Hoje de manhã chegaram a Díli, rumores de que o grupo de Reinado e os militares australianos teriam entrado em confronto perto de Same em Alas.
Não existem ainda quaisquer confirmações.
quinta-feira, julho 12, 2007
Confronto em Alas?
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Malai Azul 2
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15:44
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Dos Leitores
Comentário na sua mensagem "Memorando de Entendimento para a Formação da Alian...":
Mas não eram os mesmos que atacaram Mari Alkatiri durante estes anos todos, acusando-o de ser autoritário e de impor uma dura disciplina na FRETILIN? Afinal era só inveja?
Lembra o Mr. Iznogud, "o homem que queria ser Califa, no lugar do Califa"...
E o que diz agora a “esperta” Ana Gomes sobre este déficit democrático da parte daqueles que defende com unhas e dentes? Como é que era? A FRETILIN queria ser o Partido único?
Dois pesos, duas medidas...
E nomeiam os responsáveis dos órgãos da AMP sem se sujeitarem a votos? Por nomeação?
Pelo menos a FRETILIN votou, de braço no ar, mas votou...
E ainda não perceberam que esses documentos todos que querem que os deputados assinem não têm validade nenhuma?
São nulos... No dia a seguir, os deputados podem votar segundo a sua consciência, a Lei assim o dita.
E esse é o grande medo, não é senhores?...
Tenho juizo, Senhor Presidente. Convide o partido mais votado a apresentar uma Solução Governamental e deixe os senhores deputados, eleitos directamente decidirem se é viável ou não, em sede própria, no Parlamento Nacional.
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Malai Azul 2
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15:28
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Mais comentários sobre o Memorando da AMP
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Timor-Leste/Eleições: Aliança de partidos quer «ma...":
"«Se escolhêssemos ficar todos no Governo, o povo não saberia fazer a diferença em 2012», afirmou Zacarias da Costa"
Mais depressa se apanha um mentiroso do que um coxo:
Então o que aconteceu ao célebre "governo de unidade nacional", defendido com unhas e dentes pela Igreja, por Xanana, Ramos Horta e Lasama?
Primeiro, a Fretilin não podia governar sozinha, porque isso seria um Governo minoritário.
Depois, um Governo da Fretilin que fosse apenas "inclusivo" não era suficiente, porque assim os outros partidos teriam que se submeter à vontade da Fretilin. Tinha que ser um "Governo de unidade nacional".
Mas agora que a Fretilin está receptiva a essa ideia, já não podemos "ficar todos no Governo" e existe mesmo um artigo no "memorando" que explica que se vierem elementos de fora têm que se submeter ao "Chefe do Governo" (artº 6 - Inclusividade).
É espantoso até onde pode ir a hipocrisia, só para monopolizar os tachos e impedir a Fretilin de governar, mesmo que disposta a partilhar o poder com os outros partidos...
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Malai Azul 2
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15:25
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Alguns comentários ao "memorando"
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Memorando de Entendimento para a Formação da Alian...":
"A vontade popular em Timor-Leste, expressa em sufrágio ditrecto e universal concedeu aos partidos ASDT/PSD, CNRT e PD um total de votos correspondentes à maioria absoluta no Parlamento Nacional."
Isto não corresponde à verdade.
"A vontade popular" náo concedeu a esses partidos um "total de votos correspondentes à maioria absoluta", pela simples razão de que essa "aliança" não se submeteu a votos. O que aconteceu foi o "CNRT" ter tido uma minoria, a ASDT/PSD outra minoria e o PD outra minoria. Não é por juntarmos três minorias que teremos uma maioria absoluta e poderemos dizer que ela reflecte a “vontade popular”, sem ela ter sido referendada pelo voto popular.
Como disse o colega Justino, esta "maioria" não resulta nem de voto secreto nem de "open secret", nem de foti liman, nem de nada, a não ser os votos de três cidadãos: Xanana, Mário Carrascalão e Lasama. A isto chama-se "democracia representativa"...
"Cada membro do Parlamento Nacional pertencente a AMP assinará uma declaração de lealdade e obediência à AMP que o obriga a uma estricta disciplina de voto no Parlamento Nacional"
Para quem deu asilo político aos "mudansas", coitadinhos, por estes não terem podido exprimir a sua liberdade de pensamento na Fretilin e para quem malhou tanto no CCF, em discursos e artigos no jornal, este artigo é uma absoluta contradição, ou a aplicação da máxima "faz o que eu digo, não faças o que eu faço". E se os "mudansas" que fugiram para oo "CNRT" tornarem a mudar de ideias? Afinal esta AMP também não os deixa ter liberdade de pensamento e de voto?
"Os partidos [...] observarão sempre e enquanto durar a AMP o princípio do equilíbrio de poderes"
O que significa e como é regulado esse "equilíbrio de poderes"? Mistério.
"O Governo da AMP poderá incluir membros independentes ou de outros partidos que não integrem a AMP, desde que esses candidatos assinem um compromisso de lealdade ao Chefe do Governo"
Afinal, o tão apregoado "Governo de unidade nacional" resume-se a um Governo inclusivo, em que todo o elemento vindo de fora tem que se submeter à vontade do "Chefe de Governo" (que pertence a um determinado partido). Mas não era disto que acusavam Mari Alkatiri? Onde está afinal a "unidade nacional"?
Esta "Aliança da Maioria Parlamentar", com uma Presidência, um Conselho da Presidência, uma Comissão Executiva Permanente, um Secretariado de Apoio à Presidência, um Secretariado de Apoio à Comissão Permanente, um Conselho de Jurisdição, um Grupo Técnico Especializado e Comissões Mistas em todos os distritos, sub-distritos, sucos e knuas (é obra!), constituindo um autêntico Governo e Administração paralelos, mais parece uma "Aliança da Burocracia Parlamentar".
E quem vai financiar tudo isso? Eis um aspecto importantíssimo que não está explicado no "memorando"...
Como se pode garantir estabilidade a um Governo destes, se o próprio "memorando" prevê que:
"3. A AMP poderá dissolver-se nas seguintes situações:
[...]
b) por acordo dos Presidentes dos partidos co-signatários deste memorando;
c) ou quando os termos deste memorando forem deliberadamente violados por um dos seus co-signatários [...]"?
Ou seja, esta "aliança" será “estável” enquanto durar...
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Malai Azul 2
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15:24
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Dos Leitores
Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Memorando de Entendimento para a Formação da Alian...":
O bando dos quatro - Xanana, Amaral, Carrascalão e Lasama - sem sequer consultarem as direcções dos seus partidos, sentaram-se à mesa e decretaram criar uma “Aliança com Maioria Parlamentar” com os seguintes órgãos:
- Conselho da Presidência (o bando dos quatro)
- Comissão Executiva Permanente
- Secretariado de Apoio Técnico-Administrativo
- Conselho de Jurisdição
Segundo o tal “memorando” ao Conselho da Presidência competirá decidir do:
- Primeiro-Ministro,
- Vice-Primeiro-Ministros
- Presidente do Parlamento Nacional
- Vice-Presidentes do Parlamento Nacional
- A Composição do Governo (em consulta com o PM)
- E, como se isto fosse pouco, compete-lhes ainda decidir em qualquer questão omissa!
Mas principalmente este “memorando” revela o mais completo desprezo pela Constituição, nomeadamente pelos:
- Artigo 70º (Partidos políticos e direito de oposição) “1.Os partidos políticos participam nos órgãos do poder político de acordo com a sua representatividade democrática, baseada no sufrágio universal e directo”.
- Artigo 94º (Imunidades) “1.Os Deputados não respondem civil, criminal ou disciplinarmente pelos votos e opiniões que emitirem no exercício das suas funções”.
- Artigo 95º (Competência do Parlamento Nacional) “4. Compete ainda ao Parlamento Nacional: a)Eleger o seu Presidente e demais membros da Mesa”;
- Artigo 108.º (Programa do Governo) “1.Nomeado o Governo, este deve elaborar o seu programa, do qual constarão os objectivos e as tarefas que se propõe realizar, as medidas a adoptar e as principais orientações políticas que pretende seguir nos domínios da actividade governamental.
2.O Primeiro-Ministro submete o programa do Governo, aprovado em Conselho de Ministros, à apreciação do Parlamento Nacional, no prazo máximo de trinta dias a contar da data do início de funções do Governo.”
E revela também este “memorando” que o bando dos quatro se está completamente marimbando para Leis da República, nomeadamente a:
- Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 3 de 2004) Artigo 9º Coligações, frentes ou movimentos “1. Os partidos políticos podem associar-se em coligações, frentes ou movimentos, desde que tenha sido aprovado pelos órgãos representativos competentes dos partidos interessados, com indicação precisa do âmbito e da finalidade específica dessa coligação, frente ou movimento.”
- Lei do Estatuto dos Deputados (Lei n.o 5/2004), Artigo 1º “Os Deputados são representantes de todo o Povo, independentemente do círculo eleitoral nacional ou distrital pelo qual foram eleitos”: Artigo 10.º “Os Deputados não respondem civil, criminal ou disciplinarmente, pelos votos e opiniões que emitirem no exercício das suas funções”.
Por isto se pode dizer que a AMP, é o bando dos Arrogantes, Maus, Perigosos e Populistas e reveladora do seu pendor autoritário, feudal e ditatorial.
Basta! É altura de se começar a respeitar a Constituição e as Leis de Timor-Leste, de se acabar com estas palhaçadas anti-democráticas e anti-constitucionais e de o PR cumprir com o artigo 106º da Constituição e de nomear PM a pessoa indigitada pelo partido mais votado, pela Fretilin!
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15:20
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Colocando a carroça no devido lugar
isto
In Bloguitica – 8 de Julho de 2007
Paulo Gorjão
Colocando a carroça no devido lugar
[1028] -- A constituição timorense é muito clara:
1. «O primeiro-ministro é indigitado pelo partido mais votado ou pela aliança de partidos com maioria parlamentar e nomeado pelo Presidente da República, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional», Artigo 106, Ponto 1.
2. «[Compete exclusivamente ao Presidente da República:] nomear e empossar o primeiro-ministro indigitado pelo partido ou aliança dos partidos com maioria parlamentar, ouvidos os partidos políticos representados no Parlamento Nacional», Artigo 85, Alínea d.
.
Ou seja, isto são manobras politicamente legítimas, mas nesta fase sem base de sustentação constitucional. Cada coisa a seu tempo. O Presidente da República, José Ramos-Horta, em primeiro lugar, terá de convidar o partido político vencedor das recentes eleições legislativas, a FRETILIN, a formar Governo.
Ramos-Horta deverá deixar bem claro nessa altura que exige à FRETILIN que apresente, num prazo a definir, uma coligação com maioria parlamentar. Nessa altura veremos se a aliança da oposição não se desmorona perante o assédio da FRETILIN.
Obviamente, só se a FRETILIN não conseguir formar uma coligação com maioria parlamentar é que o Presidente da República deverá procurar uma alternativa. (O que não garante necessariamente estabilidade política, mas isso são contas de outro rosário...)
Bloguitica – 5 de Julho de 2007
Timor-Leste: as notícias da minha morte...
Paulo Gorjão
[1021] -- ...são manifestamente exageradas. Quem se apressou a redigir a certidão de óbito da FRETILIN cometeu um enorme erro, como comprovam os resultados das eleições legislativas. A FRETILIN não tem maioria absoluta, mas a verdade é que seria quase impossível alcançar essa meta. A vitória da FRETILIN é ainda mais notável e digna de nota se se tiver em conta que teve como principal rival nas eleições legislativas Xanana Gusmão e o seu CNRT, inquestionavelmente os grandes derrotados.
Seguem-se as negociações para a formação de um novo governo. A FRETILIN, como partido mais votado, terá a iniciativa. Independentemente da solução que vier a ser encontrada, a estabilidade política em Timor-Leste continua a ser uma meta e não um facto consumado.
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Malai Azul 2
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15:13
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Dos Leitores
Margarida deixou um novo comentário na sua mensagem "Memorando de Entendimento para a Formação da Alian...":
É uma delícia isto a que o bando dos quatro chama pomposamente de “Memorando de Entendimento”, das duas uma, ou de facto nestes quatro partidos o chefe está acima de tudo e de todos e só a sua palavra conta ou então, nem se aperceberam do alto da sua pesporrência que isto é uma violação grosseira da lei dos partidos políticos (Lei nº 3 de 2004) particularmente do seu:
“Artigo 9º
Coligações, frentes ou movimentos
1. Os partidos políticos podem associar-se em coligações, frentes ou movimentos, desde que tenha sido aprovado pelos órgãos representativos competentes dos partidos interessados, com indicação precisa do âmbito e da finalidade específica dessa coligação, frente ou movimento.
2. Seja qual for a natureza da associação, deverá ser feita em conformidade com a presente lei, não podendo em nenhum modo utilizar a denominação, a sigla, a bandeira, o emblema e o hino semelhante a um outro partido não integrante da coligação, frente ou movimento.”
E apenas lembro que esta Lei foi promulgado em 24 de Março de 2004, pelo 2º signatário de tal obtuso documento. Não acham que é altura de parar com as cowboiadas e de respeitar a vontade popular maioritariamente expressa em 30 de Junho?
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Malai Azul 2
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Partido que perdeu eleição presidencial vence legislativas no Timor Leste
Lusa - 11 de Julho de 2007 - 11h59
Díli (Timor-Leste) - O Tribunal de Recurso de Timor Leste confirmou hoje (11) o resultado das eleições legislativas de 30 de junho, com vitória da Frente Revolucionária do Timor Leste Independente (Fretilin), sem maioria absoluta. A decisão encerra o processo eleitoral e abre o processo político para a primeira reunião do Parlamento e a formação do quarto governo constitucional timorense.
A nomeação do novo primeiro-ministro está agora nas mãos do presidente da República, José Ramos Horta, que tem mantido reuniões com os vários partidos com assento parlamentar. Ramos Horta elegeu-se presidente em maio como candidato independente, derrotando o candidato da Fretilin, Francisco Guterres "Lu Olo".
A confirmação dos resultados finais foi feita pelo presidente do Tribunal de Recurso, Cláudio Xímenes, perante os responsáveis da Comissão Nacional de Eleições (CNE), Secretariado Técnico de Administração Eleitoral (Stae), deputados, dirigentes partidários e vários coordenadores da assistência ao processo eleitoral.
Os quatro maiores partidos da oposição formalizaram a Aliança para Maioria Parlamentar (APM), com vista à formação de um governo em alternativa à Fretilin.
Um novo contingente da Guarda Nacional Republicana (GNR) chegou hoje a Díli, capital do país, com "moral elevadíssimo" para enfrentar "qualquer incidente", afirmou à Lusa o próximo comandante do Subagrupamento Bravo, capitão Marco Cruz. "Vivemos o período pós-eleitoral, que reputamos de alguma sensibilidade. Estamos à espera de, a qualquer momento, podermos atuar em qualquer incidente".
A GNR mantém 220 militares em Timor Leste, onde o Subagrupamento Bravo é uma das quatro forças autônomas de polícia sob comando da Missão Integrada das Nações Unidas (Unmit). O revezamento semestral, com substituição de militares que tiveram uma missão alargada de oito meses, iniciou-se hoje com a chegada de 70 elementos da GNR e o regresso de 69 a Portugal. Um segundo vôo fretado pelas Nações Unidas, na próxima segunda-feira, completa o ciclo com a chegada de mais 70 militares e o regresso de 59 a Lisboa.
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Malai Azul 2
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15:09
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Rebel Timor leader makes rare appearance
The Australian – July 11, 2007
Mark Dodd
A surprise public appearance of East Timor military rebel Major Alfredo Reinado and armed supporters in the same town where Australian special forces shot dead five of his associates during a failed attempt to capture him last March raises serious concerns about the state of law and order in the troubled nation.
An internal UN Security Update for July 9, a copy of which was obtained by The Australian yesterday, states Major Reinado, East Timor's most-wanted man, and a group of supporters armed with ''automatic weapons'' arrived in the south-central town of Same on Sunday for talks with UN and Timorese national police.
No reason was given for the visit which occurred at 1pm on Sunday, according to the UN report.
Reinado, an Australian-trained former commander of East Timor's military police, is wanted for murder in connection with last year's bloody political violence. His mugshot is displayed prominently in police stations on wanted posters.
Asked about the surprise appearance of Reinado President Jose Ramos Horta said the army rebel was not permitted to carry arms nor any of his supporters.
The UN report says Reinado met with UN police in Same. ''Major Alfredo Reinado went to the Same UNPOL (police) office together with some of his supporters,'' it says. ''They met with the Same UNPOL commander for an unspecified time and left the area, supposedly headed for the PNTL (Timor Police) office. ''They were armed with automatic rifles.''
Under the UN mandate for East Timor only UN, some East Timorese police and members of the Australian-led international security force are allowed to carry arms.
Details of the meeting were confirmed by an Australian Defence Force spokeswoman who said Australian troops had been told to abandon their hunt for the rebel by President Horta. ''Following President Horta's declaration on June 19 that operations against Reinado would cease, the ISF (International Security Force) continues to work closely with the government of Timor Leste concerning actions in relation to Reinado and his followers,'' she said.
Any future decision to apprehend Reinado, was up to the East Timor prosecutor-general and the government, the ADF said.
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Malai Azul 2
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Nas mãos de Ramos-Horta
Primeiro de Janeiro – 11 de Julho de 2007
Consenso pós-eleitoral e negociações em curso em Timor-Leste
O calendário de formação do novo governo e de constituição do novo Parlamento em Timor-Leste depende do Presidente da República, em termos de competência e de prazos, mas também da negociação de consensos entre partidos.
A definição do novo governo e a constituição de um Parlamento em Timor-Leste está nas mãos do Presidente da República timorense. O novo Parlamento pode reunir-se assim que o Tribunal de Recurso homologar os resultados das legislativas de 30 de Junho, o que deverá acontecer antes do próximo fim-de-semana. Também a nomeação do primeiro-ministro pode demorar apenas cerca de duas semanas. Termina hoje de manhã, o prazo de 48 horas para apresentação de recursos pelos partidos do apuramento nacional provisório divulgado segunda-feira pela Comissão Nacional de Eleições (CNE).
O Tribunal de Recurso tem depois 48 horas para apreciar a acta final dos resultados enviada pela CNE e confirmar os resultados, até à próxima sexta-feira. “Isto que parece simples não é”, afirmou à Agência Lusa um dos advogados timorenses que tem aconselhado vários partidos sobre a lei e os procedimentos eleitorais. “Como não há um prazo limite para a convocação da primeira reunião, isto vai ser matéria de mais reuniões para encontrar consensos”, explicou o advogado.
A primeira reunião do Parlamento será requerida pelo Presidente da República, a quem a Constituição dá o poder de convocar os deputados por “imperiosas razões de interesse nacional”.
O presidente do Parlamento pode também requerer uma reunião, ou, depois do próximo dia 15, a Comissão Permanente, quando “tal se mostre necessário”, segundo a Constituição. Depois da primeira reunião do Parlamento, o Presidente da República pode ouvir formalmente os partidos para nomear o novo primeiro-ministro. Estes contactos já começaram, tanto com a Fretilin como com a oposição, mas informalmente. Depois da nomeação do primeiro-ministro, este escolherá o elenco governamental e, com a posse dos ministros e o início de funções, o executivo tem 30 dias para apresentar o seu programa no Parlamento. A discussão do programa não pode ultrapassar os cinco dias e, se for aprovado, o governo tem 60 dias para apresentar a sua proposta de orçamento. A data de início de sessão legislativa é 15 de Setembro mas na actual situação pode aplicar-se, por analogia, a disposição para o caso de dissolução (que não existiu), segundo a qual “o Parlamento Nacional eleito inicia nova legislatura, cuja duração é acrescida do tempo necessário para se completar o período correspondente à sessão legislativa em curso á data da eleição”.
A Fretilin, o partido mais votado nas legislativas de 30 de Junho, discute há vários dias a possibilidade de um governo de “grande inclusão”, enquanto a aliança dos quatro maiores partidos da oposição avalia uma resposta comum ao convite do partido no poder. O Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão, está disponível para um entendimento com a Fretilin, refere uma carta enviada ao líder do partido vencedor das eleições, a que a Lusa teve acesso.
Programa aprovado
O Parlamento em funções aprovou na última segunda-feira o programa do III Governo Constitucional, apresentado pelo primeiro-ministro Estanislau da Silva, que substituiu Ramos-Horta na chefia do governo por este ter sido eleito Presidente. O programa deste governo de gestão, até à entrada em funções do IV Governo Constitucional, saído das eleições de 30 de Junho, foi aprovado por 45 votos a favor, 0 contra e 5 abstenções, informou um comunicado lacónico distribuído pelo Parlamento.
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Malai Azul 2
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CNRT disponível para iniciativas de entendimento com a Fretilin
Notícias Lusófonas – 10 Julho 2007
O Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), de Xanana Gusmão, está disponível para um entendimento com a Fretilin, refere uma carta enviada ao líder do partido vencedor das eleições.
"Como Aliança, estamos disponíveis a considerar iniciativas de entendimento, desde que promovidas por Sua Excelência o Presidente da República, para garantir a unidade e estabilidade nacionais", escreveu o presidente do CNRT, Xanana Gusmão, na carta enviada a Francisco Guterres "Lu Olo", líder da Fretilin.
"Esta carta é uma abertura, ainda não é um compromisso", explicou um dirigente do CNRT.
A carta com data de 09 de Julho, endereçada a "Lu Olo" como presidente da Fretilin, com cópia ao Presidente José Ramos Horta, é a resposta ao convite para um governo de "grande inclusão" feito a 06 de Julho pelo partido vencedor das eleições aos outros partidos com assento parlamentar.
A Fretilin venceu as legislativas de 30 de Junho com 29,02 por cento dos votos.
"Concordámos que de facto 'o Povo de Timor-Leste decidiu atribuir a maioria simples à Fretilin' e, por isso, a distribuição de votos veio permitir a 'Aliança com maioria parlamentar' recentemente constituída pelos quatro principais partidos, incluindo o partido CNRT", recorda a carta de Xanana Gusmão.
O ex-chefe de Estado acrescenta que os quatro maiores partidos da oposição têm "a maioria absoluta de assentos no Parlamento Nacional, com um total de mais de 200 mil votos".
A aliança de oposição inclui o CNRT, a coligação Associação Social Democrática Timorense/Partido Social Democrata (ASDT/PSD) e o Partido Democrático (PD), além do apoio não formalizado do Partido de Unidade Nacional (PUN).
"Sem dúvida, o povo exige uma rápida e justa solução para a crise que foi criada pelos anteriores governos", nota a missiva do CNRT.
"Nesse sentido, também concordamos que todos devemos respeitar o seu sentido de voto", acrescenta.
O presidente do CNRT refere que os anseios do povo timorense "pela paz, estabilidade, justiça e desenvolvimento" reflectiram-se no resultado das últimas eleições.
"Por isso, não podemos nem devemos frustrar as expectativas do eleitorado", conclui Xanana Gusmão na sua carta ao presidente da Fretilin.
Os presidentes dos quatro partidos aliados reúnem-se ao fim da tarde em Díli (início da manhã em Lisboa) para concluir "e talvez assinar" um memorando de entendimento, afirmou fonte do CNRT.
"A resposta ao convite da Fretilin está a ser dada por cada um dos partidos, mas a aliança pretende criar um conselho de presidência para agir como uma única voz", explicou o mesmo dirigente, que não quis ser identificado "por razões de segurança".
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Malai Azul 2
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14:55
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quarta-feira, julho 11, 2007
Memorando de Entendimento para a Formação da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP)
I. Introdução
As eleições para o Parlam,ento Nacional da RDTL decorridas no passado dia 30 de Junho criaram as condições para se poder fechar o ciclo da grave crise social e política que ameçou a unidade de Estado e a Independência Nacional e representam, acima de tudo, o trinfo da Democracia no nosso jovem país. O povo timorense soube dar expressão fiel aos valores, aos princípios, e aos procedimentos consagrados na Constituição da República, não defraudando assim a confiança e o sacrif+icio de longas décadas de luta de libertação nacional.
A vontade popular em Timor-Leste, expressa em sufrágio ditrecto e universal concedeu aos partidos ASDT/PSD, CNRT e PD um total de votos correspondentes à maioria absoluta no Parlamento Nacional.
E cientes dos interesses nacionais e da responsabilidade assumida perante o povo e o país de serem uma alternativa viável e sustentável na govbernação de Timor-Leste, os quatro partidos políticos concordam assim assinar este Memorando de Entendimento para a Formação da “Aliança com Maioria Parlamentar” (AMP).
Esta nova maioria, sente assim o dever indeclinável de corresponder à esperança que o povo entendeu colocar sobre os seus ombros e aceita sem reservas a suprema responsabilidade e o desafio da governação e Timor-Leste.
II. Objectivos
Constituem objectivos da AMP a cooperação em todos os níveis no Parlamento Nacional, a viabilização de um futuro Governo, o estabelecimento de uma plataforma para levar a efeito as reformas necessárias, assegurar a estabilidade governativa, garantindo assim a estabilidade nacional propícias para o desenvolviemnto e prosperiade de Timor-Leste, bem como a colaboração permanente em todas as matérias de interesse nacional.
III. Identidade
Os partidos políticos que integram a AMP manterão cada um a sua identidade própria.
IV. Princípios
1. Estabilidade: As garantias de estabilidade da AMP durante os cinco anos e de disciplina de voto no Parlamento Nacional são dadas por cada Partido político membro da AMP, através de mecanismos próprios dentro de cada um dos partidos co-signatários deste Memorando, no Regimento Interno da AMP, no Regimento Interno do Parlamento Nacional e na Lei que regula o Estatuto dos Deputados.
2. Lealdade e Obediência: Cada membro do Parlamento Nacional pertencente a AMP assinará uma declaração de lealdade e obediência à AMP que o obriga a uma estricta disciplina de voto no Parlamento Nacional de acordo com as instrucções emanadas pelo Conselho da Presidência da AMP ou Comissão Executiva Permanente, através de cada Grupo Parlamentar.
3. Colegialidade, Consensualidade e Firmeza: As decisões dentro da AMP serão sempre tomadas tendo em conta o princípio da Colegialidade, Consensualidade e Firmeza.
4. Solidariedade, Honestidade, Confiança e Respeito Mútuo: A Solidariedade a Honestidade, a Confiança e o Respeito Mútuo constituem um dever e uma obrigação no relacionamento entre os membros da AMP
5. Equilíbrio de Poderes: Os partidos co-signatários deste Memorando observarão sempre e enquanto durar a AMP o princípio do equilíbrio de poderes.
6. Inclusividade: O Governo da AMP poderá incluir membros independentes ou de outros partidos que não integrem a AMP, desde que esses candidatos assinem um compromisso de lealdade ao Chefe do Governo e estricta obediência aos programas e princípios contidos neste memorando.
7. Adesão: A AMP aceitará a adesão de novos membros, desde que se compromentam com os princípios, valores e objectivos contidos neste Memorando e com o Programa de Governo da AMP e por consenso do Conselho da Presidência.
V. Órgãos da AMP
1. A partir da assinatura deste Memorando serão criados os seguintes órgãos:
a) O Conselho da Presidência, composto pelos Presidentes dos Partidos co-signatários do acordo, cuja missão principal é identificar os interesses comuns e velar pelo bom entendimento entre os respectivos partidos, a todos os níveis;
b) A Comissão Executiva Permanente, composta em igual número pelos membros mandatados pelos respectivos partidos para coordenar e implementar todas as decisões tomadas consensualmente;
c) O Secretariado de Apoio Técnico-Administrativo à Comissão Permanente composto equitativamente por representantes de cada um dos partidos;
d) O Conselho de Jurisdição composto por igual número de membros, nomeados pelos respectivos partidos para fiscalizar a actuação dos membros e outros órgãos da AMP, quer no Parlamento ou fora dele e quando possível recomendar ao Conselho da Presidência os mecanismos de resolução de todas as queixas apresentadas.
2. A Presidência da AMP é rotativa e anual e inclui a indicação de um porta-voz e de um Secretariado de Apoio a Presidência, bem como toda a responsabilidade logística na condução de trabalhos nas reuniões mensais da AMP.
3. As Comissões Mistas: Os partidos co-signatários deste memorado concordam ainda, a partir desta data, estabelecer em todos os Distritos, Sub-distritos, Sucos e Aldeias de Timor-Leste, Comissões Mistas para, desde já trabalharem conjuntamente para a prossecução dos objectivos da AMP.
4. As Jornadas Parlamentares: Serão organizadas anualmente, pelos menos duas ou três vezes, “Jornadas Parlamentares” para os Deputados e membros do Governo da AMP sobre temas de actualidade e interesse nacional.
VI. Governo da AMP
1. O Chefe do Executivo e o Presidente do PN: O Conselho da Presidência da AMP decidirá em consenso, no início da legislatura e sempre que necessário, sobre os critérios mais adequados para a escolha do candidatos da AMP para os lugares de Primeiro-Ministro e Vice Primeiro-Ministros, bem como Presidente do Parlamento Nacional e seus Vice-Presidentes.
2. A Composição do Gabinete: A atribuição de pastas governamentais basear-se-à no princípio da qualidade dos candidatos, na proporcionalidade dos votos obtidos por cada um dos partidos e, sempre que possível no equilíbrio do género, em consulta com o candidato da AMP a Primeiro-Ministro.
3. O Programa e Estrutura de Governo: Um Grupo Técnico Especializado composto por igual número de membros pertencentes aos partidos políticos co-signatários deste acordo, serão os responsãveis pela harmonização dos programas dos respectivos partidos e estrutura do Governo.
VII. Duração e Dissolução da AMP
1. O presente acordo é válido por cinco anos, até às eleições legislativas de 2012.
2. Os partidos políticos co-signatários deste memorando de entendimento comprometem-se a avançar juntos com uma única lista ao Parlamento Nacional caso houver eleições intercalares.
3. A AMP poderá dissolver-se nas seguintes situações:
a) por queda do Governo;
b) por acordo dos Presidentes dos partidos co-signatários deste memorando;
c) ou quando os termos deste memorando forem deliberadamente violados por um dos seus co-signatários, não havendo justificação nem recomendação de resolução pelo Conselho de Jurisdição.
VIII. Casos Omissos
Os casos omissos devem ser resolvidos por consenso pelo Conselho da Presidência.
Dili, 10 de Julho de 2007
O Presidente do ASDT:..... (assinado)
O Presidente do CNRT:..... (assinado)
O Presidente do PD:..... (assinado)
O Presidente do PSD:..... (assinado)
NOTA DE RODAPÉ:
Agradecemos que para a próxima nos enviem os comunicados para o nosso email.
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Timor-Leste/Eleições: Aliança de partidos quer «maioria forte e oposição forte»
Diário Digital / Lusa
11-07-2007 5:34:00
A recém-formada Aliança com Maioria Parlamentar (AMP) manifestou-se hoje contra a formação de um Governo com a Fretilin, defendendo a existência «de uma maioria forte e de uma oposição forte».
«A Fretilin não foi clara na ideia de inclusão», afirmou Zacarias da Costa, presidente do Conselho Nacional do Partido Social-Democrata (PSD) e porta-voz da AMP, na divulgação do memorando de entendimento entre os quatro partidos da aliança.
«Gostaríamos de ver na nossa jovem democracia uma maioria forte e uma oposição forte no Parlamento. Hoje temos esses ingredientes«, acrescentou.
«Não podemos aceitar quando um Governo é minoritário e deseja forçar estarmos todos juntos na mesma caixa», declarou Zacarias da Costa, sublinhando a importância da «alternância de poder».
«A oposição poderá ser forte se (a Fretilin) aceitar ficar«, explicou o porta-voz da AMP, que reúne os quatro partidos mais votados da oposição nas legislativas de 30 de Junho.
O memorando de entendimento que formaliza a AMP foi apresentado por Zacarias de Costa pelo PSD, por Duarte Nunes, vice-secretário-geral do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT), Gil Alves, secretário-geral da Associação Social Democrática Timorense (ASDT), e Adriano do Nascimento, primeiro-vice-presidente do Partido Democrático (PD).
A Fretilin ganhou as eleições com 29,02 por cento dos votos, seguida do CNRT (24,1 por cento), da coligação ASDT/PSD (15,73 por cento) e PD (11,3 por cento).
«Se escolhêssemos ficar todos no Governo, o povo não saberia fazer a diferença em 2012», afirmou Zacarias da Costa num encontro com a imprensa.
No memorando, a AMP «aceita sem reservas a suprema responsabilidade e o desafio soberano da governação de Timor-Leste».
Adriano do Nascimento explicou que o memorando da AMP «não é a rejeição do convite da Fretilin», endereçado por carta a todos os partidos com assento parlamentar.
«Não rejeitamos a carta da Fretilin, mas encorajamos a democracia e a qualidade da governação«, explicou o dirigente do PD.
«Nos cinco anos passados, a Fretilin tinha maioria absoluta mas não deu voz à oposição e não a incluiu no Governo», acusou Zacarias da Costa.
Sobre a natureza da AMP como novo partido, o dirigente do PSD explicou que «os mecanismos dentro da Constituição são claros: se o Parlamento rejeitar por duas vezes o programa, teremos eleições antecipadas. E também o nosso memorando é claro: se houver eleições intercalares, iremos apenas como um bloco, como aliança».
«Eu, no lugar da Fretilin, aceitaria ficar na oposição porque se houver nova crise e mais instabilidade, a responsabilidade não será nossa mas deles«, disse.
«Nós estamos numa posição bastante confortável no Parlamento em que podemos garantir estabilidade e podemos garantir a resolução dos problemas deste país», adiantou Zacarias da Costa.
«Nós estamos prontos«, concluiu.
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Oposição unida prepara Governo
Jornal de Notícias, 11/07/07
Os quatro maiores partidos da oposição em Timor-Leste assinaram ontem um memorando para a constituição da Aliança com Maioria Parlamentar (AMP), preparando uma estrutura comum para o caso de formarem governo.
O memorando de entendimento "põe em marcha os preparativos da aliança para que, se o presidente da República nos convidar a formar governo, a AMP avance de imediato", afirmou à agência Lusa um dirigente do Congresso Nacional de Reconstrução de Timor-Leste (CNRT).
Além do CNRT, integram a AMP a coligação da Associação Social Democrática Timorense com o Partido Social Democrata (ASDT/PSD) e o Partido Democrático (PD).
O Partido de Unidade Nacional (PUN) apoia a aliança de oposição sem a integrar formalmente.
O CNRT, que obteve 24,1% dos votos nas legislativas de 30 de Junho, manifestou-se "disponível para considerar iniciativas de entendimento" com o partido mais votado, a Fretilin, que obteve 29,02%.
A Fretilin endereçou cartas a todos os partidos com assento no Parlamento eleito, avançando com a ideia de um governo de "grande inclusão".
O mesmo dirigente do CNRT afirmou à Lusa que "está muito difícil" encontrar uma plataforma comum entre a AMP e a Fretilin.
"Não é só difícil entre os dirigentes. Os nossos eleitores ligam para aqui a perguntar o que pensamos fazer aos cem mil votos que nos deram", explicou o dirigente, que pediu para não ser identificado.
"Os nossos colegas da Fretilin dizem-nos que têm a mesma pressão das bases", acrescentou a fonte.
"O entendimento mais difícil da Fretilin não é sequer com o CNRT, mas com a ASDT/PSD", concluiu o dirigente do partido de Xanana Gusmão.
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Fretilin defende governo de grande inclusão e Xanana formaliza coligação
Público, 11.07.2007,
Jorge Heitor
O CNRT, do antigo Presidente Xanana Gusmão, assinou ontem um memorando de entendimento com a ASDT, de Francisco Xavier do Amaral, o PSD, de Mário Carrascalão, e o PD, de Fernando "Lasama" Araújo, para que nos próximos cinco anos os quatro grupos trabalhem sempre em conjunto, apresentando-se como coligação a qualquer acto eleitoral.
Os termos de referência deste memorando, que visa solidificar uma cooperação desenvolvida durante a última semana com o objectivo de formar um governo de coligação, foram revelados ao PÚBLICO pelo secretário-geral do Partido Social Democrata (PSD), Zacarias Albano da Costa.
No caso de o partido mais votado nas legislativas de 30 de Junho, a Fretilin, continuar a insistir que tem o direito de formar governo e não o conseguir ou vir o seu programa rejeitado no Parlamento, poderá mesmo ter de haver eleições antecipadas, a médio prazo.
Nessa nova ida às urnas já os quatro elementos da nova aliança iriam coligados, explicou Zacarias da Costa. Essa seria uma das formas de contornar a questão levantada pelo partido de que é secretário-geral Mari Alkatiri: as alianças ou coligações só podem ser consideradas válidas e assumir o direito à governação se forem devidamente legalizadas antes da ida a votos; e não depois.
Alkatiri declarou segunda-feira em conferência de imprensa concordar com o Presidente Ramos-Horta em que "o IV Governo Constitucional deve incluir todos os partidos com assento parlamentar". E disse esperar que ele o convide a formar esse "Governo de Grande Inclusão", depois de o Tribunal de Recurso homologar daqui a dias os resultados das legislativas.
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UNMIT – MEDIA MONITORING - Wednesday, 11 July 2007
National Media Reports
Timor-Leste will be a failed state if Fretilin forms a government
The President of the Social Democratic Party (PSD), Mr. Mario Viegas Carrascalão reportedly called on Fretilin not to form a minority government as this would cause a new crisis and the downfall of the government.
“Timor-Leste will be a failed state if the minority runs the nation without consulting the opposition – which reflects the majority,” said Mr. Carrascalão on Tuesday (10/7) in Dili. (STL)
The Coalition of CNRT, ASDT-PSD, and PD sign MOU
CNRT, ASDT-PSD and PD officially signed a Memorandum of Understanding (MOU) on Monday (9/7) in Dili to form a coalition.
The MOU was signed by the representatives of each party, namely Xanana Gusmão (President of CNRT), Francisco Xavier do Amaral (President of ASDT), Mario Viegas Carrascalão (President of PSD) and Fernando de Araujo Lasama (President of PD). (STL)
ISF will not capture Reinado
The Chief lawyer of former Military Police Commander Alfredo Reinado Alves, Benevides Correia Barros said that the International Stabilization Forces (ISF) will not capture Reinado and his men as per the order made by the President to halt the search operations.
“ISF was there because Reinado was armed but they would not have been able to arrest him,” said Mr. Benevides on Tuesday (10/7) in Dili. (STL)
Ramos-Horta supports inclusive government
President José Ramos-Horta wants to see a government that includes representatives from the different parties, rather than a Fretilin-dominated parliament.
The President of [the ruling party] Fretilin, Francisco Guterres Lu-Olo informed that Fretilin’s door is open to all political parties who are interested in forming an inclusive government.
Alfredo is only authorized to carry a pistol
President José Ramos-Horta reportedly authorized former Military Police Commander Alfredo Reinado Alves to only carry a pistol.
“I made the decision to halt the search operation to capture Reinado and his men, but this does not mean that they are allowed to carry weapons. Reinado and his three guards are only allowed to carry pistols,” said Mr. Horta on Tuesday (10/7) in Dili. (STL)
Coalition will not join Fretilin
The Spokesperson of the coalition parties (CNRT, ASDT-PSD and PD), Zacarias da Costa, said that the coalition has ruled out the option of joining Fretilin in forming a new government.
“As the opposition party, we cannot guarantee cooperating with Fretilin to form this government,” revealed Mr. Zacarias on Tuesday (10/9) in Dili.
He added that if Fretilin formed a government, the coalition would not support any of the programmes that Fretilin would pass in the Parliament. (TP)
Alkatiri: Fretilin has not formed a government yet
The Secretary-General of Fretilin, Mari Alkatiri said that Fretilin has not yet formed a new government or identified a Prime Minister.
He added that it is still early and Fretilin is still consulting with other political parties. (TP)
Ramos-Horta: Alfredo violated the agreement
President José Ramos-Horta reportedly said that the former Military Police Commander, Alfredo Reinado Alves and his men violated the agreement which forced the ISF to restrict his movement last Sunday (8/7) in Same.
Mr. Horta said that under the agreement Reinado was not allowed to carry weapons and should have come to Dili to meet with him.
“I gave ISF the order to monitor Reinado and his men, who showed up at the PNTL and UNPol offices, against the agreement made,” said Mr. Horta on Tuesday (10/7) in Dili. (TP)
Lu-Olo: “President should not forget the constitution”
The President of [the ruling party] Fretilin, Francisco Guterres Lu-Olo said that the President of the Republic should not forget the country's constitution, particularly article 106, which states that only the leading party can form a government and name the new Prime Minister.
He said that although Fretilin won the minority votes, the President of the Republic should invite the other parties to discuss ways to form a new government.
According to Mr. Lu-Olo, the President has the responsibility to ensure that a new government is formed. (DN)
PSD replies Fretilin’s letter
The President of the Social Democratic Party (PSD), Mario Viegas Carrascalão, said that PSD has replied to the letter from Fretilin inviting other political parties to form the new government.
Mr. Carrascalão said that the national stability of the country is the responsibility of the President of the Republic based on the country’s constitution.
He also revealed that he has no ambitions to be East Timor’s next Prime Minister. He said that he was in politics to solve the problems of the people and the country. (DN)
Lu-Olo: “I am happy that CNRT replied to Fretilin’s letter”
The President of [the ruling party] Fretilin, Francisco Guterres Lu-Olo, on Tuesday (10/7) said that he was happy that CNRT replied to the letter sent by Fretilin. He also confirmed that Fretilin has not publicly announced the content of the CNRT letter. (DN)
UNMIT: The security situation in the country remains calm
The UNMIT Spokesperson, Ms. Allison Cooper, said that although the security situation across the country has been calm, PNTL and UNPol have maintained their patrols – especially in high-risk areas – to guarantee security. (DN)
Monteiro: “Ramos-Horta asked Alfredo to hand-over the weapons”
After meeting with President José Ramos-Horta on Tuesday (10/7) in Dili, the Attorney-General Longuinhos Monteiro told journalist that the objective of the meeting was to get the order from the President to disarm Alfredo and his men. (DN)
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As ditaduras da América Latina
Com a guerra fria aparece o componente ideológico e a participação ativa das ditaduras militares nos governos da América Latina. Em Cuba, no Chile, Argentina, Uruguai, Paraguai e Brasil.
Na América Latina, a história é recheada de ditaduras, golpes e contra golpes, revoluções e contra-revoluções. O principal é o caudilhismo, que consiste na glorificação de um líder e na construção de um partido em torno dele e não de convicções políticas, ou ideologia.
Ditadura moderna
O regime ditatorial moderno quase sempre resulta de convulsões sociais profundas, geralmente provocadas por revoluções ou guerras. As ditaduras são normalmente impostas por movimentos de poder, sejam militares ou revolucionários, que detêm poder de fogo e o usam contra o sistema estrutural, anteriormente utilizado por uma sociedade; estas se impõem em golpes de estado. Geralmente, a imposição do movimento que resulta neste regime de exceção é em função da defesa de interesses minoritários, econômico-financeiros, étnicos, ideológicos e outros. Nem sempre as ditaduras se dão por golpe militar, podem surgir por golpe de estado político; exemplo de movimento desta ordem se deu quando ocorreu a ditadura imposta por Adolf Hitler na Alemanha nazista (nazi) . Foi quando o golpe se desencadeou a partir das próprias estruturas de governo; foram aproveitadas as debilidades de um sistema falho e entraram partidos cujas ideologias não eram democráticas. Portanto, uma vez instalados no poder, lá permaneceram e se impuseram à vontade popular, suprimindo os demais partidos e oposições, portanto.
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Dos Leitores
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "Reinado cercado perto de Same pelas tropas austral...":
A palhaçada continua:
Hoje mandamos Reinado para Aileu
Amanhã mandamos Reinado para Maubisse
Hoje mandamos Reinado para Dili
Amanhã deixamos Reinado andar armado
Hoje os ozis podem prender Reinado
Amanhã deixamo-lo fugir
Hoje cercamos Reinado
Amanhã pára tudo e dialogamos
Hoje Reinado dá uma entrevista
Amanhã dialogamos. Nada de violência
Hoje damos-lhe um "salvo-conduto"
Amanhã o "salvo-conduto" nunca existiu
Hoje Reinado pode roubar umas armas
Amanhã não pode andar armado
Hoje cercamos Reinado...
E assim sucessivamente...
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Helicópteros australianos sobrevoam zona onde está Reinado
Notícias Lusófonas [ 10-Jul-2007 - 15:10 ]
Helicópteros das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) sobrevoam há dois dias a zona onde se encontra o major fugitivo Alfredo Reinado, segundo informações de residentes em Same sem confirmação oficial.
Residentes da vila de Same, distrito de Manufahi, no sul do país, contactados por telefone pela agência Lusa, afirmaram que helicópteros das ISF sobrevoam desde domingo algumas aldeias a leste e a sul da localidade, junto à costa do Mar de Timor.
Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar procurado por posse ilegal de material de guerra e por rebelião, terá voltado ao subdistrito de Mahakidan, onde há três semanas esteve o Presidente da República, José Ramos-Horta.
Postos de controlo com viaturas militares australianas foram levantados na estrada entre Same e Betano, no litoral, segundo os mesmos residentes.
Um porta-voz das ISF contactado pela Lusa recusou comentar a situação em Same e repetiu apenas que as forças internacionais "continuam a operação de segurança e estabilização assistindo as autoridades de Timor-Leste".
Fonte oficial da missão das Nações Unidas (UNMIT) declarou à Lusa que "Alfredo Reinado, acompanhado de cerca de 20 homens armados com espingardas automáticas, visitou domingo passado a esquadra da Polícia da ONU em Same", exibindo o salvo-conduto passado pelo procurador-geral da República, Longuinhos Monteiro, em representação do Estado timorense.
"O encontro durou cerca de vinte minutos e durante a conversa o comandante da UNPol disse ao major Reinado que ele não podia circular com aquelas armas", acrescentou a mesma fonte oficial.
"Esperamos que o anúncio do cancelamento das operações de captura de Reinado feito pelo Presidente da República produza resultados positivos e que Alfredo Reinado se entregue à justiça e entregue as suas armas, como várias vezes prometeu fazer", disse ainda a fonte da UNMIT.
Sexta-feira passada, o Presidente José Ramos-Horta recebeu no Palácio das Cinzas, em Díli, o deputado independente Leandro Isaac, que desde o final de Fevereiro esteve com Alfredo Reinado em Same.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
