segunda-feira, outubro 22, 2007

A FRETILIN questiona a presença militar Australiana depois de vergonhosa queixa de civis

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

Comunidade de Quintal Bot rejeita "mentiras" do comandante militar Australiano, exige justiça às vítimas das agressões

Nota do encontro com os media de:
Francisco Branco, líder Parlamentar em exercício da FRETILIN
(Para mais detalhes contacte: deputado José Teixeira +670 728 7080)

Dili 22 Outubro 2007


Em baixo está a tradução duma declaração de vítimas e testemunhas dum ataque contra três civis Timorenses por tropas Australianas no subúrbio de Dili, Quintal Bot, em 14 de Outubro. A declaração foi lida numa conferência de imprensa, no Edifício do Parlamento, Dili, em 19 de Outubro.

A conferência de imprensa foi organizada pelo responsável da organização de juventude em Quintal Bot, Carlito B. e pelo líder da comunidade Teki Liras.

Ambos Carlito e o Sr Teki Liras que a sua comunidade local rejeitam as declarações do Comandante da Força Australiana e que apoiarão que as vítimas obtenham justiça através dos tribunais.

Disseram que acreditam que as tropas Australianas se comportaram de modo agressivo porque o seu subúrbio é considerado uma praça-forte da FRETILIN e os soldados ressentiram o esvoaçar da bandeira da FRETILIN. O ataque ocorreu em frente duma loja sob a qual esvoaça uma grande bandeira da FRETILIN.

Carlito disse que a comunidade de Quintal Bot é respeitadora da lei e que não tem havido nenhuma confusão no subúrbio. Perguntou porque é que tropas Australianas andaram a criar problemas no seio da sua comunidade a usarem violência e agressões, especialmente contra um guarda de segurança empregado para proteger instalações do Estado – um armazém de arroz?

Carlito acusou directamente o Comandante das Forças Australianas de mentir quando negou que os seus homens tinham assaltado os três Timorenses. Carlito disse que a comunidade de Quintal Bot tinha levado as suas queixas ao parlamento, de modo a garantir que o assunto fosse levado ao tribunal. "Não queremos ser vitimizados vezes repetidas," disse.

As próprias vítimas declararam elas próprias que a afirmação feita pelo Comandante Australiano era uma mentira, e exigiram que ele vá a Quintal Bot e que indique quem é que estava a lutar conforme alegou.

As vítimas disseram que têm cerca de 10 testemunhas do ataque cujas declarações estão a recolher (já recolheram 3: António Barreto alias "Mauliar", Paulo Soares e Chiquito) e que essas declarações serão dadas aos investigadores.

Na Quinta-feira 18 Outubro a queixa foi entregue ao Procurador dos Direitos Humanos e Justiça. A polícia já começou uma investigação da queixa apresentada na Segunda-feira 15 Outubro.

A FRETILIN apoia acima de tudo o desejo da comunidade de Quintal Bot duma investigação rigorosa e transparente pelas autoridades policiais e pelo Procurador dos Direitos Humanos e Justiço conforme expressado na sua declaração pública. A FRETILIN espera ainda que o Comando da Defesa Australiana disponibilize o pessoal da Força da Defesa envolvido no incidente, para ser entrevistado pelas autoridades relevantes para se determinar a verdade do que de facto ocorreu. Outros partidos políticos no parlamento nacional expressaram também apoio em relação a esta consideração.


DECLARAÇÃO DA COMUNIDADE E VÍTIMAS DE QUINTAL BOT

Caso: Tortura pelas Forças Australianas
Data: Domingo, 14 Outubro 2007, 1030 da noite

Local: Quintal Bot

Gostaríamos de comentar a declaração pública do Comandante das Forças Australianas na TVTL em 17 de Outubro 2007, às 830 da noite que – vieram a Quintal Bot para separar duas pessoas que estavam a lutar e que não agrediram a vítima Abílio Fátima.

Sobre isto, nós as vítimas destas acções queremos responder imediatamente às declarações públicas do Comandante da ForçaAustraliana:

1. Lamentamos grandemente a declaração do Comandante da Força Australiana porque temos ouvido muitas vezes estes argumentos falsos e mentiras para cobrirem actos criminosos contra as pessoas pequenas de Timor-Leste.

2. Se como ele afirma houve de facto uma luta entre membros da nosso comunidade, pedimos que o Comandante da Força indique quais foram os elementos criminosos porque na realidade foram as Forças Australianas quem atacaram brutalmente a vítima Abílio Fátima à noite.

3. Com base nos factos que foram divulgados acima, pedimos às autoridades (ao Parlamento Nacional, ao Estado, ao Governo e ao Tribunal de Recurso) para investigar este crime rapidamente para que rapidamente possa ser levado ao tribunal.

Quintal Bot, 18 Outubro 2007

Vítimas:

1. Abílio Fátima
2. Januário
3. Fernando

Testemunhas:
1. António Barreto, alias Mauliar
2. Paulo Soares
3. Chiquito

* Nota: Januário e Fernando dizem que foram esmurrados e esbofeteados pelas tropas Australianas. Por isso identificaram-se eles próprios como vítimas, e apresentaram queixas na polícia, apesar dos seus ferimentos serem menores comparados com os que sofreu Abílio Fátima.


FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

Comunicado de Imprensa
17 Outubro, 2007

Relatos de que um guarda de segurança Timorense foi severamente espancado por seis soldados Australianos abriram ontem um debate parlamentar sobre o estatuto legal, o papel, a estrutura de comando e a duração da presença da Força Australiana da Defesa (ADF) em Timor-Leste.

O deputado da FRETILIN Antoninho Bianco apresentou no parlamento uma queixa do Sr Abílio Fátima, de 41 anos, que está empregado pela Maubere Security para proteger o armazém do Ministério da Segurança Social em Kintal Bot, subúrbio de Dili.

Numa queixa à polícia, o Sr Fátima alegou que às 10.30pm do Domingo passado, 14 de Outubro, ele estava de serviço, falando com alguns vizinhos, quando chegaram dois veículos da ADF, com cerca de 12 soldados, seis dos quais desmontaram e ordenaram ao Sr Fátima e aos vizinhos para dispersarem e irem para dentro.

O Sr Fátima explicou por intermédio de um intérprete de língua Tétum ligado aos soldados que estava de serviço, que patrulhas regulares da polícia nunca lhe tinham dado ordens para sair do seu posto, e perguntou porque é que os soldados estavam tão preocupados com civis comuns como ele em vez de com casos como o de Alfredo Reinado, o soldado amotinado, e o seu grupo armado.

Alegou o Sr Fátima que depois de ter mencionado o Reinado que foi imediatamente agredido com os cabos das carabinas muitas vezes na cabeça, parte superior dos braços e costas, e depois mordido na parte de cima do braço direito pelo cão de guarda de um soldado. Dois dos seus vizinhos foram também atacados e fugiram para as suas casas, mas o Sr Fátima permaneceu no seu posto.

Na manhã seguinte, o Sr Fátima fez uma queixa aos deputados da Fretilin no Edifício do Parlamento e depois foi ao Hospital Nacional para tratamento, antes de ir ao Quartel da Polícia de Dili registar a sua queixa.

Muitos dos deputados incluindo do lado não-FRETILIN apoiaram um pedido para uma investigação completa e adequada a este incidente como um de uma fiada de incidentes de maus-tratos da ADF a civis.

O Presidente do Parlamento, Fernando Lasama Araújo (Partido Democrático), indicou que a questão deve ser enviada para a Comissão Parlamentar A (Constituição, Direitos e Justiça) para que os Secretários do Estado de Defesa e Segurança respectivamente possam ser chamados a virem ao parlamento e responderem a estas questões levantadas em relação ao comportamento da ADF.

O deputado da FRETILIN Estanislau da Silva disse que chegara a altura para reavaliar a presença da ADF, para determinar quantos, para que propósito e durante quanto tempo devem permanecer em Timor-Leste. Sublinhou que há um sentimento de hostilidade a crescer por causa de algumas das acções da ADF e que o parlamento deve ter em atenção que este sentimento não se torne proeminente e que não se manifeste ele próprio de maneiras negativas. "Temos de actuar para prevenir que isto ocorra, dado que temos uma história disto acontecer com exércitos ocupantes no passado," disse o Sr Da Silva.

Estas opiniões foram apoiadas pelo deputado do CNRT Cecílio Caminha que exigiu transparência no tratamento de casos de abuso de poder pela ADF. O deputado da FRETILIN José Teixeira exigiu que os militares Australianos fiquem sob comando da ONU, para os tornar mais responsabilizáveis.

O deputado da FRETILIN Francisco Branco argumentou que mesmo que a presença da ADF em Timor-Leste acabasse por ser ratificada pelo Parlamento Nacional, os oficiais que ordenaram operações, tais como quando tropas da ADF mataram a tiro Timorenses no Campo de deslocados do Aeroporto de Dili ou no ataque ao grupo de Alfredo em Same, deviam ser investigados sobre a legalidade das suas acções.

FRETILIN questions Australian military presence after civilian bashing complaint

FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE



FRETILIN





Quintal Bot community rejects "lies" by Australian military commander, demands justice for assault victims



Briefing note to media from:

Francisco Branco, acting FRETILIN Parliamentary Leader

(For further details contact: José Teixeira MP +670 728 7080)

Dili 22 October 2007



Below is a translation of a statement from victims of, and witnesses to an assault on three Timorese civilians by Australian troops in the Dili suburb of Quintal Bot on October 14. The statement was read to a news conference at Parliament House, Dili, on October 19.



The news conference was organised by the head of the youth organization in Quintal Bot, Carlito B. and community leader Teki Liras.



Both Carlito and Mr Teki Liras stated that their local community rejected the statement by the Australian Force Commander and would support the victims to get justice through the courts.



They said they believed the Australian troops behaved aggressively because their suburb is considered a FRETILIN stronghold and the soldiers resented the flying of the FRETILIN flag. The assault occurred in front of a shop over which a large FRETILIN flag is flying.



Carlito said the Quintal Bot community is law abiding and there had been no trouble in the suburb. He asked why were Australian troops creating problems inside their community using violence and aggression, especially towards a security guard employed to protect the state's assets – a rice warehouse?



Carlito directly accused the Australian Force Commander of lying when he denied that his men had assaulted the three Timorese. Carlito said the Quintal Bot community had taken its complaint to parliament, in order to ensure the matter went to court. "We do not want to be repeatedly victimized," he said.



The victims themselves also declared that the statement by the Australian Commander was a lie, and demanded that he come to Quintal Bot and indicate who it was who were fighting as he alleged.



The victims said they have about 10 witnesses to the assaults whose statements they are collecting (having taken 3 already: Antonio Barreto alias "Mauliar", Paulo Soares and Chiquito) and these statements will be given to investigators.



On Thursday 18 October the complaint was presented to the Ombudsman for Human Rights and Justice. The police have already started an investigation of the complaint lodged on Monday 15 October.

FRETILIN supports above all the desire of the Quintal Bot community to a thorough and transparent investigation by the Police authorities and the Ombudsman for Human Rights and Justice as expressed in their public statements. FRETILIN also expects that the Australian Defence Command will make the Defence Force Personnel involved in the incident available to be interviewed by the relevant authorities to determine the truth of what actually occurred. Other political parties in the national parliament have expressed support in this regard also.





STATEMENT BY COMMUNITY AND VICTIMS OF QUINTAL BOT



Case: Brutality by Australian Forces



Date: Sunday, 14 October 2007, 10.30 at night



Place: Quintal Bot



We would like to refer to the public statement from the Commander of the Australian Forces (Brigadier John Hutcheson) on TVTL on 17th of October 2007, at 8.30 in the evening, that they came to Quintal Bot to separate two people who were fighting and that they did not assault the victim Abilio Fatima.



On this, we as the victims of these actions wish to respond immediately to the Australian Force Commander's public statements:



1. We greatly lament the statements by the Australian Force Commander because we have heard many times these false arguments and lies to cover up criminal acts against we the little people of Timor-Leste.



2. If as he states there was in fact a fight between members of our community, we request that the Force Commander indicate who these criminal elements are because in reality it was the Australian Forces who brutally assaulted the victim Abilio Fatima in the nighttime.



3. Based on the facts which have been disclosed above, we ask the authorities (the National Parliament, the State, the Government and the Appeals Court) to investigate this crime quickly so that it can be taken to the courts quickly.



Quintal Bot, 18 October 2007



Signed by:

Victims:

1. Abilio Fatima



2. Januario*



3. Fernando*



Witnesses:

1. Antonio Barreto, alias Mauliar



2. Paulo Soares



3. Chiquito



* Note: Januario and Fernando say they were punched and slapped by the Australian troops. They have therefore identified themselves as victims, and lodged complaints with the police, though their injuries were minor compared to those sustained by Abilio Fatima.





FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN

Media release
October 17, 2007

Reports that a Timorese security guard was severely beaten by six Australian soldiers opened up a parliamentary debate yesterday about the legal status, role, command structure and duration of the Australian Defence Force (ADF) presence in Timor Leste.

FRETILIN MP Antoninho Bianco presented parliament with a complaint by Mr Abilio Fatima, 41, who is employed by Maubere Security to protect the warehouse of the Ministry of Social Security in the Dili suburb of Kintal Bot.

In a complaint to the police, Mr Fatima alleged that at 10.30pm last Sunday, October 14, he was on duty, talking to some neighbours, when two ADF vehicles arrived, with about 12 soldiers, six of whom alighted and ordered Mr Fatima and the neighbours to disperse and go indoors.

Mr Fatima explained through a Tetum language interpreter attached to the soldiers that he was on duty, that regular police patrols never ordered him to leave his post, and asked why the soldiers were so concerned with ordinary civilians like him instead of with cases like Alfredo Reinado, the rebel soldier, and his armed group.

Mr Fatima alleged that after he mentioned Reinado he was immediately struck with rifle butts many times in the head, upper arms and back, and then bitten on the right upper arm by a soldiers‚ guard dog. Two of his neighbours were also assaulted and fled to their homes, but Mr Fatima stayed at his post.

Next morning, Mr Fatima made a complaint to Fretilin MPs at Parliament House, and then went to the National Hospital for treatment, before going to the Dili Police Headquarters to register his complaint.

Many MPs including from the non-FRETILIN side of parliament supported a call for a full and thorough investigation into this incident as one of a string of incidents of ADF maltreatment of civilians.

The President of the Parliament, Fernando Lasama Araujo MP (Democratic Party), directed that the matter be referred to parliamentary Committee A (Constitution, Rights and Justice) so that the Secretaries of State for Defence and Security respectively could be requested to come to the parliament and respond to these issues raised regarding the ADF conduct.

FRETILIN MP Estanislau da Silva said the time had come to re-evaluate the presence of the ADF, to determine how many, for what purpose and for how long they should remain in Timor-Leste. He stressed that there was a sentiment of hostility building up because of some of the actions of the ADF and that the parliament should be careful that this sentiment did not become overwhelming and manifest itself in negative ways. „We have to act to prevent this from occurring, as we have had a history of this occurring with occupying armies in the past,‰ said Mr Da Silva.

These views were supported by CNRT MP Cecilio Caminha who called for transparency in dealing with cases of abuse of power by the ADF. FRETILIN MP Jose Teixeira called for the Australian military force to come under the UN command, to make it more accountable.

FRETILIN MP Francisco Branco argued that even if the presence of the ADF in Timor-Leste was ultimately ratified by the National Parliament, the officers who ordered operations, such as when ADF troops shot dead Timorese at the Dili Airport IDP Camp or in the attack on the Alfredo group in Same, should be investigated for the legality of their actions.

Residentes insistem que tropas Australianas agrediram o guarda

Tradução (*):

The Southeast Asian Times
De News Reports

Dili, Outubro 22: Residentes de Quintal Bot, subúrbio de Díli insistem que tropas Australianas agrediram um guarda de segurança Timorense fora duma loja com um bandeira da Fretilin no Domingo, 14 de Outubro.
O subúrbio é conhecido como uma praça-forte da Fretilin.

Ao faze-lo, os residentes rejeitaram a explicação dada na televisão pelo Comandante Australiano Brigadeiro John Hutcheson na Quarta-feira passada que as suas tropas, que chegaram às 10.30pm, o que fizeram foi separar duas pessoas que andavam a lutar e que não agrediram o guarda de segurança Abílio Fátima, de 41 anos.

A comunidade emitiu uma declaração assinada por Fátima e outros reiterando que as tropas Australianas foram responsáveis pela agressão e a pedirem ao parlamento e governo de Timor-Leste para investigar o caso.

Já apresentaram uma queixa na polícia e no Procurador dos Direitos Humanos e Justiça de Timor-Leste.

É provável que a queixa dê força à opinião de que os Australianos – que estão fora do controlo das Nações Unidas – já ultrapassaram o tempo de estadia visto que chegaram em meados de 2006.

A Fretilin, que tem o maior número de deputados no parlamento, diz que o presidente do Parlamento, Fernando Lasama Araujo enviou a queixa para uma comissão parlamentar.

O antigo primeiro-ministro e ministro da agricultura e deputado da Fretilin Estanislau da Silva, diz que chegou a altura de reavaliar a presença dos soldados Australianos para assegurar que o sentimento de hostilidade que está a crescer contra a força da defesa não "se manifeste ele próprio em maneiras negativas.

"Temos de actuar para prevenir que isto ocorra, dado que tivemos uma história disto ocorrer com exércitos ocupantes no passado," diz.

Fátima é empregado da Maubere Security para proteger o Ministério da Segurança Social em Quntal Bot.

Na sua queixa à polícia, ele alega que estava de serviço, a falar com alguns vizinhos, quando chegaram dois veículos da Força de Defesa Australiana, com cerca de 12 soldados.

Seis desmontaram e ordenaram a ele e aos vizinhos para dispersarem e irem para dentro.

Fátima diz que explicou por intermédio de um intérprete de Tétum ligado aos soldados que estava de serviço, que patrulhas regulares da polícia nunca lhe deram ordens para sair do seu posto, e perguntou porque é que estavam tão preocupados com cidadãos comuns como ele em vez de se preocupar com os casos como o de Alfredo Reinado, o soldado amotinado e o seu grupo armado.

Fátima alegou que depois de ter mencionado Reinado que foi imediatamente agredido com os cabos das espingardas muitas vezes na cabeça, parte de cima dos braços e costas, e depois mordido na parte de cima do braço direito pelo cão de guarda de um dos soldados.

Dois dos seus vizinhos foram também atacados e fugiram para as suas casas, mas Fátima ficou no seu posto.

Os deputados, que apoiaram o pedido de um inquérito às alegações, incluem representantes não da Fretilin.

O deputado do CNRT Cecilio Caminha apelou a que haja transparência no lidar com quaisquer alegações de abuso de poder pela Força de Defesa Australiana e o deputado da Fretilin José Teixeira apelou para a força militar Australiana ficar sob comando da ONU, para a responsabilizar mais.

O deputado da Fretilin Francisco Branco argumentou que mesmo que a presença da Força de Defesa Australiana em Timor-Leste venha a ser ratificada pelo Parlamento Nacional, os oficiais que ordenaram as operações, como quando as tropas Australianas mataram a tiro Timorenses no campo de deslocados no Aeroporto de Dili ou no ataque contra o grupo de Alfredo em Same, devem ser investigados para ver da legalidade das acções.




Legenda: A fotografia do Timorense Abílio Fátima, 41 anos, foi tirada depois de dizer que foi agredido por soldados Australianos num subúrbio de Dili.


(*) todas as traduções são feitas pela Margarida, como indicamos na nossa barra lateral.

The UN in Timor-Leste Celebrates the 62nd birthday of the United Nations

The United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) is proud to announce the celebration of the 62nd anniversary of the United Nations on Wednesday 24 October.

A number of events both within Dili and elsewhere in Timor-Leste have been organized under the theme of “Together, working for the future of Timor Leste”

The day will begin with the screening of the video message by the UN Secretary-General, Ban Ki-moon, to UN staff and guests in Dili as well as at UNMIT’s regional offices in Oecussi, Maliana and Baucau.

At Dili’s Memorial Hall, UNMIT will hold an open house for the general public on 24 October between 10am and 5.30pm. The scheduled activities include an information fair featuring 10 UN agencies working in Timor-Leste, a UN film festival and a photo exhibit entitled “Daran Labilan: Towards a Bright Future”, which provides the opportunity for Timorese photographers to showcase their work.

In the spirit of international partnership, the International Centre for Journalists has co-sponsored the photo exhibit, providing the funds for the framing of the pictures. The Exhibit will be displayed at Memorial Hall until 30 November and will then tour the country starting in Baucau and moving to Maliana and Oecussi.

Representatives from the UN and its agencies will be on hand to explain their work in Timor-Leste as well as distribute information about the UN’s role in the country.

As part of the Film Festival, video and multi-media programmes produced by the UN and International NGOs such as Avocats Sans Frontières will be screened. Themes include the contribution by Timor-Leste to the UN, peacekeeping, justice, security and health. A film on this year’s presidential and parliamentary elections featuring interviews with President José Ramos-Horta and the Under Secretary-General, Jean Marie Guéhenno, will also be shown.

To celebrate UN day, a radio call-in quiz to raise awareness about the United Nations will be broadcast on national radio beginning today and will run through Friday.


For more information please call UNMIT Spokesperson Allison Cooper on +670 7230453

domingo, outubro 21, 2007

Residents insist Australian troops assaulted guard

The Southeast Asian Times
From News Reports

Dili, October 22: Residents of Dili's suburban Quintal Bot insist that Australian troops assaulted an East Timorese security guard outside a shop flying a Fretilin flag on Sunday, October 14.
The suburb is a recognised Fretilin stronghold.

In doing so, the residents have rejected the televised explanation offered by the Australian Commander Brigadier John Hutcheson last Wednesday that his troops, who arrived about 10.30pm, did so to separate two people who were fighting and that they did not assault security guard Abilio Fatima, 41.

The community has issued a statement signed by Fatima and others reiterating that the Australian troops were responsible for the assault and asking the East Timor parliament and the government to investigate.

They have already lodged a complaint with East Timor's Human Rights and Justice Ombudsman and the police.

The complaint is likely to give impetus to the view that the Australians - who are outside United Nations control - have overstayed since they arrived in mid-2006.

Fretilin, which holds the most seats in parliament, says the legislature's president Fernando Lasama Araujo has referred the complaint to a parliamentary committee.

Former deputy prime minister and agricultural minister, Fretilin MP Estanislau da Silva, says the time had come to re-evaluate the presence of Australian soldiers to ensure a sentiment of hostility that was building against the defence force did not "manifest itself in negative ways.

"We have to act to prevent this from occurring, as we have had a history of this occurring with occupying armies in the past," he says.

Fatima is employed by Maubere Security to protect a Social Security Ministry in Quntal Bot.

In his complaint to the police, he alleges that he was on duty, talking to some neighbours, when two Australian Defence Force vehicles arrived, with about 12 soldiers.

Six alighted and ordered both himself and the neighbours to disperse and go indoors.

Fatima says that he explained through a Tetum-language interpreter attached to the soldiers that he was on duty, that regular police patrols never ordered him to leave his post, and asked why the soldiers were so concerned with ordinary civilians like him instead of with cases like Alfredo Reinado, the rebel soldier, and his armed group.

Fatima alleged that after he mentioned Reinado he was immediately struck with rifle butts many times in the head, upper arms and back, and then bitten on the right upper arm by a soldiers' guard dog.

Two of his neighbours were also assaulted and fled to their homes, but Fatima stayed at his post.

MPs, who have supported a call for an inquiry into the allegations, include non-Fretilin representatives.

CNRT MP Cecilio Caminha called for transparency in dealing with any allegations of abuse of power by the Australian Defence Force and Fretilin MP Jose Teixeira called for the Australian military force to come under the UN command, to make it more accountable.

Fretilin MP Francisco Branco argued that even if the presence of the Australian Defence Forces in Timor-Leste was ultimately ratified by the National Parliament, the officers who ordered operations, such as when Australian troops shot dead Timorese at the Dili Airport, displaced persons camp or in the attack on the Alfredo group in Same, should be investigated for the legality of their actions.

CAPTION:The photograph of East Timorese Abilio Fatima, 41, was taken after he says he was assaulted by Australian soldiers in suburban Dili

Sobre o abandono de Portugal...

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor-Leste: Portugal retirando "por acaso"":

Estes "acasos" terão alguma relação com a linha política do actual Governo? Ou com as recentes declarações da Ministra da Justiça, em que prometia dar guia de marcha aos magistrados portugueses?

É que em TL só estão os cooperantes que o seu Governo soberano quiser. Não há volta a dar a isto.

No entanto, cheira-me a "revisitando 1975", no que diz respeito ao abandono vergonhoso dos timorenses à sua sorte. Pior: à sorte dos seus algozes.

De que serviu a nobre e indomável vontade de portugueses e brasileiros, durante 2006, de continuar ao lado dos seus irmãos timorenses quando eles mais precisaram (sabe-se lá com que sacrifícios), enquanto esses desprezíveis gringos batiam rápida e vigorosamente em retirada? É nas mãos dessa cáfila de parasitas interesseiros que Portugal vai entregando cada vez mais o destino do povo timorense?

Lembro que "alguém" ainda tentou, nessa altura, aliciar os portugueses a sair de Timor, sem sucesso.

Não esqueço a atitude digna e corajosa de Freitas do Amaral, curiosamente afastado do Governo "por razões de saúde".

Custa-me a acreditar, mas cada vez mais sou forçado a reconhecer que os piores vícios dos políticos portugueses nada mudaram em 33 anos e vêm sempre à tona, não assumindo as suas responsabilidades perante o povo português e os povos amigos e submetendo-se passivamente ao domínio de todo o tipo de potências estrangeiras, de preferência de cócoras, quando não de joelhos.

É em alturas como esta que tenho vergonha de ser português.

PS - Quero louvar a atitude de PRM, da Lusa, que não deixou de denunciar estes gravíssimos acontecimentos, quebrando assim o estranho pacto de silêncio que parece ter tomado conta da imprensa portuguesa.

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Ramos Horta diz que tropas australianas ficarão no...":

O que me deixa confuso é o Presidente da República de um país assistir impávido e sereno ao desrespeito pela soberania e património desse país e ao atropelo da dignidade e direitos humanos do seu povo, inclusive sob a forma de agressões, algumas delas mortais.

Como prémio desse "bom" desempenho, ainda insiste na sua presença em TL até 2008.

Mesmo que a responsabilidade da vinda dos australianos para TL tivesse sido unicamente de Alkatiri, isso não pode servir de pretexto para não pôr um ponto final a esta barbárie.

Parece-me que RH não teve pudor em propor e apoiar alterações a várias decisões de Alkatiri. Mas isso só acontece quando convém a RH. Neste caso, a insistência em manter a tropa australiana em TL baseando-se no pretexto de que foi convidada por Alkatiri até leva a crer que este é que ainda manda no País e que não se pode revogar as suas decisões.

Dos Leitores

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor-Leste: Telecom quer investir 20 milhões até ...": "

A empresa "espera a concretização da reforma fiscal iniciada por José Ramos Horta quando era primeiro-ministro""Então vai esperando... sentada.Finalmente, a administração da TT vem esclarecer as verdades sobre a demagogia que tem caracterizado o discurso de RH no que diz respeito à TT.

O que é facto indesmentível é que a proposta da TT foi a melhor, com os melhores preços.

E só quem não conhece a orografia de Timor é que pode pensar que é moleza criar redes de telecomunicações móveis em todo o país, sem ter qualquer apoio do Estado ou retorno dos parcos clientes.E se RH calasse a demagogia e começasse a pôr em prática as suas promessas eleitorais mirabolantes? Talvez criando uma nova "task force", desta vez para baixar os impostos?

Go home, my dear friend! - Hutcheson e os argumentos de bom mentiroso

Blog Timor Lorosae Nação - 20 de Outubro de 2007

Gonçalo Tilman Gusmão

O brigadeiro australiano é de poucas palavras e não tem dado nas vistas como os comandantes das tropas da Austrália que anteriormente ficaram deslumbrados com os repórteres fotográficos e os jornalistas. O sujeito é aparentemente pacato, reservado, misterioso e certamente por isso foi escolhido para assumir as funções nesta fase do processo de “pacificação” da sociedade timorense.

Ai de nós que não sejamos pacíficos, atentos, venerandos e obrigados aos Golias australianos que põem e dispõem neste país que há muito dizem ser o seu quintal das traseiras – coisa que eu não entendia e que só agora estou começando a entender.

Declarou o brigadeiro Hutcheson que as tropas australianas vão continuar por cá, que continuarão com a sua “missão para ajudar o povo de Timor”.

Disse ainda que negava que seus homens tenham empregue a violência contra civis inocentes e que “as acusações são totalmente falsas e decepcionantes, por não termos possibilidade de respondermos”.

Este brigadeiro, se não estudou comédia anda lá por perto. Se não acabar a carreira em político mentiroso, que muito promete e tudo faz ao contrário, frustrará expectativas. Mas que mentiroso!

Mesmo aqui neste texto, transcrito de uma notícia da EFE, entre aspas, o brigadeiro tem possibilidade de responder e responde que não tem possibilidade de responder? Mas ele está a responder!

Ou o brigadeiro quereria responder “à homem”, dando uma enorme surra aos que acusam os militares australianos de sevícias e assassinatos em Timor-Leste? Considera o brigadeiro que aquilo que os seus militares fizeram, esta semana, ao segurança timorense, que no Parlamento mostrou a chagas da pancadaria que os seus “valentes guerreiros” lhe deram, é mentira? Foram só umas festinhas?

Com arrogância, o brigadeiro afirma que vão continuar por cá a ajudar o povo timorense. Argumentos de bom mentiroso.

É aqui que se nota a veia política deste militar. Melhor mentiroso que um político só outro político. Ajudar? Ajudar o povo de Timor? Mas que ajuda tem prestado o exército australiano ao povo de Timor-Leste?

Multiplicar a violência e destruição a partir do momento em que chegaram? Passearem-se do alto da sua arrogância? Darem a fuga a Alfredo Reinado e mais meia-centena de reclusos?

Causarem um estado de sítio terrível em Same para encenarem a captura de Reinado e assassinarem uns quantos timorenses, apesar de estarem a fazer teatro? Fazerem explodir bombas e nem darem uma explicação?

Mas em que é que os militares australianos nos têm ajudado? Tem-se visto que em nada nos estão a ajudar, mas sabemos que estão a ajudar uns quantos timorenses…

Por nós, dispensamos tal “ajuda” ao quintal das traseiras.

Go home, my friend!

Presidente Ramos Horta: “Se o Governo não tiver orçamento para o desenvolvimento que faça empréstimos”

Jornal Nacional Semanário - 20 de Outubro de 2007

O Presidente da República, Dr. José Ramos Horta exige ao Governo que dê prioridade à reconstrução de estradas, em todo o território nacional, para facilitar o acesso dos agricultores ao mercado. Se o Governo não tiver orçamento suficiente poderá recorrer ao empréstimo, no estrangeiro, para o desenvolvimento de infra-estruturas ou estradas.

O Chefe do Estado falou sobre esta questão, no seu discurso de abertura, na Exposição de produtos locais, para comemorar o Dia Mundial da Alimentação sob o tema : “Direito à Alimentação” no Mercado Municipal de Díli.

“Faço um apelo ao Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, para que o Quarto Governo possa realizar uma reunião urgente. Se não temos orçamento suficiente, faremos negociações com diversos Países, pediremos empréstimos do Fundo do Kuwait ou do Banco Mundial, ADB ou Japonês Yen ou China Yen, para iniciar a construção de estradas, para os mais pobres nas áreas rurais”, afirmou Ramos Horta.

Salientou que não é necessário falarmos “alto” da agricultura se não tomarmos uma decisão com urgência, num período de cinco ou dez anos, para a construção de redes rodoviárias. Estas redes rodoviárias são primordiais para o desenvolvimento da agricultura, desenvolvimento da indústria, educação, saúde. Se não temos estradas em condições como podemos ter acesso ao mercado? As viaturas não vão circular em estradas com más condições porque prejudicarão os próprios veículos.

“Como Presidente da República, a questão é do Governo, não é da sua competência mas segundo o consenso nacional entre a Presidência da República, Governo, Parlamento Nacional e sociedade civil, todos devem atender os direitos do povo”, afirmou.

O laureado, Nobel da Paz, salientou que obter alimentação é um direito comum. Contudo, cada um pode e deve ter as suas ideias para conseguir tal objectivo.

“A minha opinião é esta, não é necessário toda a gente falar muito alto sobre a agricultura se não colocarmos um forte investimento nas infra-estruturas para as estradas. Como é que o Governo falará da Agricultura em Natarbora e Ueberec? Para dar apoio alimentar a todo o Povo de Timor-Leste, se não construirmos estradas não poderemos falar do direito de acesso ao mercado. Portanto a construção de estradas é a prioridade número 1 neste País”, referiu.

Afirmou ainda que, ao falar da agricultura, o Governo deve ter uma política para a água, para as terras e plantas, porque o Governo anterior não teve uma política eficiente relativamente a estas matérias. Timor-Leste deveria ter uma política da propriedade e das terras, para que no decorrer dos próximos 20 anos, não haja problemas de disputas, de propriedades, como acontece em Cabo Verde com um número populacional mais elevado.

A prioridade do Governo deve ser as estradas e a água, porque se não forem resolvidas estas duas questões, Timor-Leste enfrentará grandes dificuldades.

Após a abertura da exposição, falando aos jornalistas, o Chefe do Estado sublinhou que está confiante e que o seu pedido ao Governo será tomado em consideração, porque a referida questão é importantíssima.

Desta forma, o Presidente pediu ao Governo para disponibilizar, uma grande parte do orçamento para as infra-estruturas, para a construção e reabilitação de estradas. Outra preocupação que também foi tida em conta pelo Governo é a questão da água e a reflorestação, para proteger a água.

A exposição decorrerá ao longo de quatro dias, a partir do dia 16 até ao dia 21 do corrente mês. Esta exposição foi organizada pelo Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas, com o apoio da WHO, FAO e outras Organizações.

NOTA DE RODAPÉ:

Como o saque. E Horta começa a pagar a factura aos "amigos", Banco Mundial, ADB, FMI, e etc.

Não há almoços grátis...

Ramos Horta : “ O Conselho do Estado e o Presidente da República devem reforçar a unidade nacional”

Jornal Nacional Semanário - 20 de Outubro de 2007

O Presidente da República, Dr. José Ramos Horta pediu aos membros do Conselho do Estado para que em conjunto possam reforçar a unidade nacional em Timor-Leste.

Esta questão foi levantada pelo Presidente da República, no momento em que deu posse aos novos membros do Conselho do Estado, no Palácio das Cinzas em Caicoli-Díli.

«Aproveito esta ocasião para pedir aos membros do Conselho do Estado para, juntamente com o Presidente da República, reforçarem a unidade nacional, a solidariedade, a paz, a segurança e a estabilidade, assim como o desenvolvimento e a luta por forma a reduzir o risco de pobreza no país. A resolução desta questão não diz respeito exclusivamente ao governo, mas seguramente exige uma participação efectiva de todas as Instituições”, salientou Horta

A prioridade baseada na vontade em reduzir a pobreza está incluída no actual orçamento do Estado. O Presidente da República tem a função não só de promover a unidade, como de preservar a estabilidade e a soberania.

Segundo Ramos Horta, e dado a existência de um número significativo de pobres, é dever do Presidente da República dar especial atenção à injustiça social no sentido do reforço da unidade e coesão nacional.

Na ocasião, o Presidente Ramos Horta pediu aos membros do Conselho do Estado para desempenharem as suas funções com eficácia, valorizando o povo e a nação em geral.

Os 11 membros do Conselho do Estado que compõem o Conselho do Estado indicados pelo governo, o Parlamento Nacional e pelo Presidente da República são os seguintes: Fernando de Araújo “Lasama” (PN), Proclamador da RDTL, Francisco Xavier do Amaral (ex-Presidente da República), Feliciano Alves de Fátima (PN), Cirilo José Jacob Valadares Cristóvão (PN), Benevides Correia Barros (PN), Victor Manuel Alves (PN), Leovigildo da Costa Hornai (PR), João Viegas Carrascalão (PR), Benjamim de Araújo Corte-Real (PR) e Rui Maria de Araújo (PR).

De realçar que Merita de Jesus Marques (PN) do Distrito de Oecusse, esteve ausente na tomada de posse por falta de transporte com destino a Díli.

Após a tomada de posse, o Presidente da República, Dr. José Ramos Horta, fez uma curta intervenção, sublinhando o facto de ter criado 2 Instituições que constam da Constituição, a saber: o Conselho do Estado e o Conselho Superior de Defesa e Segurança.

A função do Conselho do Estado, segundo a Constituição, é aconselhar o Presidente da República, sempre que for necessário, a ouvir as diversas opiniões do Conselho do Estado antes de tomar qualquer decisão

Explicou ainda que, e com base no programa, o Primeiro-Ministro bem como o Presidente da República deverão convidar todos os Partidos Políticos, os Partidos com assentos ou sem assentos no Parlamento Nacional para que, de três em três meses, possam realizar uma reunião a fim de trocarem impressões. Este programa tem por objectivo reforçar a unidade entre os líderes no sentido de oferecer ao seu povo e à nação uma vida melhor. Por seu turno, o Presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama de Araújo, estimou que os quatro Órgãos de Soberania possam reunir uma vez por mês com vista à discussão de problemas que infligem a Nação.

Ao fazerem parte dos Órgãos de Soberania, o Presidente Ramos Horta pediu aos membros do Conselho do Estado para que acompanhassem alguns processos relevantes, em nome do Conselho de Estado, e que os discutissem em futuras reuniões.

«Agradeço aos companheiros, como membros do Conselho do Estado, que cumpram em rigor com as suas obrigações», referiu Horta.

No mesmo local, o membro do Conselho do Estado, Francisco Xavier do Amaral aproveitou a ocasião para agradecer ao Presidente Ramos Horta e ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão por estes o terem convidado a integrar o Conselho do Estado. Com efeito, Xavier prometeu ajudar não só o PR Horta bem como o PM, Xanana Gusmão, por forma a conduzir a preceito os destinos do país.

«Peço a todo o povo que confie tanto no PR Horta, como no PM, Xanana Gusmão, com vista ao desenvolvimento das melhorias de condições de vida do povo e da nação”, salientou Xavier
Por seu turno, o Presidente do Parlamento Nacional, Fernando Lasama de Araújo, declarou que, como membro do Conselho do Estado, cumprirá com todos os serviços por forma a permitir dar conselhos ao Presidente da República, sempre que achar necessário. Em contrapartida, o Conselho dará garantias ao Presidente da República a fim de reforçar a soberania nacional.

Por outro lado, o ex-Vice Primeiro-Ministro e Ministro da Saúde, Rui Maria de Araújo, manifestou o seu contentamento, tendo ficado honrado pelo convite que lhe foi endereçado para ser membro do Conselho de Estado. Segundo o Vice Primeiro-Ministro, a função do Conselho de Estado assume-se como vital visto estar definida na Constituição.

sábado, outubro 20, 2007

Caso crise 25 de Maio de 2006: Taur : “Dei instruções de auto-defesa”

Jornal Nacional Semanário - 20 de Outubro de 2007

O Brigadeiro-General das FALINTIL-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), Taur Matan Ruak afirma que no dia 25 de Maio de 2006 deu instruções ao Coronel Lere Anan Timor para enviar membros das F-FDTL para fazer auto-defesa do Quartel-General da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL).

Taur Matan Ruak respondeu a esta questão ao Procurador Bernardo Fernandes na audiência realizada no Tribunal de Recurso Caicoli, Díli.

Taur explicou que a ordem dada ao Coronel Lere para fazer a auto-defesa cercando o Quartel-General da PNTL porque os membros da PNTL dispararam em direcção ao Quartel-General das F-FDTL. E assim também durante a crise membros da PNTL sempre atacavam membros das F-FDTL, incluindo a sua residência.

«A auto-defesa com o objectivo de prevenir tiroteios provenientes da direcção do Quartel-General da PNTL, segundo a regra militar em qualquer lado. Quando alguém disparar contra as Forças do Estado as mesmas devem assegurar a auto-defesa. Na altura estava reunido com o Coronel Lere Anan, o então Ministro de Defesa, Roque Rodrigues, etc no Quartel-General das F-FDTL Caicoli», explicou Taur.

Questionado pelo Procurador Bernardo como é que os tiroteios pararam? Taur respondeu que os tiroteios pararam quando membros da Polícia das Nações Unidas, Coronel Fernando Reis, português, conselheiro das F-FDTL e membros das Nações Unidas da Austrália (não lembrou do seu nome) pediu para pararem os tiroteios porque membros da PNTL desejam render-se. Falaram em português.

«Os membros da UN não pediram ou não ordenaram as F-FDTL para se desarmarem e retirar do Ministério da Justiça e outros locais. Continuavam a dizer que a PNTL deseja render, sem explicar os pormenores da rendição. Os dois membros da ONU seguiram para o Quartel-General da PNTL, dei ordens aos membros para pararem os tiroteios e assim aconteceu», referiu Taur.

O Juiz Ivo Rosa como Presidente da audiência questionou se teve conhecimento da morte de membro das F-FDTL, Ricardo Buré, Taur respondeu que ouviu a informação antes do acontecimento em frente do Ministério da Justiça mas não viu a coluna da Polícia que saiu do Quartel-General da PNTL porque após os tiroteios provenientes do Quartel-General da PNTL, os escoltos levaram-no para o rés do chão do edifício, portanto não conseguiu observar a formação da coluna.

«O acontecimento em frente do Ministério da Justiça foi espontâneo, o que não significaria o desejo de matar, o que aconteceu é que na altura o Coronel Fernando não fez qualquer pedido em relação a formação da coluna a partir do Quartel-General da PNTL e a rendição dos membros da PNTL», explicou Taur.

Taur revelou que quando os membros da PNTL desejassem render, segundo um militar, não é formar seguindo a estrada e cantar o hino “Pátria Pátria” mas render significa levantar as mãos ao ar, e ficar sentado e ajoelhado.

«No dia 20 de Maio de 2006 recebi um telefonema do então Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri que ordenou a operação conjunta das duas Instituições na segurança da situação. Naquela mesma altura contactei o ex-Chefe de Operações da PNTL, Afonso de Jesus e o Comandante Distrital de Díli, Eugénio Pereira. Estes responderam que para uma operação conjunta é positiva mas carecem a falta de transporte», referiu Taur.

Questionado pelo Juiz Ivo se existiram problemas entre as Instituições F-FDTL e PNTL, Taur respondeu que não. No entanto, foi dizendo que esteve numa situação deveras complicada, dado que no dia 23 de Maio alguns membros da PNTL juntamente com o Major Alfredo Reinado atacaram os seus soldados em Fatuahi, tendo causado a morte de um soldado bem como provocado alguns feridos. Já no dia 24 de Maio, quer a sua residência, quer o Quartel-General das F-FDTL em Tacitolo não foram poupados, tendo sido também alvos de ataques.

A audiência continuou a ser dirigida pelo Juiz Colectivo composto pelo Juiz Ivo Rosa (internacional), como Presidente, Victor Hugo Pardal (Internacional) e António Gonçalves (nacional) como adjunto. O Procurador que atendeu o caso coube ao Sr. Bernardo Fernandes (Internacional). Os 12 arguidos, a saber: RGS, PC, NFS, PC, JS, MX, FA, HA, AS, RM, VSG, JMNM continuam a receber assistência legal dos advogados Arlindo Dias Sanches, Tomé Jerónimo e José Guterres.

Segundo a observação do Jornal Nacional Diário, a 15ª audiência teve início às 09H30 prolongando-se até às 12 h00. Esta contou com a participação máxima não só da Associação de Advogados de Timor-Leste, como também de observadores internacionais, membros do FOKUPERS, ONG Internacionais, famílias dos arguidos e, por último, dos membros das F-FDTL e da PNTL. A questão da segurança máxima esteve a cargo quer da Polícia das Nações Unidas (UNPOL), quer da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) e da Guarda Nacional Republicana (GNR).

Antes da entrada para o edifício do Tribunal de Recurso que dá acesso a sala de audiência, foi processada a respectiva identificação do pessoal.

Ramos Horta diz que tropas australianas ficarão no Timor até 2008

19/10 - 01:24 - EFE

Díli, 19 out (EFE).- O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, disse hoje que as tropas da Austrália ficarão no país até 2008, apesar das denúncias do partido de oposição Fretilin, que exigiu uma retirada, devido uma suposta interferência dos militares australianos nos assuntos internos do país.

Em entrevista coletiva em Díli, Ramos Horta disse que as tropas da Nova Zelândia, enviadas junto com as australianas para conter a onda de violência de meados de 2006, também sairão do país no próximo ano.

"Não pediremos aos militares da Austrália e Nova Zelândia que saiam enquanto nossa democracia e estabilidade são tão frágeis.

Ainda precisamos de presença internacional, até 2008", disse o presidente.

Ramos Horta também disse que as forças da ONU permanecerão no Timor-Leste até 2012, como está estipulado. Ele criticou a proposta do Fretilin, que estava no poder quando o Governo solicitou a presença militar australiana.

"É uma reivindicação que me deixa confuso, porque o pedido de ajuda veio quando o Fretilin dominava o Governo e o Parlamento", lembrou.

Esta semana o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri exigiu a retirada australiana, após denunciar maus-tratos à população por parte dos soldados. Ele acusou as forças australianas de favorecer o atual primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e Ramos Horta.

EFE flg mf

Timor-Leste: Portugal retirando "por acaso"

Lusa - 18 de Outubro de 2007, 13:05

Pedro Rosa Mendes, da agência Lusa

Díli, 18 Out (Lusa) - Dois contingentes portugueses, da GNR e PSP, partiram hoje de Díli. São regressos de rotina à pátria mas, somados a saídas de lugares de destaque em Timor-Leste, "sabem a uma retirada de Portugal", resumiu um magistrado à agência Lusa.

Polícias (em voo comercial), militares (em voo fretado), assessores políticos e de defesa, juízes, investigadores, procuradores e oficiais portugueses estão a partir de Timor-Leste, deixando lugares por preencher, ou sendo substituídos por elementos de outros países.

Não são em grande número, mas ocupam posições-chave no quadro da missão internacional (UNMIT) e da ajuda ao desenvolvimento.

Os motivos de partida, indagados pela Lusa nas últimas semanas, são diversos: rotação de contingente, rescisão contratual, decisões estritamente pessoais, desistência de candidatos seleccionados.

"O resultado imediato, porém, vai ser uniforme: menos presença de Portugal em Timor-Leste", afirmou um juiz português à Lusa.

"Não se percebe qual a estratégia portuguesa em Timor nem que coerência têm os milhões dos nossos impostos que vêm para cá", constata outro magistrado.

Timor-Leste é o primeiro beneficiário da Cooperação Portuguesa.

O caso emblemático é o de cinco oficiais da PSP e GNR cuja missão chegou agora ao fim na Polícia das Nações Unidas (UNPol).

O comando da UNPol na capital (o mais importante em termos operacionais para a segurança no país), a chefia da Unidade Nacional de Trânsito ou a investigação criminal de processos resultantes da Comissão Especial Independente de Inquérito (CEIE) à crise de 2006, considerados sensíveis pela ONU, eram algumas das posições desse grupo.

A ONU, em Nova Iorque, pediu ao governo português que permitisse a extensão por seis meses da missão dos cinco portugueses.

"Gente boa aparece pouco", resumiu, em declarações à Lusa, o general Eric Tan, responsável máximo do sector de Segurança da UNMIT.

O Ministério da Administração Interna (MAI) português recusou o pedido de extensão, alegando não abrir mão de uma regra que, contudo, conhece, pelo menos, duas excepções.

O MAI recusou, mais tarde, um segundo pedido de Nova Iorque de uma extensão técnica de um mês que permitisse a substituição sem sobressaltos dos cinco oficiais.

"As recusas do MAI são um 'tiro-no-pé' em termos diplomáticos, não servem os interesses da UNMIT nem de Portugal e, pior, foram motivadas por razões puramente corporativas", afirmou à Lusa um oficial superior da PSP em Díli que pediu o anonimato.

O comandante distrital da UNPol na capital, que até há duas semanas era o subintendente António Leitão da Silva, foi já substituído por um oficial da Malásia.

"Além de objectivamente más para a influência portuguesa, as decisões são más para Timor", acrescentou um assessor português da Presidência da República timorense.

"A saída de uma dezena de pessoas em lugares críticos, que por acaso eram portugueses, afecta a máquina de segurança e de justiça", sublinhou a mesma fonte.

Três juízes portugueses, dos sete juízes lusófonos do Programa de Fortalecimento do Sistema de Justiça (PFSJ), e dois procuradores do Ministério Público confirmaram à Lusa a decisão de pôr fim ao trabalho em Timor-Leste, "por já não compensar o esforço e o desgaste".

Trata-se de magistrados que têm sido responsáveis pelo andamento de processos muito delicados e que têm estado "sozinhos" sob as críticas, entre outros, da nova ministra da Justiça, Lúcia Lobato.

A "retirada" portuguesa abrange também oficiais da UNPol nos distritos, na Unidade de Segurança Pessoal e na Unidade de Apoio aos Procuradores, além do fim de duas assessorias no Ministério do Interior, "importantes para o entrosamento com o aparelho de segurança e a máquina judiciária", segundo outra fonte.

Terminou também, no final de Setembro, a presença de agentes portugueses nas Alfândegas, cujo edifício-sede no centro de Díli, incendiado em Agosto, "é a imagem do trabalho que Portugal fez na instituição em seis anos: tudo queimado", resumiu um cooperante na hora da partida.

O embaixador de Portugal em Díli, João Ramos Pinto, considera o regresso de tantos portugueses "fruto do acaso" e sublinhou à Lusa que "as prioridades portuguesas estão mais concentradas na Língua e na Justiça".

João Ramos Pinto contrapôs com a criação de oito assessorias jurídicas desde o início deste ano e o acordo para três guardas prisionais e sete oficiais de justiça, além do apoio ao Centro de Formação Judiciária.

"A cooperação australiana tem contratado juristas e financeiros portugueses", acrescentou o embaixador português.

Entre 1999 e 2006, o total da ajuda portuguesa a Timor-Leste ascende a mais de 381 milhões de euros, cerca de 519 milhões de dólares americanos.

Lusa/fim

NOTA DE RODAPÉ:

Veja mais sobre o abandono de Portugal a Timor-Leste aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.
E não é por acaso.

Horta quis dizer que a solução é a reciclagem

Blog Timor Lorosae Nação - Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007

Nobel de Al Gore foi imerecido

António Veríssimo

O actual presidente timorense, Horta, suposto sucessor do anterior presidente, Xanana, que actualmente exerce o cargo de primeiro-ministro, Xanana, que anteriormente pertencia ao actual presidente, Horta, mostrou sérias reservas à atribuição do Nobel da Paz às questões do ambiente na pessoa de Al Gore.

O reciclado presidente - que trocou de cargo com Xanana, como alguns certamente já perceberam – não se mostrou favorável à entrega do prémio e distinção ao ex-vice-presidente estadunidense Al Gore, por considerar que ele é muito recente na luta por melhor ambiente, não o tendo feito quando exercia as suas importantes funções ao lado de Bill Clinton - também conhecido pelo “Havaninsky".

Há imenso tempo que não se vislumbrava pingo de decência declarativa em Ramos Horta.

Aquilo que quis dizer tem razão que baste. Al Gore é um novato trapaceiro nestas coisas do ambiente e outros indivíduos muito mais antigos se têm destacado na defesa do ambiente: Horta, por exemplo.

Ramos Horta possui uma casa construída com material reciclado. Ramos Horta recicla-se enquanto o diabo esfrega um cornicho ou coça o rabo bifurcado. Ramos Horta era ministro e reciclou-se para primeiro-ministro, para não poluir…

Meses volvidos, voltou a reciclar-se com a bênção de uma igreja aflitinha de dólares verdes e defensores do ambiente. Horta reciclou-se então de primeiro-ministro para presidente e teve a ousadia de ganhar mais um adepto para a defesa do ambiente, tendo convencido Xanana Gusmão de que a reciclagem pode ser a salvação.

Xanana, então presidente, novo militante da defesa do ambiente, reciclou-se primeiro-ministro.

A inovação destes novos conceitos, superiormente desenvolvidos por Ramos Horta, demonstrou a importância que os doutoramentos a ele confiados tiveram em elevados valores contributivos para a melhoria das esterqueiras políticas que poluem o planeta.

Aos políticos deve-se exigir reciclagens que nos poupem a formação de mais uns milhares dessa praga. Sem dúvida que a solução é a reciclagem.

Qualquer mau político deve ser bom para o ambiente e reciclar-se para que não venha outro. Deve ainda fazer-se acompanhar de outro mau político devidamente reciclado, fazendo com que assim se limite a poluição e só se estrague um país em vez de mais.

Se soubermos contemplar com isenção este esforço intelectual e inovador de José Ramos Horta facilmente compreenderemos que não devia ter sido Al Gore o galardoado Nobel.

A falta de sensibilidade do colégio que atribuiu os galardões foi indecente e não justifica que tenham ignorado os dois timorenses que se destacaram na defesa real dos valores que trarão melhor qualidade de vida à humanidade. A reciclagem dos políticos, quando atingir níveis superiores e constantes, contribuirá para que respiremos melhor e a poluição politica não nos afecte como ora acontece.

Com esta inovação, melhores dias virão.

Ramos Horta provou que é na reciclagem que está a solução.

* Também publicado em "Vox Populi"

Os donos de Timor e dos timorenses!

bLOG Timor Lorosae Nação - Quinta-feira, 18 de Outubro de 2007
“Tás ketinho ou levas no focinho”

Fruto da política de Horta e Xanana os resultados estão cada vez mais à vista e agora já ninguém consegue convencer a Austrália de que não é “dona de Timor-Leste”!

O racismo aussie vem à tona quando menos se espera querendo impor a sua vontade de “raça superior”.

Mais uma vez deparamos com timorenses a serem espancados por militares australianos que ocupam o país.

Desta vez calhou a um segurança privado que foi espancado por militares australianos que negam tê-lo feito.

O desmentido veio da parte do Departamento de Defesa australiano e está a ser veiculado pela comunicação social daquele país.

O Timor Online publica fotografias de Abílio Fátima, o timorense espancado no seu local de trabalho, a que recorremos para documentar a brutalidade dos agressores que continuam em Timor-Leste por imposição de Xanana e Horta, que detêm o Poder após o golpe de estado do ano passado.

No Timor Online poderá encontrar fotos mais pormenorizadas do selvático espancamento made in Austrália.

Photo exhibition on Dili: Creating Timor-Leste Updates

Rai Moris (Via ETAN) - October 18th, 2007

The conflicts in East Timor have calmed down and that’s great news for all the Timorese. This peaceful situation also means that TiLPA photographers who had to relocate to escape the violence are now back in their headquarters and creating what they love. They have an exhibition in Timor, 'Dalan Nabilan' which means 'A Bright Future'.

The dates are: 24th Oct - 30th Nov 2007.
Location: Memorial Hall, Dili.

Flyer below. If you happen to be in Timor pencil it in your diary to check out this fantastic collection of work.

http://www.raimoris.com/news/updates.html

Tradução da Margarida:

Tradução:Exibição Fotográfica em Dili: Criando Actualizações em Timor-Leste Rai Moris (Via ETAN) - Outubro 18, 2007

Os conflitos em Timor-Leste acalmaram e há grandes notícias para todos os Timorenses. Esta situação pacífica significa também que fotógrafos da TiLPA que se tiveram de mudar para escaparem à violência estão de regresso à sua sede e a criar o que gostam. Têm uma exposição em Timor, 'Dalan Nabilan' que significa 'Um Futuro Brilhante'.

As datas são: 24 Out - 30 Nov 2007.
Local: Memorial Hall, Dili.Informação abaixo.

Se estiver em Timor marque na sua agenda visitar esta fantástica colecção de trabalho.

http://www.raimoris.com/news/updates.html

Timor-Leste: Telecom quer investir 20 milhões até 2010

Lusa - 18 de Outubro de 2007, 08:44

Díli, 18 Out (Lusa) - Os accionistas da Timor Telecom (TT) avaliam hoje um plano de investimento de 20 milhões de dólares (cerca de 14 milhões de euros) até 2010, afirmou à agência Lusa o administrador delegado da empresa, José Brandão de Sousa.

O conselho de administração da TT reuniu-se hoje de manhã em Díli (madrugada em Lisboa) e durante a tarde o plano de desenvolvimento estratégico para 2008/2010 é votado na assembleia-geral de accionistas.

As principais linhas para o próximo triénio foram abordadas por José Brandão de Sousa na cerimónia do quinto aniversário da TT, quarta-feira à noite, em Díli.

A empresa pretende expandir e modernizar os serviços de cobertura, com a introdução de ADSL, "com serviços básicos para uns clientes e serviços avançados para outros, incluindo o acesso à Internet em regime de mobilidade pelo país", explicou José Brandão de Sousa à Lusa.
Sobre as tarifas praticadas pela TT, motivo recorrente de críticas dos consumidores e alvo frequente da classe política, José Brandão de Sousa afirma que as queixas são fruto de "informação deficiente".

Ao discursar no jantar de aniversário da TT, o Presidente da República, José Ramos Horta, divertiu e embaraçou os presentes com a referência ao administrador da TT como "caro amigo" e "amigo caro".

José Ramos Horta agradeceu também o "ataque de generosidade" da empresa que, ao oferecer o dobro de impulsos nos cartões comprados no seu aniversário, originou uma corrida aos pré-pagos que sobrecarregou a rede ao longo do dia.

"Estive em Ataúro e tentei fazer alguns telefonemas mas não consegui, apesar de a rede dizer que estava disponível", contou o Presidente da República.

"Humor pessoal" à parte, José Brandão de Sousa refere, em primeiro lugar, que os preços praticados pela TT são os que constavam obrigatoriamente, até ao final do contrato de concessão, da proposta que venceu o concurso internacional em 2002 "e que era, portanto, a melhor".

Os preços da TT, acrescentou José Brandão de Sousa, são também influenciados pelas obrigações rigorosas de cobertura de todas as capitais de distrito e de manutenção de tarifas uniformes no território.

"O governo adoptou um sistema de equilíbrio e solidariedade", explicou o administrador-delegado da TT à Lusa, dando o exemplo de Suai, a sudoeste do país.

"Levar as comunicações a Suai custou-nos 1,2 milhões de dólares. Não se prevê que nos próximos cinco anos Suai gere rendimento para pagar este investimento. Alguém vai ter que pagar", disse.

"A alternativa era o Estado subsidiar as comunicações onde elas não fossem rentáveis, mas o Estado timorense adoptou a política de não investir em telecomunicações", explicou o responsável pela TT.

A opção pelo modelo de contrato BOT (das iniciais em inglês para "construir, operar e transferir") "deixou ao gestor da rede de telecomunicações a obrigação de arranjar recursos para levar as comunicações a todo o país", o que se traduz na prática por "um subsídio de zonas não rentáveis a zonas mais rentáveis".

"Numa situação de vários operadores em concorrência, as zonas não rentáveis não teriam nenhum serviço, porque os concorrentes iriam concentrar-se em zonas de melhor retorno", sublinhou José Brandão de Sousa.

O administrador refere ainda que a TT enfrenta "custos de mão-de-obra especializada que são três ou quatro vezes superiores aos da Indonésia".

Devido à soma destes factores, "não se pode comparar os preços da TT, por exemplo, com os praticados na Indonésia". "É uma comparação abusiva", comentou.

A população urbana é de muitos milhões, refere José Brandão de Sousa, "Jacarta sozinha tem 17 milhões de habitantes".

"A população timorense que vive em meio urbano é apenas de 300 mil pessoas".

José Brandão de Sousa criticou ainda a carga fiscal sobre as telecomunicações, um serviço que paga um imposto de 12 por cento. "É o mais elevado, igual ao que se paga se for a um restaurante ou alugar um avião", enquanto a construção civil paga 5 por cento, refere o administrador-delegado da TT.

A empresa "espera a concretização da reforma fiscal iniciada por José Ramos Horta quando era primeiro-ministro" e sobre isso há "sinais positivos" do Governo.

A TT, liderada pela Portugal Telecom, é a maior empresa do país e os 30 milhões de dólares que investiu em Timor-Leste correspondem a 33 por cento do total de investimento estrangeiro privado desde a independência em 2002.

PRM-Lusa/Fim

Timor-Leste: Timor Telecom "não gravou chamada" entre Procurador-geral da República e ex-deputado

Lusa - 18 de Outubro de 2007, 07:55

Díli - A Timor Telecom (TT) negou hoje ter gravado qualquer chamada telefónica entre o Procurador-geral da República e um ex-deputado independente, afirmando não possuir equipamento para tal, ao contrário do que foi acusada na imprensa.

"Nós não nos pronunciamos sobre a gravação em si porque nem sequer a conhecemos", afirmou à agência Lusa o administrador delegado da TT, José Brandão de Sousa.

"A acusação é falsa", afirmou o administrador da TT, um dia depois de a imprensa ter publicado declarações do Presidente da República, José Ramos Horta, sobre a "gravidade" de um possível envolvimento da empresa de telecomunicações.

"A TT não tem equipamento para fazer gravação de chamadas e tecnicamente não é possível na TT fazer a gravação", explicou José Brandão de Sousa à Lusa.

"Caberá às autoridades judiciais, políticas ou ao Parlamento" apurar quem, como e quando efectuou a gravação de uma conversa telefónica entre o Procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, e o ex-deputado Leandro Isaac.

A um determinado momento, intervém também na conversa Hermenegildo Pereira, ex-chefe de gabinete do anterior chefe de Estado, Xanana Gusmão, e actual secretário de Estado do Conselho de Ministros.

A Fretilin, partido mais votado e na oposição, exigiu a José Ramos Horta a demissão de Longuinhos Monteiro, alegando que a conversa gravada relaciona o Procurador-geral e o ex-Presidente da República com a "conspiração para derrubar o governo" liderado por Mari Alkatiri.

A conversa telefónica foi levada ao debate parlamentar, dia 15 de Outubro, está transcrita em vários sítios na Internet e tem sido divulgada em Díli entre telemóveis.

PRM-Lusa/Fim

Timor-Leste: Igreja pretende concordata com Vaticano - bispo de Baucau

Lusa - 18 de Outubro de 2007, 08:09

Díli - Timor-Leste e o Vaticano estão a negociar uma concordata entre os dois Estados, afirmou à agência Lusa o bispo de Baucau, Basílio do Nascimento.

"Pensa-se numa concordata entre Timor e o Vaticano" para enquadrar a posição da Igreja no novo Estado, declarou o bispo de Baucau à Lusa numa entrevista realizada na residência episcopal.

"O governo português está a ajudar o governo e a igreja timorenses a encontrar caminhos de forma a que haja um entendimento com o Vaticano", acrescentou Basílio do Nascimento.
Educação, liberdade religiosa e liberdade de propriedade são as principais áreas que o bispo de Baucau gostaria de ver reflectidas no tratado com o Vaticano.

"Agora a Igreja (católica) já é proprietária mas não há uma lei que regule isso", explicou o bispo de Baucau.

Basílio do Nascimento adiantou que a Igreja ficaria numa situação difícil "se um dia tiver que pagar rendas de tudo aquilo que ela possui".

O bispo de Baucau mostrou-se "desfavorável" à isenção de taxas como a que existia na concordata entre o Estado português e o Vaticano.

"Algumas propriedades, porém, terão que ser isentas e outras não tanto", adiantou o bispo, exemplificando com o Santuário de Fátima e com a distinção entre imóveis de uso eclesiástico e outros que são usados como apoio a estruturas hoteleiras.

Basílio do Nascimento encara positivamente a anunciada contribuição orçamental do Orçamento Geral do Estado para a Igreja católica.

"A Igreja é complementar em muitas das coisas que competem ao Estado e que o Estado não pode fazer", afirmou o bispo de Baucau na entrevista.

"Seria bom que o Estado partilhasse isso com alguns parceiros. Contudo, a Igreja pode ter disponibilidade humana mas não ter disponibilidade financeira e económica".

"Mas não gostaria que isto fosse feito como espécie de ajuda que o Estado dá porque é este Estado", ressalvou Basílio do Nascimento.

"Gostaria que isto fosse regularizado com leis, com um acordo de entendimento, mas isto não será bastante porque hoje em dia o Governo tem simpatia (pela Igreja) mas amanhã pode vir outro com menos simpatia e corta o apoio", declarou o bispo.

Por esse motivo, a dotação orçamental prometida à Igreja tem, para Basílio do Nascimento, "a face e o reverso".

"A face é que a ajuda financeira facilitará a vida da Igreja em certas coisas. Estou a pensar sobretudo nas escolas".

A diocese de Baucau tem 117 escolas e serve mais de metade dos 60 mil alunos dos quatro distitos orientais do país. A de Díli "tem mais de 200" escolas, explicou Basílio do Nascimento.

"A ajuda do Estado facilita a actividade da Igreja mas se não houver áreas muito bem definidas o Estado começa a entrar pela (nossa) casa adentro em assuntos que não lhe dizem respeito", analisou também o bispo de Baucau.

"É necessário ir com muita cautela, respeito mútuo e inteligência das situações", concluiu Basílio do Nascimento.

PRM-Lusa/Fim

NOTA DE RODAPÉ:

"A ajuda do Estado facilita a actividade da Igreja mas se não houver áreas muito bem definidas o Estado começa a entrar pela (nossa) casa adentro em assuntos que não lhe dizem respeito", analisou também o bispo de Baucau. "

Esquece-se o senhor Bispo de dizer que o contrário é bem mais perigoso. Quando em Igreja se mete na política, como o tem feito escandalosamente em Timor-Leste.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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