terça-feira, outubro 28, 2008

CAVR “CHEGA!” REPORT

PARLAMENTO NACIONAL
Committee for Constitutional Issues, Justice, Public Administration, Local Power and Government Legislation
28 October 2008

PRESS RELEASE

THE NATIONAL PARLIAMENT TO DEBATE THE RECOMMENDATIONS OF THE COMMISSION FOR RECEPTION, TRUTH AND RECONCILIATION (CAVR “CHEGA!” REPORT) AND THE BILATERAL COMMISSION FOR TRUTH AND FREINDSHIP (CTF)

On Thursday, 30 October 2008, the National Parliament will hold an extraordinary plenary session to debate the CAVR and CTF reports.

The reports investigate Timor-Leste’s 1975 – 1999 political conflict, determine responsibility for past human rights violations and provide recommendations on how to build a peaceful, stable future for Timor-Leste, paying particular attention to its relationship with Indonesia.

The Parliamentary Committee for Constitutional Issues, Justice, Public Administration, Local Power and Government Legislation (Committee A) will present two resolutions to the National Parliament that recognize the achievements of both Commissions, acknowledge their findings, and propose implementation of their recommendations.

The proposed resolutions highlight CAVR and CTF recommendations in the areas of: victim reparations, a commission for disappeared persons, justice, education and the establishment of an independent institution to oversee implementation efforts.

The debate of the CAVR and CTF reports is an important occasion for the state of Timor-Leste. The National Parliament invites representatives from state institutions and civil society organizations, including the Catholic Church, Media, Political Parties, NGO’s and educational institutions, to observe the debate at the National Parliament on 30 October, 9 am.

Fernanda Mesquita Borges
Presidente

Taur Matan Ruak on Fretilin's planned peace march

A section of Taur Matan Ruak's interview, translated from Tempo Semanal (weekly) edition 108. Taur Matan Ruak is the chief of the TL's defense force.

(TS): A few days ago local newspapers published your words, which caused some people to say that you are interfering too much in politics by getting too close to AMP and to ignore Fretilin. How do you comment to that?


(TMR): I want to make it clear once more than as the chief of the army, I represent an institution which dedicates its whole existence to maximum neutrality and total impartiality. I also want to say that the interpretation made against my words were literal. In other words, I wanted to say that the peace march which people have been talking about has not been put into practice, why are so afraid of it?


I want to also say that our Constitution guarantees the right to everyone to organise demonstrations. But what our Constitution does not allow is violence. If we look at the past, Fretilin's actions have been very good. We can see this in the 2006 crisis. Fretilin mobilised its supporters from the districts to come to Dili but their behaviour at that time was very good despite many provocations.


I congratulate them for this action. Fretilin has also proved a lot through its actions which show that they are against violence themselves. Therefore I believe that even when they do organise the peace march there will be no violence.



Now, as a national institution which is following the developments in the country, naturally we are also worried. We are worried not because Fretilin will use violence when they have (the peace march), but because other people can use this action to cause violence to destabilise the situation in our country, a situation which we all know is still very fragile.


But this does not mean that we will block (the demonstration). To the contrary, our Constitution has shown the way. Simply, what every Timorese want is that there can be no violence just as stated in our Constitution.




Original Tetum extract:


(TS): Depois de loron hirak liuba jornal lokal sira halo publikasaun konaba ita nia liafuan, halo ema balu dehan ita intervere liu politika hodi afilia liu ba AMP no haluha tiha Fretilin. Oinsa ita nia komentariu?


(Brig): Hakarak rafirma dala ida tan katak, nudar Xefi Estadu Maior General Forsas Armadas, reprezenta institusaun ida nebe orienta ninia vida tomak ho neutralidade maximu no insensao total. Hakarak hateten mós katak, interpretasaun hau nia liafuan iha momentu neba a letra liu; husi liafuan seluk karik, hau hakarak hateten “marsa da paz” nebe ema koalia seidauk tau ba pratica, tansa maka ita tauk demais los.


Hau hakarak hateten mós katak ita nia Konstituisaun fó direitu ba ema hotu-hotu atu bele halo manifestasaun. Maibé buat ida ke ita nia konstituisaun la fó maka labele iha violensia. Se ita haree fila fali iha pasadu, Fretilin nia komportamentu diak teb-tebes. Ita bele haree ida ne’e iha krize 2006, Fretilin mobiliza nia ema husi distritu mai duni iha Dili maibe sira nia komportamentu iha momento neba diak teb-tebes apejar de iha provokasoens barak.


Hau fó parabens ba sira nia hahalok ida ne’e. Komportamentu barak mós mak Fretilin hatudu ona mai ita katak sira rasik kontra violensia. Tanba ne’e hau fiar katak mesmu iha loron ruma sira sei halo “marsa de paz” ne karik mos sei la uza violensia.


Agora, hanesan instituisaun nasaun nian ne’ebé akompania mos dezenvolvimentu situasaun iha rai laran, naturalmente ami preokupa. Preokupa laos tanba Fretilin halo karik atu uza violensia, maibe liu-liu tamba asaun nee bele ema seluk uza karik atu halo violensia hodi halo at karik situsaun iha ita nia Rain, situasau nebe ita hotu hatene nanis sei fragil no deficil liu.


Mas ne’e la signifika katak ami impede, pelo contrario ita nia Konstitusaun rasik fo dalan atu halo. Simplismente buat ne’ebé ke Timor oan hotu-hotu husu maka labele iha violensia, hanessan ne mos ita nia Konstituisaun.

UAb organiza o 1º. Simpósio de Educação a Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa

NOTA DE IMPRENSA

A Universidade Aberta (UAb), sob o Alto Patrocínio de Sua Excelência o Presidente da República, e com o apoio do Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa (CPLP), organiza, nos dias 30 e 31 de Outubro, no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa, Portugal), o 1º Simpósio de Educação a Distância dos Países de Língua Oficial Portuguesa (http://www.univ-ab.pt/eventos/simposio_ead/).

O evento contará com a presença do Senhor Secretário de Estado do Ensino Superior de Angola, do Senhor Secretário de Estado da Educação de Cabo-Verde, do Senhor Reitor da Universidade de Cabo-Verde, do Senhor Reitor da Fundação Universidade do Tocantins (Brasil), da Senhora Vice-Reitora da Universidade Agostinho Neto (Angola), do Senhor Presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância, entre outras individualidades.

O programa do simpósio apresentará três conferências plenárias e cinco painéis moderados. As conferências serão proferidas pelo Prof. Doutor Adriano Moreira (Conferência inaugural), pelo Senhor Secretário de Estado Adjunto e da Educação, Prof. Doutor Jorge Pedreira e pelo Prof. Doutor Marçal Grilo (Conferência de enceramento).

Os painéis focarão os seguintes temas: A Educação a Distância como factor de desenvolvimento; Metodologias de ensino a distância na formação de recursos humanos; A educação a distância e a produção de conteúdos em Língua Portuguesa; Um Modelo Pedagógico Virtual na Universidade Aberta; Por uma plataforma de ensino a distância nos Países de Língua Oficial Portuguesa.

“Este simpósio é realizado com o objectivo de proporcionar uma reflexão alargada que congrace instituições de ensino, agentes políticos, empresários, docentes e estudantes em torno da educação a distância, no seio da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, explica o Reitor da UAb, Prof. Doutor Carlos Reis.

O encontro visa também “criar uma oportunidade para o aprofundamento da cooperação entre aqueles países, com destaque para o domínio da educação”, sublinha o Reitor Carlos Reis, acrescentando que a UAb, única universidade (pública) portuguesa de ensino a distância, organiza este simpósio “consciente das suas responsabilidades, uma vez que é uma das instituições que neste campo mais experiência acumulou, ao longo das duas décadas em que tem exercido a sua actividade”.

O Reitor lembra também que cerca de 30% dos alunos da UAb são cidadãos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP). “Acresce a isto que, nos últimos tempos, a UAb estabeleceu contactos e firmou protocolos com instituições universitárias africanas e brasileiras, directa ou indirectamente empenhadas na educação a distância”.

Para mais informações, contacte Denise Henriques (Telf.: 00 351 21 391 63 32; Tlm: 00 351 969 053 669; E-mail: deniseh@univ-ab.pt).

East Timor opposition plans rally

Canberra Times
JENNA HAND

26/10/2008 9:44:00 AM

EAST TIMOR'S Opposition Leader has denied a rally of up to 70,000 anti-government protesters would breach the fragile peace in the South-East Asian nation.

Speaking ahead of his visit to Canberra this week, Mari Alkatiri said he did not believe a demonstration by Fretilin supporters would lead to riots of the kind seen in 2006, in which at least 37 people died.

Fretilin has not named a date for its proposed march.

''The march itself will never destabilise the country,'' he said. ''It is a way for the people to feel free that finally there are free demonstrations without violence ... It is our constitutional right.''

Dr Alkatiri said the purpose of the march was to protest against Prime Minister Xanana Gusmao's ''unconstitutional'' and ''corrupt'' government.

''I think the Government needs to know that people are aware of the corruption. It is time for the people to say something, but peacefully,'' he said.

The Fretilin opposition party maintains it was cheated in last year's parliamentary election, which was overseen by the United Nations.

''We won the election in 2007 and we did not have the opportunity to govern,'' Dr Alkatiri said, adding that the international election scrutineers ''knew Fretilin won the election''.

He is calling for another election to take place next year rather than waiting until 2012 to challenge the Government.

The second secretary of the Embassy of Timor-Leste, Lisualdo Gaspar, said any allegations of government corruption needed to be substantiated by investigations and evidence.

Dr Alkatiri also denied his party was behind pamphlets circulating the capital that allege discrimination is rife within government institutions.

''I think that it is groups that are close to the Government doing this. Xanana is really trying to divide the people,'' he said.

Last week, Defence Minister Joel Fitzgibbon announced Australia would withdraw 100 troops from East Timor early next year, reducing the number of Australian personnel to 650.

Dr Alkatiri said he would like to see all Australian troops removed by the end of 2009.

Dr Alkatiri will give a public lecture tomorrow at the ANU's Finkel Theatre in the John Curtin School of Medical Research, Garran Road, from 12.30pm-1.30pm.

segunda-feira, outubro 27, 2008

Naldo Rei: Giving Voice To The Silenced in East Timor

The Jakarta Post
Sunday, October 26, 2008

Prodita Sabarini, The Jakarta Post, Jakarta

Naldo Rei, 32, was a baby when he and his family fled to the jungles as Indonesian troops invaded East Timor in 1975, starting a 24-year period of brutal oppression.

His formative years were spent in the jungles, where he used to ask his parents why they were living in the jungle like wild animals. His questions would bring tears to his parents' eyes, causing him to stop asking.

He grew up fighting for East Timor's independence from Indonesia, joining the clandestine resistance movement at the age of nine after the Indonesian military killed his father, who was a resistance fighter.

Constantly hiding, facing intimidation and torture, he was uncertain of whether he would survive the struggle. But he was sure of two things: One, that East Timor would gain independence; and two, if he did survive, he would write his story.

Almost a decade after East Timor's independence he published his heart-rending memoir Resistance: A Childhood Fighting for East Timor.

"I fought without thinking that I would live to see victory. However, my conscience said that the trees and the land belonged to East Timorese. I believed that my ancestors would protect me and the whole struggle for independence," he said.

"I've written since I was little. I wrote down every tragedy, every event, the things that happened to my friends and my family. I hid the documents and I told myself *I believe that one day I will write a book'," he said.

In his book he names himself kaer fatuk, a story teller for his people. "I carry their stories like heavy stones, forgetting nothing," he wrote in his book.

He survived despite being captured and imprisoned 15 times by the Indonesian military. He began working as a courier for the resistance movement when he was just nine years old.

"I had no choice. My father and his friends were murdered. If I didn't fight the killings would go on," he said.

"I wasn't afraid. I was captured when I was nine years old. I was electrocuted and slashed with razor blades. Overcoming that made me strong and I overcome fear," he said.

"Every morning I woke up, I faced life crueler than a nightmare. But I started to build courage. It's better to die than live like a dead person, that's why I fought," he said.

He left East Timor for Jakarta in 1995 to continue his struggle, and two years later he left Jakarta for Sydney to study international communications. He watched from Australia as East Timor gained independence and returned home in 2000.

He finished the book in 2005 after five years of writing and eventually published it this year."I wanted to be sure of every fact in my book," he said.

He was in Bali last week for the Ubud Writers and Readers Festival.
On the sidelines of the festival, Naldo shared with The Jakarta Post his experience growing up as a resistance fighter, the unfinished grim chapter of relations between Indonesia and East Timor and his hopes for his country, while sitting on a couch in an open-air restaurant overlooking the valley and the hills in Ubud.

He wore a black shirt emblazoned with the symbol of East Timor with Timor Loro Sae written upon it. His long curly hair, a symbol of the resistance movement, was tied behind his back.

His tall and burly features were softened by his smile and warm eyes.
He spoke calmly, without anger. He recounted the harrowing stories of the death of his father, of witnessing the human rights abuses committed by the Indonesian military against East Timorese, and of the torture he endured.

His book is a rare firsthand documentation of what happened during the occupation. "I want to tell the story so that people know what happened," he said.

Not many Indonesians know of the brutality with which their government occupied East Timor for 24 years.

In 1975, with the backing of the U.S. and the encouragement of Australia, Indonesia annexed East Timor and turned it into the (then) youngest -- the 27th province of Indonesia -- after 450 years of Portuguese colonization. According to a Security Council report, international and Timorese sources estimate that, of a population of less than 1 million, between 100,000 and 180,000 individuals died from conflict-related causes between 1974 and 1999.

These included the bloody Santa Cruz massacre in 1991, which Naldo recounts in his book. In this incident, the military fired on civilians attending a memorial service of a resistance fighter, killing 270 people.

The lack of knowledge about the incidence at the time may have been a result of the effectiveness of Suharto's regime at suppressing information and generating propaganda. These days, many are unaware purely through ignorance.

Indonesia seems to have closed the dark chapter of its relationship with East Timor with the release of a report this year from a bilateral truth commission.

The report concluded, without naming individuals, that Indonesia had carried out gross human rights abuses during East Timor's 1999 break for independence. President Soesilo Bambang Yudhoyono acknowledged this, but stopped short of offering a full apology for murders, torture and other crimes.

Yudhoyono said the intention of the report was only to uncover the truth so that the two sides could move forward in promoting friendship and reconciliation.

"It's a twisted way of thinking. How can we have reconciliation without justice being upheld? What about justice for the victims?" Naldo said.

For Naldo there will be no closing chapter until there is justice.

The future of his young independent country, which is marred by political unrest and infighting, lies in the hands of its leaders, who must "sit down together and solve the problems," he said.

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Joyo Indonesia News Service

O LAGO QUE QUERIA SER RIO

Carlos Correia Santos

Um lago triste. Ele era um lago triste. Sentia-se isolado de tudo. Sentia-se preso, constantemente contido, não conseguia se espalhar pelo mundo. Sua maior vontade? Ser um rio. Os rios, sim, são felizes. Os rios riem. Afinal, eles correm por todos os cantos, conhecem as mais diferentes margens, passeiam por cidades das mais diversas. Os rios se renovam e ainda mergulham no mar e viram infinito. O lago queria ser um rio.

Um dia... na verdade, numa certa tarde... uma chuva mansinha veio visitá-lo. E cada gota daquela garoa começou a cair sobre o lago trazendo diálogo. As primeiras gotas quiseram saber: “Por que pareces assim tão melancólico?”. O lago respondeu com a transparência de suas águas sinceras: “Não suporto mais ficar parado aqui eternamente. Queria circular. Viajar. Eu queria ser correnteza. Tenho inveja dos rios”. As novas gotas que caíram prosseguiram com a conversa: “Mas os rios não riem mais. Não sabias disso, não?”.

O lago ficou raso de surpresa. Quis entender: “E o que se passa?”. Novas gotas caíram e contaram: “Os rios choram mares de agonia. Eles sofrem com os maus tratos que andam recebendo. As pessoas têm despejado neles muita coisa ruim”. Um novo grupo de gotas, já furiosas, completou: “O Amazonas me disse que vive com vontade de dar as mãos para as Iaras e fugir. Ele está mergulhado na mágoa. Lixo, desrespeito, imprudência. Tudo isso tem navegado por ele”. Mais e mais pingos chegando e relatando: “O São Francisco? O grande Velho Chico?... Ele está exausto!... Já não é mais tão robusto como antes. E sabes por quê? Poluição! Ele foi tão poluído que está se afogando na melancolia... Fala-se que ele até pensa em pedir para que Padre Cícero o esconda no céu”.

Uma rajada mais intensa de chuva segredou: “E o Tietê? Aquele pobre rio que passa em Soa Paulo? Esse daí está para dormir de vez. O tadinho está tão sujo, mas tão sujo que até perdeu a memória. Ele nem sabe mais que é um rio”. O lago chorou. Chorou rios de infelicidade. Percebeu que tinha sorte. Muita sorte de ainda estar ali, quieto e saudável. A chuva passou. Os pingos se calaram. O lago olhou para o sol que começou a brilhar fortemente e perguntou: “E agora, caro amigo Astro-Rei? O que pode ser feito para curar as dores dos rios?”.

Lançando raios e mais raios de esperança, o sol sentenciou: “Isso só mudará quando os seres humanos se banharem em amor e consciência. Quando cada ser humano lembrar que não é um lago isolado... Quando cada ser humano lembrar que suas ações são como rios que correm e inundam tudo em volta... Quando o ser humano lembrar que precisa ser um mar de boa conduta... Só então não mais choverá tantas tristezas”.


*Carlos Correia Santos é poeta, contista e dramaturgo, autor selecionado no Edital Curta Criança do Ministério da Cultura e premiado pela Funarte na categoria teatro infanto-juvenil. Contatos: carloscorreia.santos@gmail.com/ contista@amazon.com.br

Xanana, o aprendiz de Mugabe

Ambos foram prisioneiros políticos por lutarem pela independência.

Ambos foram aclamados heróis nacionais.

Ambos perderam as eleições mas continuam no poder.

Ambos declararam sem pudor que não se importavam de ser ditadores.

domingo, outubro 26, 2008

Nem todos se calam perante o ditadorzeco Xanana Gusmão

In Blog Timor Lorosae Nação
Domingo, 26 de Outubro de 2008

ESCREVENDO DE CARAS, PORQUE A INDIGNAÇÃO É ENORME

Por ANA LORO METAN

Estou recordada de nos tempos de Salazar, era eu estudante e estava em Lisboa, Salazar, o ditador de Portugal e colónias, fazer declarações em que justificava as repressões e prisões dos operários e estudantes por pretender assegurar a segurança do Estado Fascista Português. A própria PIDE dizia-se de defesa do Estado – Polícia Internacional de Defesa do Estado – e a DGS era nada mais que Direção Geral de Segurança. Defendiam realmente um Estado, o Estado deles, fascistas, um Estado Totalitário.

Volvidos anos e anos, muitas dezenas deles, deparo com um “salvador da Pátria” com o mesmo tipo de discurso no meu massacrado país. Um ex-herói, ditador de pacotilha, enche o peito do ar poluído e putrefato que o rodeia e faz declarações semelhantes a Salazar, com as devidas adaptações aos tempos de hoje, adaptações a que chamo hipocrisia, palavras repletas de enganos, de falsidades, coisa em que o ditador de meia-tijela é perito. Obviamente que estou a referir-me ao primeiro-ministro-sobre-cadáveres Xanana Gusmão.

É provável que se admirem com a violência das minhas palavras. Creio que compreenderão as razões porque aqui as expresso. Não posso permitir-me calar a indignação perante as atitudes de um falsário como este primeiro-ministro-à-força-e-sobre-cadáveres, que só vem confirmar as suas intenções de se tornar em ditador de um país chamado e lutado Timor-Leste.

«Vamos deter todos aqueles que participem em qualquer manifestação a bem da segurança do Estado», afirmou o primeiro-ministro, na segunda-feira.” Podemos ler em despacho da Lusa desta semana.

«É-me indiferente que me considerem ditador porque a nossa prioridade é a estabilidade e a segurança de todos os cidadãos» Também disse o aprendiz de ditador Xanana Gusmão.

“O que disse é que respeito o direito das pessoas e das massas às demonstrações.” Também foi ele que disse na altura, continuando.”O que me preocupa são grupos que podem provocar pânico na população e começam a fugir e a queimar coisas e a roubar coisas”, esclareceu hoje o primeiro-ministro, em declarações à Lusa à margem da primeira interpelação ao Governo, no Parlamento Nacional.

Concluindo, segundo a Lusa: “Isso não vou permitir”, insistiu o chefe do Governo, que é também responsável das pastas da Defesa e da Segurança. De resto, acrescentou Xanana Gusmão, “façam marchas todos os dias”.

Em que ficamos, senhor ditadorzeco?

Primeiro diz que vai deter “todos aqueles que participem em qualquer manifestação” mas no fim diz para que “façam marchas todos os dias”.

Fala em nome da segurança do Estado, dá uma no cravo outra na ferradura com a sua habitual incongruência. Age como um coronel bastardo dos tempos dos idos no Brasil e logo de seguida dá ares de democrata quando diz “façam marchas todos os dias”.

Em que ficamos, senhor ditadorzeco?

Quis dizer que podem fazer marchas todos os dias em seu apoio? Que os que fizerem marchas a contestá-lo, a contestar a sua política, não podem fazê-lo ou se o fizerem vão todos presos?

Será que o ditadorzeco se confunde com o Estado? Será que ele se julga Estado? Que por isso tem de preservar a sua segurança? Que ao contestá-lo estamos a causar insegurança ao Estado? Qual Estado? Ao estado Xanana? V. Exa. é um bronco. Saiba que o Estado somos todos nós, não um ditadorzeco inchado, cobarde e temeroso das contestações que já há muito sabe existirem e que cada vez crescem mais.

Acontece que os que discordam do ditadorzeco só pretendem manifestar-se pacificamente, aliás, quem tem as armas é a sua ditadurazeca. Se houve quem apadrinhasse em 2006 toda a violência existente foram certos padres e um emergente ditadorzeco que era na época presidente da República por nos ter enganado.

Aquilo que o ditadorzeco teme é a sua queda por exigência de muitos milhares de timorenses, porque sabe que para a maioria dos timorenses já nada vale. Repare-se no seu quarto de representatividade expressos nas últimas eleições. Pode crer que agora serão muitos menos.

Essa é a verdade que sabe, teme e quer esconder. É um primeiro-ministro-à-força-sobre-cadáveres. Um ditadorzeco de pacotilha. Uma enorme fraude para todos nós, timorenses, e também para muitos no mundo.

Esta é a realidade nua e crua. Temos de salvar-nos desta enorme fraude que fala em nome da segurança do “estado dele e dos corruptos” para nos cortar as liberdades inscritas na nossa Constituição.

Desta vez esta prosa sai assim, de caras, porque a indignação é enorme. Ele que fique sabendo que iremos para a luta com as armas legais, coisa que ele desprezou em 2006 e ainda hoje despreza, talvez por julgar que o Estado e a Constituição é ele.

Para agravar a situação temos um PR que “mete o rabo entre as pernas”, como disse Jaime Silva Pinto em prosa anterior. Como não devemos estar indignados, apreensivos, sentirmo-nos a sufocar? Não precisamos de ser Fretilin para contestar esta situação ditatorial e podre, só precisamos de ser timorenses.

TIMOR 2018

Por ANTÓNIO VERÍSSIMO – Página Lusófona

Dili – XTVRJ – 26Out2018 – O ditador Xanana Gus-Mau inaugurou as novas instalações da PPTL, Polícia Política de Timor-Leste, que teve a cobertura televisiva da XTVRJ, Xanana Televisão Rádio e Jornais, e demais associados da comunicação social do nosso país.

As instalações foram inauguradas na presença de mais de uma dezena de estadistas convidados para o evento, General Pinochet, Idi Amin Dada, Hitler, Staline, Mugabe, Bush pai e filho, Howard, Sukarno, Suharto, Mao e muitos outros ditadores que mantêm relações próximas e de grande amizade com o nosso herói, mentor e dono, Sua Excelência Alternadíssima, Reverenda, Venerada e Exultada, Kay-Kay Rala-Rala-Rala Xanana Gus-Mau.

Após a cerimónia o Exultado Xanana Gus-Mau disse que hoje era um dia muito especial para o país “porque acordei muito bem disposto e decidi libertar dois dos prisioneiros políticos dos dez mil e setecentos registados no último censo de há cinco anos, o que vem provar a minha magnanimidade e transparência nos destinos da nossa nação democrática, pacifica, sem contestações e toda mansinha às minhas ordens”.

Apurámos que os libertados eram Nandinho Lasama e Luís Guterres.

Em representação dos estadistas presentes, John Howard foi o porta-voz. Regozijou-se pela ordem social existente em Timor e elogiou a superior liderança do Venerável, Alternadíssimo e Exultado Xanana Mau, recordando nas suas palavras que “este é um dia para nunca mais esquecer e relembrar que estavam certos os desígnios que ambos traçámos desde 2005 para afastar os agitadores sociais e políticos que queriam levar o país à ruína e aos desaires das manifestações e liberdades selváticas de fazerem, dizerem e escreverem tudo que lhes dava na real gana constitucional”.

Posteriormente a comitiva rumou ao Palácio de Marfim, Jade e Platina, residência oficial do casal Kirs-Xanana Mau. A multidão ululava nas saudações devidas ao cortejo e os timorenses menos empenhados eram chicoteados ou abatidos in loco no caso de reincidência por falta de empenho energético a saudarem o ditador.

Registou-se também um pequeno incidente com uma viatura da Telecom Xanan que quase fez o cortejo parar. O condutor da Telecom Xanan alegou que foi o carrinho dos gelados Xanan Ice que o obrigou a abrandar, mas o incidente foi rapidamente resolvido. Ambos foram abatidos e logo recolhidos em viatura fúnebre da Xanan Fast Death, que os encaminhou para o Xanan Cemetery Big Fire.

Alguns membros da comitiva assistiram e elogiaram a eficiência e organização deste Estado Totalitário, em que quase não se ouve um ai nem um pio sem ordens superiores do Alternadíssimo e Exultado Xanana Mau.

Nota: Este é um texto de ficção, qualquer semelhança com acontecimentos em data futura não é coincidência.

sábado, outubro 25, 2008

A MARCHA DA PAZ E A DIFÍCIL TAREFA DA ONU EM TIMOR-LESTE

Sábado, 25 de Outubro de 2008

Por FERNANDO LISTOPAD – BLOG Timor Agora

A decisão tomada por José Ramos Horta de subverter o curso normal do resultado das eleições legislativas, ignorando a maior votação obtida pela Fretilin e fazendo com que uma AMP de ocasião se apossasse do seu legitimo lugar na formação de um governo e consequente governação do país, tem vindo a demonstrar em crescendo que foi a decisão errada mas a que lhe convinha para apaziguar os que exerciam pressões para a aniquilação de quem lhes causava dificuldades no domínio da exploração dos hidrocarbonetos no Mar de Timor e nos interesses subsequentes que daí advêm. Ramos Horta teve de entregar o país às mãos daqueles que sempre o exploraram quer no domínio indonésio quer presentemente, a Austrália e os EUA, principalmente.

A subversão assumida por José Ramos Horta enquanto Presidente da República foi de encontro aos que têm fomentado a instabilidade e o caos naquele país mas porque isso não foi considerado bastante para as aspirações de alguns, a etapa seguinte tomou por objetivo a domesticação da Fretilin através da “Mudança” ou a sua aniquilação – é aquilo que está em curso neste momento.

Neste aspeto a ONU, a UNMIT, nada pode fazer para repor a verdade democrática. Os seus poderes são praticamente nenhuns, vendo-se na contingência de ter de estar bem com Deus e com o Diabo, não podendo nem devendo emitir opiniões desse tipo. A ONU só tem de fazer valer a sua vontade e capacidade para evitar violências e caos quase a qualquer preço, por isso ser tão injustamente acusada disto e daquilo. Para a ONU o que conta são os timorenses e o país com a estabilidade possível, na democracia possível.

Na actualidade, aparentemente, o poder está nas mãos do homem forte da Austrália e de todos os interesses por si representados, Xanana Gusmão foi julgado o fiel servidor da causa e desse modo irá sempre continuar enquanto efetivamente os servir. O 11 de Fevereiro teve por objetivo levar à aniquilação violenta da Fretilin, à sua expulsão ou domínio – algo com que Ramos Horta não iria concordar, por isso ter de ser o primeiro a ser eliminado. O seu assassinato seria o rastilho para uma acusação à Fretilin, aos seus atuais líderes. A seguir existiria uma Fretilin domada e entregue de bandeja a José Luís Guterres, que acabaria por também “governar”, dar “legitimidade” ao governo, trazer “paz” e “estabilidade” numa enorme AMP. A oposição seria decapitada de uma vez por todas.

O plano não resultou, como sabemos, havendo agora a necessidade de recorrer a outros subterfúgios que conduzam ao que é pretendido pelos que se consideram com todo o direito a dominar e explorar Timor-Leste. Uma demonstração pública que demonstre a oposição dos timorenses a Xanana Gusmão e à decisão de José Ramos Horta em nomear para o governo a AMP não interessa que se realize e seja mostrada ao mundo.

Imaginemos que o resultado da Marcha da Paz demonstre que os timorenses estão substancialmente contra o governo de Xanana Gusmão e que se justificariam eleições antecipadas. Isso seria deitar a perder o que até agora foi conseguido, porque nessas eleições os timorenses votariam muito menos nos partidos que hoje são a AMP e muito mais na Fretilin, devolvendo-lhe a governação sem sombra de dúvidas. Isso não interessa. A Marcha da Paz não interessa para os objetivos de Xanana Gusmão e daqueles que representa. A Fretilin tem de ser aniquilada. A ONU nada pode fazer… a não ser pôr água na fervura, salvaguardando o melhor que pode e sabe a sobrevivência dos timorenses.

É uma tarefa muitíssimo difícil que não se sabe se não terminará inglória. Esperemos que não.

Comunicado FRETILIN

Tradução para Português (versão original em língua tétum – em anexo)

FRETILIN
22.10.08
Conferência de imprensa

O Partido FRETILIN pretende com esta conferência de imprensa fazer chegar a todo o povo Maubere o seu apelo e a sua posição perante a seguinte declaração do Primeiro Ministro de facto :

"Estou pronto a que pessoas me chamem nomes (ditador). Se durante a marcha da paz acontecer alguma coisa, eu hei-de prender algumas pessoas e peço a todos para não deixarem as suas casas".

O Partido FRETILIN considera as declarações do Primeiro Ministro de facto, uma ameaça intencional para intimidar o povo Maubere. Perante esta ameaça, o Partido FRETILIN faz um veemente apelo ao povo Maubere,

1. Pedimos a todo o povo Maubere e, em especial, aos militantes e simpatizantes da FRETILIN para não se deixarem intimidar com as declarações do Primeiro Ministro de facto, porque a FRETILIN não se deixa amedrontar facilmente e nunca teve medo de ninguém, tem apenas o dever de respeitar a Constituição e as leis em vigor no nosso país. A FRETILIN está convicta de que o direito de organizar a marcha da paz ou qualquer outro tipo de manifestação está consagrado na Constituição da RDTL.

2. O Partido FRETILIN quer reafirmar que a marcha da paz, já decidida pelo Comité da Central da FRETILIN, irá avante e a população em geral será, previamente informada, incluindo as autoridades de segurança da PNTL.

3. O Partido FRETILIN vai organizar esta marcha da paz obedecendo ás leis vigentes em Timor-Leste e não usará a violência que foi utilizada por algumas pessoas durante a crise de 2006.

4. O Partido FRETILIN vai trabalhar em conjunto com as Forças de Segurança da PNTL para que durante a marcha da paz, seja garantida a segurança.

Por último, a posição do Partido FRETILIN em relação ás declarações do Primeiro Ministro de facto são:

1. O Partido FRETILIN não reconhece a legitimidade deste governo e designa-o apenas como governo de facto;

2. O Partido FRETILIN não acredita que o Primeiro Ministro de facto venha a dar ordens para prender pessoas porque só os tribunais e os juízes, podem dar ordens de detenção.

3. O Partido FRETILIN não se intimida pelo facto de o Primeiro Ministro de facto querer ser ditador – as experiências à nível mundial já mostraram que os ditadores não são intocáveis e também podem cair do "poleiro" sem menos esperarem e devem assumir responsabilidades pelos seus actos durante a sua governação.

4. O Partido FRETILIN declara que qualquer ordem de detenção que o Primeiro Ministro de facto venha a dar contra qualquer cidadão - não está contemplado nas leis vigentes em Timor-Leste e terá, em última análise, consequências contra si próprio e contra os que implementarem ESSA ordem. Não se deve esquecer que este acto é uma violação contra os direitos humanos, contra a Constituição da RDTL e contra as leis vigentes na nossa Nação.

Com esta declaração apresentamos o nosso "obrigado wain".

Arsenio Bano
Vice Presidente

Jose Manuel Fernandes
Secretario Geral Adjunto

Aniceto Guterres
Chefe da Bancada FRETILIN


Konferensia Imprensia

Liu husi Konferensia Imprensa ida nee Partido FRETILIN hakarak hatoo nia apelo no posisaun ba povo maubere tomak hafoin deklarasaun nebe mak Primeiro Ministro de Faktu hatoo hanesan tuir mai;
" Hau pronto atu simu naran saida deit mak ema fo ba hau (Ditador), bainhira Marcha de Paz lao, akontese buat ruma hau sekaer ema balun no hau husu ba ema hotu atu labele husik sira nia uma".

Deklarasaun Primeiro Ministro Defaktu nian, Partido FRETILIN konsidera hanesan deklarasaun ida atu ameasa no hatauk povo maubere. Nunee Partido FRETILIN hakarak halo apelo ba Povo Maubere ho lia fuan hanesan tuir mai;

1. Husu ba Povo Maubere tomak liu-liu militantes no simpatizantes FRETILIN atu labele hakfodak no tauk ho deklarasaun Primeiro Ministro de Faktu nian- tan FRETILIN latauk ema so respeito deit ba konstituisaun no lei nebe vigora . FRETILIN fiar katak direito atu organija marcha de paz no kualker manifestasaun konsagra iha Konstituisaun RDTL.

2. Partido FRETILIN hakarak reafirma katak Marcha de Paz nebe mak Committee Central FRETILIN nian hakatu tiha ona se realiza nafatin no se informa ba publiku tomak inklui autoridades seguransa PNTL nian.

3. Partido FRETILIN se organija didiak Marcha de Paz nee tuir lei nebe aplika iha Timor-Leste no sei la uza violensia hanesan sira balun uja iha tempo krize 2006 liu ba.

4. Partido FRETILIN sei serbisu hamutuk ho Forsa Seguransa PNTL atu bele fo seguransa ba lalaok Marcha de Paz nian.
Ikus liu Partido FRETILIN hatoo nia posisaun kona ba Deklarasaun Primeiro Ministro de Faktu nian hanesan tuir mai;

1. Partido FRETILIN la rekuinese guverno ida nee no haklaken tiha ona katak guverno ida nee guverno de faktu.
2. Partido FRETILIN se la fiar katak Primeiro Ministro de Faktu bele fo ordem atu kaer ema balun tan se mak iha knar atu fo ordem kaer mak Tribunal no Juizes sira

3. Partido FRETILIN lahakfodak se Primeiro Ministro de Faktu hakarak sai ditador- tan esperiensa iha mundu tomak hatudu katak ditador sira mos se monu no se responsabilija hahalok nebe mak sira halo durante sira nia ukun.

4. Partido FRETILIN hakarak deklara katak ordem nebe mak Primeiro Ministro de Faktu sei fo kona ba atu kaer ema balun-latuir lei nebe mak vigora iha Timor Leste, nia konsikuensia ba nia an rasik no ba sira nebe mak implementa ordem NEE sei mosu iha loron ikus, tan sira viola direitos humanus, Konstituisaun RDTL no leis nebe vigora iha Timor-Leste.
Ho deklarasaun ida ami hatoo obrigado wain

Arsenio Bano
Vice Presidente

Jose Manuel Fernandes
Secretário Geral Adjunto

Aniceto Guterres
Chefe de Bancada FRETILIN

Onde andam os grandes defensores dos Direitos Humanos?...

Que diz Ana Gomes das declarações do amigo Xanana? Direitos Humanos, só para alguns?

Deste ditadorzeco não diz nada?...

Fretilin defends democratic right to protest

ABC News
25.10.2008
Posted 10 hours 28 minutes ago

East Timor's opposition leader has defended his party's right to plan a mass demonstration in Dili, amid Government claims it could trigger new clashes.

East Timor's Prime Minister Xanana Gusmao has threatened to arrest any anti-government protesters who join what the Fretilin party has called a "peace march".

But opposition leader Mari Alkatiri has told Radio National's Saturday Extra program that Fretilin has a democratic right to hold a march.

And he has accused the Prime Minister of fuelling the divisions between the country's east and west factions, which turned violent in 2006.

"He was the one, who as head of state, made a speech to the nation and tried to divide the army into east and west," he said.

"He did it publicly. He should be blamed for this."

FRETILIN e Xanana Gusmão em rota de colisão

Herói da resistência considerado como «ditador»

PNN Portuguese News Network
2008-10-24 20:50:21

Díli - A FRETILIN reagiu hoje de forma violenta às declarações do Primeiro Ministro de Timor Leste Xanana Gusmão que, em entrevista à agência Lusa afirmou ser «indiferente a que me considerem ditador, porque a nossa prioridade é a estabilidade e a segurança de todos os cidadãos.»

Na mesma entrevista, o herói da resistência timorense afirmou ainda estar disposto a deter quaisquer pessoas que ponham em causa a ordem pública durante a realização da Marcha de Paz, iniciativa da FRETILIN prevista para as próximas semanas.

«Xanana Gusmão não é a única pessoa do país. A FRETILIN é uma instituição que pode e deve agir no sentido de demonstrarão povo que defende os valores da paz e da democracia para Timor-Leste.» José Manuel Fernandes, vice-presidente do partido afirmou também que o receio de que a Marcha de Paz promova a instabilidade no país «é uma ideia proveniente de Xanana Gusmão e seus aliados», afirmando que «a FRETILIN está disposta a dar a Xanana Gusmão uma lição de paz e não-violência que defenda a reposição da autoridade democrática do Estado Timorense.»

José Manuel Fernandes acrescenta que toda a recente polémica com a Marcha da Paz, prevista no plano de acções do Partido desde Novembro de 2007, serve apenas para «desviar a atenção dos problemas reais da população timorense e das constantes notícias de corrupção» de que o elenco governamental da Aliança de Maioria Parlamentar tem vindo a ser acusado nas últimas semanas.

Alkatiri Interview on Connect Asia (Radio Australia)

http://www.radioaustralia.net.au/news/stories/200810/s2399153.htm?tab=asia
East Timor opposition leader defends 'peace march'

Updated October 23, 2008 22:16:16

East Timor's opposition leader has rejected government accusations that the Fretilin party is stoking security tensions by planning a mass demonstration.

Prime Minister Xanana Gusmao says the government will not hesitate to arrest violent demonstrators.

Mari Alkatiri has told Radio Australia it is Fretilin's democratic right to hold its so-called 'peace march', just as it is the government's right to arrest violent people.

He says the government was trying to blame others for its own mistakes.

"They've been trying t solve problems by using only money, but not to solve the political problems through political means, that they've failed," he said.

"The government has failed at all levels, and they're trying to blame others for their own mistakes."

Fretilin has not named a date for its mass demonstration.

Violence between eastern and western factions in East Timor flared in May 2006, killing 37 people and displacing 150,000 East Timorese.

Fretilin's leader Mari Alkatiri also told Radio Australia that his party was not behind an anonymous pamphlet circulating in Dili, threatening more violence, if a person from the island's east is named the new commander of the police force.

"Fretilin has nothing to do with this kind of issue," he said.

"Xanana has to be blamed for this kind of 'east and west' in Timor Leste. He was the one in 2006 to divide the country into east and west, Xanana himself."

The Australian Defence Force announced on Wednesday that it is withdrawing about 100 troops from East Timor by early next year.

quinta-feira, outubro 23, 2008

Suharto também não se importava...

Xanana Gusmão repete que não vai permitir "pânico" na população

Díli, 23 Out (Lusa) - O primeiro-ministro de Timor-Leste, Xanana Gusmão, reafirmou hoje em Díli à Agência Lusa que não vai permitir que alguém crie “pânico” na população, referindo-se à Marcha da Paz, convocada pela Fretilin, maior partido da oposição.

“Costumam-me acusar de ditador”, explicou Xanana Gusmão quando questionado pela Lusa sobre o sentido de declarações feitas segunda-feira passada numa conferência de imprensa.

Na altura, Xanana Gusmão, segundo a France Presse, ameaçou mandar deter todas as pessoas que participem em qualquer manifestação anti-governamental, tendo em conta o risco de desestabilização do país.

« Vamos deter todos aqueles que participem em qualquer manifestação a bem da segurança do Estado », afirmou o primeiro-ministro, na segunda-feira.

« É-me indiferente que me considerem ditador porque a nossa prioridade é a estabilidade e a segurança de todos os cidadãos », disse, acrescentando que não deixará « nunca o país reviver os mesmos problemas de 2006», com a crise militar e política, que levou centenas de milhares de pessoas a abandonar Díli.

“O que disse é que respeito o direito das pessoas e das massas às demonstrações. O que me preocupa são grupos que podem provocar pânico na população e começam a fugir e a queimar coisas e a roubar coisas”, esclareceu hoje o primeiro-ministro, em declarações à Lusa à margem da primeira interpelação ao Governo, no Parlamento Nacional.

“Isso não vou permitir”, insistiu o chefe do Governo, que é também responsável das pastas da Defesa e da Segurança.

De resto, acrescentou Xanana Gusmão, “façam marchas todos os dias”.

Ao mesmo tempo, Xanana Gusmão afirmou que “não há problema” com a anunciada redução de efectivos militares australianos das Forças de Estabilização Internacionais (ISF), que desde a crise de 2006 contribuem para a segurança no país.

A Fretilin, o maior partido da oposição e vencedora das eleições legislativas de 30 de Junho de 2007, anunciou, sem marcar data, a realização de uma Marcha da Paz em todo o país, concentrando milhares de manifestantes em Díli.

“A Marcha da Paz pretende provar mais uma vez que este Governo não tem legitimidade para governar”, repetiu na semana passada o secretário-geral da Fretilin, Mari Alkatiri, em duas conferências de imprensa.

PRM.
Lusa/fim

Army role in Timor could soon be over

SMH
BEN DOHERTY AND DANIEL FLITTON
28/08/2008 1:00:01 AM

AUSTRALIA'S 750-strong troop commitment to East Timor could be over by the end of next year, as security in the nation steadily improves, the East Timorese Prime Minister, Xanana Gusmao, said yesterday.

He also remains confident that East Timorese will soon be working in Australia under a guest-worker scheme, despite suffering a setback this week when his country was excluded from a pilot program that will focus on Pacific Island nations.

Mr Gusmao told the Herald yesterday the brittle security climate in his country had improved after shock attacks on himself and the President, Jose Ramos-Horta, earlier this year.

"Right now it is very calm. Mums are going outside at night and [in the] evening, with children, playing around. We feel this is one of the best achievements that we have," he said.

Mr Gusmao said more than 50,000 displaced people had returned home in the past year, adding to the sense of security, while a rift between the East Timor army and police - a cause of 2006 riots that wrecked the capital Dili and prompted the return of Australian forces - had begun to heal.

Security forces have captured remaining members of the small rebel group once led by Alfredo Reinado, a former major who broke with the government in 2006 and was killed by guards during the attack at Mr Ramos-Horta's house in February.

"They gained the confidence of the people; now our people can trust in our security forces," Mr Gusmao said.

As security improves, he said he expected East Timor's army to concentrate on civil projects, building roads, bridges and other basic infrastructure, allowing international troops to withdraw.
Mr Gusmao said his country's political and economic future would be shored up by giving Timorese youth the chance to take up temporary jobs in Australia, but he understood Australia first wanted to test the program with Pacific Island nations.

Transformational Arts for Peace

Local NGO, Ba Futuru based in Dili, Timor-Leste and I recently conducted a photography project for Timorese children and youth, which resulted a photo exhibition ongoing in Dili, funded by the European Commission and featured in several Australian media. This project is about introducing a cathartic medium for young people to express themselves.

We invite you to visit our project blog to see the remarkable photos taken by these children and youth and more information about the project.

http://transformationalartsforpeace.blogspot.com/


With kindest regards,

Rose Magno

Governo e oposição não se entendem

RR
22-10-2008 8:26

O Governo de Díli acusou o partido da oposição, a FRETILIN, de estar a incitar a divisão entre a parte este e ocidental da ilha.

Tem estado a circular, na capital timorense, um panfleto anónimo, com ameaças de violência, ao mesmo tempo que se fala na preparação de uma «marcha de paz».

O porta-voz do Governo, Ágio Pereira, citado pela agência Reuters, afirma que "qualquer iniciativa para retomar as hostilidades em Timor-Leste será inaceitável".

Á Renascença, Mari Alkatiri, antigo Primeiro-ministro e actual líder da FRETILIN, responde às acusações: diz que o Governo não tem legitimidade, que o povo não quer este Governo e sublinha que a FRETILIN tem colaborado para manter a paz no país.

Recorde-se que os conflitos étnicos e regionais em Timor levaram aos incidentes de violência em Maio de 2006, que causaram 37 mortos, e obrigaram 150 mil timorenses a abandonar as suas casas.

A juntar à situação no terreno, fica o anúncio da Austrália, que vai reduzir o número de tropas no território. O ministro australiano da defesa considera que as autoridades timorenses estão a conseguir controlar a segurança no país e por isso é altura de retirada para os capacetes azuis da Austrália.

Já em 2009 regressam 100 efectivos - ficam 650 militares australianos em Timor.

Entretanto, o Presidente timorense, Ramos Horta, anunciou, em conferência de imprensa, que ainda esta semana vão ser destruídas quase dez mil armas ilegais e munições, entregues durante a campanha que decorreu entre Julho e Agosto.


AC

Som:

Mari Alkatiri critica Governo de Dili
O líder da Fretilin foi entrevistado pelo jornalista Pedro Mesquita, a propósito da tensão em Timor-Leste

terça-feira, outubro 21, 2008

East Timor PM Threatens (Again) To Arrest Anti-govt Protesters

Caros compatriotas e amigos de Timor-Leste

As ditaduras em todo o mundo tem a mesma caracteristica: os cidadaos nao tem quaisquer direitos. Os governos ditatoriais manipulam a opiniao publica alegando defender interesses do povo, tais como bem estar, necessidade de desenvolvimento do pais, seguranca , estabilidae e defesa da unidade na diversidade. E assim vao dominando perseguindo os seus interesses com o apoio das forcas de defesa e de seguranca. Ja passamos por dois regimes ditatoriais! Mas hoje temos uma Constituicao feita por nos que garante os direitos dos cidadaos. Vamos defender esses direitos.

O PM de facto deu uma conferencia de imprensa ontem, em Dili, rodeado pelo general das F-FDTL, pelo Secretario de Estado de Seguranca e pelo Comandante Interino da PNTL. Serao estas as forcas que nos vao prender na Marcha da Paz? Mas ainda nao comecamos a organiza-la....e ja estao a ameacar-nos? Que raio de estado de direito e este?

Em vez de educar as massas a respeitar os direitos garantidos na Constituicao, os actuais lideres amedrontam as populacoes com o espantalho da violencia com o proposito de impedir que os cidadaos manifestem as suas aspiracoes.

Antigamente era o espantalho do comunismo....para impedir o apoio a FRETILIN . Estava na moda naqueles tempos mas nao deu resultado. Agora e o espantalho da violencia.... .e isto tambem nao vai resultar.

Enquanto uns ameacam a FRETILIN outros parecem querer dar a ideia de que estao preocupados com a reputacao da FRETILIN no caso de haver pouca participacao na Marcha da Paz. Isto da graca. Afinal ha muitos que se "preocupam" com a FRETILIN!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Todos querem dar licoes de politica ao partido FRETILIN....incluindo os lideres de partidos nao funcionais e os independentes que nao tem nenhum sentido de organizacao e nenhuma experiencia sobre a vida partidaria.

Mas a FRETILIN esta serena. Esta ciente das suas responsabilidades como partido historico.

A AMP nao deveria recear da movimentacao da FRETILIN porque o ministro de facto Joao Goncalves afirmou em comunicado de impremsa que a AMP obteve 70% de apoio nas eleicoes....Oi, oi ! Nao vi a AMP na lista das eleicoes legislativas!

Porque tanto medo? Sera que estao com medo da nossa reorganizacao a nivel nacional? Esta e a nossa unica actividade de momento.A FRETILIN esta a reorganizar-se a todos os niveis, comecando pelas aldeias e sucos. Sempre foi um partido de massas e ha-de continuar a se-lo. Vamos novamente triunfar nas eleicoes comunitarias.

Apelo para que nos deixem em paz. A FRETILIN e uma peca importante para o triunfo da democracia neste pais, seguranca, estabilidade, paz e para o denvolvimento do pais a todos os niveis em beneficio de todo o povo.

Preocupemo-nos todos com a corrupcao que esta a florescer no pais. Vamos combate-la a todos os niveis.

Cumprimentos a todos

Filomena


Nota: A conferencia de imprensa de XG foi divulgada ontem via TVTL e esta nas primeiras paginas de todos os jornais timorenses.

Ex-torturador timorense provoca debate na Austrália

Díli, 20 Out (Lusa) - Uma comissão do Senado australiano discute terça-feira a situação de um ex-torcionário timorense que entrou na Austrália com um visto de peregrino.

A situação de Gui Campos, um colaborador da inteligência militar indonésia desde os primeiros anos da ocupação de Timor-Leste, vai ser abordada numa das comissões do Senado australiano.

É a segunda vez que o Governo federal vai ser questionado em relação a Gui Campos, que entrou no país há poucos meses com um visto concedido para participar no Dia Mundial da Juventude, durante a visita do Papa Bento XVI à Austrália.

Na sessão de 13 de Outubro, o senador Bob Brown, líder dos Verdes australianos, questionou o ministro da Imigração e Cidadania, o senador Chris Evans, sobre a presença de Gui Campos no país e exigiu saber também se as autoridades australianas pretendem agir contra o ex-torturador ou deixá-lo fugir.

Vários activistas timorenses na Austrália e também vítimas ou familiares de pessoas interrogadas, torturadas ou mortas por Gui Campos ou por sua indicação pretendem que o ex-colaborador dos indonésios seja preso e julgado por esses crimes.

Gui Campos, de 55 anos, residente em Díli, foi reconhecido numa rua de Sydney por uma mulher timorense que é irmã de um rapaz de onze anos que morreu em 1978 na capital timorense depois de ser interrogado e espancado pelo temido agente.

No seguimento dessa descoberta e da denúncia de Gui Campos na televisão australiana, vários outros testemunhos vieram a público confirmando as acusações contra o agente indonésio.

José Belo, um dos jornalistas timorenses mais conhecidos e director do jornal Tempo Semanal, e Naldo Rei, autor de um livro recente sobre a experiência da resistência timorense, acusam Gui Campos de os ter torturado nos anos 1990, com choques eléctricos e espancamentos.

Muitos outros episódios do currículo de Gui Campos estão documentados quer pelas suas vítimas em Díli quer pelos arquivos das comissões que investigaram a violência em Timor-Leste entre 1975 e 1999.

No Senado australiano, a oposição pretende saber como foi possível um homem com este currículo obter um visto de peregrino, que, segundo informação oficial, Gui Campos pretende renovar.

PRM.
Lusa/fim

Traduções

Todas as traduções de inglês para português (e também de francês para português) são feitas pela Margarida, que conhecemos recentemente, mas que desde sempre nos ajuda.

Obrigado pela solidariedade, Margarida!

Mensagem inicial - 16 de Maio de 2006

"Apesar de frágil, Timor-Leste é uma jovem democracia em que acreditamos. É o país que escolhemos para viver e trabalhar. Desde dia 28 de Abril muito se tem dito sobre a situação em Timor-Leste. Boatos, rumores, alertas, declarações de países estrangeiros, inocentes ou não, têm servido para transmitir um clima de conflito e insegurança que não corresponde ao que vivemos. Vamos tentar transmitir o que se passa aqui. Não o que ouvimos dizer... "
 

Malai Azul. Lives in East Timor/Dili, speaks Portuguese and English.
This is my blogchalk: Timor, Timor-Leste, East Timor, Dili, Portuguese, English, Malai Azul, politica, situação, Xanana, Ramos-Horta, Alkatiri, Conflito, Crise, ISF, GNR, UNPOL, UNMIT, ONU, UN.