sexta-feira, fevereiro 15, 2008

Ramos Horta submetido hoje a nova intervenção cirúrgica - boletim médico

Darwin, Austrália, 15 Fev (Lusa) - O presidente timorense, José Ramos Horta, vai ser hoje submetido a nova intervenção cirúrgica e continuará em coma induzido até pelos menos a próxima semana, anunciou hoje o Royal Hospital de Darwin num novo boletim clínico.

"O presidente precisa de continuar a descansar e a recuperar, e os médicos estão satisfeitos com os seus progressos", refere o comunicado do hospital.

Trata-se da quarta intervenção cirúrgica a que o presidente timorense é submetido, na sequência do atentado de segunda-feira.

José Ramos Horta foi gravemente ferido a tiro segunda-feira, na sua residência em Díli, num ataque em que foi morto o major Alfredo Reinado, que estava fugido à justiça.

Depois de assistido no hospital de campanha australiano em Díli, onde foi operado, José Ramos-Horta foi transferido ainda segunda-feira para Darwin, Norte da Austrália, onde até hoje tinha sido submetido a duas intervenções cirúrgicas.

No mesmo incidente ficou ferido o tenente Celestino Gomes, da guarda presidencial, que foi transferido para o mesmo hospital australiano e onde, segundo o boletim médico de hoje, foi novamente operado.

Está a ser continuamente observado por uma equipa de neuro-cirurgiões e o seu estado foi descrito como "estável".

Quarta-feira, o chefe da equipa de cirurgiões do hospital, Phil Carson, disse que a recuperação total do presidente José Ramos Horta deverá demorar seis meses.

"Se tudo correr bem, em duas semanas começará a poder movimentar-se e antecipamos seis semanas para se sentir melhor e seis meses para ter ultrapassado totalmente o seu ferimento", afirmou Phil Carson.



CM/PNG

Lusa/Fim

Xanana orquestrou tudo

Via Blog para mim tanto faz

Exclusivo Timor na Focus

AFP to serve independently in Dili

February 15, 2008 - 2:28PM

The extra Australian Federal Police (AFP) officers despatched in Dili will operate independently of United Nations and East Timor forces.

The federal government boosted Australia's presence in East Timor by about 200 troops and 70 AFP officers after Monday's failed assassination attempt on the tiny nation's two leaders.

The new police do not fall under UN command, unlike AFP officers already on the ground in Dili.

UN deputy chief of mission in Dili, Finn Reske Nielsen, told ABC Radio that the UN was not concerned about the arrangement.

Australian troops in East Timor are aiding the hunt for about 30 rebels wanted over this week's attacks on the nation's two top leaders, Australian Defence Force Chief Angus Houston says.

"We are concerned about these 30 or so people that are running around the countryside creating a problem for the government of East Timor.

"We will assist the authorities here in bringing these people to justice," he said, describing their actions as a "terrible outrage".

Australian Prime Minister Kevin Rudd says East Timor has had a kick in the guts this week and thanked the newly arrived Australian Federal Police and troops for their help.

Mr Rudd has been visiting Dili for meetings with his counterpart Xanana Gusmao, following this week's attacks on the prime minister and President Jose Ramos-Horta.

He has promised Australia will "stand shoulder to shoulder" with East Timor into the future.

Mr Rudd met with the newly arrived Australian troops and police at the Australian military base in Dili during a flying visit to the troubled country.

"Of course the length of your deployment will be determined as events unfold," Mr Rudd told the troops.

"But there's going to be work to do, serious work to do, in helping restore this democracy of East Timor which has had a kick in the guts, literally, this week.

"And our job is to put the arm around our friends and help them through it.

"So thanks very much."


TRADUÇÃO:

AFP vai servir de modo independente em Dili

Fevereiro 15, 2008 - 2:28PM

Os oficiais extra da Polícia Federal Australiana (AFP) enviados para Dili vão operar separados das forças das Nações Unidas e de Timor-Leste.

O governo federal aumentou a presença da Austrália em Timor-Leste ao mandar cerca de 200 tropas e 70 oficiais da AFP depois da tentativa de assassínio falhada aos dois líderes da pequena nação.

A nova polícia não fica sob o comando da ONU, ao contrário dos oficiais da AFPjá no terreno em Dili.

O Vice-chefe da missão da ONU em Dili, Finn Reske Nielsen, disse à ABC Radio que a ONU não estava preocupada com o arranjo.

Tropas Australianas em Timor-Leste estão a ajudar a procurar cerca de 30 amotinados

procurados pelos ataques desta semana aos dois líderes de topo da nação, diz o Chefe da Força de Defesa Australiana Angus Houston.
"Estamos preocupados com esses cerca de 30 pessoas ou à volta disso que andam pelo campo a criar um problema para o governo de Timor-Leste.

"Assistiremos as autoridades aqui a trazer essa gente à justiça," disse, descrevendo as acções deles como um "terrível ultraje ".

O Primeiro-Ministro Australiano Kevin Rudd diz que Timor-Leste teve um pontapé no estômago esta semana e agradeceu às tropas e polícias acabadas de chegar pela ajuda.

O Sr Rudd está a visitar Dili para encontros com o colega Xanana Gusmão, depois dos ataques desta semana ao primeiro-ministro e Presidente José Ramos-Horta.

Prometeu que a Austrália "ficará ombro a ombro " com Timor-Leste no futuro.
O Sr Rudd encontrou-se com as tropas e polícias Australianas acabadas de chegar na base militar Australiana em Dili durante uma visita voadora ao país inquieto.

"Obviamente o tempo do vosso destacamento será determinado conforme se desenrolarem os eventos," disse o Sr Rudd às tropas.

"Mas vai haver trabalho para fazer, trabalho sério para fazer, a ajudar a restaurar esta democracia de Timor-Leste que levou um pontapé no estômago, literalmente, esta semana.
"E o vosso trabalho é porem os braços à volta dos nossos amigos e ajudarem-nos neste (período).
"Assim muito obrigado."


NOTA DE RODAPÉ:

ESCANDALOSO!

ETIMOR: Mystery surrounds Reinado, Ramos-Horta relationship

ABC Radio Australia
15/02/2008

Authorities in East Timor are discouraging people from speculating about how and why the attacks happened. However, it does appear that a conflict between long time friends Jose Ramos-Horta and the rebel fugitive Alfredo Reinado was emerging in the lead up to the attacks.

Presenter - Stephanie March Speaker - Joaquim Fonseca, advisor to Prime Minister; "Jose", petitioning soldier.


Reinado had been engaged in peaceful talks with both East Timor's President and Prime Minister as recently as December 2007, and last met with government officials on February 6th.

Joaquim Fornseka is the Prime Mininsters's civil society advisor and was in charge of the Task Force set up to resolve Reinado and the petitioning solders problems.

FORNSEKA: For two years, no body actually cared about the petitioners but no real effort was made to resolve their problems. In that situation of desperation, if you like, Alfredo came up as their hero.

Around 600 of the country's Military left their barracks in 2006 saying they were victims of discrimination.

Set up by the government, the Task Force has been mediating discussions between the petitioners and the commanders of the FFDTL.

Mr Fornseka says they had come a long way in getting the FFDTL to agree to allow the petitioning soldiers to re apply in order to be reinstated to the army.

But it seems that Reinado wanted more.

Mr Fornseka said it's possible, that in the lead up to the attacks Reinado was becoming unhappy with the President and way the dialogue was heading.

FORNSEKA: The president - I don't blame the President - but there were some concessions that could not be delivered - and I think he felt betrayed in a way.

He believes when the President and AR last met in the mountain town of Maubisse in December, the President promised AR he and his followers would be allowed to be re instated into the army without having to go through a re-application process.

FORNSEKA:11.21 in Maubisse we understand the President said to Reinado that there shouldn't be any application they should all just be re-enacted as soldiers and officers of FDTL and that a screening process should be carried out for both those who have left the army for sometimes and for those who remained in the barracks. And that obviously - that's a new demand - and its quite difficult for the command of FDTL to accommodate. So obviously it cannot be delivered.

Joaquim Forneska also said that recent moves by the government to entice Alfredo's supporters to join in dialogue without their leaderytu, may have angered him.

FORNSEKA: It could have upset him more. It could have upset him more because it is not necessarily the number of people around him that he cares about. It's about the fact that they myth that he tried to create is broken, and it proved untrue.

The myth he talks about is Reinado's ability to solve the petitioners problem.

According to Joquim Fornseka, Rienado had nothing to do with the petitioning soldiers in the first place, but was using them as a bargaining tool for his own situation.

But one of those petitioning soldiers, who wants only to be known by the name Jose, is a strong supporter of Reinado.

JOSE: Since the attack on Monday, I've been very sad and I feel very sorry for one of our best commanders who died in the attack.

He says unlike the 90 or so petitioners who have begun separate dialogue with the government, he and his 500 comrades will continue to fight for justice against discrimination in the military under the command of Gastao Salshina, the former lieutenant who is suspected of leading the attack against XG's convoy.

JOSE: The difference is our group that now I belong to led by salshina is a group of real petitioners who want to find a solution to the issue of discrimination.

But Joaquim Forneseka believes many of Reinado's so-called supporters felt threatened by him, and now the rebel leader is gone they will be more inclined to join the group of petitioners engaging in dialogue.

FORNSEKA: The other thing, with the absence of reinado it will remove the fear factor from among the petitioners to join the program which the government put in place.


TRADUÇÃO:

TIMOR-LESTE: Mistério rodeia a relação Reinado, Ramos-Horta

ABC Radio Australia
15/02/2008

As autoridades em Timor-Leste estão a desencorajar as pessoas de especularem sobre como e porquê aconteceram os ataques. Contudo, parece que um conflito entre os amigos de há muito tempo José Ramos-Horta e o foragido amotinado Alfredo Reinado estava a emergir mesmo antes dos ataques.

Apresentadora - Stephanie March
Orador - Joaquim Fonseca, conselheiro do Primeiro-Ministro;
"José", soldado peticionário.


Reinado tinha estado engajado em conversações pacíficas com ambos o Presidente e o Primeiro-Ministro de Timor-Leste tão recentemente quanto Dezembro de 2007, e a última vez que se encontrou com entidades do governo foi em 6 de Fevereiro.

Joaquim Fonseca é o conselheiro do Primeiro-Ministro para a sociedade civil e estava à frente da Task Force montada para resolver os problemas de Reinado e dos soldados peticionários.

FONCECA: Durante dois anos, ninguém de facto se preocupou com os peticionários e nenhum esforço real foi feito para resolver os problemas deles. Nessa situação de desespero, se quiser, Alfredo apareceu como o herói deles.

Cerca de 600 dos militares do país abandonaram os seus quartéis em 2006 dizendo que eram vítimas de discriminação.

Montada pelo governo, a Task Force tem estado a mediar discussões entre os peticionários e os comandantes das FFDTL.

O Sr Fonseca diz que percorreram um longo caminho para levarem as FFDTL a concordarem em autorizar os peticionários a re-candidatarem-se de modo a serem reinstalados nas forças armadas.

Mas parece que Reinado queria mais.

O Sr Fonseca diz que é possível, que no tempo antes dos ataques Reinado estava a ficar descontente com o Presidente e da direcção que o diálogo estava a tomar.

FONSECA: O presidente – eu não culpo o Presidente – mas houve algumas concessões que não se podiam fazer – e penso que ele se sentiu traído de certo modo.

Acredita que quando do Presidente e AR no ultimo encontro na cidade montanhosa de Maubisse em Dezembro, o Presidente prometeu que AR e os seus seguidores seriam autorizados a serem re-instalados nas forças armadas sem terem de ir através do processo de re-candidatura.

FONSECA: Em 11.21 em Maubisse sabemos que o Presidente disse a Reinado que não ia haver nenhuma candidatura, que eles seriam apenas re-activados como soldados e oficiais das FDTL e que haveria um processo de escrutínio para ambos os que tinham abandonado as forças armadas há algum tempo e para os que tinham ficado nos quartéis. E isso obviamente – é uma nova exigência – a que é bastante difícil o comando das FDTL acomodar-se. Por isso obviamente não podia cumprir.

Joaquim Fonseca disse também que os movimentos recentes do governo para atrair os apoiantes de Alfredo a juntarem-se ao diálogo sem os seus líderes pode tê-lo enfurecido.

FONSECA: Isso podia ter feito com que ficasse mais zangado. Isso podia tê-lo zangado mais porque não era necessariamente o número de pessoas à volta dele a que ele dava importância. Isso significava que de facto o mito que ele tinha criado estava quebrado, e que (esse mito) se tinha provado não ser verdadeiro.

O mito de que ele fala era sobre a capacidade de Reinado para resolver os problemas dos peticionários.

De acordo com Joaquim Fonseca, em primeiro lugar Rienado não teve nada a ver com os soldados peticionários, mas estava a usá-los para um instrumento de regateio para a sua própria situação.

Mas um desses soldados peticionários, que apenas quer ser conhecido pelo nome de José, é um forte apoiante de Reinado.

JOSÉ: Desde o ataque na Segunda-Feira, tenho estado muito triste e tenho tido muita pena dum dos nossos melhores comandantes que morreu no ataque.

Diz que ao contrário de cerca de 90 peticionários que começaram um diálogo separado com o governo, ele e os seus 500 camaradas continuarão a lutar pela justiça contra a discriminação nas forças militares sob o comando de Gastão Salsinha, o antigo tenente que é suspeito de ter liderado o ataque contra a caravana de XG.

JOSÉ: A diferença é que o nosso grupo a que agora pertenço o liderado por Salsinha é um grupo de peticionários verdadeiros que quer encontrar uma solução para a questão da discriminação.

Mas Joaquim Fonseca acredita que muitos dos chamados apoiantes de Reinado se sentiram ameaçados por ele, e agora que o líder amotinado se foi estarão mais inclinados a juntarem-se ao grupo de peticionários engajados no diálogo.

FONSECA: Uma outra coisa, com o desaparecimento de Reinado será removido o factor medo de entre os peticionários para se juntarem ao programa que o governo organizou.

Timor-Leste: Xanana Gusmão pensa que a crise é passageira - Jorge Sampaio

Lusa - 15 de Fevereiro de 2008, 01:10


Porto - O primeiro-ministro timorense, Xanana Gusmão, acredita que a crise em Timor-Leste "é passageira", disse hoje à agência Lusa, Jorge Sampaio que tem falado "ao telefone" com o chefe do governo timorense.

"Estou muito triste com o que se passa em Timor mas mantenho a esperança de que, com a ajuda internacional que tem, ainda vai ser um grande país", referiu o antigo Presidente da República, depois de participar na Fundação de Serralves no colóquio "Portugal: Sim ou Não?".

"É cada vez mais consensual que as Nações Unidas saíram demasiado cedo de Timor", acrescentou o ex-Presidente da República.

Através dos telefonemas que faz para Xanana Gusmão, a par com o que lê nos jornais, Jorge Sampaio tem notícias da agitação timorense.

"Xanana é um homem confiante", finalizou Sampaio.
EYM-Lusa/Fim

Presente!

H. Correia deixou um novo comentário na sua mensagem "António Monteiro critica ONU":

António Monteiro falou bem, mas não percebi esta frase: "Portugal nunca olhou para Timor-Leste dessa maneira". Qual maneira?

O que Portugal tem que fazer é, dentro do possível, corresponder aos pedidos dos timorenses.

Se isso não for possível, Portugal deve assumir isso sem rodeios, em vez de dizer que "talvez, vamos estudar o assunto", sabendo de antemão que não vai fazer nada. Nesse caso deve sugerir alternativas ou sensibilizar os países amigos da União Europeia que tenham mais recursos financeiros para que se envolvam mais na ajuda a Timor-Leste.

O pedido de mais GNR está relacionado com a noção de que a GNR tem sido exemplar na sua missão. Sabendo que o problema mais premente neste momento é a segurança, os timorenses precisam de um apoio que lhes dê confiança, vindo de alguém que os ajude desinteressadamente.
Portugal tem que responder "Presente!"

Se não foi Salsinha...

Quem terá Xanana Gusmão visto? Ou Salsinha mente? Ou será Xanana que mente?...

E Timorese rebels deny murder bid

BBC
Last Updated: Thursday, 14 February 2008, 18:15 GMT

One of the rebels involved in the twin attacks on the East Timorese president and prime minister has denied attempting to assassinate them.

Gastao Salsinha told the BBC that security personnel for President Jose Ramos-Horta started the fire fight that killed rebel chief Alfredo Reinado.

Speaking from hiding, Mr Salsinha said he had now taken over as rebel leader.

The president was seriously hurt in Monday's attack, but PM Xanana Gusmao escaped practically unscathed.

Mr Ramos-Horta is still being treated for bullet wounds in Darwin, Australia, after Monday's attack at his residence.

Mr Salsinha, who is believed to have played a central role in the attack on Mr Gusmao's convoy, told the BBC: "If our intention was to ambush the PM, he wouldn't have escaped."

There were emotional scenes at the funeral of Alfredo Reinado

In regard to the shooting of Mr Ramos-Horta, he said: "It wasn't Major Alfredo who started the attack, it was the presidential security."

About 1,000 people attended the funeral of Alfredo Reinado, a former military officer, in the capital Dili on Thursday.

A procession of family and followers wove through the streets, applauding and chanting Roman Catholic prayers.

Manhunt

The attacks were widely assumed to have been assassination attempts although there has also been speculation of a botched abduction bid.

A state of emergency remains in place in the country and UN peacekeepers are out in force.

UN troops have been in East Timor since a wave of street violence in mid-2006.

A group of rebel soldiers with grievances dating back to that unrest is thought to have carried out Monday's attacks.

Australian-led international forces are conducting a manhunt for the remaining rebels out in the hills behind Dili.

On Friday, Australian Prime Minister Kevin Rudd is to hold talks with Mr Gusmao during a visit to East Timor, which won independence in 2002 after decades under Indonesian rule.


TRADUÇÃO:

Amotinado Timorense nega tentativa de homicídio

BBC
Última actualização: Quinta-feira, 14 Fevereiro 2008, 18:15 GMT

Um dos amotinados envolvidos nos ataques-gémeos ao presidente e primeiro-ministro Timorenses nentou a tentativa de assassínio.

Gastão Salsinha disse à BBC que o pessoal da segurança do Presidente José Ramos-Horta tinha começado o fogo que matou o líder amotinado Alfredo Reinado.

Falando do esconderijo o Sr Salsinha disse que tinha tomado o comando de líder dos amotinados.

O presidente ficou ferido com seriedade no ataque de Segunda-feira, mas o PM Xanana Gusmão escapou ilesa.

O Sr Ramos-Horta está ainda a ser tratado por ferimentos de balas em Darwin, Austrália, depois do ataque na Segunda-feira na sua residência.

O Sr Salsinha, que se sabe ter tido um papel central no ataque à caravana do Sr Gusmão, disse à BBC: "Se a nossa intenção fosse emboscar o PM, ele não teria escapado."

Houve cenas emotivas no funeral de Alfredo Reinado

Em relação aos disparos contra o Sr Ramos-Horta, disse: "Não foi o Major Alfredo quem começou o ataque, foi a segurança do presidente."

Cerca de 1,000 pessoas atenderam o funeral de Alfredo Reinado, um antigo oficial militar, na capital Dili na Quinta-feira.

A procissão de familiars e seguidores percorreu as ruas, aplaudindo e cantando orações católicas.

Perseguição

Foi alargadamente assumido que os ataques foram tentativas de assassínio apesar de haver especulação duma tentativa de rapto abortada.

O estado de Sítio continua e as tropas do país e da ONU estão em força nas ruas.

As tropas da ONU estão em Timor-Leste desde uma vaga de violência nas ruas em meados de 2006.

Pensa-se que quem realizou os ataques de Segunda-feira dói um grupo de soldados amotinados com queixas que vêm desde esse desassossego.

Forças internacionais lideradas pelos Australianos estão a conduzir perseguições aos restantes amotinados nas montanhas por detrás de Dili.

Na Sexta-feira, o Primeiro-Ministro Australiano Kevin Rudd vai ter conversações com o Sr Gusmão durante uma visita a Timor-Leste, que ganhou a independência em 2002 depois de décadas sob governação Indonésia.

East Timor Rebels Deny Murder Attempt

NewsRoom
2008-02-14 12:16pm


East Timor rebels have denied they attempted to assassinate the President and Prime Minister of the country.

President Jose Ramos-Horta was seriously injured in the attacks and is being treated at hospital in Darwin, while Prime Minister Xanana Gusmao escaped unharmed.

One of the rebels, Gastao Salsinha, told the BBC that security personnel started the gun fight that resulted in the death of rebel leader Alfredo Reinado.

Mr Salsinha says he has now taken over as the rebel leader and told the BBC: "If our intention was to ambush the PM, he wouldn't have escaped."

On the shooting of Mr Ramos-Horta, he said: "It wasn't Major Alfredo who started the attack, it was the presidential security."

A state of emergency remains in East Timor, with Australian Prime Minister Kevin Rudd due to visit the country today to hold talks with Mr Gusmao.

(c) NewsRoom 2008


TRADUÇÃO:

Amotinados de Timor-Leste negam tentativa de homicídio

NewsRoom
2008-02-14 12:16pm


Amotinados de Timor-Leste negaram que tentaram assassinar o Presidente e Primeiro-Ministro do país.

O Presidente José Ramos-Horta foi gravemente ferido nos ataques e está a ser tratado num hospital em Darwin, enquanto o Primeiro-Ministro Xanana Gusmão escapou ileso.

Um dos amotinados, Gastão Salsinha, disse à BBC que o pessoal da segurança começou o tiroteio de que resultou a morte do líder amotinado Alfredo Reinado.

O Sr Salsinha diz que assumiu agora o comando dos amotinados e disse à BBC: "Se a nossa intenção fosse emboscar o PM, ele não teria escapado."

Sobre o baleamento do Sr Ramos-Horta, disse: "Não foi o Major Alfredo que começou o ataque, foi a segurança presidencial."

O estado de Sítio continua em Timor-Leste, com o Primeiro-Ministro Australiano Kevin Rudd previsto visitar hoje o país para conversas com o Sr Gusmão.

(c) NewsRoom 2008

De um leitor

Do Blog Abrupto:

Há um pormenor perfeitamente descabido na análise jornalística do duplo homicídio que hoje se intentou em Timor-Leste: pelo que dizem os nossos repórteres, fazendo um eco ovino e acrítico da versão oficial veiculada por Xanana e pelo MNE timorense, Alfredo Reinado liderou uma tentativa de golpe de Estado».

Paremos um segundo para pensar: alguém acredita que Reinado, militar experiente, podia sequer supor que lhe era possível, à testa de uns quantos desertores, derrotar a guarnição australiana destacada em Timor e ascender pela força à chefia do Estado (e é isto, caso os nossos jornalistas não saibam, que um golpe de Estado é)?

O Le Figaro e o New York Times, comedida e inteligentemente, tratam este assunto como um atentado, articulado decerto, mas em todo o caso não mais do que isso. Por cá, não: a ânsia de fazer «claque» ao grande resistente Xanana pura e simplesmente impede os nossos jornalistas de deixar por um momento a vocação natural para a propaganda e abordar de forma séria e reflectida os factos com que se deparam.

(João Vilela Moreira)

Ramos-Horta não esperava ser alvo de atentado, diz irmã

TSF
A irmã mais nova de Ramos-Horta disse, esta terça-feira, à TSF que o presidente timorense não esperava ser alvo de um atentado. Rosa Carracalão adiantou que a equipa médica internacional que o assistiu em Dili salvou-lhe a vida.

( 13:53 / 12 de Fevereiro 08 )

A irmã mais nova do presidente timorense disse, esta terça-feira, à TSF que Ramos-Horta não esperava ser alvo de um atentado, porque sempre «foi uma pessoa muito pacífica», que se dava «bem com toda a gente».

«Acho que ele nunca iria esperar que o Alfredo Reinado fizesse isto», até porque «ele foi uma das poucas pessoas que tinha um contacto amigável» com o major foragido, acrescentou.

Rosa Carracalão, que já teve contacto com Ramos-Horta, adiantou que o estado de saúde do irmão está «estabilizado», apesar da gravidade do acidente, e mostrou a sua gratidão pelo trabalho desenvolvido pela equipa médica internacional que o assistiu em Dili.

A família do presidente de Timor-Leste já se reuniu com o ministro australiano dos Negócios Estrangeiros, que ofereceu a garantia «da parte do governo da Austrália que ajudaria «em tudo o que fosse necessário».

Ai Timor!

Jornal As Beiras
Cartas dos leitores

A paz parece tardar em poisar na antiga colónia portuguesa. O ouro negro e pelo ouro negro muitas jogadas de bastidores se deram em Timor.

A mãozinha sinistra do imperialismo australiano, trabalha na sombra para dominar de vez o pequeno mas apetecível território.

Neste último golpe ou golpada muita coisa está mal contada.

A análise dos factos e da cronologia dos ataques em Díli, revela um dado implacável e perturbante: José Ramos-Horta e Xanana Gusmão estão vivos e Alfredo Reinado está morto, porque quase nenhum dos envolvidos actuou dentro do que seria lógico.

O papel principal foi desempenhado por uma sombria figura, o major Alfredo Reinado, ex--exilado na Austrália e recruta da academia de defesa nacional, que emergiu como o “líder rebelde”.

Portugal cala e consente, chora o sucedido mas não tem força, não encontra força, ou não quer encontrar força para fazer o que seria natural e desejado pela esmagadora maioria dos timorenses: tomar na suas mãos todo o processo de Timor e correr de vez com os abutres australianos que não olham a meios para sugar o petróleo existente no país.

Governos australianos consecutivos, de coligações partidárias e trabalhistas, apoiaram a tomada do poder por Suharto em 1975 e 1978 em troca do controlo sobre o gás e o petróleo do Mar do Timor. A Austrália tornou-se o primeiro país no mundo a reconhecer oficialmente a anexação do Timor-Leste pela Indonésia. Mesmo depois da queda de Suharto em 1998, o governo de Howard continuou a apoiar as tentativas de Jacarta em resistir às exigências da realização de um referendo no Timor-Leste.

Camberra só mudou de direcção quando se tornou evidente que Portugal, com o apoio da União Europeia, assegurou o apoio da ONU ao referendo. Isso abriu a real possibilidade de um Timor-Leste “independente” que, sob a tutela portuguesa, não reconheceria os direitos australianos sobre o petróleo e o gás sob seu Tratado da Região do Timor com Jacarta. Com a assistência da administração de Clinton em Washington, o governo Howard embarcou em sua maior mobilização militar marítima desde a guerra do Vietname.

Quando ainda recentemente os soldados australianos ajudam os manifestantes anti-Governo a escrever, em inglês, nos pequenos cartazes que ostentam, frases a pedir a demissão do primeiro-ministro, toda a encenação fica clara.

A verdade e a mentira convivem juntas no país, o casamento é abençoado por Camberra.
Os dias sombrios da ocupação indonésia voltaram, mas agora o actor principal é outro, disfarçado nessa sinistra figura da ajuda internacional: o neocolonialismo suja de sangue os campos de Timor.

Vítor Ramalho
Coimbra

António Monteiro critica ONU

Rádio Renascença
14-02-2008 16:46

O embaixador de Portugal em Paris, António Monteiro, acusa as Nações Unidas de facilitismo em relação a Timor-Leste e, apela à reconciliação nacional.

Para o diplomata, o país precisa da ajuda internacional, "não com modelos impostos, mas naquilo que são os interesses do povo timorense", disse à margem do colóquio "O Serviço Diplomático Português do 25 de Abril à Actualidade e Perspectivas de Futuro", organizado pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, e que hoje decorre na Assembleia da República.

"Há a tendência da comunidade internacional de olhar para estes problemas de um ponto de vista economicista. É o caminho da facilidade, mas se é necessário investir para que uma situação perdure e possa dar frutos, acho que é obrigação das Nações Unidas fazer, não regatear meios”.

Na sua opinião, a ONU terá de continuar a investir em Timor, “de maneira a garantir a viabilidade de um país que é um exemplo para comunidade internacional, pelo modo como acedeu á independência”.

Atentados são “actos criminosos”
"Apelo à reconciliação nacional. É necessário um entendimento e uma recuperação plena para bem de Timor-Leste", disse o embaixador.

António Monteiro defendeu ainda que o Primeiro-ministro, Xanana Gusmão, "não deve desistir perante estas dificuldades" e sublinhou a necessidade de entender "estes atentados como actos criminosos".

Questionado sobre se Portugal também estaria a desinvestir no país ao não ter acedido, no imediato, em enviar mais elementos da GNR para o país, António Monteiro afirmou que "Portugal nunca olhou para Timor-Leste dessa maneira".

"Pelo contrário, fomos sempre solidários e um factor determinante para que Timor reencontrasse a liberdade", disse.

Cx

Centenas de pessoas despediram-se de Reinado como um "herói" e "campeão"

** Pedro Rosa Mendes, da Agência Lusa **

Díli, 14 Fev (Lusa) - Centenas de pessoas participaram hoje no funeral de Alfredo Reinado, no Bairro Marconi, em Díli, num cortejo sem incidentes, quase silencioso, entre a casa do seu pai por adopção e a casa do major.

Alfredo Alves Reinado, 39 anos, ex-comandante da Polícia Militar timorense, desertor das Falintil-Forças de Defesa de Timor-Leste (F-FDTL), fugitivo à justiça desde 2006, estava acusado de crimes de homicídio, rebelião contra o Estado e posse de material de guerra.

Hoje, Alfredo Reinado foi levado a enterrar, no seu próprio quintal, por uma multidão para quem o major era, não apenas isso, ou muito mais que isso: era um "herói" e um "campeão".

Era isso que diziam muitas das faixas e estandartes exibidos pela multidão, muito jovem, que prestou homenagem ao homem que morreu segunda-feira no ataque que liderou contra a residência do Presidente da República, José Ramos-Horta.

Leopoldino Mendonça Exposto, 30 anos, também natural de Maubisse (oeste), um dos homens do grupo de Alfredo Reinado e que era co-arguido no mesmo processo, morreu no mesmo ataque que o major e teve, por isso, direito a partilhar com o chefe o velório e a campa.

Uma campa para os dois caixões foi aberta hoje no quintal da casa de Alfredo Reinado e coberta com cimento armado perante a multidão.

As pessoas, enchendo a rua, apertadas contra as grades da casa sob um calor sufocante, lançavam flores e velas para dentro de baldes de plástico que passavam sobre as suas cabeças, de mão em mão, como se lançassem moedas no fim de um espectáculo de rua.

Como já acontecera no velório, quarta-feira, houve cenas de convulsão e grande tensão entre o círculo mais restrito de Alfredo Reinado.

Num muro fronteiro, um grande retrato do major, pintado em Ermera (oeste), foi pendurado num muro. É o mesmo retrato que, em Fevereiro de 2007, apareceu na Banana Road, em Díli, depois de o major ter assaltado três postos da polícia fronteiriça.

Para o empresário Vítor Alves, o homem que cuidou como um pai de Alfredo Reinado desde os seus três anos de idade, o envolvimento no atentado que deixou José Ramos-Horta em estado crítico não diminuiu a aura do major fugitivo.

"O que está a parecer, é o que está a acontecer", respondeu Vítor Alves, fazendo um gesto para a multidão no Bairro Marconi, quando questionado sobre o impacto negativo dos ataques de segunda-feira. "Isso são provas. Amanhã, se passarem cá, continuará a vir gente na mesma".

"Nunca esperava isto. É qualquer coisa que este meu filho adoptivo deixou na juventude. É uma solidariedade, um sentimento profundo, uma crença entre a juventude e ele. Não sei medir isso", explicou Vítor Alves em português correcto, com um sotaque do Minho.

O empresário timorense é filho de um empreiteiro de Monção que, nos anos 1950, veio para Timor para realizar contratos de obras públicas.

"A sepultura de Alfredo vai ser um local de peregrinação", explicou Vítor Alves à Agência Lusa, já depois do funeral, de volta a sua casa, distante cerca de 300 metros da do seu filho adoptivo.

À sua frente, debaixo do toldo azul que protegeu o caixão de Alfredo Reinado, uma fila de jovens aproximava-se de uma fila de mesas carregadas de travessas e pratos. O banquete ia começar, em redor também de outra série de iguarias que ocupava a rua da casa de Vítor Alves.

Em Timor-Leste, a grandeza do defunto mede-se em grande medida nesta boda póstuma. Para as exéquias de Alfredo Reinado foram mortos "uns dez búfalos", explicou Vítor Alves.

Quem não soubesse, diria que tanta comida e tranquilidade seria de um banquete de casamento. Não era, mas o funeral de Alfredo Reinado teve a marca delicada, ritual, da sua agitada vida sentimental.

Vítor Alves, pai e, portanto, sogro por adopção, entregou, por tradição, uma bandeira de Timor-Leste (porque o morto era um militar) e um pano tradicional (porque o morto era seu marido) à mulher "tradicional" de Alfredo Reinado.

Houve outro pano, devido à esposa "católica" do major, que será enviado para Perth, Austrália, onde a primeira mulher de Reinado vive com os quatro filhos do casal. Não pôde estar presente, mas eram "suas" as flores de plástico que velaram a cabeceira do caixão de Reinado.

"Os panos para as viúvas são uma forma de elas recordarem o Alfredo. É como dizer: enrola o teu coração em mim, agora que morri", explicou Vítor Alves à Lusa imitando o gesto das mulheres timorenses quando enrolam o tronco num "tais".

A colocação do cimento sobre a dupla campa de Alfredo e Leopoldino continuou. Os rituais fúnebres vão também continuar. Vítor Alves deixou o quintal do seu filho, passando ao lado das quatro palmeiras que têm uma placa metálica, como se num estranho jardim botânico, dizendo "Pahotologia".

"No fundo é um jardim", comentou Vítor Alves sobre o costume das sepulturas no quintal.

O "pai" de Reinado caminhou pela rua cheia de lama, recebendo "condolências da grande família" - como diziam, em indonésio, muitas das coroas de flores e das camisolas estampadas. Ia descalço, pés no barro, como em todo o funeral. "O meu filho nasceu pobre. Esta é a última homenagem que posso dar-lhe", disse, embargado por um momento, o ex-páraquedista português.

Lusa/fim

O estranho costume de sepultar no quintal das casas

Díli, 14 Fev (Lusa) - Alfredo Reinado foi hoje sepultado na sua residência em Díli num hábito enraizado na população timorense que a própria Igreja Católica já tentou combater sem êxito, como explicou à agência Lusa o bispo D. Basílio do Nascimento.

Em muitos quintais de Timor-Leste é comum encontrar sepulturas, mas questionado se o hábito de algumas famílias é uma tradição, D. Basílio do Nascimento considera que "não", mas dá uma explicação histórica.

"Antigamente, os que não eram baptizados não tinham direito à salvação e por isso eram sepultados em terrenos baldios. Mas as famílias começaram a optar por enterrar as pessoas nos quintais das casas em vez de estarem a deixar num terreno qualquer", explicou o bispo de Baucau.

Mais tarde, foram ainda criados cemitérios para não baptizados, acrescentou.

Actualmente, segundo D. Basílio do Nascimento, algumas pessoas optam por enterrar os seus familiares no jardim ou quintal porque acham que assim "estão mais perto deles e podem cuidar melhor da campa".

O prelado explicou também que em meados dos anos 1990, o então administrador apostólico de Díli, D. Carlos Ximenes Belo, divulgou uma recomendação para que as famílias não enterrassem os seus familiares nos terrenos em volta da casa por questões de saúde pública, mas entre o conselho do prelado e a prática comum "vai ainda uma distância grande".

"No tempo da administração portuguesa, e já na altura por razões de saúde pública, era proibido enterrar as pessoas em casa, mas quando regressei a Timor em meados da década de 90, vi muitas sepulturas espalhadas pela cidade e nos quintais", disse.

Além da tradição dos enterros dentro do perímetro da casa, no final das cerimónias fúnebres a família do morto oferece um banquete de agradecimento aos presentes, quer pelas ajudas recebidas para o funeral quer pela simples participação na cerimónia.

Entre as famílias, explicou ainda D. Basílio do Nascimento, depois do funeral é hora de "acertar contas", já que, segundo a tradição, os familiares do defunto terão direito a receber ajudas de bens materiais, como alguns búfalos, que são mortos especialmente para o banquete fúnebre, ou que são entregues vivos à família.

"Se fosse o falecimento de uma mulher já viúva, seria o sogro a ter de pagar uma compensação à família dela, mas aqui é o pai adoptivo que tem o direito", concluiu o bispo de Baucau.

No caso de Alfredo Reinado, morto no ataque de segunda-feira à residência do presidente timorense, o facto de ter sido hoje sepultado na sua casa no bairro Marconi terá a ver com os receios de distúrbios durante o cortejo fúnebre entre Díli e Maubisse - a sua cidade natal, situada a cerca de 60 quilómetros a sul da capital - e alegadas ameaças de rapto do cadáver.

JCS/PRM.
Lusa/Fim

Timor rebels vow to never surrender

The Age
Lindsay Murdoch, Dili
February 15, 2008

REBEL soldiers who attacked East Timor's two top political leaders have vowed never to surrender.

"This is only the start. We will fight to the end," they told intermediaries.

Australia's elite SAS troops have begun hunting the rebels in the mountains above Dili after the country's Prime Minister, Xanana Gusmao, told them yesterday that unless they surrendered they would be hunted down and killed, wounded or arrested and face long jail terms.

"The message from Xanana was that there will be no dialogue," a government security official said.

But an intermediary who has spoken to the rebels by telephone told The Age there appeared little hope of convincing them to surrender peacefully.

Troops yesterday used armoured personnel carriers to block roads to the village of Dare, about 20 kilometres south of Dili, where an Australian Defence Force spokesman said "persons of interest" had been sighted.

A high-level committee has been set up in Dili to co-ordinate the hunt after Monday's attacks on President Jose Ramos Horta and Mr Gusmao.

The committee includes representatives of the the UN, Timorese security agencies and the International Stabilisation Force, in which there are more than 1000 Australian and New Zealand troops.

Atul Khare, head of the UN mission in East Timor, said the rebels would remain a serious threat until they were captured.

Politically motivated rumours circulating in Dili accuse political figures of being behind the attacks, which have set back efforts to unite the country after violent upheaval in 2006.

One rumour is that supporters of the late rebel Major Alfredo Reinado have received large amounts of money.

Fretilin, the largest political party, which was defeated in elections last year, has accused unknown figures of spreading rumours to further destabilise the country.

Australian Prime Minister Kevin Rudd, who approved sending the SAS back into East Timor's mountains to hunt the rebels, is scheduled to arrive in Dili today for a whirlwind visit.

Mr Rudd is expected to offer Mr Gusmao any help the country needs to end the violence.

Reinado, a cult hero to many young Timorese, was killed in a gun battle at Mr Ramos Horta's home on Monday.

Security was tight in Dili yesterday as hundreds of supporters gathered at his funeral outside his family's beachfront house.

The funeral was one of the biggest East Timor has seen in years. Hundreds of mourners sang hymns and recited prayers as they followed the coffins of Reinado and one of his men, each draped in the East Timorese flag, to a grave site.

"Alfredo is our hero," read one of the dozens of wreaths carried by mourners.

Dozens of UN police patrolled the area around the Reinado family home.

Reinado's father, Victor Alves, called for an end to bloodshed.

"My son is already dead and I would like to ask Alfredo's supporters to remain calm," Mr Alves told reporters.

"We will not resolve the problem with blood."

Fernando La Sama, head of East Timor's Democratic Party, was yesterday appointed acting President until Mr Ramos Horta recovers.

A state of emergency will remain in force for 10 days.

Funeral de Alfredo Reinado iniciou-se com missa em casa de pai adoptivo

Díli, 14 Fev (Lusa) - As cerimónias fúnebres de Alfredo Reinado, morto no ataque de segunda-feira à residência do presidente de Timor-Leste, iniciaram-se cerca das 16:00 de hoje (07:00 em Lisboa), na residência do pai adoptivo no bairro Marconi, em Díli.

Após a celebração de uma missa na casa de Vítor Alves, os caixões com os corpos de Alfredo Reinado e de um membro do seu grupo também abatido segunda-feira saíram em cortejo para a residência do major, situada a cerca de 200 metros de distância, em cujo quintal serão sepultados.

À frente do cortejo viam-se duas faixas, uma com uma imagem de Reinado e outra com a frase "adeus herói".

Centenas de pessoas participam no cortejo, realizado sob fortes medidas de segurança, que incluem efectivos da GNR e de unidades especiais da polícia timorense.

O funeral estava inicialmente previsto para as 10:00 locais (01:00 de Lisboa), mas foi adiado para a tarde, porque a campa ainda não estava pronta, segundo explicou na altura à Agência Lusa Vítor Alves.

PRM
Lusa/Fim

East Timor: Reinado Buried Amidst Flurry of Questions

Inter Press Service - February 14, 2008
By Setyo Budi

DILI - Hundreds of people gathered Thursday for the funeral of Alfredo Reinado, the rebel soldier who was slain in an alleged coup bid against the government of President Jose Ramos-Horta.

"I could not believe it when I heard about his death...in our view death will not solve the problem. It can only be solved through discussion," said Victor Alves, Reinado's distraught uncle.

Alves called for an end to bloodshed in East Timor, now that his nephew was dead. "Alfredo is already dead and I would like to ask his supporters to remain calm.''

What appeared to sadden Alves most was that Monday's incident, which resulted in serious gunshot injuries to Horta, occurred when "a dialogue had been agreed to happen again this week".

Reinado's intentions for visiting the president remain unclear and circumstances suggest that he was invited for talks.

Alves' sense of grief and surprise was also reflected by Mari Alkatiri, former prime minister and secretary-general of the left-wing Fretilin party. Horta was known to have initiated moves to gather the leaders of all political parties for a national reconciliation.

"On Monday, the President and Fretilin meant to meet. I still don't know who could be interested in this kind of act in this country,'' Alkatiri said.


There were theories floating around that Fretilin was involved in Reinado's fateful meeting with Horta. But these were dismissed by Fretilin, which formed the first government in East Timor on independence from Indonesia and ruled until 2007.

Fretilin began as a resistance movement, first against Portuguese colonial rule and then against Indonesian occupation, between 1974 and 1998.

Leon de Riedmatten from Centre for Humanitarian Dialogue, a Swiss-based non-government orgnaisation (NGO) that helped facilitate a dialogue between the Dili government and Reinado, said Monday's shootout was even a bigger surprise. He had arrived in Dili on Monday with the intention of helping with the dialogue only to hear that one of the dialogue partners was dead and the President seriously injured.

The dialogue with the rebels had begun at Maubesi on Jan. 13.

Although no agreement was reached, Reinado had offered to help solve the problem of some 600 army deserters who had left their barracks in 2006, claiming ethnic and regional discrimination.

Mystery continues to surround the shootout or the motives behind it. After all, Horta, now in a medically-induced coma in an Australian hospital, had shown eagerness in opening a dialogue with Reinado.

Taur Matan Ruak, commander of East Timor's armed forces, said that an "international commission needed to be set up to investigate the incident." This statement has the support and approval of many leaders including Paulo Azis, a parliamentarian.

"A lot of international police and armed forces personnel are present here, but Reinado couldn't be detected when he went to Dili,'' he said questioningly.

Eduardo Soares was among the key witnesses. On Monday morning, he was out on a morning walk when he saw two cars speeding towards Horta's house. Soon afterwards, he heard gunshots from the direction of the President's house and decided to walk back to his home, 200 metres away.

''I heard more gun shots, that was when I thought that the president had been attacked,'' Soares, coordinator of INSIGHT, a local NGO, told IPS.

Reinado's death leaves open the question of how to deal with the rebel soldiers -- the immediate cause of the political crisis that has plagued the country since April 2006.

The President's initiative to build a national consensus on the issue has stalled as a result of Monday's incident. Although Reinado's death may be seen by some as a "sudden solution'', the problem of the rebel 'petitioners' continues.

"We need to stop any violence and strengthen democracy and the rule of law in the country,'' Alkatiri said.

This is also what Alves wants out of Reinado's death. ''The burial will bury all of his good deeds and his struggle, so there are no threats against us.''

On Wednesday, Prime Minister Xanana Gusmao got parliament's approval to extend a state of emergency, declared in the country on Monday, for another ten days. Essentially, this withdraws the right to assemble or demonstrate and enforces a curfew from eight pm to six am.

Rebel's Message of Hate For Gusmao

The Australian - Friday, February 15, 2008

Paul Toohey, Dili

DEAD renegade Alfredo Reinado, who was buried in Dili yesterday, had made known his hatred for Xanana Gusmao and his Government in a propaganda DVD in which he called East Timor's Prime Minister a liar and a ``child'' and warned him to ``be careful''.

Reinado accused Mr Gusmao of being the architect of the 2006 crisis in which the military policeman and almost 600 soldiers abandoned their posts.

The DVD, mass-released among the population several weeks ago, represented a dramatic shift in Reinado's thinking.

His hatred had in the past been directed at former prime minister Mari Alkatiri, whom he blamed for ordering F-FDTL, or army, troops to fire on peacefully protesting soldiers in 2006.

The DVD fuels speculation that Mr Alkatiri's opposition Fretilin party had been courting Reinado and may have persuaded him to come to President Jose Ramos Horta's home near Dili on Monday morning.

Reinado and his offsider Leopoldino were killed in a gunfight at Mr Ramos Horta's compound that left the President wounded and in a critical condition.

Kevin Rudd will leave today for a one-day visit to East Timor.

The Prime Minister will meet Mr Gusmao and Acting President Fernando Lasama de Araujo. He will also meet the commander of the Australian-led International Stabilisation Force, Brigadier James Baker, and senior officers of the Australian Federal Police.

Mr Gusmao has accused Fretilin of trying to align itself with Reinado and of being involved in the production of the slick DVD.

Reinado's adoptive father, Vitor Alves, yesterday agreed his son had been ``in touch'' with Fretilin but added that Reinado was ``connected with everybody''.

In the DVD, Reinado taunts Mr Gusmao, but makes no mention of Fretilin or Mr Alkatiri as a cause of any of the nation's problems.

Speaking first in Tetum and later in English from a hilltop location, Reinado says simple street vendors would make better leaders than those East Timor had.

``This is the new age,'' Reinado says in the video. ``The clandestine movement of today is not like yesterday. So be careful. One day the people will have had enough of your games.

And when they do, I will be right beside them. Who is the real liar? Xanana is, has been the biggest liar since 1975.

``He has such a big position but he's still a liar.''

Mr Alkatiri has denied any involvement in Monday's murderous events.

Mr Alves maintains his son went to Dili to meet Mr Ramos Horta, not to kill him.

``It was just like he was invited down,'' Mr Alves said. ``He came down to resolve things. I'm 100 per cent sure he didn't go to kill the President.''

Mr Ramos Horta is stable in Royal Darwin Hospital after surgery on two bullet wounds that partially destroyed his right lung.

He was visited yesterday by his brother Arsenio Ramos Horta, who accused UN security forces of behaving like ``bloody cowards'', saying they hid rather than defend the President against the
rebels.

He said he cradled his Nobel Peace Prize-winning brother in his arms as UN troops refused tohelp.

``They should have come straight away, not to waste time,'' Mr Ramos Horta said. ``They are bloody cowards.''

Jose Ramos Horta was also visited yesterday by Australia's former defence chief Peter Cosgrove, who commanded the international forces overseeing East Timor's transition to
independence.

``I spoke to him, as you do to people who are sedated, and there was some response, but I'll have to find out later if he heard me,'' General Cosgrove said outside the hospital.


Tradução:

Mensagem de ódio dos amotinados para Gusmão

The Australian - Sexta-feira, Fevereiro 15, 2008

Paul Toohey, Dili

O falecido renegado Alfredo Reinado, que foi enterrado em Dili ontem, tinha tornado conhecido o seu ódio por Xanana Gusmão e o seu Governo num DVD de propaganda onde chamou ao Primeiro-Ministro de Timor-Leste um mentiroso e uma``criança'' e avisou-o para ``ser cuidadoso''.

Reinado acusou o Sr Gusmão de ser o arquitecto da crise de 2006 na qual os polícias militares e quase 600 soldados abandonaram os seus postos.

O DVD, distribuído em massa entre a população há várias semanas atrás, representava uma mudança dramática no pensar de Reinado.

O seu ódio no passado tinha sido direccionado contra o antigo primeiro-ministro Mari Alkatiri, a quem ele acusou de ter ordenado às F-FDTL, ou tropas das forças armadas, para dispararem sobre soldados que se manifestavam pacíficamente em 2006.

O DVD alimenta a especulação que a oposição da Fretilin do Sr Alkatiri tem andado a cortejar Reinado e que pode tê-lo persuadido a ir até à casa do Presidente José Ramos Horta perto de Dili na Segunda-feira de manhã.

Reinado e o seu guarda-corpo Leopoldino foram mortos num tiroteio no complexo do Sr Ramos Horta que deixou o Presidente ferido e num estado crítico.

Kevin Rudd partirá hoje para uma visita de um dia a Timor-Leste.

O Primeiro-Ministro vai encontrar-se com o Sr Gusmão e o Presidente em exercício Fernando Lasama de Araujo. Encontrar-se-à também com o comandante da Força Internacional de Estabilização lideradas pelos Australianos, Brigadeiro James Baker, e oficiais de topo da Polícia Federal Australiana.

O Sr Gusmão tem acusado a Fretilin de se tentar alinhar com Reinado e de estar envolvida na produção do astuto DVD.

O pai adoptivo de Reinado, Vitor Alves, concordou ontem que o seu filho tinha estado ``em contacto'' com a Fretilin mas acrescentou que Reinado estava ``ligado com toda a gente''.

No DVD, Reinado insulta o Sr Gusmão, mas não menciona a Fretilin ou o Sr Alkatiri como a causa de nenhum dos problemas da nação.

Falando primeiro em Tétum e depois em Inglês dum local num topo dum monte, Reinado diz que simples vendedores de rua fariam melhores líderes do que aqueles que Timor-Leste tinha.

``Estes são os novos tempos,''diz Reinado no vídeo. ``O movimento clandestino de hoje não é como o de ontem. Assim tenham cuidado. Um dia as pessoas estarão fartas dos vossos jogos.

E quando estiverem, estarei mesmo ao vosso lado. Quem é o verdadeiro mentiroso? É Xanana e tem sido o maior mentiroso desde 1975.

``Ele tem uma posição muito grande mas é ainda um mentiroso.''

O Sr Alkatiri negou qualquer envolvimento nos eventos assassinos de Segunda-feira.

O Sr Alves mantém que o seu filho foi a Dili para se encontrar com o Sr Ramos Horta, não para o matar.

``Era como se tivesse sido convidado para ir lá,'' disse o Sr Alves. ``Ele veio cá para resolver as coisas. Tenho 100 por cento a certeza que não foi lá para matar o Presidente.''

O Sr Ramos Horta está estável no Royal Darwin Hospital depois de cirurgia a dois ferimentos de balas que destruiram parcialmente o pulmão direito.

Onte, foi visitado pelo irmão Arsénio Ramos Horta, que acusou as forças de segurança de se comportarem como ``malditos cobardes'', dizendo que se esconderam em vez de defenderem o Presidente contra os amotinados.

Disse que cuidou do irmão vencedor do Nobel da Paz nos braços enquanto as tropas da ONU recusaram ajudar.

``D«viam ter vindo imediatamente, e não perderem tempo,''disse o Sr Ramos Horta. ``São uns malditos cobardes.''

José Ramos Horta foi também visitado pelo antigo chefe da defesa da Austrália, Peter Cosgrove, que comandou as forças internacionais que supervisionaram a transição de Timor-Leste para a
independência.

``Falei com ele, como se fala com pessoas que estão sob sedativos e houve alguma resposta, mas terei de descobrir mais tarde se ele me ouviu,'' disse o General Cosgrove no exterior do hospital.

Diplomacia: Intervenção de Portugal na independência de Timor-Leste projectou imagem do país - Ana Gomes

Lisboa, 14 Fev (Lusa) - A deputada europeia Ana Gomes e o embaixador Fernando Neves destacaram hoje o trabalho da diplomacia portuguesa no processo da independência de Timor-Leste, sublinhando que foi essencial para "projectar a imagem de Portugal" no mundo.

"A articulação estratégica em todas as frentes - União Europeia, ONU, ASEAN, Indonésia, responsabilidade política, diplomatas, Organizações Não-Governamentais, media e confiança na causa (timorense) - foi essencial e contribuiu para projectar Portugal", afirmou Ana Gomes.

A deputada europeia falava sobre o tema "A Independência de Timor-Leste" no colóquio "O Serviço Diplomático Português do 25 de Abril à Actualidade e Perspectivas de Futuro", organizado pela Associação Sindical dos Diplomatas Portugueses, a decorrer na Assembleia da República.

De acordo com Ana Gomes, antiga embaixadora de Portugal na Indonésia, ao longo desse processo foram os diplomatas que souberam interpretar "os interesses de Portugal, o dever de Portugal e as oportunidades no contexto internacional".

A eurodeputada sublinhou ainda que a nível internacional a posição perante Timor-Leste era a de que se tratava de "um problema que o tempo resolveria".

Acrescentou que foi Portugal que pressionou para colocar o tema na agenda das Nações Unidas, tendo o massacre de Santa Cruz marcado "uma viragem determinante" no processo.

"A partir daí e pela primeira vez na Comissão dos Direitos Humanos, houve uma resolução sobre Timor-Leste", disse Ana Gomes.

"Foi a partir do momento em que cai (o ex-presidente indonésio) Suharto" que se criaram condições para uma "abertura de secção de interesses de Portugal na Indonésia", esclareceu.

"Foi possível construir uma relação na Indonésia com a sociedade civil, a nível político e a nível militar, que foi fundamental e possibilitou restabelecer a relação diplomática com a Indonésia", concluiu.

Por seu lado, o secretário-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), o embaixador Fernando Neves, considerou que a negociação sobre a independência de Timor-Leste "é certamente mais implausível na diplomacia dos pós-25 de Abril e a mais implausível de toda a história da democracia portuguesa".

"Timor-Leste teve a sorte de ter uma voz, um Estado soberano, para defender as características do país. Foi uma questão à qual os portugueses se uniram de forma pouco comum", afirmou.

Sublinhando a "forma exemplar" como a diplomacia portuguesa soube acompanhar a questão de Timor-Leste, o embaixador afirmou que "Portugal soube pôr o problema nas Nações Unidas e mantê-lo todos os anos na sua agenda".

Relativamente à questão dos direitos humanos, que Portugal soube "incutir no plano internacional", Fernando Neves disse que teve um maior impacto após o massacre de Santa Cruz e a atribuição do Nobel da Paz ao actual presidente da República timorense, José Ramos Horta, e ao bispo D. Ximenes Belo.

Destacou ainda a mudança no governo da indonésia e a "disponibilidade do novo presidente de consultar o povo timorense" sobre a sua ligação à Indonésia.

"O processo (da independência de Timor-Leste) só podia ter sido desempenhado por uma diplomacia como a portuguesa, com séculos de experiência e grande grau de patriotismo", afirmou.

MCL.

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.