terça-feira, agosto 28, 2007

UNMIT - Security Situation - Tuesday 28 August 2007

This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.

The security situation in Timor-Leste as a whole has been calm, but the situation in Viqueque and Metinaro remains tense.

Today in Dili, UNPol attended six incidents. These included an incident in Metinaro, where rocks were thrown at a passing bus. Police brought the situation under control and are monitoring the area. One person was injured in the attack and has been transported to Dili hospital.

Early this morning, a gang fight took place in Pantai Kelapa. Police attended and dispersed the gangs. Three people were injured in the fight, including a 29-year-old man who is in a critical condition after being stabbed in the back.

Last night in Metinaro, three houses in the vicinity of the IDP camp were set on fire. Formed Police Units and the International Security Force (ISF) responded and prevented the incident from escalating.

A total of four people were arrested in Dili district yesterday, three for rock throwing in Metinaro and one for rock throwing in a separate incident in Bebonuk.

Yesterday in Viqueque, a 25-year-old man was assaulted in Ailembata village. National police (PNTL) arrested three suspects in connection with the assault, and were intending to transport them to Baucau court today. In Viqueque town, supporters of a political party attempted to block the road outside of their party headquarters at around 1600hrs, but police attended the scene and persuaded them to remove the road block.

In Lautem yesterday, rocks were thrown at the district administrator’s office during a political protest in Los Palos. Police responded quickly to stop the throwing, and the remainder of the demonstration was peaceful. There were no reports of any injuries or damage to property.

Two days ago in Baucau, PNTL received a report of a case of arson in Samalari village. Police are investigating.

United Nations police officers in conjunction with the PNTL and the ISF remain fully deployed to respond to any disturbances that may emerge.

The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Please report any suspicious activities. You can call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.

PN - Agenda No.11/II/1a.

Segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

A Sessão Plenária de hoje foi presidida pelo Vice-Presidente do Parlamento Nacional, Sr. Vicente da Silva Guterres, coadjuvado pela Vice-Presidente, Sra. Maria da Paixão de Jesus da Costa, Vice-Secretárias, Sra. Maria da Costa Exposto e a Sra. Teresa Maria de Carvalho.
A agenda de hoje com os seguintes assuntos:

No Período de Antes da Ordem do Dia

Informação aos Senhores Deputados sobre a viagem de carácter privada de Sua Excelência o Presidente da República a Sydney, Austrália.

No Período da Ordem do Dia

Eleição para o Conselho do Estado e Conselho Superior de Defesa e Segurança.

Os Deputados apresentaram única lista para Conselho de Estado, com os seguintes membros:

Feliciano Alves
Milena Pires
Cirilo José Cristóvão
Benevides Correia Barros
Vítor Alves

Cada candidato deve apresentar seu Currículo (CV) e a carta de aceitação. A lista foi aprovada com 41 votos a favor, 4 contra e 6 abstenções.

Para o Conselho Superior de Defesa e Segurança, os Deputados apresentaram também única lista com os seguintes membros:

Fernando La Sama de Araújo, Presidente do Parlamento Nacional
David Dias Ximenes, Deputado do PN
Fernanda Borges, Deputada do PN.


Cada candidato deve apresentar o seu Currículo (CV) e a carta de aceitação. A lista foi aprovada com 48 votos a favor, 2 contra e 1 abstenção.

A proposta de Orçamento de Transição do Parlamento Nacional vai ser discutida logo que o Governo apresentar o Orçamento Geral do Estado.

Por último a Vice-presidente Sra. Maria Paixão, fez a leitura da lista dos Membros das Comissões.

E os Deputados começaram a reunir em cada comissão para eleger os membros da Mesa das Comissões Especializadas Permanentes.

Dos Leitores

Comentário na sua mensagem "Presidente Ramos Horta: “Alfredo demonstra honesti...":

É com tristeza mas sem surpresa que reparo que Ramos Horta passou a usar a expressão "pobre" para mais uma ofensiva manipuladora.

Nos anteriores Governos, sobretudo no 1º do qual sempre fez parte até o destruir, Ramos Horta foi um dos que usou e abusou de ser-se rico em terra de pobres.

Hoje, apresenta-se como o "presidente dos pobres" para continuar uma malévola e mal intencionada forma de direccionar os sentimentos das pessoas humildes, de forma a alcançar o pleno ditatorial.

É necessário ter cuidado, é necessário que os líderes timorenses, os de boa-fé, consigam mostrar ao Povo que quem hoje lhes chama pobres só pretende mantê-los na pobreza. Ramos Horta não nasceu para dividir, nasceu para reinar a seu bel prazer e em nome da sua estabilidade financeira,do seu status internacional, apenas e só.

Ramos Horta tem o ego do tamanho das suas mentiras astrais.

Bispo Dom Basílio do Nascimento: “Não aconteceu violação sexual no orfanato de Baguia”

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Bispo da diocese de Baucau, Dom Basílio do Nascimento, desmentiu a notícia que alguns jornais publicaram sobre uma pretensa violação sexual de uma menor no orfanato de Baguia. O que é verdade, diz, é que a violação ocorreu fora do orfanato, e já há muito tempo, antes dos acontecimentos de violência na Ponta Leste.

O Bispo Dom Basílio falou sobre esta questão ao JN Diário e RTTL, na sede da diocese de Baucau, sexta-feira (17/8).

Segundo Dom Basílio, aconteceu de facto um caso de violação sexual de uma menor que reside no orfanato mas essa acção imoral aconteceu fora do orfanato e não na ocasião em que os apoiantes do partido Fretilin se envolveram em acções de violência nos três distritos da Ponta Leste.

«Houve informações contraditórias. Uns, disseram que houve quem entrasse no orfanato, tendo violado oito crianças; uns diziam de 10 anos, outros de 12 anos. Hoje de manhã (sexta-feira da semana passada), recebi a informação que desmente isto, pois a violação sexual ocorreu antes dos acontecimentos de violência, e fora do orfanato, entre um rapaz e uma rapariga, ambos namorados. Com essa situação, o rapaz saiu do orfanato com a rapariga», esclareceu Dom Basílio.
O Bispo Basílio sublinhou que os rumores sobre a violação sexual ocorreram quando recebeu um telefonema de um órgão de comunicação internacional. Houve alguns órgãos de comunicação nacionais que o entrevistaram sobre o acontecimento mas, por sua parte, não confirmou as informações aos jornalistas, porque as mesmas não eram claras. Como Bispo, procurou a confirmação ou não junto da Paróquia de Laga, contudo os Padres responsáveis pelo orfanato nada sabiam da eventual violação sexual. Deste modo, o referido órgão de comunicação é que terá deturpado as suas declarações, ao ter dado a falsa informação sobre uma violação sexual no subdistrito de Baguia.

«Nesse momento, quando recebi o telefonema do órgão de comunicação perguntando-me sobre o caso, estava em Nahareca (Ossú). Não cheguei a confirmar a informação. Perguntei ao padre salesiano responsável pela Paróquia de Laga, e esse não soube do assunto. Portanto, até à data, ainda não sei se isto é ou não é verdade, porque não tenho dados concretos. Alguns órgãos de comunicação entrevistaram-me mas não dei uma informação clara por não ter dados. O jornalista interpretou mal as minhas declarações ou inventou um pouco, publicando «Bispo condena violência sexual em Baguia”. Depois, no meu gabinete, perguntaram-me porque é que o Bispo fez esta condenação. Respondi que não condenei ninguém, mas eles informaram-me que alguns jornais escreveram que o Bispo tinha condenado a violência sexual acontecida em Baguia e eu novamente respondi que o jornal é que talvez tenha condenado as acções de violência», disse o Bispo meio a rir.

Questionado sobre a violência acontecida nos distritos de Baucau e Viqueque, que resultou na destruição ou incêndios de propriedades privadas, eclesiásticas e estatais, Dom Basílio respondeu que «praticar a violência é fácil. Exterminá-la é que é difícil e não sabemos as consequências que esta violência traz para o povo de Timor-Leste, porque causará a paralisação da economia, mortes, perda de bens, casas queimadas, etc.».

Portanto o Bispo pede ao Governo para procurar meios adequados para exterminar a violência, não só com o uso de força, mas através do diálogo, para que a paz e a estabilidade possam regressar ao país.

Além disso, o Bispo Basílio pede ao Estado para analisar a razão ou a origem da violência. Pede aos apoiantes e à liderança da Fretilin para não mostrarem descontentamentos apenas com acções de apedrejamentos e promoção de violência, mas utilizando meios legais.

Questionado sobre a realização pela Fretilin de uma manifestação contra a decisão do Presidente da República acerca da formação do Governo, Dom Basílio respondeu que toda a gente tem o direito de realizar manifestações para protestar contra quaisquer decisões tomadas pelo Estado mas o melhor caminho é através do Tribunal, em vez de fazer demonstrações para destruir os bens alheios.

Caso na referida acção aconteça algum crime, o seu autor deve ser responsabilizado, tal como também a liderança dessa acção.

«Qualquer grupo ou qualquer partido que não concorde com a decisão do Estado tem um meio a seguir para apresentar a sua contestação, que é o Tribunal. Segundo a lei em vigor, em vez de praticar a violência. Se praticarmos a violência, criaremos instabilidade dentro da sociedade, na vida pública. Consideramos ter a razão mas perdemos a nossa razão por não termos autodomínio para nos colocarmos no lugar certo», afirma Dom Basílio.

Explicou que a onda de violência registada na Ponta Leste não manchou apenas o nome dessa região mas também o nome de todos os timorenses no mundo internacional.

O Bispo Basílio acrescentou que a Constituição foi elaborada e aprovada pelo partido maioritário, a Fretilin: «Está escrito claro na Constituição mas há diferentes interpretações», portanto o Bispo considera que as duas condições na Constituição, artigo 106, são legais e a decisão do Presidente da República foi justa e legal.

O Bispo Basílio pede à liderança da Fretilin que, se pensa que a decisão prejudicou o partido, deverá apresentar queixa ao Tribunal, em vez de resolver o problema nas ruas.

O problema étnico surge por causa da política

Na mesma ocasião, o Bispo Basílio clarificou que os incêndios de casas registados no subdistrito de Uatolari podem ser em parte justificados por oposições étnicas entre “Makasae e Naueti”, contudo, é preciso ter em conta que houve um aproveitamento da situação política relacionada com o descontentamento dos apoiantes da Fretilin relativamente à decisão de o Presidente da República ter entregado a formação do Governo ao CNRT e seus aliados. Acrescentou que se fosse apenas a questão étnica, a população “Makasae e Naueti” não se perseguiria mutuamente nem incendiaria casas:

«Se o problema fosse apenas étnico, penso que não haveria razão de se confrontarem. Quem é que estabeleceu este contexto, quem é que criou confrontos dentro do contexto étnico? Foi verdade, mas porque houve ocasião e tempo favorável para que estas circunstâncias surgissem, por causa da situação política ou duma situação política em que os militantes da Fretilin demonstraram o seu descontentamento num contexto em que alguns grupos aproveitaram para praticar não só a violência política mas uma violência étnica», explicou Dom Basílio.

Taur Matan Ruak: “F-FDTL mantêm-se neutrais ao serviço do Povo”

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Comandante das FALINTIL – Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, garante que as F-FDTL têm mantido o seu princípio fundamental, nos momentos difíceis até à data, cuidando da instituição F-FDTL e demonstrando a sua neutralidade, para continuar a servir bem no futuro.

O Comandante das F-FDTL referiu-se a este assunto no 3.º Congresso Nacional da Juventude de Timor-Leste, no Ginásio de Díli, sexta-feira (16/8).

«Temos de ter sucesso no plano importante que está a decorrer para que o povo possa conhecer as suas Forças», afirmou Taur Matan Ruak.

Matan Ruak explicou que «libertámos a nossa Pátria mas o papel das Forças Armadas é manter um princípio fundamental. No ano passado surgiu a crise e o valor das Forças Armadas foi bastante atingido. Quando fazemos uma retrospectiva para ter conhecimento, verificamos que não houve factos».

Portanto a maneira de as Forças Armadas poderem recuperar o seu prestígio é com certeza continuar a melhorar e a reforçar-se, afirmando-se como uma Força que sirva os interesses nacionais e contribua para o desenvolvimento nacional.

O Comandante das F-FDTL acrescentou que o papel das F-FDTL, na unidade nacional, no Estado de Direito Democrático da perspectiva do plano 20-20 será desenvolvido dentro de três fases. Em primeiro lugar, a luta pela independência. A instituição foi fundada na luta pela independência e as Forças Armadas assumem um papel na luta pela libertação. Este papel foi assumido quando as Forças Armadas começaram a afastar-se da política ou de qualquer partido político. Em 1977, as Forças Armadas começaram a apartidarizar-se. Na altura houve uma transformação política de um partido único para o sistema multipartidário. Isto significou, como uma consequência imediata, a apartidarização das Forças Armadas. Quando se afastam de qualquer partido, as Forças Armadas ganham um estatuto nacional, toda a gente as reconhece como entidade nacional, mesmo que reconheçam as Forças Armadas como uma Força que luta pela libertação e independência de Timor-Leste. Esta política é importante para guiar os timorenses a concentrarem-se num único objectivo, que é o da libertação da Pátria e levar Timor-Leste para uma independência total.

Taur Matan Ruak explicou que numa nação ou Estado de Direito Democrático que queira viver em paz, todos os seus cidadãos devem respeitar a Lei, incluindo as Forças Armadas. Porque um Estado de Direito Democrático sem Lei é complicado. A Lei é a base para orientar os nossos comportamentos segundo um caminho certo e transformando uma coisa informal em formal.

O papel das F-FDTL é fundamental. Não pode assegurar comportamentos de partidarismo, não pode envolver-se em actividades fora das Forças Armadas. A participação no desenvolvimento do país é fundamental e deve ser realizada pelas Forças Armadas. O primeiro objectivo é desenvolver os recursos das Forças Armadas, com o objectivo de se constituir uma Força Armada moderna e profissional. E procurar adaptar-se para participar na via do desenvolvimento.

Mari Alkatiri: “Horta e Xanana não respeitam a decisão do Tribunal”

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Presidente da República, José Ramos Horta, e o Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, não respeitaram o Tribunal, por terem utilizado a Fretilin-Mudança para realizar campanhas, apesar de saberem que esse grupo era ilegal, de acordo com o Secretário-Geral da Fretilin, Mari Alkatiri, que falou sobre esta questão aos jornalistas, segunda-feira (20/8), no Parlamento Nacional, em reacção às declarações do Presidente da República em que disse que a Fretilin deve apresentar notificação ao Tribunal de Recurso contra a sua decisão.

«O problema político é resolvido através da política, mas se apresentarmos o caso ao Tribunal e se o Tribunal decidir uma vitória da Fretilin, como poderemos resolver o problema?» questionou Mari Alkatiri.

Mari Alkatiri explicou que se o Presidente da República entregar o Governo apartidariamente à FRETILIN também não resolverá problemas, e não é necessário sobrecarregar o Presidente do Tribunal de Recurso para resolver os problemas políticos que devem ser resolvidos através da política.

«Como aconteceu quando a “Mudança” apresentou o caso ao Tribunal, nós ganhámos mas o problema não ficou resolvido. O Presidente José Ramos Horta e o Presidente do CNRT, Xanana Gusmão, usaram o grupo Mudança para realizar campanhas, apesar de terem conhecimento de que esse grupo era ilegal, portanto digo que eles não respeitaram a decisão do Tribunal», lamenta Mari Alkatiri.

Mari declara ainda que se os líderes no topo não respeitam a decisão do Tribunal, então mais vale não apresentar nenhum caso ao Tribunal e tentar resolver através da justiça. Explica também através do caso de Alfredo, que se evadiu da prisão e até agora não há certeza de que se deva capturar ou não capturar, «uma situação contra a decisão do Tribunal».

Mari Alkatiri explicou ainda que Railós teve o mandato de captura, ainda se encontrou com o Presidente da República e depois escapou-se e foi esconder-se. «Então, ir ao Tribunal para quê? Apenas para sobrecarregá-lo e depois continuamos a fazer as coisas segundo os nossos desejos? Não vale a pena, então seria melhor os líderes principais resolverem esse problema. Precisamos de estabilidade e de paz. Daqui a dois ou três anos, então devemos formar um Governo de grande inclusão para garantir a estabilidade e a paz no País. Neste momento grupos incendeiam casas em Viqueque, condenam a Fretilin, mas este partido não quer a violência porque a Fretilin foi vítima de violência há mais de um ano, sem contar os tempos da luta», defende Mari Alkatiri.

Salienta ainda que «gostam de usar a violência para resolver problemas porque em 2006 usaram a violência para derrubar o Governo. Quem é abriu esta situação e dividiu o país em Leste e Oeste para dar início à violência? Este caso ainda não foi respondido perante a justiça».

De acordo com o responsável, «a Fretilin fez isto porque não quer governar apartidariamente neste momento actual mas optou por um Governo de grande inclusão. A Fretilin foi o primeiro partido mais votado e assim devia indigitar o Primeiro-Ministro, portanto a própria Fretilin apresentou uma figura independente a Primeiro-Ministro através de um acordo e com base na Constituição mas rejeitaram», afirmou.

Sobre a intervenção das Forças Internacionais, acusadas de falta de imparcialidade, Mari Alkatiri afirma que «usamos essas Forças para resolver problemas mas se a sua presença é para apoiar um determinado grupo contra outro grupo, mais vale regressarem aos seus países».

Presidente Ramos Horta: “Quanto mais rápido, melhor”

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Presidente da República, José Ramos Horta, afirma que, se o partido FRETILIN desejar apresentar uma notificação ao Tribunal contra a sua decisão relativamente à formação do Governo pela AMP, é algo positivo porque é o Tribunal que tem a competência de decidir se um acto é legal ou ilegal.

José Ramos Horta referiu-se a esta questão em declarações ao JN Diário , quarta-feira (15/8), na sede da organização FOKUPERS, Díli.

«Desejo que a liderança da Fretilin apresente ao Tribunal de Recurso o caso da minha decisão considerada como inconstitucional e assim ficarei satisfeito», afirmou Ramos Horta.

Explicou que Timor-Leste tem o seu Tribunal, pelo que devemos respeitar a decisão do Tribunal sobre a ilegalidade de interpretação da Constituição, para que assim nos submetamos a essa decisão e se proceda à ratificação.

José Ramos Horta afirma que ele não é uma pessoa “recém-nascida”, já que ao longo de 27 anos estudou direito internacional público, não em Moçambique mas na América, no Curso de Mestrado, sobre a questão de Timor-Leste.

«Estudei muito bem a nossa Constituição e as Constituições de diversos países. Dialoguei com todos os partidos, antes de tomar a decisão, portanto não tomei uma decisão à toa», defendeu José Ramos Horta.

Acrescentou que na fase da sua vida de 24 anos de luta no exterior, quando defendia os direitos da nação de Timor-Leste, todos os assuntos eram estudados, planeados e executados, reflectindo sempre bem antes de tomar uma decisão.

Comandante das FSI, John Butcheson:“As FSI recolheram a bandeira da FRETILIN em Baucau”

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

As Forças de Estabilidade Internacionais (FSI), lideradas pelas forças australianas, recolheram, Sábado (18/9) por volta das 3 horas da tarde, 3 bandeiras de militantes da Fretilin no Suco de Bercoli (Baucau), quando viajavam de Viqueque para Baucau.

Segundo o Comandante das FSI, Brigadeiro John Butcheson, em declarações aos jornalistas na conferência de imprensa no edifício das FSI (Caicoli, Díli), domingo (19/8), o acontecimento ocorreu porque os membros das FSI não ficaram satisfeitos com a atitude de alguns militantes da Fretilin.

«Ontem, Sábado (18/8), por volta das 3 horas da tarde, as FSI passaram pela Vila de Bercoli, na estrada principal de Viqueque a Baucau. Naquela zona, as forças australianas pararam e recolheram três bandeiras da Fretilin sem autorização. Chegámos a Baucau por volta das 5h30 da tarde. Essas bandeiras foram bem guardadas mas devido a reacções que surgiram, uma bandeira, entre as três, foi devolvida ao Chefe do Suco de Bercoli, que na altura estava em Baucau (por volta das 6h30 da tarde)», afirma John Hutcheson.

O Comandante das FSI explicou que, no Domingo (19/8) de manhã, as restantes duas bandeiras foram entregues aos militantes da Fretilin. Portanto, é necessário efectuar uma investigação e confirmação de uma boa maneira junto dos colegas em Baucau. Após a entrega das bandeiras não houve nenhuma acção enorme lá contra os soldados das FSI, apesar de a recolha de bandeira ser culturalmente condenada.

Acrescentou que os soldados FSI neste momento reconhecem profundamente este acontecimento e por isso tomaram a decisão de investigar o acontecimento que surgiu.

«Temos uma forte relação com os timorenses, para continuar a manter a segurança no país, continuamos a trabalhar forte para manter essas boas relações no futuro», defendeu o Comandante.

Adiantou que estão prontos a apoiar e responder a qualquer pedido do Governo de Timor-Leste, tendo em conta que a sua missão em Timor-Leste é dar assistência ao Governo de Timor-Leste, à UNPOL e à PNTL, para criar a estabilidade e manter a segurança em todo o território, fazendo com que os timorenses se possam sentir seguros.

MONALPOM ameaça boicotar as actividades do Governo

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Movimento Nacional Povo Maubere (MONALPOM) exige ao Presidente da República, Dr. José Ramos Horta, que paralise as actividades do Quarto Governo Constitucional formado pelo partido CNRT e os seus aliados, caso contrário boicotarão as actividades do Governo, quer a nível nacional quer nas áreas rurais. Segundo o MONALPOM, o Quarto Governo Constitucional liderado pelo Presidente do CNRT, Xanana Gusmão, é ilegítimo e inconstitucional, pois não respeitou a vontade da maioria do povo, expressa através dos votos na eleição democrática.

Essa exigência foi apresentada pelo Coordenador do MONALPOM, Sanamia, ao Jornal Nacional Diário, no Palácio das Cinzas, Caicoli, Díli, segunda-feira (20/8), após a entrega das suas exigências ao Presidente da República.

Segundo Sanamia, a AMP não foi registada na lista do CNE.

«Exigimos a paralisação do Governo inconstitucional AMP porque esse Governo não reflecte a vontade do povo nas eleições democráticas realizadas e porque a AMP não consta na lista do CNE. Neste caso, consideramos ilegítimo e inconstitucional», afirma Sanamia.

Além da paralisação das actividades do Governo exigem também a dissolução do Parlamento e a realização de eleições antecipadas, pedindo também ao Presidente da República que respeite a vontade do povo na formação de Governo.

«O Presidente da República tem de demitir este Governo, um Governo inconstitucional, e, segundo, dissolver o Parlamento, que é ilegítimo, porque na eleição parlamentar o povo não deu confiança à AMP, o povo deu os seus votos a outra organização política. A AMP, uma organização estabelecida após a eleição, não cumpriu os actos democráticos, portanto não é legítimo assegurar o Governo. Exige-se ao Presidente que considere a voz do povo, do povo pobre e em dificuldades. Apesar de a voz não ter valor, deve ser considerada porque o povo é que fez esforços para participar nas eleições. Ramos Horta olha para a realidade em vez de consultar muita gente. Deve tomar uma decisão segundo a consciência. Exige-se uma eleição antecipada para que o partido derrotado aceite o resultado e o vencedor governe», afirma o Coordenador do MONALPOM.

«Boicotaremos as actividades do Governo a partir da aldeia até ao nível nacional e não cooperaremos com esse Governo» salientou.

Segundo Sanamia, o objectivo era realizar uma acção no Palácio Presidencial, porém a segurança no Palácio Presidencial não permitiu, por se preocupar com a infiltração de terceiros que estragassem a acção pacífica e, assim, mudaram a acção para o Estádio Municipal de Díli, onde os coordenadores da acção apresentarem as suas aspirações ao Presidente da República.

Em relação ao pedido do Presidente da República para apresentar queixas ao Tribunal, em vez de realizar uma manifestação, o Coordenador MONALPOM afirmou que para levar ou não ao Tribunal, o Presidente da República é que deve saber porque foi ele quem tomou a decisão, não foram eles.

O Presidente da República é que deve apresentar o caso ao Tribunal, não pode ser outra pessoa, só o Ramos Horta é que pode levar o caso ao Tribunal, por se ter declarado como fundador da Fretilin, como fundador Maubere, não fomos nós, portanto tem todo o direito de apresentar o caso ao Tribunal», afirma Sanamia.

Segundo a observação deste diário no Palácio Presidencial, o Coordenador do MONALPOM e três representantes dos manifestantes não conseguiram encontrar o Presidente da República, que esteve ausente, e apenas conseguiram entregar os documentos com as suas exigências ao Chefe de Gabinete do Presidente da República.

O Presidente da República entregou a formação de Governo à AMP

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

A população do distrito de Baucau mostrou-se descontente com a decisão do Presidente da República em entregar a formação do Governo ao CNRT e seus aliados (AMP), não tendo respeitado a vontade democrática do povo através da eleição.

O Coordenador da FRETILIN do distrito de Baucau, Januário Joaquim Xavier, falou sobre esta questão ao Jornal Nacional Diário, recentemente, em Baucau:

«A maioria da população de Baucau é militante da FRETILIN e sabe que este partido venceu a eleição e devia formar Governo. Então, não se entende porque é que o Presidente da República entregou o poder ao partido CNRT e seus aliados, não cumprindo o que está escrito na Constituição de que o partido mais votado é que deve formar Governo e não a AMP, porque o povo de Baucau não conhece a AMP, que não existia no tempo da campanha eleitoral.

Januário Xavier refere que «O povo de Baucau está descontente com a AMP, que não existia nos tempos da campanha, reconhece apenas o CNRT e os seus colegas, então isto significa destruir a democracia e, segundo a Constituição, não é justo, porque o partido mais votado é a FRETILIN, que venceu a eleição. Por estarem a brincar à política no topo, o povo de Baucau, na maioria militantes e simpatizantes da FRETILIN, não concordam e não concordarão com essa política, porque não foi explicado ao povo de Baucau a existência da AMP».

Januário acrescentou que o incêndio dos edifícios do Governo e de algumas ONG e o bloqueio de estradas foram reacções contra as actuações de elementos do Bangladesh da UNPOL que atiraram gás lacrimogéneo aos apoiantes da FRETILIN que mobilizaram uma acção pacífica no distrito de Baucau para protestar contra a decisão do Presidente da República.

O líder da FRETILIN no distrito de Baucau afirmou ainda que relativamente aos distúrbios surgidos nesse distrito não devem culpabilizar a liderança da FRETILIN, porque o erro está na decisão que causou uma forte reacção por parte dos eleitores da FRETILIN.

A FRETILIN desde sempre afirmou que deseja evitar atitudes de anarquismo mas por causa do comportamento de arrogância da liderança de alguns partidos que desejaram raptar o poder à FRETILIN, foi esta a consequência.

«Não peçam responsabilidade à liderança da FRETILIN, porque os donos dos votos é que incendiaram e mobilizaram a manifestação. A FRETILIN apenas é uma organização, os eleitores é que exigem. A FRETILIN está consciente que a democracia não foi destruída pelo povo mas pelos líderes políticos no poder. No mundo actual, a democracia tem mais valor mas os líderes no poder utilizam o poder para destruir a democracia. Então, o povo unido teve essa reacção e não peçam responsabilidade à liderança da FRETILIN.

A FRETILIN desde o primeiro dia solicitou aos militantes e simpatizantes que não destruíssem os bens públicos, edifícios do Governo ou privados», explicou Januário.

Não são os eleitores da FRETILIN que desconhecem a democracia e praticaram asneiras mas os líderes no topo, em essencial o Presidente da República é que não conhece a democracia, porque entregou o poder do Governo ao segundo partido mais votado e aos seus aliados, com o objectivo de destruir a maioria dos votos atribuídos ao partido FRETILIN.

Presidente Ramos Horta: “Alfredo demonstra honestidade para resolver problemas”

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Presidente da República, Dr. José Ramos Horta, afirma que Alfredo Reinado demonstra honestidade para resolver problemas. O Presidente da República continua a dar atenção ao problema do Alfredo Reinado e dos peticionários.

«Ontem fiz uma visita ao distrito de Ermera, no cume da montanha, muitas pessoas continuam a viver pobres. Lá encontrei o Alfredo Reinado. Tenho a esperança de que neste momento o mesmo demonstra a sua honestidade e sinceridade para resolver a situação do país. Não pode haver grupos armados fora das Forças Armadas». O Chefe de Estado falou sobre esta questão na sua mensagem à nação, segunda-feira (20/8), relacionada com as comemorações do 32º Aniversário das FALINTIL.

«Como Presidente da República, compreendo as circunstâncias do dia 28 de Abril de 2006 que provocaram que o Alfredo Reinado e alguns dos seus elementos dentro das F-FDTL e PNTL abandonassem os quartéis em Díli.

É tempo de guardarmos as armas e contribuirmos para a justiça e estabilidade do nosso país», explicou o Presidente Ramos Horta.

Na ocasião, o Presidente da República convidou o MUNJ, que deu a sua colaboração positiva, a facilitar contactos com o Grupo de Diálogo Humanitário, ajudando o Presidente da República, o Governo e o Parlamento a resolver esta questão.

O laureado Nobel da Paz afirmou ainda que «os peticionários são filhos do povo, filhos dos pobres, porque o nosso país é novo, as nossas instituições são novas, a PNTL e as F-FDTL são novas instituições, novas na independência para fazer gestão, organizar logística, infra-estruturas, o que deve levar tempo. Vários problemas aconteceram, não é tempo de acusar ou criticar o 1.º Governo Constitucional, não esqueçamos que iniciámos uma nova instituição e um Estado novo. Portanto há muita coisa dentro das instituições PNTL e F-FDTL que não decorreram bem, não devido à incapacidade do Primeiro Governo Constitucional. Não se deve esquecer que a nossa Nação obteve a independência há cinco anos. Devemos reconhecer os nossos erros, realizar diálogos com o Alfredo Reinado e com os peticionários para resolver o problema e acelerar o processo de reorganização da PNTL e das F-FDTL, para que as duas Forças possam ganhar a confiança do povo».

NOTA DE RODAPÉ:

Deve estar doido varrido...

Presidente Ramos Horta: “Parabéns pelo aniversário de independência da Indonésia”

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Presidente da República, Dr. José Ramos Horta, felicitou o Governo e o povo indonésios, através do seu representante em Díli, pelo 62.º aniversário da proclamação da independência do seu país (17/8/1945 - 17/8/2007).

José Ramos afirmou que Timor-Leste fará os máximos esforços para reforçar as boas relações com o Governo Indonésio, mantidas desde o Primeiro Governo Constitucional.

O Chefe de Estado realçou que a comunidade, através do Estado, enviou uma carta ao Presidente da República indonésio, Susilo Bambang Yudhoyuwono, como uma prova de amizade no âmbito da comemoração do referido aniversário, na sexta-feira (17/8).

Por outro lado, o proclamador da independência da RDTL, Francisco Xavier do Amaral, afirmou que é necessária a cooperação com a Indonésia, no seu papel de país vizinho. Segundo Xavier, a relação entre Indonésia e Timor-Leste é importante, porque através de uma boa relação os dois países poderão cooperar melhor, quer no aspecto diplomático quer no económico.

O presidente do ASDT sublinhou que a sua presença na comemoração do aniversário da proclamação de independência da Indonésia teve como objectivo agradecer ao Governo Indonésio o tratamento dado quando ele (Francisco Xavier do Amaral) foi prisioneiro político na Indonésia, nos tempos da resistência.

Além disso, o Embaixador da Indonésia em Timor-Leste, Ahmed Bey Sofwan, afirmou que a presença do ex-prisioneiro político e proclamador da independência da RDTL, Francisco Xavier do Amaral, na cerimónia do aniversário é uma indicação positiva para a Indonésia, por o mesmo não ter guardado ódio em relação à Indonésia.

Ahmed espera que o povo de Timor-Leste possa olhar o passado como um momento errado e olhar para um futuro melhor dos dois países.

A cerimónia foi realizada na Embaixada da Indonésia, em Farol, Díli.

2008, ano de arranque económico

Jornal Nacional Semanário – 25 de Agosto de 2007 (colocado online a 27 de Agosto de 2007)

O Presidente da República, Dr. José Ramos Horta, prevê que 2008 dará início ao arranque económico, porque a nação necessita de dar um salto no crescimento económico.

Ramos Horta falou sobre este assunto aos empresários nacionais e internacionais na sua intervenção quando participou no encontro do Fórum Empresarial Timor-Leste (FMTL), no Memorial Hall (Farol, Díli), quinta-feira (16/8).

Segundo Ramos Horta, 2008 é um ano importante para o arranque económico porque o actual Governo liderado pelo ex-Presidente da República, Xanana Gusmão, tem essa filosofia para o desenvolvimento económico, que ao longo de cinco anos não teve avanço: «O ano de 2008 é o ano para o arranque económico, o país tem de saltar para a frente no crescimento económico. O Governo liderado pelo Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, tem essa filosofia».

O Chefe de Estado sublinhou que, quando assumia a pasta de Primeiro-Ministro do Segundo Governo Constitucional, fez esforços para fazer uma reforma da Lei Fiscal, mas o período de 10 meses de governação não foram suficientes para elaborar essa reforma. Porém, Ramos Horta sente-se satisfeito porque essa política pode ter continuação, pois foi aceite na totalidade pelo actual Governo.

Deu o exemplo de que, enquanto durar a actual lei fiscal, com a sua burocracia, quando o Presidente da República deseja comprar uma caneta, é necessário dirigir uma nota ao Ministério das Finanças para a compra ser aprovada, podendo demorar até um mês a aprovação do orçamento.

«Assumi o pesadelo como Primeiro-Ministro num período de 10 meses, dentro da crise, pelo que foi muito difícil fazer uma reforma urgente, que desde sempre já tinha pensado fazer. Em relação às reformas que exigem uma introdução imediata, reformas sobre as demoras dos serviços, por exemplo na execução de orçamento, onde a Lei e os regulamentos são bastante complicados, alguns ministros não conseguem compreender estas coisas porque há muita centralização. No Ministério das Finanças, por exemplo, como já referi, pois para comprar uma caneta o Presidente da República tem de enviar uma nota ao Ministério pedindo autorização. Isto é um desafio que não resolve as dificuldades e os pequenos problemas, que, por serem demasiados centralizados se tornaram num pesadelo para a administração, não conseguindo funcionar bem», explicou Ramos Horta.

O laureado Nobel da Paz 1996 afirmou ainda que as leis e os regulamentos em vigor no Primeiro Governo Constitucional não foram impostos pelo anterior Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri, mas pela UNTAET, pelo que foi também um erro por parte da UNTAET, que tinha administrado Timor-Leste.

Destacou que as Nações Unidas esqueceram a realidade e a cultura deste povo, impondo condições que deviam ser mais adequadas na Europa, portanto como Presidente da República culpabiliza a política da referida organização, imposta na governação de Timor-Leste.

Ramos Horta referiu ainda que, quando era Primeiro-Ministro, falou com o FMI, Banco Mundial e UNDP para darem uma orientação política mais positiva para Timor-Leste.

Acrescentou que a sua política teve também o apoio de peritos de alguns países, portanto ordenou ao FMI que elaborasse uma proposta de reforma fiscal mas, com um período de mandato limitado, a referida proposta não chegou a ser enviada ao Parlamento Nacional para a aprovação. Contudo, Ramos Horta mostra-se satisfeito porque o Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, concorda inteiramente com a sua política fiscal, aceitando a recomendação que tinha apresentado. Portanto, Ramos Horta pensa que o novo Parlamento Nacional dará prioridade à reforma fiscal, que eliminará os impostos em Timor-Leste, tornando-o como Hongkong. Assim se dinamizará, de acordo com o chefe de Estado, a economia, pois os preços de mercado poderão baixar e os consumidores poderão aumentar o seu poder de compra.

Horta salientou que, ao contrário do que se verificava em 2000, neste momento Timor-Leste já tem orçamento próprio, portanto não é necessário o pagamento de impostos como fonte de receitas ou rendimento da nação, porque o orçamento do Mar de Timor é suficiente para o desenvolvimento do país.

Deixem passar esta linda brincadeira

Timor Lorosae Nação - 26 de Agosto de 2007
Presidente diz: cada macaco no seu galho!

por: Ana Loro Metan

A política timorense parece de facto uma brincadeira pelo que passei a compreender a perspectiva da ministra da justiça, Lúcia Lobato, quando ainda não há muito tempo se referia a assuntos de Estado com a definição bem exacta “brincadeira”.

Como já me acusam de ser uma indefectível defensora de Lúcia Lobato, fiquem sabendo que uma vez mais a estou a defender e a dar-lhe razão sobre os procedimentos brincalhões deste governo e deste presidente da república – hoje saem todos com minúsculas porque estou Zangada!

Este novo (velho) governo da AMP patrocinado pelo senhor presidente da república e chefiado por Xanana Gusmão – só por isso é que Horta aceitou nomear a AMP – já tomou posse há quase três semanas.
É costume, em democracias, que os governos apresentem atempadamente os seus programas. Expliquem e ponham à votação dos parlamentos para onde vão, o que querem fazer…

Pois, mas neste caso parece que isso irá tanto acontecer – à séria - quanto aconteceu os partidos que constituem a AMP terem apresentado um programa eleitoral à séria. Assim sendo, bem podemos esperar deitados e dormitando porque o prazer e a “sabedoria” do agora primeiro-ministro pelo improviso certamente vai marcar estes próximos tempos de “governação”.

Nesta perspectiva não admira que se confundam os detentores dos altos cargos desta república de xananas e que Ramos Horta ande a dar numa de primeiro-ministro enquanto o primeiro Xanana anda calado que nem um isso, apaziguador, como um presidente desta coisa, consensual desde que lhe convenha. Temos um presidente que faz diplomacia paralela, substituindo-se ao governo, e que vai para o estrangeiro – Indonésia - fazer declarações mais governamentais que outra coisa, afirmando que Timor-Leste está a ficar num mar de petro-rosas e que nem precisa de medidas de excepção, necessitando simplesmente de policiamento pelo que os militares australianos ficarão a desempenhar essa condição…

Então, mas policiamento não tem a ver com polícia?

Não é em estados de excepção que se recorre aos militares?

Policias estrangeiros que estão neste país não é GNR e mais uns quantos que integram a UNPOL?

Os militares australianos e neozelandeses – que são a mesma coisa – não integram a ISF? A ISF não é uma componente militar fora do controle da ONU, com comanda próprio e autónomo?
Ah, então afinal isto é um estado de excepção que só no estrangeiro indonésio é que não é!
Compreende-se toda esta baralhação - ou brincadera? - se nos esforçarmos por recordar que o presidente pela-se por viajar e já estava cá há tempo demais…

Não foi para mostrar serviço porque isto nem é serviço… Foi para arejar.

Noutra vertente das ocorrências desta república teve o seu presidente, Ramos Horta, - é bom que se diga o nome para não confundirmos – umas palavras severas para o Fórum dos Empresários de Timor-Leste, considerando insultuosas as palavras proferidas na declaração daquela organização empresarial.

Por tais palavras o primeiro minis…, digo, magistrado da nação, Ramos Horta, exigiu um pedido de desculpas.

A declaração, assinada pelos responsáveis da organização, Júlio Alfaro, Óscar Lima e Frankelino Castro, tornaram públicas as preferências destas elites governativas pelos investidores estrangeiros em detrimento dos investidores timorenses – o que é verdade, sabemos nós. “O presidente é o presidente dos estrangeiros em vez de ser o presidente de Timor-Leste”… Ramos Horta exige um pedido de desculpas perante este sentir dos empresários timorenses.

Abespinhou-se ainda mais porque “escandalosamente o senhor Alfaro, como exemplo, visou especificamente os cidadãos de um país amigo”, reza no comunicado da presidência desta coisa. Francamente, mas o senhor Alfaro não compreende que quem patrocinou a campanha de Ramos Horta foram “estrangeiros amigos”, aliás, como Xanana.

O senhor Alfaro e os empresários timorenses contribuíram com alguma coisinha para que os salvadores da pátria fossem eleitos?

Então… mas favores com favores se pagam… Compreenderão esta lógica os senhores Alfaros desta república?

Claro que o presidente tinha de afirmar no comunicado: “Enquanto for presidente de Timor-Leste não aceitarei qualquer tentativa de Timorenses, do governo ou do sector privado para discriminar contra estrangeiros.”

Oh, senhores Alfaros, francamente, discriminar estrangeiros para quê? Então não é melhor discriminar os timorenses?

Exactamente para salvaguardar essa condição, “sine-qua-non”, é que também é afirmado no comunicado: “Apelo ao Parlamento Nacional e ao Governo para nem sequer sonharem em introduzir medidas discriminatórias. O que o senhor Alfaro disse é muito perigoso dado que pode levar a começar a acusar estrangeiros se perderem um contrato para um projecto. Isso aconteceu no regime de Suharto – ele discriminou contra os Chineses, e isso aconteceu no Uganda, onde sob Idi Amin perseguiram os Indianos e expulsaram centenas de milhares do dia para a noite. Isso não acontecerá cá.”

É um prazer, ter o prazer, de ver o prazer com que este presidente primeiro-ministro dos negócios estrangeiros brinca, fazendo lembrar a velhota máxima que fala de cães a ladrar e caravanas a passar, ou seja: “os representantes dos órgãos sociais timorenses falam mas a elite imposta através de descarados expedientes vai brincando como quer”.

Pois claro, macacos me mordam se não é cada macaco no seu galho… que o respeito pelas elites perversas e absolutas tem de ser observado…. Nem que para isso seja necessário recorrer a tropas estrangeiras… amigas.

Tão amigas que foram quem também contribuiu para pôr esta elite no poder desta república.

Sweden aims to offer bilateral aid to fewer countries

Deutsche Presse-Agentur - Aug 27, 2007, 15:36 GMT
By Lennart Simonsson

Stockholm - The Swedish centre-right government that took office a year ago said Monday it aimed to halve the number of countries that receive bilateral aid to increase efforts to combat poverty, phasing out aid to Vietnam and China.

International Development Cooperation Minister Gunilla Carlsson cited 'better efficiency' as one of the arguments for reducing the number of bilateral aid recipients from the current 70 to 33.
Future bilateral recipients were grouped according to three categories.

One category included 12 countries - mainly in Africa - that Sweden has had long-term development cooperation with and included Tanzania, Ethiopia and Bangladesh, she said when presenting the proposal.

Another group of 12 countries or regions were those impacted by conflict - recent or ongoing - and included Liberia, Somalia, Sudan, Afghanistan, East Timor, Iraq, the West Bank and Gaza, while nine countries mainly in Eastern Europe would receive support to shore up democratic reforms, Carlsson said.
About a third of Sweden's annual aid budget, worth some 30 billion kronor (4.3 billion dollars), is earmarked for bilateral aid.
Along with its Nordic neighbours Norway and Denmark, Sweden is one of five countries that has committed more than 0.7 per cent of its gross national income to aid, according to the OECD Development Assistance Committee.

On Africa, the minister said 'the needs to combat poverty were the greatest on that continent,' citing challenges like conflicts, HIV/AIDS and the risk of famine.

Countries that would be dropped from bilateral aid programmes such as Sri Lanka, Nicaragua, South Africa or Namibia would receive Swedish funding via the UN, the European Union or other multilateral agencies, Carlsson said, adding that the transition period would likely take up to five years.

Anders Forsse, former head of the government aid agency SIDA, welcomed the initiative, saying 'development aid is not just a matter of sending money to poor countries with incomplete administrations and quite extensive corruption.'

Forsse said he even favoured reducing the number of bilateral aid recipients to some 20 countries to ensure a proper overview.

Reactions from non-governmental aid agencies were cooler.

Birgitta Silen of the Olof Palme International Centre that has close ties with the country's opposition Social Democrats said the reductions could weaken support for generous development aid among the Swedish public.

Bulletin Sued For Defamation By Former Director Of Australian Defence Intelligence Organisation

Lawfuel.com/ABC – Monday, August 27, 2007

Legal Newswire - Australian law news - The ABC reports that a former director of the Defence Intelligence Organisation is suing the publisher of The Bulletin magazine for defamation, over articles published in 2004.

Frank Lewincamp has told the ACT Supreme Court the most damaging allegation made by the magazine is that he intentionally cut off the flow of intelligence to Australian troops serving in East Timor.

Mr Lewincamp's lawyers say that ACP Publishing used the defence of truth when the proceedings began about three years ago, but have abandoned that defence in the lead-up to the trial.

Prominent members of Australia's defence community are expected to give evidence, including former armed forces chief General Peter Cosgrove.

Indonesia to send combat troops to East Timor border in November - agency

BBC Monitoring Asia Pacific - August 27, 2007

Source: Kompas Cyber Media website, Jakarta, in Indonesian 25 Aug 07
[Report attributed to Antara new agency headlined: "Udayana Military Area Command Readies Combat Troops to be Sent to NTT-East Timor Border"]

This item reported that IX Military Area Command (MAC)/Udayana is currently preparing to send combat troops to the East Timor-Indonesia border at the beginning of November.
According to the article, 743 Infantry Battalion/Pradya Samapta Yhuda, which is part of 161 Military Sub-area Command/Wirasakti, will replace 742 Infantry Battalion/Satya Wira Yhuda from Lombok, West Nusa Tenggara.

The 660 troops in 742 Infantry Battalion have been serving along the border since 13 November 2006. Some of these troops were based in Belu District, which borders Cova Lima District in East Timor, whereas others were in North Central Timor District, which borders the Oecussi enclave.

"Their assignment along the border will be a combat operation and so preparations also need to combat orientated," said IX MAC Commander Major General Syaiful Rizal, after presiding over a roll call of troops in 743 Infantry Battalion in Naibonat, Kupang District on 25 August.

He added that in order to carry out a combat operation along the border, troops needed to be equipped with the appropriate kit. "The weapons and munitions they will take are for combat purposes, and this is why I am checking on their readiness," Rizal was quoted as saying.

segunda-feira, agosto 27, 2007

Nas montanhas de Timor-Leste, plantações de café dão frutos

IPAD – [sem data]

Há seis anos que o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Rural de Timor-Leste (PADR-TL) restaura plantações de café nas montanhas de Timor-Leste. Estão em funcionamento 11 estações de tratamento, e é objectivo do programa aproximar-se do número existente no passado, prevendo-se num futuro próximo a entrada em funcionamento de mais dez estações, o que praticamente atinge o nível de trabalho existente em 1974, altura em que se encontravam em funcionamento 24 centros.

Miguel Nogueira e Adriano Ferreira têm razões para sorrir. Em Timor desde Janeiro deste ano, estes dois agrónomos, já reabilitaram dois centros de plantação experimental e 38 viveiros comunitários na região de Ermera (centro oeste), sob a participação atenta dos agricultores locais e o olhar sobranceiro da cordilheira do Monte Ramelau, do alto dos seus imponentes 2.963 metros de altitude.

O PADR-TL só este ano, atingiu já cerca de 600 agricultores da região de Ermera, parte significativa de uma população que vive maioritariamente da agricultura e até ao fim do ano os técnicos responsáveis pelo projecto pretendem atingir os 2000.

O projecto financiado pelo IPAD, orçado em 300.000€ ano, estará em curso até 2010.
O programa deverá ser alargado ao distrito de Liquiçá, estando também em preparação a criação de um Instituto do Café.

Miguel Nogueira relata na primeira pessoa este caso de sucesso da Cooperação portuguesa.
(ver em: http://www.ipad.mne.gov.pt/images/stories/noticias/RETOMAR_O_PASSADO.pdf)

UNMIT – MEDIA MONITORING - Monday, 27 August 2007

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports


Horta: too early to be sorry to the IDPs

Speaking to the journalists on Friday (24/8) President José Ramos Horta said that the IDPs have become victims for the second time.

“They have twice become victims for both the crisis and the action of radical Fretilin members who threat them everyday,” said President Horta while talking to an NGO Forum IN Dili.

Separately, the member of national parliament from the Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão, said that some peoples’ discontent following the president’s decision on the new government formation could create an unstable situation. (TP)

980 police officers to be active

The members of PNTL who completed their screening following last year’s crisis are now on active duty in Dili.

The PNTL Commander-Designated, Afonso de Jesus said that 980 PNTL members are now on duty in Dili, this excludes members who in the process of being screened. (TP)

ISF to collaborate with the local authority in security escalation

The Chief Village of Afaloikai, Henrique de Carvalho has asked the International Stabilization Forces (ISF) that are allocated in Uatolari, Viqueque district to collaborate with the local authorities to secure the district.

Speaking to the journalists on Friday (24/8) in his residence, Mr. Carvalho said that if ISF, UIR and F-FDTL withdraw from the region, the problems will reemerge. (TP)

Autonomist government, a rumor

Prime Minister Xanana Gusmão said there does not need to be a law passed to check the background of parliamentarians because the accusations that the government is unconstitutional are based on rumours only.

He said that rather than waste funding on this, which will have no benefit for the people, it is better to forget the past and come together to discuss the future of the people in this country. (TP)

Bishop Basilio: “I believe, Fretilin will not destroy the efforts of 24 years”

Bishop Basilio Nascimento of Baucau Diocese believes that Fretilin will not destroy the independence benefits it fought 24 years to get.

“I think that they should know and consider that Fretilin’s struggle and bloodshed for 24 years should not be destroyed,” said Bishop Nascimento in Baucau.

Commenting to the accusation that the Catholic Church supports the Alliance government, the bishop said that the Catholic Church never backed any party. (DN)

President submit Alfredo and Petitioners’ case to Xanana

President José Ramos-Horta will submit the case of Alfredo Reinado Alves and petitioners officially on Tuesday (28/8) to the Prime Minister Xanana Gusmão to try and solve both problems peacefully.

“Alfredo is ready to have dialogue to solve this problem,” said President José Ramos-Horta on Friday (24/8) after meeting with students in the Presidential Palace in Caicoli, Dili. (STL)

Longuinhos, does not fulfill the criteria to be PNTL commander

The member of national parliament from Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão said that the Attorney –General Longuinhos Monteiro does not qualify to be the PNTL commander, even though he knows much about the police force.

He revealed that the new PNTL commander should have a vision for reform to restore the reputation that was ruined in last year’s crisis and if a commander has no credibility the reform goals will not be achieved.

“We should observe that during his roles as the Attorney-general he failed to resolve a lot of problems which remain controversial, such as the case of Alfredo Reinado,” said Mr. Mario. (STL)

Furthermore, another MP from CNRT, Aderito Hugo da Costa said that to convinced people that the reform of the judiciary is and PNTL is solid, it needs a credible and knowledgeable figure.

“It is the competence of the president to nominate an attorney general, but he/she should be a credible figure to run the office,” said Mr. Hugo on Friday (24/8) in PNTL’s office, Dili. (STL)

President threats to take out IDPs from camps

The President José Ramos-Horta has threatened to remove the IDPs from Metinaro because of their ongoing provocation that resulted in house burnings on Thursday last week.

Speaking to journalist on Friday (24/8) the President said that he will recommend the F-FDTL secure IDP camps Metinaro.

“if they destroy people’s properties, the state will not recognize them as IDPs,” said President Horta.

He added that he has heard that IDPs in Metinaro kill others’ livestock, loot properties and throw rocks at cars.

“I call on radical members of Fretilin in the Airport, Metinaro, Jardim and Obrigado Barracks to stop the provocation,” said President Horta. (DN)

Adriano: We try and persuade Alfredo and the petitioners to return back to F-FDTL

During the electoral campaign of presidential election, the Democratic Party stated it defended Alfredo Reinado, his followers and the petitioners to return back to F-FDTL, said the PD parliamentary leader Adriano do Nascimento.

He added that PD continues to make efforts to raise the issue of halting the operation against Reinado and his men.

“We raise this issue at the plenary session to support the president’s ideas,” said Mr. Adriano on Friday (24/8) at the parliament, Dili. (DN)

UNMIT - Security Situation - Monday 27 August 2007

This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.

The security situation in Timor-Leste as a whole has been calm.

Today in Dili, UNPol attended six incidents. At around 0940hrs, police received reports of people throwing rocks at passing UN vehicles in front of Metinaro IDP camp. A Formed Police Unit (FPU) and the International Security Force (ISF) attended and controlled the situation. Three people were arrested.

Police also received reports that the PST Headquarters in Bairo Central were on fire. A patrol a confirmed that the reports were false.

A rock throwing incident also took place at Hudilaran primary school shortly after midday. Police brought the situation under control quickly. Separately, one man was arrested for rock throwing in Bebonuk.

Yesterday in Lautem, police arrested two men suspected of burning down the primary school in the Ira-Ara sub-village. The men are currently in police custody and are being questioned.

Two days ago in Baucau district, ten people were arrested in connection with a rock throwing incident in Buibau village. The suspects had damaged two houses.

There are no reports of any criminal activity in Viqueque in the last 24 hours.

United Nations police officers in conjunction with the national police of Timor-Leste (PNTL) and the ISF remain fully deployed to respond to any disturbances that may emerge.

The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Please report any suspicious activities. You can call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.

TIMOR TELECOM SHOWS THE BENEFITS TO THE PUBLIC OF PRESIDENT RAMOS-HORTA’S PROPOSAL TO ABOLISH SERVICES TAX

MEDIA RELEASE
Dili, 27 August 2007

Following H.E. President Ramos-Horta proposal to the Government – already endorsed by Prime Minister Xanana Gusmão – to reform Timor-Leste’s tax system which basically advocates a drastic reduction and/or abolition of most taxes and duties, Timor Telecom has decided to show, in a practical way, how the abolition of one of the taxes would benefit its customers.

For one week – from 27 of August to 2 September – Timor Telecom will not charge the Services Tax to its clients when they buy a card (pulsa) during that period.

Under the current system, the 12% Services Tax applies only to telecommunications, hotels, restaurants, bars, and to the rental of land, air and sea transport.

When buying a telephone card (pulsa) Timor Telecom customers will receive a bonus of the 12% value of the tax. So, on a $5 card there will be a bonus of 60 cents; on a $10 card, $1.20 bonus; on a $15 card, $1.80; and on a $25 card, a bonus of $3.00.

“I’m pleased with the initiative of Timor Telecom,” President Ramos-Horta said. “It is a smart way of demonstrating to the community the benefits of my fiscal reform proposal.

“Just imagine the savings, the money that will stay in the pockets of the people, once drastic reduction or abolition of tariffs, sales tax, and excise comes into effect.

“I and the Government will be making sure that the savings arising from the tax reform are passed on to the public,” Dr Ramos-Horta said. “Inspectors will visit businesses to make sure of that. If any business is found not to be reducing the prices it will be subject to heavy penalties, from fines to closure of the business.”

“If we are to maintain any taxes or duties it should only be on goods or industries that are harmful to the environment and health.

“As President I am determined to see this new tax system that is simple, pro-poor and that encourages the business sector, the foreign investment and job creation, implemented. I’m pleased that at his swearing in ceremony Prime Minister Xanana Gusmão endorsed it. We are both certain that these changes are the right ones for Timor-Leste at this time of our development as a nation,” H.E. President Ramos-Horta concluded. – ends.

domingo, agosto 26, 2007

Timor-Leste

Tradução da Margarida:

The Australian Magazine - Sábado, Agosto 25, 2007

Por Sian Powell

Erica de Araujo era uma bébé quando escapou de Dili a arder nos braços da sua mãe. Oito anos depois de o país ter conquistado a sua independência, Sian Powell sobe às montanhas de Timor-Leste para encontrar a menina que conheceu em 1999. Descobriu uma família com dificuldades – a viver numa cabana com chão de terra, com o mínimo para comer - mas orgulhosa, resiliente, e agarrada às esperanças da sua jovem nação.

Erica de Araujo nasceu no caos fumegante da batalha em Agosto de 1999, duas semanas antes de Timor-Leste ter finalmente votado pela independência e ter terminado os 24 anos da ocupação brutal Indonésia. Começou a respirar numa barraca na capital, Dili, num bairro pobre onde nuvens de mosquitos enchiam o ar quente e o som dos disparos enchiam as noites. Na semana em que nasceu, um monte de flores cor-de-rosa foi deixado a na estrada suja perto da barraca – marcando o lugar onde um adolescente vizinho foi morto a tiro, um dos milhares que morreram na teimosa luta pela liberdade de Timor-Leste.

Erica é filha da independência de Timor-Leste -tem agora oito anos, vive livre e sem medo nas montanhas sossegadas do interior; um pouco mal nutrida, um pouco esfarrapada, mas com um optimismo ilimitado. A violência tem esporadicamente rebentado na sua terra desde a independência, irrompendo outra vez depois de ter sido nomeado um novo governo de coligação no princípio do mês. Contudo a família de Erica acredita que a nova administração é um sinal brilhante para o futuro, e que a vida melhorará.

A primeira vez que encontrei a mãe de Erica, Filomena Correa, nos bairros pobres de Dili foi antes da altura do referendo para a independência em 30 de Agosto de 1999. Amamentando Erica quando as milícias queimavam as casas, assassinavam activistas e espalhavam o terror, Filomena foi estóica sem fim. Não tinha nem comida nem dinheiro; o marido estava fora nas montanhas com os guerrilheiros. Uma vez por outra esperava por uma paragem na confusão e atravessava a cidade para mendigar às freiras em Balide, levando três crianças pequenas com ela. Partilhava uma barraca de dois quartos com telhado de zinco com o irmão, e a cama (uma placa de madeira) com os três filhos. A sua vida era uma batalha sem fim contra a fome, falta de sono e medo. Mesmo assim acreditava que tinha valido a pena a luta sangrenta pela independência. "Quero a independência," disse então. "Quero uma vida pacífica para os meus filhos."

Nesses dias, quando lutava para criar os filhos numa aldeia isolada, Filomena era filosofa sobre o futuro. Tinha expectativas altas para a duramente conquistada liberdade, mas agora, apenas tem uma grande lista de queixas, de estradas a desintegrarem-se a maus preços para o café que a família cultiva. Contudo sorri quando agarra o bébé novo, alisa o vestido de uma folha e fala sobre a escola das crianças. Algumas coisas, pelo menos, estão muito melhor do que estavam nos dias sombrios de 1999. "Não há violência aqui [nesta aldeia] agora," diz, "e somos livres."

A luta de Timor-Leste pela libertação parecia um forte caso bom contra um mal – um povo oprimido mas digno levantado contra um invasor maciço e brutal – e era enorme o apoio emocional da Austrália pelos Timorenses. Estavamos escandalizados quando as tropas Indonésias e as suas milícias correram em fúria depois da votação da independência, partindo cidades inteiras, violando, batendo e matando tantos quantos 1400 Timorenses. Enviámos tropas para a pequena meia ilha e donativos foram enviados através do Mar de Timor. Um grito imenso dos Australianos saudou a pequena equipa Timorense a marchar na cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos em Sydney.

*Agora, apesar de anos de luta com instituições nascentes, ministros novatos e pobreza opressiva, Timor-Leste parece voltar a derrapar. Apenas recuperada da luta sangrenta sobre os despedimentos das forças armadas que se espalharam para as ruas da capital no ano passado, Dili está outra vez a sofrer de espasmos de violência – tragicamente mais outra vez, Timorenses lutam contra Timorenses. Soldados Australianos pesadamente armados patrulham as ruas de Dili, a ONU vive por detrás de arame farpado nas Obrigado Barracks, e o jovem país chegou perigosamente perto de ser enviado para as categorias dos Estados falhados.

Apesar de todos os problemas, a paixão dos Timorenses pela democracia tem de ser admirada. Quase oito em cada 10 eleitores registados votaram nas eleições presidenciais no princípio deste ano; a campanha das legislativas de Junho correu suavemente e de modo razoavelmente pacífico até a nomeação do novo governo desencadear uma outra vaga de queima de casas e de apedrejamentos.

Mesmo assim, depois do terror de 1999, parece um tempo de paz relativa – especialmente nos distritos exteriores. Erica vive na aldeia de Manusae, nas altas montanhas a sul de Dili. Fica a quatro horas de viagem da capital sobre estradas incríveis, rios e em certos lugares, rochas; a última parte da viagem foi a pé ao longo de um carreiro difícil.

Nenhum autocarro público ou carro privado (a não ser os de tracção às quatro rodas) podem chegar perto da aldeia. Se as pessoas de Manusae querem ver um médico ou um oficial da policia ou um funcionário do governo, andam três horas a pé até à capital do distrito de Ermera. Julio Boromeo, pai de Erica, disse que o fotógrafo e eu fomos os primeiros Ocidentais a visitar a sua casa, e um bébé gritou certamente por medo (e continuou a gritar durante algum tempo) simplyesmente com a visão das nossas caras brancas.

Manusae é uma aldeia sonolenta que cultiva café, com uma escola, uma pequena igreja e cabanas de bamboo montadas em terraços inclinados divididos por caminhos de ervas. As crianças são magras e pequenas segundo o padrão Australiano, apenas joelhos e cotovelos, mas não extraordinariamente independentes – as de cinco anos podem ser vistas sozinhas a subir os trilhos das montanhas.

Não há electricidade, por isso é silencioso – não há TV, não há rádios, não há máquinas, não há o barulho amortecido o de quem vive no Ocidente no século 21. O café é processado num moinho de água e é espalhado em sacas para secar, a madeira é partida com machados e as roupas são lavadas à mão.

No fim de 1999, Boromeo a mulher e cinco pequenas crianças (incluindo Erica, então um bébé de colo) regressaram de volta a Manusae depois dos Indonésios terem finalmente partido de Timor-Leste, a milícia local Darah Merah ter dispersado e a aldeia voltar a estar mais ou menos segura outra vez. Mas a casa de madeira e zinco da família tinha sido completamente destruída e tudo o que eles tinham tinha sido levado pelos militares Indonésios.

Boromeo tinha lutado com a Falantil, o exército da guerrilha de Timor-Leste, durante oito anos, e tinha estado no mato numa missão clandestina em Maio de 1999 quando a milícia pró-Indonésia chegou a Manusae. Ameaçaram e sovaram Filomena – então grávida de seis meses de Erica – e encostaram uma espingarda no ombro dela, pretendendo disparar contra os vizinhos dela.

Aterrorizada, juntou uns tantos pertences e três dos seus filhos e correu. (A outra filha, Florinda, de 10 anos, estava com o avô inválido noutra aldeia, onde ficou até final de 1999.) Filomena e as crianças andaram a pé durante horas até Ermera, e de lá apanharam um autocarro para a relativa segurança de Dili. Três meses mais tarde, em 30 de Agosto, 1999, juntamente com centenas de milhares dos seus compatriotas, Filomena vestiu o seu melhor vestido e esteve nas filas para votar por uma nova vida para o seu país.

Uma semana depois da votação, fugiu outra vez – desta vez a correr de Dili para fora, carregando o bébé Erica e arrastando as crianças montanha de Dare acima, a sul da capital, aconchegando-se a outros milhares que fugiam da fúria Indonésia. Era em 5 de Setembro, o dia depois de ter sido anunciado o resultado do referendo. Quase 80 por cento dos eleitores tinham escolhido a independência em vez da autonomia no seio da Indonésia e os militares estavam indignados. Depois de 24 anos de ocupação, não iam sair de Timor-Leste sem uma última, amarga explosão de raiva.

Filomena podia ver o fumo a subir da cidade a arder quando ela e os filhos trepavam montanhas acima. Em Dare, escondeu os filhos sob os arbustos numa plantação de café, onde dormiram no chão durante três semanas, comendo mandioca que mendigavam, milho e um pouco de arroz, umas vezes cozido, a maioria das vezes cru, esperando pela chegada das forças internacionais.

* Dois anos mais tarde, em 2001, Boromeo juntou-se às novas forças armadas de Timor-Leste – apenas para se tornar um dos centenas de "peticionários", os soldados que desertaram por causa de queixas de discriminação não terem sido ouvidas. Boromeo, do distrito de Ermera, é do "oeste" e acredita que os líderes das forças armadas preferem os do leste nas promoções. Os peticionários entraram em greve e acabaram por ser demitidos pelo chefe das forças armadas no ano passado, ajudando a precipitar a violência que matou 37 e deixou 30,000 Timorenses a abrigarem-se em campos de deslocados durante meses.

Agora, como muitos Timorenses, ele e a famímia espera por tempos melhores. Apesar de grato por os filhos poderem ir à escola e por haver o suficiente (apenas) para comer, Boromeo é pobre. Não há livros, brinquedos, bonecas ou jogos na família. Erica carrega o irmão mais pequeno, Jaimito de três anos, nas ancas, e ocasionalmente, por brincadeira, sobe às árvores – "É muito travessa," diz a mãe. Uma rapariga de 16 anos, Clara, ajuda Filomena no trabalho de casa por troca com refeições.

A maioria do Timorenses vivem da agricultura de subsistência e pelos padrões Ocidentais, com muita dureza. Estatísticas recentes são difíceis de obter, mas de acordo com números publicados pela UNICEF a expectativa de vida em 2003 era apenas de 50 anos; em 2002, apenas 52 por cento dos Timorenses tinha acesso à água potável e 33 por cento tinha instalações sanitárias adequadas. Em 2003, mais de uma em cada 10 crianças morriam antes de alcançar a idade dos cinco anos. Timor-Leste é ainda uma das mais pobres nações do mundo, independentemente da riqueza do petróleo que está a entrar no país.

Analistas dizem que Mari Alkatiri, o primeiro prime-ministro, governou quase sem ajuda e que uma das razões porque apenas metade do orçamento foi gasto em cada ano era porque a sua assinatura era necessária em tudo. Mesmo agora, Timor-Leste não tem um sistema de burocracia com funcionamento real - muitas vezes não se gasta dinheiro porque ninguém está preparado para tomar uma decisão.

Antes da independência, a Indonésia animou a economia de Timor-Leste com um serviço civil inchado que empregava 22,000 (há agora cerca de 12,000) e rios de gasóleo subsidiado. Contudo, ao evitar os excessos da Indonésia o Governo abraçou um muito cauteloso (muitos pensam demasiado cauteloso) gastos em bem-estar, com Alkatiri determinado a evitar a “mentalidade da dependência”.

Não que Júlio Boromeo tenha uma mentalidade de dependência. Ele reconstruiu a sua casa arruinada num mês, sem a ajuda do governo, agências de ajuda ou igreja. Num lado da montanha, com vista para vales e montanhas, tem paredes de bamboo, um telhado metálico, chão de terra batida e portas de ferro forjado. Filomena cozinha num fogo aberto, e duas bacias de plástico servem para se lavarem. Cultivam café num hectare de terreno abaixo da montanha e depois da colheita, Boromeo leva-o para Ermera às costas – uma viagem de ida e volta de seis horas.

*A vida é dura, e vai-se tornar mais dura para muita gente. Uma praga de gafanhotos e a seca diminuiu as colheitas em Timor-Leste em 30 por cento, de acordo com o Programa de Alimentação Mundial, que estima que cerca de um quinto da população precisará de assistência alimentar antes do fim do ano.

No lar de Boromeo, proteínas são delícias raras. As crianças comem principalmente mandioca, arroz e batata doce. "Havia uma galinha, acabámos de a comer," diz Filomena, a gesticular para o festim que tinha preparado em honra da visita da sua irmã. "E há mandioca no jardim."

Apesar da pobreza, a educação é um assunto forte. Todos os filhos de Filomena em idade escolar, excepto Rojina de 16 anos, que se casou em Março, estão ocupadas em obter uma educação. Mesmo a filha mais velha, Florinda de 17 anos, vive com a avó em Dili para poder acabar o liceu. Duas das crianças nascida depois da família regressar a Manusae no fim de 1999, Elefino de um ano e Jaimito de três são are obviamente muito jovens para irem à escola e Maria Agama, de cinco, começa este ano.

Agora a educação é gratuita em Timor-Leste, e Erica vai à escola da aldeia juntamente com outras 40 crianças. O professor é Timorense, e é suposto estarem a aprender Português (que o Governo decidiu adoptar como língua oficial, apesar da pouca quantidade de gente que fala Português). Erica apenas fala Tétum – língua nativa de Timor-Leste. Mas entortando os olhos e agarrando o caderno a alguns centímetros da cara ela sane escrever o nome - devagar, aparece uma palavra vacilante.

"Ainda não é fluente – é muito jovem," diz a mãe a sorrir e a alisar o cabelo de Erica.

Timor está a fazer bem a educar as crianças nas escolas. De acordo com um relatório compreensivo de pobreza publicado em 2003 pelo Governo, o Banco Mundial e as agências da ONU, entre outros (Pobreza numa Nova Nação: Análise para a Acção), a participação escolar subiu espectacularmente depois de Timor-Leste se separar da Indonésia, com oito em 10 crianças entre as idades de 12 e 15 anos matriculadas numa escola em 2001. Há muito terreno para desbravar. Quase metade da população de Timor-Leste tem menos de 15 anos, e a população adulta é pouco educada – quase três quartos dos que têm mais de 30 nunca foram à escola.

Filomena, contudo, sabe ler e escrever e fala Indonésio e como muitos Timorenses, fará muitos sacrifícios para addegurar que os filhos obtêm uma educação. "Quero que ela vá á escola ," diz de Erica. "Depois de acabar a de aqui, talvez possa ir para Dili [para mais educação]." Erica, também, já apanhou o bicho – quer continuar a aprender e ir para a universidade. "Quero ser uma médica," sussurra.

Contudo, com a nação ainda em crise, o futuro da menina está menos certo do que devia estar. As forças armadas Timorenses lutaram com a polícia Timorense no ano passado e uma investigação da ONU á violência culpou membros do antigo governo, questionando mesmo o papel do então primeiro-ministro no conflito.

Um dos causadores de problemas foi o que foi tempo atrás o comandante da polícia militar de Timor-Leste, Alfredo Reinado, que foi preso mas depois escapou . Depois de se evadir espectacularmente da tentativa das SAS Australianas para o apanhar, Reinado agora, quer aparentemente negociar com o novo Governo – mas há muitos que acreditam que qualquer perdão aumentará o clima de impunidade, tal como as tentativas do governo anterior de oferecer uma amnistia pela violência de 2006 diminuiu a fé vacilante dos Timorenses no sistema da justiça.

Há uma fotografia de Reinado espetada na parede da família Boromeo. Ele está a agarrar duas enormes espingardas cruzadas, e parece um desesperado. "Ele está ainda no mato; ele é um homem perigoso," diz Boromeo, com algum prazer. Como antigo soldado, e queixoso, tem alguma simpatia por Reinado, apesar de lamentar a violência que pôs Timor-Leste de joelhos.

"Há um ano houve a crise," diz. "Já somos independentes, mas durante um ano houve violência, e não acabou. Se não houver progresso, como com o último governo, continuará. Estamos independentes há mais de cinco anos, mas não houve progressos aqui em Timor-Leste."

Na verdade muitos dirão que Timor-Leste recuou para o caminho da anarquia e da revolta. Tantas quantas 100,000 pessoas foram forçadas a sair das suas casas e 30,000 – a maioria do leste do país – vivem agora em campos perto de Dili.

O ressentimento dos deslocados é palpável. Num eco assustador da violência Palestiniana, jovens e rapazes atiram pedras a carros, a qualquer carro, em Dili, simplesmente pela má emoção da destruição. Em Março, 95 veículos da ONU foram apedrejados, e mesmo táxis vulgares e minibuses não estão imunes. O desemprego vertiginoso - tão alto quanto 50 por cento na capital – tem alimentado a fúria e tem levado muitos a juntarem-se aos gangs guerreiros de garotos que vagueiam pela cidade.

A divisão leste-oeste aprofundou-se depois do então presidente (agora Primeiro-Ministro) Xanana Gusmão ter falado disso publicamente. Contudo os murmúrios podiam ter acalmado mais cedo se a polícia e as forçar armadas fossem instituições mais fortes. É agora largamente aceite que a ONU saiu demasiado cedo de Timor-Leste (empurrada pela Austrália e os USA para esvaziar a missão). A porta-voz da missão da ONU em Timor-Leste, Allison Cooper, argumenta que tem havido progressos na formação das estruturas do Estado, mas "as expectativas de dividendos imediatos da independência criam problemas".

Esta frustração diminuiu o apoio no partido dominante a Fretilin nas eleições de Junho. Irrompeu a violência porque apesar de a Fretilin ter ganho mais lugares no Parlamento, não podia formar um governo de coligação. Depois de oito anos de espera, as pessoas perguntam onde está a boa vida?

* Os Boromeos são devotos silenciosos católicos e apoiam o partido Democrata, que defende valores da família. Têm esperanças altas no novo Primeiro-Ministro, o herói da resistência Gusmão. "Ele é um intelectual," diz Boromeo, que apesar, da raridade de media em Manusae, se mantém extraordinariamente bem informado, talvez porque o irmão trabalho como oficial da polícia no centro regional de Gleno e faz a longa caminhada de casa para aldeia uma ou duas vezes na semana. "A coisa mais importante é os líderes manterem-se honestos," diz. "Porque o povo de Timor-Leste é muito sério. Ainda há nepotismo e conspiração. Precisamos de escolas, precisamos de médicos, precisamos da nossa saúde. Tudo é ainda feito em casa, temos ainda fome, não há edifícios."

Filomena é rápida a concordar, acrescentando que ano após ano, a estrada desintegra-se mais, Manusae fica cada vez mais isolada. "É mais difícil, não há nada cá," diz. "Os carros não chegam cá porque as estradas são tão más."

Um cachorro muito pequeno e muito sujo arranha o chão de terra e Filomena pede desculpa porque as roupas das crianças estão sujas. Mas o fotógrafo e eu chegámos sem avisar - sem telefones e serviço postal, são quase impossíveis as comunicações nas áreas rurais.

O nevoeiro cai sem aviso nestas montanhas, escondendo as estradas tortuosas e danificadas e aumentando o sentimento de isolamento. "Os minibuses não chegam cá," diz Filomena . "No tempo dos Indonésios, os carros vinham cá." Qualquer emergência pode provar fatal. Como se para dar um aviso há um pequeno túmulo no quintal; uma filha dos Boromeo morreu nos anos '90s, quando a estada estava boa mas os militares Indonésios desencadearam guerra contra os Timorenses. Boromeo não conseguiu levar a criança com febre ao médico, que devagar piorou e acabou por morrer.

Os serviços de saúde são ainda practicamente inexistentes. Nenhuma das crianças dos Boromeo é vacinada e as três nascidas desde que a família regressou a Manusae - Maria Agama, Jaimito e Elefino – chegaram todas à barraca de bamboo sem assistência médica e apenas com as mãos do pai a ajudar para as receber no mundo.

*Virgilio Guterres, que até ao ano passado foi director da rádio e TV nacional, diz que a luta dos Timorenses vulgares é impressionante. "O ano passado foi um tempo muito duro," diz. "Muita gente sentiu-se desesperada. Timorenses a lutarem uns com os outros; foi o pior tempo da nossa história . Em 1999, tínhamos um inimigo real. Mas agora é entre irmãos."

Contudo apesar das enormes dificuldades -o desemprego, os gangs, os deslocados, as colheitas mais pequenas, a violência – Guterres mantém-se esperançoso que Timor-Leste se levante da lama. "Tenho que ser optimista. Apesar de todos os problemas que enfrentamos, sou ainda optimista. Com a liberdade que temos, podemos resolver os problemas."

Júlio Boromeo, também olha para a frente para um futuro mais radioso. Tem uma família muito afeiçoada, e ambos ele e Filomena tratam das crianças para terem a certeza que nenhuma fica para trás. "Jaimito não tem um chupa-chupa," diz o pai, quando o rapazinho recua, assustado com os estrangeiros que trouxeram os doces. As crianças agarram-se aos adultos, sentam-se ao colo. Se o bébé chora é imediatamente levantado e embalado - seja pela mãe ou pelas irmãs'.

Há um crucifixo na parede da casa de entrada, que está mobilada com uma mesa e cadeiras demasiado estreitas para os grandes rabos Australianos. Uma grande catana está em cima da mesa – o instrumento de Timor-Leste para todos os propósitos. Uma caixa partida está numa prateleira e um espelho está inclinado.

Noutra parede está a fotografia de um casamento. Filomena aponta a robusta mulher idosa, a mãe do noivo. É a sua irmã, Ermelinda de Araujo, que partiu para a Austrália quando a Indonésia ocupou Timor-Leste em 1975. Ela vive agora algures em Sydney, mas sem serviço postal, rádio e telefone em Manusae, manter o contacto é quase impossível. Ermelinda visitou Dili uma vez, mas nunca veio a Manusae.

È fácil esquecer os que vivem nas silenciosas e isoladas montanhas de Timor-Leste. Contudo os lutadores Timorenses hão-de avançar, com ou sem assistência, na esperança de uma vida melhor para eles próprios e para os seus filhos.

O que é que Júlio Boromeo espera que o futuro traga? "Paz," diz acenando com a cabeça. "Paz."

- Sian Powell é um escritor de topo no The Australian e foi anteriormente o correspondente do jornal na Indonésia.

East Timor gets new oil minister

Upstream - August 24, 2007

Russel Searancke

Alfredo Pires takes over role from Jose Teixeira in new administration


East Timor has a new minister for natural resources following the recent national elections that led to a change of government.

Alfredo Pires has taken over from Jose Teixeira, who played a major role in the development of the country's oil and gas industry but who is now a member of the political opposition.

It is understood Teixeira retained his seat in the national poll but is a member of the former ruling party Fretilin.

His replacement Pires has been the natural resources advisor to the country's new Prime Minister Xanana Gusmao since 2002. Sources said Pires was educated in Australia and Macau, and has university degrees from both countries.

Sources said Pires is likely to take a cautious approach to developing the country's oil and gas industry, with his main interest said to be on improving the capability and competence of Timorese people.

There will be no rush to launch a new licensing round until more local workers are involved in its implementation.

The country has been plagued by outbreaks of civil unrest this month following the appointment of the new government.

Supporters of Fretilin are reportedly unhappy about the party not leading the new government.

On the brighter side, the country's Petroleum Fund, which was formed in August 2005, had grown to $1.2 billion as at 31 March 2007. Petroleum revenue is derived from the Bayu-Undan and Elang-Kakatua fields in the Timor Sea, although production recently stopped at Elang-Kakatua in preparation for field abandonment.

The Extractive Industries Transparency Initiative (EITI) said last week that Pires had "affirmed Timor Leste's continuing commitment to EITI and assured the international EITI Secretariat based in Oslo that the new government will move quickly to publish its first EITI report and go through the EITI validation process, in line with the country's strong track record of petroleum sector transparency".

Suffer the children caught in Timor crossfire

Canberra Times (Australia) - Saturday, August 25, 2007

This mountain town in Timor's eastern highlands has known its share of horrors and in recent weeks bad times returned with a wave of violent demonstrations and the alleged rape of an 11-year-old girl which some assert was a political crime.

In the 1970s, hordes of starving civilians streamed down the slopes of towering Matebian mountain to surrender to the Indonesian army here, and in the 1980s residents backing guerrilla resisters were often arrested and tortured. Wall paintings depicting legendary commanders recall this proud heritage today.

This month, a small faction of pro-Fretilin party extremists held the town hostage for a week after President Jose Ramos Horta nominated the CNRT (National Resistance Council of East Timor) party of Xanana Gusmao to lead a coalition government.

Although most-voted, Fretilin had failed to win a parliamentary majority in the June elections.

As the protests by about 40 machete- wielding, rock-throwing demonstrators intensified between August 6-10, so did the terror gripping townsfolk, many themselves Fretilin voters. Local police considered sympathetic to the rioters looked on.

CNRT official Antonio Ramos was among the first to flee, following an aborted arson attack on his headquarters in which a guard was injured. "Police did nothing, although the demonstrators were clearly committing crimes," he said.

UN security forces at the time were focusing on another outburst of fanaticism at Viqueque, further south, where 323 houses were torched and 4000 villagers fled to the mountains, according to UN deputy chief Eric Tan.

The term 'fanatic' had even become a badge of pride for rural followers of Fretilin leader Mari Alkatiri. A bus bought by the Baguia faithful to ferry delegates to last year's party congress was emblazoned with the name 'Fanatik'. During the congress, UN head Atul Khare repeatedly but vainly asked Mr Alkatiri for a strong statement denouncing violence.

By night, rocks were thrown on the roofs of targeted buildings, the usual warning of an impending attack in East Timor. These included the Catholic orphanage, housing some 45 children from the age of six to their early teens. It is run by the Salesian order and supported by Australian priest Father Chris Riley's Youth Off the Streets project.

Fretilin has been at odds with the Catholic church since its 2004 demonstrations against the Alkatiri government, denounced as a 'dictatorship'. Orphanage director Jojo San Juan is not resident full-time because he serves other mountain towns, involving long, hard travel, so the children are cared for by young workers, apart from an adult couple who live in an adjoining house.

By the night of August 9, the children were extremely fearful, as rioters' aggression grew. The streets were ablaze with burning tyres and threats escalated. The orphanage had even been pelted with rocks by day, an incident involving a 16 year old who had been in the demonstration from the beginning and led it that day, carrying the Fretilin flag. Son of poor parents, he lived in the orphanage for three months in 2004, until they were asked to remove him for disruptive behaviour.

By early evening, the danger of an attack or arson attempt was such that Carlotta, one of the two live-in assistants, took eight girls to sleep at her nearby home. The danger had heightened the previous day, after a church official requested demonstration leaders to suspend activities on August 10 so the town market could be held. They responded with menaces.

"I think the church was under threat from then on." the church official said.

Seven girls aged six to 13 remained in the female dormitory. To quell fears they slept together in twos or threes. Like most Timorese villages, Baguia only has electricity for a few hours before midnight.

Assistant Juliana Pereira, 23, has her own bedroom within the dormitory, with louvre windows facing the street.

By 10pm the girls were in bed with lights out when someone tried to force the doors.

The intruder failed, but remained on the veranda. Two girls peeped out and recognised the 16-year-old boy who left after a while.

Around midnight someone banged on Juliana's windows, and then poked a hand through the louvres, retreating after she yelled. She then slept and heard nothing of the following events.

One of two traumatised 13 year olds who were present said that at 2am the doors were kicked in by a machete-wielding youth shouting "I'll kill you all!" striking the weapon repeatedly on the bedposts.

He moved to the bed nearest the door and attacked an 11-year-old girl. Another girl who witnessed the attack said the youth had demanded to know whether his victim was "Fretilin or CNRT" and when she replied "Fretilin" he tore her clothes off and raped her.

Two girls who saw the face of the attacker illuminated by torchlight identified him as the 16-year-old.

When Juliana recalls the attack, her eyes brim with tears. "Nobody came to help us, nobody" she repeats incredulously. At dawn, they walked to the police station to report the crime. The 16-year-old was later identified walking in the street and arrested. Because there are no local facilities to detain minors, he was released. UN police spokesperson Monica Rodrigues said on 22 August that investigations were continuing, with the suspect bound to "weekly presentations to Baguia police until trial occurs". She added that Pradet, a non- government organisation (NGO) supporting trauma survivors, would provide psychological support to the victim.

First press reports quoted lurid exaggerations by priests with second-hand information, tending to discredit the story.

Scores of Fretilin supporters had invaded the orphanage, they claimed, and nine girls had been raped.

Fretilin leaders denounced claims of the party's involvement as a "bare-faced press campaign to discredit Fretilin". It condemned "an act of abuse" in Baguia as "a hideous act of an exclusively criminal nature perpetrated by a 16-year-old youth who had previously lived in the orphanage.

It had no relationship with Fretilin actions in Baguia".

None of the priests who made statements had been on the scene.Called by Juliana, Father Jojo raced to the orphanage and pieced together a first-hand account, presented in writing to Baucau bishop Basilio Nascimento.

Baguia continues without permanent UN police protection as citizens report ongoing threats, although extremists quietened nationwide after a decision last week by Mr Alkatiri that Fretilin would end a parliamentary boycott.

Australian Kirsty Sword's Alola Foundation expressed early support for the distressed children, donating a generator for 24-hour lighting, and last week ADF soldiers provided a two-day friendly security presence, much of it spent in street games with local kids.

The child whose story is doubted is a typical Timorese stick-figure of a little girl.
More than 60 Dili NGOs including UNICEF have called on politicians to stop involving children in violence. The girl's quest for justice will be watched closely, as a symbol of East Timor's most vulnerable: a child, female, and not a politician or soldier.

Timor-Leste: Departamento de Defesa australiano rejeita acusações de Alfredo Reinado

Lusa– 25 Agosto 2007, 00:35

Sidnei - O Departamento de Defesa australiano rejeitou as acusações do líder rebelde timorense Alfredo Reinado, de que tropas de paz australianas teriam quebrado o pescoço a dois feridos e matado a tiros dois civis.

Alfredo Reinado afirma que as mortes aconteceram durante a operação da sua captura no seu esconderijo, há cinco meses, em Same, Timor-Leste.

O brigadeiro Andrew Nikolic, porta-voz da Defesa, disse que os soldados australianos mataram a tiro cinco combatentes do grupo de Alfredo Reinado, durante a operação.

Segundo o brigadeiro, os soldados actuaram em defesa própria e nenhum civil foi morto.

Alfredo Reinado é um ex-oficial do exército timorense e liderou uma rebelião contra o governo da Fretilin, no ano passado, refugiando-se depois nas montanhas.
Lusa/Fim

Contestação ao Governo de Xanana Gusmão poderá tender a aumentar no próximo ano

Público – 25 Agosto 2007

Jorge Heitor

Foram detidas 17 pessoas devido ao incêndio de 26 casas e de um mercado no distrito de Metinaro, enquanto duas crianças morriam em Ermera.

Poderá muito bem ser que nesta altura se esteja a assistir a uma estratégia de enfraquecimento da contestação ao Governo de Xanana Gusmão, pois em termos constitucionais este nunca poderá ser demitido antes de decorridos seis meses sobre as legislativas de 30 de Junho. Quem o disse ontem ao PÚBLICO, num contacto telefónico, foi o deputado e antigo candidato presidencial Manuel Tilman, secretário-geral do partido Klibur Oan Timor Asuwain (KOTA).

Qualquer acção em força, da parte da Fretilin, grupo político mais votado, para tentar afastar da governação a Aliança com Maioria Parlamentar (AMP) só deverá ter lugar depois do fim do ano, considerou aquele político, perante os receios de que a situação em Timor-Leste possa não estabilizar tão depressa. E de na quinta-feira centenas de pessoas armadas de catanas terem queimado um mercado e 26 residências no distrito de Metinaro, três dezenas de quilómetros a oriente da capital, Díli, levando a 17 detenções.

Fretilin poderá vir a aumentar a contestação em 2008

Blogue Jorge Heitor – 25 de Agosto de 2007

Poderá muito bem ser que nesta altura se esteja a assistir a uma estratégia de enfraquecimento da constestação ao Governo de Xanana Gusmão, pois que de qualquer modo, em termos constitucionais, este nunca poderá ser demitido antes de decorridos seis meses sobre as legislativas de 30 de Junho. Quem o disse ontem ao PÚBLICO, num contacto telefónico, foi o deputado e antigo candidato presidencial Manuel Tilman, secretário-geral do partido Klibur Oan Timor Asuwain (KOTA).

Qualquer acção em força, da parte da Fretilin, grupo político mais votado, para tentar afastar da governação a Aliança com Maioria Parlamentar (AMP) só deverá pois ter lugar depois do fim do ano, considerou aquele político, perante os receios de que a situação em Timor-Leste possa não estabilizar tão depressa. E de na quinta-feira centenas de pessoas armadas de catanas terem queimado um mercado e 26 residências no distrito de Metinaro, levando a 17 detenções, três dezenas de quilómetros a oriente da capital, Díli.

“O problema foi o Presidente Ramos-Horta não ter deixado a Fretilin formar Governo e esperar que o seu programa fosse derrotado duas vezes no Parlamento para depois se virar para a AMP. Entendeu que não deveria perder esse tempo, mas os custos da situação actual são muito superiores”, afirmou Tilman, que de 1980 a 1984 foi deputado português, pela Acção Social Democrata Independente (ASDI), de Sousa Franco e Magalhães Mota.

Quinta-feira, a morte de duas crianças, respectivamente de 12 e 15 anos, no incêndio de uma casa no distrito de Ermera, poderia não ter estado inserida no clima político mas haver sido simplesmente o resultado de uma rixa entre vizinhos, segundo admitiu uma porta-voz das Nações Unidas, Allison Cooper.

Xanana ainda teria convidado nas últimas semanas quadros da Fretilin para alguns lugares que tem em aberto no Executivo, como o ministério da Solidariedade Social, adiantaram fontes da AMP. Mas isso foi desmentido ao PÚBLICO por uma porta-voz do partido, Filomena Almeida, segundo a qual o líder da tendência Fretilin Mudança, José Luís Guterres, que ficou como vice-primeiro-ministro, “fez propaganda pelo CNRT para as eleições de 2007 e não pode de maneira nehuma representar a Fretilin. O partido não indigitou nem indigitaria quem quer que seja para o actual Governo, que continua a considerar inconstitucional”.

Entretanto, Ramos-Horta conferenciou no domingo passado com o major rebelde e fugitivo Alfredo Reinado, no sentido de o convidar a participar no processo de pacificação geral da sociedade, segundo anunciou em Genebra o Centro para o Diálogo Humanitário, rede independente de mediação em conflitos.
Jorge Heitor

Food shortages

Dili-gence – 25.08.07

There have been a couple of recent articles citing a World Food Programme (WFP) report on food shortages here. The June 2007 WFP report was based on the situation as it stood in early April 2007. At that time, the wet season had been late and brief. Many rice paddies that should have been wet and soggy were bone dry.

I invite anyone to correct me here, but I understood that unseasonal rains in June kicked off an unseasonal additional planting. And hence, the local supply situation changed.

I recall an acquaintance arriving fresh off the boat and being gobsmacked at the plentiful supply of food available in the local markets. He had come expecting that food supplies were critical. When relatives ask me if I am having trouble obtaining food, you realise it is all about perceptions. I am OK - the farmer way up in the hills is the one with the problem.

The January rice shortage was related to stuffing up the supply of imported rice which TL requires every year. For the past few months, I have noted regular large shipments of imported rice coming in. These rice arrivals are noticeable as they are accompanied by a fleet of over-laden trucks escorted by UN police.

Anyway, I am not sure one can keep quoting the WFP report and its expected 30% shortfall in staple grains. Nevertheless, there is nothing wrong with beefing things up in an attempt to reduce the reliance on imported staples.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.