domingo, janeiro 21, 2007

Estudantes de medicina de Timor-Leste para Cuba

(Tradução da Margarida)

Dili, Jan 19 (Prensa Latina) O Vice-Primeiro-Ministro de Timor-Leste, Rui Maria de Araújo despediu-se na sua capital na Sexta-feira de 100 dos 200 novos estudantes desye pequeno país Asiático que vão estudar medicina em Cuba.

Este grupo vai juntar-se aos 500 estudantes que já se estão a preparar na ilha para serem futuros médicos, e está também a desenvolver neste país um programa de ajuda humanitária com uma brigada profissional de saúde.

No seu discurso, Araújo, também Ministro da Saúde Pública, (disse) estar grato ao Presidente Fidel de Castro por (este) gesto tão bonito de solidariedade e exortou os estudantes de Timor-Leste a estudarem para terem bons resultados.

De acordo com o plano de ensino patrocinado e financiado por Cuba, Timor-Leste terá uma nova geração de peritos em ciência médica em 2012.
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Longuinhos Monteiro "Divaga" Sobre Reinado

Blog Página Um - Quinta-feira, Janeiro 18, 2007

O Procurador-Geral de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, parece querer desvalorizar as atitudes e armamento que possui o foragido Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, que se evadiu da prisão de Bécora em Dili, juntamente com 52 indivíduos igualmente encarcerados naquele presídio. Fuga somente possível pelo facto de Mike Slater, na altura comandante das Forças Militares australianas e neozelandesas, ter dado ordem de retirada aos militares que faziam a sua protecção a partir do exterior da prisão.

Ao longo de todos estes meses a "novela" Reinado tem assumido características muito invulgares que conduzem os espíritos mais sépticos a suspeições que acabam por assentar em fundamentos e teorias perfeitamente possíveis se tomarmos em consideração o comportamento dos responsáveis políticos timorenses assim como os mais grados responsáveis da justiça de Timor-Leste, a quem compete proceder á captura dos evadidos da prisão de Bécora.


Sobre as teorias já se ouviu e viu de tudo, a começar por acusações feitas ao Presidente Xanana Gusmão, por estar em conluio com o ex-comandante da PM, existindo documentos oficiais, no auge da crise político-militar, com solicitações dirigidas a Reinado para fins que o Presidente nunca conseguiu explicar claramente.


Existem também analistas que consideram que a situação irregular de Reinado se deve ao facto de estar reservado para acções desestabilizadoras sempre que necessário, isto é, sempre que a
conjuntura política não seja favorável às intenções neocolonialista da Austrália e dos grandes lobbies petrolíferos.


Seja como for, está provado que os responsáveis pela política e justiça timorenses não mexem um dedo para proceder á captura de Alfredo Reinado, preferindo manter em "cena esta novela", não passando de promover encontros entre o foragido e altas personalidades timorenses, da ONU e da Igreja, transportando-o de helicóptero, devolvendo-o á procedência e tratando-o como seu par e honorável amigo.


Perante esta realidade, só não opina e eventualmente especula quem não tiver massa encefálica.


GRUPO REINADO TEM MAIS ARMAS E MAIS HOMENS


Segundo é afirmado na região do Suai e também através do "Timor Lorosae Nação", Alfredo reinado evadiu-se com cerca de meia-centena de apaniguados e actualmente esse grupo já conta com mais de cem homens e um arsenal sofisticado que anteriormente não possuía.


Armamento igual ao usado pelo exército australiano, pelo menos algum, incluindo lança-granadas, bazucas e metralhadoras.


Perante estes factos, descontando as especulações, não é possível considerar as declarações do Procurador-Geral de Timor-Leste honestas.


Quando Longuinhos Monteiro refere que Reinado ""ainda está na posse de cerca de quinze pistolas e nove armas longas", faz omissões e mente.


Não é possível que não obtenha informações mais realistas e actualizadas se quiser, porque se não quiser, nada está a fazer no cargo que ocupa e deve ser demitido.


As fotografias que existem comprovam facilmente a falsidade de Longuinhos Monteiro. A arrogância de Reinado e a concordância de algumas personalidades timorenses, pelo menos, permitindo que esta situação se prolongue deitam por terra todos os argumentos "bem-intencionados" dos que procuram justificar o injustificável.


Afinal são eles os responsáveis por tanta especulação, ao quererem esconder as suas verdadeiras intenções e responsabilidades em relação á "novela Reinado", encarnando em autênticos amigos de Reinado assassino comprovado!

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Editoriais JN Semanário

Editorial do Semanário na edição 143

ASEAN

Parece-nos que o Governo, terá de fazer mais do que discursos de companheirismo para com a ASEAN. Tem de dar sinais de que se sente integrado para ser recebido o mais depressa possível no seu seio. Um dos sinais que falta é mais envolvimento para com, os países da região. Mostrar e dar mais sinais que a RDTL se integra no bloco da ASEAN e não na Oceania ou nas arábias do Kuwait. Daí que nos pareça imprudente, até em termos de segurança nos fornecimentos, que os combustíveis tenham de vir do Kuwait quando temos na ASEAN boas refinarias, bos combustíveis de reconhecimento internacional. Também, nos parece que na questão dos combustíveis se deve aplicar uma política de proximidade e não de distanciamento. No que toca à PERTAMINA, ao longo destes anos sinais surgiram de alguma falta de confiança dos nossos vizinhos nas premissas nossas. No entanto, alguém conhece parceiro a esse nível mais próximo? Obviamente que não. Contudo, se pela qualidade falamos, a Malásia e Singapura são ícones internacionais na refinação do crúde oil. Recordamos, inclusivamente, que Singapura já havia enviado ao nosso país técnicos altamente qualificados para apresentarem proposta final de contrução de central de armazenamento e distribuição de produtos refinados, como seja a gasolina e o gasóleo, assim como do gás. A localização era Liquiçá e Hera. Porém, pelo que sabemos, os projectos estão feitos, o investimento na questão também mas afinal, a Central de Armazenamento, é do Kuwait. Singapura, aqui ao lado ficou a marcar passo e a Malásia também.
Esta atracção pelo Kuwait leva-nos a levantar a questão dos interesses estratégicos do nosso país. Afinal, estamos ou não com todo o interesse na integração plena na ASEAN? Se estamos, então, ao invés de andarmos nas entregas, adjudicações directas, devemos partir para a figura anteriormente usada que era a dos Concursos Internacionais. Desta forma, todos os nossos vizinhos, onde se inclui a Austrália, estariam em pé de igualdade para concorrer e oferecer propostas que certamente mais beneficiariam o país ou também beneficiariam Timor-Leste. Mas mesmo assim, a ASEAN, mostra à RDTL que não é de rancores e assina o Tratado de Amizade e Cooperação connosco durante a Cimeira de Cebu.

Se queremos a ASEAN, forte e robusta com a RDTL lá dentro, não basta participar nas cimeiras, há que dar provas de sentido de grupo regional. A ASEAN, nos seus 40 anos de existência é a unica esperança para esta zona do Pacífico. A RDTL está na região, que ninguém tente alterar o mapa, pois não o conseguiria. A questão que fica é a seguinte: será que se o ontem fosse hoje não teria havido concurso internacional para a entrega de blocos no Mar de Timor? Já agora, resta-nos perguntar sobre a refinaria: é da China ou do Kuwait?

Dignidade

A forma como Rogério Lobato tem estado perante o tribunal revela maturidade e grande sentido de estado. O antigo ministro do Interior, antigo porque não foi exonerado, mas sim apresentou a demissão, tem mostrado contenção e recato ao manter-se fiél às determinações da Lei do nosso país. Desde a primeira hora que o antigo ministro do Interior, que alegadamente terá distribuido armas a grupos de civis – resta saber se está ou não está nas competências do ministro essa questão -, se mostrou disponível para colaborar com a justiça e limpar o seu nome no local apropriado: os tribunais.

A contrapor à posição louvável de Rogério Lobato estão outras pessoas que praticaram crimes de lesa pátria e que se encontram a monte e até protegidos militarmente. Esses grupos armados estão na maior das ilegalidades seja pelo comportamento desde o início da crise seja depois de uma fuga muito duvidosa da prisão de Bécora. Mas outros há que continuam a esquivar-se às malhas da justiça.

Perante esta questão apenas podemos reflectir que muito há ainda por fazer no nosso país em termos de igual tratamento para alegados criminosos. O sistema de justiça e a aplicação da Lei por parte das forças internacionais denotam disparidades acentuadas. Assim, como também, em todo o processo judicial se deve questionar se está a ser seguido da forma mais correcta. Deixamos a palvra aos advogados de defesa e à Procuradoria nestas questões. Contudo, não podemos deixar de afirmar que todos nós esperamos por mecanismos mais eficientes e de maior transparência.

Honraria

A Kofi Annan pelo trabalho desenvolvido em pról da libertação de Timor-Leste. É merecida a distinção e a honra que o nosso país lhe decidiu fazer. Já menos compreensível é a celeridade em dar nomes a ruas a presidentes de Câmaras municipais portuguesas, como a de Lisboa, por ter reconstruido o Liceu Nacional. Esperamos que a honraria a Kofi Annan seja seguida de outras mais bem importantes como seja o monumento aos heróis nacionais e sobretudo, a Nicolau Lobato, cuja estátua deve ser eregida em local nobre.

Coragem?

Da administração de Díli ao retirar compulsivamente os artigos aos vendedores de rua em zonas não permitidas. Lembramos que a zona em questão está bem definida como sendo de venda ambulante fixa não autorizada. E queremos uma cidade a recuperar e a aproximar-se de padrões internacionais temos de ter iniciativas de coragem para punir os prevaricadores e reincidentes. Lamentamos o problema dos vendedores de rua, mas a Lei a todos se aplica e é para se começar em definitivo a cumprir. Pese embora os considerandos terá sido prudente confiscar as frutas e hortaliças? Não teria sido mais fácil retirar as bancas e as pessoas não lhes apreendendo as coisas?

No entanto, ao administrador de Díli, lesto nesta questão, que o seja também na correcção de irregularidades urbanísticas grosseiras que põem em causaa cidade. Isto é, há sempre o perigo de vários pesos para várias medidas e opções menos coerentes. Também, ao administrador, desejamos maior eficiência na limpeza das ruas, mais eficaz fiscalização na recolha dos lixos, mais trabalho na recuperação dos buracos que a todos transtornam bna circulação automóvel. No fundo, uma melhor administração para bem de todos. Contudo, a receita é mesmo a de punir para corrigir.

Deslocados

Nesta questão há sempre o outro lado da coisa. A condição de deslocado é muito complicada de gerir. Daí que o Governo tenha estado com tremenda dificuldade em resolver a questão. Os incentivos são uma boa estratégia, mas temos de considerar que deve ser usada com muito cuidado. Ser-se deslocado é uma consequência de uma situação que ultrapassa o cidadão comum. Porém, muitos milhares de deslocados são-no por ignorância pura da situação vivida nos seus locais de origem. Foram e são até agora alvos fáceis do boato duro e puro. Naturalmente, que muitos terão perdido as suas casas, os seus parcos bens, mas têm em definitivo de compreender que lhes cabe uma dose de coragem, enquanto cidadãos, para enfrentarem o regresso a um local onde não cometeram crime algum. Ao Estado compete zelar por eles, mas eles - que somos todos nós - também têm de zelar pelo mais alto interesse nacional.
JNSemanário
http://www.semanario.tp/Jornal%20143/nacional%201.htm

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Resposta do Gabinete do Primeiro Ministro ao Editorial do Semanário

Carta do Assessor de Investimento Externo, do Primeiro-Ministro, ao JNSemanário
O senhor Cristóvão Santos, Assessor de Investimento Externo, do Gabinete do Primeiro-Ministro, enviou-nos uma carta que integralmente publicamos e aradecemos, como resposta ao nosso artigo Editorial “Dá ao Kuwait”, publicado na ultima edição.

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
Gabinete do Primeiro Ministro


Dili, 17 de Janeiro de 2007
Exm° Senhor Jorge Serrano
Presidente do Conselho da Administração
Jornal Nacional Semanário
Dili

Sr Serrano,

Refiro-me ao artigo “Armazenamento e distribuição de combustíveis – Governo não opta por países ASEAN – Dá ao Kuwait”, publicado no seu órgão semanal, Jornal Nacional Semanário, de 12 de Janeiro de 2007 .

O título na primeira página inclui as palavras “dá ao Kuwait”. Errado. O II Governo Constitucional chefiado pelo Primeiro Ministro Ramos-Horta não deu nada ao Kuwait.

No caso em questão, uma companhia, cujos alguns dos seus principais estão ligados ao Kuwait, têm estado a negociar já há algum tempo (desde a governação do I Governo Constitucional) investir em Timor-Leste. Seguiram todo o processo normal acordado a qualquer investidor, seja ele, ‘do bloco da ASEAN, da Oceânia ou das Arábias do Kuwait' como o artigo refere. Ou de Portugal ou da Rússia ou da Patagónia. O que se quere, ou que o nosso país precisa, é de investidores.

De qualquer modo, este investimento para armazenamento e distribuição de combustíveis por parte da companhia ligada a interesses do Kuwait NÃO é um monopólio. Como prova, recentemente o Governo deu autorização à companhia Timorense Tafui Oil Ltd para importar combustíveis. E sabe de onde veio o combustível? De uma empresa de um país da ASEAN, a Petronas da Malásia!

Contráriamente ao que o Jornal Semanário afirma, isto significa que a empresa de “Singapura (que)já havia enviado ao nosso país técnicos altamente qualificados para apresentarem proposta final de contrução de central de armazenamento e distribuição de produtos refinados, como seja a gasolina e o gasóleo, assim como do gás” com localização em Liquiçá e Hera e que, pelo que é do conhecimento do Semanário “os projectos estão feitos, o investimento na questão também”, é benvinda a prosseguir o seu projecto.

O Jornal Semanário diz que “ao invés de andarmos nas entregas, adjudicações directas, devemos partir para a figura anteriormente usada que era a dos Concursos Internacionais. Desta forma, todos os nossos vizinhos, onde se inclui a Austrália, estariam em pé de igualdade para concorrer e oferecer propostas que certamente mais beneficiariam o país ou também beneficiariam Timor-Leste.” O simples facto é que o projecto de armazenamento e distribuição de combustíveis é 100% financiado pelo sector privado e portanto não requer qualquer concurso.

Há muita gente que aqui vem fazer avaliações e depois enviam ou não enviam propostas. O que o Governo de Ramos-Horta quer é acção. Francamente, a meu ver, estamos fartos das chamadas “expressões de interesse”. Que venham, nós facilitaremos e aceleraremos o processo burocrático e vamos para a frente, para a criação de empregos para Timorenses e para o desenvolvimento sustentável do nosso país.

E é isto que estamos a encorajar. Espero que esteja ciente que na economia globalizada de hoje a competição pelo investimento estrangeiro é intensa. Portanto, a criação de condições de atractividade de Timor-Leste para os investidores — nacionais e estrangeiros — constitui uma área crítica da política económica do nosso país sob a chefia de Ramos-Horta.

Infelizmente Timor-Leste foi citado num estudo do Banco Mundial nos meados do ano passado como um dos piores países do mundo para se registar uma companhia. Entre 175 países objecto do estudo, Timor-Leste está em 174, o penúltimo. Sómente o Congo é pior que nós. Na sua tomada de posse o Primeiro Ministro Ramos-Horta prometeu inverter isso imediatamente e, felizmente, passados pouco mais de seis meses muitos investidores de todo o Mundo estão a demonstrar um profundo interesse em Timor-Leste, tendo sido aprovados cerca de 30 projectos, avaliados, no seu conjunto, em mais de 180 milhões de dólares. A aprovação destes e outros projectos é muito positiva quando comparada com as aprovações nos 12 meses anteriores. De Julho de 2005 a Junho de 2006 aprovaram-se apenas 12 projectos. Desde que assumiu funções de Primeiro Ministro, Ramos-Horta considerou o investimento estrangeiro e a criação de emprego como duas das principais prioridades do país.

Igualmente para refutar a visão simplística expressa no vosso artigo, uma simples pesquisa por parte do vosso jornalista/analista verificaria que muitos destes projectos são de empresas/investidores de países da ASEAN. Alguns exemplos: da Tailândia, um projecto de biomass para fornecer electricidade para a nossa rede e biodisel para consumo local ou exportação, no valor de US$80 milhões; de Singapura, um hotel de projecção internacional em Dili, com capacidade de 250 camas, no valor de US$27.75 milhões de dólares; de Singapura e Indonésia, um projecto de agricultura no valor de US$6.35 milhões; etc, etc.

Este facto responde à pergunta “afinal, estamos ou não com todo o interesse na integração plena na ASEAN?” que o Semanário faz. Ou será que o jornalista/analista anónimo quer dar lições sobre relações internacionais ao Dr Ramos-Horta, um Prémio Nobel da Paz, um homem que passou os últimos 32 anos da sua vida plenamente envolvido em relações internacionais e que, não fosse a crise que aqui rebentou em Abril do ano passado, poderia ser hoje o Secretário-Geral das Nações Unidas?

No fim de semana houve um acontecimento importante para a diplomacia Timorense que teve origem na visão de Ramos-Horta para o seu país: Timor-Leste assinou o Tratado de Amizade e Cooperação com a ASEAN.

Nas palavras do Primeiro Ministro Ramos-Horta publicadas na mesma edicção do vosso jornal, “é um passo positivo para Timor-Leste para iniciar a sua integração política, diplomática e económica na região. Timor-Leste pertence à região do Sudoeste Asiático. Já dantes a estratégia do Governo era reforçar as nossas relações com os países vizinhos, não só com a Austrália e a Nova Zelândia mas também com a Indonésia, Malásia, Filipinas, Brunei e Myanmar, Laos, Camboja ...os 10 países pertencentes à ASEAN. As relações internacionais de Timor-Leste com estes países devem ser reforçadas e assim também com os países Europeus, e da América e América Latina, particularmente o Brasil.”

Como o Dr Ramos-Horta afirmou, em 2007 o governo vai continuar a fazer esforços para implementar a justiça, dar apoio alimentar aos pobres, abrir escolas, dar assistência de saúde e apoiar os agricultores para que a percentagem de pobreza no nosso País possa ser reduzida.

Uma área crítica da política económica do nosso país sob a chefia de Ramos-Horta para uma eficaz redução de pobreza é atrair investimentos de todo o Mundo, ‘do bloco da ASEAN, da Oceânia ou das Arábias do Kuwait' como o artigo refere ou de Portugal, ou da Rússia, ou da Patagónia.

Igualmente, e para informação do Semanário, Kuwait faz parte da Ásia.

Por fim, o artigo “Armazenamento e distribuição de combustíveis – Governo não opta por países ASEAN – Dá ao Kuwait” revela ignorância e desonestidade intelectual de quem o escreveu. Parece ter sido encomendado por algum interesse comercial.

Melhores cumprimentos ,
Cristóvão Santos
Assessor de Investimento Externo
Gabinete do Primeiro Ministro

http://www.semanario.tp/nacional%201.htm

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Editorial do Semanário na edição 144

A Arte de SaberAgradecer e Questionar

Agradecemos vivamente a carta/resposta enviada pelo Gabinete do Primeiro-Ministro, escrita e assinada pelo mui ilustre Assessor do Investimento Externo, Dr. Cristóvão Santos. Esta é a prova de que estamos a cumprir com o mais alto desígnio da Democracia que é permitir a discussão para se alcançar a luz . Este é o papel da Comunicação Social e este é o contributo que o Grupo de Média Nacional dá ao Povo na construção da Nação. A arte de pensar, analisar, questionar, duvidar, para depois sim poder acreditar, tem sido um dos motivos para a nossa existência e continuidade.

No entanto, não nos interessa responder à resposta que nos foi enviada - a qual já agradecemos - optamos sim pela afirmação do papel da comunicação social.

Não estamos, nem nunca estaremos contra o investimento externo, aliás, somos defensores de um país aberto ao mundo, a todo o mundo e sem favoritismo de espécie alguma. Nem sequer temos interesse em que a escolha recaia sobre parceiros que estrategicamente estejam próximos do bloco americano, australiano ou inglês, do russo, do chinês ou do indiano, etc. Não estamos preocupados com essas questões.

O dinheiro e conhecimento dos Kuwaitianos é bem vindo ao nosso país, assim como de todos os outros que aqui pretendam investir. Como órgão de imprensa escrita que somos temos de escrever sobre os factos. Comparar, inclusivamente, procedimentos.

Temos acompanhado este Governo tal como fizemos com o anterior. Afinal, o dia-a-dia do país tem sido a nossa vida.

Passados que estão mais de seis meses deste II Governo, é hora de se saber mais sobre as três dezenas de projectos, entretanto, aprovados.

Contudo, interessa saber também quando foram negociados. São todos da vigência do actual Governo? Nada deriva do anterior executivo? Mas como estão esses projectos em termos de execução? Em execução ou em promessa de execução? Perguntamos também, na base de que Lei e quando foi a mesma aprovada? É um feito do actual ou do anterior executivo? Quando foram criadas as instituições que tratam das questões de investimento? Nestes últimos seis meses? O país tornou-se mais atractivo externamente com a criação do cargo de assessor de Investimento Externo? Então e a TradeInvest, é um nado morto? Para trás, no defunto I Governo Constitucional, fica a história trágica e dramática do nada feito a esse nível? Terá este Governo já herdado essas condições? Quando começaram as negociações para a questão do bio gás? E, onde está o tão falado projecto Mandioca? Qual a expressão dos 180 milhões de dólares de investimento externo supostamente “aportados” ao nosso país? Quanto desse dinheiro já entrou em Timor-Leste, quais os seus reflexos até este momento? Quantos postos de trabalho foram criados à luz desses investimentos, desses tais trinta projectos?

Mas, será que todas as Leis, em torno desta questão do investimento externo, pressupõem autorização legal para constituição de empresas mistas com participação social do Governo, do Estado?

Será que em nome da celeridade este Governo conseguiu acautelar os procedimentos previstos ou a criação dos mecanismos necessários para as aparentemente anunciadas “concessões sustentáveis”? Até onde vão os poderes inerentes ao cargo de primeiro-ministro?

No caso, que hoje nos trás aqui nesta análise democrática e construtiva, da “joint venture”, nos combustíveis, armazenamento e distribuição; julgamos saber que o Estado de Timor-Leste é o principal accionista com 51 por cento nas responsabilidades e alegadamente apenas com 30 por cento nos benefícios. Quem mais ganha com este acordo? A isto não se corre o risco de se poder vir a considerar concorrência desleal promovida pelo próprio Governo? O Conselho de Ministros aprovou? O Governo da FRETILIN está consciente do precedente que se abriu? Amanhã, se a Austrália, Portugal, os países da ASEAN, a China, a Índia, os Estados Unidos da América, entre tantos outros, pretenderem as mesmas condições, estará o II Governo Constitucional preparado para aceitar este tipo de tratamento aparentemente privilegiado? Ou será uma herança para o III Governo Constitucional que aí virá?

Será que este investimento, do pequeno país do Oriente Médio, sem partidos políticos e com uma monarquia islâmica, o Kuwait – e nada temos contra o Kuwait, antes pelo contrário, pois até refinam parte do seu crude em países ASEAN - é classificado meramente no “investimento privado” por excelência, logo não precisando de concurso público internacional ou nacional? Não seria, mais fácil evoluir numa linha que segure e honre o passado como tão bem se demonstra na Lei do Fundo Petrolífero?

Há lei que enquadre a participação social do Estado numa empresa como a apresentada pelo actual executivo no armazenamento e distribuição de combustíveis? O Estado de Timor-Leste pode participar em questões que envolvam empresas criadas em regime offshore ? E participa ou não em alguma? Se participa, foi uma decisão debatida a nível do Conselho de Ministros?

Estas são questões pertinentes para o país, cabe à comunicação social fazer eco das mesmas. Trazendo à luz da discussão democrática conceitos e soluções, porquês de decisões, tudo em nome da transparência social. Quando a comunicação social desempenha o seu papel está a contribuir para o amadurecimento e fortalecimento da Democracia, não está a pretender dar lições a ninguém ou a querer retirar protagonismo seja quem for. Em Democracia a critica é sempre construtiva e ajuda-nos a crescer, a todos sem excepções, de títulos, de percurso, de raça ou de credo.

Um país que sabe, através da Comunicação Social

Um país livre opta por uma imprensa activa, liberta de preconceitos ou de amiguismos.

O jornalismo, praticado desde a primeira hora, pelo Grupo de Media Nacional, através dos seus dois jornais, tem sido de cumprimento integral da regras mais elementares do jornalismo plural, objectivo e independente. Temos uma linha editorial clara desde a primeira edição. Não perseguimos ninguém, não servimos ninguém em particular, mas o Povo em geral.

Estamos no jornalismo da construção humana. Não hesitamos em investigar seja o que for, seja quem for, dentro ou fora das nossas fronteiras, desde que esteja em causa o nosso país. Esse é o papel do JNSemanário, investigar, ir ao fundo das questões, mas até hoje temos andado apenas pela superfície. A hora é de ir mais além. Conhecer melhor os protagonistas, as suas histórias – dentro e fora das nossas fronteiras.

Para estes dois jornais, para estes jornalistas, para este corpo redactorial, só há um Timor-Leste: com a verdade, em democracia, com a pluralidade, com a diversidade política, com moral, com civismo, sem pobres, sem hipocrisia.

Para nós, não há – ao contrário de outros - culpados antes da sentença transitar em julgado.

http://www.semanario.tp/administracao.htm
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39 dias marcantes em Timor

Rádio Renascença – 19-01-2007 11:51


Chegou esta semana a Portugal a equipa do INEM que, durante mais de um mês, esteve em Timor-Leste a ajudar portugueses e timorenses.

O Instituto Nacional de Emergência Médica está integrado no contingente da GNR desde Junho e tem por principal missão dar apoio aos militares e comunidade lusa, mas pelo caminho acabaram por ajudar muitos timorenses.

Foram muitos os feitos concretizados pela equipa recém chegada, mas um ficou na memória: salvar a vida de uma criança no Dia de Natal.

“O melhor que tenho é o sorriso dele”, afirmou à Renascença Rodrigo Goraieb, o médico da equipa.

Tratou-se de uma operação delicada, feita num país onde falta quase tudo: “Não têm uma tumografia computorizada, não têm um laboratório para análises clínicas, não têm um banco de sangue confiável, não têm, não têm, não têm…”, adianta o clínico.

Durante um mês de serviço, a equipa do INEM assistiu mais de 300 portugueses e mais de 200 timorenses nos campos de deslocados – um apoio num país que tenta ganhar autonomia na área da saúde.

“Sempre que se pega num país subdesenvolvido com as condições de higiene e de pobreza como as de Timor, do ponto de vista de saúde pública significa começar pelo básico – e acho que o Governo tem isso em mente e está a fazê-lo – investir em saneamento básico, em vacinas, em clínicos gerais, e medicina familiar”, refere Rodrigo Goraieb

Foram 39 dias que fizeram a diferença.

Nos últimos sete meses, já passaram pelo território mais de duas dezenas de profissionais do Instituto Nacional de Emergência Médica.

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Dois mortos e um ferido grave

Dois ex-PNTL foram mortos esta manhã, um com uma catanada e outro a tiro, em Manumeta. A população diz que um dos mortos, João Lopes, esteve envolvido em tiroteios esta semana no bairro. Há um ferido em estado grave que está a ser operado.

Em Beto houve novos confrontos hoje de manhã.

Mais tarde, três grupos do PSHT de Dare, segundo testemunhas que os identificaram, desceram da montanha ameaçaram a população.

A polícia repeliu o ataque, mas as mulheres e crianças do bairro abandonaram as casas com medo de um ataque.

Há vários casos de apedrejamentos em diversos pontos da cidade.


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Australia to Sign UN Pact on East Timor

Australia's military and police role in East Timor will be put on a more solid footing with the signing of a new agreement with the United Nations, Foreign Minister Alexander Downer says.

Mr Downer, currently in New York, said on Saturday he had discussed with new UN Secretary-General Ban Ki-Moon the situation in East Timor, where there is a UN mission working alongside Australian and other foreign personnel.

He said Australia was about to sign a memorandum of understanding with East Timor and the UN which would formalise ties between the Australian Defence Force and other international forces commanded by the Australians and the UN deployment in East Timor.

"This will be done in the next few days," he told reporters.

Mr Downer stressed Australia had a strong relationship with the UN on the issue of Asia's youngest nation, East Timor, since 1998.

"They have done a good job there in a difficult circumstance," he said. "I said to the secretary-general I think the UN can continue to play, and must play, a very important role in mentoring and advising the East Timorese political leadership. "It's difficult for international individual governments to do that with other governments, for obvious reasons, but it's a role the UN particularly can play and is suited to."

AAP – January 19, 2007

sábado, janeiro 20, 2007

EAST TIMOR: FUGITIVE MAJOR WILL GO TO JAIL, SAYS JUSTICE MINISTER

Dili, 19 Jan. (AKI) - East Timor's minister of justice, Domingos Sarmento, has brushed off rumours of a possible 'peaceful deal' to end the saga of renegade Major Alfredo Alves Reinado, who led an uprising and is wanted by the authorities in connection with murder charges but lives peacefully in the district of Ermera, surrounded by a group of armed associates. In an interview with Adnkronos International (AKI) Sarmento said that Major Reinado, and the other 55 inmates who escaped from Dili's Becora prison, are fugitives that must be arrested and jailed.

“Major Reinado is a fugitive and the government considers him a criminal and will bring him to justice,” Sarmento told Adnkronos International on Friday. “If he is a gentleman, I appeal for him to surrender and face justice. If not, he will be captured one day. There is no mercy for him and the other inmates who escaped from prison,” he added.

Sarmento’s outburst follows weeks of semi-clandestine meetings that have seen Major Reinado talking with government representatives and members of the United Nations Integrated Mission in East Timor [UNMIT] on ways to solve the standoff peacefully.

Reached on the phone by AKI, Major Reinado rejected Justice Minister Sarmento’s conclusions and advised him to brush his knowledge of the law.

“It is better if he [Minister of Justice Domingos Sarmento] studies more about the law. His statement shows that he is not well educated. There has not been a tribunal decision on my case, so I cannot be considered a criminal,” he said from his hideout, on Friday. “As I have said repeatedly: I am innocent as long as the tribunal does not say otherwise. I have not been found guilty of murdering any one,” he added.

Major Reinado abandoned the army on 4 May 2006 to join approximately 600 former soldiers who had been dismissed two months before, after complaining of ethnic discrimination over promotions. He was then arrested for his role in the violence that ensued and accused in conjunction of the murder of five people. He escaped from prison on 30 August, 2006.

Major Reinado has stated several times that he will one day face justice for his part in the violence which has rocked the tiny Southeast Asian country since May. However, he has also stated that he does not want to be a “scapegoat” or considered the “only guilty party.”

(Fsc/Ner/Aki)
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Timor Leste Med Students to Cuba

Dili, Jan 19 (Prensa Latina) Timor Leste First Deputy Minister Rui Maria de Araujo saw off in this capital Friday 100 of 200 new students from this small Asian country to study medicine in Cuba.

This group will join 500 students who are already preparing on the island as future physicians, which is also developing in this country a humanitarian aid program with a health professional brigade.

In his speech, Araujo, also Public Health Minister, was grateful to President Fidel Castro for such a beautiful gesture of solidarity and exhorted Timor Leste students to study to get good results.

According to the teaching plan sponsored and financed by Cuba, Timor Leste will have a new generation of medical sciences experts by 2012.

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Notícias - traduzidas pela Margarida


TIMOR-LESTE: NÃO ME ENCONTRAREI COM O TRAIDOR MAJOR RENAIDO, DIZ O PRIMEIRO-MINISTRO

Dili, 18 Jan. (AKI) – O primeiro-ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta disse que não se encontrará com o traidor Major Alfredo Reinado Alves porque não quer que as pessoas pensem que protege um criminoso. Numa entrevista ao vivo com a Adnkronos International (AKI) o laureado do Nobel da paz disse que só apertará as mãos a Reinado uma vez que o procedimento legal contra ele esteja completado.

“No momento não tenho qualquer plano ou tempo para me encontrar com Alfredo Reinado. Deixo este caso ser gerido pelo processo judicial. Depois veremos. Não quero que as pessoas me ofendam e me digam que estou a proteger um criminoso,” disse Ramos-Horta.

O Major Reinado abandonou as forças armadas em 4 de Maio de 2006 para se juntar a cerca de 600 antigos soldados que tinham sido despedidos em Março de 2006 depois de se queixar de discriminações étnicas sobre promoções.

O despedimento desencadeou confrontos à escala nacional numa crise que deixou 37 pessoas mortas, forçou 155,000 a fugirem das suas casas, derrubou o governo do antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, e resultou no destacamento de tropas lideradas pelos Australianos para a pequena nação do Sudeste Asiático.

Preso pelo seu papel na violência e acusado em conjunção do homicídio de cinco pessoas, Reinado fugiu da prisão em 30 de Agosto.

Horta tem repetidamente declarado que quer resolver a "questão Reinado " pacificamente. Para isso já se realizaram vários encontros. Reinado encontrou-se com o Chefe das Forças Armadas Brigadeiro Taur Matan Ruak durante um encontro de 30-minutos, à porta fechada em 21 de Dezembro.

Também, alcançado ao telefone pela AKI, Reinado confirmou que se tinha encontrado com representantes da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste [UNMIT], o Parlamento Nacional, o governo e representantes da III região em Ermera, o distrito onde reside correntemente.

“Os encontros foram para encontrar uma solução para a crise que emergiu no país,” disse Reinado à AKI. “O que quero e desejo é procurar a verdade e justiça,” acrescentou.

Perguntado se planeia encontrar-se com Horta, o Major Reinado disse que gostaria.

“Havia um plano para vir a Dili e encontrar-me com o nosso Primeiro-Ministro Horta alguns dias atrás mas, infelizmente, isso não aconteceu pois o primeiro-ministro não tem tempo. Por isso, estou ainda à espera d um sinal do gabinete de Horta,” disse.

(Fsc/Ner/Aki)

***

Crueldade e xenofobia agitam e envergonham o país da sorte

A regressão social e o agitar de bandeira promovido pelo primeiro-ministro neo-conservador da Austrália podem descolar em Guantánamo

John Pilger
Sexta-feira Janeiro 19, 2007
The Guardian

O escritor Australiano Donald Horne deu por ironia o título do seu famoso, O País da Sorte. "A Austrália é o país da sorte dirigido por gente de segunda categoria que partilha a sua sorte," lamentou em 1964, descrevendo muita da elite Australiana como não sendo original para sempre, obcecada pela raça e escrava do poder imperial e das suas guerras.

Desde as aventuras pelo ópio da Grã-Bretanha até ao travestismo actual da América no Iraque, os Australianos têm sido enviados para lutar povos de locais longínquos com quem nunca tiveram qualquer zanga e que nunca representaram qualquer ameaça de invasão. Ao crescer, garantiram-me que era uma " tradição sagrada".

Mas depois foi “descoberta” uma outra Austrália. O único morto de guerra que os Australianos nunca choraram estava precisamente debaixo dos seus narizes: o do notável povo indígena que tinha tido a propriedade e que tinha tratado esta terra antiga durante milhares de anos, e depois lutou e morreu na sua defesa quando os Britânicos a invadiram. Numa terra cheia de memoriais, nenhum deles os lembra.

Para muitos brancos, o acordar foi rude; para outros foi chocante. Nos anos 70s, graças largamente ao breve, bravo e contestado governo Trabalhista de Gough Whitlam, as universidades abriram os seus estudos a essas heresias e os seus portões a uma sociedade Mark Twain uma vez identificada como "quase totalmente povoada pelas ordens inferiores ". Uma história secreta revelou que, muito antes do resto do mundo ocidental, os trabalhadores Australianos tinham lutado e conquistado por salários mínimos, as oito horas de trabalho, pensões, benefícios para as crianças e o voto para as mulheres.

E agora há uma surpreendente diversidade étnica, e isso aconteceu como por defeito: simplesmente não houve britânicos suficientes e "bálticos de olho-azul " que quiseram vir.

A Austrália não é notícia muitas vezes, aparte o cricket e os incêndios florestais. É uma pena, porque a regressão desta social democracia para um Estado de medo fabricado e de xenofobia é um caso de estudo para todas as sociedades que querem ser livres. No poder há mais de uma década, o primeiro-ministro Liberal, John Howard, vem dos alcances exteriores dos “neoconservadores” da Austrália. Em 1988 anunciou que um futuro governo liderado por ele perseguiria “Uma Política da Austrália”, um precursor do partido Uma Nação da infame Pauline Hanson, cujos alvos foram Australianos negros e migrantes. Os alvos de Howard têm sido similares. Um dos seus primeiros actos como primeiro-ministro foi cortar $A400m do orçamento dos assuntos dos Aborígines. "O politicamente correcto," disse, "foi longe demais."

Hoje, os negros Australianos têm ainda uma das mais baixas esperanças de vida no mundo, e as suas (condições de) saúde são as piores no mundo. Uma doença (que se pode) totalmente prever, o tracoma - derrotada em muitos países pobres - ainda cega muitos por causa das suas horrorosas condições de vida. O empobrecimento das comunidades negras, que pouco tenho visto mudar ao longo dos anos, foi descrita em 2006 pela Save the Children como "algumas das piores que temos visto no nosso trabalho através de todo o mundo ". Em vez do respeito político na forma de uma lei nacional dos direitos da terra, lançou-se uma guerra de atrito legal contra os Aborígines; e as epidemias e os suicídios dos negros continuam.

Howard rejubila na sua promoção de "valores Australianos " - uma cocofonia muito Australiana dos adocicados valores dos poderes estrangeiros. O xuxu de um grupo de supremacistas brancos que borboleteiam na imprensa dominada por Murdoch e nas programas de conversas de rádio, o primeiro-ministro usou acólitos para atacar a "visão da história das bandas de ajuda dos negros", como se não tivesse acontecido o assassínio em massa e a resistência dos indígenas Australianos. O grande historiador Henry Reynolds, autor de O Outro Lado da Fronteira, foi perfeitamente difamado, ao lado doutros revisionistas. Em 2005 Andrew Jaspan, um Britânico acabado de ser nomeado editor do Age de Melbourne, foi sujeito a uma campanha viciosa dos neoconservadores que o acusaram de "reduzir" o Age a "um outro Guardian".

O agitar da bandeira e um hipócrita nacionalismo exacerbado de mão-no-coração, acerca do qual os Australianos cépticos tempos atrás sentiam uma ambivalência saudável, são agora comportamentos padrão em eventos desportivos e noutros eventos públicos. Servem para preparar os Australianos para a renovação do militarismo e da guerra, conforme ordenado pela administração Bush e para esconder ataques à comunidade muçulmana da Austrália. Fala e podes infringir uma lei de sedição de 2005 feita para intimidar com a ameaça de prisão até sete anos. Uma vez descrito nos media como o “vice-sheriff” de Bush, Howard não objectou quando Bush, sabendo disso, o promoveu a "sheriff para o Sudeste da Ásia ".

Como um mini-Blair, enviou tropas e polícias federais para as Ilhas Salomão, Tonga, Papua Nova Guiné e Timor-Leste. No novo independente Timor-Leste, onde o governo Australiano colaborou com os 23 anos de ocupação sangrenta da Indonésia, a "mudança de regime " foi efectivamente executada no ano passado com a resignação do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, que teve a ousadia de se opor à exploração unilateral de Canberra dos recursos do petróleo e do gás do seu país.

Contudo, é um homem, David Hicks, um perdedor espectacular na nova Austrália, quem agora ameaça a face "sortuda" de Howard. Hicks foi encontrado entre os Taliban no Afeganistão em 2001 e vendido como prémio aos Americanos pelos senhores da guerra apoiados pela CIA. Passou mais de cinco anos na Baía de Guantánamo, incluindo oito meses numa cela sem luz solar. Foi torturado, e nunca foi acusado de qualquer crime. Howard e o seu Procurador-Geral, Philip Ruddock, recusaram mesmo pedir a repatriação de Hicks, como é seu direito constitucional, visto que não há leis Australianas sob as quais Hicks pode ser acusado. A crueldade deles é de tirar a respiração.

Uma campanha persistente feita pelo seu pai, Terry, desencadeou uma espécie de vergonha pública que está a crescer. Isto já aconteceu antes na Austrália, como quando da marcha de um milhão de pessoas através da Ponte do Porto de Sydney exigindo justiça para os negros Australianos, e a corajosa acção directa dos jovens que forçaram o encerramento do conhecido campo de detenção em áreas distantes para refugiados ilegais, com as suas celas de isolamento, spray de pimenta e tareias. Os que procuram asilo apanhados nos seus barcos a meter água pela sempre-vigilante Força de Defesa Australiana são agora encarcerados atrás de vedações eléctricas na pequeníssima Ilha de Natal a mais de 1,000 milhas do país da sorte.

Howard não enfrenta nenhuma oposição real do partido trabalhista complacente. Os sindicatos, enfrentando um recuo da história orgulhosa dos direitos dos trabalhadores da Austrália e com cerca de 43% de desemprego juvenil, mexeram-se e encheram as ruas. Mas talvez algo de mais alargado e profundo está a vir de uma nação cuja auto-imagem mais duradoura e melancólica é a de caçadores de coelhos desobedientes. Durante a recente série das Ashes, Ian Chappell, um dos capitães de cricket mais admirados da Austrália, abandonou a caixa de comentários quando Howard entrou. Depois de ter visto com os próprios olhos as condições numa prisão de refugiados, Chappell disse: "Estes são seres humanos e simplesmente não podem ser tratados assim ... no paleio do cricket era como fazer batota. Estão a roubar-lhes uma oportunidade justa."

***

Apoio da Defesa aérea dá voz sobre satélite
LinuxWorld - 18/01/2007 16:54:10

Rodney Gedda

As organizações que apoiam as operações do Departamento da Defesa em Dili, Timor-Leste, podem agora ter acesso a serviços de voz para a Austrália com ligações a informações de satélite com um acordo entre a MyNetFone e a Ursys.

O centro de comando logístico que está localizado no interior do complexo da Força de Defesa Australiana no aeroporto de Dili pode agora fazer chamadas da MyNetFone VoIP via conexão de satélite disponibilizada pelas rotas com base na Ursys' Linux. O Director de Gestão da MyNetFone, Andy Fung disse que a Ursys já conectou todos os maiores teleportos a operar na Austrália ao serviço da MyNetFone que fornece serviço de chamadas de voz de qualidade comercial de qualquer local no raio da pegada do satélite cobrindo a Austrália, Nova Zelândia e o Sudeste da Ásia.

A URSYS escolheu a NEWSAT para fornecer espaço do satélite para esta iniciativa.

O director do desenvolvimento comercial da Ursys, Garry Millar, disse que um cliente é uma companhia de logística de serviço aéreo que fornece "apoio essencial " à presença Australiana em Timor-Leste. O CEO da Ursys, Grahame Cover, disse que para dirigir serviços de voz de qualidade comercial via satélite, o pacote da voz precisa de ser comprimido e priorizado através de canal seguro de volta à plataforma da MyNetFone.

"Isto tem o bónus adicional de perda zero de percepção e de congestão de baixo tráfico resultando em chamadas de qualidade comercial," disse.

***

A Austrália aumenta a ajuda para Timor-Leste
The Age
Janeiro 19, 2007 - 12:10PM

O governo Australiano comprometeu $2 milhões extra para ajuda humanitária em Timor-Leste.

O Ministro dos Estrangeiros Alexander Downer disse que o financiamento extra eleva o total do compromisso do governo para $10 milhões desde o desassossego no país no ano passado.

O novo dinheiro ajudará cerca de 20,000 deslocados em Timor-Leste.

"Grupos vulneráveis tais como grávidas, mães lactantes e crianças com pouco peso serão os maiores beneficiários da nossa assistência, a ser distribuída em cinco distritos através do programa de nutrição do Governo de Timor-Leste," disse o Sr Downer numa declaração.

Cerca de $1 milhão irá para a Oxfam para melhorar (o serviço) de água e sanidade para reduzir a incidência de doenças nascidas da água como a malária e a febre de dengue durante a corrente estação das chuvas.

O Programa Mundial da Alimentação receberá ainda $1 milhão para facilitar a corrente falta de alimentação em Timor-Leste.

A jovem nação caiu no caos em Abril e Maio últimos depois do despedimento de 600 soldados pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Facções rivais da polícia e das forças armadas lutaram nas ruas e os confrontos espalharam-se depois em lutas de gangs, pilhagens e fogos-postos.

Pelo menos 37 pessoas foram mortas e mais de 150,000 fugiram das suas casas na capital Dili.

***

Documentos desclassificados, um fundo da política de Indonésia de Canberra
The Jakarta Post

S.P. Seth, Sydney

A recente liberação de documentos de 1976 do Gabinete (do governo), trinta anos depois fazem luz interessante sobre a política da Austrália em Timor-Leste nos meses que se seguiram à incorporação da (antiga) colónia Portuguesa na Indonésia. E dá-nos um melhor entendimento da política Indonésia de Canberra.
Mas (vamos) primeiro aos papéis do Gabinete de 1976, com extractos publicados na imprensa Australiana relacionados com Timor-Leste. O que salta desses papéis é que Canberra não tinha qualquer objecção à incorporação de Timor-Leste na Indonésia, mas que teria gostado que isso envolvesse um processo de auto-determinação. Mas dado que Jacarta já tinha avançado militarmente, Canberra vivia bem com isso.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos tinham expressado a compreensão com a compulsão da Indonésia na questão ao mais alto nível durante a breve visita do Presidente Gerald Ford em Dezembro de 1975 a Jacarta.

Como Andrew Peacock, então ministro dos estrangeiros, argumentou num documento de submissão do Gabinete, "Não há nenhum interesse nacional Australiano tangível i.e. de segurança ou comércio, envolvido directamente em Timor-Leste. Se alguma, a preferência estratégica será pela integração..."; sendo esses anos da Guerra Fria.
E um comité de defesa de alto nível avisou contra a “liderança de linha dura” da Fretilin e as suas ligações com "elementos radicais internacionais", se Timor-Leste se tornasse independente sob o seu controlo.

Disse em Fevereiro de 1976, "a Indonésia é um poder com potencial a longo prazo para um assalto significativo contra a Austrália." Noutras palavras, porque aborrecer um vizinho potencialmente poderoso quando Canberra não podia ter influenciado a sua política sobre Timor-Leste de modo algum.

Como elaborava o relatório: "Tentativas de negar à Indonésia o seu objectivo (de integrar Timor-Leste) e assegurar a sua co-operação de uma retirada militar de Timor-Leste e num acto genuíno de auto-determinação são por isso prováveis de encontrar políticas teimosas e dificuldades práticas que no fim se provem fúteis."

Para ênfase adicional, uma revisão da estratégia de defesa aponta, "Dado que a alternativa é essencialmente um Estado fraco, aberto à interferência do exterior, o interesse da defesa é servido pela incorporação de Timor-Leste na Indonésia."

Estas formulações da época, sobre a política da Indonésia em Timor-Leste dizem muito sobre a perspectiva da Austrália no seu vizinho grande do norte. Que significam que como a Indonésia é um vizinho grande e potencialmente poderoso, e podia ser uma ameaça séria para a segurança da Austrália, precisará de ser gerido com cuidado.
Este tem sido um elemento central da política Indonésia da Austrália desde meados dos anos 70’s. Como Timor-Leste tinha o potencial de se tornar uma questão conflituosa, Canberra, algumas vezes, saiu do seu caminho para acomodar as sensibilidades Indonésias. Ajudou, ainda, que os interesses estratégicos Indonésios e Australianos na questão fossem, mais ou menos, similares.

Em tempo a Austrália reconheceu a soberania da Indonésia sobre Timor-Leste. Desde então, as relações políticas entre os dois países continuaram a expandir-se, reforçaram-se mais com o pacto de defesa de 1995. Isto deu à relação uma dimensão de segurança, possibilitando a Canberra criar uma rede de laços políticos e militares.

Canberra tinha aparentemente chegado à conclusão que o sistema político autoritário da Indonésia viera para ficar com Soeharto, e que as suas forças militares teriam ainda mais peso em qualquer ordem pós-Soeharto. Daí, a necessidade para Canberra criar uma rede de relações ao nível de topo político e militar para o futuro previsto.

Mas o inesperado aconteceu no princípio do derretimento económico na Ásia que afectou seriamente a Indonésia, criando assim uma situação política insustentável para os autocratas Indonésios. Com a Guerra Fria já terminada, Soeharto deixou de ter benfeitores no Ocidente e o Fundo Monetário Internacional não estava a ajudar.

A resignação de Soeharto em 1998 criou uma situação extremamente fluida, com o seu sucessor, Habibie, e empurrar um referendo sobre Timor-Leste.

Que a Indonésia perdeu em 1999, criando uma crise séria nas relações com a Austrália. O comportamento triunfal da Austrália, do tipo de uma vitória militar, e o tom moral superior parecerem uma traição política a muitos Indonésios; depois de todos terem por dentro apoiado a soberania Indonésia sobre Timor-Leste.

Timor-Leste, que tinha sido um factor fortificante nas relações entre a Indonésia e a Austrália desde os meados dos anos 70’s, criou agora uma ruptura séria entre os dois países no final dos anos noventa.

E foi só depois do tsunami que destruiu Aceh, quando a Austrália prestou uma assistência generosa, que as relações começaram a recuperar. A visita do Presidente Susilo Bambang Yudhoyono à Austrália, logo depois do desastre do tsunami, pareceu ter criado uma nova aurora.

Mas quando Canberra deu estatuto de asilo político a Papuanos, alguns deles activistas políticos, isso trouxe de volta as más memórias da Indonésia sobre a “traição” de Canberra sobre Timor-Leste.

O Tratado de Lombok recentemente assinado, criou uma moldura para a cooperação de segurança entre os dois países, é uma tentativa para reacender o velho fervor.

A Austrália comprometeu-se a não encorajar ou apoiar "nenhuma pessoa ou entidade que constitua uma ameaça para " a integridade territorial da Indonésia. Por outras palavras, está comprometida com a soberania Indonésia sobre a Papua, a questão mais importante para o governo Indonésio.

Como Timor-Leste nos anos 70’s quando a Guerra Fria criou uma convergência estratégica entre a Austrália/Estados Unidos e a Indonésia como (é) revelado pelos documentos do Gabinetes, a ameaça do terrorismo é uma importante preocupação partilhada. O tratado de segurança diz que os dois países farão "tudo o que for possível individualmente e conjuntamente para irradicar o terrorismo internacional e o extremismo."

As credenciais anti-terrorismo do Presidente Yudhoyono são impecáveis e isto é muito importante considerando que a Indonésia experimentou actos terroristas terríveis como as explosões de Bali. Tais interesses partilhados para combaterem o terrorismo global deram uma base sólida para criar relações duradouras entre os dois países.

Mas sem uma relação multifacetada através de assuntos imediatos e de preocupações, os laços Indonésia-Austrália permanecerão sempre propensos a choques sísmicos de tipo político.

O escritor é um escritor por conta própria com base em Sydney e pode ser contactado em SushilPSeth@aol.com.

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A Austrália oferece $2m em ajuda para Timor-Leste
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007. 12:14pm (AEDT)

O Governo Federal dará $2 milhões extra em ajuda a Timor-Leste

O dinheiro será usado para combater doenças provocadas por água como a malária e dar alimentação a pessoas que deixaram as suas casas durante a violência no ano passado.

A Oxfam e o Programa de Alimentação Mundial receberão ambos $1 milhão para dar assistência.
A Austrália deu $10 milhões em ajuda humanitária para Timor-Leste desde a crise do ano passado.

Notícias - traduzidas pela Margarida


TIMOR-LESTE: NÃO ME ENCONTRAREI COM O TRAIDOR MAJOR RENAIDO, DIZ O PRIMEIRO-MINISTRO

Dili, 18 Jan. (AKI) – O primeiro-ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta disse que não se encontrará com o traidor Major Alfredo Reinado Alves porque não quer que as pessoas pensem que protege um criminoso. Numa entrevista ao vivo com a Adnkronos International (AKI) o laureado do Nobel da paz disse que só apertará as mãos a Reinado uma vez que o procedimento legal contra ele esteja completado.

“No momento não tenho qualquer plano ou tempo para me encontrar com Alfredo Reinado. Deixo este caso ser gerido pelo processo judicial. Depois veremos. Não quero que as pessoas me ofendam e me digam que estou a proteger um criminoso,” disse Ramos-Horta.

O Major Reinado abandonou as forças armadas em 4 de Maio de 2006 para se juntar a cerca de 600 antigos soldados que tinham sido despedidos em Março de 2006 depois de se queixar de discriminações étnicas sobre promoções.

O despedimento desencadeou confrontos à escala nacional numa crise que deixou 37 pessoas mortas, forçou 155,000 a fugirem das suas casas, derrubou o governo do antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri, e resultou no destacamento de tropas lideradas pelos Australianos para a pequena nação do Sudeste Asiático.

Preso pelo seu papel na violência e acusado em conjunção do homicídio de cinco pessoas, Reinado fugiu da prisão em 30 de Agosto.

Horta tem repetidamente declarado que quer resolver a "questão Reinado " pacificamente. Para isso já se realizaram vários encontros. Reinado encontrou-se com o Chefe das Forças Armadas Brigadeiro Taur Matan Ruak durante um encontro de 30-minutos, à porta fechada em 21 de Dezembro.

Também, alcançado ao telefone pela AKI, Reinado confirmou que se tinha encontrado com representantes da Missão Integrada da ONU em Timor-Leste [UNMIT], o Parlamento Nacional, o governo e representantes da III região em Ermera, o distrito onde reside correntemente.

“Os encontros foram para encontrar uma solução para a crise que emergiu no país,” disse Reinado à AKI. “O que quero e desejo é procurar a verdade e justiça,” acrescentou.

Perguntado se planeia encontrar-se com Horta, o Major Reinado disse que gostaria.

“Havia um plano para vir a Dili e encontrar-me com o nosso Primeiro-Ministro Horta alguns dias atrás mas, infelizmente, isso não aconteceu pois o primeiro-ministro não tem tempo. Por isso, estou ainda à espera d um sinal do gabinete de Horta,” disse.

(Fsc/Ner/Aki)

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Crueldade e xenofobia agitam e envergonham o país da sorte

A regressão social e o agitar de bandeira promovido pelo primeiro-ministro neo-conservador da Austrália podem descolar em Guantánamo

John Pilger
Sexta-feira Janeiro 19, 2007
The Guardian

O escritor Australiano Donald Horne deu por ironia o título do seu famoso, O País da Sorte. "A Austrália é o país da sorte dirigido por gente de segunda categoria que partilha a sua sorte," lamentou em 1964, descrevendo muita da elite Australiana como não sendo original para sempre, obcecada pela raça e escrava do poder imperial e das suas guerras.

Desde as aventuras pelo ópio da Grã-Bretanha até ao travestismo actual da América no Iraque, os Australianos têm sido enviados para lutar povos de locais longínquos com quem nunca tiveram qualquer zanga e que nunca representaram qualquer ameaça de invasão. Ao crescer, garantiram-me que era uma " tradição sagrada".

Mas depois foi “descoberta” uma outra Austrália. O único morto de guerra que os Australianos nunca choraram estava precisamente debaixo dos seus narizes: o do notável povo indígena que tinha tido a propriedade e que tinha tratado esta terra antiga durante milhares de anos, e depois lutou e morreu na sua defesa quando os Britânicos a invadiram. Numa terra cheia de memoriais, nenhum deles os lembra.

Para muitos brancos, o acordar foi rude; para outros foi chocante. Nos anos 70s, graças largamente ao breve, bravo e contestado governo Trabalhista de Gough Whitlam, as universidades abriram os seus estudos a essas heresias e os seus portões a uma sociedade Mark Twain uma vez identificada como "quase totalmente povoada pelas ordens inferiores ". Uma história secreta revelou que, muito antes do resto do mundo ocidental, os trabalhadores Australianos tinham lutado e conquistado por salários mínimos, as oito horas de trabalho, pensões, benefícios para as crianças e o voto para as mulheres.

E agora há uma surpreendente diversidade étnica, e isso aconteceu como por defeito: simplesmente não houve britânicos suficientes e "bálticos de olho-azul " que quiseram vir.

A Austrália não é notícia muitas vezes, aparte o cricket e os incêndios florestais. É uma pena, porque a regressão desta social democracia para um Estado de medo fabricado e de xenofobia é um caso de estudo para todas as sociedades que querem ser livres. No poder há mais de uma década, o primeiro-ministro Liberal, John Howard, vem dos alcances exteriores dos “neoconservadores” da Austrália. Em 1988 anunciou que um futuro governo liderado por ele perseguiria “Uma Política da Austrália”, um precursor do partido Uma Nação da infame Pauline Hanson, cujos alvos foram Australianos negros e migrantes. Os alvos de Howard têm sido similares. Um dos seus primeiros actos como primeiro-ministro foi cortar $A400m do orçamento dos assuntos dos Aborígines. "O politicamente correcto," disse, "foi longe demais."

Hoje, os negros Australianos têm ainda uma das mais baixas esperanças de vida no mundo, e as suas (condições de) saúde são as piores no mundo. Uma doença (que se pode) totalmente prever, o tracoma - derrotada em muitos países pobres - ainda cega muitos por causa das suas horrorosas condições de vida. O empobrecimento das comunidades negras, que pouco tenho visto mudar ao longo dos anos, foi descrita em 2006 pela Save the Children como "algumas das piores que temos visto no nosso trabalho através de todo o mundo ". Em vez do respeito político na forma de uma lei nacional dos direitos da terra, lançou-se uma guerra de atrito legal contra os Aborígines; e as epidemias e os suicídios dos negros continuam.

Howard rejubila na sua promoção de "valores Australianos " - uma cocofonia muito Australiana dos adocicados valores dos poderes estrangeiros. O xuxu de um grupo de supremacistas brancos que borboleteiam na imprensa dominada por Murdoch e nas programas de conversas de rádio, o primeiro-ministro usou acólitos para atacar a "visão da história das bandas de ajuda dos negros", como se não tivesse acontecido o assassínio em massa e a resistência dos indígenas Australianos. O grande historiador Henry Reynolds, autor de O Outro Lado da Fronteira, foi perfeitamente difamado, ao lado doutros revisionistas. Em 2005 Andrew Jaspan, um Britânico acabado de ser nomeado editor do Age de Melbourne, foi sujeito a uma campanha viciosa dos neoconservadores que o acusaram de "reduzir" o Age a "um outro Guardian".

O agitar da bandeira e um hipócrita nacionalismo exacerbado de mão-no-coração, acerca do qual os Australianos cépticos tempos atrás sentiam uma ambivalência saudável, são agora comportamentos padrão em eventos desportivos e noutros eventos públicos. Servem para preparar os Australianos para a renovação do militarismo e da guerra, conforme ordenado pela administração Bush e para esconder ataques à comunidade muçulmana da Austrália. Fala e podes infringir uma lei de sedição de 2005 feita para intimidar com a ameaça de prisão até sete anos. Uma vez descrito nos media como o “vice-sheriff” de Bush, Howard não objectou quando Bush, sabendo disso, o promoveu a "sheriff para o Sudeste da Ásia ".

Como um mini-Blair, enviou tropas e polícias federais para as Ilhas Salomão, Tonga, Papua Nova Guiné e Timor-Leste. No novo independente Timor-Leste, onde o governo Australiano colaborou com os 23 anos de ocupação sangrenta da Indonésia, a "mudança de regime " foi efectivamente executada no ano passado com a resignação do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, que teve a ousadia de se opor à exploração unilateral de Canberra dos recursos do petróleo e do gás do seu país.

Contudo, é um homem, David Hicks, um perdedor espectacular na nova Austrália, quem agora ameaça a face "sortuda" de Howard. Hicks foi encontrado entre os Taliban no Afeganistão em 2001 e vendido como prémio aos Americanos pelos senhores da guerra apoiados pela CIA. Passou mais de cinco anos na Baía de Guantánamo, incluindo oito meses numa cela sem luz solar. Foi torturado, e nunca foi acusado de qualquer crime. Howard e o seu Procurador-Geral, Philip Ruddock, recusaram mesmo pedir a repatriação de Hicks, como é seu direito constitucional, visto que não há leis Australianas sob as quais Hicks pode ser acusado. A crueldade deles é de tirar a respiração.

Uma campanha persistente feita pelo seu pai, Terry, desencadeou uma espécie de vergonha pública que está a crescer. Isto já aconteceu antes na Austrália, como quando da marcha de um milhão de pessoas através da Ponte do Porto de Sydney exigindo justiça para os negros Australianos, e a corajosa acção directa dos jovens que forçaram o encerramento do conhecido campo de detenção em áreas distantes para refugiados ilegais, com as suas celas de isolamento, spray de pimenta e tareias. Os que procuram asilo apanhados nos seus barcos a meter água pela sempre-vigilante Força de Defesa Australiana são agora encarcerados atrás de vedações eléctricas na pequeníssima Ilha de Natal a mais de 1,000 milhas do país da sorte.

Howard não enfrenta nenhuma oposição real do partido trabalhista complacente. Os sindicatos, enfrentando um recuo da história orgulhosa dos direitos dos trabalhadores da Austrália e com cerca de 43% de desemprego juvenil, mexeram-se e encheram as ruas. Mas talvez algo de mais alargado e profundo está a vir de uma nação cuja auto-imagem mais duradoura e melancólica é a de caçadores de coelhos desobedientes. Durante a recente série das Ashes, Ian Chappell, um dos capitães de cricket mais admirados da Austrália, abandonou a caixa de comentários quando Howard entrou. Depois de ter visto com os próprios olhos as condições numa prisão de refugiados, Chappell disse: "Estes são seres humanos e simplesmente não podem ser tratados assim ... no paleio do cricket era como fazer batota. Estão a roubar-lhes uma oportunidade justa."

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Apoio da Defesa aérea dá voz sobre satélite
LinuxWorld - 18/01/2007 16:54:10

Rodney Gedda

As organizações que apoiam as operações do Departamento da Defesa em Dili, Timor-Leste, podem agora ter acesso a serviços de voz para a Austrália com ligações a informações de satélite com um acordo entre a MyNetFone e a Ursys.

O centro de comando logístico que está localizado no interior do complexo da Força de Defesa Australiana no aeroporto de Dili pode agora fazer chamadas da MyNetFone VoIP via conexão de satélite disponibilizada pelas rotas com base na Ursys' Linux. O Director de Gestão da MyNetFone, Andy Fung disse que a Ursys já conectou todos os maiores teleportos a operar na Austrália ao serviço da MyNetFone que fornece serviço de chamadas de voz de qualidade comercial de qualquer local no raio da pegada do satélite cobrindo a Austrália, Nova Zelândia e o Sudeste da Ásia.

A URSYS escolheu a NEWSAT para fornecer espaço do satélite para esta iniciativa.

O director do desenvolvimento comercial da Ursys, Garry Millar, disse que um cliente é uma companhia de logística de serviço aéreo que fornece "apoio essencial " à presença Australiana em Timor-Leste. O CEO da Ursys, Grahame Cover, disse que para dirigir serviços de voz de qualidade comercial via satélite, o pacote da voz precisa de ser comprimido e priorizado através de canal seguro de volta à plataforma da MyNetFone.

"Isto tem o bónus adicional de perda zero de percepção e de congestão de baixo tráfico resultando em chamadas de qualidade comercial," disse.

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A Austrália aumenta a ajuda para Timor-Leste
The Age
Janeiro 19, 2007 - 12:10PM

O governo Australiano comprometeu $2 milhões extra para ajuda humanitária em Timor-Leste.

O Ministro dos Estrangeiros Alexander Downer disse que o financiamento extra eleva o total do compromisso do governo para $10 milhões desde o desassossego no país no ano passado.

O novo dinheiro ajudará cerca de 20,000 deslocados em Timor-Leste.

"Grupos vulneráveis tais como grávidas, mães lactantes e crianças com pouco peso serão os maiores beneficiários da nossa assistência, a ser distribuída em cinco distritos através do programa de nutrição do Governo de Timor-Leste," disse o Sr Downer numa declaração.

Cerca de $1 milhão irá para a Oxfam para melhorar (o serviço) de água e sanidade para reduzir a incidência de doenças nascidas da água como a malária e a febre de dengue durante a corrente estação das chuvas.

O Programa Mundial da Alimentação receberá ainda $1 milhão para facilitar a corrente falta de alimentação em Timor-Leste.

A jovem nação caiu no caos em Abril e Maio últimos depois do despedimento de 600 soldados pelo então primeiro-ministro Mari Alkatiri.

Facções rivais da polícia e das forças armadas lutaram nas ruas e os confrontos espalharam-se depois em lutas de gangs, pilhagens e fogos-postos.

Pelo menos 37 pessoas foram mortas e mais de 150,000 fugiram das suas casas na capital Dili.

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Documentos desclassificados, um fundo da política de Indonésia de Canberra
The Jakarta Post

S.P. Seth, Sydney

A recente liberação de documentos de 1976 do Gabinete (do governo), trinta anos depois fazem luz interessante sobre a política da Austrália em Timor-Leste nos meses que se seguiram à incorporação da (antiga) colónia Portuguesa na Indonésia. E dá-nos um melhor entendimento da política Indonésia de Canberra.
Mas (vamos) primeiro aos papéis do Gabinete de 1976, com extractos publicados na imprensa Australiana relacionados com Timor-Leste. O que salta desses papéis é que Canberra não tinha qualquer objecção à incorporação de Timor-Leste na Indonésia, mas que teria gostado que isso envolvesse um processo de auto-determinação. Mas dado que Jacarta já tinha avançado militarmente, Canberra vivia bem com isso.

Ao mesmo tempo, os Estados Unidos tinham expressado a compreensão com a compulsão da Indonésia na questão ao mais alto nível durante a breve visita do Presidente Gerald Ford em Dezembro de 1975 a Jacarta.

Como Andrew Peacock, então ministro dos estrangeiros, argumentou num documento de submissão do Gabinete, "Não há nenhum interesse nacional Australiano tangível i.e. de segurança ou comércio, envolvido directamente em Timor-Leste. Se alguma, a preferência estratégica será pela integração..."; sendo esses anos da Guerra Fria.
E um comité de defesa de alto nível avisou contra a “liderança de linha dura” da Fretilin e as suas ligações com "elementos radicais internacionais", se Timor-Leste se tornasse independente sob o seu controlo.

Disse em Fevereiro de 1976, "a Indonésia é um poder com potencial a longo prazo para um assalto significativo contra a Austrália." Noutras palavras, porque aborrecer um vizinho potencialmente poderoso quando Canberra não podia ter influenciado a sua política sobre Timor-Leste de modo algum.

Como elaborava o relatório: "Tentativas de negar à Indonésia o seu objectivo (de integrar Timor-Leste) e assegurar a sua co-operação de uma retirada militar de Timor-Leste e num acto genuíno de auto-determinação são por isso prováveis de encontrar políticas teimosas e dificuldades práticas que no fim se provem fúteis."

Para ênfase adicional, uma revisão da estratégia de defesa aponta, "Dado que a alternativa é essencialmente um Estado fraco, aberto à interferência do exterior, o interesse da defesa é servido pela incorporação de Timor-Leste na Indonésia."

Estas formulações da época, sobre a política da Indonésia em Timor-Leste dizem muito sobre a perspectiva da Austrália no seu vizinho grande do norte. Que significam que como a Indonésia é um vizinho grande e potencialmente poderoso, e podia ser uma ameaça séria para a segurança da Austrália, precisará de ser gerido com cuidado.
Este tem sido um elemento central da política Indonésia da Austrália desde meados dos anos 70’s. Como Timor-Leste tinha o potencial de se tornar uma questão conflituosa, Canberra, algumas vezes, saiu do seu caminho para acomodar as sensibilidades Indonésias. Ajudou, ainda, que os interesses estratégicos Indonésios e Australianos na questão fossem, mais ou menos, similares.

Em tempo a Austrália reconheceu a soberania da Indonésia sobre Timor-Leste. Desde então, as relações políticas entre os dois países continuaram a expandir-se, reforçaram-se mais com o pacto de defesa de 1995. Isto deu à relação uma dimensão de segurança, possibilitando a Canberra criar uma rede de laços políticos e militares.

Canberra tinha aparentemente chegado à conclusão que o sistema político autoritário da Indonésia viera para ficar com Soeharto, e que as suas forças militares teriam ainda mais peso em qualquer ordem pós-Soeharto. Daí, a necessidade para Canberra criar uma rede de relações ao nível de topo político e militar para o futuro previsto.

Mas o inesperado aconteceu no princípio do derretimento económico na Ásia que afectou seriamente a Indonésia, criando assim uma situação política insustentável para os autocratas Indonésios. Com a Guerra Fria já terminada, Soeharto deixou de ter benfeitores no Ocidente e o Fundo Monetário Internacional não estava a ajudar.

A resignação de Soeharto em 1998 criou uma situação extremamente fluida, com o seu sucessor, Habibie, e empurrar um referendo sobre Timor-Leste.

Que a Indonésia perdeu em 1999, criando uma crise séria nas relações com a Austrália. O comportamento triunfal da Austrália, do tipo de uma vitória militar, e o tom moral superior parecerem uma traição política a muitos Indonésios; depois de todos terem por dentro apoiado a soberania Indonésia sobre Timor-Leste.

Timor-Leste, que tinha sido um factor fortificante nas relações entre a Indonésia e a Austrália desde os meados dos anos 70’s, criou agora uma ruptura séria entre os dois países no final dos anos noventa.

E foi só depois do tsunami que destruiu Aceh, quando a Austrália prestou uma assistência generosa, que as relações começaram a recuperar. A visita do Presidente Susilo Bambang Yudhoyono à Austrália, logo depois do desastre do tsunami, pareceu ter criado uma nova aurora.

Mas quando Canberra deu estatuto de asilo político a Papuanos, alguns deles activistas políticos, isso trouxe de volta as más memórias da Indonésia sobre a “traição” de Canberra sobre Timor-Leste.

O Tratado de Lombok recentemente assinado, criou uma moldura para a cooperação de segurança entre os dois países, é uma tentativa para reacender o velho fervor.

A Austrália comprometeu-se a não encorajar ou apoiar "nenhuma pessoa ou entidade que constitua uma ameaça para " a integridade territorial da Indonésia. Por outras palavras, está comprometida com a soberania Indonésia sobre a Papua, a questão mais importante para o governo Indonésio.

Como Timor-Leste nos anos 70’s quando a Guerra Fria criou uma convergência estratégica entre a Austrália/Estados Unidos e a Indonésia como (é) revelado pelos documentos do Gabinetes, a ameaça do terrorismo é uma importante preocupação partilhada. O tratado de segurança diz que os dois países farão "tudo o que for possível individualmente e conjuntamente para irradicar o terrorismo internacional e o extremismo."

As credenciais anti-terrorismo do Presidente Yudhoyono são impecáveis e isto é muito importante considerando que a Indonésia experimentou actos terroristas terríveis como as explosões de Bali. Tais interesses partilhados para combaterem o terrorismo global deram uma base sólida para criar relações duradouras entre os dois países.

Mas sem uma relação multifacetada através de assuntos imediatos e de preocupações, os laços Indonésia-Austrália permanecerão sempre propensos a choques sísmicos de tipo político.

O escritor é um escritor por conta própria com base em Sydney e pode ser contactado em SushilPSeth@aol.com.

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A Austrália oferece $2m em ajuda para Timor-Leste
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007. 12:14pm (AEDT)

O Governo Federal dará $2 milhões extra em ajuda a Timor-Leste

O dinheiro será usado para combater doenças provocadas por água como a malária e dar alimentação a pessoas que deixaram as suas casas durante a violência no ano passado.

A Oxfam e o Programa de Alimentação Mundial receberão ambos $1 milhão para dar assistência.
A Austrália deu $10 milhões em ajuda humanitária para Timor-Leste desde a crise do ano passado.

sexta-feira, janeiro 19, 2007

Conflitos em Beto

A polícia da Malásia chegou há momentos ao bairro de Beto onde estão a ocorrer confrontos.

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A sério? Não me digas...

Rebeldes do Timor têm armas roubadas da Polícia, diz procurador
EFE/Estadão (Brasil) - 18/01/2007 09:09:12

O procurador-geral do Timor Leste, Longuinhos Monteiro, denunciou nesta quinta-feira que os rebeldes sob o comando do comandante Alfredo Reinado ainda mantêm parte das armas roubadas da Polícia durante a crise de abril, e que deveriam ser confiscadas pela Polícia das Nações Unidas (UNPOL).

"Cerca de 15 pistolas e nove armas longas estão ainda em mãos do comandante Alfredo Reinado", disse Monteiro à Efe. Ele acrescentou que o Ministério do Interior investiga o caso, e que houve uma boa redução no número de armas ilegais em todo o país.

Reinado reconheceu que seu grupo mantém algumas armas e lança-granadas. Mas declarou à Efe que seu grupo não será desarmado por ninguém enquanto o Governo não esclarecer as responsabilidades pela crise do ano passado.

"Tenho direito a guardar as armas porque sou um comandante da Polícia militar. Mantenho as armas para defender os interesses da minha gente", explicou Reinado.

O militar rebelde acrescentou que se reuniu com representantes da Unmit (Missão Integrada das Nações Unidas no Timor Leste), do Governo e autoridades locais para procurar uma solução para a crise no país.
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Polícia ONU usa gás lacrimógeneo para acabar com confrontos de rua

Díli, 18 Jan (Lusa) - A Polícia das Nações Unidas (UNPOL) em Timor-Leste admitiu hoje que a situação continua "relativamente tensa" em Díli, onde nas últimas horas teve de intervir para pôr termo a vários confrontos violentos entre grupos rivais.

Quarta-feira à noite, a UNPOL recorreu a gás lacrimogéneo para dispersa r cerca de uma centena de jovens de grupos de artes marciais que se envolveram e m confrontos no bairro central de Fatuhada.

Pouco antes, foi no Bairro Pité, a sul de Fatuhada, que cerca de cinquenta pessoas entraram em confrontos, tendo a polícia da ONU efectuado três detenções por posse de armas.

As tensões entre grupos rivais resultaram hoje em disputas violentas no bairro Pité-Hudilaran, mas a situação foi controlada pela UNPOL e por soldados australianos.

A UNPOL aconselha as pessoas "a não se deslocarem sozinhas e a evitar as zonas em que ocorreram os confrontos".

Desde Abril de 2006, quando começou uma crise que afectou as forças de defesa e a polícia timorenses, cerca de 60 pessoas foram mortas em confrontos que nos últimos meses têm envolvido grupos de artes marciais.
PRM-Lusa/Fim

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Uso de bens públicos sob investigação

Díli, 18 Jan (Lusa) - O inspector-geral de Timor-Leste anunciou hoje a abertura de três novas investigações ao uso indevido de bens públicos.

As investigações destinam-se a averiguar o uso desadequado de veículos e imóveis do Estado e o «uso sem controlo» da electricidade e dos telefones da administração pública.

O inspector-geral, Bucar Corte Real, anunciou também em conferência de imprensa a abertura de uma «minuciosa investigação sobre a recolha de taxas aeroportuárias».

Esta investigação foi aberta na sequência de várias queixas que davam conta do desvio de verbas arrecadadas.

O Gabinete do Inspector-Geral (GIG), que conta com uma equipa de 12 pessoas, é um órgão de controlo interno da administração e actua organicamente na dependência do chefe de Governo.
O GIG produziu cerca de 80 relatórios desde a sua criação em 2000. Como salientou o inspector-geral, o gabinete continua à espera da aprovação da sua lei orgânica pelo Parlamento.

PRM-Lusa/Fim

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Filipinas e Brunei convidados a explorar petróleo e gás

Díli, 18 Jan (Lusa) - Timor-Leste convidou o Brunei e as Filipinas a explorar o seu petróleo e gás natural, anunciou hoje o secretário da Energia filipino.
O convite do Governo timorense foi feito durante a recente cimeira da Associação dos Países do Sudeste Asiático (ASEAN), em Cebu, Filipinas.


Raphael Lotilla, secretário da Energia das Filipinas, foi citado pela agência noticiosa GMA sobre o acordo conseguido entre os três países.

"O ministro da Energia do Brunei e eu conseguimos chegar a acordo para aceitar a oferta de Timor-Leste para desenvolver em conjunto os recursos de petróleo e gás em Timor-Leste", declarou Raphael Lotilla.

O responsável filipino adiantou que a Philippine National Oil Co. (PNOC) será chamada a discutir os detalhes deste acordo.

A PNOC-Exploration Corp, a estrutura governamental de exploração de petróleo e gás, e o Departamento de Energia, serão responsáveis pela definição de pormenores da operação, incluindo a extensão da participação das Filipinas no projecto conjunto.

Na mesma entrevista, Raphael Lotilla manifestou a sua esperança no petróleo timorense como potenciador do abastecimento energético das Filipinas.

Lotilla notou, a propósito, que Timor-Leste tem alguns dos maiores depósitos de petróleo e gás na região.

"Se o país ganha uma oportunidade de explorar esses recursos, quer dizer que poderemos ajudar-nos mutuamente", afirmou também o secretário da Energia filipino.

Não foi possível obter uma confirmação junto do Governo timorense devido à hora adiantada a que a notícia foi difundida.

PRM - Lusa/Fim

Governo e ONU lançam apelo internacional para apoio a deslocados

Díli, 18 Jan (Lusa) - As Nações Unidas e o Governo de Timor-Leste lançaram hoje um apelo conjunto aos doadores para apoiar o regresso, instalação e reintegração de cerca de 100 mil deslocados no país.

O apoio aos deslocados abrange 31 projectos humanitários no valor global de 16,6 milhões de dólares (12,8 milhões de euros).

Os projectos serão executados por dez agências da ONU, pela Organização Internacional das Migrações (OIM), quatro organizações não-governamentais timorenses e pela Cruz Vermelha timorense.

O primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, e o representante especial do secretário-geral da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, agradeceram a generosidade da comunidade internacional pela colaboração demonstrada até agora.

Em Julho passado, um apelo de emergência recolheu mais do que os 20 milhões de dólares (15,4 milhões de euros) necessários para alojar e alimentar os deslocados até Dezembro de 2006.

Este dinheiro acabou entretanto e novos fundos são necessários para assegurar o fornecimento de ajuda aos deslocados durante este ano.

No auge da crise, cerca de 150 mil timorenses ficaram em situação de deslocados na sequência do conflito político e dos confrontos de Abril e Maio de 2 006.

Apesar da situação ter estabilizado a partir do final de Maio de 2006, com a chegada de forças internacionais, a maior parte dos deslocados não regressou às suas comunidades de origem.

Atul Khare elogiou os esforços do actual Governo para encontrar soluções duradouras para o problema dos deslocados.

O representante especial adjunto para a Coordenação Humanitária, Finn Reske-Nielsen, afirmou na mesma ocasião que uma parte significativa da população continua deslocada no seu próprio país.

PRM-Lusa/Fim

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Defence air support does voice over satellite

LinuxWorld - 18/01/2007 16:54:10


Rodney Gedda

Organizations support the Department of Defence's operations in Dili, East Timor, can now access voice services to Australia over satellite data links with an agreement between MyNetFone and Ursys.

The logistics command centre located inside the Australian Defence Force compound at Dili airport can now make MyNetFone VoIP calls via satellite connection provided by Ursys' Linux-based routers. MyNetFone Managing Director Andy Fung said Ursys has now connected all major teleports operating in Australia into the MyNetFone service delivering business quality voice calls from any location within the satellite footprints covering Australia, New Zealand and South East Asia.

URSYS chose NEWSAT to provide satellite space for this initiative.

Ursys business development manager Garry Millar said one customer is an air services logistics company which provides "essential support" to the Australian presence in Timor. Ursys CEO Grahame Cover said to run business quality voice services over satellite, the voice packets need to be compressed and prioritized via a secure tunnel back to MyNetFone's platform.

"This has the added bonus of zero packet loss and low traffic congestion resulting in business grade call quality," he said.

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Cruelty and xenophobia stir and shame the lucky country

The social regression and flag-waving promoted by Australia's neocon prime minister may come unstuck in Guantánamo

John Pilger
Friday January 19, 2007
The Guardian

The Australian writer Donald Horne meant the title of his celebrated book, The Lucky Country, as irony. "Australia is a lucky country run by second-rate people who share its luck," he lamented in 1964, describing much of the Australian elite as unfailingly unoriginal, race-obsessed and in thrall to imperial power and its wars.

From Britain's opium adventures to America's current travesty in Iraq, Australians have been sent to fight faraway people with whom they have no quarrel and who offer no threat of invasion. Growing up, I was assured this was a "sacred tradition".

But then another Australia was "discovered". The only war dead whom Australians had never mourned were found right under their noses: those of a remarkable indigenous people who had owned and cared for this ancient land for thousands of years, then fought and died in its defence when the British invaded. In a land littered with cenotaphs, not one honoured them.

For many whites, the awakening was rude; for others it was thrilling. In the 70s, thanks largely to the brief, brave and subverted Labor government of Gough Whitlam, the universities opened their studies to these heresies and their gates to a society Mark Twain once identified as "almost entirely populated by the lower orders". A secret history revealed that, long before the rest of the western world, Australian working people had fought for and won a minimum wage, an eight-hour working day, pensions, child benefits and the vote for women.

And now there was an astonishing ethnic diversity, and it had happened as if by default: there simply were not enough Britons and "blue-eyed Balts" who wanted to come.

Australia is not often news, cricket and bushfires aside. That is a pity, because the regression of this social democracy into a state of fabricated fear and xenophobia is an object lesson for all societies claiming to be free. In power for more than a decade, the Liberal prime minister, John Howard, comes from the outer reaches of Australia's "neocons". In 1988 he announced that a future government led by him would pursue a "One Australia Policy", a forerunner to Pauline Hanson's infamous One Nation party, whose targets were black Australians and migrants. Howard's targets have been similar. One of his first acts as prime minister was to cut $A400m from the Aboriginal affairs budget. "Political correctness," he said, "has gone too far."

Today, black Australians still have one of the lowest life expectancies in the world, and their health is the worst in the world. An entirely preventable disease, trachoma - beaten in many poor countries - still blinds many because of appalling living conditions. The impoverishment of black communities, which I have seen change little over the years, was described in 2006 by Save the Children as "some of the worst we have seen in our work all around the world". Instead of a political respect in the form of a national lands rights law, a war of legal attrition has been waged against the Aborigines; and the epidemics and black suicides continue.

Howard rejoices in his promotion of "Australian values" - a very Australian sycophancy to the sugared "values" of foreign power. The darling of a group of white supremacists who buzz around the Murdoch-dominated press and radio talk-back hosts, the prime minister has used acolytes to attack the "black armband view of history", as if the mass killing and resistance of indigenous Australians did not happen. The fine historian Henry Reynolds, author of The Other Side of the Frontier, has been thoroughly smeared, along with other revisionists. In 2005 Andrew Jaspan, a Briton newly appointed editor of the Melbourne Age, was subjected to a vicious neocon campaign that accused him of "reducing" the Age to "another Guardian".

Flag-waving and an unctuous hand-on-heart jingoism, about which sceptical Australians once felt a healthy ambivalence, are now standard features at sporting and other public events. These serve to prepare Australians for renewed militarism and war, as ordained by the Bush administration, and to cover attacks on Australia's Muslim community. Speak out and you may break a 2005 law of sedition meant to intimidate with the threat of imprisonment for up to seven years. Once described in the media as Bush's "deputy sheriff", Howard did not demur when Bush, on hearing this, promoted him to "sheriff for south-east Asia".

Like a mini-Blair, he has sent troops and federal police to the Solomon Islands, Tonga, Papua New Guinea and East Timor. In newly independent East Timor, where Australian governments colluded with Indonesia's 23-year bloody occupation, "regime change" was effectively executed last year with the resignation of the prime minister, Mari Alkatiri, who had the temerity to oppose Canberra's one-sided exploitation of his country's oil and gas resources.

However, it is one man, David Hicks, a spectacular loser in the new Australia, who now threatens Howard's "lucky" facade. Hicks was found among the Taliban in Afghanistan in 2001 and sold as bounty to the Americans by CIA-backed warlords. He has spent more than five years in Guantánamo Bay, including eight months in a cell with no sunlight. He has been tortured, and never charged with any crime. Howard and his attorney-general, Philip Ruddock, have refused even to request Hicks's repatriation, as is his constitutional right, because there are no Australian laws under which Hicks can be charged. Their cruelty is breathtaking.

A tenacious campaign by his father, Terry, has ignited a kind of public shame that is growing. This has happened before in Australia, such as the march of a million people across Sydney Harbour Bridge demanding justice for black Australians, and the courageous direct action by young people who forced the closure of notorious outback detention camps for illegal refugees, with their isolation cells, capsicum spray and beatings. Asylum seekers caught in their leaking boats by the ever-vigilant Australian Defence Force are now incarcerated behind electric fences on tiny Christmas Island more than 1,000 miles from the lucky country.

Howard faces no real opposition from the compliant Labor party. The trade unions, facing a rollback of Australia's proud record of workers' rights and up to 43% youth unemployment, have stirred, and filled the streets. But perhaps something wider and deeper is coming from a nation whose most enduring and melancholy self-image is that of disobedient larrikins. During the recent Ashes series, Ian Chappell, one of Australia's most admired cricket captains, walked out of the commentary box when Howard walked in. After seeing for himself conditions in a refugee prison, Chappell said: "These are human beings and you can't just treat them like that ... in cricketing parlance it was like cheating. They were being cheated out of a fair go."

www.johnpilger.com
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PT não comenta críticas de Ramos-Horta sobre Timor Telecom

Díli, 18 Jan (Lusa) - A Portugal Telecom afirmou hoje que "não comenta" as declarações do primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta, que criticou terça-feira o monopólio da Timor Telecom, controlada pela PT, e as tarifas praticadas.

"Comentário não há", afirmou à Lusa o administrador-delegado da Timor Telecom, José Brandão de Sousa, contactado em Lisboa.

"A Timor Telecom actua na base de uma concessão por concurso internacional. Mantemos o compromisso de cumprir esse contrato", acrescentou.

Ramos-Horta manifestou terça-feira a sua oposição ao actual monopólio da Timor Telecom, controlada pela Portugal Telecom (PT).

"Não aceito que uma empresa portuguesa monopolize a Timor Telecom", afirmou o primeiro-ministro à margem de uma sessão promovida por uma organização não-governamental num bairro de Díli.

"A Internet e as telecomunicações devem ser também acessíveis aos pobres", explicou Ramos-Horta, citado pela agência EFE.

O primeiro-ministro considerou que "a presença da Timor Telecom em Timor-Leste é para ajudar e facilitar a todos neste país, tanto se são ricos como se são pobres".

"O acordo entre o Governo e os empresários portugueses da Timor Telecom há cinco anos realizou-se em circunstâncias diferentes", salientou Ramos-Horta. "Por isso, quero sublinhar hoje que não apoio os monopólios e que solicitei ao Banco Mundial que estude o assunto, além do sistema fiscal", adiantou.

O primeiro-ministro confirmou à Lusa que pretende discutir o contrato de concessão com a Portugal Telecom.

José Brandão de Sousa, sem reagir às declarações de Ramos-Horta, referiu que "a Timor Telecom é o maior investidor em Timor-Leste desde a independência".

A administração da empresa aprovou recentemente um plano de investimento de 14 milhões de dólares (cerca de 11 milhões de euros) para os próximos três anos, "a acrescentar aos 30 milhões já investidos", recordou o administrador da TT.

Além da Portugal Telecom, os principais accionistas da Timor Telecom são o Estado timorense, uma fundação ligada à diocese de Baucau, a Fundação Oriente e um grupo de empresários timorenses.

Actualmente, a rede fixa da Timor Telecom abrange todas as capitais distritais. A rede móvel atinge "68 por cento da população" do país, segundo dados da empresa fornecidos à Lusa.

Não é a primeira vez que o chefe do Governo timorense critica as condições de serviço da Timor Telecom e não foi também a primeira vez que foi confrontado com queixas dos consumidores.

"Há muita insatisfação sobre as tarifas de telefone e Internet", explicou à Lusa um assessor do Governo timorense que conhece o sector. "Quem mais se queixa são os estudantes, que acham o acesso à Internet muito caro", adiantou.

Segundo a mesma fonte, "não é possível pagar cerca de dois dólares por hora de ligação doméstica, ou mesmo num escritório, num país onde o vencimento mínimo é de 87 dólares".

Nas lojas da Timor Telecom, a Internet custa 1,50 dólares por cada quinze minutos ou 1,25 dólares se o cliente usar o seu próprio computador portátil.

"Na Austrália, uma ligação mensal ilimitada de Internet custa 30 dólares", menos de vinte euros, adiantou. A mesma fonte acrescentou outro exemplo: "Um SMS custa quatro cêntimos (de dólar) na Indonésia. Em Timor, custa vinte, O minuto de voz custa quase o dobro aqui".

O contrato de concessão de telecomunicações e as tarifas praticadas pela Timor Telecom foram um dos assuntos analisados por equipas do Banco Mundial no final de 2006.

As conclusões deste estudo deverão ser remetidas pelo chefe de Governo timorense ao Parlamento.

O deputado João Gonçalves, do Partido Social-democrata (PSD), em declarações à EFE, considerou os serviços da Timor Telecom "muito caros". "É o momento oportuno para que o primeiro-ministro avalie e reveja a empresa e ofereça a outras empresas e países da ASEAN, como a Tailândia, Singapura ou Filipinas, a oportunidade de gerir as telecomunicações em Timor-Leste", defendeu o deputado.

Um responsável técnico da Timor Telecom, falando à Lusa sob anonimato, considerou que a renegociação da concessão pode não responder às queixas dos consumidores.

"Timor-Leste é um mercado muito pequeno e pouco rentável", analisou esta fonte. "Foi essa a principal razão pela qual os operadores australianos se desinteressaram do concurso em 2002/2003", acrescentou.

O mesmo responsável apontou outras explicações para o custo das comunicações.

"As tarifas seriam mais baixas se o Governo diminuísse o imposto sobre as telecomunicações", disse, acrescentando que "o consumidor timorense paga directamente um imposto de 12 por cento sobre esta actividade". "A actividade de construção civil paga apenas 5 por cento. A publicidade, zero por cento de imposto", concluiu.

A Timor Telecom tem actualmente 2.500 clientes de rede fixa e 49 mil da rede móvel.

A empresa lançou uma campanha de Natal para angariar novos clientes, oferecendo telemóvel, cartão SIM e crédito em chamadas.

"Parte substancial do custo deste pacote foi suportado pela própria empresa, porque os telemóveis têm uma taxa de importação de 26 por cento", sublinhou a mesma fonte à Lusa.

PRM-Lusa/Fim

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Australia increases aid to East Timor

The Age

January 19, 2007 - 12:10PM

The Australian government has committed an extra $2 million for humanitarian aid in East Timor.

Foreign Minister Alexander Downer said extra funding took the government's total aid commitment to $10 million since the country's civil unrest last year.

The new money would help the estimated 20,000 internally displaced people in East Timor.

"Vulnerable groups such as pregnant women, lactating mothers and underweight children will be the major beneficiaries of our assistance, to be delivered across five districts through the Government of East Timor's nutritional program," Mr Downer said in a statement.

Up to $1 million will go to Oxfam to improve water and sanitation to reduce the incidence of water-borne diseases like malaria and dengue fever during the current wet season.

The World Food Programme will also receive $1 million to ease current food shortages in East Timor.

The fledgling nation descended into chaos last April and May following the sacking of 600 soldiers by then prime minister Mari Alkatiri.

Rival police and army factions battled in the streets and clashes later spilled over into gang warfare, looting and arson.

At least 37 people were killed and more than 150,000 fled their homes in the capital Dili.
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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.