Díli, 17 Fev (Lusa) - A assessora legal de Alfredo Reinado, Angela Pires, foi hoje detida por ordem do Ministério Público de Timor-Leste e é arguida no processo que envolvia o ex-militar, morto segunda-feira quando atacava a residência de José Ramos-Horta.
Fonte judicial disse à agência Lusa que Angelita Pires, ou Angie Pires como é conhecida, foi levada para interrogatório na tarde de hoje, constituida arguida e ficou detida.
Ao início da tarde, o Procurador-Geral da República de Timor-Leste, Longuinhos Monteiro, disse aos jornalistas que uma pessoa tinha sido "detida" no âmbito do processo "Reinado" e que será "constituída arguída".
"Neste momento foram notificadas várias (pessoas) mas vamos confirmar que esta última, depois disto (do interrogatório) será constituída arguida e depois vai ser detida", afirmou Longuinhos Monteiro à porta do Palácio do Governo quando decorria uma reunião extraordinária do Conselho de Ministros.
O Conselho de Ministros de hoje encarregou as Falintil - Forças de Defesa de Timor-Leste e a Polícia Nacional das operações de busca e detenção do grupo rebelde, agora liderado por Gastão Salsinha.
O Procurador acrescentou ainda que várias pessoas serão notificadas para interrogatório no âmbito do processo "Reinado".
O nome de Ângela Pires não constava da lista de cinco novos mandados de detenção emitidos quinta-feira pelo juiz do processo "Reinado", já que todos (os mandados) se destinavam a militares ou polícias.
Alfredo Reinado liderou segunda-feira um ataque à residência particular do presidente Ramos-Horta em Díli no qual acabaria morto tal como o seu companheiro Leopoldino, enquanto que Gastão Salsinha, o novo líder do grupo rebelde, orientou o ataque à comitiva de Xanana Gusmão que se deslocava entre Balíbar e Díli.
Na sequência do ataque à sua casa particular, o presidente timorense ficou gravemente ferido.
Angie Pires é prima da ministra das Financas do Governo timorense, Emilia Pires.
JCS/PRM.
Lusa/fim
segunda-feira, fevereiro 18, 2008
Assessora jurídica de Alfredo Reinado detida - fonte judicial
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domingo, fevereiro 17, 2008
Angela Pires detida
Segundo a RTP, Angela Pires, apoiante de Alfredo Reinado encontra-se detida.
Angela Pires trabalhava na secretaria da Procuradoria Geral da República, tendo deixado de exercer funções há cerca de um ano.
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RTP não passa reportagem feita por jornalistas a apoiantes de Reinado
No Jornal da Tarde, às 13:00, a RTP não transmitiu a reportagem feita por Paulo Dentinho em Timor-Leste, onde entrevista em Gleno apoiantes de Alfredo Reinado.
Esta reportagem passou na RTPN, o canal de notícias da RTP no noticiário das 12:00.
Em Gleno, conhecidos apoiantes de Alfredo Reinado, dizem-se perplexos com a teoria de que Reinado quisesse matar ou raptar Ramos-Horta.
Não acreditam igualmente que o grupo de Reinado tenha atacado a comitiva de Xanana Gusmão.
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TIMOR VAI SER A HOLLYWOOD DO SUDESTE ASIÁTICO?
BLOG Timor Lorosae Nação
AS OPERAÇÕES DE MARKETING DE KIRSTY SWORD
António Veríssimo
Para muito de nós a fiabilidade das “narrações” de Kirsty Sword sobre aquilo que se passou segunda-feira é praticamente nula. Isso deve-se à sua propensão para se imiscuir, rodeada de folclore, em assuntos de Estado que só ao seu marido dizem respeito. Aliás, na posição em que se encontra actualmente e na que se encontrava – quando Xanana era PR – aquilo que devia observar era contenção e descrição. Nunca o fez, sabemo-lo, antes pelo contrário. Por essas e por outras denominam-na de agente australiana com um casamento por interesses pátrios cifralhados.
Pode muito bem ser, se recordarmos o comportamento da Austrália em todo este processo do Mar de Timor, da ocupação, etc. A Austrália é capaz disso e de muito mais e há pessoas que também.Por via dos comportamentos da senhora temos de correr o risco de pecar por excesso, se é que assim se pode considerar.
Não deixa de ser curioso e lamentável que a nossa RTP – digo nossa porque também contribuo para a empresa como todos os outros portugueses – se preste a acção de marketing político sem nos anunciar, como manda a lei de publicidade ou de tempo de antena.Vimos uns GNRs, para quem também contribuímos, a serem “enrolados” numa operação de sustento de ego e intenções promocionais da dona Kirsty. O que lhes fica mal por sempre deverem afastar-se destas acções de propaganda que só servem aos que a pretendem usar, ou usam – como foi o caso.
Se a dona Kirsty tinha por ambição moldar o coração dos portugueses que a viram, pode tirar o cavalinho da chuva porque por cá já não caímos nessas patranhas.
Se a dona Kirsty queria realmente agradecer aos “bravos” da GNR, sem dar motivos para que prosas e comentários destes existissem, só tinha de ser discreta e fazer o que fez sem publicidades. Aliás, a própria GNR devia ter solicitado a devida contenção e não se deixar enlevar nas operações de marketing de quem “a sabe toda”.
Outro aspecto demonstrativo de “non sense” prende-se com o facto de até as criancinhas terem servido para amolecer corações, neste marketing selvagem e forçado. Compreende-se, quando vem de alguém que não olha a meios para atingir os seus fins…
A ser verdade, o pavor por que a mulher e filhso do primeiro-ministro Xanana Gusmão passou na manhã de segunda-feira, deve ter sido terrível. Por isso até é muito compreensível que esteja bastante reconhecida e agradecida à GNR, mas… não que se aproveite da situação.
Já agora, perguntou-se a dona Kirsty porque motivo os militares seus compatriotas não a protegeram? Aliás, nem ao PR, nem ao seu marido, – a ser verdade que não foi uma encenação.Díli é pequeno, Balibar é perto, quinze a vinte minutos dá para chegar onde se quiser, e uma hora depois de o PR ter sido vítima de um atentado ainda a dona Kirsty e Xanana não tinham segurança reforçada? Compreende-se? Admite-se? Que pensar?
Não têm os seres humanos pensantes de admitir que aqui há “coisa”? Que toda esta história está muito mal contada?Ao que parece, em Timor vamos ter o Hollywood do Sudeste Asiático, com esquina para a Oceânia.Adivinham quem o vai dirigir?
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Dos leitores
Comentário na sua mensagem "Mari Alkatiri confirma que o acordo estava por dia...":
Eu assumo que tenho uma mente muito perversa o que até vejo como uma qualidade.
Já nem sequer estou em Timor, não tenho filiação politica nem simpatizo particularmente com o Mari nem com as suas ideias mas de duas coisas tenho a certeza:
1 - Timor estava muito melhor com o Mari como PM do que com o Sr. Xanana. Parece que de facto como guerrilheiro tem provas dadas mas como gestor, meu deus...
2 - O Sr. Xanana está envolvido até à pontinha dos cabelos nos acontecimentos que atingiram Timor desde 2006
E já agora, não ouvi o Salsinha falar em nenhuma "tentativa de assassínio político na pessoa do PR e PM", isso deve ter sido fabricado por outra mente preversa qualquer...
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Timor-Leste
Diário Económico, 14/02/08
A jovem democracia de Timor tem sido muito sofrida. Um processo difícil e, em alguns momentos, dramático.
Apesar do empenhamento e da ajuda internacional, designadamente das Nações Unidas, os timorenses confrontam-se com problemas internos difíceis de ultrapassar.
A geração da “resistência” – política e militar – digladia-se. Há uma forte clivagem nas organizações partidárias. Militares que devem deixar as armas, revoltam-se e desencadeiam acções violentas.
Por último, a geração seguinte, constituída por um elevado número de jovens, essencialmente nas maiores cidades, não encontra emprego nem referências.
Não é um impasse, mas é uma conjuntura muito difícil de ultrapassar e que vai precisar de um maior empenhamento da comunidade internacional.
Há pouco mais de um ano a conflitualidade parecia ter a ver com o petróleo.
Hoje, confirma-se que a situação é mais complexa.
Sabemos ainda pouco, a confusão da informação é imensa, mas para o povo de Timor e para a Comunidade Internacional é vital chegar até ao fundo, nas investigações e punir os responsáveis sejam eles quais forem, senão…
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Jorge Coelho, Membro do Conselho de Estado
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Horta e Reinado
Público, 17.02.2008
Quatro semanas antes dos acontecimentos de 11 de Fevereiro, o Presidente José Ramos-Horta esteve em Maubisse, a 80 quilómetros de Díli, a almoçar cabra, cordeiro e galinha com o major Alfredo Reinado, que andava então a monte, contou ontem ao Sydney Morning Herald o ministro timorense da Economia e Desenvolvimento, João Gonçalves.
No encontro, o chefe de Estado e o fora-da-lei teriam estabelecido um acordo para dar novo alento à frágil nação.
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Ramos-Horta comunicou ao Governo e a "Lula" da Silva que ia convocar eleições antecipadas
Díli, 17 Fev (Lusa) - José Ramos-Horta pretendia convocar eleições legislativas e presidenciais antecipadas e comunicou essa intenção ao Governo timorense e ao Presidente "Lula" da Silva na sua viagem ao Brasil, disseram hoje à Lusa fontes diplomáticas.
O Presidente da República de Timor-Leste pretendia convocar eleições antecipadas, quer houvesse ou não acordo político entre os partidos da Aliança para Maioria Parlamentar (AMP), actualmente no poder, e a Fretilin, partido vencedor das legislativas de 2007 e maior partido da oposição.
Isso mesmo foi transmitido por José Ramos-Horta ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, antes da recente visita oficial do chefe de Estado timorense ao Vaticano e ao Brasil, e também ao presidente "Lula" da Silva.
Fontes diplomáticas brasileiras confirmaram à Lusa que o próprio José Ramos-Horta comentou ao seu homólogo brasileiro, "Lula" da Silva, que tinha planeado convocar eleições antecipadas para 2009.
"Essa conversa foi mantida em Brasília e estavam algumas pessoas presentes, incluindo o embaixador do Brasil em Timor-Leste", disse a fonte diplomática, que solicitou o anonimato.
José Ramos-Horta foi ferido a tiro segunda-feira, num ataque à sua residência em Díli em que foi morto o major Alfredo Reinado.
O presidente timorense encontra-se hospitalizado em Darwin, norte da Austrália.
Pouco depois do ataque contra a residência do presidente timorense, o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, escapou ileso a uma emboscada quando se dirigia da sua residência em Balíbar para Díli.
PRM/JCS/ASP
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Governo entrega às forças timorenses "todas as operações" contra grupo de Salsinha
Díli, 17 Fev (Lusa) - O Governo de Timor-Leste decidiu hoje que "todas as operações policiais e militares" associadas à perseguição do grupo do ex-tenente Gastão Salsinha serão conduzidas pelas Forças Armadas e a Polícia Nacional timorenses.
Em Conselho de Ministros, hoje reunido em Díli, foi aprovada uma proposta do primeiro-ministro e ministro da Defesa, Xanana Gusmão, que entrega o controlo das operações de busca e captura do grupo de Gastão Salsinha a forças de segurança internas.
O comando das operações é, pela mesma decisão, entregue ao Chefe do Estado-Maior General das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), brigadeiro-general Taur Matan Ruak.
Ficam, assim, afastadas do controlo das operações as forças internacionais no país, nomeadamente a Polícia das Nações Unidas (UNPol) e as Forças de Estabilização Internacionais (ISF).
Gastão Salsinha liderou segunda-feira uma emboscada à coluna onde seguia o primeiro-ministro, numa estrada de acesso a Díli, hora e meia depois de um ataque à residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, liderado pelo major Alfredo Reinado.
O militar fugitivo e um dos seus homens foram mortos no ataque, no qual ficou gravemente ferido o chefe de Estado.
PRM/JCS
Lusa/fim
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Ramos-Horta deve voltar a ser operado terça-feira - irmã
Lisboa, 17 Fev (Lusa) - O Presidente de Timor-Leste continua estável, mas deverá ser submetido a uma nova intervenção cirúrgica na terça-feira, disse hoje a irmã de José Ramos-Horta, contactada telefonicamente pela agência Lusa em Darwin, Austrália.
"Os médicos dizem que ele continua na mesma", afirmou Romana Horta.
"De vez em quando abre os olhos", mas continua muito sedado, até porque os médicos não querem que acorde e fique agitado, numa altura em que tem ferimentos internos, explicou a irmã de Ramos-Horta.
Segundo o último boletim do Royal Darwin Hospital, José Ramos-Horta continua em estado grave, sedado e a respirar por um ventilador, mas a recuperar satisfatoriamente.
Na próxima terça-feira à tarde, Ramos-Horta será sujeito a uma nova cirurgia, a quinta desde que foi ferido a tiro em Díli, a qual deverá servir para "tentar tapar o buraco nas costas" causado pelas balas, disse Romana Horta.
Na segunda-feira, Ramos-Horta foi gravemente ferido a tiro na sua residência em Díli, num ataque em que foi morto o major Alfredo Reinado.
O presidente timorense foi operado de urgência na segunda-feira em Timor-Leste e transferido no mesmo dia para a cidade australiana de Darwin, onde já fez várias intervenções cirúrgicas.
Os médicos australianos têm-se mostrado confiantes na recuperação total de Ramos-Horta, admitindo que venha a ter alta hospital dentro de três semanas e uma recuperação total no prazo de seis meses.
IRE
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Substituição de Ramos-Horta na chefia do Estado sem limite temporal
Díli, 17 Fev (Lusa) - A substituição de José Ramos-Horta na Presidência de Timor-Leste pode prolongar-se no tempo, sem prazo, até que esteja completamente restabelecido dos ferimentos sofridos no ataque de segunda-feira contra a sua residência, disse à Lusa um jurista em Díli.
De acordo com a Constituição da República timorense, a substituição do chefe de Estado pelo presidente do Parlamento Nacional não está limitada no tempo e uma eventual eleição intercalar teria de ser precedida de um processo de declaração de incapacidade permanente por parte do Supremo Tribunal de Justiça do país, explicou o jurista.
No artigo 82º da Constituição, referente à morte, renúncia ou incapacidade permanente do Presidente da República, está estipulado um prazo de 90 dias para a eleição de um novo chefe de Estado, que conta a partir da "verificação ou declaração" de incapacidade.
Excepcionalmente, como refere o artigo 83º apontando um caso em que a morte, renúncia ou incapacidade permanente ocorram na "pendência de situações excepcionais de guerra ou emergência prolongada" ou por "insuperável dificuldade de ordem técnica ou material, a definir por lei, que impossibilitem a realização da eleição", o novo chefe de Estado é escolhido entre os membros do Parlamento Nacional, mas apenas cumpre o "tempo remanescente" do mandato interrompido, podendo, contudo, candidatar-se nas novas eleições.
No caso de Ramos-Horta, aplica-se então o artigo 84º referente a casos de impedimento temporário, em que o Presidente da República é substituído pelo presidente do Parlamento Nacional, a segunda figura do Estado, ou no caso de impedimento deste - como aconteceu com Fernando "La Sama" de Araújo que se encontrava de visita oficial a Lisboa - pelo seu substituto.
Ao assumir interinamente a chefia do Estado, o mandato do presidente do Parlamento Nacional fica "automaticamente suspenso durante o tempo que exerce por substituição ou interinamente o cargo de Presidente da República".
Desde quarta-feira, dia em que regressou a Díli, Fernando "La Sama" de Araújo é o Presidente da República interino de Timor-Leste, em virtude de José Ramos-Horta estar temporariamente incapacitado devido aos ferimentos provocados pelo ataque à sua residência pelo grupo liderado por Alfredo Reinado.
Ramos-Horta está internado num hospital de Darwin, norte da Austrália, para tratamento dos ferimentos e segundo os médicos australianos, a sua completa recuperação poderá demorar cerca de seis meses.
JCS/PRM.
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Atentado em Timor
Blog Lorocae
Sexta-feira, 15 de Fevereiro de 2008
por Hernâni Carvalho
Ajudar não é intrometer. Na primeira declaração do primeiro-ministro australiano, após o atentado ao presidente Ramos Horta, a prioridade foi afirmar o envio de mais tropas e polícias australianas para Timor. Ainda mais?
Falar na morte de Alfredo Reinado é falar de um homem leal. O major foi sempre leal a quem o alimentou, sustentou e introduziu na tecitura timorense. Morreu ao serviço de quem sempre lhe deu cobertura. Provavelmente de forma inglória. Mas foi um agente leal...
A história há-de encarregar-se de o explicar. Timor sofreu apenas mais uma das dores de parto do nascimento de um país. Os que em Lisboa, no passado distante, disseram que a independencia de Timor era um disparate e que num passado mais recente se engalanaram para tirar dividendos políticos da dita independência, tornam hoje, nos corredores da política, a dizer à boca pequena que “aquilo nunca teve viabilidade”.
Aquilo é um Povo. E se tem tido mais dores de parto é porque todos querem meter a colher e daí tirar o que melhor houver. Há petróleo e gás natural a mais em Timor. É a ganância de muitos actores internacionais que mais mal tem feito a Timor. Ajudar não é intrometer.
Na primeira declaração do primeiro-ministro australiano, após o atentado ao presidente Ramos Horta, a prioridade foi afirmar o envio de mais tropas e polícias australianas para Timor. Ainda mais? É interessante cruzar esta afirmação com o lamento do coronel timorense Lehere que afirmou no próprio dia do atentado que as suas forças militares foram impedidas pelos militares australianos de avançar para os locais estratégicos de protecção à cidade. O relatório internacional feito pelo enviado especial da ONU a Timor falava há meses da urgente necessidade da organização da segurança nacional no território. Falava de uma polícia timorense menorizada e de umas forças armadas sem poder efectivo.
Afinal a quem é que mais interessa que as coisas se mantenham assim em Timor?
Hernâni Carvalho
LOROCAE - Centro de Apoio aos Jovens em Timor
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“Pela 1ª vez, liguei a Xanana”
Expresso
16.02.2008
Alkatiri, líder da Fretilin e ex-primeiro-ministro, revela que o caso Reinado ia ser discutido esta semana entre todos os partidos
Foi num momento extremo, a seguir a tomar conhecimento dos atentados contra o Presidente da República e o primeiro-ministro na segunda-feira, que o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, resolveu quebrar o gelo com o seu maior rival político. “Pela primeira vez, desde 2006, telefonei ao primeiro-ministro, Xanana Gusmão, para lhe reafirmar o nosso apoio e solidariedade. Disse-lhe que o ataque foi contra o Estado e que nós estamos prontos a defender o Estado”.
Mari Alkariti diz ao Expresso que para essa mesma segunda-feira e para os dois dias seguintes estava prevista uma discussão entre o Presidente da República, a Fretilin e os partidos sobre o caso Alfredo Reinado. Desde o início que a Fretilin defendia a captura, detenção e julgamento do major e dos seus homens, ao contrário de Ramos-Horta e de Xanana, que foram optando sempre por manter o diálogo.
O antigo primeiro-ministro, que saiu do cargo com a eclosão da crise político-militar em 2006, adianta: “Tudo indicava que esta semana chegaríamos a acordo com o Presidente e com a aliança de outros partidos liderada por Xanana Gusmão para uma política de inclusão, com a criação de mecanismos de alto nível para resolver as questões dos peticionários (desertores do exército), dos deslocados, da reforma do sector de defesa e segurança e do sector da justiça. Não deve ser do interesse de algumas pessoas deste país um entendimento generalizado”.
Concordando com Taur Matan Ruak, chefe de Estado-Maior das forças armadas timorenses, nas acusações às forças internacionais (“são as principais responsáveis pelo que aconteceu”), Alkatiri acredita que o major Alfredo Reinado foi o autor não de um golpe de Estado mas de “um acto aventureiro”: “Ele era instável, presunçoso e sentiu-se muito acima do que podia ser. Quando alguém lidera um grupo com uma causa forte e cai, a causa mantém-no vivo. Alfredo não tinha uma causa. Para mim, morreu duplamente”.
M.P.
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Ramos-Horta teria se encontrado com líder rebelde em janeiro
Globo.com
16/02/2008 - 10h33
Investigações sobre o ataque ao presidente de Timor Leste ganharam novo rumo.
Ramos-Horta recupera-se do ataque no Hospital de Darwin, na Austrália.
As investigações sobre o atentado contra o presidente de Timor Leste, José Ramos-Horta, ganharam um novo rumo depois que o ministro da economia do país, João Gonçalves, afirmou que Ramos-Horta teria participado de uma reunião secreta com o líder revolucionário Alfredo Reinado em 13 de janeiro.
Segundo o ministro, o encontro entre Ramos-Horta e Reinado teria sido "descontraído e amigável", e serviria para trazer, finalmente, a paz e a democracia ao país.
Gonçalves afirmou que, durante o almoço, Ramos-Horta e Reinado teriam chegado a um acordo profícuo para ambas as partes. O revolucionário teria concordado em se entregar às tropas neozelandesas nos próximos meses. Em troca, Ramos-Horta teria prometido uma anistia para 20 de maio, quando será comemorado o 6º aniversário de independência de Timor Leste.
Mas o ministro da economia teria conseguido convencer o revolucionário a se entregar tão logo fosse possível. Dessa forma, quando a anistia chegasse, Reinado poderia dizer que foi julgado pelas leis timorenses, segundo informou Gonçalves. O acordo, no entanto, nunca chegou a acontecer de fato.
Especula-se que uma terceira pessoa teria convencido o revolucionário a atacar a residência do presidente, provavelmente em troca de uma alta soma de dinheiro. Ainda não foi confirmado se o objetivo de Reinado era assassinar ou seqüestrar o presidente timorense.
Com o encontro secreto de Reinado e Ramos-Horta vindo a público, parece ser mais convicente a hipótese de que o presidente teria retornado à sua residência, mesmo sabendo que ela estava sendo atacada, porque achava que ainda poderia convencer o revolucionário a se entregar.
O ataque
José Ramos-Horta, de 58 anos e Nobel da Paz de 1996, foi submetido a quatro intervenções cirúrgicas, desde que na segunda-feira (11) recebeu três tiros ao ser atacado, em Díli, por um grupo de militares rebeldes liderados pelo ex-comandante Alfredo Reinado.
O ex-comandante morreu no tiroteio com os seguranças do presidente.
Na quarta-feira (13), a equipe médica que atende o presidente disse que o paciente só deve recuperar a mobilidade em algumas semanas, e que em cerca de seis meses poderia estar recuperado dos ferimentos.
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A intimidade de Reinado com a ONU
Expresso
19:05 Sexta-feira, 15 de Fev de 2008
Micael Pereira
Um vídeo divulgado em exclusivo pelo Expresso e pela SIC mostra o major rebelde que quase matou o presidente Ramos-Horta a ser acolhido - armado - por um oficial internacional numa esquadra de polícia da ONU (UNPOL) em Same, no Verão de 2007. Nas imagens vê-se uma visita guiada oferecida a Reinado e aos seus homens.
Micael Pereira
(veja o filme aqui)
Na altura em que a cena foi filmada pendia sobre o antigo comandante da polícia militar timorense um mandado de captura por homicídio, posse de armas e crime de rebelião, meses depois de se ter envolvido num confronto sangrento com militares australianos. Alfredo Reinado morreu na segunda-feira passada, quando atacou a casa de Ramos-Horta. Meia hora mais tarde, um dos seus homens acabaria por balear com gravidade o presidente timorense.
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Uma hora, 14 homens e três viaturas para salvar família Gusmão - GNR
08h51 16/02/08
Uma hora, 14 homens e três viaturas foram o tempo, pessoal e meios utilizados segunda-feira pela GNR para colocar a salvo a família de Xanana Gusmão, depois do cerco à residência pelo grupo rebelde fiel a Alfredo Reinado.
Depois de terem recebido pelas 07:03 (hora local) um telefonema de aviso de que o presidente timorense estava a ser atacado, o primeiro grupo de militares da GNR saiu do quartel de Caicoli, em Díli, e percorreu os cerca de três quilómetros que separam o local da residência de José Ramos-Horta sob as ordens do capitão Martinho.
Já no final da operação de limpeza da zona, é "recebido um novo alerta", desta vez sobre a emboscada a Xanana Gusmão e o pedido para salvar a família do chefe do Governo que estaria cercada por um grupo que, na altura, não se sabia liderado pelo ex-tenente das forças armadas timorenses Gastão Salsinha.
Com 14 homens e três viaturas, duas das quais blindadas, João Martinho partiu em direcção à residência particular de Xanana Gusmão, em Balíbar, num percurso que em condições normais seria feito em 20 minutos mas que, desta vez, demorou mais devido ao "que foi encontrado no trajecto".
"A meio do caminho encontrámos um dos carros da comitiva do primeiro-ministro que apresentava pelo menos dois buracos de bala. Parámos, verificámos a zona e seguimos em frente já que não havia ninguém", explicou.
Com os populares a apontarem para a montanha e com algumas dificuldades na identificação do caminho, João Martinho decidiu socorrer-se de um popular para lhe indicar a casa do primeiro-ministro, mas só depois de desarmar e identificar um grupo de homens que desciam a encosta e que faziam parte do corpo de seguranças de Xanana Gusmão.
Entre um e dois quilómetros à frente, outra viatura da coluna do chefe do Governo foi encontrada, desta vez caída numa ravina.
"Mais uma paragem, mais uma operação de abordagem ao carro e mais uma vez não estava ninguém. Seguimos para a casa", contou.
"Quando chegámos à residência (cerca das 09:15 segundo o relato da mulher da Xanana Gusmão) havia muita tensão, os guardas estavam nervosos fora da casa, apontavam para as montanhas onde estariam os atacantes e é enviada uma patrulha bater o terreno mas ninguém é encontrado", explicou.
Com alguns momentos de tensão à mistura, a mulher e os filhos de Xanana Gusmão foram colocados nos blindados da GNR bem como algum pessoal da casa, mas os seguranças, que também pretendiam "boleia", acabaram por permanecer na residência.
Entre o alerta para irem à casa de Ramos-Horta e o regresso a Díli, o capitão João Martinho conta cerca de uma hora mas "não estava preocupado com o relógio, mas sim com a missão delicada" onde cada abordagem a uma viatura encontrada "implica sempre" a tomada de medidas de forte segurança para se efectuar a verificação do terreno.
Para agradecer o trabalho da GNR, Kirsty Sword-Gusmão, que classificou o dia de segunda-feira como o "mais perigoso" da sua vida, e os três filhos estiveram hoje em Caicoli, onde está aquartelado o subagrupamento Bravo.
NOTA DE RODAPÉ:
Os dois tiros num dos carro da comitiva foram no capot. Não viram mais furos de bala.
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Quem terá planeado a emboscada para assassinar Alfredo Reinado?
Blog Alto Hama
Quinta-feira, Fevereiro 14, 2008
Alfredo Reinado é um herói ou um criminoso? Há, como em tudo na vida, teses que sustentam qualquer um dos veredictos. Mais do que saber qual o epíteto que lhe deve ser dado, seria importante saber o que de facto se passou. O major Reinado liderou uma emboscada a Ramos Horta e a Xanana Gusmão ou, pelo contrário, foi atraído a uma emboscada?
As versões oficiais e politicamente correctas indicam que Alfredo Reinado quis decapitar Timor-Leste, matando o presidente da República e o primeiro-ministro. Perante a constatação de que o major fora morto uma hora antes de Ramos Horta ser alvejado, as versões foram retocadas e aventada a hipótese de a ideia ser raptar Horta e Xanana.
Chamados, como sempre acontece, a descobrir o que se passara num país a quem chamam o seu quintal, os australianos sustentam a tese de tentativa de rapto por ser, reconheço, a mais verosímil com os dados conhecidos e mais fácil de digerir por comunidade internacional que alinha na “diabolização” de Alfredo Reinado.
Há, contudo, outras possibilidades de leitura para o que se passou, goste-se ou não de Alfredo Reinado. Fontes timorenses acreditam que o major não queria nem matar nem raptar Horta e Xanana .
Reinado, embora armado e protegido pelos seus homens, ter-se-á dirigido à casa do presidente para, com o seu conhecimento, falar com ele e tentar resolver a questão da sua eventual entrega à Justiça timorense. Lá chegado, a segurança de Ramos Horta terá atirado primeiro para perguntar depois ao que vinha o major. Matou-o.
Considerando que tinham sido traídos, os homens de Reinado viram o seu líder assassinado e esqueceram ao que iam. Responderam na mesma moeda, avisaram o grupo de Gastão Salsinha, e começaram a caça a Ramos Horta que foi atingido, recorde-se, uma hora depois de Reinado estar morto.
Salsinha ao saber que Reinado fora morto mandou homens à casa do primeiro-ministro e, dada a sua ausência, tentaram bloquear a caravana em que Xanana Gusmão seguia.
Colherá esta tese? Provavelmente não. É a mais incómoda quer para o poder instituído em Timor-Leste quer, ainda, para as forças australianas que não dizem o que sabem.
A tese oficial, seja a de assassinato ou rapto, tem de facto muitas pontas soltas. Reinado lideraria um golpe para matar Horta dirigindo-se à casa sem saber que, como o presidente fazia todos os dias, aquela hora ele fazia sempre exercícios nos terrenos limítrofes? Mandaria os seus homens à casa de Xanana sem cuidar de saber se ele lá estaria?
Não vale a pena, contudo, aguardar pelos próximos episódios. Reinado foi morto e enterrado e às instituições internacionais falta coragem para ir a fundo nas investigações.
Publicada por Orlando Castro
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O QUE IA ASSASSINANDO HORTA FOI UMA ACÇÃO INTENCIONAL OU FOI UM ERRO HUMANO?
Blog PORTUGAL DIRECTO
Quinta-feira, 14 de Fevereiro de 2008
O GOLPISTA CONTINUA A TER CRÉDITO?
Se não fosse tão trágico dava para rirmos a bandeiras despregadas. Infelizmente o que se está a passar em Timor não é uma anedota mas sim um enorme pesadelo. Pesadelo em que os timorenses vão continuar a viver pelo simples facto de Xanana, com Kirsty e com Horta terem escancarado as portas ao vizinho australiano que a partir de agora jamais deixará de ocupar o país que anteriormente era ocupado pela Indonésia. Lá virá o tempo em que tudo se tornará claro para os timorenses mas nessa altura já será tarde para recuperarem a posse do país por que tantos têm lutado.
Logo na segunda-feira de manhã em Timor-Leste pudemos assistir a confusões peculiares da dupla Xanana-Kirsty com mais uns quantos personagens que vêm compondo o ramalhete, entre os quais podemos apontar um Leandro Isac digno do seu master Xanana. É aquilo que podemos concluir de inúmeras contradições que logo pela manhã o maior trapalhão entre mil botou boca fora em conferência de imprensa e naquilo que foi fazendo constar.
As noticias rodopiaram ao ponto de nos causarem tonturas apesar da distância. Que Xanana tinha sofrido um atentado na estrada de Balibar para Díli. Que a sua viatura ficara completamente destruída e inoperacional. Que os seus seguranças tinham desaparecido. Que chegara a Díli em transporte público como qualquer maubere ou buibere. Que fora Salsinha e seus apaniguados que lhe fizeram um atentado. Que…
Vai daí, posteriormente, Kirsty Sword, conta que afinal tudo aconteceu ali junto à casa e que etc, e que etc…
Assim não dá. Afinal em que ficamos? Foi na estrada ou junto à casa? Viram distintamente Salsinha? É que Salsinha diz que não!
Pois, o problema é que são todos uns grandes aldrabões e não sabemos em quem acreditar.
Pelo dito, contado e recontado, Ramos Horta foi atingido por dois tiros, ou três, quase com uma hora de antecedência, junto à sua residência – como rezam as crónicas.
Estranhamente, Xanana de nada sabia. Digo, estranhamente o primeiro-ministro de nada sabia. Para ele aquela era uma normalíssima manhã de catatuas e louricos a esvoaçar pelos cumes de Balibar, convidativa para um PM despreocupado se entreter com umas assobiadelas reprodutivas da Ópera do Malandro, só por acaso interrompidas pelo metralhar de tentados pelo mafarrico que decidiram fazer-lhe um atentado aos carros e… a que mais?
Então não seria normal, ali como na China ou no Altiplano da América Latina, que o PM fosse imediatamente informado sobre o que se estava a passar com o PR? Não há telefones?
Não seria normal em situação anormal que redobrassem a segurança ao PM? Não seria normal contactá-lo para lhe assegurar essa protecção extra?
Ah, não convinha que estranhos assistissem ao atentado! Compreendido.
Poderá Xanana Gusmão fundir os pés num – de tão juntos - e jurar que as suas versões são mesmo verdadinha… Mas quem é que acredita? Só se for em Timor, onde ainda há muito boa gente iludida e que não sabe nem sonha aquilo que é possível fazer para se apoderarem das riquezas de um país.
Em tudo isto o que suscita muita preocupação é se há mesmo quem se esteja nas tintas para matar a eito, até mesmo um Presidente da República, para conseguir os seus intentos, e se houver esse tal animal, a infernal besta, quem será?
Era importante que chegassem a conclusões nas investigações que dizem já ter começado a fazer…
Pois é, lembrei-me agora que Longuinhos Monteiro e outros mais também não são de fiar. Ora bolas.
Bem, mas ao menos haverá uma equipa internacional que indagará sobre como tudo se passou…
Pois, mas será composta por especialistas interessados em interesses que poderão nada ter a ver com a verdade dos acontecimentos…
É que presume-se à partida que tudo não foi mais do que uma acção desesperada de Alfredo Reinado e é bem provável que esse seja o caminho que convém para as verdades oficiais mas que nada têm a ver com a verdadeira verdade.
Um militar por mais burro que seja sabe como comportar-se ante uma acção de sua iniciativa. Ele, Reinado, é o factor-surpresa, não são os outros. Ele está mais que atento para actuar, não são os outros… Então e como é que ele leva um tiro na cara e à queima-roupa?
Então e não disseram que ele entrou em casa de Horta e partiu portas?
Mas como, se Reinado não chegou a entrar na casa, estava na rua e foi onde o mataram?
Já agora. Como se compreenderá que Horta tenha sido atingido quase uma hora depois de Reinado ter sido morto?
Sabem, é que há quem defenda a teoria de que Reinado caiu numa cilada ao ser atraído para a casa do PR Horta para dialogar porque havia novos dados a serem introduzidos em todo o confuso processo dos acontecimentos Xanana-Reinado-golpe-militar-crise…
Assim, tanto lhe podia dar um tiro na cara como no cú! O homem estava em paz!
Tudo isto pode ser meras especulações, mas só o são porque bem sabemos o que esperar das trafulhices xananistas. Viu-se em 2006. Tem-se visto.
Resta saber – TUDO – se o que ia assassinando Ramos Horta foi uma acção intencional ou foi um erro humano. É que parece que o PR também estava muito descontraído e a sua predisposição seria outra que não a de temer atentados por parte de Reinado ou dos seus acompanhantes…
Então quem disparou contra o presidente?
Ele há coisas… Pois… Golpadas…
Postado por Mário Motta
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sábado, fevereiro 16, 2008
Xanana Gusmão recusa Comissão de Inquérito Internacional
Xanana e Lasama pediram uma equipa do FBI, ao qual o governo americano já terá dito que enviava para Timor-Leste.
Mas segundo fontes próximas o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão vai recusar fazer o pedido de uma Comissão de Inquérito internacional.
Amanhã a FRETILIN fará formalmente no Parlamento a proposta de uma Comissão de Inquérito Internacional.
Qual será a reacção da AMP liderada por Xanana Gusmão?...
Estaremos lá para ver.
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Sobre a "emboscada" a Xanana Gusmão
Apenas um dos carros da comitiva de Xanana Gusmão tinha furos de bala, dois no capot.
Quem conhece a estrada onde supostamente Gastão Salsinha atacou os carros, "é impossível terem estava debaixo de fogo e não haver vítimas, nem furos de bala nos carros", segundo especialista militar.
Apenas os pneus foram atingidos.
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Mari Alkatiri confirma que o acordo estava por dias
Em declarações à RTP, Maria Alkatiri confirma que o acordo estava por dias e que se isto não tivesse acontecido, já estaria tudo resolvido.
Paulo Dentinho, jornalista da RTP, finaliza a reportagem com a pergunta que todos fazem: A quem interessava neste momento a morte de Reinado?...
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GNR não está envolvida em operações contra grupo de Gastão Salsinha - capitão Martinho
Díli, 16 Fev (Lusa) - O subagrupamento Bravo da GNR em Timor-Leste não está envolvido em qualquer operação contra os rebeldes que segunda-feira atacaram o presidente e o primeiro-ministro timorenses, afirmou hoje o respectivo comandante.
"Não, não é essa a nossa missão", disse o capitão João Martinho quando questionado pelos jornalistas se os 141 militares da GNR estavam envolvidos na operação de captura do grupo liderado até segunda-feira por Alfredo Reinado e que agora é comandado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
"A nossa missão é garantir a segurança e a tranquilidade pública aqui em Díli", disse o capitão João Martinho, salientando que não recebeu "nenhum tipo de informação sobre o paradeiro" do líder do grupo que emboscou a coluna do primeiro-ministro, Xanana Gusmão, na estrada que liga Balíbar a Díli.
Gastão Salsinha, um ex-tenente das Falintil- Forças de Defesa de Timor-Leste, liderava o grupo de cerca de 600 peticionários que em 2006 foi afastado das forças de defesa e juntou-se mais tarde ao grupo de Alfredo Reinado, tornando-se no seu "número dois".
Na segunda-feira, enquanto Alfredo Reinado atacava a residência de José Ramos-Horta, Gastão Salsinha orientava a emboscada a Xanana Gusmão, em dois ataques que acabariam por provocar ferimentos graves no chefe de Estado mas deixariam ileso o primeiro-ministro.
No ataque à residência do presidente, Alfredo Reinado foi morto pela segurança, tal como o seu companheiro Leopoldino.
Em consequência do ataque, o juiz que lidera o processo "Reinado" emitiu mais cinco mandados de captura, todos dirigidos a indivíduos não civis e onde consta o nome de Gastão Salsinha.
O juiz enviou aos comandantes das Forças de Estabilização Internacionais (ISF) e da Polícia das Nações Unidas (UNPOL) um despacho em que recordava a "urgência" do cumprimento dos mandados de captura.
Em vigor continuam, no entanto, outros 13 mandados dos 17 emitidos em meados de 2007 contra elementos do grupo de Alfredo Reinado, dos quais dois referente a elementos presos e outros dois a Reinado e a Leopoldino, mortos no ataque de segunda-feira.
JCS/PRM.
Lusa/fim
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General Ruak confirma "Operação Limpeza" e lança apelo aos políticos
Díli, 16 Fev (Lusa) - O brigadeiro-general Taur Matan Ruak, chefe do Estado-Maior-general das Forças Armadas timorenses, confirmou hoje a realização de uma operação de "caça ao homem" perto de Díli e apelou aos políticos "para não se preocuparem com assuntos mesquinhos partidários".
Taur Matan Ruak anunciou que as Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL) efectuaram quinta-feira uma operação, denominada "Limpeza", de captura do grupo agora liderado pelo ex-tenente Gastão Salsinha, tal como a Agência Lusa noticiou sexta-feira.
"Foi a primeira vez que o Estado timorense autorizou uma operação autónoma das F-FDTL", explicou o brigadeiro-general Ruak.
Um duplo ataque aconteceu segunda-feira à residência do presidente timorense, José Ramos-Horta, a leste de Díli, sob a liderança do major Alfredo Reinado, e, um pouco mais tarde, a sul da capital, à coluna onde seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, por um grupo chefiado pelo ex-tenente Gastão Salsinha.
No primeiro ataque, em que o chefe de Estado ficou gravemente ferido, foi morto Alfredo Reinado e um dos seus homens, mas o resto do grupo pôs-se em fuga "nessa mesma noite para Dare", nas montanhas a sul de Díli, afirmou o brigadeiro-general.
Segundo Taur Matan Ruak, as F-FDTL lançaram a operação de busca na área de Meti-hau e Becora mas não conseguiram capturar ninguém porque não tinham mandados de busca que permitissem aos militares entrar dentro das casas.
"Vamos pedir mandados para entrar dentro e em redor das casas", afirmou hoje o brigadeiro-general Ruak numa conferência de imprensa realizada na Base Naval de Hera, a leste de Díli.
"Alguma coisa não está bem", acrescentou o brigadeiro-general Ruak sobre o apoio da população ao grupo que é agora chefiado pelo líder dos peticionários das Forças Armadas, o ex-tenente Gastão Salsinha.
"Não prometo apanhar Salsinha, o que estamos a fazer é aplicar um mandado do Ministério Público", explicou o brigadeiro-general Ruak.
"Não lhes peço para se renderem, mas para encontrarem uma solução pacífica para esta situação", respondeu ainda o brigadeiro-general Taur Matan Ruak perante a insistência dos jornalistas sobre as regras operacionais das F-FDTL nas buscas dos suspeitos.
O CEMGFA timorense deixou três apelos, aos políticos, aos jovens e à população.
Aos políticos, pediu que "não se preocupassem com assuntos mesquinhos partidários" e "para se unirem em torno dos grandes interesses nacionais, a democracia e a liberdade" por que os timorenses lutaram "tanto tempo".
Aos jovens, "que podem comprometer o futuro do país", Taur matan Ruak pediu que não seguissem figuras que põem em causa a paz e a estabilidade do país.
À população, o CEMGFA avisou que a cobertura do grupo de gastão Salsinha "não conduzirá a nada e põe em risco a sua segurança".
"Não é bom fazerem isso. Só contribuem para o agravamento da situação", alertou o militar.
Taur Matan Ruak dirigiu-se também aos peticionários: "Não hesitem, decidam, o Estado está aberto a uma solução".
Ao grupo de Gastão Salsinha, o brigadeiro-general pediu que "reflicta sobre toda a situação e ganhe coragem" para se entregar.
PRM/JCS
Lusa/fim
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Rectificação ao post anterior
Ainda não havia um acordo com a FRETILIN. E o acordo também incluia a AMP.
Ramos-Horta estava a negociar um acordo com a AMP e a FRETILIN, mas o último encontro na semana passada não foi conclusivo. Ainda não havia acordo.
O Presidente da República queria anunciar até dia 20 de Maio, uma amnistia e perdões presidenciais, que não eram apenas para Alfredo Reinado, mas PARA OS CRIMES COMETIDOS DURANTE O PERÍODO DA CRISE.
Com esta decisão, estavam abrangidas algumas pessoas já condenadas como Rogério Lobato, militares das FDTL, peticionários, o grupo do Reinado, e teria como consequência também que os oficiais das FDTL, como o General Matan Ruak e o Coronel Lere, nunca seriam alvo de processos.
Ramos-Horta disse a várias pessoas do seu circulo de confiança que se a FRETILIN e a AMP não aceitassem a amnistia que renunciava ao cargo de Presidente.
Cai por terra a teoria de João Carrascalão que pretende incriminar "alguns sectores das FDTL".
Mas Xanana Gusmão continua a ter todos os motivos para querer silenciar Reinado e Ramos-Horta.
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Ramos-Horta fez mais um acordo nas últimas semanas
Não foi só com Alfredo Reinado, com quem Ramos-Horta fez um acordo. Esse acordo passou por outro com a FRETILIN.
Ramos-Horta anunciou a várias pessoas na semana passada ter feito um acordo com a FRETILIN, de forma a resolver a questão dos deslocados e a situação de Alfredo Reinado.
O Presidente disse que aceitava as condições da FRETILIN e que marcaria eleições, o mais tardar para Agosto de 2009.
As suas palavras foram "Já transmiti a Xanana Gusmão, que se este governo continuar como até aqui sem resolver os problemas do país, nem seria preciso a FRETILIN ter exigido eleições antecipadas."
Temos quase a certeza absoluta que João Carrascalão sabe deste acordo com a FRETILIN, só não sabemos porque não o transmitiu à imprensa australiana, como o fez em relação ao acordo com Reinado.
Está dito.
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Ramos Horta and Reinado had amnesty deal
The Age
Lindsay Murdoch
February 16, 2008
Jose Ramos Horta and Alfredo Reinado, a month before the attack on the President.
José Ramos Horta e Alfredo Reinado, um mês antes do ataque ao Presidente.
Photo: Glenn Campbell
THIS is the moment (right) when Jose Ramos Horta thought he had secured a peaceful future for East Timor. Standing on the steps of the ruins of an old Portuguese fort in East Timor's rugged mountains, the country's President smiles and shakes hands with rebel leader Alfredo Reinado on a secret deal that would see Reinado pardoned for murder and armed rebellion in an amnesty on May 20, the anniversary of East Timor gaining independence. The two men then sat down for a feast of goat, lamb and chicken, served with fine wines. They departed in high spirits.
"I'm off to a cockfight," Reinado said with a grin as he drove away.
Four weeks later Reinado, a cult hero figure to many young Timorese, is dead and Mr Ramos Horta is fighting for his life in Royal Darwin Hospital, suffering from gunshot wounds. Exclusive photographs of the men's meeting, obtained by The Age, show that Mr Ramos Horta went unarmed and unescorted to the fort.
Reinado, then East Timor's most wanted man, had secured it, his heavily armed men standing guard at strategic locations along the fort's crumbling walls.
The deal they struck included Reinado being put under house arrest, guarded by New Zealand troops as he faced court before the pardon that would also include his men.
But in the weeks after the meeting Reinado, who had been on the run for 17 months after leading a mass jail escape, became deeply paranoid and delusional and feared he was losing his authority.
Tradução:
Ramos Horta e Reinado tinham acordo para amnistia
The Age
LindsayMurdoch
Fevereiro 16, 2008
Este é o momento quando José Ramos Horta pensava que tinha garantido um futuro pacífico para Timor. Em pé nos degraus das ruinas dum velho forte Português nas montanhas de Timor-Leste o Presidente sorri e aperta a mão ao líder amotinado Alfredo Reinado num acordo secreto que levaria a que Reinado fosse perdoado por homicídio e motim armado numa amnistia em 20 de Maio, o aniversário da independência de Timor-Leste. Depois os dois homens sentaram-se para uma refeição de cabra, carneiro e galinhas, servidos com bons vinhos. Separaram-se muito animados.
"Vou par uma luta de galos," disse Reinado com um piscar de olhos quando partiu.
Quatro semanas depois Reinado, uma figura herói de culto para muitos jovens Timorenses, está morto e o Sr Ramos Horta está a lutar pela vida no Royal Darwin Hospital, sofrendo de ferimentos por balas. Fotografia exclusiva do encontro dos dois homens, obtida pelo The Age, mostra que o Sr Ramos Horta foi desarmado e sem escolta ao forte.
Reinado, então o homem mais procurado de Timor-Leste, tinha montado a segurança ao local, com os seus homens fortemente armados a faer guarda em locais estratégicos ao longo das paredes em ruínas do forte.
O acordo a que chegaram incluía Reinado ser posto sob prisão domiciliária, guardado por tropas da Nova Zelândia enquanto enfrentava o tribunal antes do perdão que também incluiria os seus homens.
Mas nas semanas depois do encontro Reinado, que andava em fuga há 17 meses depois de liderar uma fuga em massa da prisão, tornou-se profundamente paranóico e com manias de grandeza e receava estar a perder a sua autoridade.
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A emboscada a Alfredo Reinado e a Ramos-Horta também - versão do João Carrascalão
Trust shot to pieces in Timor
The Australian
By Paul Toohey in Dili
February 16, 2008 01:00am
• Few believe rebel leader was the real culprit
• Speculation of other forces at work
• Reinado didn't seem a cold-blooded killer
EAST Timor is a changed land, with what remained of its simple innocence lost the moment gunmen opened fire on its most revered statesmen.
These leaders - particularly President Jose Ramos Horta - liked to move among the poor, touching them, talking to them, reassuring them that they would never be forgotten.
All that is gone. There is no one left to trust.
There are many different versions of what happened on Monday morning. Prime Minister Xanana Gusmao has gone for the simplest.
He yesterday said he could, under other circumstances, imagine that Major General Alfredo Reinado may not have intended to kill the President - except for the fact that on this occasion there was another group of men waiting to ambush him as he drove to his Dili office in a motorcade. "It was a well-coordinated attack," said Gusmao.
But the story has taken a deeply sinister turn, with Ramos Horta's brother-in-law, Joao Carrascalao, claiming that both the President and Reinado were set up and attacked by, it would seem, sections of the army, or F-FDTL.
The suggestion is that the Australian-led International Security Force, trying to track down two groups of Reinado's men, are looking for the wrong people.
Despite Gusmao's confidence that this was a double assassination attempt by Reinado's group - a view he is certainly entitled to, given his vehicle was shot up by renegades - virtually no one in East Timor believes it.
Not even Reinado, an accomplished bigmouth who liked to taunt the Government in media interviews and his own DVD propaganda releases, seemed capable of an act of such outright stupidity.
Semi-official version of events questioned
The semi-official version is that Ramos Horta was on his early morning run. Reinado and his offsider Leopoldino entered the presidential compound and were shot dead by the F-FDTL guard.
As Ramos Horta returned with his bodyguards, they came upon the remainder of Reinado's men - four or five of them - who were concealed in the deep open storm drain outside the front gate of the compound. The group turned their weapons on the President and started firing.
What does seem clear is that Reinado and Leopoldino were shot early in the raid - if it was a raid.
Most East Timorese, from senior government ministers to the ordinary but news-aware street people, are convinced it was a set-up.
Carrascalao, an MP, is married to Ramos Horta's sister, Rosa. Her brother, Arsenio, was in the compound when the shooting started.
"The sequence is this," Carrascalao says. "My bother-in-law Arsenio rang my wife from the compound saying there was shooting. My wife then immediately rang Jose Ramos Horta on his morning walk. Jose told her that he heard some shooting in the direction of the house and he was going back to investigate. He had one bodyguard with him."
Why this bodyguard did not prevent his President from walking into a gun battle is somewhat mysterious, but it may be as simple as the fact that Ramos Horta had relatives inside and could not be prevented from approaching.
Carrascalao continues: "Arsenio rang again a few minutes later saying, 'Jose is wounded'. My wife rang the hospital and they dispatched an ambulance. It did not come to him straight away.
"I have another niece that lives at Balide (about a 15-minute drive from Ramos Horta's compound). She tried to go to the house but outside the Hotel California (on the coast road near the Ramos Horta residence), the UN police tried to prevent her from proceeding. Someone - I don't know who - had rung the UN police. They stayed about 300-400m away. They didn't go in. They were even trying to prevent the ambulance from entering."
Carrascalao says the ambulance finally ignored the UN guard and proceeded through to the villa.
"Jose didn't know Reinado was coming,' Carrascalao says. "Not at all. He was very confident he was going to resolve the problem (of the renegade major taunting the Government after fleeing prison following the laying of murder charges). He would talk to Reinado any time but he would never invite Reinado to his house. I can go there unannounced, but he's my brother-in-law. It's a private house."
Ramos-Horta's brother doesn't believe Reinado meant to kill
Carrascalao does not believe Reinado went to kill the President. "I personally don't think someone who had military training would ever prepare something to kill Jose in that way. I'm not a military man but I don't think they would do it.
I think - I can speculate - I think they were both ambushed. I think both Jose and Reinado were tricked."
One of Horta's guards said, on the day of the attack, that Reinado's band disarmed the guards at the front gate. All the men were wearing balaclavas except for Reinado.
Reinado and Leopoldino prowled the compound, finding a house lady and demanding to know where Ramos Horta's bedroom was. They kicked in the door and were engaged by guards and shot dead.
One suggestion is that Reinado had been told Ramos Horta wanted to see him. When he arrived at the front gate and was told Ramos Horta was not there, the self-important Reinado stormed in and demanded his promised audience.
Carrascalao points to the fact that the President was shot in the back as he walked up the hill towards Reinado's men hiding in the storm drain. "Jose was shot in the back. He was not running away. The shots came from behind. The indications are that it was not Reinado's men who shot him - it was a set-up. There was another group laying in wait, across the road."
Carrascalao says there is no doubt Reinado and Leopoldino were shot inside the compound, by F-FDTL guards using machine-guns.
In short, he believes Reinado was summoned to the scene, by someone, to set him up for killing his brother-in-law, the President.
"I think someone had told Reinado to come down and meet Horta. That is my personal belief.
Knowing Jose, knowing how punctual he is, he would never leave the house without keeping an appointment." He also suggests it is possible that Reinado's own balaclava-clad colleagues may have led him into the trap.
As for the ambush on the Prime Minister, Carrascalao believes it was part of a co-ordinated attack but says: "By whom I don't know."
Carrascalao is a free-speaking man. If he thought Reinado's men had tried to kill the President, he would have little hesitation in saying so.
The ISF has for the past three days been prowling the hills above Dili looking for 18 men who it is believed are associated with Reinado's band. One of them is second-in-command, Lieutenant Gastao Salsinha, who is accused of leading the prime ministerial ambush. He insisted several days ago that he had nothing to do with it. Given he is being hunted, he might well say that.
But if you wind back to the start of this problem, in April 2006, when Timor was torn by rioting and mutiny within the armed forces, it was Reinado and Salsinha who abandoned their roles in a protest against the violent actions of the army they were serving in.
Even when Reinado came down from the hills in 2006 and was involved in a gun battle with the army, which saw him charged with murder, vision of the encounter showed him repeatedly warning the army soldiers approaching him that he didn't want to kill them.
Reinado may have seen himself as a freedom fighter, but he never seemed like a cold-blooded killer.
Tradução:
Confiança partida em bocados em Timor
The Australian
Por Paul Toohey em Dili
February 16, 2008 01:00am
• Poucos acreditam que o líder amotinado era o réu real
• Especulação do trabalho doutras forças
• Reinado não parecia um assassino de sangue-frio
Timor-Leste é uma terra mudada, com o que parecia a sua inocência simples perdida no momento em que pistoleiros abriram fogo contra os seus estadistas mais reverenciados.
Esses líderes - particularmente o Presidente José e Ramos Horta – gostavam de andar entre os pobres, tocando neles, reassegurando-os que nunca seriam esquecidos.
Tudo isso foi-se. Já não há ninguém em quem confiar.
Há muitas versões diferentes do que aconteceu na Segunda-feira de manhã. O Primeiro-Ministro Xanana Gusmão foi pela mais simples.
Ontem, ele disse que podia, sob outras circunstâncias, imaginar que o Major General Alfredo Reinado podia não ter a intenção de matar o Presidente – excepto para o caso que nesta ocasião havia um outro grupo de homens à espera de o emboscar quando ia numa caravana para o seu escritório em Dil. "Foi um ataque bem coordenado," disse Gusmão.
Mas a história tomou uma volta profundamente sinistra, com o cunhado de Ramos Horta, João Carrascalão, a afirmar que ambos o President e Reinado tinham sido enganados e atacados pelo que pareceria ser secções das forças armadas ou F-FDTL.
A sugestão é que a Força Internacional de Segurança liderada pelos Australianos que estão a tentar encontrar os dois grupos dos homens de Reinado, andam à procura das pessoas erradas.
A pesar da confiança de Gusmão disto ter sido uma dupla tentativa de assassínio pelo grupo de Reinado – uma opinião a que ele tem o direito dado que o seu veículo foi baleado pelos desertores – virtualmente ninguém em Timor-Leste acredita nisto.
Nem mesmo Reinado, um completo desbocado que gostava de provocar o Governo em entrevistas nos media e em emissões de propaganda nos DVD do próprio, parecia capaz dum acto de tal estupidez.
Versão semi-oficial dos eventos questionada
A versão semi-oficial é que Ramos Horta andava no seu passeio matinal. Reinado e o seu guarda-costas Leopoldino entraram no complexo presidencial e foram ambos mortos a tiro pelos guardas das F-FDTL.
Quando Ramos Horta regressava com os guarda-costas, encontraram os restantes homens de Reinado – quatro ou cinco deles – que estavam escondidos no dreno no exterior do portão da frente do complexo. O grupo virou as armas contra o Presidente e começou a disparar.
O que parece claro é que Reinado e Leopoldino foram baleados no princípio do assalto -se isso foi um assalto.
A maioria dos Timorenses, desde ministros de topo do governo até ao homem de rua mas conhecedor das notícias, está convencido de que isto é uma montagem.
Carrascalão, um deputado, está casado com a irmã de Ramos Horta, Rosa. O irmão dela, Arsénio, estava no complexo quando começaram os tiros .
"A sequência é esta," diz Carrascalão. "O meu cunhado Arsénio telefonou do complexo à minha mulher dizendo que havia tiros. A minha mulher depois telefonou imediatamente ao José Ramos Horta que estava no passeio matinal. O José disse-lhe que tinha ouvido alguns tiros na direcção da casa e que ia voltar para investigar. Ele tinha com ele um guarda-costas."
Porque é que este guarda-costas não preveniu o seu Presidente de caminhar para uma batalha de pistolas é de certo modo misterioso, mas pode ser o simples facto de Ramos Horta ter familiares no interior e não poder ser impedido de se aproximar.
Carrascalão continua: "Arsénio telefonou outra vez uns minutos mais tarde a dizer, 'José está ferido'. A minha mulher ligou ao hospital e eles enviaram uma ambulância. Não veio ter com ele directamente.
"Tenho uma outra sobrinha que vive em Balide (a cerca de 15 minutos de carro do complexo de Ramos Horta). Ela tentou ir para a casa mas no exterior do Hotel California (um na estrada da costa perto da residência de Ramos Horta), a polícia da ONU tentou impedi-la de prosseguir. Alguém – não sei quem – tinha ligado para a polícia da ONU. Eles ficaram a 300-400 m de distância. Eles não foram lá. Eles estavam mesmo a impedir que uma ambulância entrasse."
Carrascalão sdiz que a ambulância acabou por ignorar o gi«uarda da ONU e prosseguiu para a residência.
"José não sabia que Reinado ia lá,' diz Carrascalão. "De modo algum. Ele estava muito confiante que ia resolver o problema (do major desertor gozar com o Governo depois de fugir da prisão após ter sido acusado de homicídio ). Ele falaria com Reinado em qualquer altura mas nunca convidaria Reinado para a sua casa. Posso lá ir sem ser convidade, mas ele é o meu cunhado. É uma casa particular."
Irmão de Ramos-Horta não acredita que Reinado queria matar
Carrascalão não acredita que Reinado lá fosse para matar o Presidente. "Pessoalmente não penso que alguém com formação militar alguma vez preparasse alguma coisa para matar o José naquela maneira. Não sou militar mas não penso que o fizessem.
Penso – posso especular – penso que foram ambos emboscados. Penso que ambos José e Reinado foram enganados."
Um dos guardas de Horta disse, no dia do ataque, que o bando de Reinado desarmou os guardas no portão da frente. Todos os homens usavam balaclavas excepto Reinado.
Reinado e Leopoldino vagabundearam pelo complexo encontrando uma senhora da casa e pediram-lhe para lhes indicar o quarto de Ramos Horta. Meteram a porta dentro ao pontapé, foram engajados por guardas e mortos a tiro.
Uma sugestão é que disseram a Reinado que Ramos Horta o queria ver. Quando ele chegou ao portão da frente e lhe foi dito que Ramos Horta não estava lá, o auto-importante Reinado invadiu por ali dentro e exigiu a prometida audiência.
Carrascalão aponta para o facto do Presidente ter sido baleado pelas costas quando subia o monte em direcção ao dreno onde se escondiam os homens de Reinado. "José foi baleado pelas costas. Ele não estava a fugir. Os tiros vieram detrás. As indicações é que não foram os homens de Reinado que o balearam – isso foi uma montagem. Havia lá outro grupo deitado à espera, do outro lado da estrada."
Carrascalão diz que não há dúvida que Reinado e Leopoldino foram baleados no interior do complexo, por guardas das F-FDTL com metralhadoras.
Em resumo, ele acredita que Reinado foi convocado ao local, por alguém, para montar a morte do seu cunhado, o Presidente.
"Penso que alguém disse ao Reinado para vir e encontrar-se com Horta. Esta é a minha ideia pessoal.
Conhecendo José, conhecendo como ele é pontual, ele nunca sairia de casa sem cumprir um compromisso." Ele sugere também que os próprios colegas de Reinado com balaclavas podiam tê-lo levado para uma armadilha.
Quanto à emboscada ao Primeiro-Ministro, Carrascalão acredita que foi parte dum ataque co-ordenado mas diz: "Por quem não sei."
Carrascalão é um homem que fala livremente. Se ele pensasse que os homens de Reinado tinham tentado matar o Presidente, não teria hesitado em dizê-lo.
Nos últimos três dias a ISF tem andado nas montanhas por cima de Dili à procura de 18 homens que acreditam estarem associados com o bando de Reinado. Um deles é o segundo em comando o tenente Gastão Salsinha, que é acusado de liderar a emboscado ao primeiro-ministro. Ele insistiu há vários dias atrás que nada teve a ver com isso. Dado que anda a ser caçado, tinha mesmo de dizer isso.
Mas se regressarem ao começo deste problema, em Abril de 2006, quando Timor sofreu motins e distúrbios no seio das forças armadas, foram Reinado e Salsinha wquem abandonaram as suas posições num protesto contra as acções violentas das forças armadas que serviam.
Mesmo quando Reinado desceu das montanhas em 2006 e esteve envolvido num tiroteio com as forças armadas, que o levaram a ser acusado por homicídio, o registo do encontro mostra-o a avisar repetidas vezes aos soldados que se aproximavam que não os queria matar.
Reinado pode ter-se visto a si próprio um lutados pela liberdade, mas nunca pareceu ser um assassino a sangue frio:.
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Reforços policiais australianos autónomos face a forças timorenses e da ONU
Lisboa, 15 Fev (Lusa) - Os 70 agentes da Polícia Federal Australiana enviados para Díli após os atentados desta semana vão actuar de forma autónoma em relação às Nações Unidas e às forças de segurança timorenses, noticia a agência de informação australiana AAP.
Ao contrário dos agentes da polícia australiana que já estavam no terreno, os reforços não estão às ordens das Nações Unidas (ONU) em Timor-Leste, onde o primeiro-ministro e o presidente foram segunda-feira alvos de atentados. O chefe de Estado encontra-se em estado considerado "crítico" num hospital na cidade australiana de Darwin, de acordo com a AAP.
A ONU aceitou sem reservas a condição de actuação autónoma dos agentes australianos, segundo Finn Reske Nielsen, responsável da missão da ONU em Timor-Leste, citado pela rádio australiana ABC.
Paralelamente, segundo a agência australiana, Camberra enviou para Timor-Leste 200 militares, para auxiliar as operações de captura dos cerca de 30 rebeldes procurados depois dos atentados contra o presidente Ramos-Horta e o primeiro-ministro Xanana Gusmão.
"Estamos preocupados com estas cerca de 30 pessoas que estão a vaguear pelo interior, criando um problema para o governo de Timor-Leste", afirmou Angus Houston, comandante das Forças de Defesa Australianas.
"Vamos dar apoio às autoridades timorenses para colocar estas pessoas perante a Justiça", adiantou o mesmo responsável.
Alfredo Reinado, ex-comandante da Polícia Militar, desencadeou segunda-feira um ataque contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta, que ficou ferido no tiroteio, e um grupo comandado por Gastão Salsinha, que em 2006 liderou a deserção de 600 efectivos das forças armadas, atacou a coluna em que seguia o primeiro-ministro, Xanana Gusmão, que escapou ileso.
No ataque foram mortos Alfredo Reinado e um dos elementos do seu grupo, Leopoldino Mendonça Exposto.
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Portugal apoia qualquer pedido relativo à crise timorense...(ACTUALIZADA)
Lisboa, 15 Fev (Lusa) - Portugal apoia qualquer pedido para a resolução da crise timorense após consultas e em cooperação com a Austrália, revelou no Parlamento, em Camberra, o ministro dos Negócios Estrangeiros australiano.
A declaração do ministro Stephen Smith, dia 14, foi confirmada hoje à Agência Lusa por fonte do gabinete do chefe da diplomacia portuguesa, Luís Amado.
Stephen Smith disse, designadamente, ter ficado sensibilizado pela declaração do governo português, expressa num telefonema de Luís Amado.
"Sensibilizou-me a expressão de apoio e os votos de sucesso formulados pelo governo português", afirmou o ministro australiano, que destacou o facto de Portugal manter "uma longa relação histórica e afectiva com Timor-Leste".
"Hoje (quinta-feira) de manhã recebi um telefonema do ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal (...) o ministro disse-me que assim que uma avaliação da situação fosse feita, Portugal estará preparado para considerar quaisquer solicitações que possam surgir. Portugal fará isso em plena cooperação e consultas com o governo australiano", frisou.
Entretanto, hoje à tarde, no Porto, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, descartou a possibilidade de uma decisão "precipitada" de envio para Timor-Leste de mais militares da GNR.
"Qualquer decisão precipitada sobre essa matéria, do meu ponto de vista, é irresponsável", afirmou Luís Amado, à margem de uma conferência sobre o Tratado de Lisboa.
O MNE português referiu que trocou impressões, quinta-feira, com o seu homólogo australiano, tendo ambos concordado que devem ser prosseguidos novos esforços diplomáticos "antes de precipitar qualquer decisão".
Luís Amado disse que encara com "moderado optimismo" a "estabilidade política dos últimos dias" em Timor-Leste.
EL/FZ.
Lusa/fim
NOTA DE RODAPÉ:
Portugal lava as mãos...
COMENTÁRIOS DOS LEITORES:
"Luís Amado, descartou a possibilidade de uma decisão "precipitada" de envio para Timor-Leste de mais militares da GNR"
Pois é... mas entretanto a Austrália já enviou 300 militares e polícias, sem se importar com a "precipitação".
"Portugal fará isso em plena cooperação e consultas com o governo australiano"
É curioso: Portugal, apesar de ter já recebido um pedido directo do actual Presidente timorense no sentido de enviar mais GNR, diz que so fará alguma coisa depois de consultar o Governo australiano.
Quer dizer que o Governo australiano é que manda em Timor-Leste, mais do que o próprio Fernando Lasama.
Isto é ou não é o reconhecimento de Timor-Leste como colónia da Austrália?
H. Correia
***
Portugal concorda com a Austrália e aceita que o futuro de Timor é ser um protectorado australiano.Foi isto que Xanana Gusmão fez. Criar a ideia na comunidade internacional de que os timorenses não se entendem.
O golpe de 2006 está consumado.Com a benção de Portugal e das Nações Unidas.
Mesmo que Timor entre em guerra civil, se acontecer alguma coisa a Mari Alkatiri e as FDTL se revoltarem, melhor. A declaração de Estado Falhado é mais rápida e com tantas forças de segurança australianas não será por muito tempo.
Timor-Leste tem o futuro adiado.
Malai Cinzento
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Republic's rebel with friends in high places
The Australian
Bob Boughton February 16, 2008
THE mayhem in Dili last Monday, in which rebel soldier Alfredo Reinado was shot dead and East Timor's President Jose Ramos Horta badly injured, raises a fundamental question: How was Reinado, a minor military figure, allowed to become andremain such a dangerous force in Timorese politics?
As a frequent visitor to East Timor since 2004 for periods ranging from a few weeks to three months, the more I learn about the internal politics of this fractured country, the more dismayed I become at the failure of many commentators, including UN observers and the International Crisis Group, to analyse the underlying politics behind the violence.
At the heart of the conflict is a political struggle. At stake is the kind of economy and society the country will become.
Reinado was an actor in this struggle, but he did not act alone. When he and his heavily armed group deserted from the army in May 2006, he was taking part in a co-ordinated movement whose aim was to overthrow the democratically elected Fretilin government of Mari Alkatiri, and set the country on a different development path from the one Fretilin had marked out.
Reinado's rebellion was supported by others who sought the same end, including the second largest political party at that time, Partido Democratico, former supporters of integration with Indonesia - some of whom had been members of the Indonesian-backed militias in 1999 - disaffected veterans of the anti-Indonesian resistance, and elements of the Catholic Church.
Despite two attacks by Reinado's group on the loyalist army in May 2006, in which 10 people died, he retained the support of PD. Others who were convinced of Fretilin's illegitimacy lent their weight to the myth that Reinado was some kind of misunderstood folk hero, articulating the aspirations of a people downtrodden by a cruel, Marxist government.
They included sections of the Australian media, the academic and international aid community, and Kirsty Sword-Gusmao, the Australian wife of then president Xanana Gusmao.
When Gusmao and Ramos Horta forced Alkatiri to resign in June 2006, Ramos Horta became prime minister and Fretilin lost control of the security and defence apparatus, though it continued to participate in government.
Despite the recommendation of UN investigators that Reinado be apprehended and charged with multiple counts of murder, Ramos Horta and Gusmao sought to block the arrest of Reinado, because they needed PD's votes in order to wrest power completely from Fretilin in the 2007 elections, and PD needed Reinado, since both drew support from the same population base west of Dili.
Reinado was not the only armed rebel who continued to enjoy impunity. Vicente Railos, whose allegations on the ABC's Four Corners helped bring down Alkatiri - allegations ultimately withdrawn by the Gusmao-appointed prosecutor for lack of evidence - had joined Reinado in attacking the army headquarters.
Railos became an organiser for CNRT, the party Gusmao formed to contest the elections. Paulo Martins, the disgraced police commander who also took part in the rebellion was given a place on the CNRT ticket.
Under the guise of engaging in "dialogue" with these dangerous anti-democratic forces, Gusmao and Ramos Horta refused to move against them, in order to cement the votes they needed - first for Horta to win the presidency, and then for Gusmao's party to form an alliance including PD to take government.
When Alkatiri's government was overthrown by an armed rebellion, much of the international community portrayed this as a successful people's power revolution. When the votes of PD, Reinado's closest political ally, helped secure Ramos Horta and Gusmao an electoral victory over Fretilin, many foreign commentators celebrated this as a victory for multi-party democracy.
The hollowness of that democracy was exposed for all to see last Monday, in a classic case of blowback.
In the days leading up to Reinado's final move, his old supporters and defenders, including PD's leader Fernando Lasama - now acting President in Ramos Horta's stead - Prime Minister Gusmao and President Horta were considering a proposal which Fretilin had helped draft to solve the army "petitioners" problem, the initial pretext for the 2006 rebellion.
This may well have brought an end to the insecurity that forces thousands to struggle to exist in refugee camps. But the deal required that Reinado would be brought to justice and early parliamentary elections held.
For almost two years, the Australian public has been told that Fretilin's removal was a victory for democracy, when really it was achieved through violence and a corrupt, unconstitutional and anti-democratic political movement. Reinado became a central player in that movement, but he only survived because of his powerful political backers.
Arrest warrants have been issued for those believed to have taken part in Monday's attacks. In fact, the net should be cast much wider. All who supported Reinado now have a case to answer.
Bob Boughton is a senior lecturer at the school of education, University of New England. He is an Australian Research Council fellow working with East Timor's Ministry of Education to develop an adult education system and a national literacy campaign.
Tradução:
Amotinado da República com amigos em altas posições
The Australian
Bob Boughton Fevereiro 16, 2008
A confusão em Dili na Segunda-feira passado, na qual o soldado amotinado Alfredo Reinado foi morto a tiro e o Presidente de Timor-Leste José Ramos Horta gravemente ferido, levanta uma questão fundamental: Como é que Reinado, uma figura menos das forças militares, foi autorizado a tornar-se e a permanecer uma força tão perigosa na política Timorense?
Como visitante frequente para Timor-Leste desde 2004 por períodos que vão de poucas semanas a três meses, quanto mais aprendo acerca das políticas internas deste país dividido, mais espantado fico com o falhanço de muitos comentadores, incluindo observadores da ONU e o International Crisis Group, em analisar as polícias subjacentes por detrás da violência.
No centro do conflito está uma luta política. Em causa está o tipo de economia e de sociedade em que o país se tornará.
Reinado foi um actor nesta luta, mas não actuou sozinho. Quando ele e o seu grupo fortemente armado desertaram das forças armadas em Maio de 2006, ele participava num movimento co-ordenado cujo objectivo era derrubar o governo eleito democraticamente da Fretilin de Mari Alkatiri, e pôr o país num caminho diferente para o desenvolvimento daquele que a Fretilin tinha marcado.
O motim de Reinado foi apoiado por outros que procuravam o mesmo fim, incluindo o segundo maior partido político nessa altura, o Partido Democrático, antigos apoiantes da integração com a Indonésia – alguns dos quais tinham sido membros das milícias apoiadas pela Indonésia em 1999 – veteranos dissidentes da resistência anti-Indonésia e elementos da Igreja Católica.
Apesar dos dois ataques pelo grupo de Reinado às forças armadas leais em Maio de 2006, no qual morreram 10 pessoas, ele manteve o apoio do PD. Outros que foram convencidos pele ilegitimidade da Fretilin emprestaram o seu peso ao mito que Reinado era um tipo de herói folclórico incompreendido, articulando as aspirações dum povo subjugado por um governo cruel, Marxista.
Eles incluem secções dos media Australianos, a comunidade académica e da ajuda internacional, e Kirsty Sword-Gusmão, a mulher Australiana do então presidente Xanana Gusmão.
Quando Gusmão e Ramos Horta forçaram Alkatiri a resignar em Junho 2006, Ramos Horta tornou-se primeiro-ministro e a Fretilin perdeu o controlo do aparelho da segurança e da defesa, apesar de continuar a participar no governo.
Apesar das recomendações de investigadores da ONUque Reinado fosse capturado e acusado com múltiplos casos de homicídio, Ramos Horta e Gusmão tentaram bloquear a prisão de Reinado, porque precisavam dos votos do PD de modo a afastarem completamente do poder a Fretilin nas eleições de 2007 e o PD precisava de Reinado, dado que ambos recolhiam o apoio da mesma base da população a oeste de Dili.
Reinado não foi o único amotinado armado que continuou a gozar de impunidade. Vicente Railos, cujas alegações no Four Corners da ABC ajudaram a derrubar Alkatiri – alegações que acabaram por ser retiradas pelo procurador nomeado por Gusmão por falta de evidência – tinha-se juntado a Reinado no ataque ao quartel das forças armadas.
Railos tornou-se um organizador para o CNRT, o partido que Gusmão formou para concorrer às eleições. Paulo Martins, o comandante da polícia que caíu em desgraça também tomou parte no motim e foi-lhe dado um lugar (no parlamento) pelo CNRT.
Sob o disfarce de engajar em"diálogo" com estas forças perigosas anti-democráticas, Gusmão e Ramos Horta recusaram actuar contra eles, de modo a cimentarem os votos de que precisavam - primeiro para Horta ganhar a presidência e depois para o partido de Gusmão formar uma aliança incluindo o PD para assaltar o governo.
Quando o governo de Alkatiri foi derrubado por um motim armado, muita da comunidade internacional relatou isto como uma revolução de poder do povo com sucesso. Quando os votos do PD, o mais próximo aliado político de Reinado, ajudaram a a Ramos Horta e a Gusmão uma vitória eleitoral sobre a Fretilin, muitos comentadores estrangeiros celebraram isso como uma vitória para a democracia multi-partidária.
A vacuidade dessa democracia ficou exposta para todos verem na Segunda-feira passada num caso clássico de contra-golpe.
Nos dias antes do último movimento de Reinado, os seus antigos apoiantes e defensores, incluindo o líder do PD Fernando Lasama – agora Presidente em exercício no lugar de Ramos Horta - Primeiro-Ministro Gusmão e Presidente Horta estavam a considerar uma proposta que a Fretilin tinha ajudado a elaborar para resolver o problema dos “peticionários” das forças armadas, o pretexto inicial para o motim de 2006.
Isto podia acabar com a insegurança que força milhares a lutar pela existência em campos de deslocados. Mas o acordo exigiu que Reinado seria levado à justiça e a realização de eleições antecipadas.
Durante quase dois anos, tem sido contado à população Australiana que a remoção da Fretilin era uma vitória da democracia, quando realmente foi conseguida através da violência e dum movimento político corrupto, inconstitucional e anti-democrático. Reinado tornou-se um actor central nesse movimento, mas apenas sobreviveu por causa dos seus poderosos apoiantes políticos.
Mandatos de captura têm sido emitidos para os que se acreditam terem participado nos ataques de Segunda-feira. De facto, a rede devia ser lançada muito mais longe. Todos os que apoiaram Reinado têm agora um caso para responder .
Bob Boughton é um académico de topo na escola de educação, Universidade de New England. É membro do Conselho de Investigação Australiano trabalhando com o Ministério da Educação de Timor-Leste para desenvolver um sistema de educação para adultos e uma campanha nacional de alfabetização.
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Smiling rebel and President
Brisbane Times
Lindsay Murdoch in Dili February 16, 2008
THE two leaders smile for the camera after a lunch of goat, lamb and chicken, washed down with wine, having struck a peace deal that should have heartened East Timor's frail democracy.
One is the rebel leader Alfredo Reinado, who only weeks later would be killed in an attack on the home of the other man, President Jose Ramos-Horta, who was shot and is fighting for his life.
Their clandestine meeting on January 13 held out the prospect of a new dawn of national unity. But that hope, captured in the smiles for the camera, evaporated as surely as the mountain mist in the four weeks that followed.
Ramos-Horta, displaying the mettle of his Nobel peace prize, went unarmed and without security to the mountain village of Maubisse to talk through differences with the heavily protected Reinado, and to forge a deal that would have seen the army renegade and his rebels forgiven for alleged multiple murders and armed rebellion.
According to East Timor's Economics Minister, Joao Goncalves, the rendezvous was relaxed and friendly. The plan, brokered with the help of the Centre for Humanitarian Dialogue in Geneva, went like this: Reinado and his men would surrender to house arrest by New Zealand troops, be tried on the charges but pardoned under an amnesty that Ramos-Horta would declare on May 20, the sixth anniversary of independence for the world's poorest country.
"I suggested to Reinado it would be better for him to surrender immediately and submit himself to the court process so when he was granted amnesty, it looked as though he had submitted to justice," Goncalves told the Herald this week. He agreed, and a deal was essentially done. After the lunch they parted with a handshake, agreeing to meet again within days.
It all went awry, of course. Goncalves attributes Reinado's change of heart to the influence of a third hand. He is not saying whose, but Fretilin, which lost government at elections last year, has been accused of involvement, which it denies. A fake document accuses Fretilin of paying Reinado $10 million to assassinate both leaders, and the Herald has learnt that perhaps $1 million was given to Reinado supporters by shadowy figures.
Reinado's loathing had targeted Mari Alkatiri, prime minister in the former Fretilin government, but this was redirected weeks ago to the regime of Xanana Gusmao, also attacked on Monday.
Piece by piece, the jigsaw of events that brought East Timor's democracy to the precipice is taking shape. Paranoia and delusion are said to have taken a firmer grip on Reinado in his final days. Sources say this complex mix of buccaneer soldier and dedicated father and husband to two wives - one in Perth, the other in East Timor - became agitated at his apparently receding authority.
The former army officer saw himself as the rebel soldiers' commander, yet Gusmao had arranged a meeting with 600 disaffected and sacked soldiers, some loyal to Reinado's ally, Gastao Salsinha. A compensation offer of three years' salary or a return to the army threatened Reinado's support base.
Hermanprit Singh, the acting commissioner of the United Nations police contingent in East Timor - which has been criticised for alleged tardiness in responding to the attack on Ramos-Horta - said on Thursday it was too early to say whether abduction or assassination was the rebels' motive.
The conduct of the two groups targeting Gusmao suggests they had no plan to shoot him, at least immediately.
As with the raid on Ramos-Horta's thatched-roof house overlooking Dili Harbour, the rebels misjudged when their target would be at his mountaintop home above Dili.
When the second group ambushed Gusmao's car, they fired at his tyres, presumably intending to halt his escape. Gusmao escaped into jungle unharmed.
Earlier, Reinado and his group arrived at Ramos-Horta's home, but the President was on his routine beach walk with two guards. The rebels surprised three guards at the gate, rushed in and demanded the location of the presidential bedroom.
Meanwhile a fresh shift of guards arrived, and Reinado and one of his squad, Leopoldinho, were shot dead in a gun battle.
Ramos-Horta, alerted to the fracas, dashed home. It nearly cost him his life. Only a few metres from the gate, Reinado's men shot him and a guard, apparently out of fury at their own leader's death.
Plenty more Timorese are just as angry. Reinado was a cult hero to the country's disheartened unemployed youth, and there is no shortage of them. It was a reputation he nurtured.
In Reinado's warped world, he was the saviour of East Timor, and he came to Dili on Monday to bring down the one man of power who seemed genuinely committed to his rehabilitation.
The President did more than anybody to try to help Reinado, Goncalves said.
Tradução:
Amotinado sorridente e Presidente
Brisbane Times
Lindsay Murdoch em Dili Fevereiro 16, 2008
Os dois líderes sorriem para as câmaras depois dum almoço de cabra, carneiro e galinha, empurrado por vinho, tendo feito um acordo de paz que devia encorajado a frágil democracia de Timor-Leste.
Um é o líder amotinado Alfredo Reinado, que apenas semanas depois seria morto no ataque à casa do outro homem, Presidente José Ramos-Horta, que foi baleado e corre perigo de vida.
O encontro clandestino em 13 de Janeiro abria a perspectiva duma nova madrugada de unidade nacional. Mas essa esperança, capturada nos sorrisos para a câmaras, evaporaram-se tão certamente como as névoas da montanha nas quatro semanas que se seguiram.
Ramos-Horta, exibindo o temperamento do seu Nobel da paz, foi desarmado e sem segurança à aldeia da montanha de Maubisse para acertas diferenças com o fortemente protegido Reinado, e para forjar um acordo pelo qual o desertor das forças armadas e os seus amotinados seriam perdoados por alegados multiplos homicídios e motim armado.
De acordo com o Ministro da Economia de Timor-Leste, João Gonçalves, o encontro foi relaxado e amigável. O plano, negociado com a ajuda do Centro para Diálogo Humanitário em Geneva, era assim: Reinado e os seus homens render-se-iam a tropas da Nova Zelândia para prisão domiciliária, seriam julgados pelas acusações mas perdoados por amnistia que Ramos-Horta declararia em 20 de Maio, no sexto aniversário da independência do país mais pobre do mundo.
"Sugeri a Reinado que seria melhor entregar-se imediatamente e submeter-se ele próprio ao processo judicial e assim quando lhe fosse dada amnistia, isso parecia como se ele se tinha submetido à justiça," disse Gonçalves ao Herald esta semana. Ele concordou, e um acordo ficou feito no essencial. Depois do almoço eles separaram-se com um aperto de mão, concordando em encontrarem-se outra vez dentro de dias.
Obviamente que tudo deu para o torto. Gonçalves atribue a mudança de Reinado à influência duma terceira parte. Não diz de quem, mas a Fretilin, que perdeu o governo nas eleições do ano passado tem sido acusada de envolvimento, o que nega. Um documento falso acusa a Fretilin de pagar a Reinado $10 milhões para assassinar os dois líderes e o Herald sabe que foi dado $1 milhão a apoiantes do Reinado por uma figura sombria.
O desprezo de Reinado tinha alvejado Mari Alkatiri, primeiro-ministro do antigo governo da Fretilin, mas esse desprezo foi redireccionado há semanas atrás contra o regime de Xanana Gusmão, também atacado na Segunda-feira.
Peça a peça o quebra-cabeça dos eventos que levou a democracia de Timor-Leste ao precipício está a tomar forma. Diz-se que nos seus últimos dias Reinado foi tomado por manias de grandeza e paranóia. Fontes dizem que esta mistura complexa de soldado pirata e pai e marido dedicado de duas mulheres - uma em Perth, a outra em Timor-Leste – se tornou agitada com a sua autoridade aparentemente a diminuir.
O antigo oficial das forças armadas via-se a si próprio como o comandante dos soldados amotinados, contudo Gusmão tinha arranjado um encontro com 600 soldados frustrados e despedidos, alguns leais do aliado de Reinado, Gastão Salsinha. Uma oferta de compensação de três anos de salário ou o regresso às forças armadas tinham ameaçado a base de apoio de Reinado.
Hermanprit Singh, o Comissário em exercício do contingente da polícia da ONU em Timor-Leste – que tem sido criticado pela alegada demora em responder ao ataque contra Ramos-Horta – disse na Quinta-feira que era demasiadamente cedo para dizer se o motivo de Reinado era rapto ou assassínio.
A conduta dos dois grupos que alvejaram Gusmão sugere que não tinham planos para o balear, pelo menos imediatamente.
Tal como o assalto à casa de Ramos-Horta de telhados de colmo e com vista para o Porto de Dili, os amotinados avaliaram mal quando estaria o seu alvo na sua casa no topo das montanhas acima de Dili.
Quando o segundo grupo emboscou o carro de Gusmão, atiraram aos pneus, presumidamente para tentarem parar a fuga. Gusmão escapou ileso para o mato.
Antes, Reinado e o seu grupo tinham chegado a casa de Ramos-Horta, mas o Presidente estava no seu habitual passeio matinal na praia com os dois guarda-costas. Os amotinados surpreenderam três guardas no portão, correram e perguntaram pela localização do quarto presidencial.
Entretanto chegou um turno novo de guardas, e Reinado e um do seu grupo, Leopoldinho, foram mortos a tiro num tiroteio.
Ramos-Horta, alertado pelo barulho, correu para casa. Isso quase lhe custou a vida. Apenas a alguns metros do portão, os homens de Reinado balearam-no e a um guarda, aparentemente cegos de fúria pela morte do seu próprio líder.
Bastantes mais Timorenses estão zangados. Reinado era um herói de culto para a juventude desempregada e desencantada e nhão há falta deles. Era uma reputação que ele alimentava.
No mundo distorcido de Reinado, ele era o salvador de Timor-Leste, e veio para Dili na Segunda-feira para derrubar o único homem no poder que parecia genuinamente comprometido com a sua re-habilitação.
O Presidente fez mais do que qualquer outra pessoa para ajudar Reinado, disse Gonçalves.
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Parlamento condena "trágicos acontecimentos de Dili"
Lisboa, 15 Fev (Lusa) - O Parlamento aprovou hoje, por unanimidade, um voto condenando os "trágicos acontecimentos de Dili, dos quais resultou ferido o Presidente da República de Timor-Leste, José Ramos Horta, e que também visaram o primeiro-ministro, Xanana Gusmão".
"Foi com enorme consternação e choque que todos tomámos conhecimento dos trágicos acontecimentos do passado dia 11, em Dili", refere o voto de condenação aprovado pelos grupos parlamentares PS, PSD, CDS-PP, PCP, BE e PEV.
"A Assembleia da República repudia todos os atentados às instituições democráticas e aos representantes legítimos do povo de Timor", refere o documento.
No voto, o Parlamento português "endereça, em nome de todos os grupos parlamentares os mais sentidos votos de pronta recuperação ao Presidente da República de Timor-Leste".
IEL.
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Operação para capturar os últimos rebeldes
DN
15.02.08
LUÍS NAVES
Soldados australianos lançaram uma operação militar que visa a captura dos rebeldes armados do grupo de Alfredo Reinado, o major que liderou a tentativa de assassinato do Presidente Ramos-Horta, na segunda-feira. Reinado foi ontem enterrado, em Dili, e no seu funeral participaram centenas de jovens.
Estima-se que haja 30 rebeldes escondidos, incluindo o tenente Gastão Salsinha. Alegadamente, o antigo porta-voz dos chamados peticionários comandou o grupo que atacou o primeiro-ministro Xanana Gusmão, também no dia 11. Desde o duplo ataque que Timor está sob estado de sítio, com recolher obrigatório.
Ontem, tropas australianas montaram postos de controlo em torno de Dili e procuraram os rebeldes nas florestas próximas. Enquanto isso, forças da GNR protegiam o cortejo fúnebre de Reinado, que decorreu várias horas depois do previsto, sem que se registassem incidentes.
O corpo de Reinado foi velado na casa do pai e depois levado para a casa do próprio major, a meio quilómetro de distância. O desfile foi silencioso e nele participaram muitos jovens, exibindo faixas que glorificavam o seu "herói". Junto com um companheiro que foi também abatido, Reinado foi sepultado no quintal da sua casa, segundo um costume praticado por muitos timorenses. No relato da Lusa, a despedida da multidão foi extremamente emotiva.
O funeral mostrou a popularidade de Alfredo Reinado e que, no fundo, o ataque contra a liderança do país esconde problemas mais fundos. Temendo a desestabilização, o Governo australiano reforçou no início da semana o contingente militar. A força de estabilização conta agora com mil soldados australianos e 140 neo-zelandeses, apoiados por uma fragata da marinha e cem polícias.
O ministro dos Negócios Estrangeiros australiano já esteve em Dili e hoje está prevista a deslocação do primeiro-ministro Kevin Rudd. Em relação aos australianos, a maior incógnita é saber até que ponto o novo executivo trabalhista mudará de política em relação a Timor-Leste.
Do ponto de vista australiano, teme-se a "fragilidade do Estado" timorense e alguns peritos falam na existência de um "arco de instabilidade na Melanésia", que inclui as Fiji, Tonga e Papua, para justificar um envolvimento mais responsável.
Os trabalhistas, antes de chegarem ao poder, tinham uma perspectiva algo diferente dos conservadores em relação à acção externa da Austrália. Reconhecendo a existência de "interesses económicos" australianos, que influenciam a forma como os timorenses observam as políticas do vizinho, o novo Governo trabalhista admite repensar a dimensão do contingente militar e reforçar a polícia. O argumento é simples: como a força é quase só australiana, qualquer erro é atribuído a interesses nacionais. Daí a defesa de um comando da ONU e a participação de mais nações na força.
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Luís Amado descarta, para já, reforço de contingente da GNR
Porto, 15 Fev (Lusa) - O ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, descartou hoje a possibilidade de uma decisão "precipitada" de envio para Timor-Leste de mais militares da GNR.
"Qualquer decisão precipitada sobre essa matéria, do meu ponto de vista, é irresponsável", afirmou Luís Amado no Porto, à margem de uma conferência sobre o Tratado de Lisboa.
O MNE português referiu que trocou impressões, quinta-feira, com o seu homólogo australiano, tendo ambos concordado que devem ser prosseguidos novos esforços diplomáticos "antes de precipitar qualquer decisão".
Luís Amado disse que encara com "moderado optimismo" a "estabilidade política dos últimos dias" em Timor-Leste.
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E não estavam eles na área...
H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem ""O dia mais perigoso da minha vida", diz Kirsty Sw...":
Os "ISF" estavam na área, mas quem a desenrascou foi a GNR dos "portuguese"...
Confirma-se que os "ISF"não estão lá a fazer nada.
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Malai Azul 2
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "