sexta-feira, fevereiro 01, 2008

UNPOL Daily Security Briefing 1 February 2008

This is a broadcast of the UN Police in Timor-Leste to provide you with information about
the security situation around the country.

28 January – 1 February 2008

The security situation in Dili and across the country over the week has remained relatively calm with low level disturbances occurring at irregular intervals in Dili and the districts. The overall situation nationwide is expected to remain calm over the next 24 hours.

Over the past week, there have been a total of 40 incidents with an average of six incidents per day. This compares with 36 incidents last week and 65 incidents during this time last year. The majority of incidents in the capital involved traffic accidents, sporadic fighting and petty burglaries.

These statistics indicate a noticeable improvement in the security situation. Within this context, the United Nations Police (UNPol) will be progressively transferring authority to the PNTL in three police posts in Dili, including Bairo Pite, Bidau and Mercado Lama. This will provide greater operational space and opportunity for the PNTL to operate more independently. The three posts will be largely staffed by PNTL officers with supervision from UNPol.

The progressive transfer of authority will be based on four criteria:

1. The posts must be managed by fully certified PNTL officers
2. There must be adequate logistic support given to PNTL
3. Essential cooperative assistance between the PNTL and FFDTL must exist
4. There must be a demonstrated public confidence in the PNTL


UNPol will be watching the posts over the next couple of months to ensure that the four criteria are being met. The experience learned from this will be the basis of greater responsibility being handed to the PNTL over the coming months in other districts.

The police advise to avoid traveling during the night to the most affected areas. Please report any suspicious activities. You can call 112 or 7230365 to contact the police 24 hours a day, seven days a week.

East Timor's Deputy PM to address CDU conference

Charles Darwin University’s
01 February 2008

The Deputy Prime Minister of East Timor will visit Darwin early this month to open an international conference focusing on rebuilding his country, the world’s youngest nation.

Dr Jose Luis Guterres will attend the conference, entitled Democratic Governance in Timor Leste: Reconciling the Local and the National. The conference will be held on 7 and 8 February at Charles Darwin University’s Casuarina campus.

A second Member of the Timor-Leste Parliament, Ms Fernanda Borges, also will address the conference which will focus on the rebuilding process as the country nears the end of its sixth year as a sovereign nation.

Topics at the conference will include justice in the courts and the community, national identity, psychological healing in people traumatised by war, rural resettlement, violence and nation-building, and reconciling local and western modes of governance.

Conference convenor, Associate Professor David Mearns, of CDU’s School of Creative Arts and Humanities, said the speakers would examine the emerging relations between the national and local governments during what is a critical phase in the country’s development.

The conference will be hosted by CDU, in conjunction with the Australian National University and the Timor Institute of Development Studies.

Visit the conference website at: www.cdu.edu.au/timorlesteconference/ .

Human Rights Watch denuncia violações à liberdade de expressão e aos direitos humanos em Luanda

Notícias Lusófonas

Angola, Brasil e Timor
no top das violações
- 31-Jan-2008 - 17:38

Angola, Brasil e Timor-Leste, três dos oito países de língua portuguess, figuram, por razões várias, no relatório anual da organização Human Rights Watch, que dá conta de diferentes violações cometidas ao longo de 2007. Segundo o documento, hoje divulgado publicamente pela organização de defesa dos direitos humanos, com sede em Londres, dos três, o Brasil é o país com maiores problemas, sendo a violência policial o principal factor de desestabilização.


"Confrontada com elevados índices de crime violento, especialmente nos centros urbanos, alguns agentes da polícia levam a cabo práticas abusivas em vez de respeitarem a conduta policial", lê-se no relatório.

A HRW adianta que as condições de detenção são "abismais" e que, nas áreas rurais, os conflitos ligados à propriedade da terra e a violência a eles associados continuam uma constante, enquanto os activistas dos Direitos Humanos são "alvo de ameaças e de ataques".

"Apesar de o governo brasileiro ter efectuado esforços para garantir uma diminuição dos abusos aos direitos humanos, raramente responsabilizou as autoridades policiais", sublinha-se no documento.

Em Timor-Leste, segundo o mesmo relatório, houve alguns casos, "esporádicos", de violência, registados antes e depois das eleições de 30 de Junho de 2007, o que levou parte das populações a procurarem refúgio em alguns distritos do leste do país.

Realçando os avanços na Justiça, com alguns julgamentos em curso de militares e polícias responsáveis pelos conflitos e actos de violência registados em 2006, o relatório salienta, porém, que muitos dos crimes foram "abafados" ao abrigo da Lei da Amnistia, aprovada em 2007.

As eleições presidenciais e legislativas de 2007, relembra a HRW, trouxe novos líderes políticos ao país, mas o espectro de violência e de insegurança continua presente.

A Human Rights Watch lamenta também que as novas autoridades timorenses continuem ainda a "ignorar" as recomendações da Comissão da Verdade e Reconciliação que averigua os crimes cometidos durante a ocupação indonésia de Timor-Leste (1975/1999).

Ponto considerado "muito positivo" pela HRW é a referência à inexistência de quaisquer ataques ou intimidações a activistas dos Direitos Humanos em Timor-Leste durante 2007.

"O Gabinete do Provedor, que tem o poder de investigar e reportar as queixas do governo e das diferentes instituições, tem trabalhado sem quaisquer interferências", refere a Human Rights Watch.

Em Angola, a Human Rights Watch denunciou violações à liberdade de expressão e aos direitos humanos, havendo casos em que algumas associações locais e órgãos de comunicação social são alvo de intimidações.

A organização acusa também as autoridades de Luanda de, entre 2002 e 2006, terem desalojado mais de 30.000 pessoas das suas casas sem avançar com qualquer compensação ou indemnização, ou mesmo atribuir qualquer habitação.

A HRW fala ainda dos sucessivos adiamentos das eleições gerais angolanas, realizadas pela última vez em 1992, mas toda a informação do relatório sobre os temas eleitorais está já desactualizada, uma vez que baseia as denúncias na inexistência de datas para a votação, já marcada pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, para Setembro deste ano.

A HRW destaca, porém, que, desde o fim da guerra civil, em 2002, Angola tem vindo a registar altos índices de crescimento, lembrando que as previsões para 2007 apontam para que a taxa seja a maior do mundo, mas realça que grande parte da população continua a viver na extrema pobreza.

O reverso da medalha da melhoria acentuada nos índices de desenvolvimento económico do país passa pelo grande número de pessoas que, por via disso, são desalojadas por ordem do governo.

A HRW sustenta que o clima de intimidação e de hostilidade em relação às organizações da sociedade civil e aos órgãos de comunicação social tem vindo a "subir significativamente", apesar da sua participação em campanhas de educação cívica.

As restrições às actividades das ONG em Angola "são cada vez maiores" e vários grupos de defesa dos Direitos Humanos angolanos reclamam a inconstitucionalidade da Lei das Associações, aprovada pelo governo, advogando que quem tem de a adoptar é o parlamento.

Lembrando a contestação ainda vigente em Cabinda, onde a nomeação de um bispo não natural da região foi objecto de polémica, a HRW refere que o aumento do protagonismo de Angola tem ajudado a "abafar" as críticas à boa governação e à violação dos Direitos Humanos.

EAST TIMOR: 100,000 IDPs still displaced nearly two years on

UN Office for the Coordination of Humanitarian Affairs

DILI, 31 January 2008 (IRIN) - It was in October 2007 that 27-year-old Guillermina Freitas Corte Real entered Timor Leste national hospital in Dili, the capital city, for gall stone surgery.

Her initial anxiety was the medical procedure, but she soon became terrified of developing a severe post-operative infection. “It was a completely unsanitary environment,” she told IRIN, “because all these goats, pigs and chickens were wandering freely around the hospital.”

The livestock belonged to some 1,500 to 2,000 internally displaced persons (IDPs) who have been encamped on the grass, paths and corridors of the national hospital for nearly two years. “They pose a significant health and security risk for patients and IDPs alike,” according to Angela Sherwood, public information officer for the International Organization for Migration (IOM).

The hospital’s IDPs are only a small portion of some 100,000 (nearly one-tenth of the nation’s population) who are still displaced throughout Timor Leste. They include 30,000 in 53 camps sprinkled throughout Dili.

IOM manages 36 of the Dili sites, including the hospital, with Catholic Relief Services and the Timor Leste Red Cross managing the rest.


Civil unrest in 2006

Most of the IDPs were forced from their homes in April and May 2006 when widespread civil unrest was triggered by the dismissal of 594 military officers, almost half the nation’s defence force, and the subsequent military confrontation with the nation’s police force.

Unemployed and disillusioned youth, many in gangs, further inflamed the situation. Underlying the conflict were long-term economic and political tensions which some say pitted `loromonu’ Timorese westerners against `lorossae’ Timorese easterners in the country. By the time the conflict ended some 150,000 people had been displaced, and 6,000 homes destroyed in Dili alone, according to UN estimates.

“Our first priority is to move the IDPs from that hospital,” Jacinto Rigoberto Gomes, Timor Leste’s secretary of state for social assistance and natural disasters, told IRIN, “and to resettle all the others who are displaced.” He conceded it would not be easy.

Joaquim da Costa, a camp manager and IDP at the hospital, told IRIN, “My home was destroyed… They didn’t just burn the houses, they destroyed the foundations as well. Like most other IDPs, he said he was reluctant to return home, fearing further violence.

Orlando De Oliviera, another IDP at a Dili transitional shelter built by the Norwegian Refugee Council (NRC) echoed da Costa’s sentiment: “I am scared to return home,” he told IRIN. “Only after the government resolves the crisis will we go back.”

How to end the crisis?

According to the IDPs themselves, there are three basic components to ending that crisis.


One is that the government resolve issues with a renegade former defence force officer, Maj Alfredo Alves Reinado, who defected and remains at large.

A second is settlement of the grievances of the “petitioners” - those 594 defense force personnel who had been dismissed. According to the UN special representative for the Secretary-General in Timor Leste, Atul Khare, many of the petitioners have legitimate grievances that need to be addressed by the government. Until such time, they remain a potentially disruptive force.

The third is that the government provide the IDPs with adequate financial compensation to rebuild their homes or help them move to other locations and regain livelihoods.

Complex issue

Khare told IRIN the issue of resettlement was extremely complex. He said it involved land and property rights issues, the dampening of continued community hostility towards the IDPs and ensuring that the compensation package for IDPs did not create new tensions between them and poor Timorese who were receiving inadequate assistance.

According to Jacinto Rigoberto Gomes, the government is planning compensation of some US$3,000-US$4,500 for IDPs, which is the equivalent of three-to-four year’s pay for a police officer. “There is the need to avoid creating a situation in which the non-IDPs in a community feel they are being discriminated against because assistance is being exclusively offered to the returning IDPs,” Khare told IRIN.

The UN humanitarian coordinator and deputy special representative of the Secretary-General in Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, said: “For many IDPs it is simply not an option for them to return to their neighbourhoods as the people there don’t want them back.” In addition, he said: “Six thousand of their houses have been burned and only 450 transitional shelters have been built to date. [due principally to the government not promoting their use]. “There is nowhere to go back to.”

Even if an IDP wants to go home and still has a house there, said Reske-Nielsen, “there might be someone else living there and the question arises of who is the rightful tenant.”

Unanswered questions about land ownership


According to Khare, there are many unanswered questions about land ownership and alternative land availability that need to be resolved. “The questions of land and property regimes are absolutely unclear,” he said, and added that he hoped legislation on such issues could be adopted by the middle of 2008, although the litigation of thousands of individual cases would take far more time.

Timor Leste government official Jacinto Rigoberto Gomes told IRIN: “The government has allocated US$15 million [about 18 percent of the budget] for the recovery needs of the IDPs,” but said, “while it’s a large amount it will only support 50 percent of needs.” He added: “It is unclear yet when they will begin expenditures and on what exactly they will be made.”

“You cannot define how the $15 million will be spent until plans are developed and you have an all-party consensus,” Khare said. “My hope is that most of the money will be used for relocation or return.”

Ending of blanket food aid

One immediate incentive to get IDPs to return home is the ending of the government’s blanket food assistance programme in the Dili camps. Not just all 30,000 IDPs (in Dili) have been provided with food aid but thousands of others as well. Beginning in February, food rations will be cut in half, and in April, they are to end completely, except for the targeting of particularly vulnerable people.

The common consensus is that the IDP problem is priority number one in Timor Leste, but the common mantra is that resolving the problem will take time. As one aid worker remarked with a wry sense of humour: “If the government can’t move chickens, goats and pigs from the hospital, what chance is there of moving the IDPs from there?”

bj/cb

Tradução:

TIMOR-LESTE: 100,000 ainda deslocados quase dois anos depois

Gabinete da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários

DILI, 31 Janeiro 2008 (IRIN) – Foi em Outubro der 2007 que Guillermina Freitas Corte Real de 27 anos entrou no hospital nacional de Dili, a capital de Timor-Leste para fazer cirurgia a uma pedra nos rins.

A sua ansiedade inicial era com os procedimentos médicos, mas em breve ficou aterrorizada por vir a ter uma infecção pós-operatória grave. “Era um ambiente totalmente insalubre,” disse ao IRIN, “por causa de todas cabras, porcos e galinhas a andarem à volta do hospital.”

Os animais pertenciam a alguns dos 1,500 a 2,000 deslocados que têm estado acampados na relva, caminhos e corredores do hospital nacional há quase dois anos. “Eles colocam um risco significativo à saúde de segurança quer de pacientes quer de deslocados,” de acordo com Angela Sherwood, funcionária de relações públicas da International Organization for Migration (IOM).

Os deslocados do hospital são apenas uma pequena parte de alguns 100,000 (cerca de um décimo da população da nação) que ainda estão deslocados por Timor Leste. Incluem 30,000 em 53 campos espalhados por Dili.

A IOM gere 36 destes sítios em Dili, incluindo o hospital, e os restantes são geridos pelo Catholic Relief Services e Cruz Vermelha de Timor-Leste.


Desassossego Civil em 2006

A maioria dos deslocados foram forçados para for a das suas casas em Abril e Maio de 2006 quando o desassossego civil alargado foi desencadeado pela demissão de 594 militares, quase metade da força de defesa da nação, e pelo subsequente confronto militar com a força de polícia da nação.

Jovens desempregados e desiludidos, muitos em gangs, inflamaram mais a situação. Por debaixo do conflito estavam tensões económicas e políticas antigas que dizem alguns opuseram `loromonu’ Timorenses do oeste contra `lorossae’ Timorenses do leste. Quando o conflito terminou havia cerca de 150,000 pessoas deslocadas e 6,000 casas destruídas apenas em Dili, de acordo com estimativas da ONU.

“A nossa primeira prioridade é mudar os deslocados daquele hospital,” disse ao IRIN Jacinto Rigoberto Gomes, secretário de Estado para a assistência social e desastres naturais de Timor-Leste, “e re-instalar todos os outros que estão deslocados.” Admitiu que não será fácil.

Joaquim da Costa, um administrador de campo e deslocado no hospital, disse ao IRIN, “A minha casa foi destruída … Eles não queimaram apenas as casas, destruíram também os alicerces. Como a maioria dos outros deslocados, disse que estava relutante em regressar a casa, receando mais violência.

Orlando De Oliviera, um outro deslocado num abrigo provisório em Dili construído pelo Norwegian Refugee Council (NRC) ecoou o sentimento de Costa: “Estou aterrorizada para voltar a casa,” disse ao IRIN. “Apenas depois do governo resolver a crise regressamos.”

Como acabar a crise?

De acordo com os próprios deslocados, há três componentes básicos para acabar esta crise.


Uma é que o governo resolve as questões com o antigo oficial renegado, Maj Alfredo Alves Reinado, que desertou e se mantém ao largo.

A segunda é a resolução das queixas dos “peticionários” – esses 594 membros da força de defesa que foram despedidos. De acordo com o Representante Especial do Secretário-Geral da ONU em Timor-Leste, Atul Khare, muitos dos peticionários têm queixas legítimas que precisam de ser respondidas pelo governo. Até essa altura mantém-se uma força potencialmente perturbadora.

A terceira é que o governo dê compensações financeiras adequadas aos deslocados para reconstruírem as suas casas ou para os ajudar a mudarem-se para outros locais e reganharem modos de vida.

Questão Complexa

Khare disse ao IRIN que a questão da re-instalação era extremamente complexa. Disse que envolve questões de direitos de terra e de propriedade, o amortecimento da hostilidade continuada da comunidade em relação aos deslocados e o assegurar de que o pacote de compensações para os deslocados não criem novas tensões entre eles e os Timorenses pobres que estavam a receber assistência inadequada.

De acordo com Jacinto Rigoberto Gomes, o governo está a planear compensações de cerca de US$3,000-US$4,500 por deslocado, que é o equivalente a 3-4 anos de salários dum oficial de polícia. “Há a necessidade de evitar criar uma situação onde os não-deslocados numa comunidade sintam que estão a ser discriminados porque a assistência está a ser oferecida exclusivamente aos deslocados que regressam,” disse Khare ao IRIN.

O coordenador humanitário da ONU e Vice-Representante Especial do Secretário-Geral em Timor-Leste, Finn Reske-Nielsen, disse: “Para muitos deslocados não é simplesmente uma opção regressarem para os seus bairros porque as pessoas de lá não os querem de volta.” A acrescentar, disse ele: “Seis mil casas foram queimadas e apenas foram construídos 450 abrigos provisórios até à data. [devido principalmente ao facto do governo não promover o seu uso]. “Não há local algum para onde regressar.”

Mesmo se um deslocado quiser voltar a casa e tiver ainda lá uma casa, disse Reske-Nielsen, “pode estar ocupada por outra pessoa e levanta-se a questão sobre quem é o inquilino certo.”

Questões não respondidas sobre os donos das terras


De acordo com Khare, há muitas questões não respondidas sobre os donos das terras e disponibilidade de terra alternativa que precisam de ser resolvidas. “As questões dos regimes da terra e das propriedades não estão de todo claras,” disse e acrescentou que tinha esperança que se pudesse adoptar em meados de 2008 legislação sobre tais questões, apesar dos litígios de milhares de casos individuais puderem levar mais tempo.

O funcionário do governo de Timor-Leste Jacinto Rigoberto Gomes disse ao IRIN: “O governo alocou US$15 milhões [cerca de 18 por cento do orçamento] para as necessidades de recuperação dos deslocados,” mas disse, “conquanto seja uma grande quantia só paga 50 por cento das necessidades.” Acrescentou: “Não é claro ainda quando se começam os gastos e exactamente anode serão feitos.”

“Não se pode definir como se vão gastar os $15 milhões até os planos estarem desenvolvidos e haver um consenso de todos os partidos,” disse Khare. “A minha esperança é que a maior parte do dinheiro seja gasto para re-locação ou regresso.”

Fim à ajuda alimentar

Um incentive imediato para que os deslocados regressem a casa é o fim do programa de assistência alimentar do governo nos campos de Dili. Não apenas a todos os 30,000 deslocados (em Dili) tem sido dada comida a milhares doutros também. Começando em Fevereiro, as rações de comida são cortadas ao meio e em Abril, vão acabar completamente, excepto para pessoas particularmente vulneráveis.

O consenso comum é que o problema dos deslocados é a prioridade número um em Timor-Leste, mas a ladainha comum é que resolver o problema demorará. Como comentava uma trabalhadora de ajuda com um sentido seco de humor: “Se o governo não consegue tirar as galinhas, cabras e porcos do hospital, que possibilidade terá de tirar daqui os deslocados?”

bj/cb

Epitaph on a crook and a tyrant

The death of Suharto

Jan 31st 2008
From The Economist print edition

Free to mourn or cheer, Indonesians have moved on since Suharto stepped down in 1998

Reuters

HE WAS a despot, a cold-war monster cosseted by the West because his most plausible opponents were communists. Behind his pudgily smooth, benign-looking face lay ruthless cruelty. The slaughter as he consolidated his power in the mid-1960s cost hundreds of thousands of lives. Tens of thousands were locked up for years without charge. After the invasion of East Timor in 1975, the Indonesian occupation led to the deaths of perhaps one-third of its people. Meanwhile, he was robbing his own country blind. Perhaps no leader's family anywhere has ever amassed so much ill-gotten loot. When he was forced to quit at last, the economy was in a tailspin and the stability he had boasted of creating proved an illusion.

So it seems all wrong that after Suharto's death this week, Indonesia declared seven days of national mourning. Television stations (some controlled by his kin) showed laudatory documentaries. The streets were lined with crowds for miles on the way to the hillside family mausoleum he had built, in emulation of the Javanese kings whose successor he seemed to think himself. Other statesmen from the region trooped to his funeral to pay their respects: Singapore's Lee Kuan Yew, Malaysia's Mahathir Mohamad and even Timor-Leste's prime minister, Xanana Gusmão.


In Mr Gusmão, from a tiny young nation needing good relations with its neighbour and former coloniser, such magnanimity might be wise. Mr Lee and Dr Mahathir also had reason to honour Mr Suharto, who ended his predecessor's “confrontation” with Malaysia, nurtured regional unity and, like them, shrugged at the West's preaching about human rights. Yet for Indonesians themselves to push the boat out so far for the old kleptocrat suggests a failure to come to terms with the scale of his crimes. Yes, their country made huge economic strides under his 32-year rule, thanks to his delegation of much policymaking to competent technocrats, and superficial political calm prevailed. But at a very high cost.

The government of President Susilo Bambang Yudhoyono—himself a Suharto-era former general—has been a success in many ways. But it has not fostered a culture of accountability. In 2006, when Mr Suharto seemed to be on his deathbed, it dropped criminal proceedings against him. It then instigated a civil prosecution. But neither Mr Suharto nor any of his family has faced trial for corruption (though his son, Tommy, was jailed on a murder charge). Nor has there been a determined attempt to bring to justice those army officers who oversaw atrocities in East Timor and Irian Jaya (now known as Papua) after Mr Suharto fell, let alone those who committed them while he was still in power.

A different country
Yet, if the bad that Suharto did seems to have been buried with him, this week has also shown how far Indonesia has moved on. It is not in thrall to the former dictator's memory. A dozen years ago the death of his greedy wife, Tien (known, inevitably as “Madame Tien per cent”), provoked an outpouring of real or synthetic national grief. This week even Suharto-family television channels were soon back to normal programming. Newspapers vigorously debated his legacy.

Some may hanker for the old certainties of his rule, but not at the expense of their new freedoms. To make sure those freedoms endure, Indonesia needs to face up to the past, and to make a proper accounting for the murky atrocities and untold thievery of Mr Suharto's reign. The rosy nostalgic glow bathing his obsequies is no substitute for true reconciliation. As elsewhere, that needs to be built on historical truth, in which no one in power seemed much interested this week.

Tradução:

Epitáfio dum ladrão e tirano

A morte de Suharto

Jan 31 2008


Da edição impressa do The Economist

Livres para chorar ou aplaudir, os Indonésios avançaram desde que Suharto saiu em 1998

Reuters

Ele foi um déspota, um monstro da guerra fria cortejado pelo Ocidente porque os seus opositores mais razoáveis eram comunistas. Por detrás do seu peso suave, da sua cara benigna havia uma crueldade sem lei. Os massacres enquanto consolidava os seus poderes em meados dos anos1960s custaram centenas de milhares de vidas. Dezenas de milhares estiveram encarcerados durante anos mesmo sem acusação. Depois da invasão de Timor-Leste em 1975, a ocupação Indonésia levou à morte de talvez um terço da sua população. Entretanto ele roubava o seu próprio povo cego. Talvez em lugar algum a família dum líder tenha alguma vez amassado tanta roubalheira. Quando por fim foi obrigado a sair, a economia estava uma confusão e a estabilidade de que se tinha gabado de criar provou ser uma ilusão.

Por isso pareceu um grande erro que depois da morte de Suharto esta semana, a Indonésia tenha declarado um luto nacional de sete dias. As estações de televisão (algumas controladas por familiares dele) mostraram documentários de louvor. As ruas estiveram com multidões alinhadas a caminho do mausoleo da família num monte que ele construíra, em imitação dos reis Javaneses e de que ele pensava descender. Outros estadistas da região marcharam para o funeral para prestar vassalagem: Lee Kuan Yew da Singapura, Mahathir Mohamad da Malásia e mesmo o primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão.


No Sr Gusmão, duma pequenina jovem nação a precisar de boas relações com o seu vizinho e antigo colonizador, tal magnanimidade pode ser prudente. O Sr Lee e o Dr Mahathir tinham também razões para prestarem honras ao Sr Suharto, que pôs fim ao “confronto” do seu predecessor com a Malásia, alimentou a unidade regional e, como eles, encolheu os ombros às pregações do Ocidente sobre direitos humanos. Contudo o facto de os próprios Indonésios empurrarem o barco tão longe pelo velho cleptócrata sugere um falhanço na avaliação da escala dos seus crimes. Sim, o seu país deu grandes passadas económicas durante a sua governação de 32 anos, graças à delegação em tecnocratas competentes na execução de muitas políticas e ao facto de ter prevalecido uma calmaria política superficial. Mas a um custo muito alto.

O governo do Presidente Susilo Bambang Yudhoyono—ele próprio um general da era de Suharto—tem sido um sucesso em muitas maneiras. Mas não desenvolveu uma cultura de responsabilização. Em 2006, quando parecia que o Sr Suharto estava no leito da morte, deixou cair procedimentos criminais contra ele. Isso instigou depois uma procedimento civil. Mas nem o Sr Suharto nem ninguém da sua família enfrentaram julgamento por corrupção (apesar do seu filho, Tommy, ter estado preso acusado de homicídio). Nem houve lá uma tentativa determinada para levar à justice esses oficiais das forças militares que superintenderam as atrocidades em Timor-Leste e em Irian Jaya (agora conhecida como Papua) depois da queda do Sr Suharto, muito menos os que as cometeram enquanto ele estava ainda no poder.

Um país diferente
Contido, se o mal que Suharto fez parece ter morrido com ele, esta semana mostrou também quão longe a Indonésia foi. Não ficou cativa da memória do antigo ditador. À uns doze anos atrás a morte da sua gananciosa mulher, Tien (conhecida, inevitavelmente como a “Madame dez por cento”), provocou uma explosão de real ou sintética dor nacional. Esta semana, mesmo os canais de televisão da família Suharto rapidamente retomaram a programação normal. Os jornais debatem com vigor a sua herança.

Alguns podem choramingar pelas velhas certezas da sua governação, mas não à custa das novas liberdades. Para garantir que essas liberdades durem, a Indonésia precisa de enfrentar o passado, e de responsabilizar com correcção as atrocidades sombrias e os roubos incontáveis do reinado do Sr Suharto. O brilho rosado e nostálgico que banhou o seu funeral não é nenhum substituto duma verdadeira reconciliação. Como noutros lugares, ela precisa de ser construída sobre a verdade histórica, na qual ninguém no poder pareceu estar muito interessado esta semana.

ONU anuncia 'reação firme' contra ataques a ajuda em Timor

31-01-2008 09:56:50

Dili, 31 jan (Lusa) - As forças de segurança vão reagir "com firmeza" a qualquer ataque à distribuição alimentar nos campos de deslocados, avisou nesta quinta-feira a Missão das Nações Unidas em Timor Leste (Unmit).

"A Unmit e o governo discutiram exaustivamente as conseqüências da redução da ração alimentar nos campos de deslocados", afirmou nesta quinta-feira a porta-voz da missão, Allison Cooper.

"Lançamos um sério aviso contra ações que visem às pessoas responsáveis pela distribuição alimentar", declarou a porta-voz.

"A reação contra tais ataques será firme", acrescentou Allison Cooper aos jornalistas.

O governo timorense anunciou recentemente o corte da ração alimentar pela metade, em uma primeira fase, e a interrupção, em fase posterior, para metade da população de deslocados em Dili.

Cerca de 70 mil pessoas, ou metade da população total da capital, "recebem há cerca de um ano e meio ajuda alimentar", recordou Allison Cooper.

A estimativa das agências humanitárias é que o número atual de deslocados em Dili seja de 30 mil.

O corte da ajuda, que distribui arroz, feijão e óleo alimentar, começará em 4 de fevereiro no campo de Metinaro, 20 quilômetros a leste de Dili.

A redução da ajuda alimentar no distrito de Dili foi cogitada várias vezes pelo governo, mas a violenta reação dos beneficiados causou o adiamento da medida.

Um relatório elaborado em setembro pelo Programa Alimentar Mundial (PAM) revelou que metade da população assistida com alimentos em Dili não está em situação de carência.

Ao mesmo tempo, fora dos campos de deslocados vive um número igual de pessoas necessitando ajuda.

"Isto quer dizer que quem está em um campo de deslocados não é, necessariamente, carente em alimentos", referiu Allison Cooper.

O objetivo do governo com a redução da ração alimentar nos campos de deslocados é garantir assistência ao resto da população.

Essas explicações foram dadas pelo primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, e pela ministra da Solidariedade Social, Maria Domingues Fernandes Alves, em uma reunião com os administradores de todos os campos de deslocados, no dia 25 de janeiro.

Além da questão humanitária, os deslocados continuam representando um fator determinante da segurança da capital e do país.

Ao abordar "os distúrbios públicos diários" que continuam afetando Dili, o último relatório do secretário-geral das Nações Unidas ao Conselho de Segurança afirma que essa violência "pode aumentar se a situação nos campos de deslocados se deteriorar com a chegada da estação das chuvas".

Regresso de militares da GNR

SIC
31-01-2008 11:11 Última actualização: 31-01-2008 11:11

Recebidos com abraços, após seis meses de missão em Timor Os 133 militares do Subagrupamento Bravo da GNR reencontraram as famílias, pouco depois das seis da manhã desta quinta-feira, no Aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa

Catarina Lúcia Carvalho
Jornalista

Separados das mulheres, dos filhos ou dos pais, os 133 militares do Subagrupamento Bravo da GNR foram recebidos com abraços e muita emoção, “matando” em alguns minutos as saudades que acumularam em seis meses de distância.

À chegada ao Aeroporto de Figo Maduro, os militares admitiram que, na antiga colónia portuguesa, ajudaram a manter a segurança, mas também criaram laços de amizade. Falam com orgulho na missão em Timor-Leste e acreditam que é fundamental a GNR continuar a prestar apoio aos timorenses.

Já esta semana partiu o quinto contingente, que foi substituir os militares que agora regressaram a Portugal. Mais de quinhentos militares da GNR já participaram, desde Abril de 2006, em missões em Timor-Leste.

MEDIAWATCH: Forgiving Suharto?

Reuters
31 Jan 2008 11:13:00 GMT31 Jan 2008 11:13:00 GMT

Written by: Joanne Tomkinson

Former Indonesian President Suharto announces his resignation at the the presidential palace in Jakarta May 20,1998 , after 32 years in power. REUTERS/Enny Nuraheni

The death of former Indonesian president Suharto has ignited a vigorous debate about the legacy of his period of bloody rule. Over half a million people are thought to have died while Suharto was in power, yet many commentators still talk of the positives aspects of this period.

A.M. Hendropriyono a commentator for The Jakarta Post sees Suharto's "flaws" as inevitable given the difficulties associated with running a country as diverse and sprawling as Indonesia.

"After all, if you strip away the corruption, nepotism, and human rights issues from Soeharto's reign, what do you have? The thankless task of running an often dysfunctional archipelago that revels - and is mired - in diversity," the commentator says.

"The United States of America, after all, faced serious hurdles during its first decades, though it was able to resolve these without its leaders being scrutinized on CNN and You Tube."

The paper also says that many regional leaders such as Singaporean Minister Mentor Lee Kuan Yew and Malaysian leader Mahathir Mohamad have praised Suharto's achievements.

Suharto governed Indonesia from 1966 to 1998. He is accused of corruption, repression and causing between 500,000 and a million deaths.

Hundreds of thousands of suspected communists were killed as Suharto rose to power in the 1960s. A further 200,000 people are thought to have died during Indonesia's occupation of East Timor.

Though Britain's Economist magazine notes his "exceptional brutality", it is still keen to point out the positive side of Suharto's regime.

"Economic growth accelerated, roads and factories were built, foreign investment flowed. A hugely disparate archipelago of tens of thousands of islands, which had seemed at risk of shattering, was united."

The Inter Press Service (IPS), a civil society news agency says that "The truth is, Suharto still reigns in the heart of people in the villages, despite the fanfare of democracy brought by the new governments."

The service quotes Warid, a farmer from West Java, as saying "To me, Suharto is the best. When he was in power, fertiliser was abundant and affordable, irrigation worked well. So farming, which is my inherited and only skill, was a reliable business for living."

Mohammad Ainun Najib, a popular columnist in Indonesia, explains this respect in the following way, according to the IPS:

"The incapability of the new government makes the people yearn for the Suharto era, when prices of basic necessities were affordable, streets were safe from rallies and anarchism, and jobs were easy to find."

Economic gains don't make everyone so forgiving though.

"What about the millions of people, alleged members of the Indonesian Communist Party (PKI), who were murdered without trial? How about those who were kidnapped and are still missing? We respect Suharto, definitely. But we also respect those victims of his oppressive rule. All men are equal before the law," said Fajrun, an activist in Jakarta, speaking to the IPS.

This perspective is reinforced by The East Timor and Indonesia Action Network, a U.S.-based lobbying organisation for East Timor rights, which says that Suharto is "one of the worst mass murderers of the 20th century".

The site says that Suharto's allies must be brought to justice for the shocking deaths and corruption which took place.

"To overcome Suharto's legacy and to uphold basic international human rights and legal principles, those who executed, aided and abetted, and benefited from his criminal orders must be held accountable."

The Christian Science Monitor writes that it is now time for Indonesians to decide "how history will judge the complex legacy of the man who ruled them for 32 years".

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Tradução:

MEDIAWATCH: Perdoando Suharto?

Reuters
31 Jan 2008 11:13:00 GMT31 Jan 2008 11:13:00 GMT

Escrito por: Joanne Tomkinson

O antigo Presidente Indonésio Suharto anuncia a sua resignação no palácio presidencial em Jacarta em 20 de Maio de 1998, depois de 32 anos no poder. REUTERS/Enny Nuraheni

A morte do antigo presidente Indonésio Suharto desencadeou um debate vigoroso sobre a herança deste período de governação sangrenta. Pensa-se que mais de meio milhão de pessoas foram assassinadas quando Suharto esteve no poder, contudo muitos comentadores ainda falam dos aspectos positivos deste período.

A.M. Hendropriyono um comentador para o The Jakarta Post vê as “falhas” de Suharto como inevitáveis dadas as dificuldades associadas com a condução dum país tão diverso e espalhado quanto a Indonésia.

"No fim de contas, se se tirar a corrupção, nepotismo, e questões de direitos humanos da governação de Soeharto, o que é que se tem? A ingrata tarefa de conduzir um arquipélago muitas vezes disfuncional que revela – e se atolou - na diversidade," diz o comentador.

"Os Estados Unidos da América, no fim de contas, enfrentaram obstáculos sérios nas primeiras décadas, e foram capazes de os resolver sem os seus líderes terem sido escrutinados na CNN e no You Tube."

O jornal diz também que muitos líderes regionais como o PM da Singapura Lee Kuan Yew e o líder da Malásia Mahathir Mohamad elogiaram as realizações de Suharto.

Suharto governou a Indonésia de 1966 até 1998. É acusado de corrupção, repressão e de ter causado entre 500,000 e um milhão de mortes.

Centenas de milhares de suspeitos de serem comunistas foram mortos quando Suharto subiu ao poder nos anos de 1960s. Pensa-se que mais 200,000 pessoas morreram durante a ocupação de Timor-Leste pela Indonésia.

Apesar do magazine Britânico Economist anotar a sua "excepcional brutalidade", consegue apontar o lado positivo do regime de Suharto.

"Crescimento económico acelerado, estradas e fábricas foram construídas, o investimento estrangeiro floresceu. Um arquipélago muito variado de dezenas de milhares de ilhas, que parecia em risco de se quebrar, foi unido."

O Inter Press Service (IPS), uma agência noticiosa da sociedade civil diz que "A verdade é, Suharto reina ainda no coração das pessoas nas aldeias, apesar da fanfarra da democracia trazida pelos novos governos."

O serviço cita Warid, um camponês do Oeste Java, como tendo dito "Para mim, Suharto é o melhor. Quando ele estava no poder, o fertilizante era abundante e conseguíamos comprá-lo, a irrigação trabalhava bem. Assim a agricultura, que é a minha herança e a única coisa que sei fazer, era um negócio de confiança e dava para viver."

Mohammad Ainun Najib, um popular colunista na Indonésia, explica esse respeito da seguinte maneira, de acordo com a IPS:

"A incapacidade do novo governo faz as pessoas nostálgicas da era de Suharto, quando os preços dos bens de necessidade básicas eram baratos, as ruas eram livres de confusões e anarquia e era fácil encontrar emprego."

Contudo os ganhos económicos não tornam todos tão complacentes.

"E então os milhões de pessoas, alegados membros do Partido Comunista da Indonésia (PKI), que foram assassinados sem julgamento? E aqueles que foram raptados e estão ainda desaparecidos? Respeitamos Suharto, sem dúvida. Mas respeitamos também essas vítimas da sua governação opressiva. Todos os homens são iguais perante a lei," disse Fajrun, um activista em Jacarta, falando à IPS.

Esta perspective é re-forçada pela The East Timor and Indonesia Action Network, um grupo de pressão com base nos USA pelos direitos de Timor-Leste, que diz que Suharto é "um dos piores assassinos em massa do século 20 ".

O site diz que os aliados de Suharto devem ser levados à justice pelas mortes e corrupção chocantes que ocorreram.

"Para ultrapassar a herança de Suharto e para respeitar os direitos humanos internacionais básicos e os princípios legais, os que executaram, ajudaram e auxiliaram e beneficiaram das suas ordens criminais devem ser responsabilizados."

O Christian Science Monitor escreve que agora é o tempo para os Indonésios decidirem "como a história julgará a herança complexa do homem que os governou 32 anos".

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quinta-feira, janeiro 31, 2008

Nobel Paz: Durão Barroso possível nomeado, diz France Presse

Diário Digital / Lusa
31-01-2008 8:30:00

José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro português e actual presidente da Comissão Europeia, deverá estar entre os candidatos ao Nobel da Paz de 2008, anuncia hoje a Agência France Presse (AFP), na data limite de apresentação de candidatos.

O Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, também Nobel da Paz em 1996, indicou que havia proposto a candidatura de José Manuel Durão Barroso, por considerar que, sob a sua presidência, «a Comissão Europeia trabalha no sentido de um diálogo pacífico, contribui abundantemente para as forças da ONU, e auxilia os refugiados».

Como possível candidato está também o Presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, o ex-chanceler alemão Helmut Kohl e o Esperanto, avança a AFP um dia antes da data limite para a apresentação de «nomeações».

Segundo as regras em vigor, o comité Nobel não considera as candidaturas enviadas depois de 01 de Fevereiro, devendo os retardatários aguardar pelo ano seguinte pela sua vez.

Quanto ao nome do laureado, esse será conhecido em Outubro.

«Prevê-se que a edição de 2008 seja muito aberta», considerou Stein Toennesson, director do Instituto de Investigação para a Paz de Oslo e observador atento da para a realidade dos prémios Nobel.

«Esse facto deverá dar ao comité Nobel uma nova possibilidade para consagrar um candidato pouco conhecido e abrir o caminho aos Direitos Humanos ou à Paz, num conceito um pouco mais estreito do termo», considerou.

Um outro antigo laureado, o ex-Presidente soviético Mikhail Gorbatchev, propôs, segundo a imprensa alemã, o nome do antigo chanceler Helmut Kohl pela sua participação no desfecho pacífico da Guerra Fria e na reconciliação da Europa.

Também lançado foi o nome do Presidente argelino Abdelaziz Bouteflika, cuja candidatura terá contado com o apoio dos deputados do país.

Dois parlamentares helvéticos avançaram a candidatura do Esperanto, considerada língua de paz.

Como é habitual, os cinco membros do comité Nobel poderão também nomear candidatos durante a primeira reunião, a 26 de Fevereiro.

"Falam português; podem ser portugueses ou brasileiros. vamos segui-los!"

Blog Sitio do Sergio Leo
Quarta-feira, Janeiro 30, 2008

Intriga e batatinhas em Timor Leste

Eram dois rapazes do Timor Leste, enviados à Indonésia em um momento de distensão da ditadura Suharto, que, antes simplesmente isolava os timorenses do mundo. Agora, estudantes podiam cursar a Universidade, desde que em áreas como agronomia, ou veterinária. Direito, Ciências Sociais, Engenharia, Economia ainda eram tabu para pretendentes timorenses ao ensino superior.

Os dois, universitários, pois, estavam em um supermercado, quando ouviram vozes numa língua familiar, na língua do colonizador que havia se tornado língua da resistência. O português, por uma das ironias que são privilégio da História, havia se tornado fator de unidade nacional, elemento citado com orgulho pelos timorenses para argumentar que seu povo não e sujeitaria a ser satélite da anglófona Austrália, e era diferente dos que habitavam o arquipélago da Indonésia, sujeitos a uma eficiente ditadura, do agrado dos Estados Unidos e Europa e cruel como só os viventes na ditadura sabiam ser possível.

Os dois conspiradores timorenses descobriram, pela língua, dois turistas de língua portuguesa, e os seguiram, até um restaurante, onde, após algum tempo de vigilância, decidiram apelar aos irmãos de idioma para fazer chegar seu apelo ao mundo. Não sabiam que os turistas eram brasileiros vivendo em Portugal (circunstância que seria preciosa, como descobriram mais tarde).

Estavam em 1989, ano da queda do muro de Berlim, símbolo do fim da Guerra Fria que acobertou o expansionismo de Suharto, invasor de Timor Leste em 1975, ano da queda do fascismo em Portugal.

O problema dos insurgentes de Timor, país com uma patética população de 200 mil habitantes, era tornar conhecida a reivindicação de independência do povo timorense. Ao abordarem a dupla de falantes de português, foram saudados com entusiasmo; brasileiros, integrantes de um grupo artístico de relativo sucesso chamado "Os Batatinhas", eles ficaram encantados em ser abordados na língua materna, ainda que seus interlocutores falassem com alguma dificuldade. Um deles, como muitos em Timor, havia aprendido português na escola secundária e relegado a língua ao mesmo porão cinzento onde costumamos largar os conhecimentos impostos e inúteis.

Era a língua da resistência, sim, mas, como os insurgentes, sofria um bocado para ter direito a um lugar seu, naquele canto da Ásia.

Com ligeira relutância e muita solidariedade, Os Batatinhas gravaram, com equipamento de turista, os manifestos de 14 insurgentes timorenses, inclusive os dois que os haviam abordado no supermercado. Um deles pedia armas para a guerra contra a Indonésia. Outros falavam da repressão e das esperanças em Timor. Ao voltarem a Portugal, Os Batatinhas entregaram a fita na RTP, a brava tv estatal portuguesa, e desencadearam uma saraivada de reportagens sobre os irmãos de língua portuguesa que ambicionavam a independência no Sudeste Asiático. Tenho dúvidas sobre o que aconteceria com esse vídeo se chegasse a alguma tv comercial brasileira. Sei que muito possivelmente não despertaria a repercussão que causou em Portugal.

A diáspora timorense passou a se articular. As Embaixadas do Brasil e Portugal na Indonésia se tornaram pontos seguros para os conspiradores. Dez anos depois, Timor era um país livre, motivo até de um belo documentário da eterna escrava Isaura, a minha, a sua, a nossa Lucélia Santos.

Suharto, por coincidência morreu na mesma semana em que os timorenses fizeram brindes emocionados com Lula.

"Não sei como se chamavam Os Batatinhas, sei que um era João, o outro Fonseca", me disse, nessa quarta-feira, o hoje assessor de assuntos internacionais da preidência do Timor, José Turquel de Jesus, insurgente que, em 1989, pedia armas, no vídeo dos Batatinhas. Ele me disse que tentou encontrá-los, anos depois, mas sem sucesso. A poucos metros, à mesa com Lula e o presidente timorense, José Ramos Horta, estava a Lucélia, com quem eu puxei uma conversa simpática e de tiete, ao chegar para o convescote. Simpaticíssima. Budista da linha tibetana.

Pouco tempo depois, acabava o almoço, e nem pude contar à Lucélia, que continua uma gracinha, do grande tema de um novo filme que ela poderia tramar, com a história que o doutor Turquel de Jesus me contou enquanto eu brigava com o chã de dentro que o Itamaraty comprou em licitação como filé minhon. O almoço acabava, os repórteres convidados assanhavam-se, que remédio: parti com a tropa para cenas de jornalismo explícito com o Lula.

As melhores matérias são as que não temos condição de escrever. Um dia alguém há de fazer livro sobre os conspiradores de Timor. A Lucélia, quem sabe, pode dar uma dica de como transformá-lo em filme; pode ser até que reencontrem os Batatinhas.

Durão Barroso possível candidato ao Nobel da Paz

Ramos-Horta é o proponente
Público

31.01.2008 - 12h37
Lusa

José Manuel Durão Barroso, antigo primeiro-ministro português e actual presidente da Comissão Europeia, poderá surgir entre os candidatos ao Prémio Nobel da Paz de 2008. A notícia é da agência noticiosa AFP, que avança ainda ter sido Ramos-Horta o proponente.

Na data limite para a entrega de candidaturas, a AFP avança hoje com a informação de que Durão Barroso deverá figurar entre os candidatos ao Nobel da Paz de 2008.

Recorde-se que o Presidente de Timor-Leste, José Ramos Horta, também Nobel da Paz em 1996, já tinha anunciado que havia proposto a candidatura do antigo primeiro-ministro de Portugal por considerar que sob a sua presidência a Comissão Europeia “trabalhou no sentido de um diálogo pacífico contribuindo abundantemente para as forças da ONU e no auxílio aos refugiados”.

Além do actual presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, a agência de notícias avança ainda com os nomes para possíveis candidatos de Abdelaziz Bouteflika, Presidente da Argélia, e de Helmut Kohl, ex-chanceler alemão. A juntar a estes dois nomes a AFP refere ainda que o Esperanto, considerada a língua universal da paz, pode igualmente surgir entre os nomeados.

A candidatura de Helmut Kohl foi apresentada pelo antigo laureado Mikhail Gorbachev, ex-Presidente soviético, justificando a escolha do antigo chanceler alemão pela sua participação no desfecho pacífico da Guerra Fria e na reconciliação da Europa.

Já o nome do Presidente argelino Abdelaziz Bouteflika surgiu entre os nomeados graças a uma petição lançada com o apoio de deputados argelinos, enquanto dois parlamentares helvéticos avançaram com a candidatura do Esperanto.

O comité Nobel receberá até ao dia de hoje as candidaturas a nomeados, mas há ainda a considerar que os cinco membros do comité têm a possibilidade de eles mesmo avançarem com propostas para candidatos, o que acontecerá na primeira reunião, a ter lugar no próximo dia 26 de Fevereiro.

Timor: Comissão mista tem «amizade a mais e verdade a menos»

Diário Digital / Lusa
31.01.2008

O resultado final do trabalho da comissão mista sobre a violência em Timor-Leste em 1999 tem «amizade a mais e verdade a menos» e corre o risco de ser apenas «uma charada diplomática», alertou uma organização independente.

A Comissão da Verdade e Amizade (KPP) corre o risco de ser «apenas uma charada diplomática» a menos que a redacção final sobre 3 anos de investigações produza recomendações sérias, alertou o Centro Internacional para Justiça Transitória (ICTJ), num relatório divulgado ontem.

O ICTJ critica os termos de referência, os métodos de trabalho, a falta de consulta e contribuições externas e os objectivos da KPP.

«A criação da KPP parece ter resultado mais da preocupação em fomentar relações diplomáticas bilaterais do que em contribuir substancialmente para contar a verdade ou para (conseguir) a reconciliação nacional entre os povos de Timor-Leste e da Indonésia», acusa o ICTJ.

O relatório crítico da KPP intitula-se «Amizade a Mais, Verdade a Menos».

A KPP foi estabelecida pelos chefes de Estado timorense e indonésio em 2005, para estabelecer uma «verdade conclusiva» sobre os acontecimentos que precederam e acompanharam a realização do referendo pela independência do território, em 1999.

«Embora os danos tenham sido feitos nas audiências públicas da KPP, o trabalho ainda não está completo», salienta o ICTJ.

«Infelizmente, será muito difícil para a KPP apagar os efeitos das audiências».

A Comissão tem, no entanto, segundo o relatório do ICTJ, «uma última oportunidade» para contribuir com recomendações positivas «e não repetir a versão alarmante dos acontecimentos» consolidada durante os testemunhos prestados em Jacarta, Bali e Díli.

Ao analisar o falhanço da KPP desde a sua constituição, o ICTJ sublinha que a Comissão falhou, em grande parte, pelas motivações que possibilitaram a sua criação.

«Os líderes da nova nação independente deram prioridade às boas relações com os vizinhos da Indonésia, sobrepondo-as à prossecução da justiça, um objectivo que eles viam como prejudicial às relações diplomáticas».

«O resultado foi uma relação bilateral mandatada para »procurar a verdade conclusiva mas impedida de avançar com outras condenações, e com o poder explícito de recomendar amnistias sem dar prioridade aos interesses das vítimas«, acusa o ICTJ.

O trabalho da KPP provocou, desde cedo, a oposição de muitas organizações da sociedade civil em ambos os países, que acusaram a Comissão de fornecer »um palco para os criminosos de 1999«.

A KPP provocou também o repúdio de mais de 30 organizações não-governamentais e de direitos humanos de todo o mundo.

As Nações Unidas recusaram legitimar os resultados das investigações da KPP.

Timor-Leste: Polícia internacional devolve esquadras à PNTL

Diário Digital / Lusa 31-01-2008 9:48:00

A Polícia das Nações Unidas (UNPol) vai transferir para a Polícia Nacional de Timor-Leste (PNTL) a responsabilidade por três esquadras em Díli, anunciou hoje a missão da ONU na capital timorense.

A entrega das esquadras de Bairro Pité, Mercado Lama e Bidau, marcada para 04 de Fevereiro, «marca a entrega progressiva da responsabilidade à PNTL», afirmou a porta-voz da missão das Nações Unidas (UNMIT), Allison Cooper.

A passagem de responsabilidade para a PNTL é feita segundo quatro critérios, explicou a porta-voz.
«As esquadras terão elementos da PNTL totalmente certificados no processo de triagem» que acompanhou a reconstituição da força policial timorense após a crise de 2006, referiu.
«Estão garantidos os recursos logísticos para apoiar o trabalho das esquadras», assim como «a assistência das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste» (F-FDTL), disse Allison Cooper.
«Tem, por último, que existir confiança pública na PNTL», salientou a porta-voz.

Segundo Allison Cooper, «a UNPol acompanhará o trabalho das três esquadras nos próximos três meses e a avaliação será a base para a entrega de outras esquadras no resto do país».

«Nos últimos meses, a UNMIT encontrou desafios crescentes na formação da Polícia Nacional», afirmou o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, no seu último relatório ao Conselho de Segurança (CS), datado de 17 de Janeiro de 2008.

«Alguns polícias, especialmente nos distritos, resistem à supervisão e formação pela Polícia da UNMIT por considerarem que estão prontos para assumir mais responsabilidades operacionais», lê-se no relatório.

«Além disso, vários dirigentes timorenses, incluindo o primeiro-ministro, o secretário de Estado da Segurança e o comandante interino da PNTL, afirmaram publicamente as preocupações sobre a velocidade do processo de certificação», diz Ban no documento.

Os dirigentes timorenses «pediram a atribuição de mais tarefas operacionais aos polícias timorenses e uma entrega mais rápida das responsabilidades nos distritos», acrescenta o relatório ao CS.

FREE CONCERT for East Timorese Youth

By the Australian Army Band (Melbourne) & LIQ SONG’ TD BAND
When : Sunday, 3 February 2008
Time : 7 until 9pm
Where : GMT Dili

Sponsored by the Australian Embassy Dili and ISF

CONCERTO Gratuitu ba Joventude Timor Oan

Anima Husi Grupo Banda Forsa Militar Australia & LIQ SONG’ TD BAND
Wainhira : Domingo, 3 Fevreiro 2008
Horas : tuku 7 to’o 9 kalan OTL
Fatin : GMT Dili

Sponsor husi Embaixada Australia Dili ho FSI

Tradução:

CONCERTO GRATUITO para a Juventude Timorense Pela Banda das Forças Armadas Australianas (Melbourne) & LIQ SONG’ TD BAND


Quando : Domingo, 3 Fevereiro 2008
Hora : 7 até 9 pm

Onde : GMT Dili

Patrocinada pela embaixada Australiana Dili e ISF

Lula anuncia que pretende visitar o Timor Leste em junho

30-01-2008 19:38:57

Brasília, 30 Jan (Lusa) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quarta-feira que pretende visitar o Timor Leste em junho deste ano, numa viagem que incluirá ainda passagens pela Indonésia e Vietnã.

"Eu pretendo que alguns ministros brasileiros viajem antes de eu chegar lá", afirmou Lula durante um encontro com o presidente timorense, José Ramos Horta, em Brasília.

O presidente brasileiro também sugeriu a criação de uma universidade à distância dedicada ao Timor Leste, por meio da parceria com uma universidade brasileira, para oferecer cursos de formação de professores.

"Isso é plenamente possível", afirmou Lula, ressaltando que o Brasil possui uma "ligação profunda" com o país asiático e tem a "obrigação de contribuir para que o Timor Leste possa consolidar a sua soberania total".

Em seu discurso, Lula disse ainda que "as Nações Unidas devem permanecer no país pelo tempo que os timorenses julgarem necessário. É o marco jurídico multilateral que deve nortear a cooperação prestada pela comunidade internacional à jovem nação, que tem demonstrado compromisso firme com a paz e a democracia".

Relações internacionais

O presidente brasileiro afirmou que, apesar da recente crise, o Timor Leste "recuperou-se e realizaram-se com êxito, em 2007, eleições parlamentares e presidenciais".

"A cooperação brasileira está concentrada em atividades essenciais à construção dos seus pilares institucionais, como educação, justiça, segurança e formação de mão-de-obra básica", disse.

Lula citou ainda o Centro de Formação Profissional em Bekora, financiado pelo Brasil, que treina profissionais nas áreas de construção civil, vestuário, informática, entre outras, para "ajudar a construir o futuro do país".

O presidente do Timor Leste, José Ramos Horta encerrou nesta quarta-feira a agenda oficial da visita ao Brasil, iniciada no Rio de Janeiro há dois dias. Na quinta-feira, o governante viaja novamente à capital fluminense, retornando em seguida para o país asiático.

Lula diz que parceria do Brasil com Timor Leste vai avançar

30/01/2008 - 14h31

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse hoje que a parceria do Brasil com o Timor Leste vai avançar. Lula almoça hoje no Itamaraty com o presidente do Timor Leste, José Ramos-Horta. Entre os projetos de cooperação com o Timor Leste está a criação de uma escola de futebol --destinada aos interessados oriundos dos países de língua portuguesa.

"Com a criação da Escola de Futebol da CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa), vamos treinar no Brasil, a partir de março, técnicos de futebol para essa comunidade", disse Lula antes do almoço.

O presidente disse ainda que está mantido o "compromisso brasileiro de avançar numa parceria verdadeiramente solidária" com o Timor Leste.

Segundo ele, o convênio para formação de professores de língua portuguesa está renovado até 2010, além de programas de distribuição de cestas básicas e do projeto de formação de diplomatas.

Ramos-Horta agradeceu a Lula e retribuiu, afirmando que o considera um "irmão mais velho". Em seguida, agradeceu a confiança que disse que seu país recebeu permanentemente do governo brasileiro.

Reunião do Conselho de Ministros de 30 de Janeiro de 2008

REPÚBLICA DEMOCRÁTICA DE TIMOR-LESTE

IV Governo Constitucional

COMUNICADO À IMPRENSA

O Conselho de Ministros reuniu-se esta Quarta-feira, 30 de Janeiro, 2008, na Sala de Reuniões do Conselho de Ministros, no Palácio do Governo, em Díli, e apreciou:


1- Proposta de Lei que Altera o Estatuto da Função Pública
O Conselho de Ministros na sua reunião de hoje, analisou uma Proposta de Lei que visa alterar o Estatuto da Função Pública. Esta proposta destina-se a modificar a Lei n.º 8/2004, de 1 de Junho, que institui o Estatuto da Função Pública, e que contém uma série de incorrecções normais incompletas, que dificultam a actuação do Governo na organização e controlo da Função Pública.

A proposta está em sintonia com o Programa do Governo, na medida em que implementa princípios de reforma administrativa, estabelece as bases da Comissão da Função Pública e aproveita, ao mesmo tempo, para melhorar alguns aspectos do Estatuto da Função Pública que não estavam muito correctos.


2- O Regime de Monitorização de Embarcações de Pesca
O Conselho de Ministros analisou, ainda, um projecto de Decreto-Lei que se propõe instituir e regulamentar o Sistema de Monitorização Contínua de Embarcações de Pesca, via satélite, denominado SIMOCEP.

O SIMOCEP, também reconhecido mundialmente por VMS (Vessel Monitoiring Systyem), visa monitorizar embarcações de pesca, nacionais e estrangeiras, licenciadas em Timor-Leste, para efeitos de vigilância e controlo do exercício da actividade da pesca, de forma a melhorar a gestão dos recursos pesqueiros de Timor-Leste, o combate à pesca clandestina e melhorar a gestão sustentável dos recursos marítimos nacionais.

O Conselho decidiu voltar a analisar os dois projectos numa próxima reunião.

Só é pena não ter inspirado Ramos-Horta e Xanana Gusmão...

«Nosso querido Sérgio, um dos mais brilhantes funcionários das Nações Unidas, deixou no país (Timor-Leste) um legado inspirador e as fundações de um Estado de Direito democrático e pacífico», salientou o Presidente brasileiro.

Lula da Silva

Ramos Horta anuncia prémio em homenagem a Vieira de Mello

Diário Digital / Lusa
30-01-2008 18:39:00

O Presidente de Timor Leste, José Ramos Horta, anunciou hoje, em Brasília, o lançamento de um prémio em direitos humanos para homenagear o diplomata brasileiro Sérgio Vieira de Mello, morto em Agosto de 2003, num atentado terrorista no Iraque.

Durante o encontro que hoje manteve com o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, José Ramos Horta adiantou que o objectivo é premiar ainda este ano uma organização não-governamental com actuação na defesa dos direitos humanos, segundo noticiou a Agência Brasil.

Vieira de Mello foi chefe da Administração Transitória das Nações Unidas em Timor-Leste (UNTAET), entre Novembro de 1999 e Maio de 2002, responsável pela preparação da independência de Timor-Leste, depois de duas décadas de domínio da Indonésia.

Em Brasília, José Ramos Horta disse ainda que o diplomata brasileiro deveria ter sido sepultado no Rio de Janeiro «no meio do calor humano dos brasileiros» e não em Genebra, na Suíça.

Lula da Silva, por seu turno, salientou o trabalho do diplomata brasileiro, nomeado alto-comissário para os Direitos Humanos da ONU, em Julho de 2002.

«Nosso querido Sérgio, um dos mais brilhantes funcionários das Nações Unidas, deixou no país (Timor-Leste) um legado inspirador e as fundações de um Estado de Direito democrático e pacífico», salientou o Presidente brasileiro.

Durante o encontro, Lula da Silva defendeu o aprofundamento da cooperação entre o Brasil e Timor-Leste e referiu, nomeadamente, a criação de uma escola de futebol destinada aos membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CLPL), em Brasília.

«Com a criação da Escola de Futebol da CPLP, vamos treinar no Brasil, a partir de Março, técnicos de futebol para essa comunidade», disse, sublinhando o «compromisso brasileiro de avançar numa parceria verdadeiramente solidária» com Timor-Leste.

Lula da Silva anunciou também a renovação até 2010 do projecto de cooperação em que 50 professores brasileiros trabalham na formação de docentes de língua portuguesa, em Timor-Leste.

«As nossas iniciativas têm impacto directo sobre a qualidade de vida do povo timorense. A ideia é fornecer instrumentos para que homens e mulheres possam moldar seus próprios destinos», disse.

Lula da Silva afirmou ainda que um grupo formado por representantes dos Ministérios das Relações Exteriores e da Cultura visitará Díli, este ano, para identificar oportunidades de intercâmbio entre artistas dos dois países.

Por seu turno, José Ramos Horta salientou que o combate à violência e à pobreza, que atinge quatro em cinco timorenses, é um dos maiores desafios de Timor-Leste.

«Temos de conquistar os investidores. Agora, temos a responsabilidade de combater a pobreza», disse Horta, que chamou a Lula da Silva «irmão mais velho».

UNMIT – MEDIA MONITORING - Thursday, 31 January 2008

"UNMIT assumes no responsibility for the accuracy of the articles or for the accuracy of their translations. The selection of the articles and their content do not indicate support or endorsement by UNMIT express or implied whatsoever. UNMIT shall not be responsible for any conseque6nce resulting from the publication of, or from the reliance on, such articles and translations."

National Media Reports

TVTL news coverage

F-FDTL soldier recognizes police officers who attacked Ruak's residence: An active Timorese Defense Force (F-FDTL) soldier, Damiao da Silva, yesterday testified at the Dili District Court that he recognized police officers who were involved in the attack on F-FDTL Commander, Brigadier General Taur Matan Ruak's residence.

During the trial, da Silva said he saw there were some police officers shooting at his commander's residence, but he did not know about the exact involvement of Abilio "Mausoko" Mesquita.

Da Silva said that during the attack, he was wounded on both his armpit and neck. Da Silva was testifying in the trial for the former police officer, Mausoko who was suspected of being involved in the attack on the F-FDTL commander's residence during the crisis in 2006.

RTL news coverage

Chinese Deputy Foreign Minister meets Lasama: The Chinese Deputy Foreign Minister, Wu Dawei, met with the Parliamentary President Fernando "Lasama" Araujo yesterday to discuss Chinese aid for Timor-Leste.

Lasama said the Chinese Government has helped this country in agriculture and other sectors to assist with the nation’s development.

Lasama said the meeting was very important to identify which areas need to be developed. Lasama added that the Chinese Government has pledged to continue helping Timor-Leste.

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RETRACTION- No offer of money from UNDP to TLPC: The story printed yesterday claiming that the Untied Nations Development Program (UNDP) was to provide USD800,000 worth of funding for a project to purchase newspapers from the Timor-Leste Press Club (TLPC) has been retracted due to serious errors in the article.

The Coordinator of Timor-Leste Media Independent Development Initiative Project, Miguel Caldera, has corrected the story stating that no such arrangement has been made between TLPC and UNDP. During the meeting between TLPC and UNDP, from which the erroneous article was based upon, discussions were had over possible UNDP support for all media in the nation. No specific finances were discussed.

Mari Alkatiri: “Early Elections should be considered”: The Secretary General of Fretilin Mari Alkatiri said that there should be serious consideration given to holding early elections in 2009.

Mr. Alkatiri said that if there is no anticipation that elections may be held early, Fretilin will rally the population to force the current government to step down.

“This is not a threat to the Majority Alliance in Parliament (AMP). But this is Fretilin’s right, and the peoples’ need,” said Mr. Alkatiri on Wednesday (30/1) in the National Parliament (NP), Dili. (TP)

Fretilin decries CNRT Xanana adulation: A member of parliament (MP) from Fretilin, Francisco Miranda said that Fretilin disagrees with the political statement of the National Congress for Timorese Reconstruction (CNRT) which bestows undue adulation on Prime Minister (PM) Xanana Gusmão.

According to Mr. Miranda, such adulation is very dangerous for the process of democracy in Timor-Leste.

“As citizens of this country, we should give honor to all political leaders. But to glorify one leader above all others is dangerous for the process of democracy,” said Mr. Branco in the NP, Dili.

Mr. Branco was responding to the political statement of CNRT in the NP that Xanana’s contribution to the liberation of the country has been bigger then any other individuals. (TP)

Nelson Correia: “Alfredo’s case all politics”: The President of the Social Democratic Party Nelson Correia has said Alfredo’s case is no longer a military case as it has become quite political. As such, it is difficult to define Alfredo’s status and to know if the case requires a political or military solution. (DN)

IDPs reject Government’s food reduction: IDPs in the airport camp have rejected the Government’s plan to reduce food rations. The IDPs have made a request to the Government to continue food aid.

“If the Government’s decision to reduce the food rations is implemented, we will demand that the Government show us immediately who the author of the military and political crisis has been,” said Mateus de Costa Belo, Spokesperson for the IDP camp. He also warned that such action would cause civil unrest such as strikes and roadblocks. (DN)

Baucau: IDPs demand food aid: IDPs in Baucau have asked the Ministry of Social and Solidarity to provide food aid and other assistance as there have been no food distributions in Baucau for 8 months.

“We escaped to the district because of the crisis, not because we wanted to. We have lost all of our possessions. We are asking for assistance because we are victims, not beggars. The Government has to give consideration to our suffering,” said the IDPs in a statement sent to Diario Nacional. (DN)

ISF: Only PNTL and UNPol can arrest Alfredo: The Commander of the International Security Forces (ISF) John Hutcheson has said that the ISF has no mandate to capture Alfredo or his group. However, if the courts need to capture him, they can ask the UNPol and PNTL forces for assistance as they do have a mandate to capture him. (DN)

UN examines TL report on child prostitution: The United Nations Commission on the Rights of the Child has examined the report by the Government of Timor-Leste on child prostitution, child trafficking, child pornography and child soldiers. The Commission stated that Timor-Leste needs a comprehensive judicial board to guarantee the promotion and protection of the right’s of children. (DN)

UN Special Envoy on HIV/AIDS to visit TL: The UN Special Envoy for HIV/AIDS for Asia and the Pacific, Dr Nafis Sadik, is planning to visit Timor-Leste on 6-7 February to discuss the dangers of HIV/AIDS and to promote the use of prophylactics to guard against the disease. Dr Sadik’s will visit senior Government officials in health and education. (DN)

TLPC sends protest letter to PNTL: Journalists from the Timor-Leste Press Club (TLPC) sent a protest letter yesterday to the PNTL Commander, Afonso de Jesus, claiming that members of the PNTL had used undue and unwarranted force in beating one TLPC member, Nelson da Cruz. The PNTL had also threatened the AFP Journalist with a gun. The protest letter was signed by the President of TLPC, Domingos Saldanha and the Secretary-General of TLPC, Paulino Quintas.

“We understand that while Nelson da Cruz had broken a rule, he should not have been physically abused. There are other ways of resolving this conflict,” said the letter.

The protest letter had also requested that the PNTL members conduct themselves with professionalism. (STL)

Tradução:

UNMIT – MONITORIZAÇÃO DOS MEDIA - Quinta-feira, 31 Janeiro 2008

"A UNMIT não assume nenhuma responsabilidade pela correcção dos artigos ou pela correcção das traduções. A selecção dos artigos e o conteúdo deles não indicam apoio ou endosso pela UNMIT expresso ou implícito. A UNMIT não será responsável por qualquer consequência que resulte da publicação de, ou pela confiança em tais artigos e traduções."

Relatos dos Media Nacionais

TVTL cobertura de notícias

Soldado das F-FDTL reconhece oficiais da polícia que atacaram a residência de Ruak:
Um soldado no activo da Força de Defesa Timorense (F-FDTL), Damião da Silva, testemunhou ontem no Tribunal do Distrito de Dili que reconheceu os oficiais da polícia que estiveram envolvidos no ataque à residência do Comandante das F-FDTL, Brigadeiro General Taur Matan Ruak.

Durante o julgamento, da Silva disse que viu alguns oficiais da polícia a dispararem contra a residência do seu comandante, mas que nada sabe sobre o envolvimento exacto de Abilio "Mausoko" Mesquita.

Da Silva disse que durante o ataque ele foi ferido em ambos os braços e pescoço. Da Silva estava a testemunhar no julgamento do antigo oficial da polícia, Mausoko é suspeito de envolvimento no ataque contra a residência do comandante das F-FDTL durante a crise em 2006.

RTL cobertura de notícias

Vice-Ministro dos Estrangeiros Chinês encontra-se com Lasama:

O Vice-Ministro dos Negócios Estrangeiros Chinês, Wu Dawei, encontrou-se ontem com o Presidente do Parlamento Fernando "Lasama" Araújo para discutir a ajuda Chinesa a Timor-Leste.

Lasama disse que o Governo Chinês tem ajudado o seu país na agricultura e noutros sectores para assistir ao desenvolvimento da nação.

Lasama disse que o encontro foi muito importante para identificar as áreas que precisam de ser desenvolvidas. Lasama acrescentou que o Governo Chinês prometeu continuar a ajudar Timor-Leste.

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DESMENTIDO - Nenhuma oferta de dinheiro da UNDP ao TLPC:

A história publicada ontem onde se dizia que o Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas (UNDP) ia dar USD 800,000 para financiar um projecto para comprar jornais do Clube de Imprensa de Timor-Leste (TLPC) foi desmentida devido a sérios erros.

O Coordenador do Projecto da Iniciativa de Desenvolvimento dos Media Independentes de Timor-Leste, Miguel Caldera, corrigiu a história afirmando que não foi feito tal arranjo entre o TLPC e o UNDP. Durante o encontro entre o TLPC e o UNDP, donde saíu esta informação errada, travaram-se discussões sobre o apoio possível do UNDP a todos os media da nação. Não foi discutido nenhum financiamento específico.

Mari Alkatiri: “Devem ser consideradas eleições antecipadas”:

O Secretário-Geral da Fretilin Mari Alkatiri disse que se deve dar séria consideração à realização de eleições antecipadas em 2009.

O Sr. Alkatiri disse que se não houver antecipação de eleições, a Fretilin organizará a população para forçar o governo corrente a sair.

“Esto não é uma ameaça à Aliança da Maioria no Parlamento (AMP). Mas isto é um direito da Fretilin e uma necessidade do povo,” disse o Sr. Alkatiri na Quarta-feira (30/1) no Parlamento Nacional (PN), Dili. (TP)

Fretilin rejeira a adulação de Xanana pelo CNRT: O deputado do parlamento da Fretilin, Francisco Miranda disse que a Fretilin discorda da declaração política do CNRT que faz adulação indevida ao Primeiro-Ministro (PM) Xanana Gusmão.

De acordo com o Sr. Miranda, uma tal adulação é muito perigosa para o processo da democracia em Timor-Leste.

“Como cidadãos deste país, devemos respeitar todos os líderes políticos. Mas é perigoso para o processo da democracia glorificar um líder acima de todos os outros,” disse o Sr. Branco no PN, Dili.

O Sr. Branco estava a responder à declaração política do CNRT no PN onde dizia que a contribuição de Xanana para a libertação do país fora maior do que a de qualquer outro indivíduo. (TP)

Nelson Correia: “caso de Alfredo é todo político”:

O Presidente do Partido Social Democrático Nelson Correia disse que o caso de Alfredo já não é um caso militar dado que se tornou bastante político. Como tal, é difícil definir o estatuto de Alfredo e de saber se o caso requer uma solução política ou militar. (DN)

Deslocados rejeitam redução de alimentos do Governo: Os deslocados do campo do Aeroporto rejeitaram o plano do Governo para reduzir as rações de comida. Os deslocados pediram ao Governo para continuar a ajuda alimentar.

“Se for implementada a decisão do Governo para reduzir as rações de comida, pediremos que o Governo nos mostre imediatamente quem tem sido o autor da crise militar e política,” disse Mateus de Costa Belo, porta-voz do campo de deslocados. Ele avisou ainda que uma tal acção causará desassossego civil tais como greves e bloqueios de estradas. (DN)

Baucau: deslocados pedem ajuda alimentar: deslocados em Baucau pediram ao Ministério da Solidariedade para dar ajuda alimentar e outra assistência porque desde há 8 meses não há distribuições de comida em Baucau.

“Fugimos para o distrito por causa da crise, não porque tivéssemos querido. Perdemos todos os nossos bens. Estamos a pedir assistência porque somos vítimas, não pedintes. O Governo tem que ter o nosso sofrimento em consideração,” disseram numa declaração enviado ao Diario Nacional os deslocados. (DN)

ISF: apenas a PNTL e a UNPol podem prender Alfredo:

O Comandante das Forças Internacionais de Segurança (ISF) John Hutcheson disse que a ISF não tem nenhum mandato para capturar Alfredo ou o seu grupo. Contudo se os tribunais precisam de o capturar, podem pedir às forças da UNPol e PNTL para assistência dado que elas têm um mandato para o capturarem. (DN)

ONU examina relatório de TL sobre prostituição infantil: A Comissão das Nações Unidas sobre os Direitos das Crianças examinou o relatório do Governo de Timor-Leste sobre prostituição infantil, tráfico de crianças, pornografia infantil e crianças soldados. A Comissão declarou que Timor-Leste precisa duma comissão compreensiva judicial para garantir a promoção e protecção dos direitos das crianças. (DN)

Enviado Especial da ONU para a HIV/AIDS vai visitar TL:

O Enviado Especial da ONU para a HIV/AIDS para a Ásia e Pacífico, Dr Nafis Sadik, planeia visitar Timor-Leste em 6-7 Fevereiro para discutir os perigos do HIV/AIDS e promover o usp de medidas profiláticas para protecção contra a doença. O Dr Sadik visitará entidades de topo do Governo na saúde e educação. (DN)

TLPC manda carta de protesto à PNTL:

Jornalistas do Clube de Imprensa de Timor-Leste (TLPC) mandaram ontem uma carta de protesto ao Comandante da PNTL, Afonso de Jesus, onde diziam que membros da PNTL tinham usado excesso de força contra o membro do TLPC, Nelson da Cruz. A PNTL tinha ainda ameaçado o jornalista da AFP com uma arma de fogo. A carta de protesto foi assinada pelo Presidente do TLPC, Domingos Saldanha e pelo Secretário-Geral do TLPC, Paulino Quintas.

“Sabemos que Nelson da Cruz quebrou a lei, mas não devia ter sido abusado físicamente. Há outras maneiras de resolver este conflito,” disse a carta.

A carta de protesto pediu ainda que os membros da PNTL sctuem com profissionalismo. (STL)

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
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