Diáio Digital/Lusa
01-03-2007 13:49:23
A Comissão Europeia atribuiu hoje uma verba d e 1,5 milhões de euros de ajuda humanitária para as cerca de 100.000 pessoas des locadas ou afectadas há já um ano pela instabilidade em Timor-Leste.
Os fundos destinam-se a responder a necessidades básicas e a facilitar o regresso dos deslocados a casa, ou a sua instalação noutro local, durante um período de 15 meses.
Em Março de 2006, Díli foi abalada por uma onda de violência, com confr ontos e cisões nas estruturas militares, e cerca de 100.000 pessoas abandonaram as suas casas, tendo-se refugiado em campos improvisados nos arredores da capital e nas zonas rurais do país.
Bruxelas sublinha que as divisões políticas no país são agravadas pela pobreza, má nutrição e deficiente acesso à satisfação de necessidades básicas.
Comida, água limpa, abrigos de emergência, instalações sanitárias e cui dados básicos de saúde continuarão a ser disponibilizados à população.
As verbas são canalizadas através do Departamento da Ajuda Humanitária da Comissão (ECHO, na sigla inglesa), que desde 1999 opera em Timor-Leste.
A instabilidade política voltou a Timor-Leste no final do mês passado, depois de forças militares comandadas pelo major Alfredo Reinado ter atacado três esquadras da polícia.
Reinado está cercado há dois dias por forças australianas em Same, 81 quilómetros a sul de Díli.
sábado, março 03, 2007
Bruxelas dá 1,5 M€ de ajuda a vítimas da instabilidade
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PGR e Alfredo Reinado reunidos em Same
Diário Digital / Lusa 02-03-2007 8:06:16
O Procurador-Geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, e Alfredo Reinado estão hoje reunidos em Same, sul do país, a discutir as condições de rendição do major rebelde, disse à Lusa o deputado independente Leandro Isaac.
A reunião, que começou às 15:00 locais (06:00 em Lisboa), está a decorrer «muitíssimo bem», acrescentou a mesma fonte, sem acrescentar pormenores sobre o conteúdo.
Ainda de acordo com Leandro Isaac, Longuinhos Monteiro, que chegou a Same acompanhado apenas pela sua guarda pessoal, e Alfredo Reinado estão reunidos em plena vila, à vista dos populares.
O Procurador-Geral tinha anunciado que se deslocava a Same na qualidade de «mensageiro do Estado» para apresentar as condições de rendição do major Alfredo Reinado.
«Não irei como procurador mas como mensageiro do Estado», ressalvou Longuinhos Monteiro, acrescentando que «a missão é apresentar ao major Alfredo Reinado as condições de rendição».
As condições são duas: «Entregar as armas, entregar-se e entregar os seus homens», precisou Longuinhos Monteiro.
Alfredo Reinado, que fugiu de uma prisão de Díli a 30 de Janeiro, está cercado há quatro dias pelas Forças de Estabilização Internacionais (ISF) na vila de Same, no litoral sul do país, a cerca de 80 quilómetros da capital.
O major rebelde Alfredo Reinado tinha enviado quinta-feira uma mensagem ao chefe de gabinete do presidente de Timor-Leste e ao Procurador-geral da República propondo negociações e uma saída pacífica para a crise.
Segundo o deputado independente Leandro Isaac, Alfredo Reinado, que continua cercado por tropas australianas na vila de Same, realizou durante a manhã de quinta-feira uma comunicação à população, depois de ter enviado as propostas aos responsáveis timorenses através de mensagem escrita (SMS).
Entretanto, em conferência de imprensa, o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) estacionadas em Timor-Leste, brigadeiro australiano Mal Rerden, reafirmou que a única opção de Alfredo Reinado é entregar-se às autoridades.
«Se respeita tanto o povo de Timor-Leste e as pessoas que estão com ele a única saída que tem é entregar as armas e render-se», referiu Rerden, sublinhando que «toda a responsabilidade de qualquer consequência a partir de agora é de (Alfredo) Reinado».
Quarta-feira, em entrevista à Agência Lusa, Alfredo Reinado disse ter «vergonha» do presidente da República, Xanana Gusmão.
«Sinto tristeza e vergonha de ter um líder como o senhor Xanana, que não pensa duas vezes, que não quis saber a realidade e que agiu antes de pensar mandando uma força internacional contra mim», disse à Lusa, num contacto telefónico.
Reinado afirmou que não existe qualquer mandado de captura para a sua prisão e que, por isso, a ordem de actuação dada às tropas australianas para o cercarem «é ilegal».
Na entrevista, Reinado negou ter atacado qualquer posto militar - uma acusação que motivou, por ordem da presidência da República, a acção em curso em Same, a 81 quilómetros sul da capital, Díli.
A situação em Timor-Leste agravou-se na sequência do ataque alegadamente perpetrado domingo pelo major Alfredo Reinado, antigo comandante da Polícia Militar timorense, a três postos da polícia junto à fronteira com a Indonésia, o que levou segunda-feira o Presidente timorense, Xanana Gusmão, a ordenar a captura e prisão do oficial rebelado.
Os soldados australianos cercaram terça-feira, em Same, elementos suspeitos de pertencerem ao grupo do major Reinado, entre os quais estará o próprio militar revoltoso.
As ISF estão a conduzir operações em todos os 13 distritos do país, tendo em vários deles as operações sido reforçadas em apoio ao recenseamento eleitoral.
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Reinado increasingly isolated: Rerden
2nd March 2007, 10:32 WST
East Timor's most wanted man, Alfredo Reinado, is growing increasingly isolated and lacks the widespread support he thought he had, the commander of Australia's troops in the country says.
The tense stand-off between heavily armed Australian troops and Reinado is continuing at Same, south of Dili, as authorities maintained that the fugitive must surrender or face the consequences.
Australian soldiers earlier this week sealed off the village where Reinado and his band of rebels are holed up with a cache of automatic weapons and ammunition taken from police posts last weekend.
"The situation there is calm and under control," the head of the international stabilisation forces, Brigadier General Mal Rerden, said.
"There's been no significant incidents occur in and around Same in the last 12 hours or so."
He would not be drawn on whether Australia had decided on a request by the East Timor government to arrest the rebel leader, or how the day would likely unfold.
"These situations are sensitive.
"I won't try to predict what's going to happen today. We've got a very solid security plan to contain the situation and we will continue to do that."
He said reports Reinado had 150 supporters with him were "grossly overstated".
"It's very clear to us that he doesn't have the level of support that he thinks he does," Rerden said.
"There has not been movement of people from other towns or other parts of Timor.
"He, I think, is fairly isolated and doesn't have as big a support base as he thought."
He said Reinado had only one choice - to surrender or face the consequences.
"He has to surrender, submit himself to the justice process, hand in his weapons, and then he has some way of progressing his situation.
"He can put his case to the court and be heard on the things he thinks are important, but if he doesn't do that then he will be apprehended."
Asked if it was a life-or-death decision Reinado faced, Rerden replied: "That's for him to decide.
"He has a very clear choice and he has to accept the responsibility of that choice and the consequences of it whichever way he decides to go."
Rerden said the operation would continue "as long as necessary".
"There are many things that could happen and things that we will do to progress the situation," he said.
Reinado has insisted he would not surrender or hesitate to shoot any soldiers who stormed his refuge.
Late on Thursday, he warned Australia to "be very careful" when deciding on a formal request from East Timor's government to bring him in.
"If your soldiers die here, who will be responsible for it?" Reinado said.
"Just tell the Australian people to be very careful with this decision of the government, because if they do it wrong it will jeopardise the friendship of these two nations for a very long time, and I don't want that.
"If you bring all the forces and point guns at me I will shoot you."
There are fears any explosion in violence could derail East Timor's presidential elections, set for April 9.
Reinado is wanted for leading a band of breakaway soldiers last April and May, when battles between security factions degenerated into rampant gang violence in East Timor.
He has been on the run since leading a mass breakout from Dili's prison last August.
AAP
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quinta-feira, março 01, 2007
POP STAR...
http://abrangente.blogspot.com/
...
Da Austrália chegam notíciais de que o major Alfredo Reinado, o rebelde que desafiou a ordem em Timor-Leste, está sitiado em Same, vila a 120 kms de Díli, armado até aos dentes, e na companhia de 150 seguidores. Faz os contactos por telemóvel e disse aos media australianos que os seus homens estão dispostos a enfrentar quem lhes faça frente, e a morrer se for necessário, partilhando todos "o mesmo caixão"...
Seria interessante conhecer quem está a financiar estes rebeldes com armas, munições, alimentos e dinheiro...
A Indonésia fechou ontem as suas fronteiras, para evitar que os rebeldes entrem em Timor Ocidental.
O major Reinado tem sede de sangue, não viveu os tempos da Resistência, mas parece aspirar a tornar-se em um novo Xanana. Anda a ver muitos filmes do Rambo e do Exterminador californiano...
Tem a cabeça cheia de heróis...
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Mulheres querem um país melhor, mas vozes são "silenciadas" - Livro
Lisboa, 28 Fev (Lusa) - As mulheres timorenses mostram determinação em contribuir para a construção do país, apesar do seu papel ter sido "silenciado" desde o colonialismo português até à independência, afirmou hoje a autora do livro "Vozes das mulheres de Timor-Leste".
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Crescimento da economia não petrolífera é "grande desafio" - FMI
Washington, 28 Fev (Lusa) - O crescimento da economia não- petrolífera, aproveitando a estabilidade financeira e receitas da exploração de petróleo, é o "grande desafio" económico presente de Timor-Leste, afirma o Fundo Monetário Internacional (FMI), num relatório hoje divulgado.
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Hundreds of Indonesians halted in RI-Timor Leste border
Kupang, Feb. 28 (Antara): Hundreds of Indonesians have been halted on the East Timor side of the border because check points were closed.
"Indonesian nationals were reportedly halted in the gate of check points in Batu Gede because East Timor immigration officers were off," East Nusa Tenggara Military Commander Col. Inf. Arief Rachman was quoted as saying by Antara news agency.
He said the Indonesian embassy in Dili had talked with East Timorese officials about Indonesians working in the country hit by security problems in recent months.
He stressed, however, that all Indonesians are free to return home if the security conditions worsen in the newest Asian country. He said the closure of the check points are only to prevent the possible exodus of East Timorese into Indonesia.
The Indonesian military has deployed some 1,000 soldiers along border areas between East Timor and Indonesia, following the security crisis in the newest Asian country.
The deployment was to anticipate possible penetration of East Timor rebels led by Maj. Alfredo Reinado, once the military police chief, who escaped from prison in September after leading dozens of armed mutinous soldiers into the mountains.
Indonesia has closed a number of check points between the two countries to prevent any exodus of East Timorese into Indonesia.
Foreign troops launched a manhunt for the renegade commander who allegedly stole a cache of automatic weapons from a police post over the weekend, weeks ahead of presidential elections in the violence-plagued country, AP news agency reported.
Reinado deserted East Timor's armed forces last May with nearly 600 hundred others, triggering violence between rival security force factions that brought down the government in June. Looting, arson and fire fights killed 37 and forced 155,000 from their homes.
East Timor, home to just under a million people, became Asia's newest nation in 2002 after gaining independence from Indonesia.
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No surrender, Reinado tells siege soldiers
SMH – March 1, 2007
Lindsay Murdoch in Dili
Australian soldiers have blockaded a town in East Timor's central mountains, trapping the rebel leader Alfredo Reinado and as many as 150 heavily armed men who are refusing to surrender.
Reinado said by telephone he would shoot any soldier he saw. "Tell the Australian troops to stick surrender up their arse," he said.
Reinado's defiant stand has prompted fears of civil war after he was joined in the town of Same by Gastao Salsinha, the commander of 600 mutinous soldiers who were sacked from East Timor's army last year. Mr Salsinha told a Timorese journalist in the town that he decided to bring 100 of his men to join Reinado because "I'm still in the military and I have a job to do".
Reinado and his men have a large cache of sophisticated weapons, including at least six rocket launchers, residents say.
Wanted for murder and rebellion, Reinado said that the men with him and the Opposition MP Leonadro Isaac were "all here ready to share a coffin". "Let my family in Australia know that I love them so much," Reinado said. His wife lives in Perth.
The presence of Mr Isaac and an unknown number of civilians still in Same last night will make it difficult for the Australian soldiers who are dug in at the edge of the town to attack the Australian-trained Reinado and the men with him.
The commander of the Australian-led force in East Timor, Brigadier Mal Rerden, demanded on Tuesday that Reinado and his men surrender unconditionally after East Timor's President, Xanana Gusmao, ordered that the former head of the military police be hunted down.
Mr Gusmao gave the order after Reinado led raids on several police border posts on Sunday and seized 25 high-powered weapons and a large quantity of ammunition.
The raids shocked the Government because officials had been negotiating a deal whereby Reinado would hand over his weapons and give evidence at a special hearing about his role in violence in Dili last year.
The Government sent a letter to the Australian Prime Minister, John Howard, on Tuesday authorising the Australian troops in East Timor to use lethal force to capture Reinado, who has been on the run since leading a mass escape from Dili's jail in August.
East Timor's Prime Minister, Jose Ramos-Horta, said yesterday that Australia had made it clear that if the Timorese Government requested more troops to help secure the country before the elections to be held in the next few months, they would be sent. Australia has 800 soldiers in East Timor, most of them in Dili.
Mr Isaac, whose party urged Reinado to stand in presidential elections due on April 9, told journalists yesterday that the word "surrender" was not in Reinado's vocabulary. Asked what he believed would happen if the renegade soldiers were attacked, he said: "Civil war."
Mr Isaac said he did not have any weapons. He said he could not leave the town because the Australian soldiers were not letting anybody enter or leave.
About 100 residents of Same, the centre of a coffee-growing district, have fled into the bush since the Australians blockaded the town.
Reinado answered his mobile telephone in the town's centre. He said an Australian army officer had telephoned him to demand his surrender. He had asked the officer if he had authorisation from the country's prosecutor-general to arrest him.
When he got no reply he said he "rejected the offer".
A Government source said Reinado had asked to resume negotiations to surrender but the request was bluntly refused.
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No surrender, Reinado tells siege soldiers
SMH – March 1, 2007
Lindsay Murdoch in Dili
Australian soldiers have blockaded a town in East Timor's central mountains, trapping the rebel leader Alfredo Reinado and as many as 150 heavily armed men who are refusing to surrender.
Reinado said by telephone he would shoot any soldier he saw. "Tell the Australian troops to stick surrender up their arse," he said.
Reinado's defiant stand has prompted fears of civil war after he was joined in the town of Same by Gastao Salsinha, the commander of 600 mutinous soldiers who were sacked from East Timor's army last year. Mr Salsinha told a Timorese journalist in the town that he decided to bring 100 of his men to join Reinado because "I'm still in the military and I have a job to do".
Reinado and his men have a large cache of sophisticated weapons, including at least six rocket launchers, residents say.
Wanted for murder and rebellion, Reinado said that the men with him and the Opposition MP Leonadro Isaac were "all here ready to share a coffin". "Let my family in Australia know that I love them so much," Reinado said. His wife lives in Perth.
The presence of Mr Isaac and an unknown number of civilians still in Same last night will make it difficult for the Australian soldiers who are dug in at the edge of the town to attack the Australian-trained Reinado and the men with him.
The commander of the Australian-led force in East Timor, Brigadier Mal Rerden, demanded on Tuesday that Reinado and his men surrender unconditionally after East Timor's President, Xanana Gusmao, ordered that the former head of the military police be hunted down.
Mr Gusmao gave the order after Reinado led raids on several police border posts on Sunday and seized 25 high-powered weapons and a large quantity of ammunition.
The raids shocked the Government because officials had been negotiating a deal whereby Reinado would hand over his weapons and give evidence at a special hearing about his role in violence in Dili last year.
The Government sent a letter to the Australian Prime Minister, John Howard, on Tuesday authorising the Australian troops in East Timor to use lethal force to capture Reinado, who has been on the run since leading a mass escape from Dili's jail in August.
East Timor's Prime Minister, Jose Ramos-Horta, said yesterday that Australia had made it clear that if the Timorese Government requested more troops to help secure the country before the elections to be held in the next few months, they would be sent. Australia has 800 soldiers in East Timor, most of them in Dili.
Mr Isaac, whose party urged Reinado to stand in presidential elections due on April 9, told journalists yesterday that the word "surrender" was not in Reinado's vocabulary. Asked what he believed would happen if the renegade soldiers were attacked, he said: "Civil war."
Mr Isaac said he did not have any weapons. He said he could not leave the town because the Australian soldiers were not letting anybody enter or leave.
About 100 residents of Same, the centre of a coffee-growing district, have fled into the bush since the Australians blockaded the town.
Reinado answered his mobile telephone in the town's centre. He said an Australian army officer had telephoned him to demand his surrender. He had asked the officer if he had authorisation from the country's prosecutor-general to arrest him.
When he got no reply he said he "rejected the offer".
A Government source said Reinado had asked to resume negotiations to surrender but the request was bluntly refused.
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Dos leitores
H. Correia deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Zangam-se as comadres...":
Depois de ler o discurso de Reinado, ainda não percebi se ele é louco ou se realmente acredita naquilo que diz. Se esta última hipótese for verdadeira, então fica a dúvida no ar: se não é louco, porque se engana a si próprio? Ele sabe que terá que prestar contas à Justiça e, consequentemente, toda e qualquer justificação que invocar para o seu comportamento não tem sustentação. Ele sabe que está só, terrivelmente só.
Aparentemente, parece ser um homem corajoso. Se assim for, dá certamente pena ver um homem desperdiçar assim essa rara qualidade por uma causa perdida. Mas, dadas as circunstâncias, parece que essa hipotética coragem está completamente fora de contexto. Ela surge como uma reacção equívoca, contra as pessoas erradas e no momento errado - cronológica e historicamente. Faz-nos lembrar o Sancho Pança lutando desesperadamente contra os moinhos de vento.
Então, o que o move? Ele sabe que foi completamente abandonado, quando diz que "Respeito a decisão do presidente, mas estou triste e sinto vergonha de ouvir isto"; "sempre respeitei e segui as suas ordens e que continuo dado que ele é o meu comandante supremo."; "Ele deve ser mais estúpido do que eu por ter confiado em mim".
Reinado está ferido no seu orgulho. Sente-se traído por aquele em quem confiou cegamente, tendo levado os seus actos para além do ponto de não retorno e agora sabe que é tarde demais para se livrar da má sorte que o espera, seja ela qual for. Venha o diabo e escolha.
Reinado é neste momento um homem perdido, desesperado e encurralado. Esperemos que os deuses, quando se reunirem em concílio para decidirem o desfecho deste drama, sejam benevolentes e que não haja sangue derramado ou perda de vidas, que a ninguém aproveitaria.
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Australianos mantêm o cerco a Reinado
Diário Digital / Lusa
28-02-2007 17:04:29
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?section_id=10&id_news=265082
Ao fim do segundo dia de cerco a Alfredo Reinando, as tropas australianas «não avançaram nem recuaram um metro», disse à Lusa Adriano Corte-Real, membro do governo de Timor-Leste.
«A situação está como estava ontem (terça-feira) de manhã», acrescentou o secretário de Estado para a Coordenação da Região II (Ainaro e Manufahi). Contactado cerca das 00:00 (15:00 em Lisboa), o deputado independente Leandro Isaac, que se mantém ao lado do major rebelde, afirmou à Lusa que se registou um incidente entre jovens de Same, a cidade onde está cercado Reinado, e tropas australianas.
«Três blindados australianos tentaram tirar troncos de árvores colocados na estrada principal, cerca das 17:00», disse. «Eles deitaram-se no chão e gritaram que os jovens de Same farão história como os de Tiananmen», acrescentou.
A Lusa não conseguiu obter uma confirmação independente da ocorrência deste incidente.
Hoje, os cidadãos autralianos em Timor-Leste foram novamente aconselhados a restringir as deslocações ao mínimo, sobretudo no centro e no oeste do país.
Entretanto, o jornal Jakarta Post, na sua edição online, anunciou que a Indonésia deslocou nas últimas horas mil soldados ao longo da suas fronteiras com Timor-Leste.
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Editorial: Um cone de silêncio de 30 anos
(Tradução da Margarida)
Sydney Morning Herald – Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007
No início deste mês, uma investigação há muito atrasada à morte dos cinco jornalistas com base na Austrália em Balibo em 1975, o conselho da Coroa anunciou as audições para o primeiro inquérito com natureza judicial ao caso "abertas, públicas e completamente independentes".
Contudo quando o inquérito avançava esta semana para o conhecimento da agência de informações electrónicas da Austrália, a Directoria dos Sinais de Defesa, o tribunal foi encerrado ao público e aos media para longas tiradas de testemunhos chave.
A Vice-Investigadora do Estado, Dorelle Pinch, concordou com estas condições depois do conselho do Governo Federal ter produzido cartas de juramento do chefe da DSD (onde constatava) que a defesa da Austrália ficaria enfraquecida pela revelação das suas "fontes e métodos " – mesmo dessas de 1975. Para seu crédito a Srª Pinch manteve alguma evidência da DSD no domínio público, incluindo o conteúdo de certos sinais interceptados às forças militares Indonésias. Mas o público interessado continuará a perguntar-se se a agência está a revelar tudo o que sabe.
Como foi anotado pelo advogado de uma das famílias enlutadas, tentativas para descobrir o que aconteceu em Balibo encontraram 30 anos de "enganos e encobrimentos" em Canberra. Já estão a aparecer intercepções da DSD que antes não foram produzidos, inquéritos internos do governo. Dois antigos funcionários públicos contaram em detalhe ter visto, quando estavam nos serviços de informações e segurança em 1977 na comissão real de Hope, uma intercepção crítica que parece ter desaparecido. Acham que é totalmente possível que isto tenha desaparecido nalguma “negável” masmorra da DSD. Foram levantadas questões sobre se a DSD amacia algumas intercepções na tradução. A própria agência está pois sob algum escrutíneo.
Isto duplicará o cepticismo público sobre a sua afirmação de que "fontes e métodos " de há 31 anos atrás se mantém segredos vitais para a segurança nacional. O regime de Soeharto já caíu há quase nove anos. É amplamente conhecido, e não menos pela Indonésia, que a DSD pode interceptor sinais de rádio e que tenta abrir códigos estrangeiros. A agência e os seus alvos mudaram para uma idade completamente nova de satélites, comunicações digitais e códigos gerados por computador.
O procedimento legal citado pelo Conselho da Comunidade para audições à porta fechada (é) relacionado com recentes ou continuados casos de terrorismo, nos quais as agências de segurança estão a lutar contra ameaças nos dias presentes, não para a época de informações electrónicas de 1975. Neste caso, o interesse público na justiça aberta deve pesar mais que o nervosismo da DSD. A investigadora devia ter recusado o pedido de segredo da Comunidade e devia ter permitido que juízes federais seniores decidissem da questão se fosse para recurso.
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Notícias - traduzidas pela Margarida
A Austrália aprova a lei do Mar de Timor
Radio Australia – 28/02/2007, 15:28:20O
Parlamento Federal da Austrália aprovou uma lei que abre caminho para o desenvolvimento do campo de gás do Greater Sunrise no Mar de Timor.
O Parlamento de Timor-Leste ratificou um acordo de divisão de rendimentos entre a Austrália e Timor a semana passada.O ministro dos recursos da Austrália, Ian Macfarlane, diz que a lei construirá uma amizade mutuamente benéfica com Timor-Leste e o sucesso do campo Bayu-Undan.
Timor-Leste: Gabinete dos Estrangeiros emenda conselho de viagem
Gabinete dos Estrangeiros e da Comunidade (Nacional) - Tuesday 27 February 2007 17:44
O Gabinete dos Estrangeiros reviu hoje o seu conselho de viagem para a República Democrática de Timor-Leste. Estamos agora a avisar contra todas as viagens para a cidade de Same.
Os pontos relevantes no resumo revisto são agora:
* Avisamos contra todas mas essenciais viagens para Timor-Leste. Novos surtos de violência em Fevereiro de 2007 resultaram nalgumas fatalidades. Tem também havido incidentes de pilhagens e ataques a veículos. A situação de segurança em Timor-Leste permanence incerta e pode deteriorar-se em pouco tempo.
* Avisamos contra todas as viagens para a cidade de Same, dada a situação de segurança instável. A Força de Segurança Internacional e a polícia da ONU em Timor-Leste estão a recomendar que os nacionais estrangeiros saiam de Same.
* Se actualmente está em Timor-Leste e se está preocupado com a sua segurança, deve considerar partir. Deve também assegurar que os seus documentos de viagem estão actualizados e prontamente disponíveis para o caso de precisar de sair do país a breve prazo. Em 27 de Fevereiro, a Indonésia encerrou temporariamente a sua fronteira com Timor-Leste.
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quarta-feira, fevereiro 28, 2007
Esclarecimento
O texto seguinte NÃO é um comentário do blog. Faz parte da notícia do Jornal de Notícias:
Perfil Alfredo Reinado
Idade 40 anos
Situação Major, fugitivo desde Agosto do ano passado
O antigo comandante da Polícia Militar timorense Alfredo Reinado, de 40 anos, volta a ser notícia pela negativa. Em Agosto do ano passado fugiu da cadeia onde estava detido após chefiar a rebelião de Maio que culminou com a matança de 21 pessoas, na sua maioria polícias que o queriam capturar. Então, conseguiu com o seu protesto armado levar à demissão do então primeiro-ministro Mari Alkatiri. Rendeu-se após se submeter às ordens do carismático presidente Xanana Gusmão, que pediu ajuda à Comunidade Internacional para organizar o seu corpo policial e militar. Agora, o mais célebre fugitivo timorense que nunca integrou a resistência que lutou pela independência, sucumbe à tentação de querer ser um desajeitado Robin dos Bosques com o seu séquito de sessenta rebeldes nos montes da ilha. Educado na Austrália (a sua mulher trabalha na embaixada australiana em Díli), é tido por alguma imprensa australiana como um "fanfarrão" visto como herói por muitos timorenses.
ver notícia completa em:
http://jn.sapo.pt/2007/02/28/mundo/major_reinado_garante_prefere_morrer.html
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Zangam-se as comadres...
(Tradução da Margarida)
Radio Australia
28/02/2007
TIMOR: Cercado o líder amotinado procurado
O presidente de Timor-Leste Xanana Gusmão autorizou a captura do líder amotinado Alfredo Reinado. Mas o antigo major das forças armadas diz que se continuará a defender-se a ele próprio de ser preso seja qual for o custo.
Apresentador - Hidayat Djajamihardja, Entrevistado - Alfredo Reinado, líder amotinado e antigo major das forças armadas de Timor-Leste
REINADO: Respeito a decisão do presidente, mas estou triste e sinto vergonha de ouvir isto que uma pessoa como o Presidente Xanana é muito famosa e respeitada pelas pessoas à volta do mundo, decidir uma coisa sem pensar duas vezes, sem ver a realidade no terreno.
Tenho pena quando ele diz que eu sou estúpido. Muito obrigada por isso mas até agora eu fui a única pessoa que afirmou muitas vezes que sempre respeitei e segui as suas ordens e que continuo dado que ele é o meu comandante supremo.
Ele deve ser mais estúpido do que eu por ter confiado em mim, este gajo estúpido, até agora. Tenho muita pena de dizer isto.
DJAJAMIHARDJA: Foi acusado de ter atacado postos da polícia de fronteira e de ter roubado as armas deles. Pode responder?
REINAIDO: É muito fácil responder a isso. É melhor ouvir primeiro a investigação, porque eu visitei-os como amigo, sem apontar armas a ninguém. Tivemos uma boa conversa. Eles prepararam café para nós e também alguns dos meus homens almoçaram com eles e tivemos uma boa discussão. Depois pedi-lhes para me entregarem as suas armas grandes, as armas automáticas, porque precisava delas para defender o povo, porque o povo agora mesmo precisa muito disso e eu estou cá para defender o povoe.
DJAJAMIHARDJA: Agora tem 25 armas, correcto?
REINAIDO: Talvez, se eu quiser apanhar mais aras do que estas, sei onde elas estão, mas não quis. E não tirei as armas a qualquer pessoa. Pedi-lhes para me darem (as armas) e tenho aqui algum do pessoal de polício que veio voluntariamente comigo, que me seguiu. Eles têm de ter liberdade agora, aqui. Eles também estão a fazer segurança à minha volta e há também alguns tipos que deixaram o complexo e que estão a caminho para se juntarem a mim. É assim.
DJAJAMIHARDJA: Está a dizer que eles estão a desertar os postos deles?
REINAIDO: Esperaremos uns dias. Há mais notícias que estão para vir, meu amigo.
DJAJAMIHARDJA: A força internacional liderada pelos Australianos foram agora autorizadas a capturá-lo. Esteve em contacto armado com eles?
REINAIDO: No meu coração nunca desejei ter um contacto com nenhum Australiano. Porque o povo na Austrália deixaram as forças vir para cá, vir para cá para defender o povo deste país e não fazerem derramamento de sangue com ninguém. E eu sei que nesta altura, eles estão a cerca de 800 metros de mim de onde eu estou. Fecharam todas as saídas, entradas, a toda a gente e a cidade é como uma cidade congelada, não se pode entrar, não se pode sair. Assim muitos civis têm as suas casas cercadas e não autorizam o proprietário a entrar ou a sair. É engraçado, não é.
Mas eu prometo-lhe, toda a gente tem o seu direito de defender a sua vida e somos todos militares. Não somos profissionais como eles são bem treinados, mas espiritualmente este é o meu país, esta é a minha casa e eu sou mais forte do que eles são. Prometo ao povo da Austrália, eu não quero ter nenhum confronto com os vossos soldados Australianos e fico envergonhado por fazer isso. Mas se eles vierem, eles atravessaram a linha. Tenho o direito de me defender a mim próprio.
DJAJAMIHARDJA: Se e quando as tropas Australianas tentarem capturá-lo. Vai lutar?
REINAIDO: Como lhe disse, toda a gente tem o direito de se defender a si próprio. Nunca me entregarei ou serei capturado por alguém. Gosto de falar. Eles apontam a arma, apontam a arma a mim, lutarei até à última gota de sangue e fico aqui. Não vou para nenhum outro sítio.
DJAJAMIHARDJA: Quer dizer que não hesitará em matar tropas Australianas? Não hesitará? Não hesitará em matar tropas Australianas?
REINAIDO: Não (só) Australianas, seja quem for que queira pôr em risco a minha vida, eu responderei.
NOTA DE RODAPÉ:
Até que enfim que a imprensa australiana, chama a Reinado "antigo major militar"...
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7 candidatos presidenciais
Hoje acabou o prazo de entrega no Tribunal de Recurso, das candidaturas às eleições presidenciais do próxima dia 9 de Abril.
Os candidatos são os seguintes:
Avelino Coelho - Partido Socialista Timorense (PST)
Francisco Guterres Lu’Olo (FRETILIN)
Francisco Xavier do Amaral (Associação Social-Democrata Timorense - ASDT)
João Carrascalão (União Democrática Timorense - UDT)
Lúcia Lobato (Partido Social Democrata - PSD)
Manuel Tilman (Kota)
Ramos-Horta (independente)
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Reinado diz ter "vergonha" de Xanana e exige saída da GNR (ACTUALIZADA)
Lisboa, 28 Fev (Lusa) - O major Reinado, cercado por tropas australianas na vila de Same, a sul de Díli, disse hoje ter "vergonha" de Xanana Gusmão, afirmando numa entrevista à Lusa que os efectivos da GNR devem regressar a casa.
"Sinto tristeza e vergonha de ter um líder como o senhor Xanana, que não pensa duas vezes, que não quis saber a realidade e que agiu antes de pensar mandando uma força internacional contra mim", disse à Lusa, num contacto telefónico.
Reinado, que pediu para a entrevista ser em inglês - afirmando que já perdeu a sua "costela" de português - afirmou que não existe qualquer mandado de captura para a sua prisão e que, por isso, a ordem de actuação dada às tropas australianas para o cercarem "é ilegal".
"Eu não me rendi nunca porque até aqui os meus direitos não foram respeitados. Porque é que isto não ficou nas mãos da justiça? Porque não há um mandado para a minha captura? Porquê enviar tropas", questionou.
"A Austrália não tem autorização para intervir na justiça de Timor-Leste. Onde está a soberania e a dignidade deste país e dos seus líderes?", questionou.
Reinado, que está no centro de Same cercado desde terça-feira por efectivos militares australianos, criticou igualmente Portugal, afirmando que deve retirar de imediato o seu contingente da GNR no terreno.
Questionado directamente sobre que mensagem tinha para Portugal, Reinado foi peremptório: "Go home".
"Porquê mandar a GNR para aqui, para se tornarem em soldados contratados do Mari Alkatiri, para servir os seus interesses?", questionou.
"Isso vai destruir a relação entre os nossos países. Chame-nos para casa depressa", afirmou.
Na entrevista à Lusa, Reinado negou ter atacado qualquer posto militar - uma acusação que motivou, por ordem da presidência da República, a acção em curso em Same, a 81 quilómetros sul da capital, Díli.
"É uma grande mentira. Nunca ataquei ninguém. Fui como amigo, bebi café com eles, almocei com eles. Eles deram-me algumas armas mas para defender o povo. Ficaram com as suas pistolas nos coldres", afirmou.
"Alguns voluntariamente vieram comigo. Como se pode atacar um posto mais armado que tu, sem som de disparos, sem ninguém ser ferido, sem confrontos, e a poucos metros da fronteira com a Indonésia e os indonésios não ouvirem nada", afirmou.
Reinado acusou ainda Xanana Gusmão de travar a transmissão de declarações feitas por si, na terça-feira e por outras pessoas que o acompanhavam, afirmando que "não deixaram que essas declarações fossem transmitidas".
"O senhor Xanana e o senhor Horta não queriam que isto fosse dito. Porquê fazer isso? É só propaganda, só mentiras. Que façam a investigação, que saibam verdadeiramente o que aconteceu", afirmou.
Questionado sobre o número de pessoas ou de armas que tem consigo, Reinado disse que "um militar não pode revelar esses dados", afirmando porém que "mais pessoas estão a caminho".
"Vocês vão ver. Virão mais pessoas. Voluntariamente. Porque eu estou a defender o povo. Não os interesses políticos", afirmou.
Relativamente ao cerco em curso, Reinado considera que se trata de uma tentativa clara de o neutralizar.
"Penso que a razão desta acção é porque me querem abater.
Querem fechar-me a boca, não querem que diga a verdade", afirmou.
"Se não fosse para isso, porque estariam já a tomar estas acções? Sem negociações e sem investigações. Será que o melhor para resolver isto é mesmo com armas?", questionou.
Criticando duramente a liderança política timorense, Reinado atacou em particular Xanana Gusmão afirmando que "tem que se tornar um líder a sério, que respeita as pessoas e não um líder que serve o seu interesse pessoal".
À comunidade internacional apelou para que "respeite a soberania e a independência de Timor-Leste", afirmando que quem está no terreno "deve agir de forma humanitária e não envolver-se na política".
"Amanhã, se eu ainda estiver vivo, e voltar a ver o nascer do sol, falamos mais", afirmou.
Em entrevista à Agência Lusa, o comandante das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) estacionadas em Timor-Leste, brigadeiro Mal Rerden, afirmara terça-feira que a rendição era a única opção que resta ao major timorense Alfredo Reinado.
O brigadeiro Mal Rerden sublinhou ainda que "Reinado é claramente uma figura significativa nesta situação".
A situação em Timor-Leste agravou-se na sequência do ataque perpetrado domingo pelo major Alfredo Reinado, antigo comandante da Polícia Militar timorense, a três postos da polícia junto à fronteira com a Indonésia, o que levou segunda-feira o Presidente timorense, Xanana Gusmão, a ordenar a captura e prisão do oficial rebelado.
Os soldados australianos cercaram terça-feira na cidade de Same elementos suspeitos de pertencerem ao grupo do major Reinado, entre os quais estará o próprio militar revoltoso.
As ISF estão a conduzir operações em todos os 13 distritos do país, tendo em vários deles as operações sido reforçadas em apoio ao recenseamento eleitoral.
ASP/PRM-Lusa/Fim
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João Carrascalão e Francisco Xavier do Amaral candidatos a PR
Díli, 28 Fev (Lusa) - João Carrascalão, da União Democrática Timorense (UDT), e Francisco Xavier do Amaral, da Associação Social-Democrata Timorense, a presentaram hoje oficialmente as suas candidaturas às eleições presidenciais de 09 de Abril em Timor-Leste.
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Carrascalão e Xavier do Amaral candidatos a PR
João Carrascalão, da União Democrática Timorense (UDT), e Francisco Xavier do Amaral, da Associação Social-Democrata Timorense, apresentaram hoje oficialmente as suas candidaturas às eleições presidenciais de 9 de Abril em Timor-Leste.
Sendo ambos presidentes dos respectivos partidos, tanto João Carrascalão como Francisco Xavier do Amaral afirmam candidatar-se como independentes.
Francisco Xavier do Amaral, que apresentou a sua candidatura no suco de Ulmera, distrito de Liquiçá (a cerca de 40 quilómetros de Díli), declarou à Lusa que vai suspender o seu cargo na ASDT.
João Carrascalão continuará na presidência da UDT durante a campanha eleitoral.
Francisco Xavier do Amaral, que completa 70 anos em Dezembro, foi o primeiro chefe de Estado da República Democrática de Timor-Leste, mas exerceu o cargo apenas nove dias antes da invasão indonésia - de 28 de Novembro a 7 de Dezembro de 1975.
«Quero acabar com as lágrimas nas caras das pessoas», explicou à Lusa o decano da política timorense, recordando que «a inspiração vem de quando perguntava aos patrícios timorenses quando é que toda a tragédia ia terminar».
«Vejo que os meus sonhos nesta idade não se realizaram plenamente», acrescentou o líder da ASDT, justificando que se candidata «para criar estabilidade para toda a nação e justiça igual para todos».
A justiça é também um dos pontos importantes no programa de João Carrascalão, que se candidata devido «à crise que o país atravessa há mais de um ano» e ao «sofrimento continuado» do povo timorense.
«Tenho consciência das limitadas funções que a Constituição da República Democrática de Timor-Leste atribui ao mais alto magistrado da nação, mas não tenho dúvidas quanto à contribuição do Presidente na boa condução dos actos governativos», refere o manifesto de João Carrascalão.
Carrascalão realçou o papel da família na sociedade timorense, lembrou a população muito jovem do país e dirigiu uma palavra aos veteranos da luta, «a quem o país deve reconhecimento, consagrado até na Constituição».
«Mas não podemos esquecer-nos que a vitória foi alcançada pela luta de todo o povo», acrescentou João Carrascalão, «uma luta que não acabou, apenas mudou de objectivo».
Na corrida às presidenciais timorenses estão também o actual primeiro-ministro, José Ramos-Horta, o presidente do Parlamento timorense, Francisco Guterres «Lu Olo», apoiado pela Fretilin, principal partido político, a jurista Lúcia Lobato, pelo PSD, o deputado Manuel Tilman, do partido Kota, e Avelino Coelho, do Partido Socialista Timorense (PST).
Diário Digital / Lusa
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Editorial: A 30-year-old cone of silence
Sydney Morning Herald - Wednesday, February 28, 2007
AT THE beginning of this month's long overdue inquest into the deaths of the five Australian-based newsmen at Balibo in 1975, the Crown counsel heralded the hearings as the first "open, public and completely independent" inquiry of a judicial nature into the case. Yet as the inquest moved this week into the knowledge of Australia's electronic intelligence agency, the Defence Signals Directorate, the court was closed to the public and the media for long stretches of key testimony.
The Deputy State Coroner, Dorelle Pinch, agreed to these conditions after the Federal Government's counsel produced sworn letters by the DSD's chief that Australia's defence would be weakened by disclosure of its "sources and methods" - even those from 1975. To her credit, Ms Pinch has kept some DSD evidence in the public domain, including content of certain intercepted Indonesian military signals. But the interested public will continue to wonder whether the agency is revealing all that it knows.
As noted by counsel for one bereaved family, attempts to find out what happened at Balibo met 30 years of "deceit and cover-up" in Canberra. Already DSD intercepts are appearing that were not produced to earlier, internal government inquiries. Two former senior public servants have recalled in detail seeing, while with the Hope royal commission into intelligence and security in 1977, a critical intercept that seems to have vanished. They see it as entirely possible this has disappeared into some "deniable" DSD oubliette. Questions have been raised whether the DSD tones down some intercepts in translation. The agency is thus under some scrutiny itself.
This will double public scepticism about its claim that the "sources and methods" of 31 years ago remain vital national security secrets. The Soeharto regime fell nearly nine years ago. That the DSD can intercept radio signals and tries to crack foreign ciphers is widely known, not least to Indonesia. The agency and its targets have moved on to an entirely new age of satellites, digital communications and computer-generated ciphers.
The legal precedents cited by the Commonwealth counsel for closed hearings relate to recent or continuing terrorism cases, in which security agencies are battling a present-day threat, not to the vintage electronic intelligence scene of 1975. In this case, the public interest in open justice must outweigh DSD jitters. The coroner should have refused the Commonwealth's application for secrecy, and allowed senior federal judges to decide the issue if it went to appeal.
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Australia passes Timor Sea bill
Radio Australia – 28/02/2007, 15:28:20
Australia's Federal Parliament has passed a bill that clears the way for development of the Greater Sunrise gas field in the Timor Sea.
East Timor's parliament ratified an agreement on revenue sharing between Australia and Timor last week.
Australia's resources minister, Ian Macfarlane, says the bill will build on a mutually-beneficial friendship with East Timor and the success of the Bayu-Undan field.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
