domingo, maio 28, 2006

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"Portugal tem demonstrado - como é notório - que está atento e empenhado em garantir a toda a ajuda e assistência a Timor-Leste, mas fá-lo no quadro do Direito Internacional e no respeito pelo desejo dos legitimos representantes do povo timorense.

Nesse ponto não devemos confundir o interesse 'desinteresseiro' de Portugal, com a interesseira grosseria de Camberra que considera Timor o seu 'back-yard', à moda dos EUA na America Central, das ocupações de Granada e do Panamá.

Têm os meios, como ficou demonstrado nos últimos dias, e vontade não lhes falta como demonstram quase todos os dias os governantes de Camberra.

Ai Timor - se não tivesses petroleo - estou certo que os kangurus se estavam nas tintas... "

17 comentários:

Anónimo disse...

http://www.barabanow.com/iraqfree.html
Vejam este site e..vamos à bruxa!

Anónimo disse...

Sobre o envio de um contingente da GNR para Timor-Leste a pedido do seu Governo
Nota do Secretariado do Comité Central do PCP
26 de Maio de 2006
O PCP exprimiu o seu acordo ao envio de um contingente da GNR para Timor-Leste a pedido expresso e formal das instituições democráticas deste país: Governo, Presidência da República e Parlamento Nacional.
Na sequência de posições de princípio já anteriormente divulgadas, este acordo foi expresso perante as garantias dadas pelo Governo Português quanto à missão deste contingente, nomeadamente a de se situar no respeito pela soberania e as instituições democráticas de Timor-Leste, actuar na dependência dos legítimos órgãos de soberania timorenses, não ficar em caso algum subordinado a comando estrangeiro.
Esta posição do PCP decorre também dos particulares deveres de amizade e solidariedade de Portugal para com a República Democrática de Timor-Leste e a sua desinteressada contribuição para a consolidação da soberania e das instituições democráticas do Estado timorense.
Naturalmente que a posição favorável do PCP ao envio do contingente da GNR, tendo como base o respeito pelas instituições e pelo quadro constitucional timorense, está condicionada à evolução da situação em Timor-Leste e ao seu enquadramento regional e internacional. Uma alteração nos anunciados pressupostos desta missão exigirá a sua pronta reconsideração.
A grave situação criada em Timor-Leste é sem dúvida expressão das dificuldades e contradições inerentes à construção de um novo Estado independente após tantos anos de colonialismo e ocupação estrangeira. Mas é também expressão de interferências externas visando condicionar a livre opção do povo timorense e de reconhecidas ambições relacionadas com os recursos petrolíferos de Timor-Leste, como é manifestamente o caso da Austrália, que no passado chegou ao ponto de reconhecer a jurisdição da Indonésia ocupante. É por isso preocupante que o principal contingente militar estrangeiro seja australiano e tenha desembarcado em Timor-Leste em circunstâncias pouco claras.
O PCP está consciente da complexidade da situação e considera indispensável que o Governo Português mantenha a Assembleia da República, os partidos políticos e o povo português ao corrente de novos desenvolvimentos.
O PCP reitera ao povo timorense e ao seu Governo legítimo a solidariedade de princípio para com a sua luta pela consolidação da soberania e pelo progresso social e confirma à Fretilin, a grande força da resistência e da libertação, a amizade e solidariedade dos comunistas portugueses.
http://www.pcp.pt/index2.html

Anónimo disse...

o pcp já não existe. os australianos vieram aqui deixar os seus mortos contra os japoneses, lembram-se? enquanto os portugas se encolheram, como de costume, debaixo dos potentes (lembram-se?); depois do referendum também, e agora, de novo. O que se passa com a vossa história? estão naquela do pitrol, ainda? os aussies são o que são, mas isso não nos deve cegar. Se chegaram é porque Timor está ingovernável, porque não há confiança dos pequenos nos grandes. Senão, como se chegaria a isto, hoje?
quem trouxe as armas? os partidos da oposição? os aussies? as armas foram recuperadas pelos insatisfeitos. Qual é esse poder que deixa as armas sair do seu controlo? ler Mao. os incompetentes e corruptos, que as venderam!

Rui Martins disse...

Freitas conseguiu entretanto que os australianos se retratassem... Depois de tanto Flop, eis que este polémico MGE que é Freitas consegue alguma coisa... Ainda que apenas no domínio do "verbo"... Faltaria contudo mais "músculo" na presença portuguesa... Nomeadamente uma companhia de forças especiais para retirar ainda mais Soberba a estes Aussies que estão em Timor para o tornar um Protectorado colonial de onde extraem o petróleo que Alkatiri lhes ofereceu.

Anónimo disse...

Timor quase repete a sua história recente.
Enquanto os timorenses se matam, as instituições se agridem e lutam entre si pelo poder as grandes potências "amigas" controlam mais uma vez o destino histórico do pais.
As Nações Unidas retiram os seus funcionários do pais.
As Nações Unidas também não confiam na sua própria força de segurança?
Militares especializados munidos de alto aparato bélico não conseguem controlar timorenses não preparados militarmente e fisicamente debilitados?
Onde está a Igreja de Timor? E a oposição?
Enquanto morrem civis, policias e militares inocentes perante, mais uma vez, a passividade dos australianos discute-se a boa governação em lugar da soberania de um país?
Será que Timor não é capaz de manter as suas instituições democráticamente eleitas e dizer ao mundo que são capazes de conduzir o seu próprio destino?
As boas ou más governações são "julgadas" em eleições livres e democráticas.
O momento agora é de unidade e não de "braços de ferro" entre PR e PM.
O povo chora e é por ele que foram eleitos!
O povo quer paz!
Os vários orgãos de soberania aos serem eleitos devem ao povo a estabilidade, a tranquilidade e a paz.
Permitam ao povo tomar decisões através de eleições e não pela vontade individual de responsáveis politicos, pressões externas ou violência.

Anónimo disse...

O anónimo das 3.33 está errado, o PCP existe, é o terceiro partido com mais representatividade na Assembleia da República e no poder local e até foi o único partido português que esteve no congresso da Fretilim, pois estamos sempre com os nossos amigos timorenses, tanto nas horas boas como nas horas más. E dou razão ao anónimo das 4.24, e junto-me ao apelo que ele faz: "Permitam ao povo tomar decisões através de eleições e não pela vontade individual de responsáveis politicos, pressões externas ou violência." E não se deixem dividir!

Anónimo disse...

O Conselho de Segurança da ONU aprova a entrada de força militar internacional em Timor-Leste.

O Exército Australiano, da Nova Zelandia e Policia da Malásia já se encontram no território.
A caminho a GNR portuguesa.

O Conselho de Segurança da ONU apela ao bom entendimento entre as instituições e Kofi Annan envia Ian Martin.

O PR solicita a presença urgente do constitucionalista português Prof. Pedro Bacelar.

A UNOTIL ordena agora a evacuação dos funcionários das Nações Unidas num cenário em que a segurança está acautelada pelos militares internacionais e num momento em que é mais necessário do que nunca o seu apoio técnico.

Porquê?!..........

Porquê?!............

Anónimo disse...

É notória a contradição por parte das Nações Unidas!

Por um lado diz ao mundo que apoia Timor Leste e por outro retira-o estratégicamente!

Anónimo disse...

Que saudades do tempo em que as Nações Unidas em Timor eram administradas de forma competente e séria.

Anónimo disse...

http://www.barabanow.com/iraqfree.html

Podemos adaptá-lo para

http://www.barabanow.com/timorpeaceandfree.com

e depois enviar ao PR e PM antes da reunião de segunda feira para não perderem tanto tempo a analisar a situação politica de Timor.

Anónimo disse...

...portanto os " delicados desinteresseiros" devem adaptar o tradicional ritmo de "devagar,devagarinho e parado" acompanhado de muito,muito,muito debate e criticas àqueles que fizerem alguma coisa...este filme já nós vimos em 99.

Hugo disse...

Obviamente que a preocupação de Camberra não é inocente...
Não deixem de visitar o meu blog com assuntos de interesse sobre Timor.

http://vidadeumtripeiro.blogspot.com

Anónimo disse...

Prezados Timorenses
Nao vamos confundir o povo australiano com o Primeiro Ministro deste belo pais.
Alfredo
Brasil

Anónimo disse...

Diga-se ou faça-se o que se fizer, o carinho que o povo português sente por Timor é enorme. Estamos connvosco e lutaremos para que a paz se viva em Timor. A história repete-se em Timor, aqui em Portugal também, como sempre estamos solidários. As imagens que nos chegam tocam-nos como se do povo português se tratasse. Força irmãos!

Anónimo disse...

Daqui a pouco, quando for manhã em Portugal, junta-se em Tomar o, assim designado, "37º Encontro Nacional de Expedicionários a Timor". Há, pois, 37 anos que o fazem, sempre com Timor no coração e um brilho maubere nos olhos. Como será, este ano? Por mim, que, depois da primeira vez, em 1971, voltei a Timor por mais duas vezes, a última das quais para lá trabalhar entre Novembro de 1973 e Novembro de 1974, bem gostaria de poder transmitir aos meus companheiros daquele encontro, uma palavra de esperança. Mas essa palavra tem de vir de Timor. Sei que é difícil nas condições actuais. Também não sei quem é o/a "Malai Azul". Mas seja quem for, talvez possa pedir aí que nos enviem a tal palavra de esperança. Uma vez mais, a vida timor, impõe que se recorde o último verso do soneto Pátria, de Xanana: "Pátria... é do futuro a esperança!". Eu sei que já correu sangue demais. Eu sei que se acumularam outras raivas difíceis de conter. Eu sei que há sempre montanhas para esperar um tempo nem sempre bom. Eu sei que o que é hoje oeste, amanhã poderá ser leste. Mas, ao lado das armas estranhas e dos interesses alheios, é preciso que chegue uma palavra de esperança. Meus queridos irmãos timorenses!

Anónimo disse...

Logo vo que aqui havia mão de Cabrita! Não responde aos amigos mas para Timor tem sempre tempo. Não gostaria de repetir 2000.. etu também não. Força Timor!

Anónimo disse...

Força Timor, força Timorenses. Vamos lutar com sabedoria e deixarmos as armas de lado. Os australianos que regressem ao seu País que deles é um País enorme com cangurus...
Os Portugueses estão convosco e os Portugueses de hoje não são os mesmos de 75 ou de 60, somos mais humanos e sabemos pensar sem receber pacotes vindos de partidos, de politiquices ou de interesses. Ainda há pessoas que pensam em Portugal ainda há humanidade e sentido de justiça e muita mas mesmo muita solidariedade.
Estive em Timor, por duas vezes, senti o carinho das gentes, o olhar das crianças onde havia esperança, senti ternura pelos idosos onde no olhar já não se descurtinava o dia de amanhã mas em todos eles vi carinho e ternura e muita mas mesmo muita sensibilidade. Amo esse País aliás até me apaixonei por um Homem desse País uns anos antes de ter conhecido tão maravihoso Território...
Um dia ao passar nas zonas de café e olhando para as Madres Del Cacau,, senti tristeza e uma lágrima rolou pela face por ver que estavam doentes... mas eis que aparece um menino, com um sorriso no rosto ao meu encontro... olho para ele sorrio e ele continua a sorrir pede para tocar o meu rosto e me beijar.. sensa´ção única e maravihosa... boa gente...
Vamos a ajudar este Povo ...
Amo-Te Timor

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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