A NOVA GUERRA FRIA e a ARTE DO FAZER
SUGESTÃO
Sugiro que se faça uma análise profunda deste importante artigo de opinião, que coloca várias questões geoestratégicas, como pontos chaves deste desassossego.
Pela minha observação directa e presencial dos ultimos anos em Timor, pelos elementos que recolhi, investiguei e li - suspeito que o triângulo que tem como vértices: a China, a USA e a Austrália é o centro da luta que se trava em Timor Leste.
Não acredito que os serviços secretos destes países e de outros incluíndo Portugal, não estejam activos em Timor Leste ... aliás a precisão da actuação atenta do nosso Ministro dos Negócios Estrangeiros evidência estar bem informado.
Por isso a NOVA GUERRA FRIA emerge desta realidade que abraça Timor Leste.
Por esta razão e conhecendo a força e o desejo de mundança cultural, comportamental e disciplinar que o governo quer ver implementado no terreno em Timor Leste, o pragmatismo das decisões e a preocupação de possuir um modelo sustentado a longo prazo para os fundos do petróleo, mostram que estamos em presença de uma governação que não quer vender Timor, nem hipotecar o seu futuro...existem defeitos quem não os tiver que atire a primeira pedra.
Mas é esta postura governativa de rigor que incomoda a Austrália e os Estados Unidos, que estão em pânico face ao plano estratégico bem evidênciado pela governação de Timor e a sua aproximação ao factor China, ao factor Cuba, ao factor Portugal (modelo da justiça e educacional) que conta como o factor Brasil e que põe em perigo a hegemonia anglo-saxónica na area.
Por isso a tese da anarquia das ilhas Salomão, a transformação de Timor no Haiti australiano, poderão fazer luz sobre o minar das instituições do Estado e do desassossego que se vive neste momento em Timor Leste ... claro se não existir desassossego, como é poderemos controlar e justificar uma intervenção militar (de ajuda?!...).
Sinto que a aproximação de contra balanço à Indónesia e a força e estímulo que o Presidente Xanana nos próximos passos e de forma muito pensada (como é seu timbre) der ao Dr. Mari Alkatiri, será uma atitude de um grande líder que defacto a situação militar, política e social reclama e que os estrategas do golpe não estavam à espera ... mas Xanana na sua bondade e amor ao povo é inteligente e sabem muito bem quando deve emergir.
Depois, virão as eleições de 2007 e aí ordeiramente o Povo decidirá com o seu voto secreto.
Para terminar, façamos votos que não hajam interferências, a ONU acabe com o caos (encomendado e estimulado)...e apoie de forma inequívoca e deixe ver afinal onde está o tal estado falhado.
Haja esperança...conciliação, entendimento e inteligência para suportar a ofensiva externa e investimento interno, a todo o vapor, para dar alento, motivação e alimentar a esperança do Povo.
É preciso não esquecer que quando se falava de esperança em 1999, o Povo olhava os seus dirigentes nos olhos e hoje quando se fala de esperança olham para o chão e isto nós vimos no dia a dia...
São necessários e urgentes resultados visíveis e no terreno ... que justifique e dê corpo aos elogios do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.
Neste particular do fazer obra, penso também pela minha observação, que Timor Leste, precisa que as empresas estrangeiras agregadas preferencialmente aos débeis empresários locais se fixem em Timor Leste ... pois há dinheiro...mas o dinheiro é um burro para a gente montar ... o dinheiro é um meio, ajuda mas não faz obras, as obras são feitas pela capacitação dos técnicos e dos empresários... o governo ao fazer aprovar o orçamento para 2006-2007, foi nesta optica, isto é criar as condições para o muitos casamentos entre os empresários locais e os empresários internacionais ...
agora meus amigos esperam-se bons casamentos (sem manipulações e sem vigarices) que Portugal e a Europa consiga responder a este desafio ... pois é não é só de professores, militares e GNRs que salva Timor Leste.
Olhemos o futuro...
Ficamos assim.
quinta-feira, junho 15, 2006
Dos leitores
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Malai Azul 2
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Mais uma vez, não chegaram a tempo...
Assalto a armazém do governo pode render milhares de dólares
Díli, 15 Jun (Lusa) - O assalto a um armazém do governo, onde estavam 30 toneladas de madeira de sândalo de boa qualidade, pode ter rendido centenas de milhares de dólares aos assaltantes, disse hoje o ministro da Agricultura à Lusa.
Estanislau da Silva, que testemunhou parte do assalto hoje de manhã, bem como a inoperacionalidade dos militares australianos chamados ao local, calcula que a madeira de sândalo roubada "pode render centenas de milhares de dólares", para além das alfaias agrícolas e fertilizantes, que também foram saqueadas do local.
"Eu e o primeiro-ministro deslocámo-nos ao local (atrás do Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas) e ainda vimos um camião carregado, que foi intimado a parar, tendo os seus ocupantes sido entregues ao Procurador-Geral da República", para posterior apresentação a um juiz, acrescentou Estanislau da Silva à Lusa.
Dada a ausência de militares australianos, o ministro telefonou para o comando australiano, que fez deslocar alguns efectivos, "que apenas ficaram a observar, sem fazerem o que quer que fosse para impedir o roubo".
A Lusa contactou o porta-voz das forças militares internacionais, o major australiano James Baker, que disse não ter conhecimento do incidente, mas que iria solicitar informações sobre o mesmo, reservando para mais tarde uma declaração sobre o caso.
O major James Baker acrescentou que desde o passado dia 25 de Maio, dia em que chegaram a Díli os primeiros efectivos militares australianos, "foram já detidas 130 pessoas" por envolvimento em confrontos ou saques a bens públicos e privados.
Relativamente ao assalto ao armazém do governo, este incidente vem na sequência de outras iniciativas semelhantes, primeiro contra dois armazéns do Programa Alimentar Mundial, em que uma multidão aproveitou para se apropriar de dezenas de milhar de sacos de arroz e fertilizantes, julgando neste caso tratar-se de milho para consumo doméstico.
Posteriormente, ainda no bairro do Fomento, atrás do Ministério da Agricultura, os armazéns do governo com material de escritório, entre móveis e computadores, foram igualmente alvo de saque e vandalismo.
Estanislau da Silva lamentou que as tropas australianas "nada façam para impedir estes assaltos" e fez votos que os efectivos da GNR estacionados em Díli, por enquanto com a missão de assegurarem a ordem pública no bairro de Comoro, tenham a sua área de acção alargada a toda a capital timorense.
"Tenho a certeza absoluta que, quando isso acontecer, pelo prestígio e forma de actuação que deram provas no passado, vão por cobro a este tipo de assaltos", garantiu.
O governante timorense referiu ainda à Lusa que "há dois ou três dias, os australianos solicitaram ao governo autorização para inspeccionarem o armazém assaltado quarta-feira e hoje de manhã, alegando que tinham informações sobre a existência de armas no local".
"Eles foram lá e, naturalmente, não encontraram nada do que estavam à procura. Só lá estava o sândalo, as alfaias agrícolas e os adubos e fertilizantes", disse.
A madeira de sândalo que se encontrava armazenada era produto de apreensões efectuadas no passado, e que o Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas se preparava para vender, uma vez concluído o processo judicial que conduziu à sua apreensão.
Segundo Estanislau da Silva, o quilograma de madeira de sândalo de boa qualidade, como era o caso do que foi roubado, poderia ser vendido a 13 dólares, pelo que as 30 toneladas poderiam render cerca de 390 mil dólares (cerca de 305 mil euros).
EL.
Lusa/Fim
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Malai Azul 2
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17:00
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Armazém por detrás do Ministério da Agricultura está a ser saqueado
Passaram militares australianos e foram-se embora... os militares, claro.
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Malai Azul 2
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12:25
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Já decidiram tudo, não?
The Australian — News
Australian may be made E Timor police chief
David Nason, New York
June 15, 2006
FORMER top cop Mick Palmer could take over East Timor's faction-ravaged police force as part of UN plans to restore the troubled nation's justice system.
The name of the former Northern Territory and Australian Federal Police commissioner was being circulated after Australia's UN ambassador, Robert Hill, told a special session of the Security Council there was a case for putting a foreigner in charge of East Timor's police.
Mr Hill's comments came as UN Secretary-General Kofi Annan said it would take at least six months before a UN peacekeeping force would be ready to take over from the Australian-led multinational force that intervened in East Timor.
Mr Annan said Australia anticipated keeping its military forces in East Timor for six to 12 months. He also attacked nations that had urged an early withdrawal of peacekeepers over the past four years.
In remarks directed primarily at the US, Japan and Australia, Mr Annan said the violence in East Timor reflected shortcomings not only on the part of the Timorese leadership but also on the part of the international community in inadequately sustaining the country's nation-building process.
"There is a lesson here for all of us," he said. "We (the UN Secretariat) had indicated that the UN should remain in East Timor a bit longer, but governments - some governments - were quite keen that we scale back as quickly as possible."
.
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Malai Azul 2
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12:15
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Obrigada, Margarida
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FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN
Mensagem do Presidente da Fretilin
Aos membros do Partido e ao Povo
Hoje, em 12 de Junho, eu, Lu Olo, Presidente da FRETILIN, através desta mensagem transmito a todos os membros e simpatizantes da FRETILIN espalhados pelos 13 distritos de Timor-Leste, que:
Timor-Leste está a atravessar uma enorme crise. Por esta razão, a FRETILIN a maior organização politica em Timor-Leste com o apoio de membros individuais deve examinar cuidadosamente,
a) porque é que ocorreu esta crise?
b) como é que ela ocorreu?
c) e como é que todos nós juntos nos podemos livrar desta aflição de modo a que nos possamos unir mais uma vez para estabelecer e desenvolver a paz e a estabilidade – a única condição que pode garantir a redução da pobreza e da ignorância de modo a potenciar o desenvolvimento em Timor-Leste.
Em relação à situação corrente, a FRETILIN mantém que:
1) Do Sul ao Norte, do Oeste para o Leste, somos todos Timorenses do Leste.
2) O Povo Maubere foi o único povo responsável pela condução das tarefas diferentes na frente clandestina, na frente armada e na frente diplomática e para que tivéssemos sido capazes de restaurar a nosso independência em 20 de Maio de 2002. Quando lutámos pela nossa independência nacional e restaurámos o nosso Estado – a República Democrática de Timor-Leste, todos nós mostrámos ao mundo inteiro a nossa determinação, a nossa unidade nacional e a nossa identidade como um Povo.
3) Como a maior força política em Timor-Leste, a FRETILIN está consciente da sua responsabilidade e dever de manter e promover a democracia em Timor-Leste em harmonia com a Constituição da RDTL. No seu segundo Congresso, a FRETILIN ensinou aos seus membros para observar maneiras diferentes de eleger delegados e os líderes do partido em linha com a lei dos partidos políticos e o Estatuto da FRETILIN. O Congresso fortaleceu a vida institucional da FRETILIN e teve o maior valor porque consentiu processos democráticos importantes e contribuiu para o reforço da democracia no nosso país. As decisões tomadas no segundo Congresso são válidas por cinco anos.
Durante o Congresso, 97% dos delegados re-instalaram o camarada Lu-Olo como Presidente e o camarada Mari Alkatiri como Secretário-Geral. O Congresso também elegeu os membros do Comité Central da FRETILIN que superintenderão as tarefas do partido durante os próximos cinco anos. No Domingo passado, dia 4 de Junho de 2006, o CCF instituíu a Comissão Política Nacional, um órgão com os poderes de tomar decisões e levar à prática as directivas do Comité Central.
De acordo com a lei dos partidos políticos, a FRETILIN tem o direito de eleger os seus próprios líderes. Assim, cada Timorense do Leste, individuais ou membros doutros partidos políticos devem aceitar as decisões da FRETILIN.
De modo a encontrar uma solução para esta crise a FRETILIN apela:
Primeiro a todos os seus membros:
- Que continuem a apoiar a liderança da FRETILIN – o Presidente, Camarada Lu Olo e o Secretário-Geral, Camarada Mari Alkatiri;
- Que criem e fortaleçam as estruturas da FRETILIN para fazerem a vigilância no âmbito das suas vizinhanças;
- Que evitem cair em manipulações cometidas por outros com o objectivo de depor o nosso Governo Constitucional através de petições, demonstrações ou outras manobras contrárias à Constituição da RDTL.
Ao povo:
Primeiro que tudo, a FRETILIN transmite as suas melhores saudações porque mesmo se vivemos na amargura, a vasta maioria do Povo Maubere sabe melhor viver em paz e continua a trabalhar para promover o desenvolvimento no nosso país. Eles continuam a estar alertas e a serem tolerantes.
- a FRETILIN apela ao Povo para não acreditar em rumores que estão a ser espalhados por indivíduos irresponsáveis para criar a confusão e instalar medo no seio do povo.
Também queremos garantir a cada um dos Timorenses do Leste que a FRETILIN, um partido político legalmente estabelecido, nunca distribuiu armas aos seus membros ou simpatizantes para intimidar as pessoas ou para matar alguém. A FRETILIN está confiante que vencerá as próximas eleições gerais e portanto não precisa de distribuir armas para ganhar o poder. A FRETILIN não tem nenhumas armas e não precisa de armas para fazer política.
A FRETILIN tem a sua própria história quando resistiu contra as forças de ocupação indonésias para que nos pudéssemos tornar independentes. Durante a resistência, a FRETILIN tomou ela própria a decisão de separar as FALINTIL da FRETILIN. Como resultado, hoje a FALINTIL são as Forças Armadas do povo de Timor-Leste. Deste modo, a FRETILIN nunca acolheria qualquer intenção, fosse qual fosse, para usar a violência para intimidar o povo.
A FRETILIN apela a todas as pessoas que tenham armas em seu poder para as entregarem às autoridades de acordo com as instruções do Presidente da República e do Primeiro-Ministro.
Quando toda a gente tiver entregue as suas armas, o povo sentir-se-à seguro, regressará às suas casas e viverá em paz.
Para os outros partidos politicos:
- A FRETILIN apela aos seus líderes e aos seus membros para respeitarem a legalidade constitucional que vem da Constituição da RDTL de modo a podermos desenvolver a democracia e a paz no nosso país.
- A FRETILIN também apela aos outros partidos políticos para desenvolverem as suas responsabilidades com paz de modo a que todos possamos contribuir para as eleições gerais democráticas que serão realizadas no nosso país em 2007.
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Malai Azul 2
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12:08
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Dos leitores. E nós apoiamos.
Obrigado pelo esforço Margarida. Timor agradece e a comunidade lusófona em particular.Timor tem de caminhar o caminho...
Bem haja.
O Caminhante
E nós aproveitamos, para uma vez mais agradecer à Margarida que tem traduzido muitos artigos.
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Malai Azul 2
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American Doctor Feels Pain of East Timor
Niagara Gazette
15.06.2006
By ROD McGUIRK The Associated Press
DILI, East Timor
Dan Murphy came to help East Timor's people as they built a nation, and watching the country's return to violence and chaos has been painful.
The Iowa-born doctor opened a medical clinic in Dili in 1999, at the height of the scorched-earth aftermath of East Timor's independence ballot. It has given him a unique vantage point to follow the country's progress after decades of Indonesian rule.
"I used to say things have improved; I'm not doing any more bullet wounds," the lanky 61-year-old told The Associated Press while examining a patient for a chest complaint. "But now we've seen more bullet wounds over the last couple of weeks, so that's a little bit disconcerting."
Murphy wears a baseball cap as he sees patients in his clinic, now the busiest in East Timor with 300 patients a day.
Despite his relaxed demeanor and informal bedside manner, Murphy has been dismayed as violence surged in the last month with clashes between dismissed soldiers and loyalist forces that gave way to gang warfare. At least 30 people have been killed and tens of thousands have been forced to flee.
The University of Iowa graduate hopes the violence is an aberration, but he can't be sure.
"I wish that this hadn't happened. This is a big setback for East Timor," said Murphy. "When you know the people, it hurts. These are people who have suffered enough."
"It's painful because you hope that doesn't become an established pattern," he said.
Murphy gave up his medical practice treating heroin addicts, immigrant factory workers and other poor patients in Cedar Falls, Iowa, in 1998 after the fall of Indonesian dictator Suharto gave him hope for change in East Timor, an Indonesian province since a bloody invasion in 1975.
His charity Bairo Pite Clinic was built in a neighborhood razed by the retreating Indonesian military and their proxy militias in a frenzy of violence after the U.N. independence ballot in 1999.
The neighborhood has been hit hard by the recent violence, much of it between gangs of young men from the country's east against those from the west.
The government's response to the crisis has also pitted President Xanana Gusmao against Prime Minister Mari Alkatiri, as many have blamed the prime minister for sparking the violence by firing 600 soldiers who claimed discrimination and later took up arms.
Murphy believes the regional divides in East Timor are no more bitter than petty parochial rivalries around the world.
But he suspects that the tensions have been exploited for political purposes. And he also believes the oil and natural gas reserves under the sea bed between East Timor and Australia partly explain the international interest in finding a solution.
"Oil drives everybody," Murphy said.
The doctor chooses not to blame any individual, but he says the country needs good leadership to keep the violence from becoming an intractable problem.
"We want East Timor to be an example for the rest of the world of how people can get along," Murphy said. "That's the dream of people like me who come into a place like this."
© 2005 Associated Press.
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Malai Azul 2
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12:03
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Obrigada, Margarida
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Calorosa recepção a RAMOS-HORTA em SAME e ALAS
O Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação, Dr José Ramos-Horta, acompanhado pelo Secretário Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Nelson Santos, visitou hoje as cidades de Same e Alas onde foi calorosamente recebido pelas autoridades locais e populações.
Os funcionários do Ministério dos Estrangeiros, Licínio Branco e Roberto Nunes, viajaram para essas localidades no dia anterior, para ajudar a organizar a visita.
Em Same, uma região rica em café com enorme potencial agrícola, ele encontrou-se com o Administrador do Distrito Filomeno Tilman e membros locais de partidos políticos chave.
“Dadas as tensões políticas correntes a nível nacional, é compreensível que haja alguma tensão a nível local entre os membros dos partidos Fretilin, PD e PSD, que levam a acusações mútuas de conduta inconveniente,” disse o Ministro Ramos-Horta.
Um assunto particular, foi a alegação contra alguns membros da Fretilin que tinham recebido armas durante o Congresso da Fretilin que teve lugar em Dili e que as trouxeram para Manufahe (Same).
O Dr Ramos-Horta que é também o fundador da Fundação Paz e Democracia (PDF) uma organização não-governamental, não-partidária, atribuiu ao coordenador do PDF do distrito, Quintano Massa, um respeitado membro da comunidade na região, a tarefa de facilitar a discussão entre as autoridades do Estado, os Chefes Tradicionais e os partidos políticos locais.
A seguir ao encontro com funcionários e membros dos partidos, o Ministro Ramos-Horta dirigiu-se mais de mil pessoas que, como em todo o lado que ele tem visitado em tempos recentes, deram-lhe as boas-vindas entusiasticamente.
Na sua intervenção o Ministro apelou à unidade nacional, à rejeição das acções de alguns com o objectivo de dividir a sociedade Timorense e congratulou as autoridades locais, incluindo a PNTL (Polícia Nacional de Timor-Leste) por manter o funcionamento dos serviços e em geral a tranquilidade da área.
“Só um diálogo permanente, especialmente nesta fase critica, permitirá clarificar dúvidas, dissipar rumores e aliviar tensões no interior da sociedade de Same,” Dr Ramos-Horta sublinhou à multidão.
Depois da visita a Same, o Ministro viajou para o sub-distrito de Alas, uma das regiões mais isoladas e bonitas de Timor-Leste. As boas-vindas em Alas foi entusiastica e dada com muita genuína afeição humana.
“Pode ser a primeira vez na minha vida que visitei esta localidade, mas não será a última e prometo regressar em breve,” o Ministro disse ao povo.
O Ministro Ramos-Horta disse que tanto em Same como em Alas as preocupações levantadas foram idênticas.
“As pessoas estão preocupadas com a situação em Dili, querem que a verdade seja dita, e querem que as pessoas assumam a responsabilidade para o que está a acontecer,” Dr Ramos-Horta said.
Na sua intervenção ele explicou o processo para o diálogo inclusivo; o estabelecimento de uma Comissão Especial de Inquérito independente pela ONU para investigar e relatar sobre alegações de violações criminais e de direitos humanos durante o período de Abril, Maio, com referência aos incidentes particulares de 28-29 Abril, 23-24-25 Maio; a presença de forças militares internacionais em Timor-Leste e a próxima nova missão da ONU a seguir à da UNOTIL.
O Dr Ramos-Horta disse que como em todos os lugares que visitou como Ministro dos Negócios Estrangeiros e Ministro da Defesa, a população deu as boas-vindas calorosas às forças internacionais militares e policiais e que aconteceu o mesmo em Same e Alas.
Na sua chegada a Dili, a meio da tarde, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, visitou as novas instalações do jornal Suara Timor Lorosae para observar as condições de segurança pedidas pela administração do jornal.
Esta manhã o Ministro Ramos-Horta encontrou-se com um grupo de comandantes da força conjunta, a que também assistiu o Ministro do Interior Alcino Barris para acompanhar a situação em certas áreas de Dili e discutir algumas iniciativas operacionais.
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Malai Azul 2
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Obrigada, Margarida
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A Austrália rejeita o controlo de Timor pela ONU
The Sydney Morning Herald
Mark Coultan Herald Correspondent in New York and agencies
June 15, 2006
A Austrália assinalou a sua oposição a uma força da ONU que tome o lugar da missão de manutenção de paz das quatro-nações mas defendeu que um oficial de polícia internacional tome o comando do policiamento no país com problemas.
O Embaixador da Austrália na ONU, Robert Hill, disse ao Conselho de Segurança que seria melhor para a ONU focalizar-se noutros assuntos, tais como as necessidades de longo–termo de Timor-Leste, enquanto que a força multinacional, liderada pela Austrália, tomaria conta da segurança.
O Ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste, Jose Ramos Horta, num dicurso que foi lido em seu nome no Conselho de Segurança, disse que uma força da ONU era essencial para "reduzir tensões politicas e diplomáticas ".
E disse que devia haver mais países envolvidos, tais como as Ilhas Fiji, Singapure e a Tailândia.
O SG da ONU, Kofi Annan, disse que havia uma lição para ser aprendida na recente violência acerda da retirada demasiado cedo de democracias frágeis.
Washington tinha pressionado o Conselho de Segurança para reduzir as suas operações de manutenção de paz em Timor-Leste.
"Para o médio termo, temos de co-habitar o teatro com as forças internacionais de quatro países e nós, e eventualmente trabalhar um arranjo onde uma força transformada da ONU tome a liderança," disse Mr Annan.
Ele disse que a Austrália tinha indicado que " provavelmente ficaria lá de seis meses a um ano ", mas com os Timorenses a indicar que tal seria requerido por ao menos essa duração, a Austrália viu a necessidade para um " limite de tempo para [a sua] estadia".
Mr Annan disse que, em termos militares, não esperava ver forças da ONU no terreno por outros seis meses.
Mr Hill disse que em vez de liderar uma força de segurança, a ONU deveria concentrar-se em tentar uma reconciliação entre facções em guerra, investigando as mortes que ocorreram e tentando restaurar a confiança do povo, particularmente dos que estão nos campos de refugiados.
A longo termo, as forças de segurança terão que ser reformadas, com consideração cuidadosa dado que uma força de polícia liderada pela ONU terá que interagir com a força local.
Ele disse que era um caso para nomear um estrangeiro como chefe da polícia e ter a ONU a gerir o sistema prisional.
No seu primeiro discurso no parlamento desde que Timor-Leste foi atingido por violência de rua, o Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, pareceu distanciar-se da campanha para afastar o seu rival politico, o Primeiro Ministro, Mari Alkatiri, comprometendo-se a sustentar a constituição até o seu mandato expirar no próximo ano. [Mas lá tinham que insistir que PR e PM são rivais políticos...]
Mr Gusmão declarou que como Presidente ele era "um guardião da constituição".
"Continuarei a exercer o dever sagrado de salvaguardar o Estado democrático, com base na regra da lei, até ao fim do meu mandato em Maio de 2007, e fá-lo-ei sem hesitações, e o povo pode estar certo disso," disse.
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Malai Azul 2
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11:55
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Dos leitores
Post no Arre Macho. Abraço para todos vós.
Pois é meus amigos, ainda "há mais vida" para além do Mundial de futebol, ainda há Timor...
As coisas vão-se esclarecendo:
1 - Uma linha de força é dizerem mal do Alkatiri. Mesmo entre os jornalistas com mais pruridos, fica bem dizer que no mínimo Alkatiri não teve jeito, não soube lidar com a situação e não tem apoio popular...
Pois bem, de uma forma directa: Alkatiri é culpado de ter negociado as questões do petróleo sem corrupção, sem tirar nenhum proveito pessoal, apenas a pensar no seu povo. É culpado de ter defendido o mar de Timor e o governo da Austrália não gostou. É culpado de ter feito um concurso público para a concessão das explorações petrolíferas (que foi elogiado pelo Banco Mundial... pasme-se!) mas esse concurso não atribuiu nenhuma concessão às companhias petrolíferas australianas e estas não gostaram...
Em 2005, durante semanas houve manifestações organizadas pelos católicos, com apoio do bispo de Dili, contra o Alkatiri, foram no máximo 5.000 pessoas. Nessa altura também se dissse "Abaixo Alkatiri" e também se perguntou onde estava o apoio ao Governo e à Fretilin e ao Alkatiri. Quando acabaram essas manifestações realizou-se um comício da Fretilin (em 20 de Maio de 2005 - há fotos) de apoio ao Governo e a Alkatiri. QUANTOS ERAM? 40.000. Porque não foi mais cedo? para evitar confrontos...
2 - a segunda questão é que a Austrália se assume como força ocupante!
Não é novo, já o fez no passado nas Ilhas Fiji e há bem pouco tempo nas Ilhas Salomão, mas está lá tão longe da Europa que nem reparamos e as notícias dão o que dão... por exemplo ainda alguém se lembra da intervenção americana em Granada e alguém ouviu falar em eleições depois disso?
A Austrália sempre apoiou a ocupação pela Indonésia e com a Indonésia discutia a partilha do petróleo até... que tudo mudou...
A Austrália quer decidir o futuro de Timor, substituir o Governo e o Parlamento, suspender parte da Constituição, liderar todas as forças militares dos diversos países que aí se encontram...
Já se sabe que as tropas Australianas protegem os chamados rebeldes...
Já se sabe que as tropas Australianas queriam pôr em respeitinho a GNR de Portugal...
Já se sabe que agora as tropas australianas invadiram uma casa onde estavam médicos... cubanos...
Já se sabe que querem um outro tipo de leis em Timor... A Austrália, mais a Inglaterra e os Estados Unidos têm um tipo de justiça diferente do resto do mundo (os juristas que expliquem), não têm o direito romano... e Timor seguiu os critérios da justiça internacional, fez a sua constituição, está a fazer os seus códigos, civil, penal, etc...mas não é à moda da Austrália, também por isso (mas não só) o governo australiano quer "substituir o aparelho judicial em Timor", os tribunais em Timor e juristas (que por acaso até estão lá em missão da ONU e são portugueses e brasileiros...e etc.)...
O Tribunal de Recurso e os outros Tribunais de Timor foram destruídos e vandalizados, o que não foi furtado foi destruído! E por exemplo foram roubados os PROCESSOS DOS CRIMES DE 1999 que ocorreram após o referendo! e a tropa australiana deixou ocorrrer esse saque e destruição... porquê? adivinhem!
Acho que a questão essencial que agora se decide é se as tropas internacionais vão ficar sob a direcção da ONU ou sob a direcção da tropa que já está no terreno, isto é Austrália - há uma grande diferença e uma profunda influência quanto ao futuro...
Antes de terminar quero ainda referir duas notas:
- o profundo apreço pelos portugueses que estão em Timor e que nenhum saiu voluntariamente! Mas queriam que saissem, reparem que logo nos primeiros incidentes os Estados Unidos fizeram deslocar um avião para retirar os americanos e ofereceram lugares à embaixada portuguesa para saírem portugueses...depois eram as imagens dos australianos a sair... e os portugueses aguentaram bem. Parabéns para o pessoal que está por lá!
- os jornalistas estão a baralhar muitas notícias, por exemplo dizia o Público que alguns rebeldes tinham ocupado a fazenda Algarve "de Mário Carrascalão", bem a fazenda é do João Carrascalão ( a quem foi assassinado um filho em 1999 e está enterrado nessa herdade), o seu irmão Mário foi o último Governador pelos Indonésios, e os dois irmãos nem se falavam por esse motivo. Será por acaso essa confusão entre Mário e João? O João não é Fretilin mas tem cooperado com o Governo, por exemplo foi nomeado Presidente do Comité Olímpico de Timor...
O texto vai longo, acho que vale a pena continuar a esclarecer e a denunciar o que se passa em Timor, se acharem que o texto vale alguma coisa, divulguem por favor.
Um abraço.
Vasco Paiva
Por
Malai Azul 2
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Obrigada, Margarida
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O rapinanço de Timor-Leste
AGORAVOX
14.06.2006
Se foi alguma vez a Timor-Leste sabe como o país é pobre.
Eu fui lá depois de passar algumas semanas na hedonistica Kuta, e o choque cultural é quase tanto se voar de Singapura para Jakarta.
Colonizado pelos Portugueses e depois mais tarde pelos Indonésios, os Timorenses sobrevivem basicamente da agricultura de subsistência. Não há indústria de que se possa falar. O GDP per capita é somente de US$400, e isso vê-se. A maioria dos Timorenses vestem-se com farrapos e pode-se ver má-nutrição em todo o lado.
E depois há US$30 biliões sentados no Mar de Timor que separa Timor-Leste e a Austrália.
Mas adivinhem?
Timor-Leste não vai obter a parte justa que lhe compete.
E porquê? Porque os Australianos reivindicam que a fronteira marítima entre os dois países está muito mais perto de Timor-Leste do que da Austrália.
Mas como é que isso pode ser justo? Certamente que qualquer pessoa com o mínimo de senso concordaria que a fronteira marítima deve ser traçada equidistantemente entre os dois países de acordo com a lei internacional
Mas Howard não segue tal lógica. E então o governo Australiano reconhece Timor-Leste como uma nação soberana mas só aceita a fronteira marítima que traçou com a Indonésia em 1972.
E porquê?
Por causa do petróleo, obviamente.
Porque somente 20.1 por cento da reserva chave da Greater Sunrise cai dentro da conjunta área de desenvolvimento petrolífero inserida no acordo interino de 2002 do Tratado do Mar de Timor entre a Austrália e Timor-Leste. Os outros 79.9 por cento é a parte do Mar de Timor sobre o qual a Austrália reclama jurisdição exclusiva.
Agora dê uma olhada ao mapa outra vez, e pode ver que se a fronteira marítima fosse desenhada equidistantemente entre os dois países então a reserva de Greater Sunrise devia na verdade pertencer a Timor-Leste.
Portanto os Aussies estão basicamente a roubar dos Timorenses empobrecidos.
Até aonde pode ficar doente?
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Obrigada, Margarida
Timor-Leste deixado ao abandono
AnnanHerald Sun
Adam Harvey
New York15jun06
A comunidade internacional não devia ter saído tão depressa de Timor-Leste, disse ontem o SG da ONU Kofi Annan.
Antes, Mr Annan anunciou planos para uma maior nova missão para a nação com problemas
Mas uma missão da ONU maior do que a força de 2000 guiada pela Austrália levará pelo menos seis meses a preparar, disse Mr Annan.
"Os tristes eventos das recentes semanas reflectem insuficiências não só da parte da liderança Timorense, mas também da parte da comunidade internacional em ter inadequadamente sustentado o processo de construção da nação de Timor-Leste," disse Mr Annan ao Conselho de Segurança da ONU.
Estes comentários vieram quando o governo Timorense deixou claro que não aceita a missão de manutenção de paz guiada e dominada pela Austrália, urgindo em vez disso que peacekeepers doutros países vizinhos sejam enviados para a jovem nação com problemas.
Num discurso lido ao Conselho de Segurança, Jose Ramos-Horta, Ministro dos Negócios Estrangeiros e da Defesa de Timor-Leste, disse que uma força de manutenção da paz da ONU deve substituir a força guiada pelos Australianos, dizendo que tal acção é essencial para reduzir tensões políticas e diplomáticas.
Mr Ramos-Horta disse que a força deve ser alargada para incluir outras nações da Ásia e do Pacifico, tais como as Ilhas Fiji, Singapura e Tailândia.
A sua declaração urgindo um papel mais pequeno dos Australianos chegou quando o nosso Embaixador na ONU, Robert Hill, disse ao Conselho de Segurança que a Austrália esperava "ter um papel chave na liderança " numa futura missão da ONU.
No final de ontem o Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, pareceu ter-se distanciado duma campanha para afastar o seu rival político, o Primeiro Ministro Mari Alkatiri.
Mr Gusmão disse ao parlamento que suportaria a constituição até o seu mandato expirar no próximo ano.
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Obrigada, Margarida
Tradução:
Gusmão bloqueia pedidos para a remoção do PM
ABC
PM – 4ª feira, 14 Junho , 2006 18:25:13
Reporter: Anne Barker
MARK COLVIN: O Presidente de Timor-Leste Xanana Gusmao parece ter bloqueado pedidos para a remoção do Primeiro Ministro Mari Alkatiri.
O Presidente Gusmão tem resistido a pressões para suspender a constituição do país, para dissolver o Parlamento e instalar um governo de transição.
Numa declaração no Parlamento da nação esta manhã, o Presidente declarou que sustenta a constituição para salvaguardar a democracia, pelo menos até ao fim do seu termo no próximo ano.Como relata Anne Barker, o anúncio chega quando Timor-Leste começa as suas próprias investigações criminais nas muitas mortes das recentes semanas.
(som de Xanana Gusmão a falar)ANNE BARKER: Foi somente uma curta declaração ante o Parlamento de Timor-Leste, mas as palavras de Xanana Gusmão podem ter implicações de muito maior alcance para esta pequena e frágil nação.
Em Português, ele dirigiu-se aos 88 parlamentares pela primeira vez desde que Timor-Leste caiu no caos mais de um mês atrás.O Presidente Gusmão comparou a crise ao derramamento de sangue de 1999, apesar de numa menor escala.
Ele disse que as semanas de violência tinham causado inaceitável sofrimento e medo e tinham paralisado as instituições do Estado. Mas ficou claro que o Presidente não suporta os que acreditam que a única solução é suspender a constituição de Timor-Leste e dissolver o Parlamento.(som de Xanana Gusmão a falar)
"Incube-me a mim ser o guardião da constituição," disse, "e ser o guardião da constituição significa basicamente salvaguardar o Estado democrático baseado na regra da lei."
"Para a felicidade de alguns e o descontentamento de outros, continuarei a cumprir este dever sagrado até ao fim do meu mandato em Maio de 2007. E fá-lo-ei," disse, "sem receio, e o povo pode ter a certeza disso."
A decisão de Xanana Gusmão será, nas suas próprias palavras, a causa de descontentamento para os muitos oponentes de Mari Alkatiri. (esqueceram-se de dizer que o PR também disse "e contententamento para outros!)
Há alargado ressentimento na comunidade pelo modo como o Primeiro Ministro tem conduzido a crise, e continuadas alegações de que ele esteve envolvido nalgumas das mortes.
Os seus oponentes podem agora só arranjar conforto nas notícias de investigadores da ONU começaram uma investigação criminal às várias mortes.
O Representante Especial da ONU em Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, diz que quatro investigadores ligados ao Gabinete do Procurador-Geral de Timor-Leste examinarão as circunstâncias que rodeiam as mortes de 10 oficiais da polícia num tiroteio no mês passado, e pelo menos de cinco manifestantes em 28 de Abril.
SUKEHIRO HASEGAWA: E eles começaram as suas investigações criminais. Eles fá-lo-ão com o objectivo de estabelecer a responsabilidade dos que são responsáveis.
ANNE BARKER: O que é que acontecerá aos que se descobrir serem os responsáveis pela violência?
SUKEHIRO HASEGAWA: Penso que não podemos presumir o resultado número um das investigações. Penso que a ONU está totalmente comprometida com o princípio da justiça, portanto não me incumbe colocar hipóteses sobre o que poderá acontecer.
ANNE BARKER: Serão julgados?
SUKEHIRO HASEGAWA: Penso que a justiça terá que seguir o seu curso; este é um país com princípios democráticos.
ANNE BARKER: A Comissão de Direitos Humanos da ONU, baseada em Geneva, está a montar o seu próprio inquérito às mortes, e parece (parece? onde é que ele diz isso?) que Mr Hasegawa confirmou hoje que haverá uma investigação às alegações contra Mari Alkatiri de que ele esteve por detrás deste surto de assassinatos.
MARK COLVIN: Anne Barker.
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Obrigada, Margarida.
Tradução:
Singapura espera que a ONU guie a Missão em Dili
The AustralianPatrick Walters
Junho 15, 2006
SINGAPURA considerará alinhar com qualquer nova operação de manutenção de paz da ONU para ajudar à reconstrução das forças de segurança de Timor-Leste.
Mas em conversações com John Howard ontem, o Primeiro Ministro de Singapura Lee Hsien-Loong deixou claro que qualquer compromisso depende do alcance do mandato da ONU, incluindo o número de países contribuintes para a missão de manutenção de paz.
Não se espera que Singapura contribua para o destacamento liderado pelos Australianos em Timor-Leste, preferindo considerar a participação da ONU.
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Singapore awaits UN lead on Dili mission
The Australian
Patrick Walters
June 15, 2006
SINGAPORE will consider signing up to any new UN peacekeeping operation to help rebuild East Timor's security forces.
But in talks with John Howard yesterday, Singaporean Prime Minister Lee Hsien-Loong made it clear that any commitment would depend on the scope of the UN mandate, including the number of countries contributing to the peacekeeping mission.
Singapore is not expected to contribute to the Australian-led military deployment in East Timor, preferring to consider participation under the UN.
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Gusmao blocks calls for PM's removal
ABC
PM - Wednesday, 14 June , 2006 18:25:13
Reporter: Anne Barker
MARK COLVIN: East Timor's President Xanana Gusmao appears to have stymied calls for the removal of the Prime Minister Mari Alkatiri.
President Gusmao has resisted pressure to suspend the country's constitution, to dissolve the Parliament and install a transitional government.
In an address to the nation's Parliament this morning, the President declared he would uphold the constitution to safeguard democracy, at least until his term ends next year.
As Anne Barker reports, the announcement comes as East Timor begins its own criminal investigations into the many violent deaths over recent weeks.
(sound of Xanana Gusmao speaking)
ANNE BARKER: It was only a short address before East Timor's Parliament, but Xanana Gusmao's words could have far-reaching implications for this tiny fragile nation.
In Portuguese, he addressed the nation's 88 parliamentarians for the first time since East Timor descended into chaos more than a month ago.
President Gusmao compared the crisis to the bloodshed of 1999, albeit on a smaller scale.
He said the weeks of violence had caused unacceptable suffering and fear and paralysed state institutions. But it's clear the President did not support those who believe the only solution is to suspend East Timor's constitution and dissolve the Parliament.
(sound of Xanana Gusmao speaking)
"It is incumbent on me to be the guardian of the constitution," he said, "and to be a guardian of the constitution basically means to safeguard the democratic state based on the rule of law."
"To the happiness of some and to the discontent of others, I will continue to fulfil this sacred duty until the end of my mandate in May 2007. And I will do so," he said, "unwaveringly, and the people can be sure of that."
Xanana Gusmao's decision will, in his own words, be a cause of discontent to the many opponents of Mari Alkatiri. There's widespread resentment in the community at the way the Prime Minister has handled the crisis, and continuing allegations that he was involved in some of the deaths.
His opponents can now only take solace in news that United Nations prosecutors have begun a criminal investigation into the various killings.
The UN's Special Representative in East Timor, Sukehiro Hasegawa, says four investigators attached to the Office of East Timor's Prosecutor-General will examine the circumstance surrounding the deaths of 10 police officers in a gunfight last month, and at least five protesters on April the 28th.
SUKEHIRO HASEGAWA: And they have commenced their criminal investigations. They will do so with the view to establishing the accountability of those who are responsible.
ANNE BARKER: What will happen to those who are found to be responsible for the violence?
SUKEHIRO HASEGAWA: I think we cannot presume the outcome of number one the investigations. I think United Nations is totally committed to the principle of justice, therefore it is not incumbent on me to hypothesise what would happen.
ANNE BARKER: So would they be tried?
SUKEHIRO HASEGAWA: I think the course of justice has to take place; this is a democratically principled country.
ANNE BARKER: The United Nations Human Rights Commission, based in Geneva, is setting up its own separate inquiry into the deaths, and Mr Hasegawa appeared to confirm today that there will be an investigation into the allegations against Mari Alkatiri that he was behind the spate of killings.
MARK COLVIN: Anne Barker.
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Onde é que o Hasegawa diz isso?!
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Obrigado, Margarida.
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Timor-Leste: Uma Nova Guerra Fria
por: Maryann Keady
4ª feira 14 Junho 2006
‘Novo Vizinho, Novo Desafio,’ um documento emitido pelo Austrálian Strategic Policy Institute em 2002, sublinha a importância da Austrália para a segurança de Timor-Leste. Também reflecte a importância de Timor-Leste para a segurança da Austrália, e fornece um prisma para ver os últimos desenvolvimentos:
A Austrália tem muito em jogo no futuro do nosso novo vizinho. Altruisticamente desejamos que o povo de Timor-Leste possa ter um futuro próspero e pacífico. Considerando mais os interesses próprios, o seu sucesso ou falhanço afectará directamente as próprias prospectivas da Austrália sobre a segurança. Sérios problemas em Timor-Leste minarão os interesses estratégicos actuais da Austrália na estabilidade da nossa vizinhança próxima.
No momento, o que preocupa a Austrália são as rotas marítimas e as reserves marítimas de petróleo e de gás à volta de Timor-Leste, bem como a entrada visível de um jogador regional: a China.
Quando o aliado da Austrália, os USA, colocaram a Asia Pacific no topo da sua prioridade estratégica no seu Quadrennial Defence Review de 2001, ficou claro para todos os analistas de defesa que o ‘competidor principal’ era a China.
O recentemente emitido relatório annual do Pentagono sobre o poder militar da China diz que o reforço militar da China ‘já alterou o equilíbrio militar na Asia-Pacifico e pode ser uma ameaça para as forças armadas regionais.’ O porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros Chinês, Liu Jianchao, acusou os USA de exagerar a força militar da China dizendo que é baseada numa ‘mentalidade de Guerra Fria’
E uma ‘Nova Guerra Fria’ é exactamente o que emergiu.
Timor-Leste é apenas um dos países da região apanhados no fogo-cruzado entre dois competidores estratégicos poderosos: China e os USA. Infelizmente para Timor-Leste, está na vizinhança de algumas das rotas marítimas mais cruciais do Pacifico – a mais notável das quais o Estreito de Ombei Wetar Straits, uma passagem de águas-profundas entre os Oceanos Índico e Pacífico, importante para a passagem submarina, que será um vital ‘ponto de estrangulamento’ marítimo em qualquer conflito futuro.
Politicos e comentadores de todos os cambiantes têm sido cândidos acerca do que vêem como dilemas de Timor-Leste em tentar equilibrar-se entre dois gigantes. Da mudança rápida de aliança da China para Taiwan em Kiribati, ao alvo dos habitantes de etnia Chinesa nos distúrbios de Abril em Honiara, o ‘factor China’ está a causar o caos na região. Os locais receiam que as potências hegemónicas regionais - China, USA e Austrália – jogam um papel maior nesta instabilidade do que qualquer desassossego civil orgânico.
Os media Australianos escolheram ignorar a maior, questão estratégica até muito recentemente, permitindo que o Governo Australiano ‘interferisse’ no Pacifico com muito pouco criticismo ou análise independente.
A Austrália continuará a afirmar-se no Pacifico — e dum ponto de vista de defesa racional, isto parece perfeitamente aceitável. O que pode ser contestado é a sabedoria de não interferir antes do conflito, mas somente depois de os chamados “Estados falhados” caírem no caos. Ambas as missões, RAMSI nas Ilhas Solomão e a Operação Astute em Timor-Leste reflectem isso.
Muitas dessas comunidades do Pacifico são pequenas, e é fácil encontrar mãos cheias de testemunhas (ou no meu caso, ser uma testemunha) de distúrbios que podiam ter sido facilmente contidos e tratados. É impossível no caso de Timor-Leste compreender como um gang de jovens desempregados desordeiros protestando contra o seu despedimento das forças armadas puderam emergir como dois gangs rebeldes (com conselheiros da ONU e Australianos presentes durante a confusão) exigindo a remoção do Primeiro Ministro.
Muito tem sido dito na imprensa Australiana acerca de divisões étnicas entre o Leste e o Oeste de Timor-Leste que inflamaram a violência — uma divisão conveniente se se quer usar o caos civil como um pretexto para mandar forças militares e deixar o país debaixo da sua esfera de influência Mas pouco se ouviu acerca desta ter sido a terceira vez que forças internacionais falharam em evitar o povo de Timor-Leste de ser aterrorizado por uma terceira parte. Primeiro, houve o ataque Indonesio em 1999. O Segundo, os distúrbios de 4 de December de 2002 (que levaram aos primeiros apelos da imprensa Australiana para a demissão de Alkatiri, imediatamente antes das negociações do petróleo e do gás). E agora, o caos civil em 2006.
Imediatamente depois do desassossego de 2002, entrevistei testemunhas locais bem como o líder da ONU e das forças Australianas acerca de queixas de que nada tinham feito para parar o caos. Depois de muita investigação, foi-me dito que um representante da ONU foi ‘não-oficialmente’ ao gabinete do Primeiro Ministro Alkatiri pedir-lhe para se demitir, uma resposta interessante a distúrbios civis – e uma que faz uma anedota dos pretensos e apolíticos esforços humanitários da ONU.
Desta vez, a ONU disse que enviará Ian Martin (que foi o Representante Especial da ONU em 1999 quando o pessoal internacional foi evacuado, deixando os Timorenses nas mãos dos militares Indonésios). A questão que não tem sido respondida é como é que a situação pôde ter escalado até aqui? Irão os Timorenses outra vez ouvir palavras vazias dos burocratas acerca de ‘limitações’ para ‘assegurar a sua segurança’?
A grande questão é se a Austrália escolhe permitir que Timor-Leste caia na anarquia ao estilo das ilhas Salomão, possibilitando assim que as suas tropas sejam depois destacadas para este local estratégico.
Richard Woolcott, que foi o Embaixador Australiano em Jakarta na altura da invasão de Timor-Leste em 1975, disse recentemente na ABC Radio que um membro sénior da Administração Bush Administration lhe contou em 2000, que ‘Timor será o vosso Haiti.’
Graças a Sean Leahy.
Muito tem sido escrito acerca de Haiti e da demonização pela imprensa Americana do Presidente Jean-Bertrand Aristide em 2004. A Austrália embarcou numa campanha similar contra Alkatiri. A imprensa Americana chamou a Aristide e ao seu Partido esquerdistas não-reconstruídos cujo modelo era a Revolução Cultural Chinesa. Alkatiri é acusado de ser um ‘Marxist Moçambicano’ – e o seu partido Fretilin ‘comunista’ – apesar do seu modelo ser mais o do Primeiro Ministro da Malásia, Mahathir bin Mohamad do que de mais alguém.
No Haiti, a Oposição teve o apoio do International Republican Institute (IRI) apoiado pelo governo dos USA. O papel dos USA em Timor-Leste não é menos interessante. O IRI, o National Endowment of Democracy e o National Democratic Institute, criaram todos eles programas de ‘democracy’ que financiam a oposição local em Timor-Leste — a mesma oposição que tem boas relações com a Austrália.
A Igreja Católica uma corpo influente em Timor-Leste, também tem estado por detrás da campanha anti-Alkatiri. Os seus protestos em 2005 contra as tentativas de Alkatiri para tornar não-obrigatória a instrução religiosa foram uma indicação perigosa de quanto poderosas essas forças se tinham tornado.
O comentário de Richard Woolcott sobre o Haiti chegou ao mesmo tempo de relatos de testemunhas de tropas Australianas falharem em assegurar a segurança dos locais e inflamou acusações que a Austrália é um actor importante no caos. Fontes locais relatam que antes do pedido de ajuda à Austrália, chegaram dois aviões com pessoal Australiano em roupas não-civis. Conselheiros Australianos foram vistos em encontros com rebeldes e os seus conselheiros locais. Estas acusações requerem mais investigação se se quiser dissipar a suspeita do envolvimento Australiano.
Enquanto que muitos Timorenses compreendem as preocupações de defesa da Austrália na Asia-Pacifico, preocupa-os também que a ‘defesa da Defesa’ permitirá à Austrália dominar esses pequenos países — no caso de Timor-Leste, um país com substanciais reservas de petróleo e de gás que foram o foco de difíceis negociações bilaterais.
Em 7 de Maio, Marí Alkatiri chamou ao recente desassossego um ‘golpe’ — dizendo que ‘os estrangeiros estavam a vir para controlar e dividirTimor-Leste outra vez’ com ‘conselheiros estrangeiros a reunir-se com políticos e a irem às montanhas’ para encontros com os rebeldes. Ele acusou os media Australianos de espalharem rumores de que ele já não era Primeiro Ministro. Numa entrevista comigo na semana passada, ele reiterou-me outra vez que não havia dúvidas que forças ‘no interior e no exterior’ de Timor-Leste estavam por detrás da agitação, e que ninguém o ia forçar a demitir-se com métodos violentos. Ele afirmou que 200,000 o apoiariam nas ruas.
Desde 2002, que a retórica de Alkatiri tem sido ‘eles que tentem’ e ‘não sem o acordo da Fretilin’ Em entrevistas, ministros do seu Gabinete têm declarado abertamente que outros países ‘querem levantar uma outra bandeira sobre esta nação.’ A implicação tem sido sempre dirigida à Austrália.
Mas quando funcionários dos USA começaram a encontrar-se com funcionários judiciários de Timor-Leste em 2003, ficou claro que maiores esforços internacionais vinham a caminho. O Primeiro Ministro disse na altura que os funcionários judiciários estavam a interferir ‘politicamente’ no país. Privadamente, oficiais de Alkatiri declararam no mês passado: ‘eles tentaram com os protestos da Igreja, agora estão a tentar desalojá-lo via Fretilin. Isso não vai resultar. Eles não conhecem este país.’
Os media Australianos não fizeram segredo do que acreditavam devia acontecer em Timor-Leste — em editoriais e em comentários tanto na imprensa como na rádio e televisão pediram a resignação de Alkatiri. Contudo pouco se ouviu da imprensa ou dos apoiantes dos “direitos humanos” de Timor-Leste sobre as consequências de desalojarem Alkatiri inconstitucionalmente.
No interior de Timor-Leste, as pessoas estão cientes dos jogos políticas que estão a ser jogados e o Presidente Xanana Gusmão é visto como um ‘homem da Austrália.’ Se Alkatiri é desalojado através de meios violentos, Gusmão ficará com a indesejável herança de ter expulsado inconstitucionalmente o primeiro líder de Timor-Leste, com o apoio tácito da Austrália.
Isso seria um desastre para Timor-Leste, porque se podia seguir uma guerra política do tipo da do Haiti. Timor-Leste então tornar-se-ia na verdade parte do ‘arco da instabilidade,’um rótulo conveniente para líderes políticos internacionais que esconde a devastação do sofrimento dos locais.
Se a luta actual de Timor-Leste faz parte das políticas da Nova Guerra Fria, então os povos da Asia-Pacifico têm muito a recear — e Canberra tem muito para responder.
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Díli a uma só voz defende GNR e critica a Austrália
DN
14.06.06
Cadi Fernandes
Díli quer "reduzir as tensões políticas e diplomáticas" causadas pela força militar liderada pela Austrália.
Nesse sentido, defende a presença de um contingente das Nações Unidas, com 870 membros, durante 12 meses, pelo menos, em vez dos soldados australianos. Neste contexto, Portugal terá um papel preponderante, através da GNR.
Estas são, segundo o Financial Times, as principais ideias da mensagem de Ramos-Horta, ministro dos Negócios Estrangeiros timorense, dirigida ao Conselho de Segurança da ONU (lida, ontem, pelo embaixador José Luís Guterres) e, também, da carta enviada ao secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, pelo Presidente da República, Xanana Gusmão, primeiro-ministro, Mari Alkatiri, e presidente do Parlamento, Francisco Guterres "Lu-Olo".
Numa súmula dos dois textos, a ONU (que administrou o país entre 1999 e 2002) e a GNR (que lá tem 127 agentes) são as entidades mais elogiadas pelos responsáveis timorenses, ao contrário das forças australianas. As respectivas presenças são apontadas como imprescindíveis para "manter a lei e a ordem".
Lisboa já respondeu "presente" a este repto. Como disse António Costa, ministro da Administração Interna português: "Caso venha a ser criada uma missão da ONU, estamos disponíveis para reforçar os efectivos da GNR em Timor-Leste."
Ou seja, após uma fase em que a GNR estava como que subalternizada perante os soldados australianos, é agora elogiada unanimemente em Díli. A comprová-lo, também, refira-se que os deputados timorenses adoptaram uma moção, ontem, defendendo que as forças australianas, malaias e neozelandesas devem retirar-se para um perímetro de segurança à volta da capital, deixando que a GNR actue em toda a Díli "de forma eficiente e sem impedimentos". Tudo porque, como disse o embaixador Guterres, a GNR é "uma força efectiva que a população respeita".
Comissão de inquérito
Numa altura em que, no terreno, os ânimos estão mais aplacados, a ONU encarregou a Alta Comissária para os Direitos do Homem, Louise Arbour, de criar uma comissão de inquérito independente sobre a violência que assolou Timor. Este um pedido de Ramos-Horta e do enviado especial da ONU, Ian Martin, a que Kofi Annan deu, ontem, luz verde.
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East Timor left in the lurch: Annan
Herald Sun
Adam Harvey
New York
15jun06
THE international community should not have pulled out of East Timor so quickly, UN Secretary General Kofi Annan said yesterday.
Mr Annan earlier announced plans for a major new mission to the troubled nation.
But a UN mission substantially larger than the 2000-strong Australia-led force would take at least six months to prepare, Mr Annan said.
"The sad events of recent weeks reflect shortcomings not only on the part of the Timorese leadership, but also on the part of the international community in inadequately sustaining Timor-Leste's (East Timor's) nation-building process," Mr Annan told the UN Security Council.
Those comments came as the Timorese Government made it clear it would not accept a peacekeeping mission led and dominated by Australia, urging instead that peacekeepers from other neighbouring countries be sent to the troubled young nation.
In a speech read to the Security Council, Jose Ramos-Horta, East Timors foreign and defence minister, said a UN peacekeeping force must replace the Australian-led force, calling such a move essential to reduce political and diplomatic tensions.
Mr Ramos-Horta said the force should be broadened to include other nations from Asia and the Pacific, such as Fiji, Singapore and Thailand.
His statements urging a smaller Australian role came as our ambassador to the UN, Robert Hill, told the Security Council that Australia was looking forward to "undertaking key leadership roles" in a future UN mission.
Late yesterday East Timor's President, Xanana Gusmao, appeared to distance himself from a campaign to oust his political rival, Prime Minister Mari Alkatiri.
Mr Gusmao told parliament he would uphold the constitution until his term expired next year.
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The East Timor rip-off

AGORAVOX
14.06.2006
If you’ve ever been to East Timor you’ll know what a poor country it is.
I went there after spending a few weeks in hedonistic Kuta, and the culture shock is almost as much as flying from Singapore to Jakarta.
Colonized by both the Portuguese and then later the Indonesians, the Timorese basically survive from subsidence agriculture. There is no real industry to speak of. Per capita GDP is only US$400, and it shows. Most Timorese dress in rags and malnourishment is everywhere to be seen.
And then there is US$30 billion sitting in the Timor Sea separating East Timor and Australia.
But guess what?
East Timor ain’t gonna get its fair share.
And why is that? Because the Australians claim that the maritime boundary between the two countries is a lot closer to East Timor than it is to Aus.
But how can that be fair? Surely any reasonably minded person would agree that the maritime boundary should be drawn equidistant between the two countries in accordance with international law.
But Howard ain’t having any logic. So the Aussie governmentt does acknowledge East Timor as a sovereign nation but will only accept the maritime boundary it drew up with Indonesia back in 1972.
And why is that?
Because of the oil of course.
Because only 20.1 percent of the key Greater Sunrise reservoir falls within the joint petroleum development area set out in the 2002 Timor Sea Treaty interim agreement between Australia and East Timor. The other 79.9 percent is in a part of the Timor Sea over which Australia claims exclusive jurisdiction.
Now take a look at the map again, and you can see that if the maritime boundary were drawn equidistant between the two countries then the Greater Sunrise reservoir should indeed belong to East Timor.
So the Aussies are basically stealing from the impoverished Timorese.
How sick can you get?
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Declarações de José Luís Guterres
O embaixador junto das Nações Unidas, José Luís Guterres, que desistiu de concorrer à liderança da Fretilin no Congresso, agradece a ajuda humanitária da Indonésia e diz que a demissão de Mari Alkatiri não contribuiria para resolver a situação de Timor-Leste.
Ver artigo no Antara News.
(não é possível fazer copy/paste deste artigo)
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Dos leitores
"I wish to place on public record a sincere thank you to the SRSG H.E. Sukehiro Hasegawa, for his good work during the current crisis. Mr. Hasegawa has also served the people of Timor-Leste in an exemplary and selfless manner and he has a special place in our hearts, as indeed do our friends from Japan, Mr. Hasegawa’s home country, who have made a great contribution to our country."
Não será um pouco excesivo depois dos "afirmados sucessos" pelo Sr. Hasegawa na formação da PNTL?!
O próprio Kofi Annan admite que a ONU tem que reconhecer a parte da sua responsabilidade no falhanço do funcionamento das Instituições?
Ou o Sr. Ministro está a tentar tapor o sol com a peneira e assegurar o "lugarzito" do Senhor Hasegawa?
A permanência do Senhor Hasegawa como SRSG em Timor talvez inspire a designação da nova missão que mais uma vez será INUTIL!
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Austrália rejeita capacetes azuis para Timor-Leste
Australia rejects UN Timor control
The Sydney Morning Herald
Mark Coultan Herald Correspondent in New York and agencies
June 15, 2006
AUSTRALIA has signalled its opposition to a United Nations force taking over the four-nation peacekeeping mission but has called for an international police officer to take over the running of policing in the troubled country.
Australia's ambassador to the UN, Robert Hill, told the Security Council it would be better for the UN to focus on other issues, such as East Timor's longer-term needs, while the multinational force, led by Australia, took care of security.
East Timor's Foreign Minister, Jose Ramos Horta, in a speech read on his behalf to the Security Council, said a UN force was essential to "reduce political and diplomatic tensions".
He said there should be more countries involved, such as Fiji, Singapore and Thailand.
The UN Secretary-General, Kofi Annan, said there was a lesson to be learnt in the recent violence about withdrawing too early from fragile democracies.
Washington had pressured the Security Council to scale back its peacekeeping operations in East Timor.
"For the medium term, we will have to cohabit the theatre with the international forces from the four countries and us, but eventually work out an arrangement where a transformed UN force takes over," Mr Annan said.
He said Australia had indicated it would " probably be there for about six months to a year", but with the East Timorese indicating it would be required for at least that long, Australia saw a need for a "time limit for [its] stay".
Mr Annan said that, in military terms, he did not expect to see UN forces on the ground for another six months.
Mr Hill said that instead of leading a security force, the UN should concentrate on attempting a reconciliation between warring factions, investigating the deaths that had occurred and trying to restore the confidence of the people, particularly those in refugee camps.
In the longer term, the security forces had to be reformed, with careful consideration given to how a UN-led police force would interact with the local force.
He said there was a case for appointing a foreign national as police chief and having the UN run the prison system.
In his first speech to parliament since East Timor was hit by street violence, East Timor's President, Xanana Gusmao, appeared to distance himself from a campaign to oust his political rival, the Prime Minister, Mari Alkatiri, vowing to uphold the constitution until his term expired next year. [Mas lá tinham que insistir que PR e PM são rivais políticos...]
Mr Gusmao declared that as President he was "a guardian of the constitution".
"I will continue to fulfil the sacred duty of safeguarding the democratic state, based on the rule of law, until the end of my mandate in May 2007, and I will do so unwaveringly, and the people can be sure of that," he said.
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Dos leitores
Vamos lá a ver se nos entendemos.
Estamos em Timor-Leste, há que compreender o meio.
Toda a gente fala ao telefone, toda a gente manda SMSs, que logo à partida podem ser forjados.(*)
E toda a gente é de algum modo familiar de alguém.
Passamos a rectificar.
A fazenda onde estava (ou ainda está) o grupo do Rai Los é a fazenda Abrantes que pertence ao Mário Carrascalão, e não a fazenda Algarve, que pertence a todos os irmãos Carrascalão.
O irmão de Mari Alkatiri não forneceu armas ao governo, como diz a reportagem da RTP.Quem forneceu armas ao governo, (por ter ganho o respectivo concurso público) foi um sobrinho do Mário Carrascalão (Presidente do PSD), João Carrascalão (Presidente da UDT), Natália Carrascalão (ex-deputada em Portugal do PSD) e Ângela Carrascalão(semanário Lia Fon e militante da UDT) e dos outros irmãos e irmãs Carrascalão.
Este sobrinho é noivo (ou já marido) da filha do dono do restaurante Maubere, que é irmão da Lígia de Jesus, que é chefe de gabinete do Ministro Ramos-Horta.
Confuso? Não.
Mas aqui há muito fumo nem fogo, infelizmente ao contrário do que se passa em muitos bairros de Dili.
São é todos parentes o que não se presta a conclusões fáceis como as da RTP...
(*) Para se alterar o remetente de uma mensagem de SMS basta utilizar o serviço de alguns sites menos escrupulosos. Ou então utilizar no corpo da mensagem de texto um código. *XXX# seguido do nº que se quer que apareça como remetente.
(por razões óbvias e para evitar o caos que seria, omito o código correcto.)
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Comunicado à Imprensa - MNE
MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS E COOPERAÇÃO
MEDIA RELEASE
13 June 2006
WARM WELCOME FOR RAMOS-HORTA IN SAME AND ALAS
The Minister for Foreign Affairs and Cooperation, Dr José Ramos-Horta, accompanied by the Secretary General of the Ministry of Foreign Affairs, Nelson Santos, today visited the cities of Same and Alas where he was warmly received by the local authorities and populations.
Foreign Ministry Officials, Licínio Branco and Roberto Nunes, travelled to those localities the previous day, to help organise the visit.
In Same, a coffee-rich region with enormous agricultural potential, he met with the District Administrator Filomeno Tilman and local members of key political parties.
“Given the current political tensions at national level, it is understandable there was some tension at local level between the party members of Fretilin, PD and PSD, which led to mutual accusations of unbecoming behaviour,” Minister Ramos-Horta said.
One particular issue, was the allegation against some Fretilin members that they had received weapons during the Fretilin Congress held in Dili and took them back to Manufahe (Same).
Dr Ramos-Horta who is also the founder of the non-government, non-partisan, Peace and Democracy Foundation (PDF), assigned the district PDF coordinator, Quintano Massa, a well respected community member in the region, to facilitate discussion between State authorities, Traditional Chiefs and the local political parties.
Following the meetings with officials and party members, Minister Ramos-Horta addressed more than one thousand people who, like everywhere where he has visited in recent times, enthusiastically welcomed him.
In his address the Minister appealed to national unity, rejection of actions by some designed to divide the Timorese society and congratulated the local authorities, including PNTL (National Police of Timor-Leste) for maintaining the services functioning and in general tranquility in the area.
“Only a permanent dialogue, specially in this critical phase, will be able to clarify doubts, dissipate rumours and clear tensions in the midst of the Same society,” Dr Ramos-Horta stressed to the crowd.
After the visit to Same, the Minister traveled to the sub-district of Alas, one of the most isolated and beautiful regions of Timor-Leste. The welcome in Alas was enthusiastic and given with much genuine human affection.
“It might be the very first time in my life that I have visited this locality, but it won’t be the last and promised to return soon,” the Minister told the people.
Minister Ramos-Horta said that in both Same and Alas the concerns raised were identical.
“People are concerned about the situation in Dili, they want the truth to be told, and they want people to assume responsibility for what is happening,” Dr Ramos-Horta said.
In his addresses he explained the process for the all inclusive dialogue; the establishment of an independent Special Inquiry Commission by the UN to investigate and report on allegations of criminal and human rights violations during the period of April, May, with reference to particular incidents of 28-29 April, 23-24-25 May; the presence of the international military forces in Timor-Leste and the next new mission of the UN following on from UNOTIL.
Dr Ramos-Horta said that as in all places he has visited as Minister for Foreign Affairs and Minister for Defence, the population has warmly welcomed the international military and police forces and it was the same in Same and Alas.
On his arrival at Dili, mid afternoon, the Minister for Foreign Affairs, visited the new headquarters of the newspaper Suara Timor Lorosae to observe the security conditions required by the management of the newspaper.
This morning Minister Ramos-Horta met with a group of commanders from the joint task force, also attended by Interior Minister Alcino Barris to assess the situation in certain areas of Dili and to discuss some operational initiatives.
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Discurso do Ministro Ramos-Horta ao CS das Nações Unidas
Speech by H.E. Dr. José Ramos-Horta
Senior Minister
Minister for Foreign Affairs and Cooperation
Minister for Defence
At the Security Council
New York, Tuesday 13th June 2006
Mr. President,
I offer my sincere apologies to you and to the Members of the Security Council for my absence, but the demands for my presence in Timor-Leste at this time are extensive. H.E. Ambassador Jose Luis Guterres, Timor-Leste’s Permanent Representative to the United Nations, will deliver my speech before your august body.
As you meet I am visiting rural areas of the country, covering East and West, continuing to take the State to the people. I am also able to listen to their needs and communicate them back to our President and our Government. I have also addressed our National Parliament, upon the invitation of the President of the Parliament.
I thank you Mr. President and the Members for your continued concern for the people of Timor-Leste and for your resolution, (SC/8728) of 24 May 2006, that gave international legitimacy to the deployment of the multi-national forces of Australia, Malaysia, and New Zealand.
On behalf of all Timorese, I offer profuse thanks to the Joint Task Force (JFT 631), all of whom were able to respond promptly and efficiently to quickly quell the violence. However the forces were not able to prevent the extensive looting and burning and displacement of tens of thousands of Timorese, as law and order broke down in some quarters, with the earlier disintegration of the Policia Nacional of Timor-Leste (PNTL) in Dili.
I also offer profuse thanks to Portugal, who from a great distance, showed no hesitation in deploying their elite police force the GNR. The Timorese people’s experience of the GNR under UNTAET was a positive one and the GNR’s presence has been demanded from every sector of the Timorese society. It is our desire that in a new UN Mission, the GNR will play a vital role in law and order. We are equally grateful that Malaysia has made available a similar Rapid Reaction Police Force.
The humanitarian situation has been managed very well by our Minister for Labour and Community Reinsertion, H.E. Arsenio Bano who chairs the Inter-Agency Humanitarian Coordination Working Group that includes other Government Ministries and Agencies, the UN Country Team, IOM, INGOs, NGOs and specific sector working group heads. In a very short time along with Minister Bano, they were able to mobilise and provide services to the large number of IDPs. I thank OCHA for their coordination assistance and for the launch yesterday in Dili, New York and Geneva of the Flash Appeal. A special reference is made to our impressive efforts of our Church that has provided shelter and care to tens of thousands of people.
East Timorese and foreign doctors and nurses, including Cubans and Chinese have performed and continue their admirable duties. We are grateful to all.
We note with deep appreciation the bilateral assistance from our friends, including our closest neighbour Indonesia, who in its own time of suffering caused by natural disasters, reached out to Timor-Leste, with the delivery of much needed humanitarian aid.
The international forces on the ground are continuing their efforts to collect weapons from individuals. Through voluntary surrender or through enforced confiscation close to 1,000 assorted weapons have been collected.
Pursuant to a decision of the Supreme Council of Defence and Security, on Friday 9th June, our own Defence Force, the F-FDTL, participated and assisted in the commencement of a ‘Weapons Inventory Inspection Operation’, undertaken with an international observation team comprising Military Personnel from Australia, Malaysia, New Zealand, Portugal, the United States and UNOTIL. The preliminary reports I have received indicate its success.
The second part of the operation concerns the PNTL and will take place this week Members of the PNTL have begun to surrender their weapons and have voluntarily agreed to be cantoned in Dili and handing over their weapons to the Australian Defence Forces. By this week’s end, the new Minister of Interior will submit to H.E. President Kay Rala Xanana Gusmao, a complete list of all weapons in the PNTL official inventory. This list will be checked against existing weapons in use by PNTL officers or in the armory.
This level of cooperation would not have been possible without my President. His moral standing and influence among all sectors of Timorese society is high. He was pivotal in preventing irregular armed forces, “reservists”, from leaving Baucau for Dili in the last week of May to join the violent disturbances. My President’s leadership has been fundamental to the stabilisation process
The graveness of our current crisis causes me great sadness; however, I take this opportunity to assure Members that the situation is redeemable. The good work that the United Nations and the international community, with the Timorese leadership and Timorese people have done, has taken root in the form of state institutions that have had the capacity to continue operations, even during the height of the current crisis.
Ministries and associated agencies have continued to function, contrary to some media reports that have us as a failing state. These include but are not limited to the following: The Presidency, Health, Labour and Community Reinsertion, State Administration, Agriculture, Education, Justice (who is working alongside the JTF in the area of detention, investigation and prosecutions), Telecommunications including EDTL and Timor Telecom who kept the electricity, telephone and internet services working throughout, RTTL the National television and radio broadcaster, Customs, the Port Authority which is doubling as a Military HQ, air services, and my own Ministries of Foreign Affairs and Defence.
Timor-Leste’s inaugural petroleum exploration bid round was completed on 22 May 2006, when the Prime Minister announced the winners of the bid with the publication of the Evaluation Commission’s final report.
Many shops and restaurants are open, many stayed open, and some taxis and microlets continue to operate. The fact that the private sector continues alongside the public sector is indicative of our gains so far.
The Government has kept the 2006-2007 budget process on track and I wish to provide Members with some specific detail, as it demonstrates the Government’s competence in this regard and also responsiveness to the needs of the people, and particularly in rural development.
The Council of Ministers meets tomorrow to consider a revised State Budget in 2006-07, expected to exceed $US315m and in check with the State's sustainable income levels. This is in addition to $US140m donor assistance for development. $U110m will be allocated to Capital and Development and $US50 million for Public Works.
Projects and initiatives include some of the following:- Construction of Transmission towers for territory wide public broadcasting-Water Supply-New Dili Police headquarters-Police Border posts-Five youth centres-Sports centres-Counterpart funds for referral hospitals in Baucau, Maliana, Oe-Cusse and Suai-Rehabilitation of District Health Posts-Veterans housing-New Customs posts in Batugade, Atauro, Com, Bobometo, Tunu Bibi-Counterpart funds for a new Ferry and port service between Dili, Atauro and Oe-Cusse- Extension of the electrical grid to various areas in the Districts
-$3m capital to establish a rural credit agency
-$US11 million public grants across public-private sector and personal benefit payments and community priorities to determine minor rehabilitative works and minor equipment for schools
-Public grants to Churches and NGO’s that provide community and humanitarian assistance
-$US2 million pension fund for former combatants recognised for their services during the independence struggle -50% adjustment for employees in isolated areas and an increase in catering and other services in these areas-$US8 million for food security in the Ministry of Development with additional funds for equipment for fishermen, and tractors and other motorized equipment to improve agricultural productivity-$5 million to subsidise Government lowered electricity prices to consumers-Lastly all public sector workers will receive a cost of living adjustment to cover cost increases in fuel and food.
I should make a distinction for the Members about the areas of Timor-Leste affected by the crisis. It is primarily limited to the capital Dili, while the other twelve districts have continued to function with all services operating including the PNTL police service whose basic infrastructure stayed intact in the districts. There is of course no guarantee that an outbreak of violence won’t happen in the regions whilst the country is in a politically precarious state.
The border area that Timor-Leste shares with Indonesia has remained calm. I have visited the border on three occasions in the past month, the last visit being of three days duration and I was accompanied by H.E. Mr. Ahmed Bey Sofwan the Indonesian Ambassador to Timor-Leste. I thank the Indonesian authorities for assisting us in keeping our common border area safe and stable.
I came back inspired by the PNTL Border Patrol Unit’s (PBU) professionalism, as well as the military forces operating on the Indonesian side. I was however concerned with the poor living conditions of our police, an incomprehensible neglect by our own government.
Mr. President, I wish to inform Members of our initiatives vis-à-vis political dialogue, as political peace is as necessary to democratic health as is physical security. I have been in contact with every key person and group in the conflict, on more than one occasion. My President has begun to meet each individual and group directly involved in the conflict, as the first step in reaching an all inclusive political dialogue, which all have agreed to. The all inclusive dialogue will commence within the next two weeks, with the arrangements in place by week’s end. It will be co-chaired by my President and our two Bishops, of Dili and Baucau.
President Xanana has provided leadership in securing the agreement of all key individuals and groups, that an all inclusive dialogue was the approach needed to resolve political problems and further that all political problems needed to be resolved within our constitutional framework. This recognition demonstrates a commitment to the democratic culture that has begun to take root in Timor-Leste.
Parallel to the all inclusive dialogue, will be the Special Inquiry Commission that Timor-Leste has requested, as outlined in my letter to the Secretary General of 9th June 2006. The President, the Prime Minister, the Government, F-FDTL, PNTL, Religious Leaders and Civil Society all welcome an impartial and independent inquiry, as an important step in reaching a settlement and upholding the rule of law. It is our fervent desire that the Special Inquiry Commission commence immediately. In the interim, the Australian side through its Federal Police Service in with the Prosecutor General’s Office is undertaking preliminary work to secure some crime scenes and preserve evidence.
Members would be aware that I have taken on the sensitive portfolio of Defence. My motivation in accepting, and I cannot but say as a Nobel Peace Laureate I am a most reluctant Defence Minister, is to lift the standing of the F-FDTL and to help heal the wounds between the F-FDTL and the PNTL and both forces and the community.
While peace has been restored overall, the security and law and order situation remains precarious. It is acknowledged by all that our institutions of state and our democratic culture is fragile. It is however, our considered view, that sustained international support by way of a UN Police Force under UN command and with PNTL working under its auspice, as outlined in the letter to the Secretary General of 11 June 2006, on this matter, signed by my President, President of the Parliament and my Prime Minister, needs to be deployed without delay.
Mr. President, before I turn to the needs of a new UN Mission, I wish to reiterate that we Timorese are deeply indebted to the deploying countries, but as the emergency situation is nearing an end, it is important that our attention turns to the issue of transition to a peace-keeping force under the UN umbrella, as was the case with InterFET in 1999.
We believe that it is essential to have an international presence under the UN Flag to reduce political and diplomatic tensions; hence it is our considered view that the current force in Timor-Leste should in due course replaced by a UN mandated peace-keeping force.
It is also our considered view that the current force and its successor, as indeed other components of a new UN Mission, should also comprise a greater number of countries in the region, including we would hope from our friends in Fiji, Singapore, Thailand, The Philippines, and the Republic of Korea and other countries that stand ready to contribute to such a force. We were very proud that an ASEAN country, namely Malaysia, came to us in our time of need and were able to respond as quickly and professionally. We are most grateful to Malaysia and other ASEAN countries that have indicated a willingness to respond.
I want to caveat what I say about a new UN Mission with the reality that we have not been able to undertake a comprehensive needs assessment of such a mission. It is our intention to enter into detailed discussions with the UN on this matter in the immediate future. I can though offer some preliminary comments that add to our request for a UN International Police Force and the Special Inquiry Commission.
Firstly, the time frame has to be long enough to enable our state institutions to move beyond the fragile stage, consistent with being an infant state. Regarding UNTAET we were all hopeful that its two year life span would be sufficient to help build a nation, and I have to say some in my own Government were also keen to have the UN gone, not for any other reason than they were keen to have independence as soon as possible.
I had favoured a five year UN Mission with a five year transition time, which was not a popular position then, but I would request that this position be factored into thinking that will guide the establishment of a new UN Mission. As respected Members know, it is a Herculean task to build a nation almost from scratch and whilst we have succeeded, it is an infant nation we now have. Collectively we did a remarkable job of nation building, initially under the stewardship of the late Sergio Veira De Mello..
The main focus of the UN Mission will be the maintenance of secure environment, that involves inter alia, a multinational military presence, a UN Police Force, a UN organised, administered and conducted presidential and parliamentary elections and key civilian advisory positions, with some embedded in government administration alongside capacity building positions, so that our state institutions can be strengthened, along with civil society.
I wish to place on public record a sincere thank you to the SRSG H.E. Sukehiro Hasegawa, for his good work during the current crisis. Mr. Hasegawa has also served the people of Timor-Leste in an exemplary and selfless manner and he has a special place in our hearts, as indeed do our friends from Japan, Mr. Hasegawa’s home country, who have made a great contribution to our country.
I want to also thank the UN Police for their wonderful efforts in attempting to broker a peaceful resolution to a very critical situation on the 25 May, and wish to convey to them our profound thanks. We deeply empathise with you, but say you acted professionally and selflessly and in the best traditions of the civil servants of the UN. We salute you.
The decision is in your hands Mr. President. We require your sustained engagement and we the people of Timor-Leste await your consideration.
May God, the Almighty and the Merciful Bless you all.
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Discurso do Presidente Xanana no Parlamento
Alocução de S.E. o Presidente da República, Kay Rala Xanana Gusmão no Parlamento Nacional
14 de Junho de 2006
Excelência, Senhor Presidente do Parlamento Nacional Senhores Chefes das Bancadas Distintos Deputados
O nosso País e o Povo, que nos elegeu para o servir, estão a passar por uma situação indesejável e todos temos que reflectir séria e honestamente sobre isso.
Não temos outra alternativa, senão medir os actos políticos que viemos praticando, consciente ou inconscientemente, e que contribuiram para que o Povo viesse a sofrer mais uma vez, como resultado da nossa falta de capacidade política para resolver os problemas que chegaram às nossas mãos e que não pudemos ou não quisemos decifrar com o nosso conhecimento sobre a realidade de Timor-Leste.
Não acuso ninguém! Chamo a atenção ao Estado, chamo a atenção a todos os órgãos de Soberania da RDTL para um rigoroso exame de consciência, porque temos que prestar contas ao nosso povo.
Aqui, neste Salão Nobre, por várias ocasiões, tive a oportunidade dealertar para a possibilidade de sermos nós, os timorenses, a provocar a morte de outros timorenses. Também alertei as consciências de que não deveríamos permitir que o nosso povo viesse a ser vítima, de novo, de conflitos armados e da violência política.
Quando, em finais de 2001, a Assembleia Constituinte redigia a Constituição da República, eu era um cidadão comum, sem nenhuma actividade ou inlfuência política sobre o processo. A partir de 20 de Maio de 2002, sou o Presidente da República e coube-me ser o guardião da Constituição. E ser guardião da Constituição da República significa, basicamente, defender o Estadode Direito Democrático. Seja a contento de uns e a descontento de outros, vou continuar a cumprir este dever sagrado de defender o Estado de Direito Democrático, até ao fim do meu mandato, em Maio de 2007. E fá-lo-ei sem vacilar e o povo pode ter essa certeza.
Senhor Presidente Distintos Deputados
Todos comprovámos que o Estado ficou paralisado por toda a situação que ocorreu em Dili e, pior do que isto, a população está a sofrer as consequências da violência e destruição que se geraram.
Devo saudar as ONGs internacionais e as nacionais que se multiplicaram em esforços para aliviar o sofrimento do povo. Devo saudar também oimportante trabalho desenvolvido pelo Rev. Bispo de Dili, D. Alberto Ricardo, osRev.dos Pes. e as Rev. Madres, em não só acolher mas assistir psicologicamente as populações, motivando-as a acreditar firmemente que tudo acabará em bem, na estabilidade e paz que serão duradouras para a nossa terra.
Não quero deixar esta oportunidade de, em nome do Povo de Timor-Leste, expressar a nossa solidariedade para com o povo irmão indonesio e a nossasimpatia para as vítimas do terramoto que ocorreu em Yogyakarta, causando a morte a dezenas de milhares de pessoas. Embora, enfrentando estes problemas causados por um desastre natural, o Presidente Susilo Bambang Yudhoyono, em nome do Estado, do Governo e do Povo indonésio, teve um gesto magnífico de nos dar a mão, para aliviarmos o sofrimento do nosso próprio povo. Quero aqui manisfestar a nossa mais profunda gratidão e acredito profundamente que oslaços de amizade e cooperação entre os dois países se tornarão, no futuro, cada vez mais fortes.
Espero que o Parlamento Nacional me não impeça de ir, no próximo sábado, a Bali, para manifestar pessoalmente ao Presidente Susilo Bambang Yudhoyono os nossos sentimentos, aqui expressos.
Senhor Presidente Distintos Deputados
Esta crise sacudiu-nos a todos, lembrando-nos que algo esteve errado. Em política, o não reconhecimento de um erro, por pequeno que seja, pode conduzir-nos a cometer maiores erros. Só a tomada de consciência de que algo não funcionou bem, pode habilitar-nos a corrigir e a melhorar.
Estamos perante uma repetição, embora em menor escala, de Setembro de 1999, que nos forçou a pedir a intervenção internacional das Forças de Defesa e Segurança de países amigos. E isto devia arrepiar-nos, a todos quantos fomos eleitos por este povo, para garantir estabilidade, segurança e as melhores condições de vida a todos os cidadãos.
Fui, desde o início, contrário à participação de fora na solução dos nossos problemas, porque nós deveriamos assumir esta responsabilidade. Mas acedi, finalmente, porque a situação desenvolvia-se já fora da nossa capacidade decontrolo. Estamos gratos pela prontidão com que a Austrália, Nova Zelandia, Malásia e Portugal, responseram ao nosso pedido e verificámos que, dia após dia, essas Forças internacionais vêm fazendo um admirável trabalho, na reposição gradual da normalidade.
Mas teremos que considerar esta intervenção para um período mais longo do que supùnhamos, por vários motivos, mas sobretudo pela constatação de que existem armas em mãos de civis. E o grande problema é de que, em quase todo o território, foram já ouvidos tiros, como que para nos chamar a atenção desta gravíssima realidade.
Estamos em coordenação com o Comandante das Forças, Brigadeiro Slater, no sentido de olhar já para a outra fase de acção que seria estendida até aos distritos, porque não podemos permitir que a população do interior do país viva num clima de insegurança e de medo, sob a ameaça de perda de vidas ebens, como aconteceu em Díli.
No passado domingo, dia 11, o próprio Presidente do Parlamento Nacional, o Primeiro Ministro e eu próprio assinámos uma carta, dirigida ao Secretário-Geral da ONU, no sentido de pedir uma força robusta com componentes militar, policial e civil, para a consolidação deste processo de estabilização do país, para o depois da UNOTIL. Pediu-se também para ser considerado o prolongamento daUNOTIL, por mais um mês, a partir de 20 de Junho em curso. A Força Policialdas Nações Unidas ficará em Timor-Leste por um período não inferior a um ano, tendo em conta já as eleições em 2007. Levantou-se também a possibilidade de uma Força Militar das Nações Unidas, caso for necessário para assegurar que as armas em mãos de civis sejam todas recolhidas.
Já se concordou que virá um Raporteur Especial para investigar o caso de 28 de Abril, haverá uma Investigação dirigida ao caso de 25 de Maio, assim como a todos os outros relevantes casos como o combate em Fatu Ahi e o combate em Tasi Tolu. Concordou-se com uma Investigação Internacional sobre tudo isso.
Distintos Deputados
Apelo a todos para concentramos os esforços na reactivação das actividades do Estado. O Orçamento vai ser enviado para o debate no Parlamento e eu peço especial atenção nisso. O tempo foge e a necessidade de responder aos problemas que o povo atravessa tem deveras um carácter de urgência. Existe um aumento substancial no orçamento para cerca de 312 milhões. Na rubrica das ‘transferências’ (public grant), existem vários fundos, como, de solidariedade, desenvolvimento comunitário, de crédito rural, de habitação, para actividades sociais, para além de 8 milhões para a segurança alimentar e 10 milhões para a reconstrução de casas, incendiadas nestas últimas semanas. Há ainda um aumento de sálarios, cuja percentagem será equivalente aos diversos níveis da escala salarial e um subsidio de isolamento, para as actividades de controle fronteiriço.
Vamos todos continuar a exigir transparência ao Governo no manejo desses fundos, para que saibamos que, na verdade, o dinheiro ou os benefícios foram parar às mãos da população.
Para terminar, quero informar que, com o Primeiro Ministro, chegámos a um compromisso político quanto ao Código Penal. Eu promulgaria o Código Penal, com a difamação continuando a ser criminalizada, mas apenas com a pena de multa e não de prisão. A autorização parlamentar, concedida ao Governo, para a elaboração do Código Penal já prescrevia a criminalização da difamação.
Para que o Governo recomponha os artigos concernentes à difamação, dentro do principio colocado atrás, o Governo vai muito brevemente pedir ao Parlamento Nacional a prorrogação do prazo da autorização legislativa anterior, e que terminará com a publicação do Código Penal no Jornal da República que, penso, será em breve.
Assim, agradeço a vossa maior ligeireza no que toca a prorrogação do prazo dessa autorização legislativa.
A todos, o meu muito obrigado.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "