quinta-feira, abril 19, 2007

Vergonhoso. Vale tudo na caça ao voto. Horta utiliza autoridade de PM em campanha eleitoral.

Agence France-Presse - April 17, 2007 11:11pm
Hunt for Reinado called off

From correspondents in Jakarta

The prime minister of East Timor today said he was calling off the hunt for a fugitive rebel leader blamed for last year's unrest to lure him back to the negotiating table.
“The military operation on Major Reinado has to be stopped to give a chance for the attorney general, Reinado's lawyers and the (East Timor) bishops to resume dialogues,” Jose Ramos Horta said.

“The president will meet parties involved today and tomorrow to stop the military operations,” he said.

Major Alfredo Reinado, a renegade soldier, has been on the run since crack Australian troops attacked his mountain hideout earlier last month in a failed bid to capture him.
His refusal to surrender cast a long shadow over impoverished East Timor's landmark presidential election this month, although he said he would not disrupt the poll.
Five of his armed supporters were killed during the raid on his hideout, which triggered rowdy protests.

Major Reinado has been a persistent problem for East Timor's Government and is said to have a band of armed followers and to enjoy support from disaffected youths and the backing of an ethnic group living in the nation's west.

The fugitive was criticised for his role in unrest last year that killed at least 37 people, displaced 150,000 and led to the dispatch of Australian-led international peacekeepers.

East Timor to halt hunt for army rebel - PM
By Tito Belo

Dili, April 17 (Reuters) - East Timor's government will resume talks with an army renegade accused of involvement in last year's bloody violence and halt a military operation to arrest him, Prime Minister Jose Ramos-Horta said on Tuesday.

Last August, Alfredo Reinado escaped from a prison where he had been held on charges of murder during an army rebellion in May.

Australian troops, dispatched to East Timor to restore order, launched a major manhunt to apprehend Reinado after government efforts to negotiate with him failed.

Five of Reinado's followers were killed during an operation to capture him last month.
Ramos-Horta told a news conference the government had decided to resume talks with Reinado because he did not disrupt the April 9 presidential elections.
"Government authorities have held discussions with Alfredo Reinado's lawyer in order to establish dialogue," he said, adding that talks would also take place on halting the military operation with international troops.

"We have received a letter from Alfredo Reinado's lawyer. We will give an opportunity to the church and his lawyers to persuade Reinado to come down and establish dialogue," he said.
The prime minister said that the government would guarantee the security of Reinado and his followers.

Ramos-Horta is one of eight candidates running in the presidential elections.
He is set to face the candidate of the Fretilin party, Francisco Guterres, in a run-off poll on May 8 after neither won an absolute majority in the first round ballot.

Some analysts said Ramos-Horta's popularity had been hurt because of his decision to arrest Reinado, who enjoys support from many in the impoverished country.
"I think if he reverses his decision to pursue Alfredo, he has the chance to win the second round," Joao Saldanha, director of the Timor Institute for Development Studies, said last week.
Ramos-Horta became prime minister after his predecessor, Mari Alkatiri, quit following last year's violence.

The violence, triggered by Alkatiri's sacking of 600 rebellious soldiers, killed more than 30 people and displaced more than 150,000 people.
The chaos led to the deployment of an international peacekeeping force.

East Timor voted in a 1999 referendum for independence from Indonesia, which annexed it after Portugal ended its colonial rule in 1975. The country became fully independent in 2002 after a period of U.N. administration.

Juíza esfaqueada - TJ-RO quer informações sobre ataque à juíza no Timor Leste

Consultor Jurídico - 17 de abril de 2007

O Tribunal de Justiça de Rondônia quer ser informado sobre as investigações no caso da juíza brasileira Sandra Silvestre, esfaqueada no Timor Leste. O presidente em exercício do TJ, desembargador Eurico Montenegro, enviou ofício ao Ministério das Relações Exteriores solicitando as informações. Sandra foi esfaqueada durante um assalto na capital do país, Dili, no dia 7 de abril, quando integrava missão da ONU para acompanhar o processo eleitoral no país.

No ofício, o desembargador manifesta o interesse do tribunal em acompanhar os procedimentos adotados pelas autoridades, tanto brasileiras como timorenses, para esclarecer as causas do crime.

A juíza Sandra Silvestre já fez outros trabalhos em missões da ONU no Timor Leste, que tiveram como objetivo, entre outros, a reorganização do Judiciário do país. De 2004 a 2006, ela integrou o grupo enviado para atuar em tribunais especiais e também no aperfeiçoamento dos profissionais da Justiça timorense.

Confusão Made In Austrália Abalroa Timor-Leste

Blog Alto Hama - 15/04/2007

Orlando Castro
Timor-Leste vive momentos complicados. O milagre da multiplicação dos votos tem agora uma nova versão neste país (ainda) da Lusofonia. Ninguém se entende. Observadores internacionais, sejam da CPLP ou da União Europeia, dizem às segundas, quartas e sextas uma coisa; às terças, quintas e sábados outras. Por coincidência os problemas só começaram quando se descobriu que Lu-Olo, candidato da Fretilin, ia ser vencedor da primeira volta. Coincidências…

É que, com o desenrolar da contagem dos votos, ficou a perceber-se que o objectivo primordial de Xanana Gusmão e de Ramos Horta, que era dar o golpe fatal da Fretilin, falhou totalmente. Não sei se isso é bom para a democracia timorense. Sei, contudo, que a eventual vitória de Lu-Olo é uma espinha na garganta australiana. E isso é algo que Camberra nunca aceitará.

Por mim, permitam-me a sinceridade, quantas mais espinhas os timorenses enfiarem nas goelas dos australianos, melhor. Se com o milagre dos votos a Austrália não conseguir dar a vitória total, maioritária e inequívoca a Ramos Horta, ainda será possível jogar forte e feio para que Lu-Olo não passe à segunda volta. Se tal não for possível, aí sim, aparecerá novamente em cena o major Alfredo reinado.

Não há muito tempo, foi no dia 27 de Novembro do ano passado, o presidente da República de Timor-Leste, Xanana Gusmão, disse que a direcção da Fretilin hipotecou a soberania nacional. Xanana, que agora quer ser primeiro-ministro de um país presidido por Ramos Horta, acusou o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, o presidente, Francisco Guterres “Lu-Olo”, o ex-vice-presidente, Rogério Lobato, e o militante histórico Roque Rodrigues “de terem hipotecado a soberania do país”.

“Quem hipotecou a soberania? Só os ilustres doutores da Fretilin é que devem responder a esta pergunta! E eu posso ajudar. Foi o vosso camarada Presidente, senhor Lu-Olo, foi o vosso camarada secretário-geral do partido, Mari Alkatiri, foi o vosso camarada vice-presidente do partido, senhor Rogério e o vosso camarada Roque Rodrigues. Eles hipotecaram a soberania do país”, disse, textualmente, Xanana Gusmão.

A Austrália começou cedo a colocar a confusão no prato vazio dos timorenses. Pelos vistos, nem os líderes timorenses, nem os líderes lusófonos (os outros querem lá saber disso) perceberam que os timorenses apenas querem alguma coisinha para comer.

Distributed by PR Newswire on behalf of East Timor - Jose Ramos Horta

PRNewswire - April 17, 2007
Ramos Horta prepara o terreno como Presidente dos Pobres

Dili, Timor Leste - Com a aproximação da segunda volta das eleições presidenciais em Timor-Leste, o Primeiro-ministro José Ramos Horta mais uma vez sublinhou a plataforma-chave da sua candidatura como o Presidente dos pobres. Até à data foi o único candidato que anunciou claramente o seu programa eleitoral e as respectivas politicas.
Ramos Horta declarou: "A única maneira que temos de verdadeiramente unificar o nosso país é eliminar a pobreza, para que todos os cidadãos tenham comida nos seu prato, um tecto por cima da cabeça e roupas no seu corpo. Não devemos discutir politicas quando as pessoas estão a passar fome, ansiando por rápido tratamento das doenças e quando a maioria da população não tem acesso aos serviços básicos tais como água potável e electricidade."
"O povo de Timor Leste necessita de acção bem planeada e sustentável para lhes proporcionar as bases de sobrevivência e de esperança no futuro. Como já propus anteriormente, defendo o estabelecimento de pensões para os extremamente pobres, bem como para as viúvas e os veteranos. Temos os meios para pôr isto em prática de maneira responsável e sustentada. Defendo a criação de empregos para construir as nossas infra-estruturas e pôr dinheiro nos bolsos do nosso povo."
"Eu sou a pessoa que pode unir toda população do país de Este a Oeste. Como Presidente tratarei todos os problemas que os afectam, como sempre fiz. Viajarei através das aldeias, montanhas e cidades, escutarei o povo e trabalharei para desenvolver soluções dirigidas às suas necessidades."
"Quando o Governo ignorou as necessidades dos pobres, eu agi. Quando as pessoas estavam deslocadas e assustadas eu actuei. Comprometo-me a responder às questões que afectam o meu povo em todo o Timor Leste e representar os seus melhores interesses, como fiz toda a minha vida. Eu sou o servo dos pobres, portanto comprometo-me servir os mais pobres, os pobres filhos de Deus do nosso país."
A posição de Ramos Horta não é retórica. O Laureado com o Prémio Nobel é um homem de acção, um Primeiro-ministro e candidato individual à Presidência. Ramos Horta tem registos de distribuição dos seus bens pessoais pelos mais necessitados de Timor Leste. Através de conversações com Muhammad Yunus do Grameen Bank, Ramos Horta criou o JRH Micro Credit Trust, seguindo o modelo da estratégia revolucionária de Yunus, para eliminar a pobreza no mundo. Ramos Horta usou o JRH Micro Credit para distribuir os seus próprios recursos pessoais e outros generosamente dados para ajudar os pobres a criar pequenos negócios e para gerarem os seus próprios meios de sobrevivência no futuro. Até ao momento esta entidade distribuiu mais de US$40.000 a cidadãos necessitados de Timor Leste para os ajudar a garantir um futuro próspero.
Na época da crise de 2006, José Ramos Horta abriu a sua própria casa para abrigar os deslocados pela violência. Em determinada altura teve seiscentos refugiados, incluindo muitos ministros do Governo de então que fugiram de suas casas e ministérios. Enquanto a maior parte do povo estava barricado em suas casas, Ramos Horta andou pelas ruas confortando as pessoas e trabalhando para minorar a situação. O seu escritório foi o único que se manteve aberto durante aqueles tempos difíceis.
Para mais informações:
Visitar: www.ramos-horta.org, Email: info@ramos-horta.org, Telf: Dionisio Babo Soares: +670-724-3952

Blog João Carrascalão Para Presidente - Terça-feira, 17 de Abril de 2007

É grave o que está a acontecer à volta da contagem de votos das eleições presidenciais. Optámos pelo silêncio. Apenas a titulo de informação, juntamos cópia de carta enviada pelo mandatário nacional, Nazário Tilman de Andrade e pela presidente da Comissão Independente, Benvinda de Oliveira, a quem de direito.

“ Dr. Faustino Cardoso, Presidente da CNE/Comissão Nacional de Eleições
Dr. Tomás Cabral, Director dos STAE/Serviço Técnico de Apoio Eleitoral
c/c Órgãos de Comunicação Social

De: Serviços de Candidatura de João Viegas Carrascalão
Díli, 15 de Abril de 2007
Exmo. Senhor,
Temos acompanhado com crescente preocupação a contagem de votos da eleição para a Presidência da República realizada no passado dia 9 de Abril.

Em obediência aos nossos princípios democráticos e seguindo o exemplo do candidato João Viegas Carrascalão, cuja conduta calma, isenta e educada se tornou bem conhecida durante toda a campanha eleitoral, temos acompanhado a evolução da difusão de dados eleitorais mantendo a máxima discrição, por a considerarmos necessária para que a contagem de votos se faça em ambiente de tranquilidade.

No entanto, acompanhamos a evolução do processo e todos os dias somos informados, através das conferências de imprensa da CNE, de que o processo eleitoral enferma de irregularidades várias.
Constatámos também que a publicação de dados provisórios prevista para hoje, dia 15 de Abril, foi adiada, por razões que têm a ver directamente com as graves irregularidades encontradas. Não temos, hoje, quaisquer dúvidas de que algo de errado está a acontecer, uma vez que os votos expressos, em particular no nosso candidato, não correspondem à realidade.
Não é crível que o patamar mínimo obtido pelo nosso candidato em Díli, Manatuto, Liquiçá, Ermera, Maliana ou Ainaro corresponda à realidade, conhecidas que são as tendências políticas históricas desses distritos que se prendem directamente com a representatividade do nosso candidato. Para tanto, basta consultar o número de proponentes desses distritos para a sua candidatura.

A sucessão de irregularidades que se vão tornando conhecidas em todo o país não tem merecido, a nosso ver, a devida atenção da CNE. Consideramos que a falta de uma atitude responsável dos serviços competentes e consequente decisão tomada a tempo originou o actual estado de coisas. A banalização dos acontecimentos graves ocorridos na contagem dos votos é um sintoma de que as instituições deste país começam por achar natural a distorção da verdade; o encobrimento dos possíveis culpados por esta sucessão de irregularidades representa um sério revés para a democracia em Timor-Leste.

Não pode nem deve permanecer a ideia de que os serviços competentes do Estado estão a colaborar com os prevaricadores.

Não somos nem queremos ser parte desta farsa; menos ainda pretendemos que nos confundam com os farsantes que, irresponsavelmente, arrastam desta forma o nome do país para o lodo e desrespeitam o povo timorense.

Trabalhámos dentro dos limites da ética, do rigor e da verdade com o objectivo de levar a bom fim a candidatura do Eng.º João Viegas Carrascalão.

Cumprimos todos os requisitos necessários para a sã convivência democrática, limitando-nos a difundir a nossa mensagem, respeitando todos os candidatos e todas as tendências políticas.
Por isso, assistimos com muita preocupação o rumo dos acontecimentos.

Entendemos também ser dever de todos nós, timorenses, zelar pela observância da Democracia que, queremos, seja uma realidade em Timor-Leste. Mas, para tal, é também preciso que o país encontre a calma essencial para que os dois actos eleitorais que se seguem decorram com normalidade.
É fundamental que os adversários políticos se compenetrem que, no jogo democrático, há vencedores e vencidos, para o que também é indispensável que o processo eleitoral seja transparente, limpo, verdadeiramente democrático.

A tarefa de assegurar eleições justas, livres, isentas, transparentes, cabe, por inteiro, aos serviços do Estado com competência para tal. Por isso, exortamos a CNE e os STAE a cumprir com as respectivas responsabilidades, zelando pela transparência e rigor dos actos eleitorais, tomando corajosamente a defesa da Democracia, denunciando os fautores das irregularidades ocorridas neste processo eleitoral, sejam eles timorenses ou estrangeiros.

Só com a reposição da verdade será possível restabelecer a confiança perdida e a dignificação do povo e da Nação timorense.

Com os melhores cumprimentos,
Subscrevemo-nos,
Nazário Tilman de Andrade (Mandatário Nacional)
Benvinda Oliveira (Presidente da Comissão Independente)”

Abstenção de 24,44 por cento - Ministra Ana Pessoa

Díli, 17 Abr (Lusa) - A abstenção nas eleições presidenciais de 09 de Abril em Timor-Leste situou-se nos 24,44 por cento, afirmou hoje à Lusa a ministra da Administração Estatal, Ana Pessoa.

Os dados fornecidos pelo Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (STAE) indicam um número total de 395.137 de votos expressos.

Num universo de 522.933 eleitores recenseados, cerca de 127 não foram votar, adiantou a ministra que tutela o STAE.

O número de votantes corresponde a uma afluência de 75,56 por cento nas presidenciais, o que Ana Pessoa considerou "bom em qualquer país do mundo".

Num balanço sobre as eleições, ministra notou, porém, que os timorenses votaram menos do que nas anteriores eleições presidenciais e autárquicas, em que a afluência se situou acima dos 80 por cento.

Ana Pessoa está "em geral satisfeita" com a forma como decorreram as eleições e o escrutínio, embora reconheça que houve erros técnicos.

"Estou satisfeita com a equipa, com os brigadistas e os técnicos das estações de voto do STAE", acrescentou Ana Pessoa, questionada sobre a competência do órgão que organizou o escrutínio.

"Os erros que houve não foram de má-fé, foram de fraco entendimento do processo, mas todas as coisas foram sendo explicadas", declarou a ministra.

"O que parecia de lesa-pátria não tinha, afinal, tanta importância assim. Os erros foram facilmente detectados. Eram, digamos, erros de dactilografia".

Ana Pessoa considerou que "não houve serenidade" perante os erros no apuramento dos resultados e aludiu a "extrapolações quase surrealistas quanto à forma das eleições".

A ministra adiantou que a apreciação das reclamações pela Comissão Nacional de Eleições, que ainda decorre, não deverá alterar o alinhamento dos resultados provisórios anunciados há uma semana: Francisco Guterres "Lu Olo" distanciado de José Ramos-Horta, com um terceiro candidato a pouca distância, Fernando "Lasama" de Araújo.

Ana Pessoa referiu ainda que "é preciso explicar a importância da segunda volta, explicar para que servem e por que se deve ir votar".

"O país precisa de paz e serenidade", resumiu Ana Pessoa.

PRM-Lusa/Fim

Notícias - 17 de Abril de 2007

DA COMUNICAÇÃO SOCIAL EM PORTUGUÊS

Timor-Leste: Campo de deslocados não foi evacuado, derrame químico continuou

Díli, 17 Abr (Lusa) - A cisterna de gás clorídrico desembarcada há dois dias no porto de Díli continuou a derramar o conteúdo tóxico durante a noite de hoje (hora local), mas os deslocados do outro lado da rua mantiveram-se na zona.

O gás clorídrico, com a referência de carga internacional 1789, tem uma grande toxicidade e pode causar queimaduras de pele e das vias respiratórias.

O gás é altamente perigoso em espaços fechados e o potencial tóxico aumenta com a temperatura, duas condições presentes nas tendas abafadas onde vivem os deslocados.
Dois especialistas australianos chegaram hoje a Díli para lidar com o derrame da cisterna, que tem pelo menos seis furos causados pelo ácido.

O gás clorídrico derramado pelo contentor no cais poente de Díli é lavado para as águas do porto.
"Temos estado a ver quais as consequências ecológicas deste caso, mas felizmente que o gás dissolve-se na água e o sal acelera o processo", adiantou à Lusa um dos comandantes da operação de segurança do porto.

"Nesta altura, a maior parte da cisterna já esvaziou para os peixes", comentou a mesma fonte.
O contentor, com uma capacidade de 22 mil litros, é proveniente de Surabaia, Indonésia, e devia ser carregado em Díli por outro barco com destino à Austrália.

As autoridades e as forças policiais e militares desenharam um plano detalhado para a evacuação, "se necessário forçada", do campo de deslocados, no caso de haver ameaça de intoxicação generalizada, afirmou à Lusa um oficial da UNPol.

O campo junto ao porto de Díli tem uma população registada de cerca de 3.700 pessoas, mas as agências humanitárias internacionais que assistem os deslocados referem que o local não tem mais de 500 residentes em permanência.

A UNPol, as Forças de Estabilização Internacionais, a Polícia Nacional timorense e as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste estão desde segunda-feira de manhã envolvidas na operação de resposta à ameaça colocada pelo derrame químico.

Um cordão de segurança foi montado num raio de 250 metros, cortando a principal artéria da capital, o que está a causar congestionamento do trânsito no centro de Díli.

Os deslocados recusam a evacuação do campo porque desconfiam de uma "estratégia" governamental para os fazer sair do local, explicaram à Lusa vários residentes.

"Isto pode ser uma manobra do Governo e de José Ramos-Horta para mudar os deslocados", afirmou um residente do campo, Elísio Pereira, operário de uma empresa de construção filipina.

"Para mim, para nós, morrer aqui, amanhã, são iguais".

"Como ainda não resolveram a primeira crise de 2006, agora querem resolver mudando-nos daqui", acrescentou o deslocado.
PRM-Lusa/Fim


Jornal de Notícias - Terça-feira, 17 de Abril de 2007

Uma pipa de gás no meio da intoxicação política

Pedro Rosa Mendes, em Díli - Exclusivo JN/Lusa

Desconfiança e gás clorídico são dois produtos altamente tóxicos. Mal derramados, podem ser letais. Misturados, ainda pior, como ontem ficou provado em Díli. Centenas de desalojados, os "gatos escaldados" da crise política de 2006, preferiram enfrentar o medo de queimaduras químicas a sair do campo de tendas no centro da capital, junto ao porto.

"Morremos aqui, mas não saímos. Isto é um plano do Governo e de José Ramos-Horta para nos tirar daqui", disseram vários deslocados às autoridades policiais e a um ministro que os tentou demover a mudar-se provisoriamente para um local mais seguro.

Um cargueiro saiu de Surabaia, Indonésia, com destino a Díli, Timor-Leste, onde ia descarregar, como fez, no domingo à noite, uma cisterna de gás clorídrico destinada à Austrália. Chama-se "trans-shipment" a este tipo de escalas de mercadoria. Anormal é que a cisterna começou a derramar gás algures durante a viagem, cerca das 17.00 horas (09.00h em Lisboa) de domingo.

Continuou a verter depois de ser descarregada no cais poente de Díli. A fuga, através de pelo menos três buracos abertos na cisterna pela corrosão do ácido, pareceu estancar durante algumas horas, mas recomeçou de madrugada.

Tropas australianas das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) acorreram de madrugada ao pequeno porto de Díli. Durante a manhã, os soldados australianos usaram os fatos verde-alface e o resto do equipamento de guerra biológica que, porventura, não foi preciso no Iraque, onde esteve antes o batalhão que opera agora no país.

Estas medidas cautelosas, que incluíram o isolamento da área e o desvio do trânsito, foram acompanhadas a olho nu e corpo desprotegido, por centenas de deslocados do campo situado mesmo junto ao porto.

Este é o campo mais central de Díli e um dos mais politizados da capital, dizem diferentes entidades que lidam com o problema dos deslocados desde Abril de 2006. "A política aqui é tão sensível como no campo do aeroporto e no campo do Hospital Nacional", comentou um coordenador da ajuda humanitária no local.

"A desconfiança é total", acrescentou um responsável da Organização Internacional de Migrações (OIM) que tentou, em vão, convencer os deslocados a permitir a evacuação do campo.

Oficialmente, o campo alberga cerca de 3700 deslocados, na maioria "provenientes do Leste", conforme fez questão de explicar o coordenador Leopoldo Pinto. A população é, porém, muito flutuante, ao sabor das crises de segurança e da percepção popular do ambiente político e de rua em Díli. De facto, estariam hoje não mais que 500 pessoas no campo, segundo a OIM.

As ISF, a Polícia das Nações Unidas (incluindo o subagrupamento Bravo da GNR), a Polícia Nacional timorense e as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste juntaram meios para proteger e evacuar o campo. Blindados, carrinhas e camiões suficientes para levar alguns milhares de pessoas para sítios mais seguros estiveram horas estacionados junto ao porto. Em vão.

"Isto pode ser uma manobra do Governo e de José Ramos-Horta para mudar os deslocados", disse um residente do campo, Elísio Pereira, que trabalha na construção-civil.

"Para mim, para nós, morrer aqui, amanhã, é igual".
"Como ainda não resolveram a primeira crise de 2006, agora querem resolver mudando-nos daqui", acrescentou o deslocado.

"A saída é um problema sério. Não vou dizer para sair ou não sair. Que cada um tome a sua decisão", explicou Leopoldo Silva.

Na realidade, ninguém podia exercer livremente o direito de abandonar o campo. "As decisões são feitas por um punhado de líderes e 'troublemakers'", comentou um comandante operacional internacional no limite da paciência. "O problema é sofrermos há um ano nestas condições", insistiu Leopoldo Pinto, que repetiu estas palavras ao princípio da noite, diante do ministro Arsénio Bano, que tentou pelo menos conseguir a saída de mulheres e crianças.

"Em Timor, vivemos e morremos em família. E somos nós [homens] que mandamos", respondeu um dos "líderes" do campo às forças de segurança.

Ao fim da tarde, a cisterna tinha já seis furos, mal vedados. Caiu a noite e os deslocados continuaram nas tendas onde o gás clorídrico, se o vento estiver dessa feição, pode provocar uma tragédia. "A minha solução era simples", dizia um técnico internacional, furioso com a teimosia dos deslocados. "Levava os cinco líderes do campo ao cais e deixava-os ir o mais perto que quisessem da cisterna. De certeza que a seguir compreendiam o perigo e deixavam evacuar o campo".


Jornal Noticias – Terça-Feira, 17 de Abril de 2007

Pela actual crise em Timor: FRETILIN responsabiliza Xanana e Ramos-Horta
David Filipe, em Díli

O Secretário-geral da FRETILIN acusou o presidente da República cessante e o primeiro-ministro, de serem os principais responsáveis pela crise política que actualmente se vive em Timor-Leste, sustentando que Xanana Gusmão não usou o seu carisma e o seu estatuto de chefe de Estado “para equilibrar o ambiente”, no lugar de assumir a posição da oposição contra o Governo.

“Ele (Xanana) fez precisamente o contrário, tomando partido da oposição contra o Governo da FRETILIN”, considerou Mari Alkatiri, referindo-se ainda a um recente discurso presidencial, como tendo provocado profundas divisões no seio dos timorenses.

“Ele (Xanana) reconheceu isso mesmo recentemente, numa entrevista a um jornal português”, declarou Alkatiri, em entrevista exclusiva ao “Noticias” em Dili, na qual analisou o presente processo eleitoral em Timor-Leste.

Alkatiri e Xanana estão de relações cortadas faz tempo e o dirigente da FRETILIN revelou na entrevista ao nosso Jornal que “há bastante tempo que com o chefe do Estado não se falam”.
“Mesmo quando era primeiro-ministro, eu e o presidente da República só nos falávamos institucionalmente às quintas-feiras, nas reuniões do Governo”, explicou.

Sobre o interesse declarado de Xanana em se candidatar ao cargo de primeiro-ministro nas eleições de Junho, quando terminar o seu mandato presidencial em Maio próximo, Alkatiri considera isso “um caso único no mundo”, em que um ex-chefe de Estado se candidata ao cargo de primeiro-ministro, imediatamente a seguir ao final do seu mandato presidencial.

“Isto mostra claramente o que ele está à procura. Toda a gente sabe que neste país o poder executivo está nas mãos do PM e Xanana gosta do comando, do poder efectivo e não do poder sob influência”, comentou Alkatiri.

Sobre Ramos-Horta, que participa na eleição presidencial como independente, Alkatiri diz que isso apenas aconteceu depois de ele se aperceber que a FRETILIN não o iria apoiar, porque tinha o seu próprio candidato.

Acusa, na mesma linha, Ramos-Horta de estar a fazer agora, “um jogo sujo”, para alcançar ganhos políticos e diplomáticos a nível internacional.

“Sei que regularmente, ele reúne-se com jornalistas para apresentar a figura de “Lu Olo” (o candidato da FRETILIN à eleição presidencial), como uma pessoa sem capacidade de direcção e que estaria a concorrer à chefia de Estado como marionete de Alkatiri”, declarou o líder do maior partido timorense.

Para Alkatiri, a grande frustração de Ramos-Horta é não ter sido o candidato mais votado nesta eleição, daí que esteja a tentar “minar” o candidato da FRETILIN, “porque apanhou um grande susto e frustração quando foi ultrapassado por “Lu Olo” na primeira volta da votação.

Na entrevista ao nosso Jornal, Alkatiri acusou ainda Ramos-Horta de ter usado o nome da FRETILIN, apesar de não ser membro deste partido, na sua campanha eleitoral e de ter gozado de apoio da CNRT, do chefe de Estado e da Igreja Católica timorense, considerando que, por isso, Horta “estava à espera de ser o candidato mais votado nesta primeira ronda eleitoral.
Entretanto, no terreno, a Comissão Nacional de Eleições (CNE) concluiu finalmente o apuramento nacional dos votos da eleição da semana passada, mas os resultados só devem ser anunciados nos próximos dias.


PRNewswire - Monday 16 April 2007, 23:06 GMT

Ramos Horta Apresenta Estabilidade Perante a Oposição Confusa

Dili, Timor Leste - A segunda volta da eleição presidencial está marcada para começar em Timor Leste. Entre graves preocupações sobre a integridade da contagem dos votos na primeira volta, começam a surgir graves fracturas nas bases da Fretilin. O candidato Francisco “Lu'Olo” Guterres enfrenta uma corrida a par com o popular Primeiro-Ministro e laureado com o Prémio Nobel, Dr. José Ramos Horta na segunda volta, mas Guterres parece secundarizado pelo próprio partido.

Os resultados da primeira volta abalaram profundamente o regime da Fretilin, já que o partido se gabara inicialmente, a 7 de Abril, da sua confiança absoluta numa vitória rotunda. A realidade esteve longe das suas expectativas, porque o povo de Timor Leste votou com o coração e a consciência para pôr termo à governação do partido, cujo mandato no governo está marcado pela violência e a inacção.

Os mais de 70 por cento de votantes a votarem contra a Fretilin constituem uma claro sinal da atitude do povo de Timor Leste para invocar o seu direito democrático de mudar o governo.
A desestabilização do partido está claramente evidente, visto que o candidato Lu'Olo é cada vez mais marginalizado como porta-voz de Mari Alkatiri, o ex-Primeiro Ministro obrigado a demitir-se em 2006, por causar o alastramento da violência devido à má governação. Numa tentativa desesperada para ganhar apoiantes, Alkatiri assumiu o comando montando uma campanha por rádio para promover o seu partido e o seu candidato, o que evidencia falta de confiança interna no candidato presidencial do partido, Lu'Olo. As declarações de Alkatiri tornaram-se assim cada vez mais inconsistentes e reflectem um partido em crise.

A 12 de Abril, Mari Alkatiri emitiu um comunicado à imprensa declarando: “A Fretilin congratula as Forças de Segurança e Defesa Internacional, que de uma maneira ética e eficiente, garantiram a Lei e a Ordem., ao fazê-lo demonstraram que o nosso país ainda precisa, durante algum tempo, da sua presença de forma a consolidar a estabilidade e a paz e a desenhar o caminho irreversível para a democracia.”

Contudo cinco dias antes ( a 7 de Abril de 2007, sábado) numa entrevista ao jornal português, Público, declarou:

“As forças militares estrangeiras devem abandonar o país depois das legislativas e não ficarem mais a partir desse momento. Então a GNR será suficiente”. Uma total contradição na política.
Esta entrevista levou o jornalista Paulo Moura, a concluir que “embora Mari Alkatiri não seja um candidato presidencial, é a principal figura da Fretilin. Desacreditado na crise de 2006, demitiu-se da liderança do governo. O seu plano é regressar, contando com um Lu'Olo obediente, que ele acredita que vai ganhar as eleições, amanhã, na primeira volta.”

Na mesma entrevista, Alkatiri defende o seu papel na propagação da democracia em Timor Leste, embora admitindo contratar os serviços dos consultores da campanha de Moçambique, treinados nas tácticas das campanhas de “um só partido”, sob o governo da Frelimo em Moçambique. A FRELIMO estabeleceu um governo de um só partido em Moçambique, baseado nos princípios Marxistas de 1974, depois da independência de Portugal. A Frelimo governou em Moçambique até 1994, quando foi instaurado um sistema pluripartidário após uma brutal guerra civil.

O Marxismo parece ser um elo de ligação da Fretilin com o Partido Comunista Português que declarou publicamente o seu apoio ao partido nas eleições, tanto através da agência Lusa como no Website do Partido Comunista Português (www.pcp.pt/english) que diz:
“O PCP reitera ao povo de Timor Leste e ao seu governo legítimo a sua solidariedade na luta para consolidar a sua soberania e pelos progresso social e confirma á FRETILIN, a grande força de resistência e libertação, a amizade e solidariedade dos comunistas portugueses.”

Reflectindo sobre os recentes acontecimentos, o Primeiro Ministro José Ramos Horta comentou: “Mais preocupante do que as inconsistentes plataformas de política, um sinal de fracasso rotundo e das óbvias lutas pelos poder dentro do partido é o arrogante direito da Fretilin de comandar mentalmente.”

Alkatiri declara frequentemente em entrevistas (duas vezes, no recente artigo do Público) que, “Quem libertou o país tem direito de comandá-lo”. Alkatiri esquece, obviamente que uma democracia não é comandada, é governada pela vontade do povo através das urnas de votos. Mais importante é o facto de não dar crédito à verdadeira entidade responsável pela libertação de Timor, os próprios cidadãos que lutaram pela independência. É a esses espírito valentes que muito sofreram nos anos de ocupação e são esses os heróis de todos os dias que votaram pela sua liberdade. É esse povo que tem o direito de comandar o seu próprio futuro e de usar os seus direitos democráticos para votarem por um novo governo, uma mudança, o desenvolvimento, o emprego e a prosperidade. Tem o direito de votar para um Presidente e um governo que se empenhe na erradicação da pobreza e na melhoria da sua vida. Para devolver ao povo não só o respeito não só o respeito por si próprio, mas também pelo seu país.”

Para mais informações visite: www.ramos-horta.org, Email: infor@ramos-horta.org Tel: Dionísio Babo Soares, +1-670-724-3952; Web site: http://www.ramos-horta.org
- Distributed by PR Newswire on behalf of East Timor - Jose Ramos Horta
[A versão original em ingles, publicada na website está reproduzida abaixo – secção ‘Da comunicação social em inglês’, sob o título: “Who has the Right to rule – the people or the party? asks Ramos-Horta”]


Jornal do Estado – 17 de abril de 2007 - 05:50
No Timor Leste, nada resolvido

Na prática, a tensão continua e os problemas dos pouco mais de 1 milhão de habitantes do Timor Leste, um dos mais pobres países do mundo, terão de esperar algum tempo mais para serem equacionados. A segunda eleição presidencial desde a independência, em 2002, conseguiu apenas indicar quem vai para o segundo turno, já marcado para 8 de maio: Francisco Guterres, nome de guerra Lu-Olo adquirido nos combates pela Fretilin (Frente Revolucionária do Timor Leste Independente) com 28,8% dos votos e José Ramos Horta, independente apoiado pelo presidente Xanana Gusmão, com 22,6%. Ficaram para trás o jovem Fernando La Sama Araújo, do Partido Democrático (18,5%) e outros cinco de partidos nanicos.

Formalmente, a Fretilin é o partido do governo, tem a maioria dos deputados e seu candidato é o atual presidente do Parlamento. No entanto, Xanana está formando um novo partido e apóia Ramos Horta, seu 1º Ministro desde o ano passado quando substituiu no posto a Mari Alkatiri (da Fretilin), forçado a renunciar ao ser identificado como um dos principais responsáveis pelos brutais conflitos de rua do ano passado entre dois grandes grupos rivais: os Lorosae que se orgulham de ter feito a revolução expulsando os indonésios, e os Loromono, acusados de não terem combatido.

No arquipélago de Nosa Tenggara, a ilha do Timor tem apenas 34 km2, com uma divisão quase ao meio entre o Timor Leste de colonização portuguesa e religião predominantemente católica e o Timor Ocidental que depois do domínio colonial holandês permanece pacatamente como parte do território da Indonésia e é na maioria habitado por muçulmanos. Não há disputa entre os dois lados, embora a etnia dominante do Timor Ocidental, os Atoni, tenha uma secular rejeição aos residentes no lado oriental. Os distúrbios de maio de 2006, provocados pela demissão de 600 soldados Loromono, só terminaram com a chegada de tropas da Austrália (90% do contingente de 1650 homens), Malásia, Nova Zelândia e Papua Nova Guiné, agora transformadas na nova missão de paz da ONU. Os capacetes azuis haviam saído um ano antes num clima de festa coroado com o discurso do seu representante, Sukehiro Nasegawa, que inocentemente declarou: “o fato de não haver mais tropas da ONU aqui é um reconhecimento de que o país é seguro e pacífico”.

Ramos Horta recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 1996 junto com o bispo católico Ximenes Belo e, com um programa de centro-direita pró-Austrália – o vizinho mais poderoso - planeja trocar de posição com seu discípulo Xanana Gusmão, ajudando-o a eleger-se como 1º Ministro (é quem de fato governa) no pleito previsto para 30 de junho. Espera triunfar no 2º turno, que já acontece em 8 de maio, com o apoio dos demais candidatos, mas isso significaria expulsar a Fretilin do poder, provavelmente trazendo a guerrilha de volta à luta, mesmo porque ela nunca deixou de existir. Lu-Olo, pouco carismático, já disse que quer trazer Alkatiri de volta caso vença, o que significa uma maior aliança com Portugal e relações somente diplomáticas com a Austrália, país diretamente interessado nas reservas de petróleo e gás timorenses e no controle das rotas marítimas, de importância estratégica para a região da Melanésia e para a Oceania. A questão do idioma tem forte destaque na campanha. O tétum, a língua aborígene, é falada pelo povo, enquanto o português quase caiu em desuso durante a recente dominação dos indonésios, sendo conhecida basicamente pelos mais velhos (há outros quinze dialetos praticados pelas tribos, formando uma babel lingüística). Lu-Olo promete que em cinco anos todos falarão português e Horta, filho de pai lusitano e mãe timorense, deve favorecer uma maior internacionalização o que pode significar o fortalecimento do inglês como idioma culto e de negócios.

O Brasil tem tido uma presença significativa no Timor e, depois dos militares, os professores do MEC com seus programas de alfabetização e ensino básico e do SENAI que preparam artífices locais para o trabalho, são respeitados. O incidente com a juíza Sandra Aparecida, esfaqueada nos braços e mãos num assalto em Dili, a capital, quando compunha o grupo dos países de fala portuguesa que supervisionam as eleições, foi considerado como uma fatalidade, mas fez lembrar a morte de Edgard Brito, o missionário evangélico mineiro atingido no pescoço por jovens rebeldes que atacaram seu carro nos distúrbios do ano passado.

Às margens do Oceano Índico e do Mar de Banda, muita água ainda vai rolar até que o Timor Leste encontre a paz. A presença de forças internacionais ainda é necessária, mas a superação da intensa pobreza (é o 191º estrado da ONU e a décima economia mais fraca) é o único caminho para que a ajuda internacional torne viável a sobrevivência da mais nova nação do planeta.
- Vitor Gomes Pinto, Escritor, analista internacional. Autor do livro ZIM: uma aventura no sul da África


Agência Ecclesia – 16/04/2007 , 18:00
Amigos de Lamego combatem as chagas de Timor

Luís Filipe Santos

Os amigos de Timor da diocese de Lamego juntaram-se para celebrar mais um aniversário da associação e reflectir sobre a realidade timorense. Manuel Correia, presidente da Direcção da Associação dos Amigos do Povo de Timor Lorosae, disse à Agência ECCLESIA que "temos como objectivos fundamentais a ajuda na reconstrução de Timor; criar laços de amizade com este país e ajudar os timorenses em Portugal, sobretudo os que estão a estudar".

No passado dia 14 de Abril, naquela cidade realizaram-se dois painéis para abordar as «ONGDs e a sua importância» e «Experiências vividas em Timor». D. Jacinto Botelho, bispo de Lamego, encerrou a iniciativa com uma celebração de acção de graças pelo quarto aniversário da associação. Na homilia - sublinhou à Agência ECCLESIA - falou sobre as Chagas do Senhor. "Estas são a certeza e as chagas da humanidade têm também solução. Neste momento de eleições, o povo de Timor deve encontrar tranquilidade e progresso". Com este seminário "pretendemos que as pessoas olhem para Timor com outros olhos" - disse o presidente da associação.

Manuel Correia esteve como missionário em Macau - na década de oitenta - e foi colega de D. Carlos Ximenes Belo. Logo após a independência de Timor "tivemos a ideia de formar a associação e já ajudámos a construir a escola de Nossa Senhora dos Remédios de Lamego, em Dili". A associação publica um jornal - «Sol Nascente» - onde relata os acontecimentos e a história de Timor. No último número, D. Carlos Ximenes Belo faz o historial de Timor. "Timor teve sempre uma cultura de guerra mas tem de caminhar para uma cultura de paz" - apela o Prémio Nobel da Paz. Por sua vez, Manuel Correia salienta: "Timor não pode continuar nesta situação"

Actualmente, a associação tem cerca de 400 sócios onde estão "incluídos bispos e juízes". D. Ximenes Belo é presidente honorário.


DAS AGÊNCIAS NOTICIOSAS INTERNACIONAIS

Votes rechecked in ETimor poll

Dili, April 16 (AFP) - East Timor officials said Monday they have found more discrepancies in last week's presidential election while stressing the poll's outcome will remain unchanged.
Some votes counted in the poll, the first since the impoverished nation gained its independence in 2002, would be re-checked amid concerns of irregularities, they said.

"This afternoon, we will reopen 42 ballot boxes because the documents (inside) were incomplete," National Election Commission spokesman Martinho Gusmao told reporters.

Voter turnout was high for last Monday's election and East Timorese hope that concerns about the credibility of the poll will not plunge the tiny nation back into turmoil and bloodshed.

In a closely fought race, the ruling Fretilin party's Francisco Guterres and Nobel Peace laureate Jose Ramos-Horta emerged to run again after neither gained more than 50 percent of the vote.
Gusmao said the votes concerned were lodged in seven districts, including the capital Dili, and were originally counted in Monday's poll.

But he said fears now existed that some of them had not been properly filled in. He declined to specify the problem or the number of votes involved.

Gusmao also said the election commission had lodged legal action seeking to re-examine votes placed in another 26 ballot boxes.

"The CNE (national election commission) is submitting a request to the court of appeal to be allowed to see again 26 ballot boxes because of an inconsistency in data," he said, without saying what the inconsistency was.

Gusmao said the court would determine whether there were grounds for a recheck.
He stressed the checks on votes in both sets of boxes would not affect the outcome of Monday's election, which would be decided in the runoff vote on May 8.

"The checks on those data do not mean that (they) would change the existing preliminary results," he said.

The checks come after it emerged on Saturday that a district with 100,000 eligible voters had produced three times as many votes. The discrepancy was later put down to a technical error.
Some candidates have also alleged intimidation at booths on polling day, and have also demanded a recount.

There had been fears that violence would mar the vote in East Timor, where foreign peacekeepers have been on the streets for nearly a year after gang violence left 37 people dead and sent 150,000 more fleeing their homes.


DA COMUNICAÇÃO SOCIAL EM INGLÊS

Asean Focus Group and Australian National University's Faculty of Asian Studies - April 16, 2007

Analysis: Timor-Leste: The Armed Crisis in Timor-Leste - It's Not All About Reinado

Stephanie Koorey Lecturer, Global Security and World Politics, University of New South Wales
Throughout its 24 year independence struggle, the Timor-Leste's revolutionary fighters did it alone. Although with an abundance of moral support and advocacy from non-government agencies and support groups abroad, the liberation movement is unique in its failure to garner any external supplier of weaponry for its armed struggle. Despite the perceived "justness" of Timor-Leste's claim for independence, no patron ever supplied the goods for it to fight its "just war".

This extraordinary situation is close to being reversed. Not by a new revolutionary movement, but through the deliberate arming of personal militias by political figures. Timor-Leste's bloodied route to independence is in danger of being tainted by a new enemy - the state which arms against itself.

When Indonesia invaded Timor-Leste in December 1975, both the invader and ensuing conflict were largely ignored by regional and global powers. The Western states feared a "Cuba in the Pacific", and despite a clamouring from concerned citizens, in neighbouring Australia and far-flung United Kingdom, no Western country ever covertly shipped arms into the increasingly beleaguered independence fighters of Falintil - the Forcas Armadas de Libertacao Nacional de Timor-Leste, the National Liberation Armed Forces of Timor-Leste.

Despite such paranoia, no Communist state did either. And rumours that there were shipments from Mozambique and Uzi machine guns sent to Falintil remain unsubstantiated. Neither unscrupulous arms brokers nor kindred spirits got weapons to Falintil. So, for decades, the revolutionary fighters were armed with what they had stolen from the Portuguese colonial armouries in 1975, what they dug up from cached WWII weapons, and what they bought and captured from the Indonesian security forces.

Attempts to ship weapons into Timor failed and post-conflict Timor-Leste was stunningly weapons-free. The militias were mostly disarmed by the intervention force, or took weapons with them back into West Timor. Falintil won praise for its self-discipline, agreeing to cantonment, and ultimately metamorphosing into the Timor-Leste Defence Force.

Commentators have warned of the political and social divisions in Timor-Leste particularly since April 2006. Yet a chilling revelation is that at least one of these factions may have been arming in expectation of a future firefight against the other, and with high-powered military-style weaponry. These supplies generated brief media interest. They have been purchased, and some have been gifted by at least one friendly country. Under export guidelines many states, and private arms companies, transfer weaponry to other states for their legitimate defence requirements. Timor-Leste was a fledgling democracy so it was probably, and just might be reasonably assumed, that such transfers were sent in good faith.

In March of this year, former Interior Minister, Rogerio Lobato, was sentenced to more than seven years prison for illegally distributing weapons originally supplied to special units in the police, to groups of civilians, and former Falintil, some of whom subsequently used their weapons in armed attacks and criminal acts in the disturbances of mid-2006. Unproven accusations were also made against former Prime Minister Alkitiri in the distribution of the weapons, and, a year earlier, questions of nepotism and transparency arose when it was revealed his brother was the government arms broker.

Weapons were also taken from Army stocks and issued to civilians, former Falintil combatants and former police, and also used illegally during the unrest. The former Minister for Defence, Roque Rodrigues, has since resigned over the incidents.

The heavy arming of the special units in the Police force appears to have been underway since 2002. While ostensibly to counter increasing attacks by resurgent Militias in the border areas, the numbers of weapons and their suitability for military operations, not policing ones, was in 2005 referred to as both "confusing" and "sinister". The taking of weapons from Defence stocks may have been more opportunistic, although possibly not unanticipated.

Even so, an unspecified number of former security sector weapons remain unaccounted for; cached and hidden by both politically-affiliated groups and opportunistic criminal ones, and possibly scared civilians. After Timor-Leste's long and poorly-armed struggle for Independence, it is horribly ironic that Timor may face an armed crisis that emanates from its own political figures and public servants.


Watchpoint: How will the intervention forces in Timor-Leste effectively disarm what may now be politically-affiliated and criminalizing gangs?

- Asian Analysis is a monthly publication produced by Asean Focus Group & The Australian National University's Faculty of Asian Studies.

Catholic Telecommunications – 17 April 2007

Call for sacking of Catholic rep on Timor election body

Dr Damien Kingsbury, an Australian observer at last week's East Timor presidential election, has called for the replacement of Fr Martinho Gusmao, the Church's representative on the country's election commission, over bias allegations.

The ABC's PM program reports that Melbourne academic Dr Kingsbury says that the country's spokesman for the Election Commission should be replaced because he's brought the Commission into disrepute.

"[Fr Gusmao]'s made a number of comments that he really ought not to have made about his personal preferences in front of journalists, and that's highly inappropriate for somebody who's meant to be an independent adjudicator," Dr Kingsbury said.

"I would not regard his views as being those of an independent or an impartial mediator".
Asked by a PM reporter if Fr Gusmao should be replaced, Dr Kingsbury replied: "Absolutely".
"He's the Catholic Church representative on the Commission and I think that he got there for reasons that have less to do with his technical ability and more to do with some internal political preferences. "He simply has shown that he is not the right person for that job and his commentary on the electoral process before the election and since then has really brought I think, the Electoral Commission into disrepute and that's a dangerous thing," Dr Kingsbury added.

But the spokesman, Catholic priest, Fr Martinho Gusmao, blamed the East Timorese Technical Secretariat for Election Administration (STAE) for problems with last weeks vote.

Prior to the election Fr Gusmao also made comments publicly voicing support the Democratic Party's presidential candidate, Fernando "La Sama" de Araujo

Academic and long-time observer of East Timor, Damien Kingsbury, says Mr Gusmao should be replaced for those and other comments made in the lead-up to polling day.

But while Dr Kingsbury says there were a number of discrepancies with the vote, he's confident they won't alter the final result.


Página do Dr José Ramos-Horta - Apr 16, 2007
http://www.ramos-horta.org/news_070416.htm
Who has the Right to rule – the people or the party? asks Ramos-Horta

Dili – As round two of the presidential election is set to commence in East Timor, amid serious concerns around the integrity of vote counting in the first round, serious cracks appear to emerge from the foundations of Fretilin. Fretilin candidate Francisco “Lu’Olo” Guterres faces a head to head run-off with the popular Prime Minister and Nobel Peace Prize Laureate, Dr. José Ramos-Horta in the second round, but appears sidelined by his own party.

The results of the first round have shaken the Fretilin regime to the core, with the party initially boasting on April 7 of its absolute confidence in an outright and overwhelming victory. The reality was far from their expectations, as the people of East Timor voted with their hearts and conscience to end the rule of a party who’s tenement of government is marked only by violence and inaction.

With over 70 per cent of voters casting against Fretilin, It is a clear call to action by the People of East Timor to invoke their democratic right for a change in government.

The destabilization of the party is clearly evident as Fretilin candidate Lu’Olo is increasingly sidelined as a spokesperson by Mari Alkitiri, the former Prime Minister forced to resign in 2006 for causing widespread violence due to irresponsible governance. In a desperate attempt to win appeal, Alkitiri has taken the lead by mounting a vocal media campaign promoting his party and his candidate; which displays an evident lack of internal confidence in the party’s presidential candidate, Lu’OLo. Alkitiri’s statements thus far have become increasingly inconsistent but reflective of a party in crisis.

On April 12, Mari Alkitiri issued a media release stating:
‘Fretilin congratulates the International Defense and Security Forces who, in an ethical and efficient manner, guaranteed Law and Order, in so doing demonstrating that our nation will still need for some time to come their presence so as to consolidate stability and peace and to sketch the irreversible path towards democracy.’

Yet only five days earlier (Saturday April 7th 2007) in an interview with the Portuguese newspaper Publico, Alkitiri stated:

“Foreign military forces should leave the country after the legislatives, and no longer. Then the GNR will be enough.” A total contradiction in policy.
This interview led the journalist, Paulo Moura, to conclude that ‘while Mari Alkitiri is not a presidential candidate, he is Fretilin’s main figure. Discredited after the 2006 crisis, he resigned from the Government’s leadership. His plan is to return, counting on an obedient Lu’Olo, whom he believes is going to win the elections, tomorrow, at the first round.’
In the same interview, Alkitiri defends his role in propelling democracy in East Timor while readily admitting to engaging the services of Mozambique campaign consultants, trained in “one party” campaign tactics under Mozambique’s Frelimo government. Frelimo established a one-party state in Mozambique based on Marxist principles in 1974, upon independence from Portugal. Frelimo ruled in Mozambique until 1994, when a multi party system was insitituted after a brutal civil war.

Marxism proves to be a common link for Fretilin, with the Communist Party of Portugal publicly declaring its support of the party in the elections both through the Portuguese media outlet Lusa, and on the offical Portugal Communist Party Website (www.pcp.pt/english/) which reads:
“The PCP reiterates to the people of East-Timor and their legitimate government its solidarity with their struggle to consolidate their sovereignty and for social progress, and confirms to Fretilin, the great force of resistance and liberation, the friendship and solidarity of the Portuguese communists.” Reflecting on recent developments, Prime Minister Jose Ramos-Horta commented, “More worrisome than inconsistent policy platforms, a track record of abject failure and obvious power struggles within the party, is Fretilin’s arrogant right to rule mentality”

“Alkitiri frequently states in interviews, (twice in the recent Publico article) that, ‘Whoever liberated the country has the right to rule it.’ Alkitiri obviously forgets a democracy is not ruled, it is governed by ordinance of the people through the ballot box. More importantly is the fact that he does not credit the real entity responsible for the freedom of East Timor, the citizens themselves who struggled for independence. It is these brave souls who suffered most in the years of the occupation, and these are the every day heroes that voted for their freedom. It is these people who have the right to rule over their own future and use their democratic rights to vote for a new government, one of change, development, employment and prosperity. They have the right to vote for a President and a Government that pledge to eradicate poverty and improve their way of life. To give them back respect not only for themselves, but also their country.”


USAID (Washington, DC) - April 13, 2007
U.S. Government Responds to the Crisis in Timor-Leste

Nearly one year into the political and security crisis that began in April 2006, about 140,000 people are estimated to be displaced from their homes. About 40,000 of the total displaced people’s population are living in precarious conditions in camps in and around Dilia situation that many believe will prevail for the rest of the year. To date the U.S. Government has provided over $5 million in assistance in response to the crisis. Programs have included emergency food assistance and other humanitarian relief, management services for internally displaced persons camps, various peace-building activities, and the continued operation of media outlets to provide the displaced with accurate information on the situation. (April 13,2007)

Provedor’s Office Conducts Broad Consultation On Strategic Plan

The Provedor for Human Rights and Justice conducted a broad consultation with different stakeholders on its strategic plan for 2007-2010. The Provedor is an independent institution established by the Constitution with three mandates – human rights, anti-corruption and good governance. The Provedor received many valuable inputs from different stakeholders and the final strategic plan is expected to be completed within the month. Representatives from donor agencies, parliament, government, judiciary, and civil society participated in the two-day consultation from March 28 to 29, 2007. USAID, through Management Science for Development, helped the Provedor organize this consultation in partnership with the UN Mission in Timor-Leste, the Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights, the United Nations Development Program (UNDP), the World Bank and the Government of Finland.


European Union (EU) - 16 Apr 2007
Declaration by the Presidency on behalf of the European Union on the first round of the presidential election in Timor-Leste

8371/1/07 REV 1 (Presse 78) - P 33/07
Brussels, 16 April 2007 - The EU congratulates the Timorese population who have shown their commitment to democracy and peace by participating in huge numbers in a generally peaceful way in the first presidential elections since independence in 2002. The EU regards these elections as an important milestone on the road to nation-building and to re-establishing stable democratic structures and accountable democratic institutions.
The EU expresses its appreciation for the Timorese authorities, particularly the Technical Secretariat for Electoral Administration and the National Election Commission for organizing the polling for the first time in their own responsibility in a smooth and efficient way despite the difficult terrain and logistics involved.

The EU calls on all political forces to accept the results of the elections, including the upcoming runoff election, and adhere to the principles of non-violence and legal processes to ensure that the elections have a unifying impact and contribute to bringing the people of Timor-Leste together.
The EU Member States and the European Commission remain fully committed to assist Timor-Leste in completing this year´s election process and will continue to monitor the forthcoming elections.

The EU Member States and the European Commission underline their support for Timor Leste to address the challenges ahead to rebuild the security sector, to reestablish the rule of law and to guarantee the further socio-economic development of the population of Timor-Leste.
The Candidate Countries Turkey, Croatia* and the former Yugoslav Republic of Macedonia*, the Countries of the Stabilisation and Association Process and potential candidates Albania, Bosnia and Herzegovina, Montenegro, Serbia, and the EFTA countries Iceland, Liechtenstein and Norway, members of the European Economic Area, as well as Ukraine and the Republic of Moldova align themselves with this declaration.

* Croatia and the former Yugoslav Republic of Macedonia continue to be part of the Stabilisation and Association Process


Deutsche Presse-Agentur - Apr 17, 2007, 6:19 GMT
East Timor truth panel to summon UN official to testify

Jakarta - A special commission set up to investigate the Indonesian military's rampage in East Timor in 1999 is scheduled to summon the former chief of the UN body overseeing the territory to appear at public hearings next month, local media reports said Tuesday.

'We will invite the former chief of the UN Administration Mission in East Timor [UNAMET], Ian Martin, to appear before the commission's panel at another public hearing, scheduled to be convened on May 2-5 in Jakarta,' said the commission's co-chairman, Benyamin Mangkudilaga.
'We hope he [Martin] will come to appear in front of the commission's panel,' Koran Tempo newspaper quoted Mangkudilaga as saying.

In addition, the former chief of the Indonesian Armed Forces, retired general Wiranto, and Dili's former military chief, Major-General Nur Muis, would be invited to testify to the commission, he said.

East Timor's current military commander, Taur Matanruak, would also be invited, although Mangkudilaga was not sure whether Matanruak would come because East Timor is preparing for a second-round of presidential elections.

The upcoming public hearings will be the third by the Indonesia-East Timor Commission of Truth and Friendship [CTF]. The commission held its second public hearing in Jakarta last month after the first session was held in Bali last February.

Speaking at the second public hearing in Jakarta last month, retired major-general Adam Damiri, the military commander of a Bali-based regional garrison, which included East Timor, at the time of the violence, said UNAMET was party responsible for the mayhem.
Damiri claimed that the violence surrounding East Timor's vote for independence was due to the 'incredible disappointment' with the result by pro-Indonesia supporters because of 'widespread cheating' from UNAMET.

The UN estimates more than 1,000 people were killed in the carnage, which began just after voters in East Timor, a former Portuguese colony invaded by Indonesia in 1975, voted overwhelmingly for independence in a UN-run referendum on August 30, 1999.

Damiri claimed the Indonesian military did not arm pro-Jakarta militia groups that went on a rampage in East Timor nearly eight years ago. He also dismissed the estimated death toll as 'nonsense,' claiming that 'not more than 100 people were killed.'

Human rights groups criticized the commission as toothless because it lacks the power to punish those found responsible for abuses.

The commission was set up by Indonesia and East Timor to establish the truth behind the violence before and after the historic 1999 poll, in order to aid reconciliation between the two nations.

Several senior Indonesian army and police generals have been acquitted of any involvement in the violence in trials in Indonesia, and the Jakarta government refused to hand over any suspects to a UN-run tribunal in East Timor.

East Timor became an independent nation in 2002 after being administered by the UN for more than two years.

Former Dili bishop and Noble Peace Prize winner Carlos Ximenes Belo told the commission's second round of hearings that Indonesian military forces and their militia proxies carried out massacres against Catholic Church personnel and civilians before and after the vote.
Indonesia occupied East Timor for 24 years, and as many as 200,000 civilians died during that period. Jakarta denies committing any atrocities during the occupation and has claimed the violence in 1999 was not organized by its armed forces.

Jakarta Post – April 17, 2007
Truth Commission carry out verification in East Nusa Tenggara

Jakarta: After interviewing a number of figures both from Indonesia and East Timor, members of the Truth and Friendship Commission, or KKP, begin to carry out verifications in East Nusa Tenggara province, which has land border with East Timor.
"The process of verification is still taking place ," Antonius Sujata, a commissioner for the commission, was quoted by Antara news agency as saying after meeting with provincial governor Piet Alexander Tallo Tuesday.

The Truth and Friendship Commission was established in 2004 by both Indonesian and East Timor or Timor Leste governments to investigate the violence in 1999 occurred after majority of EastTimorese voted for independence.

The Commission, however, has no right to prosecute any figures allegedly involved in the violence, reportedly killing hundreds of people.

Sujata and two Commission's members Petrus Turang and Maria Olandia Alves met with the governor to report their plans of activities in the province to carry out verifications.
Sujata said the objects of the recommendation of the commission are East Timorese people, parts of them, are still living in East Nusa tenggara.

KKP was established on Dec. 2004 supported by 10 members -- five from Indonesia and five from East Timor.

Australian Aid International (AAI) - 17 Apr 2007
AAI supports Bairo Pite clinic in Timor Leste

After their return to Timor Leste to undertake a one year rural health care clinic, AAI have partnered with Dr Dan Murphy at his Bairo Pite Clinic (BPC) in Dili. The clinic was founded in 1999 after the Indonesian withdrawal that saw thousands of refugees returning with tuberculosis, malaria and malnourishment. Located in Timor-Leste's capital city of Dili, the clinic provides free health care services to the local population.

Doctor Dan Murphy received his MD from the University of Iowa and has worked in East Timor since September 1998. The Indonesians forced him out in early 1999 during the post-independence ballot destruction of the country. He returned in September 1999 and had been steadfastly working to provide primary health care ever since to over a million patients.

On average, the clinic sees 300 or more patients per day, with a strict policy that everyone must be seen. Originally, the clinic was set up to serve the immediate needs of a population affected by a humanitarian crisis. As the violence has subsided, BPC has adapted and transformed from an emergency medical service to a more comprehensive community health service. Primary health care is a top priority for the BPC and provides a variety of services, such as childhood immunizations, pre-natal care, dental work, emergency services and seeking diagnosis and treatment for the most serious health problems facing the country including malaria, tuberculosis, dengue fever, leprosy and child mortality. The clinic participates in many mobile clinics in the remote and often-neglected mountainous areas, and receives patients from all over the country.

In addition, the BPC operates a medical laboratory, pharmacy, kitchen and laundry. The clinic has a water supply system and a power generator to supplement unreliable local supplies.
After witnessing the excellent work perform by Dr Dan, AAI pledged to assist in uplifting the clinic and its surrounds, including cleaning the grounds and removing accumulated medical waste, redesigning the pharmacy, and refurbishing the maternity wing and delivery room.

7 April 2007

Notwithstanding the security issues generated by the forthcoming elections and the Easter holiday period, AAI staff have been proactive and involved in various local health services.

Friday 6/4/07 AAI staff attended Dr Dan's Clinic. Dr Dan Murphy is an American doctor who has been working in Timor-Leste since September 1998. His clinic, the Bairo Pite Clinic, acts as a primary care facility and sees hundreds of patients per day. Their maternity ward averages 60 deliveries per month and is staffed by a number of widwives many from rural regions involved in the national midwife training program. Inpatient beds are used for diseases such as malaria, gastroenteritis and pneumonia and a separate ward houses TB effected patients. TB is a major public health concern in Timor-Leste and with the looming threat of HIV infectious rates are set to explode. A basic dental service also exists as does an emergency room, pharmacy and lab facilities.

With recent security concerns and DFAT travel warnings raised to level 5 (Do Not Travel) the international medical volunteers, including medical students from Australia, have withdrawn from Timor-Leste and Dr Dan's is now at a skeleton crew. This coupled with Easter and the public holidays has seen Dr Dan struggle with his few die-hard local staff including Dr Ida, a US trained Timorese Dr.

AAI staff were able to lend a hand and began by helping to re-organise the pharmacy to regain its functionality and begin to sort through and arrange the various donations Dr Dan has received. AAI staff were also able to get involved in some patient care including basic wound dressings.

Saturday 7/4/07 AAI staff attended Bairo Pite Clinic's first health service delivery to the Comoro district IDP (Internally Displaced Persons) camp. Many of the IDPs are afraid to travel to Dili National Hospital as rivalry between Timorese from the East and West is still rife. Many do not have access to medical services for this reason. The same issue faces the Bairo Pite Clinic and this has seen them try and deliver health care by setting up a mobile clinic at the camp. Several patients seen by Dr Ida at the camp who required higher level services and/or admission refused to travel to either the clinic or the hospital from fear of their safety. This area has been somewhat of a security hotspot over the last month but AAI staff observed the camp to be orderly and peaceful.

AAI staff were able to support Dr Ida in her delivery of primary health care at the camp and saw over 150 patients in 3 hours. This will now be a regular commitment of the Bairo Pite Clinic. Patient complaints ranged from scabies and tinea to gonorrhea, pneumonia and childhood infections such as otitis (ear infection) and conjunctivitis. Common cold viral infections were also very common amoungst the group.
Shaun Francis, AAI

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

Apresentação das obras: "Vozes das Mulheres de Timor-Leste" e "Sete Mulheres de Timor - Feto Timor Nain Hitu", da autoria de Teresa Cunha - Docente da ESEC.

Oradoras Convidadas: Pascoela Barreto, Embaixadora da república Democrática de Timor-Leste em Lisboa. Fátima Guterres, Guerrilheira e presa política do regime indonésio.


A apresentação das obras será realizada por: Rui Antunes e Pedro Custódio.
Dia 23 de Abril, das 15h às 18h, no Auditório da ESEC.


A entrada é gratuita e será entregue um certificado de presença a todos os participantes


Com os melhores cumprimentos.


Teresa Jorge
Técnica Superior, área de Comunicação Social e Relações Públicas


GERI/NCRI - Núcleo de Comunicação e Relações Institucionais
Escola Superior de Educação de Coimbra
Telefone: +351 239 793 154
Fax: +351 239 401 461

Homem de Família promoverá valores familiares

Francisco Guterres "Lu Olo" a Presidente

"Serei Presidente de todos e para todos"

Comunicado de Imprensa

18 de Abril de 2007


O Candidato Presidencial da FRETILIN, Francisco Guterres "Lu Olo", disse hoje que se for eleito Presidente da República trabalhará em parceria com o governo para desenvolver políticas que fortaleçam o papel da família e melhorarem o estatuto da mulher.

Lu Olo disse que "A família é a unidade básica da sociedade timorense. Se não existem amor, paz e harmonia, dentro da família, então não existirá paz duradoura na nossa sociedade. É através da família que a criança aprende como criar e manter relações com outras pessoas e, se fizer parte de uma família saudável, a criança aprende rapidamente a respeitar e amar os outros.

"Eu amo, respeito e honro a minha esposa, Cidália Lopes Nobre Mouzinho Guterres. Eu dou ouvidos ao que ela me diz e respondo às suas necessidades. É através da minha relação com Cidália que eu tenho ganho um melhor entendimento sobre as necessidades únicas das mulheres na nossa sociedade, e eu apoio totalmente a luta pela igualdade de direitos entre homens e mulheres".

Lu Olo afirmou que Cidália será uma maravilhosa primeira dama para o país.

"Cidália é uma buibere, uma mulher de Timor-Leste, e ela será uma primeira dama que está consciente e conhece a nossa história, os nossos valores culturais e tradições. Cidália é uma mulher carinhosa, cheia de amor, inteligente, e com uma mente aberta, e usará a sua sabedoria e orientação para fortalecer o meu papel como Presidente da República," disse Lu Olo.

"Cidália e eu temos dois filhos, Francisco Cidalino Guterres (Olo Kai) de três anos de idade e Eldino Nobre Guterres de 1 ano de idade. Como pai, eu quero que os meus filhos tenham tudo aquilo que qualquer pai deseja para as suas crianças – uma boa educação, acesso à serviços de saúde gratis, à água potável e habitação.

"Eu trabalharei em parceria com o governo para assegurar que as crianças de Timor -Leste recebam tudo isto."



Para mais informações, contacte:

Harold Moucho (Assessor Político de Lu Olo) (+670) 723 0048 (Dili)
Jose Manuel Fernandes (Representante Oficial de Lu Olo para as Eleições) (+670) 734 2174 (Dili)

http://www.luolobapresidente.blogspot.com, http://luolo.blogspot.com, http://www.timortruth.com

Dos Leitores

Comentário na sua mensagem "Porto de Díli isolado devido a derrame químico":

É no mínimo curioso, que uma cisterna contendo ácido clorídrico (não gás) que se destinava à Austrália, por ter sido detectada uma ruptura, tenha permanecido em Díli, uma cidade onde não existem meios para combater este tipo de situações, num país onde ninguém faz a menor ideia do que está previsto a nível de mecanismos e legislação internacional para fazer face a este tipo de ocorrências. Mais uma vez os australianos mostram a consideração que têm pelo país (o pequeno jardinzinho onde se pode fazer a "porcaria" que não querem na sua "casa").

Outra questão é que tendo a cisterna sido descarregada por volta das 2h da madrugada de dia 16, só se tenha iniciado a tentativa de evacuação dos deslocados do Jardim e de Motael quase 12 horas depois e dos habitantes e residentes na área cerca de 16h depois, não faz muito sentido dizer que o vento sopra de Norte ou de Sul pois a qualquer momento a sua direcção pode mudar. O facto é que hoje já são 10:30h de dia 17 e ainda não houve qualquer tipo de evacuação nem a capacidade de resolver o problema uma vez que é visível que a cisterna continua a despejar ácido clorídrico no caís do Porto de Díli.

***

Comentário na sua mensagem "Porto de Díli isolado devido a derrame químico":

Só para verificarem com que se está a lidar:

HYDROCHLORIC ACID, 33 - 40%
MSDS Number: H3880 --- Effective Date: 11/17/99
1. Product Identification

Synonyms: Muriatic acid; hydrogen chloride, aqueous
CAS No.: 7647-01-0
Molecular Weight: 36.46
Chemical Formula: HCl
Product Codes:
J.T. Baker: 5367, 5537, 5575, 5800, 5814, 5839, 6900, 7831, 9529, 9530, 9534, 9535, 9536, 9537, 9538, 9539, 9540, 9544, 9548
Mallinckrodt: 2062, 2612, 2624, 2626, 5587, H611, H613, H987, H992, H999, V078, V628

2. Composition/Information on Ingredients

Ingredient CAS No Percent Hazardous
--------------------------------------- ------------ ------- ---------

Hydrogen Chloride 7647-01-0 33 - 40% Yes
Water 7732-18-5 60 - 67% No

3. Hazards Identification

Emergency Overview
--------------------------
POISON! DANGER! CORROSIVE. LIQUID AND MIST CAUSE SEVERE BURNS TO ALL BODY TISSUE. MAY BE FATAL IF SWALLOWED OR INHALED. INHALATION MAY CAUSE LUNG DAMAGE.

J.T. Baker SAF-T-DATA(tm) Ratings (Provided here for your convenience)
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------
Health Rating: 3 - Severe (Poison)
Flammability Rating: 0 - None
Reactivity Rating: 2 - Moderate
Contact Rating: 3 - Severe (Corrosive)
Lab Protective Equip: GOGGLES & SHIELD; LAB COAT & APRON; VENT HOOD; PROPER GLOVES
Storage Color Code: White (Corrosive)
-----------------------------------------------------------------------------------------------------------

Potential Health Effects
----------------------------------

Inhalation:
Corrosive! Inhalation of vapors can cause coughing, choking, inflammation of the nose, throat, and upper respiratory tract, and in severe cases, pulmonary edema, circulatory failure, and death.
Ingestion:
Corrosive! Swallowing hydrochloric acid can cause immediate pain and burns of the mouth, throat, esophagus and gastrointestinal tract. May cause nausea, vomiting, and diarrhea. Swallowing may be fatal.
Skin Contact:
Corrosive! Can cause redness, pain, and severe skin burns. Concentrated solutions cause deep ulcers and discolor skin.
Eye Contact:
Corrosive! Vapors are irritating and may cause damage to the eyes. Contact may cause severe burns and permanent eye damage.
Chronic Exposure:
Long-term exposure to concentrated vapors may cause erosion of teeth. Long term exposures seldom occur due to the corrosive properties of the acid.
Aggravation of Pre-existing Conditions:
Persons with pre-existing skin disorders or eye disease may be more susceptible to the effects of this substance.

4. First Aid Measures

Inhalation:
Remove to fresh air. If not breathing, give artificial respiration. If breathing is difficult, give oxygen. Get medical attention immediately.
Ingestion:
DO NOT INDUCE VOMITING! Give large quantities of water or milk if available. Never give anything by mouth to an unconscious person. Get medical attention immediately.
Skin Contact:
In case of contact, immediately flush skin with plenty of water for at least 15 minutes while removing contaminated clothing and shoes. Wash clothing before reuse. Thoroughly clean shoes before reuse. Get medical attention immediately.
Eye Contact:
Immediately flush eyes with plenty of water for at least 15 minutes, lifting lower and upper eyelids occasionally. Get medical attention immediately.

5. Fire Fighting Measures

Fire:
Extreme heat or contact with metals can release flammable hydrogen gas.
Explosion:
Not considered to be an explosion hazard.
Fire Extinguishing Media:
If involved in a fire, use water spray. Neutralize with soda ash or slaked lime.
Special Information:
In the event of a fire, wear full protective clothing and NIOSH-approved self-contained breathing apparatus with full facepiece operated in the pressure demand or other positive pressure mode. Structural firefighter's protective clothing is ineffective for fires involving hydrochloric acid. Stay away from ends of tanks. Cool tanks with water spray until well after fire is out.

6. Accidental Release Measures

Ventilate area of leak or spill. Wear appropriate personal protective equipment as specified in Section 8. Isolate hazard area. Keep unnecessary and unprotected personnel from entering. Contain and recover liquid when possible. Neutralize with alkaline material (soda ash, lime), then absorb with an inert material (e. g., vermiculite, dry sand, earth), and place in a chemical waste container. Do not use combustible materials, such as saw dust. Do not flush to sewer! US Regulations (CERCLA) require reporting spills and releases to soil, water and air in excess of reportable quantities. The toll free number for the US Coast Guard National Response Center is (800) 424-8802.

J. T. Baker NEUTRASORB(R) or TEAM(R) 'Low Na+' acid neutralizers are recommended for spills of this product.

7. Handling and Storage

Store in a cool, dry, ventilated storage area with acid resistant floors and good drainage. Protect from physical damage. Keep out of direct sunlight and away from heat, water, and incompatible materials. Do not wash out container and use it for other purposes. When diluting, the acid should always be added slowly to water and in small amounts. Never use hot water and never add water to the acid. Water added to acid can cause uncontrolled boiling and splashing. When opening metal containers, use non-sparking tools because of the possibility of hydrogen gas being present. Containers of this material may be hazardous when empty since they retain product residues (vapors, liquid); observe all warnings and precautions listed for the product.

8. Exposure Controls/Personal Protection

Airborne Exposure Limits:
-OSHA Permissible Exposure Limit (PEL):
5 ppm Ceiling
-ACGIH Threshold Limit Value (TLV):
5 ppm Ceiling

Ventilation System:
A system of local and/or general exhaust is recommended to keep employee exposures below the Airborne Exposure Limits. Local exhaust ventilation is generally preferred because it can control the emissions of the contaminant at its source, preventing dispersion of it into the general work area. Please refer to the ACGIH document, Industrial Ventilation, A Manual of Recommended Practices, most recent edition, for details.
Personal Respirators (NIOSH Approved):
If the exposure limit is exceeded, a full facepiece respirator with an acid gas cartridge may be worn up to 50 times the exposure limit or the maximum use concentration specified by the appropriate regulatory agency or respirator supplier, whichever is lowest. For emergencies or instances where the exposure levels are not known, use a full-facepiece positive-pressure, air-supplied respirator. WARNING: Air purifying respirators do not protect workers in oxygen-deficient atmospheres.
Skin Protection:
Rubber or neoprene gloves and additional protection including impervious boots, apron, or coveralls, as needed in areas of unusual exposure to prevent skin contact.
Eye Protection:
Use chemical safety goggles and/or a full face shield where splashing is possible. Maintain eye wash fountain and quick-drench facilities in work area.

9. Physical and Chemical Properties

Appearance:
Colorless, fuming liquid.
Odor:
Pungent odor of hydrogen chloride.
Solubility:
Infinite in water with slight evolution of heat.
Density:
1.18
pH:
For HCL solutions: 0.1 (1.0 N), 1.1 (0.1 N), 2.02 (0.01 N)
% Volatiles by volume @ 21C (70F):
100
Boiling Point:
53C (127F) Azeotrope (20.2%) boils at 109C (228F)
Melting Point:
-74C (-101F)
Vapor Density (Air=1):
No information found.
Vapor Pressure (mm Hg):
190 @ 25C (77F)
Evaporation Rate (BuAc=1):
No information found.

10. Stability and Reactivity

Stability:
Stable under ordinary conditions of use and storage. Containers may burst when heated.
Hazardous Decomposition Products:
When heated to decomposition, emits toxic hydrogen chloride fumes and will react with water or steam to produce heat and toxic and corrosive fumes. Thermal oxidative decomposition produces toxic chlorine fumes and explosive hydrogen gas.
Hazardous Polymerization:
Will not occur.
Incompatibilities:
A strong mineral acid, concentrated hydrochloric acid is incompatible with many substances and highly reactive with strong bases, metals, metal oxides, hydroxides, amines, carbonates and other alkaline materials. Incompatible with materials such as cyanides, sulfides, sulfites, and formaldehyde.
Conditions to Avoid:
Heat, direct sunlight.

11. Toxicological Information


Inhalation rat LC50: 3124 ppm/1H; oral rabbit LD50: 900 mg/kg (Hydrochloric acid concentrated); investigated as a tumorigen, mutagen, reproductive effector.

--------\Cancer Lists\------------------------------------------------------
---NTP Carcinogen---
Ingredient Known Anticipated IARC Category
------------------------------------ ----- ----------- -------------
Hydrogen Chloride (7647-01-0) No No 3
Water (7732-18-5) No No None

12. Ecological Information

Environmental Fate:
When released into the soil, this material is not expected to biodegrade. When released into the soil, this material may leach into groundwater.
Environmental Toxicity:
This material is expected to be toxic to aquatic life.

13. Disposal Considerations

Whatever cannot be saved for recovery or recycling should be handled as hazardous waste and sent to a RCRA approved waste facility. Processing, use or contamination of this product may change the waste management options. State and local disposal regulations may differ from federal disposal regulations. Dispose of container and unused contents in accordance with federal, state and local requirements.

14. Transport Information

Domestic (Land, D.O.T.)
-----------------------
Proper Shipping Name: HYDROCHLORIC ACID
Hazard Class: 8
UN/NA: UN1789
Packing Group: II
Information reported for product/size: 475LB

International (Water, I.M.O.)
-----------------------------
Proper Shipping Name: HYDROCHLORIC ACID
Hazard Class: 8
UN/NA: UN1789
Packing Group: II
Information reported for product/size: 475LB


15. Regulatory Information

--------\Chemical Inventory Status - Part 1\---------------------------------
Ingredient TSCA EC Japan Australia
----------------------------------------------- ---- --- ----- ---------
Hydrogen Chloride (7647-01-0) Yes Yes Yes Yes
Water (7732-18-5) Yes Yes Yes Yes

--------\Chemical Inventory Status - Part 2\---------------------------------
--Canada--
Ingredient Korea DSL NDSL Phil.
----------------------------------------------- ----- --- ---- -----
Hydrogen Chloride (7647-01-0) Yes Yes No Yes
Water (7732-18-5) Yes Yes No Yes

--------\Federal, State & International Regulations - Part 1\----------------
-SARA 302- ------SARA 313------
Ingredient RQ TPQ List Chemical Catg.
----------------------------------------- --- ----- ---- --------------
Hydrogen Chloride (7647-01-0) 5000 500* Yes No
Water (7732-18-5) No No No No

--------\Federal, State & International Regulations - Part 2\----------------
-RCRA- -TSCA-
Ingredient CERCLA 261.33 8(d)
----------------------------------------- ------ ------ ------
Hydrogen Chloride (7647-01-0) 5000 No No
Water (7732-18-5) No No No


Chemical Weapons Convention: No TSCA 12(b): No CDTA: Yes
SARA 311/312: Acute: Yes Chronic: Yes Fire: No Pressure: No
Reactivity: No (Mixture / Liquid)



Australian Hazchem Code: 2R
Poison Schedule: No information found.
WHMIS:
This MSDS has been prepared according to the hazard criteria of the Controlled Products Regulations (CPR) and the MSDS contains all of the information required by the CPR.

16. Other Information

NFPA Ratings: Health: 3 Flammability: 0 Reactivity: 0
Label Hazard Warning:
POISON! DANGER! CORROSIVE. LIQUID AND MIST CAUSE SEVERE BURNS TO ALL BODY TISSUE. MAY BE FATAL IF SWALLOWED OR INHALED. INHALATION MAY CAUSE LUNG DAMAGE.

Label Precautions:

Do not get in eyes, on skin, or on clothing.
Do not breathe vapor or mist.
Use only with adequate ventilation.
Wash thoroughly after handling.
Store in a tightly closed container.
Remove and wash contaminated clothing promptly.

Label First Aid:

In case of contact, immediately flush eyes or skin with plenty of water for at least 15 minutes while removing contaminated clothing and shoes. Wash clothing before reuse. If swallowed, DO NOT INDUCE VOMITING. Give large quantities of water. Never give anything by mouth to an unconscious person. If inhaled, remove to fresh air. If not breathing, give artificial respiration. If breathing is difficult, give oxygen. In all cases get medical attention immediately.
Product Use:
Laboratory Reagent.
Revision Information:
No changes.
Disclaimer:

"Serei Presidente de todos e para todos"

Francisco Guterres Lu Olo para Presidente

Comunicado de imprensa
Terça-feira, 17 Abril 2007

Lu Olo servirá todo o povo e defenderá o seu país

O candidato Presidencial da FRETILIN, Francisco Guterres Lu Olo, prometeu hoje que Timor-Leste estará sempre em primeiro lugar, ao fortalecer as boas relações com os outros países.
Esta declaração foi em resposta ao que foi dito por José Ramos-Horta, de que as relações com os países vizinhos enfrequeceriam sob uma presidência de Lu Olo.

"Depois de ter passado os 24 anos de resistência nas montanhas, como guerrilheiro, eu já provei o meu compromisso pelo povo de Timor-Leste e pelo interesse da nossa nação," disse Lu Olo.
"Relações internacionais não se baseam apenas em ter amigos pessoais. Baseia-se em Estados e suas instituições interagindo entre elas. Eu sempre respeitarei e promoverei a amizade com outros Estados, mas Timor-Leste estará sempre em primeiro lugar e sempre defenderei o nosso país.

"Eu nunca deixarei Timor-Leste para trabalhar em Nova Iorque, ou em qualquer outro lugar. Timor-Leste é o meu país, minha pátria, pela qual eu lutei e vi meus camaradas a perderem as vidas por ela. Eu sempre viverei aqui e nunca deixarei este nosso belo país.

"Como Presidente do Parlamento Nacional, realizei visitas oficiais a muitos países, e recebi representantes de muitos parlamentos, incluindo Austrália, Indonésia e países da CPLP. Eu criei relações que durarão muitos anos e irão ajudar-me no meu trabalho como Presidente da República, na promoção de melhores relações internacionais para o nosso país".

Lu Olo questionou também sobre a capacidade de Ramos-Horta na representação de Timorenses de todas as partes do país.

Rejeitando as acusações feitas por Ramos-Horta – publicadas na Imprensa de ontem – de que Presidente Lu Olo tem dificuldades em unir todo o país, Lu Olo disse: "Como Presidente do Parlamento Nacional eu tive um papel de sucesso na gestão de diferenças entre os partidos politicos representados no parlamento, e na promoção de diálogo entre eles. Eu fiz isso, mesmo sendo um militante da FRETILIN.

"Eu venci a primeira volta das eleições porque eu fui capaz de obter votos por todo o país, e não somente em Dili. O Sr Ramos-Horta não conseguiu obter bons resultados em muitos distritos. Eu estou preocupado que ele não representará, de forma adequada, o povo de todo o Timor-Leste."

Para mais informações, contacte:
Harold Moucho (Assessor político de Lu Olo) (+670) 723 0048 (Dili) Jose Manuel Fernandes (Representante Oficial de Lu Olo para as eleições) (+670) 734 2174 (Dili) http://www.luolobapresidente.blogspot.com , http://luolo.blogspot.com, http://www.timortruth.com

segunda-feira, abril 16, 2007

Fretilin will not initiate violence if it loses elections, Alkatiri says

Jakarta Post - April 16, 2007

Though he is no longer the prime minister of Timor Leste, Mari Alkatiri -- the secretary general of the country's largest political party Fretilin -- is an influential political figure. The Jakarta Post's Abdul Khalik interviewed Alkatiri on Saturday in Dili. The following are excerpts from the interview.

Question: How do you evaluate the presidential election so far?

Answer: It has passed very quietly although a lot of intimidation took place in some places, including in Dili. We (Fretilin) have been accused of intimidation. But in reality, we were intimidated by others in Dili, Liquica, Ermera and Bobonaro. But this is no time to make such claims and create difficulties for the country. We have decided to accept the results, and we will be ready for the second round. We are still confident that we will win the presidency.

What about accusations of fraud against Fretilin?

These accusations are completely baseless. There are a lot of international officials and observers monitoring the CNE and STAE (the bodies handling the election). So how can such claims be made? We could even accuse CNE of fraudulent behavior because its spokesman has not been neutral.

Many people said we would not accept the results, and now we have accepted the results, they are accusing us of fraud.

How do you expect to win the run-off when most losing candidates are likely to unite behind Ramos-Horta?

That is not certain. Even if the losing candidates can get together (to support Ramos-Horta), their supporters may change their minds. I am sure that a lot of them will vote for Mr. Lu 'Olo (Francisco Guterres Lu 'Olo).

International media and observers seem to think it was members of Fretilin who initiated the recent violence. Do you have a comment on this?

Again, these accusations are baseless. On the contrary, we have been the victims of violence since April last year despite the fact that we refrained from violence. That is why the country is stable. I decided to resign from the post of prime minister last year to avoid violence and bloodshed in this country. We have proven during the last 10 months that we have refrained from violence. However, a lot of provocation is coming from other groups against our people. Now that we are close to victory, there is no reason to start violence.

What if Fretilin loses? Will there be any violence?

It is completely wrong to think that we will initiate violence if we lose the election. But I don't think other groups will accept the result if they lose the election.

What did actually happen during your term as prime minister?

Problems that we face in this country come from the top. The situation between President Xanana (Gusmao) and myself as the prime minister had worsened and although we tried to avoid it, eventually it was not possible. They wanted me out of the government. If there was a president from Fretilin and a parliament predominately made up of Fretilin members, we could create stability. We could send a clear message to the people that there would no longer be conflict within the government. We are going to work together in solidarity with the institutions so the country can return to normal.

What will happen if Fretilin either loses the presidency or control of the parliament?

If Fretilin wins the presidency but loses the parliamentary elections there will be problems between the government and the parliament. But our presidential candidate will work with the government and the prime minister. We don't know what it will be like if the opposite occurs. It would be difficult to deal with Ramos-Horta because he is a man without a plan and a vision. He has ideas and goodwill but no plans. I am a friend of Ramos-Horta. I know him very well. But even I think he would be worse than Xanana in this position. Anyway, we will try to cooperate if he wins because there is no other option. It is the decision of the people.

Will you run for the post of prime minister to challenge Xanana?

No, I am not considering running for the post of prime minister. Someone else from the party will run. I will lead the party during the parliamentary elections but this doesn't mean I will become prime minister.

What would a Fretilin-led government do?

First of all, we would create a safe environment for the people of this country and send refugees back to their respective homelands. We would resolve the problems of Maj. Alfredo Reinado (influential rebel leader). We would prioritize making the police force more professional and not politicized. We have been accused of politicizing the police force. But in 2006 when the conflict started between the military and police, there were still 160 international police advisors in the country. What were they doing? We also need to establish a clear policy on the army, which would stop them fighting with the police. Then we could develop the country, create jobs, invest in infrastructure, telecommunications, power and particularly in education and health.

What about oil money from the Timor Gap?

Of course we will use that money. The law on that money is very clear, and it was adopted unanimously by all. How can we bring development to the country if we don't use that money?

But actually you can't just distribute the oil money to the people. We don't want to hold on to the money for nothing when the country needs to invest in infrastructure, education and health.

We've successfully avoided debt although we have been under pressure to go to the World Bank or IMF. However, if we can manage to get money on easy terms then we will use that rather than our own money. It's completely wrong also to accuse us of not being transparent in managing money while every month we have presented a report to the public.

What about future relations between Timor Leste and Indonesia?

We need Indonesia as you are our closest neighbor. We still feel good things about Indonesia and we need to resolve all pending issues with the country. Timor Leste is a very small country in between giants. We need to play a role in bringing everybody together and stopping conflict.

This is the only way for small countries to survive. It is totally wrong to say that Fretilin would prioritize Portugal or Mozambique.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.