sábado, agosto 18, 2007

Interatividade: mudanças na ortografia da lingua portuguesa

ROL
Escrito por Maria de Lourdes Lara
Saturday, 18 August 2007
Matéria enviada pela leitora Maria de Lourdes Leite de Lara, de Itapetininga. Importante

A partir de janeiro de 2008, Brasil, Portugal e os países da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa - Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste - terão a ortografia unificada.

O português é a terceira língua ocidental mais falada, após o inglês eo espanhol. A ocorrência de ter duas ortografias atrapalha a divulgação do idioma e a sua prática em eventos internacionais. Sua unificação, no entanto, facilitará a definição de critérios para exames e certificados para estrangeiros.

Com as modificações propostas no acordo, calcula-se que 1,6% do vocabulário de Portugal seja modificado. No Brasil, a mudança será bem menor: 0,45% das palavras terão a escrita alterada. Mas apesar das mudanças ortográficas, serão conservadas as pronúncias típicas
de cada país.

Resumo da ópera - o que muda na ortografia em 2008:

- As paroxítonas terminadas em "o" duplo, por exemplo, não terão mais acento circunflexo. Ao invés de "abençôo", "enjôo" ou "vôo",
os brasileiros terão que escrever "abençoo", "enjoo" e "voo";

- mudam-se as normas para o uso do hífen;

- Não se usará mais o acento circunflexo nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos "crer", "dar", "ler", "ver" e seus decorrentes, ficando correta a grafia "creem", "deem", "leem" e "veem";

- Criação de alguns casos de dupla grafia para fazer diferenciação, como o uso do acento agudo na primeira pessoa do plural do pretérito
perfeito dos verbos da primeira conjugação, tais como "louvámos" em oposição a "louvamos" e "amámos" em oposição a "amamos";

- O trema desaparece completamente. Estará correto escrever "linguiça", "sequência", "frequência" e "quinquênio" ao invés de
lingüiça, seqüência, freqüência e qüinqüênio;

- O alfabeto deixa de ter 23 letras para ter 26, com a incorporação de "k", "w" e "y";

- O acento deixará de ser usado para diferenciar "pára" (verbo) de "para" (preposição);

- Haverá eliminação do acento agudo nos ditongos abertos "ei" e "oi" de palavras paroxítonas, como "assembléia", "idéia", "heróica" e
"jibóia". O certo será assembleia, ideia, heroica e jiboia;

- Em Portugal, desaparecem da língua escrita o "c" e o "p" nas palavras onde ele não é pronunciado, como em "acção", "acto",
"adopção" e "baptismo". O certo será ação, ato, adoção e batismo;

- Também em Portugal elimina-se o "h" inicial de algumas palavras, como em "húmido", que passará a ser grafado como no Brasil: "úmido";

- Portugal mantém o acento agudo no e e no o tônicos que antecedem m ou n, enquanto o Brasil continua a usar circunflexo nessas palavras:
académico/acadêmico, génio/gênio, fenómeno/fenômeno, bónus/bônus;

Fonte: Banco de Dados da Língua Portuguesa - FFCLH USP (2007), Revista Isto É, Folha de São Paulo, Agência Lusa.

Dos Leitores

Fábrica dos Blogs deixou um novo comentário na sua mensagem "Quando teremos uma igreja católica decente?":

Pedimos desculpa mas o TIMOR LOROSAE NAÇÃO deixou de ser este a endereço a funcionar por responsabilidade da Nireblog.

Poderá encontrar o TIMOR LOROSAE NAÇÃO em novo endereço da Blogspot:
http://timorlorosaenacao.blogspot.com

Presidente timorense apela à estabilidade das instituições

Público, 18.08.2007
Jorge Heitor

O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, declarou ontem, num comunicado à imprensa, que "o povo saberá julgar, nos próximos actos eleitorais, as posições que estão a ser assumidas por todos", depois de ele haver convidado este mês a formar Governo a Aliança com Maioria Parlamentar (AMP). E que, até lá, todos os seus compatriotas "têm o dever de contribuir para a estabilidade das instituições" e para a solução dos problemas do país.

Enquanto isto, a Fretilin, partido mais votado nas legislativas de 30 de Junho, voltou a pedir aos seus apoiantes que não usem a violência nos protestos contra uma decisão presidencial que considera "inconstitucional", por a remeter para a oposição. Deputados e dirigentes do grupo liderado pelo antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri têm visitado vários distritos, no sentido de explicar às bases que todas as manifestações devem ser pacíficas, de modo a que não prossigam os desacatos que nas últimas semanas já obrigaram mais alguns milhares de pessoas a deixar as suas casas, acrescentando-se aos perto de 100.000 deslocados do ano passado.

Quinta-feira, depois de uma reunião com investidores nacionais e internacionais, na capital, Ramos-Horta declarou que, se a Fretilin insiste em que o Governo da AMP, liderado pelo antigo Presidente Xanana Gusmão, é ilegal, então que coloque o caso ao Tribunal de Recurso. Este tem funções de Supremo e é presidido por Claúdio de Jesus Ximenes, antigo juiz que trabalhou duas décadas em Portugal e foi desembargador no Tribunal da Relação de Lisboa.

Na semana passada, o presidente da Frente Revolucionária, Francisco Guterres, "Lu Olo", em Maio derrotado por Ramos-Horta na segunda volta das eleições para a chefia do Estado, falou em constituir uma "grande família", na qual participem pessoas que têm militado em grupos como o Conselho Popular de Defesa e a Unidade Nacional Democrática.

Quem entretanto manifestou a sua solidariedade à Fretilin, por ter sido preterida na escolha do Executivo, foram os partidos que constituem a coligação governamental guineense: PAIGC, PRS e PUSD.

Homem em fuga

Tradução da Margarida:

Time magazine – Sexta-feira, Agosto 17, 2007

Por Rory Callinan/Dili

Com apoiantes da partido expulso, a Fretilin a invadirem as ruas deitando fogo a casas e atacando veículos da ONU, a prioridade mais urgente do novo governo de Timor-Leste é restaurar a estabilidade. Contudo enquanto que as autoridades s focam na violência da Fretilin, uma outra ameaça potencial continua escondido nas montanhas centrais do país.

Depois de perseguir o antigo comandante da polícia militar Alfredo Reinado durante meses, a Força Internacional de Estabilização liderada pelos Australianos foi recentemente desmobilizada da perseguição pelo Presidente José Ramos-Horta. Mas falando com a TIME perto do seu esconderijo da montanha, Reinado diz que a mudança de governo não mudou a sua postura. Está ainda em guerra, diz, com Dili e com a ISF.

Vestido com uniforme de combate das forças armadas Australianas, empunhando uma metralhadora e rodeado por guarda-costas armados, Reinado diz que nunca entregará as suas amas : "Porquê? A quem pertence esta metralhadora ? Não pertence a Xanana [Gusmão, o novo Primeiro-Ministro] ou a Horta. Pertence ao povo deste país." Além de que, acrescenta, muitos outros têm armas ilícitas . "O que é que vão fazer com essa gente?"

A luta primeira de Reinado era com o governo da Fretilin, a quem acusava de maltratar as pessoas do oeste do país. Agora, diz tem novas contas a ajustar, que vêem de um ataque por dúzias de tropas das forças especiais Australianas no seu antigo esconderijo em Same, 110 km a sul de Dili. Reinado, que se escapou no assalto juntamente om a maioria dos seus homens, afirma que as tropas mataram a tiro um dos seus apoiantes armados enquanto ele pedia para negociar, matou dois civis desarmados, e partiu os pescoços a dois feridos. "A maneira como fizeram a operação era como se fôssemos animais ou inimigos," diz. "Vieram ensina-nos sobre a Convenção de Genebra. Mas são eles que não a respeitam .''

A Força de Defesa Australiana diz que está a investigar as afirmações de Reinado mas que não as comentará até o relatório pós-operação do assalto em Same estar completo. Reinado, que acredita que continua a se perseguido, quer que os Australianos saiam de Timor-Leste. "a Austrália não consegue se uma força imparcial neste país," diz. Se as tropas da ISF atacarem os seus homens , avisa, eles lutarão de volta. "Então será pior ," diz. "Dia após dia [os Australianos] perderão vidas ."

Programa de bolsas de estudo USA-TL 2007 – Prazo limite aproxima-se

Tradução da Margarida:

Programa de bolsas de estudo USA-Timor-Leste 2007

ANÚNCIO

O Centro Leste-Oeste tem o prazer de anunciar a competição para o Programa de bolsas de estudo USA-Timor-Leste 2007. O Programa, financiado pelo Escritório de Negócios Educativos Culturais do Departamento de Estado dos USA, é um programa de bolsas de estudo competitivo, baseado no mérito aberto a Timorense que preencham critérios específicos de selecção .

O objectivo do Programa é identificar e apoiar a educação de Timorenses academicamente talentosos que se espera venham a assumir no futuro papéis de liderança em Timor-Leste. A seguir a um ano de “passagem” de preparação intensa da língua inglesa, a bolsa de estudo normalmente dá a oportunidade de prosseguir o grau de bacharelato (S1) numa universidade nos Estados Unidos, em campos que sejam directamente relevantes para as necessidades de Timor-Leste. Possibilitará ainda o bolsista a obter uma compreensão mais alargada dos Estados Unidos.

O programa de bolsa de estudo incluirá um estágio de verão em Washington, D.C. bem como um projecto ao serviço da comunidade de quatro ou cinco semanas em Timor-Leste.

Campos de estudo elegíveis enfatizam as áreas críticas de desenvolvimento necessárias em Timor-Leste.Os estudantes não graduados admitidos no programa seguirão campos de estudo relacionados com a agricultura ou estudos ambientais, negócios, comunicações ou jornalismo, economia, educação, relações internacionais, gestão de recursos naturais, ciência política, psicologia e planeamento urbano.

Candidaturas completas devem ser recebidas até 27 AGOSTO 2007 para prémios que começam em Janeiro 2008.

Para 2007, haverá cinco (5) bolsas de estudo disponíveis .

Há critérios específicos de elegibilidade e de selecção a que os candidatos se devem submeter antes de poderem ser considerados para uma bolsa de estudo . Por favor veja “Informação para Candidatos” no pacote de candidatura para os detalhes completos sobre os critérios de elegibilidade e selecção .

Candidaturas

Em Timor-Leste, um pacote de candidatura pode ser obtido na Embaixada dos Estados Unidos, Praia dos Coqueiros, Dili.

Para mais informação em Timor-Leste, por favor contacte a representante do Centro Leste-Oeste em Dili, Srª. Emma Coupland.Telemovel: (+670) 735 8477 (em Timor-Lest), ou e-mail: uset_ships@yahoo.com

Materiais de candidatura podem ser ainda obtidos no Award Services Office no Centro Leste-Oeste r, 1601 East-West Road, Honolulu, Hawai`i 96848-1601, USA.

Todos os documentos de candidatura contidos no pacote de candidatura podem ser também encontrados no seguinte Internet site:http://www.eastwestcenter.org/studentprograms>http://www.eastwestcenter.org/studentprogramsTelefone, fax, ou e-mail perguntas para o Centro Leste-Oeste devem ser canalizados para os seguintes:

telefone: 1-808-944-7735; fax: 1-808-944-7730; ou e-mail: uset@eastwestcenter.org.

Perguntas por fax devem incluir em letras grandes o nome do indivíduo, direcção postal, telefone, e se disponível o número do fax e o e-mail .

Todas as perguntas devem ter a referência a Programa de Bolsas de Estudo Estados Unidos-Timor-Leste 2006.

Motins anti-ANZAC atingem Timor-Leste

Tradução da Margarida:

Quinta-feira, Agosto 16 2007 @ 04:04 AM PDT
Contributed by: WorkerFreedom
Views: 58

Motins têm rebentado nas duas maiores cidades de Timor-Leste quando opositores do novo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão confrontaram polícias e militares da Anzac.

O CNRT de Gusmão teve apenas 22% dos votos nas eleições legislativas do mês passado, ficando atrás da sua rival Fretilin. Gusmão conseguiu tomar o poder esta semana por causa da intervenção do seu aliado próximo, Presidente José Ramos-Horta, que invocou uma cláusula na constituição de Timor-Leste e lhe deu poder para formar governo.

Motins anti-ANZAC atingem Timor-Leste
Scott Hamilton
09 Agosto 2007

Motins rebentaram nas duas maiores cidades de Timor-Leste, quando opositores do novo Primeiro-Ministro Xanana Gusmão se confrontaram com polícias e soldados da Anzac. O CNRT de Gusmão teve apenas 22% dos votos nas eleições legislativas do mês passado, ficando atrás da sua rival Fretilin. Gusmão conseguiu tomar o poder esta semana por causa da intervenção do seu aliado próximo, Presidente José Ramos-Horta, que invocou uma cláusula na constituição de Timor-Leste e lhe deu poder para formar governo.

Activistas da Fretilin têm estado indignados com o acto de Horta, insistindo que o seu partido tem o direito de formar a administração porque ganhou a parte maior dos votos e o maior número de lugares no parlamento. O líder da Fretilin e antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri disse ao Sydney Morning Herald que 'as pessoas estão verdadeiramente frustradas…votaram na Fretilin, esperavam que a Fretilin governe o país e de súbito com uma espécie de interpretação da constituição, o partido que ficou em segundo lugar foi convidado '.

Os motins começaram depois de manifestantes na capital Dili e na cidade de Baucau no leste terem sido confrontados por soldados e polícias Australianos e da Nova Zelândia. Recusando acatar as ordens para dispersar, os manifestantes, que cantavam 'Abaixo John Howard!' e agitavam faixas a denunciar Horta como marioneta Australiana, construíram barricadas com pneus a arder e atiraram pedras a polícias e soldados .

Tropas Australianas abriram fogo depois de jovens terem partido as janelas dos seus veículos perto do campo de deslocados pró-Fretilin de Comoro nos subúrbios de Dili. O campo tem sido um centro de protestos anti-ocupação desde que as tropas Australianas mataram a tiro dois dos seus residentes em 22 de Fevereiro. A embaixada Australiana foi alvo de atiradores de pedras e em Baucau um edifício associado com a ONU foi incendiado. Os manifestantes atacaram veículos das forças armadas de Nova Zelândia em ambas as cidades.

Não é surpreendente que os manifestantes tenham escolhido expressar a sua ira ao ilegítimo governo de Gusmão atacando forças e propriedades da Anzac. Há mais de um ano a administração de John Howard tem interferido descaradamente nos assuntos Timorenses a favo dos aliados próximos, Gusmão e Horta. Na primeira metade de 2006 o governo de Howard desencadeou uma campanha para desestabiliza o governo dominado pela Fretilin de Alkatiri ao dividir as forças militares e policiais, ao financiar manifestações anti-seculares pela poderosa Igreja Católica do país, e ao espalhar difamações anti-Muçulmanas e anti-comunistas contra Alkatiri. O resultado foi uma onda de violência que foi usada para pressionar a Fretilin a concordar no destacamento de tropas e polícias da Anzac.

Howard usou a força ocupante para assegurar a resignação de Alkatiri, e para fazer de Horta Primeiro-Ministro temporário e pô-lo no seu lugar. Em resposta, Horta louvou abundantemente a política estrangeira Australiana e Americana e tomou uma atitude muito mais conciliatória para planos para expandir a exploração Australiana dos campos de petróleo no Timor Gap. Mas a estabilidade política e social provou difícil de restaurar, e em Fevereiro e Março últimos motins atingiram Dili em resposta ao assassinato de civis Timorenses por tropas da Anzac que foram enviadas contra inimigos de Horta.

Durante as eleições Presidenciais e legislativas deste ano, tropas da Anzac foram usadas muitas vezes para intimidar a Fretilin, opositora de Horta e de Gusmão. Quando John Howard visitou Dili no fim de Julho para dar apoio ao governo de Gusmão, manifestantes foram ao seu encontro exigindo o fim da presença da Anzac no país. O novo levantamento em Dili e Baucau apenas comprova a oposição alargada à ocupação.

Quando teremos uma igreja católica decente?

Timor Lorosae Nação - Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
Ana Loro Metan

O escândalo que os exageros do director dos salesianos Dom Bosco, em Baguia, tem causado a nível internacional e aqui mesmo neste blogue parece continuar a não afectar a prosápia da Igreja de Timor e de muitos dos seus eclesiásticos.

Não deixa de ser curioso que aquilo que continua a ficar na mente dos timorenses é que os militantes da Fretilin, portanto a Fretilin, invadiu o internato-escola, destruiu, saqueou, maltratou e violou mulheres, raparigas e crianças. Esse foi o objectivo da Igreja timorense e neste momento já não me admiro nada que os bispos não estejam desde o inicio envolvidos na maquinação, no ultraje, na mentira, na difamação, na prática de atitudes anti-cristãs e reveladoras das maldosas mentes do clero timorense.

Se os senhores Bispos não querem enfiar a carapuça de anti-cristos só lhes resta um caminho: apurar a verdade com rigor e publicamente revelarem as conclusões a que chegaram. Esquecem-se estes prelados que há quem tenha familiares no Dom Bosco e que melhor do que eles sabem o que aconteceu – aliás, o que não aconteceu mas que o padre Basílio Ximenes, director do internato, disse ter acontecido, recorrendo à mentira reles, peçonhenta, à desproporcionalidade narrativa dos factos.

Evidentemente que enquanto os Bispos não tomarem uma atitude honesta em relação a este – e outros - assunto estarão privados por todas as alminhas e santinhos de absolvição ou respeito. Respeito devemo-lo a quem nos respeita e não a uma chusma de prelados falsos que têm passado os tempos de pós independência a perturbar e prejudicar grandemente a tão desejada e pacífica construção do país. A entravar o processo democrático. A interferir indevidamente na vida político-partidária, acicatando timorenses contra timorenses. Agredindo dentro das suas instalações timorenses e portugueses, intimidando-os – o padre Maubere sabe o que isto significa e os senhores bispos não o sabem?

Para quando o retiro que o bom senso recomenda à igreja em Timor?
Para quando o fim desta falsa cruzada?

Para quando uma igreja católica decente em Timor-Leste?

Man on the Run

Time magazine – Friday, Aug. 17, 2007

By Rory Callinan/Dili

With supporters of the ousted Fretilin party rampaging through the streets, setting homes ablaze and attacking U.N. vehicles, the most urgent priority for East Timor's new government is restoring stability. Yet while the authorities focus on the Fretilin violence, another potential threat continues to lurk in the country's central mountains.

After hunting former military police commander Alfredo Reinado for months, the Australian-led International Stabilization Force was recently called off the chase by President José Ramos-Horta. But speaking with TIME near his mountain redoubt, Reinado says the change of government has not changed his stance. He is still at war, he says, with Dili and with the ISF.

Clad in Australian Army battledress, toting a machine gun and surrounded by armed bodyguards, Reinado says he will never lay down his weapons: "Why? Who does this [gun] belong to? It doesn't belong to Xanana [Gusmão, the new Prime Minister] or Horta. It belongs to the people of this country." Besides, he adds, many others have illicit weapons. "What do they do about those people?"

Reinado's original beef was with the Fretilin government, which he accused of ill-treating people from the country's west. Now he says he has a new score to settle, arising from a March raid by dozens of Australian special-forces troops on his former hideout at Same, 110 km south of Dili. Reinado, who escaped the raid along with most of his men, claims the troops shot one of his armed supporters dead while he was asking for a parley, killed two unarmed civilians, and broke the necks of two wounded men. "The way they do operation is like we are animals or enemy," he says. "They come to teach us about the Geneva Convention. They are the ones that don't respect it.''

The Australian Defence Force says it is investigating Reinado's claims but will not comment on them until the after-action report on the Same raid is complete. Reinado, who believes he is still being hunted, wants the Australians to leave East Timor. "Australia cannot be an impartial force in this country," he says. If ISF troops attack his men, he warns, they will fight back. "Then it will be worse," he says. "Day after day [the Australians] will have loss of life."

FRETILIN dá orientações aos seus militantes para manifestarem-se pacificamente contra o Governo Inconstitucional

FRETILIN - Comunicado de Imprensa - 16 de Agosto de 2007

O maior partido de Timor, FRETILIN, apelou aos seus apoiantes para que não usem violência e protestem de forma pacífica contra a decisão inconstitucional do Presidente Ramos-Horta em convidar o segundo partido mais votado, CNRT, em vez de convidar a FRETILIN que foi quem venceu as eleições.

Deputados e membros da liderança da FRETILIN visitaram diversos distritos de Timor-Leste para passar uma mensagem de paz aos militantes e apoiantes da FRETILIN.

José Reis, Primeiro Secretário-geral Adjunto da FRETILIN, nos distritos de Viqueque e Baucau, José Manuel Fernandes, Segundo Secretário-geral Adjunto da FRETILIN, no distrito de Covalima, Estanislau da Silva, deputado parlamentar, nos distritos de Dili e Manatuto, Ana Pessoa, deputada parlamentar, no distrito de Bobonaro, Cipriana Pereira, deputada, no distrito de Dili, e José Teixeira, deputado parlamentar, no distrito de Manufahi.

“Os líderes e os deputados da FRETILIN passaram o fim-de-semana em diversos distritos, pedindo aos nossos apoiantes para que não usem violência e para fazerem protestos pacíficos contra o governo inconstitucional,” disse Arsénio Bano, Vice-Presidente da FRETILIN.

“A posição da FRETILIN, em relação à violência, tem sido sempre clara e não mudou. Qualquer pessoa que use a violência deve ser levado à justiça por estar contra a lei, independentemente da sua afiliação política,” afirmou Arsénio Bano.

“Iremos visitar os outros distritos que faltam, nos próximos dias, para passar a mesma mensagem aos nossos apoiantes.

“A decisão de José Ramos-Horta foi inconstitucional pois o primeiro partido mais votado, e não o segundo, é que deveria ter sido convidado a formar o governo. O Presidente da República deveria dado ao partido vencedor a oportunidade de negociar para formar um governo que representasse o desejo do eleitorado e que não afectasse a estabilidade.”

“Explicamos aos nossos apoiantes que a FRETILIN propôs que se formasse um governo de grande inclusão, com um Primeiro-Ministro independente e dois Vice-Primeiro Ministros, um da FRETILIN e outro do CNRT.

“Nós propusemos a formação de um governo de grande inclusão porque a FRETILIN acredita que as eleições demonstraram que esse é o tipo de governo que o povo quer, com os líderes do país a trabalharem em conjunto para trazer a estabilidade à nação.

“Esta proposta obteve o apoio do Presidente Ramos-Horta mas foi completamente rejeitada pelo Sr. Gusmão, que insistiu que ele próprio deveria ser indigitado pelo Presidente da República para Primeiro-Ministro, embora o seu partido não tenha vencido as eleições, obtendo apenas 24%.”

Arsénio Bano rejeitou a acusação feita pelo Sr Xanana Gusmão, afirmando que os líderes da FRETILIN foram aos distritos para reforçar os actos de violência.

Bano afirmou que “Logo após o anúncio do Presidente da República onde convidou o Governo Inconstitucional a ser formado, demos orientações para fazerem manifestações pacíficas e temos feito todos os esforços para acalmar a situação (veja Comunicado de Imprensa - Declaração de 6 de Agosto de 2007). O Senhor Xanana quer que todos aceitem-no como PM mesmo sabendo que não tem legitimidade, visto que obteve apenas 24% dos votos.”

“Em vez de acusar as outras pessoas, o Sr Gusmão deveria olhar para si próprio e pensar que ele próprio, quando ainda era Presidente da República, contribuiu para a crise de 2006 ao passar mensagens inflamatórias e ter reforçado a divisão entre loromonu e lorosae. Ele também atacou a FRETILIN diversas vezes, e fez falsas acusações para tentar diminuir a popularidade da FRETILIN.

Bano disse que “o Sr. Gusmão não vê a realidade que 76% do eleitorado não votou no CNRT, e desses 76% muitos não o aceitam como PM por não ser de acordo com a Constituição.”
“O Sr Gusmão deve ver que o eleitorado tem tido várias iniciativas para demonstrar a sua revolta em relação a decisão do Presidente da República. O eleitorado sabe que eles venceram, mas sentem que o sue voto não tem valor porque o Presidente da República não respeita os resultados das eleições legislativas de 2007.”

“A responsabilidade da lei e ordem e da UNPOL, das Forças Internacionais de Estabilização e da PNTL, e não da FRETILIN”, afirmou Bano.

“Se o senhor Xanana, como PM, não tem capacidade para acalmar a situação, então é melhor resignar-se do cargo. A crise em 2006 teve inicio porque o Senhor Xanana quis obrigar o PM da altura a resignar, e tem-se prolongado até agora.” Concluiu Arsénio Bano.

Para mais informações, contacte: Arsénio Bano (+670) 733 9416, José Teixeira (+670) 728 7080, FRETILIN Media (+670) 733 5060

Quase 5 mil deslocados e mais de 300 casas queimadas em Timor-Leste

A Semana Online

17-08-07
Os recentes episódios de violência em Timor-Leste já deixaram cerca de 5 mil pessoas deslocadas e mais de 300 casas queimadas.

Os deslocados estão em oito campos temporários no leste do país. A violência afectou a região desde o anúncio da formação do novo governo timorense, segundo conta a agência Lusa.

De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Reinserção Comunitária e das Nações Unidas, as maiores concentrações temporárias de deslocados estão nas montanhas de Viqueque, onde estão cerca de mil pessoas. Outras centenas estão em vários pontos da cidade, na costa sudeste do país e cerca de um milhar no quartel da polícia em Uatu Carbau. As primeiras ajudas de emergência chegaram de helicóptero.

Violência faz com que 5.000 sejam deslocados no Timor

17-08-2007 07:55:39

Díli, 17 Ago (Lusa) - Cerca de 5.000 pessoas foram retiradas de suas casas e levadas para pelo menos oito abrigos temporários no leste do Timor Leste devido à violência que afeta a região desde o anúncio da formação do novo governo timorense.

Os incidentes no Timor Leste estão relacionados com o impasse que rodeou a designação do premiê, empossado na quarta-feira passada. A Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), vencedora das legislativas de 30 de junho, mas sem maioria absoluta, rejeitou a escolha do ex-presidente e líder do oposicionista Congresso Nacional de Reconstrução do Timor Leste (CNRT), Xanana Gusmão.

Dados do Ministério do Trabalho e Reinserção Comunitária timorense mostram que a violência havia afetado as populações em pelo menos 13 localidades do leste do país até a última terça-feira.

Mais de 320 casas foram queimadas, segundo o balanço do impacto da violência que é feito com base em informações colhidas pelo governo, Nações Unidas, agências especializadas e organizações não-governamentais.

As maior parte das pessoas deslocadas são das montanhas de Viqueque, onde estão cerca de mil pessoas, enquanto centenas de outras estão em vários pontos da cidade, na costa sudeste do país e outras mil no quartel da polícia em Uatu Carbau.

As Nações Unidas conseguiram enviar as primeiras ajudas de emergência às populações deslocadas desde o final de semana passado, usando helicópteros e colunas de veículos por estrada.

sexta-feira, agosto 17, 2007

US-ET Scholarship Program 2007 - Deadline coming up

UNITED STATES–EAST TIMOR SCHOLARSHIP PROGRAM 2007

ANNOUNCEMENT

The East-West Center is pleased to announce the 2007 United States–East Timor Scholarship Program competition. The Program, funded by the Bureau of Educational and Cultural Affairs of the U.S. Department of State, is a competitive, merit-based scholarship program open to East Timorese who meet specific selection criteria.

The objective of the Program is to identify and support the education of academically talented East Timorese who are in the future expected to assume leadership roles in East Timor. Following a “bridge” year of intensive English language preparation, the scholarship normally provides the opportunity to pursue the bachelor’s (S1) degree study at a university in the United States, in fields that are directly relevant to the needs of East Timor. It will also enable the recipients to obtain a broader understanding of the United States. The scholarship program will include a summer internship in Washington, D.C. as well as a four to five week community service project in East Timor.


Eligible fields of study emphasize areas of critical development needs in East Timor.

Students admitted to the undergraduate degree program will pursue fields of study related to agricultural or environmental studies, business, communications or journalism, economics, education, international relations, natural resources management, political science, psychology, and urban planning.

Completed applications must be received by 27 AUGUST 2007 for awards beginning in January 2008.


For 2007, five (5) scholarships will be available.

There are specific eligibility and selection criteria that applicants must satisfy before they
can be considered for a scholarship. Please see “Information for Applicants” in the application packet for complete details regarding eligibility and selection criteria.

Applications

In East Timor, an application packet may be obtained from the United States Embassy, Praia dos Coqueiros, Dili. For more information in East Timor, please contact the East-West Center’s representative in Dili, Ms. Emma Coupland.

Mobile: (+670) 735 8477 (within East Timor), or e-mail: uset_ships@yahoo.com


Application materials may also be obtained from the Award Services Office at the East-West Center, 1601 East-West Road, Honolulu, Hawai`i 96848-1601, USA.

All application documents contained in the application packet may also be found at the
following Internet site:
http://www.eastwestcenter.org/studentprograms>http://www.eastwestcenter.org/studentprograms

Telephone, fax, or e-mail inquiries to the East-West Center should be routed as follows:
telephone: 1-808-944-7735; fax: 1-808-944-7730; or e-mail: uset@eastwestcenter.org.

Faxed inquiries should include in large print the individual’s name, mailing address, telephone, and, if available, fax number and e-mail address.

All inquiries should reference the 2006 United States–East Timor Scholarship Program.

Anti-ANZAC riots rock East Timor

Thursday, August 16 2007 @ 04:04 AM PDT Contributed by: WorkerFreedom
Views: 58

Riots have broken out in East Timor's two largest cities, as opponents of new Prime

Minister Xanana Gusmao confront Anzac police and soldiers. Gusmao's National Congress for Timorese Reconstruction party won only 22% of the vote in last month's parliamentary elections, trailing behind its rival Fretilin. Gusmao has been able to take power this week because of the intervention of his close ally, President Jose Ramos-Horta, who invoked a clause in East Timor's constitution that gave him the power to decree a government.

Anti-ANZAC riots rock East Timor
Scott Hamilton
09 Aug 2007

Riots have broken out in East Timor's two largest cities, as opponents of new Prime Minister Xanana Gusmao confront Anzac police and soldiers. Gusmao's National Congress for Timorese Reconstruction party won only 22% of the vote in last month's parliamentary elections, trailing behind its rival Fretilin. Gusmao has been able to take power this week because of the intervention of his close ally, President Jose Ramos-Horta, who invoked a clause in East Timor's constitution that gave him the power to decree a government.

Fretilin activists have been outraged by Horta's act, insisting that their party has the right to form an administration because it won the largest share of the vote and the largest number of seats in parliament. Fretilin leader and former Prime Minister Mari Alkatiri told the Sydney Morning Herald that 'People are really frustrated…they voted for Fretilin, expecting Fretilin to govern the country and suddenly with some kind of interpretation of the constitution, the second party was invited in'.

The riots began after protesters in the capital Dili and the eastern town of Baucau were confronted by Australian and New Zealand soldiers and police. Refusing orders to disperse, the protesters, who chanted 'Down with John Howard!' and held banners denouncing Horta as an Australian puppet, built barricades of burning tyres and threw rocks at police and soldiers.

Australian troops opened fire after youths smashed the windows of their vehicle near the pro-Fretilin Comoro refugee camp on the outskirts of Dili. The camp has been a centre of anti-occupation protest since Australian troops shot and killed two of its residents on February the 22nd. The Australian embassy was targeted by rock throwers, and in Baucau a building associated with the UN was burnt down. Protesters attacked New Zealand army vehicles in both cities.

It is not surprising that protesters have chosen to express their anger at Gusmao's illegitimate government by attacking Anzac forces and property. For more than a year now, John Howard's administration has been flagrantly interfering in Timorese affairs on behalf of its close allies Gusmao and Horta. In the first half of 2006 Howard's government waged a campaign to destabilize the Fretilin-dominated government of Alkatiri by splitting the army and police forces, funding anti-secular demonstrations by the country's powerful Catholic Church, and spreading anti-Muslim and anti-communist smears against Alkatiri. The result was a wave of violence which was used to pressure Fretilin into agreeing to the deployment of an Anzac 'peacekeeping force' of soldiers and police.

Howard used the occupying force to secure Alkatiri's resignation, and to make Horta temporary Prime Minister in his place. In response, Horta lavishly praised Australian and American foreign policy and took a much more conciliatory attitude to plans to expand Australian exploitation of oil fields in the Timor Gap. But political and social stability proved hard to restore, and last February and March riots shook Dili in response to the killings of Timorese civilians by Anzac troops who had been deployed against Horta's enemies.

During this year's Presidential and parliamentary elections, Anzac troops were often used to bully Fretilin opponents of Horta and Gusmao. When John Howard visited Dili at the end of July to give his support to a Gusmao government he was met by protesters demanding an end to the Anzac presence in their country. The new uprising in Dili and Baucau only proves how widespread opposition to the occupation has become.

UNMIT - Security Situation - Friday 17 August 2007

This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.

The security situation in Timor-Leste as a whole has been calm, but Viqueque and Lautem remain tense.


United Nations police officers (UNPol) in conjunction with the national police of Timor-Leste (PNTL) and the International Stabilization Force (ISF) remain fully deployed to respond to any disturbances that may emerge.

Today in Dili, UNPol attended eight incidents, none of which were major. They included a fight between two groups at around 1125hrs, and a burglary in Sakura Towers. Three arrests were made in yesterday in relation to drunken and threatening behavior.

UNPol have received no reports of any serious security incidents taking place yesterday in the districts.

The interagency humanitarian working group will tomorrow conduct humanitarian assessment missions to the affected areas in the eastern districts to assess the need for food, shelter, protection, child protection, education, health and nutrition, and water sanitation. The Government and UN assessment missions will provide a comprehensive analysis of the effect that violence has had on these areas, and will produce detailed list of what the people there need, with a view to meeting these needs as soon as possible.

The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Please report any suspicious activities. You can call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.

UNMIT – MEDIA MONITORING - Friday, 17 August 2007

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any consequence resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports


Xanana: Central committee of Fretilin destroys Fretilin

At the first meeting with the 13 district administrators on Tuesday (13/8) at STAE’s office in Dili the Prime Minister Xanana Gusmão declared that the leaders of Central Committee of Fretilin (CCF) have destroyed the reputation of their party.

“I told Mr Alkatiri that CNRT has not destroyed Fretilin but rather it was created to save people,” revealed Mr. Gusmão. (TP)

Ramos Horta: If the new Government is illegal, take it to Court

After meeting with national and international investors on Thursday (16/8) in Memorial Hall in Dili the President José Ramos-Horta said Fretilin should take its concerns to Court if it believes the new Government is unconstitutional and illegal.

“In two weeks Fretilin has not brought the case to Court. There is no other mechanism, and the violence in the Eastern regions such Baucau, Viqueque and Lospalos will not solve the problem,” said Mr. Horta. (TP and TVTL)

Mario Viegas: “We should not arrest anyone through the allegation”

The President of the Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão said that he does not support the arrest of Mari Alkatiri regarding the violence in the Eastern districts.

Speaking to journalist on Thursday at the national parliament Mr. Carrascalão revealed that a person should not be arrested without investigation.

“Before we detain somebody we should prove there is a cause and Mari Alkatiri should not be arrested on accusation only,” said Mr Carrascalão. (DN)

Xanana: “Youth’s blood never flow again”

The Prime Minister, Xanana Gusmão has told the National Congress of Youth in Timor-Leste that young people’s blood will never flow again.

The Prime Minister also said that the youths’ parliament will be established by the government. (DN)

Arsenio Bano: “Xanana has no power, better to resign”

The Vice President of Fretilin Arsenio Paixão Bano said that if the Prime Minister Xanana Gusmão can’t calm the situation, he should resign.

In a press statement on Thursday Mr Bano said that Fretilin only authorizes its members to participate in peaceful demonstrations over the formation of the new government. (DN)

Rogerio Lobato to stay in Malaysia for 3 months

The Prime Minister Xanana Gusmão said that Rogerio Lobato will stay in Malaysia for three months efore returning to Timor-Leste to fulfill his seven and a half years sentenced.

“They asked for three months for medical check,” the Prime Minister said. (DN)

Movement to boycotting the new government

Fretilin members involved in the organization Movimento Libertação Povo Maubere (MOLNAPON)/Liberation Movement of Maubere People have stated they will organize mass a boycott against the activities of the new government in the coming weeks.

Speaking to journalists on Thursday the PNTL Interim Commander, Inspector Afonso de Jesus confirmed that there will be a manifestation organized by MOLNAPON on 20 – 21 August in the capital, Dili (Municipal Stadium).

He said the protest has been licensed by the PNTL and UNPol.

He added that PNTL his calling on the protestors to cooperate with authorities to maintain law and order in the country.

“We want the protest to be calm and peaceful manner. He said the PNTL has made preparations against any person who may choose not to follow peaceful guidelines. (STL)

Top officials meet over Security Sector Reform in Timor-Leste

UNMIT

Dili, August 17, 2007 - The Head of the United Nations Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT) has outlined four key areas to address in working towards the reform of the security sector in the nation.

At a high level meeting in Dili this week, attended by senior leadership of the national military and police, the President of the Democratic Republic of Timor-Leste, José Ramos-Horta and the Prime Minister Xanana Gusmão both gave opening addresses welcoming the assistance of the United Nations in addressing the challenges facing the security sector.

Mr Atul Khare said he agreed with both the President and Prime Minister about the need to look at the road travelled to avoid pitfalls in the future.

Mr Khare listed the need to improve relations between the police and the army, strengthening the legal framework, increasing capacity and enhancing civil oversight as the four priority areas in building an effective and accountable security sector, that serves the needs of the people of Timor-Leste.

“UNMIT will assist the Timorese people and authorities in these four areas relating to the security sector.

“The strengthening of the army and police will be crucial to the development of Timor-Leste as a modernizing state and the United Nations will assist the government in achieving a security sector that is efficient, effective and accountable,” Mr Khare said.

In the course of discussions, participants agreed to have larger participation by civil society in the reform process, keep in mind the need to maximise scarce resources, avoid another crisis as experienced in 2006, and work towards closer cooperation between military and police, even as each of the security institutions strive for increased professionalism and enhanced capacities.

UNMIT is mandated through Security Council Resolution 1704 to “assist the government in conducting a comprehensive review of the future role and needs of the security sector, including the Falintil Armed Defence Forces of Timor-Leste (F-FDTL), the Ministry of Defence, the PNTL, and the Ministry of Interior with a view to supporting the government, through the provision of advisors and in cooperation and coordindation with other partners, in strengthening institutional capacity building as appropriate.”

A vergonhosa igreja timorense deve redimir-se dos seus graves pecados

Timor Lorosae Nação - Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007

Novo URL: http://timorlorosaenacao.blogspot.com/
Mentiras clericais chegam ao bispado de Baucau
Alfredo Ximenes

As alegações feitas pelo padre Basílio Maria Ximenes, responsável do colégio salesiano em Baguia, Baucau, tiveram por base mentiras e exageros imperdoáveis e que não foram feitos por acaso mas sim com a intenção de exaltar ânimos e provocar a indignação de todo o mundo.

Alegou o padre Basílio que 100 jovens invadiram o colégio, destruíram-no, violaram as alunas e até uma criança de 12 anos, deixando perceber que a centena de bandidos pertenciam à Fretilin e que odiavam os padres e as freiras que mal nenhum lhes faziam…

A credibilidade que correspondentes da imprensa internacional deram a estas declarações mostrou a falta de profissionalismo com que a maioria deles estão a lidar com os acontecimentos em Timor-Leste assim como a preferência que demonstram pelo “status” Horta-Xanana, quando o correcto será saberem ser imparciais.

A própria Lusa, cujos profissionais têm uma responsabilidade de bandeira – portuguesa - e de afinidade com os timorenses, dispensaram o cuidado de confirmar convenientemente a noticia made in padre mentiroso divulgando-a em conformidade com as suas alarmantes declarações.

Pelos vistos, somente depois, muito depois, começaram a dignar-se em procurar divulgar a verdade sem com isso se preocuparem em corrigir o erro e dar o mesmo realce ao facto do padre Basílio Ximenes ser um grande aldrabão, alarmista, perigoso e contrário à paz desejada para Timor – cumprindo a linha comportamental que a igreja timorense tem vindo a seguir nestes últimos anos.

A Lusa, depois, muito depois, dá sinais de querer repor a verdade, tendo para isso contactado o bispo de Baucau, Basílio do Nascimento, mas ela própria deverá saber que essa poderá não ser a fonte da verdade e alertar-nos para o facto. É mais fácil um ladrão dizer que roubou do que esta Igreja de Timor dizer que mente e imiscui-se perigosamente na política partidária.

Contactado pela Lusa, o Bispo de Baucau, Basílio do Nascimento, declarou que "ainda não sabe o que se passou" no fim-de-semana passado nos Salesianos de Baguia, salientando que “há informações desencontradas sobre o que se passou”, acrescentando que “ainda ando à procura de informações e as pessoas com quem falei falam-me de coisas diferentes. Um, disse-me que houve uma violação e outros ainda não confirmaram nada…”

Sintomático não deixa ser o facto de o bispo acrescentar ao interlocutor da Lusa que lhe telefonou de Lisboa que “nem consigo apanhar o padre”, Basílio Ximenes.

Sobre a violência declarou que não entende os motivos e que as casas queimadas “também não as vi”.

Em suma, este bispo vive noutro mundo e de nada sabe sobre o que o rodeia.

Quem quiser acreditar nas palavras do bispo que o faça, mas o que parece evidente é que estamos perante um aldrabão-mor que se enleia em cumplicidades com um padre exageradamente aldrabão que nos fala de horrores cometidos por uma centenas de jovens desvairados, furibundos, talvez potenciais assassinos e violadores das inúmeras alunas de um colégio que ele dirige.

O que correu mundo foram notícias narrativas do testemunho de algo inadmissível, terrifico, praticado por 100 indivíduos contra alunas padre e freiras indefesas. Os desumanos intervenientes eram da Fretilin e a onda de repúdio funcionou conforme o desejo dos elementos da igreja timorense, que de modo bárbaro mentiu a coberto de todos os sagrados paramentos com que se embeleza para baptizar as criancinhas com a sua voz maviosa, produzida por cordas vocais diabólicas.

Disto, diz o Bispo de Baucau que nada sabe, nem do grande aldrabão-padre Basílio Ximenes, como se o que disseram ter ocorrido não tivesse sido caso grave para que ele se desloca-se uns poucos quilómetros a Baguia, ao colégio das jovens violentadas, a inteirar-se dos danos físicos, morais e materiais provocados pelos vândalos, ouvir o responsável pelo colégio, etc.

Por que será que não dá para acreditar neste bispo nem sequer uma pitadinha?

Em que incorrecção incorrerão prosas opinativas deste teor ou afirmações verbais dos que se insurgem com os vergonhosos comportamentos de muitos dos elementos do clero timorense que passam a sua “santa” vida a exagerar, a mentir, a incendiar a sociedade timorense? Que crédito merecem bispos que pactuam com atitudes destas?

Já lembrou o Bispo de Díli, Ricardo, a quem o quis ler, que estava à espera que o Estado timorense abrisse os cordões à bolsa e recompensasse a Igreja, como prometeu Ramos Horta na sua campanha eleitoral para a Presidência da República.

Sem vergonha, o bispo apresenta a factura do apoio que tem vindo a dar a Xanana e a Horta, não o fazendo pelos fiéis mas sim em demonstração da gula materialista dos cifrões, das benesses, dos petrodólares, da ignomínia.

Timor-Leste, actualmente, tem uma igreja vergonhosa que urge remodelar e reconduzir aos caminhos da credibilidade e da prática do bem… pelo bem, redimindo-se dos seus graves pecados.

TRANSIÇÕES

Diário de Notícias, 17/08/07
António Vitorino
jurista

A luta pelo poder e o seu exercício transformam o comportamento dos agentes políticos. Essa alteração dos padrões de comportamento faz-se sentir de forma muito especial nos processos de transição política, designadamente quando do acesso à independência ou de uma mudança de regime político.

Os períodos de transição deixam, por via de regra, uma marca muito forte na matriz do sistema político em gestação. Mas reconheçamos que o específico ambiente de uma transição não produz mecanicamente resultados que se possam ter por predeterminados.

Recordemos o caso das transições ibéricas nos anos 70.

A queda da ditadura em Portugal verificou-se num ambiente revolucionário que quase colocou o país à beira de uma guerra civil. A estabilização democrática passou por quase década e meia de ajustamento do texto constitucional, seguindo um processo de progressivas aproximações.

Por contraste, a transição espanhola foi levada a cabo de forma contratualizada (a chamada "rotura pactuada"), sob a égide da instituição monárquica, que havia sido reinstaurada pelo próprio franquismo, e acabou por se traduzir num texto constitucional que acabaria por permanecer imutável até hoje.

Ora, o que é curioso é que a conturbada transição portuguesa, assente num texto constitucional colocado ele próprio no centro do combate político, viria a gerar um regime político onde os padrões do combate político são bem menos crispados e acintosos do que os que vigoram no combate político em Espanha, onde a transição foi muito mais controlada e mais consensual, desde os seus primórdios, quanto à definição das próprias regras do jogo.

Em larga medida estas diferenças resultam do papel que as lideranças desempenharam nos respectivos processos de transição e das preocupações que os nortearam. Pode-se dizer que em Portugal imperou uma preocupação de edificação de um sistema político que privilegiasse a concertação e a partilha do poder, sem partidos hegemónicos ou mesmo dominantes.

Enquanto que em Espanha a lógica dominante foi a de fomentar o contraponto entre alternativas de poder ideologicamente orientadas, matizadas apenas pela realidade das Comunidades Autónomas de base regional.

Esta reflexão vem a propósito dos acontecimentos recentes em Timor-Leste.

Os portugueses que, na sua esmagadora maioria, apoiaram ao longo dos anos a autodeterminação e independência de Timor-Leste habituaram-se, no seu imaginário da Resistência contra a ocupação indonésia, tanto na luta armada como na acção político-diplomática, a colocar do mesmo lado da barricada todos aqueles que hoje se confrontam em Timor-Leste na praça pública numa luta sem quartel pelo poder.

A instabilidade assim gerada causa perplexidade e projecta sérias dúvidas sobre a viabilidade, a prazo, da estabilização do sistema democrático em Timor-Leste. Desde logo porque se afigura que as eleições presidenciais e legislativas, convocadas precisamente para ultrapassar a crise política e institucional que se manifestou tão dramaticamente no início do ano passado, afinal não produziram a mudança de ambiente político que se desejava e esperava.

Cabe, pois, às lideranças timorenses, tanto às políticas como às da sociedade civil, compreenderem e assumirem, neste momento grave da vida de Timor-Leste, o papel que lhes cabe desempenhar na definição da matriz futura do sistema político do seu país.

Sem esse contributo de bom senso e de moderação a crise política persistirá e a transição para uma independência plena e democrática poderá continuar incompleta. Por quanto tempo mais?

A solução dos problemas do país requer estabilidade política

Presidência da República
16.08.2007

O resultado da eleição legislativa de 30 de Junho revelou uma profunda dispersão do voto dos timorenses sem que nenhum partido tenha obtido uma representação parlamentar suficiente para poder governar sozinho.

A Constituição dá ao Presidente da República competência exclusiva para nomear e empossar o Primeiro-Ministro indigitado pelo partido ou aliança dos partidos com maioria parlamentar, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional.

Ainda de acordo com a Constituição, o Presidente da República nomeia o Governo mas este só governa se os deputados aprovarem o respectivo programa apresentado no Parlamento Nacional.

Isto significa que, para formarem governo, os partidos devem revelar capacidade de diálogo e negociação para assegurar uma maioria suficiente que os apoie no Parlamento Nacional, garantido a estabilidade governativa.

O Presidente da República ouviu os partidos políticos e, durante semanas, tudo fez para promover o diálogo entre os partidos e encontrar uma solução de governo mais alargada possível, em que o maior número de timorenses se sentisse representado.

Esse esforço de diálogo mostrou que não é possível, neste momento, ultrapassar animosidades acumuladas ao longo de anos, em especial após a independência, para formar um governo de inclusão que reúna todos os grandes partidos.

Nestas circunstâncias, o Presidente da República teve de considerar outras alternativas políticas capazes de conseguirem uma maioria parlamentar suficiente para assegurar a estabilidade governativa.

A FRETILIN, o partido mais votado, elegeu 21 deputados. Uma aliança entretanto formada por quatro partidos reúne 37 deputados, isto é, a maioria dos deputados eleitos.

A eleição do presidente do Parlamento Nacional mostrou que o candidato comum da aliança de quatro partidos conseguiu uma confortável maioria de 41 votos, sendo eleito contra o candidato da FRETILIN e constituindo um teste sobre a real capacidade dos partidos reunirem maioria parlamentar.

Em face da auscultação do sentimento dos partidos e do impasse na negociações entre aqueles, o Presidente da República entendeu que não seria prudente, no interesse do país e da estabilidade governativa, decidir contrariamente ao sentimento geral dentro do Parlamento Nacional.

O Presidente da República decidiu em consciência pela solução que melhor assegura a estabilidade da acção do governo e que mais condições reúne para se concentrar finalmente na solução urgente dos problemas do desenvolvimento do país e da luta contra a pobreza.

Governo e oposição fazem igualmente parte da vida democrática e é importante para a nossa democracia contar com um partido forte na oposição. Isso, aliás, foi reconhecido por vários responsáveis políticos durante a campanha eleitoral.

O Presidente da República reconhece o direito de qualquer partido a discordar das suas decisões. Isso é normal em democracia e os partidos podem utilizar os mecanismos constitucionais e judiciais aplicáveis para tentarem fazer valer os seus pontos de vista.

Os representantes escolhidos pelo povo nas eleições legislativas têm o dever constitucional de assumirem as suas responsabilidades no Parlamento Nacional e de ali defenderem as suas posições políticas, quaisquer que elas sejam.

Na sua enorme sabedoria, o povo saberá julgar, nos próximos actos eleitorais, as posições que estão a ser assumidas por todos. Até lá, todos os timorenses tem o dever de contribuir, à medida das suas diferentes responsabilidades, para a estabilidade das instituições e para a solução dos problemas que Timor-Leste tem pela frente.

Díli, 16 de Agosto de 2007.

- FIM-

Dos Leitores

Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Press Release from the Global Leadership Fund abou...":

Como nunca tinha ouvido falar desta Global Leadership Foundation - particularmente no ano passado quando teria tido pertinência o seu conselho de os descontentes recorrerem aos tribunais para resolver desacordos – dei-me ao cuidado de ir ao google para saber quem era a tal de GLF. Claro que não fiquei nada espantada quando descobri que é uma ONG – mais uma! - sendo que esta foi fundada em 2004 pelo antigo líder da África do Sul da era do Apartheid F.W. D Klerk!

E que inclui uns tantos antigos políticos (e vários antigos presidentes e Primeiros-Ministros), mas que prefere manter os seus membros e projectos secretos e que opera a partir de um pequeno escritório em Londres. Esta ONG foi – como convém! -, registada em Berna, na Suiça, em Março de 2004 e além do escritório em Londres tem outro nos USA.

Dei-me depois ao trabalho de saber quem eram os subscritores deste apelo. Curiosamente o primeiro foi durante 18 anos Presidente do Botswana e foi substituído na presidência pelo vice-presidente do seu partido! Ah...e é também membro do Clube de Madrid.

O segundo além de ter sido PM na NZ, foi Director-Geral da OMC (Organização Mundial do Comércio), é membro da Trilateral e foi membro da Comissão de Desenvolvimento da Austrália e professor em várias Universidades Australianas.

O último, o que é Sir, foi um voluntário do VSO na Bolivia em 1963/4 e foi Embaixador do Reino Unido na Argentina (2000-2004). E que a VSO (Voluntary Service Overseas) foi fundada em 1958 com o apoio da Inter Church Aid (agora Christian Aid) no Reino Unido.

Resta dizer que o fundador e actual Director da Global Leadership Foundation, o F.W. de Klerk é também Laureado do Prémio Nobel da Paz.

Curiosas coincidências, não é verdade?

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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