Notícias Lusófonas
21.06.07
As Nações Unidas lançaram hoje um apelo à comunidade internacional para contribuir com alimentos de forma a reduzir a crise alimentar que enfrentam cerca de 200 mil timorenses, provocada pela seca e as recentes pragas de gafanhotos.
Num comunicado hoje divulgado, o Programa Alimentar Mundial (PAM) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) explicam que a ajuda alimentar vai ser aplicada para assistir as áreas rurais de Timor-Leste durante um período de crise de seis meses, começando em Outubro deste ano.
"As contribuições vão permitir que o PAM continue a apoiar os grupos mais vulneráveis, incluindo menores desnutridos, mulheres grávidas ou em período de amamentação e crianças em idade escolar", lê-se no comunicado.
De acordo com a ONU, as condições climatéricas adversas sentidas na costa Norte do país e as pragas de insectos, que afectam sobretudo o Leste, provocaram uma queda de 30 por cento na produção de milho e 20 por cento na de arroz, agravando a já precária situação alimentar sentida em várias regiões de Timor-Leste.
Timor-Leste, que declarou oficialmente a sua independência em 20 de Maio de 2002, nasceu como um dos países mais pobres do mundo após a ocupação e colonização indonésia, durante a qual morreram mais de 200 mil timorenses.
A extrema pobreza da população timorense foi salientada, em 2006, num relatório da ONU, que estimava que cada pessoa subsistia apenas com cerca de um dólar por dia (84 cêntimos de euro).
Segundo o documento apresentado na altura, metade da população não tinha água potável, 60 em cada mil recém-nascidos morriam antes de completar um ano e a expectativa de vida era de 55,5 anos de idade.
sexta-feira, junho 22, 2007
ONU pede ajuda internacional para reduzir fome no país
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Malai Azul 2
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Eleições livres e democráticas vão levar algum tempo, diz João Carrascalão
Notícias Lusófonas
21.06.07
O presidente da União Democrática Timorense (UDT), João Viegas Carrascalão, considerou hoje que ainda vai levar algum tempo até que se façam "eleições livres e democráticas em Timor-Leste" e que os escrutínios continuam a ter "resultados forjados".
Carrascalão acrescentou que nas eleições timorenses "o voto é livre, mas não é democrático", considerando que "existe intimidação na boca das urnas" e "no período pré-eleitoral".
"Explicamos aos eleitores o que é a mentira política e quais são as consequências. Ainda vai levar algum tempo até que se façam eleições livres e democráticas em Timor-Leste", sublinhou.
"As eleições continuam a ter resultados forjados, em que a população não vota conscientemente e em que há um voto intimidado", acrescentou o presidente do mais antigo dos partidos históricos timorenses.
"O povo vota em socialismo, em democracia cristã, em social-democracia, sem ter a mínima ideia do que é isso. Falamos em social-democracia e perguntam se isso é alguma coisa que se coma ou que se beba", referiu João Carrascalão.
João Carrascalão insiste que houve "fraude" na contagem que lhe deu o pior resultado dos oito candidatos às eleições presidenciais de 09 de Abril e afirma estar seguro de que a UDT vai ultrapassar "de longe" a fasquia mínima de 03 por cento de votação para eleger deputados nas legislativas de 30 de Junho.
Esse objectivo de "participação e visibilidade" é o horizonte da actual campanha da UDT, feita de encontros e "diálogos" com a população, como os que João Carrascalão realizou nos distritos e em três bairros diferentes da capital.
O presidente da UDT obteve 1,72 por cento da votação em 09 de Abril, com 6.928 votos, "menos do que o número de assinaturas dos militantes que apoiaram" a sua candidatura, sublinhou.
"A batota foi feita depois da primeira contagem. Nós verificámos que no distrito de Ermera eu próprio tinha mais de 4.000 votos e na contagem final tinha só pouco mais de 700".
Questionado por que participa a UDT num processo que considera viciado, João Carrascalão explicou que o seu partido "participa pelo exemplo e vivência".
A campanha das legislativas serve "também a educação cívica dos eleitores para futuras eleições que podemos ganhar e para renovar os quadros da UDT".
"Chamamos a atenção dos novos quadros de que a política está para ficar. Nós passamos, mas o partido fica. Estamos a pensar objectivamente em 2012 e de ter cadeiras suficientes para formar governo", declarou João Carrascalão.
"A UDT adaptou o seu programa e nota com satisfação que os princípios iniciados pelo partido em 1975 são hoje adoptados pelos outros, que reclamam para si a iniciativa".
João Carrascalão recordou que a UDT "tinha na altura três princípios fundamentais: unidade nacional, autodeterminação para a independência e rejeição da doutrina comunista em Timor".
"Hoje verificamos que, depois de perdermos 30 anos, toda a gente quer a unidade nacional. Se tivessem dado ouvidos à UDT, talvez já fôssemos independentes há mais tempo e não teríamos perdido tantas vidas", disse.
"Na altura, a UDT preparou um programa a médio/longo-prazo para preparar os quadros de Timor a serem eles próprios a conduzir os destinos da nossa população", referiu.
"Exigíamos a Portugal a preparação desses quadros porque nós não queríamos uma independência de costas viradas a Portugal. Ao fim de 30 anos, verificamos que Portugal continua a ser a base fundamental do desenvolvimento de Timor", adiantou o presidente da UDT.
"Isto demonstra que mesmo o partido que está no poder e que rejeitava a presença portuguesa, hoje segue estas linhas de orientação", referiu João Carrascalão, por referência à FRETILIN, o partido que protagonizou a guerra civil com a UDT em 1975.
"Há viúvas aqui em Bidau cujos maridos foram enterrados vivos pela FRETILIN ou levados para Aileu e massacrados. Ao longo do tempo, estas viúvas contribuíram muito para a independência, tirando parte do seu rendimento para sustentar a guerrilha no mato", declarou João Carrascalão.
"Até hoje, não há nenhum reconhecimento para elas. É isso com que faz que a UDT se agarre aos seus princípios e não perdoe a pessoas que acabam por esquecer a História e que procuram novos caminhos sem reconhecer que muita gente deu a vida por este partido".
João Carrascalão explicou na entrevista o seu "mea culpa" numa audiência pública da Comissão de Acolhimento, Verdade de Reconciliação como uma tentativa de "forçar os outros líderes a tomar consciência da sua responsabilidade".
"Não era justo estarem a culpar apenas a população e os timorenses de se voltarem uns contra os outros e procurarem sacudir a água do capote", afirmou o líder da UDT.
"O assumir das culpas da minha parte foi para ilibar a população de estar a ser acusada de ser a perpetradora da violência, mas essa violência nasceu porque a liderança os conduziu para isso".
João Carrascalão defendeu que, "quando a UDT fez o Movimento de 11 de Agosto (de 1975), não era um golpe de Estado", mas sim uma tentativa "de chamar a atenção de outros movimentos que tinham já preparado golpes para tomar o poder e para a irrealidade e irresponsabilidade desses actos".
"A lição não foi aprendida", acusou o presidente da UDT. "A FRETILIN voltou atrás até 28 de Novembro de 1975. Continuou-se com os mesmos objectivos e entrámos em períodos de convulsão interna que acabaram por originar a crise actual em que vivemos", acusou.
João Carrascalão afirma que o partido está disponível para entrar numa coligação depois das legislativas.
"Se a UDT tiver que jogar algum papel importante nessa altura, a UDT jogará esse papel e não se importará de fazer parte de um executivo que represente a vontade da maioria, para termos estabilidade em Timor como base fundamental para se poder pensar em desenvolvimento".
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Timor-Leste: duas aulas de política
Tradução da Margarida:
NewMatilda.com
Por: Paul Cleary
Quarta-feira 20 Junho 2007
Quando o Tratado do Mar de Timor foi apresentado no Parlamento de Timor-Leste em 2002, o Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, funcionários públicos e conselheiros foram insultados com insultos não publicáveis. Muitos recearam que era uma venda da soberania do país.
Este ambiente político hostil reforçou a mão de Timor-Leste nas negociações subsequentes. Se esta era a reacção a um tratado que dava a Timor-Leste uma parte de 90 por cento, então um acordo suplementar fixando a parte de Timor-Leste do maior e mais próximo campo de petróleo e gás, o Greater Sunrise, em apenas 18 por cento não se podia levar ao Parlamento até a Austrália concordar numa fronteira marítima ou noutra maneira de resolver a pertença dos recursos disputados.
Com a Tratado pendurado na balança, Alkatiri escreveu ao Primeiro-Ministro Australiano John Howard em 3 de Outubro de 2002 propondo o começo das discussões formais da fronteira marítima. Howard disse na sua resposta de 6 de Novembro que as negociações começariam ‘uma vez’ que o Tratado e o acordo da Sunrise estivessem em efeito.
Ele tinha um ponto. Os dois lados tinham negociado arranjos interinos, e fazia todo o sentido vê-los em execução antes de se passar para um acordo permanente. Para Timor-Leste não era esse o ponto. Ratificar o tratado significaria desistir de um poderoso instrumento de negociação, e era isso exactamente o que Howard queria alcançar.
O finca-pé atingiu o ponto alto em 27 de Novembro de 2002 quando o Ministro dos Estrangeiros da Austrália Alexander Downer voou para Dili. Alkatiri disse que em vez de falarem acerca do acordo da Sunrise, os dois lados deviam começar imediatamente a negociar uma fronteira marítima permanente.
Downer não estava com pachorra para o que considerava ser uma brincadeira deste micro-Estado. No mês anterior, 88 Australianos tinham sido mortos por bombistas suicídas em dois clubes nocturnos em Bali, e uma gravação com a voz de Osama bin Laden tinha ligado o ataque à intervenção da Austrália em Timor-Leste, disse ele. A Austáalia tinha muito mais com que se preocupar do que Timor-Leste.Tinha de estar preocupado com ‘as implicações para as nossas relações com outros países, especialmente com a Indonésia’.
Downer batia na mesa quando descaradamente avisava que a Austrália podia deixar todos os recursos do Mar de Timor no chão até que as coisas seguissem o rumo dele: ‘Não temos de explorar os recursos. Podem ficar lá durante 20, 40, 50 anos.’ Perto do fim do encontro, Downer avisou Alkatiri que era refém dos seus conselheiros Ocidentais e que precisava de uma aula de política. ‘Não gostamos de fundamentalismos,’ disse Downer. ‘Somos muito duros. Estamo-nos marimbando se der a informação aos media. Deixe-me dar-lhe uma lição de política — não tem qualquer possibilidade’
Uma conselheira de media do Gabinete do Mar de Timor de Alkatiri (TSO), Zoe Cottew, produziu uma transcrição completa deste encontro tumultuoso. Alkatiri, apesar de ser fluente em Inglês, escolheu falar em Português, o que significou que a tradução atrasou a troca de palavras a um ponto tal que Cottew escreveu um registo à mão de todo o encontro.
No princípio de 2003, o TSO fez circular a transcrição completa numa base confidencial a um número de pessoas na Austrália. Um dos receptores enviou-o para o website Crikey, que o publicou sob o título ‘Estúpido Pomposo Colonial .’
A exactidão da transcrição foi reforçada pelas acusações da Austrália de que Timor-Leste tinha gravado secretamente o encontro, o que não tinha feito. Mas a sua emissão inadvertida reforçou a simpatia internacional por Timor-Leste e percepções do estilo briguento adoptado pela Austrália nas negociações.
No fim duma tarde na primeira semana de Março de 2003, o embaixador Australiano em Timor-Leste, Paul Foley, bateu à porta do TSO, e informou dois conselheiros que lá estavam a trabalhar que o Ministro dos Estrangeiros Australiano queria um encontro urgente em Dili para assinar o acordo do Sunrise.
Os conselheiros disseram a Foley que o dia escolhido por Downer era de facto Quarta-feira de Cinzas, um feriado público no Católico Timor-Leste. Os Ministros estariam fora de Dili nesse dia e a assinatura teria de se fazer noutra altura.
Foley estava a operar sob instruções estritas e pareceu não entender o significado de Quarta-feira de Cinzas. Disse que queria a assinatura de Timor-Leste no acordo do Sunrise antes de a Austrália começar o processo de ratificação do tratado. Isto era porque Downer pensava que os conselheiros de Timor-Leste ‘fariam batota,’ disse-lhes Foley.
Mais tarde nessa noite o embaixador foi à procura doutros conselheiros de Timor-Leste e encontrou um grupo no acabado de construir restaurante frente ao mar no tropical chic Esplanada Hotel. Foley descarregou a raiva do seu Ministro, dizendo ao grupo que Downer estava ‘farto’ das ‘mentiras e desonestidade’ do novo Governo Timorense e do seu Primeiro-Ministro, e que Downer insistia no encontro de Quarta-feira.
Sentada na mesa estava Einar Risa, um escandinava agradável e de alto nível que tinha servido como diplomata e Secretário de Estado do Desenvolvimento e Cooperação no Governo Norueguês, e em posições de topo na gestão na companhia nacional de petróleo Statoil. Risa tinha acabado de ser nomeado director executivo da Autoridade Designada do Mar de Timor (TSDA), a autoridade conjunta estabelecida para gerir a área do Tratado. Apesar de Foley representar um dos seus empregadores, Risa disse-lhe que nunca antes tinha visto ou ouvido um embaixador emitir comentários tão insultantes acerca do seu país hospedeiro. Ao mesmo tempo que não sabia o que significava diplomacia na Austrália, disse, “ o brigar de pátio de escola” de Foley não era a norma internacional.
Como a Austrália repelia a ratificação do Tratado, Alkatiri escreveu a Howard na Terça-feira 4 de Março e disse que iria ‘submeter o [Acordo Internacional de Unitização do Greater Sunrise] IUA imediatamente ao meu Conselho de Ministros para aprovação’. Estava a tentar comprar tempo. Isto não era o suficiente para satisfazer Downer que queria a assinatura de Timor-Leste no acordo imediatamente.
Na manhã seguinte, 5 Março, Quarta-feira de Cinzas, Howard telefonou a Alkatiri do seu gabinete no Parlamento em Canberra. Na altura, Alkatiri recusava receber telefonemas de Downer, mas agora estava prestes a receber uma outra aula de política. Nessa manhã o Governo Australiano tinha agendado na Casa dos Representantes leis para a ratificação do Tratado do Mar de Timor.
Howard disse a Alkatirique a não ser que Timor-Leste assinasse o acordo do Sunrise a Lei para o Tratado ficaria ‘parada’ na Casa Baixa, o que significaria que o desenvolvimento de Bayu-Undan colapsaria. ‘Era um ultimato. Howard disse que a não ser que concordássemos em assinar o novo acordo imediatamente, pararia a aprovação do tratado no Senado,’ disse um funcionário Timorense.
Downer falou com Ramos Horta, e os dois acordaram em que Timor-Leste convocaria um Conselho de Ministros extraordinário na manhã seguinte, Quinta-feira 6 de Março, para endossar o negócio do Greater Sunrise. Estava acordado que Downer voaria para Dili nesse dia para a assinatura, mas Alkatiri não se convenceu, e foi preciso o peso conjunto de Ramos Horta, o Presidente do Parlamento, Francisco ‘Lu Olo’ Guterres, e de Xanana Gusmão, que era agora o Presidente da República para o convencer a avançar com a assinatura.
Mais tarde nesse dia Downer assinou o acordo na mesma sala.
De volta em Canberra no Senado nesse dia, os Verdes, os Democratas Australianos e os Trabalhistas falaram fortemente contra as tácticas do Governo Australiano. Era evidente para os partidos da oposição que o Governo Australianoestava preparado o desenvolvimento Bayu-Undan de modo a amarrá-lo aos 79.9 por cento do campo Sunrise. O Senador Bob Brown dos Verdes Australianos lançou um ataque inspirado ao governo culminando na acusação a Howard de ter feito ‘chantagem’ contra Timor-Leste. Brown disse ao Senado:
Acredito que estamos a ser emboscados com esta legislação … estamos a ser emboscados no interesse das grandes companhias de petróleo, para enganar Timor-Leste. Estas são as grandes companhias do petróleo, com a cumplicidade activa do Primeiro-Ministro, nem menos, a defraudar Timor-Leste dos seus recursos. É uma fraude. É ilegal. Ontem à noite, como nos dizem os jornais, o Primeiro-Ministro telefonou para o seu colega de Timor-Leste para fazer chantagem. O que John Howard fez foi coagir um vizinho pobre e fraco por meio de chantagem.
O Presidente do Senado pediu a Brown para retirar a palavra ‘chantagem’ mas ele recusou. A Coligação e os Trabalhistas votaram a expulsão de Brown do Senado para o resto do dia. Disse depois de ter sido expulso, ‘Chantagem é uma palavra que já foi usada no parlamento milhares de vezes desde 1981 mas nunca foi mais adequadamente usada do que nesta ocasião.’
Howard afirmou ter sido mal interpretado e deu uma explicação pessoal na Casa dos Representantes:
Ontem, noutro local, foram feitas alegações pelo Senador Brown que tinha tentado intimidar ou roubar com violência a liderança Timorense sobre as negociações do Mar de Timor. Essas afirmações são totalmente falsas. Telefonei ontem ao Primeiro-Ministro de Timor-Leste para lhe perguntar se a aprovação formal por Timor-Leste de um acordo internacional de unitização podia ser completada a tempo de uma visita pelo Ministro dos Negócios Estrangeiros hoje para assinar o acordo … O meu telefonema ao Dr Alkatiri, que foi totalmente civilizado e cordial de acordo com a nossa relação próxima, relacionou-se apenas com o processo formal e não com a substância do pacote negociado. Possa eu acrescentar os meus calorosos parabéns ao Ministro dos Negócios Estrangeiros pela sua orientação habilidosa desta matéria.
Alkatiri condescendeu e acordou assinar o acordo do Sunrise, mas recusou fazê-lo pessoalmente, delegando a sua tarefa na Ministra da Justiça, Ana Pessoa. Nessa noite a Lei do Tratado do Mar de Timor entrou no Senado Australiano.
Este é um extracto editado do livro de Paul Cleary “Shakedown: Australia’s Grab for Timor Oil (Allen & Unwin, RRP $29.95). Em Hobart, o livro será lançado pelo Senador Bob Brown na Livraria Hobart, na Quarta-feira, 27 Junho, 6:00 pm. Em Melbourne, o livro será lançado pelo Cônsul Honorário para Timor-Leste Kevin Bailey no Trades Hall na Quinta-feira, 28 Junho, 6:00 pm.
Acerca do autor
Paul Cleary cresceu no Sudoeste de Sydney e trabalhou como jornalista cobrindo economia, política social e fiscalpara o Sydney Morning Herald e a Australian Financial Review enquanto esteve na Canberra Press Gallery durante 10 anos. Depois da sua primeira visita a Timor-Leste em 1997 foi conselheiro do Gabinete do Mar de Timor do Governo de Timor-Leste de 2003-05.
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quinta-feira, junho 21, 2007
Dos Leitores
Comentário na sua mensagem "Segundo O jornal Suara Timor Lorosae, o CNRT apres...":
A indicação no meio de eventuais membros do governo do presidente do tribunal de recurso mostra a confusão ou pelo menos um errado entendimento do que é o princípio da separação de poderes: o poder executivo e o poder judicial de acordo com a constituição são separados... a confusão é grave, pois em Timor Leste ao que parece já é o Presidente que emite ou suspende mandados de captura em vez de serem os tribunais...
Sabem o que é um Estado de Direito democrático?
Os conselheiros internacionais antropólogos aposto que não fazem ideia...
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Segundo O jornal Suara Timor Lorosae, o CNRT apresentou o seu governo sombra
“CNRT Kria Governu Unidade Nasional Mario PM, Xanana Prezidenti PN
DILI – Sekretariu Jeral Partidu CNRT, Deonisio Babo hatete, CNRT iha ona hanoin atu kria governu unidade nasional inkluzivu. Governu nee atu akumula ema hotu nebee iha kapasidade hodi kontribui ba dezenvolvimentu nasaun.
"Politika CNRT nian mak unidade nasional inkluzivu nebee sei involve ema kapasidade hodi kontribui ba dezenvolvimentu rai nee," hateten Deonisio Babo ba STL iha sede CNRT, Segunda horseik.”
Presidente República
DR. José Manuel Ramos Horta
Presidente Parlemento Nacional
Kay Rala Xanana Gusmao
Presidente Tribunal Recurso
DR. Dionisio Babo Soares, SH, MA.
Procurador-Geral da República
Silveiro Pinto, SH
Primeiro-Ministro
Mario Viegas Carrascalão
Ministro dos Negócios Estrangeiros e Cooperação
Dr. Jose Luis Gutteres
Ministro Estatal
Faustino da Costa Cardoso, Ph.D
Ministro Interior
Aurelio Gutteres, Ph.D
Ministro da Justiça
Aderito de Jesus Soares, SH. MML
Ministro Desenvolvimento, Economia e Investimento Nacional
Prof. DR. Lucas da Costa
Ministro da Saúde
dr. Rui Maria Araujo
Ministro Agricultura, Pescas e Florestas
Edmundo Viegas, Ph.D
Ministro Finanças e Planeamento
Joao Mariano Saldanha, PhD.
Ministru Obras Públicas
Ir. Joao Alves
Ministro Defesa
T.Cor. Filomeno da Paixao de Jesus
Ministro Telecomunicações e Transportes
Ir. Estanislau Aleixo da Silva
Ministro Social (MTRC)
Dr. Avelino Coelho
Ministro Educação
Benjamin Cortereal, Ph.D
Ministro Minerais e Política Energética
Dr. Fernando Araujo Lassama
Ministra Assuntos da Mulher e Igualdade
Dra. Milena Pires
Secretario Estado Conselho de Ministros
Francisco Guterres, Ph.D
Secretario Estado dos Assuntos dos Veteranos
Cornelio Gama / L-7
Secretario Estado Assuntos de Lei e Parlamento
Dra. Lucia Lobato
Secretario Estado Assuntos Água e Electricidade
Miguel Manetelu
Secretario Estado Assuntos Juventude e Desporto
Eng. Mariano Sabino Assanami
Forças Militar e Polícia:
Comandante Forças Armadas (F-FDTL)
Brig. General Taur Matan Ruak
Comissário Nacional PNTL
Com. Afonso de Jesus
Procurament Nacional
Dra. Fernanda Borges
Director Geral BPA
Maria Jose Fonseca, SE, MBA
Provedor Direitos Humanos
Benevides Correia, SH
Comissário Nacional Anti-Corrupção ( Inspector Geral )
Pe. Martinho Gusmao, S.Phil, M.Phil. dd
Hilariante!
Este Governo Sombra inclui vários dirigentes de outros partidos, incluindo o actual Primeiro-Ministro, sem que estas pessoas tenham aceito qualquer lugar.
O partido PD já fez um comunicado de imprensa denunciando este facto, visto que o seu presidente, Fernando Lasama aparece aqui como Ministro.
Também "nomeia" um novo Presidente do Tribunal de Recurso, cuja nomeação é da competência do Presidente da República, que acaba de dar posse por mais quatro anos ao Juiz Cláudio Ximenes...
Enfim mais do mesmo...
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Dos Leitores
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Mentes brilhantes...":
Egídio de Jesus, com esta entrevista, confirma o adágio popular "Quem muito fala pouco acerta".
Diz ele que "Os membros da FRETILIN Mudança viveram, durante 24 anos, como FRETILIN com o Povo Maubere, consumindo “Kumbili”, aliás, tubérculo comestível, feijão bravo, mandioca."
Toda a gente sabe que JL Guterres e Maubosi não comeram Kumbili durante 24 anos. A não ser que este tubérculo também exista em Moçambique e Austrália, respectivamente.
Se há membros da "Mudansa" que são simultaneamente da Fretilin e do "CNRT", há ainda um deles que consegue a proeza de pertencer a 3 "partidos" simultaneamente: "Mudansa", "CNRT" e "Maputo" - é JL Guterres.
Quando Egídio de Jesus diz que "alguns líderes têm duas esposas. Divorciam-se da mais velha, casando depois com a segunda. Isto é um problema", refere-se ao seu líder Xanana? É que, como é sabido, XG foi casado com a D. Emília Gusmão, da qual se "divorciou" em circunstâncias que prefiro aqui não desenvolver. Depois, casou-se com a australiana Kirsty, que alguns mal-intencionados dizem ser uma espia ao serviço do seu país de origem.
Se assim é, Egídio de Jesus mostra que de facto dentro do "CNRT" se respira liberdade de expressão. Resta saber se o "grande líder" gostou de ler estas críticas duríssimas...
E já que estamos numa de crítica de moral e bons costumes, acho que dentro da mesma linha de pensamento EJ devia criticar também um péssimo hábito que Xanana tem:
Uma das figuras mais populares do Brasil é o "beijoqueiro", português emigrado naquele país há muitas décadas. Esta personagem consegue ultrapassar todas as barreiras e dispositivos de segurança para beijar gente famosa, coleccionando beijos como quem colecciona autógrafos.
Os colegas de blog perguntarão: mas o que é que isso tem que ver com Xanana? Não sabem? É que Timor também tem o seu "beijoqueiro". Chama-se Xanana. Mas este "beijocas" é mais selectivo e requintado, pois tem o péssimo hábito de beijar as mulheres na boca. Só que o Maun Boot não é propriamente um coleccionador: Mulheres conhecidas ou estranhas, adultas ou crianças, tudo o que vem à rede é peixe.
Para os mais cépticos, aconselho uma (re)visão do vídeo da Diana Andringa, onde o ”artista” aparece em plena performance...
Aqui fica o aviso à navegação feminina e o lembrete para a próxima entrevista do camarada Egídio. Cá ficamos à espera.
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H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Como Xanana quer libertar o povo?...":
Não sei como ele vai libertar o povo, mas parece que inclui helicópteros Apache, F-14 e satélites...
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H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "A Partir do Mês de Julho, “O Presidente da Repúbli...":
""Não podem receber vencimentos do Estado e utilizarem a pistola para intimidar a população. Se fizerem isso, destruirão a credibilidade da polícia e o povo não acreditará na polícia”, afirmou Horta"
Pelos vistos, este princípio não se aplica aos membros da Polícia Militar que mataram pessoas e se evadiram da prisão...
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Dos Leitores
Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Mais do mesmo... na República das Bananas.":
O Horta no seu melhor: a tentar convencer-nos que cancelou o que não havia! Não é segredo nenhum que não havia ninguém à procura do Alfredo e do seu bando.
Além de que o Horta pode fingir que dá ordens a quem lhe apetecer mas compete apenas ao poder judicial decidir do Alfredo e do seu bando e para todos os efeitos o estatuto deles é de foragidos à justiça e só têm duas vias: ou se entregam ou são apanhados mais cedo ou mais tarde.
Não há volta a dar-lhe neste caso do Alfredo e dos seus bando nada podem nem Horta, nem bispos, nem padres, nem ninguém. Ou eles se entregam ou são apanhados.
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Presidente timorense pede Governo de unidade após as eleições
EFE - 21 Junho 2007 - 05:46
Díli - O presidente do Timor-Leste, José Ramos Horta, pediu hoje que todos os partidos políticos formem um Governo de união nacional, qualquer que seja o vencedor das eleições legislativas do dia 30 de junho, porque será a única forma de sair da crise que afeta o país há um ano.
"Em nome da estabilidade, da paz, da harmonia e da reconciliação nacional, peço a todos que formem um Governo de união nacional, porque a realidade mostra que um só partido não pode governar bem o país", disse o líder, em Díli.
O dirigente, prêmio Nobel da Paz em 1996, acrescentou que cada partido deveria apresentar a sua visão de um Governo de união nacional.
O Conselho Nacional para a Reconstrução do Timor-Leste (CNRT), fundado pelo ex-presidente Xanana Gusmão este ano e um dos favoritos, aderiu à iniciativa e ontem apresentou à imprensa a sua proposta.
O Executivo proposto pelo CNRT dá a Gusmão a Presidência do Parlamento e a Mario Carrascalao, do Partido Social Democrático, a chefia do Governo.
A Frente de Resistência do Timor-Leste Independente (Fretilin), que tem a maioria na atual legislatura, ficaria com os ministérios de Relações Exteriores e Telecomunicações.
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Turismo: Timor-Leste em feira na China em busca de investimentos no sector
LUSA – 20 Junho 2007 - 12:26
Pequim - Enquanto a maioria dos países que participa na feira internacional de turismo de Pequim, que começa quinta-feira, vai em busca de visitantes, Timor-Leste, tem sobretudo como objectivo atrair investidores, disse hoje o embaixador timorense na China.
A Feira Internacional de Turismo de Pequim (Bite 2007, na sigla inglesa) decorre na capital chinesa entre 21 a 23 de Junho, e reúne cerca de 800 expositores de 80 países, entre operadores turísticos e destinos chineses e internacionais.
Timor-Leste, Brasil e Cabo-Verde são os únicos países de língua portuguesa a participar na exposição, mas enquanto brasileiros e cabo-verdianos têm os olhos postos nos turistas da China, que será em 2020 o quarto maior mercado emissor turístico mundial, a participação timorense visa antes de tudo atrair investimento para o sector.
"O nosso objectivo é continuar a promover Timor-Leste no que toca às potencialidades turísticas. Queremos mostrar o que Timor-Leste tem de bom para possibilitar a evolução do sector no país, em especial no que toca ao investimento em infra-estruturas", disse Olímpico Miranda Branco, embaixador timorense na China, em declarações à agência Lusa em Pequim.
O pavilhão de Timor-Leste na Bite 2007, com cerca de 18 metros quadrados, representa um investimento de cerca de 20 mil dólares, segundo o diplomata.
"Vamos mostrar no pavilhão a cultura, a história, a paisagem, as praias, tudo o que faz de Timor-Leste um destino turístico com muito potencial, e que poderá atrair para o país investidores para o sector", acrescentou Miranda Branco.
Apesar da China não ter ainda concedido a Timor-Leste o estatuto de destino turístico aprovado, que permite aos cidadãos chineses viajar em grupo sem necessidade de autorização de saída por parte de Pequim, o turismo timorense decidiu promover-se na feira de Pequim devido ao grande número de operadores internacionais do sector que visitam a Bite, em especial do continente asiático.
"Participam na feira operadores e agências do Japão, do Sudeste Asiático, da China, de Hong Kong, e é por isso uma óptima ocasião para Timor-Leste criar uma rede de contactos e de acordos na região, que poderá potencia Timor-Leste enquanto destino turístico", considerou Olímpico Miranda Branco.
RBV-Lusa/Fim
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Principais resultados agrícolas do governo da FRETILIN
VOTA para a FRETILIN!
Eleições Legislativas 2007
"Defendendo a Independência de Timor-Leste"
Comunicado de Imprensa
21 Junho 2007
Aumento de varzias, construção de silos e reabilitação de escolas agrícolas, são alguns dos muitos resultados do primeiro governo da FRETILIN, na área de Agricultura e Pescas, em Timor-Leste.
Francisco Benevides, actual Ministro da Agricultura, Florestas e Pescas, e candidato parlamentar da FRETILIN, disse hoje que o governo da FRETILIN tem tido sucesso no estabelecimento de estruturas institucionais para gestão da agricultura, florestas e pescas do país desde a restauração da independência em 2002.
Francisco Benevides indicou o seguintes resultados do Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas:
1. Aumento da produção de arroz, de uma média de 1.5 toneladas por hectare para 2.2 toneladas por hectare. O Ministério lançou também o programa de Gestão de Colheitas Integradas, que está desenhado para aumentar a produtividade de 2.2 para 3.5 toneladas por hectare. O programa está a ser aplicado nos distritos de Bobonaro e Baucau, e envolve cerca de 172 agricultores. Se tiver sucesso, será implementado por todo o país.
2. Introdução de novas variedades de colheitas, tais como arroz e trigo, para diversificar os alimentos e aumentar a produção alimentar.
3. Redução de arroz importado, necessária para alimentar a população com dois terços a um terço do consumo doméstico.
4. Introdução do fundo de Desenvolvimento Comunitário, envolvendo cerca de 442 sucos que irão receber 10 mil dólares americanos para desenvolvimento de programas comunitários. O custo total do Fundo de Desenvolvimento Comunitário é de quase 4.7 milhões de dólares americanos. O governo da FRETILIN está agora a ver como continuar este programa pelos próximos cinco anos.
5. Criação de uma compreensiva política nacional de segurança alimentar e a construção de 212 silos para melhorar a segurança alimentar. O Ministério também distribui informações aos agricultores sobre melhores alturas para plantação, de forma que a maximizar a produção.
6. Criação de políticas e estratégias para o ministério, a médio e longo prazo.
7. A capacidade em muitas áreas para dupla plantação, em comparação com apenas uma colheita por ano durante a ocupação indonésia. Estas áreas encontram-se nos distritos de Manufahi, Manaturo e Bobonaro.
8. Reabilitação e reflorestação de plantações de árvores de sândalo, após a exploração excessiva durante o tempo indonésio. A qualidade do sândalo em Timor-Leste está avaliada como uma das melhores do mundo, e o governo da FRETILIN tem tomado medidas para assegurar que este valioso produto renovável seja desenvolvido de forma apropriada e sustentável.
9. Regeneração das plantações de café, após a má gestão durante a ocupação indonésia. O Ministério tem também criado novas plantação nas regiões de café, por todo o país.
10. Estabelecimento de uma estrutura legal para pesca, incluindo restrições e licenças. O Ministério atribuiu quatro licenças de pesca à empresas privadas e irá, durante os próximos anos, convidar mais empresas, incluindo estrangeiras, a investir em Timor-Leste. O Ministério está agora a analisar para o estabelecimento de um limite de número de licenças a serem atribuídas, tendo em consideração o desejo do Ministério pelo desenvolvimento sustentável dos seus recursos marítimos.
11. Reabilitação de três escolas agrícolas em Maliana, distrito de Bobonaro, Natarbora, distrito de Manatuto, e Fuiloro, Distrito de de Lautém. As escolas ensinam cursos de agricultura, de três anos, equivalentes ao ensino secundário, para cerca de 600 alunos. As escolas de Natarbora e Maliana são geridas pelo Ministério, enquanto a escola de Fuiloro é gerida pela Igreja Católica. Um currículo nacional está a ser criado com a assistência dos governos da Alemanha, Brasil, EUA e Portugal. O Ministério tem agora em vista a oferta de educação universitária em áreas como agribusiness e reprodução animal.
12. O Ministério tem reabilitado ou estabelecido esquemas de irrigação comunitárias e esquemas de irrigação à escala média cobrindo, respectivamente, 12,672 ha e 13,202 ha. Em relação aos esquemas de irrigação em larga escala, o Ministério tem reabilitado irrigações em Karau Ulun, distrito de Manufahi, cobrindo cerca 1,030 ha, e está planeado para o próximo ano a reabilitação de vários esquemas de irrigação no distrito de Viqueque. O Ministério tem também subsidiado sistemas de irrigação de base comunitária, por todo Timor-Leste.
13. Construção de sistemas de água em Acrema, ilha de Ataúro, para aumentar a disponibilidade de água na ilha.
14. Vacinação anual de animais domésticos, incluindo 300 mil búfalos, 2.7 milhões de aves e 300 mil porcos.
15. Desenvolvimento de políticas que governem o uso de pesticidas, utilização de terrenos, fertilizantes, quarentena e pescas.
16. Um foco real no desenvolvimento de práticas e políticas sustentáveis.
17. Desenvolvimento de indústrias de óleo de coco e óleo de nogueira-da-índia (também conhecida como nogueira-de-iguape e saboneteira. Aleurites moluccana) para preparação destes produtos para exportação. No ano passado, Timor-Leste exportou 100 mil litros de óleo de nogueira-da-índia para mercados globais.
18. Um foco na formação dentro do Ministério. O Ministério enviou estudantes para Austrália para completarem os seus cursos em Agribusiness, gestão florestal e Sistemas de Informação Geográfica. Assinou também um Memorandum de Entendimento com duas universidades indonésias, O Agricultural Institute em Bogor e a Universidade de Brawijaya, para enviar estudantes para completarem os seus cursos de licenciatura e pós-graduação.
19. Compromisso real para pesquisa e desenvolvimento com o estabelecimento de quatro estações de pesquisa, nos distritos de Manufahi, Aileu, Baucau e Bobonaro. As estações, actualmente, concentram-se em testes adaptivos para diferentes tipos de plantas. Como resultado dos testes, o Ministério tem lançado diferentes variedades de trigo, amendoim, arroz e batata-doce.
20. Implementação de uma análise aos recursos marítimos, pela costa, cinco milhas a partir da praia, de Dili à Ilha de Jaco, a ponta-leste do país. O estudo foi feito em conjunto com a Universidade Charles Darwin, a Universidade James Cook, Australian Marine Science e a Universidade Nacional Australiana. No próximo ano fiscal, o Ministério tem planeado realizar o mesmo estudo na costa de Dili à fronteira com Timor Ocidental, pela costa da Ilha de Ataúro e pela costa do distrito de Oecusse.
Para mais informações, contacte:
FRETILIN Media (+670) 733 5060
email to fretilin.media@gmail.com
www.timortruth.com, www.fretilin-rdtl.blogspot.com
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OPEN LETTER TO PRESIDENT JOSE RAMOS-HORTA
Jun 21, 2007 9:06 AM
FORUM-ASIA today issued an open letter to the new president of Timor Leste, Dr. Jose Ramos-Horta after a first month of assuming the Palace of Ashes. FORUM-ASIA, the Bangkok-based regional human rights organization reminds him on the pending issues of impunity and urge for the matter to be immediately resolved. For further reading, please view attachments.
PRESS STATEMENT
(Bangkok) FORUM-ASIA, writes to Jose Ramos-Horta, the new president of Timor Leste, to remind him of the pending issues of impunity on violations of human rights that have occurred in the country also known as East Timor . Swift and immediate resolution of this matter is urged.
According to the new amnesty law recently passed by the National Parliament, offering clemency for certain crimes/misdemeanors (Lei Sobre a Verdade e Medidas de Clemencia para Diversas Infraccoes) committed between 20 April 2006 and 30 April this year, offenders would either receive pardon or get reduced prison terms for “good behavior”. This term is not only vague in nature but also contravenes with international human rights law and poses a serious blow to the judicial system.
FORUM-ASIA reiterate that should Ramos-Horta go ahead with promulgating the new amnesty law, within 30 days from the date of its approval, it will contradict with his election campaign promise to improve the judicial and security sectors, which were badly affected by last year’s unrest. The present situation of the internally displaced persons (IDPs) is urgently in need of attention and we urge the government to take full interest in the livelihoods of the people.
On the regional front, Ramos-Horta chose Indonesia as his first country working visit and agrees with President Susilo Bambang Yudhoyono to extend the mandate of the Commission of Truth and Friendship (CTF, Komisi Kebenaran dan Persahabatan) among other issues discussed such as trade, culture and border demarcation. Both presidents agreed to grant amnesty for perpetrators of crimes against humanity on the condition that they make a public confession to the Commission which was co-established in December 2004 in response to the 1999 referendum.
Anselmo Lee of FORUM-ASIA said “This does not seem to be a constructive option with regards to the promotion of reconciliation and the rule of law when impunity acutely undermines the justice system.” He continued, “The victims of violence, who have put their trust on him has long been denied access to justice much less reparation and compensation.”
Referring to Ramos-Horta’s public statement shortly after the official announcement of the Presidential elections result on 11 May 2007; “I will do my best not to fail the people who have voted for me, and not lose their trust, and lose sight of their aspirations.”
FORUM-ASIA would finally like to extend its appreciation of the country’s electoral authorities for ensuring the protection of voter’s rights and maintaining their integrity and independence throughout the election period, which many international observers pronounced as free and fair. FORUM-ASIA would like to congratulate Ramos-Horta and the people of Timor Leste for choosing democratic means to meet the international standard of human rights and hope that he will keep his promise and maintain the status as an independent leader.
A luta continua,
Anselmo Lee
Executive Director
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COMENTÁRIO AO ARTIGO DO AUSTRALIAN NEWS (08JUN07)
“Plano de Defesa Irrealista” – “Plano Secreto de Mísseis”
PARTE III
Estratégia Australiana
Da leitura do artigo conclui-se apenas ser dito um facto, que é uma realidade já constatada “...Camberra deseja controlar o sector da segurança timorense…”, utilizando todos os meios possíveis, mesmo os ilícitos, o que é uma verdade indesmentível como se procura demonstrar nos parágrafos seguintes:
A crise politico-militar em Timor-Leste traduz uma clara situação de luta pelo poder, a que não é alheia a afirmação de interesses externos (estrangeiros). Os acontecimentos na capital timorense vieram sublinhar, por outro lado, as fragilidades de um Estado que cumpriu cinco anos de existência e que se encontra entre os mais pobres do mundo, com 40% da população a viver no limiar da pobreza e um rendimento per capita inferior a 300 USD.
O que está em causa em Timor-Leste não é se este Estado tem ou não condições para ser viável, e se os seus dirigentes são capazes de ultrapassar divisões e não ceder à tentação de se transformarem em agentes de estratégias induzidos do exterior; o que se tornou hoje relevante é saber até que ponto interesses externos ao país (estrangeiros) poderão condicionar ou determinar as orientações políticas e a acção governativa naquele país.
A dimensão da violência, que se verifica desde 2006, indica de forma objectiva que, desde o início, não estavam em causa reivindicações de ordem corporativa e social. O objectivo era o de paralisar o funcionamento das instituições, acentuar problemas reais e demonstrar a ineficácia do governo e das forças de segurança. O objectivo era, no fundo, forçar uma mudança de executivo e tornar evidente para o mundo que Timor-Leste é um “Estado frágil”– conceito empregue em documentos da política externa australiana para designar países em que Camberra protagonizou ou participou em intervenções militares (por exemplo, as Ilhas Salomão, o Afeganistão ou o Iraque) e que utiliza também para definir aquele território.
A crise política em Timor-Leste serviu para Camberra demonstrar a real possibilidade de se materializar um “arco de instabilidade” – conceito recorrente em declarações de dirigentes australianos e que define um cenário em que certos países ou regiões em torno da Austrália poderiam transformar-se em santuários de grupos terroristas ou plataformas de trânsito de droga e lavagem de dinheiro sujo; uma situação que poderia pôr em causa interesses de Camberra nessas áreas ou desestabilizar a própria Austrália.
Neste quadro, torna-se relevante citar um documento de política estratégica das forças armadas australianas, parcialmente divulgado em 2001 por alguns media daquele país, em que são delineadas de forma clara as intenções de Camberra em relação a Timor-Leste. A “Austrália deve prosseguir os seus objectivos estratégicos” no território, “nomeadamente negando o acesso e a influência” a interesses concorrentes. “O propósito de negar acesso e influência assenta no princípio de que nenhuma potência estrangeira deve possuir larga margem de manobra para se imiscuir em Timor-Leste, e deve ser colocado em paralelo com o propósito de a Austrália ter uma boa implantação em Timor-Leste, em particular das suas forças armadas. Os interesses estratégicos da Austrália poderão também ser assegurados se a Austrália conseguir ter algum grau de influência sobre o processo da tomada de decisões” em Timor (Isto está escrito). O documento, datado de 10 de Maio de 2001, indica que o objectivo final da actuação australiana deve ser o de garantir que actos ou palavras dos dirigentes timorenses nunca ponham em causa os interesses de Camberra. Nesta perspectiva, pode extrair-se a conclusão que o interesse em afastar Marí Alkatiri resulta do ex-primeiro-ministro timorense ser, eventualmente, um elemento ligado a estratégias concorrentes com as do governo australiano, como Portugal ou com as do governo americano, como a China. Perante as linhas de acção referidas, facilmente se percebe o forte antagonismo e posições assumidas pelo governo australiano em relação à intervenção e apoio desinteressado de Portugal em Timor-Leste o que tem provocado dificuldade e atrito nas relações diplomáticas entre os dois países, mesmo que Portugal vá procurando dissimular o mal estar existente e indesmentível.
No plano externo, pode ser afirmado com toda a certeza, que há interessados no fracasso de Timor-Leste, dispostos a políticas de desestabilização social e política. A Indonésia pode ser um desses actores, mas declarações e actos dos governantes australianos ao longo do tempo indicam que, na avaliação prospectiva de Camberra, um Timor-Leste viável não é a perspectiva mais do seu agrado. Ou melhor, a viabilidade de Timor-Leste é ou não aceitável para Camberra consoante a sua capacidade para influenciar os acontecimentos no território.
Na presente conjuntura, atendendo ao passado da FRETILIN, às profundas divisões da sociedade timorense e ao modo como certos confrontos foram resolvidos no interior e fora de Timor, não é de excluir que, à medida que o combate político se intensifique, e apesar da presença de Forças Internacionais, não possam surgir situações de confronto aberto. Ou que problemas – como o caso dos ex-militares – não sejam utilizados para novas acções de desestabilização interna. E que persistam os ciclos crónicos de violência que têm marcado a história de Timor-Leste, com todas as consequências negativas daí decorrentes e o consequente impacto negativo na situação de segurança e desenvolvimento integrado e sustentado do país.
Crise Político-Militar
A resolução do problema relacionado com a reorganização e reestruturação do sector da segurança e defesa passa pelo entendimento claro e inequívoco dos factores, que estiveram na origem da crise político-militar em que ocorreram graves confrontos armados dos quais resultaram várias dezenas de mortos e mais de uma centena de feridos. A crise teve causas remotas e recentes, mas teve origem numa estratégia, cuidadosamente arquitectada e multifacetada, promovendo a desestabilização política, militar, social e cultural, através de acções de carácter subversivo (algumas delas desenvolvidas ou coordenadas por assessores militares australianos, bastante chegados a Xanana Gusmão e ao actual Presidente da República – existem registos fotográficos e documentos comprometedores).
A estratégia referida obedeceu a um Plano delineado, que teve como principal objectivo a divisão da sociedade timorense em duas etnias, através de argumentação artificialmente criada, e impedir o normal funcionamento das instituições, tendo em vista a descredibilização do Estado de Direito com a finalidade de interromper o processo político em curso. Para atingir aquele objectivo foi necessário tentar dividir as Forças de Segurança (F-FDTL e PNTL), através do pretexto “Loromonu V Lorosae” e da promoção de conflitos entre aquelas instituições.
Relativamente às F-FDTL as tentativas estão identificadas, desde 2004, mas sem grande resultados, pois os veteranos, principal alvo, mantiveram a sua coesão. No entanto, em relação à PNTL, foi plenamente atingido, uma vez que, após a falência da sua hierarquia (28ABR06), verificou-se a acelerada deterioração da manutenção da lei e ordem e a total desintegração daquela importante instituição, garante da segurança interna, que teve o apoio privilegiado da ONU e Austrália, e onde foram consumidos milhões de USD como já referido anteriormente.
No âmbito das várias investigações efectuadas seria muito importante ter sido indagado, com seriedade, o motivo e âmbito das acções de subversão identificadas na PNTL e F-FDTL, desde 2004, e a quem interessava a fragilidade das Forças de Segurança, especialmente das F-FDTL e quem se aproveitou desse facto para criar a instabilidade política, militar e sócio-económica, que levou à grave crise politico-militar (verifique-se com atenção as movimentações e ligações de alguns militares australianos. Curiosamente as unidades sedeadas em Los Palos, onde se verificaram os maiores problemas das F-FDTL, tinham como assessores militares australianos o que poderá constituir apenas uma coincidência, que valerá a pena analisar detalhadamente e com toda a imparcialidade). Assim, face à impotência ou incapacidade revelada por parte dos militares australianos para assessorar convenientemente as unidades das F-FDTL, o governo australiano não tem autoridade para emitir opiniões depreciativas ou tentar interferir na reestruturação e desenvolvimento das F-FDTL, que tem sido liderado pelos timorenses.
Neste contexto, é possível inferir, que a frágil estrutura do Estado e as dissenções latentes numa sociedade onde a organização e o funcionamento das instituições se situam ainda muito aquém do desejável, como é o caso das F-FDTL e PNTL potenciam a eclosão, limitada mas recorrente, de conflitos cujos contornos nem sempre se conhecem, mas que constituem uma preocupação pelo facto de se prestarem às mais diversas formas de manipulação ao nível interno e externo
Durante a crise existiram indícios claros de, mais uma vez, ter sido efectuada uma campanha, apoiada por alguns elementos especializados da Força Internacional australiana, com orientações específicas para “branquear” o envolvimento dos elementos da PNTL, referenciados, pois caso contrário implicaria assumirem o seu enormíssimo falhanço e o da ONU no apoio directo àquela instituição que, após a falência da sua hierarquia, ficou completamente desmembrada e onde foram consumidos milhões de dólares.
Assim, uma das grandes preocupações dos responsáveis da Força Internacional australiana tem passado por procurar deixar impunes os elementos da PNTL referenciados, de forma a que alguns dos factos não possam contrariar sua estratégia, continuando a ser referido (até por assessores portugueses), que Timor-Leste necessita apenas de uma Polícia civil e não de Forças Armadas, que são as principais responsáveis pela actual grave crise na óptica de alguma imprensa australiana, que faz da tal “caixa de ressonância” de alguns políticos e das próprias linhas de acção do governo em que também tem sido posto em causa o apoio assegurado por Portugal, nomeadamente na Constituição, capacitação das Instituições e Língua. Curiosamente, os políticos portugueses nem sequer mostram a sua indignação, apesar do enormíssimo esforço financeiro que tem sido feito nos últimos anos, provavelmente sem objectivos estratégicos! Tem de ser assumido que a relação entre os dois países é mais emocional do que racional. O esforço notável que tem vindo a ser feito com a introdução da língua portuguesa, a pedido das autoridades timorenses, provavelmente será inconsequente (vejam o que diz Ramos Horta sobre o Bahasa e até os filhos do Xanana foram retirados da Escola portuguesa!). O que pensará o Embaixador de Portugal de tudo isto? Aqui em Camberra a comunidade portuguesa não entende a passividade das autoridades portuguesas perante os ataques sistemáticos à credibilidade e apoio que Portugal continua a assegurar com grande esforço financeiro (a relação país/PIB comparada com a dos EUA corresponde a um esforço financeiro de 50 biliões de USD ou seja, muito superior ao de todos os outros países doadores).
Alfredo Ximenes
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Book Review - Negligent Neighbour: New Zealand's Complicity in the Invasion and Occupation of Timor-Leste
TAPOL - 15 June 2007
by Maire Leadbeater, 234 pages, Craig Potton Publishing.
Reviewed by Paul Barber, TAPOL
The only complaint one might have with this excellent book concerns its title, which describes New Zealand as a negligent neighbour of East Timor (now known as Timor-Leste) during the invasion and brutal occupation by Indonesia.
Judging by Maire Leadbeater's highly readable account of her country's role, it is clear that New Zealand's level of culpability was far higher than negligence. Its complicity in supporting Indonesia's East Timor policy for geo-political purposes was in fact on a par with the collusion of the key western powers, Australia and the United States.
Maire Leadbeater is a seasoned campaigner (she now runs the Auckland-based Indonesia Human Rights Committee and is a prominent advocate for West Papua). Her personal recollections and experiences in the East Timor solidarity movement add considerable strength and authenticity to her chronicle, which also draws on declassified official documents, historical research and interviews with key players.
Underpinning the narrative is the moving story of East Timor's heroic resistance against oppression together with an informative overview of the history of the East Timor tragedy and the Machiavellian machinations of the international community.
The book can make depressing reading for those who believe that principle should take precedence over pragmatism on foreign policy issues such as East Timor. Leadbeater notes how she was shocked to find that 'almost every new batch of documents revealed new examples of the high-level subterfuge officials relied on as they plotted to help Indonesia deflect international criticism'.
However, there is some encouragement for activists in the discovery from official papers that 'solidarity campaigning had made more of an impact on Government officials and politicians than any of us had been aware of at the time. It is clear that Government officials were constantly gauging the strength of the solidarity movement and its impact on the public'.
The book raises the important question as to what would have happened if New Zealand had taken a different position and opposed the Indonesian invasion and occupation. Would that have had an effect on the other global players and forced Indonesia to change its plans, she asks. What counts, she suggests is 'not just the size of the country, but qualities such as a reputation for straight dealing and an ethical foreign policy. Deserved or not, New Zealand had a good name' in that respect and was a strong supporter of self-determination for Pacific Islands states. But it 'shamelessly put this "good name" to the service of Indonesia' despite the fact that it never gained anything from being conciliatory to Jakarta.
Leadbeater makes the point that New Zealand had withstood high-level pressure, including economic threats from the United States and Britain, over its anti-nuclear stand (an honourable exception to the pragmatic approach to foreign policy) so its lack of courage over East Timor was all the more regrettable.
New Zealand's complicity in Indonesia's annexation of East Timor is symbolised by its support for the Australian-led cover-up over the killings of the 'Balibo Five' newsmen in October 1975. This is now being exposed by the New South Wales inquest into the death of one of the men, Briton Brian Peters. The incident is regarded as a key moment in the invasion of East Timor since the lack of protest over the deaths by Australia, New Zealand and the UK is thought to have emboldened Indonesia to proceedwith its plans.
Cameraman Gary Cunningham was a New Zealand citizen, but Leadbeater notes that the New Zealand government, anxious to avoid harming its relations with Indonesia, shamefully concluded there was no need for it to become involved in the dispute over how the men died. The fact that Cunningham was resident in Australia and employed by an Australian news organisation was used as a convenient justification for it to turn a blind eye.
Leadbeater presents the book as her way of addressing a 'personal responsibility to expose what went wrong in the past in the interests of putting things right in the present'. She has gone a considerable way to achieving the first part of the objective, but the second part is dependent on those in power, who may not yet have learnt the lessons of the past.
In common with other western countries, New Zealand has offered no apology for 24 years of complicity with Indonesian military brutality in East Timor, it has maintained close ties with the military forces responsible for widespread violations of human rights, and done little to ensure the perpetrators of crimes against humanity are brought to justice. These failures of national, institutional and individual accountability have clearly contributed to the recent breakdown of law and order in independent Timor-Leste by sending the message that violence pays and that perpetrators can expect to enjoy impunity.
There is, suggests Leadbeater, an opportunity for New Zealand to atone in part for its past errors by making a difference on West Papua, but it must be 'prepared to put principle before the bilateral relationship with Indonesia' and 'abandon its acquiescent Indonesia-first foreign policy' if the East Timor policy debacle is not to be repeated.
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Livro sobre lendas de Timor-Leste lançado na quinta-feira
Lusa - 20-06-2007 10:26
Cerca de oito dezenas de lendas e histórias sobre usos e costumes de Timor-Leste recolhidas por timorenses que receberam formação de Língua Portuguesa, estão reunidas numa obra a lançar quinta-feira, pela Fundação Mariana Seixas, de Viseu.
O livro «Lendas de Timor (Baucau) e Outras Histórias» é apresentado quinta-feira, na Biblioteca Municipal por Timor, em Lisboa, com a presença da sua coordenadora, Maria Cristiana Casimiro, e do ex-presidente da Comissão Parlamentar da Assembleia da República para o Acompanhamento da Situação em Timor-Leste, Miguel Anacoreta Correia.
No dia seguinte, será dado a conhecer em Viseu, cidade onde está sedeada a Fundação Mariana Seixas.
António José Coelho, editor da obra, disse à Agência Lusa que a leitura das lendas fará os portugueses «compreenderem melhor alguns dos comportamentos dos timorenses», fortemente ancorados nas tradições.
Sete dos textos tinham sido recolhidos por um organismo francês, de carácter cultural (IRFED), que estava a trabalhar em Baucau, tendo Maria Cristiana Casimiro - que dava aulas de Língua Portuguesa naquele distrito - colaborado na sua correcção, no ano lectivo de 2001/2002.
Os restantes, que constituem o grosso da obra, surgiram de um trabalho realizado nas aulas de formação de professores/adultos em 2002/2003, no âmbito da unidade didáctica de estudo de lendas timorenses.
«A nossa interlocutora em Timor (Rosa Meneses) é que um dia nos fez chegar este trabalho às mãos», contou António José Coelho.
A obra «Lendas de Timor (Baucau) e Outras Histórias» terá uma tiragem de mil exemplares mas, segundo o editor, mais de metade serão para oferecer.
«Vamos oferecê-la a todas as bibliotecas municipais de Portugal, com o apoio da Associação Nacional de Municípios Portugueses, e também mandá-la para Timor», assegurou.
A Fundação Mariana Seixas tem reforçado a sua ligação a Timor-Leste desde que, há seis anos, recebeu na sua escola profissional, em Viseu, um grupo de dez alunos timorenses.
«Ao procedermos à edição de 'Lendas de Timor (Baucau) e outras Histórias' temos uma vez mais a noção do nosso contributo para a fixação da memória e, assim, da cultura do povo timorense», refere o presidente da fundação, Francisco Peixoto, na nota de abertura da obra.
Anacoreta Correia, que escreveu o prefácio do livro, considera que este é «um grande exercício de penetração na alma timorense».
«Fala-nos do respeito pelos antepassados, das lendas, das tradições, das relações sociais e mesmo da organização política dos povos; explica-nos a importância do dote (Barlaque), do respeito pela morte, da veneração pela Mãe Natureza; lembra-nos que os galos prolongam as tradições guerreiras e, por todo o livro, perpassa a importância da tentativa de explicação do sobrenatural», refere.
Destaca como um dos depoimentos mais interessantes o intitulado «Tradição», que «enfrenta decididamente os conflitos entre a tradição e a modernidade que se deseja para um país nascente».
«O segredo estará em que Timor avance, progrida, mas não despreze a sua matriz cultural. É uma síntese difícil, mas possível e desejável, em que às mulheres está reservado um papel decisivo, como bem se assinala», considera.
Muitos outros textos ajudam a compreender atitudes dos timorenses, como a história de «Dom Lírio» - que depois de o terem matado por diversas vezes e das mais variadas formas e de ter finalmente subido ao céu, enviou uma praga - a quem hoje ainda fazem ofertas de frango branco.
«Vocês e as gerações seguintes conhecerão tempos difíceis. Por um longo tempo, irão viver desunidos, porque desconhecem o amor, andarão sempre em conflitos e matar-se-ão uns aos outros. A vossa desunião fará com que o inimigo vos oprima facilmente, ele esmagar-vos-á e massacrar-vos-á, como vocês fizeram comigo», terá dito Dom Lírio.
Segundo o texto publicado, «os que conhecem esta lenda dizem que a história de Timor coincide com a praga» lançada por Dom Lírio: «Timor foi oprimido durante 500 anos pelo governo português, 24 anos de ditadura militar indonésia e, possivelmente, mais uns anos de pobreza e sofrimento nos inícios da independência».
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Timor: Rapto - O filho de Aluc foi levado pelo ocupante. A história do reencontro com Benvindo, hoje Shalih - Crescer com o inimigo
Expresso - Edição 1807 de 16.06.2007
Pedro Rosa Mendes, em Díli
Um filho é uma questão cutânea: os anos que o sangue nos cresce fora da pele. Mais ainda no caso de Benvindo e de Shalih. A biografia de ambos começa nas cicatrizes do pai - e, um dia, fundiu-se nas suas rugas.
Por onde começar? Era uma vez, em 1988, um comandante da guerrilha que é ferido pelo Exército indonésio (TNI) nas montanhas de Timor.
Ou assim: era uma vez, em 2003, um arquitecto javanês que recebe a visita de dois timorenses que ele não conhece mas que já sabe quem são. Trazem nas mãos a fotografia de uma criança.
Ou também assim: era uma vez, há dez dias, um tenente-coronel das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), numa delegação pequena de um país pequeno, escutando o hino do antigo inimigo sob o grande candelabro da grande sala do grande palácio, na grande capital do grande país que, durante 24 anos, provocou à sua gente um enorme sofrimento.
Ou ainda assim: era uma vez, há quatro dias, João Miranda Descart ‘Aluc’, chefe da Casa Militar do Presidente José Ramos-Horta, em Díli, com uma chávena de café e três retratos espalhados na mesa. Olhando para as fotos, o ex-comandante da guerrilha, o actual tenente-coronel João Miranda Descart ‘Aluc’, afirma: “Trazê-lo de volta seria uma ingratidão”.
Os três retratos são de Benvindo, o quarto filho de João Miranda, “com cerca de quatro anos, com cerca de 12 e com cerca de 17”.
Em 1988, João Miranda Descart, o comandante ‘Aluc’, chefiava a 1ª Unidade da guerrilha timorense no leste do país, “para lá da estrada Laga-Baguia”. Em Março, ‘Aluc’ foi atacado e ferido em combate a sudeste de Lospalos. Uma bala de uma metralhadora M16, calibre 5,56, furou-lhe a perna direita entre o joelho e o calcanhar.
“Resolvi soltar a minha esposa e o Benvindo”. “Soltar”: arranjar que a mulher e o bebé entrassem na vila de Lospalos com a ajuda da rede clandestina para entregar a criança aos cuidados do avô, pai de ‘Aluc’.
O comandante indonésio do Batalhão 745, estacionado em Lospalos, soube que um bebé tinha sido entregue na vila. O inimigo directo de ‘Aluc’ chamava-se Suriadi e “tinha dois filhos, mas estavam ambos a estudar em Java. A mulher dele queria arranjar uma criança que estivesse com eles em Lospalos”. Suriadi bateu à porta do velho e levou a criança, “mas uma semana depois, voltou a casa do meu pai e disse-lhe: “sei que o bebé é filho do teu filho mas tu não tens condições para o criar. É melhor ele ficar comigo e tu podes ir visitá-lo e brincar com ele quando quiseres”.
Uma pista descoberta por acaso
A mãe de Benvindo “desceu à vila em 1990”. No ano seguinte, conseguiu localizar e telefonar ao comandante Suriadi (entretanto colocado em Bali) através de outro oficial das TNI em Lospalos.
“Suriadi ofereceu-se para pagar uma passagem de avião à minha mulher, para ela visitar o Benvindo em Bali. Só que ela não falava bem a língua e não percebeu o que lhe disseram. Apenas pediu uma fotografia do Benvindo, o número de telefone e o endereço de Suriadi”.
No mato, a guerra continuou. “Em 1999, durante a violência das milícias, tudo foi comido pelo fogo e a minha mulher perdeu a morada e o telefone do filho”. Sobrou “a chapa com a fotografia do Benvindo”.
A pista de Suriadi e Benvindo foi uma vez mais reencontrada, por acaso, em 2003, através de um primo timorense de ‘Aluc”, que integrou o Batalhão 745 sob comando do sucessor de Suriadi, um coronel casado com uma timorense.
Em Setembro desse ano, ‘Aluc’ e a mulher viajaram para Jacarta. Levavam na mão a cópia da fotografia que Suriadi tinha enviado para Lospalos em 1991.
Finalmente, o reencontro. Benvindo Azé Descart crescera não como timorense, fataluco e católico mas como indonésio, javanês e muçulmano. O quarto filho do comandante ‘Aluc’ chama-se Shalih Rahman. É um jovem arquitecto em Jacarta e vai prosseguir estudos na Austrália.
“Benvindo sabia há dez anos que Suriadi era o pai adoptivo. Um dia, perguntou a uma criada lá de casa e ela contou-lhe a verdade”.
“A vida de Benvindo é em Jacarta. Ele sempre foi tratado como filho. Eu disse isso à minha mulher”.
Benvindo ou Shalih, ou Benvindo e Shalih, visitaram Timor-Leste em Setembro de 2004. Foi a Lospalos. Trouxe o pai adoptivo.
‘Aluc’ mexe de novo a chávena. “A propaganda indonésia durante a ocupação dizia que nós e eles éramos irmãos, que tínhamos a mesma cor. Hoje é que isso é verdade”.
Suriadi morreu de ataque cardíaco em 2005. ‘Aluc’ foi às exéquias. Entardece em Díli e o sol põe uma toalha sépia sobre os três retratos de Shalih.
E o que significa ‘Aluc’? “Em 22 de Novembro de 1978 foi a queda do Matebian”, conta João Miranda, enquanto pede o bloco de notas. “Rompemos o cerco, com o comandante Xanana e outros. Parecia a derrota mas eu pensei que tanto sacrifício não podia ser para nada. E escolhi um nome de guerra”.
No bloco, o militar escreveu: ‘A Luta Continua’, leia-se, ‘Aluc’. “Descart também não era o meu nome. Foi-me dado por dois comissários políticos nessa altura. Parece que Descart foi um cientista”. E o ‘cientista’, contaram-lhe, dizia: “Luto, logo existo”.
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PR e Juiz? Mais da Republica das Bananas...
Presidência da República – Palácio das Cinzas, 19 de Junho de 2007
Declaração Presidencial: “Sobre o caso do Major Alfredo Reinado”
Sua Excelência. o Presidente da República reuniu-se ontem, durante duas horas, com Sua Excelência o Presidente do Parlamento Nacional, Sr. Francisco Guterres ‘Lu’Olo’, o Vice Primeiro Ministro e Ministro Coordenador do Governo, Dr. Rui Maria Araújo, o Procurador-Geral da República Dr. Longuinhos Monteiro, o Chefe de Estado Maior-General das F-FDTL, Brig.-Gen. Taur Matan Ruak, e o Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, Dr. Athul Khare.
O Presidente da República convocou os referidos altos dignatários do Estado e das Nações Unidas, para, em conjunto, abordarem o caso do Sr. Alfredo Alves Reinado.
A reunião abordou também a questão de outros elementos pertencentes às F-FDTL e à PNTL/UIR que, na sequência dos acontecimentos de 28 de Abril de 2006, abandonaram os seus respectivos quartéis.
O Presidente da República informou todos os presentes sobre os resultados da sua deslocação, nos dias 16 e 17 de Junho, ao distrito de Same, Sub-Distrito de Alas, Suku de Auberliku, onde dialogou com as autoridades distritais, locais e a população.
Na reunião de alto nível de ontem foi decidido que serão tomadas algumas medidas de carácter urgente, de forma a serem criadas as condições absolutamente necessárias à obtenção de uma solução rápida para o caso do Sr. Major Alfredo Alves Reinado, em respeito pela Verdade e Justiça.
Sua Excelência, o Presidente da República, reuniu-se também com os Reverendíssimos Bispos das Dioceses de Díli e de Baucau, respectivamente, Reverendíssimo Bispo D. Alberto Ricardo da Silva e D. Basílio de Nascimento, com quem abordou os mesmos assuntos citados.
Acompanhado de S. Ex.a., o Procurador-Geral da República, e do Chefe de Gabinete do Representante Especial do Secretário-Geral das Nações Unidas, o Presidente da República, dialogou, em separado, com elementos das PNTL/UIR, assim como com vários elementos dos “peticionários”.
O diálogo decorreu num ambiente muito positivo tendo S. Ex.a., o Presidente da República, registado com muito agrado a total abertura de todos no sentido de procederem à entrega das armas na sua posse, de encetarem o diálogo com os seus camaradas de armas, com os seus superiores hierárquicos, e em encontrarem uma solução justa para a sua situação.
Assim, tendo auscultado a opinião de todos os altos dignatários acima referidos, convicto de que o Estado de Direito e Democrático deve ser defendido com inabalável firmeza, que a “Justiça Deve Ser Igual para Todos”, assim como, que deve prevalecer o princípio, de que a via do diálogo deve ser continuamente explorada em vista a se encontrar a solução justa para os problemas em causa, S. Ex.a., o Presidente da República, determina que, a partir desta data, cessam todas as operações militares e policiais com vista à captura do Sr. Major Alfredo Alves Reinado e de todos os elementos a ele associados.
S. Ex.a., o Procurador-Geral da República, assim como os representantes legais do Sr. Major Alfredo Reinado, irão de imediato encetar os passos necessários com vista a iniciar-se o necessário processo de diálogo, diálogo que envolverá a Igreja na qualidade de entidade facilitadora, com vista a criarem-se as condições necessárias à entrega à Justiça do Sr. Major Reinado e das armas na sua posse.
NOTA DE RODAPÉ:
Alfredo Reinado tem um madado de captura. O Presidente da República não tem autoridade para se sobrepor a um orgão de soberania independente, aos tribunais.
Mas aqui com a cumplicidade das Nações Unidas e das forças militares australianas tudo é possível.
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Ramos-Horta cancela captura do major Alfredo Reinado
Lusa – 19 Junho 2007 15:03
O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, ordenou hoje o fim de «todas as operações militares e policiais com vista à captura do major Alfredo Reinado e de todos os elementos a si associados».
Ramos-Horta anunciou a decisão no Palácio das Cinzas, lendo à imprensa uma declaração de duas páginas e sem prestar quaisquer declarações.
O procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, e os representantes legais do major fugitivo «irão de imediato encetar os passos necessários com vista a iniciar-se o processo de diálogo, com o envolvimento da Igreja, como entidade facilitadora, com vista a criarem-se as condições necessárias para a entrega» de Alfredo Reinado «e das armas em sua posse à justiça», acrescentou o Presidente da República.
José Ramos-Horta deslocou-se durante o fim-de-semana à região de Same, distrito de Manufahi, no sul do país, para se encontrar com o grupo de Alfredo Reinado e com elementos expulsos em Março do ano passado das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), os chamados peticionários. O cancelamento de todas as operações para capturar Alfredo Reinado foi decidido pelo Presidente da República depois de uma reunião de alto nível, ontem, onde participaram o presidente do Parlamento, Francisco Guterres «Lu Olo», o vice-primeiro-ministro e ministro Coordenador do governo, Rui Maria Araújo, o procurador-geral da República, o chefe do Estado-Maior das F-FDTL, brigadeiro-general Taur Matan Ruak, e o representante-especial do secretário-geral das Nações Unidas, Atul Khare.
«A reunião abordou também a questão de outros elementos pertencentes às F-FDTL e à PNTL/UIR que, na sequência dos acontecimentos de 28 de Abril de 2006, abandonaram os seus respectivos quartéis».
Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, encontra-se fugido no sul do país desde que as Forças de Estabilização Internacionais (ISF) tentaram capturá-lo a 03 de Março, numa operação em Same que deu seguimento a uma ordem dos órgãos de soberania anunciada ao país pelo ex-Presidente Xanana Gusmão.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "