AAP - Outubro 26, 2006 06:49pm
Australianos ‘podem ser alvejados’ em Timor
Por Sandra O'Malley
Os Australianos foram aconselhados a manterem-se discretos em Timor-Leste depois de serem avisados que se podem tornar alvo da nova violência na pequena nação.
A paz regressou hoje à capital Timorense, Dili, depois de pelo menos dois homens terem morrido baleados durante a noite em lutas de gangs.
A ONU confirmou a morte de duas pessoas na violência que irrompeu no princípio da semana.
Contudo, o ministro dos estrangeiros Alexander Downer acredita que o número pode subir para quatro.
Outros relatos põem o número em seis.
O Departamento dos Estrangeiros e do Comércio emitiu o seu conselho para viajantes para Timor-Leste, urgindo os Australianos a pensarem duas vezes sobre se precisam de lá ir. "Aconselhamos a reconsiderar se precisa de viajar para Timor-Leste nesta altura por causa da incerteza da situação da segurança,'' diz o website do departamento. "Há uma presença de segurança internacional em Timor-Leste que melhorou o ambiente da segurança, apesar de poder vir a acontecer mais violência e manifestações. "A situação pode mudar de um momento para o outro e os Australianos podem ser apanhados em violência dirigida contra outros. "Australianos e interesses Australianos podem ser especificamente alvejados e aconselhamos todos os Australianos a serem extremamente cautelosos.''
Estão cerca de 925 elementos da Australian Defence Force em Timor-Leste a ajudar a restaurar a calma.
Um porta-voz da ADF disse que Dili correntemente estava calma.
As tropas Australianas têm estado hoje a patrulhar as ruas e a manter a segurança.
Não estava actualizado sobre as condições de um Australiano, trabalhando para a ONU, que foi evacuado de Dili ontem depois de ter sido apanhado nas lutas.
Acredita-se que o novo surto de violência foi desencadeado pela saída do relatório da ON sobre as causas do conflito mortal anterior.
Mr Downer disse que as autoridades investigariam as razões do último desassossego.
"Estamos obviamente a investigar como é que isto pôde acontecer e o que é que o motivou,'' disse.
"Se isto está relacionado com o relatório da ONU ou não não estamos certos a 100 por cento e está ainda a ser investigado''.
Mr Downer também sugeriu que as mortes durante a noite podem chegar às quatro. "A violência foi bastante má, à volta e no aeroporto,'' disse.
Desde então o aeroporto já reabriu mas a DFAT está a apelar às pessoas para serem extremamente cautelosas se estão na vizinhança.
O Labor usou Timor-Leste como um exemplo em como a Austrália precisa de tirar as suas tropas do Iraque para fornecer segurança na região.
O líder da Oposição Kim Beazley disse que as lutas de gang, durante a noite, em Dili só serviram para enfatizar que as prioridades dos militares da Austrália residem localmente em vez de no Iraque. "A violência continuada e as perturbações em Timor-Leste é uma indicação para nós que vamos lá estar envolvidos por um muito longo período de tempo,'' disse.
***
ABC – Quinta-feira, Outubro 26, 2006. 9:06am (AEST)
Downer: quatro possívelmente mortos na violência em Timor-Leste
O ministro dos estrangeiros, Alexander Downer, diz que um total de quatro pessoas foram mortas em violência renovada em Timor-Leste.
Várias pessoas ficaram feridas nas lutas que rebentaram perto do aeroporto de Dili' na Terça-feira à noite.
Há a ideia que um grupo de jovens atacou um grupo rival perto de um campo de deslocados perto do aeroporto.
Centenas de pessoas estiveram envolvidas e as autoridades receiam que a violência possa irromper a qualquer altura.
Mr Downer diz que as forças Australianas no país estão em alerta. "A violência no aeroporto e à volta foi bastante má," disse Mr Downer. "O aeroporto abriu outra vez esta manhã, penso, mas obviamente estamos a investigar como é que isto pôde ter acontecido e o que é que o motivou.
Um Australiano foi evacuado de Dili depois de ter sido apanhado na violência.
O Departamento dos Negócios Estrangeiros na Austrália actualizou o seu aviso de viagens para Timor-Leste, urgindo os Australianos a exercer extremo cuidado se vão para lá, e que os Australianos ou os interesses Australianos podem ser alvejados.
"Uma das possibilidades disto é estar ligado ao relatório da ONU que acabou de ser publicado."
***
ABC N
A ONU não pode confirmar os relatos de 4 mortes em Dili
Quinta-feira, Outubro 26, 2006. 12:09pm (AEST)
A ONU em Timor-Leste diz que não pode confirmar relatos do Governo Federal de que quatro pessoas podem ter morrido na última violência em Dili.
O porta-voz Adrian Edwards diz que o número conhecido de mortes mantém-se de dois e que a ordem foi restaurada amplamente.
"Esta siruação está calma esta manhã," disse Mr Edwards.
"Penso que houve um breve período de atirar pedras numa estrada perto da praia, mas a estrada para o aeroporto está aberta, e há lá polícia.
"Ainda há pedras e vidros na estrada mas a situação está calma."
Entretanto o Governo Australiano mantém uma observação apertada em Timor-Leste, depois de dizer que foram mortas quatro pessoas em violência por gangs.
O Ministro dos Estrangeiros Alexander Downer acredita que o relatório crítico da ONU sobre a violência deste ano em Timor-Leste pode ser a razão para o último desassossego.
"Bem, as coisas estiveram quietas durante a noite mas devo dizer-lhes que estamos muito preocupados com a violência das últimas 24 horas," disse Mr Downer.
Mr Downer diz que foram mortas quatro pessoas.
O líder da oposição Kim Beazley diz que o problema está sem fim à vista.
"É uma indicação para nós que vamos estar lá envolvidos por um muito longo período de tempo," disse Mr Beazley.
Mr Downer diz que o aeroporto de Dili está agora re-aberto e que a violência dos gangs está a ser investigada.
***
AAP/The Age - Outubro 26, 2006 - 4:27PM
DFAT: Australianos podem ser alvejados em Timor:
Os Australianos foram aconselhados a manterem-se discretos em Timor-Leste depois de serem avisados que se podem tornar alvos da violência renovada na pequena nação.
A paz regressou à capital Timorense, Dili, depois de terem morrido baleados dois homens durante a noite em lutas de gangs.
A ONU confirmou a morte de duas pessoas na violência que irrompeu no princípio da semana.
Contudo, o ministro dos estrangeiros Alexander Downer acredita que o número pode subir a quatro.
Outros relatos falam de seis mortes.
O Departamento dos Negócios Estrangeiros e do Comércio re-emitiu o aviso de viagens para Timor-Leste, apelando aos Australianos para pensarem duas vezes se precisam mesmo de lá ir. "Aconselhamos a reconsiderar a necessidade de viajar para Timor-Leste nesta altura por causa da incerteza da situação de segurança," disse o departamento no seu website.
"Há uma presença internacional de segurança em Timor-Leste que melhorou o ambiente da segurança, apesar de não se poder descartar a possibilidade de mais violência e manifestações. "A situação pode mudar sem aviso prévio e os Australianos podem ser apanhados em violência contra outros. "Os Australianos e os interesses Australianos podem ser alvejados especificamente e aconselhamos todos os Australianos a serem muito cuidadosos."
Cerca de 925 elementos da Australian Defence Force estão em Timor-Leste a ajudar a restaurar a calma.
Um porta-voz da ADF disse que actualmente Dili estava pacífica.
Tropas Australianas têm estado a patrulhar as estradas e a manter a segurança.
Não estava actualizado sobre a condição de um Australiano, a trabalhar para a ONU, que foi evacuado de Dili na Quarta-feira depois de ter sido apanhado nas lutas.
Pensa-se que a violência foi desencadeada pela saída do relatório da ONU sobre as causas do conflito mortal anterior, neste ano.
Mr Downer disse que as autoridades investigariam o que motivou o último desassossego.
"Estamos obviamente a investigar como é que isto pôde acontecer e o que é que o motivou," disse. "Se está ou não relacionado com o relatório da ONU não estamos 100 por cento certos sobre isso e esso está ainda a ser investigado."
Mr Downer também sugeriu que as mortes da noite podem aumentar para quatro. "A violência foi bastante má, à volta eno aeroporto," disse.
O aeroporto re-abriu desde então mas a DFAT apela às pessoas para serem cautelosas se estiverem na vizinhança.
O Labor usou Timor-Leste como um exemplo porque é que a Austrália precisa de tirar as suas tropas do Iraque par fornecer segurança na região.
O líder da Oposição Kim Beazley disse que as lutas de gang durante a noite em Dili só serviram para enfatizar as as prioridades militares da Austrália' estão localmente em vez de no Iraque. "A violência continuada e as perturbações em Timor-Leste é uma indicação que vamos lá estar envolvidos por um muito longo período de tempo," disse.
***
UNMIT – Revista dos Media Diários – Quinta-feira, 26 Outubro 2006
Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisão de Timor-Leste
Explosão de violência em Dili
De acordo com os media nacionais, irrompeu a violência outra vez na Quarta-feira entre deslocados e jovens que vivem perto da área de Comoro. Um jovem foi baleado na cabeça e morreu mais tarde no hospital. Não há confirmação sobre quem disparou. É relatado que dois carros da Polícia Federal Australiana ficaram danificados e que três casas foram queimadas durante os confrontos. A situação, que começou na Terça-feira, regressou à calma pelas 2 pm de Quarta-feira. O deputado João Gonçalves, (PSD) pede às autoridades de segurança para investigarem com atenção quem é que está a apoiar e a organizar os grupos que continuam a criar problemas. Gonçalves acredita que uma terceira parte está envolvida na violência, visto que os jovens não têm dinheiro para comprar álcool. Foi relatado que os jovens estavam sob a influência de álcool quando se engajaram nos actos de violência. De acordo com João Gonçalves o governo não pode implementar totalmente o programa ‘simu malu’ e alcançar os seus objectivos devido a este constante recorrer à violência. (TP, STL)
As F-FDTL disponíveis para expôr tudo
O Brigadeiro-General Taur Matan Ruak expressou o desejo das F-FDTL para participarem no processo de investigação e expor tudo (o que estiver) relacionado com a crise, relataram os media na Quinta-feira.
Durante uma conferência de imprensa realizada em Baucau na Quarta-feira (25/10) o General disse que propõe a criação de uma Comissão Parlamentar para aprofundar a investigação de modo a tentar balançar a versão da lógica e da realidade, acrescentando que criação duma comissão é melhor para balançar a investigação. O Brigadeiro-General entregou o relatório da COI aos soldados na Quarta-feira. (TP)
Belo: o programa ‘Simu Malu’ deve focar-se nas áreas problemáticas
O Bispo Belo disse que é importante que o programa ‘simu malu’ do governo tenha somente um foco: o objectivo de unir toda a gente para criar a paz. Belo disse que o programa deve alvejar áreas problemáticas e levar todos os jovens a sentarem-se juntos e a discutirem meios para estabelecer a paz nas suas áreas. O Bispo disse que os Timorenses devem pôr esforços para trabalharem juntos para avançarem através do programa ‘simu malu’. Disse que o programa é um passo positivo em frente para trazer a paz ao país. (TP)
Rumores criam pânico entre membros do Parlamento
Membros do Parlamento Nacional deixaram os seus gabinetes desertos na Quarta-feira devido a rumores que o edifício seria atacado e incendiado, relatou o STL, na Quinta-feira. Conforme a observação do STL, a maioria dos deputados saiu do complexo por volta das 11:00 am, deixando alguns estudantes universitários especados fora do edifício aborrecidos. Um dos estudantes disse que os deputados não deviam ser egoístas e que deviam permanecer no edifício e continuar o seu trabalho. (STL)
.
segunda-feira, outubro 30, 2006
Notícias - traduzidas pela Margarida
Por
Malai Azul 2
à(s)
12:18
1 comentários
Notícias - traduzidas pela Margarida
ABC - Sábado, Outubro 28, 2006. 8:08pm (AEST)
Australianos acusados de incitarem à violência em Timor-Leste
Por Anne Barker
Gangs violentos em Timor-Leste começaram a virar a sua raiva contra os Australianos em Dili.
Um jornal Timorense acusou a Austrália de incitar algum do desassossego.
Lutas de gangs tornaram-se quase cenas diárias nas ruas de Dili. Pelo menos seis pessoas foram mortas em confrontos desde o último fim-de-semana. Há duas noites atrás jovens armados atiravam pedras contra o complexo residencial do pessoal da embaixada Australiana. Não ficou ninguém ferido no incidente.
Mas o comandante dos soldados Australianos em Dili, Brigadeiro Mal Rerden, diz que atirar pedras é vulgar à volta de Dili, e que não há razão para acreditar que os gangs estão a alvejar especificamente os Australianos.
Mas jornais locais acusam hoje os soldados Australianos das duas últimas mortes – acusando-os de matar dois homens encontrados numa praia.
O responsável das forças armadas de Timor-Leste também acusou a Austrália de tomar partido na crise do país.
O Brigadeiro Rerden negou as afirmações, dizendo que os seus soldados são completamente neutros e profissionais no serviço.
***
The Sun-Herald/Sydney Morning Herald - Outubro 29, 2006
Dois homens esfaqueados até à morte em Timor-Leste
Dois homens foram esfaqueados até às morte por catanas em Timor-Leste, disse ontem um funcionário do hospital, quando uma onda de violência continuava na capital da nação inquieta.
Os corpos foram levados pela polícia da ONU para o Hospital Nacional de Dili, que realizou as autópsias, disse um supervisor. Não estava claro quando é que os homens morreram apesar de se julgar que foram mortos tarde na Sexta-feira ou cedo ontem.
Pelo menos morreram oito pessoas e mais de 50 ficaram feridas em confrontos entre gangs rivais em Timor-Leste desde o último fim-de-semana.
A escala do desassossego – envolvendo 200 a 300 pessoas na luta – levou funcionários da ONU a sugerirem que o derramamento de sangue pode ter sido planeado.
Timor tem sido atacado por instabilidade desde que as forças de segurança se confrontaram em Dili em Abril e Maio depois do Governo ter demitido um terço das forças armadas. Na violência foram mortas 37 pessoas e cerca de 155,000 saíram das suas casas.
Tropas estrangeiras encarregaram-se da segurança, mas lutas de gangs, pilhagens e ataques incendiários continuaram enquanto o país se mantém dividido por atitudes tomadas há mais de duas décadas da ocupação Indonésia que acabou em 1999.
O Vice Primeiro-Ministro de Timor-Leste Estanislau da Silva disse ontem numa declaração que o Governo ainda apoia o trabalho das forças Australianas e da Nova Zelândia tentando conter as últimas hostilidades.
A recente explosão começou no domingo passado, quando dois homens foram esfaqueados até à morte dias depois da saída do relatório da ONU sobre as causas do conflito mais cedo este ano.
A comissão especial da ONU acusou o governo do então primeiro-ministro Mari Alkatiri, dizendo que dois membros do seu gabinete alegadamente armaram milícias civis e recomendaram uma investigação criminal.
Os comentários do Sr Da Silva seguem-se ao pedido do comandante das forças armadas de Timor-Leste, Brigadeiro-General Taur Matan Ruak, para uma investigação ao comportamento das tropas Australianas em Dili, incluindo afirmações de que tomaram partido no conflito.
O comandante da Austrália em Dili, Brigadeiro Mal Rerden, defendeu as suas tropas, dizendo que uma campanha orquestrada nos últimos dias alvejou os Australianos para tentar forlá-los a sair do país.
***
The Age - Outubro 29, 2006
Alerta em Timor para os Australianos
Lindsay Murdoch em Dili
Funcionários e pessoal da embaixada Australiana em Dili apertaram a segurança quando pessoas não identificaram espalharam rumores que parece que visam provocar ataques contra Australianos em Timor-Leste.
Mal Rerden, o comandante das tropas Australianas em Dili, descreveu ontem como "completamente infundadas” a história num jornal de Timor-Leste citando testemunhas que afirmam que tropas Australianas foram responsáveis pelas mortes de dois jovens que foram assassinados na Sexta-feira.
O título da página um no jornal Suara Timor Lorosae diz que os homens foram mortos por tropas Australianas.
"Estas histórias estão a ser manipulados por alguns elementos … estes grupos não querem claramente ter aqui uma força de segurança profissional, imparcial provavelmente porque estamos a impedi-los de fazer o que queriam," disse Brigadeiro Rerden.
Ordenou às suas tropas para investigar a fonte dos rumores, que estão a alimentar sentimentos anti-Australianos numa altura de violência em escalada em Dili que deixou 10 pessoas mortas na semana passada.
O Brigadeiro Rerden disse que se estava "a focar muito cuidadosamente " em quem estava a alimentar os rumores porque é importante "não começar a alimentá-los eles próprios ".
Mas acrescentou: "Não penso que seja a frente duma ameaça real."
Funcionários da embaixada Australiana começaram a remover pinturas e auto-colantes de veículos ou propriedades que os identificam como pertença de Australianos.
O complexo residencial frente ao mar dos diplomatas Australianos foi atacado por jovens a atirar pedras pela primeira vez na semana passada.
Alegações que forças de segurança Australianas foram responsáveis por mortes, ou que estão a tomar partido no conflito, estão a circular por mensagens SMS em Dili.
E as tropas e polícias Australianas em Dili estão a começar a sofrer ataques e abusos quando respondem à violência dos gangs que irrompe na maioria das tardes.
A violência levou os deputados a questionarem o modo como as tropas Australianas estão a operar no país.
Aprovaram uma resolução no Parlamento pedindo ao Conselho de Segurança da ONU para insistir que as tropas Australianas sejam postas sob comando da ONU. Manuel Tilman, líder de um dos maiores partidos da oposição, disse ontem que a óbvia "fricção" entre tropas Australianas e outras forças de segurança internacionais em Dili levou a um voto quase unânime a favor da resolução.
O Governo Howard em Agosto ganhou a aprovação da ONU para manter o comando da força por seis meses depois de obter o apoio dos USA, Grã-Bretanha e Japão.
O Primeiro-Ministro de Timor-Leste José Ramos Horta apoiou a postura da Austrália, dizendo na Sexta-feira que era "lógico e necessário aceitar a generosidade do vizinho ".
O comandante das forças armadas de Timor-Leste Tuar Matan Ruak quer que o seu governo investigue a conduta das tropas Australianas em Dili.
Disse aos jornalistas que afirmações de que os Australianos tomaram partido no conflito danificaram o prestígio das Forças de Defesa Australianas.
Carlos Belo, laureado Nobel e antigo bispo de Dili, tem descrito a situação em Timor-Leste como "desumana".
Pediu às pessoas para trabalharem pela paz.
***
Radio Nova Zelândia - Domingo, Outubro 28, 2006, 6:19pm
Cresce a hostilidade contra a Austrália em Timor-Leste
O comandante das forças Australianas em Timor-Leste desvalorizou o título do jornal em Dili que os soldados Australianos estiveram envolvidos na morte de dois homens.
No título na página da frente do jornal principal de Dili Suara Timor-Leste lê-se, "Corpos encontrados em Bebonuk. Mortos pelas Forças Australianas ".
Os dois homens foram encontrados na Sexta-feira, vítimas aparentes da violência de gangs.
Aos relatos da ABC o Brigadeiro Australiano Mal Rerden diz que as alegações estão a ser espalhadas por uma minoria. Diz que os soldados não lidaram com os mortos.
Há sinais de hostilidade crescente para com os Australianos em Dili, com gangs a atirar pedras contra o complexo residencial do pessoal da embaixada Australiana.
O responsável das forças armadas de Timor-Leste pediu um inquérito às queixas de que a Austrália tomou partido na crise política do país.
Howard descarta queixas
O Primeiro-Ministro Australiano John Howard também descartou queixas de que as tropas Australianas foram responsáveis pela morta dos dois homens em Timor-Leste. E diz que ataques contra soldados Australianos ilustra a necessidade para o destacamento Australiano se manter naquele país até acabar o trabalho. Mr Howard diz que tem toda a confiança nas forças militares e na polícia Australianas e que a sua presença é calorosamente apoiada pela comunidade local.
A Austrália emitiu um novo conselho de viagens na semana passada, avisando os seus cidadãos que podem ser alvejados por gangs em lutas.
***
AAP - Domingo Outubro 29, 05:03 PM
Forças vão lidar com agitadores da violência
O responsável das forças Australianas em Timor-Leste jurou aos responsáveis por incitar à violência e à hostilidade anti-Australiana na pequena nação que "tratará deles".
O Brigadeiro Mal Rerden reconheceu que muita da recente violência de gangs e de mortes sem sentido em Dili estava a ser organizada e era incitada por “elementos” desconhecidos.
Confrontos entre gangs rivais armados com armas, pedras e facas mataram até outo pessoas e feriram 50 na semana passada.
Enquanto que a violência na capital tinha acalmado em dias recentes, uma fúria de entimento anti-Australiano está a espalhar-se à volta de Dili com rumores infundados de parcialidade Australiana e assassinatos.
O principal jornal de Dili, Suara Timor Lorosae, teve uma história na primeira página dizendo que forças Australianas mataram dos Timorenses, cujos corpos foram encontrados na Sexta-feira.
O Primeiro-Ministro da Austrália John Howard e o Chefe da Força de Defesa, Air Chief Marshal Angus Houston, foram rápidos a rejeitar as afirmações, dizendo que as tropas Australianas são completamente neutras e altamente profissionais.
"Refuto inteiramente qualquer alegação que a nossa gente esteve envolvida em qualquer das mortes dos dois Timorenses na sexta-feira," disse o Marshal Houston.
O responsável da força Australiana em Timor-Leste com 1,000 elementos, o Brigadeiro Mal Rerden disse que parecia que a história estava a ser manipulada por outros "elementos". "Claramente não querem ter uma força de segurança aqui profissional, imparcial, provavelmente porque estavam a travar muitas das coisas más que queriam fazer," disse.
O Brigadeiro Rerden disse que alguma da violência da semana passada indicava "um grau de organização", e prometeu prender os responsáveis.
"Há elementos que parece estar activamente a incitar alguma da população geral a envolver-se nesses eventos de ajuntamentos," disse o Brigadeiro Rerden. Parece que estão a fazê-lo de modo controlado para os seus próprios propósitos."
As tropas Australianas tinham "alguma ideia " de quem era responsável, e faziam inquéritos em conjunto com a polícia da ONU. "Trataremos deles," disse. "Se formos capazes, e a polícia é capaz,... de encontrar evidência para sugerir que essa gente tem estado envolvida no incitamento à violência, então serão presos."
No Sábado, o primeiro-ministro de Timor-Leste José Ramos Horta foi forçado a defender a decisão de pedir às tropas Australianas para se manterem na problemática nação da meia-ilha, no meio do crescente ambiente anti-Australiano.
O Parlamento do país apelou por um comando único das forças internacionais no país, liderado pela ONU, ao mesmo tempo que o comandante das forças armadas de Timor-Leste criticou a operação Australiana por não ser capaz de parar com a violência.
Mr Howard disse que os recentes ataques contra as tropas Australianas ilustravam a necessidade da sua presença. "As nossas tropas não estariam lá se não houvessem algumas pessoas que precisassem, de modo apropriado, de tratarmos delas," disse. E o que isto sublinha é a importâncias de lá ficarmos até completarmos o nosso trabalho."
O Brigadeiro Rerden disse que as tropas não sentiam qualquer pressão das críticas recentes que descreveu como "infundado". "Não estamos preocupados com comentários porque continuamos com o nosso trabalho que temos que fazer e que é garantir que mantemos a segurança em Timor-Leste."
Disse que a situação em Timor-Leste era muito mais calma que há cinco meses, quando os locais não eram capazes de desenvolver as suas vidas. "Há picos, e há muitas alturas em que grupos de indivíduos vão para as ruas, mas estão limitados na duração e no tempo," disse. "Vimos estes (picos de violência) como estando a ser mais coordenados e menos espontâneos."
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
12:14
1 comentários
Notícias - traduzidas pela Margarida
The Age - Outubro 28, 2006
Chefe das forças armadas de Timor quer investigação às forças Australianas
Lindsay Murdoch em Dili
O comandante das forças armadas de Timor-Leste apelou a uma investigação ao comportamento das tropas Australianas em Dili, incluindo queixas de que tomaram partido no conflito que mergulhou o país na violência.
O Brigadeiro-General Taur Matan Ruak também apelou a que as tropas da Austrália sejam postas sob o comando da ONU, dizendo que a sua missão falhou obviamente porque seis meses depois de terem chegado ao país, Dili "parece a cidade cowboy ".
A violência escalou em Dili esta semana tendo sido mortas pelo menos oito pessoas e tendo muitas ficado feridas em ataques.
"Peço uma investigação para que o prestégio da força Australiana possa ser recuperado," disse o General Ruak a The Age numa entrevista rara.
"A realidade é que fizeram muitas acusações, há muitos rumores à solta (e) há uma enorme percepção (que a Austrália toma partido) e agora é necessário deixar claro que isso não existe."
O comandante da força da Austrália em Dili, Brigadeiro Mal Rerden, defendeu fortemente o comportamento das suas 1000 tropas, dizendo que nos últimos dias tem havido uma campanha orquestrada contra os Australianos para tentarem forçá-los a partir.
"Penso que há elementos por aí que têm a sua agenda própria e que são elementos criminosos que preferem não ter uma força profissional neutra no terreno para os controlar," disse o Brigadeiro Rerden.
Disse que a sua força está a tentar descobrir quem está por detrás dos rumores que têm provocado gangs de atiradores de pedras a confrontarem-se com veículos das tropas e da polícia Australiana.
"Penso que se deve colocar a questão de quem é que faz isto e porque é que faz isto," disse o Brigadeiro Rerden.
O General Ruak disse que escreverá dentro de dias ao Governo Timorense a pedir para que "corpos do Estado " conduzam a investigação.
Disse que ter tropas da Austrália e forças da ONU sob comandos diferentes não resultou. "Um diz para ir para cima e o outro para ir para baixo," disse.
"Quando se lida com um conflito só deve haver um comandante."
O Governo Howard tem feito lobby na ONU para manter o comando das suas tropas em Dili, apesar das objecções de muitos países. A ONU este a rever a sua posição.
O Brigadeiro Rerden defende a postura da Austrália. "Estamos a co-operar em estreita cooperação com as forças da ONU," disse.
Em breve a ONU terá 1600 polícias internacionais, incluindo 200 Australianos, e 500 elementos civis destacados para ajudar a acalmar a violência e a organizar as eleições do próximo ano.
É esperado que a Austrália mantenha uma força de cerca de 1000 tropas pelo menos até depois das eleições.
Assinalando que ele e as suas tropas estão a ficar inquietos depois de terem ficado confinados nos quartéis durante seis meses, o General Ruak, um antigo guerrilheiro contra os Indonésios, disse que quer discutir com o Governo de Timor-Leste o papel que as tropas podem ter na pacificação.
Na Quinta-feira, emitiu uma declaração apelando a uma comissão parlamentar Timorense para investigar o que disse ter sido um golpe de Estado para derrubar o governo do antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri entre tentativas para formar um governo de unidade nacional. Também disse que um inquérito da ONU à violência tinha falhado em não ter considerado as questões políticas.
O inquérito recomendou que fosse processado por distribuição de armas a civis. Mas o Primeiro-Ministro José Ramos Horta manteve-se por detrás do General Ruak, emitindo declarações reiterando a sua "total confiança nele e na sua liderança ".
Até esta semana, o General Ruak não tinha feito comentários públicos desde que concordara em manter as suas tropas nos quartéis depois delas se terem juntado a lutas em Dili em Abril e Maio.
"Tornámo-nos prisioneiros no nosso próprio país enquanto somos obrigados a ver a violência," disse. "O país tornou-se independente por causa dos nossos sacrifícios."
O General Ruak deixou claro nos seus comentários que as relações com os comandantes da Austrália tinham ruído. Disse que em duas ocasiões tropas Australianas fizeram-no esperar 45 minutos em check-points.
Soldados Australianos não reconheceram a sua autoridade mesmo apesar de ter documentos que o autorizavam a ter liberdade de movimentação e estar fardado.
O Brigadeiro Rerden disse que soube que numa ocasião o General Ruak foi retido durante 10 minutos num check-point enquanto checavam a sua identidade.
O Brigadeiro Rerden disse que tanto ele como Mick Slater, o anterior comandante Australiano em Dili, andavam há semanas a pedir para se encontrarem com o General Ruak, que esteve sempre indisponível.
Dois homens foram mortos ontem, frente ao mar em Dili quando foram comprar peixe, disseram testemunhas. Jovens esfaquearam-nos num ataque de fúria.
O Governo de Timor-Leste estava a preparar uma declaração ontem à noite a declarae a sua confiança nas forças de segurança da Austrália e a apoiar o seu trabalho.
***
Sydney Morning Herald - Outubro 28, 2006
Chefe das forças armadas de Timor: A Austrália falhou
Lindsay Murdoch em Dili
O comandante das forças armadas de Timor-Leste apelou a uma investigação ao comportamento das tropas Australianas em Dili, incluindo queixas de que tomaram partido no conflito que mergulhou o país na violência.
O Brigadeiro-General Taur Matan Ruak também apelou a que as tropas da Austrália sejam postas sob o comando da ONU, dizendo que a sua missão falhou obviamente porque seis meses depois de terem chegado ao país, Dili "parece a cidade cowboy ".
A violência tem escalado em, com pelo menos oito mortos e muitos feridos em ataques esta semana, incluindo dois jovens esfaqueados até à morte num ataque de gangs na frente do mar em Dili ontem.
"Peço uma investigação para que o prestígio da força Australiana possa ser recuperado," disse o General Ruak ao Herald numa entrevista rara.
"A realidade é que fizeram muitas acusações, há muitos rumores à solta (e) há uma enorme percepção (que a Austrália toma partido) e agora é necessário deixar claro que isso não existe."
O comandante da força da Austrália em Dili, Brigadeiro Mal Rerden, defendeu fortemente o comportamento das suas 1000 tropas, dizendo que nos últimos dias tem havido uma campanha orquestrada contra os Australianos para tentarem forçá-los a partir.
"Penso que há elementos por aí que têm a sua agenda própria e que são elementos criminosos que preferem não ter uma força profissional neutra no terreno para os controlar," disse o Brigadeiro Rerden.
Disse que a sua força está a tentar descobrir quem está por detrás dos rumores que têm provocado gangs de atiradores de pedras a confrontarem-se com veículos das tropas e da polícia Australiana.
O General Ruak disse que fará por escrito uma proposta ao Governo Timorense apelando a "corpos do Estado" para conduzirem a investigação.
Ter tropas Australianas e forças da ONU sob comandos diferentes falhou, disse.
"Um diz para ir para cima, o outro para ir para baixo," disse. "Quando se lida com um conflito deve haver um único comandante."
A Austrália fez forte lobby na ONU para manter o comando das suas tropas em Dili, apesar da objecção de muitos países. A ONU está a rever o arranjo, que o Brigadeiro Rerden defende com força.
O General Ruak disse que as relações do seu comando com os comandantes da Austrália tinha ruído. Disse que por vezes foi parado até 45 minutos por tropas Australianas em checkpoints, mesmo apesar de estar fardado e ter consigo documentos a autorizarem-no a movimentar-se livremente.
Brigadier Rerden diz que sabe de numa ocasião o General Ruak ter sido obrigado a esperar 10 minutos enquanto verificavam a sua identidade.
A ONU terá em breve 1600 polícias internacionais, incluindo 200 Australianos, e 500 elementos civis destacados em Timor-Leste para ajudar a acalmar a violência e a organizar as eleições do próximo ano.
Na Quinta-feira o General Ruak emitiu uma declaração apelando a uma comissão parlamentar Timorense para investigar o que disse ter sido um golpe para derrubar o governo de Mari Alkatiri, para forçar a formação de um governo de unidade nacional.
Também disse que um inquérito da ONU à violência tinha falhado em considerar as questões políticas.
O inquérito recomendou que o General Ruak seja processado por ter distribuído armas a civis.
O Primeiro-Ministro, José Ramos-Horta, manteve-se ao lado do General Ruak, emitindo declarações reiterando a sua "total confiança nele e na sua liderança ".
***
UNMIT Revista dos Media Diários – Sexta-feira, 27 Outubro 2006
Relatos dos Media Nacionais
TP - Timor Post
DN - Diario Nacional
STL - Suara Timor Lorosae
RTTL - Radio e Televisao de Timor-Leste
Pedido por um comando
Numa sessão plenária extraordinária na Quinta-feira, o Parlamento Nacional discutiu uma Resolução relativa a “O Sistema de Segurança em Timor-Leste” que recomenda que as forças internacionais presentemente no país devem ficar sob um único comando. O deputado Francisco Carlos (Fretilin) disse que o objectivo da resolução é pôr todas as forças internacionais do país sob o comando da ONU, sublinhando que apesar do número das forças, a violência continua. Carlos apontou os problemas recentes em Comoro onde a GNR não participou porque não cobrem essa área. Também disse que o Comandante Australiano, Mick Slater assegurou que a situação estaria sob controlo a seguir à emissão do relatório da COI. Mas nos últimos três dias, a violência aumentou. A resolução foi aprovada com 43 votes a favor e 6 abstenções.
Na sessão plenária o Parlamento também aprovou uma Resolução respeitante ao “Fortalecimento e Garantia da independência do tribunal”. Este documento passou com 42 votes a favor, 2 contra e 4 abstenções. O Presidente do Parlamento Nacional, Francisco Guterres ‘Lu-Olo’ disse que foi criada uma Comissão de 7 deputados para ouvir as opiniões e análises sobre o relatório do COI e as suas recomendações. Guterres disse que ouviu informações sobre propostas das F-FDTL para uma Comissão Parlamentar mas que formalmente não recebeu uma carta do responsável da Força de Defesa.
O deputado Manuel Tilman (KOTA) disse que a violência na capital Dili, especialmente em Comoro em 24-26 Outubro é uma estratégia de algumas nações para enviar mais tropas da Austrália. Tilman disse na Terça-feira, 24/10 que o Conselho de Segurança da ONU re-avaliará a situação em Timor-Leste que permaneceu calma até dois dias antes da discussão. Outras razões, disse, eram que alguns líderes locais estão a receber o apoio de uma ONG, que grupos de artes marciais estão a tirar vantagens da situação para montarem uma prova de importância, e que a violência pode ter por objectivo matar todos os líderes. Para que os que não estão no governo possam ter uma oportunidade para ficarem à frente da nação. Tem a opinião que para resolver o problema é preciso primeiro identificar os envolvidos nas lutas nos campos de deslocados no Jardim, frente ao Hotel Timor, Aeroporto, Obrigado Barracks e Comoro, acrescentando que um líder está a manobrar os jovens para atirar pedras. (TP, STL)
‘Fretilin Mudança’ rejeita o diálogo
O ‘Grupo Mudança’ da Fretilin rejeitou o diálogo proposto pelo Comité Central da Fretilin devido às condições que lhe foram apresentadas. De acordo com uma declaração à imprensa assinada por Vitor da Costa, do ‘Grupo Mudança’ as condições só podem ser alcançadas durante o diálogo e não antes conforme proposto pela Fretilin.
Os três pontos propostos ao ‘Grupo Mudança’ pedem a aceitação da decisão do Tribunal de Recurso, a aceitação dos resultados do relatório da COI, e que o ‘Grupo Mudança’ deve cessar as suas actividades. Por isso, Vitor disse que o seu grupo se vai focar em avançar e concentrar-se no congresso extraordinário conforme planeado. (STL)
Ajuda Australiana ao Gabinete do Procurador Geral
O governo Australiano através da sua agência de auxÍlio a AusAid doou equipamento de escritório ao Gabinete do Procurador-Geral no valor de US$25 mil dólares. Robin Scott, conselheiro da AusAid para o desenvolvimento e a cooperação em Timor-Leste, disse que o donativo ajudará o Ministério Público a continuar o seu trabalho visto que algum do seu equipamento fora roubado e danificado durante a violência recente. (TP, STL)
Equipa combinada para investigar os fugitivos
O Ministério da Justiça criou uma Comissão para investigar os 57 presos que fugiram da prisão de Becora em 30 de Agosto. O Vice-Ministro da Justiça, Isabel Ferreira, lidera a equipa, que é composta por membros da Associação HAK, UNPOL, e a unidade dos direitos humanos da UNMIT. A Comissão foi criada no seguimento do despacho do Ministério da Justiça para investigar se guardas prisionais estiveram envolvidos na fuga dos presos. Para preencher as recomendações do relatório da COI, o Ministério da Justiça requereu ao UNDP para recrutar mais juízes procuradores, defensores e intérpretes internacionais. O Ministério também criou uma equipa para ver o equipamento necessário para os tribunais e a prisão.
O SRSG em exercício Finn Reske-Nielsen disse que a UNMITe a comunidade internacional continuará a apoiar o sistema judicial de Timor-Leste. De acordo com Reske-Nielsen os tribunais do país estão ainda frágeis conforme as recomendações da COI, por isso a comunidade internacional devem dar assistência.
Domingos Sarmento, Ministro da Justiça disse que algumas recomendações do relatório da COI em relação ao sistema judicial que ainda é fraco, não estão em consonância com a Constituição da RDTL e são baseadas em rumores (STL, TP)
RTTL títulos de notícias
27 Outubro 2006
A Comissãode Investigação para o caso dos 57 presos fugitivos submeteu oficialmente o seu relatório ao Ministro da Justiça
Ontem, a Comissão de Investigação que foi criada para investigar o envolvimento dos guardas da prisão na fuga dos 57 presos submeteu as suas conclusões ao Ministério da Justiça. Uma das conclusões declarava que a comissão não encontrou nenhum envolvimento directo de guardas prisionais no plano de fuga, mas que se concluiu também que os guardas prisionais não seguiram os regulamentos aplicados na prisão. Contudo, em resposta a essas descobertas de infracções menores, o Ministro da Justiça prometeu tomar em consideração as recomendações para melhorar todo o sistema judicial incluindo a qualidade de gestão, administração, treino e segurança.
Ministério da Justiça e UNDP realizaram uma conferência de três dias para discutir o processo de Código Penal de Timor-Leste
Em conjunção com o UNDP, o Ministério da Justiça abrigou um seminário de três dias para discutir o Código Penal de Timor-Leste. Entre as questões discutidas estiveram os papéis do Procurador-Geral, Juízes, Defensores Privados e Públicos e Advogados. Falando para os jornalistas depois do primeiro dia do seminário, Cláudio Ximenes explicou que Timor-Leste começará a aplicar em breve o seu Código Penal. Por isso, divulgámos as matérias para os actores judiciais, incluindo juízes, procuradores e advogados de defesa particularmente dos que acabaram o seu treino.
***
AAP – Sexta-feira, Outubro 27, 2006
ONU: violência em Timor provavelmente organizada
A última onda de guerra de gangs mortal em Timor-Leste parece ser "organizada" disse a ONU na Sexta-feira quando foram descobertos mais corpos.
Há também relatos que os jovens violentos têm sido alimentados por drogas e álcool no que a ONU disse que pode ser mais evidência de que a violência é orquestrada.
A polícia da ONU disse que pelo menos mais duas pessoas foram mortas durante a noite de Quinta-feira ou na manhã de Sexta-feira. Estão a investigar relatos de mais duas mortes.
A luta rebentou entre grandes grupos de jovens na área do mercado de Dili, frente ao mar, perto da embaixada dos USA, na Quinta-feira à noite e outra vez na Sexta-feira de manhã.
"Confirmámos que encontrámos dois corpos, e mais dois parecem prováveis," disse o porta-voz da ONU Adrian Edwards.
"Tivemos relatos que são credíveis de corpos a serem encontrados... mas estamos ainda a confirmar estes."
Um homem de 29 anos morreu aparentemente com ferimentos por tiros, enquanto outro de 25 anos teve ferimentos por esfaqueamento, disse um porta-voz das forças armadas Australianas.
Isto acontece dias depois de dois Timorenses terem sido mortos num campo de deslocados perto do aeroporto Internacional Nicolau Lobato em Dili, que forçou também o encerramento temporário das suas instalações.
A ONU disse que correntemente a situação estava calma, mas que as forças de segurança estão em alerta por mais desassossego.
"Estes incidentes de lutas nos últimos dias, envolveram grupos bastante grandes, ... duas, três centenas de pessoas nas lutas," disse Edwards.
"Quando se tém esse número de gente envolvida isso sugere que estão organizados de qualquer maneira.
"Estamos a tentar estabelecer que está por detrás disto, se está a ser organizado, quem está a organizar, nesta alturas não temos nada de certo sobre isto."
Mas o porta-voz das forças armadas Keith Wilkinson descreveu as últimas mortes como "isoladas", e disse que não estavam ligadas à recente violência perto do aeroporto.
"Estas não estão nada ligadas," disse.
A ONU disse que a violência tem acontecido numa bolsa da cidade e que o resto de Dili, e Timor-Leste, parecem calmas.
Há quase 1,000 tropas Australianas em Timor-Leste fornecendo apoio à missão da ONU, e cerca de 900 oficiais da polícia da ONU.
Espera-se que dentro de um mês esteja perto do seu contingente total de 1,600 oficiais de polícia da ONU.
"Obviamente que gostaríamos de não termos incidentes como estes a acontecerem mas penso que temos de compreender o seu contexto," disse Edwards.
"Com 900 (polícias) não se pode estar em todos os lugares a todo o tempo, assim como operamose – saímos para patrulhar e quando algo acontece respondemos.
"Isso tem acontecido e decada vez que acontece a situação tem sido controlada.
"Ainda não temos a força total, ... no momento estamos a lidar com a situação, estamos a conter."
A violência veio uma semana depois da publicação do relatório da ONU sobre a crise na nação em Abril e Maio quando forças de segurança rivais se confrontaram depois do governo ter despedido forças armadas.
A comissão especial da ONU indicou alguns governantes e pessoal das forças de segurança para serem mais investigadas e processadas sobre a crise, na qual dúzias de pessoas foram mortas e 150,000 forçadas das suas casas.
***
ABC – Sexta-feira, Outubro 27, 2006. 6:20pm (AEST)
Número de mortes sobe em confrontos de gangs em Timor
Por Anne Barker em Dili
As autoridades em Timor-Leste dizem agora que quatro pessoas foram mortas em violência hoje.
Centenas de pessoas estiveram envolvidas nas lutas desta manhã.
Pelo menos dois homens foram esfaqueados até à morte quando gangs rivais se confrontaram em Comoro, imediatamente fora de Dili.
A ONU diz que quatro foram mortos.
Um porta-voz diz que a frequência e o tamanho de tais confrontos sugere que a luta de gangs é altamente organizada mas a ONU não encontra explicação porquê.
Em cada incidente os membros dos gangs atiram pedras os dardos, ou usam catanas, facas e armas de fogo.
A polícia e soldados Internacionais estão em força nas ruas de Dili, mas muitas vezes chegam demasiadamente tarde para evitar as mortes sem sentido.
***
AAP - Outubro 27, 2006 01:20pm
Comandante: morrem dois em desassossego em Dili
Uma de duas pessoas mortas no desassossego em Timor-Leste esta semana morreu atingida por uma seta disparada duma catapulta, disse hoje o comandante das forças Australianas em Dili.
Depois do desassossego que teve o ponto máximo com batalhas de gangs envolvendo algumas 400 pessoas, o Brigadeiro Mal Rerden disse que o número de mortes era de duas ao contrário de alguns relatos que falam em quatro ou seis.
Disse que um foi morto baleado e que foi visto o assassino a fugir e a desaparecer num dos campos de deslocados em Dili.
A outra pessoa foi morta depois de atingida por uma seta disparada de uma catapulta, uma arma habitualmente usada por membros de gangs Timorenses.
O Brigadeiro Rerden disse que ambos os incidentes estão a ser investigados pela polícia da ONU.
Mais de 1000 tropas e polícias Australianas estão agora em Timor-Leste, patrulhando as ruas e mantendo a ordem.
A situação hoje é descrita como pacífica depois duma semana de violência, na qual ficou ferido um empreiteiro Australiano.
O desassossego renovado pensa-se que foi desencadeado pela publicação do relatório da ONUsobre as causas do conflito mortal anterior, neste ano
O Brigadeiro Rerden disse que não lhe chamaria uma ressurgência de lutas de gang.
"A natureza de algumas das actividades aqui em Dili é que os gangs emocionam-se às vezes e atacam-se uns aos outros. O que temos visto esta semana tem sido significativo para a dimensão de alguns destes," disse à ABC radio.
"Durante a noite tivemos um grupo de cerca de 400 a lutar. É um desses picos que acontece de vez enquanto."
O Brigadeiro Rerden não acredita que este tenha sido um período particularmente difícil.
Disse que a polícia da ONU e que as forças de segurança internacionais tinham pessoal suficiente para reter o controlo e permitir os Timorenses continuar as suas vidas.
O Brigadeiro Rerden disse que não acredita que a ausência no estrangeiro do Primeiro-Ministro José Ramos Horta tenha contribuído para a instabilidade.
O governo de Timor-Leste estava a funcionar e teve reuniões com funcionários do governo nos últimos dias, disse.
***
REUTERS – Sexta-feira Outubro 27, 2006
Calma regressa à capital de Timor-Leste
DILI – Reabriu o aeroporto principal de Timor-Leste na capital Dili, dois dias depois de ter fechado depois de confrontos mortais entre grupos de jovens armados com pistolas, pedras, e arcos e flechas.
O fecho do aeroporto ilustra a situação de segurança frágil na jovem nação, apesar da presença de tropas lideradas pelos Australianos.
Funcionários locais disseram que foram mortas duas pessoas na violência mas o ministro dos estrangeiros da Austrália Alexander Downer disse que o número de mortes pode ir aos quatro.
"Reabrimos o aeroporto e muitos dos nossos funcionários vieram trabalhar. Será aberto um posto de polícia no aeroporto," disse Romaldo da Silva, director da autoridade de aviação civil de Timor-Leste. Disse que os confrontos fizeram estragos menores.
A luta de gangs começou numa estrada principal que leva ao aeroporto, resultando na morte de uma pessoa por disparos. Um outro morreu num confronto subsequente.
Forças de segurança Australianas em Timor-Leste estiveram a investigar a violência.
***
The Age – 27 Outubro 27, 2006
Gangs em Dili viram-se contra as forças Australianas
Lindsay Murdoch, Dili
Gangs começaram a alvejar Australianos em Dili quando o comando das forças armadas de Timor-Leste ontem, apelou a uma nova investigação para identificar quem está por detrás da escalada de violência.
Membros do gang percorrem Dili à procura de veículos das forças de segurança Australianas para os atacar. Gritam slogans anti-Australianos como "Aussies vão-se embora " ao mesmo tempo que atiram pedras contra os veículos.
O Governo Australiano avisou numa actualização de aconselhamento de viagens ontem que "interesses da Austrália e de Australianos podem ser visados específicamente e aconselhamos todos os Australianos a serem extremamente cautelosos."
Mais de 1300 tropas e polícias Australianas e centenas doutras forças de segurança internacionais têm-se estado a confrontar com gangs responsáveis pela violência que deixou pelo menos seis Timorenses mortos e muitos outros feridos desde o último fim-de-semana.
Um funcionário Australiano do CHC Helicopters Australia ficou bastante ferido quando foi atacado por jovens no aeroporto de Dili na Quarta-feira.
Têm circulado rumores em Dili que os Australianos tomaram partido no conflito, o que é negado pelos comandantes militares Australianos.
Estrangeiros que estavam alojados num hotel de Dili frente ao mar saíram ontem, dizendo que receavam um ataque porque o proprietário (do hotel) era Australiano.
Quebrando o silêncio de meses, o comandante das forçar armadas de Timor-Leste Taur Matan Ruak emitiu uma declaração ontem dizendo que a violência era politicamente motivada com o objectivo de derrubar o governo da Fretilin, dissolver o parlamento e estabelecer um governo de unidade nacional.
O Brigadeiro-General Ruak, um veterano desde há 23 anos da antiga força de guerrilha de Timor-Leste, disse que a investigação da ONU à violência e que foi publicado na semana passada tina "falhado de pôr (o conflito) num contexto político."
O inquérito recomendou que o General Ruak fosse processado por alegadamente ter dado armas a civis quando a violência irrompeu no país em Abril e Maio.
A decisão do comando das forças armadas de pedir um novo inquérito aprofundou as tensões políticas.
O General Ruak e o seu comando tornaram claro que não mais estão dispostos a ficar em silêncio apesar de antes terem concordado em se acantonarem nos quartéis.
O pedido é provável ser apoiado pela Fretilin, o partido do deposto primeiro-ministro Mari Alkatiri, que tem uma maioria no parlamento.
Do Vaticano, onde aguardava encontrar-se com o papa, o Primeiro-Ministro, José Ramos-Horta, apelou à calma, dizendo que os últimos incidentes em Dili lhe tinham causado "grande preocupação, desapontamento, tristeza e dor no coração ".
O Sr Ramos-Horta louvou o General Ruak, dizendo que a sua declaração demonstrava um espírito corajoso, sublinhando que os comandantes das forças armadas tinham pedido desculpa por todos os danos causados directa e indirectamente por eles durante a crise.
Soldados Australianos pesadamente armados esperavam ontem no aeroporto de Dili para proteger os passageiros que chegavam no primeiro voo de Darwin depois da violência que levou ao encerramento do aeroporto durante 24 horas.
Soldados ocupavam postos ao longo das estradas principais enquanto pessoas de luto atendiam o funeral do líder de um gang que foi assassinado nas ruas de Dili na Quarta-feira.
Agências de auxílio avisaram de uma crise humanitária nos campos de deslocados quando as chuvas de moção chegarem dentro de semanas. Mais de 55,000 pessoas estão a viver nos campos, demasiadamente receosas de voltarem para casa.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
12:05
0
comentários
Notícias - em inglês
ABC News Online
E Timor to probe ADF slayings rumours
The East Timorese Government says it will investigate who is behind a campaign to bad-mouth Australian Defence Force (ADF) soldiers stationed in the country.
Newspapers in Dili were reporting that Australian troops had killed at least two men found dead on a local beach last Friday.
The men were apparently stabbed to death in gang violence, but one paper said witnesses claimed the men were killed by Australian soldiers.
Australia's Commander Brigadier Mal Rerden says his troops had no dealings at all with the men, and describes the accusations as rumour mongering.
It is part of a growing anti-Australian campaign, with even Dili's local media reporting the accusations as fact.
East Timorese Acting Prime Minister Estanislau da Silva has vowed to find those responsible.
He has told Fairfax press the allegations are unfounded and that Australian soldiers have done their best under difficult circumstances.
'Dirty meth' fears
Authorities in East Timor fear an explosion of meth amphetamines could be fuelling much of the gang related violence in Dili.
Youth workers report a big increase in the supply of crystal meth on the streets of Dili, and say one particular gang has control over its production.
They say the unclean water and equipment used to make it gives such a powerful high that many kids go into a frenzy, with some even burning their own houses down.
The explosion of "dirty meth" as it is known could explain the extreme violence in recent weeks, with 10 people killed in gang violence in the past week alone.
With up to 70 per cent of Dili's male population in some form of gang, many fear the violence will continue unabated.
Researchers also believe some gangs may be loosely modelled on Indonesian militias that terrorised East Timor in 1999.
They say one answer is to find more productive activities for the country's massive number of unemployed.
***
Drug "ice" said to lie behind East Timor clashes
CANBERRA (Reuters) - Illegal drugs and alcohol given free to youths by opponents of East Timor's government have helped fuel gang violence which killed up to four people, officials and international security forces were quoted as saying on Monday.
Jose Sousa-Santos, an adviser to Prime Minister Jose Ramos-Horta, said much of last week's fighting in the capital Dili was due to the use by youth gangs of locally-made methamphetamine, or "ice," which can trigger uncontrolled rages.
"It's more a pre-battle ritual," he told Australian media. Sousa-Santos said the methamphetamine had only appeared in Dili since fighting broke out between the police and military in May.
Local officials said two people were killed in the clashes last week between youths armed with guns, rocks and bows and arrows. Australia, which is leading a peacekeeping force in the fledgling nation, said the toll might be as high as four.
The commander of Australian peacekeeping forces in East Timor, Brigadier Mal Rerden, separately said alcohol or ice aggravated two days of clashes which shut down Dili's main airport.
"This is unfortunate - they may do things they normally wouldn't do, and that is a dangerous and serious thing," Rerden told Australian newspapers.
Australia led a force of more than 2,500 international soldiers and police into Dili in late May to end instability which eventually forced the resignation of Prime Minister Mari Alkatiri.
Acting Timor Prime Minister Estanislau da Silva, meanwhile, said he was determined to crackdown on a campaign aimed against Australian peacekeepers, including allegations they were involved in the deaths of two youths last week.
"We will do out best to find out who is behind this campaign that has made people turn suddenly against the Australian force," da Silva told Fairfax newspapers.
The Australians were met with cheers when they arrived in Dili in May and Prime Minister Jose Ramos-Horta this month turned down an offer of a UN replacement force, opting to keep Australian and New Zealand forces instead.
But security forces now suspect unknown figures of running a clandestine campaign against the Australian presence in hopes of forcing their departure ahead of national elections next year.
This article: http://news.scotsman.com/latest.cfm?id=1603582006
Last updated: 30-Oct-06 02:06 GMT
***
Sydney Morning Herald - October 30, 2006
Gangs of youths being paid to terrorise Dili
Lindsay Murdoch in Dili
THE East Timorese Government has ordered a crackdown on the people behind a campaign aimed at denigrating Australian security forces in Dili amid rising anti-Australian sentiment.
The acting Prime Minister, Estanislau da Silva, said the Government was seriously concerned about a "dangerous" campaign that includes unfounded allegations that Australian troops were involved in the deaths of two young men in Dili last Friday.
"We will do our best to find out who is behind this campaign that has made people turn suddenly against the Australian force," Mr da Silva said in an exclusive interview with the Herald at his home on Dili's waterfront.
Malicious rumours about Australia's 1000 soldiers in East Timor are circulating in Dili as gangs of youths are being paid about $US6 ($8) to commit random acts of violence, Catholic church and United Nations sources in the capital say.
The commander of Australia's troops in Dili, Mal Rerden, also revealed yesterday that police had discovered youths involved in the violence have been given drugs and alcohol. "This is unfortunate; they may do things they normally wouldn't do and that is a dangerous and serious thing," Brigadier Rerden said.
International security forces in Dili are now convinced there is an orchestrated campaign by so-far unidentified figures to destabilise the country before elections scheduled for next year.
The campaign to defame the Australian soldiers appears to be aimed at forcing them to leave the country, military and civilian sources in Dili say.
Mr da Silva said that, while the Government strongly supported the role of Australian troops in East Timor, criticisms of their conduct needed to be studied, including claims they have taken sides in the conflict that has left up to 10 people dead in the past week.
But he stopped short of backing a call by East Timor's army commander, Taur Matan Ruak, for an investigation into the conduct of Australian troops.
"Rumours are rumours," Mr da Silva said. "If they are well based we will recommend an investigation. The Australians have been doing their best under difficult circumstances."
Amid fears that gangs will begin targeting Australians in Dili, the Defence Force Chief, Angus Houston, defended his troops, saying they had been completely neutral and had taken extreme care to avoid any perceived bias.
But people in one of the biggest refugee camps in Dili have put up a sign warning Australian troops not to enter, alleging the soldiers provoked violence there and shot an innocent man, 55-year-old Leovegildo Carvalho.
The camp co-ordinator, Jose da Costa Gusmao, said their fight was not with Australians but Australian soldiers, who, he said, had repeatedly entered the camp and used violence to arrest people.
"They come here acting like terrorists," he said.
He said Mr Carvalho was shot as he sat in an office at the camp opposite Dili's international airport, where an Australian soldier opened fire on a man with a firearm during a confrontation last week. The office was peppered with bullet holes.
Brigadier Rerden said late yesterday that he knew nothing about Mr Carvalho, who was being treated in a Dili hospital. "If there is any information about an individual who says he has been wounded in that situation, he should hand himself in to the police," he said.
Mr da Silva said most people who had been attacked and persecuted and had their houses burned in Dili were "easterners" who supported the Fretilin movement. But he did not believe the country was facing civil war "because we are all Timorese … Together with other Timorese we fought for independence of our country so now there is a determination for easterners and westerners to have dialogue and understanding."
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:58
2
comentários
CPLP/Cultura: Ministros aprovam moção de solidariedade para com Timor-Leste
Bissau, 29 Out (Lusa) - Os ministros da Cultura ou seus representantes da CPLP aprovaram hoje, em Bissau, durante dois trabalhos da V Reunião Ministerial, uma moção de solidariedade para com o povo de Timor-Leste, desejando a "rápida normalização da situação" naquele país.
"(Os ministros da Cultura da Comunidade de países de Língua Portuguesa - CPLP) manifestam a sua solidariedade para com o povo e governo de Timor-Leste, formulando votos da rápida normalização da situação, nomeadamente através do diálogo pacífico na resolução dos diferendos que ainda persistem nesta nova Nação" , lê-se no documento.
Timor-Leste, a braços com uma crise política e militar, não esteve presente na V Reunião dos Ministros da Cultura, que decorreu em Bissau sábado e hoje , devido a razões financeiras.
A moção foi rubricada pelos ministros da Cultura de Portugal, Angola e Moçambique, pelo secretário de Estado da Juventude, Cultura e Desportos da Guiné -Bissau e pelos representantes do Brasil e de Cabo Verde. São Tomé e Príncipe, por dificuldades nas ligações aéreas, não esteve presente no encontro.
JSD-Lusa/Fim
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:56
1 comentários
Diggers 'not to blame for Timor deaths'
Australian
Ashleigh Wilson, Dili
October 30, 2006
THE commander of Australian forces in Dili hopes to meet East Timor's army chief in an attempt to defuse tensions after claims Diggers were responsible for the deaths of two Timorese men.
Brigadier Mal Rerden dismissed a weekend news report suggesting Australians were to blame for the deaths.
"The sentiments behind that (story) I think are being orchestrated and done in such a way as to try and build up some resentment against the Australians," he said. "But I don't think it's working." Dili's main newspaper, Suara Timor Lorosae, ran a front-page story on Saturday claiming two men found dead the previous day had been killed by Australian forces. Brigadier Rerden said the story was wrong.
Chief of Defence Force Angus Houston said the Australian-led joint taskforce was completely neutral.
His position was backed by John Howard. "Our troops wouldn't be there if there weren't some people that needed, in an appropriate way, to be dealt with," the Prime Minister said.
"And what this underlines is the importance of our force staying there until our job is finished."
The tension came after the head of East Timor's armed forces, Brigadier General Taur Matan Ruak, called for an independent investigation last week into claims Australian troops were taking sides in the conflict.
Brigadier Rerden is hoping to meet Brigadier Ruak, although no date has yet been set.
Prime Minister Jose Ramos Horta, who arrives back in Dili today following a visit to the Vatican, is expected to meet Brigadier Ruak to discuss the rumours against Australian troops. Over the weekend, Mr Ramos Horta defended the "status quo" after a resolution was moved in parliament calling for Australian troops to be placed under UN command.
"When we have regional neighbours who, with the imprimatur of the Security Council, are able to provide the security we require to assist us in our efforts in nation building, it is both logical and necessary to accept our neighbour's generosity," Mr Ramos Horta said.
In a public message on local radio on Saturday night, UN police urged residents to dismiss the rumours.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:08
1 comentários
De um leitor
Os OZ continuam a brincar com o fogo. Enquanto se limitavam a não fazer nada, ainda vá. Mas agora a rapaziada começou a ficar mais nervosa, ao ver o descontentamento cada vez maior em relação a eles, e até já mataram um desgraçado qualquer.
Leiam bem as palavras de TMR. Ele (e outros Timorenses com T grande) começa a ficar cheio com a protecção que Governo e australianos dão ao Reinado, com a passividade em relação a mortes de inocentes e destruição de propriedade, com a continuação dos refugiados a viverem em condições deploráveis e com a arrogância e brutalidade com que os OZ têm tratado o povo, castigando pessoas inocentes em vez de prender os marginais.
A manifestação dos refugiados no aeroporto foi um acto de desespero de quem está farto de ser espezinhado e agredido pelos ocupantes estrangeiros, enquanto o 1º Ministro diz que os australianos estão a fazer um excelente trabalho e devem ficar mais tempo.
A GNR, como sempre chamada em último recurso, salvou os australianos de saírem de lá com uma boas amachucadelas. Mas isto não pode continuar. A GNR não é o anjo da guarda deles, que até mereciam levar umas boas porradas.
Perante tudo isto, TMR e os restantes oficiais das FFDTL não vão ficar de braços cruzados. Eles juraram servir o povo e não podem assistir passivamente a estes tristes acontecimentos, tornando-se assim cúmplices.
O primeiro aviso está dado. Cabe agora às pessoas inteligentes interpretá-lo e arrepiar caminho. Senão o conflito pode entrar numa irreversível espiral de violência mil vezes pior, se as FFDTL reagirem e entrarem também no conflito. Essa hipótese, que não desejo por implicar certamente imensas vítimas, seria o pior pesadelo dos australianos e arrastá-los-ia para um buraco negro de onde só sairiam com pesadíssimos custos materiais e psicológicos, uma espécie de mini-Iraque.
Ainda espero que haja bom-senso, que FFDTL fiquem nos quartéis, que os políticos reflictam seriamente nestas declarações de TMR e que os australianos sejam mandados embora e substituídos por uma força militar da ONU.
H. Correia.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:02
3
comentários
General seeks inquiry into conduct of Australian soldiers
Radio New Zealand - Saturday, October 28, 2006, 1:26pm
The head of East Timor's armed forces has called for a full inquiry into the conduct of Australian soldiers in Dili.
The ABC reports that Brigadier General Taur Matan Ruak has effectively blamed Australia for the worsening violence in the country, questioning why the crisis continues six months after Australian troops arrived in East Timor.
General Ruak has also effectively accused Australia of taking sides in the political crisis that began in April and attacked it for refusing to operate under United Nations command.
Gang violence has continued to plague the capital Dili, with up to 10 people killed in the past week. In the latest violence, between two and four people were killed on Friday when rival groups clashed on Dili's waterfront.
The commander of Australian troops, Brigadier Mal Rerden, denies his soldiers support either side, saying they have approached the job with total impartiality.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
11:00
1 comentários
Governo reafirma apoio a militares australianos e neo-zelandeses
Díli, 27 Out (Lusa) - O governo timorense reafirmou hoje o seu apoio à intervenção dos militares australianos e neo-zelandeses no país, demarcando-se das críticas feitas nos últimos dias pela população das áreas onde se registaram actos de violência.
O governo sublinha a "neutralidade" dos 1.110 militares australianos e neo-zelandeses estacionados no país, frisando em comunicado que esse contingente se pauta por "uma conduta profissional sob circunstâncias difíceis".
"Estes soldados são totalmente neutrais e actuam de forma profissional, em circunstâncias difíceis", afirma no comunicado o vice- primeiro-ministro Estanislau da Silva, chefe do governo em exercício dada a ausência do primeiro-ministro José Ramos-Horta no Vaticano, onde hoje foi recebido pelo Papa Bento XVI.
As críticas, sobretudo à actuação dos militares australianos (1.000 efectivos), aumentaram nos últimos dias, numa altura em que surgiram novos actos de violência em Dilí, onde morreram sete pessoas desde o passado dia 21.
A população, nomeadamente nos campos de deslocados, critica aquilo que considera ser a passividade daqueles militares, que acusam de nada fazerem para impedir os ataques de que são alvo por parte de moradores de bairros vizinhos.
Depois de uma operação terça-feira à noite no campo de deslocados do aeroporto, com recurso a granadas de gás lacrimogéneo, mas que não impediu moradores do bairro vizinho de atacarem os deslocados, no dia seguinte os militares australianos voltaram a ver- se envolvidos em confrontos, disparando sobre um timorense, quando residentes do campo cortaram os acessos ao aeroporto de Díli.
A Austrália e a Nova Zelândia, bem como a Malásia e Portugal, enviaram em finais de Maio e Junho efectivos militares e de polícia, a pedido das autoridades timorenses, para garantir a ordem pública, na sequência da crise desencadeada em Abril, que resultou na divisão das forças armadas e na desintegração da Polícia Nacional de Timor-Leste.
A reafirmação do apoio do governo aos militares australianos e neo-zelandeses surge 24 horas depois de o Parlamento Nacional ter aprovado uma resolução que exige o fim do comando bicéfalo e que aqueles efectivos fiquem submetidos a um comando único, das Nações Unidas.
O objectivo é pôr termo à actual escalada de violência e garantir a "restauração da confiança nas forças internacionais estacionadas" em Timor-Leste.
"Sem essa direcção única, a protecção de pessoas e bens, em vez de melhorar, está a agravar-se de dia para dia, com o escalar da violência e o aumento de crimes contra a vida e contra o património, praticados muitas vezes em pleno dia e em locais centrais da cidade, onde há uns meses largos era impossível acontecerem", lê-se no texto da resolução.
Para o comissário Antero Lopes, comandante dos efectivos policiais da ONU (UNPOL), as críticas à actuação do contingente da Austrália e da Nova Zelândia prendem-se com o desconhecimento das populações das diferenças entre intervenções policiais e militares.
"Ouvi por parte dos deslocados no campo do aeroporto comentários bastante hostis aos colegas militares e polícias da Austrália. Tivemos a preocupação de explicar que uma intervenção policial obedece a regras diferentes da intervenção militar e que dentro do contingente UNPOL temos polícias de (até à data) 15 nacionalidades diferentes, entre os quais os colegas australianos", disse.
"Aquele grupo (de deslocados) tem, no entanto, pontos de vista muito fortes em relação aos militares e polícias australianos", acrescentou.
De acordo com a página na Internet do Ministério do Trabalho e Reinserção Comunitária timorense, o número de deslocados internos, distribuídos pelos 13 distritos de Timor-Leste, totaliza actualmente 178.034 pessoas, perto de 17 por cento da população do país.
A violência registada em finais de Abril em Timor-Leste levou muitos timorenses a abandonarem os seus locais de residência por motivos de segurança ou porque as suas casas foram destruídas.
EL-Lusa/fim
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
10:38
2
comentários
De um leitor
Agente da Policia da Fronteira severamente espancado
Ontem, cerca das 7:00 da noite,um elemento da Policia de Fronteira, alegadamente, foi detido por uma secção das forças australianas e após ter sido severamente espancado, foi abandonado na zona de Fatuhada, Campo Alor, junto à Praia.
O mesmo policia deslocou-se depois, a pé, até a zona defronte à residência do Presidente do Parlamento, onde pediu apoio à sua equipe de protecção pessoal.
O Presidente do Parlamento foi informado e ordenou que o deixassem entrar para depois estabelecer contactos com o Vice Primeiro-Ministro, o Ministro e o Vice-Ministro do Interior.
O caso foi imediatamente entregue a esses responsáveis para investigação.
O Comissário Antero Lopes foi igualmente informado.
Zumalai
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:31
11
comentários
OFFICE OF THE PRIME MINISTER
MEDIA RELEASE
FINAL VERSION
Dili, October 27 2006
Timor-Leste Government reaffirms full support for Australian and NZ troops
The Timor-Leste Government has today reaffirmed its total support for the work being done by Australian and New Zealand troops in helping to restore law and order in the country.
First Deputy Prime Minister Estanislau da Silva said the Government deeply appreciated the efforts the Joint Task Force was making to help bring peace and security to the community.
“These soldiers are completely neutral and are conducting themselves professionally under very difficult circumstances,” Mr da Silva said.
“It is important to remember they were invited here by the President of the Republic Xanana Gusmao; the President of the Parliament of East Timor Mr. Francisco Guterres "Lu-Olo"; and the Prime Minister of the I Constitutional Government of Timor Leste Dr Mari Alkatiri. All three pillars of State invited these soldiers to Timor-Leste.
“The Security Council of the United Nations passed a resolution setting up the new UNMIT Mission to Timor-Leste and this includes UNPOL and JTF631. They work cooperatively side-by-side and command each other’s respect.”
There are 1000 Australians and 110 New Zealanders in Joint Task Force 631 (JTF631).
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:22
9
comentários
Comunicado - FRETILIN
Rua dos Mártires da Pátria, Comoro, Dili, Timor-Leste,
Declaração
A Hora de Reafirmação
O Comité Central da FRETILIN, reunido em Dili no dia 29 de Outubro de 2006 passou em revista a situação de crise por que o país atravessa e, face aos factos colocados para o seu estudo, declara:
1. Que as acções próprias de uma conspiração bem planeada contra a República Democrática de Timor-Leste, seu Povo e sua Liderança, suas Instituições, alicerces do Estado de Direito Democrático, sua Constituição e Leis, os capitais simbólicos da sua gloriosa história de resistência, sua história e suas opções estratégicas no domínio da Lingua e da Cultura, do Sistema Político Social e Económico, ainda não foram totalmente executadas;
2. Que ainda estão em curso acções selectivas de desestabilização e um concurso de actos e acções visando decepar o país da Liderança nacional, aprofundar a crise da autoridade do Estado, multiplicar práticas de humilhação, intervir no sistema judiciário no sentido de o utilizar para a prossecução de fins políticos de enfraquecimento de todo o sistema político-institucional do Estado, generalizar as provocações às populações, cristalizar a divisão do país em “Loro Monu e Loro Sa´e”e, inviabilizar a governação;
3. Que há necessidade do Estado reafirmar o seu exclusivo poder de coersão e de soberania e usar da sua autoridade para encontrar soluções para a crise.
4. Que urge que os Órgãos de Soberania de Timor-Leste assumam com coragem o seu papel da defesa da nossa soberania, adoptando medidas políticas, legislativas, administrativas e judiciais para encontrar o enquadramento necessário dos factos às suas causas e decidir em prol da Paz, Estabilidade e harmonia social com total independência e soberania;
5. Que a Liderança nacional se liberte da complexa teia conspirativa que a dividiu e que se una em torno da causa comum de reafirmação da soberania nacional e da autoridade do Estado, da reposição da Lei e da Ordem, da viabilização da governação, em suma, da defesa dos interesses sagrados do nosso povo;
6. Que todo o Povo saiba reforçar a sua vigilância e manter a sua capacidade de compreender a situação e não se deixar enganar pelos grupos desestabilizadores ou reagir a provocações e assim prevenir a generalização da violência;
7. Que todos os Partidos Políticos saibam retirar desta crise uma Lição. Que não se repitam actos contra a Constituição e os princípios e valores democráticos nela plasmados e que se respeite a vontade do Povo expressa nas urnas;
8. Que a hierarquia da Igreja Católica em Timor-Leste contribua mais em prol da Paz e da Democracia e respeite a vontade do povo expressa nas urnas;
9. Que todo o povo reencontre nos valores herdados dos nossos ancestrais e da nossa mais recente história da luta pela libertação do país, as bases para o reforço da Unidade Nacional e a categórica afirmação da Nação maubere;
10. Que a Juventude, homens e mulheres, e maubere de todas as idades e estratos sociais, filiação político-partidária, saibam abraçar a cultura da Paz e da Democracia e rejeitem totalmente a violência.
Assim:
I. Vamos reafirmar a nossa unidade e determinação de defender com todo o nosso saber e força a República Democrática de Timor-Leste, o seu Povo, as suas Instituições, as suas opções estratégicas na área da Língua e Cultura, Sistema Político, Social e Económico.
II. Vamos defender a nossa soberania e nossas opções na área das relações amistosas com todos os países do Mundo, as nossas políticas de integração regional e de relações internacionais.
III. Vamos continuar a defender os nossos recursos e reforçar as nossas opções de desenvolvimento na busca da independência económica.
IV. Vamos reforçar as nossas relações a nível da região de modo a podermos contribuir de uma forma mais activa para a segurança, paz e estabilidade regional e internacional.
É, pois, Hora da Unidade e de Reafimação. Unidade em torno da defesa da Constituição e dos princípios e valores nela plasmados. Reafirmação da soberania do Estado na tomada das decisões estratégicas para retirar o país da crise e ter a capacidade de enfrentar todos os desafios e pressões internas e externas e reconstruir o país.
A Luta Continua!
Tolerância Máxima, Vigilância Total!
Dili, 29 de Outubro de 2006.
O Comité Central da FRETILIN
Francisco Guterres-Lu’Olo Mari Alkatiri
Presidente Secretário Geral
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:17
10
comentários
Notícias - em inglês
ABC - Saturday, October 28, 2006. 8:08pm (AEST)
Australians accused of inciting East Timor violence
By Anne Barker
Violent gangs in East Timor have begun turning their anger towards Australians in Dili.
One Timorese newspaper has accused Australia of inciting some of the unrest.
Gang warfare has become an almost daily scene on Dili's streets. At least six people have been killed in various clashes since last weekend. Two nights ago armed youths hurled rocks at the residential compound of Australian embassy staff. No one was hurt in the incident.
But the commander of Australian soldiers in Dili, Brigadier Mal Rerden, says says rock throwing is common around Dili, and there is no reason to believe gangs are specifically targeting Australians.
But local newspapers today blamed Australian soldiers for the two latest deaths - accusing them of killing two men found on a beach.
The head of East Timor's armed forces has also accused Australia of taking sides in the country's crisis.
Brigadier Rerden has denied the claims, saying his soldiers are completely neutral and professional in their duties.
***
The Sun-Herald/Sydney Morning Herald - October 29, 2006
Two men hacked to death in East Timor
TWO men have been hacked to death with machetes in East Timor, a hospital official said yesterday, as a wave of violence continued in the troubled nation's capital.
The bodies were taken by UN police to Dili's National Hospital, which performed the autopsies, a supervisor said. It was unclear when the men died, although they were believed to have been killed late on Friday or early yesterday.
At least eight people have died and more than 50 wounded in clashes between rival gangs in East Timor since last weekend.
The scale of the unrest - involving 200 to 300 people in the fighting - has led UN officials to suggest the bloodshed may be planned.
East Timor has been plagued by instability since rival security forces clashed in Dili in April and May after the Government dismissed a third of the armed forces. In the violence 37 people were killed and about 155,000 driven from their homes.
Foreign peacekeepers took over security, but gang warfare, looting and arson attacks have continued as the country remains split over attitudes towards more than two decades of Indonesian occupation that ended in 1999.
East Timor's Deputy Prime Minister Estanislau da Silva said in a statement yesterday that the Government still supported the work of Australian and New Zealand forces trying to contain the latest hostilities.
The recent flare-up began last Sunday, when two men were stabbed to death just days after the release of a UN report on the causes of the conflict earlier this year.
The special UN commission blamed the government of then prime minister Mari Alkatiri, saying two members of his cabinet allegedly armed civilian militias and recommended a criminal investigation.
Mr Da Silva's comments followed a call by the commander of East Timor's army, Brigadier-General Taur Matan Ruak, for an investigation into the behaviour of Australian troops in Dili, including claims they have taken sides in the conflict.
Australia's commander in Dili, Brigadier Mal Rerden, defended his troops, saying an orchestrated campaign in the past few days targeted the Australians to try to force them to leave the country.
***
The Age - October 29, 2006
Timor alert for Diggers
Lindsay Murdoch in Dili
AUSTRALIAN embassy officials and staff in Dili have tightened their security as unidentified people spread rumours that appear to be aimed at provoking attacks against Australians in East Timor.
Mal Rerden, the commander of Australia's troops in Dili, yesterday described as "completely unfounded" a story in one of East Timor's newspapers quoting witnesses claiming that Australian troops were responsible for the deaths of two young men who were murdered on Friday.
Page one headlines in the Suara Timor Lorosae newspaper said the men were killed by Australian forces.
"These stories are being manipulated by some elements … these groups clearly don't want to have a professional, impartial security force here probably because we are stopping them doing what they want to do," Brigadier Rerden said.
He has ordered his troops to investigate the source of the rumours, which are fuelling anti-Australian sentiment at a time of escalating violence in Dili that has left up to 10 people dead in the past week.
Brigadier Rerden said he was "focusing very carefully" on who was feeding the rumours because it was important they "don't start feeding on themselves".
But he added: "I don't think it's the front end of a real threat."
Australian embassy officials have begun removing paintings and stickers on vehicles or properties that identify them as Australian owned.
The waterfront residential compound of Australian diplomats was attacked by stone-throwing youths for the first time last week.
Allegations that Australian security forces have been responsible for killings, or are taking sides in the conflict, are being circulated by SMS messages in Dili.
And Australian troops and police in Dili are coming under increasing attack and abuse when they respond to the gang violence that erupts most afternoons.
The violence has prompted MPs to question the way Australian troops are operating in the country.
They have moved a resolution in Parliament asking for the United Nations Security Council to insist that Australian troops be put under UN command. Manual Tilman, leader of one of the biggest opposition parties, said yesterday that obvious "friction" between the Australian troops and other international security forces in Dili had led to an almost unanimous vote for the resolution.
The Howard Government in August won UN approval to keep command of the force for six months after obtaining the support of the US, Britain and Japan.
East Timor's Prime Minister Jose Ramos Horta has backed Australia's stand, saying on Friday that it was both "logical and necessary to accept our neighbour's generosity".
East Timor army commander Tuar Matan Ruak wants his government to investigate the conduct of Australian troops in Dili.
He told journalists that claims Australians have taken sides in the conflict have damaged the Australian Defence Force's prestige.
Carlos Belo, Nobel laureate and former bishop in Dili, has described the situation in East Timor as "unhuman".
He has appealed for people to work towards peace.
***
Radio New Zealand - Sunday, October 28, 2006, 6:19pm
Growing hostility towards Australia in East Timor
The commander of Australian forces in East Timor has dismissed newspaper headlines in Dili that Australian soldiers were involved in the deaths of two men.
The front-page headline of Dili's main newspaper Suara Timor-Leste reads, "Bodies found at Bebonuk. Killed by Australian Forces".
The two men were found on Friday, the apparent victims of gang violence.
The ABC reports the Australian Brigadier Mal Rerden says the allegations are rumour-mongering by a minority. He says his soldiers had no dealings with the dead men at all.
There are signs of a growing hostility towards Australians in Dili, with gangs throwing rocks at the residential compound of Australian Embassy staff.
The head of East Timor's armed forces has called for an inquiry into claims that Australia is taking sides in the country's political crisis.
Howard dismisses claims
The Australian Prime Minister John Howard has also dismissed claims Australian troops were responsible for the deaths of two men in East Timor. And he says attacks on Australian soldiers highlight the need for the Australian deployment to remain in that country until the job is done. Mr Howard says he has every confidence in the Australian military forces and the police and that their presence is very warmly supported by the local community.
Australia issued a new travel advice last week, warning its citizens could be targeted by rioting gangs.
***
AAP - Sunday October 29, 05:03 PM
Forces to deal with violence stirrers
The head of Australian forces in East Timor has vowed that those responsible for inciting violence and anti-Australian hostility in the tiny nation will be "dealt with".
Brigadier Mal Rerden acknowledged much of the recent gang violence and random killings in Dili was being organised and incited by unknown "elements".
Clashes between rival gangs armed with guns, rocks and knives have killed up to eight people and injured 50 in the past week.
While violence in the capital has calmed in recent days, a frenzy of anti-Australian sentiment is being whipped up with unfounded rumours of Australian bias and killings swirling around Dili.
Dili's main newspaper, Suara Timor Lorosae, has run a front page story saying Australian forces killed two East Timorese men, whose bodies were found on Friday.
Australia's Prime Minister John Howard and Chief of the Defence Force, Air Chief Marshal Angus Houston, were swift to reject the claims outright, saying the Australian troops are completely neutral and highly professional.
"I refute entirely any allegation that our people were involved in any way in the deaths of two Timorese nationals on Friday," Marshal Houston said.
Head of the 1,000-strong Australian force in East Timor, Brigadier Mal Rerden said it appeared the stories were being manipulated by other "elements". "Clearly they don't want to have a professional, impartial security force in here, probably because we're stopping them doing some of the bad things that they want to do," he said.
Brigadier Rerden said some of the violence of the past week indicated "a degree of organisation", and vowed those responsible would be arrested.
"There are elements that appear to be actively inciting some of the more general population to get involved in these mob events," Brigadier Rerden said. "It would appear that they are doing it in a controlled way for their own purposes."
The Australian troops had "some idea" who was responsible, and were actively pursuing inquiries in conjunction with the UN Police. "They will be dealt with," he said. "If we are able, and the police are able,... to find evidence to suggest that people have been involved in inciting violence, then they will be arrested."
On Saturday, East Timor's prime minister Jose Ramos Horta was forced to defend the decision to ask Australian troops to stay on in the troubled half-island nation, amid the growing anti-Australian mood.
The country's parliament has called for a single command for all the international forces in the country, headed by the UN, while East Timor's army commander has criticised the Australian operation for not being able to halt the violence.
Mr Howard said the recent attacks on Australian troops highlighted the need for their presence. "Our troops wouldn't be there if there weren't some people that needed, in an appropriate way, to be dealt with," he said. "And what this underlines is the importance of our force staying there until our job in finished."
Brigadier Rerden said the troops were not feeling any pressure from the recent criticism, which he described as "unfounded". "We are not concerned about comments because we are getting on with the job that we have to do, which is to ensure that we maintain security in East Timor."
He said the situation in East Timor was much calmer than five months ago, with locals now able to get on with their lives. "There are spikes, and there are times when groups of individuals will get onto the streets, but they are limited in duration and time," he said. "We see these (spikes in violence) as being more coordinated, and less spontaneous."
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
03:10
4
comentários
Comunicado - FRETILIN
Rua dos Mártires da Pátria, Comoro, Dili, Timor-Leste.
Reunião do Comité Central da FRETILIN
Análise da Situação e Perspectivas
O Comité Central da FRETILIN, reunido em Dili, no dia 29 de Outubro de 2006, debruçou-se sobre a situação geral no país, em particular, na cidade capital, tendo concluído o seguinte:
I. A Crise, as suas Causas e Deseenvolvimento
A crise vvida em Timor-Leste radica-se, essencialmente, num conflito de natureza política onde o desrespeito pela ordem constitucional democrática e os meios e formas de agir reflectem o carácter profundamente anti-democratico e golpista .
As acções para pôr em causa a ordem constitucional reuniram actores internos e externos e passaram por diferentes etapas e
tomaram as mais diversas formas, a saber:
i) A tentativa de forcar a criacao de um Governo de Unidade Nacional em 2002;
ii) pressão política a favor de novas eleições em 2002;
iii) a tentativa de derrube do Governo a 4 de Dezembro de 2002;
iv) as manifestações públicas durante o ano de 2003 usando diferentes franjas da população;
v) a tentativa de manipulacao politica dos problemas dos veteranos com a organizacao de uma manifestação com o excomandante L-7 e outros veteranos em 2004;
vi) a manifestação organizada pela hierarquia da Igreja Católica em 2005 e, finalmente,
vii) a manifestação dos peticionários em Abril dde 2006
viii) a quebra do sentido de solidariedade institucional indispensável no relacionamento entre órgãos de soberania e
ix) a crise actual;
Durante estes quatro anos, um plano bem traçado de contra-inteligência foi sendo implementado que incluía:
i) Criar rivalidade e clima de suspeição mútua entre F-FDTL e PNTL;
ii) usar a média e o boato para manchar a imagem do Governo e, em particular, do Primeiro Ministro;
iii) as diferenças de postura entre o Presidente da República e o Primeiro Ministro, minando as relações institucionais entre ambos,
iv) dividir a FRETILIN e enfraquecer a sua liderança;
v) organizar grupos para manifestações frequentes;
vi) criar um clima de caos e de ingovernabilidade;
vii) aliciar as Forças para a necessidade de intervir a favor de um golpe para derrubar o Governo, pretensamente, para “salvar o país” de um “governo impopular”;.
Dada a firmeza da posição do Comando das F-FDTL na defesa da Constituição e das instituições democraticamente eleitas, restaram simplesmente:
i) dividir as F-FDTL, enfraquencendo-as;
ii) aliciar a PNTL e conseguir a sua inacção na defesa das instituições democraticamente eleitas ou mesmo dividi-la para melhor a enfraquecer e colocar parte dela a favor da acção contra o Governo;
iii) transformar o problema criado dentro das F-FDTL da alegada “discriminação” Loro Monu/Loro Sa´e em problema nacional levando-o a afectar todas as instituições do Estado, em particular, as da defesa e segurança;
iv) mobilizar e organizar pequenos grupos para manifestações e prática generalizada de violência e assim tornar o país ingovernável;
v) argumentar sobre a “incapacidade e inaptidão” do Governo em solucionar a crise e, assim, exigir a sua demissão;
vi) desferir um golpe contundente ao partido no poder, argumentar a favor da ilegitimidade da sua liderança, para criar maior margem de manobra no estabelecimento do novo Governo;
vii) Camuflar, tanto quanto possível, de modo a que o derrube do Primeiro Ministro não fosse entendido como um golpe mas sim um acto em conformidade com os poderes constitucionais do Presidente da República;
viii) para isso, a) pressionar no sentido do Primeiro Ministro apresentar o seu pedido de demissão e b) simular respeito pela Constituição na formação do novo Governo, chamando-o mesmo de II Governo Constitucional.
ix) Assim, deixar pairar um sentimento de injustiça e de ilegitimidade governativa;
x) o cômputo geral, provocar a crise de Liderança a todos os níveis, decepando-a da nação, induzir a quebra da autoridade do Estado e a hipoteca da soberania.
Por isso, a crise por nós vivida resultou de accoes conjugadas e proprias de uma conspiracao muito bem urdida e bem executada.
O objectivo central do plano de conspiração reduz-se na investida contra a liderança nacional histórica de modo a decepar a Nação da mesma e assim, induzir a quebra da autoridade do Estado e a hipoteca da soberania nacional.
A arma fundamental utilizada foi, e é, a desinformação e a contra-informação, por um lado, usando de rumores, boatos e alegações de toda a natureza e, por outro, actos de violência contra pessoas e bens de modo a aprofundar o conflito intergrupais ou interegionais, falsamente intendido como inter-étnicos.
A etapa fundamental na execucação do plano passa pela necessidade de, em primeiro lugar, desacreditar as instituições de defesa e segurança do país e dividir a liderança nacional, colocando uns contra outros;
Para dividir a Liderança usaram-se todas as armas. Deu-se a entender que a luta pelo poder era a razão fundamental do conflito. Por fim, goradas todas as tentativas anteriores, recorreu-se a alegações sobre prática de crimes para lançar a “semente da desconfiança” num terreno já de si fértil de profunda crise institucional;
Não existindo crimes, eles foram criados pelos serviços de contra-informação, utilizando a média nacional e estrangeira. Como exemplo temos o dito “massacre” de Taci Tolo, os “esquadrões de morte”, a “importação ilegal e distribuição de armas pela FRETILIN”, etc., factos estes que encheram páginas de jornais e tempos de antena de Televisões e Rádios, que invadiram as nossas mentes, mas que hoje se provaram ser absolutamente falsos;
Mais uma vez, a média, em particular certa média australiana, teve aqui um papel determinante na acção concertada proppria de uma conspiração;
Mas os objectivos dessas acções não foram totalmente atingidos. Queriam :
i. o derrube do Governo,
ii. a dissolução do Parlamento Nacional,
iii. o controle do Judiciário, colocando todo o sistema ao serviço dos conspiradores,
iv. o estabelecimento de um “Governo de Unidade Nacional” e adiamento das eleições,
v. a desagregação das F-FDTL,
vi. a “domesticação” da FRETILIN, colocando na sua liderança elementos mais manipuláveis.
Acredita-se na possibilidade da entrada em execução do “Plano B” que se crê ser de acção mais selectiva de terrorismo, por um lado, e de utilização mais cuidadosa e extensiva de medidas políticas, administrativas, económicas e de justiça para reduzir ainda mais a autoridade do Estado, decepar a Nação da sua liderança histórica, incitar as populações para obter a sua reacção generalizada e criar um clima de instabilidade social e política de modo a declarar Timor-Leste um Estado falhado e assim intervir com mais força ainda em nome das necessidades humanitárias e da segurança regional e internacional.
II. O Relatório da Comissão de Inquérito Internacional
A pedido do Governo de Timor-Leste, as Nações Unidas decidiram criar uma Comissão de Inquérito Independente para investigar sobre alguns factos ocorridos no início da crise, a saber: os acontecimentos de 28 e 29 de Abril e os de 23, 24 e 25 de Maio e outros a eles relacionados e propor recomendações de medidas de responsabilização e de solução.
A Comissão concluiu os seus trabalhos e apresentou o seu relatório ao Parlamento Nacional, com cópias para outros órgãos de soberania timorenses. O relatório foi igualmente apresentado a Sua Excelência o Secretário Geral da ONU e ao Presidente da Comissão dos Direitos Humanos das Nações Unidas. O relatorio apresentado faz referencia a mais 2000 documentos consultados e 200 entrevistas realizadas, no entanto nao existe em anexo nenhum suporte documental que possa consubstanciar as conclusoes que apresenta e as recondacoes que faz.
O relatório peca por defeito, por um lado, e, extravasa o seu mandato noutros casos. Veja-se o tratamento dado ao 4 de Dezembro de 2002. Altura em que a defesa e a seguranca eram de exclusiva responasbilidade da Unmiset. Esta grave perturbacao da ordem publica nao podia de forma nenhuma ser imputada ao governo e a PNTL como vem mencionado no relatorio. A casa do entao primeiro ministro Mari Alkatiri foi qeimada assim como outras infrastruturas e o inquerito havia de ser feita pela Polocia Internacional.
A Comissão teve o mérito de se ter preocupado com uma introdução fazendo a retrospectiva da história de Timor-Leste, com destaque para as três últimas décadas, à laia de uma procura intelectual séria de uma razão histórica para explicar a crise, mas ignora as causas mais próximas da própria crise pois, aponta os factos sem as relacionar com as causas. E ignora outros factos egualmente importantes.
A Comissão investigou em profundidade algumas alegações de particular gravidade, que provou ser falsas mas o relatório nao torna isso publico. Como exemplo podemos mencionar a falsa alegação da existencia de tres contentores de armas ”importadas ilegalmente”. Nao tornou claro como lhe competia que era tambem falso que a Fretilin distribuiu armas. Se se provou que nao houve importacao ilegal de armas, que a Fretilin nao distribuiu aos delegados ao congresso nem a mais ninguem, armas, porque a razão o relatorio nada diz sobre isso?
A Comissão faz referências a fragilidades institucionais e não utilização dos mecanismos institucionais ou o não exercício total da autoridade por parte dos titulares de alguns órgãos de soberania. Aqui ignora os esforços que o então Primeiro Ministro fez no sentido de:
1. Solicitar por escrito ao Primeiro Ministro José Sócrates (10 de Maio de 2006) o envio de uma companhia da GNR,
2. Requerer por escrito ao PR Xanana Gusmão (27 de Maio de 2006) a convocação do Conselho de Estado e do Conselho Superior de Defesa e Segurança;
3. Manter em funcionamento o Gabinete de Crise até a sua demissão em 26 de Junho de 2006, entre outros;
4. Criar a Comissão dos Notáveis;
5. Criar mecanismos de coodenação de comando entre as F-FDTL e a PNTL;
A Comissão deu tratamento desigual na sua abordagem dos factos ocorridos. Em relação às F-FDTL tomou a mobilização dos reservistas como “armar civis” e concluiu responsabilizando judicialmente o Ministro da Defesa e as figuras principais do Comando; Mas, no tocante à PNTL, reservou um tratamento mais suave, não recomendando processo judicial ao Comandante Geral, preferindo transferir todo o ônus ao Ministro do Interior. Ignorou a realidade tão evidente de que foi o Comandante Geral o responsável pela desagregação da PNTL e, foi o mesmo que evadiu da sua subordinação ao Governo e passou a cumprir ordens de outras instâncias;
A Comissão ignorou, no seu relatório, as várias reuniões que tiveram lugar no Palácio das Cinzas e na Residência do PR Xanana Gusmão e preferiu passar uma esponja pelos assuntos nelas tratados;
Ignorou os encontros do então Ministro de Negócios e Cooperação, bem mediatizados com Alfredo, Railos, Tara, etc.
Ignorou ainda o papel do representante especial do secretario geral das nacoes unidas em Timor Leste o senhor Sukehiro Hassegaw.
A Comissão não tratou com profundidade a questão do Loro Monu e Loro Sa´e de modo a aferir as responsabilidades por esta divisão artificial induzida na sociedade timorense;
A Comissão preferiu igualmente ignorar o papel da hierarquia da Igreja Católica e passou uma esponja por cima de personalidades destacadas de alguns Partidos de oposição envolvidos em toda a acção de desestabilização;
Mas, por outro lado, a Comissão, nas suas recomendações extravasou do seu mandato ao recomendar “soluções” no sentido de um pretenso reforço do sistema judiciário;
Assim, a Comissão falhou na sua missão. Trouxe meias verdades. Não contribui, como se pretendia, para a solução da Crise. Por isso, o relatório da Comissão vale o que vale, por aquilo que vale, carecendo de ser analisado de uma forma crítica e sem ambiguidades.
Compete aos órgãos de soberania de Timor-Leste ter a coragem de fazer decisões mais consentâneas com as exigências da situação de modo a pôr fim a crise que hoje vivemos.
III. A responsabilidade da Liderança Timorense
Um país como Timor-Leste, nascido de uma longa Luta pela Libertação nacional, vale por aquilo que vale a determinação do seu povo e a capacidade da sua Liderança de mobilizar e unir este povo em torno das grandes metas da Nação.
A forma clássica de desviar estes países do seu rumo passa necessáriamente pela acção de:
i. dividir a sua Liderança e decepá-la da Nação,
ii. desagregar e enfraquecer as instituições e personalidades que são os capitais-simbólicos da afirmação da Nação,
iii. dividir o povo, para melhor reinar.
E temos que admitir que a crise por que passamos é prenhe de todas estas verdades.
A Liderança histórica caiu numa armadilha bem traçada, numa conspiração bem planeada, envolvendo actores internos e externos.
Esta mesma Liderança deve, unânimamente e sem complexos assumir:
i. que demos espaco a manipulacao politica;
ii. que existem responsabilidades colectivas, mas também, individuais,
iii. que as responsabilidades sejam objecto de uma análise profunda e que as causas da crise sejam conhecidas,
iv. que toda a verdade seja divulgada para o conhecimento do povo.
v. Que a justiça se faca e contribua para pôr fim a crise.
Assim, nesta hora crucial de decisão, a Liderança Timorense deve saber ultrapassar as suas diferenças e Lutar juntos pela reafirmação da dignidade nacional, pelo restabelecimento da Lei e da Ordem, pela reposição da autoridade do Estado em todos os domínos, pela soberania e independência nacionais.
O governo e o parlamento devem mostrar mais autoridade na defesa da soberania do estado. Devem ser tomadas medidas mais fortes com vista a normalisacao da seguranca e a rapida reactivacao da PNTL permitindo o reassentamento das populacoes deslocadas.
O governo e o parlamento nacional devem redobrar esforcos para garantir a realizacao das eleicoes gerais nas datas previstas, com respeito pela Constituição.
A FRETILIN apela com vigor a todos os seus militantes que contribuam para parar com a violencia, denunciando corajosamente as autoridades todo e qualquer individuo responsavel por actos que ofendam a lei e a ordem publicas.
Todo o povo espera que isto aconteça e aconteça já.
Dili, 29 de Outubro de 2006.
.
Por
Malai Azul 2
à(s)
02:59
3
comentários
Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "