sábado, novembro 04, 2006

EAST TIMOR: WE SHOULD BLAME OURSELVES AND NOT AUSTRALIANS, SAYS PM

adnki.com

Dili, 31 Oct. (AKI) - As the debate about the conduct of Australian troops in East Timor escalates, prime minister Jose Ramos-Horta said that the problem lies with the East Timorese who are unable to resolve their own crisis. In an interview with Adnkronos International (AKI), the Timorese leader called for an end to the criticisms that have lately led to Australians - both civilian and military - being targeted by gangs of youths.

"I ask the Timorese people not to poison our good relationship with Australia. Australian soldiers are professional and we do not have to shame them now with accusation of partiality," he told AKI.

"If anything, we should blame ourselves for not being able to solve our own problems. We asked Australia to help us in solving our problem. Australia will always be in every East Timorese's heart and if any one here blames them, I am the first to condemn these people," he added.

About 1,000 Australian troops were deployed to East Timor following violence and disorder that erupted in May in which at least 37 people were killed and 155,000 forced to abandon their homes. The clashes led to the fall of the government of the former prime minister Mari Alkatiri.

Australian troops have lately been accused of partiality, unprofessional conduct and even unlawful killings. The situation deteriorated after a full-page article was published on Saturday in Suara Timor-Leste, the main local newspaper, accusing Australians soldiers of killing two Timorese people. The headline on the article was "Bodies found in Bebonuk. Killed by Australian soldiers". The article sparked rage that led to the danger of Australian troops becoming targets of gangs.

However, a report recently commissioned by Australia's international development agency, AusAID, found that gangs are politically motivated and led by former anti-Indonesian resistance fighters who have loyalties and enmities within factions of the security forces and political parties dating back to the struggle for independence from Indonesia.

In Dili, the conduct of the Australian soldiers was further defended by Brigadier Mal Rerden, newly appointed commander of the 1,000-strong Australian force in East Timor.

“The important thing to understand is that we are here to ensure the security of all the people of East Timor, and we will do that in a totally impartial way,” he told AKI.

“Now is the time for people to stop being unlawful; to stop taking matters into their own hands – if they choose to do that they will be dealt with accordingly and we will continue to do that in the impartial way that we have so far,” he added.

However, the cloud of accusations is difficult to disperse and some locals swear that they have been mistreated by the Australians.

According to Maritz Sagadate, for example, Australians mistreated him and he alleged they were partly responsible for the killing of two people.

“The Australian troops captured three of us without reason. They put us in car and poisoned us with something that smelt like gasoline. We were soon unconscious. At about midnight I woke up, I did not know where we were but I found my two friends killed. I do believe that Australian soldiers were collaborating with western people [loromonu] in killing my friends,” he told AKI.


“I hate Australian troops very much now,” Maritz added.

Maritz is not alone. Joaquim Murobo, an internally displaced person, told AKI that he was wrongly detained and has lost trust in Australian soldiers and the police.

“Australian soldiers and police say they are professional but I think they are amateurs. They allow criminals and troublemakers to burn my house without doing anything but then arrest innocent people in refugee camps,” he said.

“I have had enough and I do not trust them,” he added.


(Fsc/Gui/Aki)


Oct-31-06 11:39

3 comentários:

Henrique Correia disse...

"We asked Australia to help us in solving our problem"

- and the problem remains unsolved...

Henrique Correia disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
Margarida disse...

Tradução:
TIMOR-Leste: DEVEMOS CULPARMO-NOS A NÓS PRÓPRIOS E NÃO AOS AUSTRALIANOS, DIZ O PM
adnki.com

Dili, 31 Oct. (AKI) – Quando o debate sobre a conduta das tropas Australianas escala, o primeiro-ministro José Ramos-Horta disse que o problema é dos Timorenses que são incapazes de resolver a sua própria crise. Numa entrevista com Adnkronos International (AKI), o líder Timorense pediu fim ao criticismo que levou a que ambos os civis e militares liderados pelos Australianos, estejam a ser visados pelos gangs de jovens.

"Peço aos Timorenses para não envenenarem as nossas boas relações com a Austrália. Os soldados Australianos são profissionais e não temos que os envergonhar agora com acusações de parcialidade," disse ao AKI.

"Em vez disso, devíamo-nos culpar a nós próprios por não sermos capazes de resolver os nossos problemas. A Austrália estará sempre no coração de cada Timorense e se alguém aqui os culpar eu sou o primeiro a culpar esses," acrescentou.

Cerca de 1,000 tropas Australianas foram destacadas para Timor-Leste depois de violência e desordens que irromperam em Maio e na qual pelo menos 37 pessoas foram mortas e 155,000 forçadas a abandonar as suas casas. Os confrontos levaram à queda do governo do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.

As tropas Australianas foram ultimamente acusadas de parcialidade, conduta não profissional e mesmo de mortes ilegais. A situação deteriorou-se depois de um artigo de página inteira ter sido publicado no Sábado no Suara Timor-Leste, o principal jornal local, acusando soldados Australianos de matar dois Timorenses. O título do artigo era "Corpos encontrados em Bebonuk. Mortos por Soldados Australianos ". O artigo desencadeou raiva que levou ao perigo de tropas Australianas se tornarem alvos de gangs.

Contudo, um relatório recentemente encomendado pela agência de desenvolvimento da Austrália, a AusAID, concluiu que os gangs são motivados politicamente e liderados por antigos lutadores da resistência anti-Indonésia que têm lealdades e inimizades no interior de facções das forças de segurança e de partidos políticos que datam da luta da independência da Indonésia.

Em Dili, a conduta dos soldados Australianos foi também defendida pelo Brigadeiro Mal Rerden, o novo comandante dos 1000 tropas da força Australiana em Timor-Leste.

“A coisa importante a compreender é que estamos aqui para garantir a segurança de toda a gente de Timor-Leste, e fá-lo-emos com toda a imparcialidade,” Disse à AKI.

“Agora é a altura das pessoas deixarem de cometer ilegalidades; de deixarem de resolver os assuntos pelas suas mãos – se escolherem fazer isso, lidaremos de acordo e continuaremos a fazê-lo com o modo imparcial com que temos feito até agora,” acrescentou.

Contudo, a nuvem de acusações é difícil de dispersar e alguns locais juram que têm sido maltratados pelos Australianos.

De acordo com Maritz Sagadate, por exemplo, os Australianos maltrataram-no e alegou que foram responsáveis pela morte de duas pessoas.

“As tropas Australianas capturaram três de nós sem razão. Puseram-nos num carro e envenenaram-nos com qualquer coisa que cheirava a gasolina. Em breve estávamos inconscientes. Cerca da meia-noite, acordei, Não sabia onde estávamos mas encontrei os meus dois amigos mortos. Acredito que os soldados Australianos estavam a colaborar com gente do oeste [loromonu] na morte dos meus amigos,” disse à AKI.

“Odeio muito as tropas Australianas agora,” acrescentou Maritz.

Maritz não está só. Joaquim Murobo, um deslocado, disse à AKI que foi detido injustamente e que perdeu a confiança nos soldados e nos polícias Australianos.

“Soldados e polícias Australianos dizem que são profissionais mas penso que são amadores. Autorizaram criminosos e criadores de problemas a queimar a minha casa sem nada fazerem (para o impedir) e depois prendem inocentes nos campos de deslocados,” disse.

“Já estou farto disto e não confio neles,” acrescentou.


(Fsc/Gui/Aki)

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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