Marí Alkatiri merece o respeito internacional e é digno de orgulho de Pátria
Marí Alkatiri faz parte da geração dos determinados na contrução de um país e entregá-lo ao seu Povo marcado pela subjugação secular.
Neste momento, tenho de afirmar que não é fácil dedilhar este teclado, mas faço-o com a ligeireza de quem se sente bem por alguém que é digno do mais alto respeito internacional e digno de orgulho nacional.
Mário Soares, antigo presidente da República, escreveu sobre Mari Alkatiri que "trata-se de uma personalidade ímpar, um resistente da primeira hora da luta pela independência d seu país e que, depois de ter vivido longos anos no exílio, nomeadamente em Moçambique, regressou à sua Pátria e assumiu a enorme responsabilidade de ser o primeiro primeiro-ministro de Timor-Leste" e que "Mari Alkatiri é um homem de acção mas também, o que é menos vulgar, um homem de pensamento."
O antigo presidente da República comunga da mesma opinião de outros conhecidos e conceituados lideres mundiais sobre a figura de mari Alkatiri - O diabolizado Mari Alkatiri, em todo este processo, sem adjectivação possível, tremenda que é a acção de violação da Constituição da República.
Mari Alkatiri, decidiu sair e evitar mais sofrimento, mas não depende dele o que se passará a seguir. Os militantes da FRETILIN amordaçados não deixarão de fazer valer a força do partido, seja hoje, amanhã ou depois. Nos anos ou nas gerações.
Mari Alkatiri decidiu sair. Quando assumiu a governação, em nome do mandado dado pela FRETILIN, Mari disse públicamente e em livro que "Aceitei o desafio sabendo que iria mover-me sobre um terreno escorregadio. Mas fi-lo consciente da necessidade de honrar a memória dos mártires e heróis, e para cumprir com dignidade a promessa colectiva que todos juntos fizemos a este povo, décadas atrás."
O demissionário primeiro-ministro não se resigna. Apresenta a demissão a um presidente da República de provas dadas contra a Constituição. Mas é o presidente da República, Xanana Gusmão é constitucional! mari Alkatiri dá uma vez mais prova de maturidade política e respeito integral pela Carta Magna da Nação, ao submeter-se a Xanana Gusmão. Este é mais um forte exemplo do homem de Estado que Mari Alkatiri é e tem sido.
São estas provas dadas, e todo o trabalho realizado ,na condução do governo, que Mari Alkatiri se distinguiu e granjeou amigos e inimigos.
Mari Alkatiri estava de facto a "anos luz" de muitos dos seus colaboradores de Governo, sobretudo, dos ministros, vice-ministro e secretários de Estado demissionários. Daqui exclúo José Ramos Horta, homem de agenda própria e assumida por ele. Todos sabem, Mari Alkatiri também o sabe, José Ramos Horta sempre teve e continuará a ter a sua agenda pessoal dentro e fora de governos, de organizações. Tem legitimidade internacional para o fazer.
excluo também todo o chamado "grupo de Moçambique", pois quer queiram quer não ,são dos mais bem preparados, tal como Rui de Araújo, Arsénio Bano, Antoninho Bianco entre outros - que não de Moçambique souberam estar acima das expectativas e ombrear com Mari Alkatiri.
Mas quanto a... Armindo Maia, Ovideo, Cézar, Egídeo, Vergílio, entre outros, resta dizer que por exemplo Armindo Maia, nunca conseguiu admitir a autoria da questão que colocou a Igreja Católica contra o primeiro-ministro... não, não vou entrar pela competência para desculpar o demissionário primeiro-ministro, na verdade, este foi o resultado da manifesta falta de quadros no país. Falta de gente capaz de trabalhar e com conhecimento e capacidade de liderança nos seus ministérios. Contudo, não posso deixar de afirmar que em determinados momentos, Mari Alkatiri deveria ter, obrigatoriamente, abdicado dos maus alunos da tal apelidada "escola de governação".
Sem preconceitos, sem amiguismos - pese embora ter em Mari Alkatiri, em Xanana Gusmão, em José Ramos Horta, Francisco Lu'olo, Taúr Matan Ruak, Lere, Falur, David Ximenes, entre outros a amizade de uma luta comum pela conquista da humanidade na razão da existência da pátria timorense -, devo dizer que havia equipa para país, para instituições soberanas.
Contudo, nos ultimos tempos o sinais internos na FRETILIN com ramificações ao Governo e a cargos diplomáticos iam mostrando que se preparava o assalto ao poder.
No seio militar, Xanana Gusmão nunca resolveu o problema pseudo-étnico, pois simplesmente não o era e Xanana Gusmão parecia sabê-lo, os fins eram outros.
Muito antes da manifestação da Igreja católica que se percebia que as oposições, fracas e invertebradas, denotavam nervosismo antidemocrático apoiado em financiamentos e aconselhamentos anglosaxónicos.
Percebia-se que algo estava em marcha e era imparável.
Era uma questão de tempo e de vontade do próprio presidente da República.
Muito se poderia escrever sobre Mari Alkatiri neste seu inestimável contributo a esta nação, mas a historia fá-lo-á mais tarde.
No entanto, de uma coisa o povo não se livra: saudade e arrependimento. O tempo não perdoa e a verdade sentir-se-á brevemente.
Quanto ao país... é pena, pois está à beira de ser um protectorado australiano.
Os timorenses na sua maioria são serviçais e mentirosos, até na amizade, nos compromissos... sobretudo, os que conviveram forçadamente ou não com os indonésios - mas as características enúnciadas já são transportadas pelos séculos de colonização, não são de ontem ou de hoje, são de sempre.
Desta feita, a liderança de Xanana Gusmão optou por outra ocupação, a da Austrália... Timor-Leste está de novo ocupado e não foi a FRETILIN a escolher o ocupante - se bem me lembro, no passado de 1975, também foram os "golpistas" que chamaram os ocupantes e reinaram durante 24 anos...
Timor-Leste está adiado de novo, da minha parte vou terminar e vou partir... partir em definitivo. Não vale a pena... se calhar nunca valeu a pena, tudo não terá passado de uma mentira. Um Povo com tudo para o ser que se atira a si mesmo aos crocodilos, será sina, será maldição?
…………
A História tem destas ironias. Com o comportamento de Xanana Gusmão, os timorenses arriscam-se a receber lições de democracia de Habibie, como conta a Lusa:
O ex-presidente da Indonésia garantiu que o seu país será sempre "um bom vizinho" de Timor-Leste, reiterando o desejo que os timorenses "resolvam os seus problemas constitucionalmente".
"Se acham que a Constituição não é perfeita, façam-na mais perfeita. Na própria Constituição há maneiras de a tornar mais perfeita", salientou, lembrando que "existem pessoas a sofrer" devido à grave crise política que Timor-Leste atravessa.
Muito se tem falado sobre o que está a acontecer em TL desde Abril. Muito se tem esquecido de dizer sobre como tudo começou e como tudo foi milimetricamente preparado numa escalada de violência, exigências, caos social e político, difamação, fracturação dos amigos, violação da constitucionalidade. Repare-se bem em quem começou a falar, depois gritou e agora está em silêncio à espera da oportunidade de poder que sempre procurou.
………………
Contudo o que mais me preocupa e pouca gente fala é que disto tudo fica para o futuro de TL e ficam muitas coisas ruins, muitos traumas, muitas memórias sujas, muita violência, muitas aprendizagens anti-democráticas. Temo pelo bem-estar do Povo, temo pela vida do Povo concreto e humilde que nunca esteve nas ruas, nas pousadas, nos palácios, nos desvarios e que sempre ficou refém das loucuras de alguns. Temo que as praias de tasifeto passem a ser mais um lugar de férias perfeitas para os turistas aussi e suas girls e as de tasimane o parque industrial do gaz natural dis aussies e seus entrepeneurs. Tudo em primeiro lugar para australianos: férias e dinheiro. O Povo terá que se contentar em ser maubere e buibere levando penosamente a vida e de loromonu a lorosae sonhando em poder ser um dia verdadeiramente independente.
Será que Mia Couto previu quando disse que a independência de um país é ser capaz de escolher as suas novas dependências?
Triste destino. Hoje estou profundamente triste, há muito que estou triste e preocupada. A revolta nasce-me.
………………
segunda-feira, junho 26, 2006
Dos leitores
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A arrogancia dos ocupantes
Segundo fonte proxima, a embaixadora australiana ligou para um assessor do gabinete do Primeiro-Ministro a exigir que este a esclarecesse imediatamente de qual a interpretaçao da declaraçao, se significava ou nao que o Primeiro-Ministro se demitia.
.
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Malai Azul 2
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13:52
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declaracao do Primeiro-Ministro - ingles
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
STATEMENT
Having deeply reflected on the present situation prevailing in the country;
Considering that above all interests are the interests of our nation;
Assuming my own share of responsibility for the crisis affecting our country;
Determined not to contribute to any deepening of the crisis;
Recognising that the people of Timor Leste deserves to live in peace and tranquility;
Believing that all militatnts and sympathisers of FRETILIN will understand and support this position;
I declare:
I am ready to resign from my position of Prime Minister and a member of the Government of RDTL so as to avoid the resignation of His Excellency the President of RDTL;
I am ready to dialogue with His Excellency the President of the Republic in order to contribute if necessary to the formation of the interim government;
I am ready to contribute to the presentation of the State budget to the National Parliament
Finally, I declare that I will reassume my functions as a member of the national Parliament until the end of the parliamentary term.
Dili, 26 June 2006
Mari Alkatiri
Prime Minister
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13:39
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Declaracao do Primeiro-Ministro - tetum
GABINETE PRIMEIRO MINISTRO
D E K L A R A SAU N
Hanoin ho laran no hanoin klean tebes konaba situtuasaun iha ita Ra’in laran;
Konsidera liuliu katak precisa hakru’uk hodi tau iha fatin a’as tebes interesse ita nian Nasaun nian liu interesse hotu-hotu;
Lakohi tebtebes atu kontribui hodi halo krize ne’e boót liu tan;
Hatene didiak katak povo tomak iha direitu atu moris iha klima paz no hakmate nia laran;
He’in kompreensaun no apoio tomak hosi militante no simpatizante hotu-hotu FRETILIN nian;
HÁ’U DEKLARA:
Prontu atu rezigna-a’an hosi há’u nia kna’ar nu’udar Primeiro Ministru Governu RDTL nian nune’e atu evita rezignasaun hosi Prezidenti Repúblika;
Prontu atu hala’o nafatin diálogu ho SE Prezidenti República atu kontribui, tuir presiza, atu har’i Governu Interinu;
Prontu atu kontribui ba aprezentasaun Orsamentu Estadu nian ba Parlamentu Nasional;
Nune’e há’u deklara tan katak ho ida ne’e ha’u assumi fali ha’u nia kna’ar nu’udar Deputadu Parlamentu Nasional nian to’o mandatu ramata.
Dili, Loron 26, Fulan Juñu, Tinan 2006
Marí Alkartiri
Primeiro Ministro
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Chefe missão ONU confirma que reunião PR-FRETILIN foi organizada
Lisboa, 26 Jun (Lusa) - O chefe da missão da ONU em Timor-Leste, Sukehi ro Hasegawa, confirmou hoje à Lusa que foi organizada para hoje de manhã, hora l ocal, uma reunião entre o presidente da República, Xanana Gusmão, e uma delegaçã o da FRETILIN.
"Ontem (domingo) tentei apoiar para que essa reunião ocorresse hoje. Pe nso que poderá ter ocorrido", disse Hasegawa contactado telefonicamente pela Lus a.
"Não sei exactamente em que ponto é que esse encontro ficou", sublinhou .
O encontro estava a ser organizado por uma delegação da FRETILIN na seq uência da reunião do Comité Central do partido que deliberou apelar a Xanana Gus mão e a Mari Alkatiri para que se mantivessem em funções.
Segundo a agência Lusa apurou, a delegação da FRETILIN deveria ser enca beçada pelo presidente do partido, Francisco Guterres (Lu'Olo), incluindo ainda Ana Pessoa, número dois do governo de Mari Alkatiri, Estanislau da Silva, minist ro da Agricultura e membro do Comité Central, e José Lobato, deputado.
O encontro ficou "alinhavado" no domingo aguardando-se apenas que o gab inete de Xanana Gusmão confirmasse o local e a hora da reunião.
No entanto desde as primeiras horas da manhã de hoje e até ao momento, a FRETILIN ainda não foi informada desses dados.
ASP.
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Mari Alkatiri anuncia intenção de se demitir
Díli, 26 Jun (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri , anunciou hoje estar pronto a demitir-se do cargo, retomando o seu lugar de dep utado.
Numa conferência de imprensa sem direito a perguntas, Mari Alkatiri anu nciou estar disposto a demitir-se para evitar a resignação do presidente Xanana Gusmão, retomando o seu lugar no parlamento.
Alkatiri, que falou em tétum, português e inglês, disse igualmente esta r disponível para viabilizar um governo de transição.
O anúncio do primeiro-ministro surge um dia depois do Comité Central da FRETILIN ter recusado a renúncia de Mari Alkatiri, como fora exigido pelo presi dente Xanana Gusmão, apelando ao diálogo para encontrar uma saída para a crise p olítica do país.
Hoje mesmo um ministro, um vice-ministro e três secretários de Estado d o governo timorense iriam anunciar a demissão dos respectivos cargos.
Os demissionários são o vice-ministro da Saúde, Luís Lobato, o ministro da Educação, Armindo Maia, e os três secretários de Estado para a Coordenação d a Região II (Virgílio Smith), da Região III (Egídio de Jesus) e da Região IV (Cé sar Cruz).
A saída destes membros do governo é formalizada menos de 24 horas depoi s do ministro de Estado, dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e da Defesa, José Ramos Horta, e do ministro dos Transportes e das Comunicações, Ovídeo Amara l, terem anunciado publicamente que saíam do governo.
Os jornalistas estavam hoje a preparar-se para uma conferência de impre nsa do ministro demissionário Ramos Horta, em que este ia explicar as razões da sua saída do governo, quando o próprio Nobel da Paz lhes comunicou que deveriam deslocar-se para a residência do primeiro-ministro, pois este tinha uma "importa nte declaração" a fazer.
Ramos Horta explicou que tinha acabado de receber uma chamada telefónic a dando conta da conferência de imprensa de Mari Alkatiri.
Interrogado sobre se isso significava que o primeiro-ministro se ia dem itir, Ramos Horta respondeu apenas "Sim".
EL.
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13:28
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Declaracao do Primeiro-Ministro
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
DECLARAÇÃO
Tendo reflectido com profundidade necessária sobre a situação vivida no país;
Considerando que acima de todos os interesses, estão os interesses da nossa nação;
Assumindo a minha parte das responsabilidades pela crise por que mergulhou o pais;
Recusando-me terminantemente contribuir para o aprofundamento da crise;
Reconhecendo que todo o povo merece viver um clima de paz e tranquilidade;
Esperando de todos os militantes e simpatizantes da FRETILIN toda a compreensão e apoio;
Declaro:
Pronto a resignar-me do meu cargo de Primeiro-Ministro e do Governo da RDTL para evitar eventual resignação do Presidente da República
Pronto a manter com Sua Excia o Senhor Presidente da República diálogos no sentido de contribuir, se necessário, para a formação do governo interino
Pronto em contribuir na apresentação do orçamento de Estado no Parlamento nacional.
Mais declaro que passo a assumir as minhas funções de deputado no Parlamento Nacional até ao fim do meu mandato.
Dili, 26 de Junho de 2006
Mari Alkatiri
Primeiro-Ministro
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13:20
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Dos leitores
Um Primeiro Ministro digno do cargo que ocupa.Esgotou todas as tentativas de cumprimento da Constituição e do bom relacionamento institucional.Após apresenta a demissão.Um homem com noção de Estado!Parabéns Mari Alkatiri!
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12:01
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Mari Alkatiri vai anunciar demissão
Díli, 26 Jun (Lusa) - Mari Alkatiri vai anunciar dentro de horas a demissão do cargo de primeiro-ministro, disse hoje à Lusa fonte do gabinete do chefe do governo.
EL.
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Malai Azul 2
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11:58
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Mari Alkatiri demite-se
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O Primeiro-Ministro Alkatiri anuncia demissão.
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Por
Malai Azul 2
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Dos leitores
The only solution is to ensure elections do take place next year.If the PM resigns because of pressure and actions that amount to the violation of the Constitution then Precedence will be set.
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Malai Azul 2
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Dos leitores
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Chora Timor, chora..... nao eh mesmo justo que teus filhos sofram, tuas criancas nao mirem o futuro, que tua historia acabe em meio a escombros de idolos de barro que desabam de cima do Ramelau.... desse jeito, ate o crocodilo vai se meter mar adentro e fugir para outros sitios em que o sol nasca mais doce, mas etico, mais justo, mais nobremente, como um verdadeiro liurai! Chora TImor, chora.....
.
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Malai Azul 2
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11:46
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Conferências de Imprensa
Ramos-Horta dá conferência de imprensa neste momento e Primeiro-Ministro anuncia declaração.
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Malai Azul 2
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Downer fears more Dili violence
ABC
26.06.2206
Foreign Affairs Minister Alexander Downer has warned of the potential for more violence on the streets of Dili.
East Timorese Foreign Minister Jose Ramos Horta has resigned, saying he no longer wants to be part of a Government led by Prime Minister Mari Alkatiri.
Thousands of protesters in Dili have been urging Dr Alkatiri to resign.
The commander of Australian troops, Brigadier Michael Slater, says he has been told at least 2,000 supporters of Dr Alkatiri are planning to enter the city.
Brig Slater says his troops are on high alert.
"There has been lots of suggestion and rumours that there'll be more demonstrators coming from the east and also from the west," he said.
"We have the preparations in place and we have been speaking to those who are organising the protesters from the east."
Mr Downer says he is worried the political unrest could lead to clashes between supporters and opponents of Dr Alkatiri.
"That's what I'm worried about, that the supporters of and the opponents of Prime Minister Alkatiri have the potential to get into a confrontation with each other in the next few days," he said.
"So we're working and particularly Brigadier Slater is working to try to avoid that."
Resignation 'disappointing'
Mr Downer says he is disappointed Dr Ramos Horta has quit.
"He has been a very good interlocutor for us as the foreign minister in all sorts of different ways, so the fact of his resignation is one that I can't hide my disappointment about," he said.
Prime Minister John Howard says he hopes Dr Ramos Horta continues to have a role in politics in East Timor.
"I think he's made a big contribution to East Timorese politics and I hope he's not lost to the political scene of that country and I don't for a moment imagine that he is," he said.
"I'm not going to give a running commentary on what is plainly a highly-charged domestic political situation."
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Malai Azul 2
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Cinco membros do governo vão anunciar hoje demissão dos cargos
Díli, 26 Jun (Lusa) - Um ministro, um vice-ministro e três secretários de Estado do governo timorense anunciam hoje a demissão dos respectivos cargos, em conferência de imprensa a realizar na residência do vice-ministro da Saúde, d isse um dos demissionários à Lusa.
Segundo Luís Lobato, vice-ministro da Saúde, acompanham-no na saída do executivo, chefiado por Mari Alkatiri, o ministro da Educação, Armindo Maia, e o s três secretários de Estado para a Coordenação da Região II (Virgílio Smith), d a Região III (Egídio de Jesus) e da Região IV (César Cruz).
A saída destes membros do governo é formalizada menos de 24 horas depoi s do ministro de Estado, dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação e da Defesa, José Ramos Horta, e do ministro dos Transportes e das Comunicações, Ovídeo Amara l, terem anunciado publicamente a demissão.
O vice-ministro da Saúde, Luís Lobato, disse domingo à Lusa que pretend e sair do governo por considerar que já não dispõe de "condições para continuar a trabalhar" com Mari Alkatiri.
Esta onda de demissões ocorre também menos de 24 horas depois do Comité Central da FRETILIN, partido no poder em Timor-Leste, ter rejeitado a demissão de Mari Alkatiri da chefia do governo, uma das opções que o primeiro-ministro e líder do partido colocou àquele órgão partidário.
O Comité Central da FRETILIN defendeu que tanto o primeiro-ministro com o o Presidente da República não se devem demitir dos seus cargos e preconizou a continuação do diálogo para a superação da crise política no país.
EL.
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Malai Azul 2
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Obrigado, Margarida.
Tradução:
Resignação 'desaponta' a Austrália
The Sydney Morning Herald
Junho 25, 2006 - 9:58PM
A Austrália expressou desapontamento com a resignação do ministro dos estrangeiros e da defesa de Timor-Leste, José Ramos Horta.
Ambos, o Ministros dos Estrangeiros Alexander Downer e o porta-voz dos Estrangeiros do Labor, Kevin Rudd, disseram terem ficado desapontados com o anúncio hoje no fim da tarde, de o Sr Ramos Horta ter resignado do governo de Mari Alkatiri.
"Terei muita pena se for confirmado que José Ramos Horta resignou," disse à AAP Mr Downer.
"Ele tem sido um bom amigo e um ministro dos estrangeiros muito efectivo desde a emergência de Timor-Leste como uma nação independente."
O Sr Ramos Horta tem sido instrumental no arranjo que levou centenas de tropas e polícias Australianas para Dili para restaurar a ordem no país.
O popular presidente do país, Xanana Gusmão, pediu a demissão do Sr Alkatiri depois de ter visto um documentário Australiano que alegadamente mostrava evidência que ele tinha concordado em ter um esquadrão de ataque armado para a tarefa de matar os seus rivais.
Depois da resignação do Sr Ramos Horta, o ministro das telecomunicações Ovidio Amaral também se demitiu.
Mr Rudd disse que a resignação do Sr Ramos Horta era uma preocupação maior.
" Timor-Leste parece estar no fio duma crise politica no seguimento da resignação de José Ramos Horta," disse à AAP de Londres.
"Agora é uma questão aberta o que fará Xanana Gusmão e se resignará como sugeriu à 48 horas atrás."
Mr Rudd disse que a resignação do Sr Ramos Horta, um co-signatário do acordo que permitiu as tropas Australianas em Timor-Leste, põe um ponto de interrogação sobre a base legal do acordo.
"Se o presidente sai, o dilema para a Austrália é o que é que acontece com a autoridade nesse acordo," disse.
Mr Rudd disse que o Labor tem sugerido ao governo já à algum tempo que o destacamento Australiano em Timor-Leste deveria ser colocado sob a autoridade duma resolução do Conselho de Segurança da ONU.
AAP
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Malai Azul 2
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11:29
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Dos leitores
Não é preciso que morram mais pessoas para que a ONU reconheça o seu falhanço total no "State Building Institutions" e nas sucessivas "missões de sucesso" e que Timor Leste não tem uma elite capaz para governar o país respeitando as regras básicas de um Estado de Direito Democrático.
Ou então se querem insistir na hipocrisia das conclusões dos relatórios magnos da ONU saiam de vez e deixem mais uma vez esse povo ser chacinado e massacrado.
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Timor-Leste a exemplar Nação, o mais novo País do Mundo inúmeras vezes elogiada pelos actos públicos e discursos proferidos pelos seus ilustres representantes aos mais altos níveis no palco internacional.
O que ainda está por dizer é que esses discursos e posturas que tanto impressionaram o mundo não eram genuinamente timorenses. Os assessores são internacionais na maior parte das vezes de elevado nivel técnico.
Agora sim o mundo está a ver, a ouvir os verdadeiros discursos e posturas.
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A vergonha para Timor Leste é que os seus responsáveis máximos venham lavar a roupa suja à frente do mundo.
Tornam-se presas fáceis para os "interesses" externos.
Chegam ao ridículo de não se conseguirem sentar a uma mesa e requerem um mediador externo.
A fragilidade é muita a inexperiência politica é ainda maior e mais uma vez os Timorenses não souberam viver em democracia e afirmar a sua soberania.
Agora tudo pode acontecer até mesmo um Estado falhado que outrora foi o nascimento da exemplar Nação da ONU.
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Prior to his resignation there where suggestions in the Australian media that Ramos Horta could potentially be the next PM if Mari Alkitiri decided to resign. He was even going to rejoin Fretilin in order to do so. What is Ramos Horta trying to achieve? What is his hidden agenda? Is he somehow behind the current crisis? and why at such a crucial time has he decided to resign creating futher instability amongst the East Timorese community. Would you want hima as your leader??
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"Mr Rudd disse que a resignação do Sr Ramos Horta, um co-signatário do acordo que permitiu as tropas Australianas em Timor-Leste, põe um ponto de interrogação sobre a base legal do acordo."
Mas o acordo bilateral com a Austrália foi assinado pelo cidadão timorense José Ramos Horta ou pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor Leste?
............
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Malai Azul 2
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11:19
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Dos leitores
In my opinion I think his resignation was expected and timely, I don’t find it surprising at all. It is not healthy for a senior member of Government to openly criticise the PM in the manner which the FM has done and openly suggesting that the PM should resign.
Joining FRETILIN, I wish to give the FM sound advice he has better luck starting another Political Party and challenge FRETILIN in the next elections, that way he does not have to worry about violating the constitution and abiding by the rule of law. Maybe throw in George Teme, Fernando Lasama (please give him lessons in Democracy first), Vitor Ximenes, Abel Larasina, Cesar Moreira, Ovidio Amaral, Egidio de Jesus, Alfredo, Salsinha, Tara, and a few burned down houses....Wow you have a good team, they can win the World Cup, like the FM they mostly are "X" FRETILIN. Join the Club, maybe the President will be the coach (another "X" FRETILIN).
A hidden Agenda lets call it a BIG conspiracy. Only the FM can answer your questions.
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Malai Azul 2
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11:14
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No Inclusão e Cidadania
AI! TIMOR
Temos acompanhado a situação em Timor com crescente preocupação e evolução da situação política em Timor-Leste.
Nada escrevemos ainda por pudor, por profunda solidariedade pelo Povo de Timor Leste e por todos os milhares de portugueses que viveram com emoção e total generosidade as manifestações de solidariedade para com os timorenses, quando eram vítimas dos massacres das milícias e das forças de ocupação indonésias.
Nunca me esqueço da afirmação de uma jovem de origem africana que se virou para mim num desses cordões imensos de solidariedade e que me disse “hoje senti pela primeira vez honra em ser portuguesa”.
Sem querer emitir juízos precipitados, não posso continuar em silêncio, Gostaria de começar por prestar a minha homenagem aos professores portugueses em Timor, a quem se aplicam as estrofes do hino nacional que dizem “heróis do mar/ nobre povo” que são autênticos heróis nacionais. Estou também solidário com elementos da GNR, enviados para Timor-Leste.
Considero muito positiva a actuação do Governo nesta matéria e considero que é muito positiva a deslocação a Timor-Leste do Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho e a disponibilidade manifestada pelo Ministro da Administração Interna, António Costa, para visitar as forças da GNR que se encontram naquele País.
Já se me afigura haver crescentes indícios de ingerência da Austrália nos assuntos internos de Timor Leste, que me levam a recear que o descontentamento existente por parte deste país sobre o resultados alcançados nas negociações sobre a exploração de petróleo e as suas ambições regionais, criem a tentação de o transformar em mais um protectorado.
Não deixa de ser estranho acompanhar as sucessivas razões que têm sido dadas para explicar as origens do conflito, mas é evidente que as fracturas que começam a emergir, designadamente entre os que fizeram a guerrilha e os que estiveram exilados e com isso ganharam competências e contactos internacionais.
Respeitando todos os políticos timorenses a quem cabe a ultrapassagem politica desta situação e fazendo votos para que coloquem sempre os timorenses em primeiro lugar, não posso deixar de fazer votos para que a solução seja encontrada no quadro da Constituição, no respeito da legitimidade democrática do Presidente da República, eleito pelo povo, mas do Parlamento, igualmente eleito democraticamente e no qual a FRETILIN dispõe de maioria absoluta. Seria um mau sinal que as eleições legislativas que se devem realizar em breve viessem a ser adiadas sine die. A situação continua a evoluir negativamente. Não deixa de ser lamentável que os manifestantes de uma auto denominada Frente Nacional para a Justiça e Paz (FNJP) que exigem a demissão do primeiro-ministro Mari Alkatiri tenham fechado simbolicamente o Parlamento dizendo que “se o Parlamento representa o povo, então o povo decide fechá-lo”, ostentando bandeiras de Timor e da Austrália.
Para melhor perceber o que e passa, recomendo a leitura, em português, do discurso que o Presidente da República, Xanana Gusmão dirigiu em tétum ao “Povo Amado e Sofredor e aos Líderes e Membros da FRETILIN”. http://blogs.publico.pt/timor/
Numa perspectiva diferente podem consultar o blogue http://www.timor-online.blogspot.com/ e/ou o blogue http://pantalassa3.blogspot.com/
O apelo da FRETILIN para que, quer o Presidente da República, quer o Primeiro-Ministro se mantenham em funções, foi seguido pela apresentação da demissão do Ministro dos Transportes, Ovídeo Amaral, e do Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa; José Ramos Horta. Estamos muito longe de uma solução duradoura que respeite a Constituição e as leis e impeça a degradação do funcionamento das instituições democraticamente eleitas. Que o bom senso e o respeito pelas pessoas e pela democracia ajudem os dirigentes políticos timorenses a encontrarem a melhor solução para a actual crise.
Ai Timor!
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Malai Azul 2
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Amanhã, dia de decisões?
Amanhã ou o Presidente espera que chegue Ian Martin e aceita o mesmo como mediador, ou anuncia que dissolve o Parlamento.
Esperemos que a hipóteses de renunciar ao cargo não esteja no horizonte.
Até amanhã.
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Malai Azul 2
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02:45
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Dos leitores
Passei um tempo muito curto em Timor e tenho seguido as notícias sobre a crise timorense que em tão curto espaço de tempo já foi intitulada de, primeiro etnica, depois de má governação, depois económica, depois politica.
Até na designação a atribuir à CRISE não há consenso.
Na altura da minha curta passagem por Timor fiquei com a sensação que o Estado era artificial e as relações institucionais não eram mais do que relações pessoais de favores, de dívidas e de ódios adiados do tempo da resistência.
A minha sensação da altura torna-se hoje numa realidade dura e com graves custos para o desenvolvimento e soberania de Timor Leste senão vejamos:
O normal é que quem ocupa altos cargos de Estado mantenha uma relação institucional e cuidada com a imprensa.
Em Timor são de carácter permanente e quase diárias as intervenções de elementos dos vários orgãos de soberania na imprensa.
Este exagero leva a que se tenha estabelecido uma cultura de não diálogo institucional, como é normal, transportando para fora do Estado os conflitos e desacordos o que leva à pessoalização das Instituições.
Então deixam de existir a Presidência da República, o Governo e o Parlamento Nacional como orgãos de soberania e passam a ser o Xanana Gusmão, o Mari Alkatiri e o Lu-Olo.
É esta cultura que levou o Estado Timorense à situação actual e por isso o mundo assiste a um discurso não do Presidente da República mas sim do guerrilheiro Xanana Gusmão em pleno braço de ferro não com o Primeiro Ministro mas sim com Alkatiri.
Uma oposição que diz que vai entregar as "chaves" de orgãos de soberania a Xanana Gusmão, não o Presidente da República mas o lider em quem confiam.
Um Procurador-Geral que afirma publicamente que matou pessoas, violadores da lei, desertores do exército a serem tratados como figuras de destaque nacional.
É o caos institucional e o funcionamento à margem de uma lei que não conhecem e por isso é artificial.
Timor vive o clima de um povo que é gerido não por orgãos de soberania mas sim por uma espécie de guerrilheiros em tempo de ajuste de contas.
E o povo, o povo timorense em nome de quem todos dizem actuar está esquecido nos campos de refugiados.
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Mari Alkatiri pôs à disposição cargo de PM, FRETILIN recusou
Díli, 25 Jun (Lusa) - Mari Alkatiri pôs hoje à disposição do partido o seu lugar de primeiro-ministro, como exigiu o Presidente timorense, mas o comité central da FRETILIN recusou, apostando na continuação do diálogo e pedindo a ambos para se manterem no poder.
Segundo Estanislau da Silva, membro daquele órgão partidário, essa foi uma das opções que o secretário-geral do partido colocou à consideração do comité central, que hoje se reuniu durante cerca de sete horas.
Para a FRETILIN, a solução da crise assenta fundamentalmente na não demissão quer do primeiro-ministro quer do Presidente Xanana Gusmão, segundo uma resolução aprovada no final da reunião extraordinária.
O Comité Central da FRETILIN considera que uma solução duradoura para a crise em Timor-Leste passa pelo "envolvimento de instituições e mediadores internacionais credíveis", diz o texto.
Reafirmando "total disponibilidade" para encontrar uma solução duradoura para a crise instalada no país, no respeito da Constituição e das leis, a FRETILIN defende que essa solução "deve ser construída com base no diálogo e no consenso nacional".
O texto aprovado na reunião salienta que a FRETILIN se propõe iniciar contactos com o Presidente Xanana Gusmão e solicita o apoio da Igreja Católica e outras confissões religiosas para a solução da crise, que incluiu também encontros com os partidos políticos e organizações da sociedade civil.
Ao mesmo tempo, o partido exige às entidades competentes que actuem de forma a "garantir a detenção e o rápido julgamento dos cidadãos indiciados do cometimento de crimes durante o período de 28 de Abril a 25 de Junho" e manifesta a intenção de "acompanhar de perto as investigações sobre o descaminho e distribuição ilegal de armas e verificar acerca da alegada responsabilidade e envolvimento de quadros e militantes da FRETILIN".
A exigência do desarmamento de todos os grupos irregulares e das pessoas armadas e a abertura de processos-crime pela difamação de quem tem sido vítima, são outras decisões tomadas pelo Comité Central.
Na conferência de imprensa que se seguiu, com Mari Alkatiri, que não falou, e Francisco Guterres "Lu-Olo", presidente do partido, coube a Estanislau da Silva, membro do Comité Central, responder às perguntas.
Estanislau da Silva precisou que, relativamente à disponibilidade da FRETILIN para o diálogo, designadamente com o chefe de Estado, Xanana Gusmão, o partido pretende enviar uma delegação liderada pelo seu presidente, Francisco Guterres "Lu-Olo", que integrará ainda ele próprio e a ministra de Estado e da Administração Estatal, Ana Pessoa, e José Lobato, membro da Comissão Política Nacional do partido.
A Presidência da República, por intermédio do chefe de gabinete do chefe de Estado, Agio Pereira, já reagiu, dizendo que a resposta "está na mensagem que o Presidente dirigiu ao país quinta- feira passada".
Nessa mensagem o Presidente timorense exigiu a demissão do primeiro-ministro Mari Alkatiri, sob pena de ele próprio se demitir, caso o chefe do governo não assumisse as responsabilidades na crise política e militar em Timor-Leste.
Instado a comentar a resposta da Presidência da República, Estanislau da Silva reafirmou que a FRETILIN decidiu apelar aos titulares dos dois órgãos de soberania para não se demitirem.
"Trata-se de duas figuras históricas que podem contribuir para a resolução da crise. Neste estado de crise não se resolve o problema, tirando peças do jogo", respondeu.
Entretanto, dois ministros, José Ramos Horta (Negócios Estrangeiros e Cooperação e da Defesa) e Ovídeo Amaral (Transportes e das Comunicações), já anunciaram a demissão.
Questionado sobre o pedido de demissão de José Ramos Horta, anunciado pelo seu porta-voz, Estanislau da Silva remeteu a resposta para o governo.
EL.
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Vice-ministro da Saúde aguarda resposta de PM a pedido de demissão
Díli, 25 Jun (Lusa) - O vice-ministro da Saúde, Luís Lobato, aguarda um a resposta do primeiro-ministro Mari Alkatiri ao pedido de demissão do cargo, di sse hoje o próprio à Agência Lusa.
"Estou a fazer consultas com o primeiro-ministro, para então receber um a resposta ao meu pedido de resignação", disse.
"Já falei com o ministro da Saúde e informei-o das minhas intenções", a crescentou. A decisão final será comunicada segunda-feira de manhã, revelou.
Questionado sobre os motivos pelos quais apresentou o pedido de demissã o, Luís Lobato salientou à Lusa "não estarem reunidas as condições" para continu ar o seu "trabalho".
"Outra razão deve-se ao problema de segurança. Acho que tudo o que está a acontecer tem que ter uma solução. Uma solução para os refugiados, enfim, uma solução política para o bem-estar do povo", frisou.
Instado a comentar se a demissão de Mari Alkatiri da chefia do governo faz parte da solução política que considera essencial, Luís Lobato respondeu que esse é um problema do primeiro-ministro.
"A demissão do primeiro-ministro não é um problema meu. Entendo que o c hefe do governo deve reflectir bem sobre a situação da população, para então che gar a uma conclusão que sirva a comunidade", adiantou.
"Sou e serei sempre militante da FRETILIN", reclamou.
"Mas o povo precisa de sossego, precisa de regressar em paz às suas cas as", sustentou.
A Lusa contactou o ministro da Saúde, Rui Maria de Araújo, que disse nã o ter comentários a fazer à decisão do seu vice-ministro.
"Não comento decisões pessoais", respondeu.
A confirmar-se a demissão do vice-ministro da Saúde, sobem para três as saídas do executivo liderado por Mari Alkatiri, depois dos anúncios públicos fe itos pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação e da Defesa, José Ramo s-Horta, e do ministro dos Transportes e das Comunicações, Ovídeo Amaral.
EL.
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No Abrangente
AI, TIMOR...
Aconselhado por John Howard (Austrália), Yudhoyono (Indonésia), pelo bispo de Bacau, e possivelmente por Lisboa, Xanana Gusmão disse que já não se demite. Admira-me que Xanana não tenha cidadãos timorenses capazes de o aconselharem, quando se trata de avaliar uma situação de crise. Um político, ainda que seja um presidente, precisa sempre de bons conselheiros, por forma a avaliar as variáveis políticas sempre que há que tomar uma decisão.
O que aconteceu com a ameaça de Xanana, dizendo que se demitia, se Mari Alkatiri não renunciasse ao cargo de primeiro-ministro, foi uma chantagem, um sinal de fraqueza, e de falta de traquejo político.
Numa situação destas, Xanana não devia "ouvir" aqueles que defendem um "golpe palaciano", devia ir para o terreno, a Maubisse, Ermera, Ailéu... falar com o povo, e não apenas com os peticionistas que estão armados e acantonados numa região rica em café, e que parece ser uma região independente de Timor, onde quem manda são os "coroneis e jagunços".
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Resignation 'disappoints' Australia
The Sydney Morning Herald
June 25, 2006 - 9:58PM
Australia has expressed disappointment at the resignation of East Timor foreign and defence minister, Jose Ramos Horta.
Both Foreign Minister Alexander Downer and Labor foreign affairs spokesman Kevin Rudd said they were disappointed over the announcement late this afternoon that Mr Ramos Horta had resigned from the government of Mari Alkatiri.
"I'll be very sorry if it is confirmed that Jose Ramos Horta has resigned," Mr Downer told AAP.
"He has been a good friend and a very effective foreign minister since the emergence of East Timor as an independent nation."
Mr Ramos Horta had been instrumental in the arrangement that took hundreds of Australian troops and police to Dili to restore order to the country.
The country's popular president, Xanana Gusmao, demanded Mr Alkatiri's resignation after seeing an Australian documentary purporting to show evidence he had agreed to have a hit squad armed and tasked with killing his rivals.
After Mr Ramos Horta's resignation, telecommunications minister Ovidio Amaral also quit.
Mr Rudd said Mr Ramos Horta's resignation was a major concern.
"East Timor appears to be on the edge of a political crisis following the resignation of Jose Ramos Horta," he told AAP from London.
"It is now an open question what Xanana Gusmao will do and if he will resign as he suggested 48 hours ago."
Mr Rudd said the resignation of Mr Ramos Horta, a co-signatory to the agreement allowing Australian troops into East Timor, put a question mark over that agreement's legal basis.
"If the president goes, the dilemma for Australia is what then happens with the authority of that agreement," he said.
Mr Rudd said Labor had been suggesting to government officials for some time that the Australian deployment to East Timor be put under the authority of a United Nations Security Council resolution.
AAP
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domingo, junho 25, 2006
No PUXAPALAVRA
TIMOR-LESTE ou a difícil criação de um Estado
A longa mensagem dirigida por Xanana Gusmão ao “ao Povo Amado e Sofredor e aos Líderes e Membros da FRETILIN” em 22 do corrente mês, disponível aqui, é um documento que acentua a imagem de completa inadequação do herói da resistência timorense às suas funções de PR. Só lido. É um longo repositório de quezílias antigas que vêm desde a resistência, passa pelas emigrações, por conversas pessoais, palpites, ajustes de contas, frustrações, arrogância, acusações tremendas, e total desprezo pelo Estado de direito.
Apela a que os
“Espíritos e Antepassados, levantem-se para olhar por este povo! Ossos que estão espalhados por todos os cantos, ponham-se de pé, Sangue que foi vertido por todos os cantos, juntem-se de novo para ver aqueles que querem estragar o povo, que querem ver o povo sempre a sofrer, que querem ver o povo sempre a morrer.
Mostrem-se, mostrem a vossa força! O vosso filho está aqui, que vos implora, para olharem por este Povo, para libertar este Povo do jugo dos sedentos de sangue."
Segundo opinião de alguns Xanana Gusmão tendo sido o heróico chefe de guerrilha e objecto de todos os carinhos nunca conseguiu aceitar a situação de não ser o centro do poder e das atenções no novo regime democrático, que deixa poucos poderes ao PR. O despeito e a falta de estatura política estarão na base dos actuais desenvolvimentos num pano de fundo da grande fragilidade das estruturas de um Estado nascente e de poderosos interesses ligados ao petróleo e gás natural que esbarram na falta de "colaboração" do Governo.
A mensagem referida não é apenas uma mensagem “inadequada”de alguém que perdeu o sentido de Estado. Parece ser o acto culminante de um processo golpista para o derrubamento do poder legalmente constituído.
Não é possível, apenas com os dados que são públicos, conhecer os complexos meandros da crise. Nem avaliar os erros e imprudências do Governo. No entanto o que parece é que Xanana não tem capacidade para ser sequer o promotor e estratego do golpe. Parece antes alguém manipulado que aproveita a situação.
Xanana não presta apoio institucional ao Governo que expulsa 600 militares insubordinados (erro de avaliação de forças por parte do Governo) e que comandados pelo major “australiano” exigem a demissão de Mari Alkatiri com ostensivo aplauso dos media australianos. Xanana pelo contrário junta-se a estes e a alguns opositores do Governo no apoio aos revoltosos. Simultaneamente surge o tiroteio e terror que lança a população da capital em fuga para a montanha, incendeia e destrói edifícios governamentais, ataca ou ameaça residências de membros do Governo incluindo a do Primeiro Ministro. Não se sabe quem nem a mando de quem. Xanana que faz? Dá apoio institucional ao Governo? Não, acusa-o de responsável pelo caos e recebe uma delegação duma manifestação que pede a cabeça do 1ºM e entre abraços e tiradas populistas pede-lhes para não incendiarem mais casas.
A sua Mulher australiana repete semana após semana para os media do seu país que o 1ºM ou se demite ou é demitido.
Depois fala-se de um esquadrão da morte armado pelo ex-ministro Rogério Lobato para matar os dirigentes desafectos ao 1ºM. Xanana confirma mas o chefe do dito esquadrão da morte não só não mata ninguém (felizmente) e a única coisa que faz é aparecer junto de Xanana a denunciar a verdadeira ou inventada tramóia, a receber os seus abraços e ficar na fotografia da exotérica e populista mensagem de Xanana.
A cada atitude destemperada e golpista de Xanana assistimos, em entrevistas à Lusa e à comunicação social internacional, a um 1ºM calmo, a denunciar o golpe, a procurar entendimentos com o PR e a manter o respeito pela legalidade.
O Governo pode ter muitas culpas no cartório, mas foi elogiado pelos países doadores e até, pasme-se pelo Banco Mundial, pela gestão honesta dos recursos doados e de, com a Noruega, ser o exemplo internacional da transparência nas negociações do petróleo.
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A demissão de Mari Alkatiri desbloqueia a actual situação, felizmente, mas não resolve a crise timorense. Quanto a isso não haja ilusões.
O epílogo -- ou talvez não... -- terá lugar nas próximas eleições legislativas, que ocorrerão em 2007 se se mantiver o actual calendário eleitoral.
Nessa altura, Xanana Gusmão terá de se empenhar pessoalmente na campanha eleitoral para as eleições legislativas, apoiando de forma clara, um partido, um programa e um candidato a Primeiro-Ministro.
Pura e simplesmente, Xanana Gusmão não pode deixar ganhar a FRETILIN.
Dito isto, os perigos são óbvios: Xanana Gusmão corre o risco de a FRETILIN voltar a ganhar, o que tornaria a sua situação pessoal e política muito complicada.
A procissão ainda vai no adro.»
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Dos leitores
Xanana está uma vez mais numa encruzilhada...
Fernando de Araújo, o cobrador
O líder do PD já cmeçou a cobrança a Xanana Gusmão. As promessas de novo governo, mesmo violando a Constituição da República, são para e segundo Fernando Araújo, para pagar. Nada se fica a dever em Timor-Leste, só ao banco...
A decisão da FRETILIN não está de acordo com o desejo dos golpistas, mas é a única que continua a fazer valer a Constituição da República. Mudar só por força do voto popular.
Fernando Araújo sabe que nunca será governo de forma constitucional, logo esta é a mais apetecida caminhada de assalto ao poder com o apoio de Xanana Gusmão.
Xanana Gusmão até pode pedir a dissolução do Parlamento, mas nunca esquecerá que o fez sem base constitucional. Se o parlamento não funciona e as instituições estão de novo a paralisar só se deve a uma estratégia concertada de manifestações dos amigos do presidente e dos australianos para que assim aconteça.
Obviamente que toda esta estratégia só resulta pelo grande apoio das tropas australianas aos manifestantes no terreno. Recordemos que a paralisia parcial aconteceu com a entrada das tropas australianas - está nos registos mundiais, os media internacionais testemunharam e deram a conhecer ao mundo.
Vamos ver o que vai acontecer, depois de Fernando do PD outros virão como Mário Carrascalão do PSD.
No meio de tudo isto fica o presidente Xanana, está numa encruzilhada da tal" guerra da esperteza" ganha que afirmou perante os seus manifestantes.
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Obrigado, Margarida.
Tradução:
Isto é inqualificável. É claro que o Ramos-Horta não precisa de se explicar quando o próprio Agio Pereira (chefe de gabinete do Presidente) já o fez por ele:
Alkatiri mantém-se como PM
Junho 25, 2006 - 7:54
O partido dominante do PM de Timor-Leste, a Fretilin, concordou no domingo em manter Mari Alkatiri como o primeiro-ministro do país, ignorando o pedido do Presidente Xanana Gusmão e de milhares de manifestantes de que ele devia resignar, disse um porta-voz presidencial.
A decisão desencadeou a imediata resignação do popular Ministro da Defesa e dos Estrangeiros José Ramos-Horta, disse o porta-voz Agio Pereira.
"Foi dito a Ramos-Horta que a reunião de hoje do Comité Central da Fretilin decidiu manter Alkatiri como primeiro-ministro," disse Pereira.
Ramos-Horta resignou de ambas as pastas "porque o governo não está a funcionar apropriadamente," disse o porta-voz. Não se conseguiu contactar ninguém da Fretilin para comentar, mas é esperada uma conferência de imprensa mais tarde, hoje.
AP
Alguém tem dúvidas de quem é que está a concertar tudo isto?
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Este Blog tem sido muito útil no acompanhamento da situação em Timor-Leste.Parece-me que o Governo português tomou uma posição muito sensata: cabe aos timorenses resolverem o problema político dentro do quadro institucional, tendo mesmo os mais responsáveis governantes abstido de realizarem 'comentários'.
Este processo revelou que os interesses de Timor-Leste, do povo e do país, são incorporados pela FRETILIM e pela sua direcção. Depois temos ambições, muitas ambições, interesses políticos de facção, interesses religiosos, sede de petróleo, ambições hegemónicas de potencias imperialistas regionais.
Do que conheço da decisão do CC da FRETILIN parece-me a correcta. Com confiança, amigos!
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Ex-Presidente indonésio Habibie espera solução democrática da crise
Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O ex-Presidente indonésio Bacharuddin Jusuf Habibie disse hoje esperar que a crise em Timor-Leste se resolva "democraticamente" e de acordo com a Constituição, salientando que existem maneiras de tornar a Lei Fundamental "mais perfeita".
"Desejo que não se matem, não façam uma guerra. Têm de se sentar, conversar, fazer uma negociação com base na Constituição. Se entenderem que esta não é perfeita, existem formas de a alterar", afirmou o ex-presidente da Indonésia, antes de um almoço com o chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva.
Habibie, que aceitou a realização do referendo que conduziu à independência de Timor-Leste, em 2002, lembrou que os timorenses "tomaram as suas decisões e escolheram ser independentes com base nos valores da democracia".
"Temos de honrar essa escolha e tenho a certeza que vão resolver os problemas democraticamente", sublinhou.
O ex-presidente da Indonésia, que está em Lisboa no âmbito de uma visita privada por vários países europeus, garantiu ainda que o seu país será sempre "um bom vizinho" de Timor-Leste, reiterando o desejo que os timorenses "resolvam os seus problemas constitucionalmente".
"Se acham que a Constituição não é perfeita, façam-na mais perfeita. Na própria Constituição há maneiras de a tornar mais perfeita", salientou, lembrando que "existem pessoas a sofrer" devido à grave crise política que Timor-Leste atravessa.
Para o almoço no Palácio de Belém foram convidadas várias personalidades, incluindo os embaixadores da Indonésia e de Timor- Leste em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz e Pascoela Barreto, respectivamente, o ex-embaixador de Portugal em Jacarta António Pinto da França, actual presidente da Associação Luso-indonésia de Amizade e Cooperação, e o actual embaixador em Portugal em Jacarta, José Santos Braga.
A actual crise em Timor-Leste começou com o despedimento de cerca de 600 militares que se queixaram de alegada discriminação étnica por parte da hierarquia das forças armadas e cujo protesto, em finais de Abril, em Díli, terminou com uma intervenção do exército.
Na repressão da manifestação foram mortas cinco pessoas, segundo o governo, mas os ex-militares e outros elementos das forças armadas que entretanto abandonaram a instituição afirmam que morreram cerca de 60 timorenses.
Desde então, mais de duas dezenas de pessoas foram mortas em confrontos entre grupos rivais, incluindo 10 polícias timorenses abatidos por soldados, a 25 de Maio, durante um ataque ao seu quartel, em Díli.
Para restabelecer a segurança no país, as autoridades timorenses pediram a intervenção de uma força militar e policial a Portugal (que enviou 120 efectivos da GNR), Austrália, Nova Zelândia e Malásia.
Na quinta-feira, a crise em Timor-Leste intensificou-se com a ameaça do Presidente, Xanana Gusmão, de se demitir, caso o primeiro- ministro, Mari Alkatiri, não o faça.
Hoje, após uma reunião do comité central da FRETILN, foram anunciadas as demissões dos ministros José Ramos Horta (Negócios Estrangeiros e Cooperação e da Defesa) e Ovídeo Amaral (Transportes e das Comunicações).
No final dessa reunião, o partido no poder em Timor-Leste apelou ao Presidente da República e ao primeiro-ministro para não se demitirem, considerando que uma solução duradoura para a crise em Timor-Leste passa pelo "envolvimento de instituições e mediadores internacionais credíveis".
VAM.
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Amigos e companheiros:
Tomei a liberdade de colocar o blog Timor On-line na primeira página do nosso site http://www.radio-monsanto.com/ já visitado por mais de 32 000 pessoas. A melhor forma de homenagear o vosso trabalho é divulgá-lo. A nossa emissora é a segunda rádio portuguesa mais ouvida no mundo, via Internet. Queremos, com o nosso modesto contributo, alertar e avisar toda a gente para mais este drama do povo timorense. Um forte abraço, desde Monsanto, a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal para a saudosa terra que foi a mais longínqua parcela portuguesa (e também a mais esquecida).
Sou o Joaquim Fonseca (ex-companheiro de Ramos Horta na antiga Emissora Oficial de Timor, em Dili e contemporâneo de Xanana na vida vida militar)
RÁDIO CLUBE DE MONSANTO
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Amigos e companheiros:
Tomei a liberdade de colocar o blog Timor On-line na primeira página do nosso site www.radio-monsanto.com já visitado por mais de 32 000 pessoas. A melhor forma de homenagear o vosso trabalho é divulgá-lo. A nossa emissora é a segunda rádio portuguesa mais ouvida no mundo, via Internet. Queremos, com o nosso modesto contributo, alertar e avisar toda a gente para mais este drama do povo timorense. Um forte abraço, desde Monsanto, a Aldeia Mais Portuguesa de Portugal para a saudosa terra que foi a mais longínqua parcela portuguesa (e também a mais esquecida).
Sou o Joaquim Fonseca (ex-companheiro de Ramos Horta na antiga Emissora Oficial de Timor, em Dili e contemporâneo de Xanana na vida vida militar)
RÁDIO CLUBE DE MONSANTO
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Isto é inqualificável. É claro que o Ramos-Horta não precisa de se explicar quando o próprio Agio Pereira (chefe de gabinete do Presidente) já o fez por ele:
Alkatiri to remain as PMJune 25, 2006 - 7:54
PMEast Timor's ruling Fretilin party agreed on Sunday to keep MariAlkatiri as the country's prime minister, ignoring calls fromPresident Xanana Gusmao and thousands of protesters that he should resign, a presidential spokesman said.
The decision triggered the immediate resignation of popular Foreignand Defence Minister Jose Ramos-Horta, spokesman Agio Pereira said.
"Ramos-Horta has been told that the Fretilin central committee meeting today had decided to keep Alkatiri as prime minister," Pereira said.
Ramos-Horta had resigned from both his Cabinet posts "because the government is not functioning properly," the spokesman said. Fretilin officials could not immediately be reached for comment, butwere expected to hold a media conference later today.
AP
Alguém tem dúvidas de quem é que está a concertar tudo isto?
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Secretário de Estado português vai oferecer apoio e solidariedade
Díli, 25 Jun (Lusa) - O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros de Portugal, João Gomes Cravinho, chegou hoje a Díli para uma visita de trabalho em que vem "oferecer apoio e solidariedade do governo português", disse fonte do seu gabinete à Lusa.
Ao longo dos quatro dias da estada em Díli, o governante português "vai aferir o que se pode fazer no entendimento das instituições timorenses", no âmbito da situação que se vive em Timor- Leste.
A fonte salientou que João Gomes Cravinho "não vai prestar quaisquer declarações" acerca da crise política em Timor-Leste, marcada hoje pelos pedidos de demissão do governo dos ministros José Ramos Horta (Negócios Estrangeiros e da Defesa) e Ovídeo Amaral (Transportes e das Comunicações).
As demissões dos dois ministros foi feita no âmbito da reunião de sete horas do Comité Central da FRETILIN, partido no poder em Timor-Leste, que não endossou o pedido de demissão apresentado, entre outras opções, pelo primeiro-ministro Mari Alkatiri.
Em mensagem feita quinta-feira ao país, o Presidente Xanana Gusmão exigiu a demissão do primeiro-ministro sob pena de ele próprio se demitir, caso o chefe do governo não assumisse as suas responsabilidades pela crise que o país atravessa.
EL.
Lusa/Fim
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Comunicado - Fretilin
FRETILIN
RESOLUÇÃO
O Comité Central da FRETILIN, reunido em sessão extraordinária em Dili, no dia 25.06.06 tendo como ponto único da sua agenda, a análise da situação da crise no País e possíveis medidas para a resolução da mesma:
Considerando nomeadamente:
A necessidade de garantir o Estado de Direito Democrático com respeito pela Constituicao e pelas leis;
A exigência apresentada por S. Exa o Presidente da República para que S. Exa o Primeiro Ministro apresente a sua resignação;
A necessidade de se encontrarem mecanismos políticos e judiciais adequados para os conflitos ocorridos de 28 de Abril a 25 de Junho;
A urgência de se encetar o dialogo e as conversações com S.Exa o Presidente da República;
A urgência de se solicitar o envolvimento de instituições e mediadores internacionais credíveis, na busca de uma solução duradoura;
Decide:
Reafirmar que a FRETILIN tem total disponibilidade para tudo fazer no sentido de encontrar uma solução duradoura para a crise instalada;
A solução deve ser encontrada respeitando a Constituição e as leis;
A solução deve ser construída com base no diálogo e no consenso nacional;
Apelar a S.Exa o Presidente da República e S.Exa o Primeiro Ministro para não se demitirem das suas responsabilidades constitucionais de forma a contribuírem construtivamente para a resolução da presente crise politica.
A FRETILIN propõe-se, nesta ordem de ideias:
Iniciar contactos visando o diálogo com S.Exca o Presidente da República;
Solicitar apoio a Igreja Católica e outras confissões religiosas com vista a solução da crise;
Solicitar encontros com os partidos políticos e as organizações da sociedade civil para o mesmo fim;
Exigir às entidades competentes que actuem de forma a garantir a detenção e o rápido julgamento, dos cidadãos indiciados do cometimento de crimes durante este período;
Acompanhar de perto as investigações sobre o descaminho e distribuição ilegal de armas e verificar acerca da alegada responsabilidade e envolvimento de quadros e militantes da FRETILIN;
Exigir o desarmamento de todos os grupos irregulares e das pessoas armadas;
Iniciar os processos-crime por difamação de que tem sido vítima a FRETILIN;
Contribuir para repor o respeito pela lei e pela ordem pública, de modo a devolver à sociedade o clima de estabilidade, paz e normalidade política, social e económica;
Dili, 25 de Junho de 2006
Francisco G. Lu Olo Mari Alkatiri
Presidente Secretário Geral
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MNE recusa falar aos jornalistas, porta-voz recusa contactos
Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O ex-ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, José Ramos-Horta continua a recusar-se a prestar declarações aos jornalistas, e o seu porta-voz rejeita receber chamadas da imprensa, não havendo ainda explicações sobre os motivos da sua demissão.
Apesar de várias tentativas da agência Lusa não foi possível estabelecer qualquer diálogo quer com Ramos-Horta quer com o seu assessor de imprensa Cristóvão Santos que tem, de forma rude e abrupta, rejeitado chamadas da imprensa.
Cristóvão Santos tinha ele próprio informado a Lusa da decisão de José Ramos-Horta se demitir do cargo, não tendo na altura e desde aí prestado qualquer declaração que explique os motivos da demissão.
Vários jornalistas internacionais e timorenses têm sido travados nas tentativas de contactos com José Ramos-Horta queixando-se de "incompatibilização" com Cristóvão Santos que tem vindo a manter um relacionamento "bastante negativo" com a imprensa.
José Ramos-Horta tem estado em 'blackout', nos contactos com a imprensa, há vários dias, com o seu telefone pessoal a ser atendido sempre por Cristóvão Santos.
ASP/EL.
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Líder PD confiante que PR vai dissolver parlamento, demitir governo
Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O líder do maior partido da oposição timorense, o Partido Democrático (PD), Fernando Araújo, manifestou-se hoje convicto de que Xanana Gusmão irá respeitar os desejos do povo timorense, dissolvendo o Parlamento e demitindo o governo.
Fernando Araújo, um dos sete deputados do PD no Parlamento Nacional, reagia assim em declarações à Lusa à decisão de hoje do Comité Central da FRETILIN que deliberou apelar a Xanana Gusmão e a Mari Alkatiri para que se mantenham em funções.
"O PR já ouviu a reacção do povo e da Igreja que pediram para que não se demita. Penso que Xanana Gusmão é homem de palavra e respeitará o desejo do povo", afirmou, contactado telefonicamente em Díli.
"Espero que amanhã manifestantes continuem a mostrar a sua vontade e que o PR se pronuncie sobre a demissão do primeiro-ministro e dissolução do Parlamento Nacional. Não espero, nem admito que Xanana Gusmão resigne ao cargo", sublinhou.
Fernando Araújo referiu que as manifestações a favor de Xanana Gusmão e contra o primeiro-ministro, Mari Alkatiri, deverão continuar na segunda-feira, reiterando que a sociedade timorense quer a queda do governo.
"A população vai reagir amanhã e a direcção da manifestação vai entregar o poder legislativo e executivo ao presidente e pressionar o presidente para que só faça compromissos com o povo", disse.
Relativamente à reunião de hoje do Comité Central da FRETILIN, o líder do PD afirmou que o apoio a Mari Alkatiri no seio do partido depende hoje de "pequenos grupos", nomeadamente "colaboradores" do próprio primeiro-ministro que "beneficiaram da sua governação".
"Mas alguns militantes da FRETILIN já começaram a diferenciar Mari Alkatiri do partido. O CCF pode apoiar o Alkatiri mas ele não é apoiado pelos militantes. Os apoiantes do partido já perceberam quem ele é", afirmou.
Na resolução aprovada na reunião extraordinária do comité central, o partido propõe-se "iniciar contactos visando o diálogo com o Presidente da República".
Reagindo à decisão, o chefe de gabinete de Xanana Gusmão, Agio Pereira, disse à Lusa que a resposta da presidência "está na mensagem que o Presidente dirigiu ao país sexta-feira passada".
Nessa mensagem o Presidente timorense exigia a demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, sob pena de ele próprio se demitir, caso o chefe do governo não assumisse as responsabilidades na crise política e militar em Timor-Leste.
Já hoje dois membros do governo de Mari Alkatiri apresentaram a sua demissão, nomeadamente José Ramos-Horta, ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa, e Ovídio Amaral, ministro dos Transportes.
Este último disse à Lusa que apresentou a sua demissão por não concordar "com o facto da FRETILIN não ter aceite a demissão de Alkatiri".
"Já morreram pessoas, há dezenas de milhares de timorenses deslocados nos campos de acolhimento e isto não pode continuar", disse o ministro demissionário, afirmando que "a única decisão acertada" era o partido ter aceite a demissão de Mari Alkatiri.
PNG/ASP/EL.
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Ministro dos Transportes pediu a demissão
Díli, 15 Jun (Lusa) - O ministro dos Transportes timorense, Ovideo Amaral, apresentou hoje a demissão ao primeiro-ministro Mari Alkatiri, confirmou o próprio à Agência Lusa.
"Apresentei o meu pedido de demissão porque não concordo com o facto da FRETILIN não ter aceite a demissão de Alkatiri. Já morreram pessoas, há dezenas de milhares de timorenses deslocados nos campos de acolhimento e isto não pode continuar", disse o ministro demissionário.
Questionado sobre se a FRETILIN devia ter aceite o pedido de demissão de Mari Alkatiri, Ovídeo Amaral respondeu que "essa era a única decisão acertada".
A FRETILIN apelou hoje ao Presidente da República timorense, Xanana Gusmão e ao primeiro-ministro Mari Alkatiri para que se mantenham em funções, anunciou o presidente do partido, Francisco Guterres "Lu-Olo", em conferência de imprensa.
Francisco Guterres falava aos jornalistas após a reunião do comité central da FRETILIN, que decorreu na sua sede em Díli, e que demorou cerca de sete horas.
EL/CC.
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PM ainda não recebeu notificação formal de demissão de Ramos-Horta
Lisboa, 25 Jun (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, disse hoje à Lusa que "até ao momento" ainda não recebeu qualquer notificação formal da demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros, José Ramos-Horta.
"Formalmente não recebi nada dele. Tive essa informação, nesse sentido, mas formalmente ainda não recebi nada", disse Mari Alkatiri, num curto contacto telefónico com a Lusa.
O primeiro-ministro timorense recusou-se a tecer qualquer comentário sobre a reunião do Comité Central da FRETILIN que já terminou.
Fonte oficial do gabinete do ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, confirmou que José Ramos-Horta, pediu hoje a demissão ao primeiro-ministro Mari Alkatiri José Ramos Horta está efectivamente demissionário dos cargos de ministro de Estado, dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Defesa desde as 17:00 locais (09:00 em Lisboa) ASP.
Lusa/Fim
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FRETILIN apela para que Xanana Gusmão e Mari Alkatiri se mantenham
Díli, 25 Jun (Lusa) - A FRETILIN apelou hoje ao Presidente da República timorense, Xanana Gusmão e ao primeiro-ministro Mari Alkatiri para que se mantenham em funções, anunciou o presidente do partido, Francisco Guterres "Lu-Olo", em conferência de imprensa.
Francisco Guterres falava aos jornalistas após a reunião do comité central da FRETILIN, que decorreu na sua sede em Díli, e que demorou cerca de sete horas.
Entretanto, o ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Ramos Horta, pediu a demissão mas vai manter-se em funções até à formação do novo governo, disse à Lusa fonte do gabinete do ministro.
Ramos Horta, que acumula as pastas de ministro de Estado, Negócios Estrangeiros, Cooperação e Defesa apresentou pelas 17:00 (09:00 em Lisboa), a demissão ao primeiro-ministro Mari Alkatiri, disse fonte oficial.
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Comunicado - fretilin
Protestors undermining Timor-Leste democracy, say FRETILIN leaders
FRETILIN ’s leaders tonight voiced their concern that their Central Committee, the highest decision-making body of Timor Leste’s rulilng party between its Congresses, had been prevented from meeting earlier today by a group of 2000 protestors, who blocked access to the party’s headquarters in Comoro in Dili.
The Central Committee of eighty-one members requires a quorum of two-thirds plus one, ie fifty five delegates, but only forty five were able to get into the FRETILIN offices before the access was blocked. Many delegates, who had travelled in from outlying districts, were concerned for their safety. A large international force was present, but did not provide secure access to the meeting. Consequently, the business of the meeting, to consider the negotiated solution to the political crisis which would be put to the country’s President was unable to proceed.
“Democracy is being undermined in Timor-Leste”, said FRETILIN spokesman Jose Manuel Fernandes. “People have a right to protest under our Constitution, but that does not override the right of legitimate political parties to carry out their own democratic decision-making. In a crisis such as this one, all political parties, but especially our own as the leading party, has to provide an example. We intend to make our own decisions, according to our own democratic rules, which are approved under the parliament’s law on political parties.”
“While some elements of the overseas media and some people in the opposition want this to be seen as a personality conflict, this trivialises the issues, and makes a mockery of the Constitution for which we fought for twenty six years.
This crisis requires urgent action, that is our position. But no one is excused from following the Constitution and the country’s laws. The President, the Parliament and the Council of Ministers have all agreed on this. The leaders of the protest should reconsider their position, if they think they can force FRETILIN to operate other than according to its own rules.”
The FRETILIN CC will reconvene tomorrow morning at 10am. It is hoped that the security situation will be resolved, to allow the democratic process to proceed.
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Continua a reunião do Comité Central da Fretilin
A reunião do Comité Central da Fretilin decorre em condições de segurança garantidas pela GNR.
A Ministra Ana Pessoa ainda não chegou.
Estão cerca de 70 camionetes de manifestantes emTacitolo.
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Entrevista DN a Francisco Lu'Olo
DN
25.06.2006
Na véspera de uma reunião que pode revelar-se decisiva para o partido e para o Governo, o presidente da Fretilin falou ao DN, na sua casa em Díli. Lu-Olo considera que se está perante um movimento organizado, passo a passo, para provocar a demissão do Governo e que Xanana pretende virar os militantes do partido contra a sua direcção.
"Se for preciso, Díli fica cheia de gente da Fretilin"
Que soluções vão estar em cima da mesa na reunião da Fretilin?
A Fretilin é um partido grande, há muitas possibilidades. Tudo está em aberto, a discussão é aberta e livre, o Comité Central escolherá a melhor.
Alkatiri já disse que aceitará a demissão, se o comité central o decidir...
Mari Alkatiri não aceita nada. Mari foi eleito pelo partido, portanto respeitará a decisão do Comité Central. Não é uma questão de aceitar ou não. Ele tem de cumprir as decisões do partido.
Quer comentar a declaração do Presidente?
Foi, de facto, muito dura. Fala de toda a história, de toda a luta que foi feita pela Fretilin, e por ele também, de toda a luta que tivemos nas montanhas contra a Indonésia. Ele sobreviveu, e foi a Fretilin que o nomeou para liderar a luta. Fiquei triste com algumas coisas que ouvi.
Qual é a intenção do Presidente?
O que o Presidente quis fazer foi convencer os nossos militantes a virarem-se contra a liderança da Fretilin. Mas não vai conseguir, vai ser muito difícil.
Quando esteve com Xanana, falou da declaração?
Ele disse-me que tinha de ser assim, que tinha de dizer as coisas abertamente. Eu respondi-lhe que só queríamos uma solução sem violência e que respeite a Constituição. Depois, pedi-lhe tempo para reunir o Comité Central e tomarmos a nossa decisão.
Este movimento é organizado?
É sistematizado, passo a passo. Tudo está a ser feito para provocar a demissão do Governo. Não é de hoje.
E se a pressão aumentar?
Chega a um ponto que não toleraremos. A qualquer momento a Fretilin pode encher Díli com 50, 60 mil manifestantes. A qualquer momento, sem violência reivindicando a nossa vontade política.
Isso seria uma situação explosiva...
Não acredito. Estes que andam por aí são miúdos, certamente recebem dinheiro ao fim do dia, recebem gasolina para os carros e comida. Hoje estranhei que alguns desses jovens levam bandeiras da Austrália.
Vão convocar uma manifestação?
Não. Vamos ver o que vai acontecer. Não queremos confrontos, estamos a tentar uma solução no quadro da legalidade democrática. Mas se for preciso, a qualquer momento, Díli estará cheia de manifestantes da Fretilin.
Sente-se seguro em sua casa?
Eu tenho seguranças em minha casa, mas aqui no bairro do Farol, onde vivem muitos ministros, não há australianos, quase nenhuns. Vão passando blindados, mas quando passam os manifestantes, já não se vêem blindados.
E a questão da distribuição de armas?
O que posso dizer é que a Fretilin nunca distribuiu armas a ninguém, e eu nunca permitiria uma coisa dessas. Só não percebo como é que há uma acusação tão grave contra o ex-ministro, que fica preso, e os homens que receberam as armas discursam ao lado do Presidente.
JPF
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DN
25.06.2006
João Pedro Fonseca Em Díli
Quando virá a solução para a crise? Será hoje? É a pergunta que todos se fazem em Díli, desde políticos, estrangeiros, fretilins, apoiantes de Xanana, jovens manifestantes. É fácil perceber o que cada um quer, mas ninguém se atreve a adivinhar o futuro. A bola está agora do lado do maior partido, a Fretilin, que ficou de reunir o seu Comité Central e apresentar uma proposta ao Presidente. Mas ontem não foi possível fazê-lo. O argumento oficial prende-se com a impossibilidade de acesso ao local e falta de condições psicológicas e de segurança.
A reunião devia ter início às 09.00, mas por volta das 10.00 ainda não havia quórum. Depois, e numa questão de minutos, dezenas de camiões estacionados junto ao Palácio do Governo deslocaram-se para a frente do edifício da Fretilin, onde os manifestantes gritaram contra Alkatiri. Lá dentro, elementos do Comité Central disseram ao DN sentir-se insultados: "Isto é que é democracia? O Presidente faz uma declaração na televisão carregada de insultos, provocando e mentindo sobre a Fretilin."
Lá fora os jovens alertavam: "Não vale a pena mais encontros. Não interessam ao povo. O povo quer a demissão do Governo." Insultaram e caracterizaram, muito negativamente, os elementos da Fretilin apontados como sucessores de Alkatiri, nomeadamente a ministra da Administração do Estado, Ana Pessoa, de quem disseram ser "ainda mais ditadora que Alkatiri." De vez em quando o discurso subia de tom: "Se for preciso vamos capturar Alkatiri para o levar a tribunal internacional." A solução, para os manifestantes, está nas mãos de Xanana.
A cada hora a pressão popular aumenta. Frente ao edifício do Comité Central, a GNR controlou a situação sem dificuldade, mantendo aberta a estrada para o aeroporto. Em teoria, Alkatiri e os membros do Comité Central poderiam deslocar-se, mas a pressão popular seria enorme.
O adiamento da reunião parece interessar aos dirigentes da Fretilin, que procuram soluções no quadro da legalidade constitucional. Daí os contactos para uma mediação internacional, a vinda de Ana Pessoa (chega hoje) e de Ian Martin, enviado de Kofi Annan, amanhã. Por outro lado, a facção dura da Fretilin, que pode levar o braço-de-ferro ao limite tentando provar que os manifestantes na capital (cerca de 6000) não representam a população, pode estar a reunir condições para trazer a Díli multidões de apoiantes do Governo. Um "disparate" dizem os opositores do Executivo. Ninguém sabe.
Em Timor-Leste é fácil manobrar a população: maioritariamente analfabeta, com grandes necessidades básicas e um historial de guerras sucessivas, muda facilmente de opinião. Na guerra das massas, tudo está em aberto, e o jogo também se faz neste tabuleiro. Em 1999, jovens aceitavam integrar as milícias indonésias por um saco de arroz ao fim do dia...
Depois, é estranho que, numa crise como esta, uma reunião considerada fundamental não se realize por razões de segurança quando há mais de mil militares australianos em Díli, umas centenas de malaios e centenas de polícias portugueses e australianos. Não seria difícil organizar um cordão de segurança, mas parece não haver muito interesse nisso.
Se se realizar hoje a reunião do Comité Central, há dois caminhos prováveis: a indicação de outro elemento da Fretilin para a chefia do Executivo ou a demissão em bloco do Governo e a entrega da batata quente a Xanana. Há uma terceira muito perigosa: o Comité Central dizer que não há lugar para demissões.
Hoje é mais um dia decisivo, que pode não decidir nada...
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Portugal não comenta apelo de Alkatiri
Ana Sá Lopes
Helena Tecedeiro
As autoridades portuguesas recusaram ontem comentar o apelo lançado, na véspera, por Mari Alkatiri à mediação do ex-presidente Jorge Sampaio na crise timorense. Depois de Sampaio ter remetido a decisão para o actual chefe do Estado e para o Governo, Cavaco Silva limitou-se ontem a afirmar que o seu antecessor "conhece bem o país e deve estar imensamente preocupado".
Em declarações à Lusa, o Presidente sublinhou ainda que a situação em Timor-Leste é uma questão interna, recusando fazer mais comentários enquanto não forem conhecidos novos desenvolvimentos.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros também recusou comentar o apelo de Alkatiri, tendo o porta-voz do ministro Freitas do Amaral, Carneiro Jacinto, afirmado ao DN preferir esperar que a situação se esclareça. Posição idêntica teve o gabinete do primeiro-ministro, José Sócrates.
Na sexta-feira, Alkatiri, inquirido pelo DN, apontou Sampaio, o ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano e o enviado especial do secretário-geral da ONU, Ian Martin, como mediadores ideais, sublinhando o seu profundo conhecimento de Timor-Leste e o bom relacionamento que mantém com os principais protagonistas da crise.
Num artigo de opinião publicado na edição de ontem do Expresso, Sampaio garante ter chegado o momento de Portugal assumir as suas "obrigações num processo lento de construção do Estado" timorense. Não fazendo qualquer referência ao seu eventual papel de mediador, o ex-presidente lança críticas à ONU, afirmando que a redução gradual da sua missão em Timor-Leste "tornou muito difícil evitar uma escalada de violência interna". Sampaio aplaude ainda o papel da Austrália na constituição das forças internacionais e considera o Governo de Camberra como um parceiro fundamental para Portugal no seu esforço de consolidação do Estado timorense.
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13:29
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Dos leitores
Eu tenho certeza de que este blog é, de longe, um importante espaço democratico.
Quanto as perdas economicas nao restam dúvidas: sao imensas. Mais o pior mesmo é nao ter lei que seja respeitada. Os investimentos ainda podem voltar, os mortos e a credibilidade nao.
Compreendo a angustia do Sr Xanana diante de um quadro em que tropas rompem com a legalidade. Sua pressao em cima do PM diante deste fato é compreensível, mas tem limite. Espero que o Sr. Alkatiri tenha, por seu lado, a grandeza
de ceder em prol da estabilidade de TL. Seranado os animos, com diálogo, as coisas se acertam.
Seja Sr. PM mais modesto em suas pretençoes. Escute mais a oposiçao. Sejam razoáveis.
A cizania entre vocës é comemorada pelos inimigos de TL tais como os arrivistas, arruaceiros, corruptos, bandidos de toda sorte.
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Prezados militantes da Fretilin,
Nao confundam interesse do partido com os da naçao. Nela encontramos todo tipo de gente, inclusive aqueles que divergem daquilo que achamos correto, verdadeiro e popular. Orgulhem-se, portanto, de um governo que colaca 300 mil criaças na escola, que negocia com autoridade as questoes do petróleo, que convoca medicos cubanos, comunistas ou nao, para cuidar da saude da populaçao. Orgulhem-se, mas vcs nao sao donos da verdade por maior que tenham sido os acertos.
Amigos timorenses, sejam mais tolerantes uns com os outros.
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Timor: de exemplo para o mundo a sonho adiado?
Com tudo aquilo que se tem passado em Timor recentemente, passará aquela jovem nação de exemplo de sucesso no âmbito das acções de paz e desenvolvimento das Nações Unidas a um sonho frustrado? Não quero acreditar nisso, por razões que explicarei, das quais a primeira fica já explicitada: sou desde o início dos anos 90 um defensor da independência de Timor (antiga colónia portuguesa com uma história e identidades próprias), quando ainda muitos fechavam os olhos ao genocídio que, desde a invasão em 1975, a Indonésia perpetrava contra aquele pequeno e indefeso povo, apoiada sobretudo pelos Estados Unidos e pela Austrália. Em 1999, depois de um acordo entre Portugal e a Indonésia, sob a égide da ONU, que lhes dava a possibilidade de escolherem entre uma autonomia na Indonésia ou a independência, foram muitos os povos que estiveram ao seu lado (com os portugueses a mobilizarem-se de forma inédita), especialmente quando escolheram ser livres e foram massacrados numa estratégia maquiavélica dos militares indonésios com a conivência, até à última hora, de velhos comparsas.
Hoje, ao ver o que se passa na Ilha do Crocodilo, sou obrigado a recordar essas antigas contrariedades a que estiveram sujeitos. Porém, actualmente há muitos fazedores de opinião (inclusive portugueses) que defendem a tese de que o problema nada tem que ver com agentes externos e que a estratégia dos timorenses é sempre a mesma: não assumem a responsabilidade pelos seus problemas e disparam num qualquer inimigo externo. Nada mais ridículo!
Dir-me-ão que a actual situação é diferente porque o problema agora é entre timorenses apenas – de acordo. Mas é preciso ver que não falta quem se esteja a aproveitar dos problemas normais, tendo em conta as circunstâncias históricas, deste Estado jovem e incipiente, para tirar daí benefícios.
Timor passou por mais de 400 anos de colonização portuguesa e por 24 de opressão indonésia. Quer num quer noutro período não houve desenvolvimento estruturado, não houve formação de quadros técnicos, não houve educação, não se deu aos timorenses capacidade de decisão dos seus destinos! Agrava-se o cenário com toda a violência física e psicológica arquitectada para aniquilar a identidade e desejos independentistas dos timorenses. Após o referendo, com a colaboração das nações “amigas”, sob o chapéu internacional da ONU e dos seus profissionais da solidariedade, começou a difícil tarefa de construir um Estado a partir do zero, nomeadamente recrutando e formando os futuros quadros da administração pública, um exército, uma polícia, um governo transitório, e definindo as linhas orientadoras que traçariam a forma do futuro país. A tarefa, dados múltiplos condicionalismos, não era fácil. Terá havido bons exemplos da ajuda externa, com toda a certeza, mas houve bem mais ingerências excessivas, descontextualizadas e sem respeitar a vontade local, além de milhões e milhões de dólares (grande parte com sotaque português) deitados ao lixo em elevados vencimentos de funcionários que nada fizeram ou fizeram muito mal – nada de novo, diga-se de passagem. A frágil saúde do país recém formado, quando foi abandonado pelas Nações Unidas, contra a maioria das opiniões, incluindo a do Secretário Geral, sobretudo no que diz respeito à segurança interna, deu nisto. Não sendo esta a causa de todos os actuais problemas, certamente responsabilidade dos próprios timorenses, foi pelo menos uma boa “ajuda”.
Tendo vivido 3 anos em Timor, numa intensa relação com as pessoas (locais e estrangeiros), pude, além do que já sabia de leituras antigas, constatar as dificuldades inerentes à criação de um país livre, democrático e desenvolvido. Um dos países mais pobres do mundo, senão o mais pobre, procurando a sua identidade, com múltiplas divisões internas (mas não simplistas entre Lorosae e Loromonu, como agora se quer fazer crer; está criado um novo problema), que muita gente quer explorar para reinar.
Para a Austrália – e seus amigos –, que considera Timor o seu backyard, o problema de Timor é o seu primeiro-ministro Mari Alkatiri, que, nas palavras do seu homólogo, não sabe governar!
O governo – Mari já o admitiu – foi autista, deixou crescer um problema real dentro das forças de segurança, nem sempre ouviu o povo como devia, é um facto. Cometeu, entre outros, o erro grave de desvincular das FDTL cerca de um terço dos militares, abrindo, a par com o desemprego jovem e a pobreza generalizada, uma enorme brecha na sociedade timorense. A Fretilin, partido histórico no poder (ganhou as eleições com 54% dos votos em 2001), tem esquecido que na cultura timorense não funciona nada bem a máxima “the winner takes it all”. Os timorenses, e bem, não gostam que se ignore o perdedor, para não dizer que não gostam de modelos em que há perdedores, preferindo que todos saiam vencedores, contando com o contributo de todos para a construção dos seus ideais. Mas será isto suficiente para explicar o que se está a passar? Não!
Além disso, há eleições democráticas no próximo ano – porque não esperam os que querem opções diferentes? Porque há interferência externa – basta ver a campanha de intoxicação na imprensa australiana afecta ao governo – procurando usufruir da instabilidade ou instigando-a. O maior interessado é a Austrália e a sua política de polícia da região, assim como de domínio sobre os recursos naturais nela inscritos, caso do petróleo timorense – tudo isto com o apoio dos americanos! Não é despicienda para o caso a excelente negociação sobre a exploração do petróleo que Mari Alkatiri conduziu com sucesso, bem mais favorável aos interesses timorenses do que estava previsto, nem a sua clara opção pelo Português como língua oficial, criadora de identidade própria, nem ainda a sua não subserviência a interesses externos, venham de onde vierem. Curiosamente, o governo que acusam de não saber governar, ainda em Abril foi elogiado pelo Presidente do Banco Mundial: «Em poucos anos, o povo de Timor-Leste construiu das cinzas e destruição de 1999 uma economia funcional e uma vibrante democracia ». Do mesmo modo, a Comissão Europeia acabou de atribuir, a 19 de Maio, para o desenvolvimento das zonas rurais, 18 milhões de euros, tendo em conta que «desde a independência, em Maio de 2002, Timor-Leste tem feito progressos notáveis com vista à construção de um país forte e bem governado». Como diria um notável aveirense, e esta hein?
Para concluir, aquilo que mereceria uma abordagem bem mais completa, impossível pela escassez de espaço, pode dizer-se que o povo de Timor tem razões de queixa diversas (cabendo parte à governação), mas que só com a exploração externa das suas fragilidades e cobertura encapotada a revoltosos e bandidos comuns, somadas a silêncios e conivências internas, pode acontecer aquilo que nos é dado ver. É triste, porque como pude verificar no terreno – ninguém me disse -, os timorenses são um povo bom e não merecem isto!
No Pantalassa
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Tradução do discurso do Presidente
O discurso do Presidente Xanana traduzido para português e que nos foi enviado por um leitor está aqui. Foi colocado online ontem.
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Obrigado
Malay Azul:
Parabéns pela tua coragem.
Força.
Precisamos das tuas notícias.
Timor há-de reconhecer o teu relevante serviço de informar, nesta hora tão difícil.
Estive em Timor durante dois anos. Regressei depois de cumprir a minha Comissão em Timor. Sofri muito com a ocupação indonésia. Rejubilei com a Independência de Timor. Agora o meu coração volta a sangrar de dor pois ele diz-me que os timorenses vão ter dias muito muito dolorosos. Deus queira que eu me engane. Um abraço e felicidades.
JOAQUIM fONSECA
RÁDIO CLUBE DE MONSANTO
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Reunião do Comité Central da Fretilin começou
Díli, 25 Jun (Lusa) - A reunião do Comité Central da Fretilin começou às 11:05 de hoje (03:05 em Lisboa) em Díli com uma intervenção do presidente do partido, Francisco Guterres "Lu-Olo", disse à Lusa fonte partidária.
Logo após a intervenção inicial na reunião, que decorre à porta fechada , foram abertas as inscrições para debater o tema do encontro, a eventual demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, e a escolha de um sucessor.
A reunião começou cerca de uma hora depois do previsto, devido a atrasos na chegada dos membros do Comité Central do partido no poder.
Para que houvesse quórum era necessária pelo menos a presença de 55 dos 81 membros do Comité Central.
No exterior não há nenhum manifestante, ao contrário do que aconteceu sábado, em que cerca de 2.000 pessoas gritaram palavras de ordem contra o primeiro-ministro Mari Alkatiri e exigiram a demissão do governo, levando ao adiamento da reunião.
A sede do Comité Central do partido no poder situa-se na zona de intervenção da GNR e os militares portugueses alargaram hoje o perímetro de segurança, com o apoio de veículos blindados, mas não há registo de qualquer movimentação de manifestantes em direcção ao local.
A reunião, marcada inicialmente para sábado e adiada para hoje, por não haver condições de segurança, segundo Francisco Guterres "Lu-Olo", foi convocada para debater a situação política em Timor-Leste, na sequência da exigência do presidente Xanana Gusmão de demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri.
Xanana Gusmão tinha anunciado em reunião do Conselho de Estado que se demitiria da Presidência da República timorense se Mari Alkatiri não abandonasse a chefia do governo.
Alkatiri afirmara sábado à Lusa estar disponível para se demitir mas que a decisão teria de ser tomada na reunião do Comité Central da Fretilin.
EL.
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São seis e trinta e oito
Amanhã de manhã está prevista a reunião do Comité Central da Fretilin e Ana Pessoa chega de Bali.
Até já.
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Malai Azul 2
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Dos leitores
Exemplos de projectos concretos em Timor-Leste e abortados pelo golpe de Estado
Essa é que é essa o investimento estava a bom ritmo, havia um interesse crescente dos investidores estrangeiros no país. estava à beira de instalação de fábricas várias - indústria conserveira de peixe, de marisco, componentes electrónicos para diversos fins, entre outras actividades. tudo isto junto traria milhares de postos de trabalho, imensa formação profissional e muita capacitação nacional.
As várzeas timorenses iriam começar em breve a dar três vezes mais arroz com técnica chinesa e vietnamita. os processos de cooperação estavam a andar a bom ritmo e isso assustava os que queriam o poder pelo poder.
os acordos para evitar a dupla tributação com países vários - portugal, malásia, china, entre outros - estavam em fase de discussão e iriam permitir o afirmar da economia timorense nas trocas comerciais.
querem mais? é que há muito para dizer a este nível, a economia do país estava a preparar-se para ajudar directamente o Povo através do emprego.
xanana gusmão não gostou, Adelino Gomes, jornalista conceituado em assuntos de timor-leste escreveu bem e disse a verdade de um presidente que já não é mito nunca terá a elevação e importãncia de um Nelson Mandela.
O desemprego e a miséria continuada em Timor-Leste para os próximos anos só a Xanana se pode atríbuir... parabéns senhor liurai alexandre gusmão.
o petróleo estava para já resolvido, indianos e italianos iriam explorar os blocos, seis dos onze. as refinarias iriam instalar-se como previsto e a barragem de Iralalara (los palos) também estava em fase avançada de arranque de consurso internacional - só esta valência seria um dos grandes contributos de Timor-Leste para toda a ilha, TL teria capacidade para exportar electricidade para o lado indonésio.
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Malai Azul 2
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Carta aberta ao herói Xanana Gusmão.
Xanana, que tristeza.
Se soubesses como te admiramos, como te reconhecemos como herói, entenderias nossa tristeza, nosso grito de desespero.
Mas este discurso, este descontrolo, não é digno de ti. Nem o povo que te adora o merece.
Nos teus yes man não encontrarás decerto quem te admire mais e quem te admire mais sinceramente, sem qualquer interesse.
Reflecte. A coragem não está no caminho mais fácil como sabes.
Bastam uns meses. Mostra a tua confiança no povo timorense e na sua sabedoria.
Aceita as suas escolhas garantindo que o povo escolherá livremente. Aposta num processo eleitoral democrático controlado por quem quiseres.
Mas não deslumbres com quem te dá sempre razão. Lembra-te do nosso olhar sincero.
Um abraço fraterno,
Malai Azul.
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Nota (isto é qaue é pachorra, hoje)
Quando fazemos um post (fazemos copy past) de um comentário e de outros não, não é porque estamos a censurar aqueles que não transcrevemos para a página principal.
É porque concordamos ou porque apesar de não concordarmos pensamos importante referi-los.
Se não gostam, não nos visitem ou façam o vosso blog, tá?
Se incomoda que nos visitem e que nos leiam, that's life baby.
E pelo menos reconheçam a pachorra que estamos a ter hoje...
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Malai Azul 2
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04:43
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Dos leitores
Estimado Malai Azul,
Recebi de uma pessoa amiga uma reflexao (em anexo e abaixo reproduzida) que lhe peco para publicar no Blog, caso aceite.
Um forte Abraco,
Paula
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Sobre a Declaração Presidencial do dia 22 de Junho:
Adelino Gomes, do Jornal Público, afirma: "Discurso político inimaginável".
Sem dúvida que o é. Lamentavelmente para Timor-Leste, o Presidente Xanana Gusmão revela que é tão-somente um homem!
O mito, o herói, o semi-Deus que tantas pessoas 'viam' nele, afinal é apenas um homem ... que revela todas as fraquezas de qualquer outro homem ... que não é 'mito', não é 'herói' nem um 'semi-Deus'.
Lamentavelmente, muitos necessitam de um 'D. Sebastião', dizem-se democratas mas têm uma enorme necessidade de serem conduzidos por personalidades dirigentes com características e instintos ditatoriais. Xanana Gusmão, revela e surge perante todos, como um D. Sebastião com aquelas características e aqueles instintos e expõe publicamente o que tem de pior e de estrutural na sua personalidade:
a) a falta de respeito pelos outros - se não forem 'yes men', ou não se deixarem ‘cativar’ pelo/enrolar no seu charme;
b) o autismo - perante a realidade existente, aquela que existe para além do grupo que o envolve;
c) a incapacidade de lidar com o conflito pessoal - opta habitualmente por duas vias alternativas: fingir que o conflito não existe, deixando-o avolumar com a passagem do tempo ou, criando a dependência afectiva para 'agarrar' as pessoas, muito usado nos seus actos de reconciliação, através de um dom que possui: carisma!;
e, por último mas de importância equiparável aos traços anteriores,
d) a necessidade irrefreável de tudo dirigir, de tudo controlar.
Xanana Gusmão tentou genuinamente fazer a transição de Comandante da Luta de Libertação e de um grupo de guerrilha para Chefe de Estado ... não conseguiu.
Acima de tudo, porque não conseguiu viver/conviver/aceitar a divisão de poderes que qualquer Estado democrático de Direito define como elemento essencial/central de um sistema democrático.
Xanana Gusmão revela-nos que levou o seu 'autismo' político ao limite do inimaginável, porque
a) resume e reduz a Constituição ao seu artº 1º, nº 1: "A República Democrática de Timor-Leste é um Estado [...] baseado na vontade popular ..." - a parte que lhe interessa para, demagógica e populisticamente, exercer o poder, porque 'o Povo quer e eu oiço o Povo'- leia-se "L'Etat c'est moi!"
b) Despiu-se definitivamente do seu papel de Chefe de Estado para se deixar enrolar na teia da animosidade, do ressaibo, do rancor, da aversão, do ódio, e do ressentimento de que resultou uma Declaração 'Presidencial' à Nação em que o Chefe do Estado de Timor-Leste se 'abstrai' da existência do Estado, sai da esfera do Estado, para se concentrar e para limitar-se à esfera do pessoal e do mesquinho
c) Apela emocionalmente ao fim da violência ... para se dirigir ao ‘Povo’ afirmando com voz trémula que “ganhámos a guerra!”.
Por tudo isto, receio pelo futuro de Timor-Leste.
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Malai Azul 2
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04:37
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Nota
Pelos programas que usamos para fazermos a estatísticas deste blog, informamos que quase todas as pessoas que nos visitam e que leiem os comentários fazem-no a praticamente todos.
Assim não é preciso repetirem em todos os posts o mesmo comentário para terem a certeza de serem ouvidos.
Além de que isso aumenta o tamanho do blog, vos dá imenso trabalho escusadamente, e para nós é absolutamente indiferente que o façam ou não.
Lemos TODOS os comentários. Mas só lemos uma vez o mesmo.
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Malai Azul 2
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01:49
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Dos leitores
Uma questão de ética
Há um caso aberrante nesta história. Como é que os procuradores que têm o processo do Rogério Lobato, com o histórico de acusações que este lhes fez chamando-os de colonializadores, poe em risco a acusação e o julgamento, nao pedindo o seu afastamento do caso?
Tão atenta à justiça e a UN não vê que existe aqui um problema grave de ética?
E o os senhores dos direitos humanos calam-se por outro lado?
Será que ainda vamos assistir a que nao se faça justiça pela incompetencia destes senhores?
Ja vi tanta coisa acontecer em Timor...
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Malai Azul 2
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01:44
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Sobre a manifestação da Fretilin
Esperamos que as forças militares australianas cumpram os protocolos que assinaram e pelos quais se regem os seus objectivos em Timor-Leste, se bem que tudo indica o contrário.
Por exemplo, hoje, escoltaram os manifestantes até à porta da sede da Fretilin em vez de os fazerem ficar a dezenas de metros, o que teria sido suficiente para se realizar a reunião em condições. Vergonhoso.
Vamos assistir na prática quais são as ordens de Camberra. Porque politicamente, ao Governo australiano, esta manifestação é um passo mais na direcção de caos que apoiaram e que lhes convém.
Acreditamos que podem não ter escrúpulos nenhuns em evitar confrontos entre os manifestantes pró e contra Mari Alkatiri, mesmo que o preço seja um banho de sangue. E que até ajudem a provocar conflitos entre esses grupos para justificar a sua estratégia de fazer de Timor-Leste um estado falhado.
E não se pode continuar a pedir à Fretilin que não se manifeste, ou que não demonstre qual a sua base de apoio, pois é exactamente dessa forma, apenas com cinco, ou que fossem, dez mil manifestantes, que se exige a demissão do Primeiro-Ministro.
Na realidade não sabemos, qual o apoio popular que Mari Alkatiri tem, nem qual a capacidade de mobilização dos militantes da Fretilin para apoiar a continuação de Mari Alkatiri à frente do Governo. Da mesma forma que aguardamos a demonstração deste apoio e que tiraremos ilações depois de a testemunharmos, assim o deveriam fazer aqueles que acreditam que Mari Alkatiri se devia demitir. Serenos e sem golpes baixos.
Mas caso as forças de segurança não planeiem muito bem a criação de espaços próprios para cada um dos grupos, é muito fácil, mesmo que não sejam os próprios, surgirem incidentes graves, infiltrando de um lado e de outro pessoas armadas que comecem os distúrbios.
Manter a segurança, coabitando duas manifestações na mesma cidade, não é nada que os militares e polícias que cá estão não saibam e possam fazer.
Assim, não se esqueçam de que seremos testemunhas. O mundo e a história vão cobrar-vos.
WE ARE WATCHING YOU...
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Malai Azul 2
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01:41
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Dos leitores
O Presidente da República sempre se mostrou inflexivel quanto à substituição do PG apesar das várias solicitações do Governo, imprensa e muitas outras instituições. A resposta do PR sempre foi o "silêncio".
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Malai Azul 2
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01:07
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Dos leitores
Noticia da Lusa
"Xanana Gusmão discursou ao lado de Vicente da Conceição "Railos", veterano da luta de resistência e comandante do alegado "esquadrão da morte", supostamente criado pelo ex-ministro do Interior Rogério Lobato, e major Alves Tara, um dos oficiais das forças armadas timorenses que abandonou em Maio a cadeia de comando.
"Cada um pode interpretar as imagens para ver o que realmente aconteceu neste país. Aquilo é um pedaço do que têm sido os acontecimentos deste país", afirmou.
Questionado sobre se considerava que Railos e Tara estariam envolvidos numa tentativa de o depor do cargo, Mari Alkatiri respondeu: "sem dúvida".
Já confrontado com a pergunta sobre se Xanana Gusmão estaria implicado nessa tentativa de o depor do cargo, afirmou apenas:
"dispenso comentários".
Acho que até o "mundo" dispensa comentários e se mantém em silêncio, chocado perante a gravidade da postura do PR e quem escolhe para suas "companhias" numa aparição pública.
O Presidente da República de um País tem como primeira obrigação a defesa da unidade nacional não podendo nunca atacar uns e favorecer outros.
Xanana viola de forma grosseira este principio fundamental que deve gerir a actuação de qualquer Chefe de Estado.
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Malai Azul 2
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00:54
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "