quarta-feira, junho 06, 2007

GRUPO MUDANÇA: "DESONESTO E ILEGÍTIMO"

Vota para a FRETILIN!
Eleições Legislativas 2007

"Defendamos a independência de Timor-Leste"

Comunicado a imprensa
6 Junho 2007


Arsénio Bano, membro do Comité Central da FRETILIN e candidato a deputado pela lista da FRETILIN, acusou hoje o auto-denominado "Grupo Mudança", de desonesto e ilegítimo. "O grupo Mudança violou a Lei Eleitoral e o Código de Conduta por participar na campanha eleitoral
do Congresso Nacional de Reconstrução Timorenses (CNRT) liderado pelo ex-Presidente da República, José Alexandre Gusmão" disse Bano.

Bano afirmou que "os membros do referido Grupo fazem a campanha a favor do Congresso Nacional de Reconstrução Timorense utilizando a denominação e os símbolos da FRETILIN. Bano referiu em particular ao artigo 64 da referida lei que estatui:

"Aquele que durante a campanha eleitoral utilizar o nome de um candidato ou símbolo de qualquer partido com o intuito de os prejudicar ou injuriar é punido com pena de prisão de 1 mês ou multa de 50 a 150 USD".

"A autodenominada Fretilin Mudança não consta no registo no Ministério da Justiça nos termos da lei n° 3/2004, de 14 de Abril. Assim, o grupo não tem personalidade jurídica nem capacidade
judiciária", continuou.

O Grupo tem estado a actuar fora do círculo da FRETILIN contrariando assim as regras da militância definidas no âmbito dos estatutos do partido. Alguns dos seus membros são candidatos a deputados pela lista do CNRT mas continuam a identificar-se publicamente como membros do partido FRETILIN tentando assim manipular ou confundir o eleitorado. Eles tencionam dividir o partido e os seus apoiantes em benefício do CNRT.

"Tais manobras politicas constituem um grave atentado aos princípios democráticos.

Isto é particularmente grave num país onde quase metade do eleitorado é analfabeta,"afirmou Bano.

Bano continuou: "Eles não têm o direito de usar o nome do nosso partido. Nenhum indivíduo ou grupo de indivíduos está acima do partido. A FRETILIN sobreviveu porque tem vindo a pautar-se pelos princípios de organização. Democracia e disciplina são aspectos importantes para a nossa organização obrigando a que todos os membros do partido a acatar decisões adoptadas pela maioria. Quem tenha saído das estruturas do partido e não obedeça as regras partidárias e faça campanha contra nós em beneficio doutro partido, perde o direito de reivindicar como membro do nosso partido. Todos os partidos democráticos actuam assim em todo o mundo."

Para mais informações, contacte com Arsénio Bano +670 7339416 ou
escreva para fretilin.media@gmail.com

www.fretilin-rdtl.blogspot.com, www.timortruth.com

UNMIT – MEDIA MONITORING - Wednesday, 06 May 2007

National Media Reports

The suspect of Viqueque case officially becomes fugitive

The United Nations Mission in Timor-Leste says the suspect in the case of a fatal shooting in Viqueque on Sunday is officially wanted.

“UNMIT is treating the incident that happened in Viqueque very seriously. The person responsible is officially wanted in relation to the fatal shooting,” UNMIT spokesperson, Allison Cooper said on Tuesday (5/6) during an interview at UNMIT headquarters at Barracks-Caicoli, Dili.

Ms. Cooper said that the suspect is the subject of police search. (STL)

Political, security and military observer says to disarmed PNTL of Viqueque

The observer of politics, security and military, Julio Thomas Pinto said the best way to proceed after the fatal shooting of a person in Viqueque on Sunday is to process with police screening in the regions.

Mr Pinto said this would be more effective than spreading inaccurate information about the incident. (TP)

After the public consultation, president will promulgate law of clemency

The leading parliamentary party, the Fretilin has approved a law of truth and clemency despite the controversy raised by the opposition.

The opposition has called on the President to consult with civil society, church and the victims before signing off on the law. (TP)

Timorese will get border access
It is expected that the President of the Republic, José Ramos Horta will negotiate reopening the border between Indonesia and Timor-Leste during his state visit this week. (STL)

The Prime Minister calls upon the Ministry of Interior to investigate Viqueque case
The Prime Minister of Timor-Leste, Estanislau da Silva said he is deeply saddened about the incidents in Viqueque that has resulted in a death. He has called for a full investigation into the incident.

“On behalf of the government, I’d like to give our condolences to the family of the victims,” said Mr. Estanislau.

Furthermore, Mr. Estanislau said that the government will do its best to protect people from further violence. (TP)

Political party appeals supporters to remain calm

The president of the Democratic Party (PD), Fernando de Araujo Lasama has appealed to party supporters in Viqueque to be calm and avoid any provocation from others that will lead to insecurity.

“I would like to take this opportunity to appeal to all supporters of PD not to become involved in violence,” said Mr. Lasama. (STL and TVTL)

Commander of PNTL: “PNTL did not shoot Afonso-Kudalai”

The commander of the PNTL, Afonso de Jesus has said that the fatal shooting in Viqueque on Sunday was not done the PNTL but rather an individual who works for the PNTL. (TP)

Minister brings corruption case to tribunal

At a press conference held by LABEH on Tuesday (5/6), the executive director of Lalenok ba Ema Hotu (LABEH), Christopher Henry Samson stated that of the 55 corruptions cases against all ministries, the Ministry of Health has presented the case to court.

“The Ministry of Health is setting a good example for other ministries to follow,” said Mr. Samson. (TP)



This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.

Wednesday, 6 June 2007


The security situation in the country as a whole has been stable.


Today in Dili, UNPol conducted 33 patrols and attended a total of six incidents. Four of these were traffic accidents. Of the remaining two, one was a fight between two groups in Bairo Pite at around 1130hrs. UNPol arrived and dispersed the group, and there were no reports of any injuries.

Eight political rallies took place yesterday in the districts of Ainaro, Bobonaro, Ermera and Lautem. The only campaign-related security incident that was reported took place in Lautem where when one political convoy was stoned by about 30 people near Cainliu, slightly injuring two campaigners. All the other rallies went peacefully.

UNPol is continuing its investigation into the alleged murders that took place in Viqueque last Sunday. Police officers supported by the ISF are searching for suspects by foot and air, and ballistics testing is ongoing.

The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Report any suspicious activities and avoid traveling the areas affected by disturbances. Call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.

This has been a daily broadcast of the UN Police in Timor-Leste, for the people of Timor-Leste

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "UNMIT MEDIA MONITORING - Tuesday, 05 June 2007": "There is no impunity in this country," Mr Ramos-Horta said.

Ou RH está amnésico ou está sendo hipócrita. O que se chama à situação de Reinado, Rai Los, Salsinha e outros, senão impunidade? Então RH, que mandou suspender a captura de Reinado e nomeou Rai Los para coordenar a sua campanha eleitoral vem dizer-nos que não há impunidade?

"He said the shooting incidents were "saddening" but were also "major crimes which should receive severe punishment.""

Gostava de saber que tipo de "severe punishment" receberam os autores do assalto à casa de Matan Ruak, da matança da família de Rogério Lobato ou dos homicídios no aeroporto. Neste último caso, a reacção do então 1º Ministro RH foi de reafirmar a presença das forças australianas em Timor-Leste durante tempo indeterminado.

Qundo o Palácio do Governo foi invadido por vândalos, a reacção do actual Presidente da República foi sair e mandar sair todos os funcionários, dizendo que se fosse preciso fechava o Palácio durante um ano. Chama-se a isto "severe punishment".

"Severe punishment" foi também o par de sopapos aplicados num garoto que jogava à bola junto ao mar e teve o azar de acertar na viatura de SExa RH.

E que dizer da mobilização de FDTL para Viqueque? Então Mari não foi tão criticado por usar as Forças Armadas em serviço de segurança pública?

E porque não foi enviada tropa para Ermera, Gleno, Same, etc, quando militantes da fretilin foram agredidos ou mesmo assassinados?

Sinceramente, acho que RH não só está seguindo as passadas de Xanana como até se arrisca a ultrapassá-lo. Será que RH também é admirador de Suharto, como o 1º Presidente de Timor? Só faltava...

Dos Leitores

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "DIZ COM QUEM ANDAS DIR-TE-EI QUEM ÉS!":

Conforme a alínea 4 do Artigo 5º da LEI N.O 5/2006 de 28 de Dezembro ÓRGÃOS DA ADMINISTRAÇÃO ELEITORAL:

“Só podem ser nomeados ou eleitos para a CNE cidadãos de reputada idoneidade e carácter que não tenham responsabilidades de direcção em partido político ou em candidaturas eleitorais.”

Caso se confirme o que corajosamente a Ana Loro Metan denuncia resta ao Martinho Germano da Silva Gusmão avançar com a sua demissão e ser substituído pelo seu suplente.

Não o fazendo de imediato e voluntariamente também eu penso que a isenção da CNE está seriamente posta em causa.

UNMIT MEDIA MONITORING - Tuesday, 05 June 2007

National Media Reports

The UN strengthens electoral security after two fatal shootings in Viqueque
The acting chief of the UN Mission in Timor-Leste (UNMIT) Eric Tan, said today that security in Viqueque is being revised following the death of two people in the district on Sunday (3/6).

The first incident occurred one hour after the completion of a National Congress for Reconstruction of Timor-Leste (CNRT) campaign rally in Viqueque town when a man from the nearby town of Ossu was fatally shot in a marketplace at 15.45, following an altercation between CNRT supporters and opponents. UNPol responded quickly and brought the situation under control with the use of tear gas and warning shots to disperse the crowd.

The man was believed to have been shot by an off-duty PNTL officer and a search is underway to apprehend the suspect.

The second incident occurred when a group of CNRT supporters, accompanied by Mr Gusmao, returned the body of the deceased man to Ossu. Initial reports indicate that PNTL fired shots to control a crowd at a roadblock near Ossu. A 24-year old man was fatally shot and a second 16-year old youth was injured.

The CNRT political party is headed by the former President of Timor-Leste, Xanana Gusmao.

"We are treating both shootings seriously," said Eric Tan, the acting head of UNMIT.

"Initial investigations show that the first shooting happened an hour after the rally had concluded. Security was provided for the rally itself. The motivation of the killing is at this stage unknown," he said.

"Neither incident suggests an attempt on Mr Gusmão's life," Mr Tan said.

UNMIT's senior leadership attended a meeting convened by President José Ramos-Horta, with Prime Minister Estanislau da Silva, Minister of the Interior Alcino Barris, the International Stabilization Forces and the F-FDTL in Dili this morning.

The ISF has also deployed a platoon to the region. The United Nations will reinforce its security plan ahead of the June 30 election.

Timor-Leste's most senior leadership also insisted in today's meeting that retaliation for yesterday's event will not be tolerated and have again urged political supporters to remain calm and abide by democratic principles to ensure a free and fair election process, said Mr Tan. (STL)

The law of amnesty approved
At a plenary section of national parliament on Monday (04/6) presided over by vice president of national parliament, Jacob Fernandes and the permanent secretary, Francisco Carlos, approved law No. 30/I/5a regarding truth and measurement of clemency for diverse infractions.

A DN journalist observed that the members of national parliament from PD, PNT and PST who participated left the plenary before national parliament approved the law.

In response to the approved law, the member of national parliament from the Democratic Party (PD), Jose Nominando said that PD's principle has been clear that PD disagrees with a law of clemency or amnesty. (STL)

PNTL action considered barbarian after the Viqueque incidents
The president of PST, Nelson Tomas stated on Monday (4/6) at a press conference held in PST office Balide Dili related to the two fatal shooting in Viqueque, that four political parties namely, National Congress of Reconstruction Timor (CNRT), Democratic Party (PD), East Timor Socialist party (PST) and Coalition of PSD/ASDT considered that the action of the PNTL in Viqueque district as barbarian. (STL)

East Timor President accuses police over shootings
East Timor President José Ramos-Horta said it was police personnel who shot dead two activists during the campaign rallies for a new party headed by former East Timor President Xanana Gusmao.

A group of five armed men opened fire on Alfonso "Kuda Lay" Guterres at the rally by the National Congress of Reconstruction of Timor (CNRT) party in the eastern town of Viqueque on Sunday, he said.

Later in the evening, gunmen also killed another CNRT activist identified as Domingos in Ossu, also in Viqueque district. Another man was wounded in the attack, Mr Ramos-Horta said.

"They were CNRT elements who were shot dead by members of the PNTL (the national police)," Mr Ramos-Horta told journalists at the presidential palace.

He said the shooting incidents were "saddening" but were also "major crimes which should receive severe punishment."

"There is no impunity in this country," Mr Ramos-Horta said.

He said the incident had embarrassed the nation and the country since the police, who should be trusted by the people and able to safeguard the elections, had failed in their duty.

"Several members of the PNTL have engaged in crime ... We see that indiscipline is still very strong within the PNTL," the President said.

He said UN police had begun an investigation into the incident.

Campaigning kicked off last week for the crucial June 30 elections to choose a new prime minister and parliament.

The polls are expected to be a tough contest between the CNRT and Fretilin, which has dominated parliament since East Timor officially gained independence from Indonesia in 2002.

Several people were reportedly injured on Thursday when violence erupted between CNRT and Fretilin supporters at a campaign rally in the eastern city of Baucau, in the district of the same name.

Baucau, Viqueque and Lautem districts were strongholds of Fretilin, the former resistance movement. (STL)

CNE calls on public ministry investigating Viqueque case
The CNE spokesperson, Fr. Martinho Gusmão reportedly said that CNE considered the incident between Fretilin's supporters and CNRT's supporters in Viqueque district, Ossu on Sunday (3/6) as a crime.

CNE observes that a fatal crime occurred during the campaign and the public ministry should investigate this case because it has ruined the electoral campaign for the parliamentary election, said Fr. Gusmão. (STL)

Fatal shooting supporter of CNRT, police scape goat
The president of republic, José Ramos-Horta acknowledged that the PNTL will lose credibility as a result ofthe member of PNTL who shot the militant of CRNT to death in Viqueque district on Sunday (3/6).

I have had a discussion with the minister of interior, Alcino Barris, acting special representative of UN, Eric Tan, Commander of F-FDTL, Taur Matan Ruak, commander of the ISF, Brigadier Mal Rerden and the Prime Minister, Estanislau Aleixo da Silva on how to reinforce the security in electoral campaign since the police have lost the people's confidence," said Mr. Horta before departing to Indonesia on Monday (4/6) in Palacio da Cinzas Caicoli Dili. (TP)

Fatal shooting supporter of CNRT, Fretilin demands investigation
Ruling party Fretilin reportedly demanded that CNRT conduct an independent investigation into the fatal shooting of the CNRT supporter in Viqueque district on Sunday (3/6). (DN)

F-FDTL instructed, deploying in three eastern districts
In response to the conflict which happened on Sunday (3/6) after the rally of CNRT in Viqueque resulting in two fatal shootings, the president José Ramos Horta said on Monday (4/6) that he has ordered the commander of F-FDTL, Brigadier Taur Matan Ruak, to coordinate with International Stabilization Forces (ISF) to deploy F-FDTL in three districts namely Baucau, Lospalos and Viqueque in assuring security for such high risk places. (DN)


International Media Reports

Press Conference by Timor-Leste Special Representative
Source: United Nations

The two rounds of presidential elections in Timor-Leste on 9 April and 9 May had been "deeply satisfying" and proceeded much better than would have been expected six months ago, Atul Khare, the Secretary-General's Special Representative for that country, said at a Headquarters press conference this afternoon.

Briefing correspondents on the situation in the country, Mr. Khare, who also heads the United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT), said that, throughout the process, culminating in the graceful acceptance of the results by the political parties and the transfer of power between then-President Kayrala Xanana Gusm ã o and his successor, José Ramos-Horta, Timorese leaders had conducted themselves wisely, with dignity and respect for democratic principles.

The parliamentary elections, to be held on 30 June, would be more challenging, he cautioned, noting that they would involve 16 political parties represented by 14 lists, because four parties had decided to form two coalitions. However, UNMIT was working hard with the Timorese authorities to ensure they were as successful, peaceful and orderly as the presidential polls.

He said the latest developments gave some reason for hope as the parties were starting to interact more frequently and constructively. A code of conduct and a political party accord had been concluded on 25 May. The code was a continuation of a similar agreement signed ahead of the presidential elections dealing with conduct during the campaign. The political accord, on the other hand, was an innovation focusing on a post-electoral commitment to good governance whereby parties committed themselves to a meaningful role for the opposition should they form the future Government, and to making construction contributions to policy development and legislation should they find themselves in the opposition. That accord boded well for the development of a genuine multiparty, liberal democracy.

Several challenges would remain after the elections, he said. They would include the strengthening and comprehensive review of the security sector, including the future role of the Army and police; review and strengthening of the justice sector; strengthening the rule of law; and ensuring good governance and development in a democratic climate. Hopefully, the new leadership would address those challenges, with the support of the United Nations.

A correspondent asked about the biggest obstacles to development in Timor-Leste.

Mr. Khare cited the process of Government formation, noting that the possibility of forming a governing coalition would have to be examined very carefully as it was statistically unlikely that any single party would gain a clear majority. As a post-conflict country, Timor-Leste had not yet dealt with the challenges of forming a coalition Government. "People are starting to talk about it, at least, and I hope that whatever the results, they will be both acceptable and indeed accepted by the population at large so that the country can move forward and avoid the experience which it had in April/May 2006," he added.

Asked about reports of violence, including one involving a person killed by a grenade, he attributed some such incidents to "criminal martial arts gangs". The police had two suspects and were seeking arrest warrants. A few other incidents could be attributed to political rivalries, but leaders across the political spectrum were condemning such incidents and the current Prime Minister had said they were unacceptable.

In response to a question about sexual abuse, the use of brothels and bad driving by United Nation peacekeepers, the Special Representative said he had implemented a zero-tolerance policy towards any form of misconduct. One person had already been repatriated for losing a weapon and another for driving while under the influence of "a very high intake of alcohol".

Regarding children born out of liaisons between Timorese women and United Nations personnel, he said most such cases related to had happened in the past, but they were being examined. Four allegations of sexual exploitation and abuse had been reported to UNMIT, two of which had been found not to be substantiated. Investigations into the other two were continuing.

He said two dedicated telephone lines had been established for people to report such incidents to the Mission, which was proactively seeking such cases in cooperation with non-governmental organizations and local communities. UNMIT had also established a mechanism by which local people and United Nations staff could report incidents directly to the Special Representative through electronic and physical suggestion boxes.

Asked what happened to women who gave birth in the absence of a child support system, Mr. Khare said that, in some cases, even where paternity had been accepted, "I try to move beyond the legal confines and insist on the father providing support."

A correspondent asked whether Timor-Leste's electoral system entailed proportional representation.

The Special Representative said Timor-Leste's unicameral parliament had 65 seats and a proportional representation system with a few "interesting" requirements, the first of which was that, on every party's list every fourth candidate must be a woman, to ensure at least a 25 per cent participation by women, both as candidates and subsequently in the national parliament.

Asked whether the presidency was merely a ceremonial position, he said it was more than ceremonial, but the premiership had more power. Mr. Gusm ã o was not seeking the premiership, but running for a parliamentary seat as the leader of the new National Council for the Reconstruction of Timor-Leste.

Mr. Khare drew attention to the establishment of a new Committee on High-Level Coordination, which had been formed on the basis of a recommendation by the Security Council. It brought together the President, Prime Minister, the first Deputy Prime Minister, the President of the National Parliament and top UNMIT representatives, including the Special Representative and his two deputies. It provided for collegial and consensual decision-making.


Foreign troops deployed after 2 killed in East Timor campaign violence
5 June 5, 2007
Jakarta Post

DILI, East Timor (AP): International troops were rushed Monday to a volatile region of East Timor where two men were fatally shot during campaigning for parliamentary elections later this month, authorities said.

One of the dead was a campaign worker for independence hero Xanana Gusmao, who is running for prime minister in the upcoming polls, seen as key to restoring stability in the tiny nation, police said.

An off-duty police officer was suspected in the killing in Viqueque district, the United Nations said, indicating bitter divisions in the country's security forces and ruling elite that exploded into violence and political turmoil last year remain a threat.

Later Sunday, Timorese police opened fire on a crowd confronting Gusmao and his supporters as they attempted to return the body to the man's family, the U.N. statement said, citing initial reports. (***)

UNMIT - Security Situation - Tuesday, 5 June 2007

This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.

The security situation in the country as a whole has been stable, although Viqueque remains tense following the shootings on Sunday.


Today in Dili, UNPol conducted 43 patrols and attended a total of five incidents. At around 0730hrs a student was assaulted at Balide Senior High School. Three hours later, UNPol received a report of a group of about 50 - 60 locals approaching a house in Fomento armed with machetes and darts. A Formed Police Unit was quickly dispatched and dispersed the group. At 1222 hrs, UNPol received a report of a fight between two groups at Bairo Pite junction. When officers arrived, the two groups dispersed. There were no injuries or damage to property.

UNPol is continuing its investigation into the alleged murders that took place in Viqueque last Sunday. Officers from the Major Crime Investigation Unit are working with forensics experts and other officers from the National Investigation Unit who arrived on the scene today.

The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Report any suspicious activities and avoid traveling the areas affected by disturbances. Call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.

This has been a daily broadcast of the UN Police in Timor-Leste, for the people of Timor-Leste

«Não podemos ser reféns do passado», afirma Ramos Horta

Diário Digital / Lusa
05-06-2007 9:44:43

O presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, declarou hoje em Jacarta estar satisfeito com o trabalho da comissão mista sobre a violência de 1999, cujo mandato foi alargado por seis meses por acordo entre os dois países.

«Não podemos ser reféns do passado», afirmou o Presidente da República timorense no Palácio Presidencial, na conferência de imprensa conjunta com o chefe de Estado indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, integrada na visita oficial à Indonésia, a primeira viagem ao estrangeiro desde a posse, em Maio.

«Elogio a coragem, o profissionalismo e a integridade dos comissários dos nossos dois países que tomaram em mãos a tarefa que lhes foi atribuída», afirmou José Ramos Horta sobre a Comissão da Verdade e Amizade (KKP).

«Os nossos dois países concordaram em resolver os nossos problemas passados dentro dos princípios de amizade e da reconciliação e não através da justiça, neste contexto», declarou Susilo Bambang Yudhoyono quando questionado pela Lusa sobre se concorda com as amnistias previstas para os culpados de crimes cometidos em Timor-Leste.

«Foi dentro desse espírito que decidimos criar a KKP para lidar com o assunto», acrescentou o Presidente indonésio.

Um grupo alargado de organizações de direitos humanos pediu recentemente aos dois chefes de Estado que encerrem a KKP, que acusam de não ter nem credibilidade nem legitimidade.

«É óbvio pelo seu mandato e pelo seu desempenho que a KKP não é um mecanismo credível para a procura de justiça nem sequer da verdade sobre os acontecimentos em Timor-Leste em 1999, muito menos entre 1975 e 1999», acusa uma plataforma de 30 organizações timorenses, indonésias e internacionais.

Timor-Leste: PR Ramos-Horta em Jacarta com estudantes e um rochedo na agenda

Lusa – 4 Junho 2007
Jacarta, Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa - José Ramos-Horta chegou hoje a Jacarta, Indonésia, para a sua primeira visita ao estrangeiro como Presidente da República timorense, com a delimitação das fronteiras terrestres e a situação dos estudantes na agenda de encontros bilaterais. O Presidente da República de Timor-Leste, que chegou a Jacarta cerca das 16:30 (09:00 em Lisboa), foi directamente para o Cemitério dos Heróis de Kalibata, onde estão sepultados aqueles que receberam uma das condecorações nacionais da República - incluindo os militares indonésios mortos durante a ocupação de Timor-Leste.

O cemitério foi inicialmente construído em 1953.

José Ramos-Horta encontrou-se depois com a comunidade timorense na capital indonésia, oportunidade para contactar e ouvir alguns dos muitos estudantes timorenses em Jacarta.
Há actualmente 1646 estudantes timorenses na Indonésia, sobretudo nas áreas de Engenharia, Economia e Agronomia, segundo o adido de Educação da embaixada de Timor-Leste em Jacarta, Paulino Henrique Ribeiro.

Na terça-feira, José Ramos-Horta abordará no encontro bilateral com as autoridades indonésias, a simplificação da concessão de vistos e a atribuição de bolsas aos estudantes timorenses, explicou o adido de Educação timorense.

Não existe nenhum programa específico de bolsas para timorenses na Indonésia, desde que terminou em 2005 o apoio concedido durante cinco anos pela Fundação Calouste Gulbenkian a 150 estudantes, explicou Paulino Henrique Ribeiro à Lusa.

"Os estudantes sobrevivem pelos seus próprios meios", acrescentou o adido, sublinhando que a primeira despesa é com o visto indonésio.

O visto ordinário para seis meses na Indonésia custa cerca de 250 dólares e a renovação, com a obtenção de uma autorização de residência pelo ministério da Educação indonésio, custa mais o equivalente a 60 dólares, uma soma avultada para o rendimento médio das famílias timorenses.
Outro assunto nas discussões bilaterais durante a visita oficial de José Ramos-Horta é a delimitação das fronteiras terrestres, um processo negocial e de trabalho técnico, iniciado ainda antes da independência de Timor-Leste, em 2002.

"Falta apenas chegar a acordo sobre um por cento das fronteiras terrestres com a Indonésia", declarou à Lusa o principal negociador timorense, Arcanjo Leite, director nacional da Administração do Território.

"Existem condições para que durante esta visita terminemos a questão do ponto de vista político, para depois definir no terreno", no âmbito da subcomissão técnica de delimitação e regulação de fronteiras.

As negociações da definição das fronteiras terrestres entre Timor-Leste e a Indonésia estiveram paradas quase um ano, em parte devido à crise política e militar de 2006, explicou Arcanjo Leite.

Em Dezembro de 2005, delegações dos dois países encontraram-se em Surabaia, Indonésia. No seguimento dessa reunião, um outro encontro bilateral devia ter acontecido em Díli, mas nunca chegou a realizar-se.

Nessa altura, havia desacordo sobre quatro por cento da extensão das fronteiras comuns e a reunião de Surabaia permitiu um acordo político sobre três por cento.

"Tecnicamente, no entanto, não se fez nada mesmo quanto à parte que foi resolvida politicamente", explicou Arcanjo Leite.

"Politicamente não há desacordo, há apenas diferenças de interpretação da aplicação dos tratados de 1904 e de 1915" entre Portugal e a Holanda, as antigas potências coloniais das duas partes da ilha de Timor.

Um dos últimos pontos de discórdia na delimitação fronteiriça entre os dois países é no enclave timorense de Oécussi, onde a Indonésia disputa o ilhéu de Fatu Sinai ("Pedra Sinai", traduzindo à letra da língua tétum), a que os indonésios chamam Batek.

"É um rochedo do tamanho de um campo de futebol, desabitado mas onde desde sempre as populações baiqueno de Oécussi realizam todos os anos cerimónias tradicionais em Fatu Sinai", explicou Arcanjo Leite.
O ilhéu fica muito perto da costa, num ponto do litoral de Oécussi entre dois braços de uma ribeira que faz a fronteira entre Indonésia e o enclave. Na altura da assinatura do tratado sobre a fronteira de Oécussi, em 1915, existia apenas uma ribeira.

Outra vertente da fixação das fronteiras é a sua marcação, com novecentos pilares ao longo de toda a extensão da fronteira principal e no enclave de Oécussi. Em 2005, foram colocados cinquenta marcos, afirmou Arcanjo Leite. O resto está por colocar, o que em muitas áreas não é tarefa fácil.

A delimitação da fronteira terrestre tem também consequências com a posterior definição da fronteira marítima, um assunto sensível porque, como acontece com a Austrália, envolve o acesso e a partilha de recursos do Mar de Timor.

A visita de José Ramos-Horta, que regressa quarta-feira a Díli, prevê um encontro com o Presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, com os embaixadores dos países lusófonos em Jacarta e com potenciais investidores indonésios.
Lusa/Fim

Timor-Leste: "Não podemos ser reféns do passado" - Ramos Horta com PR indonésio

Lusa – 5 Junho 2007 - 07:14

Jacarta - O presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, declarou hoje em Jacarta estar satisfeito com o trabalho da comissão mista sobre a violência de 1999, cujo mandato foi alargado por seis meses por acordo entre os dois países.

"Não podemos ser reféns do passado", afirmou o Presidente da República timorense no Palácio Presidencial, na conferência de imprensa conjunta com o chefe de Estado indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, integrada na visita oficial à Indonésia, a primeira viagem ao estrangeiro desde a posse, em Maio.

"Elogio a coragem, o profissionalismo e a integridade dos comissários dos nossos dois países que tomaram em mãos a tarefa que lhes foi atribuída", afirmou José Ramos Horta sobre a Comissão da Verdade e Amizade (KKP).

"Os nossos dois países concordaram em resolver os nossos problemas passados dentro dos princípios de amizade e da reconciliação e não através da justiça, neste contexto", declarou Susilo Bambang Yudhoyono quando questionado pela Lusa sobre se concorda com as amnistias previstas para os culpados de crimes cometidos em Timor-Leste.

"Foi dentro desse espírito que decidimos criar a KKP para lidar com o assunto", acrescentou o Presidente indonésio.

Um grupo alargado de organizações de direitos humanos pediu recentemente aos dois chefes de Estado que encerrem a KKP, que acusam de não ter nem credibilidade nem legitimidade.

"É óbvio pelo seu mandato e pelo seu desempenho que a KKP não é um mecanismo credível para a procura de justiça nem sequer da verdade sobre os acontecimentos em Timor-Leste em 1999, muito menos entre 1975 e 1999", acusa uma plataforma de 30 organizações timorenses, indonésias e internacionais.

PRM-Lusa/Fim

Timor-Leste: Ramos Horta e Susilo alargam mandato da Comissão da Verdade

Lusa – 5 Junho 2007 - 08:52

Jacarta - Timor-Leste e Indonésia alargaram o mandato da Comissão da Verdade e Amizade (KKP) por mais seis meses, anunciaram hoje em Jacarta os dois chefes de Estado.

O anúncio foi feito após uma reunião bilateral em que a educação, o investimento e a delimitação de fronteiras estiveram também na agenda.

"Não podemos ser reféns do passado e temos que seguir em frente com coragem", afirmou José Ramos Horta na conferência de imprensa conjunta após a reunião com o Presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono, na sua primeira viagem oficial ao estrangeiro desde a eleição para a chefia do Estado, em Maio.

A KKP, que tem comissários de ambos os países, foi criada em Agosto de 2005 para apurar as responsabilidades na violência em Timor-Leste antes do referendo pela independência e nas semanas após o anúncio da vitória do "sim", que terão provocado mais de mil vítimas e a destruição de grande parte da capital timorense.

A KKP decidiu, em Janeiro de 2007, deixar ao critério dos governos de Díli e de Jacarta a concessão de amnistias para quem for considerado culpado desses crimes.

Questionado pela Lusa sobre esta amnistia, o Presidente indonésio declarou que Timor-Leste e Indonésia "concordaram em resolver os problemas do passado dentro dos princípios de amizade e da reconciliação e não através da justiça, neste contexto", declarou Susilo Bambang Yudhoyono.

"Foi dentro desse espírito que decidimos criar a KKP para lidar com o assunto", acrescentou o Presidente indonésio na conferência de imprensa no Palácio Presidencial.

José Ramos Horta concordou com a posição do chefe de Estado indonésio e elogiou "a coragem, o profissionalismo e a integridade dos comissários” que tomaram em mãos a tarefa que lhes foi atribuída por Susilo Susilo Bambang Yudhoyonon e pelo ex-Presidente Xanana Gusmão.

"Acredito que a KKP vai satisfazer as pessoas de ambos os lados e criará um precedente para outros países lidarem com situações semelhantes", acrescentou José Ramos Horta.

"Apoiei a KKP desde o início no sentido de que os dois países têm que olhar em frente. Nas relações entre países através da História, em qualquer lado, há lições positivas, há experiências positivas, há também experiências negativas e dramáticas que acontecem", sublinhou o Presidente timorense.

"É o caso da própria Indonésia, onde há uma diversidade de experiências por que as pessoas passaram através de gerações", referiu.

"No meu país sabem que nunca escondi os meus pontos de vista sobre este aspecto e ainda assim fui eleito com quase setenta por cento dos votos", explicou José Ramos Horta.

"A recepção entusiasta ao Presidente Susilo na visita do ano passado a Timor-Leste não foi uma manifestação organizada, foi espontânea, expressão genuína do povo timorense, melhor do que qualquer coisa que tenha sido dito ou feito", notou ainda o Nobel da Paz.

Um grupo alargado de organizações de direitos humanos pediu recentemente numa carta aberta aos dois chefes de Estado que encerrem a KKP, acusando a comissão de falta de credibilidade e de legitimidade.

"É óbvio pelo seu mandato e pelo seu desempenho que a KKP não é um mecanismo credível para a procura de justiça nem sequer da verdade sobre os acontecimentos em Timor-Leste em 1999, muito menos entre 1975 e 1999", acusou a plataforma de trinta organizações timorenses, indonésias e internacionais.

Dos dezoito acusados na Indonésia de envolvimento nos acontecimentos de 1999, apenas um foi condenado e os outros foram sendo absolvidos em diferentes instâncias.

A única condenação é a do ex-comandante de todas as milícias integracionistas de Díli, Eurico Guterres, que testemunhou também perante a KPP.

"Desde a sua criação, a KKP tem muitos problemas, incluindo falta de legitimidade, ausência de qualquer método claro para análise de provas existentes sobre a violência de 1999, sérias deficiências nas audiências públicas, falta de transparência e clareza", acusa a carta aberta divulgada no final de Maio.
PRM- Lusa/Fim

Timor-Leste: PR indonésio quer mais investimento em Timor-Leste

Lusa – 5 Junho 2007 - 10:45

Jacarta - O Presidente indonésio, Susilo Bambang Yudhoyono defendeu hoje "o reforço do investimento e da cooperação da Indonésia com Timor-Leste", após um encontro com o seu homólogo timorense, José Ramos-Horta.

"As relações entre os dois países são boas mas nós queremos reforçar a cooperação em várias áreas", afirmou Susilo Bambang Yudhoyono, durante a conferência conjunta dos dois chefes de Estado. Os dois Presidentes tiveram durante a manhã uma reunião de trabalho, principal ponto da agenda da primeira visita ao estrangeiro do novo chefe de Estado timorense.

"O comércio com Timor-Leste é bom mas gostaríamos de reforçar esta relação", acrescentou o Presidente indonésio, citando o exemplo dos principais investidores da Indonésia no país, como a companhia aérea Merpati, a empresa de combustíveis Pertamina ou o banco Mandiri.

"Queremos que mais empresas indonésias invistam em Timor-Leste e sugeri ao Presidente Ramos-Horta que os empresários timorenses e indonésios deviam ter uma relação mais próxima".

Como lembrou o Presidente timorense, "entre setenta a oitenta por cento do comércio externo de Timor-Leste é com a Indonésia".

Susilo Bambang Yudhoyono referiu saber que o bahasa indonésio "é uma língua de trabalho em Timor-Leste" e defendeu a criação, em breve, de um departamento de língua na Universidade Nacional timorense.

Sobre a situação de segurança na fronteira entre os dois países, o Presidente indonésio explicou que a decisão de a Indonésia fechar os postos da fronteira terrestre, que aconteceu duas vezes este ano, tem por objectivo "evitar que as relações bilaterais sejam afectadas".

Yudhoyono adiantou que os dois países estão a estudar mecanismos que permitam manter o controlo apertado das fronteiras sem impedir o trânsito "tradicional" da fronteira comum.
O traçado das fronteiras terrestres de Timor-Leste com a Indonésia foi um dos pontos na agenda do encontro bilateral de hoje.

Susilo Bambang Yudhoyono declarou que apenas resta chegar a acordo sobre três por cento do traçado, embora parte desta linha esteja politicamente resolvida, faltando concretizá-la no terreno, conforme explicou à Lusa o principal negociador timorense na matéria, Arcangelo Leite.

"Falta apenas chegar a acordo sobre um por cento das fronteiras terrestres com a Indonésia", afirmou Arcangelo Leite, director nacional da Administração do Território.

As negociações da definição das fronteiras terrestres entre Timor-Leste e a Indonésia estiveram paradas quase um ano, após uma ronda negocial em Dezembro de 2005, em parte devido à crise política e militar de 2006 em Timor-Leste, explicou Arcangelo Leite.

"Tecnicamente, não se fez nada mesmo quanto à parte que foi resolvida politicamente" na negociação anterior, em Surabaia, afirmou o responsável.

Um dos últimos pontos de discórdia na delimitação fronteiriça entre os dois países é no enclave timorense de Oécussi, onde a Indonésia disputa o ilhéu de Fatu Sinai ("Pedra Sinai", traduzindo à letra da língua tétum), a que os indonésios chamam Batek, no subdistrito de Pessabe.

Na conferência de imprensa de hoje, nenhum dos chefes de Estado fez referência ao esperado acordo sobre Fatu Sinai, "um ilhéu do tamanho de um campo de futebol", como diz Arcangelo Leite. PRM-Lusa/fim

Timor-Leste renews bid for ASEAN membership

Xinhua – June 05, 2007 - 17:48

Jakarta - Timor-Leste President Jose Ramos Horta Tuesday reiterated his country's call to become a member of the Association of Southeast Asian Nations (ASEAN) during his first overseas trip as president to Indonesia.

"Joining with the ASEAN will make our regional diplomacy complete," he told a press conference after a meeting with his Indonesian counterpart Susilo Bambang Yudhoyono at the Merdeka Palace here.

Horta also thanked the Indonesian government for persuading fellow ASEAN members to accept Timor-Leste's entry.

The Asia's newest country has openly expressed willingness to become the 11th member of the regional grouping since the ASEAN Summit in Malaysia in 2005.

ASEAN comprises Brunei, Cambodia, Indonesia, Laos, Malaysia, Myanmar, Singapore, Thailand, the Philippines and Vietnam.

Violência pré-eleitoral deixa três mortos no Timor-Leste

EFE – 5 Junho 2007 - 02:04

Díli - Pelo menos três pessoas morreram nos violentos incidentes entre militantes do partido governamental Fretilin e do Conselho Nacional de Reconstrução do Timor (CNRT), os dois favoritos nas eleições legislativas de 30 de junho, informou hoje a Comissão Nacional Eleitoral (CNE).

O sacerdote Martinho Gusmão, porta-voz da CNE, disse à imprensa que dois membros do Fretilin, de 18 e 24 anos, foram mortos a tiros por um policial no domingo. Os dois estavam bloqueando uma estrada em Viqueque, 250 quilômetros a leste de Díli.

Gusmão confirmou além disso que a terceira vítima, Alfonso Guterres, um encarregado da segurança do CNRT, foi baleado por dois policiais fora de serviço durante um ato de campanha eleitoral no domingo, também em Viqueque.

"Isto não é uma campanha parlamentar, e sim uma campanha criminal. Pedimos ao Procurador-geral que investigue os incidentes", disse Gusmão.

O religioso denunciou que "alguns policiais não são imparciais e se tornaram militantes do Fretlin, usando as armas do Estado para assassinar seu povo".

Gusmão acrescentou que a tensão em Viqueque e em vários distritos da cidade aumentou após as três mortes. Além disso, militantes do Fretilin teriam organizado um desfile para celebrar a morte de Alfonso Guterres.

No entanto, o porta-voz do Fretilin, José Texeira, disse à Efe que não houve o desfile. Ele também negou qualquer participação de seu partido no assassinato de Guterres.

Horta começa a pagar a conta...

Susilo pleased with Indonesian language use in Timor-Leste



The Indonesian government was grateful and delighted with the use of Bahasa Indonesia as one of the official languages in neighboring Timor-Leste, President Susilo Bambang Yudhoyono said Tuesday.

"I really appreciate and welcome the use of Bahasa Indonesia as an official language in Timor-Leste," he said in a joint conference with his Timor-Leste counterpart Jose Ramos Horta here.

"We hope universities in Timor-Leste will open Bahasa Indonesia department to help strengthen bilateral ties," he said.

Horta at the end of his remarks said he hoped he would be able to deliver speeches fully in the Indonesian language in his next visits to the neighbor.

Most of the people in Timor-Leste understand and still use Bahasa Indonesia in daily lives.

Timor-Leste was under the Jakarta rule for 24 years before it gained independence following a UN-sponsored referendum in 1999. The half-island country officially proclaimed independence in May 2002.

Source: Xinhua

terça-feira, junho 05, 2007

DIZ COM QUEM ANDAS DIR-TE-EI QUEM ÉS!

Blog timor-lorosae-nacao
por: Ana Loro Metan
MARTINHO Germano da Silva GUSMÃO

PORTA-VOZ DA CNE É RESPONSAVEL DA CAMPANHA DO CNRT!

A falta de isenção da Comissão Nacional de Eleições timorense está seriamente posta em causa uma vez mais. Durante as eleições presidenciais deparámos com o ineditismo do porta-voz da CNE tomar posição preferencial por determinado candidato – Lasama - em vez de manter a sua isenção por respeito ao cargo que desempenha.

Desta vez a realidade veio demonstrar a impunidade com que Martinho Gusmão, aliás, Germano da Silva, aliás, sacerdote e docente da diocese de Baucau, aliás, responsável de campanha do CNRT, aliás, porta-voz da CNE de Timor-Leste, acumula todos estes cargos e faz da trapaça, da ocultação e deslealdade o seu oficio.

Em declarações prestadas à Lusa, em Viqueque, após os incidentes, Martinho Gusmão tinha vestido a pele de Germano da Silva, sendo referido pelo repórter assim: «O polícia acertou primeiro numa perna e depois deu três tiros na cabeça do segurança», relatou à Lusa, poucos minutos após o incidente, Germano da Silva, um dos organizadores da campanha do CNRT em Viqueque.”

Um dia depois, na qualidade de porta-voz da CNE, sobre este endiabrado sacerdote constava de um despacho da Efe o seguinte: ”O sacerdote Martinho Gusmão, porta-voz da CNE, disse à imprensa que dois membros do CNRT, de 18 e 24 anos, foram mortos a tiros por um polícia no domingo. Os dois estavam bloqueando uma estrada em Viqueque, 250 quilómetros a leste de Díli.” E mais à frente: "Isto não é uma campanha parlamentar e sim uma campanha criminal. Pedimos ao Procurador-geral que investigue os incidentes", disse Gusmão. ”E ainda: “O religioso denunciou que "alguns policias não são imparciais e tornaram-se militantes da Fretilin, usando as armas do Estado para assassinar o povo".

Afinal, como se pode acreditar num aldrabão tão multifacetado, de tripla personalidade, que tenta enganar tudo e todos trocando os seus nomes e apelidos, exercendo cargos partidários ao mesmo tempo que pertence à CNE. Onde estará a isenção deste grande aldrabão? E da CNE?

Quem põe cobro a isto?Xanana Gusmão poderá dizer, com verdade, que não sabe desta tramóia? Que não sabe que existem armas automáticas na sua campanha? Que não sabe que as verdades são como o azeite e que ele já não pode fazer que ignora que o CNRT está repleto de facínoras e aldrabões? Não basta ter razão quando aponta defeitos e erros cometidos pelos seus adversários políticos, Fretilin. Xanana e o CNRT têm de dar provas que estão de boa fé, que são gente de bem, patriotas e que os interesses dos timorenses estão acima dos interesses e promoções pessoais. Assim não acontece, estando Xanana e o CNRT a mostrar aquilo que pretendem para Timor: instabilidade, dependência, miséria!

Diz-me com quem andas dir-te-ei quem és!

Indonesia, East Timor extend truth panel, say no to prosecutions

Posted : Tue, 05 Jun 2007 08:08:01GMT
Author : DPA

Earthtimes.org

Jakarta - Indonesia and its former colony East Timor agreed Tuesday to extend by six months the work of a joint truth commission tasked at gathering the facts surrounding Indonesia's military rampage ahead of East Timor's 1999 vote for independence. The commission's mandate now extends until February.

At a joint press conference in Jakarta after holding talks with East Timor President Jose Ramos Horta, Indonesian President Susilo Bambang Yudhoyono said the two countries also agreed that the truth and friendship commission would not prosecute anyone found guilty of human-rights abuses surrounding the balloting eight years ago.

Human-rights groups have criticized the commission because it lacks the ability to bring senior members of the Indonesian Armed Forces to justice for ordering military-backed militias to massacre Timorese civilians and raze villages.

"Both of our governments - East Timor and Indonesia - agreed and are committed to solving our past problems based on the principle of truth, friendship and reconciliation, not through the judicial system," Yudhoyono said.

The Indonesia-East Timor Commission of Truth and Friendship, similar to South Africa's post-apartheit Truth and Reconciliation Commission, had been scheduled to conclude its job in August after it was extended for one year in 2006.

"The important things is that we do not allow ourselves to be held hostage by the past," Ramos Horta said. "It will set a precedent for other countries to deal with similar situations."

Indonesia invaded East Timor in 1975 and occupied the former Portuguese colony for 24 years. As many as 200,000 civilians died during that period.

In 1999 in a UN-sponsored referendum, East Timor voted to become independent and became a nation in 2002 after being administered by the United Nations for more than two years.

In addition to bilateral economic issues, Yudhoyono and Ramos Horta also discussed education and border problems.

Nobel laureate Ramos Horta arrived in Jakarta Monday for a three-day visit to Indonesia, his first overseas trip after he was sworn in as president May 20.

Ramos Horta won a landslide presidential election last month, replacing former rebel fighter Xanana Gusmao.

NOTA DE RODAPÉ:

Com que autoridade Ramos-Horta fala em nome do Governo (cujo partido acabou de fazer um comunicado a dizer que os crimes de 1975 a 1999 não ficariam impunes)?

Video da SBS do incidente de Viqueque

Veja aqui.


E pode constatar:

1. A vítima estava a agredir ao soco e a pontapé várias pessoas e tinha atirado ao chão e estava a agredir o homem que disparou contra ele, que se consegue levantar do chão e dispara seis tiros.

2. Que aparece um civil armado com uma automática a falar para a camara, que não está fardado e parece um segurança do CNRT.


O que nos faz perguntar quem estava a provocar quem e porque razão é que existem civis armados com automáticas como seguranças de um partido...

Police are failing us: Horta

Worldnewsaustralia.com
5.6.2007. 17:59:43


East Timor's president Jose Ramos Horta says people have lost faith in the police force following a fatal shooting at a political rally, an incident that has been captured on film obtained by SBS.

The man was shot in Viqueque, a Fretilin-stronghold southeast of Dili, during a rally for the National Congress for Reconstruction of Timor-Leste (CNRT), the new party headed by former president Xanana Gusmao.

RAW VIDEO: Viqueque shooting

It was not clear whether the man who was shot was a CNRT supporter or a security guard at the rally.

Reports emerged that the shooter was an off-duty policeman and Fretilin supporter.

The incident happened on Sunday afternoon near Viqueque market.

UN Police fired warning shots and tear gas after fighting broke out between CNRT supporters and opponents following a CNRT rally.

One man, Alfonso "Kuda Lay" Guterres, died after he was allegedly shot by an off-duty Timorese police officer.

Another CNRT supporter, 24, was shot dead and a 16-year-old youth injured shortly later, as a group of CNRT supporters, accompanied by the former president, attempted to return the dead man's body to Ossu.

"Initial reports indicate that PNTL (East Timor police) fired shots to control a crowd at a roadblock near Ossu," the acting head of the UN's mission in East Timor, Eric Tan said.

United Nations personnel stepped up security in Viqueque amid rising tensions after the deaths of the two men.

The Australian-led international stabilisation force has deployed a platoon to the region.

'Discipline lax'

President Ramos Horta said the deaths have embarrassed East Timor and said those responsible for the shootings should receive "severe punishment".

He says the nation's police force still suffers from a lack of discipline.

Mr Ramos Horta, who was due to fly to Jakarta this afternoon for his first official visit as president, said the police entrusted to safeguard the elections had failed in their duty.

"Several members of the PNTL have engaged in crime ... We see that indiscipline is still very strong within the PNTL," he said.

He warned: "There is no impunity in this country".

Reform of East Timor's security sector is considered key to the country's future, after clashes between elements of the police and defence forces sparked last year's crisis, resulting in 37 deaths.

'Sad day for democracy'

Former president Xanana Gusmao, meanwhile, declared it a "sad day" for democracy in East Timor.

The CNRT party is likely to pose a major challenge to East Timor's ruling Fretilin party in the June 30 poll, and Mr Gusmao will become Prime Minister if it wins.

Yesterday he joined other leaders in calling for peace, warning that those responsible didn't want a peaceful election process.

"I again call on all people of our young nation to give up violence. With violence we only hurt ourselves, our country, and those that we love."

Search for shooter

Meanwhile, the UN's Mr Tan said police were still searching for the off-duty police officer believed responsible for Mr Guterres' death and the motive was unknown.

"We are treating both shootings seriously," he said.

"Neither incident suggests an attempt on Mr Gusmaos life."

Mr Tan said East Timor's leaders had met and urged political supporters to remain calm ahead of the June 30 poll.

Fretilin condemned the violence and called for a full investigation, saying the dead man had been armed, although this has been denied by other witnesses.

"There also needs to be an inquiry to explain why a campaign member of a political party was armed with a gun and to determine the person that provided him with that weapon," Fretilin secretary general Mari Alkatiri said.



SOURCE: SBS, AAP

UNMIT - Security Situation - Monday, 4 June 2007

This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.

The security situation in the country as a whole has been stable. However, Viqueque remains a trouble-spot after a series of shootings yesterday in which two men were killed.


The first incident occurred one hour after the completion of a campaign rally in Viqueque town.

A man from the nearby town of Ossu was fatally shot in a marketplace at 15.45, following an altercation between rival supporters. UNPol responded quickly and brought the situation under control with the use of tear gas and warning shots to disperse the crowd.

The man was believed to have been shot by an off-duty PNTL officer and a search is underway to apprehend the suspected person.

The second incident occurred when a group of supporters returned the body of the deceased man to Ossu. Initial reports indicate that PNTL fired shots to control a crowd at a roadblock near Ossu. A 24 year old man was fatally shot and a second 16 year old youth was injured.

UNMIT’s senior leadership attended a meeting convened by President José Ramos-Horta, with Prime Minister Estanislau da Silva, Minister of the Interior Alcino Barris, the International Stabilisation Forces and the F-FDTL in Dili this morning.

Timor-Leste’s most senior leadership also insisted in today’s meeting that retaliation for yesterday’s event will not be tolerated and have again urged political supporters to remain calm and abide by democratic principles to ensure a free and fair election process.

Security in Viqueque has now been boosted. The ISF has deployed a platoon to the region and UNMIT will reinforce its security plan ahead of the June 30 election.

There have been no other significant security incidents reported in the last 24 hours.

The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Report any suspicious activities and avoid traveling the areas affected by disturbances. Call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.

This has been a daily broadcast of the UN Police in Timor-Leste, for the people of Timor-Leste

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "PRESIDENTE RAMOS-HORTA: MEDIDAS IMEDIATAS E FIRMES...":

"Parece que estas acções por elementos radicais da Fretilin na PNTL e no funcionalismo público em Viqueque"

"Parece"... que RH está mesmo decidido a seguir as pisadas de Xanana. Em vez de ser um factor de estabilidade num momento muito conturbado, o Presidente opta por juízos precipitados baseados em "parecenças".

Não há melhor gasolina do que esta para incendiar ainda mais os antagonistas.

Tal como Xanana, RH tem vocação para juiz instantâneo, cometendo a proeza de, à distância e em poucas horas, produzir um veredicto-relâmpago que já apontou os culpados: a Fretilin e a PNTL.

Xanana, enquanto Presidente, ajudou RH. Este, agora, retribui-lhe a gentileza. Nada mais normal, para uma pessoa bem-educada que sabe agradecer.

Se este é que é o papel de um Presidente da República, mais valia extiguirem o cargo - sempre se poupavam uns dolarezitos - e adoptarem a rainha da Inglaterra como Chefe de Estado.

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "INCIDENTE DE VIQUEQUE":

Curioso é que quando há uns tempos dois "seguranças" de Xanana mataram um desgraçado qualquer em Vila Verde ou no bairro Pité, não houve nem uma fracção do barulho que se está a verificar com este incidente.

Dos Leitores

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Ramos-Horta lamenta falta de disciplina da polícia...":

O novo PR disse que a morte de dois Timorenses «embaraçou o país», que os responsáveis serão «duramente punidos» que a polícia timorense «falhou» na sua missão de proteger e garantir a segurança da população« durante o período eleitoral das legislativas», que “Vários membros da PNTL estão envolvidos em actos criminosos e que “podemos, assim, constatar que a indisciplina é ainda muito grande dentro da corporação. Mas não haverá impunidade”.

Mas nem lamentou a morte dos dois cidadãos, nem condenou a violência e nem sequer respondeu se se quer associar ao inquérito para apuramento das responsabilidades. Isto é, para o novo PR de Timor o que o Germano da Silva e a Ângela Freitas contam é pelos vistos a “verdade” a que ele acha que os Timorenses têm direito. Pelo menos a eles basta a “verdade” destes dois ajudantes do XG e nem sequer reparou que a versão deles não é sequer a versão da UNPOL.

E já nem sequer comento os dois pesos e duas medidas que usou em relação com as mortes e violências anteriores. Simplesmente lamentável!

Timor-Leste: Chefe missão ONU prevê coligações pós-eleitorais

Diário Digital / Lusa
04-06-2007 18:45:00

O chefe da missão das Nações Unidas em Timor-Leste (UNMIT) afirmou hoje que deverá ser necessária uma coligação pós-eleitoral após o sufrágio de 30 de Junho no país, dada a improbabilidade de uma maioria clara de um partido.

«Para mim é claro que, com 14 partidos políticos na disputa [das eleições parlamentares], as possibilidades de formar um governo de coligação têm de ser examinadas muito cautelosamente», afirmou hoje Atul Khare, numa conferência de imprensa em Nova Iorque, citado pela agência de informação das Nações Unidas.

«Parece praticamente descartado que qualquer partido político tenha uma maioria clara», adiantou o mesmo responsável, que salientou ainda a necessidade de fortalecer os sectores da Justiça, Governo e Segurança, tendo em conta o papel futuro do exército e da polícia.

«Acreditamos que o novo governo, os novos líderes, estejam numa posição de fazer face a estes desafios, com o apoio das Nações Unidas, tal como têm sido nos últimos anos», disse Atul Khare.
Para o responsável da UNMIT, o acordo recentemente assinado entre as diferentes forças políticas, em que se comprometem a aceitar os resultados e a seguir um código de conduta na campanha, vai facilitar o processo eleitoral.

O acordo, disse Khare, «é um bom augúrio para o desenvolvimento de uma democracia liberal e genuinamente multipartidária em Timor-Leste».

O responsável afirmou que as eleições parlamentares deverão correr de forma pacífica, tal como as presidenciais, das quais fez um balanço positivo.

As duas voltas da eleição presidencial, afirmou, «correram muito melhor do que qualquer um de nós poderia ter esperado».

Xanana ainda em Baucau

Jornal de Notícias, 05/06/07

Xanana Gusmão vai continuar a campanha eleitoral no distrito de Baucau, apesar dos incidentes violentos de domingo de que resultou a morte de um elemento da comitiva, disse à Lusa, um responsável da candidatura.

José Luís Guterres, um dos 14 elementos da Fretilin-Mudança que integram as listas do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), liderado pelo ex-presidente da República, disse que Xanana continua a campanha "a bem da democracia". Após os incidentes, em Viqueque, no centro leste do país, a caravana de Xanana retirou-se por precaução para Baucau.

Um segurança da campanha do CNRT, Afonso Kudelai, de Ossú, "foi morto à queima-roupa por um elemento não uniformizado e fora de serviço da Polícia Nacional de Timor-Leste" (PNTL), disse uma fonte oficial da missão das Nações Unidas. "O polícia acertou primeiro numa perna e depois deu três tiros na cabeça do segurança", relatou, poucos minutos após o incidente, Germano da Silva, um dos organizadores da campanha do CNRT em Viqueque.

Antes de fazer qualquer comentário, a candidatura de Xanana quer que seja investigado porque é que um polícia da esquadra de Uatulari se encontrava em Viqueque, sede do distrito, sem requisição e armado, disse José Luís Guterres. A Fretilin, adversária do CNRT nesta campanha para as legislativas, exige, por seu turno, saber porque é que o segurança de Xanana se encontrava armado.

A campanha eleitoral para as legislativas de 30 de Junho teve início a 29 de Maio e tanto o CNRT como o partido maioritário FRETILIN escolheram os distritos do leste do país para os primeiros dias de comícios. A FRETILIN tem uma forte implantação no distrito de Viqueque, onde Francisco Guterres "Lu Olo" obteve a 9 de Maio mais do dobro dos votos de Ramos-Horta, que venceu as eleições presidenciais.

Ontem, o presidente da República lamentou a "falta de disciplina" da polícia timorense. Para Ramos-Horta, a polícia "falhou na sua missão de proteger e garantir a segurança da população". "Vários membros da PNTL estão envolvidos em actos criminosos. Podemos, assim, constatar que a indisciplina é ainda muito grande dentro da corporação. Mas não haverá impunidade", avisou o novo chefe de Estado timorense.

A reforma das forças de segurança em Timor-Leste é considerada "vital" para o futuro do país, sobretudo depois dos confrontos e do clima de intimidação que, desde Maio de 2006, têm assolado o jovem Estado, que acedeu à independência há cinco anos.

Ramos-Horta em Jacarta com estudantes e fronteiras na agenda

Diário Digital / Lusa
04-06-2007 17:33:00

José Ramos-Horta chegou esta segunda-feira a Jacarta, Indonésia, para a sua primeira visita ao estrangeiro como Presidente da República timorense, com a delimitação das fronteiras terrestres e a situação dos estudantes na agenda de encontros bilaterais.

O Presidente da República de Timor-Leste, que chegou a Jacarta cerca das 16:30 (09:00 em Lisboa), foi directamente para o Cemitério dos Heróis de Kalibata, onde estão sepultados aqueles que receberam uma das condecorações nacionais da República - incluindo os militares indonésios mortos durante a ocupação de Timor-Leste.

O cemitério foi inicialmente construído em 1953.

José Ramos-Horta encontrou-se depois com a comunidade timorense na capital indonésia, oportunidade para contactar e ouvir alguns dos muitos estudantes timorenses em Jacarta.

Há actualmente 1646 estudantes timorenses na Indonésia, sobretudo nas áreas de Engenharia, Economia e Agronomia, segundo o adido de Educação da embaixada de Timor-Leste em Jacarta, Paulino Henrique Ribeiro.

Na terça-feira, José Ramos-Horta abordará no encontro bilateral com as autoridades indonésias, a simplificação da concessão de vistos e a atribuição de bolsas aos estudantes timorenses, explicou o adido de Educação timorense.

Não existe nenhum programa específico de bolsas para timorenses na Indonésia, desde que terminou em 2005 o apoio concedido durante cinco anos pela Fundação Calouste Gulbenkian a 150 estudantes, explicou Paulino Henrique Ribeiro à Lusa.

«Os estudantes sobrevivem pelos seus próprios meios», acrescentou o adido, sublinhando que a primeira despesa é com o visto indonésio.

O visto ordinário para seis meses na Indonésia custa cerca de 250 dólares e a renovação, com a obtenção de uma autorização de residência pelo ministério da Educação indonésio, custa mais o equivalente a 60 dólares, uma soma avultada para o rendimento médio das famílias timorenses.
Outro assunto nas discussões bilaterais durante a visita oficial de José Ramos-Horta é a delimitação das fronteiras terrestres, um processo negocial e de trabalho técnico, iniciado ainda antes da independência de Timor-Leste, em 2002.

«Falta apenas chegar a acordo sobre um por cento das fronteiras terrestres com a Indonésia», declarou à Lusa o principal negociador timorense, Arcanjo Leite, director nacional da Administração do Território.

«Existem condições para que durante esta visita terminemos a questão do ponto de vista político, para depois definir no terreno», no âmbito da subcomissão técnica de delimitação e regulação de fronteiras.

As negociações da definição das fronteiras terrestres entre Timor-Leste e a Indonésia estiveram paradas quase um ano, em parte devido à crise política e militar de 2006, explicou Arcanjo Leite.

Em Dezembro de 2005, delegações dos dois países encontraram-se em Surabaia, Indonésia. No seguimento dessa reunião, um outro encontro bilateral devia ter acontecido em Díli, mas nunca chegou a realizar-se.

Nessa altura, havia desacordo sobre quatro por cento da extensão das fronteiras comuns e a reunião de Surabaia permitiu um acordo político sobre três por cento.

«Tecnicamente, no entanto, não se fez nada mesmo quanto à parte que foi resolvida politicamente», explicou Arcanjo Leite.

«Politicamente não há desacordo, há apenas diferenças de interpretação da aplicação dos tratados de 1904 e de 1915» entre Portugal e a Holanda, as antigas potências coloniais das duas partes da ilha de Timor.

Um dos últimos pontos de discórdia na delimitação fronteiriça entre os dois países é no enclave timorense de Oécussi, onde a Indonésia disputa o ilhéu de Fatu Sinai («Pedra Sinai», traduzindo à letra da língua tétum), a que os indonésios chamam Batek.

«É um rochedo do tamanho de um campo de futebol, desabitado mas onde desde sempre as populações baiqueno de Oécussi realizam todos os anos cerimónias tradicionais em Fatu Sinai», explicou Arcanjo Leite.

O ilhéu fica muito perto da costa, num ponto do litoral de Oécussi entre dois braços de uma ribeira que faz a fronteira entre Indonésia e o enclave. Na altura da assinatura do tratado sobre a fronteira de Oécussi, em 1915, existia apenas uma ribeira.

Outra vertente da fixação das fronteiras é a sua marcação, com novecentos pilares ao longo de toda a extensão da fronteira principal e no enclave de Oécussi. Em 2005, foram colocados cinquenta marcos, afirmou Arcanjo Leite. O resto está por colocar, o que em muitas áreas não é tarefa fácil.

A delimitação da fronteira terrestre tem também consequências com a posterior definição da fronteira marítima, um assunto sensível porque, como acontece com a Austrália, envolve o acesso e a partilha de recursos do Mar de Timor.

Timor-Leste: partidários acusam Polícia de tentar matar Xanana Gusmão

EFE - 4 Junho 2007 - 23:33

Díli - Responsáveis da campanha de Xanana Gusmão, presidente do Congresso Nacional de Reconstrução do Timor (CNRT), acusaram hoje a Polícia de tentar assassiná-lo no ataque ocorrido no domingo contra uma caravana eleitoral, no qual morreu um membro dessa legenda e outros três ficaram feridos.

Os fatos aconteceram na localidade de Viqueque, quando vários desconhecidos apedrejaram e dispararam contra a caravana eleitoral de Gusmão, causando a morte de Alfonso Guterres, um dos encarregados da segurança do CNRT.

"É uma tentativa de assassinato da Polícia local contra Gusmão. Não usavam uniformes, mas os reconhecemos como policiais do distrito de Uatulari", disse por telefone à Efe Angela Freitas, porta-voz do presidente do CNRT.

O chefe da Polícia de Viqueque, José Casimiro, declarou à Efe que a comitiva de Gusmão foi atacada com pedras lançadas por um grupo de civis, e não descartou que policiais fora de serviço fossem os autores da morte de Guterres, que estava armado no momento do incidente.

Gusmão tinha participado de um ato nessa cidade, 100 quilômetros ao sudeste de Díli, como parte da campanha eleitoral para as legislativas de 30 de junho, das quais sairá um novo Governo e o primeiro-ministro.

Em comunicado divulgado hoje, Gusmão condenou os incidentes e apelou ao país para renunciar à violência e reconstruir a nação sob os princípios da paz e da tolerância.

O Fretilin, o partido governante, também se pronunciou contra a violência eleitoral, mas pediu ao Governo e à Polícia da ONU (Unpol) uma investigação para explicar o ocorrido e a razão pela qual Guterres estava armado.

As legislativas se apresentam como um duelo entre o Fretilin, partido que liderou a luta da independência, e o de Gusmão, o primeiro presidente do Timor-Leste.

Timor-Leste/Eleições: Viqueque, o país intacto da FRETILIN

Lusa - 03 Junho 2007 17:48

Díli, Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa - Há uma multidão à espera "do presidente" em Makadiki, na costa sul, suspensa da rota descendente dos dirigentes da FRETILIN no mapa, porque são raros os sítios com cobertura de telemóvel fora das capitais de distrito.

Em Makadiki, distrito de Viqueque, não há rede e as informações do avanço dos dirigentes chegam, por boca e em mão, pela guarda-avançada da campanha da FRETILIN.

São anúncios trazidos pela estrada que divide o mapa de Timor-Leste em ocidente e oriente, do Taci Fetu ("Mar Mulher", a norte) ao Taci Mane ("Mar Homem", costa sul), no coração da militância do partido maioritário.

"Saíram de Ossú", informa alguém, "saíram de Viqueque", ouve-se mais tarde e, depois disso, é a longa espera, "mais meia hora", diz um deputado nervoso durante várias meias horas, sorrindo, "o presidente não tarda".

A noite instala-se já quando o som de viaturas e sirenes põe Makadiki em histeria, "é ele! é ele! é o presidente!", a multidão precipita-se para a estrada que chega de oeste, há um barulho de buzinas, gritos, palmas, megafones, "segurança atenção! segurança atenção! segurança atenção!", os carros e camiões avançam lentamente, à velocidade dos guardas pedestres que, com camisas da FRETILIN, fazem um cordão de cada lado da estrada.

É a apoteose: "Lu-O-lo! Lu-O-lo! Lu-O-lo! Lu-O-lo!". O presidente que a multidão recebe em delírio é Francisco Guterres "Lu Olo", que, na manhã seguinte, lançou oficialmente em Makadiki a campanha para as legislativas de 30 de Junho.

"Lu Olo" é presidente da FRETILIN. Falhou ser Presidente da República, a 09 de Maio, perdendo as eleições para José Ramos-Horta.

"No plano pessoal, uma derrota é não conseguir a cadeira, é não vencer a cadeira do Presidente da República", afirma mais tarde "Lu Olo" à Lusa, na varanda da casa do administrador de Makadiki, onde ele e o secretário-geral da FRETILIN, Mari Alkatiri, passarão a noite.

"No plano político, a FRETILIN não tem que perder com tudo isso. Continuamos a batalhar para as parlamentares. Estou seguro, seguríssimo, que teremos maior margem para obtermos assentos" no Parlamento, afirmou "Lu Olo" à Lusa.

"Não perdemos completamente. Tivemos apenas um revés mas não perdemos completamente a batalha", acrescentou o presidente da FRETILIN.

"Lu Olo" está descontraído na sua figura pequena, com uma leveza acentuada pelo seu pólo branco, apertado num cinto discreto de cabedal. Mari Alkatiri e outros quadros da FRETILIN descansam, cumprimentam-se e conferenciam na sala atrás. Há uma euforia no ar, que o cansaço da estrada apenas acentua.

Díli, visto de Makadiki, é uma miragem a doze horas de autocarro ou sete horas de jipe. Díli fica, talvez, num outro país. Ou é Makadiki que vive outro tempo: o das lutas do passado e os medos do presente.

"Não vou lá desde 2004", conta Alito, deitado numa esteira, sobre um estrado coberto por um telhado de colmo, onde vai passar a noite com parte da família.

Outros homens, noutros estrados, dormem fora de casa. Em Makadiki "não há mosquitos".
"Não vou lá desde 2004 porque tenho medo", continua Alito, um homem que vive das várzeas férteis da costa sul, como a maior parte da população.

O seu irmão e o seu sobrinho concordam. Também eles não vão à capital desde os incidentes de 2006. "Em Díli não gostam de nós. É uma cidade perigosa para os 'lorosae'", ou timorenses oriundos do leste.

A crise política e militar de 2006 rebentou num contexto de rivalidade entre "lorosae" e "loromonu", os timorenses dos distritos ocidentais.

Os resultados das recentes eleições presidenciais confirmam a divisão do país político: a FRETILIN ganhou nos três distritos do leste, Baucau, Lautem e, com mais do dobro de votos do adversário, em Viqueque, onde "Lu Olo" obteve a sua vitória mais expressiva.

Os dez distritos ocidentais foram ganhos, de forma dispersa, pela oposição.

"Aqui, no suco de Makadiki, tivemos cem por cento", comenta "Lu Olo". Um quadro local do partido adianta-se com os números exactos, esmagadores: 3084 votos para "Lu Olo", 36 para José Ramos-Horta.

Em Makadiki, como na sede do distrito ou em Ossú, a sua terra-natal, onde esperou por Mari Alkatiri, "Lu Olo" está entre os veteranos e os sobreviventes da luta de libertação.

"Vivi com eles, sofri com eles, lutei com eles nos primeiros anos da ocupação militar indonésia. Vi os filhos, os pais, as mães a morrer", diz o presidente da FRETILIN para explicar "a alegria misturada com emoção" da recepção apoteótica em Makadiki.

Muitos dos que, pouco depois, ouvirão os dirigentes da FRETILIN no primeiro "diálogo" de campanha estiveram com o jovem Francisco Guterres na retirada do Monte Matebian, na noite de 22 para 23 de Novembro de 1978, quando a montanha-base da resistência caiu e a população civil teve que ser deixada para trás.

"Lu Olo" refere uma das companhias em que esteve inicialmente no período das bases de apoio e onde "só de filhos desta terra aqui estavam 300 homens armados e 600 civis".

De Uatulari, a poucos quilómetros de Makadiki, "só duas secções sobreviveram até 1999, incluindo quatro mulheres, a senhora Saturnina. Caímos juntos numa emboscada dos indonésios em 1988", vai contando o presidente da FRETILIN.

"Ela está aqui nesta casa, hoje".

"Não há nenhuma família que não tenha perdido alguém e com quem eu não tenha partilhado a dor e o combate", acrescenta "Lu Olo".

É com esta intimidade que "Lu Olo" se lança com Mari Alkatiri no "diálogo" com o povo mais fiel da FRETILIN. Canta-se, de punho fechado em riste, o velho hino do partido, "Foho Ramelau", acompanhado ao sintetizador, numa batida de soldadinhos de chumbo.

"Lu Olo" e Alkatiri falam aos camaradas de desenvolvimento, de crescimento económico, de redução da pobreza, de infraestruturas, de rede escolar, "é preciso dar oportunidade a que o povo tenha acesso ao mercado", "atenção aos que querem vender o país aos estrangeiros!"
Qualquer promessa eleitoral soa redundante neste distrito, porque tudo parece estar por fazer.

A miséria é multiplicada pela distância. Makadiki fica num canto longínquo e, no entanto, fértil como poucos no país, com várzeas de arroz, de frutas, com florestas de teca e casuarinas, de campos com búfalos e cavalos.

Tudo, porém, parece faltar e pouco parece ter sido feito, com a excepção imponente das quatro pontes que estão a ser levantadas a leste de Uatulari, na área de Aliembata.

"Nós não queremos promessas", diz um eleitor da FRETILIN depois do comício da noite em Makadiki. "Só precisamos que o Governo nos faça uma estrada para o norte. Nós produzimos bom arroz aqui mas o Governo enche o mercado de arroz importado".

Para a parte sul do distrito de Viqueque, a nova luz nasce literalmente do chão: em Aliembata, passada a grande ribeira de Babui, já em suco Babulo, na estrada costeira para Iliomar, há uma nascente petrolífera no sopé da montanha, a céu aberto, a trinta metros do mar de coral.

Um projecto do Banco Mundial prevê o aproveitamento do petróleo "onshore" de Aliembata para alimentar a região em electricidade.

A crise de 2006 interrompeu a prospecção e as nascentes de Aliembata, durante décadas usadas pela população local, foram cimentadas "em Setembro ou Outubro" pela companhia estrangeira que fazia a prospecção.

O petróleo resta, portanto, uma miragem, tão próxima que se pode cheirar: as lamas espessas cheiram a gasóleo, um odor irreal no azul do banco de coral que acompanha a costa.

"Aliembata é a nossa grande esperança", diz um dos cinco polícias de Makadiki, Sebastião, que tem um irmão a estudar engenharia química na Índia.

Nas estradas de Viqueque, passa-se por muitas cruzes, etapas de vias-sacras erguidas à beira-caminho. Uma cruz deste género foi atirada para trás da mesquita de Uatulari em 1995, durante a ocupação indonésia, por muçulmanos de Sulawesi, conta o polícia Sebastião. Os católicos responderam, incendiando a mesquita.

"Apanharam seis responsáveis, entre os quais eu". Sebastião passou quatro anos numa cadeia indonésia. O passado anterior à independência é, no seu caso como no de muitos outros aqui, determinante nas escolhas do presente. No primeiro dia da campanha para as legislativas, 29 de Maio, Sebastião esteve no lançamento da campanha da FRETILIN - em trabalho ou em militância.

Muita gente caminhou horas até Makadiki, passando pelas cruzes da via-sacra. Em Viqueque, num país de muitos resistentes e de muitos católicos, a fé é imune ao calvário.

"Somos uma família política muito unida", resumiu "Lu Olo", tranquilo, antes do início de uma campanha crucial, onde a FRETILIN joga a cadeira do poder e os seus actuais dirigentes jogam a cadeira no partido.
PRM-Lusa/fim

segunda-feira, junho 04, 2007

PRESIDENTE RAMOS-HORTA: MEDIDAS IMEDIATAS E FIRMES RESTABELECEM ORDEM EM VIQUEQUE

S.E. Presidente Dr. José Ramos-Horta tomou medidas imediatas para repôr a ordem e estabilizar a situação em Viqueque logo que informado, ontem Domingo, dos graves incidentes que levaram à morte de um apoiante do CNRT.

Em contacto permanente com membros do CNRT, então sob ameaça, e elementos da população local, S.E. o Presidente inteirou-se da gravidade da situação e de imediato tomou as medidas necessárias para restabelecer a ordem naquela vila.

Assim, e após ter contactado o Primeiro Ministro, Eng Estanislau da Silva, e depois de consultas com o Representante Especial interino do Secretario Geral em Timor-Leste, General Eric Tan, e com o comandante das Forças Internacionais, Brigadeiro Mal Rerden, S.E. o Presidente ordenou a ida imediata para Viqueque de Forças Internacionais de Segurança (ISF).

Durante o resto da tarde e noite de Domingo o Chefe do Estado também manteve conversações com o Vice-Primeiro Ministro Dr Rui Araújo, o Ministro do Interior, Alcino Barris, e outras autoridades civis e militares, continuando a seguir a situação na área através de contacto telefónico com dirigentes da CNRT em Viqueque, incluindo o Presidente Xanana Gusmão, as autoridades católicas locais e elementos da população.

S.E. o Presidente entretanto convocou uma reunião de Alto Nível para esta manhã às 8 horas, durante a qual foi decido tomar medidas firmes de forma a que incidentes como este não se repitam.

O Presidente ordenou uma investigação exaustiva do incidente para que se apure a causa do incidente e da morte de um civil desarmado, alegadamente alvejado por um membro da PNTL que nem sequer estava de serviço, para que os culpados possam ser alvo do processo judicial devido.

“O districto de Viqueque tem sido uma “zona quente” desde a primeira volta da eleição Presidencial e todos os actos de intimidação e violência perpretados ali têm sido atribuidos a elementos radicais da Fretilin,” o Presidente Ramos-Horta declarou. “Contudo sei que os líderes da Fretilin opõem todas as formas de intimidação e violência.”

“Durante a primeira volta da eleição Presidencial apoiantes meus foram atacados e muitos hospitalizados. Alegadamente, membros da PNTL estiveram envolvidos mas nenhuma medida disciplinar foi tomada. Parece que estas acções por elementos radicais da Fretilin na PNTL e no funcionalismo público em Viqueque e na área têm continuado exactamente por não terem sido disciplinados.

“A grande maioria do povo de Timor detesta violência e não tolera estas acções por parte de elementos de partidos políticos. Nenhum partido que queira forçar a sua ideologia por meios violentos será aceite aceite pelo povo.

“Tomei medidas firmes para que todos os partidos políticos possam prosseguir o seu programa de campanha oficialmente aprovado sem intimidação e violência, para que o povo possa conhecer os partidos e os seus candidatos para a eleição de 30 de Junho.

“Como Presidente quero reiterar que vou trazer paz ao País. Temos mais uma eleição por completar para que então possamos continuar a nossa jornada para a paz, estabilidade e prosperidade,” S.E. Presidente Ramos-Horta disse.

O Presidente exprimiu as suas mais sentidas condolências à família do apoiante da CNRT, Sr Afonso da Silva, tão trágicamente morto ontem em Viqueque. Também pediu ao Ministro do Interior, Alcino Baris, que acompanhado por representantes da UNPOL, visite a família enlutada da vítima para apresentar condolências e oferecer todo o apoio que fôr necessário. – FIM.

INCIDENTE DE VIQUEQUE

A CONTRA-INFORMAÇÃO AO SERVIÇO DO CNRT
timor-lorosae-nacao @ 02:07
por: Peter Bonaventur


“SEGURANÇAS” DO CNRT

SERVEM PARA PROVOCAR DESACATOS!

A campanha eleitoral já leva uma semana em movimento e ainda faltam mais três, contabilizando-se até agora duas mortes provocadas por excessos que tendenciosamente são identificados com a Fretilin. Disso são responsáveis os correspondentes das agências de notícias internacionais assim como todo o esquema montado pela contra-informação australiana que funciona a partir da sua base instalada na embaixada em Díli.

De tudo aquilo que tenho visto, ouvido e lido sei que só uma ínfima parte corresponde à realidade e que tudo é montado e exposto de forma a fazer entender subliminarmente que os culpados são os fretilins e a Fretilin. Em abono do que realmente se tem passado referirei aqui aquilo de que tenho a certeza e não mais, ficando ao critério dos que me lerem as conclusões que melhor aprouverem retirar.

Nas caravanas do CNRT que têm percorrido o país existe uma minoria de profissionais provocadores, certamente a cobrarem muito bem, misturados com inocentes e bem intencionados militantes que legitimamente apoiam aquilo em que acreditam e emprestam um colorido que acaba por arrastar por simpatia muitas outras pessoas para assistirem aos comícios. O problema não está nessa maioria de apoiantes mas sim na minoria a que chamam “seguranças”.

Exactamente esses “seguranças” foram quem iniciaram em Baucau e em Como as hostilidades que deram origem a várias cenas de apedrejamentos e consequentes feridos. A prová-lo estão os feridos que são apoiantes da Fretilin. Os correspondentes da comunicação social não disseram isso, mas deram a entender exactamente o contrário nos seus despachos rápidos, sincopados e inexactos.

Em Baucau aconteceu exactamente o mesmo, com a diferença de que houve uma forte reacção dos apoiantes da Fretilin, que em determinada altura não souberam suportar mais as provocações.

O lançamento da granada de proveniência indonésia em Díli quase que fala por si. Essas granadas estavam na posse de ex-elementos das milícias, em 1999, que actualmente pertencem ao CNRT. Desconhece-se a identidade de quem lançou a granada mas foi sintomático que o seu lançamento ocorresse nas imediações de instalações da Fretilin e terem atingido, ferido e morto indivíduos que até nem pertenciam ao CNRT. A comunicação social nada disto fez perceber, antes pelo contrário. Uma vez mais, tendenciosamente, as notícias postas a circular interna e externamente tiveram por objectivo culpabilizar a Fretilin.

Por último, hoje, em Viqueque voltou a acontecer o impensável. Se tal ocorreu foi por evidentes atitudes ostensivamente provocantes dos “seguranças” do CNRT, que desrespeitaram e ameaçaram seriamente o agente da polícia à paisana, que se identificou para tentar contê-los.

As circunstâncias criadas para que estes acontecimentos tenham ocorrido apanharam de surpresa tudo e todos, menos os seus mentores, porque não eram esperados actos tão violentos com tiros e granadas, o que significa que elementos estranhos ao eleitorado timorense estão a provocar estas situações para que depressa se caminhe para o descalabro e vitimação de Xanana e do CNRT, com a vantagem de empurrar para a Fretilin as culpas e descredibilização.

Os métodos são muito antigos mas resultam quase sempre. Principalmente quando existem correspondentes de agências internacionais bajulando aquele que consideram vir a ser o vencedor eleitoral, assim como outros que quase não saem dos hotéis, - jogando, petiscando, beberricando e fazendo uma ou outra orgia – à espera que as notícias lhes sejam levadas por “informadores”, para fazerem o seu despacho diário. Não são todos assim, mas são muitos, ficando todos nós a perder pelas informações deficientes, incorrectas ou tendenciosas que veiculam e correm mundo enganando-nos.

Polícia mata com três tiros segurança civil de Xanana


Jornal de Notícias, 04/06/07
Orlando Castro

Um "segurança civil" da campanha do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT) foi ontem morto por um polícia à civil durante um comício de Xanana Gusmão em Viqueque, região onde - no dizer de uma fonte próxima do ex-presidente da República - a Fretilin "põe e dispõe". José Manuel Fernandes, assessor de "Lu Olo", cabeça-de-lista da Fretilin, garante que o seu partido "nada tem a ver com o incidente" (que causou mais três feridos), lembrando, contudo, que "o segurança empunhava à revelia da lei uma arma automática e ameaçava os populares que se manifestavam contra o CNRT".

O segurança, Afonso Kudelai, de Ossú, "foi morto à queima-roupa por um elemento não-uniformizado e fora de serviço da Polícia Nacional de Timor-Leste" (PNTL), declarou à Lusa uma fonte oficial da missão das Nações Unidas (UNMIT).

José Manuel Fernandes explica que, "mesmo não estando fardado, qualquer polícia está sempre de serviço", acrescentando que "a postura agressiva e ameaçadora do segurança, que ilegalmente transportava uma arma automática, fazia antever uma acção bem mais violenta e sangrenta se o agente da Polícia não tivesse feito o que fez".

"A Fretilin lamenta o que sucedeu, apela à paz, quer um inquérito ao que se passou e alerta para o empolamento que o CNRT vai fazer do incidente", afirma o assessor de "Lu Olo", acusando o CNRT "de acções provocatórias e intimidatórias contra os timorenses que são simpatizantes da Fretilin".

Queixa contra a Polícia

"O polícia acertou primeiro numa perna e depois deu três tiros na cabeça do segurança", relatou Germano da Silva, um dos organizadores da campanha do CNRT em Viqueque, acrescentando que a hostilidade era tão grande (a caravana de Xanana Gusmão já tinha sido atacada na véspera perto de Uatulari) que a comitiva anulou todo o programa previsto e retrocedeu para Baucau, apelando às forças internacionais para ajudarem a repor o clima de tranquilidade.

"A situação é muito tensa e explosiva, apesar da presença da Polícia das Nações Unidas e de tropas australianas" das Forças de Estabilização Internacionais, descreveu um dos assessores de campanha de Xanana Gusmão que o acompanhou nesta acção eleitoral a Viqueque.

Fonte do CNRT recorda que, durante a segunda volta das eleições presidenciais, José Ramos-Horta pedira ao Governo, liderado pela Fretilin, que substituísse o comandante da Polícia em Viqueque, bem como um dos seseus agentes, "alegando que eles não estavam ao serviço do país mas da Fretilin".

José Manuel Fernandes confirma que "o candidato Ramos-Horta fez esse pedido", mas salienta que "as substituições no Comando da Polícia não se podem fazer de um dia para o outro, para além de ser necessário haver matéria que justifique a alteração".

Sobre se o polícia que Ramos-Horta queria ver substituído era o mesmo que disparou sobre o segurança, o assessor de "Lu Olo" diz que "a Fretilin não tem ainda elementos concretos sobre o caso", mas "admite que possa tratar-se da mesma pessoa".

Membro do CNRT morto em Viqueque

Diário de Notícias, 04/06/07
A coluna de campanha do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), em que participava o ex-presidente Xanana Gusmão, foi ontem obrigada a retirar do distrito de Viqueque para norte, em direcção a Baucau.

Uma fonte da ONU disse à Lusa que a retirada foi decidida depois de incidentes em Viqueque e em Ossú, no centro-leste do país, que causaram pelo menos um morto na caravana do CNRT. Um segurança da campanha do CNRT, Afonso Kudelai, de Ossú, "foi morto à queima-roupa por um elemento não uniformizado e fora de serviço da Polícia Nacional de Timor-Leste" (PNTL), declarou uma fonte oficial da missão das Nações Unidas (UNMIT). O incidente ocorreu cerca das 16 horas (8 horas em Lisboa).

"O polícia acertou primeiro numa perna e depois deu três tiros na cabeça do segurança", relatou à Lusa, minutos após o incidente, Germano da Silva, um dos organizadores da campanha do CNRT em Viqueque.

Posteriormente, a caravana do CNRT foi atacada à chegada a Ossú "e houve mais um rapaz baleado", relataram elementos da campanha. A ONU estava "a investigar a existência de mais dois feridos graves em Ossú" pelas 21 horas (13 em Lisboa).

A coluna do CNRT escoltou o corpo de Afonso Kudelai para Ossú, onde foi entregue à família. O segurança era pai de quatro crianças, segundo elementos do CNRT.

"A situação é muito tensa, apesar da presença da Polícia das Nações Unidas e de tropas australianas" das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), descreveu um dos assessores de campanha de Xanana. A coluna do CNRT acabou por deixar Ossú - terra natal do presidente da Fretilin, Francisco Guterres "Lu Olo" -, continuando para norte, em direcção a Baucau, onde Xanana Gusmão esteve há apenas três dias.

A campanha para as legislativas de 30 de Junho teve início a 29 de Maio e tanto o CNRT como a Fretilin escolheram os distritos do Leste para os primeiros dias de comícios. A Fretilin tem forte implantação no distrito de Viqueque, onde "Lu Olo" obteve a 9 de Maio mais do dobro dos votos de José Ramos-Horta.

Ramos-Horta lamenta falta de disciplina da polícia

Diário Digital / Lusa
04-06-2007 13:13:00

O Presidente de Timor-Leste lamentou hoje a «falta de disciplina» da polícia timorense, após alguns agentes terem alegadamente morto dois simpatizantes de um partido político durante a campanha para as eleições legislativas de 30 deste mês.

Falando aos jornalistas antes de partir para Jacarta, onde fará a sua primeira visita oficial ao estrangeiro desde que assumiu a presidência de Timor-Leste, a 20 de Maio último, José Ramos-Horta sublinhou que a morte de dois simpatizantes do Conselho Nacional da Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), do ex-chefe de Estado Xanana Gusmão, «embaraçou o país» e que os responsáveis serão «duramente punidos».

Hoje, as forças de paz das Nações Unidas intensificaram as acções de segurança em Viqueque, a sudeste de Díli, receando que a morte dos dois apoiantes da recém-criada CNRT possam acirrar os ânimos e aumentar actos de violência, refere o diário australiano Sydney Morning Herald.

Domingo, a Polícia da ONU (UNPol) disparou granadas de gás lacrimogéneo em Viqueque para pôr cobro a confrontos entre apoiantes do CNRT e da Fretilin, na sequência de uma manifestação do partido de Xanana Gusmão naquela localidade, considerada bastião da antiga força no poder.

Alfonso «Kuda Lay» Guterres, um dos seguranças de Xanana Gusmão, morreu após ter sido atingido por um tiro alegadamente disparado por um agente da polícia.

Pouco depois, outro apoiante do CNRT, de 24 anos, foi morto e um jovem de 16 anos ficou ferido quando tentavam transportar o corpo de «Kuda Lay» para Ossu, tendo, em ambos os casos, sido atingidos por balas, aparentemente disparadas pela polícia.

«As primeiras investigações indicam que a PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste) disparou os tiros para controlar uma multidão numa barricada numa estrada próximo de Ossu», disse Eric Tan, responsável da missão das Nações Unidas em Timor-Leste.

Pouco depois dos incidentes, as forças de estabilização australianas, que partilham com a UNPol a segurança do país, enviaram para a região um pelotão para apoiar as operações.

Hoje, Ramos-Horta afirmou que a polícia timorense «falhou» na sua missão de proteger e garantir a segurança da população« durante o período eleitoral das legislativas.

»Vários membros da PNTL estão envolvidos em actos criminosos. Podemos, assim, constatar que a indisciplina é ainda muito grande dentro da corporação. Mas não haverá impunidade«, avisou o novo chefe de Estado timorense.

A reforma das forças de segurança em Timor-Leste é considerada »vital« para o futuro do país, sobretudo depois dos confrontos e do clima de intimidação que, desde Maio de 2006, têm assolado o jovem Estado, que acedeu à independência há cinco anos.

Xanana Gusmão, que chefiou o Estado timorense entre 2002 e 2007, condenou já que a morte de dois apoiantes do CNRT, partido que segundo observadores locais poderá vir a fazer frente à Fretilin nas legislativas do próximo dia 30, declarando tratar-se de um »dia triste« para Timor-Leste.

Hoje, Xanana Gusmão juntou-se a outros líderes partidários para apelar à paz, advertindo que os responsáveis pelos actos de violência »não querem assistir a um processo eleitoral pacífico«.
»Apelo mais uma vez a todos os que residem no nosso jovem país para desistirem da violência. A violência só nos trará problemas«, afirmou o antigo Presidente e actual candidato a primeiro-ministro.

Entretanto, Eric Tan, da UNPol, adiantou já hoje que a polícia continua a investigar o paradeiro do agente que acredita ser o responsável pela morte do segurança de Xanana Gusmão, negando que o antigo Presidente timorense tenha sido alvo de uma tentativa de homicídio.

»Estamos a investigar seriamente os dois incidentes, mas nenhum deles sugere que tenha existido um atentado à vida de (Xanana) Gusmão«, afirmou Eric Tan, que apelou aos líderes partidários para que solicitem aos seus apoiantes que promovam a paz e se abstenham de actos violentos.

Por seu lado, a Fretilin, liderada por Francisco »Lu Olo« Guterres, candidato presidencial derrotado nas eleições de 09 de Abril e 09 de Maio passados, condenou já os actos de violência e apelou a uma investigação aos incidentes de Viqueque, mas lembrou que a vítima mortal »estava armada«.

»É também precisa uma investigação para que seja explicado porque é que um elemento da campanha de um partido político estava armado e quem lhe forneceu a arma«, afirmou o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, antigo primeiro-ministro (2002/06), que não comentou o facto de a vítima ser um dos membros da segurança de Xanana Gusmão.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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