Tradução:
Deixem-nos advinhar quem são as fontes...
Mais um artigo surrealista dos "amigos" australianos:
The Australian
A Fretilin preparada par despedir Alkatiri
Stephen Fitzpatrick e David Nason - os vigaristas
Junho 22, 2006
MENTIRA:
A Fretilin o partido dominante de Timor-Leste ontem à noite retirou o seu apoio ao Primeiro Ministro Mari Alkatiri e decidiu substitui-lo pelo Ministro dos Estrangeiros José Ramos Horta.
MENTIRA:
O Comité Central do partido decidiu numa reunião de emergência despedir efectivamente despedir o Dr Alkatiri depois do Conselho do Estado, chefiado pelo Presidente Xanana Gusmão, ter pedido a sua resignação.
MENTIRA:
A Fretilin também decidiu ontem à noite despedir o líder parlamentar Francisco "Lu Olo" Guterres, um aliado-chave do Dr Alkatiri.
Mas sabe-se que o Sr Guterres e o Dr Alkatiri permanecerão como presidente e secretário-geral da Fretilin.
O porta-voz do Dr Alkatiri disse que "muito provavelmente" ele resignaria hoje.
"O Primeiro Ministro encontrar-se-à com os seus colegas de gabinete amanhã para discutir se deveria resignar," disse Miguel Sarmento. "Muito provavelmente, ele resignará."
O Embaixador de Timor-Leste em Jakarta, Arlindo Marçal, disse que o Sr Gusmão tinha marcado uma data limite para ele resignar pelas 5pm (6pm AEST)de ontem, numa carta que mandou ao Dr Alkatiri na terça-feira.
"Só posso dar-lhe uma oportunidade para tomar uma decisão: ou resigna ... ou despeço-o eu próprio porque não tem mais a minha confiança," disse o Sr Gusmão de acordo com a Lusa, a agência Portuguesa de notícias.
MENTIRA:
O Comité Central da Fretilin acusou o Dr Alkatiri de ter mentido acerca da distribuição de armas a civis, disse o membro do partido Vicente Maubucy Ximenes.
"Pedimos ao Presidente para suspendê-lo como primeiro ministro e formar um governo transitório enquanto se espera pelas eleições do próximo ano," disse o Sr Ximenes.
O Dr Alkatiri tinha há muito recusado os pedidos para a sua resignação, dizendo que o seu partido o queria no poder.
MENTIRA:
O Conselho do Estado de nove pessoas, que inclui figuras-chave da oposição bem como o Dr Alkatiri, encontrou-se ontem para insistir com o Primeiro Ministro para desistir.
MENTIRA:
O Conselho é o órgão de Timor-Leste para tomadas de decisão de emergência.
O líder rebelde Vicente "Railos" da Conceição foi mantido numa sala próxima da reunião fechada, para dar evidência contra o Dr Alkatiri se requerido.
O Sr Conceição tem reivindicado que o Dr Alkatiri e o antigo ministro do interior minister Rogério Lobato armou um esquadrão da morte secreto, com ele como líder, para alvejar oponentes políticos do Primeiro Ministro. Mas a sua evidência não foi requerida; mesmo o Sr Guterres votou contra o Dr Alkatiri.
Um porta-voz do Departamento dos Negócios Estrangeiros e Comércio da Austrália disse: "Compete aos Timorenses dispor do seu futuro politico de modo pacífico e constitucional."
O Sr Gusmão tem sido instado a despedir o Dr Alkatiri e a dissolvee o parlamento desde que os distúrbios em 28 de Maio deixaram pelo menos cinco pessoas mortas.
Mantem-se o desconhecimento se o Sr Gusmão tem o poder constitucional para despedir o Primeiro Ministro.
As figuras politicas da oposição na reunião de ontem incluem o antigo governador de Timor-Leste Maáio Carrascalão e João Saldanha, um intelectual e crítico da administração do Dr Alkatiri.
O Procurador-Geral Longuinos Monteiro, cujo gabinete emitiu um mandato de captura contra o Sr Lobato por causa das alegações do esquadrão de morte, disse ontem que "não tinha evidência contra o Primeiro Ministro" mas espera que o Sr Lobato e o Sr Conceição vão a tribunal – o último por possessão de armas ilegais.
…
TENHAM VERGONHA!
quinta-feira, junho 22, 2006
Obrigado, Margarida.
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Malai Azul 2
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Dos leitores
Corruptos? Deime rir, comentarista das 8:29:00. Os corruptos, os ladroes e os assassinos e que estao agora a pedir a demissao do Alkatiri. Os vendilhoes da patria. Se o Alkatiri e o seu Governo fosse corrupto, estariam muito bem a ser acarinhados por todos esses...
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Malai Azul 2
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Dos leitores
Parabens Ana! Julgo que e necessario vir ao publico dizer o que esta por detras dessa vergonhosa atitude do PR ja chega de os outros serem acusados disso e daquilo e ele fica, aos olhos do publico, como um santo e o unico salvador deste pais. Este teatro de "eu demito-me" ja estamos fartos...
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Malai Azul 2
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10:14
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Dos leitores
E que tal abrir um inquérito ao Presidente da República por incompetência enquanto responsável máximo das forças internacionais?É demasiado escandaloso!
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Malai Azul 2
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Dos leitores
O Presidente Xanana está bastante americanizado ou australianizado.A imprensa australiana faz o "trabalhito" e o PR demite o PM.Já agora ordene também a "suspensão" da Constituição.O quadro ficaria completo.
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Malai Azul 2
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Dos leitores
Xanana esta a denegrir o seu proprio bom e popular nome ! Para que tomar decisoes que so vao criar instabilidade a populacao e a Nacao ? Timor Leste recem independente nao vale a pena por em causa o seu bom nome e voltar a lanca-lo na grande miseria como aconteceu em 1999. Ana ja e tempo de mostrar o que a FRETILIN vale ! O povo Maubere depositou-nos a sua inteira confianca, nao vamos agora trai-lo, ta ?...
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Malai Azul 2
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02:36
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APELO - Escrevam a dizer-lhes o que pensam
The Australian
2 Holt Street, Surry Hills, NSW 2010
Post: GPO Box 4245 Sydney
NSW 2001
Tel: (02) 9288 3000
Fax: (02) 9288 2250
.
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Malai Azul 2
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Vigaristas, Intriguistas e Vendidos
Deixem-nos advinhar quem são as fontes...
Mais um artigo surrealista dos "amigos" australianos:
The Australian
Fretilin poised to sack Alkatiri
Stephen Fitzpatrick and David Nason - os vigaristas
June 22, 2006
EAST Timor's ruling Fretilin party last night withdrew its support of Prime Minister Mari Alkatiri and decided to replace him with Foreign Minister Jose Ramos Horta.
The party's central committee decided at an emergency meeting to effectively sack Dr Alkatiri after the Council of State, headed by President Xanana Gusmao, demanded his resignation.
Fretilin also decided last night to sack parliamentary speaker Francisco "Lu Olo" Guterres, a key ally of Dr Alkatiri.
But it is understood Mr Guterres and Dr Alkatiri will remain as Fretilin president and secretary-general.
Dr Alkatiri's spokesman said he would "most probably" resign today.
"The Prime Minister will meet with his cabinet colleagues tomorrow to discuss whether he should resign," Miguel Sarmento said. "Most probably, he will resign."
The East Timorese ambassador to Jakarta, Arlindo Marcal, said Mr Gusmao had in a letter sent to Dr Alkatiri on Tuesday set a deadline for him to resign by 5pm (6pm AEST) yesterday.
"I can only give you an opportunity to make a decision: you either resign ... or I will fire you myself because you no longer have my trust," Mr Gusmao said, according to the Portuguese news agency Lusa.
The Fretilin central committee accused Dr Alkatiri of lying about distributing weapons to civilians, said party member Vicente Maubucy Ximenes.
"We asked the President to suspend him as prime minister and form a transitional government while waiting for next year's election," Mr Ximenes said.
Dr Alkatiri had long rebuffed demands for his resignation, saying his party wanted him in power.
The nine-person Council of State, which includes key opposition figures as well as Dr Alkatiri, met yesterday to insist the Prime Minister quit.
The council is East Timor's emergency decision-making body.
Rebel leader Vicente "Railos" da Conceicao was kept in a room next to the closed meeting, to give evidence against Dr Alkatiri if required.
Mr Conceicao has claimed Dr Alkatiri and former interior minister Rogerio Lobato armed a secret death squad, with him as its leader, to target political opponents of the Prime Minister. But his evidence was not required; even Mr Guterres voted against Dr Alkatiri.
A spokesman for Australia's Department of Foreign Affairs and Trade said: "It's up to the Timorese to address their political future in a peaceful and constitutional manner."
Mr Gusmao has been urged to sack Dr Alkatiri and dissolve the parliament since riots on May 28 left at least five people dead.
It remains unclear if Mr Gusmao has the constitutional power to sack the Prime Minister.
Opposition political figures at yesterday's meeting included former East Timor governor Mario Carrascalao and Joao Saldanha, an intellectual and critic of Dr Alkatiri's administration.
Attorney-General Longuinos Monteiro, whose office issued a warrant for Mr Lobato's arrest over the death-squad allegations, said yesterday he had "no evidence against the Prime Minister" but expected Mr Lobato and Mr Conceicao to stand trial - the latter for illegal weapons possession.
…
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Malai Azul 2
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Tirou-nos as palavras da boca.
Exigência de demissão de PM é inconstitucional - Ana Pessoa
Lisboa, 21 Jun (Lusa) - A ministra timorense Ana Pessoa considerou hoje que a exigência de Xanana Gusmão para que Mari Alkatiri se demita com base em a legações de um programa televisivo é inconstitucional, podendo ser vista como "um golpe constitucional".
"Que outro nome pode ser dado quando se violenta a Constituição, quando se inventam soluções não constitucionais?", questionou a ministra de Estado e d a Administração Estatal de Timor-Leste, em declarações à Lusa.
Contactada telefonicamente em Lisboa, onde se encontra depois de ter participado, domingo passado, numa reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Ana Pessoa afirmou que só aceitaria a solução do presidente Xanan a Gusmão se se provar que "é constitucional".
"Mas não creio que essa prova possa ser feita. Não são as alegações de uma televisão australiana, ou acusações infundadas e falsas que podem determinar a demissão do primeiro-ministro", disse.
"Não é isso que está escrito na Constituição da República", sublinhou.
Ana Pessoa referia-se a uma carta enviada terça-feira pelo presidente t imorense, Xanana Gusmão, ao primeiro-ministro, Mari Alkatiri, e obtida hoje pela Lusa, na qual o chefe de Estado exigia ao chefe do governo que se demitisse, ou seria demitido.
Na carta, de apenas três parágrafos e que tem como assunto "envio de um documentário do Programa 'Four Corners'", da televisão australiana ABC, Xanana Gusmão explica a Mari Alkatiri que no programa são feitas "graves denúncias sobr e o seu envolvimento na distribuição de armas a civis", acusação que o primeiro- ministro tem repetidamente negado.
"Tendo visto o programa 'Four Corners', que me chocou imensamente, só m e resta dar-lhe oportunidade para decidir: ou resigna ou, depois de ouvido o Conselho de Estado, o demitirei, porque deixou de merecer a minha confiança, enquanto Presidente da República", escreve Xanana Gusmão.
Para Ana Pessoa, a carta do Presidente da República ao primeiro-ministro é "surrealista".
"É uma carta surrealista. A carta está feita de uma maneira que não pode deixar de nos surpreender e chocar. Um ofício a remeter uma cassete e que pelo meio convida o primeiro-ministro a demitir-se é no mínimo de um formato absolut amente inqualificável", disse.
Ana Pessoa disse não saber ainda qual será a decisão de Mari Alkatiri, explicando que a direcção da FRETILIN voltou hoje a "renovar a confiança no secretário-geral e no primeiro-ministro".
Para Ana Pessoa, a demissão de Mari Alkatiri não é uma solução para a actual crise política que se vive em Timor-Leste e pode "pôr em risco a sua soberania e independência como Estado de direito".
"Acho que não se deve demitir. Não acho que a demissão seja a solução. Não é por razões pessoais nem por estar em causa o Mari ou outro qualquer. É por razões institucionais", afirmou Ana Pessoa.
"Não podemos pretender que a solução para uma situação de crise seja a violação e negação de base dos mecanismos constitucionais. Isso abre caminho para que o futuro do nosso país enquanto Estado de direito democrático seja posto em cheque", afirmou.
No caso de Mari Alkatiri avançar com a demissão, Ana Pessoa disse que a "consequência lógica e natural" é a queda de todo o governo, reiterando que não fará parte de qualquer solução de executivos de transição ou de iniciativa presidencial.
"Eu não admito de forma nenhuma pactuar com golpes constitucionais. Isso não é solução e compromete o futuro do nosso país enquanto democracia", afirmou.
"Integrar um governo que violenta esses princípios não faz parte de mim ", sublinhou a ministra timorense, que regressa quinta-feira a Díli.
ASP.
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Declaração do Timor-Online
Sorry guys. We are not leaving...
A luta continua!
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Desmentido
A Fretilin não anunciou que o Primeiro-Ministro se ia demitir.
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Dos leitores
"ha muita historia e historias por tras, em que todos estao implicados"
E Xanana está de certeza implicado:
Quando envia uma carta ao governo português dizendo para suspender o pedido do PM de envio da GNR portuguesa pactuando assim com a Austrália para sejam os primeiros a entrar no país;
Quando fica em silêncio a assistir à impassividade do exercito australiano que permite a destruição do seu povo e dos seus bens;
Quando o "pais amigo" Austrália faz a segurança do PR e dos militares rebeldes o que não acontece quanto aos outros orgãos de soberania;
Quando é o responsável máximo pela segurança ordena a recolha de armas e permite que os miliatres rebeldes se mantenham armados e protegidos pelos militares do "país amigo".
Quando estranhamente o seu nome é sempre invocado pelos militares rebeldes como sendo o Comandante que respeitam.
Quando fundamenta decisões num programa televiso, por coincidência australiano, sem uma investigação credível sobre a autenticidade do mesmo.
Nos termos do artº 62º da Constituição de Timor Leste o poder politico radica no Povo e o PR nada fez para saber qual a vontade do povo.
Não temos dúvidas Senhor Presidente da República de que está "implicado" e que nada mais tem feito do que permitir a construção do cenário para que o governo do seu país amigo - a Austrália atinja os objectivos a que se propôs e em nada se preocupe com a soberania de Timor Leste.
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Dos leitores
Na sua visita a Cuba, em Dezembro de 2005, Mari Alkatiri efectuou acordos de cooperação internacionalista, nas áreas da Saude e Educação, sectores chave para o desenvolvimento humano dos 770 mil habitantes do pequeno protectorado Ocidental - Não tardou muito tempo a reacção - irá pagar caro a ousadia de ter pretendido o bem ao seu povo.
Xanana Gusmão, "presidente desse país amigo", como se lhe referiram os interlocutores cubanos, elogiou então o trabalho que os médicos cubanos ali desenvolvem, assím como expressou a sua "admiração pela Revolução (cubana)" num acto público levado a efeito na recém inaugurada Faculdade de Medicina de Timor Leste.
Que teria levado Xanana a mudar de discurso?
Recorde-se que um dos primeiros casos, após a invasão da "ajuda australiana" foi o arrombamento das casas dos cooperantes cubanos, em busca de armamento escondido, que nunca foi encontrado; quem sai aos seus,,,
links em
http://xatooposts.blogspot.com/2006/06/finalmente-o-epilogo-do-golpe-dos.html
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Registo Civil de Comoro destruído, moradores criticam australianos
Díli, 21 Jun (Lusa) - Um incêndio de origem criminosa destruiu hoje o R egisto Civil de Comoro, na zona ocidental de Díli, cujos moradores atribuíram a ocorrência do sinistro à inacção das tropas australianas presentes na capital de Timor-Leste.
Um morador em Comoro, que pediu para não ser identificado, contou à Lus a que, há quatro dias, já se tinha registado um incêndio no edifício, que foi "r apidamente combatido pelos bombeiros".
"Depois esteve aqui a GNR, mas hoje, com a chegada dos australianos, e porque esta é a zona deles, os portugueses foram-se embora", disse a mesma fonte , referindo-se às zonas de actuação das forças internacionais presentes em Timor -Leste.
"Poucas horas depois, foi a vez dos australianos abandonarem o local e o resultado foi este. Perderam-se os poucos documentos que não foi possível tira r antes do local", acrescentou.
O incidente registou-se durante a tarde (hora local) e os responsáveis pelo incêndio não foram identificados pelos moradores.
A Lusa contactou os bombeiros de Díli, que confirmaram terem conseguido combater o primeiro incêndio, ocorrido há quatro dias, mas que quando chegaram hoje ao local "já o edifício estava destruído".
A área onde se situava o Registo Civil fica em Comoro, cujo bairro está sob jurisdição da GNR, mas dentro da zona de intervenção das forças militares a ustralianas.
Apesar disso, efectivos da GNR mantiveram-se três dias no local, devido à ausência dos australianos e correspondendo a um pedido do ministro da Justiça timorense, Domingos Sarmento, devido à existência de "informação vital", confor me disse à Lusa fonte oficial.
No edifício encontravam-se documento referentes a registos de pessoas e de proriedades.
A Lusa contactou o comandante operacional da GNR, capitão Gonçalo Carva lho, que apenas confirmou que efectivos portugueses se mantiveram três dias na á rea para garantir a segurança do edifício, que fica ao lado de uma esquadra da P olícia Nacional de Timor-Leste.
Segundo os bombeiros de Díli, além deste incêndio, registou-se mais um sinistro da parte da tarde, no bairro de Bécora, onde arderam três casas, junto ao terminal rodoviário.
Não se registaram vítimas nos dois incêndios.
EL.
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quarta-feira, junho 21, 2006
FRETILIN vai propor "solução de compromisso" a Xanana Gusmão
Díli, 21 Jun (Lusa) - A FRETILIN vai propor a Xanana Gusmão uma "soluçã o de compromisso" que respeite o quadro constitucional existente, resultante das eleições de 2001, em que o partido obteve 57,37 por cento dos votos, disse hoje fonte partidária à Lusa.
Segundo Estanislau da Silva, membro da comissão política nacional da FR ETILIN, é possível "fazerem-se arranjos aceites por todas as partes e prosseguir com a governação".
Questionado sobre que tipo de "arranjos", Estanislau da Silva respondeu que a demissão do primeiro-ministro, Mari Alkatiri, exigida pelo Presidente da República, é uma das várias opções em análise.
"Vamos ter de ver as vantagens e as desvantagens [da demissão de Alkati ri]. Mas vamos, com certeza, optar por uma solução que sirva a maioria do povo d e Timor-Leste", frisou, sem especificar opções para a "solução de compromisso" q ue será proposta pela FRETILIN.
O presidente timorense, Xanana Gusmão, exigiu terça-feira, em carta env iada a Mari Alkatiri, a sua demissão da chefia do governo, face a acusações de q ue estaria envolvido numa alegada distribuição de armas a civis para eliminação dos seus adversários políticos.
Mari Alkatiri tem repetidamente negado as acusações, feitas por um vete rano da resistência à ocupação indonésia, e admitiu que apenas consideraria demi tir-se se fosse esse o desejo da FRETILIN, partido de que é secretário-geral.
Estanislau da Silva considerou que "não se pode deixar cair" o mandato recebido pela FRETILIN nas eleições de 2001 e o trabalho dos últimos quatro anos de governação.
"Não podemos deixar este país cair, depois do trabalho que se fez nos ú ltimos cinco ou seis anos e particularmente nos últimos quatro anos de governaçã o", vincou.
Estanislau da Silva, que detém a pasta da Agricultura, Florestas e Pesc as no executivo liderado por Mari Alkatiri, insistiu que é possível encontrar-se uma "solução de compromisso".
A "solução de compromisso" deverá ter em conta o "respeito pelas instit uições eleitas democraticamente" e ainda o facto de "nos próximos oito meses" se realizarem eleições legislativas, disse.
"Hoje temos uma situação em que se diz que a maioria das pessoas está c ontra o governo, mas se virmos bem as manifestações, eles são poucos", sustentou .
"A FRETILIN, se quiser, pode trazer, como o primeiro-ministro já disse várias vezes, dezenas de milhares de pessoas a Díli. Nós não fazemos isso para n ão deteriorar [a situação] e não criar mais problemas além daqueles que já temos ", disse Estanislau da Silva.
"Felizmente, temos conseguido convencer os nossos militantes a não reag irem a uma série de provocações que têm tido lugar e que contribuiu para de uma forma ou outra não precipitar os acontecimentos de uma forma mais drástica", acr escentou o dirigente do partido governamental.
A comissão política nacional da FRETILIN reúne-se quinta-feira, e à tar de Mari Alkatiri e Francisco Guterres "Lu-Olo", presidente do partido e do Parla mento Nacional, serão recebidos por Xanana Gusmão, "a quem comunicarão formalmen te qual a decisão da FRETILIN", concluiu Estanislau da Silva.
Relativamente ao Conselho de Ministros, inicialmente marcado para quint a-feira de manhã, Estanislau da Silva revelou que a reunião extraordinária do ex ecutivo se realizará apenas sexta-feira de manhã.
Outra fonte governamental contactada pela Lusa disse que a agenda de tr abalhos desta reunião extraordinária tem apenas um único ponto: demissão do gove rno.
A FRETILIN venceu as eleições de 2001 para a Assembleia Constituinte, q ue redigiu e aprovou a Constituição da República, com 57,37 por cento dos votos, elegendo 55 dos 88 deputados.
Posteriormente, a Assembleia Constituinte votou a sua transformação no actual Parlamento Nacional, do qual saiu o governo liderado por Mari Alkatiri, c uja posse ocorreu a 20 de Maio de 2002, dia em que o país se tornou independente EL.
Lusa/Fim
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21:51
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East Timor President orders PM to resign
By Jenny Booth and agencies
Times Online
The President of East Timor has asked Mari Alkatiri, the tiny nation's controversial Prime Minister, to resign after weeks of disorder and violence.
"I can confirm the letter that President Xanana Gusmao sent yesterday to Prime Minister Alkatiri. The letter is asking him to step down from office," said a close aide in Mr Alkatiri's office.
He said that Mr Alkatiri would meet his council of ministers tomorrow to discuss what the Cabinet thinks about the President’s request. Asked if the Prime Minister would go, he said: "Most probably, he will resign."
Many East Timorese blame Mr Alkatiri for weeks of unrest in the capital, Dili. They say that his decision to fire 600 disgruntled soldiers in March was to blame for the subsequent clashes and gang warfare that has left at least 30 people dead and sent nearly 150,000 people fleeing from their homes.
The violence is the worst to hit the nation since it voted for independence from Indonesia seven years ago, sparking bloody rampages by militias seeking revenge.
Until now President Gusmao - a hero to most in East Timor - has been standing by the elected premier, but today it emerged that Mr Alkatiri has lost the confidence of many of East Timor’s ruling party, who accuse him of lying about distributing weapons to civilians.
"We asked the president to suspend him as prime minister and form a transitional government while waiting for next year’s election," said Vicente Maubucy Ximenes, who said he was acting as a spokesman for most of the ruling Fretilin party.
Mr Alkatiri’s critics have also accused him of forming a hit squad to kill his political opponents. Independent UN and Australian police investigations into the claims are ongoing.
Longuinhos Monteir, East Timor's Prosecutor-General, told the AP news agency today that there was no evidence to support the allegations, but the Prosecutor's decision yesterday to order the arrest of the country’s former Interior Minister for allegedly giving guns to Vincente "Railos" da Concecao - the self-proclaimed leader of the hit squad - has nonetheless added to the pressure on Mr Alkatiri.
The Prime Minister has so far resisted the calls to quit, and said earlier this month he would resign only if Fretilin voted him out of office - an option that had been considered unlikely after his re-election as leader in May.
Mr Ximenes claimed to represent party members from ten of East Timor’s 13 districts, but that could not be immediately confirmed.
"He was involved in the distribution of arms, however he lied to the people saying he was not involved," Mr Ximenes said, adding that even if Mr Alkatiri did not distribute the weapons himself , "he was fully aware of what went on".
The United Nations Security Council, meanwhile, has extended the mandate of the UN office in East Timor for a further two months, and has urged all parties in the beleaguered nation to refrain from violence and take part in the democratic process.
About 100 men today staged a loud but orderly protest demanding that Mr Alkatiri resign, the second day the capital has seen demonstrations against him.
"We came to force Xanana to please make a decision and to hear the people," thre protest's organiser, Augusto Junior Tridade, said, before leading the protesters through the midday heat to the UN headquarters.
Sukehiro Hasegawa, a UN special representative, greeted the men and urged them to express their opinions peacefully. "The UN is here to stay to help your country to get over this crisis," he said.
"The UN and the international community will remain impartial and independent in carrying out the investigations and finding out just what happened here so that justice for all will prevail."
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Xanana ameaçou demitir-se durante reunião do Conselho de Estado
Lisboa, 21 Jun (Lusa) - O presidente timorense, Xanana Gusmão, ameaçou demitir-se durante a reunião de hoje do Conselho de Estado se o primeiro-ministro, Mari Alkatiri, não aceitasse deixar a chefia do governo, disse à Lusa um dos participantes no encontro.
Segundo a fonte contactada telefonicamente em Díli e que solicitou o anonimato, Xanana Gusmão alegou que a crise política não se pode prolongar por mais tempo e que teria de dar uma satisfação ao povo timorense.
Já perto do final da reunião, e porque Maria Alkatiri se mantinha "fechado em copas", segundo a expressão usada pela mesma fonte, Xanana Gusmão insistiu que tinha de "enfrentar" a população e que não lhe restava outra hipótese senã o demitir-se.
Perante esta reacção, Mari Alkatiri disse então que avaliava a posição e o papel do Presidente da República como "mais importantes" no contexto da actual crise, pelo que comunicou que iria consultar a direcção da FRETILIN sobre a sua possível demissão.
Na reunião do Conselho de Estado, em que participaram 10 dos 12 conselheiros, cada um dos membros daquele órgão de consulta do Presidente da República pronunciou-se sobre a crise política, disse ainda a fonte contactada pela Lusa.
Quatro dos conselheiros defenderam a demissão de Mari Alkatiri, três (incluindo o próprio primeiro-ministro) manifestaram-se contra, dois deixaram a decisão ao chefe de Estado e um não se pronunciou sobre a questão, não tendo havido qualquer votação acrescentou a mesma fonte.
Após a reunião, que decorreu no Palácio das Cinzas (sede da Presidência da República) durante cerca de seis horas, Mari Alkatiri reuniu-se com o "núcleo duro" do governo e da FRETILIN para consultas sobre uma possível demissão.
Um porta-voz de Mari Alkatiri admitiu, entretanto, que o primeiro-ministro "muito provavelmente" irá demitir-se.
A demissão de Mari Alkatiri foi exigida por Xanana Gusmão terça-feira, numa carta que endereçou ao primeiro-ministro, a propósito de um programa transmitido por uma televisão australiana sobre a alegada distribuição de armas a civis.
Na carta, Xanana Gusmão refere que no programa são feitas "graves denúncias" sobre o alegado envolvimento de Mari Alkatiri na entrega de armas a civis.
"Tendo visto o programa 'Four Corners', que me chocou imensamente, só m e resta dar-lhe oportunidade para decidir: ou resigna ou, depois de ouvido o Con selho de Estado, o demitirei, porque deixou de merecer a minha confiança, enquan to Presidente da República", escreveu Xanana Gusmão.
"Espero uma resposta sua até às 17h00 de hoje, 20 de Junho de 2006", lê -se na missiva assinada por Xanana Gusmão.
A acusação de que Mari Alkatiri ordenou a distribuição de armas a civis para eliminar os seus adversários políticos foi feita por Vicente da Conceição "Railos", um veterano da resistência contra a ocupação indonésia que afirma lide rar um grupo de "segurança interna" da FRETILIN, de cerca de 30 homens.
Mari Alkatiri tem repetidamente negado as acusações de "Railos" e, face a sugestões para que se demita, admitiu fazê-lo apenas se fosse esse o desejo d a FRETILIN, partido de que é secretário-geral.
A FRETILIN venceu as eleições de 2001 para a Assembleia Constituinte, q ue redigiu e aprovou a Constituição da República, com 57,37 por cento dos votos, elegendo 55 dos 88 deputados.
Posteriormente, a Assembleia Constituinte votou a sua transformação no actual Parlamento Nacional, do qual saiu o governo liderado por Mari Alkatiri, c uja posse ocorreu a 20 de Maio de 2002, dia em que o país se tornou independente .
PNG/EL/ASP.
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Dos leitores
Não sei se Xanana Gusmão está à altura de cargos de Estado mas teve de se meter ao caminho pois vislumbrava-se quem melhor que ele para ser PR? Havia? Se havia não apareceu porque quem apareceu não o venceu. Foi o povo que escolheu.
Se ele resigna? Não sei, mas certamente vontade para bater com a porta não lhe falta e essa história já não é nova pois fez isso mesmo quando andava a lutar de armas na mão enquanto outros pelos vistos, noutras paragens, não aprenderam o suficiente para hoje terem evitado o caos que se formou. Xanana Gusmão vem da guerrilha por muito que venham agora dizer o que quer que seja de ele ser mau PR. Releiam tudo o que ele escreveu e aprendam pois ele colocou bem acessível tudo o que pensava.
Agora há algo que julgo ele jamais fará - abandonar o povo à sua sorte!
A diferença aí, entre aqueles que têm o dever de o servir (ao povo) é de facto abismal.
Xanana Gusmão não queria ser Presidente.
.
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Malai Azul 2
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "