Reportagens dos Media Nacionais
Revista dos Media Diários
Quarta-feira, 14 Junho 2006
UNOTIL
O Governo estabelecerá um novo Subúrbio
O Ministro dos Assuntos Estrangeiros e Cooperação e Defesa, José Ramos-Horta anunciou o plano do governo para estabelecer um novo subúrbio. “O governo já tem planos para um novo projecto, bem como o orçamento e os desenhos das casas para serem implementados. O governo procura um local para um novo subúrbio,” disse Ramos-Horta a Suara Timor Lorosae (STL) depois de ter visitado a sede do STL, na terça-feira. De acordo com o Ministro, o novo subúrbio será para os que fugiram e perderam as suas casas, acrescentando que as condições serão melhores do que as que perderam e que incluirão electricidade, acesso à água e à segurança, relatou o (STL))na quarta-feira. E explicou que o Governo já tinha estudado a matéria e que criará um departamento para acompanhar a implementação do novo subúrbio“
O Ministro Ramos-Horta reafirmou que as pessoas que não obedecerem à lei e à ordem serão detidas. “Avisei-os a todos para não continuarem com este mau comportamento e para pararem. E, eles não devem sonhar em tirar ou empurrar para fora as pessoas do Leste das suas casas porque numa semana ou meses a população regressará às suas casas,” disse Ramos-Horta apontando que alguém encontrado a ocupar as suas casas serão presos. Hortas disse que as forças internacionais continuarão em Timor-Leste neste ano e no próximo até deterem todos os que tenham armas em seu poder. O Ministro dos Assuntos Estrangeiros, Cooperação e também Ministro da Defesa disse que será construída uma nova prisão em Weberek, Distrito de Manufahi. “O Parlamento está a preparar a legislação para abrir um campo prisional em Weberek para os presos que estão correntemente detidos em Becora no qual serão autorizados para além de comer, beber e dormir também a trabalhar e a providenciar por comida. (STL)
A Oposição discorda da Resolução
Os deputados da oposição da União Democrática Timorense (UDT) e do KOTA abandonaram a sessão plenária no Parlamento durante a votação da proposta de resolução para repudiar a violência em Timor-Leste. De acordo com o STL, o deputado Manuel Tilman, (KOTA) alegadamente disse que tinha sempre argumentado quando vivia no exílio que o povo Timorense era gente civilizada, com a sua própria culture e sem violência. Mas que a realidade hoje em Dili não corresponde a essa constatação e perguntou de quem é a culpa? “Temos um governo, uma Constituição ou não? A Constituição diz que a população não pode ter armas. As armas pertencem à população e aonde e a quem foram compradas? Quem é responsável pelas PNTL e F-FDTL. Os que são responsáveis das armas, porque é que permitiram que as soltassem?” perguntou Tilman, acrescentando ‘são essas pessoas as responsáveis e não a população’. E declarou que essas são as razões para o seu partido ter votado contra a resolução.
A deputada Quiteria da Costa (UDT) disse que com base na situação corrente não há razão para discutir a resolução sobre quem deve ser acusado, e que portanto o seu partido votou contra. Na terça-feira, a bancada da Fretilin apresentou uma resolução no Parlamento para repudiar a violência que foi aprovada com 43 votos a favor, um contra e uma abstenção. (STL)
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sexta-feira, junho 16, 2006
Obrigado, Margarida.
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Malai Azul 2
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18:49
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Dos leitores
Ao que é dito no ponto anterior e sem que me considere partidário ou desafecto a Maria Alkatiri --- isso é problema dos timorenses e não meu... ---, recordo que na época dos acontecimentos:
a) a PNTL já tinha, virtual e realmente, "desaparecido" pelo que não poderia ser deixada a ela a função de manter a ordem pública;
b) foi nesse contexto que as Forças Armadas foram chamadas a intervir; não foram verdadeiramente "em vez da PNTL" (que já não "existia" de facto);
c) "se bem me lembro", foi dito pelo comandante das forças militares que ele se limitou a responder a tiros que foram disparados, em primeiro lugar, por alguns dos manifestantes. Poder-se-á, então, dizer que actuou em legítima defesa. Este é, naturalmente, um ponto que precisa de ser completamente clarificado;
d) as alegações de que houve mais mortos do que o indicado oficialmente nunca foram provadas; é a quem acusa que cabe o ónus da prova;
e) é lamentável que a reacção das F-FDTL tenham sido com balas verdadeiras e não com balas de borracha mas também é verdade que os tiros que foram disparados contra elas também foram de balas "a sério" (será que há balas de borracha em Timor Leste? :-) Não terão as criancinhas levado as mesmas para a escola julgando que serviam para apagar? E se as houver estarão, provavelmente, no arsenal da polícia e não na do exército já que este está preparado para intervir "a sério" e não "de brincaderinha".
f) De tudo isto concluo que se são de lamentar as mortes que aconteceram também é verdade que, infelizmente, parece que não havia alternativa face à situação criada --- nomeadamente o facto de as F-FDTL terem sido alvejadas primeiro;
g) creio que só uma mente doentia --- e infelizmente Timor Leste está cheio delas e de teóricos das teorias mais mirabolantes... --- pode acreditar que a ordem de disparar balas reais sobre as pessoas tenha partido directamente do Primeiro Ministro; o mais provável é ter sido uma decisão tomada no local face à situação com que a F-FDTL se deparou e à necessidade de se defender. "Quem vai à guerra dá e leva"!... "Levaram"! Sorry!...
h) "last, not least", porque é que quem está sempre a invocar este assunto de Taci Tolu nunca refere a verdadeira actividade de "tiro aos patos" praticada pelo Reinado na entrada ocidental de Dili e que foi testemunhada e relatada pessoalmente por um jornalista australiano que na altura o entrevistava; aparentemente o soldado atingido nem estava em posição de fogo e não consttiuía uma ameaça directa ao "Sr. Major". Este é que foi um comportamento de atacar alguém "a sangue frio".
i) que raio de exército resultará se toda esta gente, que por razões aparentemente insuficientes deixou de obedecer à cadeia de comando, for reintegrada nas fileiras? Só numa opereta...
j) se a Austrália está tão preocupada com esta gente, porque não os leva para lá? Até lhes pode dar o estatuto de refugiados políticos, se quiser... Estou convencido que o antigo patrão do estivador Reinado, "doublé" de major, o aceitará de volta à profissão que nunca deveria ter deixado; estou certo que é melhor estivador que major. E como nestas coisas o "princípio de Peter" funciona mesmo...
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Malai Azul 2
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18:28
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Obrigado, Margarida.
Tradução:
The Dominion Post
Os porquês da dor de Timor
16 Junho 2006
por CHRIS TROTTER
Porque é que Timor-Leste explodiu? Entre as imagens fortes dos edifícios a arder e dos cidadãos a chorar, apesar da presença tranquilizadora dos helicópteros Hercules, dos veículos blindados e dos heróicos soldados Kiwi em patrulha, é o "porquê" de Timor-Leste que ainda não foi explicado satisfatoriamente.
Houve um tempo quando os jornalistas da Austrália e Nova Zelândia teriam arriscado as suas vidas para nos responder a esta questão. Os que têm idade para lembrar tais coisas lembram-se de cinco jornalistas (dois Britânicos, dois Australianos e um da Nova Zelândia) que foram mortos na véspera da invasão de Timor-Leste em 1975.
Somente para honrar o seu sacrifício e prevenir que outra gritaria de mentiras sejam atiradas à cara desta pequena, traumatizada nação, podia-se esperar que os media noticiosos Australianos tivessem tentado um pouco mais pela verdade.
Porquê, por exemplo, nos estão a dizer que os problemas começaram somente quando cerca de metade das forças de defesa de Timor-Leste decidiram fazer “acção industrial”? Como um velho sindicalista, tenho tendência a usar a palavra mais honesta “greve” em vez do termo bastante pusilânime "acção industrial ".
Então façamos isso: digamos que metade das forças armadas de Timor-Leste fizeram greve. Isso não lhe soa um tanto estranho?
Devia. Porque os soldados não fazem greve. Quando os soldados recusam seguir ordens dos seus superiores, eles “amotinam-se”.
Portanto, e com todas as letras: os problemas em Timor-Leste começaram quando metade das suas forças armadas se amotinaram.
Agora, umas forças armadas amotinadas é uma coisa extremamente séria, e as punições para os participantes geralmente são condignas. Historicamente, as tropas levantam-se em rebelião somente como um último, muitas vezes fútil, protesto contra condições horrendas e ordens suicidas. É por isso que as primeiras vítimas de tais motins são quase sempre os oficiais comandantes das tropas.
É isto que aconteceu em Timor-Leste?
Bem, não. Este motim foi liderado por oficiais seniores. As suas queixas? Que alguns deles tinham sido ultrapassados nas promoções. Huh? Se pensa que isso lhe soa a política, então tem absolutamente razão.
O motim nas forças de defesa de Timor-Leste cresceu do agudo antagonismo que continua a crescer entre os combatentes da resistência que activamente combateram os ocupantes indonésios no leste do país, e os que colaboraram com eles no oeste.
O que era isso, portanto – um motim ou uma revolta militar? Vejamos o que conta Maryann Keady, uma produtora de rádio Australiana que tem relatado de Dili desde 2002.
"Cheguei a Dili logo quando os primeiros distúrbios rebentaram em 28 de Abril deste ano, e como testemunha na frente do desassossego, os muito jovens soldados pareciam ter ajuda do exterior – acreditados serem políticos locais e `estrangeiros'.
"A maioria dos observadores citaram a habilidade dos soldados dissidentes de irem de um grupo barulhento desarmado para centenas que brandiam paus e armas o que aumentou as suspeitas dos locais que este não era um protesto `orgânico'."
Portanto, temos um levantamento militar, orquestrado por figuras políticas locais e ajudado por estrangeiros. Sem surpresa, o Governo de Timor-Leste mexeu-se veloz e implacavelmente para suprimir a revolta.
Soldados dispararam sobre soldados. Alguns foram mortos. Mas, apesar das ordens para abrir fogo sobre os rebeldes amotinados terem vindo dos comandantes das forças de defesa de Timor-Leste, foi o Primeiro Ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, quem acabou por ser acusado.
Agora parece claro que a revolta militar tinha um propósito e um alvo: a destituição do primeiro ministro.
Em 7 de Maio, Mr Alkatiri fez um discurso em que descreveu o que estava a acontecer no seu país como um "golpe". Quando ela relatou isso para a ABC, perguntaram a Ms Keady se tinha feito a tradução errada.
Ela não tinha. Em 31 de Maio, Ms Keady escreveu: "Há três anos, escrevi um texto em que mencionava tentativas para correr com o Primeiro Ministro Mari Alkatiri em Timor-Leste, então uma nova, lutadora, independente nação. Escrevi que acreditava que os USA e a Austrália estavam determinados a correr com o líder de Timor-Leste, devido à sua postura dura no gás e no petróleo, a sua determinação para não aceitar empréstimos internacionais e o seu desejo de ver o amigo dos Australianos, o Presidente Xanana Gusmão tomar o poder.
Petróleo e gás?
Oh, desculpem, esqueci-me de mencionar os $30 biliões de petróleo e de gás que estão debaixo do Mar de Timor – e a controversa reivindicação Australiana para ficar com a parte de leão?
Governos Ocidentais de direita têm derrubado líderes de esquerda do Terceiro Mundo por muito menos.
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Malai Azul 2
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18:23
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Dos leitores
…
O que importava na altura e estava em causa era a autoridade democratica do poder politico que estava a ser desafiada por militares ou ex-militares amotinados e em manifestacao extemporanea, pelo que havia uma necessidade imperiosa e inadiavel de se afirmar a autoridade do Estado. Accionou-se o mecanismo adequado (Gabinete de Crise)e foram dadas as ordens que se impunham. O facto de ficarem pessoas mortas no terreno, conquanto altamente lamentavel, nao retira legitimidade, muito menos legalidade, na accao encetada pelo Governo cujo objectivo ultimo era e continua sendo o de repor a ordem interna, prerrogativa natural de qualquer Estado, ainda por cima soberano e independente. Fazer disso um bicho de sete cabecas nao constitui senao uma manobra mal disfarcada de manipular a opiniao publica nacional e internacional contra um Governo com legitimidade politica, legal, e historica, com vista a inverter a ordem institucional e constitucional e assim colocar-se no poder um regime docil e aberto a intereses avessos a vontade popular expressa nas urnas.
…
ja ouviu falar de alguma Comissao Internacional para investigar os crimes de Guantanamo ou de Abu Graib no Iraque? Por que razao teremos que viver com base na filosofia dos dois pesos e duas medidas para pressupostos identicos? Sejam honestos, pelo menos intelectualmente, meus senhores?
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Malai Azul 2
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18:22
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Da Rosely
OBRIGADO MARGARIDA!
Nós, da lista de discussão Crocodilo Voador temos reproduzido quase diariamente as opiniões publicadas pelo Blog Malai Azul, com o devido crétito. Agora peço licença a Margarida, que gentil e incasavelmente vem traduzindo notícias do inglês para o português, para utilizar suas traduções também.
Nossos Blogs e listas têm citado uns aos outros, o que é natural e contribui para a circulação de idéias e informações, ainda mais nesse momento crítico. Com o volume de informações que chega, aqueles que não são fluentes em inglês têm dificuldade para acompanhar. E é essencial saber o que a imprensa australiana está divulgando.
Então pedimos a Margarida a autorização para utilizar seu trabalho também para a nossa lista, que tem quase quatro anos e conta atualmente com cerca de 290 pessoas espalhadas por todos os continentes.
Se eu não me engano sobre a identidade do Malai Azul, ele fez parte dos pioneiros da nossa lista e ainda está inscrito, embora não tenha tempo de participar.
Imagino que a Margarida vai ficar satisfeita se todo esse trabalho que está tendo servir a mais pessoas áinda. E nós prometemos, como nosso amigo Malai Azul, colocar sempre o já famoso OBRIGADO MARGARIDA!
Precisando de algo, é só falar com a gente, ali ao lado :-))
abraços aos amigos do Malai Azul e a Margarida
Rosely Forganes
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Malai Azul 2
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Amanhã de manhã, destruição controlada de explosivos
UN DSS Timor-Leste
Security Advisory 16 June, 2006
Heads of Agencies, UNCT Timor-Leste
Dear Colleagues,
SECURITY ADVISORY – FRIDAY 16 JUNE
· Please note that the Combined Task Force (CTF) is planning to conduct a controlled demolition of explosives, somewhere on the outskirts of Dili, tomorrow, Saturday 17 June, between 8:00 and 9:00.
· This procedure may result in a large explosion, or explosions. Therefore, please advise all staff that this is a planned procedure taking place under controlled and safe conditions, and is not a cause for alarm.
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Malai Azul 2
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Armas segundo grupo rebelde serão entregues em Maubisse - Reinado
Maubisse, Timor-Leste, 16 Jun (Lusa) - O líder dos militares rebeldes t imorenses, major Alfredo Reinado, anunciou hoje que as armas do grupo dos majore s Marcos Tilman e Alves Tara "vão ser entregues aos militares australianos" em M aubisse, 60 quilómetros a sul de Díli.
Em conferência de imprensa, depois de entregar aos militares australian os 12 armas automáticas e três pistolas, além de um grande número de munições, o major Alfredo Reinado disse que continuará em Maubisse, cumprindo o que disse s erem ordens do presidente timorense, Xanana Gusmão.
"Vou continuar aqui, cumprindo as ordens do meu presidente e meu comand ante supremo", frisou.
Questionado sobre a continuação de Mari Alkatiri à frente do governo de Timor-Leste, cuja demissão tem sido exigida pelos militares rebeldes, o major A lfredo Reinado respondeu tratar-se de uma questão que "cabe aos políticos resolv er".
"Eu sou militar. Sou major na hierarquia das forças armadas timorenses e estou a cumprir ordens", disse.
Sobre a presença dos militares australianos na pousada de Maubisse, ond e se encontra desde há várias semanas, rejeitou que eles estivessem no local par a o proteger.
"Quem me garante protecção é o Presidente da República. Estou aqui para garantir a estabilidade e a justiça", acrescentou.
O major Reinado abandonou a hierarquia das forças armadas a 3 de Maio, acompanhado de efectivos da Polícia Militar e da Polícia Nacional de Timor-Leste , depois de uma intervenção das forças armadas na repressão de uma manifestação de ex-militares em Díli, a 28 de Abril.
O início da entrega das armas em poder dos militares rebeldes tinha sid o anunciado quinta-feira por Marcos Tilman, outro oficial rebelde, e confirmado pelo comandante das forças australianas presentes em Timor-Leste, brigadeiro Mic k Slater.
EL/PNG.
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Malai Azul 2
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Também a não perder
Porque a Austrália quer uma mudança de regime em Timor Oriental
por Nick Beams [*]
Se alguém acreditasse na versão oficial, a entrada das tropas da Austrália em Timor Leste dever-se-ia aos mais nobre motivos. Estão ali simplesmente para restaurar a paz e a estabilidade após o colapso da autoridade do governo. Mas esta ficção política foi desmascarada pelos acontecimentos dos últimos dias, pela luta pelo poder que iniciou a crise e que a trouxe à superfície.
A intervenção do governo de Howard nada tem a ver com a protecção dos interesses do povo de Timor Oriental. O objectivo é produzir uma "mudança de regime" substituindo o governo do primeiro-ministro Mari Alkatiri por uma administração mais em consonância com os interesses australianos.
Há uma máxima em política exterior que diz que não existem aliados nem alianças permanentes, só interesses permanentes. É o caso de Timor Oriental, onde uma das principais preocupações do governo australiano, apoiado pelo Partido Trabalhista da oposição, foi assegurar que outros poderes não tivessem possibilidade de usar sua influência no que se refere explicitamente ao "pátio traseiro da Austrália".
Em 1999 o governo de Howard enviou tropas para liderar a intervenção militar da ONU a fim de assegurar que a Austrália – mais do que o primeiro poder colonial, Portugal – exercesse a maior autoridade no Timor Oriental pós-independência e estivesse na melhor posição para explorar as valiosas reservas de gás e petróleo. Sete anos depois as motivações essenciais são as mesmas.
O conflito subjacente com Portugal foi aberto em 9 de Junho quando o primeiro-ministro John Howard assegurou numa entrevista que a crise de Timor Oriental devia-se a uma "pobre governabilidade". Era um ataque claro ao governo de Alkatiri. A declaração foi respondida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros português, Diogo Freitas do Amaral, que definiu as afirmações de Howar como "uma interferência nos assuntos internos" de Timor Oriental. "Não estamos de acordo com esta classe de declarações por parte de países estrangeiros", acrescentou.
Mas Howard não foi dissuadido. De facto, decidiu dizer mais quando teve a oportunidade seguinte.
Numa aparição no programa matutino do domingo da televisão ABC, "Insiders", Howard foi perguntado "quão mau" havia sido o governo de Timor Oriental e sobre a responsabilidade de Alkatiri.
Howard disse que não queria entrar "em comentários pormenorizados sobre os políticos do país", mas foi exactamente o que fez. Era óbvio, dizia Howard, que o país não fora bem governo nos últimos anos. Além disso disse que não pensava retractar-se dos comentários feitos dois dias antes.
Perguntado sobre se os planos a longo prazo da Austrália seriam semelhantes àqueles levados a cabo nas Ilhas Salomão, onde oficiais australianos haviam tomado conta do Ministério das Finanças, assim como da gestão da polícia e das prisões, Howard foi mais além:
"Bem, não descarto nada, mas não quero declarar nada sobre o que vai suceder ou sobre o deveria suceder sem antes discutir o assunto com os timorenses orientais", disse. "Quero dizer, encontramo-nos diante de um caminho complexo a percorrer. Por um lado, queremos ajudar, somos o poder regional que está em posição de fazê-lo. É nossa responsabilidade ajudar, mas quero respeitar a independência dos timorenses. Contudo, por outro lado, devem desempenhar essa independência ou as responsabilidades dessa independência com mais eficácia do que o fizeram nos últimos anos".
O "caminho complexo" refere-se às actividades dos rivais da Austrália na região, como indicavam os comentários do ministro dos Negócios Estrangeiros português. Até o momento, o governo australiano esteve em condições de contestar estas pressões graças ao apoio dos Estados Unidos. Do mesmo modo como a administração Clintou apoiou a intervenção de 1999, a secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, deixou claro que o seu país apoia plenamente a última deslocação de tropas. Numa conversação telefónica com o ministro das Relações Exteriores australiano, Alexander Downer, Rice disse ter-lhe perguntado: "O que quer que façamos?".
O foco imediato da mudança de regime é a reunião do Conselho de Estado, de carácter consultivo, que se celebra agora em Dili. Esta entidade, convocada pelo presidente Xanana Gusmão, tem a capacidade de demitir o governo de Alkatiri e nomear um suposto governo de unidade nacional até as próximas eleições que devem ser celebradas em Maio.
Após uma reunião de 9 horas celebrada ontem [dia 10], o Conselho não chegou a tomar uma decisão e as negociações continuam hoje. Enquanto isso, não havendo decisão oficial, o ministro das Relações Exteriores de Timor Oriental, José Ramos Horta, deixou claro que, no que a ele e a Xanana Gusmão se refere, Alkatiri deve renunciar.
Em declarações à televisão ABC, Ramos Horta disse: "O que agora é necessário é uma solução da actual crise política que implica, obviamente, primeiro o primeiro-ministro no sentido que muita gente quer, o da sua renúncia".
Quando perguntado da sua situação, Ramos Horta recusa comentar, explicando que está envolto em negociações com ambas as partes.
A campanha em Timor Oriental para expulsar Alkatiri, o líder do partido preponderando (Fretilin) decorre há algum tempo. A situação explodiu após a decisão de Alkatiri de converter em opcional a educação religiosa, ao invés de obrigatória.
Este movimento elementar de separação igreja-estado provocou denúncias virulentas da igreja católica. Celebraram-se manifestações com proclamações de expulsão de Alkatiri e o final do "seu governo extremista". Numa nota pastoral publicada em Abril de 2005 a hierarquia eclesiástica de Dili dizia que o gabinete continha "marxistas" que punham a democracia em perigo. Além disso dizia-se que o governo seguia políticas baseadas no "modelo chinês" e no "terceiro mundo retrógrado".
Segundo uma reportagem do Asia Times, o embaixador dos Estados Unidos em Timor Oriental apoiava abertamente a igreja nos seus protestos de rua contra o governo no ano passado, chegando inclusive a comparecer pessoalmente a uma delas.
Em Janeiro último um líder da Fretilin membro do parlamento nacional, Francisco Branco, denunciou que um conhecido sacerdote empreendeu uma campanha para derrubar o governo. Segundo Branco, o sacerdote havia explicado aos paroquianos que a decisão de enviar estudantes a Cuba converteria Timor num país comunista e que a Fretilin havia planeado matar padres e freiras se ganhasse as eleições seguintes.
Uma vez iniciada a intervenção militar, os media australianos, seguindo o governo Howard, aumentaram as denúncias contra o governo de Alkatiri.
Num comentário publicado sábado passado, o editor australiano Greg Sheridan qualificou Alkatiri como um "desastroso primeiro-ministro, liderando a 'chamada camarilha de ideólogos de Moçambique', em referência ao longo período de exílio de Alkatiri em outra colónia portuguesa durante a ocupação indonésia de Timor Oriental.
"A catastrófica decisão de converter o português em língua nacional de Timor Oriental ilustra perfeitamente o dogmatismo e o grau de irrealidade do pensamento de Alkatiri. É uma decisão que priva de direitos civis os jovens timorenses que falam tetun, indonésio ou inglês.
Entrincheira a camarilha de velhos e dogmáticos marxistas-leninistas da Fretilin e exacerba as divisões no seio da sociedade de Timor Oriental. Além de não ajudar em nada a que os jovens de Timor Oriental ganhem a vida".
Alkatiri e os seus partidários não são marxistas nem comunistas. Nem tão pouco o governo de Howard e seus porta-vozes dos media estão interessados nas políticas do governo para o povo de Timor Oriental. A oposição australiana a Alkatiri baseia-se em que Alkatiri e sua facção procuram apoios de outras potências mais relevantes, principalmente Portugal e, cada vez mais, durante o último período, a China, como contrapeso ao imperialismo australiano.
Após quatro anos de intransigência de Howar e Downer, o governo de Dili foi obrigado no ano passado a adiar o acordo sobre fronteiras marítimas entre os dois países por 50 ou 60 anos. Segundo o direito internacional de fronteiras que a Austrália recusa-se a reconhecer, Timor Oriental tem direitos sobre a maioria dos recursos de gás e petróleo. Contudo, Canberra teve êxito na hora de conseguir que Dili cessasse suas reclamações de soberania sobre as áreas chave de recursos do mar de Timor durante duas gerações. É o tempo suficiente para que se esgotem as principais fontes de gás e petróleo.
Se Alkatiri fosse considerado um aliado da Austrália em Timor Oriental, e não como um obstáculo, a atitude do governo Howard, e consequentemente os comentários dos mass media, teriam sido muito diferentes.
Para começar, os chamados soldados dissidentes, cuja rebelião acendeu a mecha da crise, não seriam retratados como vítimas de uma injustiça. Ao invés disso, a decisão de despedi-los depois de terem ido à greve teria sido aprovada. Os comandantes do exército australiano ao invés de manter contactos com os "rebeldes" te-los-iam denunciado por organizar um motim, tomando as leis nas suas mãos e criando condições para o terrorismo. Contudo, a campanha para expulsar o governo de Alkatiri ajusta-se perfeitamente aos interesses australianos.
Estes interesses centram-se em assegurar a posição australiana numa região onde crescem grandes conflitos de poder. Como destacava ontem um comentário da Australian Financial Review, a rivalidade emergente entre o Japão e a China está a estender-se pelo Pacífico, colocando um "desafio real a um governo que afirma sempre manter magníficas relações com Tóquio e com Pequim".
Depois de assinalar questões económicas de longo prazo que sempre motivaram a política exterior australiana na região, o comentário prosseguia: "É útil recordar que em 1920 os planificadores estratégicos da Austrália estavam preocupados porque o Japão tentava lançar suas redes nos supostos recursos petrolíferos do Timor português, e em 1975 abrigava-se o medo de que a China manipulasse os independentistas timorenses de esquerda a fim de obter vantagem territorial".
Agora que é clara a existência de recursos em gás e petróleo, a rivalidade entre o Japão e a China pela energia apresenta desafios crescentes à Austrália, acrescentava o comentário.
Uma das maneiras de satisfazer estes repto é assegurar que se estabeleça um regime "fiável" em Dili. Este é um factor subjacente importante na luta pelo poder que se desenvolve na capital de Timor Oriental.
11/Junho/06
[*] Analista político australiano.
A versão em castelhano encontra-se em
http://www.sinpermiso.info/
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Malai Azul 2
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12:32
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A não perder
The Dominion Post
The whys of Timor's woes
16 June 2006
By CHRIS TROTTER
Why has East Timor exploded? Amid all the vivid images of burning buildings and weeping citizens, in spite of the reassuring footage of Hercules aircraft, armoured vehicles and heroic Kiwi soldiers on patrol, it's the "why" of East Timor that has yet to be satisfactorily explained.
There was a time when the journalists of Australia and New Zealand would have risked their lives to answer that question for us. Those of us old enough to remember such things will recall the five journalists (two Brits, two Aussies and a Kiwi) who were murdered on the eve of the Indonesian invasion of East Timor in 1975.
If only to honour their sacrifice and prevent yet another hood of lies being pulled over the face of this tiny, traumatised nation, one might have expected the Australasian news media to have tried a little harder for the truth.
Why, for example, are we being told that the trouble began only when about half of the East Timorese defence force decided to take "industrial action"? As an old trade unionist, I tend to use the more honest word "strike" in preference to that rather pusillanimous term "industrial action".
So let's do that: let's say half the East Timorese army went on strike. Doesn't that sound a little odd?
It should. Because soldiers don't go on strike. When soldiers refuse to follow the orders of their superior officers, they "mutiny". So, let's get this straight: the troubles in East Timor began when half the army mutinied.
Now, an army mutiny is an extremely serious thing, and the punishments meted out to the participants are usually condign. Historically, troops rise in rebellion only as a last, often futile, protest against horrendous conditions and suicidal orders. That's why the first victims of such mutinies are almost always the troops' commanding officers.
Is this what happened in East Timor?
Well, no. This mutiny was led by senior officers. Their grievance? That some of them had been passed over for promotion. Huh? If you're thinking that sounds political, then you're absolutely right.
The mutiny in the East Timor defence force grew out of the sharp antagonisms which continue to fester between the resistance fighters who actively engaged the Indonesian occupiers in the east of the country, and those who collaborated with them in the west.
What was it, then – a mutiny or a military revolt? Let's read the account of Maryann Keady, an Australian radio producer who has reported from Dili since 2002.
"I arrived in Dili just as the first riots broke out on April 28 this year, and as an eyewitness at the front of the unrest, the very young soldiers seemed to have outside help – believed to be local politicians and `outsiders'.
"Most onlookers cited the ability of dissident soldiers to go from an unarmed vocal group to hundreds brandishing sticks and weapons as raising locals' suspicions that this was not an `organic' protest."
So, we have a military uprising, orchestrated by local political figures and aided by outsiders. Not surprisingly, the East Timorese Government moved swiftly and ruthlessly to suppress the revolt.
SOLDIERS fired upon soldiers. A number were killed. But, even though the orders to open fire on the rioting rebels came from the commanders of the East Timor defence force, it was the Prime Minister of East Timor, Mari Alkatiri, who ended up copping the blame.
It now seems clear that the military revolt had both a purpose and a target: the overthrow of the prime minister.
On May 7, Mr Alkatiri gave a speech in which he described what was happening to his country as a "coup". When she reported this to the ABC, Ms Keady was asked if she had in fact got the translation wrong.
She hadn't. On May 31, Ms Keady wrote: "Three years ago, I wrote a piece talking about attempts to oust Prime Minister Mari Alkatiri in East Timor, then a new struggling, independent nation. I wrote that I believed the US and Australia were determined to oust the East Timorese leader, due to his hardline stance on oil and gas, his determination not to take out international loans, and their desire to see Australia-friendly President Xanana Gusmao take power."
Oil and gas?
Oh, sorry, did I neglect to mention the $30 billion of oil and gas that lies below the Timor Sea – and the Australians' contentious claim for the lion's share?
Rightwing Western government's have toppled leftwing Third World leaders for much less.
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Malai Azul 2
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12:05
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Obrigado, João.
Viva.
Na verdade, a solução para conseguirem fazer copy/paste do referido artigo passa por desligarem (temporáriamente, claro) o suporte de JavaScript do browser. Note-se, enquanto tiverem o JavaScript inactivo, não poderão aceder ao gmail devidamente.
Para todos os efeitos, e para o caso de estarem interessados, segue-se o referido texto.
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New York (ANTARA News) - Timor Leste has appreciated the Indonesian government for providing humanitarian assistance and intensifying security at the border area shared by the two countries following unrest in Dili, capital city of Timor Leste which has broken out since April 2006.
"Measures taken by the Indonesian government are positive for Timor Leste and we are glad that we have maintained sound bilateral relations so far," Timor Leste Ambassador to the United Nations Jose Luis Guterres said on Tuesday.
He added the Indonesian assistance was useful although Indonesia was not asked to send troops to help restore order in the tiny country.
"However, the Indonesian military`s role in guarding the border area is good and thus the situation there remains stable," he told ANTARA after attending the United Nations Security Council (UNSC) meeting specially discussed on the situation in Timor Leste.
"We also appreciate the humanitarian assistance given by our brothers in Indonesia, while they are also facing natural disaster of earthquake which hit Java recently," he added.
Gutteres further said the Timor Leste government did not want to `make certain parties as scapegoats` of the unrest.
He added there was no evidence or data on involvement of a certain state in the internal conflict, not event of neighboring countries such as Australia or Indonesia, which had ties with Timor Leste in the past.
"I thus prefer that we, the Timor Leste government, doing some introspection on what mistakes having been done and what efforts needed to be taken to deal with the domestic problem," he added.
On media report carrying a statement of Timor Leste Prime Minister Mari Alkatiri concerning elements involved in the conflict, Gutterest said it was not aimed to accuse Indonesia of being involved in the conflict.
"Prime Minister Alkatiri has made clarification in an interview to explain his statement," he added.
Meanwhile, on the demand from the splinter group that Prime Minister Alkatiri should resign, Gutterest said the demand would not make the situation become conducive.
Gutteres added Alkatiri held the mandate as the country?s prime minister up to the implementation of the Timor Leste general election next year. (*)
Jun 14 10:44
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Dos leitores
It has to be noted that in contrast to the anti-democratic and unconstitutional tone and manner in which the cirtics of the government have behaved (burning cars, government buildings, smasshing the goverment main office and burning and destrying homes and property of those whose only apparent sin is being associated with the public administration, Fretilin or the government) that for at least one week now, illegally placed signs criticising the Government and the Prime Minister, which comprise one of the most bizzare and absent demonstartions (if not to say lazy) initiated by the infamous Angela Freitas from Partido Trabalhista, have remained untouched despite all good reason for them being removed, including legal reasons in that they breach the law on public dcemonstrations on a number of grounds.
It illustrates a high level of tolerance, respect and openness on the part of the government for no matter how small and in this case absent a minority to express their democratic rights. Such respect which has never been afforded to either the government or the Prime Minister.
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Let these signs remain there I say as a testament to this value held for democracy as well as minority parties, in this case one which could not even have one member of parliament elected at the first elections.
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Da Margarida.
Lembremo-nos que no comunicado de 08 Junho 2006, do MINISTRO RAMOS-HORTA, às tantas ele dizia que:
“O que foi acordado hoje numa reunião presidida por mim e com a presença dos Embaixadores e Comandantes das quatro forças incluindo GNR, foi: o objectivo a longo prazo (e aqui a longo prazo significa dias ou semanas) é que a GNR opera como uma força de intervenção táctica em toda a cidade de Díli; de imediato, respondendo a um apelo feito pelo Presidente da República e Governo Timorenses, a GNR operará numa zona exclusiva de operações que cobre a zona da ponte e ribeira de Comoro; (…)”
Relembro que ele escreveu: "e aqui a longo prazo significa dias ou semanas". Ora Sr. Ministro já passaram 8 dias, isto é mais de uma semana. Vão-se passar mais quantos dias ou semanas, antes de a GNR poder operar, sem empecilhos, em toda a cidade de Dili?
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Margarida relembra.
Tradução:
Revista dos Media Diários (site da UNOTIL)
Quarta-feira, 24 de Maio de 2006
Reportagens dos Media Nacionais
Tiroteio em Fatu Ahi: 2 pessoas mortas, 8 feridas
De acordo com relatos, duas pessoas foram mortas e oito feridas ontem no seguimento do tiroteio entre o grupo do Major Alfredo e as F-FDTL em Fatu Ahi, Becora.
O porta-voz do Conselho de Ministros, Antonio Bianco disse ontem aos media que o incidente ocorreu depois de os renegados terem emboscado membros das F-FDTL que regressavam ao quartel em Metinaro depois de terem levantado os seus salários no banco local, o Banco Ultramarino em Dili. Os renegados mataram 2 F-FDTL, e feriram 8 pessoas que estão agora hospitalizadas. Um membro do grupo de Alfredo também foi ferido e está agora no Hospital de Aileu. Em resposta à questão se o Governo de Timor-Leste precisa de tropas internacionais para acalmar a situação, Bianco declarou, “A situação está sob controlo e a PNTL manterá a segurança nas 24 horas para que as pessoas não entrem em pânico”, apelou Bianco.
Noutro artigo, o STL relatou que o mercado Taibessi foi outra vez queimado por pessoas não identificadas, e de acordo com o relato, muitos jovens foram para o mercado bloqueando a estrada com tambores e madeira.
Em relação com o incidente de Becora incidents, a F-FDTL capturou dois suspeitos alegadamente pelo seu envolvimento directo. (STL, TP, DN)
O Estado está consciente da situação: Lu Olo
O Presidente do Parlamento Nacional Francisco Lu’Olo Guterres sublinhou que o Governo e o Estado estão conscientes da situação corrente e estão a tomar a iniciativa para resolver o problema. Guterres apontou que além doutros problemas que se levantam, o último incidente com o grupo de Alfredo é uma das preocupações para as quais o Governo ainda tenta encontrar uma solução.
Major Alfredo não está a contribuir para a nação
O Ministro e porta-voz da Presidência do Conselho de Ministros, António Bianco, disse aos media na terça-feira que a declaração do Major Alfredo Reinaldo teve um impacto negativo no povo e que ele não está a contribuir para a nação. Bianco disse que a declaração está a contribuuir para criar o pânico entre a população que está a fugir das suas casas. Na terça-feira, Reinaldo alegadamente pediu à população para se distanciarem de Dili se se sentirem inseguras.
O Diário Nacional relatou que Bianco disse que o Governo está pronto a participar no diálogo que está a ser organizado pelo Presidente da República. De acordo com Bianco, representantes dos quatro órgãos de soberania, incluindo a igreja, a sociedade civil e outras organizações participarão no encontro.
O Timor Post relata que o diálogo vai em frente apesar do tiroteio na Terça-feira entre membros das Forças Armadas e os Major Tara e Markus do grupo de Alfredo e os peticionários. (STL, DN, TP)
Regional Media Reports
Batalha de armas em Dili
Hoje dispararam-se armas entre facções militares rivais à volta dum quartel nos subúrbios a ocidente de Dili, em Timor-Leste. Funcionários da ONU preocupados na arruinada capital elevaram o nível do seu alerta de segurança quando o Presidente Xanana Gusmão ordenou às forças do govero para perseguirem os renegados. Pelo menos um soldado pró-governamental foi ferido no confronto de hoje e estava a ser submetido a uma operação de emergência para remover estilhaços do pescoço.
Residentes aterrorizados fugiram do subúrbio exterior de Tasi Tolu dizendo que havia um tiroteio intenso entre os soldados pró-governamentais e as tropas rebeldes. Foi o segundo dia consecutivo de violência que apanhou o pequeno país. Uma trabalhadora de ajuda internacional Nata Andjaparidze disse que ela e o seu marido ficaram presos em casa quando a luta irrompeu pelas 7am (0900 AEST) de hoje.
"Não foi uma simples troca de tiros. Foi mais intenso. Estavam a usar metralhadoras e granadas," disse. "Só conseguimos sair da área num intervalo do tiroteio de cerca de cinco minutos." Ela e dois outros residentes disseram que a luta começou depois de forças rebeldes não identificadas descerem das montanhas para atacar uma base militar do governo (FDTL) em Tasi Tolu.
As forças armadas para perseguirem os rebeldes
A base foi onde foram montadas operações contra uma facção dissidente das forças armadas que provocou distúrbios em 28 e 29 de Abril onde morreram cinco pessoas. Muita gente fugiu da área hoje com os pertences que conseguiram carregar; outros ficaram separados quando as forças armadas bloquearam uma estrada para a cidade Liquica, no oeste.
Ontem dois homens – um soldado pró-governo e um soldado renegado – foram mortos e seis soldados do governo ficaram feridos quando a luta se reacendeu nas franjas do leste dos montes em Dili. Gusmão disse que as forças armadas perseguiriam os ex-soldados desorganizados nos montes que cercam a capital e que atacaram as tropas do governo um dia antes.
A Associated Press relata que Gusmão identificou o renegado Major Alfredo Reinado como liderando a revolta. "O povo de Timor-Leste não aceita o ataque do Major Alfredo Reinado aos nossos soldados," disse Gusmão aos repórteres antes de se encontrar com outros oficiais do governo no Palácio Presidencial. "Persegui-lo-emos para acabar com a violência."
O pessoal não-essencial da embaixada vai sair
A Austrália está a evacuar funcionários públicos não-essenciais, O Primeiro-Ministro em exercício Peter Costello disse hoje. Durante a noite o governo actualizou o seu aviso de perigo para Timor-Leste, onde renovados distúrbios ontem levaram à morte de duas pessoas e ao ferimento de seis outras. Tropas e polícias Australianas estão prontas para seguirem para Timor-Leste para ajudar a aquietar o desassossego, se lhe for pedido pelo governo da nação.
Mr Costello disse que o staff não-essencial da comunidade estavam a deixar o país. "estamos a avisar agora os Australianos que se já estão em Timor-Leste devem considerar a partida, as pessoas do comunidade do governo que são não-essenciais estão a fazê-lo," disse no parlamento.
"Arranjos estão a ser organizados para proteger a segurança dos Australiano." A Austrália há quinze dias atrás pôs navios de guerra e tropas em standby, mas Timor-Leste ainda tem de pedir ajuda. Espera-se que o governo de Timor-Leste pergunte hoje se quer a ajuda Australiana.
A ONU eleva a classificação da segurança
As Nações Unidas que ajudaram à reconstrução de Timor-Leste depois de se separar do domínio Indonésio em 1999, elevou hoje a sua classificação de segurança. Restringiu as viagens do seu pessoal e confinou o pessoal não-essencial e os seus dependentes às suas casas. Também lhes foi ordenado para fazerem as malas e que estivessem prontos para uma possível evacuação.
Anis Bajwa o chefe em exercício da missão da ONU disse que o território mudará da fase um do preventivo estado de alerta para a fase dois, que restringe os movimentos do pessoal da ONU. Entretanto, partes de Dili não afectadas pelas lutas nos subúrbios estavam movimentadas hoje. Cerca de metade das lojas de Dili estavam abertas e havia tráfico nas suas ruas.
No subúrbio de Taibesse, atingido pelos incendiários ontem, vendedores estavam a limpar e a levar os escombros. Muitos residentes de Dili estavam a manter-se vigilantes em relação às montanhas que rodeiam a capital. Estradas e pistas através dos montes fornecem estradas de fuga para muitos, mas são também usadas pelas facções renegadas. - AAP
Chefes de Segurança Australiana discutem Timor-Leste
Os chefes de segurança nacional da Austrália encontraram-se na noite passada, aumentando a possibilidade das tropas poderem em breve serem mandadas para Timor-Leste depois de renovada violência ter deixado uma pessoa morta e cinco feridas. Alegadamente polícias militares rebeldes abriram fogo contra tropas do governo num distrito a leste da capital, Dili.
Oficiais dizem que os polícias eram liderados pelo Major Alfredo Reinaldo que deixou o seu posto no mês passado para apoiar os protestos de 500 soldados despedidos. Quatro pessoas foram mortas e centenas de Timorenses do Leste fugiram das suas casas quando os protestos se tornaram violentos. Ontem, uma pessoa foi morta e pelo menos cinco feridas quando os polícias militares rebeldes abriram fogo no leste da capital.
O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Mari Alkatiri, encontrou-se com ministros seniores e o chefe das Forças Armadas e da polícia para discutir a crise. O Presidente Xanana Gusmão disse que cancelou planos para viajar à China no Domingo, em parte devido ao desassossego. O Ministro dos Negócios Estrangeiros da Austrália Alexander Downer diz que a Austrália está pronta para ajudar com tropas se o Governo de Timor-Leste e a ONU requisitarem assistência.
Mr Downer diz que uma comissão independente que investiga as queixas dos soldados precisa de voltar rapidamente ao trabalho para que a violência não escale. A Austrália há várias semanas atrás moveu navios, meios aéreos e algumas tropas para as suas águas do norte para permitir uma resposta rápida se lhe for pedido que assista em Timor-Leste.
A Força de Defesa de Nova Zelândia diz que tem cerca de 30 tropss em standby no campo militar de Burnham para ir para Timor-Leste. O Lieutenente Coronel Mike Shatford diz que é uma precaução para o caso de serem requisitados para responderem rapidamente.
Falando antes de relatos dos últimos distúrbios, disse que é necessário um pedido do Governo de Timor-Leste antes das tropas serem destacadas. Ser-lhes-ão dadas avisos de 48 48-horas se lhes pedirem para ir. O jornalista do SBS David O'Shea estava a entrevistar um soldado rebelde nos monte imediatamente fora de Dili quando rebentou o tiroteio ontem.
Mr O'Shea diz que estava a falar com o polícia militar renegado Major Alfredo Reinado quando rapidamente se encontrou numa batalha com os soldados de Timor-Leste nos montes acima do empobrecido distrito de Becora. Depois do tiroteio, Mr O'Shea disse por telemóvel que não estava ferido e que estava a subir a montanha longe do combate para regressar a Dili. Disse à ABC que ambos os lados em confronto desejam que sejam mandadas tropas estrangeiras para Timor-Leste para estabilizar a situação.
"Os refugiados e os soldados rebeldes com quem estive hoje, ambos esses grupos estão a pedir os peacekeepers Australianos," disse. "Eles não têm confiança que este assunto possa ser resolvido pela polícia ou pelos militares ou por algum dos políticos de aqui." O Departamento dos Negócios Estrangeiros e do Comércio da Austrália elevou a conselho de viagens para Timor-Leste no despertar da violência renovada.
Os Australianos estão a ser avisados a não viajarem para Timor-Leste por causa do que o Departamento descreve ser uma situação de segurança extremamente perigosa. Os Australianos que já estão no país estão a ser apressados para considerarem partir. O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comércio da Nova Zelândia aconselha contra qualquer viagem de turistas e pessoal não-essencial para Timor-Leste. (newswire.co.nz)
http://www.unotil.org/UNMISETWebSite.nsf/cce478c23e97627349256f0a003ee127/82f97e5149a375d149257178003ecea3?OpenDocument
PS: este é parte do apanhado da imprensa que está no site da UNOTIL referente ao dis 24 de Maio de 2006. Tinha pensado só traduzir partes, acabei por pôr na totalidade (faltam as duas últimas peças que ainda não traduzi, mas vou fazê-lo) porque é um documento altamente indiciador dos esforços da Austrália e da Nova Zelândia para forçarem o convite para a sua entrada em Timor-Leste.
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Entrega armas não vai ser feita a Xanana mas sim aos australianos
Díli, 16 Jun (Lusa) - A entrega de armas pelos militares rebeldes timor enses vai afinal ser feita directamente aos militares australianos e não a Xanan a Gusmão, ao contrário do que tinha sido referido à Lusa por fonte do gabinete d o Presidente da República.
A alteração de planos foi comunicada à Lusa pelo porta-voz do President e, Agio Pereira, que acrescentou que Xanana Gusmão enviou uma carta aos rebeldes para que entregassem as armas aos militares australianos.
A primeira informação de que Xanana Gusmão se deslocaria a Maubisse for a comunicada à Lusa por fonte do gabinete do chefe de Estado.
Entretanto, hoje de manhã (hora local), o comandante das forças austral ianas, brigadeiro Mick Slater, confirmou à imprensa que a entrega de armas começ aria em Maubisse, a cerca de 60 quilómetros da capital timorense.
"Esperamos receber entre 40 a 50 armas", acrescentou o brigadeiro Slate r.
O militar australiano disse ainda não saber ao certo o número de armas em poder dos militares rebeldes, distribuídos por bases em Gleno e Maubisse.
"Acredito que nem ao longo da minha vida todas as armas que existem em Timor-Leste, possam alguma vez vir a serem recolhidas. Mas confio na boa fé das pessoas", vincou.
O início da entrega das armas tinha sido anunciado quinta-feira por Mar cos Tilman, outro oficial rebelde, e confirmado pelo comandante das forças austr alianas.
O anúncio foi feito cerca de 24 horas depois do Presidente Xanana Gusmã o ter proclamado, em mensagem ao Parlamento, que tinha chegado a hora de se pass ar à segunda fase da presença das forças militares internacionais no país, com o seu desdobramento para o interior do país.
Este movimento representa a ampliação da missão de manutenção da ordem pública pelos efectivos da GNR, por enquanto circunscritos ao bairro de Comoro.
Efectivos militares e policiais da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, num total de cerca de 2 mil, começaram a chegar no passado dia 25 de M aio a Timor-Leste, correspondendo a um pedido das autoridades timorenses para aj udarem a restabelecer a lei e ordem públicas, face à desintegração da Polícia Na cional e às divisões no seio das forças armadas timorenses.
Quanto ao ex-tenente Gastão Salsinha, porta-voz dos cerca de 600 indiví duos que subscreveram uma petição a denunciar alegadas práticas discriminatórias no seio das forças armadas timorenses, o major Marcos Tilman asseverou que "ele s não têm armas nenhumas".
"Eles não têm armas. Quem as tem somos nós, eu, major Tara e os nossos homens e o grupo do major Alfredo Reinado", acrescentou.
EL/JPA.
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Militares rebeldes começam hoje a entregar armas a Xanana Gusmão
Díli, 16 Jun (Lusa) - O presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, vai h oje a Maubisse, 60 quilómetros a sul de Díli, receber as armas do líder dos mili tares rebeldes timorenses, major Alfredo Reinado, disse à Lusa fonte oficial.
O início da entrega das armas tinha sido anunciado quinta-feira por Mar cos Tilman, outro oficial rebelde, e confirmado pelo comandante das forças austr alianas, brigadeiro Mick Slater.
O anúncio foi feito cerca de 24 horas depois do Presidente Xanana Gusmã o ter proclamado, em mensagem ao Parlamento, que tinha chegado a hora de se pass ar à segunda fase da presença das forças militares internacionais no país, com o seu desdobramento para o interior do país.
Este movimento representa a ampliação da missão de manutenção da ordem pública pelos efectivos da GNR, por enquanto circunscritos ao bairro de Comoro.
Efectivos militares e policiais da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, num total de cerca de 2 mil, começaram a chegar no passado dia 25 de M aio a Timor-Leste, correspondendo a um pedido das autoridades timorenses para aj udarem a restabelecer a lei e ordem públicas, face à desintegração da Polícia Na cional e às divisões no seio das forças armadas timorenses.
A decisão de entregar as armas aos militares australianos correspondeu a um pedido nesse sentido do Presidente Xanana Gusmão, indicara Marcos Tilman qu inta-feira à Lusa.
Quanto ao ex-tenente Gastão Salsinha, porta-voz dos cerca de 600 indiví duos que subscreveram uma petição a denunciar alegadas práticas discriminatórias no seio das forças armadas timorenses, o major Marcos Tilman asseverou que "ele s não têm armas nenhumas".
"Eles não têm armas. Quem as tem somos nós, eu, major Tara e os nossos homens e o grupo do major Alfredo Reinado", acrescentou.
EL/JPA.
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APELO
Senhor Presidente da República, Senhor Primeiro-Ministro,
Chega de passividade. Está na altura de utilizar uma força de intervenção equipada e preparada em toda a cidade.
Em conjugação com as forças militares, que devem fazer o perímetro de segurança exterior das zonas de intervenção, a GNR deve poder deslocar-se e intervir em qualquer zona e situação que requeira o seu perfil.
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03:31
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Dos leitores
…
Quanto tempo já passou para que os orgãos de soberenia timorenses tenham a coragem de assumir o comando das forças militares enviadas pelos "países amigos"?
Quanto tempo precisam mais para denunciar a passividade do exército australiano?
Quanto tempo mais para permitir a operacionalidade da GNR portuguesa?
Quanto tempo, quanto tempo mais os cidadãos se vão manter em campos de refugiados?
Quanto tempo mais para continuar a distribuir elogios a quem vos destrói?
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03:30
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Resposta a um leitor
Os militares das FDTL estão aquartelados. Em Tacitolo, Hera e Metinaro.
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03:27
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São três e quinze e estamos fartos da passividade australiana
Se eles não têm capacidade para patrulhar a cidade, se não conseguem evitar que criminosos peguem fogo a bairros inteiros, se não conseguem evitar que se pilhem armazéns durante horas, se não conseguem aparecer,
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Malai Azul 2
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03:17
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Da Margarida. Obrigado.
Nem media unit nem translation unit.
Estou muitíssimo bem a aprender com o excelentes textos que aqui têm posto e eu é que vos estou agradecida por esta oportunidade de aprender mais qualquer coisinha.
É que o que se passa em Timor é um reflexo do estado das coisas que se passam pelo mundo.
E tenho aprendido convosco que afinal essa coisa da soberania popular que tão amesquinhada tem sido afinal é mesmo importante e que aí em Timor há gente determinada e teimosa a defendê-la com imensa tolerância e inteligência.
Continuem a vossa luta, amigos!
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Malai Azul 2
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03:16
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Dos leitores
"Dada a ausência de militares australianos, o ministro telefonou para o comando australiano, que fez deslocar alguns efectivos, "que apenas ficaram a observar, sem fazerem o que quer que fosse para impedir o roubo"."- Ministro Estanislau da Silva
"a primeirissima prioridade é terminar com a violência e destruição de bens e propriedades" - Xanana Gusmão
"Estamos em coordenação com o Comandante das Forças, Brigadeiro Slater" - Xanana Gusmão
Pensava-se que não se tratava de "coordenação" mas sim de comando.
Afinal o problema é a "coordenação".
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PE adopta resolução a pedir reforço missão da ONU e apoio da UE
Estrasburgo, França, 15 Jun (Lusa) - O Parlamento Europeu adoptou hoje em Estrasburgo uma resolução sobre Timor-Leste na qual reclama o reforço da missão das Nações Unidas no território e mais apoios da comunidade internacional e da União Europeia (UE).
A resolução, antecipadamente acordada entre as diversas famílias políticas da assembleia, e hoje aprovada numa votação de braço no ar, aponta também para o envio de uma delegação do Parlamento Europeu a Timor-Leste no próximo Outono, para avaliar a situação política e examinar a adequação dos programas de assistência da UE.
A resolução sublinha que o papel desempenhado pela comunidade internacional, e em particular a ONU e o seu Conselho de Segurança, é de "importância vital" para o processo de consolidação da democracia na "jovem nação" de Timor-Leste.
Nesse sentido, o Parlamento Europeu (PE) defende que "o processo de gradual redução da missão das Nações Unidas em Timor-Leste ao longo dos últimos quatro anos tem de ser invertido", e solicita o envio urgente de uma força policial sob os auspícios das Nações Unidas para ajudar a restaurar a estabilidade no país.
A resolução sublinha a necessidade de, no respeito pela soberania das autoridades de Timor-Leste, se estabelecerem canais eficazes de comunicação e colaboração entre as forças internacionais presentes no território, com vista à restauração da ordem pública e rápida reposição da normalidade institucional.
Ainda no campo da segurança, solicita ao Conselho da União Europeia e à Comissão Europeia que inste as autoridades timorenses a "proibir, dissolver e desarmar" todos os grupos paramilitares, gangs e civis armados, e a dar conta das preocupação da UE relativamente à violência policial em todos os encontros oficiais ao mais alto nível que mantenha com o governo de Timor-Leste.
O PE pede à UE e à comunidade internacional que "mantenham e aumentem o apoio necessário para consolidar a democracia e a cultura democrática em Timor-Leste", concentrando-se designadamente no fomento da cultura multipartidária, na edificação das instituições e no reforço das redes de educação e de saúde.
Aponta também a urgência de estender a cobertura por parte dos órgãos de comunicação social a todo o território.
A assembleia solicita ainda à comunidade internacional que aumente "substancialmente" o apoio com vista à monitorização efectiva da questão dos direitos humanos em Timor-Leste e que providencie assistência para o desenvolvimento de grupos locais de direitos humanos, bem como serviços locais para vítimas de abusos.
Dirigindo-se aos timorenses, o Parlamento Europeu insta o governo e o presidente a tomarem "todos os passos necessários" para pôr fim à violência e restaurar um ambiente estável em total respeito pela Constituição.
Pede também às partes em conflito para se envolverem num diálogo que inclua todos para discutir as diferenças políticas.
A proposta de resolução teve como co-signatários a deputada socialista Ana Gomes, pelo Grupo Socialista, e o líder democrata- cristão José Ribeiro e Castro, pelo Partido Popular Europeu.
Terça-feira, por ocasião de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o secretário-geral Kofi Annan admitiu que a ONU reduziu a sua presença em Timor-Leste demasiado rapidamente, e que "tendo em conta o que aconteceu" é preciso reavaliar a presença no terreno.
Todavia, indicou que a ONU não tenciona enviar forças de paz para Timor-leste nos próximos seis meses, e disse esperar que os países que têm actualmente forças no território, como Portugal, continuem a "ajudar a manter a lei e a ordem até que o Conselho de Segurança tome novas decisões".
O Conselho de Segurança reúne-se, novamente, na próxima semana, para prolongar o actual mandato da missão da ONU em Timor- Leste (UNOTIL), que termina dia 20, uma decisão saudada hoje pelo Parlamento Europeu.
Além de Portugal, que enviou uma força da GNR para Timor- Leste, também a Austrália, Nova Zelândia e Malásia responderam a um pedido das autoridades timorenses para envio de forças militares e policiais para pôr fim ao clima de violência que se vive no país, sobretudo em Díli, desde o final de Abril.
A onda de violência em Timor-Leste já provocou mais de duas dezenas de mortos e cerca de 130 mil deslocados.
ACC.
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02:41
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Propõe-se uma troca
Que tal trocarem aí uns 1.000 militares por 100 bombeiros?
E uns 100 carros blindados por carros auto-tanques?
E onde estão eles?
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Mais seis casas a arder em Bidau
Nem 1 militar no local.
Onde estão eles?!
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Malai Azul 2
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02:36
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Grande incêndio ao pé do Hotel Vila Verde e do Ministério do Trabalho
O antigo bairro dos polícias indonésios está todo a arder.
Duas pessoas que iam a passar foram chamar os bombeiros que chegaram com os dois jipes australianos que lhes fazem segurança.
Não há mais militares no local.
Pelas dimensões e extensão do incêndio houve tempo de regar tudo com gasolina ou querosene.
Esta é uma zona de patrulha australiana.
Onde estão eles?!
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Obrigado, Margarida.
Tradução:
Timor-Leste: quando a construção de nação destrói
Spiked
Thursday 15 Junho 2006
Philip Cunliffe
Em 14 Junho 2006, o SG da ONU Kofi Annan anunciou que capacetes azuis da ONU têm de regressar a Timor-Leste, somente um ano depois de terem sido retirados. Perto de 2,000 tropas Australianas – mais do que a força Australiana no Iraque – já estão a patrulhar as ruas da capital Dili (1). Foram chamadas para ajudar a restaurar a ordem, depois do país começar a espirolar em lutas mais cedo neste ano, no seguimento do despedimento de soldados em greve.
Em todas as contas, a situação é grave. Mais de 100,000 pessoas fugiram de Dili e algumas foram mortas nos distúrbios. Perturbador como é, somente a violência não pode ser contabilizada para o nível de atenção que tem atraído, quando comparada com a situação no Iraque ou no Sudão.
Portanto o que é que há neste minúsculo Estado do Pacífico que o torna tão importante?
Timor-Leste é um dos mais novos Estados do mundo, tendo-se tornado independente em 20 Maio de 2002. Mas o que fez esta ‘independência’ diferente é que lhe foi doada pela ONU. De Outubro de 1999 a 2002, Timor-Leste foi governado por um governador-geral da ONU, Sergio Vieira de Mello (mais tarde morto no Iraque), como parte da Administração Transitória da ONU em Timor-Leste. A UNTAET foi estabelecida depois de imensa pressão Ocidental sobre a Indonésia para promover um referendo sobre a independência dos Timorenses do Leste em Agosto de 1999.
A UNTAET foi bastante aclamada como um exemplo de sucesso de construção de nação, como mostra o facto que ter sido Vieira de Mello que foi despachado para representar a ONU em Baghdad. Além de que, a chegada de uma força de intervenção liderada pelos Australianos em Timor-Leste em 1999 foi visto por muitos como uma intervenção oportuna para defender os Timorenses da violência das forças Indonésias retirantes.
Timor-Leste foi mostrado como um exemplo brilhante duma intervenção humanitária de sucesso, em contraste com os falhanços percebidos para reagir aos conflitos no meios dos anos 1990 (principalmente no Rwanda e na Bosnia). ‘Nunca antes o mundo se uniu tão determinado e tão firme para ajudar uma pequena nação a estabelecer-se’, proclamou Kofi Annan no dia em que a ONU concedeu a Timor-Leste a sua independência. Semanas antes de o conflito eclodir este ano, o Presidente do Banco Mundial Paul Wolfowitz descreveu o país como uma ‘democracia vibrante’ (2).
Jonathan Head da BBC retrospectamente admite a extenção da compaixão pelos Timorenses que infectou a cobertura dos media em 1999: ‘é suposto que os jornalistas se mantenham desligados das suas histórias mas, obviamente, isso é um mito. Em 1999 cada jornalista disparava por Timor-Leste durante o seu heróico lanço pela independência. Timor-Leste era uma história fora do vulgar de um “país em crises” por causa dos extraordinários níveis de simpatia que provocava ... foi uma história que teve um final feliz.’ (3) Com as correntes imagens da TV de Dili reminiscentes de 1999, mas sem os Indonésios a quem culpar, parece que a fotografia do postal de “final-feliz” dos correspondentes estrangeiros e dos dignitários internacionais, descaminhou horrivelmente mal.
Muitos comentadores denunciam que a incompetência e a divisão da liderança Timorense são responsáveis por esta crise (4). Na verdade, a crise expôs o falhanço da construção de nação da ONU, e o vazio da independência que se propôs oferecer.
Jarat Chopra, Chefe da administração de distrito na operação UNTAET até 2000, escreveu: ‘O estatuto da ONU em Timor-Leste é comparável com a dum monarca-pré -constitucional num reino soberano.’ (5) Mesmo depois da independência, a presença da ONU continuou no país ‘para providenciar assistência em estruturas administrativas fundamentais críticas para a viabilidade e a estabilidade política de Timor-Leste’ (6). O poder excessivo empunhado pelo vice-rei da ONU Vieira de Mello sufocou efectivamente a auto-determinação Timorense. Em 2000, uma das figuras chave da resistência anti-indonésia Timorense, Xanana Gusmão, denunciou a ONU por estar a construir uma ‘república de bananas’ em Timor e por acusar os líderes Timorenses por problemas que estavam inteiramente fora do seu controlo. Ao mesmo tempo que fora concedido o poder supremo sobre Timor, a UNTAET criticava a liderança Timorense pelo seu autoritarismo (7).
Hoje, muitos analistas apontam a extrema pobreza de Timor como uma das causas da violência corrente. Mas a dependência de Timor-Leste na comunidade internacional é mais do que económica; é politica. O projecto de construção da nação da ONU no país cultivou uma liderança cuja autoridade e poder deriva da sua relação com a comunidade internacional mais do que com o seu próprio povo. O resultado final é o espectáculo bizarro de antigos líderes de guerrilha como o Presidente Timorense Gusmão, que resistiu durante décadas às forças armadas Indonésias, agora a suplicar por tropas estrangeiras e à ONU para re-ocupar o país que ele tanto lutou para libertar (8).
Timor-Leste junta-se agora à lista crescente de sociedades arruinadas pela construção de nação através do mundo: Iraque, Afghanistão, Kosovo, Haiti, Bosnia. A tragédia da brutalidade de Timor-Leste ilustra a futilidade de se contar com forças externas para ganhar a auto-determinação em proveito próprio.
Philip Cunliffe é co-convenor do grupo de trabalho da Soberania e os seus Descontentes. Email him at philip.cunliffe@kcl.ac.uk.
(1) BBC News, ‘Australia beefs up E Timor force’, 28 May 2006
(2) John Aglionby, ‘Back to square one’, Guardian, 6 June 2006
(3) Jonathan Head, ‘No happy ending for East Timor’, BBC News, 3 June 2006
(4) Linda Polman, ‘Trappings of State’, Guardian, 31 May 2006
(5) Jarat Chopra, ‘The UN’s kingdom of East Timor’, Survival 42:3, 2000, p.29
(6) See the UNTAET homepage
(7) See pages 140-142 in Simon Chesterman, You, The People: The United Nations, Transitional Administration, and State-Building (Oxford University Press, 2004)
(8) BBC News, ‘Gusmao “shaken” by E Timor unrest’, 14 June 2006
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EAST TIMOR: Australia Rejects UN Control
Thursday: June 15, 2006
Pacific Magazine
(Sydney Morning Herald Online) - Australia has signalled its opposition to a United Nations force taking over the four-nation peacekeeping mission but has called for an international police officer to take over the running of policing in the troubled country.
Australia's ambassador to the UN, Robert Hill, told the Security Council it would be better for the UN to focus on other issues, such as East Timor's longer-term needs, while the multinational force, led by Australia, took care of security.
East Timor's Foreign Minister, Jose Ramos Horta, in a speech read on his behalf to the Security Council, said a UN force was essential to "reduce political and diplomatic tensions".
He said there should be more countries involved, such as Fiji, Singapore and Thailand.
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Xanana envia australianos para o interior do país
DN
15.06.2006
O Presidente Xanana Gusmão confirmou ontem em Díli que as forças militares australianas vão começar a ser transferidas para o interior de Timor-Leste, como o DN já tinha avançado na semana passada.
Uma operação que deverá centrar-se na região de Maliana e que, segundo Xanana Gusmão, visa um objectivo preciso: impedir que a população do interior do país viva sob a ameaça de perda de vidas e bens. "Como aconteceu em Díli."
Estas declarações foram proferidas no decorrer de uma sessão extraordinária do Parlamento, a que assistiram todos os membros do Governo de Mari Alkatiri, e que, no final, levaram o primeiro-ministro a aplaudir a mensagem do Presidente. "Foi boa e clara", frisou, numa alusão a outras passagens do discurso de Xanana. Nomeadamente aquelas em que o Presidente se recusou a responsabilizar alguém pela crise que se vive no país. "Não acuso ninguém", explicou. "Mas chamo a atenção do Estado e dos órgãos de soberania para [que façam] um rigoroso exame de consciência, porque temos que prestar contas ao nosso povo."
"Não temos outra alternativa", acrescentou, "senão medir os actos que praticámos (...) e que contribuíram para que o povo viesse a sofrer uma vez mais com o resultado da nossa falta de capacidade política para resolver os problemas e que não pudemos ou não quisemos decifrar".
Afirmações que poderão indiciar também que as autoridades de Díli se preparam para começar a desarmar os civis e os militares revoltosos, evitando que a situação venha a deteriorar-se ainda mais. AR
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quinta-feira, junho 15, 2006
East Timor: when nation-building destroys
Spiked
Thursday 15 June 2006
Philip Cunliffe
On 14 June 2006, United Nations secretary-general Kofi Annan announced that UN peacekeepers had to return to East Timor, only a year after they were withdrawn. Nearly 2,000 Australian troops – more than the Australian force in Iraq – are already patrolling the streets of the capital Dili (1). They were called in to help restore order after the country began to spiral into strife earlier this year, following the sacking of striking soldiers.
By all accounts, the situation is grave. Over 100,000 people have fled Dili and scores have been killed in the unrest. Disturbing as it is, the violence alone cannot account for the level of attention that it has attracted, when compared with the situation in Iraq or Sudan. So what is it about this tiny Pacific state that makes it so important?
East Timor is one of the world’s newest states, having become independent on 20 May 2002. But what made this ‘independence’ different is that it was granted by the UN. From October 1999 to 2002, East Timor was ruled by a UN governor-general, Sergio Vieira de Mello (later killed in Iraq), as part of the United Nations Transitional Administration in East Timor. UNTAET was established after immense Western pressure on Indonesia to hold a referendum on East Timorese independence in August 1999.
UNTAET was widely hailed as an example of successful nation-building, as indicated by the fact that it was Vieira de Mello who was despatched to represent the UN in Baghdad. In addition, the arrival of an Australian-led intervention force in East Timor in 1999 was seen by many as a timely intervention to defend the Timorese from the wrath of retreating Indonesian forces.
East Timor was held up as a shining example of successful humanitarian intervention, in contrast to the perceived failure to react to the conflicts of the early and mid-1990s (notably Rwanda and Bosnia). ‘Never before has the world united with such firm resolve to help one small nation establish itself’, Kofi Annan proclaimed on the day the UN granted East Timor its independence. Only weeks before the conflict erupted earlier this year, World Bank President Paul Wolfowitz described the country as a ‘vibrant democracy’ (2).
The BBC’s Jonathan Head retrospectively admits the extent to which compassion for the Timorese infected the media coverage back in 1999: ‘Journalists are supposed to stay detached from their stories but, of course, that is a myth. Back in 1999 every journalist was gunning for [East Timor] during its heroic bid for independence. East Timor was unusual for a “country in crisis” story because of the extraordinary levels of sympathy it aroused ... it was a story which had a happy ending.’ (3) With the current TV pictures from Dili reminiscent of 1999, but with no Indonesians to revile, it seems that the foreign correspondents’ and international dignitaries’ picture-postcard ‘happy ending’ has gone horribly wrong.
Many commentators have claimed that the incompetence and divisiveness of the Timorese leadership are responsible for the crisis (4). In truth, the crisis exposes the failure of UN nation-building, and the emptiness of the independence that it purported to offer.
Jarat Chopra, head of district administration in the UNTAET operation until 2000, wrote: ‘The organisational and juridical status of the UN in East Timor is comparable with that of a pre-constitutional monarch in a sovereign kingdom.’ (5) Even after independence, the UN presence continued in the country ‘to provide assistance to core administrative structures critical to the viability and political stability of East Timor’ (6). The overweening power wielded by UN viceroy Vieira de Mello effectively stifled Timorese self-determination. In 2000, one of the key figures of the Timorese anti-Indonesian resistance, Xanana Gusmão, denounced the UN for building a ‘banana republic’ in Timor and for blaming Timorese leaders for problems that were entirely out of their control. Even as it wielded supreme power over Timor, UNTAET criticised the Timorese leadership for its authoritarianism (7).
Today, many analysts point to Timor’s grinding poverty as a cause of the current violence. But East Timor’s dependence on the international community is more than economic; it is political. The UN nation-building project in the country cultivated a leadership whose authority and power derived from their relationship with the international community more than it did from their own people. The end result is the bizarre spectacle of former guerrilla leaders like Timorese President Gusmão, who resisted the Indonesian army for decades, now pleading for foreign troops and the UN to re-occupy the country he fought so long to free (8).
East Timor now joins the growing list of societies wrecked by nation-building throughout the world: Iraq, Afghanistan, Kosovo, Haiti, Bosnia. The tragedy of East Timor brutally illustrates the futility of relying on external forces to win self-determination on one’s behalf.
Philip Cunliffe is co-convenor of the Sovereignty And Its Discontents working group. Email him at philip.cunliffe@kcl.ac.uk.
(1) BBC News, ‘Australia beefs up E Timor force’, 28 May 2006
(2) John Aglionby, ‘Back to square one’, Guardian, 6 June 2006
(3) Jonathan Head, ‘No happy ending for East Timor’, BBC News, 3 June 2006
(4) Linda Polman, ‘Trappings of State’, Guardian, 31 May 2006
(5) Jarat Chopra, ‘The UN’s kingdom of East Timor’, Survival 42:3, 2000, p.29
(6) See the UNTAET homepage
(7) See pages 140-142 in Simon Chesterman, You, The People: The United Nations, Transitional Administration, and State-Building (Oxford University Press, 2004)
(8) BBC News, ‘Gusmao “shaken” by E Timor unrest’, 14 June 2006
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Será hoje ou amanhã?
Xanana Gusmão encontrou-se com líder dos militares rebeldes
Díli, 15 Jun (Lusa) - O Presidente Xanana Gusmão encontrou-se hoje com o líder dos militares rebeldes timorenses, major Alfredo Reinado, disse à Lusa outro oficial rebelde, major Marcos Tilman, contactado telefonicamente na sua base em Gleno, 30 quilómetros a sudoeste de Díli.
O encontro, realizado na residência particular de Xanana Gusmão, em Balibar, arredores de Díli, foi confirmado à Lusa por fonte do gabinete do chefe de Estado, que disse enquadrar-se "nos esforços de `confidence building' (criar um clima de confiança)".
O objectivo é preparar um "encontro entre todas as partes envolvidas" para a resolução da crise político-militar, conforme disse à Lusa outra fonte ligada ao processo.
O anúncio da realização do encontro ocorre horas depois do comandante das forças australianas, brigadeiro Mick Slater, citado pela Associated Press, ter comunicado que os militares rebeldes estão prontos a entregar as suas armas.
A informação do brigadeiro Mick Slater foi feita cerca de 24 horas depois do Presidente Xanana Gusmão ter anunciado em mensagem ao Parlamento que tinha chegado a hora de se passar à segunda fase da presença das forças militares internacionais no país, com o seu desdobramento para o interior do país.
Este movimento representa a ampliação da missão de manutenção da ordem pública pelos efectivos da GNR, por enquanto circunscritos ao bairro de Comoro.
Efectivos militares e policiais da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, num total de cerca de 2 mil, começaram a chegar no passado dia 25 de Maio a Timor-Leste, correspondendo a um pedido das autoridades timorenses para ajudarem a restabelecer a lei e ordem públicas, face à desintegração da Polícia Nacional e às divisões no seio das forças armadas timorenses.
Entretanto, o major Marcos Tilman confirmou à Lusa que os seus homens, cujo total se escusou a precisar, entregam sexta-feira as armas aos militares australianos.
"Os militares australianos vão ficar a controlar as armas. Nós vamos deixar de andar com elas", garantiu.
Questionado sobre a decisão do major Alfredo Reinado sobre a entrega da suas armas aos militares australianos que o acompanham em Maubisse, Tilman manifestou-se convicto que também o grupo do major Reinado "vai respeitar o compromisso".
A decisão de entregar as armas aos militares australianos correspondeu a um pedido nesse sentido do Presidente Xanana Gusmão, precisou Marcos Tilman.
Quanto ao ex-tenente Gastão Salsinha, porta-voz dos cerca de 600 indivíduos que subscreveram uma petição a denunciar alegadas práticas discriminatórias no seio das forças armadas timorenses, o major Marcos Tilman asseverou que "eles não têm armas nenhumas".
"Eles não têm armas. Quem as tem somos nós, eu, major Tara e os nossos homens e o grupo do major Alfredo Reinado", acrescentou.
EL.
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Por acaso perdeu o avião e ainda não chegou.
Lisboa, 15 Jun (Lusa) - O duque de Bragança está em Timor- Leste a pedido do ministro dos Negócios Estrangeiros do país, Ramos Horta, e do bispo de Baucau, D.Basílio do Nascimento, disse hoje à Lusa fonte do gabinete de D.Duarte Pio.
D.Duarte chegou terça-feira a Díli, tendo-se já encontrado com José Ramos Horta e com o bispo de Baucau, com quem esteve em contacto desde o início do mais recente conflito timorense.
Segundo a mesma fonte, D.Duarte viajou para Timor-Leste a partir da China, onde se encontrava no âmbito do prémio Duque de Edimburgo.
O duque de Bragança está há já muitos anos ligado à questão de Timor-Leste e sempre acompanhou a situação no país, mantendo contactos com várias personalidades.
D.Duarte Pio desenvolveu actividades como presidente da Campanha "Timor 87", campanha nacional de apoio a Timor e aos timorenses residentes em Portugal e noutros países, iniciativa que teve o mérito de dar um maior destaque à Causa Timorense.
...
IG.
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22:42
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Da Margarida. Obrigado.
Andando à cata de mais informação e principalmente sobre os despedimentos dos militares descobri no site da UNOTIL, este interessante texto feito com base nos relatos da imprensa timorense de 18 e 20 de Maio de 2006 que traduzi mas que pode ser lido em inglês neste link:
http://www.unotil.org/UNMISETWebSite.nsf/cce478c23e97627349256f0a003ee127/dcf3acbbadb0c7c7492571370034ec82?OpenDocument
Tradução:
Revista dos media diários
Sábado & Segunda-feira, 18-20 March 2006
Relatos dos Media Nacionais
Não Compromisso na Decision: Ruak
O Brigadeiro General das F-FDTL Taur Matan Ruak alegadamente disse aos media que não há mais comprometimentos no seguimento da decisão de despedir os 591 soldados mesmo que o Presidente Gusmão, Supremo Comandante das F-FDTL, discorde. Taur disse que a decisão de não os aceitar de volta é para evitar abrir um mau precedente no futuro. “Reparem nas condições dos veteranos da guerra; muitos deles estão ainda mal. Se os admitíssemos de regresso, podiam repetir o mesmo. É melhor não os re-admitir, porque a nossa intenção é, seja quem for que se incorpore nas F-FDTL é para servir a nação e o povo. A posição nos altos cargos das F-FDTL não é adequada para quem quer enriquecer,” disse Ruak. E sublinhou que os oficiais foram expulsos por terem saído do quartel-general da instituição e não por terem assinado a petição, acrescentando que as forças armadas são compostas por voluntários. O brigadeiro general das F-FDTL explicou que em 11 de Janeiro recebeu uma petição anónima à qual o Presidente Gusmão por carta respondeu que o assunto devia ser resolvido tão cedo quanto possível. De acordo com Rauk, em 2-3 de Feverero ele convocou um encontro com soldados e sargentos no quartel em Baucau para discutir a petição mas quando o assunto foi levantado alguns dos soldados disseram que era um assunto que somente o Presidente tinha competência para resolver. O Chefe das Forças Armadas insistiu que o assunto fosse tratado no interior da instituição mas acrescentou que depois do seu regresso a Dili em 4 de Fevereiro, muitos dos membros tinham fugido do quartel de Baucau e do Centro de Treino de Metinaro para se encontrarem com o Presidente Gusmão em 8 de Fevereiro. E acrescentou que desde então, ele fez várias propostas para os que tinham assinado a petição tais como estabelecer um batalhão ou um programa.
Ruak disse que eles recusaram cooperar com o processo de investigação e que quando foram autorizados a sair dos quartéis em 18 de Fevereiro e escalados para regressar em 20 de Fevereiro eles não regressaram. STL relata o Brigadeiro General como tendo dito que os que foram demitidos devem evitar usar qualquer tipo de medidas para lhe porem pressão porque isso não resultará. Em vez disso, sugeriu que seria melhor que dessem ideias para uma solução.
Noutro artigo, o Primeiro Ministro Alkatiri alegadamente disse que não acredita que os 591 soldados criem instabilidade. “O Governo controla a situação. O partido actualmente no poder é um grande partido e portanto tem o poder de ir à base para controlar a situação. Enquanto este partido estiver no poder não haverá instabilidade,” dclarou Alkatiri. Ele disse que além do mais a situação criará uma desvantagem para o Governo porque já gastou muito dinheiro com os soldados e mais será necessário para os novos recrutas, acrescentando que os que saíram aprenderam muito nos anos em que estiveram nas Forças Armadas.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros José Ramos-Horta alegadamente disse que não há democracia no interior das Forças Armadas porque é esperado deles que somente sigam as ordens do comando. Ramos-Horta disse que Timor-Leste está a tentar organizar uma força de defesa profissional para servir a nação e o povo e que não é expectável que os soldados se comportem como estudantes que vão para as ruas protestar se discordam com o Governo. Ele concorda com a demissão (dos soldados) dizendo que é uma decisão dura mas justa.
O deputado Riak Leman (PSD) disse que o abandono dos soldados do quartel das F-FDTL revelou uma falta de capacidade de liderança. Leman apontou que de acordo com os regulamentos militares, é incorrecto para um soldado abandonar o quartel sem justificação e a decisão para os despedir é correcta apesar de poder vir a ter repercussões. “A decisão não resolve o problema, e pode criar muitos outros problemas. Por exemplo, quando as F-FDTL começarem com o processo de recrutamento, os jovens do oeste podem ter relutância em concorrerem, com base nestes eventos recentes,” Riak Leman disse. E acrescentou que os problemas com a instituição das F-FDTL começou em Aileu, Remexio e noutros sítios, mas que nenhum problema nunca foi examinado e resolvido.
Adérito de Jesus, advogado dos direitos humanos, tem a opinião que o Presidente Gusmão como Supremo Comandante das Forças Armadas Nacionais está inteirado (do assunto) e de acordo com o Brigadeiro General Taur Matan Ruak no despedimento dos soldados.
(STL, TP, DN)
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Dos leitores
Lista de cargos em Timor-Leste a preencher por cidadãos australianos:
1 - Primeiro Ministro
2 - Segundo Ministro
3 - Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas (o das Forças Desarmadas pode ser um timorense, de preferência de cabelo "à ecovinha" e óculos escuros...)
4 - Chefe da Polícia Marítima
5 - Chefe da Polícia mais Civil que Militar
6 - Chefe da Polícia mais Militar que Civil
7 - Chefe da Polícia nem uma coisa nem outra, i.e., da GNR e da polícia Malaia
8 - Responsável da "Quarentine" (já se sabe quem é: é o cão da "Quarentine" do aeroporto de Darwin)
9 - Chefe (de qualquer coisa; tanto faz; é mesmo para não fazer 'nenhum' como os soldados australianos...)
10 - Controlador dos referidos acima para que o Howardinho possa dormir descansado --- embora com os pés a cheirar a petróleo
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20:36
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Dos colegas do Timor Verdade
Ate quando senhor presidente Xanana Gusmão, até quando vai permitir este circo australiano?
É tempo de dizer basta, por Timor-Leste, pela Soberania!
Sem ser por solidariedade ao timor-online, mas porque de facto a tristeza da realidade de todo este processo nos remete para a irracionalidade, apresentamos aqui neste espaço votos para que o políticamente correcto termine em definitivo.
Só há uma saída para tudo isto, dizer aos australianos que regressem aos barbecues e à cerveja, mas em território deles. Timor-Leste é independente e já chega de intromissões nojentas.Estão lá porque preparam o caminho para entrar com a ajuda de uns quantos timorenses mortos de ambição pelo Poder - petróleo e gás natural.
A cena de hoje, do sândalo é mais um escândalo australiano. Quem sabe se o mesmo que foi roubado não sairá por porto seguro (COM) dirigindo-se para a Oceânia...
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Dos leitores
Estanislau da Silva lamentou que as tropas australianas "nada façam para impedir estes assaltos" e fez votos... "
E eu faço votos de que o Governo denuncie de forma séria e institucional a actuação dos militares australianos. Em nome do povo que sofre não podem continuar calados e optar pelo caminho do politicamente correcto.
Chega de violações grosseiras!
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Obrigado, Margarida.
Niagara Gazette15.06.2006
By ROD McGUIRK
The Associated Press
DILI, Timor-Leste
Doutor Americano sofre por Timor-Leste
Dan Murphy veio ajudar o povo de Timor-Leste quando construíam uma nação e ver o regresso do país à violência e ao caos tem sido doloroso.
O doutor nascido em Iowa abriu uma clínica médica em Dili em 1999, no ponto alto do período de terra queimada que se seguiu à votação pela independência de Timor-Leste. Isso deu-lhe um ponto de vantagem único para seguir os progressos do país depois de décadas sob as ordens dos Indonésios."Costumava dizer que as coisas tinham melhorado;
Já não tratava mais nenhumas feridas por balas," contou o magro de 61 anos de idade à Associated Press enquanto examinava um doente com dores no peito. "Mas agora vimos mais feridas por balas nas duas últimas semanas, o que é um tanto desconcertante."
Murphy usa um boné de baseball quando examina os seus doentes na sua clínica, agora a mais ocupado em Timor-Lesye com 300 pacientes por dia.
Apesar do seu comportamento relaxado e o modo informal de atender os doentes, Murphy tem estado espantado com o surgimento da violência no último mês com choques entre soldados despedidos e forças leais a que se seguiram lutas de gangs. Pelo menos 30 pessoas foram mortas e dezenas de milhares foram forçadas a fugir.
O graduado da Universidade de Iowa tem esperança que a violência seja uma aberração, mas não pode ter a certeza."Desejava que isto não tivesse acontecido. Isto é um grande recuo para Timor-Leste," disse Murphy. "Quando se conhece as pessoas, isso dói. São pessoas que já sofreram bastante.""É doloroso porque esperamos que não se torne um padrão estabelecido," disse.
Murphy desistiu da sua prática médica de tratar viciados de heroína, trabalhadores fabris imigrantes e outros pacientes pobres em Cedar Falls, Iowa, em 1998 depois da queda do ditador Indonésio Suharto lhe dar esperança para a mudança em Timor-Leste, uma província Indonésia desde a invasão sangrenta em 1975.
A sua instituição de caridade, a Clínica Bairo Pite foi construída num bairro arrazado pelos militares indonésios em retirada e pelas suas milícias numa fúria de violência depois do voto pela independência em 1999.A vizinhança tem sido bastante atingida pela violência recente, muita da qual entre gangs de jovens do leste do país contra os do oeste.
A resposta do governo à crise tem também picado o Presidente Xanana Gusmão contra o Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, enquanto muitos têm culpado o primeiro ministro por ter detonado a violência ao despedir 600 soldados que reivindicavam descriminações e mais tarde pegaram nas armas.
Murphy acredita que as divisões regionais em Timor-Leste não são mais amargas do que as mesquinhas rivalidades paroquiais de todo o mundo.
Mas ele suspeita que as tensões têm sido exploradas para fins políticos. E também acredita que as reservas de petróleo e de gás debaixo do fundo do mar entre Timor-Leste e a Austrália explicam parcialmente o interesse internacional em encontrar uma solução."
O petróleo excita toda a gente," diz Murphy.
O doutor escolhe não culpar ninguém, mas diz que o país necessita duma boa liderança para evitar que a violência se torne um problema sem remédio.
"Queremos que Timor-Leste seja um exemplo para o resto do mundo em como as pessoas podem conviver," diz Murphy.
"É o sonho de pessoas como eu que vieram para um lugar como este."
© 2005 Associated Press.
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Crise timorense na agenda da reunião Xanana com homólogo indonésio
Díli, 15 Jun (Lusa) - A crise político-militar em Timor-Leste é o principal ponto da agenda da reunião que os presidentes timorense e indonésio manterão sábado na ilha indonésia de Bali, disse hoje o porta-voz de Xanana Gusmão à Lusa.
Agio Pereira acrescentou "ser natural que quando um Estado entra em crise converse com os seus vizinhos sobre as medidas tomadas para a resolução dessa crise".
Xanana Gusmão parte no sábado para Bali, regressando no dia seguinte a Díli.
Quanto a outros pontos da agenda do encontro, Agio Pereira disse ser previsível que "outros assuntos de interesse mútuo sejam abordados".
Na passada quarta-feira, durante a mensagem que dirigiu ao Parlamento Nacional, o Presidente timorense salientou que iria aproveitar o encontro com Susilo Bambang Yudhoyono para lhe agradecer o "gesto magnífico de nos dar a mão, para aliviarmos o sofrimento do nosso povo".
Xanana Gusmão referia-se ao envio de ajuda humanitária no valor de 700 mil dólares (cerca de 550 mil euros), em resposta a um pedido seu.
A ajuda humanitária indonésia, constituída por bens alimentares e água, foi enviada em dois aviões de carga Hércules, que chegaram a Díli no passado dia 08.
Na sua mensagem ao Parlamento, Xanana destacou a importância da resposta indonésia ao seu pedido de ajuda, por coincidir com os trabalhos de apoio das autoridades de Jacarta às populações dos seu país vitimas de um sismo em Yogyakarta, que causou a morte de dezenas de milhar de pessoas.
Na sequência da violência que desde finais de Abril se regista em Timor-Leste, a Indonésia anunciou o encerramento da fronteira como medida preventiva para evitar o alastrar da instabilidade.
"A Indonésia fez o seu melhor, incluindo fechando as fronteiras para prevenir o piorar da situação em Timor-Leste", explicou quarta-feira Prayono Atiyanto, ministro-conselheiro da Missão Diplomática indonésia nas Nações Unidas.
A Indonésia invadiu Timor-Leste em Dezembro de 1975 e anexou a antiga colónia portuguesa, no ano seguinte, como a 27ª província do país, decisão que nunca foi reconhecida por Portugal, pela ONU e pela generalidade da comunidade internacional.
Num referendo organizado pela ONU em 30 de Agosto de 1999, a maioria dos timorenses optou pela independência, alcançada a 20 de Maio de 2002.
Segundo um relatório recente, pelo menos 183 mil timorenses morreram durante os 24 anos de ocupação, devido à acção das forças armadas indonésias ou a situações de fome.
Após o referendo de 1999, milícias timorenses apoiadas por militares indonésios mataram cerca de 1.500 pessoas e destruíram cerca de 80 por cento das infra-estruturas de Timor-Leste, numa campanha de violência que só terminou com a intervenção de uma força internacional liderada pela Austrália, sob mandato da ONU.
EL.
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Ver para crer
Rebeldes prontos a entregar armas - comandante australiano
Díli, 15 Jun (Lusa) - Os militares rebeldes timorenses estão prontos a entregar as suas armas, anunciou hoje em Díli o comandante das forças australianas, brigadeiro Mick Slater.
"Estamos no processo de acertar a maneira de eles entregarem as suas armas, e há indicações que eles vão respeitar esse compromisso", adiantou aquele militar, citado pela Associated Press.
"Estou confiante que devemos iniciar o processo de recolha de algumas armas ainda hoje ou então amanhã (sexta-feira)", acrescentou.
O número o tipo de armas em poder dos rebeldes, liderados pelo major Alfredo Reinado, que se encontra nas montanhas em Maubisse, a cerca de 60 quilómetros de Díli, é desconhecido.
Os rebeldes, entre os quais cerca de 600 que protagonizaram em finais de Abril uma manifestação na capital timorense, abandonaram a cadeia de comando na sequência de combates opondo efectivos das forças armadas contra civis, e que se seguiram confrontos entre grupos de civis armados em vários bairros de Díli, que forçaram dezenas de milhar de pessoas a procurar refúgio em dezenas de campos de acolhimento espalhados pela cidade.
Na passada semana, em declarações à Lusa, o major Alfredo Reinado reconheceu que preferia o diálogo à força, remetendo para os políticos a resolução da crise político-militar.
O anúncio do brigadeiro Mick Slater é feito cerca de 24 horas depois do Presidente Xanana Gusmão ter anunciado em mensagem ao Parlamento que tinha chegado a hora de se passar à segunda fase da presença das forças militares internacionais no país, com o seu desdobramento para o interior do país.
Este movimento representa a ampliação da missão de manutenção da ordem pública pelos efectivos da GNR, por enquanto circunscritos ao bairro de Comoro.
Efectivos militares e policiais da Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, num total de cerca de 2 mil, começaram a chegar no passado dia 25 de Maio a Timor-Leste, correspondendo a um pedido das autoridades timorenses para ajudarem a restabelecer a lei e ordem públicas, face à desintegração da Polícia Nacional e às divisões no seio das forças armadas timorenses.
EL.
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Malai Azul 2
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20:05
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Obrigado, Margarida.
Tradução:
The Australian — News
Um Australiano pode ser feito chefe de polícia de Timor-Leste
David Nason, New York
Junho 15, 2006
O antigo polícia de topo Mick Palmer pode vir a tomar conta da força de polícia de Timor-Leste devastada pelas facções, como parte de um plano da ONU para restaurar o sistema de justiça da nação com problemas.
O nome do antigo comissário da Polícia Federal Australiana dos Territórios do Norte circulou depois do Embaixador Australiano da ONU, Robert Hill, ter dito numa sessão especial do Conselho de Segurança que havia um caso para colocar um estrangeiro com a responsabilidade da polícia de Timor-Leste.
O comentário de Mr Hill veio quando o SG da ONU Kofi Annan disse que levaria pelo menos seis meses antes de uma força de manutenção da paz da ONU pudesse estar pronta para substituir a força multilateral liderada pelos Australianos que interveio em Timor-Leste.
Mr Annan disse que a Austrália antecipou deixar as suas forças militares em Timor-Leste de seis a 12 meses. E também atacou as nações que urgiram a uma retirada antecipada dos peacekeepers nos últimos quatro anos.
Em reparos dirigidos primeiramente aos USA, Japão e Austrália, Mr Annan disse que a violência em Timor-Leste reflectia insuficiências não só da liderança Timorense mas também da parte da comunidade internacional em sustentar inadequadamente o processo de construção da nação.
"Há aqui uma lição para todos," disse. "Nós (o Secretariado da ONU) tínhamos indicado que a ONU devia permanecer em Timor-Leste um pouco mais, mas os governos – alguns governos – estavam bem entendidos em que saíssemos tão rapidamente quanto possível."
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Malai Azul 2
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17:36
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No velho da montanha

No blog O velho da Montanha aparecem uma série de posts interessantes sobre Timor-Leste e uma fotografia do Alfredo com os seus guarda-costas australianos.
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Malai Azul 2
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17:14
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "

