quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Esclarecimento

O texto seguinte NÃO é um comentário do blog. Faz parte da notícia do Jornal de Notícias:

Perfil Alfredo Reinado

Idade 40 anos
Situação Major, fugitivo desde Agosto do ano passado

O antigo comandante da Polícia Militar timorense Alfredo Reinado, de 40 anos, volta a ser notícia pela negativa. Em Agosto do ano passado fugiu da cadeia onde estava detido após chefiar a rebelião de Maio que culminou com a matança de 21 pessoas, na sua maioria polícias que o queriam capturar. Então, conseguiu com o seu protesto armado levar à demissão do então primeiro-ministro Mari Alkatiri. Rendeu-se após se submeter às ordens do carismático presidente Xanana Gusmão, que pediu ajuda à Comunidade Internacional para organizar o seu corpo policial e militar. Agora, o mais célebre fugitivo timorense que nunca integrou a resistência que lutou pela independência, sucumbe à tentação de querer ser um desajeitado Robin dos Bosques com o seu séquito de sessenta rebeldes nos montes da ilha. Educado na Austrália (a sua mulher trabalha na embaixada australiana em Díli), é tido por alguma imprensa australiana como um "fanfarrão" visto como herói por muitos timorenses.

ver notícia completa em:
http://jn.sapo.pt/2007/02/28/mundo/major_reinado_garante_prefere_morrer.html

Zangam-se as comadres...

(Tradução da Margarida)
Radio Australia
28/02/2007

TIMOR: Cercado o líder amotinado procurado

O presidente de Timor-Leste Xanana Gusmão autorizou a captura do líder amotinado Alfredo Reinado. Mas o antigo major das forças armadas diz que se continuará a defender-se a ele próprio de ser preso seja qual for o custo.


Apresentador - Hidayat Djajamihardja, Entrevistado - Alfredo Reinado, líder amotinado e antigo major das forças armadas de Timor-Leste

REINADO: Respeito a decisão do presidente, mas estou triste e sinto vergonha de ouvir isto que uma pessoa como o Presidente Xanana é muito famosa e respeitada pelas pessoas à volta do mundo, decidir uma coisa sem pensar duas vezes, sem ver a realidade no terreno.

Tenho pena quando ele diz que eu sou estúpido. Muito obrigada por isso mas até agora eu fui a única pessoa que afirmou muitas vezes que sempre respeitei e segui as suas ordens e que continuo dado que ele é o meu comandante supremo.

Ele deve ser mais estúpido do que eu por ter confiado em mim, este gajo estúpido, até agora. Tenho muita pena de dizer isto.


DJAJAMIHARDJA: Foi acusado de ter atacado postos da polícia de fronteira e de ter roubado as armas deles. Pode responder?

REINAIDO: É muito fácil responder a isso. É melhor ouvir primeiro a investigação, porque eu visitei-os como amigo, sem apontar armas a ninguém. Tivemos uma boa conversa. Eles prepararam café para nós e também alguns dos meus homens almoçaram com eles e tivemos uma boa discussão. Depois pedi-lhes para me entregarem as suas armas grandes, as armas automáticas, porque precisava delas para defender o povo, porque o povo agora mesmo precisa muito disso e eu estou cá para defender o povoe.

DJAJAMIHARDJA: Agora tem 25 armas, correcto?

REINAIDO: Talvez, se eu quiser apanhar mais aras do que estas, sei onde elas estão, mas não quis. E não tirei as armas a qualquer pessoa. Pedi-lhes para me darem (as armas) e tenho aqui algum do pessoal de polício que veio voluntariamente comigo, que me seguiu. Eles têm de ter liberdade agora, aqui. Eles também estão a fazer segurança à minha volta e há também alguns tipos que deixaram o complexo e que estão a caminho para se juntarem a mim. É assim.

DJAJAMIHARDJA: Está a dizer que eles estão a desertar os postos deles?

REINAIDO: Esperaremos uns dias. Há mais notícias que estão para vir, meu amigo.

DJAJAMIHARDJA: A força internacional liderada pelos Australianos foram agora autorizadas a capturá-lo. Esteve em contacto armado com eles?

REINAIDO: No meu coração nunca desejei ter um contacto com nenhum Australiano. Porque o povo na Austrália deixaram as forças vir para cá, vir para cá para defender o povo deste país e não fazerem derramamento de sangue com ninguém. E eu sei que nesta altura, eles estão a cerca de 800 metros de mim de onde eu estou. Fecharam todas as saídas, entradas, a toda a gente e a cidade é como uma cidade congelada, não se pode entrar, não se pode sair. Assim muitos civis têm as suas casas cercadas e não autorizam o proprietário a entrar ou a sair. É engraçado, não é.

Mas eu prometo-lhe, toda a gente tem o seu direito de defender a sua vida e somos todos militares. Não somos profissionais como eles são bem treinados, mas espiritualmente este é o meu país, esta é a minha casa e eu sou mais forte do que eles são. Prometo ao povo da Austrália, eu não quero ter nenhum confronto com os vossos soldados Australianos e fico envergonhado por fazer isso. Mas se eles vierem, eles atravessaram a linha. Tenho o direito de me defender a mim próprio.

DJAJAMIHARDJA: Se e quando as tropas Australianas tentarem capturá-lo. Vai lutar?

REINAIDO: Como lhe disse, toda a gente tem o direito de se defender a si próprio. Nunca me entregarei ou serei capturado por alguém. Gosto de falar. Eles apontam a arma, apontam a arma a mim, lutarei até à última gota de sangue e fico aqui. Não vou para nenhum outro sítio.

DJAJAMIHARDJA: Quer dizer que não hesitará em matar tropas Australianas? Não hesitará? Não hesitará em matar tropas Australianas?

REINAIDO: Não (só) Australianas, seja quem for que queira pôr em risco a minha vida, eu responderei.

NOTA DE RODAPÉ:

Até que enfim que a imprensa australiana, chama a Reinado "antigo major militar"...

7 candidatos presidenciais

Hoje acabou o prazo de entrega no Tribunal de Recurso, das candidaturas às eleições presidenciais do próxima dia 9 de Abril.

Os candidatos são os seguintes:

Avelino Coelho - Partido Socialista Timorense (PST)

Francisco Guterres Lu’Olo (FRETILIN)

Francisco Xavier do Amaral (Associação Social-Democrata Timorense - ASDT)

João Carrascalão (União Democrática Timorense - UDT)

Lúcia Lobato (Partido Social Democrata - PSD)

Manuel Tilman (Kota)

Ramos-Horta (independente)

Reinado diz ter "vergonha" de Xanana e exige saída da GNR (ACTUALIZADA)

Lisboa, 28 Fev (Lusa) - O major Reinado, cercado por tropas australianas na vila de Same, a sul de Díli, disse hoje ter "vergonha" de Xanana Gusmão, afirmando numa entrevista à Lusa que os efectivos da GNR devem regressar a casa.

"Sinto tristeza e vergonha de ter um líder como o senhor Xanana, que não pensa duas vezes, que não quis saber a realidade e que agiu antes de pensar mandando uma força internacional contra mim", disse à Lusa, num contacto telefónico.

Reinado, que pediu para a entrevista ser em inglês - afirmando que já perdeu a sua "costela" de português - afirmou que não existe qualquer mandado de captura para a sua prisão e que, por isso, a ordem de actuação dada às tropas australianas para o cercarem "é ilegal".

"Eu não me rendi nunca porque até aqui os meus direitos não foram respeitados. Porque é que isto não ficou nas mãos da justiça? Porque não há um mandado para a minha captura? Porquê enviar tropas", questionou.

"A Austrália não tem autorização para intervir na justiça de Timor-Leste. Onde está a soberania e a dignidade deste país e dos seus líderes?", questionou.

Reinado, que está no centro de Same cercado desde terça-feira por efectivos militares australianos, criticou igualmente Portugal, afirmando que deve retirar de imediato o seu contingente da GNR no terreno.

Questionado directamente sobre que mensagem tinha para Portugal, Reinado foi peremptório: "Go home".

"Porquê mandar a GNR para aqui, para se tornarem em soldados contratados do Mari Alkatiri, para servir os seus interesses?", questionou.

"Isso vai destruir a relação entre os nossos países. Chame-nos para casa depressa", afirmou.

Na entrevista à Lusa, Reinado negou ter atacado qualquer posto militar - uma acusação que motivou, por ordem da presidência da República, a acção em curso em Same, a 81 quilómetros sul da capital, Díli.

"É uma grande mentira. Nunca ataquei ninguém. Fui como amigo, bebi café com eles, almocei com eles. Eles deram-me algumas armas mas para defender o povo. Ficaram com as suas pistolas nos coldres", afirmou.

"Alguns voluntariamente vieram comigo. Como se pode atacar um posto mais armado que tu, sem som de disparos, sem ninguém ser ferido, sem confrontos, e a poucos metros da fronteira com a Indonésia e os indonésios não ouvirem nada", afirmou.

Reinado acusou ainda Xanana Gusmão de travar a transmissão de declarações feitas por si, na terça-feira e por outras pessoas que o acompanhavam, afirmando que "não deixaram que essas declarações fossem transmitidas".

"O senhor Xanana e o senhor Horta não queriam que isto fosse dito. Porquê fazer isso? É só propaganda, só mentiras. Que façam a investigação, que saibam verdadeiramente o que aconteceu", afirmou.

Questionado sobre o número de pessoas ou de armas que tem consigo, Reinado disse que "um militar não pode revelar esses dados", afirmando porém que "mais pessoas estão a caminho".

"Vocês vão ver. Virão mais pessoas. Voluntariamente. Porque eu estou a defender o povo. Não os interesses políticos", afirmou.

Relativamente ao cerco em curso, Reinado considera que se trata de uma tentativa clara de o neutralizar.

"Penso que a razão desta acção é porque me querem abater.

Querem fechar-me a boca, não querem que diga a verdade", afirmou.

"Se não fosse para isso, porque estariam já a tomar estas acções? Sem negociações e sem investigações. Será que o melhor para resolver isto é mesmo com armas?", questionou.

Criticando duramente a liderança política timorense, Reinado atacou em particular Xanana Gusmão afirmando que "tem que se tornar um líder a sério, que respeita as pessoas e não um líder que serve o seu interesse pessoal".

À comunidade internacional apelou para que "respeite a soberania e a independência de Timor-Leste", afirmando que quem está no terreno "deve agir de forma humanitária e não envolver-se na política".

"Amanhã, se eu ainda estiver vivo, e voltar a ver o nascer do sol, falamos mais", afirmou.

Em entrevista à Agência Lusa, o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) estacionadas em Timor-Leste, brigadeiro Mal Rerden, afirmara terça-feira que a rendição era a única opção que resta ao major timorense Alfredo Reinado.

O brigadeiro Mal Rerden sublinhou ainda que "Reinado é claramente uma figura significativa nesta situação".

A situação em Timor-Leste agravou-se na sequência do ataque perpetrado domingo pelo major Alfredo Reinado, antigo comandante da Polícia Militar timorense, a três postos da polícia junto à fronteira com a Indonésia, o que levou segunda-feira o Presidente timorense, Xanana Gusmão, a ordenar a captura e prisão do oficial rebelado.

Os soldados australianos cercaram terça-feira na cidade de Same elementos suspeitos de pertencerem ao grupo do major Reinado, entre os quais estará o próprio militar revoltoso.

As ISF estão a conduzir operações em todos os 13 distritos do país, tendo em vários deles as operações sido reforçadas em apoio ao recenseamento eleitoral.

ASP/PRM-Lusa/Fim

João Carrascalão e Francisco Xavier do Amaral candidatos a PR

Díli, 28 Fev (Lusa) - João Carrascalão, da União Democrática Timorense (UDT), e Francisco Xavier do Amaral, da Associação Social-Democrata Timorense, a presentaram hoje oficialmente as suas candidaturas às eleições presidenciais de 09 de Abril em Timor-Leste.

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Carrascalão e Xavier do Amaral candidatos a PR

João Carrascalão, da União Democrática Timorense (UDT), e Francisco Xavier do Amaral, da Associação Social-Democrata Timorense, apresentaram hoje oficialmente as suas candidaturas às eleições presidenciais de 9 de Abril em Timor-Leste.

Sendo ambos presidentes dos respectivos partidos, tanto João Carrascalão como Francisco Xavier do Amaral afirmam candidatar-se como independentes.

Francisco Xavier do Amaral, que apresentou a sua candidatura no suco de Ulmera, distrito de Liquiçá (a cerca de 40 quilómetros de Díli), declarou à Lusa que vai suspender o seu cargo na ASDT.

João Carrascalão continuará na presidência da UDT durante a campanha eleitoral.

Francisco Xavier do Amaral, que completa 70 anos em Dezembro, foi o primeiro chefe de Estado da República Democrática de Timor-Leste, mas exerceu o cargo apenas nove dias antes da invasão indonésia - de 28 de Novembro a 7 de Dezembro de 1975.

«Quero acabar com as lágrimas nas caras das pessoas», explicou à Lusa o decano da política timorense, recordando que «a inspiração vem de quando perguntava aos patrícios timorenses quando é que toda a tragédia ia terminar».

«Vejo que os meus sonhos nesta idade não se realizaram plenamente», acrescentou o líder da ASDT, justificando que se candidata «para criar estabilidade para toda a nação e justiça igual para todos».

A justiça é também um dos pontos importantes no programa de João Carrascalão, que se candidata devido «à crise que o país atravessa há mais de um ano» e ao «sofrimento continuado» do povo timorense.

«Tenho consciência das limitadas funções que a Constituição da República Democrática de Timor-Leste atribui ao mais alto magistrado da nação, mas não tenho dúvidas quanto à contribuição do Presidente na boa condução dos actos governativos», refere o manifesto de João Carrascalão.

Carrascalão realçou o papel da família na sociedade timorense, lembrou a população muito jovem do país e dirigiu uma palavra aos veteranos da luta, «a quem o país deve reconhecimento, consagrado até na Constituição».

«Mas não podemos esquecer-nos que a vitória foi alcançada pela luta de todo o povo», acrescentou João Carrascalão, «uma luta que não acabou, apenas mudou de objectivo».

Na corrida às presidenciais timorenses estão também o actual primeiro-ministro, José Ramos-Horta, o presidente do Parlamento timorense, Francisco Guterres «Lu Olo», apoiado pela Fretilin, principal partido político, a jurista Lúcia Lobato, pelo PSD, o deputado Manuel Tilman, do partido Kota, e Avelino Coelho, do Partido Socialista Timorense (PST).
Diário Digital / Lusa

Editorial: A 30-year-old cone of silence

Sydney Morning Herald - Wednesday, February 28, 2007

AT THE beginning of this month's long overdue inquest into the deaths of the five Australian-based newsmen at Balibo in 1975, the Crown counsel heralded the hearings as the first "open, public and completely independent" inquiry of a judicial nature into the case. Yet as the inquest moved this week into the knowledge of Australia's electronic intelligence agency, the Defence Signals Directorate, the court was closed to the public and the media for long stretches of key testimony.

The Deputy State Coroner, Dorelle Pinch, agreed to these conditions after the Federal Government's counsel produced sworn letters by the DSD's chief that Australia's defence would be weakened by disclosure of its "sources and methods" - even those from 1975. To her credit, Ms Pinch has kept some DSD evidence in the public domain, including content of certain intercepted Indonesian military signals. But the interested public will continue to wonder whether the agency is revealing all that it knows.

As noted by counsel for one bereaved family, attempts to find out what happened at Balibo met 30 years of "deceit and cover-up" in Canberra. Already DSD intercepts are appearing that were not produced to earlier, internal government inquiries. Two former senior public servants have recalled in detail seeing, while with the Hope royal commission into intelligence and security in 1977, a critical intercept that seems to have vanished. They see it as entirely possible this has disappeared into some "deniable" DSD oubliette. Questions have been raised whether the DSD tones down some intercepts in translation. The agency is thus under some scrutiny itself.

This will double public scepticism about its claim that the "sources and methods" of 31 years ago remain vital national security secrets. The Soeharto regime fell nearly nine years ago. That the DSD can intercept radio signals and tries to crack foreign ciphers is widely known, not least to Indonesia. The agency and its targets have moved on to an entirely new age of satellites, digital communications and computer-generated ciphers.

The legal precedents cited by the Commonwealth counsel for closed hearings relate to recent or continuing terrorism cases, in which security agencies are battling a present-day threat, not to the vintage electronic intelligence scene of 1975. In this case, the public interest in open justice must outweigh DSD jitters. The coroner should have refused the Commonwealth's application for secrecy, and allowed senior federal judges to decide the issue if it went to appeal.

Australia passes Timor Sea bill

Radio Australia – 28/02/2007, 15:28:20

Australia's Federal Parliament has passed a bill that clears the way for development of the Greater Sunrise gas field in the Timor Sea.

East Timor's parliament ratified an agreement on revenue sharing between Australia and Timor last week.

Australia's resources minister, Ian Macfarlane, says the bill will build on a mutually-beneficial friendship with East Timor and the success of the Bayu-Undan field.

East Timor: Foreign Office amends travel advice

Foreign and Commonwealth Office (National) - Tuesday 27 February 2007 17:44

The Foreign Office today revised its travel advice for the Democratic Republic of Timor-Leste (East Timor). We are now advising against all travel to the city of Same.

The relevant points in the amended summary now read:

* We advise against all but essential travel to East Timor. Renewed outbreaks of violence in February 2007 have resulted in some fatalities. There have also been incidents of looting and attacks on vehicles. The security situation in East Timor remains uncertain and could deteriorate at short notice.

* We advise against all travel to the city of Same, due to the unstable security situation. The International Security Force and the UN Police in East Timor are recommending that foreign nationals leave Same.

* If you are currently in East Timor and are concerned for your safety, you should consider leaving. You should also ensure that your travel documents are up-to-date and readily available in case you need to leave the country at short notice. On 27 February, Indonesia temporarily closed its border with East Timor.

Some 1,000 soldiers deployed along RI-East Timor border

The Jakarta Post - Wednesday, February 28, 2007

Jakarta: The Indonesian military has deployed some 1,000 soldiers along border areas between East Timor (Timor Leste) and Indonesia, following the security crisis in the newest Asian country.

MetroTV television reported the deployment was to anticipate possible penetration of East Timor rebels led by Maj. Alfredo Reinado, once the military police chief, escaped from prison in September after leading dozens of armed mutinous soldiers into the mountains.

Indonesia has closed checkpoints between the two countries since Sunday to prevent any exodus of East Timorese into Indonesia.

Foreign troops launched a manhunt for the renegade commander who allegedly stole a cache of automatic weapons from a police post over the weekend, weeks ahead of presidential elections in the violence-plagued country, AP news agency reported.

Reinado deserted East Timor's armed forces last May with nearly 600 hundred others, triggering violence between rival security force factions that brought down the government in June.Looting, arson and fire fights killed 37 and forced 155,000 from their homes.

East Timor, home to just under a million people, became Asia's newest nation in 2002 after gaining independence from Indonesia.

Major Reinado garante que prefere morrer a render-se

Jornal de Notícias, 28/02/07

A Fretilin acusou o major Alfredo Reinado, que ontem foi cercado pelas forças internacionais e que disse preferir morrer a render-se, de querer parar o processo eleitoral com os seus recentes ataques às esquadras da Polícia, no interior sul de Timor-Leste, de onde roubou 17 armas.

"Os assaltos às três esquadras fazem parte de uma orquestração destinada a criar uma atmosfera de instabilidade e terror para parar o processo eleitoral", afirmou Sahe da Silva, porta-voz da Fretilin, num comunicado divulgado ontem ao fim do dia e onde alertava para a necessidade de se prender o mais rápido possível Reinado para "acabar a instabilidade e o terror".

Sahe da Silva alerta que os homens de Reinado pertencem a um grupo de opositores da Fretilin. "Estão preocupados por termos o apoio da maioria da população e, por isso, querem usar a violência para exigir o adiamento das eleições presidenciais" marcadas para o próximo dia 9 de Abril, acrescenta Sahe da Silva, que teme que os dirigentes da Fretilin tenham a sua vida ameaçada pelos homens de Reinado.

"Esta charada já foi longe de mais. Ele deve ser capturado e levado à justiça", acrescentou o porta-voz da Fretilin, que acusou o antigo comandante da Polícia Militar timorense de ter mantido contactos com as forças australianas desde Agosto último, em que fugiu da cadeia de Díli

E desde então, Reinado e algumas dezenas de polícias e militares expulsos após a rebelião de Maio refugiaram-se nas montanhas do interior sul de Timor-Leste, onde ontem foram cercados por soldados australianos das Forças Internacionais de Estabilização (FIE).

"Só lhe resta a rendição", afirmou o brigadeiro Mel Rerden à agência Lusa. "O Governo timorense tomou uma decisão corajosa em tentar uma solução pacífica", acrescentou o comandante da força internacional que ontem sobrevoou a zona onde estava refugiado Reinado com os seus homens, nos arredores da cidade de Same, no Sul do país.

Na resposta ao repto do brigadeiro Rerden, o deputado independente Leandro Isaac diz que telefonou a Reinado e que aquele lhe terá garantido"Render-me, nunca. Prefiro morrer".

Perfil Alfredo Reinado

Idade 40 anos

Situação Major, fugitivo desde Agosto do ano passado

O antigo comandante da Polícia Militar timorense Alfredo Reinado, de 40 anos, volta a ser notícia pela negativa. Em Agosto do ano passado fugiu da cadeia onde estava detido após chefiar a rebelião de Maio que culminou com a matança de 21 pessoas, na sua maioria polícias que o queriam capturar. Então, conseguiu com o seu protesto armado levar à demissão do então primeiro-ministro Mari Alkatiri. Rendeu-se após se submeter às ordens do carismático presidente Xanana Gusmão, que pediu ajuda à Comunidade Internacional para organizar o seu corpo policial e militar. Agora, o mais célebre fugitivo timorense que nunca integrou a resistência que lutou pela independência, sucumbe à tentação de querer ser um desajeitado Robin dos Bosques com o seu séquito de sessenta rebeldes nos montes da ilha. Educado na Austrália (a sua mulher trabalha na embaixada australiana em Díli), é tido por alguma imprensa australiana como um "fanfarrão" visto como herói por muitos timorenses.

http://jn.sapo.pt/2007/02/28/mundo/major_reinado_garante_prefere_morrer.html

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Australianos cercam Reinado em Same
Diário de Notícias, 28/02/07
Armando Rafael

O major Alfredo Reinado, cuja captura foi ordenada pelas autoridades timorenses, estava ontem cercado pela Força de Estabilização Internacional (ISF) em Same, localidade situada a cerca de 80 quilómetros de Díli. Um facto que torna mais credível o cenário de um assalto das tropas australianas, apesar de o antigo comandante da Polícia Militar (PM) de Timor-Leste estar, segundo o DN apurou, rodeado de dezenas de populares. Parte deles participou numa manifestação de apoio ao foragido, refugiando-se na casa do administrador do distrito.

O que talvez explique as declarações do comandante das forças militares australianas, brigadeiro-general Mal Rerden, quando ontem à tarde afirmava que Reinado só tinha uma saída - a rendição. Uma declaração que deixa pressupor que ainda haveria um compasso de espera, destinado a negociações, antes das forças internacionais passarem à acção. Até porque o rebelde timorense e aqueles que o rodeiam sabem que o tempo não lhes é favorável, à medida em que a água e a comida forem escasseando, estando, como aparentam, totalmente cercados.

Mesmo que o deputado Leandro Isaac - eleito pelo PSD de Mário Carrascalão e que, entretanto, passou a independente - se desdobrasse em entrevistas para garantir, a partir de Same, que Reinado não se encontrava no local cercado pelos australianos. E que, além disso, contava com a ajuda de muitos dos 600 peticionários que há um ano foram expulsos das forças armadas timorenses (F-FDTL), dando origem a uma crise que se prolongou por vários meses e que acabou com a substituição de Mari Alkatiri no cargo de primeiro-ministro.

O problema é que as informações de Leandro Isaac têm sido desmentidas pela realidade. A começar pela questão dos peticionários, que Alfredo Reinado sempre se ofereceu para liderar, sem sucesso algum, não havendo, pois, razões para que eles se encontrem hoje ao lado de alguém, cuja captura foi ordenada pelo Presidente Xanana Gusmão e apoiada por todos os quadrantes políticos timorenses.

Mais complexa é a afirmação do mesmo deputado, desmentindo que Alfredo Reinado esteja cercado, quando é o antigo comandante da PM que dá a a entender à televisão australiana que não tem grandes hipóteses de fuga, garantindo, apesar disso, que não tenciona render-se e que está preparado para morrer. Sobretudo se as tropas australianas tentarem um golpe de mão, reforçando a tese já exposta por Isaac de que se trata de uma luta de David (Reinado) contra Golias (Austrália), e procurando, com este tipo de slogan, puxar pela animosidade crescente dos timorenses face às tropas australianas, que parecem temer agora algumas retaliações esporádicas. Nomeadamente em Díli, onde as suas forças estão mais expostas. Ao ponto de Camberra estar preparada para retirar as pessoas que trabalham para as organizações internacionais ou que se encontram em Timor-Leste, ao abrigo de diferentes acordos de cooperação.

Uma medida preventiva que abrange igualmente os cooperantes portugueses, cinco dos quais foram ontem retirados de Same, onde davam aulas, e transportados para Díli, sob protecção australiana.

Resta saber quanto tempo mais é que irá durar este braço-de-ferro que está a verificar-se em Same, região de onde é natural a família da segunda mulher de Alfredo Reinado, explicando as razões porque o antigo comandante da PM se refugiou naquela localidade e até a natureza dos apoios que ali recebeu.

http://dn.sapo.pt/2007/02/28/internacional/australianos_cercam_reinado_same.html

Comunicado PM

GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO

Díli, 22 de Fevereiro de 2007

Informação à Comunicação Social

PRIMEIRO-MINISTRO RAMOS-HORTA:
“vamos explorar todas as possibilidades
de trazer um pipeline para timor-leste”



O Primeiro-Ministro Dr. José Ramos-Horta promete explorar todas as possibilidades de Timor-Leste extrair a máxima vantagem do futuro desenvolvimento do campo de gás Greater Sunrise.

O D. José Ramos-Horta determinou a realização em Díli, no próximo mês, de um encontro de peritos internacionais e timorenses para delinear um plano de acção relativamente às opções onshore de Timor-Leste, no desenvolvimento daquele rico campo de gás.

“É necessário tratar agora desta questão, independentemente dos parceiros da joint-venture com a Woodside, porque temos de estar preparados para a eventualidade de a avaliação independente concluir que é técnica e economicamente exequível fazê-lo aqui”, declarou o Dr. Ramos-Horta.

“Mas, ao mesmo tempo, temos de ter consciência da necessidade de ser realistas e pragmáticos sobre o assunto, para não nos deixarmos ficar reféns dos nossos próprios desejos”, afirmou.

O encontro reunirá peritos nas diversas áreas da exploração petrolífera off-shore – dos pipelines, ao ambiente, à construção de instalações para produção de Gás Natural Liquefeito, etc. – bem como funcionários superiores e assessores da Administração Pública timorense.

“Eles irão tratar de delinear um plano, explorando todas as possibilidades de trazer para Timor-Leste o pipeline do Greater Sunrise”, acrescentou o Dr. Ramos-Horta.

O Primeiro-Ministro determinou a organização deste encontro após a troca de notas diplomática, na semana passada, que pôs em vigor os dois tratados que definemm as soluções para o Mar de Timor entre Timor-Leste e a Austrália – o Acordo Internacional para a Unitização do Greater Sunrise e do Trovador e o Tratado Relativo a Certos Acordos Marítimos sobre o Mar de Timor.

O programa do encontro de peritos em Díli bem como a data exacta da sua realização serão divulgados em breve. – FIM

Cerco a Reinado continua, 24 horas depois

Díli, 28 Fev (Lusa) - Um dia depois das forças australianas terem cercado o major Alfredo Reinado, em Same, a sul de Díli, exigindo a sua rendição, a situação mantém-se hoje num impasse, sem qualquer troca de tiros, disseram à Lusa fontes locais.

"Durante a noite, manhã e princípio da tarde não houve nada e não se registaram tiros", contou à Lusa o deputado independente Leandro Isaac, que se encontra nas instalações do antigo posto português na cidade, a 81 quilómetros para sul da capital, onde Reinado estava entrincheirado.
A mesma informação foi confirmada à Lusa por fonte policial e por autoridades locais.

Helicópteros australianos sobrevoaram terça-feira de forma permanente a região de Same, tendo Leandro Isaac afirmado recear um ataque durante a madrugada, o que não aconteceu.
Leandro Isaac adiantou que se mantém ao lado do major rebelde, "à semelhança de toda a população de Same", e explicou que tem "fortes razões para temer" pela sua segurança.

O deputado adiantou que Alfredo Reinado "está no mato" a comandar "o seu grupo de tropas" e a tentar fugir das forças australianas no terreno. "Não está em nenhum edifício. Está no posto mais avançado", disse, sem especificar o posto a que se referia".

Em entrevista à Agência Lusa, o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) estacionadas em Timor-Leste, brigadeiro Mal Rerden, afirmara terça-feira que a rendição era a única opção que resta ao major timorense Alfredo Reinado.

O brigadeiro Mal Rerden sublinhou ainda que "Reinado é claramente uma figura significativa nesta situação".

A situação em Timor-Leste agravou-se na sequência do ataque perpetrado domingo pelo major Alfredo Reinado, antigo comandante da Polícia Militar timorense, a três postos da polícia junto à fronteira com a Indonésia, o que levou segunda-feira o Presidente timorense, Xanana Gusmão, a ordenar a captura e prisão do oficial rebelado.

Os soldados australianos cercaram terça-feira na cidade de Same elementos suspeitos de pertencerem ao grupo do major Reinado, entre os quais estará o próprio militar revoltoso.
As ISF estão a conduzir operações em todos os 13 distritos do país, tendo em vários deles as operações sido reforçadas em apoio ao recenseamento eleitoral.

Elementos vão passar a estar em permanência em Lospalos (leste) e em Gleno e Ainaro (Centro).

Além desta mobilização permanente, as ISF farão patrulhas nos distritos de Aileu, Maubisse, Manatuto, Liquiçá, Viqueque e Maliana através de veículos ou de helicóptero.

JCS/PRM/CMP/ASP/JPA-Lusa/Fim

Dos leitores

H. Correia deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Miséria Nacional":

Este excelente artigo do Semanário levanta questões muito pertinentes que têm sido evitadas por muita gente, nomeadamente como é que RH (e mais tarde o tal CNRT) conseguirá resolver as dissonâncias entre os vários partidos, para garantir o seu apoio unânime.

Parece-me que essa fragmentação do espectro partidário timorense assenta em divergências demasiado profundas e uma candidatura de RH (ou do CNRT) só seria aglutinadora dessa massa tão heterogénea se conseguisse incorporar um denominador comum, ou seja uma única ambição, projecto ou objectivo.

Tal parece-me pouco provável - e a mera fobia à Fretilin não me parece ser suficientemente forte para isso, mas a ver vamos...

Zangam-se as comadres...

Radio Australia
28/02/2007

TIMOR: Wanted rebel leader surrounded

East Timor's president Xanana Gusmao has authorised the capture of rebel leader Alfredo Reinado. But the former army major says he will continue to defend himself from arrest whatever the cost.

Presenter - Hidayat Djajamihardja, Speaker - Alfredo Reinaido, rebel leader and former army major East Timor

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REINAIDO: I respect the decision of the president, but I'm still sad and feel shame to hear this that a person like the President Xanana is very famous and very respected by people around the world to decide something without thinking it twice, without seeing the reality in the ground.

I feel sorry when he says I'm stupid. Thank you very much for that but so far I'm only the person that claim many times that I always respect and follow his order and continue as my supreme commander.

He must be more stupid than me to trust me, this stupid guy so far. I'm very sorry to say this.

DJAJAMIHARDJA: You have been accused as having attacked police border posts and having stolen their weapons. Can you respond?

REINAIDO: It's very easy to respond that. It's better to listen to the investigation first, because I visit them as a friend, without pointing weapon to anyone. We have a nice talk. They prepare coffee for us and also some of my guys have lunch with them and we have a good discussion. When I ask them to hand over the big weapon, automatic weapon, because I needed that to defend people, because the people right now need that very much and I'm standing to defend the people.

DJAJAMIHARDJA: You now have 25 weapons, is that correct?

REINAIDO: May be, if I want to take more weapon than that, I know where they are, but I didn't do that. And I didn't take anybody weapon. I asked them to give and I have here some of the police personnel voluntarily come with me, follow me. They have to have freedom now, here. They also now have secured around me and also there are a few more guys now left compound on the way to join me. How is that.

DJAJAMIHARDJA: Are you saying that they are deserting their post?

REINAIDO: We will wait for few days. They are more news to come my friend.

DJAJAMIHARDJA: Australian-led international force now have been authorised to capture you. Have you been in armed contact with them?

REINAIDO: I never wish in my heart to have a contact with any Australians. Because the people of the Australian let the force come here, to come here to defend the people of this country and not to have a bloodshed with anybody. And I know that at the moment, they are about 800 metre from me where I'm staying. They close all the exits, entrances, to everybody and the city is like a frozen city, you can't come in and you can't go out. So many civilians their houses been surrounded and you didn't let the owner to in our out. That's funny, isn't it.

But I will promise to you, everybody has their right to defend life and we are all military. We're not professional as they are well trained, but spiritually this is my country, this is my home and I more stronger than they are. I promise to people of the Australia, I don't want to have any clash with your Australian soldier and I feel shamed to do that. But if they come, they cross the line. I have a right to defend myself.

DJAJAMIHARDJA: If and when the Australian troops try to capture you. Are you going to fight back?

REINAIDO: As I tell you, everybody have a right to defend themselves. I never surrender or to be captured by anybody. I like to talk. They point the weapon, point weapon to me, I will fight back to the last blood of myself and I will stand here. I am not going anywhere.

DJAJAMIHARDJA: You mean you won't hesitate to kill Australian troops? You won't hesitate? You won't hesitate to kill Australian troops?

REINAIDO: Not Australians, whoever it is want to endanger my life, I will respond.


NOTA DE RODAPÉ:

Até que enfim que a imprensa australiana, chama a Reinado "antigo major militar"...

O desertor Reinado promete 'lutar até à morte'

(Tradução da Margarida)
Artigo de: The Australian
Por Stephen Fitzpatrick e Mark Dodd
Fevereiro 28, 2007 01:00am

O lider militar desertor de Timor-Leste Alfredo Reinado ameaçou defender-se a ele próprio "até à morte " de um posto pesadamente armado da cidade do centro, Same, onde estava ontem cercado pelas tropas SAS Australianas.

"Não cometi nenhum crime contra a Austrália ou contra a comunidade internacional, nunca ameacei a vida de nenhum internacional – os criminosos reais são os líderes do nosso Governo," disse o Major Reinado, que ainda mantém a comissão nas forças armadas do país mas também enfrenta acusações de homicídio sobre a violência que varreu Timor-leste o ano passado.

É acusado de liderar um ataque contra soldados leais (ao governo) em 23 de Maio que deixou cinco mortos e 10 feridos.

O antigo responsável da polícia militar e treinado pelos Australianos fugiu esta semana do seu esconderijo na região das montanhas no leste em Ermera para outro local no distrito vizinho de Same, de onde falou para The Australian por telefone ontem.

Negou afirmações de que tinha roubado 25 espingardas de assalto da guarda de fronteira Timorense, dizendo que as armas de fogo tinham sido “emprestadas” por colegas polícias no fim-de-semana para que pudesse proteger-se depois de relatos que havia contratos para o matarem.

Um porta-voz da ADF disse que tropas Australianas estavam "a trabalhar de perto com o Governo de Timor-Leste depois de um pedido do Presidente para prenderem Reinado ". E uma fonte diplomática de topo com base Dili disse que os "especialistas estão cá ", referindo-se aos SAS.

Mas o major Reinado, que liderou uma fuga de 57 homens da prisão de Becora em Dili em Agosto, negou ter fugido para Same depois de saber que havia movimentações para o prenderem antes das eleições presidenciais de 9 de Abril. "Fugir não é o meu estilo. Vim para aqui para passar umas férias, para relaxar e muitos dos polícias de Timor-Leste juntaram-se a mim porque é um gang divertido," disse.

Negou que tivesse ameaçado matar tropas Australianas se tentassem prendê-lo mas emitiu uma ameaça velada que tem a intenção de se auto-defender contra qualquer ataque. "Só me entregarei à minha própria gente, ao meu próprio sistema de justiça," disse. "Não entregarei as minhas armas. Posso morrer amanhã, em qualquer altura, mas resolve isso qualquer problema?"

O envolvimento dos SAS segue-se a um discurso televisionado para todo o país esta semana do Presidente Xanana Gusmão no qual denunciou o major Reinado.

Depois de uma reunião com o chefe da ONU Atul Khare e o comandante militar Australiano em Dili, o Brigadeiro Mal Reardon, o Sr Gusmão depois autorizou que fosse tomada a iniciativa militar.

Lançamento do documentário da FRETILIN

Maubere oan sira, hamriik ba’a!
(Povo Maubere, erguei-vos!)

MEMORIAL HALL, 28 Fevereiro, 4ª feira, 18H00
(entrada restrita - por convite)

É um filme que retrata o sentir do Povo Maubere pela FRETILIN – organização política que sempre soube ser a vanguarda de todos quantos ansiavam pela independência nacional de Timor-Leste.

O filme não só aborda o papel histórico da FRETILIN mas também os benefícios sentidos durante os primeiros anos de governação e as perspectivas futuras do partido para o desenvolvimento do país e erradicação da pobreza em todas as suas dimensões.

Uma vez mais, a FRETILIN veicula o conceito Maubere, conceito esse que imprimiu um impacto profundo no desenvolvimento do movimento de unidade nacional em prol da libertação de Timor-Leste. O Maubere não tem cor, não tem estrato social e não é regionalista. O Maubere não discrimina quem quer que seja. Ser-se Maubere é ser-se destemido no combate contra a opressão sob qualquer forma. Este sentir transformou-se numa força colectiva com uma identidade própria. Maubere é um conceito político-histórico com a particularidade de ser genuinamente timorense. O Povo de Timor-Leste é o Povo Maubere.

Timorenses em vários pontos do território falam dos benefícios dos primeiros quatro anos de governação da FRETILIN.

“Maubere oan sira, hamriik ba”, é um trabalho conjunto de:

Nuno Rodrigues
Benícia Magno
Rahung Nasution e
Lúcia Salinas-Briones

Música: Aquino Vieira
Produzido pelo DEPIM ( Departamento de Informação e de Mobilização da FRETILIN)

A crise político-militar que dividiu o país (CRONOLOGIA)

Lisboa, 27 Fev (Lusa) - O cerco militar ao major rebelde Alfredo Reinado é o mais recente episódio de uma crise de 10 meses em Timor-Leste que já causou a demissão do primeiro-ministro Mari Alkatiri e profundas divisões entre os timorenses.

A seguir, a cronologia dos principais episódios da crise político-militar em Timor-Leste.

28 de Abril de 2006 - Uma manifestação convocada por centenas de militares contestatários e a sua repressão em Díli resultou na morte de cinco pessoas e em mais de 80 feridos, segundo números oficiais.

06 de Maio - Militares no activo, encabeçados pelos majores Marcos Tilman, Alfredo Reinado e Alves "Tara" aderem ao movimento contestatário para pressionar o presidente Xanana Gusmão a demitir o primeiro-ministro Mari Alkatiri.

17 de Maio - Reinado manifesta lealdade a Xanana e acusa Alkatiri de ter ordenado às Forças Armadas para substituírem a polícia nos confrontos de Abril em Díli.

23 de Maio - Confrontos em Díli entre as FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e homens liderados pelo major Reinado matam um homem e ferem seis outros.

24 de Maio - O major Alfredo Reinado manifestou-se disponível para "apertar as mãos" às forças internacionais que chegarem a Timor-Leste na sequência do pedido das autoridades timorenses e a "fazer a paz" nas condições do Presidente Xanana Gusmão.

25 de Maio - Xanana Gusmão assumiu pessoalmente o controlo das forças de segurança, retirando ao governo essa competência, na sequência de confrontos generalizados ao longo do dia em Díli, que provocaram pelos menos seis mortos.

01 de Junho - O primeiro-ministro timorense, Mari Alkatiri, anunciou a demissão dos ministros da Defesa e do Interior, mas reiterou que se manterá à frente do governo.

16 de Junho - O líder dos militares rebeldes timorenses foi o primeiro a entregar a sua arma e carregadores aos militares australianos, no âmbito do processo de entrega de armas accionado pelo Presidente da República.

26 de Junho - Mari Alkatiri demitiu-se do cargo de primeiro-ministro de Timor-Leste após um "braço de ferro" com o Presidente da República, Xanana Gusmão, apesar da FRETILIN ter apoiado a sua continuação à frente do governo.

25 de Julho - A GNR encontrou uma quantidade indeterminada de munições numa casa em Díli onde vive há algumas semanas o major rebelde Alfredo Reinado.

26 de Julho - Reinado, e cerca de 20 dos seus homens, foram detidos por posse ilegal de armas no Centro de Detenção das forças militares e policiais internacionais estacionadas em Timor-Leste.

30 de Agosto - O major Alfredo Reinado evadiu-se da cadeia da capital timorense juntamente com vários reclusos.

24 de Novembro - O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, defendeu que Reinado "deveria entregar-se à Justiça e responder pelos seus crimes".

25 de Janeiro de 2007 - A Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) insistiu que o major Alfredo Reinado deve "enfrentar a Justiça" entregando-se às autoridades.

25 de Fevereiro - O posto da polícia de fronteira de Maliana, sudoeste de Timor-Leste, foi assaltado por um grupo de homens liderado pelo major Alfredo Reinado, que levaram pelo menos 17 armas.

27 de Fevereiro - O major Alfredo Reinado está cercado em Same (interior Sul do país) por tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF)

MCL/LAS Lusa/Fim

Renegade Reinado vows to 'fight to the death'

Article from: The Australian
By Stephen Fitzpatrick and Mark Dodd
February 28, 2007 01:00am

RENEGADE East Timor military leader Alfredo Reinado has threatened to defend himself "to the death" from a heavily armed post in the central town of Same, where he was yesterday surrounded by Australian SAS troops.

"I have committed no crimes against Australia or against the international community, I never threatened any international life - the real criminals are the leaders of our Government," said Major Reinado, who still holds his commission in the country's armed forces but also faces murder charges over the violence that swept East Timor last year.

He is accused of leading an attack on loyalist soldiers on May 23 that left five killed and 10 injured.

The Australian-trained former head of the military police this week fled his hideout in the eastern mountain region of Ermera for another location in the nearby district of Same, from where he spoke to The Australian by phone yesterday.

He denied claims he had stolen 25 assault rifles from East Timorese border guards, saying the firearms had been "loaned" to him by police colleagues at the weekend so he could protect himself after reports there were contracts out on his life.

An ADF spokesman said Australian troops were "working closely with the Government of East Timor after a request by the President to bring Reinado in". And a senior Dili-based diplomatic source said the "specialists are here", referring to the SAS.

But Major Reinado, who led a 57-man escape from Dili's Becora jail in August, denied he had fled to Same after learning there were moves to bring him in before the April 9 presidential poll. "Running away is not my style. I came here for a holiday, to relax and many of the police of East Timor have joined me because it's a fun gang," he said.

He denied he had threatened to kill Australian troops if they tried to arrest him but issued a veiled warning that he intended to defend himself against any attack. "I will only surrender to my own people, to my own justice system," he said. "I will not give up my weapons. I can die tomorrow, any time, but does that solve any problems?"

The involvement of the SAS follows a nationally televised address this week by President Xanana Gusmao in which he denounced Major Reinado.

Following a meeting with UN chief Atul Khare and the Australian military commander in Dili, Brigadier Mal Reardon, Mr Gusmao then authorised military action be taken.

O ESTUPOR...

http://abrangente.blogspot.com/

Desde Maio de 2006 que Timor-Leste está em estado de guerra permanente.E o pior ainda pode estar para vir, quando a campanha eleitoral tiver início.

Já foi revelado que a acusação contra Mari Alkatiri não produziu efeito, por falta de provas. O major Reinado, que recebeu treino na Austrália (país onde tem mulhere filhos), causou a morte de polícias e militares, e depois fugiu para as terras altas de Timor, instalou-se na Pousada de Maubisse, e acabou por nunca se entregar, nem ele nem os seus seguidores.

E foi a mulher de Xanana que, a pedido deste, mandou pagar a factura da estadia de Reinado em Dili e em Maubisse. Desafiou as tropas australianas, e agora assaltou uma esquadra e mais uma vez fugiu com armas e munições...

Até Xanana Gusmão acha que Reinado "passou dos limites".

O comandante das tropas aussies, que têm um comando independente das forças da ONU, já não é o brigadeiro Mick Slater. O actual comandante, brigadeiro Rerden, já declarou que não vai descansar enquanto o rebelde Reinado não se entregar.

E Reinado está disposto a matar, antes que seja morto... Desafiou mesmo astropas aussies a irem prende-lo...

É uma tragédia para Timor. Tem um governo que não governa e um presidente que pactuou com o chefe dos rebeldes...

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – TERÇA-FEIRA, 27 Fevereiro 2007

(Tradução da Margarida)

Relatos dos Media Nacionais

O Estado dá poder à ISF para capturar Alfredo

O governo de Timor-Leste, o Presidente da República e o Parlamento Nacional deram poderes às forças da ISF para capturarem com urgência o major Alfredo e o seu grupo em relação ao ataque e ao roubo de armas dos postos de fronteira de Maliana e Suai no Domingo. Dirigindo-se à nação na Segunda-feira à noite, o Presidente da República que é também o Comandante Supremo das Forças Armadas, disse que não há outra maneira de resolver o problema de Alfredo dado que ficou claramente provado que ele não respeita o Estado ou as suas instituições com o desmantelamento da Força da Polícia. O Presidente pediu à população para se manter calma e cooperar de modo a operação (poder) processar-se suavemente. O Presidente disse que tudo tinha sido feito para resolver o problema de Alfredo por meios passivos numa tentativa de evitar uma solução militar. Disse que Alfredo tem manipulado a situação sendo inconsistente com o que diz.

Em relação ao ataque, o Ministro do Interior Alcino Barris disse que será feita uma investigação ao comandante da Unidade de Patrulha de Fronteira (UPF) e aos seus membros em relação às armas roubadas. Disse que quer saber porque é que a polícia não reagiu ao ataque. Barris disse, de acordo com a informação que recebeu, que 18 homens fizeram o ataque, de que resultou a perda de 25 armas dos postos de Maliana e Lolotoe. Recusou mais comentários sobre o assunto.

Entretanto, contactado pelo telefone na Segunda-feira, o major Alfredo Reinado disse que não roubou armas. Disse que as pediu com bons modos aos oficiais da UPF para defender a população e que isto pode ser confirmado com os oficiais de polícia na fronteira. Alfredo disse que tem 16 armas e não 18 como tem sido afirmado pelo Ministro do Interior.

De acordo com o Timor Post, uma fonte que recusou identificar-se, confirmou que três armas de Salele-Suai foram tiradas de modo amigável e não roubadas. A fonte disse que quando o major Alfredo e o seu grupo chegaram ao posto de Salele estavam lá seis oficiais da UPF. Quanto ao pedido de Alfredo para as armas para defender a população, três dos oficiais sairam do posto e deixaram para trás as armas que foram depois confiscadas pelo major Alfredo e os três restantes fugiram do posto com as suas armas, disse a fonte anónima. (DN, TP, STL)

Alkatiri: partido CNRT é para enganar as pessoas

Falando em Oecussi durante a cerimónia de nomeação da Comissão Especial da Região da Fretilin para Monitorizar as Eleições para o enclave de Oecussi, o Secretário-Geral do partido Mari Alkatiri afirmou que não quer que o partido durma e que parta do princípio que já ganhou as eleições porque há algumas pessoas que querem subjugar o partido e que trabalham em estratégias para criar um novo partido chamado Conselho Nacional da Resistência Timorense l (CNRT) que será um partido para enganar as pessoas.

Alkatiri disse ainda que desde o princípio da guerra contra Timor-Leste quiseram fazer desaparecer a Fretilin ao matarem Nicolau Lobato e os seus colegas mas que apesar disso a Fretilin continuou a crescer. Também enfatizou que o partido não apoia nenhum candidato independente nas eleições presidenciais porque tem o seu próprio candidato. (STL)

Ramos-Horta: a Fretilin deu-me uma cadeira com três pernas

Ramos-Horta descreveu o seu poder no cargo desde que é primeiro-ministro como uma cadeira com três pernas que a Fretilin lhe deu para se sentar. Perguntou como é que alguém se pode sentar numa cadeira com três pernas a tentar equilibrar-se sem cair e com carvão quente debaixo da cadeira.

Disse que tinha aceite a responsabilidade de ser Primeiro-Ministro devido à crise e porque o Presidente da República, o Comité Central da Fretilin (CCF) e os dois bispos tinham depositado confiança nele.

Falando durante o ajuntamento em Laga para anunciar a sua decisão de concorrer às eleições Presidenciais, Ramos-Horta disse às pessoas presentes em Laga, no Distrito de Baucau, que depois da crise de 28 de Abril de 2006, viajou sózinho ao longo das estradas para ver a situação, que viajou para o aeroporto para se encontrar com deslocados a diferentes horas da noite, que convenceu pessoas nas ruas para regressarem para as suas casas, que visitou os feridos da UIR, PNTL e das F-FDTL no hospital e viajou em todos os distritos para reassegurar a presença do Estado não à procura do poder ou de um lugar.

Ramos-Horta disse que algumas pessoas lhe têm pedido para prestar contas do seu trabalho como Ministro dos Estrangeiros e da Cooperação ao que respondeu que o governo totalmente deve prestar contas ao povo. Disse que sob a sua liderança tinha estabelecido boa cooperação com a Ásia, África, Europa e a América do Norte e laços diplomáticos com 101 nações. O Ministro também louvou o povo nos distritos pela sua maturidade e por não se envolver na crise que tinha afectado somente Dili. (STL)

Assistência financeira do Governo do Japão para as eleições

O governo do Japão decidiu doar um total de US$723,000 para as eleições presidenciais e parlamentares de 2007 através do UNDP. De acordo com um comunicado de imprensa recebido pelo Diario Nacional a assistência financeira ajudará a implementação das eleições a processar-se com sucesso. (TP)

RTTL Títulos das Notícias

Segunda-feira, 26 Fevereiro de 2007

Timor-Leste pede às Forças Internacionais para capturar Reinado

O Primeiro-Ministro Ramos-Horta pediu às Forças Internacionais para capturarem o major Reinado e afirmou que o governo tinha cancelado as negociações com ele. Ramos-Horta disse que o Presidente da República, o Parlamento Nacional, o Governo e a comunidade internacional não tolerariam que alguém desestabilizasse a nação, anotando que contactou pessoalmente o Presidente da Indonésia para apertar a segurança na fronteira para impedir que Alfredo passe para a Indonésia. O Primeiro-Ministro disse também que as forças internacionais estavam prontas para deter Alfredo. A TVTL tentou contactar com Alfredo mas não teve sucesso.

Cortejo funerário pacífico

Planos para transportar os corpos dos mortos envolvidos nos incidentes de tiroteio pelas Forças Australianas na Segunda-feira através de algumas áreas da capital Dili não foram autorizados por razões de segurança. Os dois corpos foram levados para os seus distritos de Ossu/Viqueque e Baucau. Cerca de duas mil pessoas participaram na marcha, entoando palavras contra as Forças Australianas

A ISF investiga o incidente

O comandante das Forças Australianas Mal Rerden disse que as forças estão a fazer a sua própria investigação no incidente de tiroteio e que estão também a dar todo o apoio às investigações da UNPOL e do governo.

Conferência do Partido Republicano

O Partido Republicano realizou a sua primeira conferência em Manufahi no fim-de-semana com o objectivo de eleger membros para as suas estruturas e preparar-se para as próximas eleições legislativas.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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