domingo, julho 30, 2006

Sobre o pedido de desculpas da JSMP a Rogério Lobato e a Mari Alkatiri

Sobre a notícia do Sydney Morning Herald de 27.7.06 - inglês ou português.


De um leitor:

OBSERVAÇÕES:

1. E agora? Perante a excitação de organizações como o JSMP, sempre apressadas numa condenação sem apelo nem agravo (e sem trânisto em julgado - ou seja, em contrariedade ao texto da CRDTL, i.e. de afronta ao texto de uma Constituição democrática como a da RDTL), que vai dar a publicidade devida a estes pedidos de desculpas?

2. E quando é que temos inquérito por violação do segredo de justiça?

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Mais efectivos GNR e PSP em nova missão

RR

Mais 116 efectivos poderão integrar a futura missão da ONU em Timor

Mais efectivos da PSP e da GNR poderão integrar a futura missão da ONU em Timor-Leste, que deverá iniciar o mandato no próximo dia 21 de Agosto.


29/07/2006

(11:40) Segundo a informação avançada pelo major Paulo Soares, da GNR, em Díli, o concurso para o preenchimento daquelas vagas está já a decorrer e resulta do convite feito a Portugal pelas autoridades timorenses, para que as forças de segurança portuguesas integrem a missão da ONU que sucederá à actual, a UNOTIL, e cujo mandato termina no próximo dia 20 de Agosto.

De acordo com a Lusa, a PSP deverá enviar 58 efectivos e a GNR os restantes 48, 10 dos quais serão oficiais, com competências de comando, planeamento e estratégia.

A GNR, que mantém actualmente 126 efectivos em Díli ao abrigo do referido pedido, chegou a Timor-Leste no passado dia 3 de Junho.


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Feira Mundial do Livro Electrónico

Da Petra:

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A Malásia vai dar assistência a Timor-Leste em planeamento estratégico - Tradução da Margarida

Julho 27, 2006 14:31 PM


Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos Horta
Pix: Rushdan Abdul Manan

Por Nor Baizura Basri

KUALA LUMPUR, Julho 27 (Bernama) – A Malásia dará assistência ao novo governo de Timor-Leste a estabelecer o seu Grupo de Planeamento Estratégico, que ajudará o país a desenhar os seus planos de médio e longo prazo.

O Primeiro-ministro de Timor-Leste Dr José Ramos-Horta, disse na Quinta-feira que o Primeiro-Ministro da Malásia Datuk Seri Abdullah Ahmad Badawi tinha concordado em dar assistência a Timor-Leste na formulação de planos estratégicos em vários aspectos.

"Abdullah respondeu rapidamente ao meu pedido para a Malásia nos dar assistência no estabelecimento do que eu chamo um 'grupo de planeamento estratégico' englobando a economia, finanças e outros.

"A Malásia aconselhará o governo de Timor-Leste no desenvolvimento a médio e longo prazo," disse aqui numa conferência de imprensa.

Ramos-Horta, que anteriormente tinha mencionado Abdullah, contudo não explicitou quando é que a assistência Malaia começará.

Sobre os recursos económicos, disse que o sector do petróleo e do gás estava entre as áreas que podem ser desenvolvidas dado que é sabido o país ter abundância destes dois recursos.

Timor Leste recentemente assinou um novo tratado com a Austrália envolvendo a partilha dos recursos do petróleo e do gás de parte do Mar de Timor, intitulando Timor-Leste a cerca de US$2 a US$20 biliões em rendimentos do sector no futuro.

Sobre o pedido do país para mais polícias e tropas, disse que aguarda ainda resposta do Conselho de Segurança da ONU. Foram pedidos cerca de 800 polícias internacionais e tropas para os próximos de dois a cinco anos.

Correntemente, estão cerca de 2,000 membros da polícia e tropas da Malásia, Austrália, Nova Zelândia e Portugal destacados lá para ajudar a dar segurança e a manter a lei e a ordem na mais jovem nação da Ásia-Pacifico.

"Apesar da situação ter estabilizado, ainda precisamos de forças internacionais para apoiar a nossa polícia e equipá-la com a perícia necessária," disse Ramos-Horta.

Ramos-Horta que substituiu Mari Alkatiri no princípio deste mês no seguimento de confrontos sangrentos no país, também elogiou a Malásia por ter deslocado tropas dias após o pedido.

"Estou muito comovido e muito grato à Malásia por ter sido um dos países mais rápidos a deslocar as suas tropas, o que reflecte a alta qualidade do profissionalismo das suas forças de defesa," disse.

-- BERNAMA

O Parlamento de Timor vai avaliar o acordo do petróleo - Tradução da Margarida

Julho 27, 2006 - 5:04PM - Sydney Morning Herald

Um acordo do petróleo e gás do Mar de Timor de biliões de dólares será levado dentro de duas semanas ao Parlamento de Timor-Leste, disse na Quinta-feira o Primeiro-Ministro José Ramos Horta.

Acrescentou que o acordo não será vítima do recente levantamento politico no país.

Ramos Horta disse que o tratado do Mar de Timor entre a Austrália e Timor-Leste acordado em Sydney em Janeiro não será rasgado pelas rivalidades no parlamento alimentadas pelas recentes lutas entre forças de segurança rivais e gangs étnicos.

Alguns investidores receavam que o partido dominante, a Fretilin, que tem 55 dos 88 lugares no parlamento, podia retirar-se da aprovação do acordo de modo a pôr pressão em Ramos Horta e no Presidente Xanana Gusmão para não prosseguirem com as acusações contra o antigo PM Mari Alkatiri.

Alkatiri, um membro da Fretilin, saiu em Junho, entre alegações que sancionara armar esquadrões de ataque para remover opositores políticos.

Mas Ramos Horta disse que o tratado do Mar de Timor será trazido ao parlamento em breve onde fará um "argumento robusto e convincente " pela sua ratificação.

"Não tenho dúvida que teremos a maioria necessária para o ratificar, e tenho a intenção de honrar este acordo e de o levar à ratificação," disse.

"Timor-Leste não pode ter o hábito de negociar acordos, assiná-los e depois mudar de ideias e não os ratificar.

"Assim temos a intenção de o fazer antes do fim do meu mandato, que é em Maio de 2007, mas muito antes disso, algures este ano, nas próximas semanas."

A garantia de Ramos Horta é uma boa notícia para a Woodside Petroleum, que é o operador com base na Austrália do campo Greater Sunrise.

Espera-se que o campo bombeie cerca de $US30 biliões ($A39.49 biliões) em rendimentos de petróleo em 30 anos nos cofres dos governos da Austrália e de Timor-Leste, divididos ao meio pelos dois países.

O acordo foi negociado por Alkatiri, que enfureceu o governo da Austrália com a sua negociação dura por um acordo que trará cerca de $US15 biliões ($A19.75 biliões) à sua débil economia, que é a mais pobre da Ásia.

O Ministro dos Estrangeiros Alexander Downer disse que estava satisfeito com a promessa de Ramos Horta'.

"Obviamente que gostaríamos que Timor-Leste se movimentasse para a ratificação do acordo do Greater Sunrise," disse.

"Nós próprios ainda não o ratificámos, já dissemos que completaremos o nosso processo de ratificação quando Timor-Leste o ratificar. Quanto mais cedo melhor."

Mr Downer, falando numa cimeira regional em Kuala Lumpur, também desvalorizou uma avaliação feita por um dos burocratas de topo da Ásia do Sudeste de que um proposto bloco de comércio asiático com a Austrália e a Nova Zelândia se estava a transformar em conversa barata.

Ong Keng Yong, o secretário-geral da ASEAN, disse a jornais da Nova Zelândia que a Cimeira da Ásia do Leste saudada no ano passado pelo Primeiro-Ministro John Howard como um triunfo diplomático era pouco mais do que um "fórum de paleio ".
"Penso que há uma série completa de diferentes motores de integração regional," disse Mr Downer.

De um leitor

Ainda bem que em Timor na televisão não dão o episódio do tio patinhas senão teríamos decisões baseadas nos episódios dos irmãos metralhas.

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De um leitor

A realidade de 2006 tem um contexto. E esquecer a História é estarmos condenados a repeti-la.

Como o autor do blogue e muito bem sublinhou: Como diz o grande General Taur Matan Ruak: "Não há reconciliação sem Justiça!"

E a justiça está para ser feita desde 1975.

É óbvio que ninguém pretende que sejam presos os responsáveis. Mas é um acto de justiça que reconheçam publicamente os erros cometidos desde 1975 e peçam publicamente desculpa.

Como é sabido, Xanana fez essa exigência no Congresso do CNRT em 2000. E foi essa a razão, segundo Alkatiri, que provocou a saída da FRETILIN do CNRT.

E só quem não conhece os timorenses é que pensa que o passado pode ser esquecido.
Não se trata de revanchismo, apenas de repôr a verdade histórica.
Para que o país possa seguir em frente enterrando os fantasmas do passado.

Não entender isto é não perceber nada de Timor.

Alkatiri trabalhou muito nestes últimos anos por Timor e pela FRETILIN fundamentalmente, mas há quem tenha trabalhado 31 anos sob ocupação, vivendo em grutas e comendo raízes e cascas de árvores.
E quem tenha sido preso e torturado pelos indonésios. E não foi só o Xanana. Foram centenas, milhares. Fora os que morreram.

E a FRETILIN não tem o direito de se reivindicar representativa de todos eles. Porque não corrresponde à verdade.

Por isso eu digo e mantenho, enquanto não for resposta a verdade desde 1975, por todos, não só a FRETILIN (houve crimes de parte a parte, embora só alguns tenham cometido massacres), dificilmente haverá paz genuína em Timor-Leste.
E todos os que tiveram responsabilidades têm que reconhecer o que cada um fez e pedir desculpa ao povo de Timor pelo que fizeram.
Só assim será possível ultrapassar a paz podre em que se tem vivido e que basta uma faísca para degenerar em violência escusada.

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Timor parliament to consider oil deal

July 27, 2006 - 5:04PM - Sydney Morning Herald

A deal carving up billions of dollars worth of Timor Sea oil and gas will be brought before East Timor's parliament within two weeks, Prime Minister Jose Ramos Horta said on Thursday.

He added that the deal would not fall victim to recent political upheaval in the country.

Ramos Horta said the Timor sea treaty between Australia and East Timor struck in Sydney in January would not be torn up amid rivalries within the parliament fuelled by recent fighting between rival security forces and ethnic gangs.

Some investors had feared that the dominant Fretilin party, which has 55 out of 88 seats in parliament, might hold off signing the deal in a bid to put pressure on Ramos Horta and President Xanana Gusmao not to pursue charges against ousted PM Mari Alkatiri.

Alkatiri, a Fretilin member, stood down in June amid allegations he sanctioned the arming of hit squads to remove political opponents.

But Ramos Horta said the Timor sea treaty would be brought to parliament soon where he would make a "robust and convincing argument" for ratification.

"I have no doubt that we will secure the majority need to ratify it, and I have the full intention of honouring this agreement and bringing it to ratification," he said.

"Timor Leste cannot be in the habit of negotiating agreements, signing them and then we change our mind and then withhold ratification.

"So we intend to do it before the end of my term, which is May 2007, but long before that, sometime this year, in the next few weeks."

Ramos Horta's pledge will be good news for Woodside Petroleum, which is the Australian-based operator of the Greater Sunrise field.

The field is expected to pump around $US30 billion ($A39.49 billion) in oil revenues over 30 years into the coffers of the Australian and East Timor governments, split evenly between both countries.

The deal was negotiated by Alkatiri, who infuriated Australia's government with his hard-nosed bargaining for a deal which will bring around $US15 billion ($A19.75 billion) to his cash-strapped economy, which is Asia's poorest.

Foreign Minister Alexander Downer said he was pleased with Ramos Horta's commitment.

"We would obviously like East Timor to move towards ratification of the Greater Sunrise deal," he said.

"We haven't ourselves ratified it, we've said we will complete our ratification processes when East Timor ratifies it. The sooner the better."

Mr Downer, speaking at a regional summit in Kuala Lumpur, also played down an assessment by one of South East Asia's top bureaucrats that a proposed Asian trade bloc counting Australia and New Zealand was turning into a talk shop.

Ong Keng Yong, the secretary-general of the 10-country Association of South East Asian Nations, told New Zealand papers that the East Asia Summit hailed last year by Prime Minister John Howard as a diplomatic triumph was little more than a "brainstorming forum".
"I think there are a whole series of different drivers of regional integration," Mr Downer said.

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M'sia To Assist Timor Leste In Strategic Planning

July 27, 2006 14:31 PM


Timor Leste Prime Minister Jose Ramos Horta
Pix: Rushdan Abdul Manan

By Nor Baizura Basri

KUALA LUMPUR, July 27 (Bernama) -- Malaysia will assist the new government of Timor Leste establish its Strategic Planning Group, which will help the country draft its medium and long-term plans.

Visiting Timor Leste Prime Minister Dr Jose Ramos-Horta said Thursday that Malaysian Prime Minister Datuk Seri Abdullah Ahmad Badawi had agreed to assist Timor Leste in formulating strategic plans for various aspects.

"Abdullah has responded quickly to my request for Malaysia to assist us in establishing what we call a 'strategic planning group' encompassing the economy, finance and others.

"Malaysia would advise the Timor Leste government on the medium and long-term development," he told a press conference here.

Ramos-Horta, who had earlier called on Abdullah, however did not elaborate when the Malaysian assistance would begin.

On its economic resources, he said the oil and gas sector was among the areas that could be developed as the country was known for its abundance of the two resources.

Timor Leste recently signed a new treaty with Australia involving the share of oil and gas resources from part of the Timor Sea, entitling Timor Leste to about US$2 to US$20 billion in revenue from the sector in future.

Touching on the country's request for more police force and peacekeeping troops, he said they were still awaiting response from the UN Security Council. It had requested for over 800 international police force and peacekeepers for the next two to five years.

Currently, there are about 2,000 police personnel and peacekeepers from Malaysia, Australia, New Zealand and Portugal being deployed there to help provide security and maintain law and order in Asia-Pacific's newest nation.

"Although, the situation has stabilised, we still need international forces to back up our police and equip them with the necessary skills," said Ramos-Horta.

Ramos-Horta who took over from Mari Alkatiri early this month following bloody clashes in the country, also commended Malaysia for deploying peacekeepers just within days upon request.

"I am very touched and grateful to Malaysia for being one of the fastest countries to deploy its troops, reflecting the high standard of professionalism of its defence forces," he said.

-- BERNAMA

Pedido de desculpas - Tradução da Margarida

Da edição impressa do Sydney Morning Herald
27.7.06 página 13

A Rede de Monitorização dos Direitos Humanos retirou uma declaração que fez onde dizia que o antigo ministro do interior, Rogério Lobato, tinha por duas vezes admitido durante interrogatórios no tribunal, à porta fechada, que tinha armado civis timorenses para que matassem inimigos do partido no poder, a Fretilin.

A Rede diz que lamenta que a declaração continha erros, incluindo que Lobato tivesse admitido a sua culpa.

Lindsay Murdoch

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GNR na rua 24 horas por dia a partir de segunda-feira

A partir de segunda-feira, todas as forças policiais vão patrulhar a cidade de Díli, 24 horas por dia e não apenas até às 11 da noite como acontece agora.

O que significa que a cidade vai estar mais segura, com a GNR a poder deslocar-se livremente por toda a cidade, 24 horas por dia.

Obrigado, Senhor Primeiro-Ministro.

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Apology

From the print edition of Sydney Morning Herald
27.7.06
page 1

East timor's Human Rights Monitoring Network has retracted a statement it made claiming a former interior minister, Rogerio Lobato, had twice admitted during closed court hearings that he armed civilian timorese so they could murder enemies of the ruling Fretilin party. The network said it regrets that t he statement contained errors, including that Lobato had admitted his guilt.

Lindsay Murdoch

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GNR reforça contingente em Timor

Transcrição, da Margarida, do Expresso, por não estar on-line:

Expresso, 29/07/06
A GNR vai reforçar o contingente em Timor-Leste, em resposta a um pedido que lhe foi dirigido esta semana pelo Governo timorense. O comando-geral da Guarda organizou todo o processo, com conhecimento do ministro da Administração Interna, António Costa, e informou Timor de que iria enviar mais 60 militares na segunda quinzena de Agosto. De acordo com o interesse manifestado pelos responsáveis timorenses, esta missão da GNR, que será feita no âmbito das Nações Unidas, tem como objectivo principal a formação da polícia timorense.

O grupo de militares inclui 10 oficiais, entre majores e capitães, que vão constituir em Díli um estado-maior para apoiar as autoridades de segurança timorenses nas áreas da estratégia, comando e planeamento.

A instrução vai ser ministrada por militares como experiência em missões internacionais com cenários de guerra, como o Iraque. Ordem pública, anti-terrorismo e reacção anti-motim são alguns dos módulos da formação que a polícia timorense vai receber da GNR.

Em Timor-Leste está, desde o início de Junho, uma companhia da Guarda, constituída por 120 militares, cuja missão é o apoio ao restabelecimento da ordem pública.

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De um leitor

Margarida o meu abraço fraterno. Como não domino o Inglês, agradeço todas as suas traduções, o seu contributo tem sido muito importante. Quanto aos "insultos" de comunista de alguns anónimos, não me admiram, eles querem desviar as intenções do fundamental e usam essa técnica. Acredito que se Jesus Cristo aparecesse a defender as ideias que defendia quando foi perseguido e crucificado, seria "insultado" de comunista.Parece-me de muito mau gosto vir para aqui feito pide dizer qual o partido a que A ou B pertence, a mim tanto me dá que seja do partido comunista, do partido socialista do partido social democrata ou que não tenha partido. É uma pessoa de bem e isso chega-me. Para terminar um abraço a todos que aqui escrevem, sem insultar, um abraço especial ao Malai Azul por nos dispinibilizar este espaço de informação.

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sábado, julho 29, 2006

Sobre a detenção de Alfredo Reinado

Nota aos comentários que abaixo se transcrevem:

Alfredo Reinado não foi detido pela GNR. Foi detido pelas forças australianas por ordem do General Slater. A GNR foi chamada ao local porque uma das casas pertencia a um português e estava ocupada.

O General Slater, depois de ter feito elogios ao profissionalismo da GNR, dizendo que ninguém estava acima da Lei, explicou que o protocolo assinado entre o Governo de Timor-Leste e o Governo da Austrália lhe dava autoridade para proceder à detenção. O que aconteceu depois da GNR sair da casa.

Reinado disse à GNR e ao General Slater que tinha mais armas, que podia entregar aquelas "à vontade, que não lhe faziam falta", o que terá feito o General australiano decidir detê-lo mesmo.

Mas dá "jeito" a alguns, referir que foi a GNR que deteve Alfredo Reinado, na opinião pública.

Não foi. E concordamos com a atitude das forças australianas, neste caso. Talvez por terem protegido tempo demais esta anarquia, talvez por medo de serem responsabilizados por darem cobertura a este grupo armado, que se encontrava com o seu conhecimento numa casa, a apenas 10 metros do quartel australiano.

E já agora, pensamos que o que falta a este país, é transmitir a todos que ninguém está impune.

Como diz o grande General Taur Matan Ruak: "Não há reconciliação sem Justiça!"



Dos leitores:

Com a detenção do Major Alfredo a GNR acendeu de novo o pavio da bomba que esta ainda por explodir.
Certamente que a GNR tinha todas as bases legais para actuarem em relação ao Alfredo e a violação da lei vigente. Mas essa actuação regeu-se, mais uma vez, com base exclusiva na lei sem que qualquer consideração fosse dada aos factores políticos e as consequências que dai proveriam.
A primeira ocasião em que se fez o mesmo foi quando o governo despediu os 591 peticionários em base puramente legais sem que as consequências politicas e sociais do despedimento de um grupo tão grande fosse considerado. O resultado já faz parte da triste historia dos últimos meses da vida do país.

Com a queda do Mari a situação começou a normalizar-se ainda que de forma lenta. Os rebeldes visavam a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas mas acabaram por serem convencidos pelo PR e PM que lhes fosse dado uma oportunidade para reporem a normalidade no pais.
Os militares rebeldes aceitaram mas avisaram que estariam atentos aos desenvolvimentos e nao excluiriam a possibilidade de recomeçarem as acções que julgassem ser necessárias. Durante a crise o factor determinante para a cessação dos conflitos armados terá sido o reconhecimento da autoridade do PR, por ambas as partes mas principalmente pelos militares rebeldes, ao qual submeteram a sua obediência.

No entanto não podemos presumir que essa obediência e submissão a autoridade do PR por parte dos rebeldes seja incontestável. No passado o PR foi o único que os conseguiu controlar mas a detenção do Alfredo e os seus homens só serviu para demonstrar aos rebeldes, justificadamente ou não, de que nem o PR em quem depositaram a confiança pode resolver esta crise político-militar.
Uma vez perdida essa confiança, os militares rebeldes, que viram os seus números acrescidos durante os pontos altos da crise, sentir-se-ão abandonados a si mesmos e aos mecanismos a eles disponíveis para fazerem as suas reivindicações.
Com milhares de armas ainda fora dos armeiros, as condições estão criadas para um último "showdown" de forca.
Se esse cenário se eventuar nem Xanana Gusmão ou Ramos Horta poderão exercer qualquer tipo de influência sobre os rebeldes para mais uma vez forçar o cessar de hostilidades.
O conflito agravar-se-ia de uma forma completamente descontrolada e incontrolável mesmo pelas forcas internacionais actualmente presentes no país. Seria muito difícil contemplar um envolvimento activo das forcas internacionais numa "guerra civil" Timorense onde essas forcas estariam numa posição de ter que usar a sua forca letal contra uma "frente" nativa.
Seria uma proposição demasiado comprometedora para os 4 países com forcas militares em Timor-Leste que remeteriam as suas forcas a uma posição de neutralidade e de mera protecção as populações indefesas.

As demonstrações e actos de violência recomeçados após a detenção do Major Alfredo Reinado poderão mesmo vir a revelarem-se como a ponta do icebergue submerso no mar de insatisfações e frustrações sobre o modo como a situação se tem vindo a desenrolar. Nessa altura a razão não poderia ser encontrada em nenhum dos lados.

Desejo fortemente estar a fazer uma leitura errada destes últimos acontecimentos e que esse cenário nunca venha a eventuar-se.


HanoinTokBa

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HanoinTokBa, compreendo o seu argumento que tão bem e claramente apresentou.

Afirma, no final da sua argumentação: 'As demonstrações e actos de violência recomeçados após a detenção do Major Alfredo Reinado poderão mesmo vir a revelarem-se como a ponta do icebergue submerso no mar de insatisfações e frustrações sobre o modo como a situacao se tem vindo a desenrolar

Sem dúvida que se trata de uma faca de dois gumes: por um lado, o respeito e cumprimento das leis existentes num Estado que todos querem de Direito e, por outro, pesar as consequências políticas de actos políticos e/ou perpetrados por violadores da lei.

Compreendo e aceito que o PR e o PM façam tentativas de dialogar e trazer à razão todos aqueles que desertaram com armas e violaram a lei de inúmeras formas, para além de terem participado em actos de violência, destruição e morte. Mas, por outro lado, vejo que a justiça já foi accionada para alguns. Então, como posso aceitar que não seja para todos?

Por outro lado, tendo vivido a maior parte da minha vida num Estado de Direito, torna-se difícil aceitar que alguém que confesse ter morto um ser humano, não enfrente a justiça. Contudo, é fundamental, ter em conta a realidade timorense e conter essa(s) pessoa(s)de modo a não transpor para um futuro (mais ou menos) próximo a situação vivida nos últimos meses. Fala-se de que ainda têm armas escondidas - com que intuito?

Foram dadas inúmeras oportunidades a todos eles de entregarem o material de guerra ... até foi tida em consideração a sua necessidade de serem publicitados como 'heróis' ao entregarem uma mão cheia de armas ... no entanto, prova-se agora, que pouco mais foi do que um teatro ...

Devo realçar aqui o comportamento exemplar que as F-FDTL, nomeadamente o seu Comando, têm mantido em relação a esta questão do diálogo e da reconciliação. Melhor do que ninguém neste país, compreendem o peso que tem para o futuro, mas compreensivelmente, também estão conscientes de que existe uma linha a partir da qual é necessário que a justiça assuma o papel primordial.

O diálogo é imprescindível para permitir a estabilização do país, mas onde se situa a fronteira/o limite a partir da/o qual o diálogo e a reconciliação colidem com justiça? Será que a justiça não é também uma via imprescindível para garantir a estabilidade do país?

Até ao momento, não vejo que a estabilidade tenha regressado. Sente-se no ar que a situação continua volátil e pode 'explodir' a qualquer momento. O único sinal de que algo está diferente, advém da acção da GNR que está a tentar impor o cumprimento da lei e as declarações de hoje do PM Ramos-Horta no sentido de reafirmar que a lei será cumprida, nomeadamente no que se refere às manifestações (coisa que, aliás, nunca afirmou enquanto membro do anterior Governo e em iguais circunstâncias).

Esta é uma questão de fundo que gostaria de ver debatida neste Blog, com seriedade e sem insultos.

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Concordo com o HanoinTokBa, mas no entanto seria muito difícil e embaraçoso para o PR continuar a "olhar para o lado".

Como sabe até agora já foram efectuadas inúmeras tentativas e pressões no sentido de deter os principais "actores" desta "tragédia", foram inclusivamente emitidos mandatos de captura, todas estas intenções foram travadas exactamente para evitar a abertura da "caixinha de Pandora". O que ela encerra? logo se verá, o que é certo é que mais cedo ou mais tarde teria de acontecer.

Ora se o seu conteúdo for conotado com os acontecimentos que levaram à demissão do PM, através das manobras de baixíssimo nível a que assistimos, creio que a solução a curto prazo estará mais ou menos à vista através da intensificação dos meios de segurança disponíveis (forças policiais), junto das populações (é um facto que a fama de forças policiais como a da GNR os precede). Duvido que os "corajosos" dos arruaceiros estejam disponíveis para levar umas bastonadas no lombo.

Por outro lado se o conteúdo da caixa for outro, mais organizado e armado a situação poderá ser bastante mais complexa. No entanto desconfio muito dessa capacidade de organização e também da capacidade de elaboração estratégica, o que temos vindo a assistir por parte do "elenco rebelde" (Taras, Salsinhas, Reinados, Tilmans e outros quejandos) é de uma actuação para uma plateia infantil (que se calhar em Timor-Leste funciona....isso poderá ser de facto preocupante), em que cabeça é que passaria a ideia, de que pelo facto do PR lhes ter afirmado que estariam a salvo em determinada casa no centro de Díli (repare-se), o Reinado e sus muchachos se achavam a salvo da justiça? Sinceramente só mesmo nesta terra...

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O argumento do anónimo anterior, quando diz que os homens da GNR agiram "num plano puramente legalista e ignoraram outros factores imperativos para a restauração da estabilidade do pais" é perigosíssimo para o futuro de Timor-Leste.
Quando se abre a porta a planos NÃO LEGALISTAS destroem-se as fundações do estado democrático. Podia não se gostar de Mari Alkatiri mas quando, em vez de se esperar por eleições para o tirar do poder, se escolheram vias NÃO LEGALISTAS, abriu-se a porta a uma espiral de violência que provocou dezenas de vítimas, e atirou muitos milhares de pessoas para os campos de refugiados.

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Não é espantoso que algumas pessoas estejam tão preocupadas por a GNR ter agido com base na LEGALIDADE?
Se calhar é porque, nos últimos tempos, agir de acordo com a lei é coisa pouco vista em Timor-Leste e estão a estranhar.
Mas acho que percebo porque é que estão tão preocupados: é que o Alfredo Reinado pode começar a falar par salvar o coiro e contar tudo?
E como costumam dizer os portugueses: quando discutem as comadres, descobrem-se as verdades!

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A GNR não espoletou um novo capítulo de violência.
A atitude da GNR, que tem de ser repetidas as vezes que forem necessárias, é a única que garante que,a médio prazo, se acabam com os capítulos de violência em Timor-Leste.

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Obrigado, Margarida!

Margarida,

Este blog não seria o mesmo sem si.

Não sabemos quem é, mas contamos consigo, Margarida.

Por vezes discordamos de alguns pontos de vista, mas no essencial, obrigado pela sua argumentação, pelas suas pesquisas, pelas suas traduções e principalmente, pela sua dedicação e companheirismo ao longo de todo este tempo.


Obrigado, amiga Margarida.

Malai Azul.

Mais efectivos GNR e PSP


Mais 60 militares da GNR reforçam contingente em Agosto, Expresso


Lisboa, 29 Jul (Lusa) - A GNR vai reforçar o contingente em Timor-Leste na segunda quinzena de Agosto, enviando para o país mais 60 militares, a juntar em-se aos 120 que já estão em Díli.

Segundo a edição de hoje do semanário "Expresso", o reforço do continge nte é uma resposta a um pedido a Portugal do governo timorense, feito esta seman a.

"De acordo com o interesse manifestado pelos responsáveis timorenses, e sta missão da GNR, que será feita no âmbito das Nações Unidas, tem como objectiv o principal a formação da polícia timorense", diz o jornal.

O grupo de militares, acrescenta, inclui 10 oficiais, entre majores e c apitães, que vão constituir em Díli um estado-maior para apoiar as autoridades d e segurança timorenses nas áreas da estratégia, comando e planeamento.

No passado dia 19 o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que a missão da GNR deverá permanecer em Timor-Leste pelo menos até ao final do ano, e enquanto "as autoridades legítimas" daquele país "o solicitarem".

Comentando um apelo do Bloco de Esquerda (BE) para que o Governo portug uês pusesse um ponto final na missão da GNR, por esta estar "esgotada", Luís Ama do referiu que o Governo não tem esse entendimento.

"Achamos que a GNR tem ainda um papel a desempenhar em Timor- Leste. En quanto as autoridades legítimas de Timor-Leste nos solicitarem o apoio dessa for ça, tendo em vista as condições de segurança e de ordem pública em Díli, mantere mos esse apoio", sublinhou o ministro.

A GNR chegou a Timor-Leste no passado dia 03 de Junho, na sequência de uma crise político-militar no país que começara dois meses antes, com o despedim ento de cerca de 600 militares que se queixaram de discriminação étnica por part e da hierarquia das Forças Armadas.

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FP/AR.

Mais 116 efectivos GNR e PSP poderão integrar futura missão da ONU


Díli, 29 Jul (Lusa) - Mais 116 efectivos da PSP e da GNR poderão integrar a futura missão da ONU em Timor-Leste, que deverá iniciar o mandato no próximo dia 21 de Agosto, disse hoje à Lusa fonte da GNR.

O concurso para o preenchimento daquelas vagas está já a decorrer e resulta do convite feito a Portugal pelas autoridades timorenses para que as forças de segurança portuguesas integrem a missão da ONU que sucederá à actual, a UNOTIL, e cujo mandato termina no próximo dia 20 de Agosto.

A fonte contactada pela Lusa acrescentou que a PSP deverá enviar 58 efectivos e a GNR os restantes 48, 10 dos quais serão oficiais, com competências de comando, planeamento e estratégia.

"A vinda destes 116 efectivos não tem nada a ver com o actual contingente da GNR estacionado em Timor-Leste", ao abrigo do pedido formulado em Maio passado pelas autoridades timorenses a Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia, para que enviassem forças militares e policiais para restaurar a ordem pública na sequência da crise político-militar desencadeada em finais de Abril.

A GNR, que mantém actualmente 126 efectivos em Díli ao abrigo do referido pedido, chegou a Timor-Leste no passado dia 03 de Junho.

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EL.

UE preocupada com situação do país, ajuda de 60 milhões euros

Díli, 28 Jul (Lusa) - O enviado especial da União Europeia a Timor-Leste está preocupado com a situação do país, mas garantiu hoje a continuidade do apoio comunitário, designadamente a aprovação de mais um pacote financeiro, de cerca de 60 milhões de euros.
Segundo Miguel Amado, enviado especial do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, as autoridades comunitárias estão a preparar um pacote financeiro de cerca de 60 milhões de euros para o período 2008/2013.
"Vim a Timor-Leste com três objectivos. Fazer a avaliação no terreno da situação, estudar com as autoridades locais os problemas que tem havido, de desenvolvimento, sociais e económicos e para fazer propostas", destacou Amado, em conferência de imprensa, em que fez o balanço da estada de cerca três semanas em Timor-Leste.
"Não escondo uma certa preocupação pela situação do país, embora esteja optimista (...) O meu optimismo vai no sentido de que a comunidade internacional apoiará seguramente Timor-Leste no plano de desenvolvimento que está há muito tempo redigido e em que se pode apostar nalgumas áreas de cooperação", adiantou.
No imediato, e tendo em conta as eleições legislativas de 2007, Miguel Amado anunciou que a UE vai apostar em projectos curtos, de seis meses, no reforço do diálogo nacional e no apoio à juventude.
"Temos um mecanismo rápido de reacção em que vamos actuar em duas áreas no mais curto espaço de tempo. Vamos aplicar dinheiro em projectos curtos de seis meses", disse.
Em resultado da sua estada de cerca de três semanas em Timor- Leste, em que visitou vários distritos e manteve contactos com responsáveis políticos, religiosos e militares, incluindo autoridades locais e tradicionais, Miguel Amado diz ter encontrado um país "bastante pobre".
"Encontrei um país bastante pobre, com uma sociedade rural isolada em termos de comunicação, sem estradas e contactos com a capital, com uma actividade rural muito reduzida, uma administração enfraquecida, uma excessiva centralização, falta de comunicação institucional provocada por crises sucessivas, mas um país com potencial", vincou.
"Neste momento a nossa preocupação é que até às eleições se encontre a estabilidade e a paz para se prepararem o acto eleitoral num ambiente construtivo, tendo em atenção que há problemas imediatos a resolver. A juventude (timorense) hoje em dia tem pouca esperança.
Não tem objectivos a curto, médio e longo prazo. Há que encontrar actividades que sejam úteis para o país e encontrar um espaço próprio para a juventude", acrescentou.
A UE vai ajudar o governo timorense a encontrar "o mais rapidamente possível" o clima de estabilidade tão necessário ao desenvolvimento de Timor-Leste. "Com a instabilidade não há investimento, e havendo investimento há emprego e assim há desenvolvimento económico", justificou.
Além dos projectos curtos de seis meses, a desenvolver até às eleições de 2007, Miguel Amado destacou ainda três áreas em que importa apostar, e que são a justiça, a descentralização e a profissionalização da administração pública.
Relativamente ao processo de reconciliação em preparação, através do diálogo nacional patrocinado pelo Presidente Xanana Gusmão, o enviado especial da UE frisou que importa previamente assegurar a aplicação da justiça.
"A UE vai empenhar-se o mais que puder para reforçar a justiça e para criar um clima propício a que essa justiça seja feita. Não há democracia sem justiça", acentuou.
Miguel Amado chegou a Díli no passado dia 06 e deixa Timor- Leste domingo.
A União Europeia financia vários projectos em Timor-Leste na área da segurança alimentar e no apoio a organizações não- governamentais e a programação para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) prevê a verba de 18 milhões de euros.
Aquela verba, destinada ao período de 2006/2007, foi anunciada no passado dia 19 de Maio, e será aplicada em duas áreas, sendo 12 milhões de euros atribuídos no âmbito da política de desenvolvimento rural e os restantes seis milhões destinados a ajudar o Governo timorense a gerir os seus recursos.
Esta ajuda é financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), no âmbito do Acordo de Cotonou, o acordo de parceria entre a Comissão Europeia e os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), que Timor-Leste assinou em 2003.
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EL.

sexta-feira, julho 28, 2006

Nota da Redacção para leitores menos atentos

Este blog não é serviço público, nem um orgão de comunicação social.

Desde sempre que não escondemos a nossa opinião e damos espaço a quem tem uma opinião contrária, permitindo comentários sem qualquer censura, desde que não sejam insultuosos (demais).

Estamos convictos de que houve uma enorme manipulação e que a situação que se vivia há uns meses atrás não justificava estes acontecimentos.

Os comentários que escolhemos para fazer POST na página principal são aqueles com os quais nos identificamos.

Não somos da Fretilin, pelo simples facto de não sermos timorenses. Mas provavelmente, caso fossemos timrenses, votariamos no partido que mais condições tem de governar este país. Nem que seja pela admiração que temos pelo sentido de Estado seus líderes, como o têm demonstrado ao longo destes últimos anos e principalmente como se têm comportado, como verdadeiros democratas, neste período conturbado.

P.S. Pode criar facilmente o seu blog em: http://www.blogger.com

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De um leitor

Obrigado Margarida e Malai Azul pela vossa luta incansável e pelo incessante esforço em não nos apenas informar sobre o que está a acontecer em Timor-Leste, mas oferecendo-nos também notícias de mais diversas fontes e informando muitas vezes antes de agências noticiosas oficiais o tenham feito.
Obrigado por manter este espaço virtual disponível para todos, em que todos nos podemos dizer a nossa pequena palavra, ouvir opiniões contrárias debatendo os nossos pontos de vista o que, mesmo que por vezes pareçam uma verdadeira guerra verbal, acaba, de alguma forma, por nos fazer mais tolerantes para com outros. Enfim, falando é que a gente se entende, não é? Acredito que é exactamente essa a vossa intenção: identificar o problema e falar dele abertamente lutando assim, contra uma cultura tradicional de silêncio sobre tudo o que possa ser embaraçoso, para uma verdadeira democracia em Timor-Leste e para que um país que tem recuros, capacidade e potencial de o ser verdadeiramente independente e respeitado por todos. Vocês são daqueles que merecem que se vos tire o chapéu.
Bem hajam.

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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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