terça-feira, fevereiro 26, 2008

A lata do costume

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Shame on you Mr. Khare!":

Margarida falou bem

Todos nós sabemos o que aconteceu há quase dois anos (e de então para cá).

Mas será que o Sr. Atul Khare sabe? É que parece que ficou amnésico. Se for o caso, nós podemos dar-lhe uma ajuda.

A UNPOL, consciente e assumidamente, desrespeitou ordens do tribunal, recusando-se a participar na captura de Reinado e dos outros evadidos da prisão.

A UNMIT calou-se perante os inúmeros atropelos às liberdades individuais e leis de Timor-Leste cometidos pelas forças australianas.

Mais recentemente, vimos imagens de Reinado e seus homens, armados, sendo recebidos com todas as honrarias numa esquadra da UNPOL.

Perante isto, só por masoquismo é que os timorenses iriam confiar de novo em quem já deu provas de incompetência e apoio a foragidos acusados de crimes graves.

Vamos ver se este novo mandato da UNMIT vai ser aproveitado pelo Sr. Khare para se redimir ou se vai ser mais do mesmo.

Police arrest and beat Timor Post employee, obstruct foreign reporters

Reporters Without Borders/Reporters sans frontières

25 February 2008
EAST TIMOR

Reporters Without Borders condemns the action of the police in arresting and beating a Timor Post journalist on the night of 22 February as he was travelling to the location in Kaikoli, near Dili, where his daily is printed in order to help prepare the next issue. He was freed the next day.

The staff of daily newspapers have had to take risks to bring out issues on time since an
8pm-to-6am curfew was imposed under a state or emergency that was declared after the attempted murders of President José Ramos-Horta and Prime Minister Xanana Gusmao on 11 February. The emergency was extended for another 30 days on 22 February.

Reporter Rory Callinan of Time magazine and photographer John Wilson were detained and threatened by Australian members of an international peace-keeping force near Dili in mid-February when they tried to avoid a roadblock set up by the peace-keepers during a sweep for rebel soldiers.

According to their story, published in The Australian, they were eventually able to continue on their way but were arrested again for violating the curfew. Other reporters, including The Australian's correspondent, were blocked at a checkpoint by Australian soldiers.

The Australian photographer Lindsay Moller was meanwhile manhandled by two Portuguese peace-keepers and forced to delete the photos she had taken of an Australian woman of Timorese origin, Angelita Pires, who had been arrested on suspicion of supporting soldiers participating in the uprising.

Prime Minister Gusmao imposed the state of emergency in order to facilitate operations
against the rebels. Gusmao was not hurt in the 11 February murder attempts but the president was serious injured. Three weeks before, on 18 January, Gusmao had threatened to arrest journalists who published "erroneous" information. He referred at the time to recent interviews with rebel leader Alfredo Reinado which, he said, had contributed to national instability.

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TIMOR LESTE

Un employé du Timor Post arrêté et passé à tabac par la police, des reporters étrangers empêchés de travailler

Reporters sans frontières dénonce le traitement infligé à un reporter du Timor Post qui a été arrêté puis battu par la police, dans la nuit du 22 février 2008, alors qu'il se rendait à
l'imprimerie de Kaikoli, près de Dili, pour préparer la parution du quotidien. Il a été relâché le lendemain.

L'agression est survenue alors que l'état d'urgence a été prolongé de trente jours, à
compter du 22 février 2008, suite aux tentatives d'assassinat, le 11 février, du Premier ministre et du président José Ramos-Horta. Le couvre-feu imposé à la population de 20 heures à 6 heures du matin contraint les rédactions des quotidiens à prendre des risques importants pour pouvoir boucler leurs publications.

Par ailleurs, Rory Callinan du magazine américain Time et le photographe John Wilson ont été interpellés et menacés mi-février par des soldats australiens près de Dili. Selon leur témoignage, publié dans The Australian, les deux journalists tentaient de contourner un barrage installé par les forces internationales qui menaient une opération pour retrouver des mutins. Après avoir pu reprendre la route, les deux reporters et leurs enterprètes ont été de nouveau interpellés pour avoir violé le couvre-feu. D'autres
collègues, notamment du quotidien The Australian, ont été bloqués à un check-point par des soldats australiens.

Et au même moment, Lindsay Moller, photographe de The Australian, a été malmenée par deux soldats portugais de la force internationale puis contrainte d'effacer des clichés d'une Australienne d'origine timoraise, Angelita Pires, en état d'arrestation. Cette dernière est soupçonnée d'avoir soutenu les mutins.

Le Premier ministre Xanana Gusmao, sorti indemne de l'attaque dont il était la cible, a imposé l'état d'urgence pour lutter contre les insurgés.

Déjà le 18 janvier 2008, le chef du gouvernement avait menacé d'arrêter les journalistes qui publieraient des informations "erronées". Il avait notamment évoqué de récentes interviews du chef rebelle Alfredo Reinado, qui, selon lui, auraient contribué à l'instabilité nationale.

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Vincent Brossel
Asia - Pacific Desk
Reporters Sans Frontières
47 rue Vivienne
75002 Paris
33 1 44 83 84 70
33 1 45 23 11 51 (fax)
asia@rsf.org
www.rsf.org

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Tradução:

Polícia prende e agride jornalista do Timor Post e impede trabalho de repórteres estrangeiros

Repórteres Sem Fronteiras /Reporters sans frontières

25 Fevereiro 2008
TIMOR-LESTE

Os Repórteres Sem Fronteiras condenam as acções da polícia que prendeu e agrediu um jornalista do Timor Post na noite de 22 de Fevereiro quando ele ia para Kaikoli, perto de Dili, onde é impresso o seu jornal, para preparara edição seguinte. Foi libertado no dia seguinte.

Os funcionários dos jornais têm tido que correr riscos para que os jornais possam sair a horas desde que foi instaurado um recolher obrigatório sob um estado de emergência que foi declarado depois das tentativas de assassínio do Presidente José Ramos-Horta e Primeiro-Ministro Xanana Gusmão em 11 de Fevereiro. O estado de emergência foi prolongado por mais 30 dias em 22 de Fevereiro.

O repórter Rory Callinan da revista Time e o fotógrafo John Wilson foram detidos e ameaçados por tropas Australianas membros da força internacional perto de Dili em meados de Fevereiro quando tentaram evitar um posto de controlo de estrada montado pelas tropas estrangeiras durante uma busca aos soldados amotinados.

De acordo com a história deles, publicada no The Australian, eles acabaram por conseguir continuar o caminho mas foram novamente presos por terem violado o recolher obrigatório. Outros repórteres, incluindo o correspondente do The Australian, estiveram bloqueados em postos de controlo por soldados Australianos.

A fotógrafa do The Australian Lindsay Moller foi entretanto importunada por dois polícias Portugueses e forçado a eliminar as fotos que tinha tirado a uma mulher Australiana de origem Timorense, Angelita Pires, que fora presa por suspeita de apoio aos amotinados que tinham participado no levantamento.

O Primeiro-Ministro Gusmão impôs o estado de emergência de modo a facilitar as operações contra os amotinados. Gusmão saiu ileso nas tentativas de assassínio de 11 de Fevereiro mas o presidente ficou ferido com gravidade. Três semanas antes, em 18 Janeiro, Gusmão tinha ameaçado prender os jornalistas que publicassem informações "erradas". Na altura referia-se a entrevistas recentes com o líder amotinado Alfredo Reinado que, disse, tinham contribuído para a instabilidade nacional.

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TIMOR-LESTE

Um jornalista do Timor Post preso e metido na prisão pela polícia, repórteres estrangeiros impedidos de trabalhar

Os Repórteres sem fronteiras denunciaram o tratamento infligido a um repórter do Timor Post que foi preso, depois agredido pela polícia, na noite de 22 de Fevereiro quando se dirigia para a gráfica em Kaikoli, perto de Dili, porá preparar a saída do quotidiano. Foi libertado no dia seguinte.

A agressão aconteceu quando o estado de emergência foi prolongado por trinta dias, a começar em 22 de Fevereiro de 2008, depois das tentativas de assassínio de 11 de Fevereiro, do Primeiro-ministro e do presidente José Ramos-Horta. O recolher obrigatório imposto à população das 20 horas às 6 horas da manhã obriga as redacções dos jornais diários a correrem riscos para prepararem as suas publicações.

Por outro lado, Rory Callinan da revista americana Time e o fotógrafo John Wilson foram interpelados a ameaçados em meados de Fevereiro por soldados australianos perto de Dili. Conforme o testemunho deles, publicado no The Australian, os dois jornalistas tentaram contornar um posto de controlo instalado pelas tropas internacionais que conduziam uma operação para encontrar os amotinados. Depois de conseguirem retomar a estrada, os dois repórteres e os seus intérpretes foram de novo interpelados por terem violado o recolher obrigatório. Outros colegas, nomeadamente do diário The Australian, foram bloqueados num posto de controlo por soldados australianos.

E na mesma altura, Lindsay Moller, fotógrafa do The Australian, foi importunada por dois polícias portugueses da força internacional e depois obrigada a eliminar as fotos duma Australiana de origem timorense, Angelita Pires, quando estava a ser presa. Esta última é suspeita de ter ajudado os amotinados.

O Primeiro-ministro Xanana Gusmão, que saiu ileso do ataque que o visou, impôs o estado de emergência para lutar contra os amotinados.

Já em 18 Janeiro 2008, o chefe do governo tinha ameaçado prender os jornalistas que publicassem informações "erradas". Ele tinha nomeadamente evocado as entrevistas recentes do líder amotinado Alfredo Reinado, que, segundo ele, tinham contribuido para a instabilidade nacional.

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Vincent Brossel
Gabinete Ásia - Pacífico
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Mandato da missão da ONU prorrogado por mais um ano

Nações Unidas, Nova Iorque, 25 Fev (Lusa) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas prorrogou hoje o mandato da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) por mais um ano, ao aprovar por unanimidade a resolução 1802.

O mandato, que terminava na terça-feira, foi assim prorrogado até 26 de Fevereiro de 2009.

A UNMIT, actualmente com 2.700 pessoas, foi criada em Agosto de 2006 e conta com uma componente policial de 1.480 efectivos, mais de uma centena dos quais pertencem à Guarda Nacional Republicana (GNR, força portuguesa).

O mandato da UNMIT é ajudar o governo timorense a "consolidar a estabilidade, promover uma cultura de governação democrática e a facilitar o diálogo político".

Além dos efectivos ao serviço das Nações Unidas, a Austrália e a Nova Zelândia mantêm em Timor-Leste mais de um milhar de militares, no âmbito das Forças Internacionais de Estabilização (ISF, no acrónimo em inglês), enviadas na sequência da grave crise político-militar desencadeada em Abril de 2006.

No passado dia 11, os chefes de Estado e de governo de Timor-Leste, José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, respectivamente, foram alvo de atentados separados.

Ramos-Horta, gravemente ferido, encontra-se ainda em Darwin, norte da Austrália, em tratamento médico, enquanto Xanana Gusmão saiu ileso.

Na resolução hoje aprovada por unanimidade, o Conselho de Segurança da ONU "apela ao povo de Timor-Leste para que permaneça calmo, faça prova de contenção e a mantenha a estabilidade no país"

EL.
Lusa/Fim

UN council condemns murder attempt on East Timor leader

earthtimes.org
Posted : Mon, 25 Feb 2008 18:12:05 GMT

New York - The UN Security Council on Monday condemned "in the strongest possible terms" the attempt on the life of East Timor's President Jose Ramos-Horta, calling it an attack on the institutions of the island nation. The council belatedly adopted a resolution to state its position on the situation in East Timor, where a UN peace mission has been assisting the government in Dili to strengthen political and economical development.

Ramos-Horta and his prime minister survived an assassination attempt on February 11 that was led by rebel leader Alfredo Reinado, who was shot to death. Ramos-Horta was severely wounded and flown to Australia for medical services.

The UN said Monday one of Reinado's rebel groups surrendered, but not the rest.

The resolution condemned the attack, calling on Dili to bring the attackers to justice. It urged political leaders to work together for peace and democracy.

Shame on you Mr. Khare!

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Elemento do antigo grupo de Reinado rendeu-se à po...":

“Penso também que é bom lembrar Maio de 2006, e todos sabem o que aconteceu em Maio de 2006, e eu congratulo-me por ver pela primeira vez as F-FDTL e a PNTL numa operação conjunta. Isso dá-me esperança para o futuro", sublinhou o chefe da UNMIT.

Se se lembra tão bem de Maio de 2006 como diz, menos desculpa tem então para o comportamento de desafio e de incumprimento da decisão do tribunal que acatou e fez acatar pela UNPOL a não execução dos mandatos de captura contra quem enveredou pela violência contra os seus camaradas de armas e a população de Díli.

Shame on you Mr. Khare!

Militares indonésios instruídos para reforçar coordenação conjunta de segurança na fronteira

Kupang, Indonésia, 25 fev (Lusa) - Os militares indonésios colocados junto à fronteira com Timor-Leste receberam instruções para reforçar a coordenação da segurança na zona fronteiriça com as autoridades timorenses, noticiou hoje a agência Antara.

A referência às instruções foi feita no decorrer de uma cerimónia realizada hoje em Kupang, a capital do lado indonésio da ilha de Timor, pelo comandante da Região Militar IX da Indonésia, major-general GR Situmeang.

Aquele responsável militar disse que o comando sub-regional tem "garantido a segurança da fronteira de forma correcta", mas destacou a importância de "intensificar a coordenação" das acções de controlo com o lado timorense.

Igualmente citado pela ANTARA, o comandante sub-regional, coronel Winston Pardamean Simanjuntak, confirmou que além da coordenação que diz manter com os oficiais timorenses, tem também trabalhado com os elementos da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT), colocados junto à fronteira.

"A coordenação é fundamental e é essencial que, periodicamente, os militares (indonésios) e os oficiais encarregues da segurança de Timor-Leste, bem como as Nações Unidas, reforcem esse mecanismo para prevenir diferenças na aplicação de medidas e políticas", adiantou.

O coronel Winston Pardamean Simanjuntak acrescentou que as principais ameaças à segurança fronteiriça são o contrabando e a entrada ilegal de imigrantes.

A Indonésia anunciou o reforço da segurança na sua fronteira com Timor-Leste, na sequência dos ataques de 11 de Fevereiro, contra o presidente timorense, José Ramos-Horta, e o primeiro-ministro Xanana Gusmão.

No passado dia 15, o embaixador da Indonésia em Lisboa, Francisco Lopes da Cruz disse à Lusa que as autoridades de Jacarta tinham aberto a fronteira.

"Abrimos a fronteira àqueles que por um motivo ou outro querem passar, sem entraves nenhuns, por questões de segurança ou para garantir a circulação de bens de primeira necessidade", acrescentou.

A Indonésia ocupou Timor-Leste entre 1975 e 1999.

EL.
Lusa/Fim

Comunicado - SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS
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COMUNICADO À IMPRENSA


Díli, 25 de Fevereiro de 2008


Elemento do grupo de Reinado entrega-se à Polícia em Díli

Um dos arguidos do processo envolvendo Alfredo Reinado anterior aos acontecimentos do passado dia 11 de Fevereiro entregou-se hoje à Polícia, em Díli, informou o Procurador Geral da República, Longuinhos Monteiro.

Sobre aquele elemento impende igualmente mandado de captura relativamente aos acontecimentos de 11 de Fevereiro. No total são 23 os mandados emitidos, encontrando-se mais três em processo e tendo outros cinco sido requisitados ao tribunal, aguardando despacho do juiz.
O Governo apela aos restantes que sigam este bom exemplo e se entreguem à Justiça, e não optem pela via da violência.

Secretaria de Estado da Segurança lamenta incidente com jornalistas do Timor Post

A Secretaria de Estado da Segurança (SES) já reuniu com os jornalistas do Timor Post afectados e apresentou desculpas em nome do Governo pelo incidente de hoje, em que a polícia usou da força de forma não justificada, reiterando a necessidade de corrigir este tipo de actuação.

A SES recordou que a polícia está sob muita pressão por ter que funcionar vinte e quatro horas diárias durante o Estado de Sítio. Apelou ainda aos cidadãos para colaborarem ao máximo, não violarem as limitações impostas pelo Estado de Sítio e prestarem a assistência necessária às forças de segurança, para garantir que tudo decorra da melhor forma.

Governo expressa gratidão pelo comportamento salutar de todo o Povo

O Governo reitera o seu profundo apreço pelo comportamento salutar de todo o Povo até este momento, um apoio que se deve manter até que termine o Estado de Sítio.

Em reunião extraordinária realizada no sábado, o Conselho de Ministros expressou a sua total confiança no Comando Conjunto e em todos os componentes das Forças de Segurança que neste momento assumem no terreno a responsabilidade de garantir os resultados que o Povo e o Estado necessitam de alcançar durante o Estado de Sítio.

O Secretário de Estado do Conselho de Ministros
Porta-voz do Governo

segunda-feira, fevereiro 25, 2008

Elemento do antigo grupo de Reinado rendeu-se à polícia da ONU

Díli, 25 Fev (Lusa) - Um elemento do antigo grupo do major Alfredo Reinado rendeu-se hoje à Polícia das Nações Unidas (UNPol), anunciou em Díli o chefe da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT).

"Um dos co-arguidos do processo (contra Alfredo Reinado) contactou-nos hoje de manhã dizendo que estava pronto para se entregar", anunciou o representante especial do secretário-geral da ONU, Atul Khare.

O subcomissário e comandante operacional da UNPol, Hermanprit Singh, deslocou-se pessoalmente a Maubisse (oeste) para transferir o elemento que se rendeu para Díli.

"Não foi preciso usar algemas nem nenhuma coacção", explicou Atul Khare, que chefia a UNMIT.

Atul Khare não identificou o nome do elemento que se rendeu à UNPol, "por razões de segurança, porque isso não compete à UNMIT mas às entidades judiciais, e para evitar possíveis represálias sobre a família do acusado".

O elemento que hoje se rendeu é um dos 13 co-arguidos, de um grupo inicial de 17, no processo em que o major Alfredo Reinado era acusado de homicídio, rebelião e posse ilegal de material de guerra.

Esses co-arguidos faziam parte do grupo que se evadiu do Estabelecimento Prisional de Becora, em Díli, a 30 de Agosto de 2006, e que, mais tarde, estiveram com o major Alfredo Reinado após o assalto a três esquadras de Polícia de Fronteira, em Fevereiro de 2007.

Todos, excepto um, dos 17 co-arguidos eram antigos militares das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e quase todos pertenciam à Polícia Militar, a unidade que, na altura da crise de 2006, era comandada por Alfredo Reinado.

O elemento que se rendeu hoje em Maubisse "não trazia arma", segundo Atul Khare, que afirmou também desconhecer os motivos da rendição deste elemento.

A rendição do co-arguido aconteceu no terceiro dia da operação "Halibur", lançada em conjunto pelas F-FDTL e pela Polícia Nacional (PNTL) para capturar os elementos que atacaram o Presidente da República e o primeiro-ministro, a 11 de Fevereiro.

No primeiro desses dois ataques, em que o Presidente José Ramos-Horta ficou gravemente ferido, morreu o major Alfredo Reinado.

O grupo de atacantes passou a ser liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, líder dos chamados peticionários, a quem é atribuído o ataque ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e que continua fugido.

O processo de acantonamento dos peticionários das F-FDTL, que estiveram no centro da crise de 2006, foi iniciado há duas semanas, em Aitarak Laran, Díli, e até hoje concentrou 324 elementos, segundo Atul Khare.

"Sei o número exacto porque 295 estavam no acantonamento de Aitarak Laran, mais 20 vieram escoltados pela UNPol de Same e outros nove de Ainaro", afirmou o chefe da UNMIT na conferência de imprensa.

Questionado, de novo, sobre a responsabilidade da UNPol ou das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) nos ataques de 11 de Fevereiro, Atul Khare recordou hoje que "Timor-Leste é um país soberano e as autoridades nacionais têm que actuar, quer a comunidade internacional seja ou não capaz" de actuar.

"Penso também que é bom lembrar Maio de 2006, e todos sabem o que aconteceu em Maio de 2006, e eu congratulo-me por ver pela primeira vez as F-FDTL e a PNTL numa operação conjunta. Isso dá-me esperança para o futuro", sublinhou o chefe da UNMIT.

Elementos das F-FDTL e da PNTL protagonizaram combates e incidentes violentos durante a crise política e militar de 2006.

O 1º comandante do Comando Conjunto da operação "Halibur", o tenente-coronel das F-FDTL Filomeno Paixão, anunciou hoje em conferência de imprensa que as forças conjuntas ainda não tiveram "nenhum encontro" com o grupo de Gastão Salsinha.

Filomeno Paixão informou que as forças conjuntas da F-FDTL e PNTL encontram cinco peticionários "que tinham o intuito de se apresentar em Aitarak Laran, mas tinham receio de entrar na cidade por causa dos controlos de estrada".

"Foram trazidos de boa maneira pelas nossas forças para o local de acantonamento" em Díli, acrescentou o tenente-coronel das F-FDTL.

Segundo Filomeno Paixão, "as operações foram feitas nos primeiros três dias nos arredores de Díli", desde Hera, a leste, passando por Fatuhai, a sul, até Tíbar, a oeste, no limite com Liquiçá.

"As forças não tiveram nenhum embate com o grupo GS (Gastão Salsinha)", afirmou Filomeno Paixão.

"Aproveitámos também para informar a população que não é preciso fugir porque não andamos a fazer prisões indiscriminadas", adiantou o oficial das F-FDTL, que apelou para a colaboração de todos com as autoridades.

PRM
Lusa/Fim

Ramos-Horta já se levantou e comeu sentado - irmã

Macau, China, 25 Fev (Lusa) - O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, lavantou-se hoje pela primeira vez, duas semanas depois dos ataques de 11 de Fevereiro, e "já comeu sentado à mesa", disse à agência Lusa a sua irmã Romana.

Contactada telefonicamente em Darwin a partir de Macau, Romana Horta afirmou que José Ramos-Horta "já fala melhor", que "já quer começar a trabalhar" e que ficou a saber que "só dentro de um mês" poderá viajar de avião.

"Os médicos disseram que durante mais um mês ele não pode voar e vai ter de permanecer aqui em Darwin", disse Romana Horta ao explicar que o estado de saúde do chefe de Estado de Timor-Leste "está a melhorar bastante" e que tem apenas agora "um tubo de oxigénio para o ajudar a respirar".

"Hoje voltaram a fazer os tratamentos às feridas das costas e os médicos disseram que tudo está a correr bem e que as feridas estão a sarar de forma muito satisfatória", explicou.

Entretanto, as autoridades australianas disponibilizaram um gabinete de trabalho para pessoal da presidência timorense no hospital onde o chefe de Estado está internado, tendo Ramos-Horta manifestado o desejo de "começar a ver papéis" nos próximos dias, disse a irmã.

"Está cá um assessor do meu irmão e nos próximos dias deverão deslocar-se aqui ao hospital algumas pessoas de Timor-Leste com quem ele (Ramos-Horta) pretende falar", acrescentou Romana Horta.

O presidente timorense foi gravemente ferido a tiro a 11 de Fevereiro, junto da sua residência em Díli, num ataque que resultou na morte do major rebelde Alfredo Reinado e de um elemento do seu grupo.

Pouco depois deste ataque, o primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, escapou ileso a uma emboscada na estrada entre Balíbar, onde reside, e Díli.

JCS.
Lusa/fim

UNMIT – MEDIA MONITORING - Monday, 25 February 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL News Coverage

No TVTL news coverage.

RTL News Coverage

Lasama appeals for petitioners to remain calm: The Acting President of the Republic, Fernando ‘Lasama’ de Araújo, accompanied by Vice Prime Minister José Luis Guterres and Special Representative of the Secretary-General (SRSG) Atul Khare, appealed to the petitioners to be patient and to resolve their problems peacefully.

Acting PR Lasama said that the increase of numbers of the petitioners to 300 shows the petitioners are optimistic and confident that their problems can be resolved.

SRSG Atul Khare further appealed to the petitioners to fight for development and poverty reduction rather than divisionism.

‘State of emergency’ extended: The Acting President of the Republic, Fernando ‘Lasama’ de Araújo, announced that the ‘State of Siege’ has been extended from February 23 to March 23 2008. Acting PR Lasama said that the ‘State of Siege’ was extended as state institutions are still jeopardized.

Australian Govt gives vehicles to PNTL: The Australian Government, through its Embassy in Timor-Leste, is providing 40 cars to the PNTL in order to support the work of the national police. The Operational Commander of PNTL Mateus Fernandes said that the support will allow the PNTL to work under any conditions to provide security throughout the country.

“The PNTL is facing many logistical problems due to the lack of vehicles. This assistance by the Government of Australia will help the institution to work more effectively,” said Commander Fernandes.

Print Coverage

PM demands arrests: In a speech made by Prime Minsiter Xanana Gusmão during the F-FDTL and PNTL military parade on Friday (22/2) in Dili, the PM said that it was time to arrest people who wanted to destroy the nation’s unity. “I am asking all State institutions to support our forces by giving confidence to the F-FDTL and PNTL,” said the Prime Minister. (DN)

‘State of Siege’ extended: The National Parliament officially approved on Friday (22/2) the extension of the ‘State of Siege’ for an additional period of thirty days. The curfew will be from 10pm to 6am every day from February 23 to March 23. The extension was proposed by the Government and authorized by the Acting President in consultation with the State Council and the Supreme Council of Defence and Security.

Fretilin MPs David Dias Ximenes and Cipriana Pereira protested the extension, claming that the nation does not need to be in a ‘State of Siege’ as there has been no major public disturbance to warrant it.

The PUN member of NP, Fernanda Borges, also said that many people were unhappy with the first and second stages of the ‘State of Emergency’, and has asked that human rights be respected by the joint F-FDTL and PNTL operation .

Prime Minister Gusmão defended the extension, arguing that the nation was still under threat from armed groups. (DN)

TMR: “We will look everywhere for Salsinha”: The Commander of the F-FDTL and PNTL Joint Operation, Brigadier General Taur Matan Ruak, has said that the Joint Operation will track down Salsinha and his group anywhere they are. Commander TMR said that even though the Joint Operation is ready to conduct the operation on Salsinha and his groups, he still hopes they will submit themselves to justice. (DN)

Lasama asks petitioners to come together: The Acting President of the Republic, Fernando ‘Lasama’ de Araujo, has asked the petitioners to gather in Ai-Tarak Laran in order to resolve their problems in the quickest manner possible.

“I hope they all come to join the others here. I get daily information about the numbers of petitioners which has increased from 100 to 300. I believe that they will all come together,” said Acting PR Lasama on Saturday (23/2). (STL)

Horta: no one should take revenge: President José Ramos-Horta has sent a message to the people of Timor-Leste through Acting President Fernando ‘Lasama’, saying that he wished all people in the country to live in peace and avoid any acts of vengeance. The message of the President was reported by Acting President Lasama during his visit to Ai-Tarak Laran to meet with the petitioners on Friday (22/2). (STL)

OP/ED: IDPs ready to return home: IDPs wanting to return home are waiting for assurances by the current government that they will be secure if they do so. “We have lived in these tents for two years now and are tired of it. We want to know that we can be safe to return home.” said Abílio Fernandes, one of the IDPs from Bairopite village. (STL)

TMR: Salsinha’s group never wastes time: The Commander of the F-FDTL Brigadier General Taur Matan Ruak has officially launched the F-FDTL/PNTL Joint Operation to capture Salsinha and his group who attacked the residence of PR Ramos-Horta and ambushed PM Xanana on Monday (11/2).

“Today I declare that the Joint Operation has begun and will pursue the rebels anywhere they are. Whoever hides or provides food or transport to Salsinha and his group will be included in this operation,” said Commander TMT on Friday (22/2). (TP)



Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA – Segunda-feira, 25 Fevereiro 2008

"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL Não houve Cobertura de Notícias

RTL Cobertura de Notícias

Lasama apela aos peticionários para ficarem calmos: O Presidente da República interino, Fernando ‘Lasama’ de Araújo, acompanhado pelo Vice- Primeiro-Ministro José Luis Guterres e pelo Representante Especial do Secretário-Geral (SRSG) Atul Khare, apelou aos peticionários para terem paciência e resolverem os problemas pacíficamente.

O PR interino Lasama disse que o aumento do número de peticionários para 300 mostra que os peticionários estão optimistas e confiantes que os seus problemas podem ser resolvidos.

O SRSG Atul Khare apelou ainda aos peticionários para lutarem pelo desenvolvimento e redução da pobreza em vez de divisionismo.

‘estado de emergência’ prolongado: O Presidente da República interino, Fernando ‘Lasama’ de Araújo, anunciou que o ‘Estado de Sítio’ foi prolongado de 23 de Fevereiro a 23 de Março de2008. O PR interino Lasama disse que o ‘Estado de Sítio’ foi prolongado porque as instituições do Estado ainda estão em perigo.

Governo da Austrália dá veículos à PNTL: O Governo Australiano, através da sua embaixada em Timor-Leste, está a entregar 40 carros à PNTL de modo a apoiar o trabalho da polícia nacional. O Comandante Operacional da PNTL Mateus Fernandes disse que o apoio permitirá a PNTL trabalhar sob quaisquer condições para dar segurança através do país.

“A PNTL está a enfrentar muitos problemas logísticos devido à falta de veículos. Esta assistência pelo Governo da Austrália ajudará a instituição a trabalhar com mais eficácia,” disse o Comandante Fernandes.

Cobertura impressa

PM pede prisões: Num discurso feito pelo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão durante a parada militar da F-FDTL e PNTL na Sexta-feira (22/2) em Dili o PM disse que era tempo de prender as pessoas que querem destruir a unidade da nação. “Peço a todas as instituições do Estado para apoiarem as nossas forças e darem confiança À F-FDTL e PNTL,” disse o Primeiro-Ministro. (DN)

‘Estado de Sítio’ prolongado: O Parlamento Nacional aprovou oficialmente na Sexta-feira (22/2) o prolongamento do ‘Estado de Sítio’ por um período adicional de trinta dias. O recolher obrigatório será das 10 pm até às 6 de 23 de Fevereiro a 23 de Março de 23. O prolongamento foi proposto pelo Governo e autorizado pelo Presidente interino depois de consultar o Conselho de Estado e o Conselho Supremo de Defesa e Segurança.

Os deputados da Fretilin David Dias Ximenes e Cipriana Pereira protestaram o prolongamento, afirmando que a nação não precisa de estar num ‘Estado de Sítio’ dado que não têm havido distúrbios públicos maiores que o justifiquem.

A deputado do PUN, Fernanda Borges, disse também que muita gente está descontente com o primeiro e Segundo estágio do “Estado de Emergência’, e perguntou se os direitos humanos vão ser respeitados pela operação conjunta da F-FDTL e PNTL.

O Primeiro-Ministro Gusmão defendeu o prolongamento, argumentando que a nação estava ainda sob ameaça de grupos armados. (DN)

TMR: “Procuraramos em todo o lado por Salsinha”: O Comandante da Operação Conjunta da F-FDTL e PNTL, Brigadeiro General Taur Matan Ruak, disse que a Operação Conjunta vai seguir o rasto de Salsinha e do seu grupo por todo o lado. O Comandante TMR disse que mesmo apesar da Operação Conjunta estar pronta para conduzir a operação contra Salsinha e os seus grupos, ele espera ainda que eles se entreguem à justiça. (DN)

Lasama pede aos peticionários para se juntarem: O Presidente da República interino, Fernando ‘Lasama’ de Araujo, pediu aos peticionários para se juntarem em Ai-Tarak Laran de modo a resolverem os problemas na maneira mais rápida possível.

“espero que venham todos para juntarem aos outros aqui. Recebo informações diárias acerca dos números dos peticionários que aumentaram de 100 para 300. Acredito que se juntarão todos,” disse o PR interino Lasama no Sábado (23/2). (STL)

Horta: ninguém se deve vingar: O Presidente José Ramos-Horta mandou uma mensagem para o povo de Timor-Leste através do Presidente interino Fernando ‘Lasama’, dizendo que deseja que toda a gente viva em paz e que evite actos de vingança. A mensagem do Presidente foi transmitida pelo Presidente interino Lasama durante a sua visita a Ai-Tarak Laran para se encontrar com os peticionários na Sexta-feira (22/2). (STL)

OP/ED: Deslocados prontos para voltarem a casa: Deslocados que querem voltar a casa estão à espera de garantias pelo corrente governo se ficarão ou não seguros. “temos estado a viver há dois anos nestas tendas e estamos cansados. Queremos saber quando é que é seguro voltar a casa.” Disse Abílio Fernandes, um dos deslocados da aldeia Bairopite. (STL)

TMR: grupo de Salsinha nunca perde tempo: O Comandante da F-FDTL Brigadeiro General Taur Matan Ruak lançou oficialmente a Operação Conjunta F-FDTL/PNTL para capturar Salsinha e o seu grupo que atacou a residência do PR Ramos-Horta e emboscou o PM Xanana na Segunda-feira (11/2).

“Hoje declare que começou a Operação Conjunta e que perseguiremos os amotinados onde quer que estejam. Quem quer que esconda ou dê comida ou transporte a Salsinha e ao seu grupo será incluído nesta operação,” disse o Comandante TMT na Sexta-feira (22/2). (TP)

Novo blog em Timor-Leste

Terra de Argonautas.

Alerta de tsunami na ilha de Samatra - sismo de 7.3

== PRELIMINARY EARTHQUAKE REPORT ==

Region: KEP. MENTAWAI REGION, INDONESIA

Geographic coordinates: 2.370S, 100.020E
Magnitude: 7.3 Mw
Depth: 35 km
Universal Time (UTC): 25 Feb 2008 08:36:35
Time near the Epicenter: 25 Feb 2008 15:36:35

Location with respect to nearby cities:

162 km (101 miles) SSW (193 degrees) of Padang, Sumatra, Indonesia
294 km (183 miles) WNW (302 degrees) of Bengkulu, Sumatra, Indonesia
360 km (224 miles) SSW (206 degrees) of Pekanbaru, Sumatra, Indonesia
589 km (366 miles) SW (226 degrees) of SINGAPORE


Tradução:

== Relatório PRELIMINAR do sismo ==

Região: KEP. MENTAWAI REGION, INDONESIA

Coordenadas Geográficas: 2.370S, 100.020E
Magnitude: 7.3 Mw
Profundidade: 35 km
Universal Time (UTC): 25 Fev 2008 08:36:35
Hora perto do Epicentro: 25 Fev 2008 15:36:35

Localização em relação às cidades próximas:

162 km (101 milhas) SSW (193 graus) de Padang, Sumatra, Indonesia
294 km (183 milhas) WNW (302 graus) de Bengkulu, Sumatra, Indonesia
360 km (224 milhas) SSW (206 graus) de Pekanbaru, Sumatra, Indonesia
589 km (366 milhas) SW (226 graus) de SINGAPORE

Health minister visits ETimor president

Radio Australia
Last Updated 25/02/2008, 15:02:45

East Timor's president, Jose Ramos-Horta, is continuing to make steady progress in Royal Darwin Hospital, two weeks after he was shot in Dili.

A spokeswoman for the president says he remains in the intensive care unit and hospital staff are happy with his progress.

She says East Timor's health minister, Nelson Martins, visited the president on Friday and reported that when Dr Ramos-Horta recovers he will be able to return to full duty.

The president is expected to remain in hospital for several more weeks.


Tradução:

Ministro da Saúde visita presidente de Timor-Leste

Radio Australia
Última Actualização 25/02/2008, 15:02:45

O presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, continua a fazer progressos constantes no Royal Darwin Hospital, duas semanas depois de ter sido baleado em Dili.

Uma porta-voz do presidente diz que ele continua na unidade de cuidados intensivos e os «70 membros do pessoal do hospital está muito satisfeito com os progressos”
Disse que o próprio Ministro da Saúde de Timor-Leste, Nelson Martins, visitou o presidente na Sexta-feira e que disse que quando o Dr Ramos-Horta recuperar poderá voltar para as suas funções.

Espera-se que o presidente fique no hospital algumas semanas.

FRETILIN calls for support to military operation and urges peaceful surrender

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

MEDIA RELEASE
Dili, 25.02.08

FRETILIN today urged its supporters to give every assistance to the military operation underway to capture army mutineers suspected of having carried out the attacks in Dili on February 11.

At the same time, the party appealed to armed fugitives to surrender peacefully, in order to avoid further death and suffering.

FRETILIN President Francisco Guterres LuOlo and General Secretary Mari Alkatiri made the appeal at a press conference at the parliament in Dili.

Both speakers stressed that FRETILIN did not want to see the people of Timor-Leste undergo any further death or suffering during the extended State of Siege and military operation authorized by the government against groups involved in the attacks on the President of the Republic and the de facto Prime Minister.

“On behalf of FRETILIN and its parliamentary wing we appeal to all armed groups of fugitives led by Mr. Gastao Salsinha to voluntarily surrender themselves to the security forces,” party president LuOlo said.

FRETILIN Secretary General Dr. Mari Alkatiri said: “We appeal to the people, including FRETILIN members and supporters to provide every assistance they can to the F-FDTL/PNTL joint command operation to enable them to undertake their operations with success.”

Dr Alkatiri appealed “especially to Gastao Salsinha and his armed group not to resist the military
operations being undertaken against them. It is better for you to surrender. You will only be able to contribute to the process of achieving the truth and justice if you remain alive.”

He added: “Our people have suffered enough, with many still living under tents and tarpaulins. Some are still suffering effects of injuries from violence and some have died. Our country does not need any more dead or wounded. For this reason, our party, who is accountable to the people, appeals to all armed groups to surrender themselves and their weapons, so that we can resolve this issue with justice and peace.”

Both LuOlo and Alkatiri vowed that FRETILIN would continue to work hard in the parliament to ensure that Timor-Leste does not experience any more unnecessary death or suffering during the State of Siege.

“FRETILIN repeats its call made from the beginning of the crisis, that any persons providing assistance to the fugitive armed groups should cease doing so because it will only bring grief and suffering to them and their families,” added LuOlo.

Finally, FRETILIN appealed to all major institutions in Timor-Leste, including the Catholic Church, other religious organizations and NGOs to contribute to seeking a path that will enhance the welfare of all Timorese in this time of national crisis.

For Further Information call Nilva Gimaraes, Media Officer, FRETILIN Parliamentary Group +670 7340389



Tradução:

FRETILIN pede apoio à operação militar e à rendição pacífica

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

COMUNICADO DE IMPRENSA
Dili, 25.02.08

Hoje a FRETILIN pediu aos seus seguidores para darem toda a assistência à operação militar em curso para capturar os amotinados das forças armadas suspeitos dos ataques em Dili em 11 de Fevereiro.

Ao mesmo tempo, o partido apelou aos foragidos armados para se renderem pacificamente de modo a evitar mais mortes e sofrimento.

O Presidente da FRETILIN Francisco Guterres LuOlo e o Secretário-Geral Mari Alkatiri fizeram o apelo numa conferência de imprensa no parlamento em Dili.

Ambos os oradores sublinharam que a FRETILIN não quer ver o povo de Timor-Leste a passar por mais mortes e sofrimentos durante o Estado de Sítio prolongado e as operações militares autorizadas pelo governo contra os grupos envolvidos nos ataques ao Presidente da República e o de facto Primeiro-Ministro.

“Em nome da FRETILIN e do seu grupo parlamentar apelamos a todos os grupos de foragidos armadas liderados pelo Sr. Gastão Salsinha para se renderem voluntariamente às forças de segurança,” disse o presidente do partido LuOlo.

O Secretário-Geral da FRETILIN Dr. Mari Alkatiri disse: “Apelamos ao povo, incluindo aos membros e apoiantes da FRETILIN para darem toda a assistência que puderem à operação de comando conjunto F-FDTL/PNTL para lhes dar a possibilidade de realizarem com sucesso as operações.”

O Dr Alkatiri apelou “especialmente a Gastão Salsinha e ao seu grupo armado para não resistirem às operações militares em curso contra eles. É melhor para vocês entregarem-se. Apenas se continuarem vivos poderão contribuir para o processo de alcançar a verdade e a justiça.”

Acrescentou: “O nosso povo já sofreu bastante, com muitos ainda a viverem sob tendas e oleados. Alguns ainda sofrem dos efeitos dos ferimentos da violência e alguns morreram. O nosso país não precisa de mais mortos e feridos. Por esta razão, o nosso partido, que é responsável perante o povo, apela a todos os grupos armados para se renderem e entregarem as armas, para podermos resolver a questão com justiça e paz.”

Ambos LuOlo e Alkatiri prometeram que a FRETILIN continuará a trabalhar no parlamento para assegurar que Timor-Leste não experimente mais mortes e sofrimentos desnecessários durante o Estado de Sítio.

“A FRETILIN repete os seus pedidos que fez desde o início da crise, que quaisquer pessoas que dão assistência aos grupos de foragidos armados devem deixar de dar porque se continuarem, isso apenas trará desgostos e sofrimentos para si e para as suas famílias,” acrescentou LuOlo.

Finalmente, a FRETILIN apelou a todas as maiores instituições em Timor-Leste, incluindo a Igreja Católica, outras organizações religiosas e ONG’s para contribuírem para encontrar um caminho que reforce o bem-estar de todos os Timorenses neste tempo de crise nacional.

Para mais Informação ligue a Nilva Guimarães, funcionária para os Media, Grupo Parlamentar da FRETILIN +670 7340389

To: Complaints, SBS Australia

Dear all

Attached below is a letter of complaint sent to SBS News from Jose Teixeira regarding a recent defammatory story by SBS.

Regards
Railakan Makaas

FRETILIN Media


Friday, February 22, 2008,

To: Complaints, SBS Australia

Yesterday your national news bulletin carried a report from a reporter in Timor-Leste, Maria Gabriela Carrascalao, wherein my character was seriously defamed by both Ms Carrascalao and SBS. The report imputed my involvement with the contemptible and abhorrent criminal attacks on the President and Prime Minister of Timor-Leste.

Your report and the imputations regarding me in the report are false and misleading. I have denied in a press release of the 20th of February 2008 that would have been accessible denied any involvement with these events. A press conference was also held by the FRETILIN parliamentary group on my behalf making it clear that this was based on nothing more than a political witch hunt of me and FRETILIN.

Facts would also have been available to your reporter yesterday that on 20th of February, the day after I was the subject of the police action, the prosecutor general himself stated that the police had acted "outside procedures", and that I was not and have never been a person named in a list provided by the prosecutor general to the police for questioning.

After being taken into the Dili Police Headquarters without either a warrant or another lawful reason, and in total disregard of my immunity as a member of the Timor-Leste National Parliament, I was informed by the commander of the National Investigations Division, a joint Timor-Leste Police and UN Police unit, that they did not have any requirement for my presence for questioning.

However, given the lateness of the night and after interventions on my part my some of the FRETILIN leadership, I was allowed to and in fact driven to a friend's residence where I stayed for the evening.

The fact that I was taken in 45 minutes before the commencement of the nightly curfew period is significant, as I was informed the following day by many police that many people were picked under similar circumstances to myself who were detained overnight at the police station but released in the morning for want of any basis of evidence whatsoever.

I presented the following morning as agreed with the commander of the National Investigation Division and gave a short statement. However, the police who took my statement did not have any facts to put to me because they had not been involved in bringing me in and other than a general knowledge of being brought in as a witness, knew nothing else.

After giving a short statement I was allowed to leave unimpeded and without further requirements from the police.

However, prior to leaving, the senior UN Police officer requested to speak with me and reiterated what had been told to me by the Timorese National Investigation Division Commander, that being that I was not named or known to them on any list provided by the Prosecutor General's Office from whom they took their instructions during the investigation of the events of 11th February 2008.

On the evening of my being subject to police action, a senior FRETILIN leader spoke to the Deputy Commander of the Timor-Leste National Police Operations who informed him that he was aware of the operation against me and ordered it. Though asked, he declined to comment on who gave him orders to order the operation against me. It is known that the prosecutor general's office was not aware or involved with the operation and nor was the National Investigations Division.

The fact is that orders were given and FRETILIN and I are demanding in parliament to know, as was demanded in the media conference on the 20th February, exactly who ordered that I be taken in for questioning.

All these facts were readily ascertainable by your Dili reporter had she bothered to seek information or even a comment from myself or other FRETILIN spokespersons, so as to report in a more balanced and truthful manner.

I have consistently denied knowing any of the persons suspected of being involved, including the deceased Reinado or of in any way having any involvement whatsoever with them or any of their activities whatsoever.

It is our firm belief that the police action against me was a politically motivated action with the knowledge of the government, aimed at tarnishing me good name and to undermine the effectiveness of my role as a FRETILIN media spokesperson and liaison officer. FRETILIN has and will continue to insist on an answer as to who gave the orders to the police to take the action they did against me.

I am currently taking legal advice and intended to commence all relevant legal proceedings in whichever jurisdiction may be necessary to seek to remedy the extensive damage that has already been sustained by my previously good name and character as a result of your defamatory report and other reports as well.

In the interim, I hereby demand that you broadcast a retraction taking into account the facts that were already available to your reporter and your network when the story ran last night.

This will only go a small way to remedying the damage already sustained by my hitherto good name and character.

Jose Teixeira MP
Dil, Timor Leste



Tradução:

Para: Reclamações, SBS Australia

Meus Caros

Junto em baixo está uma carta de reclamação enviada a SBS News de José Teixeira em relação a uma recente história difamatória da SBS.

Cumprimentos
Railakan Makaas

FRETILIN Media


Sexta-feira, Fevereiro 22, 2008,

Para: Reclamações, SBS Australia

Ontem, o seu boletim nacional de notícias trazia um relato duma repórter em Timor-Leste, Maria Gabriela Carrascalão,onde o meu carácter foi difamado gravemente por ambos Srª Carrascalão e SBS. O relato imputou o meu envolvimento com os ataques criminosos, mesquinhos e odiosos ao Presidente e Primeiro-Ministro de Timor-Leste.

O vosso relato e as imputações que me dizem respeito no relato são falsas e enganadoras. Eu neguei numa conferência de imprensa em 20 de Fevereiro 2008 qualquer envolvimento nesses eventos. Também o Grupo Parlamentar da FRETILIN realizou uma conferência de imprensa em meu nome deixando claro que isso foi baseado em nada mais do que numa perseguição política a mim e à FRETILIN.

A vossa poderia ter também tido acesso a factos de 20 de Fevereiro, o dia depois de ter sido sujeito da acção da polícia, onde o próprio procurador-geral afirmou que a polícia tinha actuado "à margem dos procedimentos", e que eu não estava, nem nunca tinha estado numa lista entregue pelo procurador-Geral à polícia para ser interrogado.

Depois de ter sido levado para a Sede da Polícia de Dili sem qualquer mandato ou qualquer outra razão legal, e em total desprezo da minha imunidade como deputado do Parlamento Nacional de Timor-Leste, eu fui informado pelo comandante da Divisão Nacional de Investigações, uma unidade conjunta da Polícia de Timor-Leste e da Polícia da ONU, que eles não tinham nenhum pedido para a minha presença para interrogatório.

Contudo, dada a hora tardia da noite e depois de intervenções da liderança da FRETILIN, fui autorizado e de facto fui levado para casa dum amigo onde passei a noite.

O facto de ter sido levado 45 minutos antes do começo do recolher obrigatório é significativo, dado que fui informado no dia seguinte por muitos polícias que muita gente foi apanhada sob circunstâncias similares às minhas e que ficaram detidas durante a noite na estação de polícia mas libertadas na manhã por não haver qualquer base de evidência.

Conforme combinado com comandante da Divisão Nacional de Investigações apresentei-me na manhã seguinte e fiz uma breve declaração. Contudo, o polícia que recebeu a minha declaração não tinha quaisquer questões a colocar-me porque não tinha estado envolvido em trazer-se e além do conhecimento geral de ser trazido como testemunha, não sabia mais nada.

Depois de dar a curta declaração fui autorizado a sair sem qualquer impedimento e sem qualquer pedido da polícia.

Contudo, antes de sair, o oficial de topo da Polícia da ONU pediu para falar comigo e repetiu o que me tinha sido dito pelo Comandante da Divisão Nacional de Investigações Timorense, que não fora indicado em nenhuma lista fornecida pelo Gabinete do Procurador-Geral de quem recebem instruções durante a investigação dos eventos de 11 Fevereiro2008.

Na manhã em que fui sujeito à acção da polícia, um líder de topo da FRETILIN falou com o Vice-Comandante de Operações da Polícia Nacional de Timor-Leste que o informou que sabia da operação contra mim e que a tinha ordenado. Apesar de lhe ter perguntado, ele declinou comentar quem é que lhe dera as ordens para a operação contra mim. É sabido que o Gabinete do Procurador-Geral não sabia e não estivera envolvido na operação nem a Divisão Nacional de Investigações.

O facto é que foram dadas ordens e a FRETILIN e eu estamos a exigir no parlamento para saber isso, tal como isso foi exigido na conferência de imprensa de 20 de Fevereiro, exactamente quem é que ordenou que eu fosse levado para interrogatório.

Todos estes factos estiveram à disposição da vossa repórter de Dili se ela se tivesse interessado em obter a informação ou mesmo um comentário de mim ou doutro porta-voz da FRETILIN para reportar de modo mais equilibrado e verdadeiro.

Neguei consistentemente conhecerqualquer das pessoas suspeitas de estarem envolvidas, incluindo o falecido Reinado ou de ter de qualquer maneira qualquer envolvimento seja de que modo for com eles ou com qualquer das suas actividades.

É nossa firme convicção que a acção da polícia contra mim foi uma acção politicamente motivada com o conhecimento do governo, que visava manchar o meu bom nome e minar a eficácia do meu papel como porta-voz e oficial de ligação para os media da FRETILIN. A FRETILIN tem insistido e vai continuar a insistir para obter as respostas sobre quem é que deu as ordens à polícia para fazer o que fez contra mim.

Correntemente estou a tomar aconselhamento legal e tenho a intenção de começar todos os procedimentos legais seja em que jurisdição for para procurar remediar os danos que já sofri ao meu bom nome e carácter como resultado do vosso relato difamatório, bem como outros.

Entretanto, exijo que emitam uma retracção levando em consideração os factos que já foram disponibilizados à vossa repórter e á vossa cadeia quando passou a história ontem à noite.

Isso será apenas uma pequena medida para remediar os danos que já sofri no meu bom bome e carácter.

José Teixeira, Deputado
Dil, Timor-Leste

Força FDTL!

Daniel Araujo deixou um novo comentário na sua mensagem "Só quem não conhece TMR é que pode ficar admirado ...":

Devias revelar o teu nome para que este debate que vou ter contigo seria muito mais interessante.

Timor Leste eh um estado democratico baseado em leis e poder do povo. Os seus representantes sao escolhido pelo povo que habita a ilha Timor Leste de Tutuala ate enclave Oecussi.

Inadmissivel, intoleravel, inaceitavel e devem ser rejeitadas pelo povo de Tutuala ate Oecussi as pessoas estupidas como Reinado e Salsinha, que com pretexto de serem representantes do povo da parte Loromonu, pretendem e desejam aniquilar os lideres legitimos do povo timorense. A estas pessoas rejeitadas pelo povo, chamam-se rebeldes e traidores da nacao e do povo. Os que, por isso, sera absolutamente correcto, devem ser capturados vivos ou mortos.

Nao vem agora tu a dizeres que eles sao do Loromonu.. as populacoes de Loromonu nao aceitam e deixarao de apoiar estes rebeldes traidores como Reinado falecido e Salsinha criminoso. Um filho de Maubissi como eu tamben nao aceita a soberania e existencia do estado democratico timorense posta em causa so por causa de ultrasensibilidade infantil e egoismo de algumas pessoas do loromonu que nao aguentavam com a vida dificil em militar.

Nao eh com as armas que se resolvem as alegadas discriminacoes que alguns colegas nossos tiveram nas F-FDTL mas com dialogo e atraves de instituicoes apropriadas como tribunais. Porem ja que Salsinha nao pensa com cabeca e optando pela forcas de armas entao eh absolutamente aceitavel e legitimo que as forcas de defesa da soberania timorense ou braco armado do estado de direito timorense: F-FDTL comandado pelo Brigadeiro general Taur Matan Ruak, os preseguem e apanha-los vivos ou mortos. Se forem apanhados vivos seria muito mais melhor para que possam ser levados a justica para revelarem a alegada terceira parte por tras deles que os apoiam financeira e logisticamente.

Como filho de Loromonu que sou apoio totalmente as nossas F-FDTL nas suas operacoes para que haja paz e prosperiedade na nossa nacao Timor Leste.

Forcaaaaaaaaaaaaaa!!!! F-FDTL defensor da nacao timorense!!!!!!

Daniel Araujo

Militante de Partido Democratico
Morada: Estrada De Balide

MEPs Scrutinize Human rights: Timor-Leste, Belarus, Congo

EuropaWorld.org
22/2/2008

In three human rights resolutions adopted at the end of last week's plenary session, the European Parliament condemned the assassination attempt on the president and prime minister of Timor-Leste (East Timor), drew attention once more to the lack of democracy and human rights in Belarus and highlighted the appalling violence in the North Kivu region of the Democratic Republic of Congo.

Assassination attempts in Timor-Leste

The resolution on Timor-Leste (East Timor) condemns the recent attacks on President José Ramos Horta and Prime Minister Xanana Gusmão, calls for a proper inquiry and urges long-term international support for the country.

According to the resolution, the shootings by rebel groups on 11 February 2008 of Timor-Leste's president and prime minister amounted to "separate but coordinated attacks against the leadership of the country and State institutions".

The EP notes that "a state of emergency has been declared by the Timorese parliament" and that "the government has requested reinforcements for the 1,600 international peacekeepers already deployed in Timor-Leste". It also points out that both the European Union and the United Nations are "publicly committed to supporting independence, democracy and the rule of law in Timor-Leste".

Condemnation of assassination attempt and call for thorough inquiry

Parliament "condemns vehemently" the attempted assassination of the president and the simultaneous attack against the prime minister. It hopes the Timorese authorities will be able to overcome these threats to the country's stability and "cooperate to ensure respect for law and order and the normal functioning of democratic institutions, in accordance with the Constitution". All parties in Timor-Leste are urged to refrain from violence and to engage in dialogue.

The EP calls for a thorough inquiry to clarify every detail of the apparent coup d’état attempt and "the failure of the security system in the country to bring to justice the perpetrators".

Meanwhile, it welcomes the opening of a joint investigation into the attacks by the UN and Timor-Leste police.

It also "stresses the importance of the conduct of Timor-Leste's neighbouring countries" in respecting the stability of Timorese society and the consolidation of its national democratic institutions but "acknowledges the positive attitude of Indonesia since the recognition of Timor-Leste's independence and the decisions of Australia and others to help".

Tackling Timor-Leste's fundamental problems: international aid essential

The country will also need political, technical and financial support in building infrastructure and administrative structures, invigorating its economy, boosting employment, alleviating poverty and consolidating democracy.

The Timor-Leste state institutions and the UN mission (UNMIT) are urged "to uphold the rule of law, combat impunity of crimes and ensure compliance with international human rights standards by all in Timor-Leste, especially the police and armed forces".

Lastly, the resolution asks the Commission to open up swiftly a fully functioning delegation in Dili and "recommends sending an ad hoc parliamentary delegation to Timor-Leste to reassess the political situation, express solidarity to democratic forces and institutions and renew the offer of EP assistance to the democratic functioning of the National Parliament".



Tradução:

EURODEPUTADOS Escrutinam os direitos Humanos: Timor-Leste, Bielorússia , Congo

EuropaWorld.org
22/2/2008

O Parlamento Europeu, em três resoluções de direitos humanos adoptadas na sessão plenário do final da semana passada, condenou o atentado de assassínio ao presidente e primeiro-ministro de Timor-Leste, chamou a atenção mais uma vez à falta de democracia e direitos humanos na Bielorússia e iluminou a violência incrível na região do Norte de Kivu da República Democrática do Congo.

Tentativas de assassínio em Timor-Leste

A resolução sobre Timor-Leste condena os ataques recentes ao Presidente José Ramos Horta e Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, apela a um inquérito correcto e urge por apoio a longo prazo internacional para o país.

De acordo com a resolução, os disparos por grupos amotinados em 11 Fevereiro 2008 do presidente e primeiro-ministro de Timor-Leste equivalem a "ataques separados mas coordenados contra a liderança do país e instituições do Estado".

A nota do PE faz notar que "foi declarado um estado de emergência pelo parlamento Timorense" e que "o governo pediu reforços para os 1,600 capacetes azuis já destacados em Timor-Leste". Aponta também que ambas as Nações Unidas e a União Europeia já estão "comprometidas publicamente a apoiar a independência, democracia e domínio da lei em Timor-Leste".

Condenação da tentativa de assassínio e pedido de inquérito rigoroso

O Parlamento "condena veementemente" a tentativa de assassínio do presidente e o ataque simultâneo contra o primeiro-ministro. Espera que as autoridades Timorenses sejam capazes de ultrapassar as ameaças à estabilidade do país e que "cooperem para assegurar o respeito pela lei e ordem e o funcionamento normal das instituições democráticas, de acordo com a Constituição". Urgem todas as partes em Timor-Leste para se absterem de violência e engajarem em diálogo.

O PE pede um inquérito rigoroso para clarificar cada detalhe o aparente golpe de estado e o "falhanço do sistema de segurança no país para levar os perpetradores à justiça".

Entretanto, saúda a abertura duma investigação conjunta aos ataques pela polícia da ONU e de Timor-Leste.

Sublinha também "a importância da conduta dos países vizinhos de Timor-Leste" a respeitar a estabilidade da sociedade Timorense e a consolidação das suas instituições democráticas nacionais mas "reconhece a atitude positiva da Indonésia desde o reconhecimento da independência de Timor-Leste e as decisões da Austrália e outros em ajudar".

Cuidar dos problemas fundamentais de Timor-Leste: essencial a ajuda internacional

O país precisa também de apoio político, técnico e financeiro na construção de infraestruturas e de estruturas administrativas, no reforço da sua economia, aumento do emprego alívio da pobreza e consolidação da democracia.

Às instituições do Estado de Timor-Leste e à missão da ONU (UNMIT) é pedido "para suportarem o domínio da lei, combater a impunidade dos crimes e assegurar a obediência aos padrões internacionais dos direitos humanos por todos em Timor-Leste, especialmente a policia e as forças armadas".

Finalmente, a resolução pede à Comissão para abrir rapidamente uma delegação com pleno funcionamento em Dili e "recomenda enviar uma delegação parlamentar ad hoc a Timor-Leste para reavaliar a situação política, expressar a solidariedade às forças e instituições democráticas e renovar a oferta de assistência do PE para o funcionamento democrático do Parlamento Nacional ".

Até já mandámos o FBI para Timor, para vos ajudar na vossa versão...

The Australian

Gates praises Australia's global role

Greg Sheridan, Foreign editor February 25, 2008

US Defence Secretary Robert Gates has hailed Australia as America's closest ally and friend, and praised the work of our troops in Afghanistan.

Mr Gates said the US appreciated Australia's "principal leadership" in the region, especially in Solomon Islands, Papua New Guinea and East Timor.
….
"We also appreciate Australia's global leadership," Mr Gates said, committing the US to working with Australia "to advance our shared interests in the wars inIraq and Afghanistan, fighting terrorism across the globe, countering weapons of mass destruction proliferation, co-ordinating humanitarian relief and strengthening our ties in many otherareas."

On Iraq, Mr Gates made it clear that he saw the Rudd Government as continuing to support the US-led war, despite the decision to withdraw 500 Australian combat troops from Iraq.

As The Australian revealed on Saturday, Australia is considering an increased training program for Iraqi troops to be conducted in Australia.



Tradução:

Gates louva o papel global da Austrália

Greg Sheridan, editor de assuntos estrangeiros, Fevereiro 25, 2008

O Secretário da Defesa dos USA Robert Gates saudou a Austrália como sendo o aliado mais próximo e amigo da América, e elogiou o trabalho das nossas tropas no Afeganistão.

O Sr Gates disse que os USA apreciaram a “principal liderança” da Austrália na região, especialmente nas Ilhas Salomão, Papua Nova Guiné e Timor-Leste.
….
"Apreciamos ainda a liderança global da Austrália," disse o Sr Gates, comprometendo os USA a trabalhar com a Austrália "para avançar os nossos interesses partilhados nas guerras no Iraque e Afeganistão, na luta contra o terrorismo através do mundo, na contenção da proliferação das armas de destruição massiva, na coordinação do socorro humanitário e no reforço dos nossos laços em muitas maneiras."

Sobre o Iraque, o Sr Gates deixou claro que viu que o Governo de Rudd vai continuar a apoiar a guerra liderada pelos USA, apesar da decisão de retirar as 500 tropas de combate Australianos do Iraque.

Como revelou The Australian no Sábado, a Austrália está a considerar um programa de mais formação para tropas Iraquianos conduzido na Austrália.


NOTA DE RODAPÉ:

Portanto, vocês continuam a apoiar-nos no Iraque e nós mandamos meia dúzia de tipos do FBI para Timor, e damos uma ajudinha ao vosso amigo Xanana... para provar o que quiserem...

E a investigação independente?

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "ALGUMA VEZ VIREMOS A SABÊ-LO?":

Mas a realidade é que foram dois directos colaboradores do Xanana, o conselheiro Joaquim Fonseca e o seu motorista Adolfo Suarez dos Santos que acabaram por descobrir a careca do Xanana e pôr a nu que ele o Xanana se esteve marimbando completamente com a segurança do PR Horta pois sabendo desde praticamente o 1º minuto do ataque à casa do PR não mexeu um dedo para evitar as consequências e apenas saiu de casa quando o PR já estava a ser socorrido pela ambulância da GNR.

Quem é que alguma vez pode aceitar um comportamento tão indigno dum PM (que acumula ainda as pastas da Defesa e do Interior) como o que Xanana teve com o PR do seu país?

Se o PM do meu país tivesse o mesmo comportamento com o PR do meu país eu no MÍNIMO exigia um apuramento INDEPENDENTE a tudo o que de facto aconteceu. Independente e rigoroso.

Todos à caça do suposto inimigo número um

Blog Alto Hama
Domingo, Fevereiro 24, 2008

Todos à caça do suposto inimigo número um

O Governo de Timor-Leste expressou hoje o seu acordo com a estrutura e as regras de empenhamento da operação de captura ao grupo do ex-tenente Gastão Salsinha. Tal como aconteceu em relação a Alfredo Reinado, a captura de Salsinha quase parece uma missão impossível. No entanto, aos jornalistas continua a ser fácil chegar à fala com os rebeldes. Coisas…

O Governo timorense deu a sua concordância com as decisões do comando conjunto da operação "Halibur" ("reunir" ou "juntar" em tétum), que reúne as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia Nacional (PNTL).

Falta, contudo, saber se levam mandados de busca ou se, como anteriormente («Matan Ruak foi à caça mas sem licença») terão de voltar para trás por falta de cobertura legal.

Recorde-se que há meia dúzia de dias, o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior-general das Forças Armadas timorenses, puxou dos galões para dizer que "foi a primeira vez que o Estado timorense autorizou uma operação autónoma das F-FDTL", para procurar os rebeldes.

Tendo, logo a seguir, metido os galões no bolso ao reconhecer a que a operação não resultou porque as suas forças não tinham mandados de busca que permitissem aos militares entrar dentro das casas.

Seja como for, os episódios deste folhetim continuam a ser escritos pela potência colonial (a Austrália), tendo como actores principais os timorenses, por enquanto.

Enquanto Camberra não escreve o último episódio, as forças internacionais, comandadas, dirigidas, enquadradas, hierarquizadas, subordinadas aos australianos continuam a brincar no seu quintal a que nós, idealistas e ingénuos, chamamos de Timor-Leste.

Publicada por Orlando Castro

domingo, fevereiro 24, 2008

ALGUMA VEZ VIREMOS A SABÊ-LO?

Blog Timr Lorosae Nação
Domingo, 24 de Fevereiro de 2008

QUEM RESPIROU FUNDO APÓS A MORTE DE REINADO?

António Veríssimo

Estive a reler a entrevista que Alfredo Reinado concedeu a Micael Pereira, do Expresso, em Julho do ano passado, e fiquei ainda mais convencido de que Xanana Gusmão tem sido muito obreiro das lástimas que têm acontecido em Timor-Leste e que acabou por eventualmente deixar convencer-nos ter algo a ver com este atentado a Ramos Horta. O que espanta é não se investigar o que aconteceu até ao fim e inculpar os verdadeiros autores da infindável “crise”, supostamente também Xanana Gusmão.

A ser assim, este homem é um contorcionista de alto gabarito, sinuoso, falso, deslealíssimo aos mais elementares requisitos comportamentais na convivência com os da sua espécie. Há que dizê-lo se disso suspeitamos ou estamos convencidos através de análises no tempo, no espaço, nos factos.

Não ignoro que irei melindrar os que ainda acreditam na nefasta figura; disso não me arrependo mas peço-lhes desculpa pela minha sinceridade. É que também eu apostei no ser humano errado e sabemos que muitos o fizeram, arrepiando agora caminho apesar da desagradável carga imposta pela enorme desilusão.

Alfredo Reinado ao ser instado por Micael Pereira a revelar as verdades que sabia afirmou-lhe que o faria mais tarde e na Justiça, que naquela altura não era tempo para isso, mais tarde…

Fê-lo realmente mais tarde no famoso vídeo em que desmascarou literalmente Xanana Gusmão, e onde afirmou que muito mais haveria para divulgar, porque havia mais. Porque há mais.

Com o maior desplante, o boçal contorcionista que agora é primeiro-ministro, ameaçou tudo e todos – os que pôde – e até os jornalistas, com prisão.

Assim, sumariamente, fora de qualquer quadro legal reconhecido pela sociedade das nações – ONU – denunciando-se como um ditador de meia-tijela, que não queria que se divulgasse o vídeo que supostamente espelha as diatribes que causaram mortes, destruição e instabilidade aos que há dezenas e dezenas de anos tanto sofrem.

Em 11 deste mês mais um negro capítulo, deste drama que é Timor, nos foi revelado.

Logo nos primeiros segundos tivemos a certeza de que a vida do presidente da República, Ramos Horta, fora posta em risco, fora atentada. Horta ficou às portas da morte. Disso ninguém duvidou nem duvida. Com toda a certeza que Horta não teve nada a ver com estas nefastas operações, nem dá para imaginar que seja pessoa para isso. Nunca ninguém o afirmou ou dissimuladamente o deu a atender.

Já o mesmo não se pode dizer sobre Xanana Gusmão. Isto, se relembrarmos aquilo que Alfredo Reinado afaga na entrevista ao jornalista do Expresso, relativamente ao ataque à casa de Taur Matan Ruak, onde a mulher e os filhos do brigadeiro-general passaram um mau bocado.

O que entender daquelas palavras de Reinado? De quem suspeitar? Somando factos, a quem devemos inculpar?

Quem respirou fundo após a morte de Alfredo Reinado e ficou frustrado com a sobrevivência de Ramos Horta?

Alguma vez viremos a sabê-lo?

Ainda no dia 11 deste mês, também o actual primeiro-ministro Xanana Gusmão alegou ter sido vítima de um atentado, cerca de uma hora depois de Ramos Horta. Estou certo que a maioria dos cidadãos do mundo não acreditam que tivesse sido mesmo um atentado. Nem eu.

Descredibilizando Xanana Gusmão estão as incongruências nas narrativas de muitos. Dele próprio, dos da sua escolta, de Salsinha, da sua esposa, do relatório da UNMIT, etc. E está o seu passado, um pouco nebuloso, em determinados aspectos.

Muitos de nós estamos certos de que estas suspeições são legítimas e que terrível será que sejam justas…

Alguma vez viremos a sabê-lo?

Ramos-Horta agradece a Portugal

JN, 24/02/08

O presidente da República de Timor-Leste está "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e quer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima, segundo uma declaração enviada à Agência Lusa através de um familiar.

Na sua primeira declaração à Imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim". Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".

O chefe de Estado timorense agradece em especial ao presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".

José Ramos-Horta disse também estar "de muito bom humor" e ao seu homólogo português manda informar que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".

O presidente timorense, gravemente ferido no ataque à sua residência em Díli pelo grupo do major Alfredo Reinado, foi submetido a várias intervenções cirúrgicas e esteve mais de uma semana em coma induzido no Hospital Real de Darwin, para onde foi evacuado poucas horas após ter sido atingido.

Durante a visita que fez ontem aos concelhos de Ribeira de Pena e Boticas, no distrito de Vila Real, Cavaco Silva congratulou-se com a recuperação de Ramos-Horta e disse esperar que Timor-Leste consiga julgar, "no respeito pela lei", os responsáveis pela tentativa de "decapitação das instituições democráticas" do país.

ENTREVISTA A ALFREDO REINADO EM JULHO DE 2007 - para o Expresso

Para relembrar no Blog Timor Lorosae Nação.

Ramos-Horta deverá permanecer nos cuidados intensivos mais cinco dias - irmã

Macau, China, 24 Fev (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, deverá permanecer nos cuidados intensivos do hospital de Darwin "mais cinco dias" devendo depois ser transferido para um quarto normal, disse hoje à agência Lusa a sua irmã Romana.

Contactada telefonicamente a partir de Macau, Romana Horta disse que o seu irmão "está melhor" e "já come algumas sopinhas" mas vai permanecer "mais alguns dias nos cuidados intensivos".

"Ele fala bem, mantém uma conversa mas continua muito cansado", disse.

Romana Horta explicou também que o irmão já fez referência, em conversa com a família, que "levou um tiro", mas evita continuar a falar do assunto e os familiares não insistem.

"Só respondemos a questões que ele coloca e não insistimos no tema dos atentados", afirmou.

Após ter sido retirado de coma induzido, Ramos-Horta já recebeu a visita do seu cunhado João Carrascalão e do ministro da Saúde de Timor-Leste, mas a família apelou a outros responsáveis políticos para que, por agora, não se desloquem a Darwin devido ao estado ainda algo debilitado do presidente timorense.

JCS
Lusa/Fim

Só quem não conhece TMR é que pode ficar admirado com o profissionalismo das FFDT

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Operação "Halibur" põe Falintil no antigo papel da...":

Só quem não conhece TMR é que pode ficar admirado com o profissionalismo das FFDTL.

O general Taur Matan Ruak tem só a 4ª classe, mas sabe mais a dormir que muitos "internacionais" acordados e com cursos de academias militares. E tem outra coisa fundamental que falta a alguns: coragem.

Antes de comentar a infeliz comparação das FFDTL às ABRI, há uma ressalva a fazer: onde se lê "TNI" (Tentara Nasional Indonesia) deve ler-se "ABRI" (Angkatan Bersenjata Republik Indonesia), antiga designação das forças armadas indonésias.

Acho este artigo da Lusa muito infeliz, comparando as Falintil às ABRI. Acredito que PRM não tenha agido por mal, mas afirmar isso é não só demonstração de ignorância do que foi o conflito político-militar da ocupação indonésia de Timor-Leste, como (e sobretudo) é uma afronta gravíssima ao povo timorense.

Podia citar mil e uma barbaridades cometidas pelas ABRI em Timor-Leste (e não só), mas não quero recordar momentos dolorosos desse período nem abusar do espaço reduzido que me é generosamente oferecido neste blog. Fico-me só por citar as tristemente célebres operações de "cerco e aniquilamento" das ABRI como exemplo de como é ofensivo comparar esse bando armado às Falintil. Milhares e milhares de homens, mulheres e crianças morreram, servindo de escudo às forças indonésias.

Para além disso, não esqueçamos a doutrina de "dwifungsi", que transformava as ABRI em instrumento de repressão interna contra a oposição política e os vários nacionalismos que ainda hoje existem na Indonésia.

Foi por isso mesmo que TMR não tolerou a insurreição dos "peticionários": as FFDTL são um exército profissional que defende o Estado e as suas leis e instituições; não um bando armado ou uma falange de camisas negras ao serviço de certos interesses políticos.

Também são infelizes as palavras do "assessor de defesa internacional", que chama "antigos rebeldes" às FFDTL. Estes homens são antigos combatentes NACIONALISTAS que libertaram a sua Nação, não "rebeldes".

“A comunidade internacional e a UNMIT em particular sentem-se marginalizados”, diz uma “fonte diplomática”. Marginalizados sentiram-se os timorenses até agora, por uns estrangeiros paternalistas que pensam ser superiores a eles e devem estar convencidos de que são os donos de Timor.

Ainda bem que a UNMIT e a "comunidade internacional" (certamente um eufemismo para Austrália) não gostaram. Isso só confirma que foi a decisão certa. É que em Timor mandam os timorenses e até agora a UNMIT e os "ISF" só mostraram a sua incompetência completa, desrespeitando a Constituição e os tribunais timorenses e levando a cabo uma pseudo-operação desastrosa em Same.

Não esqueçamos o caloroso convívio das “ISF” com Reinado e os seus homens em Maubisse, bem como o tratamento VIP que lhe foi dado em finais de 2007 numa esquadra da UNPOL.

Escandaloso. E queriam estes senhores continuar o faz-de-conta apalhaçado em Timor? Eu fico admirado é com a infinita paciência e poder de encaixe dos timorenses, que conseguiram aguentar todos estes vexames até agora sem pestanejar.

É espantoso como “diplomatas” e outros “internacionais” estão peocupados com o hipotético “potencial explosivo de uma operação que pode abrir as feridas de 2006”, quando ainda há dias o PR ia sendo morto sem que esses senhores “internacionais” fizessem nada para o evitar. E o PR teria certamente morrido se ficasse à espera que a UNPOL ou os "ISF" o fossem socorrer quando se esvaía em sangue, pois esses senhores ficaram parados à distância, sem dúvida assustados com o “potencial explosivo” do caso...

Tenham vergonha na cara, senhores “internacionais”!

Cavaco satisfeito com recuperação de Ramos-Horta, quer responsáveis por atentados julgados

Boticas, Vila Real, 23 Fev (Lusa) - O Presidente da República congratulou-se hoje com a recuperação de Ramos-Horta e disse esperar que Timor-Leste consiga julgar, “no respeito pela lei”, os responsáveis pela tentativa de “decapitação das instituições democráticas” do país.

Aníbal Cavaco Silva, que falava durante a visita que hoje está a fazer aos concelhos de Ribeira de Pena e Boticas, no distrito de Vila Real, respondia às declarações do Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, que se encontra internado em Darwin, na Austrália, depois de ter sido baleado num atentado a 11 de Fevereiro.

Nas declarações que fez para a agência Lusa, através de um familiar, Ramos-Horta afirmou-se "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e disse querer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima.

Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".

José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".

O chefe de Estado timorense agradece, em especial, ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".

Em Boticas, Cavaco Silva manifestou-se contente com as palavras de Ramos-Horta: “Estou muito satisfeito por ele estar a recuperar e estar a recuperar bem. Isso é o mais importante”, afirmou.

“O que eu mais desejo é que o presidente Ramos Horta regresse rapidamente para junto do seu povo”, acrescentou.

Nas declarações que fez, Cavaco Silva considerou que a política de diálogo de Ramos-Horta não resultou e disse esperar que os responsáveis pelos atentados sejam julgados.

“Tivemos ali um ataque sério às instituições democráticas de Timor. Espero bem que as autoridades timorenses consigam agora julgar, como deve ser e no respeito pela lei, aqueles que tentaram assassinar, segundo a informação disponível, quer o Presidente, quer o primeiro-ministro”, afirmou, apontando que os atentados foram perpetrados “numa altura que o presidente da assembleia nacional de Timor estava ausente em Lisboa”.

“Como que parecia uma certa decapitação das instituições democráticas”, disse.

Cavaco Silva disse, também, que Ramos-Horta é um homem que acreditou no diálogo, mas constata-se que este não resultou.

“[Ramos-Horta] foi um homem que sempre acreditou no diálogo”, disse Cavaco Silva, lembrando uma “longa conversa” que tiveram em Lisboa, em que o agora Presidente timorense mostrou convicção de que os problemas fossem resolvidos pelo diálogo

“Ele apostava, acima de tudo, no diálogo na persuasão, mas afinal não resultou”, constatou Cavaco Silva.

Nas declarações que enviou através do seu cunhado, Ramos-Horta afirma-se de “muito bom humor” e manda informar o seu homólogo português que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".

Em Boticas, Cavaco Silva registou o pedido e prometeu rapidez.

“Gostaria de lhe fazer chegar rapidamente [pastéis de Belém e vinho do Porto]”, disse o chefe de Estado português.

“Talvez quando for uma próxima missão da GNR se possam enviar”, acrescentou, notando, porém, com humor, que dado a viagem ser longa, os pastéis de nata deverão chegar já frios.

PRM/PLI/RSF.
Lusa/Fim

Ramos-Horta agradece a Portugal e quer "saber tudo" sobre atentados

** Pedro Rosa Mendes, Agência Lusa **

Díli, 23 Fev (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste está "sensibilizado com o povo português" e "preocupado com o povo timorense" e quer "saber tudo" sobre o atentado de que foi vítima, segundo uma declaração enviada à Agência Lusa através de um familiar.

Na sua primeira declaração à imprensa após o ataque de 11 de Fevereiro, em que foi atingido a tiro, José Ramos-Horta comunicou a intenção de "saber tudo a fundo sobre o que se passou, levando a investigação até ao fim".

José Ramos-Horta declarou à Lusa, através do seu cunhado João Carrascalão, a partir do Hospital Real de Darwin, Austrália, que está "muito sensibilizado e agradecido com o povo português e muito preocupado com o povo timorense".

O chefe de Estado timorense agradece em especial ao Presidente Cavaco Silva, "pela condenação enérgica e imediata dos ataques e pelo apoio manifestado".

José Ramos-Horta disse também estar "de muito bom humor" e ao seu homólogo português manda informar que receberia com agrado em Darwin "alguns pastéis de Belém e um bom vinho do Porto".

O Presidente timorense, gravemente ferido no ataque à sua residência em Díli pelo grupo do major Alfredo Reinado, foi submetido a várias intervenções cirúrgicas e esteve mais de uma semana em coma induzido no Hospital Real de Darwin, para onde foi evacuado poucas horas após ter sido atingido.

Hoje, segundo João Carrascalão, José Ramos-Horta "já comeu alimentos sólidos, comida normal, pela sua própria mão e está a recuperar muito depressa".

A investigação aos ataques contra José Ramos-Horta e Xanana Gusmão está em curso através da Procuradoria-geral da República, do Departamento de Investigações Nacionais da Missão Integrada das Nações Unidas em Timor-Leste e de uma comissão de inquérito interna com elementos das Forças Armadas e da secretaria de Estado da Defesa.

Lusa/fim

Operação "Halibur" põe Falintil no antigo papel das Forças Armadas indonésicas

** Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa **

Díli, 23 Fev (Lusa) - A operação de captura do grupo do ex-tenente Gastão Salsinha, denominada "Halibur", "é uma típica acção de contra-insurreição", feita por ex-guerrilheiros que agora estão numa força convencional, notam fontes militares timorenses e internacionais ouvidas pela Agência Lusa.

"O esquema operacional apresentado pelo brigadeiro-general Taur Matan Ruak é uma clássica operação de contra-insurreição, feita segundo a melhor cartilha", adiantou um oficial estrangeiro à Lusa.

O chefe do Estado-Maior-General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), à semelhança dos outros oficiais de topo do Exército timorense, encontra-se agora no papel operacional que durante 24 anos de ocupação coube às TNI, as Forças Armadas indonésias.

"Vai ser interessante seguir a troca de papéis. Resta saber se antigos rebeldes são bons a perseguir rebeldes, usando o que conhecem do terreno e das tácticas", comentou um assessor de defesa internacional.

A operação "Halibur" de captura do grupo que atacou o Presidente da República e o primeiro-ministro no dia 11 de Fevereiro, em Díli, é uma perseguição liderada por antigos comandantes da guerrilha como o próprio Ruak, o tenente-coronel Filomeno Paixão, o tenente-coronel Falur Rate Laek ou o coronel Lere.

Para perseguir o grupo liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, o Governo decidiu aprovar a formação de um Comando Conjunto (CC) entre as F-FDTL e a PNTL, com o tenente-coronel Filomeno Paixão a 1º comandante e o inspector de polícia Mateus Fernandes a número dois.

É a primeira vez que o Estado timorense autoriza uma operação sob controlo timorense e a primeira vez desde a crise de 2006 que F-FDTL e PNTL estão envolvidas numa operação conjunta.

A decisão de formar um CC timorense "não agradou especialmente às Nações Unidas", afirmou à Lusa um alto responsável da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT).

"A comunidade internacional e a UNMIT em particular sentem-se marginalizados nas acções decididas pelo Governo para reagir aos ataques de 11 de Fevereiro. A operação 'Halibur' foi conhecida pela UNMIT dia 18, segunda-feira, já como um facto consumado", segundo uma fonte diplomática em Díli.

Especial preocupação, veiculada à Lusa por diplomatas, dirigentes políticos e assessores de segurança, é o potencial explosivo de uma operação "que pode abrir as feridas de 2006 que ainda não fecharam de todo".

No centro da crise política e militar de 2006 estiveram as F-FDTL, identificadas como próximas dos timorenses originários dos distritos orientais ("lorosae") e a PNTL, vistas como mais próximas da população originária dos distritos ocidentais ("loromonu"), como era o caso do major fugitivo Alfredo Reinado e da maioria dos chamados “peticionários” (desertores) das Forças Armadas.

"É de notar a inteligência do comando das F-FDTL: à frente da operação 'Halibur' estão dois oficiais originários dos distritos 'loromonu'", comentou um oficial timorense à margem da parada de apresentação das forças, sexta-feira, em Díli.

O esquema que concretiza as diferentes decisões do Conselho de Ministros sobre a captura dos atacantes de 11 de Fevereiro centra-se no Comando Conjunto (CC) entre as forças de segurança timorenses.

O CC reúne em permanência num centro de conferências em Díli, cujo acesso é alvo de fortes medidas de segurança e onde militares timorenses reúnem com oficiais de polícia timorenses.

Durante a vigência do estado de sítio, que hoje inicia um período suplementar de 30 dias, a PNTL está sob o comando das F-FDTL, conforme resolução do Conselho de Ministros.

Numa instância separada, e estanque ao CC da operação "Halibur", militares estrangeiros das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) e oficiais da Polícia das Nações Unidas (UNPol) reúnem e decidem sobre as suas próprias operações, de que pouco se sabe para além de que "continuam, claro", como afirmou à Lusa o brigadeiro James Baker, comandante do contingente australiano e neozelandês em Timor-Leste.

A coordenação entre forças timorenses e internacionais é feita verticalmente através de um grupo onde estão representados as F-FDTL, a PNTL, as ISF e a UNPol. Este grupo permanente reporta directamente ao primeiro-ministro e ministro da Defesa e Segurança, Xanana Gusmão.

Na prática, este esquema operacional e institucional cria uma pausa no Mecanismo Trilateral, criado quando José Ramos-Horta era ainda primeiro-ministro para coordenar as forças de segurança entre UNMIT, Austrália e Timor-Leste.

O Mecanismo Trilateral reunia quinzenalmente. A Lusa não conseguiu apurar qual o papel deste grupo coordenador durante a vigência da operação "Halibur".

Lusa/fim

Governo aceita estrutura e regras da operação "Halibur" para captura de grupo rebelde

Díli, 23 Fev (Lusa) - O Governo de Timor-Leste expressou hoje o seu acordo com a estrutura e as regras de empenhamento da operação de captura ao grupo do ex-tenente Gastão Salsinha.

O Conselho de Ministros, reunido pela quarta vez no espaço de uma semana, "decidiu aprovar uma Resolução do Governo expressando o seu acordo com a estrutura operacional do comando conjunto e as regras de empenhamento para as forças operacionais", segundo um comunicado oficial.

O Governo timorense deu, desse modo, a sua concordância com as decisões do comando conjunto da operação "Halibur" ("reunir" ou "juntar" em tétum), que reúne as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e da Polícia Nacional (PNTL).

A decisão surge um dia depois de ter sido aprovado e proclamado o regime de estado de sítio por mais 30 dias, a partir de hoje, com recolher obrigatório entre as 22:00 e as 06:00.

Na mesma resolução, o Conselho de Ministros "enaltece o Comando Conjunto (CC) pela forma célere e equilibrada" com que decidiu os detalhes operacionais e manifesta "inteira confiança" no CC e nas Forças de Defesa e Segurança.

O CC foi constituído pelo chefe-do-Estado-Maior-general das Forças Armadas, no seguimento do Conselho de Ministros extraordinário de 17 de Fevereiro.

O Governo analisou os documentos remetidos pelo CC e considera que "espelham uma estrutura equilibrada entre as duas instituições, no âmbito de uma intervenção integrada para fazer face a uma situação muito delicada e grave para o Estado, os órgãos de soberania e a paz social da população", refere o comunicado hoje divulgado.

No Conselho de Ministros de hoje, o Governo decidiu também rever o decreto aprovado na reunião de 20 de Fevereiro, que cria o Estabelecimento Prisional Militar, "destinado à reclusão dos militares de qualquer das componentes das forças armadas ao momento da prática dos factos", diz o comunicado oficial.

PRM
Lusa/fim

Pergunta Manatutu:

Manatutu deixou um novo comentário na sua mensagem "Vingança contra Xanana motivou ataque a Ramos-Hort...":

Esta declaração prova que não houve nenhum ataque planeado contra Xanana enquanto no caso de Ramos-Horta tudo aponta ao contrário.

Analisada a hora em que o grupo de Reinado se dirigiu para a residência do Presidente, o facto de terem "aprisionado" o guarda na entrada, a procura do Presidente, fúria com que estavam tentar abrir as portas, etc.. indica que o Reinado não tinha nenhum plano de matar Ramos-Horta, muito menos Xanana, nem do golpe do estado. Talvez quisesse apenas perguntar Horta se era verdade aquilo que lhe disseram. Indica que se dirigiu naquela hora para apanhar Hora antes de ir para o trabalho.

A questão que está por detrás, é a seguinte: será que alguém contou ao Reinado algo sobre Horta que o iria enfurecer, com que o conseguíram atrair para a armadilha atempadamente preparada?

A questão seguinte é: será que alguém do grupo de Reinado o traiu?

Ou então alguém já estava no local à espera que o coelhinho caia na armadilha para matar duma vez só dois coelhos ao mesmo tempo. Os dois tornaram-se mais que inconvenientes para certas pessoas, sem as nomear. Nesta fase já não deve haver ninguém desinstruído.

Afinal, tudo tem que parecer "natural", mas que parecesse como se as pessoas estão a ver um filme. Tal como estão dar a crer agora.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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