domingo, agosto 20, 2006

PR e PM analisam 2/feira necessidade manter medidas emergência

Díli, 19 Ago (Lusa) - O presidente e o primeiro-ministro timorenses vão analisar segunda-feira a necessidade de prorrogar as medidas de emergência decretadas em Maio para tentar travar a violência no país, disse hoje à Lusa fonte oficial em Díli.

De acordo com a mesma fonte, a análise da situação prende-se com o facto do Conselho de Estado ter dado um mandato ao Presidente da República, Xanana Gusmão, para manter as medidas de emergência até 20 de Agosto (domingo).

A necessidade de rever as medidas decretadas por Xanana Gusmão decorre da decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, tomada sexta-feira, de adiar por uma semana a votação da resolução sobre a nova missão da ONU em Timor-Leste, devido a divergências sobre a respectiva componente militar, que a Austrália pretende comandar.

Face ao prosseguimento das negociações, o Conselho de Segurança decidiu prolongar até sexta-feira (25 de Agosto) o mandato da actual missão da ONU em Timor-Leste (UNOTIL), cujo mandato terminava domingo (20 de Agosto), precisamente no dia em que cessavam as medidas de emergência decretadas por Xanana Gusmão.

"Inicialmente tudo foi enquadrado na perspectiva de uma nova missão da ONU a partir do dia 21 de Agosto", disse a fonte contactada pela Lusa em Díli.

A mesma fonte, que solicitou o anonimato, acrescentou, no entanto, que hoje Timor-Leste "tem um Governo a funcionar no pleno das suas capacidades e pode chegar-se à conclusão que não se justificam as medidas decretadas pelo presidente".

As medidas de emergência foram decretadas inicialmente a 30 de Maio, na sequência da grave crise político-militar em Timor-leste, marcada pela desintegração da polícia nacional, divisões nas forças armadas e confrontos entre grupos civis rivais, que provacaram três dezenas de mortos e mais de 150 mil deslocados.

A aplicação das medidas de emergência foi feita com a ajuda de uma força militar e policial enviada pela Austrália, Malásia, Nova Zelândia e Portugal, chamada pelas autoridades timorenses para restaurar a lei e a ordem.

As medidas de emergência prevêem o desarmamento de civis, identificação de pessoas e a garantia da segurança de edifícios públicos e entidades.

JCS/PNG.

13 comentários:

Anónimo disse...

"para tentar travar a violência no país"? Ou para ficar tudo na mesma?

Já são muitas prorrogações dos poderes especiais do PR e continuam os campos de refugiados e a violência.

E o que estão fazendo as tropas australianas, sabendo que a sua pretensa "eficácia" é o argumento principal com que a Austrália tem tentado justificar a sua continuação em Timor-Leste, em detrimento de um contingente militar da ONU? Como é possível a ONU concordar com isto?

Pior ainda, como é possível o novo PM concordar com isto, depois de ter sido tão crítico com Alkatiri?

Anónimo disse...

Ainda nao viu que criticou Alkatiri so para lhe roubar a cadeira? O resto sao tretas, O Programa e o mesmo, o Orcamento e o mesmo, o Governo e o mesmo (so nomeou dois para vice-primeiros para fazerem o trabalho enquanto ele vai continuar nas estranjas. Eos patetas aceitaram fazer o papel de "pretos".)
Reniao com o PR para analisar o que? O Xanana que se acautele porque o que o Horta vai fazer e estudar a forma de melhor o rasteirar. Tem duvidas?

Anónimo disse...

Medidas de emergência?!
No papel?!
E sobre a total incapacidade de as pôr em prática?!
E que tal discutirem sobre a inércia do exército australiano testemunhada por todos quantos vivem em Timor?
Segurança de edifícios públicos?!
Os Tribunais têm segurança?!
Então porque é que foram vandalizados?!

Anónimo disse...

Anónimo das 7:33:59 PM: e lembremo-nos que pouco antes dos Australianos terem entrado o número de casas incendiadas era de 46 e já vão em mais de mil. E que a grande vaga de deslocados, pilhagens e destruições se deu precisamente já com eles no terreno. Foram os Tribunais sem guarda e também o Ministério da Agricultura, os armazéns do Estado, o armazém do WFP - onde me lembro de ver o Ramos-Horta rodeado pelos tropas australianos de armas na mão e óculos escuros a dizer "se isto fosse meu, dáva-lhes tudo" - as sedes da Fretilin e pelo menos novecentas e tais casas. E pior ainda, lembro-me perfeitamente do incidente com a GNR que chegou tarde, mas mesmo assim fez as PRIMEIRAS detenções desses vândalos que os Australianos deixavam (deixam) andar à solta. A mim o que me parece é que basta de pseudo-medidas de emergência e que os ministros respectivos assumam a responsabilidade das suas tarefas incluindo as da segurança interna e retirem de vez das patas dos Australianos o que nunca lhes deviam (Ramos Horta e Xanana) ter dado. E reponha-se a normalidade do funcionamento das instituições democráticas de TL.

Mau Seran disse...

'Paredon' para esta juventude alterada! Que pilha e destroi o que tanto custou a alcançar

Anónimo disse...

Timor-Leste: Português vai liderar reactivação da polícia - PM Ramos-Horta


Díli, 20 Ago (Lusa) - O comissário da PSP Antero Lopes, ao serviço das Nações Unidas, vai liderar o processo de reactivação da Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL), disse hoje à agência Lusa o primeiro-ministro timorense, José Ramos-Horta.

"Ainda não falamos de comando", frisou Ramos-Horta, ao salientar que a "reactivação" da PNTL "ficará sob a responsabilidade do ministro do Interior e do comissário Antero Lopes da ONU".

Fonte da ONU em Díli contactada pela Lusa admitiu que Antero Lopes "assumirá interinamente o comando" da próxima missão policial das Nações Unidas em Timor-Leste.

Ramos-Horta referiu que Antero Lopes tem a "total confiança das autoridades de Timor-Leste" e definiu o comissário português como um "profissional competente e dos melhores ao serviço das Nações Unidas".

Antero Lopes integrou a missão da ONU que assegurou a administração temporária de Timor-Leste antes da independência do país, a 20 de Maio de 2002, tendo participado na formação da PNTL e na criação da Academia de Polícia de Timor-Leste.

Depois da missão em Timor-Leste, Antero Lopes passou a integrar o Departamento de Operações de Manutenção de Paz da ONU, em Nova Iorque.

A desagregação da PNTL foi uma das consequências da grave crise que afectou Timor-Leste a partir do final de Abril deste ano, tendo vários agentes daquela força sido mortos em confrontos com militares timorenses.

O Conselho de Segurança da ONU adiou para dia 25 a aprovação da resolução sobre a nova missão das Nações Unidas em Timor-Leste, que deveria ter sido votada sexta-feira passada.

Divergências entre a Austrália e diversos países sobre o comando da força militar da nova missão estiveram na base do adiamento da votação.

JCS.

Lusa/Fim

Anónimo disse...

Aussie let my country.....
go back...and let the other to bring peace for us..,,,,don't divided us with your ambicious for our Oil....

Go back,..
goo bacckkkk.....
get out here......
getttt outttt....hereeeeeeeeee......AUSSIE!!!


LET MY COUNTRY IN PEACE!!!

Anónimo disse...

Se estivesse tudo na mesma ainda andavam aos tiroteios nas ruas de Dili. Voces so sabem criticar! Mas as vozes de burros nao chegam ao ceu.

Anónimo disse...

Nas ruas de Díli? Já tinha era alastrado a todo o território.

Anónimo disse...

Mas desde que os Australianos entraram o número de deslocados quase que triplicou! Já vão em quase 190,000. Vocês querem que ainda continuem a crescer? Vocês não vêm que os deslocados não confiam nem no Xanana e muito menos no Ramos-Horta e nos seus aliados Australianos? Abram os olhos!

Anónimo disse...

Nao confiam eh nas armas que ainda se encontram espalhadas.

E talvez a concentracao nos campos de deslocados aumentou porque apos a entrada dos Australianos a situacao acalmou suficientemente para que as pessoas que se encontravam encurraladas nas suas casas saissem as ruas para deslocarem-se para os campos de deslocados.
Porque ate a entrada das forcas internacionais ninguem se atrevia a sair de casa. Aonde estavam ficaram. Mas como sabem que as armas ainda se encontram espalhadas em "boas maos" jogam pelo seguro e preferem ficar nos campos onde conseguem apoios alimentares e melhor seguranca.

Anónimo disse...

Anónimo das 3:27:52 AM: mais me ajuda, pois não era suposto os três mil soldados australianos terem entrado para recolher as armas todas? É que já vai para quatro meses que eles aí estão, e diz-me agora que além de não prevenirem as brigas de rua, o queimar das casas e as pilhagens, eles nem sequer recolheram as armas? Três mil soldados há quatro meses aí e nem as armas recolheram? Cada vez dou mais razão aos deslocados, eu de facto também não saía do campo.

Anónimo disse...

Não podem recolher armas que foram distribuidas pelos comités locais da FRETILIN e que estão escondidas umas e enterradas outras, como as que as FALINTIL enterrou quando foi acantonada em Aileu em 1999.

Onde estão?
Quantas são?
Quem sabe delas?

Os Australianos?
Pois sim.

Vocês acham isto uma brincadeira mas o homenzinho deve ser escutado atentamente.

Ele bem que disse, que se a FRETILIN perder "haverá um banho de sangue".

Mas o povo sabe, porque tem memória, que essas ameaças são para serem levadas a sério.
Por isso também, os números nos campos não param de subir.

Se alguém se pode por a recato, não vai ficar exposto como um boneco de feira.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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