu nascer.
A todos os Timorenses e amigos de Timor convido a porem à teste esta minha análise. Talvez juntos unidos pelo amor à Timor possamos fazer sentido de toda esta desgraça e esforçar para que isto jamais aconteça na história de Timor.

Viva Timor

Por: HanoinTokBa

Anónimo disse...

O anónimo das 12.02 invoca o que o Barreto escreveu (e que não li), mas pela citação que transcreveu vê-se que ele continua o mesmo catastrofista e exagerado de sempre ("... em pouco tempo, tão pouco, abriram-se as feridas todas. Entre religiões. Entre etnias. Entre tribos. Entre clãs. Entre regiões. Entre dirigentes locais e os formados no estrangeiro. Entre ambições políticas e económicas. Entre facções ridículas de ridículos partidos..."). Mas ele o Barreto não tem é a coragem de dizer que quem foi eleito deve ter a solidariedade dos outros órgãos de soberania para manter a ordem pública, nem de apontar a responsabilidade dos que põem interesses ilegítimos alheios acima dos interesses do povo timorense. Mas isso já sabíamos nós, ou já nos esquecemos que foi ele um dos primeiros a tripudiar a nossa Constituição quando desencadeou os ataques que foram o princípio do fim da nossa reforma agrária? E agora nesta amalgama que faz, metendo todos no mesmo nível, não está objectivamente a prestar um péssimo serviço ao governo de Timor e a ajudar também a minar a sua autoridade? Deixo à reflexão...

Anónimo disse...

Caros "blogistas"...

Com o devido respeito e dentro do espírito deste contacto, não será de veícular a informação útil aos leitores (fora e dentro de T-L)e transmitir ideias positivas e encorajadoras a quem está (mesmo) num aperto em Timor-Leste e que tanto acarinhamos?
Congratulemo-nos com a reunião dos dois mais importantes líderes! Só peca por tardia. Mas mais uma vez, as coisas são o que são...força Presidente, força PM há vidas em jogo, credibilidade que se perde, segundo a segundo, bens que se destroem inutilmente e tempo precioso desperdiçado. Usem as vossas capacidades e inteligência e RESOLVAM a situação com os meios disponíveis.
Abandonar ou deixar abandonar, agora, Timor-Leste (será que há alguém interessado nisso?) siginificará retroceder muitos anos e entregar o PAÍS a um curso institucional completamente diferente.

Anónimo disse...

Paremos com as cantigas. Quais seriam as consequencias se algum dia o governo portugues ordenasse as Forcas Armadas Portuguesas dispararem e matarem civis portugueses como o governo Timorense fez no dia 28 de Abril em Taci-tolu. Alguem pode me iluminar com a sua resposta?

Anónimo disse...

HanoinTokBa : você censura o governo porque “as F-FDTL nunca deviam ter sido mobilizadas para controlar questões de segurança interna”, acha até que isso é a “justificação” dos reigadas (a quem chama golpistas entre aspas) e não censura o controle da segurança interna pelas tropas australianas? Sinceramente!

Anónimo disse...

Margarida, talvez o professionalismo do exercito australiano seja a causa da sua cautelosa actuacao em desarmar civis sob o perigo de ter que derramar o sangue civil ainda que de elementos criminosos. O que ja atraiu criticismo da populacao timorense quanto a sua incapacidade de lidar com a situacao. Da me a entender que a necessidade da mobilizacao das tropas australianas e de outros paises foi devido aos confrontos armados entre F-FDTL e as Forcas Militares dissidentes do Maj. Reinaldo. a situacao que se vive agora e causada por elementos civis o que explica tambem a eventual mobilizacao de emergencia de policias federais australianos, eventualmente os GNR mais adequados para lidar com civis ainda que armados
HanoinTokBa

Anónimo disse...

PR e PM pensem no POVO e não sejam mesquinhos!

Anónimo disse...

HanoinTokBa: você sabe que a questão de fundo que eu levantei não é essa que agora explica (para justificar a inércia da tropa australiana), mas sim os seus dois pesos e duas medidas em relação à utilização de tropas na manutenção da ordem pública...

Anónimo disse...

Margarida: A utilizacao de tropas na manutencao da ordem publica ate e comtemplada na lei Timorense em "casos extremos" onde a policia nao consegue controlar a situacao. Nao foi o caso de Taci-tolu a 28 de Abril quando o primeiro sangue foi jorrado. O meu ponto de fundo e que nao foi dado uma oportunidade razoavel a PNTL que ate e composta de varias unidades de elite tais como a Unidade de Intervencao Rapida 'UIR' treinadas pelos GNR Portugueses que sao agora desesperadamente necessitados para controlar a ordem publica em Dili, a Policia Especial-forca paramilitar adicionalmente as unidades de policia regular. Tivessem elas sido chamadas a actuar de inicio e empregues no seu pleno potencial as coisas poderiam ter sido diferentes relativamente. Ate porque os golpistas teriam sido negados oportunidade de explorar o mito "lorosae-loromonu" porque as PNTL eram maioritariamente da mesma etnia que os elementos envolvidos nas manifestacoes (peticionarios. A minha referencia as tropas australianas e a sua inercia e que eles proprios sabem que nao sao os mais adequados para estas situacoes envolvendo civis porque sao forcas de combate militar e a sua propria formacao e vocacionada para tal. De momento vao fazendo esforcos para desempenhar uma funcao de policiamento para a qual nao foram treinados. Repito que as tropas foram para Dili pensando que iriam lidar com duas forcas militares Timorenses em conflito armado aberto. Se a situacao que levou as autoridades a pedirem auxilio internacional fosse aquela que agora e vivida em dili, isto e gangs civis a disturbar a ordem publica a composicao da forca internacional teria sido maioritariamente policial do que militar. isto e evidenciado em declaracoes de Howard quando disse que devido ao confronto armado entre grupos militares a australia iria contrar em enviar tropas.
Repito em concordancia a um blog anterior. Como reagiriam os portuguese se o PM Portugues ordenasse que as Forcas Armadas Portuguesas disparassem sobre civis em Portugal sem que fossem chamadas primeiro os policias? Os meus comentarios sao feitos de forma a chamar os governantes do meu pais a pensarem nos erros cometidos e a aprenderem com eles. Porque no fim quem sofre e o ja muito martirizado povo maubere. Digo isto porque nao e salutar criar demasiados bodes expiatorios do outro lado dos oceanos sob o risco de nos os Timorenses pensarmos que somos sempre vitimas de conspiracoes alheias a nacao. nunca temos culpa no cartorio.
HanoinTokBa

Anónimo disse...

HanoinTokBa: cada vez me convencem menos as suas explicações. Então agora diz que “as tropas foram para Dili pensando que iriam lidar com duas forcas militares Timorenses em conflito armado aberto”? Estranho, não acha? Então não havia um protocolo assinado com os órgãos de soberania timorense a explicar exactamente quais eram as suas funções? E havendo, como deve ter havido, como é que se compreenda que faça tal afirmação?
Também já percebi a sua preocupação de ilibar os australianos de todos os acontecimentos e de culpar somente os timorenses e, particularmente o PM de Timor. É isso que está atrás da sua insistência em perguntar como reagiríamos se o PM português ordenasse que as FA’s “disparassem sobre civis sem que fossem chamados primeiro os polícias”. Pois fique sabendo que em Portugal, pouco mais dum ano depois do 25 de Abril houve tropas a disparar sobre civis (e também houve mortos), por ordem de quem fez um golpe de Estado no 25 de Novembro. Ora aí em Timor quem está a ser alvo dum golpe de estado é o vosso PM…

Eu aguardo desenvolvimentos com a mesma esperança do Malai Azul, sem mais sangue e sem mais sujeições.

Anónimo disse...

Margarida: Existe sim, mas diga-me entao qual e o conteudo desse protocolo e quais as regras de actuacao concordados pelos orgaos de soberania Timorense para as forcas militares australianas. Nao tenho intencao de ilibar ninguem inclusive nos os Timorenses. Saiba Margarida que e com um sentimento de profunda amargura e tristeza que hoje dou um "welcome" a intervencao australian assim como fazem muitos dos meus conterraneos. E especialmente humilhante para mim e outros Timorenses a viver na australia porque fomos acerrimos denunciadores da vergonhosa e criminosa politica estrangeira australiana relativamente a Timor nos anos da ocupacao indonesia. 1/3 dos Timorenses morreram por causa da ganancia dos poderosos interesses e cumplicidade de multinacionais petroliferas e governo australiano que hojem continuam a roubar o petroleo dos Timorenses. Nao tenho duvidas disso. Apesar disso tudo, hoje engulo a seco as declaracoes do PM australiano relativamente a ma governacao em Timor, e estou profundamente grato que o PM Portuges tenha-se dignamente levantado para defender a soberania do POVO Timorense seu irmao nessa questao porque nos os Timorenses nao estamos numa posicao de o fazer. Relativammente ao nosso PM, entao nao e ele o chefe do governo? nao sera porventura ele a pessoa mais indicada para humildemente assumir as responsabilidades da total falta de capacidade do seu governo em garantir a paz e estabilidade para o ja demais martirizado povo Timorense? Sem qualquer consideracao a outros orgaos constitucionais, marginalizaram o PR - Comandante Supremo das F-FDTL quando unilateralmente tomaram decisoes em despedir os 600 peticionarios assim como na altura que decidiram mobilizar as tropas. Hoje, depois de toda a violencia e mortes e sofrimento causado ao inocente povo (e sempre o povo que sofre) prezam-se publicamente em dizer que partiu do governo a proposta de convocar o Conselho de Estado e o de Defesa e Seguransa para resolver a crise por eles causada e acusam o PR de estar por tras de tudo isto somente porque nao concordou com essas decisoes. E de rir. A verdade e que o PM Mari e hoje uma das figuras menos populares no pais. Ate porque nao foi eleito pelo povo (ao contrario do PR) mas nomeado pelo seu partido. Nao quero aqui dizer que nao e legitimo pelo contrario. a sua legitimidade provem da vitoria do seu partido nas ultimas eleicoes. Temos um Parlamento Nacional nao foi eleito pelo povo e que serve de "rubber stamp" forma pela qual e caricaturado pelo povo. Todos os conhecedores da dinamica polica interna do pais sabem disso. "um segredo aberto".
Ja agora, a Margarida nao acha ser estranho que as principais figuras politicas do pais incluindo o PR Xanana, o Ramos Horta (Ministro do actual governo) assim como a Igreja (intituicao louvada pelo povo e a resistencia quanto ao seu papel na defesa da liberdade e da justica nos anos da ocupacao) e o povo em geral tem sido criticos do Mari e da sua governacao. Nao me venha dizer que estao todos eles errados e embriagados pela luta ao poder ou ludibriados por conspiracoes de nacoes estranjeiras. Nao vamos ser paranoicos. Nao duvido que haja tentativas nesse sentido mas deitar toda a culpa a todos os outros timorenses acusando os de golpistas e a mesma coisa que dizer que o PM e o seu governo sao imaculados e que sao os exclusivos donos da verdade. Tem que haver maturidade politica, serenidade e corajem para se dizer "minha culpa, minha tao grande culpa" quando erramos. Constitucionalmente o PR nao tem poder real para despedir este governo por causa de outros mecanismos constitucionais convenientemente erguidos para anular qualquer possibilidade real de isso acontecer. Confesso que qualquer sugestao de posibilidade de queda deste governo me deixa bastante preocupado pelo vacuo que iria criar. Nesta etapa da corrida timorense para a paz, estabilidade e democracia nao podemos dar-nos ao luxo de trocarmos constantemente o governo. Ate porque as proprias eleicoes legislativas estao a menos de um ano. Mas que quer isto dizer vamos esquecer tudo o que aconteceu e deixar de pedir responsabilidades? nao sei. o que acha a margarida?
PS: Estou muito triste em saber que em portugal, pais onde passeia a minha infancia, tanbem pensam ser democratico e aceitavel o uso da forca militar contra civis coisa completamente impensavel aqui na australia. Talvez seja esse o meu erro. o de pensar que o mesmo deveria ser no meu querido timor. A nao ser que se bem compreendo essa accao foi tomada pelos golpistas do 25 de Novembro como diz e nao pelo governo. Gostaria de saber se os mesmos foram trazidos a justica.

HanoinTokBa

Anónimo disse...

HanoinTokBa: O PM timorense tem exactamente a mesma legitimidade do PM Australiano. E se a oposição de Timor acha que o governo está a agir mal tem que fazer exactamente o mesmo que faz a oposição na Austrália, levar a questão ao Parlamento e tentar lá derrubar o governo e não na rua, pilhando e incendiando.
Quanto ao que aconteceu no 25 de Novembro de 1975 em Portugal eu chamei-lhe golpe, portanto nunca o qualificaria de “democrático e de aceitável” e os golpistas de então estavam no governo apoiado pelos socialistas e sociais-democratas e obviamente sendo eles os vencedores nunca foram trazidos à justiça. Os que perderam é que foram perseguidos.

Anónimo disse...

Margarida: se leu bem os meus comentarios ate agora vai perceber que de forma alguma tenho estado a defender a legalidade de um golpe de estado e o derrube de um governo democraticamente eleito. algo indefensivel. O que guiou e guia os meus pensamentos e o desejo de perceber as razoes que geraram um total colapso da ordem no pais. Relativamente a isso os meus comentarios sao uma chamada de atencao aos governantes para que analisem seriamente o seu estilo de governacao. Este governo cometeu erros que considero ser suficientemente graves e que deram campo de manobra aos golpistas. Da me a entender no seu comentario anterior que sente ser inaceitavel o uso letal da forca militar contra civis (a 25 Novembro pelos golpistas que depois escaparam com impunidade como diz). A 28 de Abril em Taci-tolu foi exatamente o contrario. Foi o governo democraticamente eleito que usou essa mesma forca (accao que considero grave e inaceitavel)e como resultado acabou por 'gerar' os golpistas (Maj. Alfredo Reinaldo e outros desertores) ou pelo menos criou a oportunidade para que os esses revelassem as suas caras e pusessem em accao os seus intentos. "a oportunidade cria o ladrao" O resultado todos nos sabemos. Se esse erro nao for compreendido, as devidas responsabilidades assumidas e a justica feita, o que se passou agora em Dili repetir-se-a no futuro. E principalmente importante para a nacao que o governo seja pressionado a assumir essa responsabilidade porque, em concordancia consigo, os rebeldes sao perseguidos e postos na prisao mas os que estao no poder escapam com impunidade.

Anónimo disse...

Lá está você mais uma vez a justificar os golpistas esquecendo-se que numa democracia quem se sente prejudicado pode sempre recorrer para os tribunais ou se se é da oposição, pode e deve em sede própria – isto é no Parlamento – questionar o governo e apresentar uma acção de censura. E, por todos os meios, denunciar, criticar, nomeadamente em acções de rua ou nos media. E lançar-se na batalha política de esclarecimento e denúncia tanto mais que em 2007 há eleições novamente por aí. Mas não foi isso o que os golpistas fizeram, como bem sabe. Em vez de recorrerem aos tribunais, desertaram. Em vez de acções políticas assiste-se aí todos os dias a puros actos de terrorismo e de gangsterismo. Pare para pensar e diga-me só, s.f.f. se em vez de fazerem o que fazem em Timor o fizessem na Austrália. É que nestas situações não pode haver dois pesos e duas medidas, o que é crime na Austrália é obviamente crime em Timor e quem é criminoso na Austrália é criminoso em Timor. E a partir do momento em que eles em vez de deitarem mãos à justiça ou à acção política enveredaram pelo bandiditismo têm que ser tratados enquanto bandidos. E como tanto quanto sei NÂO puseram o governo em tribunal, obviamente que o governo só pode ser "julgado" nas urnas, e não é correcto chamar aos desertores golpistas de "rebeldes". O que eles são é desertores e golpistas e pelos crimes praticados devem ser julgados. Eu só lhe peço que trate Timor como trata a Austrália e que use os mesmos mecanismos para "julgar" o PM de Timor como julga o da Austrália. A ambos a legitimidade vem da mesma fonte: o voto popular e tanto quanto sei a votação do partido de que o PM de Timor é líder foi superior á votação do partido de que o PM da Austrália é líder.

Anónimo disse...

Margarida: concordo perfeitamente consigo quando diz que o que e crime na australia e crime em timor. Um PM australiano JAMAIS, repito JAMAIS sobreviveria ter ordenado um crime a estilo de "taci-tolu" e sem sequer a necesidade de haver desertores ou atentados de golpe de estado! Seria efectivamente pressionado pela opiniao publica a resinar-se o que certamente o faria. O que nao acontece em timor.
Da me a entender que nao considera a perda de vidas civis em Taci-tolu nas maos de militares como crime. Ou sera que nao foram suficientes os numeros de mortos? Talvez fosse necessario morrer milhares antes que alguem aceitar que foi ralmente um CRIME!
E como ja percebi que a Margarida nao conhece bem a vida em Timor vou-lhe dar alguns exemplos para retratar uma das faces da democracia que por la se vive.
Fala de "...denunciar, criticar, nomeadamente em acções de rua ou nos media". Mas Timor possui um governo que todos sabem e intransigente e sempre demonstrou uma forte aversao as criticas. O imediato despejo do diario "A voz de Timor Leste" dos edificios que ocupavam por terem utilizado a discreccao editorial de nao publicar uma declaracao do governo, incidente que mereceu forte denuncia de organisacoes locais e internacionais de jornalismo e direitos civis. Talvez essa postura seja a viva demonstracao do simbolico 'punho cerrado' do partido que ate deve ser de ferro. Fala de "recorrer para os tribunais". Mas quem conhece Timor sabe dos inegaveis casos de desobediencia as ordens dos tribunais por parte da administracao devido a intervencao politica directa a mais alto nivel do governo. (caso de produtos confiscados pelas alfandegas que apos a ordem do tribunal distrital para se efectuar a sua devolucao aos donos foi travada pela intervencao do PM causando uma grande polemica entre oficiais das afandegas e policia). o PM timorense ate chegou a fazer declaracoes publicas nos media dizendo que os juizes nao percebem de nada, e que deviam voltar para a escola. Mas afinal nao existem outras vias legais para se contestar as decisoes dos tribunais distritais? Isto e o Tribunal de Recurso? e afinal nao sao os tribunais as ultimas instancias para a aplicacao da lei? de acordo com declaracoes abertas de Parlamentares do partido maioritario nao porque advogam que ate foram eles que escreveram a constituicao, sao eles que discutem e aprovam as leis e por isso reclamam para si mesmos a interpretacao mais acertada da lei. Ridiculo! Ou sera que aqueles no poder pensam que estao acima da lei. Tenho muita pena do Dr. Claudio Ximenes, Juiz Embargador em Portugal com mais de 20 anos de carreira que ao longo destes ultimos anos incredulamente ve-se marginalizado pela tendencia da mentalidade terceiro mundista que existe em timor. Existem testemunhos de a policia acatar ordens directas de parlamentares do partido maioritario para apreender civis. Os velhos habitos aprendidos durante os 25 anos da ocupacao indonesia nao sao faceis de apagar tal como tambem a lingua do barbaro invasor.
Que quero eu com isto dizer. Nao argumento que existe, ainda, uma ditadura total em timor, somente que a democracia ainda e demasiada fragil e que tem recebido muitos pontapes nao so dos golpistas como diz mas com mais frequencia das autoridades! A verdadeira democracia deve ser conquistada. Nao confunda as accoes dos militares renegados que ensiste em chamar de golpistas com a dos gangs que oportunisticamente espalharam o terror em Dili. E se vamos trazer os golpistas a justica que tal o seu chefe. Muitos dizem ser o Presidente. E se o PM nao o disse abertamente (talvez porque e jurista e soube medir as consequencias de tao grave acusacao) O certo e que deixou uma clara insinuacao. Se formos a ver bem ate foram os golpistas armados que rodearam e protegeram a residencia do PR em Balibar. Ponham-no na prisao!
RESPEITO PELA DEMOCRACIA! diz com muita conviccao ser defensora de tal. O que tem que fazer entao e procurar conhecer bem os individuos que lideram este governo. Pergunte a qualquer timorense serio quem foi o autor da seguinte declaracao que foi publicada nos media locais em alusao a possibilidade da derrota do seu partido nas proximas eleicoes legislativas " FRETILIN LAKON, RAAN SEI FAKAR" (Se a fretilin perder, o sangue vai se derramar). Proponho uma analise seria e isenta desta declaracao. Se a fretilin perder (FRETILIN LAKON) nao sera porventura porque a maioria do povo assim o ordena, e se esse for o caso estara realmente o PM Mari Alkatiri preparado para desiludir a vontade do soberano povo e derramar o seu sangue! (RAAN SEI FAKAR). "Pela boca morreu o peixe" ou se revela "o lobo em pele de carneiro".
Minha cara Margarida as questoes nao sao assim tao simples como pensa ser. Mas fico perplexo com a maneira como minimiza as mortes em taci-tolu e e talvez por isso defende uma teimosa e inquestionavel observacao dos processos democraticos. Quero com isto dizer que a legitimidade atribuida por um processo democratico nao confere ao titular dessa legitimidade o direito de violar essa democracia. Que existem casos de extrema gravidade que por si proprios anulam a legitimidade de individuos ou ate mesmo de um governo democraticamente eleito. Se as tropas das F-FDTL tivessem continuado a perseguicao e o massacre de civis indefesos em Taci-tolu resultando em maior numero de mortes, o que diria a Margarida? Sejam pacientes e esperem pelas proximas eleicoes porque este governo foi democraticamente eleito?
Percebo que a Margarida nao conhece bem a situacao vivida em Timor e talvez por isso inocentemente advoga o respeito a todo o custo da democracia como esta escrita em tinta e papel. Sou apartidario, e se fosse de algum partidos da oposicao ficaria convenientemente calado porque se e mesmo verdade que a maioria do povo nao gosta da governacao do PM como dizem, sera o proprio PM que lidara o seu partido a derrota nas legislativas de 2007. So espero que se isso acontecer o actual PM nao pense em traduzir as suas palavras de derramamento de sangue em accoes.
Gostei imenso deste pequeno debate mas temos de concordar em discordar. Desejo somente muita paz e amor ao tao martirizado povo Timorense do qual faco parte e exijo que os lideres nao deixem esta desgraca repetir-se. execpcao.

HanoinTokBa

Anónimo disse...

HanoinTokBa: como disse eu defendo “uma teimosa e inquestionavel observação dos processos democráticos”. É que não há melhor processo para continuar o caminho do povo de Timor-Leste rumo ao seu futuro de nação independente e soberana. E nada do que me disse me leva a mudar de ideias. Quem tem queixas que as faça aos tribunais, quem está na oposição que aumente a sua luta política e que quem não se quer envolver na luta política que não se envolva – é a sua opção tão legítima como as dos militantes da Fretilin ou dos partidos da oposição. Mas que quem cometeu crimes, quem pilhou e incendiou seja levado à justiça e que esperem pelas próximas eleições para julgar o governo que repito, tem toda a legitimidade para continuar a desempenhar todas as suas funções.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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