Evadiram-se 56 reclusos da prisão de Bécora esta manhã.
quarta-feira, agosto 30, 2006
Major Alfredo Reinado fugiu da cadeia de Díli
Díli, 30 Ago (Lusa) - O major Alfredo Reinado, detido a 25 de Julho pelas forças australianas por posse ilegal de armas confiscadas horas antes pela GNR, evadiu-se hoje da cadeia de Díli juntamente com um número ainda indeterminado de reclusos.
De acordo com fontes policiais contactadas pela Lusa, o major Alfredo Reinado é um dos fugitivos mas ainda "não foi possível determinar quantos detidos terão concretizado a fuga".
Alfredo Reinado e cerca de 20 dos seus homens estavam detidos por posse de material de guerra encontrado numa operação de rotina da GNR em três casas, uma delas atribuída, segundo Alfredo Reinado, pelo presidente Xanana Gusmão e as restantes duas ocupadas pelo major a cerca de 10 metros do Quartel-General das forças militares australianas.
A detenção foi feita ao abrigo do Protocolo bilateral entre Timor-Leste e a Austrália, no âmbito das medidas de emergência aplicadas no país a 30 de Maio por Xanana Gusmão.
Entre o arsenal apreendido ao major Reinado constavam nove pistolas, quatro de calibre '45 Auto e cinco de calibre 9, mais de 4 mil munições para espingarda automática e pistola, granadas, cinco rádios de transmissões, dois bastões extensíveis, cinco punhais, três catanas e equipamento militar diverso, entre o qual coletes à prova de bala e cinturões.
O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses e foi um dos principais intervenientes na crise político-militar que levou as autoridades de Timor-Leste a pedir ajuda externa para tentar ultrapassar a situação de instabilidade e violência no país, que levou à demissão do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri.
O major Alfredo Reinado foi o primeiro a devolver armas no processo de desarmamento entre as partes em confronto e foi também o primeiro a ser surpreendido com armamento depois de ter expirado o prazo para a sua entrega.
JCS.
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Malaysia Peacekeeping Troops Withdraw From East Timor
EasyBourse
Tuesday August 29th, 2006 / 14h54
DILI, East Timor (AP)--Malaysian troops officially withdrew Tuesday from East Timor after helping restore law and order in the troubled nation for about three months.
More than 400 troops of the Royal Malaysian Army Forces arrived in East Timor on May 25 to bolster the Australian-led peacekeeping force requested by the East Timor government after violence broke out in the capital Dili.
The violence, the worst in the country since its 1999 vote for independence after 24 years of Indonesian rule, erupted after then-prime minister Mari Alkatiri fired about 600 soldiers.
Clashes between rival security forces in the capital later spilled into gang warfare, looting and arson that killed 30 people and prompted nearly 150,000 to flee their homes.
Sporadic gang fighting has persisted and tens of thousands of people continue to be afraid to return home or are unable to because their houses were destroyed.
The U.N. Security Council last week authorized a mission of 1,600 international police and 34 military liaison officers ahead of presidential and parliamentary elections scheduled for 2007.
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Timor officer cleared by inquiries
SMH.com.au
Lindsay Murdoch in Dili
August 30, 2006
THE Australian Federal Police has defended an officer accused of ordering a senior East Timorese policeman to take off his uniform in public, saying two inquiries had found the officer had acted appropriately.
But in a statement released by East Timor's parliament, the country's powerful Interior Minister, Alcino Barris, disputed the agency's interpretation of regulations governing Timorese police and said he would lodge a formal protest about the incident with the Australian embassy in Dili.
"The Australian police did not respect either the dignity of the Timorese police institution or the dignity of Timor-Leste [East Timor] as a sovereign country," Dr Barris said. The statement said Dr Barris told MPs there was no instruction by the Timorese Government that directed Timorese police not to wear their uniforms in public.
"The minister defined the event unacceptable," it said.
The confrontation between an unidentified Australian Federal Police officer and the chief of East Timor's police academy, Julio Hornai, on a main road in Dili on Saturday prompted an angry response from East Timorese MPs, several of whom argued that the Government should retaliate by asking the Australian police to leave the country.
The commander of the 200-strong Australian police contingent in Dili, Steve Lancaster, told reporters late yesterday that Inspector Hornai became "agitated" and took off his uniform shirt and handed it to the Australian officer, who had explained to him that there was an agreement in place that Timorese police should not wear their uniforms in public.
Commander Lancaster said the Australian asked Inspector Hornai to put the uniform back on.
But Inspector Hornai has given a different version of the incident, saying that the Australian repeatedly demanded that he take off the uniform.
He said he was "humiliated" by doing so in front of about 40 onlookers.
Inspector Hornai said he and his men were ordered to wear their uniforms to an official briefing at police headquarters that was attended by dignitaries including the head of the UN's Dili mission, Sukehiro Hasegawa, and Dr Barris.
Commander Lancaster said an inquiry conducted by UN police had supported his own findings that at no time did any Australian police officer direct East Timorese police to take off their uniforms in public.
Commander Lancaster said the Australian police had acted in good faith in the incident.
It was for the safety and wellbeing of the East Timorese police that they had been directed not to wear their uniforms in public because of "mixed community feelings" towards them, he said.
Inspector Hornai is one of the most senior officers still serving in the Timorese police after the 3200-strong force disintegrated when violence erupted in Dili in late April.
The academy he runs will be at the centre of UN efforts to rebuild the force.
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Timor troops get ready to come home
Scoop
Tuesday, 29 August 2006, 12:35 pm
Press Release: New Zealand Defence Force
New Zealand Defence Force Te Ope Kaatua O Aotearoa
Media Release 29 August 2006
Dili is alive with the sound of high pressure hoses as 44 New Zealand Defence Force personnel prepare to return to New Zealand on Thursday 31 August.
The troops are returning after the New Zealand Government’s announcement that the force in Timor Leste is to reduce as the country finds some stability after months of turmoil.
In preparing the troops for home, the New Zealand Army has deployed a small force extraction team to Timor Leste.
The team assists with returning stores and equipment, conducting robust medical checks and psychological debriefs to ensure a smooth transition back to New Zealand.
Each soldier is responsible for cleaning their own equipment to strict MAF standards, and with months of dirt picked up patrolling the streets, it is no small task.
An area of the Dili Port has been sectioned off with buckets of soapy water and high pressure hoses to allow the troops to get their equipment clean, with the hot Timor sun shining overhead to make sure everything gets dry.
Everyone returning gets a medical review to make sure they have no injuries and that they haven’t been exposed to malaria, dengue fever or any other tropical illnesses prevalent in the region. The Doctor ensures they complete their course of anti-malarial medication and issues any further meds required to ensure a healthy return to New Zealand.
Two New Zealand Army Psychologists have also deployed to Dili. They will conduct group and individual debriefs allowing returning personnel the opportunity to talk through their time Timor Leste.
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Dos leitores
Muitos dos comentários aqui apresentados parecem-me despropositados, desatinados e inoportunos. Se se está a falar de leis e de jurisprudência, vêm logo alguns virar a conversa para algo que foi ou não dito; se se falar de soberania e defesa da legalidade do país, estão cá para acusar de comunismo, ditadura, marxismo, etc...; se se falar de assuntos variados aproveitam para acusar a Fretilin.
Eu cá por mim, que nem sou Timorense nem tenho interesse em lutas e disputas partidárias, pois, cabe ao povo escolher o que é melhor para ele, acho tais comentários completamente desfazados da realidade que não podem trazer bem algum, mas que podem prejudicar o reestabelecimento de ordem e segurança públicas, a normalização da situação, a sanação a gravidade da situação humanitária, incitar mais violência, causar mais distúrbios e prejuízos humanos e materiais.
Porquê as coisas não são feitas de acordo com leis e legalidade?Porquê, em vez de exigir a demissão de Mari Alcatiri através de ultimato na praça pública, não se tinha realizado a investigação necessária para apurar factos, e se houvesse fundamentos para formular a sua acusação, julgá-lo de acordo com as leis? Porquê assim não se faz com todos os intervenientes da crise, quer que se tratase de rei ou de frei?
De modo com o que foi feito, pisando-se toda a qualquer legalidade democrática, dá para concluir que tinha que se "despachar" a situação, a acelerar acontecimentos antes que ocorram ambas as eleições parlamentares e presidenciais.
Porquê cada partido não apresente um programa, definindo bem claramente o que pretende fazer e como? Porquê não criar um ambiente saudável conducente à campanha eleitoral agora que feridas ainda sangram e que pôr mais sal nelas e mais achegas na fogueira poderia acelerar o processo de autodestruição de TL e do próprio povo? Porquê continuar a dividi-lo se já é tão difícil uní-lo em torno de uma nação e uma pátria?
Lafaek.
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Timor fury after police told to strip
The Age
Lindsay Murdoch, Dili
August 29, 2006
AN AUSTRALIAN federal policeman demanded that a senior East Timorese police officer take off his uniform in public, in an incident that has angered Timorese politicians and could lead to a diplomatic protest.
East Timor parliamentary president Francisco Guterres, yesterday described the alleged behaviour of the unidentified Australian officer as an abuse of East Timor's rights as an independent country.
In an unprecedented move, Mr Guterres has summoned Timorese Interior Minister Alcino Barris to the Parliament today to explain what happened.
"All members of parliament want to complain about this," Mr Guterres said.
East Timor police academy chief Julio Hornai told The Age yesterday that he was "humiliated" by the incident, which "violated the dignity of East Timor".
"I don't have a problem with the Australian police who came to help solve our problems," Inspector Hornai said. "But it doesn't mean that they can come here and not respect us."
Inspector Hornai said that late on Saturday afternoon, he was driving a police vehicle along one of Dili's main streets when it was stopped by an Australian Federal Police LandCruiser carrying two Australian officers and two Malaysian soldiers.
One of the Australians confronted him, saying that he and seven other Timorese police in the vehicle should not be wearing police uniforms.
Mr Hornai said he tried to explain to the Australian that he and his men were returning to the academy after attending briefings at police headquarters.
Also present at the briefings was UN special representative Sukehiro Hasegawa.
Mr Hornai said that Mr Barris, who was also present, had ordered him and his men to attend the briefing in uniform.
But Mr Hornai said the Australian demanded that he take off his uniform, as a crowd of about 40 onlookers gathered nearby.
Mr Hornai said he removed the top part of his uniform and tried to hand it to the Australian.
"I felt humiliated … people were watching," he said. "The Australian then said put the uniform in the vehicle and they would escort us to the academy."
Mr Hornai said that when one of his officers got out near his home, the Australian demanded that he take off his uniform.
"The agent took it off in the middle of the road … in full view of the public," he said.
Antero Lopes, head of the international police in East Timor, last night described the incident as a "very sensitive situation".
Mr Lopes said the commander of the AFP in Dili "assured me that no AFP officer under his command has stripped a PNTL (Timorese police) officer of their uniform".
However, directives under bilateral arrangements with the international forces in Dili stipulate that Timorese police should be "restrained" in their use of their uniforms, he said.
The UN supports these precautions because there are "animosities among certain sections of the population against certain PNTL officers".
The police academy was the only police body that did not disintegrate when violence erupted in Dili in late April.
Under Inspector Hornai's command, the academy's 80 instructors and 283 police cadets did not join in the violence.
Mr Hornai has served as a policeman for 16 years, 10 of them under Indonesia's rule.
The academy will be the centre-point of efforts by the UN to rebuild the force of 3000.
Australia's 200-strong police contingent in East Timor is struggling to curb street gang violence, which left seven Australians injured last week.
On Sunday, gangs burnt 10 houses in the Comoro district.
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The East Timor Question
Dos leitores:
This week on Dateline John Martinkus and David O’Shea conduct an investigation in to who exactly was behind the violence in East Timor that led to the downfall of that country’s first democratically elected Prime Minister.
In what looked like a well orchestrated plan to pit the tiny country’s armed forces and police against each other it appears the architects of the conflict manipulated the crisis to achieve one end – the resignation of Mari Alkatiri. Was it a coup? Were foreign powers involved? And what role, if any, did Australia play?
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terça-feira, agosto 29, 2006
Dos leitores
Quem gosta de apontar as asneiras grossas deveria começar por apontar as suas.
O comportamento dos "peticionários" configuraria em Portugal os crimes de deserção qualificada (pena de 1 a 4 anos de prisão, agravada de um terço), o de insubordinação por desobediência (pena de 1 a 4 anos de prisão, agravada de um quarto do seu limite máximo) e o de insubordinação colectiva (pena de 2 a 8 anos para os instigadores e pena de 1 mês a 2 anos para os outros, estando armados, e com redução a metade se desarmados). E isto para nos ficarmos por aqui. Do Reinado então, é melhor nem falar...
Porém, estes crimes, pelo facto de o serem, não têm nada que ver com o RDM.
E se é certo que em Portugal a competência para julgar crimes de índole militar passou para os tribunais civis, salvo em casos excepcionais, não nos podemos esquecer de que Timor-Leste há muito deixou de ser uma Província ultramarina portuguesa e que neste país vigora o Direito timorense. A Constituição da RDTL estatui os Tribunais Militares (artº 123, nº 1- c)), conferindo-lhes competência exclusiva para "julgar em primeira instância os crimes de natureza militar" (artº 130, nº 1). Enquanto os TM não forem criados por lei específica, vigoram as normas legais subsidiárias, etc, etc, etc.
h correia.
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Comunicado - PM
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
INFORMAÇÃO À IMPRENSA
Seis postos permanentes de polícia criados em Díli
O primeiro-ministro, José Ramos-Horta, promoveu esta segunda-feira, 28 de Agosto, uma reunião alargada sobre segurança na qual participaram o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas, Sukehiro Hasegawa, o novo comissário da Polícia das Nações Unidas (UNPol), o português Antero Lopes, representantes dos vários comandos militar e policiais das forças internacionais presentes em Timor-Leste, além do vice-primeiro-ministro Rui Araújo, o ministro do Interior, Alcino Baris, o vice-ministro do Interior, José Agostinho Sequeira “Somotxo”, e o Procurador-Geral da República, Longuinhos Monteiro.
No encontro, o primeiro-ministro chamou à atenção para a necessidade de as condições de segurança melhorarem substancialmente, após mais um fim-de-semana em que bandos de jovens tornaram a atacar alguns bairros da capital timorense, incendiando casas e promovendo desacatos. José Ramos-Horta reafirmou o papel de coordenação do Governo nas áreas da defesa e da segurança, em sintonia com o Presidente da República, mas sublinhou também que, face à resolução 1704 aprovada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, na sexta-feira, “há uma maior necessidade de coordenação do Governo com as forças internacionais”. Nesse sentido, o primeiro-ministro insistiu na “urgência da criação de postos permanentes de polícia, 24 sobre 24 horas, nos bairros mais problemáticos da cidade de Díli”.
O comissário que acaba de assumir a liderança da polícia internacional, Antero Lopes, assumiu esta questão como prioritária, tendo garantido que em breve vão ser criados seis postos de polícia na capital timorense. Em coordenação com o ministro do Interior, o comissário Antero Lopes revelou que os postos policiais vão ficar localizados no subdistrito Dom Aleixo (orfanato), em Comoro (na antiga esquadra de polícia), em Bebonuk, em Bidau/Akadiru Hun, no Mercado Central e no bairro do Matadouro (em Manu Metan Rai Hun). Enquanto não forem criados os postos, o comissário asseverou que vão ser intensificadas as patrulhas móveis nestes bairros, “sem descurar o patrulhamento ostensivo da restante capital”. Por fim, revelou ainda que assim que a polícia internacional dispuser de mais recursos em Timor-Leste, o número de postos fixos será aumentado.
O primeiro-ministro referiu ainda a importância de as forças internacionais manterem operações de recuperação de armas, nomeadamente das que se sabe que ainda estão na posse de elementos que integravam a Polícia Nacional de Timor-Leste, que não as devolveram voluntariamente nem se apresentaram no Quartel-General.
Comando da PNTL suspende funções
O primeiro-ministro anunciou, entretanto, que o comando da PNTL se autosuspendeu de funções. O superintendente Paulo Martins e os adjuntos Ismael Babo e Lino Saldanha apresentaram ao primeiro-ministro a sua autosuspensão de funções, enquanto decorrerem os trabalhos da Comissão de Avaliação da PNTL. A comissão foi criada pelo Conselho de Ministros na semana passada e destina-se a verificar quem, dos 800 elementos da polícia timorense que actuavam em Díli, está apto a regressar em breve às suas funções e quem terá de ser alvo de processo disciplinar ou criminal.
José Ramos-Horta elogiou a atitude dos comandantes da PNTL.
Díli, 28 de Agosto de 2006
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Dos leitores
A moldura
Não quero ser a linda moldura,
Que faz a fronteira entre esta tela e o nada.
Não quero ser a linda moldura,
Que rouba da tela seu real sentido.
Quero simplesmente ser a tela, simples e pura.
Onde o meu povo livremente se expressa em borrões de liberdade, de raiva, de angústia, de tudo!
Quero ser a pintura abstracta que é o que o povo espera dos governantes, quero mostrar as cores do que o meu povo quer, num degradê de sentimentos opostos, de paralelos e contradições.
Quero ser a pintura abstracta, que toca cada um de vocês de maneira diferente, mas que ao menos vos toca.
Governar não é nada mais, nada menos do que interpretar esta tela, que é a aspiração de um povo, cada um interpreta como a vê! Mas por de trás de cada interpretação estão as fundações do que são os que hoje nos governam.
Pela pátria ou pelo prestígio? Horta, como interpretas as cores que vez? Serás tu a tela ou a moldura, que se troca de uma tela para outra?
Mau Seran
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East Timor's Last Hero Faces a Daunting Task
Latimes.com
After years of efforts to win freedom for his people, a Nobel laureate now finds himself trying to keep his new nation from unraveling.
By Joel Rubin, Times Staff Writer
August 28, 2006
DILI, East Timor — At times, it seems Jose Ramos-Horta thinks he can solve East Timor's problems one person at a time.
Winding his way through the inhospitable mountains of his troubled nation recently, the new prime minister ordered his driver to stop. A frail, elderly man approached, bowing deeply. He asked for nothing, but Ramos-Horta pressed $10 into his bony hand. He turned to a group of women, and bought three heavy sacks of beans from them — $60 worth.
An hour farther down the washed-out road, Ramos-Horta gave the beans to a mother sitting in a thatched hut with her children and blind father.
"It's incredible," the 56-year-old said in a deep baritone shot through with a strong Portuguese accent. "Look at these people, they are so poor and yet they ask so little. And even that little, we are not giving them."
But the man is also tired. He wishes East Timor didn't need him again.
Twenty-four years in exile spent roaming the world's corridors of power trying to win freedom for his tiny nation have left him weary. What he wants now, he says, is to sleep late and pass lazy days at the beach.
"I am scared by their trust. I know my weaknesses," said Ramos-Horta, who has never been accused of having a small ego. "They think I am a genius, they think I am a prophet, when I am really a sinful character. But somehow, because of the way I am, they trust me…. I feel the weight of the country on my shoulders, and how can I now say no to the common people?"
Ramos-Horta, who shared the 1996 Nobel Peace Prize with Bishop Carlos Ximenes Belo for their efforts to bring freedom to their homeland, has been drawn back into the role of savior as East Timor threatens to unravel four years after it became the world's newest nation.
After centuries as a Portuguese colony, East Timor was invaded by Indonesia in 1975. Days before, a young, ambitious Ramos-Horta fled to Australia, sent by East Timor's political elite to serve as the country's link to the outside world. Four of Ramos-Horta's nine brothers and sisters were among the 200,000 people who Amnesty International estimates were killed or died prematurely during the occupation.
Indonesian rule came to a jarring end in 1999 when the government allowed East Timorese to vote on independence. The referendum sparked a horrific spasm of violence as militias aided by the Indonesian military killed more than 1,000 people and laid waste to villages and towns. With East Timor in shambles, the United Nations took control for 2 1/2 years, maintaining order and struggling to build a foundation for self-rule.
This summer, political chaos and rioting returned to this capital city. As the unrest toppled the government and threatened to send the country into free fall, the parliament selected Ramos-Horta to take over as prime minister.
Though his adversaries grumble about the political jockeying that led to Ramos-Horta's appointment, critics and allies agree that he was the only choice to assume control at this volatile crossroads. The country's beloved president, Jose Alexandre "Xanana" Gusmao, who led an armed resistance against Indonesia, is tiring of his public role.
Ramos-Horta is East Timor's last hero.
"There are only two people on this island who the people know and trust," said Gelasio da Silva, a parish priest in the devoutly Roman Catholic nation. "He is one of them."
In many ways, Ramos-Horta is an anomaly in his country. His hand-tailored shirts and sport coats are a rarity among the ragged clothes most East Timorese wear. On an island where few have ever stepped off its shores, Ramos-Horta's impressive thatched villa is filled with gifts from world leaders: a large box of cigars from Fidel Castro, a bust of his hero, Robert F. Kennedy, given to him by the family.
His shelves are lined with books in five languages, in a country where about 45% of adults are illiterate. And despite a strict Catholic education, Ramos-Horta is no longer particularly religious.
His skin is lighter than that of most East Timorese, a reflection of his mixed background: His father was a lieutenant in Portugal's navy until he was banished to East Timor for taking part in an ill-fated mutiny.
Since its emergence as a nation, East Timor has struggled under the heavy expectations of an international community eager for proof that nation-building can work.
"There is a good argument to be made that they've got one more chance to get it right," U.S. Ambassador Grover Joseph Rees said. "And that's the problem, because a lot of us have been hoping and expecting that East Timor would be the example for the developing world — that it would be the case that proves that freedom, independence and a free economy are not just the playthings for rich countries."
Ramos-Horta is familiar with rich countries. After fleeing East Timor, he served as its champion. Bouncing from Washington to New York to Geneva, he lobbied world leaders to apply pressure on Indonesia.
Now, far away from the glass offices of the United Nations and comfortable couches of senators' offices, he insists that if he is going to be involved in the rebuilding of East Timor, he is content to leave the traveling behind.
"Being here surrounded by these wonderful people — majestic, natural … I would have to be an incredible hypocrite, cynical, to be insensitive and miss the glamour of life as a diplomat, a foreign minister, elsewhere," he said. "In the last years I have been everywhere around the world, in palaces with kings, with queens and with millionaires…. Here I am dealing with real people who test my own humanity."
Still, at times Ramos-Horta seems to go a bit stir-crazy within the small, unrefined confines of the island that his nation shares with the Indonesian province of West Timor. He talks excitedly about an upcoming gathering in the U.S. with several other Nobel laureates. He waxes nostalgic about sipping cappuccinos in Rome and Paris.
And he is fond of telling stories from the old days: how he stumbled and slipped as he walked in snow for the first time on his way to address the U.N. General Assembly in New York; the day in 1993 when he sneaked into the bathrooms at the World Congress on Human Rights in Vienna to plaster the stalls with stickers reading, "Free Xanana, Boycott Bali"; and how he refused to buy more than one fork and plate when he rented an apartment in New York.
"I wanted the illusion that I was in transit," he recalled. "I wanted to think that I would return home soon."
Today, Ramos-Horta is under pressure to restore a sense of calm and stability to Dili. The rioting by gangs and renegade troops, touched off by his predecessor's controversial firing of 600 disgruntled soldiers, has largely subsided, but not before at least 30 people were killed, scores of homes torched and government offices ransacked.
Amid the chaos, Ramos-Horta ventured into neighborhoods and hospitals in the middle of the night in an attempt to ease tensions. Later, when he announced an amnesty for people who handed in their weapons, he gave his cellphone number, offering to collect the arms himself.
He has demanded that the U.N. return in force to help secure the country. In recent weeks he has criticized the world body sharply, saying it has abandoned East Timor too quickly. Last week, the U.N. Security Council approved plans to send about 1,600 police officers to the island for at least six months but refused to approve Secretary-General Kofi Annan's request to bolster the new force with hundreds of peacekeeping soldiers.
But many East Timorese are looking to Ramos-Horta to do more than bring peace to the country. They want a better life.
In East Timor's few years as a sovereign nation, the government has made little headway on that front. Although millions of dollars in revenue from oil fields have begun to flow in, the country still has a severe shortage of capable people. Most ministries are woefully lacking in staff and training needed to undertake the basics of governing.
For example, welfare and pension systems have not been established, while unemployment among young men in Dili hovers at 40%. No formal penal code has been adopted, and the country's few operating courts — staffed almost entirely by foreign judges and lawyers because there are too few qualified East Timorese — are helplessly backlogged. Roads are in disrepair, and electricity outside Dili is usually cut at night.
Ramos-Horta promises improvements. In speeches and in interviews, he says often that he wants to help the poor. When villagers at a meeting in a remote mountain town complained about feeling isolated, for example, he said he would look into providing televisions for each of the country's roughly 400 villages. He says money already has been set aside to build new offices for hundreds of villages.
But some who know Ramos-Horta fear he doesn't understand how hard it is to turn words into action in such an undeveloped land. That, mixed with his high hopes for the country and his image as savior, could be setting the country up for another fall.
Ramos-Horta readily acknowledges that he has only a fleeting interest in and a weak grasp of the intricacies of running a government. He relied heavily on two vice prime ministers to guide him through parliament's recent budget debates.
"He talks about his dreams for this country, and I just hope his dreams do not become nightmares," said Ana Pessoa, a respected minister in the government who was briefly married to Ramos-Horta and is the mother of his only child. "We have asked him to refrain from dreaming without first pondering … because when you speak in a way that people believe you are promising to do something tomorrow, it can be tricky when tomorrow comes."
"If he fails, we have no else to turn to. We have no one else."
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Dos leitores
A verdade tem que ser apurada, e a dignidade das F-FDTL restaurada!
Se assim o PR primeiramente como o Comandante Supremo das Forças Armadas e o PM o quisessem, já o tinham feito. Como não têm mostrado interesse nem dado passo algum nesse sentido, só resta a concluir que o seu objectivo é fazer as populações, actualmente talvez apenas uma fasquia de população, a crer que as F-FDTL foram principalmente culpadas para toda a tragédia que actualmente se vive no país, mantendo assim as Falintil-FDTL acantonadas e de maõs atadas para poderem intervir na estabilização da situação. Só assim fica o espaça aberto para as forças australianas. Só acantonando as F-FDTL podia garantir-se que estas não intervinham na defesa da SOBERANIA, da LEGALIDADE e LEGITIMIDADE DEMOCRÀTICAS enquanto se desenrolava o golpe de destituição do Primeiro-Ministro e do derrube do Governo.
É urgente fazer um inquérito a todos os envolvidos e garantir que as autoridades políticas garantam um julgamento, com maior celeridade possível, em tribunais competentes de desertores e criminosos, como sejam Reinado, Salsa, Railos e outros.
Os apedrejadores das Falinti-FDTL, em tentativas de tanto agradar a correntes políticas actuais, fazem realmente tudo para enxovalhar, injuriar e difamar as Falintil-FDTL. Só fossem minimamente imparciais e realistas haviam de julgar o acto premeditado do Reinado em ter atirado de sangue frio para um dos camaradas das F-FDTL, avisando antes de iria contar até dez antes de disparar, através de um crime de sangue frio premeditado, além de cumulação de muitos outros, sem agora alargar a exposição.
Se realmente há alguma culpabilidade por parte de alguns elementos das Falintil-FDTL, estes têm que ser responsabilizados e culpabilizados em vez de satanizar toda a força de defesa da SOBERANIA do país.
Assim é que devia ser feito num ESTADO DE DIREITO.
Afinal, quem recorre à praça pública, à arbitrariedade sem legalidade e calúnias, são vocês que bem sabem que a lei não está do vosso lado, nem verdade, nem justiça, nem humanidade, nem dignidade. Assim, a única maneira é atirar com aquilo que defenda a SOBERANIA para o lamaçal.
Lafaek.
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Começou a competição para a liderança da ONU
Tradução da Margarida.
Por Emrah Ulker, New York
Domingo, Agosto 27, 2006
zaman.com
[NEWS ANALYSIS] –Apesar de não ter capturado o interesse do público, já começou a competição para ver quem substituirá o Secretário-Geral da ONU Kofi Annan, cujo mandato expira no final de 2006.
Há almas disponíveis que querem liderar a ONU, que foi criticada depois da guerra do Iraque e perdeu o seu prestígio devido à crise Libanesa, bem como os que têm esperança de serem destacados para a posição.
O candidato primeiro tem de ter o apoio de quatro membros temporários e cinco permanentes do Conselho de Segurança da ONU, depois tem de ser aprovado por todos os países na Assembleia Geral. O novo chefe da ONU liderará a organização com 192 membros e um orçamento de multi-biliões de dolares.
As eleições do Secretário-Geral do Conselho será observado diferentemente desta vez, o oposto de anteriores eleições sem ocorrências especiais. A guerra do Iraque e os eventos no Líbano trouxeram outra vez o estado a ONU para a ribalta. Quando rebentaram os eventos no Líbano, esperava-se que a ONU atirasse o seu peso para a paz e o cessar-fogo, ou pelo menos que apoiasse alguma tentativa.
Contudo, a ONU nem sequer emitiu uma condenação pelos seus observadores assassinados na região. Em contraste, trabalhadores da organização não só em New York, mas também à volta do mundo, revoltaram-se quando a organização se fechou enquanto os seus amigos estavam a ser mortos em serviço.
A primeira ronda de contactos já começou para eventualmente determinar o novo secretário-geral, que ocupará o cargo em Janeiro de 2007. Toda a ONU espera alguém que possa melhorar a imagem manchada da ONU.
O Conselho de Segurança da ONU prefere um Candidato de Países Pequenos
Os debates sobre o novo secretário-geral da ONU nunca começaram tão cedo antes das eleições. Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança no passado discutiam os nomes trazidos à agenda imediatamente antes da eleição oficiai. Apesar de algumas objecções pequenas, o nome escolhido no Conselho era geralmente aprovado.
Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança têm o cuidado de não seleccionar um candidato dos seus próprios países. Como a balança muda quando esses países que adquirem direito de veto introduzem um secretário-geral, o Conselho de Segurança geralmente prefere seleccionar um secretário-geral de um país pequeno.
O Egípcio Boutros-Ghali, o Peruviano Perez De Cuellar, o Austríaco Kurt Waldheim e Bermant U Thant, previamente escolhidos secretários-gerais, são exemplos claros.
O Ganense Kofi Annan recebeu bastante apoio por vir de um pequeno país que era um membro da ONU. Foi especialmente apoiado pelos USA na sua nomeação.
OS USA observam de perto a selecção do novo líder da ONU
A postura que o Secreário-Geral da ONU Kofi Annan manteve antes da guerra do Iraque enfureceu a administração da ONU. Annan não favorecia uma resposta militar porque pensava que todas as alternativas pacíficas para a guerra não tinham sido consideradas. Em resposta, os USA fizeram o seu melhor para travar a eficência da ONU.
Washington encarregou John Bolton, o corrente enviado dos USA na ONU, de fazer declarações controversas contra a ONU antes da sua nomeação, particularmente a que se o edifício de 38 andares da ONU “perder 10 andares hoje, não faria nenhuma diferença.” Também bloqueou movimentos de reforma que a organização tinha começado.
‘‘Notáveis capacidades administrativas’’ é a primeira das qualificações que os USA procuram no novo Secretário-Geral. A administração dos USA providencia quase um quarto do orçamento da ONU e presta muita atenção à directoria do secretário-geral.
Favorecendo qualquer candidato da Ásia, que é o próximo continente na fila para receber a posição rotativa de secretário-geral da ONU, os USA qualificaram a sua posição anunciando que se os candidatos forem correctamente qualificados, ‘‘apoiaremos um candidato, mesmo da Europa do Leste.’’ Alguns observadores acreditam que os USA apoiam secretamente a candidatura do antigo Presidente Polaco Aleksander Kwasniveski.
José Ramos Horta está no topo da lista dos USA dos candidatos da Ásia. A Grã-Bretanha tem a mesma visão da dos USA.
A França, contudo, requer que o novo secretário-geral seja capaz de falar Francês, o que lança uma luz favorável no Vice Primeiro-Ministro Tailandês Surakiart Sathirathai, que se encontrou na boa graça da França depois duma apresentação que fez em Paris em Francês.
A Rússia apoia qualquer um dos países Asiáticos rotativos para o posto de secretário-geral, enfatizando que vetará qualquer candidato nomeado da Europa do Leste.
Em adição aos cinco países membros permanentes, Argentina, Congo, Dinamarca, Gana, Grécia, Peru, Qatar, Eslováquia e Tanzânia provavelmente apoiarão qualquer candidato da Ásia.
O Japão, membro temporário, contudo, não avançou com um candidato apesar de ser um país Asiático, porque trouxe para a agenda do Conselho a sua proposta de ser aceite como membro permanente.
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Polícia da ONU vai criar postos fixos em 6 bairros problemáticos
Díli, 28 Ago (Lusa) - O comandante das forças policiais da ONU estacion adas em Timor-Leste, Antero Lopes, anunciou hoje a criação de seis postos polici ais fixos nos bairros mais problemáticos de Díli, segundo um comunicado do gabin ete do primeiro-ministro timorense.
Numa reunião com José Ramos-Horta, Antero Lopes não deu um prazo para a instalação dos postos policiais, mas disse que iriam ser criados nos bairros Do m Aleixo, Comoro, Bebonuk, Bidau/Akadiru Hun, Mercado Central e Matadouro, lê-se no comunicado.
De acordo com o gabinete de Ramos-Horta, enquanto não forem criados os postos policiais será intensificado o patrulhamento naquelas zonas, consideradas as mais problemáticas de Díli, embora Antero Lopes tenha garantido que essa int ensificação iria ser feita "sem descurar o patrulhamento ostensivo" do resto da cidade.
Antero Lopes indicou também que à medida que o contingente policial int ernacional for sendo reforçado, o número de postos policiais fixos serão aumenta dos.
Ramos-Horta, segundo o comunicado, "chamou à atenção para a necessidade de as condições de segurança melhorarem substancialmente, após mais um fim-de-s emana em que bandos de jovens tornaram a atacar alguns bairros da capital timore nse, incendiando casas e promovendo desacatos".
O líder do Governo timorense "reafirmou" o papel de coordenação do Gove rno nas áreas da defesa e da segurança, em sintonia com o Presidente da Repúblic a, embora, depois da aprovação da resolução 1704 das Nações Unidas, haja "uma ma ior necessidade de coordenação do Governo com as forças internacionais".
Ramos-Horta considerou ainda importante que as forças internacionais co ntinuem as operações de "recuperação de armas", nomeadamente das que "se sabe qu e ainda estão na posse de elementos que integravam a Polícia Nacional de Timor-L este, que não as devolveram voluntariamente nem se apresentaram no Quartel-Gener al".
Na reunião participaram ainda o representante especial do secretário-ge ral da ONU para Timor-Leste, Sukehiro Hasegawa, representantes dos vários comand os militares e policiais das forças internacionais, o vice-primeiro-ministro Rui Araújo, o ministro do Interior, Alcino Baris, o vice-ministro do Interior, José Agostinho Sequeira "Somotxo", e o Procurador-Geral da República, Longuinhos Mon teiro.
JCS.
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Comando da polícia autosuspendeu-se de funções - primeiro-ministro
Díli, 28 Ago (Lusa) - O comando da Polícia Nacional de Timor- Leste (PNTL) autosuspendeu-se de funções, anunciou hoje o primeiro- ministro José Ramos-Horta durante um encontro com os responsáveis da ONU.
De acordo com um comunicado do gabinete do Chefe do Governo, o superintendente Paulo Martins e os Adjuntos Ismael Babo e Lino Saldanha, que integravam o comando da PNTL, "apresentaram ao primeiro- ministro a autosuspensão de funções enquanto decorrem os trabalhos da Comissão de Avaliação da polícia".
A Comissão de Avaliação foi criada pelo Governo e aprovada em Conselho de Ministros e visa apurar quais os elementos que devem ou não regressar às fileiras da força policial.
Antero Lopes, que comanda, ao serviço da ONU, as forças policiais internacionais previstas na resolução aprovada sexta-feira pelo Conselho de Segurança, disse, em entrevista à Lusa, que o processo de avaliação da PNTL vai permitir aferir a integridade e a competência e aptidão de cada agente.
"Será uma triagem com base em critérios de integridade mas também de competência e aptidões tendo como produto final a certificação dos agentes com base em critérios internacionais ajustados à realidade timorense", disse Antero Lopes.
O mesmo responsável garante que "não há loromonos ou lorosais na polícia e que este vai ser um corpo de polícia uno e íntegro em defesa dos Direitos e Liberdades Fundamentais dos cidadãos timorenses".
Durante os conflitos de Abril e Maio em Timor-Leste, a PNTL deixou de actuar com os seus membros, inclusivamente o comando, a deixarem de aparecer nas esquadras.
Agora, a triagem que será feita com o apoio da ONU vai permitir saber quem - dos 800 elementos da polícia timorense que actuavam em Díli - "está apto a regressar em breve às suas funções e quem terá de ser alvo de processo disciplinar ou criminal", refere o comunicado do gabinete de Ramos-Horta.
O primeiro-ministro timorense elogiou ainda a atitude dos comandantes da polícia timorense ao abandonarem por si a cadeia de comando que ficará numa primeira fase sob a responsabilidade da ONU que vai acompanhar todo o processo de reactivação da força.
JCS.
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segunda-feira, agosto 28, 2006
Competition for UN Leadership Starts
By Emrah Ulker, New York
Sunday, August 27, 2006
zaman.com
[NEWS ANALYSIS] --Though it has not captured the public’s interest, competition has already begun to see who will replace U.N. Secretary-General Kofi Annan, whose term expires late 2006.
There are willing souls want to head the U.N., which was criticized after the Iraq war and lost its prestige due to the Lebanon crisis, as well as those who hope to be drafted for the position.
The candidate first must have the support of four temporary and five permanent U.N. members, then will have to be approved by all the countries in the General Assembly. The new U.N. chief the lead the 192-member, multi-billion dollar-budget organization.
The Secretariat General of the Council elections will be watched differently this time around, as opposed to previous elections which were uneventful. The Iraq war and the events in Lebanon have once again brought the state of the U.N. to the fore. When the events in Lebanon broke, the U.N. was expected to throw its weight behind peace and the cease-fire, or at least to support any attempts.
However, the U.N. did not even issue a condemnation for its observers murdered in the region. In contrast, organization workers not only in New York, but also around the globe, revolted when the organization clammed up while their friends were being killed on duty.
The first round of feelers has already commenced to eventually determine the new secretary-general, to take office in January 2007. The entire U.N. is hoping for someone who can improve the U.N.’s tarnished image.
U.N. Security Council Prefers A Candidate from Small Countries
Debates on the new U.N. secretary-general have never started this early prior to the elections. The Security Council’s five permanent members in the past discussed the names that had been brought to the agenda immediately before the official elections. Despite some petty objections, the name chosen in the Council was usually approved.
The Security Council’s five permanent members go out of their way not to select a candidate from their own countries. As the balances shift when those countries acquiring veto rights introduce a secretary-general, the Security Council usually prefers to select a secretary-general from a small country.
Egyptian Boutros-Ghali, Peruvian Perez De Cuellar, Austrian Kurt Waldheim and Bermant U Thant, previously selected as secretary-generals, are clear examples.
Ghanaian Kofi Annan received a great deal of support since he came from a small country and was a U.N. member. He was especially supported by the U.S. upon his nomination.
US Closely Watches New UN Leader Selection
The stance that U.N. Secretary-General Kofi Annan maintained before the Iraqi War infuriated the U.S. administration. Annan did not favor a military response because he thought that all peaceful alternatives to war had not been considered. In response, the U.S. did their best to grind the U.N.’s efficiency to a halt.
Washington charged John Bolton, the U.S.’s current U.N. envoy, of making controversial statements against the U.N. prior to his appointment, particularly that if the 38-storey U.N. building “lost 10 storeys today, it wouldn’t make a bit of difference.” He has also blocked reform movements the organization had started.
‘‘Outstanding administrative skills’’ stands first among the qualifications the U.S. is looking for in the new U.N. secretary-general. The U.S. administration provides nearly one-fourth of the U.N.’s budget and pays close attention to the directorship of the secretary-general.
Favoring any candidate from Asia, which is the next continent in line to receive the U.N.’s rotating secretary-general position, the U.S. qualified its position by announcing that if the candidate were properly qualified, ‘‘we would support a candidate, even from Eastern Europe.’’ Some observers believe the U.S. secretly supports the candidacy of former Polish President Aleksander Kwasniveski.
Jose Ramos Horta tops the U.S.’s list of Asian candidates. Britain has the same views as the U.S.
France, however, requests that the new secretary-general be able to speak French, which cast a favorable light on Thai Deputy Prime Minister Surakiart Sathirathai, who found favor with France following a French-spoken presentation he gave in Paris.
Russia supports any of the rotating Asian countries for the post of secretary-general, emphasizing it would veto any candidate nominated from Eastern Europe.
In addition to the five permanent member countries, Argentina, Congo, Denmark, Ghana, Greece, Peru, Qatar, Slovakia and Tanzania are likely to support any candidate from Asia.
Temporary member Japan, however, did not put forward a candidate despite being an Asian country, because it had brought its proposal to be accepted as a permanent member to the Council’s agenda.
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Jovens desordeiros queimaram hoje oito casas em Díli
Díli, 27 Ago (Lusa) - Pelo menos uma casa foi queimada ao início da noite em Díli por grupos de jovens desordeiros, elevando para oito o número de habitações hoje destruídas pelo fogo, disse à agência Lusa fonte do comando policial das Nações Unidas.
Além das sete casas que durante o dia foram queimadas no bairro de Bebonuk, ao início da noite foi queimada uma oitava casa, disse a fonte contactada pela agência Lusa.
Entre as acções praticadas por grupos de jovens que continuam a provocar desacatos nas ruas da cidade, o final do dia de hoje na capital timorense ficou ainda marcado por mais distúrbios com pedras junto ao campo de deslocados do Porto da cidade.
Patrulhas de policias australianas foram também apedrejadas em dois pontos da cidade até ao início da tarde tendo solicitado o apoio da GNR, agora integrada no contingente das Nações Unidas, para dispersar os jovens.
JCS.
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Timor-Leste espera a missão da ONU dentro de um mês
Tradução da Margarida.
Domingo, 27 Agosto 2006
DILI (Reuters) – O Primeiro-Ministro de Timor-Leste, José Ramos-Horta, disse no Domingo que espera que uma nova missão da ONU chegue num mês, um passo que visa escorar a segurança na jovem nação dividida pela violência há três meses.
As Nações Unidas estabeleceram a missão, que compreende 1,608 polícias, na Sexta-feira apesar duma disputa sobre se as tropas internacionais que já lá estão lideradas pelos Australianos deviam lá continuar independentes ou como parte duma força da ONU.
"Penso que dentro de um mês a força internacional chegará a Timor Leste ... Todos os países aceitaram esta próxima força internacional porque a ONU decidiu. Portanto nem um único país rejeitou a decisão," disse Ramos Horta aos repórteres. Timor-Leste é o nome oficial para o leste de Timor.
A nova Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT) estará no local pelo menos seis meses e incluirá cerca de 35 oficiais militares de ligação depois da ONU ter aprovado por unanimidade uma resolução proposta pelo Japão.
As tropas Internacionais foram enviadas para Timor-Leste para restaurar a ordem depois duma vaga de violência há três meses.
A violência começou depois do então primeiro-ministro Mari Alkatiri ter despedido 600 soldados dumas forças armadas de 1,400 quando protestaram sobre alegada discriminação contra soldados do oeste do país.
A Austrália tem cerca de 1,500 tropas e 200 polícias nas força actual de cerca de 2,300, que inclui contingentes da Malásia, Nova Zelândia e Portugal.
O estabelecimento da nova força não resolveu a disputa sobre quais dessas tropas deveriam fazer parte da operação da ONU.
O Secretário-Geral da ONU Kofi Annan deve rever o arranjo por volta de 25 de Outubro, deixando portanto a força multinacional em lugar até lá, diz a resolução de Sexta-feira.
Uma antiga colónia Portuguesa, Timor-Leste foi ocupada pela Indonésia em 1975. Tornou-se independente em 2002 depois de ter sido administrada pelas Nações Unidas durante dois anos e meio a seguir a um referendo em Agosto de 1999 marcado por violência alargada.
A calma regressou largamente ao país depois duma vaga de violência, fogos postos e pilhagens de Abril a Junho que mataram pelo menos 20 pessoas e levaram o governo a convidar forças internacionais para restaurar a ordem. A maioria do caos ocorreu em Dili e à sua volta.
Mas a violência esporádica continua a envolver gangs que lutam uns com os outros com pedras e armas caseiras.
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A Austrália atrasa a missão da ONU
Tradução da Margarida.
Vannessa Hearman
Organizações de solidariedade nos USA e em Timor-Leste têm acusado o governo Australiano de atrasar a extensão e expansão da missão da ONU em Timor-Leste, em particular o destacamento de tropas de manutenção da paz sob o comando da ONU. Em 18 de Agosto o Conselho de Segurança da ONU, dividido sobre a questão, estendeu a missão somente até 25 de Agosto.
De acordo com a ONG Timorense La’o Hamutuk numa carta para “amigos Australianos” a pedir-lhes para pressionarem o governo de Howard sobre a questão: “A Austrália é o obstáculo principal recusando o “capacete azul” aos vossos soldados.”
A Austrália recusou pôr-se sob o comando duma estrutura unificada da ONU, preferindo em vez disso apoiar-se num acordo bilateral com o governo Timorense. Correntemente, existem acordos bilaterais entre todos os países envolvidos na Combined Task Force e o governo Timorense. A Combined Task Force consiste nas tropas Neo-zelandezas, Portuguesas, Malaias e Australianas, destacadas especificamente para lidar com a explosão de violência em Maio.
Numa carta de 22 de Agosto para os funcionários da ONU, mais tarde publicada no website da La’o Hamutuk, o antigo conselheiro da ONU em Timor-Leste James Dunn escreveu que não há “razão boa” para as tropas Australianas não ficarem sob comando da ONU. Argumentou: “É importante que a presença internacional não seja configurada de modo a diminuir o estatuto de Timor-Leste como um Estado independente. A proposta Australiana já levantou sugestões que a nova nação se torne um Estado cliente, um Estado cujo futuro depende do apoio de Canberra.”
Em 25 de Agosto, o Conselho de Segurança da ONU concordou em criar a Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT), compreendendo cerca de 1600 oficiais de polícia e cerca de 35 pessoal militar de ligação. As tropas lideradas pelos Australianos manter-se-ao no local e a situação será avaliada pelo Secretário-Geral da ONU Kofi Annan em 25 de Outubro.
A postura da Austrália é apoiada pela Grã-Bretanha e USA, enquanto que Portugal e o Brasil apoiam fortemente um comando da ONU. A posição dos USA está em linha com o intento de Washington de assinar acordos de imunidade bilaterais com vários países, incluindo Timor-Leste, para isentar as forças dos USA de processos no Tribunal Criminal Internacional. Em 23 de Agosto de 2002, o Ministro dos Estrangeiros de Timor-Leste José Ramos Horta (agora primeiro-ministro interino) assinou um acordo bilateral com os USA isentando “funcionários governamentais e nacionais” dos USA das condições do Tribunal Criminal Internacional.
Entretanto, o descontentamento com o comportamento das Forças de Defesa Australiana cresce em Dili. La’o Hamutuk argumenta que “a actuação dos soldados Australianos em Timor-Leste tem sido errática no melhor. Muitas vezes relacionam-se pobremente com os locais, não compreendem o contexto social e político, e são ineficazes em deter ou prevenir a violência.” Entre a ADF, “deficiências no treino, nas atitudes e no comando são evidentes quase todos os dias” e a boa vontade para com a ADF “é cada vez menor”.
Houve dois ataques contra a polícia Australiana em Dili em 21 e 22 de Agosto, incluindo a destruição dos seus veículos de patrulhamento. Um trabalhador humanitário Australiano em Dili disse ao Green Left Weekly que “estes ataques representam uma mudança. Pela primeira vez, a polícia Australiana está a ser visada. Há uma opinião que alguns dos polícias estão a apoiar lados particulares, o que provavelmente levou a esta mudança.”
Trabalhadores de ONG’s expatriados relatam tácticas de mão pesada das tropas Australianas contra todos os locais, estejam armados ou não. Gangs de homens armados continuam a aterrorizar os que se abrigam em campos de deslocados. Continuam os fogos postos e os ataques violentos.
O orçamento de 14 de Agosto aprovado pelo parlamento de Timor-Leste prevê o dobro dos gastos na defesa. Os gastos com a polícia aumentarão por 250, com polícia extra a ser destacada em reservas de contra-insurgência e em unidades anti-motim. No geral aumentam as despesas dirigidas às eleições gerais de 2007.
De Green Left Weekly, Agosto 30, 2006.
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Malai Azul 2
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "