sábado, julho 29, 2006

Sobre a detenção de Alfredo Reinado

Nota aos comentários que abaixo se transcrevem:

Alfredo Reinado não foi detido pela GNR. Foi detido pelas forças australianas por ordem do General Slater. A GNR foi chamada ao local porque uma das casas pertencia a um português e estava ocupada.

O General Slater, depois de ter feito elogios ao profissionalismo da GNR, dizendo que ninguém estava acima da Lei, explicou que o protocolo assinado entre o Governo de Timor-Leste e o Governo da Austrália lhe dava autoridade para proceder à detenção. O que aconteceu depois da GNR sair da casa.

Reinado disse à GNR e ao General Slater que tinha mais armas, que podia entregar aquelas "à vontade, que não lhe faziam falta", o que terá feito o General australiano decidir detê-lo mesmo.

Mas dá "jeito" a alguns, referir que foi a GNR que deteve Alfredo Reinado, na opinião pública.

Não foi. E concordamos com a atitude das forças australianas, neste caso. Talvez por terem protegido tempo demais esta anarquia, talvez por medo de serem responsabilizados por darem cobertura a este grupo armado, que se encontrava com o seu conhecimento numa casa, a apenas 10 metros do quartel australiano.

E já agora, pensamos que o que falta a este país, é transmitir a todos que ninguém está impune.

Como diz o grande General Taur Matan Ruak: "Não há reconciliação sem Justiça!"



Dos leitores:

Com a detenção do Major Alfredo a GNR acendeu de novo o pavio da bomba que esta ainda por explodir.
Certamente que a GNR tinha todas as bases legais para actuarem em relação ao Alfredo e a violação da lei vigente. Mas essa actuação regeu-se, mais uma vez, com base exclusiva na lei sem que qualquer consideração fosse dada aos factores políticos e as consequências que dai proveriam.
A primeira ocasião em que se fez o mesmo foi quando o governo despediu os 591 peticionários em base puramente legais sem que as consequências politicas e sociais do despedimento de um grupo tão grande fosse considerado. O resultado já faz parte da triste historia dos últimos meses da vida do país.

Com a queda do Mari a situação começou a normalizar-se ainda que de forma lenta. Os rebeldes visavam a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas mas acabaram por serem convencidos pelo PR e PM que lhes fosse dado uma oportunidade para reporem a normalidade no pais.
Os militares rebeldes aceitaram mas avisaram que estariam atentos aos desenvolvimentos e nao excluiriam a possibilidade de recomeçarem as acções que julgassem ser necessárias. Durante a crise o factor determinante para a cessação dos conflitos armados terá sido o reconhecimento da autoridade do PR, por ambas as partes mas principalmente pelos militares rebeldes, ao qual submeteram a sua obediência.

No entanto não podemos presumir que essa obediência e submissão a autoridade do PR por parte dos rebeldes seja incontestável. No passado o PR foi o único que os conseguiu controlar mas a detenção do Alfredo e os seus homens só serviu para demonstrar aos rebeldes, justificadamente ou não, de que nem o PR em quem depositaram a confiança pode resolver esta crise político-militar.
Uma vez perdida essa confiança, os militares rebeldes, que viram os seus números acrescidos durante os pontos altos da crise, sentir-se-ão abandonados a si mesmos e aos mecanismos a eles disponíveis para fazerem as suas reivindicações.
Com milhares de armas ainda fora dos armeiros, as condições estão criadas para um último "showdown" de forca.
Se esse cenário se eventuar nem Xanana Gusmão ou Ramos Horta poderão exercer qualquer tipo de influência sobre os rebeldes para mais uma vez forçar o cessar de hostilidades.
O conflito agravar-se-ia de uma forma completamente descontrolada e incontrolável mesmo pelas forcas internacionais actualmente presentes no país. Seria muito difícil contemplar um envolvimento activo das forcas internacionais numa "guerra civil" Timorense onde essas forcas estariam numa posição de ter que usar a sua forca letal contra uma "frente" nativa.
Seria uma proposição demasiado comprometedora para os 4 países com forcas militares em Timor-Leste que remeteriam as suas forcas a uma posição de neutralidade e de mera protecção as populações indefesas.

As demonstrações e actos de violência recomeçados após a detenção do Major Alfredo Reinado poderão mesmo vir a revelarem-se como a ponta do icebergue submerso no mar de insatisfações e frustrações sobre o modo como a situação se tem vindo a desenrolar. Nessa altura a razão não poderia ser encontrada em nenhum dos lados.

Desejo fortemente estar a fazer uma leitura errada destes últimos acontecimentos e que esse cenário nunca venha a eventuar-se.


HanoinTokBa

*

HanoinTokBa, compreendo o seu argumento que tão bem e claramente apresentou.

Afirma, no final da sua argumentação: 'As demonstrações e actos de violência recomeçados após a detenção do Major Alfredo Reinado poderão mesmo vir a revelarem-se como a ponta do icebergue submerso no mar de insatisfações e frustrações sobre o modo como a situacao se tem vindo a desenrolar

Sem dúvida que se trata de uma faca de dois gumes: por um lado, o respeito e cumprimento das leis existentes num Estado que todos querem de Direito e, por outro, pesar as consequências políticas de actos políticos e/ou perpetrados por violadores da lei.

Compreendo e aceito que o PR e o PM façam tentativas de dialogar e trazer à razão todos aqueles que desertaram com armas e violaram a lei de inúmeras formas, para além de terem participado em actos de violência, destruição e morte. Mas, por outro lado, vejo que a justiça já foi accionada para alguns. Então, como posso aceitar que não seja para todos?

Por outro lado, tendo vivido a maior parte da minha vida num Estado de Direito, torna-se difícil aceitar que alguém que confesse ter morto um ser humano, não enfrente a justiça. Contudo, é fundamental, ter em conta a realidade timorense e conter essa(s) pessoa(s)de modo a não transpor para um futuro (mais ou menos) próximo a situação vivida nos últimos meses. Fala-se de que ainda têm armas escondidas - com que intuito?

Foram dadas inúmeras oportunidades a todos eles de entregarem o material de guerra ... até foi tida em consideração a sua necessidade de serem publicitados como 'heróis' ao entregarem uma mão cheia de armas ... no entanto, prova-se agora, que pouco mais foi do que um teatro ...

Devo realçar aqui o comportamento exemplar que as F-FDTL, nomeadamente o seu Comando, têm mantido em relação a esta questão do diálogo e da reconciliação. Melhor do que ninguém neste país, compreendem o peso que tem para o futuro, mas compreensivelmente, também estão conscientes de que existe uma linha a partir da qual é necessário que a justiça assuma o papel primordial.

O diálogo é imprescindível para permitir a estabilização do país, mas onde se situa a fronteira/o limite a partir da/o qual o diálogo e a reconciliação colidem com justiça? Será que a justiça não é também uma via imprescindível para garantir a estabilidade do país?

Até ao momento, não vejo que a estabilidade tenha regressado. Sente-se no ar que a situação continua volátil e pode 'explodir' a qualquer momento. O único sinal de que algo está diferente, advém da acção da GNR que está a tentar impor o cumprimento da lei e as declarações de hoje do PM Ramos-Horta no sentido de reafirmar que a lei será cumprida, nomeadamente no que se refere às manifestações (coisa que, aliás, nunca afirmou enquanto membro do anterior Governo e em iguais circunstâncias).

Esta é uma questão de fundo que gostaria de ver debatida neste Blog, com seriedade e sem insultos.

*

Concordo com o HanoinTokBa, mas no entanto seria muito difícil e embaraçoso para o PR continuar a "olhar para o lado".

Como sabe até agora já foram efectuadas inúmeras tentativas e pressões no sentido de deter os principais "actores" desta "tragédia", foram inclusivamente emitidos mandatos de captura, todas estas intenções foram travadas exactamente para evitar a abertura da "caixinha de Pandora". O que ela encerra? logo se verá, o que é certo é que mais cedo ou mais tarde teria de acontecer.

Ora se o seu conteúdo for conotado com os acontecimentos que levaram à demissão do PM, através das manobras de baixíssimo nível a que assistimos, creio que a solução a curto prazo estará mais ou menos à vista através da intensificação dos meios de segurança disponíveis (forças policiais), junto das populações (é um facto que a fama de forças policiais como a da GNR os precede). Duvido que os "corajosos" dos arruaceiros estejam disponíveis para levar umas bastonadas no lombo.

Por outro lado se o conteúdo da caixa for outro, mais organizado e armado a situação poderá ser bastante mais complexa. No entanto desconfio muito dessa capacidade de organização e também da capacidade de elaboração estratégica, o que temos vindo a assistir por parte do "elenco rebelde" (Taras, Salsinhas, Reinados, Tilmans e outros quejandos) é de uma actuação para uma plateia infantil (que se calhar em Timor-Leste funciona....isso poderá ser de facto preocupante), em que cabeça é que passaria a ideia, de que pelo facto do PR lhes ter afirmado que estariam a salvo em determinada casa no centro de Díli (repare-se), o Reinado e sus muchachos se achavam a salvo da justiça? Sinceramente só mesmo nesta terra...

*
O argumento do anónimo anterior, quando diz que os homens da GNR agiram "num plano puramente legalista e ignoraram outros factores imperativos para a restauração da estabilidade do pais" é perigosíssimo para o futuro de Timor-Leste.
Quando se abre a porta a planos NÃO LEGALISTAS destroem-se as fundações do estado democrático. Podia não se gostar de Mari Alkatiri mas quando, em vez de se esperar por eleições para o tirar do poder, se escolheram vias NÃO LEGALISTAS, abriu-se a porta a uma espiral de violência que provocou dezenas de vítimas, e atirou muitos milhares de pessoas para os campos de refugiados.

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Não é espantoso que algumas pessoas estejam tão preocupadas por a GNR ter agido com base na LEGALIDADE?
Se calhar é porque, nos últimos tempos, agir de acordo com a lei é coisa pouco vista em Timor-Leste e estão a estranhar.
Mas acho que percebo porque é que estão tão preocupados: é que o Alfredo Reinado pode começar a falar par salvar o coiro e contar tudo?
E como costumam dizer os portugueses: quando discutem as comadres, descobrem-se as verdades!

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A GNR não espoletou um novo capítulo de violência.
A atitude da GNR, que tem de ser repetidas as vezes que forem necessárias, é a única que garante que,a médio prazo, se acabam com os capítulos de violência em Timor-Leste.

*

Obrigado, Margarida!

Margarida,

Este blog não seria o mesmo sem si.

Não sabemos quem é, mas contamos consigo, Margarida.

Por vezes discordamos de alguns pontos de vista, mas no essencial, obrigado pela sua argumentação, pelas suas pesquisas, pelas suas traduções e principalmente, pela sua dedicação e companheirismo ao longo de todo este tempo.


Obrigado, amiga Margarida.

Malai Azul.

Mais efectivos GNR e PSP


Mais 60 militares da GNR reforçam contingente em Agosto, Expresso


Lisboa, 29 Jul (Lusa) - A GNR vai reforçar o contingente em Timor-Leste na segunda quinzena de Agosto, enviando para o país mais 60 militares, a juntar em-se aos 120 que já estão em Díli.

Segundo a edição de hoje do semanário "Expresso", o reforço do continge nte é uma resposta a um pedido a Portugal do governo timorense, feito esta seman a.

"De acordo com o interesse manifestado pelos responsáveis timorenses, e sta missão da GNR, que será feita no âmbito das Nações Unidas, tem como objectiv o principal a formação da polícia timorense", diz o jornal.

O grupo de militares, acrescenta, inclui 10 oficiais, entre majores e c apitães, que vão constituir em Díli um estado-maior para apoiar as autoridades d e segurança timorenses nas áreas da estratégia, comando e planeamento.

No passado dia 19 o ministro dos Negócios Estrangeiros português disse que a missão da GNR deverá permanecer em Timor-Leste pelo menos até ao final do ano, e enquanto "as autoridades legítimas" daquele país "o solicitarem".

Comentando um apelo do Bloco de Esquerda (BE) para que o Governo portug uês pusesse um ponto final na missão da GNR, por esta estar "esgotada", Luís Ama do referiu que o Governo não tem esse entendimento.

"Achamos que a GNR tem ainda um papel a desempenhar em Timor- Leste. En quanto as autoridades legítimas de Timor-Leste nos solicitarem o apoio dessa for ça, tendo em vista as condições de segurança e de ordem pública em Díli, mantere mos esse apoio", sublinhou o ministro.

A GNR chegou a Timor-Leste no passado dia 03 de Junho, na sequência de uma crise político-militar no país que começara dois meses antes, com o despedim ento de cerca de 600 militares que se queixaram de discriminação étnica por part e da hierarquia das Forças Armadas.

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FP/AR.

Mais 116 efectivos GNR e PSP poderão integrar futura missão da ONU


Díli, 29 Jul (Lusa) - Mais 116 efectivos da PSP e da GNR poderão integrar a futura missão da ONU em Timor-Leste, que deverá iniciar o mandato no próximo dia 21 de Agosto, disse hoje à Lusa fonte da GNR.

O concurso para o preenchimento daquelas vagas está já a decorrer e resulta do convite feito a Portugal pelas autoridades timorenses para que as forças de segurança portuguesas integrem a missão da ONU que sucederá à actual, a UNOTIL, e cujo mandato termina no próximo dia 20 de Agosto.

A fonte contactada pela Lusa acrescentou que a PSP deverá enviar 58 efectivos e a GNR os restantes 48, 10 dos quais serão oficiais, com competências de comando, planeamento e estratégia.

"A vinda destes 116 efectivos não tem nada a ver com o actual contingente da GNR estacionado em Timor-Leste", ao abrigo do pedido formulado em Maio passado pelas autoridades timorenses a Portugal, Austrália, Malásia e Nova Zelândia, para que enviassem forças militares e policiais para restaurar a ordem pública na sequência da crise político-militar desencadeada em finais de Abril.

A GNR, que mantém actualmente 126 efectivos em Díli ao abrigo do referido pedido, chegou a Timor-Leste no passado dia 03 de Junho.

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EL.

UE preocupada com situação do país, ajuda de 60 milhões euros

Díli, 28 Jul (Lusa) - O enviado especial da União Europeia a Timor-Leste está preocupado com a situação do país, mas garantiu hoje a continuidade do apoio comunitário, designadamente a aprovação de mais um pacote financeiro, de cerca de 60 milhões de euros.
Segundo Miguel Amado, enviado especial do presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, as autoridades comunitárias estão a preparar um pacote financeiro de cerca de 60 milhões de euros para o período 2008/2013.
"Vim a Timor-Leste com três objectivos. Fazer a avaliação no terreno da situação, estudar com as autoridades locais os problemas que tem havido, de desenvolvimento, sociais e económicos e para fazer propostas", destacou Amado, em conferência de imprensa, em que fez o balanço da estada de cerca três semanas em Timor-Leste.
"Não escondo uma certa preocupação pela situação do país, embora esteja optimista (...) O meu optimismo vai no sentido de que a comunidade internacional apoiará seguramente Timor-Leste no plano de desenvolvimento que está há muito tempo redigido e em que se pode apostar nalgumas áreas de cooperação", adiantou.
No imediato, e tendo em conta as eleições legislativas de 2007, Miguel Amado anunciou que a UE vai apostar em projectos curtos, de seis meses, no reforço do diálogo nacional e no apoio à juventude.
"Temos um mecanismo rápido de reacção em que vamos actuar em duas áreas no mais curto espaço de tempo. Vamos aplicar dinheiro em projectos curtos de seis meses", disse.
Em resultado da sua estada de cerca de três semanas em Timor- Leste, em que visitou vários distritos e manteve contactos com responsáveis políticos, religiosos e militares, incluindo autoridades locais e tradicionais, Miguel Amado diz ter encontrado um país "bastante pobre".
"Encontrei um país bastante pobre, com uma sociedade rural isolada em termos de comunicação, sem estradas e contactos com a capital, com uma actividade rural muito reduzida, uma administração enfraquecida, uma excessiva centralização, falta de comunicação institucional provocada por crises sucessivas, mas um país com potencial", vincou.
"Neste momento a nossa preocupação é que até às eleições se encontre a estabilidade e a paz para se prepararem o acto eleitoral num ambiente construtivo, tendo em atenção que há problemas imediatos a resolver. A juventude (timorense) hoje em dia tem pouca esperança.
Não tem objectivos a curto, médio e longo prazo. Há que encontrar actividades que sejam úteis para o país e encontrar um espaço próprio para a juventude", acrescentou.
A UE vai ajudar o governo timorense a encontrar "o mais rapidamente possível" o clima de estabilidade tão necessário ao desenvolvimento de Timor-Leste. "Com a instabilidade não há investimento, e havendo investimento há emprego e assim há desenvolvimento económico", justificou.
Além dos projectos curtos de seis meses, a desenvolver até às eleições de 2007, Miguel Amado destacou ainda três áreas em que importa apostar, e que são a justiça, a descentralização e a profissionalização da administração pública.
Relativamente ao processo de reconciliação em preparação, através do diálogo nacional patrocinado pelo Presidente Xanana Gusmão, o enviado especial da UE frisou que importa previamente assegurar a aplicação da justiça.
"A UE vai empenhar-se o mais que puder para reforçar a justiça e para criar um clima propício a que essa justiça seja feita. Não há democracia sem justiça", acentuou.
Miguel Amado chegou a Díli no passado dia 06 e deixa Timor- Leste domingo.
A União Europeia financia vários projectos em Timor-Leste na área da segurança alimentar e no apoio a organizações não- governamentais e a programação para o Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED) prevê a verba de 18 milhões de euros.
Aquela verba, destinada ao período de 2006/2007, foi anunciada no passado dia 19 de Maio, e será aplicada em duas áreas, sendo 12 milhões de euros atribuídos no âmbito da política de desenvolvimento rural e os restantes seis milhões destinados a ajudar o Governo timorense a gerir os seus recursos.
Esta ajuda é financiada pelo Fundo Europeu de Desenvolvimento (FED), no âmbito do Acordo de Cotonou, o acordo de parceria entre a Comissão Europeia e os países ACP (África, Caraíbas e Pacífico), que Timor-Leste assinou em 2003.
...
EL.

sexta-feira, julho 28, 2006

Nota da Redacção para leitores menos atentos

Este blog não é serviço público, nem um orgão de comunicação social.

Desde sempre que não escondemos a nossa opinião e damos espaço a quem tem uma opinião contrária, permitindo comentários sem qualquer censura, desde que não sejam insultuosos (demais).

Estamos convictos de que houve uma enorme manipulação e que a situação que se vivia há uns meses atrás não justificava estes acontecimentos.

Os comentários que escolhemos para fazer POST na página principal são aqueles com os quais nos identificamos.

Não somos da Fretilin, pelo simples facto de não sermos timorenses. Mas provavelmente, caso fossemos timrenses, votariamos no partido que mais condições tem de governar este país. Nem que seja pela admiração que temos pelo sentido de Estado seus líderes, como o têm demonstrado ao longo destes últimos anos e principalmente como se têm comportado, como verdadeiros democratas, neste período conturbado.

P.S. Pode criar facilmente o seu blog em: http://www.blogger.com

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De um leitor

Obrigado Margarida e Malai Azul pela vossa luta incansável e pelo incessante esforço em não nos apenas informar sobre o que está a acontecer em Timor-Leste, mas oferecendo-nos também notícias de mais diversas fontes e informando muitas vezes antes de agências noticiosas oficiais o tenham feito.
Obrigado por manter este espaço virtual disponível para todos, em que todos nos podemos dizer a nossa pequena palavra, ouvir opiniões contrárias debatendo os nossos pontos de vista o que, mesmo que por vezes pareçam uma verdadeira guerra verbal, acaba, de alguma forma, por nos fazer mais tolerantes para com outros. Enfim, falando é que a gente se entende, não é? Acredito que é exactamente essa a vossa intenção: identificar o problema e falar dele abertamente lutando assim, contra uma cultura tradicional de silêncio sobre tudo o que possa ser embaraçoso, para uma verdadeira democracia em Timor-Leste e para que um país que tem recuros, capacidade e potencial de o ser verdadeiramente independente e respeitado por todos. Vocês são daqueles que merecem que se vos tire o chapéu.
Bem hajam.

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A UNICEF condena a utilização de crianças na linha da frente das manifestações em Dili

Tradução da Margarida.

De um leitor:

Aqui outro exemplo de terrorrismo.

Declaração aos Media

A UNICEF condena a utilização de crianças na linha da frente das manifestações em Dili


DILI, Timor-Leste 28 Julho 2006 – A UNICEF mais uma vez condena fortemente a manipulação de crianças depois de serem vistas crianças a participar à frente duma manifestação no exterior da Estação de polícia de Dili exigindo a libertação de Alfredo Reinaldo Alves que foi detido pelas forças internacionais na Quinta-feira 25 de Julho de 2006.

Em pé, na linha da frente da manifestação, estas crianças empunhavam bandeiras e cartazes alegando que o novo governo não era diferente do anterior.

A UNICEF apela aos líderes da nação e também aos pais e à comunidade para tomar medidas imediatas para travar esta exploração de crianças. A UNICEF lembra a todos os detentores do poder para porem um fim a este abuso continuado das crianças nos protestos e manifestações políticas. Tais manifestações tendem a fugir do controlo e estar na primeira linha dos protestos, expõe estas crianças a ameaças de violência e a sofrimento.

Timor-Leste ratificou a Convenção dos Direitos das Crianças (CRC) em Dezembro de 2002, logo sete meses depois da restauração da sua independência. O Artigo 36 da Convenção declara que o Estado deve proteger a criança contra todas as formas de exploração que possam ter um impacto no bem-estar da criança.

“Apesar das aulas terem começado, muitas crianças ainda não regressaram à escola e muitas vezes são deixadas sem supervisão nos campos e comunidades durante o dia. Às crianças desta idade, deve ser dada orientação, protecção e educação e não permitir que sejam negligenciadas e exploradas. As crianças aprendem o que vêem – se os adultos não se comportam responsavelmente, estas crianças perpetuarão o ciclo de violência” disse Madhavi Ashok, UNICEF, responsável da Comunicação em Dili.

A UNICEF, juntamente com as ONG’s do Grupo de Trabalho da Protecção da Criança, apelou aos pais e aos encarregados da educação para supervisionarem as suas crianças e não as autorizarem a serem levadas dos campos por outras pessoas. Este trabalho será reforçado nas próximas semanas com o uso dos pontos focais da protecção infantil e a rede de ONG’s.

Esta nota saiu uma semana depois de um colaborador da UNICEF ter sido brutalmente atacado por uma multidão que incluía jovens e crianças.

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Também temos admiradores...

Não conheço Malai Azul nem Margarida, mas tenho um enorme respeito por estas pessoas.
Só demonstram que são verdadeiros democrátras, doutra forma já teriam fechado este blog. pois entram aqui muita gentalha, do mais rasca que se tem visto.
Obrigada Malai e Margarida.Bem hajam, tenham santa paciencia.Pois é a unica forma de saber noticias de Timor, País que não conheço mas que apredi a respeitar e admirar.

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É muito bom ver timorenses conscientes e amantes de sua terra e com fé no futuro!!! Muita força ao malai azul, que, assim como muitos outros malais, amam Timor e têm respeito por este povo e se sentem honrados por aqui estarem a participar deste momento histórico, posto que, mais uma vez, difícil.

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Faço das tuas palavras minhas, embora não esteja a viver em Timor-Leste!
Foi sempre baseado no espírito da Democracia, da verdade e da Justica, que escrevi os meus comentários aqui neste Blog.
A verdade e a Justiça triunfará e espero o que escreveste não caia em ouvidos de burro!

Obrigado malai azul por se dedicar tanto a paz no meu pais. Quem quer que seja, e um malai amigo de Timor-Leste. Quem lhe insulta, só pode ser aliado do nosso inimigo " invisível".
Pode ter a certeza que tem muitos admiradores, os verdadeiros timorenses que não se vendem a quem quer que seja que ponha em causa a soberania deste pais.
O seu blog e lido por muitos timorenses espalhados pelo mundo fora e também pelos malais amigos.
Continue com o seu excelente trabalho. Será recompensado moralmente quando a verdade for dita.

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Obrigado

Parabéns GNR! Nao liguem as "bocas" que mandam por ai. Vocês (Portugal, Australia, Malazia, Nova Zelandia) estao aqui porque o estado timorense vos pediu para virem ca e para manter a ordem neste pais. Forca e va em frente. Ninguém está acima da lei, seja ele quem for.

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THANK YOU GNR!

GOD BLESS YOU

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O povo de Timor-Leste não é esses bandidos e esses terroristas que querem espalhar o pânico com ameaças e chantagem. O povo quer a vossa ajuda para nos protegerem deles.

Eles são uma minoria de gente confusa e ignorante,

Obrigado GNR!

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Voltei do distrito no dia depois da chegada da GNR. Se partirem nunca mais fico em Dili onde sempre vivi.

Obrigado pela coragem e esperança que dão.

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Rebelde de Timor 'enfrenta a prisão' - Tradução da Margarida

news.com.au network
Fonte: AFP

De correspondentes em Dili
Julho 28, 2006

O líder rebelde de Timor-Leste Alfredo Reinado enfrenta pelo menos cinco anos na prisão depois de ter sido acusado com múltiplas ofensas criminais incluindo tentativa de homicídio, disse hoje o seu advogado.
Os Procuradores ontem acusaram o Major Reinado com ofensas incluindo tentativa de homicídio, desvio de equipamentos militares e roubo, disse o seu advogado Benevidos Barros.

"A punição pode ser superior a cinco anos devido às múltiplas acusações," disse o Sr Barros à AFP sem dar mais detalhes.

As tropas lideradas pelos Australianos na Terça-feira detiveram o Major Reinado e 20 outros indivíduos por terem na sua posse 9 pistolas alegadamente apanhadas onde estavam.

O Major Reinado conduziu um grupo rebelde de polícias militares para Maubisse, no sul Dili, no meio de um surto de violência em Maio.

A violência envolveu lutas entre facções rivais das forças de segurança e gangs étnicos.

O desassossego teve as suas origens no despedimento de cerca de 600 soldados em Março, que tinham desertado dos seus quartéis queixando-se de discriminação.

O presidente de Timor-Leste Xanana Gusmão defendeu o Major Reinado no passsado, dizendo que o líder rebelde levou os seus homens para aa montanhas para evitar conflitos.

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Mas não pertencia a esse mesmo governo?! Tradução da Margarida

O Governo de Alkatiri é o culpado da violência
Business Day
Ramos-Horta diz ...
AFP

JAKARTA – O novo Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos-Horta disse que o governo do seu predecessor foi culpado por ter causado um conflito violento na pequena nação, de acordo com uma reportagem na Quarta-feira.
Ramos-Horta, disse ao Koran Tempo numa entrevista que o governo de Mari Alkatiri devia ter gerido melhor uma situação que resultou nalguns 600 soldados despedidos em Março por desertarem dos seus quartéis, queixando-se de discriminação.

"O facto é que o governo de Alkatiri geriu mal os soldados frustados e assim irrompeu o desassossego. Assim se alguém disser que o governo de Alkatiri não tem a culpa toda, é um disparate," é citado ter dito.

Rotulou como “disparates” as acusações de querer ficar com o cargo de Alkatiri. O Presidente Xanana Gusmão nomeou Ramos-Horta como primeiro-ministro no início do mês depois de Alkatiri ter saído no meio de intensa pressão.

Após o despedimento dos soldados, Dili caíu na violência em Maio, com confrontos entre facções rivais das forças de segurança e batalhas de gangs étnicos nas ruas.
Pelo menos 21 pessoas foram mortas e 150,000 outras deslocadas.

Alkatiri foi também embrulhado em alegações de ter autorizado um esquadrão de ataque armado para eliminar os seus rivais políticos e foi questionado como suspeito num caso em que o seu antigo ministro do interior enfrenta acusações criminais.

Ramos-Horta, um laureado do Nobel da paz, também disse que apesar de Alkatiri ter negado repetidamente as acusações, "há muitos que dizem que Alkatiri sabia da distribuição das armas."

Mas aconselhou as pessoas a esperar os resultados da investigação do caso por uma comissão internacional.

Ramos-Horta estava na sua primeira visita a Jakarta como primeiro-ministro na Terça-feira e encontrou-se com o Presidente Indonésio Susilo Bambang Yudhoyono. Não fez declarações depois das suas conversações.

Desmentido de mais um boato


De um leitor:

Boato ou não?

Parece que os deslocados instalados no jardim entre o porto e o Hotel Timor, é que apedrejaram os manifestantes apoiantes do Alfredo, em retaliação ao apedrejamento acontecido ontem à noite.

Corre o rumor de que parte destes individuos, com casa em Díli, não vão para os seus bairros devido a terem tido comportamentos impróprios com os seus vizinhos, inclusivé de terem ameaçado pessoas com armas que entretanto esconderam. Diz-se que se está a preparar uma acção para incendiar com coktails molotov toda aquela zona onde eles estão instalados.

Verdade ou não, as forças de segurança devem estar atentas.

Resposta:

Grande azar o dos lançadores de boatos! Presenciámos o ataque de hoje e não aconteceu nada como este leitor diz.

Apareceram em sentido contrário várias motas, carros e um camião à porta do campo, aos gritos e quando viram que a GNR vinha atrás, começaram a apredrejar o campo na fuga.

Testemunhámos que do campo ninguém foi na perseguição dos agressores.

E lembramos o leitor que:

terrorista
adj. e s. 2 gén.,
que ou pessoa que é partidária do terrorismo;
que espalha boatos alarmantes.

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CEF condemns use of children in the front-line of demonstrations in Dili

De um leitor:

Aqui outro exemplo de terrorrismo.

MEDIA STATEMENT

UNICEF condemns use of children in the front-line of demonstrations in Dili


DILI, Timor-Leste 28 July 2006 – UNICEF is once again strongly condemning the manipulation of children after young children were seen participating in the front of a demonstration outside the Dili Police Station to call for the release of Alfredo Reinaldo Alves who was detained by international forces on Tuesday 25th July 2006.

Standing in the front line of the demonstration, these children held banners and signs alleging that the new government was no different from the old one.

UNICEF calls the leaders of the nation and also parents and the community to take immediate actions to stop this exploitation of children. UNICEF reminds all duty bearers to put a stop to this continued abuse of young children in protests and political demonstrations. Such demonstrations tend to get out of control and being in the frontline of protests, exposes children to the threat of violence and hurt.

Timor-Leste ratified the Convention on the Rights of the Child (CRC) in December 2002, just 7 months after the restoration of independence. Article 36 of the Convention states that the state shall protect the child against all forms of exploitation that could have an impact on the child’s welfare.

“Although school has started, many children are still not back to school and many times they are left unsupervised in the camps and communities during the day. Children, at this age, should be given guidance, protection and education and not be neglected and exploited. Children learn from what they see - if adults do not behave responsibly, these children will perpetuate the cycle of violence” said Madhavi Ashok, UNICEF Communication Officer in Dili.

UNICEF, together with the NGOs in the Child Protection Working Group, has called for parents and caregivers to supervise their children and not to allow them to be taken outside their camps by other people. This work will be strengthened in the coming weeks using the child protection focal points and the NGO networks.

This note comes just a week after a UNICEF-contracted worker was brutally attacked by a mob which included young people and children.

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Desmentido

Corre o boato de que um elemento da GNR foi ferido.

É absolutamente FALSO.


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Pela Lei e Pela Grei

Conferência de imprensa conjunta GNR/Forças Australianas

Estiveram presentes no QG da GNR em Caicoli, além dos oficiais da GNR, Major Paulo Soares e Capitão Gonçalo Carvalho, o General Slater e um oficial que fez a tradução para tétum.

O General Slater explicou à imprensa local, em detalhe, a situação da detenção e a apreensão das armas, o elogiou o trabalho não só da GNR mas também de todas as outras polícias. Referiu que a actuação foi feita de acordo com as leis vigentes no território e que ninguém esta acima da lei.

Disse que Alfredo Reinado sabia que não podia ter mais armas na sua posse, pois tinha terminado o prazo estabelecido.

O Capitão Gonçalo Carvalho disse que a apreensão feita pela GNR, do material na posse de Alfredo Reinado, foi de acordo com as leis vigentes em Timor-Leste e que ninguém deve constituir uma excepção dentro do quadro legal estabelecido pelo Estado da República Democrática de Timor-Leste. Salientou que a actuação da GNR é completamente imparcial e isenta, relativamente aos problemas políticos.

O oficial da GNR disse ainda que serão firmes na actuação contra todos aqueles que violarem as leis em vigor no território e que continuarão a desenvolver uma actividade normal, pautando a sua conduta, como sempre fizeram até ao momento, com profissionalismo, rigor e eficiência.

Explicou que não estão contra nem a favor de ninguém, que apenas procuram criar condições para que o povo timorense possa fazer a sua vida quotidiana com tranquilidade. E que trabalham com o intuito de contribuir para a estabilização da situação na cidade de Díli, para que todos os seus habitantes possam retomar a sua vida normal, dentro de um clima de ordem e segurança.

O Capitão Gonçalo Carvalho lembrou que a GNR em Portugal ou Timor-leste terá sempre como referência o seu lema que é “Pela Lei e Pela Grei”.

Servir o povo e defender a lei.

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GNR deteve 12 pessoas em manifestação ilegal pró-major Reinado

Díli, 28 Jul (Lusa) - A GNR deteve hoje em Díli 12 pessoas que se manifestaram ilegalmente para exigir a libertação do major Alfredo Reinado, e que se envolveram em distúrbios no centro da capital, disse à Lusa o comandante operacional dos militares portugueses.

Segundo o capitão Gonçalo Carvalho, os manifestantes arremessaram pedras contra um campo de refugiados, situado entre o porto de Díli e o Hotel Timor.

Estes foram os primeiros incidentes em que se registaram detenções desde que terça-feira passada o major Alfredo Reinado foi surpreendido na posse de um arsenal militar ilegal, composto por pistolas, milhares de munições, granadas, rádio e fardas.

O major Reinado foi posteriormente detido pelas autoridades.

Dezenas de pessoas começaram a concentrar-se quinta-feira defronte do Centro de Detenção, no bairro de Caicoli, para onde o major Alfredo Reinado foi conduzido para ser ouvido pelo Ministério Público devido à posse ilegal de armas, exigindo a sua libertação.

A concentração, ilegal porque não foi pedida previamente autorização ao Ministério do Interior, redundou hoje em actos de violência em vários pontos da cidade, com grupos de jovens a apedrejarem viaturas.

O major Alfredo Reinado abandonou no início de Maio a cadeia de comando das forças armadas timorenses, e encontra-se desde quinta- feira sob o regime de prisão preventiva devido à posse legal de armas.

Juntamente com Reinado mais 14 homens do seu grupo ficaram sob a medida de coacção de prisão preventiva.

Hoje ao princípio da tarde (hora local), à chegada a Díli, proveniente da Malásia, o primeiro-ministro José Ramos-Horta reafirmou o primado da lei sobre quem violar determinações, emanadas do chefe de Estado, governo e parlamento, que proíbem civis e grupos irregulares de andarem armados.

"Há uma determinação do chefe de Estado, do governo, do Paramento Nacional, de que nenhum elemento civil ou grupo irregular deve estar na posse de armas (...) Portanto, quaisquer elementos não autorizados estão obviamente a violar as decisões do Estado", disse.

Relativamente à realização de manifestações, o primeiro- ministro salientou que não serão autorizadas manifestações em locais não previstos na lei, designadamente a menos de 100 metros de edifícios do Estado ou embaixadas.

"Não há autorização para manifestações que possam perturbar a ordem pública. Se querem fazer uma manifestação, solicitem às autoridades competentes, como o Ministério do Interior, que designará o local e os termos em que qualquer manifestação possa ter lugar", acrescentou.

EL.

Boa GNR!

Boa!
Os timorenses honestos estão com algum receio que a GNR não seja suficiente para o que parece que se avizinha.Mas estes beligerantes que andam a aterrorizar famílias, com dificuldades que se sacrificam para dar aos seus filhos um futuro melhor que aquele que eles tiveram, só têm de ser metidos na ordem.

Força GNR... contamos convosco (também não temos mais ninguém com quem contar)...

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Tropas da Austrália vão começar a abandonar o país-MNE

Sidney, Austrália, 28 Jul (Lusa) - As tropas australianas enviadas para Timor-Leste em Maio vão começar a retirar do país, escreve hoje o The Australia n.

O jornal refere que o ministro dos negócios estrangeiros australiano, A lexander Downer disse em Kuala Lumpur, na Malásia, ser a altura de começar a ret irar a força de 1.300 soldados enviados para Timor-Leste.

O anúncio da Austrália surge precisamente na altura em que o primeiro-m inistro de Timor-Leste, José Ramos-Horta pediu a criação de uma força de polícia internacional, com 800 homens, para manter a segurança no país durante os próxi mos cinco anos.

O ministro australiano revelou ter dito ao seu homólogo timorense que h avia a necessidade de Timor-Leste "começar a assumir a responsabilidade dos seus problemas internos".

O governo australiano tem vindo a ser pressionado para aumentar os efec tivos militares na força que se encontra no Afeganistão e poderá vir igualmente a integrar uma força de paz da ONU para o Líbano.

O ministro Alexander Downer considerou ainda que os efectivos australia nos enviados para Timor-Leste poderiam começar a sair do território "ao longo da s próximas semanas".

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GCS.

Ramos Horta promises movement on Timor Sea deal

East Timor's Prime Minister Jose Ramos Horta says he will move within weeks to ratify a multi-billion dollar boundary deal with Australia on oil and gas reserves in the Timor Sea.

He says he will argue that East Timor's Parliament should approve the agreement, which was signed with Australia in January.

The Greater Sunrise field is one of the largest proven oil and gas reserves in the Asia-Pacific.

Dr Ramos Horta says Australia and East Timor agreed to a 50-50 split of revenue from the Timor Sea field.

"Timor Leste can not be in the habit of negotiating agreements, signing them, and then we change our mind and withhold ratification. So we will intend to do it," he said.

"I intend to bring it to Parliament and make a robust and a convincing argument in defence of this agreement."

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GNR procede a detenções

A GNR deteve em Colmera um grupo de jovens pro-Reinado que tinham agredido refugiados do campo em frente ao hotel Timor.

Bravo!
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Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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