quarta-feira, outubro 25, 2006

Timor-Leste: Situação tensa

Rádio Renascenca - 25/10/2006, 02:59 (Para ouvir a entrevista na integra: http://www.rr.pt/noticia.asp?idnoticia=178679)


Timor-Leste está sem voos por causa de nova vaga de violência. A polícia da ONU comenta situação na Renascença

O aeroporto está encerrado, a policia internacional está a proteger as instalações.

Os confrontos a envolverem deslocados e tropas internacionais da Austrália começaram ontem e agravaram-se esta quarta-feira.

A Renascença falou há instantes com Antero Lopes, comandante da polícia das Nações Unidas em Timor, que descreve uma situação delicada.

Está prevista uma reunião de emergência com as autoridades timorenses.

A Renascença contactou também a GNR em Dili mas, como os confrontos são fora da sua zona de acção, os militares portugueses não estão envolvidos nesta operação. (Nota: Não estão envolvidos? Não estão outra coisa...)

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Tempestades sobre o Pacífico

Tradução da Margarida.

MRZine.com

Por Tom O'Lincoln

O Primeiro-Ministro Australiano John Howard deve ter uma recepção hostil no Fórum das Ilhas do Pacífico esta semana. O seu imperialismo aberto tem provocado conflitos em três ilhas nações.

As Salomão e a Papua Nova Guiné

No seu ultimo desaforo, a polícia Australiana fez uma busca no gabinete do PM das Salomão Manasseh Sogavare. Entretanto um relatório chave sobre a crise de Timor não saiu tal como Howard gostaria que saísse.

Em 19 de Outubro Sogavare acusou Canberra de tentar minar o seu Governo depois do comissário da polícia Solomão, o Australiano Shane Castles, ter dado ordem de prisão ao Ministro da Imigração Peter Shanel. Sogavare avisou que "ia lidar " com Castles e o seu colega Australiano, o Solicitor-Geral Nathan Moshinsky.

Agora os polícias de Canberra arrombaram a pontapé literalmente a porta de Sogavare. Entretanto Moshinsky, incapaz de impor a sua vontade, regressou a Melbourne.

Esta desordem neo-colonial tem as suas origens em 2003, quando Howard aproveitou as desordens internas para lançar a chamada Missão de Assistência Regional nas Ilhas Salomão (RAMSI). Esta força de policiamento e administrativa é constituída preponderantemente por Australianos. Quando lhe deram a alcunha de Helpem Fren (amigos ajudantes), eu escrevi algures que um dia isso se viraria em "pontapeantes no cú" – e assim aconteceu.

Uma tentativa similar para ocupar uma posição de força no policiamento da Papua Nova Guiné (o Programa de Cooperação Reforçada) rompeu-se quando o Supremo Tribunal do país recusou isentar os polícias Australianos das leis locais. Mas Canberra pressiona com planos para consolidar uma rede regional de polícias sob comando de Canberra. O comissário de polícia nas Fiji é o Australiano Andrew Hughes, e há umas tantas “unidades de crimes transnacionais” apoiadas pelos Australianos pela região.

Em 16 de Setembro Sogavare expulsou o Alto Comissário Australiano Patrick Cole por interferir na política local, particularmente num inquérito aos distúrbios de Abril passado. O Governo Howard diz que o inquérito está cozinhado para tirar as culpas de incitamento aos distúrbios a dois deputados que estão presos e que são aliados de Sogavare. Isso pode ser verdade, Mr Howard, mas aquele é ainda o país deles.

Canberra depois começou com acções para extraditar o Procurador-Geral das Salomão Julian Moti de Papua Nova Guiné. Os Australianos dizem que querem Moti opor acusações de pedofilia. Mas essas acusações são muito velhas, e aparentemente estão cheias de buracos; foram revogadas em Vanuatu em 1999 em processos envolvendo uns tantos juízes distintos. 1 A razão para as retomar agora é para pôr pressão política em cima de Sogavare.

Sogavare encontrou um aliado no líder da Papua Nova Guiné Michael Somare, e Moti conseguiu apanhar um voo militar clandestino para as Ilhas Salomão. Isto provocou um ataque de raiva no Ministro dos Estrangeiros Australiano Alexander Downer. Desde então o governo de Sogavare tem estado num braço de ferro com os polícias liderados pelos Australianos, ao mesmo tempo que Canberra tem proibido Somare e os seus ministros de receberem vistos.

Quando mais duramente Canberra empurra, quando mais os políticos das ilhas parecem radicalizar-se, com o surgimento de políticos nacionalistas a resistirem às exigências Australianas. A promessa de Sogavare para "lidar com ambos Mr Castles e Mr Moshinsky por humilhações desnecessárias a um ministro do Governo " sugere um político frontal. 2 Chegou mesmo a ameaçar expulsar a RAMSI, apesar disto poder ser provavelmente linguagem bombástica.

Mas a linguagem bombástica tem sido boa para Sogavare até agora. Sobreviveu com facilidade a uma moção de não confiança em 11 de Outubro, uma que ao princípio se esperava que perdesse e na semana passada sentiu-se com confiança suficiente para oferecer pomposamente “curar a brecha” com Canberra durante o Fórum do Pacífico – na base da sua própria posição, que era "não-negociável." 3

Timor-Leste

Em Timor-Leste uma comissão especial da ONU relatou sobre os levantamentos de Abril e Maio. Este painel de três estrangeiros não pode realmente ter a certeza dos factos e está sem dúvida influenciada pelo governo Gusmão-Horta. Mesmo assim, o relatório tem uma leitura interessante.4

Em Setembro descrevi como o programa Four Corners da TV Australians tinha acusado o então Primeiro-Ministro Mari Alkatiri de Timor-Leste – a besta negra de Canberra –de organizar um esquadrão de ataque. Um homem conhecido por Railos afirmava ter instruções de Alkaitiri para "eliminar" os opositores do PM. Essas acusações forçaram a resignação de Alkatiri, e os sempre colaborantes media Australianos começaram de modo rotineiro a referir-se a ele como o “caído em desgraça”." Mas no parágrafo 94, o relatório da ONU rejeita especificamente a afirmação de Railos.

Há luz destes desenvolvimentos é interessante que Sogavare tenha comparado explicitamente os ataques a ele com o que aconteceu a Alkatiri.

De facto a comissão não encontrou absolutamente nenhuma evidência sólida contra Mari Alkatiri, apesar de fazer o seu melhor para agradar ao Presidente Xanana Gusmão e ao PM pró-Australiano José Ramos-Horta ao recomendar vagamente mais investigações. Entretanto, contudo, deixou cair uma bomba sobre a figura de topo militar. O Brigadeiro-General Taur Matan Ruak é cúmplice na distribuição de armas a civis e no parágrafo 134 o relatório diz que deve ser processado.

Contudo Ramos-Horta correu a declarar o seu apoio completo ao Brigadeiro Ruak. Assim o duplo critério tornou-se dolorosamente óbvio: Alkatiri "caiu em desgraça" mesmo apesar de não terem encontrado nenhuma evidência sólida contra ele; enquanto Ruak obtém "confiança total " apesar da recomendação que seja levado a tribunal.6

Parece que toda a gente estava também a esconder armas, incluindo dois ministros de Alkatiri.

Mas então se o responsável dos militares estava a fazer isso, porque é que as facções políticas não haviam de fazer o mesmo, com o objectivo de sobreviverem?

O Presidente Gusmão safa-se com uma bofetada na mão. Ele devia ter "exercido mais contenção e respeito pelos canais institucionais " em vez de ter feito um discurso provocador. Nenhuma menção ao facto da sua exigência da resignação de Alkatiri na trilha do programa da Four Corners ter sido baseado em falsas premissas – e ter sido também inconstitucional.7

Duplos critérios em todo o lado! O que se mantém perturbador, contudo, é o nível de violência que persiste na presença de "guardadores da paz." Maryann Keady jornalista de Rádio e veterana em Timor escreveu em 11 de Outubro:

A presença da polícia Australiana e internacional pouco tem feito para garantir aos Timorenses que a sua prioridade é a segurança em curso. Milhares estão ainda a viver em campos de deslocados e têm medo de regressar a casa por causa da violência em curso (e ) por verem o pessoal da segurança – como eu pessoalmente testemunhei – sentados sem tomar atitudes por lá ao mesmo tempo que pequenos grupos de indivíduos criam mais distúrbios.8

Porque é que isto deve ser assim? Keady esboçou algum contexto em Junho passado:

. . . esta é a terceira vez que as forças internacionais falharam ao não evitar os Timorenses de serem aterrorizados por uma terceira parte. Primeiro houve a fúria Indonésia em 1999. Depois, o desassossego de 4 de Dezembro de 2002 (que levou aos primeiros apelos da imprensa Australiana para Alkatiri sair, imediatamente antes das negociações do petróleo e do gás. E agora, o caos civil em 2006.9

Os poderes estrangeiros têm os seus olhos noutras coisas que não em resolver a segurança pública. Timor-Leste tem petróleo; está perto do estrategicamente vital Ombai Straight; os Chineses estão a emergir como um rival diplomático; e daí a busca de Canberra por um governo submisso. Assim, sem dúvida, dá jeito manter os Timorenses num estado de dependência preocupada.

Fontes:

1 David Marr and Marian Wilkinson, "Holes Appear in Case Against Moti," The Age (Melbourne), 7 Outubro 2006.

2 Craig Skehan, "Howard to Fly Into Diplomatic Storm in Pacific," The Age, 20 Out 06.

3 "Solomons PM Ready to Talk, Heal Rift," The Australian, 20 Outubro 2006.

4 Report of the United Nations Independent Special Commission of Inquiry for Timor-Leste, Geneva, 2 Outubro 2006., available at:
http://www.ohchr.org/english/docs/ColReport-English.pdf

5 Tom O'Lincoln, "A New Phase in the East Timor Crisis," MRZine 12 Setembro 2006.

6 AFP, "Ramos-Horta Backs Accused Defence Chief," 19 Outubro 2006.

7 Ver Michael Jones, "Roles of the President and the Prime Minister in the Current Constitutional Crisis in East Timor," in East Timor Law Journal, 25 Junho 2006, available at: http://www.eastimorlawjournal.org/ARTICLES/2006etlj6rolesofpresidentandpmincurrentcrisismjones.html



8 Maryann Keady, "EastTimor: Green Hat, Blue Hat," New Matilda, 11 Outubro 2006.

9 Maryann Keady, "East Timor: A New Cold War," New Matilda, 14 Junho 2006.

In LUSA

GNR iniciou operação de limpeza junto Aeroporto de Díli

Díli, 25 Out (Lusa) - Efectivos militares da GNR iniciaram uma operação de limpeza no bairro adjacente ao Aeroporto Internacional de Díli, na sequência dos confrontos iniciados terça-feira ao fim da tarde e que obrigaram, hoje, ao encerramento das operações aéreas.

Dois militares da GNR feridos durante confrontos perto em Díli

Díli, 25 Out (Lusa) - Dois militares da GNR ficaram hoje feridos ligeir amente durante os confrontos registados junto ao Aeroporto Internacional de Díli , disse à Lusa fonte militar.


Nota: Os militares da GNR ficaram ligeiramente feridos por pedras.

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Veja o Jornal da Tarde na RTPi pelas 18:00 e pelas 21:00 (Timor-Leste)

Jornalistas portugueses (RTP e LUSA) tem estado a fazer a cobertura dos conflitos desde manha.

Aconselhamos que vejam as imagens e a reportagem da RTP nos seguintes horarios:

Jornal da RTPN - 18:00 em Timor-Leste (10:00 em Portugal)

Jornal da Tarde - 21:00 em Timor-Leste (13:00 em Portugal)

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Violencia generalizada entre Aimutin e Comoro

Varios conflitos deflagraram em varios bairros, desde a zona de Aimutin, Bebonuk, Comoro e zona do aeroporto.

A GNR tem estado presente nestes bairros que nao sao da sua responsabilidade.

Testemunhas afirmam que a forca de intervencao da malasia, que tambem faz parte da UNPOL nao tem entrado nos bairros.

Dois militares da GNR foram levemente feridos com pedras.


(nao temos acentos)

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Comunicado / FALINTIL - FDTL

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE

FALINTIL-FDTL


Quartel-General

Gabinete do CEMGFA


Conferência de Imprensa



Posição oficial das FALINTIL – FDTL sobre o Relatório da Comissão Independente de Investigação das Nações Unidas


O conflito no noso país é um conflito político que encobre dois grandes objectivos:

1. Queda do Governo e dissolução do Parlamento e estabelecimento de um governo de unidade nacional.

2. Nos últimos tempos, actos de viiolência sistemáticos têm sido levados a cabo, esporadicamente, pelo país, mas com maior incidência em Dili, cujo objectivo é desestabilizar a governação, inviabilizando-a depois.

3. A Comissão Independente de Investigação acabou por divulgar o seu relatório analisando os factos e as circunstâncias que estiveram na base do conflito, mas esqueceram-se de enquadrá-los no contexto político.

4. Como forma de contribuir para um rápido regresso da paz ao nosso país, as Forças Armadas manifestam:

A. Agradecemos a CII por ter concluído o relatório em tempo útil e por ter confirmado que não houve massacre em Rai Kotu.

B. Para completar a missão da Comissão, propomos ao Estado timorense a criação de uma Comissão Parlamentar de Investigação cuja missãoé determinar os objectivos da crise, as estratégias, os autores intelectuais e morais que estiveram por detrás da crise timorense responsabilizando-os.

C. Reafirmamos a nossa posição de cooperar com a justiça timorense.

D. Apresentamos as nossas sentidas condolências às famílias de todos os timorenses que pereceram no conflito, partindo pelos nossos próprios companheiros das Forças Armadas, a Polícia Nacional, até aos filhos do nosso querido povo.

E. Pedimos desculpa a todos os timorenses pelas ofensas e danos causados, directa ou indirectamente, por nós no decurso da crise.

F. Agradecemos a confiança depositada nas Forças Armadas pelo nosso povo e, em especial, pelos nossos dirigentes políticos no desempenho do nosso papel durante a crise.

G. Apelamos a cooperação de todos os timorenses para pormos fim a crise que tem assolado o nosso país e que tanto mal e dor nos causou, insistindo na unidade do nosso povo, para salvaguardar os seus supremos interesses, como Povo e como Nação.

Por um só Povo e uma só Nação!

Baucau, 25 de Outubro de 2006-10-25

Pelo Comando das FALINTIL – FDTL,

O Chefe de Estado Maior General


Taur Matan Ruak

Brigadeiro General
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Voo da Merpati em Bali cancelado

Ante a confirmação de que o aeroporto de Díli está encerrado, o voo da Merpati de Bali para Díli foi cancelado segundo chefe de escala da Merpati em Denpasar.

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Storms over the Pacific

MRZine.com

by Tom O'Lincoln

Australian Prime Minister John Howard should get a hostile reception at the Pacific Islands Forum this week. His in-your-face imperialism has provoked conflicts in three island nations.

The Solomons and Papua New Guinea

In the latest outrage, Aussie police have raided the office of Solomons PM Manasseh Sogavare. Meanwhile a key report on the Timor crisis hasn't turned out quite as Howard would have liked.

On 19 October Sogavare accused Canberra of trying to undermine his Government after the Solomons police commissioner, Australian Shane Castles, ordered the arrest of Immigration Minister Peter Shanel. Sogavare warned that he would "deal with" Castles and his fellow Australian, Solicitor-General Nathan Moshinsky.

Now Canberra's cops have literally kicked down Sogavare's door. Meanwhile Moshinsky, unable to impose his will, has returned to Melbourne.

This neo-colonial shambles has its origins in 2003, when Howard seized on internal disorder to launch the so-called Regional Assistance Mission to Solomon Islands (RAMSI). This policing and administrative force is made up overwhelmingly of Australians. When they gave it the happy Pidgin sobriquet Helpem Fren (helping friends), I wrote somewhere that one day this would turn into "Kickem butt" -- and so it proved.

A similar attempt to take a stranglehold on policing in Papua New Guinea (the Enhanced Cooperation Program) broke down when the country's Supreme Court refused to exempt Australian cops from local laws. But Canberra is pressing on with plans to consolidate a regional police network under Canberra's hold. The police commissioner in Fiji is Australian Andrew Hughes, and there are a number of Australian-backed "transnational crime units" around the region.

On 16 September Sogavare expelled Australian High Commissioner Patrick Cole for interfering in local politics, particularly an inquiry into riots last April. The Howard Government says the inquiry is skewed to get two jailed MPs, allies of Sogavare, off charges of inciting the riots. That might be true, Mr Howard, but it's still their country.

Canberra next began moves to extradite Solomons Attorney-General Julian Moti from Papua New Guinea. The Australians say they want Moti on child-sex charges. But these charges go back many years, and are apparently full of holes; they were quashed in Vanuatu in 1999 in proceedings involving a number of distinguished judges.1 The reason for reviving them now is to put political pressure on Sogavare.

Sogavare found an ally in Papua New Guinea leader Michael Somare, and Moti managed to get a clandestine military flight to the Solomon Islands. This sent Australian Foreign Minister Alexander Downer into a rage. Since then Sogavare's government has been locked in conflict with the Australian-led cops, while Canberra has banned Somare and his ministers receiving visas.

The harder Canberra pushes, the more island politics seems to be polarising, with nationalist politicians popping up to resist Australian demands. Sogavare's promises to "deal with both Mr Castles and Mr Moshinsky for the unnecessary humiliation of a Government minister" suggests a politician on the front foot.2 He's even threatened to expel RAMSI, though this is probably just bombast.

But bombast has served Sogavare well so far. He easily survived a no-confidence motion on 11 October, one he was originally expected to lose; and last week he was feeling confident enough to offer grandly to "heal the rift" with Canberra during the Pacific Forum -- on the basis of his own position, which was "non-negotiable."3

East Timor

In East Timor a United Nations special commission has reported on the upheavals of April and May. This panel of three outsiders can't really be sure of the facts and is undoubtedly influenced by the Gusmao-Horta government. Even so, the report makes interesting reading.4

In September I described5 how the Australian TV program Four Corners had accused East Timor's then Prime Minister Mari Alkatiri -- Canberra's bete noir -- of organizing a hit squad. A man known as Railos claimed to have instructions from Alkaitiri to "eliminate" the PM's opponents. These accusations forced Alkatiri's resignation, and the ever-helpful Australian media began referring to him routinely as "digraced." But in paragraph 94, the UN report specifically rejects Railos' claims.

In light of these developments it's interesting that Sogavare has explicitly compared attacks on him with Alkatiri's fate.

In fact the commission hasn't found any hard evidence at all against Mari Alkatiri, though it does its best to please President Xanana Gusmao and pro-Australian PM Jose Ramos-Horta by vaguely recommending further investigations. Meanwhile, however, it has dropped a bombshell about the top military figure. Brigadier General Taur Matan Ruak connived at the distribution of guns to civilians and in paragraph 134 the report says he should be prosecuted.

Yet Ramos-Horta rushed to declare his complete support for Brigadier Ruak. So the double standards become painfully obvious: Alkatiri is "disgraced" even though there's no hard evidence against him; while Ruak gets "full confidence" despite the recommendation he be put on trial.6

It seems that everyone else was stashing guns too, including two of Alkatiri's ministers. But then if the head of the military's doing it, why wouldn't all the political factions do likewise, for the sake of sheer survival?

President Gusmao gets off with a slap on the wrist. He should have "exercised more restraint and respect for institutional channels" rather than making a provocative speech. No mention of the fact that his demand for Alkatiri's resignation in the wake of the Four Corners program was based on false premises – and was also unconstitutional.7

Double standards everywhere! What remains disturbing, meanwhile, is the level of violence that persists in the presence of "peacekeepers." Radio journalist and Timor veteran Maryann Keady wrote on 11 October:

The Australian and international police presence has done little to reassure the East Timorese people that their ongoing security is a priority. Thousands are still living in refugee camps and are afraid to go home because of ongoing violence [and] security personnel are seen -- as I have witnessed personally -- sitting idly by while small pockets of individuals create more disturbances.8

Why should this be? Keady sketched in some context back in June:

. . . this is the third time international forces have failed to stop the people of East Timor being terrorized by a third party. First there was the Indonesian rampage of 1999. Second, the unrest of 4 December 2002 (leading to the first calls by the Australian press for Alkatiri to step down, just prior to oil and gas negotiations. And now, civil chaos in 2006.9

The outside powers have their eyes on other things that outweigh public safety. East Timor has oil; it's near the strategically vital Ombai Straight; the Chinese are emerging as a diplomatic rival; and therefore Canberra's quest continues for a submissive government. So no doubt it's handy to keep the Timorese in a state of apprehensive dependency.

Sources:

1 David Marr and Marian Wilkinson, "Holes Appear in Case Against Moti," The Age (Melbourne), 7 October 2006.

2 Craig Skehan, "Howard to Fly Into Diplomatic Storm in Pacific," The Age, 20 Oct 06.

3 "Solomons PM Ready to Talk, Heal Rift," The Australian, 20 October 2006.

4 Report of the United Nations Independent Special Commission of Inquiry for Timor-Leste, Geneva, 2 October 2006., available at:
http://www.ohchr.org/english/docs/ColReport-English.pdf

5 Tom O'Lincoln, "A New Phase in the East Timor Crisis," MRZine 12 September 2006.

6 AFP, "Ramos-Horta Backs Accused Defence Chief," 19 October 2006.

7 See Michael Jones, "Roles of the President and the Prime Minister in the Current Constitutional Crisis in East Timor," in East Timor Law Journal, 25 June 2006, available at: http://www.eastimorlawjournal.org/ARTICLES/
2006etlj6rolesofpresidentandpmincurrentcrisismjones.html

8 Maryann Keady, "EastTimor: Green Hat, Blue Hat," New Matilda, 11 October 2006.

9 Maryann Keady, "East Timor: A New Cold War," New Matilda, 14 June 2006.

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Check points à entrada da universidade impedem lorosaes de entrar

E o que faz a UNPOL? Nada...

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A ocupação ainda não acabou...

As forças bilaterais australianas e a própria UN e a UNPOL não ouvem o governo, nem respeitam os líderes timorenses apesar dos esforços destes nesse sentido.

Qual a posição do Presidente da República, comandante supremo? Não está na altura de se pronunciar?

Ou é da mesma opinião que o Primeiro-Ministro Ramos-Horta (contestado pelo resto dos ministros) que elogiou vergonhosamente a actuação das forças australianas na sua visita à Austrália e que culminou na aceitação de que estas forças não precisam de fazer parte dos capacetes azuis?

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Reunião de segurança do Governo

Está a decorrer uma reunião de segurança liderada pelo Vice Primeiro-Ministro.

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Porque é que os campos de deslocados não têm segurança permanente?

A UN e os seus "expertos" pensam que não fazendo segurança aos campos, os deslocados constantemente sujeitos a ataques se irão embora dos campos mais cedo.

Ontem à noite, o campo de deslocados junto ao aeroporto parecia um guetto, de pessoas aterrorizadas e outras com ódios inflamados.

Parecia uma cena de um filme futurista, em que os deslocados se moviam como zombies de um lado para o outro em estado de choque.

Estas decisões dos "expertos" não têm em consideração que os deslocados são pessoas, na sua maioria crianças, mulheres e velhos.

Por outro lado obrigam cada vez mais à existência de grupos organizados de segurança dentro dos campos que inevitavelmente tende a exercer mais violência.

Incompetentes!

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O que estão a fazer os militares australianos numa situação de ordem pública?

Não discutimos a legitimidade do disparo do militar australiano contra o timorense, caso este lhe tenha apontado uma arma.

Mas mais uma vez se prova que os militares australianos não têm meios nem vocação para evitar o tipo de conflitos que existem.

A ser assim, porque estão cá?

Quando deviam dedicar-se a capturar Reinado e os seus comparsas, armados com equipamento de guerra, segundo o comandante das forças militares australianas, General Slater, andam a brincar em Díli.

Não evitam a violência, não protegem os campos e pelo contrário só atiçam cada vez mais os deslocados contra eles.

Incompetentes? Já parece demais...

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Incompetentes ou de má fé?

Desde ontem que a UNPOL e as forças internacionais sabiam que a situação junto do aeroporto estava muito complicada.

Centenas de militares e polícias não conseguiram evitar quer as barreiras dos deslocados, quer os ataques ao campo.

Que coordenação ou descoordenação existe entre as forças policiais da UNPOL (da qual faz parte a força de intervenção da Malásia responsável pela zona) e as forças policiais e militares australianas bilaterais?

É este o resultado da vontade australiana em não integrar a UN como capacetes azuis e apoiada por Ramos-Horta na sua recente vista à Austrália (depois do governo ter inicialmente pedido que as forças fizessem parte da UN?

Ontem foram precisos meia dúzia de militares da GNR para resolver uma situação junto ao campo do aeroporto, que centenas de forças australianas e da Malásia não foram capazes de o fazer.

Há duas UNPOL?

Vergonhoso.

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GNR no campo de deslocados com Ministro do Trabalho e Solidariedade

A GNR acompanha o Ministro Arsénio Bano que se deslocou ao campo junto do aeroporto para falar com os deslocados.

As forças australianas continuam a disparar gás lacrimogéneo junto à rotunda do aeroporto (a única coisa que sabem fazer...).

Dentro do campo não há incidentes.

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Militares australianos matam timorense em incidentes no aeroporto

Díli, 25 Out (Lusa) - Os confrontos registados durante a madrugada junto ao aeroporto de Díli provocaram hoje a primeira vítima mortal timorense resultante da intervenção das forças internacionais estacionadas em Timor-Leste.

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In LUSA

Aeroporto internacional encerrado devido a confrontos

Dili, 25 Out (Lusa) - O aeroporto internacional Nicolau Lobato, em Díli, Timor-Leste está encerrado desde as primeiras horas de hoje devido aos confrontos iniciados na noite de terça-feira junto daquelas instalações aeroportuárias.
Deslocados bloqueiam acessos a aeroporto contra australianos

Deslocados bloqueiam acessos a aeroporto contra australianos

Díli, 25 Out (Lusa) - Os residentes no campo de deslocados situado junto ao Aeroporto Internacional de Díli justificaram hoje o bloqueio dos acessos com a intervenção dos militares australianos na noite de terça-feira, disse à Lusa José da Costa, responsável do campo.

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De um leitor

Não compare situações incomparáveis. Para já, a GNR em Portugal usa a língua oficial do país e fico-me por aqui. Mas voltemos a Timor-Leste.

Mesmo que exista um código da estrada que defina o limite de 45km/h, nada justifica a falta de cortesia, para não dizer outra coisa, dos polícias australianos.

Se a viatura circulava a uma velocidade superior, o agente policial só tem que fazer uma coisa: auto de ocorrência e multa.

O problema é que não acredito que tantos milhares de australianos estejam em Dili só para zelar pelo limite de velocidade, dado o reduzido número de viaturas que circulam (ainda por cima à noite).

Se considerarmos que nunca houve este tipo de controle em TL e que existem outros problemas gravíssimos - enumerados pela autora do texto - que carecem de intervenção policial urgente, concluimos que estes "polícias" australianos só estão lá para ganhar ajudas de custo e humilhar timorenses e portugueses, não para prender os criminosos e evitar os distúrbios.

Já aqui disse que a Austrália só arranja lenha para se queimar. A já habitual reacção de apedrejamento que os refugiados do aeroporto reservaram aos polícias OZ, ainda que possa ser injusta para alguns, acaba por se tornar a regra. É que os agentes policiais deste país fazem por merecer esta reputação negativa, com acções como esta que está descrita no texto. Esta imagem negativa vai ficando gravada no subconsciente do povo, que não gosta do que vê.

H. Correia.

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Militares e polícias australianos não protegem campo dos agressores

Segundo testemunhas que estão junto à entrada do aeroporto é chocante a passividade das forças militares e policiais que estão presentes no local.

O campo está a ser atacado por grupos sem que as dezenas de elementos das forças internacionais o tentem evitar.

A força de intervenção da Malásia encontra-se atrás das barreiras montadas pelos deslocados para se defenderem e afirmam ter ordens para proteger apenas o edifício do aeroporto.

Os deslocados estão a levantar barreiras cada vez mais próximas da rotunda.

Os atacantes pegaram fogo a casas junto da rotunda, sem que os militares australianos o impedissem.

Incompetência ou de propósito?

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Confirmado um morto

Deu entrada no Hospital Guido Valadares um timorense morto a tiro por um militar australiano junto da rotunda do aeroporto. O militar afirma que o timorense lhe apontou uma arma,

Não se sabe se era um deslocado ou um dos atacantes.

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Violência junto ao Hospital Guido Valadares

A GNR foi obrigada a intervir junto do Hospital Guido Valadares. A situação encontra-se mais calma e a polícia australiana está no local.


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Violência junto ao aeroporto de Comoro

Os deslocados montaram hoje de manhã as barreiras que a GNR (cerca de 10 homens)tinha levantado durante a noite.

A polícia e os militares australianos, e a força de intervenção da Malásia não foram capazes de levantar as barreiras hoje de manhã e os empregados do aeroporto não puderam ir trabalhar.

Algumas testemunhas no local afirmam que os empregados puderam passar mas que foram mandados para casa por não existirem condições de segurança.

O campo está a ser atacado por grupos que chegam da rotunda. A polícia, os militares australianos e malaios não tentam impedir os grupos de atacar o campo, dizendo que têm de estar a proteger as instalações do aeroporto.

O carro da RTP que estava parado junto a uma das barreiras foi apedrejado por um grupo que atacou o campo.

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Aeroporto encerrado

O Aeroporto Internacional Nicolau Lobato foi encerrado a todo o trafego internacional desde as 08:00h ate amanha as 06:30.

Se a situacao de seguranca se resolver e os funcionarios puderem ir trabalhar o aeroporto abrira. Ate este momento nao existe qualquer estimativa de quanto tempo podera estar fechado.
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Dili Airport closed from 08:00 local time until further notice due to riots in and around the airport. When and if the situation is controlled by the police the airport will open.

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Discordância quanto ao número de vítimas

Foi noticiado por diversas agências noticiosas que durante o fim-de-semana houve duas mortes, segundo informações do Hospital Guido Valadares em Díli. Uma agência reportou a existência de uma terceira vítima mortal numa igreja em Díli.

A UNPOL apenas confirma a existência de um morto e afirma que o corpo não estava mutilado, segundo os polícias australianos que encontraram a vítima.

O Hospital e familiares da vítima afirmam que o corpo estava mutilado.

As autoridades deviam esclarecer esta situação rapidamente.

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Dos leitores

Em resposta a um leitor:

Repare então como uma autoridade mundial avaliou o que do alto da sua ignorância chama de "governação desastrosa".

"IMF - Outubro 20, 2006

Comunicado de Imprensa No. 06/225
A seguinte declaração foi emitida hoje pelo pessoal da missão do Fundo Menetário Internacional (FMI) em Dili a conclusão da Consulta Discussões de 2006 Artigo IV com Timor-Leste:


"Uma missão do FMI liderada por Ms. Susan Creane, Vice-Chefe da Divisão do Departamento da Àsia-Pacifico, visitou Dili durante 9-20 de Outubro, 2006, para concluir a Consulta Discussões do Artigo IV com autoridades de Timor-Leste. A equipa encontrou-se com um vasto leque de pessoas do governo, sector privado e sociedade civil, para trocar opiniões sobre os recentes desenvolvimentos económicos e o panorama económico a médio prazo.

"Antes do desassossego civil e da perturbação política de meados de 2006, Timor-Leste tinha feito um bom progresso estabelecendo as bases para uma economia estável e saudável. A sua riqueza em petróleo e gás, se usada efectivamente, oferece o potencial de um futuro significativamente mais próspero. Infelizmente, a crise provocou uma queda no momento do crescimento. A missão conclui que a seguir à crise, é agora provável que o crescimento económico em 2006 seja de alguma forma negativo (…). A missão reconhece a necessidade a curto prazo de aliviar as perdas relacionadas com a crise. Ao mesmo tempo, também sublinha a necessidade de retomar tão rapidamente quanto possível a estratégia de desenvolvimento de médio prazo das autoridades (…). Progressos importantes tinham sido feitos antes da crise, e a missão saúda a intenção das autoridades para implementar totalmente esta estratégia sólida. (…)"

PS: já agora, se quer aprender mais alguma coisa, vá ao arquivo de domingo 22 de Outubro que encontra lá o comunicado completo. E não tenha medo de aprender nem tenha complexos de ser Timorense. É que estar constantemente a tentar diminuir outros Timorenses é porque tem vergonha de o ser.

Margarida

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Assalto ao Ministério da Educação

À hora de jantar um grupo tentou assaltar as instalações do Ministério da Educação em Vila Verde, ao lado da residência da Cooperação Portuguesa onde vivem as professoras de portuguesas.

Os GOE dispararam alguns tiros para o ar e luzes de sinalização. A GNR apareceu e perseguiu os assaltantes que fugiram para o lado do Matadouro.

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Violência em Comoro

Ao fim do dia militares e polícias australianos dispararam gás lacrimogéneo no campo de refugiados do aeroporto.

Os polícias tinham lá ido para prenderem dois suspeitos e foram apedrejados pelos deslocados que os acusam de não os protegerem dos ataques de gangs.

Uma criança ficou ferida por um disparo de tiros (sacos pequenos) de munições de borracha e foi levada para o hospital. Outras desmaiaram com o gás.

À noite, a polícia australiana pensou que estava a ser atacada na sua sede, no Timor Lodge, e barrou a estrada de Comoro.

A GNR foi chamada ao local e verificou-se que se tratava de falso alarme e que na rotunda do aeroporto apenas estavam militares australianos. Os deslocados encontravam-se dentro do campo e a pedido da GNR levantaram as barreiras que impediam o acesso ao aeroporto, aos gritos de Viva Portugal! Viva a GNR!

A poucos metros na rotunda do aeroporto, ao lado de várias dezenas de militares australianos, várias barracas foram incendiadas.

Mais do mesmo...

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Mão pesada da polícia Australiana em Dili

Por Lucia Salinas-Briones

Dili, Outubro 22, 2006: Só estou em Dili há cinco dias, era uma destas noites quentes de Dili e fiquei contente quando a minha amiga Timorense Ana sugeriu irmos a um sítio melhor para apreciarmos uma magnífica lua cheia. Eram 7.30pm em 11 de Outubro. Entrámos na Estrada da praia, uma mistura de casas lindas e grandes ao velho estilo português – todas embaixadas – e alguns sítios vazios com planos de desenvolvimento impressionantes à mostra.

Íamos talvez a uns 60 kms por hora quando passámos por um carro estacionado à beira da estrada, com as luzes apagadas. Quando passávamos, saiu uma mão da janela do passageiro, a indicar-nos autoritariamente para pararmos. Imediatamente cinco homens cercaram o nosso carro – fomos confrontadas com polícias Australianos em serviço.

Um pediu em Ínglês a carta de condução à Ana. Assumindo que estava a ser entendido voltou a perguntar-lhe em Inglês se a Ana não sabia que o limite de velocidade nas ruas de Dili era de 45 kms por hora. Uma Ana preocupada pede-me para traduzir que não há limite de velocidade em Dili – “diz-lhe que eu vivo aqui e não temos limites de velocidade”. Ignorando a minha tradução, ele berrou de volta, perguntando se aquele carro era da Ana.

Disse-lhe que não estava a ser muito simpático e pedi-lhe para me mostrar onde é que estava o sinal de limite de velocidade porque eu não via nenhum. A sua resposta foi embaraçada: - “Estou a dizer-lhes que só podem guiar a 45 kms por hora. Estão a agir como se não tivessem muito para fazer por aqui. Além do mais agora temos que educar esta gente. Nem sequer sabem guiar! Agora diga à sua amiga que vai ter que ir a tribunal, pode acabar na prisão. Vá lá, diga-lhe!”

A resposta de Ana foi muito clara – podiam levá-la a tribunal! Ela é Timorense e sabe muito bem que não há limite de velocidade nas ruas de Timor-Leste. De facto oficialmente há um limite de 45 kms por hora, mas não há sinais e pouca gente sabe disso.

Talvez tenha entrado algum senso comum e deixou-nos seguir. Nessa altura a Ana estava muito zangada e perguntava-se qual a verdadeira razão para todo o abuso a que estivéramos sujeitas.

Eu estava furiosa pela atitude “condescendente” destes polícias, e perguntava-me se todos os polícias Australianos em Timor se comportam assim. Porque é que são tão agressivos com os locais? Vai isto escalar de modo igual ao comportamento dos soldados Americanos no Iraque? Está a Austrália a enviar tropes para Timor-Leste para ajudar ao processo ou para abusar Timorenses? Qual é o “trabalho” aqui? Não conseguiram parar os acusados e os condenados quando fugiram da prisão mesmo debaixo dos seus narizes. Em vez disso, andam à volta a controlar os limites de velocidade num país onde na realidade não há limites de velocidade.

O meu choque continuou quando um amigo Português me contou me disse que já tinha sido mandado parar duas vezes pelas tropas Australianas e que eles tinham sido tão brutos e agressivos com ele que ele teve que apresentar uma queixa formal.

Esta manhã Isidoro, um outro amigo Timorense, disse-me que quando estava a vir ter comigo que viu uma grande luta na rua entre dois gangs em Comoro. Batiam-se e atiravam pedras uns aos outros enquanto as tropas e policies Australianas estavam nas calmas a ver. Porque é que não fizeram nada para parar a violência, perguntou? Depois de Isidoro partir foi relatado que esta luta – provocada pela descoberta de dois corpos sem cabeças – eventualmente foi parada e que muitos foram presos.

Outubro, 22, 2006



SEARCH Foundation
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De um leitor

Concordo quando dizem que a "Igreja é um lugar sagrado". Mas na Igreja também não é permitido muita coisa, que se verificou em Timor-Leste, ao longo destes últimos anos, pois não?

1. Manipulação de pessoas;
2. Manifestações com Santas;
3. Casas de tortura; (Casa Bispo díli) já estão esquecidos do que aconteceu aos dois portugueses entre outros timorenses de quem nínguém falou....?
4. Obrigar os alunos das escolas Católicas a participar na Manifestação contra o PM do país.

Mas que raio de exemplo tem estado a dar a Igreja Católica em Timor-Leste?
Isto tudo revolta porque a Igreja tem sido tudo menos um bom exemplo a seguir em Timor-Leste.
Deveria sim cumprir o seu papel e não andar a instigar a violência.
Padres como Domingos Maubere, Filomeno Jacob, etc...
Qual a diferença entre estes com Reinado e Railos?
São Padres claro e escondem-se atrás da Igreja.
Vejam o que fizeram ao D. Ximenes Belo. Agora já é importante a presença dele em Timor, para apagar os fogos, claro, ele tem o respeito do povo e esse respeito é de seu mérito próprio.
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Heavy hand of Australian police in Dili

By Lucia Salinas-Briones

Dili, October 22, 2006: I had been in Dili just five days, it was one of those warm Dili nights and I was pleased when my Timorese friend Ana suggested going to a better spot to admire a magnificent full moon. It was 7.30pm on October 11. We entered the seaside road, a mix of beautiful large old-style Portuguese houses - all embassies - and a few empty sites with impressive development plans on display.

We were probably going at 60 kms per hour when we passed a car parked on the side of the road, its lights off. As we passed it, a hand popped out from the passenger window, indicating authoritatively for us to stop. Immediately five men surrounded our car - we were confronted by Australian police on duty.

One asked Ana for her driving license in English. Assuming he was being understood he asked again in English if Ana didn't know that the speed limit in the streets of Dili was 45 kms per hour. A concerned Ana tells me to translate that there is no speed limit in Dili – “tell him that I live here and we don’t have a speed limit”. Ignoring my translation, he shouted back, asking whether that was Ana’s car.

I told him he was not been very kind and asked him to show me where the speed limit sign was as I could not see it. His answer was embarrassing: - “I am telling you that you can only drive at 45 kms per hour. You act as if we didn't have much to do here. On top of everything now we have to educate these people. They don't even know how to drive! Now tell your friend that she will go to court, she might end up in jail. C'mon, tell her!”

Ana’s reply was very clear - they can take her to court! She was Timorese and knew very well that there is no speed limit in the streets of Timor Leste. Actually there is an official limit of 45 kms per hour, but there are no signs and few people are aware of it.

Perhaps common sense kicked in because he then let us go. By then Ana was very angry and wondered what was the real reason for all the abuse we were exposed to.

I was furious for the patronizing attitude of these police, and wondered if all Australian police in Timor behave like that. Why are they so aggressive to locals? Will this escalate to equal the way American soldiers behave in Iraq ? Is Australia sending troops into Timor Leste to help with the process or to abuse Timorese people? What’s ‘the job’ here? They couldn’t stop the accused and convicted when they escaped from prison right under their noses. Instead, they go around controlling speed limits in a country where speed limits don’t really exist.

My shock continued when a Portuguese friend told me that he has been stopped twice by the Australian Army and they were so rude and aggressive to him that he had put in a formal complaint.

This morning Isidoro, another Timorese friend, told me that as he was coming to meet me he saw a big fight in the street between two gangs at Comoro. They were hitting and stoning each other while the Australian police and Army stood there and watched. Why didn't they do anything to stop the violence, he asked? After Isidoro left it was reported that this fight – provoked by the discovery of two headless bodies - was eventually broken up and many were arrested.

October 22, 2006



SEARCH Foundation
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Deslocados tentam impedir acesso aeroporto de Díli

Díli, 24 Out (Lusa) - Residentes num campo de deslocados situado junto ao aeroporto de Díli tentaram hoje impedir o acesso àquelas instalações, daí resultando confrontos com militares australianos e polícias malaios, disse à Lusa f onte policial na capital de Timor-Leste.

A mesma acção foi tentada segunda-feira de manhã, mas a presença de militares da força da GNR em Timor-Leste frustrou a intenção.

Moradores na zona de Comoro, onde se situa o Aeroporto Internacional Nicolau Lobato, disseram à Lusa que se verificaram confrontos, com os deslocados, maioritariamente naturais da parte leste do país, a apedrejarem as forças australianas e malaias.

A fonte policial contactada pela Lusa salientou que estão em curso investigações, pelo que não deu mais pormenores sobre os incidentes, registados ao final da tarde (hora local), incluindo se foram feitas detenções.

Tal como na segunda-feira de manhã, militares da GNR foram chamados ao local, mas a sua intervenção não chegou desta vez a ser necessária.

Os incidentes de segunda-feira e de hoje sucedem-se aos confrontos registados durante o fim-de-semana, na área de Aimutin e em Hera, cinco quilómetros a leste de Díli, de que resultaram dois mortos e um ferido, segundo o director do Hospital Nacional, António Caleres.

A fonte policial contactada pela Lusa revelou que estão já montadas novas áreas de intervenção das forças australianas, malaias e portuguesas em Díli.

Os militares da GNR têm a seu cargo a zona situada entre o heliporto, no bairro de Fatuhada e o limite leste da capital, enquanto as forças combinadas da Austrália e Malásia operam entre o heliporto e Taci Tolu, a entrada ocidental da cidade.

De comum à situação anterior continua a ser a necessidade de solicitação de intervenção da GNR sempre que os militares australianos e os polícias malaios não conseguirem controlar os incidentes na sua área.

Milhares de timorenses continuam a viver em campos de deslocados internos em várias zonas de Díli e em diversos distritos fora da capital por as suas casas terem sido destruídas durante a onda de violência de Abril e Maio, ou por recearem pela sua segurança.

EL-Lusa/Fim

terça-feira, outubro 24, 2006

Homem morto no exterior de igreja em Timor durante as orações da noite

Tradução da Margarida.

SMHT.com

Outubro 23, 2006 - 7:53PM

Dois homens foram esfaqueados até à morte no exterior de uma igreja durante as orações da noite em Timor-Leste, disse um funcionário do hospital na Segunda-feira, na última violência a perturbar a pequena nação desde que tropas estrangeiras chegaram em Maio.

Quatro outras pessoas, incluindo um cidadão chinês, foram feridas nas lutas no domingo à noite entre gangs rivais na capital,disse Dili, António Caleres, director do Hospital Nacional de Dili.

O atirar de pedras entre dois grupos de jovens espalhou-se para a igreja Católica de Aimutin onde partiram as janelas antes de esfaquearem dois homens não identificados, disseram testemunhas. Ambos foram mortos a blocos da igreja.

O cidadão Chinês foi esfaqueado no estômago, disse Caleres. Não há mais detalhes disponíveis.

Antonio Transfiguração, responsáveis dos padres Salesianos em Timor-Leste, disse que a violência era particularmente porque ocorreu "perto de um lugar santo quando decorria a missa .... perdemos a nossa dignidade como seres humanos."

Entretanto, o Bispo Carlos Filipe Ximenes Belo, cuja resistência à sangrenta ocupação da Indonésia o fez ganhar juntamente com o Primeiro-Ministro José Ramos Horta em 1996, o Nobel da Paz, disse que se encontraria com os soldados desertores para ajudar a encontrar uma solução para a instabilidade política em curso.

Belo, agora um missionário em Moçambique, está numa visita de 10 dias à nação inquieta.

"É tempo de acabar com a violência e a crise," disse hoje aos deslocados.

"É muito fácil para nós matar os nossos irmãos e irmãs Timorese ... a nossa cultura é uma cultura de guerra e não uma cultura de paz."

Belo disse que terá conversas com o desertor e em fuga comandante da polícia militar Alfredo Reinado – que fugiu em Agosto da prisão com dúzias de presos – e outros representantes dos soldados despedidos.

Ramos Horta, ao falar antes de apanhar um voo para o Vaticano, disse que pedirá ao Papa Benedict XVI para visitar Timor-Leste, visto que a presença do Papa poderia ajudar a acalmar tensões.

"Desejo discutir muitas questões com ele ... incluindo maneiras para ajudar os pobres neste país," disse Ramos Horta aos repórteres.

Timor-Leste, uma antiga colónia Portuguesa ocupada pela Indonésia até 1999, mergulhou em crise em Abril quando perto de 600 soldados foram demitidos depois de estarem em greve para protestar alegadas discriminações.

A violência espalhou-se em guerra de gangs, pilhagem e fogos postos que deixou pelo menos 33 pessoas mortas e pôs 150,000 a fugirem das suas casas.

A calma regressou largamente com a chegada de tropas internacionais e a instalação de um novo governo, mas ainda ocorrem incidentes isolados.

AP

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Provedor de Justiça timorense visita homólogo português

Lisboa, 23 Out (Lusa) - O Provedor de Direitos Humanos e Justiça de Timor-Leste, Sebastião Ximenes, visita a partir de terça- feira a Provedoria de Justiça portuguesa para estudar formas de cooperação entre as duas instituições, anunciou hoje a Provedoria portuguesa.

A delegação timorense, que integra também o Provedor-Adjunto, Amândio de Sá Benevides, é recebida terça-feira pelo Provedor de Justiça português, Nascimento Rodrigues.

Ao longo das reuniões de trabalho previstas, na terça e quarta- feira, serão "equacionadas as formas de cooperação entre as duas instituições e apresentadas as atribuições e competências" das duas provedorias, refere uma nota do gabinete de Nascimento Rodrigues.

Sebastião Ximenes, recentemente eleito para um mandato de quatro anos, visita pela primeira vez Portugal enquanto Provedor de Direitos Humanos e Justiça.

De acordo com a Constituição timorense, o Provedor "é um órgão independente que tem por função apreciar e procurar satisfazer as queixas dos cidadãos contra os poderes públicos, podendo verificar a conformidade dos actos com a lei, bem como prevenir e iniciar todo o processo para a reparação das injustiças".

RP-Lusa/fim

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segunda-feira, outubro 23, 2006

Notícias - Tradução da Margarida

Tradução da Margarida.

UNMIT – Revista dos Media Diários
Sábado 21 & Segunda-feira 23 Outubro 2006

Reportagens dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste


A Fretilin não está satisfeita com o relatório

O Comité Central da Fretilin não está satisfeita com os resultados do relatório da COI, o qual fiz falhou em não ter identificado as causas do problema, falhou em não ter dado factos concretos em relação aos líderes ou à interferência deles nos problemas, falhou em não ter mencionado os encontros que se realizaram em vários locais, e falhou em não ter questionado a legalidade ou a ilegalidade de (acções) de alguns partidos políticos que contribuíram para a conspiração ou golpe de Estado. Estas foram as declarações feitas pelo Vice-Secretário-Geral da Fretilin José Reis e Manuel Fernandes, Secretário do Estado para a juventude e Desportos durante uma conferência de imprensa realizada na Sexta-feira. Reis disse que a Fretilin gostaria de apressar o processo de inquérito de acordo com a Constituição da RDTL. Rejeitou o pedido de um Congresso Extraordinário da Fretilin Mudança dizendo que não há evidência suficiente para se estabelecer um processo judicial contra Mari Alkatiri e Rogério Lobato. O Vice-Secretário-Geral da Fretilin disse que o seu partido não realizará outro congresso e está aberto ao diálogo com toda a gente incluindo o Grupo para mudanças.

O antigo Primeiro-Ministro Alkatiri disse aos media na Sexta-feira que apesar o relatório da COI não estar completo é uma maneira de se avançar com o trabalho, acrescentando que os Comissionários podem não ter tido tempo suficiente para fazer o seu trabalho e sublinhando que o relatório só se foca nos factos e não analisa nem aponta as causas principais que levaram à crise. Alkatiri disse que o relatório reflecte o contexto geral das instituições em Timor-Leste dizendo que elas ainda são fracas. Acrescentou que o documento foca a história prévia do conflito entre 1974-1975 no país mas omite alguns eventos entre Janeiro, Abril ou Maio deste ano. Apela ao Estado, ao Presidente da República, ao Parlamento Nacional, Governo e o Tribunal para mais investigações, visto que o relatório não está completo. Alkatiri sublinhou que como antigo Primeiro-Ministro é responsável mas defender-se-á em tribunal.

O Procurador-Geral Adjunto, Ivo Valente disse que os procuradores Timorenses não se envolveriam na investigação conforme recomendações do relatório da COI de modo a dar credibilidade ao sistema judicial e evitar serem acusados de tomar partido com A, B ou C. Valente disse que estas medidas são um passo para melhorar o sector judicial e trazer uma imagem de confiança ao sistema em Timor-Leste. (TP, STL)

A Recente violência é resultado de trauma colectivo

Falando durante um seminário para comemorar a entrega do Nobelda Paz a dois filhos de Timor -Leste, o Primeiro-Ministro Ramos-Horta disse que o recente conflito é o resultado de 24 anos de guerra descrevendo-a como um trauma colectivo em vez do resultado de mais pobreza. Ramos-Horta disse que alguns peritos argumentam que o alto desemprego e a pobreza levam ao conflito mas ele classifica (este) como uma construção de trauma após muitos anos em que as pessoas tiveram que viver em guerra. Também reconheceu que instituições governamentais fracas são factores que contribuíram para a violência recente, acrescentando que é necessário o diálogo para ultrapassar o problema. Disse que o governo realiza o programa ‘simu malu’ nos bairros, elogiou o trabalho da sociedade civil em trazer a paz às comunidades, e pediu aos que estão no poder para não politizarem ou usarem instituições do Estado para os seus interesses políticos. (TP, STL)

A cultura de Timor é de violência não é de paz

O Bispo Belo, um dos oradores principais do Seminário sobre o Prémio Nobel da Paz no Sábado disse que fez um estudo sobre conflitos e paz em Timor-Leste desde o século 17. E a conclusão é que Timor não tem uma cultura de paz mas de conflito. O Bispo disse que ainda não escreveu um livro mas que o resultado das suas análises é que desde o século 17 Timor não teve paz, o país tem estado em guerra constante do leste para o oeste, entre famílias, contra a Holanda, Portugal, Austrália e Japão. Sublinhou que o povo de Timor-Leste deve trabalhar no duro para substituir a violência com uma cultura de tolerância, paz e respeito mútuo e que a Declaração Universal dos Direitos do Homem devem ser multiplicadas e distribuídas à juventude para a estudar de modo a terem a coragem para a pôr na prática. Depois da sua chegada a Dili na semana passada, o Bispo Belo visitou os campos de deslocados em Comoro e Tibar. (TP, STL)

A paz deve ser reconhecida: SRSG Reske-Nielsen

O SRSG em exercício Finn Reske-Nielsen disse que cada pessoa em Timor-Leste deve reconhecer a paz dentre de si mesmo, no seu bairro e em toda a sociedade de modo a não perder o valor da independência alcançada depois duma longa luta. O SRSG em exercício proferiu estas palavras durante o seminário com o tema, “Paz nos nossos Corações, Paz no nosso País e Paz no Mundo,” no Sábado no Hotel Timor, Dili. Disse que apesar dos Timorenses terem adquirido a sua independência, as pessoas de Dili ainda não experimentam a sua liberdade e paz nas suas vidas hoje. Disse ainda que a ONU quer ajudar os Timorenses a avançarem, sublinhando que há muito trabalho que precisa de ser feito como as eleições em 2007. O SRSG em exercício também disse que está contente por os líderes terem recebido o relatório da COI com serenidade. (STL, TP)

Editorial TP: Independência do Tribunal

O editorial de hoje foca a independência dos tribunais, um desafio que os tribunais de Timor-Leste enfrentam. De acordo com uma avaliação da COI, os tribunais de Timor-Leste terão dificuldades em processarem os responsáveis da crise em Abril e Maio duma maneira sincera, justa e imparcial devido à falta de recursos humanos, independência ds tribunais e interferência política. Ralph Zacklin, um dos Comissários disse que o sistema é ainda fraco devido à falta de pessoal treinado. O editorial disse que há algumas fraquezas como a necessidade de mais recursos humanos e outros recursos para apoiarem o trabalho do sistema judicial, apontando o esforço que tem sido feito para recrutar procuradores e juízes internacionais para apoiar o sistema de justiça e dar treino aos Timorenses para reforçar a sua capacidade. O relatório do COI trouxe mais dúvidas sobre a independência dos tribunais para um povo á cáptico que pensa que o envolvimento de expatriados para ajudar o sector judicial tem contribuído para a sua fraqueza. Dado que os Timorenses não podem ainda ter a responsabilidade do seu desenvolvimento, o sistema judicial não tem estado a ajudar muito. Será o sistema judicial Timorense independente e livre de intervenção política e ganhará a confiança do povo? Deve-se esperar para ver. (TP)

A violência deixou uma pessoa ferida

De acordo com o Timor Post a situação na capital Dili tem estado quieta depois da saída do relatório da COI, contudo, no Domingo a situação mudou com lutas espontâneas entre grupos desconhecidos na área de Ai Mutin, Mercado Comoro, Rotunda Comoro, Bidau e Jardim Colmera. O pior impacto foi na Rotunda de Comoro onde um grupo de gente desconhecida atacou um motorista que parou para falar com eles mas enfrentou facas e catanas. Conseguiu fugir da área mas deitaram fogo à sua motorizada. De acordo com o Timor Post o grupo que atacou o motorista fugiu para o campo de deslocados de Comoro logo que os amigos do jovem ferido chegaram à vizinhança do ataque. Noutro incidente, um grupo desconhecido começou a atacar antes da missa ter acabado, gente que estava a rezar. As forças internacionais compostas de tropas Australianas e de policies da ONU chegaram e contiveram a situação com o uso de gás lacrimogéneo e tiros para o ar. De acordo com o Timor Post, os ataques em vários sítios de Dili podem ter derivado da descoberta de dois corpos mutilados, que se acredita serem de jovens de Lospalos e Baucau. (TP)

A polícia internacional não tem interesses políticos

A seguir a uma avaliação das forças internacionais, deputados do PD, ASDT, e Fretilin concordaram que a polícia internacional em Timor-Leste não está aqui para defender interesses políticos porque o seu trabalho é ajudar a nação. Concordam que apesar do volume de crimes que continuam nalguns bairros, a polícia internacional está a tentar reduzi-lo. O modo como lidaram com os recentes esfaqueamentos no Matadouro, mostra que não têm nenhum interesse político. Outros deputados, Rui Menezes (PD) e Francisco Carlos (Fretilin) reconheceram a fraqueza do sistema judicial de Timor-Leste devido ao limitado trabalho de juízes e procuradores. Menezes diz que o barómetro desta fraqueza é o trabalho continuado de expatriados visto que os Timorenses ainda estão em treinos. Francisco Carlos disse que há muitos factores por detrás da fraqueza do sistema judicial, apontando que um deles foi o curto período de treino no tempo da UNTAET para juízes e procuradores em Darwin, Austrália que ele não considera suficiente. (STL)

RTTL Títulos das notícias
23 Outubro 2006

Bispo Belo visita o antigo Primeiro-Ministro, Mari Alkatiri

Falando a um jornalista da RTTL depois de se ter encontrado com o Bispo Belo, Alkatiri disse que de facto muitos Timorenses esperavam que o Bispo Belo estivesse presente numa tal situação. A presença do Bispo Belo pode minimizar a nossa crise em curso e tem esperança que os deslocados regressem às suas casas. Em adição, em resposta ao relatório da COI, Mari Alkatiri estava contente com o relatório, contudo disse que se podem meramente usar as recomendações como base somente para mais acções; contudo, é de opinião que o relatório não está completo. Disse, “A equipa da COI analisou meramente os factos mas não analisou as causas. Puseram também mais história de 1974 & 1975 no fundo do relatório em vez dos eventos ide Janeiro e Fevereiro de 2006.

Numa ocasião diferente, Vicente da Concição, aliás Railos, declarou a sua aceitação e satisfação com o relatório. Disse “Concordo completamente com o relatório como sendo bom e justo e como estou também indicado como uma das pessoas envolvidas na crise, estou preparado para enfrentar o tribunal”. Railos também enfatizou que na realidade as pessoas têm estado à espera de justice e verdade, por isso todas as pessoas que estão recomendadas para serem processadas devem aceitar isso. Apelou a todos os Timorenses para porem um fim à violência porque (as coisas) têm que se resolver através da justiça. A justice é a única maneira para se resolverem problemas, sublinhou.


A/SRSG apela aos líderes Timorenses para estudarem com atenção o relatório da COI

Numa conferência de imprensa televisionada, o A/SRSG Finn-Rieske apelou a cada líder Timorense para lerem com atenção e estudarem o relatório da COI antes de (tomarem) iniciativas. Também exprimiu contentamento sobre a distribuição do relatório que chegou a todos os distritos e sub-distritos. Na mesma ocasião, Antero Lopes, Comissário da UNPol actualizou os media sobre as posições positivas obtidas dos comandantes da PNTL de todos os distritos. Disse que além de acidentes menores comuns, não houvera incidentes significativos desde a saída do relatório. O Sr. Lopes acrescentou que o número de oficiais de policies da ONU chegará aos 932 no fim de Outubro, depois do que irão para os distritos.

Noutra ocasião, o Primeiro-Ministro, Dr. Ramos Horta declarou a prontidão do Governo para trabalhar com a ONU após a saída do relatório da COI e implementar cuidadosamente as suas recomendações. Contudo, antes disso, o Sr. Horta pediu à ONU para fortalecer os sectores da justice incluindo os Tribunais, Tribunal de Recurso, Procurador-Geral, Juízes e Defensores.

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O primeiro-ministro de Timor-Leste parte para o Vaticano para encontro com o Papa
The Associated Press
Publicado: Outubro 23, 2006

DILI, Timor-Leste - O primeiro-ministro de Timor-Leste disse que pediria ao Papa Benedict XVI para visitar a sua pequena nação, afirmando que a presença do Papa podia ajudar a acalmar as tensões depois de meses de violência e de instabilidade política.

"Desejo discutir muitas questões com ele ... incluindo maneiras de ajudar os pobres deste país," disse José Ramos-Horta aos repórteres antes de partir para o Vaticano na Segunda-feira.

O vencedor do Nobel da paz disse que dará ao Papa uma carta do Presidente Xanana Gusmão a convidá-lo para visitar o país predominantemente Católico, que foi mergulhado na crise em Maio quando forças de segurança rivais lutaram nas ruas da capital.

A violência espalhou-se em guerras de gangs, pilhagens e fogos postos que deixou pelo menos 33 pessoas mortas e pôs 150,000 a fugir das suas casas. A calma regressou largamente com a chegada de tropas internacionais e a instalação de um novo governo, mas incidentes isolados ainda ocorrem.

"A presença do Papa em Timor-Leste podia ajudar a acalmar a crise política e a instabilidade," disse Ramos-Horta, cuja campanha não-violenta contra a governação Indonésia lhe deu a ganhar o Nobel da Paz em 1996.

Timor-Leste votou pela independência contra o seu vizinho gigante num referendo organizado pela ONU em 1999, desencadeando uma fúria mor milícias à procura de vingança que deixou 1,500 pessoas mortas.

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Lutas de gangs em Timor-Leste deixa 2 mortos, 4 feridos
The Associated Press

Publicado: Outubro 23, 2006

DILI, Timor-Leste - Dois homens foram esfaqueados até à morte depois de orações da noite em Timor-Leste, disse um director do hospital na Segunda-feira, na última perturbação de violência na pequena nação desde que tropas estrangeiras chegaram em Maio.

Quatro outras pessoas ficaram feridas nas lutas no Domingo à noite entre gangs rivais na capital, Dili, disse António Caleres, director do Hospital Nacional de Dili, à The Associated Press.

O atirar de pedras entre dois grupos de jovens espalhou-se à Igreja Católica de Aimutin, onde partiram janelas antes de esfaquearam os homens não identificados, disseram testemunhas. Ambos foram mortos a blocos da igreja.

Timor-Leste, uma antiga colónia Portuguesa ocupada pela Indonésia até 1999, mergulhou em crise em Abril depois de quase 600 soldados terem sido demitidos por terem feito greve para protestar alegada discriminação.

A violência espalhou-se em guerra de gangs, pilhagem e fogos postos que deixaram pelo menos 33 pessoas mortas e mandaram 150,000 a fugirem das suas casas.

A calma regressou largamente com a chegada de tropas internacionais e a instalação de um novo governo, mas incidentes isolados ainda ocorrem.

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Men killed outside Timor church during evening prayers

SMHT.com

October 23, 2006 - 7:53PM

Two men were stabbed to death outside a church during evening prayers in East Timor, a hospital official said on Monday, in the latest violence to disrupt the tiny nation since foreign peacekeepers arrived in May.

Four other people, including a Chinese citizen, were injured in the fighting on Sunday night between rival gangs in the capital, Dili, said Antonio Caleres, director of the Dili National Hospital.

Stone throwing between two groups of youths spread to the Aimutin Catholic Church where windows were smashed before two unidentified men were stabbed, witnesses said. Both were killed within blocks of the church.

The Chinese citizen was stabbed in the stomach, Caleres said. No other details were immediately available.

Antonio Transfiguracao, head of the Salesian priests in East Timor, said the violence was particularly disturbing because it occurred "near the holy place when Mass was going on .... we have lost our dignity as human beings."

Meanwhile, Bishop Carlos Filipe Ximenes Belo, whose resistance to Indonesia's bloody occupation of East Timor earned him a shared Nobel Peace Prize with Prime Minister Jose Ramos Horta in 1996, said he would meet renegade soldiers to help find a solution to ongoing political instability.

Belo, now a missionary in Mozambique, is on a 10-day visit to his troubled country.

"It's time to end the violence and crisis," he told refugees today.

"It is very easy for us to kill our East Timorese brothers and sisters ... our culture is culture of war and not a culture of peace."

Belo said he will hold talks with fugitive renegade military police commander Alfredo Reinado - who escaped from prison in August with dozens of inmates - and others representing the dismissed soldiers.

Ramos Horta, speaking before boarding a flight to the Vatican, said he would ask Pope Benedict XVI to visit East Timor, since the pontiff's presence could help ease tensions.

"I look forward to discussing many issues with him ... including ways to help the poor people in this country," Ramos Horta told reporters.

East Timor, a former Portuguese colony occupied by Indonesia until 1999, plunged into crisis in April when nearly 600 soldiers were dismissed after going on strike to protest alleged discrimination.

Violence spilled into gang warfare, looting and arson that left at least 33 people dead and sent 150,000 fleeing from their homes.

Calm largely returned with the arrival of international troops and the installation of a new government, but isolated incidents still occur.

AP

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UNMIT Daily Media Review

Saturday 21 & Monday 23 October 2006

National Media Reports
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste


Fretilin Not Pleased With Report

Fretilin’s Central Committee is not happy with the results of the COI report, which it says failed to identify the causes of the problem, failed to provide concrete facts regarding the leaders or their interference in the problem, failed to mention meetings that took place in various venues, and failed to question the legality or illegality of some political parties that contributed to the conspiracy or coup d’etat. These were the declarations made by the Vice-Secretary General of Fretilin Jose Reis and Manuel Fernandes, Secretary of State for youth and Sport during a press conference held on Friday. Reis said Fretilin would like to speed up the inquiry process in accordance with the RDTL Constitution. He rejected demands for an extraordinary congress by Fretilin for Changes saying there is not enough evidence to establish a judicial process on the accusations against Mari Alkatiri and Rogério Lobato. The Deputy Secretary-General of Fretilin said his party would not hold another congress and is open for dialogue with all people including the Group for Changes.

Former Prime Minister Alkatiri told the media Friday that although the COI report is not complete it is a way of carrying the work forward, adding that the Commissioners might have not had enough time to do their work and noting that the report only focuses on the facts and does not analyse or point out the main causes that led to the crisis. Alkatiri said the report reflects the general context of institutions in Timor-Leste saying they are still weak. He added that the document focuses on the country’s previous history of conflict between 1974-1975 but omits some events between January, April and May of this year. He appeals to the State, the President of the Republic, National Parliament, Government and the Court for further investigation, since the report is not complete. Alkatiri stressed that as former Prime Minister he is responsible but said he would defend himself in court.

Deputy Prosecutor General, Ivo Valente said the Timorese prosecutors would not be involved in the investigation as per the COI report recommendations in order to give credibility to the judicial system and to avoid being accused of siding with A, B or C. Valente said these measures were a step to better the judicial sector and bring an image of trust to the system in Timor-Leste. (TP, STL)

Recent Violence Result Of Collective Trauma

Speaking during a seminar to commemorate the awarding of the Nobel Peace Prize to two sons of Timor-Leste, Prime Minister Ramos-Horta said the recent conflict is a result of 24 years of war describing it as collective trauma rather than the result of increased poverty. Ramos-Horta said some experts argue that high unemployment and poverty led to the conflict but he classifies it as a build-up of trauma following many years in which the people had to live through war. He also acknowledges that weak government institutions are factors that contributed to the recent violence, adding that dialogue is required to overcome the problem. He said the government is conducting the ‘simu malu’ program in the neighbourhoods, he praised the work of civil society in bringing peace to the communities, and he appealed to those in power not to politicise or use state institutions for their political interest. (TP, STL)

Timor Culture of Violence, Not Peace

Bishop Belo, one of the main speakers at Saturday’s Nobel Peace Prize seminar said he has done a study on conflict and peace in Timor-Leste since the 17th century. And the conclusion is that Timor does not have a culture of peace but of conflict. The Bishop said he has not yet written a book but the result and his own analysis is that since the 17th century Timor has not had peace, the country has been in constant war from east to west, between families, against Holland, Portugal, Australia and Japan. He stressed that the people of Timor-Leste must work hard to substitute violence with a culture of tolerance, peace and mutual respect and that the Universal Declaration of Human Rights must be multiplied and distributed to the youth to study in order for them to have the courage to put it into practice. Following his arrival in Dili last week, Bishop Belo visited the IDPs camps in Comoro and Tibar. (TP, STL)

Peace Must Be Acknowledged: SRSG Reske-Nielsen

Acting SRSG Finn Reske-Nielsen said each person in Timor-Leste must acknowledge peace within themselves, their neighbourhoods and within the whole society in order not to lose the value of the independence achieved following a long struggle. The Acting SRSG delivered these words during the seminar with the theme, “Peace in our Heart, Peace in Our Country and Peace in the World,” on Saturday in Hotel Timor, Dili. He said although the Timorese people have achieved their independence, the people in Dili are still not experiencing their freedom and peace in their lives today. He further said that the United Nations wants to help the Timorese people to move forward, stressing there is a lot of work that needs to be done like the elections in 2007. The Acting SRSG also said he is happy the leaders have received the COI report with serenity. (STL, TP)

Editorial TP: Independence Of Tribunal

Today’s editorial focuses on the independence of the court, a challenge faced by Timor-Leste’s court. According to an evaluation by the COI, the court of Timor-Leste would have difficulties to process those responsible for the crisis in April and May in a sincere, just and impartial manner due to the lack of human resources, independence of the court, and political interference. Ralph Zacklin, one of the Commissioners, said the system is still weak due to the lack of trained staff. The editorial said there are some weaknesses like the need for more human resources and other resources to support the work in the judicial system, pointing out that effort have been made to recruit international prosecutors and judges to support the justice system and to provide training for the Timorese to heighten their capacity. The COI report has brought more doubts about the independence of the courts for an already skeptical people who think that the involvement ex-patriots to help the judicial sector has contributed to its weakness. Since the Timorese still cannot be in charge of their development, the judiciary is not helping much. Will the Timorese judiciary system be independent and free from political intervention and gain the trust of the people? One must wait and see. (TP)

Violence Left One Person Injured

According to Timor Post the situation in the capital Dili has been quiet following the release of the COI report, however, on Sunday there was a different situation with spontaneous fighting between unknown groups in the area of Ai Mutin, Mercado Comoro, Comoro roundabout, Bidau and Jardim Colmera. The worst impact was at the Comoro roundabout where a group of unknown people attacked a motorist who stopped to speak to them but was faced with knives and a machete. He managed to flee the area but his motorcycle was set on fire. According to Timor Post the group of people who attacked the motorist fled into Comoro refugee camps as soon as the friends of the injured youth arrived in the vicinity of the attack. In another incident, some unknown group started attacking Sunday worshipers before the mass was concluded. The International forces composed of Australian forces and the UN police arrived and contained the situation with the use of tear gas and shots fired in the air. According to Timor Post, the attacks in various part of Dili might have been derived from the discovery of two mutilated bodies, believed to be youths from Lospalos and Baucau. (TP)

International Police Does Not Have Political Interest

Following an evaluation of the international forces, MPs from PD, ASDT, and Fretilin have agreed that the international police in Timor-Leste are not here to defend political interests because their task is to help the nation. They agree that despite the volume of crimes that continues in some neighbourhoods, the international police are trying to reduce it. The way they dealt with the recent stabbing in Matadouro, shows that they do not have any political interest. Other MPs, Rui Menezes (PD) and Francisco Carlos (Fretilin) have acknowledged the weakness of Timor-Leste’s judicial system due to the limited work of judges and prosecutors. Menezes says the barometer of this weakness is the continuing work of the ex-patriots as Timorese are still under training. Francisco Carlos said there are many factors behind the weakness in the judicial system, pointing out that one of them is short term training during the UNTAET period for the judges and prosecutors in Darwin, Australia which he considers is not sufficient. (STL)

RTTL news headlines
23 October 2006

Bishop Belo visits former Prime Minister, Mari Alkatiri

Speaking to the RTTL journalist after meeting with Bishop Belo, Alkatiri reportedly said that in fact many of East Timorese people expected Bishop Belo to be present in such a situation. Bishop Belo’s presence can minimize our on-going crisis and hopefully IDPs can return home soon. In addition, in response to the COI report, Mari Alkatiri was reportedly happy with the report however, he said that we can merely use the recommendations as a basis only for further actions; however, he is of the opinion that the report is not completed. He said, “The COI team merely analyzed the facts but did not analyze the causes. They also put more history of 1974 & 1975 in the report’s background instead of the events of January and February of 2006.

On a different occasion, Vicente da Concição, aka Railos, has reportedly stated his acceptance and happiness with the report. He said “I fully agree with the report as it is good and just and as I am also indicated in the report as one of the persons involved in the crisis, I am prepared to face the court”. Railos has also reportedly emphasized that in reality people have been waiting for justice and truth, hence everyone who was recommended in the report to be prosecuted must accept it. He then called upon every East Timorese to put an end the violence as it has to be resolved through justice. Justice is the only way to sort out our problem, he stressed.


A/SRSG calls all East Timorese leaders to thoroughly study the COI report

At a televised-pressed conference, the A/SRSG Finn-Rieske called for every East Timorese leader to thoroughly read and study the COI report before any follow-up activities. He also reportedly expressed his happiness on the distribution of the report which reached every district and sub-district. On the same occasion, Antero Lopes, UNPol Commissioner reportedly updated the media on the positive reactions obtained from the district PNTL commanders of every district. He said that apart from common and minor accidents, there was no significant incident since the report release. Mr. Lopes added that the number of UN Police officers will reach 932 by the end of October, after which they will be deployed to every district.

On a separate occasion, Prime Minister, Dr. Ramos Horta has reportedly declared the readiness of the Government to work with the United Nations to follow up the COI report and carefully implement its recommendations. However, prior to that, Mr. Horta called for the UN to strength the justice sectors including the quality of the Courts, Court of Appeal, Prosecutor General, Judges, and Defenders.

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Mais 20 agentes da PSP e dois militares da GNR chegaram hoje a Díli

Díli, 23 Out (Lusa) - Mais 20 agentes da PSP e dois militares da GNR chegaram hoje a Díli, elevando-se agora a 186 o número de portugueses que prestam serviço na Missão Integrada da ONU em Timor- Leste.

Em Janeiro de 2007, quando estiverem em Timor-Leste todos os 1.608 efectivos policiais previstos na resolução 1704 do Conselho de Segurança da ONU, de 25 de Agosto, os agentes da PSP e militares da GNR totalizarão 251.

Daquele total fazem parte os actuais 140 militares da GNR, que constituem o sub-agrupamento Bravo - inicialmente formado por 127 elementos -, mais 48 efectivos da mesma corporação e 63 agentes da PSP.

Os 1.608 efectivos da UNPOL, fornecidos por 20 países, são comandados pelo comissário português Antero Lopes, da PSP.

Fora da UNMIT, e para garantir a protecção da comunidade portuguesa residente no país e da representação diplomática de Portugal, encontram-se actualmente oito agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) da PSP.

No pico da crise político-militar timorense, desencadeada em Abril, Portugal chegou a manter 18 agentes dos GOE em Díli.

EL-Lusa/Fim

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Há suspeitas da violência ter motivação politica - PM Ramos-Horta

Díli, 23 Out (Lusa) - Os recentes casos de violência em Díli, que provocaram este fim-de-semana pelo menos dois mortos e um ferido, poderão ter motivações políticas, considerou hoje o primeiro-ministro José Ramos-Horta.

O chefe do governo, que falava à Agência Lusa à partida para o Vaticano, onde será recebido esta semana em audiência pelo Papa Bento XVI, salientou que "muito brevemente poderemos desvendar este mistério".

"A polícia está a levar isto a sério e acredito que muito brevemente poderemos desvendar este mistério. Estarão pessoas deliberadamente a fomentar a instabilidade, a violência com fins políticos, ou na realidade (a violência) continua a ter apenas dimensão criminal, tratando-se de rivalidades de grupos de artes marciais", disse.

José Ramos-Horta adiantou existirem informações que apontam para que os actos de violência façam parte de uma agenda política.

"Há informações, não confirmadas, de que há elementos organizados nalguns campos (de deslocados), nalguns bairros, conluiados com certos elementos da ex-Polícia Nacional de Timor-Leste, com grupos de artes marciais, envolvidos na violência", frisou.

"Fala-se também de dinheiro que recebem. Quando há dinheiro a circular para instigar a violência, isso poderá significar já uma agenda política de alguém, de alguns sectores", declarou, sem adiantar pormenores.

"Não temos elementos. Há indícios. Há pessoas que dizem, que falam. A polícia internacional está a fazer uma investigação aturada, mas não temos ainda nada de concreto", reconheceu.

Segundo fonte hospitalar contactada pela Lusa, no sábado e domingo pelo menos duas pessoas morreram e uma ficou ferida, em consequência da violência registada em vários pontos da capital timorense.

Alguns órgãos de comunicação social estrangeiros aludiram à existência de mais dois mortos, mas a Missão Integrada da ONU em Timor- Leste (UNMIT) e o Hospital Nacional não confirmaram à Lusa a existência de mais vítimas mortais.

Durante a estada no Vaticano, o chefe do governo timorense vai ainda reunir-se com o secretário de Estado do Vaticano, com quem debaterá o início do processo de discussão da Concordata.

"Trata-se da primeira visita oficial de um primeiro-ministro de Timor-Leste ao Vaticano", destacou.

O regresso a Díli está marcado para o próximo dia 30.

EL-Lusa/Fim

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Gang fighting in East Timor leaves 2 dead, 4 injured

The Associated Press

Published: October 23, 2006


DILI, East Timor Two men were stabbed to death after evening prayers in East Timor, a hospital director said Monday, in the latest violence to disrupt the tiny nation since foreign peacekeepers arrived in May.

Four other people were injured in the fighting Sunday night between rival gangs in the capital, Dili, Antonio Caleres, director of the Dili National Hospital, told The Associated Press.

Stone throwing between two groups of youths spread to the Aimutin Catholic Church, where windows were smashed before the unidentified men were stabbed, witnesses said. Both were killed within blocks of the church.

East Timor, a former Portuguese colony occupied by Indonesia until 1999, plunged into crisis in April after nearly 600 soldiers were dismissed for going on strike to protest alleged discrimination.

Violence spilled into gang warfare, looting and arson that left at least 33 people dead and sent 150,000 fleeing from their homes.

Calm largely returned with the arrival of international troops and the installation of a new government, but isolated incidents still occur.

DILI, East Timor Two men were stabbed to death after evening prayers in East Timor, a hospital director said Monday, in the latest violence to disrupt the tiny nation since foreign peacekeepers arrived in May.

Four other people were injured in the fighting Sunday night between rival gangs in the capital, Dili, Antonio Caleres, director of the Dili National Hospital, told The Associated Press.

Stone throwing between two groups of youths spread to the Aimutin Catholic Church, where windows were smashed before the unidentified men were stabbed, witnesses said. Both were killed within blocks of the church.

East Timor, a former Portuguese colony occupied by Indonesia until 1999, plunged into crisis in April after nearly 600 soldiers were dismissed for going on strike to protest alleged discrimination.

Violence spilled into gang warfare, looting and arson that left at least 33 people dead and sent 150,000 fleeing from their homes.

Calm largely returned with the arrival of international troops and the installation of a new government, but isolated incidents still occur.

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East Timor's prime minister departs for Vatican for meeting with the Pope

The Associated Press
Published: October 23, 2006


DILI, East Timor East Timor's prime minister said he would ask Pope Benedict XVI to visit his tiny nation, claiming the pontiff's presence could help ease tensions following months of violence and political instability.

"I look forward to discussing many issues with him ... including ways to help the poor people in this country," Jose Ramos-Horta told reporters before leaving for the Vatican on Monday.

The Nobel Peace Prize winner said he would give the Pope a letter from President Xanana Gusmao asking him to visit their predominantly Roman Catholic country, which was plunged into crisis in May when rival security forces battled in the streets of the capital.

The violence spilled into gang warfare, looting and arson that left at least 33 people dead and sent 150,000 fleeing from their homes. Calm largely returned with the arrival of international troops and the installation of a new government, but isolated incidents still occur.

"The Pope's presence in East Timor could help ease the political crisis and instability," said Ramos-Horta, whose nonviolent campaign against Indonesian rule won him the 1996 Nobel Peace Prize.

East Timor voted for independence from its giant neighbor in a U.N.-sponsored referendum in 1999, trigging a rampage by revenge-seeking militias that left 1,500 people dead.

DILI, East Timor East Timor's prime minister said he would ask Pope Benedict XVI to visit his tiny nation, claiming the pontiff's presence could help ease tensions following months of violence and political instability.

"I look forward to discussing many issues with him ... including ways to help the poor people in this country," Jose Ramos-Horta told reporters before leaving for the Vatican on Monday.

The Nobel Peace Prize winner said he would give the Pope a letter from President Xanana Gusmao asking him to visit their predominantly Roman Catholic country, which was plunged into crisis in May when rival security forces battled in the streets of the capital.

The violence spilled into gang warfare, looting and arson that left at least 33 people dead and sent 150,000 fleeing from their homes. Calm largely returned with the arrival of international troops and the installation of a new government, but isolated incidents still occur.

"The Pope's presence in East Timor could help ease the political crisis and instability," said Ramos-Horta, whose nonviolent campaign against Indonesian rule won him the 1996 Nobel Peace Prize.

East Timor voted for independence from its giant neighbor in a U.N.-sponsored referendum in 1999, trigging a rampage by revenge-seeking militias that left 1,500 people dead.

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Novos tumultos em Díli apaziguados por capacetes azuis

http://jornal.publico.clix.pt/noticias.asp?a=2006&m=10&d=23&uid=&id=103633&sid=11450


O confronto entre jovens de dois grupos seguiu-se à descoberta macabra de dois cadáveres brutalmente mutilados

Os capacetes azuis das Nações Unidas foram ontem chamados a intervir para aclamar uma escaramuça, envolvendo jovens de dois grupos étnicos rivais, junto ao mercado de Comoro, na capital de Timor-Leste.

O tumulto, que não chegou a passar de arremesso de pedras entre os dois gangs graças à entrada em cena de cerca de 100 polícias da ONU, foi causado, segundo reportava a AFP, pela descoberta, horas antes, dos corpos mutilados de dois homens na zona leste do país - os quais se suspeita terem sido mortos num checkpoint montado na área Aimutin de Díli por um grupo oriundo do oeste. Os dois cadáveres tinham sido encontrados com os braços, pernas e cabeças decepados e enfiados em sacos.

"Não podemos aceitar que os nossos amigos tenham sido mortos como animais, como cães", insurgiu-se João da Costa, de 21 anos, membro do grupo do distrito de leste que montou barricada junto ao mercado. O tumulto acalmou depois da intervenção dos capacetes azuis, tendo um dos agentes da ONU, Emir Bilget, instado os jovens a retirarem o monte de pedras e madeira com que se tinham barricado e a confiarem na polícia para resolver o caso.

Já na véspera se registara um morto em confrontos ocorridos em Díli, segundo fonte policial da ONU citada ontem pela Lusa. Estas últimas lutas seguiram-se a uma série de incidentes retaliatórios verificados no início do mês, nos quais morreram dois jovens, um deles oriundo da zona leste e outro do oeste do país.
A confirmação dos três mortos nestes últimos dois dias sugere um novo agravamento da situação de segurança em Díli, depois de as autoridades terem assinalado quase uma semana de acentuada diminuição de crimes e detenções.

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De um leitor

O que acontecerá ao Comandante da PNTL, Paulo Martins, que esvaziou o paiol e abandonou o seu posto quando as populações de Díli estavam a viver momentos dramáticos? Quem e o verdadeiro Paulo Martins? Que papel desempenhou durante a ocupação? Quem lhe deu ordens para esvaziar o paiol? Porque e que não reforçou a polícia no dia 28 de Abril a pedido de Alkatiri na qualidade de PM da RDTL? Onde se refugiou quando desapareceu de Díli? Não foi para Aileu mas foi para um outro sitio de protecção onde estavam albergados todos os cúmplices do golpe de estado. Quem lhes deu guarida? Foram os protagonistas do golpe de estado em TL? Deixemos de iludir-nos com os resultados das investigações da Comissão de Inquérito das NU. O relatório não me satisfaz. Lê-se entre linhas que se omite de propósito acontecimentos importantes para que os protagonistas do golpe de estado não sejam descobertos. Um dos exemplos e o caso dos contentores de armas. Alegou-se que estas armas foram distribuídas aos civis. A Comissão de Inquérito das NU fez uma investigação exaustiva sobre isso? Onde estão os resultados? Porque se omite isto?
Porque tantas omissões e tantos mistérios ? Estejamos atentos e vigilantes.


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Dos leitores

Esta triste história, transcrita em baixo, parece confirmar o refrão "Quanto mais me bates, mais gosto de ti". Com efeito, cada vez percebo menos porque insiste Ramos Horta na continuação dos australianos em Timor-Leste.

Este episódio é mais um a somar ao já longo rol de afrontas à soberania timorense e à dignidade de alguns dos seus representantes, sem esquecer algumas "lembranças" também dedicadas a portugueses. Por isso, apesar da inqualificável ignomínia, tal episódio não nos surpreende (nem outros futuros), pois já sabemos como funciona a selvajaria e o primitivismo boçal da soldadesca OZ.

Xanana Gusmão, o tal "comandante supremo das Forças Armadas", está calado.

Mick Slater (que eu alcunharia de "o cagufas") já teria sido recambiado para casa em qualquer país decente do globo terrestre. Mas TL é um país das maravilhas e aqui os Reinados recebem tapinhas nas costas, enquanto que os inocentes são vítimas de todo o tipo de coacção psicológica, desde o pobre repórter timorense que foi detido em Becora até o general TMR, passando pelos médicos cubanos que ficaram com a porta arrombada ou os oficiais da PNTL obrigados a despirem-se na rua.

No entanto, estas acções "inteligentes" só são lenha que os OZ arranjam para se queimarem ainda mais. Os timorenses não são amnésicos e registrarão cada gesto que eles fizerem, cada pestanejar de olhos.

Por isso, e por mais estranho que pareça, eu estou mais preocupado com a sorte dos australianos do que com o que aconteceu a TMR.

Henrique

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"A Comissão da ONU recomendou que se devia fazer uma investigação à informação de que Alkatiri soube acerca da distribuição de armas?"

Lembro que Alkatiri já está a ser investigado há muito tempo, pelo que esta recomendação é absolutamente redundante.
H. Correia.

***
"Em Abril e Maio, Timor-Leste viveu um período de violência que provocou mais de três dezenas de mortos.
[...]
Terça-feira passada, uma comissão de inquérito da ONU divulgou um relatório sobre a violência ocorrida naquele período"

Pelos vistos, Eduardo Lobão não teve oportunidade de ler o referido relatório, porque continua a insistir no disparate de "mais de três dezenas de mortos".

H. Correia

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Australianos acalmam tumultos quando corpos são encontrados sem cabeça

Tradução da Margarida.


The Australian
Outubro 23, 2006 01:00am

Soldados Australianos foram trazidos para controlar um tumulto desencadeado pela descoberta de dois corpos sem cabeças nem membros embrulhados em sacos, encontrados ontem na capital de Timor-Leste, Dili.


Jovens da parte lste do pequeno país, um dos mais pobres do mundo, estavam indignados quando os corpos dos dois homens que se acredita serem dos distritos do leste Baucau e Los Palos foram encontrados com os braços, pernas e cabeças cortados.

As tropas Australianas abortaram uma tentativa para deter um dos manifestantes depois de furiosos protestos de jovens gritando: "Austrália vai-te embora, Australianos não são bons, não são neutros."

O gang do leste acredita que os dois homens assassinados foram mortos depois de se terem aproximado de um checkpoint montado por Timorenses do oeste na área Aimutin de Dili.

Os tumultos entre os dois gangs de atiradores de pedras no mercado de Comoro em Dili foi reprimido pela chegada de cerca de 100 polícias estrangeiros e por tropas Australianas, que não fizeram prisões.

A violência é uma lembrança do caos que apanhou Timor-Leste depois de uma manifestação de protesto em Dili em 28 de Abril para apoiar 600 soldados despedidos se ter transformado em violência de turbas que deixou cinco mortos e mais de 20,000 pessoas deslocadas.

Violência étnica por gangs confinada à capital Dili continuou e o número de mortos subiu a mais de 25 pela altura em que tropas lideradas pelos Australianos chegaram no fim de Maio para restaurarem a lei e a ordem.

"Simplesmente não podemos aceitar que os nossos amigos sejam mortos como animais, como cães," disse João da Costa, 21 anos, um membro do grupo do leste que montou o seu próprio checkpoint perto do mercado.

Um oficial da polícia da ONU, Emir Bilget, falando através de um intérprete, pediu aos jovens para desmantelarem a barricada de pedras e paus e que confiasse na polícia para investigar.

"Espero que acalmem," disse. "A polícia já sabe quem matou os vossos amigos e agora procuramos testemunhos de vocês para que os perpetradores possam ser levados a tribunal."

As tropas Australianas e a polícia da ONU da Nova Zelândia e da Malásia foram destacados para Timor-Leste em Maio mas têm estado a lutar para conter esporádicas erupções de violência.

Um inquérito da ONU às causas da violência mortal em Timor-Leste em Abril e Maio acusou o Presidente Xanana Gusmão de inflamar tensões no território rasgado por conflitos, e recomendou que o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri enfrente investigação criminal sobre alegadas ofensas por armas.

O relatório também implicou os antigos ministros do interior e da defesa e os comandantes da polícia e das forças armadas sobre a distribuição ilegal de armas e de armação de civis.

O líder amotinado treinado pelos Australianos Major Alfredo Reinado mantém-se ao largo depois de fugir da prisão de Becora em Dili, com outros 56 presos em 30 de Agosto.

O relatório disse que muita da violência podia ser atribuída à fraqueza do domínio da lei no país. A comissão disse que o governo de Alkatiri falhou nos procedimentos legais ao chamar as forças armadas para lidar com os tumultos causados por grupos de desertores zangados por divisões étnicas.

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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.