Para ajudar os amigos lusófonos, formatei o Dicionário
Tétum-Português-Indonésio da Buka Hatene para o Babylon Translator.
http://meiradarocha.jor.br/news/2008/03/15/o-homem-que-falava-timores/
Também há uma versão no Google Spreadsheet para edição colaborativa.
Abraços!
Meira da Rocha
sábado, março 15, 2008
Dos leitores
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Malai Azul 2
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22:30
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A DEMOCRACIA NÃO FLORESCE COM “CABEÇA ÚNICA”
Blog Timor Lorosae Nação
Sábado, 15 de Março de 2008
ELEIÇÕES ANTECIPADAS, PARA QUANDO?
KLAUDIO BEREK
Quando a AMP foi formada os militantes, simpatizantes e eleitores mais esclarecidos do PD, perceberam que Xanana Gusmão e Ramos Horta não tinham outra solução senão convidar o partido para a constituir e ser parte do governo, porque a sua previsão do grande sucesso do recém formado CNRT fracassou. Os que votaram CNRT ou fizeram-no pelo significado histórico da sigla – há que dizer que foi um oportunismo – ou por Xanana, porque aquele partido em si não lhes dizia nada.
Concluiu-se então que Xanana não vislumbraria os oitenta nem sessenta por cento dos votos que esperava mas sim cerca de um quarto dos votos do eleitorado. Representou uma queda desastrosa que nunca alguém se deu ao trabalho de assumir e analisar, mas que logo à partida demonstrou ser um facto a queda de popularidade e confiança dos eleitores na pessoa de Xanana. Foi notório.
Mesmo assim Ramos Horta repescou Xanana Gusmão e envolveu o PD e o PSD nessa repescagem com a formação da AMP.
A intenção de Horta foi a de que formassem um governo de Unidade Nacional e tentou por todos meios que todos os partidos com assento no Parlamento Nacional formassem esse governo.
Claro que seria de modo proporcional e a Fretilin, como partido mais votado, indicaria o primeiro-ministro, das suas fileiras, obviamente, e repartiria entre si e os restantes partidos com expressão parlamentar as pastas ministeriais.
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Sei, por portas e travessas, que o PD chegou a ter em consideração essa proposta presidencial e que só devido à forte recusa do PSD em participar num governo chefiado pela Fretilin teve de mudar de posição e partir para a formação de um governo exclusivamente AMP, apesar de saber que desse modo inúmeras dificuldades e menor credibilidade iriam recair sobre a nova formação governativa. Isso é aquilo que tem estado a acontecer. Com o agravante de tudo estar nas mãos do CNRT, de Xanana Gusmão, que tem posto e disposto à sua maneira e algumas vezes contra a vontade dos restantes partidos constituintes da Aliança.
Raramente algo transparece publicamente sobre a contrariedade do sentimento de posse que Xanana tem imposto na AMP, mas o desconforto dos militantes de topo tem sido transmitido aos seus responsáveis máximos, que por sua vez têm sugerido a Xanana, primeiro-ministro, que abrande a sua postura possessiva e aglutinadora dos actos governativos. Que não esqueça que só é primeiro-ministro porque tem tido o apoio do PD, principalmente, mas também do PSD.
As manifestações de desagrado deste estado musculado e de cabeça única mostrada por alguns deputados do PD, também do PSD, já começaram a ser levemente visíveis e isso foi demonstrado relativamente às investigações sobre o 11 de Fevereiro e está a tomar forma relativamente ao excessivo período do Estado de Sítio, sabendo-se que era intenção de Xanana prolongá-lo mas que essa ideia já foi informalmente reprovada pela maioria dos deputados de ambos os partidos.
Se assim continuarem com estas fricções, praticamente nada visíveis para a opinião pública, e se Xanana Gusmão prosseguir com os propósitos de “cabeça única” é bastante provável que dentro de alguns meses, talvez um ano, venhamos a ter de voltar a ir às urnas eleitorais. Aliás, como já era perspectiva de Ramos Horta dias antes do 11 de Fevereiro, o que não deixa de ser curioso registar-se tamanha coincidência com o ataque…
É sabido, creio que se nota, que o PD não está agarrado ao Poder, mas é igualmente sabido que Xanana Gusmão está. E até está convencido de que sem ele Timor é zero, que jamais alguém se entenderá. Tal sentimento não corresponde à realidade e pode revelar muita coisa prejudicial.
Em todos os países do mundo tem acontecido que quando alguém isso personifica e acredita ser o “salvador”, o “insubstituível”, a democracia não floresce. Acaba por definhar e … Todos sabemos como é.
Compete a Xanana Gusmão resistir à tentação e ficar com a certeza de que quer o PD, quer o PSD, têm nas suas fileiras elementos bastantes válidos e competentes para fazerem com que a democracia timorense floresça. Isso implica contar sempre com todos os partidos políticos e principalmente com a Fretilin, que foi o partido mais votado nas últimas eleições legislativas.
É bom que não esqueçamos.
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Operação "Halibur" interceptou grupo e apreendeu material
Díli, 15 Mar (Lusa) - A operação "Halibur" de captura do grupo do ex-tenente Gastão Salsinha apreendeu material de quatro fugitivos na região de Ermera (oeste), Timor-Leste, afirmou hoje o tenente-coronel Filomeno Paixão.
A apreensão de material aconteceu quinta-feira, na região de Ermera, onde prossegue a operação conjunta entre as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste e a Polícia Nacional.
Filomeno Paixão, 1º comandante da operação "Halibur", anunciou em conferência de imprensa que as forças conjuntas interceptaram quatro elementos do grupo de Gastão Salsinha.
À ordem de se entregar, dada a cerca de 60 metros pelos militares timorenses, os quatro homens fugiram com as armas e deixaram material diverso, explicou o tenente-coronel Filomeno Paixão.
Para trás, os fugitivos deixaram quatro camuflados, quatro pares de botas, camuflados, algumas munições e rações de combate.
Gastão Salsinha, líder dos peticionários das F-FDTL em 2006, lidera desde 11 de Fevereiro o antigo grupo do major Alfredo Reinado, que morreu no ataque à residência do Presidente José Ramos-Horta.
O ex-tenente participou no mesmo dia no ataque contra o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Gastão Salsinha continua em fuga com cerca de 30 homens com 18 armas, apesar de ter feito um acordo com as autoridades para se entregar dia 07 de Março.
PRM.
Lusa/Fim
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Justiça é "premissa essencial" para ultrapassar actual crise - PM Xanana Gusmão
Díli, 14 Mar (Lusa) - O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, defendeu hoje em Díli que a justiça é "premissa essencial" para ultrapassar a actual crise em Timor-Leste e devolver aos timorenses a confiança nas instituições democráticas do país.
O chefe do governo, que intervinha na tomada de posse de dois novos juízes, quatro procuradores da República e quatro defensores públicos estagiários que concluíram o segundo curso do Centro de Formação Jurídica, reconheceu que o país atravessa "momentos difíceis".
"Vivemos momentos difíceis em que a própria ordem constitucional democrática foi posta em causa e cujos factores são de uma complexa dimensão social e política", disse.
Para Xanana Gusmão, "quando a autoridade democrática do Estado é posta em causa, exige-se que o poder se exerça: poder legislativo, executivo e de administração da justiça em nome do povo", vincando a urgência de se preparar em conjunto uma "resposta colectiva" para que os timorenses "vivam com a dignidade que merecem".
Antes da tomada de posse dos dez novos "operadores judiciários", como se lhes referiu Xanana Gusmão, Timor-Leste contava com 11 juízes, nove procuradores e sete defensores públicos de carreira.
Na sua intervenção, o primeiro-ministro timorense salientou que o seu governo entende que a "melhoria do sistema judiciário em Timor-Leste faz parte de um processo mais amplo da reforma do Estado e de desenvolvimento económico e social".
"Justiça que não é célere, eficaz e universal contribui para um clima de impunidade, enfraquecendo a autoridade democrática do Estado", frisou.
Esta ideia foi também destacada por Cláudio Ximenes, presidente do Tribunal de Recurso - órgão que tem competências de Tribunal Constitucional -, na intervenção que fez na mesma cerimónia.
"O Estado tem a obrigação de fazer restaurar a estabilidade quebrada, através do uso da força legítima, se necessário, para que os cidadãos possam viver em paz e segurança", salientou.
"Quando o Estado não exerce a sua autoridade, há anarquia, instabilidade e insegurança", acrescentou.
A cerimónia, que decorreu no Tribunal de Recurso, no bairro de Caicoli, contou com a presença do Presidente da República interino, Fernando de Araújo "Lasama".
A 11 de Fevereiro, o presidente timorense, José Ramos-Horta, foi ferido a tiro durante um ataque contra a sua residência em Díli por um grupo comandado pelo militar rebelde Alfredo Reiando, que foi morto pelos guardas presidenciais.
O primeiro-ministro Xanana Gusmão escapou ileso a um outro ataque quando viajava de carro no mesmo dia.
EL/PRM
Lusa/Fim
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A solução...
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Weekly Security Brief 8-14 March 2008":
Felizmente, parece que o Governo está a fazer algum esforço para criar condições (financeiras e de segurança) para que as famílias dos campos de refugiados possam voltar às suas terras ou bairros de origem. Esse é que é o caminho certo.
Falta resolver o problema dos peticionários. Parece que agora, depois de estarem todos acantonados, o Governo já não sabe o que lhes há-de fazer.
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Mais, porque é uma história mal contada...
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Uma história mal contada":
http://timor-online.blogspot.com/2008/03/uma-histria-mal-contada.html
Ao Anónimo das 14:08:
Se conhecer outras "informações", agradeço-lhe que indique quais e de que fontes. As "informações" de que disponho (e que ainda sei ler) demonstram que há três versões do telefonema e outras tantas da ordem cronológica entre a emboscada e o cerco à casa.
Como só uma delas é a verdadeira, conclui-se que as outras são falsas. Ou seja, alguém anda a mentir.
No primeiro caso, o motorista nunca refere ter atendido qualquer chamada telefónica. Nem ele nem Xanana. Pelo contrário, diz que Xanana nunca andava com telemóvel e o dele (motorista) não tinha carga suficente para fazer chamadas. Nem seria possível atender o telemóvel, conduzindo o carro e tentando escapar com vida de uma emboscada. Tudo ao mesmo tempo. Já imaginou? La hetan, boy!
Repare que no 2º caso as três versões pertencem à mesma pessoa: Kirsty. Portanto, aqui não há dúvidas quanto a quem está mentindo. No dia 12 de Fevereiro afirmou que a casa foi atacada antes da emboscada; no dia 13, já dizia que foi "at that very moment", ou seja, ao mesmo tempo; no dia 15 já dizia que Salsinha falou com os guardas da casa e pediu armas depois da emboscada.
SOBRE O “TELEFONEMA” DE KIRSTY A XANANA (três versões):
- VERSÃO DO MOTORISTA:
The Australian - Thursday, February 21, 2008
Paul Toohey
http://timor-online.blogspot.com/2008/02/gusmao-driver-tells-of-headlong-flight.html
“He [o motorista Adolfo Soares dos Santos] said MR GUSMAO ALSO NEVER CARRIED A TELEPHONE. HIS OWN PHONE BATTERY WAS TOO LOW TO CALL OUT”
- 2 VERSÕES DE KIRSTY:
PRIMEIRA VERSÃO:
Sydney, Austrália, 12 Fev (Lusa)
http://timor-online.blogspot.com/2008/02/foram-momentos-de-pnico-e-confuso.html
"TENTEI TELEFONAR PARA O XANANA nessa altura. FALEI COM O CONDUTOR NO MOMENTO EXACTO EM QUE ESTAVAM A SER EMBOSCADOS”
SEGUNDA VERSÃO:
Díli, 15 Fev (Lusa)
http://timor-online.blogspot.com/2008/02/o-dia-mais-perigoso-da-minha-vida-diz.html
“Quando LIGOU A XANANA GUSMÃO E OBTEVE FINALMENTE RESPOSTA PELO TELEMÓVEL, Kirsty Sword-Gusmão percebeu que o marido estava a ser atacado.
"Só OUVI O XANANA A GRITAR E DISPAROS"
SOBRE A “SIMULTANEIDADE” DOS ATAQUES (três versões):
PRIMEIRA VERSÃO:
Sydney, Austrália, 12 Fev (Lusa)
http://timor-online.blogspot.com/2008/02/foram-momentos-de-pnico-e-confuso.html
Na entrevista, Kirsty Sword disse que A CASA FOI ATACADA [...] pouco tempo ANTES DA EMBOSCADA À COLUNA EM QUE SEGUIA O SEU MARIDO, Xanana Gusmão.
SEGUNDA VERSÃO:
Díli, 15 Fev (Lusa)
http://timor-online.blogspot.com/2008/02/o-dia-mais-perigoso-da-minha-vida-diz.html
“O tenente Gastão Salsinha liderou o ataque contra a caravana do primeiro-ministro, disse Kirsty Sword-Gusmão, porque DEPOIS DA EMBOSCADA falou com os guardas da casa, "pedindo armas".”
TERCEIRA VERSÃO:
The Age Wednesday, 13 February 2008
http://timor-online.blogspot.com/2008/03/timor-pms-wife-tells-of-terror-ordeal.html
"I RANG XANANA at that point [momento em que soube que a casa estava a ser atacada] to tell him that we were at great risk, AND AT THAT VERY MOMENT XANANA'S CAR WAS BEING AMBUSHED"
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Malai Azul 2
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Porque é uma história mal contada
Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Uma história mal contada":
1 – Conforme (The Australian de 21/02) o motorista do Xanana, Adolfo Suarez dos Santos, “por volta das 6.15 am na última Segunda-feira, um dos conselheiros do Primeiro-Ministro, Joaquim Fonseca, lhe ligou a dizer que o complexo do Presidente José Ramos Horta estava sob ataque”. Veja aqui:http://timor-online.blogspot.com/2008/02/gusmao-driver-tells-of-headlong-flight.html
2 - Mas a Kirsty Sword-Gusmão (Lusa de 15/02) disse que a “notícia do ataque contra o Presidente foi dado ao casal Gusmão por um condutor do primeiro-ministro, "cerca das 07:30 da manhã", quando "estava a vestir as crianças para a escola”. "Claro que, quando ouviu do ataque e dos rumores de que o Presidente estava ferido, o meu marido vestiu-se muito à pressa, para sair.” Veja aqui:http://timor-online.blogspot.com/2008/02/o-dia-mais-perigoso-da-minha-vida-diz.html
3 – Agora explica a mesma Kirsty (The Age, 13/03) "Por volta das 7.30 da manhã, o motorista de Xanana veio e alertou-nos que tinha havido um incidente envolvendo José Ramos Horta e que havia notícias não confirmadas que tinha ficado ferido num ataque de tiros. Fomos aconselhados pelo Secretário de Estado para a Defesa que devíamos ficar na nossa casa até haver mais notícias," ."Contudo Xanana, estando extremamente preocupado com as notícias da situação presente, prosseguiu para Dili imediatamente”. Veja aqui:http://timor-online.blogspot.com/2008/03/timor-pms-wife-tells-of-terror-ordeal.html
4 - E no (smh.com.au de 18/02) lê-se que “ O Sr Fonseca disse que chamou o oficial de ligação civil da força de estabilização, Dillon Walsh, na linha directa por volta das 7.50 am na Segunda-feira (...) O Sr Fonseca disse que tinha acabado de falar com o Sr Gusmão no seu esconderijo”. Veja aqui:http://timor-online.blogspot.com/2008/02/call-for-rescue-helicopter-ignored.html
Segundo a Kirsty e o Joaquim Fonseca entre as 7.30 e antes das 7.50 – isto é em menos de 20 minutos! - o Xanana:
- Soube pelo motorista, dos ataques e dos rumores de que o PR estava ferido;
- Foi aconselhado pelo Secretário de Estado para a Defesa a ficar em casa;
- Vestiu-se e prosseguiu para Dili;
- Foi emboscado;
- Foi para o mato e do esconderijo telefonou para o Joaquim Fonseca;
Mas contudo, o mais extraordinário deste filme nem é tanto a velocidade dos eventos, nem o facto do Xanana não ter telemóvel (e o telemóvel do motorista ter a bateria descarregada). O mais extraordinário é que apenas foi feita às “06:59 – A Primeira chamada para o Centro Nacional de Operações, devido ao tiroteio”...contra o PR Ramos-Horta conforme a “Cronologia dos acontecimentos de 11 de Fevereiro relatados pela investigação das Nações Unidas” (Lusa de 20/02 ), Veja aqui:http://timor-online.blogspot.com/2008/02/cronologia-dos-acontecimentos-de-11-de.html
Resumindo: de cada vez que a mulher, o motorista e o conselheiro abrem a boca, mais pregos vão sendo espetados no caixão da credibilidade do Xanana.
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Timor-Leste receberá doação do Ministério do Esporte
Vermelho
13 DE MARÇO DE 2008 - 13h49
Quando chegar ao Timor-Leste, no início de abril, Edson Duarte Monteiro Marinho assume o cargo de novo embaixador do Brasil naquele país. O diplomata levará em sua bagagem uma importante ferramenta de promoção da paz e de resgate social. Trata-se de um lote de 300 itens esportivos - entre bolas, redes e jogos de xadrez - que foram produzidos e doados pelo Ministério do Esporte brasileiro.
O "presente esportivo", confeccionado por meio dos programas Pintado a Liberdade e Pintando a Cidadania, conta com 250 bolas, sendo 50 bolas para cada modalidade - vôlei, basquete handebol, futebol de campo e futsal. O lote inclui ainda redes de vôlei e de futebol de campo e diversos jogos de xadrez (kit com tabuleiro e peças), acompanhados de cartilhas que ensinam as técnicas do esporte aos futuros enxadristas timorenses.
Representando o ministro do Esporte do Brasil, Orlando Silva, o chefe da Assessoria Internacional, José Leite de Assis Fonseca efetuou a doação. A cerimônia de entrega foi prestigiada pela ministra Vera Cíntia Alvarez, chefe da Coordenação Geral de Intercâmbio de Cooperação Esportiva (CGCE), no Palácio do Itamaraty.
"A exemplo dos acordos de cooperação internacional que compõem a Política Pública do Esporte essa coordenação, a CGCE, é mais uma inovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o esporte ganhou na área da diplomacia brasileira", explica José Leite.
Resgate
Consciente das dificuldades que enfrentará, o embaixador Edson Marinho lembrou a situação social do Timor-Leste que tem o português como língua oficial. "Após longo período de crises, o Timor conta com poucos recursos e necessita promover a educação, a saúde e o desenvolvimento social de seu povo", admite. Confiante, ele ressalta que "o Brasil tem um importante papel de resgate social a desempenhar junto aos países de língua portuguesa no âmbito da cooperação esportiva".
De acordo com o embaixador, o Timor-Leste se inspira nas experiências brasileiras de inclusão social por meio do esporte, principalmente, no que se refere ao futebol, modalidade que já começa a se popularizar naquele país. "Atualmente, no centro da capital Dili já existe uma área onde se vêem jovens jogando futebol e muita gente em volta assistindo e torcendo", conta Edson Marinho.
Segurando uma bola de futebol, o embaixador brasileiro afirmou que com essa doação do Ministério do Esporte "já chego ao Timor com a bola cheia". E, em seguida, frisou que o presidente Ramos Horta, durante sua recente visita ao Brasil declarou, em conversa pessoal, que a exemplo do que tem acontecido, o próprio presidente fará pessoalmente a distribuição do material esportivo brasileiro à população carente.
Material
As bolas e redes doadas ao Timor-Leste foram confeccionadas por 630 detentos do Presídio Estadual Odemir Guimarães, em Goiânia (GO) e das cadeias municipais de Niquelândia, Goianésia, Itaberaí e Uruaçú. O processo de confecção de bolas inicia na penitenciária com o processo de corte e de serigrafia da matéria prima conhecida como laminado sintético para a aplicação das marcas dos governos federal e estadual. Nas cadeias, elas são costuradas a mão e retornam ao presídio, onde são moldadas na prensa e, por fim, passam pelo controle de qualidade.
Redes e jogos de xadrez
No caso das redes esportivas, estas são costuradas de forma artesanal, no mesmo estilo de confecção de redes de pesca. Porém, a montagem, o corte e o acabamento final são diferenciados, seguindo os padrões de redes das modalidades. Já os kits de xadrez (kit com tabuleiro e peças) foram confeccionados por 49 trabalhadores de comunidades carentes, por meio da Associação Cultural Jacuipense, em Conceição do Jacuípe (BA). As Cartilhas de Xadrez foram produzidas pelo Ministério do Esporte.
No Brasil, os programas Pintando a Liberdade e Pintando a Cidadania abastecem escolas públicas e programas sociais do próprio Ministério do Esporte. Programa de ressocialização de presos, o Pintando a Liberdade envolve penitenciárias de todos os estados e do Distrito Federal e conta com a participação de 12,8 mil detentos. Eles aprendem uma profissão, recebem por produção e a cada três dias trabalhados tem um dia abatido na pena. Já no Pintando a Cidadania, o trabalho é feito por moradores de comunidades reconhecidamente carentes por meio de cooperativas de trabalhadores.
Timor-Leste
Atualmente com um milhão de habitantes e localizado entre a Indonésia e a Austrália, o Timor Leste era uma antiga colônia portuguesa conhecida como Timor Português, até 1975, época em que se tornou independente e foi invadido pela Indonésia. Em 30 de agosto de 1999, a esmagadora maioria dos timorenses votou pela separação da Indonésia. Em resposta, grupos de milícias, apoiados por elementos das forças armadas indonésias, empreenderam campanhas de incêndio, pilhagem e violência que só terminaram com a força de intervenção.
Grande parte da infra-estrutura do Timor Leste foi destruída e o país quase que totalmente devastado. Finalmente, em 30 de Agosto de 2001, dois anos após o referendo popular, os timorenses foram novamente às urnas para eleger a Assembléia Constituinte. O objetivo era redigir e adaptar a nova Constituição, criando condições para a realização de eleições e a transição para a total independência, que foi formalmente oficializada no dia 20 de maio de 2002, quando assumiu o presidente Xanana Gusmão (2002 a 2007).
Em 2006, ocorreu uma situação de conflito em decorrência da demissão de 600 militares. Os demitidos entraram em confronto com os militares ativos e uma força de intervenção, liderada pela Austrália, ainda encontra-se atuando no país. Como nação independente, em 2007 ocorreram também as primeiras eleições presidenciais e legislativas. O atual presidente é Ramos Horta, o ex-primeiro ministro do governo de Xanana Gusmão.
Fonte: Ministério dos Esportes.
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Médicos cubanos atenderam a mais de 2 milhões de pessoas no Timor-Leste
GRANMA INTERNACIONAL/ EDICAO DIGITAL
Havana. 14 de Março de 2008
POR KATIA SIBERIA GARCÍA
OS médicos cubanos que prestaram serviços no Timor-Leste chegaram a Cuba ontem, à noite, após dois anos de colaboração nessa ilha do Sudeste asiático. No aeroporto internacional "José Martí", foram recebidos pelo membro do Bureau Político e ministro da Saúde Pública, José Ramón Balaguer Cabrera.
Os médicos cubanos salvaram pessoas em meio a constantes conflitos armados, atenderam a mais de 2 milhöes de pacientes, criaram uma Faculdade de Medicina onde se estão formando 148 médicos timorenses e contribuíram para a redução da taxa de mortalidade infantil. Estas são algumas das tantas experincias e conquistas dos 177 membros da brigada médica cubana nesse país.
O chefe da brigada, Roberto Fernández Cordovés, disse ao Granma que durante a recente crise política no Timor-Leste, apenas permaneceram no país os cooperadores cubanos, razão pela qual, disse, "fazemos parte da história desse povo".
O ministro da Saúde Pública manifestou sua admiração e respeito pelos internacionalistas, aos quais congratulou, especialmente, por seu complexo e corajoso desempenho, mesmo pondo em perigo suas vidas.
***
Havana. March 14, 2008
Cuban doctors provided more than 2 million consultations in Timor-Leste
BY Katia Siberia GarcIa —Granma daily—
CUBAN doctors who fulfilled an internationalist mission in Timor-Leste arrived in Cuba on Thursday night, March 13, after two years in that South East Asian island nation. They were welcomed at José Martí International Airport by José Ramón Balaguer, member of the Political Bureau and minister of public health.
Saving lives in the midst of frequent armed conflicts, providing more than two million consultations, creating a Faculty of Medicine where 148 Timorese doctors are being trained and contributing to bringing down the infant mortality rate were some of the many experiences and achievements of the 177 Cuban medical brigade members.
Roberto Fernández Cordovés, head of the mission, told Granma that during the recent political crisis in Timor-Leste, the Cuban medical workers were the only ones to remain in the country, “which is why we are part of that country’s history.”
Balaguer expressed his admiration and respect for the internationalists, congratulating them especially for their complex and valiant labor of saving lives, even at the risk of their own.
Translated by Granma International
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sexta-feira, março 14, 2008
Harsh spotlight on Timor forces
The Age
Stephanie March, Dili
March 15, 2008
EAST Timor's police and military have been accused of beating and torturing citizens since a state of emergency began following the February 11 attacks that left President Jose Ramos Horta wounded and rebel leader Alfredo Reinado dead.
Sources in Ermera district, close to where the remaining rebels are reportedly hiding, have complained of beatings by the military as the hunt for rebel leader Gastao Salsinha and his followers continues.
A report by the Ombudsman for Human Rights detailed eight separate incidents of beatings, unlawful detention and harassment by the police, known as the PNTL, and military, or FDTL, under the state of emergency, but sources from Parliament and police say the numbers are much higher.
In one incident from the report, a group of armed military police using four-wheel-drives with tinted windows and no registration plates chased a man through the capital, Dili, before assaulting him and dislocating his shoulder.
In another incident, a group of police reportedly entered a victim's house in Dili without an arrest warrant and kicked him in the stomach.
"There was no need to use such excessive force to arrest the individual. These actions show an abuse of power on the part of the authority, violating human rights during the state of siege," said the report.
The report comes as problems between the joint command and United Nations police begin to surface.
At Dili airport late last month, a group of FDTL military forced UN police at gunpoint to hand over a suspect they had brought by helicopter from the western enclave of Oecussi.
The Deputy Commissioner of the UN Police in East Timor, Hermanprit Singh, said the incident at the airport was unfortunate but was being investigated.
There have been other reports that UN police who have tried to stop beatings of innocent civilians by the PNTL have been threatened by PNTL officers.
A spokeswoman for the UN mission admitted they too were receiving complaints of human rights violations by police and military but she refused to elaborate.
The country's ombudsman, Sebastiao Dias Ximenes, compared the "mentality" of the East Timorese forces to that of the Indonesian police during their 24-year occupation of the island nation. "If I compare with Indonesian time, the police of Indonesian (are) better than our police — not worse but better," Mr Ximenes said.
The report also named the International Stabilisation Force, which comprises Australian and New Zealand troops, as inappropriately capturing people caught breaking the 10pm-6am curfew, but did not detail specific incidents.
The ISF are providing tactical and operational support to the 465 Timorese officers deployed to 30 checkpoints across the country as authorities wait for the remaining rebels to surrender.
Both East Timor's Police Commander, Alfonso De Jesus, and Commander of the ISF, Brigadier James Baker, refused to comment on the report's findings.
East Timorese MP Fernanda Borges, leader of the Parliamentary Committee on Human Rights, said Parliament had received more reports about aggressive behaviour and unlawful assaults, including intimidation. She had received reports from victims that security forces were using this opportunity to "settle old scores" that they might have had from the 2006 crisis or the resistance years.
Mr Ximenes said neither police nor military wore name tags on their uniforms, making it difficult for victims to identify perpetrating officers and near impossible to take disciplinary action.
Last month analysts expressed grave concern at the East Timorese Government's decision to merge the police and military under the same command for the period of the state of emergency, just two years after violence between sections of the two forces destabilised the country, leaving 37 dead and forcing 150,000 to flee their homes.
International Crisis Group analyst Sophia Cason warned the merger could lead to a confusion of roles and powers.
The ISF are providing tactical and operational support to the 465 Timorese officers deployed to 30 checkpoints across the country as authorities wait for the remaining rebels to surrender.
Both East Timor's Police Commander, Alfonso De Jesus, and Commander of the ISF, Brigadier James Baker, refused to comment on the report's findings.
East Timorese MP Fernanda Borges, leader of the Parliamentary Committee on Human Rights, said Parliament had received more reports about aggressive behaviour and unlawful assaults, including intimidation. She had received reports from victims that security forces were using this opportunity to "settle old scores" that they might have had from the 2006 crisis or the resistance years.
Mr Ximenes said neither police nor military wore name tags on their uniforms, making it difficult for victims to identify perpetrating officers and near impossible to take disciplinary action.
Last month analysts expressed grave concern at the East Timorese Government's decision to merge the police and military under the same command for the period of the state of emergency, just two years after violence between sections of the two forces destabilised the country, leaving 37 dead and forcing 150,000 to flee their homes.
International Crisis Group analyst Sophia Cason warned the merger could lead to a confusion of roles and powers.
Tradução:
Dura reflexão sobre as forças de Timor
The Age
Stephanie March, Dili
Março 15, 2008
A polícia e as forças militares de Timor-Leste têm sido acusadas de agredir e torturar cidadãos desde que começou o Estado de Emergência no seguimento dos ataques de 11 de Fevereiro que deixaram ferido o Presidente José Ramos Horta e morto o líder amotinado Alfredo Reinado.
Fontes no distrito de Ermera, próximas de onde estão escondidos os amotinados, segundo relatos, queixaram-se de agressões pelas forças militares enquanto continua a caça pelo líder amotinado Gastão Salsinha e os seus seguidores.
Um relatório do Provedor dos Direitos Humanos detalhou oito incidentes separados de agressões, detenção ilegal e assédio pela polícia, a PNTL, e forças militares, ou FDTL, sob o estado de emergência, mas fontes do Parlamento e da polícia dizem que os números são muito maiores.
Num incidente do relatório, um grupo armado da polícia militar usou um carro de quatro rodas com janelas pintadas e sem placas de matrícula para perseguir um homem através da capital, Dili, antes de o assaltar e de lhe descolar um ombro.
Noutro incidente, um grupo de polícias, segundo notícias, entrou na casa da vítima sem mandato de captura e pontapeou-o no estômago.
"Não havia necessidade de usar força tão excessiva para prender o indivíduo. Essas acções mostram um abuso de poder da parte da autoridade, violando direitos humanos durante o estado de sítio," disse o relatório.
O relatório chega quando começam a vir à superfície problemas entre o comando conjunto e a polícia das Nações Unidas.
No fim do mês passado, no aeroporto de Dili, um grupo de militares das FDTL forçou a polícia da ONU sob a ponta dum revólver a entregar um suspeito que tinham trazido por helicóptero do enclave de Oecussi, no oeste.
O Vice-Comissário da Polícia da ONU em Timor-Leste, Hermanprit Singh, disse que o incidente no aeroporto foi infeliz mas que estava a ser investigado.
Houve outros relatos da polícia da ONU tentar parar agressões de inocentes civis pela PNTL tendo sido ameaçados por oficiais da PNTL.
Uma porta-voz da missão da ONU admitiu que estavam a receber queixas de violações de direitos humanos por polícias e militares mas ela recusou elaborar.
O Provedor do país, Sebastião Dias Ximenes, comparou a "mentalidade" das forças Timorenses com as da polícia Indonésia durante a sua ocupação de 24 anos da ilha nação. "Se comparar com o tempo dos Indonésios, a polícia da Indonésia (era) melhor que a nossa polícia — não pior mas melhor," disse o Sr Ximenes.
O relatório também disse que a Força Internacional de Estabilização, que inclui tropas Australianas e da Nova Zelândia, como tendo capturado incorrectamente pessoas apanhadas a quebrar o recolher obrigatório das 10 pm - 6 am, mas não detalharam incidentes específicos.
A ISF está a dar apoio táctico e operacional aos 465 oficiais Timorenses destacados em 30 postos de controlo através do país enquanto as autoridades esperam pela rendição dos restantes amotinados.
Ambos o Comandante da Polícia de Timor-Leste, Afonso de Jesus, e o Comandante da ISF, Brigadeiro James Baker, recusaram comentar as conclusões do relatório.
A deputada Timorense Fernanda Borges, líder do Comité Parlamentar dos Direitos Humanos, disse que o Parlamento tinha recebido mais relatos de comportamento agressivo e de assaltos ilegais, incluindo intimidação. Tinha recebido relatos de vítimas de que as forças de segurança estavam a aproveitar esta oportunidade para "acertar contas velhas" que podiam ter da crise de 2006 ou dos anos da resistência.
O Sr Ximenes disse que nem a polícia nem os militares usavam etiquetas com os nomes nos seus uniformes, tornando assim difícil para as vítimas a identificação dos oficiais implicados e quase impossível tomar acções disciplinare.
Analistas expressaram no mês passado grave preocupação com a decisão do Governo Timorense fundirem a polícia e os militares debaixo do mesmo comando durante o período do estado de emergência, apenas dois anos depois da violência entre secções das duas forças terem desestabilizado o país, deixando 37 mortos e forçando 150,000 a fugirem das suas casas.
A analista do International Crisis Group, Sophia Cason avisou que a fusão pode levar a confusão de papéis e poderes.
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With a bullet in his brain, a Timor soldier goes for fish'n'chips
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
March 15, 2008
AN EAST Timorese army officer shot during the attacks in Dili last month has walked out of hospital in Darwin with hundreds of fragments of a bullet lodged in his brain.
Royal Darwin Hospital doctors expect that Celestino Fili Gama will be able to resume a normal life with the fragments still in his brain after making an extraordinary recovery.
"He's very lucky but, yes, he will have trouble passing through airport metal detectors," Dr Gavin Chin told The Age yesterday.
"If the bullet had a slightly different trajectory he would have died."
Mr Gama, a lieutenant, was shot at least twice during a gun battle at the home of East Timor's President Jose Ramos Horta, who was also seriously wounded.
Doctors who treated Mr Gama in Dili before he was flown to Darwin gave him little chance of surviving.
X-rays in Darwin showed bullet parts lodged fully in the left half of his brain.
"There were literally hundreds of tiny fragments," Dr Chin said.
"It was not possible to remove them without causing further damage."
Mr Gama, 32, yesterday walked from the hospital after being discharged and went to Darwin's Stokes Hill Wharf for a lunch of fish and chips.
"I'm feeling a lot better … almost back to normal," he said.
Mr Gama will have outpatient rehabilitation at the hospital for several months.
Dr Chin said Mr Gama had some difficulty speaking and some body paralysis.
Mr Gama did not want to talk about what happened at Mr Ramos Horta's home on a hill overlooking Dili harbour, near where Mr Gama lives with his wife and two young children. But it is believed he was by chance driving past the house when he was shot by an unknown gunman.
Mr Gama said he was happy that Mr Ramos Horta was recovering in Darwin's Private Hospital after six operations, the latest a skin graft this week.
Mr Ramos Horta suffered horrific chest and stomach injuries when he was shot twice and lay bleeding for at least 30 minutes before an ambulance arrived.
Mr Ramos Horta is expected to return to a hero's welcome in Dili within weeks. Yesterday, he issued a statement from the hospital saying he had full confidence in East Timor's leaders to deal with the crisis in the country.
He denied media reports that he had named the rebel who shot him as Marcel Caetano. He said he had not made any statement about the February 11 attacks.
Mario Carrascaloa, an influential politician in Dili, said Mr Ramos Horta had told a group of politicians who visited him this week that he recognised the rebel who shot him but could not remember his name.
Hundreds of Timorese soldiers and police are in the country's mountains, hunting the rebels responsible for the attacks.
Their leader, Gastao Salsinha, this week sent a handwritten message from the mountains declaring he would surrender only to Mr Ramos Horta when he returned to the country.
But soldiers and police have orders to kill the rebels if they do not surrender immediately.
Tradução:
Com uma bala no cérebro, um soldado de Timor vai ao peixe e batatas fritas
The Age
Lindsay Murdoch, Darwin
Março 15, 2008
Um oficial das forças armadas de Timor-Leste baleado durante os ataques em Dili no mês passado saiu do hospital em Darwin com centenas de fragmentos duma bala alojados no cérebro.
Os médicos do Royal Darwin Hospital esperam que Celestino Fili Gama seja capaz de retomar a sua vida normal com os fragmentos ainda no cérebro depois de ter feito uma recuperação extraordinária.
"Ele tem muita sorte, mas terá problemas para passar nos detectores de metais nos aeroportos," disse o Dr Gavin Chin ontem ao The Age.
"Se a bala tivesse tido uma trajectória minimamente diferente teria morrido."
O Sr Gama, um tenente, foi baleado pelo menos duas vezes durante um tiroteio em casa do Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta, que também ficou gravemente ferido.
Os médicos que trataram o Sr Gama em Dili antes de ter sido aero-transportado para Darwin tinham-lhe dado poucas possibilidades de sobreviver.
X-rays em Darwin mostraram partes das balas alojadas completamente na metade esquerda do seu cérebro.
"Havia literalmente centenas de pequenos fragmentos," disse o Dr Chin.
"Não era possível removê-los sem causar mais danos."
O Sr Gama, 32 anos, ontem saiu pelo seu pé do hospital depois de ter tido alta e foi até ao Stokes Hill Wharf de Darwin para um almoço de peixe e batatas fritas.
"Estou-me a sentir muito melhor … quase de volta ao normal," disse ele.
O Sr Gama terá cuidados de re-habilitação ambulatório no hospital durante vários meses.
O Dr Chin disse que o Sr Gama tinha algumas dificuldades a falar e algumas paralisias no corpo.
O Sr Gama não quis falar do que aconteceu na casa do Sr Ramos Horta num monte sobre o porto de Dili, perto de onde o Sr Gama vive com a mulher e dois filhos pequenos. Mas acredita-se que por acaso ele passava de carro perto da casa quando foi baleado por um pistoleiro desconhecido.
O Sr Gama disse que estava contente por o Sr Ramos Horta estar a recuperar no Private Hospital em Darwin depois de seis operações, sendo a última um enxerto de pele esta semana.
O Sr Ramos Horta sofreu horríveis feridas no peito e no estômago quando foi baleado duas vezes e ficou deitado no chão a sangrar durante pelo menos 30 minutos antes da ambulância chegar.
Espera-se o regresso do Sr Ramos Horta dentro de semanas para uma recepção de herói em Dili. Ontem, ele emitiu uma declaração do hospital dizendo que tinha total confiança nos líderes de Timor-Leste para para lidarem com a crise no país.
Ele negou notícias dos media que tinha dito que quem o tinha baleado fora o amotinado Marcelo Caetano. Disse que não tinha feito nenhuma declaração sobre os ataques de 11 de Fevereiro.
Mário Carrascalão, um político influente em Dili, disse que o Sr Ramos Horta tinha contado a um grupo de políticos que o tinham visitado esta semana que tinha reconhecido o amotinado que o tinha baleado mas que não se conseguia lembrar do nome dele.
Centenas de polícias e de soldados Timorenses estão nas montanhas do país, à caça dos amotinados responsáveis pelos ataques.
O líder deles, Gastão Salsinha, enviou esta semana, das montanhas, uma mensagem escrita à mão declarando que se rende apenas ao Sr Ramos Horta quando ele regressar ao país.
Mas os soldados e polícias têm ordens para matar os amotinados se não se renderem imediatamente.
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Santa hipocrisia...
"O Governo entende que a melhoria do sistema judiciário de Timor-Leste, faz parte de um processo mais amplo da reforma do Estado e de desenvolvimento económico e social. Justiça que não é célere, eficaz e universal, contribui para um clima de impunidade, enfraquecendo a autoridade democrática do Estado."
"Sem prejuízo dos valiosos avanços conseguidos até aqui, este Governo considera que a organização judiciária tem que ser repensada para que, por um lado, nenhum cidadão, seja qual for o seu estatuto social, profissional ou económico esteja acima da Lei e, por outro, para que sejam conciliados os ideais de desenvolvimento, liberdade e segurança."
Xanana Gusmão
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20:08
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Alocução PM por ocasião da tomada de posse de novos Magistrados
Alocução de Sua Execelência o Primeiro-Ministro Kay Rala Xanana Gusmão por ocasião da cerimónia de tomada de posse dos Juizes, Procuradores e Defensores Públicos, hoje, 14 de Março, No Tribunal de Recurso em Caicoli, Dili.
REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
ALOCUÇÃO
DE SUA EXCELÊNCIA O PRIMEIRO-MINISTRO
KAY RALA XANANA GUSMÃO
POR OCASIÃO DA CERIMÓNIA DE TOMADA DE POSSE
DOS JUÍZES, PROCURADORES E DEFENSORES PÚBLICOS
14 de Março de 2008
Tribunal de Recurso
Caicoli, Díli
Exmos. Senhores Magistrados e Defensores Públicos
Senhoras e Senhores,
Quero em primeiro lugar congratular os Juízes, Procuradores e Defensores Públicos estagiários que frequentaram o segundo curso no Centro de Formação Jurídica e que acabaram de tomar posse nas suas novas funções. A formação de mais dez “operadores judiciários” constitui mais um passo no árduo caminho que é o processo de edificação de um dos principais Órgãos de Soberania do País, que são os Tribunais.
Desde que a nossa Nação é soberana e independente que todos os esforços têm sido realizados no sentido de consolidar uma cultura judiciária com tribunais que funcionem de uma forma imparcial, acessível e eficaz. A formação de Juízes, Procuradores e Defensores Públicos, modelo que vem sendo desenvolvido no Centro de Formação Jurídica, faz parte deste desígnio, não podendo deixar de expressar o meu agradecimento a todos os que colaboraram para o êxito deste curso. O progresso na formação de Magistrados, deve ser considerado como uma riqueza inestimável para o País.
O Governo entende que a melhoria do sistema judiciário de Timor-Leste, faz parte de um processo mais amplo da reforma do Estado e de desenvolvimento económico e social. Justiça que não é célere, eficaz e universal, contribui para um clima de impunidade, enfraquecendo a autoridade democrática do Estado.
Mais do que nunca, na nossa recente história, a Justiça é encarada como uma premissa essencial para ultrapassar a crise que vivemos e dar um voto de esperança ao Povo, devolvendo-lhe a confiança nas instituições democráticas do País. Sem prejuízo dos valiosos avanços conseguidos até aqui, este Governo considera que a organização judiciária tem que ser repensada para que, por um lado, nenhum cidadão, seja qual for o seu estatuto social, profissional ou económico esteja acima da Lei e, por outro, para que sejam conciliados os ideais de desenvolvimento, liberdade e segurança.
Vivemos momentos difíceis em que a própria ordem constitucional democrática foi posta em causa e cujos factores são de uma complexa dimensão social e política. Feito o diagnóstico, revela-se de especial importância o desenvolvimento da área criminal, com especial ênfase na investigação de crimes e numa maior articulação com o aparelho policial, sobretudo com a polícia de investigação criminal.
O desenvolvimento de capacidades nesta área, acompanhado de um eficaz sistema de prisões preventivas, de estabelecimentos prisionais, incluindo a criação de um estabelecimento prisional militar, e novas abordagens de combate à criminalidade e insegurança, fomentará a Justiça, a Segurança e o Bem-Estar de todos, sendo este o objectivo e a razão de ser do Estado.
Quando a autoridade democrática do Estado é posta em causa, exige-se que o poder se exerça: poder legislativo, executivo e de administração da justiça em nome do povo - juntos temos que preparar uma resposta colectiva para que o nosso Povo viva com a dignidade que merece.
A melhoria da administração da justiça, a reforma da gestão do sistema e a aceleração dos procedimentos processuais são prioridades para este Governo mas que só serão eficazes se os tribunais forem dotados de recursos humanos suficientes e capazes. Os Magistrados e Defensores Públicos são os servidores dos interesses da Nação, dos interesses do Povo, na firme defesa do Estado de Direito Democrático que a Constituição consagra e, por isso, o nobre papel que lhes estará confiado no futuro, é o de serem reconhecidos pela comunidade como o garante dos direitos fundamentais.
Senhores Juízes, Procuradores e Defensores Públicos,
Ao incorporarem os Tribunais e as instituições judiciais estão a assumir um compromisso com toda a comunidade, de promoção da Justiça e da defesa dos direitos e legítimos interesses dos cidadãos, que começa numa conduta responsável e na acção por uma justiça pronta e eficaz todos os dias.
Da parte do Governo, enquanto Primeiro-Ministro, dou a garantia de permanente apoio institucional nesta vossa missão e no apelo à cooperação dos cidadãos, sendo para isso necessário a adequada compreensão dos sistemas e dos actos para que se lhes pede cooperação, o que passa por uma campanha prolongada de informação, para que mais tarde não possam invocar desconhecimento das consequências dos seus comportamentos condenáveis.
Por isto, este Governo está empenhado no esclarecimento e na participação cívica, adoptando uma política transversal para o sector da justiça, que passa pelas escolas e pela educação. É fundamental que os jovens percebam em que medida a democracia, o desenvolvimento e o bem-estar, estão dependentes de uma justiça que funciona, incutindo uma cultura de rigor e de responsabilização, não apenas nos órgãos do poder e dos agentes da justiça mas em todos os cidadãos.
Desejo-vos um bom trabalho na contribuição para a solução de problemas que afectam a nossa sociedade e o nosso Povo. A sociedade timorense conta com a vossa dedicação e empenho.
Muito obrigado.
Kay Rala Xanana Gusmão
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UNMIT – MEDIA MONITORING - Thursday, 14 March 2008
"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."
National Media Report
TVTL News Coverage
Lasama: Salsinha not far away: The Acting President of the Republic, Fernando Lasama, has again asked Salsinha to surrender. "I think he is still here in Timor-Leste. We hope that he will think about the solution for the nation ... if Salsinha opens fire, then members of the operation will of course defend themselves," said PR Lasama.
Related to the statement of Prosecutor General Longuinhos Monteiro that some people are influencing Salsinha not to surrender, Acting President Lasama said it would be in the interests of some people if Salsinha died as he would also bury with him all the information he had. “We consider him to be a main witness as he led the attack against PM Xanana in Balibar. I think Salsinha has lots of information about this,” said Acting PR Lasama on Thursday (13/2) in Palacio das Cinzas Caicoli, Dili. (DN)
Tara: Petitioners have option to return to military: Major Tara said that the petitioners have an option to return to the military as stated in the questionnaires provided by the Government. "Some questions asked: Do you want to return to the military even though you left it for two years?' Provide your explanation," said Major Tara after meeting with PM Xanana on Thursday (13/2) in Palacio do Governu, Dili.
RTL News Coverage
No RTL news.
Print Coverage
Lasama: “Salsinha key informant of February 11”: The Acting President of the Republic, Fernando Lasama considers Salsinha to be the key person in the attempts made against PR Ramos-Horta and PM Xanana on February 11. Related to the statement of Prosecutor General Longuinhos Monteiro that some people are influencing Salsinha not to surrender, Acting President Lasama said it would be in the interests of some people if Salsinha died as he would also bury with him all the information he had. “We consider him to be a main witness as he led the attack against PM Xanana in Balibar. I think Salsinha has lots of information about this,” said Acting PR Lasama on Thursday (13/2) in Palacio das Cinzas Caicoli, Dili. (DN)
Fretilin asks Govt to implement ICI resolutions: Fretilin MP in the National Parliament has asked Prime Minister Xanana Gusmao to implement the resolution of the International Commission of Inquiry approved by the National Parliament to investigate the attacks against PR Horta and PM Xanana on February 11.
"It has already been one month since the events of February 11. The Government should implement the International Commission of Inquiry immediately in order to get to the truth of the matter," said Francisco Miranda, Fretilin member of NP on Thursday (13/3) in the National Parliament. (DN)
National News Sources:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)
Tradução:
UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Quinta-feira, 14 Março 2008
"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e do seus conteúdo não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."
Relatos dos Media Nacionais
TVTL Cobertura de Notícias
Lasama: Salsinha não está longe: O Presidente da República Interino, Fernando Lasama, tornou a pedir a Salsinha para se render. "Penso que ele está ainda aqui em Timor-Leste. Esperamos que ele pense acerca da solução para a nação ... se Salsinha abrir fogo, então obviamente os membros da operação se defenderão a eles próprios," disse o PR Lasama.
Relacionado com a declaração do Procurador-Geral Longuinhos Monteiro de algumas pessoas estarem a influenciar Salsinha para não se render, o Presidente Interino Lasama disse que é do interesse de algumas pessoas que Salsinha morra dado que levaria com ele para a cova a informação que tinha “Consideramos que ele é a testemunha principal dado que ele liderou o ataque contra o PM Xanana em Balibar. Penso que Salsinha tem muita informação à cerca disto,” disse o PR Interino Lasama na Quinta-feira (13/2) no Palácio das Cinzas Caicoli, Dili. (DN)
Tara: Peticionários têm a opção de voltar para as forças militares: O Major Tara disse que os peticionários têm uma opção para voltarem para as forças militares conforme está declarado nos questionários entregues pelo Governo. "Algumas questões perguntam: Quer regressar para as forças militares mesmo apesar de ter saído há dois anos ?' Dê a sua explicação," disse o Major Tara depois de se encontrar com o PM Xanana na Quinta-feira (13/2) no Palácio do Governo, Dili.
RTL Não houve Cobertura de Notícias
Cobertura Impressa
Lasama: “Salsinha informador chave de 11 de Fevereiro”: O Presidente da República Interino, Fernando Lasama considera que Salsinha é a pessoa chave nos atentados contra PR Ramos-Horta e PM Xanana em 11 de Fevereiro. Relacionado com a declaração do Procurador-Geral Longuinhos Monteiro que algumas pessoas estão a influenciar Salsinha para não se render, o Presidente Interino Lasama disse que seria do interesse de algumas pessoas se Salsinha morrer dado que isso enterraria também com ele a informação que ele tivesse. “Consideramos que ele é a testemunha principal dado que ele liderou o ataque contra o PM Xanana em Balibar. Penso que Salsinha tem muitas informações sobre isto,” disse o PR Interino Lasama na Quinta-feira (13/2) no Palácio das Cinzas Caicoli, Dili. (DN)
Fretilin pede ao governo para implementar as resoluções da CII: Um deputado da Fretilin no Parlamento Nacional pediu ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão para implementar a resolução da Comissão Internacional de Inquérito aprovada pelo Parlamento Nacional para investigar os ataques contra PR Horta e PM Xanana em 11 de Fevereiro.
"Já passou um mês desde os eventos de 11 de Fevereiro. O Governo deve implementar a Comissão Internacional de Inquérito imediatamente de modo a obter-se a verdade da matéria," disse Francisco Miranda, deputado da Fretilin do PN na Quinta-feira (13/3) no Parlamento Nacional. (DN)
Fontes de Notícias Nacionais:
Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Nacional (DN)
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Weekly Security Brief 8-14 March 2008
Unmit PIO
This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.
8-14 March 2008
The security situation across the country remains stable but fragile. The 10pm to 6am curfew continues.
During the past week, a total of 26 security incidents were reported for the whole country; 22 in Dili and 4 in the districts (reporting period 5-11 March). The majority of security incidents continue to be low-level assaults and minor public disturbances. Two homicides were reported in Dili and one in Bobonaro. There were no incidents of group fighting. A total of 157 arrests were made, primarily for curfew violations.
In order to maintain a strong security presence in Dili, over 300 United Nations Police from Portugal, Bangladesh, and Malaysia together with the Australian Federal Police and PNTL Task Force are actively patrolling all areas of the city.
There were two arrests made for suspects related to the October 2007 Border Patrol Unit case. The suspects have been presented before the courts.
There have been no security incidents at the IDP camps. A total of 139 families have received the Government’s recovery package and successfully reintegrated into their communities. A further 627 families have registered their willingness to return and are waiting to be verified. This week, 42 families left the Dominican sisters IDP camp in Dili to return home.
There have been no serious security incidents at Aitarak-laran where an estimated 670 petitioners are still gathered.
Tradução:
Resumo de segurança da semana 8-14 Março 2008
Unmit PIO
Esta é uma emissão da Polícia da ONU em Timor-Leste para lhe dar informação sobre a situação da segurança pelo país.
8-14 Março 2008
A situação da segurança no país mantém-se estável e frágil. Continua o recolher obrigatório das 10 pm até às 6 am.
Durante a semana passada, foram reportados um total de 26 incidentes de segurança em todo o país; 22 em Dili e 4 nos distritos (período reportado 5-11 Março). A maioria dos incidentes de segurança continuam a ser assaltos de baixo nível e distúrbios públicos menores. Foram reportados dois homicídios em Dili e um em Bobonaro. Não houve qualquer incidente de luta de grupos. Fez-se um total de 157 detenções, principalmente por violações ao recolher obrigatório.
De modo a manter uma forte presença de segurança em Dili, mais de 300 polícias da ONU de Portugal, Bangladesh, e Malásia juntamente com a Polícia Federal Australiana e a Task Force da PNTL estão a patrulhar activamente todas as áreas da cidade.
Houve duas prisões a suspeitos relacionados com o caso da Unidade da Patrulha da Fronteira em Outubro de 2007. Os suspeitos foram levados a tribunal.
Não houve nenhuns incidentes de segurança nos campos de deslocados. Um total de 139 famílias receberam o pacote de recuperação do Governo e reintegraram-se com sucesso nas suas comunidades. Mais 627 famílias registaram a sua vontade em regressarem a estão à espera da verificação. Esta semana, 42 famílias deixaram o campo de deslocados das irmãs Dominicanas em Dili para voltarem a casa.
Não houve nenhum incidente grave de segurança em Aitarak-laran onde ainda estão reunidos numa estimativa 670 peticionários.
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Timor suspect urged to give up
Paul Toohey and Mark Dodd- March 14, 2008
The Australian
MARCELO Caetano may be the most worried man in Southeast Asia right now.
As The Australian reported yesterday, Arsenio Ramos Horta revealed that it was Caetano who shot his brother, East Timor President Jose Ramos Horta, during a raid on his villa on February 11.
Arsenio said the President recognised Caetano because he had allowed him to recuperate in his private villa after Caetano had himself been shot in 2006.
A senior East Timorese government source said last night: "Let's remember he's innocent until proven guilty. He's got to have his day in court. He really needs to surrender, come here (to Dili) and explain himself."
Caetano is one of a dwindling band of ex-army petitioners refusing to surrender to Timorese authorities. He is understood to be with rebel leader Lieutenant Gastao Salsinha and 30 other hardcore rebels holed up in the Ermera district, west of Dili.
Over recent days, 350 heavily armed soldiers and 150 national police have been closing in on Salsinha's group. They have orders to kill. Prime Minister Xanana Gusmao has lost patience after the rebels broke several surrender deadlines.
The Weekend Australian reported on Saturday that Salsinha had been ready to surrender at the weekend. But reports yesterday suggested he wanted to wait until Mr Ramos Horta returned to East Timor after recuperating in Australia.
Yesterday, Salsinha and his men had turned off their phones. Government mediators have been desperate to keep lines open lest a battle between government forces and rebels provokes further deadly street violence in Dili.
It is telling to note that the Australian-led International Stabilisation Force is staying well clear of the frontline action in order not to upset East Timorese from the western part of the country, from where the rebels draw much support.
Amaro Suarez da Costa, also known as Susar, has sworn he did not shoot the President. He was standing alongside Caetano - at a distance of 18 or 19m - when Ramos Horta took two bullets.
The Portuguese news agency Lusa last month obtained a preliminary UN report into the attacks, which said that three rebels stayed outside the Ramos Horta compound and did not enter with Major Alfredo Reinado and six other men wearing balaclavas. Reinado was shot dead in the raid.
The men who stayed outside, in the position from where the President was shot, and not wearing balaclavas, were said to be Alferes Francisco, Susar and Caetano. A source who did not wish to be named said Caetano is known as "a good fellow".
"He was shot several times in the chest on the night of April 28, 2006, just as the petitioner crisis started. Ramos Horta took Marcelo to his house to get him better and after Alfredo (Reinado) escaped from jail in August (2006) he went to join Alfredo and stayed with him ever since."
Salsinha - a former junior army officer once implicated in a sandalwood smuggling racket - has admitted he was involved in last month's leadership attack and is one of 18 people for whom arrest warrants were issued.
Arsenio Ramos Horta said it was "unbelievable" to think Caetano, a man who his brother helped, had turned on him.
Tradução:
Pedem a suspeito de Timor que desista
Paul Toohey e Mark Dodd- Março 14, 2008
The Australian
MARCELO Caetano pode ser o homem mais preocupado na Ásia do Sudeste neste momento.
Como noticiou o The Australian ontem, Arsénio Ramos Horta revelou que foi Caetano quem baleou o seu irmão, o Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta, durante um assalto na sua residência em 11 de Fevereiro.
Arsénio disse que o Presidente reconheceu Caetano porque tinha autorizado que ele recuperasse na sua casa particular depois do próprio Caetano ter sido baleado em 2006.
Uma fonte de topo do governo Timorense disse ontem à noite: "Há que lembrar que ele é inocente até ser provado culpado. Ele tem que ser julgado no tribunal. Ele precisa realmente de se render, vir para cá (para Dili) e explicar-se."
Caetano é um dos do bando em vias de diminuição dos ex-peticionários das forças armadas que se recusam entregar às autoridades Timorenses. Sabe-se que está com o líder amotinado Tenente Gastão Salsinha e trinta outros amotinados da pesada escondidos no distrito de Ermera, a oeste de Dili.
Nos últimos dias, 350 soldados pesadamente armados e 150 polícias nacionais têm estado a fechar o cerco ao grupo de Salsinha. Eles têm ordens para matar. O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão perdeu a paciência depois dos amotinados terem quebrado várias datas limites para se entregarem.
O Weekend Australian noticiou no Sábado que Salsinha tinha estado prestes a render-se no fim-de-semana. Mas notícias de ontem sugerem que ele quis esperar até o Sr Ramos Horta regressar a Timor-Leste depois de recuperar na Austrália.
Ontem, Salsinha e os seus homens desligaram os telefones. Mediadores do governo têm estado desesperados a manter as linhas abertas para que não haja uma batalha entre forças do governo e os amotinados que provoque mais violência mortal bas ruas emDili.
Vale a pena sublinhar que a Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos está bem longe da fronteira da acção de modo a não preocupar os Timorenses da parte oeste do país, de onde os amotinados recolhem muito apoio.
Amaro Suarez da Costa, também conhecido por Susar, jurou que não baleou o Presidente. Ele estava ao lado de Caetano – numa distância de 18 ou 19 m – quando Ramos Horta recebeu as duas balas.
A agência Portuguesa de notícias Lusa obteve no mês passado um relatório preliminar da ONU sobre os ataques, onde se dizia que três amotinados ficaram no exterior do complexo de Ramos Horta e que não entraram com o Major Alfredo Reinado e seis outros homens encapuçados. Reinado foi morto a tiro no assalto.
Os homens que ficaram no exterior, na posição de onde o Presidente foi baleado, e sem usarem capuchos, diz-se que são Alferes Francisco, Susar e Caetano. Uma fonte que não quis ser identificada disse que Caetano é conhecido como "um bom rapaz".
"Ele foi atingido por vários tiros no peito na noite de 28 de Abril de 2006, exactamente quando começou a crise dos peticionários. Ramos Horta levou Marcelo para a sua casa para o pôr melhor e depois de Alfredo (Reinado) ter escapado da prisão em Agosto (2006) ele foi juntar-se a Alfredo e ficou com ele desde então."
Salsinha – um antigo oficial das forças armadas de baixa patente esteve antes implicado numa fraude de contrabando de madeira de sândalo – admitiu que esteve envolvido no ataque do mês passado à liderança e é uma das 18 pessoas contra quem foram emitidos mandatos de captura.
Arsénio Ramos Horta disse que era "inacreditável" pensar que Caetano, um homem que o seu irmão ajudou, se tinha virado contra ele.
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"UNMIT Weekly" No. 33
Unmit PIO
The English language version of the "UNMIT Weekly" No. 33 is now available on-line. Featured stories this week:
. New judges, prosecutors, public defenders ready to begin work
. Families from Dominican Sisters IDP camp return home
. Q & A: Why hasn’t there been a dialogue in Beto Naroman?
. Clinic rehabilitated with ‘Quick Impact Project’ funds
. UNPol learn to train on human rights and law enforcement
. Upcoming UN Events and Observances – March 2008
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Tradução:
"Semanário da UNMIT" No. 33
Unmit PIO
A versão em Inglês da "UNMIT Weekly" No. 33 está agora disponível on-line. Histórias desenvolvidas esta semana:
. Novos juízes, procuradores, defensores públicos prontos para começarem a trabalhar
. Famílias do campo de deslocados das irmãs Dominicanas voltam para casa
. P & R: Porque é que não houve um diálogo em Beto Naroman?
. Clínica re-habilitada com financiamentos do ‘Projecto de Impacto Rápido’
. UNPol ensina a formar em direitos humanos e aplicação da lei
. Os próximos Eventos e Observâncias da ONU que estão para vir – Março 2008
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Salsinha e grupo "continuam cercados e localizados"
Díli, 14 Mar (Lusa) - O ex-tenente Gastão Salsinha e o seu grupo de fugitivos "continuam cercados e localizados", afirmou hoje à agência Lusa uma fonte militar em Díli, Timor-Leste.
"Não houve nenhuma fuga do grupo de Salsinha", declarou à Lusa um oficial do Comando Conjunto da operação "Halibur", de captura dos suspeitos pelos ataques de 11 de Fevereiro.
"O grupo de Salsinha, que se dividiu em grupos mais pequenos, continua cercado pelas nossas forças, que têm acompanhado a movimentação desses elementos", acrescentou a mesma fonte, que pediu para não ser identificada.
"O objectivo da nossa operação continua a ser a captura dos fugitivos sem disparar um tiro. Se quiséssemos atingir o grupo de Salsinha, já o teríamos feito há muito", explicou o oficial.
"A circunscrição do grupo de Salsinha pelas nossas forças não quer dizer que não se movimentem no terreno, que é uma zona muito difícil, montanhosa, e onde tem chovido muito e feito nevoeiro nos últimos dias", acrescentou.
"Não podemos esquecer que se tratam de homens armados", disse também esta fonte do comando conjunto das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) e Polícia Nacional (PNTL).
De forma a concentrar recursos na operação "Halibur", as F-FDTL diminuíram o número de postos de segurança estática em Díli, de 14 para cinco, "com uma média de cinco soldados em cada local", segundo a mesma fonte militar.
Gastão Salsinha, líder dos peticionários das Forças Armadas desde Janeiro de 2006, está em fuga desde 11 de Fevereiro, data do duplo ataque contra o Presidente da República, José Ramos Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão.
Salsinha liderou o ataque a Xanana Gusmão, pouco depois de Alfredo Reinado atacar a residência de José Ramos-Horta em Díli.
O ex-tenente aceitou render-se às autoridades dia 07 de Março, segundo o procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, com quem estabeleceu um acordo para a entrega de 31 homens e 18 armas.
PRM.
Lusa/Fim
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E Timor rebels cut communications
The Australian
Paul Toohey March 13, 2008
ALL communications lines to the rebels being hunted down by hundreds of government soldiers in the western part of East Timor have gone down, sparking concern among negotiators.
A senior East Timorese government source said the rebels, led by Lieutenant Gastao Salsinha, had today “disconnected their communications”.
The source said mediators had been trying to persuade the rebel group – said to comprise 30 men, most of them armed – to hand over the rebel Marcelo Caetano.
The Australian revealed today that President Jose Ramos Horta had identified Caetano, a junior officer, as the man who shot him twice on the morning of February 11.
The source said that earlier today mediators had been trying to persuade the group to hand Caetano over, partly for the safety of Caetano before the East Timorese soldiers got to him, and partly for the safety of the whole rebel outfit.
However, the rebels believe they can be targeted when their phones are on - whether or not they are making calls.
While such “triangulation” technology is available internationally, it is not known whether it is being deployed against the rebels in East Timor.
Mediators hoping to persuade the rebels to surrender fear the communication shutdown is a bad sign for the group.
It suggested they might be going into military mode and preparing for shootout.
It was also axiomatic that while the lines were down, any chance of negotiation was gone. “The military operation is ongoing,” said the source.
Tradução:
Amotinados de Timor-Leste cortam comunicações
The Australian
Paul Toohey Março 13, 2008
Todas as linhas de comunicações para os amotinados que estão a ser procurados por centenas de soldados do governo na parte ocidental de Timor-Leste foram silenciadas, desencadeando preocupações entre os negociadores.
Uma fonte de topo do governo Timorense disse que os amotinados, liderados pelo Tenente Gastão Salsinha, tinham hoje “desligado todas as comunicações”.
A fonte disse que os mediadores tinham tentado que o grupo dos amotinados – que dizem ter 30 homens, a maioria deles armados – entregue o amotinado Marcelo Caetano.
The Australian revelou hoje que o Presidente José Ramos Horta tinha identificado Caetano, um oficial de baixa patente, como sendo o homem que o baleou duas vezes na manhã de 11 de Fevereiro.
A fonte disse que hoje, mais cedo, os mediadores têm estado a tentar persuadir o grupo a entregar Caetano, parcialmente para a segurança de Caetano, antes dos soldados Timorenses o apanharem, e parcialmente para a segurança de todo o grupo dos amotinados.
Contudo, os amotinados acreditam que podem ser alvejados quando tiverem os telefones ligados – estejam ou não a fazer chamadas.
Conquanto tal tecnologia de “triangulação” esteja internacionalmente disponível, não se sabe se está a ser usada contra os amotinados em Timor-Leste.
Os mediadores que têm esperança de persuadir os amotinados a renderem-se, receiam que o fecho das comunicações é um mau sinal para o grupo.
Isso sugere que podem estar a entrar numa lógica militar e a prepararem-se para os tiros.
É também axiomático que enquanto as linhas estiverem desligadas, não há nenhuma possibilidade para negociações. “A operação militar está em curso,” disse a fonte.
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Marcelo Caetano tentou matar Presidente José Ramos-Horta
DN, 14/03/08
Departamento de Estado dos EUA denuncia violações de direitos humanos no território
O Presidente Ramos-Horta conhecia bem o militar rebelde que disparou sobre ele no ataque de 11 de Fevereiro, segundo o diário The Australian na sua edição de ontem.
Ramos-Horta, que permanece hospitalizado em Darwin, afirmou que o atirador se chama Marcelo Caetano e que fazia parte do grupo do ex-major Alfredo Reinado, assegurou ao diário australiano Arsénio Ramos-Horta, irmão do Presidente. "José reconheceu-o, ele não disse nada quando disparou. O meu irmão foi atingido estava ele a 18 a 20 metros de Marcelo", declarou Arsénio. A ironia da situação é que Ramos-Horta, ferido com gravidade no tronco, seguiu o tratamento de Marcelo Caetano quando este, há de dois anos, foi também ferido por disparos no tronco.
"O Presidente conhecia-o bem. Marcelo foi atingido por uma bala há dois anos na localidade de Tasi Tolu, a oeste de Díli", segundo a descrição do irmão de Ramos-Horta. Quando "foi preciso operá-lo, o meu irmão fez com que ele tivesse os melhores médicos de Díli". Ainda segundo Arsénio, Caetano permaneceu duas semanas em convalescença na casa do irmão.
Num desenvolvimento separado, o relatório do Departamento de Estado dos EUA sobre os Direitos Humanos para 2007 registou múltiplos abusos cometidos pelas forças de segurança de Timor-Leste."Durante o ano, as forças de segurança e outros protagonistas cometeram nove assassínios, um decréscimo de 29 em 2006. Muitas das execuções foram politicamente motivadas", lê-se no documento.
"Houve ocasiões em que elementos das forças de segurança actuaram fora da autoridade do Governo", lê-se no documento, embora afirmando que o poder civil exerceram "geralmente" controlo efectivo sobre as Forças de Defesa e da Polícia Nacional. O relatório destaca "execuções extrajudiciais de motivação política", "uso excessivo da força e abuso da autoridade pela polícia". O relatório refere ainda que "as condições nos campos para deslocados colocaram em risco a saúde, segurança, educação e os direitos de mulheres e crianças". - AFP/LUSA
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "