quarta-feira, maio 02, 2007

PM de Timor-Leste acusado de enganar para proveito próprio

(Tradução da Margarida)

Radio Australia - 01/05/2007, 19:09

O candidato presidencial de Timor-Leste José Ramos-Horta foi acusado de manipular as tropas Australianas na nação inquieta para proveito político próprio.

O Presidente do Parlamento Francisco Guterres fez as afirmações contra o Dr Ramos-Horta, que é também o primeiro-ministro, quando se intensifica a campanha para as presidenciais na pequena nação.

Os dois disputarão a Segunda volta para o posto de topo na próxima semana depois de ambos terem falhado a maioria absoluta em 9 de Abril.

A eleição foi a primeira na antiga colónia Portuguesa desde que ganhou a independência em 2002 depois de 24 anos de ocupação Indonésia e um período de patrocínio pela ONU.

A Austrália tem liderado tropas estrangeiras que têm estado a patrulhar Timor-Leste quase há um ano para restaurar a ordem depois de violência por gangs terem deixado 37 mortos e forçado 150,000 a fugirem das suas casas.

O Sr Guterres diz que o Dr Ramos-Horta pediu às tropas Australianas para cancelaram a busca ao desertor major Alfredo Reinado a troco de assegurar o apoio político crucial do Partido Democrata da oposição.

Disse que isto é uma tentativa descarada de manipular a ISF de modo a ganhar votos.

Diz que o Dr Ramos-Horta não tem qualquer poder sob a Constituição para actuar unilateralmente nestas questões, nem como primeiro-ministro e nem sequer como presidente.

Portugal, Cabo Verde e S. Tomé têm liberdade total de imprensa - Freedom House



Washington 02 Mai (Lusa) - Portugal, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, são os únicos países lusófonos com liberdade total de imprensa, considerou a Freedom House.

No seu relatório anual sobre a liberdade de imprensa a organização sedeada em Washington coloca Portugal em 12.º lugar na lista liderada pela Finlândia e Islândia com o mesmo número de pontos.

Portugal compartilha o 12.º lugar com o Liechenstein e Palau (Micronésia), ficando acima de países como a Alemanha, Irlanda e Estados Unidos que compartilham o 16.º lugar.

A avaliação é feita com base no "ambiente jurídico em que os média operam, as influências políticas na actividade jornalística e acesso a informação e pressões económicas sobre o conteúdo e disseminação de notícias".

Cabo Verde e São Tomé são por seu turno dois dos apenas oito países africanos onde segundo a organização existe liberdade de imprensa. à escala mundial os dois países estão colocados em 61.º lugar.

No ano passado Cabo Verde foi colocado entre os países de liberdade "parcial" de imprensa e a organização afirma que a sua subida nos "rankings" se deve "à continua consolidação das tendências democráticas que levaram a uma maior abertura no ambiente em que os média operam e numa diminuição dos casos de intimidação legal e de ataques a jornalistas".

Moçambique (87.º lugar), Timor-Leste (90.º), Brasil (90.º) Guiné-Bissau (102.º) são considerados países onde existe a liberdade "parcial" de imprensa enquanto Angola (135) é considerado um país onde não existe essa liberdade.

O relatório afirma que "apesar de garantias constitucionais, a liberdade de imprensa é restrita em Angola".

O documento descreve como uma "melhoria" uma nova lei de imprensa aprovada no ano passado mas diz que esta contém ainda "várias normas restritivas".

"Apesar de o Governo na generalidade tolerar críticas dos média privados, entidades governamentais muitas vezes pressionam os media independentes a cobrir o Governo a uma luz mais favorável", diz o documento, acrescentando que "detenções arbitrárias, intimidação e ataques contra jornalistas continuam a ocorrer".
JP-Lusa/fim

NOTA DE RODAPÉ:

A Austrália aparce em 39º lugar...

Gusmão pede que candidatos à Presidência evitem agressões

EFE – 2 de Maio de 2007, 04:36

Díli - O presidente do Timor Leste, Xanana Gusmão, pediu hoje aos dois candidatos que concorrem no segundo turno das eleições presidenciais, José Ramos Horta e Francisco Guterres, que deixem de recorrer aos insultos pessoais e não aumentem a divisão política no país.

"Só tenho mais uma semana como presidente. Portanto, peço que meus dois irmãos sejam um poder de união e não de divisão", disse Gusmão numa entrevista coletiva em Díli.

Gusmão, falando no idioma local tétum, acrescentou que o país precisa mais do que nunca da união de todos para consolidar as estruturas democráticas.

"Este povo sofreu décadas de dominação colonial. Agora seria injusto sofrer de novo, quando tem em suas mãos a preciosa liberdade", acrescentou o presidente.

Ele pediu também aos partidos políticos do Timor uma campanha pacífica durante as eleições legislativas de 30 de junho. Gusmão vai disputar o cargo de primeiro-ministro liderando seu novo partido, o Congresso Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste.

Ramos Horta manterá relações com países comunistas se for eleito

EFE – 2 de Maio de 2007, 00:35
Díli - O ex-primeiro-ministro interino do Timor Leste, José Ramos Horta, declarou hoje à Efe que manterá a cooperação com os países comunistas, inclusive Cuba e Coréia do Norte, se vencer o segundo turno das eleições presidenciais, dia 9 de maio.

"Estabelecerei uma forte relação com países que adotam sistemas socialistas e comunistas, como Cuba, China, Coréia do Norte e Vietnã", disse Ramos Horta, após um comício em Díli, a capital do país. Ele defendeu o envio de estudantes timorenses a Cuba. Atualmente, médicos cubanos trabalham na assistência à saúde na ex-colônia portuguesa.

O candidato afirmou que, no seu Governo, o Timor não vai interferir nas políticas dos outros países, mas denunciará os abusos contra os direitos humanos por parte de Governos ditatoriais.
Ramos Horta recebeu hoje o apoio de várias formações políticas, de representantes da Igreja Católica, e de grupos juvenis e esportivos.

O Prêmio Nobel da Paz de 1996 enfrenta Francisco Guterres, candidato do partido governamental Fretilin.

Ramos Horta junta apoiantes para prevenir manipulações



Díli, 02 Mai (Lusa) - O candidato às presidenciais timorenses José Ramos Horta reuniu-se hoje com vários líderes políticos, personalidades e ex-adversários para definir procedimentos de segurança para evitar "manipulações" na segunda volta das eleições.

Sublinhando "não querer fazer acusações a ninguém" directamente Ramos Horta disse ter conhecimento, por relatos que lhe vão chegando, de "falcatruas ao nível do Secretariado Técnico de Administração Eleitoral" (STAE) e de "outras manipulações".

Ramos Horta, que está a disputar a segunda volta das presidenciais timorenses com o candidato da Fretilin Francisco Guterres "Lu Olo", reconheceu que algumas queixas não têm fundamento mas "são casos para levar a sério" se se quer levar a sério as eleições, disse, incluindo nos casos a ter em conta "ameaças à população com violência física que continuam a decorrer em vários locais do país".

Perante as dúvidas e receios dos apoiantes de Ramos Horta, o grupo que hoje esteve reunido em casa do candidato - e que incluiu o líder do PSD e antigo governador de Timor-Leste Mário Carrascalão ou o ex-candidato às presidências e líder da UDT João Carrascalão - acordaram em espalhar-se pelo país no dia da votação e permanecer nos diversos distritos até ao final da contagem dos votos.

Os distritos de Viqueque, Los Palos e Baucau são, para Ramos Horta, os mais complicados onde os relatos de actuação de "extremistas e até de agentes da polícia" com ameaças à população obrigam a maior atenção.

O candidato - que à semelhança de todos os cidadãos timorenses pode votar em qualquer uma das 705 mesas de voto do país, vai exercer o seu direito em Baucau, seguindo depois para Viqueque onde vai percorrer várias aldeias em contactos com a população.

Ramos Horta ficará em Viqueque até à contagem final dos votos e se "assegurar que a UNPOL e as forças internacionais estão ali para dar protecção à população".

Instado pela agência Lusa a comentar as afirmações do seu adversário, que comparou a sua actuação à de Suharto, que escolhia quem deveria ser ou não investigado pelas autoridades, tal como considera que Ramos Horta está a fazer no processo do major Alfredo Reinado e de Vicente da Conceição Railós, o prémio Nobel da Paz ignorou a acusação e reafirmou que prefere o diálogo à violência.

Ramos Horta sustentou que no caso do major Alfredo Reinado sempre "defendeu a via do diálogo" para a resolução do caso e recordou existir uma carta do advogado do militar a abrir um porta para conversações, enquanto que no caso de Railós lembrou que foi ele quem denunciou a distribuição ilegal de armas que levariam o antigo ministro Rogério Lobato a sentar-se no banco dos réus e a ser condenado.

"Se ele (Lu Olo) prefere a violência é uma prorrogativa dele e ele que diga publicamente que prefere lidar com esses casos pela via da violência", afirmou Ramos Horta, salientando também que Vicente Railós entregou as armas que possuía em cerimónia pública e que tem um caso pendente na Procuradoria que cabe ao Procurador tomar as decisões que entender.

A segunda volta das presidenciais timorenses realiza-se a 09 de Maio e a tomada de posse do novo chefe de Estado está prevista para o dia 20.
JCS-Lusa/fim

Lu Olo diz ao Horta: Só existe um candidato da FRETILIN

Francisco Guterres Lu Olo for President
“Serei Presidente de todos e para todos”

Comunicado de Imprensa
2 de Maio de 2007

O candidato da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, exigiu hoje que o seu adversário pare de usar, de forma enganadora, o nome da FRETILIN, na sua campanha.

“Porque é que o Sr Horta precisa usar o nome da FRETILIN? Ele conhece a verdade, que
deixou a FRETILIN em 1984, numa altura muito complicada. O Sr Horta já não é um membro
da FRETILIN, e não é um cadidato da FRETILIN. Ele deveria afirmar-se de acordo com o que
é, e não fingir que é algo que não é.”

“A FRETILIN protestou em relação a tentativa do Sr Horta de utlizar o nome da FRETILIN,
durante a primeira volta das eleições. Agora ele está novamente a faze-lo, dizendo ao povo que
foi ele quem trouxe a bandeira da FRETILIN para Timor-Leste. Ele sabe muito bem que as
populações nas zonas rurais, especialmente, têm um grande respeito pela FRETILIN. Sou eu
que tenho estado aqui, desde o início ate agora.”

“O Sr Horta diz que irá salvar a FRETILIN, mas a FRETILIN foi salva em 2001, quando nós
saímos do CNRT, e tornamo-nos um partido político, participando nas primeiras eleições.

“Fico muito feliz por ver muitos jovens nos nossos comícios. A maioria do nosso povo quer
manter viva a tradição da FRETILIN, para continuar a defender a nossa independência. A seguir ao debate na TVTL, eu recebi mensagens de apoio de muitas pessoas por todo o país. Eu estou muito grato e orgulhoso por receber este apoio. Demonstra que as pessoas gostaram da
mensagem clara que eu ofereci. Eu não pretendo ser aquilo que não sou.”

“Quero, também, agradecer ao Jacob Xavier do PPT e Manuel Tilman do KOTA, que têm
apelado aos seus apoiantes para votarem para mim. O apoio de ambos irá ajudar o povo a ver
que as tentativas de dividir os timorenses, entre este e oeste, não irá funcionar. Nós somos um
só povo, o povo Maubere, e eu serei um Presidente para todos.”

“Eu peço a cada cidadão deste país para votar pela independência, e pela unidade nacional. Só
existe um Timor-Leste, e só existe uma FRETILIN. Desde Nicolau Lobato até Lu Olo, o mesmo
pensamento, o mesmo desejo: a libertação do povo Maubere.”

Para mais informações, contacte com:
Harold Moucho (assessor político de Lu Olo) (+670) 723 0048
José Manuel Fernandes ( reprezentante oficial de Lu Olo para as eleições
(+670) 734 2174
http:/www.Luolobapresidente.blogspot.com, http://luolo.blogspot.com/,
http://timortruth.com/

ETimor PM accused of jockeying for advantage

Radio Australia - 01/05/2007, 19:09

East Timor presidential candidate Jose Ramos-Horta has been accused of manipulating Australian troops in the troubled nation for political advantage.

Parliament speaker Francisco Guterres made the claims against Dr Ramos-Horta, who is also the prime minister, as the campaign for president of the tiny nation intensifies.

The men will contest a runoff vote for the top job next week after both failed to win a majority in the April 9 election.

The poll was the first for the former Portugese colony since it gained independence in 2002 after 24 years of Indonesian occupation and a period of UN stewardship.

Australia has led foreign peacekeepers patrolling East Timor for almost a year to restore order, after gang violence left 37 dead and forced 150,000 to flee their homes.

Mr Guterres says Dr Ramos-Horta had asked the Australian troops to call off their hunt for renegade soldier Major Alfredo Reinado in return for securing the crucial political backing of the opposition Democrat Party.

He says this is a blatant attempt to manipulate the ISF in order to win votes.

He says Dr Ramos-Horta has no power under the constitution to act on such matters unilaterally, not as prime minister and not as president.

HORTA, LONGUINHOS e RAILÓS

Comentário na sua mensagem "Campanha eleitoral aquece em Timor": XANANA, RAMOS-


Um dos índices no qual se pode avaliar se estamos a viver o face a num Estado Democrático, isto é civilizado, é saber qual o grau de independência do Ministério Público no sistema de organização do Estado.

Isto significa na prática o seguinte:

Segundo um Estado democrático, qualquer que ele seja, e em qualquer parte do mundo, e em qualquer sistema judicial (anglo-saxónico (comum law) [Australiano – Americano - Inglês] ou continental (civil Law) [Timorense – Alemão – Português –Francês – Italiano - Holandês], o principio é de que todos os cidadãos devem ser iguais perante a lei.

Em qualquer dos sistemas judiciais, (Australiano, Timorense ou Português) o Ministério Público é o titular da acção penal. Ou seja, a organização liderada pelo nosso Longuinhos Monteiro é a única que pode acusar alguém para que num julgamento independente possa ser presa ou sujeita à pena de morte.

Exemplificando, na prática significa:

a) Num sistema independente, se o filho do primeiro-ministro ou Presidente da República violar uma rapariga na praia do Cristo-Rei, depois de uma noite de cópos no Exótica, será julgado como qualquer outro cidadão Timorense.

b) Num sistema não independente, se o filho do primeiro-inistro ou do Presidente da República violar uma rapariga na praia do Cristo-Rei, depois de uma noite de cópos no Exótica e o primeiro-ministro ou Presidente da República telefonar ao Procurador-geral (Longuinhos) para que não processe o seu filho (filho do primeiro-ministro ou do presidente) e o Procurador-geral manda arquivar o processo, o violador não terá qualquer sanção.

Obviamente que esta última situação viola o principio da igualdade dos cidadãos perante a lei: o “Manuel de Oekussi” é julgado mas o “Manuel Horta-Xanana” já não o é. E isto é tanto assim, quer seja em Portugal, em Timor ou na Austrália.

Não se trata de um problema de sistema judicial mas um problema de independência do sistema judicial perante o poder politico.

Repete-se: não é um problema de sistemas mas de independência prática, nota-se que o presidente Clinton foi julgado no caso da Mónica Lwinski e é um sistema judicial diferente do Timorense, com muito menos garantias de independência que o Timorense.

Ora, o que se vê em Timor-Leste é a directa interferência do poder-politico no poder-judicial e neste caso em particular na Procuradoria-Geral da República.

Claramente vê-se que o Longuinhos não é mais do que um funcionário do governo, a mando quer do Xamana, quer do Ramos Horta.

Prova, são muitas mas aqui vão alguns factos:

1) Não deu seguimento ao mandado de captura internacional contra o general indonésio Wiranto, por ordem expressa do Xanana, que aliás veio a encontrar-se e a jantar com este criminoso no ano passado.

2) É acusado publicamente de corrupção por várias vezes, inclusivamente por advogados de vitimas Timorenses em jornais editados na nossa pátria (caso das cervejas) e não é demitido, mas é reconduzido no cargo pelo Ramos Horta e pelo Xanana.

3) Participa em várias “cerimónias” de entrega de armas do Rai Lós patrocinadas pelo Xanana e aplaudidas pelo Ramos-Horta, quando é público que pelo simples facto do Rai Los ter aceitado as armas já devia estar preso.

4) Dá andamento a uns processos (Lobato) em detrimento de outros ( Rai Lós).

5) Serve de “carteiro” do Xanana e do Ramos-Horta no caso do Reinado, quando se fosse independente já tinha preso o Reinado ou pelo menos feito esforços nesse sentido

Por isso, quem vote em Ramos Horta sabe que num dia se cometer um crime, das duas uma. Ou é amigo do Ramos-Horta e do Xanana e nada lhe acontece porque estes telefonam ao Longuinhos ou está lixado.

Mas e os internacionais da Procuradoria-Geral da República, não são eles sinónimo de independência? Bom, dois cabo-verdianos “mortos de fome” pagos pelas Nações Unidas que têm o emprego da vida deles, um português com a mesma origem goesa que o Longuinhos e uns Brasileiros que estão para ganhar currículo e para não se chatearem, não sei. O certo é que, até agora, tirando o caso do Lobato que já vinha do tempo em que não estavam em Timor, nada mais fizeram. E há casos importantes que não têm conexão politica, vai fazer um ano sobre o massacre em frente ao Ministério da Justiça.

Em, conclusão:

a) Xanana dá a ordem de não prisão do Rai Lós porque politicamente lhe interessa, Ramos Horta transmite-a e Longuinhos executa-a.

b) Xanana dá a ordem de prisão de Lu Olo porque politicamente lhe interessa, Ramos Horta transmite-a e Longuinhos executa-a.

Não esqueçam compatriotas votantes, o próximo alvo serão vocês!!!

Timor-Leste/Eleições: «Lu Olo» compara Ramos-Horta a Suharto

Diário Digital / Lusa
01-05-2007 11:05:00

O candidato da Fretilin às presidenciais timorenses, Francisco Guterres «Lu Olo», acusou Ramos-Horta de ter na sua campanha um foragido à justiça e comparou a actuação do adversário à ditadura de Suharto, durante a ocupação indonésia.

«Torna-se claro, a cada dia que passa, que tipo de Justiça o povo pode esperar em Timor-Leste se Ramos-Horta for eleito Presidente, seria um sistema de justiça seleccionada, como era no tempo de Suharto onde o Presidente decidia quem seria, ou não, investigado», afirmou o candidato em comunicado, acrescentando que irá lutar para «prevenir que a nação retorne a esse tempo da história».

Nas notas, «Lu Olo» sustenta não entender o envolvimento na campanha de Ramos-Horta de Vicente da Conceição Railós, suspenso das Forças Armadas em 2004 por desvio de fundos e que tem sobre si um mandado de captura que «ainda não foi executado» apesar de circular livremente no país.

O candidato da Fretilin refere que Railós é o principal organizador da campanha de Ramos-Horta em Ermera e Liquiçá, está sempre «acompanhado» por um elemento fardado da polícia e tem encontros no Palácio do Governo.

«A Comissão das Nações Unidas recomendou que Railós fosse processado pelo seu papel ao liderar um ataque ao quartel das Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste (...) onde cerca de nove pessoas foram mortas e pela posse e movimentação de armas«, refere a nota da candidatura de »Lu Olo«.

O candidato, que também estranha o facto de o Procurador da República só pretender ouvir Railós depois das eleições presidenciais, não critica o magistrado do Ministério Público nem a sua actuação, mas sublinha que este pode estar a ser sujeito a pressões por parte de Ramos-Horta pelo facto de Railós ser o principal dinamizador da sua campanha em Ermera e Liquiçá.

Nas notas enviadas à agência Lusa, »Lu Olo« critica também o facto de Ramos-Horta estar a tentar travar a captura do major Alfredo Reinado apenas com o objectivo de conseguir conquistar os votos do Partido Democrático e de Fernando »Lasama« que terá, segundo o candidato da Fretilin, feito da »paragem das operações para prender o major rebelde uma condição para o seu acordo (de apoio) a Horta«.

Fernando »Lasama« foi o terceiro classificado da primeira volta das eleições e apoia agora Ramos-Horta na segunda volta das presidenciais.

A segunda volta das presidenciais timorenses realiza-se a 09 de Maio e a tomada de posse do novo presidente ocorrerá a 20 de Maio.

terça-feira, maio 01, 2007

PM de Timor-Leste acusado de usar as tropas Australianas

(Tradução da Margarida)

Herald Sun
Maio 01, 2007 12:00am

JOSÉ Ramos Horta foi acusado pelo seu opositor nas presidenciais de Timor-Leste de manipular as tropas estrangeiras lideradas pelos Australianos para (obter) vantagens políticas.

Especificamente, Francisco Guterres disse hoje que Ramos Horta tinha pedido aos Australianos para cancelarem a sua busca ao desertor major Alfredo Reinado de modo a que ele pudesse obter o apoio crucial do Partido Democrata da oposição nas eleições presidenciais.

"Ramos Horta apelou publicamente à paragem da acção da ISF (Força Internacional de Estabilização) contra Reinado de modo a poder fazer um negócio eleitoral com os apoiantes de Reinado no Partido Democrata," disse Guterres numa declaração.

"Esta é uma descarada tentativa para manipular a ISF de modo a ganhar votos.

"Ramos Horta não tem nenhum poder sob a Constituição para agir unilateralmente nessas questões, nem como primeiro-ministro nem como presidente."

O Presidente do Parlamento Guterres e o Primeiro-Ministro Ramos Horta disputarão a segunda volta para o posto de topo depois de ambos terem falhado uma maioria absoluta nas eleições de 9 de Abril.

A eleição foi a primeira desde que a antiga colónia Portuguesa ganhou a independência em 2002 depois de 24 anos de ocupação Indonésia e um período de patrocínio pela ONU.

A Austrália tem liderado tropas estrangeiras que patrulham Timor-Leste há quase um ano para restaurar a ordem, depois de violência de gangs terem deixado 37 pessoas mortas e terem forçado 150,000 a fugirem das suas casas.

Tropas de elite Australianas tentaram capturar Reinado, culpado de alguma da violência do ano passado, e assaltaram um dos seus esconderijos no mês passado matando quatro apoiantes.

A busca desencadeou protestos, principalmente entre os jovens que apoiam o foragido.
O Partido Democrata, que acabou em terceiro lugar nas eleições de 9 de Abril, teve bons resultados entre os apoiantes de Reinado.

Ramos Horta, que se suspendeu do cargo de primeiro-ministro, não esteve disponível de momento para comentar.

Mas tem dito que se mexerá para ter a busca cancelada em favor de conversações de paz com o amotinado.

O governo Timorense deu luz verde aos Australianos para capturarem Reinado, que tem apelado a conversas face-a-face depois de se recusar render às tropas estrangeiras.

AFP

Xanana foi eleito presidente do CNRT

Jornal de Notícias, 01/05/07

O presidente cessante de Timor-Leste, Xanana Gusmão, foi ontem eleito para a liderança do Conselho Nacional da Reconstrução Timorense (CNRT), numa votação em que recebeu a quase totalidade dos votos dos cerca de 800 delegados presentes.

No congresso do recém-criado partido político, que vai apresentar-se às eleições legislativas de 30 de Junho, Xanana Gusmão liderava as duas listas concorrentes, tendo recolhido 703 votos na "A" e 43 na "B", registando-se ainda um total de 16 votos nulos.

Xanana assumirá, contudo, a liderança efectiva do novo partido depois do próximo dia 20, altura em que abandonará, oficialmente, a Presidência de Timor-Leste, cargo que ocupa desde 20 de Maio de 2002, quando o país acedeu à independência. O novo líder aguarda pela segunda volta das eleições presidenciais, do dia 9, para liderar no terreno o novo partido.

No primeiro congresso da nova força política, Xanana Gusmão, que foi recebido em apoteose, encabeçava as duas listas à presidência do partido, que contará com quatro vice-presidentes e um secretário-geral.

Com a vitória da Lista A, a primeira vice-presidência vai ser ocupado pelo antigo comandante das Forças Armadas de Libertação Nacional de Timor-Leste (Falintil) Mau Huno, que se apresentava, tal como Xanana, à frente das duas listas para exercer a função. Dionísio Babo (Lista A) foi escolhido para secretário-geral do CNRT.

NOTA DE RODAPÉ:

Engraçado esta de haver duas listas. Encabeçadas pelos mesmos, mas duas listas. Alguém deve ter aconselhado esta pluralidade...

Campanha eleitoral aquece em Timor

Público, 01.05.2007

A dez dias da segunda volta das presidenciais, que determinará quem sucede a Xanana Gusmão como chefe do Estado em Timor-Leste, o candidato da Fretilin, Francisco Guterres "Lu-Olo" e o primeiro-ministro interino, Estalislau da Silva, desferiram violentos ataques ao candidato José Ramos-Horta, a quem acusaram de exercer pressões sobre o procurador-geral e de desrespeitar a Constituição.

Horta apelou à suspensão das operações para a captura do major Alfredo Reinado e tem vindo a aceitar o apoio na campanha de um ex-sargento com problemas perante a justiça, acusaram. O apelo de Horta destina-se a satisfazer os seus interesses, após ter obtido o apoio do terceiro mais votado na primeira volta, Fernando Araújo "Lasama", criticou Lo-Olo.

Uma fracção importante do Partido Democrático (PD), de Lasama, apoia Reinado. A prisão deste, explicou Lu-Olo, prejudicaria Horta, pois alienaria os votos de Lasama na parte ocidental de Timor. A posição de Horta "é inaceitável". As operações militares "não podem ser activadas e desactivadas segundo os objectivos dos líderes políticos", concluiu o candidato.

Este acusou ainda o Nobel da Paz de manter como "membro proeminente" da campanha o ex-sargento Vicente da Conceição "Railós", o homem que acusou o antigo ministro da Administração Interna, Rogério Lobato, de lhe ter entregue armas para liquidar adversários da Fretilin. "Tenho de questionar o porquê de Railós não ser interrogado antes das eleições. Será que o procurador tem estado sob pressão do meu adversário?", interrogou-se Lu-Olo.

O apoio do PD a Ramos-Horta confere a este, teoricamente, um claro favoritismo. Lasama obteve 19 por cento dos votos e Horta cerca de 22 por cento, contra cerca de 28 por cento de Lu-Olo. Dos restantes cinco candidatos eliminados, apenas o do partido Kota (4 por cento) anunciou apoiar o candidato da Fretilin.

Xanana Gusmão comparou, entretanto, a actualidade timorense com o ambiente a seguir ao 25 de Abril de 1974. "As amizades que se formaram dentro da sociedade esvaíram-se para dar lugar à intolerância de compromissos políticos, de cada um, para com o seu partido", afirmou, salientando que o povo "ficou dividido e a sociedade partiu-se em bocados".

O Presidente timorense falava no encerramento do primeiro congresso do CNRT, partido de que será líder após abandonar a chefia do Estado.

President invites Pope to visit East Timor and “help establish peace”

EAST TIMOR – VATICAN

At a ceremony commissioning East Timor’s first ambassador to the Holy See, President Gusmao invites Benedict XVI and remembers John Paul II. Dili bishop adds his voice to invitation, saying the Holy Father can help “restore peace and unity in our country."


Dili (AsiaNews/UCAN) – Outgoing East Timor President Xanana Gusmao has invited Pope Benedict XVI to visit East Timor, just as Pope John Paul II did in 1989. The invitation was made April 12 at the presidential palace in Dili during a ceremony at which he officially commissioned Justino Maria Aparicio Guterres as East Timor's first ambassador to the Holy See.

President Gusmao told the Pope through the new ambassador that "[w]e would be honoured and are waiting for your visit to our country, to help establish peace in the hearts of Timorese people and thereby strengthen national reconciliation.”

During the ceremony, Mr Gusmao also said, appointing an ambassador was important to strengthen relations with the Vatican, which has been a pillar of support for East Timor during difficult times. He specifically recalled Pope John Paul's brief visit when East Timor was still under Indonesian occupation.

Bishop Alberto Ricardo da Silva of Dili added his voice, calling upon the faithful to support the new ambassador with their prayers.

“We hope the pope will accept our invitation because it would have huge impact and help restore peace and unity in our country,” the bishop said.

In its brief history, the small nation—independent from Indonesia since 2001—has experienced bloody inter-ethnic violence and political repression.

In April 2006, communal violence broke out (with 37 dead and 150,000 refugees) after 600 army soldiers mutinied after being dismissed for protesting alleged ethnic discrimination.

Presidential elections took place on April 9 of this year in a peaceful atmosphere. Outgoing Prime Minister and Nobel Prize laureate José Ramos-Horta is set to square off against Fretilin leader Francisco Guterres in a run-off election on May 8.

NOTA DE RODAPÉ:

Presidente? Do CNRT... Mais um pouco de campanha eleitoral usando as funções de Presidente da República.

President invites Pope to visit East Timor and “help establish peace”

EAST TIMOR – VATICAN

At a ceremony commissioning East Timor’s first ambassador to the Holy See, President Gusmao invites Benedict XVI and remembers John Paul II. Dili bishop adds his voice to invitation, saying the Holy Father can help “restore peace and unity in our country."

Dili (AsiaNews/UCAN) – Outgoing East Timor President Xanana Gusmao has invited Pope Benedict XVI to visit East Timor, just as Pope John Paul II did in 1989. The invitation was made April 12 at the presidential palace in Dili during a ceremony at which he officially commissioned Justino Maria Aparicio Guterres as East Timor's first ambassador to the Holy See.

President Gusmao told the Pope through the new ambassador that "[w]e would be honoured and are waiting for your visit to our country, to help establish peace in the hearts of Timorese people and thereby strengthen national reconciliation.”

During the ceremony, Mr Gusmao also said, appointing an ambassador was important to strengthen relations with the Vatican, which has been a pillar of support for East Timor during difficult times. He specifically recalled Pope John Paul's brief visit when East Timor was still under Indonesian occupation.

Bishop Alberto Ricardo da Silva of Dili added his voice, calling upon the faithful to support the new ambassador with their prayers.

“We hope the pope will accept our invitation because it would have huge impact and help restore peace and unity in our country,” the bishop said.

In its brief history, the small nation—independent from Indonesia since 2001—has experienced bloody inter-ethnic violence and political repression.

In April 2006, communal violence broke out (with 37 dead and 150,000 refugees) after 600 army soldiers mutinied after being dismissed for protesting alleged ethnic discrimination.

Presidential elections took place on April 9 of this year in a peaceful atmosphere. Outgoing Prime Minister and Nobel Prize laureate José Ramos-Horta is set to square off against Fretilin leader Francisco Guterres in a run-off election on May 8.

NOTA DE RODAPÉ:

Presidente? Talvez como presidente do CNRT...

Ramos Horta 'manipulating' foreign troops

Last Update: Tuesday, May 1, 2007. 5:16pm (AEST)
ABC News Online

East Timor presidential candidate Jose Ramos Horta has been accused of manipulating Australian troops in the troubled nation for political advantage.

Parliament speaker Francisco Guterres, also known as Lu Olo, made the claims against Dr Ramos Horta, who is also the Prime Minister, as the campaign for president of the tiny nation intensified.

The men will contest a run-off vote for the top job next week after both failed to win a majority in the April 9 election.

The presidential poll was the first for the former Portuguese colony since it gained independence in 2002 after 24 years of Indonesian occupation and a period of United Nations (UN) stewardship.

Australia has led foreign peacekeepers patrolling East Timor for almost a year to restore order, after gang violence left 37 dead and forced 150,000 to flee their homes.

Mr Guterres says Dr Ramos Horta had asked the Australian troops to call off their hunt for renegade soldier Major Alfredo Reinado in return for securing the crucial political backing of the opposition Democrat Party.

"Ramos Horta publicly called for a halt to the ISF (International Stability Force) action against Reinado so he could make an electoral deal with Reinado's supporters in the Democrat Party," Mr Guterres said in a statement.

"This is a blatant attempt to manipulate the ISF in order to win votes.

"Ramos Horta has no power under the Constitution to act on such matters unilaterally, not as Prime Minister and not as president."

Elite Australian troops have attempted to capture Major Reinado, blamed for some of last year's violence, and stormed one of his hide-outs last month, killing four supporters.

The hunt has triggered protests, mostly among young people who support the fugitive leader.

The Democrat Party, which finished third in the April 9 election, polled well among Reinado supporters.

Dr Ramos Horta, who will step down as premier, was not immediately available for comment, but he has said he will move to have the hunt called off in favour of peace talks with the rebel.

The East Timorese Government gave the Australians the green light to capture Major Reinado, who has been calling for face-to-face talks after refusing to surrender to foreign troops.

-AFP

Timor PM accused of using Diggers

Herald Sun
May 01, 2007 12:00am

JOSE Ramos Horta has been accused by his East Timor presidential opponent of manipulating Australian-led foreign troops for political advantage.

Specifically, Francisco Guterres said today that Ramos Horta had asked the Australians to call off their hunt for renegade Major Alfredo Reinado so he could get the crucial backing of the opposition Democrat Party in last month's presidential elections.

"Ramos Horta publicly called for a halt to the ISF (International Stability Force) action against Reinado so he could make an electoral deal with Reinado's supporters in the Democrat Party," said Guterres in a statement.

"This is a blatant attempt to manipulate the ISF in order to win votes.

"Ramos Horta has no power under the constitution to act on such matters unilaterally, not as prime minister and not as president."


Parliament Speaker Guterres and Prime Minister Ramos Horta will contest a runoff vote for the top job next week after both failed to win a majority in the April 9 election.

The poll was the first for the former Portuguese colony since it gained independence in 2002 after 24 years of Indonesian occupation and a period of UN stewardship.

Australia has led foreign peacekeepers patrolling East Timor for almost a year to restore order, after gang violence left 37 dead and forced 150,000 to flee their homes.

Elite Australian troops have attempted to capture Reinado, blamed for some of last year's violence, and stormed one of his hideouts last month killing four supporters.

The hunt has triggered protests, mostly among young people who support the fugitive leader.
The Democrat Party, which finished third in the April 9 election, polled well among Reinado supporters.

Ramos Horta, who will step down as prime minister, was not immediately available for comment.

But he has said he will move to have the hunt called off in favour of peace talks with the rebel.

The Timorese government gave the Australians the green light to capture Reinado, who has been calling for face-to-face talks after refusing to surrender to foreign troops.

AFP

Dos Leitores

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Xanana Gusmão compara situação no país ao pós 25 A...":

Um homem que aproveitou o cargo para destruir a PNTL, acantonar as F-FDTL depois de ter provocado um motim, chamar tropas estrangeiras para lhe guardar as costas e aparar o golpe contra o seu Estado, que pelas suas acções e dos seus correligionários tem na consciência a fuga de quase 180.000 residentes de Dili, milhares de casas, negócios e edifícios do próprio Estado queimado, pilhagens, 37 mortos, dezenas de feridos e a resignação do seu legítimo PM e atreve-se a vir falar em normas de tolerância e em processo democrático?

Ele que se prepare bem para as parlamentares pois parece-me que vai ter a luta da sua vida.

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Xanana Gusmão compara situação no país ao pós 25 A...":

IMPORTA-SE DE REPETIR?

"Xanana Gusmão recordou que antes do 24 de Abril de 1974 os timorenses eram todos amigos e saudavam-se na rua".

Isso é verdade. Mas o que quer Xanana dizer com isto? Que o Salazar é que tinha razão quando era contra os partidos? Que Timor devia voltar a ser português? Que esta coisa dos partidos "é muito moderno para Timor-Leste"?

Então e diz isto no Congresso de um novo partido fundado por ele?

Não percebi...

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor-Leste: CNRT defende participação activa e co...":

Gostava de saudar o aparecimento deste novo partido, embora ache o nome infeliz, partindo do princípio de que a sua escolha foi apenas fruto de falta de imaginação e não teve o intuito de induzir o povo em erro na hora da votação.

Sempre disse que Xanana devia fundar um partido, se queria envolver-se mais na política em geral e na governação em particular. Um Presidente não governa, nem por decreto nem com golpes mais ou menos palacianos e Xanana demorou tempo demais a aperceber-se disso - e quando se apercebeu já era tarde demais para desfazer certos erros graves que cometeu, cujas consequências continuam a repercutir-se diariamente no País.

A fundação de um novo partido permitirá também a Xanana demonstrar e aplicar na prática todos os preceitos, princípios, conselhos e lições de moral que tem pregado em relação à Fretilin, em relação à qual tem um antigo e persistente recalcamento. Felizmente, também neste aspecto Xanana chegou finalmente à conclusão de que não tem o direito nem a autoridade de obrigar outros partidos a pensarem e agirem como ele quer, só porque ele quer.

Vejo também com agrado que os muitos - demasiados - partidos timorenses chegam à conclusão de que têm todo o interesse em formarem coligações, alianças, etc, para alargarem a sua representatividade, em vez de cada um reivindivar o pretenso estatuto de verdadeiro representante do povo, ainda que em muitos casos representem pouco mais do que a família e alguns amigos.

No entanto, estas alterações - positivas - que enumerei não chegam. Defender a "participação activa das populações", "libertar o povo", defender a "unidade nacional em torno de objectivos supremos", "ouvir todos os timorenses", "combater a frustração", "o descontentamento" e o "desrespeito", "incutir uma cultura democrática", "de Justiça", "de transparência" e "de justiça social", "proporcionar ao povo um futuro melhor", para citar Eduardo Barreto, são apenas desejos muito vagos e que poderiam ser subscritos por todos os partidos do mundo - incluindo os comunistas de Fidel ou de Kim Jong Il.

Ficamos à espera de saber com que fórmula concreta é que o "CNRT" pensa atingir esses ambiciosos objectivos.

Ah! E já agora, registámos a ausência de Fernando Lasama, Mário Carrascalão e Xavier do Amaral...

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Apelo para investigar papel de um suspeito de assa...":

Rogério Lobato e Mari Alkatiri já enfrentaram a Justiça. Porque Rai Los e Reinado estão acima da Lei? Como é que um candidato a Presidente decide se, quando e como é que esses indivíduos cumprem os seus deveres como suspeitos que são? Como é que o Procurador-Geral se deixa telecomandar por esse candidato?

O que é que Xanana, que ainda é o Presidente de Timor-Leste, tem a dizer sobre isto? Acabaram-se os discursos? Já não há tinta para escrever artigos no jornal?

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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