Nota aos comentários que abaixo se transcrevem:
Alfredo Reinado não foi detido pela GNR. Foi detido pelas forças australianas por ordem do General Slater. A GNR foi chamada ao local porque uma das casas pertencia a um português e estava ocupada.
O General Slater, depois de ter feito elogios ao profissionalismo da GNR, dizendo que ninguém estava acima da Lei, explicou que o protocolo assinado entre o Governo de Timor-Leste e o Governo da Austrália lhe dava autoridade para proceder à detenção. O que aconteceu depois da GNR sair da casa.
Reinado disse à GNR e ao General Slater que tinha mais armas, que podia entregar aquelas "à vontade, que não lhe faziam falta", o que terá feito o General australiano decidir detê-lo mesmo.
Mas dá "jeito" a alguns, referir que foi a GNR que deteve Alfredo Reinado, na opinião pública.
Não foi. E concordamos com a atitude das forças australianas, neste caso. Talvez por terem protegido tempo demais esta anarquia, talvez por medo de serem responsabilizados por darem cobertura a este grupo armado, que se encontrava com o seu conhecimento numa casa, a apenas 10 metros do quartel australiano.
E já agora, pensamos que o que falta a este país, é transmitir a todos que ninguém está impune.
Como diz o grande General Taur Matan Ruak: "Não há reconciliação sem Justiça!"
Dos leitores:
Com a detenção do Major Alfredo a GNR acendeu de novo o pavio da bomba que esta ainda por explodir.
Certamente que a GNR tinha todas as bases legais para actuarem em relação ao Alfredo e a violação da lei vigente. Mas essa actuação regeu-se, mais uma vez, com base exclusiva na lei sem que qualquer consideração fosse dada aos factores políticos e as consequências que dai proveriam.
A primeira ocasião em que se fez o mesmo foi quando o governo despediu os 591 peticionários em base puramente legais sem que as consequências politicas e sociais do despedimento de um grupo tão grande fosse considerado. O resultado já faz parte da triste historia dos últimos meses da vida do país.
Com a queda do Mari a situação começou a normalizar-se ainda que de forma lenta. Os rebeldes visavam a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas mas acabaram por serem convencidos pelo PR e PM que lhes fosse dado uma oportunidade para reporem a normalidade no pais.
Os militares rebeldes aceitaram mas avisaram que estariam atentos aos desenvolvimentos e nao excluiriam a possibilidade de recomeçarem as acções que julgassem ser necessárias. Durante a crise o factor determinante para a cessação dos conflitos armados terá sido o reconhecimento da autoridade do PR, por ambas as partes mas principalmente pelos militares rebeldes, ao qual submeteram a sua obediência.
No entanto não podemos presumir que essa obediência e submissão a autoridade do PR por parte dos rebeldes seja incontestável. No passado o PR foi o único que os conseguiu controlar mas a detenção do Alfredo e os seus homens só serviu para demonstrar aos rebeldes, justificadamente ou não, de que nem o PR em quem depositaram a confiança pode resolver esta crise político-militar.
Uma vez perdida essa confiança, os militares rebeldes, que viram os seus números acrescidos durante os pontos altos da crise, sentir-se-ão abandonados a si mesmos e aos mecanismos a eles disponíveis para fazerem as suas reivindicações.
Com milhares de armas ainda fora dos armeiros, as condições estão criadas para um último "showdown" de forca.
Se esse cenário se eventuar nem Xanana Gusmão ou Ramos Horta poderão exercer qualquer tipo de influência sobre os rebeldes para mais uma vez forçar o cessar de hostilidades.
O conflito agravar-se-ia de uma forma completamente descontrolada e incontrolável mesmo pelas forcas internacionais actualmente presentes no país. Seria muito difícil contemplar um envolvimento activo das forcas internacionais numa "guerra civil" Timorense onde essas forcas estariam numa posição de ter que usar a sua forca letal contra uma "frente" nativa.
Seria uma proposição demasiado comprometedora para os 4 países com forcas militares em Timor-Leste que remeteriam as suas forcas a uma posição de neutralidade e de mera protecção as populações indefesas.
As demonstrações e actos de violência recomeçados após a detenção do Major Alfredo Reinado poderão mesmo vir a revelarem-se como a ponta do icebergue submerso no mar de insatisfações e frustrações sobre o modo como a situação se tem vindo a desenrolar. Nessa altura a razão não poderia ser encontrada em nenhum dos lados.
Desejo fortemente estar a fazer uma leitura errada destes últimos acontecimentos e que esse cenário nunca venha a eventuar-se.
HanoinTokBa
*
HanoinTokBa, compreendo o seu argumento que tão bem e claramente apresentou.
Afirma, no final da sua argumentação: 'As demonstrações e actos de violência recomeçados após a detenção do Major Alfredo Reinado poderão mesmo vir a revelarem-se como a ponta do icebergue submerso no mar de insatisfações e frustrações sobre o modo como a situacao se tem vindo a desenrolar
Sem dúvida que se trata de uma faca de dois gumes: por um lado, o respeito e cumprimento das leis existentes num Estado que todos querem de Direito e, por outro, pesar as consequências políticas de actos políticos e/ou perpetrados por violadores da lei.
Compreendo e aceito que o PR e o PM façam tentativas de dialogar e trazer à razão todos aqueles que desertaram com armas e violaram a lei de inúmeras formas, para além de terem participado em actos de violência, destruição e morte. Mas, por outro lado, vejo que a justiça já foi accionada para alguns. Então, como posso aceitar que não seja para todos?
Por outro lado, tendo vivido a maior parte da minha vida num Estado de Direito, torna-se difícil aceitar que alguém que confesse ter morto um ser humano, não enfrente a justiça. Contudo, é fundamental, ter em conta a realidade timorense e conter essa(s) pessoa(s)de modo a não transpor para um futuro (mais ou menos) próximo a situação vivida nos últimos meses. Fala-se de que ainda têm armas escondidas - com que intuito?
Foram dadas inúmeras oportunidades a todos eles de entregarem o material de guerra ... até foi tida em consideração a sua necessidade de serem publicitados como 'heróis' ao entregarem uma mão cheia de armas ... no entanto, prova-se agora, que pouco mais foi do que um teatro ...
Devo realçar aqui o comportamento exemplar que as F-FDTL, nomeadamente o seu Comando, têm mantido em relação a esta questão do diálogo e da reconciliação. Melhor do que ninguém neste país, compreendem o peso que tem para o futuro, mas compreensivelmente, também estão conscientes de que existe uma linha a partir da qual é necessário que a justiça assuma o papel primordial.
O diálogo é imprescindível para permitir a estabilização do país, mas onde se situa a fronteira/o limite a partir da/o qual o diálogo e a reconciliação colidem com justiça? Será que a justiça não é também uma via imprescindível para garantir a estabilidade do país?
Até ao momento, não vejo que a estabilidade tenha regressado. Sente-se no ar que a situação continua volátil e pode 'explodir' a qualquer momento. O único sinal de que algo está diferente, advém da acção da GNR que está a tentar impor o cumprimento da lei e as declarações de hoje do PM Ramos-Horta no sentido de reafirmar que a lei será cumprida, nomeadamente no que se refere às manifestações (coisa que, aliás, nunca afirmou enquanto membro do anterior Governo e em iguais circunstâncias).
Esta é uma questão de fundo que gostaria de ver debatida neste Blog, com seriedade e sem insultos.
*
Concordo com o HanoinTokBa, mas no entanto seria muito difícil e embaraçoso para o PR continuar a "olhar para o lado".
Como sabe até agora já foram efectuadas inúmeras tentativas e pressões no sentido de deter os principais "actores" desta "tragédia", foram inclusivamente emitidos mandatos de captura, todas estas intenções foram travadas exactamente para evitar a abertura da "caixinha de Pandora". O que ela encerra? logo se verá, o que é certo é que mais cedo ou mais tarde teria de acontecer.
Ora se o seu conteúdo for conotado com os acontecimentos que levaram à demissão do PM, através das manobras de baixíssimo nível a que assistimos, creio que a solução a curto prazo estará mais ou menos à vista através da intensificação dos meios de segurança disponíveis (forças policiais), junto das populações (é um facto que a fama de forças policiais como a da GNR os precede). Duvido que os "corajosos" dos arruaceiros estejam disponíveis para levar umas bastonadas no lombo.
Por outro lado se o conteúdo da caixa for outro, mais organizado e armado a situação poderá ser bastante mais complexa. No entanto desconfio muito dessa capacidade de organização e também da capacidade de elaboração estratégica, o que temos vindo a assistir por parte do "elenco rebelde" (Taras, Salsinhas, Reinados, Tilmans e outros quejandos) é de uma actuação para uma plateia infantil (que se calhar em Timor-Leste funciona....isso poderá ser de facto preocupante), em que cabeça é que passaria a ideia, de que pelo facto do PR lhes ter afirmado que estariam a salvo em determinada casa no centro de Díli (repare-se), o Reinado e sus muchachos se achavam a salvo da justiça? Sinceramente só mesmo nesta terra...
*
O argumento do anónimo anterior, quando diz que os homens da GNR agiram "num plano puramente legalista e ignoraram outros factores imperativos para a restauração da estabilidade do pais" é perigosíssimo para o futuro de Timor-Leste.
Quando se abre a porta a planos NÃO LEGALISTAS destroem-se as fundações do estado democrático. Podia não se gostar de Mari Alkatiri mas quando, em vez de se esperar por eleições para o tirar do poder, se escolheram vias NÃO LEGALISTAS, abriu-se a porta a uma espiral de violência que provocou dezenas de vítimas, e atirou muitos milhares de pessoas para os campos de refugiados.
*
Não é espantoso que algumas pessoas estejam tão preocupadas por a GNR ter agido com base na LEGALIDADE?
Se calhar é porque, nos últimos tempos, agir de acordo com a lei é coisa pouco vista em Timor-Leste e estão a estranhar.
Mas acho que percebo porque é que estão tão preocupados: é que o Alfredo Reinado pode começar a falar par salvar o coiro e contar tudo?
E como costumam dizer os portugueses: quando discutem as comadres, descobrem-se as verdades!
*
A GNR não espoletou um novo capítulo de violência.
A atitude da GNR, que tem de ser repetidas as vezes que forem necessárias, é a única que garante que,a médio prazo, se acabam com os capítulos de violência em Timor-Leste.
*
sábado, julho 29, 2006
Sobre a detenção de Alfredo Reinado
Por
Malai Azul 2
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19:07
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Obrigado, Margarida!
Margarida,
Este blog não seria o mesmo sem si.
Não sabemos quem é, mas contamos consigo, Margarida.
Por vezes discordamos de alguns pontos de vista, mas no essencial, obrigado pela sua argumentação, pelas suas pesquisas, pelas suas traduções e principalmente, pela sua dedicação e companheirismo ao longo de todo este tempo.
Obrigado, amiga Margarida.
Malai Azul.
Por
Malai Azul 2
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18:48
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Mais efectivos GNR e PSP
Mais 60 militares da GNR reforçam contingente em Agosto, Expresso
Lisboa, 29 Jul (Lusa) - A GNR vai reforçar o contingente em Timor-Leste na segunda quinzena de Agosto, enviando para o país mais 60 militares, a juntar em-se aos 120 que já estão em Díli.
Segundo a edição de hoje do semanário "Expresso", o reforço do continge nte é uma resposta a um pedido a Portugal do governo timorense, feito esta seman a.
"De acordo com o interesse manifestado pelos responsáveis timorenses, e sta missão da GNR, que será feita no âmbito das Nações Unidas, tem como objectiv o principal a formação da polícia timorense", diz o jornal.
O grupo de militares, acrescenta, inclui 10 oficiais, entre majores e c apitães, que vão constituir em Díli um estado-maior para apoiar as autoridades d e segurança timorenses nas áreas da estratégia, comando e planeamento.
No passado dia 19 o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que a missão da GNR deverá permanecer em Timor-Leste pelo menos até ao final do ano, e enquanto "as autoridades legítimas" daquele país "o solicitarem".
Comentando um apelo do Bloco de Esquerda (BE) para que o Governo portug uês pusesse um ponto final na missão da GNR, por esta estar "esgotada", Luís Ama do referiu que o Governo não tem esse entendimento.
"Achamos que a GNR tem ainda um papel a desempenhar em Timor- Leste. En quanto as autoridades legítimas de Timor-Leste nos solicitarem o apoio dessa for ça, tendo em vista as condições de segurança e de ordem pública em Díli, mantere mos esse apoio", sublinhou o ministro.
A GNR chegou a Timor-Leste no passado dia 03 de Junho, na sequência de uma crise político-militar no país que começara dois meses antes, com o despedim ento de cerca de 600 militares que se queixaram de discriminação étnica por part e da hierarquia das Forças Armadas.
...
FP/AR.
Mais 116 efectivos GNR e PSP poderão integrar futura missão da ONU
Díli, 29 Jul (Lusa) - Mais 116 efectivos da PSP e da GNR poderão integrar a futura missão da ONU em Timor-Leste, que deverá iniciar o mandato no próximo dia 21 de Agosto, disse hoje à Lusa fonte da GNR.
O concurso para o preenchimento daquelas vagas está já a decorrer e resulta do convite feito a Portugal pelas autoridades timorenses para que as forças de segurança portuguesas integrem a missão da ONU que sucederá à actual, a UNOTIL, e cujo mandato termina no próximo dia 20 de Agosto.
A fonte contactada pela Lusa acrescentou que a PSP deverá enviar 58 efectivos e a GNR os restantes 48, 10 dos quais serão oficiais, com competências de comando, planeamento e estratégia.
"A vinda destes 116 efectivos não tem nada a ver com o actual contingente da GNR estacionado em Timor-Leste", ao abrigo do pedido formulado em Maio passado pelas autoridades timorenses a Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia, para que enviassem forças militares e policiais para restaurar a ordem pública na sequência da crise político-militar desencadeada em finais de Abril.
A GNR, que mantém actualmente 126 efectivos em Díli ao abrigo do referido pedido, chegou a Timor-Leste no passado dia 03 de Junho.
...
EL.
Por
Malai Azul 2
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18:29
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UE preocupada com situação do país, ajuda de 60 milhões euros
Díli, 28 Jul (Lusa) - O enviado especial da União Europeia a Timor-Leste está preocupado com a situação do país, mas garantiu hoje a continuidade do apoio comunitário, designadamente a aprovação de mais um pacote financeiro, de cerca de 60 milhões de euros.
Segundo Miguel Amado, enviado especial do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, as autoridades comunitárias estão a preparar um pacote financeiro de cerca de 60 milhões de euros para o período 2008/2013.
"Vim a Timor-Leste com três objectivos. Fazer a avaliação no terreno da situação, estudar com as autoridades locais os problemas que tem havido, de desenvolvimento, sociais e económicos e para fazer propostas", destacou Amado, em conferência de imprensa, em que fez o balanço da estada de cerca três semanas em Timor-Leste.
"Não escondo uma certa preocupação pela situação do país, embora esteja optimista (...) O meu optimismo vai no sentido de que a comunidade internacional apoiará seguramente Timor-Leste no plano de desenvolvimento que está há muito tempo redigido e em que se pode apostar nalgumas áreas de cooperação", adiantou.
No imediato, e tendo em conta as eleições legislativas de 2007, Miguel Amado anunciou que a UE vai apostar em projectos curtos, de seis meses, no reforço do diálogo nacional e no apoio à juventude.
"Temos um mecanismo rápido de reacção em que vamos actuar em duas áreas no mais curto espaço de tempo. Vamos aplicar dinheiro em projectos curtos de seis meses", disse.
Em resultado da sua estada de cerca de três semanas em Timor- Leste, em que visitou vários distritos e manteve contactos com responsáveis políticos, religiosos e militares, incluindo autoridades locais e tradicionais, Miguel Amado diz ter encontrado um país "bastante pobre".
"Encontrei um país bastante pobre, com uma sociedade rural isolada em termos de comunicação, sem estradas e contactos com a capital, com uma actividade rural muito reduzida, uma administração enfraquecida, uma excessiva centralização, falta de comunicação institucional provocada por crises sucessivas, mas um país com potencial", vincou.
"Neste momento a nossa preocupação é que até às eleições se encontre a estabilidade e a paz para se prepararem o acto eleitoral num ambiente construtivo, tendo em atenção que há problemas imediatos a resolver. A juventude (timorense) hoje em dia tem pouca esperança.
Não tem objectivos a curto, médio e longo prazo. Há que encontrar actividades que sejam úteis para o país e encontrar um espaço próprio para a juventude", acrescentou.
A UE vai ajudar o governo timorense a encontrar "o mais rapidamente possível" o clima de estabilidade tão necessário ao desenvolvimento de Timor-Leste. "Com a instabilidade não há investimento, e havendo investimento há emprego e assim há desenvolvimento económico", justificou.
Além dos projectos curtos de seis meses, a desenvolver até às eleições de 2007, Miguel Amado destacou ainda três áreas em que importa apostar, e que são a justiça, a descentralização e a profissionalização da administração pública.
Relativamente ao processo de reconciliação em preparação, através do diálogo nacional patrocinado pelo Presidente Xanana Gusmão, o enviado especial da UE frisou que importa previamente assegurar a aplicação da justiça.
"A UE vai empenhar-se o mais que puder para reforçar a justiça e para criar um clima propício a que essa justiça seja feita. Não há democracia sem justiça", acentuou.
Miguel Amado chegou a Díli no passado dia 06 e deixa Timor- Leste domingo.
A União Europeia financia vários projectos em Timor-Leste na área da segurança alimentar e no apoio a organizações não- governamentais e a programação para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) prevê a verba de 18 milhões de euros.
Aquela verba, destinada ao período de 2006/2007, foi anunciada no passado dia 19 de Maio, e será aplicada em duas áreas, sendo 12 milhões de euros atribuídos no âmbito da política de desenvolvimento rural e os restantes seis milhões destinados a ajudar o Governo timorense a gerir os seus recursos.
Esta ajuda é financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), no âmbito do Acordo de Cotonou, o acordo de parceria entre a Comissão Europeia e os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), que Timor-Leste assinou em 2003.
...
EL.
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Malai Azul 2
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09:36
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sexta-feira, julho 28, 2006
Nota da Redacção para leitores menos atentos
Este blog não é serviço público, nem um orgão de comunicação social.
Desde sempre que não escondemos a nossa opinião e damos espaço a quem tem uma opinião contrária, permitindo comentários sem qualquer censura, desde que não sejam insultuosos (demais).
Estamos convictos de que houve uma enorme manipulação e que a situação que se vivia há uns meses atrás não justificava estes acontecimentos.
Os comentários que escolhemos para fazer POST na página principal são aqueles com os quais nos identificamos.
Não somos da Fretilin, pelo simples facto de não sermos timorenses. Mas provavelmente, caso fossemos timrenses, votariamos no partido que mais condições tem de governar este país. Nem que seja pela admiração que temos pelo sentido de Estado seus líderes, como o têm demonstrado ao longo destes últimos anos e principalmente como se têm comportado, como verdadeiros democratas, neste período conturbado.
P.S. Pode criar facilmente o seu blog em: http://www.blogger.com
.
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Malai Azul 2
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20:39
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De um leitor
Obrigado Margarida e Malai Azul pela vossa luta incansável e pelo incessante esforço em não nos apenas informar sobre o que está a acontecer em Timor-Leste, mas oferecendo-nos também notícias de mais diversas fontes e informando muitas vezes antes de agências noticiosas oficiais o tenham feito.
Obrigado por manter este espaço virtual disponível para todos, em que todos nos podemos dizer a nossa pequena palavra, ouvir opiniões contrárias debatendo os nossos pontos de vista o que, mesmo que por vezes pareçam uma verdadeira guerra verbal, acaba, de alguma forma, por nos fazer mais tolerantes para com outros. Enfim, falando é que a gente se entende, não é? Acredito que é exactamente essa a vossa intenção: identificar o problema e falar dele abertamente lutando assim, contra uma cultura tradicional de silêncio sobre tudo o que possa ser embaraçoso, para uma verdadeira democracia em Timor-Leste e para que um país que tem recuros, capacidade e potencial de o ser verdadeiramente independente e respeitado por todos. Vocês são daqueles que merecem que se vos tire o chapéu.
Bem hajam.
.
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Malai Azul 2
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20:15
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A UNICEF condena a utilização de crianças na linha da frente das manifestações em Dili
Tradução da Margarida.
De um leitor:
Aqui outro exemplo de terrorrismo.
Declaração aos Media
A UNICEF condena a utilização de crianças na linha da frente das manifestações em Dili
DILI, Timor-Leste 28 Julho 2006 – A UNICEF mais uma vez condena fortemente a manipulação de crianças depois de serem vistas crianças a participar à frente duma manifestação no exterior da Estação de polícia de Dili exigindo a libertação de Alfredo Reinaldo Alves que foi detido pelas forças internacionais na Quinta-feira 25 de Julho de 2006.
Em pé, na linha da frente da manifestação, estas crianças empunhavam bandeiras e cartazes alegando que o novo governo não era diferente do anterior.
A UNICEF apela aos líderes da nação e também aos pais e à comunidade para tomar medidas imediatas para travar esta exploração de crianças. A UNICEF lembra a todos os detentores do poder para porem um fim a este abuso continuado das crianças nos protestos e manifestações políticas. Tais manifestações tendem a fugir do controlo e estar na primeira linha dos protestos, expõe estas crianças a ameaças de violência e a sofrimento.
Timor-Leste ratificou a Convenção dos Direitos das Crianças (CRC) em Dezembro de 2002, logo sete meses depois da restauração da sua independência. O Artigo 36 da Convenção declara que o Estado deve proteger a criança contra todas as formas de exploração que possam ter um impacto no bem-estar da criança.
“Apesar das aulas terem começado, muitas crianças ainda não regressaram à escola e muitas vezes são deixadas sem supervisão nos campos e comunidades durante o dia. Às crianças desta idade, deve ser dada orientação, protecção e educação e não permitir que sejam negligenciadas e exploradas. As crianças aprendem o que vêem – se os adultos não se comportam responsavelmente, estas crianças perpetuarão o ciclo de violência” disse Madhavi Ashok, UNICEF, responsável da Comunicação em Dili.
A UNICEF, juntamente com as ONG’s do Grupo de Trabalho da Protecção da Criança, apelou aos pais e aos encarregados da educação para supervisionarem as suas crianças e não as autorizarem a serem levadas dos campos por outras pessoas. Este trabalho será reforçado nas próximas semanas com o uso dos pontos focais da protecção infantil e a rede de ONG’s.
Esta nota saiu uma semana depois de um colaborador da UNICEF ter sido brutalmente atacado por uma multidão que incluía jovens e crianças.
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Malai Azul 2
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19:53
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Também temos admiradores...
Não conheço Malai Azul nem Margarida, mas tenho um enorme respeito por estas pessoas.
Só demonstram que são verdadeiros democrátras, doutra forma já teriam fechado este blog. pois entram aqui muita gentalha, do mais rasca que se tem visto.
Obrigada Malai e Margarida.Bem hajam, tenham santa paciencia.Pois é a unica forma de saber noticias de Timor, País que não conheço mas que apredi a respeitar e admirar.
***
É muito bom ver timorenses conscientes e amantes de sua terra e com fé no futuro!!! Muita força ao malai azul, que, assim como muitos outros malais, amam Timor e têm respeito por este povo e se sentem honrados por aqui estarem a participar deste momento histórico, posto que, mais uma vez, difícil.
***
Faço das tuas palavras minhas, embora não esteja a viver em Timor-Leste!
Foi sempre baseado no espírito da Democracia, da verdade e da Justica, que escrevi os meus comentários aqui neste Blog.
A verdade e a Justiça triunfará e espero o que escreveste não caia em ouvidos de burro!
Obrigado malai azul por se dedicar tanto a paz no meu pais. Quem quer que seja, e um malai amigo de Timor-Leste. Quem lhe insulta, só pode ser aliado do nosso inimigo " invisível".
Pode ter a certeza que tem muitos admiradores, os verdadeiros timorenses que não se vendem a quem quer que seja que ponha em causa a soberania deste pais.
O seu blog e lido por muitos timorenses espalhados pelo mundo fora e também pelos malais amigos.
Continue com o seu excelente trabalho. Será recompensado moralmente quando a verdade for dita.
-
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Malai Azul 2
à(s)
19:49
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Obrigado
Parabéns GNR! Nao liguem as "bocas" que mandam por ai. Vocês (Portugal, Australia, Malazia, Nova Zelandia) estao aqui porque o estado timorense vos pediu para virem ca e para manter a ordem neste pais. Forca e va em frente. Ninguém está acima da lei, seja ele quem for.
***
THANK YOU GNR!
GOD BLESS YOU
***
O povo de Timor-Leste não é esses bandidos e esses terroristas que querem espalhar o pânico com ameaças e chantagem. O povo quer a vossa ajuda para nos protegerem deles.
Eles são uma minoria de gente confusa e ignorante,
Obrigado GNR!
***
Voltei do distrito no dia depois da chegada da GNR. Se partirem nunca mais fico em Dili onde sempre vivi.
Obrigado pela coragem e esperança que dão.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
19:39
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Rebelde de Timor 'enfrenta a prisão' - Tradução da Margarida
news.com.au network
Fonte: AFP
De correspondentes em Dili
Julho 28, 2006
O líder rebelde de Timor-Leste Alfredo Reinado enfrenta pelo menos cinco anos na prisão depois de ter sido acusado com múltiplas ofensas criminais incluindo tentativa de homicídio, disse hoje o seu advogado.
Os Procuradores ontem acusaram o Major Reinado com ofensas incluindo tentativa de homicídio, desvio de equipamentos militares e roubo, disse o seu advogado Benevidos Barros.
"A punição pode ser superior a cinco anos devido às múltiplas acusações," disse o Sr Barros à AFP sem dar mais detalhes.
As tropas lideradas pelos Australianos na Terça-feira detiveram o Major Reinado e 20 outros indivíduos por terem na sua posse 9 pistolas alegadamente apanhadas onde estavam.
O Major Reinado conduziu um grupo rebelde de polícias militares para Maubisse, no sul Dili, no meio de um surto de violência em Maio.
A violência envolveu lutas entre facções rivais das forças de segurança e gangs étnicos.
O desassossego teve as suas origens no despedimento de cerca de 600 soldados em Março, que tinham desertado dos seus quartéis queixando-se de discriminação.
O presidente de Timor-Leste Xanana Gusmão defendeu o Major Reinado no passsado, dizendo que o líder rebelde levou os seus homens para aa montanhas para evitar conflitos.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
19:14
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Mas não pertencia a esse mesmo governo?! Tradução da Margarida
O Governo de Alkatiri é o culpado da violência
Business Day
Ramos-Horta diz ...
AFP
JAKARTA – O novo Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta disse que o governo do seu predecessor foi culpado por ter causado um conflito violento na pequena nação, de acordo com uma reportagem na Quarta-feira.
Ramos-Horta, disse ao Koran Tempo numa entrevista que o governo de Mari Alkatiri devia ter gerido melhor uma situação que resultou nalguns 600 soldados despedidos em Março por desertarem dos seus quartéis, queixando-se de discriminação.
"O facto é que o governo de Alkatiri geriu mal os soldados frustados e assim irrompeu o desassossego. Assim se alguém disser que o governo de Alkatiri não tem a culpa toda, é um disparate," é citado ter dito.
Rotulou como “disparates” as acusações de querer ficar com o cargo de Alkatiri. O Presidente Xanana Gusmão nomeou Ramos-Horta como primeiro-ministro no início do mês depois de Alkatiri ter saído no meio de intensa pressão.
Após o despedimento dos soldados, Dili caíu na violência em Maio, com confrontos entre facções rivais das forças de segurança e batalhas de gangs étnicos nas ruas.
Pelo menos 21 pessoas foram mortas e 150,000 outras deslocadas.
Alkatiri foi também embrulhado em alegações de ter autorizado um esquadrão de ataque armado para eliminar os seus rivais políticos e foi questionado como suspeito num caso em que o seu antigo ministro do interior enfrenta acusações criminais.
Ramos-Horta, um laureado do Nobel da paz, também disse que apesar de Alkatiri ter negado repetidamente as acusações, "há muitos que dizem que Alkatiri sabia da distribuição das armas."
Mas aconselhou as pessoas a esperar os resultados da investigação do caso por uma comissão internacional.
Ramos-Horta estava na sua primeira visita a Jakarta como primeiro-ministro na Terça-feira e encontrou-se com o Presidente Indonésio Susilo Bambang Yudhoyono. Não fez declarações depois das suas conversações.
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Malai Azul 2
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18:59
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Desmentido de mais um boato
De um leitor:
Boato ou não?
Parece que os deslocados instalados no jardim entre o porto e o Hotel Timor, é que apedrejaram os manifestantes apoiantes do Alfredo, em retaliação ao apedrejamento acontecido ontem à noite.
Corre o rumor de que parte destes individuos, com casa em Díli, não vão para os seus bairros devido a terem tido comportamentos impróprios com os seus vizinhos, inclusivé de terem ameaçado pessoas com armas que entretanto esconderam. Diz-se que se está a preparar uma acção para incendiar com coktails molotov toda aquela zona onde eles estão instalados.
Verdade ou não, as forças de segurança devem estar atentas.
Resposta:
Grande azar o dos lançadores de boatos! Presenciámos o ataque de hoje e não aconteceu nada como este leitor diz.
Apareceram em sentido contrário várias motas, carros e um camião à porta do campo, aos gritos e quando viram que a GNR vinha atrás, começaram a apredrejar o campo na fuga.
Testemunhámos que do campo ninguém foi na perseguição dos agressores.
E lembramos o leitor que:
terrorista
adj. e s. 2 gén.,
que ou pessoa que é partidária do terrorismo;
que espalha boatos alarmantes.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
18:43
3
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CEF condemns use of children in the front-line of demonstrations in Dili
De um leitor:
Aqui outro exemplo de terrorrismo.
MEDIA STATEMENT
UNICEF condemns use of children in the front-line of demonstrations in Dili
DILI, Timor-Leste 28 July 2006 – UNICEF is once again strongly condemning the manipulation of children after young children were seen participating in the front of a demonstration outside the Dili Police Station to call for the release of Alfredo Reinaldo Alves who was detained by international forces on Tuesday 25th July 2006.
Standing in the front line of the demonstration, these children held banners and signs alleging that the new government was no different from the old one.
UNICEF calls the leaders of the nation and also parents and the community to take immediate actions to stop this exploitation of children. UNICEF reminds all duty bearers to put a stop to this continued abuse of young children in protests and political demonstrations. Such demonstrations tend to get out of control and being in the frontline of protests, exposes children to the threat of violence and hurt.
Timor-Leste ratified the Convention on the Rights of the Child (CRC) in December 2002, just 7 months after the restoration of independence. Article 36 of the Convention states that the state shall protect the child against all forms of exploitation that could have an impact on the child’s welfare.
“Although school has started, many children are still not back to school and many times they are left unsupervised in the camps and communities during the day. Children, at this age, should be given guidance, protection and education and not be neglected and exploited. Children learn from what they see - if adults do not behave responsibly, these children will perpetuate the cycle of violence” said Madhavi Ashok, UNICEF Communication Officer in Dili.
UNICEF, together with the NGOs in the Child Protection Working Group, has called for parents and caregivers to supervise their children and not to allow them to be taken outside their camps by other people. This work will be strengthened in the coming weeks using the child protection focal points and the NGO networks.
This note comes just a week after a UNICEF-contracted worker was brutally attacked by a mob which included young people and children.
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Desmentido
Corre o boato de que um elemento da GNR foi ferido.
É absolutamente FALSO.
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Pela Lei e Pela Grei
Conferência de imprensa conjunta GNR/Forças Australianas
Estiveram presentes no QG da GNR em Caicoli, além dos oficiais da GNR, Major Paulo Soares e Capitão Gonçalo Carvalho, o General Slater e um oficial que fez a tradução para tétum.
O General Slater explicou à imprensa local, em detalhe, a situação da detenção e a apreensão das armas, o elogiou o trabalho não só da GNR mas também de todas as outras polícias. Referiu que a actuação foi feita de acordo com as leis vigentes no território e que ninguém esta acima da lei.
Disse que Alfredo Reinado sabia que não podia ter mais armas na sua posse, pois tinha terminado o prazo estabelecido.
O Capitão Gonçalo Carvalho disse que a apreensão feita pela GNR, do material na posse de Alfredo Reinado, foi de acordo com as leis vigentes em Timor-Leste e que ninguém deve constituir uma excepção dentro do quadro legal estabelecido pelo Estado da República Democrática de Timor-Leste. Salientou que a actuação da GNR é completamente imparcial e isenta, relativamente aos problemas políticos.
O oficial da GNR disse ainda que serão firmes na actuação contra todos aqueles que violarem as leis em vigor no território e que continuarão a desenvolver uma actividade normal, pautando a sua conduta, como sempre fizeram até ao momento, com profissionalismo, rigor e eficiência.
Explicou que não estão contra nem a favor de ninguém, que apenas procuram criar condições para que o povo timorense possa fazer a sua vida quotidiana com tranquilidade. E que trabalham com o intuito de contribuir para a estabilização da situação na cidade de Díli, para que todos os seus habitantes possam retomar a sua vida normal, dentro de um clima de ordem e segurança.
O Capitão Gonçalo Carvalho lembrou que a GNR em Portugal ou Timor-leste terá sempre como referência o seu lema que é “Pela Lei e Pela Grei”.
Servir o povo e defender a lei.
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GNR deteve 12 pessoas em manifestação ilegal pró-major Reinado
Díli, 28 Jul (Lusa) - A GNR deteve hoje em Díli 12 pessoas que se manifestaram ilegalmente para exigir a libertação do major Alfredo Reinado, e que se envolveram em distúrbios no centro da capital, disse à Lusa o comandante operacional dos militares portugueses.
Segundo o capitão Gonçalo Carvalho, os manifestantes arremessaram pedras contra um campo de refugiados, situado entre o porto de Díli e o Hotel Timor.
Estes foram os primeiros incidentes em que se registaram detenções desde que terça-feira passada o major Alfredo Reinado foi surpreendido na posse de um arsenal militar ilegal, composto por pistolas, milhares de munições, granadas, rádio e fardas.
O major Reinado foi posteriormente detido pelas autoridades.
Dezenas de pessoas começaram a concentrar-se quinta-feira defronte do Centro de Detenção, no bairro de Caicoli, para onde o major Alfredo Reinado foi conduzido para ser ouvido pelo Ministério Público devido à posse ilegal de armas, exigindo a sua libertação.
A concentração, ilegal porque não foi pedida previamente autorização ao Ministério do Interior, redundou hoje em actos de violência em vários pontos da cidade, com grupos de jovens a apedrejarem viaturas.
O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses, e encontra-se desde quinta- feira sob o regime de prisão preventiva devido à posse legal de armas.
Juntamente com Reinado mais 14 homens do seu grupo ficaram sob a medida de coacção de prisão preventiva.
Hoje ao princípio da tarde (hora local), à chegada a Díli, proveniente da Malásia, o primeiro-ministro José Ramos-Horta reafirmou o primado da lei sobre quem violar determinações, emanadas do chefe de Estado, governo e parlamento, que proíbem civis e grupos irregulares de andarem armados.
"Há uma determinação do chefe de Estado, do governo, do Paramento Nacional, de que nenhum elemento civil ou grupo irregular deve estar na posse de armas (...) Portanto, quaisquer elementos não autorizados estão obviamente a violar as decisões do Estado", disse.
Relativamente à realização de manifestações, o primeiro- ministro salientou que não serão autorizadas manifestações em locais não previstos na lei, designadamente a menos de 100 metros de edifícios do Estado ou embaixadas.
"Não há autorização para manifestações que possam perturbar a ordem pública. Se querem fazer uma manifestação, solicitem às autoridades competentes, como o Ministério do Interior, que designará o local e os termos em que qualquer manifestação possa ter lugar", acrescentou.
EL.
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Boa GNR!
Boa!
Os timorenses honestos estão com algum receio que a GNR não seja suficiente para o que parece que se avizinha.Mas estes beligerantes que andam a aterrorizar famílias, com dificuldades que se sacrificam para dar aos seus filhos um futuro melhor que aquele que eles tiveram, só têm de ser metidos na ordem.
Força GNR... contamos convosco (também não temos mais ninguém com quem contar)...
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Tropas da Austrália vão começar a abandonar o país-MNE
Sidney, Austrália, 28 Jul (Lusa) - As tropas australianas enviadas para Timor-Leste em Maio vão começar a retirar do país, escreve hoje o The Australia n.
O jornal refere que o ministro dos negócios estrangeiros australiano, A lexander Downer disse em Kuala Lumpur, na Malásia, ser a altura de começar a ret irar a força de 1.300 soldados enviados para Timor-Leste.
O anúncio da Austrália surge precisamente na altura em que o primeiro-m inistro de Timor-Leste, José Ramos-Horta pediu a criação de uma força de polícia internacional, com 800 homens, para manter a segurança no país durante os próxi mos cinco anos.
O ministro australiano revelou ter dito ao seu homólogo timorense que h avia a necessidade de Timor-Leste "começar a assumir a responsabilidade dos seus problemas internos".
O governo australiano tem vindo a ser pressionado para aumentar os efec tivos militares na força que se encontra no Afeganistão e poderá vir igualmente a integrar uma força de paz da ONU para o Líbano.
O ministro Alexander Downer considerou ainda que os efectivos australia nos enviados para Timor-Leste poderiam começar a sair do território "ao longo da s próximas semanas".
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GCS.
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Ramos Horta promises movement on Timor Sea deal
East Timor's Prime Minister Jose Ramos Horta says he will move within weeks to ratify a multi-billion dollar boundary deal with Australia on oil and gas reserves in the Timor Sea.
He says he will argue that East Timor's Parliament should approve the agreement, which was signed with Australia in January.
The Greater Sunrise field is one of the largest proven oil and gas reserves in the Asia-Pacific.
Dr Ramos Horta says Australia and East Timor agreed to a 50-50 split of revenue from the Timor Sea field.
"Timor Leste can not be in the habit of negotiating agreements, signing them, and then we change our mind and withhold ratification. So we will intend to do it," he said.
"I intend to bring it to Parliament and make a robust and a convincing argument in defence of this agreement."
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GNR procede a detenções
A GNR deteve em Colmera um grupo de jovens pro-Reinado que tinham agredido refugiados do campo em frente ao hotel Timor.
Bravo!
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Os de sempre
I paid symphaty when he left his barrack. He was hero when he turned in his weapons. But he became coward when he kept some weapons with him. Now his supporters are the loosers as there are no weapons backing them up on intimidating and fighting those innocents in the camps!
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Haja Lei!
De um leitor:
O prazo para entrega de todas as armas fora de controle das autoridades e forcas internacionais terminou na segunda-feira. Neste momento toda a gente que andar com armas por ai esta em situacao ilegal e deve ser preso, e isso inclui cowboys, militares desertores, policias desertores, militares expulsos, policias expulsos, civis a quem foram entregues armas, civis que encontraram armas abandonadas por policias em fuga, etc. O senhor Alfredo Reinaldo entregou ha uns tempos publicamente as armas que tinha mas afinal mantinha ainda um arsenal ilegal em casa e ja foi detido, o que mostra que alguma coisa comeca a funcionar novamente na seguranca em Timor. O senhor Rai-Loos tambem fez uma grande cerimonia para entregar as suas armas.
Espera-se que ja nao tenha nenhumas em seu poder - se as tiver ja nao merecera o novo nome com que Xanana o baptizou de "Lia-Loos" mas devera ser rebaptizado como "Lia-Bosok".
No jornal Diario de hoje (28 Jul) ha lideres juvenis como os senhores Apolinario dos Santos e o senhor Carmona Soares que ameacam queimar Dili inteira e assassinar pessoas se o senhor Alfredo Reinaldo nao for libertado. Ou seja, esses senhores assumem-se publicamente como chefes de grupos de criminosos piromanos e assassinos incendiarios. Espera-se que haja uma lei em Timor-Leste que permita prende-los enquanto estao na fase de anuncio e preparacao do crime que vao organizar com os seus cumplices. Ou sera que as forcas internacionais vao esperar para depois de eles terem concretizado os crimes que ameacam levar a cabo?
Os mesmos senhores pedem as forcas australianas e malaias para permanecerem nos seus quarteis, porque tem intencao de atacar a GNR. Ha alguma lei no codigo penal contra ameacas de ataques fisicos a agentes da autoridade?
Por fim, deixo um voto de louvor ao profissionalismo que a GNR continua a mostrar em Timor.
Nos, os timorenses nao-criminosos, agradecemos!
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Timor rebel 'faces jail'
news.com.au network
Source: AFP
From correspondents in Dili
July 28, 2006
EAST Timorese rebel leader Alfredo Reinado faces at least five years in jail after being charged with multiple criminal offences including attempted murder, his lawyer said today.
Prosecutors yesterday charged Major Reinado with offences including attempted murder, embezzlement of military outfits and theft, his lawyer Benevidos Barros said.
"The punishment could be more than five years due to the multiple counts," Mr Barros told AFP without giving further details.
Australian-led international peacekeepers on Tuesday detained MajorReinado and 20 other individuals for possessing nine hand guns allegedly seized at their location.
Major Reinado led a rebel group of military police to Maubisse, south of Dili, amid an outbreak of violence in May.
The violence involved fighting between rival security force factions and ethnic gangs.
The unrest had its origins in the March sacking of about 600 soldiers, who had deserted their barracks complaining of discrimination.
East Timor's president Xanana Gusmao has defended Major Reinado in the past, saying that the rebel leader had taken his men into the mountains to avoid conflict.
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De um leitor
Estamos a enfrentar uma verdadeita tactica de guerilha. Primeiro o Salsinha, depois em sequencia, o Alfredo, o Railos, o Tara, e agora o Marco.... Cada um no seu posto, exigindo em diferentes alturas. Qual sera o desfecho de tudo isto? Major Alfredo e um caso especial, diz o "ilustre" deputado (do PSD ou independente, nao sei bem). Sim, na verdade. Desertou com armas, manipulou os seus subditos, matou em Fatuahi, foi o primeiro a "entregar" armas e o primeiro a ser apanhado com a posse ilegal de armas...
Especialisssimo especialmente em crimes. Nao se assume responsavel pela destruicao dos bens publicos e privados e pela instabilidade do nosso pais? Quem e o nosso verdadeiro inimigo? E invisivel? Sera que alguns estao a utilizar a tecnica do "matan helik"? Cuidado! O feitico podera virar contra o feiticeiro. Viverei lutando para descobrir quem e o verdadeiro ininigo do meu povo. E esta a minha esperanca e e por isso que nao quero abandonar o meu Timor-Leste.
Quando tudo for desvendado, veremos quem de facto ama este povo e este pais .
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Os mesmos de sempre
Grupo de jovens da manifestação de apoio ao Reinado, de mota e camiões em sentido contrário, apedrejam campo de refugiados em frente ao Hotel Timor.
GNR foi no encaço deles e militares australianos ficaram a proteger o campo.
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Novamente manifestação em frente ao Centro de Detenção
Cerca de 100 pessoas em frente ao centro de detenção protestam contra a detenção de Alfredo Reinado.
Ameaçaram queimar Ministério da Saúde, que fica em frente, segundo testemunhas do Ministério.
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Mas não pertencia a esse mesmo governo?!
Alkatiri's govt to blame for violence
Business Day
Ramos-Horta says ...
AFP
JAKARTA – East Timor's new Prime Minister Jose Ramos-Horta has said the government of his predecessor was to blame for causing violent conflict in the tiny nation, according to a report on Wednesday.
Ramos-Horta, pictured, told the Koran Tempo in an interview that Mari Alkatiri's government should have better handled a situation that saw some 600 soldiers dismissed in March for deserting their barracks, complaining of discrimination.
"The fact is that the government of Alkatiri mishandled the frustrated soldiers so that the unrest erupted. So if anyone says that the government of Alkatiri was not fully guilty, that's nonsense," he was quoted as saying.
He labelled as "nonsense" accusations that he had wanted to take Alkatiri's position. President Xanana Gusmao appointed Ramos-Horta as prime minister earlier this month after Alkatiri stepped down amid intense pressure.
In the wake of the soldiers' sackings, Dili descended into violence in May, with clashes between rival factions of the security forces and ethnic gangs battling in the streets.
At least 21 people were killed and 150,000 others displaced.
Alkatiri has also been embroiled in allegations that he authorised an armed hit squad to eliminate his political rivals and has been questioned as a suspect in a case in which his former interior minister faces criminal charges.
Ramos-Horta, a Nobel peace laureate, also said that although Alkatiri has repeatedly denied the accusations, "there are many who said that Alkatiri knew of this weapon distribution."
But he cautioned that people should wait for the results of an investigation into the case by an international commission.
Ramos-Horta was on his first visit to Jakarta as premier on Tuesday and met with Indonesian President Susilo Bambang Yudhoyono. He made no comments after their talks.
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Os 'Four Corners' da ABC quebrou o Código de Conduta: ACMA - Tradução da Margarida
De um leitor sobre o programa da ABC:
O programa Four Corners da ABC quebrou o Código de Conduta da própria ABC numa história sobre silvicultura na Tasmânia.
A Autoridade Australiana de Comunicações e Media (ACMA) recebeu três queixas sobre o programa, que foi transmitido em Fevereiro de 2004.
A ACMA descobriu que o programa quebrou o Código da ABC ao falhar ter feito esforços razoáveis para assegurar que o programa fosse imparcial.
A ACMA também descobriu que a ABC falhou nos esforços razoáveis para assegurar que o conteúdo factual do programa fosse acurado.
Interessante, não foi este o mesmo programa que esteve na origem da exigencia, por parte do Presidente, da demissão de Alkatiri? é bom saber que se tomam decisões em factos..
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Novo PM de Timor-Leste: não há saída fácil - Tradução da Margarida
O vencedor do Prémio Nobel José Ramos Horta recebeu o posto de Primeiro-Ministro de Timor-Leste de Mari Alkatiri. Mesmo apesar de a mudança ter finalizado semanas de caos na jovem nação, Horta enfrenta um caminho difícil.
Por Loro Horta para IDSS (21/07/06)
Em 25 de Junho de 2006, o combative Primeiro-Ministro de Timor-Leste Mari Alkatiri anunciou a sua resignação no meio da pior crise da mais jovem nação do mundo desde a sua independência em 2002 que levou à morte de 38 pessoas e criou cerca de 150,000 deslocados.
Desde então, houve negociações frenéticas para a escolha de um novo primeiro-ministro. Depois de duas semanas, José Ramos Horta, o ministro dos estrangeiros do país e ultimamente também ministro da defesa, subiu a primeiro-ministro da nação com problemas. A sua nomeação foi largamente bem recebida pelos grupos mais influents de Timor-Leste tais como a Igreja Católica e também, mais significativamente, por muitos membros da Fretilin, o partido do governo que originalmente apoiava Alkatiri.
Liderará Ramos Horta sem resistência?
A reacção internacional a esta nomeação foi globalmente positiva. Alexander Downer, o ministro dos estrangeiros da Austrália, o mais próximo vizinho do sul de Timor, disse que Ramos Horta era "uma boa escolha e um amigo pessoal." Ao mesmo tempo que publicamente não comentava a nomeação os membros chave da, ASEAN tais como a Indonésia, Malásia e Tailândia pareciam felizes com a saída, como ficou demonstrado nos editoriais dos seus jornais. Assim parece que Ramos Horta tem todo o apoio doméstico e internacional que podia esperar.
Ou tem? O novo primeiro-ministro parece ser uma figura bem mais consensual do que Alkatiri. Ramos Horta tem sido também um aliado próximo do Presidente Xanana Gusmão que, é relatado, insistiu na sua nomeação. Ramos Horta também goza do apoio de personalidades da altamente influente Igreja Católica tais como os Bispos Belo e D. Basilio.
Contudo, a Fretilin mantém-se como o maior e mais organizado partido em Timor-Leste e Alkatiri mantém-se o seu secretário-geral. O governo corrente de gestão retém as suas funções até se realizarem eleições em Abril ou Maio do próximo ano.
As eleições serão dominadas pela Fretilin que tem dois dos seus membros como vice primeiro-ministros. Um deles é Estanislao da Silva, o ministro da agricultura e aliado próximo de Alkatiri que tem sido também um crítico duro de Ramos Horta no passado.
Quão eficaz será este governo de gestão e quão bem liderará Ramos Horta um governo que é dominado por membros da Fretilin, alguns dos quais têm tido muito fortes reservas sobre ele? E quando se realizarem finalmente as eleições o que é que fará Ramos Horta?
Concorrerá ele a PM e sob que circunstâncias assim o fará? Regressará ele à Fretilin como muitos dos seus membros querem ou ele e Gusmão formarão o seu próprio partido?
Uma coisa é certa - Alkatiri recuperou alguma da sua popularidade perdida ao resignar e evitar que milhares dos seus apoiantes continuassem o desassossego. Num modo responsável, ordenou-lhes que regressassem às suas casas e prometeu dedicar-se ao partido e ganhar as eleições do próximo ano.
O poder de Alkatiri continua
Alkatiri é um homem com notáveis qualidades organizacionais ao mesmo tempo que a sua arrogância e falta de sensibilidade lhe grangearam muitos inimigos, sem necessidade. Ninguém alguma vez questionou o seu nationalismo e patriotismo e apesar de algumas reportagens dos media dizerem o contrário, é um homem de grande integridade e honestidade.
Está também à frente da Fretilin, o partido que nas eleições regionais do ano passado aniquilou a oposição incompetente do país ao ganhar em todas as regiões do país, menos numa.
A menos que Ramos Horta regresse à Fretilin ou forme uma aliança com Xanana, ou forme um partido politico com o apoio tácito da Igreja Católica, Alkatiri pode mais uma vez regressar ao poder.
Será capaz de se re-eleger usando o poder da Fretilin para compensar a sua falta de apoio pessoal. Numa tal eventualidade, Timor-Leste poderá vir a enfrentar uma crise similar ou mesmo uma mais catastrófica.
Não devemos perder de vista que enquanto Alkatiri só por si não consegue ter o apoio que Ramos Horta tem, já para nem falar de Xanana Gusmão, tem ainda o controlo da maior força política da nação.
O seu poder ficou vivamente demonstrado quando foi capaz de mobilizar 10,000 apoiantes para marcharem em Dili no dia da resignação de Alkatiri. Isto aconteceu apesar da forte intimidação contra os membros do partido e do facto de nessa altura Alkatiri ter ficado crescentemente isolado no seio do seu próprio partido. Em contraste, os soldados rebeldes só conseguiram juntar uns meros 2,000 manifestantes.
Enquanto Alkatiri mantiver o controlo da Fretilin manterá uma força formidável.
Assim Ramos Horta terá de ponderar muito cuidadosamente o seu próximo movimento pois tem pela frente um opositor duro e valoroso, um opositor que apesar da sua relativa obscuridade conseguiu lutar contra forças poderosas tanto internamente como externamente.
Alkatiri é um sobrevivente, um descendente das orgulhosas tribos nómadas do Sul do Yemen - um homem que não deve ser subestimado.
O problema acrescido do novo primeiro-ministro
Contudo, Alkatiri pode não ser o único problema de Ramos Horta. Na verdade, o seu problema real podem ser as dúzias de grupos que se juntaram para opor Alkatiri.
Eles agrupam-se em soldados rebeldes, oficiais de polícia desertores, antigas milícias pró-Indonésia, políticos oportunistas e gangs organizados. Muitos destes grupos, ao mesmo tempo que reclamam estar a lutar pelo Presidente Gusmão, têm as suas próprias agendas duvidosas. Isto ficou demonstrado com clareza quando o rebelde Major Tilman deu a Gusmão um ultimato para dissolver o parlamente e convocar novas eleições ou "enfrentar a fúria dos Timorenses."
A maneira irresponsável como os líderes rebeldes usaram e abusaram das divisões regionais e étnicas para lançarem a sua causa, criando um divisor étnico que nunca existira antes, levanta questões sérias sobre a credibilidade desses grupos. Pois o Major Tilman pode estar simplesmente a fazer bluff, é altamente improvável que tenha qualquer chance para desafiar a coligação ponderosa do Presidente Gusmão, Horta e a Igreja que tem o apoio da comunidade internacional.
Pessoas como Tilman e outros candidatos que são quesilentos senhores da guerra têm o potencial para provocar futuros desassossegos se não forem postos na ordem. Os mesmos grupos que ajudaram a provocar o colapso de Alkatiri têm uma capacidade igual para minar severamente a estabilidade do país seja quem for o primeiro-ministro.
O Ramos Horta de 57 anos, um vencedor do Prémio Nobel da Paz e a voz da nação no exterior durante três décadas, precisará de toda a ajuda para dirigir a sua nação com problemas nos tempos difíceis vindouros.
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Reprinted with permission from IDSS. Copyright (c) 2006 Institute of Defence and Strategic Studies, Nanyang Technological University, Blk S4, Level B4, Nanyang Avenue, Singapore 639798. The views and opinions expressed herein are those of the author only, not the International Relations and Security Network (ISN).
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02:28
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De um leitor sobre ABC
ABC ONLINE ABC's 'Four Corners' breached code of practice: ACMA
The ABC's Four Corners program has been found to have breached the ABC's own Code of Practice over a story about forestry in Tasmania.
The Australian Communications and Media Authority (ACMA) received three complaints about the program, which aired in February 2004.
The ACMA has found the program breached the ABC's code by failing to make every reasonable effort to ensure the program was impartial.
The ACMA also found the ABC failed to make every reasonable effort to ensure the program's factual content was accurate.
Interessante, não foi este o mesmo programa que esteve na origem da exigencia, por parte do Presidente, da demissão de Alkatiri? é bom saber que se tomam decisões em factos..
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02:23
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As opiniões sobre Alfredo Reinado
Se está em Timor-Leste certamente que leu ou ouviu as seguintes opiniões sobre o Alfredo e sus muchachos que eu encontrei no site da Unotil (que traduzi) e cujo link deixo no fim, e que aqui coloco para refrescar memórias:.
Daily Media Review
Sábado & Segunda-feira, 13-15 Maio 2006
Presidente Xanana Gusmão: “O Major Alfredo partiu para acalmar a situação”
O Presidente Xanana Gusmão reiterou que o Major Alfredo e os seus elementos saíram do Quartel-General Militar das F-FDTL para assegurar a segurança da população em Aileu e para acalmar a situação. Gusmão disse que Alfredo continua sob a liderança do Brigadeiro General Taur Matan Ruak mas sente que não é ainda apropriado para eles regressarem a Dili. O Presidente falou aos media a seguir a um encontro com Alfredo Reinaldo na sua residência em Balibar
Foi relatado que o Major Alfredo disse que está preparado para se encontrar com o Brigadeiro General Taur Matan Ruak para o informar acerca da sua decisão de ir para Aileu seguindo procedimentos militares (as per military procedures). Diz que ainda reconhece Ruak como Brigadeiro General das F-FDTL e gostaria de ter com ele um diálogo para reconhecer a autoridade do Presidente como Comandante Supremo das forças armadas e que está preparado para ir para qualquer sítio a pedido do Presidente.
Entretanto, foi relatado que o Brigadeiro General Taur Matan Ruak disse que o comportamento do Major Alfredo Reinaldo é considerado ter sido pior do que o dos peticionários. Falando durante o programa da RTTL, “Interactive”, Taur disse que a sua maior preocupação hoje em dia não vem dos 591 peticionários mas do grupo do Major Alfredo que recentemente abandonou o Quartel General das forças armadas. “ Gostaria de informar o público, que ele [Alfredo] deixou a cidade sem autorização e conhecimento do comando,” disse o chefe das F-FDTL. Acrescentou que a deserção dos peticionários sem armas já é considerada critica, quanto mais a dos completamente armados. O Brigadeiro General disse que está a fazer um esforço para falar com Reinaldo e ordenar-lhe que não use as armas que tirou e que as devolva à instituição F-FDTL. (DN, TP, STL)
http://www.unotil.org/UNMISETWebSite.nsf/cce478c23e97627349256f0a003ee127/0fe32122214065a24925716f003b8c40?OpenDocument
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Major Reinado vai voltar hoje a ser interrogado em tribunal
Transcrito, pela Margarida, do DN por não estar on-line:
Armando Rafael, DN, 27/07/06
O major Alfredo Reinado vai voltar hoje a ser ouvido pelas autoridades judiciais timorenses depois de ter sido detido na terça-feira, em Dili, onde o antigo comandante da Polícia Militar (PM) e duas dezenas de pessoas que o acompanham foram surpreendidos pela GNR na posse de várias armas e de muitas munições.
Colocado sob custódia das autoridades militares e policiais australianas, Alfredo Reinado, que se revoltou contra o governo de Mari Alkatiri na sequência das manifestações que ocorreram no final de Abril, foi transferido para o centro de detenção criado no bairro de Calcoli, tendo sido ontem apresentado em tribunal.
Nos termos da lei timorense, o Ministério Público tem 72 horas para decidir se apresenta ou não uma acusação formal.
Só que a primeira audiência deste processo foi suspensa pouco depois de Reinado ter sido apresentado, uma vez que o antigo comandante da PM requereu a presença dos seus advogados.
Razão pela qual a audiência foi adiada para hoje, tendo a Lusa apurado, entretanto, que, neste momento, existirá já um grupo de oito advogados que estará a preparar a defesa de Alfredo Reinado e das 21 pessoas que foram detidas na mesma ocasião, no interior de três casas situadas em frente ao quartel-general das forças australianas em Timor-Leste.
Sem que se tenha percebido que Alfredo Reinado, sob quem pendia um mandato de captura, vai ou não ser formalmente acusado, desconhecendo-se igualmente se ele irá ser apenas processado por posse ilegítima de armas ou se o Ministério Público tenciona responsabilizá-lo pela morte de um soldado no auge da crise que se verificou no país.
A avaliar pelas declarações que o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, ontem proferiu em Dili, tudo indica que o ex-comandante da PM só deverá ser ouvido no âmbito da posse ilegal de armas e munições, o que não permitiria mantê-lo em prisão preventiva.
Evitando igualmente que se levantassem muitas perguntas em torno da protecção que lhe foi concedida pelo Presidente Xanana Gusmão ao longo destas semanas de crise que o país viveu.
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Acalmou
Foi queimada uma casa entre o Obrigado Baraks e Vila Verde e o campo de refugiados em frente ao Hotel Timor foi apredrejado.
A cidade está deserta.
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Major Alfredo Reinado fica em prisão preventiva
Díli, 27 Jul (Lusa) - O major Alfredo Reinado, surpreendido terça-feira com armas ilegais e ouvido hoje pelo Ministério Público, viu-lhe ser aplicada a medida de coacção de prisão preventiva, disse à Agência Lusa fonte judicial.
A audição de Alfredo Reinado, oficial rebelde que abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses, "correu muito mal", acrescentou a fonte, que pediu para não ser identificada.
"Quando lhe foi comunicada a medida de coacção (prisão preventiva) Alfredo Reinado desatou aos insultos e os militares australianos tiveram de ser reforçados para o transportar para a cela", adiantou a fonte contactada pela Lusa.
A prisão preventiva foi aplicada ao major Alfredo Reinado e a mais 14 dos homens do seu grupo, surpreendidos terça-feira pela GNR, no decurso de uma operação policial, na posse de um arsenal militar, incluindo designadamente pistolas, milhares de munições, granadas, rádios, armas brancas e farda militares.
O major Alfredo Reinado foi ouvido pelo Ministério Público por ter violado a disposição legal, em vigor a partir das 14 horas da passada segunda-feira, segundo a qual qualquer timorense que fosse apanhada com armas seria detido.
As três casas em que Reinado e elementos do seu grupo foram surpreendidos com munições, armas e outros artigos militares, duas das quais tinham sido ocupadas, distam apenas 10 metros do Quartel-General das forças militares australianas estacionadas em Timor-Leste.
EL.
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quinta-feira, julho 27, 2006
Terrorismo
terrorismo
s. m.,
sistema de governar pelo terror e com medidas violentas;
actos de violência praticados contra um governo, uma classe ou mesmo contra a população anónima, como forma de pressão visando determinado objectivo;
forma violenta de luta política com que se intimida o adversário;
modo de impor a vontade por meio da violência e do terror.
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Chantagem
De um Leitor:
é assim, quando se cede à chantagem de criminosos uma vez, eles ja não largam. Vão usar sempre a mesma estratégia sempre que queiram ver realizada qualquer exigência, mesmo que esta seja ilegal.
O poder politico esta refém desses senhores, vamos ver se as coisas se aguentam até às eleições.
Isto so pode estar a acontecer porque os criminosos têm o apoio de gente muito poderosa. O sr. presidente e o sr. PM que tenham a coragem de os desmascarar, se é que têm alguma consideração e querem zelar pela segurança do seu povo. é muito triste
JA
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Começou outra vez a chantagem
Os mesmos de sempre voltam à rua para incendiarem e causarem o pânico na população. Foram já incendiadas e apedrejadas casas em Comoro e em Delta 3, contra Lorosaes.
Os manifestantes de hoje, cerca de 100, em frente ao Centro de Detenção exigiram a libertação de Alfredo Reinado.
Está a ser organizada uma manifestação para amanhã, contra a detenção de Alfredo Reinado.
E agora, Senhor Presidente?
Se não pararem, ameaça demitir-se? Pelo povo martirizado?
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Matan Ruak disponível para responder a MP sobre morte polícias
Díli, 27 Jul (Lusa) - O brigadeiro-general Taur Matan Ruak informou qua rta-feira o Ministério Público timorense de que está disponível para declarações no âmbito do processo relacionado com a morte de 10 polícias, após o inquérito militar em curso, disse hoje à Lusa fonte militar.
Fontes contactadas pela Lusa, judicial e militar, coincidiram que aquel e oficial, comandante das forças armadas de Timor-Leste, recebeu cinco perguntas do Ministério Público no âmbito do processo relacionado com os acontecimentos d o passado dia 25 de Maio, em plena crise político-militar, quando militares abri ram fogo sobre uma coluna de dezenas de polícias, desarmados, que estavam acompa nhados de oficiais e polícias das Nações Unidas.
Na ocasião, 10 polícias morreram e outras 28 pessoas ficaram feridas, e ntre as quais dois polícias da ONU, um filipino e um paquistanês.
O Ministério Público facultou ao brigadeiro-general Taur Matan Ruak a p ossibilidade de responder por escrito, tendo este oficial retorquido, por escrit o, que está a decorrer um inquérito interno a nível das forças armadas timorense s, e que depois responderá às cinco questões colocadas.
Os contornos violentos da crise em Timor-Leste começaram em finais de A bril e prolongaram-se pelos meses de Maio e Junho, com um saldo de cerca de 30 m ortos, dezenas de feridos e cerca de 150 mil deslocados em campos de acolhimento distribuídos pelo país.
A fonte judicial contactada pela Lusa salientou que o Ministério Públic o "abriu vários processos, relacionados com os actos de violência registados ent re o dia 28 de Abril e o dia 25 de Maio".
Dias depois do tiroteio, em declarações à Lusa, o coronel português Fer nando Reis, destacado em Timor-Leste, em missão da ONU, disse que na origem do c aso esteve o "descontrolo de um militar".
O militar português, conselheiro especial que chefia o Grupo de Treino Militar e Aconselhamento (MTAG), esteve no centro das operações de rendição daqu eles polícias, tendo liderado a coluna apeada que estava a ser transferida para as instalações da ONU em Díli.
Em contacto telefónico feito pela Lusa em Maio, a partir de Lisboa, Fer nando Reis assegurou que o derramamento de sangue teve como causa "o descontrolo de um militar, logo seguido de mais dois", que se cruzaram com a coluna e abrir am fogo.
Fernando Reis explicou que "ninguém mandou desarmar ninguém, os polícia s desarmaram-se livremente. Foram eles que mandaram uma mensagem à UNOPOL (força de polícia das Nações Unidas em Timor-Leste) a dizer que queriam render-se, por que não conseguiam contactar o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, comandante da s forças armadas timorenses, F-FDTL".
Uma vez que "havia cinco polícias da UNOPOL naquele comando e para evit ar mais mortes e conseguir parar o tiroteio" o coronel Fernando Reis afirmou que expôs "a situação, que já era militar" a Sukehiro Hasegawa, o chefe da missão d a ONU em Timor-Leste.
Depois de ter falado também com o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, F ernando Reis deslocou-se "com dois militares do MTAG" ao comando da polícia, ond e estabeleceu diálogo com o oficial da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).
"Perguntei se sempre queriam render-se", disse Fernando Reis à Lusa. "E expus as condições: quem se quer render, deixa a arma num carro que trouxemos e tem de vir comigo. Quem não quiser entregar a arma, fica cá e sujeita-se".
O militar português referiu que, entretanto, "chegaram colegas da UNOPO L e mesmo os mais renitentes seguiram o conselho. Foi tudo voluntário. A UNOPOL não obrigou ninguém a render-se".
Foi organizada uma coluna apeada, que seguiria atrás do militar portugu ês até às instalações da ONU em Díli.
"Eram cerca de 80 homens, formados a três e, aos lados coloquei viatura s para proteger de qualquer incidente", relatou Fernando Reis.
A coluna deparou-se, num cruzamento, "com três ou quatro militares" e, segundo Fernando Reis, elementos da UNOPOL e do MTAG adiantaram-se para lhes ped irem que se afastassem.
Foi aí que "um deles perdeu o controlo e atirou em alguém e isso foi um momento crítico". Em vão, tinha Fernando Reis pedido que "não corressem e não r espondessem a provocações". De seguida, "outros dois soldados abriram fogo".
Fernando Reis disse ter ido no encalço dos três soldados que haviam dis parado e levou-os ao quartel onde se encontrava Matan Ruak.
O comandante das forças armadas timorenses "pediu desculpa, mandou cham ar os três militares" e, à frente do coronel português, anunciou-lhes que iriam "ser punidos".
"Acredito no general Matan Ruak, que é um homem de honra e de palavra", comentou Fernando Reis, que pela própria narrativa dos factos, considerou que " não faz sentido nenhum dizer que o episódio teve alguma intervenção política".
"Incidente lamentável", assim classificou Fernando Reis o episódio, "de vido ao descontrolo de um militar. Não houve ninguém a dizer àquele louco para a brir fogo. Foi uma situação imprevisível, de alguém que, na altura, se descontro lou".
A Lusa contactou quarta-feira o brigadeiro-general Taur Matan Ruak a qu em solicitou um comentário sobre a iniciativa do Ministério Público.
"Não faço comentários à imprensa", foi a resposta do oficial timorense.
OM/EL.
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País precisa de 800 polícias internacionais, diz Ramos-Horta
Kuala Lumpur, 27 Jul (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, José Ramos -Horta, disse hoje que Timor-Leste precisa de 800 polícias internacionais para g arantir a segurança do país.
Ramos-Horta, que está na Malásia para participar na conferência sobre s egurança dos países da Ásia-Pacífico, disse em conferência de imprensa que confi a que as Nações Unidas disponibilizem rapidamente essa força internacional, com uma missão de dois anos.
"Vai ser necessário muito tempo para reorganizar a nossa polícia", afir mou Ramos-Horta, instando a comunidade internacional a permanecer no país o máxi mo possível de tempo.
O primeiro-ministro precisou que a força policial precisará de ser refo rçada com um contingente militar de "capacetes azuis" para prevenir eventuais ca sos de violência como o ocorrido em Maio passado.
"O Conselho de Segurança das Nações Unidas aprovou o envio da força pol icial, mas deve decidir ainda se envia uma força militar permanente", explicou R amos-Horta.
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, Alexander Downer, ta mbém presente na conferência de imprensa, considerou que o número sugerido de 80 0 polícias era excessivo, e admitiu que a Austrália poderia participar com efect ivos nessa força.
Ramos-Horta é um dos participantes na conferência sobre segurança dos p aíses da região Ásia-Pacífico, que se realiza sexta-feira na capital da Malásia.
A conferência segue-se à reunião anual da Associação das Nações do Sude ste Asiático (ASEAN), na qual Timor-Leste quer ingressar formalmente nos próximo s cinco anos.
FP.
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Timor Leste Picking Up The Pieces
July 27, 2006 11:23 AM
Bermana
By Kristy Inus and Sharifah Nur Shahrizad
KUALA LUMPUR, July 27 (Bernama) -- While it is on the road to recovery, Timor Leste, which suffered sectoral clashes that ended up changing its political leadership, is still nursing the wounds from the conflict.
The clashes in April were triggered by the sacking of 600 soldiers who had complained of discrimination in the army, citing their originating from the western part of the country as the cause. The ensuing clashes resulted in Dr Jose Ramos-Horta replacing Mari Alkatiri as Prime Minister earlier this month.
Ramos-Horta, who is visiting Malaysia, said that those who had been displaced and had fled their homes, were now returning.
However, a number of them are still frightened and traumatised by the bloody clashes.
To cope with the situation, he said the government had initiated mediation dialogues and the distribution of brochures to regain the confidence of the people to return to their homes.
"We are also starting the process of strengthening security in the city and in the neighbourhoods, so that people feel more confident to return to their homes.
"These are our own efforts to heal the wounds of our people, although it will take a long time," he told Bernama in an interview.
Ramos-Horta who is here on a brief working visit, said that life in Dili was returning to normal with shops, schools and public services re-opened.
Some services were never closed during the crisis, he said, adding that hospitals, the airport, port, customs and immigration services had remained open throughout the period.
"Schools outside the capital also stayed open as the crisis was mainly in Dili.
"The current situation is very much stabilised and peaceful," he said, adding that there had been no incidents of violence the past several weeks.
He, however, noted that this would not have been possible without the swift intervention of friendly countries like Malaysia, Australia, New Zealand and Portugal, which sent their peacekeeping troops and humanitarian assistance.
"So, my primary reason to come here is to thank Malaysia and the other countries for their great support," Ramos-Horta said.
He said Malaysia had made significant contributions to United Nations efforts to stabilise Timor Leste, including in the latest unrest in May that led to the change in leadership.
"We are very proud with the response (during the crisis) where within days, Malaysia's armed forces landed in East Timor and had since contributed significantly to end the violence in the streets of Dili," he added.
Ramos-Horta expressed hope that Malaysia would continue to serve under the UN Security Council, which is planning to set up a new mission to Timor Leste soon.
On Timor Leste's application to join Asean, he said his country was determined to join the regional association as it would be in its best interest. Asean members had given their consensus to welcome the country into the grouping but with several conditions tied.
"We have already established an inter-ministerial task force in my country. We will expand it so that we begin serious preparations to join Asean a few years from now when we are ready."
He said prior to the application, Timor Leste had already taken steps to establish bilateral ties with all the 10 Asean member countries.
"We have embassies now in Jakarta and Kuala Lumpur and soon we will have one in Bangkok and another in Manila. We will increase (the number) further."
At the same time, he said, the country would continue consultations on a wide range of issues regionally and internationally, to illustrate its firm commitment towards integration in the region.
--BERNAMA
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O que os militares australianos escondem
1. Reinado estava sob a guarda/escolta dos militares australianos.
2. A casa onde foram encontrados pela GNR além das armas, granadas e munições, também tinha rações de combate da tropa australiana. Foi a GNR que fez a apreensão das armas. Os militares australianos só fizeram a detenção ao fim do dia, quando já não era possível esconder o incidente.
3. Alfredo Reinado repetiu diversas vezes que foram os militares australianos que o levaram para aquelas casas, que lhe foram entregues pelo PR Xanana.
4. O Procurador Mota Carmo pediu várias vezes, no último mês, ao comando australiano para o ajudarem na detenção de Reinado e do seu grupo, o que foi sempre recusado.
5. É impossível que os militares australianos não soubessem da existência de tanto material de guerra, pois acompanhavam sempre os rebeldes.
6. Reinado gabou-se das armas que tem, dizendo à frente de várias testemunhas, naquela casa, que tem 300 escondidas em Díli e mais 600 fora de Díli.
7. As três casas ficam na rua da entrada principal do heliporto em Díli, do outro lado da rua, a cerca de 10 metros. Todas as entradas e saídas daquelas casas foram sempre controladas pelos militares australianos.
8. O comando australiano tenta salvar a face anunciando de forma vergonhosa, que os "peacekepers" fizeram a detenção sem referirem uma única fez que só aconteceu porque a GNR tomou conta da ocorrência, não procedendo à detenção de Reinado e do seu grupo por ordens directas do PR. No fim do dia, um comando australiano chegou à casa e procedeu à detenção.
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Após GNR ter descoberto arsenal Reinado detido por posse ilegal de armas
CM
2006-07-27 - 00:00:00
Antonio Dasiparu, Epa
A GNR mostrou à Imprensa o arsenal apreendido
O major Alfredo Reinado, surpreendido na terça-feira com material de guerra ilegal, está detido, juntamente com 20 homens do seu grupo, no Centro de Detenção das forças militares e policiais internacionais, no bairro de Caicoli. Ontem, começou a ser ouvido pelo Ministério Público, mas a audição acabou por ser suspensa após ter solicitado a presença dos advogados.
A prisão de Reinado foi decretada após elementos da Guarda Nacional Republicana (GNR) terem encontrado em três habitações, milhares de munições de espingardas e pistolas, granadas, rádios e diverso equipamento militar um dia após ter terminado o prazo estabelecido pelo governo para a entrega de armas. Refira-se que GNR fez a descoberta do arsenal após um português, a quem pertence uma das habitações, ter denunciado que lhe tinham ocupado a casa. Segundo alegou Reinado, uma das habitações – não se sabe se a do português – fora-lhe atribuída pelo presidente Xanana Gusmão.
O comandante operacional da GNR, capitão Gonçalo Carvalho, apresentou ontem à Imprensa a totalidade do arsenal que estava na posse do major Reinado.
Um grupo de oito advogados está a preparar a defesa do oficial que no início de Maio abandonou a cadeia de comando das Forças Armadas timorenses, tendo sido um dos principais protagonistas da crise político-militar ao exigir a demissão de Mari Alkatiri. Recorde-se que Reinado foi o primeiro a devolver as armas no âmbito do processo de desarmamento. Fontes judiciais adiantaram que o major e os seus homens pediram para ser ouvidos hoje.
Além de Reinado, será igualmente ouvido pelo Ministério Público timorense o brigadeiro-general Taur Matan Ruak num processo relacionado com a morte de 10 polícias em 25 de Maio.
A crise político-militar levou a que Díli pedisse a ajuda de tropas estrangeiras, nomeadamente à GNR, para garantir a segurança em Timor. Ontem, Alexander Downer, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália, que tem o maior contigente militar em Timor, anunciou até ao final do ano o número de tropas vai ser reduzido. Camberra ainda não decidiu se vai destacar polícias no âmbito do mandato da ONU.
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Manifestação em frente ao Centro de Detenção
Encontram-se cerca de 100 jovens em frente ao centro de detenção australiano, em frente ao Palácio das Cinzas, onde se encontra detido Reinado, numa manifestação de apoio a Reinado. As forças australianas encontram-se no local.
Aceitam-se apostas de quem organizou estes rapazes hoje...
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East Timor's new PM: no easy way out
Nobel Prize winner Jose Ramos Horta has taken over East Timor's prime minister post from Mari Alkatiri. Even though the move ended weeks of riots in the fledgling nation, Horta faces a hard road ahead.
By Loro Horta for IDSS (21/07/06)
On 25 June 2006, East Timor's embattled Prime Minister Mari Alkatiri announced his resignation amid the worst crisis for the world's youngest nation since its independence in 2002 which led to the deaths of 38 people and created nearly 150,000 internal refugees.
Since then, frenetic negotiations were undertaken for the choice of a new prime minister. After two weeks, Jose Ramos Horta, the country's foreign minister and later also defense minister, took over as prime minister of the troubled nation. His nomination was widely welcomed by East Timor's most influential groups such as the Catholic Church and also, more significantly, by many members of Fretilin, the ruling party which originally supported Alkatiri.
Will Ramos Horta lead without resistance?
The international reaction to his nomination was generally positive. Alexander Downer, the foreign minister of Australia, Timor's immediate neighbour to the south, called Ramos Horta "a good choice and a personal friend." While not publicly commenting on the nomination, ASEAN's key members such as Indonesia, Malaysia and Thailand seemed happy with the outcome, as demonstrated in the editorials of their newspapers. So it seems that Ramos Horta has all the domestic and international support that he could hope for.
Or has he? The new premier seems to be a far more consensual figure than Alkatiri. Ramos Horta has also long been a close ally of President Xanana Gusmao who is reported to have insisted on his nomination. Ramos Horta also enjoys the support of senior figures in the highly influential Catholic Church such as Bishop Belo and Bishop Don Basilio.
However, Fretilin remains the largest and most-organized party in East Timor and Alkatiri remains its secretary general. The current caretaker government will retain its functions until new elections are held in April or May next year.
The elections will be dominated by Fretilin which has two of its members as vice prime ministers. One of them is Estanislao da Silva, the minister for agriculture and close ally of Alkatiri who has also been a harsh critic of Ramos Horta in the past.
How effective will this caretaker government be and how well will Ramos Horta lead a government that is dominated by Fretilin members, some of whom have had very strong reservations towards him? And when elections are finally called, what would Ramos Horta do?
Will he run for PM and under what circumstances will he do so? Will he return to Fretilin as many of its members want, or will he and Gusmao form their own party?
One thing is certain - Alkatiri has recovered some of his lost popularity by resigning and preventing thousands of his supporters from continuing the unrest. In a responsible manner, he ordered them to return to their homes and promised to dedicate himself to the party and win next year's elections.
Alkatiri's continuing power
Alkatiri is a man of remarkable organizational skills while his arrogance and lack of sensitivity earned him a lot of unnecessary enemies. No one has ever questioned his nationalism and patriotism and despite some media reports to the contrary, he is a man of great integrity and honesty.
He is also still in charge of Fretilin, the party that in last year's regional elections annihilated the country's incompetent opposition by winning in every but one of the 32 regions.
Unless Ramos Horta returns to Fretilin or forms an alliance with Xanana, or forms a political party with the tacit support of the Catholic Church, Alkatiri may once again be able to return to power.
He will be able to get himself re-elected by using the power of Fretilin to compensate for his personal lack of support. In such an eventuality, East Timor may well face a similar crisis or perhaps a more catastrophic one.
One must keep in mind that while Alkatiri on his own cannot match the support that Ramos Horta has, let alone Xanana Gusmao, he is still in control of the nation's major political force.
Its power was vividly illustrated when it was able to mobilize some 10,000 supporters to march on Dili on the day of Alkatiri's resignation. This despite strong intimidation against party members and the fact that by this time Alkatiri had become increasingly isolated within his own party. In contrast, the rebel soldiers could only gather a mere 2,000 protesters.
As long as Alkatiri remains in control of Fretilin he will remain a formidable force.
So Ramos Horta will have to ponder very carefully his next move for he has a shrewd and worthy opponent to reckon with, one who despite his relative obscurity has managed to struggle on against far powerful forces both internally and externally.
Alkatiri is a survivor, a descendant of the fierce nomadic tribes of Southern Yemen - a man who should not be underestimated.
New premier's added problem
However, Alkatiri may not be Ramos Horta's only problem. Indeed, his real problem may turn out to be the dozens of groups that came together to oppose Alkatiri.
They range from rebel soldiers, disgruntled police officers, former pro-Indonesian militias, opportunistic politicians and organized gangs. Many of these groups, while claiming to be fighting for President Gusmao, have their own dubious agendas. This was clearly demonstrated when rebel Major Tilman gave Gusmao an ultimatum to dissolve parliament and call new elections or "face the fury of the Timorese people."
The irresponsible way in which the rebel leaders used and abused the regional and ethnic divisions to further their cause, creating an ethnic divide that never existed before, raises serious questions about the credibility of these groups. While Major Tilman may just be bluffing, it is highly unlikely that he has any chance to challenge the powerful coalition made up of President Gusmao, Horta and the Church which has the blessing of the international community.
People like Tilman and other candidates who are petty warlords have the potential to cause further unrest if they are not properly dealt with. The same groups that helped to bring about the collapse of Alkatiri have an equal capability to severely undermine the country's stability regardless of who is the prime minister.
The 57-year-old Ramos Horta, a Noble Peace Prize winner and the nation's voice abroad for three decades, will need all the help he can to steer his troubled nation in the difficult times ahead.
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Reprinted with permission from IDSS. Copyright (c) 2006 Institute of Defence and Strategic Studies, Nanyang Technological University, Blk S4, Level B4, Nanyang Avenue, Singapore 639798. The views and opinions expressed herein are those of the author only, not the International Relations and Security Network (ISN).
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Manipulação australiana - Tradução da Margarida
BBC News
26 Julho 2006, 06:03 GMT 07:03 UK
Líder rebelde de Timor-Leste detido
Alfredo Reinado foi o primeiro líder rebelde a entregar armas.
Um dos líderes duma rebelião das forças de segurança de Timor-Leste foi detido pelas tropas Australianas.
O Major Alfredo Reinado, o primeiro líder rebelde a entregar as armas quando as tensões assentavam em Junho, foi uma das mais de 20 pessoas a serem detidas.
As tropas Australianas disseram que os homens detidos foram encontrados com armas ilegais, depois de ter passado a data limite para a entrega das armas.
A violência em Maio deixou 21 pessoas mortas e forçou milhares a fugir das suas casas.
Também levou à resignação de Mari Alkatiri como primeiro-ministro, e à sua substituição pelo laureado do Nobel da paz José Ramos Horta, que ficará no posto até às eleições previstas em Maio do próximo ano.
Um porta-voz das tropas Australianas, Major James Baker, disse aos repórteres que as tropas Australianas detiveram os suspeitos durante a noite em conexão com nove pistolas.
"Estes indivíduos foram detidos e serão levados ao tribunal," disse, de acordo com a agência AFP.
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Peoples’s Daily Online
Líder rebelde de Timor-Leste preso
O líder rebelde de Timor-Leste Alfredo Reinado foi preso por ofensas relacionadas com armas, a Força de Defesa Australiana (ADF) anunciou na Quarta-feira.
Soldados Australianos detiveram Reinado e 20 outros numa casa em iTimor-Leste capital de Dili durante a noite, disse o porta-voz da ADF Gus Gilmore.
Nove pistolas e uma quantidade significativa de munições também foram apreendidas.
Os detidos tinham alegadamente em seu poder armas sem autorização no seguimento da conclusão duma amnistia às armas na Segunda-feira, disse o porta-voz.
"O Major Reinado e os detidos com eles ficarão agora ao cuidado das autoridades Timorenses," disse.
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News24.com
Chefe dos rebeldes de Timor-Leste detido
26/07/2006 08:33 - (SA)
Canberra – Um líder das forças de segurança rebeldes em Timor-Leste foi detido por possessão ilegal de armas, disse um oficial Australiano na Quarta-feira.
O Major Alfredo Reinado, que liderava um grupo de rebeldes que incluia soldados despedidos das forças armadas pelo antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri em Março, foi preso com um grupo de 21 pessoas por soldados Australianos na Terça-feira à noite, disse o Brigadeiro Gus Gilmore aos repórteres na capital Australian Canberra.
Gilmore disse que 11 pistolas e uma "quantidade significativa de munições" foram confiscados com eles.
"O Major Reinado juntamente com um grupo de 21 outras pesoas foi identificado como tendo na sua posse armas sem autorização e foi detido," disse Gilmore.
"O Major Reinado e os detidos com ele ficarão agora sob responsabilidade das autoridades Timorenses," acrescentou.
Reinado, que foi apoiado pelo Presidente Xanana Gusmão o recusar aceitar o seu despedimento por Alkatiri, liderou soldados e polícias rebeldes na entrega de armas às tropas Australianas nas montanhas perto de Dili no mês passado.
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"O tratamento que o Major Reinado e o seu grupo recebe das forças multinacionais será exactamente igual ao de qualquer outro grupo em Dili com armas ilegais," disse Gilmore.
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NewsVoa.com
Rebeldes de Timor-Leste detidos
Por Phil Mercer
Sydney
26 Julho 2006
Tropas Australianas em Timor-Leste detiveram um líder das tropas rebeldes por posse de armas ilegais, no seguimento da expiração duma amnistia de armas. Alfredo Reinado, um antigo major das forças armadas, liderou um grupo que inclui soldados amotinados cuja demissão das forças armadas em Março, despoletou desassossego em Timor-Leste.
Soldados Australianos detiveram Alfredo Reinado e 21 dos seus apoiantes na capital de Timor-Leste, Dili, na Terça-feira à noite, um dia depois de ter expirado uma amnistia de armas decidida para conter a violência recente.
O Brigadeiro das forças Australianas Gus Gilmore confirmou a prisão aos repórteres em Canberra, Quarta-feira.
"O Major Reinado e os 21 detidos com ele foram detidos de acordo com o estatuto de acordo das forças," disse.
Gilmore também disse que pistolas ilegais e munições foram confiscadas. Disse que os rebeldes agora ficam à responsabilidade das autoridades Timorenses.
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Vigaristas!
Mais omissões à GNR, que surpreendeu os bandidos, que esteve quase 12 horas sozinha com o Reinado e sus muchachos na casa, que os desarmou.
Mais omissões ao facto de Reinado estar sob a responsabilidade dos militares australianos e de terem sido apanhados numa casa a 10 metros do comando australiano.
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Manipulação australiana
BBC News
Last Updated: Wednesday, 26 July 2006, 06:03 GMT 07:03 UK
East Timor rebel leader detained
Alfredo Reinado was the first rebel leader to hand in arms.
One of the leaders of a rebellion by East Timor's security forces has been detained by Australian peacekeepers.
Major Alfredo Reinado, the first rebel leader to hand in weapons as tensions subsided in June, was one of more than 20 people held.
Australian peacekeepers said the arrested men were found with illegal weapons, after a deadline passed for handing in guns.
Violence in May left 21 people dead and forced thousands to flee their homes.
It also led to the resignation of Mari Alkatiri as prime minister, and his replacement by Nobel peace laureate Jose Ramos Horta, who will stay in office until elections due in May next year.
A spokesman for the Australian peacekeepers, Major James Baker, told reporters that Australian troops detained the suspects overnight in connection with nine hand guns.
"Those individuals were taken into detention and they will appear in a court," he said, according to the AFP agency.
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Peoples’s Daily Online
Timor-Leste rebel leader arrested
Timor-Leste rebel leader Alfredo Reinado has been arrested for firearms offenses, Australian Defense Force (ADF) announced on Wednesday.
Australian soldiers detailed Reinado and 20 others at a house in Timor-Leste capital of Dili overnight, said ADF spokesman Gus Gilmore.
Nine handguns and a significant quantity of ammunition were also seized.
The detainees were allegedly in possession of weapons without authorization following the conclusion of a weapons amnesty on last Monday, said the spokesman.
"Major Reinado and those detained with him will now be dealt with by the Timorese authorities," he said.
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News24.com
. E Timor rebel chief arrested
26/07/2006 08:33 - (SA)
Canberra - A leader of rebel security forces in East Timor has been arrested in Dili for illegal possession of guns, an Australian officer said on Wednesday.
Major Alfredo Reinado, who headed a rebel group that includes soldiers dismissed from the army by former Prime Minister Mari Alkatiri in March, was arrested with a group of 21 people by Australian soldiers on Tuesday night, army Brigadier Gus Gilmore told reporters in the Australian capital Canberra.
Gilmore said 11 handguns and a "significant amount of ammunition" were confiscated with them.
"Major Reinado together with a group of 21 other people was identified as being in possession of weapons without authorisation and was detained," Gilmore said.
"Major Reinado and those detained with him will now be dealt with by the Timorese authorities," he added.
Reinado, who was supported by President Xanana Gusmao in refusing to accept his sacking by Alkatiri, led rebel soldiers and police in handing back their weapons to Australian peacekeepers in mountains near Dili last month.
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"The treatment that Major Reinado and his group receives from the multinational force will be exactly the same as any other group in Dili with unauthorised weapons," Gilmore said.
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NewsVoa.com
East Timor Rebels Arrested
By Phil Mercer
Sydney
26 July 2006
Australian peacekeepers in East Timor have arrested a leader of rebel troops for illegal weapons possession, following the expiration of a gun amnesty. Alfredo Reinado, a former army major, headed a group that includes renegade soldiers whose dismissal from the army in March sparked unrest in East Timor.
Maj Alfredo Reinado (June 2006 file photo)
Australian soldiers detained Alfredo Reinado and 21 of his supporters in the East Timorese capital, Dili, on Tuesday night, a day after the expiration of a gun amnesty designed to contain recent violence.
Australian army Brigadier Gus Gilmore confirmed the arrest to reporters in Canberra Wednesday.
"Major Reinado and the 21 that he was apprehended with were apprehended in accordance with the status of forces agreement," he said.
Gilmore also said unauthorized handguns and ammunition were confiscated. He said the rebels now will be dealt with by the East Timorese authorities.
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Vigaristas!
Mais omissões à GNR, que surpreendeu os bandidos, que esteve quase 12 horas sozinha com o Reinado e sus muchachos na casa, que os desarmou.
Mais omissões ao facto de Reinado estar sob a responsabilidade dos militares australianos e de terem sido apanhados numa casa a 10 metros do comando australiano.
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Comandante Forças Armadas Matan Ruak ouvido pelo Ministério Público
Díli, 26 Jul (Lusa) - O brigadeiro-general Taur Matan Ruak será ouvido pelo Ministério Público timorense num processo relacionado com a morte de dez polícias, no passado dia 25 de Maio, em Díli, em plena crise político-militar, disse hoje à Agência Lusa fonte judicial.
Ainda sem data marcada, a audição daquele oficial, que é o comandante das forças armadas de Timor-Leste, "constitui um acto normal em qualquer processo de investigação", precisou a fonte, que pediu para não ser identificada.
Os contornos violentos da crise em Timor-Leste desencadearam- se em finais de Abril e prolongaram-se pelos meses de Maio e Junho, com um saldo de cerca de 30 mortos, dezenas de feridos e cerca de 150 mil deslocados em campos de acolhimento distribuídos pelo país.
No passado dia 25 de Maio, militares dispararam contra agentes da polícia, tendo morto dez polícias e ferido 28 pessoas, incluindo dois polícias da ONU, um filipino e um paquistanês.
A fonte contactada pela Lusa salientou que o Ministério Público "abriu vários processos, relacionados com os actos de violência registados entre o dia 28 de Abril e o dia 25 de Maio".
Dias depois do tiroteio, em declarações à Lusa, o coronel português Fernando Reis, destacado em Timor-Leste, em missão da ONU, disse que na origem do caso esteve o "descontrolo de um militar".
O militar português, conselheiro especial que chefia o Grupo de Treino Militar e Aconselhamento (MTAG), esteve no centro das operações de rendição daqueles polícias, tendo liderado a coluna apeada que estava a ser transferida para as instalações da ONU em Díli.
Em contacto telefónico a partir de Lisboa, Fernando Reis assegurou à Lusa que o derramamento de sangue teve como causa "o descontrolo de um militar, logo seguido de mais dois", que se cruzaram com a coluna e abriram fogo.
Fernando Reis explicou que "ninguém mandou desarmar ninguém, os polícias desarmaram-se livremente. Foram eles que mandaram uma mensagem à UNOPOL (força de polícia das Nações Unidas em Timor-Leste) a dizer que queriam render-se, porque não conseguiam contactar o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, comandante das forças armadas timorenses, F-FDTL".
Uma vez que "havia cinco polícias da UNOPOL naquele comando e para evitar mais mortes e conseguir parar o tiroteio" o coronel Fernando Reis afirmou que expôs "a situação, que já era militar" a Sukehiro Hasegawa, o chefe da missão da ONU em Timor-Leste.
Depois de ter falado também com o brigadeiro-general Taur Matan Ruak, Fernando Reis deslocou-se "com dois militares do MTAG" ao comando da polícia, onde estabeleceu diálogo com o oficial da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).
"Perguntei se sempre queriam render-se", disse Fernando Reis à Lusa. "E expus as condições: quem se quer render, deixa a arma num carro que trouxemos e tem de vir comigo. Quem não quiser entregar a arma, fica cá e sujeita-se".
O militar português referiu que, entretanto, "chegaram colegas da UNOPOL e mesmo os mais renitentes seguiram o conselho. Foi tudo voluntário. A UNOPOL não obrigou ninguém a render-se".
Foi organizada uma coluna apeada, que seguiria atrás do militar português até às instalações da ONU em Díli.
"Eram cerca de 80 homens, formados a três e, aos lados coloquei viaturas para proteger de qualquer incidente", relatou Fernando Reis.
A coluna deparou-se, num cruzamento, "com três ou quatro militares" e, segundo Fernando Reis, elementos da UNOPOL e do MTAG adiantaram-se para lhes pedirem que se afastassem.
Foi aí que "um deles perdeu o controlo e atirou em alguém e isso foi um momento crítico". Em vão, tinha Fernando Reis pedido que "não corressem e não respondessem a provocações". De seguida, "outros dois soldados abriram fogo".
Fernando Reis disse ter ido no encalço dos três soldados que haviam disparado e levou-os ao quartel onde se encontrava Matan Ruak.
O comandante das forças armadas timorenses "pediu desculpa, mandou chamar os três militares" e, à frente do coronel português, anunciou-lhes que iriam "ser punidos".
"Acredito no general Matan Ruak, que é um homem de honra e de palavra", comentou Fernando Reis, que pela própria narrativa dos factos, considerou que "não faz sentido nenhum dizer que o episódio teve alguma intervenção política".
"Incidente lamentável", assim classificou Fernando Reis o episódio, "devido ao descontrolo de um militar. Não houve ninguém a dizer àquele louco para abrir fogo. Foi uma situação imprevisível, de alguém que, na altura, se descontrolou".
A Lusa contactou hoje o brigadeiro-general Taur Matan Ruak a quem solicitou um comentário sobre a possibilidade de ser ouvido pelo Ministério Público.
"Não faço comentários à imprensa", foi a resposta do oficial timorense.
OM/EL.
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Ministério Público já começou a ouvir major Alfredo Reinado
Díli, 26 Jul (Lusa) - A audição do major Alfredo Reinado surpreendido terça-feira com material de guerra ilegal, iniciou-se hoje à tarde em Díli, mas foi suspensa em virtude do arguido ter solicitado a presença de advogados, disse à Agência Lusa fonte judicial.
O major Alfredo Reinado encontra-se detido no Centro de Detenção das forças militares e policiais internacionais, no bairro de Caicoli, depois de elementos da Guarda Nacional Republicana terem encontrado em três habitações, pistolas, milhares de munições de espingardas automáticas e pistolas, granadas, rádios e diverso equipamento militar.
A fonte judicial contactada pela Lusa, que pediu para não ser identificada, acrescentou que o major Alfredo Reinado e os cerca de 20 homens do seu grupo, detidos na mesma ocasião, pediram para continuar a ser ouvidos na quinta-feira.
Neste momento, um grupo de oito advogados está a preparar a defesa do oficial rebelde, que no início de Maio abandonou a cadeia de comando das forças armadas timorenses.
A audição será feita no Centro de Detenção, por razões de segurança, precisou a fonte contactada pela Lusa.
O arsenal foi encontrado em três casas, uma delas alegadamente atribuída a Reinado pelo Presidente da República, Xanana Gusmão, e as restantes duas ocupadas pelo major rebelde e o seu grupo, todas elas situadas a cerca de 10 metros do Quartel-General das forças militares australianas.
A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência enunciadas no passado dia 30 de Maio por Xanana Gusmão.
Hoje, o comandante operacional da GNR, capitão Gonçalo Carvalho, apresentou à imprensa a totalidade do arsenal que estava ilegalmente na posse do major Reinado, e de que constam nove pistolas, quatro de calibre 0,45 Auto e cinco de calibre 9, mais de 4 mil munições para espingarda automática e pistola, granadas, cinco rádios de transmissões, dois bastões extensíveis, cinco punhais, três catanas e equipamento militar diverso, entre o qual coletes à prova de bala e cinturões.
O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa - à Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal - para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.
Aquele militar foi o primeiro a devolver as armas no âmbito de um processo de desarmamento entre as partes beligerantes na crise timorense e, agora, foi também o primeiro apanhado com armamento depois de ter expirado o prazo para a sua entrega, que terminou às 14 horas da passada segunda-feira.
A GNR e as tropas australianas, bem como polícias e militares da Nova Zelândia e Malásia, encontram-se em Timor-Leste a pedido das autoridades timorenses para garantirem a manutenção da ordem pública, na sequência da crise político-militar desencadeada em finais de Abril.
EL.
Nota:
Apostamos que quem dizia que Mari Alkatiri tinha muitos advogados, agora fica calado e não repara neste 8 advogados de Reinado.
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Comunicado - PM - Tradução da Margarida
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
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MEDIA RELEASE
25 Julho 2006 For immediate release
PM ANUNCIA ABORDAGEM GOVERNAMENTAL GLOBAL
O Primeiro-Ministro Dr José Ramos-Horta anunciou a adopção de uma abordagem governamental global para administrar e fazer chegar os serviços do governo ao povo com mais eficácia.
Neste contexto ele encarregou os dois Vice Primeiros-Ministros com a tarefa da gestão global das responsabilidades do governo.
“Esta nova abordagem apressará o processo de tomada de decisões e providenciará os Ministros e os seus ministérios com melhor e mais actualizado suporte institucional para fundamentar as suas decisões,” disse o Dr Ramos-Horta.
Esta abordagem governamental global dará meios ao Primeiro-Ministro e aos dois Vice Primeiro-Ministros para transformarem decisões do governo em acções na comunidade.
“Isto beneficiará a prestação de serviços ao povo,” disse o Primeiro-Ministro.
O Vice Primeiro-Ministro, Eng Estanislau da Silva, assumiu a responsabilidade de:
coordenação das áreas de desenvolvimento económico, incluindo o desenvolvimento do sector privado;
coordinação do sector de finanças, representação, agência de pagamentos (BPA), taxas e o Crédito Rural;
coordenação das áreas de infra-estructuras – obras públicas, transportes e comunicações; e
coordenação com o Secretário de Estado do Conselho de Ministros, na elaboração de toda a legislação relevante necessárias para todas as instituições operarem com base legal.
O Eng Estanislau da Silva disse que esta nova abordagem é vital para garantir uma coordenação adequada com os Ministérios relevantes na implementação do Orçamento.
“Este Governo está comprometido a criar condições para a paz, a estabilidade e o desenvolvimento económico e esta abordagem é um primeiro passo para garantir que os serviços do governo sejam prestados ao povo em tempo adequado e de maneira eficaz ", disse o Eng Estanislau da Silva.
O Vice Primeiro-Ministro, Dr Rui de Araújo, tem a responsabilidade de:
coordenação das áreas relacionadas com as questões sociais (coordena com serviços relevantes a implementação de programas vocacionados para as condições psico-socias do trauma generalizado na população);
coordenação da área da educação, com foco particular na educação técnica e universitária, bem como a implementação do programa de educação de adultos em todo o país;
coordenação da implementação do programa para jovens, particularmente nas áreas de educação cívica e desportiva; e
coordena os programas, dirigidos para a solução da crise, incluindo subsídios, reconstrução de casas, assistência humanitária, saúde e segurança alimentar e educação e juventude.
O Dr Rui de Araújo disse que recebe bem esta oportunidade de coordenar com os seus colegas Ministros destas áreas de governo que complementa a sua pasta como Ministro da Saúde.
“Esta abordagem unificada a alto nível significa que podemos server melhor a comunidade,” disse o Dr Rui de Araújo.
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Confirma-se documento assinado por PR Xanana na posse de Reinado
Segundo várias fontes, Reinado tem um documento assinado pelo PR Xanana Gusmão que lhe permite deslocar-se livremente e que refere que este se encontra sob protecção.
O texto, maioritariamente em português tem algumas linhas em inglês, a negrito.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "