Lusa - 1 de Agosto de 2007, 07:11
Díli - Um grupo de apoiantes da Fretilin está concentrado na sede do Comité Central do partido, em Comoro, Díli, e vários incidentes sem gravidade ocorreram desde manhã na avenida que atravessa o centro da capital timorense.
Os manifestantes aguardam o anúncio de José Ramos-Horta sobre quem vai indigitar para formar o IV Governo Constitucional de Timor-Leste.
"Se o Presidente da República não convidar a Fretilin, haverá consequências", avisou uma das militantes do partido, Joana Vasconcelos, da Organização Popular das Mulheres Timorenses (OMPT), em declarações à agência Lusa.
José Ramos-Horta anuncia às 16:00 (08:00 em Lisboa) se convida a Fretilin, o partido mais votado nas legislativas mas sem maioria absoluta, ou a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), que reúne os quatro maiores partidos da oposição.
O candidato da AMP ao cargo de primeiro-ministro, o ex-Presidente Xanana Gusmão, foi recebido ao final da manhã por José Ramos-Horta.
Mais tarde, foi a vez do presidente e do secretário-geral da Fretilin, Francisco Guterres "Lu Olo" e Mari Alkatiri, serem recebidos no Palácio das Cinzas.
Bloqueios ocasionais da principal avenida da capital, em Comoro, foram rapidamente resolvidos pelas forças de segurança e a área encontra-se sob um forte dispositivo que envolve militares e meios aéreos das Forças de Estabilização Internacionais (ISF).
Nos dois acessos a Díli a partir do leste do país, em Becora e no Cristo-Rei, a GNR e as ISF montaram dois postos de controlo para filtrar a entrada de manifestantes provenientes de Baucau, afirmou à Lusa uma fonte oficial da missão internacional (UNMIT).
PRM-Lusa/fim
quarta-feira, agosto 01, 2007
Timor-Leste: Tensão em Díli antes do anúncio de PR sobre Governo
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Adversários da Fretilin ficaram com toda a Mesa do Parlamento
Público, 01.08.2007
Jorge Heitor
O Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos-Horta, deverá convidar hoje a Aliança com Maioria Parlamentar (AMP) a formar o IV Governo do país, na sequência das legislativas de 30 de Junho. Mas mesmo assim a Fretilin continua a insistir em que ela, como partido mais votado (29,02 por cento), é que deveria ser encarregada de constituir o novo executivo. Ontem, o Parlamento - que na véspera elegera para seu presidente o líder do Partido Democrático (PD), Fernando "Lasama" de Araújo - deu mais um golpe na Frente Revolucionária, ao completar a mesa com cinco deputados pertencentes à AMP. Vicente da Silva Guterres (CNRT) e Maria da Paixão da Costa (PSD) ficaram como vice-presidentes da câmara, passando o secretariado da mesma a ser constituído por Maria Terezinha Viegas (CNRT), Maria Exposto (PSD) e Teresa de Carvalho (PD).
Apesar de tudo apontar para uma subalternização da Fretilin, ainda ontem à noite o presidente da mesma, Francisco Guterres, "Lu Olo", na véspera substituído por "Lasama" na chefia do Parlamento, dizia ao PÚBLICO que "a Aliança nunca foi sufragada", pelo que constitucionalmente não deveria ser ela a indicar o novo primeiro-ministro. ~
A AMP foi formada, em 11 de Julho, pela Associação Social Democrática Timorense (ASDT), de Francisco Xavier do Amaral, pelo Partido Social Democrata (PSD), do antigo governador Mário Viegas Carrascalão, pelo CNRT, do ex-Presidente Xanana Gusmão, e pelo PD. E visa "o fim de uma era de instabilidade e corrupção", como disse em Maio o então candidato presidencial Ramos-Horta, ao falar da "negligência e incompetência" que teriam caracterizado os anos de governação da Fretilin.
A nova maioria parlamentar, de Carrascalão, Xanana e "Lasama", que se apresentam em sintonia com o chefe de Estado, apresentou como objectivo "assegurar a estabili-
dade governativa propícia ao desenvolvimento e prosperidade de Timor-Leste". E admitiu que o seu eventual executivo "poderá incluir membros independentes ou de outros partidos".
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Cronologia da FRETILIN até à Restauração da Independência
Tradução da Margarida:
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN
1 Agosto 2007
Cronologia da FRETILIN até à Restauração da Independência
Em baixo está uma breve cronologia da história da FRETILIN até ao período da Restauração da Independência em 20 Maio 2002.
Janeiro 1970- Alguns poucos jovens Timorenses começam a discutir como alcançar a independência de Portugal. Este grupo inclue Mari Alkatiri, Nicolau Lobato, Justino Mota e José Ramos Horta. Iniciaram um movimento para defender o nacionalismo Timorense.
25 Abril 1974- Golpe de Estado (Revolução dos Cravos) em Portugal significa o início do processo de descolonização do Império Português.
20 Maio 1974- Associação Social-Democrata Timorense ou Associação dos Timorenses Sociais Democratas (ASDT) foi criada para defender o direito à independência imediata para o povo Timorense.
11 Setembro 1974- ASDT é transformada na FRETILIN para unificar todos os Timorenses. É introduzido o conceito de unidade nacional.
11 Agosto 1975- UDT inicia um Golpe de Estado com o apoio do Comandante da Polícia Maggiolo Gouveia. Militantes da UDT mataram, ameaçaram e queimaram casas de membros e apoiantes da Fretilin.
Nicolau Lobato perdeu o irmão mais novo, José Lobato, durante o golpe da UDT.
11 Agosto 1975- A liderança da FRETILIN declara a insurreição geral armada em Aisirimou – Aileu, sul de Dili.
20 Agosto 1975- Tropas Timorenses decidem defender a FRETILIN contra o golpe da UDT. As FALINTIL criadas como a ala armada da FRETILIN'. Combateu-se uma guerra civil entre a FRETILIN e a UDT. Muitas pessoas de ambos os lados foram mortas e feridas.
27 Agosto 1975- Governador Português Lemos Pires e o seu comité são evacuados de Dili por barco para a ilha de Ataúro imediatamente a norte da capital. Timor-Leste ficou sem qualquer poder administrativo.
Outubro 1975- Tropas Indonésias começam os assaltos na fronteira Timorense em preparação de uma invasão em toda a escala.
28 Novembro 1975- FRETILIN declara unilateralmente Timor-Leste como nação independente com o nome de "República Democrática de Timor-Leste".
A decisão de declarar a independência foi tomada pela FRETILIN porque acreditavam que seria pais efectiva para ganhar o apoio internacional contra a esperada invasão Indonésia e ocupação se Timor-Leste fosse uma nação independente (como oposto a uma antiga colónia Portuguesa).
Também, muitos Timorenses diziam que preferiam lutar e morrer para uma pátria independente como oposto a uma colónia Portuguesa.
30 Novembro 1975- FRETILIN forma o primeiro governo. Xavier Amaral é escolhido Presidente e Nicolau Lobato Primeiro-Ministro. Mari Alkatiri é Ministro dos Negócios Políticos.
4 Dezembro 1975- Delegação do Comité Central da FRETILIN que eram também membros do Governo da RDTL deixam Timor-Leste para desempenhar uma missão diplomática: Mari Alkatiri, José Ramos Horta e Rogério Lobato. Mari Alkatiri é nomeado responsável da missão diplomática.
7 Dezembro 1975- Invasão de Timor-Leste pelas Forças Militares Indonésias. A FRETILIN evacua Dili e retira-se para as áreas montanhosas à volta de Dili. Preparações para defesa contra uma invasão de toda a escala estão bem avançadas com a FRETILIN a armazenar fornecimentos de comida e armas nas montanhas de Timor-Leste para a batalha de vida e de morte que estava para vir.
15 Maio 1976 a 2 Junho 1976- II Sessão Plenária do CCF em Soibada para decidir sobre a estratégia para a resistência contra a ocupação militar Indonésia.
14 Setembro 1977- Xavier do Amaral expulso da FRETILIN.
Outubro 1977- Nicolau Lobato nomeado Presidente da FRETILIN, Presidente da RDTL e comandante-em-chefe das FALINTIL. Mau Lear torna-se Vice-Presidente e Primeiro-Ministro; Vicente dos Reis Sa'he foi nomeado Comissário Político Nacional.
20 Maio 1978- Presidente Nicolau faz a sua última declaração nacional a Timor-Leste.
31 Dezembro 1978- As Forças Militares Indonésia matam a tiro Nicolau Lobato na região central montanhosa de Maubisse.
Março 1981- Primeira Conferência de Quadros para re-organizar a FRETILIN e definir uma nova estratégia para a resistência. A FRETILIN cria o CRRN – Conselho Revolucionário da Resistência Nacional.
1983- José Ramos Horta sai da FRETILIN.
Dezembro 1987- A liderança da FRETILIN cria o CNRM - Conselho Nacional da Resistência Maubere. Os órgãos que dirigem o CNRM são o Comando das FALINTIL e a Comissão Directiva da FRETILIN. O CNRM consiste em três conselhos executivos conhecidos como a Frente Armada, a Frente Clandestina e a Frente Politica/Diplomática.
A liderança da FRETILIN decide que Xanana Gusmão deve sair da FRETILIN e tornar-se o líder da resistência Timorense à ocupação militar da Indonésia.
1991- é criada a Comissão Coordenadora da Frente Diplomática fora de Timor-Leste para coordenar as actividades do movimento de resistência dos que vivem no estrangeiro.
12 Novembro 1991- Massacre em Santa Cruz. A comunidade internacional condena as Forças Militares Indonésias por terem matado manifestantes Timorenses.
20 Novembro 1992- As Forças Militares Indonésias capturam Xanana Gusmão. Ma' Huno ocupa o lugar de Xanana Gusmão como líder da resistência.
Março 1993- As Forças Militares Indonésias capturam Ma' Huno. Konis Santana torna-se o líder da resistência.
1993- Ramos Horta e Xanana Gusmão propõem à comunidade internacional um plano de paz (Plano para a Autonomia de Timor-Leste). Este plano propõe a autonomia com a Indonésia durante 10 anos com a extensão possível do período de autonomia antes de um referendo sobre Timor-Leste se deve tornar independente.
A delegação da FRETILIN no estrangeiro rejeita o Plano de Paz porque a proposta é contrária ao princípio da FRETILIN "Mate ka Moris, Ukun rasik a'an" (literalmente: Morto ou Vivo, Independência) e também porque a liderança da FRETILIN está consciente do risco de os militares Indonésios comprarem o movimento de independência Timorense durante o período da autonomia.
A liderança da FRETILIN, particularmente a delegação externa da FRETILIN liderada por Mari Alkatiri na África e por Estanislau Da Silva na Austrália, acreditava firmemente que se Timor-Leste se tornasse uma região autónoma da Indonésia nunca ganharia a independência. Além disso, o plano de autonomia não se processaria porque os jovens activistas Timorenses tanto no interior de Timor-Leste como no exterior de Timor-Leste discordavam dessa proposta.
11 Março 1998- Konis Santana morre no distrito de Ermera, a oeste de Dili.
25 Abril a 27 Abril 1998- Convensão Nacional Timorense em Portugal.
O CNRM torna-se CNRT porque a UDT não aceitou a palavra "Maubere" como a identidade nacional Timorense. A Convenção aprova a "Magna Carta" que reforça o conceito de unidade nacional como o meio para libertar Timor-Leste.
15 a 20 Agosto 1998- Conferência Nacional Extraordinária da FRETILIN em Sydney-Austrália.
Lu Olo eleito Coordenador-Geral do Conselho Presidencial da FRETILIN, Mari Alkatiri eleito Primeiro Vice-Coordenador e Ma'Huno eleito Segundo Vice-Coordenador. Ma'Hodu Ran Kadalak é escolhido Secretário para o Secretariado Político da FRETILIN.
30 Agosto 1999- Referendo da Independência em Timor-Leste.
4 Setembro 1999- Resultados das eleições são anunciados com a maioria do povo Maubere a votar pela independência.
As Forças Militares Indonésias e as suas milícias aterrorizam o povo de Timor-Leste. Mataram muitas pessoas e queimaram as infra-estruturas do país.
20 Setembro 1999- INTERFET chega a Timor– Leste.
Outubro 1999- Mari Alkatiri e Lu Olo encontram-se em Timor-Leste. Discutem a re-organização da FRETILIN.
15 Maio a 20 Maio 2000- Conferência Geral de Quadros em Dili com 1250 representantes: FRETILIN de todos os distritos e da diáspora (Timorenses de vários países - Austrália, Reino Unido, Portugal, Moçambique e Itália) atendem a Conferência Geral de Quadros.
10 Julho a 15 Julho 2000- Primeiro Congresso Extraordinário da FRETILIN em Dili. Lu Olo eleito Presidente e Mari Alkatiri Secretário-Geral.
30 Agosto 2001- Eleições para a Assembleia Constitucional com 88
lugares. A FRETILIN ganha 55 lugares.
Setembro 2001- Lu Olo eleito Presidente da Assembleia Constitucional.
20 Maio 2002- Restauração da independência de Timor-Leste. Mari Alkatiri toma posse como Primeiro-Ministro de RDTL. O governo da FRETILIN começa o seu período no poder como o primeiro governo constitucional.
Para mais informações, por favor envie um email para fretilin.media@gmail.com
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Previsões Agosto 2007: Timor-Leste
Tradução da Margarida:
Conselho de Segurança da ONU – 30 Julho 2007
Acção esperada do Conselho
Mais tarde em Agosto, está previsto que o Conselgo receba um relatório do Secretário-Geral com recomendações sobre o futuro da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste (UNMIT). Não é claro se os membros do Conselho querem discutir em Agosto a questão do mandato e o tamanho da missão no período pós-eleitoral. É provável que haja algum pensamento preliminar logo que os membros recebam o relatório, especialmente à luz da situação no país depois das recentes eleições.
Se a situação se mantiver calma parece provável que se deixe a discussão no Conselho para Setembro. É provável uma nota do Secretariado. O mandato da UNMIT expira a 26 Fevereiro de 2008.
Recentes Desenvolvimentos Chave
A situação em Timor-Leste mantém-se frágil. Uma estimativa de 100,000 (cerca de 12 por cento da população) são deslocados e continuam a viver em campos há mais de um ano depois da violência de Abril-Maio 2006. Actividades de assistência de emergência da agência de refugiados da ONU (UNHCR) cessaram no princípio de Julho por causa da falta de financiamento.
Numa largamente pacífica segunda volta no princípio de Maio, José Ramos-Horta foi eleito presidente contra Francisco Guterres (da FRETILIN).
Confrontos violentos precederam as eleições legislativas realizadas em 30 de Junho. Esses confrontos segundo relatos envolveram apoiantes políticos do CNRT (sob a liderança do antigo Presidente Xanana Gusmão) e da FRETILIN (sob a liderança do antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri). A polícia da UNMIT e as tropas da ISF lideradas pelos Australianos intervieram para conter a violência. No fim de Julho o Primeiro-Ministro Australiano John Howard visitou Timor-Leste e foi-lhe pedido pelo presidente do país para manter as forças durante 2008. Howard prometeu "não virar as costas ao povo de Timor-Leste".
As eleições legislativas foram largamente uma disputa entre a CNRT e a FRETILIN, e Gusmão e Alkatiri em particular. A FRETILIN ganhou com uma pequena margem de 29 por cento dos votos contra 23 por cento do CNRT. A falta de uma maioria clara levantou preocupações sobre uma possível instabilidade e a necessidade de um governo de coligação. Alegadamente o CNRT tinha apoio preliminar da maioria dos outros partidos da oposição.
Na imprensa, houve relatos de que a FRETILIN tinha acordado num governo de coligação com o CNRT. Não é ainda claro o que isto significa em termos de escolha do novo primeiro-ministro ou como se dividirão as pastas governamentais entre os partidos políticos. É possível que no fim de Julho haja uma decisão, quando tomar posse o novo parlamento.
Em 26 Julho, o porta-voz do Secretário-Geral anunciou que dada a postura de há muito da ONU contra amnistias a genocídios, crimes contra a humanidade, crimes de guerra ou grandes violações dos direitos humanos, funcionários da ONU não testemunharão nos procedimentos da CTF ou aarão quaisquer passos que apoie o trabalho da CTF.
Opções: as opções disponíveis são:
uma inicial declaração presidencial focada en reforçar os resultados das eleições;
adiar a consideração sobre o tamanho futuro e o mandato da UNMIT até estar consolidado o novo governo;
considerr a repatriação de alguns polícias da UNMIT, em particular as unidades adicionais para a segurança das eleições autorizadas na resolução 1745 em Fevereiro;
enfatizar as áreas críticas tais como a formação do novo governo, a revisão do sector da segurança e a reconstituição da polícia, talvez pedindo um novo relatório do Secretariado em três meses (depois do esperado relatório de Agosto, o seguinte está previsto apenas para meados de Janeiro); e
assinalar que questões de responsabilização se mantém críticas para a estabilidade futura de Timor-Leste e que qualquer solução deve ser compatível com padrões internacionais, particularmente os relativos a crimes sérios.
Questões Chave
A questão chave para o Conselho a custo prazo é assegurar que a situação da segurança não se deteriore quando o novo governo for formado e começar a trabalhar. Um factor subjacente em relação a isso será se os partidos políticos em particular o CNRT e a FRETILIN conseguem chegar a uma forma de compromisso e formar um governo coerente e estável.
Uma questão imediata é se e quando se deve considerar mudanças no tamanho e mandato da UNMIT no período pós-eleitoral. Isso dependerá provavelmente da situação da segurança e do potencial para a instabilidade. Um outro factor é se haverá qualquer mudança no tamanho e no estatuto da ISF, dado que a força providencia apoio à UNMIT e capacidades de reacção rápida.
Uma questão a mais longo prazo é quando responder a aspectos chave do mandato da UNMIT, em particular:
reconstituir a polícia Timorense (no princípio de Junho 1,200 de cerca de 3,200 tinham completado o processo de escrutínio preliminar da UNMIT, e a reconstituição total pode levar três a cinco anos;
esboçar uma revisão compreensiva do sector de segurança, e o compacto de desenvolvimento para Timor-Leste conforme encarada na resolução 1704 que criou a UNMIT em Agosto 2006;
responder às carências de pessoal da UNMIT, particularmente investigadores de crimes sérios; e balancear o inter-jogo entre reconciliação e responsabilização para a violência de 1999 e a de Abril-Maio de 2006.
O Conselho e as Dinâmicas mais Alargadas
Parece haver uma alargada simpatia no Conselho por Timor-Leste especialmente considerando os desafios que o país enfrenta e o ambiente político incerto.
No seio do Conselho e do Grupo Central (Austrália, Brasil, França, Japão, Malásia, Nova Zelândia, Portugal, reino Unido e os USA) isto parece ter-se traduzido no apoio para continuar os correntes arranjos da UNMIT e da ISF por agora. Há a sensação que há muita coisa que falta alcançar antes de se explorar uma revisão dos correntes níveis da UNMIT.
Presentemente, não houve nenhuns sinais de propostas em contrário. Contudo, no seio do Conselho e do Grupo Central ainda se estão a definir posições, e as posições podem mudar dependendo dos desenvolvimentos no terreno, bem como das avaliações e recomendações específicas do Secretário-Geral.
Problemas Subjacentes
Mantém-se questões importantes relativas ao futuro de questões e de responsabilização relacionadas com a violência que envolveu o referendo da violência em 1999 e os distúrbios em Abril-Maio de 2006, incluindo a falta de seguimento de algumas das recomendações da Comissão Internacional de Inquérito.
Uma Comissão de Verdade e Amizade (CTF) entre Timor-Leste e a Indonésia foi criada para preparar um relatório de busca da verdade da violência de 1999. Isto seria o meio através do qual ambos os países "fechariam o capítulo " sobre crimes cometidos em Timor-Leste em 1999 ao mesmo tempo que preservariam relações bilaterais. A CTF foi renovada em Junho e os seu relatório final está agora agendado para Fevereiro de 2008. Até agora, a CTF conduziu três rondas de audições.
Contudo, a CTF atraiu consideráveis críticas internacionais, incluindo do Secretário-Geral, sobre partes dos seus termos de referência que permite recomendar amnistias para os envolvidos em violações de direitos humanos. A Comissão foi ainda criticada pelo modo como conduziu as audições nas quais indivíduos alegadamente envolvidos na violência de 1999 deram novas versões dos eventos, culpando às vezes outros actores, incluindo a ONU, sem contra-exame ou questionamento à luz de evidência contrária. Parece que a ONU escolheu não participar nas audições da CTF.
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Mais preconceitos anti-FRETILIN nos media Australianos
(Tradução da Margarida)
Fretilin – Comunicado de Imprensa - 31 Julho 2007
A FRETILIN negou hoje ter sido responsável pelo recente protesto contra o Primeiro-Ministro Australiano John Howard em Timor-Leste, e criticou sectores dos media Australianos por continuarem deliberadamente a relatarem de maneira imprópria eventos em Timor-Leste.
O website da estatal Australian Broadcasting Corporation em 26 de Julho relatou que “manifestantes da Fretilin empunhavam faixas anti-Australianas” no aeroporto de Dili nesse dia.
Contudo o deputado da Fretilin José Teixeira disse hoje que o protesto “foi uma acção espontânea de cidadãos Timorenses não ligados à Fretilin.
“A reportagem da ABC é a continuação de relatos preconceituosos e imprecisos de eventos em Timor-Leste que tentam mostrar a FRETILIN de forma negativa,” disse Teixeira.
“A ABC sabe perfeitamente que a FRETILIN nomeou porta-vozes que falam Inglês para fazerem a ligação com os media e lidou recentemente com eles em várias ocasiões. A ABC devia ter actuado profissionalmente e contactado connosco antes de ter feito o relato, sem qualquer evidência, que os manifestantes no aeroporto eram membros da Fretilin.”
Para mais informações, por favor contacte: José Teixeira (+670) 728 7080 ou mande um email para fretilin.media@gmail.com
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FRETILIN chronology up to the Restoration of Independence
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN
1 August 2007
FRETILIN chronology up to the Restoration of Independence
Set out below is a brief chronology of FRETILIN's history in the period up to the Restoration of Independence on 20 May 2002.
January 1970- A few young East Timorese begin discussing plans on how to achieve independence from Portugal. This group included Mari Alkatiri, Nicolau Lobato, Justino Mota and Jose Ramos Horta. They initiate a movement to advocate Timorese nationalism.
25 April 1974- Coup d'état (Carnation Revolution) in Portugal signifies the beginning of the process of decolonisation for the Portuguese Empire.
20 May 1974- Associação Social-Democrata Timorense or Association of Timorese Social Democrats (ASDT) was established to defend the right to immediate independence for the East Timorese people.
11 September 1974- ASDT is transformed into FRETILIN to unify all East Timorese. The concept of national unity is introduced.
11 August 1975- UDT initiates a "Coup d'état" with the Police Commander, Maggiolo Gouveia's support. UDT militants killed, threatened and burned the homes of Fretilin members and supporters.
Nicolau Lobato lost his younger brother, José Lobato, during the UDT coup.
11 August 1975- The FRETILIN leadership declares the General Armed Insurrection at Aisirimou – Aileu south of Dili.
20 August 1975- East Timorese troops decide to defend FRETILIN against the UDT coup. FALINTIL established as FRETILIN's armed wing. A civil war was fought between FRETILIN and UDT. Many people were killed and injured on both sides.
27 August 1975- Portuguese Governor Lemos Pires and his committee are evacuated from Dili by boat to the island of Ataúro just north of the capital. Timor-Leste was void of any administrative power.
October 1975- Indonesian Troops begin assault on the East Timorese border in preparation for a full scale invasion.
28 November 1975- FRETILIN unilaterally declares Timor-Leste as an independent nation with the name "República Demokrática Timor-Leste" (Democratic Republic of Timor Leste).
The decision to declare independence was taken by FRETILIN because they believed they would be more effective in getting international support against the expected Indonesian invasion and occupation if Timor-Leste was an independent nation (as opposed to a former Portuguese colony).
Also, many East Timorese said they would prefer to fight and die for an independent homeland as opposed to a Portuguese colony.
30 November 1975- FRETILIN forms first government. Xavier Amaral is chosen President and Nicolau Lobato Prime Minister. Mari Alkatiri is Minister for Political Affairs.
4 December 1975- FRETILIN Central Committee delegation who were also members of the RDTL Government leave Timor-Leste to carry out a diplomatic mission: Mari Alkatiri, José Ramos Horta and Rogério Lobato. Mari Alkatiri is appointed as head of the diplomatic mission.
7 December 1975- Indonesian military invasion of Timor Leste. FRETILIN evacuates Dili and retreats to the mountainous areas around Dili. Preparations for defending against a full scale invasion are well advanced with FRETILIN storing supplies of food and weapons in Timor-Leste's mountains for the life and death battle that was to come.
15 May 1976 to 2 June 1976- CCF Plenary Session II at Soibada to decide about the strategy for resistance against the Indonesian military occupation.
14 September 1977- Xavier do Amaral expelled from FRETILIN.
October 1977- Nicolau Lobato appointed President of FRETILIN, President of RDTL and commander-in-chief of FALINTIL. Mau Lear became Vice-President and Prime-Minister; Vicente dos Reis Sa'he was appointed National Political Commissar.
20 May 1978- President Nicolau makes his last national address to Timor-Leste.
31 December 1978- Indonesian Military shoot dead Nicolau Lobato in the central mountainous region of Maubisse.
March 1981- First Conference of Cadres to re-organise FRETILIN and define a new strategy to the resistance. FRETILIN creates CRRN – Conselho Revolucionário da Resistência Nacional (Revolutionary Council of National Resistance).
1983- José Ramos Horta leaves FRETILIN.
December 1987- FRETILIN leadership establishes CNRM - Conselho Nacional da Resistência Maubere (National Council of Maubere Resistance). The organs that direct CNRM are the FALINTIL Command and the FRETILIN Directive Commission. CNRM consists of three executive councils known as the Armed Front, the Clandestine Front and the Political/Diplomatic Front.
FRETILIN leadership decides that Xanana Gusmão is to leave FRETILIN and become the leader of East Timorese resistance to the Indonesian military occupation.
1991- Diplomatic Front Coordinating Commission is established outside of Timor-Leste to co-ordinate the activities of the resistance movement living abroad.
12 November 1991- Massacre at Santa Cruz. The international community condemns the Indonesian military for the killing of East Timorese protesters.
20 November 1992- Indonesian Military captures Xanana Gusmão. Ma' Huno takes place of Xanana Gusmão as leader of the resistance.
March 1993- Indonesian Military captures Ma' Huno. Konis Santana becomes the leader of the resistance.
1993- Ramos Horta and Xanana Gusmão propose to the internacional community a peace plan (Plan for Timor-Leste Autonomy). This plan proposes autonomy with Indonesia for 10 years with the possible extension of the autonomy period before a referendum on whether Timor-Leste becomes independent is held.
FRETILIN external delegation reject Peace Plan because the proposal is contrary to FRETILIN's principle "Mate ka Moris, Ukun rasik a'an" (literal: Dead or Alive, Independence) and also because the FRETILIN leadership was aware of the risk of the Indonesian military buying off the East Timorese independence movement during the autonomy period.
The FRETILIN leadership, particularly the FRETILIN external delegation led by Mari Alkatiri in Africa and Estanislau Da Silva in Australia, firmly believed that if Timor-Leste was to become an autonomous region of Indonesia it would never gain independence. Also, the autonomy plan does not proceed because Timorese youth activists both within Timor-Leste and outside Timor-Leste disagree with the proposal.
11 March 1998- Konis Santana dies in Ermera district, west of Dili.
25 April to 27 April 1998- National Timorese Convention at Portugal.
CNRM becomes CNRT because UDT did not accept the word "Maubere" as the East Timorese national identity. The Convention approves the "Magna Carta" which reinforces the concept of national unity as the means to liberate Timor-Leste.
15 to 20 August 1998- FRETILIN National Extraordinary Conference at Sydney-Australia.
Lu Olo elected General Coordinator of the Presidential Council of FRETILIN, Mari Alkatiri elected First Vice-Coordinator and Ma'Huno elected Second Vice-Coordinator. Ma'Hodu Ran Kadalak is chosen Secretary to Political Secretariat of FRETILIN.
30 August 1999- Independence Referendum in Timor-Leste.
4 September 1999- Election results are announced with the majority of the Maubere people voting for independence.
Indonesian military and its militia terrorise the people of Timor-Leste. They kill many people and burn down the country's infrastructure.
20 September 1999- INTERFET arrives in Timor– Leste.
October 1999- Mari Alkatiri and Lu Olo meet each other in Timor-Leste. They discuss the re-organisation of FRETILIN.
15 May to 20 May 2000- General Conference of Cadrers at Dili with 1250 representatives: FRETILIN from all districts and the diáspora (Timorese from various countries - Austrália, United Kingdom, Portugal, Mozambique and Italy) attend the General Conference of
Cadres.
10 July to 15 July 2000- First FRETILIN Extraordinary Congress at Dili. Lu Olo elected President and Mari Alkatiri Secretary General.
30 August 2001- Elections for the Constitutional Assembly with 88
seats. FRETILIN wins 55 seats.
September 2001- Lu Olo elected as President of the Constitutional Assembly.
20 May 2002- Restoration of Timor-Leste's independence. Mari Alkatiri sworn in as Prime Minister of RDTL. The FRETILIN government commences its period in power as the first constitutional government.
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Forecast August 2007: Timor-Leste
UN Security Council – 30 July 2007
Expected Council Action
Later in August, the Council is due to receive a report from the Secretary-General with recommendations on the future of the UN Integrated Mission in Timor-Leste (UNMIT). It is unclear whether Council members will want to address in August the issue of the mandate and size of the mission in the post-election period. Some preliminary thinking is nonetheless likely once members receive the report, especially in light of the situation in the country following the recent elections.
If the situation remains calm it seems likely that Council discussion will be left until September. A Secretariat briefing is likely. UNMIT's mandate expires on 26 February 2008.
Key Recent Developments
The situation in Timor-Leste remains fragile. An estimated 100,000 (about 12 percent of the population) are internally displaced and continue to live in camps more than a year after the violence in April-May 2006. Emergency assistance activities of the UN refugee agency (UNHCR) ceased in early July because of a shortage of funds.
In a largely peaceful second ballot in early May, José Ramos-Horta was elected president over Francisco Guterres (of the Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente, or FRETILIN).
Violent clashes preceded the parliamentary elections held on 30 June. These clashes reportedly involved political supporters of the Congresso Nacional da Reconstrução de Timor (or CNRT, under the leadership of former President Xanana Gusmão) and FRETILIN (under the leadership of former Prime Minister Mari Alkatiri). UNMIT police and Australian-led International Stabilisation Force (ISF) troops intervened to contain violence. In late July Australian Prime Minister John Howard visited Timor-Leste and was asked by the country's president to keep the forces through 2008. Howard promised "not to turn our backs on the people of East Timor".
The parliamentary elections were largely a contest between CNRT and FRETILIN, and Gusmão and Alkatiri in particular. FRETILIN won with a small margin of 29 percent of the vote against 23 percent for CNRT. The lack of a clear majority raised concerns over possible instability and the need for a coalition government. CNRT reportedly had preliminary support from most other opposition parties.
At press time, there were reports that FRETILIN had agreed to a coalition government with CNRT. It is still unclear what this will mean in terms of choosing the new prime minister or how cabinet posts will be divided among political parties. A decision is possible by the end of July, when the new parliament is inaugurated.
On 26 July, the spokesperson for the Secretary-General announced that because of the long standing position of the UN against amnesties for genocide, crimes against humanity, war crimes or gross violations of human rights, UN officials will not testify at CTF proceedings or take any other steps that would support the work of the CTF.
Options: Available options are:
an early presidential statement focussed on reinforcing the outcome of the elections;
postponing consideration of UNMIT's future size and mandate until the new government is consolidated;
considering repatriation of some of UNMIT's police, in particular the additional units for election security authorised in resolution 1745 in February;
emphasising critical areas such as the formation of the new government, the review of the security sector and the reconstitution of the police, perhaps by requesting a new Secretariat report in three months (after the expected August report, the next one is only due by mid-January); and
signalling that accountability issues remain critical to Timor-Leste's future stability, and that any solution must be compatible with international standards, particularly regarding serious crimes.
Key Issues
The key issue for the Council in the short term is ensuring that the security situation does not deteriorate as the new government is formed and starts to work. An underlying factor in that regard will be whether the political parties-particularly CNRT and FRETILIN-can reach a compromise and form a stable and coherent government.
An immediate issue is whether and when to consider changes to UNMIT's size and mandate in the post-election period. This is likely to depend on the security situation and the potential for instability. Another factor is whether there will be any changes to ISF's size and status, since the force provides a backstop to UNMIT and quick reaction capabilities.
A longer term question is when to address key aspects of UNMIT's mandate, in particular:
reconstituting the Timorese police (by early June 1,200 out of about 3,200 had completed UNMIT's preliminary screening process, and full reconstitution could take three to five years);
drafting the comprehensive review of the security sector, and the development compact for Timor-Leste as envisaged in resolution 1704 which created UNMIT in August 2006;
addressing shortfalls in UNMIT's personnel, particularly investigators of serious crimes; and
balancing the interplay between reconciliation and accountability for the 1999 and April-May 2006 violence.
Council and Wider Dynamics
There seems to be wide sympathy in the Council for Timor-Leste especially considering the challenges the country faces and the uncertain political environment.
Within the Council and the Core Group (Australia, Brazil, France, Japan, Malaysia, New Zealand, Portugal, the UK and the US) this seems to have translated into support to continue the current UNMIT and ISF arrangements for the time being. There is a sense that much remains to be accomplished before a revision of current UNMIT levels is explored.
At press time, there were no signals of proposals to the contrary. However, positions are still being formed within the Council and the Core Group, and positions may change depending on developments on the ground, as well as the assessment and specific recommendations of the Secretary-General.
Underlying Problems
Important questions remain regarding the future of accountability issues relating to the violence surrounding the 1999 independence referendum and the riots in April-May 2006, including the lack of follow-up on some of the recommendations of the International Commission of Inquiry.
A Commission of Truth and Friendship (CTF) between Timor-Leste and Indonesia was established to prepare a truth-seeking report on the 1999 violence. This was the means by which both countries would "close the chapter" on crimes committed in East Timor in 1999 while preserving bilateral relations. The CTF was renewed in June and its final report is now due by February 2008. So far, the CTF has conducted three rounds of hearings.
However, the CTF has attracted considerable international criticism, including from the Secretary-General, regarding the parts of its terms of reference allowing it to recommend amnesty for those involved in human rights violations. The Commission has also been criticised regarding the conduct of hearings in which individuals allegedly involved in the 1999 violence have offered new versions of events, sometimes blaming other actors, including the UN, without cross-examination or questioning in light of contrary evidence. It seems the UN has chosen not to participate in CTF hearings.
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Impressões de um novo dia
Público – 30 Julho 2007
Das palavras de Fernando de Araújo Lasama, o novo Presidente do Parlamento Nacional, retive o empenho na continuidade das relações “históricas” com Portugal. Gostei. Tanto mais que havia muito quem, de entre os cooperantes portugueses, à boca pequena, falasse do perigo que corriam as relações de Timor com Portugal se houvesse mudança na Nação timorense, com isto dando voz ao receio de ver diminuído a presença portuguesa se os comandos mudassem de mãos. Ilusão, engano, desconhecimento?
Apeteceu-me ir buscar um pedaço de algodão e limpar o ecrã da televisão, com isso tornando a imagem mais nítida. As imagens da RTTL não enganam. É dia de festa – mais uma - da democracia. Mas, o ambiente é de crispação a condizer com o semblante carregado de muitos deputados, alguns deles mastigando furiosamente o que pode ser pastilha elástica... No momento da certeza de vitória de Lasama irromperam palmas no hemiciclo em honra do eleito. Com 41 votos contra os 24 de Aniceto Guterres, Fernando de Araújo Lasama fez questão de marcar o primeiro acto pós-eleição com um cumprimento, um grande abraço, ao seu adversário.
De comum, entre estes dois homens, o terem feito ambos parte da RENETIL - a organização de resistência formada por estudantes que se batiam pela independência enquanto estudavam na Indonésia -, a mesma postura calma, o ar dialogante, simples, humano.
Palmas, cumprimento, mais palmas e discurso do Presidente eleito. Fernando Lasama apelou ao diálogo, à concórdia entre os deputados e realçou a necessidade de boas relações entre os vários partidos no Parlamento.
E depois de também abraçado Lu Olo e sentado Lasama, o novo Presidente acabadinho de eleger pela maioria dos representantes da Nação, manteve-se o ex-Presidente sentado na mesa da presidência, apenas mudando para o lado esquerdo do eleito. Fiquei na dúvida: seria uma inovação protocolar, seria mesmo essa a exigência do protocolo ou seria antes a força do hábito a dificultar a saída de cena de ex-presidente Lu Olo?
Escusada, esta nodoazinha no comportamento de Francisco Guterres Lu Olo que, nestes cinco anos, pautou o seu mandato com uma atitude bem discreta, em nada transparecendo qualquer fascinação pelas luzes da ribalta!
Talvez fosse apenas mau serviço protocolar, aliás, notório com a indelicadeza de tratamento dado ao Presidente da República pelos “donos da casa” que quase o ignoraram à chegada ao Parlamento, esquecendo-se de que se tratava da primeira figura da Nação…
O protocolo não esteve nada bem e até se esqueceu de organizar os cumprimentos ao Presidente do Parlamento eleito. Depois de muitos longos minutos de desorganização, Fernando Lasama, sozinho, um bocado perdido, lá recebeu, finalmente, os cumprimentos de deputados e convidados.
A sensação que ficou da última sessão da I legislatura e da primeira da II legislatura é que havia alguma relutância dos da I em ceder o lugar de superioridade aos da II… E isso era escusado, especialmente quando andamos a apregoar à boca cheia que a alternância é normal em democracia, bla, bla, bla. Na prática, foi o que se viu.
Em dia de tomada de posse do novo Parlamento, o povo kiik da rua manifesta à RTTL a vontade de que os novos deputados dêem atenção aos seus problemas, que os partidos e os líderes deixem de se digladiar, que precisam de paz para poderem estudar, que o país tem de ser desenvolvido e bem governado…
Entretanto, num almoço de despedida de mulheres parlamentares - por sinal todas da antiga maioria, a da I legislatura -, sugeria uma das que não fora eleita que as da II poderiam contar com a sua ajuda. Aliás, a senhora espera mesmo que lhes peçam ajuda. Ela sabe do que fala pois aprendeu uma coisas e sempre pode dar umas dicas a quem quer que delas precise nas comissões…
E com um dia tão cheio de pequenas-grandes coisas quase acreditei que tudo ia bem na terra de “Timor-Lorosae” como disse alto e sem medo o novo presidente do novo Parlamento.. Engano meu! Ao fim da tarde, jaziam espalhados na rotunda do aeroporto pedregulhos atirados ao carro de um líder político que passava escoltado pela polícia internacional…
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Ramos-Horta, "Lasama" e Xanana Gusmão à frente de Timor
Jorge Heitor – 31 Julho 2007
Fernando “Lasama” de Araújo, de 44 anos, líder do Partido Democrático (PD), foi ontem eleito presidente do Parlamento de Timor-Leste, com 41 votos, face aos 24 alcançados pelo candidato da Fretilin, o jurista Aniceto Guterres Lopes.
“Este resultado foi o teste final que faltava para que o Presidente Ramos-Horta convide a Aliança com Maioria Parlamentar (AMP) a formar Governo, ficando Xanana Gusmão como primeiro-ministro e o presidente do Partido Social Democrata, Mário Carrascalão, como vice-primeiro-ministro”, declarou ao PÚBLICO o secretário-geral da Associação Social Democrata Timorense, Gil da Costa Alves. Ele próprio candidato a um dos dois lugares de vice-presidente do Parlamento, num escrutínio a efectuar hoje.
“É realmente muito difícil não convidar Xanana para procurar constituir Governo, a partir de amanhã”, concordou o secretário-geral da associação monárquica KOTA, Manuel Tilman, também ele candidato a uma das vice-presidências da câmara legislativa. Tal como o são Ilda Maria da Conceição, da Fretilin, e Vicente Guterres, do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT).
O secretário-geral adjunto desta última formação, Duarte Nunes, explicou ao PÚBLICO que “Lasama” foi eleito com os 37 votos da AMP (CNRT, PSD, ASDT e PD) mais os três do Partido de Unidade Nacional, de Fernanda Borges, e um dos dois da Unidade Nacional Democrática da Resistência Timorense (Undertim).
Quanto ao candidato derrotado para a presidência do Parlamento, somou aos 21 votos da Fretilin os dois da Aliança Democrática constituída pelo KOTA e o Partido Popular; e ainda o do segundo deputado da Undertim.
“Lasama”, que na década de 1990 chegou a conviver numa prisão de Jacarta com Xanana Gusmão, afirmou-se “emocionado e optimista” por ter passado a ser formalmente a segunda figura do Estado, a seguir ao Presidente da República, agradecendo a confiança nele depositada por todos os que se aliaram para afastar a Fretilin do poder.
Entretanto, novos actos de violência se verificaram na cidade de Díli logo a seguir à escolha do novo presidente do Parlamento. Dezenas de partidários da Fretilin apedrejaram viaturas nas ruas da capital, segundo disse à Reuters o comandante da polícia, Mateus Fernandes, que ordenou cinco detenções.
Porém, o presidente desse mesmo partido, Francisco Guterres, “Lu Olo”, em Maio vencido por Ramos-Horta na segunda volta das presidenciais, felicitou os deputados que “irão participar na formação do novo Governo, nesta semana ou na próxima”.
O novo Parlamento tem menos 33 lugares do que o anterior e foi eleito para uma legislatura de cinco anos, durante a qual se irá procurar ultrapassar a crise política de 2006, acompanhada por uma agitação social que levou dezenas de milhares de pessoas a deixar as suas casas e a ir viver para centros de acolhimento.
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More anti-FRETILIN bias in Australian media
Fretilin – Media release - 31 July 2007
FRETILIN today denied it was responsible for a recent protest against Australian Prime Minister John Howard in Timor-Leste, and criticised sections of the Australian media for continuing to deliberately misreport events in Timor-Leste.
The website of the State-owned Australian Broadcasting Corporation on July 26 reported that “Fretilin party protestors waved anti-Australian banners” at Dili airport that day.
However Fretilin parliamentarian Jose Teixeira said today the protest “was a spontaneous action by East Timorese citizens unconnected with Fretilin.
“The ABC report is a continuation of inaccurate and biased reporting of events in Timor-Leste attempting to cast FRETILIN in a negative light,” Teixeira said.
“The ABC is fully aware that FRETILIN has appointed English-speaking spokespersons to liaise with the media and has dealt with them recently on several occasions. The ABC should have acted professionally and contacted us before reporting, without any evidence, that the airport protesters were Fretilin members.”
For more information, please contact: Jose Teixeira (+670) 728 7080 or send an email to fretilin.media@gmail.com
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Indonesia criticises UN chief over stance on E Timor commission
DPA – Tue, 31 Jul 2007 07:44:40 GMT
Jakarta - Indonesia's Foreign Minister Hassan Wirajuda has criticized UN Secretary General Ban Ki Moon over his stance on the truth commission probing human rights abuses related to East Timor's 1999 vote for independence, a local media report said Tuesday. Ban told United Nations officials last week not to testify before the Indonesia-East Timor Commission of Truth and Friendship unless the commission drops its recommendation that those responsible for serious crimes be amnestied.
"The UN has to realize this is a reconciliation process and not a prosecutorial one," The Jakarta Post quoted Wirajuda as saying in Manila, where he is attending an annual series of meetings of the Association of Southeast Asian Nations.
"We never forced Timor-Leste (East Timor) to agree, but they realized it was important to solve our past problems without sacrificing our friendship and cooperation," he added.
Wirajuda argued that the UN so far has not offered an alternative to settle the past problems involving East Timor and Indonesia. He added the strict prosecutorial approach applied by the United Nations in similar cases elsewhere in the world has failed to address issues of impunity and to solve problems comprehensively.
The Indonesia-East Timor Commission of Truth and Friendship (CTF), similar to South Africa's post-apartheit Truth and Reconciliation Commission, had been scheduled to conclude its job in August after it was extended for one year in 2006. But the two countries agreed last month to extend the mandate for another six months to allow the commission to work until February 2008.
Unlike the one in South Africa, the CTF has no decision-making power and cannot prosecute anyone. The commission can only make recommendations to parliaments of both sides.
It recommends amnesty to those found responsible for committing gross human rights violations.
Human-rights groups have criticized the commission because it lacks the ability to bring senior members of the Indonesian Armed Forces to justice for ordering military-backed militias to massacre Timorese civilians and raze villages.
Indonesia invaded East Timor in 1975 and occupied the former Portuguese colony for 24 years. As many as 200,000 civilians died during that period.
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Timor-Leste: Governo criou Parque Natural Konis Santana
Lusa - 31 de Julho de 2007, 09:27
Díli - O Conselho de Ministros timorense aprovou a criação do Parque Natural Nino Konis Santana, "o primeiro de uma rede nacional de protecção da natureza", informou hoje uma nota do gabinete do primeiro-ministro.
O parque natural situa-se no leste do país, "com 68 mil hectares em terra e 55 mil hectares no mar".
"Timor-Leste tem uma elevada prioridade, internacionalmente reconhecida, no âmbito da conservação da biodiversidade marinha e terrestre", explica o governo no comunicado sobre a decisão tomada em reunião de 27 de Julho.
O território timorense "integra a região de 'Wallacea', localizada no chamado 'Triângulo de Coral', muito rica pela variedade e pela singularidade da sua flora e fauna", refere.
"A estratégia de desenvolvimento e consolidação da protecção da área do novo Parque Nacional visa assegurar equidade na distribuição dos benefícios ambientais entre as comunidades locais, a protecção da biodiversidade própria da área, a conservação e gestão dos aquíferos e o reconhecimento da propriedade tradicional e da sua utilização pelas comunidades residentes na área do Parque", lê-se no comunicado.
O Parque Nacional Nino Konis Santana, diz o gabinete do primeiro-ministro, "cumpre os requisitos de parque internacionalmente reconhecido pela União Mundial para a Natureza (Paisagem protegida, Categoria V) em que as interacções culturais locais com a natureza são mantidas, conciliando a protecção ambiental com a extracção sustentável de recursos e meios de vida pelas comunidades locais".
O novo parque abrange uma zona da ponta leste da ilha de Timor habitada continuamente desde há 40 mil anos.
É uma área "muito rica do ponto de vista do património arqueológico, além de incluir locais evocativos da passada presença colonial portuguesa, bem como do período da ocupação japonesa, no decurso da II Guerra Mundial".
O nome do parque foi escolhido em homenagem ao falecido Konis Santana, herói nacional timorense e comandante das Falintil, natural de Tutuala, uma vila do distrito de Lautém integrada na reserva natural.
PRM-Lusa/fim
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Indonesia rejects UN boycott demand
ABC Rádio Australia
Last Updated 31/07/2007, 21:58:24
Indonesian Foreign Minister has called on a commission set up to examine violence surrounding East Timor's 1999 independence vote to ignore a UN boycott threat.
The United Nations warned last week that it would not send any officials to testify to the Indonesia-East Timor Commission for Truth and Friendship unless it changes its terms of reference.
Speaking in Manila, Hassan Wirayuda said it's important for Indonesia and East Timor to be confident about the process.
And East Timor's acting prime minister Estanislau da Silva also said separately that the commission had the support of both governments.
Mr Wirayuda says the UN has offered no alternative solution to the commission and also had an interest in its officials not testifying.
Indonesia has long accused UN workers of favouring pro-independence supporters during the ballot and instigating some electoral fraud to help them.
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terça-feira, julho 31, 2007
Timor-Leste: Parlamento escolhe vice-presidentes, ambos da Aliança para a Maioria Parlamentar
Lusa - 31 de Julho de 2007, 13:45
Díli - O parlamento timorense elegeu hoje os vice-presidentes, ambos da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), um dia depois da escolha do presidente, Fernando "La Sama" de Araújo, a segunda figura na hierarquia do Estado.
Os deputados Vicente da Silva Guterres, do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), e Maria da Paixão de Jesus da Costa, da coligação Associação Social Democrática Timorense e Partido Social Democrata (ASDT/PSD), foram eleitos para as duas vice-presidências do parlamento.
Maria Terezinha da Silva Viegas, do CNRT, foi escolhida para secretária da mesa da assembleia.
Como vice-secretárias foram eleitas Maria da Costa Exposto (ASDT/PSD) e Teresa Maria de Carvalho, do Partido Democrático (PD), o terceiro partido da AMP.
A escolha dos vice-presidentes acontece também na véspera da data em que o Presidente da República, José Ramos-Horta, prometeu anunciar quem vai convidar para formar o IV Governo Constitucional de Timor-Leste.
A Fretilin, que venceu as eleições de 30 de Junho sem maioria absoluta, e a Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), que agrupa o CNRT, a ASDT/PSD e o PD, conseguindo assim a maioria dos deputados, disputam o direito de serem chamadas a formar governo, cujo mandato é de cinco anos.
PRM-Lusa/Fim
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UNMIT - Security situation
ENGLISH VERSION
This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about the security situation around the country.
Tuesday, 31 July 2007
The security situation across the country has generally been calm.
Today in Dili district, UNPol were required to attend two incidents involving rock throwing. The first incident was an unconfirmed report indicating that a group was throwing rocks at government vehicles driving by Comoro Road. Later in the day, UNPol responded to another report of rock throwing in the vicinity of Landmark supermarket. When UNPol arrived at both scenes, no such activities were taking place. However, a UN vehicle has been reported to have been stoned in the vicinity of the second incident. The extent of the damage to the vehicle has not yet been released.
UNPol, PNTL and the ISF are working together to provide security to the people of Timor-Leste. The UNPol Election Security Plan is currently in Phase Four, the post-elections phase. UNPol, PNTL and the Formed Police Units remain deployed and are on stand-by for any post-elections clashes or victory processions. The International Stabilisation Forces are also on stand-by, ready to be deployed upon request.
The police would like to remind the people of Timor-Leste that they require valid driving licenses before they are allowed to drive on the roads. All vehicles should also display valid license plates. These measures are in place to help ensure road safety.
The Police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Please report any suspicious activities. You can call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.
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CONSELHO DE MINISTROS APROVA CRIAÇAO DO PARQUE NACIONAL NINO KONIS SANTANA
Gabinete do primeiro-ministro
Informação à Comunicação Social
esta ZONA NATURAL PROTEGIDA FICA na ponta leste e os seus 68.000 hectares em terra e 55.000 no mar visam preservar um património nacional muito rico
Dili, 30 de Julho de 2007 – O Conselho de Ministros de Timor-Leste aprovou na sua reunião de 6ªfeira, 27 de Julho, o estabelecimento do Parque Nacional Nino Konis Satana que se constitui como o primeiro de uma Rede Nacional de protecção da natureza.
Timor-Leste tem uma elevada prioridade, internacionalmente reconhecida, no âmbito da conservação da biodiversidade marinha e terrestre. O seu território integra a região de “Wallacea”, localizada no chamado “Triângulo de Coral”, muito rica pela variedade e pela singularidade da sua flora e fauna.
O Parque Natural Nino Konis Santana, integrando as vertentes terrestre e marinha, está a ser desenvolvido no terreno em ampla consulta e colaboração estreita com as comunidades que nele vivem.
O governo de Timor-Leste tem adoptado uma abordagem moderna da gestão ambiental, privilegiando a acção conjunta do governo e das comunidades locais, com envolvimento de parceiros da sociedade civil.
A estratégia de desenvolvimento e consolidação da protecção da área do novo Parque Nacional visa assegurar equidade na distribuição dos benefícios ambientais entre as comunidades locais, a protecção da biodiversidade própria da área, a conservação e gestão dos aquíferos e o reconhecimento da propriedade tradicional e da sua utilização pelas comunidades residentes na área do Parque.
O Parque Nacional Nino Konis Santana cumpre os requisitos de parque internacionalmente reconhecido pelo IUCN (Paisagem protegida, Categoria V) em que as interacções culturais locais com a natureza são mantidas, conciliando a protecção ambiental com a extracção sustentável de recursos e meios de vida pelas comunidades locais.
O Parque Nacional Nino Konis Santana visa preservar um muito rico e variado património natural, cultural e histórico e integra a totalidade da ponta leste de Timor-Leste, com aproximadamente 68 mil hectares de terreno e mais de 55 mil de área marítima, num total de 123.600 hectares.
A área do Parque inclui um amplo leque de paisagens terrestres e marinhas, incluindo extensos recifes de coral, além da maior área sobrevivente de terras alagadas tropicais e de floresta tropical de monção naquela zona.
O novo parque é baptizado com o nome do falecido herói nacional da resistência e antigo comandante das Falintil, Nino Konis Santana, natural de Tutuala, uma emblemática vila do distrito de Láutem integrada na área do Parque.
Edos sta zona do país foi um baluartes do movimento de resistência e de luta pela Independência de Timor-Leste, além de constituir historicamente um símbolo profundo mítico, cultural e histórico para o povo de Timor-Leste.
Habitada continuamente desde há 40 mil anos, a zona da ponta leste que o Parque Nacional Nino Konis Santana abrange é muito rica do ponto de vista do património arquelógico, além de incluir locais evocativos da passada presença colonial portuguesa, bem como do período da ocupação japonesa, no decurso da II Guerra Mundial.
Este projecto está a ser desenvolvido em parceria com a organização não governamental BirdLife International, com o apoio do Departamento de Ambiente e Alteração Climática do Governo do Estado Australiano da Nova Gales do Sul.
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Sinais & Coincidências
Militares australianos cercam campo de refugiados do aeroporto sem razão aparente. PM australiano Howard já não se encontrava em Díli, onde esteve sem ser convidado.
PR Ramos-Horta prestes a fazer convite para Primeiro-Ministro.
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Um esclarecimento do ministério timorense dos Negócios Estrangeiros
Jorge Heitor – 30 Julho 2007
The Acting Minister of Foreign Affairs and Cooperation as well as Vice Minister of Foreign Affairs, Mrs. Adaljiza Magno, reiterated today that Timor-Leste’s position on the question of Taiwan has been a strict adherence to a “One China Policy “, recognizing the People’s Republic of China as the beneficiary of that policy.
“There is only one China in the world and Taiwan is part of China”, she commented. She added that, “Taiwan independence and separatist activities can never change the reality that Taiwan is an inalienable part of China and they can never change Taiwan’s status in the International Community”.
H.E. Adaljiza Magno stated that from day one; Timor-Leste has established formal diplomatic relations with the People’s Republic of China and strongly recognizes that there is only one China, not two. She said that Timor-Leste adopted the One China Policy because of the very close cooperation between the two countries which has been of enormous benefit to both. She added that Timor-Leste’s position is a consensus position adopted by the vast majority of member states of the United Nations.
Referring to an article which appeared in this week International Herald Tribune on Taiwan’s bid to become a member state of the United Nations, H.E. Adaljiza Magno explained that on Monday 23rd July, the United Nations publicly rejected Taiwan’s application. The world body reiterated its adherence to its “One China Policy” and its recognition of the Chinese government in Beijing. She pointed out Russia’s position on the issue, dated 23rd July, which opposes any sort of Independence for Taiwan and that of Bangladesh, who’s Foreign Minister touhid Hossain said on Monday 23rd July that there is only one China and Taiwan is part of China.
Meanwhile, Acting Minister of Foreign Affairs and Cooperation H.E. Adaljiza Magno, Advised Timor-Leste’s Delegation to UNGA 2007, to speak in support of the Chinese side. The UNGA 2007 meeting will take place in September 2007.
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Dos Leitores
Tradução da Margarida:
Dos Leitores
Miguel Carreira deixou um novo comentário na sua mensagem "Time to face the raw and naked truth":
Caro Senhor,
Como pode ver, sou um cidadão Português que fala Inglês e que trabalha para uma companhia privada Portuguesa aqui em Timor.
Não acredito que quer a Austrália quer a Indonésia ignorem a história de Timor, em grande parte porque fazem também parte dela. Em relação ao conhecimento da geografia por Portugal, bem, vê como é o mapa do mundo? Metade dele foi feito por navegadores portugueses, e eu gostaria de comparar os meus conhecimentos de geografia e de viagens um destes dias, consigo, meu caro.
Considere também por favor o facto de haver uma ligação Portuguesa com um lugar no outro lado do mundo, e respeite-a, tanto quanto eu respeito o facto de os Australianos ainda cantarem "Deus salve a rainha ".
Se a escolha de uma língua nativa está apenas ligada a razões económicas já estaríamos a falar Inglês agora. O simples facto de estar a escrever este comentário em Inglês devia levá-lo a pensar quem é que tem limitações, os que apenas falam uma língua ou os que falam mais de uma. Qualquer país desenvolvido fala Inglês, sim, mesmo os dinamarqueses e os portugueses o aprendem na escola, bem como geografia e também história!
Por isso, está a ver, o problema não é ensinar os timorenses a falarem inglês, eles falarão, logo que tenham uma educação adequada como qualquer um de nós, o problema é que todas as nações de língua nativa inglesa não querem falar mais nada do que apenas a sua. Mas meu caro, isso é um problema que o resto do mundo já ultrapassou há muito tempo.
Timor-Leste é a mais jovem nação do mundo, eles dão valor à sua identidade e independência mais que ninguém (e eles não cantam Deus salve a rainha doutro país, nem mesmo uma Portuguesa!). Além de serem católicos precisa de considerar o que os torna diferentes dos países circundantes:
- Apenas as fronteiras políticas ?
- Os seus costumes ?
- A sua raça ?
- A sua bandeira ?
Pode ser tudo isso junto, BEM COMO A LÍNGUA. O inglês torna-os cidadãos do mundo, o Português torna-os Timorenses nesta parte do mundo.
Assim, está a ver, qualquer país Zé Ninguém como Portugal ou Timor-Leste pode ensinar e aprender inglês, mas isso não faz deles o que eles são.
Em relação à falta de investimento Português, é um problema de recursos naturais, meu caro. Compare com a Dinamarca, por exemplo. Mas isso nunca impediu de sermos quem somos, nem falamos dinamarquês como língua nativa também por causa disso, ou espanhol, ou seja a língua de quem quer que tenha mais investimento. A importância económica da língua está exagerada na sua declaração, meu caro. O dinheiro não fala língua nenhuma, só lhe interessa o lucro.
Como nota final, aqui em Timor-Leste, os Australianos, Indonésios e Portugueses dão-se todos bem e não ligam peva a jogos políticos ocos.
Espero que publique este comentário dado que sinto que tenho o direito de resposta.
Respeitosamente
Miguel Carreira
De Timor-Leste
***
Blog Na'in deixou um novo comentário na sua mensagem "Dos Leitores":
Caros Senhor Carreira,
Como autor do artigo, vou a responder-lhe em português.
Se o presidente da República Portuguesa pudesse enfrentar a verdade bruta e nua, por quê não pode vocês podem fazer o mesmo?
Para a grande maioria de asiáticos, Portugal não é um outro país, é um outro planeta. Os �nicos laços actuais entre Portugal e a Ásia são os com antiguas colónias.
Quantos vôos directos há entre Portugal e a Ásia? NENHUNS. Quantos portugueses vivem em países asiáticos como Singapura, Malásia? QUASE NENHUNS. Quantas companhias privadas portuguesas investem naqueles pa�ses. QUASE NENHUNS.
É isto o mesmo país que nos diu exploradores intrépidos no século XVI?
A promoção da língua portuguesa na Ásia é uma causa que apoio, mas não deve ser a única razão para que os portugueses (ou brasileiros) estiveram lá.
A propósito do estatuto da monarca britânica como chefe de estado da Austrália, há muitos australianos que acham que é un anacronismo ridículo. Se o referendum de 1999 lhes ofrecessem a opção de um presidente elegido pelo povo, como em Portugal, o resultado teria sido diferente.
Entanto, quantos golpes de estado tem havido na Austrália? Quantos ditadores militares têm tido? Quantas revoluções? Com certeza, muitos australianos desejam uma república, mas não uma república à portuguesa, graça a Deus.
Embora defenda a língua portuguesa dos ataques dos australianos e indonésios, não é a única língua oficial.
Quanto a arrogância linguística, os lusófonos são tão culpados desta como os anglo-saxónicos. Há portugueses e brasileiros em Timor que ficam num ghetto lusófono, sem comunicar com timorenses que não falam português. Espero que o senhor não seja um deles.
Blog Na'in
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Comentários perdidos
Perdemos os comentários de hoje dos leitores. Pedimos desculpa e transcrevemos aqueles que conseguimos recuperar:
Comentário na sua mensagem "Timor: Fernando «La Sama» eleito presidente do Par...": Aniceto Guteres teve 24 votos: 21 da Fretilin, 2 da AD e o outro???
Aceitam-se apostas
***
quintino deixou um novo comentário na sua mensagem "Xanana":
Concordo plenamente consigo, Malai Azul.Embora tenha uma pequena, minúscula até, percepção do que se passa nesse lado do Mundo, tenho para mim que tanto Xanana Gusmão como Ramos Horta são parte do problema e não da solução.
De qualquer modo, felicidades para Timor Lorosae e para o seu bom povo que bem a merece.
Vou tentar começar a passar por cá com mais assiduidade.
***
Valek deixou um novo comentário na sua mensagem "Xanana na iminência de ser convidado por Horta par...":
A formação do novo governo timorense está a constituir um problema gravíssimo. Se não for resolvido com prudência e inteligência, passará a ser uma enorme tempestade para todos principalmente para o povo. Esta tempestade foi semeada pelos lideres políticos que neste momento estão a lutar pelo poder e pela sua autorealização. Todos querem estar no governo sem olhar para sí próprio se tem ou não qualidades requeridas para estar no governo. Ser primeiro ministro não basta ser bonito, charmoso ou carismático. Acabando a eleição já começam a não aceitar o resultado dos votos, acham que isto faz parte do perfil de um lider democrático? Até dormir sabe que não é.
A eleição traduz a democracia. Houve uma eleição e quem a ganhou foi a Fretilin. Porque agora tanta manipulação? Devemos respeitar a voz do povo que não quer mais violências em Timor. O povo votou em Fretilin e quer que esta forme o governo aconteça o que acontecer. Os outros partidos não querem procurar respeitar o resultado. Esqueceram-se das suas ideologias políticas partidárias e agora coligaram-se, formando esse AMP para ter mais votos que o partido mais votado, a fretilin. Realmente quem teve esta iniciativa é mesmo um grande sedutor. Aqueles que entraram na sedução não são políticos persistentes. Eles só querem explorar o poder, fingindo que amam o povo. Esforçam-se a todo o custo, mesmo com uma política nua, para conseguir a liderança.
Agora começam a falar da constituição. Cada um interpreta como entender. Os AMPs começam a acreditar que a constituição os favorece. Ao fim ao cabo tudo é manipulado para fortificar a sua concorrência com a fretilin.
Porque é que esse AMP não foi feito antes da eleição? Se calhar já passou pela cabeça de alguém de AMP, mas tinha receio de não conseguir obter muitos votos, então resolveram ficar cada um um no seu partido para depois é que se juntarem. Que grande jogada política. Quem é que não adivinha esta política suja? Se o AMP existisse antes, a fretilin ganharia com muitos votos, visto que o primeiro nasceu propositadamente para vingar da fretilin não para respeitar o interesse do povo.
Agora a decisão final para a formação do novo governo cabe ao senhor presidente Ramos Horta decidir. Parece me uma grande penalidade. Ele vai aproveitar esta oportunidade para marcar um golaço à fretilin e fortificar o seu romance político com o seu amigo Xanana. Será para eles um sonho bem realizado.
O senhor Ramos Horta não deve misturar os seus sentimentos de amizade com as questões de Democracia quando se lida com o interesse do povo. Sabemos que Ramos Horta e Xanana fizeram e conseguiram muita coisa juntos para Timor. O povo timorense reconhece essas suas lutas. Contribuiram muito para a expulsão dos exploradores. Agora que timor ficou independente ninguém quer respeitar a democracia. Andam a lutar continuamente pelo poder, criando continuamente a angustia e a dor no povo timorense. Parace que vai haver um novo colonialismo em Timor chamado colonialismo de Poder.
O presidente Ramos Horta deve convidar obrigatoriamente a fretilin para formar o novo governo. O senhor presidente não deve andar a fingir falar com todos os partidos e ouvir as vozes de várias entidades se no seu pensamento já está escrito assim; “ eu vou convidar Xanana porque ele é o meu amigo. Caso contrário ele pode jangar comigo ou me dar um pontápe”.
Nos tempos da guerra todos os lideres, inclusive Ramos e Xanana, eram os primeiros a falar de respeito, estabilidade e democracia. Agora que não há mais guerras, querem induzir a instabilidade e atitudes antidemocráticas em Timor. Parace-me que têm saudades da guerra. O povo timorense já sofreu bastante e se os lideres querem fazer guerras que vão fazer nas estrelas. Lá podem fazer um filme de guerras até se fartarem depois voltam submeter-se a votos.
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segunda-feira, julho 30, 2007
Xanana
SOL - 28-07-07
Luís Reto
Quinta, 26 – Xanana Gusmão é seguramente a personagem mais enigmática da saga de libertação do povo de Timor. De herói mítico da resistência armada nas montanhas de Timor passou a ser suspeito de colaboracionismo com as autoridades indonésias.
Apesar de várias vezes ter afirmado que não queria protagonismo político acabou por ser o primeiro Presidente da República de Timor. Afinal, este pretenso distanciamento do poder confirmou mais uma vez a veracidade da afirmação popular "quem desdenha quer comprar" uma vez que Xanana acabou por fundar um novo partido político para disputar o poder à Fretilin.
Do grande factor de união do povo de Timor, Xanana transformou-se hoje no principal obstáculo a um governo de reconstrução nacional.
Razão tinha os antigos gregos. Heróis verdadeiros só jovens e mortos!
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Timor-Leste: o Estado falhando
Diário Económico - 30-07-07
Pedro Rosa Mendes
Delegado da Agência Lusa em Timor
A crise actual em Timor resulta das rivalidades pessoais, insanáveis, de quatro ou cinco homens; é triste que tanto lastro sepulte tanto génio e adie um projecto nacional.
Uma ilha é Sísifo naufragado numa elipse: quanto mais se afasta de um ponto, mais perto está de voltar a esse porto. Este o problema endémico de Timor. Numa geografia virada para dentro, o tempo arrisca-se à sua própria repetição. E a política, por autofagia, faz-se imune à História.
Alguns factos soltos, na semana mais difícil do mandato do Presidente José Ramos-Horta:
1. Em nenhum outro país do mundo as instituições democráticas e a normalidade constitucional estão reféns de um homem com 19 (dezanove) armas automáticas;
2. O major Alfredo Reinado, por uma questão de escala e de capacidade, não é um rebelde, no sentido, por exemplo, em que Jonas Savimbi o foi em Angola, ou que Mokhtada al-Sadr o é no Iraque; Reinado não propõe uma ordem diferente, apenas nunca se adaptou à ordem existente; nesse sentido, é um caso de ordem pública e não um problema de Estado; a confusão entre uma coisa e outra produziu um herói;
3. Um herói, em Timor, é alguém que não morre, porque sempre sobrevive a si próprio; os vivos, aqui, não vivem no seu corpo mas no seu símbolo; Reinado já é imortal - após ter "suicidado" cinco dos seus homens em Same;
4. A nova geração procura heróis da sua idade; os velhos sabem desta ingratidão: a luta alimenta apenas aqueles que a fizeram; os outros pedem pão, paz e emprego;
5. A ossatura de um Estado faz-se de dois pilares: o da segurança e o da justiça; em Timor-Leste, o pilar da segurança ruiu há um ano e ainda convalesce; foi o sistema de justiça que segurou a soberania da jovem nação; é o sistema de justiça que está, agora, a ser bombardeado - pelos órgãos de soberania;
6. Timor-Leste é o país para onde Portugal canaliza mais dinheiro dos seus contribuintes; os sectores estratégicos da Cooperação Portuguesa aqui são a Língua e a justiça; o silêncio português é preocupante e humilhante; exige-se a Lisboa que relacione, depressa, os 'cocktail molotov' lançados contra a GNR no Bairro Pité com a frustração de uma geração integrada, de facto, pelo 'bahasa' indonésio; uma Língua de inclusão é uma aposta de sucesso; uma Língua de exclusão é uma bomba-relógio;
7. "Não devo favores a ninguém", repetiu José Ramos-Horta esta semana; é verdade: nenhum outro político ou partido timorense tem uma legitimidade de 70 por cento do eleitorado desde que, na euforia da independência, Xanana Gusmão foi plebiscitado com mais de 80 por cento dos votos; é surpreendente o receio do Presidente em usar essa legitimidade, agora, sobre aqueles que, `hélas!', a desconseguiram: Xanana Gusmão e Mari Alkatiri;
8. Nenhum outro país lusófono atingiu a independência com um naipe de líderes tão inteligentes, tão honestos e tão carismáticos como Timor-Leste (bispos incluídos); o que eles fizeram disso, porém, demonstra que a soma das partes pode ser muito inferior ao valor individual;
9. As legislativas de há um mês (um mês!) produziram um parlamento mais democrático e equilibrado; a crise actual resulta, apenas, das rivalidades pessoais, insanáveis, de quatro ou cinco homens; é triste que tanto lastro sepulte tanto génio e adie um projecto nacional;
10. Mário Carrascalão, ex-governdador na ocupação, foi o único a sugerir um acto patriótico da geração de '75: "Os novos ao poder" (e eles existem); nada de novo, aliás: aconteceu no próprio PSD com a candidatura presidencial de Lúcia Lobato; aconteceu na Letónia nos anos 90; mas em Timor, o mundo e o passado importam pouco;
11. O país é ingovernável e todos o sabem: a Fretilin tem o poder do bloqueio, a oposição tem o poder da inexperiência;
12. Pior: ambos têm o poder da rua.
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Timor: Fernando «La Sama» eleito presidente do Parlamento
Diário Digital / Lusa
30-07-2007 8:25:00
O líder do Partido Democrático, Fernando «La Sama» de Araújo, foi hoje eleito presidente do Parlamento Nacional de Timor-Leste.
Fernando «La Sama» de Araújo foi eleito com 41 votos dos 65 deputados do novo Parlamento, contra 24 votos do deputado da Fretilin Aniceto Guterres.
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Xanana na iminência de ser convidado por Horta para formar novo governo de Díli
Público, 30.07.2007
Jorge Heitor*
Tudo se prepara em Timor-Leste, para que na quarta-feira, 1 de Agosto, o Presidente da República, José Ramos-Horta, convide o seu antecessor Xanana Gusmão, agora líder do
CNRT e da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP), para formar o IV Go-
verno Constitucional. Isto depois do enorme impasse causado pelo resultado pouco concludente das legislativas de 30 de Junho.
Sem esperar mesmo que o chefe de Estado formalize o convite, um porta-voz da AMP, Cecílio Caminho, avançou já na quarta-feira que o novo executivo deverá ter "cerca de 30 membros, entre ministros e secretários de Estado".
Não pormenorizou, contudo, se haverá um ou mais vice-primeiros--ministros, hipótese que durante as últimas semanas viera a ser aventada, para contentar todas as sensibilidades presentes na nova aliança.
Outra coisa que Caminho disse foi que a proposta da AMP para a presidência do Parlamento é o líder do Partido Democrático (PD), Fernando "Lasama" de Araújo, um dos signatários do pacto pós-eleitoral com o CNRT de Xanana. A par dos dirigentes da Associação Social Democrata Timorense (ASDT), Francisco Xavier do Amaral, e do Partido Social Democrata, Mário Viegas Carrascalão.
A sucessão de "Lu Olo"
Entretanto, a Fretilin, partido mais votado, e que sempre tem insistido em que deveria ser convidada a formar o IV Governo (que sucede aos de Mari Alkatiri, Ramos-Horta e Es-
tanislau da Silva), propôs para a presidência do Parlamento o deputado e jurista Aniceto Longuinhos Guterres Lopes.
A antiga força maioritária, que até hoje detinha a liderança parlamentar, na pessoa de Francisco Guterres, "Lu Olo", perdeu uma parte substancial do seu eleitorado durante este último ano, designadamente devido à criação do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor--Leste (CNRT).
Entretanto, noutro desenvolvimento da situação timorense, Alkatiri criticou a deslocação a Díli, dias antes, do primeiro-ministro australiano, John Howard, considerando que foi efectuada sem aviso prévio ao Governo de Estanislau da Silva ou sequer à embaixada timorense em Camberra.
A presença estrangeira
"Temos aqui um grande contingente militar australiano, a nosso pedido, mas esperamos tomar conta dos nossos assuntos internos o mais rápido possível. Toda a presença estrangeira que começa a perpetuar-se cria alguns pequenos conflitos com a população", disse o secretário-geral da Fretilin ao programa em português da Rádio SBS, da Austrália.
Sobre quem deverá chefiar o próximo Governo, Mari Alkatiri reconheceu que a última palavra cabe de facto a Ramos-Horta, actualmente um independente, mas disse esperar que o Presidente "decida com base na Constituição". Entre os observadores políticos da situação timorense, reina agora a sensação de que nada do que se diga com alguns dias de antecedência é irreversível, podendo sempre haver uma mudança de rumo à última hora.
*Com Adelino Gomes
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ETimor's parliament sits without govt
Published: Monday July 30, 2007
AFP
Lawmakers elected in East Timor's parliamentary elections last month sat for their first session Monday even though they have failed to break the deadlock on the formation of a government.
All 65 members of the tiny nation's parliament turned up for work, including former prime minister Mari Alkatiri and his chief rival, independence hero Xanana Gusmao.
None of the 14 parties contesting last month's polls won an absolute majority of seats. Alkatiri's Fretilin party, which had governed since East Timor's independence in 2002, won just 21 seats.
Gusmao's National Congress for the Reconstruction of East Timor (CNRT) won 18 seats, but has allied with smaller parties and wants to form a coalition government with 37 seats. Seven parties in total won seats.
The constitution is unclear on who should form a government and select the prime minister in such a scenario, but final authority rests with the president, Nobel peace laureate Jose Ramos-Horta.
Ramos-Horta, who has been pushing for a unity government, has warned that if the parties do not reach their own agreement by Monday, he will act unilaterally to make a decision.
The president fears the CNRT-led coalition would be unstable, but has said Fretilin cannot form a government alone as it won insufficient votes.
Elections in the former Portuguese colony followed a year of sporadic violence and political tension since bloodshed on the streets of the capital Dili last year that left at least 37 people dead.
Tensions have risen again on Dili's streets over the past few weeks, with repeated low-level run-ins between UN police and youth gangs. Ten UN vehicles have been damaged in incidents, according to police.
More than 2,000 UN police and Australian-led international peacekeepers, who were first called in to subdue last year's violence, are currently overseeing security in the half-island nation.
East Timor gained independence after a bloody separation from occupying Indonesia, which ruled it for 24 years.
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Dos Leitores
Miguel Carreira deixou um novo comentário na sua mensagem "Time to face the raw and naked truth":
Dear Sir,
As you can see, I am a English speaking Portuguese citizen working for a private Portuguese company here in Timor.
I dont believe Australia and Indonesia are ignorant of Timor history, much because they are also part of it. Regarding the knowledge of Portugal of geography, well, you see the world map as it is ? Half of it was made by portuguese travelers, and I would match my knowledge of geography and traveling with you any day, Sir.
Also please consider the fact that there is a Portuguese link with a place on the other side of the world, and respect it, as much as I respect the fact that the Aussies still sing "God save the Queen".
If the choosing of a native language is connected only to economic reasons we would all be speaking English by now. The single fact that I'm writing this comment in English should make you wonder really who has limitations, the ones that only speak one language, or the ones that speak more than one. Any developed country speaks english, yes, even the danes and portuguese learn that in school, as well as geography, as well as history!
So you see, the problem is not teaching the timorese to speak english, they will, once they have a proper education like any one of us, the problem is that the native speaking english nations are not willing to speak anything else than their own. But sir, thats a problem that the rest of the world as left behind a long time ago.
East-Timor is the youngest nation in the world, they value their identity and independence more than anyone else (and they dont sing God save some-other-country Queen, not even a Portuguese one!). Besides beeing catholic you need to consider what makes them diferent from the surrounding countries:
- Just the political borders ?
- Their costumes ?
- Their race ?
- Their Flag ?
Might be all of that those togheter, AS WELL AS LANGUAGE. English makes them citizens of the world, Portuguese makes them Timorese in this part of the world.
So you see, any John Doe little country like Portugal or East-Timor can teach and learn english, but that doesn't make them who they are.
Regarding the Portuguese lack of investment, its a natural resources problem Sir. Compare it with Denmark for example. But that never stopped us of being who we are, we don't speak the danish as a native language because of that either, or spanish, or whoever owns more investment. The economic importance of language is overrated in your assessment Sir. Money speaks no language, its all about profit.
As a final note, here in East-Timor, Australians, Indonesians and Portuguese all get along very well and don't give a **** about political empty games.
I do hope you publish this comment as I feel that I'm entitled to the right of reply.
Respectfully
Miguel Carreira
From East-Timor
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Time to face the raw and naked truth
Blog Living Timorously - Sunday, 15 July 2007
Time to face the raw and naked truth
In 2004, Aníbal Cavaco Silva, former Portuguese Prime Minister, and now President, delivered a speech, in which he lamented that Portugal was exporting less and less, falling behind neighbouring Spain and other EU countries, saying that "we must face facts, it’s the raw and naked truth that we’re not capable of penetrating international markets where competition is strong and productivity is higher".
He was right then, and he is right now. One of the reasons why it is becoming increasingly difficult to justify East Timor's links with Portugal, is because it is so timid about establishing trade and investment links with the surrounding Asia-Pacific region. If Australia and Indonesia are ignorant of East Timor's history, then Portugal is ignorant of its geography.
The Portuguese like to go on about their historic links with Asia, but that's really all they are: historical. By contrast, countries European that never had any colonial presence in Asia, such as Denmark, are actively involved in trade with it. Despite being half the size of Portugal, Denmark has more embassies in Asia, and more companies investing there. When establishing ties with Asian countries, the Danes ask "can we make money there?", but the Portuguese ask "can we preserve our language there?"
In fairness, the French are also mad keen on promoting their language, despite the fact that even in formerly French Vietnam, Laos and Cambodia, people prefer to learn English. But France still has a degree of economic importance, which Portugal does not, meaning that middle-class types in Singapore or Jakarta will go along to the Alliance Française to learn French. Similarly, Germany's importance means that people will go along to the Goethe Institut to learn German. But would these people go along to the local Instituto Camões to learn Portuguese? Nope, not least as there aren't many branches in Southeast Asia.
It's all well and good to promote learning of languages for learning's sake, rather than just materialistic and utilitarian reasons, but the East Timorese are entirely within their rights to ask proponents of learning Portuguese "what's in it for us?"
As an American advertising slogan in the 1980s put it "where's the beef?" Looking through an Economist Intelligence Unit Country Report on East Timor, I was amazed to find that Portugal not only lagged behind Indonesia and Australia in terms of trade, but Bangladesh!
If Portugal wants to be taken seriously in the Asia-Pacific region, it needs to start taking the Asia-Pacific region seriously.
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Malai Azul 2
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Ramos Horta vai indigitar Xanana Gusmão para governo AMP
Blog Timor Lorosae Nação – 28 julho 2007
por: Malae Belu
Espera-se muita violência num caso ou noutro!
Os estrategas ao serviço de Xanana Gusmão e de Ramos Horta continuam sem querer aceitar a derrota das eleições legislativas. O tiro saiu-lhes pela culatra quando concluíram que o desgaste infligido à Fretilin durante mais de um ano não obteve os resultados esperados e que apesar de ter perdido quase metade do eleitorado a Fretilin continua a ser o partido mais votado. O preconizado e proclamado “fim da Fretilin” várias vezes anunciado por Ramos Horta durante a campanha eleitoral para a presidência, esfumou-se, não correspondeu à realidade preconizada por si e por Xanana Gusmão.
Agravou ainda mais a situação o facto de o PD ter conseguido uma notável subida na sua representação parlamentar e o recém-criado partido de Xanana, CNRT, não ter merecido a confiança do eleitorado conforme as expectativas – demonstrando reprovação pelos procedimentos e figura do ex-presidente.
As tentativas de “apagar” a Fretilin, com Mari Alkatiri, é um dos objectivos de todos os seus oponentes e de Ramos Horta também – que quer uma Fretilin sem os vícios do passado, impregnados nos históricos – mas o preceitual desempenho do seu cargo torna-se incompatível com uma oposição declarada a Alkatiri, preferindo fazer arrastar a tomada de decisão sobre a indigitação do primeiro-ministro por forma a que não o acusem de não ter esgotado todos os esforços para promover um entendimento entre partidos e respectivos líderes na formação de um governo de Unidade Nacional e alargada inclusão.
Fontes afectas ao PR não escamoteiam a intenção de Ramos Horta prosseguir os seus objectivos de afastar do poder decisório os históricos como Alkatiri e Lu-Olo, entre outros, remetendo o partido para a oposição, para a travessia do deserto que supostamente dará origem às naturais convulsões que purgarão o aparelho antagónico à abertura às políticas australianas e de grupos económicos do sector energético, turístico, da construção, etc, que no seu entender dinamizarão a economia timorense, mas que acabarão por comprometer a independência do país segundo outras opiniões.
As mesmas fontes, próximas dos desígnios presidenciais, deixam perceber que Ramos Horta irá indigitar Xanana Gusmão, como representante da AMP, para formar governo, alegando a inutilidade de decidir pelo partido mais votado, a Fretilin, pelo facto de que se o fizer este seria um governo para cair imediatamente através da não aprovação do seu programa de governo pela AMP, que detém a maioria parlamentar. Aquilo que Ramos Horta tem procurado evitar é que os eleitores e apoiantes da Fretilin não compreendam a sua decisão e o culpem de ser parcial, tendencioso, CNRT e xananista, o que viria a complicar os necessários diálogos que Horta terá de ter para aplacar a violência e inevitável agitação social que irá ocorrer pelas ruas de Díli – não é por acaso que os líderes de artes marciais afectos à FRETILIN, Korka e outros de menor dimensão, já estão sob a vigilância das forças de segurança.
Dando crédito ao perspectivado, esperam-se dias, semanas, talvez meses, muito agitados e sangrentos para Timor-Leste – principalmente para Dili -, mas é certo que o mesmo acontecerá se o PR indigitar alguém da Fretilin para formar governo. A violência é inevitável, num caso ou noutro, e a consciência da perturbadora realidade está na posse do Presidente da República, que falou com Howard sobre o assunto, disponibilizando-se o PM australiano a enviar reforços militares, que neste momento já estão de prevenção. Nuvens negras pairam sobre Timor-Leste, parecendo que o pior, o indesejável, está para vir.
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Dois candidatos disputam o Parlamento até 3ª feira no Timor
Lusa Brasil – 29 de Julho de 2007, 10:25
Díli, 29 Jul (Lusa) - Dois candidatos disputam a Presidência do Parlamento no Timor Leste. Aniceto Guterres, da situacionista Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), e Fernando (La Sama) de Araújo, da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), são os candidatos da escolha que deve ser feita até terça-feira.
A Fretilin venceu as eleições legislativas de 30 de junho sem maioria absoluta, com 29,02% dos votos válidos, enquanto os quatro maiores partidos da oposição (CNRT, ASDT/PSD e PD) constituíram a chamada AMP.
A escolha de Guterres, aprovada hoje pelo Comitê Central da Fretilin, foi justificada pelo "seu envolvimento na luta de libertação nacional e na defesa consistente e intransigente dos direitos humanos". Um comunicado da Fretilin, divulgado no início da noite deste domingo em Díli (manhã no Brasil) acrescentou "as suas qualidades em termos de clareza de princípios, integridade e capacidades de liderança". Guterres é membro do Conselho de Estado e co-fundador da organização de Direitos Humanos Yayasan HAK. Foi também membro de uma das principais organizações estudantis, a Renetil, durante a ocupação Indonésia do território timorense.
A Renetil foi liderada por La Sama e foi nas estruturas juvenis e clandestinas da resistência timorense que começou o percurso político do atual presidente do Partido Democrático (PD).
O líder da Renetil, preso pela Indonésia, passou seis anos e quatro meses na cadeia de Cipinang, Jacarta, a mesma onde esteve Xanana Gusmão, ex-presidente do Timor Leste e atual presidente da legenda oposicionista Congresso Nacional de Recontrução do Timor Leste (CNRT).
"Foi nos anos de Cipinang que aprendi com Xanana, com outros prisioneiros políticos. A minha formação política vem de Cipinang", afirmou o líder do PD durante a campanha para as eleições presidenciais de 9 de abril.
La Sama foi o terceiro candidato mais votado no primeiro turno, muito próximo de José Ramos Horta, que no segundo turno conseguiu a vitória nas eleições presidenciais.
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Alkatiri confident that Fretilin will form government in Timor
SBS Radio – 28 de Julho de 2007
Mari Alkatiri acredita que o presidente José Ramos-Horta não terá alternativa senão convidar a Fretilin, como o partido mais votado nas eleições federais, a formar o novo governo.
O partido terá 30 dias para cumprir a tarefa, segundo a constituição, adverte o Secretário-Geral da Fretilin.
Beatriz Wagner entrevista Mari Alkatiri dois dias antes da abertura do novo parlamento timorense, na segunda-feira, 30 de julho.
O ex-Primeiro-Ministro de Timor-Leste confirma que não é candidato ao cargo e que a Fretilin tem outro nome para avançar.
Quanto a uma aliança com o CNRT do ex-presidente Xanana Gusmão, Alkatiri diz que "em política nada é impossível".
Da visita de John Howard a Díli esta semana, Alkatiri diz ter ficado surpreso que nem o governo timorense nem a Embaixada de Timor-Leste em Camberra foram informados da visita.
Duração da entrevista: 9'47" – Entrevista na íntegra em:
http://203.15.102.143:8080/ramgen/radio/d64807aa-0b23-422e-a401-52e14dbaab76.rm
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "