domingo, janeiro 07, 2007

A campanha de Timor-Leste para derrotar a fome

(Tradução da Margarida)

The Southeast Asian Times

Por John Loizou

Dili, Dezembro 27: A canalização de um rio para irrigar cerca dce 600 hectares para cultivar arroz com mung e soja como culturas subsidiárias não atrairia normalmente muita atenção na moderna Ásia do Sudeste.

Mas em Timor-Leste a abertura de um projecto de cerca de $US1.4 milhões com base na construção de um canal de quatro quilómetros de comprimento para desviar água do Rio Karau Ulun, no distrito de Manufahi a cerca de cinco horas de carro a sul da capital Dili, mostra a determinação do Governo da Fretilin no poder para eventualmente garantir ‘’segurança alimentar” para os cerca de um milhão de cidadãos do país predominantemente rurais na sua maioria mal nutridos.

Significa que o rio que corre para o Mar de Timor durante todo o ano pode ser usado para fornecer água para cerca de 200 agricultores de subsistência das terras baixas num país montanhoso que é dominado primeiro por um período de seca prolongado e depois pela intensa chuva duma monção ocidental.

O projecto foi feito em cerca de 14 meses com dinheiro providenciado pelo Banco Mundial e gerido pelo governo de Timor-Leste.

A inauguração pelo Vice-Primeiro-Ministro e Ministro da Agricultura Estanlislau Maria Aleixo da Silva foi particularmente simbólica porque avançou apesar da violência que forçou tantas quantas 150,000 pessoas da república recentemente independente das suas casas e a resignação do Primeiro-Ministro Mari Alkatiri.

Aos agricultores, que trabalham loteamentos de cerca de 2.5 hectares e que, como a maioria dos agricultores de Timor-Leste não usam fertilizante, será dada agora ajuda técnica para assegurar que possam fazer uso adequado da água, disse o Ministro da Agricultura

Apesar de não o ter dito, um dos maiores benefícios do projecto será a eliminação da chamada “estação da fome” para os agricultores e suas famílias que prevalece tradicionalmente em Timor-Leste e nas ilhas vizinhas do leste da Indonésia entre Novembro e Março todos os anos.

E projectos de irrigação similares que estão a fazer-se no planalto Maliano do centro-oeste de Timor-Leste pode–se esperar os mesmos resultados.

O milho — a palavra usada pelos Espanhóis para a cultura que os conquistadores descobriram a crescer através de todas as Américas em vez do “corn” da América do Norte — predomina como a cultura mais importante das terras altas de Timor-Leste, mas desde a independência, o governo, com a ajuda da agência da ONU, FAO , a Orgaização da Alimentação e da Agricultura, tem construído silos públicos e tem apoiado a produção doméstica de arrozcom a ajuda do Japão.

Como Leitor em Economia Política na Universidade Sydney, Tim Anderson explica: “Apesar da falta de recursos, a política de segurança alimentar do país foca-se agora na produção de arroz.”

Anderson, uma visita regular em Timor-Leste, usa o último relatório do Programa de desenvolvimento da ONU que mostra que a produção doméstica de arroz cresceu de 37,000 toneladas em 1998 para 65,000 toneladas em 2004 para defender o seu argumento.

O programa significa menos dependência de arroz importado — do Vietname, Tailândia e Indonésia — apesar da crise do meio do ano ter perturbado o abastecimento regular.

O governo de Timor-Leste reconhece a necessidade da “segurança alimentar” nacional numa declaração política compreensiva proposta no parlamento do país.

“As causas principais da insegurança alimentar não são somente devidas à prática alargada de agricultura de subsistência, mas também à falta de fontes alternativas de rendimentos do que resulta um baixo pode de compra e a falta de acesso à alimentação. Como resultado do insuficiente uso de força e de tecnologia melhorada, a produção e a produtividade são muito baixas,” diz.

“Contudo, este sector produtivo tem importância especial porque é a fonte principal de alimentação, emprego e rendimentos para dois terços da população, principalmente dos que vivem em áreas rurais.”

A declaração diz que a Política de Segurança Alimentar não só formará a base para Timor-Leste corresponder aos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio marcados pela Assembleia Geral da ONU mas também “materializará” a política do governo para erradicar a fome em todas as suas formas.

A declaração aceita a definição da segurança alimentar da Cimeira Mundial da Alimentação de 1996 como a base da política de Timor-Leste.

Esta é: “Todas as pessoas, em todos os tempos, têm acesso físico, social e económico a alimentação suficiente, segura e nutritiva de acordo com as suas necessidades dietéticas e preferências alimentares para uma vida activa e saudável.

Significa que as condições necessárias são:

Acesso: Toda a gente deve ter acesso físico, social e económico a alimentação suficiente. Os maiores meios de acesso são produção de alimentação de subsistência e rendimentos de empregos e vendas;

Disponibilidade: Os abastecimentos de alimentação devem ser suficientes para alimentarem adequadamente a população;

Estabilidade: O acesso e a disponibilidade devem estar assegurados em todas as alturas e devem fazer-se aprovisionamentos para prover variações de abastecimentos sazonais e deficiências de produção no caso de secas ou de outros desastres naturais;

e utilização efectiva: A comida consumida deve ser segura e nutritiva.
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Bragança cria prémio de lusofonia

I prémio Lusofonia

Município vai instituir galardão literário para o mundo português

A Câmara de Bragança vai instituir um «Prémio Literário Lusofonia» aberto a trabalhos oriundos de todo o mundo onde se fala português e que será atribuído pela primeira vez em 2007. O anúncio foi feito na abertura do V Colóquio Anual da Lusofonia em Bragança, apoiado pelo município. O vice-presidente da autarquia, Rui Caseiro, anunciou que na próxima edição será entregue o primeiro Prémio Literário Lusofonia ao melhor trabalho inédito enviado de qualquer parte do mundo em português. O Prémio de natureza monetária tem um valor de 1500 euros para o melhor trabalho.

A selecção será feita por um júri no âmbito do colóquio da lusofonia, uma iniciativa que a autarquia pretende continuar a apoiar, com o intuito de contribuir para a divulgação da língua portuguesa.

O regulamento consta da página do 6º Colóquio em http://LUSOFONIA2007.com.sapo.pt


6º Colóquio Anual da Lusofonia, 3-5 Outubro 2007

O Presidente da Comissão Executiva
J. CHRYS CHRYSTELLO

ACL Mentor Information Technology Research Institute, University of Brighton, UK. e
Reviewer Helsinki University (Translation Studies Department Publications) Finland

Telefone: (351) 296 446940
Telemóvel: (+ 351) 91 9287816 / 91 6755675
E-fax (E-mail fax): + (00) 1 630 563 1902

E-mail: coloquioslusofonia@gmail.com lusofonia@sapo.pt

Página da internet: http://LUSOFONIA2007.com.sapo.pt

Local do colóquio: CENTRO CULTURAL MUNICIPAL (Anfiteatro) Praça da Sé
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Notícias - traduzidas pela Margarida

Monteiro: Alkatiri é ainda suspeito
27/12/2006

Unotil

Em resposta a notícias e rumores de que o caso das alegações sobre o antigo Primeiro-Ministro Mari Alkatiri de distribuição ilegal de armas foi arquivado, o Procurador-Geral, Longinhos Monteiro declarou que não há ainda nenhum anúncio oficial do seu gabinete sobre o assunto.

Perguntada a sua opinião sobre o estatuto de Alkatiri, Monteiro disse que “até agora, o seu estatuto é ainda de suspeito e não houve mudança ainda deste estatuto.” Monteiro afirmou ainda que no caso de alguma mudança, sobre arquivar ou processar o caso, o público será informado de todo o processo e dos argumentos. (DN & STL)

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Antes de celebrar o seu aniversário, o PM bateu numa criança na rua
Artigo do Timor Post
27 Dezembro 2006

Dili, TP

Mesmo apesar de para o seu 57o aniversário na Terça-feira (26-12), o Primeiro-Ministro Dr. José Ramos Horta ter convidado crianças para jantar na sua residência na Areia Branca, Meti Aut, de modo a mostrar que dá sempre muita importância ao bem-estar das crianças hoje e no futuro, noutra altura, na verdade, mostrou um outro lado.

Na Sexta—feira antes do Primeiro-Ministro ter celebrado o seu aniversário (15-12) uma criança de 13 anos foi vítima de violência quando foi batido pelo responsável do governo e laureado do Nobel da Paz juntamente com o Bispo Belo na Noruega em 1996.

O rapazinho com o pseudónimo de Ajoy, foi atacado somente porque acendeu um bombinha de artifício que foi na direcção do carro do PM, acompanhado por outro carro de segurança. Logo depois do ataque ter ocorrido, um oficial de segurança Português pôs a vítima Ajoy no carro e levou-o para o posto de polícia de Fatuhada.

Como estava assustado e sabendo que era apenas uma criança, depois de ter sido liberado, uma hora passada, Ajoy escolheu permanecer calado sobre o incidente e continuou a viver no campo de deslocados perto do aeroporto. A sua família tem vivido lá desde a crise política e militar. Contudo o TP teve sucesso em encontrar-se com Ajoy na sua tenda no aeroporto no Sábado 23-12. Apesar de assustado, Ajoy foi capaz de descrever calmamente o incidente violento que envolveu o PM. Ajoy declarou que nessa Sexta-feira à tarde, Ajoy, como outras crianças estavam a brincar com pequenas bombinhas na rua à volta de Lafatik com alguns amigos.

Estáva lá, afirmou Ajoy, quando por perto passou o carro do PM Horta com um carro de segurança, e ele acendeu a bombinha. Mas não o fez para atingir o carro. Ajoy diz que a bombinha não atingiu nenhum dos carros. “A minha bombinha não atingiu o carro do PM. Nem sequer acendi a bombinha porque o PM estava a passar. Antes do incidente, já lá estávamos a brincar.” disse Ajoy.

Talvez porque isso os surpreendesse, Ajoy (um aluno do primeiro ano da escola secundária) disse que os dois carros pararam de repente. O oficial de segurança Português, armado com uma pistola, saíu do carro e agarrou Ajoy ao meso tempo que o PM Horta lhe bateu duas vezes na cara.

Quanto ao que sentiu sobre a conduta do PM, Ajoy baixou a sua cabeça e disse: “Fiquei surpreendido quando ele (Horta) veio direito a mim e me bateu na cara. Bateu-me duas vezes na cara. Mas eu não pude fazer nada talvez porque tivesse errado e por isso ele me bateu.”

Depois de ter sido atingido, Ajoy disse que o oficial de segurança Português o pôs no carro com o acordo de Horta para o levar para o posto de polícia de Fatuhada. Depois de deixarem Ajoy no posto de polícia, Horta e o seu oficial de segurança continuaram o seu caminho para o centro da cidade.

Porque Ajoy é uma criança e não culpado, a polícia de lá levou-o de volta ao campo de deslocados onde reside.

Entretanto por outro lado quando falava com o TP no palácio do Presidente, o PM Horta reconheceu o que fizera ao jovem Ajoy. Mas disse que não lhe bateu duas vezes na cara, bateu-lhe uma vez e puxou-lhe as orelhas.

O laureado do Nobel da Paz considera o método de bater que usou como um meio adequado para disciplinar uma criança desobediente.

“Uma bofetada e um puxão de orelhas foi para o ensinar a não ser mau. O problema é com os que atiram pedras e os pais que não educam os filhos. Peço aos pais para que assegurem que os seus filhos não façam tais coisas, atirarem pedras ao acaso aos carros das pessoas. O Governo e os cidadãos particulares gastaram milhares de dólares por causa do mau comportamento das crianças, por causa de os pais não educarem os seus filhos.”

Quanto se de facto a criança apedrejou o carro de Horta, Horta respondeu: “Sim, sim. Ele atirou pedras ao mei carro e aos carros de muitas outras pessoas. Usando uma bombinha, isso eu não vi.”

Esta conduta do PM foi testemunhada por muita gente porque foi um incidente muito público. Quando o TP se encontrou com uma testemunha que vive perto da rua em Lafatik, a testemunha disse: “Vi com certeza o Primeiro-Ministro José Ramos Horta bater na criança na rua ali (Lafatik).” Quanto ao incidente do PM Horta ter batido na criança, a testemunha concordou com o que a vítima disse. “O oficial de segurança estrangeiro branco saiu do carro e agarrou a vítima. O PM Horta saíu do carro e esbofeteou a cara da vítima. Vi que Horta talvez ficasse surpreendido commo barulho da bombinha no momento em que o carro passou.”

A testemunha, que não se quis identificar por razões de segurança disse ainda, “Sendo o membro de topo do governo, o PM Horta não devia mostrar estas atitudes em público.”

Quanto se houve muitas pedras atiradas a carros naquela área como disse Horta, a testemunha indicou que depois do PM ter batido no jovem Ajoy, com certeza que viu carros a serem apedrejados mas que só viu carros do governo a passar em Lafatik. Disse que os carros do governo foram apedrejados porque um grupo não identificado ficou zangado com a conduta do PM de bater num jovem.

Por outro lado, a família da vítima disse que compreendeu o que o PM fez talvez porque a criança errou. Pedem somente que sendo um líder nacional, o PM Horta não devia ter batido na criança em público porque isso pode sujar o nome dele.

A família da vítima disse que como pai, José Ramos Horta tem o direito de ensinar Ajoy e também reconhecem que o que Ajoy fez foi talvez errado. No mesmo local, o coordenador do campo de deslocados do aeroporto, José da Conceição, disse que recebeu uma queixa sobre o PM Horta ter esbofeteado uma criança. Também ele não quis politizar o incidente porque a família da vítima já o tinha informado que a criança errara.

Mas José disse que a conduta do PM Horta não era certa porque Horta é um líder nacional e receptor de um Prémio Nobel da Paz. “Como pai, Horta pode ensinar crianças más mas não perante os olhos do público porque não é adequado. Como Primeiro-Ministro, Horta deve controlar-se e não fazer nada que possa sujar o seu nome.”

Entretanto ao responder sobre a atitude de Horta, o Presidente do Partido Democrático Cristão, António Ximenes, disse sentir-se triste e criticou fortemente a conduta do PM Horta como não sendo o caminho certo porque somente suja a sua imagem.

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Four Corners e o Golpe em Timor-Leste
New Mathilda - 6 Dezembro 2006

Por: Tim Anderson

Sobre o que está em cima; se eu fosse Jackson, Buckfield e Cronau, para não mencionar a ABC estaria a preparar-me para a perseguição legal de Alkatiri que deve está para vir, agora que a investigação foi arquivada, ou descartada por falta de melhor palavra por falta de qualquer evidência para apoiar um caso de evidência aparente contra o antigo PM de Timor-Leste.

Advogados com quem falei pensam que Alkatiri não terá problema em provar que houve má intenção e indiferença sobre a sua reputação quando construíram a história com os factos mais frágeis e baseados em alegações dum acusador altamente desacreditado.

A agora famosa "Defesa de Theophanous " na lei de difamação Australiana baseada no facto de os políticos deverem ter "costas largas" e por isso serem mais moderados, só se manterá na ausência de má intenção. Estes tipos da ABC juntaram um bando de canalhas, com sangue nas mãos e armaram-nos com acusações fabricadas, que foram negadas em cada oportunidade pela pessoa perseguida bem como por outras pessoas reputadas, bem como deram um peso desigual ao amotinado Railos, (que era um provado ladrão de fundos das forças de defesa de Timor-Leste) e cuja credibilidade era extremamente suspeita, tudo isto aponta para má intenção. Alkatiri foi tramado e só Deus sabe como é que tudo isto vai acabar quando todas as testemunhas e as suas notas e o arquivo dos seus email e etc etc forem requisitados e espiolhados. Prestem atenção gentes, porque é importante que Alkatiri persiga estas pessoas....é também importante para o bem-estar do corpo de políticos Australianos.

Estas pessoas mostraram também total indiferença e falta de desportivismo, pessoas que incluem não somente os jornalistas em questão que foram atrás dele com más intenções premeditadas, mas também os burocratas de Canberra do DFAT e figuras políticas tanto na a Austrália como em Timor-Leste que o perseguiram com iguais intenções maliciosas.

Não esqueçamos que há ainda na maioria dos estados da Austrália o crime por difamação criminosa. No caminho para as eleições Australianas do próximo ano....isto vai ser muito mais divertido para algumas pessoas.

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Howard avisa de desassossego no Pacífico
Fiji Times Online

1100 FJT
Terça-feira, Janeiro 02, 2007

Actualização: O Primeiro-Ministro da Austrália acusou a China e Taiwan de interferência "diabólica" nas traseiras da Austrália no Pacífico.

John Howard diz que a Austrália precisa de trabalhar mais para impedir que as nações ilhas do Pacífico Sul caiam nas mãos de grupos hostis.

Foi citado pela Pacific News Agency Service PACNEWS, como tendo dito que a Austrália se engajará na região durante 20 anos lutando para restaurar a ordem em nações como Fiji, Timor-Leste, Ilhas Salomão e Papua Nova Guiné.

"Compreendo que os Australianos digam, 'Bem, vejamos, esqueçamos e deixemos que sigam a sua própria cabeça. Não se estrague nenhum dinheiro'," disse.

"Mas esta é a abordagem errada porque cairão nas mãos do diabo de outros países."

"Certamente há um pouco de luta entre China e Taiwan."

Os avisos sobre o Pacífico de Mr Howards vieram quando o homem forte das forças militares de Fiji, Almirante Voreqe Bainimarama, ameaçou pedir ajuda à China se a Austrália se opuser ao seu regime.

Disse que a Austrália estava a aumentar o tamanho das suas forças armadas para "lidar com coisas na região ".

Mr Howard disse que a Austrália precisará de ter um papel maior na região nos próximos 10 a 20 anos para prevenir a instabilidade na Papua Nova Guiné, Fiji, Timor-Leste e Ilhas Salomão.

O Governo Australiano mandou recentemente forças para Timor-Leste e Ilhas Salomão para ajudar a restaurar a lei e a ordem.

Disse que a Austrália estava numa posição difícil por causa de alegações de interferência.
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Noticias - 3 de Dezembro - Traduzidas pela Margarida

The Age - Janeiro 3, 2007 - 4:39PM

Soldado ferido em acidente de treino em Timor

Um soldado Australiano a servir em Timor-Leste ficou ferido depois duma granada de ensaio ter aparentemente explodido na sua mão durante um exercício de treino. Um porta-voz do departamento de Defesa disse que o homem foi levado para o Royal Darwin Hospital no Sábado para tratamento.

Desde então o soldado foi transferido para uma instalação médica na Robertson Army Barracks em Darwin. Foi dito que está em condições estáveis, mas com feridas não especificadas nas mãos.

A granada, conhecida como uma flashbang, tem o propósito de desorientar seriamente as suas vítimas ao produzir uma luz ofuscante e um barulho ensurdecedor. O departamento disse que o incidente estava a ser investigado.

Há cerca de 800 membros da Força de Defesa Australiana a servir em Timor-Leste que está a providenciar segurança depois do desassossego político do ano passado.

NOTÍCIAS UNMIT

Relatos dos Media Nacionais:

TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste

UNMIT – Revista dos Media Diários – Sexta-feira, 29 Dezembro 2006 – Terça-feira, 2 Janeiro 2007
Relatos dos Media Nacionais

O PM Ramos Horta candidatará TMR para ser o próximo Presidente

Falando aos jornalistas depois de participar numa festa de Natal no Ministério da Educação, foi relatado que o PM Ramos-Horta disse que apoiará a candidatura do comandante das F-FDTL, Brigadeiro Taur Matan Ruak (TMR), para ser o próximo Presidente se o actual Presidente da República, Xanana Gusmão, recusar concorrer à re-eleição em 2007. Questionando as razões para a candidatura de TMR, o PM Ramos Horta disse que TMR era o líder adequado para ocupar o posto de presidente. Disse “TMR em uma boa liderança desde os 24 anos durante o período da resistência, e também desde 1999, até enfrentarmos a crise em curso em Timor-Leste. TMR mostrou muita coragem durante estes três períodos. Ninguém tem a coragem que ele tem”, sublinhou o PM Ramos Horta. Contudo, questionado se sim ou não o PM Ramos Horta se candidatará, disse que nem sequer pensava que as pessoas o quisessem. (DN, TP, STL)

Lu’Olo: As eleições que se aproximam realizar-se-ão antes do final do mandato do Parlamento Nacional

O Presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres Lu’Olo, foi recentemente citado no Diario Nacional como tendo dito que as Eleições Gerais de 2007 se realizarão antes do fim do mandato do Parlamento Nacional - 20 de Maio de 2007. Acrescentou que alguns partidos políticos tentaram agarrar-se ao regimento do PN [que diz que o mandato do PN acaba em 15 Setembro] para interpretar a constituição que obviamente declara que 20 de Maio de 2007 é o fim do mandato do PN. (DN)

Membros da polícia que estão agora com o major Alfredo Reinaldo em fuga não deram qualquer resposta para regressar ao Quartel-Geral da PNTL

Falando aos jornalistas depois de visitar o Quartel-Geral da Unidade de Intervenção Rápida (UIR) em Fatu-hada, o Vice-Ministro do Interior, Agustinho ‘Somoco’ Sequeira disse segundo foi relatado que tinha emitido pela segunda vez uma carta de chamada aos membros da PNTL que ainda estão agora com o major Alfredo em fuga, mas, até à data, não houve qualquer resposta. A carta foi enviada duas vezes para requerer a esses membros da polícia para se apresentarem no Ministério do Interior e seguirem o processo parase re-activarem.

RTTL Títulos das notícias

Horta: 2007 o ano do Desenvolvimento

Antes da entrado do Novo Ano de 2007, o Primeiro-Ministro Horta enviou a sua mensagem às pessoas que 2007 será um ano de Desenvolvimento. Na mesma altura o Sr. Horta também admitiu que a segurança é ainda um problema no país; é preciso pelo menos mais um ano para recuperar. Na mesma ocasião, o Sr. Horta prometeu trabalhar pela recuperação económica e melhorar a segurança de modo a restaurar paz, estabilidade e tranquilidade e garantir uma atmosfera segura nas eleições nacionais que se aproximam.

Resolver a crise através da Unidade Nacional

por ocasião do diálogo entre as pessoas na área de Santa Cruz, Gama o organizador do Diálogo disse que a Unidade Nacional é um modo de resolver a presente situação política e de segurança do país. Por isso as pessoas de Timor-Leste devem estar unidas e deixar para trás a falsa propaganda de Loromonu e Lorosae. Na mesma ocasião, o chefe Suku de Santa Cruz disse que a crise presente será resolvida se as questões de discriminação e os casos dos peticionários forem primeiro resolvidos. Um dos membros jovens disse que os autores dos crimes devem ser processados e que os jovens não devem ser acusados dos seus pecados.

Os deslocados apoiam o plano do Governo

O coordenador dos deslocados no Aeroporto Nicolau Lobato disse que todos os deslocados estão a apoiar os planos do Governo e que estão disponíveis para cooperar com os melhores interesses do país. Expressaram também dúvidas sobre os esforços do governo para responder aos problemas dos deslocados. Disse que o Governo está a pedir aos deslocados para regressarem para as suas casas mas que o problema da segurança é ainda muito frágil e que os assassinos e os autores da violência estão ainda à solta. Viemos para estes campos porque tínhamos medo de morrer, por isso não regressaremos enquanto a segurança for um problema, acrescentou um dos deslocados.


UNMIT Revista dos Media Diários – Quarta-feira, 3 January 2007

Relatos dos Media Nacionais


PM Ramos-Horta: O dinheiro que temos não terá qualquer valor se não estivermos unidos

Falando aos jornalistas o PM Ramos-Horta disse que os rendimentos ganhos de investimentos no sector do petróleo cresceram significativamente comparado com os anos anteriores. Este ano Timor-Leste ganhará quase US$100 milhões cada mês. Contudo, acrescentou o Primeiro-Ministro, “este dinheiro não faz qualquer sentido se não estivermos unidos. Ambos o primeiro e o segundo governos constitucionais completaram alguns bons trabalhos, apesar de alguns não terem sido ainda alcançados. Contudo, acreditamos que com a assistência de todos os Timorenses, podemos completar os trabalhos incompletos”, sublinhou Horta. (DN)

Bano: Relatório Anual de 2006 do Ministério do Trabalho e da Reinserção Comunitária, muitas tarefas de 2006 não foram ainda completadas

Falando aos jornalistas, o Ministro do Trabalho e da reinserção Comunitária, Arsénio Paixão Bano disse que muitas tarefas não foram completadas no seu ministério porque muito tempo foi dedicado a ajudar as vítimas da crise em curso. Acrescentou que a quatro áreas foi dado prioridade em 2006 incluindo a Construção de Capacidade Profissional, emprego, questões Sociais e dos Veteranos. Mas acima disso, o ministério também se focalizou em dar assistência humanitária aos deslocados no país. Na área do emprego por exemplo, o ministério planeou empregar mais gente tanto do interior como do exterior do país, mas por causa da crise tiveram que anular esse programa. Contudo, muitas tarefas foram completadas com sucesso pelo ministério. Isto incluiu a entrega de 2,900 bolsas de estudo a estudantes do primário e do secundário, dar emprego através do Programa de Emprego de US$2 (programa de dinheiro para trabalhar) a mais de 10,000 pessoas, estabelecimento de centros da juventude, e a criação de mais oportunidades de emprego para os jovens no futuro. O Sr. Bano enfatizou que somente com um pessoal de 104 membros permanentes e 150 temporários, o ministério tentará o seu melhor para continuar a servir os deslocados e para providenciar assistência humanitária ao país no futuro. Por outro lado a construção de capacidades era ainda muito importante para todo o pessoal do ministério, sublinhou o Sr. Bano.

Expectativas para o Desenvolvimento

Falando aos jornalistas depois de ter presidido à Missa de Ano Novo na Catedral em 1 de Janeiro, o Bispo da Diocese de Dili, Monsenhor Arlberto Ricardo da Silva distribuiu a sua mensagem ao povo dizendo que este Novo Ano trará esperança de desenvolvimento e acrescentou que às vezes planos bons podem ser estragados por outras coisas inesperadas. “Isto pode ser aprendido pela experiência do ano passado onde tínhamos bons planos, mas não os pudemos realizar devido a várias razões incluindo a crise em curso. Mas com a chegada de 2007, rezamos a Deus para ajudar os nossos líderes, autoridades, e a toda a gente Timorense para estendermos as mãos uns aos outros e mostrarmos a nossa boa vontade, coragem e bravura para criar uma boa atmosfera para o desenvolvimento futuro de Timor-Leste”, disse.

RTTL títulos das notícias

Deslocados regressam a casa


O Ministério do Trabalho e da Solidariedade identificou 142 famílias de diferentes campos de deslocados que querem regressar a casa esta semana. Entre elas, 9 famílias não são bem vindas pelos seus vizinhos em Kakaulidun, enquanto as outras seriam bem recebidas pelos seus vizinhos. Um dos membros da comunidade disse que estão contentes por aceitarem os seus amigos dos campos de deslocados porque sentem que são todos vítimas desta crise e culpam os líderes como os autores desta crise presente política e de segurança. Apelaram também aos seus amigos nos campos de deslocados para regressarem às suas casas. A irmã Guilhermina que é a responsável pelos deslocados no complexo das Irmãs Canossianas em Balide Raihun expressou descontentamento com o gabinete do Ministro do Trabalho e da Reinserção Comunitária ontem por ter evacuado os deslocados sem coordenação adequada com as irmãs. Disse que o número de deslocados no seu complexo de Abril a Outubro de 2006 tinha caído de 28,000 para cerca de 13,000 pessoas, porque as pessoas tinham regressado às suas casas. Vieram por elas próprias e regressaram por elas próprias também. Procuravam um local seguro e oferecemos-lhe o que podemos. Assim, deviam informar-nos antes de regressarem a casa acrescentou a irmã Guilhermina. Apelou ainda aos gabinetes dos Ministros das Obras Públicas e Trabalho e Reinserção Comunitária para coordenar com as irmãs antes de remover os deslocados do complexo.

Justiça

A Frente Nacional para a Justiça e Paz lamentou o Sistema Judiciário de Timor-Leste. Disseram que o Governo de Timor-Leste já não presta atenção à justiça no país. Parece que os esforços do Governo parta levar justiça ao povo está a recuar e a ficar cada vez mais silenciada pelos líderes. Esta foi a preocupação principal do workshop de um dia da FNJP no Sábado, 30 de Dezembro de 2006. Os participantes do workshop vieram de 13 distritos, líderes de partidos políticos e alguns membros de ONGs. O objectivo do workshop era avaliar o sistema de justiça em Timor-Leste, e o gabinete do Procurador-Geral.
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sábado, janeiro 06, 2007

De um leitor

Appolo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Processo contra Mari Alkatiri foi arquivado":

East Timor without Mari and without portuguese is an East Timor without hope, without progress, without development, without education. Mari has stepped down long time ago and yet the violence, the deaths and the insecurity is still happening. Mari stepped down and yet more people died after that. Mari stepped down and services like Electricity are cut down. Mari stepped down and now we have a PM that spent most of his time away from the country. Mari stepped down and now we have a PM that releases documents in English only. Mari stepped down and now we have a PM that hits children, to make it worse the PM hit the child in public.

Australian troops came and violence got bigger then ever. GNR came and Reinado was put in jail. So many australian troops out there and yet Reinado hasn't been caught.
Is East Timor really better off without Mari, the portuguese people and portuguese language?
Is East Timor in better hands now? Are we really sure that in the future the timorese children won't have to go through all this proccess over and over again?

Feel pity for all of you that think that this all "situation" happened for a good reason.

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quinta-feira, janeiro 04, 2007

Army chief for Timor president

The Australian
January 04, 2007

EAST Timor Prime Minister Jose Ramos Horta wants the country's defence chief, a former Falintil guerilla commander, appointed as the next president after Xanana Gusmao, who is expected to step down later this year.

Mr Ramos Horta said East Timor Defence Force commander Brigadier-General Taur Matan Ruak would make a good president if Mr Gusmao declined to run in May elections.
"Taur Matan Ruak has good leadership from the 24 years during the resistance period," Mr Ramos Horta said.

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Howard warns of Pacific unrest

Fiji Times Online

1100 FJT
Tuesday, January 02, 2007

Update: 11am Australia's Prime Minister has accused China and Taiwan of "evil" meddling in Australia's Pacific backyard.

John Howard says Australia needs to work harder to stop South Pacific island nations falling into the hands of hostile groups.

He was quoted by Pacific News Agency Service PACNEWS, as saying that Australia would be engaged in the region for up to 20 years struggling to restore order to nations such as Fiji, East Timor, the Solomon Islands and Papua New Guinea.

"I can understand Australians saying, 'Well, look, let's forget about it and leave them to their own devices. Don't waste any money'," he said.

"But that is the wrong approach because they will fall into the hands of the evil from other countries."

"Certainly there's a bit of a battle between China and Taiwan."

Mr Howards Pacific warning came as Fiji's military strongman, Commodore Voreqe Bainimarama, threatened to ask China for help if Australia opposed his regime.

He said Australia was increasing the size of its army to "deal with things in the region".

Mr Howard said Australia would need to play a major role in the region for the next 10 to 20 years to prevent instability in Papua New Guinea, Fiji, East Timor and the Solomon Islands.

The Australian Government recently sent forces to East Timor and Solomon Islands to help restore law and order.

He said Australia was in a difficult position because of allegations of interference.

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Noticias - 3 de Dezembro

The Age - January 3, 2007 - 4:39PM

Soldier hurt in Timor training accident

An Australian soldier serving in East Timor has been injured after a stun grenade apparently exploded in his hand during a training exercise. A spokesman for the Defence department said the man was flown to Royal Darwin Hospital on Saturday for treatment.

The soldier has since been shifted to a medical facility at the Robertson Army Barracks in Darwin. He was said to be in a stable condition, with unspecified injuries to his hand.

The grenade, known as a flashbang, is designed to seriously disorientate its victim by producing a blinding flash and deafening bang. The department said the incident was being investigated.

There are about 800 Australian Defence Force personnel serving in East Timor who are providing security in the aftermath of last year's political unrest.

NOTÍCIAS UNMIT

National Media Reports:

TP - Timor PostDN - Diario Nacional STL - Suara Timor LorosaeRTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste

UNMIT Daily Media Review - Friday, 29 December 2006 – Tuesday, 2 January 2007
National Media Reports


PM Ramos Horta will candidate TMR to be the next President

Speaking to journalists after attending a Christmas party at the Ministry of Education, PM Ramos-Horta reportedly said that he would support the candidature of the commander of F-FDTL, Brigadier Taur Matan Ruak (TMR), to be the next President if the current President of the Republic, Xanana Gusmão, refuses to run for re-election in 2007. Questioning the reasons for the candidacy of TMR, PM Ramos Horta said that TMR was the proper leader to be in the president’s post. He said “TMR has good leadership from the 24 years during the resistance period, and also since 1999, until we faced the East Timor ongoing crisis. TMR has shown a lot of courage during these three periods. Nobody has such courage as he does”, stressed PM Ramos Horta. However, questioning on whether or not PM Ramos Horta would declare himself as a candidate, he said that he would not even though the people want him. (DN, TP, STL)

The forthcoming elections will be held prior to the end of the NP mandate: Lu’Olo

President of the National Parliament, Francisco Guterres Lu’Olo, was quoted recently in Diario Nacional as saying that the 2007 General Elections will be held before the end of the mandate of the National Parliament - 20 May 2007. He added that some political parties tried to hold the NP regiment [which said the mandate of NP ends on 15 September] to interpret the constitution which obviously stated that 20 May 2007 is the end of the NP mandate. (DN)

Police Members who are now with Fugitive Major Alfredo Reinaldo have not given any response to return to PNTL HQ

Speaking to journalists after visiting the Rapid Intervention Unit (UIR) HQ in Fatu-hada, the Vice Minister of Interior, Agustinho ‘Somoco’ Sequeira reportedly said that he had issued a called-letter for the second time to the members of PNTL who are now still with the fugitive Major Alfredo, but, as yet, there has been no response. The letter was sent twice to request those police members to present themselves to the Ministry of Interior and follow up on the process to re-activate.

RTTL news headlines

Horta: 2007 the year for Development

Before entering the New Year 2007, Prime Minister Horta conveyed his message to the people that 2007 will be a year of Development. At the same time, Mr. Horta also admitted that security will still be problem for the country; it needs a least one more year to recover. On the same occasion, Mr. Horta bowed to work for economic recovery and improved security in order to restore peace, stability and tranquility and to ensure a safe and secure atmosphere for the coming national elections.

Solving crisis through National Unity

In the occasion of dialogue between the people in the area of Santa Cruz, Gama the organizer of the Dialogue said that National Unity is one way to solve the present political and security situation of the country. Therefore the people of Timor-Leste must be united and put behind the false propaganda of Loromonu and Lorosae. On the same occasion, the chefee Suku of Santa Cruz said that the present crisis will be solved if discrimination issues and the cases of the petitioners are addressed first. One of the youth members also said that the actors of the crime should be persecuted and that the youth should not be blamed for their sins.

IDPs support the plan of the Government

The coordinator of IDPs at Airport Niculao Lobato said that the IDPs are all supporting the plans of the Government and they are willing to cooperate in the best interest of the country. They also expressed their doubts of the effort of the government to address the problems of the IDPs. He said that the Government is demanding that the IDPs return to their homes but the security problem is still very fragile and the murderers and the actors of violence are still free. We came to these camps because we were afraid to die, so we will not return to our places if security is still a problem, added one of the IDPs.


UNMIT Daily Media Review - Wednesday, 3 January 2007

National Media Reports

The Money that we Have Does Not Have Any Value if we are Not United: PM Ramos-Horta

Speaking to journalists, PM Ramos-Horta reportedly said that the revenue earned from investment in the petroleum sector has increased significantly compared with previous years. This year Timor-Leste will gain almost US$100 million every month. However, the Prime Minister added, “this money does not make any sense if we are not united. Both the First and Second Constitutional Governments completed some good jobs, although some have not been achieved as yet. However, we believe that with the assistance and cooperation from all East Timorese people, we can finish the uncompleted jobs”, stressed Horta. (DN)

2006 Annual Report from the Ministry of Labour and Community Reinsertion, Many tasks of 2006 have not been completed yet: Bano

Speaking to journalists, the Minister of Labour and Community Reinsertion, Arsenio Paixão Bano reportedly said that many tasks have not been completed in his ministry because a lot of time has been devoted to helping the victims of the ongoing crisis. He added that four main areas were prioritised in 2006 including Professional and Capacity Building, employment, Social and Veterans issues. But on top of that, the ministry also focused on provision of humanitarian assistance to IDPs in the country. In the area of employment for example, the ministry planned to employ more people both inside and outside the country, but because of the crisis, they had to put this programme off. However, many tasks were reported to be successfully completed by the ministry. This includes providing scholarships for 2,900 primary and secondary students, providing employment through the US$2 Employment Programme (Cash for Work programme) for more than 10,000 people, establishing youth centres, and creating more employment opportunities for the youth in the future. Mr. Bano emphasised that with 104 permanent and 150 temporary staff only, the ministry will try its best to continue serving the IDPs and to provide humanitarian assistance for the country in the future. On the other hand, capacity building was still very important for all staff of the ministry, stressed Mr. Bano.

Expectation for Development

Speaking to journalists after chairing the New Year Mass at the Cathedral on 1 January, Bishop of the Dili Dioceses, Mgr. Arlberto Ricardo da Silva reportedly delivered his message to the people saying this New Year would bring hope for development and added that sometimes good plans could be damaged by other unexpected things. “This could be learned from the experience of last year where we had good plans, but we could not realise them due to various reasons including the ongoing crisis. But with the arrival of 2007, we pray to God to help our leaders, authorities, and all East Timorese people to extend our hands to each other and show our good will, courage and bravery to create a good atmosphere for the future development of Timor-Leste”, he said.

RTTL news headlines

IDPs return home

Ministry of Labour and Solidarity has identified 142 families from different IDP camps who want to return home this week. Among them, 9 families are not welcome by their neighbours in Kakaulidun, while the others would be welcomed by their neighbours. One of the community members said that they are happy to accept their friends in IDP camps because they feel that all of them are victims of this crisis and blame the leaders as the actors of this present political and security crisis. They also appealed to their friends in the IDP camps to return to their homes.Sr. Guilarmina who is the responsible for the IDPs in the Canossian Sister compound in Balide Raihun has expressed her discontent towards the office of the Minister of Labour and Community Reinsertion yesterday for evacuating IDPs without proper coordination with the Sisters. She said that the number of IDPs in their compound from April until October 2006 has dropped from 28,000 to around 13,000 people because people have returned to their homes. They came by themselves and returned to their homes by themselves too. They were looking for a safe place to stay and we offered them what we could. So, they should inform us before going back home, added Sr. Guilarmina. She also appealed to the offices of the Minister of Public Works and Labour and Community Reinsertion to coordinate with the Sisters before removing IDPs from the compound.

Justice

The National Front for Justice and Peace has lamented on the Judiciary System of Timor-Leste. They said that the Government of Timor-Leste does not pay any attention anymore to justice in the Country. It seems the effort of the Government to bring justice to the people is going backward and becoming more and more silenced by the leaders. This was the main concern for the one day workshop of NFJP on Saturday, 30 December 2006. The participants of the workshop came from 13 districts, leaders of Political Parties and some members of NGOs. The aim of the workshop was to evaluate the justice system in Timor-Leste, and the office of the Prosecutor-General.

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De um leitor

Nesta quadra natalícia recebi como presente de um casal amigo um pequeno livro (apenas pouco mais do de quatro dezenas de páginas) de poesia escrita por um Timorense, aquando da sua diáspora em Portugal… porquanto, pelas notícias que entretanto li ele se encontra actualmente na sua terra natal Timor-Leste…

Não quero deixar de partilhar convosco algum do imenso prazer que tive ao ler o livro, enviando um dos poemas de AFONSO BUSA METAN, poema que escreveu em Lisboa em 19.abril.1999….

“””””””””””
Sangue e hipocrisia

É vermelha a dor,
vermelho o horror,
e é violenta,
lenta,
valente,
impotente,
sofrente…
E há gente que mente
no cinismo prepotente,
decorrente deste mundo
que vê Timor ir ao fundo
e diz coisas piedosas,
maneiras ardilosas
de nada fazer afinal
nesta omissão fatal
que deixa assassinos à solta
e impunes os mandantes.
Tudo como dantes.
Tudo ainda mal.”””””””””””


PS: peço desculpas (e respectiva compreensão) para esta reprodução sem a devida autorização prévia do Autor e da Editora (SUL – é uma ONG com sede em Aveiro, tendo editado em 2001 um outro livro do João Paulo Esperança), tendo assumido esta ousadia pelo prazer e gosto de partilhar convosco esta obra, com o título “Cartas da terra dos malais”, editada em Dezembro.2005.

que 2007 represente e consolide a PAZ em Timor-Leste e traga o DESENVOLVIMENTO que as suas gentes necessitam… um abraço amigo do

ST.
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Four Corners and the Coup in Timor Leste

New Mathilda - 6 December 2006


By Tim Anderson

On the above; if I were Jackson, Buckfield and Cronau, not to mention the ABC I would be preparing for the Alkatiri legal onslought which would be coming now that the investigation has been shelved, or dismissed for want of a better word for want of any evidence to support a prima facie case against the former PM of East Timor. Lawyers I speak to think Alkatiri would have no trouble in proving that there was malice and disregard to his reputation when the story was put together on the slenderest of facts and on based on the allegations of a highly discredited accuser.

The now famous "Theophanous Defence" in Australian defamation law based on the fact that politicians should "have broad backs" and therefor be fairer game, will only hold where there is an absence of malice. These guys from the ABC joined the pack of hounds, with blood in their nostrils and armed with trumped up charges, which were denied at every turn by the hunted person as well as other reputable people, as well as the unfair weighting given to the rebel Railos, (who was a proven thief of East Timor defence forces funds) and whose credibility was extremely suspect, all points to malice. Alkatiri was set up and God only knows where this is going to all end when all witnesses and their notes and their email records and etc etc are subpoened and trawled through. Watch out people, because its important that Alkatiri pursues these people....it is also for the good for the Australian body politic's well being.

These people have shown total disregard for decency and fair play, people including not only the journalists in question who went after him with malice aforethought, but also the Canberra bureaucrats from DFAT and political figures both in Australia and East Timor who went after him with equal malicious intent.

Lets not forget there is still in Australia the offence of criminal defamation in most states. In the lead up to Australian elections next year....this is going to be so much fun for some people.

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East Timor leader to receive honorary degree

Wednesday, January 03, 2007
By GARY McELROY
Staff Reporter
The leader of the 21st Century's newest nation is coming to Baldwin County in January.

His name is Kay Rala Xanana Gusmao. His country, which became a brand new democratic republic on May 20, 2002, is East Timor.


It takes up the eastern half of a large island in the Indonesian archipelago a few hundred miles north of Australia.

Thomas Rosandich, president and founder of the United States Sports Academy in Daphne, will serve as Gusmao's host. Rosandich said Tuesday that the occasion will be to bestow on his friend the academy's International Honorary Doctorate on Jan. 19.

Rosandich founded the Sports Academy more than 30 years ago. A few years later, he said, he delivered the institution to "sports friendly" Mobile, after visiting other potential U.S. sites from San Diego to Miami and a half-dozen points in between.

The academy offers bachelor's, master's and doctoral degrees, and is associated with nations around the world, Rosandich said.

So is Rosandich. Through a military career and as a coach and educator, he was an early proponent of the Peace Corps and helped get it

established in Southeast Asia. Over the years, he served as an American sports ambassador for the U.S. State Department in more than 40 countries, even more as head of his sports institution.

Rosandich described Gusmao as an "unusual, very charming, very interesting man" whose 30-year political struggle was very much like that of Nelson Mandela in South Africa -- public service, imprisonment by authorities for his campaigns of freedom and independence and, ultimately, the exercise of state craft as East Timor's elected leader.

The sports academy, described as the largest free-standing institution of its kind in the world, is in the process of helping Gusmao and his nation build a sports program there, Rosandich said, in part through private foundations.

"It's the newest nation in the world and probably the poorest nation in the world," Rosandich said of East Timor, and Gusmao's visit is in part intended to help Rosandich help him "deliver the (sports) program in his country."

Tempered by his own international sports ties going back more than 50 years and his academy's position as "a nexus to the world," Rosandich said, it was in a position to give the kind of help East Timor needed.

Gusmao will be the fourth recipient of the academy's honorary doctorate, Rosandich said. It is a list that also includes the Crown Prince of the Kingdom of Bahrain, and Mandela, as president of South Africa.

The school has delivered athletic programs to more than 60 nations, Rosandich said. It is independent, academically accredited and nonprofit. It trains men and women who aspire to careers in sports, he said.

He said he got the idea for a United States sports academy during the Cold War, via his travels through various nations during athletic and Olympic competitions.

Rosandich said he was struck by certain eastern European countries' uses of, and applications to, the "science" of sports.

"They used sports science far better than we did in America," Rosandich said.

It was not long afterward, Rosandich said, that he began doing everything he could to make sure that would no longer be true.

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Governo aumenta a ajuda a deslocados que querem voltar para casa - MTRC

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE
MINISTÉRIO DO TRABALHO E DA REINSERÇÃO COMUNITÁRIA
MINISTÉRIO DAS OBRAS PÚBLICAS
GABINETE DE INFORMAÇÃO


Dili, 03 de Janeiro 2007

Comunicado de Imprensa

Governo aumenta a ajuda a deslocados que querem voltar para casa

O Governo, através do Ministério do Trabalho e da Reinserção Comunitária (MTRC) em
parceria com o Ministério das Obras Públicas (MOP) e as Forcas Armadas (F-FDTL),
aumenta o apoio aos deslocados que residem nos campos de Dili e querem voltar para os
Distritos, Sub-Distritos, aldeias ou sucos de origem.

O apoio humanitário cedido pelo Governo para ajudar no regresso a casa tem sido
aproveitado pelos deslocados que têm voltado aos seus Distritos ao longo dos últimos
meses.

O Governo facilita no transporte, disponiliza material de construção e apoio humanitário.
No mês de Dezembro que agora termina a deslocação dividiu-se em várias fases.
A primeira fase data do dia 19 de Dezembro, no dia 28 de Dezembro também foram
transportadas inúmeras famílias e no dia 29 saíram dos campos de deslocados de Díli
mais 6 familias, numa missão que contou com o apoio das Madres Dominicanas.
De acordo com o Plano Operacional em curso, um total de 15 famílias saíram no dia 30
de Dezembro de 2006 dos campos: Canosiana Balide, Canosiana Lecidere, Dominicana
Bidau e Aeroporto em direcção aos sub-distritos: Cristo Rei, Nain Feto, Vera Cruz e Dom
Aleixo, numa operacao conjunta de apoio do MTRC, MOP, Programa Alimentar
Mundial (WFP) .

Quanto a implementação do programa “Simu Malu” e sua evolução, o Ministro do
Trabalho, Arsénio Paixão Bano mostrou-se satisfeito pelo desenvolvimento deste
programa que tutela directamente: “ Já chegou o momento de recebermos de volta os
parentes que estavam afastados das suas famílias, distritos, sucos e aldeias. O Governo
apoia todos os deslocados que mostrarem vontade de voltar a casa e esse apoio tem a
duração de três meses”.

Anibal Guterres, deslocado que vivia no Campo do Aeroporto e já regressou a casa, para
o Sub-Distrito Dom Aleixo mostra a felicidade que sentiu na altura do regresso : “Eu
agradeço muito ao Governo porque nos dá comida e material de construcão para
reconstruirmos as nossas casas”.

O Governo espera que os deslocados aproveitem e utilizem os apoios dados pelo Estado
para os ajudar no regresso às actividades do dia-a-dia e para que todos, unidos,
contribuam para o estabelecimento da normalidade o mais depressa possível em Timor-
Leste.

***

Mensagem de Natal do Ministro do Trabalho e da Reinserção Comunitária Arsénio
Paixão Bano.

Queridos Irmãos.

Dirijo-me a vós com uma mensagem de alegria neste momento difícil com votos de :
"Santo Natal e próspero Ano Novo de 2007.

Olhamos para trás e vemos um ano difícil no nosso querido pais. Desde a crise de Abril e
Maio o nosso povo viveu o sofrimento e a tristeza nalguns casos de perder tudo. Com
eles todos nos sofremos também.

Este Governo, como representante do Povo timorense, tem o dever de fazer tudo para
acabar com as dificuldades com que muitos dos nossos irmãos se têm debatido nos
últimos meses.

Esta é por isso também uma mensagem de esperança.

Unidos, agora mais do que nunca, todos devemos dar as mãos, no mais profundo espírito
do Natal, para devolver a dignidade humana e as condições mínimas de bem-estar a uma
população ja tão habituada a sofrer.

Estamos, passo a passo, a aprender a caminhar. Como mais jovem Nação independente
do mundo temos que mostrar a comunidade internacional que conseguimos ultrapassar os
obstáculos que nos aparecem pela frente...

Já o fizemos no passado, durante os 24 anos de luta até alcançarmos a libertação. Fomos
exemplo de resistência, de luta, de dedicação rumo a um futuro livre dependente apenas
do nosso trabalho.

Todos juntos, podemos e devemos construir uma nova vida com alegria numa pátria que
é a nossa virada para o desenvolvimento.

Eu peço a todos os irmãos, de Este a Oeste do nosso território, para celebrarem com
alegria este Natal e desejo um novo ano, passado já em casa.

Aos que não têm essa possibilidade que o novo ano seja de regresso. De regresso a um
passado que já foi glorioso.

Eu peço a todos os queridos irmãos para nos ajudarmos uns aos outros, para ajudarmos
este Governo a resolver esta crise que enfrentamos, pois só unidos podemos alcançar a
vitória.

Aproveito esta oportunidade para apelar aos deslocados que querem voltar para as suas
casas, para os seus locais de origem para se registarem no Levantamento de Dados no
Ministério do Trabalho e da Reinserção Comunitária para poderem receber a ajuda do
Governo para regressarem então a casa.

O Ano de 2007 já está perto, um ano muito importante para a nosso Historia.

Ano de eleições Presidenciais e Legislativas, para que juntos possamos mostrar a quem
nos olha de fora que mesmo a mais jovem nação do mundo sabe viver numa próspera
democracia, a nossa democracia é e deve ser nossa e para todos nós.

Queridos Irmãos, acabo como comecei. Com um grande abraço de Natal cheio de alegria
e Ano Novo com paz para todos vós.

De
Arsénio Bano
Ministro do Trabalho e da Reinserção Comunitária

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Before celebrating his birthday, the PM hit a child in the street.

Timor Post article
27 December 2006


Dili, TP
Event though for his 57th birthday, Tuesday (26-12), Prime Minister Dr. Jose Ramos Horta invited young children to dine together at his residence in Areia Branca, Meti Aut, in order to show that he always places great importance on children’s well being today and their future, at another time in reality he showed a different side.

On the Friday before the Prime Minister celebrated his birthday (15-12) a 13 year old child was a victim of violence when he was hit by the head of government and Nobel Laureate for Peace together with Bishop Belo in Norway in 1996.

The young boy with the pseudonym Ajoy, was hit only because he had lit a firecracker that went in the direction of the PM’s car, accompanied by one security car. Soon after the assault occurred, a Portuguese security officer put the victim Ajoy in the car and took him to the Fatuhada police station.

Because he was scared and knowing he was just a child, after he was released within an hour, Ajoy chose to remain silent about the incident and continued to live at the IDP camp by the airport. His family has lived there since the political and military crisis. However TP was successful at meeting Ajoy under his tarpaulin tent at the airport on Saturday 23-12. Although scared, Ajoy was able to calmly describe the violent incident involving the PM. Ajoy stated that on that Friday afternoon, Ajoy, like other children, were playing with small fireworks along the street around Lafatik with some friends.

It was there, Ajoy stated, that when PM Horta’s car with a security car passed close by, he lit a firecracker. But he did not do it to hit the car. Ajoy says the firecracker did not hit either car. “The firecracker I lit did not hit the PM’s car. Nor did I light the firecracker because the PM was going by. But before the incident, we had already been playing there.” said Ajoy.

Perhaps because it surprised them, Ajoy (a first year secondary student) said the two cars stopped suddenly. The Portuguese security officer, armed with a pistol, got out of the car and grabbed and held Ajoy while PM Horta hit his face twice.

As to what he felt about such conduct on the part of the PM, Ajoy lowered his head and said: “I was surprised when he (Horta) came up to me and straight away slapped my face. He hit me twice on the face. But I couldn’t do anything because perhaps I had done wrong and that’s why he hit me.”

After he was hit, Ajoy said, the Portuguese security officer put him in the car with Horta’s concurrence to take him to the Fatuhada police station. After they left Ajoy at the police station, Horta and his security officer continued on their way to the center of the city.

Because Ajoy was a child and was not culpable, the police there took him back to the IDP camp where he resides.

Meanwhile on the other hand when speaking with TP at the President’s palace, PM Horta acknowledged what he had done to the child Ajoy. But he said that he did not hit the child twice in the face, he hit him once and pulled his ear.

The Nobel Peace Prize Laureate considers the method of hitting he used as an appropriate means to discipline an unruly child.

“A slap and pull on the ear is to teach him not to be naughty. The problem is with stone throwers and parents aren’t teaching their children. I appeal to fathers to ensure that their children don’t do these things, throwing stones at people’s cars randomly. Government and private citizens have spent thousands of dollars because of the bad behavior of children, because parents don’t teach their children.”

As to whether the child really stoned Horta’s car, Horta answered: “Yes, yes. He threw stones at my car and many other people’s cars. Using a firecracker, that I didn’t see.”

This conduct by the PM was witnessed by many people because it was a very public incident. When TP met with a witness who lives near the street at Lafatik, the witness said: “I certainly saw Prime Minister Jose Ramos Horta hit the young child in the street over there (Lafatik).” As to the incident of the PM Horta hitting the child, the witness agreed with what the victim stated. “The white foreign security officer got out of the car and grabbed the victim. PM Horta got out of the car and slapped the victim’s face. I saw that Horta perhaps was surprised by the noise of the firecracker at the moment when his car passed by.”

The witness, who did not want to give his-her name for reasons of security also said, “As the most senior member of government, PM Horta must not display that attitude in public.”

As to whether there are a lot of stones thrown at cars in that area as Horta said, the witness indicated that after the PM hit the child Ajoy, he certainly saw cars being stoned but he only saw government cars going past Lafatik. He said, that the government cars were stoned because an unidentified group were upset with the PM’s conduct in hitting a young child.

On the other hand, the family of the victim said that they understood what the PM did because perhaps the child was already in the wrong. They ask only that as a national leader, PM Horta shouldn’t hit the child in public as that can dirty his name.

The victim’s family said that like a father, Jose Ramos Horta has the right to teach Ajoy and they also recognize that what Ajoy did was perhaps wrong. At the same location, the coordinator of the airport IDP camp, Jose da Conceição, said that he received a complaint about PM Horta slapping the child. Also he didn’t want to politicize the incident because the victim’s family had already informed him that the child was in the wrong.

But Jose said that PM Horta’s conduct was not right because Horta is a national leader and recipient of a Nobel Peace Prize. “Like a father, Horta can teach naughty children but also not in the public eye because it’s not appropriate. As Prime Minister, Horta must control himself to not do anything that can dirty his name.”

Meanwhile whilst answering about Horta’s attitude, the President of the Democratic Christian Party, Antonio Ximenes, feels sad and strongly criticizes PM Horta’s conduct as not on the right path because it just dirties the image.
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Alkatiri is still a suspect: Monteiro

27/12/2006

Unotil


In response to news and rumours that former Prime Minister Mari Alkatiri’s case of allegations of illegal distribution of weapons had been dropped, the Prosecutor General, Longinhos Monteiro stated that there is no official announcement as yet from his office on the issue. Asked about the status of Alkatiri in this regard, Monteiro said that “so far, his status is still as a suspect and there have been no changes yet to this status.” Monteiro further stated that in case of any change, whether archiving or processing the case, the public would be notified of all the processes and arguments supporting it. (DN & STL)

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Notícias de 1 e 2 de Dezembro de 2006 - traduzidas pela Margarida

Tradução da Margarida.

The Sydney Morning Herald – Segunda-feira, Janeiro 1, 2007

Como a Austrália temerosa abandonou Timor-Leste
Por Tony Stephens

Somente três anos depois de da Indonésia ter invadido Timor-Leste há 30 anos atrás, o governo Australiano do primeiro-ministro, Malcolm Fraser, estava a apoiar encobertamente a total integração da pequena colónia no seu vizinho gigante, de acordo com documentos do gabinete de 1976, liberados.

Os documentos de 1976 do gabinete, liberados sob a lei que os mantém secretos durante 30 anos, mostra que ao mesmo tempo que o ministro dos estrangeiros, Andrew Peacock, dizia publicamente que as forças Indonésias se deviam retirar e que devia haver um acto genuíno de auto-determinação, os chefes de defesa da Austrália estavam a tomar uma visão de política real.

Um relatório do comité de defesa de 5 de Fevereiro anotava que apesar de ser improvável que a Indonésia desenvolvesse qualquer acção militar contra a Austrália ou a Papua Nova Guiné, "a Indonésia é um poder com potencial a longo prazo para um assalto significativo contra a Austrália".

O relatório continuava: "Tentativas para negar à Indonésia os seus objectivos e para garantir a sua co-operação numa retirada militar de Timor-Leste e num acto genuíno de auto–determinação vão por isso provavelmente encontrar dificuldades políticas e práticas intratáveis e no final vão provar que são fúteis."

Paradoxalmente, mais de duas décadas depois, em 1998, um membro desse ministério original de Coligação, o Primeiro-Ministro, John Howard, foi um autor chave em garantir que Timor-Leste ganhasse a independência num referendo.

O comité de 1976 compreendia Sir Arthur Tange, o responsável do Departamento da Defesa, General Sir Francis Hassett, o chefe de pessoal das forças de defesa, Alan Renouf, o responsável dos negócios estrangeiros, e Gordon Jockel, o director da Organização Conjunta dos Serviços de Informações. Disseram que a Austrália podia objectar o uso da força, mas que era do melhor interesse da nação manter um perfil baixo sobre o assunto. E avisaram contra o apoio à “liderança de centro duro” da Fretilin, que tinha ligações com "elementos radicais internacionais ".

Secretamente, o governo aceitou a integração de Timor-Leste na Indonésia como um facto consumado. Uma revisão da defesa estratégica em Setembro argumentava: "Dado que a alternativa é no essencial um Estado fraco, aberto à interferência do exterior, os interesses de defesa são servidos melhor pela incorporação de Timor-Leste na Indonésia."

Peacock tinha recomendado ao Gabinete, em Fevereiro, que o governo continuasse a criticar o uso da força, "peça a retirada das forças Indonésias " e "peça (com pouca esperança) um processo genuíno de auto -determinação". O seu documento de desistência dizia: "As forças Indonésias já se dirigem bem no caminho de integrar Timor-Leste na Indonésia. A tragédia é que a integração podia ter sido alcançada de modo mais pacífico mas isso já pertence à história”.

"Não há nenhum interesse nacional Australiano real, isto é de comércio ou de segurança, envolvido directamente em Timor-Leste. Se (não há) nenhum, a preferência estratégica será a integração … a capacidade da Austrália para alterar o rumo dos eventos em Timor era limitada e agora é na verdade muito limitada."

Os documentos da defesa não resolverão o debate sobre talvez o mais doloroso exercício Australiano em negócios estrangeiros desde a II Guerra Mundial, até ao envolvimento do país no Iraque. A maioria dos documentos relevantes foram liberados em 2000, no seguimento de pressão pública e com o apoio de Gough Whitlam.

Críticos afirmam que Whitlam deu ao presidente Soeharto da Indonésia uma "luz verde " para ocupar a antiga colónia Portuguesa pela força. As próprias anotações de Whitlam remontam à correspondência entre António Salazar, o ditador Português, e Robert Menzies, onde Menzies parece não reagir à contenção de Salazar de que Timor-Leste era inviável económica e politicamente.

Arquivos de encontros entre Whitlam e Soeharto mostram que os dois pontos básicos de Whitlam eram que Timor-Leste devia tornar-se parte da Indonésia mas que "isso devia acontecer de acordo com o desejo do seu povo de modo adequadamente expresso …"

Uma questão é se Whitlam fez força suficiente para um acto de auto -determinação. Os documentos de Peacock criticam a opção de Whitlam como sendo de política real. Contudo a linha Fraser-Peacock mostram poucas diferenças. Peacock rejeitou a opção de cortar a ajuda económica e militar e de retirar o embaixador, argumentando: "conquanto tais passos seriam aplaudidos publicamente por alguns sectores de opinião na Austrália, os prejuízos que podiam causar às relações com a Indonésia tornam-nos inviáveis."


The Age (Melbourne) – Segunda-feira, Janeiro 1, 2007

Receada a intervenção da China em Timor
Por Russell Skelton, Canberra

O gabinete de Fraser foi avisado por um comité poderoso de chefes de defesa que uma guerra de independência prolongada pelos rebeldes da Fretilin podia levar à intervenção pelo Vietname ou pela China em Timor-Leste.

Uma avaliação dos serviços de informação nacionais, apresentada ao Gabinete dois meses depois da brutal incorporação de Timor-Leste, urgia o Governo a tranquilizar os interesses Indonésios, dizendo que a auto-determinação Timorense era um objectivo irrealista.

O documento de 26-páginas, que delineia claramente a política em relação a Timor, não teve em consideração os abusos dos direitos ou o problema de 140,000 Timorenses deslocados.

Em vez disso a avaliação dizia: "Não será do interesse estratégico da Austrália que a Indonésia seja frustrada da absorção de Timor-Leste ou que o processo seja complicado ou atrasado. "Isso fortalecerá o estatuto político do grupo da Fretilin e encorajará e facilitará o desenvolvimento das suas ligações com países interessados em apoiá-lo contra a Indonésia."

Acautelava também o gabinete para não se associar a qualquer força de manutenção da paz da ONU ou a qualquer acto de auto-determinação.

A história mostra que a avaliação estava bem longe do alvo. Em 30 de Agosto de 2001, dois anos depois de ter votado pela independência num referendo patrocinado pela ONU, Timor-Leste realizou as primeiras eleições democráticas. Apesar da intervenção da Austrália no processo, as relações entre Canberra e Jacarta, apesar de tensas, não se romperam.

A avaliação de 1976 foi preparada pelo Comité de Defesa, que incluía as figuras mais influentes do campo da defesa e civis. Presidido por Sir Arthur Tange, os seus membros incluíam o director da Organização Conjunta dos Serviços de Informações Gordon Jockel.

Incluída na análise de alto-nível estava um aviso de que a China e o Vietname podiam vir em socorro da Fretilin. A avaliação dizia que "o centro duro da liderança da Fretilin " tinha-se alinhado com movimentos de "libertação nacional " e procurava ajuda de Pequim e Hanói para uma luta armada.

Expressava preocupação que a Indonésia pudesse ter um papel desestabilizador na Papua Nova Guiné se as relações entre Canberra e Jacarta se azedassem por causa de Timor.

A avaliação do comité incluía ainda um documento esboçado por Jockel, enquanto presidente do Comité Nacional dos Serviços de Informações, que revela que o público Australiano estava mantido no escuro sobre as actividades secretas da Indonésia em Timor que levou à invasão armada da antiga colónia Portuguesa. Os serviços de informações Australianos sabiam o seguinte:

* Um ano antes da invasão Indonésia de 1975, o Presidente Soeharto tinha aprovado a introdução de forças especiais em Timor e estava a planear opções secretas para a intervenção militar.

* A Indonésia já tinha 2500 tropas em Timor-Leste quase oito semanas antes da declaração unilateral de independência da Fretilin em 28 de Novembro de 1975, e que Jacarta usou para justificar a sua invasão.

* Em Fevereiro de 1976 cerca de 200 tropas Indonésias já tinham morrido ao lado de 600 lutadores de resistência da Fretilin. A luta tinha deslocado mais de 100,000 pessoas e criado mais de 40,000 refugiados.

Apesar destes factos, o governo de Fraser aceitou o conselho de que eventualmente Jacarta pacificaria Timor-Leste e que havia pouco que a Austrália pudesse fazer.

Na improvável eventualidade de que um governo da Fretilin emergisse, o comité dos serviços de informações acreditava que seria "pobre e fraco " e que promoveria instabilidade regional.

Em 9 de Fevereiro, o gabinete decidiu continuar a política do antigo primeiro-ministro Gough Whitlam de se dobrar aos interesses da Indonésia não pressionando pela auto-determinação Timorense. O gabinete, temendo que a Austrália se pudesse tornar uma base do governo da Fretilin no exílio, ordenou ainda posições contra as actividades e as visitas do grupo.

A decisão 200 do gabinete diz em parte: "em relação ao possível envolvimento em qualquer eventual processo de auto-determinação do povo de Timor-Leste, os (Comité dos Assuntos Estrangeiros e de Defesa do Gabinete) concordaram em não tomar qualquer decisão nesta altura …"

O impulso do conselho dos serviços de informações apresentado ao gabinete dizia respeito à necessidade de preservar os interesses Australianos, o que significava manter Soeharto no poder e as relações com a Indonésia numas base sólida. Havia preocupações que um grupo de generais de linha dura pudesse emergir para derrubar Soeharto, substituindo-o por um “líder mais combativo”.

O Comité de Defesa disse que de um ponto de vista estratégico partilhava as preocupações da Indonésia quanto ao futuro de Timor-Leste, mas não aceitou que as preocupações eram suficientemente urgentes para ter descartado a gestão política da situação ou assegurado a tomada do território pela força.


The Australian – Segunda-feira, Janeiro 1, 2007

Tomada de Timor-Leste inquietou Peacock
Patrick Walters, editor de segurança nacional

Há trinta anos atrás o governo de Fraser lutou com as consequências da tomada da Indonésia de Timor-Leste.

Documentos do gabinete de 1976 mostram que o novo governo teve de se reconciliar com o facto que nada podia fazer para alterar a integração de Timor-Leste na Indonésia. O governo tinha de determinar se tomaria uma forte atitude moral de condenação da invasão Indonésia – arriscando romper as relações com Jacarta – ou se adoptava uma posição mais pragmática.

"É uma escolha entre o que pode ser descrito entre idealismo Wilsoniano ou realismo Kissingerniano" escreveu o embaixador da Austrália na Indonésia, Richard Woolcott, num telegrama que enviou em Janeiro de 1976.

"O primeiro é mais adequado e com mais princípios mas os interesses nacionais a longo prazo pode ser bem servidos pelo último. Não pensamos que podemos avançar nos dois caminhos."

Em Fevereiro de 1976, o gabinete considerou um documento do ministro dos estrangeiros Andrew Peacock, que na sua essência aceitava a linha de Woolcott mas que tentava em vão salvar alguma rectidão moral.

"A capacidade da Austrália para alterar o rumo dos eventos em Timor era limitada e é agora muito limitada na verdade. Contudo, o governo não deve ser conivente com uma tomada pela força Indonésia," reconheceu o Sr Peacock'.

O Sr Peacock disse que o governo deve expressar a sua oposição ao uso da força para resolver um problema, "especialmente um tão perto das suas fronteiras ".

Anotou que em breve a Austrália seria chamada para emitir a sua opinião sobre Timor-Leste no Conselho de Segurança da ONU.

A posição do governo de Fraser tinha sido criticar publicamente e em privado o uso da força pela Indonésia, pedir a retirada das tropas de Jacarta, pedir um processo genuíno de auto-determinação, e "mostrar em privado a disponibilidade para considerar favoravelmente a participação da Austrália em qualquer presença internacional que possa substituir a presença Indonésia em Timor-Leste (a possibilidade de se vir a estabelecer tal presença é muito pequena)".

"Decidi esta política ao mesmo tempo que admitia que muito provavelmente a Indonésia não se desviaria do seu rumo presente e que é muito provável que aconteça a incorporação de Timor-Leste na Indonésia," admitiu Mr Peacock. O ministro dos estrangeiros disse que tinha tomado na devida consideração a "grande importância" da Indonésia para a Austrália e que tinha procurado limitar os estragos nas relações com Jacarta. A Austrália concordou calada com a tomada de Timor-Leste pela Indonésia e em breve mexeu-se para reconhecer de facto a incorporação.


The Australian – Segunda-feira, Janeiro 1, 2006

Recusados vistos à Fretilin
Patrick Walters

O governo de Fraser recusou vistos a proeminentes membros de esquerda Timoreses forçados ao exílio depois da invasão Indonésia da antiga colónia Portuguesa nos finais de 1975.

Os membros da Fretilin incluíam Mari Alkatiri, que no ano passado se demitiu do cargo de primeiro-ministro de Timor-Leste, e Rogério Lobato, que recentemente serviu como ministro do interior no governo de Alkatiri.

Há trinta anos atrás, o governo de Coligação de Malcolm Fraser estava preocupado com a possibilidade da Austrália ser usada pelo movimento de resistência Fretilin como a base para um governo no exílio.

O conselho dos Departamentos da Defesa e dos Negócios Estrangeiros foi de não dar nenhum oxigénio político à Fretilin, então engajada numa guerra de libertação contra as forças armadas da Indonésia.
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terça-feira, janeiro 02, 2007

Processo contra Mari Alkatiri foi arquivado

Diário de Notícias, 21/12/06

O Ministério Público de Timor-Leste arquivou o processo contra o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri no caso da alegada distribuição de armas a civis, por falta de provas, disse fonte judicial à Lusa. A mesma agência indicou que nem a Presidência da República nem o actual chefe do Governo timorense, Ramos-Horta, quiseram comentar a decisão.

No entanto, na habitual revista de imprensa de imprensa timorense ontem distribuída em Dili pela Missão da ONU em Timor, Ramos-Horta é citado como tendo dito que nunca acreditou que Alkatiri estaria envolvido na distribuição de armas.

“Nunca acreditei e nunca acreditarei que o Dr. Alkatiri ordenou a distribuição de armas”, disse Ramos-Horta, que substituiu o líder da FRETILIN na chefia do Governo, na sequência da demissão deste no auge da crise político-militar iniciada em Abril.

Em causa estão as denúncias feitas por “Railós”, antigo comandante da guerrilha contra a ocupação da Indonésia, que acusou Alkatiri de ter ordenado ao então ministro do interior, Rogério Lobato, que distribuísse armas a civis para eliminar adversários políticos, dentro e fora da FRETILIN.
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Timor: Arquivado processo contra Alkatiri

Correio da Manhã, 2006-12-20 - 11:53:00

Por falta de provas


O Ministério Público de Timor-Leste decidiu arquivar esta quarta-feira o processo levantado contra o ex-primeiro-ministro Mari Alkatiri, acusado de ter alegadamente distribuído armas a civis, o que acabou por levar à sua demissão do cargo no passado mês de Junho.

Uma fonte judicial ligada ao processo revelou que o arquivamento se deveu a falta de provas contra o secretário-geral da FRETILIN, partido maioritário em Timor-Leste, a respeito da alegada distribuição de armas a civis aquando dos actos de violência ocorridos no território em Abril e Maio.

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Notícias de 1 e 2 de Dezembro de 2006

Equipa do INEM salvou vida a criança timorense

Díli, 31 Dez (Lusa) - A equipa do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) estacionada em Timor-Leste, integrada no contingente militar da GNR, foi decisiva para salvar no dia de Natal a vida de uma criança timorense, disse hoje à Lusa fonte médica.

Segundo Rodrigo Gorayeb, médico da equipa do INEM, o acto assistencial em que participou foi "o caso mais complexo" que enfrentou na sua vida profissional. Em causa estava a sobrevivência do pequeno Franco, uma criança de nove anos que ficou gravemente ferida em consequência de uma pedrada na cabeça, que lhe provocou afundamento do crânio.

O incidente ocorreu na manhã do dia 25 de Dezembro, quando elementos de dois grupos de artes marciais rivais se digladiavam nas proximidades da sua casa.

Transportada para o Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV), a criança teve a sorte de pouco depois de ter dado entrada nas urgências ali ter chegado a equipa médica do INEM, que acompanhava um marginal igualmente ferido com gravidade, depois de ter sido apanhado e quase linchado por populares. "A gravidade do estado do pequeno Franco era evidente. O afundamento do crânio estava a pressionar o cérebro e era uma questão de tempo", recordou o médico à Lusa.

Não tendo sido possível efectuar a evacuação de emergência para a Austrália, o corpo clínico do HNGV aproveitou a presença no hospital do médico do INEM, neurocirurgião desde 1999, e optou-se pela operação, apesar da falta instrumentos básicos. A operação durou cerca de três horas. Foi primeiro necessário perfurar e remover a parte do osso fracturado e em seguida o hematoma que se formou, garantir a coagulação sanguínea, suturar a veia e fechar tudo de novo", salientou.

O sucesso da operação levou a que fosse dada alta hospitalar ao Franco no passado dia 29, e a ser marcada a retirada dos pontos para o próximo dia 02 de Janeiro.

"Deve ter sido um milagre de Natal, dada a gravidade do ferimento e o perigo que a criança corria. Estávamos num grande dilema. Se não se fizesse nada, e com um prognóstico tão reservado, era muito difícil que sobrevivesse", acrescentou. Nos próximos dois meses o calo ósseo que se vai formar vai ajudar a proteger a zona afectada e o Franco vai poder fazer uma vida normal como qualquer criança", garantiu.

À distância quase uma semana do sucedido, Rodrigo Gorayeb reconhece que houve uma "conjunção feliz" de acontecimentos que possibilitaram salvar a vida da criança.

O INEM mantém desde o dia 04 de Junho uma equipa em permanência em Timor-Leste, que tem como missão principal assegurar a assistência médica aos militares da GNR, e ainda apoio à comunidade portuguesa e aos timorenses. Com missões de cinco semanas, as equipas do INEM, revezam-se em Díli, sendo a actual formada além de Rodrigo Gorayeb, pela enfermeira Isabel Costa e o técnico de emergência Álvaro Monteiro.

No total, já foram prestados 1110 actos médicos, com as escoriações e diarreias a representarem a maior parte dos casos apresentados. A equipa do INEM, que dispõe de equipamento de emergência, desde material de reanimação, de desfibrilação, um ventilador, material de trauma, material cirúrgico e medicação variada para qualquer eventualidade, garante ainda assistência a três campos de deslocados, com uma média semanal de 100 casos.

EL-Lusa/Fim

Diário de Notícias – 31 Janeiro 2006

"Timor-Leste não deve depender apenas de mim"

O Presidente de Timor-Leste, Xanana Gusmão, anunciou que não se vai candidatar à reeleição no escrutínio previsto para Abril. "Já estou velho e cansado. Timor-Leste não deve depender apenas de mim", disse o Chefe do Estado, na sexta-feira, em Díli. Xanana referiu ainda desejar fazer algo pelo país "fora do Governo", manifestando o seu desejo de ser "jornalista, fotógrafo e chefe de redacção".

Esta semana foi alcançado um consenso sobre as datas para a realização das eleições no próximo ano em Timor-Leste. As presidenciais deverão realizar-se em princípios de Abril e as legislativas em Agosto. As datas concretas serão divulgadas pelo Presidente em Janeiro. Em Abril de 2002, Xanana Gusmão tinha vencido o escrutínio com 82% dos votos expressos.

Depois da crise desencadeada em Abril com a demissão de 600 efectivos das forças armadas timorenses por alegada discriminação étnica - que acabaria com um saldo de 60 mortos -, as condições de segurança melhoraram significativamente nas últimas semanas, apenas com confrontos esporádicos de grupos rivais. A crise provocou também mais de 180 mil deslocados, que se refugiaram em campos de acolhimento por receio da violência.

Terminou ontem o prazo dado aos 28 mil timorenses que ainda viviam nestes campos em Díli para saírem, sendo que a partir de agora não contam mais com o apoio das agências da ONU nem de organizações não governamentais. Isto significa o fim da distribuição de ajuda alimentar nos campos, bem como do abastecimento de água e electricidade. O auxílio será garantido apenas aos que saírem dos campos e aceitarem o acolhimento temporário em locais preparados pelo Governo.

A urgência da saída dos refugiados, sobretudo dos campos do Hospital Nacional, em frente do Porto de Díli e da Missão da ONU, e do Aeroporto Internacional, deve-se a múltiplos incidentes que têm ocorrido nestes locais nas últimas semanas. A vida do interior destes campos piorou também com o início da época das chuvas no país.

Um responsável da ONU em Timor-Leste confirmou que a Al-Qaeda ameaçou atacar os interesses da organização no país, devido ao papel desempenhado no processo de independência. "Em 2000, 2001 e 2002 havia informações atribuídas a Ussama ben Laden ou ao seu grupo que indicavam que ele iria actuar contra a ONU por ter contribuído para a separação de Timor-Leste da Indonésia", afirmou Atul Khare, sem dar mais pormenores.


The Sydney Morning Herald - Monday, January 1, 2007

How Fearful Australia Deserted East Timor
by Tony Stephens

JUST three months after Indonesia invaded East Timor 30 years ago, the Australian government of the prime minister, Malcolm Fraser, was covertly supporting the tiny colony's complete integration into its giant neighbour, according to cabinet documents from 1976, released today.

The 1976 cabinet papers, released under the rule that keeps them secret for 30 years, show that while the foreign minister, Andrew Peacock, was saying publicly Indonesian forces should withdraw and there should be a genuine act of self-determination, Australia's defence chiefs were taking a realpolitik view.

A defence committee report of February 5 noted that although Indonesia was unlikely to take military action against Australia or Papua New Guinea, "Indonesia is a power with long-term potential for a significant assault against Australia".

The report went on: "Attempts to deny Indonesia its objective and to secure its co-operation in a military withdrawal fromEast Timor and in a genuine act of self-determination are therefore likely to meet intractable political and practical difficulties and ultimately to prove futile."

Paradoxically, more than two decades years later, in 1998, a member of that original Coalition ministry, the Prime Minister, John Howard, was a key player in ensuring East Timor gained independence in a referendum.

The 1976 committee comprised Sir Arthur Tange, the head of the Defence Department, General Sir Francis Hassett, the chief of staff of the defence forces, Alan Renouf, the head of foreign affairs, and Gordon Jockel, the director of the Joint Intelligence Organisation. They said Australia could object to the use of force, but it was in the nation's best interests to keep a low profile over the issue. And they warned against supporting Fretilin's "hard-core leadership", who had links with "radical international elements".

Privately, the government accepted East Timor's integration with Indonesia as a fait accompli. A strategic defence review in September argued: "As the alternative is an essentially weak state, open to outside interference, the defence interest is served by East Timor's incorporation in Indonesia."

Peacock had recommended to cabinet in February that the government continue to criticise the use of force, "ask for the withdrawal of Indonesian forces" and "ask (with little hope) for a genuine process of self-determination". His submissions paper said: "Indonesian forces are already well on their way to integrating East Timor into Indonesia. The tragedy is that integration might have been achieved in more peaceful ways but that is now history.

"There is no tangible Australian national interest, e.g. trade or security, directly involved in East Timor. If anything, the strategic preference would be for integration … Australia's capacity to alter the course of events in Timor was limited and is now very limited indeed."

The defence papers will not resolve debate over perhaps the most painful Australian exercise in foreign affairs since World War II, until the country's involvement in Iraq. Most of the relevant records were released in 2000, following public pressure and with the support of Gough Whitlam.

Critics claim Whitlam gave Indonesia's president Soeharto a "green light" to take over the former Portuguese colony by force. Whitlam's own records go back to correspondence between Antonio Salazar, the Portuguese dictator, and Robert Menzies, where Menzies does not appear to counter Salazar's contention that East Timor was economically and politically non-viable.

Files from meetings between Whitlam and Soeharto show Whitlam's two basic points were that Timor should become part of Indonesia but that "this should happen in accordance with the properly expressed wishes of the people …"

One question is whether Whitlam pushed hard enough for an act of self-determination. Peacock's paper criticises the Whitlam option as realpolitik. Yet the Fraser-Peacock line appears little different. Peacock rejected the option of cutting off economic and military aid and withdrawing the ambassador, arguing: "While such steps would be publicly applauded by some sections of opinion in Australia, the damage which would be caused to the relationship with Indonesia rules them out."


The Age (Melbourne) - Monday, January 1, 2007

China Intervention in Timor Feared
by Russell Skelton, Canberra

THE Fraser cabinet was warned by a powerful committee of defence chiefs that a prolonged war of independence by Fretilin rebels could lead to intervention by Vietnam or China in East Timor.

A national intelligence assessment, presented to cabinet two months after Indonesia's brutal incorporation of East Timor, urged the Government to mollify Indonesian interests, saying Timorese self-determination was an unrealistic goal.

The 26-page document, which clearly shaped Timor policy, took no account of rights abuses or the problem of 140,000 displaced Timorese.

Instead the assessment said: "It would not be in Australia's strategic interests that Indonesia be frustrated in the absorption of East Timor or that the process be complicated or delayed. "This would enhance the Fretilin group's political status and both encourage and facilitate its development of connections with countries interested in supporting it against Indonesia."

It also cautioned cabinet against becoming too closely associated with any United Nations peacekeeping force or token act of self-determination.

History shows that the assessment was well wide of the mark. On August 30, 2001, two years after voting for independence in a UN-sponsored referendum, East Timor held its first democratic elections. Despite Australia's intervention in the process, relations between Canberra and Jakarta, although strained, did not break down.

The 1976 assessment was prepared by the Defence Committee, which included the most influential figures in the defence and civilian establishment. Chaired by Sir Arthur Tange, its members included Joint Intelligence Organisation director Gordon Jockel.

Contained in the top-level analysis was a warning that China and Vietnam might come to the aid of Fretilin. The assessment said "Fretilin's hardcore leadership" had aligned itself with "national liberation" movements and was seeking aid from Beijing and Hanoi to support an armed struggle.

Concern was expressed that Indonesia could play a destabilising role in Papua New Guinea if the relationship between Canberra and Jakarta were allowed to sour over Timor.

The committee's assessment also included a document drafted by Jockel, as chairman of the National Intelligence Committee, which reveals the Australian public was kept in the dark about Indonesia's secret activities in Timor in the lead-up to the armed takeover of the former Portuguese colony. Australian intelligence knew the following:

* A year before Indonesia's 1975 invasion of East Timor, President Soeharto had approved the introduction of special forces into Timor and was planning covert options for military intervention.

* Indonesia already had 2500 troops in East Timor almost eight weeks before Fretilin's unilateral declaration of independence on November 28, 1975, which Jakarta used to justify its invasion.

* By February 1976 some 200 Indonesian troops had been killed along with 600 Fretilin resistance fighters. The fighting had displaced more than 100,000 people and created more than 40,000 refugees.

Despite these facts, the Fraser government accepted the advice that Jakarta would eventually pacify East Timor and there was little Australia could do.

In the unlikely event that a Fretilin government did emerge, the intelligence committee believed it would be "poor and weak" and would promote regional instability.

On February 9, cabinet decided to continue former prime minister Gough Whitlam's policy of bowing to Indonesian interests by not pressing for Timorese self-determination. Cabinet, fearful that Australia could become a base for a Fretilin government in exile, also ordered a crackdown on the group's activities and visits.

Cabinet decision 200 said in part: "In respect of the possible involvement in any eventual process of self-determination for the people in East Timor, the (Foreign Affairs and Defence Committee of Cabinet) agreed not to take any decisions at this stage …"

The thrust of the intelligence advice presented to cabinet concerned the need to preserve Australian interests, which meant keeping Soeharto in power and the relationship with Indonesia on a sound footing. There was concern that a hard-line group of generals could emerge to topple Soeharto, replacing him with a more "combative leader".

The Defence Committee said that from a strategic point of view it shared Indonesia's concerns about East Timor's future, but it did not accept the concerns were urgent enough to have ruled out political handling of the situation or warranted seizure of territory by force.


The Australian - Monday, January 1, 2006

E Timor takeover troubled Peacock
Patrick Walters, National security editor

THIRTY years ago the Fraser government grappled with the consequences of the Indonesian takeover of East Timor.

The 1976 cabinet papers show the new government having to reconcile itself to the fact that it could do nothing to alter the integration of East Timor into Indonesia. The government had to determine whether it would take a strong moral stance in condemning the Indonesian invasion - risking a rupture in relations with Jakarta - or adopt a more pragmatic position.

"It's a choice between what might be described as Wilsonian idealism or Kissingerian realism," Australia's ambassador to Indonesia, Richard Woolcott, cabled home in January 1976.

"The former is more proper and principled but the longer-term national interest may well be served by the latter. We do not think we can have it both ways."

In February 1976, cabinet considered a paper from foreign affairs minister Andrew Peacock, which essentially accepted the Woolcott line but tried vainly to salvage some moral rectitude.

"Australia's capacity to alter the course of events in Timor was limited and is now very limited indeed. However, the government should not connive in a forceful Indonesian takeover," Mr Peacock's submission said.

Mr Peacock said the government should voice its opposition to the use of force to resolve a problem, "especially one so close to its borders".

He noted that Australia would shortly be called upon to express a view about East Timor to the UN Security Council.

The Fraser government's position had been to criticise publicly and privately the use of force by Indonesia, call for the withdrawal of Jakarta's troops, ask for a genuine process of self-determination, and "show willingness in private to consider favourably Australia's participation in any international presence which might replace the Indonesian presence in East Timor (the possibility of any such presence being established is very slight)".

"I have applied this policy while admitting to myself that Indonesia is most unlikely to be deterred from her present course and that incorporation of East Timor into Indonesia is very likely to happen," Mr Peacock submitted. The foreign minister said he had taken due account of the "great importance" of Indonesia to Australia and had sought to limit the damage to the relationship with Jakarta. Australia quietly acquiesced in the Indonesian takeover of East Timor and soon moved to recognise de facto the incorporation.


The Australian - Monday, January 1, 2006

Visas refused for Fretilin
Patrick Walters

THE Fraser government refused visas to prominent East Timorese left-wingers forced into exile after the Indonesian invasion of the former Portuguese colony in late 1975.

The Fretilin members included Mari Alkatiri, who last year stepped down as East Timor's first prime minister, and Rogiero Lobato, who recently served as interior minister in the Alkatiri government.

Thirty years ago, the Coalition government of Malcolm Fraser was concerned about the possibility of Australia being used by the Fretilin resistance movement as the base for a government in exile.

Defence and Foreign Affairs Departments advice was not to give Fretilin, then engaged in a liberation struggle against Indonesia's armed forces, any political oxygen.


ONU: Ban Ki-moon nomeia indiano chefe de gabinete e haitiana para porta-voz

Nações Unidas, Nova Iorque, 31 Dez (Lusa) - O novo secretário-geral das Nações Unidas, o sul-coreano Ban Ki-moon, anunciou hoje ter nomeado o veterano diplomata indiano Vijay Nambiar seu chefe de gabinete e a jornalista haitiana Michelle Montas sua porta-voz.

Ki-moon, que assumirá o cargo na terça-feira, garantiu à imprensa que e stas nomeações servem como a "base sólida" da sua equipa que lhe permitirá "prosseguir o programa de reformas do secretariado para proporcionar continuidade e mudança".

Antigo embaixador indiano na ONU e vice-conselheiro da defesa nacional, Nambiar tem sido, desde Março, conselheiro especial do secretário-geral cessante, Kofi Annan, numa série de assuntos, além de servir de elo de ligação com os 1 92 embaixadores junto das Nações Unidas.

"Conheço Nambiar há muito tempo e partilhamos uma profunda confiança e respeito mútuo", sublinhou Ki-moon.

Quanto a Michelle Montas, começou a carreira de jornalista nos anos 70, denunciando, com o marido, as violações de direitos humanos, a corrupção política e a violência patrocinada pelo Estado na rádio Haiti-Inter.

Obrigada ao exílio duas vezes nos anos 80 e em 1994, Montas viu o marido ser assassinado em 2000 e o seu guarda-costas no Natal de 2002 e, perante uma série de ameaças, acabou por encerrar a rádio e fugir para Nova Iorque em Fevereiro de 2003.

Foi porta-voz da Assembleia-geral da ONU e é actualmente chefe do serviço francês da rádio das Nações Unidas.

AR-Lusa/Fim

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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.