"A técnica do Clube Bilderberg consiste em submeter a população e levar a sociedade a uma forte situação de insegurança, angústia e terror, de maneira que as pessoas cheguem a sentir-se tão exaltadas que peçam, aos gritos, uma solução, qualquer que seja. Essa técnica tem sido aplicada às gangues de rua, às crises financeiras, às drogas e ao atual sistema educacional e prisional."
Ver mais aqui, aqui e na Wikipedia.
Ou basta recordar a crise de 2006, nos nossos arquivos...
terça-feira, dezembro 02, 2008
Clube Bilderberg
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Judiciary under attack in Timor–Leste
FRENTE REVOLUCIONÁRIA DO TIMOR-LESTE INDEPENDENTE
FRETILIN
Media Release
December 2, 2008
Timor-Leste's de facto government last week stepped up its assault on the judiciary by blocking the reappointment of a senior judge who ruled against key budget measures last month.
The Superior Council for the Judiciary, a formerly independent but now politicised commission that oversees the functioning and composition of the judiciary, decided on 13 November 2008 not to renew the contract of Portuguese judge Ivo Rosa. This was the same day Judge Rosa published the Court of Appeal's decision declaring a large part of the Gusmao government's 2008 budget unlawful and unconstitutional.
Judge Rosa is one of three foreign judges recruited by the United Nations to serve alongside seven Timorese judges in Timor-Leste.
He was one of three Court of Appeal judges who unanimously ruled on November 13 that:
a) The government's creation of a so-called Economic Stabilization Fund was unconstitutional in that it was equivalent to creating a "secret fund" which is expressly prohibited by the constitution, and
b) Parliament's attempt to transfer more than US$290 million from the National Petroleum Fund was illegal as it breached key aspects of the law mandating sustainable use of petroleum revenue.
Prime Minister Xanana Gusmao and the President of the National Parliament, Fernando "Lasama" de Araujo have publicly criticised the judgement and foreign judges in particular. In the days following the court's ruling Mr de Araujo was reported on the national state-owned television broadcaster as having said that it was "time the government brought the Court of Appeal into line."
The decision not to reappoint Judge Rosa was taken to and initiated in the Superior Council for the Judiciary by the Council's interim head, Dionisio Babo Soares. Mr Soares is Secretary General of Xanana Gusmao's CNRT party and was national campaign director for the CNRT during last year's elections. He is currently an advisor in the Deputy Prime Minister's office.
FRETILIN MP and spokesperson Jose Teixeira, an Australian-trained lawyer, said today he had never seen such a blatant act of political interference with the Timor-Leste judiciary.
"Dionisio Babo Soares is a political operative with no judicial training or experience, and, while holding some legal qualifications, has never practiced as a lawyer. The Superior Council has only one of four members who is a judge. Yet he and the Council are passing judgement on the performance of a judge with well over ten years experience," Teixeira said.
"Soares may have extremely limited professional experience with the law, but he does have a proven track record of taking riding instructions from Prime Minister Gusmao. This decision that he was instrumental in is proof of that. All our information indicates that this is so.
"The involvement of such a prominent party-political figure in this decision is basis enough for FRETILIN to challenge its soundness and legality."
Teixeira said the de facto government took advantage of the absence of Judge Claudio Ximenes, the President of the Court of Appeal, who is in Lisbon receiving medical treatment, to rush to get rid of Judge Rosa.
"The writing has been on the wall for some time now. We knew there would be moves on the judges involved in the budget decision, especially Judges Rosa and Ximenes. The de facto Prime Minister and the President of the Parliament have voiced their public displeasure with the decision. Now we see the result of their displeasure."
Teixeira said the decision also involved another member of the Superior Council, Cirilio Valadares, who is currently advisor in the Office of Prime Minister Gusmao.
"The de facto government, having stacked the Superior Council for the Judiciary with its political operatives, is now expected to move against Judge Ximenes and install a judiciary favourable to their administration," Teixeira said.
"How will we ever be able to enforce laws in this country with this type of political interference and disregard for the rule of law, the courts and the constitution? From our point of view this is only the tip of the iceberg, and the independence of our judiciary is under a genuine and unprecedented threat."
For information contact José Teixeira MP (now in Australia) 0438 114 960
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Programa do I Congresso das Ciências da Saúde de Timor-Leste
EMBAIXADA DE PORTUGAL EM DILI
Infomacao Imprensa
Quarta-feira, 3 de Dezembro, 2008
8h30 – Sessão de Abertura
Conferência “Os desafios dos sistemas de saúde em países do Sudoeste Asiático”
Samlee Plianbangchang, Director Regional da Organização Mundial de Saúde para o Sudoeste Asiático (OMS-SEARO)
10h – Pausa para café
10h15 – I. Sessão Plenária e Painel de Discussão: “Doenças Infecciosas”
Moderador: Artur Corte-Real, Hospital Nacional Guido Valadares (HNGV)
A. Mudança de políticas no tratamento da Malária: enquadramento e implementação
João Martins, University of New South Wales (UNSW), Austrália (15m)
B. Epidemiologia da Malária e resistência aos anti-maláricos em Timor-Leste
Afonso de Almeida, Instituto de Higiene e Medicina Tropical (IHMT), Portugal (15m)
C. Malária em doentes assistidos no serviço de urgências do HNGV
Bernardina Bano, St. John of God Healthcare (SJGH), Austrália (15m)
D. Caracterização epidemiológica da Tuberculose no centro clínico de Díli - 2004 a 2007
Justo Rodríguez López, Brigada Médica Cubana (15m)
E. Programa nacional para a erradicação da Lepra
Salvador Amaral, OMS-Ministério da Saúde (OMS-MS) (15m)
Discussão e Conclusões (30m)
12h – Almoço
14h – II. Sessão Plenária e Painel de Discussão: “Estruturas para a investigação em saúde”
Moderadores: Reinaldo Garcia Pêrez, Director da Faculdade de Medicina da Universidade Nacional de Timor-Leste
Avelino Guterres, Ministério da Saúde (MS)
A. Investigação das dimensões sociais e culturais dos utentes: formação dos profissionais de saúde
Diana Glazebrook, UNSW (15m)
B. Aquisição de competências em investigação
Santina da Cruz, TAIS (15m)
C. Modernização dos sistemas laboratoriais em Timor-Leste
Matias da Silva, SJGH (15m)
Discussão e Conclusões (20m)
16h – Inauguração da “Biblioteca Nacional de Saúde” no Hospital Nacional Guido Valadares
“Biblioteca Nacional de Saúde”- apresentação de projecto
Arun B. Thapa, representante da OMS-SEARO em Timor-Leste
Odete Viegas, Directora Geral do HNGV
Quinta-feira, período da manhã, 4 de Dezembro, 2008
8h – III. Sessão Plenária e Painel de Discussão: “Saúde materno-infantil”
Moderadores: Isabel Gomes, Chefe do Departamento de Saúde Materno-Infantil, MS
Domingas Bernardo, UNICEF
A. Inquérito à população: melhoria das práticas em saúde infantil
Silverio Soares, TAIS (15m)
B. Políticas de desenvolvimento em saúde materna: implementação em Timor-Leste
Kayli Wild, Charles Darwin University (CDU) and National Australian University (NAU), Austrália (15m)
C. Acompanhamento Pré-Natal
Maria de Jesus Maceiras, Escola Superior de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa (ESSCVP), Portugal (15m)
D. Instalações adequadas ao parto em Timor-Leste
Teresinha Sarmento, Health AIliance Internacional (HAI), E.U.A. (15m)
E. A amamentação em Timor-Leste e as práticas tradicionais: estudo comparativo com outros países.
Carla Quintão, United Nations Children’s Fund (UNICEF), Timor-Leste (15m)
Discussão e Conclusões (40m)
10h – Pausa para café
10h30 – IV. Sessão Plenária e Painel de Discussão: “Mortalidade materno-infantil: causas e mudanças”
Moderadores: Norberta Belo, MS
Ivone de Jesus Santos, Instituto de Ciências da Saúde (ICS)
A. Mortalidade materna: aborto clandestino, terceira causa de morte
Suzanne Belton, CDU; Verónica Correia, Fundação Alola (15m)
B. Embolismo do fluido amniótico
José António, HNGV (15m)
C. Estratégias e práticas para a melhoria da sobrevivência materno-infantil nas zonas rurais de Timor-Leste
Kiyoe Narita, Clinica Cafe Timor (15m)
D. Melhorias na saúde materna e do recém-nascido em Timor-Leste
Nadine Hoekman, HAI (15m)
Discussão e Conclusões (30m)
12h – Almoço
Quinta-feira, período da tarde, 4 de Dezembro 2008
14h – V. Comunicações orais livres: “Outras doenças em Timor-Leste”
Moderador: Milena Maria, Chefe do Departamento de Doenças Infecciosas, MS
A. A prevalência de infecções comuns de pele em Timor-Leste: Estudo transversal
Salvador Amaral, OMS-MS; Sonia Harmen, James Cook University (JCU), Australia (15m)
B. A prevalência de parasitas intestinais em Timor-Leste
David Reeve, JCU (15m)
C. Anemia em doentes assistidos no serviço de urgências do HNGV
Lucsender Alves, SJGH (15m)
D. A Acupunctura no tratamento da dor osteomioarticular
Jorge Zaldivar, Brigada Médica Cubana (15m)
Discussão e Conclusões (15m)
15h15 – VI. Comunicações orais livres: “Experiências em Programas de Saúde”
Moderador: Romano Viegas, ICS
A. O programa nacional de cuidados oftalmológicos
Jacqueline Ramke, Fred Hollows Fundation, Nova Zelândia (10m)
B. Suporte ao programa de desenvolvimento de “promotores de saúde familiar” em Timor-Leste
Paul Vasconcelos, HAI (10m)
C. Planeamento dos serviços de traumatologia: avaliação das capacidades hospitalares em Timor-Leste
Kate Sullivan, UNSW (10m) <
Discussão e Conclusões (15m)
16h – Pausa para café
16h15 – VII. Comunicações orais livres: “Educação para a Saúde e Nutrição Comunitária”
Moderador: Domingos Soares, Director Académico do ICS
A. Programa de reforço alimentar: oportunidades e mudanças
Ana Godinho e Maria Sacchetti, Médicos do Mundo, Portugal (15m)
B. Avaliação de um projecto de nutrição comunitária no Suco Taiboko (Oecusse), no contexto do desenvolvimento rural integrado
Elisabeth Barreto e Waltraud Novak, Oxfam, Austrália (15m)
C. Integração de práticas comunitárias de gestão da desnutrição aguda nos serviços distritais de saúde de Manufahi
Alice Nkoroi, Concern Worldwide; Dircia Soares, MS (15m
17h15 – “Porto de Honra” oferecido pela Caixa Geral de Depósitos
Sexta-feira, 5 de Dezembro, 2008
8h30 – VIII. Sessão Plenária e Painel de Discussão: “Sistemas de Saúde”
Presidente da Mesa: Nelson Martins, Ministro da Saúde
A. O sistema de saúde de Timor-Leste
Rui Paulo de Jesus, OMS-SEARO (15m)
B. Cuidados de saúde primários em Timor-Leste: avaliação dos últimos 10 anos
Rui Araújo, OMS-MS (15 min)
C. A importância dos sistemas de saúde para o Desenvolvimento dos Países
Paulo Ferrinho, IHMT (15m)
D. Contribuição da investigação no desenvolvimento dos sistemas de saúde
Anthony Zwi, UNSW (15m)
Discussão e Conclusões (30m)
10h – Pausa para café
10h30 – Conferência “Aplicações da Telemedicina em Timor-Leste\"
José Brandão de Sousa, Administrador Delegado da Timor Telecom, SA
11h – Conferência “A importância do desenvolvimento de recursos humanos para o reforço dos Sistemas de Saúde”
Paulo Ferrinho, Sub-director do IHMT
11h30 – Conferência “Desenvolvimento de recursos humanos em Timor-Leste – análise dos últimos 10 anos”
Diamantino de Jesus, Director Nacional de Recursos Humanos do MS
12h – Almoço
14h – IX. Sessão Plenária e Painel de Discussão: “Desenvolvimento de Recursos Humanos em Saúde”
Presidente da Mesa: Rui Araújo, conselheiro do Ministro da Saúde
A. O desenvolvimento de recursos humanos em saúde – a experiência do Instituto Superior de Ciências da Saúde de Moçambique (ISCISA)
Fernando Vaz, ISCISA – Maputo, Moçambique (15 min)
B. A experiência da formação em Saúde em Timor-Leste
Carlos Tilman e Domingos Soares, ICS (15 min)
C. A formação em saúde em países em desenvolvimento: a experiência da ESSCVP e da Escola Superior de Tecnologia da Saúde de Lisboa (ESTeSL), Portugal
Manuel Correia, ESTeSL (10 min)
Luis Aires de Sousa, ESSCVP (10 min)
D. Contributo da formação em enfermagem para a promoção da qualidade dos serviços de saúde
Achir Yani Hamid, Associação Nacional Indonésia de Enfermagem, Indonésia (15 min)
Discussão e Conclusões (40m)
16h – Apresentação das principais conclusões do Congresso
Carlos Tillman, director-geral do ICS
16h30 – Sessão de Encerramento
19h – Jantar Oficial de Encerramento oferecido pela Timor Telecom
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EMBAIXADA DE PORTUGAL EM DILI
Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal visita Timor-Leste
O Senhor Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Prof. Doutor João Gomes Cravinho, visita oficialmente Timor-Leste entre os próximos dias 2 e 5 de Dezembro.
Realizar-se-á no dia 4 de Dezembro, em Tíbar e Maubara, a cerimónia oficial do lançamento do Cluster da Cooperação - Projecto “Mós Bele”. O Cluster da Cooperação constitui um dos três eixos prioritários do Programa Indicativo de Cooperação 2007-2010, entre Portugal e Timor-Leste, e visa a criação de valor sustentável numa região definida, através da integração de diversos projectos e programas de cooperação para o desenvolvimento.
No dia 3 de Dezembro participará na abertura do I Congresso de Ciências da Saúde de Timor-Leste, que decorrerá no auditório do Ministério dos Negócios Estrangeiros, com o apoio do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento e a Fundação Calouste Gulbenkian.
Encontram-se previstos encontros com o Senhor Presidente da República José Ramos Horta, o Senhor Primeiro-Ministro Xanana Gusmão, Membros do Governo, o Senhor Secretário-Geral da Fretilin, Mari Alkatiri, o Chefe da Delegação da Comissão Europeia em Díli, Embaixador Juan Carlos-Rei, o Senhor Bispo de Díli, D. Alberto Ricardo, o Senhor Representante Especial do Secretário-Geral da ONU, Atul Khare, entre outras entidades.
O Senhor Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal será acompanhado nesta visita pelo Senhor Presidente do Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, Professor Doutor Manuel Correia, e pela assessora do seu Gabinete, Dra. Ana Paula Fernandes.
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segunda-feira, dezembro 01, 2008
"Ivo Rosa declared illegal part of the government budget. The PM did not like it and so had him set aside."
Translation from Portuguese of article By MICAEL PEREIRA – in "Expresso"
30 November 2008
This issue was not a theme for the two day visit by Xanana Gusmao to Portugal this week, which the Timorese Prime Minister took advantage of to put across an image of political stability in his country in order to obtain lines of credit with the Portuguese banks, but the crisis between the constitutional bodies is entrenched in Dili and runs the risk of deepening.
Two weeks after having been sent for publication in the "Jornal o Republica" (the equivalent of our "Daily of the Republic")[1], the controversial ruling of the Timorese Court of Appeal which declares illegal one third of the State Budget for 2008 still has not seen the light of day, which under normal circumstances should have already occurred two weeks ago.
Judicial sources in Dili assure us that the decision is being politically blocked by the Government, which is arousing strong criticisms from the opposition and non-governmental organizations. In practice, until it is published, Xanana Gusmao's does not have to comply with the decision, as it does not yet have official knowledge of it.
The court decision which prohibits the Government from spending an extra transfer of US$240 million from the Timorese Petroleum Fund, because they did not comply with the law, was written by a Portuguese judge, who has in the meantime been moved aside by the Superior Council for the Judiciary (SCJ), which is currently headed by the secretary general of Xanana Gusmao's party (CNRT).
The non-renewal of the judge Ivo Rosa's contract was decided on the very day he sent the decision for publication.
Ivo Rosa had taken over the role of interim President of the Court of Appeal in August, since the Timorese Judge Caludio Ximnenes had come to Portugal for prolonged medical treatment. Ximenes accumulates the roles of President of the Court of Appeal and the Superior Council for the Judiciary.
Dionisio Babo, the secretary general of the CNRT and substitute President of the SCJ, admitted to Expresso that the moving aside of the Portuguese Judge was effected on the day the notification of the decision regarding the budget, the 13th of November, without it being an item of business on the agenda and without it being known by Claudio Ximenes, but justified it as being a legitimate decision.
"I am not putting in cause the judges competence, but it was proposed by two councilors and that despite controversy was voted by unanimity," confessed the head of the Superior Council for the Judiciary. "It is a normal thing, on previous occasions we had decided not to renew the contract of other international judges. I do not mix politics with the judiciary." Babo also holds the position of advisor in the office of the Deputy Prime Minister Jose Luis Guterres.
As the one who was responsible for judging the soldiers implicated in the deaths of eight police during the 2006 crisis and who issued the warrants for the capture the rebel Alfredo Reinado (against the strategy adopted by Ramos-Horta and Xanana Gusmao), the Portuguese Judge became a discomforting figure in Timor.
The fragility of the judicial system in the country has been one of the most widely criticized points in international reports regarding the country's situation, from the time the UN commission of inquiry investigating the 2006 political-military crisis recommended that all those responsible for the crisis should be called to face justice.
.
At this time, not even the investigations into the attempts on the President of the Republic (who was gravely wounded), and on the Prime Minister in February last have been concluded. After nine months, and despite the Australian Police and the FBI having contributed with an exhaustive investigation of the incidents, the Prosecutor General has still not said anything regarding what really occurred.
-ENDS-
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MARIONETAS NOS TRIBUNAIS DE TIMOR
Blog Timor Lorosae Nação
H. CORREIA – comentário em "Timor: O HOMEM DAS DUAS CARAS ESTEVE EM PORTUGAL"
Ramos Horta, esquecendo-se mais uma vez de que não é poder executivo, vem dar-nos mais alguns bitaites.
Entre muitos outros "faits-divers", SExa quer "uma progressão mais rápida dos magistrados nas suas carreiras". Refere-se mesmo à "progressão"? Não será antes à formação - de preferência de tipo "light" e facilmente manipulável?
É que em Timor-Leste para fazer parte do Conselho Superior de Magistratura nem é preciso ser magistrado...!
Senhor Presidente: não bata mais no ceguinho, que o juiz Ivo Rosa já foi saneado. Agora deixe o homem em paz.
É espantoso o ódio que este PR tem aos magistrados estrangeiros e às leis que são "mera cópia exacta e inadequada de legislação estrangeira, sem ligação com a realidade concreta do nosso país."
Estará a referir-se ao Código Penal indonésio, ou às leis domésticas, aprovadas pelo poder legislativo timorense?
Por outro lado, já não se importa com "O contributo de juristas internacionais", que "tem sido indispensável e sê-lo-á por mais tempo."
O que é concretamente um "jurista"? Ivo Rosa não é "jurista"? Não é "internacional" (eufemismo inventado pelos anglo-saxónicos para dizer "estrangeiro")?
Então sou levado a concluir que alguns "juristas" "internacionais" são "indispensáveis", enquanto que outros já são dispensáveis.
Fiquei esclarecido. A falar é que a gente se entende, Sr. Presidente...
Obs - Título e subtítulo TLN
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domingo, novembro 30, 2008
Xanana Gusmão persegue juiz português
Expresso
29 de Novembro 2008
Ivo Rosa ilegalizou parte do orçamento timorense. O primeiro-ministro de Timor não gostou e afastou-o
O assunto não era tema para a visita de dois dias que Xanana Gusmão fez esta semana a Portugal, aproveitada pelo primeiro-ministro timorense para passar uma imagem de estabilidade política no seu país e obter linhas de crédito nos bancos portugueses, mas a crise entre órgãos de soberania está instalada em Díli e corre o risco de se tornar mais profunda.
Duas semanas depois de ter seguido para publicação no ‘Jornal da República’ (o equivalente ao nosso ‘Diário da República’), o polémico acórdão do Tribunal de Recurso timorense que ilegaliza um terço do orçamento de Estado para 2008 ainda não viu a luz do dia, o que em circunstâncias normais já deveria ter acontecido na semana passada.
Fontes judiciais em Díli garantem que há um bloqueio político ao acórdão por parte do Governo, motivando fortes críticas da oposição e de organizações não-governamentais. Na prática, sem estar publicado, o Executivo de Xanana Gusmão não tem de o respeitar, por não ter conhecimento oficial dele.
A decisão do tribunal proíbe o Governo de gastar uma transferência extraordinária de 240 milhões de dólares do fundo de petróleo timorense, por não respeitar a lei, e foi escrita por um juiz português, entretanto afastado pelo Conselho Superior de Magistratura (CSM), liderado actualmente pelo secretário-geral do partido de Xanana Gusmão (CNRT).
A não renovação do contrato do magistrado Ivo Rosa foi determinada no próprio dia em que o português enviou o acórdão para publicação.
Ivo Rosa tinha assumido em Agosto a função de presidente interino do Tribunal, desde que o magistrado timorense Cláudio Ximenes veio para Portugal para um tratamento prolongado de saúde. Ximenes acumula em Timor as presidências do Tribunal de Recurso e do Conselho Superior de Magistratura.
Dionísio Babo, o secretário-geral do CNRT e presidente-substituto do CSM, admitiu ao Expresso que o afastamento do juiz português foi feito no dia da notificação do acórdão sobre o orçamento, a 13 de Novembro, sem estar na ordem de trabalhos e sem conhecimento de Cláudio Ximenes, mas justificou que se tratou de uma decisão legítima.
“Não estou a pôr em causa a competência do juiz, mas foi uma proposta de dois conselheiros e, apesar de polémica, acabou por ser votada por unanimidade”, confessou o responsável pelo Conselho Superior de Magistratura. “É uma situação normal, já em vezes anteriores tínhamos decidido por não renovar contratos com outros juízes internacionais. Não misturo política com a magistratura”. Babo assume, no entanto, que é assessor no gabinete do vice-primeiro-ministro José Luís Guterres. Além dele, um outro conselheiro, Cirilo, trabalha para o gabinete de Xanana.
Responsável pelos julgamentos dos militares implicados nas mortes de oito polícias durante a crise de 2006 e autor dos mandados de captura em nome do rebelde Alfredo Reinado (contra a estratégia de Ramos-Horta e Xanana Gusmão), o juiz português tornou-se uma figura incómoda em Timor.
A fragilidade do sistema judicial no país tem sido um dos pontos mais criticados pelos relatórios internacionais sobre a situação no país, desde que a comissão de inquérito criada pela ONU para investigar a crise político-militar de 2006 recomendou que todos os seus responsáveis deveriam ser chamados à justiça.
Neste momento, nem mesmo os atentados ao Presidente da República, Ramos-Horta (que ficou gravemente ferido), e ao primeiro-ministro em Fevereiro último têm o inquérito concluído. Nove meses depois, e apesar da polícia australiana e do FBI americano terem contribuído com uma exaustiva investigação aos incidentes, a Procuradoria-Geral da República ainda não disse nada sobre o que realmente aconteceu.
Micael Pereira
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Delegação do CDS/Partido Popular no Parlamento Europeu
NOTA DE IMPRENSA
Gabinete do Dep. José RIBEIRO E CASTRO
Integrando uma missão do Parlamento Europeu
Ribeiro e Castro em Timor-Leste
O deputado democrata-cristão José Ribeiro e Castro chega hoje a Timor-leste integrando uma missão do Parlamento Europeu, na sequência da visita oficial, há dias atrás, do comissário Louis Michel.
Ribeiro e Castro terá contactos, nomeadamente, com o presidente da república José Ramos-Horta, com o presidente do parlamento Fernando Araújo Lasama, com o vice-primeiro-ministro José Luís Guterres, com o ministro do desenvolvimento João Gonçalves, com o bispo de Díli D. Alberto Ricardo da Silva e com o representante especial do secretário-geral das Nações Unidas Atul Khare.
Esta visita tinha sido prometida ao presidente Ramos-Horta, aquando da estadia do chefe de Estado timorense em Bruxelas e Lisboa, em Julho passado.
Na altura, Ribeiro e Castro quis inteirar-se da plena recuperação da saúde do presidente timorense, depois do atentado de que este foi alvo em Fevereiro deste ano, e passar em revista a evolução da situação política, social e económica em Timor-Leste, além das relações com os países vizinhos e com a União Europeia.
A última vez que Ribeiro e Castro esteve em Timor foi em Outubro de 2006 para uma visita de trabalho de quatro dias, no decurso da qual manteve encontros com o então presidente Xanana Gusmão, com José Ramos-Horta, na altura primeiro-ministro, com o antigo chefe do governo e líder da FRETILIN, Mari Alkatiri, e com diversos dirigentes partidários, religiosos e militares, tendo prestado homenagem ao trabalho desenvolvido pelos militares da GNR e agentes da PSP no território.
Ribeiro e Castro defendeu então o estabelecimento de consensos alargados por parte dos partidos políticos timorenses em áreas essenciais da construção do Estado e em políticas de mais longo prazo de modo a promover o estabelecimento de relações de confiança e de solidariedade na construção do Estado.
A missão do Parlamento Europeu deixa Timor-Leste na próxima segunda-feira.
Para mais informações:
Gabinete do Deputado José RIBEIRO E CASTRO
Tel.: +32 (2) 2847783
Fax: +32 (2) 2849783
Email: jose.ribeiroecastro-assistant@europarl.europa.eu
Portal: www.ribeiroecastro.eu
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sexta-feira, novembro 28, 2008
O que Pedro Rosa Mendes não disse
Pedro Rosa Mendes sabe mais do que disse na sua análise. Fica muito por dizer e não podemos deixar de estranhar porque só agora o jornalista fala de uma situação que se arrasta há tanto tempo.
Pedro Rosa Mendes quer deixar Timor e este artigo é um exercício para acelerar a sua saída?
O jornalista da LUSA tem conhecimento de factos que devia transmitir ao mundo. Os atropelos ao Estado de Direito, os casos de corrupção, e toda uma vivência que calou durante anos.
Sabe Pedro Rosa Mendes e sabem muitos outros jornalistas que escrevem sobre Timor.
Aguardamos.
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O herói traidor
Ontem numa tristíssima entrevista na SIC Notícias, Xanana Gusmão pateticamente ia desarticulando algumas palavras com o jornalista.
Por fim lá disse ser sua intenção alterar a Lei do Fundo do Petróleo de forma a poder levantar mais verbas do que a lei lhe permite agora.
Ao que o jornalista sugere que a lei em vigor, com base no modelo "norueguês" talvez não se ajuste a um país em vias de desenvolviemnto.
Pura ignorância.
O "modelo", implementado pelo anterior governo da FRETILIN, considerado pelas instituições internacionais como de excelência no que diz respeito a transparência e sustentabilidade foi realizado para o caso específico de Timor-Leste e de norueguês apenas tem a garantia de que ditadorzecos corruptos, como Xanana, não pudessem comprometer as gerações futuras.
Pelos vistos a entrevista a Xanana não mereceu do jornalista preparação prévia...
E Xanana esteve no seu melhor. Patético, incapaz de uma linha de pensamento,revelando apenas o seu ódio inestimável à FRETILIN.
Relativamente ao legado da FRETILIN, e ao relatório do Banco Mundial sobre o aumento da pobreza de 2001 a 2007, engraçado como Xanana descarta o mal que a crise de 2006/2007 fez ao seu povo.
Seria possível alguma prosperidade durante a crise provocada pelo golpe de Estado que teve como instigador principal Xanana Gusmão?
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Malai Azul 2
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Porque alterar as regras do Fundo de Petróleo? Por isto:
Fundo de Petróleo terá em Dezembro 4.000 milhões de dólares - MNE Zacarias da Costa
Lisboa, 27 Nov (Lusa) - O Fundo de Petróleo que Timor-Leste mantém na Reserva Federal dos Estados Unidos atingirá, em Dezembro,4.000 milhões de dólares (3.125 milhões de euros), disse hoje à Agência Lusa o ministro dos Negócios Estrangeiros timorense.
Numa entrevista à Lusa, Zacarias da Costa, que se encontra em Lisboa integrado na comitiva que acompanha a visita a Portugal do primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, adiantou que 10 por cento desse Fundo deverá ser investido na Europa e, "talvez", na banca portuguesa, que gerirá essa parte já em euros.
"Queremos diversificar o nosso portefólio. O nosso fundo está nos Estados Unidos, investido nos títulos da dívida pública. Mas, com a recente crise, com a flutuação do dólar no mercado, com toda a situação internacional, vamos diversificar e estamos olhando para isso", afirmou.
"(Podemos) entregar, por exemplo, esse fundo para algum grupo (da banca portuguesa) gerir. Tivemos contactos com a Caixa Geral de Depósitos (CGD),o BPI (Banco Português de Investimento) e o BES (Banco Espírito Santo) para estudar a possibilidade", acrescentou Zacarias da Costa.
"Gostaríamos que as empresas portuguesas, sobretudo do sector da banca e com grande experiência, pudessem fazer uma parceria connosco e gerir este dinheiro, bem como investi-lo também em euros, para não investirmos só em dólares", frisou o chefe da diplomacia timorense.
Zacarias da Costa lembrou que, em termos orçamentais, o governo de Díli tira todos os anos 3 por cento do chamado "rendimento sustentável", mais concretamente o "rendimento sustentável estimado".
"É este montante que estamos a tirar para financiar o nosso orçamento. Estes 3 por cento juntam-se às receitas domésticas, que estimamos para o próximo ano em 90 milhões de dólares (70,3 milhões de euros)", precisou.
Ainda na banca, o chefe da diplomacia timorense lembrou que, com a CGD, estão em curso negociações com vista à atribuição de linhas de crédito bonificadas, havendo, para já, a possibilidade de o banco português abrir uma em breve, no valor de 100 milhões de dólares (78,1 milhões de euros).
"Foram apresentadas propostas de quatro diferentes opções de apoio, que seriam linhas de crédito e apoio a diversos sectores, sobretudo o privado. As propostas não são finais, vamos discutir, até cerca de 100 milhões de dólares com juros bastante bons", sublinhou.
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Xanana Gusmão em entrevista à TSF
TSF
Ontem às 20:15
De visita a Portugal, o primeiro-ministro timorense concedeu uma entrevista à TSF. Xanana Gusmão reconhece o clima de guerrilha existente nas relações com a FRETILIN, que está na oposição, e revela que tenciona altera a lei que gere as receitas do petróleo, de forma a apoiar o desenvolvimento da economia e a combater a pobreza de uma foram mais eficaz. Entrevistado pelo jornalista Manuel Acácio, o antigo comandante da resistência timorense fala-nos dos seus sonhos e das dificuldades em construir um país marcado por décadas de ocupação indonésia.
Entrevista à TSF de Xanana Gusmão, primeiro-ministro de Timor.
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Ai Timor
Por CARLOS VAZ MARQUES - TSF
26-11-2008 às 22h24
Xanana Gusmão - agora primeiro-ministro timorense, depois de já ter sido sucessivamente herói incontestado da independência e primeiro presidente do primeiro país a obter a independência no século XXI - está de regresso a Portugal. Uma visita de Estado que vai ficar marcada pelo texto assinado por Pedro Rosa Mendes no jornal Público.
Xanana vem pedir novas linhas de crédito para um país onde as ajudas internacionais, desde a independência, não conseguiram obter o mais básico dos ojectivos: o atenuar da pobreza. Pelo contrário: a miséria tem vindo a aumentar, apesar das perspectivas abertas pelo petróleo.
Há quase três anos entrevistei o historiador José Mattoso, então acabado de regressar de Timor. Tinha ido viver lá uma temporada, como voluntário, com o desejo de contribuir para o sonho da construção do novo país. Voltava desiludido e descrente. A classe política timorense não lhe oferecia confiança. Quis, no entanto, manter uma reserva prudente nas opiniões expressas perante o microfone. Pelo que percebi, temia ser mal interpretado e poder contribuir, com declarações polémicas, para o agravar de um divórcio, já então sensível, entre a opinião pública portuguesa e a causa que mobilizou um país inteiro, perante a violência que se abateu sobre o território quando foram conhecidos os resultados do referendo de 99.
Esta semana, esse divórcio foi simbolicamente consumado pelo texto de Pedro Rosa Mendes. O capítulo romântico da relação (traumática) entre Portugal e Timor-Leste fechou-se, com o diagnóstico impiedoso de um país que não está a dar certo.
Xanana talvez até regresse a Dili com novas linhas de crédito. O que já não levará na bagagem é a condescendência portuguesa. Talvez já só leve indiferença. Timor voltou ao seu lugar no mapa, lá longe, do outro lado do mundo.
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Ximenes Belo espera que artigo de jornal seja lido friamente pela liderança timorense
Lisboa, 26 Nov (Lusa) - O bispo timorense Carlos Ximenes Belo defendeu hoje, em Lisboa, que o artigo publicado terça-feira em Lisboa pelo matutino Público, que considera Timor-Leste como "Um País Insustentável" deve ser lido friamente pela liderança política do seu país.
"Sobre o artigo de ontem (terça-feira) queria dizer que eu preferia acreditar mais nas palavras dos nossos líderes, nos órgãos de soberania que estão lá. Eles é que têm de dizer se é um país falhado ou não falhado", começou por dizer Ximenes Belos que, em 1996, partilhou o Prémio Nobel da Paz com o actual chefe de Estado timorense José Ramos-Horta.
"Entretanto, temos em conta as deficiências e limitações, e espero que o artigo seja lido friamente, e se procure corrigir. Mas não há mal nenhum (na elaboração do artigo)", acrescentou.
No artigo publicado terça-feira pelo Público, o jornalista Pedro Rosa Mendes destacou o facto de Timor-Leste ser um Estado insustentável e imputou a responsabilidade à liderança política timorense e às Nações Unidas.
Ximenes Belo falava à imprensa no final do encontro que o primeiro-ministro timorense Xanana Gusmão manteve hoje na Reitoria da Universidade de Lisboa.
Neste encontro, a que compareceram cerca de três centenas de pessoas, que encheram o Salão Nobre da Reitoria, Xanana Gusmão destacou os avanços alcançados pelo seu governo, no poder desde Agosto de 2007, em comparação com o que classificou de "pesado legado" deixado pelo anterior executivo, liderado por Mário Alkatiri.
Acerca da intervenção de Xanana Gusmão, que iniciou hoje uma visita oficial de dois dias a Portugal, Ximenes Belo fez votos para que se cumpram as promessas de crescimento e desenvolvimento enunciadas.
"Sobre o que o primeiro-ministro disse, a gente aceita e oxalá cumpram o que o senhor primeiro-ministro acabou de dizer", disse.
EL.
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quinta-feira, novembro 27, 2008
Cooperação em matéria legislativa e formação de quadros
Portugal apoia Timor-Leste na criação de Câmara de Contas
26.11.2008 - 18h47
PÚBLICO
O Tribunal de Contas de Portugal e o Ministério da Justiça de Timor-Leste assinaram hoje um protocolo de cooperação no sentido da criação da Câmara de Contas de Timor-Leste.
O protocolo visa a intensificação de relações de cooperação em matéria de produção legislativa, formação de quadros timorenses e assistência técnica e jurídica, com o objectivo de criar a Câmara de Contas de Timor-Leste.
Esta cooperação prevê, nomeadamente, o desenvolvimento conjunto de acções nas áreas dos recursos humanos e formação profissional, intercâmbio de informação, cooperação operacional e assistência técnico-jurídica.
Deve ser para depois os despedirem se denunciarem os desvios que o Governo da AMP faz...
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Ramos-Horta cansado de sugestões de "génios" e "einsteins"
Díli, 26 Nov (Lusa) - O Presidente da República de Timor-Leste afirmou hoje em Díli que está “cansado de génios” e de "einsteins" com receitas para a economia e defendeu a atribuição de subsídios pelo Estado.
“Acredito em subsídios porque vivi nos Estados Unidos da América e na Europa, que subsidiam a sua agricultura”, explicou José Ramos-Horta.
“Quando nós aqui nos países pobres subsidiamos algo, porque não há mercado, somos logo criticados”, acrescentou o Presidente.
O chefe de Estado timorense falava na sessão de apresentação do relatório “Pobreza Numa Nação Jovem”, do Banco Mundial e do Ministério das Finanças, que revelou um “aumento significativo” da pobreza no país entre 2001 e 2007.
“Estou cansado dos génios que não se perguntam o que foi feito de errado ou se os conselhos não foram correctos”, acrescentou o chefe de Estado timorense, que falou entre a exposição introdutória da ministra Emília Pires e a de um economista do Banco Mundial.
José Ramos-Horta referiu-se aos “einsteins” que questionam as soluções adoptadas em Timor-Leste e noutros países em desenvolvimento.
“Quanto gastaram os doadores em alívio da pobreza?”, perguntou o Presidente da República.
“E quanto afirmam ter posto cá? Talvez a soma seja de centenas, arrisco dizer até de milhares de milhões de dólares. Por que é que a pobreza continua um problema persistente no nosso país?”, interrogou o Presidente da República.
“Nós, os (países) que recebemos ajuda dos doadores, estamos sempre a levar pancada por não cumprirmos os programas”, acrescentou José Ramos-Horta.
“Somos avaliados vezes sem conta pelo Banco Mundial e às vezes gasta-se mais dinheiro nas avaliações do que nos programas”, referiu o chefe de Estado, deixando claro que era “uma forma de dizer”.
José Ramos-Horta desafiou todos os doadores a somarem a ajuda ao desenvolvimento que encaminharam para Timor-Leste desde o ano 2000 “e qual foi o resultado obtido”.
A intervenção do Presidente foi especialmente enfática em defesa da concessão dos subsídios.
“Algumas das críticas são absolutamente académicas e sem nenhuma ligação com a realidade”, acusou o Presidente da República abordando as declarações em desfavor dos subsídios.
José Ramos-Horta acusou também de “terrivelmente desinteligentes” as críticas à opção do actual Governo pela produção de energia em duas centrais de nafta a ser instaladas nos próximos dois anos no país.
Para o chefe de Estado, “a energia renovável é ainda muito dispendiosa. Vamos esperar pelo modelo ideal? E quanto tempo vai demorar? Não temos esse tempo a perder”, disse.
Sobre o relatório do Banco Mundial e do Ministério das Finanças, José Ramos-Horta disse que as conclusões “são uma causa de preocupação”.
“Partindo do princípio de que concordo com a metodologia (tenho algumas questões) e com a exactidão, mesmo assim favoreço as conclusões do estudo mais detalhado do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD)”, sobre índices de desenvolvimento humano, afirmou José Ramos-Horta.
O Presidente da República salientou também que o relatório é balizado por dois períodos críticos, um o que sucedeu à saída da comunidade internacional “de um dia para o outro” em Maio de 2002, o segundo pela crise de 2006.
Gaurav Datt, da Unidade de Gestão da Redução de Pobreza no Sudeste Asiático do Banco Mundial, defendeu o relatório afirmando que o universo de inquéritos, o detalhe da informação e a análise resultaram num documento “tão bom como é possível obter em qualquer lado do mundo”.
Gaurav Datt sublinhou, aliás, que nem ele nem o relatório têm uma posição de princípio contra os subsídios.
António Franco, o representante do Banco Mundial em Timor-Leste, referiu os “dados de qualidade” do relatório apresentado hoje, resultado de um trabalho da Direcção Nacional e Estatística timorense.
“É um excelente exercício que aplica critérios muito rigorosos”, disse também António Franco.
PRM
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Xanana confia no apoio da banca portuguesa ao desenvolvimento do país
Lisboa, 26 Nov (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste mostrou-se confiante hoje em Lisboa do apoio da banca portuguesa ao desenvolvimento do seu país e que tem boas perspectivas para a criação de novas linhas de crédito.
Xanana Gusmão falava aos jornalistas após um encontro de cortesia com o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, adiantando pormenores sobre o encontro que manteve de manhã com a administração da Caixa Geral de Depósitos (CGD) e a perspectivar as prioridades para a reunião com o Banco Português de Investimento (BPI), prevista para a hora de almoço.
"Estamos a ver todas as alternativas para investir o Fundo de Petróleo. Sabemos que não podemos gastá-lo atabalhoadamente, mas também não concordamos com a ideia de o deixarmos em bancos estrangeiros e termos o nosso povo a morrer de fome", afirmou.
"Estamos a estudar todas as possibilidades, quer na região quer na Europa, e através do sector bancário português. Estamos a iniciar um processo de consultas que, espero, traga resultados positivos", disse Xanana Gusmão sobre a reunião com o BPI.
Em relação ao encontro com a CGD, o primeiro-ministro timorense disse terem sido analisadas "várias alternativas" à forma como o banco português pode actuar em Timor-Leste.
"Nós colocámos a situação de escassez na capacidade do sector bancário em apoiar o sector privado. A CGD disse estar disponível, mas uma hora não dá para resultados muito conclusivos. Mas vamos continuar a trabalhar", adiantou.
"Mas encorajámos a CGD a ver como, num outro mecanismo, em parceira com o Estado talvez, poderá garantir uma maior capacidade de linhas de crédito em Timor-Leste, não só para o sector privado timorense como também para os investidores portugueses", acrescentou.
O Fundo do Petróleo timorense foi criado pelo Governo liderado por Mari Alkatiri e segue o princípio de transparência de um fundo similar criado pela Noruega.
O objectivo é assegurar que as receitas resultantes das milionárias reservas timorenses de petróleo e gás natural sejam empregues no desenvolvimento do país e na melhoria da qualidade de vida da população, e não gastas em megalómanos projectos, sem retorno assegurado.
JSD/EL.
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"Povo sabe gerir os seus destinos" para acabar com pobreza, diz Xanana Gusmão
"Povo sabe gerir os seus destinos" para acabar com pobreza, diz Xanana Gusmão (C/VÍDEO)
Lisboa, 26 Nov (Lusa) - O primeiro-ministro timorense afirmou hoje em Lisboa ter chegado "a hora da verdade" para Timor-Leste e de mostrar que "o povo sabe gerir o seu próprio destino", recusando a ideia de instabilidade e de insustentabilidade do país.
Xanana Gusmão, falando aos jornalistas após um encontro de cortesia com o Presidente português, Aníbal Cavaco Silva, defendeu que a população de Timor-Leste deve mostrar ao mundo "que sabe gerir os seus destinos" para acabar com a pobreza.
"Tenho a certeza que muitos investidores, incluindo portugueses, irão para lá e ajudar o povo a sair desta fase de miséria para uma de maior progresso", afirmou Xanana Gusmão, insistindo que a situação política em Timor-Leste é de "total estabilidade".
"Pegaria numa frase do Presidente timorense (José Ramos-Horta) proferida na Assembleia-Geral da ONU, em Setembro: 'Timor nunca viveu um ambiente tão estável desde há dez anos para cá'", disse.
No entender do chefe de Governo timorense, a juventude "está a participar condignamente na construção da paz e da estabilidade, há "clima de confiança e de tolerância", o que, frisou, "demonstra que o povo timorense assumiu o grande dever de contribuir ele mesmo para a paz".
"Temos de deixar para trás a necessidade de pedir apoio às forças internacionais, à polícia das Nações Unidas, para nos ensinar a comportar. Esta é a imagem da estabilidade da paz que eu queria deixar aqui", resumiu.
O primeiro-ministro timorense incluiu na sua resposta às perguntas dos jornalistas uma nota sobre os relatos na imprensa portuguesa sobre a situação em Timor-Leste, referindo "respeitar todas as opiniões", embora discorde do respectivo conteúdo.
"Eu respeito todos os relatos, inclusive o que veio no Público [na primeira página, na terça-feira], de um jornalista português que está lá há dois anos. Fico admirado como ele pode considerar Timor-Leste como um país insustentável. Mas, como timorense, apesar de respeitar todos os relatos, estou convicto de que chegou a hora da verdade, de nos afirmarmos como um povo que sabe gerir os seus destinos", referiu.
"Sou como sou, continuo o mesmo. Durante muitos anos, nas montanhas, houve também muitos relatos sobre Timor-Leste. Eu confiei no povo e este povo demonstrou, em 1999, que podia enfrentar todo e qualquer sacrifício para ser independente" declarou.
"Agora que estou no governo, continuo a dar toda a confiança a um povo que tenta ser pacífico, heróico, que compreende que, sem a sua participação na estabilidade, não podemos chamar investidores para Timor-Leste", acrescentou.
"Quando digo 'hora da verdade', digo que é a hora de decisões estratégicas para tirar o povo da pobreza. A pobreza ficou na boca do mundo com os ODM (Objectivos do Milénio). Estes objectivos pronunciamo-los muito bem, e as organizações internacionais gostam de os pronunciar em conferências, encontros, reuniões e estudos. Nós não precisamos mais de estudos, sabemos o estado da nossa população", insistiu.
Xanana Gusmão começou hoje a sua visita oficial de dois dias a Portugal, embora se encontre bastante debilitado fisicamente devido a dores nas costas, tendo sido assistido medicamente na sede da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), onde se deslocou para participar numa sessão extraordinária do Conselho de Concertação Permanente da organização, precisamente em sua homenagem.
À saída da sessão, o primeiro-ministro timorense seguiu directamente para o gabinete do secretário-executivo da CPLP, onde foi tratado às "fortes dores" nas costas e coluna, saindo cerca de 30 minutos mais tarde, amparado por dois seguranças, directamente para a viatura que o levou para o hotel onde está instalado.
JSD.
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East Timor airline unveiled
The Camberra Times
LINDSAY MURDOCH AND SCOTT ROCHFORT
27/11/2008 1:00:01 AM
EAST TIMOR will today unveil its first national airline, Timor Air, with plans to operate flights to Australia and Indonesia.
The airline's founder and major shareholder, Jeremias Desousa, a Timorese-born Australian businessman, said he planned to build the airline from one leased 94-seat Embraer to owning four or five planes within five years.
"I intend to grow the airline cautiously," Mr Desousa said yesterday from Dili, where East Timor's President, Jose Ramos Horta, will unveil the airline at a ceremony this afternoon.
The Government supported the airline and had accepted a free 10 per cent stake in it, he said.
From February 2, Timor Air will operate daily flights from Dili to Darwin and Dili to Denpasar, in competition with Air North and Indonesia's Merpati.
Air North will lose its monopoly on the Darwin to Dili route. Passengers have complained for years about the airline's high fares, no-frills service and frequent off-loading of luggage.
East Timor Government tourism officials told the Herald that Air North's operation of the route had hindered efforts to boost the country's tourism.
Mr Desousa said he had not established Timor Air to undercut the fares of competitors.
A Brisbane company, SkyAirWorld, has signed on as operator of Timor Air's aircraft for the first year, providing pilots and crew.
SkyAirWorld in January formed a joint venture with the Indonesian low-cost carrier Lion Air to establish a domestic airline in Australia. But amid signs of a slowdown in the domestic aviation market, it appears the plans have been shelved.
Timor Air is seeking code-share arrangements with Qantas.
© SMH
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Xanana garante estabilidade política
26 Novembro 2008 - 14h46
Correio da Manhã
O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, negou esta quarta-feira a existência de um clima de instabilidade em Timor-Leste, salientando que se vive um ambiente de “confiança” e “tolerância” que mostra que os timorenses assumiram o dever de contribuir para a paz.
Em declarações aos jornalistas em Belém, ao início da tarde de hoje, após uma audiência com Cavaco Silva, Xanana Gusmão afirmou que a situação política em Timor-Leste é de “total” estabilidade, situação que demonstra que os timorenses estão quase prontos a tomar conta do país sozinhos.
“Timor nunca viveu um ambiente tão estável desde há dez anos para cá. Há um clima de confiança e tolerância que demonstra que o povo de Timor-Leste assumiu o grande dever de contribuir para a paz”, afirmou o chefe do governo timorense citado pela rádio ‘TSF’.
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Traduções
Obrigado pela solidariedade, Margarida!
Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006
"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "