quinta-feira, março 06, 2008

Reunião do Conselho de Ministros de 05 de Março de 2008

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
IV Governo Constitucional

COMUNICADO À IMPRENSA

O Conselho de Ministros reuniu-se esta Quarta-feira, 05 de Março, 2008, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, e aprovou:

1- Resolução que Aprova a Política Nacional de Gestão de Riscos de Desastres
A gestão de riscos de desastres é fundamental para o desenvolvimento socio-económico do País. O IV Governo Constitucional encara esta responsabilidade com seriedade e estabelece neste documento que define a Política Nacional de Gestão de Riscos de Desastres os seus objectivos e as principais estratégias para o sector nos próximos cinco anos.

O Ministério da Solidariedade Social, através do Secretário de Estado da Assistência Social e Desastres Naturais, estabeleceu como tarefa principal desenvolver um sistema de prevenção de desastres integrado e flexível, capaz de responder à realidade de Timor-Leste, e procurando incluir todos os cidadãos nacionais e estrangeiros como intervenientes em caso de calamidades.

2- Decreto que Regulamenta a Prestação de Serviços de Telefone Móvel
O Governo tem dedicado uma grande atenção ao tema das telecomunicações, nomeadamente através do desenvolvimento de vários projectos, que já começaram a dar, de forma muito visível, os seus frutos.
De entre eles, destacam-se os serviços móveis de telecomunicações, que assumidamente são um caso de sucesso em Timor Leste.

Entende o Governo que o quadro regulamentar deve evoluir de modo a permitir uma melhor concretização de todos os objectivos, pelo que resolve introduzir novas regras às operadoras de telemóveis, de modo que sejam salvaguardados e reequilibrados os valores e interesses a proteger.
O presente diploma regulamenta os contratos de adesão, aceitação e utilização dos cartões SIM, do serviço de telefone móvel. O disposto no presente diploma aplica-se aos contratos de adesão para cartões SIM emitidos por qualquer entidade concessionária de serviços da rede móvel. Foi ouvida a Concessionária, nos termos do n.º 3 da cláusula 12.º do Contrato de Concessão do Serviço de Telecomunicações.

3- Decreto-Lei que Aprova o Regime de Monitorização de Embarcações de Pesca
O presente Decreto-Lei institui e regulamenta o sistema de monitorização contínua de embarcações de pesca, via satélite, designado SIMOCEP. Pretende-se monitorizar embarcações de pesca nacionais e estrangeiras licenciadas em Timor-Leste, para efeitos de vigilância e controlo do exercício da actividade da pesca.

O objectivo é melhorar a gestão dos recursos pesqueiros de Timor-Leste, através de uma monitorização, controlo e vigilância efectiva das embarcações de pesca; melhorar a aplicação da lei, especialmente no combate à pesca ilegal, não declarada e não regulada; recolher dados e informações sobre as actividades das embarcações, visando melhorar a gestão sustentável dos recursos marítimos nacionais; e respeitar as obrigações nacionais e internacionais do país relativas à prática responsável da pesca.

4- Decreto-Lei que Aprova a orgânica do Ministério do Turismo, Comércio e Indústria
O Programa do IV Governo Constitucional prevê uma política de desenvolvimento das actividades turística, comercial e industrial, como mecanismo de capital importância na redução da pobreza e no combate ao desemprego, contribuindo inequivocamente para a estabilidade social e política do país.

O Decreto-Lei N.º 7/2007 de 5 de Setembro de 2007, que estabelece a Estrutura Orgânica do IV Governo Constitucional da República Democrática de Timor-Leste, determina, no seu artigo 37.°, a elaboração ou alteração das respectivas leis orgânicas dos Ministérios.

O presente Decreto-Lei estabelece a estrutura dos órgãos e serviços que compõem o Ministério do Turismo, Comércio e Indústria, dotando-os das competências necessárias à prossecução das políticas do Governo para essas áreas, em conformidade com o disposto no n.º 2 do artigo 29º do citado diploma.

5- Apresentação das Regras e Processos para a Revisão do Orçamento Geral do Estado de 2008
O Conselho de Ministros, na sua reunião de hoje, aprovou ainda as Regras e Processos para a Revisão do Orçamento Geral do Estado de 2008, que foram pormenorizadamente apresentadas no plenário pela Ministra das Finanças.

6- Apresentação sobre Política e Regras de Uso de Veículos do Estado
Os técnicos do Ministério das Finanças apresentaram uma proposta visando estabelecer uma nova política de afectação de viaturas do Estado e, ao mesmo tempo, definir as novas regras de uso desses veículos. A proposta foi aprovada pelo Conselho de Ministros.

7- Apresentação das Prioridades Nacionais para 2008
O Conselho de Ministros ouviu uma apresentação efectuada pela Ministra das Finanças identificando as metas prioritárias e os resultados que o Governo se compromete a atingir até ao final de 2008. Serão posteriormente levadas a cabo consultas adicionais com os diversos ministérios, antes deste estudo ser apresentado no encontro com os parceiros para o desenvolvimento de Timor-Leste.

O documento apresentado em plenário identifica seis áreas: segurança pública; protecção social e solidariedade; juventude; emprego e geração de rendimentos; melhoria da eficácia dos serviços sociais; e governação transparente e eficaz.

quarta-feira, março 05, 2008

Comissão internacional de inquérito a ataques contra Horta e Xanana obtida com negociação e concessões

Díli, 05 Mar (Lusa) - A recomendação ao Governo para constituir uma comissão internacional de inquérito aos ataques de 11 de Fevereiro implicou negociação política e concessões, além de dividir a aliança no poder.

A resolução sobre a comissão de inquérito, aprovada segunda-feira pelo Parlamento timorense, implicou uma negociação política entre a Fretilin, o maior partido na oposição, e o Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), o maior partido da aliança no poder.

O Projecto de Resolução no 9/II, sobre a "Constituição de Comissão Internacional de Investigação aos Factos Violentos Ocorridos em 11 de Fevereiro de 2008", foi aprovado no Parlamento com 33 votos a favor, 17 contra e quatro abstenções.

A proposta inicial de uma comissão internacional de inquérito foi apresentada pela bancada da Fretilin com algumas assinaturas da bancada do Partido Democrático (PD) e mais tarde com o apoio do líder do Partido Social Democrata (PSD), Mário Viegas Carrascalão.

É no detalhe da votação que se revela de forma óbvia a polémica levantada pela proposta inicial da Fretilin, que não contava com o favor dos partidos no Governo.

A Resolução acabou por ser aprovada com votos da Fretilin, do CNRT, do Partido do Povo de Timor (PPT) e da UNDERTIM.

Os votos contra vieram, sobretudo, dos outros partidos que constituem a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP) com o CNRT: o PD, o PSD e a Associação Social Democrata Timorense (ASDT).

No entanto, o presidente do PSD votou a favor da Resolução, assim como Fernanda Borges, líder do Partido de Unidade Nacional (PUN).

A primeira alteração ao texto inicial, sem a qual o CNRT não aceitaria viabilizar a Proposta de Resolução, teve a ver com o próprio âmbito da investigação.

No texto inicial referia-se apenas o ataque à residência do Presidente da República, tendo depois sido introduzida a alteração que inclui o ataque a "uma coluna de viaturas onde seguia o primeiro-ministro (que) foi igualmente alvo de ataque com armas de fogo".

Um parágrafo longo sobre as forças de segurança timorenses, cuja redacção inicial era crítica em relação à Polícia Nacional, foi também alterado.

"Os órgãos de polícia criminal estão presentemente em processo de reestruturação, de modo a poderem cumprir a sua missão com rigor, isenção e qualidade", afirma a Resolução final.

"Apesar de continuarem a beneficiar da colaboração de peritos e técnicos internacionais no quadro da assistência, bilateral e multilateral, a Timor-Leste, entende-se, ainda assim, que a sua colaboração na investigação em causa será de grande relevância e não deverá ser dispensada".

"No entanto, é importante sublinhar que uma investigação com tal especificidade não dispensa também a colaboração de peritos internacionais", afirma a versão final aprovada.

A Resolução acrescenta que "o melindre e a complexidade dos acontecimentos em questão reclamam, pois, a constituição de uma comissão de investigação internacional específica - multinacional, isenta e independente - só para tratar do caso vertente".

O texto aprovado deixa larga margem ao Governo timorense para negociar o tratado internacional que criar a comissão de inquérito, embora o resultado da negociação com as Nações Unidas tenha de ser "submetido a ratificação do Parlamento Nacional, sem a qual não poderá vigorar".

O Parlamento discutiu o Projecto de Resolução em duas sessões, sexta-feira e segunda-feira, nas quais foram discutidas e introduzidas alterações substanciais ao texto inicial.

Uma proposta de alteração para que a comissão internacional apenas entrasse em funcionamento quando a Procuradoria-geral da República desse por concluída a sua investigação ao duplo ataque não foi aprovada.

Entretanto, o ex-tenente Gastão Salsinha, líder do grupo que atacou o primeiro-ministro Xanana Gusmão, em 11 de Fevereiro, mantém-se em Letefoho, no distrito de Ermera, numa área de difícil acesso e vigiada por militares das ISF, forças de estabilização internacional. Não era visível na região nenhum dispositivo da "Operação Halibur", constituída por forças armadas e polícia timorenses.

Até ao fim do dia em Timor-Leste não foi dada a conhecer qualquer evolução no processo de rendição de Gastão Salsinha.


Lusa/fim

Porque não está Susar na prisão...

...e goza de previlégios relativamente a outros presos? Em vez de estar na prisão está numa casa em Becora guardada pelas FDTL?!

A Justiça em Timor-Leste não é igual para todos e é o próprio governo de Xanana Gusmão que o garante.

Que contrapartida negociou Xanana Gusmão com Susar? Que "cozinhado" a Ministra da Justiça fez sem avisar o Tribunal?

E saberá Susar que apenas cabe ao Presidente o perdão presidencial? Prometa Xanana Gusmão o que prometer...

A ONU assiste e cala-se. Mais uma vez.

Mas será que Ramos-Horta vai ficar calado?... Hummm.

Susar não está na prisão de Becora

Susar, um dos elementos do grupo de Alfredo Reinado que esteve envolvido nos ataques de 11 de Fevereiro em casa de Ramos-Horta, não está na prisão de Becora, apesar do Tribunal assim o ter decretado.

Em vez de se encontrar detido na prsão, Susar encontra-se numa casa em Colmera, por decisão do Governo.

Em troca de quê?! Qual a contrapartida?

Será que o facto de Susar ter afirmado que não foi ninguém do grupo de Reinado que disparou no Presidente e que Alfredo Reinado se deslocou nesse dia lá a casa para um encontro com Ramos-Horta, assustou assim tanto o governo?

O que está o governo a "negociar" com Susar? Uma versão "oficial"?

Gino Neves lançou um boato para servir alguém ou apenas para matar Salsinha?

Blog Alto Hama
Terça-feira, Março 04, 2008

Gino Neves lançou um boato para servir alguém ou apenas para matar Salsinha?

Tanto quanto sei, Gino Neves não é propriamente um pé descalço (sem ofensa para estes que em Timor-Leste são infelizmente mais do que as mães). É, mesmo que isso pouco significado tenha, comandante da Polícia Militar timorense.

E foi Gino Neves que, não à televisão e à agência de notícias do Burkina Faso, mas à RTP e à Lusa, disse que Gastão Salsinha, ex-tenente das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), se tinha rendido e apresentado ao pároco de Gleno, distrito de Ermera.

Ao que parece (em Timor o melhor é falar sempre sem certezas), Gino Neves limitou-se a propalar mais um boato, sem que ninguém com autoridade (se é que alguém, para além dos australianos, a tem) lhe puxasse as orelhas.

A quem interessou o lançamento deste boato? Se calhar apenas aos que não estão nada interessados em conhecer a verdade, ou o que dela for mais próximo, sobre os ataques a Ramos Horta e Xanana Gusmão.

Gino Neves deverá, contudo ser promovido. Não pode ficar sem valorização o frete feito a alguém, seja esse alguém timorense ou não. Um dia destes, se isso der jeito aos australianos, vamos saber as razões pelas quais o comandante de Polícia Militar meteu água.

Antes disso veremos o que vai acontecer a Gastão Salsinha.

Será perdoado pela dupla Horta/Xanana, como fez o primeiro em relação a Alfredo Reinado? É bem provável que sim. Como também me parece provável que o perdão seja dado a título… póstumo.

Publicada por Orlando Castro

No se despeja misterio de ataque a Ramos-Horta

Por Mario de Queiroz

LISBOA, 4 mar (IPS) - Al ordenar este martes la prisión preventiva del ex agente de la policía de Timor Oriental, Amaro da Costa, el juez internacional Ivo Rosa dio el primer paso concreto hacia el esclarecimiento del ataque que casi costó la vida al presidente de la república, José Ramos-Horta.

Amaro da Costa se entregó en la noche del sábado a las autoridades, convirtiéndose en el primer acusado por la agresión que hirió gravemente a Ramos-Horta el 11 de febrero, día en que también fue atacado el vehículo del primer ministro, José Alexandre Xanana Gusmão, que en cambio resultó ileso.

Las primeras noticias sostenían que el ataque había sido dirigido por el ex mayor Alfredo Reinado. Sin embargo, noticias posteriores indicaron que el oficial rebelde y el soldado Leopoldino Mendonça Exposto fueron muertos más de una hora antes de los disparos contra el presidente.

Para condimentar aun más la confusión, el comandante de la policía militar, Gino Neves, reveló el lunes a los periodistas portugueses destacados en Dili que se había entregado Gastão Salsinha, el número dos de Reinado que asumió el mando de unos 20 soldados todavía rebeldes.

Horas más tarde, el comando conjunto de las fuerzas internacionales estacionadas en Timor Oriental declinó confirmar la rendición de Salsinha, y las últimas informaciones recibidas este martes en Lisboa indican que el ex teniente se habría colocado bajo protección de un párroco de una aldea cercana a Dili.

Mientras Ramos-Horta continúa en convalecencia en un hospital australiano, los políticos y analistas portugueses han coincidido en que un atentado en su contra era imposible de prever, al tratarse de la figura pública de mayor consenso de la joven república asiática, que en mayo de este año celebrará su sexto aniversario de vida independiente.

Asimismo, su peso en la comunidad internacional fue solidificándose paso a paso durante su acción de un cuarto de siglo denunciando el genocidio de un tercio de la población de su país por las tropas de ocupación de Indonesia, lo que en 1996 lo llevó a compartir el premio Nobel de la Paz con el obispo de Dili, Carlos Filipe Ximenes Belo.

Adelino Gomes, analista del diario Público de Lisboa y especialista en asuntos timorenses, se manifestó sorprendido por el ataque, "una intentona de contornos mal definidos, que se une a un conjunto de tropezones, todos graves para la construcción de un Estado democrático en Timor".

"¿Fue un acto de locura de Reinado? ¿Una acción aislada de un grupo de rebeldes desesperados o, por el contrario, una acción de un ámbito más vasto y de participaciones más amplias?", se preguntó Gomes.

Pedro Bacelar de Vasconcelos, ex consejero de la Organización de las Naciones Unidas (ONU) ante la presidencia de Timor Oriental, suscribió esas dudas al afirmar que en este caso "hay muchos hechos que carecen de claridad".

Una de las interrogantes, "que al parecer nadie logra responder, es cómo fue posible que Reinado y Salsinha, que en su clandestinidad eran protegidos por las tropas australianas, el día del atentado atravesaron Dili de punta a punta, en carros blindados, sin que nadie se diese cuenta", comentó a IPS el analista internacional Augusto Videla.

Un caos total en Timor "abriría el camino a una intervención militar extranjera generalizada, evidentemente australiana, todas teorías difíciles de comprobar, porque Reinado ya no puede contar lo que sucedió, al ser acribillado a tiros una hora antes del atentado a Ramos-Horta", concluyó.

Las dudas sobre lo que realmente ocurrió en la mañana del 11 de febrero también fueron expresadas por el ex primer ministro Mari Alkatiri (2002-2006), líder del Frente Revolucionario de Timor Oriental Independiente (Fretilin, por sus siglas en portugués) en una entrevista publicada este martes por la agencia Portuguese News Network (PNN).

Alkatiri estimó que, de no aclararse las dudas, se puede poner en causa el proceso democrático, lo que convertiría la situación en "una bomba de tiempo".

El ataque sin consecuencias a Xanana Gusmão fue considerado por Alkatiri "una ficción barata" producto de un montaje, revelando que su partido envió rápidamente un representante al lugar de los hechos, quien fotografió dos impactos de armas de fuego en el vehículo, que horas más tarde fue presentado con 16 agujeros de bala.

"Xanana es un patriota y rechazo que se diga que vendió la patria a los australianos, pero él no logra pensar como Estado, piensa como guerrillero", sostuvo el ex primer ministro.

El secretario general del Fretilin, en su calidad de líder del partido mayoritario del amplio abanico político timorense, reclamó una comisión de investigación autónoma, independiente de los países con presencia e intereses en Timor.

"Países que aquí están en las áreas de justicia, o asesores en el sector de seguridad no pueden hacer parte de esta comisión", porque los atentados fueron posibles "con toda esta presencia, y si la investigación incrimina a la presencia internacional o a la ONU, la tendencia será, naturalmente, a encubrir", concluyó.

(FIN/2008)

Que salsada, Salsinha!...

Blog Olhó lafaek!...
Terça-feira, 4 de Março de 2008

Que salsada, Salsinha!...

Decide-te, homem! Não abuses da sorte ou, como dizia o outro, ainda arriscas a que te "suicidem"!...

Gastão Salsinha - de insurrecto a facilitador, em 24 horas

Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa, em Díli

Díli, 04 Mar (Lusa) - Ao final de segunda-feira, vários membros do Executivo e altas figuras do Estado timorense esperavam, em pé, à frente do Palácio do Governo, no relvado entre a jovem bandeira nacional e o velho padrão português.

Dizer que os dignitários esperavam supõe a certeza frágil, mas lógica, de que esperavam algo ou alguém. Díli, o país, os timorenses em geral, o Estado, a ONU, todos esperam há dias, "a qualquer momento", "nas próximas horas", a captura ou a rendição de Gastão Salsinha.

O ex-tenente é o líder do grupo que atacou José Ramos-Horta e Xanana Gusmão, depois da morte do major Alfredo Reinado no ataque à residência do Presidente da República.

Em Timor-Leste, como vem recordando a operação "Halibur" de captura de Salsinha e seu grupo, espera-se longamente por aquilo que, sabe-se, acontecerá de súbito.

A imprensa, juntando-se à espera, parecia uma segunda guarda de honra, em torno da segurança apertada do primeiro-ministro, dos ministros, secretários de Estado e assessores, do procurador-geral da República, mais tarde do CEMGFA timorense e do presidente do Tribunal de Recurso.

O ambiente era solene mas descontraído em torno de Xanana Gusmão. Como é seu hábito, o primeiro-ministro fumava.

Era já escuro quando, depois das 19:30, passou frente ao Palácio um cortejo de camiões das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL). Buzinas, sirenes, ruído alegre: os soldados que enchiam os camiões festejavam algo. De algum canto, por telemóvel, surgiu a "notícia" de que a alegria era pela entrega de Salsinha.

"Vem a caminho", disse um jornalista.

"A operação acabou!", gritou outro.

"A operação não acabou. Não temos conhecimento de que Salsinha se tenha rendido. Se tivesse, o comando conjunto saberia de imediato", informou, minutos depois, uma fonte militar da operação "Halibur".

Já passava das 20:00 quando os VIP no relvado desmobilizaram com apertos de mão, em direcção aos jipes.

"Boas notícias", respondeu Xanana Gusmão, voltando-se para trás, quando a Lusa procurou uma explicação para o que tinha acontecido no relvado.

Quantas são as boas notícias?

"Seis, de momento", respondeu o primeiro-ministro, confirmando a entrega de elementos do grupo fugitivo.

Salsinha vem para Díli?

"Vem. Tu não acreditas no Salsinha?"

De que estiveram à espera estas duas horas?

"Um bocado a respirar ar fresco… O novo ambiente… Troca de impressões".

O Governo e o seu chefe abandonou o relvado. Ficaram os jornalistas, a braços com a "última", surgida também de telemóvel: Salsinha ter-se-ia rendido à igreja, em Gleno, que depois contactou a Polícia Militar (PM).

"É verdade. Está connosco. Foi ter com a família, em Gleno, pelas 16:00. Depois foram juntos à igreja. E o padre contactou-nos. Está tudo sob controlo agora", confirmou à Lusa e à RTP o comandante da PM, major Gino Neves.

"Desconhecimento", "altamente improvável", foram os comentários obtidos de fontes militares da operação "Halibur" e de fontes internacionais.

Ao longo de terça-feira, manteve-se o silêncio oficial em torno da entrega de Gastão Salsinha. Um dado novo, no entanto: tanto fontes timorenses como internacionais, em Díli e em Ermera, repetiram "o bom andamento" dos contactos.

Outro dado: "Graças à imprensa portuguesa e ao comandante da PM, a confusão é total em Gleno", dizia um assessor internacional que acompanha, nas colinas a sudoeste de Díli, as negociações para a rendição de Salsinha.

O "a qualquer momento" sobre a rendição passou, entretanto, a ser perspectivado "nas próximas 48 horas".

"Decorrem ainda negociações. Salsinha concordou em render-se mas está a tentar reunir o restante grupo, espalhado em Ermera", afirmaram à Lusa as mesmas fontes.

"Salsinha está na igreja de Ermera, rodeado pelas F-FDTL", afirmou em privado uma fonte oficial timorense, à hora a que muitos titulares e assessores almoçavam no Hotel Timor.

"Isso é verdade, mas é de ontem", respondeu uma fonte internacional junto de quem a Lusa tentou confirmar a informação.

Ao princípio da tarde, uma conferência de imprensa do Comando Conjunto das F-FDTL e Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) foi cancelada - e uma outra marcada para quarta-feira.

Quase à mesma hora, circulou também por Díli uma nova versão: Salsinha estaria rodeado em Ermera pelas Forças de Estabilização Internacionais (ISF), "que pretendem salvar a face trazendo o grupo para Díli, visto que ainda não capturaram ninguém".

"Estou a ouvir isso pela primeira vez. Deve ser mais um dos rumores. Estou no nosso centro de operações e por aqui não passou nada de um cerco a Salsinha", respondeu um porta-voz australiano das ISF à Lusa.

"De qualquer modo, posso dizer que, se estiver em curso algum processo de negociações, as ISF apoiam a solução pacífica e a via do diálogo", ressalvou o oficial australiano.

"As igrejas de Gleno e Ermera estão vazias", respondeu à Lusa, pouco depois, um oficial da operação "Halibur". "Salsinha não está lá".

"Salsinha não está aqui" foi, também, a resposta do padre Adriano, pároco de Ermera, contactado pela Lusa cerca das 17:00.

"Ninguém fala directamente com Salsinha. Ele está na estrada para Letefoho. Um elemento do grupo de Salsinha negociou ontem com o major Neves. Mas não há decisão ainda. É muito difícil".

E sobre a rendição, confirmada segunda-feira pelo comandante da PM?

"Não é verdade", resumiu o padre.

Horas depois, já noite, o Conselho de Ministros divulgou um comunicado em que o pároco é citado naquilo que não quis revelar ao telefone.

"Gastão Salsinha anunciou hoje, através do padre Adriano, pároco de Ermera, que está disposto a entregar-se às autoridades nas próximas horas, juntamente com os seus homens, que se encontravam dispersos e que neste momento tenta agrupar", lê-se no comunicado do governo.

O comunicado adianta também que Salsinha pediu a suspensão da operação "Halibur" em Ermera.

"Não é verdade. As operações continuam. Não íamos arriscar deixar fugir, depois de o termos localizado e cercado, alguém que não mostrou seriedade durante dois anos", afirmou uma fonte da "Halibur".

"A operação só acabará quando forem recuperadas as 38 armas que estão em poder do antigo grupo de Reinado", resumiu a mesma fonte.

"O assunto de Salsinha está resolvido. Ele ainda não veio para 'baixo' porque ele está a negociar, com conhecimento das F-FDTL e do Governo, a rendição do grupo", concluiu, hoje à noite, uma fonte internacional em Díli.

"Virá, decerto, antes do final da semana", disse ainda uma fonte militar.

A todos, como a Xanana Gusmão no relvado, resta esperar.

Lusa/fim


NOTA DE RODAPÉ:

Bravo, PRM. Hilariante.

Mas infelizmente é esta a realidade de hoje em Timor-Leste... Tudo parece uma anedota.

Rendição do tenente timorense Salsinha ainda por confirmar

Público
04.03.2008, Jorge Heitor

Presidente Ramos-Horta foi transferido para um hospital particular de Darwin, a fim de prosseguir durante longas semanas a recuperação dos ferimentos sofridos.


A maior das controvérsias envolvia a noite passada a eventual rendição do mais graduado dos ex-peticionários timorenses, o tenente Gastão Salsinha. O comandante da Polícia Militar, major Gino Neves, anunciou-a, mas ninguém mais aceitou confirmar, dizendo desconhecer que formalmente se tivesse rendido.

De acordo com a versão que durante a manhã foi dada ao PÚBLICO, à Lusa e à RTP, ele ter-se-ia juntado à família na cidade de Gleno, capital do distrito de Ermera, a sudoeste de Díli, a capital, e entregue depois a um sacerdote, em mais uma fase do longo processo negocial que já desde a véspera era conhecido.

Só que nem o primeiro-ministro Xanana Gusmão nem outras fontes oficiais aceitaram confirmar que já se pudesse ter a rendição como um facto consumado. Uma dessas fontes foi o capitão João Martinho, da GNR, em declarações à TSF. Admitiu, porém, que a entrega esteja a ser negociada, conforme o PÚBLICO ontem noticiava.

Nem a imprensa australiana, sempre muito bem informada sobre os assuntos timorenses, nem as grandes agências internacionais referiram, ao longo do dia de ontem, que Salsinha se houvesse juntado aos cerca de 600 antigos rebeldes que já se encontram acantonados. Não só ex-peticionários mas, também, alguns polícias que haviam abandonado os seus postos.

Na véspera, o comandante da operação conjunta das Forças de Defesa e da Polícia Nacional de Timor-Leste, Filomeno Paixão, anunciara que outro dos mais destacados amotinados, Amaro da Costa, "Susar", se entregara. E ontem o site da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (Unmit) mostrava elementos da GNR a escoltarem-no até ao tribunal distrital de Díli.

Enquanto isto, o Presidente José Ramos-Horta, gravemente ferido a tiro no dia 11 de Fevereiro, foi transferido do Hospital Real de Darwin para um estabelecimento particular, onde prosseguirá a difícil recuperação durante todo o resto deste mês.

E, em Díli, o Parlamento Nacional aprovou por maioria que se constitua uma comissão de investigação internacional sobre os acontecimentos de há três semanas, nos quais morreram o major Alfredo Reinado e um seu companheiro de rebelião.

Na nova unidade hospitalar, o chefe de Estado timorense deverá dispor de um gabinete para trabalhar e receber visitas, incluindo a do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, há muito esperada.

East Timor calls for probe into Ramos-Horta assassination plot

ABC News
4.03.2008

Posted 1 hour 40 minutes ago

East Timor's parliament has agreed to recommend the government set up an international commission to investigate the assassination attempts on the country's leaders.

President Jose Ramos-Horta sustained multiple gunshot wounds in an assault on his residence on February 11, which saw rebel boss Alfredo Reinado killed. Prime Minister Xanana Gusmao escaped a separate ambush on the same day unharmed.

Members of Parliament came up with a "resolution project" demanding an independent international investigation be formed during a plenary on Monday (local time), a press release issued by the legislative body said.

"In accordance to article 92 of the constitution, the national parliament recommends to the government to conduct negotiations with the competent organs of the United Nations over the establishment of an international investigation commission, that will search and evaluate new findings and identify those involved in the incident of 11 February 2008," it said.

It said the decision on the resolution, which moved by the Fretilin Party and the Democratic Alliance, was passed by 33 votes to 17 against with four abstentions.

The release said an absolute majority showed a wish to entrust an independent international investigation commission with the task of conducting a probe into the February 11 incident.

It said the commission - which should be composed of experts from various fields and from various countries - could work with the judicial and political authorities "but cannot make any recommendation."

Fretilin, which had already made calls for an international probe, stressed that countries in the international peacekeeping force, deployed in East Timor since unrest flared in 2006, should not be part of the commission.

International troops are hunting at least 17 rebels accused of launching the attacks on President Ramos-Horta and Mr Gusmao.

Reinado originally came to prominence amid the deadly unrest on Dili's streets in 2006.

- AFP


Tradução:

Timor-Leste pede investigação à tentativa de assassínio de Ramos-Horta

ABC News
4.03.2008

Postado 1 hora e 40 minutos atrás

O parlamento de Timor-Leste concordou em recomendar que o governo monte uma comissão internacional para investigar as tentativas de assassínio aos líderes do país.

O Presidente José Ramos-Horta sofreu múltiplas feridas de bala no assalto à sua residência em 11 de Fevereiro, onde morreu o líder amotinado Alfredo Reinado. O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão escapou ileso duma emboscada separada no mesmo dia.

Membros do Parlamento vieram com um "projecto de resolução" exigindo que se formasse uma investigação independente internacional num plenário na Segunda-feira (local time), informou um comunicado de imprensa do órgão legislativo.

"De acordo com o artigo 92 da Constituição, o parlamento nacional recomenda que o governo conduza negociações com os competentes órgãos das Nações Unidas sobre o estabelecimento duma comissão internacional de investigação, que procure e avalie novas conclusões e identifique os envolvidos no incidente de 11 de Fevereiro 2008," diz.

Diz que a decisão na resolução, apresentada pela Fretilin e Aliança Democrática, foi aprovada com 33 votos a favor e 17 contra e 4 abstenções.

O comunicado diz que a maioria absoluta mostrou o defeso de confiar a uma comissão independente internacional de investigação a tarefa de conduzir a investigação ao incidente de 11 de Fevereiro.

Diz que a comissão – que deve ser composta por peritos de vários campos e de vários países – pode trabalhar com as autoridades judiciais e políticas "mas não pode fazer recomendações."

A Fretilin, que já tinha feito apelos a uma investigação internacional, sublinhou que países na força internacional de manutenção da paz, destacados em Timor-Leste desde o desassossego que irrompeu em 2006, não devem participar na comissão.

As tropas internacionais estão a perseguir pelo menos 17 amotinados acusados dos ataques ao Presidente Ramos-Horta e Sr Gusmão.

Reinado subiu originalmente à notariedade no desassossego mortal nas ruas de Dili em 2006.

- AFP

Susar na prisão, primeiro acusado do 11 de Fevereiro

Díli, 04 Mar (Lusa) - O tribunal de Díli ordenou hoje a prisão preventiva do ex-agente da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) Amaro da Costa, ou Kaer Susar, envolvido no ataque de 11 de Fevereiro contra o presidente timorense, José Ramos-Horta.

Susar, que se entregou sábado à noite às autoridades e foi levado domingo de manhã para Díli, é o primeiro acusado pelo ataque em que José Ramos-Horta foi gravemente ferido a tiro.

A medida de prisão preventiva foi decidida pelo juiz internacional Ivo Rosa, depois de um interrogatório realizado segunda-feira à tarde e hoje de manhã, nas instalações do Tribunal de Recurso, em Díli.

No conjunto, o juiz português em serviço em Timor-Leste ouviu Kaer Susar durante cerca de seis horas, em audiência fechada.

O magistrado afirmou no final do interrogatório que existem fortes indícios de que Kaer Susar praticou os crimes de que foi hoje acusado: seis crimes de homicídio, dois crimes de homicídio na forma tentada, atentado contra a segurança do Estado e posse de arma para perturbação da ordem pública.

Dos crimes de homicídio de que é acusado Kaer Susar, dois referem-se ao ataque a militares das Forças Armadas por elementos do grupo do major Alfredo Reinado, em Fatuahi, em Maio de 2006, e quatro ao cerco e ataque à vila de Same (sudoeste) por tropas australianas, em Março de 2007.

A acusação de homicídio na forma tentada refere-se ao ataque de 11 de Fevereiro, em que morreram o major Alfredo Reinado, líder do grupo, e o soldado Leopoldino Mendonça Exposto da Polícia Militar.

A medida de prisão preventiva ordenada pelo juiz Ivo Rosa não pôde ser concretizada de imediato porque o Estabelecimento Prisional de Becora recusou de início aceitar Kaer Susar, afirmou à agência Lusa uma fonte judicial.

Kaer Susar foi transportado a Becora pela Polícia das Nações Unidas (UNPol) ao princípio da tarde, mas a prisão não aceitou o detido.

O primeiro acusado dos ataques de 11 de Fevereiro foi, posteriormente, aceite na prisão de onde fugiram Alfredo Reinado e cerca de 50 detidos, em 30 de Agosto de 2006.

Kaer Susar, apresentado no domingo pelo Comando Conjunto da operação "Halibur" (que envolve as forças armadas e a polícia timorenses), confessou aos jornalistas que participou no ataque à casa de José Ramos-Horta e que "estava ao portão".

PRM
Lusa/Fim


NOTA DE RODAPÉ:

Hilariante. A "prisão de Becora" recusa presos....

terça-feira, março 04, 2008

SALSINHA EXIGIU UMA “AMPLA AMNISTIA” PARA SE ENTREGAR

Blog Timor Lorosae Nação
Terça-feira, 4 de Março de 2008

SALSINHA EXIGIU UMA “AMPLA AMNISTIA” PARA SE ENTREGAR

Salsinha está na região de Ermera com alguns dos homens do seu grupo e reivindica uma “ampla amnistia para todos os envolvidos” na crise despoletada em 2006.

Há cerca de três dias que Gastão Salsinha se encontra próximo de Ermera a estabelecer negociações para a sua entrega e dos homens armados que o têm acompanhado. Por exigência de Salsinha o principal interlocutor e intermediário é o padre daquela paróquia que “conhece profundamente Gastão Salsinha”, segundo as fontes.

As negociações encontram-se mais demoradas pelo fato de não chegarem a acordo com algumas das exigências de Salsinha, principalmente no que se refere à proclamação de uma “amnistia para todos os envolvidos nesta crise desde 2006”.

“Salsinha considera que foram cometidos erros de parte a parte e que os actuais dirigentes não estão isentos, pelo que a amnistia será o processo mais justo de resolver o assunto a contento de todos e não só de alguns”, salientou a fonte.

Salsinha não se entregará “sem lhe darem algumas garantias”, sendo a principal a amnistia que deverá "entrar em vigor no mais curto prazo possivel".

UNMIT – MEDIA MONITORING - Tuesday, 04 March 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL News Coverage


Horta forgives Alfredo: The Acting President of the Republic, Fernando Lasama, visited PR José Ramos-Horta at the Darwin Royal Hospital, Australia. PR Ramos-Horta said that he has forgiven Alfredo Reinado and has asked that the Government look after his family.


RTL News Coverage

Alfredo’s man surrenders: A member of Alfredo Reinado’s group, Domingos Amaral, surrendered on Monday (3/3) in Maubisse, Ainaro District. He also surrendered one automatic weapon. Amaral said that the weapon was seized in Metiaut during the attack on PR Ramos-Horta’s residence.

The F-FDTL/PNTL Joint Operation has confirmed the numbers of the petitioners gathered in Aitarak Laran has increased to 624.

Print Coverage

Lasama: military operation continues: Acting President Fernando Lasama de Araújo confirmed that the military operation against Salsinha’s group will not cease as the rebels are still in hiding. Acting PR Lasama congratulated group members who had surrendered themselves and their weapons. “There is no other way, they must surrender themselves and their weapons,” said Acting PR Lasama on Monday (3/3). (STL)

Early election possible: Early elections may happen if President José Ramos-Horta’s health does not allow him to continue as President. “If the Court of Appeals states that there is a permanent impediment to the Presidency within 90 days, then early elections should be called to elect a new President,” said Vital dos Santos, Democratic Party (PD) member of NP on Monday (3/3). (STL)

Salsinha wants to surrender in Gleno: The Spokesperson of the Petitioners, Gastão Salsinha, wants to surrender himself to his family and Father Adrianus Olan in Gleno, Ermera. PM Xanana Gusmão said that Salsinha is currently making preparations to come to Dili. (DN)

IDPs want to return home: For two years now, people have been living as IDPs waiting for the problems of the petitioners to be solved. “We still have questions about the weapons they submitted. They ran away with many weapons and surrendered with only one or two. Where are the rest of the weapons? We are IDPs because we are afraid of the weapons, not the people,” said Domingos, an IDP in Farol Camp, Dili. (DN)

Maria Paixão: Salsinha surrenders, ‘State of Siege’ ends: The Vice President of the National Parliament, Maria Paixão, has said that they are waiting for Salsinha and his group to surrender in order to end the ‘State of Siege.’ Ms. Paixão has appealed for Salsinha to submit himself to justice. “I believe that in the short time Salsinha will surrender as a citizen who loves his country,” said Ms. Paixão on Monday (3/3) in the National Parliament. (DN)

National News Sources:

Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Tempo (DT)
Diario Nacional (DN)
Semanário Nacional (SN)
Tempo Semanal (TS)


Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Terça-feira, 04 Março 2008

"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e dos seus conteúdos não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL Cobertura de Notícias

Horta perdoa a Alfredo: O Presidente Interino, Fernando Lasama, visitou o PR José Ramos-Horta no Darwin Royal Hospital, Austrália. PR Ramos-Horta disse que perdoou a Alfredo Reinado e pediu ao Governo para cuidar da sua família.

RTL Cobertura de Notícias

Homem de Alfredo entrega-se: Um membro do grupo de Alfredo Reinado, Domingos Amaral, entregou-se na Segunda-feira (3/3) em Maubisse, Distrito de Ainaro. Ele entregou ainda uma arma automática. Amaral disse que a arma foi apanhada em Metiaut durante o ataque à residência do PR Ramos-Horta.

A Operação Conjunta F-FDTL/PNTL confirmou que o número dos peticionários reunidos em Aitarak Laran aumentou para 624.

Cobertura Impressa

Lasama: operação militar continua: O Presidente Interino Fernando Lasama de Araújo confirmou que a operação militar contra o grupo de Salsinha não cessa porque os amotinados andam ainda escondidos. O PR Interino Lasama congratulou os membros do grupo que se entregaram e que entregaram as armas. “Não há outro caminho, têm de se entregar e de entregar as armas,” disse o PR interino Lasama na Segunda-feira (3/3). (STL)

Possíveis eleições antecipadas: Pode haver eleições antecipadas se a saúde do Presidente José Ramos-Horta não permitir que continue nas funções de Presidente. “Se o Tribunal de Recurso declarar que há um impedimento permanente da Presidência dentro de 90 dias, haverá eleições para eleger um novo Presidente,” disse Vital dos Santos, do Partido Democrático (PD) do PN na Segunda-feira (3/3). (STL)

Salsinha quer entregar-se em Gleno: O porta-voz dos peticionários, Gastão Salsinha, quer-se entregar à sua família e ao padre Adriano Olan em Gleno, Ermera. disse o PM PM Xanana Gusmão que Salsinha está correntemente a fazer preparativos para vir paraDili. (DN)

Deslocados querem regressar a casa: desde há dois anos, gente tem vivido deslocada à espera que os problemas dos peticionários sejam resolvidos. “Temos ainda questões acerca das armas que entregaram. Eles fugiram com muitas armas e entregaram apenas uma ou duas. Onde é que está o resto das armas? Somos deslocados porque temos medo das armas, não das pessoas,” disse Domingos, um deslocado no Campo Farol , Dili. (DN)

Maria Paixão: Salsinha entrega-se, acaba o estado de sítio: A Vice Presidente do Parlamento Nacional, Maria Paixão, disse que estão à espera que Salsinha e o seu grupo se renda para acabar o estado de sítio. ASrª Paixão apelou a Salsinha para se entregar à justiça. “Acredito que dentro de pouco tempo Salsinha se vai entregar como cidadão que ama o seu país,” disse a Srª Paixão na Segunda-feira (3/3) no Parlamento Nacional. (DN)

Fontes Nacionais de Notícias:

Televizaun Timor-Leste (TVTL)
Radio Timor-Leste (RTL)
Timor Post (TP)
Suara Timor Lorosae (STL)
Diario Tempo (DT)
Diario Nacional (DN)
Semanário Nacional (SN)
Tempo Semanal (TS)

Salsinha "pronto a entregar-se", diz padre de Ermera

Díli, 04 Mar (Lusa) - O ex-tenente Gastão Salsinha está "pronto a entregar-se às autoridades nas próximas horas", anunciou o padre de Ermera, citado num comunicado do Conselho de Ministros de Timor-Leste.

Gastão Salsinha "anunciou hoje, através do padre Adriano, pároco de Ermera, que está disposto a entregar-se às autoridades nas próximas horas, juntamente com os seus homens, que se encontravam dispersos e que neste momento tenta agrupar", lê-se no comunicado do governo.

"Nesse sentido, Salsinha solicitou ao Comando Conjunto, composto por elementos das F-FDTL (Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste) e da PNTL (Polícia Nacional), que suspenda as operações que decorrem na zona de Ermera", acrescenta o comunicado oficial.

Segunda-feira "entregou-se às forças de segurança Domingos Amaral 'Kede', um elemento que pertencia ao grupo do ex-major Alfredo Reinado e que terá participado no ataque à residência do Presidente da República", informa também o Conselho de Ministros.

O comunicado, assinado pelo secretário de Estado do Conselho de Ministros, Hermenegildo "Agio" Pereira, conclui com a actualização dos peticionários das Forças Armadas que chegaram ao acantonamento de Aitarak laran, Díli: 641.

O comandante da Polícia Militar timorense, major Gino Neves, afirmou segunda-feira à agência Lusa que Gastão Salsinha tinha decidido render-se, após um contacto com a igreja de Gleno, diistrito de Ermera.

O comunicado de hoje do Conselho de Ministros foi a única declaração oficial sobre a situação de Gastão Salsinha, depois de ter sido cancelada uma conferência de imprensa do Comando Conjunto da operação "Halibur" de captura dos homens que atacaram o Presidente da República e o primeiro-ministro a 11 de Fevereiro.

PRM
Lusa/Fim

Timor: «A democracia está em risco»

Considerou Mari Alkatiri

Jornal Digital
2008-03-04 07:03:15

Díli – O duplo atentado, 11 de Fevereiro, contra o chefe de Estado timorense, Ramos-Horta, e o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, reforçou a tensão inter partidária. Em entrevista à PNN, Mari Alkatiri insistiu que as duvidas sobre o duplo atentado estão a pôr em risco a democracia, para saída da crise apenas aceita que a Fretilin participe no Governo se «for para liderar o Governo.»

Mari Alkatiri, secretário-geral da Fretilin, considerou que se as interrogações do duplo atentado não ficarem esclarecidas podem por em causa o processo democrático em Timor e teme que o impasse da actual situação se torne numa «bomba retardatária».

O secretário-geral da Fretilin afirma que o relato relativo ao ataque contra Xanana Gusmão, «é uma ficção barata» e lembra que Mário Carrascalão, numa entrevista à Lusa, já considerara o mesmo ataque como uma «montagem».

Em entrevista à PNN, Mari Alkatiri realçou mistérios que envolvem o ataque ao primeiro-ministro, segundo fontes do secretário-geral da Fretilin, o veículo de Xanana Gusmão inicialmente apresentava impactos de duas balas, pouco depois foi apresentado com a marca de 16 tiros. «Enviámos imediatamente uma pessoa ao local que tirou fotografias», contou Alkatiri, «dizia-se que o carro tinha ido pela ribanceira abaixo, e depois estava parado na estrada. Só mais tarde é que foi pela ribanceira.»

O secretário-geral da Fretilin continua a afirmar que ainda existem fortes suspeitas relativamente ao atentado.

«Como é que o Alfredo Reinado vai atacar a pessoa (Ramos-Horta) que estava a procurar uma solução airosa para si mesmo? Quem foi atacado primeiro, foi o Reinado ou o Presidente da Republica? Se foi o Reinado, segundo os primeiros dados, este terá sido morto uma hora antes.

Se foi morto antes, porque que os homens do Reinado e os do Presidente da República ficaram a olhar uns para os outros até ao Presidente chegar?» questionou Alkatiri.

O mesmo responsável político defendeu a necessidade de uma comissão de inquérito independente. «Países que têm aqui presença, nas áreas da justiça ou assessores na área da segurança, não podem ter os seus elementos a fazer parte desta comissão», e sublinha que se os atentados ocorreram «com toda esta presença, e se a investigação incriminar a presença internacional, ou a ONU, a tendência é naturalmente encobrir» e lembrou que existem países que não estão presentes em Timor capazes de efectuar um inquérito independente.

Em relação à presença do FBI em Timor, com o objectivo de proceder às investigações sobre os atentados, Alkatiri é céptico: «Ao fim e ao cabo, são instrumentalizados. Mesmo que queiram ser sérios, não podem.» Receia, também, que as conclusões do FBI fiquem apenas nas mãos do Procurador-Geral da Republica e não sejam apresentadas ao público.

Os motivos que levaram ao duplo atentado são ainda um enigma, o secretário-geral da Fretilin sugere que existem indícios que assentam na intenção de Ramos Horta convocar eleições antecipadas. «Presidente da Republica tinha dito claramente que haveria eleições antecipadas em 2009. É claro que quem governa não gosta disso. Estas dúvidas precisam de ser esclarecidas para o bem das pessoas que estão envolvidas.

Eu no lugar do Xanana, seria o primeiro a dizer que queria esta investigação fosse feita de forma independente. Eu fui também vítima de tudo isto em 2006» e afirma: «Não vale a pena escudar-se na imunidade e tentarmos encontrar caminhos que não convencem.»

Para Mari Alkatiri a actual crise é a sequência da crise de 2006. «2006 aconteceu porque Xanana queria o poder e não tinha o poder. E agora, depois de estar como primeiro-ministro sentia que não tinha o poder» afirmou o mesmo responsável político. Questionado pela PNN se considera que Xanana Gusmão está a caminho de uma ditadura Alkatiri responde: «Xanana Gusmão gosta do poder. Democracia para Xanana é ter todos juntos mas sob o seu comando. Todos falam, mas ele é que manda.»

«Xanana é um patriota e rejeito que digam que vendeu a pátria aos australianos. Mas Xanana não consegue pensar como Estado, pensa como guerrilheiro. Para ele, a guerrilha é assim. Já quando era líder no tempo da resistência, foi ele que abriu as portas para os partidos todos mas o comando era dele. Ele pensa que tudo tem de continuar assim. Pensa que é o único que consegue ainda congregar todos» considerou Mari Alkatiri.

Para a saída da crise Mari Alkatiri defendeu como primeira medida o fim do Estado de Sitio: «Os cidadãos quando se sentem livres, perdem o medo e podem dizer as verdades.»

O mesmo responsável político considerou que o Estado de Sitio, e Emergência, «está a ser usado para intimidar as pessoas. A população vai-se cansar com todas essas medidas, particularmente nos bairros de Díli. Já estamos a regressar ao tempo da indonésia, as pessoas já não dormem em casa. Bairros de Tunanara, Pité, são jovens que têm medo que a polícia os vá buscar à noite”, e qualifica o risco da população se revoltar como “uma bomba retardatária.»

«O poder deve acreditar que a melhor forma de controlar esta população é meter-lhes medo, para não haver manifestações, qualquer outra acção violenta. Não há direito a manifestação, não há direito a reuniões públicas. Costumo reunir em minha casa com muita gente e há alguns dias passaram aqui os polícias a perguntar aos meus seguranças o que é que nós estávamos a fazer» testemunhou Alkatiri.

O secretário-geral da Fretilin, defende «mais do que nunca» eleições antecipadas, e exige a saída do actual Governo o qual «não tem capacidade para sozinho enfrentar as dificuldades» e considerou a AMP (Aliança Maioria Parlamentar, liderada por Xanana Gusmão) como uma «manta de retalhos». Evocando a necessidade de da criação de uma Junta de Salvação Nacional só aceita a participação do seu partido no Governo se «for para liderar o Governo.»

Rui Neumann e Tiago Farinha

(c) PNN Portuguese News Network

Fernanda Borges: Ramos-Horta achava que a justiça não era essencial em Timor

Jornal Digital

Líder do Partido de Unidade Nacional
2008-03-04 09:01:37

Díli - Fernanda Borges líder do Partido de Unidade Nacional (PUN), com três lugares na assembleia, afirma que em Timor Leste a Justiça ainda não é encarada como uma prioridade, mas após os atentados o presidente, Ramos-Horta, deve «reflectir, analisar bem as coisas e nunca mais pôr a justiça para trás.»

Fernanda Borges líder do PUN considerou, em entrevista à PNN, que a actual crise vivida em Timor-Leste é o resultado, desde 2006, de «muitos falhanços em termos de cumprimento da lei e houve gente que deve estar, se não na cadeia, pelo menos no tribunal para responder por algumas coisas» e cita o exemplo do Major Alfredo Reinado que ao lado de «outros nomes» deveriam ter respondido à Justiça. «O juiz emitiu três mandados de captura e pediu para ele, Reinado, estar presente em tribunal, mas isso nunca aconteceu», lamenta a líder do PUN.

«Queremos ser uma democracia, queremos ser um Estado de direito, mas quando é hora de aplicar o estado de direito alguns políticos são reticentes, é por causa disto que houve estes acontecimentos» afirmou Fernanda Borges.

«Não é um segredo que o nosso Presidente da República (Ramos-Horta) também acha que a justiça não é essencial aqui, e o primeiro-ministro acha também que a justiça não é essencial neste caso. Outros políticos estavam até a considerar a amnistia para aqueles casos todos. É aqui que nós temos problemas, porque nós somos uma nação que começou a ser independente, é preciso que as regras e as leis sejam cumpridas» disse.

Porém, Fernanda Borges considera que a atitude de Ramos-Horta estava assente no princípio de manter a «estabilidade da nação», mas a «boa intenção» do PR não era partilhada pela outra parte. Com os acontecimentos do 11 de Fevereiro «espero que dê para reflectir e analisar bem as coisas e nunca mais pôr a justiça para trás.»

«O 11 de Fevereiro é derivado dos acontecimentos de 2006, sem dúvida nenhuma» afirma a líder do PUN e considera que a saída da actual crise deve assentar na «implementação do inquérito sobre a crise de 2006 através dos tribunais, continuar as investigações, e processá-las no tribunal.»

Para a mesma dirigente, o risco de mergulhar a actual crise num problema especialmente étnico, Loro Sae e Loro Moro, está afastado dado que realidade hoje é diferente de 2006, e defende que o povo continua a privilegiar as vias da justiça.

Fernanda Borges defende a criação de uma comissão de inquérito independente sobre os acontecimentos do 11 de Fevereiro, e esta não tem necessariamente de excluir as forças internacionais ou da ONU.

«Foram os GNR chegaram lá na cena do crime, e sabem o que aconteceu, ouviram as primeiras testemunhas. Vale a pena envolvê-los porque eles têm informações para dar. Não é do interesse da comunidade internacional, nem da GNR, nem da Unpol, nem da FSI, encobrir nada aqui» considerou.

«A pergunta que se faz agora é como é que Alfredo Reinado conseguiu vir de Ermera até Díli sem as forças internacionais saberem?» O «press-release da Unmit diz que foram contactados às seis e tal, quase às sete horas. Levaram menos de meia hora a chegar ao local dos incidentes. Agora, existem outras informações que duvidam disto e afirmam que a ONU chegou e não fez nada. Por causa destas contradições de informação, é importante uma investigação independente, clara, e saber mais detalhes sobre o sucedido» afirma a mesma dirigente que se interroga sobre a motivações e a escolha do dia pelos grupos de Reinado e Salsinha, a fim de «acabar com rumores» e considera «que é muito importante que o Salsinha, o Susser, e outros envolvidos nos acontecimentos, fiquem vivos.»

«É difícil para mim aceitar que o Alfredo Reinado foi matar o Presidente da República, quando foi o próprio Presidente quem mais tentou ajudar o Reinado», disse Fernanda Borges.

Segundo a mesma dirigente os chefes da bancada parlamentar foram «brifados imediatamente» após os atentados, mas sem grandes detalhes. «Queremos agora ver a cronologia dos acontecimentos. O parlamento já pediu várias vezes, mas o Governo ainda não apresentou. É necessário para se entender quem fez o quê e quando é que aquelas pessoas chegam e porque é que não se fez mais» disse. A mesma dirigente lamenta apenas ter conhecimento das situações «através dos media e às vezes a gente não sabe se é verdade ou não, se é propaganda ou se é mesmo o que aconteceu.»

A dirigente do PUN encara também a actual crise como um teste ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, o qual avaliará se «quer a democracia ou a estabilidade». Para Fernanda Borges a «estabilidade sem democracia é o uso da força, muita força. É aí que nós nos podemos tornar o que as pessoas chamam ‘iliberal democracy’, não é uma democracia liberal, não é uma democracia, é uma semi-ditadura com o aspecto democrático das instituições mas onde as instituições não funcionam democraticamente.»

Tiago Farinha
(c) PNN Portuguese News Network

Responsável militar desconhece rendição de Salsinha

Rádio Renascença

O Chefe de Estado Maior do Exército, Coronel Lere Anan, desconhece oficialmente a notícia da alegada rendição de Gastão Salsinha.

Desde segunda-feira que circulam notícias, em Díli, de que o número dois do grupo de Alfredo Reinado se teria entregado à Polícia Militar, juntamente com seis elementos.

Tais informações não foram ainda confirmadas, mas, à Renascença, o comando conjunto admitiu que a rendição de Salsinha poderá estar para breve.

O homem que chefia o Exército timorense disse não ter sido ainda informado.

“Não tenho ainda confirmações oficiais de que se tenha entregado. Por isso, provavelmente, ainda não se entregou”, afirmou o Coronel Lere Anan à Renascença.

MG

Horta to speak about East Timor ordeal

The Age
March 4, 2008 - 6:09PM

East Timor's President Jose Ramos-Horta should be able to speak publicly in the next two
weeks about the attack by rebels that left him seriously wounded, his doctor says.

But first he needs to undergo his sixth surgery to redo part of a skin graft that failed to take.

Dr Ramos-Horta is now in Darwin Private Hospital, recovering from bullet wounds suffered when he was attacked by rebels at his home in Dili on February 11.

Dr Rui d Araujo said the president was walking, talking and taking an interest in the state of his troubled country on his second day out of intensive care.

"(He) is now quite independent in his daily activities, taking showers, walking around and we think that his recovery is on the right track," he told reporters outside Royal Darwin Hospital, from where Dr Ramos-Horta was moved on Monday.

"The medical doctors that are treating him are thinking that he might need to have a minor skin graft during this week or next week ... but it's a minor thing."

Dr d Araujo said he did not think UN officials or police had talked to the president and doctors had "avoided going into" the details of his ordeal.

"From a physiological perspective we have been making some arrangement for him to talk about his issues," he said.

"Obviously specialists in this area will try to talk to him about the details ...

"Having in mind the recovery process that he has had over these last 22 days I would say that in another one or two weeks he would be able to come out and talk to the media."

Dr d Araujo could not confirm how many times the president was shot, although doctors earlier said he had been struck by two bullets.

"That is something the justice system is still looking through and from a medical perspective we can only tell you there are some wounds," he said.

Earlier this week, Dr Ramos-Horta told visitors he had forgiven rebel leader Alfredo Reinado for his role in both the attack and the ambush the same day on Prime Minister Xanana Gusmao, who escaped unhurt.

Reinado was killed in the gun battle at Dr Ramos-Horta's home.

AAP


Tradução:

Horta vai falar sobre a situação em Timor-Leste

The Age
Março 4, 2008 - 6:09PM

O Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta deverá falar publicamente nas duas próximas semanas sobre o ataque dos amotinados que o deixaram seriamente ferido, disse o seu médico.

Mas primeiro precisa de passar pela sua sexta operação para refazer uma parte do enxerto de pele que fez.

O Dr Ramos-Horta está agora no Darwin Private Hospital, recuperando de ferimentos de bala que sofreu quando foi atacado por amotinados na sua casa em 11 de Fevereiro.

O Dr Rui d Araújo disse que o presidente andava, falava e seguia com interesse o estado do seu país inquieto no segundo dia fora de cuidados intensivos.

"(ele) está agora bastante independente nas suas actividades diárias, no chuveiro, a andar e pensamos que a recuperação vai no caminho certo," disse a repórteres no exterior do Royal Darwin Hospital, donde saiu o Dr Ramos-Horta na Segunda-feira.

"Os médicos que o estão a tratar pensam que pode vir a ter um pequeno enxerto de pele durante esta semana ou na próxima semana ... mas é uma coisa menor."

O Dr Araújo disse que não pensava que os funcionários da ONU ou da polícia tivessem falado com o presidente e os médicos tinham "evitado entrar" nos detalhes do seu problema.

"Duma perspectiva filiológica temos feito alguns arranjos para ele falar acerca destas questões," disse.

"Obviamente os especialistas desta área tentarão falar com ele acerca dos detalhes ...

"Tendo em mente o processo de recuperação que ele teve nestes últimos 22 dias direi que dentro duma semana ou duas poderá sair e falar aos media."

O Dr Araújo não pode confirmar quantas vezes o presidente foi baleado, apesar de antes os médicos terem dito que ele foi atingido por duas balas.

"Isso são coisas que o sistema de justiça está ainda a analisar e duma perspectiva médica apenas podemos referir que houve alguns ferimentos," disse.

No princípio desta semana, o Dr Ramos-Horta disse aos visitantes que tinha perdoado ao líder amotinado Alfredo Reinado pelo seu papel quer no ataque quer na emboscada no mesmo dia ao Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, que escapou ileso.

Reinado foi morto no tiroteio em casa do Dr Ramos-Horta.

AAP

Salsinha reúne homens e diz-se pronto a entregar-se - 641 peticionários em Aitarak Laran

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
SECRETARIA DE ESTADO DO CONSELHO DE MINISTROS
_________________________________________________________________________

COMUNICADO À IMPRENSA

Díli, 04 de Março de 2008

Salsinha reúne homens e diz-se pronto a entregar-se - 641 peticionários em Aitarak Laran

O ex-tenente das F-FDTL Gastão Salsinha anunciou hoje, através do padre Adriano, pároco de Ermera, que está disposto a entregar-se às autoridades nas próximas horas, juntamente com os seus homens, que se encontravam dispersos e que neste momento tenta agrupar.

Nesse sentido, Salsinha solicitou ao Comando Conjunto, composto por elementos das F-FDTL e da PNTL, que suspenda as operações que decorrem na zona de Ermera.

Ontem entregou-se às forças de segurança Domingos Amaral “Kede”, um elemento que pertencia ao grupo do ex-major Alfredo Reinado e que terá participado no ataque à residência do Presidente da República. Consigo trazia uma arma alegadamente utilizada no referido atentado.
Paralelamente, chegaram hoje à zona de acantonamento de Aitarak Laran, em Díli, mais sete peticionários, provenientes de Ermera, elevando assim para 641 o número de homens acantonados.

O Secretário de Estado do Conselho de Ministros
Porta-voz do Governo

Salsinha afinal não se entregou...

Mas está a pensar em entregar-se?...

Rendição do tenente timorense Salsinha ainda por confirmar

Público, 04.03.2008
Jorge Heitor

Presidente Ramos-Horta foi transferido para um hospital particular de Darwin, a fim de prosseguir durante longas semanas a recuperação dos ferimentos sofridos

A maior das controvérsias envolvia a noite passada a eventual rendição do mais graduado dos ex-peticionários timorenses, o tenente Gastão Salsinha. O comandante da Polícia Militar, major Gino Neves, anunciou-a, mas ninguém mais aceitou confirmar, dizendo desconhecer que formalmente se tivesse rendido.

De acordo com a versão que durante a manhã foi dada ao PÚBLICO, à Lusa e à RTP, ele ter-se-ia juntado à família na cidade de Gleno, capital do distrito de Ermera, a sudoeste de Díli, a capital, e entregue depois a um sacerdote, em mais uma fase do longo processo negocial que já desde a véspera era conhecido.

Só que nem o primeiro-ministro Xanana Gusmão nem outras fontes oficiais aceitaram confirmar que já se pudesse ter a rendição como um facto consumado. Uma dessas fontes foi o capitão João Martinho, da GNR, em declarações à TSF. Admitiu, porém, que a entrega esteja a ser negociada, conforme o PÚBLICO ontem noticiava.

Nem a imprensa australiana, sempre muito bem informada sobre os assuntos timorenses, nem as grandes agências internacionais referiram, ao longo do dia de ontem, que Salsinha se houvesse juntado aos cerca de 600 antigos rebeldes que já se encontram acantonados. Não só ex-peticionários mas, também, alguns polícias que haviam abandonado os seus postos.

Na véspera, o comandante da operação conjunta das Forças de Defesa e da Polícia Nacional de Timor-Leste, Filomeno Paixão, anunciara que outro dos mais destacados amotinados, Amaro da Costa, "Susar", se entregara. E ontem o site da Missão das Nações Unidas em Timor-Leste (Unmit) mostrava elementos da GNR a escoltarem-no até ao tribunal distrital de Díli.

Enquanto isto, o Presidente José Ramos-Horta, gravemente ferido a tiro no dia 11 de Fevereiro, foi transferido do Hospital Real de Darwin para um estabelecimento particular, onde prosseguirá a difícil recuperação durante todo o resto deste mês. E, em Díli, o Parlamento Nacional aprovou por maioria que se constitua uma comissão de investigação internacional sobre os acontecimentos de há três semanas, nos quais morreram o major Alfredo Reinado e um seu companheiro de rebelião.

Na nova unidade hospitalar, o chefe de Estado timorense deverá dispor de um gabinete para trabalhar e receber visitas, incluindo a do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, há muito esperada.

Primeiras imagens do Presidente timorense após o atentado

SIC Edição da Manhã 03-03-2008

Ramos-Horta a recuperar.

President Ramos-Horta transferred to the Darwin Private Hospital

Darwin, Tuesday, 4 March 2008
Office of President of RDTL
Press Release

The President of Timor-Leste Jose Ramos-Horta has been transferred to the Darwin Private Hospital.yesterday The medical staff are very pleased with his progress following the injuries he received on 11th of February in Dili.

The President has been visited by the Interim President Fernando Lasama de Araujo. In the meeting with the Interim President, President Ramos-Horta said that he forgives Alfredo Reinado Alves and asked the Timorese people to stay calm and avoid further violence.

On leaving the Royal Darwin Hospital, the President thanked Dr Len Notaris and hospital staff for the excellent intensive care he received during his three week stay.

E N D S

Media PR.: Joel Maria Pereira riko.joel@gmail.com
(+670 723 0160)


Tradução:

Presidente Ramos-Horta transferido para um Hospital particular em Darwin

Darwin, Terça-feira, 4 Março 2008
Gabinete do Presidente da RDTL
Comunicado de Imprensa

O Presidente de Timor-Leste José Ramos-Horta foi transferido ontem para o Darwin Private Hospital. O pessoal médico está muito satisfeito com a sua progressão depois dos ferimentos que recebeu em 11 de Fevereiro em Dili.

O Presidente recebeu a visita do Presidente Interino Fernando Lasama de Araujo. No encontro com o Presidente Interino, o Presidente Ramos-Horta disse que perdoa a Alfredo Reinado Alves e pediu ao povo Timorense para se manter calmo e evitar mais violência.

Ao deixar o Royal Darwin Hospital, o Presidente agradeceu ao Dr Len Notaris e ao pessoal do hospital pelo excelentes cuidados intensivos que recebeu durante a sua estadia de três semanas.

FIM

Media PR.: Joel Maria Pereira riko.joel@gmail.com
(+670 723 0160)

E agora, será que vamos saber mesmo tudo?

Blog Pululu
03 Março 2008

E agora, será que vamos saber mesmo tudo?

O homem mais procurado de Timor-Leste depois da morte – ou terá sido assassinato(?) – de Alfredo Reinado, Gastão Salsinha, rendeu-se(?), entregando-se às autoridades do País, através de um pároco local.

Dado que ele, numa recente entrevista deu entender – diriam mesmo, terá afirmado – que nada teve a ver, ou pelo menos, não terá sido como têm pintado, com o eventual ataque(?) a “Xanana” Gusmão, será que ele vai mesmo dizer tudo o que sabe ou em troca de um perdão total ter-se-á de calar e não colocar cá fora tudo o que realmente sabe e se passou no "putsch" de Fevereiro passado?

Fiquemos a aguardar pelos próximos capítulos, porque tenho a certeza que isto não ficará por aqui…

Publicada por ELCAlmeida

Quem disparou em Ramos-Horta?


O que diz Salsinha?


Quem disparou em Ramos-Horta?

O que diz Susar?

Salsinha entregou-se

Confirma-se que Salsinha se entregou.

Onde está Gastão Salsinha?

Em Gleno?

Ou já não vai a tempo do diálogo?...

Eu diria que Ramos-Horta está "sentido" com Xanana Gusmão...

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Monday, 03 March 2008 - UNMIT – MEDIA MONITORING":

“alguns de vocês pensaram que eram mais poderosos que o Estado e obrigaram-nos a perder dois anos".

Até que enfim. Mais vale tarde do que nunca. Mas Xanana não pode atirar as culpas para cima dos peticionários, que ele próprio apoiou e incitou enquanto Alkatiri se manteve como PM.

Se perdemos dois anos, como Xanana diz, não foi por culpa dos peticionários. Estes limitaram-se a fazer o jogo deles e até andavam muito sossegados. A responsabilidade desta paragem de dois anos foi de Xanana e RH, que não tiveram coragem suficiente para tomar as decisões que se impunham e foram-nas sempre adiando, talvez na esperança de que com o tempo tudo se resolvesse.

Se os australianos contribuiram para esse chove-não-molha, não sei. Mas este impasse de dois anos foi certamente favorável às suas pretensões.

Uma pergunta fica no ar: porquê este súbito volte-face de Xanana em relação aos peticionários? É que dantes as suas convicções eram muito diferentes. Os seus admiradores escreveram quilómetros de prosa na internet defendendo a sua tese, segundo a qual o problema dos peticionários (e também de Reinado e Salsinha, que eram casos à parte) era político e não militar, devendo ser resolvido pelo famoso "diálogo" e não pela justiça.

Logo no dia em que TMR decidiu expulsar os peticionários, Xanana tornou pública esta sua tese, discursando naTV. E recordemos que o próprio RH, para justificar o não cumprimento dos mandados judiciais sobre Reinado & Cia., afirmou que não queria violência nem tiros para capturá-los, ao contrário do que supostamente pretendia o juiz Ivo Rosa.

Agora que, por metamorfose de Xanana, o “diálogo” está morto e enterrado, gostava de saber como esses seus admiradores - e o próprio RH - explicarão a negação de tudo quanto andaram a pregar durante dois anos.

Mais fácil e, sobretudo, honesto, seria Xanana fazer um acto de contrição e admitir que andou errado durante dois anos. Mas quem o conhece diz que isso nem em sonhos. É mais fácil atirar as culpas para cima dos outros, mesmo tendo tido o poder máximo nas mãos, como PR, Ministro da Defesa, Ministro do Interior e PM.

Ainda por cima com os célebres sermões à Xanana. Pobres peticionários...


NOTA DE RODAPÉ:

Xanana Gusmão foi muito claro e os peticionários entenderam bem. Acabou-se o diálogo. Começaram as execuções...

Algo nos diz que haverá eleições antecipadas...

...

Porque Xanana Gusmão não vai visitar Ramos-Horta a Darwin

Pode ter medo de ser mal recebido, não é?

Será que Ramos-Horta está "sentido" e "triste" com Xanana Gusmão por este ter feito uma emboscada a Alfredo Reinado em casa do Presidente, sem o avisar?...


Eu também ficaria. E não só "sentido" e "triste". Mas nada que não o tivéssemos avisado sobre essas amizades...

segunda-feira, março 03, 2008

Xanana Gusmão não vai visitar Ramos-Horta a Darwin...




Porque será?......

Fontes internacionais e da operação "Halibur" desconhecem rendição de Salsinha

Díli, 03 Mar (Lusa) - Fontes do comando conjunto da operação "Halibur" e fontes internacionais em Timor-Leste afirmaram hoje à Agência Lusa "não ter qualquer informação de que Gastão Salsinha se rendeu".

A rendição do ex-tenente Gastão Salsinha foi anunciada hoje pelo comandante da Polícia Militar, em declarações à RTP e à Lusa em Díli.

Segundo o major Gino Neves, Gastão Salsinha juntou-se à família em Gleno, distrito de Ermera, e entregou-se depois ao pároco da vila, que por sua vez contactou a Polícia Militar.

Fontes internacionais contactadas pela Lusa afirmam que ao princípio da noite de hoje (hora de Díli) "ainda decorriam negociações com Gastão Salsinha para a rendição dele e do seu grupo".

"É altamente improvável que Gastão Salsinha aceitasse render-se à Polícia Militar e é também improvável que ele fosse entregue à Polícia Militar pela igreja de Gleno, que é conhecida por ser muito próxima dele", afirmou a mesma fonte internacional.

"Se Gastão Salsinha se tivesse rendido, o comando conjunto saberia de imediato", afirmou à Lusa uma fonte militar da operação "Halibur", montada pelas autoridades timorenses para capturar os elementos responsáveis pelo duplo ataque de 11 de Fevereiro contra o Presidente da República e o chefe de Governo.

Entretanto, o primeiro-ministro Xanana Gusmão afirmou que seis elementos do grupo de Gastão Salsinha se renderam hoje às autoridades.

Xanana Gusmão esteve hoje cerca de hora de meia no relvado em frente ao Palácio do Governo com vários membros do Executivo, o Procurador-Geral da República e com os comandantes das formas armadas e da Polícia Nacional.

Durante este encontro ao ar livre, passou uma dúzia de camiões com elementos das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste em ambiente de celebração.

Questionado pela Lusa sobre a razão dessa espera, Xanana Gusmão afirmou apenas que tinham estado "a respirar o ar fresco".

PRM.
Lusa/fim

Mais um elemento do grupo de Alfredo Reinado, que participou no ataque de 11 de Fevereiro à residência do Presidente timorense, José Ramos-Horta, rendeu-se hoje às autoridades, disse à Agência Lusa fonte militar.

Entretanto, desde as 18:30 locais (09:30 de Lisboa) que o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, e vários outros membros do governo se encontram reunidos no relvado em frente ao Palácio do Governo.

Além do chefe de Governo, estão no local as ministras da Justiça e das Finanças, o ministro da Economia, os secretários de Estado da Defesa e da Segurança, o presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Ximenes e o Procurador-Geral da República, Longuinhos Monteiro.

Desconhece-se até ao momento qual o motivo de esses membros do Governo se encontrarem reunidos no relvado em frente ao Palácio do Governo.

Diário Digital / Lusa
03-03-2008 10:57:00

Timor-Leste: Gastão Salsinha entregou-se às autoridades

Díli, 03 Mar (Lusa) - Gastão Salsinha, líder do grupo que atacou o Presidente Ramos-Horta e o chefe de Governo, Xanana Gusmão,no passado dia 11, entregou-se hoje às autoridades, revelou Gino Neves, comandante da Polícia Militar timorense.

Segundo disse Gino Neves à Agência Lusa e à RTP, Gastão Salsinha, ex-tenente das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), apresentou-se hoje ao pároco de Gleno, distrito de Ermera, para se entregar à Polícia Militar.

De acordo com Gino Neves, Gastão Salsinha entregou-se juntamente com seis outros homens, encontrando-se já todos nas instalações da Polícia Militar.

PRM/MCL.

Ramos-Horta já se levantou e andou a pé

Ramos-Horta depois de ser transferido para um hospital particular já deu uns primeiros passos.

Monday, 03 March 2008 - UNMIT – MEDIA MONITORING

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL News Coverage
No TVTL news coverage.

RTL News Coverage

Rebel surrenders: The Commander of the Falintil-Defence Forces of Timor-Leste (F-FDTL) and the National Police of Timor-Leste (PNTL) Joint Operation, Filomeno Paixão, said that one of the rebels, Amaro ‘Susar’ da Costa, had surrendered to the F-FDTL and PNTL Joint Operation on Monday (02/03) in the sub-district of Turiscai, Same. Susar was presented to Prime Minister Gusmão in the Government Palace in Dili by the Joint Operation.

Commander Paixão said that Susar was persuaded by the President of ASDT, Francisco Xavier do Amaral, along with the population of Turiscai, to surrender himself, his two weapons and some ammunition. “Our brother Susar has joined us since last night. The Joint Operation is very happy with this attitude,” said Commander Paixão.

Commander Paixão also confirmed that the Joint Operation had directly contacted Gastão Salsinha and was urging him to surrender.

Horta’s health improves: The Former Health Minister, Rui Maria de Araújo, said that the President was able to see visitors as his health was improving. “His recovery is going well. PR Ramos-Horta has had a special visit from Acting President Fernando Lasama de Araújo, Special Representative of Secretary-General for Timor-Leste, Atul Khare, and Former Prime Minister Mari Alkatiri,” said Mr. Araújo.

PM: Dialogue won’t solve problems: Prime Minister Xanana Gusmão has said that the Government will not rely on dialogue to solve the problems faced by the petitioners gathered in Aitarak Laran, Dili. However, the PM did say that Government had another mechanism to resolve the issues and that this would be discussed with the petitioners later in the week.

“I want you to know that now there is no dialogue. Before, we were asking for you to engage in dialogue with your leaders… but some of you thought that you were more powerful than the State and made us lose two years …,” said the PM on Saturday (02/03) in Aitarak Laran Dili.

The Prime Minister has also given one more week for the rest of the petitioners to come to Dili, saying that their continuing absence indicates that they don’t want to look for peaceful solutions.

Print Coverage

Susar: “I was involved in the attacks against the PR’s residence”: Rebel member Amaro ‘Susar’ da Costa has surrendered to the F-FDTL/PNTL Joint Operation on Monday (02/03) in sub-district Turiscai, Same. During an F-FDTL and PNTL Joint Operation press conference held on Sunday (02/03), the former member of the Rapid Intervention Unit (UIR) of PNTL, Susar, said that he was involved in the attacks against the residence of PR Ramos-Horta along with Alfredo Reinado. Susar has been presented to Prime Minister Gusmão in the Government Palace in Dili by the Joint Operation. (DN)

Carrascalão: February 11, an international political conspiracy: The President of the Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão, believes the attacks against PR Ramos-Horta and PM Xanana Gusmão to have been caused by an international political conspiracy.

“Maybe the groups doing the attack were backed by some people. There were rumours that there was USD20000 found in Alfredo’s pocket when he died. Some people may have given him this money before he died, or put the money in his pocket after he died. His body may have been dumped in Metiaut after being shot in another place,” said Mr. Carrascalão.

Carrascalão also reiterated his desire for Timor-Leste to establish an International Independent Commission of Inquiry to investigate the events shrouded in so much mystery. (DN)

Petitioners increase to 607: The Spokesperson of the F-FDTL/PNTL Joint Operation, Lieutenant Colonel Filomeno Paixão, said that the numbers of petitioners gathered in Aitarak Laran had increased to 607 by Sunday afternoon (02/03). Separately, F-FDTL Major Marcos Tilman said that the Government is showing its commitment to resolve the problems by providing security and other facilities for the gathering place. (DN)

TMR: Salsinha’s group don’t deserve weapons: The Commander of the F-FDTL/PNTL Joint Operation, Brigadier General Taur Matan Ruak, has said that the Joint Operation is continuing in its efforts to urge Salsinha and his group to follow their friends and come to Aitarak Laran, Dili. “They know our position. We will still give them time to make a decision; a decision with no violence,” said TMR. (TP)


Tradução:

Segunda-feira, 03 Março 2008 - UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA

"A UNMIT não assume qualquer responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e dos seus conteúdos não indicam apoio ou endosso pela UNMIT seja de forma expressa ou implícita. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência resultante da publicação, ou da confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL Não houve Cobertura de Notícias

RTL Cobertura de Notícias

Amotinado entrega-se: O Comandante da Operação Conjunta das F-FDTL e da PNTL, Filomeno Paixão, disse que um dos amotinados , Amaro ‘Susar’ da Costa, se tinha entregue à Operação Conjunta das F-FDTL e da PNTL na Segunda-feira (02/03) no sub-distrito de Turiscai, Same. Susar foi apresentado ao Primeiro-Ministro Gusmão no Palácio do Governo em Dili pela Operação Conjunta.

O Comandante Paixão disse que Susar foi convencido pelo Presidente da ASDT, Francisco Xavier do Amaral, juntamente com a população de Turiscai, a entregar-se, a entregar as suas duas armas e munições. “O nosso irmão Susar juntou-se a nós na noite passada. A Operação Conjunta está contente com esta atitude,” disse o Comandante Paixão.

O Comandante Paixão confirmou também que a Operação Conjunta contactou directamente Gastão Salsinha e pediu-lhe que se entregasse.

Melhora a saúde de Horta: O antigo Ministro da Saúde, Rui Maria de Araújo, disse que o Presidente pode ter visitas porque a sua saúde está a melhorar. “A sua recuperação está a andar bem. O PR Ramos-Horta teve uma visita especial do Presidente Interino Fernando Lasama de Araújo, Representante Especial do Secretário-Geral em Timor-Leste, Atul Khare, e antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri,” disse o Sr. Araújo.

PM: Diálogo não resolve problemas: O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão disse que o Governo não se apoiará no diálogo para resolver os problemas enfrentados pelos peticionários reunidos em Aitarak Laran, Dili. Contudo, o PM disse que o Governo tinha um outro mecanismo para resolver as questões e que isso seria discutido com os peticionários para o fim da semana.

“Quero que saibam que agora não há nenhum diálogo. Antes, pedimos a vocês para se engajarem em diálogo com os vossos líderes… mas alguns de vocês pensaram que eram mais poderosos que o Estado e obrigaram-nos a perder dois anos …,” disse o PM no Sábado (02/03) em Aitarak Laran Dili.

O Primeiro-Ministro deu também mais uma semana para o resto dos peticionários virem até Dili, dizendo que a sua ausência continuada indica que não querem encontrar soluções pacíficas.

Cobertura impressa

Susar: “Estive envolvido nos ataques contra a residência do PR”: O amotinado Amaro ‘Susar’ da Costa entregou-se à Oprração Conjunta das F-FDTL/PNTL na Segunda-feira (02/03) no sub-distrito de Turiscai, Same. Durante uma conferência de imprensa da Operação Conjunta da F-FDTL e PNTL realizada no Domingo (02/03), o antigo membro da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) da PNTL, Susar, disse que esteve envolvido nos ataques contra a residência do PR Ramos-Horta juntamente com Alfredo Reinado. Susar foi apresentado ao Primeiro-Ministro Gusmão no Palácio do Governo em Dili pela Operação Conjunta. (DN)

Carrascalão: o 11 de Fevereiro foi uma conspiração política internacional: O Presidente do Partido Social Democrático (PSD), Mário Viegas Carrascalão, acredita que os ataques contra o PR Ramos-Horta e PM Xanana Gusmão foram causados por uma conspiração política internacional.

“O grupo que fez o ataque foi talvez ajudado por algumas pessoas. Houve rumores de terem sido encontrados USD 20000 nas algibeiras de Alfredo quando ele morreu. Alguém lhe deu o dinheiro antes dele morrer, ou pôs o dinheiro nas algibeiras dele depois dele ter morrido. O seu corpo pode ter sido despejado em Metiaut depois de ter sido baleado noutro sítio,” disse o Sr. Carrascalão.

Carrascalão reiterou ainda o seu desejo de Timor-Leste criar uma Comissão Internacional Independente e de Inquérito para investigar os eventos escondidos em tanto mistério. (DN)

Peticionários aumentam para 607: O porta-vos da Operação Conjunta F-FDTL/PNTL, Tenente Coronel Filomeno Paixão, disse que os peticionários reunidos em Aitarak Laran aumentaram para 607 no Domingo à tarde (02/03). Em separado, o Major Marcos Tilman das F-FDTL disse que o Governo está a mostrar o seu compromisso de resolver os problemas providenciando segurança e outras facilidades no local da reunião. (DN)

TMR: o grupo de Salsinha não merece armas : O Comandante da Operação Conjunta F-FDTL/PNTL, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, disse que a Operação Conjunta está a continuar os seus esforços para urgir a Salsinha e ao seu grupo para seguirem os seus amigos e virem para Aitarak Laran, Dili. “Eles conhecem a nossa posição. Vamos dar-lhes ainda tempo para tomarem uma decisão; uma decisão sem violência,” disse TMR. (TP)

Rebel rolls over and agrees to reveal all

The Sydney Morning Herald
Lindsay Murdoch in Darwin- 03 March 2008

A REBEL commander who was at the home of East Timor's President, Jose Ramos-Horta, the morning he was shot and seriously wounded has surrendered.

Amaro Da Costa, also known as "Susar", has agreed to tell all he knows in the biggest breakthrough so far in the investigation into the February 11 attacks in the capital, Dili, military sources revealed yesterday.

Da Costa, a former police commando, was a confidant of the rebel leader Alfredo Reinado who was killed during a gunfight at Mr Ramos-Horta's house.

His surprise surrender in a village near the town of Alieu, 120 kilometres south of Dili, early yesterday has fuelled speculation about the imminent surrender of other members of Reinado's gang who have been hunted in the mountains since the attacks.

The gang's leader, Gastao Salsinha, has been negotiating his surrender to the Catholic Church, military sources in Dili told the Herald.

The Prime Minister, Xanana Gusmao, who was also targeted in the attacks, has approved the church's role, saying he does not want the rebels killed during a hunt led by Australian SAS troops.

Mr Gusmao made a new appeal yesterday for the remainder of the rebels to surrender. "I am asking you to co-operate with the joint command so that people can live in tranquillity," he said from the government palace.

Filomeno Paixao, the head of the joint Timorese command established to hunt the rebels, confirmed after parading Da Costa at a press conference in Dili that negotiators have had direct contact with Salsinha.

"We hope he will surrender soon," Mr Paixao told journalists.

The surrender of Da Costa, the most feared of Reinado's men, follows the surrender of six of the rebels last week.

Salsinha, who took command of the gang after Reinado's death, appears left with little option but to surrender despite telling journalists he would never do so.

His support base has crumbled since the attacks; more than 500 former soldiers he once led have arrived in Dili in the lead-up to negotiations aimed at settling their grievances that date back to 2006, when 600 were sacked after they had gone on strike. The sackings sparked violent upheaval that left 37 people dead and forced 150,000 from their homes.

Mr Gusmao's government has indicated it is willing to give the former soldiers three years' salary or else reinstate them in the army.

Investigators in Dili told the Herald Da Costa's testimony will be a key to revealing Reinado's motive for leading a group of armed men to Mr Ramos-Horta's house on February 11. Security guards at the house have identified Da Costa, in his early 40s, as being there with Reinado.

Da Costa had been at Reinado's side since May 2006 when, according to a United Nations inquiry, Reinado and 11 of his men became involved in a gunbattle with Timorese soldiers that left five people dead and 11 wounded.

He was with Reinado in March last year during a botched attack by the SAS in the town of Same in the central mountains, and when Reinado led a mass escape from Dili's main jail in August 2006.

He walked calmly into Turiscai village at 2am yesterday and handed two high-powered weapons to Timorese security forces who had been hunting him.

Meanwhile, Mr Ramos-Horta continues to recover in Royal Darwin Hospital where he was visited at the weekend by the interim president, Fernando de Araujo. Relatives say he can sit up and is eager to return to work.



Tradução:

Amotinado entrega-se e concorda em revelar tudo

The Sydney Morning Herald
Lindsay Murdoch em Darwin- 03 Março 2008

Um comandante amotinado que esteve na residência do Presidente de Timor-Leste, José Ramos-Horta, na manhã em que foi baleado e ferido com gravidade, entregou-se.

Amaro Da Costa, também conhecido como "Susar", concordou em contar tudo o que sabe no maior corta-caminho até agora na investigação aos ataques de 11 de Fevereiro na capital, Dili, revelaram ontem fontes militares.

Da Costa, um antigo comando da polícia, foi um homem de confiança do líder amotinado Alfredo Reinado que foi morto durante um tiroteio na cada do Sr Ramos-Horta.

A rendição de surpresa numa vilas perto da cidade de Alieu, a 120 quilometros a sul de Dili, ontem de manhã alimentou especulação sobre a eminência da rendição doutros membros do grupo de Reinado que têm sido perseguidos nas montanhas desde os ataques.

O líder do grupo, Gastão Salsinha, tem estado a negociar a sua rendição com a Igreja Católica, disseram ao Herald fontes militares de Dili.

O Primeiro-Ministro, Xanana Gusmão, que também foi visado nos ataques, aprovou o papel da igreja, dizendo que não quer que os amotinados sejam mortos durante a perseguição liderada pelas tropas SAS Australianas.

Ontem, o Sr Gusmão fez um novo apelo para que os restantes amotinados se entreguem. "Peço-lhes que cooperem com o comando conjunto para que as pessoas possam viver com tranquilidade," disse do palácio do governo.

Filomeno Paixão, o responsável do comando conjunto Timorense estabelecido para procurar os amotinados, confirmou depois de ter apresentado Da Costa numa conferência de imprensa em Dili que os negociadores tiveram contacto directo com Salsinha.

"Esperamos que ele se entregue em breve," disse o Sr Paixão aos jornalistas.

A rendição de Da Costa, o homem de Reinado mais temido, segue-se à rendição de seis dos amotinados na semana passada.

Salsinha, que tomou o comando do grupo depois da morte de Reinado, parece ter ficado com pouca escolha mas entregar-se apesar de ter dito aos jornalistas que nunca o faria.

A sua base de apoio desmoronou-se desde os ataques; mais de 500 antigos soldados que outrora liderou chegaram a Dili para as negociações que visam resolver as suas queixas que vêm de 2006, quando 600 foram despedidos depois de terem entrado em greve. O despedimento desencadeou um levantamento violento que deixou 37 pessoas mortas e forçou 150,000 das suas casas.

O governo do Sr Gusmão indicou que quer dar aos antigos soldados três anos de salários ou então re-integrá-los nas forças armadas.

Investigadores em Dili disseram ao Herald que o testemunho de Da Costa será chave para revelar os motivos de Reinado em liderar um grupo de homens armados para a casa do Sr Ramos-Horta em 11 de Fevereiro. Os guardas da segurança da casa tinham identificado Da Costa, com pouco mais de 40 anos de idade como tendo lá estado com Reinado.

Da Costa tinha estado ao lado de Reinado desde Maio de 2006, quando de acordo com um inquérito da ONU, Reinado e 11 dos seus homens se envolveram num tiroteio com soldados Timorenses que deixaram cinco pessoas mortas e 11 feridas.

Ele esteve com Reinado em Março do ano passado durante um assalto falhado das SAS na cidade de Same nas montanhas centrais, e quando Reinado liderou uma fuga em massa da prisão principal de Dili em Agosto de 2006.

Ele entrou a caminhar calmamente na vila de Turiscai ontem às 2 am e entregou duas armas automáticas de grande potência às forças de segurança Timorenses que andavam à sua procura.

Entretanto, o Sr Ramos-Horta continua a recuperar no Royal Darwin Hospital onde este fim-de-semana foi visitado pelo presidente interino, Fernando de Araújo. Os familiares dizem que ele já se pode levantar e que está ansioso por regressar ao trabalho.

Entrega-se participante no ataque a Ramos-Horta

DN, 03/03/08
Governo espera que grupo de Salsinha se entregue pacificamente

António Soares da Costa, um dos principais envolvidos no ataque ao Presidente timorense José Ramos-Horta, admitiu ontem em Díli ter tido envolvimento directo nesta acção protagonizada pelo grupo de militares rebeldes liderado por Alfredo Reinado.

Também conhecido por Susar, Soares da Costa entregou-se sábado à noite em Turiscai, localidade no Sudoeste do país de onde é natural, após mediação de Francisco Xavier do Amaral, que foi o presidente da efémera república proclamada pela Fretilin em 1974 e hoje dirige um partido político, a ASDT.

Falando em Díli, num encontro com a imprensa em que estiveram presentes o primeiro-ministro Xanana Gusmão e o tenente-coronel Filomeno Paixão, responsável pela operação em curso para capturar os militares rebeldes, Susar afirmou ter tido intervenção directa na acção, mas sem entrar em pormenores. Segundo fontes militares australianas, citadas ontem nos media deste país, terá sido Susar a alvejar Ramos-Horta.

O Presidente timorense, numa das suas primeiras declarações em Darwin, disse ter sido alvejado por alguém que era visto com frequência ao lado de Reinado ao longo da crise desencadeada em 2006 pelos militares peticionários. E, de facto, Susar acompanhou, em diferentes momentos, o grupo de Reinado, estando envolvido na preparação da fuga deste da prisão de Díli em Agosto daquele ano.

No encontro com a imprensa, Filomeno Paixão afirmou-se seguro de que o novo chefe dos militares rebeldes, o ex-tenente Gastão Salsinha, acabará por se entregar. "Continuamos a dar tempo ao grupo de Salsinha para reconsiderar a sua postura e tomar uma decisão correcta e pacífica na busca de solução para o seu caso", referiu o oficial timorense.

A rendição de Susar, comandante da guerrilha na época da ocupação indonésia e possuidor de boa reputação como militar, constitui um indicador de que os rebeldes a monte admitem estarem a perderem a sua margem de manobra e preferem negociar a sua entrega. Uma situação que interessa também ao poder em Díli, que evita assim a possibilidade de eventuais conflitos violentos. Até ao momento, entregaram-se 550 dos quase 600 envolvidos nos acontecimentos de 2006, segundo um porta-voz do Executivo timorense.

Outro sinal desta convergência de interesses, foi a divulgação ontem em Díli de um comunicado do Presidente da República interino, Fernando de Araújo, após um encontro em Darwin com Ramos-Horta, em que se pode ler que este último "perdoa ao falecido Alfredo Reinado e pede ao Governo que apoie a sua família". - A. C. M., com agências

Ramos Horta transferido para Hospital Particular

Díli, 03 Fev (Lusa) - O Presidente da República timorense, José Ramos Horta, foi transferido hoje para o Hospital Particular de Darwin, Austrália, afirmou à agência Lusa fonte oficial do seu gabinete.

Ramos Horta deixou a unidade de cuidados intensivos do Hospital Real de Darwin poucos minutos antes das 17:00 (07:00 em Lisboa), sendo transferido para o Hospital Particular, contíguo ao hospital onde se encontrava.

O chefe de Estado timorense, gravemente ferido num tiroteio junto à sua residência em Díli, foi evacuado para Darwin poucas horas após o ataque, a 11 de Fevereiro.

José Ramos Horta recebeu este fim-de-semana as visitas do Presidente interino, Fernando "La Sama" de Araújo", do secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, do deputado e dirigente da Fretilin Estanislau da Silva e do chefe da missão da ONU em Timor-Leste, Atul Khare.

Fernando "La Sama" de Araújo declarou que José Ramos Horta está "a recuperar muito bem" e está "muito lúcido".

O ataque de 11 de Fevereiro foi liderado pelo major Alfredo Reinado, que morreu, com um homem do seu grupo.

Kaer Susar, o primeiro elemento do grupo de Alfredo Reinado que admite ter participado no ataque, e que se rendeu sábado passado às autoridades timorenses, vai ser hoje ouvido por um juiz em Díli.

PRM
Lusa/Fim

Susar presente a Tribunal pelas 17:00 para interrogatório

Kaer Susar, um dos elementos do grupo de Alfredo Reinado que se entregou às autoridades, vai ser ouvido no Tribunal para interrogatório pelas 17:00.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.