sábado, março 03, 2007

Mais (palhaçada) do mesmo...

Encontro inconclusivo de PGR com Reinado após duas viagens a Same

Díli, 2 Mar (Lusa) - O encontro de hoje entre o major rebelde Reinado e o procurador-geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, em Same, sul do país, "correu muitíssimo bem" mas não produziu qualquer decisão, disse à Lusa o deputado Leandro Isaac.

"A reunião correu muito bem, mesmo muito bem, para o major", afirmou Leandro Isaac à Lusa, por telemóvel, horas depois de Longuinhos Monteiro ter regressado a Díli.

Questionado sobre se a reunião serviu para apresentar a Alfredo Reinado as condições de rendição, Leandro Isaac explicou que "não foi bem isso".

"A reunião tratou de Alfredo Reinado entregar as armas e poder voltar a Díli. Só que ele disse que já uma vez entregou as armas quando o Estado pediu e logo a seguir foi preso", adiantou o deputado. (NOTA: foi preso por... posse ilegal de armas)

"O procurador levou com ele o resultado do encontro em Same e agora esperamos nova discussão, que pode acontecer amanhã ou domingo", acrescentou o deputado, que se encontra com Alfredo Reinado e o seu grupo.

Alfredo Reinado e um número indeterminado de homens encontram-se cercados em Same, no litoral sul, desde terça-feira por tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF).

Longuinhos Monteiro fez duas viagens a Same, de helicóptero, uma de manhã e outra à tarde, contou Leandro Isaac.

"Quando chegou de manhã, cerca das 9h30, o oficial australiano não o deixou vir ao encontro do major Alfredo porque as ISF diziam que ele podia ser raptado", relatou o deputado.

Longuinhos Monteiro esteve apenas cerca de quinze minutos em Same, no heliporto improvisado pelas ISF.

"Como não o deixavam falar directamente com o major, ele decidiu regressar a Díli".

O procurador-geral terá procurado a intervenção do Presidente Xanana Gusmão.

Cerca das 15h00 (9h00 em Lisboa), Longuinhos Monteiro aterrou pela segunda vez no cerco das ISF.

"Depois teve que andar cerca de dois quilómetros a pé até à vila, sozinho, apenas com um guarda-costas", contou ainda Leandro Isaac.

A reunião entre Longuinhos Monteiro e Alfredo Reinado sofreu mais um atraso porque "o procurador, que não conhece a vila, enganou-se no ponto de encontro". (HA! HA! HA!)

Longuinhos Monteiro, segundo Leandro Isaac, procurou a ponte de Cotalala, em vez da ponte de Uelala, "foi para um lado e nós para o outro".

Os dois homens encontraram-se finalmente "a meio da ponte e foi ali que falaram", à vista da população.

Segundo Leandro Isaac, "os populares pediram vinte minutos ao procurador-geral para entregarem petições sobre a situação em Same e para ouvir a declaração do polícia João Martinho".

João Martinho, da PNTL de Maliana, explicou em público por que tinha decidido juntar-se a Alfredo Reinado no domingo passado, quando o major assaltou três esquadras da polícia de fronteiras timorense.

A Lusa tentou, até ao princípio da noite, obter um contacto com o procurador-geral da República, que ontem declarou que a ida a Same seria na qualidade de "mensageiro do Estado".

Sobre a situação em Same, Leandro Isaac disse "estar aparentemente muito calmo, o que depois de quatro dias de inferno é muito estranho".

"Por isso estamos ainda mais vigilantes esta noite", acrescentou o deputado.
PRM Lusa/Fim

Detenção de Reinado é quebra-cabeças de processo penal

Díli, 2 Mar (Lusa) - A "captura" de Alfredo Reinado autorizada pelo Presidente Xanana Gusmão não é apenas complexa do ponto de vista militar e político, é também um quebra-cabeças de processo penal, segundo juristas consultados pela Lusa.

Os contornos exactos do caso Reinado em termos de direito penal e de processo penal foram, aliás, "questionados" pelas Forças de Estabilização Internacionais (ISF), sob comando australiano.

A situação "nem sempre clara" de Reinado em termos penais "serviu para justificar perante as autoridades timorenses e a ONU a não detenção" do militar fugitivo pelas ISF, adiantam à Lusa diferentes fontes que conhecem o processo e as negociações para a resolução do problema.

O procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, deslocou-se hoje a Same, no sul do país, para anunciar as condições de rendição ao major Alfredo Reinado.

Alfredo Reinado encontra-se cercado desde terça-feira de manhã por tropas australianas das ISF, que deslocaram para Same viaturas blindadas e helicópteros de combate e de reconhecimento.

Quinta-feira à noite, um avião das Forças de Defesa Australianas (ADF) aterrou em Díli, transportando "grupos de operações especiais e material", segundo uma fonte militar ocidental.

Alfredo Reinado parece, portanto, entre a rendição e o gatilho, ou entre a justiça timorense e as tropas de elite australianas.

Entre uma e outras, notam juristas e militares ouvidos pela Lusa, estão considerações políticas e legais que serão, afinal, as mais determinantes para o destino de Reinado.

O militar rebelde foi preso em Julho por posse ilegal de material de guerra, numa operação em que a GNR manteve o suspeito no local até que agentes policiais australianos da ADF procederam à sua detenção.

Alfredo Reinado é objecto de um mandado de detenção passado em meados de Janeiro, quase cinco meses depois da sua fuga da prisão de Becora, em Díli, a 30 de Agosto de 2006.

Se a detenção de Reinado for enquadrada no mandado emitido em Janeiro, o ex-comandante da Polícia Militar timorense viria para Díli, local onde o juiz de instrução assinou o documento.

Segundo o Código de Processo Penal timorense, o mandado de detenção de um indivíduo suspeito, assinado por um juiz, é legitimado por fortes indícios da prática de um crime.

Contudo, qualquer entidade policial, em qualquer altura, pode proceder à detenção de um evadido da prisão, como Alfredo Reinado. "Só havia uma hipótese legal depois de ele fugir da prisão, que era prendê-lo de novo", recordou à Lusa uma fonte militar que conhece o caso desde que Reinado começou a ser investigado pelas ISF, em 2006.

"Reinado nunca foi preso apenas porque o processo foi politizado", acrescentou.

Pela aplicação simples da lei timorense, "seria necessário a presença da polícia para legalizar e legitimar a operação" de captura de Alfredo Reinado, segundo uma fonte das Nações Unidas.

As ISF não são uma força policial, existindo na missão internacional em Timor-Leste (UNMIT) um contingente policial (UNPol) de cerca de 1400 elementos.

Uma fonte da UNPol nota que "a consequência legal do desrespeito das condições legais de detenção é a libertação imediata".

Em termos estritos de processo penal, Alfredo Reinado poderia encontrar-se de novo em liberdade após uma detenção mal feita se o seu advogado invocasse o "habeas corpus".

A resolução do caso Reinado é mais complexa porque as autoridades timorenses, através dos órgãos de soberania, encetaram no final de 2006 um processo negocial paralelo ao inquérito judicial.

O mandado de detenção de Reinado foi emitido após uma reavaliação da prisão preventiva, mas isso coincidiu com o lançamento do processo negocial.

"As negociações não têm nada a ver com o inquérito" judicial, sublinha um jurista, "mas o inquérito foi interferido na parte da execução do mandado".

A razão é que "o Estado timorense não controla os meios de execução do mandado", ou por outras palavras, não dispõe de facto da Polícia Nacional, que implodiu na crise de Abril e Maio de 2006, da qual Alfredo Reinado foi um dos protagonistas.

As ISF, sob comando australiano, precederam no terreno em três meses a UNMIT e, numa fase inicial, tiveram as mesmas competências que a Polícia Nacional timorense.

Sucessivos acordos, tratados e memorandos de entendimento enquadraram os poderes de polícia nos meses seguintes.

Essa competência policial está hoje com a UNPol. No entanto, a Austrália, Timor-Leste e ONU criaram um Fórum Trilateral de Coordenação no qual as ISF, o governo e a UNMIT podem decidir "missões adicionais" a concretizar pelas forças australianas.

É este o caso da operação de captura de Alfredo Reinado, que cai no âmbito do parágrafo 5, ponto 3 do Acordo Trilateral.

Para este tipo de operações, "o governo timorense tem sempre de consultar a UNMIT", explica um dos juristas questionados pela Lusa.

"A operação de captura em Same tem efectivamente suporte legal, embora mal enquadrado", acrescenta o mesmo jurista.

"Esta operação foi acordada em primeiro lugar entre a UNMIT e o governo", no chamado Mecanismo de Alto Nível, "e, depois, entre os governos timorense e australiano", no Fórum Trilateral.

O mesmo jurista nota que Portugal, sem representação numa instância como o Fórum Trilateral, não poderia discutir directamente com a UNMIT a possibilidade de executar uma missão extraordinária como a captura de Alfredo Reinado.

"Mesmo que, no terreno, dispusesse dos recursos militares para realizar a tarefa", ressalvou.
PRM Lusa/Fim

Arrest Warrant Issued for Former Officer

The Jakarta Post - Friday, March 2, 2007
Abdul Khalik

The Indonesian government will not respond to an arrest warrant issued Thursday by an Australian court for former military commander Lt. Gen. (ret.) Yunus Yosfiah, saying it considers the case long since closed. "It is already a closed case. It is an old issue and we have finished with it," Indonesian Foreign Ministry spokesman Kristiarto Suryo Legowo told The Jakarta Post.

The New South Wales state coroner issued the warrant for Yunus after he failed to appear at an inquest into the death of British-born journalist Brian Peters, one of five Australia-based reporters killed during an attack by Indonesian troops on the town of Balibo, East Timor, on Oct. 16, 1975.

Deputy State Coroner Dorelle Pinch issued the warrant after Yunus failed to respond to a series of letters requesting he testify before the inquiry, but she conceded the order has no power outside Australia. "It's an indication of how seriously I regard the necessity of having him here," Pinch was quoted as telling the court by AP. But "it is probable that he will not appear to be examined unless compelled to do so"

Yunus, a lawmaker from the United Development Party (PPP), questioned the Australian court's authority to issue the warrant. "They can't do that. Is there any law for this? You can ask legal experts about this," he was quoted as saying by detikcom.

Yunus said he did not have to explain why he refused to attend the inquest because he had already explained everything to then foreign minister Alwi Shihab and the House of Representatives.

Kristiarto also underlined that the warrant was not enforceable inside Indonesian territory because the Australian court has no jurisdiction here. "We simply will not do anything as Indonesian territory is outside of any Australian court's jurisdiction," he said.

Indonesia maintains the reporters were killed accidentally in a cross fire, but several people claiming to be eyewitnesses testified before Sydney's Glebe Coroner's Court this month that Yunus ordered his troops to open fire on the unarmed journalists and burn their bodies.

Yunus earlier dismissed these claims as politically motivated lies.

AP reported that the inquiry was called at the request of Peters's family. In Australia, a state coroner can investigate any resident's death not due to natural causes, especially if the circumstances are deemed suspicious, regardless of where the death took place.

But the coroner's court has no power to extradite Yunus from Indonesia, or to compel him to testify unless he comes to Australia of his own will.

The five journalists were killed as Indonesian special forces attacked a local militia that had claimed sovereignty after Portugal abandoned its former colony. The attack was a prelude to an Indonesian invasion of East Timor in December of that year.

Indonesia invaded the former Portuguese colony in 1975 and ruled the tiny half-island territory until 1999, when a UN-organized referendum resulted in an overwhelming vote for independence. Withdrawing Indonesian troops and their militia auxiliaries destroyed much of the country's infrastructure and killed more than 1,000 people.

There have been repeated investigations into the journalists' deaths since 1975, but successive Australian governments have said they accept that the reporters were not intentionally killed.

Last year, an independent report presented to the United Nations found that the five journalists were probably killed deliberately by the Indonesian soldiers. The 2,500-page document, which was based on eyewitness accounts of the shooting, called for "further investigation of the elusive truth of this matter".

Transcript UNMIT Press Conference - 1st March 2007

Obrigado Barrcks, Caicoli, Dili

Allison Cooper, UNMIT Spokesperson: Good morning everybody and thank you for coming. Just before we get underway I want to give you some feed back on press accreditation, which you raised last week. There are forms for you to collect here, which will require you to fill in your details, return them to the Public Information Office with a copy of your press credentials or a letter form you editor. From there we are going to issue you with passes. It may take a week or 10 days from now but this will hopefully facilitate your entry into the barracks and identify you as the press to the authorities. The other thing I want to let you know about, on behalf of my colleagues in STAE and CNE in relation to the presidential elections this afternoon, there is an event at the Court of the Appeal, they will be placing the names on the ballots and the CNE and STAE has invited you all to attend. I think someone from the organization will be contacting you all but they have also asked me to pass this information on to you. Just to repeat it will be at three o’clock at the Court of Appeal. Now I am going to hand over to the SRSG Mr. Atul Khare, he will make a statement followed by DSRSG Reske-Nielsen then we are going to open it up to questioning. Brigadier Rerden joins us today along with the UNPPOL Commissioner Mr. Tor and we will all be available to take any questions you may have. Thank you.

SRSG Khare: Good morning, thank you Allison. The Security Situation in Dili has remained stable throughout the last week.

UN Police is continuing to focus on martial arts groups and related violence with a number of tactics including strengthened police numbers, dedicated mobile and static police in high risk areas.

As we announced last week, three new static police post had been opened in Kampung Baru, Fatuhada and Bairro Pité. We are negotiating with the Government for permanent premises for additional static police force.

On the issue of fugitive Major Reinado you would understand that there is very little I can say as any outcome to the current situation is not something that I would like to speculate on.

Two weeks ago on 12th of February, I told the Security Council that justice is a precondition for national reconciliation. All the leaders of Timor Leste have repeatedly told me that impunity will not prevail in this country.

We have seen the statement of his Excellency President Xanana Gusmão broadcast on RTTL.

The United Nations welcomes the appeal by President Gusmão to the citizens of Timor Leste to maintain peace and calm.

Now, the priority of the United Nations is to assist the Government of Timor-Leste with the help of the International Stabilization Forces (ISF) to secure the environment in preparations for the conduct of democratic elections.

UNMIT together with the Government of TL and the ISF call upon Reinado to hand himself in to the authorities and to allow the Timorese people to continue to resolve their differences democratically, peacefully and judicially.

UNMIT, in consultation with the Government of Timor Leste and the ISF is currently considering all possible options to deal with the current situation.
Clearly there are operational security issues that will preclude any discussion of any potential plans.

Any actions that may be taken will be consistent with the United Nations support to the Government of Timor Leste, the ISF and all the relevant institutions to consolidate to stability.

UNPol has officers deployed in Same district who are assisting ISF in the operation. (estão fechados dentro da esquadra da PNTL, apenas com rações de combate para comer)

The United Nations has also provided for the safety of its staff members working in the Same district.

UNMIT, the Government of Timor Leste and the ISF will keep you informed about any further developments on this matter.

Let me now pass on to Deputy Special Representative Finn Reske-Nielsen to say a few words.

DSRSG Reske Nielsen: Good morning, bom dia. I wanted to say a few words about the humanitarian situation in the country. The shortage of rice was a contributing factor to the disturbances in Dili last week but as you know the government with the support of the World Food Program and IOM started the sale of rice in several locations in Dili on Friday and that has continued over a period of several days.

The government has adopted a strategy that will continue the sale of rice across the country with approximately 130 metric tones in the east, 130 metric tones in central region and 130 metric tones in the west. This operation is starting just now and will continue until the distribution is completed. In the meantime it is expected that commercial shipment would be coming in the coming weeks but that the rice shortage would not be completely dealt with until the end of the month. I do want to note that the rice shortage is not unique to Timor-Leste, there are similar shortages in the other countries in the sub-region.

Let me also say a few words about the situation in the IDPS camps. Over the past month or so we have seen an increase of more than 5000 people in the camps and four new camps have been established.

United Nations is working with the government of Timor-Leste in order to address the situation and we are also in contact with the donors to see, to request them to provide additional humanitarian support in accordance with the appeal that was issued in January this year. Several meetings have taken place over the past few days at high level, between United Nations and the government and further meetings will take place between today and tomorrow to reach an agreement on how together we can best tackle this situation.

At the present time, approximately $US 8 million dollars has been pledged for the appeal of last January and that means we still have a shortfall of about $US 8.5 million. We are trying to cover that by having further consultation with the donor community.

SRSG Khare: Thank you. We will take a few questions but I will request that people who are interested in asking questions raise their hands and identify themselves and to which organization they belong and we will be here for about the next 20 minutes to half an hour to take these questions. I’ve seen Lusa first, yes Pedro?

Q: Thank you Sir. Mr. Reske-Nielsen could you detail how many displaced IDPs are right now in Dili and how many persons are receiving food aid?
DSRSG Reske-Nielsen: Thank you. It is very difficult to give you a precise number because the population fluctuates in the camps. We have, however, an estimate as of early January that there were approximately somewhere between 25,000-29,000 people in the camps in Dili. And as I mentioned over the past month, we have seen an increase of more than 5000 and that would be the figure. In terms of the distribution of food we have, for the past several months, provided food to around 70,000 people per month and that means that over the past several months we have distributed food to a larger population than the actual population in the camps.
Late last year it was decided that as of the beginning of 2007 we would phase out this blanket distribution in Dili and focus on vulnerable groups only. However, following the events of the past few weeks we have found it prudent to advise the government that we would continue with blanket food distributions for the time being in order to stabilize the situation.

Q: Why did the people decided to move to the IDPs camps?
DSRSG Reske-Nielsen: When you break down the increase of 5000 over the past month or so, you will see that the biggest increase was actually last week and it was undoubtedly related to the disturbances that we saw earlier in the week which was brought under control by late Wednesday.

Q: Have you given a deadline for Alfredo to surrender?
ISF Commander Mal Rerden: I think it is important at this time of situation with Alfredo Reinado to make sure that we don’t speculate about issues relating to the operations.

Q: With the current situation and in preparation for the election, the New Zealand government has stated that they are prepared to send further troops to assist the security during the elections. My question is: is that necessary? Second is that true that the Prosecutor General is now involved in the negotiations with Major Alfredo?

SRSG Khare: Thank you. You know that the resolution adopted by the Security Council on 22nd February on our request has agreed for provision of an additional formed police unit of up to 240. This additional police force on our recommendations approved by the Security General had been sanctioned specifically for the pre-electoral, electoral and immediate post-electoral period. We are making all efforts to ensure that these people arrive soon. As far as ISF is concerned I would request Brigadier General Rerden to respond to the same question and also to your second question.

Brigadier General Rerden: With regards to election security, the International Forces have worked closely with UNPOL and the government to develop a very robust security plan, which has the important ingredients of all aspects of UNPOL capabilities and the security forces capabilities. These have been integrated into a plan, which is now well and truly briefed to the government. With regards to other question concerning Alfredo Reinado, the International Forces continue to support the government of Timor-Leste and the United Nations in all aspects of security to ensure that the people of Timor-Leste can enjoy a secure environment and can resolve their differences in a peaceful and democratic way and we will continue to do that.

SRSG Khare: Associated Press followed by Lusa

Guido, Associated Press: My question is to the Brigadier. The information I received from Alfredo side, said that the ISF had given him a deadline up to 17:00hrs today to surrender. Do you have any comment on that?

Brigadier Rerden: There has been no deadline. There has only been one message to Reinado. That is that he is to surrender, he is to give up his weapons and he is to submit himself to the justice process of Timor-Leste. There is no negotiation, this is a requirement that he submits himself to the justice system and gives up his weapons.

Lusa: In a private meeting yesterday with the presidency with the national media where the President Xanana asked basically a black out of Reinado. Did it come to the attention of the mission and if so is it somehow worrying in a pre-election period? I have a second question to Brigadier Rerden who issued, if anyone issued the rule to prevent journalists to go to Same. Was it the ISF, was it the East Timorese government or both?

SRSG Khare: Thank you. Obviously I would not comment on private meetings, which are held by authorities of this country. Situation in Same is currently difficult and challenged. UNPOL has helped in escorting foreigners and also some representatives of the media back from Same for their own safety and security. We will continue to request the media to assist us in ensuring that the media representatives are not in danger by movement into the area of operations.

Q: On the second question sir, that was not answer, who issued the order? Was there a very precise order to prevent the journalist, because that doesn’t have to happen in any conflict situation?

Brigadier General Rerden: There was no order issued concerning the movement of journalists. There was simply a request from the government of Timor-Leste for us to ensure that people could not move in to Same area, all people to reduce the risk of endangering any citizens’ safety and security in this difficult situation. As always in all this circumstances the prime concern is for the safety and security of the citizens of Timor-Leste.

Q: Brigadier Rerden, you said you don’t want to make speculations. But you are telling that something is happening. So what is the situation in Same? That statement will give the people the opportunity to make speculations. Can you explain clearly, are you going to arrest him or not?

Brigadier General Rerden: The question is one way; there is no speculation on my part. We are assisting the government of Timor-Leste to resolve a security situation and the circumstances of that operational plan and I’m not going into details.

Q: Are you going to take any precautions in not [inaudible]

SRSG Khare: As of now, the UN police officers remain on duty along with their PNTL counterparts, very few unarmed civilians, UN officers who were assisting in the electoral process had been redeployed to Dili. Some people who have made requests for assistance by UNPOL to come to Dili had been escorted in such a manner, as I told you, a few journalists for their own safety, were returned back to Dili. There is no reason for a large scale of Same and we shall continue to examine these cases on a case by case basis as they come to our notice. Yes?

Q: What about the conditions of the civilians in relation to food, water, because of the road block the people can not move… [inaudible…]?

Brigadier General Rerden: The situation there is understood. It is being addressed and there is as much as I can tell you.

SRSG Khare: Yes, the last one.

Q: With the consequences…[inaudible]… will jeopardize…[inaudible]?

Brigadier General Rerden: This is a serious situation and I think it is important that everyone understands the consequences of this situation are directly the responsibility of Alfredo Reinado.

His actions have led to this situation and no one else. And if the people of Timor-Leste want to understand the circumstances they need to understand why his actions led to this. International Security Forces and the government and the United Nations are trying to resolve a very difficult situation which requires understanding from the people. But the consequences are solemnly the responsibility of Alfredo Reinado. He has one option. He can help the people of Timor-Leste by surrendering himself and removing the threat of his weapons to the people that he is with right now. It is his responsibility if he cares about the people of Timor-Leste, if he cares about the people that are with him now he would give up his weapons and surrender. Anything that happens from now it is his responsibility.

SRSG Khare: I would suggest that we do not over dramatize the situation there are no children dying without meals none whatsoever so far. (ainda não há... incrível! Do género quando houver vamo-nos preocupar...)

So do not over dramatize the situation because that I would consider as being unnecessarily provocative. I want to stress again what has been stressed. I told the SC on 12th of February that efforts are being made to ensure that Reinado submits to justice in a peaceful manner. You can read that statement which I made to the SC on 12th of February. As the President Gusmao himself indicated, several efforts were made over the past two months to ensure that the justice process can continue in a peaceful manner. As Brigadier Rerden has said and as President Gusmao has said in his statement it is surely the responsibility of Alfredo Reinado at the situation which we are facing now. And I do strongly encourage him again as I said in my statement, that I hope that he will submit himself to justice in a peaceful manner if he really loves the people of Timor-Leste and if he really wants stability in this country.

Q: The New Zealand soldiers forces that are coming, is that additional forces or replacements?

Brigadier Rerden: That question is one that should really be asked to the New Zealand government. It is their decision about the size of their commitment to the International Forces. We are very grateful that the New Zealanders, a long time ally of Australia and the International Forces benefit greatly from their inclusion in the International Security Forces.

SRSG Khare: Thank you, thank you. We will stop here. Thank you for coming and we will see you next week.

NOTA DE RODAPÉ:

A população de Same NÃO tem nada para comer e não pode sair de Same. Estão aterrorizados pelo bando de Reinado e ninguém os protege.

NOBEL DA PAZ
Ba
PREZIDENTE

José Ramos-Horta


M E D I A R E L E A S E
28 February 2007

MESSAGES OF SUPPORT FOR RAMOS-HORTA CANDIDACY POUR IN

Following the public announcement in Laga on Sunday that he is a candidate to the Presidency of the Democratic Republic of Timor-Leste, Nobel Peace Laureate Dr José Ramos-Horta received a large number of messages of congratulations and offers of support.

They poured in from all levels of Timor-Leste’s society from North, South, East and West, and from neighbouring Asian countries and the rest of the world.

“I was touched by the level of trust placed in me by the most humble of my fellow Timorese, and the warm wishes from all corners of the nation.

“I don’t know if I am worthy of the trust that the people have placed in me. But I ask God to guide me so that I don’t betray their trust. The only thing that I can promise with absolute certainty is that if I become President on April 9 is to continue my unbroken lifelong commitment to my people, to my country.

“In the last few days I have received numerous expressions of congratulations, friendship and support from very the most disadvantaged members of our great people, and I do thank them wholeheartedly.

““I know that I have the capacities and capabilities to assume the highest office in the land and what better role can one aspire to serve the people to ensure a bright future to Timor-Leste,” Dr Ramos-Horta said.

An indication of the widespread support for the Nobel Peace Laureate’s candidacy for President was the fact that 7164 of voting citizens from the 13 districts of Timor-Leste from all walks of life proposed Dr Ramos-Horta as a candidate, well above the minimum number of 5,000 required under the law.

As well, in accordance with clause 2 of Article 8 of Law No. 7/2006, Law on the election of the President of the Republic, Dr Ramos-Horta has also written to President Xanana Gusmão seeking “release from the exercise of his functions” as Prime Minister and Minister for Defence for the period of time spent in the electoral campaign, which lasts for 15 days and ends 2 days before the day scheduled for election. – ENDS.

NOTA DE RODAPÉ:

Os comunicados de imprensa de Ramos-Horta em inglês são para os "amigos" estrangeiros lerem... porque não parecem ser para os eleitores timorenses... Ou será só uma questão de vaidade?

Apreciamos a decisão de suspender as suas funções de PM durante a campanha eleitoral e de ter anunciado que não utilizaria os bens do Estado para a sua campanha.

Esperamos que este comunicado não tenha sido feito num gabinete Palácio do Governo, com a ajuda de algum assessor estrangeiro do PM...

Não me entrego, diz Reinado aos soldados que o cercam

(Tradução da Margarida)
SMH – Março 1, 2007
Lindsay Murdoch em Dili

Soldados Australianos bloquearam uma cidade nas montanhas centrais de Timor-Leste, apanhando na ratoeira o líder amotinado Alfredo Reinado e tantos quantos 150 homens fortemente armados que recusam render-se.

Reinado disse por telefone que dispararia contra qualquer soldado que visse. "Digam às tropes Australianas para enfiar a rendição pelo rabo acima," disse.

A postura desafiadora de Reinado desencadeou receios de guerra civil depois de a ele se ter juntado Gastão Salsinha na cidade de Same, o comandante dos 600 soldados amotinados que foram despedidos das forças armadas de Timor-Leste no ano passado. O Sr Salsinha disse a um jornalista Timorense na cidade que decidiu trazer 100 dos seus homens para se juntarem a Reinado porque "Estou ainda nas forças militares e tenho um trabalho para fazer ".

Reinado e os seus homens têm uma grande quantidade de armas sofisticadas, incluindo pelo menos seis lançadores de mísseis, dizem os residentes.

Procurado por assassinato e revolta, Reinado disse que os homens que estão com ele e o deputado da oposição Leandro Isaac estavam "todos aqui prontos para partilhar o (mesmo) caixão". "Digam à minha família na Austrália que gosto muito dela" disse Reinado. A sua mulher vive em Perth.

A presença do Sr Isaac e de um número desconhecido de civis ainda em Same a noite passada tornará difícil aos soldados Australianos que estão no exterior da cidade atacarem Reinado, treinado pelos Australianos e os homens que estão com ele.

O comandante das forças lideradas pelos Australianos em Timor-Leste, Brigadeiro Mal Rerden, pediu na Terça-feira que Reinado e os seus homens se rendessem sem condições depois do Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, ter ordenado que o antigo responsável da polícia militar fosse apanhado.

O Sr Gusmão deu a ordem depois de Reinado ter liderado assaltos à vários postos de fronteira no Domingo e ter apanhado 25 armas de grande poder e uma grande quantidade de munições.

Os assaltos chocaram o Governo porque funcionários tinham estado a negociar um acordo pelo qual Reinado entregaria as suas armas e prestaria evidência numa audição especial sobre o seu papel na violência em Dili no ano passado.

O Governo enviou uma carta para o Primeiro-Ministro Australiano, John Howard, na Terça-feira autorizando as tropas Australianas em Timor-Leste a usar força letal para capturar Reinado, que tem estado em fuga desde que liderou uma escapada em massa da prisão de Dili em Agosto.

O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse ontem que a Austrália tinha deixado claro que se o Governo Timorense pedisse mais tropas para ajudar na segurança do país antes da realização das eleições nos próximos meses, estas seriam enviadas. A Austrália tem 800 soldados em Timor-Leste, a maioria dos quais em Dili.

O Sr Isaac, cujo partido pediu a Reinado para concorrer nas eleições presidenciais previstas para 9 de Abril, disse ontem aos jornalistas que a palavra "rendição" não existe no vocabulário de Reinado. Perguntado o que é que acreditava que aconteceria se os soldados desertores fossem atacados, disse: "Guerra civil."

O Sr Isaac disse que não tinha nenhumas armas. Disse que não podia sair da cidade porque os soldados Australianos não estavam a deixar ninguém entrar ou sair.

Cerca de 100 residentes de Same, o centro de um distrito de cultivo de café, fugiram para as montanhas desde que os Australianos bloquearam a cidade.

Reinado respondeu pelo seu telemóvel no centro da cidade. Disse que um oficial das forças armadas Australianas lhe tinha telefonado a pedir a sua rendição. Perguntou ao oficial se tinha autorização do procurador-geral do país para o prender.

Quando não obteve qualquer resposta disse que "rejeitou a oferta ".

Uma fonte do Governo disse que Reinado tinha pedido para retomar as negociações para se render mas que o pedido tinha sido sem mais recusado.

Explicações - precisam-se!

Diário de Notícias – Quinta, 1 de Março de 2007
Ruben de Carvalho

Ao fim de mais de quatro décadas de jornais, rádios, televisões e outras deambulações profissionais, mantenho certa perplexidade face à forma como se desenvolve aquilo a que se convencionou chamar a "agenda" da comunicação social, o agenda setting que a investigação anglo-saxónica coloca no centro do processo de comunicação de massas.

Note-se que se escreveu "se desenvolve" e não, como poderia ser plausível, qualquer interrogação do estilo "quais são os critérios".

A primeira questão é exactamente a de que a experiência ensina que o estabelecimento desta agenda é um processo de certa forma elusivo, evidentemente subsidiário de padrões ideológicos dominantes, mas que adquire uma espécie de autonomia face aos próprios critérios profissionais, à sua aplicação e às suas opções.

Vem isto a propósito de um assunto que ainda há poucos meses ocupou primeiras páginas e prime times noticiosos e que entretanto praticamente desapareceu. Na certeza de que seguramente nenhum jornalista português o considerará irrelevante ou desinteressante: Timor.

E com Timor passou-se um conjunto de situações que não podem passar sem comentário.

Note-se como, após uma primeira fase intensamente noticiosa sobre um puro e simples golpe de Estado, se verificou o mais absoluto silêncio.

Pode argumentar-se que o facto de aparentemente o golpe ter atingido os seus fins acabou a determinar uma estabilização pouco propícia à criação de factos novos, de notícias. Mas pela ordem natural do ritmo informativo, ao período noticioso mais agitado seguir-se-iam trabalhos mais extensos, documentados, procurando enquadramento, explicação, pormenorização de um processo que, ainda por cima, teve contornos mais que confusos.

Ora essa foi a primeira ausência e, no fundo, política e informativamente mais significativa. Pese que na violência, contra pessoas e bens, esteve longe de desaparecer.

Entretanto, um nada inocente palhaço a que o Expresso deu foros de herói, o "major" Reinado, reaparece - e voltam as notícias.

Explicações - nenhumas. E precisam-se.

“Não se vence uma crise pelo uso da força”

Rádio Renascença – 01-03-2007, 9:58

No terceiro dia de cerco pelas tropas australianas, o líder dos rebeldes propõe uma saída pacífica para a crise, mas só aceita negociar com as autoridades judiciais.

Em entrevista ao jornalista Pedro Mesquita, a partir de Same, sul de Timor-Leste, o major Alfredo Reinado diz que está disposto a resistir e deixa críticas ao Presidente Xanana Gusmão.

“Continuo cercado pelas forças especiais australianas. Estamos a ver quem mostra a cabeça primeiro, com o dedo no gatilho”, disse.

É verdade que está agora disposto a negociar?

Não é de agora. Já estou preparado há muito tempo porque nunca que vence uma crise pelo uso da força.

Já houve alguma resposta das autoridades timorenses?

Eles estão a analisar. Estão reunidos há quase três dias – é muito difícil tomarem uma decisão porque cada um defende o seu interesse político, não o interesse do país e o da população.

Porque pensa que as autoridades timorenses deveriam negociar? Afinal, escapou da prisão, está armado com HK33 e disse ter vergonha do Presidente.

Eles têm que analisar caso a caso. Estou aqui no respeito pela Constituição e tenho a lei do meu lado. O artigo 28º permite defender os meus direitos, se as decisões tomadas não seguirem os princípios judiciais.

As pessoas não tem o direito a defender-se, só porque se trata do Presidente? No seu país também é assim?

Com quem está disposto a negociar?

Com os responsáveis pelo sistema judicial, através do Procurador-geral.

Disse uma vez que cumpriria as ordens do Presidente.

Quando ele estava na linha. Ele já passou a linha, foi vitimado pelos seus opositores políticos.

Ordem dos candidatos no boletim de voto

O Tribunal de Recurso fez ontem (1 de Março) o sorteio dos candidatos para o boletim do voto e são estes os resultados:

1- Lu-Olo
2- Avelino Coelho
3- Xavier do Amaral
4- Manuel Tilman
5- Lucia Lobato
6- Ramos Horta
7- João Carrascalão
8- Fernando Lasama

O Secretariado Técnico da Administração Eleitoral (STAE ) verificará os dados das candidaturas, entregando o seu relatório ao Tribunal de Recurso, que dará a conhecer os resultados dentro de dez dias.

Os candidatos terão dois dias para reclamação.

Austrália pede rendição de Reinado

Público, 2 de Março de 2007-03-02

A Austrália está incomodada com a liberdade de movimentos do major rebelde timorense Alfredo Reinado.

O ministro australiano dos negócios estrangeiros Alexander Downer, pediu ao antigo chefe da Polícia Nacional que se renda.

“É para nós uma fonte de inquietação que ele continue em liberdade e penso que se deveria entregar às autoridades”, disse o chefe da diplomacia de Camberra aos jornalistas. O apelo ocorre quando o comandante insurrecto está cercado na cidade de Same, 50 quilómetros a sul de Díli, por soldados australianos.

Líder do segundo partido avança para as presidenciais

Diário de Notícias, 2 de Março de 2007-03-02

Fernando Lassama Araújo entrou na corrida à sucessão de Presidente Xanana Gusmão, juntando-se ontem aos sete candidatos já conhecidos: Ramos-Horta, Francisco Guterres (Lu-Olo), Lúcia Lobato, Francisco Xavier do Amaral, João Carrascalão, Manuel Tilman e Avelino Coelho. Líder do Partido Democrático (PD), a segunda força política timorense, Lassama Arújo concretizou a sua candidatura no último dia do prazo para as eleições de 9 de Abril.

Até agora, o PD sempre tinha feito depender a sua posição de uma eventual recandidatura de Xanana, embora se admitisse que pudesse vir a apoiar o primeiro-ministro José Ramos-Horta. Gorada essa possibilidade, tudo dependerá agora de haver ou não uma segunda volta, admitindo-se que Francisco Guterres (Lu-Olo), da Fretilin, e Ramos-Horta, que avança com a bênção da Igreja Católica e de xanana Gusmão, disputem esta eleição entre si. No cenário de uma segunda volta, o mais provável é que a maioria dos candidatos preteridos venha a recomendar o voto no actual primeiro-ministro.

Mulheres querem um país melhor, mas vozes são "silenciadas" - Livro

Lisboa, 28 Fev (Lusa) - As mulheres timorenses mostram determinação em contribuir para a construção do país, apesar do seu papel ter sido "silenciado" desde o colonialismo português até à independência, afirmou hoje a autora do livro "Vozes das mulheres de Timor-Leste".

O livro, hoje lançado em Lisboa, destaca o papel das mulheres timorenses numa sociedade que tem "silenciado as suas vozes", desde o colonialismo português, passando pela ocupação indonésia, até ao governo de Timor-Leste, disse aos jornalistas Teresa Cunha.

A investigadora da Universidade de Coimbra salientou que os "homens heróis de Timor-Leste são amplamente conhecidos", desconhecendo-se "total ou parcialmente" o desempenho das mulheres.

Teresa Cunha sublinhou que há mulheres em Timor-Leste com "um papel activo" nas organizações locais, regionais e nacionais e existem algumas em cargos políticos, com funções no governo.

Na obra, a autora destaca as propostas apresentadas pelas mulheres para a reconstrução do país, tendo por base a "conciliação e pacificação" "Elas não propõem políticas macro-económicas, mas enumeram que o acesso ao trabalho remunerado, à educação, à saúde, à festa, ao divertimento, ao desporto é condição que favorece fortemente o desenvolvimento de personalidades não agressivas e relações sócio-políticas baseadas no respeito e na solidariedade", disse.

O livro é o resultado de uma pesquisa realizada durante três anos pela investigadora, que coordenou projectos de desenvolvimento local e de cooperação internacional no âmbito não governamental em Timor-Leste.

Na apresentação da obra, o sociólogo Boaventura Sousa Santos referiu que Timor-Leste "tem uma presença muito forte na vida dos portugueses", justificada "pela falsa consciência" do apoio prestado no passado.

"Portugal abandonou Timor-Leste durante o período colonial e foi impotente para travar uma outra ocupação (Indonésia)", disse o sociólogo, adiantando que "só acordou na parte final".

Boaventura Sousa Santos salientou ainda que "todas as atrocidades de que foram alvo os timorenses foram silenciadas" por Portugal.

"No momento em que os portugueses assobiavam para o ar, Moçambique foi o país que mais apoiou Timor", referiu, sublinhando que aquele país africano lusófono foi "durante muito tempo a resistência do ponto de vista diplomático".

O sociólogo disse ainda que "Timor é exemplo de resistência e de força e no centro estão as mulheres timorenses".

CMP-Lusa/Fim

Pm Likely New President Says Expert

Dili - The former prime minister Mari Alkatiri is out of the running, and the current prime minister will likely be the new president, thus swopping roles with Xanana Gusmao who could head the government. This musical-chairs post-election scenario is outlined for Adnkronos International (AKI) by Damien Kingsbury, expert in East Timor and Indonesia, at Australia's Deakin University.

The presidential elections are being held in East Timor on 9 April with the parliamentary polls following shortly afterwards. The situation in the tiny state has deteriorated after a fugitive rebel leader escaped with weapons over the weekend.

Hundreds of East Timorese villagers fled into the mountains on Wednesday as Australian troops surrounded the southern hideout of the nation's most wanted man, Alfredo Reinado. It renewed its call for the fugitive rebel leader to surrender peacefully.

The renewed push to arrest Reinado comes amid a deteriorating security situation and growing anti-Australian sentiment in East Timor, following the death of two Timorese youths shot by Australian troops last Friday.

"It is really a three cornered contest for the presidency, but I suspect that Ramos-Horta probably has the lead over Lu-Olo (Guterres) from Fretilin, with Fernando de Araujo from PD (Democratic Party) running third."

Among other little known candidates for the presidential post are lawyer Lucia Lobato and opposition MP Joao Carrascalao.

The real fireworks though are expected in the parliamentary elections where, according to Kingsbury, the candidature of Gusmao will spell the political demise of Alkatiri.

Gusmao has formed a political party, the National Council of Timorese Resistance, (CNRT) and said he will run. The party is effectively a return to the past because CNRT is the name of the alliance which won the vote for independence from Indonesia in the 1999 referendum.

Kingsbury said that CNRT has already attracted progressive voters who have abandoned Fretilin.

Led by Alkatiri, Fretilin is the majority party, having won 55 of the 88 seats in the 2001 parliamentary elections. Alkatiri was forced to resign as prime minister last June after criticism of his leadership when violent clashes and disorder erupted and led to the decision to deploy foreign troops in Dili to restore order.

"Fretilin has already begun to split between the 'Maputo group' led by Alkatiri, and the 'reformists'. Many reformists are deserting to support Gusmao's new party CNRT," Kingbury said.

The pro-Alkatiri faction is called Maputo because most of them were exiled in Mozambique during the long and bloody pro independence struggle in East Timor.

Kingsbury thinks it probable that in the end the CNRT and the Democratic Party will unite in a coalition, closing the door of parliament to Fretilin.

The PD has also formed a coalition with three other small parties, and could do well. The remaining parties will probably join the coalition after the parliamentary elections.

As for parliament, if the CNRT and PD-coalition join forces, Fretilin is probably out of government.

"Anyhow, I suspect that the Maputo group is out in any scenario - the question will be about how and whether Fretilin can re-form afterwards," he said.

NOTA DE RODAPÉ:

Mais um amigo do Horta...

Timor-Leste: Mais cinco mil deslocados nas últimas semanas

Diário Digital/Lusa
02-03-2007 12:19:54

O número de deslocados internos em Timor-Leste aumentou em cerca de cinco mil pessoas no último mês, disse hoje à Lusa fonte da missão das Nações Unidas.
Segundo a UNMIT, o aumento do número de deslocados obrigou à abertura de quatro novos campos e fez-se sentir sobretudo na semana passada.


Os responsáveis humanitários da UNMIT relacionam este rápido aumento de deslocados com a situação de distúrbios na capital devido à escassez de arroz no mercado.

O vice-representante especial do secretário-geral da ONU em Timor, Finn Reske-Nielsen, que é também o responsável para os assuntos humanitários da missão, disse à Lusa que «é muito difícil dar um número exacto de deslocados em Díli porque a população dos campos é flutuante».

Estimativas para o início de Janeiro davam conta de entre 25 a 29 mil deslocados na capital. Em termos de distribuição alimentar, as Nações Unidas, através do Programa Alimentar Mundial e de outras agências, asseguram actualmente distribuição de comida a 70 mil pessoas.

Este número equivale, sensivelmente, a metade da população normal de Díli.

A UNMIT decidiu adiar a redução progressiva deste número de pessoas assistidas, considerando prudente manter a distribuição «por enquanto, para estabilizar a situação».

Dos leitores

Comentário sobre a sua postagem "POP STAR...":

1. No palácio das cinzas houve reunião com os jornalistas.Dizem os jornalistas:"o presidente pediu-nos para não aumentarmos a importância das coisas e ser cautelosos no tratamento dos assuntos."

A TVTL já não transmitiu imagens recolhidas em Same e a entrevista de Reinado.
Jornalistas não foram autorizados a entrar em Same.


Todos Sabemos que Xanana nunca se deu bem com as críticas. Mas o que se passou ontem foi censura na televisão. Foi limitação da liberdade de expressão e da liberdade de imprensa.
Definitivamente Xanana não se dá bem com a democracia.

A democracia, começa a ser por demais evidente, esta em perigo em Timor-Leste.

Sem liberdade de imprensa não há eleições livres...

2.Reinado não foi sequer detido quando armando intimidou pessoas em Gleno por altura do comicio da FRETILIN...

O poder político instalado no palácio das cinzas é parcial, apoia claramente uns contra outros, incentiva assim a desordem...

Em vez da unidade promove a divisão, em vem do acordo promove a discórdia!

Agora parece até que o PGR (o inqualificável Longuinhos) vai a Same negociar com o bandoleiro... Não, o criminoso não é detido e ouvido nun tribunal.

Não o PGR vai ao local onde o bandido está barricado para, pasme-se, negociar...é a autoridade do Estado de cócoras, é a humilhação das instituições. UMA VERGONHA PRESIDENTE XANANA!

3. Jesus Cristo na camisola de Ramos Horta no lançamento da sua candiatura em Laga, mostra bem a natureza do homem:demagogo, populista e oportunista.

Bem avisou Jesus Cristo: muitos usarão o meu nome...

Acredito em Deus, sou católico, admiro D. ximenes Belo, D. Basílio do Nascimento, o padre Jovito e vou votar em Lu-Olo.

Voto na dignidade da resistência timorense. Voto pela identidade e independência nacional.
Acredito na honestidade e no trabalho. E Ramos Horta nunca trabalhou na vida. É um mamão que sempre viveu de bolsas e subsídios.E ultimamente fazendo viagens à conta do pobre orçamento timorense! É um fútil que gosta de se passear pelos circuitos diplomáticos, e, é certo, tem talento para isso, mas que se vende a quem pagar mais. E Timor Leste é nosso, dos timorenses. Não está à venda!

A Igreja Católica timorense está equivocada,porque não se devia meter na política. Porque perde sempre uma parte do rebanho. E todos merecem a esperença da fé e da palavra de Jesus Cristo.Todos são filhos de Deus. Ninguém merece/deve ser abandonado pelo seu pastor por razões de opinião política.

O abuso que Ramos Horta faz da religiosidade das pessoas boas de Timor, que estão de boa fé, pessoas muita dignas , humildes mas pouco instruídas é pouco sério, revela total ausência de escrupulos e muita falta de seriedade. O que está em casua é uma eleição para um órgão do Estado. Porque há-de a Igreja meter-se nisso?!

Pela liberdade. Pela segurança. Pela estabilidade. Pelo desenvovlimento económico. Pela seriedade. Pelo trabalho. Por TimorLeste independente do colonialismo regional, viva a FRETILIN.

Prisão do major Reinado poderá acontecer já hoje

Jornal de Notícias, 2 de Março de 2007
Por: Orlando Rafael

O major Alfredo Reinado, que hoje vai receber das mãos do procurador-geral da República timorense, Longuinhos Monteiro, as condições impostas para a sua rendição, resolveu, ao ver apertar-se o cerco das tropas australianas pedir através de mensagem de telemóvel a Xanana Gusmão, de quem disse ter vergonha, "diálogo e negociação".

Com as Forças de Estabilização Internacionais (ISF) à porta da localidade de Same, Reinado joga também com o apoio popular, a quem ontem se dirigiu para justificar as suas acções, e tomou a iniciativa de divulgar a mensagem enviada ao presidente da República aos jornalistas que acompanham a situação.

Observadores consideram que sabendo que o assalto dos militares pode acontecer a qualquer momento, Alfredo Reinado procura ganhar tempo para ver se Xanana Gusmão lhe permite mais uma saída airosa. No entanto, tudo indica que desta vez Reinado vai voltar para a prisão. Segundo o brigadeiro Mal Rerden, comandante das ISF, o major só tem uma saída "Entregar as armas e render-se".

"A solução tem que ser entendida pelo povo de Timor-Leste, mas as consequências são totalmente culpa de Alfredo Reinado", afirma Rerden, acrescentando que, "se ele se importa com o povo timorense e com as pessoas que estão com ele, deve entregar as armas agora e render-se sem condições".

O brigadeiro das Forças de Defesa Australianas, que têm cerca de 800 militares nas ISF, não revelou detalhes operacionais e explicou que "não há razão para uma evacuação em massa da população em Same".

Entretanto, o procurador-geral da República afirmou que hoje vai a Same, sul do país, na qualidade de "mensageiro do Estado" apresentar as condições de rendição do major Alfredo Reinado. As condições são duas. "Entregar as armas, entregar-se e entregar os seus homens", precisou Longuinhos Monteiro. Alfredo Reinado, que fugiu de uma prisão de Díli a 30 de Janeiro e que está cercado há quatro dias, "escreveu" a sua sentença - opinam especialistas - quando disse que "sentia tristeza e vergonha de ter um líder como Xanana Gusmão, que não pensa duas vezes".

UE ajuda com 1,5 milhões

A Comissão Europeia atribuiu uma verba de 1,5 milhões de euros de ajuda humanitária para as cerca de 100 mil pessoas deslocadas ou afectadas há já um ano pela instabilidade em Timor-Leste. Os fundos destinam-se a responder a necessidades básicas e a facilitar o regresso dos deslocados a casa, ou à sua instalação noutro local, durante um período de 15 meses. Em Março de 2006, Díli foi abalada por uma onda de violência, com confrontos e cisões nas estruturas militares, e cerca de 100 mil pessoas abandonaram as suas casas, tendo-se refugiado nos arredores da capital e nas zonas rurais do país. Comida, água limpa, abrigos de emergência, instalações sanitárias e cuidados básicos de saúde continuarão a ser disponibilizados à população. As verbas são canalizadas através do Departamento da Ajuda Humanitária da Comissão (ECHO, na sigla inglesa), que desde 1999 opera em Timor-Leste.

Dos leitores

Margarida deixou um novo comentário sobre a sua postagem "POP STAR...":

Agora o Xanana e o Horta até querem controlar o “conteúdo das peças jornalísticas” e a “presença de repórteres” em Same, e é o próprio Xanana quem apela “ao bom-senso das notícias e à colaboração dos jornalistas”, para não aumentarem “a importância das coisas” e a serem “cautelosos no tratamento dos assuntos” conforme nos elucidou a Lusa.

E os Australianos deixam entrar o Salsinha e os seus comparsas mas retêm os jornalistas.

Entrámos na fase de totalitarismo às claras, sem qualquer pudor, com impedimentos à actividade dos media, com o dificultar do trabalho dos seus profissionais e com a censura e manipulação.

Como estamos longe das facilidades dadas ao Mikael do Expresso, por exemplo, quando aí foi expressamente para colaborar na fabricação da imagem do “herói”, exactamente na mesma altura em que por lá andavam com todas as portas escancaradas os da ABC a produzirem a encomenda da Four Corners!

Era essa exactamente a altura em que o PR e o agora PM não só reuniam com esses “heróis” como aliás dividiram palcos de manifestações e de cerimónias de “entrega de armas” com alguns deles. E nunca esquecendo que até o chefe da ONU em Dili, o enviado especial Ian Martin, o representante do Presidente da Comissão Europeia e Embaixadores com eles ombreavam, com eles negociaram devidamente acompanhados dos media.

Mas nessa altura era Mari Alkatiri o PM. Apesar da tremenda campanha demonizadora que os media lhe faziam nunca Mari Alkatiri sequer interferiu com o seu trabalho, todos eles puderam desenvolvê-lo em toda a liberdade.

Afinal só mesmo a Fretilin e só mesmo Mari Alkatiri são o garante da liberdade de expressão e de liberdade de informação em TL, como lamentavelmente os media e os seus profissionais confirmam agora mesmo em Same.

Major Reinado apela ao diálogo com Presidência via sms

Diário Digital/Lusa
01-03-2007 11:57:00

O major Alfredo Reinado, cercado há dois dias por tropas australianas, pediu ontem, via sms, «diálogo e negociação» à Presidência da República, disse à Lusa um deputado que se encontra em Same (Sul do país).

As Forças de Estabilização Internacionais (ISF) mantêm o cerco a Alfredo Reinado, que hoje ao fim da manhã «dirigiu uma comunicação à população de Same, no centro da vila», afirmou à Lusa o deputado Leandro Isaac.

Durante o contacto telefónico com Leandro Isaac, podia ouvir-se em fundo a intervenção de Alfredo Reinado, por altifalante, intercalada de aplausos da população e do ruído de um helicóptero.

Helicópteros de reconhecimento e de combate das ISF sobrevoam Same e a região montanhosa circundante desde segunda-feira.

As mensagens escritas por telemóvel foram enviadas a um assessor do Presidente da República e ao procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, acrescentou Leandro Isaac.

«Excelências: uma vez mais digo-vos que a solução para esta crise é assim como eu vos digo. A solução para a crise é isto: DIÁLOGO e NEGOCIAÇÄO (sic). O senhor procurador-geral deve responsabilizar-se por seguir o caminho legal da justiça. Obrigado se o aceitarem», concluía a mensagem de Alfredo Reinado a que a Lusa teve hoje acesso também via sms.

Alfredo Reinado esperava hoje poder receber a visita de Longuinhos Monteiro em Same, adiantou ainda Leandro Isaac.

«O único sentido dessa oferta de negociação é, talvez, a de ganhar tempo», comentou uma fonte do governo contactada pela Lusa.

«A posição dos órgãos de soberania é muito clara neste caso e o procurador-geral da República, se se encontrar com Reinado, é para o prender», frisou a mesma fonte.
O brigadeiro Mal Rerden, comandante das ISF, reafirmou hoje que «Reinado apenas tem uma saída, entregar as armas e render-se».

«É bom que todos compreendam que tudo o que está a acontecer é da responsabilidade de Alfredo Reinado», declarou o brigadeiro australiano na conferência de imprensa semanal da missão internacional em Timor-Leste (UNMIT).

«A solução tem que ser entendida pelo povo de Timor-Leste, mas as consequências são totalmente culpa de Reinado», insistiu o comandante das ISF.

«Se ele se importa com o povo timorense e com as pessoas que estão com ele, deve entregar as armas agora e render-se», repetiu o brigadeiro Mal Rerden quando questionado sobre a situação dos civis que se encontram dentro do cerco.

O brigadeiro das Forças de Defesa Australianas, que têm cerca de 800 militares nas ISF, não revelou detalhes operacionais e explicou que «não há qualquer especulação» da sua parte sobre o cerco a Alfredo Reinado.

Algum, «muito pouco», pessoal civil das Nações Unidas que estava em Same em apoio ao processo eleitoral foi retirado da localidade, informou Atul Khare, representante especial do secretário-geral da ONU.

«Não há razão para uma evacuação em massa da população em Same», acrescentou Atul Khare, que pediu para que a situação no local «não seja dramatizada, porque não é dramática».

«Saúdo o apelo do Presidente ao povo timorense para manter a calma», afirmou Atul Khare, referindo-se à comunicação de Xanana Gusmão ao país, segunda-feira passada.

Censura, Senhor Presidente? Tão preocupado que andava com a liberdade de imprensa...

Diário Digital/Lusa
01-03-2007 12:58:20

Cobertura jornalística do caso Reinado preocupa Presidência

A cobertura do cerco a Alfredo Reinado levantou preocupações da Presidência da República e do governo timorenses, em torno do conteúdo das peças jornalísticas e da presença de repórteres na área de Same (Sul do país).

O major Alfredo Reinado, evadido de uma prisão desde 30 de Agosto, está há três dias cercado por tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) em Same.

Na manhã de quarta-feira, o Presidente Xanana Gusmão convidou representantes de todos os órgãos de comunicação social timorenses para um encontro «privado» no Palácio das Cinzas, confirmou a Lusa junto de vários participantes.

Xanana Gusmão «não pediu para não cobrirmos o cerco a Alfredo Reinado mas apelou ao bom-senso das notícias e à colaboração dos jornalistas por razões de Estado», declarou à Lusa um dos jornalistas presentes.

«O Presidente pediu-nos para não aumentarmos a importância das coisas e ser cautelosos no tratamento dos assuntos», acrescentou este jornalista timorense.

À semelhança dos outros jornalistas e editores contactados pela Lusa, este participante da reunião no Palácio das Cinzas pediu o anonimato e falou do assunto com visível nervosismo.
Fonte oficial da Presidência confirmou à Lusa a existência do encontro com os órgãos de informação, «que se destinou apenas a apelar aos jornalistas para não ´sensacionalizar`», numa altura delicada e em que se aproximam eleições.

A consequência mais notória do apelo de Xanana Gusmão foi o protelamento da transmissão de uma reportagem da TVTL que incluía uma entrevista exclusiva a Alfredo Reinado feita pouco antes das ISF montarem o cerco.

As imagens foram recolhidas segunda-feira de manhã em Same e chegaram à sede da TVTL a meio da tarde, trazidas pela equipa de reportagem.

A reportagem radiofónica passou na antena pública timorense horas depois, mas não houve repetição terça- feira na sequência do apelo do Presidente Xanana Gusmão.

Quanto às imagens, não foram postas no ar até ao noticiário da noite de terça-feira da TVTL, onde passou uma peça de noventa segundos com a reportagem em Same, incluindo palavras de Alfredo Reinado.

Conforme a Lusa constatou directamente, o interesse da RTP pelo exclusivo da TVTL, terça-feira à tarde, teve como resposta do presidente do Conselho de Administração da televisão timorense tratarem-se de «imagens recolhidas por um operador da TVTL que foi a Same como freelance».

Expedito Dias Ximenes acrescentou, na ocasião, que a mesma equipa de reportagem tinha até levado para Same «uma câmara que não é da TVTL».

A Lusa tentou posteriormente, sem sucesso, obter esclarecimentos junto de Expedito Dias Ximenes e da equipa de reportagem.

Foi, no entanto, possível apurar junto de vários jornalistas da redacção da TVTL, onde o constrangimento era patente, que o alegado «freelance» é um respeitado jornalista da casa que ocupa lugares de chefia tanto na redacção como no próprio Conselho de Administração, como vogal.

A equipa de reportagem da TVTL em Same esteve entre o grupo de cinco repórteres timorenses e um correspondente indonésio retidos ao fim da manhã de segunda-feira, durante cerca de duas horas, pelas ISF à saída de Same.

Os jornalistas foram «bem tratados e retidos apenas para identificação», disse um deles à Lusa, sempre sob anonimato.

A partir desse momento, nenhum outro jornalista foi autorizado a sair ou a entrar em Same, como aconteceu às equipas da Lusa e da RTP que tentaram entrar na localidade segunda-feira à noite e terça-feira de manhã.

Um posto de controlo australiano à entrada de Same impede qualquer movimento de pessoas para dentro ou para fora da vila.

Questionado hoje pela Lusa sobre a origem da regra de exclusão dos jornalistas, o brigadeiro Mal Rerden explicou que «não houve nenhuma ordem relativa aos jornalistas».

«Houve apenas um pedido do Governo de Timor-Leste para nós assegurarmos que as pessoas não pudessem entrar na área de Same, todas as pessoas, para reduzir o risco de pôr em risco a segurança e protecção de qualquer cidadão nesta situação difícil».

«Como sempre, nestas circunstâncias, a primeira preocupação é a segurança e protecção dos cidadãos de Timor-Leste», acrescentou o brigadeiro Rerden.

Uma fonte do gabinete do primeiro-ministro José Ramos-Horta explicou à Lusa que «a zona de exclusão não é apenas para jornalistas, que aliás não existiam ali, mas para todos os não residentes que ali vão ou estavam».

A exclusão abrange «especialmente agências da ONU e organizações não-governamentais em operação na área, que aliás já abandonaram».

«Não é possível ao governo garantir a segurança pessoal e a acção operacional das forças no terreno. Teve de o dizer publicamente», sublinha a nota do gabinete do primeiro-ministro.

Bruxelas dá 1,5 M€ de ajuda a vítimas da instabilidade

Diáio Digital/Lusa
01-03-2007 13:49:23

A Comissão Europeia atribuiu hoje uma verba d e 1,5 milhões de euros de ajuda humanitária para as cerca de 100.000 pessoas des locadas ou afectadas há já um ano pela instabilidade em Timor-Leste.

Os fundos destinam-se a responder a necessidades básicas e a facilitar o regresso dos deslocados a casa, ou a sua instalação noutro local, durante um período de 15 meses.

Em Março de 2006, Díli foi abalada por uma onda de violência, com confr ontos e cisões nas estruturas militares, e cerca de 100.000 pessoas abandonaram as suas casas, tendo-se refugiado em campos improvisados nos arredores da capital e nas zonas rurais do país.

Bruxelas sublinha que as divisões políticas no país são agravadas pela pobreza, má nutrição e deficiente acesso à satisfação de necessidades básicas.

Comida, água limpa, abrigos de emergência, instalações sanitárias e cui dados básicos de saúde continuarão a ser disponibilizados à população.

As verbas são canalizadas através do Departamento da Ajuda Humanitária da Comissão (ECHO, na sigla inglesa), que desde 1999 opera em Timor-Leste.

A instabilidade política voltou a Timor-Leste no final do mês passado, depois de forças militares comandadas pelo major Alfredo Reinado ter atacado três esquadras da polícia.

Reinado está cercado há dois dias por forças australianas em Same, 81 quilómetros a sul de Díli.

PGR e Alfredo Reinado reunidos em Same

Diário Digital / Lusa 02-03-2007 8:06:16

O Procurador-Geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, e Alfredo Reinado estão hoje reunidos em Same, sul do país, a discutir as condições de rendição do major rebelde, disse à Lusa o deputado independente Leandro Isaac.

A reunião, que começou às 15:00 locais (06:00 em Lisboa), está a decorrer «muitíssimo bem», acrescentou a mesma fonte, sem acrescentar pormenores sobre o conteúdo.

Ainda de acordo com Leandro Isaac, Longuinhos Monteiro, que chegou a Same acompanhado apenas pela sua guarda pessoal, e Alfredo Reinado estão reunidos em plena vila, à vista dos populares.

O Procurador-Geral tinha anunciado que se deslocava a Same na qualidade de «mensageiro do Estado» para apresentar as condições de rendição do major Alfredo Reinado.

«Não irei como procurador mas como mensageiro do Estado», ressalvou Longuinhos Monteiro, acrescentando que «a missão é apresentar ao major Alfredo Reinado as condições de rendição».
As condições são duas: «Entregar as armas, entregar-se e entregar os seus homens», precisou Longuinhos Monteiro.

Alfredo Reinado, que fugiu de uma prisão de Díli a 30 de Janeiro, está cercado há quatro dias pelas Forças de Estabilização Internacionais (ISF) na vila de Same, no litoral sul do país, a cerca de 80 quilómetros da capital.

O major rebelde Alfredo Reinado tinha enviado quinta-feira uma mensagem ao chefe de gabinete do presidente de Timor-Leste e ao Procurador-geral da República propondo negociações e uma saída pacífica para a crise.

Segundo o deputado independente Leandro Isaac, Alfredo Reinado, que continua cercado por tropas australianas na vila de Same, realizou durante a manhã de quinta-feira uma comunicação à população, depois de ter enviado as propostas aos responsáveis timorenses através de mensagem escrita (SMS).

Entretanto, em conferência de imprensa, o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) estacionadas em Timor-Leste, brigadeiro australiano Mal Rerden, reafirmou que a única opção de Alfredo Reinado é entregar-se às autoridades.

«Se respeita tanto o povo de Timor-Leste e as pessoas que estão com ele a única saída que tem é entregar as armas e render-se», referiu Rerden, sublinhando que «toda a responsabilidade de qualquer consequência a partir de agora é de (Alfredo) Reinado».

Quarta-feira, em entrevista à Agência Lusa, Alfredo Reinado disse ter «vergonha» do presidente da República, Xanana Gusmão.

«Sinto tristeza e vergonha de ter um líder como o senhor Xanana, que não pensa duas vezes, que não quis saber a realidade e que agiu antes de pensar mandando uma força internacional contra mim», disse à Lusa, num contacto telefónico.

Reinado afirmou que não existe qualquer mandado de captura para a sua prisão e que, por isso, a ordem de actuação dada às tropas australianas para o cercarem «é ilegal».

Na entrevista, Reinado negou ter atacado qualquer posto militar - uma acusação que motivou, por ordem da presidência da República, a acção em curso em Same, a 81 quilómetros sul da capital, Díli.

A situação em Timor-Leste agravou-se na sequência do ataque alegadamente perpetrado domingo pelo major Alfredo Reinado, antigo comandante da Polícia Militar timorense, a três postos da polícia junto à fronteira com a Indonésia, o que levou segunda-feira o Presidente timorense, Xanana Gusmão, a ordenar a captura e prisão do oficial rebelado.

Os soldados australianos cercaram terça-feira, em Same, elementos suspeitos de pertencerem ao grupo do major Reinado, entre os quais estará o próprio militar revoltoso.

As ISF estão a conduzir operações em todos os 13 distritos do país, tendo em vários deles as operações sido reforçadas em apoio ao recenseamento eleitoral.

Reinado increasingly isolated: Rerden

2nd March 2007, 10:32 WST

East Timor's most wanted man, Alfredo Reinado, is growing increasingly isolated and lacks the widespread support he thought he had, the commander of Australia's troops in the country says.

The tense stand-off between heavily armed Australian troops and Reinado is continuing at Same, south of Dili, as authorities maintained that the fugitive must surrender or face the consequences.

Australian soldiers earlier this week sealed off the village where Reinado and his band of rebels are holed up with a cache of automatic weapons and ammunition taken from police posts last weekend.

"The situation there is calm and under control," the head of the international stabilisation forces, Brigadier General Mal Rerden, said.

"There's been no significant incidents occur in and around Same in the last 12 hours or so."

He would not be drawn on whether Australia had decided on a request by the East Timor government to arrest the rebel leader, or how the day would likely unfold.

"These situations are sensitive.

"I won't try to predict what's going to happen today. We've got a very solid security plan to contain the situation and we will continue to do that."

He said reports Reinado had 150 supporters with him were "grossly overstated".

"It's very clear to us that he doesn't have the level of support that he thinks he does," Rerden said.

"There has not been movement of people from other towns or other parts of Timor.

"He, I think, is fairly isolated and doesn't have as big a support base as he thought."


He said Reinado had only one choice - to surrender or face the consequences.

"He has to surrender, submit himself to the justice process, hand in his weapons, and then he has some way of progressing his situation.

"He can put his case to the court and be heard on the things he thinks are important, but if he doesn't do that then he will be apprehended."

Asked if it was a life-or-death decision Reinado faced, Rerden replied: "That's for him to decide.

"He has a very clear choice and he has to accept the responsibility of that choice and the consequences of it whichever way he decides to go."

Rerden said the operation would continue "as long as necessary".

"There are many things that could happen and things that we will do to progress the situation," he said.

Reinado has insisted he would not surrender or hesitate to shoot any soldiers who stormed his refuge.

Late on Thursday, he warned Australia to "be very careful" when deciding on a formal request from East Timor's government to bring him in.

"If your soldiers die here, who will be responsible for it?" Reinado said.

"Just tell the Australian people to be very careful with this decision of the government, because if they do it wrong it will jeopardise the friendship of these two nations for a very long time, and I don't want that.

"If you bring all the forces and point guns at me I will shoot you."

There are fears any explosion in violence could derail East Timor's presidential elections, set for April 9.

Reinado is wanted for leading a band of breakaway soldiers last April and May, when battles between security factions degenerated into rampant gang violence in East Timor.

He has been on the run since leading a mass breakout from Dili's prison last August.

AAP

quinta-feira, março 01, 2007

POP STAR...

http://abrangente.blogspot.com/

...

Da Austrália chegam notíciais de que o major Alfredo Reinado, o rebelde que desafiou a ordem em Timor-Leste, está sitiado em Same, vila a 120 kms de Díli, armado até aos dentes, e na companhia de 150 seguidores. Faz os contactos por telemóvel e disse aos media australianos que os seus homens estão dispostos a enfrentar quem lhes faça frente, e a morrer se for necessário, partilhando todos "o mesmo caixão"...

Seria interessante conhecer quem está a financiar estes rebeldes com armas, munições, alimentos e dinheiro...

A Indonésia fechou ontem as suas fronteiras, para evitar que os rebeldes entrem em Timor Ocidental.

O major Reinado tem sede de sangue, não viveu os tempos da Resistência, mas parece aspirar a tornar-se em um novo Xanana. Anda a ver muitos filmes do Rambo e do Exterminador californiano...

Tem a cabeça cheia de heróis...



Reinado (centro) recebeu os jornalistas em Same, para dizer que desafia as forças australianas a prende-lo. Repare-se nas armas, roubadas há dias da esquadra de polícia de Maliana. Reinado está a servir a quem?...

Mulheres querem um país melhor, mas vozes são "silenciadas" - Livro

Lisboa, 28 Fev (Lusa) - As mulheres timorenses mostram determinação em contribuir para a construção do país, apesar do seu papel ter sido "silenciado" desde o colonialismo português até à independência, afirmou hoje a autora do livro "Vozes das mulheres de Timor-Leste".

Crescimento da economia não petrolífera é "grande desafio" - FMI

Washington, 28 Fev (Lusa) - O crescimento da economia não- petrolífera, aproveitando a estabilidade financeira e receitas da exploração de petróleo, é o "grande desafio" económico presente de Timor-Leste, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI), num relatório hoje divulgado.

Hundreds of Indonesians halted in RI-Timor Leste border

Kupang, Feb. 28 (Antara): Hundreds of Indonesians have been halted on the East Timor side of the border because check points were closed.

"Indonesian nationals were reportedly halted in the gate of check points in Batu Gede because East Timor immigration officers were off," East Nusa Tenggara Military Commander Col. Inf. Arief Rachman was quoted as saying by Antara news agency.

He said the Indonesian embassy in Dili had talked with East Timorese officials about Indonesians working in the country hit by security problems in recent months.

He stressed, however, that all Indonesians are free to return home if the security conditions worsen in the newest Asian country. He said the closure of the check points are only to prevent the possible exodus of East Timorese into Indonesia.

The Indonesian military has deployed some 1,000 soldiers along border areas between East Timor and Indonesia, following the security crisis in the newest Asian country.

The deployment was to anticipate possible penetration of East Timor rebels led by Maj. Alfredo Reinado, once the military police chief, who escaped from prison in September after leading dozens of armed mutinous soldiers into the mountains.

Indonesia has closed a number of check points between the two countries to prevent any exodus of East Timorese into Indonesia.

Foreign troops launched a manhunt for the renegade commander who allegedly stole a cache of automatic weapons from a police post over the weekend, weeks ahead of presidential elections in the violence-plagued country, AP news agency reported.

Reinado deserted East Timor's armed forces last May with nearly 600 hundred others, triggering violence between rival security force factions that brought down the government in June. Looting, arson and fire fights killed 37 and forced 155,000 from their homes.

East Timor, home to just under a million people, became Asia's newest nation in 2002 after gaining independence from Indonesia.

No surrender, Reinado tells siege soldiers

SMH – March 1, 2007
Lindsay Murdoch in Dili

Australian soldiers have blockaded a town in East Timor's central mountains, trapping the rebel leader Alfredo Reinado and as many as 150 heavily armed men who are refusing to surrender.

Reinado said by telephone he would shoot any soldier he saw. "Tell the Australian troops to stick surrender up their arse," he said.

Reinado's defiant stand has prompted fears of civil war after he was joined in the town of Same by Gastao Salsinha, the commander of 600 mutinous soldiers who were sacked from East Timor's army last year. Mr Salsinha told a Timorese journalist in the town that he decided to bring 100 of his men to join Reinado because "I'm still in the military and I have a job to do".

Reinado and his men have a large cache of sophisticated weapons, including at least six rocket launchers, residents say.

Wanted for murder and rebellion, Reinado said that the men with him and the Opposition MP Leonadro Isaac were "all here ready to share a coffin". "Let my family in Australia know that I love them so much," Reinado said. His wife lives in Perth.

The presence of Mr Isaac and an unknown number of civilians still in Same last night will make it difficult for the Australian soldiers who are dug in at the edge of the town to attack the Australian-trained Reinado and the men with him.

The commander of the Australian-led force in East Timor, Brigadier Mal Rerden, demanded on Tuesday that Reinado and his men surrender unconditionally after East Timor's President, Xanana Gusmao, ordered that the former head of the military police be hunted down.

Mr Gusmao gave the order after Reinado led raids on several police border posts on Sunday and seized 25 high-powered weapons and a large quantity of ammunition.

The raids shocked the Government because officials had been negotiating a deal whereby Reinado would hand over his weapons and give evidence at a special hearing about his role in violence in Dili last year.

The Government sent a letter to the Australian Prime Minister, John Howard, on Tuesday authorising the Australian troops in East Timor to use lethal force to capture Reinado, who has been on the run since leading a mass escape from Dili's jail in August.

East Timor's Prime Minister, Jose Ramos-Horta, said yesterday that Australia had made it clear that if the Timorese Government requested more troops to help secure the country before the elections to be held in the next few months, they would be sent. Australia has 800 soldiers in East Timor, most of them in Dili.

Mr Isaac, whose party urged Reinado to stand in presidential elections due on April 9, told journalists yesterday that the word "surrender" was not in Reinado's vocabulary. Asked what he believed would happen if the renegade soldiers were attacked, he said: "Civil war."

Mr Isaac said he did not have any weapons. He said he could not leave the town because the Australian soldiers were not letting anybody enter or leave.

About 100 residents of Same, the centre of a coffee-growing district, have fled into the bush since the Australians blockaded the town.

Reinado answered his mobile telephone in the town's centre. He said an Australian army officer had telephoned him to demand his surrender. He had asked the officer if he had authorisation from the country's prosecutor-general to arrest him.

When he got no reply he said he "rejected the offer".

A Government source said Reinado had asked to resume negotiations to surrender but the request was bluntly refused.

No surrender, Reinado tells siege soldiers

SMH – March 1, 2007
Lindsay Murdoch in Dili

Australian soldiers have blockaded a town in East Timor's central mountains, trapping the rebel leader Alfredo Reinado and as many as 150 heavily armed men who are refusing to surrender.

Reinado said by telephone he would shoot any soldier he saw. "Tell the Australian troops to stick surrender up their arse," he said.

Reinado's defiant stand has prompted fears of civil war after he was joined in the town of Same by Gastao Salsinha, the commander of 600 mutinous soldiers who were sacked from East Timor's army last year. Mr Salsinha told a Timorese journalist in the town that he decided to bring 100 of his men to join Reinado because "I'm still in the military and I have a job to do".

Reinado and his men have a large cache of sophisticated weapons, including at least six rocket launchers, residents say.

Wanted for murder and rebellion, Reinado said that the men with him and the Opposition MP Leonadro Isaac were "all here ready to share a coffin". "Let my family in Australia know that I love them so much," Reinado said. His wife lives in Perth.

The presence of Mr Isaac and an unknown number of civilians still in Same last night will make it difficult for the Australian soldiers who are dug in at the edge of the town to attack the Australian-trained Reinado and the men with him.

The commander of the Australian-led force in East Timor, Brigadier Mal Rerden, demanded on Tuesday that Reinado and his men surrender unconditionally after East Timor's President, Xanana Gusmao, ordered that the former head of the military police be hunted down.

Mr Gusmao gave the order after Reinado led raids on several police border posts on Sunday and seized 25 high-powered weapons and a large quantity of ammunition.

The raids shocked the Government because officials had been negotiating a deal whereby Reinado would hand over his weapons and give evidence at a special hearing about his role in violence in Dili last year.

The Government sent a letter to the Australian Prime Minister, John Howard, on Tuesday authorising the Australian troops in East Timor to use lethal force to capture Reinado, who has been on the run since leading a mass escape from Dili's jail in August.

East Timor's Prime Minister, Jose Ramos-Horta, said yesterday that Australia had made it clear that if the Timorese Government requested more troops to help secure the country before the elections to be held in the next few months, they would be sent. Australia has 800 soldiers in East Timor, most of them in Dili.

Mr Isaac, whose party urged Reinado to stand in presidential elections due on April 9, told journalists yesterday that the word "surrender" was not in Reinado's vocabulary. Asked what he believed would happen if the renegade soldiers were attacked, he said: "Civil war."

Mr Isaac said he did not have any weapons. He said he could not leave the town because the Australian soldiers were not letting anybody enter or leave.

About 100 residents of Same, the centre of a coffee-growing district, have fled into the bush since the Australians blockaded the town.

Reinado answered his mobile telephone in the town's centre. He said an Australian army officer had telephoned him to demand his surrender. He had asked the officer if he had authorisation from the country's prosecutor-general to arrest him.

When he got no reply he said he "rejected the offer".

A Government source said Reinado had asked to resume negotiations to surrender but the request was bluntly refused.

Dos leitores

H. Correia deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Zangam-se as comadres...":

Depois de ler o discurso de Reinado, ainda não percebi se ele é louco ou se realmente acredita naquilo que diz. Se esta última hipótese for verdadeira, então fica a dúvida no ar: se não é louco, porque se engana a si próprio? Ele sabe que terá que prestar contas à Justiça e, consequentemente, toda e qualquer justificação que invocar para o seu comportamento não tem sustentação. Ele sabe que está só, terrivelmente só.

Aparentemente, parece ser um homem corajoso. Se assim for, dá certamente pena ver um homem desperdiçar assim essa rara qualidade por uma causa perdida. Mas, dadas as circunstâncias, parece que essa hipotética coragem está completamente fora de contexto. Ela surge como uma reacção equívoca, contra as pessoas erradas e no momento errado - cronológica e historicamente. Faz-nos lembrar o Sancho Pança lutando desesperadamente contra os moinhos de vento.

Então, o que o move? Ele sabe que foi completamente abandonado, quando diz que "Respeito a decisão do presidente, mas estou triste e sinto vergonha de ouvir isto"; "sempre respeitei e segui as suas ordens e que continuo dado que ele é o meu comandante supremo."; "Ele deve ser mais estúpido do que eu por ter confiado em mim".

Reinado está ferido no seu orgulho. Sente-se traído por aquele em quem confiou cegamente, tendo levado os seus actos para além do ponto de não retorno e agora sabe que é tarde demais para se livrar da má sorte que o espera, seja ela qual for. Venha o diabo e escolha.

Reinado é neste momento um homem perdido, desesperado e encurralado. Esperemos que os deuses, quando se reunirem em concílio para decidirem o desfecho deste drama, sejam benevolentes e que não haja sangue derramado ou perda de vidas, que a ninguém aproveitaria.

Australianos mantêm o cerco a Reinado

Diário Digital / Lusa
28-02-2007 17:04:29
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=265082

Ao fim do segundo dia de cerco a Alfredo Reinando, as tropas australianas «não avançaram nem recuaram um metro», disse à Lusa Adriano Corte-Real, membro do governo de Timor-Leste.

«A situação está como estava ontem (terça-feira) de manhã», acrescentou o secretário de Estado para a Coordenação da Região II (Ainaro e Manufahi). Contactado cerca das 00:00 (15:00 em Lisboa), o deputado independente Leandro Isaac, que se mantém ao lado do major rebelde, afirmou à Lusa que se registou um incidente entre jovens de Same, a cidade onde está cercado Reinado, e tropas australianas.

«Três blindados australianos tentaram tirar troncos de árvores colocados na estrada principal, cerca das 17:00», disse. «Eles deitaram-se no chão e gritaram que os jovens de Same farão história como os de Tiananmen», acrescentou.

A Lusa não conseguiu obter uma confirmação independente da ocorrência deste incidente.
Hoje, os cidadãos autralianos em Timor-Leste foram novamente aconselhados a restringir as deslocações ao mínimo, sobretudo no centro e no oeste do país.

Entretanto, o jornal Jakarta Post, na sua edição online, anunciou que a Indonésia deslocou nas últimas horas mil soldados ao longo da suas fronteiras com Timor-Leste.

Editorial: Um cone de silêncio de 30 anos

(Tradução da Margarida)

Sydney Morning Herald – Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007

No início deste mês, uma investigação há muito atrasada à morte dos cinco jornalistas com base na Austrália em Balibo em 1975, o conselho da Coroa anunciou as audições para o primeiro inquérito com natureza judicial ao caso "abertas, públicas e completamente independentes".

Contudo quando o inquérito avançava esta semana para o conhecimento da agência de informações electrónicas da Austrália, a Directoria dos Sinais de Defesa, o tribunal foi encerrado ao público e aos media para longas tiradas de testemunhos chave.

A Vice-Investigadora do Estado, Dorelle Pinch, concordou com estas condições depois do conselho do Governo Federal ter produzido cartas de juramento do chefe da DSD (onde constatava) que a defesa da Austrália ficaria enfraquecida pela revelação das suas "fontes e métodos " – mesmo dessas de 1975. Para seu crédito a Srª Pinch manteve alguma evidência da DSD no domínio público, incluindo o conteúdo de certos sinais interceptados às forças militares Indonésias. Mas o público interessado continuará a perguntar-se se a agência está a revelar tudo o que sabe.

Como foi anotado pelo advogado de uma das famílias enlutadas, tentativas para descobrir o que aconteceu em Balibo encontraram 30 anos de "enganos e encobrimentos" em Canberra. Já estão a aparecer intercepções da DSD que antes não foram produzidos, inquéritos internos do governo. Dois antigos funcionários públicos contaram em detalhe ter visto, quando estavam nos serviços de informações e segurança em 1977 na comissão real de Hope, uma intercepção crítica que parece ter desaparecido. Acham que é totalmente possível que isto tenha desaparecido nalguma “negável” masmorra da DSD. Foram levantadas questões sobre se a DSD amacia algumas intercepções na tradução. A própria agência está pois sob algum escrutíneo.

Isto duplicará o cepticismo público sobre a sua afirmação de que "fontes e métodos " de há 31 anos atrás se mantém segredos vitais para a segurança nacional. O regime de Soeharto já caíu há quase nove anos. É amplamente conhecido, e não menos pela Indonésia, que a DSD pode interceptor sinais de rádio e que tenta abrir códigos estrangeiros. A agência e os seus alvos mudaram para uma idade completamente nova de satélites, comunicações digitais e códigos gerados por computador.

O procedimento legal citado pelo Conselho da Comunidade para audições à porta fechada (é) relacionado com recentes ou continuados casos de terrorismo, nos quais as agências de segurança estão a lutar contra ameaças nos dias presentes, não para a época de informações electrónicas de 1975. Neste caso, o interesse público na justiça aberta deve pesar mais que o nervosismo da DSD. A investigadora devia ter recusado o pedido de segredo da Comunidade e devia ter permitido que juízes federais seniores decidissem da questão se fosse para recurso.

Notícias - traduzidas pela Margarida

A Austrália aprova a lei do Mar de Timor

Radio Australia – 28/02/2007, 15:28:20O

Parlamento Federal da Austrália aprovou uma lei que abre caminho para o desenvolvimento do campo de gás do Greater Sunrise no Mar de Timor.

O Parlamento de Timor-Leste ratificou um acordo de divisão de rendimentos entre a Austrália e Timor a semana passada.O ministro dos recursos da Austrália, Ian Macfarlane, diz que a lei construirá uma amizade mutuamente benéfica com Timor-Leste e o sucesso do campo Bayu-Undan.

Timor-Leste: Gabinete dos Estrangeiros emenda conselho de viagem

Gabinete dos Estrangeiros e da Comunidade (Nacional) - Tuesday 27 February 2007 17:44

O Gabinete dos Estrangeiros reviu hoje o seu conselho de viagem para a República Democrática de Timor-Leste. Estamos agora a avisar contra todas as viagens para a cidade de Same.

Os pontos relevantes no resumo revisto são agora:

* Avisamos contra todas mas essenciais viagens para Timor-Leste. Novos surtos de violência em Fevereiro de 2007 resultaram nalgumas fatalidades. Tem também havido incidentes de pilhagens e ataques a veículos. A situação de segurança em Timor-Leste permanence incerta e pode deteriorar-se em pouco tempo.

* Avisamos contra todas as viagens para a cidade de Same, dada a situação de segurança instável. A Força de Segurança Internacional e a polícia da ONU em Timor-Leste estão a recomendar que os nacionais estrangeiros saiam de Same.

* Se actualmente está em Timor-Leste e se está preocupado com a sua segurança, deve considerar partir. Deve também assegurar que os seus documentos de viagem estão actualizados e prontamente disponíveis para o caso de precisar de sair do país a breve prazo. Em 27 de Fevereiro, a Indonésia encerrou temporariamente a sua fronteira com Timor-Leste.

quarta-feira, fevereiro 28, 2007

Esclarecimento

O texto seguinte NÃO é um comentário do blog. Faz parte da notícia do Jornal de Notícias:

Perfil Alfredo Reinado

Idade 40 anos
Situação Major, fugitivo desde Agosto do ano passado

O antigo comandante da Polícia Militar timorense Alfredo Reinado, de 40 anos, volta a ser notícia pela negativa. Em Agosto do ano passado fugiu da cadeia onde estava detido após chefiar a rebelião de Maio que culminou com a matança de 21 pessoas, na sua maioria polícias que o queriam capturar. Então, conseguiu com o seu protesto armado levar à demissão do então primeiro-ministro Mari Alkatiri. Rendeu-se após se submeter às ordens do carismático presidente Xanana Gusmão, que pediu ajuda à Comunidade Internacional para organizar o seu corpo policial e militar. Agora, o mais célebre fugitivo timorense que nunca integrou a resistência que lutou pela independência, sucumbe à tentação de querer ser um desajeitado Robin dos Bosques com o seu séquito de sessenta rebeldes nos montes da ilha. Educado na Austrália (a sua mulher trabalha na embaixada australiana em Díli), é tido por alguma imprensa australiana como um "fanfarrão" visto como herói por muitos timorenses.

ver notícia completa em:
http://jn.sapo.pt/2007/02/28/mundo/major_reinado_garante_prefere_morrer.html

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.