sábado, janeiro 20, 2007

Notícias - traduzidas pela Margarida


TIMOR-LESTE: NÃO ME ENCONTRAREI COM O TRAIDOR MAJOR RENAIDO, DIZ O PRIMEIRO-MINISTRO

Dili, 18 Jan. (AKI) – O primeiro-ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta disse que não se encontrará com o traidor Major Alfredo Reinado Alves porque não quer que as pessoas pensem que protege um criminoso. Numa entrevista ao vivo com a Adnkronos International (AKI) o laureado do Nobel da paz disse que só apertará as mãos a Reinado uma vez que o procedimento legal contra ele esteja completado.

“No momento não tenho qualquer plano ou tempo para me encontrar com Alfredo Reinado. Deixo este caso ser gerido pelo processo judicial. Depois veremos. Não quero que as pessoas me ofendam e me digam que estou a proteger um criminoso,” disse Ramos-Horta.

O Major Reinado abandonou as forças armadas em 4 de Maio de 2006 para se juntar a cerca de 600 antigos soldados que tinham sido despedidos em Março de 2006 depois de se queixar de discriminações étnicas sobre promoções.

O despedimento desencadeou confrontos à escala nacional numa crise que deixou 37 pessoas mortas, forçou 155,000 a fugirem das suas casas, derrubou o governo do antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, e resultou no destacamento de tropas lideradas pelos Australianos para a pequena nação do Sudeste Asiático.

Preso pelo seu papel na violência e acusado em conjunção do homicídio de cinco pessoas, Reinado fugiu da prisão em 30 de Agosto.

Horta tem repetidamente declarado que quer resolver a "questão Reinado " pacificamente. Para isso já se realizaram vários encontros. Reinado encontrou-se com o Chefe das Forças Armadas Brigadeiro Taur Matan Ruak durante um encontro de 30-minutos, à porta fechada em 21 de Dezembro.

Também, alcançado ao telefone pela AKI, Reinado confirmou que se tinha encontrado com representantes da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste [UNMIT], o Parlamento Nacional, o governo e representantes da III região em Ermera, o distrito onde reside correntemente.

“Os encontros foram para encontrar uma solução para a crise que emergiu no país,” disse Reinado à AKI. “O que quero e desejo é procurar a verdade e justiça,” acrescentou.

Perguntado se planeia encontrar-se com Horta, o Major Reinado disse que gostaria.

“Havia um plano para vir a Dili e encontrar-me com o nosso Primeiro-Ministro Horta alguns dias atrás mas, infelizmente, isso não aconteceu pois o primeiro-ministro não tem tempo. Por isso, estou ainda à espera d um sinal do gabinete de Horta,” disse.

(Fsc/Ner/Aki)

***

Crueldade e xenofobia agitam e envergonham o país da sorte

A regressão social e o agitar de bandeira promovido pelo primeiro-ministro neo-conservador da Austrália podem descolar em Guantánamo

John Pilger
Sexta-feira Janeiro 19, 2007
The Guardian

O escritor Australiano Donald Horne deu por ironia o título do seu famoso, O País da Sorte. "A Austrália é o país da sorte dirigido por gente de segunda categoria que partilha a sua sorte," lamentou em 1964, descrevendo muita da elite Australiana como não sendo original para sempre, obcecada pela raça e escrava do poder imperial e das suas guerras.

Desde as aventuras pelo ópio da Grã-Bretanha até ao travestismo actual da América no Iraque, os Australianos têm sido enviados para lutar povos de locais longínquos com quem nunca tiveram qualquer zanga e que nunca representaram qualquer ameaça de invasão. Ao crescer, garantiram-me que era uma " tradição sagrada".

Mas depois foi “descoberta” uma outra Austrália. O único morto de guerra que os Australianos nunca choraram estava precisamente debaixo dos seus narizes: o do notável povo indígena que tinha tido a propriedade e que tinha tratado esta terra antiga durante milhares de anos, e depois lutou e morreu na sua defesa quando os Britânicos a invadiram. Numa terra cheia de memoriais, nenhum deles os lembra.

Para muitos brancos, o acordar foi rude; para outros foi chocante. Nos anos 70s, graças largamente ao breve, bravo e contestado governo Trabalhista de Gough Whitlam, as universidades abriram os seus estudos a essas heresias e os seus portões a uma sociedade Mark Twain uma vez identificada como "quase totalmente povoada pelas ordens inferiores ". Uma história secreta revelou que, muito antes do resto do mundo ocidental, os trabalhadores Australianos tinham lutado e conquistado por salários mínimos, as oito horas de trabalho, pensões, benefícios para as crianças e o voto para as mulheres.

E agora há uma surpreendente diversidade étnica, e isso aconteceu como por defeito: simplesmente não houve britânicos suficientes e "bálticos de olho-azul " que quiseram vir.

A Austrália não é notícia muitas vezes, aparte o cricket e os incêndios florestais. É uma pena, porque a regressão desta social democracia para um Estado de medo fabricado e de xenofobia é um caso de estudo para todas as sociedades que querem ser livres. No poder há mais de uma década, o primeiro-ministro Liberal, John Howard, vem dos alcances exteriores dos “neoconservadores” da Austrália. Em 1988 anunciou que um futuro governo liderado por ele perseguiria “Uma Política da Austrália”, um precursor do partido Uma Nação da infame Pauline Hanson, cujos alvos foram Australianos negros e migrantes. Os alvos de Howard têm sido similares. Um dos seus primeiros actos como primeiro-ministro foi cortar $A400m do orçamento dos assuntos dos Aborígines. "O politicamente correcto," disse, "foi longe demais."

Hoje, os negros Australianos têm ainda uma das mais baixas esperanças de vida no mundo, e as suas (condições de) saúde são as piores no mundo. Uma doença (que se pode) totalmente prever, o tracoma - derrotada em muitos países pobres - ainda cega muitos por causa das suas horrorosas condições de vida. O empobrecimento das comunidades negras, que pouco tenho visto mudar ao longo dos anos, foi descrita em 2006 pela Save the Children como "algumas das piores que temos visto no nosso trabalho através de todo o mundo ". Em vez do respeito político na forma de uma lei nacional dos direitos da terra, lançou-se uma guerra de atrito legal contra os Aborígines; e as epidemias e os suicídios dos negros continuam.

Howard rejubila na sua promoção de "valores Australianos " - uma cocofonia muito Australiana dos adocicados valores dos poderes estrangeiros. O xuxu de um grupo de supremacistas brancos que borboleteiam na imprensa dominada por Murdoch e nas programas de conversas de rádio, o primeiro-ministro usou acólitos para atacar a "visão da história das bandas de ajuda dos negros", como se não tivesse acontecido o assassínio em massa e a resistência dos indígenas Australianos. O grande historiador Henry Reynolds, autor de O Outro Lado da Fronteira, foi perfeitamente difamado, ao lado doutros revisionistas. Em 2005 Andrew Jaspan, um Britânico acabado de ser nomeado editor do Age de Melbourne, foi sujeito a uma campanha viciosa dos neoconservadores que o acusaram de "reduzir" o Age a "um outro Guardian".

O agitar da bandeira e um hipócrita nacionalismo exacerbado de mão-no-coração, acerca do qual os Australianos cépticos tempos atrás sentiam uma ambivalência saudável, são agora comportamentos padrão em eventos desportivos e noutros eventos públicos. Servem para preparar os Australianos para a renovação do militarismo e da guerra, conforme ordenado pela administração Bush e para esconder ataques à comunidade muçulmana da Austrália. Fala e podes infringir uma lei de sedição de 2005 feita para intimidar com a ameaça de prisão até sete anos. Uma vez descrito nos media como o “vice-sheriff” de Bush, Howard não objectou quando Bush, sabendo disso, o promoveu a "sheriff para o Sudeste da Ásia ".

Como um mini-Blair, enviou tropas e polícias federais para as Ilhas Salomão, Tonga, Papua Nova Guiné e Timor-Leste. No novo independente Timor-Leste, onde o governo Australiano colaborou com os 23 anos de ocupação sangrenta da Indonésia, a "mudança de regime " foi efectivamente executada no ano passado com a resignação do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, que teve a ousadia de se opor à exploração unilateral de Canberra dos recursos do petróleo e do gás do seu país.

Contudo, é um homem, David Hicks, um perdedor espectacular na nova Austrália, quem agora ameaça a face "sortuda" de Howard. Hicks foi encontrado entre os Taliban no Afeganistão em 2001 e vendido como prémio aos Americanos pelos senhores da guerra apoiados pela CIA. Passou mais de cinco anos na Baía de Guantánamo, incluindo oito meses numa cela sem luz solar. Foi torturado, e nunca foi acusado de qualquer crime. Howard e o seu Procurador-Geral, Philip Ruddock, recusaram mesmo pedir a repatriação de Hicks, como é seu direito constitucional, visto que não há leis Australianas sob as quais Hicks pode ser acusado. A crueldade deles é de tirar a respiração.

Uma campanha persistente feita pelo seu pai, Terry, desencadeou uma espécie de vergonha pública que está a crescer. Isto já aconteceu antes na Austrália, como quando da marcha de um milhão de pessoas através da Ponte do Porto de Sydney exigindo justiça para os negros Australianos, e a corajosa acção directa dos jovens que forçaram o encerramento do conhecido campo de detenção em áreas distantes para refugiados ilegais, com as suas celas de isolamento, spray de pimenta e tareias. Os que procuram asilo apanhados nos seus barcos a meter água pela sempre-vigilante Força de Defesa Australiana são agora encarcerados atrás de vedações eléctricas na pequeníssima Ilha de Natal a mais de 1,000 milhas do país da sorte.

Howard não enfrenta nenhuma oposição real do partido trabalhista complacente. Os sindicatos, enfrentando um recuo da história orgulhosa dos direitos dos trabalhadores da Austrália e com cerca de 43% de desemprego juvenil, mexeram-se e encheram as ruas. Mas talvez algo de mais alargado e profundo está a vir de uma nação cuja auto-imagem mais duradoura e melancólica é a de caçadores de coelhos desobedientes. Durante a recente série das Ashes, Ian Chappell, um dos capitães de cricket mais admirados da Austrália, abandonou a caixa de comentários quando Howard entrou. Depois de ter visto com os próprios olhos as condições numa prisão de refugiados, Chappell disse: "Estes são seres humanos e simplesmente não podem ser tratados assim ... no paleio do cricket era como fazer batota. Estão a roubar-lhes uma oportunidade justa."

***

Apoio da Defesa aérea dá voz sobre satélite
LinuxWorld - 18/01/2007 16:54:10

Rodney Gedda

As organizações que apoiam as operações do Departamento da Defesa em Dili, Timor-Leste, podem agora ter acesso a serviços de voz para a Austrália com ligações a informações de satélite com um acordo entre a MyNetFone e a Ursys.

O centro de comando logístico que está localizado no interior do complexo da Força de Defesa Australiana no aeroporto de Dili pode agora fazer chamadas da MyNetFone VoIP via conexão de satélite disponibilizada pelas rotas com base na Ursys' Linux. O Director de Gestão da MyNetFone, Andy Fung disse que a Ursys já conectou todos os maiores teleportos a operar na Austrália ao serviço da MyNetFone que fornece serviço de chamadas de voz de qualidade comercial de qualquer local no raio da pegada do satélite cobrindo a Austrália, Nova Zelândia e o Sudeste da Ásia.

A URSYS escolheu a NEWSAT para fornecer espaço do satélite para esta iniciativa.

O director do desenvolvimento comercial da Ursys, Garry Millar, disse que um cliente é uma companhia de logística de serviço aéreo que fornece "apoio essencial " à presença Australiana em Timor-Leste. O CEO da Ursys, Grahame Cover, disse que para dirigir serviços de voz de qualidade comercial via satélite, o pacote da voz precisa de ser comprimido e priorizado através de canal seguro de volta à plataforma da MyNetFone.

"Isto tem o bónus adicional de perda zero de percepção e de congestão de baixo tráfico resultando em chamadas de qualidade comercial," disse.

***

A Austrália aumenta a ajuda para Timor-Leste
The Age
Janeiro 19, 2007 - 12:10PM

O governo Australiano comprometeu $2 milhões extra para ajuda humanitária em Timor-Leste.

O Ministro dos Estrangeiros Alexander Downer disse que o financiamento extra eleva o total do compromisso do governo para $10 milhões desde o desassossego no país no ano passado.

O novo dinheiro ajudará cerca de 20,000 deslocados em Timor-Leste.

"Grupos vulneráveis tais como grávidas, mães lactantes e crianças com pouco peso serão os maiores beneficiários da nossa assistência, a ser distribuída em cinco distritos através do programa de nutrição do Governo de Timor-Leste," disse o Sr Downer numa declaração.

Cerca de $1 milhão irá para a Oxfam para melhorar (o serviço) de água e sanidade para reduzir a incidência de doenças nascidas da água como a malária e a febre de dengue durante a corrente estação das chuvas.

O Programa Mundial da Alimentação receberá ainda $1 milhão para facilitar a corrente falta de alimentação em Timor-Leste.

A jovem nação caiu no caos em Abril e Maio últimos depois do despedimento de 600 soldados pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Facções rivais da polícia e das forças armadas lutaram nas ruas e os confrontos espalharam-se depois em lutas de gangs, pilhagens e fogos-postos.

Pelo menos 37 pessoas foram mortas e mais de 150,000 fugiram das suas casas na capital Dili.

***

Documentos desclassificados, um fundo da política de Indonésia de Canberra
The Jakarta Post

S.P. Seth, Sydney

A recente liberação de documentos de 1976 do Gabinete (do governo), trinta anos depois fazem luz interessante sobre a política da Austrália em Timor-Leste nos meses que se seguiram à incorporação da (antiga) colónia Portuguesa na Indonésia. E dá-nos um melhor entendimento da política Indonésia de Canberra.
Mas (vamos) primeiro aos papéis do Gabinete de 1976, com extractos publicados na imprensa Australiana relacionados com Timor-Leste. O que salta desses papéis é que Canberra não tinha qualquer objecção à incorporação de Timor-Leste na Indonésia, mas que teria gostado que isso envolvesse um processo de auto-determinação. Mas dado que Jacarta já tinha avançado militarmente, Canberra vivia bem com isso.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos tinham expressado a compreensão com a compulsão da Indonésia na questão ao mais alto nível durante a breve visita do Presidente Gerald Ford em Dezembro de 1975 a Jacarta.

Como Andrew Peacock, então ministro dos estrangeiros, argumentou num documento de submissão do Gabinete, "Não há nenhum interesse nacional Australiano tangível i.e. de segurança ou comércio, envolvido directamente em Timor-Leste. Se alguma, a preferência estratégica será pela integração..."; sendo esses anos da Guerra Fria.
E um comité de defesa de alto nível avisou contra a “liderança de linha dura” da Fretilin e as suas ligações com "elementos radicais internacionais", se Timor-Leste se tornasse independente sob o seu controlo.

Disse em Fevereiro de 1976, "a Indonésia é um poder com potencial a longo prazo para um assalto significativo contra a Austrália." Noutras palavras, porque aborrecer um vizinho potencialmente poderoso quando Canberra não podia ter influenciado a sua política sobre Timor-Leste de modo algum.

Como elaborava o relatório: "Tentativas de negar à Indonésia o seu objectivo (de integrar Timor-Leste) e assegurar a sua co-operação de uma retirada militar de Timor-Leste e num acto genuíno de auto-determinação são por isso prováveis de encontrar políticas teimosas e dificuldades práticas que no fim se provem fúteis."

Para ênfase adicional, uma revisão da estratégia de defesa aponta, "Dado que a alternativa é essencialmente um Estado fraco, aberto à interferência do exterior, o interesse da defesa é servido pela incorporação de Timor-Leste na Indonésia."

Estas formulações da época, sobre a política da Indonésia em Timor-Leste dizem muito sobre a perspectiva da Austrália no seu vizinho grande do norte. Que significam que como a Indonésia é um vizinho grande e potencialmente poderoso, e podia ser uma ameaça séria para a segurança da Austrália, precisará de ser gerido com cuidado.
Este tem sido um elemento central da política Indonésia da Austrália desde meados dos anos 70’s. Como Timor-Leste tinha o potencial de se tornar uma questão conflituosa, Canberra, algumas vezes, saiu do seu caminho para acomodar as sensibilidades Indonésias. Ajudou, ainda, que os interesses estratégicos Indonésios e Australianos na questão fossem, mais ou menos, similares.

Em tempo a Austrália reconheceu a soberania da Indonésia sobre Timor-Leste. Desde então, as relações políticas entre os dois países continuaram a expandir-se, reforçaram-se mais com o pacto de defesa de 1995. Isto deu à relação uma dimensão de segurança, possibilitando a Canberra criar uma rede de laços políticos e militares.

Canberra tinha aparentemente chegado à conclusão que o sistema político autoritário da Indonésia viera para ficar com Soeharto, e que as suas forças militares teriam ainda mais peso em qualquer ordem pós-Soeharto. Daí, a necessidade para Canberra criar uma rede de relações ao nível de topo político e militar para o futuro previsto.

Mas o inesperado aconteceu no princípio do derretimento económico na Ásia que afectou seriamente a Indonésia, criando assim uma situação política insustentável para os autocratas Indonésios. Com a Guerra Fria já terminada, Soeharto deixou de ter benfeitores no Ocidente e o Fundo Monetário Internacional não estava a ajudar.

A resignação de Soeharto em 1998 criou uma situação extremamente fluida, com o seu sucessor, Habibie, e empurrar um referendo sobre Timor-Leste.

Que a Indonésia perdeu em 1999, criando uma crise séria nas relações com a Austrália. O comportamento triunfal da Austrália, do tipo de uma vitória militar, e o tom moral superior parecerem uma traição política a muitos Indonésios; depois de todos terem por dentro apoiado a soberania Indonésia sobre Timor-Leste.

Timor-Leste, que tinha sido um factor fortificante nas relações entre a Indonésia e a Austrália desde os meados dos anos 70’s, criou agora uma ruptura séria entre os dois países no final dos anos noventa.

E foi só depois do tsunami que destruiu Aceh, quando a Austrália prestou uma assistência generosa, que as relações começaram a recuperar. A visita do Presidente Susilo Bambang Yudhoyono à Austrália, logo depois do desastre do tsunami, pareceu ter criado uma nova aurora.

Mas quando Canberra deu estatuto de asilo político a Papuanos, alguns deles activistas políticos, isso trouxe de volta as más memórias da Indonésia sobre a “traição” de Canberra sobre Timor-Leste.

O Tratado de Lombok recentemente assinado, criou uma moldura para a cooperação de segurança entre os dois países, é uma tentativa para reacender o velho fervor.

A Austrália comprometeu-se a não encorajar ou apoiar "nenhuma pessoa ou entidade que constitua uma ameaça para " a integridade territorial da Indonésia. Por outras palavras, está comprometida com a soberania Indonésia sobre a Papua, a questão mais importante para o governo Indonésio.

Como Timor-Leste nos anos 70’s quando a Guerra Fria criou uma convergência estratégica entre a Austrália/Estados Unidos e a Indonésia como (é) revelado pelos documentos do Gabinetes, a ameaça do terrorismo é uma importante preocupação partilhada. O tratado de segurança diz que os dois países farão "tudo o que for possível individualmente e conjuntamente para irradicar o terrorismo internacional e o extremismo."

As credenciais anti-terrorismo do Presidente Yudhoyono são impecáveis e isto é muito importante considerando que a Indonésia experimentou actos terroristas terríveis como as explosões de Bali. Tais interesses partilhados para combaterem o terrorismo global deram uma base sólida para criar relações duradouras entre os dois países.

Mas sem uma relação multifacetada através de assuntos imediatos e de preocupações, os laços Indonésia-Austrália permanecerão sempre propensos a choques sísmicos de tipo político.

O escritor é um escritor por conta própria com base em Sydney e pode ser contactado em SushilPSeth@aol.com.

***

A Austrália oferece $2m em ajuda para Timor-Leste
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007. 12:14pm (AEDT)

O Governo Federal dará $2 milhões extra em ajuda a Timor-Leste

O dinheiro será usado para combater doenças provocadas por água como a malária e dar alimentação a pessoas que deixaram as suas casas durante a violência no ano passado.

A Oxfam e o Programa de Alimentação Mundial receberão ambos $1 milhão para dar assistência.
A Austrália deu $10 milhões em ajuda humanitária para Timor-Leste desde a crise do ano passado.

Notícias - traduzidas pela Margarida


TIMOR-LESTE: NÃO ME ENCONTRAREI COM O TRAIDOR MAJOR RENAIDO, DIZ O PRIMEIRO-MINISTRO

Dili, 18 Jan. (AKI) – O primeiro-ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta disse que não se encontrará com o traidor Major Alfredo Reinado Alves porque não quer que as pessoas pensem que protege um criminoso. Numa entrevista ao vivo com a Adnkronos International (AKI) o laureado do Nobel da paz disse que só apertará as mãos a Reinado uma vez que o procedimento legal contra ele esteja completado.

“No momento não tenho qualquer plano ou tempo para me encontrar com Alfredo Reinado. Deixo este caso ser gerido pelo processo judicial. Depois veremos. Não quero que as pessoas me ofendam e me digam que estou a proteger um criminoso,” disse Ramos-Horta.

O Major Reinado abandonou as forças armadas em 4 de Maio de 2006 para se juntar a cerca de 600 antigos soldados que tinham sido despedidos em Março de 2006 depois de se queixar de discriminações étnicas sobre promoções.

O despedimento desencadeou confrontos à escala nacional numa crise que deixou 37 pessoas mortas, forçou 155,000 a fugirem das suas casas, derrubou o governo do antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, e resultou no destacamento de tropas lideradas pelos Australianos para a pequena nação do Sudeste Asiático.

Preso pelo seu papel na violência e acusado em conjunção do homicídio de cinco pessoas, Reinado fugiu da prisão em 30 de Agosto.

Horta tem repetidamente declarado que quer resolver a "questão Reinado " pacificamente. Para isso já se realizaram vários encontros. Reinado encontrou-se com o Chefe das Forças Armadas Brigadeiro Taur Matan Ruak durante um encontro de 30-minutos, à porta fechada em 21 de Dezembro.

Também, alcançado ao telefone pela AKI, Reinado confirmou que se tinha encontrado com representantes da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste [UNMIT], o Parlamento Nacional, o governo e representantes da III região em Ermera, o distrito onde reside correntemente.

“Os encontros foram para encontrar uma solução para a crise que emergiu no país,” disse Reinado à AKI. “O que quero e desejo é procurar a verdade e justiça,” acrescentou.

Perguntado se planeia encontrar-se com Horta, o Major Reinado disse que gostaria.

“Havia um plano para vir a Dili e encontrar-me com o nosso Primeiro-Ministro Horta alguns dias atrás mas, infelizmente, isso não aconteceu pois o primeiro-ministro não tem tempo. Por isso, estou ainda à espera d um sinal do gabinete de Horta,” disse.

(Fsc/Ner/Aki)

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Crueldade e xenofobia agitam e envergonham o país da sorte

A regressão social e o agitar de bandeira promovido pelo primeiro-ministro neo-conservador da Austrália podem descolar em Guantánamo

John Pilger
Sexta-feira Janeiro 19, 2007
The Guardian

O escritor Australiano Donald Horne deu por ironia o título do seu famoso, O País da Sorte. "A Austrália é o país da sorte dirigido por gente de segunda categoria que partilha a sua sorte," lamentou em 1964, descrevendo muita da elite Australiana como não sendo original para sempre, obcecada pela raça e escrava do poder imperial e das suas guerras.

Desde as aventuras pelo ópio da Grã-Bretanha até ao travestismo actual da América no Iraque, os Australianos têm sido enviados para lutar povos de locais longínquos com quem nunca tiveram qualquer zanga e que nunca representaram qualquer ameaça de invasão. Ao crescer, garantiram-me que era uma " tradição sagrada".

Mas depois foi “descoberta” uma outra Austrália. O único morto de guerra que os Australianos nunca choraram estava precisamente debaixo dos seus narizes: o do notável povo indígena que tinha tido a propriedade e que tinha tratado esta terra antiga durante milhares de anos, e depois lutou e morreu na sua defesa quando os Britânicos a invadiram. Numa terra cheia de memoriais, nenhum deles os lembra.

Para muitos brancos, o acordar foi rude; para outros foi chocante. Nos anos 70s, graças largamente ao breve, bravo e contestado governo Trabalhista de Gough Whitlam, as universidades abriram os seus estudos a essas heresias e os seus portões a uma sociedade Mark Twain uma vez identificada como "quase totalmente povoada pelas ordens inferiores ". Uma história secreta revelou que, muito antes do resto do mundo ocidental, os trabalhadores Australianos tinham lutado e conquistado por salários mínimos, as oito horas de trabalho, pensões, benefícios para as crianças e o voto para as mulheres.

E agora há uma surpreendente diversidade étnica, e isso aconteceu como por defeito: simplesmente não houve britânicos suficientes e "bálticos de olho-azul " que quiseram vir.

A Austrália não é notícia muitas vezes, aparte o cricket e os incêndios florestais. É uma pena, porque a regressão desta social democracia para um Estado de medo fabricado e de xenofobia é um caso de estudo para todas as sociedades que querem ser livres. No poder há mais de uma década, o primeiro-ministro Liberal, John Howard, vem dos alcances exteriores dos “neoconservadores” da Austrália. Em 1988 anunciou que um futuro governo liderado por ele perseguiria “Uma Política da Austrália”, um precursor do partido Uma Nação da infame Pauline Hanson, cujos alvos foram Australianos negros e migrantes. Os alvos de Howard têm sido similares. Um dos seus primeiros actos como primeiro-ministro foi cortar $A400m do orçamento dos assuntos dos Aborígines. "O politicamente correcto," disse, "foi longe demais."

Hoje, os negros Australianos têm ainda uma das mais baixas esperanças de vida no mundo, e as suas (condições de) saúde são as piores no mundo. Uma doença (que se pode) totalmente prever, o tracoma - derrotada em muitos países pobres - ainda cega muitos por causa das suas horrorosas condições de vida. O empobrecimento das comunidades negras, que pouco tenho visto mudar ao longo dos anos, foi descrita em 2006 pela Save the Children como "algumas das piores que temos visto no nosso trabalho através de todo o mundo ". Em vez do respeito político na forma de uma lei nacional dos direitos da terra, lançou-se uma guerra de atrito legal contra os Aborígines; e as epidemias e os suicídios dos negros continuam.

Howard rejubila na sua promoção de "valores Australianos " - uma cocofonia muito Australiana dos adocicados valores dos poderes estrangeiros. O xuxu de um grupo de supremacistas brancos que borboleteiam na imprensa dominada por Murdoch e nas programas de conversas de rádio, o primeiro-ministro usou acólitos para atacar a "visão da história das bandas de ajuda dos negros", como se não tivesse acontecido o assassínio em massa e a resistência dos indígenas Australianos. O grande historiador Henry Reynolds, autor de O Outro Lado da Fronteira, foi perfeitamente difamado, ao lado doutros revisionistas. Em 2005 Andrew Jaspan, um Britânico acabado de ser nomeado editor do Age de Melbourne, foi sujeito a uma campanha viciosa dos neoconservadores que o acusaram de "reduzir" o Age a "um outro Guardian".

O agitar da bandeira e um hipócrita nacionalismo exacerbado de mão-no-coração, acerca do qual os Australianos cépticos tempos atrás sentiam uma ambivalência saudável, são agora comportamentos padrão em eventos desportivos e noutros eventos públicos. Servem para preparar os Australianos para a renovação do militarismo e da guerra, conforme ordenado pela administração Bush e para esconder ataques à comunidade muçulmana da Austrália. Fala e podes infringir uma lei de sedição de 2005 feita para intimidar com a ameaça de prisão até sete anos. Uma vez descrito nos media como o “vice-sheriff” de Bush, Howard não objectou quando Bush, sabendo disso, o promoveu a "sheriff para o Sudeste da Ásia ".

Como um mini-Blair, enviou tropas e polícias federais para as Ilhas Salomão, Tonga, Papua Nova Guiné e Timor-Leste. No novo independente Timor-Leste, onde o governo Australiano colaborou com os 23 anos de ocupação sangrenta da Indonésia, a "mudança de regime " foi efectivamente executada no ano passado com a resignação do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, que teve a ousadia de se opor à exploração unilateral de Canberra dos recursos do petróleo e do gás do seu país.

Contudo, é um homem, David Hicks, um perdedor espectacular na nova Austrália, quem agora ameaça a face "sortuda" de Howard. Hicks foi encontrado entre os Taliban no Afeganistão em 2001 e vendido como prémio aos Americanos pelos senhores da guerra apoiados pela CIA. Passou mais de cinco anos na Baía de Guantánamo, incluindo oito meses numa cela sem luz solar. Foi torturado, e nunca foi acusado de qualquer crime. Howard e o seu Procurador-Geral, Philip Ruddock, recusaram mesmo pedir a repatriação de Hicks, como é seu direito constitucional, visto que não há leis Australianas sob as quais Hicks pode ser acusado. A crueldade deles é de tirar a respiração.

Uma campanha persistente feita pelo seu pai, Terry, desencadeou uma espécie de vergonha pública que está a crescer. Isto já aconteceu antes na Austrália, como quando da marcha de um milhão de pessoas através da Ponte do Porto de Sydney exigindo justiça para os negros Australianos, e a corajosa acção directa dos jovens que forçaram o encerramento do conhecido campo de detenção em áreas distantes para refugiados ilegais, com as suas celas de isolamento, spray de pimenta e tareias. Os que procuram asilo apanhados nos seus barcos a meter água pela sempre-vigilante Força de Defesa Australiana são agora encarcerados atrás de vedações eléctricas na pequeníssima Ilha de Natal a mais de 1,000 milhas do país da sorte.

Howard não enfrenta nenhuma oposição real do partido trabalhista complacente. Os sindicatos, enfrentando um recuo da história orgulhosa dos direitos dos trabalhadores da Austrália e com cerca de 43% de desemprego juvenil, mexeram-se e encheram as ruas. Mas talvez algo de mais alargado e profundo está a vir de uma nação cuja auto-imagem mais duradoura e melancólica é a de caçadores de coelhos desobedientes. Durante a recente série das Ashes, Ian Chappell, um dos capitães de cricket mais admirados da Austrália, abandonou a caixa de comentários quando Howard entrou. Depois de ter visto com os próprios olhos as condições numa prisão de refugiados, Chappell disse: "Estes são seres humanos e simplesmente não podem ser tratados assim ... no paleio do cricket era como fazer batota. Estão a roubar-lhes uma oportunidade justa."

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Apoio da Defesa aérea dá voz sobre satélite
LinuxWorld - 18/01/2007 16:54:10

Rodney Gedda

As organizações que apoiam as operações do Departamento da Defesa em Dili, Timor-Leste, podem agora ter acesso a serviços de voz para a Austrália com ligações a informações de satélite com um acordo entre a MyNetFone e a Ursys.

O centro de comando logístico que está localizado no interior do complexo da Força de Defesa Australiana no aeroporto de Dili pode agora fazer chamadas da MyNetFone VoIP via conexão de satélite disponibilizada pelas rotas com base na Ursys' Linux. O Director de Gestão da MyNetFone, Andy Fung disse que a Ursys já conectou todos os maiores teleportos a operar na Austrália ao serviço da MyNetFone que fornece serviço de chamadas de voz de qualidade comercial de qualquer local no raio da pegada do satélite cobrindo a Austrália, Nova Zelândia e o Sudeste da Ásia.

A URSYS escolheu a NEWSAT para fornecer espaço do satélite para esta iniciativa.

O director do desenvolvimento comercial da Ursys, Garry Millar, disse que um cliente é uma companhia de logística de serviço aéreo que fornece "apoio essencial " à presença Australiana em Timor-Leste. O CEO da Ursys, Grahame Cover, disse que para dirigir serviços de voz de qualidade comercial via satélite, o pacote da voz precisa de ser comprimido e priorizado através de canal seguro de volta à plataforma da MyNetFone.

"Isto tem o bónus adicional de perda zero de percepção e de congestão de baixo tráfico resultando em chamadas de qualidade comercial," disse.

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A Austrália aumenta a ajuda para Timor-Leste
The Age
Janeiro 19, 2007 - 12:10PM

O governo Australiano comprometeu $2 milhões extra para ajuda humanitária em Timor-Leste.

O Ministro dos Estrangeiros Alexander Downer disse que o financiamento extra eleva o total do compromisso do governo para $10 milhões desde o desassossego no país no ano passado.

O novo dinheiro ajudará cerca de 20,000 deslocados em Timor-Leste.

"Grupos vulneráveis tais como grávidas, mães lactantes e crianças com pouco peso serão os maiores beneficiários da nossa assistência, a ser distribuída em cinco distritos através do programa de nutrição do Governo de Timor-Leste," disse o Sr Downer numa declaração.

Cerca de $1 milhão irá para a Oxfam para melhorar (o serviço) de água e sanidade para reduzir a incidência de doenças nascidas da água como a malária e a febre de dengue durante a corrente estação das chuvas.

O Programa Mundial da Alimentação receberá ainda $1 milhão para facilitar a corrente falta de alimentação em Timor-Leste.

A jovem nação caiu no caos em Abril e Maio últimos depois do despedimento de 600 soldados pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Facções rivais da polícia e das forças armadas lutaram nas ruas e os confrontos espalharam-se depois em lutas de gangs, pilhagens e fogos-postos.

Pelo menos 37 pessoas foram mortas e mais de 150,000 fugiram das suas casas na capital Dili.

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Documentos desclassificados, um fundo da política de Indonésia de Canberra
The Jakarta Post

S.P. Seth, Sydney

A recente liberação de documentos de 1976 do Gabinete (do governo), trinta anos depois fazem luz interessante sobre a política da Austrália em Timor-Leste nos meses que se seguiram à incorporação da (antiga) colónia Portuguesa na Indonésia. E dá-nos um melhor entendimento da política Indonésia de Canberra.
Mas (vamos) primeiro aos papéis do Gabinete de 1976, com extractos publicados na imprensa Australiana relacionados com Timor-Leste. O que salta desses papéis é que Canberra não tinha qualquer objecção à incorporação de Timor-Leste na Indonésia, mas que teria gostado que isso envolvesse um processo de auto-determinação. Mas dado que Jacarta já tinha avançado militarmente, Canberra vivia bem com isso.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos tinham expressado a compreensão com a compulsão da Indonésia na questão ao mais alto nível durante a breve visita do Presidente Gerald Ford em Dezembro de 1975 a Jacarta.

Como Andrew Peacock, então ministro dos estrangeiros, argumentou num documento de submissão do Gabinete, "Não há nenhum interesse nacional Australiano tangível i.e. de segurança ou comércio, envolvido directamente em Timor-Leste. Se alguma, a preferência estratégica será pela integração..."; sendo esses anos da Guerra Fria.
E um comité de defesa de alto nível avisou contra a “liderança de linha dura” da Fretilin e as suas ligações com "elementos radicais internacionais", se Timor-Leste se tornasse independente sob o seu controlo.

Disse em Fevereiro de 1976, "a Indonésia é um poder com potencial a longo prazo para um assalto significativo contra a Austrália." Noutras palavras, porque aborrecer um vizinho potencialmente poderoso quando Canberra não podia ter influenciado a sua política sobre Timor-Leste de modo algum.

Como elaborava o relatório: "Tentativas de negar à Indonésia o seu objectivo (de integrar Timor-Leste) e assegurar a sua co-operação de uma retirada militar de Timor-Leste e num acto genuíno de auto-determinação são por isso prováveis de encontrar políticas teimosas e dificuldades práticas que no fim se provem fúteis."

Para ênfase adicional, uma revisão da estratégia de defesa aponta, "Dado que a alternativa é essencialmente um Estado fraco, aberto à interferência do exterior, o interesse da defesa é servido pela incorporação de Timor-Leste na Indonésia."

Estas formulações da época, sobre a política da Indonésia em Timor-Leste dizem muito sobre a perspectiva da Austrália no seu vizinho grande do norte. Que significam que como a Indonésia é um vizinho grande e potencialmente poderoso, e podia ser uma ameaça séria para a segurança da Austrália, precisará de ser gerido com cuidado.
Este tem sido um elemento central da política Indonésia da Austrália desde meados dos anos 70’s. Como Timor-Leste tinha o potencial de se tornar uma questão conflituosa, Canberra, algumas vezes, saiu do seu caminho para acomodar as sensibilidades Indonésias. Ajudou, ainda, que os interesses estratégicos Indonésios e Australianos na questão fossem, mais ou menos, similares.

Em tempo a Austrália reconheceu a soberania da Indonésia sobre Timor-Leste. Desde então, as relações políticas entre os dois países continuaram a expandir-se, reforçaram-se mais com o pacto de defesa de 1995. Isto deu à relação uma dimensão de segurança, possibilitando a Canberra criar uma rede de laços políticos e militares.

Canberra tinha aparentemente chegado à conclusão que o sistema político autoritário da Indonésia viera para ficar com Soeharto, e que as suas forças militares teriam ainda mais peso em qualquer ordem pós-Soeharto. Daí, a necessidade para Canberra criar uma rede de relações ao nível de topo político e militar para o futuro previsto.

Mas o inesperado aconteceu no princípio do derretimento económico na Ásia que afectou seriamente a Indonésia, criando assim uma situação política insustentável para os autocratas Indonésios. Com a Guerra Fria já terminada, Soeharto deixou de ter benfeitores no Ocidente e o Fundo Monetário Internacional não estava a ajudar.

A resignação de Soeharto em 1998 criou uma situação extremamente fluida, com o seu sucessor, Habibie, e empurrar um referendo sobre Timor-Leste.

Que a Indonésia perdeu em 1999, criando uma crise séria nas relações com a Austrália. O comportamento triunfal da Austrália, do tipo de uma vitória militar, e o tom moral superior parecerem uma traição política a muitos Indonésios; depois de todos terem por dentro apoiado a soberania Indonésia sobre Timor-Leste.

Timor-Leste, que tinha sido um factor fortificante nas relações entre a Indonésia e a Austrália desde os meados dos anos 70’s, criou agora uma ruptura séria entre os dois países no final dos anos noventa.

E foi só depois do tsunami que destruiu Aceh, quando a Austrália prestou uma assistência generosa, que as relações começaram a recuperar. A visita do Presidente Susilo Bambang Yudhoyono à Austrália, logo depois do desastre do tsunami, pareceu ter criado uma nova aurora.

Mas quando Canberra deu estatuto de asilo político a Papuanos, alguns deles activistas políticos, isso trouxe de volta as más memórias da Indonésia sobre a “traição” de Canberra sobre Timor-Leste.

O Tratado de Lombok recentemente assinado, criou uma moldura para a cooperação de segurança entre os dois países, é uma tentativa para reacender o velho fervor.

A Austrália comprometeu-se a não encorajar ou apoiar "nenhuma pessoa ou entidade que constitua uma ameaça para " a integridade territorial da Indonésia. Por outras palavras, está comprometida com a soberania Indonésia sobre a Papua, a questão mais importante para o governo Indonésio.

Como Timor-Leste nos anos 70’s quando a Guerra Fria criou uma convergência estratégica entre a Austrália/Estados Unidos e a Indonésia como (é) revelado pelos documentos do Gabinetes, a ameaça do terrorismo é uma importante preocupação partilhada. O tratado de segurança diz que os dois países farão "tudo o que for possível individualmente e conjuntamente para irradicar o terrorismo internacional e o extremismo."

As credenciais anti-terrorismo do Presidente Yudhoyono são impecáveis e isto é muito importante considerando que a Indonésia experimentou actos terroristas terríveis como as explosões de Bali. Tais interesses partilhados para combaterem o terrorismo global deram uma base sólida para criar relações duradouras entre os dois países.

Mas sem uma relação multifacetada através de assuntos imediatos e de preocupações, os laços Indonésia-Austrália permanecerão sempre propensos a choques sísmicos de tipo político.

O escritor é um escritor por conta própria com base em Sydney e pode ser contactado em SushilPSeth@aol.com.

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A Austrália oferece $2m em ajuda para Timor-Leste
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007. 12:14pm (AEDT)

O Governo Federal dará $2 milhões extra em ajuda a Timor-Leste

O dinheiro será usado para combater doenças provocadas por água como a malária e dar alimentação a pessoas que deixaram as suas casas durante a violência no ano passado.

A Oxfam e o Programa de Alimentação Mundial receberão ambos $1 milhão para dar assistência.
A Austrália deu $10 milhões em ajuda humanitária para Timor-Leste desde a crise do ano passado.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Conflitos em Beto

A polícia da Malásia chegou há momentos ao bairro de Beto onde estão a ocorrer confrontos.

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A sério? Não me digas...

Rebeldes do Timor têm armas roubadas da Polícia, diz procurador
EFE/Estadão (Brasil) - 18/01/2007 09:09:12

O procurador-geral do Timor Leste, Longuinhos Monteiro, denunciou nesta quinta-feira que os rebeldes sob o comando do comandante Alfredo Reinado ainda mantêm parte das armas roubadas da Polícia durante a crise de abril, e que deveriam ser confiscadas pela Polícia das Nações Unidas (UNPOL).

"Cerca de 15 pistolas e nove armas longas estão ainda em mãos do comandante Alfredo Reinado", disse Monteiro à Efe. Ele acrescentou que o Ministério do Interior investiga o caso, e que houve uma boa redução no número de armas ilegais em todo o país.

Reinado reconheceu que seu grupo mantém algumas armas e lança-granadas. Mas declarou à Efe que seu grupo não será desarmado por ninguém enquanto o Governo não esclarecer as responsabilidades pela crise do ano passado.

"Tenho direito a guardar as armas porque sou um comandante da Polícia militar. Mantenho as armas para defender os interesses da minha gente", explicou Reinado.

O militar rebelde acrescentou que se reuniu com representantes da Unmit (Missão Integrada das Nações Unidas no Timor Leste), do Governo e autoridades locais para procurar uma solução para a crise no país.
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Polícia ONU usa gás lacrimógeneo para acabar com confrontos de rua

Díli, 18 Jan (Lusa) - A Polícia das Nações Unidas (UNPOL) em Timor-Leste admitiu hoje que a situação continua "relativamente tensa" em Díli, onde nas últimas horas teve de intervir para pôr termo a vários confrontos violentos entre grupos rivais.

Quarta-feira à noite, a UNPOL recorreu a gás lacrimogéneo para dispersa r cerca de uma centena de jovens de grupos de artes marciais que se envolveram e m confrontos no bairro central de Fatuhada.

Pouco antes, foi no Bairro Pité, a sul de Fatuhada, que cerca de cinquenta pessoas entraram em confrontos, tendo a polícia da ONU efectuado três detenções por posse de armas.

As tensões entre grupos rivais resultaram hoje em disputas violentas no bairro Pité-Hudilaran, mas a situação foi controlada pela UNPOL e por soldados australianos.

A UNPOL aconselha as pessoas "a não se deslocarem sozinhas e a evitar as zonas em que ocorreram os confrontos".

Desde Abril de 2006, quando começou uma crise que afectou as forças de defesa e a polícia timorenses, cerca de 60 pessoas foram mortas em confrontos que nos últimos meses têm envolvido grupos de artes marciais.
PRM-Lusa/Fim

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Uso de bens públicos sob investigação

Díli, 18 Jan (Lusa) - O inspector-geral de Timor-Leste anunciou hoje a abertura de três novas investigações ao uso indevido de bens públicos.

As investigações destinam-se a averiguar o uso desadequado de veículos e imóveis do Estado e o «uso sem controlo» da electricidade e dos telefones da administração pública.

O inspector-geral, Bucar Corte Real, anunciou também em conferência de imprensa a abertura de uma «minuciosa investigação sobre a recolha de taxas aeroportuárias».

Esta investigação foi aberta na sequência de várias queixas que davam conta do desvio de verbas arrecadadas.

O Gabinete do Inspector-Geral (GIG), que conta com uma equipa de 12 pessoas, é um órgão de controlo interno da administração e actua organicamente na dependência do chefe de Governo.
O GIG produziu cerca de 80 relatórios desde a sua criação em 2000. Como salientou o inspector-geral, o gabinete continua à espera da aprovação da sua lei orgânica pelo Parlamento.

PRM-Lusa/Fim

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Filipinas e Brunei convidados a explorar petróleo e gás

Díli, 18 Jan (Lusa) - Timor-Leste convidou o Brunei e as Filipinas a explorar o seu petróleo e gás natural, anunciou hoje o secretário da Energia filipino.
O convite do Governo timorense foi feito durante a recente cimeira da Associação dos Países do Sudeste Asiático (ASEAN), em Cebu, Filipinas.


Raphael Lotilla, secretário da Energia das Filipinas, foi citado pela agência noticiosa GMA sobre o acordo conseguido entre os três países.

"O ministro da Energia do Brunei e eu conseguimos chegar a acordo para aceitar a oferta de Timor-Leste para desenvolver em conjunto os recursos de petróleo e gás em Timor-Leste", declarou Raphael Lotilla.

O responsável filipino adiantou que a Philippine National Oil Co. (PNOC) será chamada a discutir os detalhes deste acordo.

A PNOC-Exploration Corp, a estrutura governamental de exploração de petróleo e gás, e o Departamento de Energia, serão responsáveis pela definição de pormenores da operação, incluindo a extensão da participação das Filipinas no projecto conjunto.

Na mesma entrevista, Raphael Lotilla manifestou a sua esperança no petróleo timorense como potenciador do abastecimento energético das Filipinas.

Lotilla notou, a propósito, que Timor-Leste tem alguns dos maiores depósitos de petróleo e gás na região.

"Se o país ganha uma oportunidade de explorar esses recursos, quer dizer que poderemos ajudar-nos mutuamente", afirmou também o secretário da Energia filipino.

Não foi possível obter uma confirmação junto do Governo timorense devido à hora adiantada a que a notícia foi difundida.

PRM - Lusa/Fim

Governo e ONU lançam apelo internacional para apoio a deslocados

Díli, 18 Jan (Lusa) - As Nações Unidas e o Governo de Timor-Leste lançaram hoje um apelo conjunto aos doadores para apoiar o regresso, instalação e reintegração de cerca de 100 mil deslocados no país.

O apoio aos deslocados abrange 31 projectos humanitários no valor global de 16,6 milhões de dólares (12,8 milhões de euros).

Os projectos serão executados por dez agências da ONU, pela Organização Internacional das Migrações (OIM), quatro organizações não-governamentais timorenses e pela Cruz Vermelha timorense.

O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, e o representante especial do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, agradeceram a generosidade da comunidade internacional pela colaboração demonstrada até agora.

Em Julho passado, um apelo de emergência recolheu mais do que os 20 milhões de dólares (15,4 milhões de euros) necessários para alojar e alimentar os deslocados até Dezembro de 2006.

Este dinheiro acabou entretanto e novos fundos são necessários para assegurar o fornecimento de ajuda aos deslocados durante este ano.

No auge da crise, cerca de 150 mil timorenses ficaram em situação de deslocados na sequência do conflito político e dos confrontos de Abril e Maio de 2 006.

Apesar da situação ter estabilizado a partir do final de Maio de 2006, com a chegada de forças internacionais, a maior parte dos deslocados não regressou às suas comunidades de origem.

Atul Khare elogiou os esforços do actual Governo para encontrar soluções duradouras para o problema dos deslocados.

O representante especial adjunto para a Coordenação Humanitária, Finn Reske-Nielsen, afirmou na mesma ocasião que uma parte significativa da população continua deslocada no seu próprio país.

PRM-Lusa/Fim

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Defence air support does voice over satellite

LinuxWorld - 18/01/2007 16:54:10


Rodney Gedda

Organizations support the Department of Defence's operations in Dili, East Timor, can now access voice services to Australia over satellite data links with an agreement between MyNetFone and Ursys.

The logistics command centre located inside the Australian Defence Force compound at Dili airport can now make MyNetFone VoIP calls via satellite connection provided by Ursys' Linux-based routers. MyNetFone Managing Director Andy Fung said Ursys has now connected all major teleports operating in Australia into the MyNetFone service delivering business quality voice calls from any location within the satellite footprints covering Australia, New Zealand and South East Asia.

URSYS chose NEWSAT to provide satellite space for this initiative.

Ursys business development manager Garry Millar said one customer is an air services logistics company which provides "essential support" to the Australian presence in Timor. Ursys CEO Grahame Cover said to run business quality voice services over satellite, the voice packets need to be compressed and prioritized via a secure tunnel back to MyNetFone's platform.

"This has the added bonus of zero packet loss and low traffic congestion resulting in business grade call quality," he said.

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Cruelty and xenophobia stir and shame the lucky country

The social regression and flag-waving promoted by Australia's neocon prime minister may come unstuck in Guantánamo

John Pilger
Friday January 19, 2007
The Guardian

The Australian writer Donald Horne meant the title of his celebrated book, The Lucky Country, as irony. "Australia is a lucky country run by second-rate people who share its luck," he lamented in 1964, describing much of the Australian elite as unfailingly unoriginal, race-obsessed and in thrall to imperial power and its wars.

From Britain's opium adventures to America's current travesty in Iraq, Australians have been sent to fight faraway people with whom they have no quarrel and who offer no threat of invasion. Growing up, I was assured this was a "sacred tradition".

But then another Australia was "discovered". The only war dead whom Australians had never mourned were found right under their noses: those of a remarkable indigenous people who had owned and cared for this ancient land for thousands of years, then fought and died in its defence when the British invaded. In a land littered with cenotaphs, not one honoured them.

For many whites, the awakening was rude; for others it was thrilling. In the 70s, thanks largely to the brief, brave and subverted Labor government of Gough Whitlam, the universities opened their studies to these heresies and their gates to a society Mark Twain once identified as "almost entirely populated by the lower orders". A secret history revealed that, long before the rest of the western world, Australian working people had fought for and won a minimum wage, an eight-hour working day, pensions, child benefits and the vote for women.

And now there was an astonishing ethnic diversity, and it had happened as if by default: there simply were not enough Britons and "blue-eyed Balts" who wanted to come.

Australia is not often news, cricket and bushfires aside. That is a pity, because the regression of this social democracy into a state of fabricated fear and xenophobia is an object lesson for all societies claiming to be free. In power for more than a decade, the Liberal prime minister, John Howard, comes from the outer reaches of Australia's "neocons". In 1988 he announced that a future government led by him would pursue a "One Australia Policy", a forerunner to Pauline Hanson's infamous One Nation party, whose targets were black Australians and migrants. Howard's targets have been similar. One of his first acts as prime minister was to cut $A400m from the Aboriginal affairs budget. "Political correctness," he said, "has gone too far."

Today, black Australians still have one of the lowest life expectancies in the world, and their health is the worst in the world. An entirely preventable disease, trachoma - beaten in many poor countries - still blinds many because of appalling living conditions. The impoverishment of black communities, which I have seen change little over the years, was described in 2006 by Save the Children as "some of the worst we have seen in our work all around the world". Instead of a political respect in the form of a national lands rights law, a war of legal attrition has been waged against the Aborigines; and the epidemics and black suicides continue.

Howard rejoices in his promotion of "Australian values" - a very Australian sycophancy to the sugared "values" of foreign power. The darling of a group of white supremacists who buzz around the Murdoch-dominated press and radio talk-back hosts, the prime minister has used acolytes to attack the "black armband view of history", as if the mass killing and resistance of indigenous Australians did not happen. The fine historian Henry Reynolds, author of The Other Side of the Frontier, has been thoroughly smeared, along with other revisionists. In 2005 Andrew Jaspan, a Briton newly appointed editor of the Melbourne Age, was subjected to a vicious neocon campaign that accused him of "reducing" the Age to "another Guardian".

Flag-waving and an unctuous hand-on-heart jingoism, about which sceptical Australians once felt a healthy ambivalence, are now standard features at sporting and other public events. These serve to prepare Australians for renewed militarism and war, as ordained by the Bush administration, and to cover attacks on Australia's Muslim community. Speak out and you may break a 2005 law of sedition meant to intimidate with the threat of imprisonment for up to seven years. Once described in the media as Bush's "deputy sheriff", Howard did not demur when Bush, on hearing this, promoted him to "sheriff for south-east Asia".

Like a mini-Blair, he has sent troops and federal police to the Solomon Islands, Tonga, Papua New Guinea and East Timor. In newly independent East Timor, where Australian governments colluded with Indonesia's 23-year bloody occupation, "regime change" was effectively executed last year with the resignation of the prime minister, Mari Alkatiri, who had the temerity to oppose Canberra's one-sided exploitation of his country's oil and gas resources.

However, it is one man, David Hicks, a spectacular loser in the new Australia, who now threatens Howard's "lucky" facade. Hicks was found among the Taliban in Afghanistan in 2001 and sold as bounty to the Americans by CIA-backed warlords. He has spent more than five years in Guantánamo Bay, including eight months in a cell with no sunlight. He has been tortured, and never charged with any crime. Howard and his attorney-general, Philip Ruddock, have refused even to request Hicks's repatriation, as is his constitutional right, because there are no Australian laws under which Hicks can be charged. Their cruelty is breathtaking.

A tenacious campaign by his father, Terry, has ignited a kind of public shame that is growing. This has happened before in Australia, such as the march of a million people across Sydney Harbour Bridge demanding justice for black Australians, and the courageous direct action by young people who forced the closure of notorious outback detention camps for illegal refugees, with their isolation cells, capsicum spray and beatings. Asylum seekers caught in their leaking boats by the ever-vigilant Australian Defence Force are now incarcerated behind electric fences on tiny Christmas Island more than 1,000 miles from the lucky country.

Howard faces no real opposition from the compliant Labor party. The trade unions, facing a rollback of Australia's proud record of workers' rights and up to 43% youth unemployment, have stirred, and filled the streets. But perhaps something wider and deeper is coming from a nation whose most enduring and melancholy self-image is that of disobedient larrikins. During the recent Ashes series, Ian Chappell, one of Australia's most admired cricket captains, walked out of the commentary box when Howard walked in. After seeing for himself conditions in a refugee prison, Chappell said: "These are human beings and you can't just treat them like that ... in cricketing parlance it was like cheating. They were being cheated out of a fair go."

www.johnpilger.com
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PT não comenta críticas de Ramos-Horta sobre Timor Telecom

Díli, 18 Jan (Lusa) - A Portugal Telecom afirmou hoje que "não comenta" as declarações do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, que criticou terça-feira o monopólio da Timor Telecom, controlada pela PT, e as tarifas praticadas.

"Comentário não há", afirmou à Lusa o administrador-delegado da Timor Telecom, José Brandão de Sousa, contactado em Lisboa.

"A Timor Telecom actua na base de uma concessão por concurso internacional. Mantemos o compromisso de cumprir esse contrato", acrescentou.

Ramos-Horta manifestou terça-feira a sua oposição ao actual monopólio da Timor Telecom, controlada pela Portugal Telecom (PT).

"Não aceito que uma empresa portuguesa monopolize a Timor Telecom", afirmou o primeiro-ministro à margem de uma sessão promovida por uma organização não-governamental num bairro de Díli.

"A Internet e as telecomunicações devem ser também acessíveis aos pobres", explicou Ramos-Horta, citado pela agência EFE.

O primeiro-ministro considerou que "a presença da Timor Telecom em Timor-Leste é para ajudar e facilitar a todos neste país, tanto se são ricos como se são pobres".

"O acordo entre o Governo e os empresários portugueses da Timor Telecom há cinco anos realizou-se em circunstâncias diferentes", salientou Ramos-Horta. "Por isso, quero sublinhar hoje que não apoio os monopólios e que solicitei ao Banco Mundial que estude o assunto, além do sistema fiscal", adiantou.

O primeiro-ministro confirmou à Lusa que pretende discutir o contrato de concessão com a Portugal Telecom.

José Brandão de Sousa, sem reagir às declarações de Ramos-Horta, referiu que "a Timor Telecom é o maior investidor em Timor-Leste desde a independência".

A administração da empresa aprovou recentemente um plano de investimento de 14 milhões de dólares (cerca de 11 milhões de euros) para os próximos três anos, "a acrescentar aos 30 milhões já investidos", recordou o administrador da TT.

Além da Portugal Telecom, os principais accionistas da Timor Telecom são o Estado timorense, uma fundação ligada à diocese de Baucau, a Fundação Oriente e um grupo de empresários timorenses.

Actualmente, a rede fixa da Timor Telecom abrange todas as capitais distritais. A rede móvel atinge "68 por cento da população" do país, segundo dados da empresa fornecidos à Lusa.

Não é a primeira vez que o chefe do Governo timorense critica as condições de serviço da Timor Telecom e não foi também a primeira vez que foi confrontado com queixas dos consumidores.

"Há muita insatisfação sobre as tarifas de telefone e Internet", explicou à Lusa um assessor do Governo timorense que conhece o sector. "Quem mais se queixa são os estudantes, que acham o acesso à Internet muito caro", adiantou.

Segundo a mesma fonte, "não é possível pagar cerca de dois dólares por hora de ligação doméstica, ou mesmo num escritório, num país onde o vencimento mínimo é de 87 dólares".

Nas lojas da Timor Telecom, a Internet custa 1,50 dólares por cada quinze minutos ou 1,25 dólares se o cliente usar o seu próprio computador portátil.

"Na Austrália, uma ligação mensal ilimitada de Internet custa 30 dólares", menos de vinte euros, adiantou. A mesma fonte acrescentou outro exemplo: "Um SMS custa quatro cêntimos (de dólar) na Indonésia. Em Timor, custa vinte, O minuto de voz custa quase o dobro aqui".

O contrato de concessão de telecomunicações e as tarifas praticadas pela Timor Telecom foram um dos assuntos analisados por equipas do Banco Mundial no final de 2006.

As conclusões deste estudo deverão ser remetidas pelo chefe de Governo timorense ao Parlamento.

O deputado João Gonçalves, do Partido Social-democrata (PSD), em declarações à EFE, considerou os serviços da Timor Telecom "muito caros". "É o momento oportuno para que o primeiro-ministro avalie e reveja a empresa e ofereça a outras empresas e países da ASEAN, como a Tailândia, Singapura ou Filipinas, a oportunidade de gerir as telecomunicações em Timor-Leste", defendeu o deputado.

Um responsável técnico da Timor Telecom, falando à Lusa sob anonimato, considerou que a renegociação da concessão pode não responder às queixas dos consumidores.

"Timor-Leste é um mercado muito pequeno e pouco rentável", analisou esta fonte. "Foi essa a principal razão pela qual os operadores australianos se desinteressaram do concurso em 2002/2003", acrescentou.

O mesmo responsável apontou outras explicações para o custo das comunicações.

"As tarifas seriam mais baixas se o Governo diminuísse o imposto sobre as telecomunicações", disse, acrescentando que "o consumidor timorense paga directamente um imposto de 12 por cento sobre esta actividade". "A actividade de construção civil paga apenas 5 por cento. A publicidade, zero por cento de imposto", concluiu.

A Timor Telecom tem actualmente 2.500 clientes de rede fixa e 49 mil da rede móvel.

A empresa lançou uma campanha de Natal para angariar novos clientes, oferecendo telemóvel, cartão SIM e crédito em chamadas.

"Parte substancial do custo deste pacote foi suportado pela própria empresa, porque os telemóveis têm uma taxa de importação de 26 por cento", sublinhou a mesma fonte à Lusa.

PRM-Lusa/Fim

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Australia increases aid to East Timor

The Age

January 19, 2007 - 12:10PM

The Australian government has committed an extra $2 million for humanitarian aid in East Timor.

Foreign Minister Alexander Downer said extra funding took the government's total aid commitment to $10 million since the country's civil unrest last year.

The new money would help the estimated 20,000 internally displaced people in East Timor.

"Vulnerable groups such as pregnant women, lactating mothers and underweight children will be the major beneficiaries of our assistance, to be delivered across five districts through the Government of East Timor's nutritional program," Mr Downer said in a statement.

Up to $1 million will go to Oxfam to improve water and sanitation to reduce the incidence of water-borne diseases like malaria and dengue fever during the current wet season.

The World Food Programme will also receive $1 million to ease current food shortages in East Timor.

The fledgling nation descended into chaos last April and May following the sacking of 600 soldiers by then prime minister Mari Alkatiri.

Rival police and army factions battled in the streets and clashes later spilled over into gang warfare, looting and arson.

At least 37 people were killed and more than 150,000 fled their homes in the capital Dili.
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Declassified papers a background to Canberra's Indonesia policy

The Jakarta Post

S.P. Seth, Sydney

The recent release of the 1976 cabinet papers after thirty years shed interesting light on Australia's East Timor policy in the months following the Portuguese colony's incorporation into Indonesia. And gives one a better understanding of Canberra's Indonesia policy.

But first the 1976 cabinet papers, with extracts published in the Australian press relating to East Timor. What comes out in these papers is that Canberra had no real objection to East Timor's incorporation into Indonesia, but would have liked it to involve a process of self-determination. But since Jakarta had already gone ahead militarily, Canberra might as well live with it.

At the same time, the United States had expressed understanding of Indonesia's compulsions in the matter at the highest level during President Gerald Ford's brief December 1975 Jakarta visit.

As Andrew Peacock, then foreign minister, argued in a cabinet submission paper, "There is no tangible Australian national interest e.g. trade or security, directly involved in East Timor. If anything, the strategic preference would be for integration..."; these being Cold War years.
And a high level defense committee warned against Fretilin's "hardcore leadership" and their links with "radical international elements", if East Timor were to become independent under their control.

It said in February 1976, "Indonesia is a power with long term potential for a significant assault against Australia." In other words, why annoy a potentially powerful neighbor when Canberra couldn't have influenced its policy on East Timor anyway.

As the report elaborated: "Attempts to deny Indonesia its objective (of integrating East Timor) and secure its co-operation in a military withdrawal from East Timor and in a genuine act of self-determination are therefore likely to meet intractable political and practical difficulties and ultimately to prove futile."

For added emphasis, a strategic defense review pointed out, "As the alternative is an essentially weak state, open to outside interference, the defense interest is served by East Timor's incorporation in Indonesia."

These formulations on Indonesia's East Timor policy at the time say much about Australia's perspective on its large northern neighbor. Which meant that as Indonesia is a large and potentially powerful neighbor, and could pose a serious threat to Australia's security, it would need careful managing.
This has been a core element in Australia's Indonesia policy since the mid-seventies. As East Timor had the potential of becoming a contentious issue, Canberra, at times, went out of the way to accommodate Indonesian sensitivities. It helped, though, that Indonesian and Australian strategic interests on the issue were, more or less, similar.

In time Australia recognized Indonesia's sovereignty over East Timor. Thereafter, the political relationship between the two countries continued to expand, reinforced further with the 1995 defense pact. This gave the relationship a security dimension, enabling Canberra to create a network of political and military ties.

Canberra had apparently come to the conclusion that Indonesia's authoritarian political system had come to stay under Soeharto, and that its military will have even more clout in any post-Soeharto order. Hence, the need for Canberra to create a web of relationships at the top political and military level for the foreseeable future.

But the unexpected happened in the wake of the Asian economic meltdown which affected Indonesia seriously, thus creating a politically untenable situation for the Indonesian autocrat. With the Cold War already over, Soeharto had no benefactors in the West, and the International Monetary Fund wasn't being helpful.

Soeharto's resignation in 1998 created an extremely fluid situation, with his successor, Habibie, pushing a referendum on East Timor.

Which Indonesia lost in 1999, creating a serious crisis in its relations with Australia. Australia's triumphal conduct, akin to a military victory, and superior moral tone looked like a political betrayal to most Indonesians; after having all through supported Indonesia's sovereignty over East Timor.

East Timor, which had been a cementing factor in Indonesian-Australian relations since the mid-seventies, now created a serious rupture between the two countries in the late-nineties.

And it was not until the tsunami which ravaged Aceh, when Australia provided generous assistance, that the relations started to recover. President Susilo Bambang Yudhoyono's Australia visit, in the wake of the tsunami disaster, seemed to have created a new dawn.


But when Canberra granted asylum status to Papuans, some of them political activists, it brought back Indonesia's bad memories about Canberra's "betrayal" over East Timor.

The recently signed Treaty of Lombok, creating a framework for security cooperation between the two countries, is an attempt to reignite the old fervor.

Australia has undertaken not to encourage or support "any person or entity which constitutes a threat to" Indonesia's territorial integrity. In other words, it is committed to Indonesia's sovereignty over Papua, the issue uppermost with the Indonesian government.

Like East Timor in the seventies when Cold War created strategic convergence between Australia/United States and Indonesia as revealed in the cabinet documents, the threat of terrorism is an important shared concern. The security treaty says that the two countries will do "everything possible individually and jointly to eradicate international terrorism and extremism."

President Yudhoyono's anti-terrorism credentials are impeccable and this is very important considering that Indonesia has experienced some ghastly terrorist acts like the Bali bombings. Such shared interests to fight global terrorism provide a solid basis for creating enduring relations between the two countries.

But without a multifaceted relationship across the immediate issues and concerns, Indonesia-Australia ties will always remain prone to seismic shocks of the political kind.

The writer is a freelance writer based in Sydney and can be reached at SushilPSeth@aol.com.

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Aust grants $2m aid boost to E Timor

Friday, January 19, 2007. 12:14pm (AEDT)

The Federal Government will provide an extra $2 million in aid to East Timor.

The money will be used to fight water borne diseases like malaria and provide food for people who left their homes during the violence last year.

Oxfam and the the World Food Program will both receive $1 million to deliver the assistance.
Australia has given $10 million in humanitarian aid to East Timor since the crisis last year.

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Notícias - traduzidas pela Margarida

Chefe amotinado de Timor-Leste pronto para enfrentar acusações de homicídio
The Australian
Mark Dodd
Janeiro 18, 2007

O amotinado das forças armadas, major Alfredo Reinado está em negociações para se entregar para enfrentar acusações de homicídio sobre a morte de cinco pessoas durante um tiroteio.

O Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos Horta disse ontem que o Major Reinado tem estado "muito mais co-operativo" nas conversas com o gabinete do Primeiro-Ministro e outros funcionários de topo do governo e da ONU.

"Ele (Major Reinado) tem afirmado que está disponível para enfrentar acusações contra ele em relação às mortes que aconteceram em Fatu Ahi em Maio," disse o Dr Ramos Horta. "Agora estamos nas últimas fases do diálogo com o Sr Reinado para ele co-operar com a justiça. Tenho esperança que o seu caso se possa resolver nas próximas semanas."

O Major Reinado, nomeado por uma comissão de inquérito da ONU como o principal suspeito da violência mortal do ano passado, tinha anteriormente afirmado que tinha sido injustamente apontado para ser punido.

O antigo responsável da polícia militar treinado pelos Australianos é procurado por causa da morte de cinco pessoas num confronto com soldados leais em 23 de Maio nos subúrbios de Dili.

Fugiu da prisão de Becora em Dili em 30 de Agosto com outros 56 presos embaraçando as tropas lideradas pelos Australianos que guardavam o local à volta da prisão.

O Dr Ramos Horta disse que uma aparição do Major Reinado no tribunal, ao lado de outros dois julgamentos que envolvem membros das forças de segurança de Timor-Leste e do antigo ministro do interior Rogério Lobato, "enviaria um bom sinal à sociedade de que ninguém está acima da leiw". O Sr Lobato, um aliado chave do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, enfrenta acusações de armar um esquadrão civil para liquidar opositores ao governo.

O Dr Ramos Horta expressou descontentamento pelos atrasos da ONU na assinatura de um acordo de segurança com a Austrália e Timor-Leste. O memorando de entendimento é necessário por causa da recusa do governo de Howard de autorizar as tropas Australianas em Timor-Leste a estarem sujeitas ao comando da ONU.

Cobre regras de engajamento, responsabilidades de comando e orientações operacionais.

Em Canberra, o Departamento dos Negócios Estrangeiros recusou comentar, dizendo que as negociações continuavam e que era esperada para breve a assinatura.

O Dr Ramos Horta disse que o acordo devia ter sido assinado esta semana.

"Não sei o que é que está a motivar este (atraso)," disse.

A ONU dá a “máxima importância” ao acordo e esá a fazer todos os esforços para garantir a sua assinatura em breve, disse uma porta-voz da ONU.

Linhas de comando claras para o destacamento das tropas Australianas podiam ter prevenido cenas no exterior de um tribunal de Dili can última Sexta-feira quando mais de 100 soldados Timorenses, vários deles armados, se manifestaram em apoio a colegas envolvidos na violência do ano passado em Dili.

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Desassossego politico e civil cria outra crise humanitária
Fonte: CARE
Data: 16 Jan 2007

A CARE tem estado a trabalhar em Timor-Leste desde 1994 e é correntemente a maior ONG internacional no país, com mais de 180 empregados e um alcance acumulado até à data através dos seus programas a cobrir mais de 50 por cento da população do país.

O desassossego politico e civil em Timor-Leste desde Abril de 2006 levou à deslocalização de mais de 15 por cento da população do país da capital Dili. Confrontos entre forças militares, policiais e civis, combinadas com violência de gangs, levou à deslocalização de alguns, cujas casas e carros foram queimados, ao mesmo tempo que outros ficaram feridos. Muitos mais receiam pela sua segurança e por isso fugiram das suas casas, procurando refúgio em vários locais como escolas, igrejas e centros comunitários. O resultado tem sido o aumento espontâneo de campos de deslocados. Somente em Dili, esses campos hospedam 67,916 pessoas com mais 78,431 pessoas que fugiram para os distritos (estimativas de Junho).

Em resposta à situação humanitária corrente que emergiu da violência em Abril e Maio, a CARE está a assegurar os padrões básicos mínimos de vida e segurança para a população deslocada nos vários campos para onde as pessoas fugiram. Isto é alcançado pelo fornecimento de bens básicos de auxílio e pela assistência logística a trabalhar em coordenação estreita com o governo nacional e outras agências de ajuda. A CARE, com a sua extensa frota de autocarros e equipas para distribuição de ajuda, assistiu mais de 140,000 deslocados desde Abril de 2006 e está a trabalhar directamente em 15 campos em Dili e à sua volta fornecendo artigos de sobrevivência básica como, alimentação, água, artigos para sanidade, abrigo, saúde e segurança bem como apoio de gestão em geral.

O Governo de Timor-Leste inicialmente antecipou que a população deslocada regressaria às suas casas pelo final de Agosto de 2006. Contudo a situação da segurança mantém-se instável.

Continua a violência de gangs, e há incidentes regulares de apedrejamentos, pilhagens e incêndios de casas, e ameaças contra pessoas. Como resultado, um número significativo de pessoas que vivem nos campos sente-se insegura para regressar às suas casas. É espectável que os moradores nos campos aí permaneçam por mais quatro a nove meses, o que cria grandes pedidos para serviços continuados tais como alimentação, água, sanidade, educação, gestão dos campos, e protecção das crianças e mulheres. A CARE tem estado a trabalhar em Timor-Leste desde 1994. Esperando que as populações se mantenham nos campos nos próximos meses, a CARE procura financiamento adicional para continuar as suas operações nos próximos meses. Com a ajuda de gente como vós, a CARE será capaz de manter e mesmo de aumentar a quantidade de assistência que está a dar às pessoas que estão a sofrer com as lutas civis neste jovem país, atormentado com a instabilidade, violência e perigo.

Perfil dos Projectos - Outubro 2006

Lafaek, o Magazine das Crianças: Promoção dos direitos das crianças e curriculo


Lafaek é o único magazine para crianças produzido no país na língua local, Tetum. A equipa da Lafaek da CARE tem 34 empregados e produz e distribui 260,000 cópias chegando a todas as crianças nas escolas em Timor-Leste e 7,500 cópias para professores cinco vezes no ano.

Projecto dos Direitos das Crianças Haburas Labarik

A CARE, a trabalhar em parceria com a Alola Foundation tem o objectivo de trabalhar no aumento do conhecimento em relação à protecção dos direitos das crianças em Timor-Leste. O projecto dá também maior acesso e exposição à informação sobre os direitos das crianças e à necessidade da protecção destes direitos aos estudantes.

Projecto integrado de nutrição e educação da saúde e intervenção (INHEP)

Este projecto recentemente completado trabalhou para reduzir os níveis de má nutrição em crianças com menos de cinco anos e para melhorar o estado da nutrição das mulheres grávidas e lactantes nos distritos de Liquica, Bobonaro, e Covalima.

Reforçando o sector das ONG’s em Timor-Leste

A CARE está a trabalhar em parceria com a ACDI/VOCA e o Centro para a Resolução Internacional de Conflito da Universidade de Columbia para partilhar a especialização no desenvolvimento comunitário e gestão de organizações ao treinar várias ONG’s locais e organizações da comunidade numa variedade de áreas necessárias para o sucesso em dirigir organizações efectivas e viradas para as comunidades.

Inovação liderada pela comunidade na prontidão para a seca e para a mitigação

O projecto visa ajudar comunidades a prepararem-se para a insegurança alimentar induzida pela seca através do estabelecimento de instalações para armazenagem de grãos em aldeias no distrito de Liquica e para a construção de capacidade a nível local para as comunidades ultrapassarem as suas vulnerabilidades em desastres e em particular a seca.

Mitigação da malária para os grupos mais afectados na Ilha de Timor Island (MIAT)

O projecto é uma resposta conjunta e integrada para baixar os altos níveis de incidência anual da malária tanto no Oeste de Timor como em Timor-Leste. O projecto tem por alvo especificamente grupos vulneráveis através de uma abordagem que põe o ênfase em grávidas e crianças com menos de cinco anos e procura aumentar os esforços de ambos os governos Timorense e Indonésio para parar e controlar a malária por volta de 2015.

Resposta de Emergência a deslocados em Dili e nas áreas em redor

Este projecto garante que auxílio básico é dado para responder às necessidades dos deslocados que fugiram das suas casas depois da violência em Abril de 2006. Em Dili a CARE está a apoiar directamente actividades em 15 campos com aproximadamente 35 000 deslocados.

Distribuição de alimentação de emergência a deslocados e comunidades vulneráveis na região do oeste

A CARE distribui alimentação a pessoas que fugiram para áreas rurais em Liquica, Bobonaro e Covalima como resultado do conflito em Abril/Maio de 2006 e outras comunidades que tiveram falta crónica de alimentação e taxas altas de má nutrição. É fornecida alimentação suplementar a crianças com menos de cinco anos e a grávidas ou mães lactantes.

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Lei Eleitoral na Televisão

Hoje, dia 19 de Janeiro de 2007, às h19:30, será transmitido em directo pela RTTL, o debate interactivo sobre a Lei Eleitoral para o Presidente da República, com a susceptibilidade de intervenção dos ouvintes e telespectadores.

O debate contará com a presença dos Senhores Deputados: Vicente Faria, Vice-Presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias, em representação da Bancada Parlamentar da Fretilin, e Manuel Tilman, em representação das Bancadas Parlamentares da Oposição.

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EAST TIMOR: I WILL NOT MEET RENEGADE MAJOR RENAIDO, SAYS PRIME MINISTER

Dili, 18 Jan. (AKI) - East Timor prime minister Jose Ramos-Horta said that he will not meet renegade Major Alfredo Reinado Alves as he does not want the people to think that he protects a criminal. In a spot-interview with Adnkronos International (AKI) the Nobel peace prize laureate said that he will only shake hands with Reinado once the legal procedure against him are completed.

“For the moment I do not have any plans or time to meet with Alfredo Reinado. I let this case to be handled by the judicial process. Then we will see. I do not want my people to offend me and tell me that I am protecting a criminal,” said Ramos-Horta.

Major Reinado abandoned the army on 4 May 2006 to join approximately 600 former soldiers who had been fired in March 2006 after complaining of ethnic discrimination over promotions.

The sacking sparked nationwide clashes in a crisis that left 37 people dead, forced 155,000 to flee their homes, brought down the government of former Prime Minister Mari Alkatiri, and resulted in Australia-led peacekeeping troops being deployed to the tiny Southeast Asian nation.

Arrested for his role in the violence and accused in conjunction of the murder of five people, Reinado escaped from prison on 30 August.

Horta has repeatedly stated that he wants to solve the "Reinado issue" peacefully. In this regard, various meetings have already taken place. Reinado met Army Chief Brigadier Taur Matan Ruak for a 30-minute, closed door meeting on 21 December.

Also, reached on the phone by AKI, Reinado confirmed that he has met representatives of the United Nation Integrated Mission in East Timor [UNMIT], the National Parliament, the government and representatives of region III in Ermera, the district where he currently resides.

“The meetings were focused on finding a solution to the crisis that emerged in the country,” Reinado told AKI. “What I really want and thirsty for is to search the truth and justice,” he added.

Asking if he plans to meet with Horta, Major Reinado said that he really would like to.

“There was a plan for me to come down to Dili and meet our Prime Minister Horta a few days ago but, unfortunately, it did not happen as the prime minister has no time. So, I am still waiting for a signal from Horta’s office,” he said.

(Fsc/Ner/Aki)

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PM - REGRET ON SECURITY COUNCIL FAILURE TO ACT ON MYANMAR

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
GABINETE DO PRIMEIRO-MINISTRO
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Media Release Dili, 18th January 2007


NOBEL PEACE LAUREATE AND PRIME MINISTER
JOSÉ RAMOS-HORTA EXPRESSES REGRET
ON SECURITY COUNCIL FAILURE TO ACT ON MYANMAR

Speaking in Dili after attending the ASEAN Summit in Cebu, The Philippines where Timor-Leste signed the ASEAN Treaty of Amity and Cooperation, Prime Minister and Nobel Peace Laureate H.E. Dr. José Ramos-Horta made the following statement:

“I am deeply disappointed that the Security Council has failed to take action on Myanmar.

“I am compelled to speak on this matter due to the dire human rights situation unfolding in Myanmar. My longstanding interest in and detailed understanding of the situation, now spanning nearly 20 years, is a matter of public record.

“The pretext by some Security Council members that the situation in Myanmar does not pose a regional or international security threat is partly true, as Myanmar does not possess nuclear or biological weapons capability, nor have an army that poses a real threat to its neighbours.

It is true however, that the human rights situation in Myanmar, that includes systemic practices of persecution, torture, forced labour and rape, along with its rampant drug trafficking problem, the escalating and unchecked HIV rates and an unacceptably high Internally Displaced Persons population – up to one million and the flow of refugees (over one million) into neighbouring Thailand, India, Bangladesh and China, does constitute a serious threat to regional if not international security.

“This situation then does warrant a Security Council debate and subsequent action-that could then strengthen the good offices of the Secretary General.

“Even if we accept that the current situation does not constitute a regional and international security threat, bearing in mind that UN agencies, the International Labour Organisation and the now defunct UN Commission on Human Rights, have failed to effectively address the human rights situation and help end the violence in Myanmar, shouldn’t this at least be a wake up call to the Security Council?

“I have to ask: Where is the UN’s much talked-about preventive diplomacy? Shouldn’t this have been an opportunity to seize on the matter and prevent it escalating, or should we bury our heads in the sand and allow a Dafur-type situation to explode in Myanmar?

“Of course not. We should look realistically and compassionately at the human rights situation in Myanmar, particularly that of the Ethnic Nationalities people, a significant part of Myanmar’s population, and the most persecuted and the majority of the IDPs and refugees, that has been drastically unfolding now for over some 10 years, in the same vein as that of Dafur.

“The time to act is now and the Security Council’s unwillingness to address the grave human rights situation in Myanmar, demonstrates the impotency of this most august of bodies in the area it can best succeed, that of preventive diplomacy.”
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Assalto na Areia Branca

Ontem por volta das três da tarde, duas mulheres estrangeiras foram assaltadas na praia da Areia Branca, quando seguiam a pé pela estrada.

Dois carros encurralaram-nas e os marginais ameaçaram-nas com facas. Roubaram-lhes as mochilas.
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quinta-feira, janeiro 18, 2007

United Nations appeals for $16.6 million for Timor-Leste

Source: United Nations Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA)
Date: 17 Jan 2007


(New York: 17 January 2007): The United Nations and the Government of Timor-Leste have appealed for $16.6 million to support the return, resettlement and reintegration of an estimated 100,000 displaced persons in Timor-Leste during the first six months of 2007.

The Consolidated Appeal for Timor-Leste, which was presented to donors today in Geneva and will be launched locally tomorrow in Dili, proposes 31 projects to address remaining humanitarian needs. The Prime Minister of the Democratic Republic of Timor-Leste, Dr. José Ramos Horta, and the United Nations Special Representative of the Secretary-General, Mr. Atul Khare, have thanked the international community for the generous support for the previous Flash Appeal for Timor-Leste, which enabled humanitarian organizations to support the Government in providing assistance to the displaced population in Timor-Leste through the end of 2006.

At the height of last year’s crisis, some 150,000 Timorese were estimated to have been displaced in conjunction with the eruption of violence between rival political factions in May 2006. Although the political and security situation has since stabilized, particularly following the deployment of international forces at the end of May, the majority of the displaced have been unable to return to their homes. Nearly 100,000 people -- ten per cent of the country’s total population -- continue to live in displacement camps or with host families. The incidence of food insecurity is on the rise in districts and malnutrition remains at high levels.

United Nations Deputy Special Representative of the Secretary-General for Governance Support, Development and Humanitarian Coordination Finn Reske-Nielsen highlighted the strategic priorities of humanitarian response. In addition to supporting the return of internally displaced persons, the 2007 Consolidated Appeal (CAP) seeks to reduce vulnerability, ensure emergency preparedness and response to new crises and natural disasters, and support sustainable national reconciliation initiatives through the implementation of 31 projects in agriculture, education, food, health, water and sanitation, protection, security, and coordination. In complementing other bilateral and multilateral partners’ efforts, the 2007 CAP will also help lay the foundations for the transition to early recovery and rehabilitation.

Timor-Leste is one of the poorest countries in the world, ranking 142nd out of 177 countries on the United Nations Development Programme (UNDP) Human Development Index. One fifth of the population lives on much less than $1 per day, while 44 per cent of the population suffers from food insecurity. The country suffers from high levels of unemployment, and the private sector has been almost completely disrupted. By dint of geography, Timor-Leste is also vulnerable to natural disasters such as floods, drought, landslides, cyclones and earthquakes.

Ten United Nations agencies, including the Food and Agriculture Organization (FAO), Office for the Coordination of Humanitarian Affairs (OCHA), Office of the United Nations High Commissioner for Human Rights (OHCHR), United Nations Development Programme (UNDP), United Nations Population Fund (UNFPA), Office of the United Nations High Commissioner for Refugees (UNHCR), United Nations Children’s Fund (UNICEF), United Nations Development Fund for Women (UNIFEM), World Food Programme (WFP) and the World Health Organization (WHO), as well as the International Organization for Migration (IOM), four non-governmental organizations (NGOs) -- the Christian Children’s Fund (CCF), Oxfam, Plan International, and Triangle Génération Humanitaire (TGH) -- and the Timor-Leste Red Cross Society (Cruz Vermelha de Timor-Leste - CVTL) have submitted projects for funding within the appeal.

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Political and civil unrest yields another humanitarian crisis

Source: CARE
Date: 16 Jan 2007

CARE has been working in Timor Leste (East Timor) since 1994 and is currently the largest international non-governmental organisation in the country, with over 180 staff and a cumulative reach to date through its aid programmes to over 50 per cent of the country's population.

The political and civil unrest in Timor Leste since April 2006 has led to the displacement of more than 15 per cent of the population of the country's capital, Dili. Confrontation between the army, police forces and civilians, combined with gang violence, has led to displacement for some, whose houses and cars have been torched, while others have been injured. Many more fear for their safety and security and thus have fled their homes, seeking refuge in various locations such as schools, churches, and community centres. The result has been spontaneous rise of camps for Internally Displaced Persons (IDPs). In Dili alone, these camps house up to 67,916 people with a further 78,431 people having fled to the districts (June estimates).

In response to the current humanitarian situation that has emerged from the violence in April and May, CARE is ensuring that minimum basic living standards and safety for the internally displaced populations are achieved during their asylum in various camps where people have fled. This is achieved through the provision of basic relief supplies and logistical assistance working in close coordination with the national government and other aid agencies. CARE, with its extensive fleet of trucks and relief distribution teams, has assisted over 140,000 displaced people since April 2006 and is working directly in 15 camps in and around Dili providing basic survival items including food, water, sanitation, shelter, health and security as well as supporting overall management.

The Government of Timor Leste initially anticipated that the migrated populations would return home by the end of August, 2006. However, the security situation remains unstable.

Gang violence continues, and there are regular incidents of rock throwing, looting and burning of houses, and threats against the individuals. As a result, a significant number of people living in camps feel unsafe to return to their homes. It is expected that camp-dwellers will remain for another four to nine months, creating large demands for continued services such as food, water, sanitation, educations, camp management, and children and women's protection. CARE has been working in Timor Leste since 1994. Expecting the populations to remain in camps for months to come, CARE is seeking additional funds to continue its operations in the months ahead. With the assistance of people like you, CARE will be able to maintain and even increase the amount of assistance it is providing to people suffering from civil strife in this young country, plagued with instability, violence, and danger.

PROJECT PROFILES - October 2006

Lafaek, the Children's Magazine: Children's Rights Promotion and Curriculum

Lafaek is the only children's magazine produced in the country's local language, Tetum. CARE's Lafaek team of 34 staff produces and distributes 260,000 copies reaching every child in primary school in East Timor and 7,500 copies to teachers five times a year.

Haburas Labarik Children's Rights Project

CARE, working in partnership with the Alola Foundation aims to work on the increase of knowledge about, and protection of, children's rights in Timor Leste. The project also provides greater access and exposure to information on children's rights and the need for the protection of these rights to students.

Integrated Nutrition and Health Education and Intervention Project (INHEP)

This recently completed project worked to reduce the rates of malnutrition in children under five and improve the nutrition status of pregnant and lactating women in Liquica, Bobonaro, and Covalima districts.

Strengthening the NGO Sector in East Timor

CARE is working in partnership with ACDI/VOCA and the Columbia University Centre for International Conflict Resolution to share expertise in community development and organisations management by training local various NGOs and community organisations in a variety of areas necessary for success in running effective, community-driven organisations.

Community-led Innovation in Drought Preparedness and Mitigation

The project aims to help communities prepare for drought-induced food insecurity through the establishment of improved grain storage facilities in villages in Liquica district and to build capacity at the local level for communities to overcome their vulnerabilities to disaster and in particular to drought.

Mitigation of Malaria for the Most Affected Groups in Timor Island (MIAT)

The project is a joint and integrated response to decrease high levels of Annual Malaria Incidence in both Eastern and Western Timor. The project specifically targets vulnerable groups through a rights based approach with emphasis on pregnant women and under 5 year children and seeks to increase the efforts of both the East Timorese and Indonesian Government to halt and control malaria by 2015.

Emergency Response to Internally Displaced People in Dili and the surrounding areas

This project ensures that basic relief is provided to meet needs of internally displaced people who have fled their homes following the violence in April 2006. In Dili CARE is directly supporting activities in 15 camps with approximately 35 000 internally displaced people.

Emergency Food Distribution for Internally Displaced People and Vulnerable Communities in the Western Region

CARE distributes food for people who have fled to the rural areas in Liquica, Bobonaro and Covalima as a result of the conflict in April/May 2006 and other communities who experience chronic food shortage and high malnutrition rates. Supplementary food is provided for children under the age of five as well as pregnant and lactating mothers.
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East Timor rebel chief ready to face kill charges

The Australian
Mark Dodd
January 18, 2007

REBEL army major Alfredo Reinado is in negotiations to give himself up to face murder charges over the deaths of five people during a gun battle.

East Timor Prime Minister Jose Ramos Horta said yesterday that Major Reinado had been "much more co-operative" in talks with the Prime Minister's office and other senior government and UN officials.

"He (Major Reinado) has stated he is willing to face the charges against him in regard to the killing that took place at Fatu Ahi in May," Dr Ramos Horta said. "Now we are in the last stages of dialogue with Mr Reinado for him to co-operate with justice. I hope his case can be resolved in the next few weeks."

Major Reinado, named by a UN commission of inquiry as a prime suspect in last year's deadly violence, had earlier claimed he was unfairly singled out for punishment.

The Australian-trained former head of military police is wanted over the deaths of five people in a skirmish with loyalist soldiers on May 23 on Dili's outskirts.

His escape from Dili's Becora jail on August 30 with 56 other inmates embarrassed the Australian-led military guarding the prison precinct.

Dr Ramos Horta said a court appearance by Major Reinado, along with two other trials involving members of East Timor's security forces and former interior minister Rogerio Lobato, would "send a good signal to society that no one is above the law". Mr Lobato, a key ally of former prime minister Mari Alkatiri, faces charges of arming a civilian hit squad to liquidate government opponents.

Dr Ramos Horta expressed disappointment over UN delays in the signing of a security agreement with Australia and East Timor. The memorandum ofunderstanding is necessary because of the Howard Government's refusal to allow Australian peacekeepers in East Timor to submit to UN command.

It covers rules of engagement, command responsibilities and operational guidelines.

In Canberra, the Department of Foreign Affairs refused to comment, saying negotiations were continuing and a signing was expected soon.

Dr Ramos Horta said the agreement should have been signed this week.

"I am at a loss to know what isholding the UN up," he said.

The UN attached the "highest importance" to the agreement and was making every effort to ensure its early signing, a UN spokeswoman said.

Clear lines of command for the deployment of Australian troops could have prevented scenes outside a Dili court last Friday when more than 100 East Timorese soldiers, several of them armed, demonstrated in support of colleagues involved in last year's violence in Dili.

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Programa de Televisão explica Lei Eleitoral - Parlamento Nacional

Informa-se que esta Quinta-feira, dia 18 de Janeiro de 2007, pelas 19h30, o programa "Hanoin Lisuk" vai incidir sobre vários temas relativos às eleições dos Órgãos de Soberania, tendo por base as Leis Eleitorais recentemente aprovadas no Parlamento Nacional.

Este tema vai ser apresentado pelos seguintes oradores:

· Sr. Joaquim dos Santos, Deputado da Bancada Fretilin
· Sr. Faustino Cardoso Gomes, Presidente da CNE
· Sr. Tomás do Rosário Cabral, Director do STAE

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Ho respeito ami fo hatene ba ita boot sira hotu katak ohin loron Quinta-feira, 18 de Janeiro 2007, tuku 19h30 (tuku hitu ho balu kalan), Parlamentu Nasional sei fo sai husi televisaun (TVTL) iha programa "Hanoin lisuk", assunto nebe trata kona ba prosesso eleitoral iha Timor Leste tuir "Lei Eleitoral" nebe publika ona iha Jornal da República.

Sei halo apresentasaun ba tema ida ne'e maka:

· Sr. Joaquim dos Santos, Deputado Fretilin
· Sr. Faustino Cardoso Gomes, Presidente da CNE
· Sr. Tomás do Rosário Cabral, Director do STAE

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UNMIT Revista dos Media Diários - Quinta-feira, Terça-feira, 16 Janeiro 2007

(Tradução da Margarida)

Relatos dos Media Nacionais:

TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste

Tomada de posse dos Membros da Comissão

Os membros da Comissão Nacional de Eleições (CNE) tomaram posse ontem numa cerimónia realizada no Parlamento Nacional. O Dr. Faustino Cardoso Gomes, que foi eleito Presidente da Comissão, disse aos media que a equipa é composta por pessoas com grande capacidade que podem cumprir o trabalho com eficácia. Um dos tópicos que a comissão discutirá, é o seu próprio orçamento, disse Gomes. Intervindo na cerimónia, o Presidente do Parlamento, Francisco Guterres "Lu-Olo" lembrou aos membros da comissão que o papel da CNE é ainda de assegurar o tratamento igual aos cidadãos no censo e no processo eleitoral bem como oportunidades de igualdade e de liberdade para os candidatos na campanha eleitoral e durante as eleições. Um total de 27 pessoas, 15 efectivas e 12 substitutas formam a CNE. O Bispo Basílio do Nascimento disse que a tomada de posse dos membros da CNE é um passo positivo para o processo democrático em Timor-Leste. (DN, TP)

KOTA duvida que a Fretilin ganhe

A afirmação do Secretário-Geral da Fretilin, Mari Alkatiri de que o seu partido vencerá as eleições de 2007 com maioria absoluta foi rejeitada por paridos da oposição como PSD, KOTA e UDT. Clementino do Amaral do KOTA disse que tinha dúvidas de que a Fretilin ganhe com maioria de votos, anotando que politicamente os membros dos partidos podem fazer tais afirmações desde que não distribuam armas para destruir o seu próprio povo. Amaral disse ainda que os Timorenses acordaram e que conhecem o desenvolvimento do governo no país nos últimos cinco anos. (DN)

Deputados rejeitam recomendações da CVA

As recomendações da Comissão Verdade e Acolhimento, (CVA) para amnistia dos perpetradores de violações dos direitos humanos em Timor-Leste foram rejeitadas pelas deputadas Cipriana Pereira (Fretilin) e Maria Paixão (PSD). Ambas são de opinião 1que o sofrimento das vítimas deve ser considerado e que os autores devem enfrentar a justiça. Pereira afirmou que a última decisão será do Parlamento após consultas com os Timorenses sobre as recomendações. Paixão disse que o processo da justiça é a solução para identificar quem agiu bem ou mal. (DN)

Procedimentos no Tribunal

A presença de membros armados das F-FDTL no tribunal pode ser interpretado que o militarismo está a levantar-se, disse o deputado Clementino Amaral do KOTA. Disse que a solidariedade mostrada aos três membros das F-FDTL na sua audição judicial preliminar pelos seus colegas em uniforme e armados, dará uma má imagem do país, por isso apelou ao Brigadeiro-General Taur Matan Ruak e a outros oficiais das Forças de Defesa para não autorizarem que a mesma atitude se repita.

Fr. Martinho Gusmão disse que a presença de membros armados das Forças de Defesa Timorenses no tribunal violou a ética dos serviços públicos. José Luis Oliveira, Director da Associação Hak é da opinião que a presença de alguns membros das F-FDTL no tribunal na passada Sexta-feira em uniformes e armados, dá um impacto negativo ao país. Três membros das F-FDTL que têm estado em detenção preventiva pediram à Vice-Ministra da Justiça, Isabel Ferreira para apressar os seus casos e não os atrasar como nos casos de Oan Kiak e Abilio Mausoko, a seguir a um encontro de visita com eles.

Os três expressaram que a sua detenção servirá como exemplo para melhorar o sistema da justiça no país e querem procurar a verdade. A seguir ao encontro com os três membros das forças militares, Isabel Ferreira informou-os que o Brigadeiro-General Ruak tinha pedido a dois advogados, Sanches e José Guterres para se ocuparem e focarem nos seus casos dado que o advogado Paulo Remédios tem uma agenda muito apertada.

O Timor Post relatou que o tribunal podia chamar todas as pessoas cujos nomes têm sido mencionados durante o julgamento em relação com as alegações de distribuição de armas. Paulo Martins e o agente da polícia Pascoal Ximenes são algumas das pessoas que estão calendarizadas para comparecer no tribunal. (TP, DN, STL)

Alfredo previsto encontrar-se com o PM

O Major Reinado Alfredo disse ao Timor Post que estava previsto encontrar-se com o Primeiro-Ministro Ramos-Horta na Terça-feira como continuação de um encontro anterior para tentar resolver a crise corrente. Não revelou a agenda do encontro, dizendo que esperava ainda a confirmação do gabinete do Primeiro-Ministro. Levantaram-se também questões sobre o lançador de mísseis na posse de Alfredo. De acordo com o Sydney Morning Herald, 14/1, as Forças de Defesa Australianas perderam uma arma de tipo similar do seu centro de segurança e há dúvidas que possa ter caído nas mãos de terroristas. (TP)

A maioria dos deslocados são do leste

Com base em registos do Ministério de Obras Públicas, a maioria de um total de 3000 deslocados que decidiram regressar aos distritos, são da parte leste do território, disse o Vice-Ministro das Obras Públicas, Raul Mousaco. Disse que os que regressaram incluem funcionários civis que têm empregos na capital, acrescentando que a razão para o regresso deles se deve à situação da segurança. Disse que o governo está a trabalhar para reforçar a segurança nos bairros.

Entretanto o Bispo Basilio perguntou porque é que continua a falta de capacidade para manter a lei e a ordem em Dili, apesar do número crescente de forças internacionais e de oficiais da PNTL. Basilio disse que nos distritos a situação está pacífica mas que em Dili somente quatro ou cinco bairros têm mantido a capital acordada. Acrescentou que muita gente se questiona se há tantos membros da polícia incluindo da PNTL porque é que não contêm a situação em Dili. (TP)

RTTL títulos das notícias

O Primeiro-Ministro regressa a Timor-Leste do encontro da ASEAN

O Primeiro-Ministro Dr. José Ramos-Horta regressou do encontro da ASEAN em Cebu, Filipinas. Falando ontem aos jornalistas Ramos-Horta disse que Timor-Leste recebeu um convite especial do Secretário-Geral do Conselho de Ministros da ASEAN para participar no encontro. "A presença de Timor-Leste foi importante para nos prepararmos nós próprios para sermos membro da ASEAN no futuro próximo," disse Horta. Sublinhou também que a segurança é um assunto considerado extremamente importante em qualquer país que procure ser membro da ASEAN. Por isso ele convida todos no país para preencherem os requerimentos de segurança antes de se juntarem ao forum. Durante a sua visita, acrescentou que se encontrou com 10 chefes de Estados, incluindo Presidentes e Primeiros-Ministros e teve um encontro bilateral com a Presidente das Filipinas para assinar o acordo na cooperação na área da educação.

Duas testemunhas apresentam os seus testemunhos no tribunal

Os procedimentos do tribunal sobre Rogério Lobato, o antigo Ministro do Interior continuaram com declarações de dois membros da PNTL nomeadamente Carlos da Costa e Afonso dos Santos como novas testemunhas. De acordo com a TVTL, a da Costa Lobato pediu para distribuir o uniforme e carros ao grupo de Railos. A do Santos o juíz perguntou como é que tinha lidado com os peticionários durante a manifestação e sobre o incidente em frente do Gabinete do Ministro da Justiça em 25 de Maio de 2006. Na altura, Carlos da Costa servia como mensageiro de Rogério Lobato enquanto que Afonso dos Santos era responsável pelo Comando Operacional da PNTL que lidava com a manifestação realizada pelos peticionários em frente do Palácio do Governo de 23 - 28 Outubro de 2006.

Prisão Preventiva para Lobato

O Movimento Nacional para a Paz e a Justiça, expressou o seu descontentamento sobre o modo como o tribunal está a gerir o julgamento de Rogério Lobato. Lamentaram porque é que o tribunal não pode mudar o estatuto de Lobato de suspeito para acusado. O porta-voz do Movimento, quer que o tribunal mude o estatuto de Lobato de suspeito para acusado e que o ponha em prisão preventiva para evitar manipulações de factos e outras manobras bem como para protecção da evidência para a verdade e justiça. Pediram também ao tribunal para trazer imediatamente novas testemunhas como o Sr. Mari Alkatiri e Paulo Martins. O mesmo movimento sugeriu que o tribunal tenha um tradutor profissional de modo a garantir mensagens claras de tradução para as vítimas, o acusado, testemunhas e os presentes na sala de procedimentos do tribunal.
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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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